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Pela terceira vez, o projeto #AmpliaEnem vai pagar a taxa de inscrição, no valor de R$ 85, para estudantes pretos, pardos e indígenas inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2022. Os interessados têm até 23 de maio para realizar o cadastro por meio de formulário on-line.

Pessoas que desejam ser um apoiador da campanha podem se cadastrar também, através de formulário on-line. O apoiador será responsável pelo pagamento de uma ou mais inscrições do Enem. Em 2020, o Movimento Amplia beneficou cerca de 100 estudantes. Já em 2021, 835 inscrições foram confirmada por meio da iniciativa. Na edição de 2022, a meta é de 1000 estudantes.

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Mais um caso de ansiedade coletiva em alunos foi registrado, nesta quinta-feira (19), pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Desta vez, estudantes da Escola de Refêrencia em Ensino Médio (Erem) Professor Mardônio, localizada na Bomba do Hemetério, Zona Norte do Recife, precisaram de atendimento.

De acordo com a Secretaria de Saúde do Recife, uma ambulância foi enviada para a escola. Na ocasião, 10 adolescentes foram atendidos e um deles precisou ser levado para uma unidade de saúde, mas, segundo a Sesau, sem gravidade.

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Por meio de nota, a Secretaria de Educação e Esportes (SEE) de Pernambuco informou que os alunos apresentaram crises de choro e ansiedade e, por isso, o Samu foi chamado. Além disso, a SEE salientou que a escola realiza "de maneira sistemática um trabalho, orientado pela Secretaria de Educação e Esportes, voltado à educação socioemocional, incluindo a orientação dos jovens e dos responsáveis sobre o tema".

Outro caso

Na manhã desta quinta-feira (19), estudantes da Escola de Referência em Ensino Fundamental Creusa Barreto Dornelas Câmara, localizada no bairro da Torre, Zona Oeste do Recife, apresentaram sintomas de ansiedade e precisaram de atendimento após um homem, que fugia da polícia, pular o muro da instituição de ensino. Ao todo, 20 estudantes passaram mal e tiveram crise.

Na manhã desta quinta-feira (19), alunos da Escola de Referência em Ensino Fundamental Creusa Barreto Dornelas Câmara, localizada no bairro da Torre, Zona Oeste do Recife, apresentaram sintomas de ansiedade e precisaram de atendimento após um homem, que fugia da polícia, pular o muro da instituição de ensino.

Ao todo, 20 estudantes passaram mal e tiveram crise de ansiedade. De acordo com informações da Secretaria de Saúde do Recife, duas ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) prestaram socorro e dois adolescentes foram atendidos no local.

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Ainda segundo a secretaria, esses estudantes não precisaram de remoção para unidades de sáude da capital pernambucana. Por meio de nota, a Secretaria de Educação e Esportes (SEE) de Pernambuco explicou que o suspeito de asslto "foi detido pelos policiais logo na entrada, não tendo acesso a dependência interna do local [escola]".

A SEE reforça que não houve feridos e que durante o atendimento do Samu, os pais dos alunos foram chamados para buscar os filhos. Como se trata de uma escola de ensino integral, as aulas do horário da tarde foram suspensas, mas seguem mantidas nesta sexta-feira (20). 

O caminho para receber o diploma de bacharel em direito não é nada fácil. Desde o início do curso, os estudantes são expostos à realidade de que só poderão exercer a profissão após receberem a aprovação no Exame da Ordem dos Advogados (OAB). Motivo de alegria para muitos, a avaliação também causa bastante ansiedade e apreensão àqueles que não se saíram tão bem e acabaram sendo reprovados.

Assim, com o psicológico muitas vezes abalado pela sensação de que precisam corresponder às expectativas de familiares, amigos e professores em obter a aprovação de imediato no exame, além do próprio julgamento sobre o desempenho, muitos candidatos entram em um estado de autocrítica e desânimo que só tende a prejudicar ainda mais a preparação para as futuras tentativas.

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Em conversa com professores de direito que possuem experiência prática na preparação tanto em relação ao conteúdo, como no preparo psicológico de alunos que pretendem prestar a prova da OAB, o LeiaJá reuniu algumas dicas importantes para que os candidatos encontrem mais resiliência e motivação após descobrirem sua reprovação.

Não desistir é o primeiro mandamento

Após uma frustração, principalmente depois de meses e até mesmo anos estudando, é muito compreensível que cresça dentro do estudante um sentimento de desistência, contudo, para quem sonha em advogar e se tornar um excelente profissional, essa não deve ser nem mesmo uma alternativa. Para o professor de direito civil Rafael Ribeiro, a melhor estratégia é se reerguer e usar os conhecimentos adquiridos para estar mais seguro na próxima tentativa.

“Para quem infelizmente não conseguiu a aprovação, não é hora de desanimar, lembre-se que você deu muito duro para essa prova e que todo conhecimento adquirido não está perdido. Se essa é a primeira tentativa, mas infelizmente não passou, concentre-se na repescagem, agora você terá mais tempo para treinar as peças e certamente conseguirá a aprovação. O importante agora é não desistir e continuar seus estudos que dessa forma certamente a aprovação virá”, aconselha Rafael Ribeiro.

Em entrevista ao LeiaJá, o docente de direito civil Felipe Torres explica que a reprovação não pode ser responsável por definir o estudante. “O primeiro passo é nunca desistir, a prova acontece três vezes ao ano, então isso aumenta exponencialmente a probabilidade de se alcançar a aprovação. É uma prova que tem um grau de dificuldade elevado, não é à toa que muitas pessoas reprovam, mas se o estudante se organizar, ter uma boa dinâmica e agenda de estudo, as chances de aprovação serão potencializadas", explica.

Encontre motivação

Se sentir motivado após uma frustração não é tarefa fácil, porém é essencial para quem precisa encontrar folego para retomar os estudos e pretende fazer diferente no próximo exame. Para o advogado e professor de direito tributário Diógenes Teófilo, o candidato deve enxergar o resultado negativo como mais um aprendizado que servirá para aprimorá-lo até a aprovação.

“Como diria Paulo Coelho, 'imagine uma nova história para sua vida e acredite nela'. Só que essa história começa agora. Contemplar a beleza do esforço e da dedicação, que marca o caminho, tem tanto valor quanto arquitetar as possibilidades futuras. A vida, no direito, importa em constante atualização, o que só é possível se o estudo for compreendido como uma cultura assumida. As respostas às grandes perguntas dos clientes e dos concursos estão sendo forjadas neste momento, em que somos convidados a construir uma personalidade profissional e uma base sólida de conhecimento. Em um país com tantas desigualdades, como é o Brasil, dispor dos recursos necessários para caminhar é revolucionário”, esclarece.

Preparação psicológica 

Estudar e absorver o máximo de conhecimento possível é essencial para passar na OAB. Contudo, nem sempre é discutido o quanto o equilíbrio mental é, sem sombras de dúvidas, um fator determinante para o exame e que merece bastante atenção, principalmente no momento pós reprovação, no qual o aluno poderá estar ainda mais inseguro de suas capacidades.

Para o professor de direito processual penal Victor Pontes, esse é um grande problema dos alunos da OAB. “Os candidatos estão normalmente com um estado psicológico abalado pelo fato de realizarem o exame no fim do curso e terem que lidar com uma pressão muito grande de todos os lados: ser aprovado na OAB, concluir a monografia de conclusão de curso, ter que lidar com a rotina de estágio, entre outros compromissos", explica.

Como caminho para contornar essa situação, Pontes indica a busca por orientação profissional. “Portanto, se necessário, o importante é buscar ajuda profissional para lidar com a ansiedade que precede o exame, sobretudo nos momentos mais próximos à prova. O que também pode ajudar o aluno a lidar com a ansiedade na hora da prova é a realização de simulados e exames anteriores para praticar a gestão do tempo, o que lhe dará mais tranquilidade por já ter treinado a realização do exame naquele ambiente", indica o profissional.

Avalie seus erros

Ninguém gosta de errar, principalmente na realização de uma prova tão importante para a carreira profissional. Entretanto, por mais que o acerto sempre seja o objetivo dos estudantes, buscar tirar aprendizados dos próprios erros é uma estratégia transformadora para alcançar a aprovação na OAB. Assim, ao LeiaJá, o professor Victor Pontes, destaca a importância de parar para avaliar seus erros e assim aprimorar seu modelo de preparação.

“Um passo importante para quem não passou na OAB é realizar uma análise dos erros na preparação para o exame. Muitos alunos costumam subestimar o exame por acharem que se trata de uma prova fácil e acabam não realizando a preparação adequada. No entanto, o exame conta com questões específicas de diversas disciplinas e a cada ano vem exigindo conhecimento mais aprofundado do aluno, o que acaba culminando num elevado índice de reprovação. Portanto, analisar e identificar os erros é essencial para aquele que acaba de ser reprovado no exame da ordem” explica.

O advogado e professor de direito tributário Diógenes Teófilo também destacou o quanto é valioso aprender com os próprios erros: “A segunda etapa do processo é a continuidade. Não se volta à estaca zero, como se convenciona dizer, pois o conhecimento não retrocede, ele é acumulativo e prospectivo. A comparação entre o gabarito oficial e a prova do candidato informará os assuntos que necessitam serem revistos com mais cuidado. Os erros são oportunidades, sempre. No mais das vezes, eles apontam para outras realidades, como são a atenção, a disciplina e a crítica. Competências importantes e que devem ser desenvolvidas.

Busque um novo método de aprovação

Se não deu certo da primeira vez, então deve ser a hora de aprimorar ou mesmo encontrar outros métodos de ensino. “Um estudo que não seja direcionado especificamente para a OAB, compromete o resultado, de modo que se deve buscar métodos específicos para o exame, que também se adequem à maneira como o aluno absorve melhor os conteúdos. Os cursos preparatórios, para os que possuem condições de fazê-los, são importantes nesse processo, já que dão esse norte especial ao aluno” esclarece Victor Pontes.

Segundo o docente de direito civil Felipe Torres, uma estratégia inteligente é priorizar as matérias mais primordiais e que mais caem nas provas. Escolher o que e como estudar é muito importante para conquistar a aprovação: “O estudante deve focar no fato de que a prova é composta por 80 questões e que você precisa acertar tão somente 50%, então priorize aquelas matérias que você tenha um melhor conhecimento. Tem algumas matérias, por exemplo, constitucional, civil, processo civil e ética, que são matérias importantes, independente do estudante gostar ou não, levando em consideração a grande quantidade de questões que elas abrangem.”, explica.

Na segunda fase, o professor sugere que o aluno escolha uma área para realização da prova que ele tenha observado certa facilidade de compreensão durante seus cinco anos de faculdade. Além disso, Felipe reforça a importância de desenvolver a confiança através dos estudos e da busca de uma preparação assertiva para o exame.

A Câmara aprovou nesta quarta-feira (18) o texto-base do projeto de lei que regulamenta o homeschooling. Foram 264 votos a favor, 144 contrários e duas abstenções. Promessa de campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL), a educação domiciliar encontra eco em eleitores conservadores, que criticam o ensino nas escolas. Os partidos de esquerda, contrários à proposta, não conseguiram barrar a aprovação. Antes de enviar o texto para o Senado, os deputados vão analisar os destaques - sugestões de mudança - nesta quinta-feira, 19.

A proposta determina que as atividades pedagógicas sejam periodicamente registradas pelos pais e responsáveis. Os estudantes, pelo texto da proposta, devem estar matriculados em instituição de ensino credenciadas, que devem acompanhar a frequência nas atividades. Além disso, os alunos seriam avaliados anualmente pelo Ministério da Educação sobre conteúdos da Base Nacional Comum Curricular.

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Parlamentares contrários ao projeto alegaram que o homeschooling fragiliza a proteção de crianças, pois na avaliação deles, se tornaria mais difícil, por exemplo, protegê-las de abusos sexuais ou de exploração do trabalho infantil. "É nas escolas que muitas vezes é possível identificar abusos", disse a líder do PSOL, deputada Sâmia Bomfim (SP). A oposição também acusou o governo de criar "cortina de fumaça", ou seja, uma distração com a pauta ideológica, em meio à alta da inflação e do preço dos combustíveis.

Para o deputado Tiago Mitraud (MG), líder do Novo, contudo, o projeto chancela o "direito de liberdade" previsto na Constituição e na Declaração Universal dos Direitos Humanos. "Se têm famílias com condições de adotar isso, e vão ter regras para o homeschooling, não vamos ser nós que vamos votar contra", afirmou.

Líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR) também defendeu o projeto. "Hoje isso está criminalizado no País. Uma família, de pessoas que trabalham no circo, de pessoas que têm uma vida nômade, recebe a visita do Conselho Tutelar, recebe a visita da polícia, para que os seus filhos vão para a escola. Mas eles não têm como fazer isso. E têm outras famílias que querem se dedicar à educação dos seus filhos e o fazem com muita presteza", disse.

Os partidos de esquerda, como PT, PSOL, PCdoB e PSB, foram os únicos contrários à aprovação do homeschooling. A promessa de campanha de Bolsonaro recebeu o apoio do Centrão - PP, PL e Republicanos - e de siglas como PSDB, União Brasil, PSD, Cidadania e Solidariedade.

De acordo com o Censo da Educação Básica 2020, existem aproximadamente 179 mil escolas de Educação Básica no Brasil, das quais 25 mil são particulares. A maioria dessas escolas ainda carece de propostas de ensino diferenciadas, como a gamificação.

Um mercado de destaque que é explorado pela Kiduca, empresa que desenvolveu uma plataforma educacional que estimula alunos do Ensino Fundamental a aprenderem por meio de desafios lúdicos e divertidos.

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A companhia recebeu recentemente o empreendedor Janguiê Diniz, fundador do grupo Ser Educacional e presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo, como novo sócio, para impulsionar seus projetos e traçar novos planos de futuro. A Kiduca desenvolveu um jogo para smartphones, tablets e computadores, que se passa em um mundo próprio, no qual cada região corresponde a uma área de estudo.

“Todo o nosso conteúdo foi desenvolvido por um grupo de especialistas em educação com grande experiência em aprendizagem infantil personalizada com novas abordagens educacionais, tendo como base a Base Nacional Comum Curricular do Ministério da Educação”, explica o CEO da empresa, Jorge Proença.

“Há um storytelling envolvendo todas as matérias do game. Desde o primeiro contato com o Kiduca, o aluno vai vivendo uma história, onde ele é o protagonista para ajudar os personagens na narrativa”, completa.

O game é voltado para alunos do Ensino Fundamental I (5 a 11 anos). O estudante mergulha em uma história envolvente, acompanhando a trajetória de uma menina robô que, após perder todos os seus conhecimentos, precisa de ajuda para encontrá-los. Em poucos movimentos, o aluno entende sua importância na narrativa e se sente imbuído em ajudar a personagem ao longo da história.

“Nesse ‘mundo’, além de serem criadas situações para estimular a curiosidade do aluno e trabalhar conceitos de cidadania e valores morais, ainda é possível interagir com os outros coleguinhas de sala, por meio de um chat monitorado no próprio jogo”, acrescenta Proença.

Além dos conteúdos já existentes, a plataforma é aberta para que os professores acrescentem, por exemplo, suas aulas em formato de vídeo, quizzes, minigames etc.

Crescimento

Atualmente, a Kiduca atende a mais de 700 escolas particulares no território nacional, com mais de 230 mil estudantes utilizando diariamente a plataforma educativa.

Com a entrada de Janguiê Diniz no quadro societário, o plano é potencializar as ações. “Essa é uma divisão clara de momento de negócio. Com o apoio do Janguiê, a Kiduca tem a possibilidade de se posicionar como autoridade em gamificação para educação, receber mentoria de um empreendedor de sucesso na área educacional e, principalmente, vislumbrar e planejar a expansão exponencial do negócio”, pontua Jorge Proença.

“É muito bom fazer parte de um time empenhado em oferecer cada vez melhores soluções para o sistema educacional brasileiro. Eu sou um ferrenho defensor da educação como ferramenta de transformação social e acredito que a Kiduca tem grande potencial de gerar impacto relevante no processo de ensino-aprendizagem”, declara o empreendedor Janguiê Diniz.

Da Assessoria

A Universidade de São Paulo (USP) está com inscrições abertas, até 29 de maio, para o curso gratuito de astronomia para meninas cis e trans entre 14 e 17 anos. A iniciativa faz parte do Projeto Astrominas, que incentiva o acesso de meninas na área científica e é organizado pelo Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP.

Para participar do projeto, as estudantes devem estar matriculadas em escolas da educação básica. A seleção das candidatas será por meio de sorteio, previsto para 3 de junho. Ao todo, o Projeto Astrominas disponibiliza 400 vagas para a formação. Desse total, 20% são destinadas a estudantes pretas, pardas e indígenas, 60% para oriundas de escolas públicas e 20% matriculadas em escolas privadas.

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A terceira edição do projeto se realizará durante três semanas, entre os dias 2 e 22 de julho. As aulas contarão com as disciplinas de Astronomia, Ciências Atmosféricas, Geofísica, Geociências, Física, Oceanografia, Astrobiologia, Matemática e Ciências Humanas.

Além da parte teórica, as adolescentes participarão de experimentos, elaboração de murais, debates, entre outras ações.No decorrer da formação, as alunas deverão reservar até quatro horas diárias para a realização de atividades, que podem ser feitas de maneira remota.

A Universidade Guarulhos (UNG) promoveu nesta terça-feira (17) um encontro entre pesquisadores nacionais e internacionais no evento do 5º Fórum de Ensino, Pesquisa e Extensão (FEPE), com o tema “O mundo Pós-Pandemia e o Futuro das Universidades”. Para discutir o assunto, a UNG recebeu o prof. O Dr. Carlos Renato Seabra, diretor do Pólo Portugal da Competency do Brasil e Ph.D. em Business Administration pela Florida Christian University. O fórum também contou com a participação do pró-reitor de Pós-Graduação, Pesquisa e Extensão da UNG, prof. Dr. Márcio Magera, e do presidente da Aliança Evangélica de Angola (AEA), pastor e prof. O Dr. António Mussaqui.  

Segundo o professor Magera, a pandemia impôs desafios às instituições de Ensino Superior e é preciso compartilhar informações para buscar soluções inovadoras. “O fórum tem como objetivo discutir o futuro das universidades em um mundo pós-pandemia e de como as pesquisas científicas e atividades de extensão podem melhorar o desenvolvimento social e econômico da sociedade”, explica.  

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Em um estudo sobre tecnologia estudantil de 2017 realizado pela empresa americana Ellucian, 97% dos alunos entrevistados disseram que a tecnologia fora da sala de aula era tão importante quanto a tecnologia dentro da sala de aula. Além disso, 87% dos alunos da pesquisa disseram que a competência tecnológica de universidades é um fator importante. Na União Europeia, deve atingir os 50% o número de pessoas entre 30 e 34 anos com formação superior em 2030. De acordo com o site do governo brasileiro, existem no Brasil 2.608 instituições de educação superior.  

“A Universidade a todo momento nos auxilia a fazer pesquisa e isso é muito importante. Como universidade, nós temos esse papel de pesquisa e a instituição  a todo  momento nos apoi,  tanto quando a gente estava no período remoto fazendo pesquisas com o incentivo da Universidade, tanto em disponibilização de fomento destinados aos alunos em bolsas de estudos. Isso é importantíssimo, porque a gente sabe que os nossos alunos também precisam desse incentivo, principalmente também financeiro”, conta a orientadora de iniciação científica da Universidade Guarulhos, Fernanda Marcucci.  

Por Camily Maciel

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O Programa de Pós-Graduação em Comunicação, Linguagens e Cultura (PPGCLC), da UNAMA - Universidade da Amazônia, vai promover a roda de conversa “Folias, Foliões e a festa do Glorioso São Sebastião de Cachoeira do Arari – Marajó-PA”, nesta quarta-feira (18). O evento faz parte dos Diálogos Batuques com Peixe Frito e vai ter início às 16 horas, no auditório D-200, no campus da Alcindo Cacela, em Belém.

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O PPGCLC realiza ações e eventos de natureza científica, sempre em diálogo com temas da realidade e que estão ligados à sociedade, diz o professor Edgar Chagas Junior, coordenador do programa. Segundo ele, o principal foco da roda de conversa é debater, compreender e assimilar questões referentes ao universo da cultura popular do Estado do Pará, além de aproximá-las do universo acadêmico.

“Essa roda de conversa foi organizada para debater e, acima de tudo, dialogar sobre a importância dessa manifestação cultural e o que ela representa para a identidade amazônica”, enfatiza.

O diálogo Batuques com Peixe Frito vem da união de dois projetos de pesquisa do programa de pós-graduação – Batuques e Academia do Peixe Frito – e trata de temas relacionados à cultura popular, literatura, festas, folguedos, poesia e às narrativas orais, que são o foco de estudo desses grupos.

O professor acrescenta que é uma maneira de interação entre os grupos de pesquisa, de celebração e de encontro do que está sendo pesquisado pelo PPGCLC. “Dessa forma, se procura estender e trazer à sociedade essas informações, como uma maneira de contribuição da Universidade da Amazônia, do programa de pós-graduação, para o conjunto da sociedade em relação à produção desses conhecimentos”, explica.

O público pode esperar uma interação de informações, de pesquisadores, dirigentes da Irmandade, e também dos que vão participar, que são devotos ou não entusiastas da Festa de São Sebastião de Cachoeira do Arari. “E que nesse processo de interação, de diálogo, a gente saia com uma compreensão mais ampla e fortalecidos, no sentido de que essa manifestação precisa ser, não só compreendida e estudada, mas acima de tudo preservada”, complementa.

O professor Paulo Nunes, um dos coordenadores do projeto de pesquisa “Academia do Peixe Frito", diz que o PPGCLC está inserido na produção cultural da sociedade paraense. Segundo ele, pela forte inserção no Marajó, o professor Edgar Chagas Junior pensou em unir forças dos projetos de pesquisa para fazer valer a força desta modalidade de manifestação cultural: a festividade do Glorioso São Sebastião de Cachoeira do Arari.

“Interessa-nos discutir as lúdicas desta festa popular marajoara. Os projetos Batuques e Academia do Peixe Frito querem fazer chegar à comunidade da UNAMA a beleza estética da devoção ao glorioso santo. Nossa abordagem será nas linhas antropológica e literária”, informa.

Após a roda de conversa, às 18 horas, a Comitiva de Foliões de São Sebastião de Cachoeira do Arari vai se apresentar para a comunidade acadêmica no hall da UNAMA. “Sendo essa comitiva parte de uma festa que é patrimônio cultural do Brasil, instituída há quase 10 anos. Essa folia, antes de peregrinar pelo Marajó, faz a sua peregrinação por Belém”, esclarece o professor Edgar Chagas Junior.

Por Isabella Cordeiro (sob a supervisão do editor prof. Antonio Carlos Pimentel).

 

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou, nesta terça-feira (17), o edital em Libras do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2022, versão impressa. Os candidatos podem consultar o documento, que traz todas as informação sobre o exame, previsto para os dias  13 e 20 de novembro, através do canal oficial, no YouTube, do instituto.

Para esta edição, os estudantes podem se increver até o próximo sábado (21) por meio da Página do Participante. O pagemento das taxa, no valor de R$ 85 pode ser feito até 27 de maio por boleto bancário, PIX e cartão de crédito. 

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O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e o Ministério da Educação (MEC) relembraram, nesta terça-feira (17), que os participantes que receberam isenção e não precisam pagar a taxa de inscrição no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2022 também precisam se inscrever para poder realizar a prova. As candidaturas devem ser feitas até o dia 21 de maio, por meio da Página do Participante.

O Enem 2022 será aplicado nos dias 13 e 20 de novembro. No primeiro dia de provas, com 5h30 de duração, os estudantes responderão a 90 questões de Linguagens e Ciências Humanas, além de uma redação. Já no segundo dia de exame, com duração de cinco horas, os participantes farão outras 90 questões de matemática e Ciências da Natureza.

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Hoje é o último dia para inscrições na segunda etapa do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituições de Educação Superior Estrangeira (Revalida) 2022. Os interessados devem se inscrever por meio do Sistema Revalida. O pagamento da taxa poderá ser feito até o dia 20 próximo.

Provas

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A prova de habilidades clínicas será aplicada nos dias 25 e 26 de junho. Os locais de aplicação e a quantidade de vagas disponíveis serão informados ao participante também por meio do sistema do exame, no momento da inscrição.

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) destaca que, se o limite de uma determinada cidade for atingido, o sistema desabilitará a opção pelo local. Dessa forma, o interessado deverá optar por outro lugar de preferência, conforme disponibilidade de vagas.

Como previsto em edital, para a garantia das condições logísticas e de segurança do exame, o Inep poderá acrescentar, suprimir ou substituir cidades de aplicação. Caso isso ocorra, o participante será realocado para uma cidade próxima que possua a estrutura e os requisitos adequados. Durante o período de inscrição, os interessados também poderão solicitar atendimento especializado.

Revalida

Aplicado pelo Inep desde 2011, o objetivo do Revalida é avaliar habilidades, competências e conhecimentos necessários para o exercício profissional adequado aos princípios e necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS). O ato de apostilamento da revalidação do diploma é atribuição das universidades públicas que aderirem ao instrumento unificado de avaliação representado pelo Revalida.

A Vivo está com novas vagas exclusivas para pessoas com deficiência, na sua área de experiência do cliente. Ao todo, a empresa disponibiliza 300 oportunidades para atuar como atendente, em home office, nas cidades de São Paulo (SP), Curitiba (PR), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA) e Vitória (ES).

No dia 31 de maio, a empresa promoverá uma feira online para esclarecer as principais dúvidas sobre as atividades que serão desempenhadas pelos novos contratados. Os interessados devem realizar inscrições por meio de formulário.

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De acordo com a Vivo, o processo seletivo será remoto e entre os requisito estão domínio de informática e pacote office, além de disponibilidade para home office. Ter ensino médio completo, estar cursando ou ter concluído o ensino superior serão diferenciais.

Além do salário compatível com o mercado, os selecionados receberão vale refeição e transporte; plano de saúde e odontológico; seguro de vida; day off de aniversário; plano móvel controle, desconto especial em linha fixa, banda larga, TV por assinatura e apps, além de licença parental.

Os interessados em participar do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) têm até o próximo sábado (21) para fazer a inscrição, habilitando-se para as provas que serão aplicadas nos dias 13 e 20 de novembro.

As inscrições para o Enem 2022, tanto para a edição impressa como para a digital, devem ser feitas na Página do Participante. Para acessá-la, clique aqui. A taxa é de R$ 85, e poderá ser paga via PIX, cartão de crédito ou por boleto bancário até o dia 27 deste mês.

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No momento da inscrição, o candidato escolhe se quer fazer a prova de língua estrangeira em inglês ou espanhol. Ele escolhe também se quer o exame impresso ou digital e informa se precisa de algum atendimento especial (acessibilidade, por exemplo).

O estudante também preenche um questionário socioeconômico informando se já concluiu o ensino médio e outras informações cadastrais.

Provas

As provas serão nos dias 13 e 20 de novembro. Pela primeira vez, o candidato poderá apresentar a versão digital de documento de identificação no dia da prova. Serão aceitos e-título, Carteira de Habilitação Digital ou RG Digital. O candidato deverá abrir o aplicativo e apresentar o documento ao fiscal. Capturas de tela não serão aceitas.

O exame terá quatro provas objetivas e uma redação em língua portuguesa. Cada prova objetiva terá 45 questões de múltipla escolha.

No primeiro dia do exame, serão aplicadas as provas de linguagens, códigos e redação (língua portuguesa, literatura, língua estrangeira, artes, educação física e tecnologias da informação e comunicação) e de ciências humanas e suas tecnologias (história, geografia, filosofia e sociologia).

O tempo para realização da prova é de cinco horas e 30 minutos, contadas a partir da autorização do chefe de sala para o início das provas.

No segundo dia do exame, serão aplicadas as provas de ciências da natureza (química, física e biologia) e matemática e suas tecnologias. No segundo dia, o tempo para realizar o exame é de cinco horas, contadas a partir da autorização do chefe de sala para o início das provas.

Os gabaritos das provas objetivas serão divulgados no Portal do Inep até o terceiro dia útil após a última prova.

O programa de trainee Potências Pretas, realizado pela empresa Dow, que atua no setor de produtos químicos, plásticos e agropecuários, está com sua última semana de inscrições abertas. As candidaturas podem ser realizadas até o dia 23 de maio por meio da página do programa.

Na edição de 2022, são ofertadas 16 vagas nas áreas de marketing, finanças, comunicação, vendas, recursos humanos, engenharia e manufatura, cadeia de suprimentos, saúde e segurança do trabalho, compras, entre outras oportunidades.

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O modelo de trabalho será híbrido, com atividades presenciais nas cidades de Breu Branco, no Pará, Candeias, na Bahia, e na capital de São Paulo. O processo seletivo será realizado por meio das etapas de inscrição, testes e entrevista on-line, apresentação do programa potências negras e, por fim, a contratação.

Os selecionados terão acesso a um programa de desenvolvimento com duração de dois anos, subsídio ao aprendizado do idioma inglês, auxílio transporte, plano de saúde, plano odontológico, seguro de vida, programa de participação nos resultados, plano de previdência privada, vale refeição ou refeitório no local de trabalho, gympass para acesso às academias, além de um modelo personalizado de trabalho híbrido.

O projeto busca integrar talentos pretos e pardos ao time da empresa, a partir de diversas ações afirmativas que têm o intuito de promover mais inclusão racial no ambiente de trabalho.

Termina nesta terça-feira (17) o prazo para inscrições na segunda etapa do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituições de Educação Superior Estrangeira (Revalida) 2022. Os interessados devem se inscrever por meio do Sistema Revalida. O pagamento da taxa poderá ser feito até o dia 20 de maio.

Provas

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A prova de habilidades clínicas será aplicada nos dias 25 e 26 de junho. Os locais de aplicação, assim como a quantidade de vagas disponíveis, serão informados ao participante também por meio do sistema do exame, no momento da inscrição.

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) destaca que, se o limite de uma determinada cidade for atingido, o sistema desabilitará a opção pelo local. Desta forma, o interessado deverá optar por outro lugar de preferência, conforme disponibilidade de vagas.

Como previsto em edital, para a garantia das condições logísticas e de segurança do exame, o instituto poderá acrescentar, suprimir ou substituir cidades de aplicação. Caso isso ocorra, o participante será realocado para uma cidade próxima que possua a estrutura e os requisitos adequados. Durante o período de inscrição, os interessados também poderão solicitar atendimento especializado.

Revalida

Aplicado pelo Inep desde 2011, o objetivo do Revalida é avaliar habilidades, competências e conhecimentos necessários para o exercício profissional adequado aos princípios e necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS). O ato de apostilamento da revalidação do diploma é atribuição das universidades públicas que aderirem ao instrumento unificado de avaliação representado pelo Revalida.

Através de comunicado publicado nesta segunda-feira (16), por meio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o Governo Bolsonaro anunciou que as páginas de acesso aos sistemas Diretório de Grupos de Pesquisas (DGP), Currículo Lattes e Plataforma Integrada Carlos Chagas (PICC) receberão algumas mudanças.

De acordo com a nota do Governo, não haverá mudança interna aos sistemas ou às suas bases de dados, que na atualidade, são replicadas e possuem várias cópias de segurança em diferentes dispositivos de armazenamento. A única mudança será a criação de uma nova alternativa de login para os usuários, realizada por uma nova interface do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico ( CNPq), que tem por objetivo aumentar a segurança no acesso ao sistemas.

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Em 2021, os sistemas do CNPq, incluindo a plataformas Lattes (Currículo Lattes, Diretório de Grupos de Pesquisa, Diretório de Instituições e Extrator Lattes) e Carlos Chagas, sofreram instabilidade e ficaram indisponíveis para os usuários, havendo, principalmente para a comunidade acadêmica, o receio enquanto à perda de dados. Diante do caso foi preciso que o Governo Federal realizasse a restauração dos sistemas.

Já está publicado no Diário Oficial da União (D.O.U) desta segunda-feira(16), o edital do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) 2022. Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo exame, desde de 2002 o Encceja afere competências, habilidades e saberes de jovens e adultos que não concluíram o ensino fundamental ou médio na idade adequada.

Quem pode participar?

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A participação no Encceja Nacional 2022 é voluntária, gratuita e destinada a jovens e adultos que não concluíram seus estudos na idade apropriada para cada etapa de ensino, desde que tenham, no mínimo, 15 anos completos para o ensino fundamental e, no mínimo, 18 anos completos no caso do ensino médio, na data de realização do exame.

Prazos

Segundo o edital, as inscrições começam em 24 de maio e vão até o dia 4 de junho. Durante o mesmo período, os atendimentos especializados deverão ser solicitados. As cidades de aplicação do Encceja 2022 serão disponibilizadas no sistema do exame e no portal do Inep.

Provas

A aplicação para o ensino fundamental e médio será no dia 28 de agosto e ocorrerá em todos os estados e no Distrito Federal.

Ausências

Este ano, não haverá necessidade de justificativa de ausência para quem se inscreveu e faltou ao Encceja 2020. Também não será necessário o pagamento da taxa de ressarcimento para os ausentes no ano passado que vão fazer as provas novamente. Segundo o Inep, a medida foi tomada tendo em vista o contexto da pandemia de covid-19 que envolveu a realização da última edição. Apesar disso, se quiser fazer nova inscrição na próxima edição do exame, o participante que não comparecer à aplicação de todas as áreas do conhecimento em que se inscrever para o Encceja 2022 deverá justificar a ausência.

O governo japonês abriu inscrições para os programas de bolsas de estudos de 2023 do Ministério da Educação, da Cultura, dos Esportes, da Ciência e da Tecnologia do país. Os candidatos selecionados terão a oportunidade de estudar em universidades japonesas como alunos de graduação, escola técnica ou curso profissionalizante, ou, ainda, de serem admitidos como alunos de pesquisa e conduzirem um projeto de mestrado ou doutorado no país.

A bolsa é integral e inclui o pagamento de passagem aérea, isenção de taxas escolares e ajuda de custo mensal. O programa prevê, ainda, um curso de língua japonesa durante o primeiro ano. Para residentes no Distrito Federal, no Goiás e em Tocantins, as inscrições devem ser entregues para a embaixada do Japão, presencialmente ou por correio. Residentes em outras localidades deverão procurar o consulado do Japão na região.

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Neste mês está aberta a inscrição para o programa de pós-graduação. Os estudos no Japão terão início em abril de 2023, com duração de dois anos.

Os candidatos devem cumprir uma série de requisitos, como escolaridade, proficiência em língua inglesa ou japonesa e idade máxima de 34 anos em abril de 2023. A seleção é composta de análise documental, provas escritas e entrevista. Em uma fase posterior, a documentação é enviada ao Japão para análise do ministério japonês.

No caso das bolsas de graduação, escola técnica e curso profissionalizante, serão aceitos candidatos com ensino médio concluído até março de 2023 e com até 24 anos de idade em abril de 2023. As inscrições abrem no dia 1º de junho e se encerram no dia 24 do mesmo mês. Todas as bolsas possuem requisitos para inscrição.

Informações adicionais estão disponíveis no site da embaixada e dúvidas podem ser esclarecidas no e-mail oferecido pela embaixada: cultural.japao@bs.mofa.go.jp.

O que começou com a adoção de uma escola estadual paulista por um empresário hoje é uma das provas de que a sociedade civil organizada tem papel fundamental na educação pública. A ONG Parceiros da Educação completa 18 anos com apoio a 260 mil alunos no Estado e uma forte atuação durante a pandemia, com fornecimento de materiais didáticos, formação de professores e tablets. O resultado de uma análise de impacto feita por uma empresa externa mostra que a cada R$ 1 investido pela ONG em escolas públicas, R$ 3,80 são gerados para a sociedade.

A entidade passou em 2020 a atuar não apenas em escolas pontuais, mas apoiando duas diretorias de ensino na região sul da capital paulista. Apesar das dificuldades durante a pandemia, elas melhoraram mais que o restante da rede. A região chamada de sul 1, onde fica Campo Limpo, Pedreira e Jabaquara, passou da 88.ª posição no ranking de aprendizagem do ensino médio em São Paulo para 27.ª, entre 2019 e 2021. Já a sul 2, que inclui Capão Redondo, Jardim Ângela e Jardim São Luís, bairros pobres da capital, subiu 45 posições, da 79.ª para a 34.ª. "Com a sociedade civil é mais fácil transformar a educação", diz o fundador e presidente da Parceiros da Educação, Jair Ribeiro, que fez carreira na área financeira em bancos como Patrimônio, JP Morgan e Chase Manhattan Brasil.

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Ribeiro estava em um período sabático quando, em 2004, a adoção de uma escola em Paraisópolis por um outro empresário o inspirou para criar uma ONG com foco em educação. "Cheguei à conclusão de que o melhor caminho era potencializar o investimento público e não replicá-lo. Era algo mais escalável, como acabou acontecendo mesmo", conta. A primeira parceria que Ribeiro fechou foi com a Escola Estadual Luís Gonzaga Travassos da Rosa, também em Paraisópolis. Em seguida, ele mobilizou outros empresários como Ana Maria Diniz, hoje ainda conselheira da ONG e fundadora do Instituto Península, e Fernão Bracher, ex-presidente do Banco Itaú e do Banco Central, que morreu em 2019.

Atualmente, a Parceiros da Educação está presente em cerca de 600 escolas. Tem mais de 90 parceiros entre institutos, fundações, empresas e empresários, como Olavo Setúbal Júnior, Pedro Wongtschowski, Roberto Klabin, que a apoiam como pessoa física. Durante a pandemia, diz o atual diretor-geral Rafael Machiaverni, o impacto chegou a 7,5 milhões de estudantes por meio de um material focado em Português e Matemática que foi aproveitado por várias redes de ensino do País. As atividades, criadas pela ONG inicialmente para a rede de São Paulo com o nome de Aprender Sempre, ajudam a recuperar aprendizagens perdidas durante o período de escolas fechadas e ensino remoto.

"Foi o principal material usado durante a pandemia pelos professores e alunos e continua sendo, ele desenvolve as principais habilidades e potencializa o desenvolvimento de outras competências", diz a secretária estadual de Educação de São Paulo, Renilda Peres de Lima, que assumiu o cargo no mês passado quando Rossieli Soares decidiu se candidatar a deputado federal.

Ela diz ser essencial a parceria com a sociedade civil, não para dizer ao Estado o que fazer, mas no apoio à formação de professores, gestão e materiais didáticos, que vão sendo internalizados pela rede. "Estamos no século 21, não dá pra ficar inventando a roda, tem que aproveitar as ideias que existem e trazer para a realidade da escola pública", afirma.

ALUNOS PERDIDOS. Nas diretorias de ensino sul 1 e sul 2, onde há 184 mil estudantes e 182 escolas, a ONG organizou planejamentos estratégicos e formações para professores para melhorar a prática na sala de aula e também para ajudar na busca ativa dos alunos que se evadiram durante a pandemia. Esse projeto tem o apoio também de Fundação Lemann, Itaú Social e Movimento Bem Maior. A diretora da Escola Estadual Vicente Rao, Guiomar Costa Franco, conta que aprendeu em cursos da Parceiros como ser mais incisiva para ir atrás dos alunos que sumiram nos últimos dois anos. Usou carro de som, bateu nas portas e conseguiu trazer de volta muitos deles. O colégio fica dentro da comunidade pobre de Americanópolis e trabalha há anos com parcerias. "Temos muito ainda que avançar, está longe do que eu sonho para a escola, mas já melhoramos muito com esse tipo de apoio."

Segundo um estudo contratado pela Parceiros da Educação, o impacto também acontece em forma de benefícios monetários para sociedade. O cálculo foi feito pela IDIS, uma consultoria que mede as ações de organizações sociais. A CEO Paula Fabiani explica que são feitas entrevistas com os envolvidos no projeto, como gestores, estudantes, professores, para entender a percepção das mudanças que o investimento trouxe. Os resultados do IDEB, índice nacional que mede a qualidade da educação básica, também são incluídos no cálculo de impacto.

Depois disso, são feitas proxis financeiras para aproximar e estimar o valor do benefício. Paula diz que, no caso da educação, a formação de professores feita pela ONG pode ser comparada com cursos oferecidos no mercado, por exemplo. Vem daí a estimativa de que a cada R$ 1 investido pela ONG, R$ 3,8 são gerados para a sociedade. Esse valor foi o estimado para o projeto de adoção de escolas. Quando há parcerias com uma rede municipal inteira, outra frente de trabalho da ONG, o retorno chega a ser de R$ 7,17.

O trabalho em diretorias de ensino não foi medido ainda por ser recente, mas Ribeiro e Machiaverni acreditam que teria impacto semelhante ao da rede. "O projeto tem mais escala e é mais sustentável. Numa escola sozinha, se muda a equipe todo o trabalho pode ser perdido", diz Machiaverni.

A Parceiros da Educação é uma das muitas organizações da sociedade civil que passaram, nos últimos anos, a apoiar redes estaduais e municipais de educação no País, o que ajudou numa melhora significativa da qualidade em muitos Estados e cidades. Durante a pandemia, essas parcerias foram mais uma vez cruciais, já que não houve apoio do Ministério da Educação. O modelo não inclui transferência de recursos, apenas suporte e criação de novos programas. Apesar de São Paulo ter no governo o mesmo partido há mais de 20 anos, não houve continuidade nas políticas de educação. Por isso, o Estado acabou não tendo resultados tão expressivos como muitos do Nordeste, como Ceará e Pernambuco. Mas, segundo Ribeiro, nos últimos anos isso mudou e a ONG pôde aumentar sua atuação.

"Estou bastante otimista com o futuro da educação paulista. A secretaria, com apoio da sociedade civil, fez reformas importantes", diz Ribeiro, mencionando ainda o apoio da ONG para programas de escolas em tempo integral, que aumentaram muito no Estado nos últimos anos. "Precisamos agora dar continuidade a esses programas, sempre melhorando a execução."

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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