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O projeto 'Pré-Vestibular Comunitário da Linha do Tiro' abre chamada de voluntários para profissionais ou estudantes atuarem nas áreas de psicologia, design e redação, além de estudantes ou educadores para as mentorias de espanhol, literatura, física, química, história e sociologia. Os interessados podem se candidatar preenchendo um formulário virtual

Os candidatos selecionados serão contactados para continuar o processo, havendo a possibilidade de ser marcada uma entrevista por meio de plataforma virtual ainda no mês de junho. A iniciativa provê acompanhamento gratuito a estudantes que vão prestar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), por meio de mentoria humanizada.

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Devido à pandemia do novo coronavírus, as atividades estão sendo realizadas exclusivamente de forma remota, por meio de plataforma virtual. Cada mentor ficará responsável por três a cinco estudantes, organizando encontros semanais ou mensais para tirar dúvidas e acompanhar o desenvolvimento dos estudos. Caso o aluno tenha dúvidas específicas relacionadas à alguma disciplina, cabe ao mentor ajudá-lo a entrar em contato com o educador voluntário da área requisitada.

Além disso, o projeto propõe rodas de diálogo para debater temas sociais. Para o estudante de publicidade Antonio Vinícius de Jesus Pequeno, um dos coordenadores do projeto, o objetivo é ir além da resolução de questões para o vestibular. “Nosso formato é pensar não só um ensino para reproduzir o que tem na sala de aula e passar no Enem, mas também para que os alunos reflitam sobre seu entorno, sua sociedade e como, adentrando nas universidades, podem dar seu retorno à região de onde vieram e trabalhar nela de maneira a construir um futuro melhor pro seu lugar”, ele explica.

O projeto surgiu com um grupo de estudantes que davam aulas gratuitas no Alto José Bonifácio, Zona Norte do Recife. O grupo migrou para o bairro da Linha do Tiro, e lá criou o novo cursinho. “No começo éramos de 15 a 20 pessoas no nosso polo, mas no começo da pandemia conseguimos ter apenas uma aula presencial, então nós buscamos recursos para oferecer chips aos alunos através de editais, parcerias com grandes cursinhos on-line e reuniões com os alunos para auxiliar na medida do possível”, Antonio relembra. Atualmente a equipe de coordenadores é composta por outros três jovens, Rafael Silva, com especialização em linguística, Rayanne Carlota, bacharel em direito com especialização em direitos humanos e Jhulia Nelly, formada em medicina e mestranda em saúde pública.

O Sistema Educacenso inicia nesta sexta-feira (18) a coleta de dados do Censo Escolar 2021. Esta primeira etapa, referente à matrícula inicial, segue até o dia 23 de agosto e reúne informações sobre estabelecimentos de ensino, turmas, alunos, gestores e profissionais escolares em sala de aula.

Todo material recolhido será encaminhado ao Ministério da Educação (MEC) e publicado no Diário Oficial da União. Após esta divulgação, os gestores das instituições de ensino terão um prazo de 30 dias para confirmar ou corrigir os dados.

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Os resultados finais da coleta, da primeira etapa, serão divulgados em 31 de janeiro de 2022. Entretanto, o cronograma pode sofrer alterações devido às medidas adotadas no enfrentamento da pandemia da Covid-19.

Em 2012, foi decretada a Lei 12711, que determina a divisão das vagas disponíveis nas universidades públicas do País. Cinquenta por cento delas são voltadas para estudantes de escolas públicas, além dos autodeclarados pretos, pardos ou indígenas, e quem declara renda familiar de um salário mínimo, entre outros critérios. Quase dez anos depois da chamada Lei das Cotas, o cenário nas universidades públicas mudou, principalmente em relação ao perfil dos estudantes que ingressam e concluem o ensino superior.

Em Pernambuco, as principais universidades públicas apresentam números que comprovam a efetividade da lei. Na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) foram ofertadas 3.840 vagas pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2021. Dessas, 1.920 vagas (50%) foram destinadas a egressos de escola pública.

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Já na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), o levantamento mais recente aponta para os dados de 2019, com um total de 7.193 estudantes que ingressaram em cursos de graduação, sendo 3.625 (50,39%) que concluíram o ensino médio em escola privada e 3.568 (49,61%) ingressantes que finalizaram o ensino médio em escola pública.

A UFPE ainda aponta a trajetória da quantidade de estudantes cotistas desde o primeiro ano em que a Lei de Cotas entrou em vigor. Em 2013, entraram na Universidade 5.354 estudantes de escolas privadas e 1.682 de escola públicas. Apenas a partir de 2016 a proporção mudou, com 3.620 estudantes vindos da rede particular de ensino e 3.521 da rede pública.

Em 2017, pela primeira vez, a UFPE registrou mais universitários oriundos de escolas públicas (3.414) na comparação com os de unidades privadas (3.407). Na série histórica, de 2013 a 2019, a Universidade aprovou 28.235 estudantes vindos de escolas privadas e 21.761 de escolas públicas.

A visão de um universitário oriundo de escola pública

 Nos dados de 2016 da UFPE é possível observar que aproximadamente 50,7% dos estudantes aprovados vieram de escolas públicas. Um dos integrantes desse grupo é Antonio Vinícius de Jesus Pequeno, 27 anos, natural de São Paulo. Ele ingressou por meio da reserva L4 da Lei das Cotas, que prioriza estudantes vindos da rede pública que se autodeclaram pretos e pardos.

Estudante de publicidade, Antonio está no último ano da formação, e vê que não só sua entrada na universidade, mas sua permanência, é sinônimo de luta para ele e para sua família. “Entrar na Universidade para mim é uma vitória, uma luta muito grande que quando reflito, fico até triste pelo aspecto. Lembro que no ano que eu fiz o Enem, de 3 milhões de pessoas inscritas para a prova, só existiam vagas para 270 mil. Isso incluindo ProUni. É um número ínfimo. O acesso é claro, muito comemorado, mas sempre que alguém fala comigo, até como uma forma de elogio e falando que ‘fiz por merecer’, num sentido meritocrático, eu costumo falar que mesmo lutando tanto, ainda sou exceção, porque muitos que tentaram não conseguiram. E eu não sou melhor por ter acertado mais perguntas e ter tirado uma nota boa na redação, isso é um problema estrutural", acrescenta.

Aulas de publicidade são realizadas no Centro de Artes e Comunicação. Foto: Júlio Gomes/LeiaJáImagens/Arquivo

"E eu quis entrar em uma pública porque na minha família ninguém havia conseguido", ele relata. Diante da realidade em que se viu, mesmo feliz pelo ingresso no ensino superior, Antonio ainda encarou algumas dificuldades para garantir a permanência no curso. “Todo dia estar na Universidade é uma luta. Primeira situação foi vir de São Paulo, onde nasci e cresci a vida toda, me formei no ensino fundamental e médio em escola pública, para morar numa cidade que sempre tive vontade, mas não conhecia de forma alguma. No período que passei até adentrar no curso, que dá um período de uns seis meses, eu fui me informando com tudo que podia, sobre edital, auxílio, moradia. E então, assim que entrei, uma saga tão difícil quanto a vaga, foi buscar um auxílio, que depois de três meses na cidade consegui. Hoje, esse auxílio (até então moradia) é o que me mantém sobrevivendo enquanto faço o curso”, comenta.

Por ter concluído o ensino médio em 2013, o estudante teve de se adaptar a uma nova rotina de estudos para acompanhar os conteúdos e o ritmo da academia, visto que estava há um tempo afastado da sala de aula. “Quando entrei, tive uma certa dificuldade em acompanhar e absorver conteúdos dos quais nunca tive contato na vida e já era de conhecimento básico para grande parte dos colegas, então ir pegando aquele ritmo, saber como era estudar de um modelo diferente do que é na escola pública, foi uma coisa que só o tempo foi maturando e até perdi certos conteúdos no começo do curso por essa 'inexperiência'”, relembra.

A Universidade de Pernambuco (UPE) também foi consultada, pelo LeiaJá, mas até o fechamento desta reportagem não informou os dados solicitados sobre a quantidade de universitários oriundos de escolas públicas.

Retenção e evasão

As IES oferecem mais recursos para garantir que a formação acadêmica seja finalizada por todos os estudantes. É o que aponta a dissertação de mestrado de políticas públicas de Marcela de Melo Soares Sales, pelo departamento de Ciência Política da UFPE, sobre a implantação e manutenção das políticas públicas na instituição. Além das cotas voltadas para estudantes de escolas públicas, pretos, pardos, indígenas e de baixa renda, as ações afirmativas da Universidade envolvem auxílio alimentação, auxílio transporte, bolsa de manutenção acadêmica, moradia estudantil, entre outras.

Um estudo realizado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) afirma que alunos cotistas, mesmo apresentando rendimento igual ou superior aos não-cotistas, ainda têm dificuldades para realizar o curso devido às limitações financeiras. A taxa de evasão desses alunos é parecida com a dos estudantes aprovados por ampla concorrência, e muitos deles têm de conciliar estudos com trabalho para se manter na universidade.

No entanto, já existem iniciativas das próprias instituições para garantir que esses estudantes consigam realizar toda a graduação de forma satisfatória. “Nós temos uma evasão em torno de 20% ao ano, que é um número compatível com as instituições públicas de ensino superior, que são as instituições que possuem menos evasão na educação superior do País”, afirma a professora doutora Maria do Socorro de Lima, pró-reitora de ensino de graduação da UFRPE. 

Segundo Kátia Cunha, diretora de gestão acadêmica da UFPE, é fundamental pensar em formar os estudantes dentro do tempo estipulado, evitando a desistência do curso. “Qualquer taxa de evasão é preocupante, mas a UFPE tem desenvolvido políticas de combate à evasão e fortalecimento da permanência dos estudantes. A primeira ação foi a criação de uma coordenação de permanência, reuniões semestrais com os coordenadores de curso, com a análise de índices e proposições de enfrentamento do problema”, ela ressalta.

A diretora ainda apresenta algumas das iniciativas que a Pró-Reitoria de Graduação (Prograd) tem para garantir a retenção. “Na Prograd temos alguns programas como residência pedagógica, o Programa de Educação Tutorial (PET), o Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid), monitoria, editais de apoio à coordenação, entre outros. Existem programas específicos junto à Pró-Reitoria para Assuntos Estudantis, que desenvolve políticas próprias para estudantes vulneráveis”, explica Kátia Cunha.

A professora Maria do Socorro também comenta a atuação dos programas na UFRPE. “Em relação aos estudantes de escola pública e de ampla concorrência, nós temos várias políticas institucionais que garantem a permanência desses estudantes na universidade. Essas políticas de assistência estudantil são para que o estudante entre, permaneça e se forme no tempo certo”, explica. A pró-reitora ainda ressalta que os programas de assistência estudantil ajudam a manter o estudante na graduação muito mais do que os que ingressaram por ampla concorrência. "Os estudantes que têm assistência estudantil, que são os de escola pública, de recorte social, são os que menos evadem na nossa instituição. Então, a evasão do estudante que tem assistência estudantil é infinitamente menor do que as evasões de ampla concorrência. O estudante de ampla concorrência, que vem de escola privada, evade  muito mais rápido, muda de curso ou de instituição”, ela finaliza.

Na manhã desta sexta-feira (18) foi inaugurada a Escola Técnica Estadual (ETE) Pastor Isaac Martins Rodrigues, localizada em Abreu e Lima, na Região Metropolitana do Recife. Atualmente, a instituição de ensino médio/técnico tem 348 alunos, podendo atender mais de mil estudantes.

De acordo com o Governo do Estado, foram investidos mais de R$ 11 milhões na nova escola técnica. O governador Paulo Câmara, que participou da inauguração, visitou as instalações da unidade, realizou o descerramento da placa de inauguração e recebeu uma homenagem dos jovens. Além dele, participaram o secretário Marcelo Barros, o prefeito de Abreu e Lima, Flavio Gadelha, o vice, Murilo do Povo, o deputado estadual professor Paulo Dutra, e a gestora da escola, Miriam Paz.

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Com a mais nova instituição de ensino, Pernambuco alcançou o marco de 50 escolas técnicas e outras 470 unidades de tempo integral. A nova escola técnica disponibiliza 12 salas de aula, laboratórios de biologia, química, física, matemática, línguas, informática e educação profissional, biblioteca, bloco pedagógico e administrativo, serviços e vivência, além de quadra poliesportiva coberta, com vestiários e sala multiuso.

As matrículas para os cursos técnicos subsequentes na escola estão previstas para abrir em fevereiro de 2022. No momento, a unidade está apenas com turmas ativas dos cursos técnicos de administração e redes de computadores.

Está publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (18), a Portaria 411/21 que institui um grupo de trabalho, no âmbito do Ministério da Educação (MEC), para discutir a atualização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja).

Sob a coordenação da Secretária de Educação Básica do MEC, o grupo vai se reunir uma vez por mês e será formado pelas secretarias executiva, de Educação Superior, de Modalidades Especializadas de Educação - de Educação Profissional e Tecnológica, além do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

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Também vão integrar o grupo, os conselhos Nacional de Educação e de Secretários de Educação, além da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação, a Undime.

Pela Portaria, o grupo tem seis meses, a partir de hoje, para concluir os trabalhos.

Estudantes que tiveram a isenção da taxa de inscrição e/ou a justificativa de ausência no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020 indeferidos, podem, até esta sexta-feira (18), entrar com recurso na Página do Participante.

Para solicitar o recurso da justificativa de ausência no Enem 2020, o candidato deverá, de acordo com o edital do Enem, enviar nova documentação que justifique a não participação. Já para solicitar o recurso de isenção da taxa de inscrição para a edição 2021 do exame, o estudante deverá enviar documentação que comprove a situação de solicitação de isenção.

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A justificativa de ausência no exame anterior e/ou a solicitação de isenção da taxa de inscrição para o Enem 2021 serão reprovadas se o candidato não cumprir qualquer exigência que consta no edital, como também não comprovar as informações prestadas com os documentos necessários, e fornecer informação e documentação incompatíveis, contraditórias e/ou falsas.

Tem direito à isenção do pagamento o candidato que está cursando o terceiro ano do ensino médio em 2021, em qualquer modalidade de ensino, e que cursou todo o ensino médio em escola pública ou foi bolsista integral na rede privada, além de ter renda per capita igual ou inferior a um salário mínimo e meio; ou que declarar situação de vulnerabilidade socioeconômica, por ser membro de família de baixa renda inscrito no CadÚnico, desde que informe o seu NIS único e válido.

Quem solicitou o recurso poderá conferir o resultado no dia 25 de junho. Os estudantes que não forem aprovados e desejarem participar desta edição do vestibular deverão custear a taxa de inscrição no valor de R$ 85. O Enem 2021, impresso e digital, será aplicado nos dias 21 e 28 de novembro. Para participar, os estudantes deverão realizar as inscrições no período de 30 de junho a 14 de julho na Página do Participante.

O Narramazônia, grupo de estudos interinstitucional do Programa de Pós-Graduação em Comunicação, Linguagens e Cultura (PPGCLC), da UNAMA - Universidade da Amazônia, e do Programa de Pós-Graduação Comunicação, Cultura e Amazônia, da Universidade Federal do Pará (UFPA), promove palestra virtual nesta sexta-feira (18), às 16 horas, com o professor doutor Frederico Fernandes, atual presidente da ANPOLL – Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Letras e Linguística. O evento será transmitido pelo Google Meet e faz parte da comemoração dos seis anos do grupo de pesquisa. As inscrições podem ser feitas no perfil @ppgclcunama, no Facebook.

Desde 1998, Frederico Fernandes leciona na Universidade Estadual de Londrina, onde desenvolve atividades de ensino e pesquisa com estudantes de graduação e pós-graduação, tendo a carreira de pesquisador voltada, principalmente, para as relações entre oralidade, sonoridade e literatura.

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Em entrevista ao LeiaJá, o professor aborda o atual cenário das pesquisas acadêmicas no Brasil, que atualmente possui mais de oito mil pesquisadores na área de Letras e Linguística, de acordo com diagnóstico do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos, além de contar com mais de 150 programas de pós-graduação em todas as cinco regiões do país.

“No entanto, como todas as áreas de conhecimento, estamos sofrendo muitas dificuldades para o financiamento da pesquisa no Brasil. Temos lutado junto à ANPOLL para a sobrevivência da área e manutenção de conquistas obtidas entre 2000 e 2015. Centros importantes de memória, como a Fundação Casa de Rui Barbosa, estão correndo o risco de fechar e isto representa um duro golpe para a memória literária e linguística brasileira”, diz Frederico.

O pesquisador lembra que pesquisas da área de Humanas passaram a ser financiadas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) somente na década de 1980. De lá para cá, assinala, as muitas conquistas que foram alcançadas têm sido retiradas.

Frederico avalia os prejuízos causados pela falta de orçamento para despesas mínimas das instituições públicas de ensino superior. “Isso é algo que vem se agravando desde o último ano da gestão de Dilma Rousseff, mas piorou muito com Michel Temer e degringolou na era Bolsonaro. É claro que isso afeta o cotidiano de trabalho, e afeta diariamente a qualidade de vida e o plano de combate à desigualdade, já que o ensino superior é a principal porta de ascensão social”, observa.

Frederico Fernandes afirma que várias áreas de pesquisa têm se destacado no Brasil atualmente, mas ele chama atenção para o crescimento na área de estudos das poéticas orais, da qual ele faz parte. Ele conta que quando deu início às pesquisas sobre narradores orais, nos anos de 1990, era difícil a academia lidar com os temas trabalhados hoje. “Pode-se dizer que após 30 anos o cenário é completamente diferente e muitos de nossos alunos tornaram-se docentes, incorporando em suas aulas textos de circulação oral”, explica.

Em 1995, quando coordenou o Grupo de Trabalho de Literatura Oral e Popular, em parceria com dois professores paraenses, Josebel Akel Fares e José Guilherme Fernandes, surgiu a revista Boitatá, a única no Brasil voltada exclusivamente para textos de poéticas orais e da voz. “Muitos programas de pós-graduação trazem em suas linhas de pesquisa a problemática da oralidade e isso revela um tema que vem se consolidando cada vez mais”, acrescenta.

O pesquisador afirma que incentivar as pesquisas acadêmicas é importante para a construção de uma identidade inclusiva no país. Segundo ele, apesar de sermos uma nação de tradição oral, foi incorporado o mito de uma superioridade da escrita em relação à oralidade.

“Textos de circulação oral abrangem praticamente todas as expressões artísticas, das vanguardas ao etnotexto. Há muitas fontes artísticas e literárias que passam pela oralidade e elas contribuem para o ensino de Língua, Literatura, História, Geografia, entre outros”, diz.

Frederico Fernandes aponta que as Estratégias Nacionais de Ciência, Tecnologia e Inovação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) afirmam a relevância do papel da área de Humanas em questões de internacionalização, no combate à desigualdade social, da promoção da educação, entre outros.

O pesquisador cita, inclusive, que no atual contexto pandêmico a internacionalização é essencial para o país obter doses da vacina. “Estamos presenciando uma catástrofe nesse âmbito, a despeito de o Brasil ter uma rede consolidada de pesquisa em universidades estrangeiras”, afirma.

“O mesmo vale para o combate à desigualdade social: populações mais carentes são as mais afetadas e têm os indicadores de qualidade de vida comprometidos, algo que se resolve com a educação”, diz Frederico. Ele ainda acrescenta que o sucesso de quem está numa ponta trabalhando nos laboratórios, produzindo vacinas, depende do humanista na outra, lendo e compreendendo os impactos sociais.

“No fim, vale a máxima do Fórum de Humanas de que todas as ciências são humanas. Se a população não cobrar seu direito à ciência, teremos um país cada vez mais desigual e atrasado em relação ao resto do planeta”, conclui.

O Narramazônia tem como um dos principais objetivos estudar teóricos e teorias de narrativas midiáticas e literárias, para que se possa pensar o mundo contemporâneo como uma imensa narrativa em que estamos inseridos, explica o professor Paulo Nunes, do curso de Letras da UNAMA um dos coordenadores. Para acessar a palestra, 

Por Isabella Cordeiro.

Será nesta sexta-feira (18/06) a live de lançamento do Projeto Orchida. Com o tema “Comunicação e Vulnerabilidades LGBTQIA+”, o evento contará com a presença do professor doutor Carlos Alberto de Carvalho (UFMG) e a mediação dos professores doutores Maíra Evangelista de Sousa e Thiago Barros, da UNAMA - Universidade da Amazônia. O bate-papo começa às 16 horas, no endereço virtual: http://bit.ly/LiveOrchida.

Carlos Alberto de Carvalho é professor do curso de Comunicação Social da Universidade Federal de Minas Gerais, na graduação e no Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social. Bolsista Produtividade CNPq (PQ 2), ele desenvolve pesquisas que articulam – a partir de produtos e processos midiáticos – conceitos como: narrativa, acontecimento, divulgação científica, homofobia, HIV, Aids, violência e relações de gênero.

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Além de artigos em periódicos, capítulos de livros e livros organizados, no Brasil e no exterior, o palestrante é autor dos livros “Visibilidades mediadas nas narrativas jornalísticas: a cobertura da Aids pela Folha de S. Paulo de 1983 a 1987” (2009) e “Jornalismo, homofobia e relações de gênero” (2012). 

Orchida vem do nome científico das orquídeas, plantas da família Orchidaceae, que remetem ao cuidado com o qual devemos tratar as questões relacionadas às vulnerabilidades, especialmente estimulando discussões qualitativas com auxílio da comunicação. O Orchida é um projeto que tem o objetivo de divulgar nas múltiplas plataformas de redes sociais conteúdos que reforcem o debate sobre as vulnerabilidades, suas implicações na atualidade e riscos que afetam diversos grupos, como crianças e adolescentes, idosos, mulheres e LGBTIQA+.

Projeto interdisciplinar do curso de Comunicação Social da UNAMA - Universidade da Amazônia, em Belém (PA), o Orchida tem conteúdos produzidos por graduandos do 3º período de Jornalismo e Publicidade e Propaganda. O Orchida conta com a tutoria dos professores Maíra Evangelista de Sousa (Tópicos Integradores I - Jornalismo), Thiago Barros (Tópicos Integradores I - Publicidade e Propaganda), Antonio Carlos Pimentel (Língua Portuguesa Aplicada) e Elisabeth Mendonça (Técnicas de Comunicação Dirigida).

Serviço

Live de lançamento do Projeto Orchida.

Quando: 18/06/2021, às 16 horas.

Onde: http://bit.ly/LiveOrchida

Siga o Projeto Orchida:

Instagram: @projetoorchida

Facebook: Facebook.com/ProjetoOrchida

Twitter: Twitter.com/ProjetoOrchida

Spotify: OrchidaCast

Youtube: canal Projeto Orchida

Da Redação do LeiaJá.

 

Pelo segundo ano consecutivo, a feira Ciência Jovem será realizada à distância. A medida é motivada pelo aumento de casos de covid-19 no Brasil. Em 2021, o projeto chega a 27ª edição e, assim como no ano anterior, contará com apresentação ao vivo de projetos e transmissões em tempo real no canal do YouTube da Ciência Jovem.

As inscrições têm início em agosto. Podem participar da feira escolas da Educação Infantil, Fundamental e Ensino Médio, das redes pública e privada, nas modalidades regular, educação especial e EJA. Cada instituição inscrita na iniciativa pode concorrer com até dois projetos de alunos, em categorias diferentes.

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Professores também podem participar da feira, na categoria Educação Científica. Serão aceitas inscrições com apenas um docente por projeto, em formato de relato reflexivo de experiência pedagógica.

Serviço

01 a 31 de agosto: Inscrições de projetos

15 a 31 de agosto: Inscrições de projetos de feiras afiliadas

20 de setembro: Divulgação dos projetos selecionados

10, 11 e 12 de novembro: CIÊNCIA JOVEM 2021

 

Os estudantes que farão a edição 2021 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) estão se preocupando, além dos estudos, com problemas para ter acesso ao resultado da solicitação de isenção da taxa de inscrição, divulgado desde a última quarta-feira (9), na Página do Participante, pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). No dia 14 de junho, o LeiaJá contou a história de alguns candidatos que ainda não sabiam o resultado da solicitação, como a vestibulanda alagoana Karleandra da Silva Santos, de 18 anos.

"O resultado ainda não saiu. Já tentei mais de cinco vezes e não aparece nada, nenhuma mensagem", revelou. Em entrevista realizada nesta quinta-feira (17), a estudante informa que ainda não teve acesso ao resultado e que se não tivesse sido aprovada, entraria com recurso. No entanto, assim como Karleandra, outros feras ainda não sabem o desfecho da solicitação.

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Os vestibulandos utilizaram novamente as redes sociais para reclamar sobre o problema. "Recurso para quem não recebeu resultado complica. E eles nem se pronunciaram quanto a isso", reclamou um internauta na página do Instagram do Vai Cair No Enem.

"Eu fiz minha [solicitação de] isenção [da taxa] e atá agora não recebi nada, por que isso?", questionou o outro.

O Inep, órgão responsável pelo Exame, diz que os candidatos com a solicitação de isenção da taxa de inscrição indeferida podem entrar com recurso até esta sexta-feira (18) na Página do Participante. O entrave é justamente a reclamação de candidatos que alegam não ter tido acesso ao resultado.

Os feras devem enviar documentação que comprove a situação de solicitação de isenção. O resultado está previsto para ser divulgado no dia 25 de junho. Os estudantes que não forem aprovados e ainda desejarem participar do Enem 2021 deverão custear a taxa de inscrição no valor de R$ 85.

O LeiaJá procurou a assessoria de imprensa do Inep, na última segunda-feira (14), para que a pasta pudesse se posicionar sobre as queixas dos vestibulandos e dar alguma solução para a problemática. No entanto, até o fechamento desta matéria, não houve retorno do Instituto.

Nas redes sociais, o Inep também não se posicionou sobre as reclamações dos estudantes. Os feras que ainda não tiveram acesso ao resultado podem tentar entrar em contato com o órgão pelo telefone 0800-61-6161.

Estão abertas as inscrições para o Programa de Trainee do Grupo Supernosso, empresa do segmento varejista. As oportunidades são destinadas a profissionais de nível superior, de qualquer curso, formados entre junho de 2018 e agosto de 2021.

Para participar, os interessados devem se candidatar até o dia 22 de junho por meio do endereço eletrônico da seletiva. O Grupo visa "oferecer aos jovens recém-formados uma oportunidade de desenvolver suas habilidades e competências profissionais dentro de uma grande empresa varejista".

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Os profissionais precisam ter disponibilidade para trabalhar em Belo Horizonte ou Contagem, municípios localizados no Estado de Minas Gerais. Há vagas para diversas áreas da empresa como operações, comercial, gestão, projetos, financeiro, recursos humanos, marketing, logística e indústria.

A seleção será realizada de forma virtual, composta por uma triagem inicial, testes de lógica, avaliação de habilidades e comportamento, dinâmicas e entrevistas. Ao serem selecionados, os trainees começarão a trabalhar em agosto e ganharão alguns benefícios como seguro de vida, convênios com instituições de ensino, assistência de saúde e odontológica, vale alimentação, entre outros.

A empresa não divulgou o número de vagas, o salário e nem a jornada de trabalho. Veja mais detalhes no site do processo seletivo.

Encerra nesta sexta-feira (18) o prazo para solicitar recurso para os pedidos indeferidos de isenção da taxa de inscrição e/ou da justificativa de ausência no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O recurso deve ser solicitado pela Página do Participante.

Conforme o edital, para solicitar o recurso da justificativa de ausência no Enem 2020 o participante deverá enviar nova documentação que justifique sua ausência. Já para solicitar o recurso de isenção da taxa de inscrição para o Enem 2021, o estudante deverá enviar documentação que comprove a situação de solicitação de isenção.

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Terá a justificativa de ausência no Enem 2020 e/ou solicitação de isenção da taxa de inscrição para o Enem 2021 reprovada o candidato que não cumprir qualquer exigência que consta no edital, como também não comprovar as informações prestadas com os documentos necessários, e fornecer informação e documentação incompatíveis, contraditórias e/ou falsas.

Tem direito à isenção do pagamento o estudante que está cursando o terceiro ano do ensino médio em 2021, em qualquer modalidade de ensino, e que cursou todo o ensino médio em escola pública ou foi bolsista integral na rede privada, além de ter renda per capita igual ou inferior a um salário mínimo e meio; ou que declarar situação de vulnerabilidade socioeconômica, por ser membro de família de baixa renda inscrito no CadÚnico, desde que informe o seu NIS único e válido.

O resultado dos recursos será divulgado no dia 25 de junho. Os estudantes que não forem aprovados e desejarem participar do Enem 2021 deverão custear a taxa de inscrição no valor de R$ 85. As versões impressa e digital da prova serão aplicadas nos dias 21 e 28 de novembro. Para participar, os estudantes deverão realizar as inscrições no período de 30 de junho a 14 de julho, por meio da Página do Participante.

Uma pesquisa sobre estagiários negros no Brasil, organizada pela 'Companhia de Estágios', revela um crescimento no índice de contratação de jovens pretos e pardos no primeiro trimestre de 2021 em comparação ao mesmo período, em 2020. Enquanto foram contratados 250 estagiários negros nos três primeiros meses do ano passado, esse número subiu para 743 em 2021, apontando aumento de 197%.

A empresa de soluções de recrutamento usou como parâmetro de análise os dados de 3.347 estudantes negros, contratados entre 2018 a 2020. O levantamento aponta que o aumento do índice de trabalhabilidade dos estudantes negros no país é reflexo de iniciativas afirmativas que buscam reduzir a desigualdade racial no mundo corporativo.

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Para Tiago Mavichian, CEO e fundador da Companhia de Estágios, os resultados da pesquisa se mostram positivos, apesar do cenário da pandemia do novo coronavírus. “Ainda que a pandemia tenha desacelerado a média de efetivação de estagiários de modo geral no mercado, os resultados do primeiro trimestre de 2021 são satisfatórios quando olhamos para a taxa de contratação de jovens negros e mostra que o indicador aumenta ano a ano, assim como a procura das empresas”, explicou, segundo sua assessoria.

Comparando dados de 2018 e 2019, houve um aumento de 96% na contratação de jovens negros. Já na observação feita de 2018 a 2020, esse índice sobe para 150%. A análise indica que esse crescimento contínuo se dá pelas ofertas, cada vez maiores, de programas de estágio com foco na diversidade racial em empresas.

A pesquisa revela a condução de programas de seleção com tais metas: em 2017, 42% das empresas focaram no perfil; em 2018, o índice subiu para 61%; 2019 atingiu 80% das empresas; e em 2020 alcançou 87%.

Mavichian observa que o cenário de ofertas e programas de estágio têm modificado o seu público alvo, para que as empresas apresentem maior diversidade em seu quadro de pessoal. “Antes, as empresas se preocupavam em incluir pessoas com alguma deficiência nos programas de seleção. Isso mudou de forma acelerada e a preocupação hoje é atrair não só PCDs, mas negros, mulheres, pessoas mais velhas e o público LGBTQIA+. Há pouco tempo, esses temas nem entravam em pauta; hoje, as discussões partem disso. Nosso papel é apoiar as empresas para que elas se comuniquem com estes diferentes públicos, formatando programas inclusivos que garantam um pipeline de talentos muito mais diverso”, afirmou o CEO da Companhia de Estágios.

Perfil traçado

A partir dos dados coletados foi possível traçar um perfil dos estagiários mais contratados. O grupo majoritário de jovens negros chamados pelas empresas é de mulheres, composto por 55% dos jovens pesquisados, que moram na região Sudeste do País, sendo 85% do total analisado. A idade média é de 23 anos, a mesma faixa etária dos estagiários brancos.

Os demais dados em relação à distribuição geográfica apontam para 6% no Nordeste, 4% no Norte, 3% na região Sul, e 2% no Centro-Oeste. Já em relação à formação escolar, o estudo mostra novamente um crescimento anual de estagiários vindos de escolas públicas.

Em 2019, 18% dos jovens estudaram em instituições municipais, estaduais ou federais de ensino, enquanto que em 2020 o índice alcançou 38%, um aumento de 111%. E os cursos de graduação mais apontados na análise de 2020 são: administração, direito, engenharia civil, de produção, mecânica e química.

A pesquisa ainda aponta que as empresas tiveram de repensar alguns pré-requisitos exigidos para as vagas de estágio, visando alcançar mais o público pretendido. Um exemplo é o índice de 2018 que mostra que 6% dos jovens negros começavam o estágio sem ter tido experiência prévia. Já em 2020, esse quantitativo aumentou para 19%, apontando um crescimento de 217% em três anos analisados. No entanto, foi observado que em relação aos níveis de inglês e do uso de ferramentas como Excel, os índices ainda não apresentam melhora. Comparando as duas habilidades entre jovens negros e brancos, 33% do primeiro público possui inglês avançado e 17% dos entrevistados dominam o Excel, contra 54% do segundo público que declara ter fluência no idioma e 23% tem conhecimento avançado sobre a ferramenta de planilhas.

Tiago Mavichian analisa que ainda há empresas que precisam se mostrar mais dispostas a mudar alguns pontos em ordem de apresentar melhoras nos índices. “Os programas de estágio e trainee são uma importante porta de entrada para talentos negros no mercado de trabalho. Para incluir este público é fundamental rever os pré-requisitos que historicamente os excluem. Em vez de exigir inglês, Excel e faculdades renomadas no currículo, por exemplo, deve-se focar nas competências comportamentais, avaliando fit cultural, história de vida, comprometimento e disposição para aprender — aspectos importantíssimos para o sucesso de um profissional e que não se ensina em cursos”, ressaltou.

Estão abertas as novas inscrições para o Prouni-PE, versão estadual do Programa Universidade Para Todos que reúne bolsas de estudos voltadas ao nível superior. As candidaturas podem ser feitas, por meio do site da iniciativa, até 30 de junho, sem custo.

Ao todo, 550 estudantes universitários de Pernambuco podem ser beneficiados com bolsas no valor de R$ 500 mensais. A seleção exige nota mínima de 350 pontos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), nas edições 2019 e 2020. Os resultados dessas provas servirão como meio de ingresso no programa.

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Desenvolvido pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação de Pernambuco, o Prouni-PE é destinado a estudantes não portadores de diploma de curso superior, que comprovem renda mensal, per capita, de até um salário mínimo e meio. “Poderão concorrer os alunos que comprovem vínculo de matrícula nas instituições de ensino superior integrantes do Prouni-PE e que tenham cursado o ensino médio completo em escola da rede pública ou em instituições privadas, na condição de bolsista integral. O programa também vai destinar vagas a candidatos que comprovem ser professores do ensino fundamental ou médio em exercício da docência; pessoas com deficiência, nos termos definidos em lei; ou mulheres em situação de vulnerabilidade socioeconômica ou vítimas de violência doméstica e familiar, que comprovem vínculo de matrícula em uma IES integrante do Prouni-PE”, detalhou a Secretaria.

Do total de bolsas, 385 são voltadas a alunos das áreas de ciência, tecnologia, engenharias, matemática, computação, análise e desenvolvimento de sistemas, sistemas de informação, estatística, física, química, oceanografia e biologia. De acordo com o Governo do Estado, essa estratégia busca estimular a formação de profissionais “qualificados nas habilidades de futuro”. Mais informações estão disponíveis no site do programa.

Neste ano, a Biblioteca do Exército (BIBLIEx), a fim de estimular a cultura nacional, promove o 'Concurso Literário Pandiá Calógeras', com o tema “200 anos da independência do Brasil”. A premiação total será de R$ 5 mil, sendo R$ 4 mil para o primeiro lugar e R$ 1 mil para o segundo, além de diploma ao mérito emitido pela BIBLIEx.

O prazo para as inscrições, assim como para o envio dos trabalhos, vai até às 23h59 (horário de Brasília) do dia 31 de agosto, pelo site da BIBLIEx. Para enviar a obra, o candidato precisará fazer o upload do arquivo – que deverá ser enviado com formato PDF. Para concorrer, é necessário que os arquivos dos trabalhos atendam aos requisitos especificados no edital, como, por exemplo, texto produzido em página de formato A4, tendo, aproximadamente, no mínimo 100 páginas com espaços; fonte Calibri, de corpo 12; espaçamento entre linhas de 1,5 cm; entre outros.

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A divulgação do resultado está prevista para o dia 18 de novembro, no site do setor organizador do concurso. A premiação será realizada no Rio de Janeiro, em dezembro, em data que será estabelecida pela comissão organizadora. Para mais informações sobre o concurso, acesse o edital.

A Associação dos Advogados (AASP) promove debate virtual gratuito com o tema “Lei n° 14.112/2020: inovações no regime jurídico da falência e recuperação judicial e extrajudicial de empresas”. O evento será realizado no dia 28 de junho, às 19h.

No webinar também será feito o lançamento da edição número 150 da Revista do Advogado, que tem como temática a recuperação de empresas e falência. A roda de conversa tem por objetivo apresentar e promover reflexão sobre os processos e as possibilidades para recuperar empresas em crise. O assunto está diretamente ligado à lei 14.112/2020, que entrou em vigor em janeiro de 2021.

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A 150ª edição da Revista do Advogado é coordenada pelo advogado especialista em Direito Falimentar Renato Mange. No total, 44 articulistas compõem 28 textos, abordando diferentes aspectos sobre a Lei de Falências.

O evento terá a participação de convidados, como o juiz Daniel Carnio Costa, e os advogados Ruy Pereira Camilo Junior, tratando da proibição da extensão da falência e da desconsideração da personalidade jurídica; Osana Maria da Rocha Mendonça, discutindo as novas atividades do administrador judicial; Fátima Cristina Bonassa e Silvia Rodrigues Pachikoski, discorrendo sobre a mediação em processos de recuperação judicial; e Renato Mange, trazendo a visão geral das alterações na Lei de Falências. As inscrições para o webinar podem ser feitas pela plataforma de transmissão.

Encerra nesta quarta-feira (16) o prazo para pagar a taxa de inscrição no valor de R$ 330 do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituição de Educação Superior Estrangeira (Revalida) 2021. O boleto deve ser gerado no site do Sistema Revalida.

Para participar da primeira etapa da edição 2021 do Revalida, os candidatos devem custear a taxa de candidatura. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão responsável pelo exame, pontua que as inscrições serão validadas somente após a confirmação de pagamento do valor.

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De acordo com o edital, as inscrições não serão confirmadas se o pagamento for efetuado por meio de GRU Cobrança gerada fora do sistema ou do prazo estabelecido pelo Inep. O boleto pode ser pago em qualquer agência bancária, casa lotérica ou agência dos Correios.

A primeira etapa do Revalida 2021 será realizada no dia 5 de setembro. A prova visa avaliar os conhecimentos, habilidades e competências adquiridos por profissionais formados em medicina no exterior. Saiba mais detalhes no edital do Revalida 2021.

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) anunciou, na noite desta terça-feira (15), que anulou algumas questões da prova objetiva do XXXII Exame de Ordem Unificado. O processo seletivo foi realizado no último domingo (13), em várias cidades brasileiras.

“A OAB Nacional, por meio da Coordenação Nacional do Exame de Ordem Unificado, decidiu anular as questões de número 45, 55 e 61 do caderno de prova tipo 1 e suas correspondentes nos cadernos tipo 2, 3 e 4 da prova objetiva do XXXII Exame de Ordem Unificado. Será atribuída a respectiva pontuação relativa às questões a todos os examinandos, nos termos dos itens 5.9 e 5.9.1 do edital de abertura”, comunicou a entidade.

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De acordo com a OAB, a decisão foi tomada após as questões serem analisadas. A instituição ainda informou: “Fica mantido o prazo recursal contra as demais questões do resultado preliminar da 1ª fase, no período de 0h do dia 03 de julho de 2021 às 23h59 do dia 05 de julho de 2021”.

Para mais informações sobre o Exame, acesse o site da banca organizadora. Confira também o comunicado, na íntegra, sobre as anulações das questões.

A “ineficiência histórica” das políticas de telecomunicações no Brasil gerou uma “elite estudantil” na pandemia da Covid-19, acentuando desigualdades no acesso e na qualidade da educação. A análise está no relatório Acesso à Internet Residencial dos Estudantes, do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), lançado hoje (15).

“O modesto avanço alcançado pelas políticas de acesso à internet focado exclusivamente nas escolas foi de pouca utilidade quando estas foram fechadas e alunos e professores tiveram que ficar em casa”, diz o texto da pesquisa desenvolvida por Jardiel Nogueira. Os dados mostram que conexão estável, sem restrições, e equipamentos adequados seguem restritos.

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Nogueira aponta que “o Brasil não está nessa situação por falta de políticas de conectividade, mas pela falta de efetividade das políticas que já foram lançadas”. Desde 1997, com o Programa de Tecnologia Educacional, que levou os laboratórios de informática para as escolas, e atualmente o Programa de Inovação Educação Conectada (Piec), com foco na conexão da internet para as escolas, aquisição de equipamentos e formação de professores.

Realidade

Entre os dados compilados, o relatório destaca que, apesar do avanço no número de usuários de internet nos últimos anos, 47 milhões de brasileiros permanecem desconectados, sendo que 45 milhões (95%) estão na classe C e D/E, conforme números da TIC Domicílios 2019.

Sobre a realidade dos estudantes, levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que cerca de 6 milhões de alunos vivem completamente sem acesso à internet fixa ou móvel em casa. Além disso, na classe A apenas 11% dizem fazer uso da rede exclusivamente no celular. Nas classes D e E, o percentual salta para 85%.

Para o Idec, “apesar de serem úteis em casos extremos, celulares limitam as possibilidades pedagógicas de produção de conteúdo, pesquisas acadêmicas e uso autônomo para aprendizado, tanto do professor quanto do aluno”.

Outro dado destacado no estudo é de uma pesquisa Datafolha de 2020 a qual mostra que o número de lares que possuem celulares chega a 89% dos estudantes, mas 38% deles precisam dividir o aparelho com outras pessoas da casa.

A maioria das soluções emergenciais adotadas por secretarias municipais e estaduais passou pelo acesso à internet: aplicativo com aulas e materiais para download; portal que centraliza as ofertas pedagógicas e orientações oficiais; dados patrocinados para acesso a serviços pedagógicos sem descontar do pacote de dados; empréstimo, subsídio ou doação de equipamentos para uso dos alunos e/ou professores; doação de chips; transmissão de aulas via TV ou rádio; e disponibilização de material impresso.

“Desde o começo da pandemia a gente alertou que não eram aconselháveis políticas públicas emergenciais que não considerassem a realidade de infraestrutura dos domicílios, acesso a insumos por parte dos estudantes e de suas famílias e foi o que aconteceu. Foram construídas políticas públicas emergenciais de base excludente”, avaliou Andressa Pellanda, da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, que participou do lançamento.

Saídas

O Idec destaca como uma medida importante a derrubada do veto ao Projeto de Lei 3477, que garante R$ 3,5 bilhões para conectar alunos e professores em suas residências. “É o maior aporte de recursos da história”, aponta o pesquisador. Além disso, a aprovação do Fundo de Universalização de Serviços de Telecomunicações (Fust) para destravar os recursos necessários para expandir a conectividade nas escolas.

“Apontamos para a necessidade de se garantir a equidade no acesso à internet para além da pandemia. Educação na internet não é só plataforma, acesso à aula, é equidade no acesso ao conhecimento. É um horizonte a ser buscado”, defendeu Diogo Moyses, coordenador da área de telecomunicações e direitos digitais do Idec. A Agência Brasil procurou o Ministério da Educação e aguarda retorno.

A Prefeitura de Olinda, na Região Metropolitana do Recife, anunciou que distribuirá absorventes gratuitamente para estudantes de toda a rede municipal.

Cerca de 6 mil adolescentes, a partir do segundo semestre, irão receber o item de higiene. A Secretaria de Educação da cidade deseja, por meio da ação, evitar que estudantes em situação de vulnerabilidade econômica e social deixem de ir à aula por falta de acesso a itens básicos.

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Para o Estado de Pernambuco, a deputada Dulci Amorim (PT) criou o Projeto de Lei (002188/2021), que visa garantir o fornecimento gratuito de absorventes higiênicos nas escolas públicas, unidades básicas de saúde, unidades prisionais e outras instituições pernambucanas que sejam públicas. O PL está em tramitação na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe)

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