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Nas edições passadas do Enem, grupos passaram mensagens positivas para os candidatos da prova. Foto: Rafael Bandeira/LeiaJáImagens/Arquivo

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“Desigual”. “Polêmico”. “Complexo”. “Injusto”. “Desafiador”. A lista de termos proferidos a respeito do contexto em torno do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é robusta e ainda teria espaço para mais definições críticas. Submetidos repentinamente à prática do ensino remoto, cercados por problemas econômicos e sob o risco do novo coronavírus, estudantes e professores vivenciam a véspera da prova mais questionada dos últimos tempos, antes mesmo de sua aplicação.

Entre muitos estudantes brasileiros, se manifesta o sentimento de uma preparação longe do ideal, muitas vezes deficitária em decorrência da falta de recursos materiais e tecnológicos para o ensino a distância. E mesmo entre os que são privilegiados por esses recursos, há desafios que perduram desde 2020, relacionados à dificuldade de familiarização das aulas a distância. Além dessas questões, existe um ponto ainda mais severo: o medo de contágio, uma vez que terão que se submeter ao Enem, mesmo em plena pandemia.

Há, ainda, problemáticas em torno da organização da prova. Primeiro, houve demora para a definição do cronograma. Segundo, o Governo Federal bateu cabeça para definir os critérios de seleção dos principais programas de acesso ao ensino superior por meio das notas do Enem. E nos últimos dias, autoridades judiciais e entidades estudantis pedem o adiamento do processo seletivo, alegando que os candidatos se arriscarão ao fazer uma seleção durante a pandemia. No centro de tantos problemas, está o candidato. “A pandemia impacta ferozmente. Impacta a saúde mental de todos. Ficar trancado é muito difícil, sobretudo para quem não tem espaço, não tem acesso a certas coisas”, comenta o médico e professor de biologia Fernanda Beltrão, referência na preparação para os principais vestibulares do Brasil.

Natalia Cavalcanti de Britto, de 18 anos, reside no Recife. Fez o Enem pela primeira vez em 2017, na condição de treineira. Agora, na edição 2020, ela segue em busca da aprovação de medicina, ao mesmo tempo em que precisou se adequar à uma realidade desafiadora de preparação. “Com o início da quarentena em março, toda a minha rotina se transformou em ensino a distância. Com isso, acabei me sentindo mais cansada e meu rendimento caiu bastante devido à quantidade de horas em frente ao computador e ao celular”, revela.

Além da carga do ensino remoto, a organização da prova em si, para Natalia, não foi das melhores. “Eu acho que o MEC tem muito a melhorar na questão de organização. Além de invalidarem a enquete que deveria servir como solução para o adiamento da prova, muitos estudantes se desesperaram com a confusão em relação às datas e ao uso da nota do Enem no Prouni e no Sisu”, opina.

O início do ensino remoto também foi dificultoso para Aline Laurindo dos Santos, 30. Moradora do Recife, a candidata precisou mudar seu formato de estudos para continuar seu planejamento rumo à aprovação em medicina. Ouça:

Valorize os seus sonhos

A professora de redação Fernanda Bérgamo classifica a edição do Enem 2020 como a mais problemática dos últimos anos. No entanto, nesta reta final, a educadora tenta direcionar sua atenção aos sonhos dos seus alunos. Para a docente, mesmo em meio às adversidades, é fundamental acreditar em um resultado positivo.

“Amanhã, você vai fazer a melhor redação da sua vida. Vai sim! Eu acredito em vocês. Essa redação que não precisa de título será a primeira página do livro que vai contar a sua história na universidade. Acredite!”, diz Fernanda. Na live a seguir, produzida pelo LeiaJá e Vai Cair No Enem, professores trouxeram mais mensagens positivas para os estudantes. Assista:

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De acordo com o psicólogo Dino Rangel, que também é professor de geografia, os impactos pandêmicos, claramente, afetaram os estudantes. A rotina do ensino remoto, os problemas econômicos, o luto e os problemas familiares são algumas das situações que atrapalharam a preparação dos alunos. Porém, para Rangel, mesmo diante dos obstáculos, desistir não é a opção. “O aluno não precisa desistir, porque todos, de alguma forma, foram afetados. Uma dificuldade que afetou todas as classes sociais, obviamente de maneiras diferentes. Em segundo lugar, todos precisam compreender que a vida não é só a prova. A vida faz parte da prova, mas a prova não é a vida. A prova é uma etapa da vida. Então, se o aluno se dedicou, ele vai conversar com a prova, e quem não se dedicou, precisa encarar como uma experiência, um aprendizado, para amadurecer em provas posteriores. E se para o aluno a aprovação é o sonho, então ele precisa seguir em frente e lutar por esse sonho. Depois, dará mais valor ao sonho realizado, porque conseguiu realizá-lo mesmo em meio a tantos problemas”, orienta o psicólogo.

Também em entrevista ao LeiaJá, a psicóloga Thais Oliveira destacou a importância dos sonhos na vida dos candidatos. Segundo a especialista, uma das estratégias para os estudantes é o estabelecimento de metas pessoais e profissionais, além da prática do "pensar positivo". Ouça:

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A professora de Linguagens e redação Josicleide Guilhermino, a pedido do projeto Vai Cair No Enem, escolheu um poema para interpretar. Foi uma forma de levar aos candidatos uma mensagem de acolhimento, em meio à ansiedade nos instantes finais antes da prova. Não deixe de ver:

 

Uma publicação compartilhada por Vai Cair No Enem (@vaicairnoenem)

 

As provas impressas do Enem começam neste domingo (17), com questões de Linguagens, Humanas e redação. No dia 24 deste mês, os estudantes enfrentarão quesitos de matemática e Ciências da Natureza.

A edição 2020 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020 teve, ao todo, 52 mil solicitações de atendimento especializado. Os participantes que tiveram seus pedidos aprovados e realizaram neste domingo (17), e no próximo (24), a versão impressa do Enem, precisam ficar atentos às orientações para evitar contratempos durante a prova. 

Conforme o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão responsável pela aplicação do exame, os materiais próprios dos candidatos serão inspecionados visualmente pelo aplicador da sala respeitando os protocolos de proteção contra a Covid-19. Isso inclui máquina de escrever em braile, lâmina overlay, reglete, punção, sorobã ou cubaritmo, caneta de ponta grossa, tiposcópio, assinador, óculos especiais, lupa, telelupa, luminária, tábuas de apoio, multiplano, plano inclinado e quaisquer outros materiais que se fizerem necessários. Não será necessária a vistoria de cão-guia, medidor de glicose, bomba de insulina, além de aparelhos auditivos ou implantes cocleares. 

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As mães lactantes deverão levar, segundo o órgão, um acompanhante adulto, que ficará em sala reservada e será responsável pela guarda da criança. A participante que precisar amamentar não poderá entrar na sala de provas acompanhada do bebê, assim como o acompanhante também não poderá acessar a sala de aplicação com a criança. O contato entre a participante lactante e o acompanhante deverá ser presenciado por um aplicador.

Conforme o edital, as lactantes contarão com tempo adicional de 60 minutos, caso essa solicitação tenha sido feita e aprovada. O mesmo vale para participantes com transtornos funcionais específicos, como dislexia, discalculia e déficit de atenção. Já os inscritos que solicitaram atendimento para surdez ou deficiência auditiva e o recurso de videoprova em Língua Brasileira de Sinais (Libras), poderão terminar o exame até 120 minutos após o encerramento da aplicação regular, às 19h.

Este ano, o Enem contará com o leitor de tela para participantes com cegueira, surdocegueira, baixa visão ou visão monocular, além de três guias-intérpretes para atendimento ao participante surdocego. Autistas e surdocegos terão banca especial para correção de suas provas. Além disso, o participante que escrever sua redação em braille terá suas provas corrigidas no Sistema Braile. Confira mais detalhes sobre as orientações para os candidatos com atendimento especializado no site do Inep.

O Instituto Federal do Piauí (IFPI) abre, nesta segunda-feira (18), as inscrições para os cursos de Formação Inicial e Continuada (FIC), na modalidade de educação a distância (EaD). Os interessados devem se candidatar até o dia 29 de janeiro por meio do endereço eletrônico.

Ao todo, estão sendo ofertadas 3.200 vagas nos cursos de assistente de recursos humanos, língua brasileira de sinais (Libras) – básico,  assistente administrativo, assistente financeiro e inglês básico. Para participar, os candidatos devem ter no mínimo 16 anos e ter concluído o ensino fundamental II, com exceção do curso de inglês, que exige apenas a conclusão do ensino fundamental I.

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A seleção dos inscritos será por meio de sorteio eletrônico realizado no dia 1º de fevereiro. O resultado será divulgado no dia 2 do mesmo mês, e as aulas serão iniciadas no dia 8 de fevereiro. Veja mais informações através do edital disponível no site da instituição.

A Defensoria Pública da União entrou neste sábado, 16, com um pedido de anulação da decisão que manteve as datas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) - marcado para domingo, 17, e dia 24. De acordo com a Defensoria, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), órgão responsável pela realização das provas, não teria como garantir o cumprimento dos protocolos sanitários criados por eles mesmos e "ainda induziram a Justiça Federal da 3ª Região a erro, prestando informações inverídicas que vieram a subsidiar as decisões de indeferimento dos pedidos de adiamento, em 1ª e 2ª instância".

Ainda de acordo com a Defensoria, reportagens sobre a realização do Enem trouxeram inúmeros relatos de que a ocupação de muitas das salas será bem superior aos 50% da capacidade, percentual com que o próprio Inep havia se comprometido. "Na maioria desses casos, a ocupação é de cerca de 80%, muito acima de um número prometido. Esperamos que a decisão seja revertida ou fundamentada de outro modo", disse ao Estadão o defensor João Paulo Dorini.

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Aplicadores do Enem relataram planos de ocupação superior a 30 estudantes nas salas onde a prova será realizada neste domingo, 17. Um dos comunicados aos quais o Estadão teve acesso, por exemplo, inclui a previsão de alocar em uma escola 32 candidatos em espaços com capacidade para 40 alunos - redução abaixo do patamar de 50% prometido pelo Inep, órgão do Ministério da Educação (MEC).

A Defensoria vem contestando o cronograma do Enem desde a publicação do seu edital, em março. No início, a contestação foi baseada no argumento de desigualdade educacional e na falta de meios para que a maioria dos alunos pudesse realizar a prova em igualdade de condições.

Faltando menos de 24 horas para a primeira parte do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), infectologistas pernambucanos voltaram a alertar para o risco de contaminação, principalmente, durante o trânsito aos locais de prova. Apesar de concordarem no que diz respeito aos cuidados necessários para evitar a disseminação da Covid-19, os especialistas em saúde divergem sobre o adiamento do exame, marcado para os dias 17 e 24 de janeiro. 

'O correto seria que o exame fosse adiado'

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"Essas provas devem ser adiadas por inúmeros motivos. Um deles é o fato de aumentar a exposição desses jovens, em um momento extremamente crítico da pandemia", afirma a infectologista Marcela Vieira Freire. "Ainda que existam inúmeras medidas, serão milhares de jovens que vão sair de suas casas, pegar transporte, aglomerar e depois retornar às suas casas podendo infectar suas famílias", explica, a especialista em saúde destacando que, com a pandemia em um de seus piores momentos, realizar o certame não seria uma decisão responsável.

“As medidas são uma tentativa de reduzir as chances de transmissão, mas não isentam que, se um jovem contaminado estiver na sala, ele possa contaminar vários outros. Mesmo que haja um distanciamento adequado, são muitas horas de prova. O uso da máscara ajuda a reduzir, mas o risco existe e não só na prova”, assevera.

'O Enem não deve deixar de ser realizado por conta da pandemia'

Porém, nem todos os profissionais concordam que adiar o exame seria uma medida eficaz para frear a disseminação do novo coronavírus. Para o infectologista e hepatologista, Lucas Caheté, com os cuidados necessários é possível realizar o Enem de forma segura. “É considerado um risco relativamente baixo se tiver as precauções de isolamento de contato. Uso de máscara obrigatório durante a prova toda, cada estudante deveria ter seu próprio álcool em gel e ter o cuidado do distanciamento na sala”.

Para ele, o risco maior é durante a entrada e saída da prova, onde há a maior probabilidade de aglomeração e o transporte público. Porém, com a ausência do Lockdown no Estado, a abertura das praias e do comércio, a prova teria um peso pequeno na rotina dos estudantes. “Essas pessoas não estão em isolamento completo. Elas estão saindo de casa, estão se encontrando, por isso estamos tendo um aumento de casos. O Enem não mudaria muito essa rotina, ao meu ver”.

Riscos infecciosos e psicológicos

Mas o problema do Enem não se resume apenas aos riscos de infecção. Para a infectologista Marcela Freire, o efeito psicológico também deveria ser levado na hora de adiar o exame. “Não é somente a questão da transmissibilidade, esses jovens estão sob uma pressão altíssima para fazer a prova, além de tudo com os riscos todos de poder infectar suas famílias, sem contar com o fato de que muitos jovens perderam familiares, estão abalados emocionalmente, estamos vivenciando uma semana terrível com todos esses casos. O aumento das lotações das UTIs no Brasil inteiro e a manutenção dessas provas para mim é hediondo”, pontua. 

Caso os estudantes ainda assim decidam realizar o exame, a médica alerta para os cuidados durante e após a prova. “As medidas continuam as mesmas: utilização de máscaras que precisam ser trocadas a cada duas horas, ao chegar ao prédio, ir direto realizar o exame e depois se deslocar sem formar grupinhos, como costuma acontecer. E ao chegar em casa colocar logo a roupa para lavar e evitar ao máximo contato com a família pelos próximos sete dias subsequentes à realização da prova”, indica.

Enem 2021

Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), nesta edição, estão inscritos 5,8 milhões de participantes, sendo 5.687.271 de inscrições para o Enem impresso e 96.086 para o Enem Digital. 

A abertura dos portões será realizada às 11h30 e os participantes só podem sair dos locais de aplicação a partir das 15h30. Para as medidas de proteção, o texto do edital obriga os participantes a utilizar a máscara corretamente, ou seja, cobrir do nariz ao queixo. De acordo com a regra “o participante que não utilizar a máscara cobrindo totalmente o nariz e a boca, desde sua entrada até sua saída do local de provas, será eliminado do Exame”. 

Durante a prova os candidatos são autorizados a levar máscaras extras para realizar a troca durante o certame e, em caso de precisar descartar o equipamento de proteção, as lixeiras dos locais de prova deverão servir para este fim. Estudantes terão acesso a álcool em gel e deverão ficar distantes 1,5 metro um do outro, durante a realização do Enem.

Candidatos que estão se preparando para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020 sabem que para conquistar uma boa nota precisam, além de foco nos estudos, estabelecer algumas estratégias para otimizar seu tempo durante a resolução das questões. Pensando nisso, o professor e fundador da escola de inglês ‘Really Experience’, no Recife, Édney Quaresma, deu algumas dicas para ajudar os vestibulandos nesta reta final.

Encontre a palavra-chave

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A prova de inglês contempla diversos gêneros textuais, como tirinhas, charges, posts, trechos de letras de músicas, poesias, anúncios publicitários, artigos, entre outros. Ao identificar a palavra-chave ou a ideia central, fica mais fácil entender o objetivo do texto. Outra dica é: as primeiras orações dos parágrafos geralmente resumem o que a questão pede.

Leia tudo em inglês 

O Enem não apresenta questões de gramática, apenas interpretações de textos. Mesmo que muitos candidatos não se preocupem com a gramática em si, quem tiver um domínio terá mais facilidade com a leitura. Por isso, o hábito de ler, escrever pequenos textos, ouvir música, séries e filmes têm muitos benefícios na hora da prova.

Além do verbo to be

Os tempos verbais (simples past e present perfect são os mais cobrados), voz passiva, palavras de ligação ou conectivos e adjuntos adverbiais (when, where, why, how) são os temas mais comuns na prova.

Esteja bem informado

Essa é uma dica até para possíveis temas da redação. Saber o que acontece no Brasil e no mundo é fundamental, já que muitas questões abordam temas do cotidiano. Por exemplo: sites de notícias estrangeiros para aprender melhor as construções das frases, além de se informar sobre as atualidades.

Resolva provas anteriores

Busque por questões já aplicadas no Enem e por respostas comentadas. É muito comum que as provas tenham uma repetição no padrão de elaboração das questões.

Administre o seu tempo

Não deixe para o final a prova de inglês. Tente resolver as cinco questões com tempo para conferir antes de entregar o gabarito.

A versão impressa do Enem será aplicada neste domingo (17) e no dia 24 de janeiro. Já a versão digital ocorrerá nos dias 31 de janeiro e 7 de fevereiro. Na primeira parte, os estudantes resolverão questões de Ciências Humanas, Linguagens e redação. Já no segundo dia, os feras enfrentarão quesitos de Ciências da Natureza e matemática.

A um dia para o início da aplicação das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020, estudantes pressionam o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) a adiar a realização da avaliação. No Twitter, a tag “Adia Enem ultimato” já reúne mais de 92 mil menções. A edição 2020 do Enem recebeu 5,8 milhões de inscrições, sendo 96 mil para a modalidade digital do vestibular.

Dentre os apelos, os internautas reforçam matérias jornalísticas publicadas na última semana, em que mostram cidades entrando com o pedido em instância judicial para o cancelamento da edição 2020 do vestibular. “Hoje é dia de levantar ADIA ENEM ULTIMATO. Deixar de dar espaço para os insanos e cruéis”, diz uma internauta.

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Além disso, também há memes compartilhados pelos estudantes. “Querido diário, hoje é véspera do Enem e eu ainda estou com esperanças do MEC adiar. É incrível como eu continuo fingindo que está tudo sob o controle, quando nem caneta preta eu tenho”, exclamou uma participante. Mesmo com um mar de memes, os estudantes dizem sentir medo de pegar a Covid-19. 

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Adia Enem

Em todo o País, parlamentares e lideranças estudantis também pressionam o Ministério da Educação e o Inep para que as provas sejam adiadas. Segundo uma publicação da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), um novo pedido foi protocolado para o adiamento da prova junto à Defensoria Pública da União.

Apesar dos apelos, o Enem 2020 segue mantido para este domingo (17) e o dia 24 de janeiro, na modalidade impressa. As provas na versão digital serão aplicadas nos dias 31 de janeiro e 7 de fevereiro. A confirmação foi declarada pelo ministro da Educação, Milton Ribeiro, e reiterada pelo Inep.

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A Advocacia-Geral da União (AGU) já atuou até essa sexta-feira (15) em 58 ações individuais movidas na Justiça questionando o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Às vésperas da primeira etapa de aplicação do Enem 2020, a força-tarefa instituída pela AGU para monitorar os processos sobre relacionados ao Enem continua trabalhando em regime de plantão para garantir a segurança jurídica das provas.

De acordo com a AGU, o balanço da atuação engloba ações de candidatos e outras pessoas físicas desde novembro de 2020. “Em geral, os pedidos tratam de assuntos como local de prova, alteração de dados inseridos no momento da inscrição e questões sobre pagamento de boleto”.

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Segundo André Rufino, procurador-chefe do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), mais de 100 integrantes da AGU, entre procuradores federais e advogados da União, atuam no trabalho.

“Nós estamos assegurando a legalidade de todos os atos praticados pelos gestores ao longo do último ano de 2020, que estão culminando agora na realização desse evento grandioso, que tem uma logística extremamente complexa e conta com mais de cinco milhões de inscritos”, disse.

Ações coletivas

As ações coletivas contra o Inep e a União estão, em sua maioria, na Justiça Federal de São Paulo. O Tribunal Regional Federal da 3ª Região, inclusive, já determinou, em um dos processos, a manutenção do calendário das provas. Graças à atuação da AGU, a 12ª Vara Cível Federal de São Paulo também negou pedido de adiamento do exame.

A Procuradora Federal Mônica Kouri de Oliveira, coordenadora da Equipe Nacional Especializada em Educação da Procuradoria-Geral Federal (PGF), disse que, por meio da AGU, o Inep vem acompanhando todos os processos.

“Todos os procedimentos de medidas sanitárias estão sendo aplicados. Como resultado do trabalho da AGU, o Judiciário vem entendendo pela manutenção do certame, atendendo a todas as orientações dos órgãos sanitários”, afirma.

Marcelo Moura da Conceição, diretor-substituto do Departamento de Serviço Público da Procuradoria-Geral da União, também ressalta a importância do trabalho da AGU. “A atuação da AGU busca resguardar a preservação, com os cuidados necessários, dos calendários das políticas públicas federais na área de educação, como o Prouni, Fies e Sisu, algo que impacta estudantes, poder público e instituições de ensino superior”, disse.

Integram a força-tarefa membros da Procuradoria-Geral da União, da Consultoria Jurídica do Ministério da Educação e da Procuradoria-Geral Federal, por meio da Coordenação da Equipe Nacional Especializada em Matéria de Educação da PGF, da Procuradoria Federal Junto ao Inep e do Departamento de Contencioso.

*Com informações da AGU

Com aplicação da primeira prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020 marcada para este domingo (17), a Polícia Militar de Pernambuco (PM-PE) orienta que pais e responsáveis deixem os estudantes no local de provas e retornem para suas casas, com o objetivo de evitar aglomerações.

Em Pernambuco, cerca de 312 mil candidatos devem participar do primeiro dia da versão impressa da avaliação, que abordará Ciências Humanas, Linguagens e Redação. As provas terão início às 13h30.

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A recomendação foi feita pelo tenente-coronel Augusto Vilaça, que coordena a Operação Enem 2020, durante coletiva de imprensa. "O pai deixa o filho e depois volta. Não precisa ficar lá esperando para a gente poder evitar essas aglomerações. De nada vai adiantar se a gente não tiver colaboração das pessoas", reforçou Vilaça.

Mesmo com acréscimo de 13,7% de inscritos nesta edição, em Pernambuco, a PM reduziu seis lançamentos e vai operar com 1.520 agentes em cada dia de prova. No entanto, por causa dos impactos da pandemia da Covid-19, a expectativa é que menos candidatos realizem o exame.

A segunda prova da modalidade imprensa do Enem 2020 será aplicada no dia 24 deste mês, enquanto que as provas na versão digital serão nos dias 31 de janeiro e 7 de fevereiro.

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Neste domingo (17), milhões de estudantes vão fazer as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020. Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), nesta edição, estão inscritos 5,8 milhões de participantes, sendo 5.687.271 de inscrições para o Enem impresso e 96.086 para o Enem Digital.

Provas

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No primeiro dia de aplicação de provas, neste domingo, os participantes irão responder a 90 questões das áreas de Ciências Humanas, Linguagens e redação. Dentro de Ciências Humanas, estão abarcadas as disciplinas de história, geografia, sociologia e filosofia. Já em Linguagens, está todo o contexto da Língua Portuguesa, desde gramática até interpretação de texto, bem como uma língua estrangeira escolhida pelo próprio estudantes - que pode ser inglês ou espanhol.

Já no próximo domingo (24), os candidatos responderão também a 90 questões, mas estas serão das áreas de Ciências da Natureza e matemática. Em Ciências da Natureza, estão integradas as disciplinas de química, física e biologia. Nestes dois primeiros domingos, estão marcadas as provas da versão impressa do Exame.

No dia 31 de janeiro, começa a maratona de provas para quem escolheu o Enem Digital. Feito por um projeto piloto neste ano, a prova será feita também presencialmente, mas por meio do computador. Neste sentido, os estudantes terão que responder às mesmas quantidades de questões do Enem impresso, só que por meio de uma tela. Para simular maior realidade com o formato tradicional, os participantes poderão pular questões e voltar para elas depois. De acordo com o Governo, o objetivo é que o exame seja totalmente digital até 2026.

O primeiro dia de aplicação das provas do Enem Digital será como no impresso: 90 questões de Ciências Humanas, Linguagens e uma redação. Esta deve ser feita escrita, segundo o Inep. Para isso, os participantes receberão uma folha de papel, no padrão do exame impresso. No segundo dia, serão mais 90 quesitos, só que desta vez das áreas de Ciências da Natureza e matemática. Para fazer os cálculos, também está prevista a entrega de folhas de papel aos estudantes.

Redação

A prova de redação é uma das mais temidas pelos participantes do Enem. Isso porque o bom desempenho na produção textual é fundamental no êxito no exame como um todo, refletindo, assim, na nota final. O estudante deve escrevê-la no em formato de prosa, no tipo dissertativo-argumentativo. “Na redação do Enem o participante deverá defender uma tese – uma opinião a respeito do tema proposto –, apoiada em argumentos consistentes, estruturados com coerência e coesão, formando uma unidade textual, de acordo com a modalidade escrita formal da língua portuguesa”, explica o Inep.

Outros cuidados sobre a redação também devem ser tomados pelos candidatos que farão o Enem 2020. O participante pode zerar a produção textual caso descumpra alguns requisitos, como fuga ao tema, extensão total de até sete linhas, trecho deliberadamente desconectado do tema proposto, não obediência à estrutura dissertativo-argumentativa e desrespeito à seriedade do exame.

Seguindo o modelo de prova dos anos anteriores, os estudantes que vão fazer o Enem 2020 irão se deparar com uma frase-tema, que geralmente cobra problema da sociedade brasileira. Com ele, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), autarquia ligada ao Ministério da Educação (MEC), que produz o Enem, há um texto de apoio que ajuda o estudante a se nortear quanto à escrita.

Horários

Assim como em edições anteriores, o Enem 2020 será realizado conforme horário de Brasília. A abertura dos portões será realizada às 11h30. Nas edições anteriores, a entrada nos locais de prova só era permitida a partir das 12h, mas o Inep adotou a medida de abrir meia hora mais cedo para que não haja aglomeração. O fechamento será, impreterivelmente, às 13h. Com isso, aquele estudante que porventura se atrasar, não poderá fazer o exame. Entretanto, caso o estudante se atrase para o primeiro dia de provas, por exemplo, ele poderá fazer normalmente o segundo dia de avaliação.

Os participantes só podem sair dos locais de aplicação a partir das 15h30, entretanto sem o caderno de questões. Este só pode ser levado meia hora antes do término da prova. No primeiro dia, por conta da redação, ela vai até às 19h. Já no segundo dia de Enem, os participantes têm até as 18h30 para realizar as 90 questões.

Documentos

Os participantes que vão fazer o Enem 2020 precisam ficar atentos aos documentos que podem ser levados ou não durante a aplicação das provas. Segundo o Inep, é obrigatório apresentar via original de documento oficial de identificação com foto para a realização das provas. Os participantes poderão apresentar cédulas de identidade expedidas por instituições, como secretarias de Segurança Pública, polícias Militar e Federal ou pelas Forças Armadas. Também será aceita a identidade expedida pelo Ministério da Justiça para estrangeiros.

“A Carteira de Registro Nacional Migratório, prevista na Lei de Migração (n.º 13.445), de 24 de maio de 2017, também está entre a documentação válida para identificação, assim como o Documento Provisório de Registro Nacional Migratório, do qual trata o Decreto n.º 9.277, de 5 de fevereiro de 2018. A identificação fornecida por ordens ou conselhos de classes e que, por lei, tenha validade como documento de identidade também poderá ser utilizada para identificar o participante. Além disso, o passaporte e  a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) — de acordo com a Lei n.º 9.503, de 23 de setembro de 1997 — também são válidos, assim como a Carteira de Trabalho e Previdência Social (impressa e expedida após 27 de janeiro de 1997)”, garante o Inep.

Cartão de confirmação

O cartão de confirmação de inscrição é o documento em que contém nome do estudante, dados pessoais, modalidade do Enem a ser realizada, horário e local de prova. Apesar de não ser obrigatório, o Inep recomenda que os candidatos o levem no dia de aplicação do exame. O cartão também registra que o inscrito deve contar com determinado atendimento especializado, assim como tratamento pelo nome social, caso essas solicitações tenham sido feitas e aprovadas. O documento está disponível na Página do Participante.

Outro documento emitido pelo Inep que causa dúvida entre os estudantes é a Declaração de Comparecimento. Ela serve para comprovar presença na prova e deverá ser apresentada pelos candidatos, antes de ingressarem na sala de realização do Exame, ao aplicador, em cada dia de provas. Ele geralmente é utilizado para fins trabalhistas. “É importante lembrar que o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) não disponibilizará a Declaração de Comparecimento após a aplicação de cada dia de provas. Para o segundo dia de aplicação do exame, 24 de janeiro, o documento ficará disponível para impressão a partir da segunda-feira, 18 de janeiro”, alertou o Inep.

Caneta e lanche

A maratona de provas do Enem certamente pode dar fome em grande parte dos participantes, por isso é importante levar algum alimento para consumo durante a realização do exame, assim como ficar atento ao que comer antes do teste. O Inep determina que os candidatos devem podem levar água, mas esta deve estar em uma garrafa de material transparente e sem rótulo. Os alimentos devem também estar dentro de sacos transparentes, mas não é vedada participação do candidato que levar lanche em sua embalagem original. 

Já quanto à caneta a ser usada, esta deve ser impreterivelmenta fabricada em material transparente e de tinta preta. É extremamente necessário que os participantes fiquem atento a este fato porque caso a regra seja descumprida, pode ocasionar na eliminação do estudante.

Resultado

Os resultados do Enem 2020 já têm data para serem divulgados. No dia 29 de março, serão liberados os desempenhos tanto dos alunos que fizeram a versão impressa quanto daqueles que optaram pelo Enem Digital. Os gabaritos serão divulgados até o terceiro dia útil após a realização das últimas provas. Ou seja, no Enem impresso isso deve ser realizado até o dia 27 de janeiro, enquanto na modalidade digital está previsto para 10 de fevereiro.

O Instituto também dá algumas orientações aos participantes. Confira abaixo algumas delas:

- Uso de máscaras de proteção facial durante toda a aplicação será obrigatório.

- É obrigatória a apresentação de via original de documento oficial de identificação com foto para a realização das provas. Confira a lista completa no edital.

- A única caneta aceita é a esferográfica de tinta preta, fabricada com material transparente.

- Guardar, antes de entrar na sala de provas, em envelope porta-objetos, a Declaração de Comparecimento impressa, o telefone celular e quaisquer outros equipamentos eletrônicos desligados, além de outros pertences não permitidos.

- Manter os aparelhos eletrônicos como celular, tablet, pulseiras e relógios inteligentes com todos os aplicativos, funções e sistemas desativados e desligados, incluindo alarmes, no envelope porta-objetos lacrado e identificado, desde o ingresso na sala de provas até a saída definitiva do local de provas.

- Manter, debaixo da carteira, o envelope porta-objetos, lacrado e identificado, desde o ingresso na sala de provas até a saída definitiva do local de provas.

- Iniciar as provas somente após a autorização do aplicador, ler e conferir todas as instruções contidas na capa do caderno de questões, no cartão-resposta, na folha de redação, na folha de rascunho e nos demais documentos do exame.

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--> Confira sete atitudes que podem causar eliminação do Enem

Nas últimas edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), alguns estudantes perderam a hora e passaram por um sufoco para encontrar os seus respectivos locais de prova. Para evitar o problema, é fundamental atentar para os horários definidos pela organização do processo seletivo.

No primeiro dia do Enem impresso, que será realizado neste domingo (17), os portões serão abertos às 11h30 e fecharão às 13h, conforme o horário de Brasília. O início do Exame está marcado para 13h30, enquanto o fim será às 19h.

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Os candidatos poderão deixar os locais de prova após duas horas do início do Enem. No entanto, só poderão levar os cadernos de questões nos últimos 30 minutos.

No segundo dia do Exame, o domingo (24), os portões continuarão sendo abertos às 11h30 e fechando às 13h, conforme o horário de Brasília. A prova começará às 13h30 e terminará às 18h30.

Quem irá fazer o Enem digital, que será aplicado no dia 31 de janeiro (primeiro dia) e no dia 7 de fevereiro (segundo dia), também terá que estar presente nos locais de provas às 12h, conforme horário de Brasília. Os portões serão fechados às 13h em ambos os dias. O início das provas será as 13h30, e o encerramento às 19h, no primeiro dia, e às 18h30, no segundo.

Além dos horários, vale ficar atento ao que é necessário levar. Conforme o edital, os estudantes devem estar munidos da documentação oficial com foto, caneta preta de material transparente - para quem vai fazer o Enem impresso -, além do uso obrigatório da máscara de proteção contra a Covid-19. É recomendado levar o cartão de inscrição e álcool em gel, salientando que também será distribuído álcool para higienização das mãos no local da prova.

A versão impressa do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), principal meio de entrada no ensino superior do Brasil, será aplicada neste domingo (17) e no 24 de janeiro. Com a proximidade da prova e em meio à pandemia de Covid-19, estudantes direcionam a o pensamento para questões Linguagens, Ciências Humanas e pela redação, bem como alguns são acometidos por ansiedade.

Guilherme Souza Queiroz tem 20 anos, faz provas do Enem desde 2016 e deseja estudar medicina. Ele conta que apesar das dificuldades impostas ao longo do último ano letivo, se sente confiante para a prova. “Foi e está sendo um período bastante atípico, a adaptação à versão remota exigiu bastante de mim durante esta preparação. Com o apoio dos meus professores e de toda equipe para que tudo fosse, de fato, ressignificado, a sensação é de confiança”, contou o estudante. 

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O primeiro dia de provas, para ele, é “um momento de colocar em prática o meu senso crítico e a minha capacidade de leitura”. Ele espera encontrar “uma prova extensa, uma vez que são áreas exclusivamente teóricas, mas nada que possa ser além do que vem acontecendo nos últimos anos”.  

No que diz respeito à pandemia e seus reflexos tanto nos estudos como nos dias de prova, Guilherme conta que uma mudança implementada em sua rotina foi usar máscara para fazer simulados para o Enem. “Semanalmente, costumo fazer simulados e um grande diferencial foi testar fazê-los, dentro do limite do tempo de cada dia de prova, com a máscara. Parece que o meu antigo conceito de ‘resistência’ passou a ter um significado ainda mais real. No início, confesso que achei que seria muito complicado, porém, à medida que fui fazendo mais testes para o dia da prova, notei que não seria tão difícil quanto aparentava”, relatou o jovem.

Questionado se ele se sente seguro com as medidas instituídas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) para evitar o contágio do novo coronavírus, Guilherme afirmou que “teoricamente, sim”, pela redução do número de alunos por sala. No entanto, ele revela: “A insegurança, na minha opinião, é maior quando paramos para notar a quantidade de pessoas que farão o exame, entende? É inegável a questão de aglomerar, porque é um processo seletivo de alta demanda. Noto que a condição dos locais de provas é extremamente heterogênea. Acho que não posso generalizar e informar que confio em todos os regulamentos proferidos no edital. Agora, como o atual contexto exige uma postura de muita responsabilidade, torço para que haja a efetivação segura de todos os protocolos e tudo possa acontecer da melhor forma neste momento tão decisivo”.  

Maria Eduarda Maranhão, de 20 anos, está no terceiro ano do ensino médio e se decidindo entre os cursos de psicologia ou medicina. A jovem já faz a prova desde o ano de 2015 e está se sentindo angustiada devido a tudo que aconteceu em 2020 com a pandemia de Covid-19 e seus reflexos. 

“Nunca convivi comigo por tanto tempo como agora, então cada dia que se passa e vai chegando o dia da prova eu vou ficando mais aflita por não saber como vai ser este ano. O medo de se contaminar e contaminar alguém que eu amo é surreal, me sinto insegura com as medidas de segurança e ansiosa para tudo isso acabar, pois eu sinceramente não sei o que esperar disso tudo. Eu tenho um pingo de esperança que tudo dê certo, mas eu sei que é complicado por ser muitas pessoas fazendo a prova e um cenário bem atípico dos outros anos. Posso falar que acho esse Enem uns dos mais injustos e perigosos que vamos ter, mas ele também é o que define a mudança de vida para muitos e inclusive para mim”, disse a estudante. 

Entender e aceitar que o cenário de afastamento do ambiente presencial de estudos não seria uma realidade de curta duração não foi fácil para Maria Eduarda, que buscou maneiras de se adaptar à nova realidade. “Eu tive certas dificuldades para me organizar e planejar, pois a ficha do que estava acontecendo não caía. Depois de um mês eu consegui encontrar meu método de estudos para um cenário tão atípico e aí as dificuldades diminuíram. Posso dizer que a internet, especialmente o Instagram, foi um grande aliado para não me deixar surtar. Decidi criar uma página (@Dudamaranhaostudies) de estudos para compartilhar minha rotina e ajudar as pessoas”, contou a jovem. 

A edição 2020 do Enem será repleta de regras inéditas que são necessárias devido à pandemia, com o objetivo de tentar reduzir as chances de contágio pela Covid-19. Uma delas é o uso obrigatório de máscara. “Eu comecei a usar máscaras para praticar os simulados e para fazer coisas rotineiras dentro de casa, para que no dia da prova eu não sinta a presença dela. Em momentos rotineiros muitas vezes não sinto a presença dela, mas em momentos de muita pressão, às vezes começo a ficar agoniada, com falta de ar, por ter ansiedade. Mas estou aprendendo a lidar com isso e procurando máscaras onde me dá um espaço entre ela e meu nariz, assim não me sinto muito sufocada e consigo lidar tranquilamente com ela”, relatou.

Apesar das inseguranças no que diz respeito à realização da prova durante a pandemia, ela se sente tranquila sobre o conteúdo estudado durante o último ano letivo. “Me sinto confiante no que diz respeito a isso, eu tenho conhecimento de ter uma bagagem grande em relação aos estudos por já estar três anos tentando o Enem”. 

A aproximação da data da prova também é um momento de ansiedade para os professores que passaram todo o ano letivo se esforçando para estar ao lado dos estudantes, dentro das limitações impostas pela Covid-19. O professor de português e redação Isaac Melo espera uma prova normal, mas tem muitas expectativas e preocupações acerca do estado mental e emocional dos estudantes. 

“Quem vai de fato estar diferente é o aluno. Este viveu na pele essas mudanças, esse adiamento, e portanto vai chegar lá mais tenso, mais nervoso. Não foi um ano fácil, atingiu não somente a vida de muitas pessoas, mas também a saúde mental de tantas outras. Estar em isolamento social não foi fácil, e obviamente também não foi fácil para quem vai fazer o Exame Nacional do Ensino Médio. Expectativa da prova em si, nenhuma. A prova vai estar como em todos os anos, a expectativa é como estará a qualidade desse aluno para fazer a prova, afetados pelo adiamento numa fase da vida delicada e vivendo na pele como todo mundo essa pandemia”, disse o professor.

Tal preocupação levou à necessidade constante de buscar meios para auxiliar emocionalmente os alunos a distância, para garantir o apoio necessário sem trazer maiores riscos à saúde de ninguém. “A gente tem coisas tão intensas quanto o nervosismo para a prova. A solidão de uma casa trancada com raros momentos de saída. Falar com os alunos precisou envolver muitos momentos que até fugiam da correção de redação, fugiam da resposta a questões e dúvidas. Foi conversar sobre a vida. Quantos e quantos alunos me procuraram para conversar sobre a vida! A gente precisou criar um botão on-line chamado 'chegue mais perto', que era um modo do aluno ter um canal on-line com os professores para falar com os professores. Para desabafar, para chorar, sorrir, para contar como foi o dia. Durante esse ano não foram somente questões e correção de redação, foi antes de tudo abraçar com conversa. A gente precisou conversar muito, indicar psicólogos, possíveis psiquiatras que viessem nos auxiliar, porque ansiedade para alguns é comum e para outros é patológica e o professor sozinho não tem como dar conta do que está acontecendo”, contou Isaac.

Em um momento assim, a apreensão não gira somente em torno das questões da prova, também há o medo de aglomerações e transmissão do vírus. Nesse sentido, Isaac afirma que há riscos na aplicação da prova, mas que é importante minimizá-los cumprindo rigorosamente todas as regras que foram impostas para reduzir as possibilidades de contágio. “A gente está em um momento em que não temos vacinação ainda no Brasil, infelizmente. Portanto, há risco sim, mas a precaução e a fiscalização dessa precaução, afinal de contas são adolescentes em maioria, precisa ser feita para que todos eles cumpram esses protocolos para prevenção da Covid-19”, opinou o professor. 

Apesar da torcida para a aplicação de uma prova que transcorra dentro da normalidade, o histórico do Inep nas provas dos últimos anos também causa preocupações a Isaac. “É uma prova gigantesca, a natureza gigante da prova já nos mostra que existe aí uma situação delicada para a distribuição de provas, precisa de máxima segurança para distribuição, para elaboração de provas, para o não vazamento. O histórico dessa prova nos mostra que é necessário ter protocolos de segurança muito rígidos e fortes, convocando policiamento. Eu acredito, espero de verdade que seja uma prova tranquila, mas para falar do lado político e ideológico da coisa, é sempre um terreno movediço num momento tão duvidoso da política brasileira”, disse o professor. 

Antes da prova, já presenciamos momentos em que membros do governo falaram sobre mudar a “cara” do Enem, buscando retirar o que consideram ser questões de cunho “ideológico”. Sobre isso, o professor afirma que o que pode ser visto como “ideologia” muitas vezes trata-se na verdade de questões de respeito às diferenças.

“Se por ideológicas for tratar de questões de respeito às diferenças, isso não é ideologia, isso é lei. Todos são iguais perante a lei, todos devem ser respeitados, ter direito a viver bem, a respirar ares de democracia, segurança, educação, saúde e dignidade de forma igual. Se ideologia por questões que provoquem questionamento sobre o quanto somos racistas, isso não é ideologia, é uma coisa necessária, urgente, que é inclusive papel da educação formar pessoas que pensem nas diferenças, prezem pelo respeito, que aplaudam e sejam fomentadoras da democracia. Ideologia seria talvez direcionar as pessoas para uma ideia partidária. Mas uma prova que fala sobre LGBT’s, sobre racismo, sobre machismo e misoginia, não é ideologia. É formação de pessoas para o bem estar comum e dignidade de todos”, opinou o docente.

O professor de geografia Wagner Rocha, por sua vez, torce para que a prova do Enem 2020 seja justa. “Que sejam provas bem contextualizadas, realmente tenham o DNA do Enem. Que aguce o senso crítico do aluno. Que permaneça fiel à postura de habilidades e competências. Isso que a gente espera”, disse ele. Apesar dessa expectativa, Wagner se preocupa com o bem-estar físico e mental dos estudantes, uma vez que em sua opinião, faltou organização do Inep para marcar a prova em uma data na qual os estudantes pudessem se sentir seguros. 

“Estamos vendo aí uma segunda onda, uma escalada e um tempo hábil para preparação de prova seria melhor até para a segurança do aluno. Ir tranquilo para a sala de aula, dar tempo de estudar salas de aula mais arejadas que deem mais segurança. Para o aluno se preocupar apenas com a prova e não com efeitos colaterais que podem ocorrer com essa aglomeração. Na realidade, foi precoce marcar a prova para janeiro, mas já que foi marcada, o foco é acalmar os alunos, ajudar sobre a ansiedade para que eles tenham preocupação exclusivamente com aquilo que estudaram durante o ano e com a prova que vai fazer”, disse o professor.

Ao longo do ano, a preocupação emocional com os estudantes foi grande e permeou todo o processo de ensino e aprendizado. Na reta final, para o professor, esse apoio se torna mais importante ainda devido à toda pressão sobre os alunos nesse momento.

“Desde o começo da pandemia, a gente está trabalhando muito o emocional do aluno. A pandemia abalou todos de alguma forma. Ou você perdeu alguém, conhece alguém que adoeceu, teve algum problema no emprego, de alguma forma todos foram afetados. Desde o início, a gente vem trabalhando o lado emocional e não é o conteúdo pelo conteúdo, que o aluno é muito maior que uma prova e fracassar faz parte, porque com erros a gente aprende. Tem o Zoom com aulas ao vivo, então sentimos nosso público com canais para o aluno falar com o professor diretamente e dessa forma compartilhar o peso desses anos de 2020/2021, porque quando compartilhamos o peso, ele fica mais leve. Depois da aula, eu sempre tenho um momento de conversa com eles mostrando que realmente a vida da gente vale muito mais do que números, do que uma prova”, disse Wagner.

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Relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) a respeito de depressão e distúrbios de ansiedade colocou o Brasil na primeira colocação entre os países mais ansiosos do mundo. Segundo o estudo, em torno de 18 milhões de brasileiros sofrem com o problema.

Relatos de ansiedade são corriqueiros, por exemplo, entre estudantes submetidos à intensa preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Durante a pandemia da Covid-19, o problema foi potencializado diante dos imbróglios em torno da organização da prova e devido à massificação do ensino remoto. A praticamente 24 horas do atípico Enem 2020, é necessário colocar em prática estratégias que possam, ao menos, diminuir o nervosismo e, consequentemente, os efeitos ansiosos entre os candidatos. Ter calma, neste momento, por mais que pareça clichê, é essencial.

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Natalia Cavalcanti de Brito, 18, terminou o ensino médio em 2019. No Enem 2020, fará a prova em busca da aprovação na graduação de medicina, após um ano marcado por estudos intensos, principalmente durante o ensino remoto. Visando conter os efeitos da ansiedade, já que de certa forma existe uma pressão social pela aprovação, a jovem definiu mecanismos; ela procura praticá-los até mesmo a poucos instantes antes do Exame.

“Em relação à ansiedade, tentei vários mecanismos para conseguir manter a calma e não deixar o nervosismo tomar conta. Primeiro, mudei um pouco a minha alimentação e aumentei o consumo de frutas e verduras. Isso, somado a dormir cedo e meditar com o auxílio de aplicativos na internet, melhorou demais o meu preparo emocional”, revela Natalia.

Orientações de especialistas

De acordo com Thais Oliveira, psicologia do Colégio GGE, do Recife, a poucas horas da prova, ainda assim podem ser adotadas técnicas que minimizem os impactos da ansiedade. Uma delas, segundo a especialista, se chama “meu lugar de paz”.

A técnica funciona da seguinte maneira: se o estudante estiver ansioso, muito preocupado antes da prova, ele pode direcionar seu pensamento a algo que, simplesmente o traga paz. Um abraço carinhoso da mãe, um passeio leve com a namorada, ou filme com conteúdo motivado. Há diversas ocasiões que nos trazem prazer e bem estar, proporcionando, dessa forma, “paz”. Nesse sentido, os candidatos devem direcionar seu olhar a esses momentos.

“São técnicas que a gente precisa desenvolver para que o desespero saia de nós. Se eu fico com o desespero impregnado, vai vir uma sensação a ponto de trazer uma ansiedade muito forte. Por isso, é importante focar no que realmente pode ser bom, e não criar um pânico em relação à prova. Preciso realmente desenvolver uma sensação de bem estar para ter energia para uma prova tão desafiadora que é o Enem”, explica a psicóloga.

O psicólogo e professor de geografia Dino Rangel destaca que o Enem é importante, mas não precisa ser uma carga na vida do candidato. Para o especialista, a aprovação é valorosa na vida de um aluno, mas a reprovação não pode ser apontada como um fracasso definitivo.

“Pare, pense, respire e tenha calma. Se você tem a consciência que você fez o melhor possível, que deu o máximo de si para esta prova, compreenda que ela será apenas uma conversa com você. Você estará dialogando, colocando em prática tudo o que estudou”, diz o psicólogo.

“Mas, eu não estudei, não me dediquei da melhor maneira possível. Não é momento de se desesperar e sim de se conscientizar. Vá lá e também converse com sua prova, faça por experiência. A sua vida é muito mais que uma prova. Então, se dedique melhor ano que vem e vá em busca de seu sonho”, acrescenta Rangel.

O coordenador de tecnologias educacionais do Colégio CBV, situado na capital pernambucana, Jaime Cavalcante, alerta para a necessidade de os estudantes tentarem conter a ansiedade, principalmente neste ano marcado pela pandemia da Covid-19. “A ansiedade, quando não é cuidada, pode gerar prejuízos para os jovens, diminuir a concentração e a capacidade de raciocínio, além de aumentar a dificuldade de interpretação, impactando no resultado das provas”.

Na visão do educador, os familiares também têm um papel importante para auxiliar os jovens em um momento tão intenso. “O jovem deve ser incentivado a encontrar maneiras de relaxar, limpar a mente em alguns momentos. Isso é muito importante, inclusive, para que consiga absorver as informações quando está estudando. Pode ser a prática de alguma atividade física, meditação, leitura por diversão. São várias as ferramentas que podem ser buscadas para limpar a mente e renovar o fôlego para administrar os estudos”, detalha.

As provas do Enem impresso serão realizadas neste domingo (17) e no dia 24 deste mês. No primeiro dia, os candidatos enfrentarão questões de Ciências Humanas, Linguagens e redação. Já no último dia do Exame, haverá quesitos de matemática e Ciências da Natureza. Ao todo, 5,8 milhões de inscrições foram confirmadas.

Os portões dos locais de prova serão abertos ao meio dia e fechados às 13h, conforme o horário de Brasília. O início está marcado para 13h30.

Terminam, nesta sexta-feira (15), as inscrições para o processo seletivo do Programa Universidade para Todos (Prouni) referente ao primeiro semestre de 2021. As candidaturas devem ser realizadas, exclusivamente pela internet, no site do programa. O resultado da primeira chamada será publicado na próxima terça-feira (19).

A oferta de bolsas é para 13.117 cursos, distribuídos em 1.031 entidades de ensino espalhadas em todos os estados do País e no Distrito Federal. Ao todo, mais de 162 mil bolsas estão sendo oferecidas na atual edição do programa. Desse total, os cursos no formato de educação a distância oferecem 52.839 oportunidades.

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Quando efetuar a candidatura, o candidato deve selecionar, por ordem de preferência, duas opções de curso, conforme com a disponibilidade das bolsas oferecidas. Até o horário estabelecido para o término das inscrições, o estudante pode mudar, quantas vezes quiser, as duas opções de curso, turno e instituição previamente escolhidos por ele.

O Ministério da Educação (MEC) alerta sobre a necessidade de o candidato estar atento em relação às modificações realizadas ou que quer realizar neste último dia de candidatura, uma vez que para poder dar o resultado do processo seletivo o sistema levará em conta o último registro confirmando a inscrição e escolhas das duas opções de formações. “O candidato deve ficar atento quanto às alterações efetuadas ou que desejar efetuar neste último dia de inscrição, já que, para efeito do resultado da seleção, será considerado válido o último registro no sistema com a confirmação da sua inscrição e escolhas para a primeira e segunda opções de cursos”, informa o ógão em seu site oficial.

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O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e o Ministério da Educação (MEC) anunciaram, na noite desta sexta-feira (15), que pretendem realizar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), versão impressa, no Amazonas, nos dias 23 e 24 de fevereiro. A Justiça Federal e um decreto do governo amazonense pediram a suspensão da aplicação do processo seletivo no domingo (17) e no dia 24 deste mês, diante do sério aumento nos casos da Covid-19 no Estado.

Segundo o Inep, por meio da Advocacia-Geral da União (AGU), foi conseguida a suspensão dos efeitos da liminar, oriunda da 3ª Vara Federal Cível da Seção Judiciária do Amazonas, “nos autos da Ação Popular que pedia a suspensão da realização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020 até o término do estado de calamidade pública decretado no estado do Amazonas”. A entidade promete dialogar com o Governo do Amazonas para adotar “soluções administrativas” que possam permitir a realização da prova nos dias 23 e 24 do próximo mês.

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O Inep argumenta que manteve diálogo com o Governo do Estado e com a Prefeitura de Manaus – que não liberou escolas municipais para a prova -, tentando assegurar aos candidatos do Amazonas a participação no Enem 2020. No entanto, esta semana, o presidente do Inep, Alexandre Lopes, chegou a dizer que o Exame poderia ser cancelado em locais que não permitissem a aplicação do processo seletivo. E

m outros Estados, até então, as provas impressas estão mantidas para este domingo (17) e para o dia 24 deste mês. No primeiro dia, os candidatos enfrentarão questões de Ciências Humanas, Linguagens e redação, enquanto na segunda parte haverá quesitos de Ciências da Natureza e matemática. Confira, a seguir, a nota do Inep divulgada à imprensa, que tratou, inclusive, das ações judiciais sobre a realização do Enem:

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e o Ministério da Educação (MEC), por intermédio da Advocacia-Geral da União (AGU), obtiveram a suspensão dos efeitos da liminar concedida pela 3ª Vara Federal Cível da Seção Judiciária do Amazonas, nos autos da Ação Popular que pedia a suspensão da realização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020 até o término do estado de calamidade pública decretado no estado do Amazonas.

O Inep e o MEC cumprirão a decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região e irão unir esforços institucionais, em conjunto com o governo do Amazonas, para a adoção de soluções administrativas alternativas com vistas à realização do Enem nas datas previstas de reaplicação, em 23 e 24 de fevereiro.

É importante destacar que o Inep e o MEC já dialogavam com o governo do estado e a prefeitura de Manaus, na busca de uma solução para assegurar que os participantes do Amazonas possam realizar o Enem 2020, o que se tornará possível a partir da decisão proferida.

A decisão da Justiça Federal do Amazonas impedia qualquer atuação do Inep e do governo local para a realização do Enem em outra data, nos próximos meses, enquanto durasse o estado de calamidade acionado em função da pandemia de COVID-19, motivo pelo qual a autarquia investiu na suspensão da decisão. É importante destacar que o Inep e o MEC compreendem a gravidade da situação no Amazonas e se solidarizam com as vítimas. Na decisão, o desembargador federal Ítalo Fioravanti Sabo Mendes destacou as medidas de cunho sanitário adotadas pelo Inep para combate à propagação do novo coronavírus durante a aplicação do Enem. “Adicionalmente a todas as medidas em relação aos procedimentos durante a aplicação das provas, a quantidade de participantes alocados em cada sala será consideravelmente inferior à sua capacidade máxima. Tal medida preza pela manutenção do distanciamento social, indispensável para o momento”, ponderou.

O desembargador também ressaltou, em sua decisão, que “os procedimentos de aplicação, desde a entrada dos participantes até a conclusão das provas, foram revisados para evitar o contato físico nos locais de provas, reduzir os controles e procedimentos da equipe de aplicação ao mínimo necessário, bem como reforçar os cuidados com a higienização de todos os envolvidos nos dias do exame”.

Os estudantes inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), versão digital, já podem acessar a Página do Participante para conferir seus cartões de confirmação de inscrição. As provas serão realizadas nos dias 31 de janeiro e 7 de fevereiro com aplicação para cerca de 100 mil estudantes que deverão estar de máscara e levar um documento oficial com foto para identificação e acesso aos locais de prova. 

É importante lembrar que, para acessar a Página do Participante, o inscrito deve, obrigatoriamente, cadastrar-se no portal do Governo Federal e fazer login com a senha cadastrada. Levar o cartão, de acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), não é obrigatório. 

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No entanto, recomenda-se que os estudantes levem seus cartões, uma vez que eles contém informações muito importantes para os alunos, como o número de inscrição, local e sala onde fará a prova, além de dados sobre atendimento especializado para quem o solicitou no ato de inscrição. 

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Às vésperas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o LeiaJá e o Vai Cair No Enem continuam compartilhando conteúdos sobre os temas cobrados na prova. Neste sábado (16), às 17h30, além dessas dicas, os candidatos contarão com uma análise motivacional, em uma live no YouTube e no Instagram.

Fernanda Bérgamo (redação), José Carlos Mardock (história), Diogo Didier (Linguagens e redação), Síndea Botelho (redação) e Marcelo Rocha (geografia) são os professores convidados. A live também contará com a estudante Marcela Silva, do projeto StudyNeo e com a psicóloga Thais Oliveira. A apresentação fica por conta da produtora Thayná Aguiar.

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As provas do Enem impresso, no domingo (17), terão questões de Ciências Humanas, Linguagens e redação. Já no dia 24 de janeiro, haverá quesitos de Ciências da Natureza e matemática.

Os portões dos locais de aplicação serão abertos às 11h30 e o fechamento ocorrerá às 13h. O início da prova será às 13h30, com duração até 19h no primeiro dia, e até 18h30, no segundo dia.

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020 será realizado, até então, neste domingo (17), primeiro dia de provas da modalidade impressa. Diante de todas as conturbações que envolvem a aplicação do Enem, é preciso que os estudantes tomem alguns cuidados, mas não somente os que tangem à saúde, como também aqueles que precisam ser adotados para evitar a eliminação.

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) adota uma série de regras destinadas aos candidatos do Enem 2020. Elas são válidas para que os estudantes cumpram a algumas medidas e não ponham a organização do exame em risco. Para evitar a desclassificação, o LeiaJá lista algumas atitudes que podem levar à eliminação. Veja abaixo:

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Fazer a prova com caneta que não seja de tinta preta e fabricada em material transparente

Um ponto muito importante que os participantes do Enem 2020 devem ter cuidado é quanto à caneta a ser usada para preenchimento do gabarito. Segundo o Inep, no Enem 2020, assim como em edições anteriores, o único tipo de caneta permitida é a fabricada em material transparente e de tinta preta. Sendo assim, lápis, canetas de outras cores e fabricadas em outros materiais, não são toleradas na aplicação da prova, podendo levar à eliminação do candidato.

Caso porte algum aparelho eletrônico, que este emita algum som durante a prova

Sobre o uso de aparelhos eletrônicos durante a aplicação do Enem, o Inep sempre foi claro: é proibido. Por isso, quando o estudante vai fazer a prova, precisa deixar o objeto dentro de um envelope entregue pelos fiscais de sala, antes de entrar no espaço. Sendo assim, o órgão ainda recomenda que o candidato desligue o aparelho. Caso ele emita algum som ou ruído, o estudante pode ser desclassificado do Exame.

Iniciar as provas antes do início previsto ou da autorização do aplicador

Os participantes poderão entrar nos locais de provas das 12h às 13h e a aplicação só se dará às 13h30, conforme horário de Brasília. Com isso, é importante que os participantes fiquem atentos e não comecem o exame antes da autorização do aplicador. As provas serão entregues a todos os candidatos da sala e devem ser deixadas viradas de cabeça para baixo até o momento em que  o fiscal autorize o início. Caso isso seja descumprido, o candidato pode ser desclassificado do Enem.

Comunicar-se ou tentar comunicar-se verbalmente, por escrito ou por qualquer outra forma, com qualquer pessoa que não seja o aplicador ou o fiscal, a partir do início do exame

Os participantes do Enem precisam fazer a prova de forma individual e sem comunicação com outros participantes. Com isso, qualquer tipo de interação com os demais candidatos pode levar à desclassificação do aluno.

Utilizar livros, notas, papéis ou impressos durante a aplicação do exame

O Inep também veta a utilização de qualquer material impresso. sendo assim, é proibido o uso de rascunhos, resumos, explicações ou outros tipos de conteúdo em papel. É necessário que o candidato tenha todo o assunto memorizado e aprendido.

Registrar ou divulgar, por imagem ou som, a realização da prova ou qualquer material utilizado no exame

Com isso, além de ser impedido o uso de celulares, tablets, relógios e outros dispositivos, também é totalmente proibida a captura de imagens da prova do Enem. É importante que os estudantes também estejam atentos a este ponto, pois podem ser eliminados caso fotografem ou realizem qualquer outro tipo de captura do exame.

Não utilizar máscara de proteção facial e de forma correta, protegendo nariz e boca

Devido a pandemia do novo coronavírus, é preciso também ficar atento a outros pontos que podem levar à eliminação do Enem 2020. Entre eles, o uso incorreto da máscara de proteção. Além de ser uma segurança pessoal, também é uma forma de evitar qualquer tipo de contágio para outros alunos. Com isso, o uso da máscara de proteção pode deve ser de forma adequada, cobrindo todo o nariz e boca, desde a entrada até a saída do participante do local de aplicação do exame.

Não obedecer ao distanciamento social de 1,5 metro das pessoas

Uma outra medida para evitar o contágio entre os participantes do Enem 2020 é o distanciamento social. Com isso, fica definido que os estudantes devem obedecer o espaço de 1,5 metro entre eles, de forma a garantir maior segurança para os participantes. O não cumprimento desta regra pode também ocasionar na eliminação.

Os estudantes que vão fazer o Enem 2020 precisam ficar atentos, pois outros descumprimentos de regras também ocasionam em eliminação na edição da prova. As demais regras, assim como todos os detalhes sobre a aplicação do exame podem ser conferidos nos editais de abertura do Enem impresso e do Enem Digital.

Os inscritos nas primeira e segunda fases do Sistema Seriado de Avaliação (SSA) da Universidade de Pernambuco (UPE) já podem ter acesso e imprimir o cartão informativo, por meio site do Processo de Ingresso. No documento, há a descrição do local de provas do candidato.

É necessário, para a impressão do cartão, selecionar o ícone do SSA, conforme a fase a ser realizada pelo estudante, inserir o cadastro de Pessoa Física (CPF) e a senha e, ao final do processo, imprimir o cartão. Para que possa acessar à sala em que realizará as provas, o estudante precisará estar munido do cartão e do documento de identidade original ou outro documento com foto, como Carteira Nacional de Habilitação (CNH), Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) ou passaporte emitido pela entidade competente do país do candidato.

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O estudante deve portar, ainda, caneta esferográfica de cor azul ou preta, bem como deve comparecer, de acordo com o edital do processo seletivo, ao local na data e horário determinados para a aplicação da prova, com uma hora de antecedência do exame.

Em seu site, a UPE informa, ainda, que a Comissão Permanente de Concursos Acadêmicos da Instituição (CPCA) da instituição não se responsabilizará caso haja impossibilidade de impressão por problemas de caráter técnico nos computadores ou impressoras, falhas de comunicação e congestionamento das linhas de comunicação. Os exames do SSA 1 e 2 serão aplicadas em Recife, Nazaré da Mata, Palmares, Caruaru, Garanhuns, Arcoverde, Petrolina, Serra Talhada e Salgueiro, de acordo com a opção do estudante no momento da inscrição.

Mais informações podem ser obtidas pelos tefefones (81) 3183-3660 e 3183-3791, pelo e-mail processodeingresso@upe.br e também na página do Processo de Ingresso. Veja, a seguir, as datas das provas do SSA:

SSA 1: 31 de janeiro e 1º de fevereiro de 2021 (manhã)

SSA 2: 31 de janeiro e 1º de fevereiro de 2021 (tarde)

SSA 3: 4 e 5 de fevereiro de 2021 (manhã)

A Grande Recife Consórcio de Transporte anunciou, nesta sexta-feira (15), que o cartão Passe Livre dos estudantes das escolas públicas estaduais, com duas passagens por dia, estará liberado para uso nas datas das provas impressas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020. A aplicação do processo seletivo é neste domingo (17) e no dia 24 deste mês.

A empresa ainda afirma que haverá reforço nas frotas e nas viagens em 15 linhas que, juntas, terão à disposição 68 ônibus que farão, ao todo, 648 viagens. Em Pernambuco, 312 mil estudantes estão inscritos no Enem 2020.

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Os portões dos locais de prova serão abertos às 11h30, enquanto o fechamento ocorrerá às 13h, horário de Brasília. O início da prova está marcado para 13h30, com duração até 19h neste domingo e até 18h30 no dia 24 deste mês.

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