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O ano era 2015. Cansado de ter o seu potencial desacreditado e cheio de força de vontade para dar a volta por cima, Eduardo Oliveira, 25 anos, decidiu que havia chegado a hora de empreender. Com talento, mas sem recursos, conseguiu convencer o seu namorado Isaias Santana, 22 anos, a investir o pouco dinheiro que tinha no seu negócio. 

Na época, foi o suficiente para que o casal comprasse alguns cabelos sintéticos para atender a demanda que chegava. Na cozinha de uma casa bastante simples, localizada no bairro da Bomba do Hemetério, Zona Norte do Recife, eles começaram a dar forma ao “Negros Trançados”. 

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Como não poderia ser diferente, enfrentaram muita dificuldade para fazer o negócio decolar. Além dos poucos recursos, tiveram que bater de frente com o racismo das pessoas. Quando a gente começou, o pessoal falava: ‘olha, aqueles meninos que trabalham com o cabelo de boneca’. Era um preconceito que a gente passava junto com o pessoal que usava [o cabelo sintético]”, lembra Eduardo. 

Isaías também recorda que durante bom tempo, alguns clientes pediam para não ficar “parecendo com uma ‘nega maluca’, associando o cabelo crespo dela a algo que foi imposto no passado”, diz.

Dois anos de persistência e superação foram suficientes para que o casal afroempreendedor transformasse o Negros Trançados em algo maior. Em 2017, conseguiram sair da cozinha e alugar uma loja no local mais movimentado da comunidade. No entanto, mantendo os pés no chão e buscando novidades para os seus clientes, queriam investir em algo maior. Não queriam só fazer tranças na Bomba do Hemetério, o sonho agora era se tornar referência na venda - em atacado e varejo - de cabelos sintéticos, naturais, orgânicos e perucas. 

“Nós trouxemos uma diversidade para melhorar a visão que tinham sobre os apliques de descendência afro. Isso proporcionou o nosso crescimento”, garante Eduardo. 

E conseguiram. 2019 foi o ano em que os afroempreendedores alçaram novos voos e  tiveram como direção a área central da capital pernambucana. Quem começou com poucos pacotes de cabelos num salão improvisado, hoje conta com três lojas, sendo uma para a venda dos produtos, um salão de beleza e uma loja que serve apenas para estocar as mercadorias. 

Tudo isso para atender cerca de 100 clientes que passam pela loja e salão todos os dias. Para dar conta de tudo e oferecer a maior variedade possível, o casal acredita ter disponível cerca de cinco toneladas dos mais diversos tipos de cabelos. ”A vontade é crescer ainda mais”, garantem.

Saiba mais sobre Eduardo, Isaias e o seu Negro Trançados

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Preto que cresce, não cresce sozinho

Segundo último levantamento do SEBRAE, 10% dos afroempreendedores do Brasil são responsáveis por empregar entre 6 a 19 pessoas. Isaías e Eduardo fazem parte desse grupo seleto, já que 8 pessoas pretas trabalham no Negros Trançados atualmente. Três delas com a Carteira de Trabalho assinada e as outras cinco colaborando como pessoas jurídicas.

O casal está possibilitando mais trabalho que 7% dos empreendedores brancos do país. 

“Isso também agrega para que o nosso crescimento seja voltado ao público periférico e jovens que a gente dá muita oportunidade”, destaca Isaias Santana. 

“Eu olho para trás e vejo todo o percurso que a gente percorreu, com estoque pequeno e apenas uma pessoa trabalhando. Hoje, a gente tem uma equipe. Ver todo esse crescimento é muito emocionante e todo meu esforço foi válido”.

Negros trançados possibilitou oportunidades para Francielly. Foto: Rafael Bandeira/LeiaJá Imagens

Francielly Carvalho, 21 anos, foi a primeira funcionária trancista do Negros Trançados. Para a jovem, fazer parte da equipe colaborou na autoaceitação. Mas nem sempre foi assim. Francielly lembra que a primeira vez que teve o cabelo alisado com produtos químicos foi aos 10 anos e durou por boa parte de sua adolescência. 

Tanto alisamento resultou na queda dos seus cabelos. A partir daí veio a transição. "Eu tinha muita vergonha. Eduardo sempre dizia para eu colocar o cabelo, mas eu tinha muita vergonha do que iriam achar", destaca.

A parceria com o Negros Trançados facilitou que a trancista não só entendesse e aceitasse os seus traços, como a colocou em uma situação de destaque, sendo uma das responsáveis por auxiliar que outras garotas se enxerguem e contemplem a própria beleza negra. 

"É muito satisfatório trabalhar nessa área. Chega muita gente triste, com muito desânimo. Mas a gente está aqui para auxiliar. É um prazer imenso trabalhar aqui", pontua.

Onde encontrar?

O Negros Trançados está localizado na rua do Riachuelo, 105, Edif. Círculo Católico, loja 7. 

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Andreina Fernanda, 20 anos, é uma estudante de Letras de Belém que encontrou um caminho para empreender e ajudar as pessoas. Maria Natureba, sua loja virtual, surgiu no auge da pandemia com o intuito de ajudá-la financeiramente. Andreina queria trazer para o público uma alternativa mais ecológica e com bom custo- benefício.

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“A Maria Natureba seria uma mulher vaidosa, uma pessoa que gosta de se cuidar com os produtos naturais, que é fissurada por esses produtos”, comentou. Apesar do amor pelo empreendedorismo, a estudante critica a exigência do mercado digital de estar constantemente ativa nas redes sociais. Veja a entrevista.

Como a loja surgiu? 

A Maria Natureba surgiu em julho de 2020, vai completar dois anos, por uma questão de necessidade. Minha mãe e eu estávamos desempregadas, e ela sugeriu que eu abrisse meu próprio negócio para que nós tivéssemos uma renda. Estando no auge da pandemia, tanto eu quanto ela estávamos sem perspectiva de futuro. Todo mundo estava isolado em casa e essa foi a forma que encontramos para arrecadar uma grana. Eu ganhei de presente da minha mãe um valor para investir na loja, R$ 100,00. Por ter uma conexão com produtos naturais, já que eu utilizava, gostava e conhecia a respeito, foi o ramo em que eu me encontrei. No início, minha mãe era a entregadora, isso beneficiava nós duas, porque eu vendia e ela entregava. 

E de onde vem o nome Maria Natureba?

O Maria Natureba é mais por Maria ser um nome comum. A minha avó tem Maria no nome, e nós vemos várias meninas com nomes compostos de Maria. E Natureba porque remete à natureza. É para representar. Maria Natureba seria uma mulher vaidosa, uma pessoa que gosta de se cuidar com os produtos naturais, que é fissurada por esse tipo de produtos. Essa foi a ideia que eu tive para o nome da loja.

É você quem faz os produtos naturais ou você tem fornecedores?

Os produtos são encomendados de fornecedores, de extratores e de fabricantes. Eu priorizo pessoas da região do Norte, justamente para ajudar. Inclusive, a maioria dos nossos óleos vegetais são extraídos por extrativistas do interior do Estado. Eu sempre procuro valorizar o pequeno extrator, o pequeno trabalhador. Mas às vezes não tem como. Por exemplo, o óleo de rosa mosqueta vem do sul do Brasil. Justamente porque a planta da rosa mosqueta não vinga na nossa região, que é uma região úmida. Nesse caso, eu preciso de um extrator da região sul.

Você trabalha sozinha ou tem ajuda de outras pessoas?

Atualmente a única coisa que eu não faço são as entregas. O restante, todo o preparo dos produtos, toda a questão dos fornecedores, de receber os produtos, de levar aos Correios os que são para outros Estados, embalar, separar, falar com clientes pelas redes sociais, tudo sou eu.

Você disse que começou a empreender por necessidade financeira, mas quais foram os outros motivos que levaram a esse caminho e que te fizeram permanecer?

Não é nada fácil, é uma tarefa árdua e muito difícil. É um retorno que não é proporcional ao quanto tu trabalhas. Às vezes nós somos muito desvalorizados. Quando se está trabalhando com o público nem todo mundo é muito amistoso, as pessoas são meio grosseiras, são vários fatores que desestimulam bastante. O que me fez continuar é a questão da necessidade, eu precisava dessa renda, já que não havia perspectiva de quando as coisas iriam melhorar. Eu peguei muito gosto pela ramo, e atualmente é o que me faz continuar. É uma área que eu amo. Antes eu via como algo temporário, mas hoje eu vejo como algo fixo.

No início quais foram os principais desafios que você encontrou?

O de lidar com diferentes públicos. Nem todo mundo é muito simpático, muito tranquilo. Aparece gente de todo tipo, e às vezes isso me deixava sem saber o que fazer. Outro ponto é falar com o público quando estou sendo gravada. Por mais que eu seja uma pessoa naturalmente muito comunicativa, quando eu preciso gravar um conteúdo já fico mais retraída, já não consigo fazer. É algo que até hoje preciso enfrentar. Também teve o desafio de arcar com toda a responsabilidade sozinha. De estar ativamente nas redes sociais, de embalar produtos, de entrar em contato com fornecedores, essa rotina me assustou no início. E ter que conciliar isso em um momento muito conturbado que foi o início da pandemia.

Um vídeo seu viralizou no Tik Tok. Tendo as redes como o seu meio de trabalho, como você vê essa necessidade das empresas precisarem estar presentes em quase todas as redes sociais?

Não é muito fácil, já que eu não levo muito jeito de blogueira. Tenho uma certa timidez para gravar vídeos e criar conteúdo. E o meio em que eu atuo, por ser virtual, precisa que eu esteja o tempo todo ativa. É muito complicado, porque às vezes tu não acordas bem, quer fazer uma coisa mas não está conseguindo produzir aquilo. Teu corpo não está bem, tua mente não está bem. É uma cobrança muito grande, é um peso enorme em cima de ti. Além da loja tem a minha vida pessoal. Sou acadêmica, curso Letras na Universidade do Estado do Pará (UEPA), faço contrabaixo acústico no Instituto Estadual Carlos Gomes e cuido de um irmão que é autista, tem transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH), enquanto a minha mãe trabalha. Eu preciso conciliar toda a minha rotina com a dele, e também envolver a rotina da loja. 

Maria Natureba nasceu no período de isolamento, certo? Então quais foram as suas estratégias para se destacar nesse ramo em um período tão complicado?

Inicialmente, meu maior foco foi a divulgação. Eu pedi a amigos e conhecidos que divulgassem nas redes sociais para ganhar destaque e começar a ser conhecida. Após isso, ganhei alguns clientes, e conforme isso foi acontecendo procurei conquistá-los através do contato com eles. Perguntava o que eles acharam dos produtos, para ter o feedback e conseguir traçar os meus objetivos, já que eu precisava saber do que eles gostavam e do que que eles não gostavam, para saber o que iria fazer na loja. Também procurava criar conteúdo que me mostrava utilizando os produtos. Mostrando como ficava na minha pele, como reagia, como funcionava. Explicando melhor cada produto, porque muitas pessoas não conhecem. Para mim, o segredo do sucesso é o boca a boca. Não existe nada mais convincente do que isso.

De onde veio esse amor por produtos naturais? 

Tudo começou na minha adolescência, por volta dos 15 anos de idade, quando passaram a aparecer vários cravos e espinhas no meu rosto. Isso me deixava com baixa autoestima muito baixa. Eu comecei a tratar utilizando vários produtos de skincare, e acabava tendo muitas reações alérgicas. A minha pele é sensível, e descamava, coçava, irritava, e por isso precisei estudar sobre alternativas mais viáveis para o meu tipo de pele. Foi através da minha experiência que eu vi o quanto os produtos naturais poderiam ser maravilhosos. Poderiam mudar a minha vida e a vida de outras pessoas. O nosso rosto é a nossa imagem, é o primeiro contato que as pessoas tem com a gente, antes de olharem o nosso corpo elas olham o nosso rosto. Foi uma situação de alta necessidade. E a partir do momento que conheci melhor os produtos naturais, eu comecei a pesquisar a respeito, passei a ser uma pessoa mais consciente em relação ao meio ambiente e aos animais. Tudo isso agregou a esse amor que eu tinha, porque são produtos bons, são produtos que são baratos. São acessíveis e te dão um retorno muito grande. É um custo-benefício enorme. E mais a questão ambiental. São produtos veganos, 100% naturais, não machucam a natureza e não machucam os animais. 

O empreendedorismo entre os jovens tem aumentado muito nos últimos anos. O que você acha que tem despertado essa vontade de empreender tão cedo?

Acho que tem a questão da renda própria. Para mim também foi dessa forma, é uma questão de necessidade. Nós vemos que atualmente está tudo muito caro, gasolina, comida, energia, gás. E o que eu vejo ao meu redor são pessoas empreendendo por necessidade. Até mesmo por conta da alta de desemprego. Eu imagino que essa seria a forma que as pessoas têm encontrado para conseguir o seu sustento.

E quais são os planos para o futuro da Maria Natureba?

Planejo popularizar ela nacionalmente, abrir um ponto físico, ir mais além. Tornar ela uma fábrica de produção de produtos naturais.

Por Jéssica Quaresma (sob a supervisão do editor prof. Antonio Carlos Pimentel).

 

Por muito tempo, ser negro e fazer sucesso para Allefy Gonçalves, de 28 anos, eram realidades que não andavam juntas. Nascido e criado no bairro do Vasco da Gama, na Zona Norte do Recife, foi preciso vivenciar a dor do racismo para que o jovem começasse a enxergar as possibilidades que se desenhavam em sua frente.

Em 2015, aos 15 anos de idade, uma de suas irmãs - que alisava o cabelo desde os 7 anos -, teve que passar por um corte químico. Ela acabou se vendo encurralada por racistas que não enxergavam beleza numa preta em fase de transição. 

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Todas as ofensas sofridas por ela acarretaram na tristeza e no choro diário por vergonha de si mesma. “A gente percebeu que ela estava sofrendo bastante com isso e eu queria, de certa forma, tentar inibir essa situação que estava sendo muito ruim para ela que nem conseguia sair de casa e sofria muito bullying na escola”, detalha Allefy.

Na busca de alternativas que ajudassem a mudar essa realidade, o rapaz começou a estudar o que poderia fazer para ajudar a sua irmã e encontrou uma gama de processos que poderiam, ao menos, diminuir o sofrimento da pequena. Mas até neste momento, o preconceito se fez presente. 

Uma das possibilidades mais viáveis eram as tranças, mas a irmã não queria fazer, tinha vergonha: temia ser, ainda mais, o motivo de chacota para as pessoas, já que as tranças, na época, eram mais comumente usadas em pessoas que integravam as religiões de matriz africana. 

Pollyanna Gonçalves, 25 anos, uma das irmãs de Allefy, trabalha com ele no Maria Cacheada

“Tinha muito preconceito na comunidade. Mas eu entendi que trança é um cuidado, um tratamento. Então eu comecei a conscientizá-la e falei que se ela não gostasse tiraria na mesma hora. Ela se transformou em uma outra pessoa, completamente empoderada e começou até a ser mais notada pelos outros”, detalha Allefy.

Com um espelho quebrado e uma cadeira de segunda mão, o jovem montou um salão de beleza e decidiu mudar, literalmente, a cabeça de diversas meninas de sua comunidade que poderiam estar passando pelo mesmo problema. Foi no primeiro passo dado junto com sua irmã que ele encontrou a oportunidade de se tornar um afroempreendedor de destaque, fazendo tomar forma o “Maria Cacheada”.

Não demorou muito para que Allefy conseguisse crescer dentro da sua comunidade. Com o dinheiro entrando em caixa, ele pôde comprar novos espelhos e cadeiras. Em 2017, a demanda foi tamanha que ele decidiu voar: alugou um ponto nas proximidades do Sítio Trindade, no bairro de Casa Amarela, e já estava empregando outras cinco pessoas pretas.

Mas veio a pandemia da Covid-19 no início de 2020 e mudou a realidade de todos os brasileiros. Como de costume, foi na dificuldade que Allefy encontrou a possibilidade de se reinventar. Em 2021, no auge dos casos do novo coronavírus, com um pouco mais de R$ 2 mil, começou a investir no que se tornaria a MC Cosméticos, uma linha de produtos para os cabelos crespos e cacheados. 

Segundo o empresário, foi essa linha de produtos, fabricados no Espírito Santo, que segurou as pontas e manteve tanto os colaboradores, como a família Gonçalves.

Conheça mais no vídeo a seguir

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Atualmente o Maria Cacheada está localizado na Rua Conselheiro Portela, 665, bairro do Espinheiro. Todos os produtos mostrados no vídeo podem ser adquiridos por meio das redes sociais da MC Cosméticos.

O Brasil é um dos países mais empreendedores do mundo. Segundo o Global Entrepreneurship Monitor 2021, são 14 milhões de empreendedores estabelecidos, ou seja, cujas empresas têm mais de 3 anos e meio. O tema é tão importante que um projeto de lei que tramita na Câmara dos Deputados visa tornar o ensino de empreendedorismo obrigatório nas escolas brasileiras. Para fornecer um material didático especializado e atual sobre o tema, a Temmus Educação está lançando, em parceria com a Pearson Brasil, o Geração Líder, sistema de ensino de empreendedorismo que tem como base as mais robustas diretrizes mundiais. O lançamento da plataforma será feito durante a Bett Brasil, feira de educação que acontece entre os dias 10 e 13 de maio, em São Paulo.

O Geração Líder é uma solução híbrida que tem como objetivo desenvolver competências e habilidades empreendedoras em crianças e jovens dos Ensinos Fundamental e Médio, dos 6 aos 17 anos de idade, de escolar particulares ou públicas. Ela é composta de materiais impressos e materiais digitais, além de jogos educacionais interativos que acompanham o estudante ao longo do processo de aprendizagem. “O empreendedorismo é a grande mola propulsora da economia. Acontece que os estudantes brasileiros saem das escolas sem conhecer nada sobre esse tema tão importante. O Geração Líder vem preencher essa lacuna educacional e reforçar a importância do pensamento e da atitude empreendedora como forma de desenvolvimento desses jovens”, analisa o fundador da Temmus Educação, Janguiê Diniz. “Eu vim de uma realidade muito pobre e foi graças à educação e ao empreendedorismo que consegui alcançar meus objetivos de vida. Acho importante que as crianças e os jovens também saibam que é possível, se tiverem a educação e o estímulo correto”, complementa o empreendedor, que também é fundador do grupo Ser Educacional e presidente do Instituto Êxito de Empreendedorismo.

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Todo o material foi desenvolvido tendo como referência os principais autores mundiais do tema de empreendedorismo e o Quadro de Referência das Competências para o Empreendedorismo (Entrecomp, na sigla em inglês), da União Europeia. Também está alinhado à Base Nacional Comum Curricular (BNCC) do Ministério da Educação e traz como diferenciais competitivos: competências e habilidades socioemocionais; avaliações formativas, foco em projetos concretos e multisseriados, materiais para alunos, professor, gestão e família; carga horária flexível; solução educacional híbrida e jogos exclusivos. A ideia é trabalhar tanto as competências socioemocionais, ou soft skills, quanto as profissionais, ou hard skills, tais como liderança, resiliência, educação financeira, visão estratégica, com um processo de aprendizagem centrado no aluno e voltado à resolução de problemas. “O Geração Líder vai criar uma nova cultura empreendedora desde os anos Iniciais do Ensino Fundamental, a partir do desenvolvimento de um perfil empreendedor. Assim, as crianças e os jovens aprenderão desde cedo como lidar com situações que exijam habilidades empreendedoras”, aponta Janguiê.

Com a futura obrigatoriedade da inclusão do empreendedorismo como disciplina curricular, escolas particulares e públicas têm no Geração Líder um robusto sistema de ensino, com conteúdo qualificado e abrangente. A plataforma oferece, inclusive, a possibilidade de certificação internacional do aluno ao término do Ensino Médio. “O empreendedorismo já é obrigatório em muitos países da União Europeia, por exemplo. Aqui no Brasil, vale dizer que temos uma alta quantidade de empreendedores que atuam, muitas vezes, sem orientação. Por isso, trabalhar com as habilidades empreendedoras desde criança é fundamental, para que consigamos ter esses empreendedores formados ainda na Educação Básica”, opina o fundador da Temmus Educação. 

Recém saído do forno, o material já contempla a indicação de três premiações, “sendo a primeira delas de Responsabilidade Social no âmbito educacional, que é uma premiação internacional da Pearson que concorre com vários projetos internacionais; a segunda premiação é de materiais educacionais de alta qualidade híbrida que saibam mesclar bem a parte impressa e a parte digital e fazer isso numa jornada integrada para o aluno; e a terceira premiação é sobre a inovação envolvendo os jogos do projeto. Essas três indicações estão acontecendo antes do lançamento, o que valida a certeza que temos um material de altíssima qualidade pedagógica”, acrescenta Eduardo Moreira Leite, diretor de Produtos e Inovação da Pearson Latam. 

A Temmus estará presente com um estande na Bett Brasil, maior evento de educação e tecnologia da América Latina, que ocorre de 10 a 14 de maio, no Transamérica Expo Center, em São Paulo, e todo material complementar poderá ser consultado através do endereço eletrônico e informações detalhadas pelo e-mail contato.geracaolider@gmail.com.

De acordo com uma pesquisa realizada pelo Serasa Experian para revelar o cenário do empreendedorismo feminino, a independência financeira é o principal motivador para 40% das mulheres brasileiras que almejam empreender. Em segundo lugar está a busca por mais flexibilidade de tempo, com 29%. Entre as que já se arriscaram no seu próprio negócio, 57%, afirma que já possuem a totalidade de sua renda obtida por meio do seu empreendimento.

O levantamento, que foi realizado com 57,3% dos negócios, no nível de Microempreendedor Individual (MEI) ou microempresas, e 53,8% de pequeno e médio porte, também buscou identificar os desafios encontrados pelas mulheres na sua trajetória. Para 41% delas, o preconceito de clientes, fornecedores e parceiros, ao lado da dupla jornada de trabalho, são os dois principais obstáculos enfrentados.

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Além desse dado, 37% delas afirmaram que possuem a sensação de ter menos oportunidades que os homens no mercado de trabalho. Ao considerar esses problemas, a pesquisa questionou o que as motivam a continuar empreendendo, obtendo como resposta a busca por autonomia sobre a vida pessoal e profissional, 63%, e a importância de apoiar e incentivar outras mulheres a abrirem os seus negócios, 21%.

As entrevistadas também revelaram que a internet abriu oportunidades para quem pretende empreender, onde 78% delas afirmam que a digitalização tem contribuindo para seu negócio. Para 61%, a facilidade encontrada para divulgar seus produtos e serviços nas redes sociais é um fato decisivo. Outros benefícios do ambiente digital foram encontrados na entrega dos produtos (51%), novos meios de pagamento (43%) e inclusões de e-commerce ou marketplace (31%).

A Secretaria de Administração e Inovação de Bezerros irá realizar, entre os dias 9 e 12 de maio, a Semana do Microempreendedor Individual - MEI 2022. O evento, que é promovido em parceria com a Sala de Empreendedor de Bezerros e com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), contará com oficinas e consultorias gratuitas para a capacitação de microempreendedores do município.

As oficinas serão realizadas no Colégio Municipal Desembargador Felismino Guedes, na praça São Sebastião. Já as consultorias serão realizadas na Sala do Empreendedor Bezerros, que fica localizado no 1º andar do Centro Administrativo, na Praça Duques de Caxias, Centro.

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Para se inscrever, os interessados devem comparecer a Sala do Empreendedor de Bezerros ou entrar em contato por meio do WhatsApp (81) 9-7315-8023.

Contrastando com a movimentação, muitas vezes, intensa do espaço, barulhos de carros de compras e conversas paralelas, ouve-se arranjos de músicas clássicas ou sacras nacionais e internacionais. No caminho que leva até o setor de luminárias do Atacado dos Presentes, unidade Torre, localizada na Zona Oeste do Recife, avista-se Eci Cavalcanti, de 74 anos, rodeado por seus inúmeros CDs e sentado em frente ao teclado. Trajando roupas sociais e de semblante que convida, mesmo sem dar uma palavra, a momentos de contemplação musical, Eci forma uma plateia rotativa.

Engana-se quem pensa que o talento para a música foi construído através de estudos na área. À reportagem, ele conta que é autodidata e os arranjos, que dão uma nova roupagem as músicas já conhecidas pelos ouvintes, são suas criações. Religioso, Eci também atribui o dom a Deus. A trajetória como músico começou ao lado dos irmãos, com que formou um trio e gravou os primeiros LPs. Ao todo, o músico reúne cerca de 19 CDs gravados e comercializados no centro de compras.

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Eci Cavalcanti com o seu teclado e Cd´s. Foto: Rafael Bandeira/LeiaJá Imagens

A parceria com o Atacado dos Presentes já dura alguns anos, tempo que Eci já nem faz mais questão de contabilizar. Antes de se fixar na unidade da Torre, onde está sempre nas terças, quintas e sábados a partir das 10h da manhã, ele se apresentou nas demais lojas da marca. “Quando eu comecei aqui nem era assim, era outra loja”, relembra.

Avô, casado e pai de três filhos, sendo um, nas palavras dele, especial, o artista, antes de iniciar na música, era comerciante. “Eu tinha uma loja, trabalhava com comércio. Mas, começou a não dar mais certo e acabei falindo”, conta ao LeiaJá. Antes de chegar até o Atacado dos Presentes, ele tocou em outros lugares, como o Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes - Gilberto Freyre. “Trabalhei por um tempo tocando no aeroporto, mas mudaram o meu horário, me colocaram de madruga. Eu não me agradei e resolvi sair”.

Eci com a esposa (camisa azul) e filhos. Foto: Arquivo pessoal

Para iniciar no estabelecimento, Eci conversou e apresentou seu material para os donos, a quem ele considera como “grandes amigos”. No início, o artista, além de tocar teclado, cantava. Em uma das apresentações cantando já no Atacado dos Presentes, ele relata que foi solicitado, por um dos clientes, a cantar uma música de Roberto Carlos. “Eu disse, calmamente, que não iria cantar aquela música. Mas ele continuou. Não cantei e, desde esse dia, eu apenas toco”.

Já fixo na unidade da Torre, o ex-comerciante se viu longe dos clientes nos últimos dois anos. Por fazer parte do grupo de risco e com o decreto de lockdown em Pernambuco, devido ao avanço da pandemia da Covid-19 no país, Eci precisou permanecer em casa. “Nesse tempo que fiquei em casa, eu consegui ficar mais tempo com o meu filho. Por esse lado foi bom”, admite.

Com a retomada, ele foi aconselhado pela filha, que é médica, a voltar às atividades de forma mais leve. Diante de tanta mudança, as vendas dos CDs já não eram muitas e o músico precisou se reinventar. “Eu percebi que os CDs já não estavam saindo como antes e que muita gente já não escuta mais no carro. Foi aí que eu tive a ideia de colocar as coletâneas em pendrives. Os clientes chegam aqui e têm essas opções. Tem gente que compra os discos para dar de presente, compra o pendrive para escutar no carro”.

Eci precisou se reinventar para manter as vendas e investiu nos pendrives. Foto: Rafael Bandeira/LeiaJáImagens

Questionado sobre até quando pretende fazer música e se apresentar no Atacado dos Presentes, Eci Cavalcanti nem precisou pensar e já tinha a resposta. “Eu não penso em parar, não é algo que está nos meus planos. Mas, é claro que se eu não tiver mais condições, não vou insistir. Parar mesmo, fora dessa condição que falei, só quando Deus quiser”.

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Um levantamento, encomendado pela 99, empresa de mobilidade urbana e desenvolvida pela Consumoteca, aponta que 44% das brasileiras têm o desejo de ser dona do próprio negócio. Além disso, os dados mostram que, em um recorte por região, as mulheres do Nordeste são a maioria quando o assunto é ter a própria empresa, 56% ao todo. Em seguida estão as regiões Sul (45%), Centro- Oeste e Norte (41%) e Sudeste (37%).

A pesquisa também apresenta dados referentes à responsabilidade financeira na família. De acordo com a Consumoteca, cerca de 78% das entrevistadas arcam com os custos sozinhas ou os compartilhaM com companheiros, companheiras, parentes ou amigos.

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A pesquisa foi realizada em 14 de fevereiro de 2022, através de questionário on-line com pessoas de todo o Brasil, e contou com 1110 entrevistados, com mais de 18 anos de idade, sendo 800 mulheres e 300 homens das classes, segundo a 99, A, B E C.

A primeira edição do Seminário de Oportunidades de Negócios com África, do Instituto Internacional FEAFRO e a Câmara do Comércio Brasil África – Ecowas, acontecerá na capital pernambucana, entre os dias 9 e 11 de maio, no Beach Class Convention by Hôm, no bairro de Boa Viagem.

O Instituto FEAFRO tem um trabalho consolidado no fomento de negócios entre empresas brasileiras e os países africanos.

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“A pandemia da Covid-19 nos fez buscar novas estratégias para realização de negócios com a África e por isso criamos o Seminário para oportunizar para os vários níveis de empreendedorismo a possibilidade de alçar novas perspectivas de negócios e de crescimento“, afirma o vice-presidente da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental - Ecowas, Rodrigo Braga.

Para o Seminário que acontece em maio, no estado de Pernambuco, o Instituto FEAFRO está envolvendo agentes e instituições de desenvolvimento econômico, empresarial, social, cultural e comercial importantes para o plano estratégico das corporações que buscam a África para expansão dos seus negócios e/ou colocação de seus produtos.

O evento foi pensado para as empresas que tenham interesse em aumentar suas exportações ou iniciar seu processo de exportações.

“O continente africano cresceu uma média conjunta de 5,1% desde 2015, e a transformação é visível ao chegar as capitais Luanda, em Angola; Abuja e Lagos, na Nigéria, e Abidjan, na Costa do Marfim. Atualmente, 75% da economia africana ainda é proveniente da produção mineral (petróleo, diamantes, etc), mas este índice de crescimento se transforma. A cada ano, os países e também as direções dos seus interesses evoluem à medida que vão vencendo as etapas rumo ao desenvolvimento. No seminário, queremos apresentar às empresas brasileira as possibilidades de negócios com esta África atual”, explica a presidente do Instituto Internacional FEAFRO, Silvana Saraiva.

A África ainda importa 92% das necessidades de consumo, o que significa em média USD 50 bilhões/ano, e o seminário será uma excelente oportunidade e estratégia para conhecer os países com as suas diferentes culturas e demandas de importação e exportação de forma estruturada e com todo apoio para a concretização do negócio.

O evento contará com três momentos distintos: Rodadas de negócios exclusivas para empresas parceiras do evento, Seminário com apresentações de empresários brasileiros com vasta expertise em negócios com a África e importantes players africanos.

Haverá ainda um coquetel de lançamento da 5ª edição da FEAFRO, que vai acontecer em setembro de 2023, em Fort Lauderdale, nos Estados Unidos.

Outras informações no site oficial do instituto.

A plataforma de capacitação profissional gratuita “Eu Capacito” oferece cursos on-line para empreendedores. Os conteúdos são fornecidos por instituições como Google e Serasa Experian.

Os cursos – descritos abaixo - tem como objetivo auxiliar empreendedores no gerenciamento de deus negócios.

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Gestão financeira de empresas (Fiap) - Os alunos irão aprender sobre administração financeira, risco financeiro, decisões de estrutura e custo de capital.

Empreendendo para ser encontrado por clientes (Google) - No curso ensina o básico sobre como funciona os motores de pesquisa, pesquisa orgânica e paga, além do Google Search console.

Orientação financeira e empreendedorismo (Serasa Experian) - São abordados temas como elaboração do orçamento doméstico, definição de metas familiares, fundo de emergência e renegociação de dívidas. Os conhecimentos podem ser aplicados no ambiente familiar ou de negócios.

Empreendedorismo criativo (IDP) - O curso orienta o empreendedor em como usar a criatividade para expandir o negócio com estudo de caso.

Empreendedorismo e a segmentação de campanhas (SalesForce) - O curso traz introdução sobre segmentação por público em campanhas de marketing, além de ferramentas e automatização.

Os interessados podem se inscrever através do site Eu Capacito

Universitários de todo o Brasil, com ideias inovadoras no combate à Covid-19, podem se inscrever no programa Academic Working Capital (AWC), do Instituto Tim. A iniciativa visa promover apoio financeiro, técnico e de negócios a trabalhos de conclusão de curso (TCC) para transformá-los em startups.

Para participar do programa, os estudantes podem ser de qualquer graduação e ter trabalhos acadêmicos direcionados à saúde, educação, geração de renda, tecnologia, comunicação, mobilidade, entre outras. Os interessados podem se inscrever, até o dia 30 de abril, através do site da iniciativa.

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A seleção será dividida em duas etapas: enquadramento e julgamento. Mais informações podem ser consultadas no edital. Os selecionados participarão de três workshops presenciais, em São Paulo, nos dias 14 e 15 de maio, 6, 7 e 8 de agosto. De acordo com o edital, haverá também atividades remotas.

O Brasil é um país empreendedor. Segundo pesquisas do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e da Receita Federal, foram abertos 3,9 milhões de novos cadastros de Microempreendedores Individuais (MEIs) em 2021. Cerca de 99% dos empreendimentos brasileiros são de microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP).  

Para ser considerada microempresa, o negócio deve gerar até R$ 360 mil por ano, além de se enquadrar na Lei Geral das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte. A legislação traz benefícios para os pequenos empreendedores, como menos impostos.

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“A figura do Microempreendedor Individual tem como finalidade tirar os microempresários da informalidade, possibilitando que eles recolham as Contribuições Previdenciárias de forma simplificada e, consequentemente, em caso de necessidade, teriam direito a benefícios pelo INSS, não ficando desamparados Além disso, há benefícios tributários e licitatórios que podem facilitar a gestão do empresário”, destaca Amadeu Mendonça, advogado especialista em direito empresarial.

Para iniciar um negócio, existem alguns passos que devem ser seguidos para que tudo ocorra dentro da formalidade e com mínimos riscos. Veja quais são eles abaixo:

Identificar a oportunidade de mercado

Segundo o analista do Sebrae, Luís Nogueira, antes de iniciar a abertura de um negócio é necessário identificar a oportunidade de mercado. “A oportunidade de negócio é uma atividade demandada pelos consumidores e que tenha domínio de diferencial competitivo em relação aos concorrentes”, explica Luís.  

O analista destaca que, após a avaliação interna, a identificação do mercado e viabilidade dele, é que será possível definir a forma jurídica e opção tributária adequadas para a operacionalização e competividade do negócio.

Avaliar as formas jurídicas para a abertura

Dentre as formas jurídicas possíveis para a abertura, está o Empresário Individual, que é aquele que exerce toda função da empresa, seja ela a produção ou circulação sem a participação de um sócio.  

Também é possível ter uma Sociedade Unipessoal (SLU), que se configura como uma representação jurídica individual, atribuída a um único sócio, ou seja, significa que a pessoa não possui os bens pessoais unidos à empresa.

O empresário pode optar também pela Sociedade Empresário, que consiste na união de duas ou mais pessoas, com interesses semelhantes. Além da Sociedade Simples, são aquelas que não exercem atividades empresariais, que é o caso de médicos, advogados e dentistas.

Ver as opções tributárias

Para a abertura de uma microempresa, é necessário saber quais são as formas tributárias e qual melhor se enquadra nos requisitos. Essas opções são divididas em três categorias: Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real.

Na categoria de Simples Nacional, estão o microempreendedor individual, a microempresa e a empresa de pequeno porte. Essa é categoria para os interessados em abrir a microempresa.

O Lucro Presumido é o regime em que a empresa faz a apuração simplificada do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). É o mais usado pelas empresas brasileiras.  

O Lucro Real, por sua vez, é o método cujo cálculo é feito com base no lucro líquido da empresa durante um período, que pode ser trimestral ou anual. Uma grande vantagem desse regime é que os valores aumentam ou diminuem conforme o lucro registrado na empresa.

Conhecer as Juntas Comerciais

Luís explica que o processo de abertura de uma empresa acontece via Rede SIM no site das Juntas Comerciais com cobrança de taxas para concretização do registro. Nesta primeira etapa, é necessário apresentar documentos como contrato social, RG e CPF dos sócios, Ficha de Cadastro Nacional (FCN) e pagamento das taxas.

Devido à burocracia e formalização do ato, se faz necessária a procura por um advogado da área. “A formalização é um ato jurídico, sendo necessário o visto de um advogado sendo dispensado está exigência as empresas enquadráveis como MEI, ME é EPP”, destaca Luís.

Com o registro nas juntas comerciais, o empresário irá receber o Número de Identificação do Registro da Empresa (NIRE). O número dá continuidade ao processo de abertura.

“É fundamental que o empreendedor tenha conhecimento da legislação – ou esteja assessorado por quem tem, já que diariamente fará negócios com fornecedores e clientes e, se for o caso, terá funcionário, o que demanda muita atenção e cautela, a fim de não gerar prejuízo”, explica Amadeu Mendonça.

Abrir um CNPJ

Após a obtenção do NIRE, o empresário terá o Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ). O registro pode ser feito através do site da Receita FederalOs documentos necessários deverão ser entregues na Receita mais próxima ou enviadas pelos Correios.  

Realizar cadastro na prefeitura e alvará de funcionamento 

Com o CNPJ, o empresário precisará se dirigir até a prefeitura da cidade na qual a empresa será instalada para solicitar o alvará de funcionamento.  

O alvará de funcionamento é um documento que garante, de forma legal, o funcionamento da empresa, permitindo que a empresa funcione no local solicitado. 

Providenciar cadastro na Previdência Social 

Independe da quantidade de funcionários, até mesmo as microempresas que não tenham, é necessário o cadastro no Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). Esta etapa é obrigatória para todos os MEIs. O empresário deve solicitar o cadastro em uma agência de Previdência Social.

Amadeu Mendonça argumenta que é importante que o empreendedor trate a empresa de forma profissional, visando sempre o desenvolvimento. Dessa forma, o advogado dá dicas para o dia a dia do empresário.

“Separe a contas pessoais e da empresa, ou seja, na prática, a empresa não deve pagar contas e despesas do sócio, já que isso prejudicaria a gestão e o controle das finanças. Organize as receitas e os gastos através de planilhas ou softwares (hoje em dia é possível encontrar ferramentas gratuitas ou com baixo custo). Planeje sua estratégia, através de metas e definição do nicho de mercado em que a empresa pretende atuar. Inove sempre que possível. Vale salientar que inovar não é “reinventar a roda” sempre, mas apenas fazer a mesma coisa de uma forma diferente e mais efetiva e conheça a legislação, principalmente a trabalhista e a consumerista” conclui Amadeu.

Maioria da população do Brasil, negros e negras representam 56% dos brasileiros. No empreendedorismo, de acordo com um estudo realizado pela plataforma Movimento Black Money, aponta que 51% dos empreendedores são negros. Mesmo assim, devido ao racismo estrutural, esses trabalhadores são colocados em um lugar de pouco protagonismo e, muitas vezes, de invisibilidade.

Na tentativa de ocupar cada vez mais espaços, não apenas no empreendedorismo, a Futuro Black, iniciada em 2021, funciona como banco de talentos, assim como, de fontes profissionais negras. A iniciativa reúne cursos, palestras e consultorias destinada a pessoas negras e tem como principal premissa "não naturalize nossas ausências".

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Em entrevista ao LeiaJá, a Co-fundadora da Futuro Black, Dayse Rodrigues, explica que o banco de talentos, atualmente, contabiliza mais de 400 cadastros com profissionais de diversas áreas. “O banco de talentos não conta apenas com empreendedores. Temos também médicos, tatuadores, fotógrafos, entre outros”.

Após participação de empreendedores cadastrados na Fenahall, no início deste ano, a Futuro Black promove a 1ª feira de afroempreendedorismo de Pernambuco nos dias 7, 8 e 9 de abril. O evento é realizado na Casa Estação da Luz, localizada em Olinda, Região Metropolitana do Recife, e reúne 10 afronegócios, conta com rodas de conversa, lançamento de livro e atrações artísticas. A entrada é gratuita.

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Expositora na feira, Fernanda Mendes se descobriu artesão do barro durante a pandemia. "No início da pandemia, eu trabalhava como auxiliar de farmácia, mas fui demitida e passei um tempo trabalhando, ajudando minha mãe. Comecei com os vasos, muita gente começou a cultivar plantas nesse tempo. Comecei com pouco e , de repente, estava com um estoque", conta Fernanda que descobriu também, no final de 2021, o talento para pintura.

Integrante da Futuro Black desde o início deste ano, Fernanda fala com orgulho sobre a iniciativa. "Aqui é um ajudando o outro. Graças a Deus, é um dando apoio ao outro. A palavra que resume minha participação na Futuro Black é 'gratidão'. É bem gratificante fazer parte desse espaço e estar junto com todos aqui", ressalta.

Fernanda Mendes se descobriu artesão do barro durante a pandemia. Foto: Rafael Bandeira/LeiaJáImagens

A maternidade foi a responsável pela a entrada no empreendedorismo de Ana Paula, dona da marca Afromatrena, e Maria de Jesus, do Ateliê Mãos de Fada. Apostando em itens que trazem a essência da negritude, ela também passaram a fazer parte do banco de talentos no início do ano e já sentem a diferença em seus negócios. 

“É um reconhecimento sem igual em todos os sentidos, de quem nos conhece e de quem passa a nos conhecer. Porque até então tudo é para os brancos, tudo só os brancos podem, tudo só nos brancos ficam bonito. E só o que nos resta é, como se diz, é o que os brancos não querem. Isso está mudando e está mudando radicalmente. Estamos tendo espaço, estamos tendo voz e a feira já é uma resposta”, expõe Maria de Jesus à reportagem.

Maria de Jesus (à esquerda) e Ana Paula (direita).  Foto: Rafael Bandeira/LeiaJáImagens

 

Nos dias 7, 8 e 9 de abril, a Casa Estação da Luz, localizada em Olinda, Região Metropolitana do Recife, recebe a 1ª feira de afroempreendedorismos de Pernambuco. A iniciativa é promovida pela Futuro Black, banco de talentos e fontes profissionais negras, e conta com a participação de 10 afronegócios, três escritores e apresentações artísticas em todos os dias do evento.

A abertura do evento será nesta quinta-feira (7), às 17h, e contará com pocket show da cantora Uana Mahin. Nos demais dias da feira haverá pinturas, debates e conexões para o fortalecimento do afroempreendedorismo, assim como, dos talentos que contam essas histórias.

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Confira a programação:

ABERTURA

Quinta-feira (07/04), das 17h às 21h30h.

Pocket show de Uana Mahin, às 20h

SEGUNDO DIA

Sexta-feira (08/04), das 14h às 21h30

Tarde no Jardim: pintura com Jeff Alan, caricaturas com César Praxedes e tranças com Ana Klyssya Tozer, da Gana Hare.

Apresentação de Gilmar Bola 8, às 19h

TERCEIRO DIA

Sábado, (09/04) , 14h às 21h30.

A Orquestra de Frevo Grupo efervescente convida Orquestra do Maestro Carlos e Mestre Lua, às 16h

Coco dos Pretos, às 17h

O período de Páscoa, além do simbolismo religioso, traz oportunidades de renda extra e reinvenção aos empreendedores com a fabricação e venda de ovos e outros produtos derivados do chocolate.

Um levantamento realizado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) aponta que os pequenos negócios que apostaram nesses produtos aumentaram durante a pandemia de Covid-19. Em 2021, segundo a verificação, o surgimento desses negócios teve um aumento de 57%, comparando-se a 2019.

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A crise sanitária ainda não acabou e mesmo com grandes flexibilizações, alguns setores se encontram fragilizados, assim como, o poder de compra da população. Na mesma proporção, pequenos comerciantes assistem à alta de itens utilizados na fabricação dos produtos comercializados. Nesse período de elevação, uma das principais alternativas encontradas, principalmente, pelos pequenos comerciantes é repassar os novos custos para os clientes por meio do preço final da mercadoria. A decisão nem sempre é positiva e pode refletir no afastamento de antigos e novos compradores.

Em meio a esse cenário, o empreendedor Saulo Santos, dono da marca Brownie do Saulo, precisou se reinventar na tentativa de preservar a clientela e, ao mesmo tempo, não ter prejuízo nas vendas. Uma das alternativas colocadas em prática por Saulo, que está no segundo ano de vendas de ovos de chocolate, foi se antecipar nas compras dos produtos com os fornecedores. “Neste ano, eu me organizei melhor. Consegui fornecedores locais, pesquisei e antecipei as compras. Além disso, eu procurei alternativas com os fornecedores para diminuir os preços”, explica à reportagem.

Saulo Santos traz opções de ovos de Páscoa para todos os gostos e bolsos. Fotos: Júlio Gomes/LeiaJáImagens

Mantendo a qualidade e os clientes

Perder os compradores não é uma opção para Saulo. Por isso, além da antecipação da compra dos ingredientes, ele manteve os preços do ano anterior e colocou em prática a pré-venda dos chocolates. “Na pré-venda, o cliente compra o produto com desconto. Eles também têm a alternativa de parcelar o valor no cartão de crédito em até 10 vezes. Pessoas que comprarem mais produtos também terão descontos no preço final”.

Ao LeiaJá, o empreendedor conta que os preços dos ovos de Páscoa, sendo o de casca de brownie o carro-chefe, variam entre R$ 49,90 a R$ 65,90, podendo ser encomendados até a próxima quinta-feira (7). Saulo garante que a alta dos produtos de fabricação dos itens de chocolate não o fez modificar tanto as receitas, mantendo, assim, a qualidade dos artigos. 

Para atrair os clientes e divulgar os produtos, já que ainda não possui loja física, o responsável pelo Brownie do Saulo usa das redes sociais. Segundo ele, elas são responsáveis por 90% da clientela. "As redes sociais são necessárias. Você coloca o seu produto lá com uma boa foto mostra as pessoas, além de um perfil de qualidade, um produto de qualidade também", expõe.

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Um levantamento feito pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) mostra que o número de pequenos negócios que fabricam produtos derivados de chocolate aumentou durante a pandemia de covid-19. Neste ano, a Páscoa, melhor momento para as vendas no setor, será comemorada em 17 de abril.

Segundo a entidade, a abertura de novos negócios na área aumentou 57% em 2021 em comparação com o resultado de 2019. Os dados foram obtidos a partir da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE), que é formalizada pelos empreendedores no momento da abertura do negócio.

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Em relação ao faturamento, a pesquisa mostrou que 42% dos empreendedores venderam mais em 2020 - primeiro ano da pandemia - em relação a 2019.

Os dados também indicam que o número de empresas abertas no setor foi maior do que o fechamento de firmas por três anos seguidos. Somente em 2021, foram registradas 2.397 aberturas e 883 encerramentos. A maioria dos negócios (2.319) foram abertos por microempreendedores individuais (MEIs). Os demais envolvem microempresas (72) e empresas de pequeno porte (6).

De acordo com o Sebrae, o setor de chocolates atrai microempreendedores por ser uma área que não exige formação profissional prévia. Não são necessárias máquinas sofisticadas e a matéria-prima é acessível. Além disso, é um setor caracterizado pela facilidade em empreender, seja por necessidade ou por oportunidade.

A analista de competitividade do Sebrae Mayra Viana avalia que o crescimento do setor está relacionado à falta de barreiras para entrada no mercado.

"Temos um contingente de empreendedores que normalmente elaboram ovos e bombons a partir da barra de chocolate comprada pronta, em sua própria casa, sem grande necessidade de máquinas e equipamentos. Estão incluídos também os doceiros ocasionais, que buscam uma renda extra em determinadas épocas do ano, como a Páscoa”, disse.

O Sebrae também oferece dicas para o microempreendedor alavancar suas vendas na Páscoa. A entidade sugere o investimento em kits e cestas, antecipação do período de encomendas pelas redes sociais, apostas em embalagens que facilitem o transporte e também o planejamento da produção e logística.

No caso dos ovos de Páscoa vendidos em supermercados, os produtos estão até 40% mais caros em relação ao ano passado, segundo pesquisa realizada pela Associação Paulista de Supermercados (Apas).

Pela expectativa do setor, os consumidores devem optar pelos ovos menores, de cerca de 250 gramas, além de chocolates e bombons.

O desejo de morar no exterior sempre esteve nos planos do pernambucano Franklin Guimarães, de 34 anos. Com duplo diploma na França, obtido entre os anos de 2010 e 2012, ele retornou ao Brasil.

Na mesma época, Franklin cursava engenharia da computação na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e foi aprovado em um processo seletivo de trainee em um banco privado.“Na época era complicado ir para fora. Eu não conseguia muito retorno das empresas, mesmo no período em que morei na França”, recorda.

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Em sua primeira tentativa de recrutamento em Quebec, no Canadá, o pernambucano não foi contactado por nenhuma empresa. No entanto, em 2016, foi selecionado e há fez parte do quadro de funcionários de uma instituição canadense por um ano e meio. “Só uma empresa me chamou e foi a que eu passei. Eu estou lá desde maio, junho de 2017”, diz. Atualmente, Franklin traballha em uma empresa nos Estados Unidos. 

Assim como Franklin, diversos brasileiros almejam uma oportunidade fora do Brasil. Desde 2013, Quebec contabiliza um grande quantitativo de profissionais do Brasil ocupando diversos cargos.

De acordo com a diretora de mobilidade internacional da Québec International, Elisa Rinco, a cidade canadense apresenta oportunidades nos segmentos de tecnologia da informação, games, manufatura e enfermagem. " A expectativa é atrair profissionais para mais de 100 vagas em enfermagem, 150 em TI e games e 90 em manufatura", aponta Elisa.

Expectativas e requisitos

À reportagem, Elisa Rinco ressalta o que as empresas de Quebec, geralmente, buscam em um profissional. De acordo com a diretora, as instituições prezam por “profissionais qualificados, experientes em suas áreas de atuação, que falem francês, pois esse é o idioma local, que tenham facilidade de aprendizado e estejam abertos a se adaptar à cultura local. Os brasileiros, inclusive, geralmente são muito bem vistos pelos empregadores quebequenses por atenderem bem a esses requisitos”, pontua.

Além disso, ela elenca três requisitos básicos presentes na maioria das vagas: “ter diploma técnico ou universitário na área da vaga, além de experiência profissional no setor e nível de francês proporcional às exigências da vaga”.

Como concorrer a uma oportunidade?

A diretora de mobilidade internacional da Québec International esclarece como funciona o processo de candidatura. "O profissional deve acessar o site Québec na Cabeça, consultar as ofertas de empregos disponíveis, criar um perfil e preenchê-lo detalhadamente. O envio da candidatura deve ser feito até 4 de abril. O processo de inscrição e seleção é totalmente gratuito. Caso o candidato seja selecionado, ele será acompanhado pelo empregador nos procedimentos de imigração", expõe.

Seletivas

Segundo Elisa, o processo seletivo, após a candidatura, dar-se por meio de entrevistas entre candidatos e recrutadores por videoconferência, entre os dias 25 e 29 de abril. Caso seja escolhido para seguir no processo seletivo, o candidato será comunicado e convocado pela empresa para as próximas etapas".

Questionada sobre qual a melhor forma do candidato se preparar para a busca e participação em seleções, Ricon aconselha "estudar bastante francês, pois esta é a língua oficial da vida pública, do trabalho e dos negócios desta província. Recomendamos também que os interessados preparem bem o seu currículo, aprendam termos técnicos ligados à sua área e procurem adquirir mais conhecimentos sobre a vida em Quebec a fim de explicar aos recrutadores o por quê gostariam de ter essa experiência de trabalho no exterior".

Interessados em participar do Sebrae Startup Way UPE e Federais Club, evento online gratuito e itinerante, podem realizar incrições através de formulário eletrônico até 22 de abril. A iniciativa é destinada a estudantes de graduação e pós-graduação e conta com sessões de mentoria, palestras e avaliações para a seleção das melhores soluções desenvolvidas pelos universitários participantes.

O evento abordará a ODS 9 “Indústria, Inovação e Infraestrutura” e o desafio proposto será: "Como podemos criar negócios inovadores que promovam a cybersegurança e a sustentabilidade?" Os universitários competirão em equipes, formadas de quatro a seis integrantes e os cinco melhores grupos participarão do curso Bootcamp noSebraelab online de forma gratuita.

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O Sebrae Startup Way UPE e Federais Club será de 25 de abril a 10 de maio. O evento é uma parceria entre o Sebrae/Sebraelab, UPE, UFPE, UFRPE, Ufape, Univasf, IFPE e IF-SERTÃO-PE.

Uma pesquisa, realizada pela startup de marketing de influência INFLR, apontou que 75% dos jovens brasileiros querem ser influencers. O levantamento contou com a participação de 3.100 entrevistados nos meses de dezembro e janeiro de 2021. Ter relevância e inspirar outras pessoas é a principal motivação para o desejo de trabalhar como influenciador ou influenciadora digital.

Ainda de acordo com a pesquisa, 64% dos jovens entrevistados alegaram que a questão financeira como motivadora.

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“A internet democratizou a ‘fama’, dando oportunidade de não apenas uma celebridade de novela ser relevante, mas sim, qualquer pessoa que saiba utilizar as ferramentas ao seu favor", destaca Thiago Cavalcante, sócio diretor da INFLR. "Hoje, um estudante de colégio pode ser remunerado por suas opiniões em uma campanha que tenha sinergia com o público estudantil", completa.

O mercado da beleza vem crescendo cada vez mais. Novas técnicas vão surgindo e profissões muito conhecidas se renovando no mundo e, especialmente, no Brasil. Nos últimos anos, de acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC), o comercio de produtos de beleza teve um aumento de 9,3% em janeiro de 2022, relação ao mesmo mês de 2021. Além disso, o país é o quarto no ranking mundial de consumo de cosméticos, de acordo com a Euromonitor. Esses resultados favorecem o crescimento de várias atividades econômicas voltadas para beleza.  

Um dos seguimentos do mercado da beleza favorecidos por essa ampliação são as profissionais de unhas, conhecidas como nails designers. O trabalho da nail designer é voltado para as técnicas de alongamento e decoração das unhas, diferente da manicure, que é responsável pela limpeza geral, como retirada de cutilas. Com o crescimento dessa profissão, muitas mulheres mudaram sua área de atuação para buscar a independência financeira ou se tornar dona da própria empresa.

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Um exemplo desse empreendedorismo no ramo da beleza é a nail designer e instrutora Glayce Goggin. A empresária, que tem dois estúdios de embelezamento de unhas, um no Recife, Pernambuco, e outro em Natal, no Rio Grande do Norte, trabalha no ramo há cinco anos. 

“Trabalhar com beleza nunca foi meu foco, eu trabalhava no setor imobiliário. Entrei nesse ramo quando conheci meu marido, que já trabalhava na área da beleza. Me mudei para a Itália com ele e fiz todos os meus cursos na Europa, eu fiz desde o básico até me tornar Instrutora Master Internacional e trouxe técnicas mais aprimoradas para o Brasil”, conta Glayce Goggin.

A empresária se destaca na área da beleza, com técnicas europeias e modernas, que fazem sucesso entre as clientes. Além da referência em euro nail, a Glayce tem uma forma de contratação diferente. A empresa trabalha com a seleção de pessoas sem experiência na área, o que acaba se tornando uma grande oportunidade para quem quer ingressar no mercado, mas não tem condições de arcar com as despesas dos cursos e materiais.

O valor de um curso e de materiais podem variar de estado para estado, mas a média de investimento pode chegar entre R$ 1.500 e R$ 2.000 apenas para iniciar, o que para muitas pessoas fica inviável. “Pensando em dar oportunidade as meninas que realmente querem aprender e gostam do ramo de beleza, mas não tem condições de pagar um curso, eu optei por contratá-las”, afirma Glayce. A capaictação acontece enquanto a profissional já está contratada, recebendo salário e de carteira assinada.

A nail designer também ressalta a dificuldade que encontrou para se tornar a profissional que é hoje, em um país distante. Com pouco conhecimento do idioma, ela teve que lidar, muitas vezes sozinha, com os obstáculos de uma iniciante. “Foi uma luta para eu aprender, para treinar e chegar no padrão que tenho hoje, não tive ninguém pra me ajudar. Por esse motivo eu também quero ajudar outras pessoas, é muito difícil ingressar e se tornar uma boa profissional, além do investimento ser muito alto você precisa praticar muito", avalia.

Glayce Goggin oferece método próprio de capacitação para funcionárias (Foto: Reprodução/Instagram)

A etapa de capacitação das pessoas interessadas em trabalhar para a empresa de Glayce dura em média três meses, onde elas aprendem técnicas europeias, para alcançar o nível de qualidade que a empresária precisa para suas funcionárias. “Durante todo o treinamento, as meninas trazem modelos para aprender as técnicas e todas fazem as unhas gratuitamente. Eu sou muito exigente no meu padrão, então se faz necessário todo esse tempo para a profissional estar capacitada”, revela Glayce. Apenas após o período de aprendizagem, a profissional é considerada capacitada e poderá iniciar o atendimento aos clientes do espaço.

Entender como funciona uma empresa e lidar com o cliente também faz parte do processo de aprendizagem: “Não é apenas fazer a profissional nas unhas, eu tenho que transformar a profissional em todos os sentidos, como lidar com o público, o que pode falar, o que não pode, como devemos tratar a cliente e como ter responsabilidade quando se trabalha em uma empresa”, diz Glayce.

Além da possibilidade de trabalhar com unhas, a Glayce tem oportunidade de ensinar suas técnicas em cursos, workshops, dentre outros. Para ter se tornado Instrutora Master Internacional, a empresária precisou passar por um processo rigoroso na Itália, local em que se especializou, para assim receber seu certificado. “Se tornar instrutora na Itália é diferente, eu tive que passar por uma prova por juízas, para poder pegar o certificado de instrutora. Para se tornar instrutora tem que ter uma certa experiência, tem que saber ensinar.” No Brasil também é necessário ter certificado, comprovando suas habilidades como instrutor, para aperfeiçoar e aumentar sua qualificação como profissional.

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