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O banco Santander, em parceria com a British Council, abriu inscrições para o programa Santander Summer Experience 2023, que oferece 100 bolsas de estudo para estudar inglês no Reino Unido. A iniciativa tem como objetivo impulsionar a proficiência no idioma, uma competência importante para ajudar a melhorar a empregabilidade. 

A bolsa inclui viagem, acomodação, e o curso de três semanas em um campus universitário britânico, no período entre 1 de julho a 17 de agosto. Para se candidatar, não é necessário possuir diploma universitário ou ser cliente do banco, basta ter entre 18 e 30 anos e um conhecimento intermediário em inglês.  

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Os 400 candidatos pré-selecionados na primeira fase seguirão para a próxima etapa, que inclui o preenchimento de um questionário, um texto motivacional, análise do perfil no LinkedIn, envio da cópia do passaporte ou identidade, e um teste de língua inglesa. No final, o British Council irá escolher 100 participantes e 25 suplentes para entrar na lista de espera.  

Os interessados podem se inscrever na página do programa até o dia 30 de janeiro. 

Trabalhar no exterior é um sonho de diversas pessoas. Além de aprofundar o contato com outras línguas e culturas, também vive grande aprendizado e desenvolvimento profissional. Apesar de contar com muita procura, poucas pessoas sabem realmente como ir atrás do seu intercâmbio profissional.

Para discutir sobre isso, Alexandre Argenta é presidente da Associação Brasileira de Agências de Intercâmbio (BELTA) e conversou com o LeiaJá sobre os países e as diversas possibilidades que o profissional brasileiro tem de trabalhar no exterior.

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Além do intercâmbio profissional, Argenta listou os vários tipos de intercâmbio mais populares no Brasil. Segundo ele, em primeiro lugar estão os cursos de idiomas, em que a pessoa vai para fora apenas para aprender uma língua. Em segundo lugar está o programa de férias para adolescentes. Estes costumam ir em meses sem aulas, como julho ou janeiro, e aprendem a língua junto com atividades divertidas de esportes e turismo. 

O terceiro tipo de intercâmbio mais popular é o High School, ou seja, o programa de ensino médio que conta com a transferência do aluno brasileiro para cursar no exterior durante um certo período de tempo. Além dos três tipos de programas mais populares aqui no Brasil, ainda há o intercâmbio de turismo, de graduação ou pós-graduação no exterior, e o intercâmbio profissional. 

Contudo, para todas essas visitas, é de extrema importância obter o visto conforme as normas burocráticas de cada país.

“Com certeza é possível trabalhar no exterior fazendo intercâmbio, mas a pessoa precisa ter o devido visto de acordo com o tipo de trabalho que ela quer fazer durante o intercâmbio”, explica Alexandre.

O presidente da Belta explica que há diferentes tipos de vistos. Um destes tipos conta com a visita para intercâmbio de curso de idiomas com a possibilidade de trabalhar de forma legal no país. Alguns dos principais países que permitem isso são a Austrália, Irlanda, Nova Zelândia, Tubar e em Malta.

Outros vistos, no entanto, só permitem a atuação profissional legal com um ensino de nível mais elevado, não apenas de curso de idiomas. É o caso, por exemplo, do curso superior. É possível conseguir o visto para trabalhar legalmente durante ou depois de finalizar o programa de graduação no exterior em países como o Canadá e a Inglaterra, a depender de qual curso de graduação ou pós-graduação que a pessoa esteja cursando.

Emprego fora

Sobre formas de conseguir um emprego no exterior, Alexandre Argenta afirma que não é obrigatório estudar fora ou já ter experiências passadas com intercâmbio. Também pode haver um convite especial vindo de acordo com a experiência acadêmica do profissional e o interesse do empregador.

“Existe a possibilidade de você conseguir estudar no exterior e, de acordo com a regra do visto daquele país e conforme o tipo de estudo que você faz lá fora, você pode ganhar uma liberação, uma autorização legal de trabalho. Porém, por outro lado, existem, também, processos difíceis onde uma pessoa que nunca estudou fora do Brasil, ou que não vai estudar, recebe uma oferta de uma empresa superior, de acordo com a experiência técnica ou acadêmica que ele tem. É difícil, mas pode acontecer”, analisa.

Entre os países com mais oportunidades para brasileiros, o presidente da Belta destaca o primeiro lugar para o Canadá.

“O Canadá tem sido o país número um do principal destino para brasileiros nos últimos anos. (...) A visão que a gente tem é que o Canadá é um país muito aberto e receptivo para receber pessoas de todo o mundo. Isso provavelmente deve-se à extensão territorial considerável, né? O Canadá tem praticamente o mesmo tamanho de território do que os Estados Unidos, por exemplo, mas ele tem 10% da população dos Estados Unidos, falando de grosso modo. Então, muitas vezes, existe uma falta de profissionais no país.”

Ainda de acordo com Argenta, outros países além do Canadá, que são muito populares para receber brasileiros, continuam sendo Estados Unidos, Austrália, Irlanda, Nova Zelândia e Inglaterra.

A Irlanda, por exemplo, trabalha com um sistema de vistos que não são exigidos obrigatoriamente antes de sair do Brasil, apenas ao chegar no país.

“Já outros países possuem um sistema de vistos viáveis, porém, eles possuem uma burocracia que é necessário estar junto ao consulado para obter o visto antes de sair do Brasil”, completa Alexandre.

Ao pensar nas áreas com mais oportunidades fora do Brasil, Argenta destaca a variedade de opções.

“É muito variado mas, geralmente, existe muita vaga ligada ao setor de turismo, né? E de trabalhar na parte de culinária, né? Como restaurantes… Ao mesmo tempo, quando você tem uma formação assim mais específica em algumas das áreas, por exemplo de engenharia ou nas áreas de informática, os brasileiros são muito benquistos no exterior nessas áreas também.”

Entender e ser entendido

Para se preparar para o mercado superior, deve haver muitos cuidados, mas Alexandre reforça, embora seja previsível, dominar o idioma deve ser a prioridade número um. Deve-se estar preparado para falar com confiança, tanto no processo de tentativa de matrícula, ou em casos de entrevista de emprego, se abriu alguma vaga ou oportunidade profissional, é preciso domínio.

“Na verdade, independente da sua formação profissional aqui no Brasil, se você pensa em buscar uma oportunidade de carreira ou experiência profissional lá fora, com certeza deve começar pelo estudo do idioma. Geralmente a gente fala das oportunidades em países de língua inglesa, mas obviamente existem oportunidades em países de língua espanhola, português, italiano, alemão e assim por diante. Então, com certeza o idioma é o número um em importância”, afirma Alexandre.

Dificuldades

O presidente da Associação Brasileira de Agências de Intercâmbio finaliza sua fala com alguns conselhos para os trabalhadores que sonham com um futuro profissional fora do Brasil. “Não é fácil você simplesmente ir trabalhar no exterior sem estar ligado a algum tipo de programa de intercâmbio ou um curso acadêmico. Então essa oportunidade se abre aos brasileiros através de programas de intercâmbio e países que liberam vistos com oportunidade de trabalho de forma legal”, explica.

“Eu acredito que no Brasil, a indústria da educação internacional e o mercado conta com muitas empresas especializadas há muito tempo, então é um mercado muito maduro. O que tem de melhor no mercado internacional e as oportunidades do mundo são possíveis encontrar aqui no Brasil, desde que a pessoa busque o assessoramento profissional correto”, aconselha Alexandre Argenta.

Viver e trabalhar nos Estados Unidos é a meta de muitas pessoas. Para que se torne real, é importante obter o Green Card, um sinal de residente permanente que permite que a pessoa more e trabalhe nos EUA sem nenhum problema por um longo período de tempo.

Para facilitar a vida de alguns empregados, o governo americano entendeu a dispensa de entrevista presencial para a emissão de alguns vistos pelos consulados e embaixadas, com intuito de diminuir a espera na entrega dos documentos aos estrangeiros. Essa permissão já existia em 2022 e, agora, foi estendida até o fim de 2023.

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Alguns dos vistos que recebem essa possibilidade são os vistos de estudante, de turismo, de intercâmbio e de trabalho. Poderão ser dispensados da exigência de entrevistas quando o candidato estiver no primeiro pedido de emissão de visto de trabalho ou na renovação do visto H-2, para trabalhos temporários ou sazonais.

Fazem parte, também, os vistos de estudo e intercâmbio juntamente com os tipos de vistos  H-1, H-3, H-4, L, O, P e Q caso estes já tiverem recebido um visto americano e nunca tiveram pedido negado para ingressar nos Estados Unidos.

Vale ressaltar que, apesar dos casos estarem listados como parte da dispensa, os consulares ainda terão o direito de exigir a entrevista presencial a depender das condições de cada posto diplomático. 

Segundo o site Exame, a quantidade de brasileiros que conseguiram o Green Card em 2022 aumentou mais de 13 vezes quando comparado com o mesmo período no ano de 2021. Os interessados podem conferir mais detalhes sobre essa liberação em sites das embaixadas e consulados.

O Ministério da Educação abriu 30 vagas para o Programa De Desenvolvimento De Profissionais Da Educação Básica Na Irlanda, uma iniciativa que tem como objetivo selecionar educadores que atuem na rede pública para realizarem um curso de pós-graduação (lato sensu) em liderança e gestão educacional oferecido pelo Mary Immaculate College (MIC), na cidade de Limerick, Irlanda.  

A formação será composta por atividades intensivas de aprimoramento da língua inglesa e da redação acadêmica, além da programação voltada à temática de liderança e gestão educacional. O curso de inglês virtual terá uma duração total de 8 semanas, com início a partir de março de 2023. No fim, os participantes que cumprirem a carga horária e cumprirem todas as atividades receberão um certificado de participação.  

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Para participar, é necessário possuir vínculo efetivo com a rede pública e não estar cumprindo estágio obrigatório; exercer a função de docente, coordenador, supervisor ou gestor; possuir diploma de nível superior, preferencialmente licenciatura; possuir currículo cadastrado na Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), dentre outros requisitos.  

Os interessados podem acessar o site, preencher o formulário e anexar a documentação exigida no edital até o dia 20 de janeiro. O processo seletivo será realizado por meio de análise técnica e documental, análise de mérito e o curso intensivo de aperfeiçoamento da língua inglesa e teste de nivelamento. 

A pós-graduação na Irlanda acontecerá entre agosto de 2023 e maio de 2024. Os selecionados serão contemplados com passagens aéreas, auxílio instalação, ajuda de custo, seguro saúde, deslocamento, hospedagem, almoço e coffee break, taxas escolas e materiais didáticos.

A Organização Europeia de Pesquisa Nuclear (CERN) abriu seleção para o Summer Student Programme (programa de verão para estudantes, em português), que concede bolsas de estudo para alunos latino-americanos estudarem em Genebra, na Suíça. Os estudantes selecionados farão um contrato de associação de 8 a 13 semanas para trabalhar em projeto técnico avançado, programa de palestras de física e de tecnologia da informação, e assistência para encontrar acomodação. 

O programa é voltado para estudantes de bacharelado ou mestrado em física, engenharia, ciências da computação ou matemática. Os participantes receberão uma bolsa de aproximadamente 7 mil euros, que inclui o pagamento de ajuda de custo de 90 francos suíços por dia, para cobrir os custos de acomodação e alimentação; seguro-saúde; e 200 francos suíços para o transporte.

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Entre os requisitos para participar, é necessário ter completado pelo menos três anos de estudos na graduação, até o verão europeu de 2023; possuir bom conhecimento da língua inglesa (conhecimento da língua francesa é considerado uma vantagem); não ter trabalhado na CERN por mais de três meses, e também não ter participado de edições anteriores.

Os interessados podem se inscrever até 30 de janeiro no site da CERN. Para efetuar a inscrição, os candidatos devem anexar currículo, cópia de histórico escolar recente e duas cartas de recomendação de docentes ou de supervisores de estágios anteriores.

O Ministério da Educação, por meio do programa Stipendium Hungaricum, está oferecendo 250 bolsas de estudo para graduação e pós-graduação na Hungria, país localizado no leste europeu, durante o período letivo de 2023 e 2024. Dentre elas, 100 bolsas dedicadas à graduação, 120 ao mestrado e 30 ao doutorado. 

Entre as modalidades de estudo disponíveis estão: doutorados pleno e parcial; mestrados pleno e parcial; One-Tier Master; graduações plena e parcial, e curso preparatório em língua húngara. 

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Os interessados podem obter mais informações e realizar as inscrições gratuitamente no site da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), até às 14h do dia 12 de dezembro.

O Canadá é um destino muito procurado pelos brasileiros, especialmente por possuir um dos maiores índices de qualidade de vida do mundo, além de ser repleto de atrações turísticas e incríveis paisagens. O país oferece milhares de oportunidades para estudantes e profissionais que desejam se aventurar no território canadense.

Para entrar no Canadá é necessário o visto, que deve ser solicitado antes do embarque. Existem diferentes tipos de viagem e, consequentemente, de visto.

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“A Eagle começou focada nos Estados Unidos, mas no último ano ampliamos a nossa atuação, passamos a oferecer pacotes para o Canadá e a adesão tem sido grande. As pessoas nos procuram em busca de qualidade de vida e se encantam com o clima agradável, as áreas verdes, a gastronomia e os excelentes locais para fazer compras disponíveis no Canadá, além claro, das instituições de ensino e os programas de emprego e estágio”, resume Claudio Cantamessa, diretor da Eagle Intercâmbio no Brasil.

É importante se preparar e pesquisar sobre qual o visto é ideal para você. Abaixo, o diretor da Eagle Brasil, traz algumas categorias.

Visto de turista: “Esse tipo de visto é emitido para pessoas que viajam ao país e desejam permanecer por um período menor que 6 meses. Mesmo que você esteja indo estudar, se a duração for inferior a um semestre, você irá aplicar para o visto de turista. Mas fique tranquilo, essa identificação de estudos não impede que você retorne como turista para o Canadá posteriormente, desde que o visto ainda esteja válido”, comenta o diretor da Eagle.

Visto de estudante com permissão de trabalho: “Muitas pessoas buscam o Canadá como destino pela possibilidade de depender do curso escolhido, receber um visto com permissão de trabalho. O visto de estudante vem classificado como categoria SW-1, chamado de “Student Worker”. Ele é emitido para aqueles que irão realizar um programa de estudo que inclui um período de trabalho", explica Cláudio Cantamessa.

Visto de trabalho: “Infelizmente, os programas de estudo de idiomas que davam direito a permissão de trabalho foram suspensos e, para obter seu visto de trabalho, agora você precisa preencher alguns requisitos básicos diferentes. Se você estiver vindo a convite de uma empresa, vai precisar obter um LMIA (Labour Market Impact Assessment): um documento formal emitido pelo Human Resources Canada (órgão público federal similar ao Ministério do Trabalho no Brasil)”, conclui o diretor.

Com informações da assessoria

De acordo com um estudo do grupo de pesquisa americano Brookings, imigrantes que vão para os Estados Unidos falando inglês fluentemente têm remunerações até 135% maiores do que aqueles que não dominam o idioma. Ter domínio da língua traz grandes benefícios para quem busca se destacar no exterior.  

Dados do Escritório de Estatísticas Trabalhistas de agosto de 2022 indicam que o percentual de pessoas empregadas está um ponto percentual abaixo do nível de fevereiro de 2020. Por causa disso, os setores de hotelaria e serviços, como agentes de aeroportos, enfermeiros domiciliares, vendedores, entre outras vagas permanecem em aberto por muito mais tempo. Em 2021, a taxa de vagas abertas para o setor de hotelaria e serviços foi de 86,3%. Essa porcentagem evidencia o volume de possibilidades aos profissionais estrangeiros, como para os brasileiros. 

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“Procuramos capacitar as pessoas, fornecendo cursos profissionalizantes e entre eles o de inglês, para que todos que desejam ascender profissionalmente e conhecer novas culturas possam ficar mais próximos dessa realidade”, explica Larissa Marcelino, Supervisora de Marketing Digital do Cebrac (Centro Brasileiro de Cursos). 

Por falta de mão de obra qualificada, determinadas empresas nos Estados Unidos oferecem bônus de contratação ou salários iniciais com valores mais altos que o mercado. Segundo a pesquisa Catho, a diferença salarial entre um profissional com e sem domínio do idioma pode chegar a 70%.

Será realizado, neste sábado (15), a ExpoCanadá, em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, das 14h às 18h. O evento oferece uma apresentação com informações e dicas sobre como conseguir uma vaga de trabalho no Canadá.

Ao total, são cerca de 950 mil vagas de trabalho abertas nas terras canadenses que não são preenchidas principalmente por falta de qualificação necessária e adaptação ao estilo de vida e leis do país, além de um bom nível inglês. Estes são problemas que serão discutidos durante a exposição.

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Os palestrantes irão abordar temas de como ingressar no mercado de trabalho, como imigrar para o país de forma mais rápida, quais são as mudanças que o Canadá tem oferecido para que os imigrantes consigam o visto de Residência Permanente e dicas com estratégias de aposentadoria e qualidade de vida.

As oportunidades disponíveis contemplam as áreas de saúde (enfermeiros e técnicos de enfermagem), assistentes sociais, cuidadores de idosos, profissionais de tecnologia da informação, construção, transporte, armazenagem, manufatura, comunicação, marketing, atendimento ao cliente e alguns outros. A organização reforça que no evento não serão ofertadas vagas de emprego, apenas dicas de como conseguir e se destacar nas seleções.

Mais informações sobre a ExpoCanadá você encontra neste site.

No próximo sábado (16), a ExpoCanadá irá realizar um evento gratuito no Recife com o objetivo de apresentar dicas para os profissionais que desejam ingressar no mercado de trabalho canadense. O encontro será realizado no bairro de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, das 14h às 18h.

O evento ainda irá esclarecer quais as mudanças que o Canadá tem oferecido para que os imigrantes obtenham o visto de Residência Permanente, como imigrar para o país de forma mais rápida e estratégias de aposentadoria e qualidade de vida. 

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O Canadá possui mais de 950 mil vagas de emprego disponíveis. De acordo com os órgãos oficiais do país, o que impede o preenchimento dessas vagas é a falta de qualificação profissional. As áreas mais requisitadas no país pertencem à área da saúde (enfermeiros e técnicos de enfermagem), assistentes sociais, cuidadores de idosos, profissionais de tecnologia da informação, construção, transporte, armazenagem, manufatura, comunicação, marketing, atendimento ao cliente, entre outros. As províncias com mais oportunidades são Ontário, British Columbia, Quebec, New Brunswick e Newfoundland. 

A iniciativa acontecerá no Bugan Hotel, localizado na Avenida Engenheiro Domingos Ferreira, 4661 – Boa Viagem.

Estudar fora é o desejo de muitas pessoas e ele pode ser realizado de diferentes formas. O programa de intercâmbio para o Canadá vai do ensino de uma nova língua, seja ela inglês ou francês, até o ensino acadêmico em universidades locais, sem falar da experiência única de conhecer uma nova cultura.

Os cursos de idiomas oferecem o desenvolvimento das quatro habilidades básicas, a escrita, a leitura, a compreensão e a conversação oral do inglês ou do francês, ambas línguas faladas no território canadense. É indicado a permanência de no mínimo 24 semanas no programa para atingir a fluência.

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E para quem quer ir além dos cursos de idiomas, também é oferecido o ensino médio e universitário no país.

O programa de High School, fora as matérias básicas e qualidade de ensino, também conta com um currículo de matérias vocacionais, como teatro, mecânica, psicologia e marketing.

O programa de faculdade traz duas opções: universidades e colleges, o primeiro tendo destaque no seu foco em pesquisas e a segunda por formação técnica. As universidades, em sua maioria, são públicas e recebem incentivos do governo, com campi bem estruturados, com residências estudantis, cafeterias e complexos esportivos.

Já os colleges são escolas menores e, por isso, aparecem com valores mais agradáveis. Aqueles interessados em estudar por lá também podem fazer o programa de transferência universitária, onde o aluno inicia os dois primeiros anos no college e depois é transferido para terminar o bacharelado na universidade.

Por Mariana Ramos, com informações de assessoria

Agora o sonho de se mudar para Portugal está mais perto para os brasileiros. Foi divulgado, no Diário Oficial Português, a nova Lei n°18 de 2022, que traz uma redação atualizada para a Lei dos Estrangeiros, alterando, assim, o regime jurídico de entrada, permanência, saída e afastamento de estrangeiros do território nacional português. Isso é, brasileiros que pretendem ir à Portugal para trabalhar, mas ainda sem emprego certo, poderão entrar no país com visto para procura de trabalho.

Interessados já podem solicitar o visto ainda em território de origem ou da sua residência legal, junto ao Consulado ou Embaixada de Portugal, antes mesmo da chegada em terras portuguesas.

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Se aprovado, o cidadão terá direito de permanecer em Portugal por um período de 120 dias, prorrogável por mais 60 dias, e permite uma entrada no país durante a vigência do visto. Mas, por se tratar de um documento temporário, ainda é exigido comprovar passagem aérea que assegure o regresso ao país de origem. E, se durante a validade do visto, o cidadão conseguir uma relação laboral com contrato de trabalho, ele poderá requerer a concessão da autorização de residência, formalizando assim sua permanência no país europeu. 

De acordo com Rebeca Albuquerque, especialista em compliance e em direito internacional e sócia-diretora do ALM Advogadas Associadas, escritório com sede no Brasil, Portugal e Itália, que auxilia estrangeiros na busca pela cidadania europeia, é preciso ficar bem atento ao período proporcionado pelo governo português para permanecer no país em busca de uma vaga de emprego, já que a nova modalidade de visto tem uma série de regras a serem seguidas. 

“Se durante o período de validade do referido visto, o cidadão não conseguir constituir uma relação de emprego, o mesmo terá de abandonar o país e apenas poderá voltar a instruir um novo pedido de visto para este fim, um ano após expirar a validade do visto anterior”, disse Rebeca.

Vanessa Lopes, atuante em direito imigratório e com experiência há mais de dez anos em cidadania portuguesa, do ALM Advogadas Associadas, lembra que “Portugal está de portas abertas para receber novos cidadãos dispostos a trabalhar, pois necessita de mão de obra em diversos setores e agora com a possibilidade do visto, o estrangeiro não precisa ficar anos à espera do SEF para se regularizar.”

Visto de residência para nômades digitais e outras condições especiais 

Além do visto para procura de trabalho, também será possível entrar com pedido para o visto de residência para nômades digitais, ou seja, aqueles trabalhadores subordinados e profissionais independentes que possuem atividade profissional prestada, de forma remota, devendo ser demonstrado o vínculo laboral ou a prestação de serviços.

O intercâmbio proporciona conhecimento de novos lugares, culturas e a interação com pessoas de diversas vivências. Mas, além disso, ele possibilita a ampliação dos estudos, levando alunos de vários cursos a expandir seus horizontes na busca pelo aprendizado fora de sua instituição de ensino.

Priscila Lisboa, formada em Medicina pela Faculdade de Medicina e Enfermagem de Marília (Famema), em São Paulo, decidiu fazer sua residência nos Estados Unidos após concluir sua graduação, em 2014. Ela conta que já participava de estágios no país, mas iniciou sua especialização no Brasil, e somente após um ano, escolheu mudar para os EUA. A estudante está em seu último ano de residência em pediatria, no Harlem Hospital Center, afiliado à Columbia University.

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Reprodução/Instagram

Nos Estados Unidos, a residência é um requisito para o exercício da profissão de médico, e por isso é indispensável para quem deseja atuar no país. Em entrevista com o LeiaJá, Priscila descreveu sua experiência e explicou o passo a passo para fazer residência. Confira: 

O que é necessário para fazer residência nos EUA? 

A princípio, o estudante deve checar se sua faculdade tem o Sponsor note necessário para fazer as provas para a residência americana, através do site da World directory of medical school. A partir de 2024 haverá uma mudança: a faculdade deverá ser acreditada pelo Sistema de Acreditação de Escolas Médicas (SAEME-CFM). 

Segundo Priscila, os estágios são relevantes para a candidatura, pois através deles os estudantes recebem cartas de recomendação de médicos com quem trabalhou. Embora tenha realizado estágios durante o curso, decidiu fazer outros no período em que trabalhava para juntar dinheiro e fazer a residência estrangeira, devido a importância de possuir cartas recentes.  

Além disso, ter domínio do inglês também é indispensável. A médica relata que já falava bem o idioma, mas aperfeiçoou com o dia a dia. No entanto, ela lembra que todas as avaliações são aplicadas em inglês.  

Como funciona o processo seletivo? 

Após verificar se a faculdade é credenciada, os próximos passos são: efetuar o cadastro no website da Educational Commission for Foreign Medical Graduates (ECFMG), enviar os documentos da instituição, pagar a taxa e receber a aprovação para realizar as provas. 

Step 1 – Esta etapa é composta por 280 perguntas divididas em 7 blocos, que avaliam os conhecimentos básicos em ciências. No total, a prova tem duração de 8 horas.  

Step CK – Testa a compreensão de assuntos específicos sobre cliclo clínico, com conteúdo sobre obstetrícia, ginecologia, psiquiatria, pediatria, cirurgia e clínica médica. 

 Occupational English Test (OET) – Teste de proeficiência em inglês, que atualmente substitui o Step 2CS, exame prático aplicado nos EUA. 

Com a conclusão, o candidato deve solicitar a o certificado final e submeter no programa de residência escolhido por meio do site My Eras, junto ao personal statement, cartas de recomendação e demais documentos.  

E o custo? 

Os estudantes recebem uma bolsa durante a residência, cujo valor varia de acordo com cada local. Em sua rede social, Priscila relata que um residente em Nova York recebe um valor líquido aproximado de 4.000 a 4.500 dólares por mês.  

Priscila ainda aconselha a estudar para os exames durante a graduação; investir em estágios nos Estados Unidos por volta do 5º ou 6º ano de graduação; e participar de pesquisas, que são muito valorizadas pelos estadunidenses.

Para orientar quem tem planos de sair do Brasil para estudar, trabalhar e morar no Canadá, a Hi Bonjour promove, de 13 a 28 de setembro, o Canadá Road Show, que passará por 12 cidades brasileiras para apresentar programas disponibilizados em 28 colleges, universidades e escolas de idiomas canadenses.

No Recife, o encontro será realizado no dia 24 de setembro (sábado), no Mar Hotel, em Boa Viagem, das 14h às 20h. A inscrição custa R$ 20 e deve ser feita através do site canadaroadshow.com.br.

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Todo o valor arrecadado será doado para o Grupo de Ajuda à Criança Carente com Câncer de Pernambuco (GAC-PE), a Judá Escola de Jiu Jitsu, projeto social de Camaragibe (PE) e o Hospital Martagão Gesteira, instituição filantrópica que atende crianças e adolescentes em Salvador.

Três grandes feiras com 28 instituições de ensino canadenses acontecerão em São Paulo (28/09), Recife (24/09) e Salvador (25/09). Outras nove cidades recebem palestras especiais com orientações sobre como planejar os estudos e a imigração para o Canadá durante este mês: Ribeirão Preto (13/09), Campinas (15/09), São Carlos (19/09) e São José dos Campos (22/09), em São Paulo, além de Curitiba (15/09), Florianópolis (20/09), Manaus (22/09), Fortaleza (22/09) e Goiânia (27/09).

Uma análise feita pela Hi Bonjour, indica que a taxa de aprovação de vistos para brasileiros em 2021 (80%), que sofrera queda causada pela pandemia em 2020 (61%), recuperou o patamar de 2019 (83%). Em todo o período analisado, o Brasil sempre se manteve à frente das médias globais (60%, 51% e 60% nos três anos, respectivamente).

“O Canadá oferece inúmeros benefícios para estudantes internacionais, como a possibilidade de levar a família e de, ao término dos estudos, obter visto de trabalho temporário para continuar no país, que é o grande passo para a residência permanente”, resume Thaís Della Nina, fundadora da Hi Bonjour.

O NASA Space Apps Challenge, um dos principais eventos abertos da agência aeroespacial norte-americana, chega a Belém na sua segunda edição. O evento será entre os dias 30 de setembro e 2 de outubro, de forma on-line, e é gratuito e aberto para a comunidade.

As inscrições devem ser realizadas no site Sympla (clique aqui) até o dia 29 de setembro. Para participar, os interessados devem ter mais de 18 anos e estarem dispostos a resolver os desafios propostos pela Nasa. 

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As atividades, a princípio, serão todas on-line, e todas as plataformas que serão usadas trazem a premissa de acessibilidade, ou seja, permitem a participação pelo uso em celulares, tablets, notebooks e computadores, desde que com acesso à internet e por um navegador, para que ocorram as devidas interações com e entre as equipes participantes e a organização.

Os times vencedores na etapa local concorrem posteriormente com os vencedores de outras cidades do mundo pelo título das 10 melhores soluções do planeta, em categorias como Solução Mais Inspiradora ou Solução de Impacto Global. Para subsidiar os desafios, serão utilizados dados oferecidos pela agência espacial estadunidense e outras agências parceiras.

O hackathon, termo utilizado internacionalmente para esse tipo de evento, tem como meta atrair 200 participantes do Estado, além de mentores extremamente capacitados que integrarão a rede da InovAction em todo o Brasil. Miro Leite, líder local do evento, que já foi participante e mentor em edições anteriores, ressalta a criatividade do povo paraense: “Nós, paraenses, temos uma capacidade única de vencer as adversidades através da força de vontade e da criatividade. Vamos surpreender o mundo novamente em nossa segunda edição”.

O evento conta com a parcerias da InovAction, uma das principais iniciativas do setor, e com o hub paraense de startups Açaí Valley, ambos como coorganizadores.

Serviço

Data: 30 de setembro, 1 e 2 de outubro.

Local: On-line.

Inscrições:

https://www.sympla.com.br/evento-online/nasa-international-space-apps-challenge-2022-belem-2-edicao/1681708

Da assessoria do evento.

 

Viajar para estudar em outro país é o sonho de grande parte dos estudantes brasileiros, afinal, agregar conhecimento para robustecer seu currículo é importantíssimo para quem deseja ser bem-sucedido financeiramente. Esse tipo de viagem, no entanto, envolve custos financeiros por muitas vezes alto.

Pensando nisso, reunimos uma lista de países com os menores custos para se estudar fora do Brasil. Confira:

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Irlanda

Uma das maiores cidades irlandesas, como Dublin, tem um custo de vida muito mais barato que o de Londres, por exemplo. Ao optar por cidades do interior, como Cork e Galway, os gastos podem ser ainda menores.

Outra vantagem é que as universidades e cursos de idiomas disponíveis na Irlanda costumam ter preços inferiores aos do Reino Unido. Além disso, o país oferece várias opções para bolsas de estudos exclusivas para brasileiros, como a Haddad Fellowship.

Outra vantagem é que se você se matricular em curso com mais de 25 semanas de duração você consegue um visto de trabalho, o que te permite estudar e ainda fazer uma renda extra, o que ajuda nos custos da viagem.

Malta

Ainda não muito conhecida no Brasil, esse pequeno país fica no meio do Mar Mediterrâneo, entre os continentes europeu e africano.

Apesar de ter o Euro como moeda oficial, Malta tem um custo de vida mais baixo se comparado a outros lugares do Velho Continente. Segundo a calculadora de custos de vida Expatistan, viver em Malta é mais barato que em 56% dos países da Europa Ocidental.

Estudantes de idiomas, por exemplo, podem trabalhar no país, o que não é tão comum em outros países, porém é necessário que o estudante esteja em Malta há 90 dias para solicitar uma permissão de trabalho e estudo.

Canadá

O Canadá é um dos destinos mais procurados pelos brasileiros. Uma das maiores razões para isso é que o país tem um excelente custo-benefício tanto para quem quer viajar a turismo quanto para fazer um intercâmbio.

No país, existe uma grande diversidade de cursos oferecidos tanto por escolas particulares quanto pelas universidades locais. Os preços de cursos assim são um pouco mais baixos do que aqueles encontrados na Irlanda, porém no Canadá estudantes de idiomas não têm direito a uma permissão de trabalho.

Outro ponto positivo para ir para o Canadá é que existem muitos voos entre o Brasil e as cidades canadenses, o que diminui o preço das passagens aéreas. Além disso, os cursos superiores no país são mais acessíveis que nos Estados Unidos ou no Reino Unido.

Argentina

O país conta com cursos a preços acessíveis, como os da Universidade de Buenos Aires (UBA). Essa universidade, aliás, assim como as outras instituições públicas da Argentina, não cobram nada para quem quiser fazer uma graduação. A UBA é uma das 100 melhores universidades do mundo e muitos brasileiros vão fazer medicina lá.

Colômbia

Segundo o Expatistan, o nosso vizinho tem um dos custos de vida mais baixos do mundo. Além disso, as passagens aéreas para a capital, Bogotá, podem sair por cerca de 2.500 reais.

A capital é apenas uma entre muitos destinos fantásticos do país, como Cartagena, Santa Marta e Medellin, cidade com a melhor qualidade de vida da Colômbia. Todos esses lugares são incríveis não só para fazer um curso de espanhol como para se aventurar em um intercâmbio voluntário.

O país também pode ser uma boa opção para quem busca por uma oportunidade de graduação sanduíche. Várias universidades brasileiras têm parcerias com instituições colombianas.

México

Além de ser um destino popular entre os intercambistas, a Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM) é a segunda melhor da América Latina. Segundo estimativas do governo mexicano, cerca de 45 mil estudantes internacionais estão matriculados em alguma das universidades do país.

Uma das principais categorias de intercâmbio no México é o aprendizado de espanhol. Por lá ,existe uma grande variedade de opções, já que o país tem uma forte tradição turística e recebe pessoas de vários lugares do mundo para aprender espanhol.

Com custo de vida similar ao do Brasil, viajar para o México não vai custar mais do que uma viagem para outro Estado.

Países europeus

Portugal

Um dos principais atrativos de Portugal é o seu custo de vida mais baixo. É claro que cidades como Lisboa seguem sendo mais caras que São Paulo. Porém, ao ir para Coimbra, os valores podem ser menores que os gastos na maior cidade do Brasil. 

Além da economia com os gastos do dia a dia, a educação em Portugal não é tão cara. Na Universidade de Lisboa, por exemplo, as anuidades não costumam passar dos 15 mil euros. Outra vantagem é que é possível estudar em muitas universidades portuguesas utilizando apenas a sua nota do Enem.

Espanha

A Espanha é um dos países europeus que mais disponibiliza oportunidades para brasileiros. Seu custo de vida é um pouco maior do que o de Portugal, porém, os espanhóis seguem tendo o 3º menor custo entre todos os países da Europa Ocidental.

Ainda que o preço para se manter na Espanha seja superior ao de Portugal, os cursos superiores na Espanha cobram valores menores dos brasileiros.

Outra grande vantagem do país espanhol são as possibilidades de bolsas de estudo. Lá, é possível estudar idiomas sem pagar nada, através de programas como o Bolsas Santander, que oferecem auxílios para quem quer aprender castelhano nas universidades espanholas.

Alemanha

As universidades alemãs estão entre as poucas do mundo que são gratuitas também para estudantes estrangeiros.

A gratuidade vale para cursos de graduação e doutorado, enquanto os cursos de mestrado cobram tarifas dos alunos. Além de cursos gratuitos, a Alemanha tem muitas bolsas para alunos internacionais, o que torna o país uma opção ainda melhor para quem quer economizar.

Ao contrário do que possa parecer, a Alemanha também não tem um custo de vida tão caro quanto a dos demais países europeus. Segundo o Expatistan, os alemães pagam menos do que 61% dos europeus com suas despesas do dia a dia.

Por Joice Silva

O programa Ship For World Youth, promovido pelo governo japonês, seleciona brasileiros para intercâmbio no Japão. Podem participar do processo seletivo pessoas entre 18 a 32 anos. As inscrições devem ser feitas através do endereço eletrônico da CIA de Talentos até a próxima quinta-feira (25).

Nesta edição do programa, as dinâmicas serão em formato híbrido, ou seja, com um mês de discussões online, entre novembro e dezembro de 2022, e duas semanas no Japão, em fevereiro de 2023. A seletiva no Brasil disponibiliza oito vagas e os candidatos serão escolhidos via SWYAA Brasil. 

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Além da idade exigida, os particpantes devem ter nacionalidade brasileira - e viver no território nacional -, ter conhecimento intermediário de inglês; ser comunicativo, estar aberto a novas culturas e cumprir as normas sanitárias japonesas relacionadas à vacinação contra a Covid-19.

De acordo com a organização, o programa cobre despesas como passagens de avião, hospedagem e refeições no Japão, testes de Covid-19 e taxas de emissão de visto. No entanto, é de responsabilidade do participante ter acesso a um computador e conexão de internet para a parte online, assim como, a contratação de seguro de viagem para a estadia no país.

Embarcar em um intercâmbio nos Estados Unidos é uma experiência educacional, pessoal e cultural ímpar para qualquer estudante. O país popularmente conhecido como “Terra das Oportunidades”, abre muitas portas para os intercambistas, como o desenvolvimento da proficiência no inglês, as trocas culturais com os nativos, a adição de valor ao currículo profissional, bem como a facilitação de uma possível imigração.

Contudo, por mais que esse tipo de programa seja altamente recomendado pelo repertório educacional que oferece, existem diversos mitos que podem afastar os estudantes que ainda não conhecem como realmente funciona o seu processo, entre eles, estão duvidas sobre como tirar o visto estudantil, qual o nível de fluência necessário ou mesmo sobre o que falar na hora de ser entrevistado pelo consulado. 

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Para ajudar as pessoas que sonham em realizar essa experiência, o LeiaJá conversou com o advogado da Gondim Law Corp, Marcelo Gondim, que possui experiência nos processos de emissão de green card e vistos americanos. Na entrevista, ele listou uma série de mitos e verdades sobre a realização de intercâmbio nos EUA. Confira: 

É preciso contratar um advogado para tentar o visto de estudante

Mito 

Por mais que a ajuda de um profissional seja sempre bem-vinda, segundo Marcelo Gondim, não há qualquer obrigação de que haja a contratação de um advogado para a solicitação do visto estudantil. “Não é obrigado contratar um advogado para ter um visto de estudante, na verdade é tão simples que muitos estudantes fazem diretamente com o consulado, uma vez que a escola ou universidade te dará o formulário I-20 ”, explica. 

Esse formulário nada mais do que é uma confirmação de que o estudante foi aceito por uma instituição de ensino autorizada pelo Serviço de Naturalização e Cidadania dos EUA e serve para que os estudantes solicitem um visto da Embaixada Americana Local.

Qualquer instituição pode oferecer o visto

Mito

De acordo com o advogado, é importante buscar uma instituição autorizada a realizar esse processo de admissão. “Nem todas as escolas podem oferecer um formulário I-20 para fazer visto de estudantes. É preciso buscar escolas credenciadas com o sistema Servis. Inclusive, a dica é que os estudantes pesquisem sobre quais são as escolas da região que estão cadastradas. No site do Servis também há essa informação.”

Somente ricos conseguem fazer intercâmbio

Mito

Para Marcelo Gondim, essa ideia de que apenas pessoas que possuem condições financeiras mais abastadas podem fazer intercâmbio não é verdade. Contudo, ainda assim, é preciso que o estudante tenha bastante planejamento e uma quantidade de recursos significativa para custear não só o processo de viagem para o país, bem como também a estadia no local.

“Não é só para ricos, mas se a pessoa não tem uma boa condição financeira, muitas vezes, não tem como provar que vai poder estudar nos EUA sem ter que ir atrás de trabalho. Essa insegurança enquanto aos recursos é um grande motivo para o consulado negar o visto dos estudantes” esclarece.

Estudar nos EUA pode abrir portas para um green card no futuro

Verdade

Para quem sonha em um dia residir no país, o advogado ressaltou a importância de seguir passos graduais, e segundo ele o intercâmbio é sim um caminho para se pensar na imigração definitiva, já que possibilita uma maior proficiência no idioma, uma familiarização com os hábitos nativos, bem como a conquistar de uma oportunidade de trabalho, o que seria uma ótima oportunidade para conseguir o visto permanente. 

“Estudar nos EUA pode abrir sim o caminho para o green card porque depois que a pessoa finalizar os estudos em um curso acadêmico, por exemplo, poderá realizar o Optional Practical Training, que é tipo um estágio, que autoriza ao estudantes a trabalharem no país e nesse trabalho você às vezes consegue com que a própria empresa, se quiser lhe contratar,  aplique o green card para você”, explica. 

É preciso ser fluente no inglês para tirar esse tipo de visto

Mito

Saber se comunicar bem no idioma é, sem dúvidas, um dos passos mais fundamentais para quem busca um dia realizar o intercâmbio. Porém, de acordo com Marcelo Gondim, não é preciso ter um alto nível de proficiência. “Não é preciso ser fluente em inglês para aplicar para nenhum visto de imigração, o critério da proficiência em inglês é aplicado apenas para quem busca a naturalização.”

O visto de estudante pode virar um visto de trabalho

Mito

De acordo com o especialista em imigração, não é possível fazer essa transferência. Entretanto, o estudante pode buscar oportunidades nos EUA que possam abrir possibilidade de solicitação do visto de trabalho. Confira o que diz o advogado: 

“O visto de estudante não vai virar o visto de trabalho, mas como eu falei, vai abrir o caminho para você ter um estágio e com esse estágio você pode conseguir com que o empregador ofereça uma oportunidade de emprego que te permita ficar por mais tempo nos EUA.”, informa.

Se eu tiver planos de ficar após os estudos, não devo mencionar na entrevista

Verdade

Por mais que morar nos EUA seja o sonho do intercambista, isso não pode ser mencionado durante o processo de aplicação. “Se a pessoa mencionar na entrevista que tem planos de ficar nos EUA, automaticamente vai ser negado o visto de estudante ou de turista, porque esses vistos não são para quem tem a intenção de imigrar, de ficar no país. São vistos temporários, o estudante tem que demonstrar que entrou para fazer o que tem que fazer e voltar.”

Além disso, Marcelo Gondim ainda destaca que durante a entrevista, o estudante demonstre ao consulado que possui laços e vínculos fortes com o Brasil, como a família, o emprego e outros pontos que deem a entender que ele tem o interesse de voltar para a sua terra natal. 

Existe um prazo para ficar legal no país com o visto de estudante

Verdade

Segundo o advogado, o tempo de estadia pode se estender de acordo com o vínculo com a Instituição de Ensino, porém, ainda assim, o intercambista terá o prazo para retornar ao seu país. “O visto de estudante tem um prazo de quatro anos, mas o status da sua estadia no país pode passar de quatro anos. Não existe tempo determinado, o que vai determinar é o tempo que você estiver ligado a escola e a mesma seguir mantendo o registro válido no Servis.”

Preciso ter um sponsor para estudar nos EUA

Mito

O próprio intercambista pode custear sua estadia, contudo, de acordo com Marcelo, ter um sponsor é uma opção viável. “Não é obrigatório, mas você pode ter um sponsor sim, ele deverá mostrar que tem a condição financeira de disponibilizar o valor total do curso, mais o seu custo de vida nos EUA enquanto estiver estudando. Então, pode ser um sponsor, que não precisa ser um parente, pode ser um amigo ou um empregador, que esteja disponível.”

É difícil tirar o visto de estudante

Mito

Para Marcelo Gondim, não há tantas dificuldades na solicitação do visto estudantil para os EUA, contudo, por haver muitas pessoas que utilizam desse meio para ficar de forma ilegal no país, está aumentando a rigidez para a permissão desse tipo de imigração. 

“Não é difícil em si. Mas está se tornando mais complicado de ser aprovado agora, por conta do número de pessoas usando o visto de estudante para vir para aqui definitivamente,  Então o consulado está alerta em relação a isso e está negando a viagem de bastante pessoas”, explica o advogado. 

Fazer um intercâmbio e estudar fora do país é um sonho que muitos brasileiros compartilham. O que nem todos sabem é que, embora as notas obtidas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) sejam normalmente utilizadas para ingressar em instituições brasileiras, também é possível usá-las para se candidatar a uma universidade em Portugal.

Essa ação é possível desde 2014, devido a uma alteração na legislação portuguesa que permitiu que as universidades criassem processos seletivos para estrangeiros que desejam estudar no país. Atualmente, mais de 50 instituições de ensino superior portuguesas possuem convênio com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira (Inep). 

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Mas após a admissão do candidato, pode surgir uma dúvida: qual o próximo passo? Para ajudar nessa nova etapa, o Leiajá conversou com dois estudantes brasileiros que foram aprovados em instituições portuguesas. 

Higor Cerqueira, de Duque de Caxias (RJ), cursou sua graduação em Produção Cultural e mestrado em Inovação de Produtos e Processos no Instituto Politécnico de Bragança, e foi aprovado recentemente no doutorado em Mídia e Arte Digital na Universidade do Algarve.  

Higor conta que, após sua aprovação, seu primeiro passo foi dar início no processo de emissão do visto. Ele comenta que os candidatos recebem uma carta de aceite da universidade, que funciona como uma reserva de matrícula, e se trata do documento mais importante para solicitação do visto de estudo, chamado título de residência para fins de estudo. 

O carioca chama atenção para as variações e explica a diferença entre os vistos “Existe um título de residência de estudo para fins de longa duração, e existe também a estada temporária. A estada temporária é pra quem vem apenas 6 meses, pra quem vai fazer um intercâmbio. Agora o de longa duração, o título de residência, é pra quem de fato vai fazer uma graduação completa, ou um mestrado, ou um doutorado. Só nesse visto de título de residência de longa duração que as pessoas têm direito do reagrupamento familiar, o direito de trabalhar enquanto estuda, a estada temporária não assegura esses benefícios.” 

No tocante à moradia, Higor declara que muitos estudantes encontram uma residência através de grupos no facebook, onde pessoas de várias cidades de Portugal divulgam casas disponíveis para aluguel, ou até mesmo as empreas imobiliárias. No entanto, ele alerta sobre a importância do cuidado na negociação virtual, e fala de um serviço chamado Relocation, que é contratado para gerenciar esse processo.  

Higor ainda fala do projeto que desenvolveu chamado 'Estude em Portugal', que tem como objetivo identificar as necessidades, levar informações e direcionar o estudante para um local do país levando em consideração o perfil de cada um.

Já Bruna Luiza Perrenoud Chagas, de Guaratinguetá (SP), foi aprovada em Arquitetura pela Universidade de Porto, em abril deste ano. Antes disso, estudante havia sido aprovada na Universidade Estadual Paulista em Franca (Unesp) e na Universidade Presbiteriana Mackenzie, ambas em São Paulo, mas optou por seguir carreira acadêmica na faculdade portuguesa.   

 Logo após a aprovação, Bruna também iniciou o processo de visto, que é expedido pela empresa VSF Global (sigla para Visa Facilitation Services Global). Segundo Bruna, ela levou cerca de 1 mês para reunir todos os documentos que precisava, que podiam ser entregues presencialmente ou virtualmente. Entre eles, ela destacou o passaporte; o certificado de registro criminal, que deve ser apostilado para ter validade em outros países; e o seguro de viagem ou o PB4 – que é certificado que garante o direito a assistência médica em Portugal.  

Em relação ao custo dos estudos, a paulista declara que um dos motivos que a motivou a escolher a Universidade do Porto, foi a descoberta de um programa direcionado para todos os falantes da língua portuguesa, que ganham 50% de desconto nas mensalidades.

 Bruna relata que houve dificuldade em encontrar uma moradia, devido aos preços elevados. No entanto, ela conseguiu uma moradia estudantil próximo à universidade. De acordo com ela, todos os passos foram resolvidos do Brasil, com a ajuda de estudantes brasileiros que já fazem o intercâmbio e compartilham muitas dicas por meio das redes sociais.

A discente acrescenta: “Acho que vale a pena pesquisar bastante, entrar em contato com quem já está lá, pedir as dicas. Por exemplo, para minha candidatura foi preciso a nota do enem e um portfólio de arquitetura, aí nesse portfólio eu tive ajuda de duas estudantes brasileiras que já fazem arquitetura lá.”

A Comissão Fullbright no Brasil está ofertando mais de 80 bolsas de estudo através de 12 programas de Universidades dos Estados Unidos para brasileiros que possuem doutorado ou estão matriculados no doutorado no Brasil. 

Os benefícios incluem auxílio instalação, passagem, auxílio instalação, bolsa para cobrir as despesas de moradia, manutenção do visto, seguro saúde para acidentes e doenças, entre outros.

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Os programas disponíveis são: 

Doutorado Sanduíche: serão disponibilizadas 30 bolsas em todas as áreas do conhecimento para brasileiros desenvolverem parte de suas pesquisas nos EUA.  

Cátedra em Saúde Pública: bolsas para professores/pesquisadores realizarem pesquisa e ministrarem aulas na área de saúde pública na Universidade da Califórnia, em San Diego. 

Cátedra em Saúde Global: bolsas de ensino e pesquisa na área de saúde global para professores e pesquisadores, na Universidade Rutgers. 

Professor e pesquisador visitante: 10 bolsas de ensino e/ou pesquisa para professores e pesquisadores de todas as áreas, com mais de 7 anos de PHD. 

Professor e pesquisador visitante Júnior: 10 bolsas de ensino e/ou pesquisa para professores e pesquisadores de instituições de ensino, com menos de 7 anos de PHD. 

Cátedra em Pesquisa e ensino nas áreas STEM: bolsa para realizar ensino e pesquisa nas áreas de ciência, Tecnologia, Engenharias e Matemática na Universidade da California, Davis. 

Cátedra em Pesquisa e Ensino: bolsa para docência e pesquisa na Universidade Emory, podendo englobar áreas como humanidades; ciência; ciências sociais; artes; direito; biomedicina; saúde pública; enfermagem e administração.  

FLTA: bolsas para jovens professores de inglês/ português serem assistentes de ensino do português como segunda língua em universidades americanas. 

Cátedra em Estudos Interdisciplinares: bolsa para docência e pesquisa em Economia Agrícola na Universidade de Purdue, com abordagens interdisciplinares. 

Cátedra em Ciência de materiais e Nanoengenharia: bolsas na Universidade Rice destinadas a professores e pesquisadores com experiência comprovada, incluindo nas áreas de física e química de materiais. 

Cátedra Centro de câncer: bolsa para estudo no centro de tratamento e pesquisa do câncer M.D Anderson, na Universidade do Texas. 

Cátedra em Artes, Ciências Humanas e sociais: a oportunidade é direcionada a professores e pesquisadores com experiência comprovada, que deverão realizar pesquisa e/ou lecionar uma disciplina para pós-graduação ou graduação avançada na Universidade de Yale.  

As inscrições podem ser feitas através do site da Fullbright Brasil até o dia 1 de agosto. As informações dos requisitos para participação podem ser encontradas nos editais de cada programa.

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