Carreiras

| Intercâmbio

A agência Montréal International, em parceria com o governo da Província de Quebec, no Canadá, organiza a Journée Québec Tech, evento de recrutamento virtual, aberto até o dia 13 de junho. A seleção é voltada para profissionais brasileiros das áreas de Tecnologia da Informação (TI) e outras relacionadas.

A chamada para a etapa de entrevistas será realizada do dia 14 ao 23 deste mês. No total, são 197 oportunidades em diversas empresas, e os candidatos precisam apenas realizar um cadastro no site do evento e enviar o currículo atualizado em francês ou em inglês, se a empresa pedir.

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Os requisitos mínimos exigidos na seleção são possuir três anos ou mais de experiência em TI, e falar francês e/ou inglês. O recrutamento é virtual, no entanto, os selecionados deverão se mudar para a Grande Montreal para exercer a função de forma presencial.

Entre os cargos disponíveis estão desenvolvedores fullstack, front-end e back-end) para as seguintes tecnologias: Java / .NET / C# /Javascript / C++ Analistas de negócios em TI, entre outras. Os profissionais indicados receberão todo o suporte relacionado aos trâmites para autorização de trabalho em Montreal.

A Comissão Fulbright no Brasil, entidade promotora de intercâmbios educacionais, está selecionando brasileiros recém-formados para bolsas de estudos nos Estados Unidos. Podem participar da disputa profissionais de letras, roteiristas, estudantes de doutorados, professores universitários e pesquisadores.

De acordo com a instituição, são oferecidas 100 bolsas em 11 programas universitários norte-americanos. Doutorado sanduíche, bolsa para ensinar português e professor pesquisador são algumas opções de intercâmbio.

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Além do processo de inscrição, os participantes serão submetidos à análise curricular. Segundo a Comissão Fulbright, os selecionados terão vários custos cobertos, entre eles seguro saúde, despesas de passagem aérea, manutenção nos Estados Unidos e visto.

As inscrições podem ser feitas, pelo site da iniciativa, até 1º de agosto, sem a necessidade de taxa de participação. No mesmo endereço virtual há outras informações sobre as bolsas de estudo.

A Inglaterra, além de palco de muitas guerras, serviu de cenário para várias narrativas como a saga de filmes Harry Potter, além de séries famosas como The Crown e The Tudors, que narram a história da família real País de monarquia parlamentarista e clima temperado oceânico, com presença de chuvas quase todo ano, a nação pode causar uma impressão “fria”, a princípio. Segundo o site de promoções de passagem aéreas 'Melhores Destinos', a Inglaterra é um dos destinos mais visitados e procurados entre os brasileiros.

É esse País que vamos conhecer neste domingo (6), na série ‘Pós-pandemia: planejando a viagem dos sonhos’, do LeiaJá. Integrante do Reino Unido, a terra da Rainha Elizabeth ll consegue reunir história, paisagens naturais e arquitetura clássica com grandes centros modernos.

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Maria Carolina Lira, estudante brasileira de arquiteta e urbanismo, fez intercâmbio na cidade de Newcastle e apontou esse mix arquitetônico como um dos pontos que encantam no País: “Eles respeitam a história deles! Eu morei numa casa de mais de 100 anos, e é interessante que Newcastle não foi afetada na segunda guerra, então tem casas muito antigas”. afirma. Maria Carolina relembra que apesar de serem muito reservados, os ingleses são extremamente educados: “Newcastle é uma cidade universitária, mas apesar de ter muitos jovens, os vizinhos são bastante na sua e todo mundo é muito correto. Talvez isso confira a eles uma imagem mais fria, mas eles são extremamente educados”, aponta.

Maria Carolina na London Eye. Foto: Arquivo pessoal

A estudante ainda reforça que a famosa “pontualidade britânica” é real. “Uma vez, um amigo me pediu desculpas porque iria se atrasar, quando fui vê, o atraso foi de 10 minutos”, relembra. A intercambista aproveitou sua estadia para conhecer outras cidades, como a agitada Londres. Segundo Carolina, sua imersão na cultura foi importante para sua experiência. “Fui com a cabeça de querer imergir na cultura deles. Morei com uma família que sou amiga até hoje. Participei de datas importantes, como o Natal, onde todos celebram de pijama. No dia seguinte acontece o 'Boxing Day', onde há várias promoções, e é engraçado vê todo mundo de pijama comprando no dia seguinte”, recorda, sorrindo.

Taynon Santana, turismólogo e consultor da WA Intercâmbio, afirma que o diferencial do País é a sua qualidade de ensino e a possibilidade de brasileiros estudarem até 180 dias sem precisar de visto: “Estudar na Inglaterra é certo de estar no lugar com mais de dez das 100 melhores universidades do mundo. Não é brincadeira, o ensino de alto nível encontrado no intercâmbio, atrelado ao certificado internacional que você ganhará em cerimônia, te prepara fortemente para o mercado e vida acadêmica. As escolas se concentram em sua maioria nos centro das cidades”, afirma.

“Normalmente, as cidades mais procuradas são Londres, Manchester, Liverpool, Cambridge, Oxford, Brighton, Bristol, até mesmo Torbay, uma cidade do interior com uma cultura bem raiz inglesa, entre outras opções. Por ser um país independente, a Inglaterra decidiu dar aos brasileiros a possibilidade de estudar não só 90 dias sem visto, mas 180 dias. Isso é um grande diferencial, até porque você só precisará se matricular em uma escola, ter o passaporte, comprar a passagem e arrumar as malas parar se encontrar com a rainha”, completa o turismólogo.

Taynon aponta outros motivos pelos quais você deve considerar a Inglaterra como seu destino de intercâmbio: “Aqueles que curtem a história do país, certamente não deixarão de investir no intercâmbio lá, é algo muito forte, principalmente pela sua forma de governo e dinâmica, sem falar dos seus atrativos, mundialmente conhecidos, como London Eye, Tower Bridge e Big Ben, em Londres. Quando pensamos em clima, as pessoas que desejam pegar um clima mais ameno o ano inteiro".

Big Ben, na Inglaterra. Foto: Pixabay

“Quem deseja fazer sua eurotrip, coloca a Inglaterra no topo da lista, já que usando avião, trem e ônibus, você conhecerá vários países e aumentará o histórico de viagem, isso deixa qualquer pessoa mais forte para aplicar para algum outro país que precise de visto” completa o turismólogo.

Investimentos

A dúvida que vem à cabeça de muitos estudantes quando já estão convencidos que a Inglaterra é um excelente destino são os custos. “Normalmente, você encontrará valores de pacotes bem próximos a R$ 12 mil para ficar quatro semanas com curso de 15 horas semanais e acomodação em residência estudantil. As opções em casa de família também existem e são a preferência e regra para quem é menor de idade. Os valores dependem da cidade e das promoções que são lançadas com frequência, vale a pena ficar de olho nas ofertas, até mesmo para programa de High School, Summer ou Winter Camp e programas específicos”, aconselha Taynon.

Visto

Com relação ao visto, a boa notícia é que brasileiros não precisam de visto e podem optar por trabalhar. O consultor orienta: “Terá que aplicar para visto aqui no Brasil com oferta de emprego. Aqueles que optam por fazer universidade, terá o diferencial da permissão de trabalho e todo trâmite deve ser feito aqui também”.

Covid-19

A Inglaterra já abriu as portas para receber estrangeiros, contudo, algumas medidas devem ser tomadas: apresentar o teste para Covid (PCR) negativo, sendo ele realizado nas 72 horas antes da viagem; informar toda a sua rota de viagem com detalhes e contato quando chegar no país; ficar hospedado em hotel recomendado pelo governo britânico nos primeiros dez dias se estiver chegando do Brasil ou de algum outro país da lista vermelha, ou estar por dez dias em auto-isolamento onde irá residir; realizar dois testes de Covid-19 durante o período de dez dias depois da chegar à Inglaterra.

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--> Intercâmbio no México: veja como se preparar

Com uma população de mais de 126 milhões de pessoas, de acordo com o Instituto Nacional de Estadística y Geografía (INEGI), o México pode ser uma boa opção de intercâmbio e também para aperfeiçoar o idioma espanhol. O LeiaJá traz, neste domingo (30), mais uma reportagem da série "Pós-pandemia: planejando a viagem dos sonhos", para te ajudar a entender melhor as vantagens de fazer uma viagem ao País.

Sob o comando do presidente Andrés Manuel Lópes Obrador, o México possui 299 entidades governamentais, 146 embaixadas e consulados. Atualmente consultora de Recursos Humanos (RH) da Ford, Joana Sifuentes, 27, relembra o intercâmbio profissional que ela fez para o país. “O meu intercâmbio durou aqui um ano e meio, eu vim para trabalhar na parte de consultoria de risco da PWC, que é uma empresa de consultoria internacional, também eu vim com a AIESEC (organização internacional de estudantes que permite a estes o seu desenvolvimento pessoal e profissional por meio de intercâmbio, entre outros programas). Eu tinha acabado de terminar um intercâmbio profissional na Índia, voltei para o Brasil e em dois meses eu já tinha oferta para vir aqui para o México", recorda.

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"Fiquei um ano e meio como trainee e depois eu fui efetivada”, explica ela, que chegou no País em outubro de 2016. Sobre o que despertou o seu interesse em fazer intercâmbio no México, Joana revela que foi o desejo de aprimorar o espanhol. “Eu realmente queria fazer intercâmbio em um país da América Latina, principalmente para melhorar meu espanhol, eu já falava, mas eu queria aprimorá-lo", explica.

Em relação aos pontos positivos em fazer um intercâmbio e morar no México, Sifuentes destaca: “Acho que fazer intercâmbio é positivo independente do lugar, eu acho que é uma experiência de vida gigantesca, você vai literalmente ralar para caramba, mas vai aprender a se virar. É um processo de independência gigantesco de autossuficiência, no sentido financeiro, no sentido emocional, enfim, é um aprendizado contínuo, gigantesco, diversos desafios, acho que é uma experiência que indico completamente e que é transformadora”, comenta ela.

“Morar no México, em certos aspectos, lembra muito o Brasil, mas nesse momento, inclusive com o agravamento da pandemia e no sentido econômico, é um país que está muito mais estável que o Brasil, então tem essa vantagem, no quesito oferta de trabalho aqui está muito mais atrativo", opina Joana.

Morando há quase cinco anos no México, Joana também tem elogios à cultura mexicana. “É riquíssima, muito diversa também, um país que, antes da colonização da América, tinha diversas etnias já presentes, diversas culturas, eles tinham os povos originais aqui do México, eles tinham um nível muito avançado de civilizações, então eles tinham diversas construções, pirâmides, ruínas pelo país inteiro. Nesse sentido, ele é muito rico culturalmente", conclui.

A respeito de como deve ser a preparação financeira de quem deseja fazer intercâmbio no México, o diretor financeiro da WE Intercâmbio, Guilherme Borges, explica que é necessário que o estudante pesquise acerca de custos com as necessidades que ele terá no lugar em que deseja estudar. “O estudante deve procurar pesquisar sobre o custo de vida da cidade que ele pretende fazer o intercâmbio e se preparar financeiramente para a moradia, alimentação e despesas diárias (transporte, passeios, etc), além do custo com o curso que ele irá fazer”, alerta.

“O ideal é começar a planejar hoje! O máximo de antecedência possível para organizar a viagem irá proporcionar tempo e tranquilidade para deixar tudo pronto e conseguir até mesmo flexibilidade em relação a valores (variação de câmbio, sazonalidade, etc). Caso o estudante planeje passar mais de 90 dias no País, será necessário aplicar para o visto de estudante. Nesse caso, indicamos um mínimo de três meses de antecedência até a viagem. A melhor forma de planejar é procurando uma agência competente, que ofereça assessoria completa pré, durante e pós viagem”, acrescenta.

Palacio de Bellas Artes, localizado na Cidade do México. Foto: Pixabay

Acerca de quais são os programas de intercâmbio mais procurados para o país, Guilherme informa que, entre outros, os cursos mais procurados por estudantes são os de graduação e pós-graduação. “O México possui excelentes instituições de ensino reconhecidas internacionalmente e um fator que facilita é que algumas universidades brasileiras têm vínculo com instituições mexicanas”, pontua o diretor financeiro, explicando, ainda, que não é autorizado trabalhar no País com visto de estudante.

Em relação à duração e quanto custam programas de intercâmbio para o México, Borges informa: “Um orçamento de quatro semanas, apenas o curso sai por R$ 4.269,00. Já um de 12 semanas (aproximadamente três meses), sai por R$ 11.200,00. Ambas as cotações seriam para programas que não exigiriam o visto de estudo”.

Borges fala, ainda, sobre os impactos da pandemia da Covid-19 no setor de intercâmbio no país. “Assim como em qualquer lugar do mundo, os impactos da pandemia envolvem vários aspectos, dentre os quais podemos citar a questão do fechamento das fronteiras internacionalmente, cancelamento de voos e grande quantidade de requisitos exigidos aos viajantes, o que trouxe grandes impactos ao setor de viagens e turismo, além de toda a questão psicológica do medo da contaminação, o que faz com que as pessoas evitem viagens que possam ser adiadas durante esse tempo”, comenta o diretor financeiro da WE Intercâmbio.

No que diz respeito às restrições impostas pelo país por causa da Covid-19, principalmente em relação à entrada de estrangeiros para trabalhar ou estudar, Guilherme conta que o México vem flexibilizando o ingresso de viajantes em seu território. “Apesar de estar no top 10 países mais atingidos pelo vírus no mundo, o México tem flexibilizado a entrada de estrangeiros tendo como exigência para a entrada atualmente apenas o preenchimento de um formulário de identificação de fatores de risco”, finaliza.

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Com figurinos elaborados, danças coreografadas e músicas que ficam na cabeça, o K-pop (música popular coreana) tem ganhado espaço no Brasil e em outros países. A aposta de exportar artistas no ramo musical, inclusive, é uma estratégia do governo coreano para divulgar e popularizar sua cultura.

Graças ao K-pop e doramas (novelas coreanas), a onda “Hallyu”, o mundo tem abraçado esse país do leste da Ásia. A Coreia do Sul, hoje, é um dos países mais seguros, com melhor infraestrutra e detentor da internet mais rápida mundo. Seul, sua capital, consegue casar perfeitamente a arquitetura moderna e os palácios tradicionais onde antes moravam os nobres durante as dinastias. É esse país tão curioso que vamos conhecer na série "Pós-pandemia: planejando a viagem dos sonhos", do LeiaJá.

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Palácio de Changdeokgung em Seul. Foto: Korea Tourism Organization

Quem visita a Coreia do Sul hoje não imagina que o país ficou arrasado após a Guerra da Coreias que ocorreu entre 1950 e 1953. A vizinha do Norte levou as riquezas deixando a parte do Sul destruída. Além da guerra dentro da península coreana, a Coreia sofreu invasões do Japão.

A grande reviravolta da Coreia do Su  foi quando o país passou a investir em educação. Com um ensino de referência e um PIB (produto interno bruto) que cresce anualmente, tendo diminuído um pouco devido à pandemia do Covid-19, segundo dados da Country Economy, a Coreia do Sul, atualmente, só lembra o passado desastroso por meio dos museus.

Coreia do Sul no pós guerra | Foto: Luciano Carneiro/Acervo Instituto Moreira Salles

Jessica Schmitz, designer, foi uma das pessoas que se encantou pelo país ao conhecê-lo pela onda “Hallyu”. Ao participar de eventos de cultura asiática, o interesse pela nação aumentou de forma que, há época estudante de design, resolveu participar do programa Ciência Sem Fronteiras. A experiência durante a estadia foi tão positiva que Jessica buscou meios de voltar a morar na Coreia.

“O Ciências sem Fronteiras terminou depois de um ano, voltei ao Brasil, estudei e trabalhei, e depois consegui voltar para a Coreia para fazer o curso de coreano. Depois eu ingressei em uma bolsa de mestrado do governo coreano, chamado GKS, e consegui concluir meu mestrado”, conta Jessica ao LeiaJá.

Segundo a designer, um ponto positivo da sua experiência foi a segurança que o país tem, porém, nem tudo são flores. A Coreia é um país bastante exigente no quesito trabalho e estudo: “A segurança pública é incrível. Com relação à cultura, você tem que ter muito respeito pelas pessoas, o que às vezes faz com você tenha muito cuidado ao falar, mas ao mesmo tempo cria um ambiente legal, mais harmônico e de respeito”, aponta.

Jessica usando o “Hanbok” traje típico coreano. Foto: arquivo pessoal

Quando se trata de dificuldades, Jessica aponta a língua em primeiro lugar. Ela também conta que existe uma exigente jornada de trabalho. “A cultura do trabalho é bem mais intensa que a do Brasil. Não tem muitas férias ou feriados, a gente tem nossos direitos, mas a jornada é bem maior. Só tem 15 dias de férias e, se ficar doente, tira dos dias de férias”, explica.

A designer aconselha aqueles que também desejam realizar um intercâmbio no país: “Aprenda a base da língua coreana. Principalmente se você não tiver muito dinheiro. Se você tiver condições, pode vir com uma agência e aprender o coreano aqui, mas se você quer conseguir uma bolsa, o nível de coreano vai fazer toda a diferença” aconselha.

A Coreia do Sul é um país em que não houve miscigenação e portanto, praticamente toda a população pertence a uma mesma etnia, ainda que, o País esteja cada vez mais aberto a estrangeiros. "O coreano na rua, às vezes, vai te olhar estranho porque você é estrangeiro. Mas você tem que pensar que ele mão te odeia ou pensa algo de ruim, é apenas porque você é diferente. Você está chegando na cultura deles e deve se adaptar", orienta a intercambista.

César Tabosa, professor de inglês e coreano, também foi para a Coreia do Sul pelo Ciências Sem Fronteiras. Na época, o professor cursava biomedicina e estudava genética, e visava um destino que tivesse um bom desenvolvimento em sua área profissional. Segundo César, a escolha pelo país asiático se deu pois as universidades aceitavam o idioma inglês.

O professor diz que a experiência trouxe hábitos que mudaram sua vida: “Eu era muito novo e a parte da disciplina e respeito me marcou muito. Eu costumava me atrasar e hoje em dia eu sou uma pessoa extremamente pontual. A ideia que educação muda é muito forte. Antes, a Coreia era comparada com o Brasil no pós-guerra e ela cresceu muito por causa da educação”, relembra.

César brinca que a comida foi um barreira, pois a culinária coreana é muito apimentada. O conselho que o professor dá é: “Entenda que você não está em casa, você tem que dançar conforme a música do outro, não vá esperando que vai comer arroz com feijão, não vá esperando tratar as pessoas como você trata aqui no Brasil. Vá com a cabeça aberta, não queira comer cuscuz, vá experimentar um burgogui (churrasco coreano)” reforça César.

Kimchi, comida típica coreana, e César ao final do programa. Fotos: arquivo pessoal

A World Study, agência que conta com programas de intercâmbio para a Coreia do Sul, aponta que um programa de duração de quatro semanas com curso, acomodação, transfer, material e guia fica em torno de U$ 3.590. As passagens áreas costumam variar de R$ 3 mil até R$ 5 mil ou mais, a depender do período.

Outra opção é tentar ingressar em bolsas. A National Institute for Internacional Education (NIIED), via embaixada da Coreia do Sul no Brasil, oferece as bolsas Global Korea Scholarship (GKS, antigo KGPS).

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--> Espanha: saiba como preparar sua viagem de intercâmbio

A Espanha é um dos destinos preferidos dos estudantes na hora de fazer um intercâmbio. O país oferece vários pontos turísticos incríveis, como o Templo Expiatório da Sagrada Família, Alhambra, Mesquita de Córdoba, as praias da Costa do Sol, em Málaga, entre outros.

A nação, inclusive, é o destaque desta semana na série 'Pós-pandemia: planejando a viagem dos sonhos', produzida pelo LeiaJá. Viver a experiência de um intercâmbio é enriquecedor. Mas, manter esse sonho pós-pandemia é um ato de resistência. Alguns países, por causa deste período pandêmico da Covid-19, endureceram as normas para a entrada de estrangeiros e fecharam suas fronteiras para os visitantes, como no caso da Espanha.

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O País perdeu, desde o início da pandemia da Covid-19, em meados de março do ano passado, mais de 79 mil vidas. O pico de contaminação chegou a 107.053 casos em menos de 24 horas. Desde então, os números vêm caindo por causa das medidas restritivas e da vacinação.

De acordo com Maura Leão, presidente da Belta - Associação das Agências de Intercâmbio, quem deseja fazer um intercâmbio para a Espanha, neste momento, precisa seguir algumas restrições. “É necessário apresentar a prova de um teste de PCR negativo para a Covid-19, efetuado nas 72 horas anteriores à sua partida, e realizar quarentena obrigatória de dez dias, ou sete dias se apresentar um PCR negativo, além de preencher uma declaração de saúde”, explica.

Segundo a presidente da Associação, apenas os cursos de ensino superior com o visto de estudante continuam a ser vendidos para a Espanha. “Os cursos de espanhol de pequena duração não estão permitidos por tempo indeterminado”, esclarece. Após a pandemia, a Espanha pode ser um bom destino O país, que integra a União Europeia, chegou a estar, em 2018, conforme os dados da Belta, em segundo lugar no ranking de nações que mais recebem turistas no mundo. Ainda segundo a entidade, a Espanha é “a escolha certa para quem busca estudar a língua espanhola em seu berço, na terra de Miguel de Cervantes, autor de Dom Quixote”.

“Muitas escolas oferecem programas nos quais a aprendizagem da língua está atrelada a algum outro curso com temperos espanhóis, como a gastronomia, a enologia e até mesmo o surfe”, explana Laura.

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Ao LeiaJá, a brasileira Isabella Nascimento Gomes, que cursou odontologia na Universidad del País Vasco, em Basco, pelo Ciência sem Fronteiras, no ano de 2014, diz que a experiência de intercâmbio foi enriquecedora. "Pude aprender muito e fiz amizades que levarei para toda a vida", revela. A dentista, que voltou ao Brasil em 2015 para terminar a faculdade, comenta que rapidamente quis voltar a morar em solo espanhol. “Decidi vir morar aqui [na Espanha] pela qualidade de vida que se tem e pelas expectativas a longo prazo que, no Brasil, na minha profissão, estava cada vez mais difícil”, conta.

Isabella Nascimento Gomes em Basco, na Espanha. Foto: Arquivo pessoal

A doutorando brasileira Patrícia Marques, que mora na cidade de Granada, em Andaluzia, pontua as diversas qualidades de estar em um intercâmbio no País: "Está sendo um sonho. O lugar possui uma excelente qualidade de vida, segurança, uma enorme gama de atrações históricas e turísticas, além de um custo de vida baixo".

Ela ainda comenta: "Eu já conhecia algumas cidades espanholas por conta da minha investigação durante o mestrado. Contudo, vim morar em Granada, por pelo menos três anos, sem antes tê-la visitado, e posso afirmar que fiz uma excelente escolha". Os locais mais procurados na Espanha para fazer intercâmbio são Barcelona e Madrid.

Patrícia Marques reside em Granada. Foto: Arquivo pessoal

Segundo Jayce Cruz, consultora da agência WE Intercâmbio, cada cidade tem uma característica diferente que vai de acordo com as preferências e a adaptação de cada intercambista. Ela listou, ao LeiaJá, o que os brasileiros poderão encontrar em cada cidade. Confira:

Madrid

“Madrid é bastante procurada por brasileiros principalmente pela adaptação do clima e chama a atenção também por ser uma das principais cidades da Espanha. O transporte público de lá é show e isso agrada bastante os intercambistas, tendo em vista que transporte público é o meio mais usado por eles”.

Barcelona

“Barcelona também é bastante procurada por ter demasiadas opções de entretenimento, lazer e etc. Muitos pubs, teatros e centros culturais, como também muitas oportunidades na área acadêmica”.

Salamanca

“Uma das cidades bastante procuradas é Salamanca porque lá se encontram as melhores instituições de ensino da Espanha. E por ser uma cidade mais calma e menos populosa, agrada bastante os estudantes também. Um dos pontos que mais chama atenção é que lá a língua é bastante respeitada e não sofre muitas variações e isso ajuda no entendimento e na comunicação, assim como no aprendizado”. 

Valência

“Valência também é uma ótima opção, a população é extremamente acolhedora e o clima é muito harmonioso. Sem contar que tem praias à disposição, caso queiram um lazer. É uma cidade referência no ensino da língua espanhola”.

Planeje a viagem dos sonhos

Não importa o tamanho da viagem, o tempo ou a experiência que deseja viver, a Espanha deixará muitos intercambistas encantados. Por isso, segundo a consultora Jayce Cruz, quem deseja fazer um intercâmbio precisa se planejar. “É recomendado que o planejamento se inicie cerca de seis meses antes do embarque, para concluir com tranquilidade o processo de documentação e visto adequado de estudo e trabalho, levando em consideração também seus gastos. É essencial ter um bom planejamento para obter um programa bem-sucedido”, explica.

A consultora ainda dá dicas de como se preparar para estudar ou trabalhar na Espanha: “Para iniciar o processo é necessário contratar um curso que possibilite a aplicação do visto de estudante. Para esta aplicação, o estudante precisa se inscrever em um curso de 20 aulas semanais de espanhol pelo período de cinco a seis meses, e solicitar, junto ao consulado da Espanha no Brasil, o visto de estudante, mediante comprovação de renda. É necessário também ter uma média de EUR 594,90 por mês de permanência como comprovação financeira no momento da aplicação”.

Ela complementa: “O visto deve ser solicitado pessoalmente onde você reside legalmente. No momento da apresentação da solicitação de visto, você deverá pagar uma taxa estabelecida de EUR 60, em geral”.

Há diversos programas de intercâmbio, os mais procurados, segundo a consultora de viagens, são os programas de longa duração, a partir de seis meses, que dão permissão para trabalhar. “Você pode optar por um programa de seis, nove ou 12 meses de duração e os custos podem variar entre EUR 2.660 e EUR 4 mil, a depender do tempo escolhido. Um detalhe bem bacana a respeito desses programas é que para cada opção existe um período de férias definido, que vai de quatro a oito semanas, e durante o período de férias, o estudante pode trabalhar o dobro de horas”, conclui.

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--> Estados Unidos: saiba como planejar sua viagem

A segunda edição da Feira Cultural da Francofonia será realizada no próximo sábado (15), no horário das 9h às 14h30, de maneira remota. Organizado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), o evento debaterá a cultura, os hábitos e oportunidades de estudo e trabalho em países que desenvolvem o cultura e o idioma francês.

Gratuita, a feira contará, em sua programação, com exposições, jogos, exibição de filmes e bate-papos. Os interessados podem se inscrever gratuitamente pela internet.

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Outros detalhes sobre o evento podem ser obtidos por meio do telefone 0800-081-1688. Veja, a seguir, a programação completa: I

Foire Culturelle de la Francophonie | Senac Pernambuco

Data: sábado, 15 de maio;

Horário: 9h às 14h30;

Inscrições

Informações: 0800.081.1688, (81) 3413.6728/6729/6730/6716

Programação: 9h às 10h – Ateliê de Estudos de Francês para Estudantes e não Estudantes 10h às 11h30 – “Estudar e trabalhar no Québec: um panorama do ensino superior e dos processos de recrutamento”

11h30 – Les Clichés – bate-papo sobre culturas, diferenças e adaptações culturais 12h30 – Almoço 13h30 – Conversa sobre o visto Vacances/Travail

Estátua da Liberdade, Ponte do Brooklin, Hollywood, Disney, Universal, NASA, Madame Tussauds. Não faltam pontos turísticos espalhados por muitos destinos nos Estados Unidos. A cultura americana também é forte, seja por filmes, música e até no vocabulário do Brasil.

Pela pluralidade de destinos dentro dos Estados Unidos, fica difícil para um intercambista escolher um só. A nação americana é o destaque desta semana da série 'Pós-pandemia: planejando a viagem dos sonhos', produzida pelo LeiaJá

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Segundo Marcela Bahia, sócia da SM Intercâmbio, as cidades mais procuradas são Los Angeles e San Diego, na Califórnia, e Orlando, na Flórida. “Califórnia por ter muitos atrativos para jovens e pontos turísticos famosos e praias com paisagens belíssimas. Além de serem destinos que aliam muito bem paisagens naturais com cidades grandes e vibrantes. Orlando por valores mais acessíveis, alternativas de acomodação com familiares que moram na região e vontade de visitar a Disney. Porém, não recomendamos muito essa opção por não gerar uma boa imersão no idioma”, explica Marcela.

Nova Iorque também está entre as cidades mais procuradas. Ítalo Juan, graduando em engenharia e gerente de vendas, por sua vez, escolheu a cidade de Orlando como seu destino. Ítalo diz que já havia conhecido a cidade em uma viagem anterior e se identificou com o estilo do local, por causa dos parques e praias.

O graduando em engenharia optou por estudar em um college americano, que funciona como uma pré-faculdade por dois anos: “Eu morei bem perto da faculdade, o que foi ótimo, pois podia ir de skate, a experiência foi ‘massa’. Minha turma era pequena, tinha 12 pessoas na sala e todos de um país diferente”.

Ítalo diz que não esperava que a experiência de aprender o idioma no país de origem fosse tão diferente de aprender no Brasil: “Você está naquele desespero de falar, porque é a única forma de te entenderem. Na escola, além das provas e do professor nativo, eles tinham o cuidado de ter certeza que você nunca sentaria com alguém do mesmo idioma que o seu. Aliar o estudo à diversão foi uma das melhores coisas. Nessa escola, tínhamos passeios a cada 15 dias que poderia ser na Disney, em livrarias, museus e até em uma fábrica de chocolateria. Eles ainda faziam dinâmicas nos encontros como dar uma lista para que você encontrasse os objetivos lá” relembra Ítalo.

Para o graduando em engenharia, o ponto alto da experiência é o networking. “Mantenho contato com os amigos que fiz até hoje pelas redes sócias. É muito bom porque além de poder praticar daqui do Brasil, eu tenho onde me hospedar quando visitá-los”, diz.

Os Estados Unidos é referência em educação internacional e também é o país mais completo em termos de atrações turísticas e opções em todos os estados. A sócia da SM intercâmbio, Marcela Bahia, aponta as vantagens: “vantagens competitivas educacionais eu com certeza destaco as diversas opções de High School Públicos e privados (estudantes internacionais sempre pagam). No High School, por exemplo, os Estados Unidos conta com o programa J-1 Público, no qual o governo americano subsidia parte do programa de estudantes internacionais, e estes se hospedam em casas de família voluntárias. É um programa que chega a 50% a menos que outros, mas os estudantes não podem escolher o distrito escolar e cidade onde vão estudar”.

Estátua da Liberdade é um dos principais símbolos americanos. Foto: Pixabay

Taynon Santana, turismólogo e consultor da WA Intercâmbio, acrescenta: “O estudante poderá contar com inúmeros programas para desenvolver o inglês para comunicação dentro e fora do âmbito profissional. Isso abrirá portas para quem sabe o estudante ir ficando de vez nos Estados Unidos. Existem inúmeras promoções durante o ano inteiro para os brasileiros irem para lá, dessa forma você aproveita até mesmo compras em Miami, por exemplo, e ainda faz intercâmbio ou vai pra Orlando e aproveita para conhecer a Disneyland. Um grande diferencial é o acordo que existe entre EUA e Canadá, em que qualquer brasileiro que tenha o visto B2, ou seja, o de turismo, poderá entrar no Canadá somente como uma autorização eletrônica chamada ETA (Eletronic Travel Authorization) no valor de 7 CAD, facilmente retirada no site do governo canadense".

Santana continua: "O processo dura dez minutos e só precisa do passaporte com o visto americano impresso, além de um cartão de crédito internacional. Nos Estados Unidos, você tem uma fácil locomoção de transporte público e até mesmo com carro alugado com facilidade e usado”.

. Taynon Santana descreve a média de preço para quem sonha em ir aos Estados Unidos. “O aluno que deseja realizar o sonho americano com preferência em desenvolver o sotaque mais desejado do mundo pode aproveitar promoções de pacotes de intercâmbio que sempre são lançadas, bem como as passagens de ida e volta, dentro de um valor de R$ 2.500, em média. São valores altamente diferenciados quando comparado a outros destinos”, explica.

Segundo Marcela Bahia, muitos intercambistas buscam um ensino superior diferenciado. “O perfil de quem vai estudar nos Estados Unidos é de quem busca qualidade, excelência e status. As melhores e mais famosas universidades do mundo encontram-se lá, como Harvard, MIT, Stanford, UCLA, FIU”, destaca.

Os valores vão de acordo com tempo de programa, local escolhido, acomodação, entre outros. “No intercâmbio de quatro semanas com curso, acomodação e algumas taxas, o estudante investirá de R$ 8 a R$ 12 mil. O ideal é procurar bem uma escola com suas preferências", orienta Taynon.

Visto

Com relação ao visto, Taynon Santana explica: “Dentro dos diversos tipos de vistos que existem para os Estados Unidos da América, podemos citar os dois mais aplicados, o B2 e o F1. O B2 é ideal para aqueles que vão fazer turismo ou estudar até três meses, com uma carga horária de estudo de até 18 horas semanais. Quando você passa pela imigração, poderá ganhar até seis meses para ficar no destino. Caso o estudante escolha estudar mais do que 18 horas semanais, terá que aplicar de toda forma para o F1, mesmo que seja intercâmbio de quatro semanas. Este visto serve também para aqueles que querem ficar seis meses no país. Nesse caso, o aluno terá que pagar por uma carta chamada I20, que ajudará no processo de aplicação no visto de estudante".

Pandemia

Os Estados Unidos já conta com 40% da população vacinada contra a Covid-19 e, nessa semana, o país abriu a fronteira para brasileiros, desde que seja realizada a quarentena. “Neste momento, os Estados Unidos está caminhando rumo à normalidade. O país está com poucas restrições internas e inclusive a máscara apenas está sendo exigida em ambientes fechados. Além disso, já estão havendo festas e shows e festivais menores e no momento as escolas, restaurantes, comércio e parques de diversões encontram-se abertos", destaca Marcela Bahia.

“O consulado americano em todo Brasil segue fazendo agendamentos, mas eles acompanham o número de casos de Covid-19 no país, dessa forma, o sistema abre e fecha em determinados momentos. O ideal é estar sempre atento para fazer o seu agendamento para o processo, que se encontra mais lento. O país está recebendo brasileiros, desde que seja feita quarentena de 14 dias em países que eles aceitem, tais como México, Costa Rica e Nicarágua. No cenário de intercâmbio, o mais indicado é programar tudo para 2022 ou 2023", finaliza Taynon Santana.

Não é novidade que dentro dos campos de futebol os argentinos costumam ser os maiores rivais dos brasileiros. Mas esse impasse termina nos estádios. Segundo a Global Visa, empresa de assessoria internacional, em 2016, a Argentina era o 6º destino mais procurado por brasileiros e o 1º da América do Sul.

 Engana-se quem pensa que com a pandemia o país deixou de estar entre os favoritos. Pelo contrário. Com a facilidade cambial, ausência de visto, familiaridade com a língua, permanência prolongada e, com a pandemia, um dos primeiros a abrir as fronteiras novamente para o Brasil, a Argentina mantém seu posto entre os favoritos dos brasileiros. Conheça a terra do tango, a pauta principal desta semana da série "Pós-pandemia: planejando a viagem dos sonhos", do LeiaJá.

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Anaína Souza tem 22 anos e é graduada em ciências contábeis. Ela conta que escolheu a Argentina como seu segundo intercâmbio, e embora já tenha tido uma experiência prévia, não deixou de se sentir insegura. “Mesmo sendo o segundo intercâmbio, já fui por outro programa ao Canadá, surgiram muitas inseguranças, até dado momento somente eu iria para a Argentina e me sentia perdida. Mas, felizmente, fui colocada em um grupo de pós intercambistas e mais um brasileiro optou pelo mesmo país. Neste grupo, tirei muitas dúvidas em relação a universidade, estadia, passagens e etc.” conta.

A graduanda pontua que suas maiores dificuldades foram o espanhol e estudar as cadeiras do curso no idioma nativo. Anaína diz que saiu do Brasil com pouco conhecimento na língua, mas que a convivência em casa de família a ajudou muito. “Os donos da casa, conhecidos como Ana Maria Pando e Federico Abel, foram muito receptivos, nos tratavam como filhos e deram todo suporte na adaptação. Nesta casa, conviveram mais 3 argentinas, o que enriqueceu ainda mais a experiência e nos presenteou grandes laços fraternos” disse.

Hoje, Anaína relembra os "perrengues" que passou nos estudos como episódios divertidos. “O mais desafiador da experiência para mim foi estudar tudo em espanhol, entre as disciplinas me saí muito bem na Contabilidade Básica pelo que já tinha estudado no Brasil, porém o Direito Privado Argentino me custou noites em claro! Isso porque as provas eram orais e os conteúdos extensos, porém no fim, passei!” conta aliviada.

Com relação a adaptação à cultura e culinária, Anaína conta: “Fiquei exatamente na província de Tucumán, um lugar histórico, de verdes e montanhosas paisagens e bem acolhedor.[...] Não posso esquecer de falar das comidas argentinas, comi muito doce de leite, empanadas, medialunas (croissants), alfajor, pizzas caseiras, tomei Matte e etc., e sim, engordei uns quilinhos” relembra, aos risos.

Por que a Argentina?

Taylon Santana, turismólogo e consultor da WA Intercâmbio, pontuou ao LeiaJá os diferencias de escolher a terra dos hermanos como seu destino de intercâmbio. “O real consegue ser mais valorizado que o peso argentino e isso nos dá mais poder de compra no destino. Se você faz intercâmbio durante um mês, você gasta uns 2 a 3 mil reais em custos como alimentação, transporte e passeios. É um gasto bem parecido com São Paulo. Em outros destinos para o espanhol, você pode chegar a gastar 5 mil em diante. Vale salientar que as passagens são baratas saindo do Brasil e existem vários voos. Você chega a gastar em média  R$ 1.200,00 (ida e volta). Com certeza, você terá um intercâmbio completo, tendo em vista a variedade turística, a economia geral de gasto e aprimoramento no idioma espanhol garantido” disse.

Marina Motta, à frente da STB Recife há 15 anos, relembra que um ponto importante a ser considerado, nesse momento pandêmico, na hora da escolha é o fato dos países vizinhos serem os primeiros a abrir as fronteiras. “Neste momento de pandemia, o fato de que a reabertura das fronteiras tem uma tendência a evoluir primeiramente para países vizinhos. Por exemplo, Austrália já abriu pra Nova Zelandia, então eu acredito que quando os números do casos/mortes no Brasil estiverem melhores existem boas chances da Argentina ser o primeiro País pela facilidade/proximidade e por sempre ter sido um destino muito procurado pra turismo também.", aponta.

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Com relação aos perfis de alunos que buscam a Argentina, Marina e Taylon apontam características. “O perfil costuma ser universitários na faixa dos 20 e poucos anos que decidem passar as férias aperfeiçoando ou aprendendo o espanhol em julho ou janeiro, férias da universidade. Mas as vezes adultos aposentados buscam também e também têm uma experiência incrível.” diz Marina. “Sem dúvidas é aquele que busca uma atmosfera parecida com a do Brasil em receptividade e clima, um universo turístico diferenciado, desde gastronomia, festas, monumentos e souvenirs, além de um menor investimento total no intercâmbio.“, pontua Taylon. 

O engenheiro civil Max Taylo conta sua experiência enquanto ainda estava cursando engenharia. “No dia 19 de fevereiro de 2018, desembarquei na cidade de San Miguel de Tucumán, capital da província. Fiquei hospedado na cidade de Yerba Buena, cerca de 10 km da capital do estado, na casa de uma família que nos recebeu.[...] Ter ficado em uma casa com nativos foi, de cara, a melhor experiência de todas, pois estava 24 horas por dia imerso no idioma e na cultura da Argentina. Isso facilitou e muito o aprendizado do idioma e a adaptação ao lugar.[...] De início é choque, por mais que você tenha estudado o idioma, o sotaque e a velocidade que eles falam são um desafio, principalmente durante as aulas que possuem muitos termos técnicos. Mas, com o tempo, essa questão se dissolve e o idioma fica a cada dia que passa, mais fluido", explica.

Durante sua estadia, o engenheiro diz que se sentiu em casa e teve a oportunidade de conhecer outros lugares. “Além de Tucumán, pude viajar e conheci quatro províncias: Jujuy, Salta, Córdoba e Santa Fé. A Argentina tem muitos encantos, que facilmente te apaixonam! A população, em todos os lugares que visitei, principalmente em Tucumán, é bastante calorosa e receptiva, eles sempre se mostravam entusiasmados em mostrar os lugares, as comidas e os costumes. Além de possuírem uma culinária deliciosa, que variava bastante de província para província, eles são muito patriotas, conhecem e valorizam bastante sua história, em todas as cidades que passei, meus amigos contavam as histórias relacionadas ao lugar, as construções e obras de arte", relembra.

Processos burocráticos e cuidados com a pandemia

O turismólogo e consultor de intercâmbio Taynon Santana, estima uma média de valores para pacotes de intercâmbio. “Depende de quanto tempo será o seu programa. Normalmente as pessoas fazem de 4 semanas por conta das férias de trabalho, faculdade ou escola, e nesse caso, pagando curso, acomodação e taxas, você encontra pacotes de 7 a 9 mil reais. Vale a pena dizer que existem intercâmbios de 2 e 3 semanas para aqueles que não consegues ficar o mês fora.“

Com relação ao visto, Taynon informa: “Os nossos hermanos são parceiros de Mercosul e isso ajuda os intercambistas brasileiros que podem ficar até 90 dias sem precisar de visto. Normalmente só apresentamos a identidade e estamos em solo argentino. Muitos de nós, procuramos universidades, principalmente de medicina, afinal existem várias universidades de alto nível no país, nesse caso você  fica mais de 90 dias, e será necessário o visto de estudante, na qual são apresentados alguns documentos como: passaporte, comprovante de matrícula, comprovante de antecedentes criminais e comprovante de pagamento da taxa de emissão obrigatória.”

O momento pandêmico que estamos vivendo pede cautela, os candidatos interessados a estudar na Argentina já podem começar a planejar a viagem dos sonhos, mas devem seguir acompanhando a situação da vacinação em ambos os países. Taynon aconselha: “Os brasileiros que queiram entrar na Argentina precisam fazer quarentena de 14 dias, porém, não é aconselhado que se faça viagens e intercâmbio se não for algo emergencial. O número de voos estão cada vez menores, e voltará a medida em que ambos os países cresçam em vacinação e diminuam em número de casos de Covid-19. Mesmo com a luta das autoridades argentinas em manter as aulas presenciais e que o setor turístico não sofra tanto, recomendo que os intercâmbios sejam planejados para 2022 ou 2023, em vista de uma melhor experiência."

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) divulgou, nesta semana, a relação de selecionados no Programa de Doutorado-Sanduíche no Exterior. No total, 650 estudantes de pós-graduação foram aprovados para a formação que busca complementar doutorado em outros países, tais como Estados Unidos, Alemanha, França, Canadá e Japão.

Participam do programa instituições de ensino com nota igual ou superior a 4. De acordo com a Capes, a previsão é que os alunos iniciem os intercâmbios de pós-graduação a partir de setembro deste ano.

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“A internacionalização é um dos indicadores de avaliação de excelência da pós-graduação e, portanto, da ciência de um País, e o PDSE representa a maior chance de estudar fora do Brasil para as pessoas que não podem passar dois, três, quatro anos no exterior”, comentou a presidente da Capes, Cláudia Queda de Toledo, segundo o site da instituição.

A bolsa de estudos dura de quatro a seis meses. Após a conclusão, os estudantes retornam ao Brasil para defender as teses de seus trabalhos de pesquisa. Confira os valores das bolsas.

Assim como França, Canadá, Austrália, entre outras nações, a Alemanha - é uma boa opção para quem deseja estudar fora do Brasil. Nesta semana, a série “Pós-pandemia: planejando a viagem dos sonhos”, produzida pelo LeiaJá, tem como tema o país europeu. 

As restrições impostas pela Alemanha por causa da Covid-19 são rígidas, não permitindo, por exemplo, a entrada e transporte de viagens do Brasil há quase três meses. “Desde 30 de janeiro está proibidos a entrada e o transporte de viagens do Brasil, essa restrição está sendo prorrogada todos os meses, sendo a última data para reabertura dia 28 de abril, com possibilidade de prorrogação”, conta a presidente da Brazilian Educational & Language Travel Association (Belta), associação que reúne as principais entidades do Brasil que trabalham com o segmento de intercâmbio, Maura Leão.

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Maura ressalta que o impacto da pandemia no setor de intercâmbio na Alemanha foi significativo, pois a crise da Covid-19 gerou um abalo econômico e social. “Existe um enorme impacto, uma vez que a pandemia provocou um choque econômico e social que exacerba as crises existentes e a Alemanha não está isenta disso. Apesar de ser um país em condições econômicas mais favoráveis comparados a outros países, também sofre impacto, uma vez que muitos estudantes estão impossibilitados de chegar ao destino final. Este impacto passa a afetar todas as instituições de ensino, uma vez que os estudantes não conseguem iniciar seus programas de estudos ou pesquisas, ou mesmo dar andamento ao que já vinham realizando, porque não podem embarcar ou retornar à Alemanha”, explica.

A presidente da Belta destaca também que, segundo um levantamento acerca do impacto do novo coronavírus no setor de intercâmbio, o País está listado entre os dez destinos de interesse para fazer um intercâmbio após a pandemia. “É um país com muitos atrativos para estudantes internacionais, além da altíssima qualidade acadêmica de suas instituições de ensino”, ressalta.

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Um dos passos fundamentais para quem deseja estudar ou trabalhar na Alemanha é se preparar financeiramente, por isso, a gestora de produtos da WE Intercâmbio, Danielle Sobral, orienta qual o valor deve ser reservado para cada mês de estadia no País. “Além de dispor dos valores necessários para contratação do básico (curso, acomodação, seguro viagem, passagens, etc.), você deve estar preparado para as despesas que irá ter durante a viagem, como alimentação, transporte e passeios. Uma média recomendada é de aproximadamente 1000 euros por mês de estadia”, estima Danielle.

Sobre qual a melhor forma de planejar a viagem e com quanto tempo de antecedência isso deve ser feito, Danielle explica que o adequado é ter cerca de três a quatro meses de antecedência. “O ideal é que você tenha, ao menos, de 90 a 120 dias de antecedência, principalmente se for tentar o visto. É um tempo razoável para que você deixe tudo organizado em relação a documentações", afirma.

Em relação a quais são os programas de intercâmbio e trabalho mais procurados atualmente na Alemanha, Danielle diz que uma das alternativas mais comuns é o curso University Pathway Program. “Para poder trabalhar na Alemanha, uma das possibilidades mais comuns é o curso de alemão acadêmico completo, mais conhecido como UPP (University Pathway Program), que basicamente é um curso preparatório para ingressar nas universidades locais. Outra forma seria ingressar diretamente em uma universidade, mas para isso é necessário já ter ‘saído do zero’ no idioma, para poder cumprir as exigências de entrada”, explica.

Sobre qual a duração e quanto custa cada um desses programas de intercâmbio para a Alemanha, Daniele informa que o valor dependerá de alguns fatores. Confira, a seguir, alguns cursos e valores ofertados pela WE Intercâmbio:

Opção 1: 4 semanas curso + acomodação em Frankfurt - valor total convertido: R$ 11.402,80

Opção 2: 8 semanas curso em Berlim - valor total convertido: R$ 10.184,20

Opção 3: 4 semanas curso em Berlim - valor total convertido: R$ 5.309,80

A jornalista Nicole Simões, que também é estudante, foi para a Alemanha em 2019 fazer intercâmbio de Au Pair e estudar a língua alemã. “Eu vim para trabalhar e estudar. Depois que eu terminei o ano de Au Pair, que é tipo um ano que você trabalha como baby sitter, eu continuei estudando alemão. Então, teoricamente eu vim para cá para estudar o idioma e quando terminei agora, eu consegui um trabalho e hoje em dia eu trabalho em uma escola, eu sou auxilar na sala, dou apoio para crianças com deficiência", conta Nicole.

Nicole Simões em Altstadt, um dos pontos turísticos mais visitamos em Düsseldorf. Fotos: Cortesia

Morando na Alemanha há um ano e sete meses, Nicole, natural de Recife, revela que uma viagem para a Europa em 2018 despertou o seu interesse de fazer um intercâmbio mais longo. "Eu tenho família aqui na Alemanha, mas eles não moram na cidade onde moro, que é Düsseldorf. Eu vim porque, em 2018, fiz uma viagem de férias para a Europa, para visitar alguns países, e aí eu visitei a cidade que eu estou morando hoje, eu gostei muito de estar aqui, então eu resolvi voltar. 

Sobre quais são os pontos positivos em morar e estudar na Alemanha, a jornalista destaca a qualidade de vida e a educação no país. “Eu sempre vou falar para todo mundo que me pergunta isso que eu acho que a qualidade de vida e a segurança na Alemanha não se comparam ao Brasil. Fora que o ensino daqui é bem melhor. Depois que eu cheguei consegui aprimorar o meu inglês e agora eu também falo alemão, então eu falo mais duas línguas e eu falo fluentemente e eu acho que o benefício é você aprender outra cultura, aprender conviver com pessoas mais diferentes ainda, não só com ideais diferentes, mas também com cultura diferente, isso muda muito porque as regras são totalmente outras, então você tem que se adaptar e viver praticamente uma coisa nova", descreve.

A jornalista continua: "Porque não é só a língua nova, mas também o país novo, a cultura, comida diferente, até mesmo o tempo; a temperatura que é sempre mais fria e quando tem sol, você dá mais valor”.

“Alemanha é muito mais que destino, é você experimentar uma nova cultura, um novo sabor, experimentar uma nova língua. Eu aconselho a qualquer pessoa que quiser vir para cá, a vir, porque sempre tem como dar certo, porque há muitas oportunidades de trabalho também, então tem muita gente que eu conheço que vem do Brasil para cá por causa de emprego, porque aqui, além de você receber bem, você tem uma qualidade de vida muito boa e tem vagas de emprego, tem oportunidade para todo mundo”, acrescenta.

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Milena e Luíse são alunos da rede estadual de ensino de Pernambuco. Fotos: Cortesia

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Duas estudantes da rede estadual de ensino de Pernambuco foram aprovadas para ingressar em universidades estrangeiras. Luíse Carolina, de 18 anos, e Milena Ribeiro, 17, enfrentaram um duro período de estudos em que, em plena pandemia da Covid-19, se sacrificaram para dividir a preparação focada no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e nas seleções de instituições situadas no exterior.

Aluna da Escola Técnica Estadual (ETE) Advogado José David Gil Rodrigues, do bairro de Jardim Jordão, em Jaboatão dos Guararapes, Região Metropolitana do Recife, Luíse foi aprovada em sete universidades canadenses, bem como foi contemplada, por meio da nota obtida no Enem, com o ingresso na graduação de administração, na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). A jovem estudou o ensino fundamental em escola privada, mas, em 2017, migrou para a rede estadual, onde alimentou o objetivo de fazer intercâmbio em outros países.

Além de investir na preparação para o Enem, a estudante realizou pesquisas, durante a pandemia, em busca das informações necessárias para realizar o intercâmbio. “Tive a ajuda indispensável dos meus professores, que sempre me ajudaram desde o primeiro ano. Depois de meses de preparação, pesquisas, provas e entrevistas on-line, eu consegui ser admitida em sete universidades no exterior”, relatou, em entrevista ao site da Secretaria de Educação e Esportes de Pernambuco.

Luíse contou que, na noite anterior à divulgação do resultado do Enem, ela recebeu um e-mail da University of British Columbia, apontada como uma das melhores faculdades do Canadá. A mensagem deu forma ao seu sonho, pois trouxe a confirmação da admissão. “No dia seguinte, recebi notícia que tinha passado em primeiro lugar de escola pública em administração na UFRPE, que também era a universidade dos meus sonhos“, completou. A jovem optou por ficar na universidade brasileira, em razão dos custos de vida em solo canadense.

Milena Ribeiro também foi contemplada com aprovações no exterior. Estudante da Escola Técnica Estadual (ETE) José Alencar Gomes da Silva, do bairro do Janga, na cidade de Paulista, Milena soma quatro admissões em universidades dos Estados Unidos, além de celebrar a possibilidade de cursar relações internacionais, na Universidade Estadual da Paraíba (UEPB).

“A maioria dos estudantes que está se preparando para tentar ingressar em algo fora do país se depara com a falta de tempo. Chega um momento em que o estudo toma a maior parte do seu dia e eu precisei fazer escolhas. No meu caso, optei por priorizar o estudo para as aplicações nos Estados Unidos. Não é algo que eu recomende, mas foi o que funcionou para mim”, contou.

O percurso até a conquista foi marcado por desafios, atenuados pelos efeitos da pandemia da Covid-19. “No decorrer do processo comecei a me deparar com dúvidas, angústias e comparações com outros estudantes. É um processo seletivo que leva muito tempo, são várias fases e o psicológico acaba ficando abalado. Até que numa tarde, recebi a primeira ligação falando sobre a aprovação. É uma emoção que eu não consigo nem descrever”, relembrou Milena.

A jovem resolveu estudar relações internacionais na Maryville University, em St Louis. Agora, outro desafio marca a trajetória da estudante: conseguir os valores necessários para bancar a viagem.

Milena precisa arrecadar R$ 10 mil. Em busca da quantia, ela ensina inglês e criou uma “vakinha” para receber doações. Quem quiser ajudar, pode clicar na plataforma brasileira e realizar uma doação.

Viajar é uma das atividades favoritas para muitas pessoas. Descobrir novos lugares, culturas diferentes, aprender sobre vivências e costumes distintos dos nossos sempre são bons motivos para arrumar as malas e embarcar para o próximo destino. O que muitas pessoas também fazem é aproveitar a experiência cultural para estudar um idioma novo, fazendo um intercâmbio.

Um dos destinos mais buscados, tanto pela riqueza cultural quanto pelo custo-benefício, é a África do Sul, que, neste domingo (18), é o quarto país da série ‘Pós-pandemia: planejando a viagem dos sonhos', do LeiaJá. A África do Sul fica localizada no extremo sul do continente africano e tem uma população de mais de 58 milhões de habitantes, segundo dados do World Bank (2019).

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O país de Nelson Mandela conta com 11 idiomas oficiais, sendo o inglês o mais comum, seguido do africâner, zulu, xhosa, e outras sete línguas. Além dos vários idiomas, a nação conta com três capitais oficiais: Pretória, capital executiva, onde ficam situadas as embaixadas, Cidade do Cabo, capital legislativa, e também a segunda cidade mais populosa do país, e Bloemfontein, capital judiciária. No entanto, a cidade mais populosa do país é Johannesburg, sendo o maior centro urbano, industrial, comercial e cultural.

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Com tantas particularidades, o País se destaca economicamente no continente e no mundo. Em 2010, o bloco dos países emergentes, união entre Brasil, Rússia, Índia e China, o chamado BRICS, integrou a África do Sul à sua sigla (o ‘S’ representando South Africa, nome do país em inglês). Outros dois aspectos que também chamam atenção em relação ao País são sua história e sua diversidade cultural. A nação passou por longos processos de lutas pelas liberdades individuais, desde o processo de colonização, até conquistas em sua história recente, ainda no século passado, após ter superado o Apartheid, regime segregacionista que foi instaurado no País por mais de 40 anos.

A liderança de Nelson Mandela foi fundamental, e mesmo após sua morte, em 2013, ele ainda é um forte símbolo de liberdade e identidade nacional em todo o território. Já pela diversidade cultural, existem vários cenários que podem ser explorados. Os visitantes costumam passear nos safáris, onde é possível ver de perto os ‘big five’ (grandes cinco, em inglês), que são os principais animais da savana africana: leão, leopardo, rinoceronte, búfalo e elefante. Também é possível conhecer mais sobre as culturas aborígenes, dos povos originários da região.

E mesmo com a pandemia da Covid-19, e as consequentes restrições para estrangeiros, ainda há uma alta procura pelos locais que o país oferece. É como conta Isabella Tizziani, consultora de marketing da Associação Brasileira de Agências de Intercâmbio (Belta), que relata apenas uma pequena oscilação no índice de procura pelos destinos sul-africanos, mas que não chega a ser considerada uma rejeição. “Antes da pandemia, o país ocupava a sexta posição, junto a Malta, na Pesquisa de Mercado Selo Belta 2020. De acordo com a pesquisa Impacto do Covid-19 no setor de intercâmbio, a África do Sul ocupa a 9ª posição como destino de interesse para a realização de um futuro intercâmbio (pós Covid)”, ela explica.

Tizziani ainda afirma que outro fator positivo para os brasileiros escolherem ir para o país que foi sede da Copa do Mundo de 2010 são os preços. “É um país que está em evidência há alguns anos por conta de ser um destino barato para os brasileiros", ressalta.

De acordo com a Belta, a África do Sul é uma das escolhas mais rentáveis na hora de planejar uma estadia confortável. Levando para a ponta do lápis, 1 rand, moeda vigente na nação, equivale a R$ 2,54, fazendo os custos de uma viagem para lá serem bem mais em conta. Um curso de inglês com quatro semanas de duração, por exemplo, custa em média R$ 7 mil, com acomodação inclusa, oferta comum entre as agências de intercâmbio.

Experiências 

Apesar dos cursos de idioma serem bastante ofertados, também é possível fazer intercâmbio voluntário, trabalhando em organizações não-governamentais (ONGs) com crianças, animais, ou plantação. Tizziani explica que “muitos escolhem realizar um intercâmbio voluntário, pois é a única forma de brasileiros trabalharem no país legalmente”.

A organização Good Hope Studies tem como objetivo oferecer experiências de intercâmbio na África do Sul, entre outros países do continente africano, recebendo voluntários do mundo todo, com projetos voltados para trabalho social, preservação e cuidados com animais. Para se inscrever em um curso de inglês ou para fazer trabalho voluntário, não há pré-requisitos além da curiosidade e vontade de aprender coisas novas.

A organização também fornece curso de formação para professores de inglês, com certificado da Universidade de Cambridge. Além do baixo custo para embarcar em algum programa internacional, a burocracia não é tanta, principalmente se o objetivo for apenas estudar no País.

De acordo com o Itamaraty, não é preciso que brasileiros tirem visto para a África do Sul, se a estadia for de até 90 dias com fins turísticos ou comerciais. A Embaixada da África do Sul no Brasil ainda informa que é necessário apresentar passaporte com validade de até um mês da data de retorno ao Brasil, e o certificado internacional de vacina (CIV) contra febre amarela, que deve ser tomada pelo menos dez dias antes do embarque.

Com as novas regras de restrições internacionais impostas por conta da pandemia do novo coronavírus, também é necessário apresentar o comprovante do exame RT-PCR negativo para a Covid-19, efetuado até 72 horas antes da saída do Brasil. Caso não apresente, será obrigatória uma quarentena de 14 dias ao chegar em solo africado.

Intercâmbio de estudos

A paulista Thais Luz, de 31 anos, teve a oportunidade de passar um mês na Cidade do Cabo estudando inglês, além de ter morado com uma família local. Ela pôde viver diferentes aspectos da cultura sul-africana. “Eu gostei muito de lá, as pessoas são bem receptivas, a comida é bem mais apimentada que aqui [no Brasil], lá eles usam pimenta para tudo. Mas gostei da culinária deles, eu tive algumas experiências sensacionais como jantar em uma comunidade para conhecer a culinária [local] e amei. Também fui em um restaurante que fazia um festival de comidas locais maravilhoso, e como o real é valorizado lá achei super barato”, relata a criadora de conteúdo digital.

Thais também teve oportunidade de conhecer pessoas de diferentes países, inclusive, claro, de outras partes do Brasil. “Tinham muitos brasileiros por lá na escola onde eu estudei. Porém só podiam ficar até três brasileiros por sala. Conheci gente do mundo todo, pessoas que nunca imaginei conhecer e conversar na vida. Tínhamos um grupo no WhatsApp com mais de 100 brasileiros que era um grupo de apoio nosso, onde um dava dicas para o outro. Até marcamos um encontro em um dos dias para nos conhecermos, foi bem legal", ela relembra.

A paulista também aproveitou a estadia na capital legislativa para fazer um passeio de maior duração pela costa. Foi um pacote de cinco dias que incluía trilhas, visitas a parques nacionais, fazenda de avestruz, safaris, rota do vinho, entre outras atividades. Mas para ela, uma das coisas que mais gostou foi ter curtido a própria companhia. “Uma evolução interna que acredito que só um intercâmbio faz com a gente”, confessa.

E apesar das quatro semanas, ela já pensa em ir novamente, com o inglês mais afiado, para viver novas aventuras. “Quero muito voltar lá e fazer um voluntariado. Eu tive a oportunidade de visitar alguns lugares que têm programas de voluntários, e passar o dia, mas com o meu inglês, não tinha nível ainda para atuar e ficar o mês todo”, ela conclui.

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Um dos maiores receios entre intercambistas ao escolher um destino para viajar é a adaptação à cultura do país escolhido. Mas, e se você pudesse realizar o seu programa de estudos em um lugar com o clima semelhante ao Brasil, praias belíssimas, povo receptivo e “good vibes”, com uma excelente estrutura e instituições de ensino referência? A Austrália é esse lugar e é também a pauta principal desta semana da série "Pós-pandemia: plenajendo a viagem dos sonhos", do LeiaJá.

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Localizado na Oceania e tendo como sua capital Sydney, a Austrália, a terra dos cangurus, é procurada por pessoas que querem estudar ou aprimorar o inglês com perfis mais aventureiros e até conservadores. Segundo Marcela Bahia, sócia da SM Intercâmbio, "o estudante que busca a Austrália é de perfil mais descolado, é jovem". "Que busca conhecer o novo em um lugar exótico e que está atrás de natureza", acrescenta.

"Os estudantes buscam uma boa estrutura, mas também locais em que possam fazer trilhas e surfar. Muitos que recebemos surfam e buscam o programa para viver esse ‘lifestyle’”, diz a sócia da SM Intercâmbio.

Marcela aponta que ainda há o perfil mais conservador: "Pessoas com um perfil mais cult escolhem ir para a cidade Melbourne que é uma cidade grande, artística e gastronômica. Já os que buscam aliar o estilo de cidade grande às praias paradisíacas escolhem Sydney, ainda que tenha um custo de vida mais alto. Os que procuram destinos mais exóticos vão para cidades como Byron Bay que é uma cidade para os que gostam de ter contato com a natureza de forma mais holística meditando, vendo o pôr-do-sol e aproveitar tranquilidade com uma boa estrutura".

Outros escolhas populares dentro da Austrália são Brisbane, Adelaide e Gold Coast. Priscila Bernhoeft fez intercâmbio na cidade de Perth entre junho de 2018 e janeiro de 2019. Durante sua estadia, ela aproveitou para conhecer outros destinos dentro do País. "Passei cinco meses em Perth, que é uma cidade pequena e faz meu estilo, mas aproveitei após meu intercâmbio para conhecer outras cidades como Melbourne, Sydney, Gold Coast e Brisbane", relembra.

Priscila Bernhoeft fez intercâmbio na cidade de Perth. Foto: Arquivo pessoal

Ela conta que morou com outros estudantes e dividia o quarto com uma amiga que veio acompanhando ela do Brasil, mas as demais áreas eram compartilhadas. “Foi super legal, tinha alguns brasileiros, japoneses, europeus e argentinos, e foi um momento que você conhece pessoas diferentes. Está todo mundo no mesmo barco, todos estão querendo conhecer pessoas novas, lugares novos", conta.

Australianos investem em momentos de lazer com frequência, afirma intercambista. Fotos: Arquivo pessoal

Segundo Priscila, um dos pontos fortes era o contato com a natureza. Durante sua experiência, ela aproveitava para assistir o pôr-do-sol em Perth e ler livros nos parques. Outro ponto positivo, segundo ela, são as atividades gratuitas como cinemas ao ar livre. Ela acrescenta: “Uma coisa que gostei muito são que eles (os australianos) são muito tranquilos, não são viciados em trabalho e em produzir. Eles trabalham até as 17h e depois tem o resto do dia livre. Geralmente após o trabalho eles curtem os filhos, vão para parques e assistem o pôr-do-sol”.

Registro de Sidney, na Austrália. Foto: Pixabay

Priscilla diz que o único ponto negativo foi a comida. "Dava para sobreviver”, brincou. Ela também apontou que a situação dos aborígenes (indígenas australianos) a tocou, uma vez que muitos foram explorados e hoje não têm muitos locais se abrigarem.

Quanto custa um intercâmbio para a Austrália?

Marcela Bahia, em entrevista ao LeiaJá, revelou uma estimativa de valores, no que diz respeito aos investimentos para quem sonha em ir para a Austrália. De acordo com a sócia da SM Intercâmbio, a passagem custa cerca de R$ 8 mil reais. Ainda será necessária a comprovação financeira para o visto de 1.500 a 2.000 dólares australianos para cada mês que o estudante quiser ficar.

Um programa de quatro semanas fica em torno de R$ 13 mil, incluindo curso, acomodação em casa de família (homestay) ou residência estudantil e visto. O programa de 24 semanas custa de R$ 40 a 50 mil reais, incluindo as mesmas atividades.

Uma forma de ajudar a bancar esse sonho é trabalhando. A Austrália possui um dos melhores salários mínimos por hora do mundo: 19.84 dólares australianos por hora e 753,80 dólares australianos por semana. Ao escolher seu programa, o estudante deve expressar a vontade de trabalhar durante sua estadia, assim o consultor de intercâmbio poderá direcionar a melhor opção de visto e modalidade de programa.

O visto australiano não é um dos mais fáceis de ser liberado, ainda que o país seja bastante receptivo a estrangeiros. Tudo que é declarado deve ser comprovado, o que torna o processo um pouco mais longo.

O visto de turismo pode ser utilizado por àqueles que vão estudar até 12 meses na Austrália, se solicita a extensão. A embaixada da Austrália no Brasil informa: “O visto de turismo também poderá ser utilizado por aqueles que irão à Austrália para estudar por um período de até 12 semanas. Para cursos com duração até 12 semanas NÃO é mais obrigatória a apresentação de exames médicos. Para períodos acima de 12 semanas, deverá ser requerido um visto de estudos”. Para obter mais informações sobre o visto e a documentação necessária, acesse o site da Embaixada

Pandemia da Covid-19

Marcela ressalva a situação atual que o País se encontra com a pandemia do Covid-19: “A Austrália e Nova Zelândia, no geral, conseguiram conter a quantidade casos do vírus, e eles estão mais tendenciosos a estarem fechados. No momento atual, ir para a Austrália é um plano mais para frente, diferente de destinos como Estados Unidos e Canadá, que permitem que você faça a quarentena em outro país antes de entrar. Atualmente, a abertura de fronteiras é imprevisível”.

Segundo o Itamaraty, desde março de 2020, só entram na Austrália cidadãos australianos e aqueles com residência permanente no País, além de familiares imediatos de cidadãos e residentes permanentes. O departamento de Educação do Governo da Austrália mostra que o Brasil foi a quinta nação que mais mandou estudantes para a Austrália.

Até agosto de 2019, antes dos primeiros sinais da pandemia do novo coronavírus, 27.077 matrículas de brasileiros haviam sido feitas em instituições australianas. Já entre 2016 e 2018, mas de 65 mil brasileiros realizaram intercâmbio na terra dos cangurus.

Estão abertas as inscrições para o programa de estágio internacional do Facebook, voltado para estudantes latino-americanos. São 40 vagas no total, para trabalhar nos escritórios dos Estados Unidos e do Reino Unido, nos cargos de Engenheiros de Software e Engenheiros Front End.

O programa terá duração de 12 semanas, com previsão de início em 2022. Os selecionados poderão escolher entre 10 datas possíveis no período de janeiro a setembro, a depender do calendário de sua universidade. Os estagiários aprovados terão alguns benefícios, além de salário competitivo, acomodação e custos de visto e passagens, vale-transporte e refeições. Também terão acesso à academia, plano de saúde, eventos, mentoria, e receberão equipamentos tecnológicos (celular e computador).

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De acordo com a descrição das vagas, os requisitos mínimos para aplicação são um ano ou mais de experiência com Perl, Java, Php, Python ou C++, estar atualmente matriculado em um programa de graduação e em processo de obtenção do grau de Bacharelado ou Mestrado em Ciências da Computação ou área relacionada, e se sentir confortável ​​para se comunicar em inglês, já que as duas entrevistas ocorrem com engenheiros dos escritórios do Reino Unido e dos Estados Unidos.

Inscrições e mais detalhes sobre os programas de estágio podem ser acessados nos links a seguir: Estágio de Enganharia de Software - Estados Unidos / Estágios de Engenharia de Software e de Eneganharia Front End - Reino Unido.

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), em parceria com a Comissão Fulbright, lançou edital para o Programa CAPES/Fulbright de Doutorado Pleno nos Estados Unidos (EUA). Serão duas chamadas para a formação, com a disponibilidade de até dez bolsas, cada.

O prazo para se inscrever na primeira chamada é até o dia 17 de maio, com os resultados preliminares divulgados até 2 de julho. A seleção das universidades americanas começa em outubro, com resultado previsto para ser divulgado em 15 de abril de 2022.

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Segundo o cronograma, as atividades dos bolsistas devem iniciar entre agosto e dezembro de 2022. O presidente da Capes, Benedito Aguiar, afirma que a formação ofertada pelo programa é de alto nível, “como alternativa complementar às ofertas da pós-graduação brasileira, para candidatos com excelente desempenho acadêmico”.

A pós-graduação também busca trazer visibilidade aos pesquisadores brasileiros, fortalecendo a pesquisa. Podem participar estudantes das áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM), Saúde e Ciências da Vida.

A duração máxima das bolsas é de seis anos, financiadas pela Capes, a Fulbright e as universidades americanas. O valor pago a cada bolsista é de até US$ 55 mil por ano, o equivalente a R$ 307.488.  As inscrições devem ser feitas no portal da Coordenação.

Viajar para outro país para estudar um idioma ou fazer uma especialização é uma ótima chance de crescimento profissional e pessoal. Independente de qual for a sua escolha, esse tipo de viagem é, também, uma oportunidade de conhecer mais sobre outra cultura. O LeiaJá traz, neste domingo (4), a segunda reportagem da série 'Pós-pandemia: planejando a viagem dos sonhos', que apresenta informações sobre países que podem ser destinos de intercâmbios. Hoje, abordaremos a França.

Por causa do novo coronavírus, a França impôs medidas restritivas para a entrada no país. De acordo com a Brazilian Educational & Language Travel Association (Belta), associação que reúne as principais entidades do Brasil que trabalham com a área de intercâmbio, a nação está autorizando a entrada para cursos com mais de 90 dias, sendo necessária a apresentação de um visto de estudante. Além disso, é preciso apresentar um teste PCR realizado nas 72 horas da partida, preencher uma declaração de saúde, ficar em quarentena obrigatória durante sete dias e, ao fim do sétimo dia, fazer novo teste PCR.

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De acordo com a Belta, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), em 26 de março foram mais de 45 mil novos casos de Covid-19 na França, e o País apresentava 4,3 milhões de casos confirmados.

A estudante do segundo ano do mestrado em direitos humanos Rayssa Harmes conta que o seu interesse em estudar no país europeu surgiu a partir de um comentário feito por uma então professora dela - três anos atrás, quando a jovem foi estudar a língua no país nativo - a respeito de uma universidade conceituada na área que ela estuda hoje. “Há 3 anos, quando fui fazer um curso de francês em Paris, minha professora mencionou uma das melhores universidades do mundo em direitos humanos e eu decidi que queria estudar lá. Eu já estudava francês há 4 anos. Depois descobri que o ensino superior na França era possível economicamente para mim, já que era o mesmo preço de um mestrado em algumas universidades de Recife”, explica.

Entre os fatores positivos citados pela mestranda em morar e estudar no país europeu, está a possibilidade de conhecer pessoas de outras nações e fazer networking. “Os pontos positivos de morar e estudar aqui são que posso desenvolver meu francês; estudo numa universidade que é muito bem colocada no domínio de direitos humanos, já que a Corte Europeia de Direitos Humanos é localizada aqui; tenho a oportunidade de conhecer pessoas de vários países do mundo e fazer networking; morar aqui me traz experiências novas sobre como de fato vivenciar diferentes estações do ano”, afirma ela, que reside na cidade francesa de Estrasburgo há oito meses.

Sobre a cultura francesa, Rayssa pondera: “Como toda cultura, existem pontos positivos e negativos. Alguns pontos positivos para mim são como os pais franceses criam seus filhos, com mais autonomia e independência do que comparado com a cultura brasileira. Por outro lado, ainda acho que a ideia eurocêntrica e de superioridade europeia está muito arraigada no imaginário francês e europeu, então existe um preconceito intrínseco, nas falas mais banais”.

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E quem detalha mais ainda acerca da cultura francesa, em diversas áreas, é a diretora-executiva da Aliança Francesa Recife, Amina Mazouza. “França é cultura. Existem uma grande tradição e riqueza de propostas culturais que abrangem vários domínios, que sejam artes, gastronomia, música, história arquitetura... O patrimônio cultural é preservado e valorizado em todo o país. São 1.222 museus nacionais e territoriais que constituem a rede, valorizando as coleções acessíveis ao público em todo o território. O site do Ministério da Cultura permite ter acesso ao que é ofertado para o público em todos os domínios. No que se trata da música, numerosos festivais anuais são propostos no verão (junho a setembro), em varias regiões do Norte ao sul do país, para nomear só alguns: os ‘Main Square’ (Arras) ‘Francofolies’ (La Rochelle), Eurockéennes (Belfort), ‘Festival des Vieilles Charrues” (Carhaix), ‘Jazz in Marciac’ (Marciac). E não podemos deixar de mencionar a ‘Fête de la Musique' a cada 21 de junho, evento celebrando a musica no pais inteiro, nas ruas, em todo lugar, com concertos e eventos musicais de profissionais e de amadores também", destrincha.

"Não podemos falar da França sem mencionar a sua culinária que é reconhecida mundialmente. A gastronomia francesa e a nosso arte de viver atraem os amadores de bons produtos do mundo inteiro que querem explorar o que se oferece de melhor em cada região, que tem as suas culturas e especialidades. É possível conhecer o País por meio de rotas gastronômicas e rotas dos vinhos. Em 2010, a Unesco classificou a ‘refeição gastronômica’ francesa como patrimônio imaterial da humanidade, mostrando a importância do saber fazer tradicional. Ademais, podemos destacar o esporte também com um lugar muito importante: França dispõe de infraestruturas excelentes para esporte, para atividades ao ar livre e emespaços fechados", acrescenta a diretora da Aliança Francesa.

De acordo com Amina Mazouza, a França é para ser visitada, explorada fora dos caminhos rotineiros. "A França metropolitana partilha fronteira com oito países, e visitar as capitais europeias fica a um pulo”, afirma.

Amina explica como deve ser realizado o processo de intercâmbio à França: “Quem quer estudar na França deve passar pelo Campus France, e temos uma representação para o Nordeste na Aliança Francesa Recife. Primeiramente, é importante esclarecer o que faz o Campus France: é a agência oficial do governo francês cujo objetivo é orientar sobre os estudos superiores na França, em todos os níveis: graduação, mestrado, doutorado e também cursos de curta duração ou cursos de francês. Nós não oferecemos nenhum curso ou pacote (como de intercâmbio cultural ou linguístico), mas mediamos a candidatura para graduação e pós-graduação e somos responsáveis pelo procedimento pré-consular do visto de estudante. Tudo começa pelo site oficial.

O Campus France também não trata de visto de trabalho, que deve ser tratado diretamente com os consulados. A diretora da Aliança Francesa informa, ainda, qual o quantitativo de brasileiros fazendo intercâmbio na França atualmente e destaca que do número total que está no país europeu, 22% dos estudantes fazem doutorado. “Segundo dados do Campus France, em relação à mobilidade no ensino superior, antes da crise sanitária atual (até 2019), cerca de 3 mil estudantes brasileiros iam estudar na França por ano. Dos 5.400 aproximadamente que se encontram estudando no País, cerca de 22% são doutorandos”, explica, complementando que o país europeu é o quarto que mais recebe estudantes brasileiros, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, Portugal e Argentina.

Sobre quais são os impactos da pandemia no setor de intercâmbio na França, Amina explica que estima-se que houve uma grande queda no número global de estudantes indo para o País. “Estimamos que a crise sanitária da Covid-19 acarretou em uma redução de 45% no número global de estudantes em mobilidade para a França. As causas dessa baixa se dão, além das condições de saúde que conhecemos, principalmente pelo cancelamento de alguns intercâmbios acadêmicos (quando existe acordo entre uma universidade brasileira e uma francesa) e de bolsas da Capes, assim como pelo fechamento de fronteiras”, diz.

Segundo a Campus France, em 2020 houve uma queda relevante no quantitativo de brasileiros que vão para a França por motivos de estudos, especialmente na área de mobilidade acadêmica no decorrer da graduação. Muitos destes estudantes, que estão matriculados em universidades brasileiras e resolvem fazer um período de seu curso no País (de seis meses a um ano), adiaram seus projetos. De acordo com a instituição, mesmo assim é importante lembrar que o governo francês priorizou a emissão de vistos para pesquisadores e estudantes, que não foram proibidos de entrar no país em momento algum.

Para a diretora da Aliança Francesa Recife, o domínio da língua francesa é importante, independente se a escolha for estudar ou trabalhar na França. “Para estudar ou trabalhar na França, o domínio da língua francesa é fundamental, tanto nos processos seletivos como também para a vida cotidiana”, conclui Amina.

Investimento

O diretor financeiro da WE Intercâmbio, Guilherme Borges, dá orientações sobre como deve ser a preparação financeira e o planejamento de viagem de quem deseja estudar na França, detalhando ainda mais o papel da Campus France – já pontuado por Amina -. “O passos são contratar um curso que possibilite a aplicação do visto de estudante, iniciar o processo de pré-aplicação junto a Campus France (responsável pela consultoria de todos os pedidos de vistos de estudo), que possui unidade em Recife e tem o valor de R$ 520. O processo de pré-aplicação deverá ser iniciado por volta de três meses antes da data de início do curso", orienta.

"Aprovado pela Campus France, o estudante deverá agendar o atendimento para aplicação e entrevista no consulado da região onde reside o estudante (Norte e Nordeste, deverá se dirigir ao Consulado de Brasília). A entrevista deverá ser agendada faltando no máximo dois meses para a data de início do curso e custa 99 euros a Taxa Consular. É recomendado uma média de mil euros por mês de estudo como comprovação financeira no momento da aplicação”, acrescenta o diretor financeiro.

Borges conta, ainda, quais são os programas de intercâmbio e trabalho oferecidos, além de explicar acerca do tipo de visto que é liberado para a pessoa que deseja estudar na França. “Os cursos voltados para o ensino do idioma não permitem visto de estudante com permissão de trabalho, somente visto de longa duração (superior a três meses de programa, mas sem permissão de trabalho). O que pode ser feito é um programa preparatório para o ensino superior, conhecido como Pathway, com opções de oito meses e de 12 meses. Essa opção de curso não garante o visto de estudante, porém eleva bastante as chances de conseguir, pois cabe ao consulado decidir se dará o visto de estudante ou o de longa duração”, explica.

É possível realizar um intercâmbio de mobilidade acadêmica, graduação completa, transferência de graduação, mestrado e cursos de francês. Em qualquer uma das opções anteriores, é disponibilizado o visto de estudante de longa duração, não sendo necessária a solicitação de autorização prévia. Além disso, os brasileiros também têm a opção de fazer um estágio, doutorado e pós-doutorado, projetos que normalmente já preveem o pagamento de uma bolsa de estudos ou contrato de trabalho.

O diretor financeiro fala, também, qual a duração e quanto custa o Curso de Pathway na França: “O Curso de Pathway de oito meses de duração tem 34 semanas de aulas com duas semanas de férias. Este tipo de programa está disponível nas cidades de Lyon, Nice e Bordeaux. O programa de melhor custo x benefício é o de Lyon, no valor de 5.160 euros. A cidade de Lyon possui também o menor custo de vida dentre as opções”.

Outras informações podem ser obtidas no site da WE Intercâmbio. Confira também as orientações da Aliança Francesa no Recife.

LeiaJá também

--> Saiba como planejar uma viagem para o Canadá

 

A cada ano, estudantes de todo o País se preparam para prestar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), e aguardam o tão esperado dia do resultado para saber para quais universidades poderão se candidatar com as notas obtidas. Mas não são apenas as instituições de ensino superior brasileiras que aceitam essa pontuação como forma de ingresso.

Diversas universidades estrangeiras permitem que alunos brasileiros participem do processo seletivo utilizando a nota do Enem, algumas até dispensando o candidato de fazer a prova da instituição. Confira como funcionam a aplicação e ingresso em algumas universidades pelo mundo utilizando os resultados do Exame.

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Portugal

É o país onde mais universidades aceitam estudantes brasileiros por meio dos resultados do Enem. Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), 50 instituições de ensino no País participam da parceria com o governo brasileiro, desde 2014.

Uma delas é a Universidade de Aveiro (UA). Segundo o gestor de Relações Internacionais da instituição, Miguel Oliveira, existem atualmente mais de mil estudantes brasileiros vinculados à universidade, que entraram utilizando a nota do Enem como porta de entrada. Ele relata que as notas são avaliadas de acordo com o critério de cada curso. “Para cada curso em particular, valorizamos alguns componentes. Isto é, nós não consideramos a nota final do Enem, mas vamos buscar as notas correspondentes [às áreas do conhecimento] para cada curso”, ele explica.

Um aluno que esteja aplicando para o curso de engenharia precisará mostrar o melhor desempenho na prova de Matemática e suas Tecnologias, por exemplo. Para saber a classificação, é necessário fazer um cálculo que varia de acordo com os pesos que cada disciplina terá.

A estudante Lara Monique estuda engenharia e gestão industrial (equivalente à engenharia de produção no Brasil), desde 2018 na UA, e conta que o tempo de espera pelo resultado não foi demorado, levando menos de dois meses para todo o processo. “Para me candidatar eu tive que enviar só o Enem e meu histórico escolar de conclusão do ensino médio. (...) Foi tudo online. Quando eu fui aprovada eu recebi a carta de aceite da universidade, me matriculei, e aí fui no consulado para emitir meu visto e aí com o visto pronto, tudo isso concluído, eu consigo embarcar para Portugal”, ela relata.

Devido à pandemia do novo coronavírus, a instituição adaptou as aulas para o formato on-line, mas a previsão é que o próximo ano letivo (que em Portugal começa em setembro), tenha algum retorno às atividades presenciais. Atualmente, Portugal está vivendo um retorno gradativo do isolamento, em consequência da diminuição dos casos de Covid-19 no País.

Reino Unido

Algumas universidades aceitam a nota do Enem como parte do processo de ingresso, podendo haver a necessidade de realizar a prova própria de cada instituição para compor a nota de aplicação. É o caso da Universidade de Oxford, onde outros critérios também são avaliados, como o conhecimento do inglês e histórico escolar do ensino médio (ficha 19).

Outras universidades não somente utilizam parte da nota do Enem, como exigem que ela componha a avaliação do candidato brasileiro, como acontece em Kingston (exigência de aproveitamento mínimo de 55% da nota), Bristol, Glasgow e na Birkbeck University of London.

França

Algumas universidades no País aceitam a nota do Enem como parte do processo de avaliação, porém as exigências para a aprovação são um pouco maiores. Não basta o candidato enviar o resultado das provas feitas, mas também ser aprovado em alguma universidade brasileira no curso para o qual o candidato está almejando na França.

Também é importante observar se o curso aceita o Enem como parte da aplicação. Mais informações sobre os processos de seleção em universidades francesas podem ser encontradas no site da Campus France, órgão ligado ao governo francês responsável pelo ensino superior no País.

Estados Unidos

Uma das universidades americanas, a New York University, aceita a nota do Enem em substituição das provas tradicionais realizadas no País. No entanto, não é apenas a nota do Exame que garante a aprovação na instituição, sendo também necessário apresentar certificado de conclusão do ensino médio e comprovação de proficiência em inglês.

O site Common app é uma plataforma que indica universidades nos Estados Unidos, e detalha os processos de seleção para cada instituição.

Canadá

No país, a Universidade de Toronto exige a nota do Enem para candidatos brasileiros, assim como certificado de conclusão do ensino médio.

O sonho de vivenciar a cultura de um país no exterior, para muitos brasileiros, foi adiado. O setor de intercâmbios foi fortemente impactado pela pandemia do novo coronavírus, que já matou mais de 2 milhões de pessoas no planeta. Alguns países, inclusive, endureceram as normas para a entrada de estrangeiros e fecharam suas fronteiras para os visitantes.

Devido ao agravamento da pandemia e o fechamento das fronteiras, muitos brasileiros cancelaram suas viagens. Para Regina Quadrelli, CEO da Intercâmbio Help, há, ainda ouras dificuldades no segmento de viagens. “Outro grande impacto foi a incerteza das pessoas que já estavam viajando e não podiam voltar, entender como poderiam permanecer no país legalmente e o retorno de muitos intercambistas antes do tempo”, pontua.

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O setor, que estava em curva de crescimento antes da pandemia, chegou a movimentar em 2020, segundo a Belta, Associação Brasileira de Agências de Intercâmbio, US$ 1,2 bilhão, mesmo em um ano de crise econômica e de instabilidade política. Agora, na visão da diretora de relações institucionais da Associação, Neila Chammas, o segmento sofre com o alto índice de remarcação de viagens.

Mas manter os sonhos vivos é também um sinal de resistência em tempos difíceis. Nesse sentido, é possível planejar, sem cravar datas, a viagem que, após a pandemia da Covid-19, será inesquecível. Por isso, o LeiaJá inicia, neste domingo (28), a série de repórtagens "Pós-pandemia: planejando a viagem dos sonhos", em que vamos apresentar países que podem boas opções para quem almeja estudar e trabalhar fora do Brasil. Na primeira reportagem, destacamos o Canadá.

O país da educação e do desenvolvimento

Em 2019, segundo a pesquisa da Belta, 386 mil estudantes viajaram para o exterior. Desse total, cerca de 93 mil embarcaram para o Canadá. O país, inclusive, é o destino de intercâmbio preferido dos brasileiros e se estabeleceu por 14 anos em primeiro lugar na escolha dos intercambistas

. Para a brasileira Adriane Pasa, que vive no Canadá, isso não é novidade. O país, segundo a dona da empresa BFF Intercâmbio, consegue ser "maravilhoso" em todos os aspectos. "Moro em Vancouver há cinco anos e a cada dia me surpreendo. Falar de primeiro mundo é sempre meio clichê, mas aqui não é exagero. O Canadá está há anos no top 10 dos países mais seguros do mundo e foi considerado novamente, ano passado, como o melhor país em qualidade de vida. E é verdade. A gente nem lembra que é frio, até porque tem toda a estrutura para isso", relata.

Em entrevista ao LeiaJá, Adriane revela que antes de se mudar para o Canadá com o marido, trabalhava na área de marketing, mas não queria continuar na função. Quando chegou ao país, fez uma nova graduação em serviço social. Ela comenta como é fácil mudar de profissão: “Aqui existem instituições de ensino chamadas 'colleges', que não existem no Brasil. Elas oferecem ensino superior mais 'mão na massa', onde em até dois anos o aluno está preparado para o mercado de trabalho. É muito comum estudar em colleges aqui e depois se o aluno quiser continuar em uma universidade, pode fazer equivalência de matérias, caso a área seja correlata”.

A brasileira Amanda Spinelle, antes de viajar para o Canadá, trabalhava na área de logística. Assim que chegou ao País, há mais de um ano, decidiu fazer um ‘college’ na área financeira. “O curso foi todo em francês. Antes da pandemia eu tinha aulas presenciais de segunda a sexta-feira, agora se tornou on-line. O estudante aqui pode trabalhar também 20 horas por semana. O curso teórico foi finalizado. Hoje faço um estágio não remunerado numa empresa de finanças e receberei o diploma quando terminar. Esse será o momento que vou pedir ao governo meu visto de trabalho após receber o diploma”, conta.

Amanda Spinelle comenta que viver no Canadá é “uma caixinha de surpresas”. O país, na sua visão, é bastante próspero e muito bom para morar. “Os imigrantes que chegarem devidamente preparados para viver essa experiência terão um futuro bem estável se conseguirem passar pelos desafios de imigrar", diz.

Quem deseja fazer um intercâmbio para o Canadá, neste momento, precisa, segundo a última atualização da Belta, fazer os seguintes passos: ficar em quarentena obrigatória por 14 dias, ter visto de estudante, apresentar um teste de PCR negativo efetuado nas 72 horas anteriores à partida e documentação que comprove que a viagem é essencial.

As fronteiras estarão abertas aos estudantes internacionais que embarcaram para fazer um programa de estudos e que tenham carta de aceitação das universidades, escolas de idioma ou colleges autorizados pelo governo. No entanto, a dificuldade se encontra ainda no Brasil, uma vez que devido à quarentena mais rígida, os centros de processamento de vistos (VACs) estão fechados.

A Belta revela que Toronto e Vancouver são as cidades canadenses mais procuradas por brasileiros para fazer intercâmbio de inglês; já Montréal é o destino mais buscado pelos intercambistas que desejam aprender francês. A diretora da Associação aponta que o trabalho é outro grande programa de intercâmbio oferecido no País, mas adverte: “Só é permitido para quem for fazer um college (curso profissionalizante de no mínimo seis meses) ou ensino superior".

O país da cultura e das oportunidades

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O Canadá é um país atrativo para os brasileiros e não há como negar que sua cultura receptiva e de oportunidades se tornam fatores para muitos intercambistas escolherem viver nesta nação. Em entrevista ao LeiaJá, Amanda Spinelle comenta que muitas cidades pequenas estão à procura de profissionais qualificados que estejam dispostos a trabalhar. “Boa parte da comunidade brasileira aqui é bem vista. Temos boa reputação. Somos tidos como responsáveis e pessoas que gostam muito de trabalhar. Aqui, somos motivados a aprender o francês de forma gratuita e as empresas oferecem salários bem atraentes”, revela.

Além das oportunidades profissionais, o Canadá, segundo o ranking da empresa de mídia americana U.S. News & World Report, é o segundo melhor país do mundo pela sua qualidade de vida. A brasileira Adriane não nega, o país apresenta uma série de qualidades em sua cultura social.

“O que mais me impressiona é viver numa sociedade que respeita o coletivo e a diversidade. A segurança também impressiona muito. A gente, como brasileiro, acaba achando 'normal' conviver com certos problemas e quando chegamos aqui, percebemos o quanto fomos privados de liberdade, principalmente a de ir e vir. É uma sociedade muito evoluída em muitos aspectos”, pontua.

Com mais de 37 milhões de habitantes, o Canadá possui um vasto território e cada lugar tem suas particularidades. Entre os aspectos que tornam o país tão atrativo estão, segundo a U.S. News & World Report, a qualidade de vida, a cidadania, a abertura para os negócios, o empreendedorismo e a influência cultural.

No Canadá, os intercambistas poderão curtir, após a pandemia, o Festival Internacional de Jazz de Montreal, um grande evento musical realizado entre os meses de junho e julho. Assim como os seguintes pontos turísticos indicados pela diretora de relações institucionais da Belta, Neila Chammas: Banff National Park, na província de Alberta; Niagara Falls, em Ontário; CN Tower, localizado em Toronto; Parliament Hill, em Ottawa, capital do país; e Capilano Suspension Bridge, situado em Vancouver.

Como planejar o intercâmbio dos sonhos pós-pandemia?

A dica mais importante, segundo Neila Chammas, é planejar com antecedência a viagem: “Planeje com antecedência o intercâmbio, com isso conseguirá a melhor condição de escola, acomodação e passagem aérea. E terá mais tempo para acompanhar o câmbio”, sugere.

Ao LeiaJá, Regina Quadrelli, especialista em intercâmbio, revela o passo a passo para fazer um intercâmbio: “Primeiro entender quanto dinheiro irá precisar, decidindo o seu destino e o tipo de curso que pretende fazer. A partir disso, podemos planejar melhor e pesquisar quais são as escolas e cursos que se enquadram em seu budget (orçamento) e proficiência na língua. Quando passamos por esse primeiro passo, já podemos iniciar os processos de matrícula e visto. É muito importante entender e planejar o visto com antecedência”, adverte.

De acordo com Camila Ferreira, consultora educacional da Hi Bonjour Travel, os orçamentos de programas podem variar conforme a necessidade dos intercambistas. “Atualmente, um intercâmbio de um mês com carga de 25 horas por semana de aula, mais taxa de matrícula, material escolar, acomodação em casa de família canadense, com direito a café da manhã e jantar, está custando, em média, CAD$ 1875. Já um programa de estudo e trabalho de 66 semanas de duração na área de Business, está saindo por cerca de CAD$ 8 mil (somente o curso, sem acomodação)".

Quatro alunas da rede estadual de ensino de Pernambuco foram selecionadas para participar de um intercâmbio virtual e estudar alemão por duas semanas em um projeto de imersão on-line. Elas são estudantes da Escola de Referência em Ensino Médio (EREM) Ginásio Pernambucano Aurora, no Recife, e foram escolhidas pela iniciativa 'Escolas: parceiras para o futuro (PASCH) do Brasil', ligada ao Ministério de Relações Exteriores e o Goethe-Institut.

Júlia Andrade, Maria Carolina Souza, Maria Eduarda Silva e Mariana dos Anjos estão no segundo ano do ensino médio e iniciaram o curso de alemão na própria escola. Se fosse em um cenário “normal”, as alunas iriam embarcar para alguma cidade da Alemanha para estudar a cultura e o idioma por três semanas. No entanto, devido à pandemia do novo coronavírus, e ao fechamento de fronteiras, o curso que elas farão será on-line.

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Mas isso não impedirá as estudantes de praticar e desenvolver o aprendizado no idioma. Uma das alunas selecionadas, Mariana dos Anjos, 15 anos, vê o intercâmbio como uma forma de conhecer pessoas de diferentes países. “Ter essa oportunidade de participar do projeto Pasch é algo incrível, pois nos prepara bastante em relação ao alemão, que não é uma língua fácil de encontrar cursos, e que irá acrescentar ao meu currículo. Essa classificação é muito importante para mim, pois desde o primeiro contato com o alemão no Ginásio Pernambucano, me apaixonei pela língua e sempre tive a vontade de ir mais além, e veio essa oportunidade”, relata, conforme informações da Secretaria de Educação e Esportes do Estado.

Maria Eduarda, também selecionada para o programa, enxerga as oportunidades que ela poderá ter após o curso. “Desde que comecei a estudar alemão, sempre ouvi muito sobre as oportunidades que eu poderia ter. Essa classificação com certeza é muito importante para minha vida, primeiro porque eu sempre fui fascinada em aprender novos idiomas, e gostei muito do alemão, e também porque sei que vai agregar muito ao meu currículo. A experiência da seleção também foi muito boa e aprendi muito com isso. Tenho certeza que é só o começo, pois ainda irei aprender muito com o curso nos próximos meses”, declara.

A iniciativa PASCH do Brasil tem aproximadamente 20 escolas parceiras no país, sendo a EREM Ginásio Pernambucano Aurora a única escola pública de Pernambuco.

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