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Estudantes de escolas públicas estaduais de Pernambuco podem se inscrever, até o dia 25 de agosto, no Programa Ganhe o Mundo, da Secretaria de Educação e Esportes do Estado (SEE). São 15 mil vagas disponibilizadas em cursos de idiomas. O resultado será divulgado em 16 de setembro.

Serão selecionados 11.300 estudantes para língua inglesa, 3.600 para língua espanhola e 100 para língua alemã. Podem participar estudantes que estejam matriculados no primeiro ano do ensino médio da rede pública estadual, com média mínima de 7,0 pontos nas disciplinas de português e matemática nos dois primeiros bimestres do ensino médio em 2019. Para mais informações, acesse o edital do processo seletivo.

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As inscrições podem ser feitas pelo link, com exceção dos alunos do Colégio CPM de Petrolina, de escolas indígenas e para os interessados no curso de língua alemã, que deverão fazer a inscrição manual através do e-mail ganheomundocursos@educacao.pe.gov.br até o dia 25 de agosto. Para fazer a inscrição manual, é necessário anexar a ficha de inscrição e o boletim escolar com as notas dos dois primeiros bimestres (português e matemática) do ano letivo 2019.

Para mais informações, ligue para o call center do Programa Ganhe o Mundo: 0800 286 0086.

Pesquisa realizada pela Associação Brasileira das Agências de Intercâmbio revela que houve um aumento de 20, 4% de pessoas que fizeram ou que pretendem fazer intercâmbio fora do país. Aproveitando essa alta, a Univeritas/UNG realizará, no dia 4 de setembro, das 16h às 21h, a 1ª Feira de Intercâmbio, na unidade centro da Universidade.

Voltada para alunos do ensino médio de escolas públicas e particulares da região, a iniciativa colocará cerca de 10 mil estudantes em contato com agências de viagens e intercâmbio, consulados alemão, chileno e holandês e contará com a presença da primeira universidade dos Estados Unidos destinada, preferencialmente, para estudantes brasileiros, a Miami University of Science and Technology (Must), além da Florida Christian University.

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Para Adriana Ruspoli, assessora de Relações Internacionais do grupo Ser Educacional, é importante que o aluno tenha acesso às diversas possibilidades de intercâmbio. "A proposta de feira é trazer o exterior para dentro da Universidade, e também estreitar o relacionamento com o estudante por meio do intercâmbio, mostrando a ele, um mundo diferente fora da sua realidade. A ideia é fazer com que ele tenha contato direto com consulados de outros países, acesso às agências de turismo, obtenha orientações sobre tipos de visto, carteirinha de estudante internacional e outros serviços para auxiliá-lo no processo de intercâmbio", explica.

As inscrições podem ser feitas através do extensao.ung.br.

Serviço

1ª Feira de Intercâmbio Univeritas/UNG

Quando: 4 de setembro, das 16h às 21h

Onde: Campus Guarulhos Centro - Prédio K, rua Soldado Brasílio Pinto de Almeida, 90, Centro, Guarulhos-SP

Entrada gratuita

Buscando alcançar o objetivo de fazer o mestrado fora do país, o pernambucano André Sena, 32, se candidatou a sete universidades francesas e conseguiu a aprovação em todas, incluindo na Universidade de Sorbonne (Sorbonne Université), localizada em Paris, capital da França. Esta foi a escolhida pelo rapaz, que é natural de Olinda e graduado em geografia pela Universidade Federal do Mato Grosso.

O programa de mestrado no qual André obteve a aprovação é voltado para políticas de descentralização e nos desafios de planejadores urbanos em áreas em desenvolvimento através das técnicas de sensoriamento remoto. O jovem estava querendo melhorias profissionais e vinha encontrando dificuldades no Brasil “Eu não estava tendo mudanças na minha vida profissional. Eu já queria fazer mestrado antes e depois que uma amiga me aconselhou, eu me candidatei a sete universidades. Não achei que eu fosse conseguir, mas passei nas sete, incluindo a que eu queria” conta.

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Para realizar o sonho de estudar na França, André precisa juntar uma quantia para se manter no país nos primeiros meses até conseguir emprego e moradia no lugar. André trabalha dando aulas particulares de idiomas. Mas, diante do salário insuficiente, ele teve a ideia de fazer uma campanha de arrecadação de valores através de uma vakinha online. Também é possível ver André Sena na Avenida Agamenon Magalhães, uma das principais vias do Centro do Recife.

Interessados em ajudá-lo, podem fazer doações de qualquer valor por meio deste link. O intuito de André é conseguir juntar R$ 12.000.

Uma pesquisa realizada pela consultoria britânica Quacquarelli Symonds (QS) elencou as melhores cidades do mundo para estudar. Pelo segundo ano consecutivo, Londres levou o título de primeiro lugar.

O levantamento foi feito com base na opinião de 87 mil estudantes de vários países. Esses dados são divulgados anualmente e seguem critérios que servem tanto para avaliar as universidades, como a qualidade de vida que o município oferece à população. Nesse último levantamento, 120 cidades entraram na lista. De acordo com a consultoria, os aspectos considerados para pontuar uma universidade são segurança, oportunidades de emprego, acessibilidade, custo de vida, experiência estudantil, entre outros.

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Apesar de a capital britânica ser uma das cidades com o custo de vida mais alto, ela ganhou pontos a mais, pois obedece a grande parte das regras. As cidades que ocuparam o segundo e terceiro lugares respectivamente foram Tóquio, no Japão e Melbourne, na Austrália.

Duas cidades brasileiras estão na lista. O ranking classificou o município de São Paulo como a 76ª melhor para estudar. Rio de Janeiro também garantiu o 102º lugar na posição. Clique aqui para ver a lista completa.

 

A região metropolitana de Quebec, capital do Canadá, está com 450 vagas de emprego abertas para profissionais brasileiros. Além desse montante, também são oferecidas 13 bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado para pesquisadores do Brasil. As inscrições podem ser realizadas gratuitamente até 11 de agosto, pela internet. O candidato deve completar um perfil com suas qualificações, para em seguida postular as vagas ou bolsas condizentes com suas habilidades.

Já a missão será realizada de 9 a 20 de setembro, por meio de entrevistas via Skype com executivos de 21 empresas. As possibilidades de trabalho são nas áreas de tecnologia da informação, jogos virtuais, saúde e manufatura. As condições empregatícias, como salários, benefícios e carga horária são equivalente às dos canadenses. Para quem for pleitear as bolsas de estudo, a seleção será feita por gestores de uma universidade e de um centro de pesquisa na área da saúde. Os auxílios variam de CAD$ 15 mil a CAD$ 40 mil por ano.

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Para concorrer, é preciso ter como requisito o conhecimento do idioma francês ou, dependendo da oportunidade oferecida, do inglês. No caso dos profissionais selecionados, eles assinarão um contrato de trabalho temporário que varia de um a três anos, com possibilidade de ser renovado de acordo com a necessidade do contratante. Os trâmites iniciais de imigração serão acompanhados pelo empregador.

Atualmente, de acordo com a agência de desenvolvimento econômico Quebec International, existem 925 brasileiros vivendo na cidade. A expectativa é que mais de mais de 500 cheguem à região por meio das missões de recrutamento.

Como opção de estudos para quem deseja fazer um curso superior nos Estados Unidos (EUA), as Community Colleges, que na tradução literal significa “faculdade comunitária”, são instituições públicas que podem ser portas de entrada para uma boa universidade da América. Elas caracterizam por oferecerem cursos de dois anos, com foco na transferência do estudante à uma universidade após esse período.

Mesmo denominada de instituição pública, a Community College não é gratuita, funcionando nesse sentido, da mesma forma que todo o sistema de educação superior no país. De acordo com Carlos Eduardo, manager do STB/Universidades, essas instituições têm cursos subsidiados conforme a residências dos alunos. O estudante que mora na Califórnia e vai para uma Community College localizada no mesmo estado, tem um curso com valor diferente de um brasileiro que não é residente ou de um novaiorquino que não mora na Califórnia. O custo de um curso varia de 11 a 13 mil dólares por ano.

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A STB- Student Travel Bureau é uma das agências brasileiras que enviam brasileiros às Community Colleges. Carlos Eduardo explica que a escolha de um curso na instituição comunitária é feita por meio de uma consultoria realizada pela agência junto ao intercambista.

“Quando o aluno procura a ajuda do STB, nós pedimos o histórico escolar e o nível de inglês também. Por quê? Às vezes os alunos já querem entrar na graduação e muitos desconhecem essa modalidade do Community College. Mas, olhando as notas do nível de inglês, nós indicamos o Community College como uma opção mais viável para aquele aluno. Para o ingresso direto em uma universidade, geralmente as notas devem ser um pouco mais altas, o inglês mais avançado e no Community College ele tem a oportunidade de aumentar a média dele ao longo destes dois anos, para quando ele aplicar para universidade, tenha média maior do que quando ele tinha no ensino médio”, detalha.

A transferência da Community College para uma universidade se dá por meio do Associate Degrees, que são diplomas recebidos na instituição que equivalem aos dois anos do curso. É através desse certificado que o estudante consegue dar entrada na continuidade ao bacharelado.

A estudante Ingrid Maciel, de 21 anos de idade, está estudando em uma Community College no curso AA-T Antropologia. A principal vantagem vista pela brasileira é o fato de que esse modelo de instituição acadêmica é mais em conta financeiramente do que uma universidade normal. “Até agora, minha experiência está sendo maravilhosa. Realmente superou minhas expectativas. Você recebe ajuda o tempo todo de conselheiros que te ajudam a escolher suas aulas no college e o que você precisa fazer para alcançar o seu objetivo”, conta a jovem.

Ingrid está estudando na Santa Monica Community College, localizada na Califórnia. Essa é uma das instituições oferecidas aos estudantes aqui do Brasil pela STB .“É uma opção ótima oportunidade para quem quer também se transferir para alguma universidade particular lá dentro, especialmente as da ‘Ivy League”, reforça a estudante.

Para poder estudar nos Estados Unidos dentro da modalidade de Communitty Colleges, o candidato deve portar o visto de estudante na categoria F1, que segundo informações da Embaixa dos Estados Unidos no Brasil, destina-se ao estrangeiro que pretende matricular-se em uma instituição acadêmica. O documento tem validade de um ano e pode ser renovado na própria instituição de ensino no qual o aluno está vinculado.

O Instituto Latino-Americano e Negócios (LAIOB) está oferecendo bolsas de até 100% para brasileiros estudarem na Universidade de Akron, em Ohio, nos Estados Unidos. A oportunidade é para quem deseja se especializar nas áreas de gestão, marketing, gestão de vendas e negociação, e inovação de projetos de gestão. Para cada um dos cursos está sendo ofertada uma bolsa de 100%, duas bolsas de 70%, de 50% e 30%.

As turmas começarão em fevereiro de 2020. A carga horária dos cursos é de 64 horas, das quais 32 são para aulas de business e english e business communication. Para participar, o candidato precisa ter idade superior a 18 anos, que esteja na graduação ou já tenha se formado e que tenha inglês avançado. É preferível que o participante possua experiência profissional.

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Para concorrer a uma das bolsas, os interessados podem se inscrever até 25 de julho, diretamente na página LAIOB, no qual é solicitado o preenchimento do Application Form Online.  A avaliação dos applications é a primeira etapa da seleção, que após escolher os candidatos nessa fase, serão realizadas entrevistas via telefone ou vídeo conferência entre 26 de agosto e 13 de setembro. A entrevista é a segunda e última parte da seleção que irá definir os intercambistas.

Além da bolsa garantida, o aluno terá direito a café da manhã durante todos os dias do programa, almoço no refeitório da universidade, hospedagem, visita às empresas da região nas sextas-feiras e translado do aeroporto para a instituição. O que vai ficar por conta do estudante são os custos com as passagens aéreas, despesas com o visto e a taxa de matrícula no valor de U$$ 120. O tempo de duração do curso é de duas semanas.

O Programa de Cooperação em Doutorado, firmado entre a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e a Universidade de Purdue, nos Estados Unidos, está com inscrições abertas para estudantes interessados em fazer doutorado em agricultura na instituição americana.

As inscrições vão até 13 de setembro, pelo site do Capes. Não há taxa de candidatura, mas quando aprovados, os candidatos devem pagar um valor de 75 dólares para a Universidade de Purdue. Os critérios de classificação são definidos pelos departamentos vinculados à faculdade, que precisam estar alinhados com os requisitos específicos de cada um deles.

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Confira abaixo:

1) Engenharia Agrícola e Biológica

2) Economia Agrícola

3) Educação e Comunicação em Ciências Agrárias

4) Agronomia

5) Ciências Animais

6) Bioquímica

7) Botânica e Fitopatologia

8) Entomologia

9) Ciência Alimentar

10) Silvicultura e Recursos Naturais

11) Horticultura e Paisagismo

Os alunos irão receber do 1º ao 3º ano do programa benefícios custeados pela Capes, como auxílios mensais para gastos essenciais, auxílio seguro-saúde para até dois dependentes (este válido até o 4º ano), passagens aéreas de ida e volta para o bolsista e um dependente, auxílio instalação e benefícios adicionais, como taxas estudantis de outros custos relacionados ao doutorado.  A partir do quarto ano, a Purdeu assume a bolsa mensal e os demais auxílios, além de ofertar outros valores desde o início do curso. A duração máxima de utilização dos serviços oferecidos é de cinco anos, condicionada a aprovação do relatório de atividades dos estudantes.

 A parceira firmada entre as partes tem validade de 10 anos. Os aprovados serão conhecidos até 15 de março do ano que vem. Já as aulas nos Estados Unidos estão previstas para agosto de 2020.

A Suíça, conhecida como a terra dos queijos e dos chocolates, foi eleita o melhor destino para quem quer morar no exterior. Tal título é apontado na pesquisa realizada pelo HSBC Holdings. O motivo? Bons salários, oportunidades de emprego, excelentes índices de educação, além dos cenários atraentes do país que está localizado na Europa Central.

De acordo com o levantamento do HSBC, 70% das pessoas que se mudaram para a Suíça vivem com altos salários. Elas escolheram construir uma carreira no país, e valorizam a política e a estabilidade econômica que a Suíça oferece.

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Outra pesquisa mais direcionada à questão do emprego foi feita pela Forbes em 2017. O levantamento mostrou que a Suíça ocupa o sétimo lugar no ranking dos dez países que mais recebem trabalhadores estrangeiros. Os Estados Unidos ainda continuam ocupando o primeiro do lugar da lista.

Paulo Francisco, natural de Recife, vive na Suíça há mais de 20 anos. Quando saiu do Brasil para morar fora, ele fez apresentações de capoeira para poder se manter em Genebra, cidade do Sul da Suíça.

Ao mesmo tempo, Paulo resolveu se dedicar mais ao francês, uma das línguas oficiais do país, além do inglês. Esse fato facilitou bastante para o brasileiro conseguir outros empregos posteriormente. “Eu recebi um choque, porque a cultura daqui é totalmente outra, a mentalidade das pessoas é bem mais avançada”, conta.

Para a vida profissional, Paulo Francisco aprendeu, além dos idiomas do país, o espanhol e um pouco de italiano. Trabalhando hoje como vendedor em uma loja de movelaria onde ganha suficientemente bem, Paulo conta que se sente satisfeito no país onde escolheu viver, no qual a saúde, mobilidade, segurança e educação são prioridades. “Aqui o custo de vida é alto, é verdade. Mas aqui a gente tem um retorno. Não tem corrupção, praticante você não vê moradores de ruas, pois são ajudados pelas assistências sociais. Nas ruas você não vê buracos. As ruas são verdadeiros tapetes”.

Segundo a Secretaria de Economia e Trabalho de Zurique, responsável por um guia das profissões mais procuradas por estrangeiros, um motorista de ônibus ganha em média 4.858 francos suíços, o equivalente a mais de R$ 18 mil. Já um agricultor pode ganhar 5.411 fraco suíços, valor que no Brasil ultrapassa os R$ 20 mil.

Intercâmbio na Suíça

Para quem está interessado em trabalhar na Suíça no futuro, um bom caminho pode ser fazer cursos de intercâmbio no país, seja de idiomas ou de especialização. Um exemplo, são as oportunidades para estudar nas próprias universidades suíças. A Universidade de Lausanne está recebendo até 1º de novembro, inscrições para bolsas de mestrado em 42 áreas, entre elas, cursos de inglês e francês. O programa oferece 1600 francos suíços mensais, quase R$ 6.000. Para concorrer as bolsas de mestrado na Suíça, é preciso ter concluído o ensino superior e ter bons resultados acadêmicos. Falar uma das línguas também é um diferencial. A inscrição exige um certificado de proficiência em inglês ou francês. 

Há opções de empresas de intercâmbio brasileiras. A agência de intercâmbio Student Travel Bureau envia estudantes de 16 a 18 anos de idade, para cursarem o colegial em uma das nove escolas da Suíça. Algumas das escolas são: The American School in Switzerland (TASIS), Brillantmont International School, Collège Du Léman, Leysin American School e Collège Alpin Beau Soleil. A instituição de ensino é escolhida conforme o perfil do aluno. Os pacotes ofertados pela STB podem garantir a experiência dos jovens estudarem com alunos de outras nacionalidades, além de proporcionar a vivência em meio as tradições suíças.

Uma escola de marketing e negócios localizada na Itália, está oferecendo bolsas de estudos parciais para brasileiros. O programa é uma parceria da CUOA Business School com a escola de negócios brasileira IBS Américas. O curso proporciona o aprendizado em administração de empresas e permite que alunos tenham contato com grandes executivos da Itália e outros países da Europa. As inscrições estão abertas e segurirão até 31 de julho.

A CUOA Business School é um centro de ensino de administração que atua no continenente Europeu desde 1957. Na Itália, a escola opera em diversas universidades do país com cursos de curta duração para estudantes de várias partes do mundo. Durante todo o mês de julho, a escola está com processo seletivo aberto para brasileiros acima de 18 anos de idade, que esteja cursando ou que já possui diploma de ensino superior.

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As bolsas de estudo contemplarão quatro programas da instituição: International Management & Leadership, Business Strategy & Marketing Management, Operations, Logistics & Lean Management e Creativity, Innovation & New Businesses. Todos os cursos duram três semanas e abordam questões referentes à área de administração. 

O intercâmbio, além de ofercer experiência em business, também promove network entre os intercambistas e visitas a empresas renomadas da Europa. Nelas, os brasileiros poderão conhecer executivos locais. Ao final do curso todos receberão certificado internacional.

Os interessados devem acessar a página da CUOA Business School, escolher o curso desejado e preencher um formulário. Após finalizar a inscrição, os candidatos receberão retorno via email ou telefone em até duas semanas.

 

Visitar outro país a passeio ou para estudar é o sonho de muitos. Conhecer uma nova cultura, idioma, novos lugares, gente nova e até se apaixonar estão entre as possibilidades. Além disso, ter uma experiência no exterior ajuda, e muito, em processos seletivos para vagas de emprego ou de programas de incentivo à pesquisa.

De acordo com Marina Motta, gerente da agência de intercâmbios STB, fugir das grandes cidades é um bom caminho para quem deseja economizar um pouco mais. “Houve uma baixa na procura pelos EUA devido ao câmbio [alta do dólar] e um aumento na procura por destinos como Irlanda e Inglaterra”, afirma. Mas para quem não abre mão de experienciar o “american dream”, para ela, cidades mais afastadas dos centros podem sair mais em conta. “A região de Nova York e da Califórnia realmente apresentam um custo maior se comparado a outras cidades do interior dos Estados Unidos.”, completou.

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Para ajudar você a se preparar, o LeiaJá reuniu algumas dicas para o embarque imediato. Confira: 

Na América do Sul, de acordo com Marina, a Argentina e o Chile se destacam. Os países vizinhos, além da facilidade com o idioma, têm um custo de vida muito mais barato, o que acaba atraindo muitos estudantes brasileiros.

Pacote de idiomas em Buenos Aires - 20h de aulas semanais

Duração: quatro semanas

Preço médio do pacote: R$ 2,5 mil

Preço médio do ticket aéreo (saindo de Recife): R$ 1 mil

Pacote de idiomas em Santiago - 30h de aulas semanais

Duração: 6 semanas

Preço médio do pacote: R$ 2,9 mil

Preço médio do ticket aéreo (saindo de São Paulo/GRU): R$ 1.100

Outro ponto destacado por Marina Motta é a crescente procura pela África do Sul. Para a gestora, um ponto crucial é o custo de vida no país africano, que é inferior ao brasileiro, sem mencionar que o inglês é a língua oficial da nação. Muitos estudantes ficam encantados, também, com a possibilidade de desfrutar do safari africano bem de pertinho. Confira os preços médios para intercâmbio de idiomas:

Pacote de idiomas na Cidade do Cabo - 20h de aulas semanais

Duração: 4 semanas

Preço médio: R$ 4 mil

Preço médio do ticket aéreo (saindo de São Paulo/GRU): R$ 2,2 mil

De acordo com a última pesquisa "Selo Belta", da Brazilian Educational & Language Travel Association, a República de Malta, apesar de não ser considerada um destino econômico, vem crescendo na procura dos estudantes. Segundo a associação, um dos motivos para esse crescimento é a possibilidade de exercer atividades remuneradas, o que ajuda a custear os estudos, e o clima parecido com o do Brasil. O inglês é a língua co-oficial da ilha, que, só em 2017, recebeu quase 100 mil intercambistas de todo o mundo. 

Além do currículo mais rico em experiências, estudar fora também permite ao intercambista conhecer pessoas e lugares novos, aumentando ainda mais sua rede de contatos. 

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 O Talent Montréal, evento organizado pela agência de promoção econômica Montréal International, do Canadá, estará no Brasil durante o mês de julho com o objetivo de recrutar profissionais de excelência para atuar na cidade canadense. O encontro contará com a presença de gestores de grandes empresas da área de TI e games do país norte-americano.

A agência espera preencher 100 vagas até o fim de julho. Para se candidatar, os interessados precisam preparar o currículo em inglês ou francês e enviar por meio deste site, até o dia 8 de julho. Os selecionados participarão de entrevistas presenciais que vão ser realizadas em São Paulo, no dia 21 de julho. Os escolhidos para preencher as vagas receberão suporte para imigrar e obter o visto. 

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Montréal lidera os índices de crescimento e geração de empregos no Canadá e atraiu, nos últimos cinco anos, mais de US$ 2,5 bilhões em investimentos por meio da agência.

O Programa Ganhe o Mundo, do Governo do Estado de Pernambuco, está realizando processo licitatório para contratação de novas agências de viagem para viabilizar a ida dos estudantes das escolas públicas para intercâmbios no exterior. No entanto uma delas, a '2G Turismo e Eventos', está impedida de participar da chamada pública segundo a gestão estadual por conta de irregularidades financeiras com as instituições de ensino.

De acordo com o secretário de Educação e Esportes, Fred Amâncio, o Governo do Estado recebeu uma carta de instituições de ensino do Canadá informando a falta de repasses de recursos pela agência brasileira. “Todo ano a gente seleciona agências que ficam responsáveis pelo programa. O nosso contrato é exclusivamente com agência aqui no Brasil. Como não nos envolvemos nas questões comerciais, fomos surpreendidos com uma correspondência das instituições do Canadá, dizendo que estavam com dificuldade de receber os pagamentos da agência”.

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 A dívida da empresa de viagens passa dos R$ 2 milhões canadenses, no entanto, Fred Amâncio fez questão de enfatizar que todo o dinheiro para financiar os estudos de jovens pernambucanos foi pago antecipadamente. Nesse caso, o Governo chegou a fazer uma intermediação para que os vencimentos fossem quitados. A agência fez um acordo, porém, de acordo com o secretário, ele não foi honrado.

O Ganhe o Mundo já beneficiou mais de 7,5 mil estudantes da rede pública, nos seis anos de atuação. As agências são contratadas e oferecem aos estudantes os pacotes que incluem hospedagem na casa de uma família local, alimentação e os estudos, além de uma bolsa para custear despesas pessoais.

As seletivas são realizadas por ciclos e os alunos que participaram no de 2018 já estão voltando para casa. Agora os novos intercambistas aguardam o segundo semestre para embarcar. “Os alunos já estão selecionados, só estamos selecionando agora as agências que vão estar conosco, a que não vai estar é essa, a 2G”, concluiu o secretário.

O LeiaJá tentou contato com a agência citada por meio dos telefones disponíveis no site da empresa, mas até o fechamento desta matéria conseguimos ser atendidos.

[AGENDAR PARA SEGUNDA]

O Ministério da Educação do Governo de Taiwan, por meio do Escritório Econômico e Cultural de Taipei no Brasil, anunciou a oferta de bolsas de estudos para estudantes, professores e pesquisadores brasileiros. De acordo com o escritório, as bolsas foram criadas para ajudar no fortalecimento da cooperação científica entre as duas nações.

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Ao menos nove tipos de bolsas são ofertadas e cada uma delas possui seu próprio critério no que diz respeito a bolsa-auxílio. Os programas têm duração de 3 a 12 meses e alguns deles solicitam exame de proficiência na língua inglesa ou mandarim. As inscrições podem ser realizadas até o dia 30 de junho mediante envio de documentação, que pode variar entre documentos pessoais e cartas de recomendação, para a sede do Escritório Econômico.

O edital completo, assim como cronograma, pode ser conferido clicando aqui.

O Escritório Econômico e Cultural de Taipei no Brasil está localizado no seguinte endereço:

SHIS QI 9, Conjunto 16, Casa 23, Lago Sul, Brasília - DF. Cep: 71625-160

Interessados em estudar na Alemanha podem ter a chance por meio da Chanceler Alemã para Futuros Líderes do Brasil, iniciativa da Fundação Alexander von Humboldt (AvH). O programa é direcionado a jovens que tenham interesse em fazer pesquisas sobre assuntos de relevância mundial. As inscrições seguem abertas no site da fundação até 15 de setembro.

Para se candidatar, é preciso ter formação superior completa há no mínimo dois anos, ter fluência na língua inglesa ou alemã, além de uma carta de recomendação de um orientador de pesquisa. O inercâmbio terá duração de um ano. Nesse tempo, os alunos receberão bolsa auxílio entre € 2.150 e € 2.750 (aproximadamente R$ 12 mil), a depender da qualificação do participante. Candidatos aprovados terão, ainda, um apoio finaceiro a cada membro da família que for acompanhá-lo no país. O programa também oferece um curso de alemão por três meses antes do início do projeto. 

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O intercâmbio é voltado para candidatos do Brasil, Rússia, Índia, China e Estados Unidos. Ao término do curso, os estudantes terão seus projetos apresentados à chanceler alemã Angela Merkel.

O ex-vendedor de capinhas para celulares Anderson Dias, de 25 anos, embarcou em 27 de maio de 2018 para o Paraguai com o objetivo de que aquele fosse o primeiro dos 196 países na sua lista de lugares a conhecer. O objetivo de Dias é realizar um sonho pessoal, o de visitar todos os países do mundo em tempo recorde e ter seu feito escrito do Guinness World Records.

Atualmente, o recorde é da americana Taylor Demonbreun, que realizou a aventura em 1 ano, 5 meses e 25 dias. O objetivo de Anderson é fazê-lo em cinco dias a menos que sua concorrente. Todo o percurso do jovem é divulgado em um perfil no Instagram, onde ele mostra o dia a dia de suas viagens, bem como os costumes culturais dos países que visita. Em uma média, Anderson passa de um a três dias em cada lugar. Até agora, o jovem completou 60% do seu objetivo, com 116 países visitados.

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Apesar de ainda não ter batido sua meta, o jovem já alcançou recordes inéditos. Aos 25 anos, Anderson foi único brasileiro a conhecer 100 países seguidos sem voltar pro Brasil; o brasileiro mais jovem do mundo a conhecer 100 países e o humano mais rápido do mundo a conhecer o continente americano inteiro (90 dias).

A história de Anderson começou aos 17 anos, quando saiu de Caruaru, no Agreste de Pernambuco, para o Recife. Aos 22 anos, o jovem passou a vender capinhas para celulares em ônibus e praias. Após obter sucesso nos negócios, Dias abriu uma empresa de conserto de celulares e conseguiu ganhar visibilidade no mercado.  

Assim que estabilizou de vida, mudou a rotina da sua trajetória e resolveu viajar pelo mundo. Para isso, ele precisou vender sua empresa e seu carro. Para viajar, foi preciso a programação de três meses. O final da sua volta ao mundo está previsto para 11 de novembro deste ano, em Cabo Verde.

Pela notoriedade ganhada pelo seu perfil no Instagram, Anderson consegue fazer permuta para se manter nos países. ““Hotéis e restaurantes embarcaram no projeto comigo e estão firmando parceria durante o percurso. Hoje consigo custear uma parte da viagem em troca de parcerias e também com patrocinadores que surgiram assim que o projeto foi ganhando conteúdo. Tento economizar ao máximo, porque se o dinheiro acabar, já era”, disse, de acordo com a assessoria de imprensa.

Além de mostrar os países, Anderson também se propõe a dar dicas de superação. “Larguei tudo para poder me aventurar nessa jornada. Ela tem como objetivo ensinar as pessoas a saírem de suas zonas de conforto. Quando saímos da zona de conforto podemos ter o que quiser! Quero mostrar que é possível para realizar sonhos. É só correr atrás dele. Não existe sonho impossível”, revelou.

Confira os próximos roteiros do jovem

17/06 - Bangladesh

18/06 - Myanmar

19/06 - Buthan

21/06 - Mongólia

22/06 - China

24/06 - Taiwan

26/06 - North Korea

28/06 - South Korea

30/06 - Japan

03/07 - Filipinas

06/07 - Palau

08/07 - Malásia

10/07 - Singapura

11/07 - Brunei

12/07 - Indonesia

15/07 - Timor leste

17/07 - Papua Nova Guiné

19/07 - Micronésia

21/07 - Ilhas Marshall

23/07 - Nauru

25/07 - Kiribati

27/07 - Tuvalu

29/07 - Fiji

31/07 - Vanuatu

02/08 - Ilhas Salomão

04/08 - Austrália

08/08 - Nova Zelândia

*Com informações da assessoria de imprensa

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) está com 65 vagas abertas para projetos de pesquisa no exterior. Serão selecionados estudantes e docentes para as viagens. As oportunidades são para apoio a projetos realizados em conjunto com entidades alemãs e francesas.

Entre os critérios exigidos para alguns dos programas, é preciso ter vínculo empregatício permanente com Instituições de Ensino Superior (IES) brasileiras e ser docente de programa de pós-graduação com nota igual ou superior a quatro na Avaliação Quadrienal 2017. Os candidatos serão selecionados para os programas Probral, Comitê Francês de Avaliação da Cooperação Universitária com o Brasil (Confecub) e Brafitec.

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No Probral, programa realizado em parceria com o Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico (DAAD), o docente terá a oportunidade de fazer doutorado-sanduíche (com duração de seis mese a um ano), pós-doutorado, além de participarem como professores visitantes júnior e sênior. Os interessados têm até as 17h de 26 de julho para realizar a inscrição.

Já no programa Confecub, serão selecionados projetos conjuntos de pesquisa realizados com Instituições de Ensino Superior na França. Além do custeio, o programa financia missões de trabalho e estudo. As missões de estudo são para doutorado-sanduíche e estágio pós-doutoral. O prazo para inscrição vai até as 17h do dia 25 de julho.

Já a Brafitec tem parcerias universitárias de graduação entre o Brasil e a França na área de engenharia. A iniciativa incentiva a formação de recursos humanos e pesquisa por meio da mobilidade acadêmica e do intercâmbio científico entre IES com bolsas e aporte financeiro. Editais dos programas podem ser obtidos pelo site da Capes, na internet, onde também há os canais para as inscrições.

Estudar fora do país é o objetivo de muitos estudantes. Adquirir experiências, descobrir novas habilidades, conhecer novos lugares e gente nova… A lista quase não tem fim. Há quem acabe embarcando para o exterior sem muitas pretensões no que vai além da vida acadêmica e profissional, porém, acaba sendo surpreendida com uma experiência amorosa na nação estrangeira.

Para celebrar o Dia dos Namorados no Brasil, o LeiaJá conheceu intercambistas que, por coincidência, moram na Irlanda, e foram para o país europeu com pretensões acadêmicas, mas acabaram se rendendo ao amor. Sayonara Bittencourt, 25, estudava design na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), e foi para a Dublin, capital da Irlanda, estudar Creative Digital Media, em 2015.

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Sayonara passou um ano estudando e conseguiu um emprego em terras européias. Depois de uma relação que não deu certo, ela decidiu criar um perfil em um aplicativo de relacionamentos, onde conheceu Andy Phelan. Ela conta que os dois tiveram encontros, foram passear, tomar sorvete e menos de um mês depois já estavam namorando. “Só que tinha um problema. Eu tinha de voltar para o Brasil cinco meses depois que conheci ele. Eu fiquei muito chateada porque não queria voltar para o Brasil”, relembra.

Por ter sido bolsista do governo brasileiro, Sayonara teve de permanecer no Brasil por um ano depois de voltar da Irlanda. Nesse período, ela conta como manteve o relacionamento a distância: “Foi difícil. Mas a gente tem a mente muito parecida. Toda semana, praticamente, a gente falava por videochamada e trocamos mensagens por aplicativos durante todo o dia”.

Sayonara conseguiu uma bolsa de estudos do governo irlandês e regressou ao país natal de Andy. “Quando eu voltei, ele estava no aeroporto com um buquê de girassóis! Foi a coisa mais fofa”, revela.

Com Ana Luiza Souza a história também foi parecida. Pernambucana, ela foi à Irlanda no fim de 2015 para estudar inglês por seis com o objetivo de melhorar o currículo. Ana conta que escolheu a Irlanda pelas relações amigáveis entre o Brasil e o país do hemisfério norte, sem contar que o visto de estudante também permite que alunos tenham part-time jobs (trabalhos de meio período/20 horas semanais).

Cathal e Ana Júlia vivem uma história de amor

Ao fim do curso, Ana passou dois meses de férias, quando conheceu Cathal Lynch. Ela contou ao LeiaJá que já pensava em renovar o curso de inglês por não achar que seus conhecimentos estavam bons o suficiente. Ela e Cathal se conheceram em um pub onde “a conversa foi fluindo, inicialmente porque ele ama futebol e começou a falar de times e jogadores brasileiros”. Mesmo sendo irlandês, Cathal morou e estudou nos Estados Unidos por nove anos e voltou para o seu país de origem mais ou menos na mesma época que Ana Luiza desembarcou.

Ter um intercâmbio acadêmico ou de voluntariado no currículo é extremamente importante. A experiência no exterior costuma agregar valor aos estudantes e, apesar de não ser imprescindível, é vista de forma positiva pelo mercado de trabalho. Estudar fora também permite ao intercambista conhecer pessoas e lugares novos, aumentando ainda mais sua rede de contatos.

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Em 2017, Giovanna Ballerini Ribeiro Gomes fez seis meses de high school no Canadá. Antes, estudou inglês nos Estados Unidos. E teve a certeza de querer cursar o ensino superior fora do Brasil. "Sempre foi meu sonho", conta a estudante, agora com 18 anos, que faz parte de uma geração de alunos do País que, de modo crescente, vai para graduação no exterior.

Dos 365 mil brasileiros que em 2018 foram estudar no exterior, 50,4 mil buscaram graduação. Isso representa um aumento de 37,7% em relação a 2017 (36,6 mil). Os dados são da pesquisa Selo Belta 2019, encomendada pela Associação das Agências Brasileiras de Intercâmbio (Belta). E dos 50,4 mil estudantes que foram fazer graduação no exterior, 36,6% (um em cada três) eram de São Paulo.

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Os levantamentos da Belta, que responde por 75% do mercado, se dividem em duas partes: a primeira com agências e outra com estudantes (quantitativa). Na parte referente às agências, graduação no exterior subiu no ranking dos tipos de intercâmbio mais vendidos. Saiu da 7.ª posição (2016) para a 4.ª (em 2018). "Antes era um bicho de sete cabeças, hoje é mais acessível", afirma Maura Leão, presidente da Belta. "Se a família quer qualidade acadêmica, pode somar o custo de uma boa faculdade e acomodação lá fora e ainda tentar uma bolsa. Aí vê que de repente consegue pagar. Antes as pessoas não faziam essa conta", diz Maura, CEO do Yázigi Travel.

Saída da crise

Carla Gama, diretora-geral da Experimento Intercâmbio Cultural, ressalta que à medida em que a competição por empregos no Brasil se torna mais acirrada, cresce o interesse. "Os cursos estão mais acessíveis à classe média."

"Muitas pesquisas indicam que até 2030 uma parcela relevante das profissões que conhecemos deixará de existir e, de outro lado, o mercado vem migrando suas exigências, deixando de lado apenas diplomas, para exigir habilidades", afirma Abdul Nasser, professor da FGV In company e do Ibmec no Rio. "As famílias perceberam que investir em educação no exterior amplia os horizontes e possibilita a formação de um networking globalizado."

Para Daniela Ronchetti Perkins, diretora operacional da FPP Edu-Media no Brasil - empresa organizadora das feiras EduExpo e EduCanada -, os estudantes cada vez mais consideram que uma experiência no exterior vai ajudá-los em tempos de crise. "Muitos também têm a intenção de permanecer no exterior após a graduação. Por exemplo, o Canadá dá a oportunidade de o estudante ficar no país legalmente para trabalhar na área após a conclusão do curso."

"Comecei a pesquisa pelos Estados Unidos, mas fazer o curso não iria ajudar a imigrar. No Canadá, essa experiência contaria para um futuro processo (de imigração)", explica Bruno Cortez Sibella, de 34 anos, que buscava uma possibilidade de fazer sua vida fora do Brasil após ter sido demitido. Com o auxílio da Canada Intercambio, o paulista de Santo André fez Broadcast Television and Independent Production no Conestoga College.

Brasil

A preocupação com o futuro do Brasil também conta. "O contexto político-econômico é muito mencionado por quem nos procura", diz Laila Parada Worby, gerente da Crimson Education Brasil, empresa internacional de consultoria que trabalha com universidades de EUA e Inglaterra. "Alguns pais acreditam que esses cortes (de verba pelo governo federal) vão prejudicar muito o ensino no País."

As agências também vêm se especializando no recrutamento de estudantes em língua portuguesa. "As pessoas precisam de ajuda nos processos", diz Laila. Esse apoio ajudou a convencer a família de Giovanna Gomes, que embarca este ano para fazer Bioquímica na Universidade Central Florida. "Minha mãe nunca foi a maior fã da ideia de me ter tão longe assim."

"De 2017 para 2018, houve crescimento de 20% nas vendas. Em 2019, já podemos afirmar que temos aumento de 15%", diz o gerente Carlos Eduardo Madeira, da recém-criada STB Universidades. Outras agências também registraram acréscimo nas vendas. Na Experimento e na CI, ficou entre 15% e 20%. O mesmo ocorre com a Canadá Intercâmbio. A empresa tem perspectiva de crescer 20% na modalidade de graduação naquele país.

Sobre os países mais procurados, os EUA ainda estão no topo do ranking - com destaque para Exatas. "Eles têm cerca de 4,7 mil instituições de ensino superior e muitas oportunidades de bolsa", explica Maura Leão, da Belta.

Voluntariado

Ser estudante da América Latina, ter ótimas notas no colégio e na prova de proficiência em inglês, praticar esportes, fazer trabalho voluntário, ter determinada condição socioeconômica, tudo pode contar na hora de pedir bolsa a uma instituição de ensino superior nos Estados Unidos. "Acho bem democrático o processo de bolsas no Estados Unidos. Diferentes aspectos vão agregando para o aluno obter bolsa", explica Maura Leão, da Belta.

De acordo com Laila Parada Worby, gerente da Crimson Education Brasil, as instituições americanas tendem a ser mais generosas com bolsas. "Segundo a Fulbright Commission, são 600 universidades americanas que oferecem bolsas de mais de US$ 20 mil para alunos internacionais", conta. "No ano passado, 55% dos alunos atendidos pela Crimson receberam bolsa, sendo que nem todos solicitaram. A média de bolsa por aluno foi de US$ 25.131 por ano", diz.

No Canadá, a política muda de uma instituição para outra, então o estudante deve escolher em qual pretende estudar e entrar em contato para saber como proceder. O governo canadense também concede bolsas. Uma delas é a Elap (Programa de Futuros Líderes das Américas), que há dez anos mantém acordos com instituições latino-americanas. Entre 2009 e 2017, os brasileiros ficaram com um quarto das bolsas concedidas: 1.070.

Já o governo português não concede bolsas a estudantes internacionais. Mas as instituições de ensino podem escolher dar algum apoio financeiro - que nunca chega a 100%.

Maura Leão ressalta a importância de prestar a atenção às datas de inscrição. "O pedido de bolsa às vezes é em janeiro, mas as aulas vão começar só em setembro." Na França, por exemplo, as candidaturas para universidades públicas, realizadas pelo Campus France Brasil, costumam ir do meio de novembro até janeiro.

Portugal

A ida de brasileiros para estudar em Portugal só cresce: do ano letivo 2017/18 para 2018/19, a alta é de 32%, segundo a Direção Geral de Estatísticas da Educação e da Ciência, que não dispõe do total só em cursos de graduação. "Mas a maioria, cerca de 70%, é para graduação", diz Cristiane Lazoti, diretora e fundadora da EduPortugal, entidade privada que capta alunos do Brasil para cerca de 40 instituições lusas de ensino superior.

Além disso, o país é atraente pelo idioma, pela cultura, por aceitar as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para o ingresso de algumas universidades e pelos bons preços das anuidades, como destaca Tomás Furtado de Souza, de 20 anos, aluno de Gastronomia no Politécnico de Coimbra desde 2018. "Minha primeira opção era o Canadá, mas os custos eram elevados", conta o jovem. "Gastaria mais ou menos o equivalente a R$ 100 mil por ano só com universidade." Pela graduação em Portugal, o aluno paga R$ 11 mil anuais.

Países onde o idioma oficial não é nem o português nem o inglês, como Alemanha, Holanda e França, também têm ganhado a procura de brasileiros, sobretudo via cursos na língua inglesa, com valores mais em conta. "Nunca me imaginei na Holanda, mas enviei currículo e me aceitaram", relata a paulistana Amanda Raith, de 18 anos, que começa neste ano na reconhecida University of Twente. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Malta ou República de Malta é um pequeno país de pouco mais de 400 mil habitantes, localizado ao Sul da Europa, mais precisamente perto da Itália e banhado pelo Mar Mediterrâneo. Apesar da proximidade com a Itália, Malta chama atenção por ter o inglês como língua oficial, além do maltês. A beleza natural e a riqueza cultural maltesa também são elementos atraentes que fazem com que muitos brasileiros optem por estudar inglês no país.

Até meados de 2017, Malta era um território muito mais explorado pelos próprios europeus do que por pessoas de outras nacionalidades. Até então, não era permitido que estrangeiros trabalhassem enquanto estudassem no país. Atualmente, Malta ocupa o sexto lugar entre os seis destinos mais procurados pelos intercambistas brasileiros, segundo pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Agências de Intercâmbio (Belta), publicada em abril de 2019.

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De acordo com a Associação, o fato de Malta ter implantado uma política que possibilita o intercambista estudar e trabalhar facilitou muito para que os estudantes escolhessem o país para aprender ou aprimorar o inglês. Marina Motta, gerente do departamento de Intercâmbio do STB (Student Travel Bureau) em Pernambuco, diz que a empresa envia cerca de 10% dos alunos de Recife para Malta. Ela acredita que é um destino que tem tudo para crescer ainda mais, tanto no intercâmbio, quanto no turismo.

 “Malta é um paraíso e atrai estudantes internacionais principalmente no verão europeu (julho a setembro) por suas praias e badalação. Os cursos de inglês podem ter duração a partir de duas semanas e aceitam alunos a partir dos 16 anos. Algumas escolas oferecem ainda programas voltados para maiores de 30 ou 40 anos. As acomodações podem ser em flats, alojamentos estudantis, ou mesmo casa de família”, conta Marina, que também já vivenciou uma experiência de uma semana em Malta.

Daniela Barreto é uma das alunas enviadas pelo STB à Malta. O lugar diferente, exótico e de clima mais ameno fez com que Daniela escolhesse Malta ao invés de outros países da Europa, como a Inglaterra (que recebe uma grande quantidade de intercambistas todos os anos).

Por sugestão da STB, a intercambista optou por estudar em uma escola na qual a faixa etária é de acima de 30 anos, o que para ela é um ponto positivo, pois assim pode conviver com pessoas da mesma idade e com interesses em comum. Além disso, Daniela escolheu hospedar-se em uma casa de família, para que pudesse ter uma experiência mais completa “É muito interessante esse contato com a pessoa do local. Você troca bastante informações, você tem a oportunidade de treinar o inglês na casa que você está, como também conhecer mais da cultura”.

A estudante está fazendo um curso de inglês de cinco semanas e afirma que aproveita para conhecer os pontos turísticos e históricos do lugar, que de tão bonitos, parecem ser "inacreditáveis". “O mar é incrivelmente bonito. Nas fotos, as pessoas acham que você usou um filtro, mas na verdade é aquilo mesmo, um mar muito bonito e com construções feitas em pedra calcária, então o contraste chama a atenção”, diz a estudante.

O mar de Malta, inclusive, é o grande protagonista da natureza maltesa. Por isso, o país também é chamado de arquipélago. Malta é dividida em três ilhas: Malta, Gozo e Comino. Existem outras ilhas, que, no entanto, não são habitáveis, mas todas elas têm uma rica história que são notáveis em suas paisagens rústicas, ao mesmo tempo românticas.

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