Janguiê Diniz

Janguiê Diniz

O mundo em discussão

Perfil:   Mestre e Doutor em Direito, Fundador e Presidente do Conselho de Administração do Grupo Ser Educacional, Presidente do Instituto Exito de Empreendedorismo

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Inovação em meio à crise

Janguiê Diniz, | qua, 16/09/2020 - 12:25
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Se há algo “positivo” nas crises, é que elas sempre forçam evoluções. Quem quer resistir a esses momentos críticos precisa se adaptar, criar novas alternativas, buscar se destacar. Tudo isso de forma muito rápida. Se já se falava há muito tempo da importância da inovação, hoje ela deixou de ser diferencial para se tornar fator essencial para a sobrevivência de profissionais e empreendimentos.

É nos momentos de grandes rupturas, como o atual, que ganham destaques os verdadeiros empreendedores e, consequentemente, os empreendimentos de sucesso. Se dizem que empreender é como se jogar de um penhasco e construir um avião durante a queda, em meio a uma crise, é como trocar o pneu com o carro em movimento. Muitas empresas – ou todas – foram pegas de surpresa pela pandemia e precisaram se adaptar muito rapidamente. As que já tinham planos de contingência ou eram habituadas a pensar de forma inovadora tiveram mais sucesso. A transformação digital foi primordial nesse contexto: com a interrupção das atividades econômicas presenciais, quem estava presente ou entrou no mercado online conseguiu um fôlego financeiro maior.

Daqui para a frente, inovação será cada vez mais necessária. O mercado ficará mais acirrado; o público consumidor, mais exigente. Podemos tomar como exemplo grandes players varejistas como Amazon e Magazine Luiza. As duas empresas têm setores interno exclusivamente dedicados às inovações tecnológicas. Não é à toa que, em vez de sofrerem o impacto da pandemia, surfaram na onda da crise e multiplicaram exponencialmente seus valores de mercado. Trazendo para a realidade das pequenas empresas, sabemos que não é possível manter laboratórios de inovação, mas a mentalidade inovadora deve ser parte da cultura organizacional. Não é preciso desenvolver grandes soluções, mas, às vezes, pequenas mudanças de perspectiva podem ter ótimos resultados. Para isso, é preciso incentivar nos colaboradores e gestores o olhar atento e dedicado aos processos, produtos e serviços da empresa. O que pode mudar, melhorar, ser mais eficiente? Como podemos oferecer uma melhor experiência ao público? Tudo isso é inovação e sempre tem reflexos positivos no desempenho do empreendimento.

Estamos entrando em uma era em que inovação e transformação digital passam a ser itens de primeira necessidade. Elas, entre outras práticas, garantirão a perenidade das empresas que estiverem em linha com as demandas do mercado e se colocarem sempre em uma posição de movimento, evitando a estagnação. Definitivamente, empresas precisam se reinventar diuturnamente, a fim de se manterem competitivas e atraírem mais consumidores. São novos tempos e, com eles, precisam surgir novos perfis profissionais e empresariais.

O empreendedor pós-pandemia

| ter, 08/09/2020 - 19:33
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O empreendedor, quase que por definição, convive com dificuldade e enfrenta inúmeras dificuldades em sua lida. Ninguém esperaria, no entanto, que um vírus fosse capaz de causar efeitos tão devastadores na economia mundial (além de todos os outros campos da nossa vida). Muitas empresas fecharam, a maioria teve seu faturamento reduzido, mas algumas também conseguiram se beneficiar desse cenário. O momento agora é de olhar para o futuro. Que ensinamentos a pandemia traz para os empreendedores que devem ser levados para o futuro de seus negócios?

Certamente, a maior mudança que a crise do coronavírus provocou foi uma aceleração da chamada transformação digital. Estamos na Quarta Revolução Industrial, pautada pela tecnologia, mas muitas empresas ainda resistiam a adotar recursos e soluções digitais, seja por desconhecimento, falta de capital ou mesmo ignorância. Agora, vemos que as empresas que melhor sobreviveram, e mesmo prosperaram, em meio à pandemia foram aquelas adaptadas ao ambiente digital. A Amazon, gigante do varejo online, registrou seu maior lucro trimestral entre abril e junho de 2020, um ganho de US$ 5,2 bilhões no trimestre. No Brasil, Magazine Luiza e Via Varejo também viram as vendas dispararem, mesmo com as lojas fechadas, e vêm investindo cada vez mais no digital. Tudo mostra que negócios que não funcionem online, mesmo que tenham lojas físicas, estão fadados a ficarem para trás na busca pela clientela.

Como dito, ninguém esperaria que uma crise de tal tamanho fosse se abater sobre todo o mundo. O que nos leva a refletir sobre gestão de crise e preparo. Primeiramente, é preciso que os empreendedores adicionem a sua mentalidade a necessidade de preparar seus negócios para os mais diversos cenários possíveis de futuro. Muitas empresas funcionam “na conta”, com margens apertadas e sem caixa que sustente por muito tempo. Esse comportamento pode ser mortal. Se faz primordial gerir a empresa de forma a ter fôlego para aguentar intempéries que apareçam, afinal, momentos de depressão econômica sempre existirão. O que diferenciará as empresas de sucesso das sem sucesso será a capacidade de lidar com os imprevistos. Essa capacidade também se reflete no empreendedor que se prepara e capacita. Estudar seu negócio, o mercado, os concorrentes e o público auxilia, inclusive, na previsão de problemas, permitindo traças estratégias de contingência.

Por fim, mas não menos importante, a palavra de ordem para o empreendedor pós-pandemia: inovação. Se esse já era um requisito para o sucesso, agora passa a ser ainda mais importante. A competitividade deve aumentar, e apenas os inovadores, que desenvolverem formas encantadoras de resolver os problemas a que se propõem terão a oportunidade de progredir. Lembre-se: o público está cada vez mais exigente. As gerações modernas demandam por atendimento rápido, cativante, personalizado. Cabe ao empreendedor identificar essas demandas e atendê-las.

O mundo dos negócios está mudando muito e rapidamente por conta da pandemia do coronavírus. Nesse cenário incerto, minimizar os riscos e se preparar para o futuro é dever de toda empresa. Para isso, o gestor deve definir as linhas de ação apropriadas, tendo em vista um panorama total do empreendimento. Façamos da dificuldade um aprendizado.

Sonhar com o sucesso ou trabalhar por ele?

Janguiê Diniz, | ter, 01/09/2020 - 12:13
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“Sonhar com o sucesso” é algo muito comum, e até positivo. Querer ter sucesso na vida – seja lá o que esse sucesso signifique para você – indica o desejo de progredir, alcançar objetivos. No entanto, enquanto o sonho não passa disso, apenas um sonho, honestamente, de nada adianta. É preciso torná-lo realidade. Sonho sem ação é alucinação e pode levar à frustração.

O sonho é importante, sim. Quem vive sem sonhos morre vazio. Sonhos são motores de vida. Mas é preciso que os encaremos mesmo dessa forma: como impulsionadores, que nos levam a agir em determinado sentido, a fim de concretizá-los. O sonho é aquele desejo inicial, o ponto de partida para uma realização. A partir dele, vem a pergunta: o que preciso fazer? Nem sempre é fácil alcançar todos os sonhos, mas não é impossível, desde que eles venham acompanhados de motivação e, principalmente, dedicação e muito trabalho. Principalmente este último.

O primeiro passo é decidir verdadeiramente mudar o seu estado de vida. Com essa decisão muito bem estruturada em mente, é hora de estudar o que fazer para perseguir o tão desejado sonho. É preciso transformar a palavra ‘sonho’ em ‘objetivo’. É que o sonho nos leva a um plano de ideias, abstração, pensamento; o objetivo, na contramão, é palpável, definível. Um grande objetivo pode parecer distante, inalcançável ou extremamente difícil. Muitas vezes, realmente, isso é verdade. No entanto, a melhor estratégia é dividir aquele objetivo final em metas menores, criando um plano de ação estruturado que o levará, etapa por etapa, até o fim. É que o impossível é formado de várias partes possíveis.

Há que se ter consciência que nem tudo na vida vem fácil ou rápido: é preciso batalhar, trabalhar muito para se conseguir o que quer. Ao mesmo tempo, ter em mente que todo esse caminho também representa desenvolvimento pessoal ajuda a suportar as agruras que se impõem. A palavra-chave na busca pelo sucesso é resiliência, essa bela e extraordinária capacidade humana de persistir em seus propósitos, mesmo diante de inúmeras dificuldades.

Muito mais valioso do que sonhar com o sucesso, entregando-se a devaneios, é preciso acordar, sair da zona de conforto e, com muita determinação, trabalhar pela concretização de tal desejo. Só temos uma vida neste planeta, uma oportunidade de aproveitar como desejamos e correr atrás de nossos anseios. Imperativo é, portanto, que não desperdicemos essa dádiva que é sonhar e realizar nossos sonhos.

Vitórias também são feitas de fracassos

Janguiê Diniz, | seg, 17/08/2020 - 17:00
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Ninguém gosta de errar ou perder. Isso é fato. Faz parte de nossa construção social não aceitar as falhas, pois as enxergamos como algo negativo e até degradante. Para piorar, o brasileiro tem a péssima mania de rir da derrota do outro. No entanto, os erros e as perdas devem ser bem aceitos em nossas vidas, pois são, na verdade, grandes professores. Não se engane: para vencer, você perderá várias vezes.

Assistimos aos grandes feitos de esportistas como, por exemplo, o piloto Lewis Hamilton, da Fórmula 1. Sua sequência de vitórias – com larga diferença para os adversários – é realmente impressionante. Todo esse sucesso, no entanto, foi precedido por derrotas e erros. Ele precisou treinar, se aperfeiçoar, melhorar suas habilidades na direção para enfim se tornar o fenômeno que é hoje.

A cantora Beyoncé toma conta de qualquer palco com sua presença imponente e voz impecável. Ela é detentora de 24 prêmios Grammy, mas já perdeu 46 vezes. Nada disso a fez desistir, abandonar a carreira ou se maldizer. Pelo contrário: a cada derrota ou rejeição, ela se motivava ainda mais para trabalhar mais e melhor e alcançar resultados diferentes. Isso faz dela a estrela mundial que é hoje: o trabalho incansável.

É o trabalho, aliado à dedicação, que transforma as derrotas em vitórias, os erros em acertos. Parar na primeira barreira nunca é uma opção para quem quer ser grande. Assim é a jornada de um empreendedor – e de qualquer pessoa. Para sermos excelentes em algo, precisamos começar de baixo, investir no aperfeiçoamento e, principalmente, ser dedicados, persistentes, resilientes e determinados.

Na busca por esse desenvolvimento, é preciso tentar ser melhor do que si próprio. Comparar-se a outros não é salutar. Ultrapassar seus limites, vencer suas barreiras, é isso que faz crescer, traz aprendizado e engrandece a alma. Faça o seu melhor, cada vez melhor, que as recompensas virão. Ao se deparar com um obstáculo ou uma perda, em vez de lamentar, foque nos aprendizados. Quando você erra, está no mínimo aprendendo como não fazer algo. Tudo é ensinamento.

Não procure clientes para seus produtos

Janguiê Diniz, | seg, 03/08/2020 - 12:10
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“Ah, mas minha empresa está indo mal porque não encontro clientes para os meus produtos”. É comum ouvirmos isso de empresários cujos negócios estão no prejuízo. A falta de clientela é realmente uma ameaça a qualquer empresa. No entanto, se você se resume a lamentar esse cenário, é sinal que precisa mudar de mentalidade. No mundo atual, em vez de procurar clientes para seus produtos, você precisa procurar produtos que atendam às necessidades do público.

Acontece que as relações de consumo mudaram com a evolução da sociedade e, principalmente, da tecnologia. É famosa a frase de Henry Ford, no início do século passado: Henry Ford disse sua famosa frase “O cliente pode ter o carro da cor que quiser, contanto que seja preto”. Hoje, no entanto, esse posicionamento não funciona mais e pode levar uma empresa à falência. Estamos na era da personalização. Todos querem que suas necessidades pessoais sejam atendidas de forma satisfatória. Por isso, empresas precisam estar em constante pesquisa e atentas ao mercado para identificar tendências e demandas e saber aproveitá-las da melhor forma.

De outro lado, quem quer empreender não pode cair no pensamento de “Eu vou lançar esse produto e vai ser sucesso, tenho certeza”. O pensamento correto é “Que produto eu posso lançar para atender a essa demanda?”. A prospecção nunca foi tão importante. E é nesse cenário que ganham força as startups: elas surgem para resolver problemas da sociedade. É que o remédio só pode ser desenvolvido depois que a dor é identificada. E uma das premissas da startup é justamente essa: identificar uma necessidade para, então, desenvolver sua solução, de forma inovadora e escalável.

Para o lançamento de um novo produto ou mesmo de uma empresa, o planejamento é essencial. Uma boa estratégia é a Go-to-market, que foca em como a empresa pode colocar seu produto (bem ou serviço) em determinado mercado para atingir a penetração desejada, obtendo maior receita e lucratividade. É uma maneira de direcionar todos os esforços para o lançamento de forma a maximizar a efetividade e o retorno.

Empreendedores geralmente têm pressa em lançar seus produtos ou empresas, aquela ansiedade para fazer o empreendimento prosperar. No entanto, quando esse início não é feito baseado em um planejamento e com direção correta, o resultado pode ser frustrante. Foi-se o tempo em que se podia pensar em lançar um produto por “gosto”. Hoje, é preciso saber ofertar o que é pedido, o que é demandado.

Foco na solução

Janguiê Diniz, | seg, 27/07/2020 - 09:37
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O ser humano, em muitas situações, tende a procurar um “culpado” por erros, desencontros ou falhas. É preciso responsabilizar alguém ou algo. Um funcionário que agiu errado, um contratempo, etc. E nisso perdem-se horas de debate ou mesmo de sono. Esse é um comportamento nocivo e contraproducente. Em vez de gastar tanta energia se preocupando com o problema, o mais benéfico a se fazer é focar na solução.

Antes de tudo, cumpre lembrar que todos temos problemas, dificuldades, obstáculos que temos que enfrentar durante toda a vida. São fatos de nossa existência, muitas vezes inevitáveis. Não podem, no entanto, tornar-se muralhas que impeçam nosso progresso. E a forma de transpô-los é criando soluções. Apenas lamentar ou apontar dedos de nada adiantará. Um velho dito oriental apregoa o seguinte: “Se um problema tem solução, você não precisa se preocupar. Se o problema não tem solução, toda preocupação será em vão”. Mesmo o fato de não haver solução para algo já é a própria solução em si, posto que evidencia que você deve tomar outro caminho. Ao mesmo tempo, não devemos nos preocupar com um problema solucionável, mas sim com a resolução. Ser pragmático pode ser uma boa conduta.

Sabe o que acontece? Preocupação enchem a mente, ocupa espaço de outros pensamentos mais positivos e de progresso, e ainda causa rugas. Não vale a pena. O que não quer dizer, ao mesmo tempo, que não devamos dar atenção aos problemas. De modo algum. O ponto é justamente atentar para o que pode desatar os nós. No mundo corporativo, por exemplo, em vez de pensar “Nossa, isso foi culpa de fulano”, experimente chamar a equipe e falar “Pessoal, nós temos este problema e precisamos resolvê-lo. Vamos pensar em soluções”.

Diante de um problema, é necessário fazer uma análise criteriosa do que pode ter dado errado, de forma a servir de aprendizado para o futuro – o caminho a não ser seguido novamente. Problemas e dificuldades são, acima de tudo, oportunidades e grandes professores. Seja grato pelos problemas que aparecem em sua vida, pois eles propiciam meios de expandir o pensamento crítico e analítico, a criatividade e a capacidade de superação. Busque os problemas, tenha-os como desafios.

Problemas sempre existirão, muitas vezes não há como desviar deles. O que diferencia as pessoas que buscam progredir das negativistas é a postura diante das dificuldades. Enquanto umas reclamam, procuram culpar algo ou alguém, outros buscam resolver o que tem que ser resolvido e seguir a vida. Proatividade é uma habilidade importantíssima no mercado de trabalho e na vida em geral, e um dos meios de desenvolvê-la é a resolução de problemas focada na solução. É um processo de autoconhecimento e desenvolvimento pessoal que só traz benefícios.

Tinha uma pedra no meio do caminho...

Janguiê Diniz, | sex, 17/07/2020 - 12:02
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Carlos Drummond de Andrade publicou, em 1928, na Revista de Antropofagia, marco do movimento modernista brasileiro, um poema que, à época, causou estranheza e críticas. “No meio do caminho” repetia exaustivamente o encontro do eu-lírico com uma pedra em seu caminho, e como o episódio fora marcante em sua vida. Tornou-se, depois, um clássico. O poema nos traz uma importante reflexão sobre nossa jornada da vida: o que fazer com as pedras que encontramos em nosso caminho?

Por mais simplório que aquele poema parecesse, sua profundidade se reflete em nossas experiências. São inúmeros as “pedras” que encontramos em nosso caminho. Umas maiores, outras menores, de formas variadas. Cada uma se apresenta de uma maneira e se impõe como um obstáculo a ser superado. Elas sempre estarão lá. O que muda é como reagimos a cada uma. Uns reclamam, outros se desesperam, outros voltam; alguns, no entanto, procuram outro caminho, desviam, ou mesmo chutam a pedra para o lado. É este tipo de atitude que permite progredir na vida: reações positivas, de quem encara de frente os problemas.

O mundo inteiro está diante de uma enorme rocha no caminho da humanidade, que é a pandemia do coronavírus. Diante desse grande obstáculo, não podemos nos acovardar ou desesperar; ao contrário, devemos refletir – neste caso, à luz da ciência – sobre como retirá-lo sobrepujá-lo. São diversas ações que, juntas, vão destruindo, aos poucos, a pedra. Essa é uma situação que está afetando profundamente o dia a dia das famílias, principalmente no aspecto econômico.

É em momentos como esse que o espírito empreendedor deve falar mais alto, prospectando alternativas ao grande impacto da pandemia. E vemos cada vez mais empreendimentos se reinventando, adaptando à nova realidade. O verdadeiro empreendedor não tem receios diante do desafio, pois sabe que precisa se preparar e se determinar a vencê-lo, e o faz. Aliás, a vida do empreendedor é um eterno caminho de pedregulhos: muita coisa acontece para tirar nossas forças, caímos algumas vezes, mas nos reerguemos tantas outras. E o importante é seguir.

Há momentos que, a exemplo do poema de Drummond, ficam marcados em nossas vidas, em que um empecilho nos impede de progredir. Mas é também nessas ocasiões em que devemos envidar todos os esforços para sermos maiores do que o adversário. Toda crise é, também, uma oportunidade. Toda pedra também pode ser um degrau.

Tinha uma pedra no meio do caminho...

Janguiê Diniz, | sex, 17/07/2020 - 09:35
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Carlos Drummond de Andrade publicou, em 1928, na Revista de Antropofagia, marco do movimento modernista brasileiro, um poema que, à época, causou estranheza e críticas. “No meio do caminho” repetia exaustivamente o encontro do eu-lírico com uma pedra em seu caminho, e como o episódio fora marcante em sua vida. Tornou-se, depois, um clássico. O poema nos traz uma importante reflexão sobre nossa jornada da vida: o que fazer com as pedras que encontramos em nosso caminho?

Por mais simplório que aquele poema parecesse, sua profundidade se reflete em nossas experiências. São inúmeros as “pedras” que encontramos em nosso caminho. Umas maiores, outras menores, de formas variadas. Cada uma se apresenta de uma maneira e se impõe como um obstáculo a ser superado. Elas sempre estarão lá. O que muda é como reagimos a cada uma. Uns reclamam, outros se desesperam, outros voltam; alguns, no entanto, procuram outro caminho, desviam, ou mesmo chutam a pedra para o lado. É este tipo de atitude que permite progredir na vida: reações positivas, de quem encara de frente os problemas.

O mundo inteiro está diante de uma enorme rocha no caminho da humanidade, que é a pandemia do coronavírus. Diante desse grande obstáculo, não podemos nos acovardar ou desesperar; ao contrário, devemos refletir – neste caso, à luz da ciência – sobre como retirá-lo sobrepujá-lo. São diversas ações que, juntas, vão destruindo, aos poucos, a pedra. Essa é uma situação que está afetando profundamente o dia a dia das famílias, principalmente no aspecto econômico.

É em momentos como esse que o espírito empreendedor deve falar mais alto, prospectando alternativas ao grande impacto da pandemia. E vemos cada vez mais empreendimentos se reinventando, adaptando à nova realidade. O verdadeiro empreendedor não tem receios diante do desafio, pois sabe que precisa se preparar e se determinar a vencê-lo, e o faz. Aliás, a vida do empreendedor é um eterno caminho de pedregulhos: muita coisa acontece para tirar nossas forças, caímos algumas vezes, mas nos reerguemos tantas outras. E o importante é seguir.

Há momentos que, a exemplo do poema de Drummond, ficam marcados em nossas vidas, em que um empecilho nos impede de progredir. Mas é também nessas ocasiões em que devemos envidar todos os esforços para sermos maiores do que o adversário. Toda crise é, também, uma oportunidade. Toda pedra também pode ser um degrau.

Toda jornada começa com o primeiro passo

Janguiê Diniz, | ter, 07/07/2020 - 12:00
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O medo do desconhecido, a insegurança de enfrentar algo novo. Por vezes, na vida, nos pegamos paralisados ou perdidos com receio de iniciar um novo empreendimento – e aqui entenda-se qualquer coisa que nos propomos a realizar, não apenas abrir uma empresa. Pode ser pela grandiosidade do projeto ou da ideia, ou pelos percalços que prevemos no caminho. No entanto, há que se ter em mente, sempre, que toda realização, qualquer que seja, só é possível quando decidimos dar o primeiro passo.

Sair do lugar pode ser incômodo. É muito mais confortável permanecermos onde nos sentimos seguros, em uma zona controlada. Imagine quantos grandes feitos no mundo deixariam de ser realizados se ninguém se propusesse a ousar, sair da zona de conforto, buscar algo diferente. E tudo isso teve um ponto de partida. Para mim, esse ponto de partida, o primeiro passo, chama-se decisão. É o momento em que você determina que irá realizar algo, seja um sonho, um propósito, ou qualquer coisa que o faça se mover do estado atual. A verdade é que a falta de ação e atitude é um dos maiores matadores de sonhos que existem.

Chegam momentos na vida em que precisamos nos lançar ao desconhecido, em uma nova aventura, algo que faz nosso coração bater mais forte. Para que essa jornada seja a menos traumática possível, é preciso também segurança. Daí a importância de traçar as estratégias que o farão chegar à concretização daquele desejo. Se, por um lado, temos que dar o primeiro passo, por outro, não podemos caminhar a esmo, sem rumo ou direcionamento. Quem tem um mapa dificilmente se perderá em sua trilha – esse mapa é o planejamento. Erros ocorrerão no processo, será necessário improvisar e desviar a rota, mas tudo isso pode ser previsto a fim de que sejam minimizados os percalços.

Em um mundo tão competitivo e hiperconectado, quem não se arrisca ou não se propõe a ir além pode acabar ficando para trás. Não dá mais para aceitar viver no mesmo status quo, manter-se na inércia, deixando a vida levar. É preciso assumir o controle do seu destino e começar uma caminhada decidida em direção aos seus desejos. Em frente é que se segue, para cima é que se cresce.

Empatia: necessidade básica

Janguiê Diniz, | ter, 30/06/2020 - 14:31
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Talvez uma das palavras mais utilizadas no contexto atual do mundo, em que uma pandemia provocou profundas mudanças em nossas rotinas e grandes prejuízos às populações, a empatia está “em alta”. O dicionário Michaelis apresenta, em sua versão on-line, as seguintes definições para a palavra: “habilidade de imaginar-se no lugar de outra pessoa”, “compreensão dos sentimentos, desejos, ideias e ações de outrem”. Dessas duas concepções, compreende-se o porquê de se falar tanto em empatia: é uma habilidade essencial que precisamos desenvolver, em especial em um momento em que tantas pessoas estão sofrendo, pelos mais diversos motivos.

Mas como colocar a empatia em prática, sem ficar apenas no discurso? São atitudes que, na verdade, já deviam estar sendo tomadas desde o início da pandemia. O simples fato de permanecer em isolamento (para quem pode) já é empático em si: voltando a circular pela cidade, você se expõe e expõe outras pessoas à contaminação. Para quem precisa sair de casa, por qualquer motivo, tomar as precauções necessárias, como o uso da máscara, o distanciamento e a higienização das mãos, também é se importar com o próximo. Não é tão difícil.

Empatia é respeito. Minimizar os efeitos da pandemia, criticar ações restritivas de circulação ou não seguir recomendações ou determinações das autoridades se refletem nos maiores atos de desrespeito que alguém pode ter na presente situação. Não é uma “gripezinha”, não é alarmismo: é realidade. Portanto, ajamos com consciência coletiva e senso social. A irresponsabilidade de hoje pode ter reflexos devastadores no futuro do Brasil.

Mas a empatia não deve ser exclusividade do período da pandemia: é necessidade básica para a vida. Em diversas situações, precisamos nos colocar no lugar do outro, tentar enxergar o que não enxergamos buscando novos prismas. É pensar no bem comum, no que pode tornar a realidade à nossa volta melhor para todos.

No mundo inteiro, já são 9,5 milhões de casos do novo coronavírus, com quase 500 mil mortes. O Brasil ainda não controlou a situação satisfatoriamente e começa a retomar as atividades econômicas, mesmo com taxas altas de contaminação e as 55 mil mortes – apenas as registradas oficialmente. No estágio em que estamos, o olhar e, principalmente, as atitudes empáticas se mostram cada vez mais importantes. É preciso ter empatia com a dor do outro, com a necessidade de quem perdeu o emprego, com o luto das famílias que perderam parentes para a doença. Ser empático é ser humano.

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