Janguiê Diniz

Janguiê Diniz

O mundo em discussão

Perfil:  Mestre e Doutor em Direito – Reitor da UNINASSAU – Centro Universitário Maurício de Nassau – Presidente do Conselho de Administração do Grupo Ser Educacional.

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Comunicação com o cliente na era digital

Janguiê Diniz, | qui, 05/09/2019 - 11:28
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A ascensão das redes sociais como ferramentas de comunicação e sua presença constante na vida de boa parte da população fez delas um importante meio também de contato de empresas com seus clientes/consumidores. Hoje, os canais de comunicação deixaram de ser vias de mão única, tornando-se mais abertos à interação. Isso traz, além de oportunidades, grandes desafios às empresas que querem – e precisam – acompanhar essas mudanças para se manterem competitivas.

Parece “bobo” falar na necessidade de manter uma boa comunicação nas redes sociais, estando em um mundo hiperconectado, mas a verdade é que ainda há muitas marcas que não conseguem fazê-lo, seja por falta de profissionais aptos a tal, seja por falta de visão da gestão, ainda presa a conceitos tradicionais. Estas correm riscos de ficarem para trás na disputa pela clientela e eventualmente irem à falência.

Olhando pelo lado bom, a internet traz ótimas oportunidades para empresas e profissionais que sabem fazer uso de seus recursos. O ambiente online permite encontrar mais facilmente, traçar estratégias mais assertivas e cativar o consumidor de mil e uma maneiras. Ademais, é um meio mais barato que mídias tradicionais como a televisão e mais direcionado. Enquanto, na TV, paga-se um preço alto para exibir uma propaganda para todo o público daquele canal, na internet, essa divulgação pode mirar diretamente no público-alvo, o que torna a comunicação mais adequada – além de ter custos menores.

Saindo do campo financeiro, talvez o grande desafio da comunicação online seja falar a língua do cliente. Principalmente na época atual, em que os nativos digitais deixaram de ser futuros consumidores e já estão aí, no mercado de trabalho e de fato consumindo. Essa geração, que cresceu em meio à tecnologia, tem um pensamento multitarefa e multitela, é imediatista e busca experiências cada vez mais personalizadas. Como atender a essas expectativas de forma cativante? Primeiramente, estudando o seu público. Depois, planejando estratégias que possam aproximar a marca, humanizá-la, torná-la “amiga” do consumidor. Não faltam exemplos de empresas que realizam um ótimo trabalho online. A Netflix, por exemplo, é sempre elogiada por sua presença digital, com tom informal e descomplicado. O Ifood é outra empresa que se comunica bem com o cliente.

O ambiente digital traz muitos desafios, mas também diversos caminhos possíveis de serem seguidos e, se bem trilhados, que levam ao sucesso dos negócios. Cabe às empresas investirem em pesquisa sobre seu público e em estratégias de aproximação. Tudo o que o internauta quer, hoje, é se sentir próximo da sua marca preferida, pertencente a um grupo, enfim, sentir-se valorizado. Não é pedir muito.

Privacidade em tempos de hiperconectividade

Janguiê Diniz, | qua, 28/08/2019 - 12:00
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O termo “hiperconectividade” se refere a uma realidade do tempo em que vivemos. Muitas pessoas passam boa parte ou mesmo todo o dia conectadas à internet, onde quer que estejam. Somado a isso, com o uso constante de diversos aplicativos para celular, passa despercebido que cedemos dados pessoais, geográficos e mesmo de hábitos. Uma pesquisa no Google já diz muito sobre o seu perfil. Os locais que você visita, também. Há como preservar certa privacidade, mesmo dentro dessa realidade?

Do mesmo modo que a internet abriu um sem número de possibilidades, oportunidades e facilitou diversos aspectos da vida cotidiana, com o tempo surgiu uma série de riscos à privacidade – embora seja sempre importante destacar que, sozinha, ela não é culpada por isso. Para registrar um endereço de e-mail, por exemplo, ou realizar um cadastro em um site de compras, é comum termos que ceder algum tipo de informação pessoal como CPF, RG, etc., e, nem sempre nos preocupamos ou temos a garantia de que nossos dados serão guardados de forma segura. Mais que isso, muitos dados são coletados pelos aplicativos para “oferecer uma melhor experiência” – sempre com nossa permissão.

Quem nunca se pegou, por exemplo, momentos depois de uma conversa com amigos em uma mesa de bar, recebendo notificações ou ofertas sobre o tema discutido, mesmo que não tenha tocado no smartphone? As grandes empresas como a Google negam que coletam informações pelo microfone do aparelho, mas, para nós, já ficou bem claro que esse tipo de ação é realizada. É preciso saber lidar com essa situação, tornando-a um fato da vida. Hoje, ninguém que tem um smartphone consegue “se esconder” totalmente – a não ser que entre em uma caverna, sem nenhum tipo de conexão, e que não seja visto no caminho.

Creio que não devemos mais nos preocupar tanto com esse tipo de uso de nossas informações. Parece invasivo – e, de fato, não deixa de ser. Porém, acontece e dificilmente se pode fazer algo a respeito. De outro lado, é também preciso tomar cuidado com o que mostramos na web. O simples ato de ficar conectado o tempo todo nos expõe até a riscos físicos. Não é incomum acontecerem sequestros, invasões a residências e assaltos a pessoas que expõem suas vidas nas redes sociais. Não bastassem esses crimes, os internautas também estão sujeitos aos crimes virtuais como roubo de dados confidenciais e o monitoramento de conversas.

O Brasil já possui legislação que versa sobre o desenvolvimento do ambiente virtual, o Marco Civil da Internet, mas este não abarca todas as possibilidades que não param de aparecer a todo tempo – uma característica da internet, que se expande e reinventa constantemente. Necessário se faz que o Poder Legislativo mantenha-se atualizado com as inovações que surgem, a fim de garantir um nível razoável de privacidade à população. Se precisamos utilizar a internet para quase tudo na vida, é também preciso que tenhamos segurança, inclusive jurídica, para isso. O progresso é necessário, mas deve ser acompanhado dos contrapesos adequados.

O Enem digital

Janguiê Diniz, | qui, 15/08/2019 - 20:31
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O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), criado em 1998, além de ser uma importante ferramenta de avaliação do Ensino Médio no país, tornou-se também uma das principais formas de ingresso no Ensino Superior – sendo aceito em instituições públicas e particulares. A partir de 2020, o Exame começará a sofrer mudanças para se tornar inteiramente digital, o que deve ocorrer por completo em 2026. A questão é: em um país continental e ainda com tanta dificuldade de acesso à tecnologia, a prova conseguirá se manter abrangente e sem riscos de fraudes?

Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), um teste será realizado em 2020 com 50 mil candidatos, com escalonamento gradual até 2026, quando as provas serão apenas virtuais. Outra novidade é que, por ser digital, a prova terá mais de uma aplicação ao ano – com a ideia de chegar a quatro datas anuais.

O Inep alega que o novo formato proporcionará economia, por dispensar toda a logística das provas impressas; redução do risco de fraudes e a possibilidade de aplicação em mais municípios. É, sem dúvida, um projeto ambicioso e que pode trazer grandes avanços, mas que não pode perder de vista o viés social do Enem, que universaliza o acesso ao Ensino Superior.

Parece-me que a intenção é, inicialmente, cortar gastos. Afinal, todo o processo para aplicação do Enem custa caro – em 2018, foram quase R$ 500 milhões. Como o atual governo pretende gerar economia para sanear as contas públicas, a transformação do exame em digital é benéfica aos cofres, já que evita gastos, principalmente os desperdícios com provas que são impressas e não utilizadas devido às faltas dos candidatos.

Há também o argumento de promover um maior alcance do exame, que poderia ser aplicado em mais cidades de uma forma mais fácil. Em princípio, um ponto válido, já que é mais fácil enviar uma prova digital do que uma física a lugares mais remotos. No entanto, ao mesmo tempo, os municípios mais distantes normalmente não têm a infraestrutura necessária, como bom acesso a internet, ou mesmo locais com computadores onde as provas possam ser aplicadas. Essa deve ser uma preocupação do Ministério da Educação: promover, antes da digitalização do Enem, a inclusão digital no Brasil – tarefa a ser desenvolvida em conjunto com outros órgãos, claro.

A inclusão digital, por sinal, é também ponto contra a aplicação apenas virtual do Enem. Sabemos que há candidatos que não são familiarizados com o computador, seja pela condição social, seja pela idade, o que pode gerar confusões e inseguranças, prejudicando seu desempenho. A prova de papel, nesses casos, se mostra a opção mais “confortável”.

Toda mudança traz seus benefícios e suas contradições, é fato. Com o Enem, não será diferente. A partir do modelo de escalonamento adotado pelo Inep, será possível, também, avaliar melhor o processo avaliativo e os gargalos a serem melhorados. Esperemos que haja compreensão do poder público em analisar com responsabilidade os efeitos dessa inovação e sensibilidade para atuar no sentido de debelar os possíveis entraves à realização plena do plano. O que a mudança não pode causar é a exclusão de parcela da população que eventualmente não se possa valer dela. A conferir.

EAD é o futuro da educação superior

Janguiê Diniz, | qui, 08/08/2019 - 11:38
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Se antes, em um passado recente, fazer um curso superior era algo quase inacessível – seja pelos altos valores das faculdades particulares, seja pela dificuldade de conseguir uma vaga nas instituições públicas –, o cenário atual da Educação Superior é muito mais promissor e democrático. Parte desse progresso é reflexo da expansão da educação a distância (EAD), que vem crescendo a passos largos nos últimos anos.

Segundo pesquisa realizada em 2018 pela Associação Brasileira de Mantenedoras do Ensino Superior (ABMES), naquele ano, o número de matrículas no ensino a distância nas universidades particulares aumentou de 818 mil para quase 950 mil. Nesse ritmo, a entidade prevê que o EAD supere o ensino presencial em 2023. Razões para esse crescimento não faltam. Os cursos EAD são mais acessíveis à população em vários pontos: é possível estudar onde, como e quando puder, permitindo que o aluno adeque seu tempo de estudo à sua rotina diária; os custos são, em geral, mais baixos do que o ensino presencial; e os diplomas têm a mesma validade dos da modalidade tradicional.

Enquanto o ensino presencial vive um momento de instabilidade, o EAD só cresce. O número de matrículas em cursos de graduação presencial diminuiu 0,4% entre 2016 e 2017; na modalidade a distância, no entanto, houve aumento de 17,6% no mesmo período, maior percentual registrado desde 2008. Os números mostram que o EAD é uma realidade e tem sua força. Ainda que existam pessoas que tenham receio de aderir a esse tipo de ensino, por gosto ou insegurança, fato é que as grandes marcas da educação superior privada no Brasil já voltam seus olhos para o que deve se tornar o futuro do setor. A oferta cresce cada vez mais.

Por vezes, se questiona sobre as limitações didáticas ou pedagógicas do EAD, ou mesmo da falta de oportunidades para networking, mas esses pontos vêm sendo observados pelas instituições que oferecem a modalidade. Para promover o networking, por exemplo, é possível colocar pessoas de locais diferentes, o que gera possibilidades até mais abrangentes de comunicação e troca de conhecimentos. Também, as ferramentas utilizadas para o ensino a distância estão se modernizando para promover melhores estratégias e didáticas. Tudo para que o aluno tenha uma experiência igual à presencial.

O EAD é uma realidade e vem para somar no desenvolvimento da educação brasileira. Com ele, é possível expandir ainda mais o alcance do conhecimento acadêmico, alcançando milhares de vidas antes distantes desse mundo, impossibilitadas por limitações geográficas ou econômicas. O Brasil é um país continental e, como tal, tem suas dificuldades de levar educação superior a todos os locais. O EAD se torna, então, também uma potente forma de inclusão social.

Boa educação vem de casa

Janguiê Diniz, | qua, 17/07/2019 - 19:01
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Recentemente, casos assombrosos de alunos desrespeitando professores em sala de aula chamaram atenção na mídia. A afronta e a violência dos atos deixou muitas pessoas indignadas. Apesar de os casos noticiados terem ocorrido em escolas públicas, e isso ser usado como argumento para condenação dos adolescentes, fato é que essas ocorrências também são registradas na rede particular. Pior: muitos pais culpam a própria escola por “não ter dado a educação necessária” ao adolescente. Como se esse fosse o papel do centro de ensino.

Uma coisa deve ficar muito clara: a escola informa, forma, educa, mas quem cria é a família. Assim sendo, deve vir de casa a boa educação, as boas maneiras. Noções como respeito e cordialidade não deveriam ter que ser ensinadas nos colégios, mas apenas reforçadas e incentivadas. Acontece que, em uma realidade com pais cada vez mais ausentes (seja por excesso de trabalho, seja por irresponsabilidade), essa parte da formação do caráter acaba relegada ao sistema de ensino, o que é um grande erro.

Não é raro ouvir casos de alunos que causam confusões na escola, por vezes até ofendendo ou mesmo agredindo professores e funcionários, e que acabam “impunes”. Não que se precise de fato de uma sanção enérgica, mas a correção, sem dúvidas, é necessária e mesmo benéfica ao próprio aluno, que tem a oportunidade de se reconhecer no erro e mudar sua postura. 

O problema é quando a família não apóia a ação da escola, protegendo o adolescente. Esse é um dos maiores erros que um pai pode cometer: blindar o filho do mundo e dar-lhe total liberdade. A criança e o adolescente precisam conhecer limites e serem ensinados, no âmbito doméstico, sobre respeito e boa convivência.

De outro lado, educadores muitas vezes têm medo de agir contra um estudante indisciplinado e acabarem sendo eles próprios, os mestres, punidos. O sistema educacional tem tornado o aluno quase “intocável”, o que, somado à falta de educação doméstica, dá a ele a sensação de liberdade e invencibilidade. Casos como esses só deixarão de existir quando os pais e responsáveis, de fato, tiverem a consciência de seu papel na educação dos filhos e, junto com a escola, formarem futuros adultos corretos e íntegros. Essa junção de forças, inclusive, poderia ajudar a combater muitas mazelas que se abatem sobre nossa sociedade.

O papel da educação no processo de ressocialização

Janguiê Diniz, | ter, 09/07/2019 - 12:05
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Que o sistema prisional e socioeducativo brasileiro está longe de ser bom, disso ninguém duvida. Nossa realidade é de prisões mal-cuidadas, com superlotação e sem nenhuma estrutura que possibilite a real ressocialização do detento ou o desenvolvimento de ações socioeducativas com os adolescentes apreendidos. Como resultado, temos apenas “depósitos de gente” que, em vez de cumprir o papel que lhes era devido, acabam por atuar totalmente na contramão.

Segundo o World Prison Brief (WPB), o Brasil tem a terceira maior população carcerária em número absoluto do mundo, com 714 mil detentos (dados de 2019), atrás apenas de China e Estados Unidos. Claro que somos um país gigante e, como tal, é esperado que se tenha mais presos, mas, ao mesmo tempo, essa população só faz aumentar e não se vê esforços do poder público para agir em contrário. Pensa-se em endurecer as leis, aumentar as penas, até em construir mais presídios, mas não se pensa no que fazer com os indivíduos enquanto estão privados de liberdade. Jogados nas prisões desaparelhadas, eles não têm a oportunidade de mudar de vida e saírem de lá pessoas melhores e de fato arrependidas de seus erros. Como é comum se dizer, prisões no Brasil são “escolas de crime”, que só marginalizam ainda mais seus ocupantes.

A ociosidade dos detentos não lhes faz bem de maneira alguma – nem a eles, nem à população, que, afinal, está pagando por sua manutenção no presídio. Pagamos, portanto, por um “intensivo de criminalidade”, de onde o recluso sai ainda mais especializado. É claro que, felizmente, muitos aproveitam o tempo de pena de maneira extremamente positiva e buscam refazer a vida em seguida, mas estes ainda são minoria. É muito animador ler nos jornais que pessoas privadas de liberdade são aprovadas em exames como o Enem e terão, então, a chance de evoluir socialmente. Esse é um direito que não se pode negar a ninguém, por mais erros que a pessoa tenha cometido na vida.

O mesmo ocorre nas unidades socioeducativas, que recebem adolescentes infratores. Nestes, a situação é ainda mais delicada. Crianças e adolescentes estão em fase de formação de caráter e, por isso, precisam de um acompanhamento especial, ainda mais próximo e, por que não dizer, acolhedor. Eles normalmente já vivem uma realidade tão degradante em seus locais de origem que, quando apreendidos por alguma infração, deveriam ser educados com mais força. É imprescindível que haja programas de formação e educação nestas unidades – como há em muitas – que deem a oportunidade a esses adolescentes de, após cumprida a medida socioeducativa, dar um novo rumo à vida, afinal, ainda estão no começo dela.

É até de espantar quando ouvimos, por exemplo, que, em 2017, a Holanda havia fechado 24 prisões por falta de presos. Era tanto espaço vazio que havia detentos noruegueses cumprindo pena naquele país. Claro que há diversos fatores para o baixíssimo índice de criminalidade e prisões na Holanda, mas não há dúvidas de que a educação tem papel fundamental nesse status – tanto dentro, quanto fora das penitenciárias. O Brasil precisa passar a adotar, de fato, o modelo de ressocialização, e não apenas o de privação de liberdade. A ociosidade sem um projeto de educação e desenvolvimento pessoal nunca levará ninguém a uma real melhora de vida.

Empreender na era digital

Janguiê Diniz, | qua, 03/07/2019 - 12:35
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Ainda hoje é comum falar-se no desenvolvimento da internet como um fato ainda em curso. Não podemos pensar assim. A rede digital já é um fato de nosso cotidiano e abarca diversas faces de nossas vidas. Lidar com ela sob esse prisma é a melhor forma de manter-se atualizado e não ficar para trás em diversos aspectos. Um campo em que saber utilizar bem a tecnologia é o profissional, notadamente para quem quer empreender.

Abraçar a tecnologia e fazer dela um aliado não é mais opção nem pode ser um plano de futuro, mas é praticamente uma regra para quem quer se destacar no mercado de trabalho na era digital. Acontece que, hoje, há soluções tecnológicas para praticamente tudo e elas podem ser utilizadas para impulsionar qualquer empreendimento.

Em seu livro “Vai lá e faz: como empreender na era digital e tirar ideias do papel”, Tiago Mattos defende que, no futuro, os empregos vão desaparecer e seremos todos freelancers, autônomos ou profissionais liberais. Com isso, todos seremos, então, empreendedores. Como tal, será necessário se empenhar mais em qualquer trabalho, saber diferenciar-se, investir na capacitação e no aperfeiçoamento. Será também preciso, cada vez mais, ser resolvedor de problemas. E que melhor maneira de resolver problemas do que com a tecnologia? Ela será nossa grande aliada.

Esse novo mundo essencialmente digital muda os parâmetros de concorrência do mercado – o que já vem ocorrendo há alguns anos, mas algumas empresas insistem em não aceitar. Os concorrentes deixaram de ser aqueles da mesma rua, mesmo bairro, mesma cidade ou estado. Minha empresa pode ser ameaçada por outra sul-coreana, que oferece um produto ou serviço igual ao meu e pode tomar meus clientes. Aceitar esse fato e saber usá-lo a seu favor é para quem tem inteligência empreendedora.

Empreender é saber inovar, criar novas soluções para velhos problemas. Hoje, para inovar, muitos são os recursos disponíveis, dado o avanço da tecnologia. Não dá mais para querer só fazer as mesmas coisas de sempre. Para ter sucesso e se destacar nesse mundo globalizado, digital e disruptivo onde o mercado é altamente concorrido, é preciso investir na inovação e tecnologia é a melhor forma de fazê-lo. Ganha quem souber melhor utilizar as opções disponíveis e tiver mais criatividade para oferecer soluções inovadoras e cativantes para o público. Não é fácil, dá trabalho, mas, quando bem feito, é um tiro certeiro.

Educação inovadora

Janguiê Diniz, | qui, 27/06/2019 - 14:04
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Já escutamos por inúmeras vezes a expressão “educação inovadora”. De tempos em tempos, vemos e ouvimos discussões sobre novos rumos nos processos de ensino e aprendizagem. Cada época com sua visão de inovação e pautadas, por vezes, em mudanças nos métodos e metodologias, outras vezes na reorganização curricular. Na última década, esses debates colocaram a relação direta entre inovação e usos e manejos das novas tecnologias.

Desde os anos 90, com a massificação dos computadores, as escolas começaram a adotar a tecnologia como aliada ao ensino. Vimos surgir os laboratórios de informática, as aulas de robótica e tantas outras. Esses nada mais eram do que novos modelos, que precisam ser pensados e testados constantemente.

Hoje, é impossível a tecnologia não ser parte do processo de aprendizagem do aluno. O acesso fácil à internet, seja através do computador, do celular ou tablet, faz com que os jovens recebem uma avalanche de informações por meio da tecnologia. Infelizmente, a estrutura que temos hoje nas escolas não condiz com os jovens atuais. Eles mudaram, mas as escolas ainda não. O maior erro da atualidade é achar que a tecnologia vai substituir o professor. Ao contrário, ela vai ajudar. O educador não é mais o detentor do conhecimento, ele passou a ser um facilitador.

No Brasil, a tendência mais comum quando falamos de educação inovadora é pensar em recursos tecnológicos. No entanto, a tecnologia é precisa ser pensada como um complemento de alternativas. A inovação educativa é uma mudança na conjuntura e não apenas de uma ou outra prática. Não há inovação sem o reconhecimento de que todas as crianças e jovens são agentes de transformação.

O professor está sendo destituído da posição de detentor de todo o conhecimento e passa a ter um papel ainda mais difícil: ter uma visão crítica e ao mesmo tempo neutra, trazer debates e saber conduzir a turma para estimular o pensamento e o aprendizado. É pesaroso afirmar que a maioria das instituições de ensino brasileiras não estão preparadas para exercer esse papel.

Não conseguiremos dar um salto de qualidade na educação brasileira se não reinventarmos as escolas. Para experimentar uma educação inovadora precisamos arriscar, testar. Nesse ponto, também não podemos esquecer a necessidade de fortalecer o ensino à distância, principalmente como alternativa para jovens adultos. E o mais importante, precisamos saber que a tecnologia possibilita esse e outros alcances.

INOVAÇÃO em uma sociedade “disruptiva”

Janguiê Diniz , | qua, 19/06/2019 - 16:38
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            De partida, a pergunta que nos é imposta é a seguinte: como sobreviver, evoluir, desenvolver-se, crescer, conquistar, progredir, ter sucesso, prosperidade, vencer na vida - com felicidade plena e em abundância - nesta nova era, nesta nova sociedade que deixou de ser meramente globalizada, mundializante, aldeia global, para se transformar numa sociedade tecnotrônica, tecnológica, digital, “disruptiva” e cheia de desafios?

            Importa asseverar que hoje, os competidores das pessoas físicas não são mais apenas aquelas pessoas domiciliadas na sua cidade, no seu estado, na sua região ou no seu país. São aquelas que têm domicílio mundial, ou seja, que vivem em qualquer parte do planeta, em virtude da aldeia global. Além disso, de acordo com um estudo realizado pela consultoria Ernst & Young, até 2030, cerca de 70% dos empregos que existem hoje devem ser substituídos por tecnologia inteligente e automação, o que equivale a dois em cada três postos de trabalho. Nada obstante, inúmeras outras formas de trabalho e emprego também estão sendo criadas, em virtude do surgimento destas novas tecnologias, inteligência artificial e automação. Nessa perspectiva, elencamos, ilustrativamente, as principais profissões que estão com os seus dias contados e as novas que já fazem, ou, em breve, farão parte de nossas vidas:

PROFISSÕES QUE ESTÃO COM OS DIAS CONTADOS: 1) PILOTO DE AVIÃO - Hoje, os sistemas de computadores já pilotam as aeronaves na maior parte do tempo. A interferência humana acontece, apenas, nas etapas de decolagem e pouso. Diante disso, estima-se que a profissão será automatizada entre os anos de 2025 e 2030, com o objetivo de implementar maior nível um nível maior de segurança para os passageiros e para as companhias, já que a máquina erra menos que o ser humano, além de gerar uma economia anual da ordem de US$ 35 bilhões. Assim como os autocarros, ou carros autônomos, que em algumas cidades já estão em funcionamento (existindo até Uber autônomo), o futuro será permeado por máquinas voadoras autônomas, inclusive, já em teste por diversas empresas de aviação.

2) MÉDICO ANESTESISTA - Em um futuro próximo, quem aplicará as anestesias serão as máquinas inteligentes e isso proporcionará um barateamento substancial do valor das cirurgias, além de maior segurança. Estima-se que a profissão será automatizada até o ano 2025. A empresa Johnson & Johnson já criou um robô intitulado Sedasys para aplicar anestesia, que já está em fase de teste.

3) CONTADORES E AUDITORES - Nos dias de hoje, em virtude da digitalização dos processos e dos livros contábeis, além do uso de blockchain, todas as transações contábeis, em quase todas as nações, são publicadas instantaneamente para proporcionar aos fiscos dos países maior arrecadação e evitar fraudes. Estima-se que, em um futuro próximo, até, no máximo, 2030, todas as tarefas dos contadores serão automatizadas, tornando obsoleta e desnecessária a mão de obra humana;

4) RECRUTADOR DE TALENTOS OU HEADHUNTER - A automação, com poderosos algoritmos de inteligência artificial, com muito mais capacidade de armazenamento de dados, substituirá, até 2023, todos os recrutadores de talentos, ou headhunters.  Essas máquinas, por meio da avaliação de fotos, vídeos, posts e diversos outros dados armazenados, podem selecionar com muito mais acuracidade o perfil do candidato demandado para determinado cargo.

5) ADVOGADOS OU ASSISTENTES JURÍDICOS DE DETERMINADAS ESPECIALIDADES - Solução de inteligência artificial, a exemplo do computador Watson da IBM, já consegue fazer pesquisa jurídica e realizar tarefas repetitivas de análise de processos, legislação, doutrina e jurisprudência com mais eficiência e acuracidade que muitos advogados em início de carreira. Logo, estima-se que, até 2025, algumas especialidades da profissão de advogado serão automatizadas, fazendo com que apenas aquelas tarefas jurídicas que dependem de interpretação subjetiva sejam executadas por seres humanos.

6) CORRETORES DE SEGURO E ANALISTAS DE RISCO - Muitos serviços outrora realizados por corretores de seguros e analistas de risco, como cotações, cálculos de prêmio, custos de apólice, avaliação de riscos individuais, coletivo entre outros, já estão sendo feitos por sistemas e machine learning dos computadores inteligentes. Logo, estima-se que a profissão será toda automatizada até o ano de 2025.

7) ANALISTA DE INVESTIMENTO - Na atualidade, os robôs que operam em alta frequência no mercado financeiro americano de ações já fazem mais de 50% das operações diárias das transações financeiras. Nesse sentido, estima-se que a profissão será totalmente automatizada até o ano de 2023. Com efeito, a competição não será mais pelo melhor analista, mas pelo melhor algoritmo, capaz de entender as condições do mercado e tomar as melhores decisões de investimento.

8) ANALISTAS FINANCEIROS - Estudiosos do assunto estimam que esta profissão será totalmente automatizada até o ano de 2027, uma vez que,  atualmente já existem softwares de análise financeira que utilizam inteligência artificial muito mais eficazes e efetivos que os profissionais humanos, com um índice de acerto bastante superior.

9) OPERADOR DE TELEMARKETING - Hoje, a maioria dos serviços de telemarketing já é realizada via autoatendimento digital on-line.

10) ÁRBITRO DE FUTEBOL E DE OUTROS ESPORTES - Em breve, não apenas no futebol, mas, na maioria dos esportes, a tecnologia gerada pela inteligência artificial automatizada se encarregará de fiscalizar, apurar e solucionar qualquer evento ou dúvidas em determinada competição e arbitrará o resultado final do jogo, tornando obsoleto o árbitro ou juiz humano.

11) CORRETOR DE IMÓVEIS - A facilidade das relações comerciais, por meio de sistemas automatizados, vem desburocratizando profundamente o mercado imobiliário, tornando obsoletos esses profissionais.

12) TRABALHADORES RURAIS - A utilização da automação agrícola nas lavouras, por controle via satélite, está diminuindo radicalmente a mão de obra nas lavouras, o que tornará obsoleta a mão de obra dos trabalhadores rurais.

13) ALÉM DE OUTRAS PROFISSÕES COMO OPERADOR DE CAIXA, MOTORISTA, CARTEIRO, ENTREGADOR ETC.

NOVAS PROFISSÕES QUE FARÃO PARTE DE NOSSAS VIDAS : 1) TUTORES DE ENSINO A DISTÂNCIA ONLINE (EAD) - O ensino a distância não é mais considerado futuro,  já é uma realidade. Por exemplo, hoje, no Brasil, cerca de 20% das matrículas no Ensino Superior já são feitas via EAD e, até 2025, estima-se que esse percentual chegará à casa dos 50%. A expansão do ensino a distância no Brasil não será apenas no Ensino Superior, mas também no Ensino Técnico, Ensino Básico, nos cursos livres e, principalmente, nas áreas desregulamentadas, como cursos para concursos, cursos de Línguas, etc. Daí a importância dos profissionais das salas de aula virtuais.

2) CREATORS OU DIGITAL INFLUENCERS - Especialistas em produzir conteúdo para a internet, também conhecidos como digital influencers, ou influenciadores digitais. 3) COACH - O coach é o profissional que ajuda outras pessoas a evoluir em diversas áreas de suas vidas, mas, principalmente, em suas carreiras. Hoje já existe uma forte demanda para esses profissionais, visto que muitas pessoas ainda estão em dúvida sobre o que desejam fazer da vida ou sobre como desempenhar as funções da melhor maneira.

4) PERSONAL TRAINER – A sociedade tem envelhecido de maneira mais saudável e como consequência tem ganhado mais longevidade, além disso, nessa onda de embelezamento influenciada pelas redes sociais, as pessoas estão cuidando mais do corpo. Desta forma, a tendência é que este profissional ganhe ainda mais valorização.

 5) PROFISSIONAL DE MARKETING DIGITAL – As redes sociais hoje em dia viraram um modelo exponencial de negócio. Por isso, este profissional está sendo cada vez mais demandado para a realização de publicidade voltada para a internet.

6) ENGENHEIRO AMBIENTAL - Em face da política mundial de proteção do meio ambiente pautada nos princípios da sustentabilidade, esse profissional será cada vez mais essencial entre as profissões do futuro.

7) ENGENHEIRO HOSPITALAR - Na sociedade digital ou disruptiva, para cuidar da saúde das pessoas, os hospitais passam a utilizar cada vez mais tecnologias de ponta consagradas em máquinas digitais e automotivas. Nesse sentido, o engenheiro hospitalar será uma profissão de grande demanda nos próximos anos.

8) DESENVOLVEDORES DE SOFTWARES OU DEVELOPMENT OPERATIONS ENGINEER – Conhecido como devops, o development operations engineer ou engenheiro de desenvolvimento e operação de software é um profissional de TI (Tecnologia da Informação) com amplo conhecimento das etapas que envolvem o desenvolvimento e a operação do software, seja na execução dos processos, seja no planejamento do funcionamento, ou na organização e evolução de versões. É um profissional utilizado na engenharia de software e visa unificar o desenvolvimento de software (Dev) e a operação de software (Ops). São profissionais que criam a automação em todas as etapas da construção do software, desde a integração, teste, liberação, até a implantação nas máquinas inteligentes. O profissional é responsável por desenvolver e cuidar do processo de operação do software, otimizando e automatizando o monitoramento das fases de construção, integração, teste e liberação do software para implantação, além de gerenciar a infraestrutura necessária para sua completa operacionalização. Com visão ampliada sobre os processos, atualmente é essencial, especialmente em empresas que utilizam softwares em etapas críticas de sua operação e que precisam de constante atualização. Apesar de estarmos entrando em uma era em que a inteligência artificial e os chamados frameworks de programação em alto nível farão com que o próprio software gere mais softwares, este profissional ainda será demandado por muito tempo.

9) PROFISSIONAL DA SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO - É aquele profissional que cuida da segurança das informações digitais das empresas, para que elas não sejam invadidas, burladas ou fraudadas. Apesar de não ser novidade, a necessidade de profissionais especialistas em segurança da informação tem se ampliado cada vez mais rapidamente. Com conhecimento profundo das estruturas de hardware e software, este grupo de profissionais está sempre em busca de descobrir e corrigir vulnerabilidades e planejar e executar estratégias para proteger os dados, em todos os níveis do processo. Criptografia, políticas de segurança, medidas de controle e ferramentas de monitoramento são alguns dos processos que precisam ser dominados por estes profissionais, que, além de atualização constante, precisam sempre ver o mundo por dois lados: pelo de quem protege as informações e pelo de quem tenta conseguir, a todo custo, o acesso a informações às quais não tem propriedade, e isso implica o uso de engenharia social. São profissionais de grande demanda no mercado presente e muito mais no futuro próximo.  10) CIENTISTA DE DADOS (DATA SCIENTIST) OU ANALISTA DE BIG DATA- O cientista de dados também é conhecido como analista dos negócios da empresa. É um profissional fundamental para encontrar sentido em meio ao universo cada vez maior de dados disponíveis. Este profissional, não necessariamente formado em TI, mas com visão holística, mente criativa e capacidade de resolver problemas complexos, analisa grandes volumes de dados, estruturados ou desestruturados, para obter informações estratégicas ao negócio. Esse procedimento permite encontrar padrões, fazer análises preditivas e serve de base para tomada de decisões mais precisas, assertivas e objetivas. Também é fruto das atividades deste profissional o desenvolvimento de aplicações de machine learning e inteligência artificial, com aplicações nas mais diversas áreas. Esta é, atualmente, a profissão com as melhores oportunidades de carreira.

11) DESENVOLVEDOR DE DISPOSITIVOS WEARABLES - “Wearable” significa “vestível”. São óculos, lentes, relógios e outros equipamentos com algum tipo de tecnologia que facilita a vida das pessoas, cada vez mais presentes na sociedade. Profissional da área de TI com habilidades multidisciplinares e que atua com foco em desenvolvimento dos dispositivos vestíveis. Além de iniciativa e foco em inovação, é esperado deste profissional uma capacidade de enxergar necessidades antes mesmo que elas existam e de atuar em diversas etapas do processo, seja no planejamento de software, seja, por exemplo, no design do produto.

12) PROFISSIONAL FAZ DE TUDO (FULL STACK DEVELOPER) - O full stack developer é um profissional do mundo da TI com visão holística e domínio total de todas as áreas do processo de desenvolvimento, das mais profundas camadas de código até a interface com o usuário, passando pela gestão de servidores, a administração de bancos de dados e serviços na nuvem, entre outros. Tal domínio permite ao profissional oferecer um serviço mais completo e integrado, sem as limitações impostas por visões parciais dos processos. O termo, em tradução livre, significa “desenvolvedor de pilha completa”, em referência ao termo de quase um canivete suíço. Ele ataca em todas as frentes, seja no desenvolvimento de back-end, na esfera de servidores, no banco de dados, na computação em nuvem, ou mesmo no front-end. Com conhecimento do processo como um todo, o desenvolvedor full stack é, hoje, uma excelente pedida para empresas que precisam de soluções completas com custo reduzido e máxima otimização. Mas encontrar este tipo de profissional, e com qualidade, não é uma tarefa fácil, pois o domínio exige encontrar soluções criativas e funcionais.

13) ENGENHEIRO DE VISÃO COMPUTACIONAL (COMPUTER VISION ENGINEER) - O engenheiro de visão computacional é também um tipo de engenheiro de aprendizado de máquinas (machines learning engineer). É um cientista de dados que, por meio de sistemas, faz com que o computador reconheça imagens, sentimentos etc.  14) PROFISSIONAL DE CONSTRUÇÃO DE EDIFÍCIOS (CONSTRUCTION SUPERINTENDENT) - No Brasil, este profissional é qualificado por meio do curso tecnólogo de Construção de Edifícios. O papel deste profissional consiste em executar as operações diárias no canteiro de obras, controlar os cronogramas, a qualidade dos serviços terceirizados, coordenar os subcontratados, analisar as planilhas financeiras etc.

15) ARQUITETO E ENGENHEIRO 3D - Na sociedade digital e disruptiva, muitos produtos, como sapatos, peças de avião etc. já estão sendo produzidos por meio das chamadas impressoras 3D, ou impressão tridimensional. Apenas para ilustrar a importância das impressoras 3D e desses profissionais, até um edifício comercial de seis andares foi recentemente construído na China com uma impressora 3D. Estima-se que, em, no máximo, dez anos, 10% de tudo que será produzido no mundo o será por meio da impressão tridimensional. Logo, a demanda por engenheiros e arquitetos nesta área se tornará cada vez mais intensa.

16) GESTOR DE INOVAÇÃO - Em face de, hoje, a inovação não ser mais diferencial, mas necessidade, existe cada vez mais a indispensabilidade de as empresas contratarem este tipo de profissional, cujo objetivo principal é repensar as principais estratégias para áreas específicas da empresa com o intuito de melhorar, mais e mais, o modelo de negócio da instituição, satisfazer e encantar cada vez mais o cliente. 

17) DESIGNER DE REALIDADE VIRTUAL - O aumento do acesso ao ambiente de realidade virtual, como, por exemplo, as visitas virtuais a museus, pontos turísticos e até a países, amplia a necessidade de profissionais criadores destas realidades.

18) ESPECIALISTA EM E-COMMERCE (COMÉRCIO ELETRÔNICO) - Hoje, o comércio eletrônico, quer seja de produto ou serviço, está sendo ampliado em todos os níveis, por meio das empresas ou lojas virtuais, concorrendo na internet, passando a ser os maiores competidores das empresas tradicionais. Por isso, o profissional especialista em e-commerce tem uma grande longevidade, afinal, é possível vender quase tudo pela internet.

19) GESTOR DE TALENTOS - O gestor de talentos atua para ajudar pessoas possuidoras de certos tipos de talentos a ampliarem o seu sucesso. Este profissional atua analisando e potencializando os pontos fortes e combatendo os pontos fracos das pessoas talentosas, para capacitá-las a serem sempre melhores profissionais em suas carreiras.

20) ESPECIALISTA EM ENERGIAS RENOVÁVEIS OU ENERGIAS ALTERNATIVAS - A tendência mundial é buscar recursos energéticos alternativos que não gerem impacto ou dano ambiental. Com efeito, esse tipo de profissional será cada vez mais demandado.

21) PROFISSIONAL INTEGRADOR (PROFESSIONAL TRIBER) - É o profissional detentor de habilidades e competências que são capazes de integrar e inter-relacionar pessoas em departamentos das empresas para que elas trabalhem em equipe e harmonia e desenvolvam melhor a capacidade de performance. Ou seja, é o profissional especialista em unir pessoas de diferentes culturas em torno de um projeto comum para que a empresa tenha uma melhor performance organizacional. Esses profissionais geralmente trabalham como freelancers.

22) CUIDADORES - A elevação da expectativa de vida da população, que hoje já chega aos  80 anos, a aposentadoria tardia e a mudança do comportamento das famílias, que passam a controlar a natalidade e ter menos filhos, são exemplos que contribuem para o crescimento da demanda por estes profissionais.

23) GESTOR DE RESÍDUOS - A produção de resíduos sólidos, às vezes, nocivos à saúde, vem aumentando substancialmente nas empresas, gerando a necessidade de profissionais que possam gerir estes produtos.

24) INSTALADORES DOMÉSTICOS (SMART HOUSE) - O aumento da demanda por casas automatizadas e inteligentes cria a demanda por profissionais especializados em tecnologia para cuidar desses ambientes domésticos automatizados.

25) ESPECIALISTAS EM EXPERIÊNCIA DE USUÁRIO/CLIENTE VISANDO O SUCESSO DO CLIENTE (CUSTOMER SUCCESS) - A função desse profissional é fazer com que o cliente tenha toda a assessoria necessária para adquirir o melhor serviço, ou o melhor produto. É um profissional muito requisitado nas empresas de venda pela internet ou e-commerce.

26) PROFISSIONAIS DE SAÚDE MENTAL - O modo louco de vida das pessoas, sempre no limite, tem aumentado consideravelmente os casos de depressão, que já é considerada a doença do século. Com base nisso, os terapeutas e psiquiatras passam a ser cada vez mais demandados, principalmente porque é muito pouco provável que surjam máquinas inteligentes ou robôs para substituir o cuidado personalizado que esses profissionais têm com seus pacientes.

27) PROFISSÕES VOLTADAS PARA QUALIDADE DE VIDA - Também estarão em alta, já que as pessoas vão viver mais e estão se preocupando cada vez mais com a qualidade de vida.

28) PROFISSIONAIS DE JOGOS DIGITAIS (GAMES) - São aqueles profissionais que auxiliam a geração Y, ou Millenials, e também a Z, ou Centennials, a se divertirem, ou até a trabalharem, como é o caso dos atletas digitais profissionais.

28.1) STREAMER - É, hoje, o “profissional” que faz, em tempo real, o comentário de jogos, atualidades e afins. Um grande exemplo no Brasil é o Felipe YoDa Noronha, mais conhecido como Nick YoDa, streamer, jogador profissional de League of Legends e empresário brasileiro. YoDa é o maior streamer brasileiro de audiência e um dos cinco maiores do mundo pela plataforma Twitch.tv. Foi campeão brasileiro pela Red Canids e vencedor do Prêmio eSports Brasil 2017 nas categorias Personalidade do Ano, Melhor Streamer e Craque da Galera.

28.2) FILMMAKER - É o profissional que faz, produz e edita os conteúdos para os jogos digitais, os campeonatos e os streamers.

28.3) COACH OU PREPARADOR DOS JOGADORES DIGITAIS - Fazendo uma analogia ao futebol, são os treinadores dos jogadores.

28.4) DESIGNER DE GAMES - Aqueles profissionais que desenham e criam os jogos digitais e afins.

            Feitas essas considerações sobre as profissões que se tornarão obsoletas e as que permearão o mercado do futuro, é importante lembrar também que, se você quer abrir um negócio, antes, pergunte-se se o negócio poderá funcionar via smartphone, ou seja, se vai usar o smartphone como instrumento ou ferramenta. Se não funcionar, esqueça a ideia, pois, certamente, o negócio não irá se desenvolver e irá quebrar.

            Recrudescendo o âmbito de observações, é importante registrar, ademais, que as pessoas jurídicas, ou seja, as corporações empresariais, têm que ficar atentas às empresas de softwares ou programas de computadores, haja vista que as grandes concorrentes das empresas de hoje não são mais as empresas tradicionais que fazem a mesma coisa que a sua companhia faz. Trata-se de um novo exército de players que estão atacando os players tradicionais. São, na verdade, as empresas de softwares, ou empresas de programas ou ferramentas de computadores, como a Google, Apple, Microsoft, IBM, Amazon etc. Essas empresas de softwares irão, em pouco tempo, levar à bancarrota a maioria das empresas arcaicas e tradicionais que existem hoje, caso elas não adotem, de forma rápida e eficaz, as inovações tecnológicas que estão surgindo. É que, segundo Marshal Goldsmith “o que nos trouxe até aqui não tem o poder de nos levar para a frente”.

            Na realidade em que vivemos, assistimos diuturnamente a exemplos de programas ou ferramentas de softwares que levaram, ou estão levando, à falência empresas ou modelos de negócios tradicionais e seculares. Ilustrativamente, elencamos algumas abaixo:  1) Netflix, que consiste em um programa de computador ou ferramenta de software transmissor de filmes, faliu as locadoras;  2) Spotify faliu as gravadoras; 3) Google faliu muitas empresas e negócios como a empresa Listel, a empresa de Páginas Amarelas e, principalmente, as empresas de enciclopédias, como a Britannica ;4) Empresas de smartphones, a exemplo da Aple, que auxiliou na falência de empresas que fabricavam câmeras e filmes de revelações fotográficas. Quem não se lembra da gigante mundial de revelação fotográfica chamada Kodak, dona da maioria do mercado mundial de revelações, que quebrou “no talo” em poucos meses após o surgimento do smartphone? Da falência da Kodak, surgiu um brocardo que todos os empreendedores e empresários têm pavor, que é “não queiram padecer da síndrome ou efeito Kodak”. Além disso, os smartphones estão revolucionando a educação global. Hoje, já temos aparelhos como esses custando cerca de US$ 10 em quase todos os países de todos os continentes. Com efeito, em poucos anos, a maioria da população mundial possuirá um smartphone, o que lhe permitirá ter acesso à educação de muita qualidade transmitida pelas melhores universidades do mundo, de forma on-line e em sua língua nativa, em face aos programas de inteligência artificial de tradução; 5) Waze acabou com os aparelhos de GPS; 6) OLX, ferramenta de software de compras e venda, acabou com os classificados dos jornais; 7) Nuvem está acabando com a vida dos pen drives; 8) Uber, que não possui nenhum carro, hoje, já é a maior empresa de táxi do mundo e, em breve, se tornará a maior transportadora de todo e qualquer produto do planeta. Ela está acabando com os táxis tradicionais e vai acabar com as transportadoras tradicionais. Hoje, já existe Uber helicóptero, Uber caminhão etc.; 9) Airbnb, que não possui nenhum imóvel, propriedade, ou leito de hotel, está complicando a vida dos hotéis e já é a maior empresa de aluguel de quartos e apartamentos do mundo; 10) YouTube está complicando a vida das redes de TV abertas e fechadas. É que os adolescentes não assistem mais a canais abertos de TV e assistem muito pouco aos canais fechados; 11) Facebook está complicando a vida dos portais de conteúdo; 12) WhatsApp está complicando a vida das operadoras de telefonia; 13) As mídias sociais, criadas por meio de ferramentas de software, estão complicando a vida dos veículos de comunicação; 14) Tesla, criadora de carros elétricos e autônomos, está complicando a vida das montadoras de automóveis tradicionais; 15) Tinder e similares, que viabilizam a marcação de encontros de relacionamento, estão complicando a vida das empresas de baladas; 16) Booking, encarregada de fazer reservas de turismo, está complicando a vida das agências de viagem; 17) Zipcar, que loca veículos, está complicando a vida das empresas de locação de veículos; 18) Os cartões Original e Nubank, que não cobram taxas do usuário e sobrevivem apenas das comissões cobradas da empresa vendedora do serviço ou produto, estão ameaçando o sistema bancário tradicional;  19) Os autocarros, carros autônomos, de autocondução, ou veículos sem motorista, que já estão sendo testados em alguns países e que serão elétricos, diminuindo grande parte da poluição e do barulho nas grandes cidades, nada mais são do que ferramentas de software sobre quatro rodas. A consequência dos carros autônomos e elétricos é melhorar as nossas vidas, pois haverá diminuição do número de veículos, de estacionamentos, de acidentes, de companhias montadoras de carros (algumas irão falir), e de seguros de carros (algumas seguradoras irão quebrar). Além disso, os jovens do futuro não terão mais carteiras de motorista; 20) Impressão em três dimensões, também chamada de impressão tridimensional, ou em 3D - A impressão tridimensional consagra o chamado “conceito da manufatura aditivada”, que consiste na produção pela sobreposição de camadas de material, e não precisa de moldes, tornando o produto muito mais barato. Hoje, as impressoras 3D já são muito baratas e rápidas. As grandes companhias fabricantes de sapatos e de peças de avião já fazem impressão tridimensional de parte de seus produtos. Brevemente, os smartphones farão impressão tridimensional. Com efeito, como já falado, os especialistas afirmam que, em até dez anos, cerca de 10% de tudo que será produzido no mundo o será por meio da impressão 3D; 21) Moeda eletrônicas (bitcoins) - Alguns especialistas asseveram que a moeda eletrônica bitcoin, ou outra qualquer, poderá vir a ser a moeda padrão mundial; 22) Fontes de energia renováveis - Num futuro próximo, as energias solar e eólica serão extremamente baratas. Com o baixo custo da energia, as nações terão, por exemplo, facilidade para dessalinizar a água dos mares e oceanos, gerando água potável para acabar com a sede de milhões de pessoas; 23) Longevidade - Dizem os cientistas que, na atualidade, a cada ano que se passa, a média de vida aumenta em três meses. A prova disso é que, em 2013, a expectativa de vida do ser humano era de 79 anos, e em 2018 já era de 80. Com efeito, continuando esta toada, no ano de 2036, o aumento da expectativa de vida será de um ano por cada ano que se passar e, por via de consequência, a população mundial terá expectativa de vida de pelo menos 100 anos; 24) Alimentação com proteínas de insetos - Na atualidade, 30% dos espaços das áreas de fazendas são utilizados para criação de animais produtores de proteínas como bovinos, suínos, caprinos, ovinos etc., cujo objetivo é alimentar a população mundial. Entrementes, segundo especialistas, é cientificamente comprovado que certos insetos possuem mais proteínas e de melhor qualidade que os animais citados. Logo, no futuro, muitas empresas irão extrair proteínas dos insetos para alimentar a humanidade.

AUTOMAÇÃO E INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL:  Ampliando o quadro de considerações sobre o tema, não poderemos deixar de fazer uma breve digressão sobre inteligência artificial. A inteligência artificial consiste na capacidade que os robôs modernos têm de aprender, perceber, pensar, raciocinar, deliberar e decidir de forma racional e inteligente como os seres humanos. O smartphone, que utiliza uma combinação de várias tecnologias, é um exemplo típico de inteligência artificial. A inteligência artificial, que faz parte da ciência da computação, utiliza-se dos conceitos de Machine Learning, Deep Learning, Processamento de Linguagem Natural etc. Machine Learning, ou aprendizado de máquina, que é o principal impulsionador da inteligência artificial, consiste na utilização de dados pelo robô para aprender com apenas o mínimo de programação. No lugar de programar regras para o robô e aguardar o resultado, com a machine learning, a partir de dados alimentados, a máquina aprende essas regras de forma autônoma e por conta própria. Exemplos disso são as recomendações personalizadas na Netflix e na Amazon. Deep Learning, ou aprendizado profundo, consiste na parte do aprendizado do robô que utiliza algoritmos complexos para imitar a rede neural do cérebro humano, na qual, com pouca ou nenhuma supervisão, objetiva aprender e adquirir conhecimento. Processamento de Linguagem Natural usa as técnicas de machine learning para encontrar padrões em conjuntos de dados puros visando reconhecer a linguagem natural. Exemplo é a análise de sentimentos, onde os algoritmos podem procurar padrões em postagens de redes sociais para compreender como os clientes se sentem em relação a marcas e produtos específicos.

            Nesse contexto,  importa perquirir qual o papel da inteligência artificial em nossas vidas?  Inicialmente, deve ser registrado que alguns, que se dizem especialistas no assunto, afirmam que a inteligência artificial fará com que os computadores sejam, em pouco tempo, muito mais inteligentes que os seres humanos.  Enfatizam, nesse sentido, que nos dias atuais, o computador Watson da IBM, que faz milhares de coisas milhões de vezes mais rápido e com mais acerto e acuracidade que os seres humanos, em diversas áreas do conhecimento, ratificam o ponto de vista deles. Informam que, no campo da Medicina, o Watson auxilia os profissionais da Saúde no diagnóstico do câncer com, pelo menos, quatro vezes mais precisão que os profissionais humanos.  E no campo do Direito, o Watson responde a certas consultas jurídicas em muito menos tempo e com muito mais acerto que os advogados humanos (70% a 90%).  Trazem à baila como outro exemplo  a ferramenta de software denominada Tricorder X, que pode ser usada no celular, funcionando por meio da filmagem da retina do olho, ou na captação da respiração, ou com a coleta de amostra de sangue para fazer análise e descobrir qualquer doença.

            Para incluir algumas palavras a mais sobre o assunto, frisamos que a inteligência artificial consagra o que alguns chamam de “conceito da singularidade”. Nesse sentido, importa afirmar que a definição mais simples do termo singularidade consiste na “qualidade de ser peculiar, único, incomum”. Entrementes, a definição que nos interessa, no contexto, é a do campo da tecnologia. Na área da tecnologia, singularidade consiste no “ponto a partir do qual o progresso técnico ficará tão rápido e complexo que será incompreensível” (AD). Pelo conceito da singularidade, teme-se que as máquinas, por meio da inteligência artificial, sobrepujem a humanidade, ou seja, dominem os seres humanos no menor tempo possível, tornando-os escravos e, com isso, roubando o sentido da vida humana.

            É também nessa linha o argumento de Kevin Kelly, fundador e executivo de um meio de comunicação mundial  prestigiado, de  que, como os computadores, via inteligência artificial, já são capazes de vencer os humanos em jogos de estratégia, como o xadrez ou o Go, imagina-se que, brevemente, eles podem construir máquinas mais inteligentes do que eles próprios e, a partir daí, tornar a inteligência humana obsoleta.

            Também nesse sentido, Bill Gates, fundador da Microsoft, há alguns anos já manifestava preocupação quando asseverou que a “humanidade deveria ficar alerta para a inteligência artificial antes que seja tarde demais”. Ademais, Elon Musk, fundador e presidente da companhia Tesla, afirmou em algumas entrevistas e no documentário intitulado “Você confia no seu computador ?” que “a inteligência artificial poderia ajudar a desencadear a próxima Guerra Mundial”. “Esses supercomputadores poderiam se tornar um ditador imortal, mais perigoso que o da Coreia do Norte, e poderiam desencadear ‘armas de terror’ das quais nunca escaparíamos”. É que, segundo ele, estamos indo rapidamente para a superinteligência digital, que excede qualquer ser humano. Os seres humanos já estão perdendo o controle sobre a tecnologia, dando-lhe poder e habilidades que a humanidade nunca poderá recuperar. Ele comparou a adoção da inteligência artificial à “convocação do diabo” e pede a proibição de robôs assassinos antes que as armas de terror sejam liberadas. Defende, outrossim, a necessidade de criar naves espaciais por meio da empresa de viagens espaciais SpaceX, com o objetivo de habitar outros planetas quando os robôs ficarem mais inteligentes que os seres humanos.

            Ampliando o quadro de ponderações e ainda nesse mesmo sentido, Stephen Hawking já escreveu que “o sucesso em criar a inteligência artificial seria o maior evento da história da humanidade”, mas poderia ser também o último, “a não ser que aprendamos a evitar os riscos”.

            Diante dessas argumentações catastróficas, surge a seguinte indagação: será que temos que temer a rebelião das máquinas, como no filme “Eu, Robô”?

            Felizmente, para a maioria dos cientistas, a inteligência artificial não conseguirá dominar a Terra, apenas viverá cada vez mais “acoplada ao ser humano”, como os carros autônomos, os aparelhos que se comunicam uns com os outros, os mascotes eletrônicos, os robôs enfermeiros, os campeonatos de futebol entre máquinas etc., mas sempre para o bem-estar e o deleite dos seres humanos.

            Nesse sentido é o pensamento de Jack Ma, fundador da gigante chinesa Alibaba, quando assevera que, para obter sucesso na vida, a pessoa precisa de um alto QI (quociente de inteligência). Para resistir às adversidades do mundo e ser forte, a pessoa precisa de um grande QE (quociente emocional). Para entender este mundo, viver bem e ser respeitado, o ser humano precisa de um profundo QA (quociente do amor). Com efeito, consigna ele que somente os seres humanos podem possuir o QA(quociente do amor). Nesse sentido, como o ser humano é, por essência, criativo, precisamos ensiná-lo cada vez mais, principalmente as crianças, a adquirir com profundidade algo único em sua vida que é o QA (quociente do amor). Logo, é necessário ensinar as crianças a praticar esportes, a praticar música, a aprender a desenhar, enfim, diversas formas de arte, pois fazem com que elas adquiram as chamadas habilidades pessoais e interpessoais mais comuns, como valores, crenças, sensibilidade, pensamento subjetivo, trabalho em equipe, cuidado com os outros etc. e, por via de consequência, o quociente do amor. Somente o quociente do amor diferencia o ser humano das máquinas, dos robôs, da inteligência artificial. As máquinas, por meio da inteligência artificial, nunca terão essa vantagem sobre o ser humano, nunca poderão superá-lo nesse aspecto, ou seja, nunca poderão possuir o quociente do amor, tão importante dádiva inerente apenas aos seres humanos.

            Eu, particularmente, penso que, apesar de a inteligência artificial não ser capaz de possuir o quociente do amor, pois, se assim o fizesse, seria mais poderosa que os seres humanos, a humanidade pode, em poucas décadas, ser subjugada por uma geração de máquinas tão inteligentes, com uma capacidade extraordinariamente superior à capacidade humana.

            Ampliando o cenário de considerações sobre as mudanças e as disrupções que estão acontecendo e não cessarão de acontecer no planeta, em face, principalmente, da inteligência artificial, não é ocioso, mas de extrema valia, trazermos à baila as previsões catastróficas realizadas no início de 2018 pela equipe de cientistas da Singularity University, instituição que foi fundada por Peter Diamandis e Ray Kurzweil no ano de 2008 na cidade de Santa Clara (Califórnia, EUA), e, hoje, tem se destacado no mundo acadêmico como uma das principais transmissoras de conhecimento, principalmente na área de tecnologia e inovação. A universidade prognostica que, de 2018 até o ano de 2038, haverá mudanças radicais nas vidas daqueles que habitam este planeta, conforme registramos a seguir:            2018 - Segundo a previsão, a partir do ano de 2018, a inteligência artificial passará a ter sentimentos e emoções que serão incorporadas em interfaces de conversa. Com efeito, se, por acaso, houver alguma reclamação com o robô de inteligência artificial chamado de “Alexa” ou “Siri”, por exemplo, ela poderá responder com frases do tipo: “Por favor, não grite assim. Está ferindo meus sentimentos”. Ademais, a partir deste ano, existirão robôs inteligentes que já automatizam diversas tarefas manuais, com a consequente extinção de diversos empregos, além de passar a ser de fácil acesso e extremamente comum a existência de equipamentos de realidade virtual e drones;        2020 - Pela previsão, a partir deste ano, passará a existir a internet 5G, entregando velocidade de conexão de 10 a 100 gigabytes para dispositivos móveis ao redor do mundo. Ademais, existirão carros voadores em operação em algumas cidades do mundo e a maioria dos centros médicos dos países desenvolvidos fará diagnósticos e recomendações terapêuticas baseados em inteligência artificial; 2022 - A Universidade prevê que, neste ano, robôs conversarão naturalmente entre si, atuarão como recepcionistas e assistentes de lojas e escritórios e se tornarão algo normal em alguns lares de renda média, para fazer serviços domésticos, com capacidade de fazer, com muita clareza, leitura labial, reconhecimento facial e de gestos. Outrossim, impressoras tridimensionais conseguirão imprimir diversos produtos, como roupas, sapatos, materiais para montagem de casas e até altos edifícios etc.; 2024 - A previsão a partir deste ano é que o número  de voos diários  de drones chegará à casa de dez milhões. Esses drones passarão a entregar, de forma rotineira,  pacotes nas residências e nos escritórios. Os robôs de superfície  encaminharão essas encomendas de porta em porta. Demais disso, surgirão as primeiras missões privadas para o planeta Marte. Os primeiros contratos de energia solar e eólica de “um centavo por KwH". Cinquenta por cento das vendas de veículos no mundo serão de carros elétricos e será requisito para a conquista da maioria dos empregos saber trabalhar com inteligência artificial aumentada; 2026 - Ela prevê para, a partir deste ano, que os veículos autônomos dominarão as rodovias mundiais e, consequentemente, a maioria das pessoas não possuirá mais veículos. Os veículos voadores de decolagem e aterrisagem vertical, que começarão a surgir em 2020, estarão em ampla utilização na maioria das grandes cidades do mundo. As regiões mais pobres do planeta terão disponibilidade de tablets para a população em troca de dados e direitos de e-commerce. Além disso, 8 bilhões de pessoas já se conectarão à internet em velocidades de 500 MBPS, quando os pais reclamarão de seus filhos por viverem em “outro universo” em virtude da realidade virtual, que se tornará onipresente; 2028 - A previsão é no sentido de que robôs terão relacionamentos reais com as pessoas, inclusive para relações íntimas, mas também, dando suporte aos idosos, cuidando da higiene pessoal e da preparação de alimentos. Ademais, a energia solar e eólica representará quase 100% do consumo mundial, eis que a demanda mundial por energia não renovável, como petróleo, chega ao seu auge e começa a decrescer; 2030 - Neste ano, está previsto que a inteligência artificial passará no teste de Turing. Isso significa dizer que os robôs poderão alcançar e até superar a inteligência humana em todas as suas dimensões. As emissões de carbono cairão rapidamente, ano após ano, já se prevendo que, na ocasião, haverá a assinatura de um tratado global para, até o ano de 2050, haver emissão zero de carbono. Outrossim, neste ano, os mais ricos e abastados poderão ter acesso ao que se chama de "velocidade de escape da longevidade”, que consiste em dizer que, para cada ano de avanço tecnológico, será aumentada em mais um ano a expectativa de  vida dos seres humanos; 2032 - A previsão neste ano é de que robôs, com inteligência artificial, serão comuns em todos os locais de trabalho, eliminando todo e qualquer trabalho manual e interações repetitivas, como guias turísticos, recepcionistas, motoristas, pilotos, serventes, construtores etc. A maioria dos profissionais humanos terão alguma modificação cortiçal, como coprocessadores e comunicação web em tempo real. Demais disso, haverá a popularização de robôs avatares, permitindo que qualquer ser humano possa teletransportar sua consciência para locais remotos em todo mundo; 2034 - Neste ano, se prevê que a inteligência artificial conseguirá solucionar problemas científicos complexos que requerem alto nível de realidade aumentada para entendimento. Com efeito, muitos problemas mundiais crônicos, principalmente de saúde, serão solucionados, como o câncer e a pobreza extrema, que ainda hoje assolam muitas regiões do planeta. No contexto, empresas como a Kernel farão conexões significativas entre o córtex humano e a nuvem; 2036 - A previsão para este ano é de que as cidades inteligentes, que serão maioria no mundo, escalarão de forma global e serão altamente eficientes em utilizar energia solar, eólica, dentre outras que surgirão, para produzir e distribuir alimentos, oferecer segurança e transporte eficiente etc. Ademais, tratamentos para a longevidade se tornarão baratos, disponíveis e acessíveis rotineiramente, aumentando a expectativa de vida dos seres humanos em até 30 ou 40 anos; 2038 - Por fim, a previsão para este ano é de que o dia a dia já não será mais reconhecível, pois a realidade  virtual e a inteligência artificial alavancarão através do globo todas as partes da vida humana e, fatalmente, a vida humana não será a mesma. Não se pode dizer se será para melhor ou para pior. Mas, certamente e radicalmente, não será a mesma.

Portanto, essa nova era, que deixou de ser apenas globalizada, mundializante, a conhecida “aldeia global” está se transmutando em uma sociedade tecnotrônica, tecnológica, digital e disruptiva, que ensejará um acirramento da competição e da concorrência e isto afetará radicalmente a vida das pessoas físicas e jurídicas! Dessa forma, fica a indagação, a pergunta mais preciosa de acordo com essa conjectura: como sobreviver nesta nova era em que o mercado se mostra cada vez mais global, multiespecializado e competitivo? A resposta, porém, não é simples...  Nesta nova era, tanto as pessoas físicas quanto jurídicas só conseguirão sobreviver, desenvolver-se, ter sucesso e prosperidade se o indivíduo ou a empresa se reinventarem constantemente e em um ambiente de constante incerteza, de forma integral, em todos os seus aspectos.

REINVENÇÃO DAS PESSOAS FÍSICAS:  As pessoas físicas só conseguirão sobreviver, superar os desafios e as adversidades, desenvolver-se, ter sucesso, prosperidade, vencer na vida e alcançar a felicidade plena por meio da qualificação e do aperfeiçoamento profissional constante e perene, o chamado life long learning. A qualificação e o aperfeiçoamento profissional se obtêm adquirindo conhecimento e informação. Conhecimento e informação só se adquirem por meio da educação, eis que, em virtude de tudo estar na internet, a educação hoje é universal e o conhecimento e a informação, chamados de capital intelectual, são muito mais importantes que os recursos materiais, como fator de desenvolvimento humano, considerados instrumentos de poder.  Nessa perspectiva, existe a crescente necessidade de os próprios indivíduos assumirem mais responsabilidade por seus treinamentos e por suas vidas, ou seja, se terem autocapacitação e treinarem, com livros, cursos, etc. É que, consoante Cornelius Mcgrath, “você tem que perceber seus ativos… e treinar o start up que há em você. Não cabe às empresas de consultoria treiná-lo; você pode fazer coisas produtivas no seu iPhone ou no seu iPad”. Não existirá segredos a partir de agora. Mesmo porque, o que mencionei acima é um destes segredos (ou aforismo) revelados neste mundo em constantes mudanças.  E não é qualquer conhecimento ou informação, mas conhecimento múltiplo, diverso, variado, multiespecializado e multifuncional, ou seja, que associe saberes em diferentes áreas e campos do conhecimento humano. Hoje, os profissionais têm que ser detentores de conhecimentos, habilidades, competências em diversas áreas para exercer diversas atividades ao mesmo tempo, para conquistar não apenas a empregabilidade, mas, sobretudo, a trabalhabilidade. São os chamados profissionais multiespecializados ou multifuncionais. Aqueles profissionais que tenham experiências pessoais, domínio de outras línguas (e, nesta seara, o inglês é imprescindível), lógica de raciocínio, que sejam capazes de compreender processos, resolver problemas, que tenham capacidade de liderança, sejam bons em relacionamento interpessoal, tenham visão global e, sobretudo, tenham valores éticos para garantir a trabalhabilidade, conceito que já contém a empregabilidade. Ampliando a seara de considerações, não é ocioso relembrar que a empregabilidade é conceito dos anos 1990 e consiste na capacidade que o profissional tem em desenvolver habilidades e competências para enriquecer o seu currículo com o objetivo de conquistar uma carreira ou um emprego. Já a trabalhabilidade é um conceito dos anos 2000 e consiste na capacidade que o profissional tem em angariar conhecimentos, habilidades e competências para gerar trabalho e renda, seja como empregado celetista, seja como consultor autônomo, seja como empreendedor, além de todas as múltiplas formas de trabalho. Constata-se, portanto, que o conceito de trabalhabilidade é muito mais amplo que o de empregabilidade, haja vista que a empregabilidade está contida na trabalhabilidade, porquanto, o trabalho é muito mais amplo que emprego. Nesse sentido, é oportuno asseverar que a trabalhabilidade está inextricavelmente ligada ao empreendedorismo, uma vez que, nela, o profissional é “empreendedor de si mesmo”.

REINVENÇÃO DAS PESSOAS JURÍDICAS: Por outro lado, como as empresas na sociedade atual vão sobreviver oferecendo serviços e produtos para gerações com cabeças, procedimentos, atitudes e posturas totalmente diferentes das que estamos acostumados a ver? Antigamente, as gerações eram classificadas a cada 25 anos. Hoje,  no entanto, as coisas mudam cada vez mais rapidamente. Rememoramos que, de 1940 a 1959, surgiu a geração Baby Boomers. As pessoas dessa geração têm, ao tempo que estávamos escrevendo este livro, entre 60 e 78 anos. Essas pessoas vêm de um contexto pós-guerra, de ditadura e repressão. São, em geral, idealistas, revolucionárias e coletivas. A linha do consumo é ideologia, vinil, cinema e música. De 1960 a 1979, surgiu a geração X. São pessoas com idades, ao tempo que escrevíamos este livro,  entre 39 e 58 anos. Eles vêm de uma transição política, hegemonia do capitalismo e meritocracia. São, em geral, materialistas e competitivos.  De 1980 a 1994, surgiu a geração Y, ou Millennials. As pessoas dessa geração, ao tempo que trabalhávamos neste livre, tinha  entre 24 e 38 anos. É a geração mais influente e inspiradora da história, justamente por ser o público-alvo das grandes empresas, seja para prestar serviços, seja para vender produtos. Eles estão sempre conectados, são questionadores, defendem a sustentabilidade, são imediatistas, viram de perto e participaram da chegada da globalização e da expansão da internet. São abstratos, questionadores e globais. A linha de consumo é voltada para a experiência, viagens, festivais etc.; E, de 1995 a 2010, surgiu a geração Z, ou Centennials, pessoas que têm,  na escrita desta obra, entre 8 e 23 anos de idade. A Geração Z, também conhecida por Gen Z, iGeneration, geração das redes sociais, nativos digitais, Plurais ou Centennial, é aquela constituída por pessoas que nasceram durante o advento da internet e já não conseguem imaginar viver num mundo onde todas as coisas não estejam conectadas num ambiente on-line e com troca de informações em tempo real.  Estamos falando de uma geração hipercognitiva, capaz de viver múltiplas realidades, presenciais e digitais, ao mesmo tempo. É a geração que compreende o funcionamento das ferramentas melhor do que qualquer outra. Tudo isso, graças à tecnologia, que permite que os jovens vivam realidades diferentes e absorvam grande complexidade de informações. Ao contrário da Geração Y, o uso intenso de aplicativos e da tecnologia que contornam problemas cotidianos, os membros da Geração Z estão habilitados a eliminar fatores imprevisíveis do dia a dia. Para essa geração prever, antecipar e simplificar são imperativos. Estes jovens são realistas ao extremo, práticos e em busca de satisfazer suas necessidades financeiras e enriquecimento pessoal, seja no campo emocional, sensorial ou ambos. São adeptos do pensamento lógico, autodidatas e responsáveis. Se pensarmos na carreira profissional, são desconfiados, pois não acreditam na ideia de exercer apenas uma função pelo resto da vida. As principais características da geração Z são: responsabilidade social, ansiedade extrema, menos relações sociais, desapego das fronteiras geográficas e a necessidade de exposição de opinião. Vale lembrar que, além de ligados em tecnologia, eles são contestadores vigorosos, não ligam para definições de gênero, idade ou classe. São ativistas, compassivos e levam consigo a ferramenta do diálogo. Como consequência, essa é uma geração que busca a verdade para o consumo. Diante de tantas características, vêm os problemas. O comportamento da geração Z traz um abismo entre ela e a geração anterior. A singularidade de seus membros irá exigir que cada consumidor seja reconhecido como único, justamente porque prevalece o “reino do eu”. Instantaneidade, ansiedade e superficialidade são marcantes. Alguns indivíduos da Geração Z sofrem se estão desconectados e podem sentir, por exemplo, da síndrome FOMO (Fear Of Missing Out), uma espécie de medo de perder algo que pode estar acontecendo e que saberia através da internet. A verdade é que essa geração chegou ao mundo em um momento de contexto tecnológico totalmente diferente daquele em que viveram seus pais. Por isso, a adaptação natural tornou essas crianças predispostas a essa inovação. A Geração Z não diferencia a vida on-line da off-line, trabalha com o conceito de all-line e quer tudo para agora. Essa geração é quem vai ditar a forma como a “roda do consumo” de produtos e serviços irá girar nos próximos anos e, por consequência, como as empresas deverão agir. Eles possuem um alto poder de compra, além de grande poder de influência. Enquanto as gerações anteriores se adaptaram ao mundo digital, os Centennials nasceram dentro desse mundo.  E, nesse caminho, todos precisam se adaptar. O comportamento, tanto dos jovens quanto das organizações, está em constante mudança e evolução. As empresas precisam estar atentas e ter flexibilidade para alinhar suas práticas e programas para estarem sempre atualizadas, colaborando na retenção e desenvolvimento de futuros talentos. Este é também o desafio das instituições de ensino: formar o aluno com a visão de um profissional versátil e conectado.

            Com efeito, as empresas ou pessoas jurídicas só conseguirão sobreviver neste mundo digital e disruptivo com lucratividade, sustentabilidade e perenidade, oferecendo serviços e produtos, principalmente para as gerações Y e Z , se, constante e diuturnamente, reinventarem-se em sua inteireza. É que, para existir nesta nova era, mister conhecer  uma máxima que foi citada por Charles Darwin que se encontra perfeitamente atual: “não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente. Quem sobrevive é o mais disposto à mudança”. Nessa mesma linha de pensamento, a reinvenção passa por diversas ações. A começar pela reflexão constante sobre como sobreviver em caso de ameaças radicais, indagando-se constantemente o que pode aniquilar a empresa e buscando respostas rápidas e eficazes. Em segundo lugar, é extremamente necessário viver em estágio constante de esquizofrenia fecunda, rendosa e produtiva, que consiste no processo em que todos os colaboradores da companhia vivam e trabalhem no mais alto índice de estresse lucrativo. Em terceiro lugar, imperativo se faz que a empresa não prescinda da utilização de modelos ou sistemas modernos de gestão para a performance organizacional, especialmente o chamado Sistema da Responsabilidade Social Empresarial que consiste em se nortear não apenas por indicadores tangíveis, mas, principalmente os intangíveis como a preservação do meio ambiente, da cultura local, da utilização da ética empresarial, etc,   Por fim, incentivar substancialmente os seus colaboradores a serem criativos e inovadores para que a companhia tenha uma alta performance.

CRIATIVIDADE: É neste mundo globalizado, tecnológico, digital e disruptivo que a criatividade dos indivíduos cada vez mais vem  sendo  requisitada.  Hoje, ser criativo é pré-requisito em casa, na escola,   no trabalho,  no amor,  na relação interpessoal,  na criação dos filhos,  enfim,  na vida como um todo.  Urge, portanto,  que busquemos  de todas as maneiras,  novas formas de pensar,  de idealizar, de agir, de atuar, de criar, de realizar, de concretizar e de transformar.

E o que consiste a criatividade? De acordo com James Webb Young, ideias inovadoras acontecem quando a pessoa desenvolve novas combinações de elementos antigos. Para ele, o pensamento criativo não é sobre a geração de algo novo a partir de algo  em branco, mas sim sobre pegar o que já existe  e combinar esses elementos de uma forma que não tenha sido feita anteriormente. Se a pessoa puder formar um novo elo entre duas ideias antigas, ela  fez algo criativo. Com efeito, para Young, ser criativo não é ser a primeira (ou única) pessoa a pensar em uma ideia, mas, consiste no ato de fazer novas conexões entre ideias antigas.

No contexto, frise-se que criatividade e inovação são conceitos inexoravelmente vinculados,  entretanto, totalmente diferentes, mas, usualmente  confundidos. A criatividade é o passo anterior à inovação.  Ela começa com uma ideia, que, colocada em prática (ação), inicia-se o processo de inovação. Com efeito, podemos dizer que a criatividade consiste no instrumento essencial da inovação, pois usar a criatividade para criar coisas e processos,  nada mais  é do que inovar. Por outro lado, inovação consiste na transformação de uma ideia em prática, ou seja, criatividade mais ação é  igual a inovação.

Logo, importa registrar que a criatividade humana é ilimitada. Em todos os povos, tempo e espaço  existem inúmeros exemplos de como os seres humanos  foram capazes de criar para descobrir, proteger, defender, curar, libertar, superar, vencer, sobrepujar, enfim, para  viver. Um exemplo secular para ilustrar nosso ponto de vista “ foi  o grande cavalo de madeira dado  como presente pelos gregos. Em seu interior, um exército pronto para invadir e dominar a cidade de Troia” (Marcus Tavares).

Com efeito, “a criatividade é uma das principais chaves para conseguir sobreviver num mundo caótico e de poucas oportunidades. Não é à toa que as livrarias oferecem livros de autoajuda que ensinam o caminho para potencializar a criatividade” (Marcus Tavares).

Não é ocioso dizer que  a criatividade  não é inerente nem inata ao ser humano nem tampouco  fruto de talento ou dom.  Por mais que uns possuam ela mais forte do que outros, todos possuem plena capacidade de desenvolvê-la, pois ela pode ser  desenvolvida e aprimorada com o passar do  tempo desde que haja prática.

O século XXI será o século das criações e das mudanças. Nos últimos 50 anos, mais coisas foram criadas que nos últimos cinco mil anos. Nos próximos dez anos, mais coisas serão criadas e modificadas do que nos últimos 100 anos. Daí a importância de as empresas incentivarem os seus colaboradores em todos os seus departamentos a serem criativos, oferecendo, inclusive, premiações para os que mais se destacarem no item criatividade.

Para ilustrar a importância da criatividade, reproduzo uma história popular da qual faz menção ao uso da criatividade: um pequeno fazendeiro lá do sertão de Pernambuco resolve colher algumas frutas conhecidas como “pinhas” em sua propriedade. Pegou um balde vazio e segue rumo às árvores frutíferas. No caminho, ao passar por um açude, ouve diversas vozes femininas. Por um instante ele acha que algumas moças devem ter pulado a cerca e estão tomando banho no lago de sua propriedade. Quando chega ao local, observa algumas garotas tomando banho. Todas nuas. Quando elas percebem a presença masculina, todas nadam até a parte mais profunda do açude e gritam: “Nós não vamos sair daqui enquanto o senhor não deixar de nos espiar e for embora”. O fazendeiro pensa. Repensa. Logo em seguida, responde: “Eu não vim aqui para espiar vocês não, moça... Eu só vim aqui alimentar os jacarés!”. Qual a conclusão que se extrai desta simples história? Qual o sentido dessa passagem? É que a criatividade é o que faz a diferença na hora de atingirmos os nossos objetivos mais rapidamente e mais facilmente.

INOVAÇÃO: Sobre o instituto da inovação, é alvissareiro ressaltar que ,“o melhor conceito de  “inovação” é o que a define como  “execução de ideias”, desde que essas criações, ao serem implementadas, de fato gerem valor para as pessoas” (Henrique Carvalho).  Uma ideia original,  mais ação, gera inovação, ou seja, criatividade, colocada em  prática (ação) é  igual a inovação.

Muita gente ou muitas empresas acreditam que inovação está ligada apenas à utilização de novas tecnologias ou ao uso de estratégias de comunicação. Ledo engano. A utilização de novas tecnologia ou de estratégias de comunicação constitui apenas instrumentos ou aspectos de inovação.

            Entretanto, a tecnologia, apesar de ser apenas um instrumento ou um aspecto da inovação, é um dos instrumentos mais importantes. As empresas precisam evoluir tecnologicamente em virtude da Revolução Digital, ou Quarta Revolução Industrial em que estamos vivendo. Elas têm, necessariamente, que migrar para o mundo digital, sob pena de padecer da síndrome ou da doença da antiga empresa Kodak.

            Nesse contexto, embora o Brasil esteja entre as dez maiores economias do mundo, e seja a maior economia da América Latina e Caribe, do ponto de vista tecnológico, ocupa uma posição muito modesta na lista dos países mais inovadores do mundo. Enquanto a Suíça é considerada o país mais inovador do mundo, situando-se em primeiro lugar por sete anos seguidos, o Brasil ocupa a 69ª posição, atrás de todas as economias emergentes, como China, Turquia, México, Índia e África do Sul, de acordo com o Índice Global de Inovação (IGI), por meio de estudo realizado pela universidade de Cornell, dos Estados Unidos, em parceria com a Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI, ou, em inglês, Wipo) e que avalia o grau de inovação de 127 nações. Mesmo entre os dezoito países da América Latina, que tem o Chile em primeira colocação (46ª no mundo), e a Costa Rica em segundo (53º no mundo), o Brasil está posicionado apenas na sétima colocação.

            A inovação, hoje, é tão importante para a sobrevivência da empresa que muitas companhias já estão criando departamentos de inovação e direcionando um percentual da receita líquida para investir neste setor, como sempre fizeram em relação à publicidade. Como exemplo, citamos o setor químico, petroquímico e farmacêutico, que já gasta cerca de 3,8% da receita líquida em inovação. Por outro lado, grande parte das empresas de serviço, incluindo as educacionais, também já está gastando cerca de 2% da receita líquida com inovação, o que mostra que está havendo uma mudança radical de tendência.

            Com efeito,  “a inovação é um requisito primordial para uma sociedade sustentável. É uma questão imperativa para o Brasil se destacar como fator de competitividade” (Paulo Afonso, vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria). Nesse mesmo sentido, “a inovação é o grande caminho para uma revolução produtiva” (Afif Domingos, presidente do Sebrae).

            Apesar de o Brasil ter empresas líderes em inovação tecnológica, como a fabricante de aviões Embraer, considerada a empresa mais inovadora do Brasil na lista das 150 mais do anuário Valor Inovação Brasil de 2017, os recursos da União destinados a esse setor são baixíssimos, além de faltar um planejamento eficiente e eficaz do Governo Federal para promover a pesquisa da ciência e da tecnologia.

            Apenas para ilustrar, é importante ressaltar que, antes do início do ex  governo de Michel Temer, o Brasil já gastava pouquíssimo com inovação, ciência e tecnologia. Apenas cerca de 1% do PIB, que equivalia a cerca de R$ 5,8 bilhões. Esses recursos eram direcionados para o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Na era Temer, além de haver uma fusão desse ministério com o das Comunicações, houve diminuição radical do orçamento para apenas R$ 3,2 bilhões, sendo que, R$ 700 milhões foram direcionados para o antigo Ministério das Comunicações, sobrando apenas R$ 2,5 bilhões para o de Ciência e Tecnologia, profundamente discrepante de países como os Estados Unidos, que gastam cerca de 2,7% do PIB; a China, também neste patamar; e a União Europeia, com gasto em aproximadamente 3%.

            O Governo deveria lembrar que o orçamento para a Inovação, Ciência e Tecnologia deve ser considerado como investimento, jamais como gasto. Nesse contexto, é urgente que os governantes tomem medidas radicais para melhorar a capacidade do país em Inovação, Ciência e Tecnologia, sob pena de as empresas brasileiras serem profundamente penalizadas e não terem capacidade de competir em uma economia global.

            É que as empresas que não conseguiram se reinventar e inovar sucumbiram, faliram, ou foram engolidas ou incorporadas por outras, porquanto as fórmulas e os segredos de gestão de sucesso do passado se tornaram obsoletos e cederam às mudanças radicais do presente, pois não servem mais para o mundo globalizado, tecnológico, digital e disruptivo. Empresas que, no passado, foram exemplos de uma gestão bem-sucedida quebraram, ou foram incorporadas por outras. Citamos como exemplos as seguintes: Atari, que era líder mundial em games até os anos 1980 e quebrou em 2013, pois não conseguiu concorrer com a Nintendo; Polaroid, que era ícone no passado, foi à falência, pois não tem mais sentido carregar um grande equipamento para imprimir fotos na hora quando os smartphones fazem tudo; Blockbuster, rede americana de locadoras de vídeo, quebrou com a chegada da Netflix por não acompanhar a evolução tecnológica do mercado audiovisual para streaming; Kodak, empresa que popularizou a fotografia no mundo, quebrou em 2012, com o advento da fotografia digital, dando origem ao brocardo “Síndrome da Kodak”, em referência às empresas que não conseguem acompanhar a revolução tecnológica e vão à falência. 

            Feitas essas considerações, é importante lembrar que, nos dias de hoje, a inovação não é apenas um diferencial da empresa, uma vantagem, mas é considerada uma questão de sobrevivência, uma das condições para permanecer no jogo competitivo e até mesmo a única fórmula de sobreviver. Com efeito, na atualidade, é imprescindível que a inovação esteja no DNA e na cultura da empresa, sob pena de ela chegar à falência, ou ser vendida para outra inovadora.

            Entrementes, como já asseverado, inovação não consiste apenas em utilizar tecnologias modernas. Inovar no empreendedorismo, ou inovação empresarial, é muito mais que isso. É um modelo ou um sistema de gestão que consiste na forma rápida e eficaz de constatar os desejos, os desafios, as demandas e as necessidades apresentadas pelos clientes, atuais e potenciais, e, com a utilização de todos os instrumentos legais e todos os meios eticamente lícitos, principalmente o tecnológico, solucioná-los, equacioná-los e superá-los de forma útil, econômica, efetiva, célere, surpreendente e encantadora. Ou seja, inovar hoje é prestar atenção e escutar os clientes, identificar suas necessidades e desejos e atendê-las de forma surpreendente e encantadora por meio de todos os meios lícitos e legais utilizados no mundo do empreendedorismo. Daí a necessidade de valorizar e motivar o capital humano, as cabeças pensantes, o capital intelectual, único capaz de inovar.

            Não podemos esquecer que, numa sociedade altamente conectada como a nossa, as relações de consumo têm mudado substancialmente e de forma bastante acelerada nas últimas décadas. Se, antes, para adquirir qualquer coisa, era necessário ir a uma loja; e, posteriormente, vieram as vendas por telefone; hoje, grande parte das transações é feita pela internet. Acontece que essas relações de consumo – e o próprio relacionamento das marcas com seus clientes – têm sofrido alterações não mais por causa das tecnologias (ao menos não diretamente), mas por mudanças no próprio perfil do público consumidor.

            O mercado precisa se adequar  as gerações atuais como clientes, principalmente a Z ou Centennials. Isso porque esse público está acostumado com a liberdade e as possibilidades de experiência personalizada que o ambiente digital oferece e leva isso para todas as suas relações, inclusive as de consumo. Tudo precisa ser fácil, prático, rápido – instantâneo, até – e do jeito que eles querem, não como as marcas querem oferecer. Apesar de serem muito jovens, muitos ainda sem poder de consumo, são eles o futuro do mercado e os que possuem mais influência.

            Esse novo panorama exige das empresas, principalmente, investimento na inovação. É preciso cativar o cliente de forma cada vez mais especial e diferenciada. Isso porque, no mundo multiconectado, você pode comprar o mesmo produto de uma empresa local ou de uma do outro lado do globo. Os fatores decisivos serão detalhes que farão a oferta mais atraente para cada cliente. Daí a importância de estar conectado com a clientela, analisando constante e reiteradamente as tendências de consumo, as necessidades do público-alvo, para atendê-las de forma inovadora e criativa. É preciso, mais do que nunca, ser “amigo” do seu cliente, criar laços, intimidade, entusiasmar e encantá-lo.

      O mundo tem mudado cada vez mais rápido. O mercado, então, ganha novas “regras” constantemente e a tendência é que esse movimento se identifique com as próximas gerações. Cabe às marcas saberem acompanhar essa evolução e oferecerem produtos e serviços sempre atrativos, diferenciados e personalizados. A pena para quem não perceber este novo movimento e não se adequar (ou ditar a próxima tendência) é, inevitavelmente, a falência

            E, para surpreender e encantar o cliente, seja de qualquer geração, com responsabilidades redobradas, estão na linha de frente das empresas os seus respectivos colaboradores que devem estar altamente motivados. É que, segundo  Carlos Glosn, ex- presidente mundial da Renault, uma das principais coisas que fazem a diferença é a motivação. Se a pessoa perder a motivação, aos poucos, perde tudo. Uma empresa nunca quebra hoje. Quebra cinco anos antes. Não é a falência financeira, é a falência motivacional. Os motivados enxergam oportunidades nas dificuldades, os desmotivados enxergam dificuldade nas oportunidades.

CONCLUSÕES: Feitas  essas considerações, eu gostaria de despertar a seguinte reflexão: como você imagina que serão seus hábitos daqui há cinco anos?

            Parece muito tempo, mas quando se trata  de transformação “disruptiva”, importa asseverar que as coisas acontecem em um ritmo muito acelerado. Exemplificando, posso trazer à baila de maneira assertiva, ágil e eficiente,  um breve mapeamento de como o cotidiano está sendo vivenciado. Hoje, o sujeito  pega um Uber, segue para o seu destino e no trajeto é possível checar como está o trânsito e o tempo total para concluir a viagem. Neste mesmo percurso, ele  pode resolver problemas, gerenciar crises ou participar de uma reunião mexendo apenas no WhatsApp. Se deseja encontrar um estabelecimento que não conhece, basta procurar no Google e isso logo é resolvido. Caso sinta fome enquanto assiste um documentário na Netflix, abre o Rappi e o assunto já está resolvido. Sem falar na possibilidade de ler um livro da Amazon, procurar uma hospedagem para o final de semana no Airbnb, checar a previsão do tempo e ainda fazer uma transação bancária pelo celular, tudo isso sem sair do lugar e ouvindo a playlist favorita no Spotify. Percebe como tudo está cada vez mais acessível e prático? E o mais curioso é que isso tudo  parecia ser impossível de existir há pouco  tempo atrás. Então, independentemente de ter uma empresa ou não, os indivíduos,  enquanto parcela integrante da sociedade, serão  afetados radicalmente pelos resultados das ações inovadoras colocadas em prática.

          Esses meros exemplos citados acima provam o quanto ideias inovadoras, quando executadas, são capazes de revolucionar todos os setores, incluindo a melhoria de vida das pessoas e o desenvolvimento sustentável dos países. Desta forma, se faz necessário entender que a regra que impera agora é a que o mercado se inventa e reinventa em uma rapidez incomensurável, pois, basta um piscar de olhos, tudo pode ficar obsoleto, afinal, a roda da inovação está girando em um ritmo extremamente  acelerado. De noite para o dia uma empresa pode fechar  as portas simplesmente porque foi criado um negócio similar ainda mais inovador e que pode ter sido inventado em uma garagem de uma casa.

          Tudo tem se transformado e as inovações tecnológicas estão  mudando totalmente a trilha do futuro. O que vem pela frente não envolve apenas os grandes feitos das revoluções Agrária, Industrial e da Informação. Nós já estamos além. Estamos migrando para a sociedade 5.0, que também pode ser classificada como a sociedade superinteligente que por meio da inteligência artificial, automação, robótica, carros autônomos, cidades inteligentes, aprendizado virtual e tantas outras coisas são capazes de revolucionar tudo o que já conhecemos até hoje  e a nossa maneira de pensar e de agir.

          Mas, talvez, você esteja se perguntando: como desenvolver as culturas da criatividade e da  inovação e se adequar a elas, já que isso parece ser coisa apenas de quem domina o campo das Ciências Exatas. Para deixar bem definido, é importante memorizar que inovação não consiste  apenas na utilização de tecnologias modernas. Inovação consiste em um novo  modelo de existir para as pessoas físicas   e também de gestão para as pessoas jurídicas,  onde os atores devem utilizar ideais, ações e  metodologias eficientes para o desenvolvimento humano e organizacional que tem o condão de  gerar benefícios para toda a sociedade. Se observarmos, as empresas do topo da pirâmide econômica, como é o caso da Amazon, Apple, Google, Facebook, Samsung, Microsoft, e muitas outras, estão lá não apenas porque se apropriam de recursos tecnológicos modernos, mas sobretudo porque possuem uma cultura organizacional que incentiva a  criatividade e a inovação para o desenvolvimento humano e organizacional. Agora,  para ser inovador é preciso, antes de tudo,  vencer o medo,   apostar no novo,  explorar  ideias, ser proativo e   superar todas as fronteiras para  materializa-las. É preciso pensar diferente, agir diferente, ser diferente.

 Quem mais consegue se diferenciar tem mais chance de ter sucesso e progredir. O que não pode é insistir em modelos tradicionais que não atentam para os novos pleitos do cotidiano e do  mercado. A  “disrupção” estará  sempre presente na realidade da nova economia ou sociedade superinteligente. Se, antes, uma empresa dependia das demandas do mercado, hoje ela própria cria necessidades e demandas.  Nessa nova era, pessoas ou  empresas que não  inovam correm grande risco de ficar para trás na competição global. Afinal, estamos permanentemente conectados e o ambiente digital tornou-se parte do dia a dia. Quem não se utiliza desse meio e de  infinitas outras possibilidades acaba se restringindo e não consegue alcançar o almejado. Essa característica volátil e mutável do cotidiano e do  mercado se reflete na forma como as pessoas e empresas se comportam atualmente. Hoje,  os negócios tem  tempos de vida mais curtos – de três a cinco anos.  Logo, é  preciso se  reinventar diuturnamente  e adaptar-se às novas realidades que se apresentam a cada momento. É um trabalho árduo e complicado, que requer muita atenção ao público e ao  mercado, mas necessário para quem quer sobreviver. Em suma, a nova economia ou sociedade superinteligente exige muito mais dedicação das pessoas, dos empreendedores e empresários para que suas vidas e companhias se mantenham  competitivas. Quer saber como lidar com isso? Não seja resistente as grandes revoluções da realidade premente e absorva a ideia de que quando se trata de inovação, sempre será tarde para começar.

 

 

 

 

 

 

 

O futuro das startups

Janguiê Diniz, | ter, 18/06/2019 - 15:23
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O futuro já chegou para todas as empresas. Estar conectado e atualizado em relação as novas tecnologias, inteligência artificial e disrupção é obrigatório, independente do setor de atuação do seu negócio. Junto com essa nova forma de pensar, tivemos um crescimento exponencial do ecossistema das startups, sempre com uma visão nova de como resolver um problema.

Em 2011 existiam no Brasil cerca de 100 startups. Número que disparou para 400 em 2012. O dado mais atual, divulgado no começo de 2019 pela Associação Brasileira de Startups (Abstartups), cita que existem mais de 10 mil startups no país. Isso significa dizer que o mercado promissor das startups tornou-se realidade, porém, para poucos investidores. Surgiram, então, as startups unicórnios, avaliadas em bilhões de dólares. 

Como qualquer empresa, o objetivo das startups é atrair a atenção do mercado para suas soluções disruptivas em qualquer tipo de situação, com um modelo de negócio que seja replicável e possua escalabilidade. No Brasil, o ecossistema da inovação ainda é considerado pequeno quando comparado aos outros ecossistemas globais. Na realidade, a mortalidade de startups permanece maior do que qualquer outra atividade econômica - 74% fecham após cinco anos, 18% antes mesmo de completar dois anos, segundo pesquisa da Startup Farm.

Há muitos desafios para o ecossistema de inovação e startups do Brasil. Nossos resultados são muito baixos no que tange à conectividade. Além disso, há outros pontos que o país tem pouca condição de vencer: falta acesso a talentos, a parcerias internacionais, a tecnologia de ponta, novos mercados, etc.

Qual seria a saída? Descentralizar. Os maiores avanços nos ecossistemas globais de inovação virão da descentralização, da distribuição de oportunidades, recursos e estrutura para que uma diversidade maior de startups, empresas e fundos também possa ter possibilidade de competir em cenário global.

É preciso se reorganizar e essa é a única saída para se manter relevante no mercado. Não estou falando apenas de adotar novas tecnologias, mas de uma transformação digital por completo. É uma mudança de mindset, repensando os processos para atuar de maneira enxuta e rápida. A chave é esquecer a burocracia e rápido e eficiente.

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