Janguiê Diniz

Janguiê Diniz

O mundo em discussão

Perfil:   Mestre e Doutor em Direito, Fundador e Presidente do Conselho de Administração do Grupo Ser Educacional, Presidente do Instituto Exito de Empreendedorismo

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Programas sociais ou eleitoreiros?

Janguiê Diniz, | sex, 20/11/2020 - 07:11
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Tema delicado e que merece análises mais cuidadosas, múltiplas e aprofundadas, a adoção de programas sociais por parte de governos costuma gerar debates e controvérsias. Há quem defenda as iniciativas enquanto promotoras de direitos e garantidoras de acesso a determinados bens e serviços pela população mais carente, mas também há quem critique a adoção dessas medidas por considerá-las, a depender, excludentes, preconceituosas e eleitoreiras. Fato é que programas sociais, em especial em países como o Brasil, devem ter sua importância reconhecida, mas não podem, jamais, ser utilizados para criação de “massas de manobra”. 

No Brasil, existem diversos programas sociais, nas mais variadas áreas. Para citar os mais conhecidos, temos, por exemplo, Bolsa Família, Minha Casa, Minha Vida, Prouni, Fies, a política de cotas em universidades, entre outros. Todos eles trazem grandes benefícios à população a quem se destinam, dando um pouco mais de dignidade a quem já tem uma vida complicada. Milhões de brasileiros já foram contemplados por essas iniciativas. O que quero trazer à baila é: tais programas podem ou devem ser perenes? 

A mim parece que alguns deles deveriam ser apenas temporários, com prazo definido, como o Bolsa Família. Não que, após decorrido esse período, as pessoas voltariam a ficar desassistidas. E outros, como Fies e ProUni, seguirem definitivos. Entretanto, muito mais importante seria a realização de uma série de ações conjuntas que, ao lado dos programas sociais, promovessem transformações reais e duradouras no tecido social, fazendo com que, no futuro, o assistencialismo não fosse mais necessário – porque, na realidade atual, ainda é. E me parece que tudo passa pela melhoria da educação básica no Brasil – entre outros pontos, claro. Crianças bem ensinadas se tornam adultos instruídos e mais capazes de construir uma boa vida. 

Sempre tenho a sensação, também, de que essas iniciativas de promoção de bem-estar acabaram ganhando vieses eleitoreiros, uma vez que governantes – de todas as esferas do poder – perceberam seu potencial de agradar e gerar votos. Um mandatário que garante à população acesso a bens antes impossíveis acaba por ganhar a simpatia do povo, mesmo que este mesmo povo se mantenha “preso” a tal benefício. E aí, sem perspectivas reais de mudança ou independência, surge a lógica do “vou votar nele para continuar recebendo esse auxílio”. Uma dependência usada para manter o status quo e o poder na mão de poucos grupos políticos. 

É, sem dúvida, muito delicado falar em programas sociais e sua utilização em um país que ainda tem milhões de cidadãos em situação de pobreza extrema. Para muitos, essas benesses são a única forma de sobreviver. Ao mesmo tempo, é importante estar atento, do outro lado, a como os agentes públicos lidam com tais iniciativas, se visam de fato a uma transformação social ou apenas querem garantir uma nova eleição. É preciso garantir oportunidades reais de melhoria de vida, com emprego e educação – esta, sim, verdadeiramente emancipadora. As eleições estão chegando e são uma boa oportunidade de darmos voz e vez a pessoas que pareçam de fato comprometidas com esse objetivo. 

Startups unicórnios: disruptivas e bem geridas

Janguiê Diniz, | ter, 13/10/2020 - 11:41
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Os unicórnios são seres míticos, retratados normalmente como a figura de um belo cavalo branco com um único chifre na testa. Ele é associado a pureza e força. No mundo dos empreendimentos, o termo unicórnio é usado para designar as startups que alcançam a marca de US 1 bilhão em valor de mercado. A relação se dá pela raridade do animal e da marca a ser batida. Sonho de muitos, realidade para poucos, as startups unicórnios conseguem chegar a esse patamar alicerçadas sobre dois pontos primordiais: disrupção e gestão.

As startups, empresas de base tecnológica, atuam normalmente com inovação. Toda startup deve pensar sempre em como a tecnologia pode resolver problemas de determinada parcela da sociedade. Para ser alçada a um posto de destaque, no entanto, é necessário ir além da inovação cotidiana: é preciso partir para a disrupção. Ser disruptivo é criar formas totalmente novas de atender a uma necessidade. Um nível acima da inovação.

E como atuar em direção à disrupção? Requer muita atenção aos problemas que o mundo enfrenta e às oportunidades de mercado, pesquisa, dedicação, mas, acima de tudo, ter o timing correto. Muitas vezes, uma ideia original e com potencial disruptivo deixa de sê-lo porque seu “criador” demorou demais para colocá-la em prática, e outra pessoa pensou o mesmo e passou na frente.

O Brasil tem, atualmente, 12 startups unicórnios: 99, PagSeguro, Nubank, Stone, iFood/Movile, Loggi, Gympass, QuintoAndar, Ebanx, Wildlife, Loft e Vtex – as duas últimas atingiram o status em 2020. É senso entre especialistas que essas empresas se destacam não só pelos produtos e serviços que oferecem, mas por terem gestões dedicadas, competentes e sempre direcionadas para a inovação. É da gestão que partem todos os direcionamentos do empreendimento, que podem levar ao sucesso ou ao fracasso. A gestão, aliás, não é ponto de apoio só para os unicórnios, mas para toda e qualquer empresa – startup ou tradicional – que queira sobreviver e galgar bons espaços em um mercado de trabalho cada vez mais competitivo.

Boas decisões fazem boas empresas. Produtos e serviços inovadores as tornam especiais. Nem todo mundo vai chegar à marca dos unicórnios, é fato; o que também não significa que não se possa ter sucesso. Creio mesmo que toda empresa deve almejar ser um unicórnio, pois isso vai direcionar suas ações para o desenvolvimento, o que gera uma cadeia de valor positivo que beneficia não só a companhia, mas seus colaboradores e, principalmente, seu público-alvo. É mirando alto que se pode ir longe.

Magazine Luiza, diversidade e inovação

Janguiê Diniz, | qua, 07/10/2020 - 13:31
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O anúncio de que a Magazine Luiza lançaria um programa de trainee voltado exclusivamente para pessoas negras causou surpresa, diversos elogios e várias críticas. A ação chegou a ser taxada de “racismo reverso” e “lacração desnecessária”. Um olhar mais atento à decisão, no entanto, revela um grande benefício para a varejista: a promoção da diversidade pode impulsionar a inovação dentro da empresa. Além do valor social, há muito de estratégia por trás da iniciativa.

O Brasil é um país inegavelmente desigual, em que a população negra ocupa muito menos espaços de destaque. O racismo cultural ainda está muito enraizado e se apresenta de diversas formas em nosso cotidiano. O mercado de trabalho é um desses. Iniciativas como a da Magalu não devem ser consideradas “racismo reverso” – termo errôneo em sua conceituação. É preciso que se encare, de forma mais positiva, como um passo para “equilibrar o jogo”. Dar mais oportunidades a pessoas negras, especialmente em um programa de trainee, vai refletir, lá na frente, em uma composição de gestão mais diversa e inclusiva. E como todo esse processo pode beneficiar a companhia? É que a pluralidade, quando bem explorada, reflete-se em melhorias na inovação empresarial, um dos pilares da Magazine Luiza, em que a empresa investe cada vez mais para se consolidar no mercado de varejo online.

Construir times diversos traz uma nova gama de pontos de vista e opiniões, pensamentos e vivências que, juntos, geram uma sinergia que leva a empresa a um novo patamar. Pessoas com backgrounds de vida diferentes enxergam uma mesma questão de formas diferentes, e a união dessas visões pode criar algo ainda mais inovador. Dentro de 5 a 10 anos, a Magazine Luiza, impulsionada pela diversidade de seu time, pode oferecer soluções que a confiram diferencial competitivo em relação a seus concorrentes – especialmente Amazon e Via Varejo, os quais também investem em pesquisa sobre inovação.

Outro ponto sobre diversidade e inovação: o World Economic Forum publicou artigo em que fala sobre o “fator millennials”. A organização cita que, em 2025, 75% da força de trabalho no mundo será composta pelos nascidos entre a década de 1980 e o início dos anos 2000. O “fator millenials” reside na constatação da pesquisa de que 74% desse público acreditam que a cultura de inclusão torna uma empresa mais inovadora, e que 47% estão procurando ativamente por diversidade e inclusão quando avaliam possíveis empregadores. Ou seja, a inclusão é um movimento de dentro para fora, mas também uma demanda de fora para dentro.

Diante desses dados, a projeção é que, em breve, os jovens adultos assumam cargos de liderança com a premissa básica da pluralidade, o que poderá trazer dificuldades às empresas que demorarem em reconhecer isso como um valor a ser adicionado à cultura organizacional. Nesse ponto, a Magazine Luiza e todas as outras empresas que já atentaram para a importância da diversidade ganham um forte diferencial competitivo e se mostram vanguardistas, antecipando tendências. Inclusão e pluralidade acabam não sendo apenas “jogada de marketing” ou “mimimi”, mas estratégias de crescimento e promoção da inovação.

Terra que arde

Janguiê Diniz, | seg, 28/09/2020 - 10:02
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Fogo por toda parte, milhares de espécies de fauna e flora dizimadas pelas chamas fora de controle. Depois de outros desastres que impressionaram o mundo nos últimos anos, os incêndios vieram para nos assustar ainda mais, afetando países como Brasil, França, Estados Unidos e Austrália. Naturais ou criminosos, os eventos reacendem a discussão sobre medidas de preservação do meio-ambiente.

Na Austrália, incêndios florestais que começaram em dezembro de 2019 destruíram quase 20 milhões de hectares. Nos Estados Unidos, o estado da Califórnia já teve uma área de mais de 1,2 milhão de hectares incendiada. Aqui no Brasil, a Amazônia registrou recentemente diversos focos de incêndio, mas o que impressiona é o Pantanal, celeiro de grande diversidade biológica, que já perdeu mais 10% de sua cobertura vegetal apenas em 2020. A seca na região contribui para o aumento dos focos, mas a Polícia Federal trabalha com a hipótese de ação criminosa e investiga propriedades locais. Se comprovado o crime, é preciso haver punição exemplar.

Desde a década de 1930, com a promulgação do primeiro Código Florestal, o Brasil foi evoluindo na questão da preservação ambiental e chegou a ganhar papel de liderança em fóruns internacionais, como na Convenção da Diversidade Biológica que foi assinada durante a ECO-92. Apesar de todos os esforços e melhorias, as políticas públicas ainda não eram capazes de combater as queimadas criminosas, nem mesmo os incêndios espontâneos decorrentes do calor e da seca – estes, sazonais.

Nos últimos dois anos, no entanto, o Ministério do Meio Ambiente perdeu atribuições, reduziu participação da sociedade civil e flexibilizou a fiscalização ambiental. O reflexo é sentido agora: milhões de animais e plantas carbonizados, perda irreparável para o bioma. As suspeitas de que alguns focos tenham começado por iniciativa criminosa acende uma luz de alerta, ressaltando a importância do controle da atividade agropecuária de forma que economia e meio ambiente se desenvolvam concomitantemente. É preciso agir. Os esforços públicos existem, é verdade, mas ainda aquém do necessário – devemos reconhecer que não é fácil controlar uma crise sanitária e uma ambiental ao mesmo tempo.

O agronegócio brasileiro é um dos setores mais fortes de nossa economia e, como tal, deve ser valorizado e desenvolvido. O que não significa, na contramão, destruir a natureza. Por vezes, a ganância imediatista turva uma visão de futuro, de que precisamos deixar um Brasil sustentável para as próximas gerações. Técnicas de manejo sustentável, com legislações fortes e fiscalização bem feita se fazem, cada vez mais, condições para que possamos manter um país “bonito por natureza”, como canta Ben Jor. Queimar a mata é queimar nosso futuro.

Inovação em meio à crise

Janguiê Diniz, | qua, 16/09/2020 - 12:25
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Se há algo “positivo” nas crises, é que elas sempre forçam evoluções. Quem quer resistir a esses momentos críticos precisa se adaptar, criar novas alternativas, buscar se destacar. Tudo isso de forma muito rápida. Se já se falava há muito tempo da importância da inovação, hoje ela deixou de ser diferencial para se tornar fator essencial para a sobrevivência de profissionais e empreendimentos.

É nos momentos de grandes rupturas, como o atual, que ganham destaques os verdadeiros empreendedores e, consequentemente, os empreendimentos de sucesso. Se dizem que empreender é como se jogar de um penhasco e construir um avião durante a queda, em meio a uma crise, é como trocar o pneu com o carro em movimento. Muitas empresas – ou todas – foram pegas de surpresa pela pandemia e precisaram se adaptar muito rapidamente. As que já tinham planos de contingência ou eram habituadas a pensar de forma inovadora tiveram mais sucesso. A transformação digital foi primordial nesse contexto: com a interrupção das atividades econômicas presenciais, quem estava presente ou entrou no mercado online conseguiu um fôlego financeiro maior.

Daqui para a frente, inovação será cada vez mais necessária. O mercado ficará mais acirrado; o público consumidor, mais exigente. Podemos tomar como exemplo grandes players varejistas como Amazon e Magazine Luiza. As duas empresas têm setores interno exclusivamente dedicados às inovações tecnológicas. Não é à toa que, em vez de sofrerem o impacto da pandemia, surfaram na onda da crise e multiplicaram exponencialmente seus valores de mercado. Trazendo para a realidade das pequenas empresas, sabemos que não é possível manter laboratórios de inovação, mas a mentalidade inovadora deve ser parte da cultura organizacional. Não é preciso desenvolver grandes soluções, mas, às vezes, pequenas mudanças de perspectiva podem ter ótimos resultados. Para isso, é preciso incentivar nos colaboradores e gestores o olhar atento e dedicado aos processos, produtos e serviços da empresa. O que pode mudar, melhorar, ser mais eficiente? Como podemos oferecer uma melhor experiência ao público? Tudo isso é inovação e sempre tem reflexos positivos no desempenho do empreendimento.

Estamos entrando em uma era em que inovação e transformação digital passam a ser itens de primeira necessidade. Elas, entre outras práticas, garantirão a perenidade das empresas que estiverem em linha com as demandas do mercado e se colocarem sempre em uma posição de movimento, evitando a estagnação. Definitivamente, empresas precisam se reinventar diuturnamente, a fim de se manterem competitivas e atraírem mais consumidores. São novos tempos e, com eles, precisam surgir novos perfis profissionais e empresariais.

O empreendedor pós-pandemia

| ter, 08/09/2020 - 19:33
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O empreendedor, quase que por definição, convive com dificuldade e enfrenta inúmeras dificuldades em sua lida. Ninguém esperaria, no entanto, que um vírus fosse capaz de causar efeitos tão devastadores na economia mundial (além de todos os outros campos da nossa vida). Muitas empresas fecharam, a maioria teve seu faturamento reduzido, mas algumas também conseguiram se beneficiar desse cenário. O momento agora é de olhar para o futuro. Que ensinamentos a pandemia traz para os empreendedores que devem ser levados para o futuro de seus negócios?

Certamente, a maior mudança que a crise do coronavírus provocou foi uma aceleração da chamada transformação digital. Estamos na Quarta Revolução Industrial, pautada pela tecnologia, mas muitas empresas ainda resistiam a adotar recursos e soluções digitais, seja por desconhecimento, falta de capital ou mesmo ignorância. Agora, vemos que as empresas que melhor sobreviveram, e mesmo prosperaram, em meio à pandemia foram aquelas adaptadas ao ambiente digital. A Amazon, gigante do varejo online, registrou seu maior lucro trimestral entre abril e junho de 2020, um ganho de US$ 5,2 bilhões no trimestre. No Brasil, Magazine Luiza e Via Varejo também viram as vendas dispararem, mesmo com as lojas fechadas, e vêm investindo cada vez mais no digital. Tudo mostra que negócios que não funcionem online, mesmo que tenham lojas físicas, estão fadados a ficarem para trás na busca pela clientela.

Como dito, ninguém esperaria que uma crise de tal tamanho fosse se abater sobre todo o mundo. O que nos leva a refletir sobre gestão de crise e preparo. Primeiramente, é preciso que os empreendedores adicionem a sua mentalidade a necessidade de preparar seus negócios para os mais diversos cenários possíveis de futuro. Muitas empresas funcionam “na conta”, com margens apertadas e sem caixa que sustente por muito tempo. Esse comportamento pode ser mortal. Se faz primordial gerir a empresa de forma a ter fôlego para aguentar intempéries que apareçam, afinal, momentos de depressão econômica sempre existirão. O que diferenciará as empresas de sucesso das sem sucesso será a capacidade de lidar com os imprevistos. Essa capacidade também se reflete no empreendedor que se prepara e capacita. Estudar seu negócio, o mercado, os concorrentes e o público auxilia, inclusive, na previsão de problemas, permitindo traças estratégias de contingência.

Por fim, mas não menos importante, a palavra de ordem para o empreendedor pós-pandemia: inovação. Se esse já era um requisito para o sucesso, agora passa a ser ainda mais importante. A competitividade deve aumentar, e apenas os inovadores, que desenvolverem formas encantadoras de resolver os problemas a que se propõem terão a oportunidade de progredir. Lembre-se: o público está cada vez mais exigente. As gerações modernas demandam por atendimento rápido, cativante, personalizado. Cabe ao empreendedor identificar essas demandas e atendê-las.

O mundo dos negócios está mudando muito e rapidamente por conta da pandemia do coronavírus. Nesse cenário incerto, minimizar os riscos e se preparar para o futuro é dever de toda empresa. Para isso, o gestor deve definir as linhas de ação apropriadas, tendo em vista um panorama total do empreendimento. Façamos da dificuldade um aprendizado.

Sonhar com o sucesso ou trabalhar por ele?

Janguiê Diniz, | ter, 01/09/2020 - 12:13
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“Sonhar com o sucesso” é algo muito comum, e até positivo. Querer ter sucesso na vida – seja lá o que esse sucesso signifique para você – indica o desejo de progredir, alcançar objetivos. No entanto, enquanto o sonho não passa disso, apenas um sonho, honestamente, de nada adianta. É preciso torná-lo realidade. Sonho sem ação é alucinação e pode levar à frustração.

O sonho é importante, sim. Quem vive sem sonhos morre vazio. Sonhos são motores de vida. Mas é preciso que os encaremos mesmo dessa forma: como impulsionadores, que nos levam a agir em determinado sentido, a fim de concretizá-los. O sonho é aquele desejo inicial, o ponto de partida para uma realização. A partir dele, vem a pergunta: o que preciso fazer? Nem sempre é fácil alcançar todos os sonhos, mas não é impossível, desde que eles venham acompanhados de motivação e, principalmente, dedicação e muito trabalho. Principalmente este último.

O primeiro passo é decidir verdadeiramente mudar o seu estado de vida. Com essa decisão muito bem estruturada em mente, é hora de estudar o que fazer para perseguir o tão desejado sonho. É preciso transformar a palavra ‘sonho’ em ‘objetivo’. É que o sonho nos leva a um plano de ideias, abstração, pensamento; o objetivo, na contramão, é palpável, definível. Um grande objetivo pode parecer distante, inalcançável ou extremamente difícil. Muitas vezes, realmente, isso é verdade. No entanto, a melhor estratégia é dividir aquele objetivo final em metas menores, criando um plano de ação estruturado que o levará, etapa por etapa, até o fim. É que o impossível é formado de várias partes possíveis.

Há que se ter consciência que nem tudo na vida vem fácil ou rápido: é preciso batalhar, trabalhar muito para se conseguir o que quer. Ao mesmo tempo, ter em mente que todo esse caminho também representa desenvolvimento pessoal ajuda a suportar as agruras que se impõem. A palavra-chave na busca pelo sucesso é resiliência, essa bela e extraordinária capacidade humana de persistir em seus propósitos, mesmo diante de inúmeras dificuldades.

Muito mais valioso do que sonhar com o sucesso, entregando-se a devaneios, é preciso acordar, sair da zona de conforto e, com muita determinação, trabalhar pela concretização de tal desejo. Só temos uma vida neste planeta, uma oportunidade de aproveitar como desejamos e correr atrás de nossos anseios. Imperativo é, portanto, que não desperdicemos essa dádiva que é sonhar e realizar nossos sonhos.

Vitórias também são feitas de fracassos

Janguiê Diniz, | seg, 17/08/2020 - 17:00
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Ninguém gosta de errar ou perder. Isso é fato. Faz parte de nossa construção social não aceitar as falhas, pois as enxergamos como algo negativo e até degradante. Para piorar, o brasileiro tem a péssima mania de rir da derrota do outro. No entanto, os erros e as perdas devem ser bem aceitos em nossas vidas, pois são, na verdade, grandes professores. Não se engane: para vencer, você perderá várias vezes.

Assistimos aos grandes feitos de esportistas como, por exemplo, o piloto Lewis Hamilton, da Fórmula 1. Sua sequência de vitórias – com larga diferença para os adversários – é realmente impressionante. Todo esse sucesso, no entanto, foi precedido por derrotas e erros. Ele precisou treinar, se aperfeiçoar, melhorar suas habilidades na direção para enfim se tornar o fenômeno que é hoje.

A cantora Beyoncé toma conta de qualquer palco com sua presença imponente e voz impecável. Ela é detentora de 24 prêmios Grammy, mas já perdeu 46 vezes. Nada disso a fez desistir, abandonar a carreira ou se maldizer. Pelo contrário: a cada derrota ou rejeição, ela se motivava ainda mais para trabalhar mais e melhor e alcançar resultados diferentes. Isso faz dela a estrela mundial que é hoje: o trabalho incansável.

É o trabalho, aliado à dedicação, que transforma as derrotas em vitórias, os erros em acertos. Parar na primeira barreira nunca é uma opção para quem quer ser grande. Assim é a jornada de um empreendedor – e de qualquer pessoa. Para sermos excelentes em algo, precisamos começar de baixo, investir no aperfeiçoamento e, principalmente, ser dedicados, persistentes, resilientes e determinados.

Na busca por esse desenvolvimento, é preciso tentar ser melhor do que si próprio. Comparar-se a outros não é salutar. Ultrapassar seus limites, vencer suas barreiras, é isso que faz crescer, traz aprendizado e engrandece a alma. Faça o seu melhor, cada vez melhor, que as recompensas virão. Ao se deparar com um obstáculo ou uma perda, em vez de lamentar, foque nos aprendizados. Quando você erra, está no mínimo aprendendo como não fazer algo. Tudo é ensinamento.

Não procure clientes para seus produtos

Janguiê Diniz, | seg, 03/08/2020 - 12:10
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“Ah, mas minha empresa está indo mal porque não encontro clientes para os meus produtos”. É comum ouvirmos isso de empresários cujos negócios estão no prejuízo. A falta de clientela é realmente uma ameaça a qualquer empresa. No entanto, se você se resume a lamentar esse cenário, é sinal que precisa mudar de mentalidade. No mundo atual, em vez de procurar clientes para seus produtos, você precisa procurar produtos que atendam às necessidades do público.

Acontece que as relações de consumo mudaram com a evolução da sociedade e, principalmente, da tecnologia. É famosa a frase de Henry Ford, no início do século passado: Henry Ford disse sua famosa frase “O cliente pode ter o carro da cor que quiser, contanto que seja preto”. Hoje, no entanto, esse posicionamento não funciona mais e pode levar uma empresa à falência. Estamos na era da personalização. Todos querem que suas necessidades pessoais sejam atendidas de forma satisfatória. Por isso, empresas precisam estar em constante pesquisa e atentas ao mercado para identificar tendências e demandas e saber aproveitá-las da melhor forma.

De outro lado, quem quer empreender não pode cair no pensamento de “Eu vou lançar esse produto e vai ser sucesso, tenho certeza”. O pensamento correto é “Que produto eu posso lançar para atender a essa demanda?”. A prospecção nunca foi tão importante. E é nesse cenário que ganham força as startups: elas surgem para resolver problemas da sociedade. É que o remédio só pode ser desenvolvido depois que a dor é identificada. E uma das premissas da startup é justamente essa: identificar uma necessidade para, então, desenvolver sua solução, de forma inovadora e escalável.

Para o lançamento de um novo produto ou mesmo de uma empresa, o planejamento é essencial. Uma boa estratégia é a Go-to-market, que foca em como a empresa pode colocar seu produto (bem ou serviço) em determinado mercado para atingir a penetração desejada, obtendo maior receita e lucratividade. É uma maneira de direcionar todos os esforços para o lançamento de forma a maximizar a efetividade e o retorno.

Empreendedores geralmente têm pressa em lançar seus produtos ou empresas, aquela ansiedade para fazer o empreendimento prosperar. No entanto, quando esse início não é feito baseado em um planejamento e com direção correta, o resultado pode ser frustrante. Foi-se o tempo em que se podia pensar em lançar um produto por “gosto”. Hoje, é preciso saber ofertar o que é pedido, o que é demandado.

Foco na solução

Janguiê Diniz, | seg, 27/07/2020 - 09:37
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O ser humano, em muitas situações, tende a procurar um “culpado” por erros, desencontros ou falhas. É preciso responsabilizar alguém ou algo. Um funcionário que agiu errado, um contratempo, etc. E nisso perdem-se horas de debate ou mesmo de sono. Esse é um comportamento nocivo e contraproducente. Em vez de gastar tanta energia se preocupando com o problema, o mais benéfico a se fazer é focar na solução.

Antes de tudo, cumpre lembrar que todos temos problemas, dificuldades, obstáculos que temos que enfrentar durante toda a vida. São fatos de nossa existência, muitas vezes inevitáveis. Não podem, no entanto, tornar-se muralhas que impeçam nosso progresso. E a forma de transpô-los é criando soluções. Apenas lamentar ou apontar dedos de nada adiantará. Um velho dito oriental apregoa o seguinte: “Se um problema tem solução, você não precisa se preocupar. Se o problema não tem solução, toda preocupação será em vão”. Mesmo o fato de não haver solução para algo já é a própria solução em si, posto que evidencia que você deve tomar outro caminho. Ao mesmo tempo, não devemos nos preocupar com um problema solucionável, mas sim com a resolução. Ser pragmático pode ser uma boa conduta.

Sabe o que acontece? Preocupação enchem a mente, ocupa espaço de outros pensamentos mais positivos e de progresso, e ainda causa rugas. Não vale a pena. O que não quer dizer, ao mesmo tempo, que não devamos dar atenção aos problemas. De modo algum. O ponto é justamente atentar para o que pode desatar os nós. No mundo corporativo, por exemplo, em vez de pensar “Nossa, isso foi culpa de fulano”, experimente chamar a equipe e falar “Pessoal, nós temos este problema e precisamos resolvê-lo. Vamos pensar em soluções”.

Diante de um problema, é necessário fazer uma análise criteriosa do que pode ter dado errado, de forma a servir de aprendizado para o futuro – o caminho a não ser seguido novamente. Problemas e dificuldades são, acima de tudo, oportunidades e grandes professores. Seja grato pelos problemas que aparecem em sua vida, pois eles propiciam meios de expandir o pensamento crítico e analítico, a criatividade e a capacidade de superação. Busque os problemas, tenha-os como desafios.

Problemas sempre existirão, muitas vezes não há como desviar deles. O que diferencia as pessoas que buscam progredir das negativistas é a postura diante das dificuldades. Enquanto umas reclamam, procuram culpar algo ou alguém, outros buscam resolver o que tem que ser resolvido e seguir a vida. Proatividade é uma habilidade importantíssima no mercado de trabalho e na vida em geral, e um dos meios de desenvolvê-la é a resolução de problemas focada na solução. É um processo de autoconhecimento e desenvolvimento pessoal que só traz benefícios.

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