Cultura

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O Espetáculo “O Silêncio e o Caos”, do bailarino e autor Dielson Pessoa de Melo, estará em cartaz nos próximos dias 19 e 20, no teatro Marco Camarotti – Sesc Santo Amaro, às 20h. O Silêncio e o Caos é um espetáculo de dança contemporânea em que o subconsciente ganha expressão. Um solo coreografado e executado em primeira pessoa, em que o autor dá a palavra ao seu delírio, sugerindo ao público a igual tarefa de procurar compreender os significados daquelas expressões e do que ocasionou um surto.

Vivenciado um surto psicótico em 2015, o bailarino Dielson Pessoa de Melo entendeu e interpreta, no palco, a experiência, como uma ação corajosa de desvelamento do real, de desmontagem e recusa do mundo instituído; de denúncia do sofrimento diante do olhar preconceituoso da sociedade e, principalmente, como oportunidade de debater por meio da arte os pré julgamentos das pessoas frente a transtornos psiquiátricos que algumas pessoas sofrem. O bailarino leva para o público um espetáculo inquietante e enigmático que aborda o universo da psicose – outra vertente de transtornos psiquiátricos.

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Ao longo dos 30 minutos de apresentação, Dielson provoca incômodo na plateia com a intensidade de seus movimentos robustos e desconexos somados a um explícito erotismo em cena trabalhado de forma sincrônica durante toda a peça. A trilha sonora é executada ao vivo pelo músico Pedro Huff (Violoncelista). Após o espetáculo, o público é convidado a permanecer para um momento de reflexão durante mais 30 minutos de debate com um(a) psicólogo(a)/psicanalista convidado(a).

SERVIÇO:

O Silêncio e o Caos

19 e 20.08 às 20h

Teatro Marco Camarotti - Sesc Santo Amaro - Rua Treze de Maio, 455, Recife

Ingressos no Sympla

Da assessoria

Nesta sexta (5), ocorre a primeira exibição musical “O Bem Amado” no Sesc Santana em São Paulo. Baseado no livro homônimo de Dias Gomes, o espetáculo retrata a trajetória de Odorico Paraguaçu (Cassio Scapin) e os habitantes de Sucupira, pequena cidade do litoral baiano.

Dirigida por Ricardo Grasson, a peça teatral aborda temas como sarcasmo, demagogia, política, costumes moralistas, comicidade, alegorias, diversidade, sincretismo religioso, a relação entre homens, o poder subversivo e suas consequências. 

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O elenco conta com Cassio Scapin, Marco França, Eduardo Semerjian, Rebeca Jamir, Luciana Ramanzini, Kátia Daher, Ando Camargo, Heitor Garcia, Roquildes Júnior e o ator convidado, Guilherme Sant’Anna. Zeca Baleiro assina arranjos e letras

Os ingressos podem ser retirados no site https://www.sescsp.org.br/  ou na bilheteria oficial do Sesc. Confira os preços:

R$ 12,00 (CREDENCIAL PLENA)

R$ 20,00 (MEIA ENTRADA)

R$ 40 (INTEIRA)

Ficha Técnica 

 Direção: Ricardo Grasson 

Produção: Rodrigo Velloni 

Letras e Músicas: Zeca Baleiro e Newton Moreno  

Direção Musical: Marco França 

Música Original (Instrumental): Marco França 

Arranjos: Marco França e Zeca Baleiro  

Cenário: Chris Aizner

Figurino: Fábio Namatame 

Direção de Movimento e Coreografia: Katia Barros e Tutu Morasi 

Fotografia: Ronaldo Gutierrez 

Preparação Vocal: Marco França  

Adereços: Kleber Montanheiro 

Produção Executiva: Swan Prado e Felipe Back

Serviço

Espetáculo " O Bem Amado"

Data: 5 de agosto a 11 de setembro

Horário: 21h (sexta); 20h (sábado); 18h (domingo)

Local: Teatro - Sesc Santana - SP 

Endereço: Avenida Luiz Dumont Villares, 579, Santana, São Paulo - SP

Agosto terá clássicos da literatura infantil nos principais teatros de Recife. Neste sábado (6) vão acontecer duas apresentações da "Branca de Neve" no Teatro Barreto Júnior, às 14h e às 16h. Em seguida será a vez de "João e Maria" no Teatro do Parque no domingo (7), às 16h. Já no dia 14, a "Branca de Neve" volta ao Teatro Barreto Júnior, nos horários das 10h30, 14h e 16h. Os espetáculos são da Humantoche Produções e os ingressos estão à venda apenas no Sympla, através do endereço https://www.encurtador.com.br/agrLR

COVID-19

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É obrigatório o uso de máscaras dentro do teatro, além da apresentação dos comprovantes de vacina. Os ingressos custam R$ 60 inteira ou R$ 30 meia (para estudantes, idosos, portadores de necessidades especiais e acompanhantes, professores e crianças de 02 a 12 anos). Outras informações pelo @humantocheproducoes no Instagram ou no 81 9.98032724 (WhatsApp).

 

SERVIÇO:

Espetáculo: Branca de Neve

Teatro Barreto Júnior - R. Est. Jeremias Bastos - Pina, Recife - PE

06 de agosto às 14h e 16h

14 de agosto às 10h30, 14h e 16h

Ingressos: 60,00 inteira / 30,00 meia-entrada

aprox. 50min

 

Espetáculo: João e Maria, um doce musical!

Teatro do Parque - R. do Hospício, 81 - Boa Vista, Recife - PE

07 de agosto às 16h

Ingressos: 60,00 inteira / 30,00 meia-entrada

aprox. 50min 

 

A partir desta quarta-feira (27), serão abertas as inscrições para a 29ª edição do Janeiro de Grandes Espetáculos - Festival Internacional de Artes Cênicas e Música de Pernambuco. O evento está previsto para ser realizado de 10 de janeiro a 3 de fevereiro de 2023.

O edital e a ficha estarão disponíveis no site do JGE, reunindo 15 vagas nas categorias: teatro adulto, teatro para infância e juventude, dança, música e circo. Os projetos enviados ao endereço eletrônico serão avaliados pela Comissão de Seleção, que junta grandes representantes da arte pernambucana.

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Nomes como Cláudia São Bento (bailarina), Geraldo Maia (músico), Fabiana Pirro e Sônia Bierbard (atrizes) integram o grupo, sob coordenação de Didha Pereira e com participação da Gerência de Programação do Janeiro, composta por Paulo de Castro (produtor do festival) e Paulo de Pontes (ator e produtor). As inscrições para a 29ª edição do Janeiro de Grandes Espetáculos serão aceitas até 17 de agosto. A divulgação do resultado será no dia 31 de agosto.

Depois de temporadas de sucesso em Santa Cruz do Capibaribe e Caruaru, no Agreste de Pernambuco, a peça Politicamente Incorreto chega ao Recife. Estrelado pelo ator Diógenes Rodrigues, o espetáculo será apresentado no Teatro Barreto Júnior, Pina, Zona Sul da cidade, nos dias 29 e 30 de julho.

Para Diógenes, o público terá uma experiência de muito riso e reflexão com as histórias abordadas no palco. Narrando no monólogo situações de humor e crítica social, com personagens de diferentes perfis, o pernambucano afirma: "A obra se utiliza de cenários, iluminação especial e interação com a plateia, se tornando uma experiência diferente em cada apresentação".

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Com direção de Filho Silva e Tiago Salvador, a peça homenageia o humorista Paulo Gustavo, morto em maio de 2021. Diógenes Rodrigues traz ao palco do Barreto Júnior a polêmica Senhora dos Absurdos, papel que marcou a carreira de Paulo.

O texto do espetáculo tem assinatura de Ednilson Leite, Walter Vitti, Diógenes Rodrigues e do próprio Paulo Gustavo. Os ingressos para Politicamente Incorreto já estão disponíveis para compra no site Sympla por R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia) - sujeitos à taxa.

Serviço

Politicamente Incorreto

29 e 30 de julho | 19h59

Rua Estudante Jeremias Bastos, Pina, Recife

Bilhetes a partir de R$ 25

Nos dias 14 e 15 de julho, às 20h30, no Teatro Apolo, Bairro do Recife, o D'Angelo Grupo de Dança estreará o espetáculo Desencontro. Estrelado pelo Ballet Fernanda D'Angelo (BFD), o projeto mostrará em cena os encontros e desencontros das relações, abordando o outro lado do amor.

"Nos espetáculos do BFD, participam turmas de vários níveis, do balé infantil até turmas avançadas. Assim, sempre foi difícil realizar grandes temporadas ou sair em turnê, por ter muitas crianças no elenco. Já o D'Angelo Grupo de Dança é nosso viés mais ‘maduro’, formado por bailarinos experientes. Assim, podemos realizar trabalhos com uma maior liberdade criativa e ajudar a fomentar o mercado profissional da dança local", explicou Fernanda D'Angelo.

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De acordo com a bailarina, coreógrafa e diretora, o D'Angelo Grupo de Dança "não foca em apenas um estilo de dança". Em relação ao processo criativo do espetáculo, Fernanda convocou o coreógrafo Ivaldo Mendonça para comandar a direção artística. Os ingressos para Desencontro estão à venda a partir de R$ 25, no site Sympla.

Serviço

Desencontro

14 e 15 de julho | 20h30

Teatro Apolo - Rua do Apolo, Bairro do Recife

Ingressos: R$ 35 (inteira) e R$ 25 + 1kg de alimento (meia social)

Classificação: 16 anos

Líderes e representantes políticos e da cultura lamentaram a morte, nesta quinta-feira (23), da atriz e diretora teatral pernambucana Geninha da Rosa Borges, aos 100 anos. Geninha morreu em casa, na Zona Norte do Recife.

O governador Paulo Câmara (PSB) chamou a atriz de “nossa dama dos palcos”. Ele expressou solidariedade aos “amigos, parentes e fãs que acompanharam a trajetória de sucesso e a história de mais de 80 anos de carreira de Maria Eugênia Franco de Sá da Rosa Borges. Sua presença estará sempre marcada nos palcos do nosso Estado”. 

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O prefeito João Campos (PSB) decretou luto de três dias na capital pernambucana, e salientou que a diretora “deixou sua marca indelével na história de nossa cidade, no fortalecimento da cena cultural e consolidação do Teatro de Amadores de Pernambuco (TAP)”.

“Tanto nos palcos da vida quanto na gestão pública, Geninha expressou toda a sua genialidade e deu sua contribuição ao dirigir por três ocasiões o Teatro de Santa Isabel. Lá, também pode encenar algumas das mais de 60 peças protagonizadas ao longo de oito décadas de devoção e entregas às artes cênicas. Com profundo pesar, decreto luto oficial no Recife pelos próximos três dias e externo minha solidariedade aos familiares e amigos”, informou João Campos. 

Ao lamentarem a perda para a cultura, a Secretaria de Cultura e a Fundação de Cultura Cidade do Recife lembraram da sua trajetória. “Atriz de teatro, rádio, TV e cinema, Geninha viveu muitas vidas em uma, encenando mais de 60 personagens ao longo da longínqua e profícua carreira, que abraçou ainda muito jovem, enfrentando o preconceito da sociedade de então e abrindo alas para tantas gerações de grandes mulheres que o teatro pernambucano produziu e segue produzindo”, diz a nota. 

“Incansável, dedicou-se também, com o mesmo talento e afinco, aos bastidores culturais. Foi gestora, por três vezes, do Teatro de Santa Isabel, casa cuja gloriosa história não pode ser contada sem que seu nome seja citado muitas vezes, sempre com comovida deferência. Geninha foi, é e para sempre será uma das maiores estrelas que já brilharam no teatro pernambucano”, completou.

O ex-prefeito de Jaboatão e pré-candidato ao governo de Pernambuco, Anderson Ferreira (PL), expressou seus sentimentos. "Geninha da Rosa Borges, a eterna dama do teatro pernambucano, deixa um legado para a cultura de valor inestimável, uma história de grande contribuição para a arte e o saber. Aos familiares, aos amigos, e ao público que sempre se fez presente para prestigiar sua obra, nossos sentimentos".

A atriz e diretora teatral pernambucana Geninha da Rosa Borges morreu, nesta quinta-feira (23), aos 100 aos. A artista faleceu em casa, localizada na Zona Norte do Recife.

Em entrevista à TV Globo, Breno da Rosa Borges, um dos quatro filhos de Geninha, relatou que, na última quarta-feira (22), a mãe sentiu falta de ar e uma médica da família foi acionada para a realização de exames. Na ocasião, a profissional alertou que havia um problema nas vías respiratórias.

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Ainda segundo Breno, o desejo da atriz era ser cremada e que as cinzas sejam jogadas no Teatro de Santa Isabel, localizado na área central da capital pernambucana. O velório será nesta sexta-feira (24) no equipamento cultural e a cerimônia de decremação será, em seguida, no Cemitério Morada da Paz, no município de Paulista.

Em cartaz no Teatro do Desassossego, na Cidade Velha, o espetáculo teatral "Fale com estranho" tem como inspiração o conto “O homem da areia”, escrito por E.T.A Hoffmann. A produção apresenta o "Infamiliar", conceito criado pelo pai da Psicanálise, Sigmund Freud, em uma experiência sensorial e reflexiva aos espectadores. A direção é da atriz, pesquisadora e professora Andréa Flores, com dramaturgia e atuação do multiartista Leoci Medeiros.

Utilizando a metodologia do teatro ao alcance, a peça mistura elementos de suspense e terror, que contrastam com a realidade de traumas e inseguranças na qual se encontra o personagem principal, interpretado pelo multiartista paraense Leoci Medeiros. “O Natanael é um menino que sofre um trauma de infância e esse trauma vai com ele até a vida adulta. Então, ele cresce traumatizado, praticamente sem alma, e cresce mal”, contou o intérprete.

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Segundo Leoci, a resposta do público tem sido positiva. “Nós fizemos alguns ensaios abertos para psicólogos, psicanalistas, e eles ficaram apaixonados pelo espetáculo. O público de uma forma geral fica encantado com o espetáculo, com o espaço, com a atmosfera, e a gente consegue mostrar pra eles a trilha sonora, a sonoplastia, a técnica em volta”, comemorou.

A produção é uma realização da Coletivas Xoxós, com direção cênica da atriz, pesquisadora e professora Andréa Flores, e o suporte de uma equipe composta por grandes nomes do cenário cultural de Belém, como a artista-pesquisadora Wlad Lima. O público que vai até o Teatro do Desassossego, que fica no porão da Casa Cuíra, vivencia uma experiência diferente e transformadora. 

Andréa Flores explica que o espetáculo foi construído de forma colaborativa e de troca entre a direção e toda a equipe, em um processo de aprendizado mútuo, para levar o público a uma imersão no inconsciente. “O ‘Fale com Estranho’, assim como as poéticas do Coletivo e o que nós fazemos aqui dentro, não somos nós que estamos inventando, é um tipo de teatro que essa cidade pulsa. É um lugar de horizontalidade importantíssimo porque é um aprendizado pra vida e eu vivi muito disso aqui”, destacou.

Quem vai assistir à peça pode esperar um diálogo interessante e poético. Com um convite de olhar para a singularidade que habita em cada ser humano, a montagem carrega um pouco da estranheza que todo mundo encontra em si mesmo.

“O meu trabalho com o Léo caminhou pela construção de uma dramaturgia corporal. Então, nós temos uma dramaturgia textual que ele propõe, que a gente vai interferindo junto, mas o texto é um detalhe, porque ele precisa de um corpo que construa sentidos para além do de texto ”, explicou Andréa.

A diretora falou ainda dos desafios enfrentados durante a pandemia de covid-19, que causou tristeza e insegurança, mas que, ao mesmo tempo, apontou a arte como forma de acalento e esperança. “Nós tivemos muitas perdas no grupo, eu perdi minha mãe, todos nós vivemos as baixas e no meio disso tudo a gente continuou insistindo em fazer isso. Por que o espetáculo era muito importante? Não, porque o teatro é importante, senão eu ia morrer e a gente não ia aguentar. E esse é o lugar do estranho”, finalizou. 

O teatro nos porões 

O Teatro do Desassossego, espaço alternativo localizado no porão da Casa Cuíra, no centro histórico de Belém, é mais um dos teatros instalados nos porões da capital, que desde os anos 90 já serviram como palco de grandes obras. O recinto é residência de grupos independentes como o Coletivas Xoxós, fundado no ano de 2014 e protagonizado por mulheres.

Uma das precursoras do teatro de porão é a artista-pesquisadora-professora Wlad Lima, uma das mais importantes teatrólogas do Pará. Segundo ela, a existência de locais como esse é fundamental para a sobrevivência do fazer artístico. “São espaços de sobrevivência, de luta e de resistência, mas são também espaços de experimentações cênicas, de experimentações artísticas políticas, poéticas políticas”,  pontuou.

Além da dramaturgia, o espaço contribui para a realização de diferentes tipos de manifestações artísticas e desenvolvimento de trabalhos afins, como a Clínica do Sensível, que desempenha um trabalho clínico psíquico junto aos artistas, e o grupo Brutos Desenhadores. “Nós somos cinco desenhadores que formamos os Brutos Desenhadores, nos reunimos terça-feira à tarde, desenhamos e cuidamos clinicamente um do outro. A gente conversa, discute, bate boca, fala das dores, chora, lê os desenhos um do outro e escrevemos texto a partir do desenho”, ressaltou Wlad.

Artistas independentes 

Face à rotina agitada que é a realidade da maioria dos paraenses, o artista, em diversas situações, é desrespeitado e precisa lidar com o preconceito por exercer um trabalho diferente do convencional. Não é raro encontrar artistas que precisam conciliar outras fontes de renda além da arte para sobreviver.

Leoci Medeiros conta que, apesar de prazerosa, a rotina de quem vive da arte é envolta de dificuldades. “Para fazer teatro você precisa abdicar de muita coisa, não é fácil, é muito profundo, é difícil se manter nessa profissão. Hoje, eu faço teatro, cinema, dublagem, preparação de elenco, milhares de coisas pra poder me sustentar”, refletiu.

Ainda segundo Leoci, para os atores nortistas as dificuldades são ainda maiores. “Se você não está no eixo Rio-São Paulo, praticamente não existe. Então, nós temos que gritar mais forte, fazer mais coisas para sermos percebidos e com esses gritos dizer: nós existimos e sabemos fazer um teatro de qualidade”, acrescentou ele.

Além da falta de incentivos por meio de políticas públicas de valorização do trabalho artístico, no seio familiar também não é fácil encontrar logo no início o apoio necessário para seguir em busca do sonho de viver da arte. Ao longo do tempo, esses fatores podem desestimular profissionais a abandonarem a carreira, por isso a importância de conhecer, estimular e fomentar a cena cultural de uma cidade tão rica quanto Belém do Pará. 

Serviço

Espetáculo teatral “Fale com Estranho”.

Data: 22 de junho (quarta-feira).

Local: Teatro do Desassossego (Rua Dr. Malcher, 287 – Cidade Velha).

Horário: 20h.

Ingressos: Clique aqui.

Redes sociais: @teatrododesassossego

 

Chega ao fim no próximo sábado (18), no Teatro Marco Camarotti, área central do Recife, o espetáculo Deslenhar. A última temporada da peça será realizada às 20h, com apresentação em Libras. Inspirado no conto A Fogueira, o projeto que narra a história dos personagens Dona Eterninha e Seu Perpétuo esteve presente em espaços alternativos da capital pernambucana desde abril.

Misturando poesia, música, dança e humor, a história estreou em 2018. "É um espetáculo que nos lembra da preciosidade do tempo e de cada momento que vivemos", explica a diretora e atriz Amanda Pegado.

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Formado por André Alencar, Fernando Rybka, Geraldo Monteiro e pela própria Amanda, o grupo Teatro Miçanga assina a dramaturgia, direção, iluminação e sonoplastia do espetáculo, com figurino de Maria Agrelli. A produção é assinada pelo Coletivo Enlace, por Bárbara Souza e Camila Mendes.

Para encerrar o ciclo do projeto, o grupo também oferecerá uma oficina gratuita no mesmo espaço, das 13h às 19h. Os interessados devem enviar uma solicitação de inscrição para o e-mail do Teatro Miçanga. Seguindo todos os protocolos de segurança em combate à Covid-19, a peça Deslenhar possui incentivo do Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura - Funcultura PE.

Serviço

Última temporada do espetáculo Deslenhar

18 de junho | 20h

Teatro Marco Camarotti - Rua Treze de Maio, 455, Santo Amaro

Entrada gratuita

Após circular por nove países em uma turnê europeia, Whindersson Nunes traz seu espetáculo ‘Isso não é um culto’ de volta ao Brasil. O humorista apresenta o show no Recife no dia 10 de julho, em um palco montado no Geraldão.

O nome do espetáculo é uma homenagem aos próprios fãs de Whindersson, que acabam encontrando em suas apresentações forças para superar as adversidades. Em cena, o youtuber convida o público para refletir sobre as mudanças que vêm acontecendo no mundo. Além disso, ele conta histórias divertidas, canta e aborda o universo religioso sob sua própria perspectiva. 

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Isso não é um culto estreou em Fortaleza, no Ceará, no mês de abril. Por lá, Nunes fez 23 apresentações e foi assistido por 16 mil pessoas. Já na turnê europeia, o brasileiro contou com um público de mais de 18 mil espectadores. Em julho, será a vez dos fãs pernambucanos conferirem o show. Os ingressos já estão à venda na bilheteria do Teatro Guararapes e pelo site Ingresso Digital.

Serviço

Whindersson Nunes em ‘Isso não é um culto’

10 de julho (domingo) - 20h

Ginásio Geraldão -Av. Mascarenhas de Morais, 7787, Imbiribeira

Ingressos:

Pista: R$ 180 e R$ 90 (meia)

Cadeira Inferior: R$ 160 e R$ 80 (meia)

Cadeira Superior: R$ 120 e R$ 60 (meia)

Ponto de venda: bilheteria do Teatro Guararapes e site Ingresso Digital

 

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No mês de junho, o grupo de teatro paraense independente Coletivas Xoxós estreia o espetáculo teatral “Fale com estranho”, com atuação do multiartista Leoci Medeiros e direção da atriz-professora-pesquisadora Andréa Flores. O trabalho será apresentado entre os dias 7 e 22 de junho, às terças e quartas-feiras do mês, na residência-artística do coletivo, Teatro do Desassossego, no bairro da Cidade Velha.

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Uma consciência embaçada e disforme, com sequências de memórias estranhamente incompletas, permeia a encenação e a vida do protagonista, Natanael, um homem que, desde criança, é atormentado pela fantasmagórica figura de Coppelius, que faz com que este se perca entre realidade e delírio. Já adulto, Natanael vê-se envolto em uma sequência de imagens e lembranças que entram em rota de colisão entre o conhecido e o oculto, o familiar e o estranho.

Adaptado do conto “O homem da areia”, escrito por E.T.A. Hoffmann e publicado pela primeira vez no ano de 1817, “Fale com estranho” é um processo criativo que propõe um diálogo poético entre Teatro e Psicanálise, a partir da ideia de inconsciente e do conceito de Infamiliar, o que é ao mesmo tempo íntimo, conhecido, mas também inquietante, estranho, oculto do sujeito. O diálogo entre Arte e Psicanálise não é novo e o próprio conceito de Infamiliar é estudado entre os campos da ciência, estética e literatura fantástica.

Ao enfocar a experiência corpórea amazônida através da história de Natanael e das figuras que embaçam sua consciência e mergulham suas memórias em sombras, “Fale com estranho” instaura uma montagem teatral inovadora ao assentar essa estreita relação no território local. Durante o mês de junho o Coletivas Xoxós espera o público para um mergulho nos subterrâneos do Teatro do Desassossego e na consciência esfacelada de Natanael para experienciar familiaridades e estranhamentos.

Serviço

Espetáculo teatral “Fale com Estranho”.

Quando: 7, 8, 14, 15, 21 e 22 de junho (terças e quartas).

Onde: Teatro do Desassossego (Rua Dr. Malcher, 287 – Cidade Velha).

Horário: 20h.

Ficha técnica

Dramaturgismo, concepção de sonoplastia e atuação: Leoci Medeiros.

Assistente de dramaturgismo: Yasmin Ramos.

Assistente de direção e Operação de sonoplastia: Vanessa Lisboa.

Voz em off: Naisha Cardoso.

Concepção de luz: Patrícia Gondin.

Projeto gráfico, Fotografia cênica e Operação de luz: Danielle Cascaes.

Concepção de Figurino e Maquiagem: Coletivas Xoxós.

Laboratório de Performance Vocal: Thales Branche.

Assessoria Terapêutica: Marcos Vinicius Lopes.

Assessoria de Imprensa e Multimídias: Lucas Corrêa.

Assessoria psiconceitual e Direção de palco: Roberta Flores.

Encenação e Anatomia Cenográfica: Wlad Lima.

Direção Cênica: Andréa Flores.

Residência Artística: Teatro do Desassossego.

Realização: Coletivas Xoxós.

Por Lucas Corrêa, da assessoria do evento.

 

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A Lumiar Escola de Dança apresenta, neste fim de semana, em Belém, o espetáculo “Mudanças”, dirigido pelos coreógrafos e professores de dança Aline Moreira e Rullien Polizeli, que retratará situações de violência vividas por mulheres no dia a dia. A apresentação será no domingo (29), no Teatro Margarida Schivasappa, do Centur, às 19 horas.

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“A arte toca as pessoas de um jeito que nada mais pode. Nós expressamos, atuamos e dançamos situações do cotidiano que são muito fortes para as mulheres. Nós retratamos violências explícitas e implícitas buscando impactar e levar as pessoas a refletir sobre o tema”, disse Flávia Magalhães, dançarina do espetáculo.

A dançarina Vitória Alves afirma que o que a motivou a participar do projeto foi a negligência com a qual o assunto é tratado, e o potencial que a arte tem de impactar homens e mulheres acerca do tema. “Poucas vezes falamos disso, e quando falamos é de uma forma branda, como se quiséssemos evitar chocar os outros. Nós queremos tratar disso sem rédeas, e um projeto forte como esse é muito importante, principalmente, para homens terem entendimento de tudo pelo o que nós passamos no nosso dia a dia", observa.

“A dança de salão é muito machista, as formações e didáticas são todas voltadas para o homem. Eu aprendi com a minha mãe a valorizar a mulher em todos os ambientes, e ao formar parceria com a Aline, que é uma dançarina que sempre trabalhou sozinha, eu aprendi a ressignificar a dança de salão. Essa temática nós trazemos para a nossa escola. Nós não trabalhamos com 'damas' e 'cavalheiros'. Nós conduzimos e somos conduzidos uns pelos outros”, diz o diretor Rullien Polizeli, CEO da Lumiar.

“No início da produção, eu tive bastante receio em participar. Eu pensei se, em alguma fase da minha vida, eu já tive atitudes parecidas com as dos personagens que nós interpretamos. Mas a vontade de mostrar isso para as pessoas, de gerar em outros homens esse mesmo incômodo que eu senti, e ajudá-los a reconhecer que eles têm comportamentos que não devem se repetir, me motivou a continuar no projeto”, disse o dançarino Jonathas Nascimento.

Quanto às coreografias, a dançarina Ana Carla Pamplona diz que o uso de mais força e energia nas suas danças, mescladas a técnicas teatrais, demonstra como as violências física e psicólogica causadas por homens para com mulheres são graves e prejudiciais para a sociedade. “Nós trazemos tudo isso para a nossa coreografia para levar, da forma mais impactante possível, essa mensagem para o público.”

No Brasil, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em 2021, ocorreram 1.319 feminicídios, em média uma mulher foi vítima a cada 7 horas. Foram registrados 56.098 boletins de  ocorrência de estupros conta mulheres. Uma menina ou mulher foi vítima de estupro a cada 10 minutos, considerando apenas os casos que chegaram até as autoridades policiais. As mulheres ganharam em média 20,50% menos do que os homens no 4º trimestre de 2021, contra 19,70% a menos no final de 2020.

Serviço

Espetáculo "Mudanças", domingo, Teatro Margarida Schivasappa (Centur), 19 horas.

Os ingressos antecipados estão à venda na Lumiar, localizada na avenida João Paulo II, 1945 (esquina com a Pirajá). Ingressos à venda também no dia da apresentação, na entrada do Teatro, no valor de R$ 30,00.

Antes do espetáculo haverá um workshop de dança, das 15h30 às 17 horas, com professores da escola e convidados. O espetáculo tem faixa etária mínima de 14 anos (acompanhados de responsáveis).

Todas as programações realizadas pela Lumiar Escola de Dança são divulgadas em sua conta do Instagram (@lumiar.danca).

Fontes: forumseguranca.org.br e Idados.id

Fotos: Paulo Ricardo Carneiro, Vitória Letícia

Por Paulo Ricardo Carneiro (sob a supervisão do editor prof. Antonio Carlos Pimentel).

 

 

 

Uma trama em que a ficção e a realidade se misturam e nada parece ser o que realmente é. Cada personagem vai representar alguém que você conhece ou se reconhecer em algum dos personagens. Retratos da Vida é um drama de tirar o fôlego do começo ao fim, onde o inconsciente pode vir à tona e trazer conflitos nunca vistos.

O texto é de Rômulo César Melo e direção de Cristiano Primo. O elenco traz Adúlccio Lucena, Cristiano Primo e Vanessa Jill Castle. A parte técnica tem sonoplastia e iluminação de Clóvis Moreira Júnior. Os Ingressos custam R$ 20,00

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O espetáculo será em uma única apresentação, às 19h, no auditório da faculdade Alpha, rua Gervásio Pires, 826, Boa Vista. Ingressos pelo telefone 99560.4266 (ingressos limitados pela capacidade do espaço). A classificação é 16 anos.

Da assessoria

Trazendo o clássico filme dos anos 2000 ao teatro, a Cia. Discrepantes exibe nesse final de semana a segunda edição de “De Repente 30: O Musical”, com novas cenas, números musicais e adaptações coreográficas. A obra conta a história de Jenna Rink, uma adolescente que pede, em seu 13º aniversário, para ser adulta e tem o desejo atendido. Ao acordar com 30 anos e como editora de uma revista de moda em Nova York, Jenna precisa enfrentar os desafios da vida e entender que muita coisa mudou desde o seu aniversário, inclusive o relacionamento com Matt Flamhaff, seu melhor amigo.

Victória Aben-Athar, diretora-geral de coreografia e produtora, diz que a ideia da criação do musical baseia-se na memória afetiva que há com o filme. “A gente viu, nessa adaptação, a oportunidade de retomar um pouco da memória afetiva que nós mesmos tínhamos com o filme e compartilhar nossa visão sobre ele com a plateia, conferindo a nossa identidade ao material”, relata.

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A diretora acrescenta que os prazeres de produzir esse espetáculo são inúmeros, mas que o maior deles é testemunhar a paixão do público pelo projeto. Victória fala que a que a maior dificuldade de produção foi conciliar a estética original do filme com as adaptações cênicas.

O ator, designer de cenário e dance captain Lucas Costa ressalta que a ambientação do musical começa a ser montada nos ensaios, que são leves, descontraídos e divertidos. “O início do espetáculo tem um ar meio lúdico; depois, os assuntos ficam mais adultos, as questões e os questionamentos da personagem principal ficam mais adultos, mais maduros. Só que a atmosfera de leveza continua, a ludicidade da coisa permanece”, diz.

Em relação ao cenário, Lucas, que também é arquiteto e estudante de Cenografia na Escola de Teatro e Dança na Universidade Federal do Pará (UFPA), conta que tudo foi estudado para ser dinâmico e fácil de manipular, sem perder o brilho do musical. Além disso, cada elemento foi feito e pensado para estar em cena de maneira útil.

Theo Oliveira, ator que dá vida a Matt na infância, relembra que foi convidado para fazer a audição para o personagem no final de 2020. Theo salienta que fica muito feliz por ter a chance de dar vida ao Matt nos palcos e que é superdivertido, com toques a mais de nostalgia para quem assistiu ao filme.

“Eu construí a personalidade do Matt criança de início, uma pessoa tímida, insegura e ansiosa. Em seguida fui me adaptando e adicionando novas coisas, me espelhando na construção do Matt adulto, para enriquecer e trazer semelhanças entre ambos os personagens, mesmo com 17 anos de diferença”, relata.

Lia Oliveira, atriz que faz parte do coro (também conhecido como ensemble), explica a importância desse papel no musical. Ela diz que os artistas precisam cantar e dançar sem deixar de atuar, e rememora como o processo de aprendizado de vocais, harmonia e coreografias foi em longos ensaios.

"A ensemble é o que dá vida ao espetáculo. Eles são a definição de magia do musical, uma parte tão importante quanto os protagonistas. São artistas completos, cantam, dançam, atuam durante o espetáculo inteiro e talvez seja o trabalho mais difícil também”, declara.

O que o público pode esperar do musical?

Victória Aben-Athar: “O público pode esperar muitos sucessos musicais familiares tanto dos anos 80 quanto dos anos 2000, referências do movimento de grandes artistas dessa época, cenas que te farão sentir junto com os personagens, mas acima de qualquer outra coisa uma equipe muito generosa e cheia de amor por esse projeto, dentro e fora do palco, ansiosa por entregar um trabalho muito sonhado”.

Lucas Costa: “Com certeza, muita gargalhada. É um espetáculo muito engraçado e, talvez, algumas pessoas se emocionem, porque a jornada da personagem principal é muito emocionante mesmo, então, pode rolar uma identificação ali de algumas pessoas. Acho que as pessoas não vão se arrepender de assistir e, com certeza, vão sair de lá pensando em alguma coisa, lembrando de alguma fala, pensando em alguma coreografia, cantando alguma das músicas da nossa trilha sonora".

Theo Oliveira: “É algo superdivertido de assistir, com números musicais incríveis, momentos para rir muito, pra chorar muito, e, pra quem assistiu o filme, com certeza tem um toque a mais de nostalgia”.

Lia Oliveira: “O público pode esperar muitas risadas, se emocionar, ser feliz ali dentro, sair daquele teatro mais feliz do que entrou. Com certeza coreografias lindas, vocais incríveis, músicas nostálgicas e aquela sensação incrível de assistir ao filme de novo, de uma forma diferente e uma sensação de ser parte daquilo. Nós temos cenas novas, então quem assistiu à primeira temporada precisa assistir de novo nessa segunda, porque não viu tudo ainda. Vai ser incrível e eu sinto que o público vai adorar e vai se encantar de novo”.

Informações Gerais

Dias e horários da exibição:

13/05 (sexta-feira) e 14/05 (sábado) – 19h30

15/05 (domingo) – 16h30 e 19h

Ingressos:

Venda na hora – R$ 60,00

Venda antecipada – R$ 30,00

- Local: Teatro Waldemar Henrique (Av. Presidente Vargas, 645 - Campina, Belém/PA)

Para saber mais, acesse o perfil da Cia. Discrepantes no Instagram: @cia.discrepantes

Por Lívia Ximenes (sob a supervisão do editor prof. Antonio Carlos Pimentel).

 

‘Cinderela’ é, certamente, uma das fábulas infantis mais conhecidas em todo o mundo. A história da jovem que vai de gata borralheira a princesa já ganhou diferentes versões e releituras, nos mais diversos idiomas e veículos, tendo ficado ainda mais popular após virar animação da Disney, em 1950.

No entanto, uma dessas releituras tornou-se especialmente importante para o público pernambucano. No Recife, a fábula ganhou tons de humor, sotaque nordestino e até apelido: Cindy. Brilhantemente interpretada pelo ator Jeison Wallace, a Cinderela recifense chega, em 2022, aos seus 30 anos mais afiada que nunca e pronta para celebrar a maturidade no espetáculo comemorativo ‘Trintou! Cinderela, 30 anos de humor’, no Teatro Guararapes, neste domingo (15).

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Divulgação

A história da Cinderela pernambucana começou na década de 1990, quando o ator, diretor, dramaturgo e figurinista Henrique Celibi, falecido em 2017, escreveu uma adaptação do clássico para os palcos. Na versão, a Cinderela é uma transformista que foge da família disfuncional para participar do concurso de transformistas do reino. A peça, cheia de deboche e de um humor escrachado, foi um dos maiores sucessos de bilheteria da história do teatro pernambucano e eternizou a personagem personificada e vivida pelo ator, diretor e humorista Jeison Wallace.

Em entrevista exclusiva ao LeiaJá, Jeison conta que quando teve acesso ao texto de Celibi "ainda em manuscrito", achou a ideia muito boa e resolveu apostar nela. "Foi uma coisa sem grandes pretensões, eu convidei meus amigos pra fazer porque achei que poderia dar certo. E não é que deu? Graças a Deus", relembra.

O artista fala do sucesso em tom modesto, mas sua Cinderela acabou se transformando em um verdadeiro ícone da cultura e do humor pernambucanos. Desde sua estreia no teatro, há 30 anos, Cindy já gravou discos, fez inúmeros espetáculos, especiais de TV, coberturas de Carnaval, sitcom, podcast, aparições e participações em programas nacionais - a exemplo do dominical da Eliana, do qual integrou o elenco por pouco mais de um ano -, sem contar no seu próprio programa diário, o ‘Papeiro da Cinderela’, que faz sucesso na grade da TV Jornal, afiliada do SBT em Pernambuco, desde 2005. 

Jeison Wallace eternizou a personagem. Foto: Rafael Bandeira/LeiaJáImagens

Ao ganhar "vida própria", a Cindy acabou alavancando a carreira de Wallace e superando sua própria história. O ator reconhece a participação do público nessa trajetória e agradece a todo o tempo pelo carinho e reconhecimento daqueles que acompanham seu trabalho. "Não foi um plano, de repente começou essa coisa de eu ser um ícone, ser reconhecido como o ator pernambucano, como personagem pernambucano, que eu agradeço muito. Devo tudo isso aos pernambucanos. Pernambuco comprou essa nossa ideia e virou uma marca registrada. É uma coisa única a gente estar no ar e esses anos todos".

O reconhecimento mútuo dá a Jeison a satisfação de ter seguido a carreira em sua terra natal - ele é recifense, nascido no bairro de Afogados -, e de continuar trabalhando nela até então. Para ele, a incursão por programas nacionais e viagens para apresentar espetáculos fora de Pernambuco são motivo de felicidade, porém, ter alçado destaque sem ter deixado o seu lugar de origem é o que mais lhe dá orgulho. "É muito bom a Cinderela do Recife ser reconhecida e notada por apresentadores do Brasil. Já fui no Programa do Gugu, na Hebe, não sentei no sofá, mas interagi da plateia, do Marcos Mion, Danilo Gentili, já fiz participações no Teleton. Ela é uma figura nacional. Nunca pensei assim 'Eu quero que seja uma coisa definitiva', se for um dia, se estiver escrito, vai estar, mas eu estou bem onde eu estou. Ela é um santo de casa que faz milagre, nunca precisei ficar batendo nas portas das emissoras". 

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"Panela velha é o que faz comida boa"

Jeison canta o trecho da canção eternizada na voz de Sérgio Reis para ilustrar como se sente ao celebrar as três décadas da Cinderela. "Ela continua arretada, continua danada. O grande problema é que quando eu criei a Cinderela, eu tinha 20 e poucos anos e 30 anos depois eu tenho que fazê-la com a mesma energia e força. Só é mais difícil isso um pouquinho. Mas ela tá plena, tá bonita, gostosa, mulher, tem casa própria...", brinca.

Foto: Rafael Bandeira/LeiaJáImagens

Trintona, a Cindy já acompanhou diferentes gerações de um público que parece só crescer e que dá a Jeison respaldo até mesmo para brilhar em outros personagens, como a Engraçadinha Araújo, o Barbosinha e a novata, Ana Desbocada, entre tantos outros. Ele garante nunca ter se sentido preso ao "carro-chefe" de sua carreira e agradece até mesmo aos céus pelas oportunidades que conquistou através dela. "A Cinderela é um veículo, um caminhão que leva muita coisa junto com ela. É uma dádiva, um personagem enviado por Deus, que agrada a gregos e troianos, pobres e ricos, e todas as faixas etárias, classes sociais, é uma coisa que vem perdurando e é bem atípica para nossa região, santo de casa fazer milagre". 

Celebrando o auge da maturidade de Cindy, Jeison se mostra sereno e muito consciente do futuro. Daqui pra frente, o ator quer mesmo é continuar produzindo muito e entregando ao público aquilo que ele tem de melhor: sua arte. "Me sinto assim, uma pessoa madura, experiente, sei o que quero fazer e o que não quero, sei exatamente do que o público gosta e não gosta, porque a gente faz para o público, os meus sonhos, os planos, são de continuar exercendo". Isso, é claro, sempre reforçando a gratidão ao próprio berço. "Só agradecimento mesmo. Viva Pernambuco, sou bairrista até umas horas".

Trintou! 

espetáculo contacom um grande elenco. Foto: Rafael Bandeira/LeiaJáImagens

A festa de 30 anos de Cindy será realizada neste domingo (15), no palco do Teatro Guararapes. Acompanhado por um grande elenco, Jeison Wallace apresenta o espetáculo 'Trintou! Cinderela, 30 anos de humor", que tem concepção e direção assinadas por ele próprio.

Na peça, a Cinderela vai relembrar quadros que fizeram parte de sua formação, além de cenas do espetáculo no qual tudo começou lá atrás, nos anos 1990. Também estarão presentes atores do elenco do 'Papeiro da Cinderela' e outros personagens que ficaram conhecidos do grande público através da TV.

Serviço

Trintou! Cinderela, 30 anos de humor

Domingo (15) - 19h30

Teatro Guararapes

De R$ 35 a R$ 70

Vendas pelo site Mega Bilheteria ou na bilheteria do teatro

 

Como você viu aqui, um espectador da peça Take Me Out violou as regras do teatro e divulgou imagens explícitas do ator Jesse Williams. Nos registros, o astro de Grey's Anatomy aparece completamente nu enquanto realizava uma cena do espetáculo da Broadway. Com a viralização das fotos e vídeos na web, o espaço em que foi realizada a performance divulgou uma nota de repúdio nas redes sociais.

Segundo o acordo de confidencialidade do Second Stage Theatre, a audiência estava proibida de gravar conteúdos com os celulares, sendo orientada a manter dispositivos guardados em um local seguro no decorrer da peça. O objetivo era justamente evitar que imagens da apresentação fossem divulgadas. Inconformados com a quebra das regras impostas, o espaço compartilhou um texto em seu perfil oficial do Instagram condenando o ocorrido.

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O Second Stage Theatre trabalhou para garantir a privacidade da companhia Take Me Out, criando um espaço sem telefone com capas de telefone trancadas em todas as apresentações. Estamos chocados que esta política tenha sido violada e imagens não autorizadas de nossa empresa de atuação tenham sido publicadas. É profundamente lamentável que um membro da plateia tenha escolhido desrespeitar a produção, seus colegas da plateia e, mais importante, o elenco dessa maneira. Tirar fotos nuas de qualquer pessoa sem o seu consentimento é altamente censurável e pode ter graves consequências legais. Postá-lo na internet é uma violação grosseira e inaceitável da confiança entre o ator e o público forjada na comunidade teatral. Estamos buscando ativamente solicitações de remoção e pedimos que ninguém participe da distribuição dessas imagens. O Second Stage também está adicionando mais funcionários ao teatro para fazer cumprir a política.

E não parou por aí! A Actors' Equity Association, composta por cerca de 51 mil profissionais da indústria teatral norte-americana que representa os artistas que trabalham nas apresentações teatrais ao vivo, também se posicionou. Kate Shindle, presidente da associação, disse:

Condenamos nos termos mais fortes possíveis a criação e distribuição de fotografias e vídeos de nossos membros durante uma cena de nudez.

O sindicato ainda associou o vazamento das imagens a assédio sexual.

Como atores, concordamos regularmente em ser vulneráveis ??no palco para contar histórias difíceis e desafiadoras. Isso não significa que concordemos em ter esses momentos vulneráveis ??amplamente compartilhados por qualquer pessoa que queira colocar um dispositivo de gravação no cinema. Quem fez isso sabia não apenas que eles estavam filmando atores sem seu consentimento, mas também que estavam violando explicitamente a proibição de gravação e distribuição do teatro.

Em cada apresentação, há um entendimento mútuo entre o público e os intérpretes de que estamos compartilhando uma experiência limitada a este tempo e lugar; essa confiança possibilita que nos exponhamos emocionalmente e fisicamente. Atropelar esse acordo distribuindo essas fotos e vídeos é tanto assédio sexual quanto uma violação terrível de consentimento, uma violação que impede nossa capacidade coletiva de contar histórias com ousadia e bravura.

A Cobogó das Artes, escola de teatro com atuação no Recife, abre a temporada de espetáculos de 2022 apresentando a peça Pode ser que seja só um leiteiro lá fora, com direção de Adriano Portelae MaduMelo. O elenco é de alunos, ex-alunos e professores da Cobogó. A peça estreia no dia 13 de Maio, no Teatro Apolo, Bairro do Recife, às 19h, e no mesmo horário no dia 14, fazendo parte do ciclo comemorativo dos cinco anos de atividade da escola.

O espetáculo é uma adaptação do texto de Caio Fernando Abreu e promove uma conexão direta entre Pernambuco-Rio Grande do Sul. Com exceção de autores do teatro clássico, esta será a primeira vez que a escola encena uma produção de autores não-pernambucanos ou regionais. A Cobogó acumula uma tradição de trabalhar nomes como Osman Lins e Hermilo Borba Filho.

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"Eu até me emociono ao lembrar da nossa estreia, em 2017. Foi com Lisbela e o prisioneiro, e nos marcou muito. De lá para cá, sempre tivemos casa cheia e muita história marcante", recorda Portela, que, além de diretor da peça, é o fundador da Cobogó das Artes. Os ingressos estão disponíveis no Sympla.

Serviço

Espetáculo Pode ser que seja só um leiteiro lá fora

13 e 14 de maio | 19h

Teatro Apolo - Rua do Apolo, 121, Recife

Ingressos: R$ 40 (inteira) / R$ 20 (meia-entrada)

Da assessoria

Após o sucesso no Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília, a temporada musical “Pinóquio” estreia nesta sexta-feira (6), a partir das 19hs, no Centro Cultural Banco do Brasil, em São Paulo, e vai até a primeira semana de junho. A partir da história do italiano Carlo Collodi (1826-1890), autor de “As aventuras de Pinóquio”, o espetáculo enfatiza a importância da ética e da educação na formação do indivíduo, com menor importância para o nariz do boneco de madeira que se alonga a cada mentira. 

A história se passa no Circo Collodi, em que os mestres de cerimônia são os cantores-atores Mona Vilardo, soprano, e Santiago Villalba, barítono. Além disso, participam com outros personagens num vaivém espantoso presente em toda a encenação. Pinóquio é interpretado por Liliane Xavier. Geppetto é encarnado por Marcio Nascimento e Marise Nogueira interpreta o Grilo Falante. A Fada Azul ganha uma interpretação poética de Mona Vilardo.

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O musical evidencia possibilidades do folhetim de Collodi para narrar a saga do pequeno herói no amadurecimento e construção de valores éticos, trazendo a importância da educação. Como na história, Pinóquio quer deixar de ser boneco para se tornar humano, mesmo sendo amado pelo pai adotivo Geppetto, o que tem um preço, . A apresentação possui 30 canções e textos criados pelo maestro e compositor Tim Rescala. Com encenação e concepção de Miguel Vellinho, da Cia PeQuod Teatro de Animação.  

“Ao estrear em dezembro de 2021 no Rio, nós vivemos a responsabilidade da retomada do teatro presencial. Ter São Paulo na conclusão desta itinerância da peça nos CCBBs é uma alegria diferente na atualidade. Rio e São Paulo são centros de produção teatral muito tradicionais. Trata-se aqui de um momento de reencontro e também de encontrar novos espectadores”, destacou Miguel Vallinho, da Cia PeQuod. “Apoiar programação de qualidade, com condições acessíveis para o público são as principais prioridades do Centro Cultural Banco do Brasil. Com o espetáculo Pinóquio, o CCBB continua a colaborar com a produção teatral brasileira”, reforçou Cláudio Mattos, gerente geral do CCBB em São Paulo. 

O horário de funcionamento é 09hs até 19hs, exceto às terças. De segunda a sexta, a apresentação é a partir das 19hs, sábadoss e domingo às 15hs. Ingressos no valor de R$15 e R$30, disponíveis pelo site http://bb.com.br/cultura.

Com duração de 100 minutos e lotação de 120 lugares, a classificação indicativa é livre com acessibilidade para pessoas com deficiência, mobilidade reduzida ou deficiência visual. Localizado na Rua Álvares Penteado, 112 – Centro Histórico, Triângulo SP, São Paulo – SP e com estacionamento conveniado. 

Por Camily Maciel 

 

Acusado de assédio sexual e atentado ao pudor por parte de bailarinas de sua própria companhia, o artista plástico e coreógrafo belga Jan Fabre foi condenado, nesta sexta-feira (29), a 18 meses de prisão com suspensão condicional da pena pelo Tribunal Penal de Ambères.

Durante o julgamento, no fim de março, a Promotoria havia pedido uma pena de três anos de prisão contra esta figura central da arte contemporânea belga. A corte considerou, porém, que parte dos fatos havia prescrito e descartou as acusações de seis das 12 supostas vítimas.

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Alvo da onda do #metoo em 2018, Fabre, de 63 anos, foi julgado por violência, humilhação e assédio sexual no trabalho contra 12 ex-funcionárias de sua empresa Troubleyn, além de uma acusação de "atentado ao pudor" contra uma delas.

A condenação de 18 meses está acompanhada de uma suspensão condicional da execução da pena por cinco anos. Neste período, Fabre será privado de seus direitos civis, conforme cópia da sentença enviada à imprensa.

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