Cultura

| Artes Cênicas

Siegfried Fischbacher, da mundialmente famosa dupla de mágicos "Siegfried & Roy", morreu de câncer no pâncreas em sua casa em Las Vegas aos 81 anos, informaram seu publicitário e sua família nesta quinta-feira (14).

O ilusionista alemão Siegfried faleceu na quarta-feira à noite, apenas oito meses depois que seu parceiro, o exótico domador de felinos Roy Horn, morreu de complicações causadas pelo coronavírus, disse seu assessor em um comunicado à AFP.

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A dupla, cuja parceria durou cinco décadas, começou a se apresentar em Las Vegas no final dos anos 1960, depois de trabalhar com animais exóticos e magia pela Europa.

Eles se tornaram nomes conhecidos com seus shows esgotados e mais de 5 mil performances com tigres brancos, leões brancos, leopardos, onças e até mesmo um elefante no hotel cassino The Mirage.

A carreira da dupla teve um fim abrupto e violento em 2003, quando Roy foi arrastado do palco e gravemente ferido por um tigre branco de 180 quilos.

Embora ele tenha se recuperado e insistido que o ataque não foi culpa do animal, o show altamente lucrativo de Las Vegas não retornou. Siegfried e Roy fizeram apenas mais uma aparição em 2009 e se aposentaram oficialmente do show business em 2010.

Após a morte de Roy no ano passado, Siegfried declarou: "Não poderia haver Siegfried sem Roy, nem Roy sem Siegfried."

O funeral será privado, mas uma cerimônia memorial pública está prevista, segundo Kirvin.

A atriz, diretora e pesquisadora de teatro Agrinez Melo promove, nos dias 20, 21 e 22 de janeiro, uma vivência na qual vai compartilhar as descobertas da sua pesquisa Dramaturgia dos Orixás: possibilidades de novas narrativas para um corpo negro. Com 15 vagas disponíveis, a formação totalmente online tem como objetivo conferir aos participantes novos horizontes para a criação cênica. O curso é gratuito.

Durante os três dias de vivência, os participantes serão levados a uma imersão nos princípios que compõem a pesquisa de Agrinez, pautada na cultura afrobrasileira e nas religiões de matriz africana. Podem participar artistas, pesquisadores cênicos e público em geral interessado em conhecer e vivenciar a técnica. Será conferido certificado aos participantes.

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Agrinez Melo. Foto: Divulgação/Lana Lancet

No primeiro dia, haverá um documentário exclusivo sobre a pesquisa, feito especialmente para a vivência, além de bate-papo em tempo real com a atriz., exibido pelo I Pele Ti O Dun, no YouTube, com serviços de audiodescrição e intérprete de libras. Nos dois dias seguintes, no Google Meet, os participantes trabalharão sob orientação da pesquisadora, utilizando as técnicas em cima de textos e letras de música para experimentar o conceito para além da teoria.

A programação abordará, ainda, trabalhos realizados por Agrinez, como o solo Histórias Bordadas em Mim, que estreou em 2016; e o Aldeias, fruto do curso Dramaturgia dos Orixás realizado em 2019. O público poderá entender como a técnica foi utilizada nos referidos espetáculos. Este projeto é incentivado pela Lei Aldir Blanc. 

SERVIÇO

Demontração de pesquisa  Dramaturgia dos Orixás: possibilidades de novas narrativas para um corpo negro em cena (com acessibilidade)

20 de janeiro - 19h às 21h, no canal I Pele Ti O Dun, no YouTube

21 e 22 de janeiro - 14h às 16h, via Google Meet

Inscrições gratuitas: até 20 de janeiro, pelo e-mail agrinez@gmail.com.  

15 vagas disponíveis. Haverá certificado aos participantes.

Adaptado para atender aos protocolos de segurança relativos à pandemia do novo coronavírus, o festival Janeiro de Grandes Espetáculos transformou sua 27ª edição em JGE Conecta. Neste ano de 2021, a programação do evento ganhou um formato híbrido,  com 80%  de apresentações online e 20% no modo presencial nos três principais teatros do Recife, inclusive o recém-reformado Teatro do Parque. 

A estreia do JGE Conecta aconteceu na última terça (7) e, até o dia 28 de janeiro, o público poderá conferir 35 espetáculos - sendo 13 deles presenciais -, de Teatro Adulto, Teatro para Infância e Juventude, Dança e Música. Confira alguns dos destaques da programação até o próximo domingo (17). 

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Terça - 12/01

DANÇA

Janelas Para Navegar Mundos – Coletivo Trippé (Petrolina)

Serviço:

21h, online, através do Youtube do festival

Ingressos: R$ 20, à venda na Sympla

Quarta - 13/01

TEATRO ADULTO

Cachorros Não Sabem Blefar – Grupo? Que absurdo! (Caruaru)

Serviço:

19h, online, através do Youtube do festival

Ingressos: R$ 20, à venda no Sympla

MÚSICA

Trajetória Instrumental – Luciano Magno (Recife)

Serviço:

21h, online, através do Youtube do festival

Ingressos: R$ 20, à venda no Sympla

Quinta - 14/01

TEATRO ADULTO

Depois do Fim do Mundo - Cia Experimental de Teatro (Vitória de Santo Antão)

Serviço:

20h - Teatro de Santa Isabel

R$ 20, à venda no Sympla

DANÇA

DNA do Passo - Grupo Destramelar (Recife)

Serviço:

21h , online, através do Youtube do festival

R$ 20, à venda no Sympla

A UNAMA – Universidade da Amazônia e o Governo do Estado do Pará lançaram dois novos editais de incentivo artístico e cultural por meio da Lei Aldir Blanc. A iniciativa visa apoiar e ampliar as redes e canais digitais para as linguagens artísticas. O termo de colaboração envolve a Fundação Instituto para o Desenvolvimento da Amazônia – FIDESA, entidade privada e sem fins lucrativos da UNAMA, e a Secretaria de Estado de Cultura – SECULT. As inscrições estão abertas até 12 de janeiro.

Serão premiados 303 trabalhos em diversas regiões integradas ao Pará. O primeiro edital contempla ações de “Patrimônio Cultural Imaterial” e o segundo, de “Culturas Populares”. A lista dos projetos selecionados será divulgada no dia 5 de fevereiro de 2021, segundo cronograma disponibilizado no site.

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O termo de colaboração entre as instituições tem como objetivo movimentar o setor cultural, mais especificamente as culturas populares. A proposta também amplia ações, implementação e desenvolvimento de projetos fomentados pela Lei Aldir Blanc.

A reitora da UNAMA, Betânia Fidalgo, disse que a instituição vai contribuir para aplicação de recursos da Lei destinados ao segmento Culturas Populares por meio de Elaboração de Plano de Trabalho e Execução. “É com muita satisfação que firmamos essa parceria com o Governo do Estado, que diz respeito ao interesse público e que vai garantir recursos para a manutenção e retomada na área cultural. A UNAMA é uma grande incentivadora no que diz respeito ao fomento artístico da região”, afirmou.

De acordo com o coordenador geral do Plano de Trabalho e professor da UNAMA, Edgar Chagas, o apoio da Universidade da Amazônia, por meio dessa parceria, possibilita a junção de esforços para amenizar o momento crítico enfrentado pela área cultural e artística.  “Estamos diante de uma crise mundial sem precedentes e, na área da cultura, espaços como cinemas, museus, bares, restaurantes, casas de shows e salas de teatro tiveram suas atividades paralisadas. Consequentemente, produtores e artistas foram afetados economicamente. Por isso, a parceria é de extrema importância e traz benefícios aos artistas e demais envolvidos no setor”, declarou.

Para outras informações sobre os editais e formas de submissão de trabalhos, os interessados podem acessar o link aqui.

Por Rayanne Bulhões - Ascom UNAMA.

 

 

Para driblar a pandemia do novo coronavírus, o tradicional espetáculo natalino Baile do Menino Deus ganhou as redes. Em 2020, a ópera nordestina que costumava ser encenada na praça do Marco Zero, no Recife, foi exibida em canais de internet e na televisão, em uma adaptação que a transformou em filme. O sucesso foi tamanho que seus realizadores decidiram manter a produção online durante todo o ano de 2021. 

Exibido no último Natal pela internet e pela TV, o Baile do Menino Deus superou seus 70 mil espectadores, que o prestigiavam in loco, e chegou a cerca de mais de um milhão de pessoas. Usando a linguagem do cinema, os realizadores levaram às telas o mesmo espetáculo encenado em praça pública, com algumas novidades, e a possibilidade de aproveitar o espetáculo com segurança, respeitando os protocolos referentes à Covid-19. 

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Agora, o longa permanecerá online, no YouTube, site (com recursos de audiodescrição e Libras) e GloboPlay, de forma gratuita,  com o objetivo de alcançar ainda mais espectadores. O Baile do Menino Deus é uma produção da Relicário Produções/Carla Valença e dirigido por Ronaldo Correia de Brito. 

O Janeiro de Grandes Espetáculos, que em sua 27ª edição lutou para se adaptar a uma realidade possível contra a pandemia do coronavírus, transformando-se em JGE Conecta, reverencia em 2021 a arte e colhe o que de mais belo foi feito sob tais obstáculos. A programação do festival, disponível no site oficial, contempla, de 7 a 28 de janeiro de 2021, 35 espetáculos em formato online, com exibição através do YouTube, e 13 presenciais.

As apresentações ao vivo serão nos teatros de Santa Isabel, do Parque e Luiz Mendonça, respeitando todas as normas sanitárias vigentes. Este ano, além de Teatro Adulto, Teatro para Infância e Juventude, Dança e Música, o Janeiro contempla, pela primeira vez, as categorias Circo e Mostra de Escolas Independentes de Teatro, Dança e Circo. Traz ainda 14 debates online sobre variados temas acerca da arte no quadro Palavração.

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Pernambuco foi priorizado na grade: além do Recife, há artistas de Jaboatão dos Guararapes, Paulista, Vitória de Santo Antão, Surubim, Caruaru, Garanhuns, Arcoverde, Tabira e Petrolina. Ao mesmo tempo em que a programação foi construída com muitos limites, fez-se possível quebrar a barreira física com a inédita possibilidade de exibições virtuais.

Assim, estarão de forma remota companhias do Ceará, Bahia, Brasília, Amapá e Amazonas, dentro do conceito de se pensar o Brasil além do eixo Sul/Sudeste e abrir as portas para a potência criativa das outras regiões do País. Do exterior, espetáculos da Colômbia, Senegal e Eslováquia integram o roteiro.

"Vivemos um momento em que a grandeza é estarmos vivos, produzindo artes e dialogando com nossos públicos. O grande destaque do festival é o conjunto de sua programação. Utilizamos critérios como qualidade, processo, diálogo entre territórios diferentes, representatividade regional, cultural, de gênero", pontua José Manoel Sobrinho, gerente de Programação.

Os integrantes da comissão de seleção dos espetáculos trouxe a diversidade, marca desta edição: Gheuza Sena (atriz do Recife), Genivaldo Francisco (representante da Amotrans - Articulação e Movimento para Travestis e Transexuais de PE), Djaelton Quirino (representante da Ripa - Rede Interiorana de Produtores Técnicos e Artistas de PE) e Clara Isis Gondim (bailarina de Petrolina).

A abertura do JGE será simbólica. Gravada no Teatro de Santa Isabel e transmitida online, gratuitamente, dia 7 de janeiro, às 20h, prestará reverência a oito homenageados. Na música, o maestro Ademir Araújo e a pianista Ellyana Caldas. No teatro, o escritor e dramaturgo Ronaldo Correia de Brito e a atriz Arari Marrocos, de Caruaru.

No circo social, a artista-educadora Fátima Pontes; e no circo popular, o mágico Alakazam. Na dança, o artista e pesquisador Jailson Lima, de Petrolina, e a bailarina Cláudia São Bento. O evento de abertura terá participação da cantora Gabi da Pele Preta e da instrumentista Laís de Assis, com apresentação da atriz Fernanda Spíndola.

Este ano, o Prêmio JGE Copergás será concedido a projetos que se destacaram em 2020. Serão 20 premiados, entre companhias, artistas, escolas, associações, técnicos, espetáculos. Os ingressos para as apresentações virtuais e presenciais custam R$ 20 e estão à venda no site Sympla.

Reconhecendo que as escolas independentes de teatro, dança e circo são as principais formadoras de novos artistas e públicos, e oferecendo ainda mais holofotes para essas instituições, o JGE optou pelo acesso gratuito aos espetáculos dessa mostra.

*Da assessoria

A Noz Produz, produtora cultural independente em Pernambuco, abriu neste mês de dezembro inscrições para duas oficinas virtuais: uma sobre Iluminação Cênica, com Rogério Wanderley; e outra sobre Teatro de Bonecos, com Álcio Lins. Os cursos são gratuitos, com incentivo da Lei Aldir Blanc, e acontecem virtualmente durante janeiro de 2021. As inscrições podem ser feitas em formulários disponíveis no Instagram da produtora.

Na oficina Iluminação Cênica: Dramaturgia da Luz e seus Conceitos Técnicos, o ator, iluminador e professor pernambucano Rogério Wanderley compartilha virtualmente vasto conhecimento na área. Serão 16 encontros em tempo real entre 11 de janeiro e 22 de fevereiro, das 20h às 21h30, pela plataforma Google Meet. Rogério é integrante da Cênicas Cia. de Repertório e assinou iluminação de espetáculos como Baba Yaga, O Auto da Compadecida e Cicatriz.

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São 30 vagas disponíveis a profissionais ou iniciantes que queiram se aprofundar em histórico, conceitos, técnicas e pormenores do ofício do iluminador cênico, capacitando mão de obra para iluminar espetáculos sob a ótica da dramaturgia cênica. As inscrições estão abertas desde 23 de dezembro e podem ser feitas até a próxima segunda-feira (4). Outra oportunidade de formação disponível é a oficina Teatro de Bonecos: História, Anatomias e Tipos Cênicos, com o ator, diretor e artista plástico alagoano Álcio Lins. Em cinco encontros virtuais, entre 18 e 22 de janeiro, 30 alunos serão convocados a mergulhar nesse segmento das Artes Cênicas.

Ao longo de sua trajetória, Álcio assinou trabalhos como os bonecos do Baile do Menino Deus e da 1ª temporada do Cantarolando com Carol Levy. As aulas irão abordar o surgimento desse tipo de teatro e como os participantes podem modelar, customizar e manipular seus próprios bonecos para cena. Após as explanações, haverá momento de tira-dúvidas com o professor. A proposta é perpetuar a tradição do teatro de bonecos, que é forte principalmente no Nordeste. As inscrições vão desta quarta-feira (30) até 11 de janeiro.

*Da assessoria

O programa Plurarte desta semana, com apresentação da cantora Sandra Duailibe, entrevista a atriz e artesã Nica Bomfim. O Plurarte está no ar sempre às sextas-feiras, na Rádio Unama FM (105.5), às 13h20, com reapresentação aos sábados, às 10 horas. Também será exibido no Espaço Universitário da TV Unama, na TV RBA, no sábado de manhã, e no portal LeiaJá.

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Acesse aqui o Plurarte no Youtube.

No ano mais atípico da nossa geração, em que uma pandemia se espalhou pelo mundo, fazendo com que todos vivêssemos a insegurança diante da possibilidade da doença, a comemoração do Natal no Doutores da Alegria será diferente. Nos dias 22, 23 e 24 de dezembro, às 18h, entram no ar os episódios da websérie Auto de Natal. "Precisamos celebrar a esperança, mesmo neste ano tão duro para os profissionais de saúde, para as crianças que fazem tratamentos longos, de tantas perdas para a humanidade", declara Arilson Lopes, coordenador artístico da unidade Recife do Doutores da Alegria.

Se o espetáculo Auto de Natal já era tradicional nos hospitais públicos atendidos pelo grupo e no teatro, sendo apresentado há dez anos, nesta edição em vídeo a história precisou de algumas adaptações, mas ganha outros públicos com a internet. Com roteiro e direção geral de Arilson Lopes, a série tem direção de fotografia, edição e finalização de William Oliveira. Cumprindo os protocolos de segurança, cada ator gravou sua participação individualmente no estúdio montado na casa de um dos artistas. As cenas de interação foram resolvidas graças à mágica da edição.

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A trilha sonora original foi composta por Juliana de Almeida e as ilustrações são de Luciano Pontes. O enredo traz um palhaço que está sozinho em casa, que vivenciou esses meses de isolamento, e encontrou uma caixa muito especial no armário do quarto. Dentro dela, os personagens do presépio, interpretados por palhaços do Doutores da Alegria.

Esse narrador, responsável por puxar o fio da história e da memória, é Dr. Lui (Luciano Pontes). José é Dr. Dud Grud (Eduardo Filho) e Maria, Dra MonaLisa (Greyce Braga). Quem faz o parto do menino é um besteirologista: Dr. Eu_Zébio (Fábio Caio). Os três Reis 'Magros' são Dr. Micolino (Marcelino Dias), Dr. Gonda (Tiago Gondim) e Dr. Wago Ninguém (Wagner Montenegro). A estrela-guia é Dra. Svenza (Luciana Pontual) e os animais do presépio são o burro, Dr. Marmelo (Marcelo Oliveira), a ovelha, Dra. Baju (Juliana de Almeida), e a vaca, Dra. Nana (Ana Flávia).

Desde o início da pandemia, Doutores da Alegria precisou se reinventar para continuar atendendo ao seu público. Na quarentena, conseguiu manter todos os profissionais das unidades Recife, São Paulo e Rio de Janeiro e, através da internet, viu o seu trabalho alcançar novas dimensões. Os vídeos postados nas redes sociais desde abril possuem números expressivos, com mais de 8 milhões de visualizações.

Atualmente, os palhaços atendem os pacientes dos hospitais parceiros ao vivo, por meio de celulares e tablets levados às crianças pelas enfermeiras e profissionais de saúde. Há ainda vídeos da série Delivery Besteirológico, postados semanalmente, lives quinzenais com os palhaços, e ações especiais, como a websérie de Natal, de São Joãozinho, e o primeiro festival virtual da associação, o Festival Miolo Mole, realizado ao vivo, com sete horas de programação.

Serviço

Websérie Auto de Natal, do Doutores da Alegria

22, 23 e 24 de dezembro | 18h

Onde: Instagram, Facebook e YouTube

*Da assessoria

Nesta quinta-feira (17), uma notícia abalou os apaixonados pelo teatro pernambucano. Morreu o ator e maquiador Jô Ribeiro, um dos integrantes da Trupe do Barulho. Na década de 1990, ele participou da peça Cinderela, a história que sua mãe não contou, protagonizada por Jeison Wallace. A causa da morte do artista ainda não foi divulgada.

Após a notícia viralizar, admiradores dos trabalhos de Jô Ribeiro lamentaram o ocorrido. "Vai fazer uma falta. Descance em paz. Jesus ilumine e console o coração de toda sua família", escreveu uma internauta no perfil dele do Instagram. Em fevereiro deste ano, em parceria com o LeiaJá, Jô preparou dicas de maquiagem e penteados para o carnaval.

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Em um momento de isolamento social vivido no mundo inteiro, o Baile do Menino Deus convida os brasileiros para abrirem suas portas para a chegada do Menino Divino. O espetáculo natalino que reúne milhares de turistas e conterrâneos no Marco Zero do Recife, se prepara para contar a história mais famosa do mundo, de uma forma desafiadora. Este ano, o Baile que faz uma leitura irreverente do nascimento de Jesus Cristo chegará nas casas dos brasileiros entre os dias 23, 24 e 25 de dezembro, através de um telefilme.

O longa inédito da grande ópera popular nordestina, que se orienta nas tradições de festas e representações teatrais do ciclo natalino, incorporadas às mais diversas culturas do Brasil, começa a ser gravado a partir desta quinta-feira (12) e conta com direção geral de Tuca Siqueira (Amores de Chumbo e Fashion Girl) e direção de fotografia de Pedro Sotero (premiado em Cannes com o filme Bacurau).

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Produtora, roteirista e diretora de cinema, a pernambucana Tuca Siqueira iniciou sua carreira em 2003. Sua trajetória conta com diversas séries, filmes e documentários premiados. Entre eles, Amores de Chumbo, seu primeiro longa de ficção, considerado uma verdadeira pérola cinematográfica, pela crítica.

"Eu tive a sorte de ter pais que sempre me levaram ao teatro e minha relação com a consciência do coletivo sempre foi muito forte por causa do meu envolvimento com a dança e o teatro, desde pequena. Acho que isso foi o que me levou para o audiovisual que é uma arte tão coletiva. Assisti o Baile pela primeira vez no ano passado. Me emocionou muito pela ousadia e coragem política de se apresentar uma Maria negra e um José rastafari. Tudo isso me dá muito mais orgulho de ter recebido o convite para dirigir o espetáculo. Foi um presente pra mim e será uma grande surpresa para o público", disse.

Diretor de fotografia desde 2006 no Recife, lugar onde desenvolveu uma consistente filmografia de curtas e longas-metragens, Pedro Sotero fotografou filmes que incluem três seleções oficiais no festival Cannes, à exemplo de  Aquarius, Bacurau e O Som ao Redor. Em 2018 ganhou o prêmio de melhor fotografia no SSIFF, com longa argentino Rojo e em 2019,  trabalhou na pesquisa, roteiro e fotografia do filme instalação SWINGUERRA, obra selecionada pra representar o Brasil na Bienal de Veneza e finalista do prêmio ABC 2020.

A diretora de produção Carla Valença e Ronaldo Correia de Brito, criador e roteirista do Baile, oficializaram a ideia de transformar o espetáculo em filme, no mês de agosto. "Estremecemos só em pensar, mas partimos para o desafio de realizar três produções, dentro de uma mesma e gigante produção, que é a do Baile”, para não deixar o público sem o espetáculo", comenta Ronaldo. A proposta do telefilme é encenar a apresentação da mesma forma que ela é todos os anos no Marco Zero, usando a linguagem do cinema mas sem perder nenhuma característica própria da montagem.

Preocupados com a segurança dos artistas e de todos os profissionais envolvidos na produção, as gravações do Baile contam com todos os critérios de segurança, exigidos em tempos de pandemia e uma equipe médica formada por cinco profissionais e dois consultores foi contratada para criar um protocolo de segurança e prevenção à Covid19. "Quebramos a cabeça, pensamos muito com toda a nossa equipe, para que a consagração de um trabalho que começou há 37 anos não fosse interrompida e que fosse realizada de forma segura para os mais de 300 artistas e profissionais envolvidos em sua realização", reforça Ronaldo.

Em sua edição de 2019, o Baile do Menino Deus quebrou mais  um recorde de público levando mais de 70 mil pessoas, de todos os lugares do país, para a Praça do Marco Zero do Recife. "Era um desejo mais antigo de fazer o espetáculo num formato de filme, estamos felizes e ansiosos pois a oportunidade de realização chegou. Quando se deu a pandemia, eu e Ronaldo nos reunimos com muitas pessoas com o objetivo de vislumbrar caminhos e agregar profissionais com a expertise do teatro e do audiovisual, já prevíamos a possibilidade de não poder acontecer presencialmente", revela a produtora Carla Valença.

Parte da Trilogia das Festas Brasileiras, que retratam manifestações populares nordestinas como, a Bandeira de São João e Arlequim de Carnaval, no Baile do Menino Deus, a dupla de Mateus (personagens principais) é interpretada pelos atores Sóstenes Vidal e Arilson Lopes, que se revezam com Paulo de Pontes e Daniel Barros. Juntos, eles buscam uma forma de abrir a porta da casa onde estão José, Maria e o recém-nascido Jesus, para celebrar a vida em clima de festa.

Uma saga que recorre a sortilégios, brincadeiras e invocação de criaturas fantásticas – como a Burrinha Zabilin, o Jaraguá e o Boi. Tudo com muita música e dança. O que faz o Baile do Menino Deus ser único na cena natalina brasileira é o seu projeto de resgatar várias formas de celebração do Natal, que sobreviveram e se guardaram apenas no Nordeste do Brasil. Reisado, lapinha, pastoril, cavalo marinho, guerreiro, chegança, boi de reis e outras manifestações.

*Da assessoria

Na noite desta sexta-feira (11), as portas do Teatro do Parque, localizado na rua do Hospício, área central do Recife, puderam enfim ser reabertas ao público. Após dez longos anos fechado para reforma de requalificação, o espaço cultural está pronto para ser explorado pela população. Reunindo autoridades e artistas da música pernambucana, a cerimônia que marcou a volta do local mostrou que os recifenses terão daqui para frente novas experiências, sempre reverenciando a história visceral do lugar com respeito.

Para o cantor Cannibal, a reabertura do Teatro do Parque é um ponto necessário para a arte de Pernambuco. "Daqui surgiu muita coisa positiva para o Brasil e o mundo. Estávamos sentindo a maior falta desse palco. Já toquei aqui. Essa volta do teatro é importante para todos", declarou o vocalista da banda Devotos. Além de Cannibal, marcaram presença no evento os cantores Getúlio Cavalcanti, Cristina Amaral, Benil e Maestro Forró.

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Em entrevista ao LeiaJá, a secretária de Cultura do Recife, Leda Alves, vibrou com o retorno do ambiente. Segundo ela, quem ganha com a volta do Teatro do Parque é o recifense. "A gente está entregando amorosamente um excelente espaço, reconstruído, com detalhes dos melhores níveis possíveis, que são coisas a altura do povo pernambucano e dos artistas", disse. "Transformamos no dia de hoje as grandes vitórias desse teatro", completou.

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Quem também reverenciou a conclusão das obras do espaço foi Diego Rocha, presidente da Fundação de Cultura da Cidade do Recife. De acordo com ele, "os 105 anos de resistência do Teatro do Parque merecem o devido respeito". Entre os inúmeros elogios de artistas e autoridades ao retorno das funções do Teatro do Parque, o prefeito Geraldo Júlio não compareceu à solenidade.

Segundo a assessoria, o gestor da cidade do Recife participou, na última quinta-feira (10), de uma celebração restrita no espaço, apenas com os trabalhores que estiveram envolvidos nas obras. Ao final dos discursos dos anfitriões, o seleto público que esteve no local, seguindo os protocolos de segurança contra a Covid-19, conferiu a apresentação do espetáculo Vozes do Recife, da Companhia Fiandeiros de Teatro.

A montagem mostrou poesias de grandes nomes da arte como Ascenso Ferreira, João Cabral de Melo Neto, Joaquim Cardozo, Manuel Bandeira e Carlos Pena Filho. Com direção de André Filho, e com pesquisa dele em parceria com Carlos Mendes, o elenco contou com Manuel Carlos, Daniela Travassos, Kellia Phayza, Charly Jadson e Samuel Lira.

Seguindo com a programação especial, o Teatro do Parque vai exibir neste sábado (12), a partir das 16h, o filme O Canto do Mar, do diretor Alberto Cavalcanti, sucesso na década de 1950. O longa-metragem é um dos acervos do próprio espaço, que chegou a receber uma assistência de digitalização. Cerca de 50 ingressos serão distribuídos na bilheteria do local, uma hora antes da sessão. As pessoas que desejarem ver de perto as novidades do Teatro do Parque irão poder fazer uma visita pelas instalações a partir da próxima segunda-feira (14), das 9h as 12h.

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Nesta sexta (11), o Recife recebe um evento esperado há uma década por boa parte de seus moradores: a reabertura do Cineteatro do Parque. Após amargar 10 anos de portas fechadas, com o vai e vem de uma reforma grandiosa e delicada, um dos equipamentos culturais mais queridos dos recifenses, finalmente, voltará à ativa. 

Para marcar a devolução do espaço à cidade, haverá apresentação do espetáculo Vozes do Recife, da Companhia Fiandeiros de Teatro, para uma plateia de 100 convidados. Já no sábado (12), será exibido o filme O Canto do Mar, de 1952, também para um público reduzido. Porém, embora a data represente uma vitória para aqueles que tanto esperaram por ela, é impossível não lembrar o longo processo pelo qual passou o centenário Cineteatro do Parque até chegar aqui. 

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Flashback do Parque

Foto: Paulo Uchôa/LeiaJáImagens/Arquivo

Instalado no coração do centro do Recife - mais exatamente no número 81 da Rua do Hospício, no bairro da Boa Vista -, o Cineteatro do Parque foi inaugurado em 24 de agosto de 1915, então chamado de Theatro do Parque. O equipamento, sonhado pelo comendador português Bento Aguiar para ser um luxuoso local de fomento à cultura e entretenimento, foi entregue à população como um teatro de variedades, com apresentações de operetas e teatro de revista, além de contar com um belo jardim que transformou o espaço em uma verdadeira área de convivência. 

Um mês após sua inauguração, no entanto, o equipamento cultural passou a exibir filmes, e contemplou desde o cinema mudo - quando as fitas eram acompanhadas pela execução de música ao vivo -, ao apogeu do cinema falado, passando pelos ciclos do Cinema Pernambucano. Assim, o Parque tornou-se uma das salas de exibição mais frequentadas da capital pernambucana, com o diferencial de oferecer, anos mais tarde, entradas a preços populares, nas saudosas sessões de R$1. 

No final da década de 1920, o lugar passou por sua primeira intervenção. Arrendado pelo empresário Severiano Ribeiro, o teatro teve sua antiga estrutura modernizada com as novas tecnologias da indústria cinematográfica da época. Três décadas mais tarde, já com alguns problemas estruturais, o espaço passou a ser gerido pela Prefeitura do Recife, que providenciou uma pequena reforma na gestão do prefeito Augusto Lucena. 

Com o passar dos anos, e a pouca manutenção do equipamento, o Cineteatro do Parque foi definhando. Já nos anos 2000, o quase centenário casarão de estilo art-noveau apresentava diversos problemas, como danos na caixa cênica e nas partes hidráulica e elétrica. Em 2010, o equipamento cultural foi fechado pelo risco que imprimia ao público e aos artistas que lá se apresentavam. O derradeiro espetáculo no palco do teatro, no fim daquele ano,  foi um concerto da Banda Sinfônica da Cidade do Recife, cuja sede funcionava lá mesmo. E foi aí que se deu início a um verdadeiro calvário. 

Cerca de 11 meses após ter sido interditado, não havia sinal de qualquer reparo no Parque. Para piorar a situação, fortes chuvas que caíram no Recife, em 2011, causaram ainda mais estrago no espaço alagando a sala de espetáculos, fazendo ceder o forro de gesso do teto e ensopando ladrilhos e cerâmicas que seriam reaproveitados durante a reforma mas que, mesmo assim, haviam sido deixadas ao relento. 

A promessa da Prefeitura do Recife, à época, era entregar o equipamento no primeiro semestre de 2012. Inicialmente, a reforma do teatro estava prevista para custar cerca de R$ 1,5 milhão, e R$ 500 mil viriam de uma emenda parlamentar, mas ainda em 2011 esta verba foi contingenciada pelo governo federal. Logo em seguida, foi concedido ao complexo arquitetônico do Teatro do Parque o título de Imóvel Especial de Preservação - IEP, o que incluiu novos padrões para qualquer reforma ou restauração no espaço.

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O que se viu depois disso foram inúmeros imbróglios que impediram o Cineteatro do Parque de celebrar seus 100 anos junto ao público. Ainda que o então prefeito do Recife, Geraldo Júlio, afirmasse ser a cultura uma “prioridade na sua gestão”, o caminho de retomada do espaço percorreu licitações que não eram lançadas, intervenção do Ministério Público de Pernambuco, que ajuizou uma ação determinando a retomada das obras que sempre eram paralisadas logo após iniciarem, e muita luta de coletivos formados por artistas e sociedade civil, que chegaram a realizar um velório simbólico pelo lugar.

Depois da tempestade, a bonança

Após 10 anos de muita espera e angústia, o retorno do Cineteatro do Parque promete deixar no esquecimento a última década amarga. Isso porque o equipamento será entregue à população novinho em folha, depois de um longo e delicado processo de requalificação. O projeto, comandado pela arquiteta e gerente geral do Gabinete de Projetos Especiais da Prefeitura, Simone Osias, devolveu ao espaço as características de 1929, porém, acrescentou ao lugar modernos equipamentos cênicos, de som, iluminação e projeção, além de ferramentas de acessibilidade. 

A revitalização do Parque custou cerca de R$ 20 milhões aos cofres públicos e o desafio agora é manter o espaço preservado. Um Plano de Conservação e Utilização do Teatro será lançado ao passo que serão privilegiadas pautas e artistas locais em sua programação, de acordo com o presidente da Fundação de Cultura do Recife, Diego Rocha. “A gente vai lançar um edital de ocupação de pauta, esse edital vai dar chance para produtores e artistas acessarem essa pauta. A gente vai dar privilégio para a pauta local, os preços para as pautas de pernambuco e Recife vai ser menores do que para as  de fora, mas também vai ter espaço para todo mundo”, disse o gestor durante entrevista durante o anúncio da data de reabertura do espaço, no dia 24 do último mês de novembro.

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Teatro de volta ao povo

Foto: Júlio Gomes/LeiaJáImagens

A retomada de um dos equipamentos culturais mais queridos dos recifenses quer manter um de seus princípios mais famosos, o de ser um espaço democrático. Para tanto, a primeira apresentação realizada no Cineteatro foi exclusiva para os trabalhadores responsáveis pela sua reforma. Na última quinta (10), pedreiros, pintores, técnicos e outros especialistas que passaram pela restauração do espaço foram os primeiros a prestigiar uma sessão de projeção e dança no Parque. Acompanhados pelo prefeito Geraldo Júlio, e pela primeira-dama Cristina Mello, eles assistiram a um vídeo em sua homenagem e a uma apresentação dos alunos da Escola de Frevo.

Já nesta sexta, às 20h, uma solenidade oficial marcará a devolução do teatro à cidade. Por conta da pandemia do novo coronavírus, o evento precisou ser adaptado e limitado a um determinado número de pessoas. Sendo assim, o plano inicial de realizar um concerto da Banda Sinfônica precisou ser abandonado e será apresentado o espetáculo Vozes do Recife, da Companhia Fiandeiros de Teatro, apenas para 100 convidados.

No sábado (12), será a primeira oportunidade para o público matar a saudade do espaço cultural, com a exibição do filme O Canto do Mar, de 1952, do diretor Alberto Cavalcanti, às 16h. A película faz parte do acervo da cinemateca do Teatro do Parque. A sessão também terá um número reduzido de pessoas na plateia, por conta dos protocolos de segurança, e serão permitidos apenas 50 espectadores - além dos outros 50 convidados. Os ingressos serão distribuídos na bilheteria do teatro a partir das 15h.  

Já para aqueles que não puderem ou conseguirem visitar o cineteatro neste primeiro momento, haverá a oportunidade de conferir as novas instalações do equipamento até o final de dezembro. A partir da próxima segunda (14), o espaço estará aberto à visitação do público, das 9h às 12h. Os grupos não poderão exceder 10 pessoas, com intervalo mínimo de 30 minutos entre um grupo e outro. O uso da máscara será obrigatório.

A atriz britânica Helen Mirren, de 75 anos, destacou nesta segunda-feira as consequências devastadoras da pandemia de coronavírus para a comunidade teatral, com algumas pessoas sob risco de ficar sem casa.

"A preocupação é simplesmente que as pessoas não consigam pagar seus aluguéis", afirmou a atriz em uma entrevista à agência de notícias britânica Press Association.

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As pessoas que trabalham no setor teatral "tendem a viver, como muitas pessoas, de salário em salário", explicou Mirren, que venceu o Oscar de melhor atriz por sua interpretação da rainha Elizabeth II no filme "A Rainha" (2006).

"Quando este salários não entram, como aconteceu no último ano, é muito, muito, muito problemático e tenho certeza de que muitos deles correm o risco de perder suas casas", disse.

O problema não envolve apenas os atores, mas também porteiros, figurinistas, ajudantes de palco e outros técnicos, insistiu.

"As pessoas têm contas a pagar, aluguel para pagar e muitas vezes não são o tipo de pessoa que conseguiu criar um pequeno fundo de segurança".

Ela considera muito importante proteger o teatro porque é "uma parte muito importante de nossa cultura no Reino Unido".

O governo britânico proporcionou 1,57 bilhão de libras (2,08 bilhões de dólares) em ajuda de emergência para o setor cultural, mas muitos teatros continuaram fechados após os confinamento ou tiveram que reduzir drasticamente sua capacidade para enfrentar as limitações do distanciamento físico.

As associações profissionais também reclamam que muitos trabalhadores autônomos estão excluídos do sistema de desemprego técnico estabelecido pelo Executivo.

Em 2018, os 1.100 teatros do Reino Unido empregavam 290.000 pessoas e registraram uma receita de 1,28 bilhão de libras em vendas de ingressos, procedentes de 34 milhões de espectadores, mais que todas as partidas de futebol da Premier League, de acordo com um relatório parlamentar publicado em julho.

“Isso aqui é teatro?” A pergunta surge no centro da tela do smartphone, logo após algumas instruções ditadas por um narrador para o espectador da peça (In) Confessáveis, do Coletivo Impermanente. Essa é mais uma das várias experiências teatrais que estão transformando plataformas digitais - como Zoom, Google Meet, Instagram e até mesmo WhatsApp -, em caixa cênica. A migração, motivada pela quarentena instaurada nesse ano pandêmico de 2020, tem transformado os fazedores de teatro e, como não poderia deixar de ser, seus apreciadores também. Um movimento que parece estar apenas se iniciando e se acomodando para ficar. 

A ida dos profissionais de teatro para os meios digitais nos leva a questionar os limites e possibilidades da arte. O fazer teatral - algo que demanda presença física - parece ter sido levado ao extremo em um dos momentos mais delicados da humanidade, em que o contato presencial ficou terminantemente proibido. Como permanecer fazendo teatro sem um de seus pilares mais básicos? “É uma experiência nova. Uma mistura de teatro com audiovisual. Os maiores desafios são manter a experiência teatral para o público, levando a mensagem e arte da melhor maneira”, explica o cantor e ator Victor Camarote, um dos integrantes do Coletivo Impermanente, em cartaz no espetáculo acima citado. 

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Para Camarote, a ausência do contato físico com o público é sentida durante e após o espetáculo, no entanto, a experiência parece estar surtindo bons resultados. “A resposta tem sido maravilhosa. As pessoas estão se emocionando e se divertindo com essas experiências”, diz o ator que se dedica a essa arte desde a infância. 

Victor camarote em cena no espetáculo '(In) Confessáveis', que tem direção assinada por Marcelo Varzea. Foto: Cortesia. 

Os três toques que soam antes do início da peça, tal qual acontece em uma sala de teatro, parecem conduzir a platéia a esse universo, ainda que cada um esteja em um espaço diferente. A possibilidade de atrair espectadores dos mais longínquos CEPs talvez seja um dos maiores ganhos das companhias teatrais que migraram para o digital. Em cena, os atores de (In) Confessáveis parecem tão à vontade que é possível esquecer-se por qual mídia se está assistindo ao espetáculo. A ausência da reação de ‘vizinhos’, que estariam sentados ao lado de quem assiste, pode causar uma pequena estranheza, no entanto, a interação com os próprios atores por meio de enquetes e até de um bate papo no final da sessão é capaz de substituir a sensação de estar sozinho na plateia. 

Uma outra experiência que tem sido bem sucedida é a peça Se eu não vejo, dirigida por Natali Assunção e encenada pelos atores Analice Croccia e Raphael Bernardo, no aplicativo de troca de mensagens WhatsApp. A plataforma pode parecer um tanto inusitada para tal finalidade, porém, a escolha teve total relação com a premissa do espetáculo. “Optar por essa rede social de troca de mensagem nos põe diretamente na dinâmica de ‘concorrência da atenção’ uma vez que propomos uma pausa para a poesia nesse mesmo meio que nos tirou um pouco o limite do horário das atividades, por exemplo”, explica Natali. 

A diretora foi pega de surpresa pela pandemia do novo coronavírus enquanto estava em cartaz com o monólogo Ainda escrevo para elas (direção de Analice Croccia e Hilda Torres), e a paralisação das atividades a fez buscar outros caminhos, ainda que mantendo a rota original. “A princípio veio uma espécie de suspensão que nos põe em dúvida sobre muita coisa, mas com o tempo vamos voltando à nós mesmes, ainda que esteja tudo um pouco fora do lugar, aguardando uma reorganização, talvez. Vão surgindo novos olhares. A criação e as pesquisas foram traçando novos caminhos. Nesse turbilhão todo não paramos. Estamos sofrendo inúmeras consequências como artistas da cena sem a presença física e sem as maneiras conhecidas de criação, mas ao mesmo tempo estamos buscando maneiras outras de seguir. (sic)”

Natali Assunção é a diretora de 'Se eu não Vejo'. Foto: Fernanda Misao.

Nessa busca, ela se encontrou com o ator Raphael Bernardo que, a partir de suas pesquisas sobre teatro relacional, decidiu trabalhar os dilemas atuais, que vão desde a impossibilidade do encontro presencial até meios de como subverter às dificuldades e prosseguir no presente contexto. Juntos, eles chegaram a esse modelo “cênico digital”. “Ele (Raphael) convidou a atriz Analice Croccia para compor a cena e me convidou para colaborar com a criação. Partimos portanto do encontro e da experiência para trabalhar a memória e o afeto a fim de construir, a cada sessão, nossa rede de carinhos e reflexões. Tem sido interessante, para nós e para o público, descobrir esse contato via Whatsapp e essa nova posição da plateia”. 

‘Novo normal’

A integração dos novos e antigos modos  de ‘ser’ e ‘fazer’ determinadas coisas nesse contexto pandêmico - batizada de ‘novo normal’, termo que faz muitos torcerem o nariz -, tem se apresentado cada vez mais ao passo que a flexibilização dos protocolos de segurança vai sendo implementada no cotidiano. Com o funcionamento, ainda que parcial, de casas de shows, cinemas e também teatros, os profissionais que estavam imersos nesse movimento de adaptação e criação de linguagens se viram diante de outro impasse: voltar ou não.

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A dúvida coloca em cheque também o futuro do teatro em ambiente virtual, algo que, pelo visto, parece ter vindo para ficar. Para Victor Camarote, pelo menos, será assim. “Os planos (agora) são manter os projetos virtuais e segurar a onda dessa maneira, até me sentir seguro de verdade para aderir à flexibilização. Porém, pretendo manter a experiência virtual para sempre, conciliando com as experiências tradicionais presenciais, pós pandemia”. 

Já para a diretora Natali Assunção, a modalidade permanecerá como uma ferramenta a mais para as atividades cênicas: “Com a flexibilização, algumas montagens presenciais já estão acontecendo (com todos os cuidados necessários e indicados, obviamente), mas acredito que esse novo portal aberto ainda reverberará como possibilidade de estudo e proposta de linguagem e divulgação”.

Serviço

Se eu não vejo

Apresentado via WhatsApp, o espetáculo tem um número limitado de ‘cadeiras’ na platéia. Nesta sexta (4), sábado (5) e domingo (6), as sessões acontecem às 18h, 19h30 e 21h. Os ingressos estão à venda pelo Sympla. 

(In) Confessáveis

As próximas sessões de (In) Confessáveis acontecem nos dias 8 e 9 de dezembro, às 21h,  pelo aplicativo Zoom. Os ingressos são gratuitos, porém já estão esgotados . É possível entrar em uma lista de espera pelo @coletivoimpermanente. 

O programa Plurarte desta semana, com apresentação da cantora Sandra Duailibe, entrevista o ator português João Veloso. O Plurarte estará no ar sempre às sextas-feiras, na Rádio Unama FM (105.5), às 13h20, com reapresentação aos sábados, às 10 horas. Também será exibido no Espaço Universitário da TV Unama, na TV RBA, no sábado de manhã, e no portal LeiaJá. 

Acesse o Plurarte no Youtube aqui.

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Morreu no dia 26 de novembro a atriz e roteirista italiana Daria Nicolodi. No Instagram, a atriz Asia Argento anunciou a perda da mãe aos 70 anos de idade.

"Descanse em paz, amada mãe. Agora você pode voar livre com seu grande espírito e não terá que sofrer mais. Vou tentar continuar por seus amados netos e especialmente por você que nunca iria querer me ver tão triste. Sem você eu sinto falta do chão sob meus pés e sinto que perdi meu único verdadeiro ponto de referência. Estou perto de todos aqueles que a conheceram e a amaram. Eu sempre serei sua Aria", escreveu.

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A causa da morte não foi divulgada. Entre os filmes de destaque em seu currículo estão Prelúdio Para Matar, de 1975, e Inferno de 1980.

Em 2021, a 27ª edição do Janeiro de Grandes Espetáculos vai estrear um novo formato. Para driblar as dificuldades impostas pela pandemia do novo coronavírus, o festival vira JGE Conecta, que entre os dias 7 e 28 do mês de janeiro, vai promover uma vasta programação híbrida, com 80%  de apresentações online e 20% no modo presencial nos três principais teatros do Recife, inclusive o recém-reformado Teatro do Parque. 

O JGE Conecta compreenderá 70 atividades, entre apresentações de teatro - adulto e infância/juventude -, dança, música e circo, além de lives com rodas de conversa. Ao todo, 80% da programção será online, com exibição nas redes do festival; os demais 20% serão distribuídos por três teatros da capital pernambucana: Santa Isabel, Luiz Mendonça e Teatro do Parque, que reabre suas portas no próximo dia 11 de dezembro, após uma reforma que durou 10 anos. Os ingressos para os espetáculos presenciais e virtuais serão vendidos a R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia).

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O Janeiro de Grandes Espetáculos é realizado pela Associação de Produtores de Artes Cênicas de Pernambuco (Apacepe), sob direção geral do produtor cultural Paulo de Castro. Nesta edição, o evento homenageia oito personalidades das artes em Pernambuco: o maestro Ademir Araújo e a pianista Ellyana Caldas; o escritor e dramaturgo Ronaldo Correia de Brito e a atriz Arari Marrocos, de Caruaru;  a artista-educadora Fátima Pontes e o mágico Alakazam; o artista e pesquisador Jailson Lima, de Petrolina, e a bailarina Cláudia São Bento.

Edital

Até o dia 7 de dezembro, estão abertas as inscrições para artistas e companhias interessados em participar do festival. O documento está disponível em www.janeirodegrandesespetaculos.com. Os espetáculos selecionados serão divulgados até 18 de dezembro.




 

A impossibilidade de se apresentar presencialmente, por conta da pandemia do novo coronavírus, fez com que artistas de diferentes linguagens pensassem em novas maneiras de estarem próximos ao público e, sobretudo, continuarem fazendo arte. Para a diretora Natali Assunção, e os atores Analice Croccia e Raphael Bernardo, foi o aplicativo de mensagens WhatsApp que despontou como possibilidade de virar um palco e, sendo assim, eles estreiam nesta sexta (27) o espetáculo Se eu não vejo. 

A ideia é oferecer ao público uma experiência online, realizada via Whatsapp, que busca estabelecer redes e conexões reavivando memórias e resgatando carinhos. No palco virtual, Analice Croccia e Raphael Bernardo fazem um paralelo entre as coxias do teatro e as funções de ‘desligar a câmera’ e ‘visto por último’ do aplicativo para refletir sobre encontros, afetos e conexão. 

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O espetáculo cênico-digital foi resultado de uma pesquisa em teatro relacional. As sessões contarão com número limitado de pessoas e serão realizadas na sexta (27), sábado (28) e domingo (29), às 18h, 19h30 e 21h. Também haverá apresentações nos dias 4, 5 e 6 de dezembro, nos mesmos horários. Os ingressos estão à venda pelo Sympla. 

 

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Após uma espera de 10 anos, o público recifense poderá voltar a frequentar o Cine Teatro do Parque. Localizado na Rua do Hospício, bairro da Boa Vista - coração da capital pernambucana -, o equipamento cultural é um dos mais importantes e queridos do Recife e deixou, tanto a plateia, quanto a classe artistística, um tanto órfã durante a última década em que esteve fechado para reformas. 

Seis anos após o início das obras de requalificação do teatro, o lugar finalmente ficou pronto e já tem data para retomar suas atividades. No dia 11 de dezembro, o Parque será reaberto com um concerto da Banda Sinfônica do Recife. Já nos dias 12 e 13 de dezembro, a programação segue com exibição de filme e espetáculo teatral. Os detalhes serão divulgados em breve. Com a volta do espaço, além do alívio e alegria por tê-lo reintegrado ao circuito cultural da cidade, surgem também as dúvidas e anseios. 

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Segundo o Presidente da Fundação de Cultura do Recife, Diego Rocha, o cine teatro retoma as atividades levando em conta um antigo conceito: o de ser um equipamento cultural democrático, com eventos a preços acessíveis à toda a população. Além disso, a produção artística local terá prioridade na pauta do equipamento. “A gente vai lançar um edital de ocupação de pauta, esse edital vai dar chance para produtores e artistas acessarem essa pauta. A gente vai dar privilégio para a pauta local, os preços para as pautas de pernambuco e Recife vai ser menores do que para as  de fora, mas também vai ter espaço para todo mundo”, disse o gestor durante coletiva realizada na última terça (24). 

Além disso, o Parque voltará a funcionar como sede da Banda Sinfônica do Recife, com sala para os ensaios do grupo e concertos regulares. O que garante “casa cheia” como observou Diego Rocha.  Lá também ficará a sede da Cinemateca Alberto Cavalcanti, que conta com um acervo de mais de 80 rolos de filmes em película, que eventualmente serão exibidos em projetor específico, que funcionará tanto quanto a maquinaria moderna que o cine teatro recebeu. 

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A delicada e longa reforma pela qual passou o Teatro do Parque custou seis anos, de fato, de espera para público - fora os quatro que se somaram ao processo -; e um pouco mais de R$ 20 milhões aos cofres públicos. De acordo com o presidente da Fundação, esse aporte veio, em sua maioria, da Prefeitura do Recife e de algumas emendas parlamentares. 

Agora, alguns projetos serão implementados para que o espaço tenha sua devida manutenção garantida e não corra o risco de fechar as portas novamente. “A gente tem que manter. Vai ser produzido um Plano de Conservação e Utilização do Teatro, com regras, cada tipo de intervenção vai ter que seguir esse plano e quem for utilizar vai assinar um termo se comprometendo a entregá-lo da mesma forma que o recebeu. A gente não pode deixar ele se deteriorar, como aconteceu anteriormente, e sim conservá-lo para que ele dure aí mais de 100 anos”. 

Teatro para o povo

Apesar do conceito de “teatro democrático”, o anúncio da reabertura do Teatro do Parque deixou uma parcela da população recifense um tanto decepcionada. Representantes da classe artística e integrantes de movimentos que lutaram pela volta do espaço durante os últimos anos - tendo formado, inclusive uma comissão que acompanhava as obras - se mostraram surpresos por não terem sido informados sobre o anúncio da data de reabertura do Parque.

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A historiadora e produtora cultural, Karuna de Paula, representante do CineRuaPE - movimento que chegou a promover sessões de cinema em frente ao teatro chamando atenção para seu desuso -, disse, em entrevista ao LeiaJá, ter ficado a par do anúncio pela imprensa, o que gerou desconforto entre a classe. “Muito nos impactou negativamente a falta de diálogo conosco, evidenciando interesses eleitoreiros e a deslegitimação da atuação da classe artística em prol da Cultura local. Não fomos avisadas sequer, menos ainda convidadas. Isso representa uma falta dr compromisso com a sociedade civil, já que, compondo a Comissão de acompanhamento das obras do Teatro do Parque, somos representantes da sociedade na fiscalização e construção de um programa para a entrega dessa obra à população”. 

O diretor do movimento Guerrilha Cultural e do grupo de teatro João Teimoso, Oséas Borba, também se disse decepcionado com a falta de aviso. “Agora, na reta final, os movimentos que tanto lutaram pela reabertura do Teatro do Parque, foram totalmente ignorados. Algumas entidades também não foram convidadas. É um desrespeito mostra que tipo de tratamento essa gestão dá a classe artística. É lamentável”.

Tal descontentamento, no entanto, divide espaço com a boa expectativa pela retomada do equipamento cultural e a esperança de que esse seja gerido de forma clara, como coloca Oséas. “Me emociona profundamente ver que não foi em vão toda a luta, todo o trabalho. Pena termos tido que ter lutado tanto. Foram 10 anos de luta, discussões, embates, mas é muito gratificante. Me sinto de alma lavada. A gente espera que seja uma gestão transparente e democrática desse equipamento, coisa que a gente já não está vendo”.

A produtora cultural Karuna complementa. “A sensação é de grande expectativa, animação com todas as possibilidades de usos pela sociedade de um equipamento tão múltiplo quanto o Cine Teatro do Parque. Contudo, é preciso que esse equipamento seja bem gestionado, servindo ao usufruto da população de todas as classes sociais da cidade do Recife”.

O que diz a Prefeitura do Recife

Procurada pelo Leiajá, a Prefeitura do Recife esclareceu, através de sua assessoria de imprnsa, que “durante as obras, foram promovidas várias visitas para artistas e representantes da classe artística. Essas visitas seguirão sendo promovidas nas próximas semanas, até que o teatro reabra as portas para todos os públicos”. Além disso, pontuou que a coletiva realizada na última terça (24) era “destinada a profissionais de imprensa, que também foram mobilizados para outras visitas ao longo das obras, para acompanhar e prestar informações à população sobre o andamento dos serviços”.

*Fotos: Júlio Gomes/LeiaJáImagens

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