Cultura

| Artes Cênicas

As oficinas do Circo Picolino vão invadir as ondas da internet. As aulas migram para o ambiente virtual, em virtude da pandemia do novo coronavírus, e contemplam pessoas de todas as idades interessadas em aprender mais sobre as artes circenses. A iniciativa faz parte da segunda fase de um projeto cultural voltado para o circo, contemplado pelo edital Espaços Culturais Boca de Brasa, da Fundação Gregório de Mattos (FGM). 

As oficinas seguirão um cronograma de atividades para crianças e adultos, que deve acontecer em uma série de 12 sábados seguidos. Podem participar adultos e crianças, a partir dos quatro anos de idade, que não estejam sob condição de saúde ou orientação médica que não recomende a prática destas atividades. As aulas serão iniciadas no dia 12 de setembro, a partir das 11h.

##RECOMENDA##

Os interessados poderão se inscrever a partir do dia 9 de setembro. Serão disponibilizadas aulas de acrobacia em família, como forma de incentivo aos treinos regulares em casa. As inscrições poderão ser feita através de um formulário disponibilizado na internet. 

A classe artística de Paulista, Região Metropolitana do Recife, está em busca de uma resposta sobre a volta do funcionamento de um dos equipamentos culturais da cidade, o Teatro Paulo Freire. Nesta terça (25), representantes de vários segmentos das artes vão promover um protesto em frente ao local, fechado há dois anos para reformas. O ato começa às 9h. 

Localizado no centro de Paulista, o Teatro Paulo Freire foi inaugurado em 1944 e, até meados de agosto de 2018 funcionou normalmente sendo um dos poucos cineteatros ainda em atividade de Pernambuco. O equipamento foi fechado há dois anos para reformas, estimadas de R$ 270 mil,  com a promessa de ser entregue em 180 dias, porém, passados dois anos do encerramento de suas atividades, a população do município segue sem previsão de entrega do espaço. 

##RECOMENDA##

A manifestação desta terça (25) deve contar com representantes dos segmentos de dança, música, cinema e demais expressões artísticas que cobram pela conclusão dos serviços de reparo no cineteatro para que ele possa voltar a funcionar, bem como a devolução do anexo onde funciona provisoriamente o Tribunal Regional Eleitoral. 


 

As Atrizes e bailarinas Endi Vasconcelos e Maria Laura Catão se encontram com a cantora, compositora e instrumentista Larissa Lisboa, no espetáculo E o Meu Corpo se Abria. A montagem, idealizada para estrear em março deste ano no Paço Alfândega, precisou ser revista e adaptada para as mídias online, em decorrência da pandemia do coronavírus, e sendo assim, ganha apresentação única, nesta sexta (14), através do projeto Ágora Sonora. 

No show-espetáculo, as três artistas se valem da música, teatro, dança e poesia, através de  textos e canções autorais, para discorrer sobre o desafio que é sair da zona de conforto. Na produção, as atrizes e bailarinas compõem e cantam, e a cantora também atua. O espetáculo aborda temas como feminismo, homofobia, amor, sororidade e as mudanças nas relações impostas pela pandemia e propõe uma participação ativa do público, com foco nas espectadoras. 

##RECOMENDA##

A apresentação da montagem acontece através do projeto Ágora Sonora, que reúne artistas em ‘showslives’ privativos, com o intuito de proporcionar entretenimento e arrecadar uma renda mínima para a categoria, afetada pela crise. Os ingressos, com valor de R$ 20, já estão disponíveis. Mais informações pelo link https://cutt.ly/ddcJQoU, pelo Instagram @agorasonora ou através do WhatsApp (81) 9.9997-3164.

Serviço

E o meu corpo se abria

Sexta (14) - 20h

Ágora Sonora (online)

R$ 20


 

Montevidéu se tornou nesta quinta-feira (6) a primeira capital latina a reabrir suas grandes salas de teatro, com uma apresentação do coral nacional que atraiu mais de 400 espectadores.

"Estou muito feliz que tenham reaberto, já era hora", comemorou, entusiasmada, a bióloga Helena Winterhalter, uma das primeiras pessoas a chegar ao auditório Adela Reta em sua noite de reabertura.

##RECOMENDA##

Com máscara, distanciamento físico, controle de temperatura e álcool em gel, dezenas de pessoas compareceram ao principal auditório do país, localizado no centro de Montevidéu, para assistir à apresentação do coral. A noite de gala marcou o retorno dos espetáculos com plateia em uma das salas mais importantes do país, que, devido aos protocolos de segurança, viu seu público habitual cair de 1,8 mil para 411 espectadores.

Todas as pessoas, inclusive os casais, tiveram que manter duas cadeiras vazias entre si. Também só foram liberadas as fileiras pares, com uma distância de cinco metros entre o palco e a primeira fila ocupada.

O protocolo reduziu o corpo de 75 cantores para 20 vozes, que se revezaram nas diferentes funções, com uma lâmina de acrílico na frente de cada um e mantendo uma distância de dois metros dos demais companheiros.

Mas nada apagou a alegria do retorno. "O Uruguai é pioneiro em toda a América na volta aos palcos", assinalou o diretor do coral, Esteban Louise, ao apresentar o programa da noite, que incluiu desde hits dos Beatles até Johan Sebastian Bach e tangos de Carlos Gardel e Alfredo Le Pera.

- Sede de espectador -

O público esgotou os ingressos disponíveis gratuitamente para a ocasião especial. "Há um grande interesse em voltar, as pessoas estão ansiosas para sair e passar do contato digital para o presencial", comentou José Miguel Onaindia, diretor artístico do auditório.

Para muitos, desta vez pouco importava quem iria se apresentar. "Teria vindo da mesma forma", afirmou Helena Winterhalter. O aposentado Juan Carlos Ado, que compareceu com a mulher, concordou: "Praticamente viria assistir ao que fosse. Como estava tão feliz com a reabertura, isso não importava."

Os teatros, museus, galerias de arte e salas de cinema do Uruguai foram autorizados a reabrir na última segunda-feira, depois que o governo aprovou um protocolo sanitário rigoroso. Mas seja pela dimensão de alguns centros, ou pelas características de alguns espetáculos, a reabertura, em alguns casos, é difícil ou, praticamente, inviável. Apenas as salas mais espaçosas podem atender aos requisitos de distanciamento.

O Uruguai, elogiado por seu sucesso no controle da pandemia sem impor uma quarentena obrigatória, retomou a maioria de suas atividades, incluindo as aulas presenciais em todos os níveis. O país, de 3,4 milhões de habitantes, registra 1.318 casos e 37 mortos pela Covid-19.

No último dia 10, a direção da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém informou que a edição de 2020 foi cancelada. De acordo com a organização, o espetáculo ficou inviável de acontecer por causa do avanço acelerado do novo coronavírus. O espetáculo estava previsto para ser realizado em setembro, mas acabou sendo transferido para o final de março e início de abril de 2021. 

Para a temporada deste ano estavam escalados Caco Ciocler, Christine Fernandes, Edson Celulari, Juliana Knust, Sérgio Marone  e Thaynara OG. Ao longo de 53 anos, esta é a primeira vez que o projeto deixará de ser encenado. Enquanto o espetáculo não chega, o LeiaJá relembre alguns atores que interpretaram Jesus Cristo na Paixão de Nova Jerusalém, em Brejo da Madre de Deus, no Agreste de Pernambuco.

##RECOMENDA##

José Pimentel 

O ator pernambucano José Pimentel viveu Jesus na Paixão de Nova Jerusalém, de 1978 a 1996.

Fabio Assunção 

Sucesso em diversas novelas da Globo, e na maioria delas como galã, Fabio Assunção interpretou Cristo por dois anos. Ele protagonizou a peça em 1997 e 1998.

Herson Capri

Antes de viver o personagem Arthur Junqueira na novela Vila Madalena, Herson estrelou na Paixão de Cristo de Nova Jerusalém em 1999.

Luciano Szafir

Seguindo a mesma linha de Fabio Assunção, o ator Luciano Szafir protagonizou a Paixão de Cristo em 2003 e 2006.

Carmo Dalla Vecchia 

O ator Carmo Dalla Vecchia, eternizado pela atuação na novela A Favorita, interpretou o papel principal do espetáculo em 2007.

Eriberto Leão

Conhecido por fazer papéis fortes, Eriberto Leão viveu Jesus Cristo na peça de Plínio Pacheco nos anos de 2005 e 2010.

Murilo Rosa

o ator Murilo Rosa, conhecido por personagens marcantes nas novelas da Globo, já interpretou Jesus em 2009 na Paixão de Nova Jerusalém.

Thiago Lacerda

Em 2011, foi a vez de Thiago Lacerda interpretar Jesus na peça Paixão de Cristo de Nova Jerusalém.

José Barbosa

De 2012 a 2014, o pernambucano José Barbosa fez sucesso no espetáculo como Jesus Cristo.

Igor Rickli

Por dois anos seguidos, 2015 e 2016, foi a vez de Igor Rickli protagonizar o espetáculo de Plínio Pacheco.

2017

Contracenando ao lado de Leticia Birkheuer, Rômulo Arantes Neto viveu Jesus na Paixão de Nova Jerusalém.

2018

Assim como José Barbosa, outro pernambucano brilhou no espetáculo, no maior teatro ao ar livre do mundo. Renato Góes deu vida a Jesus na Paixão de 2018.

Juliano Cazarré

Eternizado em 2012 pelo hilário Adauto na novela Avenida Brasil, Juliano Cazarré defendeu o papel principal da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém ano passado. Ele atuou ao lado de Priscila Fantin, Gabriel Braga Nunes, Ricardo Tozzi, Bruno Lopes, Rafaella Carvalho e Nínive Caldas.

Em meio ao isolamento social para conter a propagação do coronavírus (Covid-19), grupos teatrais têm buscado diferentes maneiras de levar suas obras para o público. Algumas companhias se adaptaram à nova realidade e passaram produzir espetáculos em foramato digital por meio da plataforma Zoom, e essa transformação trouxe novas experiências tanto para o artista quanto para o espectador.

A princípio, a equipe de Os Satyros, de São Paulo, enfrentou dificuldades para entender a plataforma do Zoom e quais as possibilidades que ela oferece. "Não é uma adaptação de uma peça presencial, é uma criação específica para o ambiente digital", explica o diretor da companhia Rodolfo Vázquez.

##RECOMENDA##

Um dos principais desafios é entender o que é um teatro criado para plataformas digitais, lidar com críticos e conscientizar o público que trata-se de um trabalho artístico. "Não é uma live oferecida de forma gratuita, pois teve um custo de produção e criação, que é importante no processo", destaca Vázquez.

Cena de "Todos os Sonhos do Mundo", da cia. Os Satyros | Foto: André Stefano

Independente do meio, a importância do ensaio estará sempre presente na execução das peças, e os envolvidos só vão precisar acostumar-se com uma nova tecnologia. "É como se precisássemos adaptar um espetáculo feito para um palco italiano para uma arena, sabe?", comenta o idealizador do  coletivo carioca Pandêmica, Juracy de Oliveira.

O coletivo enfrenta dificuldades em relação a conexão com a internet, que muitas vezes atrapalhava os ensaios do grupo. "Na experiência em '12 Pessoas com Raiva', por exemplo, temos 12 atrizes e atores de diversas partes do país juntos em cena e, às vezes, a conexão de alguém trava e logo precisamos solucionar", relembra Oliveira.

Aprendizados oferecidos pela experiência

No ambiente digital, além dos atores terem a possibilidade de trabalhar com aspectos que eles não exploram no presencial, é possível atingir uma quantidade maior de pessoas, pois o espaço virtual é maior se comparado ao do teatro físico. "Tivemos muitos relatos de pessoas que assistiram os espetáculos pelo Brasil inteiro, pessoas que sonhavam em ver trabalhos do Satyros e graças ao online eles conseguiram assistir", conta Vázquez.

Com o teatro no formato online é possível unir artistas e públicos de todo o Brasil, sem se preocupar com uma barreira geográfica. "É como se estivéssemos 'vencendo' toda essa sujeira que assola nosso país", diz Oliveira.

Cena de "12 Pessoas com Raiva", do coletivo Pandêmica | Foto: Divulgação

O ator, bailarino, figurinista e estudante de direção teatral Vinicius Andrade, 28 anos, do Rio de Janeiro, não acreditava que uma peça de teatro via Zoom poderia funcionar e mesmo com essa descrença foi assistir "12 Pessoas com Raiva" do Pandêmica. "Foi aí que eu percebi, era teatro o que estava acontecendo ali, não era filme, não era série, não era novela, era ao vivo, com tudo que poderia acontecer em uma cena realizada num palco. Neste momento, eu fui arrebatado", declara Andrade. "Eu fiquei tão dentro da experiência que eu acabei a peça chorando, o que não costuma acontecer muito quando vou ao teatro", complementa.

Outra que compartilha a experiência com o formato digital é a psicóloga Ana Paula de Queiroz, 53 anos, do Rio de Janeiro, que sempre considerou importante os elementos presenciais do teatro, como plateia, palco e o contato com os atores. "Aos poucos eu fui me encantando com a maneira de como os atores se reinventaram. Eu ficava torcendo para que a conexão com a internet ficasse do lado deles e o resultado foi uma experiência muito diferente. Fiquei emocionada", descreve Ana que, desde então, procura por mais obras teatrais no modelo digital.

Devido à pandemia do novo coronavírus, a Paixão de Cristo de Nova Jerusalém teve a sua temporada deste ano cancelada. De acordo com a organização, a peça não será realizada para preservar a saúde das pessoas. Em um comunicado, o projeto foi remarcado para acontecer de 27 de março a 3 de abril de 2021. Quem comprou o ingresso para a edição de 2020 vai poder usá-lo no ano que vem.

Exibido há 53 anos, o espetáculo reúne um público gigantesco em Brejo da Madre de Deus, no Agreste de Pernambuco. Para este ano estavam escalados no elenco Caco Ciocler (Jesus), Christine Fernandes (Maria), Edson Celulari (Herodes), Juliana Knust (Maria Madalena), Sérgio Marone (Pilatos) e Thaynara OG (Herodíades).

##RECOMENDA##

Confira a nota:

Comunicamos ao nosso querido e grande público que decidimos não realizar a temporada da Paixão de Cristo de Nova Jerusalém neste ano. Produzidas durante a Semana Santa há 53 anos, de forma ininterrupta, as apresentações do megaespetáculo em 2020 haviam sido reprogramadas para o período de 2 a 7 do próximo mês de setembro.

Tal decisão foi tomada tendo em vista a responsabilidade da Sociedade Teatral de Fazenda Nova na adoção de medidas para reduzir riscos de contágio e para preservar a saúde e a vida das pessoas. No entanto, diante da conjuntura socioeconômica gerada pelos cenários de enfrentamento da pandemia e tendo em vista as incertezas, tanto sobre a duração do processo de evolução da Covid-19, como sobre os seus efeitos sobre a saúde e sobre a economia da população, consideramos ser prudente não realizar a temporada em 2020.

Comunicamos, ainda, que os ingressos que tenham sido adquiridos para a temporada deste ano continuam válidos e poderão ser utilizados em qualquer um dos dias da temporada 2021, a qual será realizada, normalmente, de 27 de março a 3 de abril do próximo ano. Se precisar, entre em contato conosco pelo telefone (81) 3732-1129 ou pelo e-mail.

Após ter sido considerada um dos epicentros da pandemia do novo coronavírus, a cidade de Nova Iorque começa a retomar algumas atividades comerciais. Os musicais e espetáculos da Broadway, famosos por suas produções deslumbrantes e luxuosas, no entanto, vão permanecer suspensos. A nova estimativa para retorno dos artistas ao palco, e do público às platéias, é janeiro de 2021. 

A Broadway fechou seus teatros no dia 12 de março e, de lá para cá, já ensaiou várias retomadas. Diversas datas foram divulgadas como sendo a do retorno dos espetáculos: 13 de abril; depois, 7 de junho; e então, 7 de setembro. Porém, a liga de proprietários de teatros locais, Broadway League, finalmente chegou a um consenso decidindo adiar a reabertura definitivamente para o próximo ano, no dia 3 de janeiro. 

##RECOMENDA##

A notícia foi compartilhada através do Entertainment Weekly. "A alquimia criada por mil estranhos se juntando para formar uma única plateia, provendo combustível para cada artista no palco e nos bastidores, só será possível quando a Broadway puder lotar os seus teatros novamente", explicou Thomas Schumacher, um dos comandantes da Broadway League.

A atriz e humorista Livia La Gatto tem garantido momentos hilários na internet, apostando na crítica social bem humorada. Além de sua personagem Consuelo, “conselheira profissional”, ela também tem se jogado nas paródias e já conquistou mais de 40 mil seguidores no Instagram, sem contar as milhares de visualizações no Facebook. 

Na página Consuelo #dicaboa, a personagem argentina de Livia se empenha em aconselhar  “almas perdidas”. Entre as dicas estão como “ajudar um fugitivo a fugir”, “como ser ministro da saúde”, e “como ser presidente e fazer interpretação de texto”. Os vídeos abusam do bom humor e da crítica social em relação ao atual cenário político do Brasil.

##RECOMENDA##

As paródias também são usadas pela humorista para abordar assuntos e polêmicas do meio político. Nas suas redes sociais, ela canta “E daí, quer que eu faça o que?”; e “Nuvem de gafanhoto”, por exemplo. Nessa última, a atriz cantarola que nem as pragas do Egito se interessam pelo Brasil por conta do presidente do país: “Me ensina a esquecer que a nossa pandemia é de milico ladrão”. 

[@#video#@]

 

"Hamilton" chega à plataforma Disney+ com sua inovadora mistura de hip-hop, rap e um elenco multiétnico para contar a história da fundação dos Estados Unidos, em um momento de profunda reflexão sobre o racismo no país.

Uma versão filmada do aclamado show da Broadway estará disponível para assinantes do serviço de streaming a partir de 3 de julho.

##RECOMENDA##

Com os cinemas fechados devido à pandemia, o filme oferece a oportunidade de ver o show original, que ganhou 11 prêmios Tony e já arrecadou mais de US$ 1 bilhão em todo o mundo.

Seu criador Lin-Manuel Miranda destacou a empolgação que a influência do musical produziu nos protestos nacionais que se seguiram à morte no mês passado de George Floyd, um americano negro, nas mãos de um policial branco.

"Quando vejo uma faixa em um protesto de rua que diz 'A história está voltada para você' ou 'Amanhã haverá mais de nós', eu sei que a linguagem do programa se conecta de uma maneira que me faz sentir incrivelmente orgulhoso", disse Miranda em uma coletiva de imprensa virtual, referindo-se a duas das músicas do programa.

O musical conta a história de Alexander Hamilton e dos outros fundadores dos Estados Unidos através de uma lente moderna, de um país multiétnico, onde rap, blues, jazz e hip-hop se misturam com a música tradicional.

Legado do racismo

Desde sua estreia na Broadway, produções foram realizadas em todo o país e no exterior, principalmente realizadas por atores não brancos. Para Renée Elise Goldsberry, membro do elenco original, essa diversidade e a mensagem da peça, arriscar tudo por uma causa justa, chega em um momento que não poderia ser mais oportuno.

"A diversidade deste país pode ser reivindicada por todas as pessoas que o criaram, que é uma das muitas coisas que esse show celebra e acho que é muito necessário neste momento", disse Goldsberry, que interpretou Angelica Schuyler, cunhada de Hamilton.

No início de maio, a Disney decidiu adiar o lançamento do filme por mais de um ano para preencher uma lacuna de programação deixada pelo coronavírus.

Sua estreia também acontece no momento em que estátuas e monumentos históricos estão sendo removidas ou derrubadas em todo o país, enquanto os americanos enfrentam o legado do racismo.

Okieriete Onaodowan, também do elenco, ficou emocionada ao "ver como isso afeta a juventude negra hoje". "Os jovens que estão por aí, chateados e com raiva podem ver isso e perceber que podem drenar suas energias através da escrita, desafiando pessoas que estão dizendo coisas que você não gosta de ouvir, como Hamilton fez".

Experiência própria

Desde a estreia em janeiro de 2015, "Hamilton" se tornou muito popular, entre elogios nas mídias sociais e celebridades como a família do ex-presidente Barack Obama.

A então primeira-dama Michelle Obama chamou de "a melhor obra de arte que eu já vi na vida".

Seu imenso sucesso fez com que os preços dos ingressos subissem rapidamente, com tickets revendidos a milhares de dólares.

"Sempre dissemos que queríamos democratizar" o acesso do público à peça, disse Miranda sobre o filme. "As pessoas não podiam pagar a entrada", acrescentou Daveed Diggs, que interpretou o Marquês de Lafayette e Thomas Jefferson.

"Estávamos, como empresa e como entidade, em constante batalha com o mercado de revenda".

O diretor Thomas Kiel filmou a peça em três dias em junho de 2016. O filme combina duas apresentações ao vivo - nas quais as câmeras foram colocadas entre e acima da plateia da Broadway - com outra feita a portas fechadas, nas quais "fomos capazes de subir ao palco com a câmera fixa ou uma em uma grua "para uma maior sensação de proximidade.

"Não se trata apenas de assistir ao show", disse Kiel. "Esta é uma experiência própria".

Assim como tantos outros grupos culturais e artistas, o João Teimoso, grupo de teatro pernambucano com duas décadas de atividades, resolveu migrar para a internet em virtude da pandemia do novo coronavírus. Impossibilitado de realizar seus projetos de forma presencial, por conta das normas de segurança, o grupo preparou um cronograma de ações virtuais para dar continuidade ao seu trabalho. 

A quarentena colocou uma pausa em atividades como os cursos de formação do João Teimoso, Sarau das Artes e apresentações teatrais, como a temporada do espetáculo Retratos de Chumbo, As Rosas que Enfrentaram os Canhões  que estava em temporada no Teatro Fernando Santa Cruz. 

##RECOMENDA##

Sendo assim, o grupo criou um calendário com uma programação online para dar vazão a seus projetos. Nas segundas-feiras acontecem conversas e debates sobre os Anos de Chumbo da Ditadura Militar e o processo de construção da peça Retratos de Chumbo, As Rosas que Enfrentaram os Canhões, na página @retratosdechumbo Às quartas-feiras, será o dia das conversas sobre arte em geral, técnica, mercado de trabalho e formação,  pela página @grupojoaoteimoso. Já nas sextas-feiras, é a vez de conversar sobre difusão cultural nas artes em geral na página @sarau.dasartes. Os encontros começam às 20h, com convidados e membros do grupo. 

Para ajudar nesta empreitada de produções virtuais, o Grupo João Teimoso, criou uma vakinha on-line para cobrir suas despesas e adquirir o equipamento para as produções.

O projeto Teatro Vivo vai levar para a internet montagens teatrais de cinco diferentes artistas. Com transmissão gratuita, os espetáculos serão exibidos diretamente da residência dos atores. A iniciativa tem o objetivo de democratizar o acesso ao teatro, ainda que de forma virtual, em virtude da pandemia do novo coronavírus.

O projeto, promovido pela Vivo, vai disponibilizar, de maneira gratuita, cinco monólogos. O primeiro será o O Homem de Lata, escrito e protagonizado pelo ator Mouhamed Harfouch em parceria com Moisés Liporage, com direção de João Fonseca. A apresentação será neste sábado (20), às 20h, no @vivo.cultura. 

##RECOMENDA##

Interessados em assistir ao espetáculo deverão solicitar os ingressos virtuais através do @vivo.cultura. Os convites serão liberados semanalmente e divulgados através do canal. Clientes da operadora terão uma cota reservada de acesso às montagens. Na programação, estão ainda os espetáculos Pessoa; Louca de amor, quase surtada; Os malefícios do fumo; e Meu abajur de injeção. As apresentações serão sempre aos sábados, às 20h. 

O Grupo Experimental vai transformar seu site oficial em um espaço de espetáculos com o projeto #experimentalemcartaz. A partir desta quinta (18), o público terá acesso às montagens do repertório da companhia, de forma online, como uma estratégia de driblar a impossibilidade de se apresentar presencialmente por conta da pandemia do novo coronavírus. O primeiro espetáculo disponibilizado será Pontilhados – Intervenções Humanas em Ambientes Urbanos, de 2018.

O objetivo do projeto é manter uma forma de continuar levando os trabalhos da companhia ao público. O #experimentalemcena surge também como estratégia de manutenção do grupo, através das colaborações espontâneas por parte da audiência. As contribuições poderão ser feitas  a partir de transferências via PicPay, PagSeguro, e via transferência bancária.

##RECOMENDA##

A primeira obra a entrar em cartaz é o espetáculo Pontilhados – Intervenções Humanas em Ambientes Urbanos, uma montagem do ano de 2018. Nesta montagem, apresentada nas ruas de Porto Alegre, o público foi convidado a um passeio pela cidade através da dança. Ao longo do mês, o grupo vai disponibilizar a programação completa do projeto  nas suas redes.

Desde que foi lançada há quatro anos, a peça O Evangelho Segundo Jesus Cristo, a Rainha do Céu gera discussão. Muitas pessoas acham que o espetáculo é uma afronta à religiosidade, já outras asseguram que o projeto é libertador e necessário para ser debatido. Pensando nisso, a produção vai exibir a história de Jesus travesti na internet.

No próximo dia 11, feriado de Corpus Christi, o monólogo protagonizado pela atriz trans Renata Carvalho estará disponível no YouTube, segundo informações do jornal O Dia. Em julho de 2018, a peça foi vetada da grade de programação do Festival de Inverno de Garanhuns, no Agreste de Pernambuco. Na época, Renata declarou com exclusividade ao LeiaJá que ficou decepcionada. "Eu vejo isso com tristeza. É um ato de censura", disse.

##RECOMENDA##

"A peça vem sendo atacada desde que estreou em agosto de 2016. Tudo isso porque Jesus pode ser a imagem e semelhança de todo mundo, menos de nós, de pessoas trans", completou. Embora o espetáculo tenha sofrido retaliações em diversas cidades, Renata Carvalho afirmou: "Não vão nos calar. Já nos calaram durante décadas. Nossa voz é muito maior. O levante do bem é bem mais gigante do que o do mau. Nós temos muito mais pessoas ao nosso favor do que nos atacando".

A plataforma de streaming Spcine Play traz um alívio para os amantes do teatro neste período de isolamento social. Até 20 de agosto, sete peças que fizeram parte da 6ª Mostra Internacional de Teatro de São Paulo (MITsp) estarão disponíveis para serem vistas de modo gratuito pelo canal digital. Os novos títulos estão acessíveis desde a última segunda-feira (26).

Inseridas no novo catálogo da Spcine Play estão "Vestígios" (São Paulo, 2012) de Marta Soares, "Altíssimo" (Recife, 2017) do diretor Pedro Vilela e "Colônia" (Rio de Janeiro, 2017), dirigida por Vinicius Arneiro. Entre as produções elaboradas em conjunto com companhias de teatro, estão disponíveis a peça franco-brasileira "A Boba" (2018) de Wagner Scharwtz com a Corpo Rastreado e a MITsptz, "Cria" (Rio de Janeiro, 2017) da Cia. Suave, "Manifesto Transpofágico" (São Paulo, 2012) de Luiz Fernando Marques, que une o Risco Festival, a Corpo Rastreado e a MITsp, além da obra "Protocolo Elefante" (Florianópolis, 2016) do Grupo Cena 11 Cia. de Dança.

##RECOMENDA##

Junto às novidades teatrais, o conteúdo da plataforma Spcine Play dispõe 230 com filmes, séries, shows, espetáculos, entrevistas, palestras e performances para assistir de modo gratuito até o fim de 2020. A programação está disponível em todas as regiões do Brasil e não requer realização de assinatura. Para conferir, basta clicar www.spcineplay.com.br e acessar o catálogo e as sinopses de todas as obras.

O espetáculo Aladim, o musical Recife vai ganhar as frequências da internet nesta segunda (25). A montagem pernambucana será transmitida pelo Youtube, no canal da produtora Nível 241, às 20h. O objetivo é alcançar o público que não teve oportunidade de assistir ao show nos teatros. 

O espetáculo passou por palcos do recife e Maceió, com um enredo baseado no conto clássico Aladim e a Lâmpada Maravilhosa, de Antoine Galland adaptado aos costumes do Nordeste. Para a transmissão desta segunda (25), a produtora Nível 241 promete uma surpresa aos espectadores, com uma novidade que será revelada ao fim da transmissão.  

##RECOMENDA##

[@#video#@]

 

A Escola Pernambucana de Circo (EPC) encontrou uma forma de retomar parte de suas atividades e, ainda, ensinar à população sobre as formas de prevenção ao coronavírus de forma divertida. O projeto Circo em Frente de Casa vai promover apresentações em bairros da Zona Norte do Recife, através de doações arrecadadas na plataforma Benfeitoria.

Com as atividades regulares suspensas por conta da pandemia, a EPC espera visitar 30 comunidades da Zona Norte levando diversão e conscientização. A ideia é apresentar esquetes bem humoradas sobre as medidas preventivas ao coronavírus para os moradores, que poderão acompanhar tudo pelas janelas de suas casas. 

##RECOMENDA##

As apresentações serão feitas por duplas de palhaços, paramentadas e utilizando os equipamentos de proteção individual. Além do espetáculo com números circenses, os artistas vão distribuir kits de higiene e limpeza para as comunidades. Para colaborar com a ação, basta acessar o link da Benfeitoria.

Os palhaços da associação Doutores da Alegria são conhecidos pelo tratamento de “besteirologia” que, há 28 anos, é aplicado em hospitais de todo o país. Agora, com a pandemia do novo coronavírus, as equipes também precisaram se afastar do seu ofício por conta da necessidade de se fazer o isolamento social. Os doutores, então, fizeram adaptações ao seu trabalho e estão fazendo o Delivery Besteirológico, uma forma de, mesmo à distância, continuar tratando os pacientes. 

O Delivery Besteirológico dialoga com crianças hospitalizadas, seus acompanhantes, profissionais de saúde e todos aqueles que precisem de uma dose de “besteirologia” e de arte nesses tempos tão difíceis. Os doutores gravam vídeos e postam em suas redes sociais, três vezes por semana, além de enviá-los aos contatos dos hospitais parceiros.  Atualmente, Doutores da Alegria conta com 100 mil seguidores no Instagram e mais de dois milhões e meio de fãs no Facebook. 

##RECOMENDA##

[@#video#@]

Os vídeos tratam de temas que se integraram à atual realidade, por conta do coronavírus,  como as regras mais rígidas de higiene, o isolamento social e as relações humanas neste momento. Além disso, estão previstos números musicais com o repertório original dos palhaços e histórias que aconteceram nos hospitais ao longo desses 28 anos de atuação no país, sendo 17 deles na capital pernambucana.

Os famosos teatros da Broadway não reabrirão antes do início de setembro, anunciou o seu grupo de acionistas nesta terça-feira (12).

Embora a Broadway League não tenha definido uma data para a volta das performances, a associação informou que a troca de ingressos para as apresentações ou sua devolução agora estão disponíveis a partir do dia 6 de setembro.

##RECOMENDA##

A decisão não surpreende, já que Nova York continua sendo o epicentro da pandemia de coronavírus nos EUA. A Covid-19 continua sendo responsável pela morte diária de mais de 150 pessoas no estado.

A reabertura dos setores de artes e entretenimento, uma das principais características da vida nova-iorquina, integra a última fase do plano do governador Andrew Cuomo de retorno da atividade econômica e cultural no estado americano.

"Enquanto todos os shows da Broadway gostariam de retomar as apresentações o mais rápido possível, precisamos garantir a saúde e o bem-estar de todos os que vão ao teatro - atrás da cortina e na frente dela - antes que os shows voltem a acontecer", disse Charlotte St. Martin, presidente da Broadway League, em um comunicado.

Assim como quase todos os locais de entretenimento da cidade, os teatros da Broadway interromperam suas atividades em meados de março, quando 31 espetáculos estavam em cartaz e oito finalizavam os ensaios para as estreias durante a primavera.

O fechamento da atração turística mais lucrativa da cidade atinge fortemente a economia: usualmente, a Broadway é responsável pela arrecadação de US$ 33 milhões por semana nas vendas de ingressos.

O mágico Roy Horn, um dos integrantes da famosa dupla "Siegfried and Roy" de Las Vegas, morreu na sexta-feira aos 75 anos vítima de complicações vinculadas ao novo coronavírus. Ele apresentou resultado positivo para COVID-19 na semana anterior e morreu no hospital Mountain View, de Las Vegas.

Na capital dos cassinos e da diversão na região oeste dos Estados Unidos, sua dupla com Siegfried Fischbacher foi uma das mais famosas por muitos anos, caracterizado pelos figurinos extravagantes e atos com tigres, elefantes ou serpentes.

##RECOMENDA##

Em outubro de 2003, Horn foi atacado durante um espetáculo por um tigre de Bengala branco. Gravemente ferido, ele demorou meses em sua recuperação e o show nunca foi retomado.

"Hoje, o mundo perdeu um de seus grandes mágicos, mas eu perdi meu melhor amigo", declarou Fischbacher em um comunicado.

Roy Horn conheceu Siegfried Fischbacher em 1957 em um cruzeiro. Dois anos depois formaram a dupla.

A estreia em Las Vegas aconteceu no fim dos anos 1960.

A dupla "Siegfried and Roy" fez apenas mais um aparição após o ataque do tigre, em 2009, e os mágicos se aposentaram oficialmente em 2010.

Páginas

Leianas redes sociaisAcompanhe-nos!

Facebook

Carregando