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Escrita pelo dramaturgo russo Anton Tchekhov (1860-1904) por volta dos 20 anos, a história do professor Platonov foi descoberta nos arquivos do seu irmão após a sua morte, e publicada em 1923. Inédita no Brasil, a obra recebeu, nesta adaptação da companhia brasileira de teatro, com direção de Marcio Abreu, o nome “Por que não vivemos?”.

A peça estreou em julho de 2019 no CCBB do Rio de Janeiro, fez temporadas nos CCBB’s de Brasília, Belo Horizonte e São Paulo entre setembro/2019 a março de 2020.

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Interrompida pela pandemia de Covid-19, a temporada do espetáculo retorna aos palcos no Recife nos dias 9, 10, 11 e 12 de dezembro. O local escolhido foi o Teatro de Santa Isabel, de quinta a sábado, às 19h, e domingo às 18h. Os ingressos custam R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia).

Platonov

Embora não tenha um título oficial, a peça foi publicada em diversos países como “Platonov”, em homenagem a um dos personagens, o professor Mikhail Platonov. Foi somente no final da década de 1990 que a obra ganhou traduções e montagens em diversos teatros da Europa. Em 2017, os atores Cate Blanchett e Richard Roxburgh estrearam uma versão do texto na Broadway, em Nova York, chamada de “The Present”.

Versão brasileira

Por ser uma obra sem título oficial, o grupo batizou a peça com uma pergunta chave que está inserida no texto: por que não vivemos como poderíamos ter vivido?.

“Quando esse texto foi resgatado, não havia capa nem título. Como outras peças em que o personagem principal dá nome ao texto, como Ivanov, se deu esse nome Platonov”, conta Giovana Soar, que ressalta que o título escolhido pela companhia traduz o drama que permeia o espetáculo.

“São pessoas que gostariam de estar em outro lugar, mas não fizeram nada para isso. Mostra como a trama da vida vai se desenrolando e as pessoas vão caindo na armadilha de ficar onde estão”, complementa a assistente de direção do espetáculo.

A peça trata de temas recorrentes na obra de Tchekhov, como o conflito entre gerações, as transformações sociais através das mudanças internas do indivíduo, as questões do homem comum e o legado para as gerações futuras. Tudo isso na fronteira entre o drama e a comédia.

“É o primeiro texto de Tchekhov, um texto muito jovem, mas muito revisitado em diversos países porque tem nele o que depois vem a ser o cerne do Tchekhov”, diz o diretor Márcio Abreu .

Elenco

O elenco é formado por Camila Pitanga, Cris Larin, Edson Rocha, Josi.Anne, Kauê Persona, Rodrigo Bolzan, Rodrigo Ferrarini e Rodrigo de Odé.

Após dois anos sem a Paixão de Cristo de Nova Jerusalém por conta das consequências da pandemia por Covid-19, a Sociedade Teatral de Fazenda Nova (STFN) iniciou o preparo para retomada do espetáculo para 2022, no período de 9 a 16 de abril.

Em nota a STFN informou que está finalizando a contratação do elenco de artistas convidados e programou para o dia 17 de dezembro o início das gravações dos vídeos de publicidade.

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Realizada desde 1968 no maior teatro ao ar livre do mundo, localizado no município do Brejo da Madre (PE), a Paixão de Cristo de Nova Jerusalém já foi assistida por cerca de 4 milhões de pessoas do Brasil e exterior e ficar sem espetáculos por dois anos prejudicou milhares de pessoas que precisavam do emprego nessa época do ano. Na produção do espetáculo são gerados 3 mil empregos diretos e 8 mil indiretos.

“A retomada dos espetáculos é motivo de muita alegria não só para nós, mas também para todos os pernambucanos que conhecem a história da Nova Jerusalém e sabem da importância que a Paixão de Cristo tem para a cultura e para a economia do nosso Estado”, declarou o presidente da sociedade teatral, Robinson Pacheco.

O Dia da Consciência Negra vai contar com muito humor no Recife. O show ‘Tinha que ser preto’ vai reunir humoristas negros para discutir o racismo e o dia a dia da população preta no país sem deixar de lado a graça e a comédia. As apresentações, comandadas pelo humorista João Júlio, acontecem no Guarani Café, no dia 20 de novembro, às 20h.

Idealizado pela produtora Elida Rafisa e pelo comediante Iago Lopes, da DuMangue Produções, o espetáculo pretende abordar o delicado tema do racismo sob um ponto de vista descontraído. No palco, os humoristas Jimmy Astley, Léo Persivo, André Luis e Léo Souza trazem o tema a partir de suas vivências enquanto homens pretos, sob o comando do humorista João Júlio, do podcast ‘O pior Júlio de todos’. 

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O espetáculo de stand up comedy será apresentado no Dia da Consciência Negra, 20 de novembro, às 20h, no Guarani Café Bar. Os ingressos já estão à venda e podem ser adquiridos através do Sympla

SERVIÇO

Tinha que Ser Preto

20 de novembro - 20h

Guarani Café Bar (Rua Dom Bosco, 498 - Boa Vista)

R$ 20 

 

Vencedora de prêmios internacionais, a peça teatral O Jogo, da autora venezuelana Mariela Romero, chega ao Recife para três apresentações - nos dias 19, 20 e 21 de novembro, às 20h. A terceira adaptação brasileira da peça volta aos palcos depois de duas temporadas no Rio de Janeiro, sob a direção de Rafaela Amado, e interpretação das atrizes Miláh Coutinho e Geovana Metzger.

O espetáculo aborda temas como opressão feminina, relações abusivas, violência psicológica, numa simbiose de jogos de poder. A peça retrata o confinamento de duas mulheres, que experimentam a dependência entre as relações numa perspectiva lúdica e irônica. Para atriz Miláh Coutinho, pernambucana radicada no Rio de Janeiro, voltar aos palcos em sua cidade natal após um longo período de pandemia é um prêmio.

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"Dar voz a um texto tão denso como o Jogo, que atravessa a realidade da violência psicológica gerada a partir dos estados de confinamento, como o que vivenciamos nessa pandemia, é a oportunidade de refletir sobre diferentes aspectos das relações humanas", conta Miláh.

Geovana Metzger, que contracena com Miláh Coutinho, destaca: "O público pode esperar intensidade, é um texto potente, que expõe as pressões e violências que uma mulher pode sofrer e ao mesmo tempo mostrar seu poder". Ela completa dizendo que o projeto é uma mistura de emoções, é atual, é dinâmico, é dramático, de uma forma lúdica que trata de temas tão necessários para atualidade.

Em cena, duas Anas, presas em um quarto, elas criam jogos de submissão e poder para lidar com as suas realidades hostis, trazendo sutilezas sobre as questões de gênero,de dependência e violência, muitas vezes presentes nas diversas formas de relacionamento.

A peça foi montada pela segunda vez no Brasil, na década de 2000, sob a direção de João Fonseca, com Rafaela Amado no elenco. Anos depois, Rafaela volta ao texto, desta vez exercendo a Direção desta que é a terceira adaptação brasileira da peça. Em Recife as apresentações contam com Adriano Portela, como assistente de direção.

A reestreia em palcos físicos acontece depois de um período de apresentações virtuais e terá, dentre outras medidas de segurança e protocolos, a redução do público máximo de cada apresentação para 258 lugares por noite.

Debate

No dia 21 de novembro, última das apresentações na capital pernambucana, ao final da apresentação elenco e equipe recebem Cida Pedrosa, vereadora do Recife que é Poeta, ganhadora do Prêmio Jabuti 2020, advogada, ex-secretária da mulher e do meio ambiente, para um debate sobre violência contra a mulher.

Os ingressos custam R$20 - ingresso inteira; R$10 - ingresso meia e ingresso solidário (levando 1kg de alimento não perecível que será doado para instituições de apoio para pessoas em condições de vulnerabilidade social) e podem ser adquiridos pelo sympla ou nas bilheterias do Teatro Santa Isabel.

*Da assessoria

Como forma de valorizar a cultura amazônica, o III Cortejo Visagento será realizado em Belém no dia 31 de outubro, data do Halloween, ou Dia das Bruxas, mas que, regionalmente, é comemorado como o Dia da Matinta. A programação terá oficinas de produção de adereços e fantasias, contação de histórias e apresentações.

A terceira edição do cortejo vai mobilizar a população por diversas ruas do bairro do Guamá. A concentração será no cemitério Santa Izabel, com saída para as ruas José Bonifácio, Pedreirinha, João de Deus, até a avenida Bernardo Sayão.

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Em edições anteriores, como na última, que reuniu mais de duas mil pessoas, destacaram-se a criatividade das fantasias e maquiagens artísticas, referenciando assombrações e personagens populares nas lendas já conhecidas por todos, como a Mulher do Táxi, a Cobra-grande, o Saci Pererê, o Curupira e muitos outros.

O projeto foi criado pelo Espaço Cultural Nossa Biblioteca e recebe a colaboração dos professores das escolas Barão de Igarapé-Miri e Frei Daniel, que viram a necessidade de reforçar a leitura como uma forma de desenvolver um sentimento de pertencimento e orgulho da cultura paraense. Essa busca pela valorização local também levou voluntários da Biblioteca a ministrar aulas dentro do Cemitério Santa Izabel. “Nós possibilitamos que crianças e jovens aprendam sobre a história do bairro sob uma ótica diferente, ressignificando construções públicas e criando uma visão mais positiva sobre esse espaço”, conta Raimundo de Oliveira, um dos idealizadores do projeto.

Durante o percurso, haverá paradas para contação de histórias e apresentações. O Cortejo Visagento integra um projeto maior, que é o "Guamá Tricentenário". O trajeto segue a estratégia de rememorar a origem do bairro e está envolvido em um conjunto de ações que terão uma temporalidade e um ponto de culminância no tricentésimo aniversário do bairro.

A cada ano o cortejo vai seguir para uma região diferente do Guamá, levando um pouco da história daquele espaço específico. “Queremos trazer visibilidade para os fazedores de cultura do bairro, trazendo valorização ao que temos no Guamá pelos próprios moradores e modificando a visão de que o bairro é um lugar perigoso, mostrando que é um centro de cultura”, explica Tereza Oliveira, uma das organizadoras do Cortejo Visagento.

Serviço

III Cortejo Visagento.

Local: Cemitério Santa Izabel, bairro do Guamá.

Horário: 19h.

Informações: Ariela Motizuki -  (91) 993772930

Da assessoria do evento.

Inspirado na categoria político-cultural de amefricanidade - cunhada pela antropóloga, filósofa e historiadora Lélia Gonzalez - Relatos Amefricanos transporta para a tela e os palcos, uma amálgama de histórias que têm a experiência negro-diaspórica como fio condutor. A apresentação estará disponível a partir do dia 20 de novembro em formato on-line e com acesso gratuito no canal do espetáculo. O projeto será exibido até 5 de dezembro.

Em cena, uma abordagem transfronteiriça aproxima e entrelaça Brasil e Peru, duas realidades latino-americanas aparentemente díspares entre si. Essa operação é possível graças à concepção amefricana que está na base do espetáculo. Nesses dois pólos, mutuamente complementares, estão as figuras de Lélia Gonzalez e a da poetisa e coreógrafa peruana Victoria Santa Cruz, como as principais referências do projeto.

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"A América foi o principal destino da maioria dos seres humanos sequestrados do continente africano, para serem escravizados. A categoria de amefricanidade traduz tanto as agruras da diáspora negra, quanto os transbordamentos de África na América e é isso que queremos dançar", contam os criadores Gustavo Fataki e Maycom Santiago.

E completam: "Se trata de enegrecer a temática e a técnica, a partir de uma proposta cujo ponto central é a categoria político-cultural de amefricanidade e aquilo que somos capazes de anunciar, como sujeitos epistêmicos que dançam". O elenco é composto pelos bailarinos intérpretes-criadores Quiara Jofre, Diogo de Carvalho, Poliana Nunes e José Liberato. Completam a ficha técnica, o músico Julio Rhazec na trilha sonora, Rachid Severino no desenho de luz, João dos Reis como figurinista e Andrei Gonçalves na produção.

Serviço 

Espetáculo Relatos Amefricanos

20 de novembro a 5 de dezembro | Sextas e sábados, 20h / Domingos, 18h

Apresentações realizadas no YouTube

Acesso gratuito

*Da assessoria

A ousadia e complexidade dos movimentos da Cia. de Dança Deborah Colker foram comprovadas mais uma vez no espetáculo Cura, que ocupa o palco do Teatro Guararapes nos dias 20 e 21 de novembro. Com dramaturgia do rabino Nilton Bonder e trilha original de Carlinhos Brown, a montagem é fruto de uma angústia pessoal de Deborah Colker, da busca de uma solução para a epidermólise bolhosa, doença genética incurável que seu neto Théo tem.

O projeto vai muito além do aspecto biográfico, trata de ciência, fé, da luta para superar e aceitar nossos limites, do enfrentamento da discriminação e do preconceito. A coreógrafa concebeu o projeto em 2017, mas foi no ano seguinte, com a morte de Stephen Hawking, que encontrou o conceito.

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Embora acometido por uma doença degenerativa, a ELA (Esclerose lateral amiotrófica), o cientista britânico viveu até os 76 anos e se tornou um dos nomes mais importantes da história da física. Deborah percebeu que há outras formas de cura além das que a medicina possibilita. "Quando foi diagnosticado, os médicos deram a Hawking três anos de vida. Ele viveu mais 50, criativos e iluminados. Entendi o que é a cura do que não tem cura", conta Deborah.

A estreia aconteceria em Londres em 2020, mas a pandemia não permitiu. O adiamento deu ao espetáculo mais um ano de pesquisas, transformações e reflexões. "A pandemia me fez ter certeza de que não era apenas da doença física que eu queria falar. A cura que eu quero não se dá com vacina", afirma.

Há dores mostradas no palco, mas há esperança no final. Deborah diz que procurou preservar a alegria necessária à vida. Um ingrediente para isso foi a semana que passou em Moçambique durante a preparação, quando conheceu pessoas que não perdiam a vontade de viver, apesar das muitas dificuldades.  "Fui procurar a cura e encontrei a alegria", reflete.

Logo no início, conta-se a história de Obaluaê, orixá das doenças e das curas. As palhas que Yemanjá usa para cobrir o corpo enfermo de Obaluaê abrem o espetáculo com sua história e o ritmo de tambores ao fundo. Com mergulhos nos elementos das culturas africanas, indígenas e orientais e viagens pelo Brasil e pela África, o processo de construção trouxe além de uma rica cenografia, elementos novos, como o canto.

Com estreia nacional no Globoplay, Cura segue em turnê pelo Brasil e Recife ganha duas apresentações: dia 20, a partir das 21h e no dia 21, a partir das 20h, no Teatro Guararapes. Os ingressos custam entre R$25 e R$160 e começam a ser vendidos a partir do dia 25 de outubro na Bilheteria do Teatro Guararapes e através do Sympla.

Serviço

Espetáculo Cura

20 e 21 de novembro | Sábado, 21h, Domingo, 20h

Teatro Guararapes, Centro de Convenções de Pernambuco - Olinda

Ingressos: Inteira R$ 160 / Meia R$ 80

- Promocional inteira R$50 (vendas limitadas à 10% da capacidade)

- Promocional meia 25 (vendas limitadas à 10% da capacidade)

Vendas: Bilheteria do Teatro Guararapes e SYMPLA (já disponível para venda)

*Da assessoria

Depois do sucesso no Recife, a Companhia Mákara de Teatro apresenta, nesta sexta-feira (22), às 17h, o espetáculo Dados da Vida na 24ª edição da MOSTEV - Mostra de Teatro de Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata Sul de Pernambuco. O Teatro é o Silogeu José Aragão. 

Dados da Vida conta as histórias de personagens que se misturam com a vida cotidiana de cada um de nós. Memórias, imaginações e realidades, sobem ao palco de uma forma simultânea e nada é o que parece ser. O espetáculo com 1h30 de duração promete prender o público do começo ao fim.

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Cada personagem pode ser o seu espelho hoje ou em um futuro próximo. Talvez, seu passado voltando diante de seus olhos. Dados da Vida vai surpreender você. Texto de Rômulo César Melo e encenação de Ulisses Nascimento. Elenco: Adulccio Lucena, Glissia Paixão, João Cabral, Ulisses Nascimento e Vanessa Jill Castle. 

Ingressos pela Sympla

R$ 10,00 (Inteira) e R$ 5,00 (meia entrada)

Da assessoria

Nos dias 22 e 23 de outubro, o Teatro Municipal de Santa Cruz do Capibaribe, no Agreste de Pernambuco, vai abrir suas cortinas para o riso. O espaço cultural vai receber, neste final de semana, a peça Politicamente Incorreto, estrelada pelo ator Diógenes Rodrigues. Os espectadores irão acompanhar uma produção recheada de humor, crítica e reflexão, em meio ao atual cenário político e social do Brasil.

Em entrevista ao LeiaJá, Diógenes contou como foi que se deu o processo de criação do projeto. "Eu tinha essa ideia de fazer um monólogo desde que comecei a fazer minhas produções, acho que em 2003-2004, e só agora arregacei as mangas e juntei forças para fazer", disse. Para ele, está sendo prazeroso voltar aos trabalhos com sua arte.

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"Minha vida sem palco não tem sentido, é algo que me não consigo ficar sem ter... A emoção, a realização, a atmosfera... Preciso ter isso sempre, me completa", explicou o pernambucano. Dirigido por Filho Silva e Tiago Salvador, o espetáculo tem seu texto assinado por Ednilson Leite, Fil Braz, Paulo Gustavo, Suzy Brasil, Walter Vitti e pelo próprio Diógenes Rodrigues.

Com lei de incentivo da Lei Aldir Blanc e apoio da Prefeitura Municipal de Santa Cruz do Capibaribe, o projeto será mostrado ao público gratuitamente. Devido às limitações do local, é ideal que as pessoas cheguem cedo para garantir seus lugares. Os idealizadores optaram em começar a peça por volta das 19h59, como forma de fugir dos horários normais.

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O estado de Pernambuco figura como o sétimo mais perigoso para transexuais no país, segundo pesquisas da Associação Nacional de Travestis e Transsexuais (Antra). Além disso, só em 2020, no Brasil, 175 assassinatos foram motivados por transvestifobia, de acordo com a Antra, colocando o país como o que mais mata transgêneres no mundo. Para protestar contra tamanha violência, o coletivo Agridoce lança, no próximo sábado (9), às 20h, o vídeo-performance Incendiárias, filhas do fogo, no YouTube. O trabalho ficará disponível gratuitamente até às 0h do domingo (10). 

Formado por 13 artistas trans e travestis de Pernambuco, o Coletivo de Dança-Teatro Agridoce tem buscado na arte uma ferramenta para lutar contra a violência direcionada à população trans. Em Incendiárias, o público é provocado a pensar no tema a partir de cenas de mulheres trans e travestis em performance por espaços públicos em Pernambuco.

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A obra busca, também, homenagear algumas vítimas da tranvestifobia, como Roberta Nascimento, queimada viva no último 24 de junho, no Cais de Santa Rita; Gisberta Salce Júnior, travesti assassinada em Portugal, em 2006; e Xica Manicongo, a primeira trans brasileira, assassinada no Brasil Colônia.  

O elenco do trabalho é composto pelas artistas Sharlene Esse, Sophia William, Jorja Moura, Aurora Jamelo, Pietra Tenório, Renna, Lorrany Silva, Cora Losty, Sabrina Raissa, Catarina Almanova, Leandra Salles, Estella Koral e Yafé Dias. Conta ainda com a participação de  Flávio Moraes e Nilo Pedrosa. O vídeo-performance poderá ser conferido gratuitamente no YouTube até a meia noite do domingo

"A Broadway está de volta!": Após 18 meses de silêncio imposto pela pandemia, os teatros de Nova York retomaram os espetáculos e no domingo (26) à noite aconteceu a premiação do Tony, com a vitória do musical "Moulin Rouge!".

"Todo mundo está vacinado, todos fizeram teste (contra a Covid-19) e usam máscara. Cada teatro da Broadway será assim durante um curto período e ficará tudo bem", afirmou o ator e cantor Leslie Odom Jr no Winter Garden Theatre da Broadway, em pleno centro de Manhattan.

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Exibida pelo canal CBS, a premiação do Tony de 2021 recompensou as produções da temporada 2019-2020, brutalmente interrompida em março do ano passado pela epidemia de Covid-19 que afetou particularmente Nova York.

"Moulin Rouge! The Musical!" venceu em 10 categorias, com destaque para melhor musical e melhor ator de musical para Aaron Tveit. A obra é uma adaptação do filme de 2001 "Moulin Rouge!", do diretor Baz Luhrmann, com Nicole Kidman e Ewan McGregor.

O Tony de melhor peça de teatro foi vencido por "The Inheritance", adaptação do romance de 1919 do britânico Edward Morgan Forstere, "Howards End", que retrata as relações sociais na Inglaterra do início do século XX. A obra se passa na Nova York contemporâneo. Stephen Daldry recebeu o prêmio de melhor diretor.

Adrienne Warren venceu na categoria atriz de musical por sua interpretação da cantora Tina Turner em "Tina".

"Hamilton", "O Rei Leão", "Chicago": os musicais mais famosos da Broadway retornaram aos palcos em 14 de setembro.

"A Broadway está de volva. É indispensável. E a Broadway será ainda melhor", afirmou Audra McDonald, que já venceu seis prêmios Tony na carreira.

Dani Calabresa, Bruna Louise, Carol Zoccoli e Tatá Werneck são humoristas que certamente você já viu na internet ou na televisão. Elas vieram a reboque de grandes nomes do humor nacional, como Dercy Gonçalves, Zezé de Macedo e Nair Bello, algumas das pioneiras no desbravamento de um cenário antes dominado exclusivamente pelos  homens e machismo nosso de cada dia.

Assim como essas humoristas de nomes já reconhecidos e carreiras consolidadas, outras tantas estão na luta para fomentar e solidificar um cenário mais equânime para as profissionais da área no país. Sobretudo no Nordeste, onde o movimento do stand up comedy começa ver surgir várias meninas dispostas a encarar esse desafio e, claro, fazer o público rir muito. 

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Até bem pouco tempo, a paraibana Josi Dionísio era uma das poucas mulheres do stand up no Nordeste. Na Paraíba, continua sendo a única. Ela própria demorou a iniciar a carreira por medo de se jogar em um espaço onde, até então, só via homens, ainda que esses a encorajassem a tentar. “Eu ia a muitos shows e sempre que eu ia assistir eram homens. Eu ficava: ‘vocês querem que eu faça, mas eu chego aqui e só tem homem, eu não me encontro aqui”, diz em entrevista ao LeiaJá. 

Josi é a única mulher a fazer stand up na Paraíba. Foto: Divulgação

Porém, a despeito da insegurança e temor de Josi, a vontade de subir ao palco a estimulou a buscar meios de fazê-lo. Pela internet, ela começou a descobrir outras meninas, ao redor do país, que já se aventuravam no meio e ver suas iguais se lançando naqueles espaços a encorajou. Tanto que, em sua estreia, além do nervosismo e do medo, a humorista enfrentou até mesmo a “bunda da Anitta”, que no mesmo dia se apresentava em um festival na cidade. “Foi um pouco injusto. Lá tinha bebida, dança, a Anitta balançando a raba e no nosso show só tinha meus amigos feios e eu, a única mulher. Só tinha os patrocinadores no show e o dono do bar, foi bem difícil, mas eu gostei”.

Gostou tanto que não desceu mais do palco e já se vão dois anos de carreira. Nesse tempo, Josi estreitou os laços com outras humoristas, abriu shows para a catarinense Giovana Fagundes que, segundo ela, “faz questão de ter mulheres” abrindo suas apresentações, e vem encorajando outras meninas a entrarem na profissão. Algo, talvez, tão desafiador quanto começar de fato. “ (Quando) chega uma menina, ela vai fazer a primeira apresentação e naturalmente vai ser ruim, que nem a minha que competi com a Anitta, você tem que persistir e continuar. Mas geralmente, as meninas se assustam e vão embora. Toda vez eu perco uma amiga e eu não gosto de despedidas”, diz a paraibana. 

Com dois anos de carreira, Josi tem feito parte de uma rede de apoio de mulheres comediantes. Foto: Divulgação

Outra humorista que encontrou conforto ‘se vendo’ no palco através de outra mulher foi a pernambucana Michele Félix. Estudante de teatro, ela conta que sempre se identificou com a comédia, mas a falta de representatividade a impedia de se jogar no stand up. Após frequentar alguns shows no Recife, ela assistiu a uma apresentação de Andy Rodrigues que abriu um horizonte de novas possibilidades para ela. “Quando você não vê uma outra mulher em cena, você se sente um pouco acuada: ‘será que é pra mim?’.É tanto homem, né? E de certa forma acaba criando uma barreira para as meninas. Dentro do stand-up do Recife, os meninos aceitam bastante as meninas, mas essa ideia de ser uma área masculina acaba afastando”.

Ao passo que vão estreando suas carreiras, essas meninas acabam criando uma rede de encorajamento e apoio. Josi e Michele, e algumas outras profissionais de todo Brasil, estão juntas em um grupo de WhatsApp no qual trocam figurinhas, dicas e sugestões. E embora esse elo de força pareça ser suficiente para encarar o machismo que ainda as afronta, entre essas dicas estão estratégias para ganhar o público e driblar possíveis inconvenientes. 

Michele Félix está iniciando na carreira e conta com a rede de apoio das colegas. Foto: Arquivo pessoal

A paraibana Josi conta que para as humoristas, o show só começa mesmo depois que elas conseguem provar que são merecedoras da atenção do público, coisa que os profissionais homens não precisam fazer. Para isso, elas lançam mão de piadas “coringas” que vão esquentando o público até que sua atenção esteja totalmente ganha. "Quando entra uma mulher no palco  tem cara que dá as costas”, conta.  

Além disso, essas profissionais costumam tomar cuidados quanto ao figurino e até a maquiagem, detalhes capazes de influenciar no resultado final da apresentação. “Se tiver maquiagem mais forte o resultado do show é um, se tiver mais fraca é outro.. Eu estou até usando roupas mais neutras, é uma estratégia. Também tem meninas (no público) que se sentem enciumadas nitidamente. Tenho foto que o cara tá rindo e a mulher tá chateada do lado: ‘Por que meu homem tá rindo com essa menina que tá falando de depilação?’. As outras meninas (humoristas) também comentam isso”.

O apoio que se dão, no entanto, tem ajudado a atravessar essas dificuldades e procurar seu lugar ao sol no mundo do stand up. A pernambucana Michele, com apenas duas apresentações oficiais no currículo, por enquanto, garante não levar seu gênero em conta na hora de executar o seu trabalho. “Eu não me limito por ser mulher, mas o que falo no meu texto é muito sobre minha vivência. Eu recebo dicas das meninas  pra afinar o texto pra me sentir segura. Você vai se achando aos poucos, eu tô me achando ainda no palco”. 

Como as colegas, Michele tem o sonho de viver exclusivamente da comédia. Foto: Arquivo pessoal

Mulherada no palco

Neste sábado (25), Josi Dionísio e Michele Félix subirão ao palco do Guarani Café, no Recife, ao lado de outras seis humoristas, para o festival Novas (A)Normais. O espetáculo, realizado pela DuMangue Produções, é uma iniciativa que visa incentivar o público a consumir o stand up das meninas, bem como abrir espaço para que elas possam mostrar seu trabalho.

A produtora do evento, Élida Rafisa, diz que o show é “um marco” na cena do Nordeste e frisa a importância de iniciativas como essa: “Existe ainda uma minorização do papel da mulher dentro do stand-up. A gente vem de uma sociedade integralmente machista, em conversa com os meninos (sócios da produtora), a gente propôs começar a abraçar essas ideias de minorias mesmo, primeiro com as mulheres. Há muitos anos na cena do Recife vem se tentando integrar as mulheres, só faltava oportunidade, o espaço para elas terem público. Elas precisam de show, então a gente criou esse pra estrear. Paralelamente temos colocado sempre meninas em outras apresentações, sempre de duas em duas”.

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Em Novas (A)Normais, a paraibana Josi Dionísio será a mestre de cerimônias da noite, conduzindo o público e apresentando suas colegas. Integram o elenco, além dela e Michele, as pernambucanas Anayra Bandeira, Andy Rodrigues, Babi Maybell, Érica Ferrer, Ninha Rodrigues, e a convidada Mari Camargo, vinda do Rio Grande do Sul. 

A ideia, após a estreia, é levar o espetáculo para outros estados nordestinos para fortalecer o movimento. “O Nordeste em si não tem uma cultura de ir pra show de stand-up. A prioridade hoje é a gente solidificar a cena aqui. A gente quer que a pessoa vá comprar a comédia, o stand-up e não só o artista. Consequentemente, dar visibilidade a elas (humoristas), transformando o pessoal em vitrine para começar a ir pra lá (Sudeste) como convidadas. Acho tão bonito quando o pessoal vem de São Paulo pra cá como convidado, por que não o contrário? É valorizar o que é nosso”, diz Élida.  

Deixa ela trabalhar

Enquanto se preparam para mais um show, essas meninas do stand-up sonham com um futuro mais próspero para a categoria. Em comum, além da vontade de fazer o público rir muito, elas têm o desejo de viver exclusivamente de sua arte, em um cenário de maior valorização ao seu fazer artístico. “Tá 20 reais o quilo do peito de frango, gente, eu tenho que trabalhar”, brinca Josi, que atualmente complementa sua renda como animadora de festas infantis. “De tarde eu to de Peppa Pig, de noite já to de Josi, contando piada sobre DIU, não tem nada a ver é bem aleatório. Pra mim a maior felicidade seria viver de comédia totalmente e que meus amigos vivessem (dela) também, porque aí sim eu seria muito feliz”.

A pernambucana Michele, que vem dividindo a comédia com a vida acadêmica - ela finaliza o curso de Licenciatura em Teatro na Universidade Federal de Pernambuco este ano -,  vai pelo mesmo caminho, desejando um futuro de muito trabalho não só para si mesma, mas também para outras comediantes. “Quando você trabalha com humor você sempre tem que ter um emprego a mais, pelo menos no Recife. Espero poder ter a possibilidade de trabalhar só com humor. Não sei se é muito utópico da minha parte, mas espero isso. E isso só acontece quando você muda a cena, quando ela se abre mas, quando mais meninas entram nela. No futuro, eu espero que a cena esteja mais aberta para ir pra outros lugares e para virem mais pessoas, mais mulheres”. 

Serviço

Novas (A)Normais - com Josi Dionísio, Anayra Bandeira, Andy Rodrigues, Babi Maybell, Érica Ferrer, Ninha Rodrigues, Mari Camargo e Michele Félix

Sábado (25) - 20h

Guarani Café Bar (Rua Dom Bôsco, 498 - Boa Vista)

Ingressos à venda no Sympla

 


 

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Realizado pela Correnteza Produções, o espetáculo de teatro infantil “Histórias de Quintal” é um monólogo escrito e protagonizado pelo ator bragantino Paulo César Jr. A encenação narra, de maneira lúdica, as brincadeiras, histórias e aventuras de um menino de 8 anos que vê o seu quintal como um lugar onde tudo é possível, dentro do universo das crianças na Amazônia contemporânea.

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Selecionado no edital de teatro da Lei Adir Blanc Secult-PA, “Histórias de Quintal” tem como enredo as vivências de Juninho, que todos os dias, após a escola, entra em um mundo paralelo pelo portal da casa da árvore construída no seu quintal. Nas aventuras do menino, ele vivencia diversas peripécias: ajuda a Curupira High Tech, faz amizade com o Príncipe da Lua, explora as profundezas de um igarapé, participa de um baile de carnaval, sobe em árvores, roda pião e empina pipa. O igarapé, a floresta, o calor do sol, o céu estrelado e o vento tornam-se os cenários.

A montagem estreará no dia 24 de setembro nos Campos de Cima de Tracuateua-PA, às 18 horas, e seguirá em temporada presencial pelos dias 25, na Vila Que Era, e 26, na Praça da Bíblia de Bragança, às 17h30 e às 18 horas, respectivamente. A escolha por apresentar o espetáculo na cidade de Bragança e em comunidades próximas é alinhada aos objetivos da Correnteza Produções de possibilitar o acesso a obras artísticas na região. “Acredito no poder transformador da arte, e por isso sempre tento apresentar e desenvolver projetos que aconteçam na cidade, mas, principalmente, nas comunidades e vilas que a circundam, unindo forças com os circuitos artísticos e culturais já existentes nas comunidades”, afirma Paulo, que também assina a coordenação do projeto.

O espetáculo tem como preparador corporal e coreógrafo Julius Silva, premiado como coreógrafo revelação no Dança Pará de 2018 e proprietário do Studio de dança Step By Step, parceiro presente nos trabalhos da Correnteza Produções. Julius ressalta que "o corpo da criança tem seu próprio movimento, dinâmicas e sutilezas, que foram exploradas nas coreografias e partituras que construímos para o espetáculo como maneira de chegar mais perto do público".

Pedro Olaia, diretor do espetáculo, conta que o processo de direção do trabalho foi repleto de trocas entre diretor e ator, no decorrer da montagem. Olaia destaca que buscou extrair diversas possibilidades corporais de Paulo César Jr. na construção do personagem Juninho.

Com mais de 20 anos de carreira na cena artística paraense, trabalhando com teatro, performance e audiovisual nas cidades de Belém e de Bragança, onde reside atualmente, o diretor considera que o espetáculo é uma produção leve, bonita e cheia de sutileza presente nas histórias contadas ao longo da montagem e que são, ao mesmo tempo, muito profundas. “A busca de sair da zona de conforto é legal no trabalho de qualquer artista. E tem toda uma estrutura para isso, com a manipulação de bonecos, danças, músicas e o jogo de subidas e descidas que está presente na construção dramatúrgica do trabalho", diz o diretor.

Os figurinos, cenografias e bonecos são parte da visualidade de ”Histórias de Quintal”, que, de acordo com o artista Maurício Franco, é um espetáculo marcado pela subversão de objetos cênicos. Franco, que também é artista plástico e performer residente em Belém, conta que parte das influências na concepção da visualidade do trabalho veio de semelhanças entre o espetáculo e as vivências que teve quando criança, como alguém que cresceu entre brincadeiras no grande quintal da casa onde morava na ilha de Mosqueiro.

Além das apresentações, o projeto também realizará a oficina “Teatro infantil: as brincadeiras dos quintais da Amazônia”, que será ministrada nos dias 24 e 25 de setembro, nos Campos de Cima de Tracuateua e na Vila Que Era. “Durante a montagem do espetáculo revisitamos brincadeiras, jogos e histórias presentes na nossa infância amazônida, com reflexões sobre a infância nos demais Estados do Brasil para compor nossa dramaturgia e encenação as quais serão exploradas na oficina”, destaca Paulo.

A programação, voltada a crianças de 4 a 9 anos, visa proporcionar um ambiente criativo, no qual os participantes possam experimentar as brincadeiras tradicionais da Amazônia, desenvolvendo a coordenação motora, a capacidade de comunicação e estreitando suas relações com as manifestações culturais da região. Cada oficina conta com 15 vagas e terão duração de duas horas.

Serviço

Espetáculo infantil “Histórias de Quintal”.

Duração: 1h.

Quando: 24 a 26 de setembro.

Onde: Campos de Cima (18h), Vila Que Era (17h30), Bragança (17h30).

Classificação indicativa: Livre.

Oficina “Teatro infantil: as brincadeiras dos quintais da Amazônia”.

Duração: 2h.

Quando: 24 e 25 de setembro.

Onde: Campos de Cima de Tracuateua e Vila Que Era.

Horário: 16h às 18h.

Público-alvo: Crianças entre 4 e 9 anos.

FICHA TÉCNICA:

Direção: Pedro Olaia.

Produção: André Romão.

Assistente de Produção: Adson Pereira.

Preparação corporal, sonoplastia e coreografias: Julius Silva.

Figurinos e visualidades: Mauricio Franco.

Confecção dos Figurinos: Nanã Falcão.

Designer Gráfico: Wan Aleixo.

Assessor de imprensa: Lucas Del Corrêa.

Registros em Fotografia: Thaís Martins.

Dramaturgia, coordenação geral e atuação: Paulo César Jr.

Por Lucas Del Corrêa, da assessoria do espetáculo.

A companhia Mákara de Teatro leva para o palco do Teatro Barreto Júnior, localizado na zona sul do Recife, o espetáculo Dados da Vida'. A montagem mistura realidade e ficção por meio de personagens do cotidiano em uma narrativa de 1h30.

O espetáculo estará em cartaz no equipamento cultural nos dias 24, estreia, e 25 de setembro, às 20h. Os ingressos, vendidos on-line, custam R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia). 'Dados da Vida' tem direção de Ulisses Nascimento e texto de Rômulo César Melo.

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Serviço

Dados da Vida

24 e 25 de setembro, às 20h

Teatro Barreto Júnior - Rua Estudante Jeremias Bastos, Pina

R$ 40 (inteira); R$ 20 (meia)

O programa Plurarte desta semana, com apresentação da cantora Sandra Duailibe, entrevista o ator Francisco Maia Forte sobre o projeto Casa de Poesia. O Plurarte está no ar sempre às sextas-feiras, na Rádio Unama FM (105.5), às 13h20, com reapresentação aos sábados, às 10 horas. Também será exibido no Espaço Universitário da TV Unama, na TV RBA, no sábado de manhã, e no portal LeiaJá. Acesse o Plurarte no Youtube aqui.

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O cineasta americano Gus Van Sant apresenta nesta quinta-feira (23), em Lisboa, sua primeira produção para o teatro, um espetáculo musical sobre um jovem Andy Warhol prestes a virar um ícone da pop art.

"Tentei reunir os melhores momentos da vida de Andy Warhol para explicar sua ascensão no mundo da arte nos anos 1960", explica Van Sant, de 69 anos, diretor de "Gênio Indomável" (1997) e vencedor da Palma de Ouro de Cannes com "Elefante" (2003).

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Dos encontros de Warhol com o escritor Truman Capote, com o crítico de arte Clement Greenberg, ou com a atriz Edie Sedgwick, emerge "um personagem estranho, que não corresponde ao Andy Warhol que nós conhecemos".

"É um pouco como o seu duplo", explica Gus Van Sant antes da estreia de "Andy", no Teatro Nacional D. Maria II, de Lisboa.

Autor dos diálogos e das canções, Van Sant "mistura o tempo, a realidade e a ficção, para construir sua relação imaginária com Andy Warhol", comenta John Romão, que incentivou o cineasta a arriscar sua primeira criação teatral durante a bienal de arte contemporânea BoCa, organizada pela capital portuguesa.

O espetáculo, que depois segue para Roma, Amsterdã, Paris e Atenas, permitiu ao diretor concretizar um projeto, com o qual sonhava há muito tempo.

O diretor, roteirista, pintor, fotógrafo e músico já havia preparado o roteiro de um filme, no qual o ator River Phoenix, irmão de Joaquin Phoenix falecido em 1993 aos 23 anos, interpretaria Warhol.

A obra foi produzida com uma equipe 100% portuguesa, o que reduziu as limitações vinculadas à pandemia de covid-19.

- "Um jovem tímido" -

Em sua filmografia, Van Sant fez outras incursões no gênero biográfico, incluindo "Últimos Dias" (2005), sobre o fim da vida do cantor do Nirvana Kurt Cobain, ou "Milk" (2008), sobre o ativista dos direitos homossexuais Harvey Milk.

"Poucas pessoas sabem realmente quem era Andy Warhol", afirma o ator português Diogo Fernandes, que interpreta Warhol ao lado de um jovem elenco em que todos falam e cantam em inglês.

"Penso que era um garoto tímido, fascinado pela cultura americana e que queria ser uma estrela, mas que nunca imaginou o impacto que teria", completa.

A obra revela a superficialidade do artista que, neste retrato, mostra sua atração pelo glamour e pelo dinheiro associados ao mundo da arte.

Para John Romão, o autor dos retratos coloridos de Marilyn Monroe, ou das latas de sopa Campbell, "é um personagem meio escondido na sombra, tímido e, ao mesmo tempo, com uma grande força, graças a sua capacidade de concretizar suas ideias".

"Isto provocou uma espécie tanto de fascínio como de medo ao redor dele", acrescenta.

"Andy" também atende o desejo de Van Sant "de levar ao palco seu olhar de diretor de atores, de escritor de diálogos, mas também de criador de atmosferas musicais", afirma Tiago Rodrigues, que em breve deixará a direção artística do teatro lisboeta para se tornar o primeiro estrangeiro a comandar o prestigioso Festival de Avignon (França).

Nove obras do pintor espanhol Pablo Picasso (1881-1973) foram doadas nesta segunda-feira (20) à França por sua filha Maya, a terceira cessão de quadros do artista desde a criação do Museu Picasso em Paris.

Entre as obras se destacam um retrato do pai de Picasso, de 1895, e "Menino com pirulito sentado embaixo de uma cadeira", um quadro pintado pouco depois de "Guernica", em 1938.

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"É uma doação excepcional", a primeira desde 1990, declarou a ministra da Cultura francesa, Roselyne Bachelot, durante a cerimônia de doação no museu parisiense.

As obras contribuem para manter o Museu Picasso de Paris como o maior depositário da obra do artista espanhol, com mais de 5.000 peças, incluindo 300 pinturas, além de 200.000 documentos e objetos.

A doação serve para que os herdeiros da família Picasso evitem grandes impostos por questões de sucessão.

Maya Ruiz Picasso (86 anos), filha de Picasso e de Marie-Thérèse Walter, foi representada, por motivos de saúde, na cerimônia de doação pelos filhos Diana e Olivier. O evento também teve a presença do ministro da Economia da França, Bruno Le Maire.

Maya foi pintada com frequência por seu pai quando era criança, nos anos sombrios da II Guerra Mundial e da ocupação alemã.

"A França foi a escolha do meu pai e eu nunca pensei em partir para outro lugar", explicou a filha de Picasso em uma carta lida por seu filho Olivier.

"O que seria da França sem o espanhol Pablo Picasso?" perguntou o ministro da Economia.

- Nove obras de grande valor -

Por ordem cronológica, a primeira obra é "Dom José Ruiz" (1895), um quadro do início da carreira do artista. Picasso pintou seu pai de perfil, com uma delicada paleta de marrons.

Depois aparece "Estudio para una intérprete de mandolina" (1932), uma obra mista, óleo e carvão.

"Menino com pirulito sentado embaixo de uma cadeira" (1938) foi a obra escolhida para ser revelada à imprensa e aos convidados.

É uma obra de grande força, pintada em pleno vigor artístico de Picasso. Um retrato em preto e branco, cubista, que recorda plenamente as personagens encurraladas de "Guernica", que provocou grande sensação um ano antes.

O "Retrato de Émilie Marguerite Walter (Mémé)" de 1939 tem o mesmo estilo, mas a personagem está pintada a cores e apresenta um grande sorriso. Trata-se da avó de Maya, a mã sueca de Marie-Thérèse.

Uma escultura, "A Vênus de Gas", de 1945, demonstra a capacidade de surpreender de Picasso. O artista pegou um queimador de gás, o ajustou, colocou um pedestal de madeira e transformou-o em uma deusa de ares pré-históricos.

A influência dos grandes mestres aparece em "El Bobo" (1959), um óleo que se apropria da figura do anão da corte. A personagem aparece sorrindo, com uma garrafa em uma mão e uma frigideira com o que parecem ser dois ovos fritos na outra.

Picasso também estava muito interessado pela pintura de seu país de acolhida. Sua filha doou ao museu um caderno de desenhos sobre o quadro "Almoço na Relva" de Edouard Manet (1863).

"Cabeça de homem" é de 1971, na etapa final de Picasso. Este óleo foi escolhido para ilustrar a capa do catálogo da última exposição em vida do artista.

A última peça doada à França não é uma obra de Picasso, mas que o acompanhou por toda a vida desde que a comprou na primeira década do século XX: uma estatueta Tiki das Ilhas Marquesas, um magnífico exemplar de arte primitiva.

"É um novo enriquecimento (para o Museu Picasso) com obras que minha mãe sempre guardou com a intenção de que fossem para um museu”, disse à AFP Olivier Widmaier Picasso, neto do artista.

O Teatro Luiz Mendonça, no Parque Dona Lindu, recebe neste sábado (18), a partir das 20h, um evento que marca a fase de retomada de atividades culturais. Comandado pelo bailarino Venicius Passos, o projeto de dança vai trazer ao palco grandes sucessos da música nacional e internacional. Do ballet ao jazz, os bailarinos prometem emocionar o público com apresentações com um trilha sonora que vai de Alicia Keys até Elba Ramalho.

Com 20 bailarinos envolvidos, a expectativa é que a apresentação emocione os presentes no teatro. "Este tempo parado foi muito difícil para todo mundo. A nossa dança neste espetáculo está carregada de emoções. É uma mistura de danças e conceitos, mas também é uma mistura de sentimentos. Vamos levar para o palco esperança, sorrisos e força. A dança tem essa magia e tenho certeza que a plateia vai sentir o que está no coração de todos os bailarinos", disse Venicius Passos, produtor da peça.

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O evento também marca os dez anos de atividades do Núcleo de Danças Venicius Passos (NDVP), uma das principais companhias de dança de Pernambuco e responsável por produzir grandes espetáculos. O grupo já trouxe aos palcos pernambucanos amostras premiadas e que foram reconhecidas internacionalmente. Os ingressos custam R$ 35, disponíveis na bilheteria do teatro.

*Da assessoria

O espetáculo pernambucano pa(IDEIA) – Pedagogia da Libertação celebra o centenário do recifense Paulo Freire, em apresentação presencial no próximo dia 24, no Teatro de Santa Isabel, no bairro de Santo Antônio, Centro do Recife. Os atores Daniel Barros e Júnior Aguiar, protagonistas da peça, indagam e interpretam o papel do aclamado professor.

"Buscamos contribuir para dimensionar a importância do teatro político na sociedade brasileira em diálogo com as lutas históricas pela construção da democracia no Brasil e em toda a América Latina", descreve Júnior Aguiar. A encenação retrata os 70 dias da prisão de Paulo Freire no Recife, após o golpe de 1964, além do exílio do educador por 16 anos pela América Latina, Europa e África.

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"Propomos um diálogo, sempre a partir da reflexão social, que não deixa ninguém a margem da vida nacional. Educação e política se fundem. Sua relevância como personagem histórico é o centro do nosso debate que desejamos estabelecer com a plateia. Freire continua sendo um visionário ao propor uma pedagogia crítica, ancorada no diálogo dos educandos com os educadores, onde todos aprendem e ensinam ao mesmo tempo", afirma Daniel Barros.

O projeto que homenageia Paulo Freire surgiu de uma pesquisa do Coletivo Grão Comum, também de Pernambuco, em conjunto das obras Trilogia Vermelha. "A teatralidade, no campo desta segunda pesquisa de criação, recaiu sobre o tema da educação, das filosofias pedagógicas, da importância de defender o campo do conhecimento e das sabedorias que interligam mestres e aprendizes, educadores e educandos", ressalta Júnior.

Desde 2012, com a lei 12.612, Freire tornou-se Patrono da educação brasileira. Ele é o autor dos clássicos: Pedagogia do Oprimido e Pedagogia da Autonomia. Sua obra foi traduzida para mais de 30 países e suas ideias permanecem vivas dentro dos círculos que debatem os rumos educacionais. 

"Paulo Freire é o brasileiro mais homenageado na história do nosso país, com mais de quarenta títulos, dentre os quais o de Doutor Honoris Causa, o de Pesquisador Emérito, de Professor Emérito e de Professor Distinguido", pontua Daniel. Os ingressos da montagem estão disponíveis no site Sympla, custando R$ 15 (estudantes e professores) e R$ 30 (inteira). 

*Da assessoria

Neste domingo (19) é celebrado o Dia Nacional do Teatro. A data visa relembrar e reforçar a importância das artes cênicas no cenário brasileiro, além de ser uma ocasião especial que para homenagem para todos aqueles profissionais que vivem da dramaturgia teatral.

De acordo com José Eduardo Paraíso Razuk, diretor de teatro e professor dos cursos de comunicação da Universidade Guarulhos (UNG), o teatro tem uma função pedagógica na formação da sociedade, desde o início da história do Brasil, quando os católicos exerciam a catequese por meio das artes cênicas. “Outro papel extremamente importante do teatro é na libertação da mentalidade do brasileiro, já no século XX, durante a ditadura militar. A resistência mais forte que foi encontrada durante esse período se deu nesta área. Dos anos 1960 até os anos 1980 o teatro cumpriu um papel extraordinário”, afirma.

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Enquanto todos os meios de comunicação eram severamente vigiados, o teatro cumpria “um papel de formiguinha, de não deixar a peteca cair”. Razuk completa dizendo que é através da encenação no palco que foi possível manter a chama democrática acesa. “É um elemento essencial na cultura e nunca deixou de cumprir seu papel relevante dentro da civilização brasileira”. Vale lembrar que outras formas de arte são consideradas como evolução da dramaturgia teatral, como os filmes de ficação no cinema e as novelas na televisão. E assim, o modelo de se contar histórias por meio dos diálogos predomina até os dias de hoje, mesmo tendo seu nascimento na Grécia Antiga.

Segundo Razuk, é importante ter em mente que o teatro também é considerado uma mídia de massa, já que desde o seu nascimento, os espaços abertos e arenas teatrais na Grécia Antiga chegavam a ter uma média de 15 a 20 mil pessoas. Além disso, também existem os centros e polos teatrais, como em Londres e em Nova York, na Broadway, com peças que estão em cartaz há mais de 20 anos, e ainda recebem milhares de espectadores todos os anos. “O teatro é verdadeiramente o primeiro formato de comunicação de massa que o homem conheceu e tem essa capacidade massiva”, confirma.

Já no período do Império Romano existi a ideia do teatro como forma de entretenimento, de pão e circo. “Então o teatro cumpre essas duas funções, tanto de entretenimento, mas também como ferramenta de modificação de pensamento humano e função lírica. Assim como o teatro Shakespeariano, que vai além do entreter, e cacaba por cumprir funções poéticas dentro da civilização humana”, explica.

A realidade de quem vive do teatro

Carlos Carvalho é técnico de palco e profissional na área e o teatro entrou em sua vida logo aos 14 anos de idade, quando presenciou uma apresentação teatral na escola. “Aquilo encheu meus olhos. Foi meu primeiro contato com o teatro e a partir de então eu passei a consumir espetáculos e espetáculos de dança”. Ao completar o ensino médio, Carvalho estava em dúvida sobre qual carreira iria seguir e começou a estudar um curso de oito meses, disponibilizado por uma ONG em Guarulhos (SP). “Eu pude entender melhor o teatro e me apaixonei perdidamente pelas artes do palco”, admite.

Por volta de 2005, o profissional do teatro parou de se apresentar e cerca de cinco anos depois, sua vontade de voltar ao palco crescia cada vez mais, mas desta vez Carvalho voltou como técnico de palco. “Isso me deu uma abertura gigantesca, porque eu comecei a entender o palco na sua grandiosidade. Como ator eu me via muito restrito ao personagem que eu estava criando, muito restrito ao universo do personagem. Como técnico eu consigo ter a percepção completa do que está acontecendo no palco. Ou seja, luz, cenário, objetos cênicos, figurinos, atuação dos atores e a forma como o diretor optou por contar aquela história”, relata.

Para o artista, o teatro é mais do que trabalho.  “O teatro é vida, é necessidade, é uma forma de comunicação e talvez a mais acessível que tem, porque através de um espetáculo teatral você consegue ter acesso a um contexto, a uma boa indagação, a uma boa filosofia. O teatro é fundamental na criação de uma personalidade. É uma das artes que podem trazer uma percepção de vida e uma percepção de sociedade”, explica.

Apesar da arte fazer parte da vida de Carvalho, existem diversas dificuldades para quem vive do teatro no país hoje. “A arte no Brasil é muito renegada e deturpada. O brasileiro não tem o costume de consumir e valorizar a arte e ninguém concebe a ideia de que é possível trabalhar e se sustentar com arte no Brasil”. O artista ressalta que também existe o empecilho em angariar o dinheiro para poder fazer teatro, além de ser reconhecido como artista e se manter pela arte com a arte. Mas independente disso, existe um lugar dentro do profissional que é dedicado às artes do palco. “Dentre todas as artes, é a que mais me toca. É a que mais me faz feliz”, finaliza o artista.

 

 

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