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Rennan Peixe poderia ter sido apenas mais um jovem negro e periférico a passar pela vida com poucas oportunidades e baixas expectativas. Crescido em uma comunidade do município de Paulista (Região Metropolitana do Recife) com o simbólico nome de Ilusão, o rapaz, no entanto, decidiu desprezar o roteiro pré-fabricado pela sociedade para pessoas como ele e se apropriar do protagonismo de sua história. 

E foi através da fotografia que Rennan mudou o curso de sua vida. Na ativa há 10 anos, com especialização na cultura popular pernambucana e forte foco nas questões sociais e raciais, o pernambucano começa a colher os louros de seus esforços. Peixe está entre os 75 fotógrafos de todo o mundo selecionados para a exposição online #TheWorldWeWant, que celebra os 75 anos da Organização das Nações Unidas (ONU). 

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Para entrar na exposição, Rennan competiu com outros 50 mil fotógrafos de todo o planeta.  Do Brasil, foram escolhidos apenas dois nomes, o dele e o da fotógrafa Rosana Albuquerque. A mostra, além de comemorar o aniversário da ONU, também promove uma reflexão acerca do futuro da Terra em um momento em que a humanidade parece ter sido colocada à prova. No site em que estão hospedadas as obras, o secretário geral da organização, António Guterrez,  falou sobre sua importância: “Nesse momento em que o mundo enfrenta uma pandemia global e outras ameaças, precisamos juntar forças além das fronteiras e gerações para trabalharmos juntos por um futuro melhor. Essa exposição pode nos ajudar a buscar inspiração para essa tarefa coletiva”.

A conquista internacional animou o pernambucano Rennan Peixe. O fotógrafo e realizador de cinema negro, que usa sua arte como ferramenta política no combate ao racismo e pelo empoderamento do povo preto, vê na oportunidade não só o reconhecimento do seu trabalho como uma maneira de incentivar outras pessoas. “Acho que essa exposição é um proesso de fortalecimento da minha jornada e acredito que possa vir mais trabalhos e possa abrir espaço para que outros fotógrafos negros se inspirem e nao se autosabotem dentro dessa estrutura racista. Que sua imagem saia do Instagram e ganhe esses espaços legitimadores da arte”, disse em entrevista exclusiva ao LeiaJá. 

A foto de Rennan competiu com outras 50 mil de todo o mundo. Reprodução/Instagram

Sobre a foto selecionada para a mostra da ONU, um ensaio com mulheres  de um grupo de dança afro, Renan explicou: “Essa foto representa o estado de felicidade das mulheres negras que são a base da pirâmide social. Quando uma mulher negra se movimenta, o mundo se movimenta também”. Complementando sua fala, o fotógrafo faz referência à própria mãe, segundo ele, a grande incentivadora de seu trabalho que já chegou a tirar de onde não tinha para que o filho pudesse se dedicar à sua vocação. “Ela dividiu em 24 vezes minha primeira câmera, uma câmera básica, de entrada. Ela acreditou em mim e hoje consigo dar esse orgulho pra ela”. 

Tal esforço, agora, encontra sua recompensa. Mas, Rennan não quer gozar do êxito sozinho. O pernambuco deseja ser espelho e incentivador para que outros artistas e produtores de conhecimento negros possam desmontar uma estrutura que, como ele coloca, “diz que a gente não pode”. E é respondendo ao mote da exposição internacional que integra que o fotógrafo sintetiza o sentimento: “Eu quero um mundo onde as mulheres negras, como essas (da foto), como a minha mãe - que foi uma mulher que se anulou muito e que foi minha principal incentivadora - ; (apareçam diferente) das imagens que as mídias produzem; e onde os corpos negros sejam tratados numa condição de igualdade”. 

 

O Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (MASP) iniciou nesta semana o retorno gradual das atividades, depois de ser fechado em março devido à pandemia do novo coronavírus. A decisão respeita a passagem da capital para Fase Verde do Plano São Paulo. As novas regras de funcionamento e visitação seguem as orientações de um rigoroso protocolo sanitário aprovado pela prefeitura da cidade, assim como recomendações de organismos internacionais para reabertura de estabelecimentos da cultura, caso do Comitê Internacional de Museus.

MASP funciona agora com horário reduzido: de terça a sexta, das 13h às 19h, sábado e domingo, das 10h às 16h, com agendamento online obrigatório, inclusive para as terças gratuitas. Regras como redução da capacidade máxima, uso de máscaras e distanciamento social mínimo de 1,5 metros entre os visitantes também serão obrigatórias.

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Neste ano, o eixo temático que pauta todas as atividades do museu são as histórias da dança. Estão abertas as exposições Hélio Oiticica: a Dança na Minha Experiência (curadoria de Adriano Pedrosa, diretor artístico, MASP, e Tomás Toledo, curador-chefe, MASP), Trisha Brown: Coreografar a Vida (curadoria de André Mesquita, curador, MASP) e Senga Nengudi: Topologias (conceito e ideia de Stephanie Weber, curadora, Lenbachhaus, e apresentação no MASP de Isabella Rjeille, curadora, MASP), além do Acervo em Transformação. A grade de mostras para o segundo semestre de 2020 continua com as individuais de Edgar Degas e Beatriz Milhazes previstas para dezembro.

Já a exposição coletiva Histórias da Dança ocorrerá na forma de um catálogo, uma antologia, uma seleção de obras nos cavaletes de vidro do Acervo em Transformação e terá uma presença digital no site do museu. As mudanças decorrem de ajustes orçamentários que precisaram ser feitos no contexto da pandemia.

Na sala de vídeo, as artistas deste ano serão Babette Mangolte, entre outubro e novembro, e Mathilde Rosier, entre novembro e dezembro. A seleção de filmes da cineasta e fotógrafa Mangolte (França, 1941) tem como foco seu interesse pela dança e pelo movimento do corpo, sobretudo dois projetos realizados a partir do trabalho de Yvonne Rainer. A curadoria é de Maria Inês Rodríguez, curadora adjunta de arte moderna e contemporânea no MASP. 

Como o restante das atividades presenciais continua suspenso, grande parte das ações que foram criadas ou migraram para as redes sociais do MASP continuará online. É o caso da atividade desafio MASP [desenhos] em casa, que convida o público a reinterpretar obras icônicas da coleção do museu e passará a ser mensal; do Diálogos no acervo, que aborda elementos como biografia, contexto e técnica para analisar obras do MASP e continuará semanal e das lives com convidados que  passam a ser mensais. A novidade fica por conta da ação Diálogos Plurais, que são lives que terão o curador Artur Santoro, curador e pesquisador de histórias e culturas afro-brasileiras, conversando com diferentes convidados no Instagram do @masp. Este projeto também será mensal.

Protocolos de segurança

A bilheteria física do museu permanecerá fechada. A compra de ingressos, com dia e horário marcados, se dará exclusivamente online sem cobrança de taxa de conveniência pela página masp.org.br/ingressos –inclusive para as terças gratuitas. Entradas estarão sujeitas à disponibilidade e valores continuam sendo R$ 45 (inteira) e R$ 22 (meia).

A nova sinalização visual respeita a distância de 1,5 metros entre os visitantes, tanto frontal e traseira como lateral. Tratando-se de familiares, acompanhantes e moradores da mesma residência, a distância mínima não será necessária, mas grupos superiores a 5 pessoas ficam vetados.

O uso de máscaras será obrigatório por todos os visitantes durante o período de permanência no museu. Para crianças, o uso é obrigatório a partir dos 6 anos. O museu não oferecerá máscaras.

Haverá aferição de temperatura de todos na entrada. Caso alguém apresente febre igual ou superior a 37,5°C, não poderá visitar o museu e receberá um vale ingresso com prazo de uso de 6 meses. Tapetes sanitizantes e secantes foram instalados para higienização dos calçados de todos antes da entrada no museu.

O guarda-volumes continuará fechado e bolsas grandes e mochilas devem ser levadas em frente ao corpo. A entrada de visitantes com malas de viagem, guarda-chuvas e garrafas de água não será permitida.

Novos acessos para entrada e saída de visitantes foram criados, bem como acessos independentes para entrada e saída das galerias. O número de pessoas em cada galeria será limitado a até 60% da capacidade máxima.

A distribuição de folhetos em papel está interrompida; alguns conteúdos serão disponibilizados no site do museu. Não haverá possibilidade de interação com obras. Totens de álcool em gel com acionamento por pedal foram instalados em frente aos elevadores, em todos os andares e nas entradas das galerias.

Banheiros poderão ser usados por visitantes respeitando a quantidade máxima de pessoas estabelecida por vez. Os secadores de mão foram desativados e instalados porta toalhas de papel. Bebedouros ficarão disponíveis apenas para encher copos e garrafas por acionamento automático.

Foi intensificada a limpeza de filtros, condensadores e bandejas de condensação dos ares-condicionados. Para melhorar e aumentar a proporção de ar renovado, foi alterado o percentual de renovação de ar externo. Também está prevista a desinfecção regular da casa de máquinas do ar-condicionado, com desinfetante hospitalar aplicado com tecnologia de nebulização.

O MASP também providenciou aumento na frequência de limpeza nas áreas com maior circulação de pessoas, como banheiros, elevadores, além de maçanetas, corrimãos. O museu fará desinfecção com desinfetante hospitalar aplicado com tecnologia de nebulização em todos os ambientes do museu, como corredores, escritórios e casa de máquinas do ar-condicionado.

Serviço

Endereço: avenida Paulista, 1578, São Paulo, SP

Telefone: (11) 3149-5959

Horários: terça a sexta, das 13h às 19h; sábado e domingo, das 10h às 16h; fechado às segundas.

O MASP tem entrada gratuita às terças-feiras.

Agendamento online obrigatório, inclusive para as terças gratuitas, pelo link: masp.org.br/ingressos

Ingressos: R$ 45 (entrada); R$ 22 (meia-entrada)

Acessível a pessoas com deficiência física, ar condicionado, classificação livre

Até o próximo dia 18, a décima edição da feira de artes plásticas ArtRio estará funcionando na Marina da Glória, no Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro, em sua versão presencial, mas também oferecendo ao público uma programação online, em função da pandemia do novo coronavírus. A programação inclui palestras, conversas, visitas guiadas e performances em plataforma especial (www.artrio.com), e se estenderá até o dia 25 deste mês.

A presidente da ArtRio, Brenda Valansi, afirmou que com a visitação e a ampliação da plataforma online, a mostra é diferente. “Mas, em conteúdo artístico, as galerias presentes, ela está bem similar”. No Pavilhão da Marina da Glória, serão 50 expositores, além do projeto de vídeoarte Mira, de Pedro Évora e Pedro Rivera (Rua Arquitetos), com curadoria de Victor Gorgulho, que funciona em área externa, no Pavilhão ArtRio 2020, no mesmo local. Na edição virtual, o número de galerias cresce para 72.

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“Eu acredito muito nessa dobradinha do físico e do online. Por isso, insisti tanto em fazer esse evento e graças a Deus ele está acontecendo, porque as vantagens do online são enormes, mas a arte presencialmente não tem comparação”, disse Brenda.

Democratização

Segundo a presidente, um dos grandes valores da ArtRio é a democratização da arte. Como a feira presencial reduziu o público para evitar aglomerações e, em consequência, impedir a disseminação do novo coronavírus, o conteúdo da programação virtual, com palestras de artistas nacionais e estrangeiros está sendo todo disponibilizado de forma gratuita e online. “Para a gente não perder o nosso valor tão forte, que é a democratização da arte”, reforçou Brenda.

Embora o público tenha sido reduzido na Marina da Glória, Brenda Valansi afirmou que deseja reunir nas atrações pela internet o maior número possivel de pessoas do Brasil e do exterior, que poderão visitar as galerias de suas próprias casas. “Além de ter as galerias com suas obras e seus artistas, ainda há uma série de eventos em que elas podem estar online, mas com uma sensação de mais troca do que apenas vendo a galeria e suas obras. Há muitos vídeos, muita interação”.

Na Marina, os visitantes têm duas horas para permanecer no pavilhão visitando as galerias, a fim de evitar superlotação e atender a todos os critérios das autoridades sanitárias, não pondo ninguém em risco. Além do uso obrigatório de máscara, há aferição da temperatura e utilização de álcool em gel. “Está bacana ver todo mundo respeitando. Embora a lotação não seja a ambição deste ano, o evento está com uma ocupação bastante boa para o período que a gente está vivendo. Estou surpresa”, comentou Brenda.

A expectativa de público no presencial gira em torno de 450 pessoas nas lacunas de duas horas. Na área externa, com mais de 5 mil metros de extensão, não há limitação de tempo para permanecer no local. Este ano será diferente das edições anteriores, quando a ArtRio atraía em torno de 50 mil pessoas. “A gente não quer superlotação de forma nenhuma”.

As galerias participantes da ArtRio 2020 estão divididas entre os programas Panorama, com atuação estabelecida no mercado de arte moderna e contemporânea, e Vista, dedicado às galerias jovens, com até dez anos de existência, contando com projetos expositivos desenvolvidos exclusivamente para a feira. Algumas galerias presentes são estrangeiras ou têm parcerias no Brasil. De Portugal, por exemplo, veio a Bordallo Pinheiro; da Itália, a Contínua, de San Gimignan; de Nova Iorque, do Rio de Janeiro e de São Paulo, a Galeria Nara Roesler.

Venda on-line

A ArtRio foi a primeira feira de arte do mundo a lançar, em 2018, um marketplace (comércio eletrônico) para venda pela internet. Nesta décima edição, a plataforma desenvolvida permite a conversa direta do público com os galeristas, além de canais de vídeo que facilitam visualizar detalhes das obras e negociações.

Após o dia 25, quando se encerra a feira virtual, “a gente volta com força total no marketplace, e as pessoas fazem a aquisição das obras diretamente pelo site, disse Brenda Valansi.

 Somos a primeira feira do mundo que lançou essa novidade. Então, estamos dois passos à frente das feiras que se apresentaram depois, porque já tínhamos grande experiência, uma plataforma pronta. Não tive que correr para desenvolver, só aprimorei".

Visitas

Nesta quinta-feira (15), às 16h, a artista plástica Iole de Freitas e a curadora Fernanda Lopes conduzem visita virtual ao vivo pelo ateliê da escultora, gravadora e artista multimídia. Iole começou sua carreira na década de 70 e atua no campo de arte contemporânea. Às 19h, está previsto o evento Repensando o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio), com participação dos novos diretores artísticos da instituição, Keyna Eleison e Pablo Lafuente, e seu diretor executivo, Fabio Schwarczwald. A mediação será de Maria Luz Bridger.

No dia 20, às 11h, haverá conversa do artista e ativista chinês Ai Weiwei, nascido em Pequim e conhecido por suas obras sobre o social e o coletivo, com o curador Marcello Dantas, idealizador da exposição Ai Weiwei – Raiz, a primeira do artista no país e a maior já realizada por ele. Os espaços institucionais e a pandemia são temas de bate-papo no dia 21, às 19h. No dia 22, também às 19h, será discutida a relação entre colecionadores e a pandemia.

Representatividade e suas lacunas –LGBTQI+ abre os debates virtuais no dia 23, às 14h. Nos dias 24 e 25 de outubro, a gravação dos eventos estará disponível no site da ArtRio.

Inauguração

Uma novidade da edição 2020 é a inauguração da Casa ArtRio, no bairro do Jardim Botânico, zona sul da cidade. Nesse espaço, que será permanente, com agenda ao longo de todo o ano, serão realizadas palestras, debates, conversas com artistas e curadores, além de exposições especiais.

Brenda Valansi salientou que a ArtRio visa à valorização da arte e da cultura e a aproximação do público da arte. “É uma ideia virando objeto. É a valorização da cultura porque, quando você compra uma obra de arte, na verdade você está financiando um artista, está financiado a produção cultural do país. Então, a ideia da ArtRio é fomentar a cadeia toda que envolve esse setor, desde os pintores que estavam montando os estandes, até o artista que está vendendo a sua obra. É, realmente, um evento de estímulo.

Reabrem nesta terça-feira (13) os museus e espaços culturais da cidade de São Paulo após seis meses fechados devido a quarentena para evitar a disseminação do coronavírus. Entre os locais que abriram a compra de ingressos e o agendamento de visitações estão o Museu de Arte de São Paulo (Masp), o Museu de Arte Moderna (MAM) e o Instituto Moreira Salles (IMS). A Pinacoteca vai reabrir a partir de quinta-feira (15).

No Masp, que fica na Avenida Paulista (região central da capital) o destaque é a exposição Hélio Oiticica: a dança na minha experiência que apresenta os rumos de pesquisa do artista, com o estudo de elementos rítmicos e coreográficos, até chegar nos Parangolés, na década de 1960. A mostra reúne 19 dessas estruturas, pensadas para serem vestidas e usadas pelo público, sendo que 14 são réplicas que podem ser manuseadas pelos visitantes da exposição. A bilheteria física do Masp está fechada, mas os ingressos com horário agendado podem ser adquiridos pela página do museu. O uso de máscara durante a visita é obrigatório e o guarda-volumes está fechado.

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No MAM, localizado no Parque Ibirapuera (zona sul paulistana), reabre hoje com três exposições. Uma traz as obras do artista plástico Antonio Dias que fazem parte da coleção dos próprios trabalhos feita pelo paraibano ao longo da vida. Dias faleceu em 2018 aos 74 anos. Recobrindo as paredes de parte do museu com pau a pique, técnica de construção muito usada no período colonial, a instalação Roçabarroca, de Thiago Honório também faz parte dos trabalhos que podem ser vistos a partir de hoje com a reabertura da instituição. Há ainda uma exposição feita a partir das escolhas do Clube de Colecionadores de Fotografia do MAM. Os ingressos devem ser comprados de forma antecipada online.

O IMS, também na Avenida Paulista, abre uma exposição com 170 imagens da fotógrafa chilena Paz Errázuriz, que trabalhou com temas à margem da sociedade, como travestis e pessoa internadas em hospitais psiquiátricos, em plena ditadura de Augusto Pinochet. A partir dos arquivos da instituição poderá ser visto ainda um recorte das 35 mil imagens do arquivo do fotógrafo alemão Peter Scheier, com fotografias feitas entre as décadas de 1940 e 1070, parte na passagem pela revista O Cruzeiro. Também em cartaz no instituto está uma mostra com a produção em vídeo da fotógrafa Maureen Bisilliat. A entrada é gratuita mediante agendamento.

Além dos horários marcados e o uso obrigatório de máscaras, os espaços culturais devem receber no máximo 60% da capacidade total de visitantes. O público deve estar atento as orientações para evitar aglomerações e manter o distanciamento social, como o tempo máximo de visitação e o fluxo a seguir no percurso das exposições.

Para muitas famílias, o primeiro Dia das Crianças em meio à pandemia do Coronavírus será comemorado dentro de casa. Mesmo sendo forçados a deixarem a diversão de lado em locais como parques, bibliotecas e teatros devido à crise sanitária, os pequenos (e os pais) terão atrações de sobra no ambiente virtual e na televisão durante todo o fim de semana. Confira:

Música:

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Banda Gatos Multicores - a maratona das transmissões ao vivo começa neste sábado (10). Em uma live que será transmitida pelo canal da banda Gatos Multicores no YouTube, o grupo musical infantil apresenta um show especial com cantigas de roda, músicas e diversão que vão envolver os pequenos e os pais. O espetáculo começa às 16h.

Shows no Especial Dia da Leitura - no sábado (10) e no domingo (11), os grupos Trii e Tiquequê apresentam shows ao vivo nos ambientes virtuais das Bibliotecas de São Paulo (BSP) e da Biblioteca do Parque Villa-Lobos (BVL). No dia 10, o Trii faz live às 15h na BSP com o show “Miudinho”. Já no dia 11, no mesmo horário, é a vez do Tiquequê com músicas e brincadeiras na BVL. Ambos os espetáculos serão transmitidos pelo Facebook nos perfis @BSPbiblioteca e @BVLbiblioteca.

Musicar - outra atração especial para os pequenos no Dia das Crianças é o Festival Musicar. Considerado o maior evento de música infantil do país, as mais de 50 atrações online e gratuitas começam neste sábado (10) e ocorrem até o dia 11 de novembro. A produção, elaborada pelo Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), tem apresentações como shows, contação de histórias via podcast, oficinas e algumas dinâmicas voltadas para que os adultos também se divirtam. O conteúdo está acessível pelos canais de streaming Youtube e Spotify. Veja a programação aqui

Teatro:

Sesc - Com unidades abertas, mas com grande maioria das atividades suspensa, o Serviço Social do Comércio (Sesc) transmite peças teatrais pela Internet neste sábado (10) e na segunda-feira (12). No dia 10, a Fabulosa Companhia apresenta “A Linha Mágica” e, no Dia das Crianças, a Companhia do Polvo sobe no palco para a peça “Telhado de Ninguém”. As apresentações são ao meio-dia e podem ser acessados pelo perfil do Sesc no Instagram - @sescaovivo - e pelo YouTube.

Vila Sésamo – As personagens de um dos maiores sucessos da TV dos anos 1970 convidam as crianças de três a seis anos de idade a aprenderem bons hábitos ainda na primeira infância. Com uma programação voltada à orientação dos pequenos de maneira divertida, as chamadas de vídeo de Bel e Elmo acontecem de 12 a 17 de outubro, às 10h, no canal da Vila Sésamo no YouTube.

Contação de histórias: 

Brincantinho Conta Histórias - o programa do Itaú Cultural traz oito vídeos com apresentações educativas, brincadeiras, danças, músicas e contação de histórias. A série audiovisual já está no site www.itaucultural.org.br e pode ser acessado a qualquer momento.

Hora do Conto - ainda nas comemorações do Dia das Crianças, a Biblioteca Villa-Lobos (BVL) convida a atriz e escritora Marina Bastos para contar a história da Branca de Neve. A ‘Hora do Conto’ acontece no próximo dia 17 e tem início às 16h. Já no dia 31 de outubro, na mesma BVL, o Grupo Êba narra a lenda sul-africana de Mazanendaba com interpretação na língua brasileira de sinais. Para participar, é necessário fazer uma inscrição prévia no site www.bvl.org.br/inscricao. O Êba também estará no ambiente virtual das Bibliotecas de São Paulo no próximo dia 24 de outubro, às 16h, para contar a lenda do Boi Bumbá. Inscreva-se e participe: www.bsp.org.br/inscricao. As vagas para assistir às apresentações são limitadas.

Oficinas: 

Fábricas de Cultura de São Paulo – Durante o mês de outubro, as unidades Brasilândia, Capão Redondo, Diadema, Jaçanã, Jardim São Luís e Vila Nova Cachoeirinha da Fábrica de Cultura direcionam a programação virtual para as crianças. Além de oferecer as oficinas de dança, brincadeiras e apresentações musicais, o festival ‘Pequenos Grandes Artistas’ convida atores que estrelaram produções audiovisuais infantis. O evento acontece na próxima terça-feira (14). Confira as atrações no Instagram @fabricasdeculturasn ou no site www.poiesis.org.br/maiscultura/.

Televisão: 

Cartoon Network – Para a criançada que prefere desenhos animados, os canais de TV fechada trazem programações especiais durante a Semana da Criança. Dos dias 12 a 18 de outubro, às 15h, a emissora seleciona os melhores episódios de animações como Ben 10, Ursos Sem Curso e as DC Super Hero Girls.

Disney – Já nos canais Disney Channel, Disney Junior e Disney XD, o dia 12 de outubro será todo voltado à exibição de especiais com as animações Ducktales e Phineas e Ferb, além dos filmes “Matilda” (1996) e “Hotel Transilvânia” (2012).

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Candeeiro é um espaço cultural independente, idealizado pelo fotógrafo e produtor cultural Natan Garcia e pela pesquisadora e artista visual Heldilene Reale. Localizado na rua Cametá, 175, no bairro da Cidade Velha, em Belém, será reaberto a partir das 21 horas desta sexta-feira (9), tendo como proposta integrar experiências com o universo das artes visuais por meio de exposições, programações como oficinas, bate- papos e workshops.

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A galeria foi inaugurada no dia 10 de julho de 2020, com a exposição virtual “Diálogos no Silêncio”. “Mesa Posta”, que será inagurada nesta sexta, é a segunda exibição no espaço, porém é a primeira a receber artistas convidados, dentre eles: Rafael Matheus Moreira, Santana de Carvalho, Suelle Reis, Cleber Cajun, Dairi Paixão, Débora Oliveira, Délen Castro, Gonçalves Filho, Lua Portugal e Jessica Soares.

   A partir de suas habilidades, que envolvem desenhos e grafite, os artistas vão produzir pratos com temas que atravessassem seus processos de criação. Além disso, apresentarão uma mesa, que ao longo dos meses de permanência da exposição será utilizada para realização da performance “Mesa Imposta”, e da realização do Projeto Café com Artista.

  Heldilene Reale, uma das idealizadoras do trabalho, disse que a pandemia de covid-19 alterou os planos da exposição. “Havia a intenção de o projeto ser inaugurado ainda em abril, só que com a questão da pandemia acabamos adiando a abertura física. Mas em junho, decidimos retomar a ideia, pois o projeto vem acompanhando a gente desde 2019. Então fomos para a Cidade Velha em busca de casas que pudessem agregar ao que seria a parte física”, informou.

  A pesquisadora também falou sobre o quão importante é a realização desse projeto dentro de uma realidade pandêmica. “Acho que acaba sendo a própria questão apresentada na performance 'Mesa Imposta' (ação performática programada para o Facebook e o Instagram, também nesta sexta-feira, com críticas ao corte de verbas para a cultura), pois a classe cultural já vinha sofrendo mesmo antes da pandemia. Sempre foi muito difícil fazer cultura no Brasil, e com a questão da quarentena, a gente decidiu continuar estimulando a criatividade dos mais diversos eixos dentro das artes”, destacou.

  Para ver a exposição, basta acessar: www.candeeiro.art.br. Caso busque mais informações, acesse candeeiro.gc pelo Instagram e Facebook.

Por Henrique Herrera.

Durante todo o mês de outubro, o Shopping Tacaruna recebe uma parte da Exposição Inspiração Pink, que tem o objetivo de dar visibilidade a histórias de superação de mulheres que convivem com o câncer de mama e levar informações sobre a doença para a sociedade. A mostra, em cartaz no segundo pavimento do mall, faz parte da programação do Coletivo Pink, iniciativa da empresa Pfizer, em parceria com as principais associações de pacientes de câncer de mama no Brasil.

A exposição acontece simultaneamente em espaços públicos de sete cidades brasileiras: Recife, São Paulo, Campinas, Ribeirão Preto, Porto Alegre, Belém e Brasília. São ao todo 25 esculturas de torsos, com 1,70 de altura, que representam mulheres e um homem em tratamento do câncer de mama.

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As intervenções artísticas nos torsos foram criadas por 15 artistas plásticos que se inspiraram em cada paciente, de acordo com suas histórias. São elas: Nina Pandolfo, Rizza, Ju Violeta, Patrícia Carparelli, Clara Leff, Minhau, Stella Nanni, Linoca, Pri Barbosa, Rafa Mon, Stefany Lima, Leticia Maia, Erika Chichkanoff, Associação Laramara, coletivo de artistas com deficiência visual, e Didu Losso, curador da exposição, ao lado de Camila Alves, que também assina a mostra.

O público que observar qualquer uma das 25 esculturas poderá visualizar todas as demais ao mesmo momento. Para isso, basta direcionar o celular para o QR Code, disposto em cada escultura, que será direcionado para a exposição completa. Ou acessar o site do Coletivo Pink.

*Da assessoria

O criador da “Turma da Mônica”, Mauricio de Sousa, publicou em seu Twitter uma homenagem ao cartunista Joaquín Tejón, conhecido como Quino, "pai" da personagem “Mafalda”. Quino morreu ontem aos 88 anos.

“O amigo Quino está agora desenhando pelo universo com aqueles traços lindos e com um humor certeiro como sempre fez”, disse Sousa, e lembra que Mafalda foi criada no mesmo ano em que a Mônica, em 1963, porém a personagem de Quino só daria as caras nas tirinhas em 1964.

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Sousa também compartilhou uma foto dele ao lado de Quino e um desenho que mostra um encontro entre Mônica e Mafalda, onde a personagem brasileira entrega seu coelho Sansão à menina argentina.

Os dois cartunistas se encontraram em 2015 em Buenos Aires, no Centro Cultural Brasil-Argentina, e o desenho foi um presente de Souza para Quino, em homenagem aos 50 anos das duas personagens.

“Uma pessoa dócil e um dos maiores desenhistas de humor de todos os tempos. Quino vive agora mais forte dentro de nós”, afirmou Mauricio.

O cartunista argentino morreu um dia após o aniversário de 56 anos de sua personagem Mafalda.

Com o avanço das etapas do Plano de Convivência com a Covid-19 em Pernambuco, vários espaços culturais já estão liberados para retomarem suas atividades. Nesta quinta (1º), O Museu da Cidade do Recife (MCR) e o Cais do Sertão, ambos localizados na área central da capital, reabrem suas portas para o público. Os equipamentos voltam a funcionar com algumas restrições e vários protocolos de segurança. 

Para visitar o Museu da Cidade do Recife será necessário fazer o uso da máscara de proteção individual e respeitar o distanciamento. Nessa retomada, o horário de funcionamento do MCR sofre algumas alterações, com as visitações podendo ser realizadas de terça à  sexta, das 10h às 16h. Já o atendimento presencial no Setor de Pesquisa será feito nos mesmos dias, nos horários das 10h às 12h e das 14h às 16h. 

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No Cais do Sertão, que estava fechado desde 17 de março,  a retomada das atividades será feita de forma gradual, inicialmente, com capacidade reduzida para até 40% do público total. O tour em grupo deve contemplará o máximo de 10 pessoas por vez. Neste mês de outubro, o museu funcionará nas quintas e sextas, das 10h às 16h; e aos sábados e domingos, das 11h às 17h. Nesta primeira semana, a entrada será gratuita.

Para prevenir a contaminação pelo coronavírus, além da disponibilização de álcool em gel e tapetes sanitizantes, o Cais fez mudanças também na bilheteria: em breve será possível adquirir bilhetes pela internet. As atividades imersivas na musicalidade nordestina, oferecidas na Sala Imbalança, no andar superior do museu, não serão oferecidas por enquanto, assim como a experiência nos estúdios de karaokê. 

Serviço

Museu da Cidade do Recife

Visitação - terça à sexta, das 10h às 12h

Setor de Pesquisa - terça à sexta, das 10 às 12h e das 14h às 16h

Praça das Cinco Pontas, s/n - São José

Gratuito

Cais do Sertão

Visitação - quintas e sextas, das 10h às 16h/sábados e domingos, das 11h às 17h

Armazém 10, Av. Alfredo Lisboa, s/n - Bairro do Recife

Gratuito nesta primeira semana

 

Fechado desde março, por conta da pandemia do novo coronavírus, o Instituto Ricardo Brennand está de volta às atividades. Localizado no bairro da Várzea, Zona Oeste do Recife, o espaço irá reabrir suas portas nesta sexta-feira (2). De início, o funcionamento vai ser de sexta a domingo, sempre das 13h às 17h.

Para isso, a direção do local estabeleceu que as visitas sigam à risca todos os protocolos de segurança em combate à Covid-19. Pensando no bem estar do público, o museu terá sua capacidade de visitantes reduzida em 1/3 de suas dependências como Pinacoteca, Museu de Armas, entre outros ambientes.

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Outra novidade é a forma de aquisição dos bilhetes. A compra dos ingressos será realizada no site do IRB, além da bilheteria, com opções de pagamento em cartão de crédito e débito. Na internet, em paralelo ao funcionamento presencial, diversas atividades permanecerão acontecendo. As estradas para o Instituro Ricardo Brennand custam R$ 32 (inteira) e R$ 16 (meia).

Confira as normas de segurança para visitar o Instituto Ricardo Brennand:

Um informativo sobre reabertura e as normas dos protocolos de segurança serão disponibilizados no site do Instituto Ricardo Brennand e nas redes sociais;

Será realizada aferição de temperatura dos colaboradores e com o público na chegada ao IRB;

Totens com dispenser de álcool em gel e tapetes sanitizantes serão colocados em vários espaços do museu;

Será limitado o número de pessoas nos ambientes, principalmente nos espaços fechados, de modo a respeitar o distanciamento de 1,5m e a capacidade em cada espaço interno simultaneamente;

Será suspenso, temporariamente, o acesso aos guarda-volumes e a venda de áudio-guia

Serviço

Reabertura do Instituto Ricardo Brennand

2 de outubro | das 13h às 17h

Alameda Antônio Brennand, s/n - Várzea

Mais informações: (81) 2121.0365

Na data de hoje (29), comemoram-se os 56 anos da personagem Mafalda, criação do cartunista argentino Joaquín Tejón, também conhecido pelo nome artístico Quino. A menina, que odeia sopa e se destaca por criticar problemas sociais como desigualdade, racismo e guerra, ao mesmo tempo mantém o ar inocente de criança e acredita em um futuro melhor.

As histórias vividas por Mafalda refletiam o cenário político da Argentina e representavam a visão crítica do autor sobre os acontecimentos da época, como o golpe de estado que o país sofria e a influência imperialista dos Estados Unidos. Os quadrinhos de Mafalda ganharam projeção internacional durante os anos 1970 e começaram a circular em diversos países.

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Além de ter se tornado um ícone cultural, Mafalda também representa uma referência para outros cartunistas. O professor e cartunista Cesar Silva, também conhecido como Cerito, conheceu Mafalda nos anos 1970 e sua primeira impressão foi de estranheza, pois até então estava acostumado com os quadrinhos da Disney e de super-herois.

O cartunista Cerito tem Mafalda como uma de suas influências. Foto: Francisco Ucha

“O humor do Quino quase nunca é engraçado, mas esse estilo perturbador revelou para mim um outro tipo de narrativa possível nos quadrinhos, que logo se ampliou quando descobri outros títulos argentinos”, explica.

Cerito destaca o trabalho do cartunista brasileiro Henrique Filho (1944 – 1988), conhecido como Henfil, como sendo o mais próximo ao estilo de Quino do ponto de vista da crítica social, com a diferença de que o trabalho de Henfil tinha uma veia cômica, além do estilo gráfico diferente.

“O Henfil dava tapas na nossa cara, mas o Quino, com toda sua elegância, era um soco no estômago. Doía muito”, compara.

O cartunista guarda em sua biblioteca cinco volumes da Mafalda publicadas pela Global em 1982, época em que os quadrinhos eram produzidos com arquivos óticos, fotografados, com reduções analógicas. “Os traços são perfeitos. Hoje, com a digitalização, os traços finos do Quino tendem a ficar como escadinhas. Para reproduzir bem a Mafalda tem que usar resoluções bem altas”, comenta Cerito.

Tempos difíceis

Atualmente, os profissionais cartunistas lutam para sobreviver ao difícil mercado. As redações de jornais, que por anos foram clientes desses trabalhadores, hoje também estão em crise e a maior parte removeu de suas publicações as charges e os cartuns. “A maioria dos cartunistas que atuam hoje no país, seja em tiras, seja em charges, seja em caricaturas, está na internet, com seus próprios blogs e perfis nas redes sociais”, aponta Cerito. 

O cartunista lamenta o fato de o trabalho artístico ser desvalorizado no Brasil. “Os cartunistas sempre tiveram que buscar por oportunidades. Muitos hoje estão na área de eventos corporativos, fazendo caricaturas em congressos e feiras”, afirma. 

Outro obstáculo no trabalho do cartunista é a censura por parte dos poderes públicos, o que na opinião de Cerito hoje é pior do que no tempo em que Mafalda foi criada. “Ne época da ditadura, havia milicos nas redações para dizer o que não podia sair nos jornais. Quando alguma coisa passava, o governo mandava recolher nas bancas e ficava por isso mesmo”, lembra. “Hoje é essa covardia. O fulano tem o poder político e econômico do lado dele e quer calar o cartunista na força bruta. Não aceita crítica”, diz.

Assim como Quino fazia com “Mafalda”, Cerito lembra que a função do cartunista é justamente criticar e denunciar. “Ele precisa ser protegido. Na época da ditadura, os jornais protegiam seus colaboradores. Hoje o cartunista fica sozinho”, desabafa.

O artista britânico, Sacha Jafri, realizou depois de sete meses uma pintura sobre uma tela tão grande quanto dois estádios de futebol em um hotel em Dubai, inspirando-se na "humanidade", para tentar entrar no Livro dos Recordes.

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Ele tem quatro dias restantes para terminar seu enorme trabalho, que será dividido em 60 pinturas diferentes na próxima semana.

Jafri, de 44 anos, espera duplicar os fundos arrecadados quando as unidades de sua "jornada pela humanidade" forem leiloadas em fevereiro de 2021.

Os compradores "terão posse de uma parte da maior pintura nunca antes realizada, e além disso, uma peça da história, e por tanto da humanidade", declarou à AFP, com seu pincel e sua camiseta marcada por manchas de tinta.

O artista trabalha neste imenso afresco desde o começo da pandemia do novo coronavírus entre 18 e 20 horas diárias, no hotel onde está confinado. Para as 300 camadas de cores que se sobrepõe, ele precisou de mais de 5 mil litros de tinta e cerca de mil pincéis.

O artista explica que a pandemia o levou a refletir em como conectar as pessoas para ajudar as crianças, especialmente as que vivem nas regiões mais pobres do mundo.

Crianças de 140 países participaram indiretamente do quadro enviado suas criações.

Uma pintura de Sandro Botticelli pode render até US$ 80 milhões, um recorde para esse mestre renascentista italiano, em um leilão em Nova York marcado para janeiro - anunciou a casa de leilões Sotheby's, nesta quinta-feira (24).

A tela, em mãos privadas, retrata um jovem de cabelos compridos segurando um medalhão, cuja identidade é desconhecida. Especialistas acreditam que possa se tratar de um amigo próximo da poderosa família Florentine Medici.

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O quadro se situa nos anos mais prolíficos do artista, no final do século XV, quando o papa Sisto IV o convidou para ajudar a decorar a Capela Sistina, em Roma. Durante este período, ele produziu algumas de suas obras mais famosas, incluindo "O Nascimento de Vênus".

"Este Botticelli é muito mais espetacular, em todos os sentidos, do que qualquer coisa que vimos chegar ao mercado", afirmou o vice-presidente da Sotheby's, Christopher Apostle.

"Diz tudo sobre a cultura florentina e sobre aquele momento do Renascimento, quando tudo muda fundamentalmente no pensamento, na arte e na literatura do Ocidente", acrescentou.

Apesar de sua antiguidade, a pintura foi preservada de forma imaculada e exibida em vários museus.

A última vez que trocou de mãos foi em 1982, quando um colecionador particular comprou a tela por US$ 1,3 milhão.

A mostra "Feito Tatuagem", desenvolvida pelo fotógrafo Sérgio Santoian e pela maquiadora e artista plástica Louise Helène está em cartaz na estaçã Trianon-Masp, da Linha 2-Verde do Metrô de SP. Diversos artistas de diferentes áreas foram selecionados para escolher uma palavra, uma mensagem que veio do coração de cada um, e que foi transcrita nos corpos dos modelos, como uma tatuagem.

As palavras retratadas na série de fotografias propõem a reflexão e o diálogo sobre a depressão e também sobre outras possíveis causas do suicídio, dentro da campanha do Setembro Amarelo.

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O projeto começou a ser idealizado e ganhou forma em 2019, quando Louise e Santoian sentiram a necessidade de expressar suas angustias, perplexidades e perspectivas de vida. "Gostamos de dizer que o projeto é o nosso grito mudo, uma maneira de comunicar sem falar. É por meio da experiência plástica e imagética que convidamos as pessoas a refletirem. Todos esses encontros promovidos através do projeto nos melhoram como seres humanos e como artistas. Acreditamos na sua potência transformadora, que nos mantém abertos para um constante diálogo", comentam.

Além das imagens na estação, que ficam em cartaz até novembro, o público também pode conferir o trabalho no site biblioteca.metrosp.com.br.

 

O coletivo de arte e ativismo Indecline provocou polêmica nas redes sociais ao usar o presidente brasileiro, Jair Messias Bolsonaro, como protagonista de um trabalho audiovisual. O chefe de estado foi um dos escolhidos para a série Freedom Kick, feito em colaboração com o espanhol Eugênio Merino e lançado na última segunda (14). No vídeo, uma réplica da cabeça de Bolsonaro é usada como bola durante um jogo de futebol em uma periferia. O conteúdo do trabalho foi elogiado por uns e apontado como discurso de ódio, por outros. 

No vídeo, um menino negro vai até o cemitério e tira um saco preto de dentro de um jazigo. Desse saco, sai a réplica da cabeça do presidente Bolsonaro qu, levada até uma quadra de uma periferia, é usada como bola para uma partida de futebol. Na descrição, o Indecline fala sobre o presidente brasileiro. "A América Latina tem um histórico de ditadores. O quinto presidente da República do Brasil ficou conhecido por assassinar seus dissidentes. E Jair Bolsonaro é conhecido por seus discursos masturbatórios que apresentam seus sonhos molhados de reinstalar essa política". Em uma publicação anterior, o coletivo diz que Messias é um dos "três maiores tiranos que o mundo já viu", o colocando junto aos outros dois retratados na série, Donald Trump e Vladmir Putin. 

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A publicação e a obra repercutiram bastante nas redes sociais. Alguns aplaudiram o trabalho: "Top demais"; "Cinema poético"; "Eu quero morar nesse vídeo". Já outros, acharam a produção ofensiva. "Ódio do bem? Ah, tá, esse aí pode"; "Ridículo, falta de respeito com o ser humano"; "Não precise ser de direita nem de esquerda pra ficar contra isso". 

 

O Paço do Frevo, equipamento cultural voltado à difusão, pesquisa, e formação de profissionais nas áreas da dança e da música, retoma suas atividades presenciais nesta quinta (10). Com protocolos de segurança e programação híbrida (presencial e digital), o espaço volta a funcionar após cerca de seis meses de portas fechadas. 

Os protocolos adotados pelo Paço do Frevo, nessa retomada, visam minimizar os riscos para sua equipe de profissionais e visitantes. Entre as novas medidas adotadas para a visitação do público estão a disposição de totens de álcool em gel, medição da temperatura dos visitantes na entrada e a venda de ingressos online, bem como instalação de tapetes sanitizantes, sinalização de distanciamento e suspensão de atividades artísticas. 

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Além disso, houve adequação em relação ao quantitativo de público como forma de controle do distanciamento social, ficando permitidas apenas 50 pessoas por hora em seu interior. O uso da máscara nas dependências do museu é obrigatório. Também foram reduzidos os de dias e horários de atendimento. Sendo assim, o equipamento passa a abrir de quinta a domingo. 

Serviço

Paço do Frevo

Quinta e sexta - 10h às 16h

Sábado e domingo - 11h às 17h (Última entrada até 30 minutos antes do encerramento das atividades do museu)

Praça do Arsenal da Marinha, s/nº, Bairro do Recife.

R$ 10,00 e R$ 5,00 (meia)

(81) 3355-9500

No Brasil, diversos profissionais dos quadrinhos tentam emplacar suas histórias no concorrido mercado do entretenimento. Muitos carregam referências das revistas americanas, as HQs, e dos quadrinhos japoneses, os mangás. É o caso do ator e quadrinista Elyan Lopes, 37 anos, de Niterói (RJ), que se inspira nos personagens de "Os Cavaleiros do Zodiaco", no conceito da jornada do herói e, para se aproximar do público brasileiro, busca ideias em novelas antigas.

A principal obra de Lopes é a HQ "Alfa – A Primeira Ordem". A história é ambientada em diversos locais do Brasil, como o bairro da Lapa (SP) e no Congresso Nacional, em Brasília. "É uma ficção e homenagem às clássicas histórias de superação não só brasileiras, mas universais", conta o quadrinista.

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Assim como em todos os setores do entretenimento, o trabalho de um quadrinista vem acompanhado por inúmeros desafios, e o segmento de super-heróis nacionais é encarado por vários brasileiros com preconceito. "Quadrinhos sofrem principalmente com distribuição, a força vem do amor e dedicação por intermédio das publicações independentes que a duros percalços são motivos de muito orgulho", relata Lopes. "Felizmente temos tido iniciativas louváveis por parte dos sites de financiamentos coletivos, como o Catarse", complementa.

O ator e quadrinista Elyan Lopes | Foto: Arquivo Pessoal

Para incentivar a produção de quadrinhos nacionais, Lopes criou um canal no YouTube que aborda o tema, onde entrevista quadrinistas e divulga os lançamentos. Outra iniciativa do artista, foi a criação do Dia do Super-Herói Brasileiro, que ele espera colocar no calendário nacional para celebrar os autores e suas obras.

A mão do editor

Atualmente, algumas distribuidoras apostam no material nacional, entre elas, a Editora Kimera, de Niterói (RJ). "Acredito que estamos vivendo o melhor período desde os anos 1990, quando, perambulando por qualquer banca de jornal, pipocavam títulos independentes e existiam muitas pequenas editoras publicando de tudo, desde super-heróis, álbuns de figurinha e HQs de sátiras a cartuns infantis", comenta o quadrinista e CEO da editora, Vanderlei Sadrack.

Muitos personagens conhecidos dos quadrinhos migraram para outras mídias, como animação, série e cinema, o que contribuiu para despertar o interesse do público nas publicações. "Consequentemente pegamos carona nesta onda, produzimos e consumimos muitas HQs nacionais", detalha o CEO.

Distribuir revistas no Brasil, tem sido um grande desafio. Por isso, a Edirora Kimera decidiu apostar em vendas online e na divulgação em redes sociais. "Com isso diminuímos o investimento inicial e aumentamos a produção de novos títulos. Esse modelo de vendas vem atendendo todo o território brasileiro", complementa Sadrack.

Atualmente, a Editora Kimera é responsável por distribuir as HQs brasileiras "Alfa – A Primeira Ordem", "Dragões do Futuro", "Bombeiro Mascarado" e "Timerman".

 

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O artista britânico Banksy é o financiador do navio Louise Michel, que está no Mediterrâneo para ajudar refugiados que tentam entrar no continente europeu pelo mar. À bordo da embarcação está uma equipe formada por ativistas, que pretendem chegar até os viajantes antes que eles sejam capturados de volta pela guarda-costeira da Líbia, de onde a maioria deles parte.

De acordo com a reportagem publicada pelo Hypeness, há relatos de maus tratos e até mesmo da venda de alguns refugiados, quando esses são retornados aos portos líbios.

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O barco de Banksy, que foi batizado em homenagem a uma feminista do século 19, saiu da costa espanhola em 18 de agosto. Na última semana, a embarcação resgatou 89 pessoas que estavam na região central do Mediterrâneo.

Banksy deixou sua arte marcada no navio com o desenho de uma menina com cabelos ao vento e que segura uma boia de resgate em forma de coração.

 

O diretor do semanário satírico Charlie Hebdo, Riss, disse nesta quarta-feira que "não se arrepende" da publicação das charges de Maomé, que tornaram a publicação alvo dos jihadistas, no julgamento contra o atentado de 2015 que dizimou a redação.

"Não quero viver sob a arbitrariedade maluca dos fanáticos", disse o cartunista, cujo nome verdadeiro é Laurent Sourisseau, a um tribunal especial em Paris. "Não há nada a lamentar" sobre sua publicação, disse.

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"O que lamento é ver como as pessoas são tão pouco combativas na defesa da liberdade", afirmou. "Se você não luta pela sua liberdade, você vive como um escravo", acrescentou.

A publicação de charges de Maomé, o profeta do Islã, em 2006, tornou o jornal um alvo dos jihadistas.

Riss, de 53 anos, foi gravemente ferido no ombro durante o ataque dos irmãos Said e Chérif Kouachi, que em 7 de janeiro de 2015 invadiu a sede do Charlie Hebdo em Paris e matou 10 de seus colaboradores.

"Crescemos sem imaginar que um dia poderíamos questionar nossas liberdades", insistiu Riss, que substituiu Stéphane Charbonnier, conhecido como Charb, morto no ataque. No entanto, "a liberdade que desfrutamos" não cai "do céu", lembrou.

O diretor do Charlie Hebdo, que falou longamente sobre as circunstâncias do ataque e os ferimentos infligidos pelos terroristas, também prestou uma homenagem emocionada aos seus "amigos" cartunistas mortos.

"A sensação imediata após o ataque foi que te cortaram em dois, como se tivessem cortado seu corpo em dois e tirado parte de você", descreveu o cartunista, que, como vários outros sobreviventes, pensou que morreria no ataque.

"É outra mutilação que talvez seja ainda mais terrível do que a dos corpos. É uma amputação”, continuou Laurent Sourisseau, que vive sob a proteção permanente de guarda-costas e cuja vida mudou completamente desde os ataques.

"É como estar em prisão domiciliar. Tenho que avisar sobre tudo que faço", disse o diretor do Charlie Hebdo, que decidiu republicar, no dia da abertura do julgamento, 2 de setembro, desenhos animados de Maomé, que valeu ao seu antecessor a sua inclusão na lista de alvos da Al Qaeda.

"Se tivéssemos renunciado ao direito de publicar esses desenhos, isso significaria que estávamos errados em fazer isso", justificou Riss.

Desde 2 de setembro, 14 pessoas - três delas ausentes - estão sendo julgadas em Paris por terem prestado apoio logístico aos responsáveis pelo atentado ao Charlie Hebdo, que chocou a França e o mundo.

Os perpetradores do ataque foram mortos pela polícia em 9 de janeiro em uma gráfica a nordeste de Paris.

A Arte Plural Galeria, localizada no Bairro do Recife, está retomando suas atividades presenciais. A partir desta semana, com horário reduzido e alguns protocolos de segurança, será possível visitar duas exposições em cartaz no local. Nesta primeira fase, a galeria estará aberta às segundas, quartas e sextas.

Para receber os visitantes, nesta retomada gradual, a Arte Plural providenciou algumas medidas de segurança contra o coronavírus. Além de um tapete para higienização na entrada do espaço, também estará disponível aos frequentadores álcool em gel. Só será permitido o acesso de até cinco pessoas por vez nas dependências da galeria e todos devem fazer uso de máscara de proteção individual.

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Nesta primeira fase, a galeria funcionará e horário reduzido, nas segundas, quartas e sextas, das 10h às 17h. Estão em cartaz duas exposições, Fotografia de João Urban em Pernambuco: a paisagem e o sagrado, disponível nos dois ambientes térreos; e Ressignificados, que reúne, no primeiro andar, obras de sete artistas com DNA pernambucano: artistas Gabriel Petribu, Gustavo Bettini, Manoel Veiga, Antônio Mendes, Conchita Brennand, Gegê Pedrosa e Roberto Ploeg.

Serviço

Arte Plural Galeria

Segunda, quarta e sexta - 10h às 17h

Rua da Moeda, 140 - Bairro do Recife

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