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Diariamente, mais de 12 mil pessoas circulam pelo Terminal Integrado de Passageiros Antônio Farias, o TIP. Localizada na Zona Oeste da capital pernambucana, a rodoviária do Recife é a segunda maior do Brasil e conta com mais de 300 linhas de ônibus operando todos os dias em rotas diferenciadas, dentro e fora do Estado, e para alguns bairros da própria cidade - além de ser integrada ao sistema de metrô local.

Essa grandiosa porta de entrada e saída do Recife, no entanto, estava em desalinho com a personalidade da cidade. O prédio, construído em 1986, de linhas retas e cores cinzas, em nada remetia ao colorido e ao calor da cultura pernambucana. ‘Problema’ que foi resolvido em uma ação que vem ocorrendo dentro do projeto Colorindo o Recife.

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Painel da artista Ceci S. Foto: Reprodução/Instagram

Com curadoria do grafiteiro e um dos diretores do coletivo Pão e Tinta, Shell Osmo, o TIP foi o local escolhido para a atual etapa do projeto. A missão era levar as cores do São João pernambucano para a rodoviária, no entanto, a proposta acabou se enveredando por um outro caminho nas mãos dos artistas escolhidos e o que havia sido pensado para ser um 'pequeno mural' acabou tornando-se em uma revitalização do local. “O TIP não seria um painel compacto”, afirmou Shell em entrevista ao LeiaJá. 

Foram escalados para o trabalho os artistas Guto Barros, Ceci S., Ale Lopes, Tab e Leo Gospel. O desafio da equipe, segundo Osmo, era levar ao local as cores e história do povo recifense e pernambucano, o que resultou em murais multicoloridos e cheios de elementos tradicionais como o forró, o frevo e o maracatu. “(Agora), em qualquer lugar que você desembarca ou embarca, tem arte”, diz Shell. 

Parte do processo de transformação do TIP vem sendo mostrado pelo Instagram do Coletivo Pão e Tinta. Por lá, os artistas têm falado sobre o trabalho e a emoção de colocar sua arte em um lugar tão movimentado e importante para a cidade. A grafiteira Ceci disse: “Tá sendo emocionante. Tô me desafiando, nunca fiz nada do que tô fazendo agora é a primeira vez. Tá massa”. Já Guto Barros, que ficou responsável por transformar a fachada da rodoviária, falou: “É uma responsabilidade gigantesca dar uma cara nova pro TIP. Lidar com a fachada é lidar diretamente com a identidade do edifício”.  

Reprodução/Instagram

Arte na rua

Além dos painéis, que transformaram o TIP em uma verdadeira galeria de arte, os passageiros que passarem pelo lugar também poderão conferir a Mostra Urbana Popular de Arte, até esta quarta (23). Uma das paredes da rodoviária foi escolhida para exibir telas de diferentes artistas e a ideia é repetir a ação com o intuito de democratizar cada vez mais o acesso à arte. “As obras vão pra outros lugares, mas os pregos vão ficar lá e o espaço ali agora vai ser um espaço para receber arte”, garante Shell. 

Para a primeira edição da Mostra, foram selecionados 20 artistas, de Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte. Os trabalhos expostos poderão ser adquiridos no Leilão Pão e Tinta, que acontece no dia 11 de julho de forma virtual. A iniciativa busca ajudar artistas e ateliês, que foram prejudicados pro conta da pandemia do novo coronavírus, além de oportunizar o acesso à obras artísticas com preços acessíveis. Os lances iniciais são de R$ 10 .  

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Colorindo o Recife

O projeto desenvolvido pela Prefeitura da Cidade do Recife, em parceria com grafiteiros locais, foi alvo de críticas por parte dos artistas no início deste ano. Segundo alguns grafiteiros, o trabalho vinha sendo desenvolvido sem o devido suporte, com falta de equipamentos para as pinturas em altura, falta de insumos básicos como alimentação e água e desacordos contratuais. 

Denúncias foram feitas através das redes sociais e da imprensa e, segundo Shell, após algumas reuniões com a gestão e alterações no projeto, a ação ficou mais de acordo com o que esperavam os artistas envolvidos. “Mudou o formato geral, tem muita coisa que a gente ainda tá batendo, mas talvez (consigamos) na próxima etapa, até agosto, a gente prevê. Realmente, (agora) o projeto está muito mais com nossa cara enquanto cena”.  


 

 

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A BR Toys Collections voltou ao Castanheira Shopping. A exposição que reúne miniaturas de personagens dos cinemas e dos quadrinhos, com realismo impressionante, está fazendo a alegria do público geek e demais fãs que cultuam os icônicos super-heróis das gigantes Marvel e DC Comics, no  2° piso, com direito à visitação até 10 de julho.

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São mais de 400 miniaturas de personagens famosos, como Super-Homem, Mulher Maravilha, Homem Aranha, A Liga da Justiça, Harry Potter, O Senhor dos Anéis, as Tartarugas Ninjas, o cultuado anti-herói Coringa, entre tantos outros.

Personalidades do cinema como Bruce Lee e Charles Chaplin; da música, como Michael Jackson e Elvis Presley; e do esporte, como Neymar e Ayrton Senna, também fazem parte da exposição.

Todas as action figures - termo usado para definir peças em miniatura que representam os personagens com incrível veracidade - pertencem à coleção do empresário Marcel Amazonas Campolungo, também curador da exposição. Ele fala que é sempre bom ver a reação dos fãs diante dos super-heróis e demais personagens.

“É uma exposição muito apaixonante. E é muito legal ver as crianças e os pais trocando ideias sobre os personagens de suas preferências”, destaca.  A exposição apresenta ainda fotografias das miniaturas em diversos pontos turísticos de Belém, todas assinadas pelo fotógrafo Fernando Sette.

 Serviço

BR Toys Collections – Exposição de Personagens e Super-Heróis Realistas ficará aberta para visitação até 10 de julho, no 2º piso do Castanheira Shopping (BR-316 – Km 01 – S/N), no horário das 10h às 22h, de segunda a sábado; e das 14h às 22h, aos domingos. Entrada aberta ao público. Informações: (91) 4008 8100.

Da assessoria do evento.

O Museu da Cidade do Recife reabre suas portas para visitação a partir da próxima terça-feira (22), com todos os cuidados necessários para prevenção da Covid-19, como o uso obrigatório de máscaras e o respeito ao distanciamento.

Nesta fase de reabertura, o Museu receberá o público de terça a sábado, das 10h às 16h. Já o atendimento presencial no Setor de Pesquisa será de terça a sexta, das 10h às 12h e das 14h às 16h. Lembramos que nesta quinta-feira (24), Dia de São João, o museu estará fechado.  

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Exposição - Continua em cartaz no MCR a exposição “Cinco Pontas”, que celebra a indicação do forte a patrimônio cultural mundial da humanidade pela Unesco. A mostra reúne achados arqueológicos, pinturas e documentos ainda inéditos para o público, que comprovam a importância do Forte das Cinco Pontas em diversos momentos históricos da capital pernambucana. A entrada é gratuita.  

*Via Assessoria de Imprensa

O Ciclo “Políticas da Arte – Artes da Política”, do Programa de Pós-Graduação em Comunicação, Linguagens e Cultura (PPGCLC) da UNAMA - Universidade da Amazônia, promove na próxima terça-feira (22), às 18h30, um encontro on-line intitulado "Arte Contemporânea no Planalto Central”, com a participação de Paulo Henrique Silva, curador de "Conversas - Resistência e Convergência", mostra que está em cartaz no Museu Casa da Onze Janelas. O evento será transmitido pelo canal do grupo de pesquisa Arte, Imagem e Cultura no Youtube. 

O grupo reúne professores, pesquisadores, artistas, museólogos, curadores e educadores. A conversa faz parte da programação de encontros mensais dos acadêmicos.

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Paulo Henrique Silva é formado em Artes Visuais pela Universidade Federal de Goiás - UFG. Dedica-se ao estudo da produção contemporânea da Região Centro-Oeste e à formação de acervos. É responsável pela Curadoria de Artes Visuais da Secretaria de Cultura de Anápolis – GO, pela produção e curadoria do Salão Anapolino de Arte, um dos mais importantes salões de arte do país.

 O curador vai apresentar sua experiência na formação de acervos, assim como falar da produção e curadoria de diversos projetos na região em que atua. A conversa incluirá também sua abordagem curatorial na realização da exposição "Conversas - Resistência e Convergência", em cartaz na Casa da Onze Janelas.

Como mediadores participarão os professores Jorge Eiró e Mariano Klautau Filho, coordenadores do grupo, e a professora Susanne Pinheiro, pesquisadora em arte e moda com foco em acervos paraenses.

O Grupo Arte, Imagem e Cultura, formado em 2018, é coordenado pelos professores Mariano Klautau Filho e Jorge Eiró e constituído por alunos pesquisadores e orientandos do programa  de pós-gradauação da UNAMA, com participação aberta de convidados egressos, assim como de alunos externos. O grupo promove encontros, debates e leituras sistemáticas sobre imagem em todo seu alcance cultural e manifestação artística, realiza seminários internos das pesquisas em processo de orientação e encontros com artistas e pesquisadores em arte, assim como promove encontros-visita às exposições de artes e mostras de acervos.

Dentre as pesquisas que o grupo desenvolve destaca-se “Arte Contemporânea nos Acervos e Museus Paraenses”, com foco em acervos, artistas ou obras artísticas, possibilitando um levantamento dos principais acervos museológicos de arte contemporânea na cidade de Belém, nas décadas de 1980 a 2010, observando em especial o Museu Casa das Onze Janelas, Museu da Universidade Federal do Pará - MUFPA e Museu de Arte da UNAMA e o circuito de arte dinamizado por essas instituições.

Serviço

Conversa "Arte Contemporânea no Planalto Central”. Com Paulo Henrique Silva, curador de Artes Visuais da Secretaria de Cultura de Anápolis – GO e da mostra "Conversas - Resistência e Convergência" na Casa da Onze Janelas.

Mediação: Profs. Mariano Klautau Filho, Jorge Eiró e Susanne Pinheiro.

Data: Nesta terça, 22, às 18h30 (Canal do Youtube  Arte, Imagem, Cultura)

Realização: Grupo de Pesquisa Arte, Imagem, Cultura /UNAMA - PPGCLC

Da Redação do LeiaJá (com informações do PPGCLC).

Corpos que realizam movimentos, ações e gestos. Todos eles construídos por traços poéticos e afetivos que refletem sobre o próprio processo criativo e a prática do desenho. Essa é uma possível síntese para enxergar a nova exposição da recifense Clara Moreira. Ato-desato entrará em cartaz na Galeria Amparo 60, Zona Sul do Recife, nesta sexta-feira (18), sendo a primeira mostra individual com obras totalmente inéditas realizadas pela artista visual e desenhista. A curadoria é de Sofia Lucchesi.

Realizada em uma parceria com a SpotArt, a mostra conta com um espaço expositivo montado na antessala da galeria. Em 2020, Clara foi apontada como uma das 20 artistas de destaque no Brasil em editorial da SP-Arte e, no mesmo ano, foi selecionada pelo programa Convida, do Instituto Moreira Salles, e para o Salão Único de Artes do SESC Pernambuco.

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Clara também expôs ao lado de Tereza Costa Rêgo (1929 - 2020) e Juliana Lapa em Antes do cio dos gatos, na Amparo 60, e diversas outras exposições coletivas no Recife, além ter realizado duas mostras individuais, uma em Portugal e outra no Palácio da Artes, em Belo Horizon te (MG), como retrospectiva de seu trabalho com desenhos manuais utilizados em cartazes de cinema.

Em Ato-desato será possível ver uma boa amostra da natureza poética que caracteriza o trabalho da artista, com dezoito desenhos em diversos formatos (incluindo um autorretrato em tamanho natural). Clara também é conhecida pelo uso minucioso do lápis de cor, com resultados que se encontram entre a delicadeza e a força, a precisão técnica e a liberdade artística, o realismo e o sonho, mas principalmente, como num gesto que convida ao diálogo.

"Gosto de imaginar que o desenho é como uma carta ou um poema, que será lido por alguém que o vê, mas essa pessoa participa ativamente na leitura, compondo também com a sua própria subje tividade, por isso sempre procuro deixar uma pista e um segredo dentro de cada desenho, para que ele possa ser um convite ao pensamento vivo", explica a artista.

A exposição faz parte do projeto Mirada, idealizado pela galerista Lúcia Costa Santos em parceria com a SpotArt. A ideia é, a partir da mirada, do olhar, de um espaço expositivo reduzido, quase uma vitrine, ampliar o alcance das obras. A artista também vai apresentar uma serigrafia, outra característica presente em todas as mostras do projeto. A iniciativa nasceu durante a  pandemia e tem um caráter virtual muito forte, com uma série de ações online, aliado à possibilidade do presencial. Esta será a quarta exposição do projeto, que vai se estender ao longo de 2021.

*Da assessoria

Sinônimo de forró, fogos, fogueira e fartura de comida de milho, o mês de junho desperta tradições seculares em nosso Estado por meio das celebrações juninas. Um pedaço desse rico universo da cultura brasileira estará em cartaz na Praça de Eventos do Shopping Recife, até o próximo dia 24, com duas exposições em torno do São João: uma dedicada a Luiz Gonzaga e outra sobre dos santos católicos padroeiros da época em uma ambientação inspirada no Pátio do Forró.

Com o acervo do Museu Cais do Sertão e espaço cênico remetendo aos famosos combogós do equipamento cultural, o espaço dedicado a Luiz Gonzaga reunirá réplicas da sanfona, da zabumba e do triângulo usados pelo artista, bem como do seu gibão– em uma versão especialmente confeccionada pelo artesão cearense Espedito Seleiro. O espaço trará ainda um boneco gigante do Rei do Baião, assinado por Silvio Botelho, e que compõe o acervo do Galo da Madrugada, e mais de 40 cubos com informações sobre Gonzagão.

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Ao lado, em um cenário reproduzindo o Pátio do Forró, estarão expostas as bandeiras originais dos santos católicos considerados padroeiros do ciclo, e que são batizadas anualmente na tradicional Procissão dos Santos Juninos, promovida pela Prefeitura do Recife. Por lá, as flâmulas de Santo Antônio, São Pedro e São João, além de diversas curiosidades sobre eles.

"Com cenografias que embarcarão os visitantes em pontos de referência culturais de nosso Estado, queremos fazer um convite para o público entrar no clima especial da festa junina a partir dos estímulos sensoriais e do conhecimento que a cultura é capaz de promover, em uma programação gratuita e que pode ser vivenciada por toda a família", destaca Renata Cavalcanti, gerente de Marketing do Shopping Recife.

Por meio da iniciativa, o secretário de Turismo do Pernambuco destaca o ponto de contato com a cultura e com o turismo do Estado que o centro de compras desempenha. "O Shopping Recife é parceiro antigo do Turismo de Pernambuco. O centro conta com uma unidade do Centro de Atendimento ao Turista e agora presta esta homenagem tão bonita ao Cais do Sertão, que é um dos equipamentos mais importantes do Estado. A cultura sertaneja está muito bem representada no São João Cultural do Shopping", complementa.

*Da assessoria

A cidade do Rio deverá ganhar um novo museu voltado exclusivamente para sua relação com o mar. A instituição será criada a partir de um projeto, que será escolhido pela Marinha e pelo Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), a partir desta segunda-feira (7), quando serão anunciados os detalhes do concurso.

O museu será construído no Espaço Cultural da Marinha, localizado na área central do Rio, à beira-mar, próximo à Praça XV. A criação do Museu Marítimo do Brasil vai estimular o conhecimento sobre a história marítima que está intrinsecamente ligada à formação do país, sendo este um dos seus conceitos definidores e tendo a brasilidade como objeto fundamental para diferenciá-lo de outros museus marítimos ao redor do mundo.

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Outra finalidade conceitual diz respeito ao mar e aos rios como instâncias culturais, simbólicas e míticas, na convergência de uma sociedade marítima brasileira que carrega diversas origens. A localização do museu, na orla do Rio, enfatiza aspectos relevantes da formação da vocação marítima nacional.

O espaço fará parte de um complexo de museus e centros culturais existentes no Centro do Rio, como o Museu Histórico Nacional, o Museu de Arte do Rio (MAR), o Museu do Amanhã, o Centro Cultural do Banco do Brasil e a Casa França-Brasil.

Por meio do Concurso de Projeto, pretende-se obter uma proposta arquitetônica inovadora, que afirme a excelência da arquitetura contemporânea brasileira e agregue valor tanto à instituição quanto ao entorno urbano onde ela estará inserida. Além do museu propriamente dito, haverá também um auditório, um restaurante e uma cafeteria, disponíveis para visitantes e para a população em geral.

O espaço está localizado entre a Praça XV e a Praça Mauá, onde existiu, no século XIX, a Doca da Alfândega. O píer do Espaço Cultural da Marinha, sobre o qual o Museu Marítimo será erguido, passou por restaurações estruturais entre 2017 e 2020. A edificação atual, inaugurada em 1996, funcionou como museu por cerca de duas décadas, tendo sido desfigurada internamente devido às obras de recuperação do píer. O local está pronto para receber um novo prédio, que atenda às exigências de um museu no século XXI.

O Camará Shopping recebe a partir desta segunda-feira (7), a exposição Sagrado Coração de Jesus: Frutos de uma Missão, organizada pela Paróquia do Sagrado Coração de Jesus, no Piso L2, em homenagem à festa do Padroeiro da cidade. Através de imagens antigas, o material passeia pela história da Vila da Fábrica desde o início da Congregação e chegada dos padres Dehonianos no Brasil, além da estreita relação com os operários da Fábrica de Tecidos de Camaragibe, que contribuiu para origem da primeira paróquia.

São imagens do acervo da Igreja Matriz e do Seminário da Várzea Como datadas de 1893. "A exposição conta um pouco da história da chegada dos padres do Sagrado Coração ao Brasil, que foram trazidos por Carlos Alberto de Menezes, diretor da Fábrica. E os frutos que surgiram a partir da fundação da igreja aqui em Camaragibe", detalha a paroquiana Lygya Costa.

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A abertura da exposição terá a presença do padre Carlos Alberto, pároco da Matriz, a partir das 11h. No local, os paroquianos vão compartilhar conhecimentos e curiosidade com os visitantes. Também haverá venda de artigos religiosos e camisas da festa do padroeiro, com renda revertida para as ações da paróquia.

A exposição, que fica em cartaz até sexta-feira (11), faz parte da programação da Festa do Padroeiro de Camaragibe. A semana festiva terá programação com celebrações e procissões. A proposta é comemorar o padroeiro da cidade também nas paróquias São Pio X, São João Batista, São Francisco de Assis, Santa Rita de Cássia e Santana. Na quinta-feira (10), dia do Sagrado Coração de Jesus e feriado municipal em Camaragibe, o shopping funcionará normalmente das 10h às 20h.

*Da assessoria

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Estudantes, profissionais ou pessoas que simplesmente têm afinidade com o design gráfico e a arte poderão ter acesso gratuito a duas oficinas virtuais nas áreas. As oficinas “Fundamentos da Aquarela” e “Teoria das Cores”, ministradas pelas artistas paraenses Marina Pantoja e Mandie Gil, respectivamente, estão disponíveis, gratuitamente, no YouTube do MAR (Mulheres ARtistas Pará), projeto de conexão feminina artística.

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A iniciativa faz parte do projeto Tarô Amazônida, idealizado pelas artistas Renata Segtowick, Ty Silva, Moara Brasil e Mandie Gil e selecionado pelo edital Moda e Design da Lei Aldir Blanc Pará, organizado pelo Instituto Ágata, Secult, Governo do Pará, Secretaria Especial de Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal. 

“Sou professora, para mim não faz sentido uma existência sem compartilhar saberes. Acredito que conhecimento só é válido se é compartilhado. A oficina de 'Teoria das Cores' pode ajudar profissionais de todas as áreas que estejam relacionadas com criatividade. Ela fala sobre cores em geral, como os sistemas de cores funcionam e se relacionam, como as cores são formadas e como elas se combinam. Então, se você trabalha com costura, pode te ajudar a combinar melhor cores, se você trabalha com moda, decoração, bordados, artesanatos, até mesmo confeitaria, entre muitas outras ocupações, entender as cores pode ajudar a produzir melhor seus produtos”, conta a artista Mandie Gil, que mora no município de Parauapebas.

Já a oficina de "Fundamentos da Aquarela" traz dicas práticas sobre escolha de material, tinta, pincel, técnicas básicas e pintura e exercícios para quem nunca teve contato com o material. “Tenho experiência em aulas presenciais de pintura em aquarela e atualmente estou ministrando aulas on-line. Acredito que, mesmo sendo de modo virtual, é um modo de compartilhar conhecimento para ainda mais pessoas do que no presencial”, ressalta a artista Marina Pantoja.

Cartas

A artista Mandie Gil também ilustrou duas cartas dos chamados Arcanos Maiores do tarô para o projeto Tarô Amazônida, que conta com os 22 Arcanos Maiores ilustrados totalmente com personagens femininos ou sem gênero definido ilustrados por 11 artistas paraenses em uma releitura criativa e inovadora, com o objetivo de trazer o tarô para referências locais. O baralho está disponível via financiamento coletivo pelo Kickante e, alcançando a meta, o deck completo com todas as 78 cartas, incluindo os Arcanos Maiores, será produzido.

A coleção inspirada no Tarô Amazônida inclui, ainda, camisetas, canecas e sacolas ecológicas que estão à venda na loja on-line do MAR (www.mulheresartistaspa.com.br). As vendas servirão de fonte de renda para a equipe, composta exclusivamente de mulheres que vivem de sua arte e foram duramente atingidas pela crise resultante da pandemia da covid-19, além de reverter 15% do lucro para comunidades indígenas da região do Tapajós.

“No MAR, temos muitas mulheres que são artistas, mães e as principais provedoras da família, e acabaram tendo sua renda diretamente afetada nesse momento de pandemia, o Tarô vem como uma forma de trazer uma renda extra à essas mulheres, além de divulgar também o trabalho dessas artistas, e ajudar uma comunidade indígena que também está sendo afetada nesse momento”, ressalta Mandie Gil.

Sobre o MAR

O MAR (Mulheres ARtistas Pará) é um projeto de conexão feminina que foi criado e organizado para dar visibilidade e divulgar o trabalho das artistas plásticas, grafiteiras, ilustradoras, game designers, profissionais de animação, profissionais de lettering, tatuadoras e quadrinistas da amazônia paraense. Hoje, o coletivo conta com mais de 100 inscritas.

Serviço

Tarô Amazônida

Adquira por meio de financiamento coletivo, no Kickante: https://www.kickante.com.br/campanhas/taro-amazonida

Exposição Tarô Amazônida: https://mulheresartistaspa.com.br/exposicao-taro-amazonida

Disponibilização de oficinas gratuitas no YouTube: https://www.youtube.com/MulheresArtistasPará

Produtos inspirados no Tarô Amazônida: http://lojadomar.iluria.com/

Por Iaci Gomes, especialmente para o LeiaJá.

Um grupo de artistas plásticos pernambucanos vai se reunir para pintar telas ao vivo, nesta quarta-feira (26), às 13h, na Praça de Eventos do Shopping Costa Dourada, no Cabo de Santo Agostinho. A ação batizada Arte Solidária vai reunir nomes como Santos, Alexandre Almeida, Guimarães, Ferreira, João Brito, Ivan Marinho, Bernardo Valença, Felipe Santos e muitos outros.

A iniciativa é do artista plástico cabense Luzarcus, que é Embaixador da Cultura na cidade. Os 27 artistas participantes irão doar as telas pintadas ao vivo e a renda será doada para outros artistas do município em situação de vulnerabilidade. "Estamos passando por um momento difícil e aqueles que vivem da arte ainda mais. É muito bonito quando a gente vê artistas se mobilizando ajudando artistas. A solidariedade tem que começar na gente. Foi isso que nos motivou a tornar esse projeto realidade", explica Luzarcus.

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"Alguns deles vão mandar as telas já prontas, para evitarmos a aglomeração. Seguiremos todos os protocolos de higienização, com distribuição de luva, máscara e álcool gel e o material artístico para uso individual", acrescenta. Após a ação, as obras ficarão em exposição no local até o dia 31 de maio, para apreciação do público visitante. Em seguida, as telas serão vendidas e toda a renda arrecadada será doada aos artistas em situação de vulnerabilidade do município do Cabo de Santo Agostinho.

*Da assessoria

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Sejam bem-vindos ao mundo místico do Tarô, o jogo de cartas cuja leitura ajuda a interpretar situações e mesmo criar um panorama da vida de quem o consulta. Nesta jornada mística, convidamos você a navegar com personagens emancipadas, em uma verdadeira releitura que traz como força a valorização das mulheres da Amazônia.

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Surgido na Itália no século XIV, o Tarô rapidamente ganhou popularidade. Desde então, artistas em todo o mundo fazem releituras do famoso baralho, composto por 22 Arcanos Maiores e 56 cartas de um baralho comum. 

O Tarô Amazônida é uma iniciativa das artistas Renata Segtowick, Ty Silva, Moara Brasil e Mandie Gil, viabilizado por meio do MAR (Mulheres ARtistas Pará), projeto de conexão feminina artística selecionado pelo edital Moda e Design da Lei Aldir Blanc Pará, organizado pelo Instituto Ágata, Secult, Governo do Pará, Secretaria Especial de Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal.

“O tarô permite uma profunda conexão espiritual com os nossos ancestrais e guardiões. Então, fazer essa ponte com os seres encantados e com as culturas amazônidas, além de ser um processo de busca pela nossa ancestralidade, também reforça a necessidade de termos mais conteúdo produzido por artistas que vivenciam esse local e cultura”, conta Ty Silva, artista paraense e uma das ilustradoras e organizadoras do Projeto Tarô Amazônida.

O baralho, que inicialmente terá os 22 Arcanos Maiores, foi ilustrado totalmente com personagens femininos ou sem gênero definido. Com o objetivo de trazer o tarô para referências locais, 11 artistas paraenses ilustram as cartas. “Buscamos recriar os personagens com a cara das mulheres da amazônia, com sua diversidade étnica, valorizando nossos corpos, nossas cores, nossa cultura”, explica a ilustradora e designer gráfica Renata Segtowick.

Revisar o tarô de forma criativa e inovadora é a chave para que o trabalho artístico abra portas para discussão de vários temas como feminismo, descolonização e valorização de mulheres da amazônia. Através de pesquisa, produção de ilustrações e do lançamento de exposição em plataformas digitais (Instagram e website), seguido de debate, este material é mais um elemento de empoderamento e reflexão sobre várias questões do corpo feminino. "Essa é a primeira etapa do nosso projeto, que inclui apenas artistas participantes do MAR. A maioria é moradora da Região Metropolitana de Belém, mas, na sequência, com o financiamento coletivo, vamos poder chamar outras artistas, inclusive mulheres cis e trans de fora da nossa região, para dar maior diversidade ao projeto", reforça Moara Brasil, uma das ilustradoras envolvidas no projeto.

A coleção inspirada no Tarô Amazônida incluirá camisetas e canecas e será colocada à venda na loja online do MAR (www.mulheresartistaspa.com.br). Posteriormente outras peças também estarão disponíveis como recompensas na campanha de financiamento coletivo, criada para possibilitar o desenvolvimento das outras 56 cartas. As vendas servirão de fonte de renda para a equipe, composta exclusivamente de mulheres que vivem de sua arte e foram duramente atingidas pela crise resultante da pandemia da covid-19, além de reverter 15% do lucro para comunidades indígenas da região do Tapajós. “Projetos como este possibilitam que artistas continuem criando, pois o setor da cultura foi um dos mais atingidos com pandemia, e deveriam ter mais apoio e recurso”, reforça Moara.

Para saber mais sobre o projeto, siga o Instagram do M.AR (@mulheres.artistas.pa) e participe da live de lançamento, que será no dia 20, às 18 horas.

Conhecimento e acessibilidade

O Tarô Amazônida conta ainda com duas oficinas virtuais na área de design gráfico e arte: uma de Fundamentos de Aquarela com a artista Marina Pantoja e outra, de Teoria das Cores, com a artista Mandie Gil. As oficinas serão disponibilizadas gratuitamente no YouTube e tanto elas quanto a live de lançamento contarão com tradução simultânea em libras para deficientes auditivos.

Sobre o MAR

O MAR (Mulheres ARtistas Pará) é um projeto de conexão feminina que foi criado e organizado para dar visibilidade e divulgar o trabalho das artistas plásticas, grafiteiras, ilustradoras, game designers, profissionais de animação, profissionais de lettering, tatuadoras e quadrinistas da amazônia paraense. Hoje, o coletivo conta com mais de 100 inscritas.

Serviço

Tarô Amazônida

Live de lançamento: 20/05, 18h - Instagram: @mulheres.artistas.pa

Disponibilização de oficinas gratuitas no YouTube: 27/05.

Por Iaci Gomes, especialmente para o LeiaJá.

 

A obra "Mulher sentada junto a uma janela", de Pablo Picasso, foi comprada nesta quinta-feira (13) por 103,4 milhões de dólares na casa de leilões Christie's, em Nova York, informou a empresa.

O quadro, concluído em 1932, foi vendido por 90 milhões de dólares, que subiram para 103,4 milhões com a adição de taxas e comissões, após 19 minutos de leilão, segundo a Christie's.

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A venda confirma a vitalidade do mercado de arte, que não sofreu os efeitos da pandemia, mas também o status especial de Pablo Picasso (1881-1973).

A mesma pintura foi comprada há apenas oito anos por seu atual proprietário em um leilão de Londres por 28,6 milhões de libras, ou cerca de US$ 44,8 milhões, menos da metade do preço oferecido nesta quinta-feira.

Cinco obras do pintor espanhol já ultrapassaram o patamar simbólico dos 100 milhões de dólares.

Antes mesmo desta venda, o artista espanhol já estava à frente deste seleto grupo, com quatro pinturas, entre as quais "Les femmes d'Alger", que detém o recorde para um Picasso de 179,4 milhões de dólares, em maio de 2015.

É a primeira vez em dois anos que uma obra ultrapassa US$ 100 milhões, após uma cópia da série "Meules" de Claude Monet arrecadou US$ 110,7 milhões na Sotheby's em Nova York.

Na terça-feira, a tela "In This Case" do pintor americano Jean-Michel Basquiat foi vendida por US$ 93,1 milhões na Christie's durante a primeira das grandes vendas da primavera boreal.

Em comemoração ao mês das mães, a clínica Pele Recife inaugura a exposição fotográfica Mãe, amor que se sente na PELE, nesta quinta-feira (6), no piso L1 do Shopping Recife. A mostra tem entrada gratuita e conta com cerca de 40 fotos que enaltecem o amor e a parceria única que só existe entre mães e filhos.

Comandada pela médica dermatologista Gleyce Fortaleza e pelos sócios empresários Fernando Costa e Giselle Fortaleza, que selecionaram as imagens através de uma ação promovida pelas redes sociais da clínica, a mostra homenageia a maternidade e a relação entre a família.

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"Buscamos registros de momentos especiais, representando a beleza da maternidade e o amor de mãe", resume Giselle Fortaleza. "Ser mãe é tentar ser sua melhor versão para dar bom exemplo, é tentar protegê-los de toda maldade do mundo, é fazer qualquer esforço para  vê-los sorrindo. Com essa exposição queremos celebrar essa transformação e a maternidade", completa Gleyce.

A exposição ficará disponível até o dia 30 de maio, durante o horário de funcionamento do centro de compras. Assim como as regras das autoridades sanitárias do Estado, devem ser respeitados os protocolos de distanciamento social, higienização correta das mãos com água e sabão ou álcool a 70%, além da obrigatoriedade do uso correto de máscaras.

*Da assessoria

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O cotidiano dos moradores da comunidade da Vila dos Pescadores de Bragança é retratado de maneira poética pelas lentes da fotógrafa Thais Martins na exposição “Do mar às telas”. A iniciativa, selecionada pelo edital de artes visuais - Lei Aldir Blanc Pará 2020, resgata, por meio de fotografias, a beleza dos costumes e saberes das populações tradicionais.

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Thais Martins destaca que o trabalho pretende mostrar o encanto que, muitas vezes, as pessoas da comunidade não conseguem perceber no local onde vivem. “Pelos meus olhos e pelas minhas lentes, eu quero mostrar aos moradores da Vila e ao mundo a beleza que eu vejo. Quero que todos também possam ver”, diz Thais.

Além da exposição, “Do mar às telas” também ofereceu uma oficina realizada na Vila dos Pescadores de Bragança. Nos dias 10 e 11 de março, a fotógrafa mostrou aos participantes que é possível capturar as belezas do local em que vivem apenas com um celular.

A oficina contou com oito participantes. As reações que Thais presenciou foram as mais diversas, com destaque para a de uma adolescente que se encantou com o universo da fotografia e passou a considerá-la como uma possível profissão. “Foi minha primeira vez ministrando uma oficina e repassando meus conhecimentos a outras pessoas. Foi um processo muito legal, porque pude ver que sou capaz de ensinar, mas, também, aprendi muito com cada pessoa que participou da oficina.”

O resultado de toda essa troca culminou com a exposição que será realizada no dia 8 de maio (sábado), na comunidade da Vila dos Pescadores de Bragança, e poderá ser acompanhada pelas plataformas digitais da fotógrafa Thais Martins e da Correnteza Produções. A exposição também estará na cidade de Bragança, em uma data ainda a definir.

Serviço

Exposição “Do mar às telas”.

Quando: 8 de maio (Sábado - Vila dos Pescadores de Bragança).

Onde: Plataformas digitais de Thais Martins e da Correnteza Produções.

Ficha técnica

FOTÓGRAFA: Thais Martins.

PRODUÇÃO EXECUTIVA: Paulo César Jr.

ASSISTENTE DE PRODUÇÃO: Romeu Figueiró Jr. e Juliana Ribeiro.

ASSESSOR DE COMUNICAÇÃO E SOCIAL MEDIA: Lucas Del Corrêa.

REALIZAÇÃO: Correnteza Produções.

Por Lucas Del Corrêa.

A Pinacoteca de São Paulo inaugurou nesse sábado (1º) a exposição Enciclopédia negra. Pela primeira vez, a exposição torna pública as 103 obras realizadas por artistas contemporâneos para um livro homônimo de autoria dos pesquisadores Flávio Gomes e Lilia M. Schwarcz e do artista Jaime Lauriano, publicado em março de 2021 pela Companhia das Letras.

A mostra é um desdobramento da publicação e está conectada à nova apresentação da coleção do museu, que se apoia em questionamentos contemporâneos e reflete narrativas mais inclusivas e diversas.

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No livro, estão reunidas as biografias de mais de 550 personalidades negras, em 416 verbetes individuais e coletivos. Muitos desses personagens tiveram as suas imagens e histórias de vida apagadas ou nunca registradas. Para interromper essa invisibilidade, 36 artistas contemporâneos foram convidados a produzir retratos dos biografados. 

São eles: Amilton Santos, Antonio Obá, Andressa Monique, Arjan Martins, Ayrson Heráclito, Bruno Baptistelli, Castiel Vitorino, Dalton Paula, Daniel Lima, Desali, Elian Almeida, Hariel Revignet, Heloisa Hariadne, Igi Ayedun, Jackeline Romio, Jaime Lauriano, Juliana dos Santos, Kerolayne Kemblim, Kika Carvalho, Lidia Lisboa, Marcelo D’Salete, Mariana Rodrigues, Micaela Cyrino,Michel Cena, Moisés Patricio, Mônica Ventura, Mulambö, Nadia Taquary, Nathalia Ferreira, Oga Mendonça, Panmela Castro, Rebeca Carapiá, Renata Felinto, Rodrigo Bueno, Sonia Gomes e Tiago Sant’Ana.

A exposição Enciclopédia negra apresenta todos os 103 trabalhos inéditos, sendo que alguns deles já fizeram parte do caderno de imagens do livro. As obras, especialmente produzidas para o projeto, foram doadas ao museu pelos artistas e integrarão a coleção da Pinacoteca de São Paulo, criando uma importante intervenção no que diz respeito à busca por maior representatividade.

A mostra da Pinacoteca está dividida em seis núcleos temáticos: Rebeldes; Personagens atlânticos; Protagonistas negras; Artes e ofícios; Projetos de liberdade; e Religiosidades e ancestralidades. Esses núcleos misturam biografias de tempos históricos diversos, nas quais ressaltam aspectos em comum. Há registros de quem liderou movimentos de resistência; negociou condições de emprego e de vida; das mulheres que tiveram de ser separadas de seus filhos; das que, com seu trabalho, conseguiram comprar as alforrias; dos mestres curandeiros, dos professores, advogados, artistas, entre outros.

“As obras separadas nesses núcleos permitem ver como histórias vividas em diferentes momentos da história recente do Brasil têm afinidades, mostram como as lutas e as condições de vida desses personagens negros persistem. É muito bonito como a organização da exposição deixa isso mais evidente”, destacou a curadora da Pinacoteca de São Paulo, Ana Maria Maia.

Ela ressalta o ineditismo das obras. “São 103 obras que chegam com a Enciclopédia, que são doadas ao museu e estão sendo exibidas pela primeira vez. Elas saem dos ateliês dos artistas e podem ser vistas pelo público pela primeira vez, antes de seguir para outros locais. A gente deseja muito que o projeto Enciclopédia negra saia da Pinacoteca no ano que vem e viaje para outros lugares”, diz Ana Maria. 

Encontro com a coleção na Pinacoteca 

Além dos núcleos temáticos, Enciclopédia negra se integra à nova apresentação da coleção da Pinacoteca. O visitante poderá conferir dez obras em cartaz na exposição Pinacoteca: Acervo, que dialogam com as questões abordadas na mostra temporária. Isso ocorre em obras de nomes como Arthur Timóteo da Costa e Heitor dos Prazeres, fundamentais para o repertório da Enciclopédia.

Para as salas da mostra temporária também foram deslocadas três obras que já eram do acervo: Estudos para imolação, de Sidney Amaral; uma obra sem título, do Mestre Didi; e Objeto Emblemático 4, de Rubem Valentim. Há ainda o caso de Baiana, famosa pintura com autoria desconhecida, do Museu Paulista da Universidade de São Paulo em comodato com a Pinacoteca.

Revisar narrativas consolidadas na história social e institucional, no que se refere à representatividade de gênero e raça, tem sido uma das principais missões da Pinacoteca atualmente. Na nova apresentação do acervo, por exemplo, o número de obras de artistas negros mais do que triplicou se comparado com a exposição anterior. Antes eram sete e agora são 26. A chegada da Enciclopédia negra gera grande aporte nesse processo, que passará de 26 para 129 obras.

O Museu de Arte Moderna Aloisio Magalhães (MAMAM) promove, a partir do próximo dia 28 de abril, um minicurso com quatro encontros virtuais para discutir a arte contemporânea a partir de conceitos como filosofia, gênero e política dos corpos. A iniciativa integra a programação do projeto "Das coisas políticas e das políticas das coisas", aprovado pelo Funcultura PE 2018-2019.

Facilitado por Ana Luísa Lima, crítica de arte, editora, escritora e integrante do conselho curatorial do MAMAM, o curso tem carga horária de 16 horas, distribuídas em 4 encontros, nos dias 28 de abril e 5, 12 e 19 de maio. Os encontros serão virtuais, pela plataforma Google Meet. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas no link da bio do Instagram do MAMAM (@mamamrecife) até o próximo dia 25 de abril. Na segunda (26), o museu divulga a relação de inscritos.

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Das coisas políticas 

Reunindo um grupo de estudos curatoriais formado por 13 pesquisadores, que se encontram desde setembro de 2020, o projeto dedica-se a investigar as questões que atravessaram e pautaram a construção do acervo do MAMAM ao longo do tempo, do ponto de vista de gênero, classe social e etnia, para tecer diálogos entre o acervo do MAMAM e as demandas sócio-políticas contemporâneas sobre representatividade, gênero e lugar de fala.

A programação, aprovada no Funcultura, inclui ainda a realização de minicursos e debates, culminando numa exposição que ocupará todos os salões do MAMAM e deverá entrar em cartaz no próximo semestre, reunindo obras de 71 artistas mulheres integrantes do acervo do museu, mantido pela Prefeitura do Recife, por meio da Secretaria de Cultura e da Fundação de Cultura Cidade do Recife.

A equipe curatorial é formada por: Ana Luísa Lima, Kalor, Letícia Barbosa, khadyg fares, Marcel Diogo, Michelle Bastos, Aline Oliveira, Eduarda de Oliveira, Priscila Barros, Michele Medina, Emmanuelle Oliveira, Letícia Asfora Falabella Leme e Flavia Gomes.

 

Serviço

Minicurso “Das coisas políticas”

Facilitadora: Ana Luísa Lima

Data: 28 de abril, 5, 12 e 19 de maio

Carga horária: 16h

Vagas: 30

Plataforma: Google Meet

Inscrições: Até o próximo dia 25 de abril, na bio do Instagram do MAMAM

 

*Via Assessoria de Imprensa

O Museu de Arte de São Paulo (Masp) voltará a funcionar neste sábado (24), seguindo as novas orientações do governo estadual em relação à pandemia de Covid-19. O museu trabalhará com 25% da capacidade e seguirá assim até 30 de abril, data em que será feita a nova reclassificação do Plano São Paulo.

O agendamento online, inclusive para os dias gratuitos, continua sendo obrigatório e deve ser feito pelo link: masp.org.br/ingressos. A bilheteria permanecerá fechada e a compra de ingressos, com dia e horário marcados, será exclusivamente online, sem cobrança de taxa de conveniência, conforme informou o museu.

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Ao adquirir um ingresso, o visitante tem direito de ver todas as exposições que estão em cartaz, sendo elas “Beatriz Milhazes: Avenida Paulista”, “Degas”, “Sala de vídeo: Teto Preto” e “Acervo em Transformação”, a mostra de longa duração do museu. 

Nos dias 24, 25 e 27, o museu funcionará das 11h às 19h; nos dias 28, 29 e 30, das 13h às 19h. O Masp informou que adotou todas as medidas necessárias para uma visita segura, que podem ser consultadas no site da instituição. Entre as ações de segurança sanitária, estão a redução da capacidade máxima de visitantes, o uso obrigatório de máscara e o cumprimento do distanciamento social.

A campanha Conectando Patrimônios: redes de artes e sabores, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), lançou esta semana uma oportunidade para que cordelistas do Distrito Federal divulguem seus trabalhos para a sociedade brasileira, estimulando a venda de livretos, xilogravuras e outros produtos relacionados a esse bem cultural. A meta é promover o Patrimônio Cultural Imaterial, com a venda de produtos associados a bens registrados em todo o país. A campanha foi iniciada há cerca de dois meses e já reúne nove patrimônios imateriais, incluindo a literatura de cordel do DF.

A coordenadora geral de promoção e sustentabilidade do Departamento de Patrimônio Imaterial (DPI) do Iphan, Rívia Ryker Bandeira de Alencar, disse à Agência Brasil que a ideia é incluir na campanha todos os 48 bens imateriais reconhecidos hoje como patrimônio. 

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“Estamos em vias de inserir mais cinco patrimônios imateriais e 20 estão em negociação, pegando contatos para aderir à campanha”, informou Rívia. Em processo mais avançado estão a Literatura de Cordel, de Sergipe; Marabaixo, do Amapá; Capoeira, do Amapá; Ofício de Baiana de Acarajé, da Bahia; Maracatu, de Pernambuco; e Mamulengo, de Pernambuco. Rívia explicou que, a cada semana, conforme vai entrando na campanha um bem regional, é dada projeção nas redes sociais e divulgação na mídia local da região determinada.

Caráter permanente

A campanha Conectando Patrimônios tem caráter constante. “A ideia é que seja permanente e cada vez mais aprimorado. Que aumentem o alcance e a quantidade de participantes, que tenham outras formas de visualização para constante aperfeiçoamento para viabilizar a divulgação do patrimônio, que ele chegue na sociedade de forma mais fácil, mais rápida, como os produtores, que são os detentores das práticas culturais”, disse Rívia.

A campanha faz a divulgação dos contatos dos produtores de bens imateriais e eles oferecem o que vendem. “Já temos relatos de artesãos que fazem uma viola tradicional, que é a viola de cocho do Mato Grosso. Há pessoas de São Paulo ligando para eles. Eles nunca tinham imaginado isso”.

Cordelistas do DF

A literatura de cordel foi registrada como Patrimônio Cultural Brasileiro desde 2018. É uma das formas de expressão e faz parte da identidade do Distrito Federal, porque coincide com a história da construção de Brasília, quando inúmeros operários deixaram seus estados para trabalhar nos canteiros de obras da nova capital, trazendo consigo a arte de rimar e improvisar versos. Presente na cultura nacional, o cordel é também ofício, veículo de comunicação e constitui uma importante forma de expressão, informou o Iphan.

O cordelista Davi Mello, morador de Brasília, destacou que, nessa pandemia, os cordelistas que vendiam seus trabalhos em praças, eventos e feiras foram muito impactados. “A parceria com o Iphan surge em um momento em que precisamos nos reinventar para promover os nossos trabalhos e fortalecer a nossa arte”, disse. Ele afirmou, ainda, que a campanha Conectando Patrimônios beneficia não apenas os artistas e detentores de bens culturais, "mas também a sociedade, que tem na arte e na cultura uma forma de revigorar as pessoas e suas subjetividades, especialmente nesses tempos de isolamento social.”

A exposição Olhares para Olinda e Recife, da RAMO Galeria, em cartaz no Shopping Tacaruna, foi prorrogada até o dia 18 de abril. A mostra, formada por 22 imagens assinadas pelos fotógrafos idealizadores da RAMO Galeria, presta uma homenagem ao aniversário de Olinda e Recife, que completaram 486 e 484 anos, respectivamente, no dia 12 de março.

As imagens trazem consigo histórias e encantos das cidades vizinhas, através de paisagens, arquitetura e muitas cores. Um verdadeiro convite a um passeio afetivo e contemplativo entre rios, mar, casarios e outros elementos. As fotos da exposição estão à venda. O valor revertido será doado para o Tacaruna Social, projeto que visa a inclusão social e profissional dos moradores das comunidades do entorno do Shopping Tacaruna.

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Inaugurada em fevereiro deste ano, a RAMO Galeria é a união de ideias e acervos de quatro fotógrafos: os recifenses Américo Nunes, Eduardo Cunha e Lucas Emanuel e mais o carioca André Martins. O espaço, localizado no bairro de Parnamirim, Zona Norte do Recife, surgiu da inquietude gerada a partir da busca de um local na cidade para expor e comercializar obras visuais por valores mais acessíveis ao público geral.

*Da assessoria

 Dia triste para a comunidade artística de Pernambuco. Aos 55 anos, o artista plástico Flávio Emanuel Junqueira Ayres faleceu na madrugada deste sábado (3), em razão de um infarto. Flávio deixa a companheira, Alice, e uma filha, Flora. Em atividade desde os anos 1980, Flávio integrou o movimento mangue beat e pautou sua trajetória pelo diálogo entre diferentes linguagens, como pintura, vídeo, performance, instalação, intervenção urbana e toy art.

Nascido no Recife, Flávio começou sua carreira como aprendiz do modernista Cícero Dias. Obteve notoriedade ao participar de diversas exposições nacionais e internacionais, como a Bienal dos 500 anos em São Paulo (SP), a Bienal Mercosul, em Porto Alegre (RS) e a Arco Feira de Arte Contemporânea de Madrid, na Espanha. Flávio criou o Núcleo de Artes Visuais e Experimentos (N.A.VE.), um centro de artes experimentais e, mais recentemente, idealizou a TV Tumulto, um projeto de série multimídia com a participação de artistas de diversas linguagens, incluindo música e teatro.

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O artista seguia produzindo, em seu ateliê, atualmente localizado em Olinda, na Região Metropolitana do Recife. Algumas obras de Flávio Emanuel estão acomodadas em acervos públicos, como o MAMAM, no Recife, o Museu de Arte Moderna de São Paulo, o Museu do Estado de Pernambuco, no Recife, a Pinacoteca do Estado de São Paulo, a Fundação Bienal 500 anos, em São Paulo, e o Museu de Curitiba, no Paraná.

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