Cultura

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"Em um futuro não tão distante, os moradores de Pernambuco irão precisar da ajuda de seres que não toleram injustiça". Isso poderia até ser o começo de uma história em quadrinhos, mas é apenas uma brincadeira do jovem Igor Costa que vem dando o que falar. O estudante de artes visuais, de 21 anos, morador de Camaragibe, na Região Metropolitana do Recife, está viralizando nas redes sociais por ter transformado artistas pernambucanos em super-heróis.

Em entrevista ao LeiaJá, o desenhista explicou como foi a criação da Liga Afoitos. "Surgiu praticamente do nada. Eu gosto muito de histórias de super-heróis e parei um dia para pensar como seria se essas histórias não só focassem tanto nos Estados Unidos e acabei imaginando como seria se tudo se passasse em Pernambuco. 'Quais seriam os nosso heróis?'", questionou.

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"Aí imaginei logo Priscila [Senna], já que eu sou muito fã dela, como a Viúva Negra, e comecei a pensar quais seriam os outros e decidi escolher artistas de gêneros musicais diferentes que representassem bem a cultura pernambucana", emendou. Trazendo a ficção para o Estado, Igor deu vida à cantora Priscila Senna como a Curió Vermelho. "Ela é ágil como a Viúva Negra e tem poderes com a voz, como a Canário Negro", explicou.

Além da artista, o rapaz retratou para o mundo dos quadrinhos Reginaldo Rossi, o Capitão Pernambuco, cujo o seu poder é a força. O dono do clássico 'Garçom' foi escolhido para ser o líder dos Afoitos. As ilustrações também contam com Alceu Valença, o Mestre-A (poderes de telepatia e telecinesia), Chico Science na pele do Mangue Boy (agilidade e forças nas suas garras) e Lia de Itamaracá como Iá.

De acordo com Igor, a cirandeira tem o dom da cura e de controlar a água. Todas as artes levaram até três horas para serem finalizadas. O projeto de Igor Costa começou a ser desenvolvido no dia 8 de janeiro e foi apresentado ao público nesse último fim de semana.

Confira as ilustrações da Liga Afoitos:

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Em meio à pandemia de Covid-19, a tradicional Mostra de Cinema de Tiradentes terá sua 24ª edição realizada de forma predominantemente virtual, com apenas ações pontuais na cidade histórica mineira. A programação do evento, que começa amanhã (22) e vai até o dia 30, foi divulgada na semana passada e é totalmente gratuita. Os filmes poderão ser assistidos por meio do site do evento, onde também já é possível conferir as datas de exibição e as sinopses

Nos debates, um dos temas que estará em evidência diz respeito aos impactos da pandemia do novo coronavírus no cinema, a começar pela reflexão sobre a própria produção do evento. A programação online, experimento inédito na história da mostra, poderá servir de base inclusive para se repensar o modelo dos próximos anos.

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O coordenador curatorial do evento, Francis Vogner, acredita que o online está vindo para ficar. "Ainda iremos discutir as próximas edições, mas acho que caminharemos pra um modelo híbrido. O presencial é fundamental, porque oferece uma experiência particular de vivenciar o festival. Mas acredito que o formato virtual tende a se estabelecer também. Pelo menos em parte da programação, porque é a oportunidade de alcançar novos públicos. Há pessoas que querem estar em Tiradentes, mas às vezes não têm essa oportunidade. Isso nunca havia sido feito em nenhum dos grandes festivais no Brasil. E agora estamos sendo obrigados pela realidade a pensar sobre esse formato".

A opção inédita pelo online também foi feita por outros eventos que são referência no calendário cinematográfico brasileiro, como o Festival de Gramado, em setembro do ano passado, e o Festival de Brasília, que ocorreu há pouco menos de um mês. A Universo Produções, que organiza a Mostra de Tiradentes, também adotou o modelo em eventos que organizou no segundo semestre de 2020: as mostras de Ouro Preto (CineOP) e de Belo Horizonte (CineBH).

De acordo com Raquel Hallak, diretora da produtora e coordenadora geral dos três eventos, a aposta na edição virtual parte da compreensão de que assegurar a realização dos festivais se tornou ainda mais importante, em meio a um contexto onde os filmes enfrentam dificuldades de acesso a recursos financeiros devido à paralisação de editais públicos e têm menos espaços para visibilidade. Seria uma forma de garantir a circulação das obras, diante da quarentena do público e da interrupção do funcionamento de muitas salas de cinema no país.

"O online tem o potencial de ampliar o alcance do evento. Deixa de ter uma restrição geográfica para acessar o conteúdo. É uma oportunidade de levar produções recentes do cinema brasileiro a todos os cantos do país, e também a outros países. É também uma forma de democratização, até porque há filmes que muitas vezes não chegam ao circuito comercial, mesmo em um contexto normal. Então, será uma forma de mais pessoas conhecerem os realizadores", avalia Hallak. Segundo ela, o que será levado ao público é um recorte da produção cinematográfica brasileira de um período muito peculiar.

A Mostra de Tiradentes foi criada em 1998 com a proposta de colaborar com o chamado "cinema de retomada", expressão usada na historiografia para se referir ao reaquecimento da produção nacional, ocorrido na segunda metade da década de 1990. Rapidamente se consolidou como responsável por abrir anualmente o calendário audiovisual brasileiro, o que faz com que suas discussões influenciem outros festivais ao longo do ano. O evento conta com o apoio da Secretaria de Cultura e Turismo de Minas Gerais e do Ministério do Turismo, por meio de sua Secretaria Especial da Cultura.

Mesmo com a edição virtual, as principais características estão mantidas. A Mostra Aurora, ponto alto do evento por abrir espaço para diretores que estão lançando o primeiro ou o segundo longa-metragem, vai exibir este ano sete obras de cineastas de cinco estados: Bahia, Santa Catarina, Minas Gerais, Paraná e Rio de Janeiro. Foi quando completou dez anos que o evento decidiu criar uma categoria específica para exibição de filmes inéditos de novos realizadores. De 2008 para cá, essa mostra competitiva foi atraindo mais interesse e se firmou como uma das mais importantes vitrines do evento.

Vogner destaca a força do cinema baiano nesta edição. Três trabalhos do estado, sendo um em coprodução com Minas Gerais, foram selecionados. Ele também observa que são obras que souberam encontrar boas saídas para lidar com o baixo orçamento, já que não foram contempladas por editais. Para cada um dos sete filmes, será disponibilizada uma janela de 48 horas em que o público poderá assisti-lo online. Haverá um debate com o diretor da obra sempre na manhã seguinte ao dia em que se inicia esse período de acesso.

"O público irá encontrar na Mostra Aurora trabalhos muito distintos, que estão olhando para coisas muito diferentes. Se você me perguntar se todos os filmes estão focados nos traumas deste momento histórico, eu respondo que não. Cada um olha para um lado e se relaciona de forma diferente com esse contexto, inclusive pelo humor. A sensação de que o mundo está acabando, por exemplo, não é compartilhada por todas essas obras. Os filmes poderiam estar monotemáticos, mas felizmente isso não tem acontecido. Eles oferecem diferentes perspectivas e mostram que o universo vai além das nossas obsessões mais pontuais. O olhar não ignora este momento, mas alcança um horizonte mais longe", diz Vogner.

Temática

Além da Mostra Aurora, o festival tem muitas outras categorias. Oito delas são somente para os curtas-metragens: 79 títulos foram escolhidos em um universo de 748 inscrições. Em relação aos longas-metragens, serão exibidas 27 obras. Ao todo, são 114 filmes de 19 estados. A programação online de nove dias inclui outras atividades, como as mesas de debate e os shows musicais de Arrigo Barnabé, Chico César, Adriana Araújo, Sérgio Pererê, Fernanda Abreu e Johnny Hooker.

A temática da 24ª edição da Mostra de Tiradentes é "Vertentes da criação". De acordo com Francis Vogner, serão debatidas questões como desejos que guiam e dão origem aos filmes e os métodos particulares que vêm sendo usados para converter experiências pessoais em obras cinematográficas e para lidar com as mais variadas circunstâncias.

"A discussão da criação geralmente está muito concentrada na figura do diretor ou da diretora. Buscamos uma perspectiva mais ampla: o ato de elaborar novos pontos de partida e novos conceitos para criar novas formas. A participação cada vez mais ativa de um ator, uma diretora de fotografia ou de um montador em todo o processo de produção confere um discurso novo aos filmes. É a criação como algo vivo, que não tem um receituário, e que leva a novas elaborações estéticas".

Ele cita o filme Ilha, dirigido por Ary Rosa e Glenda Nicácio e exibido na Mostra de Tiradentes de 2019. "O diretor de fotografia disse que movimentava a câmera de acordo com o que ele considerava ser o orixá de cabeça de cada personagem. Ele criou um critério próprio que não está nos livros. Claro que as hierarquias continuam existindo no processo de produção, mas acho que muitas vezes elas não funcionam mais do mesmo modo. E isso tem gerado outros trabalhos e outros sentidos".

A homenageada deste ano é a cineasta e artista plástica Paula Gaitán, que tem trabalhos com prêmios importantes como o longa-metragem Exilados do Vulcão, eleito o melhor filme do Festival de Brasília de 2013. Ela é também viúva do cineasta Gláuber Rocha, com quem teve dois filhos. "Foi uma escolha sintonizada com a temática".

É uma multiartista, com uma obra consolidada e reconhecida que inclui videoclipe, curta, longa, filmes com dinheiro, filmes sem dinheiro. Ela lida bem nos variados contextos e não tem medo de arriscar. Seus trabalhos são frutos de uma ousadia expressiva e impressionam por sua variedade criativa", diz Raquel Hallak. Serão exibidos oito filmes da diretora, três deles inéditos: o curta Ópera dos Cachorros e os médias-metragens Se hace camino al andar e Ostinato. Este último abrirá a programação nesta sexta-feira (22) à noite.

Confira a lista dos sete filmes concorrentes na Mostra Aurora:

Açucena (BA), de Isaac Donato

Oráculo (SC), de Melissa Dullius e Gustavo Jahn

Rosa Tirana (BA), de Rogério Sagui

Kevin (MG), de Joana Oliveira

A Mesma Parte de um Homem (PR), de Ana Johann

O Cerco (RJ), de Aurélio Aragão, Gustavo Bragança e Rafael Spíndola

Eu, Empresa (BA/MG), de Leon Sampaio e Marcus Curvelo

O aniversário de São Paulo, no dia 25 de janeiro, será celebrado no Museu da Imigração com uma programação híbrida: online, para as pessoas que permanecem em quarentena por causa da Covid-19, ou presencial, com atividades ao ar livre e seguindo as regras sanitárias.

A programação do museu para a comemoração do aniversário da cidade começa nesta quinta-feira (21), com uma live sobre os monumentos de São Paulo. Em parceria com o coletivo Passeando Pelas Ruas, a live Monumentos e Construção de Narrativas na Cidade de São Paulo será realizada às 17h e exibida no Instagram do museu.

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No sábado (23), a programação segue com a oficina Ponto a Ponto, que vai ensinar ponto cruz para iniciantes. Essa atividade será às 15h, por meio da plataforma Zoom. A oficina tem limitação de público. Os interessados devem se inscrever por meio do site do museu.

Como atividade presencial, haverá uma contação de histórias no jardim da instituição. A atividade ocorre no domingo (24) e no sábado (30), às 15h, e também poderá ser vista de casa por meio do Instagram do Museu da Imigração.

No dia do aniversário da cidade, segunda-feira (25), às 15h, o museu vai promover mais uma atividade presencial, chamada Procura-se Olhar nos Olhos, com a aplicação de lambe-lambes com o rosto de pessoas nos muros em frente ao museu. No mesmo dia, no Instagram, os artistas vão falar sobre esse trabalho.

Para encerrar a programação, o museu promove mais uma live da série Conversas, com um encontro entre o Museu da Imigração e o Museu do Café (em Santos). Nessa apresentação, os pesquisadores Angélica Beghini e Pietro Amorim vão conversar sobre seus projetos de pesquisa. A conversa será no dia 28 de janeiro, as 17h, por meio do Instagram.

O Projeto Rede Afetiva dos 84 anos do Museu Nacional de Belas Artes (MNBA) comemora hoje (13) o aniversário da entidade, vinculada ao Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e situada no centro histórico do Rio de Janeiro, na Cinelândia. Entre os vídeos que serão apresentados nesta quarta-feira estão o do artista plástico Luiz Aquila e da diretora do museu, Monica Xexéo.

O edifício, de arquitetura eclética, foi projetado em 1908 pelo arquiteto Adolfo Morales de los Rios para sediar a Escola Nacional de Belas Artes (EBA), que sucedeu a Academia Imperial de Belas Artes. O prédio foi construído durante as obras de modernização urbanística realizadas pelo prefeito Pereira Passos na então capital federal.

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O Projeto Rede Afetiva dos 84 anos do Museu Nacional de Belas Artes ocorrerá nos dias 13, 15, 20, 22 e 27, sempre às 11h, apresentando vídeos de profissionais que compõem o universo da arte e da cultura falando sobre o museu. Também serão divulgados vídeos do adido Cultural da França Pierre Romain, do jornalista Joaquim Ferreira dos Santos, além da curadora e crítica de arte Araci Amaral.

O MNBA foi criado oficialmente em 1937, por decreto do presidente Getúlio Vargas, e dividiu a ocupação do prédio com a Escola Nacional de Belas Artes até 1976, quando a EBA foi deslocada para a Ilha do Fundão, na zona norte da capital fluminense. Nesse mesmo ano, com a criação da Fundação Nacional de Arte (Funarte), houve novo compartilhamento. Em 24 de maio de 1973, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) determinou o tombamento do edifício da Avenida Rio Branco, número 199 e, a partir de 2003, a construção passou a abrigar o MNBA em sua totalidade.

Outras atrações

No dia 14, às 11h, haverá a exibição do vídeo Antinoo, sobre a escultura original romana em mármore da época do Imperador Adriano, que foi encontrada em 1878 nas escavações patrocinadas pela Imperatriz do Brasil Tereza Cristina nas vizinhanças de Roma, mais precisamente em Veio, antiga cidade etrusca. O busto de Antinoo está na Galeria de Moldagens do MNBA, de cujo acervo é uma das obras mais conhecidas. O vídeo conta um pouco também da história do equipamento.

No dia 26, às 17h, será divulgada exposição do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB) no MNBA, comemorando 100 anos da entidade. No próximo dia 28, às 11h, está prevista uma performance do artista ítalo-brasileiro Lucio Salvatore, intitulada Campo, Cuide Um do Outro. Na ocasião, Salvatore vai criar uma obra de arte usando elementos da pandemia do novo coronavirus e da vacinação contra a Covid-19.

Patrimônio

O MNBA continua em obras de modernização e requalificação. Elas foram iniciadas no ano passado e prosseguirão até 2022, informou à Agência Brasil a assessoria de imprensa do museu. Devido aos trabalhos de restauração de cúpulas e fachadas, a visitação foi totalmente suspensa. As obras têm custo de R$ 25 milhões, com recursos do Fundo de Direitos Difusos do Ministério da Justiça.

Para a diretora do MNBA, Monica Xexéo, a reforma abre nova perspectiva para o museu, “que será entregue modernizado, com os equipamentos de segurança e preservação de todo o patrimônio, que é a joia cultural de todos os brasileiros”. Monica não tem dúvida de que depois de todos os trabalhos concluídos, o museu será devolvido à visitação em melhores condições físicas, de segurança e de conservação do acervo, que já atingiu 100 mil itens.

Quarentena

Durante a pandemia do novo coronavírus, o MNBA/Ibram criou o projeto Arte em Diálogo - Na Quarentena, para proporcionar aos artistas contemporâneos e à sociedade uma interação afetiva e reflexiva. O projeto é apresentado nas redes sociais do MNBA (Facebook: MNBARio e Instagram: @mnbario) a partir de um vídeo, feito em celular ou com câmera pelo próprio artista, em um clima de conversa informal. O artista fala a respeito do seu processo de criação e o seu laboratório de trabalho. A ideia é fazer comentários sobre algumas das obras produzidas.

Os vídeos serão incorporados ao acervo do canal do MNBA no Youtube: MNBA Rio, ficando disponíveis para consultas dos interessados. O projeto Arte em Diálogo - Na Quarentena não tem fins lucrativos. A ideia é proporcionar ao público acessibilidade e divulgação de capítulos importantes da arte brasileira contemporânea. 

O Museu do Barro, localizado em Caruaru, região Agreste do Nordeste, fechou as portas por tempo indeterminado. A decisão da prefeitura municipal visa colaborar com a contingência da pandemia do novo coronavírus. Assim como este, os demais equipamentos culturais da cidade também terão suas atividades suspensas. 

Com o fechamento do museu, que é gerenciado pela Secult-PE/Fundarpe, as atividades previstas para o mês de janeiro ficam automaticamente canceladas. Sendo assim, a exposição do fotógrafo Fred Jordão, que teria início no próximo sábado (16) será adiada até que a medida seja revista. 

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Anitta é, certamente, um dos nomes mais fortes da cultura pop brasileira atualmente. Criativa e com um tino empresarial bastante aguçado, a ‘patroa’ acumula sucessos em sua carreira e, também, acaba sendo responsável por alçar outros profissionais, não necessariamente ligados à música, com o seu ‘toque de Midas’. O artista plástico nordestino Rique Ricco é um desses que viram sua vida profissional alçar voo após um encontro com a funkeira. 

Rique Ricco é natural de Fortaleza (CE) mas vive no Recife (PE) há quase 10 anos. Interessado em arte desde criança, quando era o responsável pela decoração da escola em eventos como Feira de Ciências, o artista começou a se dedicar à pintura de telas, há cerca de cinco anos, e foi a partir de um encontro com Anitta que o desenrolar de sua carreira como artista plástico ganhou gás.

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Fã da cantora, Rique fez uma pintura em sua homenagem e, através da produção da artista, conseguiu entregar o presente pessoalmente. A tela foi parar na parede da sala de Anitta e, em seguida, o artista nordestino chegou a vários outros endereços famosos, como os de Xuxa, Fátima Bernardes, Ana Hickmann e até do apresentador Silvio Santos. “Eu sou fã de boa parte dos artistas que eu homenageio, acho que assim o trabalho se torna mais prazeroso, mais inspirador”, disse em entrevista exclusiva ao LeiaJá. 

Divulgação

Rique tem como influências o pintor Andy Warhol e o movimento de pop-art. Ele também busca no cenário pop, através de videoclipes, aberturas de novelas, filmes e artistas ligados a esse universo, as referências para o seu trabalho. “O meu projeto de vida é fazer com que o meu trabalho seja conhecido nacionalmente  e internacionalmente. Tenho muita vontade de visitar outros países, outras culturas que agreguem no resultado de trabalhos que eu possa vir a fazer futuramente”.

Além disso, o pintor nordestino pretende estar, também, cada vez mais nas casas dos anônimos. Rique planeja desenvolver uma linha de camisetas e capas de cadernos com suas artes. Mas, antes disso, os interessados em telas e pinturas podem fazer suas encomendas através do Instagram do artista. 

Fotografar parece cada vez mais simples e fácil desde que a tecnologia das câmeras, sobretudo as embutidas em smartphones, começou a se expandir. Hoje em dia, registrar fatos, pessoas e acontecimentos é algo que pode estar ao alcance de qualquer um de nós, mas para contar verdadeiras histórias através das imagens é preciso um pouco mais que um bom equipamento.

É aí que entram os fotógrafos, profissionais que se dedicam a transformar em imagem as mais diversas histórias, acontecimentos e até sentimentos. A fotografia profissional demanda muitos anos de estudo, especializações, apuro técnico e sensibilidade. Através do seu olhar, o profissional da imagem constrói narrativas que podem atender a diferentes segmentos, indo da fotografia social ao fotojornalismo. 

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Esse último, considerado uma especialização do jornalismo, funciona como veículo de informação. O fotojornalista tem como objetivo noticiar os fatos através de suas imagens que vão somar informações a um texto escrito ou ainda, sintetizar a notícia em um único frame. 

Para comemorar o Dia do Fotógrafo, celebrado nesta sexta (8), o LeiaJá preparou uma pequena galeria com alguns registros de sua equipe fotográfica, o LeiaJáImagens. São profissionais que diariamente percorrem as ruas da cidade, de olhos e câmeras atentas, para levar ao leitor tudo que ele precisa saber. 

 

 

E no comando dessa equipe está Chico Peixoto, editor da Fotografia do LeiaJá. 

Fotos: LeiaJáImagens

 


 

Uma obra de arte instalada a céu aberto na Usina Santa Terezinha, em Água Preta, município da Zona da Mata Sul de Pernambuco, causou polêmica na internet, no último sábado (2). Diva é uma réplica de uma vagina, em grandes dimensões, de autoria da artista plástica Juliana Notari. A peça integra o projeto Usina de Arte, que tem convênio com o Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães (Mamam). 

Como a própria Juliana explicou em seu Instagram, Diva é uma escavação em formato de vulva com 33 metros de altura por 16 de largura e seis de profundidade. A “land art”, produzida em resina e concreto armado, demorou 11 meses para ficar pronta e contou com o trabalho de 20 homens que trabalharam artesanalmente na instalação, uma vez que escavadeiras não permitiriam “esculpir com precisão os relevos” necessários. 

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Na postagem que apresenta a obra, a artista pernambucana explica o conceito da peça. “Em Diva, utilizo a arte para dialogar com questões que remetem à problematização de gênero a partir de uma perspectiva feminina aliada a uma cosmovisão que questiona a relação entre natureza e cultura na nossa sociedade ocidental falocêntrica e antropocêntrica. Atualmente essas questões têm se tornado cada vez mais urgentes”.

Nos comentários, a repercussão foi grande e as opiniões acerca da peça se dividiram. “Uma obra que reafirma o empoderamento feminino que está cada dia mais forte”; “Sua obra tem a dimensão da sua coragem”; “Um trabalho forte e lindo”; “Já vi muitas bizarrices mas essa merece o Oscar”; “Vergonha de ver uma mulher fazer uma presepada dessa”; “Um engenheiro e mais de 20 homens para fazer a obra,isso sim é um empoderamento feminino”. 

O projeto MAR 360°, do Museu de Arte de Rua, apresenta mais de 40 murais de grafites em tour virtual, como forma de valorizar essa modalidade. Estão reunidas obras de variados temas, incluindo a pandemia de covid-19. O tour contempla diversos bairros, por meio de plataforma online que possibilita a visualização de um mapa personalizado, disponível no link.

Segundo a prefeitura, responsável pela iniciativa e pelo museu, o projeto é desenvolvido em meio à nova fase de contaminação da covid-19. O objetivo é permitir que todos consigam percorrer os mais de 110 quilômetros (km) que separam as artes, mesmo que de forma online, mas com toda a segurança necessária neste momento.

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Para que todos os murais fossem captados em detalhes, durante um mês foi utilizado um drone, equipado com câmeras 12K de altíssima resolução. “Todo esse esforço resultou no único museu de rua do mundo com o formato de realidade virtual, que pode ser acessado pelo navegador de qualquer computador”, informou a prefeitura.

Entres as obras escolhidas para o projeto, está o trabalho de Speto, grafiteiro considerado um dos principais nomes da arte de rua do país, influenciado pela cultura do hip hop e que realizou seus primeiros trabalhos na década de 80. No MAR 360° é possível conferir a obra Homenagem a João Gilberto, exposta na Avenida Senador Queirós, em Santa Ifigênia.

Importante nome da arte contemporânea brasileira e pioneiro da street art mundial, Alexandre Orion assina a obra Saudação, um grande mosaico localizado no Instituto do Coração (InCor), no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, voltado para a Avenida Rebouças e a Passarela Professor Dr. Emílio Athiê.

O paulistano Mundano, que está na lista de artistas do MAR 360°, junta arte e ativismo e também tem reconhecimento internacional. Sua obra Operários de Brumadinho está exposta na Avenida Mercúrio, no centro histórico da capital.

Museu

O Museu de Arte de Rua ocupa a capital paulista por meio de painéis em empenas de prédios e em muros. Em 2019, foram mais de 30 obras de arte urbana em diferentes suportes, como grafite, estêncil, fotografia, sempre em grandes dimensões. Na edição de 2020 do MAR, foram mais de 20 obras.

Além de incentivar o desenvolvimento da arte urbana pelas ruas e avenidas da cidade, a atual edição do projeto promove intervenções com temática ligada à pandemia de covid-19 em dois eixos distintos. Em um deles, os artistas homenageiam quem está na linha de frente do combate à pandemia, como profissionais da área da saúde e entregadores. O outro eixo contempla obras que promovam esperança e alento às dificuldades do período.

Participam do MAR 360°: Alex Senna, Alexandre Orion, Apolo Torres, Binho + Coletivo X, Binho Ribeiro (Hip Hop), Bueno Caos, Cadumen, Celso Gitahy, Crica Monteiro, Dinas, Enivo, Felipe Morozini, Gamão / Coletivo Kuka, Grupo Vértigo (Colômbia), Hannah Lucatelli, Katia Lombardo, Ludu, Luis Birigui, Luna Buschinelli, Mag Magrela, Mari Mats, Mari Pavanelli, Mauro Neri, Mundano, Onesto, Os Tupys, Paulo Chavonga, Paulo Ito, Rafa Mon, Rafael Hayashi, Raquel Brust (Giganto), Robinho Santana, Ronah Carraro, Rui Mendes, Simone Siss e Lau Guimarães, Speto, Tebas, Thiago Toes, Tikka, Verena Smit, Zezão, Ziza.

O mestre ceramista Fernandes Rodrigues está repassando um pouco da sua experiência com aulas em seu ateliê, localizado em Vitória de Santo Antão, na Mata Sul de Pernambuco. Aberto para pessoas de todas as idades, o curso é gratuito e conta, ainda, com intérprete de Libras, para atender alunos com deficiência auditiva. As aulas acontecem até o mês de março de 2021. 

Fernandes Rodrigues trabalha com peças que retratam figuras históricas, como o escritor Ariano Suassuna, além de pessoas do cotidiano como vaqueiros, músicos e leitores anônimos. Em Vitória, sua cidade natal, Rodrigues contabiliza quatro monumentos em praças do município, a exemplo da escultura de Padre Renato, na Praça da Matriz. 

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Em seu ateliê, localizado na metade do KM 38 da BR-232, em Vitória de Santo Antão, o mestre recebe visitantes das 8h às 16h, com uma pequena pausa no horário de almoço. O espaço tem cerca de 30 m², pode receber 15 pessoas ao mesmo tempo, devido às precauções contra a Covid-19. É obrigatório o uso de máscara e, para alunos do curso, também é necessário fazer uso de luvas descartáveis. 

A formação se dá em caráter contínuo durante a semana. Há aulas de iniciação, com um breve contexto histórico sobre a prática de esculpir em barro e um momento prático, em que é possível começar a produzir suas próprias obras; aulas de finalização de peças, em que alunos anteriores podem voltar em seus trabalhos ou mesmo iniciar novas composições; e a aula de queima, que garante a finalização do que foi criado anteriormente, com o repasse de que cuidados são fundamentais para a preservação das estátuas. Menores de 18 anos precisam estar acompanhados por um responsável ou levar uma autorização por escrito. 

Serviço

Oficinas de esculturas em barro no Ateliê Fernandes Rodrigues com o Mestre

Segunda à quarta, de 8h às 12h. 

Aulas com mediação de Libras ocorrem nas segundas, de 9h às 12h.

Toda semana até 05 de março de 2021

BR-232, 347 (KM 38,5), Vitória de Santo Antão, Mata Sul

Informações: (81) 9 9509-8299 e @fernandesrodrigues1 (no instagram)

O Museu Afro Brasil, localizado no Parque Ibirapuera, na cidade de São Paulo, abriu hoje (19) a exposição Foram os homens e mulheres negras que construíram a identidade nacional, que homenageia pessoas negras assassinadas, vítimas da violência. A mostra terá murais dos artistas Diego Mouro, Énivo, Kika, Melim, Speto, e Zeh Palito.

Entre os homenageados estão João Alberto Silveira Freitas, espancado até a morte por seguranças em uma unidade da rede Carrefour, em Porto Alegre e os nove jovens mortos no dia 2 de dezembro de 2019 na comunidade de Paraisópolis, zona Sul de São Paulo, em uma ação da Polícia Militar: Bruno Gabriel dos Santos, Dennys Guilherme dos Santos Franco, Denys Henrique Quirino da Silva, Eduardo da Silva, Gabriel Rogerio de Moraes, Gustavo Cruz Xavier, Luara Victoria Oliveira, Marcos Paulo Oliveira dos Santos, Mateus dos Santos Costa.

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A mostra também lembrará do artista plástico, rapper e skatista, Wellington Copido Benfati, conhecido como Negovila Madalena, morto por um policial militar quando tentava apartar uma briga na porta de uma distribuidora de bebidas.

A exposição ocorre na área externa do Museu Afro Brasil, no Parque Ibirapuera, na Avenida Pedro Álvares Cabral, Portão 10.

Nesta quinta (17), tomou posse, durante cerimônia realizada no Palácio do Planalto, em Brasília (DF), o novo Ministro do Turismo, Gilson Machado. Entre os presentes na solenidade, além do presidente Jair Bolsonaro, a primeira-dama Michelle Bolsonaro e o ex-ministro da pasta, Marcelo Álvaro Antônio, estava o artista plástico Romero Britto. O motivo, foi a doação do artista de uma obra sua de 39 metros para o país. Segundo Gilson, a peça vai representar um “marco do governo Bolsonaro”.  

Gilson Machado assume o Ministério do Turismo após passar um ano à frente da Embratur. Durante seu discurso de posse, ele exaltou o atual governo federal e falou sobre o turismo como chave para o crescimento econômico do país. O novo ministro também se comprometeu a dar seguimento a um projeto da primeira-dama, Michelle Bolsonaro: “Nós vamos fazer história com o turismo de inclusão e é bom que todos saibam que a ideia foi da senhora (Michelle). A gente vai fazer a diferença agora”.

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Além disso, Gilson fez questão de mencionar a presença de Romero Britto na cerimônia e revelou que o artista fez a doação de uma obra de arte sua para o país, um galo de 39 metros. Segundo o ministro, a peça será instalada no estado natal de Romero, e dele próprio. Entre elogios a Britto, Gilson falou sobre o significado do presente. “Essa obra será colocada na terra dele, na minha terra, em Pernambuco. Será o marco do governo Bolsonaro colocado em Pernambuco.  Quem não sabe, Romero nasceu em Pernambuco e hoje é o artista vivo com a obra de arte mais valorizada.”. 

 

Por decisão judicial, o quadro A Caipirinha, da artista brasileira Tarsila do Amaral, que pertencia a um empresário Salim Taufic Schahin, investigado na Operação Lava Jato, vai a leilão amanhã (17). Enquanto isso, a tela pode ser vista pelo público na Bolsa de Arte, no centro da capital paulista.

Quem quiser ficar com a tela terá que desembolsar, no mínimo, uma quantia superior a R$ 47 milhões, em pagamento à vista. O leilão será às 20h e mais informações podem ser obtidas pelo site. O dinheiro obtido com a compra desse quadro irá para uma conta do Tribunal de Justiça de São Paulo, onde ficará bloqueado até que o mérito de um recurso feito por um familiar do empresário seja apreciado.

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A família proprietária do quadro tentou suspender o leilão, que foi anunciado após 13 bancos terem aberto uma ação de execução ​contra o dono da obra por não pagamento de dívidas milionárias. O quadro pertenceu a Salim Taufic Schahin, um dos proprietários do Grupo Schahin, investigado na Operação Lava Jato e faliu em 2018. Para receber o pagamento dessas dívidas, os bancos entraram com uma ação na Justiça para sequestro dos bens do empresário. Entre esses bens estavam diversas obras de arte, como o quadro de Tarsila.

No início deste mês, o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Moura Ribeiro, negou pedido de tutela provisória que buscava suspender o leilão da obra. Apesar de manter o leilão, o juiz decidiu determinar o bloqueio do dinheiro obtido no certame em conta judicial, até que haja o julgamento de mérito do recurso, impetrado por um dos filhos de Schahin, que alega que a obra tinha sido doada a ele, pelo pai, há alguns anos atrás.

A obra

O quadro de cores fortes e traços bem geométricos foi pintado por Tarsila em 1923, em uma viagem que fez à França. Nele há a figura de uma mulher desenhada em uma paisagem rural.

Em uma carta que enviou de Paris para a sua família no Brasil, em abril deste mesmo ano, Tarsila escreveu sobre ele. “Na arte, quero ser a caipirinha de São Bernardo, brincando com bonecas de mato, como no último quadro que estou pintando”. Na carta endereçada aos pais, Tarsila ainda desenha um pequeno esboço da tela.

Está aberta para visitação em ambientes presencial e virtual a exposição “As Cores Vivas da Amazônia Naïf”, da artista paraense Maria José Batista. A mostra apresenta reflexões sobre natureza e sustentabilidade e pode ser visitada no Banco da Amazônia, no bairro da Campina, em Belém, ou acessada em um espaço virtual (aqui), até o dia 5 de fevereiro de 2021.

Maria José Batista é uma das maiores representantes da arte naïf (produção autodidata) do Pará e já recebeu vários prêmios, entre eles o Prêmio Banco da Amazônia de Artes Visuais 2020. A exposição conta com cerca de 20 obras criadas especialmente para o projeto.

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As obras representam a região belenense, sua cultura e tradição. A exposição é um recorte do ir e vir, dessa vida que pulsa nas ruas, nos mercados e feiras, nas esquinas da periferia e das baixadas, lugares onde a identidade paraense se constrói e se fortalece, lugares onde nascem os signos que nos marcam dentro e fora da cidade, do estado e da região, informa o texto de divulgação do trabalho.

“Quando o publico chegar ali ele vai ter oportunidade de fazer uma reflexão sobre o meio ambiente. Sobre as questões dos animais. Quase todos os animais das nossas florestas estão em extinção. Tem a questão das queimadas. O desmatamento. Os ribeirinhos, o povo ribeirinho é um povo que sofre muito com a questão da poluição dos rios”, declarou a artista.

A realização dessa exposição é, também, o fim e o início de ciclos. A artista se retirou da cena por um tempo, num período de aprendizado sobre si mesma e descoberta de novos caminhos de recomeço. Assim, o retorno inaugura nova fase na carreira de Maria José. Clique no ícone abaixo e ouça entrevista com a artista.

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Serviço

Artista visual: Maria José Batista

Curadoria: Marisa Mokarzel

Designer gráfico: Afonso Gallindo

Assessoria de Imprensa: Dani Franco

Fotos: Irene Almeida

Montagem: Marcelo Lobato

Produção: Maria Christina

Patrocínio: Banco da Amazônia através do Prêmio Banco da Amazônia de Artes Visuais 2020 e Espaço Cultural Banco da Amazônia.

Serviço: Exposição “As Cores Vivas da Amazônia Naïf”, de Maria José Batista.

Abertura: 9 de dezembro de 2020 Período de visitação: 10 de dezembro de 2020 a 5 de fevereiro de 2021

Por Sandy Brito.

 

Quase toda virtual. Assim será a edição 2020 da Virada Cultural de São Paulo que ocorre no próximo fim de semana. O evento que coloca a população da região metropolitana da maior cidade do país nas ruas para curtir atrações como shows, exposições, peças teatrais, exibições de filmes e espetáculos circenses em 24 horas ininterruptas desta vez improvisa o ambiente digital para apresentar grandes nomes da arte brasileira e mundial em meio à pandemia.

Ao todo, serão 400 atrações realizadas em diversos equipamentos culturais distribuídos por toda a cidade. A organização do evento centralizou os shows musicais no Theatro Municipal, que vai receber atrações como Elza Soares e Flávio Renegado, Elba Ramalho, Arnaldo Antunes e Criolo. A casa também é palco das performances das sambistas Mart’Nália e Fabiana Cozza, que comandam o III Encontro Nacional de Mulheres. Não haverá presença de público.

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Além da Música Popular Brasileira, as peças clássicas aparecem no Municipal com a apresentação da Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo e também celebra os 250 anos do compositor alemão Ludwig van Beethoven (1770-1827). Os 13 pianistas convidados vão executar as “32 Sonatas de piano de Beethoven” em 10 horas e 12 minutos de concerto transmitido via internet.

O “Menor Festival de Jazz do Mundo” também é uma das atrações musicais da Virada com o Projeto Jazz na Kombi. Para os fãs de Hard Core, o show é da banda brasileira Statues on Fire, na Casa de Cultura do Butantã. O show dos roqueiros será aberto para 50 pessoas. Junto com as projeções visuais ao ar livre, a apresentação é um dos poucos eventos com presença do público na edição de 2020.

Artes Visuais

Os artistas das expressões visuais apresentam os dotes nas intervenções urbanas. No Vale do Anhangabaú, a mostra “Anhagabaú: Um Rio de Luz e Resistência”, fica em cena com as projeções cênicas expostas nas árvores e nas fontes do local entre a noite de sábado e a madrugada de domingo. Nos prédios do entorno do Minhocão, o "Empena Feminina" vai projetar obras de dez artistas mulheres. 

Para representar um protesto pelo fim da violência contra a mulher em meio à pandemia, a apresentação performática “Mulheres em Quarentena: o que restou do barro silenciou a mulher” traz seis pessoas do sexo feminino de diferentes regiões do país para responder à tentativa de calar as denúncias por meio da arte em uma produção inédita.

Todas as transmissões serão feitas online por meio do YouTube da Virada Cultural.

Homenagem

Na Penha, na região leste da cidade, a fachada do Centro Cultural será coberta por um lambe-lambe fotográfico em homenagem ao músico, arranjador e compositor paulista Itamar Assumpção (1949-2013).

Mais detalhes da programação da 16ª edição da Virada Cultural de São Paulo estão no portal do evento na internet.

 

A Sony adquiriu os direitos do serviço de streaming Crunchyroll da AT&T por US$ 1,175 bilhão. A plataforma é conhecida por oferecer um catálogo com mais de 700 animes.

Atualmente o Crunchyroll é responsável por exibir semanalmente os animes, “One Piece” (1999), “Yashahime: Princess Half-Demon” (2020), “Digimon Adventure” (2020) e “Dragon Quest: The Adventure of Dai” (2020), que são disponibilizados com legendas em português poucas horas após a transmissão no Japão.

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A Sony também é dona do streaming Funimation, lançado no Brasil há pouco tempo com a proposta de trazer animes dublados, entre eles “Attack on Titan” (2013), “Cowboy Bebop” (1998), “My Hero Academia” (2017) e “Overlord” (2015).

No Brasil, o Crunchyroll está disponível com assinaturas de R$25 ao mês ou R$315 no plano anual. Já a Funimation possui plano mensal de R$24,90 ou R$ 249,90 por ano.

A Sony não informou se integrará os dois serviços ou se vai mantê-los separados.

Cada vez mais popular, a tatuagem parece ter perdido, quase por completo, alguns estigmas negativos. Sendo menos estereotipadas e com a especialização dos profissionais da área, as tattoos têm sido vistas - e produzidas - como verdadeiras obras de arte. No entanto, o valor necessário para se adquirir arte nem sempre está acessível a todos e, para reverter isso, tatuadores precisam usar ainda mais da criatividade para atrair a clientela. Assim nasceu o Consórcio de Tatuagem, criado pelo artista pernambucano Leandro Leandro Lira. 

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Leandro tatua há cerca de sete anos, mas se considera um artista mesmo há quatro, desde que começou a desenvolver um estilo próprio e se identificar com a arte. Ele é especialista em ilustrações com temáticas da cultura nordestina e seus trabalhos costumam fazer sucesso nas redes sociais com tattos que trazem elementos do Carnaval; das tradições pernambucanas, como o maracatu; e até paisagens do Recife e Olinda. 

Tatuagens autorais e exclusivas, como as de Leandro, têm o seu custo. O artista falou, em entrevista ao LeiaJá, sobre como lida com a relação preço X valor, em se tratando do seu produto artístico. “Na medida que o profissional vai evoluindo, ele vai criando uma qualidade, tanto de material como de arte e quando ele começa a definir o seu estilo próprio, cada dia mais, você vai sendo valorizado (pelo público) e vai entendendo quanto custa sua arte. Claro que você também tem que usar o bom senso pra saber o limite até onde pode cobrar, acho que tem muitas pessoas que passam esse limite, criando valores exorbitantes. Eu costumo sempre ter o pé no chão com isso e tentar equilibrar”.

O trabalho de Leandro é autoral e tem inspiração na cultura nordestina. Foto: reprodução/Instagram

E foi com esse “pé no chão” que o artista teve um insight. Em pleno ano pandêmico, no qual uma forte crise econômica acometeu grande parte da população, ele pensou em um formato para facilitar o acesso dos clientes ao seu trabalho: o Consórcio de Tatuagem.  “Tanta coisa que já tem consórcio: planos de viagem, de carro, casa, por que não de tatuagem? Hoje a arte está sendo vista de formas diferentes, as pessoas estão procurando trabalhos autorais, exclusivos, então desde o começo eu tento inovar, trazer o diferente. Durante a pandemia, muita gente me procurou pra tatuar com o dinheiro do auxílio emergencial. Percebi que muita gente está passando por situação difícil mas que gosta e quer se tatuar. Foi daí que eu bolei a estratégia de criar esse plano de parcelamento sem juros”.

O consórcio pode ser semanal, quinzenal ou mensal, e contará com um grupo inicial de 20 pessoas. Os valores das parcelas serão de R$ 200 e a tatuagem deverá ter o valor total mínimo de R$ 1.500. Cliente e artista firmarão um contrato simples, para que ambos estejam resguardados, e o trabalho será feito ao final do pagamento das parcelas. Um dos objetivos de Leandro, é atrair mais clientes da classe C dando-lhes a oportunidade de ter uma tatuagem com a sua assinatura. “Enquanto você é (só) tatuador, você tatua pra ganhar dinheiro;quando você se torna um artista, você passa a observar sua arte, amar o que você faz e o dinheiro se torna só uma consequência, uma moeda de troca para o que você está fazendo”. 

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O festival brasileiro que celebra a cultura pop, Comic Con Experience, começou hoje (4), em formato virtual devido a pandemia do coronavírus (Covid-19). A principal atração do dia foi a participação do ator, dramaturgo e escritor Jim Beaver, conhecido por viver o caçador Bobby Singer na série “Supernatural” (2005-2020).

O ator concedeu entrevista na Thunder Arena e afirmou que, mesmo após 15 anos da estreia de “Supernatural”, ele ainda não se acostumou com o sucesso e com a atenção dos fãs. “Realmente atribuíram ao personagem um grande carinho. A maneira como as pessoas se apegaram ao personagem foi incrível”, declara. 

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Beaver diz que não esperava o sucesso do personagem e que só foi perceber o quanto o público admirava Bobby Singer na primeira convenção de fãs. “Eu fiquei chocado quando descobri que eles sabiam quem eu era”, lembra o ator, que diz sentir falta do personagem.

Apesar de manter contato com a equipe de “Supernatural” pelo Facebook, o ator explicou que, por questões de distância, eles só se encontram em eventos de fãs, algo que no momento não ocorre, devido à crise sanitária do coronavírus (Covid-19).

Atualmente, Beaver interpreta o personagem Robert Singer no seriado “The Boys” (2019 - Amazon Prime Video). Durante a entrevista de hoje, ele revelou que seu personagem terá mais destaque na terceira temporada da série. Além disso, ele também disse que novos atores vão entrar para o elenco, mas não citou nomes nem deu detalhes. “Odiaria dar com a língua nos dentes”, brinca Beaver.

A CCXP Worlds acontece de 4 a 6 de dezembro.

O Leilão em Chamas se uniu às integrantes pernambucanas do Trovoa -  movimento e articulação nacional de artistas, curadoras e arte educadoras -, e ao Centro Cultural A Casa de DonArlinda, localizado em Camaragibe, na Região Metropolitana do Recife, para realizar o primeiro leilão virtual de obras feitas por artistas negras e indígenas de Pernambuco. O evento online acontece neste sábado (28), com transmissão a partir das 15h, ao vivo, no Youtube do Leilão em Chamas Oficial.

A iniciativa surgiu como uma forma de minimizar os impactos causados pela pandemia do novo coronavírus entre as artistas, que tiveram suas produções e arrecadação prejudicadas durante o período pandêmico. Serão contempladas 22 artistas, entre mulheres cis e trans, negras e indígenas do estado de Pernambuco. A curadoria do leilão tem assinaturas de Ariana Nuala e Tayná Maísa, que visaram abarcar a diversidade territorial, de classe e de corpos na produção pernambucana das artes visuais. 

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Os lances começarão a partir do valor estipulado pela autora da obra, porém, caso o trabalho não receba novos lances, a peça será ‘colocada no fogo’, uma maneira descontraída que os organizadores acharam para  provocar o público a reagir e não deixar as artes se perderem. Estarão disponíveis obras de artistas participantes na última ação do Trovoa, realizada em 2019 no Museu da Abolição, mas também novos nomes no cenário das artes plásticas pernambucanas. As obras podem ser vistas no instagram do Leilão em Chamas. 

Serviço

Leilão Trovoa em Chamas

Sábado (28) - 15h

Ao vivo no youtube do Leilão em Chamas Oficial

 

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A exposição “Durante a Chuva”, que conta com mais de 30 trabalhos, vai marcar a edição 2020 da MOAV, a Mostra Universitária dos alunos do curso de Artes Visuais e Tecnologia da Imagem da UNAMA - Universidade da Amazônia. A 17ª MOAV poderá ser visitada na Galeria Graça Landeira, localizada na UNAMA Alcindo Cacela, das 14 às 18 horas, entre os dias 27 de novembro e 18 de dezembro. 

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Em virtude da pandemia do novo coronavírus, as visitações deste ano terão controle de frequência. Também será possível acessar a exposição em plataformas virtuais

A Comissão da MOAV, formada pelos alunos Ana Sarah Santos, Andressa Rocha, Jéssica Soares, João Sousa, Lara Dahas, Lucelia, Nascimento, Luiz Veiga, Paula Luíza Sobreito, Vitória Freitas e Yuri Dahas, organizou um acervo de trabalhos autorais de alunos de diversos cursos da UNAMA, entre pinturas, fotografias, colagens e desenhos. 

A MOAV permite a participação de todos os alunos regularmente matriculados na instituição e a seleção das obras é realizada por um júri especializado. Este ano, a seleção contou com participação dos professores Armando Sobral, Jorge Eiró e Mariano Klautau. 

A exposição “Durante a chuva” reúne as obras dos artistas Aluízio Neto, Ana Paula Campos, Beatriz Paiva, Beatriz Rosas, Eryk Oliveira, Gonçalves Feitoza, João Vitor Dias, Julia Brabo, Letícia Nunes, Lua Portugal, Luíza Lauzid, Marcela Botelho e Valéria Aranha.

Da assessoria do evento.

 

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