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Depois de três meses e meio de confinamento, o Louvre de Paris, o museu mais visitado do mundo, reabriu nesta segunda-feira as portas, mas com a queda do turismo provocada pela pandemia, o número de visitantes foi reduzido e sobretudo de moradores da cidade.

Alguns visitantes aguardavam, de máscara, na fila pouco antes da abertura às 9h00. Um cartaz informava que não havia mais ingressos para o dia.

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Por motivos de saúde, o museu pretende receber apenas 7.000 pessoas por dia, contra 30.000 antes da pandemia de COVID-19, anunciou o presidente da instituição, Jean-Luc Martínez.

"Estava com muita saudade, há cinco meses não visitava", afirmou à AFP Elodie Berta, guia especializada em obras de "street art". "Paris não pode viver sem cultura", acrescentou a parisiense, visivelmente emocionada.

- Observar finalmente a Mona Lisa -

"Esta é nossa quinta ou sexta vez no Louvre. Mas nunca conseguimos ver a Mona Lisa (devido ao grande número de visitantes, mas desta vez esperamos observá-la", disse Helene Ngarnim, moradora da cidade, ao lado dos dois filhos adolescentes.

De acordo com números oficiais, 75% do público habitual do Louvre é formado por estrangeiros, especialmente americanos, chineses, sul-coreanos, japoneses e brasileiros. Nas primeiras semanas de reabertura, no entanto, o museu espera receber principalmente franceses e cidadãos dos países europeus vizinhos.

O Louvre não fechava as portas por um período tão prolongado desde a Segunda Guerra Mundial.

Depois de registrar mais de 40 milhões de euros (45 milhões de dólares) de perdas devido ao confinamento, a direção prevê três anos difíceis, levando em consideração que o número de ingressos vendidos em 2020 ficará muito abaixo do recorde de mais de 10 milhões registrado em 2018 e dos 9,6 milhões do ano passado.

O dispositivo para receber os visitantes foi estudado para evitar qualquer incidente sanitário que possa obrigar o museu a fechar novamente. Martínez explicou que o Louvre pode suprimir algumas faixas de horário caso aconteça algum problema.

Mas a direção está confiante porque os espaços no museu são muito amplos.

Todos os visitantes com mais de 11 anos devem usar máscara já a partir da fila de entrada.

"Mona Lisa", "Vitória de Samotrácia", "A Liberdade guiando o povo", "A Balsa da Medusa", "A Vênus de Milo": diversas maravilhas do Louvre podem ser admiradas, mas 30% das coleções não estarão acessíveis em um primeiro momento, como esculturas francesas da Idade Média e renascentistas e as artes da África, Ásia, Oceania e Américas.

Mas ainda há muito por ver: mais de 30.000 obras em uma superfície de 45.000 metros quadrados. E sem o grande fluxo habitual, o público aproveitará uma visita mais tranquila.

Setas da cor azul indicam o percurso a seguir e as pessoas não poderão retornar em sua trajetória. Marcas no chão pretendem evitar aglomerações em pontos estratégicos.

A única exposição temporária aberta é "Figura de artista", inaugurada antes do confinamento e prolongada. Apresenta uma seleção de pinturas, especialmente retratos, de Rembrandt, Dürer, Delacroix e Vigée-Lebrun.

A temporada dedicada aos gênios renascentistas, após o grande sucesso da mostra' "Leonardo da Vinci", foi adiada.

Martinez explicou em junho que o museu trabalha em um "plano de transformação" com o Estado, seu principal mecenas, que será acompanhado de uma campanha de "ajuda financeira".

O plano também visa os Jogos Olímpicos de Paris-2024. "Temos que estar preparados (...) Abrir por mais horas, mais salas, esta é a aposta", resumiu.

O Louvre, o maior e mais visitado museu do mundo, voltará a abrir suas portas nesta segunda-feira em Paris, com todas as precauções para prevenir o contágio do coronavírus e sem a avalanche habitual de turistas nesta época do ano.

A crise do coronavírus deixou "mais de 40 milhões de euros em perdas" para o Louvre, anunciou o presidente Jean-Luc Martínez.

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A partir de segunda-feira, 70% deste museu público, cerca de 45.000 m2, estarão abertos ao público.

"Perdemos 80% de nosso público. 75% de nossos visitantes são estrangeiros. Teremos no máximo entre 20% e 30% de nosso público do verão de 2019, entre 4.000 e 10.000 visitantes diários", disse Jean-Luc Martínez à imprensa na semana passada. Neste verão, não se repetirão cenas como as do ano passado, nas quais muitas pessoas foram impedias de entrar.

As reservas de horário para as visitas abriram em 15 de junho pela internet e é praticamente a única forma de entrar no museu, embora também seja permitido tentar no próprio estabelecimento se houver vagas de horário livres. Em 24 de junho, o mais recente dado fornecido, havia 12.000 reservas, principalmente para julho.

Em tempos de pandemia e isolamento social, a criatividade de uma fotógrafa especializada em registrar a natureza tem chamado a atenção de seus seguidores no Instagram. Acostumada a viajar pelo mundo para clicar paisagens deslumbrantes, a canadense Erin Sullivan reproduziu cenários alusivos aos naturais por meio da ilusão de ótica. Para isso, ela usa itens que estão ao alcance das mãos, como objetos e alimentos.

Que tal tentar adivinhar como foram feitas as imagens da fotógrafa? Veja:

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Além de surpreender os fãs com a ação, Erin sugeriu a tag #OurGreatIndoors e desafiou os mais de 150 mil admiradores na rede social a fazerem as próprias montagens de cenário relacionados à natureza. O resultado foi ainda mais espantoso. A iniciativa, que começou no final de abril, tem mais de 1,5 mil reproduções inspiradas pela criação da canadense. "Como fotógrafa de viagem, passo muito tempo fora de casa e fotografando lugares interessantes ao redor do mundo. Quando a ordem de ficar em casa entrou em vigor, quis me desafiar a continuar criativa em meu ofício sem sair de casa", relata a fotógrafa, em entrevista ao site lituano de turismo Bored Panda.

Os cenários são compostos por objetos como bonecos, pratos, recipientes, candeeiros, papel, travesseiros, cobertores, além de alimentos, como panquecas e brócolis. Junto ao conteúdo fotográfico, Erin compartilha um modelo de making-off da produção com os seguidores.

A crise do novo coronavírus já provocou "mais de 40 milhões de euros de perdas" (US $ 45 milhões) para o museu do Louvre, informou seu presidente, que anunciou um "plano de transformação" em vista das Olimpíadas de Paris de 2024.

"O que constatamos e o que pode ser estimado: perdemos mais de 40 milhões de euros entre bilheteria, aluguel de espaços e renda variada", disse Jean-Luc Martínez, chefe do museu mais visitado do mundo, com 9,6 milhões de entradas em 2019.

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O resto "dependerá das visitas neste verão e outono", explicou. No entanto, as previsões não são animadoras.

"Vamos passar cerca de três anos com uma frequentação menor", estimou Martínez, que, na ausência de turistas estrangeiros, espera atrair mais parisienses e habitantes da periferia para o Louvre.

"Perdemos 80% de nosso público. 75% de nossos visitantes são de origem estrangeira. No máximo, teremos 20/30% de nosso público neste verão (em comparação com o anterior): entre 4.000/5.000 e 10.000 visitantes por dia", disse ele.

"Estamos trabalhando com o ministro da Cultura, Franck Riester, em um plano de transformação do museu", que será acompanhado por uma solicitação de "ajuda financeira" ao Estado, que já é o "primeiro patrono" do museu.

"Temos que estar prontos em 2023/2024 e nos preparar para os Jogos Olímpicos. Abrir mais horas, mais salas, é a aposta de 2024", resumiu.

Por outro lado, o site do Louvre, cujo tráfego aumentou dez vezes desde o início da epidemia, "será completamente renovado no próximo ano", explicou.

O Museu de História Natural de Nova York anunciou que vai retirar a estátua do ex-presidente americano Theodore Roosevelt da entrada principal da instituição, em um momento de intensa campanha nacional contra os monumentos históricos considerados racistas.

O museu informou que fez o pedido ao prefeito de Nova York, Bill de Blasio, e que este aceitou em meio às manifestações nacionais contra o racismo e a brutalidade policial após a morte de George Floyd, um homem negro, por um policial branco em 25 de maio em Minneapolis.

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"Enquanto nos esforçamos para avançar na busca apaixonada de nossa instituição, nossa cidade e nosso país por justiça racial, acreditamos que a remoção da estátua será um símbolo de progresso e de nosso compromisso para construir e sustentar uma comunidade do museu inclusiva e equitativa e uma sociedade mais aberta", afirmou Ellen Futter, presidente do museu, em um comunicado.

Teddy Roosevelt, que foi presidente dos Estados Unidos de 1901 a 1909, é considerado um dos primeiros conservacionistas e naturalistas americanos.

Mas sua estátua de bronze, que desde a inauguração do museu em 1940 o apresenta poderoso, a cavalo, ao lado de um negro e um indígena a pé a cada lado, simboliza para muitos o colonialismo e a discriminação racial.

O prefeito aceitou o pedido para retirar a imponente estátua de Theodore Roosevelt da entrada do museu, localizada no Central Park West, diante do Central Park.

“O Museu Americano de História Natural pediu para remover a estátua de Theodore Roosevelt porque apresenta explicitamente negros e indígenas como subjugados e racialmente inferiores. A cidade apoia a solicitação do museu", afirmou De Blasio.

"É a decisão correta e o momento correto para remover esta estátua problemática", completou o prefeito.

O bisneto de Roosevelt, Theodore Roosevelt IV, administrado do museu, concordou com a decisão.

"O mundo não precisa de estátuas, relíquias de outro época, que não refletem os valores da pessoa que desejam homenagear nem os valores de igualdade e justiça", afirmou no mesmo comunicado.

Manifestantes que protestam contra o racismo nos Estados Unidos atacaram estátuas de várias figuras históricas, incluindo o navegador italiano Cristóvão Colombo, apresentado por séculos como o "descobridor da América", mas agora considerado por muitos como um dos responsáveis pelo genocídio indígena, em Richmond, Virgínia; em Boston, Massachusetts; e em Miami, Flórida.

Toda semana, o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateubriand (Masp) disponibilizará em seu Instagram (@masp) a imagem de uma obra de seu acervo para que o público, em casa, possa criar releituras em desenho. A iniciativa Masp [Desenho] em Casa escolherá as melhores reproduções, que receberão como prêmio um ano de acesso gratuito ao museu.

Para participar, é preciso ficar atento à obra publicada às terças-feiras, fazer o desenho, publicar em seu perfil no Instagram marcando o Masp e usando o #maspdesenhosemcasa até às 23h59 do domingo. Os vencedores serão conhecidos às segundas-feiras.

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A obra desta semana é "Amnésia" (2015), do paulista Flávio Cerqueira, que integra o contexto de histórias afro-atlânticas. Nesta quinta-feira (18), às 16h, uma live reunirá o antropólogo Hélio Menezes e o artista Cerqueira, que irão debater a respeito da produção e participação na exposição.

Um dos três autorretratos de Rembrandt de propriedade particular será colocado à venda em julho a um preço estimado entre 12 e 16 milhões de libras (15 a 20 milhões de dólares), anunciou nesta segunda-feira (8) a casa de leilões Sotheby's.

Apenas três dos autorretratos do mestre holandês permanecem em mãos particulares: a Sotheby's de Londres vendeu um em 2003 e outro está emprestado a longo prazo na Galeria Nacional da Escócia.

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O terceiro, "Autorretrato com colar e chapéu preto", é o mais antigo dos três e estará à venda na casa de leilões de Londres em 28 de julho.

Este autorretrato é um dos anos 80 que o artista pintou durante sua carreira. Data do final de 1632, quando Rembrandt, com então 26 anos, estava morando em Amsterdã e desfrutando de seu primeiro sucesso comercial.

"O rosto de Rembrandt é instantaneamente reconhecível para nós em todas as fases de sua vida adulta, muito mais do que qualquer outro pintor", diz George Gordon, diretor da Sotheby's.

"Sabemos que este quadro foi pintado em um período de tempo notavelmente curto, porque o artista pintou o fundo primeiro, mas quando assinou o fundo ainda estava úmido, ainda estava molhado, já que assinatura ficou gravada pelo pincel", explicou.

De acordo com Gordon, o traje formal, incomum entre as dezenas de autorretratos do artista, sugere que ele queria se mostrar da melhor maneira possível, enquanto cortejava aquela que se tornaria sua musa e esposa, Saskia, para convencer seus pais de que ele era um bom partido.

Realizado logo após se instalar em Amsterdã, também poderia servir como cartão de visita e mostrar a seus clientes em potencial a situação florescente do pintor.

Com seu calendário afetado pela pandemia de coronavírus, a Sotheby's decidiu realizar em uma única noite uma venda reunindo mais de 500 peças de todas as épocas, dos antigos mestres aos contemporâneos.

As obras serão exibidas na Sotheby's em Londres por três semanas.

A Turma da Mônica segue no combate à pandemia causada pelo novo coronavírus (Covid-19). A mais nova publicação da Mauricio de Sousa Produções (MSP) é uma cartilha elaborada para conscientizar a população sobre o uso das máscaras de proteção, que podem reduzir o risco de contágio pela Covid-19.

A criação da MSP apresenta o passo a passo para utilização eficaz das máscaras e o descarte correto do item. Na cartilha, personagens como Milena, Pelezinho, Cebolinha, Magali e a própria Monica detalham porque a proteção com o equipamento é importante. Além disso, o material ressalta que o objeto é mais um escudo contra a Covid-19, mas especifica que ações como a lavagem das mãos e a higienização de outras superfícies também são importantes para a não propagação do vírus.

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O material também orienta para a utilização das máscaras feitas de tecido não-descartável. Além das recomendações para a lavagem correta do item, a cartilha ensina pais e responsáveis por crianças de até dois anos a não colocarem a proteção nos pequenos. Já para a faixa etária de três a dez anos, o uso é recomendado, mas deve ter a supervisão dos adultos.

A produção foi divulgada no perfil do Instagram da Turma da Mônica e a utilização da cartilha pelo público é gratuita.

Como em inúmeras áreas, ainda há a questão sobre a visibilidade das mulheres no mundo das artes. O LeiaJá separou a história de cinco mulheres que tiveram suas identidades ofuscadas por seus maridos, negociadores, professores, entre outros, e que morreram sem o justo reconhecimento por seus feitos artísticos.

1 – Sofonisba Anguissola

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Anguissola (1535-1625) foi uma pintora renascentista italiana especializada em retratos. Uma das primeiras mulheres a receber treinamento artístico formal, ela rapidamente alcançou níveis internacionais de fama. Sua genialidade artística foi eminente o suficiente para a corte espanhola convidá-la para tutorar a rainha Elizabeth de Valois e para servir como pintora da corte do rei Phillip II. No entanto, sua posição oficial era "dama de companhia". Isso dificultou a identificação de suas obras mais tarde, combinada com o fato de ela raramente as assinar. Como Anguissola era pintora ‘’não-oficial’’ da corte, o subpintor Alonso Sánchez Coello assumiu esse papel e se apoderou de inúmeras obras da artista quando um incêndio  ocorreu na corte espanhola durante o século XVII e destruiu a maioria de suas obras. Quando suas pinturas remanescentes foram encontradas sem sinal, uma consulta do registro histórico sugeria que o autor das obras fosse Coello, pois ele era o pintor da corte oficialmente nomeado durante o reinado de Philip. Como resultado, os historiadores atribuíram quase todos os retratos feitos por Sofonisba Anguissola a ele, uma má atribuição que durou três séculos. A artista abriu o caminho para as mulheres se tornarem artistas profissionais em um momento e local em que isso era impensável.

 

2 – Artemisia Gentileschi

Artemisia Gentileschi (1593-1653) foi uma pintora barroca italiana. Sua reputação e mérito artístico, sem dúvida, têm florescido nos últimos anos. Isso se deve à descoberta de sua assinatura em muitos trabalhos artísticos e carregados de emoções, anteriormente atribuídos aos homens ao seu redor. Sua maior pintura, "Susanna e os Anciãos", foi, por muito tempo, atribuída a seu pai, Orazio Gentileschi. A confirmação de que a pintura era de Artemisia só veio após uma profunda pesquisa e literatura de sua vida. Ela tinha apenas dezessete anos quando completou a tela, o que apenas alimentou a teoria de que era o trabalho de seu pai e não dela. Os especialistas corrigiram outra atribuição incorreta recentemente em fevereiro passado. Uma pintura do bíblico Davi e Golias é oficialmente obra de Artemisia Gentileschi. O conservador Majo Prieto Pedregal, trabalhando para o Simon Gillepsie Studio, descobriu a assinatura da artista durante a conservação.

 

3 – Judith Leyster

Judith Leyster (1609-1660) foi uma pintora holandesa de cenas e retratos de gênero. No século 21, ela é uma das figuras femininas mais reconhecidas da Idade do Ouro holandesa. Leyster também teve sucesso durante sua própria vida. Pertencia à Associação Haarlem de São Lucas e foi uma das primeiras mulheres a fazê-lo. Apesar de suas realizações artísticas, ela teve uma carreira de curta duração que teve que abandonar após o casamento. Ela então caiu na obscuridade e ressurgiu no final do século XIX. A maioria das obras de Leyster foi atribuída postumamente a Frans Hals , um contemporâneo dela que também pintou cenas de gênero jovial. De fato, de suas 35 pinturas sobreviventes, a maioria foi atribuída ao marido de Hals ou Leyster, Jan Miense Molenaer . Aqueles que não foram designados para nenhum dos dois homens foram simplesmente deixados sem atribuição. Durante quase cem anos, foi como se Judith Leyster nunca tivesse existido.

 

4 – Marie-Denise Villers

Marie–Denise Villers (1774–1821) foi uma pintora neoclássica francesa, especialista em retratos e aluna de Jacques-Louis David . Historiadores de arte atribuídos a seu Retrato de Charlotte du Val d'Ognes / Desenho da Moça, uma pintura muito discutida recentemente.

 

5 – Caroline Louisa Daly

Caroline Louisa Daly (1832-1893) foi uma pintora canadense do século XIX. Descoberta em 2017, ela estava "escondida" há mais de 50 anos. A galeria que abrigava suas aquarelas as atribuiu por décadas a John Corry Wilson Daly e Charles Daly. A lenta revelação da identidade da artista começou com a visita do bisneto de Caroline Louisa Daly, Richard Jenkins, à Galeria de Arte do Confederation Center, em Prince Edward Island, Canadá. As pinturas que ele viu ali lembraram as telas de sua bisavó. Ele contatou a galeria com sua hipótese: as pinturas atribuídas a John Corry Wilson Daly e Charles Daly pertenciam a sua bisavó. A equipe do museu iniciou uma investigação de dois anos sobre registros históricos para descobrir que as obras realmente eram de Louisa Daly.

Discurso carregado de metáforas, duplos significados e referências à cultura popular – do cinema, a literatura e arte – o rap é um gênero musical que mistura estéticas diversificadas, tornando-o um estilo musical extremamente visual. Muito antes de "Picasso Baby", de Jay Z, separamos cinco pintores aos quais os rappers amam se comparar. 

Jean-Michel Basquiat

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"Contraia minha mente, meus pensamentos continuam escapando. Poder da caneta, uma obra de arte como Basquiat", define Ja Rule na música "Believe". Jean-Michel Basquiat (1960-1988) é, sem dúvidas, o artista mais referenciado na cultura hip-hop por conta de sua jornada dramática. Cantores franceses, alemães e brasileiros já citaram o artista em suas faixas, como o rapper Froid no som "A Pior Música do Ano". Nascido e criado em Nova York, Basquiat foi expulso de casa aos 17 anos e logo se tornou famoso na cena underground americana. Viveu um breve romance com Madonna do final da década de 1980 e teve sua carreira na arte contemporânea impulsionada por Andy Warhol. Basquiat faleceu aos 27 anos por conta de uma overdose de heroína.

 

Pablo Picasso

"Um pintor lírico, príncipe fresco e todos vocês admirados com minha essência de Picasso", dispara o Dj Jazzy Jeff e The Fresh Prince na música "Just Kickin it". Se existe um artista "universalmente conhecido em todo o mundo, um artista cuja energia criativa e sucesso foram inspiradores, é Pablo Picasso", como comenta a Daily Art Magazine. Precursor e líder de sua época, o artista espanhol aparece em músicas de diversos rappers como Mac Miller (1992-2018), Kool Moe Dee e Jay-z. Picasso aprendeu o ofício das artes quando criança. Seu pai era professor de desenho e incentivou o jovem Picasso a seguir pelo mesmo caminho. Estudiosos da história da arte afirmam que o espanhol começou a criar aos 4 anos e parou apenas em sua morte, aos 89 anos.

 

Rembrandt 

Rembrandt van Rijn (1606-1669) foi o artista holandês mais famoso do século 17. Ficou conhecido por suas técnicas de claro-escuro (ou luz e sombra), com um contraste perceptível e habilidades de representação. Na faixa "On & On" o rapper MIMS se define dizendo "eu toco como Rembrandt. Toco nas estrelas porque o céu não tem limite’" Rembrandt é considerado por muitos o maior pintor do mundo. Também é conhecido por ser o percursor da "selfie", de acordo com a exposição "All The Rembrandt" de 2019, onde havia inúmeros auto retratos do pintor.

 

Andy Warhol

Obcecado pela cultura pop, Andy Warhol (1928-1987) se tornou referencial comparativo de fama para rappers como A$AP Twelvyy na faixa "Fraternal Twins". Warhol também é citado em músicas de Doughboy e Jay-z. Andy Warhol nasceu na Pensilvânia, EUA. Considerado um dos artistas mais influentes da segunda metade do século 20, Warhol foi uma figura de destaque no movimento artístico conhecido como pop art, produzindo obras consideradas de fácil entendimento à maioria das pessoas (cultura de massa). Se tornou artista plástico, ilustrador, pintor e cineasta e ficou conhecido por explorar conceitos de publicidade em suas obras.

 

Salvador Dali 

Dali (1904-1989) foi o pintor surrealista mais relevante do movimento. Sua personalidade forte e original fez toda a diferença e isso jamais passaria despercebido pelos rappers. Club Dongo, 21 Savage e Directors são apenas alguns dos nomes que já citaram Dali em suas músicas. Nascido na Catalunha, Espanha, Dali se tronou o surrealista mais famoso de todos os tempos. Começou a pintar aos 13 anos de idade. Estudou na "Academia de Artes de San Fernando" em Madrid, de onde foi expulso em 1926, pois se recusou a fazer as provas finais da disciplina de Teoria das Belas Artes. Também foi expulso do movimento surrealista pelo fundador André Breton, por ter ideologia política distinta. Na época, chegou afirmar que "a diferença entre os surrealistas e eu é que, na verdade, eu sou surrealista".

O artista plástico Christo, famoso por suas colossais criações baseadas em monumentos como o Pont Neuf em Paris ou o Reichstag em Berlim, morreu neste domingo aos 84 anos, disseram seus colaboradores em sua conta oficial do Facebook.

O artista, Christo Vladimirov Javacheff, "faleceu de causas naturais em 31 de maio de 2020 em sua casa em Nova York", de acordo com uma mensagem divulgada por seu escritório na rede social.

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Christo formou com sua esposa, a criadora Jeanne-Claude, um dos casais mais mediáticos da arte contemporânea.

Suas obras criadas in situ, precisavam de anos de concepção e milhões de dólares para serem realizadas, embora durassem apenas alguns dias.

Inventor de um novo gênero artístico, "o tecido do espaço", Christo havia envolvido a famosa ponte Pont Neuf em Paris (1985) e o Reichstag em Berlim (1995), entre outras criações.

"Christo viveu sua vida plenamente, não apenas imaginando o que parecia impossível, mas percebendo. O trabalho de Christo e Jeanne-Claude reuniu pessoas com experiências compartilhadas de todo o mundo, e seu trabalho é perpetuado em nossos corações e nossas memórias", escreveram seus colaboradores na mensagem.

Nascido em 13 de junho de 1935 em Gabrovo, na Bulgária, Christo fugiu em 1956 em um trem de mercadorias do regime comunista e do realismo soviético ensinado na Faculdade de Belas Artes de Sofia.

Em 1958, ele conheceu sua esposa francesa, Jeanne-Claude Denat de Guillebon, que morreu em 2009 em Paris.

Christo decidiu se estabelecer em Nova York e obteve a cidadania americana.

Seu último projeto em preparação, o envoltório do Arco do Triunfo na capital francesa, anunciado como um dos eventos mais espetaculares do outono, teve que ser adiado por um ano devido à epidemia de coronavírus.

Mantendo o distanciamento social e usando máscaras, os turistas na Flórida poderão reencontrar "Mickey" quando a Disney World reabrir seus parques temáticos, em 11 de julho, um mês depois do Sea World e Universal Studios fazerem o mesmo, anunciaram autoridades nesta sexta-feira.

"Os planos de reabertura do Walt Disney World Resort e Sea World foram aprovados", diz em comunicado o prefeito Jerry Demings, do condado de Orange, ao qual pertence a cidade de Orlando.

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O estado aprovou os planos de reabertura do parque aquático Sea World em 10 de junho e do resort Walt Disney World em 11 de julho, segundo o prefeito. Os parques da Disney "Magic Kingdom" e "Animal Kingdom" reabrirão no mesmo dia, seguidos do Epcot e Hollywood Studios em 15 de julho. O Universal Studios Orlando tem aprovação para reabrir bem antes, em 5 de junho.

Os parques temáticos de Orlando foram fechados repentinamente, em meados de março, para conter o avanço do novo coronavírus.

"Pode ser diferente desde que você nos visitou pela última vez", diz o site da Disney World, onde estão descritas as medidas de segurança. "Mas juntos encontraremos novas formas de criar momentos e lembranças mágicas."

A cidade de Orlando, no centro da Flórida, concentra a maioria dos parques temáticos do estado e é visitada anualmente por milhões de turistas de todo o mundo.

O museu do Louvre, em Paris, voltará a abrir suas portas no próximo 6 de julho, como parte das medidas de desconfinamento gradual na França, informou a instituição nesta sexta-feira (29).

Os visitantes terão que reservar a visita com antecedência e deverão usar máscaras para andar pelo museu, informou o Louvre.

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O sistema de reservas online, que o museu já havia usado para exposições de grande sucesso, será aberto no dia 15 de junho. Ele está fechado desde 13 de março.

"Ainda que tenhamos conseguido aproveitar os tesouros do Louvre por visitas virtuais, nada se compara com a emoção de encontrar cada obra de arte de forma real", explicou o diretor do museu, Jean-Luc Martinez.

Duas grandes exposições que tiveram que ser canceladas durante o período de confinamento foram remarcadas para o outono francês: uma sobre a arquitetura italiana de Donatello para Michelangelo e outra do mestre renascentista alemão Albrecht Altdorfer.

O Louvre afirma que por causa do fechamento e sua interação na internet e nas redes sociais agora é o museu mais seguido do mundo no Instagram, com mais de 4 milhões de seguidores.

Outros museus e centros culturais que serão reabertos em breve na França são o Château de Versailles, em 6 de junho, o Musée d'Orsay, em 23 de junho, e o Centro Pompidou, em 1º de julho.

Una italiana ganhou uma tela de Picasso em um sorteio internacional realizado nesta quarta-feira na casa de leilões Christie's de Paris, destinado a financiar um projeto de caridade da ONG Care na África.

A segunda edição desta rifa on-line colocou à venda 200 mil bilhetes de 100 euros para ganhar a obra "Natureza Morta", avaliada em 1 milhão de euros. No total, a campanha "Um Picasso por 100 euros" arrecadou mais de 5,1 milhões de euros, com a venda de 51 mil bilhetes.

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Um conhecido ofereceu o bilhete sorteado à vencedora. A pintura, datada e assinada por Picasso, pertence ao colecionador David Nahmad, que deveria recuperar o valor de 1 milhão de euros, mas decidiu reduzir a quantia para 900 mil euros. O restante será destinado à Care para financiar projetos ligados ao abastecimento de água potável em Madagascar, Camarões e Marrocos.

A iniciativa, no entanto, ficou longe de vender todos os bilhetes e atingir a cifra prevista, de 20 milhões de euros. O sorteio havia sido marcado para 6 de janeiro, mas os organizadores decidiram prorrogá-lo.

"Era uma cifra muito ambiciosa. Tivemos um resultado excepcional, para uma operação muito complicada, em um período muito complicado", comentou a diretora de comunicação da Care, Emanuela Croce.

O sorteio eletrônico aconteceu na casa Christie's, diante de um grupo reduzido de pessoas devido à pandemia do novo coronavírus. Um total de 30% dos bilhetes foram comprados por franceses, seguidos de americanos e suíços, informou Péri Cochin, promotora da iniciativa. Houve vendas em uma centena de países, entre eles o Brasil, onde foram adquiridos 200 bilhetes.

Na primeira edição, em 2013, foram arrecadados quase 5 milhões de euros, destinados à conservação da cidade libanesa de Tiro, patrimônio mundial da Unesco. Os organizadores anunciaram uma nova edição para 2021.

O site do museu de Vincent Van Gogh (1853-1890), localizado em Amsterdam, Holanda, disponibilizou cerca de 1000 obras do artista pós impressionista para serem baixadas em alta resolução.

Entre as obras, estão as que transformaram o artista em nome respeitado na história da arte ocidental, como ‘’Girassóis’’ (1889) e ‘’Os comedores de Batatas’’ (1885).

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O site também oferece informações completas sobre cada trabalho, como a dimensão original, o material utilizado pelo pintor e a história da pintura.

A história relata que, em vida, o pintor holandês teria vendido apenas um quadro, pelo preço de 400 francos (cerca de 1.200 dólares) pagos pela pintora belga Anna Boch em uma feira de arte em 1890.

O quadro seria ‘’A Vinha Encarnada’’ (1888). Coincidentemente, após 100 anos, em 1990, seu quadro ‘’Retrato de Dr Gachet’’ (1890) foi leiloado por cerca de 145 milhões de dólares, cerca de 720 milhões de reais.

Após inúmeras ocupações, Van Gogh se mudou da Holanda para Paris, depois para o sul da França, com a expectativa de fundar uma colônia de artistas. No entanto, após uma discussão com Paul Gauguin (1848-1890), seu sonho tomaria novos rumos. Em maio de 1890, ele se mudou para Auvers-sur-Oise, comuna na França e se matou dois meses depois, deixando mais de 2 mil obras, que só começaram a ser vendidas após a sua morte.

Embora o mundo da arte possa ter desacelerado recentemente, galerias e museus estão fazendo um esforço consciente para fornecer maneiras alternativas de experimentar obras. Hoje, o LeiaJá selecionou exposições de artistas mulheres para ver online na quarentena.

1 – Gemini (Gêmeos) 

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Em seu primeiro show no espaço de Gagosian em Nova York, Jennifer Guidi explora a dualidade. Intitulado "Gemini" ("Gêmeos", em português), o signo principal de Guidi, o programa apresenta novas pinturas que exploram as relações entre várias dicotomias: luz e escuridão, ciência e natureza, leste e oeste. Brincando com os meandros da textura, Guidi usa a areia como material essencial, fazendo marcas na areia molhada sobre uma pintura inferior para criar trabalhos meditativos.

 

2 – Return to Feeling (De Volta ao Sentimento) 

Koak, a artista de São Francisco, apresenta novas pinturas, desenhos e uma obra escultórica em seu primeiro show solo em Altman Siegel. Em seus trabalhos figurativos, Koak comanda a linha na exploração da expressão feminina. Considerando o conceito sensorial de toque, ela celebra particularmente o auto-toque como meio de autoridade feminina. Através de um estilo distinto inspirado nos quadrinhos, a figura central de Koak é forte e delicada, atraindo espectadores ao longo do show.

 

3 – Soldier of Love (Soldado do Amor) 

Em sua primeira exposição na Galerie Templon, em Paris, a artista Billie Zangewa (47) apresenta suas tapeçarias de seda exclusivas. Rico em textura e cor, o trabalho de Zangewa usa a vida cotidiana como um veículo para desafiar questões de gênero e raça. Criando através de uma lente autobiográfica, Zangewa ilumina a maternidade, feminilidade e colorismo.

 

4 – Not Quite Human (Não completamente humano) 

Hayv Kahraman leva seu exército de figuras femininas para a galeria Pilar Corrias, em Londres, apresentando dez novas pinturas e um grupo de desenhos. Refugiada iraquiana que agora vive em Los Angeles, Kahraman continua a explorar a posição das mulheres, especialmente as da diáspora. Representando o espaço entre normativo e outro, suas contorcionistas convidam e subvertem o olhar masculino, prendendo os espectadores com sua presença marcante e recusa de restrição.

 

5 – Dwelling is the Light (Habitar é Luz) 

Show coletivo da galeria Timothy Taylor, localizada em Londres, que explora a relação entre natureza e domesticidade. O programa é composto por 13 artistas femininas para refletir a perspectiva de interação feminina com o exterior.

Os alunos do curso de Fotografia da Universidade de Guarulhos (UNG) se empenharam em mais uma exposição digital, a "Retratos Brasileiros", que apresenta imagens de pessoas anônimas, onde a peculiaridade e os diversos traços culturais são capitados de forma sensível. A mostra estará disponível na Galeria CAM, no Instagram.

Diante dos brasileiros, os alunos puderam conhecer suas histórias antes de fazer o clique. "Minha inspiração para retratar foi o próprio senhor José de Campos [91 anos], que me contou sua história de vida. Um dos pontos que mais quis enaltecer era a idade dele, que está representada em suas mãos calejadas, já que ele trabalhou com construção", comenta o fotógrafo Guilherme Tiotonio, 22 anos. "A fotografia proporciona congelar e guardar tudo o que acho interessante, desde uma pessoa a um objeto. Isso me fascina", complementa. 

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A partir de vários ângulos, alunos, que tiveram a orientação dos professores do curso Maria Aparecida Ruiz e Daniel Herrera, retrataram em detalhes os traços de cada pessoa, em busca da mistura do que é ser brasileiro, e desenvolveram um olhar apurado para chegar a uma fotografia intimista, que carrega a representatividade em sua essência. "A diversidade de traços do povo brasileiro poderia ser representada até mesmo por um autorretrato, porém o exercício de olhar o outro é fundamental para o reconhecimento", comenda Herrera.

 

Morreu aos 65 anos, o roteirista Martin Pasko, responsável por diversas histórias da DC Comics. Segundo as informações divulgadas pelo seu colega de trabalho Alan Brennert ao portal “The Hollywood Reporter”, Pasko morreu de causas naturais.

O roteirista foi responsável por escrever histórias de famosos personagens dos quadrinhos, entre eles, “Superman”, “Mulher Maravilha”, “Homem do Pântano” e “Liga da Justiça”. Também trabalhou em algumas séries de TV como “As Tartarugas Ninja” (1987), Batman (1992) e o filme animado “Batman: Máscara do Fantasma” (1993), além de supervisionar a série “Smallville” (2001).

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O ex-presidente da DC Comics, Paul Levitz, lamentou a morte de Pasko em seu Facebook, e mencionou que provavelmente, todo mundo já tenha lido ou assistido algo produzido pelo roteirista. Levitz diz que o antigo companheiro de trabalho era um verdadeiro gênio criativo.

Mães adoram registrar cada momento vivido na maternidade. Da gestação, passando pelo crescimento dos rebentos, até aniversários e festinhas escolares, tudo merece ser bem guardado na memória - esta repórter o diz com conhecimento de causa por ser mamãe também - e não há melhor forma de fazê-lo que não por meio da fotografia. Em tempos de pandemia, um dos passatempos prediletos das mães poderia ter sido fatalmente prejudicado não fosse a astúcia e a capacidade de se reinventar dos profissionais da área que, com muita criatividade e uma forcinha da tecnologia, estão realizando ensaios à distância. 

Parece consenso entre os que aderiram à nova técnica de retratar as pessoas que o precursor desse novo estilo de ensaio tenha sido o fotógrafo italiano Alesso Albi. Com a rápida disseminação da pandemia do novo coronavírus, que tomou praticamente o mundo inteiro, os colegas de profissão de Albi logo foram seguindo a tendência, se reinventando e criando novos formatos e fazeres da sua fotografia.

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No Brasil, profissionais dos quatro cantos do país já estão oferecendo o serviço. Para gestantes e mamães de recém nascidos, principalmente, este chega como um alento porque nesses casos, não haveria como marcar uma sessão de fotos para depois. O fotógrafo Jorge Bispo registrou à distância a apresentadora Titi Müller, grávida de seu primeiro filho, e o resultado encantador comoveu não só a ela como a seus seguidores: “Obrigada @jorgebispo por registrar esse momento tão louco e potente. Tudo meio improvisado, tudo muito criativo, e assim a gente vai”, postou. 

Foto: Reprodução/Instagram Titi Müller

A preocupação em não deixar a clientela ‘órfã’ também motivou a fotógrafa paulista Michelle Rafael. Ela transformou a novidade no projeto Home Sweet Dream e além de manter-se na ativa, também se deparou com a possibilidade de atender a clientes de outras localidades. “As mães de primeira viagem querem aquele registro e a minha forma de poder ajudar um pouquinho. Tá todo mundo em casa, há muito tempo, mas pelo lado positivo as famílias estão todas juntas e é um bom momento pra gente registrar essa reunião familiar, essas pequenas reuniões familiares que muitas vezes na correria do dia a dia passa. Uma das dificuldades que meus clientes têm é juntar todo mundo, pais, filhos, avós,  então é uma boa oportunidade pra conseguir isso também”.

Tainá Frota, fotógrafa de Brasília, também tem apostado no novo modelo de trabalho como uma forma de manter-se ligada aos clientes, além de proporcionar-lhes o registro desse período único. “Senti a necessidade urgente de me manter conectada às pessoas, encontrando uma maneira especial de enviar meu afeto e também de deixar marcado imageticamente esse tempo tão desafiador na vida de todos nós”. A profissional também aponta a “viabilidade  de execução de um registro fotográfico” durante a quarentena como um dos ganhos do formato. “Será para sempre um registro verdadeiramente único na vida dessas pessoas”.

Trabalho compartilhado

Fotos: Reprodução/Instagram Michelle Rafael (@mrfotografia)

A fotografia à distância traz novas possibilidades ao olhar de cada profissional mas também desafios e limitações. A parte física do processo, relativa a equipamentos e ao uso das tecnologias disponíveis, como conexão de internet, demandam um outro tipo de esforço, que é compartilhado entre fotógrafo e cliente. As fotos são feitas durante vídeo chamadas, através de aplicativos como facetime e Zoom e os fotografados precisam ir além das poses para que a sessão aconteça. “(A maior dificuldade é) a dependência de uma segunda pessoa para mover a câmera, ou deixá-la parada e a limitação de movimentação”, diz Tainá.

Mas, para além da dificuldade, a experiência pode ser de muita diversão e é o que tem acontecido durante as fotos. Como relata Michelle: “De uma certa maneira, o cliente também vira fotógrafo. Eu vou direcionando, como num ensaio normal, mas a diferença é que alguém do outro lado vai ter que fazer isso, colocar o celular nos lugares ou segurar em um ângulo conforme eu vou falando, então é uma oportunidade também pro outro lado sentir um pouco como é ser fotógrafo, é uma experiência super divertida”. 

Os resultados têm surpreendido, não só às fotógrafas como aos clientes . “A grande maioria se surpreende. Elas (as pessoas) não acreditam que vai ficar tão bom (o ensaio) e fica no final, é bem legal isso”, diz Michelle. Tainá complementa: “Tenho me surpreendido diariamente com o resultado das imagens e com a experiência de interação das pessoas. Os depoimentos e agradecimentos dos clientes são sempre muito emocionantes pois é um respiro no meio dessa situação tão angustiante que estamos vivendo”. 

Fotos: Reprodução/Instagram Tainá Frota (@tainafrota)

Futuro da fotografia

Desde Henry Talbot e Louis Daguerre - dois dos criadores da fotografia, no princípio do século 19 - a fotografia tem se reinventado e se modernizado com o passar do tempo. O avançar da tecnologia possibilitou à fotografia tornar-se mais acessível e próxima até mesmo dos não-profissionais e agora, a pandemia do novo coronavírus parece estar proporcionando um novo salto para essa arte. É o que acredita Michelle: “É uma ideia muito bacana, não só para agora, mas talvez, até para o futuro seja uma nova forma de interação com a fotografia, porque às vezes eu vejo que tem clientes distantes que gostariam de fazer mais coisas e a distância atrapalha”, diz a fotógrafa. 

 

O momento de isolamento social tem sido usado por muitas pessoas para estimular a prática de novas atividades, entre elas está a arte. Capaz de expressar sensações, principalmente neste momento, as modalidades artísticas, como a pintura, podem ser aliadas ao bem estar e saúde mental.

"Freud (pai da psicanálise) a chamava de sublimação, mecanismo de defesa maduro, no qual impulsos ou idealizações socialmente inaceitáveis são transformados em ações ou comportamentos socialmente aceitáveis, possivelmente resultando em uma conversão a longo prazo da pulsão inicial. Ou seja, a arte é uma ferramenta que nos ajuda a expressar de forma pessoal nossas emoções, sentimentos, pensamentos e traumas", explica o psicólogo Reinaldo Braga.

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O caso da estudante Thainá Santos Leite, de 24 anos, exemplifica o relato do psicólogo. Ela começou a desenvolver pintura e artesanato no início do isolamento social, no fim do mês de março, e diz que "sempre houve uma curiosidade e vontade de me expressar através da pintura. Para mim, serve como uma terapia que me auxilia em manter uma saúde mental equilibrada em tempos como este, mas também modifica minha visão de mundo."

O psicólogo afirma que "a busca pela arte, seja ela qual for, é uma forma bastante eficaz de colocar para fora as angústias e a apreensão que os tempos atuais nos trazem", a estudante legitima seu discurso e finaliza revelando que "ter contato com as artes e a pintura me trouxe um melhor entendimento de como me vejo internamente e me surpreendendo com o que posso fazer".

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