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Toda segunda sexta-feira do mês é dia de Saraus em Pasárgada, que no primeiro encontro de 2021 traz o tema Poesia Pernambucana. O evento mensal de valorização da poesia, que desde março é realizado pela internet por causa da pandemia do coronavírus, nesta edição quer celebrar poetas e poesias originadas em Pernambuco. A participação é aberta a todos, no Instagram, com exibição a partir das 18h, no @culturape.

O formato será o mesmo usado desde que o encontro, antes presencial, passou a ser virtual. A participação de poetas, amantes da poesia, admiradores de Manuel Bandeira, da poesia pernambucana e curiosos, mantendo a tradição de microfone aberto a todos, se dará por vídeos. Os interessados devem publicar seus conteúdos no Instagram e marcar os perfis @culturape e @manuelbandeira.pasargada. Serão compartilhadas gravações contendo poemas do próprio homenageado ou que tenham relação com ele.

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“Decidimos começar o ano com uma homenagem à poesia pernambucana do passado, presente e futuro. Vamos fazer um sarau à luz da produção poética de Pernambuco e todas as suas regiões. Aqui é um nascedouro de poesia e vamos fazer deste encontro, com a força da lua nova, uma epifania de estilos e expressões poéticas. Queremos envolver pessoas do nosso estado participando com poemas autorais, e poemas de sua preferência, onde Manuel Bandeira, como bom pernambucano, também fará parte do enredo”, adiantou Marília Mendes, gestora do Espaço Pasárgada, espaço cultural gerenciado pela Secult-PE/Fundarpe, onde viveu Manuel Bandeira e que sediou os Saraus quando aconteceu presencialmente.

*Via assessoria de imprensa.

 

Um desenho de Hergé destinado à capa do álbum "Blue Lotus" (O Lótus Azul) de Tintin será leiloado pela primeira vez em Paris nesta quinta-feira (12), uma peça "excepcional" estimada em mais de dois milhões de dólares.

Esta aquarela e 'guache', desenhada a tinta chinesa e datada de 1936, pode superar a venda de 2014, quando a mesma casa, a Artcurial, leiloou a página dupla que o cartunista belga usou como capa de seus álbuns durante 20 anos.

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O leilão foi então liquidado por 2,5 milhões de euros, um recorde para uma história em quadrinhos.

No desenho de "The Blue Lotus", Tintin e seu cachorro Snowy estão dentro de um vaso apenas com a cabeça pra fora e expressão angustiada enquanto um dragão vermelho os ameaça com a boca aberta. Um pendente com letras chinesas decora o fundo preto com motivos amarelos.

Porém, essa criação acabou não sendo capa do quinto álbum das aventuras do famoso repórter, já que sua reprodução era muito cara e a editora, Casterman, optou por um desenho semelhante, mas simplificado.

É a primeira vez que o desenho de 34cm x 34cm é apresentado no mercado de arte e o seu preço estimado ronda os 2,2 e os 2,8 milhões de euros.

Segundo a Artcurial, Hergé teria cedido a obra ao filho do editor Louis Casterman, Jean-Paul, quando ele tinha sete anos. A criança teria dobrado a folha em seis e guardado-a em uma gaveta, de onde teria sido recuperada décadas depois.

Alguns especialistas questionam a veracidade dessa história. Para Philippe Goddin, um dos maiores conhecedores da obra de Hergé, os herdeiros "acreditaram na lenda contada pelo pai", Jean-Paul, que morreu em 2009. Mas a versão parece "muito suspeita".

Embora as marcas de dobras possam ser vistas, Hergé provavelmente enviou a folha dessa forma em um envelope para o adjunto da editora, segundo Goddin.

O desenho estaria no armazém da Casterman desde 1936, mas não era um presente.

Até 15 de janeiro de 2021, estão abertas as inscrições para o 6º Prêmio Cepe Nacional de Literatura e para o 3º Prêmio Cepe Nacional de Literatura Infantil e Infantojuvenil. As inscrições estão sendo realizadas exclusivamente por meio digital através do endereço www.cepe.com.br/premio-cepe.

Até agora 608 inscrições já foram realizadas em todo o Brasil e no exterior. A maior quantidade de inscritos é do Estado de São Paulo (22%), seguido pelo Rio de Janeiro (15%), Minas Gerais (9%) e Pernambuco (8%). Entre os segmentos literários, a categoria Poesia recebeu maior número de inscritos (172), seguida por Romance (130) e Infantil (122). Até agora 114 escritores inscreveram obras na categoria Juvenil e 70 obras foram enquadradas na categoria Conto.

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O 6º Prêmio Cepe Nacional de Literatura contemplará as categorias Poesia, Conto e Romance com R$20 mil para os vencedores de cada uma. Já o 3º Prêmio Cepe Nacional de Literatura Infantil e Infantojuvenil agracia o vencedor de cada categoria com R$10 mil. O resultado será divulgado até 15 de junho de 2021.

Para participar os concorrentes devem ser brasileiros natos, residentes no Brasil ou no exterior, bem como brasileiros naturalizados residentes no país, independente de sexo, etnia, idade, formação cultural, religiosa ou política, desde que atendam às normas do edital, que podem ser acessadas no site http://bit.ly/premiocepe2020.

Cada prêmio terá sua comissão julgadora, formada por profissionais da área de literatura, como escritores, poetas, professores e pesquisadores. Critérios como originalidade, qualidade técnica, valorização da cultura brasileira, domínio da linguagem e estímulo à leitura serão levados em conta.

Além do prêmio em dinheiro, os autores terão suas obras editadas e lançadas pela Cepe. 

*Via Assessoria de Imprensa

Um estudo feito pela Associação Brasileira de Direitos Reprográficos (ABDR) aponta que o Mercado Livre é responsável por 64% da pirataria presente na internet. Por conta disso, as entidades de direitos autorais têm pressionado a plataforma de vendas online.

De acordo com o levantamento, desde 2018 foram identificados e removidos quase 227 mil links com ofertas de conteúdo piratas. Em muitas situações, vendedores do Mercado Livre comercializavam livros no formato PDF sem possuírem os direitos das obras.

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Em setembro de 2020, a ABDR iniciou uma denúncia de violação aos direitos autorais junto à Secretaria Nacional do Consumidor, que integra o Ministério da Justiça. O Mercado Livre afirmou em nota que não é favorável à pirataria e que trabalha junto a entidades públicas e privadas para excluir anúncios que vão contra as políticas dos titulares das obras. A plataforma de vendas online também destacou que disponibilizou à associação a ferramenta Brand Protection Program, que possibilita aos donos das obras removerem anúncios piratas.

Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, a diretora da ABDR, Daniela Manole, criticou a resposta do Mercado Livre e alegou que a prática da plataforma é entrar em ação depois dos anúncios serem expostos e que não toma providências para evitar que tais ofertas aconteçam.

Segundo um levantamento feito pelo Instituto Pró-Livro em parceria com o Itaú Cultural, apenas pouco mais da metade dos brasileiros têm o hábito da leitura: 52%. A pesquisa apontou, inclusive, uma diminuição desse percentual entre 2015 e 2019, período em que o Brasil perdeu 4,6 milhões de leitores. O estudo foi realizado em 208 municípios de 26 estados entre outubro de 2019 e janeiro de 2020.

Os números podem até não impressionar dado o senso comum de que brasileiros não gostam de ler, somado a um outro que estigmatiza os livros como artigos de luxo caros, sendo assim, inacessível para grande parte da população. No entanto, uma breve volta pelo centro do Recife, pode servir de  alento aos que preferem desacreditar em tais  teorias. 

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Ladeando determinado ponto da Avenida Dantas Barreto, dois pontos tradicionais agregam livreiros de rua. Um deles, batizado de Praça do Sebo, conta até com a escultura de um célebre escritor; Mauro Mota, jornalista, poeta, ensaísta e membro da Academia Brasileira de Letras, falecido em 1984. Seguindo pela Avenida Guararapes, no coração do centro da capital pernambucana, é preciso desviar dos livros de diversos vendedores que montam seus sebos nas calçadas mesmo. 

São pessoas como Crisgibe, que há dois anos vende gibis e livros de diversos gêneros em uma dessas calçadas, ocupando a cidade de maneira tal que já tornou-se parte do visual dela. A história de Cris e de outros profissionais, tem sido documentada pelo pernambucano Elizeu Espíndola, ele próprio um livreiro de rua, proprietário do Seborreia. 

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Crisgibe é uma das sebistas que ocupam o centro do Recife. 

Elizeu transformou sua paixão por livros e sebos em trabalho há cerca de dois anos. Educador Social de profissão, acostumado às mais diversas vivências encontradas pelas ruas da metrópole, ele conta que foi preciso uma certa dose de “coragem” para colocar o seu sebo na rua. “O livreiro de rua é uma espécie de ambulante, de comércio informal, eu precisei vencer essa etapa do medo”, contou o sebista em entrevista ao LeiaJá. 

Até o dia em que ele colocou “uma canga da companheira” na bolsa, mais alguns livros, e desembarcou na Estação Recife de metrô, no Bairro de São José, área central da cidade A partir dali, a experiência acumulada em suas próprias andanças e relações construídas com os livreiros do centro, aliadas à vontade de promover uma “ocupação literária” daqueles espaços, deram vida ao Seborreia. “A cidade sempre foi palco de experiências encantadoras, então ocupar aquele local era fundamental”, afirma.

O Seborreia começou no Pátio de São Pedro, passou pela Casa da Cultura - antiga casa de detenção transformada em equipamento cultural -, e passou um tempo na Avenida Guararapes, em frente ao prédio dos Correios. Elizeu conta que seu estímulo sempre foi o de oportunizar a livre circulação de informação e promover uma “libertação” através dos livros, usando-os como munição contra a violência urbana e a precarização da educação no país. A ideia era “armar” as pessoas com esse “novo arsenal” e assim “contribuir com a formação de jovens”. 

Elizeu, idealizador do Seborreia e  condutor do "trem bala", como ele chama o sebo. Foto: Reprodução/Instagram

O acervo do Seborreia passa por uma fina curadoria que atende a um eixo central: cultura e ciências humanas. Garimpando em outros sebos e fazendo parcerias com livreiros, escritores e outros clientes, Elizeu disponibiliza obras de história, política, filosofia, diferentes linguagens artísticas e poesia, entre outros temas correlatos. O diferencial não é obra do acaso, o propósito do sebista é expandir os conhecimentos existentes em tais livros para além dos espaços acadêmicos. “É uma realidade que a princípio nos é dada, não sei se é pra nos colocar no lugar da comodidade, a gente sai da escola pública, sobretudo quem vem da periferia e é ligado a uma classe mais trabalhadora, e a leitura vira algo de luxo. A escolaridade deve cumprir a função básica para lhe deixar apto ao trabalho e às vezes a gente frustra uma experiência potencialmente rica.  Isso mais atrapalha do que ajuda nesse processo de dar às pessoas esse acesso ao conhecimento. Onde você vai ser provocado fora da universidade a ter contato com isso?”

Para além dessas questões educacionais, o livreiro exalta a possibilidade das trocas de experiências, vivências e histórias somente possíveis no convívio com o cotidiano da própria cidade e seus frequentadores. Os transeuntes acabam virando compradores, amigos, parceiros e multiplicadores de “experiências concretas”, como ele próprio chama. Tudo isso sem contar na carga afetiva contida apenas nos livros usados, instrumentos de resistência não só ao hábito da leitura - ao qual teimamos em acreditar não fazer parte do nosso povo -, como à magia e riqueza contida nos sebos de rua.

Resistência

O Seborreia passou cerca de dois anos ocupando uma ds calçadas da Avenida Guararapes, no centro do Recife. Foto: Reprodução/Instagram

Resistir é a palavra de ordem para sebistas, sobretudo aos que trabalham nas ruas da cidade. A pandemia do novo coronavírus trouxe um desafio ainda maior à sobrevivência de todos eles. O próprio Seborreia passou a investir mais no trabalho via redes sociais para continuar na ativa. A presença no meio virtual trouxe mais leitores e estabeleceu novas conexões, mas é na rua mesmo que o sebo existe de forma plena.

Sendo assim, Elizeu levou seu acervo para um novo ponto no centro do Recife. O Seborreia está funcionando em um espaço compartilhado com o Bazar da Cidadania, promovido pela Ação Cidadania, na Rua Imperatriz, no Pátio da Matriz da Boa Vista, bairro da Boa Vista. Um lugar que, para ele, faz todo “sentido” pelo “arsenal cultural e pela ideia do consumo consciente”. O sebo funciona às segundas, quartas e sextas, das 14h às 17h.  

O portal Anime News Network divulgou na última segunda-feira (21), que o mangá "Os Cavaleiros do Zodíaco: Lost Canvas" (2006-2011) receberá um novo capítulo em 19 de janeiro de 2021, pela revista Champion RED. O anúncio foi feito junto ao cartaz de divulgação. Veja:

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Foto: Divulgação / Champion RED

Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre a história do novo capítulo.

"Lost Canvas" é um spin off da série "Os Cavaleiros do Zodíaco" (1985-1990), escrito pela mangaká Shiori Teshirogi, e conta a história da primeira guerra santa, 243 anos antes dos eventos que ocorrem na obra principal de Masami Kurumada.

A história gira em torno do jovem Tenma, que se torna o cavaleiro de Pégasus, e de seus amigos Sasha e Alone, reencarnações dos deuses Atena e Hades, respectivamente. Personagens da série clássica, como os cavaleiros de ouro Dohko de Libra e Shion Áries, ambos com 18 anos, também participam da trama.

Em 2009, o mangá foi adaptado para anime e teve duas temporadas. A série pode ser acompanhada nos streaming Netflix e Crunchyroll.

Nascido no município de Cametá, Pará, no dia 23 de abril, Salomão Larêdo é escritor e um dos nomes mais influentes da cultura amazônica contemporânea. Dono de várias facetas - é advogado, jornalista, mestre em Teoria Literária, pela Universidade Federal do Pará (UFPA), poeta, contista e romancista -, é na literatura que deixa marcas.

Tem mais de 40 obras publicadas, que narram sobre a cultura, as histórias e o imaginário paraense. Em entrevista ao LeiaJá, às vésperas de lançar o novo livro, intitulado “Pedral, Canal do Inferno”, Larêdo fala da vida, da carreira e da inspiração para esse romance ficcional.

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Com o lançamento previsto para começo de 2021, “Pedral, Canal do Inferno” é um romance que se passa no Pedral do Lourenço, formação rochosa no meio do rio Tocantins, sudeste do Pará, que impede a navegação durante a estiagem e inviabiliza a hidrovia do Araguaia-Tocantins. “A ideia para este romance eu tive lendo o livro de ‘Belém a S. João do Araguaia’, escrito pelo engenheiro cametaense Ignácio Moura", disse. A narrativa, segundo Larêdo, se desenvolve em torno do Pedral do Lourenço, revela o escritor.

Salomão Larêdo relata que, por ter nascido na vila do Carmo cametaense, à beira do rio Tocantins, a cultura e o imaginário amazônico influenciam totalmente sua literatura. “Ela é a personagem principal das personagens do meu labor literário. Eu procuro me valer das mitologias pessoais, da mitologia grega e das mitologias amazônicas para fazer esse entendimento ser cada vez melhor na literatura que eu faço”, explica.

Paixão de longa data, o escritor acredita que o amor pela literatura surgiu desde pequeno, com as histórias contadas pelos familiares sobre o lendário e as encantarias da Amazônia, e se recorda do pai. “[Meu pai] me ensinava, lia muito para mim, contava histórias, comprava livros – tanto quanto eram possíveis, porque as condições eram difíceis. Eu acho que fui me apaixonando”, diz.

O escritor conta que cedo teve contato com a literatura de Machado de Assis e passou a ser influenciado por ela. Depois começou a ler obras de Dalcídio Jurandir, Ildefonso Guimarães e outros autores locais. Em nível nacional, Larêdo diz que teve influência de Jorge Amado. Internacionalmente, de James Joyce. 

“Costumo ler Joyce como aprendiz, como quem está procurando o entendimento, o aprender, o exercitar, ver de que modo eu posso melhorar cada dia mais o meu texto e esse texto ser uma coisa gostosa, prazerosa. As influências são muitas, de todas as áreas, em diversos campos”, revela. “Eu sou apaixonado pela literatura universal e que se desenvolve em toda parte”, acrescenta.

Salomão Larêdo diz que a literatura regional brasileira, apesar de ser densa, de ter valores importantes e boa elaboração, ainda não é valorizada. “Por não conhecermos, nós não valorizamos. Então outras pessoas lá fora estudam mais, pesquisam mais, sabem do que nós estamos fazendo aqui e valorizam mais”, explica o escritor. Ele cobra incentivo e estímulo.

Novos leitores

O escritor também acredita que a formação do leitor deve ser trabalho de todo cidadão, não somente do escritor e do artista. “Todas as pessoas devem se preocupar em formar leitor crítico. Se quisermos ter uma sociedade mais justa, mais fraterna, mais feliz, mais equânime, mais afetuosa, nós devemos investir em educação e cultura, o que passa pelo livro e pela leitura, pela formação do leitor”, afirma. 

Para Salomão Larêdo, democratização da leitura é colocar o livro à disposição do público. “Livrarias nós temos quase que nenhuma em Belém, com dificuldade elas se mantêm. Bibliotecas temos pouquíssimas. Espaços de leitura nas escolas, quase nenhum. Como formar leitores, como democratizar a leitura sem espaço de leitura, sem aquisição de obra do autor local, nacional e internacional?” questiona. “Nós precisamos ter um programa, um processo, políticas públicas de leitura, de aquisição de livros, de formação de leitor para que a democratização do livro (processo) se dê”, complementa Larêdo. 

O escritor ressalta a importância da leitura e da pesquisa para aqueles que pensam em se tornar escritores. “Como ser escritor? O primeiro escritor é leitor. Acho que tem que ler muito, estudar, pesquisar e exercitar muito o texto. Qualquer gênero que você opte por escrever, tem que estudar bastante, mas ler é o principal.”

Salomão enfatizou também a validação de participar de concursos literários, não só pelo reconhecimento e para vencer, mas também pela experiência que se ganha. “Depois é entrar em concursos literários, locais, regionais e nacionais. Há muito concurso importante, concursos sérios, que se deve mandar os trabalhos e não se chatear se o trabalho não foi premiado”, afirmou o escritor.

Carreira literária

Salomão revelou que não imaginava que iria escrever tantos livros, ainda mais com as dificuldades da época. "Há 10, 15, 20, 30 anos a gente não tinha as facilidades que se tem hoje no sentido de a pesquisa mais rápida, pesquisar no Google, de serviços de edição gráfica um trabalho mais aprimorado.”

O jornalista lembra que, especialmente em Belém, a dificuldade estava na ausência de recursos e incentivos à cultura. “Pra quem não tinha condições, e aqui não havia incentivos nesse sentido, as coisas foram pouco a pouco também aparecendo e me meti em concursos literários, realmente eu batalhei bastante para descobrir, fazer pesquisa, estudar, saber como se davam as coisas e queria fazer uma carreira. Depois disso, tomei consciência que era este o dom que eu tinha, de escrever e que deveria desenvolver.”

O autor fala sobre sua literatura ser uma arma a qual usa como para defender a região Amazônica, a cultura, o povo e a sua voz. “A minha literatura é a arma que eu uso pra defender a região, pra falar do meu povo, pra falar da nossa cultura, para defender que nós estamos presentes, pra ir em frente rompendo as dificuldades, pra ver se a nossa voz é ouvida, porque nós precisamos falar da Amazônia, dizer o que somos, como estamos, retratar o sofrimento do povo, as coisas que precisam ser melhoradas, defender a região, o meio ambiente e a natureza humana”, afirmou o escritor.

Leia mais sobre o escritor aqui.

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Por Carolina Albuquerque, Isabella Cordeiro e Rita Araújo.

 

A literatura brasileira - e também a mundial - celebra neste 2020 o talento de Clarice Lispector. A história de uma das maiores escritoras do século XX começa em 10 de dezembro de 1920, em Tchechelnyk, na Ucrânia. E continua no Brasil, onde Clarice conheceu a língua de sua grande expressão, na qual deixou o seu legado em palavras. O mês de dezembro também testemunhou a derradeira viagem de Clarice, no dia 9, em 1977, no Rio de Janeiro.

O Brasil de 1922 testemunhava os horrores da 1ª Guerra Mundial. Nesse cenário apocalíptico, a luz faria nascer “A hora da estrela”. Esse é o título da última publicação da ucraniana Haia Pinkashovna, que ao desembarcar em terras brasileiras, em 1922, torna-se Clarice Lispector.

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A família, de origem judia, instala-se, a princípio, na capital alagoana, até o instante em que o pai de Clarice leva a esposa e filhas para o Recife (PE). Nesta cidade, Clarice despede-se da mãe, Marieta, que morre em 1929, vitimada pelas sequelas dos atos sofridos na terra de origem.

Pedro Lispector decide, então, migrar para o Rio de Janeiro, na esperança de encontrar melhores chances de trabalho e viver mais tranquilamente em companhia de suas três filhas. Começava-se a escrever mais um capítulo na vida da futura jornalista e consagrada escritora.

Aos 23 anos, Clarice casa-se com o diplomata Maury Gurgel Valente, e dessa união nascem Pedro e Paulo, pelos quais a escritora sempre declarou profundo amor materno. Os filhos são também o motivo de Clarice adentrar no universo da literatura infantil e lançar “O mistério do coelho pensante”.

Clarice causara impacto logo ao lançar seu primeiro romance, "Perto do coração selvagem”, e seria um dos nomes a revolucionar o panorama literário dos anos quarenta. Incompreendida por uns, silenciando outros, seguiria a encantar o Brasil e o mundo.

Sua formação leitora recebeu as vozes de Tolstói, Kafka, Hesse, Flaubert, Machado de Assis, Shakespeare, entre outros expoentes da literatura universal. A romancista, além da língua materna, o iídiche, dominava as línguas francesa, italiana, inglesa e a língua portuguesa, em que escreveu diversos títulos: “A paixão segundo G.H.”, “Enigma”, “Ideal burguês”, “A quinta história”, contos, poesias, cartas e crônicas.

Clarice Lispector viajou o mundo ao acompanhar o esposo diplomata nas diversas missões exigidas pelo Itamaraty. Teve suas publicações traduzidas em diversos idiomas e editadas em mais de 30 países.

Em 1940, o Pará recebia Clarice, que durante seis meses permaneceu em Belém, onde conquistou a amizade do professor Francisco Paulo Mendes, com quem manteve diálogo constante e foi o articulador dos encontros literários nos quais a jovem romancista pôde conversar com o público local.

Também é paraense um dos mais renomados estudiosos de sua obra, o filósofo Benedito Nunes, que publicou “O drama da linguagem – uma leitura de Clarice”.

Clarice Lispector permanece eternizada em cada leitor, torna-se assunto de amplas discussões tanto entre especialistas quanto entre leigos. Recebe homenagens e os títulos de sua autoria convertem-se em filmes, musicais e inspiram outras obras.

O Brazil LAB, da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, criou a Biblioteca Sonora Clarice 100 Ears. No Brasil, o cineasta F. de Carvalho produziu o filme “A paixão segundo G.H".

A escritora também é tema dos publicados “Clarice, uma vida que se conta”, de Nádia Battella Gotlib, e “Clarice, uma biografia”, de Benjamin Moser.

Os artistas Moreno Veloso, Beatriz Azevedo, Jaques Morelenbaum e Marcelo Costa criaram o show "Agora Clarice", com a participação da cantora  Maria Betânia.

No último 10 de dezembro, exato dia de seu nascimento, foi transmitida pelo Instagram a live do projeto "Clarice Belém", para celebrar o centenário de Lispector.

Entrevistada pelo Portal LeiaJá, a professora Salier Castro, do Centro de Formação de Professores da Educação Básica do Estado do Pará (CEFOR), disse que ler Clarice é importante não somente para conhecer a obra da escritora, como também sua postura como jornalista, esposa e mãe: "(Clarice) nos convida a olhar para dentro de nós. Penso que estamos necessitados disso. Seus cem anos são um presente para o leitor.”

Estudante de Pedagogia, Adriano do Vale Pereira revela sua admiração pela escritora: “Minha professora de literatura e redação pediu uma pesquisa sobre  Clarice. Eu estava no Ensino Médio. Fiquei encantado em saber que ela morou em Belém e gostei muito de ler seus textos. Clarice permanece em minha memória”.

Clique no ícone abaixo e ouça a leitura de textos de Clarice Lispector na voz de Rosângela Machado.

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Mais informações: 

Instituto Moreira Salles (IMS)

Por Rebeca Costa, Rosângela Machado e Quezia Dias. 

 

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Belém foi a quarta capital brasileira que mais leu em 2019, com 61% da população sendo considerada leitora, segundo ranking divulgado pela 5ª edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, do Instituto Pró-livro. João Pessoa, capital da Paraíba, está em primeiro, com 64% da população, seguida por Curitiba, com 63%, e Manaus, com 62%. A pesquisa foi realizada entre outubro de 2019 e janeiro de 2020, com 8.076 entrevistas em 208 municípios.

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O brasileiro lê, em média, cinco livros por ano, sendo aproximadamente 2,4 livros lidos apenas em parte e 2,5, inteiros. A Bíblia é apontada como o tipo de livro mais lido pelos entrevistados e também como a leitura mais marcante.

Ainda segundo a pesquisa, a maior parte começou a se interessar por obras literárias por causa de indicações da escola, professores, amigos, ou porque viu filmes baseados em livros. Os autores preferidos citados no estudo são Machado de Assis, Monteiro Lobato, Jorge Amado, Carlos Drummond de Andrade e Paulo Coelho, e 60% dos leitores de literatura afirmam ler mais de um livro do mesmo autor.

O gênero preferido do brasileiro que lê literatura é o conto, seguido pela poesia, as crônicas e os romances. A maioria do grupo prefere comprar livros em livrarias físicas (48%), pela internet (24%) ou em sebos (15%).

Para a estudante de jornalismo Érica Castro, 24 anos, a paixão pela literatura surgiu quando seus pais estavam enfrentando uma crise no casamento, em processo de separação, na época ela tinha 12 anos. "Eu encontrei um refúgio nos livros, desde então não parei, deixou de ser gosto e virou minha paixão’’, disse a estudante. Ela também conta que a literatura pôde ajudá-la a escrever bem, a ter um pensamento mais crítico e mais conhecimento sobre o mundo.

Érica tem guardados aproximadamente 200 livros. Ela diz que lê livros de todos os gêneros, mas gosta mais de romances e de terror. Por causa da pandemia do novo coronavírus, ela passou a ler mais. "Eu me via isolada em casa, sem ter contato com outras pessoas, vendo muitos noticiários que não me faziam bem, então comecei a reler meus antigos livros e livros novos. Durante a pandemia, comecei a comprar mais livros, porque como as lojas físicas estavam fechadas, as lojas virtuais estavam com muitas promoções, então aproveitei e renovei a minha estante’’, conta a estudante de jornalismo.

Internet e biblioteca

A internet e as redes sociais são razões para a queda no percentual de leitores. A internet e o whatsapp ganharam espaço entre as atividades preferidas no tempo livre entre todos os entrevistados, leitores e não leitores. Em 2015, 47% disseram usar a internet no tempo livre. Esse percentual aumentou para 66% em 2019. Já o uso do whatsapp passou de 43% para 62%. 

Ainda conforme a pesquisa, 5% dos leitores disseram que não leram mais porque acham os livros caros. Um dos fatores que influenciam a leitura é o incentivo de outras pessoas. Um de cada três entrevistados disse que alguém o estimulou a gostar de ler.  Uma boa parte desses eleitores é estimulada por projetos que atuam na comunidade, sejam em escolas, bibliotecas públicas ou associações de moradores, que incentivam o hábito de ler e o direito à educação.

Promover a leitura para crianças e adolescentes, estimular a democratização do livro e o aumento do número de leitores, por meio da oferta de rodas de diálogo, círculos de leitura, oficinas de teatro, dança, música e popular paraense, é objetivo do Espaço Cultural Nossa Biblioteca (ECNB), localizado no bairro do Guamá, em Belém. "Nós queremos transformar a leitura num ato de pertencimento à vida cultural da nossa cidade. Queremos que os moradores sejam conhecidos como cidadãos leitores’’, disse Raimundo Rodrigues, coordenador do Espaço Cultural Nossa Biblioteca.

O projeto atua desde 1977 com a iniciativa de irmãs da Sociedade das Missionárias Médicas que realizavam ações com crianças em situação de rua, por meio de atividades de apoio, pedagógico e lúdico, no bairro do Guamá. Atualmente o ECNB atende aproximadamente 300 jovens e crianças.

Para Raimundo Rodrigues, a educação não é possível sem a leitura. "Uma pessoa que não lê hoje ela está fora da sociedade. Faz com que você tenha a possibilidade de se desenvolver integralmente, de conseguir acessar os outros níveis de saberes, os tempos da humanidade, o seu passado, o seu futuro e entender o seu presente’’, explica o coordenador.

Devido à pandemia do novo coronavírus, a Nossa Biblioteca segue fechada ao público. Com o isolamento social, o espaço realizou transmissões ao vivo nas redes sociais, tendo contação de histórias, entrevistas, discussões de livros. No período pandêmico, o espaço cultural continuou exercendo seu papel social, arrecadando cestas básicas para doação no Guamá e região. "Conseguimos arrecadar aproximadamente de 1.400 a 1.500 cestas básicas, grande parte foi entregue com livros para fazer companhia às pessoas no isolamento. Estamos tentando trabalhar para construir uma campanha chamada Natal Sem Fome, porque mais do que dar comida, queremos também trabalhar a esperança das pessoas’’, disse Raimundo.

Por Amanda Lima.

 

“Há um livro em cada um de nós, dizem”, escreveu ela, no seu último romance, Um Sopro de Vida. Contista, cronista, jornalista e considerada um dos maiores nomes da literatura brasileira - com sua escrita introspectiva e reflexiva, variando entre a poesia e a prosa - Clarice Lispector completaria 100 anos no próximo dia 10. Para marcar seu centenário, o Instituto Moreira Salles (IMS) lança um site bilíngue - em português e inglês -, que entra no ar exatamente no dia 10 de dezembro.

O site apresentará fotos, manuscritos, áudios, vídeos, cartas, aulas e textos críticos, muitos deles parte do acervo de Clarice e que o IMS tem sob sua guarda desde 2004. Um dos destaques é a aula em vídeo de Yudith Rosenbaum, professora da Universidade de São Paulo (USP), na qual ela analisa em detalhes o conto Felicidade Clandestina, publicado pela escritora no volume homônimo de 1971.

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Há também um vídeo de Paulo Gurgel Valente, filho da escritora, comentando a relação com a mãe; e um áudio de uma entrevista que a autora concedeu ao Museu da Imagem e do Som (MIS) em 1976, na qual ela comenta sua formação como advogada. O portal também vai disponibilizar uma cronologia ilustrada da autora e uma seção trazendo todos os livros escritos por Clarice.

“O site é dividido em dois grandes modos de navegação: um ambiente de livre fruição, que apresenta a vida e obra de Clarice em forma narrativa, e outro voltado para estudo e pesquisa”, disse Eucanaã Ferraz, consultor de literatura do IMS.

Entre os itens do acervo, digitalizados e transcritos, que serão apresentados no site, estão cadernos da escritora, pouco conhecidos ou inéditos, que acabam de chegar à coleção do IMS, e dezenas de cartas enviadas por Clarice ao longo de sua vida para suas irmãs ou para personalidades como os escritores Erico Verissimo e Mário de Andrade e o ex-presidente Getúlio Vargas. Está disponível também uma série de manuscritos, de obras como A hora da estrela e Um Sopro de Vida.

Nascida Chava Pinkhasovna Lispector, na Ucrânia, em 1920, Clarice Lispector estreou com o romance Perto do Coração Selvagem (1943), em que mostrou ao mundo sua escrita peculiar e inovadora, permeada pelo fluxo de consciência. Além de romancista, a autora dos aclamados A Paixão Segundo G.H. (1964) e A Hora da Estrela (1977), mais tarde adaptado para o cinema, destacou-se também como contista, com a publicação de títulos como Laços de Família (1960) e A Legião Estrangeira (1964). Clarice Lispector também escreveu várias obras para o público infanto-juvenil. Morreu no dia 9 de dezembro de 1977, véspera de seu aniversário de 57 anos, vítima de um câncer.

Exposição em 2021

Ainda para homenagear o centenário da escritora, o Instituto Moreira Salles prevê a abertura de uma exposição em julho de 2021, chamada de Constelação Clarice. A mostra estava prevista para este ano, mas, devido à pandemia do novo coronavírus, foi adiada. A exposição será composta por pinturas, esculturas, desenhos e vídeos de artistas mulheres que produziram contemporaneamente a Clarice. Além disso, haverá um núcleo com livros, fotografias e outros documentos da escritora.

A Mauricio de Sousa Produções (MSP) apresentou neste sábado (5) as novidades que envolvem os produtos "Turma da Monica" para 2021, no painel da Thunder Arena, na CCXP Worlds.

Em comemoração ao encerramento da primeira temporada de "Turma da Mônica Geração 12" (2019), a editora Panini lançará em 11 de dezembro um box com seis edições das aventuras da turma do bairro do Limoeiro em formato mangá.

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Outra novidade divulgada pela equipe é um crossover com o personagem Garfield, do cartunista Jim Davis, que será rival do gato de estimação da Magali, Mingau.

Também foram anunciadas as Graphics de 2021. São elas "Chico Bento", do quadrinista e ilustrador Walmir Orlandeli, "Piteco", de Eduardo Ferigato, "Franjinha, por Vitor Cafaggi, e "Magali", de Lu Cafaggi.

O personagem Cebolinha, que completa 60 anos em 2020, também ganhará uma história inédita. "Cerebolinha" se passará dentro da mente do garoto. Em parceria com a editora Panini, também será lançada uma coletânea de histórias do personagem, no modelo capa dura, e com o título "Rei da Rua".

Ao final do painel, a MSP mostrou o trailer do novo filme "Turma da Mônica: Lições", que mostra a turminha em busca de escapar da escola, mas algo dá errada, e Mônica (Giulia Benite) acaba ficando para trás. O novo longa-metragem é dirigido por Daniel Rezende e tem estreia programada para junho.

O maior evento literário da América Latina e um dos maiores do mundo, a tradicional Bienal do Livro de São Paulo, será totalmente online este ano. Prevista inicialmente para o final de outubro, o evento presencial acabou sendo adiado para 2022 por causa da pandemia do novo coronavírus. Mas, para não deixar de ocorrer neste ano de 2020, os organizadores do evento decidiram fazer uma edição especial, totalmente virtual.

Com isso, a 1ª Bienal Virtual do Livro de São Paulo será aberta nesta segunda-feira (7) e funcionará até o dia 13 de dezembro por meio do portal www.bienalvirtualsp.org.br, que vai dar acesso gratuito a toda a programação do evento, compra de livros e novidades do mercado editorial.

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O evento é realizado pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) e, nesta edição, tem como tema Conectando Pessoas e Livros. Participam da bienal virtual mais de 100 expositores e 330 autores. A expectativa dos organizadores é receber 1 milhão de pessoas no portal, mais do que o evento presencial costumava atrair. Na edição passada, o evento presencial contou com um público de 663 mil pessoas.

Segundo Vitor Tavares, presidente da CBL, o evento virtual será mais democrático e diverso. “O que está nos deixando muito feliz é que será uma Bienal inclusiva. Qualquer pessoa, de qualquer lugar do mundo, poderá acessá-la”, disse ele, em entrevista à Agência Brasil.

“É uma experiência nova. Estamos muito ansiosos e esperançosos de que dará tudo certo e que vamos cumprir o papel de um bom editor que é colocar o que há de melhor, em termos de literatura, à disposição do nosso público leitor. Todo mundo poderá ter acesso e acreditamos que vamos acabar tendo muito mais pessoas participando das mesas dos debates, passeando pelas estantes virtuais e adquirindo os seus livros [do que acontecia presencialmente]”, disse Tavares.

As palestras poderão ser assistidas até o dia 13 de janeiro. Neste ano, as discussões terão como temas centrais o racismo e o empoderamento feminino. Os participantes poderão solicitar certificados de participação. Nomes como Verônica Oliveira, Mauricio de Sousa, Raphael Montes, Nara Bueno, Claudia Raia, Isabela Freitas, Leandro Karnal, Monja Cohen e Mário Sergio Cortella compõem os mais de 70 bate-papos previstos na programação do espaço chamado Arena Virtual. 

Já no Salão de Ideias haverá discussões de amplo interesse com escritores, pensadores e profissionais do mercado. Entre os autores estrangeiros, estão confirmados Sarah MacLean, Scarlett Peckham, Nic Stone e Gavin Roy. E para os profissionais do mundo editorial, haverá espaço garantido nas discussões que farão parte do Papo de Mercado.

“Serão 220 horas de programação rica em termo de autores, debates, e mesas falando de assuntos do nosso cotidiano e da nossa realidade. Não deixaremos também de ter os grandes lançamentos. Grandes editoras estarão participando virtualmente”, disse Tavares. “A própria ganhadora do prêmio Jabuti deste ano [com o livro de poemas Solo para Vialejo], Cida Pedrosa, já tem mesa confirmada”, acrescentou.

A Bienal também fará uma homenagem especial ao centenário da escritora Clarice Lispector. Quatro mesas vão abordar a obra e vida de Clarice e a percepção de sua literatura hoje em dia. O centenário da obra de Agatha Christie será também celebrado no evento.

O público infanto-juvenil não ficará de fora desta Bienal Virtual. O Espaço Mauricio de Sousa contará com palestras sobre livros e temas específicos para o público.

Durante o evento, acontecerá também a 2ª edição da Jornada Profissional, com rodadas de negócios entre players nacionais e internacionais. Esses encontros vão promover discussões sobre os panoramas atuais do setor e as perspectivas para o mercado editorial mundial.

Loja virtual

Além das palestras, o público terá acesso às lojas virtuais de cada editora participante. Acessando o portal, os visitantes vão poder conferir os lançamentos de seus autores favoritos e possíveis promoções, com entrega e preços sob responsabilidade das próprias editoras. Segundo os organizadores, a loja virtual terá a presença de 84 expositores entre editoras, livrarias e distribuidores e 22 autores independentes que também estarão com estandes virtuais.

O presidente da Academia Brasileira de Letras (ABL), Marco Lucchesi, foi reeleito por unanimidade para o cargo e será, depois do imortal Austregésilo de Athayde, o acadêmico que conquistou mais eleições consecutivas para a presidência da instituição. Lucchesi vai iniciar seu quarto mandato em 2021.

Antes de assumir, pela primeira vez, em 2018, a academia considerou importante estender a presidência de dois para quatro anos. "Eu sou o primeiro presidente dessa nova fase que a academia decidiu. Só que, a cada ano, é como se houvesse uma espécie de consulta para verificar se é possível continuar com aquela presidência ou não", disse Marco Lucchesi à Agência Brasil.

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Participam também da chapa eleita o secretário-geral, Merval Pereira; o primeiro-secretário, Antônio Torres; o segundo-secretário, Edmar Bacha; e o tesoureiro, José Murilo de Carvalho. A cerimônia de posse está marcada para a próxima sexta-feira (11), às 17h, de forma digital, devido às medidas de isolamento social impostas pela pandemia do novo coronavírus.

Resistência

O presidente da ABL avaliou que a prorrogação do mandato de dois anos para quatro anos permite rever todo o processo em curso e inaugurar novas formas de atuação. Lucchesi acredita que uma das prioridades para o próximo ano é contribuir para que as associações culturais resistam bravamente à incerteza econômica que se coloca atualmente, não só no Brasil, mas em várias partes do mundo, com a pandemia.

Lucchesi pretende dar continuidade à refundação administrativa da academia. "Talvez tenha sido a tarefa mais difícil e importante, sem a qual as vicissitudes hoje teriam sido muito maiores e muito mais intensas". O trabalho deverá ser aperfeiçoado no ano que vem.

A ABL anunciou, recentemente, o relançamento do Prêmio Machado de Assis, graças a patrocínio da distribuidora de energia Light. Marco Lucchesi pretende, em sua última gestão na presidência da ABL, aprofundar o setor de lexicologia e lexicografia e preparar o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (Volp). 

Terá continuidade também a captação de palavras novas que ficam flutuando no espectro do noticiário, para inserção no site da instituição. Outro trabalho que será ampliado, e que a pandemia tornou urgente, é a digitalização dos arquivos e bibliotecas da casa.

Esperança

Marco Lucchesi destacou que as atividades presenciais da ABL serão retornadas "só e quando for possível". Ele disse que quer voltar a promover encontros presenciais e visitas a aldeias indígenas, periferias e terras quilombolas, porque acredita que não basta incluir um livro na cesta básica. "Tudo isso nós fizemos com bastante intensidade. Mas não é o fato de distribuir livros e de auxiliar no processo dessa malha de cultura; mas é presentificar-se; é retomar a ida aos cárceres e prisões, às unidades sócio-educativas, porque eu tenho uma grande esperança, que é materializável e muito bela".

Lucchesi narrou que em visita, antes da pandemia, ao Centro Dom Bosco, antigo Instituto Padre Severino, situado na Ilha do Governador, zona norte do Rio, onde ficam os menores em conflito com a lei, ele viu uma grande cidade feita de Lego por adolescentes infratores.

"Essa cidade tem acessibilidade, vigilância, cuidado com o meio ambiente. Tudo foi feito por adolescentes de distintas facções. No entanto, apesar das diferenças das facções, que não são pequenas, eles conseguiram, juntos, construir essa cidade para o futuro, essa cidade para a qual eles jamais tiveram acesso porque foram sempre, praticamente, colocados à revelia da modernidade, do que a modernidade tem de melhor".

Será lançado nessa sexta-feira (27), em Belém, o livro “Logística Reversa - Práticas no Varejo”, obra dos pesquisadores João Augusto Rodrigues, Maria do Socorro Flores e Norbert Fenzl. A cerimônia será no auditório Jerônimo Rodrigues, na rua dos Pariquis, 1056, às 16 horas.

  Medidas de segurança para prevenção do novo coronaírus serão tomadas durante o lançamento, como o uso de máscaras por todos presentes no ambiente, uso de álcool em gel ao entrar no local e distância segura entre os participantes dentro do auditório para evitar aglomerações.

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  De acordo com o autor João Rodrigues, o livro trata do processo de planejamento e implementação da logística reversa nas empresas de varejo. “A Logística Reversa é o processo destinado à coleta e à restituição dos resíduos sólidos produzidos na empresa para seu reaproveitamento em novo ciclo produtivo ou outra destinação final ambientalmente adequada. A obra vem em um momento de maior conscientização da população sobre a importância do meio ambiente e do tratamento adequado de resíduos, além da implementação da Política Nacional de resíduos sólidos”, disse.

  João Rodrigues também comentou sobre os desafios enfrentados no processo de criação do livro. “Este livro é o resultado de um estudo de caso exploratório. Portanto, foi necessário implementar e analisar os resultados do programa de logística reversa das empresas do Grupo Líder, para poder formatar o livro de uma forma que também sirva como um manual para outras empresas que ainda não possuam implementadas suas próprias práticas de logística reversa e alertá-las dos riscos de sua falta”, finalizou.

Clique no ícone abaixo e ouça entrevista de João Augusto Rodrigues para a Rádio Unama FM 105.5.

Por Henrique Herrera.

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No último domingo (22), a editora Estronto lançou o livro "Ultraman - O Gigante da Terra da Luz". A obra é uma versão atualizada da biografia produzida por Danilo Sancinetti Modolo, fã da clássica série japonesa, que fez sucesso nos anos 1980-1990.

O novo livro, que não é um produto oficial da série, tem novos conteúdos e é vendido em uma versão de capa dura, com mais de 220 páginas. A obra faz parte da coleção "De Fã para Fã” da editora, e reconstitui a história do personagem, além de conter entrevista exclusiva com os dubladores brasileiros. De acordo com Modolo, essa terceira edição será definitiva e contém mais informações e capítulos sobre a história de Ultraman. O livro pode ser obtido pelas redes TokuDoc e pelo site www.lojaestronho.com.br/ultraman.

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Modolo também é dono do canal TokuDoc, dedicado ao universo tokusatsu e aos super-heróis japoneses que ganharam destaque no Brasil graças a extinta Manchete (1983-1999).

A empresa de streaming de audiobooks e e-books Storytel, em parceria com a Pottermore Publishing, confirmou o lançamento dos audiolivros da franquia "Harry Potter" no Brasil. A saga de J. K. Rowling será narrada pelo ator brasileiro Ícaro Silva.

O artista iniciou a carreira aos 6 anos de idade e participou de filmes como "Música para Morrer de Amor" (2019) e "45 Dias Sem Você" (2019). Também participou de algumas séries nacionais, como "Os Caras de Pau" (Globo, 2006-2013) e "Coisa Mais Linda" (Netflix, 2019).

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O ator foi escolhido para narrar as aventuras do menino bruxo por ser apaixonado por literatura e pelo universo de "Harry Potter". "No ano de 2000, aos 13 anos de idade, eu cruzei pela primeira vez a 'plataforma nove e meia' e encontrei um universo tão fantástico quanto eu poderia sonhar. Nenhuma série de livros tomou tanto meu coração ou mexeu com minha juventude quanto 'Harry Potter'", publicou Silva no Instagram.

A adaptação em áudio do primeiro livro, "Harry Potter e a Pedra Filosofal" (1997), deve ser lançada na primeira semana de dezembro.

O filme "Era uma Vez em... Hollywood" (2019), do cineasta Quentin Tarantino, será adaptado no formato livro. O lançamento está programado para 2021. De acordo com o jornal O Globo, a obra será lançada no Brasil pela editora Intrínseca.

O livro será uma expansão da história do longa-metragem e vai narrar a vida de um ator de filmes de faroeste. Em decadência, ele não consegue se adaptar às mudanças que Hollywood passa no final da década de 1960.

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Durante a história, o protagonista e seu dublê encontram atores reais da época, como Bruce Lee (1940-1973) e Sharon Tate (1943-1969), cujo assassinato pelas mãos da seita de Charles Manson (1934- 2017) será abordado no livro.

O programa Plurarte desta semana tem como convidado o escritor e artista plástico Rey Vinas, com apresentação da cantora Sandra Duailibe. O Plurarte estará no ar sempre às sextas-feiras, na Rádio Unama FM (105.5), às 13h20, com reapresentação aos sábados, às 10 horas. Também será exibido no Espaço Universitário da TV Unama, na TV RBA, no sábado de manhã, e no portal LeiaJá. 

Acesse o Plurarte no Youtube aqui.

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"Um menino arretado, filho do finado Lampião, o cangaceiro mais temido do Nordeste, decide partir em uma jornada após a morte do avô. Ele, por outro lado, não deseja seguir o mesmo caminho que o pai, pois o seu maior sonho é se tornar o maior herói do nordeste". Essa é a sinopse do mangá "Oxente" (2018), produzido por Rhenato Guimarães, 30 anos, de São Paulo. Ele desenha desde a infância e sempre gostou de ler quadrinhos.

Com o passar dos anos, Guimarães começou a cultivar o desejo de se tornar autor e percebeu a oportunidade de adaptar a cultura nordestina no estilo dos quadrinhos japoneses, conhecidos como mangás. Por ser muito fã das histórias de "Naruto" (1999-2014), o autor assimilava o universo da obra com o sertão, e foi aí que nasceu o conceito de "Oxente". "Como nunca tinha visto nada parecido nas obras nacionais, resolvi ousar e criar um 'Naruto nordestino' e incluir o cangaço, que é a marca registrada do Nordeste", comenta.

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Rhenato Guimarães, criador da HQ "Oxente" (2018) | Foto: Arquivo Pessoal

No Brasil, o quadrinista independente precisa lidar com diversas barreiras, pois o público exige que as obras nacionais sejam mais coloridas e melhor estruturadas em comparação com as produções internacionais. "Se você não apresentar um produto de qualidade que se equipare as obras consagradas, já sofre restrição", afirma Guimarães. "Procuro fazer o melhor para apresentar algo bom e que cative o público no geral", complementa.

Apesar das exigências, os leitores tem abraçado as histórias que aprofundam os costumes nordestinos, com todo o seu folclore, traços cartunescos e o sotaque presente nos diálogos. "É bem inusitada a recepção do público com obras que valorizam essa cultura, ainda mais em estilo mangá", relata Guimarães.

Jaguar Pistoleiro

Jimmy Darwin, 41 anos, de Fortaleza (CE), também desenha desde a infância. Antes de criar o anti-herói nordestino Jaguar Pistoleiro, o quadrinista produziu os "Os Darwins" (2015), que conta a história de cinco irmãos que possuem habilidades paranormais. As HQs foram disponibilizadas na página do autor no Facebook.

Uma dia, Darwin desenhava ao som de Luiz Gonzaga (1912-1989) e percebeu que precisava criar algo que ilustrasse a região e realidade do Nordeste. Desse conceito, surgiu "Jaguar Pistoleiro" (2018), inspirado em histórias de homens pagos por políticos e empresários para se livrarem de seus desafetos.

O autor de "Jaguar Pistoleiro" (2018), Jimmy Darwin | Foto: Arquivo Pessoal

Baseado em histórias reais, o nome do anti-herói faz referência ao município do Ceará chamado Jaguaribe, que é famoso por ter sido o lar de um dos maiores pistoleiros do nordeste, Jaguar. "Imaginei um pistoleiro, conhecido pela alcunha de Jaguar, arrependido de sua vida bandida e vivendo em busca de redenção", descreve Darwin.

Com foco nos cearenses, a história de Jaguar Pistoleiro se passa na capital Fortaleza. Assim como outras HQs nacionais, a obra enfrenta a rejeição dos que acreditam que heróis só podem ser estadunidenses ou japoneses. "Não existe nenhum incentivo para esse tipo de trabalho, e nós quadrinistas temos que fazer tudo na raça. E também, o próprio povo brasileiro não é muito dado à leitura, e é preciso saber conquistá-los", relata Darwin.

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A princípio, "Jaguar Pistoleiro" foi recebido pelo público com certa resistência, mas após a primeira história ter sido divulgada, os leitores abraçaram a ideia. "A regionalização não cativou apenas os cearenses. Semana passada recebi a mensagem de um mineiro que leu, gostou, e ainda aprendeu um pouco mais sobre o Ceará", recorda o autor, que, ao usar o Instagram como ferramenta de divulgação, passou a receber mensagens e elogios de leitores de outros países.

A HQ "Jaguar Pistoleiro" está disponível de maneira gratuita.

Um dos momentos mais esperados pelos fãs do Big Brother Brasil são as decisões de paredões. É nelas que se descobre quem deixa e quem permanece o jogo a rumo de tornar-se um milionário e vencedor do BBB. Durante anos, a eliminação vinha acompanhada de um texto poético e reflexivo escrito pelo seu ex-apresentador, Pedro Bial,e várias foram as palavras dele que entraram para a história da televisão em virtude de seu lirismo. Agora, ele organiza tais textos para publicá-los em um livro. 

O projeto foi revelado por Pedro Bial durante entrevista a Otaviano Costa. O ex-apresentador do BBB, que atualmente comanda o Conversa com Bial, contou que a obra deve chegar mais rápido do que se imagina, em 2021. Mas, antes, o apresentador lançará um livro sobre os 70 anos de história da televisão. 

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Na conversa, Bial revelou ainda  qual foi sua edição preferida do BBB. “Teria que dizer mais de uma. No 5, com Jean Willys e Grazi Massafera, eu me dei conta que estávamos vivendo um fenômeno da história da televisão, era que nem uma final de Copa do Mundo. As ruas ficavam vazias em dia de prova do líder, de paredão”, respondeu. “Depois, digamos que o 7 também foi extraordinário. Mas a edição que eu vivi que foi mais assustadora, eu diria, foi o 10, do Marcelo Dourado. Foi a primeira vez que a internet entrou com tudo, tinha uma linguagem meio esquisita, muito agressiva, Além do grupo ser extraordinário, tinha de tudo, todos os participantes eram realmente muito ricos. Foi uma grande aventura existencial”. 

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