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Machado de Assis, o Joaquim Maria Machado de Assis (1839-1908) foi um jornalista, contista, cronista, romancista e poeta nascido no Rio de Janeiro no dia 21 de junho de 1839. O escritor ocupou por mais de dez anos a presidência da Academia Brasileira de Letras, que passou a ser conhecida também como Casa de Machado de Assis.

Filho do pintor e dourador Francisco José de Assis e da açoriana Maria Leopoldina Machado de Assis, perdeu sua mãe muito cedo. Foi criado no Morro do Livramento, cresceu sem recursos financeiros para obter a educação formal, porém estudou como pode.

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Seu primeiro trabalho literário foi publicado com 15 anos de idade, conhecido como “À Ilma, Sra. D.P.J.A”, no Periódico dos Pobres, número datado de 3 de outubro de 1854. No ano de 1856, entrou para a Imprensa Nacional como aprendiz de tipógrafo, e lá conheceu Manuel Antônio de Almeida, que se tornou seu protetor.

Seu primeiro livro publicado foi a tradução de "Queda que as mulheres têm para os tolos" (1861), impresso na tipografia de Paula Brito. No ano de 1862, tornou-se censor teatral, cargo não remunerado, porém lhe fornecia livre ingresso nos teatros da cidade.

A obra de Machado de Assis continua inspirando novos talentos no ramo da literatura e da poesia, com diversas publicações ganhando adaptações para os mais diversos veículos. Na matéria de hoje, conheça cinco livros para se iniciar na vasta obra do autor.

Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881)

Após ter morrido, em 1869, Brás Cubas decide narrar sua história e revisitar os fatos mais importantes de sua vida, a fim de se distrair da eternidade. A partir de então, ele relembra de amigos como Quincas Borba, de sua displicente formação acadêmica em Portugal, dos amores de sua vida e ainda do privilégio que teve de nunca ter precisado trabalhar em sua vida.

O Alienista (1882)

A obra gira em torno da história de Simão Bacamarte, médico respeitado que viajou pela Europa e pelo Brasil. Quando criou um consultório na cidade brasileira de Itaguaí, resolveu se casar com uma viúva: Dona Evarista. A relação não era baseada no amor, e sim na possibilidade de ter filhos.

O Espelho (1882)

“O espelho”, subintitulado ironicamente de “Esboço de uma nova teoria da alma humana”, é um pretenso conto filosófico que discute o processo de formação da identidade de cada indivíduo e a relação entre subjetividade e vida social, demonstrando como o olhar dos outros interfere na imagem que fazemos de nós mesmos.

Quincas Borba (1891)

Publicado em 1891, o romance conta a vida de Rubião, um pacato professor que se torna rico da noite para o dia ao receber uma herança deixada pelo filósofo Quincas Borba, criador de uma filosofia chamada Humanitismo

Esaú e Jacó (1904)

Esaú e Jacó é o penúltimo livro do escritor Machado de Assis. Publicado em 1904, quatro anos antes da morte do autor, conta a história de dois irmãos gêmeos que brigavam desde o ventre da  mãe.

O romance se passa em um período de transformação na política do Brasil, a transição do Império para a República. O cenário político do país é, mais tarde, um dos motivos das brigas dos irmãos. Chamados Pedro e Paulo, os gêmeos discordam de tudo. Já adultos seguem profissões diferentes e apoiam sistemas políticos diferentes. Para completar, ambos se apaixonam pela mesma mulher, Flora, o que acentua a disputa dos dois irmãos.

A Secretaria Estadual de Cultura (Secult-PE), por meio da Coordenadoria de Literatura, vai realizar uma edição do curso Escrita e Leitura Literárias, mediado pelo premiado escritor Sidney Rocha. O curso é gratuito e as aulas serão realizadas no Cineteatro Bianor Mendonça Monteiro, em Camaragibe, nos dias 3, 4, 5, 6, 7, 10, 11, 13 e 14 de outubro, das 18h às 21h, e no dia 15, das 9h às 12h. As pessoas interessadas em participar devem enviar um e-mail. Ao todo, serão disponibilizadas 20 vagas para pessoas com mais de 18 anos.

O curso Escrita e Leitura Literárias tem como objetivo apresentar técnicas para a criação de histórias envolventes e personagens inesquecíveis, e está dividida em dois módulos: Estruturas Narrativas e Laboratório do Personagem.

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A dinâmica é baseada no comprometimento de cada participante, centrada em cada pessoa. Nas aulas será exigido ao participante a consciência de suas próprias capacidades, limitações, crenças, descrenças e descobertas individuais. Uma experiência do conhecimento, do intelecto, mas, sobretudo, da sensibilidade.

*Da assessoria

Luis Fernando Veríssimo (1936) é um escritor e poeta brasileiro. Veríssimo ficou muito conhecido por suas crônicas e contos de humor, além de ser um exímio jornalista, tradutor, roteirista para programas de televisão e músico. Filho do também escritor Érico Veríssimo, seguiu os passos profissionais de seu pai.

Nascido em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, no dia 26 de setembro de 1936, viveu uma parte de sua infância nos Estados Unidos junto aos seus pais, Érico e Mafalda Halfen Volpe. Nesta época, seu pai lecionava literatura brasileira nas universidades de Berkeley e de Oakland, entre 1941 e 1945.

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Veríssimo cursou o primário em San Francisco e em Los Angeles. No ano de 1953, a família voltou aos Estados Unidos, quando seu pai assumiu a direção do Departamento Cultural da União Pan-Americana, em Washington, só retornando ao Brasil no ano de 1956.

Já de volta a Porto Alegre, Luis Fernando Verissimo começou a trabalhar na Editora Globo, dentro do departamento de artes. No ano de 1960, começou a integrar o conjunto musical Renato e seu Sexteto, que se apresentava profissionalmente nas noites de Porto Alegre.

Em 1962, Veríssimo mudou-se para o Rio de Janeiro, onde trabalhou como tradutor e redator publicitário. Em 63, casou-se com a carioca Lúcia Helena Massa, com a qual teve três filhos.

Em 1973, Veríssimo publicou “O Popular”, uma coletânea de textos já publicados anteriormente nos jornais onde trabalhou. No ano de 75, retornou ao jornal Zero Hora e passou a escrever também para o Jornal do Brasil. Neste mesmo ano, publicou seu primeiro livro de crônicas, “A Grande Mulher Nua”.

Em 2003, seu livro Clube dos Anjos, na versão inglesa (The Club of Angels), foi selecionado pela New York Public Library como um dos 25 melhores livros do ano. Em 2004, recebeu o Prix Deus Oceans, no Festival de Culturas Latinas de Biarritz, na França. Além disso, também recebeu o prêmio Juca Pato e foi considerado intelectual do ano pela União Brasileira de Escritores.

Recentemente, Luis Fernando Veríssimo faz parte de um grupo de 26 escritores no Rio Grande do Sul que são retratados em pinturas expostas em uma galeria a céu aberto, localizada na Av. Borges de Medeiros, ponto turístico do Centro-Histórico de Porto Alegre. Entre os homenageados estão: Caio Fernando Abreu, Lya Luft, Mario Quintana, Érico Veríssimo, Moacyr Scliar e outros. 

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A celebração da arte literária tomou conta do Centro Cultural Tancredo Neves (Centur), na tarde de sexta-feira (16), com a abertura da I Festa Literária de Belém (Flibe), promovida pela Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Municipal de Educação (Semec). O festival faz parte da I Bienal de Artes de Belém e segue até o dia 23 de setembro.

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Para o prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues, é uma honra prestigiar a primeira Flibe que dará incentivo à leitura da população e passará a fazer parte da agenda cultural da cidade.

“É um encontro, é uma festa, aqui é um lugar de paixão pelo futuro socialmente justo de respeito a natureza, democrático. É isso que a literatura, poesia e a ciência fazem”, diz.

A professora e historiadora Larissa Rayanne Oliveira, 27 anos, acredita que a iniciativa de criação da festa literária é importante para popularizar e incentivar o acesso da população à literatura.

“A literatura é um evento que deve ser repassado e quando tem um evento como esse, um evento grande, o povo fica conhecedor da cultura, da arte e da literatura. Esse tipo de evento agrega dessa forma, as pessoas têm mais acesso porque às vezes o conhecimento não vai para o povo e quando um evento desse chega, as pessoas começam a ouvir e conhecer mais da literatura”, afirma.

A programação da I Festa Literária conta com oficinais de formação em artes e educação, bate-papos sobre a literatura (LGBTQIA+, indígenas, afro-brasileiras, feministas, dentre outras palestras), apresentações artísticas de escolas infantis, feiras de artesanatos, apresentações teatrais e conta com espaço lúdico infantil.

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Programação

Centro Cultural Tancredo Neves – CENTUR (Av. Gentil Bitencourt, 650 - Nazaré, Belém - PA, 66035-340).

•        20/09 (terça-feira) - Cia. do Nosso Jeito e Delcley Machado.

•        21/09 (quarta-feira) - Inesita e Dayse Addario.

•        22/09 (quinta-feira) - Eduardo Du Norte e os Tambores.

 Espetáculo Encantados

•        23/09 (sexta-feira) - Gigi Furtado.

 

Bienal das Artes – Aldeia Cabano (Av. Pedro Miranda, 2060 - Pedreira, Belém - PA, 66085-026).

•        20/09 (terça-feira) - Cortejo das manifestações culturais, performance chegada do cortejo, Para Sempre Ruy e Simone.

•        21/09(quarta-feira)- Coral infanto-juvenil (Semec), Dona Onete, Gretchen, Fruto Sensual e a parelhagem Crocodilo.

•        22/09 (quinta-feira) - Escola Municipal de Dança - Silvio Leandro, Nilson Chaves, bando Mastodontes, Hamilton Holanda e Zeca Baleiro.

•        23/09 (sexta-feira) - Coral Projeto Histórias Cantadas "Pirão de Açaí", Festival de Música Brasileira, Sabah Moraes e Johnny Hooker.

•        24/09 (sábado)- Professores Semec, Choro do Pará, Marco André, Felipe Cordeiro e Vozes d'África.

•        25/09 (domingo) - Xaxá e Banda, grupo Tem Mulheres na Roda de Samba, Bião e Banda e Teresa Cristina.

Por Amanda Martins, Gabrielle Nogueira e Clóvis de Senna (sob a supervisão do editor prof. Antonio Carlos Pimentel).

 

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Embora a leitura seja um processo que vivenciamos individualmente, ela também pode ser realizada de maneira coletiva. Pensando nisso, as jornalistas Giovanna Abreu e Thaís Siqueira criaram o clube de leitura Clube Lumos, em janeiro deste ano. Desde então, a corrente só aumenta e mais pessoas estão sendo alcançadas para compartilhar experiências e vivenciar transformações causadas pelo hábito de ler.

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Apaixonadas pela saga Harry Potter, Giovanna e Thaís contam que o nome dado ao Clube faz uma alusão a um dos feitiços realizados nesse universo literário – Lumos Máxima, uma das variações do feitiço Lumos. “O feitiço cria uma luz na ponta da varinha e serve para iluminar áreas escuras, com uma forte intensidade; assim como os livros fazem com a nossa mente, abrindo novos caminhos e trazendo luz para a nossa vida”, afirmam.

Para Giovanna, a leitura é uma paixão de adolescência esquecida com a correria dos estudos e trabalho, mas resgatada na pandemia como forma de refúgio e sobrevivência. No caso de Thaís, apesar de sempre ter sido atraída pelos livros, ler se tornou um hábito há cinco anos.

As reuniões do Clube Lumos são feitas mensalmente, geralmente aos sábados, em uma cafeteria. Os temas são definidos por mês e, por meio de um grupo no Telegram, os integrantes sugerem livros baseados na temática pré-definida. A escolha da obra é feita por votações. Atualmente, mais de 60 pessoas participam do clube no aplicativo de mensagens e mais de 350 seguem a página no Instagram.

Para as jornalistas, a leitura é transformadora e cada livro proporciona aprendizados aos leitores, ampliando sua visão de mundo – o que consideram extremamente necessário nos dias de hoje. Giovanna e Thaís apontam a contribuição do clube no processo de estímulo à leitura até ela se tornar um hábito saudável que leva a trocas de experiências de vida e novas amizades.

As criadoras do clube dizem que discutir sobre livros com outras pessoas fez com que elas tivessem mais disciplina com a leitura. “Normalmente, lemos à noite antes de dormir e aos finais de semana quando estamos em casa. A partir do momento em que a leitura vai se tornando um hábito, fica bem mais natural, a gente sente até falta quando não consegue ler”, descrevem.

Giovanna e Thaís destacam que uma boa maneira de iniciar um clube de leitura é convidar pessoas que, de alguma forma, se interessariam pela ideia; amigos que querem retomar o hábito de ler ou que queiram ler mais. Depois disso, a internet pode ser uma aliada no processo de conexão com outras pessoas. “Para quem não quer iniciar seu próprio clube, mas quer fazer parte de um, essas redes sociais são um ótimo caminho para achar um clube com o qual a pessoa possa se identificar”, aconselham.

Foi a partir de compartilhamentos e postagens no Instagram que Wanessa Braga conheceu e decidiu participar do Clube Lumos. “Saber que eu vou encontrar pessoas legais, que leram o mesmo livro que eu, e conversar sobre todo o universo que a narrativa nos oferece é bom demais e sem dúvidas me incentiva a estar sempre em dia com a leitura do mês”, conta.

O ato de ler um livro em grupo, como o Lumos, é muito estimulante e acolhedor para leitores natos. “As conversas online e os encontros presenciais fizeram, e ainda fazem, a gente se conectar bastante. Vai muito além de falar sobre livros. Tem muito desabafo, apoio e incentivo. O nosso ’kikiki’, como costumamos dizer”, compartilha Wanessa.

Wanessa ressalta também a importância de manter o clube ativo na cidade, por meio de postagens, divulgando leituras e encontros para influenciar mais pessoas. “Eu gosto de ler antes de dormir. Já faz parte da 'estratégia' de ir abandonando as telas esse horário. Sinto que melhora minha concentração e o sono também é mais tranquilo”, diz.

Conheça mais sobre o clube:

www.instagram.com/clubelumos

Por Isabella Cordeiro e Yasmin Seraphico (sob a supervisão do editor prof. Antonio Carlos Pimentel).

 

Lançamento e feira de livros, exposições, debates, oficinas, recitais de cordel, apresentações literárias e musicais fazem parte da 2ª edição da Feira de Literatura de Cordel do Sertão, que acontece de 19 a 23 de setembro, no Museu do Cangaço – a Estação do Forró, em Serra Talhada, no sertão do Pajeú. O evento será totalmente gratuito.

Durante a Feira de Literatura de Cordel, cordelistas, violeiros repentistas, pesquisadores da poesia da cultura popular do sertão, profissionais da xilogravura e expositores vão promover uma troca de conhecimentos sobre o gênero literário e fortalecer a cultura popular.

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O pesquisador Anildomá Willams destaca a importância de levar o cordel para o local. “A Feira de Literatura de Cordel é uma oportunidade para se conhecer mais sobre esse gênero literário tradicional, que veio por meio dos portugueses, provavelmente com influência árabe, se tornou popular e que tem uma importância fundamental na tradição da poesia sertaneja”, explica. Anildomá diz ainda que embora as pessoas associem o cordel a uma coisa meio folclorizante, é um gênero literário, e que tem de se entender muito de poesia para escrever, tem de estudar muito para fazer a métrica certa, para fazer o genuíno cordel.

A Feira de Literatura de Cordel é uma produção da Fundação Cultural Cabras de Lampião e da Agência Cultural de Criação e Produção, em parceria com a Prefeitura Municipal de Serra Talhada e com a Fundação Cultural de Serra Talhada. O evento tem incentivo do Funcultura, da Fundarpe, da Secretaria Estadual de Cultura e do Governo de Pernambuco.

A programação completa da Feira de Literatura de Cordel está disponível no site: www.museudocangaco.com.br.

*Da assessoria

 

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O estímulo à leitura na infância é um forte impulso à criatividade, à imaginação e ao conhecimento de mundo, gerando resultados positivos na vida daqueles que o recebem. A 25ª Feira do Livro e das Multivozes abriu espaço para as Vozes da Infância em seu sétimo dia. Com a roda de conversa acerca da escrita para e sobre crianças, os convidados Daniel Leite, jornalista, e Michele Goulart, psicóloga, escritora e editora, abordaram o tema com a mediadora Elaine Oliveira – professora, mestra em Estudos Literários e técnica em gestão cultural da Fundação Cultural do Pará/Casa da Linguagem.

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Ler com crianças é a forma fundamental de estimular o apego à literatura nessa fase, conforme diz Daniel. O jornalista é, também, escritor. Para ele, ao ler com crianças, é possível dar atenção ao que ela está absorvendo e às suas interpretações. “Nunca destrua a leitura da criança, por mais estranha que te pareça no mundo adulto, a leitura sempre com a criança tem esse fator da mediação, ou seja, nós temos entre mim e a criança esse objeto vivo, que cria mundos, que é o livro.”

Daniel vê a escrita para e sobre crianças como algo que gera impacto por toda a vida, destacando a necessidade que a sociedade tem de arte – incluindo a linguagem, algo essencial ao ser humano. A leitura, como considera o jornalista, permite que se sonhe com a criança por meio do exercício da palavra.

Para os que acreditam que a literatura infantil é superficial e trata apenas de fábulas, Daniel explica que, por meio dela, pode-se discutir temas sérios e, por vezes, complicados, como a morte e o amor.

“Eu acho que é importante, porque nós estamos vivendo em uma sociedade agressiva, uma sociedade que muitas vezes elege a arte como inimiga, elege a educação como um problema. Acho que nós estamos vivendo em um tempo de muita escuridão, de muita barbárie, de muita agressividade. Precisamos acreditar que a vida que nós desejamos é a vida que respeita o outro, que acolhe o outro e a leitura”, afirma o jornalista.

Michele acredita que os livros têm poder de transformar a imaginação e a realidade das crianças. A autora também pondera que, como consequência dessa prática, a infância adormecida é despertada dentro dos que a fazem. “Para a gente escrever em uma linguagem que a criança se sinta representada, a gente precisa conhecer o universo da criança, e a gente faz isso por meio da escuta, do contato com a criança, de dar oportunidade da criança se expressar livremente”, observa.

Além do desenvolvimento de habilidades cognitivas, da oralidade e do letramento, a leitura é capaz de embelezar a cultura em que a criança está envolvida e acolhê-la, segundo Michele. De acordo com ela, o contato com a literatura na infância permite uma conexão profunda com a criatividade.

“Eu acho que quem tem acesso à cultura na infância tem pré-requisito para ser um adulto imaginativo, um adulto resolutivo, uma pessoa que sabe acolher e sabe que pode ser acolhida”, elucida a escritora. Michele ressalta que ler para crianças e contar histórias, incluindo-as na narrativa e permitindo suas próprias interpretações, são formas de dar visibilidade a essa temática.

Elaine destaca a importância da democratização de informações acerca da literatura infantil, com políticas públicas na formação de professores e implementação de bibliotecas, para melhoria do acesso aos livros.

“A gente precisa que os pais, os professores sejam leitores e compreendam que viver esses momentos com a criança vai ser fundamental para formar esse leitor crítico, inteligente, uma pessoa mais antenada com o mundo. Inclusive, vai ajudar em outras áreas do conhecimento”, fala.

Para a professora, a leitura permite uma entrada ao mundo poético, estimulando a imaginação e criatividade. “Quando você lê uma história, quando você tem acesso a arte, você aprende a se colocar no lugar do outro, pratica autoridade, você, principalmente, se humaniza. Por isso a literatura e a arte são tão importantes para a nossa vida”, conclui.

 Por Igor Oliveira, Kátia Almeida, Lívia Ximenes e Clóvis de Senna (sob a supervisão do editor prof. Antonio Carlos Pimentel).

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Dando continuidade ao Arte da Palavra, projeto nacional de discussão, fomento e fortalecimento da produção literária no Brasil, a pernambucana Bione vai iniciar a programação do projeto deste mês em Triunfo. A cantora, poeta marginal e atriz vai apresentar Os Versos da Poeta nesta quinta-feira (8), às 19h30, na Fábrica de Criação Popular. A entrada é gratuita.

A presença de Bione integra o Circuito de oralidades. No encontro, de aproximadamente 40 minutos, ela vai contar sobre seu processo criativo, escrita e compartilhar algumas produções. "Vou levar minhas poesias, que abordam temas diversos como política, amor, racismo, além de falar sobre a influência das minhas vivências", comenta a jovem artista de 19 anos.

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No dia 22 de setembro, também na Fábrica, o Arte da Palavra vai reunir, às 19h30, a poeta slammer, cantora, compositora e atriz Bell Puã e a escritora, educadora, atriz e ativista dos Direitos Humanos Odailta Alves. O encontro integra o Circuito de Autores e vai reunir as convidadas pernambucanas para uma mesa de debate sobre suas obras, criação e desdobramentos artísticos, com entrada gratuita.

Encerrando a programação do mês, a paulistana, crítica literária e pesquisadora Tamlyn Ghannam vai ministrar a oficina Booktuber: mediação literária em ambientes digitais pelo Circuito de Criação Literária.

A atividade, indicada para que tem mais de 18 anos, será on-line, entre os dias 26 e 30 de setembro, às 19h30. Em cinco encontros, ela vai falar sobre o mercado literário, responsabilidade nas produções de conteúdo, roteiro, processo de monetização, identidade visual, entre outras abordagens teóricas e práticas. As inscrições custam R$ 17 e R$ 34 para comerciários e seus dependentes e público geral, respectivamente, e podem ser realizadas no site do Sesc.

*Da assessoria

A Livraria da Vila receberá na quarta-feira (07) o lançamento do livro "200 Anos de Independência", com a presença dos autores Rita Biason, Renato Janine Ribeiro, Gonzalo Vecine Neto e Roberto Livianu. O livro remonta a história do Dia da Independência, proclamado por D. Pedro I às margens do Rio Ipiranga. 

Após 200 anos da Independência, diversos regimes e sistemas políticos (monarquia, república, ditadura, populismo, estado democrático), além de oito cartas constitucionais, os autores afirmam que ainda tentamos encontrar o nosso caminho como país. Por conta da lembrança da colônia portuguesa, há no Brasil uma sociedade que luta diariamente com conquistas e fracassos, na busca de consolidar uma nação democrática.

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Visando entender os avanços e retrocessos em diversas áreas, os organizadores da coletânea compuseram este livro para celebrar o bicentenário da Proclamação da Independência. A realização é uma parceria do Ministério Público Democrático e do Instituto Não Aceito Corrupção, em parceria com a editora Quartier Latin. A organização deste conjunto foi idealizada pela profª dra. Rita de Cássia Biasson (UNESP/Campus de Franca) e Roberto Livianu (Presidente do Instituto Não Aceito Corrupção).

Serviço:

Lançamento do Livro "200 anos de Independência"

Data: 07/09/2022

Horário: Das 11 horas às 15 horasLocal: Livraria da Vila. Rua Fradique Coutinho, 915

Debate com autores:

Profa. Dra. Rita de Cassia Biason (UNESP/Campus de Franca)

Prof. Dr. Renato Janine Ribeiro ( USP/ FFLCH)

Prof. Dr. Gonzalo Vecina Neto (USP / FSP) 

Roberto Livianu ( Presidente do Instituto Não aceito Corrupção).

A culinária amazônica destaca-se por sua riqueza de temperos e sabores e é considerada, por muitos, como algo exótico. De pratos doces a salgados, os ingredientes que compõem cada receita marcam o paladar daqueles que experimentam.

Para compartilhar parte dessa cultura por meio da produção de bombons regionais da Amazônia, a engenheira de alimentos, Ph.D. em Food Science & Technology e professora na UNAMA – Universidade da Amazônia Luciana Ferreira publicou, agora em versão física, o primeiro volume da coleção “Doçaria Paraense”. O lançamento ocorreu na última terça-feira (30), na 25ª Feira do Livro e das Multivozes, no Hangar Centro de Convenções e Feiras, em Belém.

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Luciana é professora de chocolateria há sete anos e destaca que o ensino da criação de bombons regionais passa pela confeitaria clássica francesa e atravessa vários conceitos até o regional. Com os estudos iniciados em 2019, com alunos do curso de Gastronomia da UNAMA - Universidade da Amazônia, Luciana viu a oportunidade de criar uma metodologia para o aprendizado da técnica. O livro teve sua primeira versão foi publicada em abril, em formato digital.

“Quando a gente pensa em culinária amazônica e paraense, a gente vê muitas referências locais e até nacionais que valorizam a nossa culinária, mas muito dificilmente destacando as nossas sobremesas”, diz a professora.

“Bombons Regionais da Amazônia” é uma obra que carrega, também, valores sentimentais para Luciana. A engenheira relembra que, ainda no ensino médio, começou a fazer bombons para vender, adequando-os ao seu gosto e, assim, o interesse pela área alimentícia surgiu.

“Todas as minhas decisões em relação à formação acabaram vindo dos bombons, eu acho que é uma história pessoal também. O primeiro volume dessa coleção ser de bombons regionais fala muito da minha trajetória profissional, o que esses bombons me oportunizaram”, fala.

Luciana pondera que, quando se fala de pratos amazônicos, as sobremesas, dificilmente, destacam-se. Com isso, a obra objetiva registrar e divulgar tais produções, criando uma identidade culinária do ponto de vista acadêmico.

O livro é repleto de informações acerca dos bombons regionais, como ingredientes, preparo, acabamento, principais defeitos e como evitá-los. Além disso, elementos essenciais e termos utilizados no processo e consumo dos doces também estão presentes.

Por Amanda Martins, Kaila Fonseca e Lívia Ximenes (sob a supervisão do editor prof. Antonio Carlos Pimentel).

Na última quinta-feira (1), foi a vez das Vozes Urbanas terem espaço na 25ª Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes, que vai ocorrer até o dia 4 de setembro, no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, em Belém. Uma das palestras realizadas na Arena Multivozes abordou as experiências dos Clubes Urbanos de Leitura e as convidadas compartilharam suas vivências no mundo da leitura. 

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Uma das palestrantes, a blogueira literária e assistente social Anne Magno, também é mediadora do Pa Book Clube, por meio do blog Garota Pai D’égua, criado por ela há dez anos. As reuniões do clube são intercaladas com temáticas fechadas de acordo com cada livro. Anne explica que, desde a pandemia, o clube se reúne duas vezes ao mês para debater virtualmente obras de autores paraenses. 

A blogueira diz que os clubes dos livros são espaços de conversas plurais. Todos são bem-vindos e livres para ouvir, dividir gostos literários e apresentar autores e obras favoritas, assim como pegar dicas de leitura. “Clubes de leitura são locais onde poderemos olhar as obras literárias sobre vários olhares e saberes”, acrescenta.

Anne Magno cita Mário Quintana, que ensina que “os livros mudam as pessoas para que elas mudem o mundo”, e afirma que a sociedade poderia e pode se apropriar de força e vontade para que espaços de fomentação de conhecimento e saberes sejam mais comuns.  

A blogueira ressalta que o amor aos livros não precisa ser solitário e que qualquer um de nós pode iniciar um clube de leitura, marcar com amigos e realizar leituras coletivas. “Não espere sempre as melhores condições para começar, apenas comece. Use suas redes sociais, seu grupo de amigos da escola, faculdade ou religião. Apenas comece e veja como estes espaços são incríveis e devem ganhar ainda mais força”, enfatiza.

O clube de leitura Leia Mulheres Belém, representado pela advogada e mediadora Alynne Rodrigues, juntamente com a professora Erika de Aquino e a advogada Laryssa Rosendo, dividiu o momento. 

Alynne fala que participar de eventos como a Feira são significativos. “Me senti muito honrada e muito feliz por ter recebido esse convite; ter vindo dividir as nossas experiências, mostrar um pouco das nossas perspectivas enquanto clube urbano de leitura que incentiva a leitura de mulheres. É muito importante ocuparmos esses espaços, porque são espaços políticos”, pondera. 

Para a mediadora, os clubes de leitura são necessários, pois ajudam a pensar o mundo e a sociedade a partir da leitura em si e do repertorio compartilhado por diversas pessoas. “Eles [clubes de leitura] nos entregam e nos ajudam a construir ferramentas analíticas. Nos mostram que sempre podemos ir além – enxergar além do que é imposto, muitas vezes, a nós, principalmente, falando de gênero”, afirma.

Alynne reafirma a importância, como clube de leitura, de compartilhar as experiências. “Por nos entregar ferramentas, nos possibilitar a construção, inclusive, de um mundo mais igualitário”, complementa.

Todo mês, em encontros presenciais, o Leia Mulheres Belém escolhe, em especifico, um livro para tornar discussão. Laryssa Rosendo explica que as redes sociais do clube são usadas para fomentar a curiosidade dos leitores. No Instagram, o objetivo é discutir sobre obras e a vida dos autores. Em grupo no WhatsApp, há uma troca maior de informações, como indicações de livros para pautas ou trabalho. 

Para Erika De Aquino, conversas com pessoas que já leem textos escritos por mulheres e a inserção em clubes ajudam a incentivar à leitura de livros escrito por autoras. “Mesmo que você não possa ter ou adquirir logo o livro, fazemos trocas, emprestamos”, fala. “Professores incluírem nas aulas textos de autoras mulheres e não só de língua portuguesa ou de literatura, mas também na interdisciplinaridade. para incentivar essa divulgação”, finaliza.

Por Even Oliveira e Isabella Cordeiro (sob a supervisão do editor prof. Antonio Carlos Pimentel).

 

“Patrimônio edificado: presente vivido, passado lembrado” foi o primeiro assunto abordado na roda de conversa realizada no espaço das Vozes da Cultura Popular, na 25ª Feira do Livro e das Multivozes, em Belém. O encontro contou com a presença da arquiteta Paula Caluff Rodrigues, da psicóloga Andréa Mártyres e teve mediação da Karyna Moriya, do Departamento de Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural (DPHAC).

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A preservação do patrimônio percorre todo o conjunto que faz parte do bem material como referência, importância e significado para as pessoas e regiões. O Cemitério da Soledade, assunto de estudo da arquiteta Paula Rodrigues no livro "Duas faces da morte: corpo e alma do cemitério Soledade", reúne todos esses elementos a partir das devoções populares existentes no espaço. Paula falou do processo de tombamento do cemitério e de suas referências culturais e históricas.

“Eu comecei a conversar com os frequentadores do Cemitério Soledade, com as pessoas que fazem as devoções às almas, que sempre vão às segundas-feiras. Ficou um banco de dados que ajudou imensamente a entender como era esse processo do mesmo bem ser apropriado de diversas maneiras, tanto pela riqueza imaterial, que são as devoções populares, quanto pela riqueza material, que é um cemitério do século XIX, com uma arte característica da época, que retrata muito dessa sociedade”, observou Paula Caluff.

 Atenta ao amor pela conservação e perpetuação da memória, Andréa Mártyres  colocou no papel a história do Hotel Farol, localizado em Mosqueiro. Ela destaca que ouvir relatos sobre o espaço foi seu incentivo para escrever sobre suas memórias e memórias de sua família que, até hoje, cuida do Hotel. “A ideia é de que a gente pudesse juntar os relatos dessas pessoas, assim como os relatos deixados pela minha avó, que viveu 100 anos, e poder registrar no livro. Além disso, a ideia é que o livro pudesse servir como fonte de pesquisa, sobre Mosqueiro, sobre a Ponta do Farol, e que pudesse estar compartilhando todas essas histórias e essas memórias”, relatou.

 Andréa Martyres falou sobre a experiência da construção da obra "Hotel Farol: história e memórias". “O projeto do livro durou oito anos. Foi uma coisa que levou bastante tempo, com muita dedicação, muito trabalho e muita superação também. E foi também um processo de autoconhecimento pra mim como neta, de entrar em contato com a história da minha família”, concluiu.

 Por Amanda Martins, Clóvis de Senna, Giovanna Cunha e Igor Oliveira (sob a supervisão do editor prof. Antonio Carlos Pimentel).

 

A Imprensa Oficial do Pará (IOEPA), por meio da Editora Pública Dalcídio Jurandir, promove no domingo (4), às 18 horas, na 25ª Feira do Livro e das Multivozes, o lançamento do livro "Dalcídio Jurandir: o reinventor do caroço de tucumã", do poeta, professor e pesquisador Paulo Nunes. O trabalho resulta de estudos da Academia do Peixe Frito e Narramazônia, grupos de pesquisa acadêmica das narrativas amazônicas mantidos, em parceria, pela UNAMA e Universidade Federal do Pará (UFPA) e que tem Paulo Nunes como um dos coordenadores.

Professor e pesquisador do curso de Letras e do Programa de Pós-Graduação em Comunicação, Linguagens e Cultura da UNAMA - Universidade da Amazônia, Paulo Nunes fez mestrado e doutorado voltados ao romance de Dalcídio Jurandir, respectivamente na UFPA e PUC-Minas. Hoje, ele é curador do acervo Dalcídio Jurandir do Fórum Landi/Moronguetá (FAU e Centro de Memória da Amazônia da UFPA). Como pesquisador, integra também os quadros do Instituto Histórico e Geográfico do Pará e participa, ainda, do projeto Epístolas Poéticas (em cooperação com o CUMA/Uepa) e Makunaíma, projeto criado no âmbito da UFPA.

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A linguagem do texto fugiu ao máximo aos jargões do estudo universitário. Está dirigida para a formação de novos leitores e novas leitores de Dalcídio, observa o autor. "Chove nos campos de Cachoeira", "Belém do Grão-Pará" e "Primeira manhã" são alguns dos romances abordados.

Paulo Nunes destaca o Dalcídio que institui uma “pedagogia das ruas” (algo ainda pouco explorado), o escritor que se antecipa à ideia de literatura ecológica, bem como apresenta chaves de leitura para ler o chamado “romance marajoara” dalcidiano, marcado por aquilo que o professor chama de Aquonarrativa.

O lançamento terá sessão de autógrafos e bate-papo com o autor, no estande da IOEPA, no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, em Belém. O livro tem prefácio e posfácio dos professores Marli Furtado (UFPA) e Edilson Pantoja (SEDUC-PA).

Da Redação do LeiaJá Pará.

Há 70 anos, em 01 de setembro de 1952, o escritor norte-americano Ernest Hemingway (1899-1961) publicou pela primeira vez o livro “O Velho e o Mar”, um dos seus títulos mais emblemáticos, cujas mensagens giram em torno do valor da amizade, resiliência, esperança e respeito aos mais velhos. A obra venceu o Prêmio Pulitzer em 1953 e, no ano seguinte, também o Nobel de Literatura.

“Apesar de celebrar 70 anos de produção, este livro é considerado atemporal porque fala de temas que continuam atuais. O protagonista da história, o pescador Santiago, como toda pessoa de idade, sente o peso dos anos e começa a duvidar da sua capacidade em continuar pescando. Ele já está há 84 dias sem pescar qualquer peixe, mas sempre incentivado pelo jovem Manolin, ele não desiste. Isso é atemporal, a importância do incentivo de outra pessoa, a fé que outros depositam na nossa capacidade, quando não acreditamos em nós mesmos. Além de atemporal é também universal”, explica Miriam Bevilacqua, jornalista, escritora, dramaturga, mestre e doutora em literatura

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Não deixa de ser curioso que nos anos 1950, Hemingway tenha sido considerado por parte da crítica especializada como um escritor “acabado”. Morando em Cuba há dez anos, não publicava nada desde seu último romance de sucesso, “Por quem os sinos dobram” (1940). Uma década mais tarde, seu retorno literário com “Na outra margem, entre as árvores” (1950) foi mal recebido pelo público e pela crítica. As constatações de que se tratava de um romance muito emocional, estático e sem a precisão da característica de Hemingway o dedicou a escrever sua “obra-prima”. Apesar da brevidade narrativa, a história do protagonista tem sido interpretada como uma metáfora do processo artístico do autor e da própria condição humana.   

Hemingway opta por uma narrativa mais objetiva, com pouca descrição, seja de cenário ou de personagens. Seus livros têm mais ação e pouca digressão, então, no geral, não é um escritor difícil. “O escritor acreditava que não precisava entregar todos os detalhes na narrativa e que cabe ao leitor enxergar embaixo do iceberg, o que ele costumava chamar de teoria do iceberg”, ressalta Bevilacqua.

Telespectadores mais atentos da novela Pantanal já perceberam que, em alguns capítulos, "O Velho e o Mar" aparece nas mãos da protagonista Juma, que lê o livro. “Em um país em que se lê tão pouco como o Brasil, quanto mais a televisão falar de livros melhor será para estimular a leitura. Mostrar um personagem interessado no livro é importante para instigar a curiosidade sobre a obra e também para passar a mensagem de que a leitura deve estar inserida na vida diária”, expõe Bevilacqua sobre a importância do livro ser mencionado no remake da TV Globo. 

 

No próximo domingo (4), o ator Igor Jansen vai marcar presença na Livraria Cultura do Shopping Recife, em Boa Viagem, para mostrar aos fãs seu mais recente trabalho. O astro da novela Poliana Moça, do SBT, lançará o livro O Diário Secreto de Igor Jansen. A sessão de autógrafos será realizada por volta das 15h.

Distribuído pela Editora Pixel, o projeto reúne curiosidades e bastidores da carreira de Igor, além de experiências que marcaram a vida do rapaz. Os leitores também irão conferir registros pessoais da estrela teen. Edmilson Filho diz na obra que Igor Jansen "é um ícone na faixa etária dele entre os artistas nacionais".

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Amigos, família, artistas e vizinhos são a fonte inspiradora de "A Distância", novo livro da escritora e jornalista Laura Vasconcelos. A obra contém 35 crônicas com temas do cotidiano, como experiências pessoais, filmes, músicas, novelas, términos de relacionamento, sentimentos durante a pandemia, entre outros. O lançamento será neste sábado (3), na 25ª Feira do Livro e das Multivozes, no Hangar Centro de Convenções e Feiras, em Belém.

Além de "A Distância", a escritora publicou outro livro de crônicas: "Fugacidade dos dias", lançado em 2020 – o primeiro livro de Laura –, possui uma linguagem mais leve, com doses de comédia. "A Distância" é um livro mais denso e foi escrito quase durante toda a pandemia.

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“O ‘Fugacidade dos dias’ foi um livro que eu escrevi meio que no impulso, escrevi muito rápido e logo publiquei. Esse livro ["A Distância"] demorou mais um pouco. Está pronto desde junho de 2020, mas como tudo estava parado ele levou mais tempo para existir. Além de ser um livro mais melancólico, mais sentimental, o que eu acho que não poderia ser tão diferente percebendo o momento em que ele foi escrito”, conta.

 O fascínio pela escrita começou em 2010, quando Laura tinha 16 anos. Ela relembra que sempre gostou de ler e escrever. “Minha mãe é professora e muitas vezes me levava para a escola quando ia trabalhar e me deixava com acesso livre à biblioteca, aí peguei gosto pela leitura e pela escrita”, relata.

 Com textos curtos, linguagem simples, abordando temas comuns do dia a dia, a crônica é um gênero textual que tem como principal objetivo provocar a reflexão sobre o assunto abordado. A jornalista fala o porquê da escolha. “A crônica é um universo de infinitas possibilidades. Ela te deixa livre para você escrever o que quiser, do jeito que quiser, quando quiser e tudo pode virar uma crônica”, explica.

 “Meu cronista preferido diz que: ‘A crônica é botar uma lupa num grão de arroz’, ou seja, é transformar algo simples e trivial em algo extraordinário, enxergar alguma coisa em um assunto que outras pessoas não conseguem. Acho que essa liberdade que me encantou e me fez escrever crônicas”, complementa Laura.

 Em seu Instagram, Laura publicou que estava quase desistindo e brincou ao chamar o livro de "teimoso" pela insistência em existir. Ela comenta que foram três anos de produção, escrita, edição e impressão até a publicação. “Já tinha escrito outro porque estava quase sem esperanças. Até que a editora me mandou finalizado; quando reli, eu percebi que ele tinha que existir”, relembra.

 A escritora descreve a sensação de estar publicando sua segunda obra e acredita que teve o seu dever cumprido. “Eu espero que as pessoas se sintam mais próximas das histórias que estão no livro. A principal mensagem do livro é que sempre vai ter alguém que pode estar passando ou pensando igual, e se sentir menos sozinho”, destaca.

Laura conclui aconselhando pessoas que têm vontade de se aventurar na escrita do primeiro livro: “Escreva. O que faz de você um escritor é escrever, mesmo que sejam textos só para desabafar. Viva experiências novas, aventuras e leia muito. Tudo isso ajuda muito”, incentiva.

Por Even Oliveira, Isabella Cordeiro e Matheus Silva (sob a supervisão do editor prof. Antonio Carlos Pimentel).

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A cultura paraense é repleta de histórias com misticismo e crenças locais. Boto, Curupira, Vitória Régia e Matinta Pereira são alguns exemplos de lendas conhecidas pela população e repassadas de geração em geração. 

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No quarto dia da 25ª Feira do Livro e das Multivozes, o espaço das Vozes da Cultura Popular apresentou a roda de conversa sobre o imaginário sobrenatural do Pará. Tendo como convidados Iaci Gomes – jornalista e escritora, autora de “Nem te Conto” – e Fernando Gurjão Sampaio – escritor e autor, conhecido como Tanto Tupiassu –, e com a mediação de Thyago Costa, estudante de Letras, o bate-papo foi permeado de relatos pessoais e histórias fictícias desse universo.

Iaci escreve desde criança e relata que o seu livro começou com microcontos de terror publicados em tuítes. Apenas em 2021 ela iniciou, de fato, a produção. “Precisou de uma pandemia para me impulsionar a encorpar esses contos, deixar um pouco maiores e reuni-los e lançar no livro, que é o ‘Nem te Conto’ – não poderia ter outro nome”, diz.

Gabriel García Márquez e Stephen King são escritores renomados e grandes influências da autora. Iaci conheceu as obras Márquez no ensino médio, por meio de um professor, e acabou se apegando ao realismo mágico. Pouco antes disso, por volta de seus 12 anos, ela conheceu a escrita de King, lendo “Tripulação de Esqueletos”, o que acabou o tornando seu autor preferido.

A primeira publicação de “Nem te Conto” ocorreu em novembro de 2021 e a autora confessa que pensou que o ciclo de sua obra havia se encerrado, mas recebeu a oportunidade de trazê-lo novamente ao público no evento. “Eu me inscrevi para o edital e fui, felizmente, selecionada e estou totalmente emocionada de relançar meu livro no maior evento de literatura do Estado. A Feira do Livro sempre foi uma referência para mim, sempre foi um lugar supermágico e ter o meu livro à venda aqui é indescritível”, destaca.

Fernando Gurjão Sampaio, ou melhor, Tanto Tupiassu, utiliza suas redes sociais – principalmente o Twitter – para compartilhar casos e histórias sobrenaturais que viveu ou de seus seguidores. Seu interesse pela leitura do tema, especialmente no cenário paraense, surgiu com Walcyr Monteiro, quando estava na escola e teve contato com o livro “Visagens e Assombrações de Belém” por meio de uma amiga.

Tanto comenta que quando compartilha os casos, geralmente, vai por partes, o que cria uma expectativa no público e diz que isso traz relatos de seguidores sobre lembranças da infância. “Acho que o interesse é, na verdade, um interesse coletivo que vem desde a infância, dessa mania que a gente tem de sentar ao redor de uma fogueira, contar história e ir dormir todo mundo apavorado”, fala.

Em 2016, o autor publicou “Ladir Vai ao Parque e Outras Histórias”, um livro de contos que ganhou o Concurso Literário da Fundação Cultural do Pará na sua categoria. Tanto revela que, atualmente, não sabe se tem interesse em republicar essa obra, mas que no próximo ano terá um lançamento inédito com a editora Rocco.

Por Amanda Martins, Kaila Fonseca e Lívia Ximenes (sob a supervisão do editor prof. Antonio Carlos Pimentel).

 

Taylor Jenkins Reid, aos 38 anos de idade, se tornou um fenômeno na cultura pop. A escritora norte-americana não sai das listas de best-sellers. Dos oito livros que publicou, quatro irão ganhar adaptações para a televisão e para o cinema - este já em produção. E o romance mais recente é “Carrie Soto Está De Volta”, lançado nesta terça-feira (30), nos Estados Unidos. 

O livro chega às lojas brasileiras no dia 6 de setembro. A história retrata a trajetória da tenista Carrie Soto,  que se aposentou no auge com a tranquilidade de ter atingido um recorde imbatível: foram 20 títulos Grand Slam conquistados ao longo de sua carreira. Entre os principais livros da autora estão “Os Sete Maridos de Evelyn Hugo”, “Daisy Jones & The Six” e “Malibu Renasce”.

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Além do sucesso de vendas, a escritora conquistou as redes sociais.  Os livros são constantemente recomendados no Tik Tok e fãs criam vídeos e conteúdos inspirados nas personagens das histórias. A hashtag # SevenHusBandsOfEvelynHugo, sobre em “Os Sete Maridos de Evelyn Hugo”, soma mais de 50 milhões de visualizações na rede social. Este é um dos romances mais populares da autora e será adaptado para um filme pela Netflix. 

O diálogo acerca de poéticas afetivas na vida de artistas autistas, no espaço Vozes da Inclusão da Feira do Livro e das Multivozes, aborda a relação que as famílias constroem com o autismo, dando visibilidade para obras realizadas pelos talentos paraenses. Os autores Milena Costa e Lucas Moura Quaresma, ambos com o Transtorno do Espectro Autista (TEA), falaram sobre suas rotinas pessoais e artísticas e mostraram como o diagnóstico precoce do autismo e o apoio familiar podem transformar a vida de crianças e adultos. A 25ª edição da Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes ocorre no Hangar Centro de Convenções da Amazônia, entre os dias 27 de agosto a 4 de setembro.

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"Essas poéticas afetivas dizem respeito à relação que essas famílias constroem com o autismo. Muitas vezes, no início do diagnóstico, os familiares ficam perdidos, não entendendo aquele diagnóstico e com o tempo vão conseguindo estabelecer relações de muito amor, de muito carinho, acima de tudo de uma valorização dessas pessoas com autismo, inclusive conseguindo perceber essas potencialidades, essas habilidades", explicou Flávia Marçal, 39 anos, advogada, professora, coordenadora do projeto TEA da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) e mediadora do evento.

Segundo Flávia Marçal, olhar o autismo de forma afetiva é muito importante. "Milena Costa e o Lucas Quaresma são dois autores, uma de livro e o Lucas que é um quadrinista, com autismo. Olhar dessa forma mais afetiva, essa poesia também que está envolvendo a vida, é muito importante. Inclusive para que possamos perceber, que o autismo não é o fim, ele pode ser o começo para muita coisa", assinalou Flávia.

Para Flávia, o evento é importante para divulgar e ver projetos que auxiliam na formação de profissionais que estão se capacitando. São profissionais que, com certeza, afirma Flávia, vão levar esse tema da inclusão à frente. É uma oportunidade de conhecer projetos, conhecer outras obras, observou a mediadora. "Esse é um espaço que irá levar essa capacitação e conscientização para a sociedade. Para que ela se torne mais livre e mais inclusiva."

A estudante e escritora Milena Lima costa, de 18 anos, apresentou seu livro "Histórias de Milena", que contém enredos como "o Bicho-papão brincalhão" e "O menino e o monstro negro".

Milena disse que começou a escrever entre os 9, 10 anos de idade e que tudo começou a partir de uma brincadeira com a irmã. "Eu e a minha irmã de coração, Beatriz, a gente inventou um jogo em que contaáamos histórias imaginárias uma para outra. Minha primeira história foi uma que eu nomeei de 'Princesa valente', inspirada no Mágico de Oz. Depois disso eu decidi passar para um papel, escrito", relatou.

A escritora contou que decide sobre o que vai escrever assistindo desenhos e lendo livros. "Eu me sinto melhor escrevendo minhas histórias", revelou a autora.

O quadrinista Lucas Moura Quaresma, de 29 anos, e também formado em designer de produtos, apresentou seus quadrinhos "Oceanos", "Medo de bullying" e seu mais novo trabalho: "Belém, Belém de onde tuas mangás vêm?"

Lucas começou a desenhar aos 4 anos, a partir das logomarcas dos desenhos e filmes que assistia. Desenhava os personagens e, depois de um tempo, pessoas da vida real. "As minhas inspirações para desenhar e escrever vêm da minha mente, dos desenhos animados e dos personagens que eu mais gostava", apontou o quadrinista (conheça o perfil do quadrinista: @hqsdolucas).

Para a realização do diagnóstico precoce do Transtorno do Espectro Autista e atendimento no SUS (Sistema Único de Saúde) basta procurar pelas Unidades Básicas - UBSs, Equipe da Saúde da Família - ESF e Núcleos de Atenção à Família - NAFs.

 A Lei 12.764 de 27/12/2012 determinou que a pessoa com transtorno do espectro autista é considerada pessoa com deficiência para todos os efeitos legais. Lei Federal vale em qualquer lugar do Brasil. (mais informações em https://www.autismolegal.com.br/direitos-do autista/).

Por Kátia Almeida e Gabrielle Nogueira (sob a supervisão do editor prof. Antonio Carlos Pimentel).

A jornalista e escritora Iaci Gomes vai relançar o seu livro “Nem te conto” na Feira Pan-Amazônica do Livro e das Multivozes. A obra reúne 14 contos de terror com toques de realismo fantástico e apresenta cenários paraenses, como as margens do rio Trombetas, o Parque do Utinga e a praia do Chapéu Virado, em Mosqueiro.

A escritora relatou que sempre foi uma leitora assídua, e que a Feira do Livro era um evento indispensável para sua família. Logo, ter uma obra autoral apresentada na feira é de uma sensação indescritível. “É muito legal eu poder me inserir nesse cenário e ser vista como uma pessoa que escreve sobre o sobrenatural no Pará”, disse a jornalista.

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 Iaci diz também que o gênero terror sempre foi a sua escolha principal de leituras desde a infância. “Sempre me fascinou muito, eu gosto muito desses contos, então quando eu pensei em escrever alguma coisa, tinha que ser o terror...realmente a possibilidade de sair daquilo que a gente já vive e poder imaginar outros cenários é algo que eu gosto muito”, disse Iaci.

Além dos 14 contos, o livro também conta com uma série de ilustrações para ajudar os leitores a entrarem no clima de terror. “Quando eu fiz o 'Nem te conto' eu sempre visualizei ilustrações que pudessem retratar o que eu estava escrevendo”, contou a escritora. O time de ilustradores conta com Magno Brito, Renata Segtowick e Márcio Alvarenga, que ajudam ainda mais a apurar o toque sobrenatural da obra.

Antes do relançamento, a autora também participará, às 17h30 desta terça-feira (30), de um bate-papo sobre o imaginário sobrenatural no Pará, na companhia do escritor e advogado Fernando Gurjão Sampaio, conhecido nas redes sociais como Tanto Tupiassu.

A 25ª Feira do Livro e das Multivozes está aberta de 9 às 21 horas, no Hangar Centro de Convenções da Amazônia, em Belém, até o dia 4 de setembro. A entrada é gratuita. 

Por Caio Brandão (sob a supervisão do editor prof. Antonio Carlos Pimentel).

 

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