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O jornalista pernambucano Ed Wanderley lança o livro ‘Diário de um gordo (em dieta)’ na próxima quinta-feira (24), Dia de São João. A obra reúne 50 crônicas e fala de uma maneira bem-humorada e com doses de ironia sobre a briga com a balança e perrengues enfrentados pelo protagonista.

A data de lançamento não foi escolhida por acaso, pois os festejos juninos são conhecidos pela fartura gastronômica. Entretanto, engana-se quem pensa que o livro é uma defesa à obesidade.

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“Em nenhum momento há uma defesa da obesidade enquanto bandeira; ela é uma doença, isso é claro. Mas há o posicionamento de encontrar alegria e aceitação da gente, achar beleza e modos de ser feliz; há condições que as pessoas repelem que não se pode mudar, o peso é possível mudar, mas o que está ali é que, não importa o seu desafio ou sua luta, que é possível buscar o resultado e lutar sem perder o senso de humor e sendo feliz enquanto se vive”, explica o escritor.

Diário de um gordo (em dieta) está disponível nas versões e-book e física à venda no site do autor.

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“Tu escreves um livro com tinta invisível. Por que fazes isso?”

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O escritor que não escreve, a escrita sem palavras, o vazio infinito, o mistério, o insondável. A cidade e a floresta. A magia e o espanto. O ser, o nada, o mundo, o cosmos, o sim, o não. Cecim.

Vicente Franz Cecim, 74 anos, setent’anos, setentrional, universal. Poeta do inverso, do não verso, morreu Cecim. Em Belém. Em Andara. Em qualquer lugar. Ou não lugar.

O imaginário poético de Vicente Franz Cecim, ó serdespanto, jamais será traduzido em línguas, porque é memória coletiva. Vida, um dia, eterna.

Cecim atravessou todos os terrenos da narrativa – a notícia, a persuasão, a fantasia, o verso. Sempre verbo.

“É preciso amar os vivos como se ama os mortos.”

Morreu do vírus que espalha corpos na praça, o artífice enigmático, encantador de "labirantros", mas também da angústia que o acompanhou nas linhas retas e tortas de textos fantasmas, da insaciabilidade, da inquietação criativa que o colocou acima dos medíocres, que o tirou do raso e o atirou num constante choque com o real/irreal do mundo.

“Depois de mim virá um outro, e agora vou contar a história dele.”

Sempre teremos um segredo, pensou. No mundo de Cecim, os livros tramam contra homens que tramam contra outros homens que tramam...tramam, vivos ou mortos, personagens são os mesmos e outros, existem e não existem. São transgressores, cegos que veem, aves que cegam. Pura invenção. Ou não.

“O que é Literatura? Nem Verdade, nem Mentira...”

Cecim é ficção e verdade. Permanência e viagem. Diminuta imensidão.

 “- a Literatura é a Outra Vida. Qual? Aquela que livre das limitações dos sentidos - e lidando apenas com significados - ganha, pelas Palavras, a liberdade que nesta em que vive aquele que escreve não tem."

Cecim não morreu. Ninguém nasce Cecim, ninguém morre Cecim.

Sobre Vicente Franz Cecim

O escritor paraense Vicente Franz Cecim morreu da tarde desta segunda-feira (14), em Belém. Cecim estava internado no Hospital Ophyr Loyola e fazia tratamento contra um câncer. Segundo familiares, ele apresentava sintomas da covid-19.

Do site da Cinemateca Paraense: “O escritor Vicente Cecim, antes de começar sua jornada por Andara, em sua série de livros, filmou em super-8 entre os anos de 1975 e 1979. Depois abandonou o cinema para se dedicar ao Livro Invisível”.

Do site Cultura Pará: “Vicente Franz Cecim nasceu e vive em Belém do Pará, na Amazônia, Brasil. Desde que iniciou em 1979 a invenção de "Viagem a Andara oO livro invisível", se devota unicamente a essa obra imaginária, que chama de literatura fantasma e diz escrever com tinta invisível. Os livros visíveis que escreve emergem dessa Viagem, ou, segundo o autor, não-livro, ambientados no território metafísico e físico de Andara, transfiguração da Amazônia em região-metáfora da vida".

Caminhada literária

1979: com "A asa e a serpente" (ed. Semec, Belém), primeiro livro individual de Andara, inicia a criação de "Viagem a Andara oO livro invisível".

1980: o segundo, "Os animais da terra" (ed. Semec, Belém), recebe (junto com "O cego e a dançarina", de João Gilberto Noll) o Prêmio Revelação de Autor da APCA.

1981: "Os jardins e a noite. A noite do Curau" (ed. Semec), versão resumida deste terceiro livro de Andara, é Menção Especial no Prêmio Internacional Plural, no México.

1983: "Lança Flagrados em delito contra a noite/Manifesto Curau" (edição do autor, Belém), por uma insurreição poética e política do Imaginário Amazônico.

1984: "Terra da sombra e do não" (ed. Semec, Belém), quarto livro individual de Andara.

1988: "Viagem a Andara" (ed. Iluminuras, São Paulo), reunindo os 7 primeiros livros, recebe o Grande Prêmio da Crítica da APCA.

1995: "Silencioso como o Paraíso" (ed. Iluminuras, São Paulo), com quatro novos livros, prossegue a Viagem a Andara.

2001: a invenção de Andara já havendo ultrapassado duas décadas, publica "Ó Serdespanto" (ed. Íman, Lisboa) com dois novos livros em Portugal, apontado pelo jornal O Público (Lisboa) como um dos melhores do ano.

2004: segunda edição dos primeiros 7 livros visíveis de Andara, em novas versões, transcriados e agora reunidos nos volumes "A asa e a serpente" (ed. Cejup, Belém) e "Terra da sombra e do não" (ed. Cejup, Belém). No mesmo ano, "Música do sangue das estrelas/Música de la sangre de las estrellas" (Poetas de Orpheu, Brasil/Espanha), reunião de poemas e cantos extraídos de "Ó Serdespanto".

2005: primeira edição, em Portugal, de "K O escuro da semente" (ed. Ver o Verso, Lisboa), primeiro livro visível de Andara em Iconescritura, mesclando palavras e imagens.

2006: sai a edição brasileira de "Ó Serdespanto" (ed. Bertrand Brasil, Rio de Janeiro).

2008: "oÓ: Desnutrir a Pedra" (ed. Tessituras, Minas Gerais).

2014: "Breve é a febre da terra" (Prêmio Iap de Romance, Belém).

2015: "Fonte dos que dormem" (ed. Córrego, São Paulo).

2016: edição brasileira de "K O escuro da semente" (ed. Letra Selvagem, São Paulo).

2020: edição em Obra Completa (1238 pags) de "Viagem a Andara oO livro invisível" (contendo os 3 inéditos: "oO Círculo suas Rendas de Fogo/coisas escuras procurando a luz com dedos finos cheios de hervas/ Oniá".

Por Antonio Carlos Pimentel Jr.

 

Na última quarta-feira (9) foram revelados os nomes que concorrem ao Prêmio Eisner 2021, conhecido como o "Oscar das histórias em quadrinhos". Algumas editoras tiveram maior destaque, como a Image Comics (que obteve 32 indicações) e  a DC Comics (com 19). Os vencedores serão anunciados no dia 23 de julho deste ano, durante a Comic-Com, em San Diego (EUA).

Na categoria de Melhor Conto é possível encontrar uma das indicações da DC Comics,  “Rookie”, escrito por Greg Rucka e Eduardo Risso, na revista Detective Comics #1027, que conta a história de uma policial novata que tenta combater a corrupção do Departamento de Polícia de Gotham City. Importante lembrar que esta é uma das revistas emblemáticas do mundo dos quadrinhos, que em 1939, na edição #27,  apresentou o Batman pela primeira vez.  

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Já na categoria de Melhor Série Contínua, encontra-se um dos heróis mais conhecidos da Marvel Comics, o Demolidor. Na história “Daredevil” dos produtores Chip Zdarky e Marco Checchetto, o advogado cego conhecido como Matt Murdock tenta buscar paz e se desvincular dos problemas causados por agir como um herói, após anos de combate contra criminosos no bairro de Hell’s Kitchen, em Nova Iorque.

Como principal referência da Image Comics, a revista “Gideon Falls” também figura entre os indicados à Melhor Série Contínua. A história é escrita por Jeff Lemire e Andrea Sorrentino, já estiveram em outros projetos de grande repercussão como “Arqueiro Verde” e “Velho Logan”. Nesta edição, a trama versa sobre um jovem obcecado por uma conspiração, que parece existir apenas na sua cabeça.

 

Após a próxima publicação do mangá de “Jujutsu Kaisen” (2017), que acontece no próximo domingo (13), a obra entrará em um período de hiato por no mínimo 30 dias, devido ao estado de saúde do autor Gege Akutami. A notícia foi divulgada por meio do Twitter @WSJ_manga, mas não foi informado qual é a doença do escritor. 

De acordo com o comunicado, Akutami pretendia dar seguimento com a obra, mas a equipe da editora japonesa Shueisha preferiu que ele realizasse uma pausa para recuperar suas condições físicas.

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O autor também se pronunciou e explicou que o hiato servirá para garantir que a obra não sofra outras interrupções no futuro, já que essa não é a primeira vez que ele é obrigado a pausar os trabalhos.

“Jujutsu Kaisen” gira em torno do estudante Yuuji Itadori, que embora possua uma repulsa pelo atletismo, consegue obter um alto desempenho no esporte. Durante a história, o jovem ingressa no Clube de Pesquisa Oculta, onde se identifica e se entrosa com os alunos do local. A vida de Itadori muda no momento em que seu avô, no leito de morte, lhe envia a mensagem de sempre ajudar as pessoas e de morrer cercado por pessoas.

A obra também foi adaptada em uma versão anime, que se encontra disponível no serviço de streaming Crunchyroll.

A Editora Corvus lançou no site Catarse uma campanha de financiamento coletivo para o lançamento do livro “Farras Fantásticas”. O projeto é uma antologia literária, que reúne 18 contos originais organizados pelos escritores nordestinos: Ian Fraser, Ricardo Santos e João Mendes. A coletânea homenageia a cultura popular do Brasil e conta com textos que misturam ficção científica, terror, fantasia, e as tradicionais histórias inspiradas nos nove estados do Nordeste. 

Cada conto do livro foi escrito por um escritor nordestino, criando histórias protagonizadas pelos mais diferenciados personagens, como viajantes no tempo, lobisomens, fantasmas e afins. Os textos são inspirados nas tradicionais festas do Nordeste como São João, Reisado e Bumba Meu Boi. De acordo com a sinopse oficial, a publicação “procura entender o passado para ressignificar o presente e construir um outro futuro”. 

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A meta inicial da campanha coletiva era R$ 17.980, porém, o valor solicitado já foi batido ultrapasando os R$ 21,5 mil, até o momento. O financiamento ficará aberto no Catarse até o dia 19 de junho e os que adquirirem nesta pré-venda, receberão o livro a partir de setembro de 2021. A obra está disponível tanto em formato digital, quanto físico. 

A depender do valor pago, os financiadores do projeto receberão a obra “Farras Fantásticas”, com marcadores de páginas, pôsteres, postais e outros livros publicados pelos autores. Além disso, ao garantir o livro, é possível participar de uma oficina de seis horas sobre criação literária para escritores iniciantes ou avançados, com aulas aplicadas pelos autores responsáveis pela coletânea. Confira as opções de financiamento no site:https://www.catarse.me/farras

Por Thaiza Mikaella

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A eleição em 2020 para prefeito de Belém foi acirrada. A diferença entre o delegado Everaldo Eguchi, alinhado com a direita política, e o professor Edmilson Rodrigues, representante dos partidos de esquerda, foi de apenas 3,52%. O embate era quase uma retomada da eleição de 2018, quando Jair Bolsonaro foi eleito. Tanto o delegado quanto o capitão reformado do Exército não eram de partidos políticos fortes e também tiveram pouquíssimo tempo de propaganda política gratuita. O que explica o desempenho da campanha eleitoral de Eguchi?

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Essa foi a pergunta que a jornalista, mestre em Ciência Política e professora da UNAMA - Universidade da Amazônia (UNAMA) Rita Soares e o jornalista e professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR) Mário Messagi Júnior tentaram responder no artigo “Ativismo social conservador no processo eleitoral”. O artigo faz parte do livro digital "Eleições 2020: Comunicação Eleitoral na Disputa para Prefeituras", organizado pelo Grupo de Pesquisa Comunicação Eleitoral (CEL) da Universidade Federal do Paraná e lançado durante a 9ª edição do Congresso da Associação Brasileira de Pesquisadores em Comunicação e Política (Compolítica), que ocorreu entre os dias 24 e 28 de maio.

De acordo com a pesquisadora, a campanha de Eguchi foi alavancada pelas redes sociais. A equipe de comunicação do delegado o colocou como uma pessoa que cumpria requisitos dos grupos conservadores. A partir disso, pessoas influentes nesse meio o reconheceram como líder e divulgaram a ideia para seus seguidores.

“Um exemplo foi o pastor Samuel Câmara, da Assembleia de Deus, que vai se apresentar ao lado dele (Eguchi), bater foto com ele, vai anunciar publicamente o apoio. Uma vez que o pastor anuncia, todas as igrejas evangélicas, com exceção da Universal do Reino de Deus, que tinha seu próprio candidato, vão apoiá-lo. Ele passa a ser o legítimo representante dessas agremiações”, disse a profesora Rita.

Para Rita, o artigo mostra a importância das mídias digitais nos processos eleitorais. "Isso a gente já sabia desde 2018, mas novos estudos têm demonstrado como isso ocorre, ou seja, têm comprovado cientificamente, a partir das análises das campanhas, como isso se dá. Não é mais um achismo”, explicou.

A professora esclarece que a fórmula já foi usada antes nas eleições presidenciais dos Estados Unidos em 2016, que elegeram Donald Trump, e em 2018 no Brasil, quando Jair Bolsonaro foi eleito. Entretanto, essa estratégia deve se popularizar mais nas próximas campanhas, pois está cada vez mais clara a importância do uso das redes sociais para o êxito nas eleições. 

“O horário eleitoral gratuito está perdendo a hegemonia. Agora, o que vai ter um peso cada vez maior é a forma como esses candidatos se apresentam e são apresentados pelos outros nas redes. A gente seguramente pode dizer que ele (Eguchi) foi o que melhor fez uso da ferramenta e esse paradigma deve ser observado por candidatos nas próximas eleições”, afirmou a pesquisadora.

Por Sarah Barbosa. 

A versão digital da Bienal Internacional do Livro de Pernambuco (BienalPE), chamada de e-Bienal, oferece programação de atividades gratuitas para esta sexta-feira (28) e sábado (29). O evento promove interações virtuais entre autores, leitores, editoras e o público em geral.

No ar desde 2020, por conta da pandemia do novo coronavírus, a e-Bienal traz a exposição permanente, além de atividades interativas como palestras, debates, oficinas, entre outras. As atividades iniciam às 15h e vão até às 21h, em ambientes virtuais, com a participação de mediadores e palestrantes.

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No site do evento é possível acessar o cronograma de atividades, além de comprar os produtos da feira literária. Confira a programação para hoje e amanhã:

28/05/2021 - Sexta-feira

15h às 16h - Auditório Círculo de ideias

Um mundo sem livros e sem livrarias?

Palestrantes: Roger Chartier

Mediação: Hugo Coelho.

17h às 18h30 - Plataforma de lançamentos

Poesia: espora e delicadeza

Palestrantes: Pedro Américo de Farias e Socorro Nunes

Mediação: Wilberth Salgueiro

17h às 18h30 - Auditório Círculo de ideias

O futuro do livro e da Educação no Brasil

Palestrantes: Silvio Meira, Luciano Meira e Alex Sandro Gomes.

Mediação: Rossini Barreira

19h às 20h - Plataforma de lançamentos

Autores e suas obras

Palestrantes: Adelmo Camilo e Givaldo Calado de Freitas

Mediação: José Eugenio Sobrinho

19h às 21h - Auditório Círculo de ideias

Contextualização da vida e obra de Paulo Freire: gênese do pensamento freireano

Palestrantes: Letícia Rameh e Targélia Albuquerque

Mediação: Rose Kelly Alves

29/05/2021 - Sábado

15h às 16h - Sala Educação Aula Espetáculo

O Tempo não para

Palestrantes: Tomaz Pessoa, Rodrigo Mateus, Raoni Lima

Mediação: Tomaz Pessoa

17h às 17h30 - Plataforma de lançamentos

Galopinho, o Cavalinho que virou unicórnio

Palestrantes: Claudio Bastos e Antônia Flora

Mediação: Marcelo Cavalcante

17:30h às 18h30 - Além das letras

Arte divertida para a infância

Palestrantes: Chaps Melo e João Henrique Souza

Mediação: Fabio Lucas

19h às 20h - Plataforma de lançamentos

Autoras e suas obras

Palestrantes: Dilma França e Rosalva Santos

Mediação: Cilene Santos

19h às 21h - Auditório Círculo de ideias

Estesia - diálogo com Walter Benjamin a partir da interação com as mazelas de seus tempos e cidades

Palestrantes: Lourival Holanda e Philipe Ricardo Silva Araujo

Mediação: Ezter Liu

A DC Comics anunciou a HQ “Batman: O Mundo”, que fará o Homem Morcego sair de Gotham City e combater o crime em 14 países diferentes, entre eles o Brasil. A revista em quadrinhos contará com 184 páginas e está prevista para chegar nas lojas em 14 de setembro, pela editora Panini. 

Além do Brasil, na nova aventura o herói da noite também passará pelos Estados Unidos, França, Espanha, Itália, Alemanha, República Tcheca, Rússia, Polônia, México, China, Coréia do Sul e Japão. Os roteiros e artes referentes aos países serão concebidos por artistas locais e cada nacionalidade receberá uma capa própria. 

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Foi confirmado que a narrativa de Batman no Brasil ocorrerá na capital de São Paulo. A trama brasileira foi escrita pelo roteirista Carlos Estefan, os desenhos foram concebidos pelo ilustrador de quadrinhos Pedro Mauro e a coloração ficou por conta da quadrinista Fabi Marques. 

Mauro também ficou responsável pela arte da capa brasileira e a coloração foi feita pelo artista Marcelo Maiolo. No desenho, Batman encontra-se no centro da capital paulista, em um prédio onde é possível avistar a fachada do Edifício Banespa. 

Batman surgiu pela primeira vez em 1939 e se tornou um marco nas histórias em quadrinhos de super-heróis. Na maioria das vezes, as suas histórias eram centradas na cidade fictícia Gotham City, marcada pelo alto nível de criminalidade. Com exceção dos crossovers que o Homem Morcego vive ao lado de outros heróis, são raras as vezes em que ele luta fora de sua cidade natal.

Todo o acervo da vida e obra do poeta e diplomata Vinicius de Moraes (1913-1980), que se encontra no Arquivo-Museu de Literatura Brasileira, da Fundação Casa de Rui Barbosa, poderá ser acessado a partir de hoje (27), às 8h, de forma virtual e gratuita no site http://acervo.viniciusdemoraes.com.br.

Desde 1992, o acervo está aberto para consulta pública presencial na instituição, mas só agora a VM Cultural, empresa criada pelos filhos de Vinicius para fazer a gestão de sua obra e dos direitos autorais, digitalizou as informações, visando não só a preservar os documentos, mas também a democratizar seu conteúdo para pesquisadores e o público em geral.

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Até o final da década de 80, o acervo estava na casa da família do poeta, na Gávea, bairro da zona sul carioca, onde foi cuidado por suas irmãs Lygia e Laetitia de Moraes. São 6 mil registros envolvendo mais de 11 mil documentos originais, entre manuscritos e datilografados, que totalizam quase 35 mil imagens digitalizadas.

Em 1987, o acervo acabou doado ao Arquivo-Museu da Fundação Casa de Rui Barbosa, localizado em Botafogo, na zona sul do Rio de Janeiro. Ele inclui poemas, textos em prosa, letras de música, peças teatrais, roteiros de filmes, discursos, notas e cartas, agora disponíveis para consulta online.

Dois eixos

O projeto de digitalização foi idealizado pela neta do poeta, Julia Moraes, sob a coordenação técnica do designer Marcus Moraes, sobrinho-neto de Vinicius. Em entrevista à Agência Brasil, Marcus disse que o projeto, como qualquer outro de ciência da informação, tem dois eixos, que são preservar e disponibilizar a informação. “Tem dois objetivos principais: a preservação dos documentos; quando você digitaliza, faz uma cópia digital, e você, que só tinha acesso presencial à Casa de Rui, agora basta ter acesso à internet para consultar os documentos”.

Marcus Moraes explicou que, em comparação com outros, o acervo de Vinicius “é bem parrudo, bem grande”. Observou que como ele contém material de terceiros, alguns manuscritos se acham em processo de autorização, porque “são conteúdos de outras pessoas. Quando foi doado o material, tinha coisas que não eram somente de Vinicius e estão sendo autorizadas. A maioria das pessoas contactadas está autorizando, mas outros ainda passam por esse processo. Estamos fazendo tudo com o processo jurídico correto”, afirmou. 

Processo de criação

Além da diversidade de material, o acervo digitalizado mostra dados desconhecidos pelo grande público, como o processo de criação de um poema ou composição, com seus diversos rascunhos. Para o sobrinho-neto de Vinicius, a parte mais interessante é “ver o processo criativo. É como se Vinicius abrisse o seu caderno de notas, a sua gaveta de rabiscos para o público. É muito interessante ver como ele trabalhava palavras; ele rabiscava, fazia uma nova versão do poema, uma coisa muito metódica, detalhista, perfeccionista mesmo. Esse processo é fascinante. Tem isso tanto nos poemas, quanto nas letras de músicas. É fascinante ver o cuidado dele com as rimas, com a melodia, com a repetição, para ter uma métrica boa, para ser fácil de cantar determinado verso. Isso é muito curioso de ver”.

Marcus Moraes afirmou que o acervo do “poetinha”, como Vinicius era chamado, não contém material iconográfico. “Mas é muito rico. Dá para se divertir bastante no site". As fotos colocadas servem apenas para ilustrar, “para dar um colorido”. Ele explicou que o site estará em permanente atualização, incluindo futuramente novos conteúdos.

A Casa de Rui Barbosa tem muitos recortes de jornal sobre o poeta, que deverão ser incluídos em uma segunda etapa. “Serão atualizações. Vinicius está muito vivo ainda, graças a Deus. Tem muita coisa dele na área: está com peça na Broadway, tem livro sendo reeditado em várias línguas. Ele é muito popular mesmo. A gente fica muito feliz de ampliar isso”, acrescentou o sobrinho-neto do diplomata.

Memória

O acervo digitalizado de Vinicius de Moraes considera a relevância da preservação da memória da cultura nacional, ao mesmo tempo em que permite o acesso a um número ilimitado de pesquisadores, professores, escritores, músicos, artistas e do público em geral. O Acervo Digital Vinicius de Moraes tem patrocínio do Ministério do Turismo e do Itaú.

De acordo com os organizadores, a trajetória múltipla de Vinicius atravessa os mais diversos ambientes culturais e intelectuais, que vão desde Mãe Menininha do Gantois a Orson Welles; de Baden Powell a Pablo Neruda; passando por cidades como o Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Ouro Preto, Montevidéu, Buenos Aires, Paris, Oxford e Los Angeles.

A neta do poeta, Julia Moraes, destaca que “do ponto de vista de quem quer entender os processos literário e criativo, o acervo é muito rico. É um mapa da criação. Não são só acertos, ali estão os erros também. Acredito que isso valorize todos os artistas”.

O acervo está dividido em três grandes séries: Correspondências, Produção Intelectual e Documentos Diversos. Os documentos poderão ser consultados por meio de um sistema de buscas online. O inventário completo do acervo está disponível gratuitamente para download em PDF, permitindo também uma busca offline.

Destaques

Na série Correspondências, há cartas de parceiros musicais de Vinicius, entre os quais Baden Powell, Carlos Lyra e Tom Jobim, e dos amigos estrangeiros Orson Welles, Gabriela Mistral, Pablo Neruda e Waldo Frank. Há também carta de Charles Chaplin agradecendo o envio da primeira edição da revista Filme, fundada por Vinicius em Los Angeles.

Na série Produção Intelectual, a documentação revela o campo extenso de atividades de Vinicius ao longo da vida, com poesia, textos em prosa, artigos, peças, letras de música, shows, roteiros de cinema, discursos, entrevistas e traduções. O público poderá conhecer, por exemplo, as diferentes versões do roteiro de Les Amants de la Mer e detalhes da produção, até o roteiro final, de Garota de Ipanema, bem como o roteiro decupado do filme Orfeu Negro, dirigido pelo cineasta francês Marcel Camus.

Na área musical, mais de 260 letras estão reunidas no acervo, algumas com mais de uma versão, como acontece em relação aos poemas. Destacam-se Insensatez, Chega de Saudade, Canto de Ossanha (quatro versões), Canção do Amanhecer (nove versões), Por Toda a Minha Vida, Tarde em Itapoã, Samba da Bênção e A Minha Namorada. Outro destaque é a Sinfonia da Alvorada, poema sinfônico de Vinicius e Tom Jobim, feito a pedido do presidente Juscelino Kubitschek e de Oscar Niemeyer para a inauguração de Brasília.

Na produção teatral, podem ser encontrados o original de Orfeu da Conceição, as versões incompletas do 1º e do 2º atos do espetáculo, as provas tipográficas e o texto impresso sobre a peça na revista Anhembi (1954), além de notas sobre gastos, roteiro de luz e bilhetes de pré-estreia. Há o texto datilografado incompleto de Ópera do Nordeste, tragédia musical com canções de Vinicius e Baden Powell. Pode ser consultada ainda a peça Os Três Amores, de 1927, que consiste em uma imitação de A Ceia dos Cardeais, de Júlio Dantas, com uma observação de Vinicius: “Foi feito com a idade de 14 anos. Peço, pois, ao leitor ser bondoso comigo.”

Livros

A VM Cultural lembra que todos os livros de poesia de Vinicius de Moraes estão disponíveis para leitura, bem como manuscritos, versões datilografadas, provas tipográficas, emendas, correções e textos com mais de uma versão. Alguns trazem uma apresentação com detalhes de cada publicação. Nesse tópico, destaque para O Caminho para a Distância, primeiro livro publicado, em 1933; Poemas, Sonetos e Baladas (com 47 poemas, entre eles Soneto de Fidelidade e Soneto de Separação) e Roteiro Lírico e Sentimental da Cidade do Rio de Janeiro, obra inacabada e publicada postumamente, que é uma declaração de amor ao Rio.

Vinicius escreveu ainda crônicas, críticas de cinema e textos sobre música popular em jornais e revistas, nos anos de 1940 e 1950. Muitos desses textos foram reunidos em dois livros de crônicas cujos originais, além dos diários sobre as obras, estão disponíveis. São eles: Para Viver um Grande Amor (1962) e Para uma Menina com uma Flor (1966).

Já em Documentos Diversos, estão reunidos folhetos, cadernos de anotações, cartões de visita, convites e documentos importantes para o estabelecimento da história do cinema no Brasil. Há um dossiê sobre a criação do Instituto Nacional do Cinema, além de relatórios sobre os festivais internacionais de cinema e atas das reuniões do Primeiro Festival Internacional de Cinema no Brasil.

Podcast e mini-doc

Estão disponíveis no site o podcast (conteúdo em áudio) Caderno de Leituras Vinicius de Moraes e o mini-doc Acervo Digital Vinicius de Moraes, criados para o projeto. Publicado em 2009, pela Companhia das Letras, o Caderno de Leituras Vinicius de Moraes convida os leitores a entrarem na poesia de Vinicius, em textos escritos por Eucanaã Ferraz, Noemi Jaffe, Ana Lucia Souto Mayor e Maria do Carmo Campos. Em sua versão podcast, cada capítulo ganhou um episódio com narração da cantora Mariana de Moraes, neta de Vinicius, e do jornalista e pesquisador Pedro Paulo Malta, que também assina a adaptação e o roteiro. Com músicas de Vinicius de Moraes, a trilha sonora foi criada e montada por Mario Adnet.

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O projeto de pesquisa “Academia do Peixe Frito, Rebeldia e Negritude do Norte do Brasil” completa cinco anos em 2021. Ele foi criado em 2016 pelos professores Paulo Nunes, do Programa de Pós-Graduação em Comunicação, Linguagens e Cultura/Universidade da Amazônia (UNAMA), e Vânia Torres Costa, atualmente do Programa de Pós-Graduação em Comunicação, Cultura e Amazônia/Universidade Federal do Pará (UFPA).

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O projeto está em fase de inauguração de uma nova etapa nos estudos das diversidades étnico-raciais e na literatura modernista da Amazônia Oriental. Para celebrar esses cinco anos, serão realizadas duas lives nos dias 26 e 27 de maio, às 19 horas, nas redes sociais da UNAMA.

Participam do encontro on-line dois convidados renomados nacionalmente por suas pesquisas sobre etnicidades e diásporas africanas. No dia 26, o evento terá a participação do Prof. Dr. Edmilson de Almeida Pereira, também poeta, pesquisador das negritudes em Minas Gerais e ex-vice-reitor da Universidade Federal de Juiz de Fora; e no dia 27, a Profª Drª Zélia Amador de Deus, ensaísta, militante do Centro de Defesa do Negro do Pará e ex-vice-reitora da UFPA.

O professor Paulo Nunes conta que esse projeto surgiu no âmbito do programa de Pós-Graduação em Comunicação Linguagens e Cultura da Unama, com o objetivo de investigar como a literatura e o jornalismo eram feitos na Belém dos anos de 1930, 40 e 50. “Ver de que modo eles interferiram na cultura do cotidiano”, explica.

Quando criado, o “Academia do Peixe Frito, Rebeldia e Negritude no Norte do Brasil” atuava inicialmente somente na UNAMA, no mestrado, e depois foi estendido para o doutorado. Após a transferência da professora Vânia Torres, aprovada em concurso para a UFPA, o projeto passou a ser uma parceria entre as duas universidades.

No último ano, com a supervisão técnica da professora Elaine Oliveira (UNAMA), o projeto passou a incluir os alunos de graduação em Letras também, promovendo encontros quinzenais de estudos. “Todos sentam e leem sobre a diversidade etnico-cultural, negritudes, teorias de estudos culturais que ajudem a embasar o conhecimento dos autores da Academia do Peixe Frito, que eram mais ou menos 15 intelectuais, negros, de periferia, liderados por Bruno de Menezes”, diz Elaine.

O professor Paulo Nunes acrescenta que a prática dos intelectuais da Academia do Peixe Frito foi decisiva para a defesa de habitantes da periferia da cidade, pretos, caboclos, índios, migrantes, em bairros como Jurunas, Umarizal, Vila da Barca, Telégrafo, Guamá, retratados por esses jornalistas e literatos da época. “Eles formaram uma base, creio eu, para o que hoje vemos nas ruas, nos subúrbios, na perifa: grupos de rap, hip hop, slams de moças poetas”, complementa.

Paulo Nunes explica que o projeto de pesquisa já proporcionou a produção de diversos conteúdos, mas que o produto mais celebrado é o documentário didático “Geração Peixe Frito”, realizado pela UNAMA e UFPA, e dirigido por ele e pela professora Vânia Torres.

Sobre as lives, o professor detstaca: “Queremos, na verdade, mostrar que a pesquisa universitária está colaborando com a sociedade a superar alguns de seus problemas graves, como o racismo e a discriminação”.

Link do documentário “Geração do Peixe Frito”:

https://www.youtube.com/watch?v=QWhV5xpegPU&feature=youtu.be

Redes sociais da UNAMA:

https://www.facebook.com/UnamaOficial

https://www.instagram.com/unamaoficial/

Por Isabella Cordeiro.

O livro "A Incrível Lenda da Inferioridade” da jornalista, escritora e professora universitária Vânia Coelho acaba de ser lançado de maneira digital pela Editora Chiado no Brasil e em Portugal. E vai estar disponível em versão impressa a partir do mês que vem. 

De acordo com a autora, o livro foi inspirado pela atual realidade do Brasil, que aponta aumentos nos casos de violência contra mulher, injustiça, desrespeito e misoginia. Vânia também destaca a ausência e atuações das figuras femininas nas páginas de história oficial  e em obras de diversas áreas. “Quem conhece Maria Firmina dos Reis? Quem ouviu falar em Malinche? Quem leu a respeito de Clara Zetkin, por exemplo? É necessário divulgar, denunciar, informar. A verdade deve ser divulgada, contar o que está omitido. É tão inspirador que, atualmente, escrevo o volume II da obra ‘A Incrível Lenda da Inferioridade’”, declara. 

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Segundo Vânia, a luta pela liberdade e igualdade dos direitos femininos ocorre com pequenos progressos. Atualmente, a mulher ocupa cargos políticos, profissões que antes eram apenas masculinas e também sustentam famílias. 

Mesmo assim, a autora lembra que a mulher recebe um salário inferior ao dos homens, tem vários "dedos apontados" contra ela e precisa enfrentar vários obstáculos. “Há muita estrada para percorrer. A violência psicológica, que é difícil de ser denunciada, é uma das piores. A mulher hoje vive violências que ainda não têm nome. O sistema silencia as produções e as atividades femininas em todos os sentidos. No jornalismo, a verdade deve prevalecer”, afirma Vânia.  A escritora destaca que dar voz a quem não tem, é no mínimo humano e no máximo justo, pois silenciar, também é um ato de manipulação.

  Em “A Incrível Lenda da Inferioridade”, a autora divulga a força, coragem e inteligência de 33 mulheres que possuem atividades em várias áreas e diferentes épocas, além de denunciar as mazelas do feminino. “Minha obra, além de informar, denuncia e pode inspirar outras mulheres a não desistirem de seus sonhos e realizarem seus desejos. A mulher não precisa de um marido, mas de amor, não precisa de uma casa, mas um lar, cujo respeito seja o cerne”, explica.  

Vânia almeja que sua obra liberte as mulheres das amarras que as impedem de serem felizes, como por exemplo, o conceito de beleza, que segundo ela, é um produto industrial. “'Mística Feminina', de Betty Friedan, é uma obra que deixa claro o quanto as indústrias lucram como os modismos. 'A Incrível Lenda da Inferioridade' leva conhecimento ao leitor, mostra que a mulher é, sim, um ser pensante. Afinal, como diz a canção 'Pagu",  de Rita Lee: ‘nem toda brasileira é só bunda’”, reflete.

A versão impressa do livro custará R$ 46. A pré-encomenda pode ser feita na internet, pelos sites da Livraria Cultura e Martins Fontes. Acompanhe o teaser:https://www.instagram.com/p/COTvPpoH_CA/?utm_medium=share_sheet

 

 A editora Veneta anunciou que já estão disponíveis para pré-venda no Brasil a premiada história em quadrinhos “King”, que conta a biografia do pastor e ativista político norte-americano Martin Luther King (1929 – 1968). A obra foi lançada originalmente nos Estados Unidos, é escrita e ilustrada pelo cartunista Ho Che Anderson e foi venceu em três categorias diferentes o  Harvey Award, premiação que reconhece obras e autores de histórias em quadrinhos.

O cartunista iniciou a pesquisa para a obra em 1991, quando decidiu mergulhar no mundo dos quadrinhos, a fim de fazer com que uma história complexa fosse contada de uma forma leve e diferenciada, e não apenas em formato do tradicional texto escrito. Segundo a sinopse da obra de Anderson, o livro em quadrinhos foi finalizado neste ano, após 20 anos de criação, resultando em um profundo relato sobre a trajetória de King.

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De acordo com as considerações do portal britânico The Guardian sobre a obra de Anderson: “Ao mesmo tempo impressionante e comovente, King retrata a política vibrante do período e uma figura icônica cujas ambições morais desafiavam não apenas uma sociedade inteira, mas também o próprio homem.”. A biografia em quadrinhos tem formato capa dura, no tamanho de 21 x 28 cm e 256 páginas. A edição já está em pré-venda na Amazon por R$ 109,90 e será lançada oficialmente a partir de 26 de julho.

Martin Luther King teve um espaço marcado na história, por ser uma das figuras mais populares no que se diz respeito às lutas antirracistas. Um de seus momentos mais lembrados foi a Marcha sobre Washington em 1963, onde reuniram-se aproximadamente 250 mil pessoas, que escutaram o famoso discurso “I Have a Dream”, sobre um futuro utópico no qual a sociedade poderia viver com igualdade racial. Por conta de seus movimentos pacíficos, no ano seguinte, o ativista recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 1964.

Link para compra da história em quadrinhos “King”: https://www.amazon.com.br/King-Ho-Che-Anderson/dp/6586691389?&linkCode=sl1&tag=uhqnews-20&linkId=63d6ebb43b6e4794b7fed4cde5a78dc1&language=pt_BR&ref_=as_li_ss_tl

Por Thaiza Mikaella

O pernambucano Gilberto Nogueira, ex-participante da 21ª edição do Big Brother Brasil, compartilhou com os fãs a capa do seu livro. Nas suas redes sociais, Gil do Vigor festejou ao mostrar com exclusividade a foto de Tem Que Vigorar!. A obra está prevista para ser lançada com selo da Globo Livros em junho. "Revelo para meus vigorosos a capa do meu livro, que já está em pré-venda! "Tem que vigorar!" é puro regozijo!", disse.

"Você vai saber de toda a minha história e vai ficar fluente em meus bordões. O livro traz depoimentos de mainha, Jacira Santana, e das maravilhosas Xuxa Meneghel e Deborah Secco. Botei pra torar!", finalizou. Após fazer a publicação, o economista recebeu mensagens carinhosas dos internautas e de famosos como Rodolffo, Rafa Kalimann, Dani Calabresa e Adriane Galisteu.

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Na última semana, Gil revelou aos seguidores que estava montando um livro sobre a sua história antes e depois do reality show. A notícia foi divulgada logo após Gil do Vigor sofrer ataques homofóbicos de Flávio Koury, conselheiro do Sport . O ex-BBB ressaltou que é importante contar sua trajetória: "Meu livro virou um ato de resistência também". 

Na última semana, a Editora Melhoramentos anunciou o lançamento do livro “Os Meninos Maluquinhos”, coletânea organizada e ilustrada pelo escritor paulista Fábio Yabu, que faz uma homenagem à clássica história do desenhista e cartunista Ziraldo, “O Menino Maluquinho” (1980). A obra possui 96 páginas e já pode ser adquirida nas livrarias e por meio da biblioteca de livros digitais.

O coletivo literário traz oito contos escritos por autores, quadrinistas e ilustradores brasileiros: Fábio Yabu, Cristino Wapichana, Guga Mafra, Rafael Calça, Gustavo Reiz, Load Comics, Raphael Draccon e Vitor Cafaggi, que se reuniram para trazer relatos da infância de vários “meninos maluquinhos”, contadas em contextos diferentes a cada história.

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De acordo com a sinopse do livro: “Nesta coletânea de contos inspirada na obra do Ziraldo, para falar não de um, mas de vários meninos maluquinhos. Tem um que nasceu numa favela, outro numa floresta, um que passou a infância no sítio e o outro, num orfanato. São histórias sobre maluquinhos diferentes, mas que têm em comum os macaquinhos no sótão e tantas outras coisas que fazem de um menino maluquinho um cara legal.”.

O título foi inspirado na criação mais famosa de Ziraldo, “O Menino Maluquinho”, obra lançada em 1980. No último ano, em comemoração aos 40 anos do clássico da literatura infantil, a Editora Melhoramentos lançou a edição especial “O Menino Maluquinho: Edição Comemorativa de 40 Anos: Maluquinho e Seus Amigos” a fim de celebrar a data. O livro ilustrado possui 120 páginas e conta a trajetória do autor, fotos, e curiosidades sobre a história que ganhou novas versões em diferentes idiomas.

Link para compra do livro “Os Meninos Maluquinhos”: https://www.amazon.com.br/Os-Meninos-Maluquinhos-Cristino-Wapichana/dp/6555392975/ref=tmm_pap_swatch_0?_encoding=UTF8&qid=1621171822&sr=8-1

Link para compra do livro “O Menino Maluquinho: Edição Comemorativa de 40 Anos: Maluquinho e Seus Amigos”: https://www.amazon.com.br/Menino-Maluquinho-Edi%C3%A7%C3%A3o-Comemorativa-Amigos/dp/6555390077/ref=sr_1_2?__mk_pt_BR=%C3%85M%C3%85%C5%BD%C3%95%C3%91&dchild=1&keywords=o+menino+maluquinho&qid=1621172118&sr=8-2

Por Thaiza Mikaella

A crise que se instalou em diversas livrarias e editoras de todo o Brasil já existe há alguns anos e por diversos fatores. Além da competição com livros disponibilizados em plataformas digitais, dos impostos sobre os livros que dificultam o acesso à cultura e do fechamento de livrarias que são referência no mercado, a pandemia surgiu como mais uma ameaça a esse setor.

Em Belém, a livraria Fox – com 34 anos de existência completados na última quinta-feira (13) – é um exemplo da crise literária no país e corre o risco de fechar as portas. “O mercado de livros vem sofrendo queda de vendas no Brasil desde 2014. A pandemia veio arrasar mais ainda com o nosso mercado, pois o isolamento obrigatório e necessário nos tirou os clientes de dentro da loja”, explica a empresária Deborah Miranda, sócia-proprietária da livraria.

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Deborah conta que as vendas diminuíram 80% nos primeiros meses da pandemia. Para tentar mudar esse cenário, os livreiros criaram um site e continuaram a vender pelo Instagram e Whatsapp.

A campanha “Abra um livro pra Fox não fechar”, iniciada e divulgada nas redes sociais pelo autor paraense Edyr Augusto Proença, foi recebida com surpresa. “Soubemos por clientes que entravam e mencionaram a postagem do Edyr. A notícia foi recebida com muita surpresa pela repercussão extremamente positiva. Sabíamos que a Fox faz parte cultura da cidade, mas percebemos também uma imensa relação de afeto do público com a empresa”, relata Deborah.

Deborah Miranda fala que a livraria é necessária para a formação de leitores, para aprofundar saberes, e acredita que a Fox cumpre esse papel em Belém.

“Acho que a importância de uma livraria em qualquer lugar é de necessidade básica para a formação de leitores, de aprofundamento de conhecimento para quem o busca. No nosso caso, pensamos ter cumprido esse papel, e também com muito orgulho fizemos isso na nossa cidade, que amamos. Somos papa-chibés e temos muito orgulho disso”, afirma.

O escritor e jornalista Edyr Augusto é cliente e amigo dos donos da livraria e relata que já sabia o que estava acontecendo com a Fox. “O Tito Barata (jornalista) recebeu telefonema de Antônio Moura, poeta, dizendo que precisávamos fazer algo. Tito me ligou e fiz uma postagem dando a ideia de cada um ir lá comprar um livro, enquanto pensávamos em outras ações”, conta.

Um grupo que leva o nome “Amigos da Fox” foi criado no Whatsapp e várias pessoas entraram com sugestões que pudessem contornar a situação. Edyr também revela que algumas figuras renomadas na área da cultura demonstraram apoio e que levou um susto com o retorno imediato do público à campanha. “A livraria ficou lotada em todos esses dias, em uma prova de carinho das pessoas”, complementa.

Edyr define a livraria Fox como um foco cultural de resistência e afirma que defendê-la é também defender a cultura. “A Fox é a livraria que vende livros de autores paraenses. Um local agradável para encontrar amigos. E vende também livros de todos os gêneros”, destaca.

A Fox é onde ocorre todos os anos a Feira Literária do Pará (FliPA), tendo sido organizada pela primeira vez em 2014. Segundo o escritor e editor Filipe Larêdo, a feira é um ponto de encontro de diversos escritores, editores e influenciadores paraenses. “Pessoas que gostam de literatura comparecem à Fox para falar com os autores, conhecer os editores, trocar uma ideia. Porém, a pandemia prejudicou todos os eventos e naturalmente a FliPA não pôde ser continuada”, explica.

Filipe conhece a livraria desde quando ainda era criança. Ele relata que sempre teve o costume de visitar a livraria e que sempre foi encantado com a curadoria da Deborah Miranda. “Tem uma seleção de livros muito bons. Lá é um dos poucos lugares em que se consegue comprar livros de autores paraenses”, conta.

O escritor comenta sobre a importância da Fox e afirma que ela, assim como outras livrarias, tem um papel fundamental na disposição de livros. “Quando a livraria é física, em especial a Fox, quando é uma livraria de rua, você tem um ambiente voltado para aquele usufruto e isso faz com que a pessoa se sinta acolhida pela literatura, rodeada de livros selecionados pelo livreiro”, diz.

Filipe também aborda a necessidade de as pessoas irem às livrarias que existem na cidade, prestigiarem a literatura e o mercado local. Além disso, afirma que Belém ficará órfã de livrarias de rua caso a Fox deixe de existir. “Acho fundamental que as pessoas estejam se reunindo para salvar uma livraria. Espero que ela consiga se recuperar utilizando os mecanismos que as redes sociais têm a sua disposição”, acrescenta.

O escritor Franciorlys Viana também aderiu à campanha. “A Fox acolheu minha literatura, sem reservas, desde o primeiro livro. 'Fantasilhoso', por sinal, se esgotou por lá. Tenho 'Ojos', salvo engano. Como não citar a FliPA? Uma feira que surgiu como contraposto à prima rica, a Pan-Amazônica. E no seu processo de amadurecimento, fortaleceu bastante os laços (quase sempre frágeis) entre leitores, leituras e outras dores”, conta.

A jornalista Dedé Mesquita também se posiciona em defesa da Fox e descreve a livraria como um ponto de livros, leituras e encontros que ultrapassa a simples área do comércio. “É um 'Café Central' moderno. Por lá, gerações como a minha, as anteriores, os jovens escritores, passam, se cruzam, criam, dialogam, fervem de transformações e cultura”, diz.

Dedé também afirma que a considera não somente uma livraria, mas um espaço de militância pela literatura produzida em nossa terra. Frequentadora desde a inauguração da Livraria Fox – quando ela ainda era locadora de filmes –, a jornalista tem uma relação próxima e de muito carinho com o lugar. “Eu tenho um amigo – que hoje é um dos sócios da Fox –, ele passou em casa e disse: ‘olha tem uma inauguração da locadora da minha prima, bora lá?’ E eu fui na inauguração da Fox. Então, a relação que eu tenho com a Fox é muito próxima. Sempre gostei muito de cinema e tem uma locadora que sempre primou pela qualidade que eles tinham de filmes. Sempre foi uma coisa muito importante para mim”, conta.

Dedé Mesquita relata que chegou a trabalhar na Fox. “Eu trabalhei na Fox entre 1992 e 93. Tem muita gente que me conhece dessa época porque eu era a atendente. Eu recebia as pessoas para indicar filmes e também fazia inscrição e conversava com as pessoas” revela.

Ela também tem boas lembranças e amigos que fez na Livraria Fox. “A gente acaba se apegando com as coisas que a gente viveu, são lembranças, são amigos que a gente fez lá. Tenho amigos que eu fiz na Fox e são meus amigos até hoje, isso é uma coisa muito bacana”, afirma Dedé.

Para Dedé, a livraria é importante pelo apoio à cultura e aos autores locais. “A Fox é a cara de Belém. A Fox é a livraria, atualmente, que mais tem livros de obras paraenses, tem uma feira literária só de livros paraenses. Qualquer pessoa que tiver seu livro pode negociar com a Fox, fazer lançamento do livro e ela não cobra nada por isso”, diz.  “Por tudo o que a Fox representa, faço coro ao apelo do Edyr Augusto: A FOX NÃO PODE PARAR”, conclui.

Por Carolina Albuquerque e Isabella Cordeiro.

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O pernambucano Gilberto Nogueira fez uma postagem especial nos perfis das suas redes sociais. Nesta sexta-feira (14), o ex-participante do BBB21 informou aos fãs que vai lançar um livro contando sua história. A previsão é que o projeto seja lançado em junho. Gil contou a novidade após o conselheiro do Sport Flávio Koury proferir falas homofóbicas através de um aplicativo de mensagens.

"Em um dia como esse - em que fui vítima de um ataque homofóbico - é cada vez mais importante contar minha história. Estava muito animado para contar isso para vocês. E com o que aconteceu hoje, meu livro - que será lançado pela Globo Livros - virou um ato de resistência também", disse o economista. De acordo com Mauricio Stycer, colunista do Uol, o livro de Gil vai pontuar diversos momentos da sua vida.

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A editora explicou: "O livro, claro, também vai trazer detalhes da participação de Gil na casa mais vigiada do Brasil e seu processo de descoberta e autoconhecimento como um homem gay".

Veja:

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Serão lançados nesta quinta-feira (13), em evento on-line, dois livros desenvolvidos durante o curso de Mestrado em Direitos Fundamentais da UNAMA - Universidade da Amazônia (UNAMA). As obras são assinadas pela advogada, mestra e professora Érika Alencar e pelo juiz e mestre Pedro Tupinambá.

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 O livro da advogada Érika Alencar, “Livre exercício da atividade econômica e mecanismos de preservação da empresa – Compliance, governança corporativa, turnaround, recuperação judicial e extrajudicial”, tem como objetivo identificar mecanismos que possam, em períodos de crise, ser utilizados para auxiliar empresas a saírem desse contexto.

A obra “O Contrato Intermitente e seus impactos no trabalho decente – Os efeitos na remuneração justa”, escrita por Pedro Tupinambá, procura analisar o Contrato Intermitente trazido para o Brasil através da reforma trabalhista, além de verificar se o contrato fere ou não o direito de uma remuneração justa, sendo um dos elementos do trabalho decente.

Ambos os autores ingressaram no Mestrado em Direitos Fundamentais em 2018, e concluíram em 2019/2020. As dissertações foram recomendadas para a publicação. O curso tem coordenação da professora Carla Noura.

O evento de lançamento ocorrerá de forma on-line, no dia 13 de maio, às 18h30, pelo link https://n9.cl/zade.

Por Roberta Cartágenes.

 

Após anunciar aposentadoria em 2019, o escritor Alan Moore, autor de HQs como "Watchmen" (1986), anunciou que voltará a escrever e que fechou contrato com a editora britânica Bloombury, responsável pela publicação da saga "Harry Potter". Serão dois projetos, uma coletânea de contos e uma saga de ficção científica.

O livro de contos, "Illuminations", tem lançamento programado entre setembro e novembro de 2022. Algumas das histórias que estarão na obra abordarão desde o quarto cavaleiro do apocalipse até conceitos de ficção científica associados à teoria do cérebro de Boltzmann. De acordo com a editora, essas histórias trazem o que há de melhor da imaginação de Moore na temática fantasia.

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segundo projeto é a saga "Long London", que será dividida em cinco volumes. O primeiro livro está programado para 2024. A história se passará na Londres de 1949 e deve mostrar uma versão inusitada da cidade, segundo o escritor. A editora Bloombury acredita que a série de livros será um épico inesquecível.

Toda a expectativa pelas novas obras se deve aos antigos trabalhos de Moore. O ápice da carreira do escritor contribuiu para formar ícones da cultura pop nas HQ’s e que, mais tarde, foram adaptadas para os cinemas. Em 1982, ele lançou "V de Vingança", que em 2005 ganhou uma versão nas telonas com Natalie Portman. Entre 1986 e 1987 foram lançados os primeiros exemplares de "Watchmen", adaptado para os cinemas em 2009. E em 1988, escreveu uma das maiores histórias do Homem Morcego da DC Comics, "Batman: A Piada Mortal".

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O governo federal provocou, novamente, a polêmica sobre a taxação de livros. No início do mês de abril, a Receita Federal publicou um documento com a defesa da incidência de impostos sobre os livros, na nova reforma tributária, sob alegação de que esses produtos não são consumidos pelos cidadãos mais pobres do Brasil.

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A equipe da área econômica, comandada pelo ministro Paulo Guedes, propôs substituir PIS e Cofins pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). Caso o projeto de lei seja aprovado, a venda de livro passará a ser tributada com alíquota de 12%, perdendo benefícios fiscais.

Segundo a Receita, a desoneração conquistada pelo setor de produção e comercialização de livros não gerou redução no preço e aumento do consumo nos últimos 17 anos. Os técnicos também apontam que o baixo índice de leitura entre as famílias de baixa renda não justifica a isenção.

Na rede social Twitter, a deputada federal pelo Pará Vivi Reis (PSOL) disse que “livro não é coisa de rico” e lançou uma campanha - com a hashtag #NãoÀTaxaçãoDosLivros - para incentivar a leitura e repudiar a medida proposta. A Câmara Brasileira do Livro (CBL) também lançou uma campanha contra o imposto.

A contadora Monique Melo acredita que a taxação dos livros pode ser prejudicial às pequenas e médias livrarias. “Acredito que seja um grande retrocesso. Além de ferir totalmente a Constituição, que prevê isenção de impostos neste setor, é importante que em um país desigual como o Brasil haja incentivo intenso à educação, informação e cultura. Negar informação de qualidade às pessoas é incabível”, afirmou.

Monique também acredita que o hábito da leitura pode influenciar muito na vida de uma pessoa. “É através da leitura que enxergamos nossos maiores medos, dificuldades, amor e resiliência relatados por alguém que sentiu a mesma coisa. Mas não somente isso, encontramos também respostas para nossas maiores dúvidas e aprendemos sobre absolutamente qualquer coisa que quisermos”, acrescentou Monique.

Melina Rossy, estudante de Medicina, diz que a proposta é retrógrada e que é necessário avaliar a questão cultural do país. “O governo tem que ter mais visão sobre a importância da leitura, desde o fluxo educacional, que vai refletir em um fluxo profissional e que vai refletir na economia, consequentemente. Tem que ter essa visão macro da coisa e não achar que começar a taxar os livros vai ser bom para a economia. Na verdade não é só uma questão econômica, é uma questão de uma estrutura social”, comentou.

A estudante frisa a importância da leitura. “A leitura move vidas, ela dá uma guinada e nisso a gente pode perceber o quanto ela é importante para chegarmos em lugares muito melhores. É uma grande necessidade e se a gente tiver uma maior inacessibilidade sobre isso, vai ficar mais complicado”, disse. “As pessoas precisam de apoio social do governo financeiramente, precisam ter oportunidade de escolherem seus caminhos, de escolherem que podem ser profissionais. Então, a leitura é muito isso. A leitura é fantástica e pode fazer coisas inimagináveis, as palavras realmente têm poder,” continuou a estudante.

A taxação de livros em 12%, defendida pelo Ministério da Economia, pode acabar prejudicando o próprio governo. O mais diretamente afetado será o Ministério da Educação (MEC), que é o maior consumidor do mercado editorial do país.

Em audiência pública realizada no dia 26 de abril, Nadja Rodrigues, coordenadora-geral dos Programas do Livro do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), disse que o governo também vai pagar essa conta. “São comprados 150 milhões de livros. Está se atendendo uma população equivalente à de muitos países da Europa, por exemplo. Isso precisa ser visto porque o governo também vai pagar essa conta, porque é o maior consumidor do mercado editorial brasileiro. São R$ 2 bilhões. Com certeza isso vai reverter em mais custos no investimento total de material didático no país”, apontou.

A deputada federal pelo Rio Grande do Sul Fernanda Melchionna (PSOL), coautora do pedido para realização da audiência pública, disse que os ricos devem ser taxados, mas sobre a renda e não sobre o consumo. “Famílias com renda inferior a dez salários mínimos respondem por 50% do consumo de livros não didáticos e cerca de 70% dos didáticos”, disse. “É evidente que devemos ampliar o acesso, e não restringi-lo, como o governo ameaça fazer”, complementou.

Por Ana Vitória da Gama e Isadora Simas.

 

 

 

 

 

 

 

A literatura fantástica produzida em Pernambuco será tema de uma série de debates, com transmissão online, promovida pelo Toca o Terror.  A partir desta terça (27), três autores locais do segmento - Geraldo de Fraga, Frederico Toscano e André Balaio -, falam sobre sua trajetória literária e sobre o crescimento do gênero no país, em bate-papos transmitidos pelo canal do YouTube do coletivo.

Idealizado pelo produtor cultural Jarmeson de Lima, o projeto Diálogos Sobre a Literatura Fantástica em Pernambuco vai trazer ao público, através dos autores convidados, um pouco do cenário local e de como a literatura fantástica vem ganhando adeptos Brasil afora. Representando a produção pernambucana dentro do segmento, estarão na série  os escritores Geraldo de Fraga, Frederico Toscano e André Balaio.  

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Os debates serão exibidos pelo canal do YouTube do Toca o Terror, sempre às 20h. O projeto foi viabilizado pelo Edital de Formação e Pesquisa da Lei Aldir Blanc em Pernambuco e conta com produção da equipe do Toca o Terror.

Programação Diálogos Sobre a Literatura Fantástica em Pernambuco

Terça (27) - Geraldo de Fraga

Quarta (28) - André Balaio

Quinta (29) - Frederico Toscano

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