Cultura

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“O que os megaempresários bilionários têm de diferente, o que os faz atingirem conquistas, cifras e números tão extraordinariamente elevados e muito além do que as pessoas normalmente conseguem?” Esta pergunta é uma das premissas que instigam as descobertas do livro “Mentalidade de Riqueza”, lançamento do empreendedor Janguiê Diniz. Na obra, o autor investiga os caminhos para se atingir a programação mental orientada ao sucesso e a importância dessa habilidade na trajetória de qualquer empreendedor. O livro já está disponível e terá noite de autógrafos no dia 31 de janeiro, a partir das 19h, na Uninassau João Pessoa.

Em “Mentalidade de Riqueza”, Janguiê envereda pelos segredos da mente e do cérebro, por meio da neurociência e programação neurolinguística (PNL). “É compreendendo os princípios da neurociência que atuaremos com mais segurança no nosso processo de transformação rumo à construção de um mindset poderoso de riqueza, crescimento e prosperidade”, explica. “Compreender como o cérebro cria e mantém certos padrões de pensamento ajuda a identificar estratégias eficazes para desafiar crenças limitantes e substituí-las por outras mais construtivas, promovendo uma mentalidade de crescimento”, completa.

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Para o autor, a mente é a principal aliada e mais poderosa ferramenta de quem quer empreender e ter sucesso na vida e nos negócios. “Eu sempre defendi e defendo que, se você não condicionar sua mente da forma que deseja, na direção que quer seguir, você não conseguirá alcançar seus objetivos. É que o corpo só faz aquilo que a mente comanda, então, o sucesso é algo que vem de dentro para fora”, pontua.

A ideia de lançar esse livro com a temática da programação mental veio do desejo de aprofundar mais o tema, já tratado em outras obras do empreendedor. “Eu já escrevi sobre a mentalidade em outros livros, mas considero que essa é uma das principais, ou talvez a principal ferramenta para alcançar sucesso, prosperidade e até mesmo riqueza financeira. Digo isso de forma até empírica, porque, na minha vida, foi a minha programação mental que me fez sair de uma situação de extrema pobreza e construir grandes empreendimentos”, esclarece.

Com prefácio do psiquiatra e escritor Augusto Cury, “Mentalidade de Riqueza” terá noite de autógrafos com coquetel no dia 31 de janeiro, na Uninassau João Pessoa, a partir das 19h. A obra também já está disponível para compra no site da Editora Gente.

Serviço

Noite de autógrafos do livro “Mentalidade de Riqueza”, de Janguiê Diniz

31 de janeiro, a partir das 19h

Uninassau João Pessoa – Av. Pres. Epitácio Pessoa, 1213, Estados, João Pessoa

 

A escritora Zuleide Lima lança no próximo sábado (20), às 14h30, o livro “Ainda não sei o meu nome”, uma distopia romântica, pela plataforma Amazon. O evento será na livraria Leitura do shopping RioMar e contará com a presença dos creators literários Apolo, Elida e Malu para fazer uma roda de conversa sobre a obra, que já está disponível em e-book na plataforma  Amazon por R$10,11. O livro ainda não tem versão impressa, mas a autora irá autografar marcadores, fazer sorteios de brindes, entre outras atividades. A entrada é gratuita. 

“‘Ainda não sei o meu nome’ é um livro para quem tem coragem de saber como será a humanidade em um futuro próximo,” conta a escritora que já publicou outros livros de ficção especulativa, o “Marcados” e o romance psicológico “Uma Morte Qualquer”. A nova obra traz os principais elementos das distopias com um grande diferencial: “Geralmente as distopias tratam apenas dos temas próprios, como: governo autoritário, divisão de classes, escassez de um modo geral. Na distopia romântica além desses temas trago uma história de amor em um mundo onde não existe mais a família nem o casamento”, explica Zuleide.

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O e-book conta a história de um futuro próximo no qual, após uma grande catástrofe, restou apenas uma ilha e um sistema de governo que classifica as pessoas em extraordinários, ordinários e danificados, esses últimos devem ser eliminados. Quando uma jovem extraordinária resolve se passar por uma ordinária, os questionamentos surgem e fica a pergunta: Por que pessoas danificadas não merecem uma segunda chance?

“Gostaria de convidar todos os leitores que gostam de uma boa história para participar do clube do livro na livraria Leitura! Vamos conversar sobre a distopia romântica ‘Ainda não sei o meu nome’ e aproveitar todas as maravilhas do evento”, chama a autora.

Da assessoria

Oportunidade única para quem ama a cultura pernambucana e mais especificamente o cavalo marinho, o brinquedo nascido nos canaviais da zona da mata norte, que encanta quem assiste e atrai cada vez mais a atenção de pesquisadores de todas as partes do mundo. Nesta quinta-feira, 18, às 18h, em Condado, será o lançamento festivo do livro Mateus De Uma Vida Inteira, sobre vida e obra do Mestre Martelo, o Mateus do Cavalo Marinho mais antigo em atividade, que em maio completa 88 anos, dos quais 68 dedicados ao brinquedo. Como não poderia deixar de ser, vai ter sambada, e será na frente da casa do mestre, com o cavalo marinho Boi Estrela, de Fábio Soares, e a presença das organizadoras da obra, Cibele Mateus e Odília Nunes, que mantiveram a oralidade do autor, que é o próprio Martelo, na escrita do livro.

A publicação, de 160 páginas, com fotos e ilustrações, mostra a vida do Mestre Martelo desde a infância, adolescência, a vida no corte da cana até seu encontro com o cavalo marinho, além de trazer uma compilação das histórias que ele costuma contar, e também depoimentos de familiares e brincantes. Apenas 80 exemplares estarão à venda no local por R$ 60. Valor que será revertido integralmente para o Mestre Martelo. 200 exemplares, numa tiragem de 280, serão distribuídos gratuitamente para escolas públicas, espaços culturais, grupos de Cavalo Marinho, instituições públicas de ensino de artes e centros culturais da região da Zona da Mata Norte e Sertão do Pajeú Pernambucano. MATEUS DE UMA VIDA INTEIRA é um projeto realizado por No Meu Terreiro Tem Arte, de Odília Nunes, com recursos do Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura | FUNCULTURA PE do Governo do Estado de Pernambuco.

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Na outra quinta-feira, dia 25, o lançamento será no Sertão, no sítio Minadouro, área rural de Ingazeira, sede do projeto No Meu Terreiro Tem Arte, coordenado por Odília Nunes. Também com sambada e a presença do Mestre Martelo.

Sobre Martelo

SEBASTIÃO PEREIRA DE LIMA (MESTRE MARTELO) é brincador de "Mateus" - figura cômica afrodiaspórica da brincadeira do Cavalo-Marinho pernambucano. Começou a brincar de Mateus aos 19 anos. Participou de muitos grupos de cavalo-marinho, sendo hoje, com 87 anos, o Mateus mais velho em atividade do Estado de Pernambuco. Integrante do Cavalo Marinho Estrela de Ouro, há 45 anos. Brincou de caboclo de maracatu rural por mais de 60 anos. Participou de diversos espetáculos com o Grupo Grial de Dança, fundado por Ariano Suassuna e Maria Paula Costa Rêgo. Contribui com diversos grupos e espaços de formação artística do Brasil.

SERVIÇO

Lançamento do livro MATEUS DE UMA VIDA INTEIRA, de Sebastião Pereira de Lima (Mestre Martelo)

Custo do exemplar: R$ 60

Local: Casa do Mestre Martelo (Rua Loteamento José Dourado, 43, Condado-PE

Data/hora: quinta-feira, 18 às 18h

Com apresentação do cavalo marinho Boi Estrela (Fábio Soares)

Da assessoria

“O verdadeiro amor da princesa não era o príncipe 'Febo' ou qualquer outro homem: era a costureira”, conta para um público infantil Helena Black, uma drag queen que luta contra a homofobia em centros culturais do Brasil.

Com maquiagem carregada e uma peruca fúcsia volumosa, Helena caminha de um lado para o outro contando a história de amor LGBT+ em uma sede social de São José dos Campos, São Paulo.

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Como em toda história de princesa, o final é feliz, mas atípico: “Pessoas de todos os reinos vizinhos compareceram ao casamento; algumas por amizade, outras, por curiosidade de ver a união entre duas mulheres”, diz Helena, que interpreta com vozes e bonecos o conto da escritora brasileira Janaína Leslão.

A apresentação termina com aplausos.

“As crianças não nascem com preconceitos, não são homofóbicas, nem racistas. São os adultos que as tornam racistas”, diz à AFP o professor de artes e ator Paulo Reis, de 40 anos, que personifica a drag queen com ares de palhaço.

Reis, que se identifica como homossexual, negro e da periferia, luta com sua personagem contra a homofobia no Brasil, onde 2,9 milhões de adultos se declaram homossexuais ou bissexuais, em uma população de 213 milhões de habitantes.

Apesar de a homofobia e a transfobia serem consideradas crimes desde 2019, o país lidera o número de mortes violentas de pessoas trans, com uma centena entre outubro de 2022 e setembro, ou 31% do total, em 35 países pesquisados pela ONG Transgender Europe.

Além disso, avança no Congresso Nacional uma iniciativa para proibir o casamento entre pessoas do mesmo sexo, validado pelo Supremo Tribunal Federal em 2011.

Desde 2017, Reis conta histórias com temática LGBT+ para adultos e crianças em dezenas de centros culturais e bibliotecas de São Paulo e outros estados. A Prefeitura de São Paulo patrocinou suas apresentações, em uma iniciativa chamada “Mamãe, tem uma drag queen contando histórias!”

- Além dos 'shows' -

Para esse brasileiro que nasceu em uma família pobre, a arte é o principal meio de vida. “Acham que um homem com roupas femininas só pode ser algo trivial, mas uma drag queen também pode educar e ocupar espaços além de casas de show e trabalhos sexualizados”, diz. Sua presença em espaços culturais "é um ato político, de resistência", ressalta.

A artesã Vanessa Marques, de 44 anos, assistiu com a filha María Beatriz, 8, a um “show” de Helena Black em Guarulhos. "Tinha curiosidade, mas, enquanto católica, estava um pouco preocupada. Quebrei os preconceitos e essa primeira aproximação da milha filha do tema LGBT foi com a mesma mensagem que quero transmitir a ela: temos que nos amar, independentemente de nossas escolhas, raças ou religiões”.

Roberval Rodolfo de Oliveira, coordenador de Artes Cênicas do Sesi São José dos Campos, onde a drag atuou, considera importante “abordar a diversidade, para ampliar o entendimento das crianças e para que elas se tornem agentes de paz, contra a violência”. Embora possa causar rejeição, "incomodar é inerente à arte", acrescenta.

- Da biblioteca à refinaria -

Helena Black também estendeu sua mensagem ao setor corporativo. Ela interpretou "A Princesa e a Costureira" para dezenas de funcionários de uma refinaria da Petrobras na localidade de Cubatão.

“Foi uma experiência boa poder contar uma história LGBT+ para um público majoritariamente masculino, em um ambiente tipicamente heterossexual”, diz Paulo Reis.

A essa "conquista", sonha em somar espaços nas telas de TV e streaming e "evitar que o Brasil volte a jogar debaixo do tapete mais um artista homossexual, negro e periférico”.

Em celebração aos 20 anos da mídia sonora podcast no mundo, a escritora pernambucana e especialista em comunicação, Lina Fernandes, lança, na próxima quarta-feira (17), o livro ‘Na Terra do Podcast’. A publicação é resultado da pesquisa da conclusão do Mestrado em Indústrias Criativas, pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap). No seu livro, a pesquisadora aponta um conjunto de maneiras criativas e práticas de como alavancar a audiência e de como ganhar dinheiro e aumentar a renda, por meio da produção de podcast. A noite de autógrafos será na loja Passa Disco, Galeria Hora Center, rua da Hora, nº 345, bairro do Espinheiro, às 19h.

Radialista há mais de 30 anos, com passagens marcantes como âncora pelas principais emissoras da Região Metropolitana do Recife, como CBN, Globo e Clube, ela não esconde a emoção de contribuir com seu conhecimento para o universo da podosfera. “Trânsitar da minha paixão do rádio para o podcast foram dois universos que só se somaram e me deixaram ainda mais encantada. Eu sou movida à comunicação, e claro, o podcast foi um instrumento que me conectou em um universo que vai além do fazer e produzir: entendi que é possível viver financeiramente de podcast e ser feliz ", falou, entusiasmada.

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O livro é inspirado no modelo comercial do Podcast 45 Minutos, pioneiro no gênero esportivo em Pernambuco, que está há dez anos no ar. “Entre os anos de 2021 e 2022, em meio ao caos da pandemia, me propus a entender, na prática e teoria, como um  podcast voltado à linguagem e o público do futebol nordestino, feito diretamente do Recife, por um time de jornalistas, faz tanto sucesso na internet. Partindo dessa reflexão, tratei de cair em campo para fazer uma imersão para traçar um perfil de como eles capitalizam novos patrocinadores e apoiadores” explicou.

O trabalho, que durou cerca de dois anos, resultou em mais de 200 páginas. A obra, assinada pela Editora Mirada, faz um apanhado de informações, que podem ser adaptadas a qualquer modelo de podcast. “ O livro foi pensado para ser um conteúdo acessível, com fácil compreensão e leitura. Nele, o público vai compreender como as redes sociais podem ser utilizadas estrategicamente na propagação dos temas e programas de podcast. Também apresento, em detalhes, um raio-x sobre as várias maneiras que o programa usa para alavancar o faturamento, atraindo patrocinadores e engajando o público ", antecipou.

Mobilização virtual - O lançamento do livro ‘Na Terra do Podcast’ foi realizado graças a campanha online de financiamento, que aconteceu entre os meses de novembro e outubro de 2023. Por meio da plataforma de vaquinha virtual, apoiadores do Brasil e do exterior puderam garantir seus exemplares. “Graças a essa rede do bem e sedenta por novos conhecimentos, estou realizando um sonho e tornando tantos outros possíveis”, finalizou.

Ficha Técnica: Editora Mirada; Apresentação: doutor em Multimeios, com pós-doutorado em Comunicação, Claudio Bezerra; Doutora em pós-graduação pela UFPE, Andrea Trigueiro Assessoria de Imprensa: Salatiel Cícero; Fotografia: Bruno Andrade; Projeto gráfico: Alisson Ferreira; e Revisão: Carla Vilela.

Serviço:

O quê: Pesquisadora pernambucana lança livro com maneiras criativas para ganhar dinheiro com podcast

Quando: Quarta-feira, dia 17

Onde: loja Passa Disco, Galeria Hora Center, rua da Hora, nº 345, bairro do Espinheiro

Horário: 19h

*Da assessoria de imprensa

Empregados de uma pedreira instalados em um cortiço em péssimas condições de vida enfrentam as consequências da exploração de sua força de trabalho. A sinopse de “O Cortiço”, clássico da literatura brasileira escrito por Aluísio de Azevedo no século XIX, logo capturou a atenção do estudante Kaio Silva, usuário assíduo da Biblioteca Popular do Coque, uma das comunidades mais pobres do Recife. “Eu preciso de um dicionário para ler, mas é meu livro brasileiro preferido. Acho que é porque ele trata de coisas que tem aqui no cotidiano da comunidade, como crianças brincando na rua, lavadeiras, brigas e vizinhos comprando fiado, por exemplo”, comenta. Aos 16 anos, Kaio conta que já leu, em 2023, 360 livros emprestados pela biblioteca comunitária, composta por um acervo de cerca de 3 mil livros, todos eles doados por seus entusiastas.

Dois deles, a administradora de empresas aposentada Penellope de Moura Silva e seu filho, e o estudante de administração Rafael de Moura, vivem a menos de seis quilômetros do endereço da sede da biblioteca, em um condomínio de classe média no bairro do Cordeiro, na Zona Oeste do Recife. Há alguns meses, os dois cederam cerca de 20 livros para a Biblioteca Popular do Coque. “Minha sobrinha é biblioteconomista e me falou dessa comunidade muito carente, em que os livros seriam bem-vindos. Aqui em casa a gente já tem o hábito de doar alimentos, roupas, móveis e livros. Em cada sorriso de gratidão ou muito obrigada, a gente vê que recebe muito mais do que dá quando faz uma doação”, celebra Penellope.

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Responsável pela maior parte dos livros cedidos pela família, Rafael ressalta a importância dos títulos entregues para sua própria formação como leitor. “São livros que adquiri na adolescência, quando desenvolvi o hábito da leitura e têm uma importância inestimável para mim. Hoje em dia, não aprecio mais essa literatura infantojuvenil, então espero que eles sejam a porta de entrada para muitos jovens no mundo da leitura”, comenta.

Antigo xodó de Rafael, "O Lar da Senhorita Peregrine para Crianças Peculiares", de Ransom Riggs, já foi notado por Kaio e é o próximo alvo de sua lista de leituras. “Queria agradecer, né? Porque você tá fazendo com que uma pessoa que não tem condições de comprar um livro, que provavelmente não tem uma biblioteca perto de casa se não for essa, possa entrar em outro mundo. Viajar sentada. É muito legal isso”, agradece o garoto.

Criado por sua mãe- que não possui hábito de leitura- na comunidade com o pior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Recife, Kaio desbanca até mesmo as teses deterministas que influenciaram o autor de seu livro predileto, criticado por correntes estéticas posteriores por tratar o ser humano como consequência invariável do meio em que vive. Ao lado de Aluísio Azevedo, o garoto elege Machado de Assis e Júlio Verne como os melhores que já leu, mas tagarela com empolgação quando o assunto é sua atual leitura, “...E o vento levou”, de Margaret Mitchell. Com facilidade, Kaio se diverte ao encontrar similitudes entre o clássico da literatura norte-americana e o quadrinho Sin City, que folheia durante a entrevista. “Com os quadrinhos que pego aqui, ensinei minha irmã mais nova a ler. Ela tem 10 anos, então lê os da Turma da Mônica que levo”, comemora.

Antenado, Kaio aponta a escritora Coleen Hoover como um fenômeno entre o público adolescente e cobra mais livros dela nas prateleiras da biblioteca. O garoto, que estuda em uma escola localizada na própria comunidade do Coque, se esforça para convencer os colegas a frequentar o espaço. “Acho que a literatura aproxima as pessoas. Nesse ano, eu trouxe dez colegas da escola para frequentar a biblioteca e eles se apaixonaram pela leitura. Gosto de ver essas pessoas falando de livro, dá alegria ver que influenciei alguém a fazer uma coisa boa”, celebra. Modesto, Kaio se considera o terceiro da turma escolar, mas garante que está pronto para assumir a monitoria da disciplina de português. No futuro, ele pensa em estudar letras ou pedagogia, mas deixa claro que entrar na universidade não é seu único sonho. “Gostaria que as pessoas da comunidade, ao invés de pensar no que vão comer amanhã, possam pensar no livro que querem ler”, conclui.

Dificuldades

Orgulhoso, o articulador pedagógico da Biblioteca do Coque, Ednílio da Silva, conta que Kaio frequenta a biblioteca há dois anos, desde que participou de um dos eventos literários promovidos pela instituição. “A gente tem muitas ações de leiturização, de onde conseguimos prospectar nosso público. Ele participou de uma delas e passou a frequentar o espaço, muitas vezes acompanhado de colegas da escola que ele traz para cá. É um dos frequentadores mais assíduos”, afirma. De acordo com Ednílio, que é nascido e criado no Coque, a biblioteca existe há 16 anos, atravessados a despeito de uma série de dificuldades financeiras e estruturais. “Já tivemos quatro sedes, todas elas localizadas em casas alugadas na comunidade. A gente saiu da última em razão de infiltrações causadas pelas chuvas. Isso provocou a perda de um acervo que também tinha três mil livros”, lamenta.

Com um novo acervo organizado a partir de doações, o espaço sobrevive através com o apoio do projeto Itaú + Leitura, com término previsto para o final deste ano. “Se a gente não conseguir renovar um projeto que permita o pagamento de pessoal, não sei se poderemos manter as atividades. Estamos iniciando uma campanha, em busca de parcerias para poder construir formas de impedir que isso aconteça. Se a gente fechar, vamos perder toda essa estrutura, muito importante para a comunidade”, ressalta Ednílio.

Formação de leitores

Em 2007, um grupo de bibliotecas comunitárias da Região Metropolitana do Recife (RMR) deu início à Releitura- Bibliotecas Comunitárias em Rede, uma iniciativa conjunta para promoção do diálogo entre as instituições.“A Releitura hoje congrega nove instituições dos municípios de Olinda, Recife e Jaboatão dos Guararapes. A princípio, várias delas passavam pelas mesmas dificuldades, a exemplo de falta de conhecimento de gestão, captação de recursos, manutenção e catalogação de acervos. Com a rede, passamos a contar com um fórum que dialoga com o poder público, pois infelizmente Pernambuco ainda não possui uma política pública voltada para apoio e permanência de bibliotecas comunitárias”, cobra.

Sob a batuta da Releitura, o grupo buscou articulação nacional e fundou a Rede Nacional de Bibliotecas Comunitárias, atualmente composta por 133 instituições de todo o país. “Na rede, nosso foco é estimular a formação de leitores. Por esse motivo, geralmente a gente não aceita doações de livros didáticos, dicionários e enciclopédias, que ficam desatualizados muito rápido e não têm viés literário. Além disso, pedimos que os livros estejam em bom estado, com todas as páginas, sem mofo e sem rasuras, até porque se você empresta um livro rasurado para as crianças, está incentivando essa prática”, ressalta.

Cultura: o oposto de morte

Em 1997, Rogério fez parte do grupo de artistas que decidiu ocupar de forma autônoma a estrutura do antigo Matadouro Municipal Industrial de Peixinhos, um dos grandes responsáveis pelo arruado que fez deslanchar o bairro homônimo, localizado na região limítrofe entre Recife e Olinda. Inaugurado em 1919, o Matadouro funcionou até 1970, a partir de quando se tornara uma espécie de não-lugar, tomado por mato, prostituição e tráfico de drogas. Apenas no ano 2.000, a inauguração de uma biblioteca comunitária transformou em Nascedouro um espaço que parecia vocacionado à morte. “Ela surgiu como um equipamento importante inclusive para os fundadores. A maioria de nós não teve uma boa relação com a escola formal, onde a biblioteca costumava ser tratada como depósito de materiais ou sala de castigo. A biblioteca foi criada para ser o oposto, é o que chamamos de biblioteca viva, que dialoga com outras linguagens artísticas, contando com cineclube e espaço de leitura coletiva”, lembra Rogério.

Sem recursos, o grupo contou com a solidariedade dos moradores do bairro para organizar a biblioteca. As primeiras prateleiras, por exemplo, foram improvisadas em caixas de tomate cedidas por feirantes. “Hoje, a gente conta com cerca de 8 mil livros. Apesar disso, as doações seguem sendo muito importantes para a renovação do acervo”, ressalta Rogério. Nascida e criada em Peixinhos, a fotógrafa Renata Rodrigues atribui à biblioteca uma profunda ressignificação de sua relação com o bairro. “Quando eu comecei a frequentar o Nascedouro, ainda na adolescência, eu mesma reproduzia vários preconceitos contra o bairro, que eu via como um lugar ruim e violento. Ainda é uma comunidade muito invisível, composta por maioria de população negra e pobre. Além disso, fica localizada entre Olinda e Recife, parece que nenhuma das duas prefeituras quer assumir a responsabilidade pelos problemas daqui”, denuncia. Aos 32 anos, Renata deixou de ser apenas usuária, para se tornar doadora da instituição. “É uma forma de agradecer por tudo que esse lugar me proporcionou. Aqui descobri que Peixinhos tem uma cultura forte e uma história muito interessante”, orgulha-se, citando o cantor e compositor Chico Science como um dos ícones culturais revelados pelo bairro.

Cultura de doação

Após a perda do pai, a engenheira civil Patrícia Torquato também escolheu as bibliotecas comunitárias como principal destino para centenas de livros que herdou. “Meu pai sempre nos mostrou que através dos livros a gente poderia conhecer muita coisa e que esse conhecimento precisava ser repassado para outras pessoas.Ele tinha um acervo bem eclético, era um amante de literatura de maneira geral”, afirma. Segundo Patrícia, não houve apego no processo de repasse dos títulos, pois a família já nutria forte cultura de doação. “Sempre fomos uma família estimulada a doar aquilo que a gente não estivesse utilizando. O que a gente ganha com isso é saber que o conhecimento está sendo multiplicado e com isso a educação está sendo ampliada, especialmente para pessoas que não têm condições de comprar um livro”, coloca.

Segundo a Pesquisa Doação Brasil 2022, promovida pelo Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS), 84% dos brasileiros realizaram alguma doação no ano passado, dos quais 75% praticaram repasses de bens, materiais e alimentos. Além disso, 48% dos doadores brasileiros fizeram doações em dinheiro, 36% repassaram dinheiro para ONG’s e 26% doaram o próprio tempo, através de trabalho voluntário. “Outro dado interessante é o aumento do valor doado no ano, que passou de R$ 200, em 2020, para R$ 300, em 2022. Esse número representa uma mediana, isto é, o valor que ficaria no meio se a gente fizesse uma reta entre todos os valores doados”, explica a gerente de comunicação do IDIS, Luísa Lima.

De acordo com Luísa, o doador brasileiro não possui um perfil específico, em relação a categorias como classe social, raça, gênero e adesão a uma religião. “A doação está muito enraizada em diferentes níveis e estratos da população”, frisa Luísa. Apesar disso, a pesquisa traz um recorte específico sobre a participação de jovens entre 18 e 27 anos nas doações. “Eles são menores doadores porque têm menos recursos, mas estão mais conscientes em relação ao trabalho das organizações. De forma geral, nossa leitura é a de que a pandemia de covid-19 teve um impacto muito grande na cultura de doação, com uma série de campanhas e iniciativas convocando pessoas e empresas a realizarem doações”, comenta Lima.

Para ela, o aquecimento do debate sobre as doações na opinião pública e nos meios de comunicação é a maneira mais eficaz de difundir a importância de doar. “Quando falamos de cultura de doação, falamos de pessoas que entendem a doação como um ato cívico, que contribui para a transformação dos problemas e combate às desigualdades. É diferente de uma doação pontual, que muitas vezes tem o objetivo de aliviar o sofrimento de alguém. A cultura de doação é quando as pessoas entendem que podem ir além da emergência”, defende.

Espontaneidade e autonomia

De acordo com a professora aposentada do Centro de Educação da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Ester Rosa, as bibliotecas comunitárias têm em comum o fato de que não serem fruto de iniciativas do poder público, mas da atuação de pessoas ou grupos já envolvidos na luta por direitos e melhores condições de vida das comunidades, que colocam em pauta a importância do acesso à leitura. “As bibliotecas comunitárias surgem e se mantêm de forma autônoma. Mesmo quando recebem recursos de editais, elas têm autonomia para gerir a programação ou escolher quem vai trabalhar lá. Outra característica é que normalmente quem atua na biblioteca muitas vezes são jovens, mulheres e vizinhos do próprio bairro, que têm vontade de manter um projeto, mas também precisam ser remuneradas por seu trabalho”, explica.

Coordenadora do projeto de extensão “Bibliotecas Comunitárias na UFPE e UFPE nas Bibliotecas Comunitárias”, que articula alunos dos cursos de letras, biblioteconomia e pedagogia a 13 bibliotecas comunitárias da Região Metropolitana do Recife (RMR), a professora também observa que esses equipamentos costumam surgir como espaços de apoio às tarefas escolares, com acervos inicialmente compostos por livros didáticos e informativos, que, com o tempo, passam a ganhar perfil mais literário. “A gente vê uma predominância de literatura para jovens e crianças, bem como um estímulo para práticas de leitura compartilhada. Em Peixinhos, há um cineclube, enquanto na biblioteca comunitária de Caranguejo Tabaiares há um trabalho com idosas. São bibliotecas que têm o cuidado de atender às demandas dos leitores”, completa.

Uma das bibliotecas contempladas pelo programa “Bibliotecas Comunitárias na UFPE e UFPE nas Bibliotecas Comunitárias”, a Biblioteca Comunitária Inez Fornari- Mangueira da Torre, na Zona Norte do Recife, foi inaugurada em outubro de 2019 com o objetivo de preencher a carência de atividades para crianças e jovens no horário de trabalho das mães. “Aqui temos muitas mães solo, mulheres negras, que precisam trabalhar e não tem com quem deixar os filhos. Eu mesma trabalho das 16h às 00h e uso a biblioteca como uma creche temporária ”, diz a atendente Tássia Andrea da Silva, mãe de Maria Laura Silva, de 10 anos.

A menina frequenta a biblioteca desde os quatro anos de idade e, graças ao contato intenso com a leitura, aprendeu a ler ainda aos seis anos. “Minha mãe me deixava aqui e eu vinha ler com a tia. Aí, um dia, eu juntei as palavras de um livro e comecei a ler. Gosto de vir para cá ficar com as tias, brincando e lendo”, diz Maria Laura.

Composta por apenas três ruas, Mangueira da Torre é lar de 600 famílias e curiosamente não possui nenhuma casa para vender ou alugar. Imprensada entre os edifícios dos bairros da Torre e da Madalena, ambos majoritariamente habitados pela classe média, a pequena comunidade se desenvolveu a partir de casamentos entre membros de quatro famílias, que ao longo de pelo menos cem anos de existência foram construindo moradias para os parentes em seus quintais e garagens. “Aqui não tem problema de violência nem de drogas, todo mundo se conhece. Mesmo assim, a gente não vê ninguém descer dos prédios para ajudar nossa biblioteca, que é o único equipamento cultural que temos”, acrescenta Tássia.

Uma das responsáveis pela biblioteca, fundada com o apoio das lideranças comunitárias, ela ressalta que a biblioteca só conta com o apoio dos bolsistas da extensão da UFPE para manter suas atividades, motivo pelo qual não consegue se manter aberta todos os dias. “Os livros sempre são bem-vindos, mas o que a gente está precisando muito de voluntários para fazer atividades com as crianças, sejam leituras, brincadeiras e ou sessões de cinema”, cobra Tássia. Na biblioteca também falta acesso à internet, bem como fornecimento de água e alimento em atividades importantes. “Outra coisa que a gente queria era uma parceria para oferecer passeios culturais para as crianças. É importante ler, mas elas não podem ficar fechadas no mundo lúdico dos livros, sem conhecer o mundo real, os museus e espaços culturais do estado. Principalmente os que são voltados para nossa história, como uma comunidade de maioria negra”, completa.

O Sindicato dos Trabalhadores e das Trabalhadoras em Educação do Município do Jaboatão dos Guararapes (Sinproja), lança, nesta sexta-feira (1) a partir das 14h, o livro "A África que está em nós" no Clube dos Ferroviários, em Jaboatão Centro, Região Metropolitana do Recife. Além do lançamento da obra, o evento conta com apresentações que retratam a cultura afro-pernambucana, com a participação da Nação Maracatu Encanto do Dendê e a artista Amanda Ganimo.

O livro faz alusão ao Novembro das Pretas e dos Pretos e foi produzido a partir de um concurso promovido pelo sindicato para os trabalhadores e as trabalhadoras em Educação da Rede Municipal do Jaboatão dos Guararapes, que responsáveis pela produção dos poemas, contos e crônicas. Além disso, os estudantes são responsáveis pelos desenhos e fotografias.

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"As produções foram reunidas em um belíssimo livro que será lançado nesta sexta-feira, 1° de dezembro. Para nós, é bastante emocionante promover este concurso que abordou tantas temáticas, como a diversidade, a identidade e a resistência negra. “A África que está em nós” chega em um momento importantíssimo para o Brasil, quando finalmente o Congresso reconheceu e aprovou o feriado do dia 20 de novembro como o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra", comemorou a presidenta do Sinproja, Séphora Freitas.

Em tempos de contradições e de intolerância religiosa, o livro “Onde o céu toca o coração”, de Paulo Roberto Cannizzaro, emerge como uma reflexão, independente das crenças, das religiões. Editado pela portuguesa Astrolábio Edições, o livro está sendo traduzido em espanhol, e já circula nas principais livrarias do Brasil, Portugal e África. 

Na narrativa, experiências religiosas são escritas de forma profunda em torno dos personagens que simbolizam os diversos credos, peregrinos que se encontram em um hotel numa cidade fictícia, chamada de Lussuria (em italiano, Luxúria), onde debatem e expõem suas experiências em busca da própria espiritualidade. 

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Para escrever o livro, Cannizzaro mergulhou em estudar livros como a Bíblia Sagrada, a Torá (5 primeiros livros do livro sagrado da religião judaica), o Alcorão (livro sagrado do Islã). 

Considerando que Paulo Roberto Cannizzaro tem em sua biografia livros de poesias, temas contemporâneos como história, cinema, política, economia, livros técnicos na área que exerce sua atividade profissional como consultor empresarial, escrever sobre a fé como ele mesmo relata foi um desafio significativo e que mudou sua melhor versão e vivências sobre o tema. 

“Escrever este livro foi entender todos os movimentos da religião contemporânea, compreendendo que a fé nada tem de conexão obrigatória com a religião, considerando que na modernidade esses conceitos são diversos e muito próprios. A fé não se confina mais nas religiões, por mais respeitável que eventualmente cada uma delas seja”, pontua o escritor. 

O novo romance de Paulo Roberto Cannizzaro aborda uma reflexão sobre o tema da tolerância religiosa, que continua sendo recorrente das disputas humanas, mesmo que cada um tenha o direito legítimo de professar suas crenças, em tempos de tanta animosidade, competência e intolerância. 

“Apresentei versões diversas para trechos de leituras dos livros sagrados, mas elas são exatas? Seguramente que não. São as melhores interpretações de cada passagem? Também não, mas encontrei uma jóia preciosa no final do livro: Melhorei a compreensão e melhor versão da minha fé pessoal, conheci ainda de maneira autêntica os sentimentos das buscas humanas, e isso é muito, pelo menos para mim”, conclui Cannizzaro. 

Serviço: Onde o céu toca o coração 

Autor: Paulo Roberto Cannizzaro 

Editora: Astrolábio Edições 

www.astrolabioedicoes.com

*Da assessoria de imprensa

A trajetória do cineasta e jornalista Fernando Spencer pode ser celebrada em um livro. Desenvolvida pelos professores e pesquisadores Alexandre Figueirôa e Cláudio Bezerra, a obra Fernando Spencer: o crítico-cineasta das mil faces destaca as contribuições do pernambucano no cenário da comunicação.

"A partir da leitura dos seus artigos e vendo os filmes por ele realizados, encontramos traços de sua presença em quase tudo que aconteceu no cinema pernambucano nesse período", afirmou Figueirôa.

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Bezerra emendou: "Além dos filmes sobre os quais escreveu e das obras que concebeu, por meio do seu legado, descobrimos e conhecemos diversos aspectos da vida cultural do Recife, desde como era a relação do público recifense com a sétima arte, o apogeu e a decadência das nossas salas de exibição localizadas tanto no centro da cidade, quanto nos subúrbios".

O lançamento do livro será realizado no próximo dia 30, na Universidade Católica de Pernambuco, área central do Recife, com conversa dos autores com o crítico Ernesto Barros. Alexandre Figueirôa ressaltou que o título chega para reparar lacunas.

"Entre os vários méritos que o livro resgata a Spencer está a sua contribuição na formação de dezenas de interessados por arte no estado. E não apenas como um jornalista cuja proposta era difundir e promover reflexão sobre esse campo – e sempre com um pé (ou os dois) fincado(s) na responsabilidade social da arte-, mas também como curador e programador de cinema", pontuou.

Idealizador de mais de 30 filmes e documentários, Fernando Spencer foi coordenador da Cinemateca da Fundação Joaquim Nabuco por 20 anos, onde se aposentou em 2000. Em 2007, ele ganhou o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco. Spencer morreu em março de 2014, aos 87 anos.

Confira a capa do livro:

A escritora Carolina Maria de Jesus deverá receber um novo memorial no município de Sacramento, Minas Gerais, onde nasceu. Segundo a filha da autora, Vera Eunice, o projeto deve ser anunciado nas próximas semanas, com apoio do Ministério da Cultura. Carolina de Jesus, célebre pelo livro Quarto de Despejo, que retrata o cotidiano em uma favela na zona norte paulistana, deixou a cidade mineira aos 23 anos, em 1937.

Para Vera Eunice, o novo espaço poderá acolher melhor o acervo da escritora, já que o local que abriga atualmente parte dos manuscritos de Carolina não tem condições adequadas para preservar o material e permitir o acesso ao público. “A gente já está lutando faz muitos anos pra poder tirar a Carolina da prisão. Ela está na prisão? Eles falam que é um arquivo, mas está na prisão”, ironiza Vera, sobre o prédio onde atualmente está o acervo, que é uma antiga cadeia.

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Vera destaca a importância de reunir todo o acervo da autora, como fotos e manuscritos, que estão, como herança, com as famílias de pessoas que participaram de processos de edição e publicação. “Eu não quero nada para mim. Eu quero para o brasileiro, para o indígena, para as meninas detentas com problemas psiquiátricos lá em Franco da Rocha [Grande São Paulo]. Eu quero para as mães solo, para as negras. Eu quero para os brancos. Eu quero para os estrangeiros”, enfatizou, ao defender a disponibilidade do material ao público.

Uma parte do material está no Museu Afro Brasil, na capital paulista, onde, na avaliação de Vera, está bem conservado. “Está do mesmo jeito que eu cedi. Também aqui é um lugar muito importante, que também poderia ficar. O que eu não quero é que fique em gavetas, nem em guarda-roupa, nem na minha casa”, acrescenta a respeito dos originais.

Trajetória

Carolina Maria de Jesus (1914-1977) era moradora da favela do Canindé, zona norte de São Paulo. Trabalhava como catadora e registrava o cotidiano da comunidade em cadernos que encontrava no lixo, sendo que deixou manuscritos anotados também em papel de pão.

Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada, publicado em 1960, teve três edições, com um total de 100 mil exemplares vendidos, tradução para 13 idiomas e vendas em mais de 40 países. Carolina de Jesus publicou ainda o romance Pedaços de Fome e o livro Provérbios, ambos em 1963.

Feira Literária

Vera Eunice foi a palestrante da primeira mesa da I Feira Literária Afro-Brasileira Carolina Maria de Jesus, do Museu Afro Brasil. O evento ocorre na sede da instituição cultural, no Parque Ibirapuera, zona sul paulistana neste sábado (11) e domingo (12).

Também estão na programação o poeta e dramaturgo Cuti, o escritor Oswaldo de Camargo, a escritora Esmeralda Ribeiro e os quadrinistas May Solimar e Marcelo D’Salete.

Estão presentes com seus catálogos diversas editoras independentes, como a Aziza, Editora Feminas o selo Dandaras, a Livraria Africanidades, a editora Malê, a Quilombhoje e o Selo Elo da Corrente.

Há ainda contação de histórias e discotecagem na área externa do museu.

O livro Frankenstein, com elementos gráficos feitos por softwares de inteligência artificial (IA), foi retirado da lista de semifinalistas do Prêmio Jabuti, o mais importante do cenário literário nacional. A decisão foi anunciada nesta sexta-feira (10) pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), organizadora da premiação.

lista inicial das obras selecionadas foi divulgada na quinta-feira (9), e Frankenstein, do designer Vicente Pessôa, publicado pela editora Clube de Literatura Clássica, era um dos 10 selecionados na categoria ilustração.

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A ilustração do clássico de Mary Shelley foi publicada em 2022. À época do lançamento, a editora propagandeou a iniciativa inédita. “Pela primeira vez — não só no Brasil, mas no mundo — um clássico foi inteiramente ilustrado por inteligência artificial: a nossa edição de Frankenstein”, dizia a publicação no Instagram do Clube de Literatura Clássica.

Fora das regras

Ao justificar a desclassificação, a CBL explicou que “as regras da premiação estabelecem que casos não previstos no regulamento sejam deliberados pela curadoria, e a avaliação de obras que utilizam IA em sua produção não estava contemplada nessas regras”. 

"A glória do artista é ser incompreendido e louvado depois da morte", disse à Agência Brasil o designer Vicente Pessôa. 

Na opinião dele, já houve na história várias polêmicas similares a essa, citando a invenção da fotografia e do cinema. "As pessoas sempre têm medo das coisas novas. A gente fez uma coisa nova, e, agora, com a desclassificação, estamos sendo punidos por isso."

Jurado

Nesta sexta-feira, antes da decisão da CBL, o cartunista André Dahmer, um dos jurados responsáveis pela seleção, tinha usado a rede social X (antigo Twitter) para dizer que não sabia que as ilustrações tinham sido geradas por IA. 

Segundo Dahmer, na catalogação na publicação constava que a autoria da obra era somente de Vicente Pessôa. “Foi nisso que me fiei para avaliar o trabalho”. Em seguida, relatou que acima da publicação havia referência da autoria creditada como "Vicente Pessôa e Midjourney”. Midjourney é o nome do software de IA.  

“Não conheço os nomes de ferramentas de inteligência artificial, nem quero conhecer. A organização do prêmio, ao me enviar o livro, também desconhecia o nome desta ferramenta. Outro jurado, Eduardo Baptistão, também não sabia que avaliava um trabalho híbrido.” 

“Em defesa do autor, no livro constava a coautoria de um robô. Então, não houve má-fé no ato da inscrição”, acrescentou o cartunista. “Da minha parte, veria e julgaria o livro com outros olhos sabendo tratar-se de uma obra híbrida, é claro”, completou Dahmer, que fez analogia a outra polêmica, o uso de robôs em partidas de xadrez.

Homem x máquina

“Vi a discussão sobre o uso de IA na época em que máquinas começaram a derrotar grandes mestres”, lembrou. “À época, ficou claro para todos que o xadrez seria jogado apenas entre seres humanos em torneios oficiais, salvo em eventos de mero entretenimento ou de teste das máquinas. Acho correto e justo.” 

Dahmer, inclusive, sugeriu que a organização do Jabuti crie uma categoria de ilustração com auxílio de IA na próxima edição do prêmio. 

A CBL informou que “a utilização dessas novas ferramentas será objeto de discussão para as próximas edições da premiação”.  

“Se eles inventaram categoria de ilustração com IA, eu sugiro que eles nomeiem prêmio Frankenstein, para lembrar do que aconteceu esse ano”, rebate Pessôa. 

"Eu não acho que deveria ter uma categoria de ilustração com IA e ilustração na mão, porque seria dividir uma categoria por técnica. Não tem categoria de ilustração com fotografia, ilustração com xilogravura, com serigrafia, ilustração no photoshop", diz o designer. 

Tendência

Pessôa diz acreditar que o uso da IA em ilustrações é irreversível. “Eu estou utilizando praticamente todos os dias, é um outro photoshop em várias etapas do processo de formação de imagem. Quem não usar vai ficar para trás, não tem como. É uma ferramenta boa, se estiver na mão boa. Ela está aí, as pessoas vão utilizar.”

Apesar de se sentir punido por inovar, Pessôa enxerga um lado positivo na decisão da CBL. “É o principal prêmio de literatura do Brasil, e as pessoas só estão falando das nossas ilustrações. A melhor coisa que poderia ter acontecido foi essa desclassificação.” 

Na próxima terça-feira (14), a partir das 18h, a Galeria Marco Zero abrirá suas portas para receber o lançamento do livro Três Porquinhos Brasileiros. Escrita por Luiz Antonio Simas, a obra reúne ilustrações do pernambucano Bozó Macamarte. O projeto de Simas, que tem selo da Editora Cobogó, ganhou uma adaptação do clássico infantil com um toque de brasilidade.

Além da presença de Bozó, o evento no espaço cultural vai ter também exposição de obras criadas especialmente para este trabalho.

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O artista olindense buscou se inspirar em elementos nordestinos como xilogravuras e literatura de cordel. A Galeria Marco Zero, comandada por Marcelle Farias e Eduardo Suassuna, fica localizada na Avenida Domingos Ferreira, nº 3393, Boa Viagem, Zona Sul do Recife. A entrada é gratuita.

Na semana em que se comemora o Dia Nacional da Poesia, a Prefeitura do Recife, por meio da Secretaria de Cultura e da Fundação de Cultura Cidade do Recife, vai fazer da efeméride posteridade, anunciando a inclusão de mais duas esculturas no Circuito da Poesia, em homenagem aos poetas Miró e Lucila Nogueira, convergentes na geografia, mas múltiplos na estética, no léxico e no imaginário.

As estátuas são assinadas pelo artista Demetrio Albuquerque e ganham as ruas da cidade até o fim do ano, com planejamento e execução de serviços pela Emlurb. Miró irá se confirmar paisagem na Avenida Rio Branco, no centro histórico do Recife, cenário constante de suas andanças e tema recorrente de sua obra, feita da inspiração e da transpiração das ruas. Já Lucila ficará no bairro da Jaqueira, nos arredores da Academia Pernambucana de Letras, evocando seus mistérios nas úmidas paisagens recifenses, feitas de água e imaginação.

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“O Circuito da Poesia é um olhar especial sobre o Recife, abrindo caminhos para a celebração, a memória, a descoberta. O encontro com autores e autoras, o contato proposto com as suas obras, é uma forma de lermos a nossa cidade, seus sonhos e desafios. Miró e Lucila representam muito bem isso, na singularidade e universalidade de suas palavras e presenças. Cresce o circuito, com ele também crescemos”, celebrou o secretário de Cultura, também poeta, Ricardo Mello.

Para o escultor Demetrio Albuquerque, a ampliação do Circuito reforça o convite à contemplação, usufruto e celebração de nossas belezas materiais e imateriais. “Louvo o pioneirismo do Recife em acolher o Projeto do Circuito da Poesia, que tem crescido ao longo desses anos graças ao carinho da população, que primeiramente acolheu e compreendeu a importância de se louvar a rica cultura literária do estado, seja popular, erudita ou musical. Trazendo para perto, para seu dia a dia, a lembrança de quem fez a ideia de pernambucanidade. Viva a Poesia!”

As novas esculturas fazem o Circuito alcançar 22 obras, rendendo homenagens a variados grandes nomes da literatura e da música recifense, em paisagens da cidade que refletem suas obras: Manuel Bandeira (Rua da Aurora); João Cabral de Melo Neto (Rua da Aurora); Capiba (Rua do Sol); Carlos Pena Filho (Praça do Diário); Clarice Lispector (Praça Maciel Pinheiro); Antônio Maria (Rua do Bom Jesus); Ascenso Ferreira (Cais da Alfândega); Chico Science (Rua da Moeda); Solano Trindade (Pátio de São Pedro); Luiz Gonzaga (Praça Mauá); Mário Mota (Pátio do Sebo); Joaquim Cardozo (Ponte Maurício de Nassau); Ariano Suassuna (Rua da Aurora); Alberto da Cunha Melo (Parque 13 de Maio); Celina de Holanda (Avenida Beira Rio); Liêdo Maranhão (Praça Dom Vital); Naná Vasconcelos (Marco Zero); Reginaldo Rossi (Pátio de Santa Cruz); Janice Japiassu (Rua do Príncipe); e Tarcísio Pereira (Rua Sete de Setembro).

Para conferir informações sobre o Circuito da Poesia e sobre os poetas retratados, basta acessar o site, onde a obra de cada poeta ganha vida, na voz de atores e atrizes da cidade, em vídeos com 3 a 5 minutos de duração.

Sobre os poetas

Miró da Muribeca - O poeta contundente, de obra pavimentada no cotidiano urbano, nasceu João Flávio Cordeiro da Silva, em agosto de 1960. No ano passado, encantou-se Miró da Muribeca, nome eternamente escrito e inscrito nas ruas do Recife, até hoje povoadas de seus versos. A alcunha artística, ele ganhou fazendo poesia com os pés, nos campinhos de futebol do bairro onde cresceu. De tanto fazer gol, virou Miró, numa alusão ao então craque Mirobaldo, do Santa Cruz. Ainda mais hábil com as palavras que com a bola, acabou poeta. Entre o lirismo e a periferia, escolheu os dois. Subverteu a rima e cunhou uma poética popular, urbana, negra e social. Foi um cronista da cidade (como ele próprio se intitulava), tendo escrito e publicado mais de 15 livros, alguns traduzidos para o espanhol e para o francês. Entre ruas, noites e gentes do Recife, belezas, rudezas e margens, esculpiu sua poesia, feita de denúncia e delírio. Vivia no cerne e no centro do Recife. Naquele entorno, não há paisagem que não conte suas histórias, de agora em diante, escritas até em pedra.

Lucila Nogueira - Poetisa de muitas vozes, Lucila Nogueira, nasceu no Rio, mas naturalizou-se, prosa, verve e verso no Recife. Foi aqui que forjou sua estética literária, passeando por diversos estilos, identidades e fases. Da escrita mitológica, introspectiva e mística, que inaugurou sua obra, até a globalizada, com temáticas ibéricas e latino-americanas, confirmou uma personalidade literária cada vez mais aguda. Além de poetisa e contista, foi tradutora e professora, tendo lecionado literatura na Universidade Federal de Pernambuco. Colecionou premiações ao longo da vida. A primeira veio já em 1978, por ocasião do lançamento de seu primeiro livro de poemas, Almenara, que conquistou o Prêmio de Poesia Manuel Bandeira, do Governo de Pernambuco. Ao todo, escreveu mais de 20 obras, premiadas e lançadas mundo afora, em países como Portugal, França, Estados Unidos e Cuba. Em 2006, foi a primeira mulher a representar o Brasil no XVI Festival Internacional de Poesia de Medellín. Nos anos 2007 e 2008, assumiu a curadoria da Festa Literária Internacional de Porto de Galinhas (Fliporto). Em 2009, recebeu a Medalha Euclides da Cunha, da Academia Brasileira de Letras. Tantas conquistas literárias acabaram por conduzi-la à cadeira de número 33 da Academia Pernambucana de Letras. Morreu em 2016, confirmando-se eterna em sua vasta e intensa obra.

Da assesoria

“O que os megaempresários bilionários têm de diferente, o que os faz atingirem conquistas, cifras e números tão extraordinariamente elevados e muito além do que as pessoas normalmente conseguem?” Essa pergunta é uma das premissas do livro “Mentalidade de Riqueza”, lançamento do empreendedor Janguiê Diniz. Na obra, o autor fala sobre como atingir essa programação mental orientada ao sucesso e a importância dessa habilidade na trajetória de qualquer empreendedor. O livro já está disponível em pré-venda e lançado oficialmente em noites de autógrafos em São Paulo e no Recife.

Para Janguiê, a mente é a principal aliada e mais poderosa ferramenta de quem quer empreender e ter sucesso na vida e nos negócios. “Eu sempre defendi e defendo que, se você não condicionar sua mente da forma que deseja, na direção que quer seguir, você não conseguirá alcançar seus objetivos. É que o corpo só faz aquilo que a mente comanda, então, o sucesso é algo que vem de dentro para fora”, pontua. 

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A ideia de lançar esse livro com a temática da programação mental veio do desejo de aprofundar mais o tema, já tratado em outras obras do empreendedor. “Eu já escrevi sobre a mentalidade em outros livros, mas considero que essa é uma das principais, ou talvez a principal ferramenta para alcançar sucesso, prosperidade e até mesmo riqueza financeira. Digo isso de forma até empírica, porque, na minha vida, foi a minha programação mental que me fez sair de uma situação de extrema pobreza e construir grandes empreendimentos”, esclarece.

Em “Mentalidade de Riqueza”, Janguiê envereda pelos segredos da mente e do cérebro, por meio da neurociência e programação neurolinguística (PNL). “É compreendendo os princípios da neurociência que atuaremos com mais segurança no nosso processo de transformação rumo à construção de um mindset poderoso de riqueza, crescimento e prosperidade”, explica. “Compreender como o cérebro cria e mantém certos padrões de pensamento ajuda a identificar estratégias eficazes para desafiar crenças limitantes e substituí-las por outras mais construtivas, promovendo uma mentalidade de crescimento”, completa.

Foto: Divulgação

Com prefácio do psiquiatra e escritor Augusto Cury, “Mentalidade de Riqueza” será lançado com coquetel e noite de autógrafos em duas ocasiões: no dia 7 de dezembro, na Livraria da Vila do Shopping Iguatemi, em São Paulo; e no dia 18 de dezembro, na Livraria Jaqueira, no Recife, em Pernambuco. A obra já está disponível em pré-venda no site da Editora Gente.

Serviço

Lançamento o livro “Mentalidade de Riqueza”, de Janguiê Diniz

7 de dezembro, a partir das 18h

Livraria da Vila – Shopping JK Iguatemi - Av. Juscelino Kubitschek, 2041, São Paulo

18 de dezembro, a partir das das 18h

Livraria Jaqueira – R. Madre de Deus, 110, Bairro do Recife, Recife

Até o dia 25 de outubro, estão abertas as inscrições gratuitas para a edição 2023 do Prêmio João Ranali de Literatura de Guarulhos. O concurso é destinado para contos, crônicas e poesias de autores residentes no município, de acordo com o edital nº 095, publicado no Diário Oficial do município.

Podem participar estudantes de vários níveis e escritores iniciantes de diferentes gêneros (dramaturgia, poesia, conto, ensaio, entre outros). Os interessados devem preencher o formulário de inscrição e o Termo de Cessão de Direitos Autorais.

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Os trabalhos passarão por uma comissão julgadora, a partir dos seguintes critérios: coerência com o tema, originalidade, criatividade e exploração de recursos inerentes à poesia, à prosa ou à crônica. As 30 melhores obras serão publicadas numa antologia, onde cada autor presente receberá um exemplar. 

A iniciativa é da Secretaria de Cultura de Guarulhos. O objetivo é estimular a produção local e ampliar a esfera pública de debates sobre práticas literárias e de leitura voltadas para o desenvolvimento cultural. 

Nesta sexta-feira (13) a literatura é a entrada, o prato principal e a sobremesa na XIV Bienal Internacional do Livro de Pernambuco. É dia de aproveitar a arte de ‘sextar’ na Bienal com atrações especiais, rodas de diálogos, bienalzinha e lançamentos de livros e quadrinhos que irão saciar a fome de quem tem vontade de ler e estiver no pavilhão interno do Centro de Convenções em Olinda. 

Entre os destaques da programação do dia estão o Prêmio Sesc de Literatura, uma conversa com  José Henrique Bortoluci, autor do livro O Que é Meu, lançamento do livro Pernalonga: Uma Sinfonia Inacabada do jornalista Márcio Bastos, diálogo sobre a atualidade da poesia de Carlos Pena Filho com Philippe Wollney e Fábrio Andrade, Memória da literatura: livros através dos tempos com Wellington de Melo e Renata Santana, Bate-papo com autor Cristovam Buarque e muitas outras atrações.

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No Círculo das Ideias, o sociólogo José Henrique Bortolucci vem falar sobre seu aclamado livro O Que é Meu, um sensível ensaio biográfico onde o autor parte de entrevistas realizadas com seu pai, que durante cinquenta anos foi motorista de caminhão, para retraçar a história recente do país e da própria família por meio de uma prosa elegante e afetuosa.

No mesmo espaço, "Pernalonga: Uma sinfonia inacabada" (Cepe Editora), biografia do icônico ator pernambucano Antonio Roberto de Lira França (1959-2000), será lançada nesta sexta-feira (13). Trata-se do primeiro livro assinado pelo jornalista Márcio Bastos, que foi setorista de artes cênicas nos jornais locais durante dez anos e, atualmente, estuda a área em sua pesquisa de mestrado na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

No Conexão Petrobras, uma rica conversa com Cristovam Buarque, professor, economista engenheiro mecânico, sobre o seu livro O Mundo é Uma Escola – o que aprendi em viagens, obra que conta com 85 histórias, vividas ao longo de décadas em dezenas de países visitados pelo ex-Senador, ex-Ministro da Educação nos anos Lula e criador do Bolsa-Escola.

No Espaço Diálogos, vamos viajar no tempo através dos livros com o encontro Memória da literatura: livros através dos tempos com os escritores Wellington de Melo e Renata Santana. A mediação fica a cargo de Fábio Lucas.

SERVIÇO: XIV BIENAL INTERNACIONAL DO LIVRO DE PERNAMBUCO

Quando: 6 a 15 de Outubro de 2023, das 10h às 21h.

Onde: Centro de Convenções de Pernambuco. Endereço: Av. Prof. Andrade Bezerra, s/n, Complexo de Salgadinho. Olinda – PE.

Ingressos: www.sympla.com.br/produtor/bienalpe (Meia-entrada: R$ 10 | Ingresso social: R$ 15 | Inteira: R$ 20)  

Saiba mais: https://bienalpernambuco.com/  @bienalpe 

Programação completa: https://bienalpernambuco.com/programacao-por-dia/

*Da assessoria de imprensa

O feriadão de Dia das Crianças é uma boa oportunidade para levar os seus filhos para passar o dia inteiro na XIV Bienal Internacional do Livro de Pernambuco. São diversas atrações, lançamentos de livros, stands com promoções e atividades desenvolvidas especialmente para os pequenos começando nesta quinta-feira (12) até o próximo domingo (15) quando é comemorado o Dia do Professor. E os pais ainda podem aproveitar para garimpar alguns dos melhores livros do evento.

São diversas atrações recreativas para celebrar o Dia das Crianças na Bienal. Tem de Maracatu Infantil, contação de história com temas afro-indígenas, bate-papo com autores da nova geração, como Clara Alves e Pedro Rhuas, Atividade formativa: Autismo, Azul e todas as cores, série de curtas e muitas outras atividades para a alegria da criançada. Além do melhor da literatura infantil para presentear os menores.

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A Bienalzinha, ambiente exclusivo do evento para o público infantil, conta com uma programação extensa e especial com oficinas, contação de histórias, lançamento de livros infantis, conversas com autores e espetáculos voltados para os pequenos leitores no seu dia.

Para esta edição de 2023, a Bienalzinha conta com uma grande novidade: é o Espaço Capivara de Cuidado com as Crianças, que traz um serviço de cuidar dos pequenos enquanto os pais, as mães ou os responsáveis circulam pelos livros ou participam de alguma outra atividade.

Além disso, a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) estreou também nesta edição da Bienal Internacional do Livro, lançando o “Alepinha Literária”, selo de produções infantis com o intuito de explicar alguns temas do Poder Legislativo para crianças. A primeira edição da marca é o livro Quem Mora no Palácio Azul?, voltado para crianças de 0 a 6 anos de idade, de autoria da jornalista e doutora em Comunicação pela UFPE Carly Falcão e que foi lançado nesta terça-feira (10).

Da sexta (13) até o domingo (15), a alegria das crianças continua a reinar na Bienal. Na sexta a Bienalzinha estará recheada de contações de histórias com Daniela Fossaluza além de, bate-papo com a escritora Lenice Gomes e atividade formativa. No Sábado, bate-papo com roteiristas das revistas infantis da Turma da Mônica agita os pequenos leitores e a apresentação das “Doutoras das Histórias” promete encantar pais e filhos. Para o Dia do Professor, estão programadas diversas atividades formativas: conversa com Giba Pedrosa do Quintal da Cultura, oficina sobre as figuras mitológicas da cultura mexicana e muitas outras atrações.

A Petrobras é patrocinadora premium da XIV Bienal, que também conta com patrocínio do Itaú Unibanco e apoio da Prefeitura do Recife, Sebrae, Sesc Pernambuco. Também há apoio institucional da Associação Brasileira de Difusão do Livro (ABDL), Associação Brasileira das Editoras Universitárias (ABEU), Câmara Brasileira do Livro (CBL), Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) e União Brasileira de Escritores de Pernambuco (UBE PE). A realização é da Cia de Eventos, Ideação, VOX, Ministério do Turismo, Ministério da Cultura e Governo Federal.

SERVIÇO: XIV BIENAL INTERNACIONAL DO LIVRO DE PERNAMBUCO

Quando: 6 a 15 de Outubro de 2023, das 10h às 21h.

Onde: Centro de Convenções de Pernambuco. Endereço: Av. Prof. Andrade Bezerra, s/n, Complexo de Salgadinho. Olinda – PE.

Ingressos: www.sympla.com.br/produtor/bienalpe  (Meia-entrada: R$ 10 | Ingresso social: R$ 15 | Inteira: R$ 20)

A gratuidade será concedida a professores da rede pública e privada, estudantes da rede pública de ensino uniformizados, estudantes da rede privada com agendamento prévio, caravanas escolares agendadas, escritores filiados à UBE, policiais civis, militares e bombeiros, crianças até 10 anos e pessoas com deficiência.

Saiba mais: https://bienalpernambuco.com/  @bienalpe

*Da assessoria de imprensa

A terça-feira (10) da XIV Bienal Internacional do Livro de Pernambuco traz um prato cheio para quem está com fome de leitura. Serão inúmeras atividades especiais, lançamentos e rodas de diálogos que irão formar um banquete dentro do pavilhão interno do Centro de Convenções, em Olinda. 

Há fartura para todos públicos e todas as fomes, literatura sobre educação financeira, biografia política, gastronomia e música. Nomes como Ana Maria Rodrigues, Natanael Lima Jr., Clarice Falcão, Cida Pedrosa, Magno Martins, Conceição Rodrigues e Ronaldo Correia de Brito fazem parte das atividades do dia.

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No espaço Conexão Petrobras  – Plataforma de Lançamentos, o jornalista Magno Martins lança seu novo livro O Estilo Marco Maciel, uma biografia do ex-vice-presidente da República, morto em junho de 2021, em consequência do Alzheimer. A obra tem prefácio do ex-senador Jorge Borhausen (SC), apresentação do jornalista Marcelo Tognozzi e uma curta biografia assinada pelo jornalista Houldine Nascimento, além de posfácio do jornalista Luís Costa Pinto.

O poeta e editor do premiado site literário pernambucano ‘Domingo com Poesia’, Natanael Lima Jr. lança o seu novo livro “O Feitor de Enigmas & Trinta Predições” às 17 hrs. É um livro de poemas, aforismos e predições filosóficas, produzido sob o forte impacto das crises sociais, políticas e existenciais que marcaram a vida de toda a sociedade. 

No Círculo das Ideias, às 18 hrs, uma conversa enriquecedora sobre o poder dos livros e da literatura em nossas vidas unirá a renomada poeta Cida Pedrosa, Ricardo Mello,  Secretário de Cultura do Recife, jornalista, escritor e professor e Andrea Pachá, escritora e desembargadora, conhecida por suas contribuições para os direitos humanos e a justiça.

Ainda no mesmo espaço, o diálogo Educação pelos livros: aprender e reaprender a ler com Conceição Rodrigues e Ronaldo Correia de Brito encerra o quinto dia de Bienal. A conversa trará à tona a importância da literatura para a formação de um povo e será mediada pelo jornalista Fábio Lucas.

Às 17h, tem o painel virtual "Nosso pai é uma estrela", com o autor Omar Rosário e Xando Vilella. Em seguida, às 19h, também de forma virtual, Clarice Falcão e Flaira Ferro participam do bate-papo "O som das letras".

SERVIÇO:

XIV BIENAL INTERNACIONAL DO LIVRO DE PERNAMBUCO

Quando: 6 a 15 de Outubro de 2023, das 10h às 21h.

Onde: Centro de Convenções de Pernambuco. Endereço: Av. Prof. Andrade Bezerra, s/n, Complexo de Salgadinho. Olinda – PE.

Ingressos: www.sympla.com.br/produtor/bienalpe (Meia-entrada: R$ 10 | Ingresso social: R$ 15 | Inteira: R$ 20) 

Saiba mais: https://bienalpernambuco.com/  @bienalpe

Programação completa: https://bienalpernambuco.com/programacao-por-dia/

*Da assessoria de imprensa

O norueguês Jon Fosse, laureado com o Prêmio Nobel de Literatura, é um escritor multifacetado para quem o silêncio, às vezes, tem mais impacto que as palavras.

Romancista, ensaísta, poeta, escritor de livros infantis e, sobretudo, dramaturgo, Fosse nasceu em 29 de setembro de 1959 em Haugesund, na costa oeste da Noruega, que abriga alguns dos fiordes mais emblemáticos do país.

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Ele cresceu em uma família que seguia o pietismo, uma forma rígida de luteranismo. Um de seus avôs era quacre, pacifista e esquerdista.

Fosse estabeleceu distância das crenças e se declarou ateu na juventude. O escritor foi membro do grupo "Rocking Chair", onde tocava guitarra, antes de se converter ao catolicismo em 2013.

Depois de estudar Literatura, estreou em 1983 com "Vermelho, Negro", romance em que um jovem estabelece um ajuste de contas com o pietismo.

Seu estilo é caracterizado por avanços e recuos no tempo, além de pontos de vista diferentes, quase uma marca registrada.

Fosse também é conhecido por "Naustet" (1989), muito elogiado pela crítica, e "Melancolia" I e II (1995-96), outro de seus grandes trabalhos.

Sua obra mais recente, "Septologia" - sete capítulos distribuídos em três volumes - narra o encontro de um homem com outra versão de si mesmo para apresentar questões existenciais, com uma pontuação esparsa e imprevisível.

As obras de Fosse rompem com as regras clássicas, reduzem a trama ao mínimo e usam uma linguagem simples, sem adornos, em que a chave da compreensão está no ritmo, na musicalidade e nas pausas.

- O teatro como necessidade -

Fosse conquistou fama mundial com suas obras para o teatro.

Sem uma renda regular, ele concordou em escrever o começo de uma peça no início dos anos 1990. Mais tarde, decidiu concluir a obra. A peça, 'Nokon kjem til å komme' ("Alguém vai chegar"), o coloca no mapa do teatro europeu.

Após um intervalo de 10 anos, Fosse voltou ao gênero em 2021 e surpreendeu com a obra "Sterk Vind".

A editora norueguesa Samlaget informa que seus textos foram traduzidos para quase 50 idiomas e que suas obras já foram encenadas mais de 1.000 vezes ao redor do mundo.

O dramaturgo foi casado três vezes e tem seis filhos.

Seus personagens não falam muito. As frases se repetem e permanecem em suspense. Os silêncios são fundamentais e demonstram que, mesmo juntas, as pessoas continuam sozinhas.

"Não escrevo sobre personagens no sentido tradicional da palavra. Escrevo sobre a humanidade", declarou Fosse ao jornal francês Le Monde em 2003.

Lista dos vencedores do Prêmio Nobel de Literatura dos últimos 15 anos. O vencedor da edição 2023 é o dramaturgo norueguês Jon Fosse.

2023: Jon Fosse (Noruega)

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2022: Annie Ernaux (França)

2021: Abdulrazak Gurnah (Tanzânia, Reino Unido)

2020: Louise Gluck (EUA)

2019: Peter Handke (Áustria)

2018: Olga Tokarczuk (Polônia)

2017: Kazuo Ishiguro (Reino Unido)

2016: Bob Dylan (EU)

2015: Svetlana Alexievich (Belarus)

2014: Patrick Modiano (França)

2013: Alice Munro (Canadá)

2012: Mo Yan (China)

2011: Tomas Transtromer (Suécia)

2010: Mario Vargas Llosa (Peru)

2009: Herta Mueller (Alemanha)

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