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De olho no futuro, a Red Bull assegurou a permanência de Max Verstappen na equipe, nesta terça-feira (7). O time austríaco, um dos principais da Fórmula 1, estendeu o contrato do piloto holandês até 2023, colocando fim às especulações sobre possíveis transferências do atleta de 22 anos para equipes maiores, como Ferrari e Mercedes. Verstappen tinha vínculo somente até o fim deste ano.

O acerto acontece na esteira da melhor temporada do holandês na Fórmula 1. Em 2019, ele terminou em terceiro lugar no Mundial de Construtores, atrás apenas dos pilotos da Mercedes e à frente dos rivais da Ferrari. Para os próximos anos, Verstappen tem ambições maiores na F-1. "Eu quero vencer com a Red Bull e nosso objetivo é lutar pelo título mundial juntos", declarou o piloto dono de oito vitórias na categoria.

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Verstappen entrou na F-1 através do programa de jovens pilotos da Red Bull. Em 2014, se tornou piloto de testes da Toro Rosso, equipe satélite do time austríaco. E, no ano seguinte, se tornou titular da equipe menor. Em 2016, após boas performances, foi transferido para a Red Bull no meio da temporada, substituindo o russo Daniil Kvyat, que então fazia apresentações abaixo do esperado.

"Estou muito feliz de estender minha parceria com o time. A Red Bull acreditou em mim e me deu a oportunidade de começar na Fórmula 1, o que sempre me deixará muito grato", comentou Verstappen, empolgado para disputar mais uma temporada na principal categoria do automobilismo mundial.

Em 2019, o holandês assumiu a posição de piloto número 1 do time austríaco, após a saída do australiano Daniel Ricciardo e a entrada do tailandês Alexander Albon. Na temporada passada, a Red Bull passou a ser municiada pelos motores Honda, que fizeram mais sucesso no time do que na McLaren. "A Honda entrando na equipe e o progresso que fizemos nos últimos 12 meses me dá ainda mais motivação e confiança de que podemos vencer juntos."

Com a renovação do contrato do piloto, a Red Bull garante ao menos um bom e experiente piloto para entrar na era dos novos motores da F-1, a partir de 2021, ano que contará com muitas novidades na categoria.

"É uma notícia fantástica para a equipe a renovação do contrato de Max até a temporada 2023. Diante do desafio das mudanças nas regras em 2021, no nosso horizonte, a continuidade no maior número de áreas possíveis será a chave do sucesso", projeta o chefe da Red Bull, Christian Horner.

Em uma das raras declarações públicas sobre o estado de saúde do ex-piloto Michael Schumacher, a esposa do heptacampeão de Fórmula 1, Corinna Betsch, não entrou em muitos detalhes, mas deu a entender que o alemão segue reagindo lentamente.

A mulher de Schumacher aproveitou o momento e ainda anunciou que entrará no ar uma nova página nas redes sociais sobre ex-piloto da Ferrari intitulada "KeepFightingMichael" (Siga Lutando Michael, em português). "Grandes coisas começam com pequenos passos. Muitas partículas pequenas podem formar um enorme mosaico. Juntos, vocês são mais fortes, e é exatamente assim que as forças combinadas do movimento KeepFighting facilitam o incentivo a outras pessoas", disse Corinna.

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Em entrevista à revista alemã "In Touch", o médico de Schumacher, Jean-Francois Payen, informou que há um processo demorado de recuperação, mas que vem acompanhando de perto os progressos do ex-piloto.

"Há um plano de um a três anos para o período de regeneração. Eu ainda o visito ocasionalmente e converso com a família sobre qualquer progresso que eu vejo. Ela vê as coisas com muita clareza e fará de tudo para melhorar a condição do marido", explicou Payen.

Em dezembro de 2013, enquanto Schumacher curtia férias nos Alpes suíços, a vida do heptacampeão mudou ao colidir com uma rocha em uma pista de esqui. O alemão ficou seis meses em coma e até hoje seu verdadeiro estado de saúde é um grande mistério.

Da Ansa

Em mais uma investida do Rio de Janeiro para ter a Fórmula 1 (F1), a cúpula da principal categoria do automobilismo mundial recebeu nas últimas semanas uma série de documentos oficiais do estado para tentar sediar o Grande Prêmio do Brasil a partir do ano de 2021.

De acordo com o jornal "O Estado de São Paulo", o RJ enviou o cronograma de depósitos bancários das taxas e uma apresentação de garantias financeiras. Além disso, a proposta carioca garantiu para a F1 um repasse de até US$ 60 milhões por ano, que seria cerca do triplo que São Paulo vem oferecendo para conseguir renovar o contrato com a categoria, que encerra no final de 2020.

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A quantia prometida pelo Rio inclui rendas com vendas de produtos oficiais, promoção do GP e ingressos VIP.

São Paulo recebe anualmente o GP do Brasil desde 1990 e recentemente terminou uma reforma no autódromo de Interlagos. O governador João Doria afirmou em novembro que está quase tudo certo para que o circuito paulista renove seu contrato para continuar recebendo a prova pelos próximos 10 anos.

O Rio de Janeiro, por sua vez, que voltar a ter a categoria, tanto que a cidade vem trabalhando na construção de um novo circuito no bairro de Deodoro.

O jornal ainda informou que a proposta encaminhada pelo RJ prevê o pagamento da primeira parcela até março. Já até o mês de junho, a cidade deverá apresentar uma carta de crédito com a garantia bancária do restante da quantia. A F1, por sua vez, poderá enviar sua resposta em janeiro.

Em nota enviada ao "Estado", a Secretaria de Esporte do RJ revelou que a previsão de impacto da F1 na economia da cidade poderá chegar a US$ 160 milhões.

Da Ansa

Sensação da temporada 2019 da Fórmula 1, o piloto Charles Leclerc estendeu seu contrato com a Ferrari. De acordo com o tradicional time italiano, o atleta de Mônaco renovou seu vínculo até 2024, após brilhar com duas vitórias e a quarta colocação geral no Mundial deste ano.

"Estou muito feliz de permanecer na Ferrari. Esta última temporada, pilotando pela equipe mais ilustre da Fórmula 1, foi um ano de sonho para mim", declarou Leclerc, que tinha contrato somente até o fim de 2020. "Mal posso esperar para ter uma relação ainda mais profunda com o time depois deste intenso e empolgante 2019."

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O piloto de 22 anos estreou na F-1 no ano passado, defendendo as cores da Sauber (atual Alfa Romeo). Neste ano, ele recebeu a oportunidade de guiar pela Ferrari e não desperdiçou a preciosa chance. Além das duas vitórias, ele obteve sete pole positions, sendo imbatível neste quesito ao longo da temporada.

Por fim, ao terminar na quarta colocação geral, deixou para trás o alemão Sebastian Vettel, tetracampeão mundial, que terminou somente na quinta colocação. "A cada corrida deste ano, nosso desejo de renovar o contrato com Charles se tornava mais evidente e a decisão significa que agora ele ficará conosco por mais cinco temporadas. Isso demonstra que Charles e a escuderia tem um futuro firme juntos."

A renovação por cinco anos, período incomum na F-1 (contratos costumam ser de até três anos), mostra que a equipe italiana tornou Leclerc sua grande aposta para o futuro, deixando Vettel em segundo plano. O alemão tem contrato somente até o fim de 2020, o que vem dando margem a especulações sobre sua futura substituição.

Recentemente, uma encontro informal entre dirigente da Ferrari e Lewis Hamilton proporcionou seguidos rumores sobre uma possível transferência do inglês para o time italiano. O atual piloto da Mercedes também tem contrato somente até o fim de 2020.

As homenagens a Ayrton Senna, tricampeão mundial de Fórmula 1, não param de acontecer. Mesmo depois de mais de 25 anos de sua morte em um acidente com sua Williams na curva Tamburello durante o GP de San Marino, no circuito de Imola, no dia 1.º de maio de 1994. Nesta quarta-feira será inaugurada no Parque Ecológico do Tietê, em São Paulo, uma estátua gigante do piloto brasileiro.

A iniciativa é da Associação Eu Amo o Brasil (EAB), presidida pelo advogado José Marcelo Braga Nascimento. A presidente do Instituto Ayrton Senna e irmã do piloto, Viviane Senna, e o governador João Doria (PSDB) confirmaram presença no evento, que será aberto ao público.

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O projeto foi concebido pelo artista plástico Humberto de Oliveira, também responsável pela estátua em homenagem ao escritor Monteiro Lobato, na cidade de Taubaté (SP). A estátua de Senna pesa aproximadamente 350kg, tem 4 metros de altura e 1,2 metro de largura. Sua estrutura interna é de metal e o acabamento externo é de resina industrial, com as pernas finalizadas em gesso e estopa.

A obra ficará instalada dentro do Parque Ecológico do Tietê, às margens do km 18 da rodovia Ayrton Senna, que liga a capital paulista à região do Vale do Paraíba. O local da instalação permitirá o acesso dos pedestres que frequentam o parque e os motoristas na estrada terão uma visibilidade do monumento a partir de 250 metros de distância.

"Carrego a ideia do tributo há mais de dois anos porque o Senna sempre mostrou o seu amor à pátria brasileira para o mundo e foi uma referência para nós", explicou Nascimento. "Em 1986, o país passava por algumas turbulências e a seleção brasileira de futebol foi eliminada da Copa do Mundo. Na época, Ayrton Senna conquistou o GP de Detroit e, para levantar a autoestima da sociedade, carregou a bandeira do Brasil pelo circuito da prova, dividindo sua conquista com todo o povo. A ação virou uma marca do piloto a cada prova vencida e a estátua é uma reverência ao que ele representou durante a sua vida como atleta e cidadão", disse.

A Ferrari precisa "melhorar 360 graus" em 2020 já que, para ganhar na Fórmula 1 atualmente, "é preciso ser perfeito", analisou nesta quarta-feira (11) o chefe da escuderia italiana, Mattia Binotto, em seu balanço da temporada 2019.

"Não estamos diante de um só desafio, mas sim de vários, como o rendimento de nosso carro, sua confiabilidade, a estratégia, os pilotos", detalhou Binotto à imprensa em Maranello.

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A temporada de 2019 "foi moderada e não estivemos à altura de nossas ambições" (2º na classificação do Mundial de Construtores a 235 pontos da Mercedes, 4º e 5º no Mundial de Pilotos), lamentou por sua vez Louis Camilleri, diretor-geral da Ferrari.

Camilleri, porém, garantiu que apoia a atual equipe e que "temos o talento e a liderança que precisamos".

Os dois dirigentes reconheceram "erros" em muitas áreas: confiabilidade, estratégia, gestão dos pilotos e dos pit-stops.

Binotto lembrou que a Ferrari iniciou o ano convencida de que tinha "uma vantagem de rendimento clara sobre a concorrência" devido ao domínio nos testes de pré-temporada.

"Demoramos quatro ou cinco corridas para entender que nosso carro não era o mais rápido. Talvez nosso primeiro erro foi não ter tido a capacidade de detectar nossa fraqueza", admitiu o engenheiro, antes de destacar "a resposta positiva na segunda metade da temporada".

"Reduzimos substancialmente a brecha, mas ela ainda existe e é um ponto a trabalhar no ano que vem", concordou Camilleri.

A apresentação do novo carro da Ferrari acontecerá em 11 de fevereiro, antes dos testes de pré-temporada em Barcelona, no dia 19.

Um campo minado ativo. É o que os documentos obtidos com exclusividade pela Agência Sportlight de Jornalismo Investigativo através da Lei de Acesso à Informação revelam sobre o terreno conhecido como “Camboatá”, em Deodoro, subúrbio da Central, local escolhido para construção do novo autódromo do Rio de Janeiro.

Nem mesmo a “operação de descontaminação mecanizada e manual” realizada pelo “1º Batalhão de Engenharia de Combate” (RJ) em 2014 e 2015, quando se realizou a “detecção, varredura, limpeza e neutralização de artefatos” é capaz de assegurar risco zero e total ausência de tais artefatos.

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Trechos do “Relatório Final da Força Tarefa Camboatá”, elaborado pelo “1º Batalhão de Engenharia de Combate” (RJ) e encaminhado ao “Comando Militar do Leste”, citam um impressionante número de “167.000 (cento e sessenta e sete mil) artefatos e estilhaços de granadas e explosivos” localizados e neutralizados no “imóvel Camboatá” no período dessa varredura de 2014 e 2015.

Mas a grande revelação que pode colocar Lewis Hamilton e a trupe da Fórmula 1 em risco vem em três linhas sem maior destaque em meio ao relatório: em decorrência de limitação do material e da técnica necessária para execução da tarefa, a varredura não foi realizada em todo o terreno. A lacuna na varredura que impede assegurar risco zero para o pretendido futuro autódromo está assim descrita no documento verificado pela reportagem:

“Conforme consta do Relatório Final da Força-Tarefa Camboatá, elaborado pelo 1º BE CMB (ES) e encaminhado ao Cmdo do CML, as áreas permanentemente alagadas e os cursos d’água não foram objeto de varredura, levando-se em conta a limitação do material e da técnica para execução da tarefa”. (Ver trecho na arte abaixo):

De acordo com especialista ouvido pela reportagem e que preferiu não se identificar, nem mesmo na área em que foi realizada a varredura é possível 100% de garantia.

A área de 2 milhões de metros quadrados onde pretende se construir o autódromo pertencia ao exército e foi para a prefeitura do Rio, tendo passado antes por uma transação de reversão para o Ministério do Esporte, que pagou cerca de R$ 120 milhões ao exército, como mostrou reportagem deste site em 17/10 .E foi usada durante décadas como área de treinamento militar e paiol de armas, e por isso sujeita a existência de artefatos.

Acertada a transferência, estabeleceu-se o “Termo de Execução Descentralizada 72/2014”, assinado em 5 de dezembro de 2014, no qual o Ministério do Esporte financiou a “Operação de descontaminação mecanizada e manual” para o Exército, transferindo a quantia de R$ 12.575.802,77 (doze milhões, quinhentos e setenta e cinco mil, oitocentos e dois reais e setenta e sete centavos).

Ao fim de 2015, os mais de R$ 12 milhões pagos pelo Ministério do Esporte para o Exército pela tarefa foram ampliados no valor: em 28/12, foi assinado o aditivo de R$ 6.931.392,75 (seis milhões, novecentos e trinta e um mil, trezentos e noventa e dois reais e setenta e cinco centavos). Ficando um total de R$ 19.507.195,52 (dezenove milhões, quinhentos e sete mil, cento e noventa e cinco reais e cinquenta e dois centavos).

 

O temor por uma tragédia na área de Camboatá acompanha o imaginário da cidade desde o século passado. O próprio relatório da força-tarefa se refere a necessidade de remoção dos artefatos usando como referência a histórica explosão de 1958 citando “um imponderável ocorrido em 1958 e amplamente noticiado à época”.

O “imponderável ocorrido em 1958”, além de nem tão “imponderável” por se tratar de área com milhares de artefatos explosivos, na verdade foram dois e não um. Na noite de 1º de agosto de 1958, o pânico tomou conta da cidade com a explosão do ‘Depósito de Material Bélico do Exército” ali situado e composto por 45 paióis. O “Correio da Manhã”, relevante jornal da época, descreve dois dias depois do ocorrido, citando “explosões sucessivas, seguidas de tremores de terra…e estrondos com efeito de verdadeiro terremoto”.

O pânico em bairros vizinhos resultou em diversos feridos. Diversos bairros vizinhos além de Deodoro, entre eles Marechal Hermes e Ricardo de Albuquerque foram evacuados, em episódio singular na história da cidade. A reportagem diz ainda que a explosão foi sentida até em bairros da zona sul, como Leblon e Jardim Botânico.

A dimensão da tragédia pode ser medida pela presença de autoridades no local depois das explosões. Do presidente da República, Juscelino Kubitschek, morador da ainda capital federal, a ministros e todo alto comando do exército. A reportagem cita dezenas de feridos mas não fala em mortes.

O então chefe do Estado-Maior, general João Urahy Magalhães, se pronunciou logo depois para dizer que não havia mais perigo de novas explosões. Não era bem assim. Dois meses depois, no dia 2 de outubro, a manchete do Correio da Manhã relatava a repetição da tragédia: “Nova catástrofe em Deodoro leva o pânico à população suburbana”.

Dessa vez o jornal fala em 4 mortes e pânico ainda maior, evacuação, caminhões do exército levando moradores da redondeza para o estádio do Maracanã. Campo de Santana e Central do Brasil também receberam milhares de moradores. Para completar o caos, o dia seguinte, 3 de outubro, era data de eleições gerais. O jornal estima que cerca de 100 mil eleitores ficaram sem votar. Naquelas eleições foram eleitos Carlos Lacerda para governador do Rio e Leonel Brizola no Rio Grande do Sul, entre outros nomes da vida nacional.

A construção do Autódromo de Deodoro e conseqüente mudança do GP de Fórmula 1 saindo de São Paulo para o Rio é questão da agenda encampada como compromisso de Jair Bolsonaro. Uma série de atos ao longo do ano tem marcado as cartas do jogo que se desenrola nos planos federal, estadual e municipal.

No último dia 8 de maio, em cerimônia no Aterro do Flamengo de comemoração do Dia da Vitória na 2ª Guerra Mundial, ladeado por militares, o presidente afirmou que “a Fórmula 1 do ano que vem será realizada no Rio”, mesmo sem um prego batido para a construção do autódromo.

Dia 20 de maio, doze dias depois do tal discurso que parecia descolado da pauta presidencial e perdido numa cerimônia de homenagem aos pracinhas, saiu o resultado do vencedor da concorrência para a construção do novo complexo.

Para surpresa geral, uma empresa absolutamente desconhecida arrebatou a concessão de 35 anos, no valor de R$ 697.400.000,00 (seiscentos e noventa e sete milhões e quatrocentos mil reais), para explorar o autódromo a ser construído por ela em Deodoro. O espanto se justifica: a vencedora Rio Motorpark Holding S.A. foi constituída pouco tempo antes, em 17 de janeiro deste ano. Exatos 11 dias antes da abertura da licitação, no dia 28 de janeiro de 2019, como mostrou reportagem do G1, de Felipe Grandin e Gabriel Barreira.

Tendo como acionista JR Pereira. Um sócio misterioso com histórico de representar empresas em negócios de milhões nas Forças Armadas brasileiras, como está na reportagem da Agência Sportlight em 25/7.

No último dia 29/11, o “Blog do Berta, de Ruben Berta, mostrou que o Rio Motorpark Holding recebeu isenção fiscal da prefeitura mesmo com a construção ainda sendo uma incógnita.

Em cima dessa renúncia fiscal, que chega a R$ 302 milhões nos dois primeiros anos, a empresa de JR Pereira fez lance de R$ 270 milhões pelos direitos da prova, muito acima das possibilidades de São Paulo no leilão, reportagem de Julianne Cerasoli e Demétrio Vecchioli no UOL na última segunda-feira.

Encampado por Jair Bolsonaro como projeto prioritário em sua agenda e pelos militares, o Rio parece avançar no leilão para realização do Grande Prêmio de Fórmula 1.

Será preciso saber se Lewis Hamilton e companhia, o famoso circo da Fórmula 1, com seus pilotos superstars e equipes poderosas estarão dispostas a se instalar por uma semana em meio aos fantasmas de 1958. E sobre áreas em que o exército já garantiu risco zero de explosões por uma vez e dois meses depois foi pelos ares. Muito mais do que isso: sobre áreas que “não foram objeto de varredura” até aqui.

Outro lado

A reportagem enviou no dia 4 de dezembro para o Comando do Exército (CEX), através da assessoria de imprensa da instituição, questão sobre o terreno onde existiu a “Área de Instrução de Camboatá” e a garantia de risco zero para a existência de minas terrestres, granadas ou qualquer tipo de explosivo. Não houve resposta por parte do CEX.

Via Agência Sportlight

Ao final da temporada de 2019 da Fórmula 1, Sebastian Vettel fez uma autocrítica. Depois de chegar em quinto lugar no GP de Abu Dabi, neste domingo, o piloto alemão reconheceu que tanto ele como a Ferrari não têm muito do que se orgulhar.

"Não foi o ano que esperávamos ter", admitiu Vettel. "Acho que os motivos são claros, as lições são claras e cabe a nós aceitá-las. Precisamos ser mais fortes como time e eu, como indivíduo, posso fazer melhor. Então não foi um grande ano para mim", completou.

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Vettel teve mais baixos do que altos nesta temporada. O tetracampeão mundial venceu apenas uma corrida no ano e encerrou 2019 na quinta colocação do Mundial de Pilotos, com 240 pontos. Já a equipe foi vice-campeã mundial de construtores.

Alguns erros individuais e também da Ferrari impediram que ele tivesse resultados melhores. No GP da Itália, por exemplo, rodou em disputa com Lewis Hamilton. Em Interlagos, no GP do Brasil, tocou em seu companheiro Charlec Leclerc e os dois tiveram de abandonar.

Leclerc, por outro lado, se mostrou satisfeito com o seu desempenho em sua temporada de estreia na Ferrari. De fato, o piloto monegasco de 22 anos tem mais a comemorar do que o alemão, já que venceu duas corridas no ano e terminou em quarto na classificação geral do campeonato, com 264 pontos.

"Estou muito contente com o que fiz neste ano. Foi a realização de um sonho que tinha desde criança. Aprendi muito nesta temporada com o Seb", disse Leclerc. Ele chegou em terceiro no GP de Abu Dabi, no circuito de Yas Marina.

Lewis Hamilton não ficou satisfeito em "apenas" conquistar o hexacampeonato da Fórmula 1. O britânico da Mercedes fechou a temporada de 2019 com autoridade ao ganhar de ponta a ponta o GP de Abu Dabi neste domingo e obter marcas expressivas.

Hamilton chegou à 11ª vitória no ano, igualando o seu desempenho em 2018, e quebrou o recorde de pontuação em uma só temporada ao alcançar 413. Além disso, se posicionou na mesma prateleira de duas lendas da Fórmula 1 em dois quesitos.

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O britânico, ao vencer a corrida de ponta a ponta, conquistou seu 19º triunfo na carreira liderando todas as voltas, igualando o feito de Ayrton Senna. Ao pontuar em todas as provas no ano, o hexacampeão repetiu a façanha do alemão Michael Schumacher em 2002.

"Estávamos vendo se poderíamos ultrapassar os limites. Esta é a maneira perfeita de terminar a temporada, com o pé direito. Foi um ano perfeito. Sou grato pela minha equipe, que continuou se esforçando o ano todo e nunca perdeu de vista o objetivo. Todos nós tínhamos uma meta em comum: a busca pela perfeição", pontuou Hamilton.

Apesar de pulverizar alguns recordes e se igualar a lendas do automobilismo mundial, Hamilton ainda tem o que perseguir. Ele busca, agora, superar Schumacher, o maior vencedor da Fórmula 1, no número de triunfos e títulos. O britânico tem 84 vitórias e está a sete do alemão. Quanto às taças, ele soma seis e for campeão na próxima temporada, terá o mesmo número de conquistas do ex-piloto da Ferrari.

"Sinto que estou no meu melhor do ano agora, como se tivesse que continuar e agora temos que parar? De qualquer forma, paramos com o pé direito e espero começar com o pé direito novamente no próximo ano", projetou o hexacampeão. O britânico sempre faz questão de agradecer ao trabalho dos funcionários da Mercedes e classificou seu carro como uma "obra de arte".

O hexacampeão Lewis Hamilton encerrou um jejum de nove corridas sem largar do primeiro posto ao conquistar neste sábado (30) a pole para o GP de Abu Dabi, nos Emirados Árabes Unidos, a última das 21 etapas da temporada de 2019 da Fórmula 1.

O inglês da Mercedes brilhou na reta final da sessão classificatória neste sábado, momento em que marcou 1m34s779, cravando a sua melhor volta e batendo o recorde da pista. Apesar da soberania posta neste ano, Hamilton não largava na posição de honra do grid desde o GP da Alemanha, no final de julho. Foi a sua quinta pole em Abu Dabi e a 88ª da carreira na Fórmula 1.

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"Foi muito tempo tentando voltar para a pole. Trabalhamos muito forte e vários pilotos estavam indo bem nos sábados, mas nunca paramos, nunca desistimos e sempre estamos buscando aqueles décimos", afirmou Hamilton.

Companheiro de Hamilton, o finlandês Valtteri Bottas fez o segundo tempo mais rápido do treino, mas terá de largar na última posição do grid devido a uma punição por troca de motor. Com isso, o holandês Max Verstappen vai largar do segundo lugar.

A segunda fila será composta pela Ferrari, com o monegasco Charles Leclerc em terceiro e o alemão Sebastian Vettel em quarto. O resultado dos dois poderia ter sido melhor, uma vez que a escuderia italiana errou na estratégia e mandou os pilotos muito tarde na última tentativa no Q3, tanto que Leclerc não teve tempo de para fazer a tentativa final de volta rápida.

A terceira fila no circuito de Yas Marina terá o tailandês Alexander Albon, da Red Bull, e o inglês Lando Norris, da McLaren. A Renault colocou o australiano Daniel Ricciardo no sétimo lugar e o alemão Nico Hülkenberg no nono posto. Entre eles está o espanhol Carlos Sainz Jr., da McLaren. O mexicano Sergio Pérez, da Racing Point, fecha o Top 10.

A largada para o GP de Abu Dabi, a última das 21 corrida da temporada da Fórmula 1, está agendada para 10h10 deste domingo.

Confira o grid de largada do GP de Abu Dabi:

1.º - Lewis Hamilton (ING/Mercedes) - 1min34s779

2.º - Max Verstappen (HOL/Red Bull) - 1min13s139

3.º - Charles Leclerc (MON/Ferrari) - 1min35s219

4.º - Sebastian Vettel (ALE/Ferrari) - 1min35s339

5.º - Alexander Albon (TAI/Red Bull) - 1min35s682

6.º - Lando Norris (ING/McLaren) - 1min36s436

7.º - Daniel Ricciardo (AUS/Renault) - 1min36s456

8.º - Carlos Sainz Jr. (ESP/McLaren) - 1min36s459

9.º - Nico Hülkenberg (ALE/Renault) - 1min36s710

10.º - Sergio Pérez (MEX/Racing Point) - 1min37s055

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11.º - Pierre Gasly (FRA/Toro Rosso) - 1min37s089

12.º - Lance Stroll (CAN/Racing Point) - 1min37s103

13.º - Daniil Kvyat (RUS/Toro Rosso) - 1min37s141

14.º - Kevin Magnussen (DIN/Haas) - 1min37s254

15.º - Romain Grosjean (FRA/Haas) - 1min38s051

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16.º - Antonio Giovinazzi (ITA/Alfa Romeo) - 1min38s114

17.º - Kimi Raikkonen (FIN/Alfa Romeo) - 1min38s383

18.º - George Russell (ING/Williams) - 1min38s717

19.º - Robert Kubica (POL/Williams) - 1min39s236

20.º - Valtteri Bottas (FIN/Mercedes - 1min34s973*

* punido com o último lugar do grid devido a uma troca de motor.

O finlandês Valtteri Bottas começou muito bem as atividades de pista do GP de Abu Dabi, nos Emirados Árabes Unidos, a 21ª e última etapa da temporada de 2019 da Fórmula 1. O piloto da Mercedes foi o mais rápido na primeira sessão de treinos livres no circuito de Yas Marina. Com o tempo de 1min36s967, ficou na frente do holandês Max Verstappen, da Red Bull, que cravou 1min37s492 na melhor de suas 22 voltas.

Apesar de ter sido o melhor neste primeiro treino livre, Bottas sabe que a sua classificação para a corrida de domingo está prejudicada pela troca de motor. No último GP, no Brasil, o finlandês teve de abandonar por conta do estouro de sua unidade de potência e agora, em Abu Dabi, terá de largar da 20.ª e última colocação.

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Com pouco mais de 50 minutos restantes, o inglês Lewis Hamilton chegou a superar a marca do companheiro de equipe, fazendo 1min37s591. Logo após assumir a liderança, o hexacampeão mundial teve um problema no motor e recolheu a sua Mercedes aos boxes, voltando à pista apenas no final do treino, mas já na terceira posição. Ele ainda a sessão para desfilar com o número 1 em seu carro, substituindo o 44 temporariamente.

Atrás de Hamilton ficaram o tailandês Alexander Albon, da Red Bull, com 1min38s084, o alemão Sebastian Vettel, da Ferrari, com 1min38s906, e o francês Romain Grosjean, da Hass, com 1min39s146. O Top 10 foi completado pelo monegasco Charles Leclerc (Ferrari), pelo dinamarquês Kevin Magnussen (Haas), pelo italiano Antonio Giovinazzi (Alfa Romeo) e pelo alemão Nico Hulkenberg (Renault).

Quando faltavam dois minutos para o final do treino livre, Vettel perdeu o controle do carro e colidiu contra a barreira de proteção, causando a bandeira vermelha que encerrou a atividade da manhã desta sexta-feira em Abu Dabi, no momento em que os pilotos das equipes de ponta se preparavam para fazer as últimas voltas rápidas.

O segundo treino livre será disputado a partir das 10 horas (de Brasília) desta sexta-feira. No sábado, a terceira e última sessão de preparação para a definição do grid começará às 7 horas. O treino oficial de classificação será às 10 horas. A largada do GP da Rússia está agendada para as 10h10 de domingo.

O Campeonato Norte e Nordeste de Marcas e Pilotos chega no próximo domingo (24) ao Autódromo Ayrton Senna de Caruaru. Nesta edição serão realizadas a 5ª e 6ª etapas do Pernambucano de Automobilismo, válidas para o Nordestão. Os ingressos custam R$ 20 por pessoa.

Estarão presentes 50 pilotos de todo o Nordeste que irão disputar em quatro categorias: Marcas & Pilotos, Clássicos de Competição, Super Turismo e Palio Cup. Os treinos livres serão realizados já no sábado (23) com acesso livre e aberto ao público ao custo de R$ 20. Crianças de até 12 anos e idosos acima de 65 não pagam. Os ingressos estarão à venda no portão da entrada principal do autódromo que dá acesso aos boxes. O estacionamento interno do autódromo é gratuito.

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O autódromo Ayrton Senna recebeu melhorias na estrutura para receber o público neste final de semana. Foram feitos recapeamento de pista, novos banheiros masculino e feminino, um novo ambulatório, além de melhorias como pinturas e capinação no local.

Além das corridas, o equipamento vai oferecer uma praça de alimentação com food trucks. Será permitido no domingo o acesso ao paddock e boxes, onde o público poderá tirar fotos dos carros e dos pilotos. O evento está sendo promovido pela Garagem 83 - que transmite ao vivo a corrida pelo Youtube - e conta com apoio da Prefeitura de Caruaru, através da Fundação de Cultura e Turismo de Caruaru (FCTC).

Com informações de assessoria

Um ano depois, Max Verstappen enfim subiu no lugar mais alto do pódio em São Paulo. Se no ano passado o holandês perdeu a vitória após sofrer um toque de Esteban Ocon, neste domingo o piloto da Red Bull brilhou no autódromo de Interlagos e venceu o GP do Brasil de Fórmula 1. O também jovem Pierre Gasly, da Toro Rosso, e o inglês Lewis Hamilton, hexacampeão antecipado, completaram o pódio após disputa eletrizante até os metros finais do traçado.

Para faturar a sua oitava vitória na F-1 e a primeira no Brasil, Verstappen fez grande exibição do início ao fim, após largar na pole position. E contou com seguidos erros de estratégia da Mercedes, que estava sem seu chefe, Toto Wolff, em Interlagos.

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Como de costume, o GP do Brasil foi uma "corrida maluca", com duas entradas de safety car e batidas inesperadas. A maior delas foi entre os carros da Ferrari nas voltas finais. O alemão Sebastian Vettel e o monegasco Charles Leclerc se chocaram e saíram da prova juntos, quando brigaram pela última posição do pódio.

Na volta final, Hamilton se envolveu em batida com o tailandês Alexander Albon, o que abriu espaço para Gasly faturar o seu primeiro pódio na Fórmula 1, após ser rebaixado neste ano, saindo da Red Bull para defender a Toro Rosso. Em quarto lugar, chegou o espanhol Carlos Sainz Jr., da McLaren, que havia largado da última posição.

A CORRIDA - Com uma largada tranquila e sem imprevistos, o GP do Brasil começou com o brilho de Hamilton. O inglês fez grande ultrapassagem sobre Vettel ao passar por fora na entrada do "S do Senna". O pole position Verstappen sustentou ponta sem sustos.

No pelotão intermediário, Leclerc passou a ganhar posições rapidamente. Depois de largar em 14.º, o monegasco já ocupava o nono posto na quarta volta. No 10.º giro era o sexto, acumulando oito ultrapassagens seguidas. Ele tinha estratégia diferente da de Vettel por apostar em uma primeira perna mais longa, antes da primeira parada nos boxes.

No mesmo grupo, Daniel Ricciardo acertou Kevin Magnussen ao fazer ultrapassagem na oitava volta. O dinamarquês perdeu diversas posições, enquanto que o australiano precisou trocar o bico do carro, caindo para o último lugar. Para piorar, Ricciardo foi punido com cinco segundos de parada em seu pit stop.

A primeira rodada de paradas nos boxes teve início na 21.ª volta. Hamilton foi o primeiro e manteve os pneus macios, com a mesma estratégia de duas paradas de Verstappen, que fez o mesmo. O holandês, contudo, sofreu mais em seu pit stop. Quando saía dos boxes, quase foi atingido por Robert Kubica, da Williams - o polonês acabou sendo punido com cinco segundos nos boxes.

Entre estas paradas, Verstappen passou Hamilton, que o havia superado nas trocas de pneus. Em seguida, Vettel, Bottas e Leclerc também foram para os boxes. O monegasco colocou pneus duros no 30.º giro, com tática de fazer apenas uma parada em toda a corrida.

Ao fim desta série de pit stops, o holandês seguia na ponta, à frente de Hamilton, Vettel, Bottas, Albon e Leclerc. Os dois primeiros planejavam mais uma parada, enquanto que os demais tinham estratégia de continuar na pista até a bandeirada final. Verstappen, portanto, tentava abrir boa vantagem sobre os rivais para conseguir se manter na liderança mesmo após a segunda parada.

Porém, não teve sucesso. Ele e Hamilton foram para os boxes novamente na 45.ª e na 44.ª, respectivamente. Ambos retornaram com pneus médios para a pista. Verstappen voltou logo à frente do rival inglês. Mas os dois ficaram atrás de Vettel, também com médios, compostos de maior durabilidade que os macios.

Quase ao mesmo tempo, Bottas precisou fazer seu segundo pit stop, mudando de estratégia, após erro da Mercedes. Voltou somente em sexto e iniciou boa disputa com Leclerc. Assim como Bottas, Vettel também precisou mudar sua tática, para duas paradas. Isso aconteceu no 50.º giro. O alemão voltou em quarto lugar. Mas logo assumiu o terceiro posto, em razão de parada de Albon.

Se a corrida parecia com resultado encaminhado, tudo ficou indefinido quando Bottas teve problemas em seu motor e abandonou na 52.ª volta. Acabou causando a entrada do safey car na pista, o que beneficiou diretamente Vettel, com pneus mais novos e agora sem a desvantagem de 20 segundos para os líderes.

Verstappen, por sua vez, entrou rapidamente nos boxes para poder contar também com pneus menos desgastados. Hamilton recebeu quase ao mesmo tempo a orientação por rádio para fazer o mesmo. Porém, não entrou. O inglês liderava, com pneus médios, seguido de Verstappen e Vettel, ambos com macios (mais velozes). Leclerc, também com compostos novos, estava em quinto.

A relargada, em razão da saída do safety car, aconteceu na 59.ª volta. Sem perder tempo, Verstappen tratou de passar Hamilton logo na primeira curva, no "S do Senna". Já Vettel foi superado por Albon.

Mas uma nova reviravolta bagunçou novamente as primeiras posições. Na 66.ª volta, Leclerc passou Vettel, que tentou dar o troco. As duas Ferraris se tocaram, tiveram pneus estourados e ambos acabaram abandonando a prova. Em fúria, os dois pilotos trocaram xingamentos via rádio.

O choque forçou a entrada novamente no safety car. Hamilton correu para os boxes para nova troca de pneus e retornou em quarto. Na relargada, Verstappen manteve a ponta e Hamilton tocou em Albon, que acabou cruzando a linha de chegada em penúltimo. O inglês perdeu o segundo lugar para Pierre Gasly e fez disputa apertada com o francês até os metros finais do traçado, terminando em terceiro.

A temporada de 2019 da Fórmula 1 será encerrada na próxima etapa, em Abu Dabi, no dia 1.º de dezembro, nos Emirados Árabes Unidos.

Confira a classificação do GP do Brasil de Fórmula 1:

1.º - Max Verstappen (HOL/Red Bull) - 1h33min014s678, após 71 voltas

2.º - Pierre Gasly (FRA/Toro Rosso) - a 6s077

3.º - Lewis Hamilton (ING/Mercedes) - a 6s139

4.º - Carlos Sainz Jr. (ESP/McLaren) - a 8s896

5.º - Kimi Raikkonen (FIN/Alfa Romeo) - a 9s452

6.º - Antonio Giovinazzi (ITA/Alfa Romeo) - a 10s201

7.º - Daniel Ricciardo (AUS/Renault) - a 10s541

8.º - Lando Norris (ING/McLaren) - a 11s204

9.º - Sergio Perez (MEX/Racing Point) - a 11s529

10.º - Daniil Kvyat (RUS/Toro Rosso) - a 11s931

11.º - Kevin Magnussen (DIN/Haas) - a 12s732

12.º - George Russell (GBR/Williams) - a 13s059

13.º - Romain Grosjean (FRA/Haas) - a 13s599

14.º - Alexander Albon (TAI/Red Bull) - a 14s247

15.º - Nico Hulkenberg (ALE/Renault) - a 14s927

16.º - Robert Kubica (POL/Williams) - a 1 volta

Não completaram a prova:

Sebastian Vettel (ALE/Ferrari)

Charles Leclerc (MON/Ferrari)

Lance Stroll (CAN/Racing Point)

Valtteri Bottas (FIN/Mercedes)

O circuito atual de Interlagos completa 30 edições na Fórmula 1, mas o velho traçado de 7.823 metros no qual oito corridas da principal categoria do automobilismo foram disputadas (1973 a 1980) não sai da memória e do coração de pilotos, fãs e jornalistas. O circuito atual tem 4.309 metros.

Várias foram as mudanças feitas na pista, com destaque para o "S" do Senna, que na proposta do próprio piloto, em 1989, deveria ser feito de forma a tornar o traçado mais veloz. Mas as curvas 1 e 2 da pista antiga, além da série de curvas, ainda são lembradas com saudade.

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"Era um circuito sensacional, monumental. Dá dor no coração lembrar que a pista foi cortada e não existe mais", afirmou Ricardo Divila, engenheiro da Copersucar, equipe de Emerson e Wilson Fittipaldi Junior, por telefone. Ele mora na Inglaterra. "Interlagos antigo tinha curvas de alta velocidade, curvas de baixa, cotovelo, ‘S’, subidas, descidas... As equipes vinham um mês antes da corrida para fazer testes que serviriam de base para o ano todo", lembrou. "Todo mundo sabia que o que dava certo em Interlagos, serviria para as demais pistas."

"Era muito prazeroso e desafiador", disse Chico Serra, de 62 anos, que não chegou a pilotar um Fórmula 1 em Interlagos, mas o fez com grande sucesso na Stock Car, categoria da qual foi tricampeão (1999, 2000 e 2001) e que é a principal competição do automobilismo brasileiro. "As duas primeiras curvas eram feitas com total aceleração."

Alguns trechos do velho Interlagos ainda existem até hoje. A maior parte serve como pista de apoio para a circulação de veículos de serviço ou área de escape. Uma das áreas perdidas na grande reforma no autódromo foi a antiga reta oposta, a maior do circuito, com 1 quilômetro de extensão.

FÓRMULA 1 "RAIZ" - Junto com o velho formato da pista, ficaram no passado memórias de uma época mais romântica e simples do automobilismo. O mecânico e empresário Claudio Carignato foi ver Emerson Fittipaldi e companhia em ação de 1973 a 1979 e transpira emoção ao falar dos velhos tempos.

"Acampávamos na subida dos boxes na quarta-feira à noite. Armávamos um andaime de madeira, que a gente levava na pick up e assistia a tudo do alto", afirmou o fã de automobilismo, hoje com 65 anos. "Um ex-mecânico, amigo meu, roubou uma sacola com o macacão do Gilles Villeneuve (piloto canadense da Ferrari), vendeu e entrou na corrida de graça."

Esta proximidade com os carros também é relembrada pelo jornalista Castilho de Andrade, há 50 anos no automobilismo. "O James Hunt (campeão em 1976) tinha um fã-clube. Quando ele soube disso, pegou um carro de apoio da equipe (McLaren) e foi até o grupo para conversar com as pessoas."

Castilho, diretor de mídia do GP do Brasil, também lembra de um fato curioso, ocorrido com Emerson. "Em 1976, no primeiro ano dele na Copersucar, após algumas voltas no treino, ele voltou para os boxes e assinalou que tinha problemas no carro. Um torcedor, querendo ajudar, pegou o macaco e levantou o carro. O Emerson ficou furioso", relembrou.

Em pleno 2019, o piloto mais festejado pela torcida no autódromo de Interlagos durante o GP do Brasil não será Lewis Hamilton ou Sebastian Vettel. É Ayrton Senna quem vai ganhar uma homenagem antes da corrida. A cerimônia reforça o quanto o nome do tricampeão mundial continua forte 25 anos depois de sua morte, capaz de cativar idolatria, gerar elevadas receitas em vendas de produtos e virar até tema de um seriado em 2021.

Pelas estimativas de Bianca Senna, sobrinha de Ayrton, a marca Senna já rendeu cerca US$ 2 bilhões (R$ 8,3 bilhões) até hoje. "Eu ligo menos para isso. Eu me importo mais com o que a marca provoca nas pessoas", disse Bianca ao Estado.

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Ela é diretora de branding do Instituto Ayrton Senna, responsável por gerir a área de negócios e planejar ações de marketing, como campanhas, lançamentos de produtos e estratégias para preservar a imagem do piloto. Segundo relatório financeiro do instituto, em 2018 os royalties sobre marcas e direitos de imagem renderam R$ 20,5 milhões à entidade.

O Brasil nunca deixou de reverenciar a carreira de Senna. Pesquisa realizada neste ano pelo Ibope Repucom para medir o nível de popularidade de personalidades brasileiras apontou que o tricampeão teve um grau de reconhecimento alto por parte dos entrevistados. Somente 4% das pessoas não sabiam reconhecer o rosto do ídolo.

O GP do Brasil terá outro exemplo dessa forte relação entre Senna e o público brasileiro. O sobrinho do piloto, Bruno Senna, vai guiar a McLaren de 1988, ano do primeiro título do tricampeão. A ação foi planejada pela patrocinadora da prova e pelo Instituto Ayrton Senna pelos 25 anos da morte do ídolo.

"Nós, da família, sempre nos esforçamos para fazer o Ayrton ser lembrado. Mas nenhum trabalho se compara ao que é feito dentro de casa por vários pais e avós, que contam aos mais novos o que meu tio fez na pista", afirmou Bruno.

Quem cuida do legado de Senna são os familiares, que tomam conta do instituto. A presidente é a irmã do tricampeão, Viviane Senna, cuja atuação principal é nos projetos educacionais.

A mãe do piloto, Neide Senna, também participa ativamente do dia a dia da entidade. É ela quem faz a curadoria de quais peças, como macacões, luvas e capacetes, devem sair para exposições e escolhe fotos e vídeos para divulgação. O zelo familiar filtra também muitos convites. Mas há uma novidade a caminho.

Após um longo planejamento, a vida do piloto brasileiro será retratada em filme. "A gente vai lançar em 2021. Não posso falar ainda com quem, mas já estamos em processo de roteirização para uma série. Vamos passar outro lado do Ayrton, não só a parte da Fórmula 1", antecipa Bianca.

Para o especialista em marketing esportivo Fábio Wollf, sócio-diretor da Wolff Sports, a marca Senna continua forte pela empatia criada entre o piloto e o público durante a Fórmula 1. "Patriotismo, garra e superação. Esses são alguns dos fatores que fazem do Senna, mesmo tendo falecido há 25 anos, um ídolo. Poucos ídolos têm a mesma força. A imagem do Senna vem sendo muito bem trabalhada", avalia.

ESTRATÉGIA - Algumas das ações mais recentes para perpetuar o nome de Senna foram um musical, o lançamento de uma camisa do Corinthians, time para o qual o piloto torcia, e eventos em São Paulo alusivos aos 25 anos de sua morte. Todas as atividades só foram realizadas depois de um planejamento sobre qual seria o impacto.

"Se o evento não gerar a emoção de que vai trazer de volta a sensação de quando o Ayrton corria, não é o evento certo", diz Bianca. A escolha das empresas parceiras nessas atividades também não é fácil. "A gente não trabalha com coisas que não têm qualidade. Sempre procuramos associar marcas que não precisam da gente para gerar negócio."

Quem atua de perto na criação de produtos licenciados é o diretor da marca Senna, Alejandro Pinedo. Itens como relógios e carros sofisticados são feitos em parcerias com grandes empresas desses segmentos. Além do Brasil, países como Japão e Inglaterra estão entre os maiores consumidores.

O mais recente produto foi uma edição limitada de relógios. As somente 65 peças foram vendidas rapidamente. Cada uma custava cerca de R$ 130 mil. Neste ano, a linha de carros esportivos McLaren Senna foi outro sucesso. Os 500 automóveis de R$ 5 milhões cada se esgotaram antes do lançamento. Um dos compradores foi Cristiano Ronaldo.

"Buscamos associar os produtos a atributos como alta performance, determinação, ousadia e superar os próprios limites. O nome Senna é sinônimo de alta qualidade. O nosso público gosta de sofisticação", afirmou Pinedo.

(COLABOROU ANDREZA GALDEANO)

O ex-piloto de Stock Car Tuka Rocha segue internado no Hospital Geral do Estado (HGE), em Salvador, em estado grave. Ele é um dos nove sobreviventes do acidente aéreo que sofreu em Maraú, no sul da Bahia, que ocorreu na tarde da última quinta-feira. Está confirmada apenas a morte da jornalista Marcela Brandão Elias, de 37 anos.

No final da manhã deste sábado, a morte de Tuka Rocha chegou a ser noticiada ao vivo pelo comentarista Luciano Burti, durante a transmissão dos treinos livres para o GP do Brasil de Fórmula 1 no canal SporTV, além de ter sido divulgada por sites especializados de Stock Car e pela Agência Estado. No entanto, a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia negou a informação e confirmou que ele segue vivo.

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Mais tarde, a notícia também foi desmentida pelo narrador da SporTV, Sergio Mauricio, que pediu desculpas pela informação divulgada.

Tuka Rocha tem complicações pulmonares e sofreu queimaduras em 80% do corpo. O piloto de 36 anos foi submetido a duas cirurgias no HGE e seu quadro é muito delicado especialmente em razão dos problemas no pulmão.

Em 2011, o ex-piloto da Stock Car tinha escapado ileso de um grave acidente. Na ocasião, o carro que pilotava pegou fogo durante uma competição no Rio de Janeiro, mas ele conseguiu pular do veículo e não teve ferimentos graves.

Tuka Rocha correu na Stock Car, principal categoria do automobilismo em que competiu, entre 2011 e 2018. O piloto deixou a categoria em julho do ano passado depois de perder o patrocinador. Sua última equipe foi a Vogel.

O Segundo Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa II), da Aeronáutica, chegou na sexta-feira a Barra Grande, distrito que pertence a Maraú, e investigam o motivo do acidente.

O avião, um Cessna C550 fabricado em 1981, pertence ao empresário José João Abdalla Filho e está em situação regular na Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). O acidente ocorreu na pista de pouso de um resort de luxo desativado.

As mudanças que devem trazer novidades na Fórmula 1 a partir de 2021 foram aprovadas pelos pilotos no autódromo de Interlagos, que recebe o GP do Brasil em São Paulo, neste final de semana. A aposta dos atletas é de que as novas regras deixem o campeonato mais equilibrado no futuro e também mais barato, o que deve permitir a entrada de novas equipes na categoria.

"Acho que será bom ter uma menor diferença entre o orçamento das equipes. Claro que continuará havendo diferenças, mas será menor do que no passado. Se os carros se comportarem como diz as novas regras, a disputa será mais próxima entre os carros, mais difícil. Acho que são bons passos na direção correta e realmente acho que vai encorajar que novos times a entrarem na F-1. Sempre acho que quanto mais carros tivermos no grid, mais divertida será a corrida", disse Valtteri Bottas.

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O finlandês defende as cores da Mercedes, equipe que dominou os últimos campeonatos e é alvo de críticas por isso. O time alemão venceu todos os Mundiais de Pilotos e de Construtores desde 2014, com o inglês Lewis Hamilton por cinco vezes e também com o alemão Nico Rosberg, em 2016 - ele deixou a categoria ao final do mesmo ano.

A possibilidade de ter mais carros no grid a partir de 2021 também animou o australiano Daniel Ricciardo. "Isso me lembra a Fórmula 3 Europeia em 2008, quando tínhamos 48 carros em Spa. O grid tinha 42 porque nem todos se classificaram. Ter um grid tão grande e cheio de carros e pilotos foi muito empolgante. Se estas mudanças encorajarem mais carros, mais times entrarão no grid. E isso dará oportunidade para novos pilotos e a competição se tornará espetacular. Acho isso muito legal", afirmou o piloto da Renault.

O francês Romain Grosjean também aprovou as novidades, que pretendem deixar os carros com aparência mais agressiva e chamativa. "Será o primeiro passo, talvez depois seja necessário alguns ajustes finos. Se pudermos ter mais gente envolvida na F-1, mais times, será melhor. Também será bom por atrair mais jovens pilotos, para termos mais competição e não ver sempre o mesmo vencer".

Para o mexicano Sergio Pérez, as alterações devem diminuir o domínio de equipes como Mercedes e Ferrari. "Geralmente, quanto tem mudanças deste tipo, muda o equilíbrio de forças entre as equipes. E isso será positivo para o esporte. Acho que a disputa será mais apertada. Estou muito ansioso por isso. Estou sentindo falta daquela sensação de não saber quem vencerá", declarou o piloto da Racing Point.

Já o experiente polonês Robert Kubica, da Williams, disse ter dúvidas em relação a este reequilíbrio de forças. "Não podemos esquecer do talento das pessoas, que é o que faz a diferença, e não apenas o dinheiro dos times. Espero que as mudanças deixem as equipes mais próximas, mas tenho algumas dúvidas sobre isso. Sempre há equipes que dominam em alguns períodos na F-1, F-2 e F-3. Vamos ter que esperar para ver", disse o piloto, que deixará a Fórmula 1 ao final da atual temporada.

O piloto Lewis Hamilton, hexacampeão mundial de Fórmula 1, chegou ao Brasil para o Grande Prêmio de Interlagos. Nesta quarta-feira (13), o piloto participou de um evento em São Paulo e aproveitou para defender a permanência de Interlagos como parte do circuito mundial.

A discussão se deu por conta da tentativa do presidente Jair Bolsonaro de construir um novo circuito e levar a prova para o Rio de Janeiro. O contrato da Fórmula 1 se encerra em 2020.

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"Não sou grande fã de mudança, mas sei que o Rio de Janeiro é uma cidade fantástica. Estive lá uma vez e foi fantástico. Não sei qual autódromo que eles têm lá", disse Hamilton, sem saber que já existe um projeto para o autódromo de Deodoro, no Rio de janeiro.

Depois de tomar conhecimento do projeto ele manteve sua linha de pensamento. "Temos um circuito histórico, então não precisa cortar mais árvores. Esse dinheiro pode ser investido em outras coisas, já que temos muita pobreza no Brasil", declarou.

O piloto ainda afirmou que existem poucos engenheiros brasileiros na sua equipe e que se o dinheiro fosse dele investiria na educação que ele considerou ‘fundamental’.

Hamilton também fez referência a Ayrton Senna para defender Interlagos. “Lembro do Senna e dos videogames ao dirigir nesta pista, espero que continue assim. Sempre temos que garantir a manutenção dos clássicos, e essa é uma das clássicas", pontuou.

“Se for derrubar uma árvore, sou contra. Vocês têm uma floresta fantástica e são importantes para o controle climático. Temos que nos concentrar nisso. Eu adoro o Rio de Janeiro, quero passar mais tempo lá, mas não quero correr em uma pista que arruinou uma área natural. Para o nosso futuro, a coisa fica cada vez pior. O controle climático está pior", completou.

A Fórmula 1 anunciou nesta terça-feira um plano de longo prazo para se tornar sustentável. A primeira meta da categoria, conhecida por ser uma das mais poluentes do mundo, é tornar o evento totalmente sustentável do ponto de vista do meio ambiente até 2025. E a segunda é neutralizar todas as emissões de carbono relacionadas ao campeonato até 2030.

"Esta iniciativa vai envolver todos os carros da Fórmula 1, todas as atividades na pista e as demais operações da categoria como esporte", anunciou a direção da categoria. "O plano ficou pronto após 12 meses de intenso trabalho com a FIA [Federação Internacional de Automobilismo], especialistas em sustentabilidade, times da F-1, promotores e parceiros, resultando num plano ambicioso, porém executável."

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Com a decisão, a F-1 espera se manter na vanguarda da tecnologia, uma das marcas de sua história, influenciando os carros comuns, das cidades. "Estar na vanguarda da inovação automotiva dá à F-1 uma plataforma global para acelerar o progresso e desenvolver tecnologias para reduzir e eliminar as emissões de carbono dos atuais motores de combustão interna."

Para tanto, a F-1 argumenta que a mudança para os motores híbridos, em 2014, foi o primeiro passo na categoria. Os híbridos contam com sistema elétrico, que aumenta a potência dos carros sem elevar o consumo de combustível. "Com mais de 1 bilhão de veículos no mundo usando motores à combustão, este é o potencial para reduzir as emissões de carbono globalmente."

Ainda sem apresentar detalhes sobre o projeto, a direção da categoria promete eliminar plásticos, até dos assentos dos carros, utilizar sistemas de logística e viagens "ultra-eficientes" e escritórios, facilities e fábricas abastecidas com energia 100% renovável.

"Ao longo dos seus 70 anos de história, a F-1 foi pioneira em numerosas tecnologias e inovações que deram contribuições positivas à sociedade e ajudaram a combater as emissões de carbono. Desde a aerodinâmica inovadora ao design dos freios, o progresso liderado pelas equipes da F-1 beneficiou centenas de milhões de carros de passeio. Poucas pessoas sabem que as unidades de potência híbrida da F-1 atual é a mais eficiente do mundo, já que oferece mais potência com menos combustível e, portanto, emite menos CO2, que qualquer outro carro", afirmou Chase Carey, atual chefão da Fórmula 1.

"Acreditamos que a F-1 pode seguir sendo uma líder para a indústria automotiva, trabalhando com o setor para oferecer o primeiro motor de combustão interna híbrido que reduza enormemente as emissões de carbono. Ao lançar a primeira estratégia de sustentabilidade da F-1, reconhecemos o papel fundamental que todas as organizações devem desempenhar para abordar este problema global", declarou o dirigente.

A Fórmula 1 desembarca no Brasil nesta semana com homenagens a Ayrton Senna, morto há 25 anos, em 1994. Entre os eventos que lembrarão o tricampeão mundial, no domingo (17), dia do GP do Brasil, Bruno Senna, sobrinho de Ayrton, vai pilotar em Interlagos o icônico modelo MP4/4 usado pela McLaren na temporada de 1988.

O carro é considerado por muitos especialistas como o melhor de todos os tempos. Com o McLaren MP4/4, Senna conquistou o seu primeiro título mundial. Naquele ano, a McLaren obteve 15 vitórias nos 16 GPs disputados (oito com Senna e sete com o francês Alain Prost). A escuderia também teve 15 pole positions e ganhou 199 pontos dos 240 em disputa.

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Senna e Prost ocuparam juntos a primeira fila do grid de largada em 12 das 16 provas. O ótimo desempenho do carro garantiu à McLaren o título do Mundial de Construtores e as duas primeiras posições no Mundial de Pilotos daquele ano de 1988.

Os fãs que chegarem mais cedo a Interlagos poderão ver Bruno Senna correr com o McLaren MP4/4 às 12h05, duas horas antes da largada do GP do Brasil de Fórmula 1.

Durante todo o fim de semana, o carro ficará exposto no Setor H do autódromo. O espaço terá exposição com capacete, macacões, troféus e outros itens do acervo do Instituto Ayrton Senna, além de réplica do kart usado pelo piloto em seu começo de carreira.

No último sábado, outros carros que marcaram a história de Senna foram apresentados ao público na região do Obelisco do Ibirapuera: a Toleman modelo TG184, utilizada na estreia do piloto na F-1, em 1984; e a Lotus modelo 97T, da primeira vitória do ídolo na categoria, no GP de Portugal, em 1985.

INGRESSOS - Apesar de os títulos de Construtores e Pilotos da temporada já estarem definidos, a expectativa é de bom público em Interlagos. Seis setores do autódromo estão com os ingressos esgotados: as arquibancadas A, R, M e B e duas áreas vip.

Ainda há entradas disponíveis para os setores Q e G. A venda ocorre no site www.gpbrasil.com.br, no Shopping Market Place e na bilheteria de Interlagos. Na sexta-feira serão realizados os treinos livres. No sábado ocorre a sessão de classificação para o grid. A corrida, domingo, começa às 14h10.

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