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O juiz Emílio Migliano Neto, da 7ª Vara de Fazenda Pública do Tribunal de Justiça de São Paulo, determinou nesta segunda-feira a suspensão do contrato de R$ 100 milhões feito pela Prefeitura de São Paulo com a nova empresa responsável para promover e organizar a etapa do Mundial de Fórmula 1 na capital paulista. Na decisão, obtida pelo Estadão, o juiz define a contratação como uma "verdadeira aberração" e critica a falta de transparência no processo.

O Estadão mostrou na semana passada que a empresa MC Brazil Motorsport Holding Ltda foi a escolhida para organizar o GP pelos próximos cinco anos. Como pagamento pelo serviço, a companhia vai receber cinco parcelas de R$ 20 milhões. A operação foi revelada pelo próprio Diário Oficial do município. Com isso, será a primeira vez que a Prefeitura vai bancar diretamente um valor para organizar a prova.

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Na decisão, o juiz alega que o processo de contratação da empresa apresenta duas falhas principais. A primeira é a falta de licitação para a escolha, o que no entender dele "violou os princípios constitucionais da moralidade, da publicidade e legalidade". O texto traz ainda que por se tratar de um investimento feito durante uma pandemia se trata de uma "aberração" que pode trazer prejuízos ao erário.

O segundo ponto mais criticado pelo juiz é a falta de transparência, já que os documentos referentes à contratação da empresa são confidenciais e indisponíveis para consulta pública. "Os princípios de publicidade e transparência estão sendo violados de forma explícita", escreveu Migliano Neto.

O juiz estabeleceu um prazo de cinco dias para a gestão do prefeito Bruno Covas apresentar todos os documentos do processo. Procurada, a Prefeitura enviou nota para o Estadão. "A Prefeitura de São Paulo não foi intimada, mas prestará todos os esclarecimentos assim que for oficialmente comunicada da decisão", disse. A decisão do juiz veio após uma ação movida pelo vereador Rubinho Nunes (Patriota).

A Fórmula 1 divulgou nesta terça-feira o calendário atualizado da temporada 2021 com algumas alterações em relação roteiro original. Em vez de a temporada começar na Austrália, em 21 de março, terá início uma semana depois com o GP do Bahrein. A prova na Oceania, por sua vez, será disputada somente em novembro por causa dos cuidados aplicados no país como medida de prevenção à pandemia da Covid-19.

Logo na segunda prova do calendário a categoria vai promover uma novidade. A etapa em Ímola, na Itália, foi mantida como destino da Fórmula 1 para 18 de abril. A tradicional pista havia ficado fora por 14 anos até retornar no ano passado, quando preencheu uma das etapas do calendário alternativo montado por causa da pandemia. Agora, está assegurado como um dos 23 Gps.

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Porém, o calendário ainda não mostra a definição de todas as provas. Há uma etapa em aberto para 2 de maio. A definição da sede só será realizada mais adiante. Outra possibilidade de mudança é o GP da China. Inicialmente previsto para 11 de abril, a etapa depende da autorização do governo chinês de flexibilizar as regras para entrada de estrangeiros. As regras se tornaram mais rigorosas por causa da pandemia.

As mudanças fizeram o GP brasileiro mudar de data. Rebatizado de GP de São Paulo, a prova em Interlagos será em 7 de novembro, uma semana antes do previsto. O reagendamento foi feito para poder realizar na sequência a prova na Austrália, em Melbourne. Será a primeira vez desde 1995 que o GP australiano será disputado em novembro e não no início do campeonato.

A Fórmula 1 vai manter o calendário de 23 etapas, o que vai transformar a temporada na mais longa da história. O intuito da categoria é monitorar a situação da covid-19 para permitir o ingresso de torcida e de convidados VIPs nos autódromos. "A pandemia global ainda não permitiu que a vida voltasse ao normal, mas mostramos em 2020 que podemos correr com segurança como o primeiro esporte internacional a retornar e nós temos a experiência e os planos para cumprir a nossa temporada", disse o chefe da categoria, Stefano Domenicali.

A temporada vai terminar somente dia 12 de dezembro, com o GP de Abu Dabi. A etapa anterior será no país que é a grande novidade do calendário, a Arábia Saudita. Curiosamente, uma etapa que seria realizada em 2020 mas que agora nem é mais comentada é o Vietnã. O circuito de rua construído na capital, Hanói, receberia uma etapa no último ano caso não fosse cancelado pela pandemia. Agora, sequer aparece como possível destino da categoria.

Calendário revisado da Fórmula 1 para 2021

28 de março - GP do Bahrein

18 de abril - GP de Ímola

2 de maio - A ser definido

9 de maio - GP da Espanha

23 de maio - GP de Mônaco

6 de junho - GP de Azerbaijão

13 de junho - GP do Canadá

27 de junho - GP da França

4 de julho - GP da Áustria

18 de julho - GP da Grã-Bretanha

1º de agosto - GP da Hungria

29 de agosto - GP da Bélgica

5 de setembro - GP da Holanda

12 de setembro - GP da Itália

26 de setembro - GP da Rússia

3 de outubro - GP de Singapura

10 de outubro - GP do Japão

24 de outubro - GP dos Estados Unidos

31 de outubro - GP do México

7 de novembro - GP de São Paulo

21 de novembro - GP da Austrália

5 de dezembro - GP da Arábia Saudita

12 de dezembro - GP de Abu Dabi

Um dia depois de completar 36 anos de idade, Lewis Hamilton elogiou Valtteri Bottas, seu companheiro na equipe Mercedes, sem evitar uma certa dose de vaidade. "Não é fácil ser meu companheiro de equipe, sabe?", disse o sete vezes campeão mundial de Fórmula 1 em entrevista ao site oficial da principal categoria do automobilismo.

Perguntado sobre a larga vantagem que teve sobre o finlandês ao final da temporada do ano passado (124 pontos), Hamilton preferiu destacar o trabalho feito por Bottas nos finais de semana das corridas.

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"É preciso dar a Valtteri o devido respeito, acho que é preciso lembrar contra quem ele está lutando. Ele chega todo fim de semana com a mesma mentalidade, ele nunca reclama. Se tem alguma coisa errada com o carro, é sempre 'tenho que fazer um trabalho melhor', e não conheço nenhum piloto que faz isso. Acho que isso é algo que temos em comum: chegamos no fim de semana com uma cabeça nova e acho que mentalmente ele é um dos pilotos mais fortes", disse Hamilton, que ainda não tem contrato assinado para a disputa da atual temporada.

Em 2020, Bottas obteve duas vitórias, 11 pódios e cinco poles, um desempenho inferior ao de 2019, mas Hamilton viu evolução no finlandês. "Acho que Valtteri está a cada ano mais forte. Se você olhar os resultados dos treinos, a diferença de resultado foi menor. Foi bastante desafiador fechar as classificações. Minha consistência fez a diferença, mas estivemos muito perto se for feita uma análise de todo o fim de semana."

A temporada 2021 da Fórmula está prevista para ter início em 21 de março, na Austrália, mas a prova corre o risco de adiamento por causa da pandemia. Este ano a FIA aprovou 23 corridas, com o GP de São Paulo, em Interlagos, programado para 14 de novembro. O último GP será em Abu Dabi, em 5 de dezembro.

A Stock Car terá mais um piloto que fez história na Fórmula 1 em seu grid de largada. Com 269 grandes prêmios na carreira, Felipe Massa foi apresentado nesta quinta-feira como novo piloto da principal categoria do automobilismo nacional. Ele fará dupla com Julio Campos na Lubrax/Podium Stock Car Team.

Massa, de 39 anos, disputou o último GP de Fórmula 1 em 2017 e por duas temporadas correu pela Fórmula E. Apesar de ter gostado do modelo de competição, ele diz que "sofreu bastante" com o estilo de pilotagem. E essa foi uma das razões que o fez desistir da categoria de carros elétricos e migrar para a Stock Car.

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"A Fórmula E tem um campeonato muito bem feito. Eu gostei muito disso. Agora, o carro é muito diferente. É completamente diferente daquilo que eu imaginava guiar. Comparando com Fórmula 1, é muito mais parecido guiar um carro de Stock Car do que um carro de Fórmula E", afirmou Massa, ao Estadão. "Sofri bastante. (Na F-E) não existe carga aerodinâmica, você anda praticamente com pneu de rua. E, pelo jeito do carro, acho que você precisa ser muito mais engenheiro do que piloto na corrida, tendo que fazer cálculo em cima de cálculo a cada volta. Por isso decidi largar e vir pra Stock Car".

A outra razão, segundo ele, foi saudade do País. "Sempre amei o Brasil, independente de ter ficado 20 anos morando e correndo fora. Muita gente fala 'pô, você mora em Mônaco, primeiro mundo', mas a saudade de casa, do Brasil, eu sempre tive. Sempre esperei o momento de voltar. Aí, no finzinho do ano passado, eu e a Raffa (Raffaela Bassi), minha esposa, resolvemos voltar para casa".

Na Stock Car, Massa terá a companhia de Julio Campos, experiente na categoria. E, pelo fato de já ter competido ao lado de outros ex-pilotos de Fórmula 1, Julio acredita que o novo companheiro irá bem na modalidade.

"Tenho certeza que o Felipe vai surpreender logo no primeiro ano de Stock porque ele vai mostrar toda força e velocidade que sempre teve. Eu já andei com o (Ricardo) Zonta, com o (Antonio) Pizzonia. É bem interessante porque eles trazem muita bagagem com relação a acerto de carro, novidades que podem ser feitas dentro daquele nosso mundo. Na F-1 eles faziam testes praticamente o ano inteiro e na Stock Car a gente não tinha isso", comentou.

A certeza de Julinho, como é chamado por Felipe Massa, vem de longa data: os dois já competiram no kart, em parceria ou mesmo um contra o outro. "A primeira (prova de) 500 milhas que existiu, em 1997, a gente ganhou juntos", recordou Julio.

EQUIPE - Felipe Massa e Julio Campos irão competir pela Lubrax/Podium Stock Car Team, que "estreia" na categoria. A equipe, na verdade, surge de uma parceria da BR Distribuidora com a R. Mattheis. "Eu andei três anos com a Mattheis e em dois deles eu disputei o título até a última etapa. Praticamente toda a equipe de mecânicos é a mesma", explicou Julio, citando as temporadas de 2017 a 2019.

Massa se demonstrou animado. "Estou muito empolgado com esse desafio e de estar ao lado do Julinho. Tenho muito e aprender com ele, mas espero aprender o mais rápido possível pra gente fazer a equipe ser competitiva logo de cara", comentou. "O melhor jeito de desenvolver a equipe é trabalhar juntos. Pegar o conhecimento de um piloto de Stock Car, dos engenheiros, e também de um piloto que vem de outra categoria e que muitas vezes traz coisas que encaixa".

Na pista, porém, a promessa é de cada um por si. "Lógico. No final, a vontade de qualquer piloto é vencer e estar à frente", frisou Massa.

Além da ansiedade de retornar às pistas, a dupla de pilotos também aguarda o retorno da torcida às arquibancadas, algo que inexistiu desde o início da pandemia do novo coronavírus. "A torcida faz muito efeito no trabalho do piloto, na motivação do piloto. Em todas as corridas de Fórmula 1 em que tive um carro competitivo no Brasil eu fui muito bem porque tinha alguma coisa a mais. É difícil explicar, mas time que joga em casa joga melhor. Você sente a torcida. Você faz uma ultrapassagem e sente a emoção das pessoas", recordou Massa.

"É um momento triste aquilo que está acontecendo no mundo. Em 2020 você não teve torcida nos autódromos, em jogo de futebol, em eventos... É um momento triste pro esporte, espero que não tenha mais, porque sem dúvida tira o brilho das corridas", completou.

Tetracampeão mundial da Fórmula 1 entre os anos de 2010 e 2013 com a Red Bull, o alemão Sebastian Vettel terá um novo ciclo na categoria em 2021. Depois de sete temporadas de pouco brilho na Ferrari, o piloto de 33 anos se transferiu para a Aston Martin, novo nome da Racing Point, e se mostrou muito animado e empolgado com o desafio que tem pela frente.

"Estou muito ansioso para o novo desafio. Mal vejo a hora de começar", afirmou Vettel, que já conquistou 53 vitórias na Fórmula 1, em entrevista ao site alemão F1 Insider. "Não quero sentir falta deles (colegas na Ferrari), mas sou uma pessoa que prefere olhar sempre para a frente".

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Pela primeira vez em sua carreira, Vettel estará no grid da Fórmula 1 com um motor Mercedes, a unidade de potência que domina a categoria desde que o motor híbrido V6 entrou em operação. O alemão não escondeu a animação com a oportunidade. "Claro, estou muito animado para ver como é", disse.

O piloto tem dado ao seu carro um nome de mulher há anos e isso provavelmente não será diferente agora que vai correr pela Aston Martin. "Acho que vou fazer isso de novo. Já tenho uma ideia. De qualquer forma, tem que ser um nome que se encaixe com a Aston Martin", comentou.

O que fica, depois de tudo o que vivenciou na Ferrari, sobretudo nos dois últimos anos, é a confiança de que dias melhores estão por vir. "No momento, claro, há muitos rostos novos, mas tenho certeza que vai dar certo. Você sempre tem de se abrir para coisas novas", finalizou Vettel.

Filho mais velho do piloto Rubens Barrichello, Eduardo Barrichello anunciou nesta terça-feira que vai correr neste ano no automobilismo europeu para tentar chegar à Fórmula 1. Aos 19 anos, o piloto trocou as categorias de acesso da Fórmula Indy para disputar em 2021 a temporada da Fórmula Regional Europeia, um dos degraus rumo à principal categoria do automobilismo.

Dudu, como é conhecido, começou no kart ainda criança e sempre teve a companhia próxima do pai. Foi Rubinho quem incentivou o garoto a iniciar no automobilismo. E ele se emociona ao falar do caminho escolhido pelo filho. Em entrevista coletiva virtual, o experiente piloto segurou as lágrimas ao citar que Dudu correrá agora em pistas famosas como Spa-Francorchamps, na Bélgica, Monza, na Itália, Nurburgring, na Alemanha, e até mesmo nas ruas de Montecarlo. Em todas elas, Rubens disputou várias provas de Fórmula 1 entre 1993 e 2011.

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"Sempre digo para o meu filho que o sonho tem de ser dele, não meu. Eu sempre peço a ele a determinação, o empenho e que seja feliz", disse Rubinho. Apesar da fama e do prestígio tem no automobilismo, o pai garante que a partir de agora a evolução na carreira dependerá dos resultados do garoto. "Eu posso abrir as portas, mas não posso mantê-las abertas", comentou.

Mesmo ciente do caminho longo rumo à Fórmula 1, Rubinho afirmou que terá o cuidado de deixar o filho seguir o próprio caminho e até mesmo passar por algumas dificuldades inerentes à carreira. "Eu sempre deixei claro que o meu crescimento se deve ao sofrimento. A gente aprende sofrendo. O maior sofrimento é a solidão, por estar sozinho. Mas isso vai fazer dele mais forte", comentou.

Depois de anos morando nos Estados Unidos, Dudu agora vai se mudar para a Itália para viver sozinho. O pai pretende acompanhar algumas das dez etapas da temporada quando a agenda de piloto da Stock Car permitir. Inclusive, alguns dos compromissos da Fórmula Regional Europeia serão eventos preliminares da Fórmula 1, oportunidade para o novato até mesmo já ter contato com o ambiente da principal categoria.

Dudu afirmou que quer obter bons resultados e mostrar que não está na categoria apenas por causa do sobrenome. "Eu preciso fazer a minha história. O meu paiá fez a carreira dele e agora é a minha vez. Ser filho de um piloto não acrescenta pressão para o meu lado. Quero seguir meu caminho", afirmou. Nas últimas semanas o jovem piloto intensificou a rotina de treinos físicos e no simulador para se adaptar.

Tudo será novidade para ele. O carro é bem diferente do que estava acostumado, as pistas são inéditas para Dudu e até mesmo as viagens pela Europa são algo desafiador. "O meu foco agora é estar pronto para tudo o que está vindo. Meu objetivo é poder sentir neste ano que tive uma boa performance, no meu alto nível", explicou. O passo seguinte depois da Fórmula Regional Europeia é a Fórmula 3, que por sua vez, pode render vaga na Fórmula 2, o último passo antes da F-1.

Depois de Sergio Pérez, Lance Stroll e Lewis Hamilton, Lando Norris anunciou, nesta terça-feira, que está com a Covid-19. O piloto britânico, da McLaren, testou positivo para a doença após apresentar perda de olfato e paladar.

"Olá, pessoal. Espero que estejam bem. Ontem (segunda-feira) perdi o olfato e paladar e imediatamente fiz um teste. Deu positivo. Falei com todos com quem tive contato e estou iniciando um isolamento de 14 dias. Eu estou bem e sem outros sintomas, mas gostaria que soubessem. Cuidem-se", disse o piloto, de 21 anos.

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Ao contrário dos demais pilotos, que ficaram de fora de pelo menos uma corrida no ano passado, Norris não deverá se ausentar de nenhuma etapa da Fórmula 1 na temporada de 2021, com início previsto para 21 de março na Austrália ou no dia 28 do mesmo mês no Bahrein.

Norris ficou em nono lugar no Mundial de Pilotos, com 97 pontos, um a menos que o monegasco Charles Leclerc, da Ferrari. Sua melhor colocação foi no GP da Áustria, o primeiro de 2020, quando terminou em terceiro lugar.

Os fãs da Fórmula 1 na Espanha receberam uma boa notícia nesta quarta-feira. O governo da Catalunha autorizou que os diretores do circuito de Barcelona ratifiquem os acordos financeiros necessários para a assinatura do contrato com a F-1 e com a Liberty Media, empresa que organiza a categoria máxima do automobilismo, para 2021.

"O Governo autorizou a empresa Circuits de Catalunya SL a assinar com a empresa Formula One World Championship Limited (FOWC), a renovação do contrato para a organização do Grande Prêmio da Espanha de F-1 para o ano de 2021", informou o comunicado divulgado nesta quarta-feira.

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"A assinatura garante a celebração da 31.ª edição consecutiva desta prova no Circuito de Barcelona-Catalunya, em Montmeló. O Grande Prêmio de F1 é um ativo que contribui para a posição da Catalunha no mundo nas áreas de turismo e automotivo. A sua continuidade permitirá também manter a presença do circuito no calendário das principais competições motorizadas nacionais e internacionais", completou a nota.

Anualmente, o GP da Espanha é realizado no circuito, localizado nos arredores de Barcelona, desde que o local foi construído em 1991. Previa-se que a etapa de 2019 poderia ser a última no local, mas uma extensão de um ano foi aprovada para que o evento permanecesse no calendário em 2020.

A corrida, inicialmente agendada para maio, ocorreu em meados de agosto, sem público presente, como parte do calendário reformulado pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA, na sigla em francês) e pela Fórmula 1 após a pandemia da Covid-19.

O GP da Espanha estava constando no calendário provisório da Fórmula 1 de 2021, com a data de 9 de maio, mas permanecia sujeito a um acordo comercial. O evento está definido para ser a quinta etapa de um calendário recorde com 23 provas agendadas.

As etapas iniciais de 2021 permanecem sob ameaça devido à pandemia do novo coronavírus em andamento e às restrições de entrada em vários territórios, enquanto que a quarta corrida, programada para 25 de abril, ainda não tem um local definido depois da saída do GP do Vietnã.

A Holanda deve retornar após uma ausência de 36 anos, com sua corrida em Zandvoort marcada para 5 de setembro, enquanto que a Arábia Saudita entrará como penúltimo evento no final de novembro.

Lewis Hamilton foi eleito pela segunda vez a personalidade do ano no esporte britânico em votação feita pelo público no tradicional prêmio do canal BBC. A primeira foi em 2014. O piloto da Mercedes, que se sagrou nesta temporada sete vezes campeão da Fórmula 1, igualando o alemão Michael Schumacher, ficou à frente de Jordan Henderson, capitão do Liverpool, e da Jockey Hollie Doyle, além do jogador de snooker, Ronnie O’Sullivan, e o de críquete, Stuart Broad.

"Sinceramente não esperava ser eleito, porque havia muitos e bons candidatos", disse Lewis Hamilton, antes de deixar uma mensagem de agradecimento a quem está na linha da frente na luta contra a covid, e ao mesmo tempo de esperança. "Quero desejar a todos um feliz Natal. Quero fazer ainda referência a todos os trabalhadores que têm estado na linha de frente e a todas as crianças do mundo, para que sejam positivas neste momento difícil. Obrigado do fundo do meu coração", afirmou o piloto em vídeo gravado.

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Segundo colocado na votação em 2007, 2008, 2018 e 2019, Hamilton, que estabeleceu também o novo recorde de vitórias na Fórmula 1 (95) recebeu reconhecimento por sua luta contra o racismo e apoio a importantes causas sociais durante o ano de pandemia.

Em cerimônia virtual, o prêmio de melhor equipe ficou para o Liverpool, cujo técnico, o alemão Jürgen Klopp foi o escolhido como o melhor do ano.

A Fórmula 1 oficializou nesta quarta-feira o contrato de renovação com a Prefeitura de São Paulo para realizar por mais cinco anos no Autódromo de Interlagos uma etapa do campeonato. O acordo anterior era válido somente até este ano. A partir de agora, a prova deixará de se chamar GP do Brasil e será conhecida como GP de São Paulo. A próxima edição será em 14 de novembro de 2021. A corrida será a antepenúltima do calendário.

O acordo entre São Paulo e a Fórmula 1 havia sido anunciado em 12 de novembro pelo governador João Doria. Na ocasião, ele afirmou que a cidade tinha fechado um compromisso por cinco anos, renováveis por outros cinco. Por parte da Fórmula 1 ainda restava a confirmação, já que no calendário prévio da temporada do ano que vem, divulgado no último mês, a etapa brasileira apresentava a observação de que dependia de acerto contratual para ser oficializada.

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São Paulo venceu a concorrência com uma candidatura do Rio de Janeiro para manter o GP do Brasil. O projeto liderado pelo consórcio Rio Motorsports pretende construir um autódromo em Deodoro. O empreendimento avaliado em R$ 700 milhões acabou descartado pela categoria por ainda não ter conseguido as licenças ambientais prévias para iniciar a construção. Por isso, a opção por continuar em Interlagos ganhou força junto com a Fórmula 1.

"O Brasil é um mercado muito importante para a Fórmula 1, com fãs dedicados e uma longa história no esporte. A corrida no Brasil sempre foi um destaque para nossos fãs, pilotos e nossos parceiros e estamos ansiosos para proporcionar aos fãs da Fórmula 1 uma corrida emocionante em Interlagos em 2021 e nos próximos cinco anos", disse o chefe da Fórmula 1, Chase Carey. "É uma grande alegria poder anunciar que Interlagos continuará a receber um dos eventos mais importantes do automobilismo mundial. Fizemos um grande esforço para manter a corrida em nossa cidade", afirmou o prefeito de São Paulo, Bruno Covas.

A categoria realizou pela primeira vez uma prova oficial em Interlagos em 1973. Nos anos 1980, algumas edições do GP do Brasil foram disputadas no Rio, em Jacarepaguá. Desde 1990 a capital paulista voltou a ser a sede da etapa brasileira. A única exceção foi neste ano, quando a pandemia do novo coronavírus alterou radicalmente o calendário de provas e causou a exclusão de todas as etapas disputadas nas Américas.

A partir de agora, a promoção do evento será realizada pela empresa Brasil Motorsport, companhia de entidades de investimento controladas pela Mubadala, fundo de investimentos com sede em Abu Dabi. O responsável pelo evento será o ex-velejador olímpico Alan Adler. "Estamos muito animados por poder trabalhar com a Fórmula 1. Interlagos é um dos circuitos mais respeitados do calendário. Os brasileiros são entusiastas do automobilismo e da velocidade, e o Brasil tem uma longa tradição de produzir grandes pilotos, o que por sua vez criou uma grande legião de fãs de F1 em nosso país", comentou.

A temporada da Fórmula 1 chegou ao fim no último domingo, mas as negociações para a transmissão da categoria na TV continuam agitadas. Tudo caminhava para que uma parceria entre SBT e Disney pudesse assumir o controle das exibições da F-1, mas as conversas travaram e a Globo volta a se animar com a possibilidade de permanecer com os direitos da principal categoria de automobilismo mundial.

O SBT e a Disney conversam há algumas semanas para selar a parceria. Os canais assumiriam a transmissão. A ideia seria que o SBT passasse a corrida na TV aberta e os canais Disney (ESPN e Fox Sports) ficariam com os treinos e reprise das provas, em horários alternativos. Mas a empresa americana decidiu recuar após longa análise mercadológica. O acordo ainda não está totalmente desfeito, mas as chances de acordo foram reduzidas.

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A visão da Disney é que não seria rentável investir na Fórmula 1 neste momento, em que o mundo tenta se reerguer economicamente, em razão do novo coronavírus. O retorno de patrocinadores e audiência não seriam suficientes para a transmissão gerar lucro. A emissora de Silvio Santos descarta a possibilidade de fazer uma proposta sozinha, também pela questão financeira. O recuo da Disney pegou o SBT de surpresa. A emissora até analisava o mercado em busca de comentaristas para a F-1. O narrador seria Téo José.

A Liberty Media, grupo proprietário da Fórmula 1, deixou claro aos interessados que por menos de US$ 22 milhões (cerca de R$ 112 milhões) nem se sentaria para conversar. Mas as desistências e a dificuldade de acerto fizeram com que a empresa já aceitasse reduzir valores. A Band e a TV Cultura chegaram a demonstrar interesse, mas também saíram da briga em razão das altas cifras.

A transmissão da Fórmula 1 para o Brasil parece estar mais complicada que o esperado. Em setembro, o consórcio Rio Motorsports comprou os direitos e o objetivo era revender para alguma emissora. Mas em novembro, o acordo foi desfeito. Neste momento, a temporada de 2021 da F-1 não terá transmissão no Brasil, embora o GP de São Paulo tenha sido confirmado para os próximos cinco anos.

GLOBO VAI TRANSMITIR A FÓRMULA 1 EM 2021? - Em agosto, a emissora carioca informou que não renovaria o contrato com a Liberty Media. O motivo principal seria a situação financeira. A Globo, assim como a maioria das empresas pelo mundo, teve uma queda brusca de receitas e analisou que seria pesado manter a prova em sua grade de programação. Mas a falta de opção pode fazer com que a emissora continue como detentora dos direitos da F-1.

A Globo conversa com a Liberty Media há alguns meses, mas deixa claro que os valores para um acerto seriam menores do que eram pagos anteriormente. O acordo poderia ser fechado entre US$ 18 milhões (R$ 91,7 milhões) e US$ 20 milhões (R$ 101, 9 milhões). Como os possíveis concorrentes também não conseguem oferecer ofertas melhores, neste momento a Globo é quem aparece como favorita para assinar.

A diferença de valores parece ser pequena entre o que quer a Liberty Media e o que oferece a Globo. Algo em torno de R$ 10 milhões. Neste pacote não está incluso o valor gasto para viagens, equipamentos e transmissão das corridas, sejam elas no SporTV ou na Globo.

De volta à Fórmula 1 em 2021, o veterano Fernando Alonso não deu chances à nova geração e foi o mais rápido no último teste da categoria neste ano, nesta terça-feira. Em Abu Dabi, o piloto espanhol de 39 anos superou os rivais mais jovens, enquanto Mick Schumacher foi o 15º e último colocado no Circuito de Yas Marina, nos Emirados Árabes Unidos.

Após dois anos ausente, o bicampeão mundial voltará à F-1 em 2021 pela Renault, cujo nome será alterado para Alpine na próxima temporada. E, nesta terça, mostrou que segue em forma nas pistas. Alonso completou sua melhor volta com o tempo de 1min36s333. Para efeito de comparação, o espanhol foi mais rápido que os dois pilotos da Renault no treino classificatório do próprio GP de Abu Dabi, disputado no domingo.

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No total, Alonso completou 105 voltas no traçado, mais que as 89 voltas de outro veterano. O polonês Robert Kubica foi o quarto mais veloz, com 1min37s446s, pela Alfa Romeo. A presença da dupla no teste chegou a virar polêmica na F-1 porque os testes desta terça eram reservados aos jovens pilotos.

Entre estes, o mais rápido foi o holandês Nyck de Vries, que marcou 1min36s595 com a Mercedes. Foi o segundo mais veloz de todo o teste, após 110 voltas. Pela mesma equipe, o belga Stoffel Vandoorne foi o terceiro do dia, com 1min36s840. O japonês Yuki Tsunoda completou o Top 5, com 1min37s557, pela AlphaTauri.

A lista dos 10 mais velozes do dia contou ainda com o estoniano Juri Vips (Red Bull), o italiano Antonio Fuoco (Ferrari), o britânico Callum Ilott (Alfa Romeo), o chinês Guanyu Zhou (Renault) e o sul-coreano Jack Aitken (Williams).

Filho do heptacampeão mundial Michael Schumacher, Mick ficou no fim da fila. Foi o 15º e último colocado, com o tempo de 1min39s947, após 125 voltas. Ele defendeu as cores da Haas, equipe que defenderá na F-1 a partir de 2021.

O teste desta terça-feira encerrou as atividades da Fórmula 1 em 2020. A categoria retomará as ações na pista somente em março de 2021, com os testes da pré-temporada, em Barcelona, na Espanha.

Lewis Hamilton voltou a falar sobre os efeitos da covid-19. O piloto da Mercedes foi o terceiro colocado no GP de Abu Dabi, que encerrou a temporada 2020 da Fórmula 1, e não conseguiu ameaçar em nenhum momento Max Verstappen, que venceu a prova. Sua performance aquém do esperado é fruto das limitações físicas provocadas pela sequelas da doença.

Após a corrida nos Emirados Árabes, o heptacampeão mundial, que já havia relatado incômodo nos pulmões depois do treino classificatório, revelou que não se sentiu bem fisicamente durante a prova e que é muito desafiador correr dias depois de ser contaminado.

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"Nunca me senti tão destruído. Meu corpo não está bem", resumiu o britânico. "Mas estou feliz, estou grato, estou vivo para lutar outro dia. Ainda consegui terminar a temporada com um pódio, por isso agradeço a equipe por ter contribuído. Considerando as últimas semanas que tive, estou realmente feliz com o fim de semana", acrescentou.

Hamilton testou positivo para o coronavírus um dia depois de vencer o GP do Bahrein, no fim de novembro, e foi substituído na etapa seguinte, o GP de Sakhir, por George Russell.

Ele foi liberado para retornar às atividades nesta semana e participar da última corrida do ano depois do período de isolamento e de testar negativo, mas as sequelas permanecem.

O piloto da Mercedes relatou que sentiu os efeitos do vírus durante todo o fim de semana. Na sexta-feira, registrou apenas o sexto e o segundo tempos nos primeiros treinos livres. No sábado, quando classificou-se em terceiro para o GP de Abu Dhabi, disse que ainda sentia um incômodo nos pulmões, admitiu que não estava 100%, mas falou que não perderia a prova final de 2020 por nada. Na pista, ficou longe de ameaçar seu companheiro Valtteri Bottas, o segundo, e o vencedor Max Verstappen, algo incomum para quem se acostumou a estar no lugar mais alto do pódio e que dominou a temporada.

"Foi realmente uma corrida difícil para mim fisicamente. Estive bem o ano todo, mas hoje definitivamente não", lamentou Hamilton, que voltou a alertar para a necessidade de encarar o coronavírus com seriedade. "Covid não é brincadeira. Jamais pensei que fosse, e sabia que se eu me infectasse seria difícil, porque existem pessoas perdendo suas vidas, eu sei que é sério. Mas sempre achei muito estranho ver líderes mundiais rindo disso como se não fosse nada".

O britânico foi o terceiro piloto da Fórmula 1 a contrair o coronavírus. Além dele, também foram contaminados o mexicano Sérgio Perez e o canadense Lance Stroll, ambos da Racing Point. A Mercedes também sofreu com um surto da doença entre funcionários no GP de Eifel, na Alemanha.

As atividades de pista para a 17.ª e última etapa da temporada de 2020 da Fórmula 1 começou nesta sexta-feira (11) com novidades e um velho conhecido na liderança dos tempos. O primeiro treino livre para o GP de Abu Dabi, nos Emirados Árabes Unidos, teve a volta do inglês Lewis Hamilton, guiando novamente a sua Mercedes após se recuperar da Covid-19, a 'estreia' do alemão Mick Schumacher na Haas e o holandês Max Vertappen, da Red Bull, como o mais rápido.

Com o tempo de 1min37s378 na melhor de suas 26 voltas pelo circuito de Yas Marina, Verstappen superou o finlandês Valtteri Bottas, da Mercedes, por 34 centésimos de segundo (1min37s412). Os dois foram os únicos pilotos a conseguiram um giro na casa de 1min37s. O terceiro colocado foi o francês Esteban Ocon, da Renault, segundo no GP de Sakhir, no Bahrein, no domingo passado, com 1min38s515.

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Mesmo saindo da pista, sem danos a sua Red Bull, na metade do treino livre, o tailandês Alexander Albon obteve o quarto melhor tempo com 1min38s547. Ele ficou logo à frente de Hamilton, que completou 24 voltas para se readaptar ao seu carro, usado na corrida passada pelo compatriota George Russell. O agora heptacampeão mundial fez a melhor marca em 1min38s744.

O canadense Lance Stroll foi o mais rápido dentre os pilotos da Racing Point, em sexto lugar, logo à frente do vencedor do GP de Sakhir, o mexicano Sergio Pérez. O russo Daniil Kvyat e o francês Pierre Gasly, da AlphaTauri, concluíram a atividade em oitavo e nono lugares, respectivamente, enquanto que o finlandês Kimi Raikkonen surpreendeu com o 10.º posto com a Alfa Romeo.

Em mais um desempenho ruim da Ferrari, o monegasco Charles Leclerc ficou na 12.ª colocação, duas à frente do companheiro, o alemão Sebastian Vettel. Escalado para o primeiro treino livre em Abu Dabi, Mick Schumacher substituiu o dinamarquês Kevin Magnussen e obteve o 18.º melhor tempo. O filho do heptacampeão mundial Michael Schumacher foi contratado pela Haas para a temporada de 2021.

O brasileiro Pietro Fittipaldi, que pela segunda vez entra no lugar do francês Romain Grosjean, ainda se recuperando do grave acidente sofrido no GP do Bahrein, há quase duas semanas, ficou no 19.º lugar com 1min44s069. Foi o último a conseguir tempo, pois o australiano Daniel Ricciardo não saiu dos boxes com sua Renault.

O segundo treino livre será disputado a partir das 10 horas (de Brasília) desta sexta-feira. No sábado, a sessão de classificação para a definição do grid de largada terá início às 10 horas. A largada do GP de Abu Dabi está agendada para as 10h10 de domingo.

Pela primeira vez desde o acidente que assustou o mundo do automobilismo no GP do Bahrein, o piloto francês Romain Grosjean mostrou a mão queimada pelo fogo que tomou conta do carro com ele dentro. A imagem foi divulgada por ele mesmo em uma rede social nesta quinta-feira (10). 

Na foto, Romain diz que está "50% de volta" e fala sobre a recuperação de uma das mãos. Ele divulgou apenas a mão direita, a esquerda ainda segue imobilizada. "Fico super feliz por ter minha mão direita livre de curativos. Muito creme o dia todo, mas é bom vê-la em tão boa forma. Esperando minha mão esquerda se recuperar agora", afirmou. 

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O acidente com Grosjean no GP do Bahrein assustou. O carro se partiu ao meio e literalmente explodiu com o piloto dentro. Mas graças aos equipamentos de segurança cerca de 30 segundos depois ele saiu do carro em chamas abanando as mãos, partes que apresentaram os piores ferimentos no acidente. 

Recuperado da covid-19, Lewis Hamilton retomará seu posto na Mercedes para o GP de Abu Dabi de Fórmula 1, no fim de semana. O piloto inglês testou negativo para o novo coronavírus e já completou o período de quarentena, sendo declarado em boas condições para voltar a correr.

Nesta quinta-feira, a Mercedes, a Fórmula 1 e a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) confirmaram que o heptacampeão mundial passou por diversos testes para covid-19, todos com resultado negativo, nos últimos dias. E completou a quarentena no Bahrein, onde apresentou teste positivo no dia 30, antes do GP de Sakhir.

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Hamilton foi submetido a novo exame, com mais um resultado negativo, assim que desembarcou em Abu Dabi, nos Emirados Árabes Unidos. A prova no Circuito de Yas Marina, no domingo, vai encerrar a tumultuada e encurtada temporada 2020 da Fórmula 1.

Com o retorno de Hamilton, seu compatriota George Russell voltará a ocupar o lugar de titular da Williams. No domingo passado, o piloto de 22 anos recebeu sua primeira oportunidade numa equipe grande na F-1. E não desapontou. Chegou a figurar na liderança da prova e esteve na briga pela vitória durante a maior parte da corrida até que a Mercedes cometeu erro grosseiro tanto no seu pit stop quanto no de Valtteri Bottas, comprometendo a corrida de ambos. Russell terminou em nono lugar.

A volta de Hamilton alterou os planos de Russell e da própria Williams, que já havia liberado o piloto para defender novamente a Mercedes. Agora o jovem britânico retornará ao seu time original, devolvendo Jack Aitken para o "banco de reservas" da mesma Williams - Aitken foi o titular do time no domingo passado, seguindo a "dança das cadeiras" das duas equipes.

Em seu retorno, o heptacampeão mantém o favoritismo para a prova final do ano. Ele venceu cinco vezes em Abu Dabi, inclusive nas duas últimas temporadas. No domingo, Hamilton poderá ajudar Bottas a conquistar o vice-campeonato, ameaçado pelo holandês Max Verstappen.

A corrida também vai marcar a despedida de Sebastian Vettel da Ferrari. O tetracampeão mundial vai defender a Aston Martin, novo nome da Racing Point, em 2021.

Uma semana depois de ser diagnosticado com a covid-19, o inglês Lewis Hamilton reapareceu em suas redes sociais para relatar as dificuldades sofridas nos últimos dias com a doença, que o fez perder o GP de Sakhir, no Bahrein, no último domingo. Abatido, o piloto da Mercedes, que está em isolamento em Manama, capital barenita, afirmou estar se sentindo bem, mas deixou claro a difícil luta que teve contra o vírus.

"Olá, pessoal, espero que vocês estejam bem. Sei que estive ausente nesta última semana, mas foi uma das mais difíceis que já tive na vida, apenas focando em me recuperar e ficar em forma para voltar ao carro na corrida final em Abu Dabi", afirmou Hamilton, com o semblante abatido, em um vídeo publicado em seu Instagram.

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"Hoje (terça-feira) acordei me sentindo bem, consegui me exercitar, mas quero mandar uma mensagem para vocês de que estou bem e agradecer cada um que me mandou incríveis mensagens e vídeos, eu fiquei muito feliz. Espero que, onde estejam, vocês estejam positivos e enfrentando o que estiverem passando. Espero que possa voltar ao carro em breve e estou enviando amor para vocês", completou o inglês.

Para correr a última corrida da temporada de 2020, Hamilton vai precisar testar negativo para a covid-19, mas outras barreiras ainda podem impedir a sua participação na corrida no circuito de Yas Marina. O inglês precisa estar em pelo menos uma atividade de pista antes da corrida e, principalmente, o aval dos governos do Bahrein e de Abu Dabi, capital dos Emirados Árabes Unidos. A quarentena obrigatória do piloto termina nesta quinta-feira.

Essa foi a primeira vez, desde a sua estreia na Fórmula 1 em 2007, que Hamilton se ausentou de uma etapa da categoria. O agora heptacampeão mundial foi substituído no GP de Sakhir pelo compatriota George Russell, titular da Williams durante o ano.

Hamilton é o terceiro piloto a testar positivo para o novo coronavírus na atual temporada. O primeiro foi o mexicano Sergio Pérez, da Racing Point, que perdeu os GPs da Inglaterra e dos 70 Anos da Fórmula 1, ambos no circuito de Silverstone. O segundo caso também se deu na equipe britânica, mas dessa vez com o canadense Lance Stroll, que se ausentou da prova em Nürburgring, na Alemanha, o GP de Eifel, em outubro.

No último sábado, o chefe da Mercedes, Toto Wolff, chegou a dizer que o heptacampeão mundial estava com sintomas leves da doença e não se sentia bem. Porém, após a prova em Sakhir, o austríaco voltou a comentar sobre o estado de saúde de Hamilton e revelou que o piloto já se sentia melhor.

Após 20 anos, Felipe Massa está de volta ao automobilismo brasileiro. O piloto usou suas redes sociais nesta segunda-feira para anunciar que disputará a temporada de 2021 da Stock Car. Não quis revelar, porém, por qual equipe.

Massa escreveu que quer voltar a disputar vitórias e títulos. Aos 39 anos, pode ser piloto da R. Mattheis, que hoje conta com Gabriel Casagrande e Pedro Cardoso, pilotando um Cruze. Experiência com carro da marca ele tem, pois foi piloto na Fórmula Chevrolet Brasil em 2000. Equipe e piloto evitam falar sobre um possível acerto.

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"Depois de 20 anos fora, 17 de Fórmula 1, estou de volta ao meu País. #2021 tamo junto Brasil. #stockcar", postou Felipe Massa em suas redes sociais, também em inglês, em um vídeo-anúncio.

"Eu escolhi uma equipe competitiva, que possa me entregar aquilo que quero pra disputar vitórias, o campeonato. A sensação de correr em casa é impressionante. O amor que o brasileiro tem pelo automobilismo é difícil de achar em outro país", disse o piloto no vídeo.

Vice-campeão da Fórmula 1 em 2008, na qual chegou a comemorar o título, Massa tentará repetir o feito de Rubens Barrichello. O piloto, que ainda disputa a Stock Car, foi campeão em 2014 após deixar a principal modalidade do automobilismo mundial.

O mexicano Sergio Perez, da Racing Point, venceu o caótico Grande Prêmio de Sakhir de Fórmula 1 neste domingo (06). É a primeira vez que o piloto conquista uma vitória na categoria. Esteban Ocon, da Renault, e Lance Stroll, também da Racing Point, fecharam o pódio.

A sorte de Perez parecia ter sido perdida logo na primeira curva, quando o seu carro foi atingido pela Ferrari de Charles Leclerc e ele caiu para a 18ª posição. No acidente, Max Verstappen, da Red Bull, acabou parando no muro ao tentar desviar da colisão.

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Já George Russell, que substituiu Lewis Hamilton na Mercedes, tomou a ponta logo no início ao ultrapassar o companheiro de equipe, Valtteri Bottas. Os dois pilotos, inclusive, pareciam que iriam levar a corrida com facilidade, mas um Safety Car que entrou na volta 62 após uma leve batida de Jack Aitken, da Williams, mudou completamente a prova.

A Mercedes chamou seus dois pilotos para um pit stop e cometeu uma série de erros - colocando pneus errados em Russell, o que pode lhe causar uma desclassificação da prova - e se atrapalhando completamente na parada de Bottas.

Com isso, Perez, Ocon e Stroll foram para a ponta, seguidos por Bottas e Russell. O britânico então começou sua retomada em busca da liderança, ultrapassando até chegar na segunda posição.

Porém, um furo no pneu obrigou o britânico a ir para os boxes novamente e Perez conseguiu ir sem problemas para a vitória.

Após a vitória, o mexicano - que ainda não tem vaga garantida para o ano que vem - chorou e agradeceu todo o trabalho da equipe.

A outra Ferrari, de Sebastian Vettel, terminou na 12ª colocação.

A temporada de 2021 da Fórmula 1 termina no próximo domingo (13) no GP de Abu Dhabi.

Da Ansa

A família Schumacher está mais uma vez no topo de uma categoria do automobilismo mundial. Neste domingo, Mick, filho do heptacampeão da Fórmula 1, Michael Schumacher, conquistou o título da Fórmula 2 após terminar em 18º lugar na segunda prova de Sakhir, no Bahrein. O alemão contou com o desempenho ruim do britânico Callum Ilott, seu rival na briga pelo campeonato, que foi apenas o 11º.

Piloto da Prema, Mick, de 21 anos, terminou a temporada com 215 pontos, 14 a mais que Ilott, da Uni-Virtuosi, o único que estava na disputa pelo troféu com o alemão filho do lendário piloto da Fórmula 1.

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Mick Schumacher concluiu de forma vitoriosa a sua trajetória na Fórmula 2. Em 2021, ele começa sua história na Fórmula 1, como piloto da Haas, que confirmou o nome do alemão nesta semana.

"Estou um pouco cansado agora. Não tenho palavras. É realmente incrível. Vai demorar alguns dias para assimilar. Eu estou muito feliz e grato por tudo isso", disse Schumacher após a prova. Emocionado, ele se ajoelhou ao lado do carro com as mãos sobre os olhos.

O drama para Mick confirmar o título foi maior do que se esperava. O alemão cometeu um erro de manobra na primeira volta da segunda corrida, precisou frear bruscamente e, como consequência, seus pneus ficaram danificados. Ele falhou em outros momentos na prova e viu seus pneus "fritarem". Com isso, teve de ir aos boxes para trocar os compostos e seguir na disputa, que não contava com parada obrigatória.

Assim, o piloto da Prema despencou na classificação, mas foi beneficiado pelo performance ruim de Ilott, que precisava chegar ao menos em segundo caso o rival não pontuasse, mas cometeu sucessivas falhas e foi caindo no pelotão até cruzar a linha de chegada em 11º.

O vencedor da prova no autódromo de Sakhir foi o indiano Jehan Daruvala, da Carlin. O japonês Yuki Tsunoda, seu companheiro, terminou na segunda colocação após obter uma linda ultrapassagem na última volta sobre o britânico Dan Ticktum, da Dams, que fechou o pódio. O brasileiro Felipe Drugovich, da MP Motorsport, foi o oitavo na disputa e terminou a temporada em nono.

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