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Após Lewis Hamilton reclamar do silêncio da Fórmula 1 com relação à morte de George Floyd e insinuar racismo no mundo da principal categoria do automobilismo, alguns pilotos e a Mercedes, equipe do piloto britânico, emitiram, nesta segunda-feira, uma opinião sobre o caso ocorrido nos Estados Unidos há uma semana.

"A tolerância é um princípio elementar da nossa equipe e estamos enriquecidos pela diversidade em todas as suas formas", disse a equipe Mercedes, em um comunicado, no qual indica estar ao lado de seu piloto.

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Daniel Ricciardo, da Renault, disse que a morte de Floyd foi "uma desgraça". "O racismo é tóxico e precisa ser tratado não com violência ou silêncio, mas com unidade e ação", escreveu o australiano em suas redes sociais.

Charles Leclerc, da Ferrari, disse no Twitter que se sentiu "fora de lugar e desconfortável". "Eu ainda luto para encontrar as palavras para descrever a atrocidade

de alguns vídeos que eu vi na internet. O racismo precisa ser enfrentado com ações, não silêncio", acrescentou o monegasco.

O piloto da Williams, George Russell, afirmou ser a hora de expulsar o racismo. "Todos nós temos voz para falar o que é certo. Não importa o quão desconfortável possa ser falar sobre esse assunto. O silêncio não alcança nada."

As declarações dos integrantes da Fórmula 1 ocorrem após o sexto dia de protestos nos Estados Unidos pela morte de George Floyd.

As manifestações começaram depois que um vídeo foi divulgado, no qual George Floyd, que sofria de doença arterial coronariana e doença cardíaca hipertensiva, morreu asfixiado por um policial na cidade de Minneapolis, no estado americano de Minnesota.

O oficial, Derek Chauvin, ficou durante 8 minutos e 46 segundos pressionando o pescoço do homem negro de 46 anos com o joelho. Imagens foram divulgadas e o policial acabou demitido, acusado de assassinato e homicídio culposo (quando não tem a intenção de matar).

Depois de chamar as autoridades norte-americanas de "desgraça", ao protestar sobre o caso George Floyd, homem negro asfixiado e morto por um policial americano na semana passada, Lewis Hamilton voltou a se posicionar nas redes sociais desta vez contra seus colegas de Fórmula 1.

"Eu vejo aqueles de vocês que ficam calados, alguns de vocês são as maiores estrelas, e ainda assim ficam calados no meio da injustiça. Não há sinal de ninguém na minha indústria que, é claro, é o esporte dominado por brancos", afirmou, neste domingo, o hexacampeão mundial.

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Hamilton insinuou que exista racismo em seu esporte. "Eu sou uma das únicas pessoas negras lá e ainda estou sozinho. Eu teria pensado que agora você veria por que isso acontece e diria algo sobre isso, mas você não pode ficar ao lado. Só sei que sei quem você é e eu vejo você", disse, decepcionado.

George Floyd morreu asfixiado por um policial na cidade de Minneapolis, em Minnesota, Estados Unidos, que ficou por cerca de oito minutos pressionando o pescoço do homem negro de 40 anos com o joelho. A ação foi filmada e divulgada por todo o mundo.

A Williams, uma das principais escuderias da Fórmula 1, informou nesta sexta-feira, em um relatório com seus resultados anuais, o rompimento de contrato com o seu principal patrocinador, a empresa chinesa Rokit, e admitiu que pode ser vendida no futuro.

"As opções, que não estão limitadas, mas que têm sido consideradas, incluem a captação de novo investimento, a alienação de uma parte minoritária das ações do WGPH (Grupo Williams) ou a alienação de parte majoritária das ações, que incluem a possível venda de toda a companhia", afirmou a equipe inglesa.

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Apesar de não existirem decisões neste momento, a Williams indica que avança já com um processo formal de venda, para facilitar a discussão com eventuais partes interessadas, e que também tem tido conversas preliminares com possíveis investidores. O conselho do WGPH acredita que a revisão estratégica e o processo formal de venda são a coisa certa e prudente a fazer, no sentido de dar à equipe de Fórmula 1 "o melhor futuro possível".

O último ano foi difícil para a escuderia, com uma perda operacional de 12 milhões de euros (R$ 71,5 milhões), em contraponto com um lucro de 17,74 milhões de euros (R$ 105,7 milhões) no exercício da atividade. "Os resultados de 2019 refletem o declínio recente da nossa competitividade na Fórmula 1, que se refletiu nas receitas provenientes dos direitos comerciais", explicou Mike O’Driscoll, presidente do conselho de administração do grupo.

Nas duas últimas temporadas na Fórmula 1, a Williams não foi além de dois 10.º lugares (2018 e 2019), os piores resultados da sua história, primeiro com o canadense Lance Stroll e o russo Sergey Sirotkin e depois com o polonês Robert Kubica e o britânico George Russell.

Nesta temporada de 2020, que ainda não foi iniciada devido à pandemia do novo coronavírus (covid-19), a escuderia conta novamente com Russell e agora com o canadense Nicholas Latifi.

"A temporada de 2020 da Fórmula 1 está, obviamente, atrapalhada pela pandemia da covid-19, o que terá um impacto nas nossas receitas comerciais deste ano", sublinhou O’Driscoll, que colocou grande parte dos seus funcionários em "lay-off", recebendo parte do salário, em um teto máximo definido, através do governo britânico.

Na história, a Williams é a segunda escuderia com mais títulos mundiais, em um total de nove (1980, 1981, 1986, 1987, 1992, 1993, 1994, 1996 e 1997), atrás da Ferrari, que soma 16 de campeã mundial de construtores.

O desembargador Murilo Kieling, da 23ª Câmara Cível do Rio de Janeiro, manteve nesta quarta-feira a suspensão da audiência pública que iria discutir o Estudo de Impacto Ambiental e o Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima) do projeto de construção do novo autódromo do Rio. O novo circuito é cotado para receber o GP do Brasil de Fórmula 1 a partir de 2021.

Kieling rejeitou recurso do Estado do Rio que pretendia anular decisão anterior, da juíza Neusa Regina Larsen, da 14ª Vara da Fazenda Pública. Na quarta passada, ela havia suspendido a realização da audiência virtual, marcada para esta quinta-feira, dia 28, ao atender ação civil demandada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ).

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"Em vista do exposto, indefiro, rebus sic stantibus, o pedido de efeito suspensivo. Ademais, as razões declinadas pelo ente público Agravante não demonstram que a imediata e integral produção de efeitos da decisão agravada irá acarretar risco de dano grave, de difícil ou impossível reparação, e sendo assim, eis que necessária a integração do contraditório e da ampla defesa", escreveu o desembargador em sua decisão.

Mesmo sem caráter decisório, a audiência pública é um dos passos para que o EIA/Rima do projeto de construção do autódromo receba autorização ambiental para ser erguido. No encontro, agora suspenso, as entidades e pessoas interessadas no caso poderiam debater e discutir os possíveis efeitos ambientais das obras do circuito, no bairro de Deodoro.

A decisão do desembargador afeta diretamente o cronograma da construção do autódromo definido pela Rio Motorpark, liderada pelo empresário JR Pereira. Isso porque a audiência é essencial para os seguintes passos na tramitação do relatório ambiental no Instituto Estadual do Ambiente (Inea).

É a partir da audiência que são contados 10 dias para que interessados apresentem questionamentos quanto ao projeto, que podem ser incorporados ao processo de licenciamento. "Em seguida, a equipe técnica do Inea avaliará todas as manifestações apresentadas para, então, emitir parecer técnico final com vistas à Procuradoria do Inea", explicou o Instituto, em nota recente ao Estadão. Somente após o parecer técnico final, em caso de aprovação, é que a Rio Motorpark poderá iniciar as obras.

Na semana passada, a juíza Neusa Regina Larsen alegou que a realização da audiência pública não era essencial neste momento de pandemia e crise na saúde pública do Rio. "É fato notório a situação de emergência na saúde pública do estado do Rio de Janeiro e que somente apresenta-se razoável a prática de atos efetivamente necessários", alegou a juíza.

"No que pese o objetivo da audiência pública por meio eletrônico ser o estudo do impacto ambiental, tal ato gerará despesa que, no momento, apresenta-se desnecessária, principalmente para o fim a que se destina, que é a construção de espaço esportivo que não beneficiará a população em suas necessidades prioritárias. (...) O Estado não tem conseguido, sequer, comprar os medicamentos objeto de sentença transitada em julgado e, no caso de sequestro de verba, na conta indicada pelo próprio ente estadual para esta finalidade, as ordens judiciais têm retornado negativas."

O Rio de Janeiro disputa com São Paulo pelo direito de sediar o GP do Brasil de Fórmula 1 a partir de 2021. O atual contrato da capital paulista com a F-1 se encerra neste ano. Em razão da pandemia e das mudanças no calendário do campeonato deste ano, São Paulo corre até o risco de não receber a prova desta temporada.

Ao mesmo tempo, o Rio vem tendo dificuldades em obter a aprovação da licença ambiental para iniciar a construção do novo autódromo. Apesar destes obstáculos, ambas as cidades dizem estar em situação avançada em suas negociações com a cúpula da F-1. Inicialmente, a categoria havia colocado o mês de agosto deste ano como prazo para tomar sua decisão quanto ao futuro do GP brasileiro. Mas o adiamento do campeonato deste ano, em razão do novo coronavírus, deve adiar ainda mais a definição sobre o GP nacional de 2021.

Companheiro de Lucas di Grassi na equipe Audi na Fórmula E, o piloto alemão Daniel Abt foi suspenso pela equipe nesta terça-feira por usar um "dublê" numa corrida virtual da competição. Ele deveria ter representado o time alemão na quinta etapa do "Race at Home Challenge" da F-E, no sábado, mas preferiu colocar um profissional do eSport em seu lugar.

Abt já pediu desculpas, no domingo, mas poderá sofrer consequências também nas provas reais do campeonato no retorno da temporada. "Integridade, transparência e compliance consistente diante das regras são as principais prioridades da Audi. E isso se aplica a todas as atividades da marca, sem nenhuma exceção", disse a tradicional empresa alemã, em comunicado.

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Abt foi desclassificado da competição e levou ainda uma multa de 10 mil euros (cerca de R$ 59 mil). O valor será doado a uma instituição de caridade. "Eu não levei a corrida tão a sério como deveria ter feito", disse o piloto alemão.

As suspeitas sobre a participação de Abt na corrida de sábado começou ainda mesmo durante a prova. Rivais, competindo cada um de sua casa, levantaram dúvidas sobre o desempenho do alemão. A organização da disputa, então, checou o endereço de IP do competidor que se apresentava como Abt e descobriu se tratar de Lorenz Hoerzing, um profissional do eSport.

A Fórmula 1 vai evitar ir a países com sistemas de saúde debilitados em razão da pandemia do novo coronavírus e incapazes de garantir a segurança das pessoas, assegurou o austríaco Alexander Wurz, presidente da Associação dos Pilotos de Grande Prêmio (GPDA, na sigla em inglês).

"Não iremos a países onde a crise da saúde seja tão grave que não haja capacidade suficiente em seu sistema médico", enfatizou Wurz, em entrevista ao "Vodcast" da emissora Sky Sports.

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O representante dos pilotos participou de uma reunião via videoconferência com o chefão da Fórmula 1, Chase Carey, e o presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Jean Todt, em que foram discutidas maneiras de minimizar os ricos de contágio durante a temporada, que ainda está para ser iniciada.

"Não houve negociação, apenas debate para contribuir com ideias a fim de certificarmos que possamos retornar o mais breve possível e, acima de tudo, da maneira mais segura. Jean Todt e Chase Carey deixaram isso bem claro", afirmou o ex-piloto.

Wurz garantiu que a Fórmula 1 se tornou uma "indústria extremamente segura" após as mortes do austríaco Roland Ratzenberger, durante treino classificatório para o GP de San Marino de 1994, e de Ayrton Senna, na corrida no dia seguinte. No entanto, agora, com o coronavírus, os planos terão de ser repensados para assegurar a segurança de todos os envolvidos.

"Todos, os mecânicos, os líderes de equipe, os comissários estão acostumados a seguir protocolos de segurança muito rigorosos. E isso funcionou fantasticamente durante as últimas três décadas. O automobilismo, sem redução de desempenho, tornou-se extremamente seguro", analisou.

A temporada da Fórmula 1, cujo início foi adiado em razão da pandemia do novo coronavírus, está programada para começar em julho, com o GP da Áustria como corrida inaugural. A pandemia afetou até o momento dez etapas do Mundial, entre cancelamentos e adiamentos. Uma das provas canceladas foi o GP da Austrália, que abriria a temporada.

A previsão, com o calendário reformado, é de realizar entre 15 e 18 corridas neste ano. O encerramento pode ser em dezembro, com as provas no Bahrein e nos Emirados Árabes Unidos.

Responsável pelo regulamento técnico da Fórmula 1, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) garante que o pior momento da pandemia do novo coronavírus já passou e em breve será possível começar a temporada de 2020. O médico da entidade, o francês Gérard Saillant, disse que mesmo se a categoria registrar alguns casos positivos da doença, isso não inviabiliza a realização de corridas.

Em entrevista à emissora inglesa Sky Sports F1, Saillant afirmou que a categoria não deve passar por novos adiamentos e alterações de calendários. "Se nós tivermos um caso positivo da doença, ou quem sabe até 10, é perfeitamente possível se fazer um ajuste específico para esse problema. Em termos médicos, isso não seria um problema que vai atrapalhar", afirmou o médico francês.

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Saillant se tornou conhecido no mundo esportivo por ter comandado a cirurgia no joelho do atacante Ronaldo Fenômeno em 2000, quando o então jogador da Inter de Milão teve um grave problema de lesão. Em 2018, ele veio ao Brasil para acompanhar a cirurgia feita em Neymar pelo médico da seleção brasileira, Rodrigo Lasmar, em Belo Horizonte. Saillant também já operou estrelas do esporte como o piloto alemão Michael Schumacher.

Agora, o médico se ocupa de avaliar junto com dirigentes da Fórmula 1 a criação de um protocolo de segurança, que inclui a testagem de todos os integrantes das equipes presentes às corridas e a realização de provas sem a presença de público.

A pandemia afetou até o momento nove etapas do Mundial. Entre elas, chegou a cancelar de última hora o GP da Austrália, em Melbourne. "Eu acho que a situação é diferente entre Melbourne e agora, por causa do conhecimento sobre o vírus. É possível prevenir e se antecipar a muitas coisas", disse o médico. Recentemente, a primeira competição de automobilismo a retomar o calendário foi a Nascar, nos Estados Unidos.

Apesar da confiança, Saillant reconhece que em caso do plano dar errado e o número de casos aumentar demais após a retomada do calendário, as consequências seriam bem negativas. "Temos que tentar antecipar isso, saber onde está a linha certa além da qual é impossível continuar. Mas acho que não é um problema para nós agora. A situação está melhor", analisou.

A previsão da Fórmula 1 é começar a temporada em julho, na Áustria. A previsão é realizar entre 15 e 18 corridas. O encerramento pode ser em dezembro, com as provas no Bahrein e nos Emirados Árabes Unidos.

A intensa movimentação do mercado de pilotos da Fórmula 1 nos últimas dias pode deixar o tetracampeão Sebastian Vettel sem equipe na próxima temporada. O anúncio na semana passada de que o alemão sairia da Ferrari provocou uma série de mudanças no grid. Por outro lado, o cenário aquecido indica a real possibilidade de o alemão passar pelo menos um ano distante da categoria.

Essa chance foi reforçada no fim de semana, quando o diretor de McLaren, Zak Brown, afirmou que considera difícil ver Vettel no grid em 2021. "A grande questão é se o Seb quer ir para uma equipe que, provavelmente, não vai vencer em 2021. Acho que, infelizmente, ele vai acabar por sair da categoria", disse em entrevista ao canal Sky Sports F1. "Não me parece que haja uma oportunidade na Mercedes ou na Red Bull para ele, e na McLaren também não", completou.

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Um dos últimos lugares que poderia receber Vettel na próxima temporada pode ser ocupado por outro campeão mundial. O espanhol Fernando Alonso está cotado para voltar à categoria como piloto de Renault. Longe da Fórmula 1 desde 2018, o bicampeão mundial tem um longo relacionamento com a escuderia francesa, onde viveu a fase mais vencedora da carreira e ganhou os campeonatos de 2005 e 2006.

Inclusive, o jornal espanhol Marca publicou que o chefe da Renault, Cyril Abiteboul, iniciou os contatos com Alonso. Caso a negociação avance, o bicampeão teria como companheiro de equipe o francês Esteban Ocon, considerado na categoria como um piloto jovem e com potencial para ser campeão mundial no futuro.

A vaga na Renault se abriu porque a saída de Vettel causou uma reação em cadeia na Fórmula 1. Para a vaga dele, a escuderia italiana vai tirar Carlos Sainz da McLaren, que por sua vez trará o australiano Daniel Ricciardo, atualmente na Renault. Se a equipe francesa realmente fechar com Alonso, o alemão quase não terá mais opções entre as equipes de ponta do grid.

A última opção seria na melhor equipe do grid, a Mercedes, que têm dois pilotos com vínculos válidos somente até o fim deste ano. A escuderia que domina a categoria desde 2014 deve renovar o vínculo do hexacampeão mundial Lewis Hamilton, mas ainda não se sabe o que será feito com o finlandês Valtteri Bottas. A formação de uma dupla com Hamilton e Vettel seria promissora para os fãs, mas poderia significar um grande problema de gestão de pessoas para os dirigentes do time.

A direção do Circuito de Silverstone anunciou nesta sexta-feira (15) que chegou a um acordo com a Fórmula 1 para fazer duas corridas no tradicional traçado nesta temporada. Mas a realização de duas provas no GP da Inglaterra ainda vai precisar da aprovação do governo britânico.

"Estou feliz de confirmar que Silverstone e a Fórmula 1 chegaram a um acordo, a princípio, para receber duas corridas com portões fechados nesta temporada", anunciou Stuart Pringle, diretor-geral do tradicional circuito inglês. "Gostaria de agradecer todos os nossos fãs e de garantir a eles que estamos determinados a fazer tudo que pudermos para ajudar a Fórmula 1 com o show nesta temporada", completou.

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No entanto, Pringle admitiu que a realização das provas, ambas com os portões fechados, ainda precisa de liberação do governo. "Estas corridas estão sujeitas à aprovação do governo porque nossa prioridade é a segurança de todos os envolvidos e a atenção a todas as regras relacionadas à covid-19."

Nos últimos dias, o governo britânico e autoridades do esporte vêm conversando sobre a flexibilização de algumas atividades, como a disputa de competições de diversas modalidades. O Campeonato Inglês, por exemplo, está perto de ter seu retorno confirmado para junho.

Inicialmente, o GP da Inglaterra estava marcado para 19 de julho. Com a futura revisão do calendário, em processo constante de mudança em razão da pandemia, as duas provas em Silverstone devem ser realizadas nos dias 26 de julho e 2 de agosto. As datas ainda não foram divulgadas.

A etapa inglesa, assim, seria a segunda do calendário revisado. A primeira será o GP da Áustria, em 5 de julho, no Circuito de Spielberg. Pelo cronograma inicial da F-1, a corrida austríaca seria apenas a 11ª. No entanto, as dez etapas anteriores foram adiadas ou canceladas devido à pandemia.

Nos últimos dias, diversas especulações vêm sendo feitas quanto ao revisado calendário da F-1, ainda não revelado totalmente. Mas já estão confirmadas a corrida final em Abu Dabi, sendo precedida pelo GP do Bahrein, que deveria ser em março e agora deve ser realizado somente em novembro. O GP do Brasil deste ano ainda não foi oficializado no novo cronograma.

Há rumores de que o GP da Inglaterra não seria o único com duas corridas. A realização de provas no mesmo circuito seria uma forma de reduzir o deslocamento das equipes e de suas grandes estruturas enquanto a covid-19 ainda apresenta novos casos na Europa.

A Ferrari anunciou nesta quinta-feira (14) a contratação do espanhol Carlos Sainz Jr. para substituir Sebastian Vettel a partir da temporada de 2021 da Fórmula 1.
    Atualmente na McLaren, Sainz terá contrato de dois anos na escuderia italiana.

"Estou muito feliz em dirigir para a Scuderia Ferrari em 2021 e empolgado com meu futuro na equipe", disse o espanhol de 25 anos, em comunicado oficial da equipe.
    Sainz está na F1 desde 2015 e também já passou por Toro Rosso e Renault. Seu melhor resultado foi um terceiro lugar no GP do Brasil de 2019, ano em que terminou o campeonato em sexto lugar.

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"Carlos provou ser bastante talentoso e mostrou que tem as habilidades técnicas e os atributos certos para se encaixar em nossa família", disse o chefe de equipe da Ferrari, Mattia Binotto.

Sainz formará dupla com o monegasco Charles Leclerc, 22 anos, em uma clara mudança de estratégia da escuderia de Maranello para tentar voltar ao topo da F1.

Em 2021, a equipe terá pela primeira vez desde 2007, quando Kimi Raikkonen conquistou seu título, uma dupla sem campeões mundiais - com a temporada 2020 ainda pendente de realização.

Já o lugar de Sainz na McLaren será ocupado pelo australiano Daniel Ricciardo, atualmente na Renault.

Da Ansa

A equipe mais famosa da Fórmula 1 decidiu usar todo seu aparato tecnológico para produzir respiradores usados em pacientes com casos graves de Covid-19. O anúncio foi feito pela escuderia Ferrari nesta quarta-feira (13) e promete um aparelho abaixo do valor de mercado. 

Segundo a publicação, o produto foi desenhado e criado em cinco semanas. versátil e fácil de usar melhora o consumo de oxigênio para pacientes com dificuldades na função respiratória, sintoma comum em casos do coronavírus.

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"A Scuderia Ferrari Mission Winnow e o Instituto Italiano de Tecnologia uniram forças para criar um ventilador pulmonar que pode ser usado pelos hospitais como uma ferramenta vital para lidar com emergências como a atual pandemia global do vírus COVID-19", diz um trecho do texto publicado no site da marca italiana. 

Como acontece com os protótipos da Fórmula 1 o respirador ganhou um nome, FI5, e é segundo a construtora apenas uma das iniciativas que serão tomadas na luta contra a pandemia do Covid-19. "O desafio do COVID-19 foi o que queríamos enfrentar. O FI5 é a contribuição que fizemos como Scuderia, apresentando a essência do que faz uma equipe de Fórmula 1 e, mais importante, todas as características que tornam a Ferrari especial; sua paixão , sua criatividade e seu desejo de melhorar", contou Mattia Binotto, diretoria administrativa e de gestão esportiva da Ferrari.

 

O piloto espanhol Carlos Sainz Jr. desponta como o grande favorito a assumir o assento de Sebastian Vettel na Ferrari. O alemão anunciou na terça-feira que não renovaria seu contrato com o time italiano, o que vem gerando especulações sobre o seu substituto no tradicional time da Fórmula 1 para a temporada 2021.

Nesta quarta-feira, o espanhol foi apontado como reforço certo da Ferrari pela revista inglesa Autosport. Em seu site, a prestigiada publicação disse que a equipe deve confirmar o acerto com o espanhol até o fim deste semana. A imprensa italiana e espanhola também já apontaram Sainz como o grande favorito para substituir o tetracampeão.

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A especulação ganhou ainda mais força após o pai de Carlos Sainz, de mesmo nome, dar declarações sobre o futuro do filho. "Não posso falar muita coisa porque não quero iludir ninguém, mas está claro que as coisas estão acelerando e que as equipes não vão esperar a temporada começar", declarou o pai, famoso pelas inúmeras conquistas no rali, em entrevista a um canal da Espanha.

Se a negociação foi concretizada, confirmará a rápida ascensão de Carlos Sains Jr. no grid da Fórmula 1. O piloto de 25 anos estreou na categoria em 2015 com uma performance discreta pela Toro Rosso. Dois anos depois, trocou o time pela Renault no meio do campeonato. E só permaneceu mais uma temporada na equipe francesa.

Em 2019, encarou a difícil missão de substituir o compatriota Fernando Alonso na McLaren. E não fez feio. Mesmo diante das limitações do time britânico, terminou o campeonato numa honrosa sexta colocação geral. Neste ano, quando o campeonato foi iniciado, fará sua segunda temporada pela tradicional equipe da F-1.

Caso o acerto entre Sainz e a Ferrari seja confirmado, abrirá novas disputas por vagas em outros times do grid. O australiano Daniel Ricciardo, atualmente na Renault, já é cotado para substituir o espanhol na McLaren. E o próprio Vettel poderia entrar nesta briga. Ou ainda teria a chance de reforçar a Renault.

A Ferrari e o piloto alemão Sebastian Vettel anunciaram nesta terça-feira o fim da longa parceria estabelecida entre ambos na Fórmula 1. As duas partes divulgaram comunicado em que oficializam a permanência do tetracampeão na escuderia italiana somente até o fim deste ano. Com contrato válido somente até dezembro, Vettel não vai renovar o vínculo e ainda não divulgou qual será o seu destino em 2021.

Vettel chegou à escuderia italiana no início de 2015 após quatro títulos pela Red Bull. Pela Ferrari as duas melhores temporadas foram em 2017 e 2018, com dois vice-campeonatos. "O time e eu decidimos que não há mais desejo comum para permanecermos juntos para depois do fim desta temporada. Problemas financeiros não tiveram parte nesta decisão em conjunto", disse o piloto.

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O alemão agradeceu ao carinho da torcida e prometeu que durante os próximos meses do ano vai se dedicar à escuderia, assim como pensar no futuro. "É preciso usar a imaginação e criar uma nova abordagem própria para uma situação que mudou. Eu mesmo reservarei o tempo necessário para refletir sobre o que realmente importa quando se trata do meu futuro", comentou. "Meu objetivo imediato é terminar minha longa temporada com a Ferrari, na esperança de compartilhar mais alguns momentos bonitos juntos", completou.

Pela Ferrari, o piloto conquistou 14 vitórias e 12 pole positions. A temporada de 2019 foi a pior de Vettel pela Ferrari, ao ter encerrado a temporada com a quinta posição e atrás do companheiro de equipe, o monegasco Charles Leclerc. Os dois, inclusive, tiveram uma série de desentendimentos ao longo do ano. Um dos momentos mais tensos foi a batida entre ambos durante o GP do Brasil, quando ambos abandonaram a prova.

A escuderia italiana não indicou ainda qual será o substituto de Vettel. O chefe da Ferrari, Matia Binotto, reiterou que a decisão de não renovar o contrato com o piloto partiu de um consenso. "Não houve nenhuma razão específica que levou a essa decisão, além da crença comum e amigável de que tinha chegado a hora de seguirmos caminhos separados para alcançar nossos objetivos", explicou.

Como por causa da pandemia do novo coronavírus a temporada 2020 só tem a previsão de começar em julho, Binotto diz torcer para que seja um campeonato memorável. "Ainda não conseguimos conquistar um título mundial juntos, o que seria um quinto para ele, mas acreditamos que ainda podemos tirar muito proveito desta temporada incomum de 2020", comentou.

Prestes a completar 80 anos na terça-feira, o Autódromo de Interlagos poderá ter uma boa notícia neste mês. A organização do GP do Brasil de Fórmula 1 acredita que assinará um novo contrato com a direção da categoria até o fim de maio e conseguirá, assim, manter a corrida na cidade de São Paulo por mais dez anos. O Rio de Janeiro também pretende sediar a prova em um autódromo a ser construído no bairro de Deodoro.

"As negociações para renovar o contrato de F-1 estão avançando bem e acreditamos concluir o processo também até o final de maio", disse o promotor do GP do Brasil, Tamas Rohonyi, ao Estado. Ele não revelou detalhes sobre as conversas com a cúpula da Fórmula 1, que já admitiu negociar também com o Rio.

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No fim do ano passado o Estado revelou que São Paulo pretende pagar como taxa anual de promoção à categoria cerca de US$ 20 milhões (aproximadamente R$ 115 milhões na cotação atual). Os recursos viriam de parceiros comerciais. A organização da F-1 cobra um valor variável para todos os países que sediam suas corridas, porém desde 2017 o Brasil não paga a taxa.

O GP do Brasil deste ano está marcado para 15 de novembro, mas está sob risco. A pandemia do novo coronavírus bagunçou o calendário deste ano de tal forma que o campeonato ainda nem começou e colocou em dúvida diversas etapas da temporada. Inicialmente, a previsão era de um recorde de 22 corridas em 2020. Agora a F-1 trabalha com um planejamento de 15 a 18. Dez etapas já foram adiadas ou canceladas, caso dos GPs da Austrália, França e Mônaco, completamente descartados.

Em contato com o Estado, a cúpula da categoria não confirmou se a prova brasileira estará no calendário deste ano. A F-1 explica que pretende abrir o campeonato com o GP da Áustria, em 5 de julho, e nos meses seguintes deseja realizar provas nos outros continentes, inclusive nas Américas. A competição vai terminar em dezembro com as etapas do Bahrein e de Abu Dabi, nos Emirados Árabes Unidos.

Em um cenário mais pessimista, o octogenário autódromo paulistano pode não receber mais etapas da F-1, se o GP brasileiro não for realizado neste ano e caso São Paulo não consiga renovar o contrato com a Formula One Management (FOM), empresa que gere os direitos da categoria.

Nada disso abala a organização do GP do Brasil. "Os promotores do GP Brasil de F-1 acompanham o trabalho da FOM para estabelecer um calendário do campeonato deste ano dentro das limitações conhecidas. Fomos informados que o novo calendário será publicado até o final de maio, quando os ingressos para o GP Brasil serão colocados à venda. Pelas previsões das autoridades sanitárias não deve existir restrição para a realização da prova em novembro conforme previsto", disse Rohonyi.

ÍCONE DO AUTOMOBILISMO NACIONAL - Se o cenário for mais otimista, com a eventual renovação do contrato, o Autódromo de Interlagos reforçará ainda mais a sua relevância nacional e internacional, apesar da futura concorrência com o circuito planejado para ser erguido no bairro de Deodoro, no Rio.

Caso seja confirmado no calendário deste ano, Interlagos sediará uma prova oficial da F-1 pela 38ª vez, sendo a 31ª consecutiva. Neste período, o autódromo recebeu vitórias de alguns dos maiores pilotos nacionais da história, como Emerson Fittipaldi, Ayrton Senna, Felipe Massa e José Carlos Pace.

A importância de Interlagos para a cidade também é econômica. Segundo estimativas da própria prefeitura, no ano passado a prova gerou um impacto de R$ 361 milhões. Hotéis com lotação quase máxima, movimentação de restaurantes e a presença de turistas de vários países da América do Sul fazem o GP do Brasil ser um dos maiores eventos de São Paulo. O público presente na prova do ano passado foi de 158 mil pessoas.

O autódromo também é um dos espaços públicos da cidade mais buscados para quem quer organizar eventos. De acordo com dados do site da Prefeitura, em 2018 o local foi reservado para 412 compromissos. De corridas de variadas categorias até festivais musicais e gravações de comerciais, a agenda lotada rendeu ao município R$ 9,8 milhões entre taxas de aluguel e ressarcimentos.

Somente a entrada desses recursos garante o superávit das contas relativas ao autódromo. Também em 2018, a prefeitura gastou R$ 7,7 milhões com manutenção, contas de água e luz e pagamento de seguranças. Para realizar a Fórmula 1, a capital paulista investe pesado todos os anos, porém tem um bom retorno. Em 2019, a Secretaria de Turismo destinou R$ 38,9 milhões para a realização do GP.

A Prefeitura de São Paulo suspendeu na terça-feira o processo de licitação do autódromo de Interlagos para a iniciativa privada. A informação foi publicada Diário Oficial do Município. O prefeito Bruno Covas (PSDB) revelou que a decisão de interromper a concorrência pública se deu após o Tribunal de Contas do Município (TCM) concluir que o processo "não possui condições de prosseguimento".

Antes disso, em fevereiro deste ano o TCM havia citado a necessidade de alterações no projeto de concessão do autódromo para a iniciativa privada. O órgão indicou o acréscimo de requisitos como a limitação do número máximo de empresas para participar em consórcio na licitação, melhoria nos critérios de penalidade contratual, dispositivo de transparência no processo de desestatização e maior participação da prefeitura em pesquisas de satisfação dos usuários sobre o Complexo Interlagos.

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Depois disso, o edital chegou a ser atualizado e republicado, porém agora a prefeitura decidiu suspender o processo. Desde 2017 a cidade pensa em uma maneira de ceder o espaço à iniciativa privada e tem debatido variadas formas de se concretizar esse objetivo. Após a primeira alternativa ser a privatização, no ano passado a prefeitura optou por mudar o formato da proposta e lançar uma concessão à iniciativa privada.

Ao longo dos 35 anos de concessão, a Prefeitura de São Paulo previa arrecadar quase R$ 1 bilhão com Interlagos com recursos vindos do pagamento da outorga, investimentos, pagamento de impostos e desoneração do orçamento municipal. Entre as exigências aos interessados estão a necessidade do espaço ser multiuso, com a possibilidade de receber a construção de shopping, hotel, galpão comercial e, claro, eventos automobilísticos.

A concessão privada de Interlagos é considerada como um dos trunfos da Prefeitura de São Paulo para conseguir renovar o contrato com a Fórmula 1 para a realização do GP do Brasil - há agora a concorrência do Rio de Janeiro. O acordo atual vale somente até o final deste ano. A prova está prevista para ser disputada em novembro.

A Fórmula 1 prevê o início da temporada de 2020 na Áustria, no circuito Red Bull Ring, em Spielberg, de 3 a 5 de julho, provavelmente "sem torcedores", anunciou nesta segunda-feira (27) o presidente da categoria, o empresário norte-americano Chase Carey, em um comunicado oficial. "Planejamos um início das corridas na Europa em julho, agosto e início de setembro, com a primeira na Áustria, no fim de semana de 3 a 5 de julho", afirmou.

"Em setembro, outubro e novembro deveremos correr na Eurásia, Ásia e América para terminar a temporada no Golfo em dezembro com o Bahrein, antes do tradicional final em Abu Dhabi, depois da disputa de entre 15 e 18 corridas", completou o comunicado.

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Também nesta segunda-feira, os organizadores do GP da França, previsto para 28 de junho no circuito de Paul Ricard, em Le Castellet, anunciaram o cancelamento da prova devido às medidas governamentais de luta contra a epidemia do novo coronavírus.

"Levando em conta a evolução da situação ligada à propagação do vírus covid-19, o Grande Prêmio da França leva em consideração as decisões anunciadas pelo Estado, que tornam impossível a manutenção de nosso evento", revelou Eric Boullier, diretor geral do GP, em um comunicado oficial. "Os olhares do Grande Prêmio da França - Le Castellet se voltam para o ano de 2021", completou.

Além disso, o GP da Grã-Bretanha, programado para 19 de julho no circuito de Silverstone, será disputado com portões fechados. "Com extrema decepção, tenho que afirmar que não podemos organizar o Grande Prêmio da Grã-Bretanha com torcedores este ano em Silverstone", disse diretor do circuito, Stuart Pringle.

Não é segredo que o hexacampeão mundial de Fórmula 1 Lewis Hamilton tem verdadeira admiração por Ayrton Senna. Como mais uma prova do carinho pelo seu ídolo, o piloto britânico publicou, neste sábado (25), uma montagem em que aparece ao lado do brasileiro.

A foto originalmente tem Senna com seu eterno rival Alain Prost ao lado. A fotomontagem movimentou as redes do Hamilton. Na legenda o piloto foi sucinto: "e se...", publicou. 

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Hamilton já homenageou Senna - que faleceu em 1994 - em diversas ocasiões. Além disso, o atual campeão do mundo realiza suas corridas com capacete verde amarelo como lembrança a história de Ayrton Senna. 

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O ex-piloto de Fórmula 1 Nelson Piquet disparou na direção do narrador da Rede Globo Galvão Bueno e declarou que ele "não entende nada" de automobilismo em entrevista feita através de uma live à repórter Mariana Becker.

O questionamento tem relação com um comentário feito em 1986, na ultrapassagem realizada por Piquet em cima de Ayrton Senna no GP da Hungria: "Ele não entende p... nenhuma de automobilismo", afirmou.

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 Piquet explicou o motivo: “Ele dizia que eu tinha um motor mais forte. Mas naquela época, existia uma técnica (de ultrapassagem). Você tem que entrar na reta uns trinta metros atrás(...) Não é que você tinha mais motor. Porque o Galvão dizia: 'Olha, tem muito mais motor, vai passar'. Não é nada disso. Em todas as ultrapassagens, você entra no vácuo, cria velocidade, sai do vácuo e passa", detalhou. 

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Nelson ainda relembrou a ultrapassagem que ficou eternizada para os fãs: ”Eu estava liderando a corrida, fizemos um pitstop muito lento, o Senna assumiu a liderança. Fui chegando nele, fui passar pela direita e ele me espremeu na parte suja da pista. Eu escorreguei e ele conseguiu dar o troco, me passando. Mas eu já tinha determinado que ia passar do mesmo jeito e que se ele fizesse a mesma coisa eu ia joga-lo na arquibancada. Consegui passar depois pela parte limpa e ganhar a corrida", concluiu.

A temporada da Stock Car não começará antes de julho. Nesta quarta-feira, a Vicar, a organizadora da principal categoria do automobilismo nacional, comunicou que não trabalha mais com a possibilidade de realizar provas no primeiro semestre de 2020 e cogita fazer corridas sem a presença de público.

"A Stock Car também vive a expectativa de poder voltar às suas atividades. Levando em conta o cenário atual, não faremos isso antes de julho. Estamos nos planejando para esta hipótese, mas cientes que tudo dependerá das decisões das autoridades", anunciou a Vicar.

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Anteriormente, a Stock havia adiado as duas primeiras etapas do campeonato, a Corrida de Duplas, em Goiânia, em 29 de março, e a prova do Velopark, em 12 de abril. Agora, porém, também não vão ser realizadas nas datas originais as corridas de Londrina (17 de maio), Interlagos (31 de maio) e Velo Città (28 de junho).

Assim, caso seja possível iniciar o campeonato no segundo semestre, julho tinha uma prova prevista para o dia 19, em Santa Cruz do Sul. No entanto, ajustes serão feitos no calendário, pois a Vicar tem o desejo de que a temporada 2020 da Stock Car tenha as 12 etapas previstas inicialmente.

"Quando voltarmos, seguiremos o melhor protocolo médico de segurança para a saúde dos envolvidos. Se necessário for, faremos alguns eventos com portões fechados e com rigorosas medidas de proteção aos pilotos e membros das equipes", afirmaram os organizadores.

Além disso, podem ser realizadas mais de uma etapa por fim de semana. "Buscaremos seguir o calendário e realizar as doze etapas do campeonato, mesmo que seja necessário eventualmente realizar duas etapas no mesmo final de semana, uma no sábado e outra no domingo. Além das transmissões pela televisão, estamos preparando uma completa cobertura dos bastidores pelos canais digitais", acrescentou a Vicar.

Em isolamento social em sua residência, o piloto inglês Lewis Hamilton, hexacampeão mundial de Fórmula 1, participou neste sábado do festival One World: Together At Home (Um Mundo: Juntos em Casa), a maior "live" da história, que reuniu artistas de todo o mundo.

Em sua curta aparição no festival, o piloto da Mercedes enalteceu a importância dos profissionais de saúde para o combate ao novo coronavírus e chamou a atenção do trabalho de uma médica de Milão, na Itália. "Nas últimas semanas, nós vimos os profissionais de saúde do mundo inteiro mostrando muita força e coragem. Neste momento, eles estão dando suas vidas e isso não deve ser esquecido", afirmou Lewis Hamilton.

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Recentemente, o piloto já havia feito publicações em suas redes sociais em que agradece o trabalho dos profissionais que estão na linha de frente do combate à pandemia, a quem ele considera os "verdadeiros heróis".

Lewis Hamilton também publicou mensagens em que detona as pessoas que têm ignorado a quarentena na Grã-Bretanha, imposta pelo governo. O ex-jogador inglês David Beckham foi outro astro do esporte a participar do evento.

Considerada a maior "live" da história, o festival teve a cantora Lady Gaga como curadora e reuniu diversas estrelas da música como Paul McCartney, Elton John, Stevie Wonder e Andrea Bocelli, além de bandas como os Rolling Stones. O projeto musical foi criado para entreter os fãs e arrecadar fundos para ajudar pessoas afetadas pela covid-19.

Os músicos fizeram as apresentações direto de suas casas, seguindo a orientação da entidade criadora, a ONG Global Citizen, em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

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