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Ausente no calendário da Fórmula 1 em 2020, o GP do Brasil abre nesta sexta-feira a venda de ingressos para a corrida deste ano, em novembro, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo. Estamos disponíveis para a pré-venda os ingressos do primeiro lote para o fim de semana dos dias 5, 6 ou 7 de novembro.

Nesta etapa da venda, têm prioridade para adquirir os bilhetes quem já estava cadastrado e quem já esteve em edições anteriores do GP. Depois, pela ordem, vêm os clientes novos que se cadastrarem para comprar as entradas para este ano. A organização acredita que esta cota deve ser esgotada rapidamente.

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A venda para o público em geral vai ter início assim que encerrar a pré-venda. Somente é possível fazer o cadastro e adquirir ingressos para a corrida no site oficial do GP: www.f1saopaulo.com.br. Os fãs de automobilismo que já estavam cadastrados anteriormente vão receber por e-mail um código único para a pré-venda.

Os setores das arquibancadas são os mesmos dos anos anteriores. Há apenas uma novidade. A área VIP terá a estreia do setor chamado Grand Prix Club. Mas o autódromo receberá menos torcedores neste ano, devido à pandemia. A organização ainda não definiu quantos serão permitidos em cada dia do fim de semana do GP.

"A capacidade do autódromo será reduzida neste primeiro momento, visando a realização de um evento seguro para todos, mas poderá aumentar se a situação da pandemia no estado permitir. Todos os protocolos determinados pelas autoridades sanitárias na ocasião do evento serão cumpridos rigorosamente", informou a organização.

O GP brasileiro avisa também que, caso haja cancelamento da prova deste ano, o ingresso será válido para a corrida de 2022. No ano passado, a prova da F-1 em solo nacional não foi realizada em razão da pandemia. Não houve corridas nas Américas, devido ao alto número casos de covid-19 nos países.

A ausência no calendário de 2020 coincidiu com a disputa entre as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro para receber a corrida. A capital fluminense apostava no projeto do novo autódromo planejado para ser erguido no bairro de Deodoro. Mas a cúpula da F-1 decidiu renovar seu contrato com São Paulo por cinco anos, em acordo anunciado em dezembro.

Os promotores do GP de Cingapura de Fórmula 1 anunciaram nesta sexta-feira o cancelamento da corrida em 2021 devido a preocupações com a pandemia de covid-19. O evento noturno aconteceria entre 1.º e 3 de outubro, mas os organizadores afirmam que não teriam condições de "entregar a experiência completa que os fãs se acostumaram a esperar ao longo dos anos".

"Entendemos que nossos fãs estão ansiosos por outra edição do GP de Cingapura de Fórmula 1. Cancelar o evento pelo segundo ano consecutivo foi uma decisão incrivelmente difícil, porém necessária", disse o vice-presidente da empresa organizadora, Colin Syn.

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"Temos de ser responsáveis, cautelosos e prudentes, uma vez que a segurança é nossa maior preocupação", acrescentou o organizador. Com 62.145 casos e apenas 33 mortes até o momento, Cingapura está com a pandemia sob controle e vem registrando menos de 60 contágios por dia desde setembro do ano passado.

As primeiras mortes por covid-19 em Cingapura no ano de 2021 foram registradas em abril. O país, que chegou a ser exemplo no controle da pandemia, registrou 248 novos casos de infecção na última semana de maio, dentre os quais foi detectada a variante indiana do vírus. Isso levou o governo a impor restrições voltadas para os terminais de viagens, além de separar passageiros e voos de acordo com a classificação de risco das regiões de origem.

Recentemente, a Fórmula 1 já teve de lidar com o cancelamento do GP do Canadá, depois substituído pela Turquia, que também acabou saindo do calendário. No fim das contas, a categoria decidiu fazer uma segunda corrida na Áustria, no circuito Red Bull Ring, batizando-a como GP da Estíria, assim como em 2020.

A Fórmula 1 ainda não anunciou o autódromo que vai entrar no lugar de Cingapura, mas fala-se em um possível retorno da China ou em uma rodada dupla em Austin, nos Estados Unidos. "Continuamos a trabalhar com todos os promotores nesses tempos fluídos e temos muitas opções para adaptar, se necessário", garantiu um representante da categoria.

O britânico Lewis Hamilton revelou ter problemas em sua Mercedes durante a segunda sessão de treinos livres, nesta sexta-feira, em Baku, para o GP do Azerbaijão, a ser disputado no domingo. O sete vezes campeão mundial, em comunicação com o engenheiro, disse não ter potência no carro.

"Faça o que for preciso, mas não conseguirei ser mais rápido. Não sei de onde tirar tempo", disse Hamilton, apenas o 11º colocado (1min43s156) na sessão, que teve domínio da equipe Red Bull. O primeiro foi o mexicano Sergio Perez (1min42s115), seguido muito de perto pelo holandês Max Verstappen (1min42s216), primeiro colocado na primeira sessão e atual líder do Mundial.

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A Ferrari veio em seguida com seus dois carros. O espanhol Carlos Sainz foi o terceiro mais rápido (1min42s243), à frente do companheiro, o monegasco Charles Leclerc (1min42s436).

A boa novidade do treino foi a presença do espanhol Fernando Alonso, da Alpine, na sexta colocação (1min42s693), atrás do francês Pierre Gasly (1min42s534), da AlphaTauri. A Alfa Romeo surgiu na sétima colocação, com o italiano Antonio Giovinazzi (1min42s941), à frente do britânico Lando Norris, da McLaren (1min43s018).

A nona posição ficou para o francês Esteban Ocon, da Alpine (1min43s020), enquanto o décimo lugar foi para o japonês Yuki Tsunoda (1min43s130), da AlphaTauri. Confirmando o mau dia da Mercedes, o finlandês Valtteri Bottas marcou apenas o 16º tempo (1min44s184).

Os carros voltam para a pista neste sábado a partir das 6 horas (horário de Brasília) com o terceiro treino livre. A classificação está prevista para começar às 9 horas, mesmo horário para o início da corrida no domingo.

O piloto britânico Lewis Hamilton postou um vídeo das manifestações realizadas contra o presidente Jair Bolsonaro em seu Instagram nesta segunda-feira (31).

As imagens mostram um sobrevoo sobre a Avenida Paulista, em São Paulo, tomada pelos manifestantes no último sábado (29).

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Naquele dia, milhares de pessoas foram para as ruas de mais de 100 cidades no país protestar contra o governo Bolsonaro e contra a gestão da pandemia de Covid-19. O Brasil é o segundo no mundo em número total de mortes, com mais de 461 mil vítimas.

"Meu coração está com vocês Brasil", escreveu o heptacampeão mundial de Fórmula 1 em seus stories.

Hamilton é conhecido por seu engajamento em questões sociais e ambientais e usa com frequência a sua voz, dentro e fora das pistas, para questões de relevância internacional, como a luta contra o racismo, contra o desmatamento e a poluição ambiental e também de movimentos sociais - como a revolta ocorrida na Nigéria no ano passado.

Sobre o Brasil, o piloto da Mercedes já postou diversas mensagens, tanto por conta do elevado número de mortes na pandemia de Covid-19 como nos incêndios que atingiram a Amazônia nos últimos três anos.

Da Ansa

Helio Castroneves é, oficialmente, o maior da história das 500 Milhas de Indianápolis, uma das provas mais tradicionais do automobilismo mundial. Neste domingo, no circuito oval do Motor Speedway, na cidade de Indianápolis, nos Estados Unidos, o piloto brasileiro deu um show e venceu um duelo espetacular com o espanhol Álex Palou, o ultrapassando na penúltima das 200 voltas, para levar a corrida que vale pela Fórmula Indy pela quarta vez, igualando o recorde de todos os tempos.

Restando sete voltas para o final, a disputa foi definida entre Castroneves e Palou, quando aqueles que se mantinham na pista (o sueco Felix Rosenqvist e o japonês Takuma Sato) estavam esperando uma bandeira amarela que não os obrigasse a uma última parada para reabastecimento. Mas os dois não tinham combustível suficiente e, a duas voltas para a bandeira quadriculada, o brasileiro tomou a ponta definitivamente após várias trocas com Palou pela primeira colocação.

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Com a vitória, Castroneves, que está com 46 anos e correu pela Meyer Shank, entrou para o hall dos maiores vencedores das 500 Milhas. Apenas três pilotos tem quatro vitórias na corrida em Indianápolis: os americanos Anthony Joseph Foyt, Al Unser e Rick Mears.

A segunda posição ficou com Palou, piloto da Chip Ganassi que completou a corrida apenas 0s4928 atrás de Castroneves. O francês Simon Pagenaud, da Penske, ficou com a terceira colocação, sendo seguido pelo mexicano Pato O’Ward, quarto com uma McLaren. O grupo dos cinco primeiros foi completado pelo americano Ed Carpenter, piloto da Carpenter Racing.

O americano Santino Ferrucci, com um carro da RLL, fechou a corrida na sexta posição, chegando logo à frente do compatriota Sage Karam, piloto que defendeu a Dreyer & Reinbold. O holandês Rinus VeeKay, que liderou boa parte da prova, foi o oitavo colocado com uma Carpenter. O Top 10 ainda contou com o colombiano Juan Pablo Montoya, da McLaren, e o brasileiro Tony Kanaan, da Chip Ganassi. Pietro Fittipaldi foi o 25.º com o monoposto da Dale Coyne.

A prova contou com o maior público de um evento esportivo desde o início da pandemia de covid-19 no primeiro semestre de 2020. Os 135 mil ingressos colocados à venda foram esgotados rapidamente.

A temporada 2021 da Fórmula Indy terá sua próxima corrida nos dias 12 e 13 de junho, com a disputa da rodada dupla de Detroit, no circuito montado nas ruas da Ilha Bela.

Depois da vitória do holandês Max Verstappen, da Red Bull, no GP de Mônaco, no último final de semana, o britânico Lewis Hamilton viu que a briga pelos troféus está mesmo acirrada nesta temporada e que ele terá trabalho se quiser voltar a dominar as pistas, e o pódio da Fórmula 1, com a Mercedes. O heptacampeão mundial admitiu que vai ter que se empenhar bastante para superar a rival na busca pelo oitavo título da categoria.

Depois de ficar na sétima posição no GP de Mônaco, o piloto da Mercedes foi ultrapassado por Verstappen na liderança do Mundial de 2021. Após cinco provas, o holandês tem quatro pontos de vantagem sobre Hamilton (105 a 101). Os dois estão muito à frente do britânico Lando Norris, da McLaren, terceiro colocado com 56. Com isso, o britânico vê um páreo duro com o rival da Red Bull.

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"Vai ser difícil, eles têm um carro vencedor do campeonato e serão muito difíceis de derrotar. Eu tenho falado sério sobre isso o ano todo. Ainda não acabou, há um longo, longo caminho a percorrer. Estou grato por termos terminado e conseguido alguns pontos e a volta mais rápida. Cada ponto que você consegue em um fim de semana ruim como este pode contar para algo no final", disse Hamilton.

Já na disputa do Mundial de Construtores, o GP de Mônaco foi bem ruim para a Mercedes, que viu a Red Bull tirar uma grande diferença e ficar um ponto à frente na liderança da temporada, com 149. No entanto, Hamilton acredita que a equipe pode retomar o primeiro lugar.

"Mostramos muitas vezes que podemos nos recuperar deste tipo de fim de semana. Portanto, não sou o mais preocupado. Temos uma discussão muito aberta, aberta e honesta. A razão de termos todos esses campeonatos é que cometemos muitos erros, mas sempre voltamos mais fortes e aprendemos com eles. Muitas vezes sou grato por dias como este porque você aprende mais. Se você está ganhando o tempo todo, aprende menos e há muito o que aprender neste final de semana. Não temos todas as respostas, mas isso nos obrigará a procurá-las", contou.

Assim como aconteceu em Mônaco, a sexta etapa da temporada 2021 será novamente em um circuito de rua. O GP do Azerbaijão, na capital Baku, será realizado no próximo dia 6.

O automobilismo mundial está de luto. Neste domingo de GP do Mônaco da Fórmula 1, os fãs de automobilismo foram surpreendidos com a notícia da morte do ex-piloto brasileiro André Ribeiro, que se destacou na Fórmula Indy, vítima de câncer no intestino aos 55 anos.

De acordo com a F1Mania, André Ribeiro escondeu a doença de seus amigos mais próximos e até de familiares. Não queria deixar ninguém preocupado. Ele deixa três filhas e muita saudade no mundo da velocidade.

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André Ribeiro foi o único brasileiro a conseguir vencer uma prova da Fórmula Indy no Brasil. Um de seus três triunfos na categoria de monoposto aconteceu na Rio 400, em Jacarepaguá, em 1996. O piloto disputou a categoria com carros da Tasman e da Penske.

Considerado um gentleman. André Ribeiro era um piloto que todos gostavam de ter como amigo. Sempre solicito, não dispensava ajudar um companheiro e carregava enorme apreço nas pistas mesmo com rivais de equipe.

Sua carreira começou aos 19 anos, ainda no kart. Passou por Fórmula Opel, Fórmula 3 Inglesa e Fórmula 3 sempre sonhando em chegar à Fórmula 1. Acabou na Indy Lights e, por fim, na Indy. Aposentou das pistas aos 31 anos, quando estava na Penske, para investir na carreira de empresário do ramo automobilístico.

Decepcionado num dia, feliz da vida no outro. Max Verstappen saiu bastante triste do treino de sábado ao não conseguir a pole position por causa de batida de Charles Leclerc quando fazia volta rápida. Neste domingo, viu o monegasco quebrar e ficar fora do grid, ganhou de ponta a ponta o GP de Mônaco, em Montecarlo, e assumiu a primeira colocação do Mundial de Pilotos da Fórmula 1, superando o inglês Lewis Hamilton, apenas o sétimo.

O novo líder recebeu a bandeirada da tenista Serena Williams e subiu para 105 pontos com a segunda vitória na temporada e 12ª na Fórmula 1. Hamilton aparece em segundo, com 101, e só teve a comemorar o ponto extra pela volta mais rápida. Num GP sem pilotos da Mercedes entre os melhores, completaram as primeiras posições Carlos Sainz, da Ferrari, pela primeira vez no pódio pela equipe, e Lando Norris, da McLaren.

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Antes de subir ao pódio de Mônaco pela primeira vez na carreira, Verstappen recebeu os parabéns da equipe pelo rádio e, assim que deixou o carro, correu para os braços dos mecânicos da Red Bull, extremamente feliz com a vitória e, sobretudo, a liderança.

A vitória da Red Bull, aliada ao quarto lugar de Sérgio Perez e o abandono de Valtteri Bottas, ainda levou a equipe ao topo do Mundial de Pilotos pela primeira vez desde 2014, superando a Mercedes, que viveu um domingo para se esquecer, por um ponto: 149 a 148.

Verstappen comemorou muito a conquista no tradicional GP de Mônaco. "Sempre quis ganhar esse GP, desde criança. Estar aqui hoje me deixa orgulhoso, aqui é muito especial", festejou o holandês. "Uma corrida maravilhosa, que sempre esteve sob controle. Foi muito bom."

Ao "ganhar" a pole position com a ausência de Charles Leclerc no grid por causa de problema mecânico no carro da Ferrari, o holandês largou com o carro inclinado para evitar o ataque de Bottas na largada. E a estratégia deu certo.

Largar bem e manter a primeira posição numa pista de difícil ultrapassagem nas ruas do Principado de Mônaco era vital para as pretensões da Red Bull na busca pela liderança do Mundial de Pilotos, já que Hamilton estava apenas em sétimo no grid, antes da confirmação da ausência do pole Leclerc. O inglês saiu em sexto e por lá permaneceu nas primeiras voltas, sem trocas de posição entre os primeiros.

O piloto monegasco viu seu carro parar de funcionar antes de a corrida começar e a Ferrari revelou que foi por causa de um problema no eixo de transmissão. A informação é que não havia tempo hábil para o conserto. Sem jamais conseguir completar uma prova no circuito caseiro, Leclerc desta vez nem largou.

Verstappen, tranquilo na frente, logo abriu boa vantagem sobre Bottas e disputava com seu companheiro de equipe, o mexicano Sérgio Perez, em oitavo, a melhor volta do GP de Mônaco que renderia um precioso ponto a mais. Revezavam a marca até Hamilton a cravá-la, no fim.

A Mercedes optou por troca de estratégia e usar pneus duros em seus pilotos com Hamilton fazendo a troca na volta 30. A estratégia não deu certo e o inglês perdeu a posição nos boxes para Pierre Gasly. Ficou muito irritado. Para completar o desastroso trabalho, a porca do pneu direito de Bottas travou e o finlandês teve de abandonar a corrida.

Com a queda de Hamilton para o sétimo lugar e o abandono de Bottas, a Red Bull assumia a liderança do Mundial de Construtores, algo inimaginável antes da largada. Mas queria mais e Perez partiu para o ataque sobre Lando Norris nas dez últimas voltas.

Em corrida na qual as ultrapassagens eram coisa rara, senão pelos retardatários abrindo passagem, as estratégias de boxe foram determinantes para as posições finais. Mesmo assim, Perez ainda garantiu uma emoção final com seu ataque à McLaren, sem ter êxito em ultrapassar e conformando-se com o quarto lugar.

Hamilton optou por nova troca para tentar o ponto extra de melhor volta. Com pneu macio, queria desbancar o tempo de Yuki Tsunoda, da AlphaTauri. E conseguiu logo na segunda tentativa. Mesmo assim, terminou com quatro a menos que Verstappen. Terceiro na corrida, Lando Norris também subiu para a posição no Mundial de Pilotos, agora com 56 e na frente de Bottas, com 47.

Veja a classificação do GP de Mônaco:

1º) Max Verstappen (HOL/Red Bull), em 1h38min56s620

2º) Carlos Sainz (ESP/Ferrari), a 8s968

3°) Lando Norris (GBR/McLaren), a 19s427

4º) Sergio Perez (MEX/Red Bull), a 20s490

5º) Sebastian Vettel (ALE/Aston Martin), a 52s591

6º) Pierre Gasly (FRA/AlphaTauri), a 53s596

7º) Lewis Hamilton (GBR/Mercedes), a 68s231

8º) Lance Stroll (CAN/Aston Martin), a uma volta

9º) Esteban Ocon (FRA/Alpine), a uma volta

10º) Antonio Giovinazzi (ITA/Alfa Romeo), a uma volta

11º) Kimi Raikkonen (FIN/Alfa Romeo), a uma volta

12º) Daniel Ricciardo (AUS/McLaren), a uma volta

13º) Fernando Alonso (ESP/Alpine), a uma volta

14º) George Russell (GBR/Williams), a uma volta

15°) Nicholas Latifi (CAN/Williams), a uma volta

16º) Yuki Tsunoda (JAP/AlphatTauri), a uma volta

17º) Nikita Mazepin (RUS/Haas), a três voltas

18º) Mick Schumacher (ALE/Haas), a três voltas

Não completaram a prova:

Charles Leclerc (MON/Ferrari).

Valtteri Bottas (FIN/Mercedes).

A Ferrari surpreendeu a todos e foi a grande equipe em ação nesta quinta-feira de treinos livres para o GP de Mônaco de Fórmula 1, a quinta etapa do Mundial de 2021. A escuderia italiana, que já havia sido destaque na primeira sessão com o espanhol Carlos Sainz Jr. em segundo, brilhou com dobradinha na segunda atividade nas ruas de Montecarlo. Charles Leclerc, que pouco andou pela manhã em razão de um problema no câmbio, foi o mais rápido e registrou 1min11s684 com pneus macios, predominante nas simulações de classificação. Desta forma, o dono da casa ficou com a volta mais rápida do dia.

Sainz completou a dobradinha da Ferrari ao terminar 0s112 atrás (1min11s796) do companheiro de equipe. Já na casa de 1min12s, o britânico Lewis Hamilton, que liderou boa parte dos trabalhos com a Mercedes, foi o terceiro com uma volta 0s390 mais lenta (1min12s074) na comparação com Leclerc. O heptacampeão mundial terminou apenas 0s007 mais rápido (1min12s081) que o holandês Max Verstappen, quarto colocado com a Red Bull, enquanto que o finlandês Valtteri Bottas foi o quinto (1min12s107) com a outra Mercedes.

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O britânico Lando Norris, com a McLaren, concluiu as atividades do dia em sexto lugar, à frente da AlphaTauri do francês Pierre Gasly. O mexicano Sergio Pérez, líder na primeira sessão de treinos livres, foi somente o oitavo colocado com o segundo carro da Red Bull, enquanto que o italiano Antonio Giovinazzi, da Alfa Romeo, e o alemão Sebastian Vettel, com a Aston Martin, concluíram o Top 10. O experiente espanhol Fernando Alonso, com sua Alpine, ficou em 12.º lugar.

Já no fim da sessão, o alemão Mick Schumacher chocou a parte traseira da sua Haas contra o guardrail e se arrastou pela pista até encostar de vez na área de escape localizada por dentro da chicane do Porto. Em razão dos detritos na pista, a direção de prova acionou a bandeira vermelha, que, na prática, encerrou de vez o treino da tarde desta quinta-feira.

Como manda a tradição, a Fórmula 1 folga nesta sexta-feira, retomando as atividades apenas no sábado, com o terceiro treino livre, às 7 horas (de Brasília), seguido do treino oficial de classificação, às 10 horas. A corrida do GP de Mônaco será no domingo, às 10 horas.

Foi com enorme dificuldade, na base da estratégia, mas Lewis Hamilton ganhou pela sexta vez o Grande Prêmio da Espanha de Fórmula 1, pela quinta vez seguida no circuito da Catalunha. Pole position, o inglês da Mercedes chegou à 98° vitória da carreira ao devolver a ultrapassagem da largada em Max Verstappen, da Red Bull, restando seis voltas.

Depois de perder a primeira posição na curva 1, Hamilton andou o tempo todo atrás do holandês e só conseguiu a redenção ao optar por uma segunda troca de pneus e conseguir tirar mais de 22 segundos de desvantagem com bela prova de recuperação.

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Hamilton ampliou a vantagem na liderança do Mundial de Pilotos para 14 pontos sobre o rival da Red Bull. Subiu para 94 contra 80 de Verstappen. Valtteri Bottas completou o pódio e recuperou a terceira colocação na classificação geral, com 47.

"Grande trabalho", agradeceu à equipe Hamilton, que festejou a "grande estratégia" na corrida disputada no circuito da Catalunha. Por outro lado, Verstappen lamentou a maior velocidade dos carros da Mercedes. Foi consolado e parabenizado pela ótima corrida em situações adversas.

O Grande Prêmio espanhol contou com a presença de mil torcedores, espalhados nas arquibancadas da reta principal com o devido distanciamento social. Hamilton festejou a volta do público às pistas e agradeceu o apoio da torcida ao ver a bandeira da Inglaterra.

Apesar de ter seus dois pilotos no pódio, a largada não foi boa para os pilotos da Mercedes em Barcelona. Max Verstappen, da Red Bull, foi arrojado e ultrapassou Lewis Hamilton, quase tocando o inglês, ao final da reta. Bottas perdeu a terceira posição no grid para Charles Leclerc, da Ferrari, que o passou por fora pouco depois da primeira curva.

Num circuito de difícil ultrapassagem, Verstappen sabia que sua chance para tentar vencer na Catalunha era arriscar na largada. Não fosse direção defensiva de Hamilton e a corrida de ambos poderia terminar na primeira curva. O inglês tirou o carro e evitou a colisão.

Irritado com erro no treino de sábado, o japonês Yuki Tsunoda completou seu fim de semana desastroso com apenas oito voltas na Espanha. O motor do carro da Alphatauri apagou e ele teve de abandonar a prova, exigindo a entrada do safety car. Os primeiros colocados mantiveram suas posições na relargada.

As emoções ficaram para os pit stops. Verstappen optou por parar primeiro, mas perdeu tempo na troca. Hamilton queria abrir vantagem na pista para voltar na frente do holandês em sua parada. Na volta 29, o pentacampeão parou para a troca. Saiu quase cinco segundos atrás de Verstappen. Bottas recuperou a terceira posição com a parada de Leclerc, que ficou bem para trás do trio da frente depois de trocar os pneus.

Em apenas cinco voltas, Hamilton baixou a vantagem e encostou novamente no carro da Red Bull para brigar pela liderança. Mesmo colado, abriu a asa em diversas voltas e não conseguia brigar pela ultrapassagem. Optou, então, por nova troca na volta 43, justamente quando Verstappen reclamava de problemas na aderência dos pneus. Ficou mais de 22 segundos atrás. O inglês tentava repetir a estratégia vencedora de 2020 e sua primeira volta já foi a mais rápida da corrida.

Tirando mais de um segundo por volta, a expectativa era de briga pela vitória nas voltas finais. Restando 15 voltas, Hamilton tinha 10 segundos atrás de Verstappen e estava colado em Bottas, orientado a não atrapalhar a briga pelo título. O finlandês cedeu a posição a contragosto, tirando segundos preciosos do líder do Mundial.

Isolado na frente, Verstappen travava batalha pelo rádio com seu engenheiro ao questionar como faria para andar rápido e economizar pneu ao mesmo tempo. Bottas foi para nova troca, optando por pneus macios para buscar o ponto extra da melhor volta. Caiu para quarto, mas rapidamente recuperou a posição no pódio, ultrapassando fácil Leclerc.

Hamilton continuou sua caça a Verstappen e conseguiu a ultrapassagem restando seis voltas. Com pneus desgastados, o holandês nada pôde fazer para defender a posição. Acabou abrindo mão da estratégia de uma troca apenas para buscar o ponto extra de volta mais rápida. Colocou o pneu macio e ainda voltou na frente de Bottas. Fez 1min18s149 e se conformou com o ponto extra.

A Fórmula 1 retorna daqui duas semanas, no dia 23, em Montecarlo, para o charmoso GP de Mônaco.

Veja a classificação do GP da Espanha:

1º) Lewis Hamilton (GBR/Mercedes), em 1h33min07s683

2º) Max Verstappen (HOL/Red Bull), a 15s841

3°) Valtteri Bottas (FIN/Mercedes), a 26s610

4º) Charles Leclerc (MON/Ferrari), a 54s616

5º) Sergio Perez (MEX/Red Bull), a 1min03s671

6º) Daniel Ricciardo (AUS/McLaren), a 1min13s768

7º) Carlos Sainz (ESP/Ferrari), a 1min14s670

8º) Lando Norris (GBR/McLaren), a uma volta

9º) Esteban Ocon (FRA/Alpine) , a uma volta

10º) Pierre Gasly (FRA/Alphatauri) - a uma volta

11º) Lance Stroll (CAN/Aston Martin) - a uma volta

12º) Kimi Raikkonen (FIN/Alfa Romeo) - a uma volta

13º) Sebastian Vettel (ALE/Aston Martin) - a uma volta

14º) George Russell (GBR/Williams) - a uma volta

15º) Antonio Giovinazzi (ITA/Alfa Romeo) - a uma volta

16º) Nicholas Latifi (CAN/Williams) - a uma volta

17º) Fernando Alonso (ESP/Alpine), a uma volta

18º) Mick Schumacher (ALE/Haas) - a duas voltas

19º) Nikita Mazepin (RUS/Haas) - a duas voltas

Não completou a prova:

Yuki Tsunoda (JAP/Alphatauri).

O piloto brasileiro Rubens Barrichello tratou de passar a limpo uma situação que parece ainda incomodá-lo. Ele comentou sobre as piadas de "atrasado" que teve de ouvir durante boa parte da sua carreira na Fórmula 1. Reclamou do programa Casseta & Planeta, da Rede Globo, extinto em 2012, sobre o exagero e deu a entender que considera essas críticas injustas.

"O cara fazer piada com algo que não é verdade é um fator muito agressivo. Ficou 11 anos no ar... Você fica brincando com o negócio do 'atrasado' porque o cara chegou em segundo na F-1?", questionou o piloto, em entrevista ao podcast "Mais Que Oito Minutos", do humorista Rafinha Bastos.

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Barrichello foi piloto da Ferrari entre 2000 e 2005, período no qual foi vice-campeão do mundo duas vezes, em 2002 e 2004. Ele se tornou alvo das piadas do Casseta & Planeta e de outros humoristas por quase sempre ficar atrás de seu companheiro de escuderia, o alemão Michael Schumacher, que era considerado o piloto número 1 pela equipe e o mais rápido do mundo, dono de sete títulos.

No entanto, Barrichello conta ter se acostumado com as brincadeiras e até tirado proveito da condição. "As pessoas têm o direito de fazer brincadeiras. Não posso ficar chateado com um tipo de brincadeira porque se o País inteiro brincou com uma história, não tem muito jeito. É que poucos foram lá para verificar", opinou.

O piloto ainda fez um apelo. "Não vamos esperar eu morrer para falar que era bom acertador (de carro). Não é que quero que falem bem de mim, mas vão esperar todo mundo morrer para que o valor seja dado ou falado. Vamos reverenciar as pessoas em vida", pediu.

Barrichello correu na Fórmula 1 entre 1993 e 2011 e venceu 11 corridas das 326 que disputou, subindo ao pódio 68 vezes. Fora da categoria, disputou uma temporada da Fórmula Indy e foi campeão da Stock Car brasileira em 2014.

Em uma corrida eletrizante, marcada por várias ultrapassagens, o britânico Lewis Hamilton conquistou neste domingo (2) o Grande Prêmio (GP) de Portugal.

Com a vitória no circuito de Algarve, em Portimão, o piloto da Mercedes se isola na liderança da atual temporada da Fórmula 1, com 69 pontos, e acumula a 97ª conquista de sua carreira.

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"Esta foi uma corrida muito difícil fisicamente e mentalmente. Não fiz uma boa largada e também perdi no reinício, mas foi um ótimo resultado no final. Não foi tudo perfeito e precisamos nos preparar agora para o rápido retorno para a Espanha.", afirmou o piloto britânico no Twitter.

O heptacampeão mundial largou na segunda posição, mas superou as disputas que teve na pista com seu companheiro de equipe, Valtteri Bottas, e o rival da Red Bull, Max Verstappen.

Bottas, por sua vez, que largou na pole position, terminou a corrida na terceira colocação, atrás do holandês Verstappen, que está na cola de Hamilton na classificação geral, com 61 pontos.

A quarta posição ficou com Sergio Pérez, da Red Bull. Na sequência aparecem Lando Norris, da McLaren, e Charles Leclerc, da Ferrari. Já o outro piloto da escuderia italiana, Carlos Sainz, amargou o 11º lugar.

A próxima disputa acontece na semana que vem, com o GP da Espanha.

Da Ansa

Os três pilotos ingleses do atual grid da Fórmula 1 - o heptacampeão mundial Lewis Hamilton, Lando Norris e George Russell - anunciaram nesta sexta-feira que farão parte do boicote organizado pela comunidade do futebol da Inglaterra às redes sociais durante este fim de semana. O ato vem a reboque de uma série de ataques racistas a figuras do esporte e o entendimento de que as companhias donas das redes sociais não atuam de maneira convincente para conter os abusos.

A organização do boicote veio em uma manifestação entre todos os órgãos que regem o futebol e as ligas de futebol do país, masculina e feminina, além dos sindicatos de jogadores e árbitros. Além de uma multidão de clubes e jogadores anunciarem individualmente a participação, também entraram no boicote os maiores órgãos do críquete, rúgbi, ciclismo e até da imprensa e patrocinadores na Inglaterra e restante do Reino Unido. O boicote consiste em um desaparecimento das redes sociais entre a tarde desta sexta-feira e a manhã de segunda.

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Hamilton já havia dito na entrevista coletiva oficial da FIA, na quinta-feira, que estava considerando participar do boicote, mas uma postagem no Instagram sacramentou a decisão. "Em solidariedade com a comunidade do futebol, eu ficarei em silêncio nos meus canais nas redes sociais neste fim de semana. Não há lugar em nossa sociedade para qualquer tipo de abuso, online ou não. Há muito tempo é fácil para um pequeno grupo postar ódio por trás de suas telas", escreveu.

"Ao passo que um boicote não resolva o problema da noite para o dia, temos que pedir a mudança que precisamos, ainda que pareça uma tarefa quase impossível. O esporte tem o poder de nos unir. Não vamos aceitar o abuso como parte do esporte, mas sejamos nós a fazer a diferença para as gerações futuras", concluiu o piloto da Mercedes.

Mais jovens, Norris e Russell também anunciaram participação. "Estou ao lado do boicote das redes sociais neste fim de semana. Todo mundo tem problemas com abusos nas redes sociais em algum momento, e as companhias precisam fazer mais para conter esse movimento. Se esconder atrás do teclado não é aceitável. Já deu", afirmou o piloto da McLaren.

Já Russell postou um breve vídeo para se manifestar a favor do boicote. "Estou ao lado do boicote das redes sociais neste fim de semana. Creio que seja importante fazer isso, porque há muito abuso virtual, ódio, negatividade e racismo. Sinto que é nosso trabalho levantar a questão da forma que for possível não apenas no esporte, mas em todos os caminhos da vida. Não importa se você é jovem ou qual sua história, apenas espalhe positividade e seja legal com os outros. Penso muito sobre isso e sinto que era meu dever fazer parte desta causa. Espero que gostem da minha opinião e, espero, que possamos todos realizar uma mudança", disse.

Ainda na quinta-feira, o australiano Daniel Ricciardo, da McLaren, foi outro que se disse simpático ao boicote, mas não chegou a confirmar que participará. A Fórmula 1 falou sobre, mas evitou se comprometer a fazer parte do ato.

"A F1 está totalmente comprometida a combater qualquer forma de discriminação, online ou não. Estamos ao lado das ações da Premier League e outras entidades esportivas e atletas ao sublinhar que mais precisa ser feito para erradicar o abuso online que recebemos diretamente. Continuamos trabalhando em todas as plataformas e em nosso público para promover o respeito e os valores positivos, além de colocar um fim no racismo", escreveu a categoria.

A Fórmula 1 anunciou neste domingo que o GP de Miami fará parte do calendário 2022 da categoria. Há alguns anos, a Liberty Media buscava incluir um segundo circuito nos Estados Unidos no calendário. Desde 2012, na parte final da temporada, o Circuito das Américas, em Austin, no Texas, recebe a prova em território norte-americano. Caso o cenário não evoluísse com a cidade da Flórida, Indianápolis, Los Angeles e New Jersey estavam no radar dos organizadores.

O contrato com o novo circuito é valido por 10 anos e conseguiu superar a contrariedade de moradores da região de Miami Gardens, que fica 25 quilômetros ao norte de Miami e receberá a prova. Membros de grupos ativistas da cidade alegam que a corrida causará problemas com poluição atmosférica e sonora, além de prejudicar o trânsito local. Por isso, o traçado da prova foi modificado diversas vezes até que ficasse localizado em uma região melhor. O horário da prova e dos treinos também foi alvo de críticas e deve se ajustar para atender aos interesses locais. O início dos eventos não pode coincidir com horário escolar e deve se encerrar antes do pôr do sol.

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A prova será realizada no entorno do Hard Rock Stadium, casa do Miami Dolphins, equipe de futebol americano da NFL. O traçado terá 5,41 quilômetros, contando com 19 curvas e três retas onde poderá ser liberado o uso do DRS (abertura da asa traseira). Estima-se que a velocidade máxima a ser alcançada será de 320 km/h.

"Somos gratos aos nossos fãs, às autoridades de Miami Gardens e à indústria do turismo local por sua paciência e apoio durante todo este processo. Estamos ansiosos para trazer o maior espetáculo de corrida do planeta para Miami pela primeira vez na história do nosso esporte. Estaremos trabalhando em estreita colaboração com a equipe do Hard Rock Stadium e da FIA (Federação Internacional de Automobilismo) para garantir que o circuito ofereça corridas sensacionais, mas também deixe uma contribuição positiva e duradoura para as pessoas da comunidade local", afirmou Stefano Domenicali, CEO da F-1.

Para chegar a um acordo para a liberação da prova, o novo prefeito de Miami Gardens, Rodney Harris, e Stephen Ross, bilionário dono do Miami Dolphins, aprovaram investimento na cidade de US$ 5 milhões (cerca de R$ 28,5 milhões) ao longo dos próximos dez anos. Haverá também um programa de descontos para moradores, prioridade para empresas locais e oferecimento de cursos e estágios para moradores em algumas áreas de especialização, como engenharia, ciência e tecnologia.

Anteriormente, Riverside, Sebring, Watkins Glen, Phoenix, Detroit, Dallas, Las Vegas, Long Beach e Indianápolis receberam corridas nos Estados Unidos. Em 1983, por exemplo, foram três provas no país. Para 2021, 23 corridas estão programadas para a temporada. A Fórmula 1 entende haver espaço no calendário para até 25 provas. Marrocos e África do Sul são os próximos alvos da categoria, que busca ampliar sua presença em outros continentes.

Em uma corrida caótica, com a pista molhada que provocou vários incidentes, alternância de posições, escapadas e uma bandeira vermelha, Max Verstappen teve mais consistência que os adversários e venceu o GP da Emilia-Romagna da Fórmula 1 neste domingo. O holandês fez uma ótima largada e conseguiu uma linda ultrapassagem sobre o pole Lewis Hamilton para garantir a vitória em Ímola. O heptacampeão terminou em segundo e o jovem britânico Lando Norris, da McLaren, completou o pódio.

O piloto da Red Bull deu o troco em Hamilton por conta do revés no GP do Bahrein, na abertura da temporada, e conquistou a 11ª vitória na Fórmula 1. Ele superou o britânico da Mercedes com uma manobra ousada no começo da corrida, quase rodou após a relargada, mas conseguiu manter a ponta até cruzar linha de chegada, reforçando que será um grande adversário para o britânico nesta temporada.

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"Para ser sincero, foi muito difícil permanecer no caminho certo. Tive um momento ali na minha relargada, mas tudo correu muito bem", destacou o vencedor do GP da Emilia-Romagna.

O heptacampeão mundial cometeu alguns erros, chegou a colidir no guard rail, destruindo sua asa dianteira, mas protagonizou uma corrida de recuperação notável para fechar a prova em Ímola em segundo. Além disso, marcou um ponto extra pela volta mais rápida. Esse precioso ponto o garantiu na liderança do Mundial de Pilotos, com 44, um a mais que Verstappen, o vice-líder.

Vale destacar que Hamilton contou com a sorte após a batida. O safety car entrou no momento certo pra ele conseguir fazer o pit stop e logo depois a bandeira vermelha foi decretada por conta do grave acidente envolvendo George Russell e Valtteri Bottas na volta 34. Os dois se enroscaram e abandonaram a prova, saindo dos carros sem ferimentos, mas trocando xingamentos.

A partir da relargada, o britânico mostrou a habitual competência para empilhar ultrapassagens, saindo do oitavo posto para o segundo ao final da prova. "Do meu lado, não foi o melhor dos dias. A primeira vez que cometi um erro em muito tempo, mas estou grato por ter sido capaz de trazer o carro para casa hoje", disse o sincero Hamilton.

Norris teve um ótimo desempenho, mostrando evolução a cada temporada, e foi eleito o piloto do dia. O britânico da McLaren subiu ao pódio pela segunda vez na carreira. A quarta e a quinta colocações ficaram com os carros da Ferrari, com monegasco Charles Leclerc à frente do espanhol Carlos Sainz.

Parceiro de Norris na McLaren, o australiano Daniel Ricciardo foi o sexto, seguido do canadense Lance Stroll, da Aston Martin, em sétimo. O francês Pierre Gasly, da AlphaTauri, terminou em oitavo, à frente do finlandês Kimi Räikkönen, da Alfa Romeo. O francês Esteban Ocon, da Alpine, fechou o top 10 na Itália.

O espanhol Fernando Alonso fechou em 11º, com a Alpine e o mexicano Sergio Pérez, da Red Bull, fez uma corrida desastrosa. Ele largara no segundo lugar, mas abusou dos erros, escapou mais de uma vez, foi punido com um stop and go de dez segundos por ultrapassar com o safety car na pista e terminou apenas em 12º. O tetracampeão Sebastian Vettel, foi apenas o 15º, com a Aston Martin.

Nicholas Latifi e Mick Schumacher foram outros dois pilotos que também colidiram. O piloto da Williams teve de abandonar, mas o filho do lendário heptacampeão mundial conseguiu concluir a corrida em 16º.

A Fórmula 1 dá uma pausa e retorna daqui a duas semanas, para o GP de Portugal, no autódromo de Algarve, a terceira de 23 provas previstas no calendário de 2021, o mais extenso da história da categoria.

Veja a classificação do GP da Emilia-Romagna:

1º) Max Verstappen (HOL/Red Bull), em 2h02min34s598

2º) Lewis Hamilton (GBR/Mercedes), a 22s000

3°) Lando Norris (GBR/McLaren), a 23s702

4º) Charles Leclerc (MON/Ferrari), a 25s579

5º) Carlos Sainz (ESP/Ferrari), a 27s036

6º) Daniel Ricciardo (AUS/McLaren), a 51s220

7º) Lance Stroll (CAN/Aston Martin), a 51s909

8º) Pierre Gasly (FRA/Alphatauri), a 52.818s

9º) Kimi Raikkonen (FIN/Alfa Romeo), a 64s773

10º) Esteban Ocon (FRA/Alpine), a 65s704

11º) Fernando Alonso (ESP/Alpine), a 66s561

12°) Sergio Perez (MEX/Red Bull), a 67s151

13º) Yuki Tsunoda (JAP/Alphatauri), a 73s184

14º) Antonio Giovinazzi (ITA/Alfa Romeo), a uma volta

15º) Sebastian Vettel (ALE/Aston Martin)

16º) Mick Schumacher (ALE/Haas), a duas voltas

17º) Nikita Mazepin (RUS/Haas), a duas voltas

Abandonaram a prova:

Nicholas Latifi (CAN/Williams)

Valtteri Bottas (FIN/Mercedes)

George Russell (GBR/Williams)

Aos 48 anos e com residência fixa nos Estados Unidos, o piloto Rubens Barrichello foi vacinado nesta semana contra o vírus da covid-19. Rubinho correu por 18 anos na Fórmula 1. Ele deixou a categoria ao fim de 2011. Mesmo assim, ainda é o segundo piloto que mais disputou corridas, com 323 GPs, atrás somente de Kimi Raikkonen.

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Ele corre agora na Stock Car, mas vive na Flórida. Ele comemorou a vacina num post em seu Instagram. "Chegamos até a brincar com isso (que ele chega sempre atrasado), mas aqui não tem brincadeira mais. Desejo esta emoção a todos, todos, todos…", escreveu o brasileiro na legenda da sua foto transmitindo o alívio que foi para ele.

Os fãs do piloto entraram na brincadeira, mas valorizaram o fato de Rubinho estar na frente nesse quesito. Os Estados Unidos estão acelerados no processo de imunização das pessoas. Adolescentes já estão tomando a vacina.

No Brasil, a nível de comparação, o País chegou à marca de 20 milhões de brasileiros vacinados nesta semana, o que representa quase 10% da população. Os dados são do consórcio de veículos de comunicação, do qual o Estadão faz parte.

Quem também foi vacinado nesta semana nos EUA foi o atacante Alexandre Pato, que atua no Orlando City, além da tenista Luisa Stefani.

O contrato do heptacampeão da Fórmula 1 Lewis Hamilton com a Mercedes se encerra no final de 2021, dando margem para uma possível aposentadoria ou saída da categoria. Mas o novo presidente e CEO da F-1, Estefano Domenicali, nem pensa em perder o seu principal piloto.

Em entrevista à revista alemã AutoBild, Domenicali disse que para Hamilton se manter correndo e buscando sempre ser campeão, é preciso que a Fórmula 1 abrace também as causas importantes que o piloto luta a favor.

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"Lewis é importante. Em primeiro lugar, um desafio incrível o aguarda: virar o primeiro e único piloto com oito títulos mundiais. Então, ele vai ficar focado nisso. Claro, ele também está fazendo uma campanha ativa contra o racismo e a favor da diversidade. É crucial que ele se sinta confortável na Fórmula 1, porque é lá que ele pertence e é onde nós e os fãs queremos vê-lo".

Hamilton e as causas sociais

Além de ser o primeiro e ainda único negro a pilotar na Fórmula 1, já sendo heptacampeão e quebrando recordes, o atleta inglês é um ativista na luta contra o racismo e causas como sustentabilidade, veganismo e direitos dos animais.

Após o caso George Floyd, quando policiais sufocaram até a morte o rapaz negro nos Estados Unidos, em maio de 2020, o piloto apoiou o movimento Black Lives Matter (Vidas Negras Importam), pintando seu carro todo de preto e comparecendo as corridas com camisas em prol da causa, além de se ajoelhar e rezar junto com sua equipe antes do início de cada corrida.

Corrida pelo título

Estefano Domenicali acha que a corrida pelo título da temporada desse ano será mais complicada para Hamilton. No primeiro GP, do Bahrein, Verstappen, da Red Bull, mostrou que será um concorrente a altura.

"Ele tem de estar totalmente concentrado e guiar perfeitamente. A batalha não vai ser fácil para ele. A concorrência não vai facilitar para ele. Max Verstappen também vai buscar seu primeiro título. Os ingredientes para uma temporada empolgante estão aí".

Na manhã desse domingo, dia 28, a Band estreou as suas transmissões da Fórmula 1, após mais de 30 anos em que a competição ficou a cargo da TV Globo. Para o grande dia da estreia, além dos ex-globais contratados pela casa como Glenda Kozlowski, Reginaldo Leme e Mariana Becker, a emissora também chamou convidados para a transmissão e foi o ex-piloto Nelson Piquet quem roubou a cena.

Durante o programa Show do Esporte, exibido antes da corrida começar, Nelson resolveu elogiar a Band pela transmissão e deu uma cutucada na emissora carioca:

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- Estou feliz com vocês aqui na Band, transmitindo a Fórmula 1. Largou essa Globo lixo né?

Os outros comentaristas e apresentadores que estavam no estúdio então caíram na gargalhada, e acabaram mudando de assunto após o comentário inesperado.

Max Verstappen dominou a pré-temporada, foi soberano nos treinos livres e conquistou a pole position para o GP do Bahrein. Mas quem venceu a primeira corrida de 2021 da Fórmula 1 foi o piloto que está mais acostumado a ficar no topo: Lewis Hamilton. Os dois travaram um duelo sensacional no final da corrida no circuito de Sakhir, de modo que o holandês chegou a assumir a dianteira faltando três voltas para o fim, mas viu o heptacampeão mundial reassumir a dianteira e cruzar a linha de chegada em primeiro. Valtteri Bottas chegou em terceiro e completou o pódio.

Na volta 53, Verstappen fez uma ultrapassagem notável em cima de Hamilton, mas usou o limite de pista da curva 4 e, como levou vantagem, decidiu devolver a posição, retornando para o segundo lugar. Nos giros seguintes, o atual campeão conseguiu segurar as investidas do arrojado adversário e manteve a liderança até o fim para conquistar na abertura da temporada uma vitória marcante, a 96ª de sua carreira.

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De quebra, acostumado a pulverizar recordes, o britânico alcançou mais uma marca expressiva em sua carreira. Ele se tornou o piloto com mais voltas na liderança da Fórmula 1 ao alcançar 5.112 na volta 43 e superar as 5.111 do lendário Michael Schumacher.

"Max estava em cima de mim no final, foi uma das corridas mais difíceis que já fiz, então estou muito grato por isso", celebrou Hamilton, que classificou a prova como uma das mais espetaculares de que já fez parte. "Perdi alguns anos da minha vida hoje", brincou ele, em entrevista à Band.

O holandês da Red Bull não ficou com a vitória, mas reforçou que Hamilton, agora, tem um rival que pode derrubar seu reinado neste ano depois de seis títulos nos últimos sete anos. Nesta temporada, o britânico tenta ultrapassar Michael Schumacher no número de troféus e se tornar o maior vencedor da história da categoria.

Hamilton começou a vencer a corrida na volta 40 a partir da estratégia da Mercedes. Verstappen, que iniciou a prova com compostos médios, parou pela segunda vez para colocar pneus duros, e voltou em segundo, a 8s do rival, que, àquela altura, já fizera suas duas paradas. O holandês assumiu a ponta, mas teve que devolvê-la ao levar vantagem na área externa e, no duelo espetacular entre os dois, o heptacampeão levou a melhor.

Bottas fez uma corrida não mais do que segura e terminou em terceiro, faturando um ponto a mais pela volta mais rápida. Atrás do finlandês apareceu o jovem britânico Lando Norris, da McLaren. O mexicano Sérgio Perez, parceiro de Verstappen na Red Bull, completou o percurso em quinto, à frente do monegasco Charles Leclerc, que levou a Ferrari ao sexto lugar no primeiro GP do ano.

Estreante na McLaren, o australiano Daniel Ricciardo foi o sétimo, seguido por Carlos Sainz Jr., novo companheiro de Leclerc na Ferrari. O japonês Yuki Tsunoda, da AlphaTauri teve uma ótima performance no circuito barenita e fechou em nono, somando pontos logo em sua primeira corrida na principal categoria do automobilismo mundial. O canadense Lance Stroll, da Aston Martin, completou o top 10.

O tetracampeão Sebastian Vettel decepcionou em sua primeira prova na Aston Martin. O alemão largou em último no grid por conta de uma punição no treino classificatório e foi apenas o 15º colocado. Filho de Michael Schumacher, Mick, da Haas, cruzou a linha de chegada em 16º, na última posição.

Abandonaram a disputa o espanhol Fernando Alonso, de volta à categoria após dois anos, por conta de problemas em seu carro, os franceses Nicholas Latifi e Pierre Gasly e o russo Nikita Mazepin. O piloto perdeu controle de sua Haas e bateu na barreira de pneus logo no início.

Depois da abertura da temporada, a Fórmula 1 retorna daqui a três semanas, para o GP da Emília-Romanha, a segunda de 23 provas previstas no calendário de 2021, o mais extenso da história da categoria.

Veja a classificação do GP do Bahrein:

1º) Lewis Hamilton (GBR/Mercedes), em 1h32min03s897

2º) Max Verstappen (HOL/Red Bull), a 0s745

3°) Valtteri Bottas (FIN/Mercedes), a 37s383

4º) Lando Norris (GBR/McLaren), a 46s466

5º) Sergio Perez (MEX/Red Bull), a 52s047

6º) Charles Leclerc (MON/Ferrari), a 59s090

7º) Daniel Ricciardo (AUS/McLaren), a 66s004

8º) Carlos Sainz (ESP/Ferrari), a 67s100

9º) Yuki Tsunoda (JAP/Alphatauri), a 85s692

10º) Lance Stroll (CAN/Aston Martin), a 86s713

11º) Kimi Raikkonen (FIN/Alfa Romeo), a 88s864

12°) Antonio Giovinazzi (ITA/Alfa Romeo), a uma volta

13º) Esteban Ocon (FRA/Alpine), a uma volta

14º) George Russell (GBR/Williams), a uma volta

15º) Sebastian Vettel (ALE/Aston Martin), a uma volta

16º) Mick Schumacher (ALE/Haas), a uma volta

Abandonaram a prova:

Fernando Alonso (ESP/Alpine)

Nikita Mazepin (RUS/Haas)

Pierre Gasly (FRA/Alphatauri)

Nicholas Latifi (CAN/Williams)

Depois de abrir a temporada da Fórmula 1 como o piloto mais rápido na sexta-feira, dominando a primeira e segunda atividades, Max Verstappen manteve o ritmo, fez a trinca e liderou também neste sábado o terceiro e último treino livre para o GP do Bahrein. O piloto holandês da Red Bull anotou 1min30s577, a melhor marca do fim de semana até aqui.

No fim, Verstappen, muito à vontade no quente circuito de Sakhir, superou Lewis Hamilton, que chegou a liderar a sessão, para terminar mais uma vez em primeiro e reforçar que será o homem a ser batido no Bahrein e que pode brigar pelo título. Ele vem empolgado também por uma pré-temporada muito bem feita, em que foi soberano com o melhor desempenho.

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Ainda longe de ser o Hamilton arrasador e pulverizador de recordes, o heptacampeão da Mercedes fechou em segundo, com o tempo de 1min31s316, à frente do francês Pierre Gasly, da AlphaTauri, que anotou 1min31s583. Os três melhores tempos foram registrados com os pneus macios.

O finlandês Valtteri Bottas, também com os pneus macios, foi o quarto mais rápido, mas ficou a 1s278 do tempo estabelecido pelo líder. O mexicano Sergio Pérez, novo companheiro de Red Bull de Verstappen, completou a atividade na quinta colocação, com a marca de 1min31s908.

O espanhol Carlos Sainz Jr., que faz sua estreia na Ferrari, registrou o sexto melhor tempo da atividade (1min32s108), à frente de uma das surpresas da sessão, o veterano finlandês Kimi Räikkönen, da Alfa Romeo, que chegou em sétimo (1min32s224).

O francês Esteban Ocon, com a Alpine, foi o oitavo colocado, seguido pelo canadense Lance Stroll, da Aston Martin, o nono. O australiano Daniel Ricciardo, da McLaren, fechou o grupo dos dez primeiros.

O alemão tetracampeão Sebastian Vettel, companheiro de Stroll na Aston Martin, foi apenas o 14º colocado, uma posição à frente de Fernando Alonso, da Alpine. Já Mick Schumacher, filho do lendário Michael Schumacher, levou a Haas ao 18º lugar.

O terceiro treino livre foi diferente das primeiras atividades na sexta-feira, com poucos incidentes e até monótono no início. Mais uma vez, o calor atrapalhou um pouco os pilotos, de modo que os termômetros marcaram 40ºC, sendo 46ºC no asfalto.

Os carros voltam à pista do circuito de Sakhir neste sábado, para o treino oficial de classificação às 12 horas (horário de Brasília). A corrida começa às 12 horas no domingo e terá exibição ao vivo da Band.

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