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A jogadora de vôlei de praia Carol Solberg decidiu recorrer da decisão do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), que advertiu a atleta por gritar "Fora, Bolsonaro" durante entrevista ao vivo na televisão. Os advogados da jogadora entendem que "o fato é atípico" e que por isso merece ser analisado novamente.

Na terça-feira passada, Carol foi advertida por se manifestar contra o presidente da República, Jair Bolsonaro. Na visão dos advogados da atleta, Felipe Santa Cruz e Leonardo Andreotti, o Código Brasileiro de Justiça Desportiva e o Regulamento das competições não apresentam restrições em relação a este tipo de manifestação.

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"Os advogados estão confiante que o Pleno do STJD, ao avaliar tecnicamente a questão, certamente não chegará a outra conclusão que não a absolvição da Atleta, mas que o caso é paradigmático e pode colocar o país na vanguarda da discussão sobre o tema", diz trecho da nota enviada pela defesa da atleta.

Caso a atleta aceitasse a pena, o caso seria arquivado, já que a promotoria não recorreu da pena. Entretanto a jogadora e seus advogados entendem que a advertência é uma censura e algo ilegal, já que não há nada na lei que vete um atleta de se manifestar neste sentido.

Na terça passada, Carol foi condenada por três votos a dois. O relator do caso, Robson Vieira, disse que ela descumpriu trecho do regulamento que proíbe dar opinião que prejudique a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) e seus parceiros comerciais, mas a pena poderia ser branda e convertida em advertência. A entidade conta com o Banco do Brasil como um de seus patrocinadores.

Um auditor acompanhou o voto e o presidente da comissão, Otacílio Araújo, afirmou que a advertência seria um "puxão de orelha" na atleta, para que ela não repetisse o ato. Outros dois relatores pediram a absolvição, por entender que ela não infringiu o regulamento. Ainda não há data para um novo julgamento.

O atacante Robinho está com a carreira paralisada até o dia 10 de dezembro. O jogador de 36 anos vai aguardar a audiência no Tribunal de Apelação de Milão, que analisa o recurso dos seus advogados contra a condenação a nove anos de prisão, em primeira instância, por participação em um estupro coletivo na Itália, para conversar com clubes que eventualmente se interessem por sua contratação e definir seu futuro no futebol.

Neste momento, dificilmente algum clube brasileiro da elite abriria conversações com o jogador após a suspensão do contrato com o Santos. Após a enorme repercussão negativa de sua contratação, com quebra de contrato de patrocinadores e protestos dos torcedores nas redes sociais, o atacante tem mercado restrito. O que está em xeque é a própria continuidade da carreira do atacante e os desdobramentos da decisão da Justiça italiana sobre seu futuro.

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Depois de defender o Istanbul Basaksehir, da Turquia até agosto deste ano, o atacante estava livre no mercado. O retorno para a quarta passagem pelo Santos parecia encaminhar um final de carreira tranquilo, no clube que o projetou. Pelo clube, Robinho conquistou os títulos brasileiros de 2002 e 2004, além da Copa do Brasil de 2010 e os Paulistas de 2010 e 2015. Seria uma tentativa de resgatar o bom futebol que mostrou no Atlético-MG antes de passagem com altos e baixos no futebol turco. As portas, no entanto, foram fechadas. Pessoas ligadas à diretoria afirmam que dificilmente o jogador voltará mesmo em caso de absolvição nos tribunais italianos. O desafio do jogador agora é reconstruir sua imagem no mercado e, principalmente, reverter a condenação em primeira instância.

Uma das estratégias é a possibilidade de o atacante se apresentar pessoalmente ao Tribunal de Apelação de Milão, na Itália. O atleta não é obrigado a estar presente. Pela lei italiana, a ausência física não pode ser interpretada como admissão de culpa. Por isso, o jogador não participou do primeiro julgamento, em 2017, quando foi representado pelos antigos advogados. A presença (se confirmada) está inserida na estratégia da defesa de destacar a cooperação do ex-jogador do Santos com a justiça italiana.

"Robinho nunca se esquivou das investigações, como evidenciado pelo fato de ter se apresentado ao Ministério Público e proferido as suas declarações, apesar de a lei italiana lhe reconhecer o direito de permanecer calado", diz nota dos advogados italianos Alexander Guttieres e Franco Moretti, que assumiram o caso após derrota em primeira instância.

A advogada brasileira do jogador, Marisa Alija, preferiu não se manifestar sobre o caso. Ao Estadão, ela afirma que "os julgamentos devem ser realizados nos tribunais e não da mídia, o que nunca traz vantagens para a justiça".

O advogado criminalista Felipe Almeida, especialista em Processo Penal, pós-graduado em Direito Penal Econômico e Europeu, explica que Robinho não corre risco de ser preso se desembarcar em solo italiano. "Em relação à justiça penal, tanto no Brasil como na Itália, o jogador será considerado inocente até o último recurso cabível contra a sentença condenatória. Segundo o princípio da presunção de inocência, somente ao final do processo, com sentença condenatória definitiva (com o trânsito em julgado), ele será considerado culpado", explica o especialista.

Outros especialistas entendem que ele poder ter uma prisão preventiva decretada se a justiça italiana entender que oferece algum risco para a sociedade ou ordem pública estando livre na Itália.

RELEMBRE O CASO - Na semana passada, o site GE.com revelou detalhes da condenação em primeira instância. Interceptações telefônicas realizadas com autorização judicial mostraram que Robinho participou do ato que levou uma jovem de origem albanesa, então com 23 anos, a denunciar um estupro coletivo, em Milão. De acordo com a investigação, o jogador e outros cinco amigos, incluindo Ricardo Falco, também condenado, levaram a mulher ao camarim da boate Sio Café e praticaram abusos sexuais. O caso aconteceu em 22 de janeiro de 2013, quando o atleta defendia o Milan.

Baseada principalmente nas gravações, a Justiça italiana condenou o atacante em primeira instância a nove anos de prisão. Os outros suspeitos deixaram a Itália ao longo da investigação e, por isso, são alvos de outro processo. Ao UOL, o jogador disse que seu único arrependimento foi ter sido infiel à sua mulher. "Olha, eu me arrependo de ter traído a minha esposa. Este é o meu arrependimento", declarou o jogador, afirmando que tudo o que aconteceu na boate foi consensual.

O jogador Robinho, condenado em primeira instância por violência sexual em grupo na Itália, alegou, em entrevista ao UOL, neste sábado (16), que está sendo acusado injustamente e criticou o movimento feminista pelas proporções supostamente descabidas do caso. Robinho negou ter tido qualquer relação sexual com a vítima, e diz que o seu “único erro foi trair a esposa”. O crime aconteceu em 2013.

“Infelizmente, existe esse movimento feminista. Muitas mulheres às vezes não são nem mulheres, para falar o português claro. E se levantam contra porque coisas que homens…”, interrompeu a própria fala, começando a discorrer sobre um outro tópico dentro do assunto. Desde que a entrevista foi ao ar, na manhã deste sábado, internautas comentam também a conotação transfóbica da crítica.

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A entrevista foi marcada por uma série de interrupções dos representantes e advogados de Robinho. Por questões judiciais, o jogador não é autorizado a comentar vários dos tópicos do processo, mesmo os de maior interesse público, o que causou desconforto e discussões durante a conversa.

Nos poucos momentos em que pôde comentar o caso, Robinho negou o estupro e até mesmo ter tido qualquer relação sexual com a albanesa, vítima em questão. "Uma garota se aproximou de mim, a gente começou a ter contato com consentimento dela e meu também. Ficamos ali poucos minutos. A gente se tocou. Depois fui embora para casa", detalhou sua relação com a mulher naquele dia de 2013.

Por orientação da defesa, o jogador negou-se a comentar os trechos da sentença vazados nessa sexta (16), pelo Globo Esporte. Em conversa de janeiro de 2014 gravada com autorização da Justiça italiana, Robinho afirmou a Jairo Chagas, músico brasileiro que tocou na boate na noite do ocorrido, que "tentou transar" com a jovem albanesa. Ao ser contestado sobre ter praticado sexo oral, Robinho admitiu, mas rebateu: "Isso não significa transar".

O jogador limitou a sua participação no caso como algo ocorrido de forma consensual, e apenas “uma relação que um homem tem com a mulher”.

"Olha, tem muitas coisas que estão fora de contexto e que eu gostaria de te dar uma entrevista de uma forma mais ampla e explicar exatamente o que aconteceu. Mas como isso está em segredo de justiça, eu não posso falar exatamente. Gostaria muito de falar, mas isso pode ser que me prejudique. Eu confio na Justiça italiana. Não posso te responder exatamente. Mas certeza, sem sombra de dúvidas, que muita coisa saiu fora de contexto", disse. 

Também na manhã deste sábado (17), Robinho publicou, através das stories no seu Instagram, uma imagem da bíblia e um trecho bíblico do livro de Coríntios (12:10): “Eu me alegro também com as fraquezas, os insultos, os sofrimentos, as perseguições e as dificuldades pelas quais passo por causa de Cristo. Porque, quando perco toda a minha força, tenho a força de Cristo em mim”. 

Relembre o caso

O episódio aconteceu na boate Sio Café, em Milão, na Itália, na madrugada do dia 22 de janeiro de 2013. Além de Robinho e Ricardo Falco, outro brasileiro envolvido, outros três homens teriam participado do ato classificado pela Procuradoria de Milão como violência sexual grupal. Os demais envolvidos são processados em um registro à parte, pois deixaram a Itália no decorrer da investigação.

A decisão do Tribunal de Milão, de novembro de 2017, ainda não é definitiva e foi contestada pelas defesas do jogador do Santos e Falco. A Corte de Apelo de Milão vai iniciar a análise do processo, em segunda instância, no dia 10 de dezembro.

Ex-campeã da categoria peso-palha do UFC, Jessica Andrade aposta em mudanças para voltar a ostentar um título da organização. Agora, ela vai encarar novos desafios na divisão dos moscas (até 57kg). Seu primeiro confronto será contra a atual número 1 do ranking, a americana Katlyn Chookagian, neste sábado, na Ilha da Luta, em Abu Dhabi.

Segundo a brasileira, entrar em uma nova divisão significa garantir novas chances de brigar por um título. Além disso, antes o seu corte de peso era até 52,2kg e a mudança nos números da balança pode ajudar na sua preparação. "Eu conversei com o Mestre Paraná (treinador da Jessica) sobre a gente fazer uma luta no peso-mosca, pois eu já vinha de duas preparações pesadas na outra categoria, com grandes cortes de peso. Isso desgasta muito o corpo e eu estou ficando mais velha, preciso pensar em outras coisas", conta a lutadora.

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Jessica também afirma que lutar na categoria peso-palha não é algo definitivo e pretende mostrar que está disponível para a organização. "A gente está flutuando. Eu falei com o UFC que eu lutaria onde estivessem precisando de mim, tipo super-herói. Além disso, lutar no peso-mosca é ficar perto do cinturão de novo, ainda mais estreando contra a líder do ranking. Quero mostrar que estou aqui para o que der e vier."

Questionada sobre a preparação, 'Bate-Estaca' comenta que se preocupou muito com o peso durante a semana. "E tem uma diferença boa do 52 para o 57. Para essa luta eu pude comer, treinar mais forte, usar cargas mais altas de peso. Fisicamente, o treinador olhou para mim e disse que eu estava do mesmo jeito, mas que a parte de trocação e ground and pound estava muito mais forte do que todas as outras vezes."

"Acredito que conquistando essa vitória eu já me aproximo do cinturão, até pela história que fiz no peso-palha. Penso que o UFC vá me dar a Valentina Shevchenko ou uma outra oponente até a Valentina lutar contra a Jennifer Maia, que deve ser a próxima. Vencer a Katlyn pode me colocar no topo do ranking, como foi no peso-palha", complementa Jessica.

Essa é a segunda vez que a brasileira entra no octógono da Ilha da Luta. Considerando que já está adaptada, ela promete mudanças. "Vocês vão ver uma Jessica mais forte nessa luta. Mais estruturada. Vai ser uma luta bem diferente", afirma. No local ela encarou uma revanche com Rose Namajunas e foi derrotada por decisão dividida em julho deste ano. Já Chookagian vem de vitória sobre Antonina Shevchenko, em maio.

Confira o card do evento:

UFC Ortega x Zumbi Coreano

17 de outubro de 2020, na Ilha da Luta, em Abu Dhabi

CARD PRINCIPAL (20h, horário de Brasília):

Peso-pena: Brian Ortega x Chan Sung Jung

Peso-mosca: Katlyn Chookagian x Jéssica Bate-Estaca

Peso-meio-pesado: Jimmy Crute x Modestas Bukauskas

Peso-pena: Thomas Almeida x Jonathan Martinez

Peso-meio-médio: Cláudio Hannibal x James Krause

Peso-leve: Mateusz Gamrot x Guram Kutateladze

CARD PRELIMINAR (17h, horário de Brasília):

Peso-mosca: Poliana Botelho x Gillian Robertson

Peso-médio: Jun Yong Park x John Phillips

Peso-meio-pesado: Gadzhimurad Antigulov x Maxim Grishin

Peso-galo: Said Nurmagomedov x Mark Striegl

Peso-leve: Jamie Mullarkey x Fares Ziam

Peso-meio-médio: David Zawada x Adversário a ser anunciado

Matías Zaracho é o novo reforço do Atlético Mineiro. Nesta sexta-feira (16), o presidente do clube, Sergio Sette Câmara, anunciou a contratação do meia argentino, de 22 anos, que estava no Racing. A equipe adquiriu 50% dos direitos econômicos do jogador, com a outra metade permanecendo com o time de Avellaneda.

Zaracho desembarcou nesta sexta-feira em Belo Horizonte e vai assinar um contrato válido por cinco anos com o Atlético-MG. "O caminho é longo e com um elenco qualificado é que vamos buscar vitórias e títulos. Seja bem-vindo, Matías Zaracho. Aqui é Galo!", escreveu o dirigente em publicação no seu perfil no Twitter.

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A contratação de Zaracho foi viabilizada com apoio de investidores do Atlético-MG, sendo que Rubens Menin, fundador da MRV Engenharia, é o principal deles. E atende a mais um pedido do técnico Jorge Sampaoli visando a briga pelo título do Campeonato Brasileiro - o time é o líder da competição.

Zaracho só defendeu o Racing, o seu clube formador, profissionalmente. Ele possui convocações pelas seleções de base e a principal da Argentina, tendo sido campeão Pré-Olímpico Sul-Americano no início deste ano.

Com a chegada de Zaracho, o Atlético-MG passa a ter cinco estrangeiros no seu elenco. Os outros são: o paraguaio Junior Alonso, o equatoriano Alan Franco, o venezuelano Savarino e o colombiano Dylan Borrero.

Agora, o Atlético-MG passa a somar 18 reforços anunciados em 2020, sendo que Zaracho é a décima contratação desde a chegada de Sampaoli. Os outros nove são: Léo Sena, que foi emprestado ao Spezia, da Itália, Keno, Marrony, Bueno, Alonso, Franco, Mariano, Eduardo Sasha e Everson.

O narrador esportivo Celestino Valenzuela, faleceu na noite da última quinta-feira (15), aos 92 anos. Internado no Hospital São Francisco, da Santa Casa de Porto Alegre, Celestino apresentou algumas complicações em seu quadro de saúde, após um infarto sofrido no dia 9 de junho deste ano.

Celestino consolidou sua carreira como narrador esportivo e apresentador. Ficou famoso entre 1970 e 1980, com os bordões "Que lance" e “Balançou a rede!” é também por narrar jogos do Grêmio contra o Internacional, na emissora RBS TV.

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A voz dos jogos da dupla 'Gre-Nal', Celestino é considerado o maior narrador da história do futebol gaúcho. Sua despedida aconteceu em 2012, onde narrou por alguns instantes a última rodada do campeonato brasileiro para o SporTV.

O velório acontece nesta sexta-feira (16), no Crematório Metropolitano de Porto Alegre.

Jerome Boateng, zagueiro do Bayern, foi intimado a comparecer a um tribunal de Munique em 10 de dezembro, quando terá de prestar esclarecimentos de uma suposta agressão feita a sua mulher Sherin Senler, durante uma viagem de férias do casal em 2018.

As autoridades já teriam um vídeo de uma câmera de segurança que mostra a agressão do atleta, ao jogar um pequeno castiçal de vidro na mulher durante uma discussão, segundo o jornal 'bild'.

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Boateng, que também é jogador da seleção alemã, pode ser condenado a cinco anos de prisão, caso seja considerado culpado. Para alguns meios de comunicação da Alemanha, o esperado é que o atleta tenha de pagar uma multa.

A primeira queixa de agressão foi feita em fevereiro de 2019 e as investigações foram interrompidas por causa da pandemia do novo coronavírus. Jerome Boateng e Sherin Senler têm duas filhas, as gêmeas Lamia Boateng e Soley Boateng, de nove anos de idade.

Revelado pelo Hertha Berlin, Boateng, de 32 anos, está no Bayern desde 2011, time no qual disputou 326 jogos, com oito gols marcados. O zagueiro defende a seleção alemã desde 2004, quando serviu o time sub-17.

Daiya Seto era um dos astros do esporte japonês, sendo bastante famoso no país. Mas a imagem pública do nadador sofreu um sério abalo após ele ser flagrado entrando em um motel com uma mulher que não era sua esposa, o que ele posteriormente admitiu ser um caso extraconjugal.

A traição foi noticiada em setembro. Um jornal publicou fotos de Seto, que foi campeão mundial dos 200m e 400m medley em Gwangju em 2019, entrando em um motel de Tóquio com uma mulher não identificada. Seto é casado com a ex-saltadora ornamental Yuka Mabuchi, com quem tem duas filhas.

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Seto pediu desculpas após o caso vir à tona. "Minha falta de respeito machucou a minha valorosa família e decepcionou a todos os meus apoiadores, patrocinadores e muitas outras pessoas. Com muito remorso, eu vou discutir com minha família que caminho iremos tomar", declarou.

Ainda assim, não foi suficiente para evitar punições: Seto perdeu o patrocínio da Japan Airlines, de quem era garoto-propaganda, pela empresa afirmar que não poderia compactuar com essa situação. Além disso, a Federação Japonesa de Natação suspendeu o nadador até o fim do ano por "quebrar os padrões dos esportistas". Ele mesmo já havia renunciado ao cargo de capitão da equipe.

No entanto, as punições não afetam a participação de Seto na Olimpíada de Tóquio, adiada de 2020 para 2021, na qual o atleta já está garantido.

Em seu 50º jogo no comando da seleção brasileira, o técnico Tite esteve perto de sofrer sua quinta derrota nesta terça-feira. Mas dois pênaltis, convertidos por Neymar, compensaram as falhas na defesa e a falta de criatividade para levar o Brasil a uma virada sobre o Peru, por 4 a 2, em Lima. O atacante anotou seu terceiro gol nos acréscimos, quando o time peruano já atuava com um a menos em campo.

O segundo triunfo em dois jogos deixa a equipe de Tite com seis pontos, mesma pontuação da Argentina, na liderança das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2022 por ter maior saldo de gols. O Peru, que já havia derrotado Brasil em 2019, tem apenas um ponto.

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Na capital peruana, a seleção fez atuação atípica sob Tite. Falhando mais do que de costume na defesa, sofreu apenas pela terceira vez com o treinador dois gols numa mesma partida. Além disso, exibiu falta de iniciativa no setor ofensivo e abusou das ligações diretas.

Os erros só não custaram a vitória porque Neymar soube aproveitar suas oportunidades, principalmente nas duas penalidades. O atacante chegou aos 64 gols pela seleção, superando Ronaldo (62), e se isolou como o segundo maior artilheiro do time. Só está atrás de Pelé (77).

O JOGO - Satisfeito com a goleada na estreia, Tite fez apenas uma mudança em comparação ao time que atropelou a Bolívia. Trocou Everton Cebolinha por Richarlison, que acabou se tornando a principal aposta da seleção no primeiro tempo.

Em uma etapa de pouca inspiração, com raras trocas de passe e evidente falta de entrosamento entre Casemiro, Douglas Luiz e Philippe Coutinho, o Brasil fez atuação abaixo do esperado. Restringiu suas investidas no ataque a ligações diretas, às vezes partindo até da zaga, sempre buscando Richarlison pela direita. O atacante atuava como ponta, sempre em busca dos cruzamentos na área.

A inoperância no ataque preocupava porque o Peru abriu o placar logo aos 5 minutos. E numa rara falha da defesa brasileira. Marquinhos afastou mal dentro da área e Carrillo emendou de primeira, da entrada da área. Weverton não conseguiu alcançar. O zagueiro acabou deixando o jogo poucos minutos depois, lesionado.

A seleção teve grande chance de ampliar aos 12, em cruzamento de Richarlison para Firmino. Na pequena área, o atacante do Liverpool bateu em cima de Gallese. Substituindo Gabriel Jesus, machucado, ele teria outra boa oportunidade, aos 40, sem sucesso.

O empate saiu em penalidade sobre Neymar. Ele mesmo converteu, aos 27, em chute fraco, porém no canto direito do goleiro peruano. Anotou, assim, seu 62º gol com a camisa da seleção, empatando com Ronaldo.

O segundo tempo começou mais equilibrado, com boas chances para os dois lados. Aos 9, Neymar cobrou falta com perigo e mandou rente ao travessão. Mas, quatro minutos depois, a defesa brasileira voltou a falhar, em lance semelhante ao primeiro gol. A zaga afastou mal e Tapia bateu de fora da área. A bola desviou em Rodrigo Caio e venceu Weverton.

Sem desanimar, o Brasil buscou novamente o empate, mais uma vez em bola parada. Neymar cobrou escanteio, Firmino cabeceou na segunda trave e Richarlison, em cima da linha, completou para o gol.

A igualdade não tranquilizou Tite. Ele fez três mudanças de uma só vez: colocou Everton Cebolinha, Everton Ribeiro e Alex Telles. Os dois primeiros se destacaram. E foi numa disparada de Cebolinha que surgiu o gol da virada brasileira. Após cruzar na área, pela direita, Neymar foi derrubado na área: novo pênalti para o Brasil. Ele repetiu o canto da primeira cobrança e anotou seu segundo gol na partida, aos 37 minutos.

O atacante ainda marcaria o quarto aos 48 minutos, quando o Peru já jogava com um a menos - Zambrano foi expulso ao acertar uma cotovelada em Richarlison. A jogada do último gol foi iniciada por Cebolinha e Everton Ribeiro, que acertou o pé da trave. No rebote, Neymar só empurrou para as redes, sacramentando a vitória.

 

FICHA TÉCNICA:

PERU 2 x 4 BRASIL

PERU - Pedro Gallese; Luis Advíncula, Carlos Zambrano, Luis Abram e Miguel Trauco; Pedro Aquino, Renato Tapia (Cueva) e Yoshimar Yotún; André Carrillo, Farfán (Polo) e Christofer Gonzales (Araujo). Técnico: Ricardo Gareca.

BRASIL - Weverton; Danilo, Marquinhos (Rodrigo Caio), Thiago Silva e Renan Lodi (Alex Telles); Casemiro, Douglas Luiz e Philippe Coutinho (Everton Ribeiro); Richarlison, Roberto Firmino (Everton Cebolinha) e Neymar. Técnico: Tite.

GOLS - Carillo, aos 5, e Neymar (pênalti), aos 27 minutos do primeiro tempo. Tapia, aos 13, e Richarlison, aos 13, Neymar, aos 37 (pênalti) e aos 48 minutos do segundo tempo.

CARTÕES AMARELOS - Tapia, Christofer Gonzales.

CARTÃO VERMELHO - Zambrano.

ÁRBITRO - Julio Bascuñán (Fifa/Chile).

RENDA E PÚBLICO - Jogo sem torcida.

LOCAL - Estádio Nacional, em Lima (Peru).

Um dia após triunfar por 2 a 1 diante do Grêmio, o elenco do Santos se reapresentou no CT Rei Pelé, mas ainda sem a presença do atacante Robinho, recém-contratado pelo clube, e com o técnico Cuca à espera da recuperação do volante Alison para o duelo com o Atlético Goianiense, quarta-feira, na Vila Belmiro, pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Robinho foi anunciado como reforço pelo Santos no sábado e teve seu contrato regularizado no BID da CBF nesta segunda-feira. Porém, ainda deve demorar para fazer a sua reestreia pelo time e até mesmo começar a treinar, pois precisará primeiro passar por exames clínicos e cardiológicos, além do teste para o coronavírus, antes de ser liberado para Cuca.

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A atividade desta segunda também não contou com a presença do volante Alison, ainda em recuperação de uma periostite por sobrecarga na perna esquerda. O meio-campista ficou de fora dos jogos contra Corinthians e Grêmio.

E seu retorno na quarta-feira seria importante porque Cuca já não contará com Jobson, suspenso pelo terceiro cartão amarelo. Caso Alison não tenha condições de jogo, Cuca precisará atuar com Diego Pituca e Jean Mota mais recuados, dando uma chance a Lucas Braga, livre de suspensão, ou Lucas Lourenço.

Na atividade desta segunda, os reservas no triunfo de domingo participaram de um trabalho técnico em campo reduzido. Já os titulares fizeram apenas um trabalho regenerativo. Assim, só vão treinar uma vez antes do confronto com o Atlético-GO.

Além de Jobson, Cuca também não contará com o meio-campista Carlos Sánchez e os atacantes Soteldo, na seleção venezuelana, e Raniel, além do goleiro Vladimir.

A 15ª rodada do Brasileirão foi marcada por declarações fortes contra a arbitragem. Entre os treinadores, Mano Menezes, do Bahia, reclamou muito da atuação de José Mendonça da Silva Júnior, árbitro escalado para o duelo com o Fluminense. Renato Gaúcho, por sua vez, criticou o fato de um suposto pênalti para o Grêmio não ter passado por revisão do árbitro de vídeo na derrota para o Santos. E, entre os cartolas, o presidente do Vasco, Alexandre Campello, chegou a pedir uma "auditoria" nas decisões do VAR, além de pleitear que as conversas entre o árbitro de vídeo e o de campo sejam abertas.

Nesta segunda-feira, o presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, Leonardo Gaciba, conversou com o Estadão sobre as polêmicas. Ele considerou corretas todas as decisões que suscitaram reclamações na rodada e enalteceu o VAR. "Ninguém mais fala da decisão técnica. Falam do protocolo, da forma. O índice de erros diminuiu muito, é quase zero", ressaltou.

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Para Gaciba, as reclamações ocorrem por desconhecimento - ou, pelo menos, descontentamento - com o protocolo de uso do VAR. Ele citou as críticas de Renato Gaúcho. "Ele acha que o jogo deveria parar 50 vezes se tivessem 50 situações de pênalti, para o árbitro olhar no vídeo antes de tomar decisão do campo. Mas a CBF segue um protocolo internacional, que a Fifa coloca, que prega que sempre que o árbitro de vídeo concordar com o árbitro de campo, quando não tiver uma imagem conclusiva que contradiga, que ele vai manter a decisão do campo."

Sobre a liberação dos áudios durante as revisões, pedida pelo presidente do Vasco, Gaciba informou que isso não pode ocorrer por um veto da Fifa. "Existe um documento, e os clubes receberam esse documento, explicando que não pode disponibilizar o áudio em tempo real", pontuou. "Mas nenhum clube brasileiro, desde o início do projeto, que solicitou à Comissão da CBF ver e ouvir as análises do VAR, teve o acesso negado. Todos que pediram foram atendidos."

Na avaliação de Gaciba, o VAR está sendo bem utilizado no País e isto está se refletindo no desempenho técnico dos árbitros. "Eu estou muito satisfeito com a melhora do árbitro do campo. O campo está acertando 20% a mais do que o ano passado, isso é muito bom. Tivemos duas rodadas em que o árbitro de vídeo durou muito tempo, mas há seis, sete rodadas, o impacto dele em todos os jogos tem sido de 20 minutos, o que dá mais ou menos dois minutos por jogo. É baixíssimo em relação ao resto do mundo."

O ex-árbitro também comentou as fortes reclamações de Mano Menezes, cujos impropérios contra a arbitragem foram captados pelos microfones da transmissão de TV durante a vitória do Fluminense por 1 a 0 sobre o Bahia.

"É um consenso da opinião pública: fugiu da curva", disse. "Mas não quero falar de um caso específico. No meio do futebol como um todo, nós profissionais devemos saber lidar com críticas. E uma orientação que dou a todos meus árbitros é tratar com respeito, esse é o lema. Agora, se eles respeitarem, eles também têm de ser respeitados."

ESCOLHAS - Quando assumiu a Comissão de Arbitragem da CBF, Leonardo Gaciba extinguiu o sorteio como critério para definição das equipes que trabalham em cada um dos jogos. "A gente faz uma análise técnica, vê o momento do árbitro, a qualificação técnica pro jogo, a importância na tabela de classificação. São muitos fatores. Fazer uma escala de arbitragem requer muito estudo e temos profissionais para isso. A CBF faz 2.500 escalas por ano, são muitos jogos, e a gente escolhe sempre o profissional mais adequado pro jogo", comentou.

O dirigente descartou que a comissão receba pressão de qualquer lado ou que aceite "vetos" de clubes na hora de definir os profissionais para cada jogo. "Uma das coisas que norteiam a CBF é a independência do departamento de arbitragem. É uma norma do presidente Rogério Caboclo: nós temos total liberdade para escalar, não temos nenhum tipo de influência da CBF ou dos clubes. Não existe veto."

Confira as análises de Gaciba sobre as polêmicas de arbitragem:

VASCO 1 X 2 FLAMENGO

Reclamação: gol do Vasco anulado por impedimento.

"Decisão técnica perfeita. Além da imagem que foi mostrada pela câmera 7, onde é feita a linha de impedimento, tem uma imagem invertida da jogada que mostra exatamente o que aconteceu dentro de campo de jogo. O jogador estava adiantado e o gol foi bem anulado."

FLUMINENSE 1 X 0 BAHIA

Polêmica: dois possíveis pênaltis para o clube carioca, um dos quais não assinalado.

"As decisões técnicas foram todas corretas. A marcação da penalidade - que acabou gerando o gol - foi um tranco ilegal, empurrão pelas costas, sendo detectado pelo árbitro de vídeo e a revisão correta feita. O segundo lance polêmico, da questão do toque de mão do jogador do Bahia dentro da área, análise perfeita do árbitro de vídeo de não chamar para revisão."

SANTOS 2 X 1 GRÊMIO

Polêmica: VAR aponta pênalti para o Santos, mas não é acionado em possível penalidade para os gaúchos.

"O primeiro pênalti marcado foi pelo campo, não teve auxílio do VAR. O segundo pênalti marcado foi através de uma revisão do árbitro de vídeo, que o árbitro de campo não conseguiu perceber. A respeito da mão na bola, a bola bate no braço e o braço está em posição natural. Cem por cento dos comentaristas concordaram que não era pênalti, e o árbitro de vídeo não chama quando a decisão do campo é correta. Isso é protocolo."

CEARÁ 2 X 1 CORINTHIANS

Expulsão de Eduardo.

"Movimento de gatilho, fora da disputa da bola. O jogador joga o cotovelo com força desproporcional no rosto do adversário. Pra mim se enquadra em conduta violenta. Decisão final da arbitragem de expulsão foi corretíssima."

Pênalti de Cássio.

"O Cássio, ao se levantar, calça o jogador. Contato do joelho direito na perna do jogador e derruba dentro da área. Falta por imprudência e tiro penal bem marcado."

A seleção brasileira fez na manhã desta segunda-feira o último treino antes do duelo contra o Peru, marcado para terça-feira em Lima, pela segunda rodada das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2022. Tite comandou a atividade no CT Joaquim Grava e definiu que Thiago Silva será o capitão na partida.

Thiago Silva foi capitão do Brasil na Copa do Mundo de 2014 e usou a braçadeira em dois jogos do Mundial da Rússia, em 2018. Ele foi convocado 123 vezes desde 2008, e, diante da Bolívia, chegou à marca de 90 partidas pela seleção brasileira, igualando Kaká como o 15º jogador que mais vezes atuou pelo time nacional.

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O zagueiro de 36 anos, que se transferiu do Paris Saint-Germain para o Chelsea nesta temporada, tem sete gols marcados com a camisa amarelinha. No primeiro jogo das Eliminatórias, o escolhido por Tite para usar a faixa de capitão foi o volante Casemiro.

Neymar havia sido selecionado para ser o capitão fixo do Brasil no ciclo para a Copa de 2022, no Catar, mas perdeu o privilégio depois da agressão do atacante do Paris Saint-Germain a um torcedor na final da Copa da França, em maio do ano passado.

Daniel Alves, então, ficou com a faixa na disputa da Copa América de 2019. Sem o experiente lateral-direito no grupo atual, o treinador resolveu voltar a aderir o rodízio no começo das Eliminatórias.

TREINO - Na atividade desta segunda, no CT do Corinthians, em São Paulo, os jogadores realizaram movimentação com dois times em campo reduzido. Assim como os demais trabalhos da seleção, o treino foi fechado à imprensa, mas foi possível acompanhar alguns minutos pela CBF TV.

Tite não mostrou a escalação que mandará a campo contra os peruanos. Ele dividiu os jogadores em dois times. Boa parte dos que atuaram contra a Bolívia usaram colete.

No grupo de colete estiveram: Weverton; Gabriel Menino, Marquinhos, Rodrigo Caio e Renan Lodi; Casemiro e Douglas Luiz; Everton Cebolinha, Everton Ribeiro e Neymar; Matheus Cunha. Já a outra equipe contou com: Ederson; Danilo, Felipe, Thiago Silva e Alex Telles; Fabinho, Bruno Guimarães e Philippe Coutinho; Richarlison, Rodrygo e Roberto Firmino.

O técnico dará uma entrevista coletiva ainda nesta tarde antes de a delegação embarcar para Lima, às 17 horas. A tendência é de que o treinador repita a escalação que goleou os bolivianos na última sexta.

Ao contrário do que fez na véspera do duelo contra a Bolívia, na estreia das Eliminatórias, Tite preferiu não anunciar a escalação que vai enfrentar o Peru nesta terça-feira, às 21 horas, em Lima, pela segunda rodada da competição. A justificativa do treinador para esconder a equipe é não dar munição para o técnico Ricardo Gareca. Ele adiantou, porém, que a base será mantida.

"Nós temos uma série de atletas de alto nível, eu tenho uma equipe montada, mas não quero falar. Os atletas já sabem desde ontem. A base permanece, as ideias permanecem. Mas não quero municiar o (Ricardo) Gareca. Você troca uma característica do atleta e já traz uma adversidade", justificou o treinador, em entrevista coletiva nesta segunda-feira.

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O técnico completará contra os peruanos a marca de 50 jogos no comando da seleção brasileira. O adversário desta terça foi o rival derrotado na final da Copa América de 2019, mas também o último algoz da equipe de Tite, em amistoso realizado em setembro do ano passado. Para o comandante, o duelo não tem uma simbologia ou significado especial em razão da marca alcançada.

"Adversário importante, grau de dificuldade técnica e física superior ao que enfrentamos. Temos que ter essa capacidade de contextualizar. Não estou pensando muito nos 50 jogos, penso numa ideia de futebol e que a equipe jogue muito. Que tenha a consciência que tem que criar e fazer gol, ser dura e dificultar ao máximo o adversário, se possível não tomar gol e que traduza isso em vitórias", ressaltou.

O treinador fez um paralelo entre a Bolívia, goleada por 5 a 0 no primeiro desafio do Brasil nas Eliminatórias, e a seleção do Peru, que reconheceu ser mais forte e competitiva do que os bolivianos. A ideia, independente do adversário, é desenvolver um padrão de atuação e manter solidez e regularidade.

"O grau de expectativa deles (Bolívia) era fazer um bom jogo, perder de pouco e seria uma vitória para eles. E nós com a responsabilidade de jogar bem e fazer resultado. Isso é considerado. Passado esse ponto, o desafio é diferente, com uma equipe de nível técnico superior, físico superior, e um desafio para nós: buscar repetir um padrão. Talvez não com a mesma força técnica. Vamos enfrentar um adversário mais forte em circunstâncias mais fortes", analisou.

A pandemia de covid-19 alterou os planos da seleção. A comissão técnica consultou o departamento médico e decidiu não realizar nenhum treinamento em solo peruano. A última atividade foi feita na manhã desta segunda-feira, no CT Joaquim Grava. A delegação embarca para Lima às 17h.

"Nós conversamos com os médicos, lembro perfeitamente, e a pergunta foi: a orientação médica, qual é? Quanto menos tempo for, e não tiver o trabalho técnico e tático lá (no Peru) é melhor. Então assim vamos fazer. A prioridade é a saúde e na sequência vêm o trabalho e futebol", explicou Tite. "Nós seguimos aquilo que prevê o protocolo médico com o máximo rigor possível. Eu sei que não existe segurança total, mas o máximo que pudermos fazer (evitar a contaminação do vírus) nós vamos fazer", completou.

Cory Sandhagen conseguiu a maior vitória de sua carreira neste sábado ao nocautear Marlon Moraes de forma espetacular na luta principal do UFC realizado na "Ilha da Luta", em Abu Dabi. Ao vencer o brasileiro, que é o número 1 do ranking dos galos, o americano se colocou como um possível desafiante ao cinturão da categoria.

"Marlon é um cara muito perigoso, então eu quis me manter seguro com a distância. Acho que eu o machuquei com alguns golpes no corpo e o chutei muito bem na cabeça. Notei que tinha um inchaço perto do olho direito, o que normalmente quer dizer uma fratura na orbital, então resolvi atacar aquele lado. O TJ Dillashaw volta em janeiro e o Frankie Edgar está disponível, então quero enfrentar um desses caras e logo depois ir para o cinturão", pediu o vencedor.

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A luta foi definida no segundo round, a 1min03. Sandhagen acertou um lindo chute rodado no rosto de Marlon, que caiu de dando uma cambalhota para trás. O americano partiu pra cima e, depois de alguns golpes, o árbitro encerrou o combate.

Foi a sexta vitória de Sandhagen em sete lutas - a terceira por nocaute. Também foi a primeira vez que o lutador americano liderou um card do UFC. Marlon, por sua vez, conheceu seu terceiro revés em oito combates na organização.

Outros quatro brasileiros subiram no octógono em Abu Dabi neste sábado e apenas um venceu: Edson Barboza, que derrotou o finlandês Makwan Amirkhani no coevento principal da noite por decisão unânime dos jurados (30-27, 30-26 e 29-28). Ele teve grande atuação no combate pelo peso pena (até 66kg), com três knockdowns, e encerrou a sequência de três derrotas, sendo as últimas duas de forma controversa.

Também pelo card principal, Markus Maluko foi nocauteado por Dricus du Plessis. o sul-africano encaixou golpes contundentes para vencer aos 3min22s do primeiro round. Com o resultado, o brasileiro perdeu a segunda consecutiva, enquanto o seu adversário, que fez sua estreia no Ultimate, conquistou o terceiro triunfo seguido.

Pelo card preliminar, o peso pesado Zé Colmeia perdeu a invencibilidade de oito combates no MMA profissional ao sofrer nocaute em 45 segundos. Chris Daukaus aplicou no brasileiro um golpe de esquerda e o deixou balançado. Na sequência, o americano apenas completou o trabalho no "ground and pound" até a interrupção do árbitro.

No primeiro confronto da noite, Tagir Ulanbekov superou Bruno Bulldoguinho em um combate equilibrado, pela divisão dos moscas. Vindo de duas derrotas e precisando vencer, o brasileiro teve um bom início, mas viu o russo crescer a partir do segundo assalto e vencer por decisão unânime dos juízes.

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O Flamengo ampliou para 16 jogos sua série invicta diante do Vasco. Mais uma vez com segundo tempo forte, virou o placar para 2 a 1 em São Januário, chegou aos 27 pontos e colocou pressão sobre o Atlético-MG.

Em um clássico onde os treinadores apostavam muito em seus centroavantes, foi Bruno Henrique quem decidiu. O atacante flamenguista recebeu lançamento longo, ganhou do goleiro e definiu o terceiro triunfo seguido do time. Todos eles com os gols saindo após o intervalo.

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Cano, a esperança vascaína, teve uma finalização perigosa defendida por Hugo Souza e um gol anulado pelo VAR. Pedro, que buscava marcar pelo sexto jogo seguido no Flamengo, passou despercebido.

Agora o Flamengo enfrentará uma maratona de jogos. Serão três nos próximos sete dias. Encara o Goiás, terça-feira, Bragantino, na quinta e o Corinthians, no domingo. O Vasco terá a semana inteira para se preparar para o próximo confronto. Domingo, visita o Internacional e tentará desencantar.

O JOGO - Então há seis jogos sem ganhar, o Vasco entrou em campo pela primeira vez no Brasileirão sem o técnico Ramon Menezes, demitido após a sequência ruim. O interino Alexandre Grasseli tinha a missão de fazer "algo diferente".

Optou por barrar Yago Picachu e apostar em Cayo Tenório na ala direita. Viu sua aposta levar amarelo em menos de um minuto. Mas colheu os frutos aos 8. O lateral roubou a bola de Bruno Henrique, passou como quis por Filipe Luís e serviu Talles Magno: 1 a 0.

Do lado do Flamengo, Léo Pereira estava de volta à defesa e Matheuzinho assumiu a lateral após ida de Isla à seleção chilena. No mais, Domenèc Torrent apostando na dupla entre Bruno Henrique e Pedro, que fizeram, juntos, nove gols nos últimos cinco jogos.

Pelo terceiro duelo seguido, porém, o Flamengo fez primeiro tempo ruim. Saiu atrás pela primeira vez, e quase não ameaçou o gol de Fernando Miguel, mostrando apatia enorme em campo nos 45 primeiros minutos.

Para quem queria colocar sombra no líder Atlético-MG, o espírito apresentado até o intervalo foi de um "jogo comum". Os flamenguistas não brigavam pela bola, não davam opção aos companheiros e, por consequência, não chutavam ao gol.

Por outro lado, os vascaínos queriam muito acabar com o jejum de 15 jogos no clássico e retomar o caminho das vitórias no Brasileirão após seis jogos sem triunfos. Se não eram brilhantes, mostravam superação pela garra e disposição.

Domenèc arrumaria o Flamengo? Ou o Vasco repetiria as boas atuações defensivas das rodadas iniciais? A resposta veio no primeiro lance ofensivo da etapa final. iego cobrou falta na área e Léo Pereira empatou, de cabeça, com dois minutos. Leandro Castan, também em cabeceio, quase colocou o Vasco novamente em vantagem. Parou em Hugo Souza no minuto seguinte ao gol flamenguista.

O jogo sem muitas emoções da primeira etapa cresceu bastante. Em busca do gol que não vinha há seis rodadas, Cano deu de zagueiro aos 16 e "cortou" o chute de Carlinhos. O Vasco desperdiçou a chance, o Flamengo, não. Lançamento preciso de Thiago Maia para Bruno Henrique. O atacante ganhou disputa com o goleiro e virou o placar aos 24 minutos. A bola ainda bateu na trave antes de entrar.

O Vasco, desesperado, saiu com tudo ao ataque atrás do empate. Grasseli encheu o time de atacantes e o time até empatou, aos 39. Mas Parede estava impedido antes de servir Cano. Marcos Júnior ainda errou um cabeceio. O Flamengo se fechou e festejou mais uma vitória no Brasileirão.

FICHA TÉCNICA

VASCO 1 x 2 FLAMENGO

VASCO - Fernando Miguel; Cayo Tenório (Vinícius), Miranda, Leandro Castan e Henrique; Andrey, Marcos Júnior (Gabriel Pec), Carlinhos e Benítez; Talles Magno (Parede) e Cano. Técnico: Alexandre Grasseli.

FLAMENGO - Hugo Souza; Matheuzinho, Gustavo Henrique, Léo Pereira e Filipe Luís; William Arão, Thiago Maia, Gerson (Vitinho) e Diego (Michael); Bruno Henrique (Lincoln) e Pedro. Técnico: Domenèc Torrent.

GOLS - Talles Magno, aos 8 minutos do primeiro tempo; Léo Pereira, aos 2, e Bruno Henrique, aos 24 minutos do segundo tempo.

ÁRBITRO - Flávio Rodrigues de Souza (SP).

CARTÃO AMARELO - Cayo Tenório e Talles Magno (Vasco); Diego, Vitinho, Léo Pereira, Thiago Maia e Bruno Henrique (Flamengo).

RENDA E PÚBLICO - Jogo disputado com portões fechados.

LOCAL - São Januário, no Rio de Janeiro (RJ).

A World Rúgby, a federação mundial da modalidade, publicou um novo guia às associações nacionais do esporte em que recomenda que mulheres transgêneros sejam excluídas do esporte. As razões para a diretriz seriam "motivos de segurança", segundo publicou a BBC. O documento foi criticado por organizações que defendem os direitos LGBT.

"Essa proposta foi baseada em um hipotético modelo de dados que tem pequena relevância em questões como justiça e segurança no rúgbi. Políticas importantes como essa deveriam ser baseadas em robustas e relevantes evidencias e trabalhadas próximas de pessoas trans praticantes de esporte", afirmou Nancy Kelley, chefe-executiva da Stonewall, organização britânica que luta contra a homofobia e a transfobia.

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Bill Beaumont, presidente da federação de rúgbi, ouviu as críticas e disse que mudanças nas recomendações podem ocorrer no futuro. "Nós reconhecemos que a ciência continua evoluindo e nos comprometemos a rever regularmente essas recomendações, sempre tentando ser inclusivos", comentou o mandatário.

O documento da World Rugby traz apenas recomendações, e não cria novas regras; as federações nacionais tem autonomia para tomar as decisões sobre seus próprios torneios locais. Quanto aos atletas trans masculinos, nenhuma recomendação para limitar a prática do esporte foi feita.

No Brasil, o debate sobre a presença de atletas trans no esporte se fortaleceu após o sucesso de Tiffany, jogadora de vôlei, na Superliga Feminina. Um projeto de lei para proibir que os atletas trans possam atuar profissionalmente nas ligas do gênero com o qual se identificam foi apresentado na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo pelo deputado Altair Moraes (Republicanos) em 2019, mas ainda não foi votado por conta de sucessivos adiamentos.

Lewis Hamilton não ficou nada satisfeito com o desempenho de seu carro na definição da pole position para o GP de Eifel, na Alemanha. Acostumado a largar na frente, ele será apenas o terceiro no grid. Numa pista difícil de ultrapassar, ele promete superação.

"Estou apenas tentando entender o que aconteceu hoje (sábado)", afirmou Hamilton, antes de falar sobre suas perspectivas para a corrida. O inglês da Mercedes tenta igualar marca de Michael Schumacher como maior vencedor da Fórmula 1. Na busca pelo 91° triunfo, gostaria de largar na frente. "Amanhã (domingo) é uma longa corrida. Não é o lugar mais fácil de ultrapassar, mas pode haver muitas oportunidades, por isso vou dar o máximo," garantiu.

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Em sua frente estarão o companheiro de equipe, Valtteri Bottas, o pole, e Mark Verstappen, em segundo, o que aumenta bastante a dificuldade na busca pela marca histórica.

Depois de trabalho bom até a segunda fase do qualificatório, Hamilton não conseguiu ser eficiente no Q3 e ficou a 0s256 atrás do Bottas. "Definitivamente o Q2 parecia bom e quando cheguei ao Q3, simplesmente não me senti bem em nenhuma das voltas. A aderência não parecia a mesma", reclamou dos pneus.

Hamilton sugeriu iniciar a prova com pneu diferente de Bottas mas a equipe não aceitou sua ideia. Ele já travou batalha com a Mercedes no treino. Acreditava fazer a melhor volta com pneus médios, mas a equipe optou pelo macio. Ele reclamou, pois não pode mudar para a largada.

"Eu conseguiria passar com aquele pneu", garantiu. "Queria começar nos médios, só porque gosto sempre de fazer algo diferente, mas a equipe optou por nós dois estarmos no mesmo pneu", se conformou. "Veremos se foi a escolha foi certa."

Indo para a corrida, Hamilton tem uma vantagem de 44 pontos sobre Bottas , com sete provas - incluindo o GP da Eifel de domingo - restantes para disputar nesta temporada.

O torcedor do Fluminense tem tudo para ainda comemorar muitos gols de Fred pelo Brasileirão. O atacante revelou neste sábado a meta pessoal de se tornar o segundo maior goleador do torneio, atrás apenas de Roberto Dinamite.

Ao falar dos 300 jogos com a camisa do Fluminense, o atacante que fez gols apenas duas vezes na atual edição do torneio, revelou que sonha em superar Edmundo e Romário na tabela de artilheiros.

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Fred já anotou 149 vezes em 291 jogos no Brasileirão. Carrega uma ótima média de um gol a cada dois jogos. Edmundo, seu concorrente mais próximo, fez 153, um a menos do que Romário. Faltam, portanto, seis gols para o astro do Fluminense cumprir sua meta.

"Eu tenho o objetivo, sim, de pelo menos chegar a essa segunda colocação. Acho que passar o (Roberto) Dinamite é bem difícil pelo plano que eu tenho de carreira", enfatizou. O ídolo vascaíno anotou 190 vezes. "Não sabemos o que vai acontecer lá na frente, mas eu acho difícil bater o Dinamite. Já chegar na segunda colocação é bem possível, passar o Edmundo e Romário. Não vai ser fácil, mas eu tenho esse objetivo."

Titular diante do Bahia, neste domingo, ele fala em "jogar o máximo de jogos possível" e assume que carrega outras missões dentro do atual elenco carioca. "Estou tentando justamente deixar a molecada mais leve. Entendo o tamanho do peso da nossa camisa e da cobrança que tem e estou tentando trazer tudo para mim, para os mais experientes, para deixar essa molecada tranquila, feliz, alegre, com confiança para fazer a diferença para gente", observou. "Eles que vão ser os motores da nossa equipe, nós vamos só dando suporte."

Além da meta particular de gols e do auxílio à molecada, Fred também quer levar o Fluminense à Libertadores de 2021. "No início ninguém pegava o Fluminense e o colocava como candidato à Libertadores. Só que nesse campeonato a coisa está muito igual e, além disso, a gente tem o peso da nossa camisa", disse.

Nada, porém, de deixar a humildade de lado. "É muito cedo para a gente falar se dá para lutar pela Libertadores ou não, porque nesse campeonato se você ganha duas, você está quase no G4, a seis pontos do líder. E se você perde duas, você está a dois pontos do Z4. Vai depender dos nossos resultados e isso é uma caminhada", seguiu.

Mas está confiante em resultado positivo diante do Bahia, no Maracanã. O Fluminense vem de duas vitórias e um empate nos últimos jogos. "Vamos tentar impor nosso ritmo e manter essa boa sequência. Apesar do Maracanã estar com grama nova, a gente já conhece as dimensões, os caminhos das coisas."

O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) do vôlei remarcou o julgamento de Carol Solberg para dia 13 (terça-feira), às 13 horas, com transmissão pelo YouTube. A jogadora de vôlei de praia será julgada por ter gritado "Fora, Bolsonaro" durante entrevista ao vivo, na cerimônia de premiação do Circuito Brasileiro, no mês passado.

O julgamento estava inicialmente marcado para terça desta semana, mas foi adiado de última hora porque a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e o Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH) pediram para participar do caso. Nesta sexta, o relator Robson Luiz Vieira rejeitou o "pedido de intervenção".

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O relator seguiu o parecer emitido pelo subprocurador Wagner Vieira Dantas na quinta-feira. "Torna-se claro que inexiste legitimidade das requerentes, por ausência de comprovação de qualquer vínculo de suas atividades com a atividade desportiva, além de inexistência de submissão das requerentes ao Código Brasileiro de Justiça e ainda, e por fim, a ausência de prova e indicação expressa de que direitos privativos serão atingidos no julgamento do caso em apreço justificando assim, um eventual interesse, oportunidade em que deve ser negado o pedido", afirmou o subprocurador.

Horas depois, contudo, a ABI avisou que pretende recorrer da decisão. "A ABI vai recorrer. Estamos diante de dois absurdos: um ataque à liberdade de expressão e o uso de dois pesos e duas medidas diante de declarações políticas de atletas", afirmou Paulo Jeronimo, presidente da entidade. O STJD ainda não se manifestou sobre a intenção da ABI de recorrer.

Carol Solberg causou polêmica há duas semanas ao gritar "Fora, Bolsonaro" durante entrevista ao vivo ao canal SporTV, ao fim da cerimônia de premiação de uma das etapas do Circuito Brasileiro de vôlei de praia. A Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) e a Comissão de Atletas de Vôlei repudiaram a manifestação política. Diversos atletas, porém, saíram em defesa de Carol, assim como Comissão de Atletas do Comitê Olímpico do Brasil (COB).

A atleta acabou sendo denunciada no STJD com base em dois artigos do CBJD: o 191, "deixar de cumprir, ou dificultar o cumprimento de regulamento, geral ou especial, de competição"; e o 258, por "assumir qualquer conduta contrária à disciplina ou à ética desportiva não tipificada pelas demais regras deste Código à atitude antidesportiva".

Pelo artigo 191, a atleta pode ser receber multa de R$ 100,00 a R$ 100 mil ou apenas uma advertência. Já o artigo 258 prevê veto de uma a seis partidas e suspensão de 15 a 180 dias ou advertência. Carol será defendida pelo presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz.

A Secretaria de Educação e Esportes de Pernambuco (SEE) inaugurou, nesta quarta-feira (08), o projeto “Gerando Esporte”, operado pelo Instituto Geração 4 e apoiado pela Lei Estadual de Incentivo ao Esporte. A solenidade aconteceu na praia de Barra de Jangada, em Jaboatão dos Guararapes, e contou com a presença do secretário da pasta, Fred Amâncio, o secretário executivo de Esportes da SEE, Diego Pérez, Fernando DDI, coordenador do projeto, e atletas de beach soccer da seleção brasileira. 

Vale ressaltar que todos estavam de máscara e respeitando o distanciamento social, seguindo os protocolos de prevenção da Covid-19.  Na ocasião, o secretário Fred Amancio falou da importância do “Gerando Esporte”, que tem como objetivo promover a iniciação e desenvolvimento esportivo de crianças e adolescentes da região por meio do futebol de areia. “São projetos como este que nos inspiram a construir novas parcerias. Quando vemos a dedicação, o profissionalismo e o amor que é direcionado para este tipo de ação de inclusão, nos entusiasmamos para fazer ainda mais. E é a Lei Estadual de Incentivo ao Esporte que nos proporciona esses passos tão importantes no esporte brasileiro. Ficamos felizes e realizados com isso”, disse. 

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"Eu sou muito grato por fazer parte da equipe da Secretaria de Educação e Esportes e poder presenciar momentos emocionantes como este. É uma honra pra gente contar com tanto talento aqui. Hoje é um dia muito feliz para o esporte pernambucano e eu espero que o “Gerando Esporte” revele ao Brasil novos campeões" declarou Diego Perez.

Emocionado, Fernando DDI contou a história do Instituto Geração 4, que já revelou grandes nomes para a seleção brasileira, e agradeceu o apoio que o Governo do Estado vem dando ao longo deste tempo. “Aqui foi onde tudo começou. As barras eram improvisadas, fizemos tudo aos poucos, e agora já sabemos o que fazer e como gerar esse sonho coletivo. Embora seja um projeto de futebol, essas crianças e adolescentes terão acompanhamento nutricional e psicológico, além de alimentação, uniformes adequados para o ambiente e toda a estrutura para se formarem como atletas. O nosso objetivo, acima de tudo, é criar grandes cidadãos”, frisou o ex-atleta de beach soccer e campeão mundial pela seleção brasileira. 

O projeto “Gerando Esporte”, do Instituto Geração 4, ofertará as aulas que acontecerão nas terças e quintas, das 14:30 às 17:30, e aos sábados pela manhã, das 8:00 às 11:00, com estimativa de atender 80 crianças e adolescentes (meninos e meninas) nas categorias SUB 11, SUB 13, SUB 15 e SUB 17, além de atender atletas de rendimento da modalidade. 

O projeto prevê a aquisição de material esportivo (bolas, uniformes, cones, barreiras, escadas de coordenação, bolsas, bonés, medalhas para os festivais esportivos, etc), fornecimento de lanche (sanduíches, sucos e frutas) e contratação de equipe técnica (coordenador, professores, auxiliares e psicólogo) para todo suporte técnico/pedagógico aos participantes. 

A estudante Elisa Félix, de 15 anos, é uma das beneficiadas pelo projeto. Ela e a mãe, a ex-atleta e costureira Maria Elane de Santana, de 41 anos, treinam na mesma equipe do Instituto Geração 4. Incentivada pela mãe desde criança a praticar esportes, a adolescente vê no novo projeto uma chance de desenvolver suas habilidades com a bola e virar uma atleta profissional. “Eu acho muito importante escolinhas como esta, pois não temos condições de pagar para treinar, e aqui eu sei que vou ser preparada por um grande atleta, que é Fernando, e sempre acompanhada da minha mãe”, declarou a estudante.

Orgulhosa, Maria Elane espera que a filha dê grandes passos no futebol de areia. “A minha vida inteira foi praticando diversas modalidades esportivas e eu sei o quanto mudei para melhor. Quero um futuro de saúde, de determinação e muitas conquistas para Elisa. Agradeço ao Governo de Pernambuco por mais esse apoio ao esporte brasileiro e a minha torcida é para que esse projeto revele mais e mais atletas para a nossa seleção”, frisou. 

Também participaram do evento os apoiadores Babi Cabral, coordenadora educacional do Porto Social; Mano Silva, fundador da Love Fútbol; Aline Medeiros, gerente de qualidade da Unilever, patrocinadora do “Gerando Esporte”; e os jogadores da seleção brasileira de beach soccer Filipe Silva, Têleco Miranda, Leleco e Maiara, todos revelados pelo Instituto Geração 4.

Da assessoria

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