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Há pouco mais de um mês, Mariana Miné foi escolhida para ser a CEO da Confederação Brasileira de Rugby (CBRu) e se tornou a primeira mulher a ter esse cargo na entidade. Também é um dos raros casos de dirigente esportivo no Brasil que não seja homem. Com uma carreira em grandes empresas, ela topou o desafio de continuar o projeto de fazer a modalidade crescer no Brasil e espera conseguir bons resultados no comando da entidade.

"Em vários momentos na minha carreira acho que tive essa situação de olhar para o lado e ver muitos homens e poucas mulheres. É uma construção, aos poucos vamos vendo mais lideranças femininas e o segmento acaba também demandando a presença de mais mulheres", comenta a CEO, que trabalhou em lugares como a Ambev e a Unilever.

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Outra situação inusitada em sua trajetória é que nunca esteve ligada diretamente ao esporte, muito menos ao rúgbi. "Está sendo incrível porque minha trajetória profissional não tem nada a ver com esporte. Sou administradora por formação, trabalhei com vendas e marketing, e para mim está sendo um desafio muito grande entrar de cabeça nisso tudo. Esse trabalho na CBRu está sendo muito rico."

Depois de trabalhar em grandes empresas, Mariana decidiu abrir seu próprio negócio no ramo de alimentos para animais de estimação. "Quando decidi que não queria mais ser empreendedora, queria vender minha empresa, aí resolvi olhar o mercado. Fui conversar com um head hunter e ele comentou sobre essa vaga", conta.

Ela refletiu um pouco sobre a possibilidade e decidiu encarar o desafio. "Já tinha uma referência do esporte, já tinha também a ideia de que estávamos falando de uma confederação séria, com transparência, governança, pessoas e processos fortes no conselho. E vi também a oportunidade de construir o crescimento do esporte no Brasil", diz.

Mas isso ainda era um processo seletivo longo e pesado. Ela conversou com os seis conselheiros da CBRu. "Foi engraçado também porque, na conversa, eles me entrevistavam e eu os entrevistava também, para entender melhor esse lado deles de serem pessoas que jogaram rúgbi na faculdade, mas ainda estavam lá doando o tempo deles. Acho que foi o processo seletivo mais rigoroso de que participei."

Mariana é sincera ao falar de sua relação com a modalidade. Ela já conhecia o rúgbi, mas pouco. "Eu já sabia alguma coisa por causa de amigos que jogavam. Também morei na Austrália na época de universidade, em 2003, e nesse período teve lá a Copa do Mundo de rúgbi. Então pude vivenciar isso, que me trouxe um pouco de entendimento quando a possibilidade bateu na minha porta", explica.

A CBRu teve uma boa gestão com o argentino Agustín Danza, que fortaleceu a entidade no desenvolvimento dos jogadores durante cinco anos e meio. O CEO foi sucedido por Jean-Luc Jadoul, que exerceu a função por um ano e três meses e aproveitou para reorganizar as contas da entidade em um momento de diminuição de recursos financeiros no esporte no Brasil. Agora, Mariana chega para tentar colocar em prática sua experiência adquirida em outros ramos de atividade.

"Eu já estive sentada do lado de lá, na mesa de negociação entre entidade e patrocinador. Já cuidei de marcas e procurei oportunidades no mercado. Isso com certeza vai trazer riqueza para construção de produtos mais relevantes. Como empreendedora é um desafio de vida. Sei que precisa ter muita resiliência para fazer acontecer", diz. "Estou aqui para continuar o trabalho rico que foi feito", continua.

O maior desafio será conseguir ativar a modalidade em um momento de pandemia por causa da covid-19, quando competições não podem ser realizadas e quando são, não há presença de público. "É uma dificuldade enorme. Nosso produto é jogo, tem muita coisa por trás disso, e ainda vai levar um tempo para a gente conseguir jogar com todos os protocolos", diz, ciente de que para as categorias de base é mais complicado ainda.

A CEO da confederação chega disposta a realizar o primeiro campeonato feminino de rúgbi 15 no Brasil, com disputas de adulto e juvenil, para começar a moldar a seleção brasileira. Também continuará apostando em alguns profissionais de outros países, pois para ela é importante aprender com o rúgbi internacional, mas é preciso também que esses especialistas tenham um papel de formação para deixar como legado e solidificar na equipe técnica brasileira.

E seu próximo ato será conversar com os atuais patrocinadores da CBRu - são 17 no momento, incluindo parceiros e apoiadores. "A gente está no momento de fechamento de orçamento, é difícil, precisa fazer escolhas, mas agora vou começar a falar com todos os patrocinadores. Já tenho reunião marcada com alguns e quero entender a percepção deles da nossa parceria. Uma das minhas prioridades passa por aumentar o vínculo e aumentar a captação de recursos", conclui.

O Brasil dominou a premiação dos melhores do ano no futsal e teve tanto no masculino, como no feminino, os títulos de melhores jogadores do mundo. Destaque para a ala do Leoas da Serra, Amandinha, que foi pela sétima vez escolhida como melhor jogadora do mundo. No masculino, Ferrão do Barcelona repetiu a dose de 2020 e venceu novamente o prêmio concedido pelo Futsal Planet anunciado nesta terça-feira (26). 

O time em que a craque Amandinha atua, o Leoas da Serra, ficou na terceira posição como melhor equipe feminina, além de ter a melhor treinadora do mundo, a Cristiane de Souza. O Deportivo Sala da Espanha ficou com o primeiro lugar entre as equipes. Amandinha celebrou nas redes sociais a sua sétima conquista como melhor do mundo. "Toda honra e toda glória a Deus", disse. 

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No masculino, o brasileiro Ferrão, que atua no Barcelona, foi escolhido pelo segundo ano consecutivo como melhor do mundo. Seu time também ficou com a primeira colocação, seguido pelos brasileiros do Magnus Sorocaba. O Brasil ainda venceu o melhor jogador jovem do mundo, com Leozinho, que atua na equipe paulista, e também conquistou o título de melhor seleção. 

Do ano 700, na Índia, ao modelo atual criado na Europa, durante a segunda metade do século XV, o xadrez é um dos esportes mais praticados do mundo. Exige concentração, visão estratégica e agilidade, além da disciplina inerente aos esportistas. Com essas qualidades, o jogo atrai novos praticantes e torna-se uma influência positiva na mente dos enxadristas.

Embora não haja um número oficial de praticantes de xadrez, as plataformas de jogos online registraram um aumento considerável na quantidade de adeptos do esporte no ambiente virtual em meio à pandemia. Uma reportagem do portal GE mostra que o site Chess teve 13 milhões de perfis criados por praticantes da modalidade. Em outro levantamento, desta vez realizado pelo jornal O Estado de S. Paulo, também no Chess, pouco mais de 9 milhões de partidas foram disputadas nos tabuleiros digitais entre março e junho de 2020. No mesmo período, em 2019, cerca de 5 milhões de pessoas jogaram xadrez online.

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A universitária Nathalya Camargo, 19 anos, sempre quis aprender a mover as peças de acordo com as regras do tabuleiro quadriculado. No entanto, a familiaridade com o jogo só veio em 2016, quando começou a praticar no clube de xadrez da escola em que estudava. "Minha maior dificuldade era conseguir montar estratégias e perceber as intenções do adversário no tabuleiro", conta a jovem. Ela acredita que a modalidade não tem um aprendizado tão complexo. "O esporte em si não é difícil, mas precisa de tempo para ser aperfeiçoado e, para isso, o jogador precisa ter paciência e, principalmente, saber perder", complementa.

A enxadrista Nathalya Camargo com os prêmios no esporte | Foto: Arquivo Pessoal

Além do xadrez ter se tornado uma via de acesso para conhecer pessoas que passaram a fazer parte de seu convívio, o jogo também proporcionou à Nathalya expandir os horizontes mentais. É no esporte que a enxadrista busca inspiração para outras atividades do cotidiano. "Percebo que penso estrategicamente em outras áreas da minha vida, como quais tarefas eu devo priorizar, se eu quero conseguir algo, quais são os passos para isso. O xadrez ajuda com a paciência e o raciocínio lógico", conta. Ainda segundo a estudante, a evolução conquistada a cada partida é uma recompensa prazerosa. "É um jogo muito divertido, e vai ficando cada vez melhor conforme me aprofundo. Demanda tempo, esforço e até dinheiro para participar de torneios, mas eu recebo tudo de volta em forma de satisfação. Todos deviam aprender a jogar xadrez, mesmo que seja como um hobbie. Vale a pena", recomenda.

Xadrez: plataforma de aprendizado

Foi no esporte que a bancária Adriana Fragoso, 51 anos, encontrou a solução para amenizar a dificuldade cognitiva do filho, Luiz Fernando Fragoso, 13 anos. A iniciativa de inscrever o filho no xadrez do programa municipal Iniciação Esportiva, em Guarulhos (SP), tinha como expectativa o desenvolvimento do adolescente. "Imaginei que iria ajudar ele a evoluir o raciocínio intelectual, até mesmo o emocional, e, realmente, foi isso que aconteceu. O Luiz passou a ficar mais atento, o jogo fez com que ele pudesse pensar com mais calma para tomar uma decisão ou atitude", explica a mãe.

A bancária Adriana Fragoso e o filho, Luiz Fernando Fragoso | Foto: Arquivo Pessoal

Segundo Adriana, o filho, que nasceu com uma pequena deficiência intelectual, é competitivo e, no início, só queria aprender como vencer a disputa. "A dificuldade foi entender o jogo e como fazer para ganhar e dar xeque-mate. Mas, quando o professor deu a ele um manual, com um caderno de exercícios e práticas, as facilidades de entendimento e posição de peças ficaram mais claras para ele", comemora. A evolução de Luiz só não foi maior porque as aulas foram interrompidas devido à pandemia. "Hoje, retardou um pouco o processo de raciocínio e estratégia que ele estava aprendendo no jogo. Mas, as táticas do xadrez o ajudaram ainda mais na comunicação verbal e cognitiva", complementa.

Disciplina, esporte e saúde

Para o professor de xadrez, Laércio Correia Filho, além de conhecer as regras, a disciplina, como em todos os esportes, é apenas mais um dos pontos essenciais para aprender a jogar no tabuleiro. "É fundamental para o jogador de xadrez a dedicação ao estudo e ao treinamento constante. Tudo no jogo pode ser considerado decisivo. Os dois jogadores têm que estar atentos, o emocional e a experiência contam muito. Temos o fator tempo, mas, como é uma batalha de mentes, aquele que está mais concentrado, mais calmo pode ter um fator mais que decisivo", aponta ele, que coordena a modalidade em Guarulhos (SP).

O professor Laércio Correia Filho durante uma partida com Luiz Fernando Fragoso | Foto: Arquivo Pessoal

Segundo o enxadrista, não é apenas na esfera esportiva que a modalidade pode ser aplicada. A influência do jogo pode estar presente em diversos aspectos do cotidiano. "Além de ser um dos esportes da mente mais conhecido e jogado no mundo, tem inúmeros benefícios, como memorização, empatia, resolução de problemas e tomada de decisões, socialização, formação de caráter, imaginação, criatividade e aceitação de regras. Também há estudos que mostram que algumas doenças são prevenidas pela prática do xadrez, entre elas o Alzheimer e muitas doenças senis", conclui o professor.

Cinco dos 14 torcedores que foram detidos pelo ataque ao ônibus do São Paulo vão seguir presos, de acordo com decisão da juíza Vivian Brenner de Oliveira, responsável por avaliar o pedido de liberdade provisória interposto neste domingo. A emboscada aconteceu no último sábado, momentos antes do empate por 1 a 1 com o Coritiba, quando a delegação se encaminhava ao estádio do Morumbi para o compromisso pelo Campeonato Brasileiro.

Inicialmente, 14 torcedores, membros da organizada Tricolor Independente, foram detidos pela polícia, mas um deles foi colocado em liberdade ainda no sábado. Eles foram autuados no 14.º DP (Pinheiros), sendo depois transferidos para o 91.º DP (Ceasa). Agora, então, aqueles que eram primários receberam a liberdade provisória, com a juíza acolhendo a solicitação de Renan Bohus, advogado da Associação das Torcidas Organizadas do Brasil e defensor dos são-paulinos nesse caso.

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Pela ação, os torcedores vão responder pelos crimes de associação criminosa, dano qualificado, resistência e tumulto. A negativa ao pedido de liberdade de cinco deles se deu por serem reincidentes. O advogado vai apresentar um habeas corpus ainda neste domingo, mas uma decisão para esses detidos deve demorar mais tempo, saindo apenas nos próximos dias.

A emboscada ao ônibus do São Paulo aconteceu nas proximidades da ponte Eusébio Matoso, mesmo com a presença de escolta policial. Já preocupado com a possibilidade de ser alvo de protestos, o clube mudou a rota do CT da Barra Funda até o Morumbi. Ainda assim, o veículo foi atacado com pedras e rojões arremessados por torcedores, que ainda portavam barras de ferro e pedaços de pau quando foram detidos.

O atacante Luciano, que horas depois marcou o gol do time no empate com o Coritiba, foi atingido por alguns estilhaços em decorrência das bombas e pedras jogadas no veículo. O goleiro Tiago Volpi, inclusive, achou uma pedra dentro do ônibus.

O presidente do São Paulo, Julio Casares, se manifestou em nota oficial sobre o incidente. "É um ato inadmissível e que jamais deve ser tolerado. Estava com a nossa delegação no ônibus e posso testemunhar que o saldo poderia ter sido ainda pior. Por sorte, ninguém se feriu", disse, também prometendo agir para que os envolvidos sejam punidos.

"O clube não medirá esforços para que os autores de tamanha atrocidade sejam responsabilizados. Na condição de representante do nosso São Paulo, farei tudo a meu alcance para que casos como esse não se repitam. Para isso, já determinamos à Câmara Setorial de Segurança, na figura do Doutor Luís Lanfredi, que acompanhe os desdobramentos com afinco e proporcione às autoridades todo o suporte necessário que cabe ao clube", acrescentou.

A emboscada ocorreu apenas um dia após um protesto de torcedores em frente ao CT do clube, pedindo as saídas do técnico Fernando Diniz e do meia Daniel Alves. Ainda sem vencer em 2021, o São Paulo perdeu a liderança do Brasileirão na última quarta-feira ao ser goleado por 5 a 1 pelo Internacional. O time soma três derrotas e dois empates nos últimos cinco jogos no Brasileirão. Com 58 pontos, voltará a jogar no próximo domingo, fora de casa, diante do Atlético-GO, pela 33.ª rodada.

O domingo de consternação com a queda da aeronave que conduzia parte da delegação do Palmas, do Tocantins, e vitimou seis pessoas, reviveu à Chapecoense o acidente de 2016. Na ocasião, 71 integrantes da delegação morreram em acidente semelhante, na Colômbia. Abalado, o clube catarinense fez questão de prestar solidariedade ao time do Centro-Oeste.

"É com profunda tristeza que recebemos a notícia da queda do avião que levava atletas e o presidente do do @PalmasFutebol. Infelizmente, sabemos como é este momento de dor insuperável por perdas irreparáveis e gostaríamos que nenhuma outra agremiação tivesse que sentir o mesmo", lamentou a Chapecoense.

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"Diante do ocorrido, no entanto, externamos o nosso sentimento de força e a nossa total solidariedade aos familiares, amigos, colegas de clube e torcedores. Vocês não passarão por isso sozinhos."

A notícia do acidente que vitimou o presidente do Palmas, Lucas Meira, os jogadores Lucas Praxedes, Guilherme Noé, Ranule e Marcus Molinari, além do piloto Wagner, deixou o mundo do futebol em luto. E proporcionou uma onda de solidariedade pelos quatro cantos do País.

Todos, sem exceção, fizeram questão de prestar solidariedade ao Palmas-TO. O clube se dirigia para Goiânia, onde enfrentaria o Vila Nova, nesta segunda-feira, pela Copa Verde.

Os jogos de todas as competições deste triste domingo de futebol vão ter um minuto de silêncio em homenagem às vítimas.

Surpresa do início do Campeonato Espanhol, no qual liderou algumas rodadas, a Real Sociedad acaba de perder um de seus principais jogadores. O clube aceitou emprestar o atacante Brasileiro Willian José para o Wolverhampton, da Inglaterra, até o fim da temporada, com opção de compra.

Neste sábado (23), a equipe inglesa usou um vídeo no Instagram e #WelcomeWillian para anunciar a contratação do brasileiro. Na animação, um avião leva o atacante da Espanha até o estádio do clube, na Inglaterra.

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Willian José chega à Premier League para jogar. O Wolverhampton necessitava de um centroavante após a lesão grave do mexicano Raúl Jiménez e viu no brasileiro uma boa opção para se manter em posições intermediárias, mas sem preocupação com o rebaixamento. O Wolves hoje ocupa o 14° lugar do Inglês, com 22 pontos. Caiu bastante justamente após a lesão do goleador.

O técnico português Nuno Espírito Santo vê muito potencial em Willian José e espera que a adaptação seja rápida, como foi na Real Sociedad. Pela equipe espanhola, o brasileiro anotou 62 gols. Repetindo o sucesso no clube inglês, pode ser adquirido em definitivo ao final do empréstimo.

O Wolverhampton terá de desembolsar aproximadamente 22 milhões de libras (R$ 164 milhões) para contratá-lo. O desempenho em campo vai definir o futuro do brasileiro, atualmente com 29 anos.

Aos 8 anos, Kauan Basile, jogador de futsal do time sub-9 do Santos, tornou-se o atleta brasileiro mais jovem a assinar contrato com a marca esportiva Nike. Ele assinou por três anos, com prorrogação automática por mais duas temporadas.

Neste início de carreira como jogador, Kauan Basile conta com o apoio do pai, Andrezinho, ex-atleta do Corinthians. O outro filho dele, Lucas Yan, integra o time sub-15 do Santos.

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"O Kauan começou a chamar a atenção atuando em jogos com os amigos e quando o Lucas Yan veio para o Santos já contratado, eu pedi um teste para o Kauan, que tinha seis anos. O treinador após o treino me chamou e disse que na época aquela categoria não tinha no clube, mas que colocaria ele com os mais velhos, pois viu algo diferente nele", afirmou Andrezinho.

Apesar da pouca idade do filho, Andrezinho aponta algumas qualidades e admite ser "suspeito para falar". "O pai é sempre suspeito para falar do filho, mas o Kauan tem todos os atributos de um jogador excepcional. Ele marca muito, ele tem vontade grande de recuperar a bola, coisa que eu não tinha na minha época de jogador. Eu queria a bola no pé, e ele não. Ele é um jogador com uma vontade absurda de ganhar. E ele tem muita qualidade técnica. Além de brigador, o Kauan chuta forte, batendo bem na bola. Mas claro que estou falando de uma criança e ainda tem muito a desenvolver, como aprimorar a perna direita".

Antes de Kauan Basile fechar com a Nike aos 8 anos, a empresa acumulava histórico de patrocinar jovens promessas do futebol brasileiro. Neymar, por exemplo, assinou com a marca aos 13 anos. Rodrygo, hoje no Real Madrid, foi ainda mais cedo, aos 11.

O atacante Dudu, atualmente no Al Duhail, do Catar, se manifestou nas redes sociais nesta quinta-feira sobre ter sido inocentado pela Polícia Civil de São Paulo da acusação de agressão movida pela ex-mulher, Mallu Ohanna. O ex-palmeirense revelou que sofreu com as notícias de que teria cometido violência e manifestou o alívio por receber a confirmação de que a investigação não encontrou provas contra ele.

"Somente as pessoas próximas a mim sabem como foi duro ser acusado por algo que jamais faria, mas, graças a Deus, chegou ao fim de uma maneira que não me causa nenhuma surpresa. A verdade prevaleceu e, como sempre disse, sou inocente", escreveu o jogador. A acusação contra Dudu teve início em junho do ano passado. Mallu Ohanna abriu um Boletim de Ocorrência em que disse ter sido agredida com socos e puxões de cabelo.

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Dudu contou que procurou contribuir com a investigação ao prestar depoimentos e entregar o celular para a análise de mensagens e telefonemas. "Ao longo da investigação, os testemunhos, imagens e provas sempre corroboraram com a minha versão. Agora, graças a Deus, não é mais apenas a minha parte da história, é a verdade dos fatos, é o resultado de uma investigação detalhada e demorada, realizada de maneira isenta e minuciosa pela polícia", comentou.

Para apurar as informações, a Polícia Civil ouviu depoimentos de testemunhas e imagens do circuito interno de TV do condomínio onde o casal morava. O relatório final da delegada Adonilza Lopes de Oliveira, responsável pela 9.ª Delegacia de Defesa da Mulher, apresentou como conclusão de que não era possível detectar elementos suficientes para o indiciamento do jogador.

O atacante disse que agora quer esquecer toda a confusão e focar apenas na carreira. "O linchamento público foi cruel e dolorido, mas nunca me dei por vencido. Para continuar firme, me apeguei ao amor aos meus filhos e recebi muita força das pessoas que ficaram ao meu lado. E também devo dizer que sempre acreditei na Justiça", disse.

O Avaí segue vivo na briga pelo acesso na Série B do Campeonato Brasileiro, mas ganhou um grande problema antes das duas rodadas finais. Nesta quinta-feira (21), os jogadores até foram ao estádio da Ressacada, mas não treinaram em protesto a salários atrasados.

"O Avaí FC espera resolver o mais breve possível as pendências salariais em aberto com os atletas e colaboradores. O clube tem ativos para receber, mas o que vem atrapalhando é a remessa destes valores e isso tem sido comunicado a todos os colaboradores, inclusive aos atletas", diz o clube catarinense, em nota oficial.

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"A burocracia da remessa do fundo para o Avaí está sendo acompanhada diariamente. Trata-se de uma questão de tempo para a solução da situação. O clube tem agido de forma transparente, informando a todo instante o andamento destes esforços para cumprir os compromissos", completou o Avaí.

Ao vencer o confronto direto ante o Juventude, por 5 a 2, o Avaí pulou para o sexto lugar, com 52 pontos, a quatro da zona de acesso. Nas últimas duas partidas, o clube catarinense enfrentará o Guarani no sábado, às 18h30, na Ressacada, e o América-MG no dia 30, às 16h30, no Independência.

O Brasil se emocionou em 2016 com Ygor Coelho, carioca que aprendeu a jogar badminton em um projeto social criado por seu pai na favela da Chacrinha, no Rio de Janeiro, e foi nosso primeiro representante na modalidade nos Jogos Olímpicos. Pouco mais de quatro anos depois, o atleta não planeja apenas estar presente na Olimpíada de Tóquio, mas ir além.

Ygor não precisou das cotas reservadas ao país-sede para disputar os Jogos do Rio-2016. Hoje ele ocupa a 49.ª posição no ranking. No entanto, observado o limite máximo de participantes por país, o brasileiro sobe para o 22.º lugar no ranking específico de classificação para os Jogos, que atribui no máximo duas vagas a cada país. O brasileiro, que estaria em Tóquio se o ranking fosse encerrado hoje, é também o primeiro das Américas.

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"Meu objetivo é estar entre os 20 primeiros quando o ranking estiver fechado, para ser cabeça-de-chave e ter maiores chances de avançar além da fase de grupos. Meu sonho é a medalha olímpica e não sinto que esteja longe dela", disse o atleta de 24 anos, que mora desde 2018 em Aaarhus, na Dinamarca, onde defende o Højbjerg Badminton Club.

No último quadriênio, Ygor alcançou grandes conquistas - faturou o bicampeonato no Pan da Modalidade (Havana-2017 e Cidade da Guatemala-2018) e a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Lima-2019. No Mundial de 2018, em Nanquim, na China, conseguiu alcançar as oitavas de final, com direito a uma vitória sobre o indiano Haseena Sunil, então 11.º colocado no ranking mundial. "Se ganhei do 11.º do mundo, acredito que tenha potencial para ser Top 10 do mundo", deduziu o atleta.

Ao longo desse processo, Ygor padeceu com uma deterioração significativa do labrum, cartilagem que envolve a articulação do quadril. Trata-se de um problema similar ao que foi responsável pela aposentadoria precoce do tenista Gustavo Kuerten. "Li a biografia do Guga e acho que tivemos problemas parecidos mesmo. Mas naquela época (2008) era necessário abrir todo o quadril. No caso, fiz duas cirurgias fazendo apenas dois furinhos", contou o jogador, que se submeteu ao procedimento em agosto e já se diz totalmente recuperado. "Meu treinador (Mickael Kjeldsen) até me disse, esta semana, que se surpreendeu por eu estar bem rápido e forte. Felizmente voltei bem e sem nenhum problema".

No início deste ano, Ygor anunciou o fim da parceria de dois anos com a treinadora dinamarquesa Nadia Lyduch, que filmava suas partidas e, baseada na capital Copenhague, lhe prestava consultoria, sendo remunerada pelo Comitê Olímpico do Brasil. "Estava com dois treinadores e às vezes as informações se chocavam", disse.

Muito mais forte e agressivo em comparação com o jogador que se viu no Riocentro, nas disputas olímpicas de 2016, Ygor hoje se vê como outra pessoa em quadra. Na avaliação do português Marco Vasconcelos, o treinador da seleção brasileira, nem todas as mudanças foram positivas, no entanto.

"Devido à forma como se desenvolveu como jogador, na Chacrinha, o Ygor tem características muito próprias, que não se devem mexer. O badminton dele era feito com muita antecipação, e golpes neutros, as chamadas fintas, que se fazem com a munheca. Com o tempo, ele deixou de usar esses recursos, achando que os adversários aprenderam a ler esses movimentos. Acho que ele poderia manter aquelas características, e utilizá-las em determinados momentos do jogo, como um elemento-surpresa", afirmou.

Ygor diz que concorda com o lusitano e discorda dele ao mesmo tempo. "Eu tinha um jogo mais paciente e usava mais recursos técnicos mesmo, mas ainda utilizo as fintas. A diferença é que agora jogo muito mais no estilo dinamarquês, dominando a rede", comentou.

A busca por desenvolvimento técnico no país nórdico foi uma raquetada certeira de Ygor. Antes, ele treinou por quase dois anos na França, com um período no Instituto Nacional do Esporte, onde foi orientado pelo treinador dinamarquês Peter Gade, ex-número 1 do mundo. Hoje, três dinamarqueses se intrometem no Top 20 do mundo - os outros 17 são asiáticos. "Os asiáticos têm uma outra mentalidade, uma cultura diferente do badminton. Eles correm muito mais. O que fazem é algo muito mais perto de um atletismo com raquete", descreveu Ygor.

As fintas do jogo de Ygor são produto do estilo malemolente concebido pelo pai do jogador, Sebastião de Oliveira, que criou o projeto Miratus na favela da Chacrinha. Para estimular o desenvolvimento da coordenação motora da criançada, o professor de Educação Física criou o Bamon, técnica que auxilia a condução dos treinos e o condicionamento físico. No Miratus, as crianças fazem evoluções na quadra, com as raquetes nas mãos, no ritmo do samba.

Enquanto torce para o filho alcançar seus sonhos, o irrequieto Sebastião quer replicar a Associação Miratus em diferentes comunidades do Rio, sejam elas comandadas por milicianos ou por diferentes organizações criminosas, incluindo a Maré e a Cidade de Deus. "A Miratus não foi feita para o Ygor. Ele é um talento que cresceu demais e é muito maior do que a medalha de ouro dos Jogos Pan-Americanos. Trata-se de um exemplo de trabalho e de superação que foi buscar a realização do seu sonho na Dinamarca. Nosso projeto agora vai ter uma etapa diferenciada. Quero abrir três núcleos apenas com as meninas. Acho que nós, homens, temos uma dívida muito grande com as meninas. Os meninos ficam mais à vontade para brincar na rua e desenvolver a coordenação motora. Já elas estão ajudando em casa nessa idade, fazendo comida, olhando os irmãos. Quero contribuir para o desenvolvimento esportivo delas".

Curiosamente, foi justamente uma mulher que motivou Ygor a se agarrar ao badminton. "Lembro que a Renata Faustino ganhou o prêmio Brasil Olímpico de 2009. Isso me motivou bastante a perseguir esse objetivo. Sete anos depois, eu estaria disputando uma Olimpíada".

O golfista americano Tiger Woods, de 45 anos, anunciou nesta quarta-feira (20) em suas redes sociais que passou recentemente pela quinta cirurgia nas costas e por isso só vai voltar a jogar em abril, no Masters de Augusta, nos Estados Unidos. Com a nova operação, dificilmente vai conseguir pontos suficientes para vencer a forte disputa interna pelas vagas dos Estados Unidos nos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020, em julho, no Japão.

"Tiger passou recentemente por um procedimento de microdiscectomia para remover um fragmento de disco pressurizado que estava beliscando seu nervo depois de sentir desconforto após o Campeonato PNC (Desafio Pai e Filho, em inglês). Seus médicos e sua equipe afirmaram que o procedimento foi um sucesso e esperam que ele tenha uma recuperação completa", afirmou o comunicado divulgado pelo golfista no Twitter.

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Segundo maior vencedor de torneios Major da história com 15 títulos, Tiger Woods sofre com problemas nas costas desde 2015. As lesões o tiraram dos Jogos do Rio-2016, quando o golfe voltou a fazer parte do programa olímpico depois de décadas de ausência. O americano voltou ao circuito profissional em 2019 ao vencer o Masters e vislumbrava fazer a sua estreia em Olimpíadas.

Os Estados Unidos só podem levar até quatro golfistas para Tóquio-2020 e se classificam os melhores do ranking olímpico de 21 de junho. Bryson DeChambeau hoje fecha o quarteto americano na sexta posição, enquanto que Tiger Woods é apenas o 44.º colocado. "Estou ansioso para começar a treinar e estou focado em voltar ao Circuito Mundial", disse o golfista.

Se você acredita que ninjas são lendas ou meros personagens da ficção, vai se surpreender. Capazes de surgir e desaparecer em segundos, furtivos, misteriosos, frios, calculistas, os 'shinobis', como eram chamados na época do Japão feudal, existem e estão entre nós. Mas claro, sem as figuras místicas que nos acostumamos a ver. A origem exata da arte do ninjutsu é desconhecida e existem várias versões sobre ela. O que se sabe é que o início foi uma época de muito conflito.

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Sensei Elvis Aleluia prática o ninjutsu há mais de cinco anos. Foto: Rafael Bandeira/LeiaJáImagens

Na história, os ninjas são tidos como “assassinos, mercenários” e acabaram virando algo, que segundo, o sensei Elvis Aleluia, da escola Shinden Kai Ninpo no Recife, é bem diferente da que foi ensinada a ele. A história traz ninjas como guerreiros que não “tinham a ética” dos samurais. 

“Primeiro a gente precisa fazer uma reparação histórica, a maioria dos ninjas morreram, a gente perde muito historicamente falando se a gente não tiver documentos, e isso a gente tem poucos. A nossa escola tem 2, 3 documentos antigos que datam de 600 anos atrás”, revela.

“Esses ninjas que predispuseram a fazer as coisas antiéticas, as coisas que os samurais não faziam, me soam muito como as favelas do Rio de Janeiro. 90% são de pessoas boas, mas aqueles 10% que são do tráfico demonizam toda a comunidade”, completa.

Sensei conta que usa arte como projeto social, bem diferente do que representam nas telonas. Foto: Rafael Bandeira/ LeiaJá Imagens

Segundo ele, antes dos filmes, mangás e desenhos, as histórias eram contadas pelos próprios samurais e por isso eram vistos desta forma deturpada. Anos depois, corroboradas com os filmes como “Ninjas Assassino” e “Kill Bill". “Parte desse imaginário  que o cinema cria tem um fundo de verdade. Não que o cara vá andar em cima da água, mas o cara tinha artifícios para boiar, para se evadir, não que fosse desaparecer, mas o ninja tinha essa expertise, essa ciência de onde se esconder, qual distração eu crio para fugir”, explica. 

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 Mas apesar de se afastar do que é a realidade, o sensei vê que os filmes são uma forma de difundir a arte e até conta que foi uma das suas influências na infância, assim como seu pai. “A  gente tem que tratar na tradição, tratar no tratamento técnico e trazer para a realidade”, continua. “Tem gente que chega aqui que quer invocar o Naruto”, brinca. 

O “shinobi” ainda revela que os tradicionais ninjas japoneses, apesar de temer o desaparecimento da arte, ainda existem, mas são totalmente fechados e ele ainda brinca que falar disso pode ser perigoso.

Existem instituições fechadas pelo fato de não querer que a arte se deturpe, não querer perder a essência da arte. Existem famílias hoje no Brasil que tem a tradição ninja, mas não ensinam a ninguém. Não vão passar para “gaijins”, para não orientais.

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Cinco dias após sofrer um grave acidente na sétima etapa do Rally Dakar, o piloto francês Pierre Cherpin, 52 anos, morreu durante o transporte entre a Arábia Saudita e a França. Segundo a organização da prova, o motociclista estava internado em Jeddah e seria encaminhado para um hospital na cidade de Lille, mas sofreu uma febre aguda durante a remoção e não resistiu.

O francês sofreu uma queda no último domingo (10), quando a categoria Motos fazia o trajeto entre as cidades sauditas de Ha'il e Sakaka. Em decorrência do acidente, Cherpin foi submetido a uma cirurgia de emergência, mas, mesmo operado, ainda sofria com dificuldades para respirar devido a algumas fraturas de costela. Era a quarta vez que o piloto participava do Rally Dakar. Ele havia disputado a competição nos anos de 2009, 2012 e 2015. O motociclista foi a 27ª vítima fatal da história da prova.

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Na pista

A disputa do Rally Dakar, finalizada nesta sexta-feira (15), teve o francês Stéphane Peterhansel como campeão na categoria Carros. Junto ao compatriota Edouard Boulanger como navegador, a dupla superou o príncipe catare Nasser Al-Attiyah, que ficou em segundo, e o piloto da Fórmula 1, o espanhol Carlos Sainz, que fechou o pódio. Com o feito, Peterhansel soma 14 conquistas da tradicional competição automobilística.

Entre as motos, o argentino Kevin Benavides foi o vencedor. Na categoria UTV, os representantes brasileiros conseguiram terminar a competição entre os dez melhores colocados. O piloto catarinense Gustavo Gugelmin e o estadunidense Austin Jones, foram vice-campeões. A dupla brasileira dos paulistas Reinaldo Varela e Maykel Justo acabou a prova na quinta colocação.

O golfista argentino Ángel Cabrera, procurado pela Interpol desde setembro por acusações de violência de gênero, foi detido no Rio de Janeiro na quinta-feira (14) e será extraditado para seu país - informou a Polícia Federal (PF).

"El Pato" Cabrera, de 51 anos, vencedor do US Open-2007 e do Masters de Augusta-2009, foi detido na tarde de quinta-feira no bairro do Leblon, na Zona Sul carioca.

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Em nota, a PF informou que o golfista é acusado pela Justiça argentina de ter cometido nos anos de 2016, 2018 e 2020, os crimes "de lesão corporal (...), furto, desobediência reiterada à autoridade e ameaças", sem dar mais detalhes.

Segundo a PF, o jogador de golfe foi levado para a prisão, onde permanecerá até sua "extradição definitiva para a Argentina", ainda sem data.

A Interpol emitiu um alerta vermelho no final de setembro para a captura internacional do jogador de golfe por um caso de violência de gênero contra sua ex-parceira, por não comparecer para testemunhar em 14 de agosto e por ter sido considerado foragido.

O atleta foi visto nos Estados Unidos, onde participou de um campeonato em Ohio.

Seu processo corre desde dezembro de 2016, quando sua então companheira, Cecilia Torres Mana, com quem vivia em Villa Allende, na província de Córdoba, a cerca de 700 km de Buenos Aires, denunciou Cabrera por "maus-tratos e socos no rosto", segundo seu advogado, Carlos Nayi.

Cecilia apresentou duas outras queixas em 2017 e 2018 por "ferimentos leves e ameaças".

O jogador já havia sido denunciado anteriormente por outras duas ex-parceiras: a mãe de seus dois filhos e ex-esposa, Silvia Rivadero, por ameaças, assim como por Micaela Escudero, ex-namorada entre 2014 e 2016, por ameaças e coerção.

O Rally Dakar, em sua segunda edição da história na Arábia Saudita, terminou nesta sexta-feira e coroou uma lenda. O francês Stéphane Peterhansel aumentou para 14 o número de títulos na competição. Ao lado do navegador Edouard Boulanger, o piloto da Mini assegurou a vitória com 13min51s de vantagem para o príncipe catariano Nasser Al-Attiyah. O espanhol Carlos Sainz, vencedor em 2020, ficou com o terceiro posto.

Neste último dia de disputa, os competidores encararam uma especial de 200 km entre as cidades de Yanbu e Jeddah - a 12.ª etapa teve um trecho total de 447 km. Mas, apesar do trecho cronometrado reduzido, uma cadeia de dunas se encarregou de acrescentar dificuldade à prova.

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Sainz superou esses desafios e seguiu firme para completar em primeiro lugar a especial com o tempo de 2h17min33s, 2min13s à frente de Al-Attiyah. Peterhansel assegurou o terceiro posto para alcançar o 14.º título, 30 anos após a primeira vitória na maior e mais dura prova off-road do planeta.

A dupla brasileira formada por Guilherme Spinelli e Youssef Haddad fechou a última especial com o 27.º posto e assegurou a 17.ª colocação na classificação geral.

Nas motos, deu Argentina. Kevin Benavides garantiu a vitória da Honda pelo segundo ano consecutivo. Derrotado pelo americano Ricky Brabec na última especial da competição, o argentino aproveitou a vantagem construída nos últimos dias para assegurar o título com 4min56s de vantagem para o companheiro de equipe.

Com 50 km para o fim do trecho cronometrado, Benavides abriu 30 segundos de vantagem para Brabec, mas o americano aproveitou o trecho final para ganhar terreno e vencer a especial com o tempo de 2h17min02s, 2min17s à frente do argentino. O austríaco Matthias Walkner assegurou o terceiro lugar.

Com o resultado desta última etapa, Benavides acumulou 47h18min14s de prova na Arábia Saudita e venceu com 4min56s de vantagem para Brabec, formando a primeira dobradinha da Honda no Rally Dakar desde que o francês Cyril Neveu e o italiano Edi Orioli fizeram o mesmo na prova de 1987.

O britânico Sam Sunderland garantiu o terceiro posto no rali, à frente do estreante australiano Daniel Sanders, que ficou apenas 38min52s atrás de Benavides.

Nos UTVs, o Brasil terminou entre os 10 primeiros colocados. Nesta sexta-feira, Gustavo Gugelmin, que faz parceria com o americano Austin Jones, cruzaram a linha de chegada em nono lugar e ficaram com a segunda colocação na classificação geral. Já Reinaldo Varela e Maykel Justo terminaram a etapa na segunda posição e terminaram o rali no quinto posto.

A primeira edição do festival Remofest, evento que tem o intuito de reunir competições de esportes náuticos, terá como sede o Paiva, Litoral sul de Pernambuco, no ano da sua estreia. As competições de Longboard e Sup Wave acontecem nos dias 16 e 17 de janeiro, a partir das 8h, mas sem presença de público. 

Além das provas, o Remofest que será transmitido pelo site surfcore, também pretende realizar ações de cunho educativo voltado para as questões socioambientais. “O Remofest vem para contribuir com a filosofia do Paiva de bem-estar, pertencimento e prática esportiva e acreditamos que é um evento que vem para agregar à dinâmica do bairro”, comenta Gabriel Belmont, gestor da Associação Geral da Reserva do Paiva.

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No dia do evento, em simultâneo com as competições de Longboard, SUP acontecem ações como a exposição de arte ambiental de Jana Pontal, coleta de microlixo com a ong Onda Limpa, palestra sobre o bioma marinho ministrada pelo biólogo Felipe Brayner, passeio de stand up e escolinha de surf inclusivo para crianças em situação de vulnerabilidade social. 

Com informações da assessoria

A situação que ocorreu no ano passado com cancelamento, adiamento e problemas para a realização de eventos esportivos internacionais está se repetindo novamente agora. O auge em 2020 foi que as três principais competições do calendário - Jogos Olímpicos de Tóquio-2020, Eurocopa e Copa América de futebol - não fossem disputadas. Agora, com o crescimento dos números de casos e mortes por covid-19, muitos torneios já estão sendo postergados.

A pandemia fez um grande estrago no esporte no ano passado e já começa 2021 provocando problemas em diversos eventos. A princípio, a Olimpíada em Tóquio está mantida, assim como duas competições continentais importantes de futebol como a Eurocopa e a Copa América. Mas o cenário de 2020 começa a ser repetir em muitas modalidades. Confira abaixo as principais mudanças até o momento:

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FÓRMULA 1

A temporada começaria na Austrália em 21 de março, mas a organização informou que as provas naquele país e na China (marcada inicialmente para 11 de abril) serão adiadas por causa das restrições que as duas nações estão colocando para os viajantes. A princípio, o calendário está mantido, mas no ano passado, dos 22 GPs previstos inicialmente, apenas 17 foram realizados.

SURFE

A WSL (Liga Mundial de Surfe, da sigla em inglês) cancelou a etapa de Sunset, no Havaí, que seria disputada entre 19 e 28 deste mês. Também adiou a etapa em Santa Cruz, na Califórnia, que estava programada para 2 a 12 de fevereiro, por causa do aumento de casos de covid-19 no estado americano e pela dificuldade de deslocamento internacional dos surfistas.

FUTEBOL

Na Inglaterra, onde a pandemia está muito forte, diversas partidas do Campeonato Inglês e da Copa da Inglaterra foram suspensas. Apesar da situação preocupante no continente, a Uefa não cogita no momento modificar a data de realização da Eurocopa, prevista para 11 de junho a 11 de julho.

BASQUETE

Principal liga do mundo, a NBA está sofrendo com o fechamento de centros de treinamentos de equipes e reagendamento de partidas da temporada regular que começou em dezembro. Já a NHL, de hóquei sobre gelo, adotou um calendário reduzido e reorganizou geograficamente as divisões para tentar lidar com o crescimento vertiginoso da pandemia nos Estados Unidos.

TÊNIS

Depois de diversos eventos cancelados em 2020, o Aberto da Austrália está confirmado para 8 a 21 de fevereiro sob muita expectativa. A organização adotou rígido protocolo com o objetivo de realizar o Grand Slam. Os tenistas que vão participar precisam chegar com antecedência no país e realizar uma quarentena obrigatória de 14 dias em Melbourne.

HANDEBOL

O Mundial masculino está sendo disputado no Egito e as seleções estão dentro de uma "bolha" para tentar evitar a contaminação. Pelas medidas adotadas, as equipe só podem sair dos hotéis para treinar e jogar, para evitar risco de contágio. Mesmo assim já foram detectados diversos casos de Covid-19 entre atletas e comissão técnica.

O Santos garantiu de forma espetacular a final brasileira da Copa Libertadores. Colocou o Boca Juniors na roda, ganhou por 3 a 0 nesta quarta-feira (13), na Vila Belmiro, e vai enfrentar o Palmeiras dia 30, em jogo único, no Maracanã. Um prêmio merecido para uma equipe que conviveu com os problemas políticos do clube, mas, liderada pelo técnico Cuca - com sua proposta ousada e intensa dentro do campo e um faz-tudo fora dele - superou o descrédito que sobre ela recaía.

É a quinta vez que o Santos decidirá a Libertadores, e vai buscar o quarto título - foi campeão em 1962, 1963 e 2011. Será a terceira final entre brasileiros. Em 2005, o São Paulo foi campeão em cima do Athletico-PR; em 2006 deu Internacional contra o São Paulo.

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Após o 0 a 0 na Argentina, nesta quarta-feira o Santos foi logo apresentando seu cartão de visitas ao Boca Juniors. Aos 28 segundos, Marinho acertou a trave de Andrada em um chute cruzado; no rebote, Pituca bateu por cima do gol. Era a sinalização da disposição do Santos de partir para cima do Boca. E assim o time de Cuca fez. Marcando forte já no campo adversário, jogando com velocidade, com movimentação constante dos jogadores, tomou conta da partida.

O time brasileiro foi criando chances. Teve uma com Kaio Jorge, que desviou para fora após escanteio e outra com Pituca, novamente por cima do gol. O volante, aliás, chegava bastante na área para concluir. E foi dele o gol do Santos, aos 15. No lance, Soteldo penetrou na área, chutou e a bola bateu na mão de Lizandro López. Os santistas ameaçaram reclamar de pênalti, mas Pituca percebeu que a bola sobrou perto dele e bateu rasteiro, cruzado: 1 a 0.

O Boca, com vários jogadores experientes, com mais de 30 anos, estava assustado. Não conseguia articular jogadas mas, perdendo, teve de tentar ir ataque. O problema é que, além de não incomodar João Paulo, algumas vezes perdeu bolas e permitiu ao Santos contra-atacar. Na parte final da etapa, Marinho obrigou Andrada a fazer difícil defesa em cobrança de falta, Kaio Jorge também ameaçou o argentino. E poderia ter ido para o vestiário com vantagem maior.

Não fez falta. O Santos decidiu a partida em cinco minutos na etapa final. Aos 3, Soteldo penetrou pela esquerda e acertou uma paulada de direita, surpreendendo Andrada; aos 5, Marinho fez grande jogada e tocou para Lucas Braga ampliar.

Os argentinos se descontrolaram e, mau perdedor, o lateral Fabra agrediu Marinho com um pisão na barriga, sendo expulso aos 10 minutos. O jogo estava decidido e Cuca tirou Soteldo, que estava pendurado com dois cartões amarelos, para evitar o risco de ele ficar de fora da decisão. O Boca até criou uma ou outra chance, possibilitando a João Paulo mostrar seu talento. O Santos também esteve bem perto do quarto, mas o show já tinha sido garantido.

FICHA TÉCNICA:

SANTOS 3 x 0 BOCA JUNIORS

SANTOS - João Paulo; Pará, Lucas Veríssimo, Luan Peres e Felipe Jonatan (Madson); Alison (Vinícius Balieiro), Diego Pituca (Sandry), Soteldo (Jobson), Marinho, Kaio Jorge e Lucas Braga (Jean Mota). Técnico: Cuca.

BOCA JUNIORS - Andrada; Jara (Buffarini), Lisandro López, Izquierdoz e Fabra; Diego González (Capaldo), Campuzano e Villa; Salvio (Más), Soldano (Ábila) e Tevez. Técnico: Miguel Ángel Russo.

GOLS - Diego Pituca, aos 15 minutos do primeiro tempo; Soteldo, aos 3, Lucas Braga, aos 5 minutos do segundo tempo.

ÁRBITRO - Wilmar Roldan (Colômbia).

CARTÕES AMARELOS - Salvio, Diego Pituca e Izquierdoz.

CARTÃO VERMELHO - Fabra.

LOCAL - Vila Belmiro, em Santos (SP).

O modelo de clube-empresa adotado pela grande maioria dos clubes das cinco principais ligas de futebol da Europa pode ser um espelho para os times brasileiros, apontou um estudo elaborado pela consultoria Ernst & Young. O documento mostrou que 96% das 202 equipes da primeira e segunda divisões das ligas da Alemanha, Espanha, França, Inglaterra e Itália são entidades privadas, enquanto que no Brasil, onde o projeto que incentiva os times brasileiros a saírem do modelo de associação civil para empresa, limitada ou sociedade anônima está parado no Senado, apenas três clubes dos 40 que disputam a Série A e B têm formato empresarial.

Com base em uma ferramenta que consolida dados e informações da indústria do esporte, o documento analisou as estruturas jurídicas e societárias dos clubes brasileiros e europeus e as legislações e regulamentações sobre o projeto clube-empresa nesses mercados.

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O cenário das principais ligas europeias é o seguinte: na França, Inglaterra e Itália, todos os clubes da primeira e segunda divisões são empresas, enquanto que na Espanha o porcentual é de 90% e na Alemanha, de 86%. Vale ressaltar que na Espanha, França e Itália, essa transformação ocorreu de forma obrigatória, por meio de lei.

"Tornar-se empresa pode ser a solução para muitos casos. O projeto do clube-empresa é um meio e não um fim da profissionalização dos clubes. A empresa exige uma governança diferenciada, uma gestão mais profissional em sua essência. Isso seria uma solução principalmente para os clubes com problemas financeiros", explicou ao Estadão Pedro Daniel, diretor-executivo da EY e um dos responsáveis pela análise.

No entanto, ainda há importantes clubes europeus que permanecem no modelo associativo. Os principais são os gigantes espanhóis Real Madrid e Barcelona, que só não foram obrigados a adotar o formato empresarial porque se mantêm sustentáveis financeiramente, ou seja, são rentáveis. Isso também ocorreu com Osasuna e Athletic Bilbao.

O estudo aponta que além da mudança para a gestão empresarial, outros aspectos foram importantes para a transformação e o desenvolvimento das ligas europeias, como a implementação do fair play financeiro e a centralização da negociação dos direitos de transmissão. Essas mudanças já aconteceram há algum tempo, entre o final dos anos 1990 e o começo deste século.

CENÁRIO NO BRASIL - No Brasil, dos 40 clubes que disputam a primeira e segunda divisões do Campeonato Brasileiro, somente três possuem formato empresarial: Botafogo-SP, Cuiabá e Red Bull Bragantino. O América-MG também está na fase final do processo para se tornar clube-empresa. Os demais são associações sem fins lucrativos. Atualmente a legislação brasileira não determina a forma jurídica que os clubes devem adotar, portanto eles podem optar por qualquer modelo previsto na lei. Em termos tributários, as associações estão sujeitas à isenção nos impostos federais, bem como ao pagamento de Imposto de Renda e contribuição social, enquanto que clubes com a forma jurídica de empresa precisam recolher PIS/Cofins e o Imposto de Renda sobre o lucro de acordo com o regime escolhido.

Executivo da EY, Pedro Daniel avalia que o Brasil tem potencial para atrair investimentos estrangeiros, mas que, para isso, é necessário regular o mercado para trazer segurança jurídica e financeira aos investidores. Ele considera que o projeto clube-empresa pode provocar uma "mudança estrutural no futebol brasileiro" e ser "uma alavanca para a profissionalização da indústria do futebol".

"Nós somos um celeiro interessante, temos um câmbio desvalorizado, o que permite uma empresa ter produção em real e vender em euro. Mas o investidor se sente inseguro de fazer isso. Se você quiser comprar um clube na Premier League, por exemplo, você passa por uma sabatina, uma curadoria. Aqui no Brasil não existe isso. É um cenário nada propício para investimento externo. Quanto mais risco, mais atrativo a gente fica para aventureiros", analisou.

"Estamos falando de um mercado dos clubes da Série A que faturam pouco mais de R$ 5 bilhões e têm um endividamento de quase R$ 8 bilhões. A gente vê a cada quatro ou cinco anos um novo refinanciamento tributário sendo elaborado. A gente vê notícias todos os dias de salários atrasados, baixa regulação de fair play financeiro. Caso não se crie essa situação, o cenário permanece", complementou o diretor da EY.

O projeto clube-empresa (PL 5082/16), cujo relator é o deputado Pedro Paulo (DEM-RJ), foi aprovado na Câmara no final de novembro de 2019. Desde então, está parado no Senado Federal. A pauta esfriou por conta da pandemia de covid-19. A expectativa é de que seja votado no primeiro semestre deste ano. Ao texto será agrupado o PL 5516/19, de autoria do senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG) e que prevê a criação da Sociedade Anônima do Futebol (SAF), possibilitando a migração de gestão associativa para a empresarial.

O Figueirense é um exemplo a não ser seguido e um alerta para quem busca o modelo empresarial de que é preciso se blindar de gestões desastrosas. O clube tenta se reestruturar após passar por uma experiência malsucedida ao optar pela criação de uma empresa limitada para administrar seu futebol, o Figueirense Ltda, e vender 95% de sua participação para a holding Elephant Participações Societárias S/A, que, em teoria, colocaria dinheiro e profissionalizaria a administração, mas quase levou o clube ao rebaixamento à Série C. A empresa atrasou salários e deixou de pagar comida e transporte para as categorias de base. O contrato, que tinha duração de 20 anos, foi rompido em dezembro de 2019. Em março do ano passado, o time catarinense anunciou acordo com uma multinacional responsável pela reestruturação financeira da equipe.

Ano passado, o Estadão mostrou que as 20 equipes da Série A do Campeonato Brasileiro afirmaram ser favoráveis aos projetos. Contudo, apenas Botafogo e Atlético Goianiense mostraram-se adeptos à migração de suas gestões.

REFERÊNCIA - O modelo alemão é considerado uma referência positiva, por ter exigido que mais de 50% das ações dos clubes fiquem sob domínio da associação, isto é, dos sócios da agremiação, que dão a palavra final nas decisões e elegem o presidente. Em 1998, a Bundesliga permitiu aos clubes que se transformassem em empresas desde que fossem controlados majoritariamente por suas associações. Atualmente, 75% dos clubes da primeira e segunda divisões "terceirizam" a gestão do futebol para entidades empresariais.

A regra 50+1, de acordo com a Liga Alemã, visa proteger os clubes de proprietários que busquem apenas o lucro, além de salvaguardar os costumes e valores dos clubes e de seus torcedores. As exceções são Bayer Leverkusen, Wolfsburg e Hoffenheim, controlados 100% por empresas, o que é permitido pela liga sob a condição de que o investidor tenha apoiado o time de forma substancial e contínua por mais de 20 anos.

Uma das potências na Europa, o Bayern de Munique se manteve no controle da maioria das ações e destinou ações minoritárias a três empresas: Adidas, Allianz e Audi. Todas têm cadeiras no conselho administrativo e cada uma possui 8,33% das ações do clube bávaro.

Esse mecanismo evita que o fracasso financeiro da empresa gestora leve o clube à falência, o que já aconteceu na Itália com a Fiorentina, que teve que recomeçar sua trajetória na quarta divisão. "O modelo alemão funcionou lá porque eles discutiram que estrangeiros não dominassem o futebol local e eles têm uma economia forte o suficiente para conseguir fazer isso", sintetiza Pedro Daniel.

INVESTIDORES - Com exceção da Inglaterra, as demais ligas possuem predominantemente investidores nacionais. Na Itália, Espanha e França os proprietários nacionais, em sua maioria (58%) possuem algum vínculo pessoal com o clube ou são empresários da região. 33% dos times que estão constituídos como empresas são controlados por estrangeiros, sendo que 39% dos investidores de equipes que disputam a primeira divisão investem em outros esportes.

Dos 34 clubes controlados por estrangeiros nas cinco principais ligas, 44% pertencem majoritariamente a empresários americanos ou chineses. Considerando as duas divisões, 64 times possuem investimento externo. Destes, metade são de investidores dos Estados Unidos ou da China.

O perfil dos investidores se dividem em: mecenas locais (Rennes e Villarreal); torcedores que se unem como acionistas minoritários (Sevilla e Real Sociedad); fundos de investimentos ou pessoas físicas (Wolverhampton e Milan); empresas que buscam por meio da visibilidade e atratividade gerada pelo esporte como espaço de marketing fortalecer e expandir suas marcas (Leicester City e Red Bull); investidores com foco em desenvolver relações políticas e de negócios por meio do futebol (PSG e Sheffield United); e o cross ownership (City Group), modelo em que investidores adquirem mais de um clube em mercados com diferentes características de forma a implementar um "ecossistema produtivo do futebol" considerando formação, captação, venda de direitos e performance esportiva.

Luisa Stefani está na final de duplas do Torneio de Abu Dabi, nos Emirados Árabes. Nesta terça-feira, a brasileira e a norte-americana Hayley Carter derrotaram, na semifinal, a russa Vera Zvonareva e a alemã Laura Siegemunde, atuais campeãs do US Open, por 2 sets a 1, com parciais de 7/5, 1/6 e 10/8.

Na final, Stefani e Carter vão enfrentar a dupla japonesa Shuko Ayoama/Ena Shibahara, que eliminou a norte-americana Sofia Kenin e a australiana Ajla Tomljanovic em dois sets: 6/4 e 6/3.

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Stefani e Carter tiveram de buscar a virada no primeiro set, após terem o saque quebrado no sétimo game. Zvonareva e Sigemunde chegaram a ter 5/4 no placar, mas perderam os três games seguidos e o set por 7 a 5. O segundo set foi todo de Zvonareva/Sigemunde, que só perderam o sexto game: 6 a 1.

A vaga na final do torneio foi decidida no match-tiebreak. Stefani e Carter chegaram a abrir 5 a 3, mas Zvonareva e Sigemunde se recuperaram e marcaram 8 a 6. Em mais uma virada a brasileira e a americana somaram quatro pontos seguidos e fecharam o duelo em 10 a 8.

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