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O sérvio Novak Djokovic sofreu mais do que esperava no set inicial, mas acabou ganhando embalo e venceu o francês Lucas Pouille por 2 sets a 0, com parciais de 7/6 (7/2) e 6/1, em 1h25min de duelo, nas quartas de final do Masters 1000 de Cincinnati, nos Estados Unidos.

Foi sua 10ª vitória consecutiva no circuito, somando os três triunfos na competição norte-americana aos sete obtidos na campanha vitoriosa de Wimbledon. Ao mesmo tempo, o atual campeão se garantiu pela segunda vez seguida na semifinal em Cincinnati, um dos torneios preparatórios para o US Open, que começa no dia 26.

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Contra o 31º do ranking, o número 1 do mundo só encontrou dificuldades no set inicial. Djokovic e Pouille fizeram um duelo equilibrado até o tie-break, com apenas uma chance de quebra a favor do sérvio, que não converteu a oportunidade. O francês não conseguiu ameaçar o serviço do rival.

O revés, contudo, abalou a confiança de Pouille e permitiu ao sérvio embalar em quadra. Na segunda parcial, com roteiro totalmente diferente da primeira, o favorito dominou com facilidade. Obteve duas quebras, salvou três breaks points e encaminhou o triunfo, sem sobressaltos.

Na semifinal, Djokovic vai encarar um dos representantes da nova geração. Em grande temporada, o russo Daniil Medvedev eliminou o compatriota Andrey Rublev, algoz do suíço Roger Federer na fase anterior, por 6/2 e 6/3. Será o quinto confronto entre os dois, com vantagem no retrospecto para Djokovic por 3 a 1. O russo levou a melhor no saibro de Montecarlo, neste ano.

A outra semifinal terá o belga David Goffin e o francês Richard Gasquet, que despachou o espanhol Roberto Bautista Agut por 7/6 (7/2), 3/6 e 6/2. Goffin, por sua vez, sequer precisou entrar em quadra para avançar. E isso porque o japonês Yoshihito Nishioka desistiu do confronto.

DUPLAS - Os brasileiros tiveram destinos opostos nesta sexta. Marcelo Melo foi eliminado, enquanto Bruno Soares avançou à semifinal. Ao lado do polonês Lukasz Kubot, Melo foi batido pelo croata Ivan Dodig e pelo eslovaco Filip Polasek por 3/6, 6/4 e 10/5, em 1h32min.

Soares, por sua vez, obteve seu melhor resultado ao lado do novo parceiro, o croata Mate Pavic. Pela primeira vez, eles venceram três partidas no circuito. Além disso, derrubaram a forte parceria formada pelo sul-africano Raven Klaasen e pelo neozelandês Michael Venus, por 6/1 e 6/3.

Agora, a dupla terá pela frente um desafio mais complicado. Vão enfrentar os colombianos Juan Sebastian Cabal e Robert Farah, campeões de Wimbledon.

O espanhol Rafael Nadal começou bem a sua defesa do título do Masters 1000 do Canadá, que neste ano está sendo disputado em Montreal. Nesta quarta-feira, já pela segunda rodada, o atual número 2 do mundo bateu o britânico Daniel Evans por 2 sets a 0 - com parciais de 7/6 (8/6) e 6/4 -, mas teve muito mais trabalho com a chuva, que paralisou a sua estreia por duas vezes. Além das duas horas de disputa em quadra, a partida ficou suspensa por outras 2 horas e 30 minutos.

Quatro vezes campeão do torneio, que é disputado em quadras rápidas e serve de preparação para o US Open - o quarto e último Grand Slam da temporada, em Nova York -, Nadal já sabe quem terá pela frente na próxima rodada, que já vale pelas oitavas de final. Será o argentino Guido Pella, número 24 do mundo, que ganhou do moldavo Radu Albot por 2 sets a 1 - parciais de 6/3, 2/6 e 7/6 (7/2).

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Este foi o primeiro jogo de Nadal desde a derrota na semifinal de Wimbledon para Roger Federer. O espanhol tem 1.000 pontos a defender e, por isso, corre risco de perder a segunda posição no ranking da ATP para o suíço, que não está jogando nesta semana e não tem nada a defender por não jogar no Canadá no ano passado.

Em quadra, o britânico, 53.º colocado do ranking, deu trabalho apenas no primeiro set. Logo no primeiro game conseguiu uma quebra de saque, mas Nadal devolveu em seguida, mantendo o jogo equilibrado até o 6/5 a favor, quando a chuva provocou a primeira paralisação, de cerca de 30 minutos. Na volta, no tie-break, o espanhol mostrou a sua categoria e experiência para vencer por 8 a 6.

Nadal começou em alto nível o segundo set, abrindo rapidamente 2 a 0. A chuva, então, voltou a atrapalhar e fez a partida ser paralisada mais uma vez, agora por mais tempo (duas horas). No retorno, Daniel Evans aproveitou erros de Nadal e venceu o saque do oponente logo na sequência, empatando em 3 a 3. O ex-número 1, então, venceu dois games seguidos e ficou perto da vitória. Bem no saque, liquidou a partida em seguida.

OUTROS JOGOS - Atual número 6 do mundo, o japonês Kei Nishikori foi surpreendido em sua estreia em Montreal. Nesta quarta-feira, o cabeça 5 perdeu de virada para o francês Richard Gasquet (66.º do ranking) por 2 sets a 1 - com parciais de 6/7 (6/8), 6/2 e 7/6 (7/4).

O croata Marin Cilic, 16.º colocado do ranking da ATP, teve mais sorte que Nishikori e não teve trabalho para passar pelo australiano John Millman (número 65) por 2 sets a 0, com parciais de 6/3 e 6/4.

O Brasil conquistou suas primeiras medalhas no tênis de mesa dos Jogos Pan-Americanos, que estão sendo disputados em Lima. Nesta segunda-feira (5), nas duplas mistas, Bruna Takahashi e Gustavo Tsuboi perderam a final para os canadenses Eugene Wang e Mo Zhang por 4 a 1 (12/10, 15/13, 6/11, 11/7 e 12/10) e ficaram com a medalha de prata. Já Bruna e Jessica Yamada foram bronze nas duplas feminina.

Nas duplas masculina, Hugo Calderano e Gustavo Tsuboi carimbaram a vaga para a decisão ao baterem Brian Afanador e Daniel Gonzalez, de Porto Rico, por 4 2 (11/6, 11/6, 9/11, 9/11, 11/6 e 14/12) em pouco mais de uma hora de partida. Agora eles enfrentam nesta terça, às 22 horas (de Brasília) a dupla da Argentina (Gaston Alto e Horacio Cifuentes) na disputa do ouro.

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"Eles são uma dupla muito forte, a gente conhece os dois muito bem. Acho que nunca os enfrentamos como dupla, mas individualmente já jogamos e será difícil. O tênis de mesa é muito técnico, tudo é decidido nos detalhes, então qualquer perda de concentração você pode perder o jogo", disse Calderano.

O mesa-tenista também comentou o vacilo da dupla quando estava à frente do marcador no terceiro set. "Foi uma partida muito difícil essa semifinal, a dupla de Porto Rico jogou muito bem. Começamos vencendo por 2 a 0, estávamos ganhando o terceiro set, mas erramos algumas bolas e eles pegaram a vantagem. Depois foi difícil voltar, mas mantivemos a calma, a cabeça fria e tivemos foco para ganhar a partida."

Já pelo evento de duplas feminina, Bruna Takahashi e Jessica Yamada acabaram perdendo na semifinal para as irmãs Adriana e Melanie Diaz, de Porto Rico, por 4 a 2 (11/7, 6/11, 10/12, 11/8, 11/3 e 11/6), em 43 minutos de jogo. Como não há disputa de terceiro lugar, elas faturaram a medalha de prata.

O australiano Nick Kyrgios faturou neste domingo o título do ATP 500 de Washington, disputado em quadras rápidas na capital dos Estados Unidos, ao superar o russo Daniil Medvedev na final do torneio por 2 sets a 0, com parciais de parciais de 7/6 (8/6) e 7/6 (7/4). Foi a segunda conquista dele em competições deste nível - a primeira foi em Acapulco, no México.

O triunfo do australiano, atual 52.º do mundo e famoso por polêmicas, veio com dois sets bastante equilibrados e vencidos no tie-break. Mesmo com dores nas costas, sentidas desde o sábado, na semifinal vencida sobre o grego Stefanos Tsitsipas, Kyrgios deu seu show à parte, especialmente no segundo set, para derrotar o número 10 do ranking da ATP em 1 hora e 34 minutos.

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Com a vitória, o australiano chegou ao sexto título na carreira e, alcançando o 27.º posto no ranking, pode vir a ser um dos cabeças de chave do US Open, o quarto e último Grand Slam da temporada, que começará no final deste mês, em Nova York.

Na chave feminina de Washington, o título ficou com a norte-americana Jessica Pegula. A atleta de 25 anos, atual número 79 do ranking da WTA, passou pela experiente italiana Camila Giorgi, 62.ª colocada, por 2 sets a 0, com um duplo 6/2, garantindo a sua primeira conquista na temporada.

Após 59 minutos de jogo, com agressividade e firmeza, Jessica Pegula, que é um nome em ascensão no tênis dos Estados Unidos, conseguiu encaixar boa parte dos primeiros serviços, salvando ainda um break-point que chegou a ceder para a adversária.

NA CALIFÓRNIA - Em outra final deste domingo, a chinesa Saisai Zheng conquistou o título do Torneio de San Jose, também em quadras rápidas, ao derrotar a bielo-russa Aryna Sabalenka, atual 10.ª do mundo, por 2 sets a 0, com parciais de 6/3 e 7/6 (7/3).

Número 31 do ranking da WTA aos 25 anos, Saisai Zheng faturou o título em sua segunda final na carreira profissional - foi vice em Nanchang, na China, no ano passado. Derrotada, Sabalenka buscava o segundo troféu da temporada de 2019 e o quarto da carreira.

O tênis brasileiro tem mais um medalhista de ouro na chave de simples masculina em Jogos Pan-Americanos. Neste domingo, o mineiro João Menezes conquistou o título em Lima, no Peru, ao derrotar o chileno Marcelo Tomas Barrios por 2 sets a 1 - com parciais de 7/5, 3/6 e 6/4. Ele é o sétimo tenista do Brasil a ser campeão pan-americano na história.

João Menezes se juntou a outros cinco homens e duas mulheres que também conquistaram medalha de ouro em simples para o Brasil em Jogos Pan-Americanos desde que a competição foi criada, em 1951. São eles: Ronald Barnes (São Paulo/1963), Thomaz Koch (Winnipeg/1967), Fernando Roese (Indianápolis/1987), Fernando Meligeni (Santo Domingo/2003), Flávio Saretta (Rio/2007), Maria Esther Bueno (São Paulo/1963) e Gisele Miró (Indianápolis/1987).

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"Acreditei a todo momento que eu poderia conseguir. E acho que esse ouro na minha carreira vai ser um divisor de águas, uma conquista muito importante. Principalmente agora para ter o reconhecimento dos brasileiros, que acredito que não me conheciam muito bem até então. A sensação que eu tive essa semana aqui é indescritível. Consegui jogar muito bem. Espero repetir essa sensação muitas e muitas vezes. Agora é só comemorar", disse João Menezes, em entrevista ao SporTV.

Além da medalha de ouro, por ter sido finalista em Lima, o mineiro de Uberaba, de 22 anos, classificou-se para sua primeira Olimpíada. Para estar em Tóquio-2020, basta se manter entre os 300 melhores do mundo até junho do ano que vem - atualmente é o número 212 do mundo e 2 do Brasil.

Quem não tem o que comemorar é a seleção masculina de handebol. Com a derrota para o Chile por 32 a 29 nas semifinais, o Brasil fica fora de uma decisão do Pan pela primeira vez desde 1987, quando ficou com a medalha de bronze em Indianápolis, nos Estados Unidos, e, pior, está praticamente fora dos Jogos Olímpicos no ano que vem.

O campeão do Pan de Lima se garante em Tóquio-2020 e o vice vai ao Pré-Olímpico Mundial. Com a derrota, ainda há esperança para o Brasil, mas remota. Pode ainda herdar uma vaga no Pré-Olímpico graças ao bom desempenho no Mundial deste ano. É que as seis melhores equipes da competição ainda não classificadas para a Olimpíada pelos campeonatos continentais têm direito a disputar o Pré-Olímpico. Nono colocado no Mundial, o Brasil precisa então que o Egito vença o Campeonato Africano e que o classificado pelo Campeonato Europeu seja Noruega, França, Alemanha, Suécia, Croácia ou Espanha. Os dois torneios continentais são em janeiro.

BRONZE NO VÔLEI - Um dia depois de ser massacrado por Cuba nas semifinais, a seleção masculina de vôlei se recuperou e derrotou o Chile por 3 sets a 0 - com parciais de 25/12, 25/19 e 25/21 -, neste domingo, para ficar com a medalha de bronze no Pan. O terceiro lugar em Lima é o quinto do Brasil na história da modalidade nos Jogos Pan-Americanos. O País ainda totaliza quatro medalhas de ouro e sete de prata.

A única edição em que os brasileiros não subiram no pódio foi em 1995, em Mar del Plata, na Argentina, quando terminou em sétimo, com uma seleção infanto-juvenil. Na ocasião, a equipe tinha uma faixa etária média de 17,8 anos. Em Lima, também utilizou uma equipe alternativa, comandada pelo auxiliar do técnico Renan Dal Zotto, Marcelo Fronckowiak, já que os principais jogadores estão na Bulgária para a disputa do Pré-Olímpico Mundial a partir desta sexta-feira.

Por fim, a seleção brasileira de ginástica rítmica conquistou a medalha de bronze na coreografia de cinco bolas por equipes. O time cometeu alguns erros, ficou atrás do México e Estados Unidos, mas foi ao pódio pela segunda vez no Pan, já que tinha sido bronze no geral, no último sábado. Agora, a equipe se prepara para, nesta segunda-feira, tentar o ouro na coreografia de arcos e maças.

QUADRO DE MEDALHAS - Com um grande desempenho neste domingo, depois de mais uma semana na perseguição, o Brasil finalmente termina um dia na segunda posição no quadro de medalhas. Com sete ouros - 16 no total do dia -, o País chega a 22 títulos no geral e deixa para trás o México, com 20, e o Canadá com 18. Os brasileiros ainda têm 16 pratas e 34 bronzes, somando 72 no total até agora. A liderança é disparada dos Estados Unidos com 54 ouros, 44 pratas e 34 bronzes, com 132 ao todo.

O Brasil está na final do tênis dos Jogos Pan-Americanos de Lima, no Peru. Neste sábado, em um jogo emocionante, o mineiro João Menezes derrotou de virada o argentino Facundo Bagnis, atual campeão da competição, por 2 sets 1 - com parciais de 4/6, 6/2 e 6/4 - e vai lutar pela medalha de ouro neste domingo contra o chileno Marcelo Tomas Barrios.

Com suas vitórias nas semifinais deste sábado, os finalistas estão previamente classificados para os Jogos Olímpicos de Tóquio-2020. As vagas, no entanto, só serão ratificadas para cada um se estiverem no Top 300 do ranking da ATP até junho do ano que vem. João Menezes, no momento, ocupa o 212.º posto.

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Apenas quatro tenistas brasileiros conseguiram o título pan-americano da chave de simples entre os homens: Ronald Barnes (1963), Thomaz Koch (1967), Fernando Meligeni (2003) e Flávio Saretta (2007). No feminino, Maria Esther Bueno (1963) e Gisele Miró (1989) também foram campeãs.

João Menezes já eliminou um tenista chileno neste Pan de Lima; Nicolas Jarry, atual número 55 do mundo. Os dois últimos brasileiros a ganhar a competição pan-americana venceram rivais do Chile na luta pelo ouro: Meligeni derrotou Marcelo Ríos e Saretta bateu Adrián Garcia. Neste sábado, Marcelo Tomas Barrios, 286.º do ranking, ganhou do argentino Guido Andreozzi por 7/5, 4/6 e 6/2.

Quem não teve a mesma sorte de João Menezes foi Carolina Meligeni Alves. Apesar de um primeiro set bem disputado e com muita garra, assim como seu tio Fernando mostrava em quadra, a paulista não conseguiu segurar o estilo agressivo da norte-americana Caroline Dolehide e caiu nas semifinais por 2 sets a 0 - com parciais de 7/6 (7/5) e 6/2.

Com isso, Carol Meligeni ficou de fora da disputa pela medalha de ouro de simples e da vaga para a Olimpíada de Tóquio-2020. Mas ela terá chance de ficar com o bronze na disputa que fará neste domingo contra a experiente paraguaia Veronica Cepede.

Ainda neste sábado, Carol Meligeni voltou à quadra ao lado da paulista Luísa Stefani e as duas conquistaram a medalha de bronze em duplas femininas. Pela disputa do terceiro lugar, as brasileiras derrotaram de virada as chilenas Alexa Guarachi e Daniela Seguel por 2 sets a 1 - com parciais de 2/6, 7/5 e 11 a 9 no match tie-break.

Ao final do jogo, muita festa com os familiares e dirigentes da Confederação Brasileira de Tênis (CBT). Muito emocionada com sua primeira medalha em um Pan, Carol Meligeni chorou muito ao ser abraçada pelo tio.

SURFE - Depois da vitória de Lena Guimarães no SUP Race, o surfe brasileiro pode conquistar mais uma medalha de ouro em Lima. Neste sábado, Chloé Calmon derrotou a canadense Mathea Dempfle-Olin, por 10,60 a 10,30, e garantiu vaga na final da prova de longboard. A decisão será neste domingo e a adversária será a entre Mathea e a peruana Maria Fernanda Reyes.

Já a brasileira Nicole Pacelli perdeu para a peruana Vania Torres, mas ainda vai ter mais uma chance de chegar à final do Stand Up Paddle (SUP). Ela terá que passar pela colombiana Isabella Gomez, vencedora das repescagens, para pegar novamente a peruana na decisão. Se perder, Nicole terminará com a medalha de bronze. No SUP masculino, Luiz Diniz ficou a uma vitória da medalha, mas perdeu para o norte-americano Daniel Hughes, na repescagem 4, e foi eliminado da competição.

HIPISMO - Um grande susto marcou a apresentação do Brasil na prova de Concurso Completo de Equitação (CCE) em Lima. Após uma queda assustadora sofrida neste sábado, Ruy Fonseca realizou exames que apontaram fraturas em três costelas e no ombro esquerdo do cavaleiro. Por causa da lesão no ombro, o brasileiro terá que passar por cirurgia o quanto antes, segundo recomendação da equipe médica do Comitê Olímpico do Brasil (COB). Ruy está em observação no hospital de referência dos Jogos Pan-Americanos, enquanto os médicos decidem se a cirurgia será realizada na capital peruana ou no Brasil.

O cavalo Ballypatrick SRS tropeçou em um dos obstáculos na prova de cross-country do CCE e caiu sobre Ruy Fonseca. Após a queda, o atleta de 46 anos ficou deitado no gramado antes de deixar a pista, o que gerou preocupação. O cavaleiro logo recebeu assistência do médico da comissão brasileira, Mateus Saito, e do Chefe da Missão, Marco La Porta, além dos médicos da organização dos Jogos. Depois, foi levado ao hospital dos Jogos, onde foi examinado e recebeu o diagnóstico da fratura nas costelas e no ombro.

A prova de CCE reúne três modalidades do hipismo: adestramento, cross-country e saltos. A equipe do Brasil busca uma das duas vagas em disputa para Tóquio-2020. Abriu a participação no adestramento ficando na terceira posição, com 85,90 pontos perdidos, atrás de Estados Unidos (76,40) e Canadá (81,30). A queda e a consequente eliminação de Ruy Fonseca poderiam complicar a situação brasileira, mas o resultado dele foi descartado e o time nacional ainda conseguiu subir para a segunda posição, ultrapassando o Canadá. Os outros cavaleiros são Rafael Losano, Marcelo Tosi e Carlos Parro.

Novak Djokovic venceu Roger Federer por 3 sets a 2, com parciais de 7/6 (7/5), 1/6, 7/6 (7/4), 4/6 e 12/12 (7/3), neste domingo, em Londres, e conquistou neste domingo o seu quinto título de Wimbledon, o mais importante torneio do tênis realizado em quadras de grama.

Atuando na condição de atual campeão, o sérvio triunfou após 4h55 de confronto e voltou a erguer o troféu do Grand Slam inglês, que anteriormente ele venceu em 2011, 2014, 2015 e 2018. O tenista de Belgrado também fez história por se igualar a Bjorn Borg como terceiro maior ganhador do tradicional evento britânico na Era Aberta (profissional) do tênis - o lendário ex-jogador sueco ganhou o título por cinco anos consecutivos, entre 1976 e 1980, em Londres.

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Líder do ranking mundial, Djokovic também conquistou o seu 16º troféu de Grand Slam, ficando a quatro taças de Federer, recordista geral e atual terceiro colocado da lista da ATP, com 20 taças, e a dois do espanhol Rafael Nadal, que tem 18. Essa também foi a 26ª vitória do sérvio em 48 jogos com Federer, que anteriormente também superou o suíço na decisão de Wimbledon em 2014 e 2015.

De quebra, Djokovic ficou a dois títulos de se igualar a Pete Sampras como segundo maior vencedor de Wimbledon na Era Aberta. Com sete troféus, o ex-tenista norte-americano só está atrás de Federer, recordista em Londres, com oito taças.

A FINAL - No duelo deste domingo, Federer e Djokovic exibiram muita regularidade com o saque na mão. O sérvio chegou a sofrer um pouco para confirmar o seu serviço no quarto game, no qual salvou um break point, mas essa foi a única chance de quebra cedida pelo tenista de Belgrado nesta parcial.

Assim, a disputa do primeiro set foi ao tie-break, no qual o sérvio começou melhor e conseguiu o primeiro mini break e abriu vantagem de 3/1. Porém, o suíço reagiu, ganhou quatro pontos seguidos e virou para 5/3. Mas o que se desenhava como uma possível vitória de Federer não se confirmou, com o seu rival também ganhando quatro pontos consecutivos, sendo o último em um erro do seu rival, para fazer 7/5 e abrir 1 set a 0 no confronto.

O sérvio, entretanto, voltou jogando muito mal na segunda parcial e Federer se aproveitou para ser dominante. Com duas quebras consecutivas e confirmando os seus serviços com tranquilidade, o suíço abriu 4 a 0 e, depois, com um terceiro break point convertido no sétimo game, liquidou o segundo set em 6/1. O número 1 do mundo exibiu uma grande queda de rendimento, pois ganhou apenas 27% dos pontos que disputou com o seu primeiro serviço, enquanto o seu oponente venceu 100% dos pontos com o saque inicial.

No terceiro set, assim como ocorreu na primeira parcial, os tenistas fizeram prevalecer os seus saques e levaram a disputa ao tie-break. Djokovic confirmou todos os seus serviços sem oferecer nenhuma chance de quebra e Federer salvou um único break point cedido ao sérvio. No tie-break, o líder do ranking começou bem melhor e abriu 5/1. Federer reagiu e reduziu a vantagem para 5/4, mas o suíço voltou a cometer erros e o sérvio fechou em 7/4 para ficar a um set do título.

No quarto set, Federer voltou a reagir ao aproveitar as duas chances que teve de quebrar o saque de Djokovic e, mesmo vendo o sérvio converter pela primeira vez um break point no jogo, fechou em 6/4 para voltar a empatar o jogo.

Na quinta parcial, o sérvio colocou grande pressão sobre Federer no quarto game, no qual o suíço precisou salvar três break points para empatar o set em 2 a 2. Depois disso, o sérvio fez valer o seu saque para fazer 3/2, depois abrindo 30/0 e 40/15 no saque do suíço para voltar a pressionar fortemente o adversário. Federer ainda reduziu a vantagem para 30/40, mas o sérvio depois disparou uma forte cruzada na esquerda do suíço, que subiu à rede e não conseguiu fazer o voleio, levando a quebra de saque.

Em vantagem de 4/2, Djokovic cometeu uma dupla falta quando sacava com o game empatado em 30/30 e deu um break point a Federer, que cometeu um erro do fundo de quadra para permitir ao sérvio se salvar e empatar em 40/40. E novamente o suíço conseguiu uma chance de quebra com uma direita na esquerda do sérvio e, depois, com um rival do seu oponente, devolveu a quebra para ficar em desvantagem de 3/4 e ter o serviço na mão.

A quebra de saque incendiou os torcedores de Federer na quadra central do complexo do All England Club, onde começaram a gritar "Roger" para incentivar o suíço. E ele voltou a sofrer no oitavo game, fez um ace para fazer 4/4 e empatar de novo o jogo.

No nono game, o sérvio conseguiu confirmar seu saque e depois voltou a colocar pressão sobre Federer, que se segurou novamente e fez 40/30 em um difícil voleio antes de fechar o décimo game para empatar em 5/5.

E Djokovic é que se viu pressionado no 11º game, quando sacava em desvantagem de 15/30 e levou a melhor ao se jogar em uma bola na qual conseguiu o ponto na raça e depois partiu para fazer 6/5. Depois disso, Federer voltou a sofrer, mas confirmou o seu serviço para empatar em 6/6. E o sérvio fez 7/6 com facilidade e depois o suíço conseguiu o mesmo para empatar em 7/7.

No 15º game deste épico set, Federer obteve nova quebra após conseguir um break point em um erro do sérvio, depois matando o ponto com um belo golpe. No 16º game, o suíço conseguiu dois match points com o serviço na mão, mas o sérvio salvou as duas chances de quebra, sendo a segunda com uma cruzada na direita do seu rival. E o número 1 do mundo conseguiu a quebra de saque ao contar com um erro de Federer, que acertou a bola na rede.

Com o saque na mão, Djokovic confirmou o serviço para fazer 9/8 e voltou a jogar a pressão para o lado de Federer, que empatou em 9/9. Mas o sérvio fez de novo valer o seu saque com tranquilidade para abrir 10/9. E o suíço deu o troco da mesma forma para igualar em 10/10.

No 21º game do quinto set, Djokovic chegou a abrir 40/0, mas Federer conseguiu fazer quatro pontos seguidos, sendo o último deles um break point após pedir revisão em uma bola que o recurso tecnológico mostrou que a bola tocou na linha. E isso voltou a ocorrer em novo break point no qual o sérvio desistiu do ponto pra pedir uma bola fora, mas novamente a checagem mostrou que a bola bateu na linha. O sérvio, guerreiro, salvou novo break point e depois confirmou o seu saque para fazer 12/11.

E a "roda viva" de games confirmados com o serviço na mão seguiu até o 24º, no qual Federer confirmou o saque para empatar em 12/12, igualdade limite no quinto set deste Grand Slam para provocar a disputa do tie-break decisivo que valeu o título.

No desempate final, Djokovic conseguiu abrir uma larga vantagem de 4/1 e Federer reduziu para 4/2 em uma jogada na qual o sérvio escorregou no fundo de quadra e depois, com um segundo saque tático no meio da quadra, fez 3/4. Mas o sérvio abriu 5/3 com tranquilidade e depois 6/3 com uma paralela para ter três match points. E em um erro de Federer, o sérvio fez 7/3 para liquidar o duelo. O suíço pagou o preço por ter bobeado com dois match points na mão, enquanto o sérvio triunfou de forma heroica para fazer história.

Em um duelo entre dois dos maiores tenistas da história, Roger Federer e Novak Djokovic se enfrentam neste domingo, às 10 horas (de Brasília), em Londres, em uma decisão de Wimbledon entre rivais acostumados a levantar o troféu do Grand Slam inglês.

Atual campeão do tradicional evento realizado em quadras de grama, o tenista sérvio luta para conquistar a sua quinta taça da competição, enquanto o suíço, maior vencedor do torneio, tem a chance de ampliar o seu recorde para nove troféus.

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Aos 37 anos, Federer também jogará para ganhar pela 21ª vez um Grand Slam e ampliar a sua vantagem como recordista de títulos da série de quatro torneios mais importantes do circuito profissional, que também engloba o Aberto da Austrália, Roland Garros e o US Open.

Do outro lado, Djokovic pode faturar o seu 16º Grand Slam e se aproximar do espanhol Rafael Nadal, segundo no ranking de maiores campeões desta série, com 18. De quebra, ele pode se igualar a Bjorn Borg como o terceiro maior vencedor de Wimbledon na Era Aberta do tênis, iniciada em 1968.

O ex-tenista sueco ganhou cinco títulos seguidos na grama londrina, entre 1976 e 1980, e nesta fase profissional do tênis só ganhou menos vezes o torneio inglês do que Federer, dono de oito taças, e o norte-americano Pete Sampras, com sete.

E engana-se quem pensa que Federer, atual terceiro colocado do ranking mundial, já se deu por satisfeito por ter eliminado Nadal, o vice-líder da ATP. "Eu seu que isso ainda não acabou. Não faz sentido começar a fazer festa hoje à noite ou ficar muito emocionado, muito feliz com isso, ainda que eu esteja extremamente feliz", afirmou o suíço após bater o espanhol por 3 sets a 1 na semifinal de sexta-feira.

"Há mais um jogo a fazer. E isso é ótimo em muitos níveis, mas eu tenho de me manter focado. Espero que esta vitória me dê um grande impulso para a final de domingo", reforçou.

RETROSPECTO - Se Federer defende a condição de "Rei de Wimbledon", Djokovic tem ao seu lado o retrospecto favorável nesta decisão. Ele ganhou 25 dos 47 jogos que fez com o suíço, sendo que bateu o rival em oito dos últimos dez duelos entre os dois. E vale lembrar também que o jogador de Belgrado superou o tenista da Basileia nas finais de Wimbledon em 2014 e 2015, depois de ter sido superado pelo adversário na semifinal do evento britânico em 2012.

"Independentemente das muitas finais que eu joguei, jogar uma final em Wimbledon é algo diferente, então eu vou definitivamente aproveitar essa experiência", disse Djokovic, confiante de que poderá desfrutar do jogo e ainda conquistar o seu quinto título do Grand Slam britânico.

No reencontro com o espanhol Rafael Nadal em Londres 11 anos depois da épica da decisão que os dois realizaram em Wimbledon em 2008, Roger Federer levou a melhor ao vencer o seu velho rival por 3 sets a 1, com parciais de 7/6 (7/3), 1/6, 6/3 e 6/4, nesta sexta-feira, em um jogo espetacular, e avançou para buscar o seu nono título do Grand Slam inglês.

Maior campeão da história do mais tradicional torneio de tênis realizado em quadras de grama, o suíço avançou para encarar na decisão deste domingo, às 10 horas (de Brasília), o sérvio Novak Djokovic, que na outra semifinal desta sexta superou o espanhol Roberto Bautista-Agut, horas mais cedo, também por 3 sets a 1.

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Essa será a 12ª decisão que Federer jogará na capital inglesa, onde anteriormente conquistou o título em 2003, 2004, 2005, 2006, 2007, 2009, 2012 e 2017, além de ter ficado com o vice-campeonato em 2008, 2014 e 2015. Recordista de títulos de Grand Slam, o suíço também terá a chance de ampliar a sua marca para 21 troféus.

Já Nadal viu se encerrar o sonho do tricampeonato em 2019 depois de ter faturado a taça em 2008 e 2010. Antes disso, o espanhol ainda foi vice-campeão do evento britânico em 2006 e 2007, anos em que foi superado justamente por Federer na final. Em 2011, o atual vice-líder do ranking mundial também foi batido por Djokovic no confronto que valeu o título do Grand Slam britânico.

Atuando diante do seu lendário rival de 37 anos nesta sexta-feira, Nadal, de 33, defendia a vantagem de 24 vitórias e 15 derrotas em 39 confrontos com Federer em sua carreira. Neste 40º duelo entre os dois, porém, o suíço justificou de forma brilhante a sua condição de maior tenista de todos os tempos em uma quadra de grama.

Eficiente com o saque na mão, o suíço confirmou todos os seus serviços sem oferecer nenhuma chance de quebra de serviço no primeiro set. Já o espanhol precisou salvar um break point no oitavo game e depois levou a disputa ao tie-break, no qual o atual número 3 do ranking mundial foi superior para fazer 7/3 e abrir vantagem.

Na segunda parcial, porém, Nadal reagiu de forma avassaladora. Depois de chegar a salvar um break point no terceiro game e fazer 2/1, ele conquistou duas quebras de saque seguidas em quatro oportunidades, confirmou os seus serviços e aplicou um 6/1 para empatar o jogo.

Naquele momento, Federer chegou a dar a impressão de que poderia perder a cabeça, pois exibiu irritação com a sequência de erros que cometeu nesta parcial. O suíço, porém, conseguiu controlar a sua parte emocional. Ele voltou a ser eficiente no saque no terceiro set e, no quarto game da parcial, conseguiu uma quebra ao subir até a rede para matar o ponto com um voleio depois de uma bela troca de golpes dos dois tenistas.

Assim, Federer abriu 3 a 1. Nadal reagir no quinto game e conseguiu dois break points após o suíço cometer uma dupla falta. Porém, o suíço salvou as duas chances de quebra e depois confirmou o serviço para abrir 4/1. E ele depois fez valer o seu serviço até o fim do set para fechar em 6/3, enquanto Nadal chegou a salvar dois break points no sexto game.

No quarto set, novamente exibindo eficiência com o seu saque, Federer confirmou todos os seus serviços e aproveitou uma de quatro oportunidades de quebra para voltar a abrir vantagem de 3 a 1 e ficar mais próximo da vitória. Nadal, como de costume, foi um guerreiro até o fim e chegou a salvar quatro match points no décimo game, mas cometeu um erro na quinta bola do jogo e o suíço fechou o confronto em 6/4, após 3h02min.

No fim, Federer fechou o jogo contabilizando 14 aces e 51 winners, contra 10 pontos de saque e 32 bolas vencedoras do espanhol, que cometeu 25 erros não forçados, enquanto seu rival acumulou 27.

No domingo, Federer enfrentará Djokovic pela terceira vez na final de Wimbledon, no qual o sérvio superou o rival em 2014 e 2015 para garantir o título. No retrospecto geral do duelo entre os dois, o atual líder do ranking mundial tem 25 vitórias e 22 derrotas em 47 partidas com o velho rival, sendo que não é superado pelo tenista da Basileia desde o ATP Finals de 2015, também realizado em Londres.

De volta às quadras no ano passado após o nascimento do primeiro filho, a norte-americana Serena Williams terá mais uma chance de conquistar um título de Grand Slam desde o Aberto da Austrália de 2017 e, assim, igualar o recorde absoluto de 24 taças da australiana Margaret Court. Nesta quinta-feira, a ex-número 1 do mundo e atual 10.ª colocada do ranking da WTA arrasou a checa Barbora Strycova por 2 sets a 0 - com parciais de 6/1 e 6/2, em apenas 59 minutos - para avançar à final de Wimbledon.

Esta será a terceira vez que Serena Williams tentará empatar com Margaret Court e alcançar o recorde absoluto de títulos de Grand Slam desde que chegou à 23.ª conquista. A primeira chance que ela teve foi justamente em Wimbledon, no ano passado, sendo derrotada pela alemã Angelique Kerber. A segunda oportunidade veio também em 2018, quando perdeu a final do US Open, em Nova York, para a japonesa Naomi Osaka.

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Neste sábado, o desafio para ser campeã em Wimbledon pela oitava vez na carreira profissional e igualar a marca histórica será contra a romena Simona Halep, que mais cedo também arrasou a sua adversária na semifinal, a ucraniana Elina Svitolina, cedendo apenas quatro games em uma vitória por 2 sets a 0, em pouco mais de uma hora de jogo.

O duelo entre Serena Williams e Simona Halep será o 11.º entre as duas no circuito profissional. O domínio no confronto direto é total da norte-americana, que lidera por 9 a 1. A única vitória da romena foi no WTA Finals de 2014, em Cingapura. O último jogo aconteceu neste ano, no Aberto da Austrália, com triunfo de Serena nas oitavas de final.

Desde o início do jogo, o domínio foi de Serena Williams. No primeiro set, ela não demorou para quebrar o serviço de Barbora Strycova e controlar as ações. Depois de alcançar a vantagem, atropelou a tenista checa, atual número 54 do mundo, até fechar em 6/1.

Barbora Strycova até começou confirmando os seus saques no segundo set, mas durou pouco o equilíbrio em quadra. Sacando em 2/2, a checa acabou perdendo o serviço. Novamente com vantagem, Serena Williams embalou e não deu mais chances à rival, fechando em 6/2.

Dominante com o saque, vencendo 74% dos pontos em seus serviços, a caçula das irmãs Williams também se deu bem nas devoluções, faturando 51% dos pontos disputados. Ela cometeu os mesmos 10 erros não forçados de Barbora Strycova, mas deu um show nas bolas vencedoras, anotando mais que o triplo da rival (27 a 8).

Maior campeão de Wimbledon, com oito títulos na grama de Londres, Roger Federer voltou a fazer história no Grand Slam inglês. O suíço bateu o japonês Kei Nishikori por 3 sets a 1, de virada, com parciais de 4/6, 6/1, 6/4 e 6/4, e avançou às semifinais com a sua 100ª vitória no tradicional torneio na capital inglesa.

Para completar, o atual terceiro colocado do ranking mundial obteve mais um recorde entre os inúmeros que coleciona em sua carreira. Aos 37 anos de idade, ele se tornou o primeiro tenista a avançar por 13 vezes à penúltima fase do torneio masculino de simples em Wimbledon.

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Federer dividia com o ex-tenista norte-americano Jimmy Connors o feito de ter avançado em 12 ocasiões às semifinais do Grand Slam britânico, no qual agora lutará para se classificar para jogar pela 12ª vez a decisão em Londres. Campeão em 2003, 2004, 2005, 2006, 2007, 2009, 2012 e 2017, o suíço também foi vice em 2008, 2014 e 2015.

O octocampeão de Wimbledon também fez história ao se tornar o primeiro tenista a atingir a marca de 100 vitórias em um único torneio de Grand Slam, sendo que ele obteve esta façanha em 112 partidas realizadas na grama inglesa. E o recordista de títulos de Grand Slam, com 20 troféus, volta a ir à penúltima rodada de Wimbledon depois de ter sido surpreendido pelo sul-africano Kevin Anderson na semifinal em 2018, quando o sérvio Novak Djokovic superou o algoz do suíço para ficar com o título.

O adversário de Federer na semifinal, marcada para acontecer na sexta-feira, será o espanhol Rafael Nadal, que em outro duelo desta quarta derrotou o norte-americano Sam Querrey por 3 sets a 0, com parciais de 7/5, 6/2 e 6/2, sem maiores dificuldades.

No duelo desta quarta-feira, Federer obteve a sua oitava vitória em 11 duelos com Nishikori, atual sétimo colocado do ranking mundial, que havia levado a melhor no confronto anterior entre os dois, no ATP Finals do ano passado. E o japonês começou esta partida das quartas de final em Londres surpreendendo ao quebrar o saque do suíço já no primeiro game e depois confirmou todos os seus serviços para fechar o primeiro set em 6/4.

Federer, porém, deu início a uma forte reação na segunda parcial, na qual não cedeu nenhuma chance de quebra de saque e converteu os dois break points cedidos pelo rival para fazer 6/1 e empatar o jogo. No terceiro set, mais uma vez fazendo valer todos os seus serviços, o suíço aproveitou uma de cinco oportunidades de quebra e virou a partida com um 6/4. E, finalmente na quarta parcial, o favorito voltou a exibir eficiência com o seu saque, conseguiu uma nova quebra no nono game e depois serviu para liquidar o jogo com o seu 12º ace no confronto, que durou 2h36min.

Federer também encaixou 55 bolas vencedoras na partida, contra 31 de Nishikori, que também cometeu 28 erros não forçados, enquanto o suíço contabilizou 32.

Nadal, por sua vez, confirmou favoritismo com tranquilidade diante de Querrey, atual 65º colocado da ATP. O vice-líder do ranking só teve um pouco mais de dificuldades no primeiro set, no qual chegou a ter o saque quebrado pelo norte-americano em uma ocasião. Porém, o espanhol converteu seis de 16 break points para fechar a partida em 2h07min. Em grande fase, ele ainda acumulou 44 winners e cometeu apenas 12 erros não forçados, enquanto o seu rival conseguiu 38 bolas vencedoras e acumulou 22 erros.

A semifinal de sexta-feira marcará o 40º confronto entre Federer e Nadal, sendo que a última vez que ele se enfrentaram em Wimbledon foi na épica decisão de 2008, quando o espanhol ganhou por 3 sets a 2 para conquistar o primeiro dos seus dois títulos do Grand Slam inglês - o segundo foi obtido em 2010. E o vice-líder da ATP levou a melhor em 24 dos 39 duelos que travou com o suíço, que no encontro anterior entre os dois foi eliminado nas semifinais de Roland Garros deste ano, em Paris.

RIVAL DE DJOKOVIC - Também foi definido nesta quarta-feira o rival do sérvio Novak Djokovic, número 1 do mundo e atual campeão de Wimbledon, na outra semifinal desta sexta. Será o espanhol Roberto Bautista-Agut, 23º cabeça de chave, que avançou ao eliminar o argentino Guido Pella com parciais de 7/5, 6/4, 3/6 e 6/3.

Heptacampeã de Wimbledon, a norte-americana Serena Williams sofreu para confirmar favoritismo nesta terça-feira (9), mas venceu a sua compatriota Alison Riske por 2 sets a 1, com 6/4, 4/6 e 6/3, em Londres, e avançou às semifinais do Grand Slam inglês.

Ex-líder do ranking mundial e hoje na 10ª posição da WTA, Serena ergueu a taça na capital inglesa em 2002, 2003, 2009, 2010, 2012, 2015 e 2016. E agora se credenciou para enfrentar a vencedora do duelo entre a checa Barbora Strycova e a britânica Johanna Konta, também previsto para ser encerrado nesta terça.

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Na condição de 11ª cabeça de chave desta edição do torneio feminino de simples na grama londrina, a veterana norte-americana de 37 anos precisou jogar 2h01min para eliminar Alison Riske, atual 55ª colocada do ranking, que aproveitou as cinco chances que teve de quebrar o saque da favorita no confronto.

Serena, porém, converteu seis de 16 break points, sendo três deles no último set, para assegurar o triunfo. Com 19 aces, ela também contabilizou 49 bolas vencedoras, contra 25 de sua compatriota. O grande número de winners compensou os seus 27 erros não forçados, enquanto Riske cometeu 18.

HALEP - Outra ex-líder do ranking que se garantiu na semifinal da chave de simples feminina de Wimbledon em jogo já encerrado nesta terça-feira foi a romena Simona Halep. Atual sétima colocada da WTA e principal cabeça de chave ainda viva na luta pelo título, ela derrotou a chinesa Shuai Zhang por 2 sets a 0, por 7/6 (7/4) e 6/1.

A sua próxima adversária sairá da partida entre a ucraniana Elina Svitolina, oitava pré-classificada, e a checa Karolina Muchova, também programada para ser finalizada nesta terça-feira em Londres.

Para despachar Shuai Zhang, hoje a 50ª tenista do mundo, Halep aproveitou três de seis oportunidades de quebrar o saque da chinesa, que só converteu um de cinco break points. A jogadora oriental também disparou 22 winners, contra 17 bolas vencedoras da romena, mas cometeu 29 erros não forçados, enquanto a favorita acumulou apenas 13.

O sérvio Novak Djokovic voltou a fazer uma exibição precisa e consistente na grama de Wimbledon nesta segunda-feira. O número 1 do mundo teve pouco trabalho para superar o francês Ugo Humbert por 3 sets a 0, com parciais de 6/3, 6/2 e 6/3, em 1h42min, e assegurar seu lugar nas quartas de final.

Atual campeão, ele segue na defesa do título obtido no ano passado e no quinto troféu no Grand Slam britânico. Seu próximo desafio será contra o belga David Goffin, que eliminou o espanhol Fernando Verdasco por 7/6 (11/9), 2/6, 6/3 e 6/4. O 23º do ranking segue embalado pelo vice-campeonato em Halle, em sua preparação para a grama londrina.

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Nesta segunda, Djokovic passeou contra o 66º do mundo. Mesmo sem fazer grande exibição no saque, o sérvio dominou o rival com facilidade em todos os fundamentos. Ele obteve cinco quebras de saque, em nove oportunidades, e não teve o serviço ameaçado em nenhum momento do confronto. O tenista da Sérvia registrou 25 bolas vencedoras, contra 20 do francês. E anotou apenas 14 erros não forçados, menos da metade dos 34 registrados pelo rival.

Nas quartas de final, o atual campeão terá pela frente um freguês no circuito. Será o sétimo confronto com Goffin, sendo que Djokovic perdeu apenas uma para o belga, há dois anos, justamente no último jogo entre eles.

Outros dois classificados às quartas de fina de Wimbledon são o espanhol Roberto Bautista Agut e o norte-americano Sam Querrey. O primeiro avançou ao derrotar o francês Benoit Paire por 6/3, 7/5 e 6/2. Ele pegará na sequência o vencedor da partida entre o argentino Guido Pella e o canadense Milos Raonic.

Querrey, por sua vez, bateu o compatriota Tennys Sandgren por 6/4, 6/7 (7/9), 7/6 (7/3) e 7/6 (7/5). O vencedor terá pela frente agora um duelo bem mais complicado. Ele será o próximo rival do espanhol Rafael Nadal, atual número dois do mundo.

MELO VENCE DEMOLINER - No duelo brasileiro na grama londrina, a experiência fez a diferença e Marcelo Melo derrotou Marcelo Demoliner. Com seu parceiro, o polonês Lukasz Kubot, Melo bateu o compatriota e indiano Divij Sharan num equilibrado confronto por 3 sets a 1, com parciais de 7/5, 6/7 (8/10), 7/6 (8/6) e 6/3, em 3h17min.

Formando a dupla cabeça de chave número 1, Melo e Kubot garantiram lugar nas quartas de final. Campeões em 2017, eles vão enfrentar os vencedores do duelo entre os franceses Nicolas Mahut e Edouard Roger-Vasselin - cabeças 11 - e os norte-americanos Bob Bryan e Mike Bryan - cabeças 7.

PLISKOVA CAI - Uma das candidatas ao título e até a retomar o topo do ranking, a checa Karolina Pliskova se despediu da chave de simples de Wimbledon nesta segunda. A atual número três do mundo foi batida pela compatriota Karolina Muchova por 4/6, 7/5 e 13/11. Pliskova, que nunca ganhou um Grand Slam, tinha grande chance de brilhar desta vez porque vinha embalada pelo título conquistado em Eastbourne pouco antes do início de Wimbledon, com vitórias contundentes até sobre fortes rivais, como a alemã Angelique Kerber.

Atual número 68 do mundo, Muchova nunca havia disputado a chave principal em Londres. Seu melhor resultado em um Grand Slam até então era a terceira rodada obtida no US Open do ano passado. Agora ela vai disputar as quartas de fina em Wimbledon. Sua próxima rival será a ucraniana Elina Svitolina.

Ex-número 1 do mundo e atual 7ª do ranking, a romena Simona Halep também fez bonito nesta segunda. Ela foi a responsável por acabar com o conto de fadas da adolescente norte-americana Cori Gauff, de apenas 15 anos. Mais jovem tenista a entrar na chave principal de Wimbledon, ela não resistiu à experiência de Halep, campeã de Roland Garros no ano passado, e foi batida por duplo 6/3. Na sequência, a tenista da Romênia vai duelar com a chinesa Shuai Zhang, 50ª do ranking.

Já Petra Kvitova, dona de dois títulos em Wimbledon, se despediu nesta segunda-feira. A checa, 6ª do mundo, foi batida pela tenista da casa Johanna Konta em três sets: 4/6, 6/2 e 6/4. Agora a 18ª do ranking da WTA terá pela frente outra tenista da República Checa, Barbora Strycova.

Depois de grandes exibições de Rafael Nadal e Novak Djokovic, Roger Federer fez ainda mais bonito na grama de Wimbledon, nesta segunda-feira. No jogo mais rápido das oitavas de final do masculino, o suíço atropelou o italiano Matteo Berrettini por 3 sets a 0, com parciais de 6/1, 6/2 e 6/2, em apenas 1h14min.

Federer conseguiu ser ainda mais eficiente e veloz que seus principais rivais, que também venceram em sets diretos, sem maiores dificuldades. Djokovic precisou de 1h42min para eliminar o francês Ugo Humbert, enquanto Nadal esteve em quadra por 1h45min para bater o português João Sousa.

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Em sua melhor performance até agora, Federer praticamente não deu chances ao italiano, que vive sua melhor temporada no circuito e é o atual 20º do ranking. Mostrando força no saque, mesmo sem anotar muitos aces, artigo rara nesta edição de Wimbledon, o suíço cravou cinco saques perfeitos e acertou 88% dos pontos quando jogou com o primeiro serviço.

Neste ritmo, perdeu apenas um ponto em seu saque no set inicial. Ao todo, disparou 23 bolas vencedoras, contra 14 do rival. E obteve seis quebras de saque, em sete oportunidades. Berrettini teve apenas um break point a seu favor, sem convertê-lo. Federer terminou a partida com apenas cinco erros não forçados, diante de 23 do italiano.

Ganhando embalo a cada jogo na grama londrina, Federer segue em busca do seu nono título em Wimbledon. Antes disso, porém, poderá chegar a uma outra marca importante no circuito. Se vencer seu próximo jogo, atingirá o recorde de 100 vitórias na tradicional competição, um recorde tanto em Londres quanto nos demais Grand Slams.

Para tanto, terá que superar nas quartas de final o japonês Kei Nishikori. O atual número sete do mundo avançou nesta segunda ao derrotar o casaque Mikhail Kukushkin por 3 a 1, com parciais de 6/3, 3/6, 6/3 e 6/4. Será o 11º confronto entre os dois tenistas no circuito. Federer lidera o retrospecto, com sete triunfos. Mas foi o japonês quem venceu o último duelo, no ATP Finals, em novembro do ano passado.

Ao avançar nesta segunda, Federer ampliou para 17 o recorde, que já era seu, de participações nas quartas de Wimbledon. O mais próximo deste número é o norte-americano Jimmy Connors, já aposentado, com 14. No total, o suíço somará 55 quartas de Grand Slam em seu currículo, outro recorde. Djokovic é o segundo desta lista, com 45. Além disso, o tenista de 37 anos se tornou o mais velho a atingir esta fase da competição desde Connors, com 39 anos, no US Open de 1991.

Rafael Nadal fez sua melhor exibição nesta edição de Wimbledon nesta segunda-feira. O tenista espanhol arrasou o português João Souza pelo placar de 3 sets a 0, com triplo 6/2, em apenas 1h45min, em Londres. O triunfo garantiu o vice-líder do ranking nas quartas de final. Seu próxima rival vai sair do duelo norte-americano entre Sam Querrey e Tennys Sandgren.

Além da vaga nas quartas, Nadal superou uma marca do sueco Bjorn Borg. O pentacampeão de Wimbledon somou 51 vitórias na grama londrina em nove participações. O espanhol chegou ao seu 52º triunfo no Grand Slam britânico em sua 14ª presença na tradicional competição. Ele soma dois troféus em Londres.

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Para alcançar as quartas de final pela sétima vez em Wimbledon, Nadal mostrou seu melhor tênis em quadra. Esbanjando consistência no fundo de quadra e na rede, o espanhol também foi eficiente no saque. Ele acertou 86% dos pontos quando jogou com o primeiro serviço e não teve o fundamento ameaçado em nenhum momento da partida.

Ao mesmo tempo, obteve seis quebras sobre o rival, duas em cada set. Ele brilhou também ao registrar 30 bolas vencedoras, quase o dobro das 16 registradas pelo português, que fazia história em quadra ao obter a melhor campanha de um tenista do seu país em um Grand Slam. Por fim, o espanhol falhou muito pouco: apenas 10 erros não forçados, diante de 15 do adversário.

Sabendo tirar vantagem da lentidão da Quadra Central, algo já criticado por Roger Federer nesta edição, Nadal jogou quase como se estivesse no saibro. E controlou o jogo do início ao fim, registrando grandes jogadas diante do português, que protagonizou momentos de irritação diante do poderio do rival.

Se confirmar a vitória sobre um dos americanos nas quartas, Nadal poderá cruzar com Federer na semifinal. Para tanto, o suíço precisa ao menos vencer seu jogo desta segunda, contra o italiano Matteo Berrettini - o japonês Kei Nishikori é um possível rival nas quartas de final.

FEMININO - Ainda no início desta "Manic Monday", como é chamada esta segunda-feira por contar com todos os jogos das oitavas de final de simples (masculino e feminino), a norte-americana Serena Williams também atropelou em quadra, ao superar a espanhola Carla Suárez Navarro por duplo 6/2, em apenas 1h04min.

Em busca do seu oitavo título em Londres, a atual número 10 do mundo vai enfrentar nas quartas de final a compatriota Alison Riske, responsável por eliminar mais cedo a australiana Ashleigh Barty, atual número 1 do mundo. Riske ocupa a 55ª colocação do ranking.

Também pelas oitavas de final, a checa Barbora Strycova derrotou a belga Elise Mertens, 21ª cabeça de chave, por 4/6, 7/5 e 6/2. Sua próxima adversária vai sair do confronto entre a checa Petra Kvitova, dona de dois títulos em Wimbledon, e a local Johanna Konta.

Roger Federer alcançou as oitavas de final de Wimbledon, neste sábado, com uma nova marca especial na carreira. Ao vencer o francês Lucas Pouille por 3 sets a 0, com parciais de 7/5, 6/2 e 7/6 (7/4), em 2h06min, o suíço registrou sua 350ª vitória em torneios de Grand Slam - são apenas 56 derrotas. Trata-se do primeiro tenista da história a registrar tal feito.

O triunfo também fez o número três do mundo se aproximar de uma outra estatística importante no circuito. Ele soma agora 98 triunfos na grama londrina. Se alcançar às semifinais, atingirá o recorde de 100 vitórias em um mesmo Grand Slam, algo inédito no circuito. Foram apenas 12 derrotas em 21 participações na grama britânica.

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Neste sábado, Federer elevou seu nível em comparação aos dois jogos anteriores. Foi mais regular no saque, com seis aces e nenhuma dupla falta. Anotou 39 bolas vencedoras, contra 38, e cometeu apenas 14 erros não forçados, menos da metade dos 29 registrados pelo rival francês, atual 28º do ranking.

Cada vez mais consistente, o suíço perdeu o saque por apenas uma vez, no segundo set. No primeiro, seu serviço passou incólume e ele ainda obteve uma quebra. Na segunda parcial, foram três quebras e, na terceira, nenhum dos dois tenistas faturou uma quebra de saque sequer. Com isso, o duelo foi decidido no tie-break, com soberania do favorito.

Federer chegou a ter uma chance de fechar o jogo antes do tie-break, quando Pouille sacava no 12º game. Mas o francês se garantiu com dois aces seguidos, antes de ser eliminado na disputa decisiva, quando sempre esteve atrás no placar.

Nas oitavas de final, o dono de oito títulos em Wimbledon vai enfrentar o italiano Matteo Berrettini pela primeira vez no circuito. O tenista de 23 anos é uma das surpresas da temporada e já ocupa o 20º posto do ranking.

Neste sábado, ele voltou a surpreender ao eliminar o argentino Diego Schwartzman numa batalha de cinco sets, com duração de 4h19min: 6/7 (5/7), 7/6 (7/2), 4/6, 7/6 (7/5) e 6/3. Na partida mais longa da competição até agora, Berrettini anotou 22 aces, contra apenas dois do rival, e 75 bolas vencedoras, mais que o dobro das 35 de Schwartzman, mais conhecido pelos bons resultados no saibro.

Por arriscar mais, o tenista italiano também cometeu mais erros não forçados: 76 a 42. Mesmo assim, confirmou a grande vitória, em seu melhor resultado em um Grand Slam na carreira. Até então, sua melhor performance havia sido alcançar a terceira rodada em Roland Garros no ano passado.

Em outra partida do dia já finalizada, o casaque Mikhail Kukushkin derrotou o alemão Jan-Lennard Struff por 3 a 1, com parciais de 6/3, 7/6 (7/5), 4/6 e 7/5. O duelo havia sido paralisado no quarto set depois que uma torcedora de 60 anos precisou receber atendimento médico após sofrer um ataque cardíaco na arquibancada.

O confronto estava empatado em 2 a 2 nesta quarta parcial quando foi interrompido e Kukushkin liderava o placar por 2 sets a 1 depois de vencer as duas primeiras parciais por 6/3 e 7/6 (7/5) e perder a terceira por 6/4. A torcedora foi encaminhada ao hospital. O torneio não divulgou maiores informações sobre a condição de saúde dela.

Kukushkin será o próximo adversário do japonês Kei Nishikori, que superou o norte-americano Steve Johnson por 3 a 0. O vencedor deste confronto poderá cruzar com Federer nas quartas de final.

De forma dominante, Rafael Nadal venceu o francês Jo-Wilfried Tsonga por 3 sets a 0, com parciais de 6/3, 6/2 e 6/2, neste sábado, em Londres, e garantiu a sua classificação às oitavas de final de Wimbledon. Cabeça de chave número 3 do tradicional torneio de Grand Slam realizado em quadras de grama, o tenista espanhol precisou de 1h48min para despachar o seu adversário, ex-Top 10 que hoje ocupa a 72ª posição da ATP.

Atual vice-líder do ranking mundial, Nadal avançou para encarar na próxima fase o ganhador do duelo entre o português João Sousa e o britânico Daniel Evans, programado para ser disputado também neste sábado na capital inglesa.

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No duelo realizado na quadra central do complexo de All England Club, o espanhol não deu chance alguma para Tsonga. Ele confirmou todos os seus saques sem oferecer nenhuma oportunidade de quebra ao francês e converteu cinco de 11 break points para liquidar a partida em sets diretos.

Nadal ganhou nada menos do que 89% dos pontos que disputou com o seu primeiro serviço e disparou 35 winners, contra 17 bolas vencedoras do seu rival. Para completar, cometeu apenas 12 erros não forçados, enquanto o seu oponente acumulou 22. Cada um dos tenistas contabilizou 11 aces, mas Tsonga amargou quatro duplas faltas.

Essa foi a nona vitória do espanhol em 13 duelos com o adversário, sendo que os dois não se enfrentavam em um torneio de Grand Slam desde 2008, quando o francês levou a melhor nas semifinais do Aberto da Austrália. Eles também não mediam forças desde 2015, quando Tsonga também triunfou ao eliminar Nadal na mesma fase do Masters 1000 de Xangai.

Nadal almeja conquistar o seu terceiro título em Wimbledon, depois de ter triunfado nos anos de 2008 e 2010. Com 18 troféus de Grand Slam, ele também tenta se aproximar do suíço Roger Federer, recordista geral, com 20 taças.

OUTROS JOGOS - Outro tenista que confirmou favoritismo neste sábado em Londres foi o japonês Kei Nishikori. Oitavo pré-classificado, ele superou o norte-americano Steve Johnson por 3 sets a 0, com 6/4, 6/3 e 6/2, e assegurou vaga nas oitavas de final.

O próximo adversário do atual sétimo colocado do ranking mundial será o vencedor da partida entre o alemão Jan-Lennard Struff e o casaque Mikhail Kukushkin, prevista para ser finalizada neste sábado. Este duelo teve de ser paralisado no quarto set depois que um torcedor precisou receber atendimento médico após sofrer um ataque cardíaco.

O confronto estava empatado em 2 a 2 nesta quarta parcial quando foi interrompido e Kukushkin liderava o placar por 2 sets a 1 depois de vencer as duas primeiras parciais por 6/3 e 7/6 (7/5) e perder a terceira por 6/4.

Em outras partidas já encerradas neste sábado no torneio masculino de simples em Londres, os norte-americanos Sam Querrey e Tennys Sandgren venceram e avançaram para se enfrentar nas oitavas de final de Wimbledon. O primeiro deles superou o australiano John Millman por 3 sets a 0, com parciais de 7/6 (7/3), 7/6 (10/8) e 6/3, enquanto o segundo fez bonito ao despachar o italiano Fabio Fognini, 12º cabeça de chave, por 6/3, 7/6 (14/12) e 6/3.

Atual líder do ranking mundial, a tenista australiana Ashleigh Barty arrasou a britânica Harriet Dart por duplo 6/1, neste sábado, em Londres, e pela primeira vez em sua carreira avançou às oitavas de final de Wimbledon.

Campeã em Roland Garros e embalada pela conquista do Torneio de Birmingham nesta temporada de grama, que a alçou ao topo do ranking, Barty agora acumula 15 vitórias consecutivas e se credenciou para encarar na próxima fase do Grand Slam inglês a norte-americana Alison Riske. Em outro duelo do dia, a jogadora dos Estados Unidos superou a suíça Belinda Bencic, 13ª cabeça de chave, por 2 sets a 1, com parciais de 4/6, 6/4 e 6/4.

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Principal pré-classificada de Wimbledon, Barty também fez história neste sábado ao se tornar a primeira australiana, desde 2010, a ir às oitavas de final deste torneio. A última tenista do seu país que havia conquistado este feito havia sido Jarmila Wolfe.

E a número 1 do mundo não teve dificuldades para avançar à próxima fase neste sábado. Atuando diante da atual 182ª colocada da WTA, que entrou na chave principal graças a um convite da organização, ela confirmou todos os seus saques no duelo e ainda aproveitou as cinco chances que recebeu de quebrar o serviço de Harriet Dart.

Com 11 aces, Barty ganhou 92% dos pontos que disputou com o seu primeiro saque, disparou 23 winners e cometeu apenas seis erros não forçados. Desta forma, a australiana liquidou a partida em apenas 53 minutos.

SERENA E KVITOVA AVANÇAM - Outras duas tenistas de destaque que se classificaram às oitavas de final neste sábado foram a norte-americana Serena Williams e a checa Petra Kvitova, respectivas 11ª e 6ª cabeças de chave. Ex-líder do ranking mundial e sete vezes campeã do Grand Slam inglês, onde ergueu a taça em 2002, 2003, 2009, 2010, 2012, 2015 e 2016, a tenista dos Estados Unidos eliminou a alemã Julia Goerges com parciais de 6/3 e 6/4.

Atual décima colocada da WTA, Serena terá pela frente na próxima fase a espanhola Carla Suárez Navarro, que em outro duelo do dia superou a norte-americana Lauren Davis por duplo 6/3. Caso volte a vencer nas oitavas, a ex-número 1 do mundo tem grande chance de enfrentar Ashleigh Barty nas quartas de final.

Já Kvitova, que se sagrou campeã em Wimbledon em 2011 e 2014, derrotou a polonesa Magda Linette por 6/3 e 6/2 e se credenciou para encarar na quarta fase da competição a britânica Johanna Konta. Na condição de 19ª cabeça de chave, a tenista da casa eliminou a norte-americana Sloane Stephens, nona pré-classificada, com um triunfo de virada que teve parciais de 3/6, 6/4 e 6/1.

E outra favorita de destaque que caiu na terceira rodada neste sábado foi a holandesa Kiki Bertens. Atual quarta colocada do ranking mundial, ela foi surpreendida pela checa Barbora Strycova, 54ª tenista da WTA, que venceu por 7/5 e 6/1. Com o triunfo expressivo, Strycova foi às oitavas de final e terá como próxima rival a belga Elise Mertens, que superou a chinesa Qiang Wang por 6/2, 6/7 (9/11) e 6/4.

Duas das favoritas ao título de Wimbledon, o terceiro Grand Slam da temporada, a checa Karolina Pliskova e a romena Simona Halep venceram mais uma vez e conseguiram a classificação à terceira rodada. Nesta quarta-feira, as ex-líderes do ranking da WTA tiveram caminhos opostos para passarem pela porto-riquenha Monica Puig e pela também romena Mihaela Buzarnescu, respectivamente.

Primeira a entrar em quadra, Pliskova, número 3 do mundo, eliminou a campeã olímpica dos Jogos do Rio-2016 com direito a um "pneu". Fez 2 sets a 0, com parciais de 6/0 e 6/4, e agora terá pela frente a taiwanesa Su-Wei Hsieh, 28.ª pré-classificada, que eliminou a belga Kirsten Flipkens ao marcar 7/6 (7/3) e 6/3.

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Halep teve muito mais trabalho para ganhar de sua compatriota. Por pouco mais de duas horas, Buzarnescu lutou o quanto pode em quadra contra a atual número 7 do mundo e só foi derrotada por 2 sets a 1 - com parciais de 6/3, 4/6 e 6/2.

O próximo desafio para Halep promete ser ainda mais complicado, já que vai encarar outra ex-número 1 do mundo. A bielo-russa Victoria Azarenka, atual 40.ª do ranking, precisou de apenas 1 hora e 3 minutos para despachar a australiana Ajla Tomljanovic por 2 sets a 0, com parciais de 6/2 e 6/0.

Outra cabeça de chave contou com a sorte para seguir viva em Wimbledon. Oitava pré-classificada, a ucraniana Elina Svitolina contou com a desistência da russa Margarita Gasparyan no final do segundo set quando estava perdendo com o placar de 5/7 e 6/5.

Sua próxima adversária será a grega Maria Sakkari. Cabeça de chave número 31, a tenista grega de 23 anos ganhou da checa Marie Bouzkova por 2 sets a 0, com parciais de 6/4 e 6/1. Será o primeiro duelo entre elas no circuito profissional.

Também nesta quarta-feira, a estoniana Anett Kontaveit, 20.ª pré-classificada, não teve trabalho para derrotar a britânica Heather Watson por 2 sets a 0, com parciais de 7/5 e 6/1, e agora jogará contra a checa Karolina Muchova, que eliminou a norte-americana Madison Brengle por 6/3 e 6/4.

Sete vezes campeã do torneio de simples feminino de Wimbledon, Serena Williams estreou nesta edição do tradicional Grand Slam inglês com uma vitória fácil sobre a italiana Giulia Gatto-Monticone, derrotada por 2 sets a 0, com parciais de 6/2 e 7/5, nesta terça-feira, em Londres.

Décima primeira cabeça de chave da competição, a tenista norte-americana foi superada pela alemã Angelique Kerber na decisão do ano passado na capital inglesa, onde ergueu a taça em 2002, 2003, 2009, 2010, 2012, 2015 e 2016.

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E com o triunfo desta terça, a ex-número 1 do mundo e atual 10ª colocada do ranking da WTA avançou para enfrentar na segunda rodada de Wimbledon a eslovena Kaja Juvan, que em outro duelo do dia eliminou a checa Kristyna Pliskova com parciais de 6/4, 2/6 e 6/4.

Outra ex-líder do ranking que estreou nesta terça-feira em Wimbledon foi a russa Maria Sharapova. Campeã do Grand Slam em 2004 e hoje na condição de 80ª jogadora do mundo, ela acabou sendo eliminada pela francesa Pauline Parmentier após desistir do terceiro set, por motivo de lesão, quando perdia o terceiro set por 5/0. Antes disso, Sharapova ganhou a primeira parcial por 6/4 e perdeu a segunda por 7/6, com 7/4 no tie-break.

A russa de 32 anos, que recentemente ficou suspensa por um longo período ao se envolver em um polêmico caso de doping, voltou a jogar no mês passado após se recuperar de uma lesão no ombro direito. Desta vez, porém, ela reclamou de dores no seu braço para desistir do confronto diante de Parmentier.

Já a holandesa Kiki Bertens confirmou com tranquilidade a sua condição de quarta cabeça de chave em Wimbledon ao estrear com vitória sobre a luxemburguesa Mandy Minella por 6/3 e 6/2. A sua próxima adversária será a norte-americana Taylor Townsend, que nesta terça passou pela australiana Arina Rodionova por 6/2 e 6/3.

Bicampeã em Wimbledon, com os títulos obtidos em 2011 e 2014, a checa Petra Kvitova também justificou o status de sexta cabeça de chave na estreia ao bater a tunisiana Ons Jabeur por 6/4 e 6/2. A sua rival na segunda rodada será a francesa Kristina Mladenovic, que abriu campanha superando a russa Vitalia Diatchenko por 2 a 1, com 7/5, 6/7 (4/7) e 6/2.

MASCULINO - A parte final da programação do dia da chave masculina de Wimbledon também contou com o norte-americano John Isner, o italiano Fabio Fognini e o croata Marin Cilic confirmando favoritismo como cabeças de chave na estreia.

O tenista dos EUA, nono pré-classificado, superou o norueguês Casper Ruud por 6/3, 6/4 e 7/6 (11/9). Fognini, 12º na lista de favoritos, precisou jogar cinco sets para eliminar o norte-americano Frances Tiafoe com 5/7, 6/4, 6/3, 4/6 e 6/4. Já Cilic, o 13º cabeça, despachou o francês Adrian Mannarino por 7/6 (8/6), 7/6 (7/4) e 6/3.

O francês Lucas Pouille e o sérvio Laslo Djere também avançaram na condição de pré-classificados em suas estreias no fim da agenda desta terça. Entre eles, Pouille foi o responsável pela eliminação do ex-top 10 e seu compatriota Richard Gasquet, batido por 6/3, 4/6, 7/6 (11/9) e 6/1, e é o mais provável rival do suíço Roger Federer, segundo cabeça de chave, em um confronto válido pela terceira rodada.

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