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Estão abertas as inscrições para o 1º Aberto de Tênis Unimed Recife que acontece entre os dias 24 de outubro e 03 de novembro, no Recife Tênis Clube, Imbiribeira. O torneio está associado à campanha Mude um Hábito da Unimed Recife para incentivar as pessoas a praticarem atividades físicas e a terem hábitos mais saudáveis. O evento nacional tem um total de R$ 30 mil em prêmios.

 O torneio de simples, e não de duplas, será dividido em três categorias: Masculino (1ª classe, 2ª classe, 3 ª classe, 4ª classe, 5ª classe e Iniciante); Feminino - 1ª classe, 2ª classe e iniciante. Na 1ª classe da categoria Masculina, o prêmio será de R$ 15 mil. As demais categorias Masculina e Feminina terão um total de R$ 15 mil em prêmios. O Infantil terá as categorias Bola Vermelha, Laranja e Verde.

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As partidas acontecerão no Recife Tênis Clube de 24 a 27 de outubro; e de 29 de outubro a 03 de novembro. As inscrições podem ser feitas até o dia 21 deste mês na secretaria do Recife Tênis Clube, na Rua Gonçalves de Magalhães, 699, na Imbiribeira. Para aluno do clube custa R$ 125,00 e para os demais R$ 150,00. Para médicos cooperados da Unimed Recife, a inscrição é gratuita. Outras informações pelo (81) 3472.0011 ou pelo contato@recifetenisclube.com.br. Vagas limitadas.

Da assessoria de imprensa

No embalo do seu primeiro título de nível WTA, a tenista norte-americana Coco Gauff foi a grande estrela da nova atualização do ranking, nesta segunda-feira. A tenista de apenas 15 anos saltou 39 posições e alcançou o 71º posto, sua melhor posição até agora, ao se sagrar campeã do Torneio de Linz, na Áustria. Antes de despontar em Wimbledon, quando passou a se destacar mundialmente, ela figurava na 313ª posição.

Outro destaque da lista feminina é a sueca Rebecca Peterson, campeã em Tianjin, na China. Ela subiu 15 posições e agora figura em 44º lugar, também sua melhor colocação da carreira.

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Após uma semana sem torneios de maior peso no circuito feminino, não houve mudanças no Top 10, com a australiana Ashleigh Barty sustentando a ponta com folga. Na verdade, a primeira alteração aconteceu somente na 23ª colocação, com a dinamarquesa Caroline Wozniacki ganhando uma posição, mesmo sem entrar em quadra.

A ucraniana Elina Svitolina também foi um dos destaques do dia, mesmo sem competir na semana passada. A atual número quatro do mundo selou sua vaga no WTA Finals, a competição que reúne as oito melhores tenistas da temporada, no fim deste mês. Ela foi a sétima jogadora a garantir a classificação, após Barty, Karolina Pliskova, Simona Halep, Bianca Andreescu, Naomi Osaka e Petra Kvitova. Falta, portanto, apenas uma vaga para o torneio.

Entre as brasileiras, o destaque da atualização desta segunda no ranking é Teliana Pereira. Retomando aos poucos sua boa forma técnica, a ex-número 1 do País saltou nada menos que 82 colocações e passou a figurar no 416º posto após ser vice-campeã em Santa Margherita di Pula, na Itália. Paula Gonçalves e Carolina Meligeni ganharam seis posições cada e Beatriz Haddad Maia, ainda cumprindo suspensão provisória por doping, caiu um posto.

MASCULINO - Na ATP, o destaque é o russo Daniil Medvedev. O campeão do Masters 1000 de Xangai, no domingo, desbancou o suíço Roger Federer no ranking da temporada, alcançando a terceira colocação. Ambos os tenistas já estão classificados para o ATP Finals, que reúne os oito melhores da temporada em Londres, no próximo mês.

Com seu terceiro título em seis finais consecutivas, o tenista da Rússia soma agora 5.875 pontos em 2019, contra 5.690 do suíço. O sérvio Novak Djokovic ocupa a liderança do ranking do ano, que conta a pontuação obtida apenas desde janeiro, com 7.945, sendo seguido pelo espanhol Rafael Nadal, campeão do US Open.

Além deles, estão garantidos no ATP Finals o austríaco Dominic Thiem e o grego Stefanos Tsitsipas.

 

Confira abaixo a lista das 20 primeiras colocadas do rankings feminino:

1º - Ashleigh Barty (AUS), 7.096 pontos

2º - Karolina Pliskova (RCH), 5.940

3º - Naomi Osaka (JAP), 5.621

4º - Elina Svitolina (UCR), 5.495

5º - Bianca Andreescu (CAN), 5.041

6º - Simona Halep (ROM), 4.962

7º - Petra Kvitova (RCH), 4.776

8º - Kiki Bertens (HOL), 4.495

9º - Serena Williams (EUA), 3.935

10º - Belinda Bencic (SUI), 3.848

11º - Johanna Konta (ING), 3.063

12º - Sloane Stephens (EUA), 2.818

13º - Angelique Kerber (ALE), 2.775

14º - Madison Keys (EUA), 2.767

15º - Sofia Kenin (EUA), 2.615

16º - Aryna Sabalenka (BIE), 2.580

17º - Petra Martic (CRO), 2.458

18º - Marketa Vondrousova (RCH), 2.390

19º - Elise Mertens (BEL), 2.290

20º - Alison Riske (EUA), 2.185

103º - Beatriz Haddad Maia (BRA), 609

229º - Gabriela Cé (BRA), 258

379º - Paula Cristina Gonçalves (BRA), 118

397º - Carolina Alves Meligeni (BRA), 111

O tenista sérvio Nova Djokovic conquistou pela primeira vez o Torneio de Tóquio, nesta madrugada de domingo, ao derrotar o australiano John Millman, por 2 sets a 0, com parciais de 6/3 e 6/2, em apenas 1h09 de jogo.

Esta foi a quinta vitória do número 1 do ranking mundial no torneio, que tem nível de ATP 500. Nas rodadas anteriores, o astro já havia derrotado o belga David Goffin, o francês Lucas Pouille, o japonês Go Soeda e o australiano Alexei Popyrin, sem conceder nenhum set a seus adversários.

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Como aconteceu nos jogos anteriores, o sérvio não demonstrou qualquer sinal de dor no ombro esquerdo. Uma lesão no local havia forçado o seu abandono nas oitavas de final do US Open, no mês passado. Ao longo da semana, garantiu que está 100% recuperado do problema físico.

Para vencer Millman, Djokovic concentrou suas bolas no revés do número 80 do mundo, que acabou cometendo vários erros. Desta forma, o sérvio se sagrou campeão de um torneio pela 76ª vez, após a disputa de 110 finais na carreira.

O tenista, de 32 anos, alcança 46 vitórias no ano, superando o suíço Roger Federer e só ficando atrás do espanhol Rafael Nadal (48) e do russo Daniil Medvedev (54).

Em Pequim, a dupla formada pelo brasileiro Marcelo Melo e pelo polonês Lukasz Kubot, cabeça de chave número 2, perdeu a final para o eslovaco Filip Polasek e para o croata Ivan Dodig, por 2 seta a 0, com parciais de 6/3 e 7/6 (7/4).

Depois de um primeiro set bastante equilibrado, decidido apenas com uma quebra de serviço, Melo e Kubot, que buscavam o segundo título na capital chinesa, reverteram um placar de 0 a 2 para 5 a 2, mas deixaram a disputa ir para o tie-break e não tiveram mais chance de vitória.

Melo e Kubot continuam fortes na disputa por uma vaga para o Finals de Londres, que poderá ser definida nesta semana, no Masters de Xangai, onde defenderão o título.

Quem já estreou em Xangai foi Bruno Soares, que, junto com o canhoto croata Mate Pavic, venceu os franceses Adrian Mannarino e Gael Monfils, com um duplo 6/3.

Em sua melhor partida na semana, o sérvio Novak Djokovic fez mais uma vítima no Torneio de Tóquio, nesta sexta-feira. O número 1 do mundo arrasou o francês Lucas Pouille por 2 sets a 0, com parciais de 6/1 e 6/2, em apenas 50 minutos. Com o triunfo, o favorito avançou à semifinal da competição japonesa, de nível ATP 500.

"Foi, com certeza, uma das minhas melhores partidas neste ano, a melhor desta semana. E veio na hora certa. Eu saquei bem, marquei alguns aces, fiz boas devoluções e aproveitei cada oportunidade. De forma geral, acho que foi uma performance sem falhas", comentou Djokovic.

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O número 1 do mundo terminou a partida com oito aces e nenhuma dupla falta, contra nenhum ace e duas duplas faltas do rival, atual 24º do ranking. Djokovic sequer teve o seu saque sob ameaça no set inicial. Porém, perdeu o serviço por uma vez na segunda parcial. Apesar disso, o favorito nunca teve a vitória sob risco, afinal obteve cinco quebras sobre o francês.

Como aconteceu nos jogos anteriores, o sérvio não demonstrou qualquer sinal de dor no ombro esquerdo. Uma lesão no local havia forçado o seu abandono nas oitavas de final do US Open, no mês passado. Ao longo da semana, garantiu que está 100% recuperado do problema físico.

No Japão, o sérvio busca faturar o título para somar pontos no ranking e abrir distância de Rafael Nadal. Vice-líder, o espanhol encostou na briga pela ponta ao se sagrar campeão do US Open.

Em busca do seu primeiro título na quadra dura de Tóquio, o líder do ranking vai enfrentar o belga David Goffin. O terceiro cabeça de chave do torneio avançou ao superar o sul-coreano Hyeon Chung por duplo 6/2.

A outra semifinal terá o norte-americano Reilly Opelka e o australiano John Millman. Ambos avançaram na chave com vitória sobre tenistas da casa. Opelka bateu Yasutaka Uchiyama por duplo 6/3, enquanto Millman superou Taro Daniel por 6/4 e 6/0.

O tenista brasileiro Bruno Soares derrotou o sérvio Novak Djokovic em sua estreia na chave de duplas do Torneio de Tóquio. Nesta segunda-feira, Soares e o croata Mate Pavic derrubaram o número 1 do mundo de simples e seu compatriota Filip Krajinovic por 2 sets a 1, com parciais de 6/2, 4/6 e 10/4, na rodada de abertura da competição japonesa, de nível ATP 500.

Na segunda rodada, que já equivale às quartas de final, Soares e Pavic vão enfrentar o britânico Dominic Inglot e o norte-americano Austin Krajicek. A dupla avançou na chave japonesa ao superar o romeno Horia Tecau e o holandês Jean-Julein Rojer por 6/1 e 6/3.

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Soares e Pavic formam a dupla cabeça de chave número quatro da competição. Na semifinal, se confirmarem o favoritismo na próxima rodada, eles poderão enfrentar os franceses Nicolas Mahut e Edouard Roger-Vasselin, parceria cabeça de chave número dois. Soares foi campeão em Tóquio em 2012, quando atuava ao lado do austríaco Alexander Peya.

A partida desta segunda marcou o retorno de Djokovic às quadras, após a eliminação nas oitavas de final do US Open, diante do suíço Stan Wawrinka. Na ocasião, o líder do ranking abandonou a partida alegando dores no ombro esquerdo. Em seguida, fez mistério sobre a gravidade da lesão e chegou a virar dúvida para a gira asiática, iniciada na semana passada.

"Uma das razões para jogar as duplas é que eu queria ver como estava o meu ombro durante o jogo. Obviamente, jogar duplas é bem diferente de jogar em simples, mas mesmo assim é uma partida oficial. Você fica nervoso e precisa batalhar em quadra", disse o sérvio, após a derrota.

O número 1 do mundo manteve o mistério sobre os detalhes de sua lesão. "Houve muitos saques e devoluções, bolas mais lentas e mais rápidas, mas parece que o meu ombro está bem. Espero que continue assim para a partida de simples", comentou o sérvio, empolgado por jogar na cidade que receberá os Jogos Olímpicos de 2020.

"Quero vencer os Jogos Olímpicos no ano que vem. E queria sentir um pouco do clima da quadra e das condições. Mas o torneio será disputado mais cedo em comparação a este momento do ano, com clima mais quente e umidade mais alta. Espero chegar mais cedo para me preparar bem", declarou Djokovic.

O sérvio vai estrear na chave de simples na terça-feira, contra o australiano Alexei Popyrin, atual 94º do mundo. Se confirmar o favoritismo, o favorito vai encarar o convidado local Go Soeda, 133º do ranking, que superou o alemão Jan-Lennard Struff por 4/6, 7/6 (7/4) e 6/3, na estreia.

Em outros jogos da rodada, o croata Marin Cilic e o francês Lucas Pouille confirmaram a condição de favoritos. Pouille, quinto cabeça de chave, superou o polonês Hubert Hurkacz por 6/4 e 6/3. Enfrentará agora o local Yoshihito Nishioka, algoz do português João Sousa por 7/5 e 6/3.

Cilic, sexto pré-classificado, bateu o local Yuichi Sugita por duplo 6/4. Seu próximo adversário será o sul-coreano Hyeon Chung, que avançou ao superar o italiano Lorenzo Sonego por 3/6, 6/3 e 6/4.

Roger Federer afirmou que decidirá em breve se participará dos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020. O lendário tenista suíço revelou que o seu calendário de competições no próximo ano está planejado até o Grand Slam de Wimbledon, que termina em 12 de julho. E no dia 25 do mesmo mês começam as disputas do tênis da Olimpíada, que terminam em 2 de agosto, menos de uma semana antes de ele comemorar o seu 39º aniversário.

Falando antes da Laver Cup, torneio que ocorrerá entre esta sexta-feira e domingo, em Genebra, na Suíça, o recordista de títulos de Grand Slam disse que está "muito empolgado com a perspectiva" de estar presente no grande evento na capital japonesa.

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"Eu acho que vou decidir sobre os Jogos Olímpicos nas próximas semanas, espero que no próximo mês ou em breve", avisou o suíço, em uma entrevista transmitida por um canal de TV público do seu país. Ele deixou transparecer que a questão física será o mais importante para a tomada desta decisão. "Eu apenas tenho de ver como estará a minha família e como estará o meu corpo", explicou ao comentar a possibilidade de disputar os Jogos de 2020, que seriam o quinto de sua trajetória olímpica.

Federer, por sinal, conheceu a sua esposa, Mirka, que é uma ex-tenista, durante a sua participação na Olimpíada de Sydney-2000, na Austrália, e por duas vezes foi o porta-bandeira da Suíça durante cerimônias de abertura dos Jogos. "Este tem sido um evento especial para mim", ressaltou o atleta nascido em 8 de agosto de 1981.

Ao longo de suas participações na Olimpíada, Federer foi medalhista de ouro no torneio de duplas do tênis masculino em Pequim-2008, atuando ao lado do seu compatriota Stan Wawrinka, e também faturou uma prata na competição de simples da modalidade em Londres-2012, onde caiu na final diante do britânico Andy Murray na quadra central de Wimbledon. Depois disso, ele acabou ficando fora dos Jogos do Rio-2016 por estar lesionado.

LAVER CUP - Na Laver Cup que começa na próxima sexta-feira, o atual terceiro colocado do ranking mundial vai integrar o chamado Time Europa, que também conta com o espanhol Rafael Nadal, vice-líder da ATP, o austríaco Dominic Thiem (5º), o alemão Alexander Zverev (6º), o grego Stefanos Tsitsipas (7º) e o italiano Fabio Fognini (11º). Esta equipe terá como capitão o lendário ex-tenista sueco Bjorn Borg.

O evento, em homenagem ao australiano Rod Laver, que venceu 11 títulos de Grand Slam entre 1960 e 1969, entrou no calendário oficial da ATP neste ano e ainda tem a presença do Time Mundo, cujo capitão é o ex-tenista John McEnroe. Esta equipe é formada pelos norte-americanos Taylor Fritz, John Isner e Jack Sock, pelos canadenses Milos Raoni e Denis Shapovalov, além do australiano Nick Kyrgios.

Uma das melhores e mais vitoriosas tenistas dos anos 2000 - é dona de quatro títulos de Grand Slam -, a belga Kim Clijsters, atualmente com 36 anos, anunciou nesta quinta-feira, através de suas redes sociais, que voltará ao circuito profissional da WTA em 2020, encerrando um período de oito temporadas de inatividade.

"Pelos últimos sete anos eu fui mãe em tempo integral e realmente amei isso, mas eu também adoro ser uma tenista profissional e sinto falta dessa sensação. Então, por que não tentar fazer as duas coisas?", indagou a belga, que já ocupou o posto de número 1 do mundo em 2003.

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"Poderia ser uma mãe amável para meus três filhos e a melhor jogadora possível? Então vamos fazer isso, vamos voltar mais uma vez. Vejo vocês em 2020", complementou Kim Clijsters, que não disputa uma partida oficial desde 2012.

Esta será a segunda volta da belga ao circuito profissional. Sua primeira pausa aconteceu em 2007, dando a luz à sua primeira filha, Jada, no ano seguinte. Em 2009 veio o primeiro retorno e logo no primeiro Grand Slam que disputou ela conquistou o título do US Open, em Nova York. Era o segundo da carreira, pois já havia sido campeã em 2005.

Kim Clijsters ainda faturou mais duas taças de Grand Slam - outra em Nova York, em 2010, e a última delas no Aberto da Austrália de 2011. No ano seguinte, a belga anunciou novamente a aposentadoria e largou o circuito profissional no final da temporada. Ela teve mais dois filhos desde então: Jack, em 2013, e Blake, em 2016.

Afastado do tênis profissional desde dezembro, o brasileiro Diego Matos foi banido nesta segunda-feira pela Unidade de Integridade do Tênis (TIU, na sigla em inglês). O especialista em duplas foi condenado por manipulação de resultados e também por não colaborar com as investigações.

Além disso, ele foi multado em US$ 125 mil (cerca de R$ 507 mil) e terá de devolver US$ 12 mil (R$ 48 mil) relacionados a ganhos ilícitos em torneios disputados no Equador. Matos, de 31 anos, também foi condenado por ter participado de jogos manipulados no Brasil, Sri Lanka, Portugal e Espanha.

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De acordo com o professor Richard McLaren (o mesmo que investiu nos últimos anos os casos de doping na Rússia), o brasileiro manipulou dez partidas disputadas em 2018 em competições de nível ITF naqueles países. Ele estava suspenso de forma provisória desde dezembro do ano passado.

Matos, atual 1.135º do ranking de simples da ATP, foi condenado também por não ter colaborado com as investigações. Segundo a TIU, ele se recusou a permitir o acesso ao seu telefone celular em três entrevistas realizadas com os investigadores da entidade. Também deixou de fornecer informações sobre seus registros financeiros.

Com a decisão da TIU, o atleta brasileiro ficará permanentemente impedido a partir de agora de participar de qualquer competição profissional de tênis.

Matos, desconhecido da maior parte dos fãs de tênis, ocupa atualmente a 373ª posição no ranking de duplas, para as quais se dedicou durante a maior parte de sua carreira. Por isso, chegou a figurar em 241º da mesma lista, no fim do ano passado. Em simples, atingiu a 580ª colocação em abril de 2012.

Destaque da chave masculina do US Open, o tenista russo Daniil Medvedev garantiu nesta terça-feira a sua vaga no ATP Finals, o torneio que reúne os oito melhores da temporada em Londres, em novembro. Será a primeira vez que o atual número cinco do mundo disputará a restrita competição.

Medvedev assegurou a classificação ao avançar às semifinais do US Open, em sua melhor campanha em um Grand Slam em sua carreira até agora. Com a pontuação já garantida no ranking, ele subirá para o quarto lugar da temporada, desbancando o austríaco Dominic Thiem.

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Também se tornou o quarto a garantir a vaga por antecipação. Antes dele, asseguraram a classificação o sérvio Novak Djokovic, o espanhol Rafael Nadal e o suíço Roger Federer. O ATP Finals será disputado mais uma vez em Londres neste ano, entre os dias 10 e 17 de novembro.

"Incrível. Isso mostra como este ano está sendo ótimo para mim, que o trabalho que venho fazendo está recebendo a recompensa. Mas eu não quero parar. Espero chegar ao torneio como um dos favoritos", comentou o tenista de 23 anos.

Em sua melhor carreira da temporada, Medvedev é o tenista que mais venceu partidas neste ano. Foram 49, já contabilizadas as cinco obtidas em Nova York. Neste embalo, conquistou o maior troféu de sua carreira no mês passado ao se sagrar campeão do Masters 1000 de Cincinnati, nos EUA.

Foi sua terceira final consecutiva na temporada. Antes, fora vice-campeão do Masters de Montreal e do Torneio de Washington. Além disso, foi campeão em Sofia, em torneio de nível ATP 250, e vice em Brisbane e Barcelona.

Estrela em ascensão no tênis masculino, o russo Daniil Medvedev volta à quadra do US Open nesta quarta-feira (28) para enfrentar o boliviano Hugo Dellien pela segunda rodada. O atual número cinco do mundo vem brilhando no circuito nas últimas semanas. Mas os bons resultados do presente contrastam com as polêmicas do passado, em seu início de trajetória no profissional.

O episódio mais controverso vivido pelo tenista de 23 anos aconteceu justamente num Grand Slam. Logo no torneio mais tradicional e conservador do circuito, ele ofendeu a árbitra portuguesa Mariana Alves e jogou moedas em sua direção após ser eliminado pelo belga Ruben Bemelmans na segunda rodada de Wimbledon, há dois anos.

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Além da multa de quase US$ 15 mil (cerca de R$ 62 mil), ele ganhou uma precoce fama de "bad boy", o que viria a crescer em março do ano seguinte. Foi quando partiu para cima do grego Stefanos Tsitsipas ao fim de uma partida em que levou a melhor no Masters 1000 de Miami, nos Estados Unidos. Medvedev precisou ser contido pelo árbitro ao alegar que havia sido ofendido pelo rival ao fim do jogo.

"Na vida real, eu sou muito calmo. Dentro de quadra, posso ser um pouco cabeça quente, principalmente quando acontecem, na minha opinião, e mesmo que não seja verdade, injustiças. Quando você está dentro de quadra, há muita adrenalina", comentou o tenista, ao jornal britânico The Telegraph.

Na mesma entrevista, disse ter se arrependido do episódio das moedas em Wimbledon. "Não fiquei feliz com aquilo que fiz em Wimbledon. E peço desculpas pelo que fiz", declarou o russo, sem amenizar o entrevero com Tsitsipas, outra referência da nova geração. "Acho que a culpa foi totalmente dele."

Mais calmo neste ano, Medvedev vem fazendo a melhor temporada de sua carreira. Ele alcançou a melhor posição de sua carreira, o atual 5º posto do ranking, ao derrubar o sérvio Novak Djokovic na semifinal do Masters de Cincinnati, há duas semanas. O triunfo de virada abriu caminho para seu 1º título de nível Masters 1000, maior conquista de sua carreira até agora.

"Estou no meu melhor nível e posso ganhar de qualquer um", afirma Medvedev, que pode reencontrar o número 1 do mundo nas quartas no US Open. Ele já soma dois troféus no ano e é o tenista que mais venceu partidas em 2019: 45. Embalado na quadra dura, vem de três finais consecutivas, com o vice no Masters de Montreal e no Torneio de Washington.

O grande triunfo sobre Djokovic e as demais 44 vitórias no ano se devem a uma mistura de bons fundamentos, forte preparo físico e flexibilidade em quadra. Estas duas últimas características permitem ao jovem russo percorrer com facilidade todos os cantos da quadra, tornando-se uma barreira quase intransponível para os seus rivais.

O tenista de 1,98m de altura ainda busca um grande resultado num Grand Slam. Até agora sua melhor campanha aconteceu no Aberto da Austrália deste ano, quando avançou até as oitavas de final. O US Open conta com piso semelhante ao torneio disputado em Melbourne, o que elevou as expectativas sobre o desempenho do russo em Nova York.

Quase um ano depois de uma das finais mais polêmicas do tênis feminino, Serena Williams voltou ao Arthur Ashe Stadium nesta segunda-feira para a sua estreia no US Open. E, desta vez sem reclamações ou críticas à arbitragem, a tenista da casa jogou grande tênis e arrasou a russa Maria Sharapova por 2 sets a 0, com duplo 6/1, em apenas 59 minutos.

Há cerca de um ano, Serena surpreendeu o público e os fãs de tênis na quadra central do US Open ao se exceder nas críticas ao árbitro Carlos Ramos, após uma advertência, o que gerou seguidas punições que desestabilizaram emocionalmente a tenista na final. E o título acabou ficando com a japonesa Naomi Osaka, com direito a vaias e constrangimentos na cerimônia de premiação.

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De volta à Arthur Ashe, Serena deixou as polêmicas para trás e brilhou com facilidade. Exibindo alto nível desde o início da partida, ela praticamente não deu chances à rival, atual 87ª do ranking. A tenista da casa obteve cinco quebras de saque na partida e não perdeu o serviço em nenhum momento do duelo.

Serena terminou a partida com 16 bolas vencedoras, contra apenas seis de Sharapova. E cometeu 12 erros não forçados, diante de 20 da rival russa. O domínio da norte-americana foi tal que ela somou 56 pontos no total, o dobro da adversária.

Foi a 20ª vitória da ex-número 1 do mundo sobre Sharapova, que soma apenas dois triunfos no retrospecto entre as duas tenistas. A partida desta segunda foi a mais rápida no histórico entre elas.

Na segunda rodada, Serena vai duelar com a compatriota Catherine McNally, atual 121º do mundo. A jovem tenista, de apenas 17 anos, avançou nesta segunda ao superar a suíça Timea Bacsinszky por 6/4 e 6/1.

No US Open, a ex-líder do ranking tenta alcançar o 24º título de Grand Slam para igualar o recorde da australiana Margaret Court.

Também nesta segunda, a australiana Samantha Stosur e a canadense Eugenie Bouchard se despediram na estreia. A primeira foi superada pela russa Ekaterina Alexandrova por 6/1 e 6/3, enquanto a canadense foi batida pela letã Anastasija Sevastova, 12ª cabeça de chave, por duplo 6/3.

Por outro lado, avançaram a sueca Rebecca Peterson, a ucraniana Dayana Yastremska, a russa Margarita Gasparyan, a checa Karolína Muchová, a croata Petra Martic, a romena Ana Bogdan, a polonesa Iga Swiatek e a belga Alison Van Uytvanck.

O sérvio Novak Djokovic sofreu mais do que esperava no set inicial, mas acabou ganhando embalo e venceu o francês Lucas Pouille por 2 sets a 0, com parciais de 7/6 (7/2) e 6/1, em 1h25min de duelo, nas quartas de final do Masters 1000 de Cincinnati, nos Estados Unidos.

Foi sua 10ª vitória consecutiva no circuito, somando os três triunfos na competição norte-americana aos sete obtidos na campanha vitoriosa de Wimbledon. Ao mesmo tempo, o atual campeão se garantiu pela segunda vez seguida na semifinal em Cincinnati, um dos torneios preparatórios para o US Open, que começa no dia 26.

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Contra o 31º do ranking, o número 1 do mundo só encontrou dificuldades no set inicial. Djokovic e Pouille fizeram um duelo equilibrado até o tie-break, com apenas uma chance de quebra a favor do sérvio, que não converteu a oportunidade. O francês não conseguiu ameaçar o serviço do rival.

O revés, contudo, abalou a confiança de Pouille e permitiu ao sérvio embalar em quadra. Na segunda parcial, com roteiro totalmente diferente da primeira, o favorito dominou com facilidade. Obteve duas quebras, salvou três breaks points e encaminhou o triunfo, sem sobressaltos.

Na semifinal, Djokovic vai encarar um dos representantes da nova geração. Em grande temporada, o russo Daniil Medvedev eliminou o compatriota Andrey Rublev, algoz do suíço Roger Federer na fase anterior, por 6/2 e 6/3. Será o quinto confronto entre os dois, com vantagem no retrospecto para Djokovic por 3 a 1. O russo levou a melhor no saibro de Montecarlo, neste ano.

A outra semifinal terá o belga David Goffin e o francês Richard Gasquet, que despachou o espanhol Roberto Bautista Agut por 7/6 (7/2), 3/6 e 6/2. Goffin, por sua vez, sequer precisou entrar em quadra para avançar. E isso porque o japonês Yoshihito Nishioka desistiu do confronto.

DUPLAS - Os brasileiros tiveram destinos opostos nesta sexta. Marcelo Melo foi eliminado, enquanto Bruno Soares avançou à semifinal. Ao lado do polonês Lukasz Kubot, Melo foi batido pelo croata Ivan Dodig e pelo eslovaco Filip Polasek por 3/6, 6/4 e 10/5, em 1h32min.

Soares, por sua vez, obteve seu melhor resultado ao lado do novo parceiro, o croata Mate Pavic. Pela primeira vez, eles venceram três partidas no circuito. Além disso, derrubaram a forte parceria formada pelo sul-africano Raven Klaasen e pelo neozelandês Michael Venus, por 6/1 e 6/3.

Agora, a dupla terá pela frente um desafio mais complicado. Vão enfrentar os colombianos Juan Sebastian Cabal e Robert Farah, campeões de Wimbledon.

O espanhol Rafael Nadal começou bem a sua defesa do título do Masters 1000 do Canadá, que neste ano está sendo disputado em Montreal. Nesta quarta-feira, já pela segunda rodada, o atual número 2 do mundo bateu o britânico Daniel Evans por 2 sets a 0 - com parciais de 7/6 (8/6) e 6/4 -, mas teve muito mais trabalho com a chuva, que paralisou a sua estreia por duas vezes. Além das duas horas de disputa em quadra, a partida ficou suspensa por outras 2 horas e 30 minutos.

Quatro vezes campeão do torneio, que é disputado em quadras rápidas e serve de preparação para o US Open - o quarto e último Grand Slam da temporada, em Nova York -, Nadal já sabe quem terá pela frente na próxima rodada, que já vale pelas oitavas de final. Será o argentino Guido Pella, número 24 do mundo, que ganhou do moldavo Radu Albot por 2 sets a 1 - parciais de 6/3, 2/6 e 7/6 (7/2).

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Este foi o primeiro jogo de Nadal desde a derrota na semifinal de Wimbledon para Roger Federer. O espanhol tem 1.000 pontos a defender e, por isso, corre risco de perder a segunda posição no ranking da ATP para o suíço, que não está jogando nesta semana e não tem nada a defender por não jogar no Canadá no ano passado.

Em quadra, o britânico, 53.º colocado do ranking, deu trabalho apenas no primeiro set. Logo no primeiro game conseguiu uma quebra de saque, mas Nadal devolveu em seguida, mantendo o jogo equilibrado até o 6/5 a favor, quando a chuva provocou a primeira paralisação, de cerca de 30 minutos. Na volta, no tie-break, o espanhol mostrou a sua categoria e experiência para vencer por 8 a 6.

Nadal começou em alto nível o segundo set, abrindo rapidamente 2 a 0. A chuva, então, voltou a atrapalhar e fez a partida ser paralisada mais uma vez, agora por mais tempo (duas horas). No retorno, Daniel Evans aproveitou erros de Nadal e venceu o saque do oponente logo na sequência, empatando em 3 a 3. O ex-número 1, então, venceu dois games seguidos e ficou perto da vitória. Bem no saque, liquidou a partida em seguida.

OUTROS JOGOS - Atual número 6 do mundo, o japonês Kei Nishikori foi surpreendido em sua estreia em Montreal. Nesta quarta-feira, o cabeça 5 perdeu de virada para o francês Richard Gasquet (66.º do ranking) por 2 sets a 1 - com parciais de 6/7 (6/8), 6/2 e 7/6 (7/4).

O croata Marin Cilic, 16.º colocado do ranking da ATP, teve mais sorte que Nishikori e não teve trabalho para passar pelo australiano John Millman (número 65) por 2 sets a 0, com parciais de 6/3 e 6/4.

O Brasil conquistou suas primeiras medalhas no tênis de mesa dos Jogos Pan-Americanos, que estão sendo disputados em Lima. Nesta segunda-feira (5), nas duplas mistas, Bruna Takahashi e Gustavo Tsuboi perderam a final para os canadenses Eugene Wang e Mo Zhang por 4 a 1 (12/10, 15/13, 6/11, 11/7 e 12/10) e ficaram com a medalha de prata. Já Bruna e Jessica Yamada foram bronze nas duplas feminina.

Nas duplas masculina, Hugo Calderano e Gustavo Tsuboi carimbaram a vaga para a decisão ao baterem Brian Afanador e Daniel Gonzalez, de Porto Rico, por 4 2 (11/6, 11/6, 9/11, 9/11, 11/6 e 14/12) em pouco mais de uma hora de partida. Agora eles enfrentam nesta terça, às 22 horas (de Brasília) a dupla da Argentina (Gaston Alto e Horacio Cifuentes) na disputa do ouro.

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"Eles são uma dupla muito forte, a gente conhece os dois muito bem. Acho que nunca os enfrentamos como dupla, mas individualmente já jogamos e será difícil. O tênis de mesa é muito técnico, tudo é decidido nos detalhes, então qualquer perda de concentração você pode perder o jogo", disse Calderano.

O mesa-tenista também comentou o vacilo da dupla quando estava à frente do marcador no terceiro set. "Foi uma partida muito difícil essa semifinal, a dupla de Porto Rico jogou muito bem. Começamos vencendo por 2 a 0, estávamos ganhando o terceiro set, mas erramos algumas bolas e eles pegaram a vantagem. Depois foi difícil voltar, mas mantivemos a calma, a cabeça fria e tivemos foco para ganhar a partida."

Já pelo evento de duplas feminina, Bruna Takahashi e Jessica Yamada acabaram perdendo na semifinal para as irmãs Adriana e Melanie Diaz, de Porto Rico, por 4 a 2 (11/7, 6/11, 10/12, 11/8, 11/3 e 11/6), em 43 minutos de jogo. Como não há disputa de terceiro lugar, elas faturaram a medalha de prata.

O australiano Nick Kyrgios faturou neste domingo o título do ATP 500 de Washington, disputado em quadras rápidas na capital dos Estados Unidos, ao superar o russo Daniil Medvedev na final do torneio por 2 sets a 0, com parciais de parciais de 7/6 (8/6) e 7/6 (7/4). Foi a segunda conquista dele em competições deste nível - a primeira foi em Acapulco, no México.

O triunfo do australiano, atual 52.º do mundo e famoso por polêmicas, veio com dois sets bastante equilibrados e vencidos no tie-break. Mesmo com dores nas costas, sentidas desde o sábado, na semifinal vencida sobre o grego Stefanos Tsitsipas, Kyrgios deu seu show à parte, especialmente no segundo set, para derrotar o número 10 do ranking da ATP em 1 hora e 34 minutos.

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Com a vitória, o australiano chegou ao sexto título na carreira e, alcançando o 27.º posto no ranking, pode vir a ser um dos cabeças de chave do US Open, o quarto e último Grand Slam da temporada, que começará no final deste mês, em Nova York.

Na chave feminina de Washington, o título ficou com a norte-americana Jessica Pegula. A atleta de 25 anos, atual número 79 do ranking da WTA, passou pela experiente italiana Camila Giorgi, 62.ª colocada, por 2 sets a 0, com um duplo 6/2, garantindo a sua primeira conquista na temporada.

Após 59 minutos de jogo, com agressividade e firmeza, Jessica Pegula, que é um nome em ascensão no tênis dos Estados Unidos, conseguiu encaixar boa parte dos primeiros serviços, salvando ainda um break-point que chegou a ceder para a adversária.

NA CALIFÓRNIA - Em outra final deste domingo, a chinesa Saisai Zheng conquistou o título do Torneio de San Jose, também em quadras rápidas, ao derrotar a bielo-russa Aryna Sabalenka, atual 10.ª do mundo, por 2 sets a 0, com parciais de 6/3 e 7/6 (7/3).

Número 31 do ranking da WTA aos 25 anos, Saisai Zheng faturou o título em sua segunda final na carreira profissional - foi vice em Nanchang, na China, no ano passado. Derrotada, Sabalenka buscava o segundo troféu da temporada de 2019 e o quarto da carreira.

O tênis brasileiro tem mais um medalhista de ouro na chave de simples masculina em Jogos Pan-Americanos. Neste domingo, o mineiro João Menezes conquistou o título em Lima, no Peru, ao derrotar o chileno Marcelo Tomas Barrios por 2 sets a 1 - com parciais de 7/5, 3/6 e 6/4. Ele é o sétimo tenista do Brasil a ser campeão pan-americano na história.

João Menezes se juntou a outros cinco homens e duas mulheres que também conquistaram medalha de ouro em simples para o Brasil em Jogos Pan-Americanos desde que a competição foi criada, em 1951. São eles: Ronald Barnes (São Paulo/1963), Thomaz Koch (Winnipeg/1967), Fernando Roese (Indianápolis/1987), Fernando Meligeni (Santo Domingo/2003), Flávio Saretta (Rio/2007), Maria Esther Bueno (São Paulo/1963) e Gisele Miró (Indianápolis/1987).

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"Acreditei a todo momento que eu poderia conseguir. E acho que esse ouro na minha carreira vai ser um divisor de águas, uma conquista muito importante. Principalmente agora para ter o reconhecimento dos brasileiros, que acredito que não me conheciam muito bem até então. A sensação que eu tive essa semana aqui é indescritível. Consegui jogar muito bem. Espero repetir essa sensação muitas e muitas vezes. Agora é só comemorar", disse João Menezes, em entrevista ao SporTV.

Além da medalha de ouro, por ter sido finalista em Lima, o mineiro de Uberaba, de 22 anos, classificou-se para sua primeira Olimpíada. Para estar em Tóquio-2020, basta se manter entre os 300 melhores do mundo até junho do ano que vem - atualmente é o número 212 do mundo e 2 do Brasil.

Quem não tem o que comemorar é a seleção masculina de handebol. Com a derrota para o Chile por 32 a 29 nas semifinais, o Brasil fica fora de uma decisão do Pan pela primeira vez desde 1987, quando ficou com a medalha de bronze em Indianápolis, nos Estados Unidos, e, pior, está praticamente fora dos Jogos Olímpicos no ano que vem.

O campeão do Pan de Lima se garante em Tóquio-2020 e o vice vai ao Pré-Olímpico Mundial. Com a derrota, ainda há esperança para o Brasil, mas remota. Pode ainda herdar uma vaga no Pré-Olímpico graças ao bom desempenho no Mundial deste ano. É que as seis melhores equipes da competição ainda não classificadas para a Olimpíada pelos campeonatos continentais têm direito a disputar o Pré-Olímpico. Nono colocado no Mundial, o Brasil precisa então que o Egito vença o Campeonato Africano e que o classificado pelo Campeonato Europeu seja Noruega, França, Alemanha, Suécia, Croácia ou Espanha. Os dois torneios continentais são em janeiro.

BRONZE NO VÔLEI - Um dia depois de ser massacrado por Cuba nas semifinais, a seleção masculina de vôlei se recuperou e derrotou o Chile por 3 sets a 0 - com parciais de 25/12, 25/19 e 25/21 -, neste domingo, para ficar com a medalha de bronze no Pan. O terceiro lugar em Lima é o quinto do Brasil na história da modalidade nos Jogos Pan-Americanos. O País ainda totaliza quatro medalhas de ouro e sete de prata.

A única edição em que os brasileiros não subiram no pódio foi em 1995, em Mar del Plata, na Argentina, quando terminou em sétimo, com uma seleção infanto-juvenil. Na ocasião, a equipe tinha uma faixa etária média de 17,8 anos. Em Lima, também utilizou uma equipe alternativa, comandada pelo auxiliar do técnico Renan Dal Zotto, Marcelo Fronckowiak, já que os principais jogadores estão na Bulgária para a disputa do Pré-Olímpico Mundial a partir desta sexta-feira.

Por fim, a seleção brasileira de ginástica rítmica conquistou a medalha de bronze na coreografia de cinco bolas por equipes. O time cometeu alguns erros, ficou atrás do México e Estados Unidos, mas foi ao pódio pela segunda vez no Pan, já que tinha sido bronze no geral, no último sábado. Agora, a equipe se prepara para, nesta segunda-feira, tentar o ouro na coreografia de arcos e maças.

QUADRO DE MEDALHAS - Com um grande desempenho neste domingo, depois de mais uma semana na perseguição, o Brasil finalmente termina um dia na segunda posição no quadro de medalhas. Com sete ouros - 16 no total do dia -, o País chega a 22 títulos no geral e deixa para trás o México, com 20, e o Canadá com 18. Os brasileiros ainda têm 16 pratas e 34 bronzes, somando 72 no total até agora. A liderança é disparada dos Estados Unidos com 54 ouros, 44 pratas e 34 bronzes, com 132 ao todo.

O Brasil está na final do tênis dos Jogos Pan-Americanos de Lima, no Peru. Neste sábado, em um jogo emocionante, o mineiro João Menezes derrotou de virada o argentino Facundo Bagnis, atual campeão da competição, por 2 sets 1 - com parciais de 4/6, 6/2 e 6/4 - e vai lutar pela medalha de ouro neste domingo contra o chileno Marcelo Tomas Barrios.

Com suas vitórias nas semifinais deste sábado, os finalistas estão previamente classificados para os Jogos Olímpicos de Tóquio-2020. As vagas, no entanto, só serão ratificadas para cada um se estiverem no Top 300 do ranking da ATP até junho do ano que vem. João Menezes, no momento, ocupa o 212.º posto.

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Apenas quatro tenistas brasileiros conseguiram o título pan-americano da chave de simples entre os homens: Ronald Barnes (1963), Thomaz Koch (1967), Fernando Meligeni (2003) e Flávio Saretta (2007). No feminino, Maria Esther Bueno (1963) e Gisele Miró (1989) também foram campeãs.

João Menezes já eliminou um tenista chileno neste Pan de Lima; Nicolas Jarry, atual número 55 do mundo. Os dois últimos brasileiros a ganhar a competição pan-americana venceram rivais do Chile na luta pelo ouro: Meligeni derrotou Marcelo Ríos e Saretta bateu Adrián Garcia. Neste sábado, Marcelo Tomas Barrios, 286.º do ranking, ganhou do argentino Guido Andreozzi por 7/5, 4/6 e 6/2.

Quem não teve a mesma sorte de João Menezes foi Carolina Meligeni Alves. Apesar de um primeiro set bem disputado e com muita garra, assim como seu tio Fernando mostrava em quadra, a paulista não conseguiu segurar o estilo agressivo da norte-americana Caroline Dolehide e caiu nas semifinais por 2 sets a 0 - com parciais de 7/6 (7/5) e 6/2.

Com isso, Carol Meligeni ficou de fora da disputa pela medalha de ouro de simples e da vaga para a Olimpíada de Tóquio-2020. Mas ela terá chance de ficar com o bronze na disputa que fará neste domingo contra a experiente paraguaia Veronica Cepede.

Ainda neste sábado, Carol Meligeni voltou à quadra ao lado da paulista Luísa Stefani e as duas conquistaram a medalha de bronze em duplas femininas. Pela disputa do terceiro lugar, as brasileiras derrotaram de virada as chilenas Alexa Guarachi e Daniela Seguel por 2 sets a 1 - com parciais de 2/6, 7/5 e 11 a 9 no match tie-break.

Ao final do jogo, muita festa com os familiares e dirigentes da Confederação Brasileira de Tênis (CBT). Muito emocionada com sua primeira medalha em um Pan, Carol Meligeni chorou muito ao ser abraçada pelo tio.

SURFE - Depois da vitória de Lena Guimarães no SUP Race, o surfe brasileiro pode conquistar mais uma medalha de ouro em Lima. Neste sábado, Chloé Calmon derrotou a canadense Mathea Dempfle-Olin, por 10,60 a 10,30, e garantiu vaga na final da prova de longboard. A decisão será neste domingo e a adversária será a entre Mathea e a peruana Maria Fernanda Reyes.

Já a brasileira Nicole Pacelli perdeu para a peruana Vania Torres, mas ainda vai ter mais uma chance de chegar à final do Stand Up Paddle (SUP). Ela terá que passar pela colombiana Isabella Gomez, vencedora das repescagens, para pegar novamente a peruana na decisão. Se perder, Nicole terminará com a medalha de bronze. No SUP masculino, Luiz Diniz ficou a uma vitória da medalha, mas perdeu para o norte-americano Daniel Hughes, na repescagem 4, e foi eliminado da competição.

HIPISMO - Um grande susto marcou a apresentação do Brasil na prova de Concurso Completo de Equitação (CCE) em Lima. Após uma queda assustadora sofrida neste sábado, Ruy Fonseca realizou exames que apontaram fraturas em três costelas e no ombro esquerdo do cavaleiro. Por causa da lesão no ombro, o brasileiro terá que passar por cirurgia o quanto antes, segundo recomendação da equipe médica do Comitê Olímpico do Brasil (COB). Ruy está em observação no hospital de referência dos Jogos Pan-Americanos, enquanto os médicos decidem se a cirurgia será realizada na capital peruana ou no Brasil.

O cavalo Ballypatrick SRS tropeçou em um dos obstáculos na prova de cross-country do CCE e caiu sobre Ruy Fonseca. Após a queda, o atleta de 46 anos ficou deitado no gramado antes de deixar a pista, o que gerou preocupação. O cavaleiro logo recebeu assistência do médico da comissão brasileira, Mateus Saito, e do Chefe da Missão, Marco La Porta, além dos médicos da organização dos Jogos. Depois, foi levado ao hospital dos Jogos, onde foi examinado e recebeu o diagnóstico da fratura nas costelas e no ombro.

A prova de CCE reúne três modalidades do hipismo: adestramento, cross-country e saltos. A equipe do Brasil busca uma das duas vagas em disputa para Tóquio-2020. Abriu a participação no adestramento ficando na terceira posição, com 85,90 pontos perdidos, atrás de Estados Unidos (76,40) e Canadá (81,30). A queda e a consequente eliminação de Ruy Fonseca poderiam complicar a situação brasileira, mas o resultado dele foi descartado e o time nacional ainda conseguiu subir para a segunda posição, ultrapassando o Canadá. Os outros cavaleiros são Rafael Losano, Marcelo Tosi e Carlos Parro.

Novak Djokovic venceu Roger Federer por 3 sets a 2, com parciais de 7/6 (7/5), 1/6, 7/6 (7/4), 4/6 e 12/12 (7/3), neste domingo, em Londres, e conquistou neste domingo o seu quinto título de Wimbledon, o mais importante torneio do tênis realizado em quadras de grama.

Atuando na condição de atual campeão, o sérvio triunfou após 4h55 de confronto e voltou a erguer o troféu do Grand Slam inglês, que anteriormente ele venceu em 2011, 2014, 2015 e 2018. O tenista de Belgrado também fez história por se igualar a Bjorn Borg como terceiro maior ganhador do tradicional evento britânico na Era Aberta (profissional) do tênis - o lendário ex-jogador sueco ganhou o título por cinco anos consecutivos, entre 1976 e 1980, em Londres.

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Líder do ranking mundial, Djokovic também conquistou o seu 16º troféu de Grand Slam, ficando a quatro taças de Federer, recordista geral e atual terceiro colocado da lista da ATP, com 20 taças, e a dois do espanhol Rafael Nadal, que tem 18. Essa também foi a 26ª vitória do sérvio em 48 jogos com Federer, que anteriormente também superou o suíço na decisão de Wimbledon em 2014 e 2015.

De quebra, Djokovic ficou a dois títulos de se igualar a Pete Sampras como segundo maior vencedor de Wimbledon na Era Aberta. Com sete troféus, o ex-tenista norte-americano só está atrás de Federer, recordista em Londres, com oito taças.

A FINAL - No duelo deste domingo, Federer e Djokovic exibiram muita regularidade com o saque na mão. O sérvio chegou a sofrer um pouco para confirmar o seu serviço no quarto game, no qual salvou um break point, mas essa foi a única chance de quebra cedida pelo tenista de Belgrado nesta parcial.

Assim, a disputa do primeiro set foi ao tie-break, no qual o sérvio começou melhor e conseguiu o primeiro mini break e abriu vantagem de 3/1. Porém, o suíço reagiu, ganhou quatro pontos seguidos e virou para 5/3. Mas o que se desenhava como uma possível vitória de Federer não se confirmou, com o seu rival também ganhando quatro pontos consecutivos, sendo o último em um erro do seu rival, para fazer 7/5 e abrir 1 set a 0 no confronto.

O sérvio, entretanto, voltou jogando muito mal na segunda parcial e Federer se aproveitou para ser dominante. Com duas quebras consecutivas e confirmando os seus serviços com tranquilidade, o suíço abriu 4 a 0 e, depois, com um terceiro break point convertido no sétimo game, liquidou o segundo set em 6/1. O número 1 do mundo exibiu uma grande queda de rendimento, pois ganhou apenas 27% dos pontos que disputou com o seu primeiro serviço, enquanto o seu oponente venceu 100% dos pontos com o saque inicial.

No terceiro set, assim como ocorreu na primeira parcial, os tenistas fizeram prevalecer os seus saques e levaram a disputa ao tie-break. Djokovic confirmou todos os seus serviços sem oferecer nenhuma chance de quebra e Federer salvou um único break point cedido ao sérvio. No tie-break, o líder do ranking começou bem melhor e abriu 5/1. Federer reagiu e reduziu a vantagem para 5/4, mas o suíço voltou a cometer erros e o sérvio fechou em 7/4 para ficar a um set do título.

No quarto set, Federer voltou a reagir ao aproveitar as duas chances que teve de quebrar o saque de Djokovic e, mesmo vendo o sérvio converter pela primeira vez um break point no jogo, fechou em 6/4 para voltar a empatar o jogo.

Na quinta parcial, o sérvio colocou grande pressão sobre Federer no quarto game, no qual o suíço precisou salvar três break points para empatar o set em 2 a 2. Depois disso, o sérvio fez valer o seu saque para fazer 3/2, depois abrindo 30/0 e 40/15 no saque do suíço para voltar a pressionar fortemente o adversário. Federer ainda reduziu a vantagem para 30/40, mas o sérvio depois disparou uma forte cruzada na esquerda do suíço, que subiu à rede e não conseguiu fazer o voleio, levando a quebra de saque.

Em vantagem de 4/2, Djokovic cometeu uma dupla falta quando sacava com o game empatado em 30/30 e deu um break point a Federer, que cometeu um erro do fundo de quadra para permitir ao sérvio se salvar e empatar em 40/40. E novamente o suíço conseguiu uma chance de quebra com uma direita na esquerda do sérvio e, depois, com um rival do seu oponente, devolveu a quebra para ficar em desvantagem de 3/4 e ter o serviço na mão.

A quebra de saque incendiou os torcedores de Federer na quadra central do complexo do All England Club, onde começaram a gritar "Roger" para incentivar o suíço. E ele voltou a sofrer no oitavo game, fez um ace para fazer 4/4 e empatar de novo o jogo.

No nono game, o sérvio conseguiu confirmar seu saque e depois voltou a colocar pressão sobre Federer, que se segurou novamente e fez 40/30 em um difícil voleio antes de fechar o décimo game para empatar em 5/5.

E Djokovic é que se viu pressionado no 11º game, quando sacava em desvantagem de 15/30 e levou a melhor ao se jogar em uma bola na qual conseguiu o ponto na raça e depois partiu para fazer 6/5. Depois disso, Federer voltou a sofrer, mas confirmou o seu serviço para empatar em 6/6. E o sérvio fez 7/6 com facilidade e depois o suíço conseguiu o mesmo para empatar em 7/7.

No 15º game deste épico set, Federer obteve nova quebra após conseguir um break point em um erro do sérvio, depois matando o ponto com um belo golpe. No 16º game, o suíço conseguiu dois match points com o serviço na mão, mas o sérvio salvou as duas chances de quebra, sendo a segunda com uma cruzada na direita do seu rival. E o número 1 do mundo conseguiu a quebra de saque ao contar com um erro de Federer, que acertou a bola na rede.

Com o saque na mão, Djokovic confirmou o serviço para fazer 9/8 e voltou a jogar a pressão para o lado de Federer, que empatou em 9/9. Mas o sérvio fez de novo valer o seu saque com tranquilidade para abrir 10/9. E o suíço deu o troco da mesma forma para igualar em 10/10.

No 21º game do quinto set, Djokovic chegou a abrir 40/0, mas Federer conseguiu fazer quatro pontos seguidos, sendo o último deles um break point após pedir revisão em uma bola que o recurso tecnológico mostrou que a bola tocou na linha. E isso voltou a ocorrer em novo break point no qual o sérvio desistiu do ponto pra pedir uma bola fora, mas novamente a checagem mostrou que a bola bateu na linha. O sérvio, guerreiro, salvou novo break point e depois confirmou o seu saque para fazer 12/11.

E a "roda viva" de games confirmados com o serviço na mão seguiu até o 24º, no qual Federer confirmou o saque para empatar em 12/12, igualdade limite no quinto set deste Grand Slam para provocar a disputa do tie-break decisivo que valeu o título.

No desempate final, Djokovic conseguiu abrir uma larga vantagem de 4/1 e Federer reduziu para 4/2 em uma jogada na qual o sérvio escorregou no fundo de quadra e depois, com um segundo saque tático no meio da quadra, fez 3/4. Mas o sérvio abriu 5/3 com tranquilidade e depois 6/3 com uma paralela para ter três match points. E em um erro de Federer, o sérvio fez 7/3 para liquidar o duelo. O suíço pagou o preço por ter bobeado com dois match points na mão, enquanto o sérvio triunfou de forma heroica para fazer história.

Em um duelo entre dois dos maiores tenistas da história, Roger Federer e Novak Djokovic se enfrentam neste domingo, às 10 horas (de Brasília), em Londres, em uma decisão de Wimbledon entre rivais acostumados a levantar o troféu do Grand Slam inglês.

Atual campeão do tradicional evento realizado em quadras de grama, o tenista sérvio luta para conquistar a sua quinta taça da competição, enquanto o suíço, maior vencedor do torneio, tem a chance de ampliar o seu recorde para nove troféus.

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Aos 37 anos, Federer também jogará para ganhar pela 21ª vez um Grand Slam e ampliar a sua vantagem como recordista de títulos da série de quatro torneios mais importantes do circuito profissional, que também engloba o Aberto da Austrália, Roland Garros e o US Open.

Do outro lado, Djokovic pode faturar o seu 16º Grand Slam e se aproximar do espanhol Rafael Nadal, segundo no ranking de maiores campeões desta série, com 18. De quebra, ele pode se igualar a Bjorn Borg como o terceiro maior vencedor de Wimbledon na Era Aberta do tênis, iniciada em 1968.

O ex-tenista sueco ganhou cinco títulos seguidos na grama londrina, entre 1976 e 1980, e nesta fase profissional do tênis só ganhou menos vezes o torneio inglês do que Federer, dono de oito taças, e o norte-americano Pete Sampras, com sete.

E engana-se quem pensa que Federer, atual terceiro colocado do ranking mundial, já se deu por satisfeito por ter eliminado Nadal, o vice-líder da ATP. "Eu seu que isso ainda não acabou. Não faz sentido começar a fazer festa hoje à noite ou ficar muito emocionado, muito feliz com isso, ainda que eu esteja extremamente feliz", afirmou o suíço após bater o espanhol por 3 sets a 1 na semifinal de sexta-feira.

"Há mais um jogo a fazer. E isso é ótimo em muitos níveis, mas eu tenho de me manter focado. Espero que esta vitória me dê um grande impulso para a final de domingo", reforçou.

RETROSPECTO - Se Federer defende a condição de "Rei de Wimbledon", Djokovic tem ao seu lado o retrospecto favorável nesta decisão. Ele ganhou 25 dos 47 jogos que fez com o suíço, sendo que bateu o rival em oito dos últimos dez duelos entre os dois. E vale lembrar também que o jogador de Belgrado superou o tenista da Basileia nas finais de Wimbledon em 2014 e 2015, depois de ter sido superado pelo adversário na semifinal do evento britânico em 2012.

"Independentemente das muitas finais que eu joguei, jogar uma final em Wimbledon é algo diferente, então eu vou definitivamente aproveitar essa experiência", disse Djokovic, confiante de que poderá desfrutar do jogo e ainda conquistar o seu quinto título do Grand Slam britânico.

No reencontro com o espanhol Rafael Nadal em Londres 11 anos depois da épica da decisão que os dois realizaram em Wimbledon em 2008, Roger Federer levou a melhor ao vencer o seu velho rival por 3 sets a 1, com parciais de 7/6 (7/3), 1/6, 6/3 e 6/4, nesta sexta-feira, em um jogo espetacular, e avançou para buscar o seu nono título do Grand Slam inglês.

Maior campeão da história do mais tradicional torneio de tênis realizado em quadras de grama, o suíço avançou para encarar na decisão deste domingo, às 10 horas (de Brasília), o sérvio Novak Djokovic, que na outra semifinal desta sexta superou o espanhol Roberto Bautista-Agut, horas mais cedo, também por 3 sets a 1.

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Essa será a 12ª decisão que Federer jogará na capital inglesa, onde anteriormente conquistou o título em 2003, 2004, 2005, 2006, 2007, 2009, 2012 e 2017, além de ter ficado com o vice-campeonato em 2008, 2014 e 2015. Recordista de títulos de Grand Slam, o suíço também terá a chance de ampliar a sua marca para 21 troféus.

Já Nadal viu se encerrar o sonho do tricampeonato em 2019 depois de ter faturado a taça em 2008 e 2010. Antes disso, o espanhol ainda foi vice-campeão do evento britânico em 2006 e 2007, anos em que foi superado justamente por Federer na final. Em 2011, o atual vice-líder do ranking mundial também foi batido por Djokovic no confronto que valeu o título do Grand Slam britânico.

Atuando diante do seu lendário rival de 37 anos nesta sexta-feira, Nadal, de 33, defendia a vantagem de 24 vitórias e 15 derrotas em 39 confrontos com Federer em sua carreira. Neste 40º duelo entre os dois, porém, o suíço justificou de forma brilhante a sua condição de maior tenista de todos os tempos em uma quadra de grama.

Eficiente com o saque na mão, o suíço confirmou todos os seus serviços sem oferecer nenhuma chance de quebra de serviço no primeiro set. Já o espanhol precisou salvar um break point no oitavo game e depois levou a disputa ao tie-break, no qual o atual número 3 do ranking mundial foi superior para fazer 7/3 e abrir vantagem.

Na segunda parcial, porém, Nadal reagiu de forma avassaladora. Depois de chegar a salvar um break point no terceiro game e fazer 2/1, ele conquistou duas quebras de saque seguidas em quatro oportunidades, confirmou os seus serviços e aplicou um 6/1 para empatar o jogo.

Naquele momento, Federer chegou a dar a impressão de que poderia perder a cabeça, pois exibiu irritação com a sequência de erros que cometeu nesta parcial. O suíço, porém, conseguiu controlar a sua parte emocional. Ele voltou a ser eficiente no saque no terceiro set e, no quarto game da parcial, conseguiu uma quebra ao subir até a rede para matar o ponto com um voleio depois de uma bela troca de golpes dos dois tenistas.

Assim, Federer abriu 3 a 1. Nadal reagir no quinto game e conseguiu dois break points após o suíço cometer uma dupla falta. Porém, o suíço salvou as duas chances de quebra e depois confirmou o serviço para abrir 4/1. E ele depois fez valer o seu serviço até o fim do set para fechar em 6/3, enquanto Nadal chegou a salvar dois break points no sexto game.

No quarto set, novamente exibindo eficiência com o seu saque, Federer confirmou todos os seus serviços e aproveitou uma de quatro oportunidades de quebra para voltar a abrir vantagem de 3 a 1 e ficar mais próximo da vitória. Nadal, como de costume, foi um guerreiro até o fim e chegou a salvar quatro match points no décimo game, mas cometeu um erro na quinta bola do jogo e o suíço fechou o confronto em 6/4, após 3h02min.

No fim, Federer fechou o jogo contabilizando 14 aces e 51 winners, contra 10 pontos de saque e 32 bolas vencedoras do espanhol, que cometeu 25 erros não forçados, enquanto seu rival acumulou 27.

No domingo, Federer enfrentará Djokovic pela terceira vez na final de Wimbledon, no qual o sérvio superou o rival em 2014 e 2015 para garantir o título. No retrospecto geral do duelo entre os dois, o atual líder do ranking mundial tem 25 vitórias e 22 derrotas em 47 partidas com o velho rival, sendo que não é superado pelo tenista da Basileia desde o ATP Finals de 2015, também realizado em Londres.

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