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Demonstrando preocupação com possíveis lesões, Rafael Nadal surpreendeu nesta quinta-feira (17) ao anunciar que vai desistir de disputar duas das principais competições da temporada 2021. O tenista espanhol não vai disputar o Torneio de Wimbledon e nem os Jogos Olímpicos de Tóquio, no Japão.

"É uma decisão que nunca é fácil de ser tomada. Depois de escutar meu corpo e falar com minha equipe, entendo que é a decisão acertada com o objetivo de ampliar minha carreira esportiva e seguir fazendo o que me faz feliz, que é competir ao máximo nível e seguir lutando", declarou o atual número três do mundo.

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Sem apontar nenhuma lesão, Nadal disse que a proximidade entre Roland Garros e Wimbledon nesta temporada foi a principal motivação para desistir da grama inglesa neste ano. O Grand Slam francês terminou no domingo e o britânico vai começar no dia 28. Geralmente, há pelo menos um mês de intervalo entre as duas grandes competições do circuito.

"O fato de haver apenas duas semanas entre Roland Garros e Wimbledon não torna mais fácil a recuperação do meu corpo depois da sempre pesada temporada de saibro. Foram dois meses de muito esforço e a decisão que tomei está focada no médio e no longo prazo", explicou o espanhol.

Aos 35 anos, Nadal já declarou diversas vezes que seu grande objetivo no momento é estender sua carreira, como faz o amigo e rival Roger Federer, que completará 40 anos em agosto. "Minha meta é prolongar minha carreira e continuar a fazer o que me deixa feliz. E a prevenção esportiva, diante de qualquer excesso no meu corpo, é um fator muito importante neste momento da carreira."

Dono de dois títulos em Wimbledon, o ex-número 1 do mundo esteve aquém do esperado na temporada de saibro. E, diferentemente dos últimos anos, não venceu em Paris. Foi derrotado pelo sérvio Novak Djokovic na semifinal, em sua terceira derrota na história em Roland Garros. Ele deixou a competição sem reclamar de dores ou outros problemas físicos.

Nadal também será baixa de peso em Tóquio. Pelo calendário, a disputa do tênis na Olimpíada vai começar exatamente duas semanas após o fim de Wimbledon. E será realizado sobre quadra dura, que exige um estilo de jogo diferente da grama de Londres.

"Os Jogos Olímpicos significam muito na minha carreira e sempre foram uma prioridade como esportista. Encontrei o ambiente que todo esportista sonha em sentir ao menos uma vez pessoalmente e tive a sorte de vivê-los intensamente em três ocasiões e ainda fui o porta-bandeira de meu país", afirmou.

O atleta espanhol tem duas Olimpíadas no currículo. E duas medalhas de ouro. Ele venceu o torneio olímpico em simples nos Jogos de Pequim-2008 e foi o campeão nas duplas no Rio-2016.

Um ano após cancelar sua edição de 2020, devido à pandemia, Wimbledon volta ao circuito com força total. Ao menos nas finais masculina e feminina. Nesta segunda-feira, a organização do Grand Slam britânico anunciou que ganhou permissão do governo para contar com capacidade máxima de público nas duas decisões de simples.

Assim, o torneio poderá receber até 15 mil pessoas na quadra central tanto para a final feminina, no dia 10 de julho (sábado), quanto para a decisão masculina, no dia 11 de julho (domingo). Será o primeiro evento esportivo, disputado ao ar livre, a contar com capacidade total de público no Reino Unido, desde o início da pandemia, em março do ano passado.

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A decisão acontece apesar do anúncio do primeiro-ministro Boris Johnson, nesta segunda, de que a fase final das restrições no país foi estendida até 19 de julho. A flexibilização de público em Wimbledon deve beneficiar também os jogos de futebol da Eurocopa no país nas próximas semanas.

"Estamos felizes por termos trabalhado junto ao governo, às entidades de saúde e às autoridades locais para confirmar que o torneio deste ano começará no dia 28 de junho com 50% de público e terá capacidade completa nas finais, com até 15 mil pessoas na quadra central para o fim de semana das finais", informou a organização de Wimbledon.

O Torneio de Wimbledon foi cancelado em 2020 por causa da pandemia, marcando a primeira ausência da competição no calendário do circuito profissional pela primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial.

Novak Djokovic não é o melhor tenista do mundo da atualidade por acaso. O tenista que jamais desiste das disputas, mostrou toda sua técnica, o ótimo repertório e a força na final de Roland Garros, neste domingo. Numa épica batalha de 4h11, virou a decisão diante do grego Stefanos Tsitsipas para 3 a 2 após sair em desvantagem de 2 a 0. Com parciais de 6/7 (8), 2/6, 6/3, 6/2 e 6/4, o sérvio garantiu a conquista de seu 19° Grand Slam da carreira e o segundo troféu em Paris.

Djokovic agora está a um título de se igualar ao espanhol Rafael Nadal e o suíço Roger Federer como maiores campeões em Grand Slans. Pode alcançar a marca em Wimbledon, daqui duas semanas, onde já se sagrou campeão em cinco oportunidades.

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"Muito obrigado pela presença de todos. Agradeço a todos que me ajudaram nesta conquista. É a realização de um sonho", comemorou Djokovic, reconhecendo, também, o ótimo trabalho de Tsitsipas.

Assim como na semifinal da edição passada de Roland Garros, Djokovic encontrou muita dificuldade para superar Tsitsipas e também precisou do tiebraker. Na ocasião, avançou com parciais de 6/3, 6/2, 5/7, 4/6 e 6/1). Foi sua sexta vitória em oito confrontos contra o habilidoso jovem grego, que buscava a inédita conquista.

O equilíbrio prevaleceu no primeiro set da batalha na quadra Philippe Chatrier, a principal no complexo de Roland Garros. Com ótimo aproveitamento do serviço, os finalistas não tiveram quebras até o 5 a 5, quando o sérvio aproveitou o break point e abriu 6 a 5, dois games após ter de salvar um set point.

O grego, porém, pressionou o saque de Djokovic e abriu logo 0/40. Três chances para devolver a quebra. Levou a decisão ao tiebraker aproveitando a segunda oportunidade. Vindo muito bem no jogo, com sete aces, Tsitsipas não merecia perder nos games finais e igualou o jogo em 6/6.

No desempate, foi logo abrindo 4 a 0. Com 5/2, tinha dois serviços para fechar o set. Sob pressão, falhou nas duas. Djokovic virou e teve o primeiro set point. Mas o grego reagiu e, com três pontos seguidos, fechou em 7/6 com 8/6 no tiebraker.

Tsitsipas foi ainda melhor na segunda parcial. Quebrou o serviço de Djokovic logo de cara, repetiu a dose no sétimo game e não encontrou resistência na terra batida francesa para mandar 6/2 e ficar muito próximo do inédito título.

Djokovic ganhou notoriedade justamente por jamais desistir em uma partida. Sobretudo diante das dificuldades, sempre conseguiu se reerguer. E voltou para a disputa do título em Roland Garros com belo terceiro set, vencido por 6/3. Com uma quebra no quarto game, revezou pontos até fechar.

O grego pediu atendimento após perder o terceiro set, acusando problemas lombares. Voltou cometendo erros no saque e com duplo break point contra. Saiu atrás com 0/1. Desestabilizado, não acertava mais nada e logo Djokovic abriu 4 a 0. Não teve problemas para fechar em 6/2 e levar a decisão ao super tiebraker.

Depois de um ponto para cada lado, o sérvio quebrou o serviço de Tsitsipas. Em vantagem, apostou tudo no saque e foi feliz. Com decisões rápidas em seu serviço, não deu nenhuma chance de quebra para o grego e ergueu o troféu com 6/4, aproveitando o segundo match point, numa partidaça digna de decisão. Segundo título no saibro francês do sérvio, que se ajoelhou ao fim de partida, ergueu a raquete aos céus e depois agradeceu o público.

No dia 10 de junho de 2001, na quadra Philippe Chatrier, em Paris, o tenista catarinense Gustavo Kuerten conquistava uma das maiores façanhas da carreira. Com o tricampeonato do Grand Slam de Roland Garros, ele deixava o mundo do tênis aos seus pés. Na final, o brasileiro bateu o espanhol Alex Corretja, 13º colocado do ranking na ocasião, por 6/7 (3-7), 7/5, 6/2 e 6/0 em 3h12 de partida. “Aquela temporada de 2001 transmitiu a segurança, a confirmação. Tínhamos muitas facilidades para encontrar soluções difíceis dentro da quadra e a atingi a consagração como tenista. Tenho a total convicção que foi o meu melhor ano. O primeiro título, em 1997, foi o mais surpreendente. Só que em 2001 estava no topo mesmo. O impacto não era só para os fãs. Era também para os adversários. A gente chegava na quadra e eles respeitavam muito. Eu estava jogando demais mesmo”, disse Guga.

Fabrízio Gallas, jornalista especializado em tênis, dá a dimensão que o brasileiro alcançou no circuito. "Ele se tornou uma referência para o tênis mundial. Não somente pelas conquistas. Mas pela irreverência. Lá em 1997 foi campeão com aquela roupa toda colorida, amarela e azul, os cabelos descabelados. E batendo caras gigantes do tênis mundial, entre eles o austríaco Thomas Muster, o russo Evgeni Kafelnikov, que tinha sido campeão em 1996. A cada vitória, ele ia chamando mais atenção e todo mundo queria saber quem era aquele desconhecido. A partir dali, na semifinal e na final, o Guga já estava em outro planeta. Jogando um tênis espetacular. Foram jogos mais fáceis", lembra o jornalista. Para ele, o torneio de 2001 foi realmente a confirmação do brasileiro.

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momento pelo qual Guga passava era tão bom que o ele considera que poderia ter se tornado pentacampeão se os problemas no quadril não o tivessem forçado a encerrar a carreira precocemente. "Meu tênis estava brotando. Era só o começo. Alcançar essa marca seria algo normal. Participaria mais cinco anos como favorito." A partir de 2001, o atleta passou a ter o desempenho afetado pelas dores no quadril. Até que, em 2002 e 2004, teve que passar por cirurgias para remoção da cartilagem no local. Na sequência, até 2008, quando se aposentou, jogar com dores era uma constante.

Em 2013, já ex-atleta, Gustavo Kuerten passou por uma terceira cirurgia. "Aquilo que eu joguei em 2004 naquela vitória contra o Roger Federer, já com muitas dores, e depois, com grandes problemas causados pelas cirurgias, ter seguido vencendo são provas de que eu poderia ter ido muito mais longe".      

domínio do brasileiro no circuito mundial naquelas temporadas fez, inclusive, o esporte se tornar mais popular no país. "Quando eu me tornei o número um do mundo em 2000, depois daquela vitória contra o André Agassi, a confiança transbordou para todas as áreas. Eu comecei a ganhar em todos os tipos de piso. Foi o auge do tênis no Brasil. As pessoas conversavam sobre os jogos pelas ruas. As minhas vitórias traziam esperança para as pessoas. Esse tempo me traz clareza para continuar recordando tudo aquilo. São exemplos como esse que o Brasil precisa", lembrou Guga.

"Tive um contato mais próximo com ele a partir de 2005. Estive na última Copa Davis que ele participou na Áustria em 2007. Já no final de carreira, ele só jogou duplas com o André Sá. Mas, eu como fã, chorei demais com todas vitórias dele. O Guga trouxe o tênis para os holofotes. Mesmo que o Brasil não tenha aproveitado esse fenômeno a modalidade ainda tem um relativo destaque por aqui. E o Guga teve papel fundamental nisso", considera Fabrízio Gallas.

A norte-americana Serena Williams foi eliminada, neste domingo, do torneio de Roland Garros, ao perder para a cazaque Elena Rybakina, por 2 sets a 0, com parciais de 6/3 e 7/5, em 1h19 de partida. O triunfo valeu uma vaga nas quartas de final do Grand Slam francês.

A próxima rival de Rybakina, de 21 anos e atual 22 do mundo, por um lugar na semifinal será a russa Anastasia Pavlyuchenkova, que eliminou a bielo-russa Victoria Azarenka de virada, por 5/7, 6/3 e 6/2.

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Com um jogo bastante variado, Rybakina fez Serena se movimentar bastante e, desta forma, evitou os golpes mais fortes da norte-americana, que só encaixou seis winners no primeiro set. A cazaque abriu 4 a 1, teve uma quebra de saque, mas devolveu e fechou com 6/3.

No segundo set, cada jogadora obteve uma quebra nos primeiros games, mas depois o equilíbrio permaneceu até 5 a 5, Serena teve mais um saque quebrado e Rybakina venceu por 7 a 5.

Rybakina oito vitórias em nove torneios antes de entrar em Roland Garros. Ela somou cinco finais em 2020, com um título e quatro vice-campeonatos. Para atuar em Paris, a cazaque disputou apenas dois torneios preparatórios no saibro, quando caiu na estreia em Charleston e foi eliminada na segunda rodada em Madri.

Roger Federer está fora de Roland Garros. O suíço anunciou, neste domingo, sua desistência após ter vencido no sábado o alemão Dominic Koepfer, por 3 sets a 1, garantindo vaga nas oitavas de final do Grand Slam francês.

"Depois de discutir com meu time eu decidi neste domingo que precisava abandonar Roland Garros. Depois de duas cirurgias no joelho e quase um ano de reabilitação é importante saber ouvir o meu corpo e não quero me forçar tão logo nesta minha recuperação", disse o atleta, de 39 anos, em um comunicado.

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"Estou empolgado por ter conseguido vencer três partidas aqui e não há sensação melhor do que essa de estar de volta às quadras", afirmou Federer, que iria enfrentar Matteo Berrettini nas oitavas de final. O italiano, desta forma, é beneficiado pelo vaga já nas quartas.

A direção de Roland Garros lamentou o abandono de Federer do restante da competição, mas compreendeu o momento pelo qual o astro passa na carreira e desejou um bom restante de ano para sua carreira.

"O torneio de Roland Garros lamenta a desistência de Roger Federer, que mostrou muita força ontem à noite. Estamos maravilhados pode vê-lo de volta a Paris, onde fez três partidas de alto nível. Desejamos o melhor para ele e que tenha uma grande temporada", disse Guy Forget, diretor do torneio.

Rafael Nadal não deu chances para o britânico Cameron Norrie, neste sábado, e venceu por 3 sets a 0, com um triplo 6/3, em 2h07 de partida. Com o resultado, o espanhol se classificou para as oitavas de final e se mantém vivo em busca do 14º título em Roland Garros.

Nadal dominou o primeiro set e só precisou de uma quebra de serviço para abrir vantagem na partida. Norrie equilibrou a disputa no segundo set, quando conseguiu uma quebra e passou a liderar por 2 a 0 e 3 a 1. O problema é que o britânico também perdeu seu saque no game seguinte. No final da parcial, Nadal se impôs e voltou a vencer pelo mesmo placar.

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Norrie voltou desanimado para o terceiro set e ainda viu Nadal obter uma quebra no quarto game. Daí em diante, o espanhol só precisou manter seu saque para somar a 103ª vitória no tradicional Grand Slam francês.

O próximo desafio de Nadal será contra o italiano Jannik Sinner, que eliminou o sueco Mikael Ymer também em três sets: 6/1, 7/5 e 6/3. Os dois se enfrentaram também no ano passado e a vitória foi do espanhol.

"Cameron está jogando a melhor temporada de sua carreira. Ele venceu muitos jogos este ano. Para mim, o mais importante é que às vezes eu consigo melhorar meu desempenho dentro da partida. Foi importante vencer em três sets", disse Nadal, que completou 35 anos na quinta-feira.

A veterana norte-americana Serena Williams precisou de 1h26 para eliminar, nesta sexta-feira, a compatriota Danielle Collins, com um duplo 6/4 para garantir um lugar nas oitavas de final de Roland Garros.

Lembrando os velhos tempos, Serena imprimiu ritmo forte no primeiro set e só precisou de uma quebra de serviço para conseguir fechar a primeira parcial. No segundo set, a jogadora de 39 anos obteve uma quebra no primeiro game, mas depois levou uma virada de Collins, que somou quatro ames seguidos. Experiente, a vencedora de 23 Grand Slams passou a disputar mais os pontos e virou o jogo para 6/4, evitando uma disputa de terceiro set.

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A ex-número 1 do mundo e cabeça de chave número 7 do Grand Slam terá como próxima adversária a cazaque Elena Rybakina, que passou pela russa Elena Vesnina, ao marcar 2 sets a 0, com parciais de 6/1 e 6/4. Será o primeiro duelo entre as tenistas.

Rybakina já iguala seu melhor desempenho em Grand Slam, repetindo o feito no Aberto da Austrália do ano passado. Em Roland Garros, a cazaque caiu na estreia em 2019 e na segunda fase no ano passado.

Resultados da chave feminina: Anastasia Pavlyuchenkova (RUS) venceu Aryna Sabalenka (BLR), 6/4 2/6 6/0; ictoria Azarenka (BLR) bateu Madison Keys (EUA), 6/2 6/2; Elena Rybakina (CAZ) passou por Elena Vesnina (RUS), 6/1 6/4; Tamara Zidansek (ESV) eliminou Katerina Siniakova (TCH), 0/6 7/6(5) 6/2; Sorana Cirstea (ROM) ganhou de Daria Kasatkina (RUS), 6/3 6/2; e Marketa Vondrousova (TCH) bateu Polona Hercog (ESV), 6/3 3/1.

A tenista russa Yana Sizikova foi presa nesta quinta-feira (3) em Paris, na França, logo depois de uma partida de duplas no Grand Slam de Roland Garros. A atleta está no centro de uma investigação que apura uma suposta manipulação de resultados em um jogo da edição passada do torneio.

A detenção de Sizikova foi bastante agitada, segundo o jornal "Le Parisien", já que os seguranças do torneio tentaram frustrar a ação dos policiais.

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Sizikova e sua parceira, Ekaterina Alexandrova, foram derrotadas pelas australianas Ajla Tomljanovic e Storm Sanders por dois sets a zero. (1/6 e 1/6).

As autoridades francesas abriram a investigação por "fraude" e "corrupção esportiva" no dia 1º de outubro. O jogo que está no alvo dos investigadores é um da categoria duplas femininas entre as romenas Andreea Mitu e Patricia Maria Tig contra Sizikova e a norte-americana Madison Brengle. O embate foi válido pela primeira rodada da edição de 2020 de Roland Garros.

Um dos lances que chamou atenção das autoridades foi uma dupla falta de Sizikova, que resultou na vitória das romenas. Além disso, os investigadores descobriram que havia um fluxo muito grande de apostas na vitória da dupla formada por Mitu e Tig.

Sizikova tem 26 anos de idade e ocupa a posição 101º no ranking de duplas femininas. Em 2019, a russa foi campeã do Aberto da Suíça ao lado da compatriota Anastasia Potapova.

Da Ansa

Novak Djokovic não teve trabalho para ganhar o primeiro confronto da carreira contra o experiente Pablo Cuevas, de 35 anos. Com um jogo forte e preciso, o número um do mundo fez 3 a 0 no uruguaio, parciais de 6/3, 6/2 e 6/4, avançando à terceira rodada de Roland Garros.

Assim que a partida terminou na quadra Suzanne Lenglen, Djokovic agradeceu aos céus pela sexta vitória seguida e depois jogou "coraçõezinhos" para as arquibancadas. Na próxima fase ele enfrenta o lituano Ricardas Berankis, sábado, e novamente não deve ter problemas.

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O número 1 do mundo precisou de 2h08 para passar pelo uruguaio, que até tentou equilibrar o duelo no primeiro set. Cuevas deu um susto no sérvio, ao quebrar seu serviço no terceiro game. Ao sacar para abrir 3 a 1, porém, recebeu o troco. Foi seu único momento bom no jogo.

Djokovic estava muito bem no serviço e chegou a nova quebra no oitavo game. Abriu 5 a 3 e fechou a parcial confirmando seu saque. Foram cinco quebras do sérvio na partida, e apenas um ponto cedido ao uruguaio em seu serviço.

O segundo set foi o mais tranquilo para Djokovic. Foi logo abrindo 4 a 1 aproveitando bem dois break points e não suou a camisa para fechar em 6/2. No terceiro set, Nole já abriu com quebra. Depois, foi só confirmar os serviços para cravar 6/3 e avançar com imponente 3 a 0.

Confira outros resultados desta quinta-feira: Matteo Berrettini superou Federico Coria por 6/3, 6/3 e 6/2, Kwon Soon-woo bateu Andreas Seppi por 6/4, 7/5 e 7/5, Diego Schwartzman passou por Aljaz Bedene por 6/4, 6/2 e 6/4, Philipp Kohlschreiber venceu Aslan Karatsev por 6/3, 7/6 (4), 4/6 e 6/1, Mikael Ymer bateu Gael Monfils por 6/0, 2/6, 6/4 e 6/3, Dominik Koepfer eliminou Taylor Fritz com 6/3, 6/2, 3/6 e 6/4, Lorenzo Musetti derrubou Yoshihito Nishioka com 7/5, 6/3 e 6/2, Jannik Sinner passou por Gianluca Mager por 6/1, 7/5, 3/6 e 6/3.

Ashleigh Barty é mais uma das favoritas a abandonar a disputa em Roland Garros. Depois de a japonesa Naomi Osaka se despedir alegando depressão, foi a vez da número 1 do mundo dar adeus ao Grand Slam francês sem derrota na quadra e precocemente. A australiana não suportou as dores no quadril e desistiu de encerrar o jogo diante de Magda Linette, pela segunda rodada.

Barty já havia sofrido com o problema físico na estreia, mas conseguiu vencer as dores. Desta vez, porém, a história foi diferente. Com dificuldade nos movimentos, acabou facilmente batida no primeiro set, por 6/1. Ao fim da parcial pediu atendimento médico.

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A busca pelo bicampeonato acabou quando o segundo set estava em 2 a 2. A campeã de 2019 abandonou o jogo para não agravar seu problema. Ela não disputou a competição em 2020 por causa da pandemia e tentava, portanto, o segundo título seguido no saibro de Paris. Sucumbiu para os problemas físicos.

Melhor para a polonesa, que avança à terceira rodada, na qual desafiará a tunisiana Ons Jabuer, cabeça de chave 25 em Roland Garros, que eliminou a australiana Astra Sharma com 6/2 e 6/4.

Em outro abandono no dia, a checa Petra Kvitova, cabeça de chave 11, não foi à quadra diante de Elena Vesnina por causa de um acidente na entrevista coletiva. A jogadora caiu e acabou torcendo o tornozelo após dar declarações da vitória na estreia. Ela não se recuperou a tempo e optou por desistir da disputa ao conversar com sua equipe.

Demais resultados desta quinta-feira:

Barbora Krejcíková superou Ekaterina Alexandrova por 6/2 e 6/3, Sofia Kenin ganhou de Hailey Baptiste por 7/5 e 6/3, Jéssica Pegula anotou um duplo 6/3 em Tereza Martincová, Karolína Muchova bateu Varvara Lepchenko por 6/3 e 6/4, Elina Svitolina venceu Ann Li por 6/0 e 6/4 e Marta Kostyuk eliminou Zheng Saisai com 6/3 e 6/4.

Thiago Monteiro está fora do torneio de Roland Garros. Após 3h49 de jogo, o tenista número 1 do Brasil e 80 do mundo perdeu para o norte-americano Steve Johnson, 88º colocado, por 3 sets a 2, com parciais de 6/3, 6/7 (2/7), 7/6 (7/2), 3/6 e 6/3.

Depois de ter vencido na estreia o argentino Francisco Cerundolo, Monteiro, de 27 anos, tentava repetir a terceira rodada de Paris do ano passado, sua melhor atuação em um torneio de Grand Slam. O brasileiro, que iria disputar a chave de duplas, não poderá atuar, pois seu parceiro, o australiano John Millman, desistiu do torneio.

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No primeiro set, Monteiro teve seu primeiro serviço quebrado, mas conseguiu se recuperar na partida. O problema foi a fragilidade de seu saque, que voltou a ser quebrado pelo americano. Já no segundo set, o brasileiro obteve nove aces, mas mesmo assim só foi igualar a disputa no tie-break.

O terceiro set foi semelhante ao segundo. Johnson teve 5 a 2, Monteiro levou o jogo mais uma vê para o tie-break, mas, desta vez, o cearense cometeu cinco erros e propiciou ao norte-americano abrir vantagem.

No quarto set, Monteiro teve um saque quebrado e ficou atrás em 3 a 1. A partir daí, o brasileiro passou a trocar mais bolas, forçou erros do rival e venceu cinco games seguidos para levar a disputa ao quinto e decisivo set.

Os dois tenistas iniciaram com paciência a quinta parcial. Johnson quebrou o saque de Monteiro, abriu 4 a 2, mas viu o brasileiro se recuperar no serviço seguinte. Mais consistente, o americano voltou a quebrar o saque do brasileiro e fechou o jogo.

Os números mostram que a vitória poderia ter ficado também para Monteiro. A partida teve treze quebras de serviço, 7 a 6 para Johnson e 29 break-points, com 15 para o norte-americano, que somou 61 winners, contra 60 de Monteiro. Ele cometeu 55 erros contra 42 do brasileiro, que venceu 166 pontos contra 164 de seu adversário.

MEDVEDEV VENCE - O russo, número 2 do ranking mundial, sofreu apenas no primeiro set, ao perder para o norte-americano por 6 a 3. A vitória veio de virada em três sets seguidos: 6/1 6/4 e 6/3.

Serena Williams precisou de mais de duas horas para eliminar a romena Mihaela Buzarnescu, número 148 do ranking mundial, ao vencer, nesta quarta-feira, por 2 sets a 1, com parciais de 6/3, 5/7 e 6/1. Ex-número 1, atual oitava do mundo, a norte-americana, de 39 anos, conquistou vaga na terceira rodada em Roland Garros e mantém o sonho de conquistar o 24º título de Grand Slam.

A próxima adversária de Serena será a compatriota Danielle Collins, também dos Estados Unidos, que eliminou a ucraniana Anhelina Kalinina na segunda rodada, ao marcar 6/0 e 6/2.

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O primeiro set só teve quebrado o equilíbrio no oitavo game, quando Serena abriu 5 a 3. No saque seguinte, a veterana confirmou seu serviço e fechou a parcial. A disputa continuou intensa no segundo set e Buzarnescu conseguiu a primeira quebra o sexto game, mas Serena se recuperou e voltou a empatar a parcial. Mas a romena se impôs na partida e registrou 1 a 1 no placar.

Serena voltou para o terceiro set em um ritmo semelhante ao que a consagrou em sua carreira e rapidamente abriu 3 a 0 no placar, com direito a duas quebras de serviço. No final, a estrela do tênis mundial venceu com 6 a 1.

OUTROS RESULTADOS - No duelo entre bielo-russas, Aryna Sabalenka, número 4 do mundo, derrotou Aliaksandra Sasnovich, 103ª colocada, por 7/5 e 6/3. Aos 23 anos, Sabalenka, que tenta chegar às oitavas pela primeira vez no tradicional Grand Slam francês, vai ter pela frente a russa Anastasia Pavlyuchenkova, 32ª colocada, que superou a australiana Ajla Tomljanovic por 6/2 e 6/3.

Ex-número 1 do mundo e atual 16ª colocada, a também bielorrussa Victoria Azarenka, de 31 anos, eliminou a jovem dinamarquesa Clara Tauson, de 18 anos, em duas parciais equilibradas: 7/5 e 6/4. A adversária de Azarenka na próxima rodada será a norte-americana Madison Keys, 24ª do mundo, que superou a canadense de 18 anos Leylah Fernandez por 6/1 e 7/5.

A cazaque Elena Rybakina, cabeça de chave 21, venceu a japonesa Nao Hibino por 6/3 e 6/1 e terá a como próxima rival a russa Elena Vesnina, que nem precisou jogar, por causa da desistência de checa Petra Kvitova.

Demais partidas: Marketa Vondrousova (CHE) venceu Harmony Tan (FRA), 6/1 6/3; Elena Rybakina (CAZ) bateu Nao Hibino (JAP), 6/3 6/1; Katerina Siniakova (CHE) eliminou Veronika Kudermetova (RUS), 7/6 (7/5) 5/7 e 7/5; Anastasia Pavlyuchenkova (RUS) anou de Ajla Tomljanovic (AUS), 6/2 6/3; Paula Badosa (ESP) superou Danka Kovinic (MNE), 6/2 6/0; Tamara Zidansek (ESV) derrotou Madison Brengle (EUA), 6/4 6/1; Sorana Cirstea (ROM) passou por Martina Trevisan (ITA), 6/4 3/6 6/4; e Polona Hercog (ESV) venceu Caroline Garcia (FRA), 7/5 6/4.

Rafael Nadal iniciou bem o seu caminho em busca do 14º título de Roland Garros, ao vencer, nesta terça-feira, o jovem australiano Alexei Popyrin, por 3 sets a 0, com parciais de 6/3, 6/2 e 7/6.

Apesar de ter apenas 21 anos, Popyrin não se intimidou diante da lenda espanhola e forçou bem o jogo desde o primeiro set, inclusive durante o saque do poderoso adversário. Mas uma falha do inexperiente jogador, fez Nadal quebrar o seu serviço e fechar por 6 a 3.

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Popyrin sentiu o erro cometido e voltou desequilibrado emocionalmente para o segundo set. Nadal não perdoou, quebrou duas vezes o saque do australiano e fechou a parcial com facilidade por 6 a 2.

O terceiro set foi bastante disputado e surpreendente, com Popyrin realizando belas jogadas e quebrando o saque de Nadal. Com 5 a 3 no placar, o australiano teve a chance de fechar o set, mas foi superado pela maior experiência de Nadal.

O número 3 do mundo conseguiu salvar o set point, devolver a quebra de saque e vencer o terceiro set no tie-break para garantir a primeira vitória nesta edição do tradicional Grand Slam francês.

Embora o combate à pandemia do novo coronavírus esteja evoluindo como um todo ao redor do mundo, com alguns países bem mais avançados que outros na vacinação, a situação ainda é de incerteza e por isso o suíço Roger Federer preferiu ainda não garantir a sua participação nos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020, embora afirme ter grande vontade de competir no Japão.

"Adoraria disputá-los (Jogos Olímpicos), mas gostaria que as coisas fossem diferentes no mundo e que nem tivéssemos que debater a ideia de ir ou não jogar", afirmou o suíço de 39 anos, que na sua estreia em Roland Garros, Grand Slam disputado em Paris, derrotou o usbeque Denis Istomin por 3 sets a 0 (parciais de 6/2, 6/4 e 6/3) na segunda-feira.

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"Meu desejo, esperança e sonho é poder competir, mas é uma coisa que deve fazer sentido para mim, minha equipe, meu país e minha família. Por isso é preciso esperar como as coisas vão evoluir nas próximas semanas", complementou Federer, que tem duas medalhas olímpicas: uma prata em simples nos Jogos de Londres-2012, na Inglaterra, e um ouro nas duplas em Pequim-2008, na China.

O próximo adversário do tenista suíço em Roland Garros será o croata Marin Cilic, contra quem já jogou 10 vezes e só perdeu uma. Será a primeira vez que eles medirão forças no saibro. Em Grand Slam já foram cinco duelos, com quatro vitórias de Federer, sendo duas delas em finais (Aberto da Austrália de 2018 e Wimbledon de 2017) e uma de Cilic, em sua campanha do título do US Open em 2014.

Thiago Monteiro estreou com vitória sua participação em Roland Garros. O tenista número 1 do Brasil derrotou, nesta segunda-feira (31), o argentino Francisco Cerundolo, número 116 do mundo, por 3 sets a 0, com parciais de 6/3, 6/4 e 6/3. Esta é a sexta edição que o cearense disputa no Grand Slam em Paris, indo em busca de superar o seu melhor desempenho no torneio, que é a terceira rodada atingida em 2020.

Recuperado de uma série de lesões que sofreu durante a gira de saibro sul-americana, Thiago Monteiro, 79 do mundo, mostrou um jogo consistente diante de Cerundolo e não deu chances para o adversário. O argentino ficou com a vaga na chave principal, após a desistência do canadense Milos Raonic, na manhã de domingo.

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O brasileiro também vai disputar a chave de duplas masculinas. Ele voltará a jogar um Grand Slam com o australiano John Millman, número 43 no ranking de simples, com quem também atuou no Aberto da Austrália, onde chegaram na terceira rodada. Em Paris, a dupla estreará, nesta terça-feira, contra o taiwanês Yen-Hsun Lu e o japonês Yoshihito Nishioka.

""Sabia que iria precisar impor o meu jogo sem ser tão defensivo, saquei bem, joguei sólido nos momentos importantes", disse o brasileiro, que vai enfrentar o vencedor do duelo entre os norte-americanos Steve Johnson (88 da ATP) e Frances Tiafoe (74). "São dois rivais agressivos, teremos que esperar quem será, terei

pensar em como posso deixá-los mais desconfortáveis."

Já parte da rotina dos tenistas, os protocolos de segurança a serem seguidos nos torneios não incomodam Thiago Monteiro, que disse se sentir seguro com as medidas adotadas. "Já estamos cada vez mais acostumados com os protocolos que precisamos seguir. Muitos torneios ainda não estão recebendo público, mas aqui teremos um pouco, o que é muito legal e muda a atmosfera. Ainda assim continuamos a seguir os protocolos. Usamos máscaras, fazemos os testes e tudo mais. Os jogadores vêm se sentindo muito seguros e também mais adaptados à nova rotina. Com menos liberdade, claro, mas também com muito mais segurança. As viagens também estão sendo bem mais tranquilas, com menos desgaste do isolamento e tudo mais. Já estou bem adaptado e aos poucos o cenário vai flexibilizando e melhorando", finalizou.

OUTROS RESULTADOS - Em duelo de norte-americanos, o veterano John Isner, 34 do mundo, mais uma vez contou com seu forte saque para vencer Sam Querrey, número 67, por 3 sets a 0, com parciais de 7/6 (7/2), 6/3 e 6/4. Outro que precisou de apenas três sets para atingir a segunda rodada foi o sérvio Filip Krajinovic diante do alemão Maximilian Marterer, ao marcar 6/4, 6/1 e 7/6 (7/3).

No momento em que muitos jogadores do circuito profissional se dizem cansados de ficar em ambientes controlados nos torneios, as chamadas "bolhas" entre os hotéis e locais de competição, o britânico Andy Murray pede para que os colegas respeitem as exigências estabelecidas pelos eventos e por autoridades de saúde locais. O tenista de 33 anos e ex-número 1 do mundo entende que essa é a forma mais segura de manter o calendário durante a pandemia do novo coronavírus.

O britânico cita até mesmo o recente aumento no número de mortes pela doença no Brasil para justificar o pedido para que os demais jogadores entendam a gravidade do momento.

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"Sei que não é muito divertido ficar na bolha. Em Miami, por exemplo, você olhava pela janela e a cidade inteira estava completamente aberta, mas os jogadores estavam obviamente na bolha", disse Murray, em entrevista ao jornal escocês Herald Scotland. "Mas se não tivesse a bolha, ainda mais na época do 'Spring Break' (festa tradicional nos Estados Unidos), com toneladas de pessoas vindas de todo o país e festejando, um monte de jogadores começaria a dar positivo para a Covid-19 e isso também seria muito difícil para o torneio".

"Mas, ao mesmo tempo, eu vejo que 60 mil pessoas morreram no Brasil no mês passado por causa do coronavírus. Então, se é isso que temos que fazer para continuar fazendo nosso trabalho e dar aos torneios alguma segurança, que seja. É uma época muito incerta todo mundo. No momento, (a bolha) é a melhor maneira de manter os torneios seguros, além de proteger os jogadores e os membros das equipes", complementou o atual 121.º colocado do ranking da ATP.

Murray também cobra empenho dos jogadores em participar de campanhas de vacinação. O sérvio Novak Djokovic, número 1 do mundo, já afirmou que não concorda com a obrigatoriedade de ser vacinado. "Se você não quer ficar em uma bolha por tanto tempo, você precisa apoiar a vacinação porque você não pode simplesmente dizer: 'Não, queremos apenas viver normalmente e não queremos ficar na bolha, mas nós também não queremos ser vacinados'. Isso, para mim, seria idiotice".

O vôlei brasileiro está de luto. Jean Luc Rosat, conhecido como Suíço, faleceu nesta sexta-feira (2), no Rio de Janeiro, vítima do novo coronavírus (covid-19). Nascido em Montevidéu (Uruguai), ele chegou ao Brasil aos 3 anos de idade. Suíço representou o país nas Olimpíadas de Montreal (Canadá) em 1976 e de Moscou (Rússia, antiga União Soviética) em 1980.

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Suíço iniciou a carreira na Associação Atlética Banco do Brasil (AABB) e se destacou pelo Botafogo, onde foi campeão brasileiro em 1976 e sul-americano no ano seguinte. No Glorioso, atuou ao lado de nomes como Bebeto de Freitas e Bernardinho, com quem também jogou pela seleção nacional. Vestindo a camisa do Brasil, além das participações olímpicas, esteve nos Mundiais de 1974, no México, e de 1978, na Itália. Em 1975, foi medalhista de prata nos Jogos Pan-Americanos da Cidade do México.

"O esporte brasileiro perde um grande atleta e cidadão. É um dia muito triste, muito triste mesmo. Um amigo de mais de 50 anos que partiu. Estamos sem rumo. Estudei com ele no [Colégio] Franco-Brasileiro. Ele sempre foi uma pessoa muito bacana, um gentleman. A gente tinha uma afinidade muito grande, a família toda", lamenta à Agência Brasil o ex-jogador Fernandão, medalhista de Olimpíada de Los Angeles (Estados Unidos) em 1984 e que defendeu o Brasil nos Jogos de 1976 ao lado de Suíço. "O Suíço dominava todos os fundamentos do voleibol, com muita categoria. Não tinha uma impulsão muito privilegiada, mas era extremamente técnico, de mão pesada. Foi um excelente jogador de vôlei e também ser humano. Um pai maravilhoso, amigo, fraterno, educado, boa família, bem sucedido", completa Fernandão.

Outro a se manifestar pelo falecimento de Suíço foi Bernardinho. No Instagram, pela ferramenta stories (postagem disponível por 24 horas), o atual treinador do Sesc-RJ/Flamengo se referiu ao ex-jogador como "mentor em muitos momentos da minha vida, meu sócio, parte da nossa família". Filho de Bernardinho e medalhista de ouro olímpico pela seleção masculina, o levantador Bruninho também demonstrou carinho ao se despedir do "padrinho".

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Pela mesma rede social, o ex-jogador Bernard Rajzman, companheiro de Suíço na seleção brasileira, recordou a participação de ambos na Olimpíada de Montreal (Canadá).

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Maior torneio de tênis da América Latina, o Rio Open não vai mais acontecer em 2021. Inicialmente marcada para o mês de fevereiro, a competição poderia ocorrer em julho, mas as incertezas sobre a pandemia de Covid-19 fizeram os organizadores cancelarem a competição, que volta ao circuito em 2022.

Luiz Procópio Carvalho, diretor da competição, buscava encaixar o Rio Open na semana seguinte a Wimbledon, que termina no dia 11 de julho. Falava até em presença de torcedores nas arquibancadas. Porém, por causa do cenário nada animador de coronavírus no País, acabou sendo inevitável o cancelamento do torneio, já previamente marcado para o Jockey Club para fevereiro de 2022.

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Desde o começo da pandemia, a IMM, organizadora do Rio Open, tomou a decisão de suspender a realização de todos os seus eventos com presença de público, como foi o caso da edição presencial da São Paulo Fashion Week e do festival gastronômico Taste. A determinação foi a de que só voltariam a realizar eventos quando fosse possível estabelecer protocolos que assegurassem a segurança de todas as pessoas envolvidas. Como ainda não é possível efetivar essas medidas, não restou outra medida a não ser o cancelamento, também, do Rio Open.

"O cancelamento da edição 2021 do Rio Open é uma demonstração do respeito que temos pelo nosso público e pelo Rio de Janeiro. Mas podem estar certos de que estamos trabalhando para fazer da edição de 2022 uma grande celebração, um encontro inesquecível", diz Márcia Casz, diretora geral do Rio Open.

O torneio é o primeiro ATP World Tour 500 da história do Brasil, sendo um dos 22 mais importantes do calendário mundial. "Lutamos até o final para conseguir realizar o evento ainda em 2021 mas, infelizmente, não foi possível. No momento em que anunciamos a não realização, já começamos a trabalhar para entregar uma edição ainda mais especial para matar essa saudades que 2021 vai deixar", acrescenta Luiz Carvalho.

Desde 2014, o público do Rio Open já viu nomes como Rafael Nadal, David Ferrer, Pablo Cuevas, Dominic Thiem, Diego Schwartzman, Laslo Djere e Cristian Garin serem campeões. Kei Nishikori, Jo-Wilfried Tsonga, John Isner, Marin Cilic, Gael Monfis, Fabio Fognini foram outras estrelas internacionais a jogarem a competição.

Uma das promessas do tênis, o britânico Jack Draper, de 19 anos, fazia sua estreia da Masters de Miami na manhã dessa quinta-feira (25) quando passou mal durante set point e acabou caindo no chão da quadra.

O jogo era contra o Mikhail Kukushki e durante o primeiro set, enquanto perdia por 6x5, ainda pouco antes de passar mal em definitivo e abandonar a partida, Jack Draper já tinha se sentido tonto e foi atendido pela equipe médica na lateral da quadra, optando por continuar na partida.

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Pouco depois, durante o game seguinte, o baque. A partida terminou com a vitória de Kukushin por abandono, após o fechamento do primeiro set por 7x5.

Efeitos da Covid-19?

Durante a transmissão, o acontecido foi creditado ao calor e a umidade do local, na hora por volta dos 30º C.

No entanto, após o jogo, em entrevista ao canal de transmissão, Jack Draper foi perguntado se ter tido Covid-19 pode ter ajudado no problema durante a partida.

"É obviamente um vírus extremamente agressivo e você pode pegá-lo de qualquer lugar, mas eu peguei e me afetou muito por sete dias. Tive sintomas graves e me recuperei muito rapidamente, mas definitivamente teve um efeito sobre mim. Eu fiz um grande treinamento desde então, então não é desculpa, mas teve um efeito em mim na época? Provavelmente. Com muitas dessas coisas, você não sabe o quanto isso realmente afeta você", disse.

O tenista é atualmente o número 310 do mundo e ficou famoso ao chegar a chegar à final do torneio individual masculino de Wimbledon em 2018.

A queda de Jack Draper pode ser vista a partir de 2m de vídeo:

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