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Um grupo de jogadores da elite do tênis deve ficar confinado em seus quartos de hotel pelos próximos 14 dias, sem a possibilidade de treinar, depois que três pessoas que estavam em dois voos fretados para Melbourne para a disputa do Aberto da Austrália testaram positivo para o coronavírus.

Um total de 47 jogadores que estavam em dois voos fretados de Los Angeles e Abu Dabi já estão agora em quarentena antes da disputa do primeiro Grand Slam da temporada, que tem início no dia 8 de fevereiro.

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A Tennis Austrália informou que os dois casos positivos na aeronave vindo de Los Angeles envolveram um membro da tripulação e um passageiro que não é um jogador. O terceiro teste positivo, no percurso de Abu Dabi para Melbourne, também não é de um atleta. Os diagnósticos foram confirmados já em solo australiano.

A notícia do confinamento obrigatório nos quartos foi publicada nas redes sociais pelo tenista mexicano Santiago González, número 155 do ranking da ATP. Ele compartilhou o texto que todos que estavam no voo QR7493 vindo dos Estados Unidos receberam via e-mail.

De acordo com a imprensa europeia, o protocolo para evitar a propagação da doença impacta a preparação de nomes como a bielorrussa Victoria Azarenka, bicampeã do torneio australiano, a americana Sloane Stephens e o japonês Kei Nishikori. Os jogadores afetados estariam inconformados com a impossibilidade de deixarem seus quartos.

O diretor do Aberto da Austrália, Craig Tiley, emitiu um comunicado reforçando que os 24 tenistas que estavam no voo que partiu de Los Angeles não poderão deixar seus quartos no hotel por 14 dias, até que sejam liberados pelos médicos. No total, a aeronave levou 79 passageiros.

"Estamos nos comunicando com todos que estavam no voo, e particularmente com o

grupo de jogadores cujas condições mudaram, para garantir que suas necessidades sejam atendidas e que sejam avaliados", afirmou Tiley.

Mais tarde, a Tennis Australia disse que 23 jogadores estavam entre as 64 pessoas no voo de Abu Dabi, o EY8004, e que eles já estão confinados. Nesta viagem, houve um caso positivo de coronavírus. Segundo a imprensa espanhola, a pessoa em questão seria o técnico da tenista canadense Bianca Andreescu.

O isolamento no hotel impede que os atletas treinem nas quadras e permite apenas que eles façam exercícios físicos nas próximas duas semanas. Há uma bicicleta ergométrica e outros equipamentos no quarto de cada um. Os outros jogadores terão permissão para treinar sob condições restritas e por, no máximo, cinco horas diárias.

Os 15 voos fretados e as chegadas antecipadas fazem parte da tentativa da organização do torneio de realizar a competição apesar da proibição geral da entrada de estrangeiros na Austrália.

O país da Oceania foi uma das nações que melhor conduziu a pandemia de coronavírus. Até este sábado, foram registrados cerca de 28 mil casos da doença, com menos de mil mortes. O estado de Victoria, que tem como capital Melbourne, foi responsável por 820 óbitos durante uma segunda onda há três meses que resultou em toque de recolher noturno e outras medidas mais rígidas na cidade.

Ainda não será no Aberto da Austrália que Roger Federer voltará ao circuito. Neste domingo, seu agente, o americano Tony Godsick, afirmou que o tenista suíço só pretende voltar a competir após o primeiro Grand Slam do ano, que em 2021 será disputado somente a partir de 8 de fevereiro.

"Roger decidiu não jogar o Aberto da Austrália de 2021. Ele fez um bom progresso em seu joelho e em sua forma física nos últimos meses. No entanto, após consultar o seu time, decidiu que a melhor decisão para ele no longo prazo seria retornar ao tênis competitivo somente depois do Aberto da Austrália", afirmou Godsick, em comunicado enviado à agência Associated Press.

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O agente disse também que Federer pode voltar ao circuito no fim de fevereiro. "Eu vou começar na próxima semana a discutir com a organização dos torneios que começam no fim de fevereiro. E aí vamos construir um calendário para o restante do ano", declarou Godsick, sem entrar em detalhes.

Federer não joga uma partida oficial justamente desde o Aberto da Austrália deste ano - jogou apenas este torneio ao longo de toda a temporada 2020. Após competir em Melbourne, ele se afastou para ser submetido a uma cirurgia no joelho direito. E, como a operação não saiu como o esperado, o atleta de 39 anos foi operado novamente já durante a pandemia, enquanto o circuito estava paralisado.

Nas últimas semanas, ele disse não garantir que retornaria a jogar na Austrália. Mas avaliou que o adiamento do torneio, marcado inicialmente para janeiro, poderia aumentar suas chances de comparecer ao primeiro grande evento da nova temporada. A expectativa, contudo, não vai se concretizar, segundo Godsick.

O suíço chegou a ser incluído na lista inicial de jogadores da chave principal, nos últimos dias. No entanto, ele terá que encerrar uma longa sequência de presença no Aberto da Austrália. Foram 21 edições consecutivas em que ele competiu, desde 2000. Neste período, levantou o troféu por seis vezes.

Oficialmente, Federer ainda não se manifestou sobre a ausência em Melbourne, em suas redes sociais, como geralmente faz.

O retorno de Roger Federer às quadras parece cada vez mais perto. O suíço foi incluído na lista dos tenistas que entram diretamente na chave principal do Aberto da Austrália, o primeiro Grand Slam do ano, com início previsto para 8 de fevereiro.

Federer aparece na quinta posição da lista, atrás somente do sérvio Novak Djokovic, do espanhol Rafael Nadal, do austríaco Dominic Thiem e do russo Daniil Medvedev. O suíço não joga uma partida oficial justamente desde o Aberto da Austrália do ano passado - ele jogou apenas este torneio na temporada 2020.

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Após competir em Melbourne, ele se afastou para ser submetido a uma cirurgia no joelho direito. E, como a operação não saiu como o esperado, o atleta de 39 anos foi operado novamente já durante a pandemia, enquanto o circuito estava paralisado.

Nas últimas semanas, ele disse não garantir que retornaria a jogar na Austrália. Mas avaliou que o adiamento do torneio, marcado inicialmente para janeiro e adiado para fevereiro, poderia aumentar suas chances de comparecer ao primeiro grande evento da nova temporada.

A lista de inscritos diretamente na chave principal do Aberto da Austrália tem apenas um brasileiro: Thiago Monteiro, 84º do mundo. Thiago Wild e João Menezes vão disputar o qualifying, em janeiro, para tentar a vaga na chave principal. Já Felipe Meligeni aguarda vaga no quali.

Roger Federer ainda não sabe se poderá jogar o Aberto da Austrália em 2021. Depois de uma temporada em que disputou apenas um torneio, justamente o primeiro Grand Slam do ano, o tenista suíço diz que ainda não está 100% e colocou em dúvida a sua participação em Melbourne, no início do próximo ano.

"Eu esperava estar 100% em outubro. Mas isso ainda não aconteceu. Terei pouco tempo para o Aberto da Austrália", afirmou o número cinco do mundo, após receber o prêmio "Sports Awards" na Suíça - ele foi eleito o melhor atleta do seu país dos últimos 70 anos.

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Federer viveu uma temporada atípica em 2020, e não somente por causa da pandemia. Ele passou por duas cirurgias no joelho direito, em fevereiro e em junho. Por isso, disputou apenas o Aberto da Austrália neste ano. Foram apenas seis partidas disputadas, com cinco vitórias e a eliminação na semifinal, diante do sérvio Novak Djokovic.

"A segunda operação no joelho foi muito forte, mas nestes últimos seis meses tivemos uma evolução constante. Vamos ver como serão os dois próximos. Tenho feito muita fisioterapia e trabalho físico ultimamente. Agora vamos ver como ficará o meu tênis", comentou o atleta que completará 40 anos em agosto de 2021.

A seu favor, o suíço tem o adiamento quase certo do Aberto da Austrália. Marcado inicialmente para 18 de janeiro, o torneio deve começar apenas em 8 de fevereiro devido à pandemia e às restrições impostas pelo governo australiano nas últimas semanas.

"É uma corrida contra o tempo para o Aberto da Austrália. Estou curioso para ver se começará no dia 8 mesmo. Claro que vai ajudar se eu tiver um pouco mais de tempo", reconheceu Federer.

Desde que se aposentou das quadras, em 2008, Gustavo Kuerten vem se dedicando à formação de talentos no tênis brasileiro. O tricampeão de Roland Garros dá sua contribuição para o desenvolvimento de novos atletas por meio da Escola Guga, do Time Guga e do Instituto Guga Kuerten, atendendo a milhares de crianças e adolescentes. Mas o futuro do tênis brasileiro pode estar em sua própria casa, se depender do ex-número 1 do mundo.

Os dois filhos do ex-atleta catarinense, Luiz Felipe, de sete anos, e Maria Augusta, de oito, já estão se acostumando com as raquetes e as bolinhas. E o pai orgulhoso não nega que incentiva as práticas. Até leva a dupla para torneios de iniciantes.

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"Eles estão se encantando com o tênis, gostam bastante. O menino brinca um pouquinho e fui nos campeonatinhos para já iniciar esse lado de viajar, de estar com os amigos. Um pouquinho da competição. A menina é mais dedicada ao piano. Mas também curte bastante o tênis. É uma alegria poder ver isso", diz Guga, em entrevista coletiva para relembrar o título da Masters Cup, em Lisboa, em 2000 - o troféu garantiu ao brasileiro o topo do ranking.

Duas décadas após este feito, que envolveu vitórias sobre Pete Sampras e Andre Agassi, Guga vive novo papel no tênis. Ele tenta equilibrar seu trabalho de ex-atleta, com sua escola e o instituto, com as funções de pai.

"No começo, tinha aquela dúvida: como é que eu me relaciono com eles? Eu sou o Guga da Escola, do tênis, da carreira, ou o Guga pai? Meu Deus do céu!", comenta, entre risos. "Aos pouquinhos, fui aprendendo a lidar com esta dinâmica. E a convivência com os filhos é bem isso, um aprendizado diário e sempre tentando fazer o melhor possível."

Curiosamente, as crianças costumam jogar no Lagoa Iate Clube (LIC), local onde o próprio Guga treinou na infância, em Florianópolis. "Eu vim do LIC agora, deixei o meu pequeno lá. Eu, com aquela idade, e o Larri (Passos) íamos várias vezes ao LIC. Iniciei naquelas quadras do clube, arrastando a raquete para lá e para cá", recorda.

Guga diz que, por enquanto, o tênis é uma mistura de diversão com aprendizado para Luiz Felipe e Maria Augusta. "No fim de semana, fui com a minha filha num campeonatinho. A bola da outra menina pegou na linha e ela ficou ali torcendo para ir para fora... poxa, mas a bola foi boa. E foi difícil para ela aceitar na hora algo que não é o que a gente quer. E isso o esporte também traz para você", afirma o tricampeão de Roland Garros.

O catarinense evita pensar no futuro, mas admite que ficaria feliz se um deles tentasse seguir carreira no esporte. "Tomara que eles continuem gostando, competindo ou não. Estando perto das quadras, para mim é sempre um privilégio e uma satisfação enorme. Com os meus filhos, se eles quiserem, eu vou incentivar."

Troféu na mão, vitórias sobre as lendas Pete Sampras e Andre Agassi e o status de número 1 do mundo. São muitos os motivos para Gustavo Kuerten lembrar com carinho da Masters Cup de 2000, disputada em Lisboa. Nesta quinta-feira (3), o ex-tenista celebra os 20 anos de uma de suas maiores conquistas da carreira - tão grande que a data se tornou oficialmente o Dia Nacional do Tênis, em homenagem ao catarinense. Mas o feito também contou com momentos negativos, revelados só agora pelo ex-atleta.

De acordo com Guga, as semanas que precederam a disputa da Masters, antigo nome do ATP Finals, foram marcadas por dúvidas, medos e pela busca incessante pelo topo do ranking. "Fui campeão em Indianápolis, em agosto daquele ano. A partir dali, a cada semana eu podia virar o número 1 do mundo. E ali eu me atrapalhei, neste cenário de ver aquele negócio grandioso, fantástico... ali eu me dei conta do tamanho do negócio. E a vontade passou do ponto, virou uma obsessão, uma loucura", revela o ex-tenista, em entrevista coletiva.

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A "obsessão" trouxe prejuízos dentro de quadra. "Queria de qualquer jeito, precisava ser o número 1. Fiquei uns três meses ganhando uma ou duas partidas por semana, derrapando nos próprios pés, esquecendo todo o aprendizado e toda a sutileza que nos levou até lá. Decidi que queria ser número 1 do mundo e ponto final. Tinha que ser e isso virou um pandemônio. Eu não tinha capacidade de suportar."

Focando somente na busca pelo número 1, o especialista no saibro acabou tendo dificuldades nas quadras mais rápidas, principalmente o carpete. A recuperação do seu melhor nível técnico aconteceu somente no Masters 1000 de Paris, último torneio antes de competir em Lisboa.

"Só em Paris eu pude entender como o meu jogo funcionava para aquela situação, naquela superfície, de carpete. Teve um dia em que ficamos duas horas, entre 21h e 23h, eu e o Larri (Passos, seu técnico) fazendo um treinamento específico. Até que, de repente, percebi o que estava faltando. E ficamos repetindo isso por mais meia hora", relembra.

O esforço se justificava. A Masters Cup, assim como acontece hoje, reúne os oito melhores tenistas da temporada, incluindo lendas como os americanos Sampras e Agassi. "Eu aprendi a jogar contra o Sampras a 10, 12 dias do início da Masters. Tinha que aprender ali, de qualquer jeito. Eram os caras que íamos enfrentar. Não tinha mais ninguém para nos ajudar, não tinha vídeo de internet."

Guga entrou na competição como número 2 do mundo. Dependia apenas de si para virar o número 1. E, assim, não apenas assumiria a posição como também terminaria o ano no topo, feito raro no circuito. Mas a instabilidade mental pesava e o brasileiro levou uma virada de Agassi logo na estreia.

"Fomos para a Masters com a embalagem pronta, mas com a cabeça totalmente alterada. 'Eu sou bom, eu sou péssimo. Eu tô feliz, eu tô completamente frustrado', eu pensava. No jogo de estreia, eu tive as duas respostas. Fiz um primeiro set estupendo contra o Agassi, jogando em um nível tênis que eu nunca tinha feito. E a partir dali, fui me deparando com algumas encruzilhadas e me afundando sozinho."

Guga revelou que chegou a pensar em desistir do torneio. "Eu parecia um zumbi e isso contagiou toda a nossa equipe. Todo mundo foi murchando, até o Larri", recorda o ex-tenista, que contou com a ajuda de sua mãe para se recuperar. "Ela foi a peça extraordinária nesse momento. Ela ficou comigo no quarto até 5h ou 6h da manhã, quando eu consegui dormir. Eu estava com tantas coisas todas na cabeça, e ela lá me dando carinho, amor e afeto. É a melhor solução que tem na vida. Foi aquilo que me trouxe de volta."

"É a esperança que sempre me moveu. Foi mais do que o tênis, ou a possibilidade de título, ou de me transformar no número 1. Eu continuei no torneio pela a esperança de vencer mais um jogo. Foi assim que eu entrei em quadra contra o Norman. Uma hora antes da partida, eu não sabia se ia jogar."

VITÓRIAS SOBRE LENDAS - Após perder de Agassi e vencer o sueco Magnus Norman, Guga bateu o russo Yevgeny Kafelnikov. Na semifinal, ele derrotou, de virada, Sampras, que era a maior lenda de sua geração. Foi a primeira e única vitória do brasileiro sobre o americano, então recordista de títulos de Grand Slam.

O catarinense revelou que assistiu a diversos jogos entre Agassi e Sampras para aprender a vencê-los. "Cada jogo que via do Agassi contra o Sampras, eu olhava o que um fazia para jogar contra o outro. Lembro que eles fizeram um jogaço no US Open e que o Sampras venceu. Mas eu comecei a perceber uma jogada que ele fazia com o Agassi, que me chamou atenção. Era subir à rede na esquerda do Agassi com boas profundas, ao invés de uma bola mais rápida. E se vocês olharem no 5/4 do terceiro set (na final), 30 iguais, é a bola que eu uso direitinho para chegar ao match point."

Guga não escondeu a alegria ao recordar a decisão, em que bateu Agassi por 3 sets a 0, com triplo 6/4. "A final foi a partida mais perfeita da minha vida. Estava sereno do começo ao fim. Acertando pancada para tudo que é lado", afirmou.

Vinte anos depois, o ex-atleta avalia que aquela vitória ajudou a mudar o cenário do tênis no Brasil. "Foi um divisor de águas por completo. As pessoas começaram a jogar tênis em todas as classes sociais e regiões do Brasil. Em cima dessa empolgação, o dever de casa é que ficou faltando", ponderou.

Guga acredita que o País tem melhor estrutura agora para gerar novos talentos na modalidade. "Agora nós torcemos com toda a força e esperamos para que aconteça metade disso ou 20%, de tão impactante que foi aquele momento. Do tênis estar na casa das pessoas e fazer parte do Brasil inteiro. A estrutura está mais bem montada para ter um resultado desse."

A terceira edição do Open de Tênis Reserva do Paiva começa a partir desta quinta-feira (26) nas quadras dos condomínios Morada da Península e Parque do Paiva. São mais de 100 participantes no evento. 

O torneio conta com atletas de diversos níveis de habilidade, divididos em duas fases da competição. Os primeiros jogos acontecem já nesta quinta e vão até a primeira semana de dezembro. 

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O organizador do evento, Wilson Fraga falou sobre o torneio. “Como professor, quero que os alunos participem de torneio para terem a experiência. E realizando o evento no Paiva, um ambiente mais reservado, fazemos com que os participantes se sintam mais à vontade, como se estivessem realmente em casa”, pontuou.

Serviço

Open de Tênis Reserva do Paiva 2020

Local: Quadras dos condomínios Morada da Península e Parque do Paiva.

Dias e horários:

26/11: a partir das 18h

27/11: a partir das 17h

28/11: a partir das 08h

Inscrições para participar do torneio: a partir de R$ 150 pelo telefone (81) 9 8718.6888

Com informações da assessoria

O aumento de casos do novo coronavírus na Austrália e em boa parte do mundo tem causado indefinições com relação à disputa da edição de 2021 do Aberto da Austrália, o primeiro Grand Slam da temporada em janeiro. Nesta quarta-feira (25), o ministro dos Esportes de Victoria, Martin Pakula, disse que o evento de tênis "provavelmente" será atrasado por uma ou duas semanas, mas reiterou que a situação está evoluindo rapidamente. As negociações entre a Tennis Australia, que organiza a competição, e o governo da região onde fica a cidade de Melbourne estão em andamento.

"Há uma série de datas possíveis na mesa. Tenho visto relatórios que sugerem que é provável que demore uma ou duas semanas. Acho que ainda é mais provável. Mas não é a única opção. Como você sabe, Roland Garros (Grand Slam na França) atrasou muitos meses e Wimbledon (Inglaterra) nem aconteceu. Ainda acho que é muito mais provável que seja um atraso mais curto do que mais longo", disse Pakula, em entrevista ao jornal australiano Sidney Morning Herald.

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A provável decisão pelo adiamento é devido à falta de um acordo até aqui entre organizadores, ATP, WTA e o governo local sobre medidas de precaução contra o novo coronavírus. A competição está programada para ser realizada entre os dias 18 e 31 de janeiro.

Na última terça-feira, a direção do Grand Slam australiano se mostrou esperançosa de que o torneio ainda poderá começar na data planejada. Foi estabelecido um plano para jogar todos os eventos em Melbourne, mas o governo local segue firme na cobrança de uma quarentena rígida de 14 dias dos tenistas e isso tem complicado a situação.

Os jogadores gostariam de ser capazes de treinar em um ambiente de bolha antes da competição, mas Pakula não entrou nos detalhes. "Os requisitos de quarentena serão aqueles que finalmente forem acordados com o departamento de saúde pública e então caberá ao ATP e ao WTA se eles são aceitáveis ou não", afirmou o ministro.

Campeão do ATP Finals, em Londres, na última semana, o russo Daniil Medvedev afirmou que a integridade física dos tenistas estaria em risco caso fossem impedidos de treinar durante a quarentena antes do Aberto da Austrália.

"Se, por exemplo, você não conseguiu competir ou treinar durante a quarentena um pouco antes do torneio, não acho que o torneio deva acontecer. Não estou reclamando que é chato ou algo parecido. Acontece que sair do quarto depois de 14 dias sem fazer nada e jogar cinco sets imediatamente seria muito perigoso para a saúde de qualquer esportista", afirmou o número 4 do mundo em entrevista à CNN.

Atual número 2 do mundo, o espanhol Rafael Nadal se disse satisfeito com o que apresentou em quadra nesta temporada, marcada por tantos problemas causados pela pandemia do novo coronavírus. Mesmo com a paralisação do circuito profissional por cinco meses, entre março e agosto, o tenista conseguiu somar 27 vitórias e faturou dois títulos. O mais importante deles foi em Roland Garros, onde levantou o seu 20.º Grand Slam na carreira.

"Não dá para avaliar muito este ano, que acabou sendo negativo devido à situação extrema que vivemos, com uma dificuldade que ninguém imaginou. Tudo vai para o baixo. Mas a nível pessoal, pelo pouco que tenho jogado, posso dizer que foi bom e fico satisfeito", afirmou Nadal, em entrevista ao jornal espanhol As.

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Na última semana, para encerrar a temporada, Nadal disputou o ATP Finals, em Londres. Em mais uma tentativa de ganhar um título que ainda não possui no currículo, o espanhol foi eliminado nas semifinais pelo russo Daniil Medvedev, que depois foi campeão com vitória sobre o austríaco Dominic Thiem. "Perdi uma oportunidade importante, mas a vida continua", disse.

De férias, o espanhol já pensa na pré-temporada e espera que as coisas em 2021 melhorem. "Esperamos que as vacinas sejam eficazes e depois de alguns meses possamos voltar a uma certa normalidade", comentou o tenista, que tem na cabeça os próximos passos como a disputa do Aberto da Austrália.

"Meu planejamento é descansar alguns dias e começar a treinar para estar pronto no dia 15 de janeiro, tentando estar no máximo das minhas condições para os torneios que terei pela frente. Tenho que me esforçar neste próximo mês e meio para ser um jogador o melhor possível e assim me dar chances de competir porque o próximo ano vai ser importante", finalizou.

Rafael Nadal se tornou, nesta quarta-feira, o quarto tenista da história a atingir a marca de mil vitórias na carreira, ao derrotar o compatriota Feliciano Lopez, por 2 sets a 1, com parciais de 4/6, 7/6 (7/5) e 6/4, em 2h30 de jogo válido pela segunda rodada do Masters 1000 de Paris.

Aos 34 anos, o espanhol só fica atrás do norte-americano Jimmy Connors (1.274), do suíço Roger Federer (1.242) e do checo naturalizado norte-americano Ivan Lendl (1.068).

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Em seu primeiro jogo, após conquistar o 13º título em Roland Garros, Nadal se reencontrou com o piso duro após oito meses. O experiente López tentou obter a terceira vitória seguida sobre Nadal, que não o vencia desde 2012.

Sem ritmo e cometendo vários erros, Nadal não teve sucesso para responder ao forte saque de López no primeiro set e ainda teve seu serviço quebrado logo de cara. A dificuldade permaneceu no segundo set, quando a decisão só foi favorecê-lo no tie break.

No terceiro set, após quase duas horas de jogo, Nadal conseguiu quebrar o serviço de López e precisou lutar muito para manter o seu serviço e chegar à vitória.

O Masters 1000 de Paris, juntamente com o de Xangai e Miami, são os únicos que faltam na galeria de Rafael Nadal. Seu próximo adversário será o australiano Jordan Thompson, que bateu o croata Borna Coric, por 2 sets a 1, com parciais de 2/6, 6/4 e 6/2. Os dois nunca se enfrentaram.

Marcelo Melo derrotou os britânicos Jamie Murray e Neal Skupski neste domingo (1º), na final do Torneio de Viena, e conquistou o tricampeonato na competição austríaca. O brasileiro e o polonês Lukasz Kubot, dupla cabeça de chave número 3, venceram os rivais por 2 sets a 0, com parciais de 7/6 (7/5) e 7/5, em 1h55min de confronto.

Recordista brasileiro, Melo tem agora 35 títulos na carreira, 15 ao lado de Kubot. Destes troféus, nove são de nível ATP 500, sete conquistados com o polonês. Foi a 65ª final da carreira do mineiro, a 26ª jogando ao lado do atual parceiro.

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Melo e Kubot disputaram a quarta decisão em Viena, duas de forma consecutiva. Neste ano, eles somam dois títulos - o primeiro foi no Torneio de Acapulco, no México, em fevereiro, antes da paralisação do circuito em função da pandemia da Covid-19. Também foram vice-campeões em Colônia, na Alemanha.

O título é importante para a classificação para o ATP Finals. Melo e Kubot iniciaram a semana no décimo lugar na corrida para Londres. Com os 500 pontos assegurados em Viena, entram na zona de classificação. A dupla segue, agora, para a França, para a disputa do Masters 1000 de Paris.

Chaves de simples - A outra final de Viena reuniu o russo Andrey Rublev e o surpreendente italiano Lorenzo Sonego, algoz do sérvio Novak Djokovic nas quartas de final. Um dos melhores tenistas da temporada, Rublev confirmou o favoritismo e venceu o oponente por 2 sets a 0, com um duplo 6/4.

Número oito do mundo, o russo, de 23 anos, foi superior em quase toda a partida diante do "lucky loser" italiano, 42º do ranking, e conquistou seu quinto título em 2020. Ele tem mais taças do que qualquer outro jogador nesta temporada. Antes, havia sido campeão em Hamburgo e São Petersburgo, ambos de nível ATP 500, e em Doha e Adelaide, duas competições de nível ATP 250.

Em Viena, Rublev fez uma campanha perfeita, e se despediu do torneio sem perder um set sequer. Para vencer a final, ele quebrou o serviço de Sonego duas vezes, uma em cada parcial, e não concedeu break points.

Aparentemente o sérvio número 1 do ranking da ATP, Novak Djokovic, não anda tendo muita afinidade com os juízes nas quadras de tênis. Depois de ser eliminado ao acertar a bola no rosta de uma juíza de linha no US Open, o jogador voltou a dar uma uma bolada em outro árbitro durante o torneio de Roland Garros, nesta segunda-feira (5).

Mas desta vez porém o sérvio não foi punido. O tenista tentava devolver uma bola durante a partida contra Khachanov no saibro de Roland Garros, mas não pegou em cheio na bola que foi na direção do juiz de linha mais próximo de Djokovic. Felizmente o árbitro absorveu bem o golpe e aceitou o pedido de desculpas do tenista

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Na ocasião em que foi excluído do US Open, no dia sete de setembro, Novak acabou se exaltando após ter o serviço quebrado e bateu na bolinha, sem a intenção de acertar a juíza, mas a atitude intempestiva foi suficiente para exclusão do torneio. A juiz precisou ser atendida. Novak venceu o duelo desta segunda por 3 sets a 0. 

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Rafael Nadal não deu chances neste domingo para o americano Sebastian Korda, número 213 do mundo. Em busca de seu 13º título em Roland Garros, o espanhol superou o jovem de 20 anos com facilidade, por 3 sets a 0, com parciais de 6/1, 6/1 e 6/2, em 1h55 de jogo, e avançou às quartas de final do Grand Slam francês.

Nadal alcançou a 97ª vitória em Roland Garros e, se chegar à final, vai atrás de seu 100° triunfo no torneio parisiense. O número 2 do mundo fará na próxima fase um duelo inédito diante do jovem italiano Jannik Sinner, 75º do ranking da ATP, que surpreendeu ao eliminar o alemão Alexander Zverev, sétimo do mundo e cabeça de chave número 6. Ele venceu por 3 sets a 1, com parciais de 6/3, 6/3, 4/6 e 6/3.

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Tenista mais jovem dos Estados Unidos a chegar às oitavas de final em Paris desde 1991, Sebastian Korda se despede do torneio em alta. O jovem, filho de Petr Korda, tenista checo que chegou ao segundo lugar no ranking mundial, foi campeão do Aberto da Austrália de 1998 e vice em Roland Garros em 1992, é fã declarado de Nadal e realizou um sonho ao enfrentar o ídolo.

Apesar do revés para o grande ídolo no tênis, Korda tem motivos de sobra para comemorar. Ele deixa o torneio após conquistar uma série de marcas positivas e superar tenistas experientes, como o conterrâneo John Isner, número 21 do mundo. Sua vaga foi conquistada no qualifying, e desde 2011 alguém vindo de lá não chegava tão longe em Paris. Ao lado do francês Hugo Gaston, tornou-se o primeiro tenista fora dos 200 primeiros do ranking a alcançar as oitavas de final desde 2002.

Neste domingo, Nadal foi agressivo e não deu qualquer chances ao jovem americano. Sequer foi ameaçado e teve seu serviço quebrado apenas uma vez, no terceiro set, parcial em que relaxou um pouco. No entanto, o espanhol logo engrenou de novo e não teve problemas para confirmar o triunfo e garantir a vaga nas quartas pela 14ª vez na competição.

BRUNO SOARES NAS QUARTAS - Na chave de duplas masculina, o brasileiro Bruno Soares e o croata Mate Pavic, atuais campeões do US Open, se garantiram nas quartas de final ao derrotarem o holandês Jean-Julien Rojer e o romeno Horia Tecau por 2 sets a 1, parciais de 7/5, 1/6 e 6/3, após 1h46 de partida.

Sétimos cabeças de chave, Soares e Pavic enfrentam na próxima rodada a dupla formada pelo britânico Joe Salisbury e pelo norte-americano Rajeev Ram, terceiros mais bem cotados ao título. O mineiro e seu parceiro buscam o primeiro título em Roland Garros. Pavic foi vice-campeão em 2018 jogando ao lado do austríaco Oliver Marach, já o brasileiro foi semifinalista em Paris em duas ocasiões: 2008, com Dusan Vemic, e 2013, com Alexander Peya.

O último tenista do Brasil a levar o troféu foi Marcelo Melo, em 2015, ao lado do croata Ivan Dodig.

Tricampeã de Roland Garros e na busca pelo título que a tornaria uma das maiores vencedoras de Grand Slams na história, a americana Serena Williams desistiu da disputa do torneio em Paris, na França, nesta quarta-feira (30). Ela jogaria a partida pela segunda rodada diante da búlgara Tsvetana Pironkova, número 157 do mundo, que avança à próxima fase. A ex-líder do ranking da WTA, atualmente na nona posição, alegou problemas no tendão de Aquiles no aquecimento horas antes do jogo.

"Eu aqueci e foi um aquecimento muito curto. Falei com meu técnico (Patrick Mouratoglou) e ele disse: 'O que você acha? Qual seu pensamento sobre isso?' Nós dois pensamos sobre e percebemos que era muito mais que provável que não era o melhor tentar jogar hoje (quarta-feira)", explicou Serena.

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A tenista americana, de 39 anos, está em busca do 24.º título de Grand Slam para igualar a marca da australiana Margareth Court. Ela já jogou quatro finais de torneios deste nível desde 2018, quando retornou às quadras após a gravidez, mas ainda não conseguiu o tão sonhado troféu.

"Eu realmente queria me esforçar aqui. É o meu (tendão de) Aquiles que não teve tempo suficiente para se curar devidamente depois do US Open. Eu consegui melhorar um pouco, mas olhando no longo prazo no torneio, eu conseguiria passar por jogos suficientes? Para mim, eu não acho que poderia", lamentou.

Serena, que na primeira rodada havia vencido com facilidade a sua compatriota Kristie Ahn, não desistia no meio de um Grand Slam desde o primeiro no seu retorno, também em Roland Garros, em 2018, quando enfrentaria a russa Maria Sharapova nas oitavas de final.

O abandona também impediu um reencontro de Serena contra Pironkova. Ambas se enfrentaram há duas semanas nas quartas de final do US Open, com vitória da americana. A próxima adversária da búlgara sairá do confronto entre as checas Barbora Strycova, cabeça de chave número 32 e 37.ª do mundo, e Barbora Krejcikova, 114.ª colocada do ranking.

Aos 32 anos, a tenista Teliana Pereira anunciou sua aposentadoria, após 15 anos de carreira profissional. Pernambucana, de Águas Belas, a atleta ganhou dois títulos em simples de torneios nível WTA (Bogotá e Florianópolis, ambos em 2015), 22 no total e chegou a estar em 43º no ranking mundial.

"Não gosto da palavra aposentadoria (risos). Dá sensação de estar velha, não é meu o caso. Foi uma carreira incrível. Talvez eu tenha ido muito mais além do que eu imaginei. Sempre superei minhas expectativas, mas infelizmente chegou a hora de encerrar este ciclo e começar coisas novas. Estou muita satisfeita", disse Teliana, em entrevista ao Podcast Mach Point, do globoesporte.com.

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"Ninguém se aposenta da noite para o dia. É um processo. Eu me machuquei bastante na carreira, mas não foi isso que me fez parar. Tive lesão no cotovelo em 2016, sofri com muita dor, tomando remédio. Tinha torneios que não podia jogar e isso me influenciou na época", disse a tenista. "

A falta de motivação foi um dos motivos para o encerramento da carreira. "É uma coisa (aposentadoria) que estava sendo pensada há um ano. Levantar para treinar, viajar..., minha cabeça não estava mais ali. Meu estilo de jogo dependia muito da minha parte física e mental. Queria ficar mais tempo em casa. Estava sem a mesma motivação para treinar e aprender. Percebi que precisava fazer outra coisa."

Beatriz Haddad Maia conquistou neste domingo (27) o seu terceiro título em Portugal, desde que voltou a competir após 13 meses afastada do circuito. Na final do Torneio de Porto, ela derrotou a também brasileira Ingrid Martins, por 6/3 6/2, e ficou com o troféu sem perder um set sequer na competição.

Bia Haddad disputou a quarta final em um mês em Portugal e levou o terceiro troféu. Ela havia sido campeã na semana passada em Santarém, vice na anterior em Figueira da Foz e campeã em Montemor-o-Novo.

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"Eu estou muito feliz. Nunca tinha passado por isso de fazer quatro semanas seguidas de final. Acho que todo esse tempo que eu passei fora das quadras, eu amadureci. Isso me deu força para seguir atrás de cada ponto perdido e sempre ter forças para buscar," celebrou a tenista paulista.

O resultado deve colocar Bia Haddad entre as 400 melhores tenistas do ranking da WTA. A brasileira retornou ao circuito sem pontuação no ranking e teve que recomeçar do zero porque havia ficado mais de um ano afastada das quadras. Ela recebeu uma punição de dez meses por doping e, com a paralisação do circuito por conta da pandemia de Covid-19, ficou sem jogar por 13 meses.

Com isso, tem que disputar torneios de nível mais baixo para ir subindo aos poucos no ranking antes de jogar as principais competições. Nesta semana ela recebeu convite para jogar outro torneio no Porto, mas na categoria W25.

"Na terça-feira começamos de novo. Eu ganhei mais um convite e estou tendo um pouco de sorte neste sentido, em Portugal. Mas acho que a sorte vem quando estamos preparados e prontos. Estou muito, muito feliz com isso".

CAROL MELIGENI - Nas duplas, outra brasileira também subiu no lugar mais alto do pódio. Carol Meligeni faturou o título do torneio ao lado da espanhola Marina Bassols. A parceira e a sobrinha de Fernando Meligeni derrotaram a parceria formada por Julia Payola e Himeno Sakatsume por 2 sets a 1, com parciais de 6/3, 4/6 e 10/7.

O segundo título do US Open na carreira, obtido no último sábado (12) com a vitória sobre a bielo-russa Victoria Azarenka, rendeu bons frutos para a japonesa Naomi Osaka no ranking da WTA. Na atualização divulgada nesta segunda-feira (14) pela entidade, a agora bicampeã do Grand Slam disputado em Nova York ganhou seis posições e aparece com a número 3 do mundo.

Com 5.780 pontos, Osaka fica mais próxima do objetivo de voltar a ser a primeira colocada do ranking - posição alcançada depois da conquista do primeiro título no US Open, em 2018. Logo à frente da japonesa está a romena Simona Halep, com 6.356 pontos. A liderança é da australiana Ashleigh Barty com 8.717. Por causa do medo de contaminação pela covid-19, as duas tenistas preferiram não disputar o torneio em Nova York neste ano.

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Com os pontos obtidos, Osaka deixou para trás a checa Karolina Pliskova, a americana Sofia Kenin, a ucraniana Elina Svitolina, a canadense Bianca Andreescu, a holandesa Kiki Bertens e a também americana Serena Williams. Todas estas perderam uma posição e o Top 10 é completado pela suíça Belinda Bencic.

Outro destaque da atualização do ranking foi Azarenka. Com o vice no US Open, a ex-número 1 do mundo voltou ao Top 20. A bielo-russa ganhou 13 colocações, saindo do 27.º para o 13.º lugar. Semifinalista do torneio, a americana Jennifer Brady também subiu bastante na lista - ganhou 16 posições e agora ocupa a 25.ª colocação.

BRASIL - Depois de nove vitórias seguidas, com direito a um título - do ITF de Montemor-O-Novo, em Portugal -, a paulista Beatriz Haddad Maia perdeu no domingo a final do Torneio de Figueira da Foz, também em solo português, para a espanhola Georgina Garcia. Mas os bons resultados a fizeram ganhar várias colocações no ranking - ganhou 733 lugares e agora ocupa a 609.ª posição.

As disputas dos dois torneios em Portugal foram os primeiros de Bia Haddad desde a sua volta ao circuito profissional depois de mais de um ano de ausência - recebeu uma punição de 10 meses por doping e, com a paralisação da temporada por conta da pandemia do novo coronavírus, ficou afastada das quadras por 13 meses.

A número do Brasil segue sendo a gaúcha Gabriela Cé. Ela ganhou quatro posições na atualização desta segunda-feira e ocupa o 230.º lugar.

Confira o ranking da WTA:

1.ª - Ashleigh Barty (AUS) - 8.717 pontos

2.ª - Simona Halep (ROM) - 6.356

3.ª - Naomi Osaka (JAP) - 5.780

4.ª - Karolina Pliskova (RCH) - 5.205

5.ª - Sofia Kenin (EUA) - 4.700

6.ª - Elina Svitolina (UCR) - 4.580

7.ª - Bianca Andreescu (CAN) - 4.555

8.ª - Kiki Bertens (HOL) - 4.335

9.ª - Serena Williams (EUA) - 4.080

10.ª - Belinda Bencic (SUI) - 4.010

11.ª - Petra Kvitova (RCH) - 3.736

12.ª - Aryna Sabalenka (BIE) - 3.615

13.ª - Johanna Konta (GBR) - 3.152

14.ª - Victoria Azarenka (BIE) - 3.122

15.ª - Madison Keys (EUA) - 2.962

16.ª - Petra Martic (CRO) - 2.850

17.ª - Garbiñe Muguruza (ESP) - 2.771

18.ª - Elena Rybakina (KAZ) - 2.501

19.ª - Marketa Vondrousova (RCH) - 2.378

20.ª - Elise Mertens (BEL) - 2.360

230.ª - Gabriela Cé (BRA) - 271

373.ª - Teliana Pereira (BRA) - 126

609.ª - Beatriz Haddad Maia (BRA) - 52

Semifinalista do US Open, Grand Slam que está sendo disputado em Nova York, a tenista americana Serena Williams ainda não sabe como será a sequência da temporada de 2020. Em menos de três semanas, a partir do próximo dia 27, começará o Torneio de Roland Garros, em Paris, Grand Slam francês que foi adiado por causa da pandemia do novo coronavírus. A preocupação com sua saúde é o motivo principal de suas dúvidas sobre a participação na competição, na qual é tricampeã.

Com pouco tempo de recuperação física e adaptação ao saibro, Serena se preocupa também com outros dois fatores: o torneio receberá público e os jogadores ficarão restritos a dois hotéis, sem a opção de alugar casas particulares, como acontece em Nova York.

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"Honestamente, vou levando um dia de cada vez e pensarei no melhor para minha saúde. Talvez seja bom para mim falar com os organizadores, apenas para ver como isso funciona, com o público, e como seremos protegidos", avaliou a tenista de 38 anos e atual número 8 do mundo.

"Bem, se tiver público, então devemos poder ficar em outro lugar. É interessante porque não há casas particulares, mas tem público. Mas eu meio que sabia disso. Eu tento evitar lugares muito cheios porque já tive alguns problemas graves de saúde e fui parar no hospital algumas vezes. Não quero passar por isso de novo. Então, eu não sei. Vou apenas fazer o meu melhor. Tento manter uma distância de um metro, então vou tentar ficar 2 metros, então", afirmou a vencedora de 23 torneios de Grand Slam.

Segundo a organização de Roland Garros, serão permitidos 5 mil torcedores na quadra Philippe Chatrier, outros 5 mil na Suzanne Lenglen e 1.500 espectadores na recém-inaugurada Simonne Mathieu. "Eles têm que tomar a melhor decisão para eles e eu tenho que fazer o que é melhor para mim. Mas acho que deve ficar tudo bem. Eu ouvi muito falar em 50% do público, mas não sei o número exato de pessoas. Acho que há muitos fatores que eles precisam pensar, já que estamos em uma pandemia global", disse.

Com dúvidas sobre a sua participação em Roland Garros, Serena também não sabe se irá para Roma, na Itália, na semana que vem. "É uma boa pergunta. Mas honestamente eu não posso responder. Eu amo Roma e tenho muitos amigos lá, mas não sei. Tem muitas coisas", completou.

Bruno Soares busca nesta quinta-feira (10), a partir das 16 horas, o sexto título de Grand Slam de sua vitoriosa carreira. O tenista brasileiro vai disputar a final de duplas do US Open ao lado do croata Mate Pavic e tem a seu favor um histórico positivo nas quadras rápidas de Nova York.

Soares conhece como poucos as quadras do complexo Billie Jean King National Tennis Center. Dos cinco títulos de Slam que já tem, três foram conquistados no local. Além disso, foi vice-campeão em 2013, ao lado de Alexander Peya. "Nova York é um lugar muito especial para mim, é a minha quinta final de Grand Slam aqui", destaca o atleta mineiro.

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Com Pavic, Soares fará sua primeira final deste nível. E admite surpresa com o bom rendimento no US Open, após cinco meses sem jogar devido à pandemia. "Era difícil esperar qualquer coisa depois do tempo em que ficamos parados. Era uma incerteza muito grande para todo mundo", reconhece o atual 27º do mundo nas duplas.

Na final, Soares e Pavic (17º do ranking) vão enfrentar o holandês Wesley Koolhof (16º) e o também croata Nikola Mektic (22º). Os rivais começaram a jogar juntos neste ano e ambos são estreantes em finais de Grand Slam nas duplas. "A decisão vai ser mais uma pedreira, pegamos uma chave duríssima e não seria diferente em uma final de Grand Slam", diz o duplista.

Para chegar à final, brasileiro e croata deixaram pelo caminho rivais de peso, como o holandês Jean-Julien Rojer e o romeno Horia Tecau; a dupla cabeça de chave número 5, formada pelo espanhol Marcel Granollers e pelo argentino Horacio Zeballos; e o britânico Jamie Murray, irmão de Andy e ex-parceiro do próprio Soares.

O mineiro já é o segundo brasileiro com mais títulos de Slam na história do tênis nacional, com seus cinco troféus. Só está atrás da lendária Maria Esther Bueno, dona de 19 troféus, entre títulos obtidos nas chaves de simples, duplas e duplas mistas nas décadas de 50 e 60.

Em um duelo cheio de alternativas, decidido apenas no quinto set após mais de quatro horas de disputa, o espanhol Pablo Carreño Busta, atual 27.º colocado do ranking da ATP, se classificou às semifinais do US Open ao derrotar, na noite de terça-feira (8), o canadense Denis Shapovalov, número 17 do mundo, por 3 a 2 - com parciais de 3/6, 7/6 (7/5), 7/6 (7/4), 0/6 e 6/3.

Essa é a segunda vez na carreira profissional que Carreño Busta chega a uma semifinal de Grand Slam. Ele repete a campanha que fez também em Nova York, nos Estados Unidos, em 2017. Na ocasião, foi derrotado pelo sul-africano Kevin Anderson. Desta vez, tentará sorte melhor contra o alemão Alexander Zverev, sétimo do ranking, que mais cedo derrotou o croata Borna Coric (32.º) de virada por 3 sets a 1 - parciais de 1/6, 7/6 (7/5), 7/6 (7/1) e 6/3.

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Carreño Busta e Zverev duelarão nesta sexta-feira. No circuito profissional, os dois se enfrentaram apenas uma vez e quem se deu melhor foi o alemão, que venceu na semifinal do Masters 1000 de Miami, nos Estados Unidos, em 2018.

Por sua vez, Shapovalov encerra a sua melhor participação em Grand Slam. O canadense de apenas 21 anos nunca havia chegado às quartas de final em torneios deste nível. Durante a campanha em Nova York, superou o belga David Goffin, um Top 10 do ranking, e chegou a vencer uma batalha de cinco sets contra o americano Taylor Fritz.

Duas partidas definirão nesta quarta-feira a outra semifinal do US Open. Andrey Rublev (14.º do ranking) e Daniil Medvedev (quinto) farão o duelo de russos, enquanto que o australiano Alex de Minaur (28.º) e o austríaco Dominic Thiem (terceiro) fecharão a fase de quartas de final.

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