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Jannik Sinner conquistou neste domingo o seu primeiro Grand Slam na carreira ao virar um jogo épico contra Daniil Medvedev por 3 sets a 2, parciais de 3/6, 3/6, 6/4, 6/4 e 6/3, em 3h45min de partida, na Rod Laver Arena. O italiano, quarto do ranking da ATP, saiu perdendo por 2 a 0, mas reagiu para fazer história diante do número 3 do mundo com o título do Aberto da Austrália.

Ele é apenas o terceiro italiano a ser campeão de um Grand Slam e o primeiro desdeAdriano Panatta, que conquistou o Torneio de Roland Garros, em 1976. Nicola Pietrangeli foi o outro representante da Itália campeão.Sinner é o único de seu país a vencer em Melbourne.

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Já Medvedev continua tendo o Aberto da Austrália como "pedra no sapato". Ele foi vice-campeão do torneio pela terceira vez na carreira. Nas duas anteriores, foi derrotado pelo espanhol Rafael Nadal e pelo sérvio Novak Djokovic. No currículo, tem apenas um Grand Slam, o US Open, em 2021.

O russo continua com um aproveitamento ruim contra Sinner nos últimos jogos. Perdeu os quatro últimos confrontos contra o italiano, apesar de ainda levar vantagem no retrospecto geral com seis triunfos.

Querendo espantar os maus olhados após bater na trave no Aberto da Austrália em duas oportunidades, Medvedev fez um primeiro set quase perfeito para sair na frente. O russo disparou seis aces, não enfrentou break-points e quebrou duas vezes o saque de Sinner para fechar por 6/3. Com isso, o italiano, responsável por eliminar Djokovic do torneio, perdeu apenas o seu segundo set na competição.

O russo continuou no mesmo nível de concentração no segundo set, chegou a liderar a parcial por 5/1 e precisou apenas administrar a vantagem, apesar da reação de Sinner, para fazer 2 a 0. O italiano, que teve o apoio de grande parte dos torcedores, mostrou um crescimento no fim que o fez levar muita confiança para o terceiro set.

Foi aí que a partida começou a mudar de rumo. O italiano passou a sacar muito bem, não enfrentou break-points e aproveitou sua única chance de quebra, no último game da parcial, para surpreender Medvedev e voltar a partida ao fechar o terceiro set por 6/4.

Com o passar do tempo, o russo foi demonstrando cansaço, dando a entender de que estaria sentindo uma lesão, muito diferente de Sinner, que se mostrou inteiro e colocou o adversário para correr em quadra. O italiano fez um quarto set seguro, venceu novamente por 6/4 e deixou tudo igual.

Medvedev conseguiu se reerguer no quinto set, mas o cansaço acabou jogando contra. Aparentando estar mais bem fisicamente, Sinner conseguiu a primeira quebra de serviço e abriu 4/2. No sétimo game, o russo já não aguentava mais ficar em pé, mas continuou lutando e não entregou de bandeja um ponto sequer. O italiano, no entanto, foi feroz no saque e conseguiu uma vantagem por 5/2.

Mesmo em situação complicada na partida, Medvedev vendeu caro a derrota e completou um serviço espetacular para diminuir a diferença para 5/3. Mas no nono game, Sinner foi novamente fantástico no saque, não deu chance para reação do russo e confirmou o serviço para ser campeão do Aberto da Austrália.

Beatriz Haddad Maia caminha para mais um grande momento na carreira e segue pela primeira vez para a terceira rodada do Aberto da Austrália. A brasileira superou a jovem russa de 16 anos, Alina Korneeva, 179ª do ranking da WTA, na madrugada desta quarta-feira (17) na Rod Laver Arena, por 2 sets a 0, com parciais de 6/1 e 6/2, em 1h e 20 minutos. Foi o primeiro duelo entre elas.

Com a programação atrasada devido à chuva, o torneio transferiu a partida da brasileira para a Rod Laver Arena, a principal quadra da competição, onde Bia começou liderando a primeira parcial com muita calma e sem dificuldade.

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A brasileira iniciou o primeiro set quebrando o serviço da adversária duas vezes seguidas, a primeira no quarto game abrindo 3-1 em rápidos 16 minutos. Firme no saque e com Korneeva tentando acompanhar, Bia chegou aos 5 a 1 com apenas 28 minutos. A russa cometeu 17 erros não forçados contra seis de Bia, que fechou o set nos 6 a 1 com tranquilidade.

A segunda parcial set veio logo com um saque da jovem russa quebrado por Bia, abrindo em 2 a 0. O sexto game que exigiu mais da brasileira, ela precisou salvar três break points. Mesmo com o desafio, ela se manteve a frente com 4 a 2. Com dupla falta de Alina, Bia garantiu mais uma quebra e fechou a partida com um saque em 6 a 2.

"Ela é uma ótima jogadora. Muito jovem e com um bom saque. Estava jogando muito bem durante esta semana. Eu vi um pouco. Terá um grande futuro e desejo a ela tudo de melhor. Foi muito difícil. Cada vez que entramos em quadra precisamos respeitar e aceitar o que estamos sentindo. Tentei fazer o meu melhor com todas as emoções que tinha. Estou feliz com meu trabalho", afirmou Bia, atual número 12 do mundo.

Bia fez questão de agradecer ao público presente na quadra principal do Aberto da Austrália. "Os brasileiros são incríveis. Eles estão sempre em todos os lugares torcendo por mim. Não importa em que parte do mundo. Com certeza há brasileiros aqui. Estou muito feliz e orgulhosa de ser uma mulher brasileira e de estar nas grandes quadras do mundo e representá-los. Estou feliz e espero poder trazer mais felicidade para eles também."

Por fim, a brasileira afirmou que o seu bom desempenho em quadra vem do trabalho das pessoas fora dela. "Acho que tudo veio do meu coração. Eu sei o quanto minha equipe, minha família e todos que estão atrás de mim trabalham todos os dias. Não importa se está ventando, quente ou um dia difícil. Tentamos fazer o nosso melhor todos os dias. Eu tenho essa mentalidade por causa deles. Eu apenas tento ser a pessoa com a raquete aqui (dentro de quadra) para representar esse grupo especial que tenho atrás de mim", discursou.

Na terceira rodada, prevista para esta quinta-feira, 18, Bia enfrenta Maria Timofeeva, de 20 anos, número 170 do mundo. A russa eliminou a ex-número um do mundo Caroline Wozniacki por 2 sets a 1, com parciais de 1/6, 6/4 e 6/1.

O Aberto da Austrália começa neste domingo com apenas uma certeza: Novak Djokovic é o grande favorito ao título. Em busca dos grandes recordes do tênis, o sérvio é a maior estrela da competição em termos históricos e também do circuito profissional na atualidade. Em Melbourne, todos tentarão acabar com a hegemonia do número 1 do mundo, que não perde no primeiro Grand Slam do ano desde 2018. Na chave feminina, os olhos estarão voltados para a polonesa Iga Swiatek, enquanto Beatriz Haddad Maia corre por fora para surpreender.

Djokovic busca seu 11º título do Aberto da Austrália, recorde absoluto na própria competição e também entre todos os Grand Slams. No saldo geral, ele detém o maior número de troféus neste nível de torneio, com 24. O mais próximo deste número é Rafael Nadal, com 22. Porém, o espanhol desistiu da competição por causa de novo problema físico.

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O amplo domínio do sérvio nos últimos anos se atesta numa rápida olhada nestes troféus, os mais importantes do circuito. Nas últimas cinco temporadas, ele venceu mais da metade deles: foram 10 títulos em 19 torneios - a edição de 2020 de Wimbledon não foi disputada por causa da pandemia.

Se Nadal estará ausente e os jovens tenistas não conseguem derrubar Djokovic, o que pode mudar os rumos da chave masculina é uma possível lesão do sérvio. Ele deixou a United Cup, sua primeira competição na temporada, com dores no punho direito. Nos últimos dias, evitou falar sobre o assunto. Longe das condições físicas ideais, o líder do ranking corre o risco de ver quebrada sua série invicta de 28 partidas no Aberto da Austrália.

Ele não perde em Melbourne desde sua eliminação na edição de 2018. Desde então, foi campeão em 2019, 2020, 2021 e no ano passado. Em 2022, não pôde competir por não ter se vacinado contra a Covid-19. O tenista acabou sendo deportado do país em meio a uma das maiores polêmicas recentes do tênis.

Cansado de falar sobre recordes e marcas históricas, Djokovic comentou sobre seu futuro e deixou aberta a possibilidade de se aposentar no curto prazo. "Para ser honesto, estou dividido. Sempre há uma parte de mim que é um garoto que simplesmente adora tênis e só entende de tênis. Esse garoto quer seguir adiante. Mas, por outro lado, sou pai de duas crianças. Estou longe da minha família e cada vez que viajo por um período longo fico com o coração partido. Estou sempre pensando em quanto tempo deveria jogar. Vale a pena?", questionou o tenista em entrevista a um canal de TV sérvio.

Djokovic não sugeriu que poderá deixar o circuito nos próximos meses. Mas um título em Melbourne poderia até ser um estímulo. Se isso acontecer, além de confirmar seu domínio nas quadras duras do Aberto da Austrália, ele vai embolsar US$ 2,11 milhões, cerca de R$ 10,3 milhões. Chegaria assim a incríveis US$ 183 milhões em premiações, algo equivalente a R$ 900 milhões. Ao menos em reais, o sérvio poderá alcançar a marca de R$ 1 bilhão ainda neste ano, um belo incentivo para se aposentar.

E ALCARAZ?

O tenista espanhol é uma das apostas para derrubar o domínio de Djokovic em Melbourne. Mas se tornou uma incógnita desde sua queda na semifinal do US Open. Ele oscilou demais na reta final da temporada passada e, nos dois encontros com Djokovic após a vitória na decisão de Wimbledon, Alcaraz levou a pior.

O atual número dois do mundo ainda não fez um jogo oficial na temporada 2024, apenas exibições. E não chegou a empolgar nestas partidas. O ponto positivo para Alcaraz é que ele pegou, ao menos em tese, uma chave mais tranquila. E só poderá cruzar com Djokovic numa eventual final.

BIA MIRA SEGUNDA SEMANA

Maior nome do tênis brasileiro na atualidade, Beatriz Haddad Maia vai estrear em Melbourne no embalo do seu primeiro título na temporada logo em seu segundo torneio de 2024. Na sexta, ela foi campeã de duplas do Torneio de Adelaide, ao lado da americana Taylor Townsend - também será sua parceria nas duplas no Aberto da Austrália.

Historicamente, Bia tem seu melhor resultado neste Grand Slam justamente nas duplas. Em 2022, foi vice-campeã. Mas agora ela quer ir longe também na chave de simples. A brasileira nunca passou da segunda rodada na competição. Desta vez, ela espera alcançar ao menos as oitavas de final, fase que abre a segunda semana do torneio.

"Minha expectativa é a mesma: trabalhar duro para chegar na segunda semana. A partir daí, estarei pronta para brigar por todas as outras rodadas. Me sinto cada dia mais forte", disse a tenista em entrevista ao Estadão, no início do ano.

Após disputar três jogos em Brisbane, o espanhol Rafael Nadal, de 37 anos, anunciou, neste domingo, que não vai disputar o Aberto da Austrália que começa daqui a uma semana. Por meio das redes sociais, ele afirmou que o motivo da desistência é uma lesão muscular.

"No momento, eu não estou pronto para competir no nível máximo. Estou voltando para a Espanha para ver meu médico, iniciar tratamento e também descansar", diz parte do texto que o tenista postou no "X", antigo Twitter.

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Nadal informou ainda que exames feitos após sua chegada a Melbourne indicaram uma pequena ruptura no músculo. Ao invés de apostar em um tratamento que permita tentar disputar o torneio, ele adotou a cautela. "A ressonância magnética apontou uma pequena ruptura, não na mesma região onde tive a lesão. Essa é a boa notícia", informou Nadal.

Um dos maiores tenistas espanhóis de todos os tempos, Nadal estava quase um ano afastado do circuito devido a uma lesão no quadril. Em função das dores, ele chegou até a cogitar a sua aposentadoria das quadras.

Apesar da frustração por não poder disputar o Aberto da Austrália, Nadal não vê tanto motivo para preocupação e acredita que a nova lesão possa estar relacionada às partidas que disputou neste início de ano em sua tentativa de voltar a jogar.

"Muitas coisas podem estar acontecendo em um corpo como o meu depois de um ano sem jogar tênis. Então espero que seja apenas isso, apenas um músculo sobrecarregado", disse Nadal após a derrota para Jordan Thompson em jogo válido pelas quartas de final do Torneio de Brisbane.

Em resposta à postagem do tenista, a organização do Aberto da Austrália mandou, neste domingo, uma mensagem de solidariedade ao atleta. No comunicado, "os votos são de uma rápida recuperação".

"Sentiremos sua falta em Melbourne, Rafa. Enviamos tudo para você. Nosso amor e nossos melhores votos de uma rápida recuperação. Vejo vocês em breve na quadra", disse a organização do torneio em suas redes sociais.

Os primeiros episódios animadores do retorno de Rafael Nadal às quadras, após um ano recuperando-se de lesão, foram sucedidos por frustração e dúvidas, a principal delas quanto à participação do ex-número 1 do mundo no Aberto da Austrália. Após vencer suas duas primeiras partidas do Torneio de Brisbane, o espanhol de 37 anos foi eliminado por Jordan Thompson nas quartas de final, em jogo que durou 3h30 e no qual sentiu dores na coxa, perto do quadril, local do problema que o tirou de combate por praticamente toda a temporada 2023. Agora, não sabe se terá condições de jogar o Major australiano.

"Eu espero ter a chance de praticar na próxima semana e conseguir jogar em Melbourne (cidade sede do Aberto da Austrália). Honestamente, eu não tenho 100% de certeza de nada neste momento", afirmou Nadal, que se lesionou justamente durante a última edição do Grand Slam oceânico, em derrota para o americano Mackeinze McDonald ainda na segunda rodada.

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Embora inseguro, o espanhol tentou mostrar esperança e disse acreditar que as dores sentidas nesta sexta podem ser consequência de fadiga muscular, sem relação com a lesão que o levou à mesa de cirurgia no ano passado . "Muitas coisas podem estar acontecendo em um corpo como o meu depois de um ano sem jogar tênis. Então, espero que seja apenas isso, apenas um músculo sobrecarregado. Se for este o caso, perfeito", disse.

"A dor foi em um lugar muito semelhante ao do acontecimento no ano passado, mas foi diferente. Não foi o mesmo que no ano passado porque o que acontece daquela vez é que eu senti algo de forma drástica, imediatamente. Hoje, eu não senti nada assim. O Problema é que o lugar é o mesmo, isso deixa você um pouco assustado", completou.

Derrotado por 2 sets a 1 por Thompson, com parciais de 5/7, 7/6 (8/6) e 6/3, Nadal pediu atendimento médico fora de quadra no terceiro set. Antes de sentir dores, nesta sexta, o espanhol vinha fazendo grandes apresentações na quadra dura de Brisbane. Tanto que perdeu o saque pela primeira vez somente nesta sexta, no primeiro set contra Thompson.

A disputa da chave principal do Aberto da Austrália começa daqui a pouco mais de uma semana, dia 14. Neste domingo, dia 7, já se iniciam os duelos pelas qualis.

O capitão do Brasil na Copa Davis, Jaime Oncins, anunciou nesta sexta-feira os tenistas convocados que vão enfrentar a Suécia, nos dias 2 e 3 de fevereiro, fora de casa. Sem surpresas, Oncins chamou Thiago Wild (79º do ranking), Thiago Monteiro (122º), Felipe Meligeni (148º), Gustavo Heide (247º) e Rafael Matos (59º no ranking de duplas da ATP).

O quinteto vai defender o Brasil na quadra rápida coberta da Helsingborg Arena, na cidade sueca de Suécia. O confronto será válido pela fase classificatória, que dá vaga na fase final. O time nacional vem de duas vitórias na competição, ambas em 2023. Em fevereiro, derrotou a China pelos playoffs. Na sequência, em setembro, bateu a Dinamarca, garantindo a vaga na fase classificatória neste ano.

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"Mais um confronto fora de casa. Acredito que as condições estarão bem parecidas com o confronto contra a Dinamarca, em questão de piso e quadra coberta. Alguns jogadores estarão vindo da temporada de quadra dura na Austrália, outros da América do Sul. Todos já reconhecem a importância da Copa Davis e estamos entusiasmos e otimistas para o confronto", projetou Oncins.

As maiores apostas do time brasileiro estão em Thiago Wild e Thiago Monteiro nos jogos de simples. Em sua oitava convocação, o primeiro vem em momento melhor, após surpreender na temporada passada. Wild será o único brasileiro garantido diretamente na chave masculina de simples do Aberto da Austrália.

Tenista mais experiente do grupo, Monteiro terá a concorrência de Felipe Meligeni e Gustavo Heide, duas outras opções de Oncins para os jogos de simples. Os dois também são opções para jogar a partida de duplas com Rafael Matos, único especialista desta modalidade na lista atual de Oncins.

O time sueco também foi convocado nesta sexta. E será encabeçado por Elias Ymer, atual 155º do mundo. A equipe europeia terá Leo Borg, filho da lenda Bjorn Borg, dono de 11 títulos de Grand Slam. Leo é o atual 396º do mundo. Também integram o time Karl Friberg (365º) e os duplistas Andre Goransson (67º) e Filip Bergevi (154º).

Rafael Nadal manteve o bom nível apresentando na terça-feira (3), durante a vitória sobre Dominic Thiem, e venceu mais uma partida no ATP 250 de Brisbane, primeiro torneio que está disputando após um ano afastado das quadras. A vítima desta quinta-feira foi o australiano Jason Kubler, superado por 2 sets a 0, com parciais de 6/1 e 6/2, após uma hora e 23 minutos de partida.

O resultado levou Nadal às quartas de final do torneio, um dos preparatórios para o Aberto da Austrália. Seu adversário na próxima fase, em busca de vaga na semifinal, será mais um australiano, Jordan Thompson, que superou o francês Ugo Umbert nas oitavas. O embate acontece nesta sexta-feira.

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"Preciso de partidas, preciso de saúde, preciso continuar treinando bem, e claro que as duas últimas partidas aqui ajudaram, e até as duplas no primeiro dia", disse Nadal. "Claro que as vitórias e as horas gastas na quadra ajudam. Para mim, cada dia que tenho a oportunidade de jogar é uma ótima notícia, então estou muito feliz por isso, feliz por ter voltado depois de muito tempo e me sentir competitivo. Vamos ver até onde posso ir".

Os outros duelos das quartas de final do campeonato também estão definidos. O russo Roman Safiullin enfrenta o italiano Matteo Arnaldi, o dinamarquês Holger Rune desafia o australiano James Duckworth e o húngaro Grigor Dimitrov duela com Rinky Hijikata, outro representante da Austrália.

No torneio feminino de Brisbane, de nível WTA 500, também estão montadas as quartas, com duelos entre Linda Noskova e Mirra Andreeva, Jelena Ostapenko e Victora Azarenka, Aryna Sabalenka e Daria Kasaktina, e Elena Rybakina e Anastasia Potapova. Também na Austrália, em Sydney e Perth, está sendo disputado o torneio de equipes United Cup. Uma semifinal já está definida: a Polônia de Iga Swiatek e Hubert Hurkacz enfrentará a França de Caroline Garcia. A Austrália também foi á semi, mas aguarda o resultado do embate entre Alemanha e Grécia para conhecer sue adversário.

Dominante no circuito mundial aos 36 anos, o tenista sérvio Novak Djokovic, líder do ranking da ATP, afirmou nesta quarta-feira que a aposentadoria é um tema que parece distante ainda em sua carreira.

"Espero continuar até 40 anos ou mais. Sinto-me muito bem", declarou o recordista de títulos de Grand Slam, com 24. "2023 foi uma das melhores temporadas da minha carreira. Por que vou parar se ainda jogo tão bem? Vou continuar, levar um ano de cada vez e ver até onde posso ir."

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O sérvio encerrou a temporada com três títulos em quatro finais de Grand Slam e com 11.245 pontos no ranking mundial, mais de 2.000 pontos de vantagem sobre o segundo colocado, o jovem espanhol Carlos Alcaraz, de apenas 20.

Djokovic citou Tom Brady, ídolo do futebol americano, que se aposentou em fevereiro, aos 45 anos, para citar que ainda nem sonha com adeus das quadras. "Ele é um exemplo perfeito, alguém que teve uma grande e longa carreira. Passou muito tempo cuidando de si mesmo."

O tenista está na Arábia Saudita, onde nesta quarta-feira enfrentou Alcaraz em uma partida de exibição. O espanhol venceu por 2 a 1 (4/6, 6/4 e 6/4). Djokovic está em preparação para o Austrália Open, no qual busca o 11º título, que começa no dia 14 de janeiro.

O polêmico tenista australiano Nick Kyrgios não tem mais vontade de jogar profissionalmente e só não interrompe a carreira porque acredita que seria um erro fazê-lo dessa forma, abruptamente, aos 28 anos. O desânimo está relacionado a questões pessoais, mas também a uma série de lesões sofridas nos últimos meses. Foram tantos problemas físicos que ele só disputou um jogo de outubro de 2022 até aqui. O único em 2023 foi em junho, uma derrota para o chinês Yibing Wu, em Stuttgart.

"Se fosse por mim, eu não jogaria nunca mais, para ser sincero, mas tenho que seguir jogando. Ainda tenho muito para dar, mas, como eu disse, se fosse por minha vontade, não gostaria de jogar tênis nunca mais", afirmou o tenista em entrevista ao podcast "On Purpose".

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"Estou cansado, já passei por três operações e tenho apenas 28 anos. Sempre quis formar um família e viver sem dores. Agora mesmo, não posso caminhar sem dor. Quero jogar mais um ano ou dois, estar entre os melhores, e encerrar quando me decidir. Odiaria ter de passar por outra cirurgia ou algo assim. Acredito que ainda tenho tênis para bons anos", completou.

Kyrgios, que teve o 13º lugar como seu posto mais alto no ranking da ATP, começou a se destacar no circuito depois de vencer Rafael Nadal em 2014, no Torneio de Wimbledon. Em simples, nunca venceu um Grand Slam, mas tem quatro títulos de nível ATP 500. Ano passado, chegou à final de Wimbledon e foi derrotado por Novak Djokovic. Já como duplista foi campeão do Aberto da Austrália de 2022, ao lado do compatriota Thanasi Kokkinakis.

CONTA NO ONLYFANS

Fora da edição de 2023 do Major australiano, pois ainda se recupera de lesão, o tenista tem se dedicado a projetos paralelos. Na semana passada, anunciou a criação de uma conta no OnlyFans, plataforma paga que conecta público e criadores de conteúdo, usada principalmente para a divulgação de vídeos e fotos eróticas.

"Falo com meus fãs diretamente há anos e sei o que eles querem ver. Claro, bolas de tênis estarão envolvidas, assim como dicas, técnicas e bastidores. Mas também vou mostrar outros lados meus. Videogame, tatuagens, meu lado íntimo. Está tudo na mesa e trarei os fãs comigo", disse ao anunciar a nova empreitada.

A polonesa Iga Swiatek foi eleita pela segunda vez consecutiva a melhor tenista do ano. Aos 22 anos, a atleta, número 1 do ranking da WTA, foi campeã de Roland Garros e do WTA Finals. Tomaz Wiktorowski, seu treinador, foi apontado como o melhor de 2023.

Depois de ser finalista do Aberto da Austrália juvenil, a russa Mirra Andreeva foi apontada como a 'revelação'. Ela subiu mais de 300 posições e terminou em 57º lugar.

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Com títulos em títulos em Palermo e Zhengzhou, a chinesa Qinwen Zheng terminou como 15ª do mundo e ficou com o prêmio de a jogadora que mais evoluiu na temporada.

Já o 'melhor retorno' foi para a ucraniana Elina Svitolina, semifinalista em Wimbledon e 25ª do ranking. Ela ficou afastada das quadras por um ano para ser mãe.

Já nas duplas, as eleitas foram a australiana Storm Hunter e a belga Elise Mertens, campeãs de dois WTA 1000 e finalistas em Wimbledon.

O  Ciao Open Beach Tennis, chega pela segunda vez à Reserva do Paiva, no Cabo de Santo Agostinho. A competição visa trazer a experiência do beach tennis para competidores e espectadores. O evento começa nesta quarta-feira (22) e vai até o domingo (26). 

O palco do evento será o Empório, além das quadras esportivas, disponibilizará espaço gastronômico, área dedicada às crianças, incluindo um parquinho e contará com um DJ para animar a competição.  

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Os organizadores esperam que mais de 600 pessoas circulem pela competição, que conta com as modalidades masculina, feminina e mista. 

Para mais informações, ou inscrições, os interessados podem acessar o link.

A seleção brasileira feminina de tênis garantiu a passagem para o qualifier (a fase classificatória) da Billie Jean King Cup (torneio feminino de seleções) após superar a Coreia do Sul por 4 vitórias a 0, neste sábado (11) na Arena RBR (Estádio Mané Garrincha), em Brasília.

O segundo dia de confrontos teve início com Bia Haddad superando Sohyun Park por 2 sets a 0 (parciais de 6/2 e 6/1) em pouco mais de uma hora de partida, resultado que levou à classificação brasileira.

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Mesmo com o confronto definido, Luisa Stefani formou dupla com Ingrid Martins, estreante na Billie Jean King Cup, e as atletas derrotaram Dayeon Back e Bo-young Jeong para aumentar a vantagem brasileira, após triunfarem por 6/1 e 6/2.

“Estava muito feliz em quadra. Antes da partida só pensava em desfrutar o momento e deu tudo certo. É ótimo poder estar nesse time, ainda mais com uma atmosfera incrível em Brasília”, declarou Ingrid.

A vitoriosa campanha do Brasil na competição teve início na última sexta-feira, primeiro com o triunfo da medalhista olímpica Laura Pigossi sobre Shohyun Park por 2 sets 0 (duplo 6/1). Depois foi a vez de Bia Haddad, que começou a partida aplicando um pneu (6 a 0) contra Yeonwoo Ku. A parcial seguinte foi mais equilibrada, mesmo assim a brasileira ganhou por 6/4.

Agora a equipe brasileira aguarda a realização de um sorteio para conhecer o adversário do qualifiers, que será disputado em abril. Se o Brasil vencer novamente, a equipe avança para a final do torneio em 2024 e disputa o título da Copa do Mundo de tênis feminino.

A organização do Rio Open confirmou nesta quinta-feira o terceiro tenista garantido na chave principal da edição de 2024, marcada para ser disputada entre os dias 17 e 25 de fevereiro, no Jockey Club Brasileiro. Trata-se do jovem francês Arthur Fils, de apenas 19 anos.

Fils é uma das promessas do tênis francês. Ele já figura no 36º posto do ranking da ATP e vem de boas performances no Torneio de Antuérpia, disputado na Bélgica, em outubro. Lá foi vice-campeão e deixou pelo caminho o favorito Stefanos Tsitsipas, grego que é o atual número 7 do mundo. Antes, foi vice-campeão de simples na chave juvenil e campeão nas duplas em Roland Garros.

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O tenista da França vem mostrando forte evolução desde seu primeiro ano disputando os principais torneios do circuito, em 2021. Ele começou a atual temporada na 252ª posição do ranking. E já tem um título de nível ATP, ao levantar o troféu em Lyon, e foi vice em Antuérpia.

"O Rio Open tem um histórico de revelar novas estrelas e por isso buscamos trazer jovens tenistas com potencial de se tornarem grandes campeões. Casper Ruud, Nicolas Jarry, Dominic Thiem, Felix Auger Aliassime e Caros Alcaraz são alguns dos nomes que tivemos a oportunidade de assistir quando ainda eram jovens promessas. Acreditamos que o Fils tenha grande potencial, além de ser um jogador muito carismático, que vai se entrosar bem com o público carioca", declarou Luiz Carvalho, diretor do Rio Open.

Antes de Fils, o Rio Open confirmou as presenças do espanhol Carlos Alcaraz, atual número dois do mundo, e do suíço Stanislas Wawrinka, ex-número três.

Novak Djokovic não teve vida fácil para garantir sua classificação à semifinal do Masters 1000 de Paris. O sérvio, número 1 do mundo, fez um duelo equilibradíssimo com o norueguês Holger Rune (7º) e venceu, nesta sexta-feira, por 2 sets a 1, com parciais de 7/5, 6/7 (3/7)e 6/4, em 2h45min de partida.

Djokovic, que vai em busca do seu sétimo título do Masters 1000 de Paris, e vingou-se de Rune, que o derrotou na final do ano passado. Na próxima fase, o sérvio encontrará o vencedor do duelo entre o australiano Alex de Minaur e do russo Andrey Rublev.

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Os tenistas fizeram um primeiro set no mais alto nível e mostraram os seus talentos ao confirmarem pontos espetaculares. Djokovic, no entanto, largou na frente ao ser responsável pela única quebra, no último game.

No segundo set, Rune dificultou ainda mais a vida do número 1 do mundo. O norueguês evitou um match point e engatou uma sequência de pontos para forçar o terceiro e derradeiro set, que começou com a ida de Djokovic ao banheiro. Ele voltou após oito minutos e foi vaiado pelos torcedores.

O último set não poderia ser diferente. Djokovic e Rune foram disputando ponto por ponto. O norueguês ainda precisou de atendimento médico por ter machucado uma das mãos. Mesmo assim, lutou até o fim, perdendo por 6/ 4. O sérvio, então, chamou a torcida para festejar o triunfo.

TSITSIPAS NA SEMIFINAL

O grego Stefanos Tsitsipas confirmou a classificação para a sua terceira semifinal consecutiva ao derrotar o russo Karen Khachanov por 2 sets a 0, parciais de 6/3 e 6/4, em 1h20min de partida. Na Antuérpia e em Viena, o grego caiu uma rodada antes da final.

Sexto colocado do ranking da ATP, Tsitsipas tentará recuperar a boa forma contra Grigor Dimitrov. O búlgaro derrotou o polonês Hubert Hurkacz, que deu adeus às chances de conquistar uma vaga no ATP Finals, por 2 sets a 1, parciais de 6/1, 4/6 e 6/4.

O grego tem uma grande vantagem contra Dimitrov. Eles já se enfrentaram em sete oportunidades, com seis vitórias de Tsitsipas e apenas uma derrota, no ano de 2020.

O número um do mundo segue colecionando vitórias e atropelando seus rivais. Nesta quarta-feira, Novak Djokovic não tomou conhecimento do argentino Tomas Martin Etcheverry e garantiu a sua classificação às oitavas de final do Masters 1000 de Paris ao vencer o duelo por 2 sets a 0, com parciais de 6/3 e 6/2.

O sérvio de 36 anos definiu a partida em pouco mais de uma hora e não deu chances de o número 31 do mundo fazer frente. Dono de seis títulos do torneio, Djokovic voltou a disputar uma partida de simples após um mês e meio de intervalo.

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Na próxima fase da competição, o líder do ranking terá pela frente Tallon Griekspoor, da Holanda. O histórico particular entre eles é de poucos confrontos, mas a vantagem é do tenista veterano. Em duas partidas, Djokovic obteve dois triunfos e não perdeu nenhum set para o rival.

A grande surpresa da rodada desta quarta-feira, no entanto, ficou por conta da eliminação de Daniil Medvedev. Grigor Dimitrov desbancou o favoritismo do seu oponente ao vencer o duelo por 2 sets a 1, com parciais de 6/3, 6/7 (7-4) e 7/6 (7-2).

Medvedev também travou uma briga particular com a torcida parisiense, que o vaiou no segundo set após o tenista jogar a raquete no chão. Visivelmente irritado, ele chegou a bater boca com os torcedores. A partir daí, a torcida passou a apoiar Dimitrov, que fez a festa ao definir a vitória. O resultado tirou do tenista a chance de tentar buscar o primeiro lugar do ranking.

Quem também esteve em ação e confirmou a vitória foi Stefanos Tsitsipas, que derrotou o Felix Auger-Aliassime por 2 sets a 0, com parciais de 6/3 e 7/6 (7-4). No outro jogo da rodada do Masters 1000 de Paris, o tenista polonês Hubert Hurkacz não encontrou dificuldades para bater o espanhol Roberto Bautista-Agut por 2 sets a 0 com parciais de 6/3 e 6/2.

No embalo do maior título de sua carreira, Beatriz Haddad Maia admite sonhar grande. Nesta terça-feira, dois dias após ser campeã em simples e também em duplas do WTA Elite Trophy, na China, a tenista brasileira afirmou que tem condições de alcançar o topo do ranking no futuro. E reconheceu que esta é uma de suas maiores metas no circuito.

"Meu principal objetivo é me consolidar no Top 10. E, a partir do momento que você faz semifinal de Grand Slam, você se coloca numa posição de ganhar um Grand Slam. E, se você se coloca numa posição de ganhar um Grand Slam, você se coloca numa posição de sonhar em ser a número 1 do mundo. É um objetivo. Eu ainda tenho que me consolidar no Top 10. Mas eu acredito que, sim, posso ser a número 1 do mundo", disse a tenista.

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Bia, que foi semifinalista de Roland Garros neste ano, subiu virtualmente para a 11ª colocação do ranking após o título de simples em Zhuhai, o maior de sua carreira. A posição é virtual porque a lista da WTA não foi atualizada oficialmente nesta semana. Será apenas ao fim do WTA Finals, o último torneio da temporada, disputada em Cancún, nesta semana.

Mas, pelas projeções, Bia ocupa o 11º posto, podendo até terminar o ano em 10º, dependendo de uma combinação de resultados das rivais no Finals. A brasileira não disputa este torneio, que reúne as oito melhores da temporada.

"Hoje estou em 11º lugar no ranking. Neste nível, cada posição exige muito esforço para ser conquistada. Então, eu tenho muito claro para mim que cada posição é um objetivo. Agora quero estar 10, depois vou querer estar em nono. E aí quando chegar a número cinco ou quatro, ali você já briga por coisas maiores", reforçou.

INDENIZAÇÃO POR ACIDENTE

Em entrevista coletiva concedida nesta terça, Bia também falou sobre um dos momentos mais difíceis da temporada. Em setembro, ela sofreu um acidente no hotel oficial do WTA 1000 de Guadalajara, no México. O box do banheiro estourou e os estilhaços causaram diversas lesões em suas mãos. Ela precisou levar pontos e ficou afastada do circuito por quase um mês.

O acidente trouxe prejuízos diretos à brasileira, que vinha em grande fase no circuito. Ela perdeu a oportunidade de disputar torneios de peso nas semanas seguintes. Poderia ter aumentado sua premiação e os pontos no ranking. A esta altura, poderia já estar confirmada dentro do Top 10.

Nesta terça, ela revelou que recebeu uma indenização do torneio pelos prejuízos que sofreu. "Eu poderia ter sido campeã no México e poderia ter somado muitos pontos e tal. Mas a lei é baseada no que é concreto e não em suposições: tive que comprar passagens de avião, tive que voltar ao Brasil, precisei pagar alimentação, pagar os custos do hospital e os custos equivalente à primeira rodada de Tóquio. Acho que foi justo", afirmou, sem revelar o valor da indenização.

Bia afirmou que a lesões não atrapalham o seu rendimento em quadra. Mas ainda não estão 100% recuperadas. "Minhas mãos estão quase 100%. A sensibilidade do dedo direito da mão direita está um pouco diferente ainda. Ainda me incomoda um pouquinho. Mas na quadra não me limita em nada. Estou apenas colocando uma proteção. Já cicatrizou bem, o que é o mais importante. Não me atrapalha mais."

DINHEIRO

Somente nesta temporada Bia recebeu pouco mais de US$ 2 milhões (cerca de R$ 10 milhões) em premiação, quase metade de tudo que embolsou na carreira (US$ 4,5 milhões, equivalente a R$ 22,5 milhões). Questionada sobre o assunto, ela apontou os altos custos envolvidos numa carreira de tenista, de muitas viagens e gastos em dólares e euros.

"O que me move não é o dinheiro. Nossa premiação é muito exposta. São das poucas profissões do mundo em que o valor pago é exposto. Nem todo mundo gosta disso. As pessoas têm que entender que, dentro deste valor que recebo, eu pago 27,5% de Imposto de Renda, por ser brasileira", apontou a tenista.

"Além disso, tenho a comissão que pago ao meu time. Eu tenho voo, hotel e alimentação, viajando 10 meses por ano, em dólares, com quatro pessoas comigo. Minhas contas são bem altas. E o meu maior investimento é hoje o meu tênis e a minha equipe. Tudo que eu recebo, eu de alguma forma invisto em mim mesma, como sempre fiz, em outras proporções anos atrás. Eu não penso no meu pós-carreira ainda. Gostaria de jogar mais 10 anos ainda. E vou continuar investindo para continuar jogando", declarou.

O tênis brasileiro conquistou duas medalhas de ouro, neste sábado, nos Jogos pan-americanos de Santiago, no Chile. Ambas as conquistas nas duplas: feminina e masculina. Neste domingo, a modalidade disputa mais uma final na chave de simples feminina.

Laura Pigossi e Luisa Stefani conquistaram a medalha de ouro e a vaga nos Jogos Olímpicos de Paris-2024 na dupla feminina, ao derrotarem as colombianas Maria Herazo e Maria Perez por 2 sets a 0, com parciais de 7/5 e 6/3.

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Mas duplas masculinas, mais um ouro para o Brasil com Gustavo Heide e Marcelo Demoliner, que passaram pelos chilenos Tomás Barrios e Alejandro Tabilo por 6/1, 2/6 e 10/7.

Nas duplas mistas, Luisa Stefani e Marcelo Demoliner foram derrotados em dois sets (3/6 e 4/6) pelos colombianos Yuliana Lizarazo e Nicolas Barrientos.

Três horas antes de ganhar o ouro nas duplas femininas, Laura Pigossi havia vencido a argentina Julia Riera por 4/6, 6/4 e 7/6 (7/5) após 3h13 de partida, garantindo não só a vaga na final, mas também em Paris. Ela vai enfrentar na decisão a argentina Lourdes Carle, neste domingo, às 17h.

Na chave de simples masculina, os dois representantes nacionais perderam nas semifinais e vão disputar o bronze. Thiago Monteiro caiu diante do chileno Tomás Barrios por 2 sets a 0, com 6/3 e 6/1. Na outra disputa, Gustavo Heide foi eliminado pelo argentino Facundo Diaz Acosta por 4/6, 6/4 e 7/6 (8/6).

Beatriz Haddad Maia continua em grande momento no WTA Elite Trophy, na China. Nesta sexta-feira, ela derrubou a francesa Caroline Garcia por 2 sets a 0, com parciais de 6/1 e 7/6 (7/4), em 1h37min de confronto, e avançou à semifinal da disputa de simples, na cidade de Zhuhai.

Trata-se da quarta vitória da brasileira na competição. Ela agora soma duas vitórias em simples e duas em duplas. Curiosamente, Bia não perdeu um set sequer na competição chinesa até agora. Sua temporada vinha sendo marcada por partidas complicadas, quase sempre disputadas em três sets.

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A vitória sobre a atual 20ª do mundo, ex-número quatro do ranking, assegurou a brasileira na semifinal de simples - já estava garantida na final de duplas. Sua próxima adversária ainda não foi definida porque a organização espera a definição de todas as classificadas na fase de grupos para estabelecer os confrontos das semifinais com base nos rankings.

Com duas vitórias em dois jogos, Bia confirmou o primeiro lugar em seu grupo. A competição chinesa conta com formato diferente, dividindo 12 tenistas em quatro grupos de três atletas cada. Somente a vencedora de cada grupo avança à semifinal. Outra classificada é a russa Daria Kasatkina.

O WTA Elite Trophy é uma espécie de segunda divisão do WTA Finals, que reúne as oito melhores tenistas da temporada. Assim, o Elite Trophy congrega as 12 melhores do ano que não conseguiram entrar no Finals. Se Bia continuar se destacando na competição chinesa, poderá sonhar novamente com o Top 10 no fim da temporada.

Com os resultados obtidos no torneio até agora, Bia assegurou ao menos uma posição no ranking da WTA. Ela é a atual 19ª do mundo. Mas já é certo que terminará dentro do Top 20 pela segunda temporada seguida.

Beatriz Haddad Maia venceu mais uma nas duplas do WTA Elite Trophy, nesta quinta-feira. A nova vitória ao lado da russa Veronika Kudermetova garantiu as duas tenistas na final da competição disputada na cidade chinesa de Zhuhai. Pela chave de simples, a tenista número 1 do Brasil volta a jogar somente na sexta-feira.

Bia e Kudermetova atropelaram a russa Yana Sizikova e a georgiana Oksana Kalashnikova por 2 sets a 0, com parciais de 6/0 e 6/3, em apenas 59 minutos de confronto. Com duas vitórias em dois jogos, a dupla da brasileira garantiu a liderança do seu grupo e a vaga na final da competição. Bia e a russa formam a parceria cabeça de chave número 1 em Zhuhai.

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Elas agora aguardam a definição do outro grupo, que também conta com três duplas, para saber quem enfrentarão na final, marcada para domingo. A chave tem as chinesas Yifan Xu e a canhota Xiyu Wang, a dupla formada pela norueguesa Ulrikke Eikeri e pela ucraniana Lyudmyla Kichenok e a parceria composta pela indonésia Aldila Sutjiadi e pela japonesa Miyu Kato.

Na chave de simples, Bia venceu na estreia a americana Madison Keys, ex-Top 10 do ranking. E, por ter vencido em sets diretos, se colocou em situação confortável na chave. Na sexta, enfrentará a francesa Caroline Garcia. Se vencer, avançará à final da competição.

O WTA Elite Trophy é disputado em formato diferente, com quatro chaves de três tenistas cada. Somente a primeira colocada de cada grupo vai à semifinal. O torneio é uma espécie de segunda divisão do WTA Finals, que reúne as oito melhores tenistas da temporada. Assim, o Elite Trophy congrega as 12 melhores do ano que não conseguiram entrar no Finals. Se Bia se destacar na competição chinesa, poderá sonhar novamente com o Top 10 no fim da temporada.

MELO DESISTE DE VIENA

O brasileiro Marcelo Melo desistiu de disputar o Torneio de Viena, na Áustria, nesta quinta. Ele abandonou a competição, de nível ATP 500, porque o parceiro, o americano Mackenzie McDonald, sofreu um mal-estar e decidiu não disputar o torneio.

"Infelizmente, não vamos jogar. O Mackenzie vinha doente há quatro dias e tínhamos até hoje, antes da estreia, para decidir, ver se conseguia se recuperar. Mas ele não tem condições de jogo e com isso vamos nos retirar da primeira rodada aqui em Viena", comentou Melo, dono de três títulos em Viena.

A tenista romena Simona Halep solicitou, nesta terça-feira, junto à Corte Arbitral do Esporte (CAS, na sigla em inglês), a anulação da decisão da Agência Internacional de Integridade do Tênis, que impôs à atleta uma pena de quatro anos de suspensão por ter sido pega no exame antidoping durante o US Open de 2022.

Simona, de 32 anos, testou positivo para a substância proibida roxadustat após uma sequência de análises de exame de urina durante a competição. A tenista também apresentou várias irregularidades em seu passaporte biológico.

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Roxadustat é um medicamento que estimula a produção de EPO, que é ministrado a pacientes com anemia. Em seu apelo à entidade, ela solicita que a decisão contestada seja anulada e pede ainda a diminuição da punição.

O processo de arbitragem da CAS foi iniciado. De acordo com o Código de Esportes da entidade, as partes estão trocando informações sobre o caso até que uma banca seja definida para estudar o assunto. Quando estiver constituído, o Painel de Árbitros vai decidir a data da audiência.

A partir daí, o órgão vai deliberar e emitir uma sentença arbitral contendo a decisão com as suas justificativas. Por enquanto, ainda não é possível determinar um prazo para que o caso seja definido.

Em sua defesa, a tenista atribuiu o resultado positivo ao consumo de um suplemento contaminado. No entanto, o tribunal considerou que, pela quantidade consumida pela atleta, o volume ingerido da substância roxadustat não poderia se tratar de uma contaminação.

A suspensão de Halep, ex-número um do mundo entre 2017 e 2018, começou a valer no dia 7 de outubro de 2022. Esse período será levado em consideração à sua pena. Assim, a previsão é de que a romena possa retornar às competições a partir de outubro de 2026.

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