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Se os chineses seriam um problema para Hugo Calderano, estão deixando de ser. Pelo menos neste domingo, o número 4 do ranking mundial de tênis de mesa não teve motivos para perder o sono: ele bateu Lin Gaoyuan, sétimo do ranking, por 3 a 0 (11/8, 11/9 e 13/11), na OCBC Arena, em Cingapura, pelas oitavas de final do WTT Cup Finals, sem dar muitas chances ao adversário oriental.

O WTT Cup Finals, competição que reúne apenas os principais atletas do ranking mundial na temporada, não está sendo muito bom mesmo para os chineses. Calderano poderia cruzar novamente com Liang Jingkun, que o eliminou recentemente do Mundial dos Estados Unidos. Mas ele também foi eliminado por um adversário não-asiático: o nigeriano Quadri Aruna, 13.° do mundo.

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Apesar de serem dois atletas tradicionais no circuito mundial, Calderano e Aruna nunca se enfrentaram internacionalmente. O duelo entre o brasileiro e o nigeriano, pelas quartas de final, acontece nesta segunda-feira.

Quem acordou cedo para ver um jogo muito disputado, pouco curtiu. Pois o brasileiro dominou o confronto desde o primeiro set, sem dar muitas chances para uma virada, como aconteceu nas quartas de final do Mundial. Gaoyuan até tentou encostar no finalzinho do terceiro set, quando chegou a empatar em 10 a 10, embora Calderano tenha sempre ficado na frente após a igualdade. Mas, desta vez, não houve espaço para reação.

"O nível do Hugo foi muito alto. Ele dominou todas partes do jogo. Quando ele joga assim, é realmente difícil para o adversário, porque ele não pode respirar. O Hugo pode ficar bem satisfeito com o desempenho dele, jogou agressivo e com consistência, regularidade. Espero que ele mantenha essa intensidade amanhã (segunda-feira). É uma avaliação bem positiva que faço hoje (domingo)", disse o técnico francês Jean-René Mounié, empolgado com o grande desempenho do atleta.

O Comitê Olímpico Internacional (COI) afirmou nesta quinta-feira (2) que fez nova videoconferência com a tenista chinesa Shuai Peng, no dia anterior, e revelou que marcou um encontro pessoal entre a atleta e o presidente da entidade, Thomas Bach, em janeiro de 2022, na Suíça.

"Compartilhamos a mesma preocupação que muitas outras pessoas e organizações sobre o tema do bem-estar e a segurança de Shuai Peng, mas nós optamos por uma abordagem muito humana e centrada na pessoa", afirmou a entidade olímpica em um comunicado, sem divulgar gravações de áudio ou imagens da conversa com a tenista. "Oferecemos um apoio muito grande, seguimos em contato regular com ela e marcamos um encontro presencial para janeiro."

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A ex-número 1 do mundo nas duplas estava desaparecida desde o começo de novembro, poucos dias depois de acusar o ex-vice-primeiro-ministro da China, Zhang Gaoli, de 75 anos, de forçá-la a fazer sexo. A principal suspeita foi a de que a tenista poderia estar sofrendo represálias ou intimidações por conta da denúncia realizada.

Há cerca de duas semanas, Thomas Bach, conseguiu o primeiro contato de um interlocutor estrangeiros com Peng, falando com a atleta pela primeira vez por videoconferência. Desta vez uma equipe da entidade conduziu a segunda videoconferência de meia hora, na qual a tenista "parecia em segurança e bem, levando em consideração a situação difícil em que se encontra".

Como em seus comunicados anteriores sobre o caso, o COI não faz referência às acusações de agressões sexuais que Peng apresentou no início de novembro contra um ex-dirigente do governo chinês. Não pediu esclarecimentos sobre o tema nem garantias sobre as liberdades de movimentos da atleta.

A postura, vista por muitos como uma maneira de manter a relação com a China, que será a sede em Pequim dos Jogos Olímpicos de Inverno dentro de dois meses (4-22 fevereiro de 2022). "Existem diferentes formas de garantir seu bem-estar e segurança. Adotamos uma abordagem muito humana e centrada na pessoa para lidar com a situação", justificou o COI, defendendo o contato direto com o regime chinês. "Como trata-se de uma participante de três Jogos, o COI aborda suas preocupações diretamente com as organizações esportivas chinesas".

"Recorremos à 'diplomacia discreta' que, dadas as circunstâncias e a experiência de governos e outras organizações, é considerada o meio mais promissor de reagir de maneira eficaz neste tipo de caso humanitários", acrescentou a entidade.

Hugo Calderano teve a chance de garantir a primeira medalha do Brasil em Mundiais Adultos de Tênis de Mesa e ficou muito perto de alcançar o objetivo, mas não conseguiu. Após abrir vantagem de 3 sets a 0 sobre o chinês Liang Jingkun nas quartas de final do Mundial dos Estados Unidos, na madruga deste domingo, o carioca de 25 anos viu o adversário virar e vencer por 4 a 3, com parciais de 11/8, 14/12, 11/8, 8/11, 4/11, 8/11 e 8/11.

A derrota no George R. Brown Covention Center, em Houston, foi dolorosa, pois nunca um brasileiro esteve tão próximo de conseguir a medalha inédita. Caso Calderano conseguisse avançar à semifinal, ao menos o bronze já estaria garantido.

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De qualquer forma, o número 4 do mundo se despede do torneio com uma campanha histórica. Ele foi o primeiro mesa-tenista do Brasil a disputar as quartas de final de uma edição do Mundial, superando as marcas dos lendários Ubiraci Rodrigues da Costa, o Biriba, e Claudio Kano, que disputaram as oitavas.

Diante da tradição chinesa no tênis de mesa, já era esperado que o duelo fosse difícil e disputado em alto nível. Confiante e agressivo em todas ações, Hugo Calderano foi consistente desde o primeiro set, vencido por ele com 11 a 8 no placar. Na sequência, começou perdendo o segundo, mas buscou o empate e virou para fechar a parcial de 14 a 12, antes de vencer também o terceiro, por 11 a 8.

A partir do quarto set, quando faltava apenas uma parcial positiva para fechar a vitória brasileira, Jingkun reagiu. Calderano passou a ter muita dificuldade, enquanto o adversário dominava o jogo com tranquilidade, situação que se estendeu até o final, coma virada por 4 a 3.

Além da campanha histórica no Mundial dos Estados Unidos, Calderano disputou as quartas de final do torneio individual dos Jogos Olímpicos de Tóquio, outro feito inédito. Na disputa por equipes, ajudou o time brasileiro a chegar na mesma, mais uma marca histórica.

Recentemente, o carioca se tornou o atleta das Américas com a melhor marca no ranking mundial em todos os tempos. Ele igualou o norte-americano Sol Schiff, número 4 do mundo na temporada de 1938, e atingiu uma colocação que não era ocupada por mesa-tenistas do continente há 83 anos.

Após marca histórica, Calderano fica sem medalha no Mundial de Tênis de Mesa

A chinesa Shuai Peng, tenista que estava desaparecida, fez uma aparição pública, neste domingo (21), em um torneio de tênis em Pequim, na China, segundo fotos oficiais do evento.

As imagens foram divulgadas, inicialmente, por um jornalista da mídia estatal chinesa em sua rede social. Na sequência, a presença da atleta no evento foi confirmada na página oficial do evento, organizado pela China Open.

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A aparição de Shuai Peng acontece após pressão internacional para a divulgação de informações sobre sua saúde. A tenista estava desaparecida desde que acusou o ex-vice-premiê Zhang Gaoli, um importante político do Partido Comunista chinês, de tê-la abusado sexualmente.

A denúncia foi feita no início de novembro na rede social Weibo, mas logo foi excluída. Desde então, não se tinha notícias da tenista. A Associação de Tênis Feminino (WTA), inclusive, ameaçou deixar a China fora do circuito profissional em virtude da falta de esclarecimentos sobre o desaparecimento.

Em alguns vídeos divulgados hoje, Shuai Peng aparece com uma jaqueta azul e calça branca autografando bolas de tênis para crianças. A WTA, porém, acredita que as imagens não são suficientes para atestar que a ex-número 1 do mundo nas duplas esteja livre de perigo.

Além disso, o repórter Shen Shiwei fez questão de focar na data do evento, para não deixar dúvidas de que ela está viva. Mais cedo, Hu Xijin, editor-chefe do Global Times, periódico publicado pelo People's Daily, o jornal oficial do Partido Comunista Chinês, já havia publicado três vídeos que mostravam Shuai Peng em Pequim, mas que geraram dúvidas.

Da Ansa

O Paiva, bairro planejado do Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife, recebe o Circuito Brizza Beach Tennis, torneio voltado para o público feminino. Da sexta-feira (19) até o domingo (21), cerca de 300 jogadoras - entre atletas e amadoras - vão competir em duplas nas dez quadras do centro de serviços Empório Reserva do Paiva, à beira-mar.

Durante os três dias de evento esportivo, quase 250 partidas serão jogadas. O torneio tem inscritas competidoras pernambucanas e também de outros estados, como Alagoas e Paraíba, o que deverá movimentar o turismo e a economia da região.

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O torneio é uma iniciativa da Arezzo lançada em setembro em alusão à Brizza, sua marca de chinelos, com o intuito de proporcionar uma experiência que une a moda ao esporte. Depois de duas etapas no Rio de Janeiro, agora é a vez do Recife, primeira cidade do Nordeste a participar da ação.

“Neste contexto, o Paiva foi selecionado para representar o Recife por ter essa identidade que combina com a marca e pelo seu destaque cada vez maior na prática do beach tennis”, comenta Paula Accioly, franqueada da Arezzo no Recife e uma das organizadoras do torneio. A edição contou com colaboração da Escola de Beach Tenis Orange na organização dos jogos.

Cercado por mata, rio e mar, o Paiva tem uma vocação natural para a realização de esportes ao ar livre. Além das quadras de tênis e de beach tennis, toda extensão do bairro é cercada por ciclovias, onde moradores e visitantes podem caminhar, correr e andar de bicicleta tendo a natureza como pano de fundo. A praia é outro diferencial, com ondas propícias para o surfe e outros esportes aquáticos.

SERVIÇO

Circuito Brizza Beach Tennis

Local: Paiva - Cabo de Santo Agostinho, PE

Dia 19/11: 16h às 22h

Dia 20/11: 08h às 22h

Dia 21/11: 08h às 13h

Da assessoria

No embalo do título conquistado no Masters 1000 de Paris, no fim de semana, Novak Djokovic prevê uma trajetória longa no tênis, mesmo longe das raquetes. O sérvio revelou que pretende seguir a carreira de treinador após se aposentar como tenista. Mas evitou projetar quando isso acontecerá.

"Procuro passar para as novas gerações tudo o que tenho aprendido. O conhecimento pode ser uma maldição se você não o usar. Não faz sentido se você não o utiliza e por isso não gostaria de ir para o túmulo sem ter transmitido tudo o que sei, o que aprendi com a minha experiência", comentou o número 1 do mundo em entrevista ao site Tennis Majors.

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O tenista pretende se envolver cada vez mais com o projeto de criar a Novak Tennis Center. "Eu me vejo exercendo vários papéis no futuro e estou contente por também poder desenvolver-me como treinador. Quero que outras pessoas conheçam os meus métodos de trabalho, a minha filosofia, a minha abordagem, que possam aprender comigo e com a minha carreira."

Djokovic vem dominando cada vez mais os recordes do circuito. No domingo, ao vencer o Masters de Paris, se tornou o recordista de títulos neste nível de torneio, com 37 troféus. Ao mesmo tempo, confirmou que terminará o ano como número 1 do mundo pela sétima vez, outro recorde, superando o americano Pete Sampras, que havia finalizando seis temporadas na liderança.

Com a confiança em alta, o sérvio vai disputar o ATP Finals a partir de domingo, em Turim, na Itália. O torneio, que encerra a temporada da ATP, reúne os oito melhores tenistas e as oito melhores duplas do ano. Na sequência, Djokovic finalizará o seu ano na Copa Davis, entre os 25 deste mês e 5 de dezembro, na tentativa de liderar a Sérvia rumo ao título.

Novak Djokovic reservou o final de semana para fazer história e bater recordes. Após se consagrar como o tenista com mais temporadas em primeiro lugar no ranking mundial, ao passar das semifinais do Masters 1000 de Paris durante o sábado, o sérvio disputou a grande final neste domingo e venceu o russo Daniil Medvedev, com parciais de 4/6, 6/3 e 6/3, para se isolar como o maior vencedor de torneios da série.

Djokovic entrou em quadra com 36 títulos de Masters 1000 na carreira, mesmo número conquistado pelo espanhol Rafael Nadal. Com a vitória sobre Medvedev, ele levantou a 37ª taça, deixando o rival para trás. Além disso, foi a sétima conquista dele no torneio de Paris, agora o Masters 1000 que mais venceu, ao lado do de Miami.

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Antes de a final começar, o sérvio já tinha feito história. Isso porque se garantiu como número 1 até o fim do ano ao vencer Hubert Hurkacz na semifinal, disputada no sábado. Assim, conquistou a ponta do ranking da ATP pela sétima temporada, maior número já alcançado, superando o norte-americano Pete Sampras, que terminou seis vezes em primeiro. Djokovic já havia sido o melhor do mundo em 2011, 2012, 2014, 2015, 2018 e 2020. Agora, está isolado no quesito.

O feito deste domingo não foi concretizado com facilidade, como o tenista de 34 anos já esperava, até porque Medvedev foi seu carrasco na final do US Open. O russo deu trabalho durante o primeiro set, chegou a abrir 2 games a 0 e deixou o número 1 do mundo buscar o empatem, mas aproveitou erros do adversário e venceu por 6 a 4.

"Eu revi a final do US Open para ver o que eu fiz de errado e o que eu fiz certo", disse o sérvio após a vitória. "Considerei que era só questão de tempo até ler melhor o saque dele e começar a fazer algumas jogadas. Você não pode ir com tudo para cima dele. Você tem que encontrar uma maneira de jogar com a agressividade controlada, dar os lances certos na hora certa", completou.

Djokovic voltou melhor para o segundo set e aproveitou uma quebra no quarto game para caminhar até a vitória por 6 a 3, chegando a evitar três break-points de Medvedev. No set decisivo, ele conseguiu duas quebras importantes no serviço do russo, cometeu poucos erros e confirmou título, celebrado com um abraço emocionado nos filhos Stefan e Tara, presentes nas arquibancadas.

A divulgação do ranking mundial da WTA nesta segunda-feira foi especial para a brasileira Luisa Stefani. Mesmo sem jogar desde o fim de setembro, após ser submetida a cirurgia no joelho direito, a tenista paulistana apareceu na nona colocação da lista de duplas, figurando no top 10 pela primeira vez na carreira.

Medalha de bronze na Olimpíada de Tóquio e em evolução na temporada, Luisa Stefani subiu do 11º para o 9º, com 4580 pontos, apenas 20 atrás da chinesa Shuai Zhang, em oitavo, se tornando a primeira brasileira na história a ocupar um lugar entre as dez melhores do mundo desde que o sistema oficial do ranking foi criado, em 1975.

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"Top 10 sempre foi uma meta pra mim e é uma grande conquista alcançá-lo. Pena que não estou jogando no momento, mas mesmo assim é um grande marco na minha carreira", festejou a paulistana. "Estou comemorando as pequenas vitórias ultimamente durante minha recuperação, então vou adicionar essa na lista também. Um lembrete dos ótimos resultados e boas lembranças que tive na quadra esse ano", seguiu.

A tenista segue em recuperação da cirurgia no joelho direito, com sessões diárias de fisioterapia em Tampa, na Flórida. Ela fica nos Estados Unidos mais alguns dias, mas retornará ao Brasil antes do fim do ano para nova etapa na reabilitação.

"A recuperação até agora está progredindo super bem e dentro do cronograma que minha equipe médica passou. Não tem sido um processo fácil, é trabalho duro na fisioterapia, cansativo, dolorido, às vezes chato, e tem dias que o progresso não é tão nítido, então é importante manter o otimismo principalmente nesses dias duros", disse. "Por outro lado, cada melhora, exercício novo, e passinho dado é uma grande vitória."

O ranking de duplas agora tem a romena Elise Mertens em primeiro, com 7640 pontos, seguida por Katerina Siniakova e por Barbora Krejcikova. Ex-líder, Su-Wei Hsieh caiu para o quarto lugar.

No ranking de duplas masculino, o brasileiro Bruno Soares e o inglês Jamie Murray seguem na oitava colocação após o título do ATP 250 de São Petersburgo, no domingo, com 2915 pontos, o que garantiria vaga no ATP World Finals de Turim, no meio do mês.

SOBERANOS NO SIMPLES - Os ranking femininos e masculinos de simples seguem sem mexidas. A australiana Ashleigh Barty se manteve no topo, com 7701 pontos, com Aryna Sabalenka em segundo e Barbora Krejcikova agora fechando o pódio.

No masculino, mesmo sem atuar desde a final do US Open, o sérvio Novak Djokovic se mantém sem sombra. Soma 8370 pontos e caminha para fechar o sétimo ano seguido no topo. O russo Daniil Medvedev vem a seguir, com 6470, acompanhado pelo grego Stepanos Tsitsipas. O campeão do US Open, o alemão Alexander Zverev, é o quarto e Andrey Rublev fecha o top 5.

A biografia "Federer, o Homem que Mudou o Esporte", escrita pelo americano Christopher Clarey e publicada no Brasil pela editora Intrínseca, foi lançada em 16 línguas quase ao mesmo tempo em diferentes cantos do planeta nas últimas semanas. E a rotina do jornalista do The New York Times tem sido dar entrevistas sobre o livro protagonizado pelo tenista suíço Roger Federer enquanto segue com seu trabalho no grande jornal americano.

Mesmo assim, ele conseguiu reservar uma hora para conversar com a reportagem do Estadão, por vídeo, de Nova York, sobre seu primeiro livro. O experiente repórter aponta suas impressões sobre a vida e carreira do suíço, mostra a importância de sua trajetória, dá um palpite sobre sua futura aposentadoria e diz quem considera ser o melhor de todos os tempos. Confira abaixo os principais trechos da entrevista.

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Quando Federer vai se aposentar?

Não acredito que ele voltará ao circuito (após nova cirurgia no joelho). É um palpite. Acredito que ele vai perceber, durante seu processo de reabilitação, que o tempo mudou. Os caras novos chegaram. Ele tem muita coisa para fazer na vida dele. Aos 40 anos, vai conquistar mais o quê no circuito? Ele pode até voltar, mas será um retorno lento e difícil. Não acho que conseguirá vencer mais torneios de Grand Slam. E acho que não será feliz se não tiver chances de vencer estes torneios.

A genialidade de Federer é mais difícil de explicar do que a de Nadal ou Djokovic?

Essa é uma ótima pergunta... Não acho que seja difícil explicar. Todo mundo que segue tênis pode vê-la. Mesmo quem é de fora do mundo do tênis consegue ver. É como ver Messi num vídeo: ‘Veja aquele drible, uau’. O tênis de Roger é muito fácil de admirar, é quase uma dança. Novak e Rafa são diferentes. É mais sobre sensação. Acho que a genialidade de Novak é a mais difícil de ser explicada.

Federer é tão legal quanto parece? Ou tem muito marketing ali?

Acho ele é uma mistura dos seus lados suíço e sul-africano, com seu pai e sua mãe. Ele tem esse lado mais espontâneo, mais agregador. E também tem esse lado que calcula, pensa antes de fazer. Acho que ele precisa planejar as coisas para poder ser espontâneo e se sentir renovado o tempo todo... Se eu tivesse descoberto algum escândalo durante a pesquisa, teria colocado no livro, claro. Minha intenção não era esconder os esqueletos no armário. Roger é o tipo de cara que não gosta de conflito, nem nos negócios e nem na vida pessoal. Ele gosta de manter as coisas suaves. Mas, com certeza, tem um lado controlador e um olho forte em tudo o que faz.

As lesões dele ou pandemia fizeram você antecipar a publicação do livro?

Eu sabia que ele está chegando perto do fim. Pensei que seria uma boa esperar pela aposentadoria dele para poder finalizar o livro. E decidi pensando que muita gente estava interessada em escrever sobre ele, mesmo ele já sendo alvo de alguns livros. Percebi que tinha uma grande oportunidade por causa do acesso extraordinário que tive a ele, Nadal e Djokovic. Então, tinha esta janela de oportunidade e interesse de editores dos EUA e da Inglaterra para lançar a obra agora. Ao mesmo tempo, sei que sua obra já está completa como artista do tênis. Não vejo ele conquistando coisas maiores agora.

O que mais te surpreendeu nas mais de 20 entrevistas que fez com ele?

O cara não é blasé. A maioria dos atletas é meio "já vi isso, já fiz isso". Ele não é assim, de jeito nenhum. Parece um garoto, com esse nível de entusiasmo e energia. Muitos atletas já estariam cansados de tudo isso com a idade dele. Mas ele tem uma alegria genuína por estar perto das pessoas, gritando por ele, como se fosse uma estrela do rock. Além disso, me surpreendia o jeito como respondia a cada pergunta sobre sua vida. Ele dizia não ser um cara que ficava "ticando" itens numa lista. Ele sempre diz que gosta de viver o presente.

O que ele mudou de fato no tênis?

Inicialmente, ele preservou coisas, como o backhand de uma mão só. Manteve isso relevante e influenciou tenistas como Shapovalov, Tsitsipas e toda uma geração. Acho que, se não fosse Roger, eles não jogariam assim. Ele definiu um padrão de como atletas modernos devem lidar com o esporte e suas responsabilidades. Ele mostrou a toda a nova geração que há um outro jeito de lidar com a carreira. E você pode lidar com classe, com humanidade. O tenista pode se envolver com a política da ATP, com os seus patrocinadores, com a imprensa e com a família. E ainda pode ser um grande tenista. E também tem a questão da longevidade. Ele mostrou que um tenista pode ter uma carreira longa, viável, se você não exagera, não joga demais, e encontra um caminho para se manter saudável e relaxado. Tenistas, como Ivan Lendl e Martina Navratilova levaram o tênis para um outro nível e tornaram suas equipes bem profissionais. Mas Roger entendeu muito bem as demandas físicas do esporte atual, desenvolvendo materiais e buscando novas soluções. E ele fez isso de forma muito inteligente.

Federer sem Nadal e Djokovic seria um Schumacher dominante na F-1, pouco popular e até odiado por vencer sempre?

Eu concordo com você 100%. O motivo que o tornou tão querido do público é porque ele se tornou vulnerável desde cedo. Nadal o venceu em Miami em 2004, logo quando começava a dominar o jogo. Acho isso fundamental para entender por que ele se tornou tão popular e de forma global. Claro que a beleza do seu jogo ajudou também. É preciso ver todos os aspectos: sua vulnerabilidade, seu belo jogo, seu plano para seguir saudável por tanto tempo e seguir nas quadras para que as pessoas possam estabelecer conexões. No tênis, você vê o rosto do jogador o tempo todo, a câmera se aproxima. É diferente do futebol. No tênis, são horas com o rosto do Federer na sua TV. Você acaba criando uma conexão com os tenistas.

Quais foram os erros cometidos por ele na carreira?

Acho que ele poderia ter mudado para uma raquete com cabeça maior antes. Ele foi um pouco teimoso. Isso teria o ajudado a enfrentar o Nadal em melhores condições no saibro. Em termos de treinadores, ele poderia ter tomado decisões diferentes ao longo da carreira. De forma geral, ele se saiu muito bem enquanto esteve sozinho. Acho que ele foi muito esperto neste aspecto e também na gestão de sua carreira, sem depender de ninguém. Com certeza, no começo isso deve ter lhe custado algum dinheiro, tempo e algumas preocupações. Mas ele aprendeu bastante com isso.

Federer é maior do que os seus 20 títulos de Grand Slam?

Sim. Não acredito que a grandiosidade de um tenista possa ser medida apenas pelos títulos de Grand Slam. Deve ser também sobre o número de troféus de nível ATP, e ele já superou os 100. Ele tem incrível consistência, recorde de semifinais seguidas em Grand Slam. E também tem o número de jogos que ele abandonou na carreira: zero. Ninguém que jogou tanto, até esta idade, pode ostentar este feito. Se este livro foi publicado em 16 línguas diferentes, não foi por minha causa, mas por causa dele. Com Roger, as pessoas têm uma conexão no nível mais humano. Não se trata apenas de imagem, mas do trabalho que ele entregou. As entrevistas que ele deu, as atividades com patrocinadores, conexões com os fãs, o quanto se entrega dentro de quadra. Toda a carreira dele e todo o seu esforço o tornam maior do que os seus resultados.

Na sua opinião, quais foram os 20 Grand Slam mais difíceis: os de Federer, Nadal ou os de Djokovic?

Houve dificuldades para os três em cada trajetória até o 20º. No caso de Federer, entre 2017 e 2018, foi impressionante. Mas eu diria que os mais difíceis foram os de Djokovic. Porque sinto que todos já estavam estabelecidos quando ele venceu os 20. E ele venceu todos os rivais. E as chances de ele se tornar um campeão eram a mais improváveis por causa de onde ele veio.

Quem é o maior de todos os tempos?

Eu não acredito em definir um melhor da história. Eu penso que o tênis mudou tanto, tiveram tantos grandes lá trás, como Bill Tilden, Ken Rosewall, Rod Laver, que deixaram de competir em diversos Grand Slams. Caras como o Bjorn Borg jogou o Aberto da Austrália apenas uma vez. Em termos de tênis puro, eu diria que o maior de todos é Djokovic, por suas habilidades em todas as superfícies, vitórias nos Masters 1000. Ele venceu os quatro Grand Slams ao menos duas vezes cada. E lidera o retrospecto contra Federer, sendo 3 vezes em Wimbledon, e Nadal, sendo duas vezes em Roland Garros. Quando falamos de grandiosidade de forma geral, eu diria que é preciso levar em consideração outras coisas além dos resultados, como o que o tenista trouxe para o jogo, a conexão que criou com os fãs, o prazer que ele dá ao público quando vê suas partidas, o jeito como ele se comporta e a imagem que dá ao tênis. Então, diria que Roger é o melhor neste aspecto, no pacote todo."

Afirmar que uma biografia humaniza seu protagonista pode parecer um clichê. Mas, quando se trata de livros sobre tenistas, a tarefa se tornou uma virtude nos últimos anos. Com frequência, obras do tipo se assemelham a entediantes almanaques, com descrições de jogos e listas intermináveis de resultados. É exatamente o oposto disso que se pode encontrar em "Federer, o Homem que Mudou o Esporte", escrito pelo jornalista americano Christopher Clarey e publicado no Brasil pela editora Intrínseca.

O experiente repórter do jornal The New York Times traz um relato completo sobre a vida e personalidade do tenista suíço, construídas a partir de mais de 80 entrevistas. Somente com Federer foram "23 ou 24" ao longo de 20 anos, segundo afirmou o autor ao Estadão. Na prática, o leitor tem acesso a informações e observações colhidas por Clarey durante duas décadas. Ele estava lá na estreia do jovem suíço em um torneio de Grand Slam, em Roland Garros, em 1999, e também viu de perto o 20º troféu conquistado por Federer na série dos torneios mais importantes do mundo, no Aberto da Austrália, há três anos.

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Ao longo de 420 páginas, o americano faz o que nenhum outro biógrafo de Federer fez ao destrinchar sua personalidade, sua técnica (sem jamais ser enfadonho), suas conquistas ao mesmo tempo em que revela suas fraquezas. Isso só foi possível ao amplo acesso que teve ao próprio tenista, a ex-treinadores do suíço, ex-jogadores, como Andy Roddick e Marat Safin, e aos grandes rivais Rafael Nadal e Novak Djokovic.

"Federer, o Homem que Mudou o Esporte" revela um gênio vulnerável. Alguém que virou lenda e obteve recordes incríveis no circuito, porém sofreu duras derrotas e vem assistindo aos rivais superarem suas marcas gradualmente nos últimos anos. "Ele foi um grande campeão, mas também um grande perdedor. Perdeu muito. As maiores partidas em que esteve foram derrotas, com exceção da vitória sobre Nadal na final do Aberto da Austrália de 2017. E isso é algo muito extraordinário para um cara com essa imagem e reputação", disse Clarey ao Estadão.

Para o biógrafo, as derrotas para o espanhol e para Djokovic contribuíram para sua imagem de tenista falível, o que ajudou em sua popularidade. "O motivo que o tornou tão querido do público é porque ele se tornou vulnerável desde cedo. Ele perdeu para o Nadal em Miami pela primeira vez em 2004. Foi muito cedo, ele estava começando a dominar o circuito", lembrou o americano. Arrisco uma hipótese: teria Federer se tornado um Michael Schumacher, infalível e pouco popular, se não houvesse seus dois maiores rivais? "Concordo totalmente com essa ideia", respondeu o americano.

Clarey argumenta que a personalidade expansiva do suíço, sua sensibilidade (e fama de chorão) e a conexão com os fãs foram elementos importantes para ele se tornar um fenômeno global. O status de celebridade, não planejado pelo tenista, foi uma construção coletiva, de acordo com a nova biografia.

O experiente jornalista, com 15 Olimpíadas no currículo, aponta diversos fatores que permitiram ao suíço se tornar tão genial dentro e fora das quadras. O apoio da família e o fato de nascer e passar a vida toda na Suíça, perto dos grandes torneios do circuito, foram complementados por pessoas determinantes em sua trajetória, como o australiano Peter Carter, seu primeiro técnico. "Se não fosse Peter, Roger poderia ter se tornado jogador de futebol", diz Clarey.

Federer ajudou a "mudar o jogo", como diz o título da biografia em português, não apenas com sua técnica acima da média. Na obra, o americano mostra como também foram fundamentais a escolha do preparador físico Pierre Paganini, o namoro e futuro casamento com a ex-tenista Mirka, os demais treinadores e a decisão de assumir ele mesmo a gestão da sua carreira, algo inédito até então no circuito.

O suíço ainda desbravou novos territórios ao passar longe das controvérsias e dos escândalos ao longo de 20 anos de carreira. Para Clarey, o tenista tem o que chamou de "inteligência social e emocional" acima da média. "Ele vê o problema antes de acontecer. E encontra um jeito de resolver antes de se tornar um grande problema. Não é por acaso que ele atravessou 20 anos sem qualquer escândalo. É porque é muito inteligente e tem empatia."

A imagem limpa aproximou o suíço de grandes patrocinadores. Federer está perto de se tornar o primeiro tenista da história a acumular patrimônio de US$ 1 bilhão em sua carreira. E, para o biógrafo, essa habilidade de lidar com apoiadores, imprensa e fãs é o que torna o suíço o maior da história no "pacote completo".

A opinião contrasta com avaliação de outros especialistas, que apontam ora Nadal ora Djokovic como os maiores da história. Os três detêm, empatados, o recorde de títulos de Grand Slam - 20 -, que é a maior referência para definir o maior de todos. No entanto, o sérvio vem superando outras marcas importantes nos últimos anos, esquentando ainda mais a discussão.

"Quando falamos de grandiosidade de forma geral, eu diria que é preciso levar em consideração outras coisas além dos resultados, como o que o tenista trouxe para o jogo, a conexão que criou com os fãs, o prazer que ele dá ao público quando vê suas partidas, o jeito como ele se comporta e a imagem que dá ao tênis. Então, diria que Roger é o melhor neste aspecto, no pacote todo."

O primeiro-ministro australiano, Scott Morrison, afirmou nesta quarta-feira (27) (pelo horário local) que tenistas não vacinados contra a Covid-19 poderão disputar o Aberto da Austrália, em janeiro, em Melbourne. De acordo com o líder político, os atletas precisarão se submeter à quarentena exigida pelo estado de Victoria, onde será realizado o primeiro Grand Slam da temporada.

"Todas as regras devem ser aplicadas a todos. Independente se você é um campeão de Grand Slam, primeiro-ministro ou um empresário em viagem de trabalho ou um estudante. Mesmas regras. Os estados vão definir suas regras de quarentena, como já estão fazendo", declarou Morrison à imprensa australiana.

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As declarações do primeiro-ministro contradizem integrantes do próprio governo. Na semana passada, o ministro da imigração, Alex Hawke, afirmou que tenistas que não completaram a vacinação contra a Covid-19 não poderão entrar no país. Um dia antes, o governador do estado de Victoria, Daniel Andrews, afirmara que atletas sem a vacina não poderão disputar o Aberto da Austrália, o primeiro Grand Slam da temporada.

As declarações de Hawke e Andrews atingiram em cheio o sérvio Novak Djokovic, que adotou posturas negacionistas desde o início da pandemia. Ele já se disse contra vacinas em geral e afirmou que não pretende afirmar publicamente se tomou o imunizante contra a covid-19. Com esta restrição, o Aberto da Austrália não teria o número 1 do mundo e quase metade do Top 100 do ranking, tanto do masculino quanto do feminino.

Nesta quarta, as declarações do primeiro-ministro australiano trouxeram alívio para os tenistas e confirmaram o que o jornal The New York Times publicou no começo da semana. O veículo teve acesso a um e-mail da WTA enviada para todas as jogadoras. O documento diz que as atletas que não estiverem vacinadas poderão chegar ao país e jogar o torneio, mas estarão sujeitas a uma rígida quarentena.

Com esta decisão, os tenistas serão divididos em dois grupos em Melbourne. Aqueles com vacinação completa poderão circular livremente pelo torneio e pela cidade. Os demais terão que ficar em hotel específico, dentro de "bolhas" na competição, possivelmente sem a mesma liberdade para circulação e treinos, o que poderá gerar críticas e reclamações à organização do Grand Slam.

Djokovic não declarou se pretende competir em Melbourne mesmo com as restrições impostas pelo governo estadual. Recordista de títulos na Austrália, com nove troféus, ele poderá se tornar o maior vencedor de Grand Slams se vencer em solo australiano pela 10ª vez, alcançando o 21º título deste nível, superando o suíço Roger Federer e o espanhol Rafael Nadal, ambos com 20 troféus.

O impasse a respeito da exigência do comprovante de vacinação para os tenistas participantes do Aberto da Austrália, o primeiro Grand Slam da temporada, ganhou um novo capítulo. Na noite de domingo (24), um e-mail da WTA para as jogadoras acabou vazando para o jornal americano New York Times, que diz que as atletas que não estiverem vacinadas poderão chegar ao país e jogar o torneio, em janeiro de 2022, mas estarão sujeitas a uma rígida quarentena.

Apesar da postura dos governos da Austrália e do estado de Victoria, onde está Melbourne, de abrir as portas para tenistas não vacinados comparecerem ao Grand Slam, muitos jogadores já indicaram que não participariam se fossem forçados a passar por uma preparação semelhante à que aconteceu no evento deste ano. Os jogadores não vacinados também estariam em grande desvantagem em termos de preparação se comparados com seus rivais vacinados, que não enfrentarão restrições.

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A organização do torneio também prevê que os jogos do qualifying voltem a ser disputados no Melbourne Park em 2022. Este ano, essas partidas da fase prévia aconteceram no exterior, transferidas para Doha (Catar) e Dubai (Emirados Árabes Unidos). Os tenistas que passaram pelas três rodadas do quali no Oriente Médio, ainda nas primeiras semanas de janeiro, viajavam então para a Austrália e cumpriam os 14 dias de quarentena antes de atuarem pelo primeiro Grand Slam da temporada.

"Sentimos a necessidade de entrar em contato com todas vocês para esclarecer informações falsas e enganosas que foram recentemente divulgadas por outras partes sobre as condições que as jogadoras serão forçadas a suportar no Australian Open do próximo ano", disse o comunicado da WTA. "Como a taxa de vacinação no estado de Victoria atingirá 80% no final da semana e 90% no próximo mês, foi confirmado que as condições para os jogadores vão melhorar significativamente".

As condições oferecidas para as tenistas vacinadas são: podem chegar à Austrália a qualquer momento a partir de 1.º de dezembro; precisam apresentar exame negativo 72 horas antes de embarcar; não precisarão de quarentena ou ficar na bolha; e terão completa liberdade de movimento, sem restrições.

Já para tenistas não vacinados, as condições são: podem chegar à Austrália a partir de 1.º de dezembro, mas ficam sujeitas a duas semanas de quarentena rígida; precisam apresentar exame negativo 72 horas antes de embarcar; terão um hotel obrigatório para ficar durante os 14 dias de quarentena após a chegada ao país; e estarão sujeitas a exames regulares.

Em resposta aos acontecimentos, um porta-voz do governo central da Austrália emitiu um comunicado oficial. "Como disse o primeiro ministro, a partir de 1.º de novembro de 2021, começaremos a receber de volta com segurança australianos totalmente vacinados, residentes permanentes e suas famílias, sem quarentena em Nova Gales do Sul. Os participantes do Aberto da Austrália podem estar sujeitos a nenhuma quarentena ou a medidas de quarentena reduzidas, dependendo de seu status de vacinação, de acordo com os requisitos do estado e território".

O tenista brasileiro Bruno Soares está se preparando para a última série de torneios da temporada. Depois de fazer os ajustes finais em Belo Horizonte, ele viajou nesta quinta-feira (21) para a Rússia, onde dará o seu pontapé na parte final de 2021, esperando conseguir resultados que garantam a classificação para o ATP Finals, que será em Turim, na Itália.

"Começo a minha viagem. O calendário será o ATP 250 de São Petersburgo (Rússia), o Masters 1000 de Paris (França) e o ATP 250 de Estocolmo (Suécia), se for necessário. Eu e o Jamie (Murray) estamos focados na classificação para o ATP Finals e esse vai ser o nosso tiro final para estar lá. Estou muito motivado, ainda mais que essa parte final da temporada é de torneios indoor, que nós gostamos muito de jogar", disse o atual número 14 do mundo.

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Finalistas do US Open no último mês, Bruno Soares e o escocês Jamie Murray somaram pontos importantes e estão na oitava posição da corrida para o ATP Finals, entrando na briga pela quarta participação da dupla no torneio.

Ao todo, Bruno Soares já disputou a competição que reúne as oito melhores duplas da temporada em seis oportunidades: 2013, 2014, 2016, 2017, 2019 e 2020.

Na carreira, sempre em duplas, o brasileiro tem 34 títulos no circuito profissional, 33 vice-campeonatos e chegou ao segundo posto no ranking mundial individual de duplas da ATP em 2016. Encerrou as temporadas 2016 e 2020 como a dupla número 1 do mundo.

O Aberto da Austrália poderá voltar aos velhos tempos em 2022. O primeiro Grand Slam da temporada, acostumado a contar com muitas baixas nas primeiras décadas da era profissional do tênis, poderá perder até metade do Top 100 tanto do ranking masculino quanto do feminino por conta da exigência de vacinação completa contra a covid-19.

O desfalque maior deve ser o sérvio Novak Djokovic, recordista de troféus em Melbourne, com nove títulos. O atual número 1 do mundo já avisou que não vai revelar se tomou a vacina. No início da pandemia, o tenista adotou posturas negacionistas e já demonstrou desconfianças quanto à vacinas de forma geral.

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O tenista da Sérvia deve puxar a fila das baixas no primeiro grande torneio de 2022. Mas não será exceção. De acordo com o jornal australiano The Sydney Morning Herald, cerca de 35% dos tenistas masculinos ainda não se vacinaram ou completaram a imunização (no caso de duas doses), segundo números atualizados da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP). No caso das mulheres, essa cifra sobe para 40%, de acordo com a WTA.

Levando em consideração que parte destes tenistas está no Top 100 de cada ranking e que alguns não competirão devido a lesões, quase metade da elite do tênis deve ficar fora do primeiro Grand Slam da temporada. Entre os lesionados que provavelmente não estarão em Melbourne estão medalhões como o suíço Roger Federer e o espanhol Rafael Nadal, ambos em processo de recuperação física.

Ao contrário de outras entidades esportivas, como a NBA, a ATP e a WTA não exigiram vacinação dos seus atletas, algo controverso mesmo entre os tenistas. Alguns, como o escocês Andy Murray, já cobraram estas organizações para estabelecerem as doses contra a covid-19 como pré-requisito obrigatório no circuito.

Apesar desta postura da ATP e da WTA, os tenistas não vacinados não poderá competir na Austrália pode decisões governamentais. Na terça-feira, Daniel Andrews, governador do estado de Victoria, onde se localiza Melbourne, reiterou que atletas não vacinados não poderão disputar o torneio.

"(Para o vírus) Não importa qual o seu ranking de tênis ou quantos Grand Slams você venceu. Isso é completamente irrelevante. Você precisa estar vacinado para se manter e manter os outros seguros", disse o político, dando uma alfinetada em Djokovic, atual campeão do Aberto da Austrália.

A mensagem foi reforçada nesta quarta pelo ministro da imigração do país, Alex Hawke. "Você precisará ter duas doses da vacina para visitar a Austrália. Isso tem aplicação universal, não apenas para tenistas", declarou. "Eu não tenho uma mensagem especial para Novak (Djokovic). Tenho uma mensagem para todos que desejem visitar a Austrália. Será preciso ter duas doses da vacinas", reforçou.

O estado de Victoria está em "lockdown" há cerca de três meses e recentemente incluiu atletas profissionais na lista de obrigatoriedade para a vacina. Um dos países que mais se protegeu desde o início da pandemia, a Austrália fechou suas fronteiras para não residentes, embora as autoridades tenham emitido vistos para atletas e equipes esportivas para grandes eventos, incluindo o último Aberto da Austrália, em fevereiro deste ano. Na época, a vacinação ainda era inicial e pouco ágil em todos os países.

Com início marcado para 17 de janeiro, o Aberto da Austrália poderá voltar aos velhos tempos se boa parte do Top 100 não acelerar o processo de vacinação. Até a década de 80, eram poucos os tenistas da Europa e das Américas que se aventuravam a atravessar o mundo para competir em Melbourne.

O sueco Bjorn Borg, tido como um dos maiores da história, disputou apenas uma vez a competição australiana, por exemplo. Se tivesse competido em mais edições, possivelmente teria ampliado seu currículo de títulos para além dos 11 Grand Slams com os quais se aposentou, em 1983.

Para os brasileiros, disputar o Aberto da Austrália era ainda mais difícil e caro. Maria Esther Bueno, lenda brasileira, não conquistou nenhum título lá. Seu melhor resultado foi a final de 1965.

Beatriz Haddad Maia alcançou sua maior meta para a reta final da atual temporada. Nesta segunda-feira (18), a tenista número 1 do Brasil voltou a figurar no Top 100 do ranking da WTA, o que não acontecia desde setembro de 2019. Na ocasião, já cumpria suspensão por doping. A punição chegou a derrubar a atleta para a 1339ª e última posição da lista.

Ela subiu 21 colocações e aparece agora no 94º posto. E, como ainda tem mais torneios pela frente, Bia deve encerrar 2021 e posição à frente, podendo até retornar ao Top 80. Sua melhor colocação é a 58ª, obtida em 2017, temporada em que conquistou seus melhores resultados até agora.

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A tenista se destacou na atualização do ranking pela grande semana que fez no WTA 1000 de Indian Wells, nos Estados Unidos. Ela conquistou a maior vitória de uma brasileira na era aberta do tênis, iniciada em 1968, ao superar a checa Karolina Pliskova na terceira rodada. Pliskova era a número três do mundo, cabeça de chave número 1 e atual vice-campeã de Wimbledon.

O retorno ao Top 100 confirma a ascensão da tenista, que chegou a ficar afastada das quadras por 13 meses, sendo 10 por suspensão e mais três em razão da pandemia de covid-19. Ao retornar aos torneios, descobriu um tumor benigno no dedo médio da mão esquerda, com a qual joga, e precisou se afastar por mais três meses do circuito.

Bia faz a seu segunda melhor temporada da carreira. Ela soma 5 títulos em 2021, de nível ITF, logo abaixo da WTA, com aproveitamento de cerca de 80% em geral. É uma das jogadoras que mais venceu jogos dentro do Top 250, somando 66 vitórias no ano, seu recorde para uma temporada só.

Além de Bia, Luisa Stefani também subiu no ranking, mesmo estando afastada das quadras por conta de lesão. A especialista em duplas subiu para o 11º lugar nas duplas, a exatamente um ponto de entrar no prestigiado Top 10. Trata-se da melhor posição da brasileira, que se recupera de um rompimento do ligamento cruzado anterior do joelho direito. Ela só deve voltar ao circuito no segundo trimestre de 2022.

FEDERER EM QUEDA - Afastado por conta de nova cirurgia no joelho direito, Roger Federer deixou o Top 10 pela primeira vez em cinco anos na atualização desta segunda-feira. O suíço caiu duas posições, para o 11º posto, e deve perder mais posições, principalmente após o fim das mudanças implementadas no ranking, em razão da pandemia.

Federer poderá até se afastar do Top 30, o que o deixaria longe da condição de cabeça de chave num Grand Slam. O suíço ainda não sabe quando retornará ao circuito. Neste ano, ele disputou apenas 13 jogos, sem alcançar nenhuma final. Seu último jogo foi as quartas de final de Wimbledon.

A brusca queda no ranking deve acontecer também porque o tenista de 40 anos praticamente não em 2020. Entrou em quadra apenas no Aberto da Austrália. Em seguida, passou por duas cirurgias no joelho direito.

Federer entrou no Top 10 pela primeira vez na carreira em maio de 2002. E só havia deixado esta restrita lista duas vezes, antes desta segunda-feira: entre julho e outubro de 2002 e entre novembro de 2016 e janeiro de 2017, quando também precisou se afastar do circuito para cirurgia.

As quatro primeiras posições do ranking não sofreram alterações, com o sérvio Novak Djokovic liderando, seguido pelo russo Daniil Medvedev, pelo grego Stéfanos Tsitsipas e pelo alemão Alexander Zverev. O espanhol Rafael Nadal, mesmo afastado também por lesão, subiu para o quinto posto, desbancando o russo Andrey Rublev para o sexto posto.

O italiano Matteo Berrettini e o austríaco Dominic Thiem vêm logo em seguida. Em nono está o norueguês Casper Ruud, que ganhou uma posição. O polonês Hubert Hurkacz fecha o Top 10. Campeão de Indian Wells, no domingo, o britânico Cameron Norrie subiu 10 posições e aparece em 16º. O melhor brasileiro do ranking é Thiago Monteiro, que manteve a 92ª colocação.

Praticantes profissionais e atletas amadores de Beach Tennis poderão, entre os dias 14 e 17 de outubro, no Cabo de Santo Agostinho, participar da 2ª edição do Reserva do Paiva Open de Beach Tennis.

A segunda edição do torneio receberá atletas de 20 estados brasileiros para competir em 24 quadras da modalidade. No total, são 23 categorias, e ainda há vagas para dupla feminina e masculina Pro, dupla feminina B e dupla feminina 40+. As inscrições podem ser feitas clicando aqui.

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As premiações são generosas e podem somadas chegar a mais de 60 mil reais entre prêmios em dinheiros e vouchers financeiros.  “Teremos jogadores profissionais top 10 do ranking, cujos nomes ainda serão anunciados. A vinda dos atletas a Pernambuco deverá movimentar o turismo e a economia local, pois as hospedagens se concentram de Boa Viagem, no Recife, a Porto de Galinhas, em Ipojuca”, diz Francisco Souza, um dos diretores do torneio.

A Copa do Mundo de tênis em cadeira de rodas, realizada em Alghero (Itália), marcou o início do ciclo da Paralimpíada de Paris (França) para Ymanitu Silva. Número oito do mundo da classe quad (atletas com deficiências em três ou mais extremidades do corpo), o catarinense de 38 anos tem como objetivo, no caminho até os Jogos na capital francesa, participar das quatro principais competições do circuito mundial, os Grand Slams, que são os mesmos do tênis convencional: Aberto da Austrália, Roland Garros, Wimbledon e US Open.

“A primeira meta até Paris é fazer pelo menos um ano jogando os quatro Grand Slams. Para isso, tenho que estar entre os sete do mundo. Permanecendo em oitavo, tem a possibilidade de receber convite. Subindo para sétimo, entro direto nos torneios”, explicou Ymanitu à Agência Brasil.

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Em 2019, o brasileiro fez história ao ser o primeiro tenista em cadeira de rodas do país a participar de um Grand Slam. Na ocasião, disputou Roland Garros como convidado. A estreia na chave de simples foi contra o australiano Dylan Alcott, número um do mundo, que o derrotou por 2 sets a 0 (1/6 e 2/6). Na disputa pelo terceiro lugar, Ymanitu perdeu por 2 sets a 1 para o japonês Koju Sugeno, de virada (6/3, 4/6 e 2/6). Nas duplas, o catarinense e Sugeno foram superados na final por Alcott e o norte-americano David Wagner por 2 sets a 0 (duplo 6/3).

O atual posto no ranking da Federação Internacional de Tênis (ITF, na sigla em inglês) na classe quad, atingido em setembro, credencia Ymanitu a disputar o Masters, evento que reunirá os oito melhores tenistas do mundo. O torneio será realizado em Orlando (Estados Unidos) entre 31 de outubro e 7 de novembro. É a segunda vez que o brasileiro disputará a competição. A primeira foi há quatro anos, quando também era o número oito da categoria. Ele não foi além da primeira fase, superado por David Wagner e pelo sul-africano Lucas Sithole.

“Para mim, é muito importante estar entre os oito do mundo, mostra que o trabalho diário é colocado em prática. Os resultados vêm a longo prazo no tênis. Será um tiro curto [até Paris], um ciclo com menos de três anos para atingir o ápice lá. Seguirei treinando e só devo parar nas datas festivas do fim do ano. Minha equipe aproveitou a Paralimpíada de Tóquio [Japão] e o Mundial para ver o nível dos adversários e tirar um embasamento do que é preciso para chegar bem em Paris”, destacou o tenista, que treina na ADK Tennis, em Itajaí (SC).

“Nos últimos anos, chegaram novos jogadores na categoria, como os holandeses [Sam Schröder e Niels Vink, medalhistas de prata e bronze em Tóquio]. Isso é importante, pois torna a concorrência mais forte. A quad é uma classe onde os jogadores têm ao menos três limitações [físico-motoras]. Atletas com menor grau de deficiência têm aparecido e deixado os jogos mais difíceis”, completou.

A Paralimpíada na capital francesa poderá ser a terceira de Ymanitu. O catarinense, que é natural de Tijucas (SC), disputou os Jogos do Rio de Janeiro tendo menos de dois anos de experiência internacional. Na ocasião, foi superado por Lucas Sithole na primeira rodada. Neste ano, em Tóquio, teve David Wagner como adversário na estreia. O brasileiro chegou a vencer o primeiro set, mas sofreu a virada do rival, ex-número um do mundo e atualmente na quarta posição do ranking.

“Foi a Paralimpíada na qual estava melhor preparado, mesmo sabendo que o Wagner tem 15 anos de estrada. Consegui abrir um set a zero de maneira rápida [6/3]. Aí ele usou aquele tempo de banheiro, cerca de 20 a 25 minutos, para dar uma esfriada no jogo. Continuei focado, mas quando ele voltou foi um recomeço. O jogo foi parelho, mas ele abriu vantagem [na segunda parcial] e também começou melhor no terceiro set”, analisou Ymanitu.

“Fiquei frustrado pela derrota, claro, pela expectativa e todo o trabalho, mas feliz com o rendimento. Tirei um set de um top cinco do mundo, que é uma coisa que os incomoda bastante. Tanto que ele parou o jogo [risos]. No tênis, a gente tem mais derrotas do que vitórias, então, cada derrota é um aprendizado para retornarmos mais fortes”, concluiu.

Ilustre presença na Laver Cup em Boston, o suíço Roger Federer surpreendeu a quase todos ao aparecer no ginásio TD Garden no final de semana para acompanhar o evento de perto. Ainda se recuperando de uma terceira cirurgia no joelho, ele mesmo admitiu que não havia planejado ir aos Estados Unidos para ver o torneio de perto, que se encerrou no domingo.

"Eu não tinha certeza se poderia vir. Finalmente pensamos que seria muito bom e especial poder fazer isso sem ninguém saber. Todos estão muito felizes em me ver aqui. Eles me desejaram tudo de bom e não querem nem ver as muletas, só querem ver coisas boas e aproveitar este fim de semana", afirmou o tenista de 40 anos.

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"Neste torneio vi um nível incrível de tênis, alguns jogos ótimos e isso é maravilhoso para esta competição", complementou Federer, que mostrou um misto de otimismo e cautela ao analisar a sua recuperação.

O suíço revelou ter ficado insatisfeito com seu desempenho físico neste ano e por isso resolveu operar de novo. "Tomamos uma decisão muito difícil porque eu tinha feito algumas cirurgias no joelho no ano passado, mas estava realmente infeliz com a forma como as coisas aconteceram em Wimbledon, onde estava longe do meu melhor nível físico", disse Federer.

Veio então a nova cirurgia e a recuperação que está em curso, para tentar retomar a carreira em 2022. "Agora é ir passo a passo, primeiro tenho que andar corretamente, depois correr, dar passos laterais, e trabalhar a agilidade. Depois vou começar a treinar em uma quadra de tênis, mas vai demorar alguns meses até isso, só então veremos como as coisas estão indo para o próximo ano", disse.

"Tenho que tomar meu tempo, não quero criar atalhos nem nada do tipo. Quero ter certeza de que posso fazer tudo que quero e que não há pressa. Na verdade, estou em um lugar muito bom, o pior dessa lesão já passou", finalizou o otimista Federer.

A quarta edição da Laver Cup, neste final de semana, não contará com a presença do suíço Roger Federer, que ficará de fora pela primeira vez desde a criação da competição. Um dos idealizadores do evento e responsável por sua organização, o tenista de 40 anos não viajará para Boston, nos Estados Unidos, mas garante que acompanhará de casa, na cidade da Basileia, na Suíça, e sentirá falta de competir.

"Vou sentir falta porque me diverti muito em Genebra, Praga e Chicago, mas já entrei em contato com Thomas Enqvist, técnico da Europa, e com certeza vou ligar para Bjorn e John (McEnroe) para me certificar que está tudo bem", contou o tenista em entrevista ao canal de TV Eurosport.

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"Estarei em contato com o time e assistirei a muitos jogos. Serão longos dias de tênis na frente da TV, estou muito animado que é hora da Laver Cup novamente", acrescentou Federer, que aponta favoritismo para o time europeu, mesmo sem poder contar com o espanhol Rafael Nadal e o sérvio Novak Djokovic.

Contudo, o suíço vê com bons olhos o grande momento da nova geração. "Acho que o Time Europa será novamente o favorito. Ter (Alexander) Sascha Zverev como campeão olímpico e Daniil Medvedev como campeão do US Open na equipe vai ser muito bom para nós, especialmente para os jogos de simples", comentou Federer.

"É incrível como a Europa se tornou forte ao longo dos anos, mas desta vez nada de Rafa (Nadal), nada de Novak (Djokovic) e nada de mim na equipe. Então acho que vão precisar de um novo líder ou Bjorn Borg obviamente vai apenas assumir o papel de super capitão. Eu realmente espero que o Time Europa vença novamente", complementou.

Mesmo com o favoritismo europeu, Federer acredita que o embate será apertado e que as partidas de duplas podem surpreender. "Para ser honesto, acho que tudo é possível duplas em quadra coberta, vai ser muito parelho. Em simples temos uma ligeira vantagem, mas eles têm muitos jogadores jovens no Time Mundo, então também têm suas chances", finalizou o suíço.

No vídeo em que anunciou uma nova cirurgia no joelho direito, que o tirou do restante da temporada, o suíço Roger Federer mostrava um pouco de frustração e desânimo pela novidade, mas isso tudo parece ser coisa do passado. O tenista de 40 anos estava mais otimista em entrevista concedida nesta semana à rádio suíça Schweizer Radio und Fernsehen.

"O pior já passou, estou ansioso por tudo o que está por vir", afirmou o ex-número 1 do mundo. "Quando você volta depois de uma lesão, cada dia é um dia melhor, um momento emocionante. Passei por isso no ano passado e não é um problema que vá afetar o meu lado mental", complementou o suíço.

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Federer sabe que retornar ao circuito profissional será um desafio, porém está disposto a se empenhar neste processo. "Quero retomar as atividades físicas e voltar para a quadra o mais rápido possível, mas isso ainda requer um pouco de paciência", observou o tenista.

Um dos responsáveis pela criação e organização da Laver Cup, o suíço ficará de fora do evento pela primeira vez neste ano e não competirá nesta semana em Boston, nos Estados Unidos. "Isso me dói muito, é claro", disse Federer.

Ele acompanhará de longe o duelo entre a Europa e o resto do mundo. "Serão três dias muito intensos de tênis", observou Federer, que pretende voltar a disputar a Laver Cup em 2022, quando será disputada em Londres. "É um dos meus objetivos, algo que eu realmente gostaria de fazer", complementou o suíço.

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