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A polêmica causada por Novak Djokovic com a realização de torneios de exibição na Sérvia e na Croácia sem protocolos de isolamento social por conta da pandemia do novo coronavírus, que resultou na contaminação de vários tenistas - entre eles o próprio número 1 do mundo e sua esposa Jelena -, não passou batido por Gustavo Kurten. O maior nome da história do tênis brasileiro não poupou críticas sobre o que aconteceu no Adria Tour e disse não estar ao lado do líder do ranking da ATP nesse caso.

"Foi uma surpresa porque a gente não espera isso dos nossos ídolos. Foi uma lambança total. Ele já foi a público se retratar, mas é importante separar a pessoa do ídolo, que tem uma margem grande para errar. Como ser humano a gente acerta e erra, mas temos que pensar no tamanho do erro. Acho que ele já fez o exercício da reflexão", afirmou Guga em uma live com o ex-judoca Flávio Canto.

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O brasileiro falou ainda das lições que podem ser retiradas destes torneios de exibição. "Temos que tirar os maiores benefícios possíveis desse erro para os próximos torneios. Djokovic tem empatia, assim como Federer e o Nadal, eu torço para que tenha sido algo pontual. Tem países que estão num grau de menor risco e não temos fórmula pronta para o tênis em tempos de coronavírus", comentou.

Além do líder do ranking da ATP, também foram contaminados o búlgaro Grigor Dimitrov, o croata Borna Coric e o sérvio Viktor Troicki. Outros que acabaram testando positivo para a covid-19 foram a esposa de Troicki, o técnico e o preparador físico de Djokovic, respectivamente Goran Ivanisevic e Marko Paniki, e Kristijan Groh, treinador de Dimitrov.

Após o tenista búlgaro Grigor Dimitrov, outros três participantes do Adria Tour, uma série de torneios de tênis organizada pelo sérvio Novak Djokovic, testaram positivo para o novo coronavírus (Sars-CoV-2). Em decorrência dos casos confirmados, a segunda etapa da campetição foi cancelada.

Além de Dimitrov, também foram infectados o técnico do atleta búlgaro, Christian Groh, o tenista croata Borna Coric e o treinador de Djokovic, Marko Paniki. Outros esportistas que marcaram presença no torneio, como Alexander Zverev e Dominic Thiem, aguardam resultado de exames para a Covid-19.

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Djokovic retornou a Belgrado e passou pelo teste de coronavírus. A imprensa sérvia também informou que a família e os membros da equipe técnica do tenista também foram examinados.

O Adria Tour passaria pelos países Bálcãs e estava em sua segunda etapa, após a primeira ter sido disputada em Belgrado, na Sérvia. Desta vez em Zadar, na Croácia, Dimitrov deu a notícia que tinha sido contaminado pelo novo coronavírus quando retornou a Monte Carlo, em Mônaco. A final do torneio, entre Djokovic e o russo Andrey Rublev, foi imediatamente cancelada.

O primeiro-ministro da Croácia, Andrey Plenkovic, que viajou a Zadar para assistir o torneio e teve contato com Djokovic, será examinado.

"O encontro durou entre dois a três minutos, não houve aperto de mão ou contato físico direto, mas o primeiro-ministro decidiu fazer o teste de qualquer maneira", informou o governo de Zagreb.

O torneio de caridade foi projetado para os tenistas retornarem para as quadras. Após as duas primeiras etapas, em Belgrado e Zadar, o campeonato deveria continuar em Banja Luka e, na sequência, em Sarajevo, na Bósnia e Herzegovina.

A imprensa croata publicou nesta segunda-feira (22) diversas fotos de Dimitrov em estreito contato com centenas de pessoas e criticou os organizadores do Adria Tour por não tomarem medidas de precaução e permitirem reuniões em massa.

Da Ansa

No momento em que algumas medidas de restrições estão sendo relaxadas em grande parte da Europa, Novak Djokovic, número 1 do mundo, defendeu a ideia de haver torcida nas partidas na Sérvia. Nesta sexta-feira (12), teve início o Adria Tour, torneio de exibição beneficente promovido pelo sérvio.

Os torcedores lotaram as bancadas improvisadas na sexta-feira no clube de tênis de Djokovic em Belgrado, às margens do rio Danúbio, para o primeiro dia do torneio por ele e sua família. Não havia distanciamento social e poucos entre os milhares de fãs usavam máscaras - e o tenista aprovou.

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"Temos circunstâncias e medidas diferentes, por isso é muito difícil pensar em padrões internacionais", considerou Djokovic, em declaração antes da abertura da competição do qual é anfitrião.

O alemão Alexander Zverev, o austríaco Dominic Thiem, o búlgaro Grigor Dimitrov e a sérvia Jelena Jankovic são outros nomes de destaque que participam do campeonato de exibição. O torneio amistoso está programado para passar ainda na Croácia, Montenegro e Bósnia.

Djokovic ressalta que a Sérvia tem "números melhores" em comparação com outros países em relação a infecções por coronavírus. Até este sábado, o país do leste europeu registrou mais de 12 mil casos de covid-19 e 252 mortes, embora os números tenham aumentado novamente desde que o governo suspendeu a maioria dos bloqueios e restrições no mês passado.

"Você também pode nos criticar e dizer que isso talvez seja perigoso, mas não cabe a mim tomar decisões sobre o que é certo ou errado para a saúde", disse Djokovic. "Estamos fazendo o que o governo sérvio está nos dizendo e esperamos que em breve voltemos ao circuito coletivamente", prosseguiu o número 1 do ranking da ATP.

O governo sérvio relaxou recentemente as medidas restritivas na pandemia de coronavírus, recomendando apenas que as pessoas fiquem a 1 metro de distância umas das outras. Na quarta-feira, havia uma multidão de 20 mil pessoas na semifinal da Copa de Futebol de Belgrado.

"É claro que vidas foram perdidas e isso é horrível de ver na região e no mundo. Mas a vida continua, e nós, como atletas, estamos ansiosos para competir", avaliou o tenista sérvio.

Apesar de defender as partidas com público em seu país e de se mostrar ansioso para estar nas quadras, Djokovic afirmou recentemente que cogita não jogar o US Open porque descreveu as precauções impostas aos jogadores como "extremas" e não "sustentáveis".

As medidas de precaução aos atletas incluem uma quarentena de 14 dias para jogadores estrangeiros; um limite de uma pessoa por competidor nas partidas; capacidade limitada de se deslocar em Nova York; e hospedagem obrigatória perto do local do Grand Slam no Queens.

Depois de jogar na sexta-feira um set de duplas mistas ao lado da ex-número 1 Jelena Jankovic, Djokovic começa a disputa da competição amistosa neste sábado. Ele enfrenta contra os compatriotas Viktor Troicki e Filip Krajinovic.

Um dia depois de completar 34 anos, Rafael Nadal não demonstra ansiedade em retornar às competições, nem mesmo ao tradicional torneio de Roland Garros, no qual soma 12 conquistas. A preocupação maior do tenista espanhol, número dois do mundo, é com o retorno da "vida normal", ante a pandemia do novo coronavírus

"Sinto falta de jogar tênis. Sinto falta de jogar o torneio que mais amo", afirmou Nadal, nesta quinta-feira, em entrevista coletiva. "Mas, ao mesmo tempo, minha mente não está pensando nisso. Minha mente está focada em tentar recuperar a vida normal. A primeira coisa que temos de conseguir é recuperar o normal."

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Se não fosse o adiamento causado por pandemia, o Aberto da França estaria em sua segunda semana de disputas e Rafael Nadal poderia estar na luta por um 20.º título de Grand Slam. Em vez disso, ele está em casa, na Espanha, treinando "levemente" sem saber se jogará o US Open.

"Se você (perguntar) a mim hoje, hoje eu vou dizer, 'não'. Em alguns meses? Eu não sei. Espero que, 'sim'", disse Nadal. "Mas precisamos esperar, provavelmente, até que tenhamos informações mais claras sobre como o vírus evolui e como a situação vai estar em Nova York daqui uns meses. Porque, é claro, Nova York tem sido um dos lugares mais fortemente atingidos pelo vírus. Então vamos ver."

Nadal acha que há dois requisitos fundamentais para o Aberto dos EUA acontecer e para o tênis retomar suas atividades: garantias para ser protegido do coronavírus e ter todos capazes de viajar internacionalmente.

O tênis, como a maioria dos esportes, está suspenso desde março por causa da pandemia da covid-19. As competições da ATP e da WTA estão suspensas pelo menos até o final de julho. O Roland Garros foi adiado de maio para setembro, enquanto Wimbledon foi cancelado pela primeira vez em 75 anos.

Uma decisão sobre o Aberto dos EUA é esperada dentro de semanas. A previsão é de que a competição tenha início em 31 de agosto. "Eu realmente acredito que precisamos ser pacientes, ser responsáveis", disse Nadal. "Nós precisamos ser calmos e fazer as coisas da maneira certa", completou Nadal.

Acostumado a fazer história dentro de quadra, Roger Federer brilha cada vez mais também longe dos torneios. O suíço se tornou o primeiro tenista a alcançar o topo da lista da Forbes de atletas mais bem pagos do mundo, contando os últimos 12 meses. Ele deixou para trás rivais do calibre de Lionel Messi, Cristiano Ronaldo, Neymar e LeBron James.

Federer somou ganhos de US$ 106,3 milhões, sem descontar impostos. Equivale a R$ 563 milhões no câmbio atual. Messi, segundo colocado na lista, obteve US$ 105 milhões, e é seguido por Ronaldo (US$ 104 mi), Neymar (US$ 95,5 mi) e LeBron (US$ 88,2 mi). O segundo tenista da relação é o sérvio Novak Djokovic, atual número 1 do mundo e apenas o 23º da Forbes, com ganhos de US$ 44,6 milhões.

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A diferença de Federer para os demais tenistas da lista aumenta gradativamente. O espanhol Rafael Nadal, vencedor de dois dos últimos quatro Grand Slams, figura em 27º, com US$ 40 milhões. Depois dele, vêm duas mulheres: a japonesa Naomi Osaka (29ª colocada geral, com US$ 37,4 milhões) e a norte-americana Serena Williams (33ª, com US$ 36 mi).

Atual número quatro do mundo, Federer não vence um Grand Slam desde janeiro de 2018. Mesmo assim, vem se mantendo entre os principais tenistas do mundo nos últimos anos, ainda sem previsão de aposentadoria. E, enquanto diminui o ritmo de jogos e conquistas, o suíço vem ampliando sua atuação fora das quadras.

Não por acaso, suas maiores fontes de renda nos últimos anos têm sido os patrocinadores e os pagamentos por exibições. Para efeito de comparação, nos últimos 12 meses, Federer arrecadou somente com premiações no circuito cerca de US$ 5 milhões, o que equivale a 5% do montante total que ganhou segundo a Forbes.

Somente em exibições, o suíço bateu duas vezes seguidas o recorde de público para um jogo de tênis nos últimos meses. No México, em novembro, foram 42.517 pessoas para vê-lo enfrentar o alemão Alexander Zverev. Em fevereiro deste ano, a soma aumentou para 51 mil na África do Sul. Do outro lado da quadra, ele enfrentou Nadal e o norte-americano Bill Gates.

Afora os valores recebidos por cada exibição, cada jogo foi cercado por diversos eventos de marketing, aumentando o potencial de venda do tenista. Nenhum outro atleta da modalidade tem tantos e tão importantes patrocinadores quanto Federer. A lista tem 13 nomes, incluindo Mercedes-Benz, Rolex, Credit Suisse, Barilla e Moet & Chandon.

O peso das marcas é tão forte que até permitiu a Federer encerrar a longa parceria com a Nike na metade de 2018. Em seu lugar, o suíço colocou a Uniqlo e a On para lhe fornecer uniforme e tênis. Estas últimas movimentações aumentaram ainda mais a exposição do atleta de 38 anos fora das quadras.

Na prática, Federer subiu de patamar financeiramente, quase se igualando a Tiger Woods. O suíço e o golfista norte-americano são os dois únicos atletas do mundo que alcançam até US$ 100 milhões somente em patrocínio num intervalo de um ano.

Apenas o polpudo acordo com a Uniqlo vai render a Federer US$ 300 milhões em dez anos, a contar de 2018. De acordo com especialistas, será o suficiente para incluir o suíço na seleta lista de atletas bilionários, nos próximos anos. Estima-se que ele some até agora cerca de US$ 900 milhões.

Federer estará a altura de lendas como Michael Jordan também do ponto de vista financeiro - esportivamente as comparações já são antigas. Somente outros dois já fazem parte do time dos bilionários: o próprio Tiger Woods e o boxeador norte-americano Floyd Mayweather, já aposentado.

Se o retorno do futebol na Europa parece estar perto de acontecer, no tênis a situação é bem diferente. Datas, torneios e calendário ainda estão cercados de incógnitas, na avaliação do duplista Marcelo Melo. Na sua avaliação, é difícil fazer qualquer previsão neste momento.

"Os tenistas jogam praticamente uma semana em cada lugar. Não sei ainda como será essa adaptação do calendário com estes novos tempos da pandemia. Talvez fazer mais de um torneio em um só local, todo mundo no mesmo lugar. Não dá para saber ainda. Precisamos aguardar um panorama melhor da ATP e da realidade dos países", diz o número cinco do mundo nas duplas.

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Ele admite que há até especulações sobre o retorno do tênis somente em janeiro. Mas nada certo no momento. "Por enquanto são só opiniões diferentes. Uns falando neste ano, outros em 2021. O importante é deixar a ATP encontrar o melhor caminho. À medida que for reabrindo, sem quarentena, nos países, já será um passo enorme."

Melo voltou há poucos dias ao Brasil. Ele estava nos Estados Unidos desde que o circuito foi paralisado, às vésperas do Masters 1000 de Indian Wells. Para não perder a viagem, ele permaneceu em solo americano para treinar, seguindo as orientações de distanciamento social. Seu parceiro de treinos foi o alemão Alexander Zverev, atual 7º do mundo em simples.

"Vou dar sequência aos treinos, aqui em Belo Horizonte, com meu irmão Daniel (Melo, técnico), o Chris (Bastos, preparador físico) e o Daniel Azevedo (fisioterapeuta), seguindo um planejamento de treinar para manter a forma, o corpo em dia, e ir ajustando e aumentando o ritmo de acordo com as notícias que tivermos desse retorno, dos próximos passos, de uma data confirmada para a volta dos torneios", declarou.

As mudanças causadas na sociedade em razão da pandemia de covid-19 também vão afetar as práticas esportivas. Para o tênis, o "novo normal" pode ter jogadores em quadra com máscaras, cumprimentos com a raquete e bolinhas com as iniciais de cada tenista para evitar trocas e contato físico.

A fórmula vem sendo ensaiada em um torneio de exibição disputado nos Estados Unidos. Desde a semana passada, a Saddlebrook Academy, em Tampa, na Flórida, promove competição para também dar ritmo de jogo e premiações aos seus tenistas. E muito do que os organizadores estão fazendo poderá virar tendência nos grandes torneios do circuito no futuro.

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Nas partidas, cada tenista recebe três bolas com as iniciais do seu nome e sobrenome. Até o fim do jogo, o tenista só poderá sacar com estas bolinhas. Se precisar passar para o outro lado, terá que usar somente a raquete para evitar o contato com as mãos. Não há boleiros, aqueles garotos e garotas que ficam no fundo da quadra recolhendo e distribuindo as bolinhas. Assim, cada jogador precisa cuidar da própria toalha.

Também para evitar contato, não há aperto de mão na rede. Cumprimentos ao adversário e ao juiz somente de longe ou com um toque entre raquetes. As cadeiras onde os tenistas descansam são higienizadas por funcionários da academia em diferentes momentos do jogo.

"Eu não sabia o que esperar, mas achei bem legal. O mais engraçado foi o cumprimento. Ou usa a raquete ou só dá um tchauzinho de longe. No tênis, já tem um pouco de distanciamento social. Mas agora, quando a gente troca de lado, espera a outra tomando mais distância ou passa pelo outro lado", conta Luisa Stefani, que tem a Saddlebrook como sua base.

Além de aprovar o novo sistema, a número 1 do Brasil nas duplas comemora a ajuda das premiações. "Não temos garantias no nosso esporte. Salário só vem jogando. Sem isso, é muito difícil conseguir conciliar tudo, precisando treinar e manter a forma física. Os gastos continuam, mas agora sem receber nada", diz a brasileira, que recebe dos patrocinadores apenas o material de treino.

A nova rotina também atinge os treinos. No Brasil, tenistas vêm treinando de máscara em Estados onde podem acessar clubes e academias ou mesmo em quadras particulares. "É muito estranho, no começo dá até um pouco de falta de ar", diz Rogério Dutra Silva, ainda tentando se adaptar ao acessório mais comum nesta pandemia. "É desconfortável. Não é o ideal para o alto rendimento, que tem exigência física grande. Tem dificuldade para respirar. Mas a prioridade no momento é a saúde, né", afirma João Pedro Sorgi.

Em Itajaí (SC), Sorgi explica que apenas dois atletas podem treinar por vez em cada quadra, sempre ao ar livre - as cobertas estão interditadas. "Temos álcool em gel por todo lado. Somente os treinadores podem pegar a bola com a mão. Nós, jogadores, só usamos a raquete. Todo o material é higienizado e mantemos distância até no descanso." Além disso, todo trabalho físico é feito ao ar livre, longe das academias.

O presidente da Federação Francesa de Tênis (FFT, na sigla em francês) Bernard Giudicelli, admitiu a possibilidade de realizar Roland Garros com portões fechados. O tradicional torneio parisiense seria disputado entre maio e junho, mas teve seu início adiado para setembro em razão da pandemia do novo coronavírus.

"Organizar o torneio a portas fechadas permitiria a manutenção de uma parte do modelo econômico, como os direitos de transmissão e os patrocinadores", destacou Giudicelli, em entrevista ao Le Journal du Dimanche. Várias outras competições foram adiadas e a edição deste ano de Wimbledon, torneio mais tradicional de tênis do mundo, acabou sendo cancelada.

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Roland Garros é um motor econômico para o tênis francês, uma vez que representa cerca de 80% da receita da FFT, segundo Le Journal du Dimanche. Os direitos de transmissão da televisão compõem mais de um terço do faturamento do evento, disputado anualmente em Paris desde 1891.

Giudicelli acrescentou que "a falta de visibilidade é genuína" ao hospedar um torneio sem torcedores. No entanto ponderou que "não estamos descartando nenhuma opção". Ele afirmou, ainda, que alterar novamente a data da competição "não mudaria muito". Se as autoridades sanitárias permitirem, o campeonato será disputado de 20 de setembro a 4 de outubro.

A FFT está reembolsando todos os torcedores que compraram ingressos para assistir aos jogos do torneio em sua data original - de 24 de maio a 7 de junho. O tradicional torneio de Roland Garros, único Grand Slam jogado em quadras de saibro, só não foi disputado em anos de Guerras Mundiais. O primeiro intervalo em que o evento acabou cancelado foi de 1915 a 1919. Depois, o mesmo se repetiu de 1940 até 1945. Um dos grandes nomes da história da competição é o brasileiro Gustavo Kuerten, vencedor de três edições.

"Muitas coisas podem acontecer ao nosso redor. Mantemos focados no que temos que fazer, que é oferecer um torneio nas melhores condições possíveis", concluiu Giudicelli.

A Fundação Roger Federer informou, nesta quarta-feira, a doação de um milhão de dólares (R$ 5,7 milhões) para proporcionar alimentos para 64 mil crianças e suas famílias na África.

O tenista suíço, cuja mãe, Lynette, é de origem sul-africana, deixou uma mensagem nas redes sociais. "Agora, mais do que nunca, devemos nos unir para ajudarmos as famílias necessitadas", disse o número 4 do ranking mundial.

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A fundação, segundo informações em seu site, apoia projetos educativos na região da África Meridional e na Suíça. No continente africano, a intenção é melhorar a qualidade de vida e aprimorar a qualidade da educação básica, enquanto no país europeu o plano é apoiar atividades extracurriculares para crianças afetadas pela pobreza.

Em março, Federer doou outro milhão de dólares para famílias necessitadas na Suíça. Assim como os demais tenistas profissionais, o supercampeão não sabe quando voltará às quadras.

O tenista chileno Nicolás Jarry, que já esteve no Top 50 do ranking da ATP e ocupa atualmente o 89.º lugar, conheceu nesta segunda-feira a extensão da sua suspensão por violação de um exame antidoping realizado em novembro do ano passado. O atleta de 24 anos, que estava suspenso provisoriamente desde janeiro e aguardava julgamento, foi punido por 11 meses. A pena começou a valer em 16 de dezembro de 2019 e poderá voltar a competir na semana de 15 de novembro.

O número 2 do Chile testou positivo para dois tipos de esteroides - Ligandrol (SARM LGD-4033) e Stanzolol - proibidos pela Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês) e, ainda que tenha conseguido provar que houve contaminação cruzada em suplementos produzidos no Brasil, a Federação Internacional de Tênis (ITF, na sigla em inglês) considerou que houve irresponsabilidade e negligência por parte do chileno.

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Nicolás Jarry já reagiu à suspensão em um comunicado oficial divulgado nesta segunda-feira. "Consegui provar a minha versão, mas aceitei com humildade 11 meses de suspensão. Continuar este processo iria arrastar o meu desgaste e afetar ainda mais a minha carreira esportiva. Agradeço a todos aqueles que me apoiaram neste processo", afirmou o chileno, que deixou uma mensagem emocionada em suas redes sociais na qual reflete sobre a importância deste episódio na sua vida.

Este caso de Nicolás Jarry é em tudo semelhante ao da tenista brasileira Beatriz Haddad Maia, que foi suspensa exatamente pela mesma razão e durante o mesmo período de tempo. A pena de Bia Haddad acabou no último dia 22 de março.

A ITF ainda destacou os sucessivos casos de doping por contaminação na América do Sul, que só em brasileiros, além de Bia Haddad, já atingiram o gaúcho Marcelo Demoliner e o paulista Thomaz Bellucci.

"É evidente que o consumo de suplementos personalizados, em particular aqueles feitos em farmácias compostas na América do Sul, acarreta um grau significativo de risco para esportistas sujeitos às regras antidopagem. A ITF adverte a todos que tomem extrema cautela ao considerar a possibilidade de usar suplementos", informou o comunicado da entidade.

Os organizadores do tradicional Torneio de Wimbledon receberão 100 milhões de libras (cerca de R$ 650 milhões) de seguro após o cancelamento da edição deste ano por causa da pandemia do coronavírus.

Esta foi a 11.ª vez que a competição foi cancelada. Realizado desde 1877, Wimbledon só foi cancelado durante as duas Guerras Mundiais no século passado. Não foram disputadas as competições entre 1915 e 1918 e também entre 1940 e 1945. No dia 11 de outubro de 1940, durante a Segunda Guerra Mundial, a quadra central chegou a ser atingida por uma bomba.

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Wimbledon é o segundo Grand Slam afetado pela pandemia. Há duas semanas, a Federação Francesa de Tênis (FFT, na sigla em francês) já havia determinado o adiamento de Roland Garros. O evento nas quadras de saibro de Paris foi remarcado para acontecer entre os dias 20 de setembro e 4 de outubro.

A decisão foi criticada por entidades como a ATP, a WTA e a própria ITF (Federação Internacional de Tênis, na sigla em inglês), que acusaram os dirigentes franceses de agirem de forma unilateral.

O único torneio de Grand Slam disputado na temporada foi o Aberto da Austrália, em fevereiro, que teve como campeões o sérvio Novak Djokovic e a norte-americana Sofia Kenin.

A organização do Torneio de Wimbledon, o mais antigo e tradicional do circuito, admitiu nesta quarta-feira que pode adiar ou até mesmo cancelar a edição deste ano, em razão da pandemia do novo coronavírus. O terceiro Grand Slam da temporada está marcado para começar no dia 29 de junho.

"Uma reunião de emergência com o Conselho do AELT (All England Lawn Tennis Club) está agendada para a próxima semana e, como preparação, estamos mantendo a comunicação direta com a LTA, ATP, WTA, ITF e com os outros Grand Slams. A preparação para o campeonato está marcado para o fim de abril", anunciou a organização, em comunicado.

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O torneio britânico, sediado em Londres, já descartou ser realizado com os portões fechados. E indicou que cancelar é mais provável que adiar porque a competição é realizada numa época bem específica do ano, a curta temporada de grama, com duração de pouco mais de um mês. Sediar um torneio nesta superfície em outro momento da temporada seria difícil.

"Neste momento, baseado nos conselhos que estamos recebendo das autoridades públicas de saúde, a curta janela que temos para sediar o campeonato, devido à natureza da superfície, sugere que o adiamento não é desprovido de risco significativo e dificuldades", argumenta a organização, lembrando que a grama apresenta suas melhores condições justamente no meio do ano, no verão do Hemisfério Norte.

No início deste mês, Roland Garros surpreendeu ao anunciar seu adiamento para setembro, uma semana depois do US Open, o quarto e último Grand Slam da temporada. O comunicado de forma abrupta causou polêmica e críticas no circuito, por não levar em consideração a data de outros torneios.

Neste momento, os circuitos masculino e feminino de tênis estão interrompidos. Toda a temporada de saibro foi cancelada, com exceção de Roland Garros, remarcado para o segundo semestre. Segundo a ATP e a WTA, que regem ambos os circuitos, os rankings ficarão congelados até a retomada dos torneios, o que está previsto para o início de junho, para a temporada de grama.

Um dos maiores tenistas de todos os tempos, o suíço Roger Federer resolveu dar uma ajuda no combate à pandemia do novo coronavírus. Nesta quarta-feira, ele e sua esposa Mirka Vavrinec anunciaram pelas redes sociais que farão uma doação de 1 milhão de francos suíços (R$ 5,08 milhões) para cuidar das famílias mais necessitadas na Suíça.

"Esses são tempos desafiadores para todos e ninguém pode ficar para trás. Mirka e eu decidimos doar um milhão de francos suíços para as famílias mais vulneráveis na Suíça. Nossa contribuição é apenas um começo e espero que outros também se juntem a nós para ajudar mais famílias necessitadas. Juntos podemos superar essa crise! Fiquem com saúde!", escreveu o suíço em seu Instagram.

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Neste momento, Federer segue em recuperação após realizar uma artroscopia no joelho em fevereiro. Por conta disso, ele não pode defender o título no ATP 500 de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, e também não jogaria os Masters 1000 de Indian Wells e Miami, ambos nos Estados Unidos, além de toda a temporada de saibro, incluindo Roland Garros.

Mas com a suspensão do circuito profissional até pelo menos o dia 7 de junho, o atual número 4 do ranking da ATP deverá voltar a jogar, junto com todos os outros tenistas, na temporada de grama que terminará com a realização do Torneio de Wimbledon, o Grand Slam disputado em Londres, na Inglaterra.

Sensação do tênis brasileiro neste início de ano, Thiago Wild anunciou na noite desta terça-feira (24) que contraiu o novo coronavírus. O atleta de 20 anos disse se sentir bem e pediu atenção à doença através de mensagem nas redes sociais.

"E aí galera, to passando aqui para avisar que acabei de contrair o covid-19. Meu resultado saiu hoje (terça). Há uns dez dias eu tive alguns sintomas, tive febre, fiquei um pouco gripado. Mas daqui a pouco, pelo período de incubação da doença, já vai passar... Vou ficar bem", declarou.

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Wild, que não enfrentou nenhuma complicação da doença, disse estar perto de se recuperar totalmente. "Já venho me sentindo bem nos últimos dias, mas tô passando aqui para alertar todo mundo que tem que ficar em casa, tem que tomar cuidado com isso. É uma doença séria, mas que pode ser controlada com força de todo mundo", afirmou.

Uma das promessas do tênis brasileiro, o tenista paranaense surpreendeu no mês passado ao se sagrar campeão do Torneio de Santiago, no Chile. Ao faturar seu primeiro título ATP na carreira ainda com 19 anos, ele se tornou o mais jovem brasileiro a ganhar um troféu deste nível, superando Gustavo Kuerten, campeão pela primeira vez aos 20 anos.

A conquista o levou ao 114º posto do ranking da ATP, figurando agora na posição de número dois do Brasil, atrás apenas de Thiago Monteiro.

Antes de Wild, três atletas brasileiros haviam testado positivo para o novo vírus: o pivô Maique, do time de basquete do Paulistano, e os jogadores de futebol Jonathas de Jesus e Dori. Jonathas, ex-Corinthians, mora na Espanha, onde defende o Elche na segunda divisão nacional. E Dori, formado na base do Fluminense, joga no futebol chinês.

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Em raro comunicado conjunto, a ATP e a WTA anunciaram nesta quarta-feira o cancelamento da temporada de saibro do circuito em razão da pandemia de coronavírus. As competições só vão retornar no início de junho, já para a curta temporada de grama do calendário. As entidades também congelaram os rankings, mantendo a indefinição sobre a classificação para os Jogos Olímpicos de Tóquio.

Inicialmente, a ATP havia suspendido o circuito masculino por apenas seis meses, com retorno no meio de abril. Já a WTA paralisara o calendário feminino até o início de maio. Antes, a organização dos Torneios de Indian Wells e Miami, dois dos maiores do circuito, abaixo apenas dos Grand Slams, também cancelaram suas edições deste ano.

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Desta vez, as duas entidades ampliaram a suspensão do circuito até o dia 8 de junho, quando terão início dos torneios na grama, tanto no masculino quanto no feminino. A temporada nesta superfície culmina em Wimbledon, marcado para 29 de julho. A data do Slam foi mantida, assim como as demais competições na grama.

Já os torneios de saibro foram todos cancelados, neste período entre março e junho. Isso inclui os tradicionais Masters 1000 de Madri e Roma, que contam com chaves masculina e feminina, além dos Torneios de Strasbourg, Rabat, Munique, Estoril, Genebra e Lyon. Os cancelamentos incluem as competições de nível challenger e ITF.

O único torneio da gira de saibro que foi mantido no calendário deste ano é Roland Garros, transferido para o período de 20 de setembro a 4 de outubro. A mudança, anunciada de forma inesperada na terça, causou polêmica entre as principais entidades do tênis mundial.

Isso porque afetará os torneios mais próximos, como o US Open, marcado para acabar uma semana antes da nova data de Roland Garros. Além disso, haverá choque com a Laver Cup, que passou a integrar o calendário oficial da ATP no ano passado, com pontos no ranking, inclusive.

Ao anunciar as mudanças no calendário, a ATP e a WTA não deixaram de alfinetar a decisão dos organizadores do Grand Slam francês. "O momento não é de agir de forma unilateral, mas em uníssono. Todas as decisões relacionadas ao impacto do coronavírus exigem consultas apropriadas e revisões diante dos acionistas, uma visão que é compartilhada por ATP, WTA, ITF, AELTC, Tennis Austrália e USTA", diz o comunicado, sem citar a Federação Francesa de Tênis (FFT), responsável pela organização de Roland Garros.

RANKINGS - A mudança da data do Grand Slam disputado em Paris e o cancelamento da temporada de saibro deixaram em aberto os critérios para a classificação olímpica. Inicialmente, as vagas seriam definidas pelo ranking a ser atualizado justamente no dia 8 de junho, que seria a lista publicada logo após a disputa de Roland Garros.

Nesta quarta, as entidades decidiram congelar todos os rankings. Assim, a pontuação de todos os tenistas será mantida intacta até o dia 8 de junho, se descontar nenhum ponto e também sem acrescentar mais nenhum, afinal todas as competições do período foram canceladas.

Desta forma, se mantiver esta data como definição da classificação para os Jogos de Tóquio, a ATP e a WTA vão confirmar os tenistas que já estão neste momento dentro da zona de classificação. As entidades não informaram se o formato da qualificação olímpica será mantido.

Para evitar o contágio do novo coronavírus, a Federação Francesa de Tênis anunciou nesta terça-feira o adiamento do tradicional torneio de Roland Garros, disputado anualmente em Paris desde 1891. Em vez de começar em 24 de maio, a competição terá início em setembro. É a primeira vez quem um Grand Slam é afetado pela pandemia. Antes disso o evento mais importante a ter sido suspenso havia sido o Masters 1000 de Indian Wells, na Califórnia, e de Miami, na Flórida.

Com o adiamento de Roland Garros, o próximo Grand Slam marcado para o calendário é Wimbledon, em Londres, com início no fim de junho. A decisão de mudar a data da competição francesa vem na sequência de diversos adiamentos de competições esportivas pelo mundo. Na última semana, vários organizadores de torneios de tênis anunciaram seguidos cancelamentos.

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A competição francesa de 2020 era importante por ser o último torneio da ATP que conta pontos para determinar quais competidores podem se classificar para disputar o torneio olímpico de tênis nos Jogos de Tóquio. Por enquanto, a Olimpíada continua com a programação normal e tem o início marcado para o dia 26 de julho.

O tradicional torneio de Roland Garros só não foi disputado em anos de Guerras Mundiais. O primeiro intervalo em que o evento acabou cancelado foi de 1915 a 1919. Depois, o mesmo se repetiu de 1940 até 1945. Um dos grandes nomes da história da competição é o brasileiro Gustavo Kuerten, vencedor de três edições.

Na França, a situação do novo coronavírus tem sido monitorada de perto pelo governo local. O presidente do país, Emmanuel Macron, anunciou na segunda-feira que pelo período de 15 dias as pessoas só vão pode sair de casa para atividades extremamente necessárias, como ir ao trabalho e comprar comida. Macron inclusive pediu para as famílias evitarem festas e reuniões.

A quinta-feira está agitada no tênis mundial. Horas depois do prefeito de Miami, nos Estados Unidos, ordenar o cancelamento de qualquer evento na cidade com aglomeração de pessoas, que ocasionou como consequência imediata o adiamento do Masters 1000 de Miami, com início previsto para o próximo dia 23, a ATP (Associação dos Tenistas Profissionais) se posicionou sobre o assunto e declarou que o circuito profissional estará suspenso pelas próximas seis semanas.

A suspensão da entidade que comanda o tênis masculino significa que todos os eventos ATP e de nível Challenger programados até e inclusive na semana de 20 de abril não ocorrerão. Após o recente cancelamento do Masters 1000 de Indian Wells, os outros eventos afetados são o ATP 250 de Houston (Estados Unidos), o ATP 250 de Marrakesh (Marrocos), o Masters 1000 de Monte Carlo (Mônaco), o ATP 500 de Barcelona (Espanha) e o ATP 250 de Budapeste (Hungria).

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"A suspensão de seis semanas se deu em sequência à declaração da Organização Mundial da Saúde (OMS) na quarta-feira de que o Covid-19 constitui uma pandemia global. Além disso também houve a restrição de viagens de 30 dias anunciada pelos Estados Unidos para estrangeiros de 26 países europeus", explicou a ATP em uma nota oficial.

A entidade afirmou que está monitorando a situação relacionada ao coronavírus, recebendo conselhos de especialistas médicos e consultores de viagens e consultando todas as autoridades reguladoras locais. Também haverá uma análise contínua sobre a viabilidade de eventos subsequentes no calendário.

"Esta não é uma decisão fácil de ser tomada, pois representa uma grande perda para nossos torneios, jogadores e fãs em todo o mundo. No entanto, acreditamos que esta é a ação responsável necessária neste momento, a fim de proteger a saúde e a segurança de nossos jogadores, equipe, comunidade de tênis mais ampla e saúde pública em geral diante dessa pandemia global", disse Andrea Gaudenzi, presidente da ATP.

A suspensão dos eventos da ATP ocorre com efeito imediato, o que significa que os torneios de nível Challenger desta semana em Nur Saltan, no Casaquistão, e Potchefstroom, na África do Sul, não poderão ser concluídos.

Número 2 do mundo, Rafael Nadal confirmou o favoritismo ao vencer o norte-americano Taylor Fritz (35º do ranking mundial) por 6/3 e 6/2 na madrugada deste domingo (horário de Brasília) e conquistar o Torneio de Acapulco, no México. O espanhol fechou o torneio sem perder um set sequer.

"Não poderia estar mais feliz. Joguei muito bem do começo ao fim", analisou Nadal. "Acapulco foi o primeiro grande título que ganhei na minha carreira, então é incrível voltar a vencer aqui depois de 15 anos", disse o espanhol, que se tornou tricampeão do evento mexicano - além de 2005, também havia triunfado em 2013.

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Nadal agora soma 20 títulos de Grand Slam e 85 de torneios da ATP na sua trajetória. Ele ostenta 20 vitórias e apenas duas derrotas no México. É o primeiro troféu que o espanhol levantou desde a conquista do US Open, em setembro do ano passado.

Em solo mexicano, Nadal foi soberano do começo ao fim. Antes de enfrentar Fritz, tinha perdido apenas 20 games em sua trajetória no torneio, no qual enfrentou adversários de diferentes níveis e características. Experientes, como o búlgaro Grigor Dimitrov, e mais jovens, caso do sérvio Miomir Kecmanovic.

Diante de Fritz, o número 2 do mundo se manteve consistente no fundo da quadra e acertou contragolpes que fizeram a diferença. Errou pouco, permitiu apenas uma quebra ao rival norte-americano, quando já havia aberto vantagem no segundo set, e fechou a partida com certa tranquilidade.

Havia incerteza sobre a performance de Nadal depois de ele ter se ausentado do circuito da ATP após o Aberto da Austrália, em que caiu nas quartas de final ao perder para o austríaco Dominic Thiem. Ele provou, com o desempenho dominante em Acapulco, que seu nível de tênis continua muito alto.

No entanto, Nadal terá que elevar ainda mais sua performance caso queira voltar ao topo do ranking, hoje ocupado pelo sérvio Novak Djokovic, que no sábado faturou o ATP de Dubai.

Em um longo embate de 2h34, algum incomum para jogos de duplas no atual formato, o brasileiro Marcelo Melo e o polonês Lukasz Kubot derrotaram os colombianos Robert Farah e Juan Sebastian Cabal, que lideram o ranking da ATP, e faturaram o ATP 500 de Acapulco, no México. Os vencedores tiveram de salvar dois match points e triunfaram com parciais de 7/6 (8/6), 6/7 (4/7) e 11/9.

"Eu e Kubot estamos muito felizes por conquistar esse título em Acapulco. Significa muito para nós", celebrou o brasileiro. "Estávamos prontos para colocar nosso melhor tênis em quadra. A partida foi muito dura e decidida por um ou dois pontos", avaliou.

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Foi o primeiro título de Melo e Kubot em 2020. Os dois não venciam um torneio de nível ATP desde agosto do ano passado, quando triunfaram em Winston-Salem, nos Estados Unidos. No final de 2019, a dupla amargou três vices em sequência.

Melo disputou a 24ª final ao lado de Kubot e a 63ª de sua carreira. O tenista mineiro tem 34 troféus de nível ATP, sendo 13 ao lado do polonês, e se tornou bicampeão em Acapulco, onde também venceu em 2015, quando atuava ao lado do croata Ivan Dodig. Kubot ostenta três troféus do evento mexicano - venceu também em 2010 e 2013.

O confronto foi extremamente disputado. Para se ter ideia, no primeiro set, houve quatro quebras nos cinco primeiros games e Melo e o polonês chegaram a desperdiçar um set point. No entanto, foram superiores no tie-break e fecharam o set. Na parcial seguinte, os colombianos cresceram e foram dominantes. Não houve quebra, mas a dupla número 1 do mundo levou a melhor em outra disputa no tie-break.

No match tie-break, a disputa foi aberta. Melo e Kubot abriram 3 a 0, mas viram os oponentes reagirem. O brasileiro e o polonês perderam o saque e ficaram em desvantagem. No entanto, conseguiram salvar dois match points e fecharam o jogo na primeira chance que tiveram.

Melo e Kubot somam 500 pontos cada no ranking mundial individual de duplas e subirão três posições na lista, recuperando o quinto lugar. Os dois dividem a premiação de 119 mil dólares (cerca de R$ 535 mil).

Agora, eles se concentram na disputa dos dois primeiros torneios de nível Masters 1000 da temporada, em Indian Wells e Miami, ambos nos Estados Unidos, neste mês de março.

O status de favorita não adiantou muita coisa para Petra Kvitova na decisão do WTA de Doha, no Catar. A checa caiu neste sábado diante da jovem bielo-russa Aryna Sabalenka por 2 sets a 0, com parciais de 6/3 e 6/3, e perdeu a chance de conquistar seu primeiro título desde abril do ano passado, quando ganhou o WTA de Stuttgart, na Alemanha.

Aos 21 anos, Sabalenka faturou em Doha o sexto título de sua carreira, o primeiro em 2020 - no ano passado, ela foi campeã em Shenzhen, Wuhan e Zhuhai, todos na China. Com essa conquista, a bielo-russa superou a decepção sofrida no Aberto da Austrália, disputado há um mês, em que ela foi eliminada logo na primeira rodada pela espanhola Carla Suárez Navarro.

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A vitória sobre Kvitova fará Sabalenka pular da 13.ª para a 11.ª colocação do ranking mundial, mas ela ainda precisa subir mais duas colocações para igualar a melhor marca de sua carreira. Quanto à checa de 29 anos, ela vai perder uma posição, aparecendo nesta segunda-feira, quando o ranking será atualizado, como a 12.ª melhor tenista do mundo.

Sabalenka foi agressiva desde o começo do jogo em Doha e sacou muito bem. Com isso, dominou completamente o primeiro set e não teve muitas dificuldades para fechá-lo em 6/3. Foi só no quarto game da segunda parcial que Kvitova teve a chance de quebrar o serviço da bielo-russa, mas ela desperdiçou cinco break points, o que se mostrou fatal. Na sequência, a checa teve o saque quebrado e não foi capaz de reagir.

"Eu adoro jogar na China e tenho me saído bem lá, mas estou feliz por finalmente ganhar um troféu fora da China", brincou Sabalenka, referindo-se aos três títulos de 2019. "Tenho muito respeito pela Kvitova, sei que ela é uma grande lutadora e que daria tudo na final. Tentei me concentrar em cada ponto porque sabia que ela poderia reagir e ganhar de mim. Esse foi o segredo."

Segundo Kvitova, o saque foi decisivo para o desfecho da final em Doha, tanto o dela quanto o de Sabalenka. "A maior diferença foi o saque, com certeza. Não consegui colocar o primeiro serviço na quadra e ela colocou 80%, ou algo assim."

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