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| Vida Saudável

Nesta sexta-feira (17), é comemorado o Dia Mundial do Karatê. Quem está em busca de atividade física ideal para o seu bem-estar, pode apostar nesta prática como uma alternativa. Essa arte marcial japonesa vai além da luta. Sua filosofia defende o desenvolvimento pessoal e a cultura de uma vida saudável.

A atividade chegou ao Brasil em 1908 junto com os imigrantes japoneses e a técnica foi se desenvolvendo, espalhando e ganhando admiradores no país. Indicado para todas as idades, os praticantes do Karatê passam a ter mais equilíbrio físico e mental. Engana-se quem pensa que é uma atividade violenta. 

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Trabalha todo o corpo – combina movimentos do corpo em funções de defesa e contra-ataque. Alguns deles envolvem socos, chutes, voadoras e golpes dados com velocidade, intensidade e força. Por demandar fluxo dos membros do corpo, a atividade é considerada aeróbica, boa para cuidar da forma física. Como consequência do fortalecimento da parte superior e inferior, o aluno ganha tonificação muscular e preparo físico.  

Estimula a respiração e a capacidade cardiovascular – essa arte garante e proporciona um bombeamento de sangue mais eficiente e estimula o transporte de oxigênio para todo o corpo. As aulas incluem exercícios voltados para a respiração correta e, por isso, o praticante vivencia o desenvolvimento da sua capacidade respiratória. Tudo isso ajuda o aluno a ter mais disposição e energia, já que o organismo passa a funcionar melhor. 

Aumenta a concentração - o Karatê é muito mais do que um movimento, é também o uso da mente por meio da observação e raciocínio. É preciso ter atenção em todos os detalhes durante o treino para que a atividade se dê da maneira correta. As orientações e exemplos dos instrutores, bem como a própria execução das técnicas e das bases devem ser observadas com aplicação. A atividade exige capacidade de refletir e interpretar o ensino.  

Ajuda a emagrecer – uma aula com duração média de uma hora pode fazer o aluno perder de 600 a 900 calorias. Quando é praticado com regularidade e acompanhamento de um nutricionista, o karatê é um forte aliado no processo de emagrecimento. Esse esporte tem muito a ensinar e fazer diferença em diversas áreas no corpo.  

Já está aberto para o público o Clube Social Esportivo - FPS Sports, um novo centro de esportes e lazer do Recife. Localizado na Av. Mascarenhas de Morais, o espaço de 6.500m² possui piscina semiolímpica, campo de futebol society, quadras poliesportivas, dojô e pista de atletismo com 120m.

De acordo com o diretor da FPS Sports, Kleber Borges, o local chega com uma proposta para fazer atividade física e confraternizar com os amigos.

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“Representa um novo conceito de clube esportivo, com espaço amplo, aberto e uma grande variedade de modalidades, em que podem se exercitar dos pais aos filhos, assim como realizar aniversários e eventos esportivos e de lazer. Dessa forma acreditamos estimular hábitos mais saudáveis”, destaca.

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Preços

Para se associar ao Clube e ter amplo acesso a modalidades, os interessados tem que desembolsar entre R$ 5.040 e R$ 8.640 por ano. Também é possível assinar um plano semestral ou se matricular em modalidades separadamente. A natação infantil, por exemplo, custa R$ 2.998,80/ano.

Confira mais detalhes dos preços aqui.

Fundação Alice Figueira

A FPS Sports faz parte da Fundação Alice Figueira de Apoio ao IMIP, uma entidade de direito privado e sem fins lucrativos.

A missão da entidade é captar recursos financeiros, materiais e humanos, junto à sociedade, com o objetivo de colaborar para o desenvolvimento do IMIP. A Fundação espera ampliar a arrecadação com a criação do clube esportivo.

Além disso, a Fundação é responsável por coordenar o grupo de voluntários que atuam dentro do complexo hospitalar.

Nesta sexta-feira (8) é comemorado o Dia Mundial da Natação. Essa prática esportiva é muito mais do que apenas saber nadar, apesar de essa ser uma habilidade importante e completa. É procurada por pais, pois é o único esporte que trabalha com o corpo inteiro e pode ser praticada por crianças menores de três anos e também por pessoas com limitações ou lesões corporais.  

Possui benefícios que contribuem não apenas para a saúde corporal, mas também, mental. Fatores como a melhora do condicionamento físico geral e fortalecimento muscular são vantagens já conhecidas da prática desse esporte, mas existem outros benefícios da natação. Confira a seguir, outros benefícios: 

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1 – Ajuda o sistema respiratório: A natação exige maior contração e expansão dos pulmões, sendo benéfico, principalmente, para pessoas que possuem Asma (doença que causa inflamação nas vias respiratórias, dificultando a puxada de ar). 

2 – Ajuda a relaxar: Na natação, os exercícios ajudam na ansiedade, além de aumentar os níveis de autoestima e melhora significativa no desempenho e concentração, ajudando nas tarefas diárias.  

3 – Ajuda no fortalecimento e correção postural: A resistência da água e as técnicas dos quatro nados (peito, costas, borboleta e crawl) exigem um alongamento constante da coluna vertebral, onde vários agrupamentos musculares são trabalhados. 

4 – Mantém a pressão arterial baixa e controla a glicose: de acordo com a professora de natação, Lorrayne Caes Silva, a água possui uma pressão que atua sobre o corpo, auxiliando a melhoria da circulação sanguínea e ajuda na pressão arterial. Através dos volumes de movimento na água, os músculos estimulam, durante sua contração, a entrada de glicose para regular o nível de insulina. 

5 – Combate ao estresse e melhora na memória: Além de promover prazer e bem-estar, a natação melhora a satisfação e humor. Também melhora a oxigenação do sangue, fazendo com que melhore a memória e a capacidade de raciocínio. 

6 – Ajuda a emagrecer e a queimar gordura: Os músculos são forçados a exercerem um esforço maior dentro da água, o que aumenta o gasto de calorias, porém depende da intensidade dos exercícios e emagrecimento, da sua alimentação saudável, equilibrada e pobre em calorias para que consiga queimar a gordura e emagrecer. 

Por Camily Maciel 

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Pedalar está em alta no Brasil. Segundo monitoramento realizado pela Aliança Bike (Associação Brasileira do Setor de Bicicletas), só no primeiro semestre de 2021 o mercado de bicicletas registrou a média de 34% no aumento das vendas em comparação ao mesmo período no ano passado, em que o setor foi bastante afetado negativamente com o início da pandemia da covid-19 no país.

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"A 'brincadeira de criança' também é proveitosa e traz benefícios para nós durante a fase adulta. O ciclismo é uma atividade completa que, além dos aspectos ambientais, colabora para o desenvolvimento da saúde humana", explica o professor e doutor em Ciências Ambientais Paulo Pinho. “Quando comparada a outras formas de locomoção, ela se mostra como a mais eficiente no critério energético e a que menos impacta”, diz.

O educador reforça a importância da criação de infraestrutura para a segurança dos ciclistas como incentivo do uso das bikes e afirma que a sociedade também é fundamental nesse processo. “Todos nós somos corresponsáveis para a ampliação da utilização da bicicleta como meio de transporte não só para entretenimento, para lazer, mas também para o deslocamento cotidiano”, complementa. 

Há cerca de 10 anos, o professor de Artes Marciais Francisco Luiz Junior começou a pedalar pela necessidade de praticar uma atividade física. Porém, o pedal também lhe trouxe outra vantagem: a economia no consumo de gasolina. 

“Comecei a usar a bicicleta para fazer algumas coisas mais próximas de casa, algumas coisas mais rápidas, como ir ao açougue e à padaria, mercadinho, fazer uma compra pequena ou, às vezes, até dar uma volta pela orla da praia ou para a praça”, conta.

Ao optarmos pelo uso da bicicleta como meio de transporte, deixamos de emitir qualquer gás do efeito estufa, considerando que a gasolina e o diesel são os principais responsáveis pela emissão de gás carbônico – CO2. 

O atleta também incentiva as pessoas que ainda não adotaram o ciclismo. “Comece fazendo algo que te dê prazer com a bicicleta. Pedalar ao amanhecer, ou no fim do dia, a fim de você relaxar não só o corpo, a tensão do dia, como a mente também, fazer uma higiene mental, é muito bom”, conclui.

Por Even Oliveira e Isabella Cordeiro (sob orientação e acompanhamento de Antonio Carlos Pimentel).

 

A Corrida das Pontes do Recife 10 Km foi adiada para 12 de junho. Segundo a organização, a decisão se deu por conta das atuais medidas restritivas estabelecidas no Plano de Convivência da Covid-19 pelo Governo do Estado de Pernambuco.

Antes do adiamento, a corrida aconteceria em 27 de março, data em que se comemora o aniversário do Recife. Com as medidas restritivas, o dia 12 de junho, Dia dos Namorados e um domingo, foi a nova data definida para a corrida, que será iniciada no Forte do Brum, no Recife, às 7h.

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São dois anos tendo que adiar a prova por conta da pandemia. Com o novo adiamento, a organização espera uma queda nos índices de contaminação da doença e um provável afrouxamento das medidas restritivas. “É uma atitude prudente pensada para possibilitar a realização do evento em toda a sua plenitude e importância, tendo em vista que o número de inscritos já era superior às novas determinações do Plano. Nas últimas edições realizadas, a Corrida das Pontes contabilizou um número de participantes superior a 6 mil inscritos”, afirmou em nota o organizador Renato Elias, sócio da JJS Eventos.

Depois de muito tempo, o meia atacante Matheus Carvalho, que passou por um longo período afastado devido uma grave lesão, voltou a balançar as redes pelo Náutico. O Timbu, porém, foi derrotado pelo Coritiba, que quebrou a invencibilidade do time recifense na Série B , mas em coletiva de imprensa, nesta segunda-feira (2), o jogador não escondeu a felicidade pelo gol.

Matheus, além da lesão, ainda sofreu com a pandemia.Ele acabou machucado no período em que Pernambuco fez o primeiro lockdown no início de 2020 e, nessa época, cirurgias eletivas ficaram impossibilitadas de serem realizadas. Somando tudo, foram quase um ano longe dos gramados e o gol acabou tendo um gosto especial. 

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“Representa muita coisa, é uma batalha muito grande essa lesão. Eu peguei o começo da pandemia, fiquei três meses e meio para fazer cirurgia, praticamente um ano para voltar. Ainda não estou em alto nível, mas estou buscando, morando na academia praticamente, fazendo reforço, mas é isso, representou muito porque tenho muita fé em Deus e a força dele me sustentou em todos os momentos”, disse o jogador.

Ele ainda salientou o apoio do clube e da família na sua recuperação: “Meu pai que veio para cá, aprendeu a cozinhar, fazia tudo, depois veio minha mãe alguns dias, minha esposa também e é só agradecer a força de todos, de Deus principalmente, da minha família e dos meus amigos. Esse gol representa muita coisa”, completou.

De olho no retorno da boa forma, Matheus é uma das opções que Hélio dos Anjos tem atualmente para suprir as diversas ausências no ataque, que vão desde a saída de Erick à grave lesão de Kieza. O jogador garante que está pronto para atuar onde for. 

“Me sinto preparado seja pela direita, pelo meio, pela esquerda, na frente. Estou trabalhando para isso, claro que existem outras opções e eu tenho que respeitar a escolha do professor Hélio, mas eu vou ficar muito feliz se ele optar por mim e vou trabalhar forte para corresponder a altura”, completou.

Já tem data pra acontecer o Festival Oxente de Pole Dance, 21 de agosto, em Salvador. Em 2021, o evento terá uma edição diferenciada já que, devido às limitações da pandemia, haverá um formato “híbrido”, com estrutura de palco, iluminação e artistas in loco e também streaming ao vivo pelo YouTube.

O Pole Dance é uma atividade física que mescla dança, arte e expressão corporal, tendo crescimento exponencial principalmente através da realização de festivais e campeonatos pelo mundo, agora também em formato digital.

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Gigi Octave, instrutora e artista de pole dance e artes circenses é a idealizadora do Festival Oxente Pole Dance e propõe valorizar as produções, estúdios e artistas da modalidade do Norte e Nordeste do Brasil.

O evento traz 100% de liberdade artística para todos os participantes e convidados, além da mistura de linguagens artísticas como o teatro, a dança e o circo. Em 2021, o tema escolhido vem como uma libertação e exaltação da maior festa popular do mundo que infelizmente não aconteceu em 2021, mas terá sua micareta (carnaval fora de época) garantida na nova edição do festival.

Agenda

Festival Oxente de Pole Dance

Data: 21/08

Local: Teatro Vila Velha (Salvador-BA)

Horário: 17h

Transmissão: Streaming ao vivo pelo YouTube

Renan Dal Zotto, técnico da seleção brasileira masculina de vôlei, apresenta ótimos resultados nesta que já é sua reta final de recuperação da internação hospitalar devido à covid-19. Nesta quarta-feira, o treinador saiu do CTI e já está em uma unidade semi-intensiva do Hospital Samaritano, localizado no bairro de Botafogo, na zona sul do Rio de Janeiro.

O técnico está seguindo tudo que foi determinado nas partes de fisioterapia respiratória e motora e está apresentando excelente resposta ao tratamento. Há uma expectativa de que Renan Dal Zotto tenha alta no próximo fim de semana.

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Internado desde o dia 16 de abril, Renan Dal Zotto, de 60 anos, foi extubado pela segunda vez no início deste mês, após cessar uma febre. Foram iniciadas as sessões de fisioterapia e o treinador está lúcido, interagindo com os médicos e familiares.

Três dias depois de ser internado, o técnico da seleção de vôlei foi intubado para manter o nível da saturação de oxigênio mais alto. O treinador passou por uma cirurgia vascular nesse mesmo dia por conta de uma trombose arterial aguda.

O técnico já tomou a primeira dose da vacina contra o novo coronavírus, em Santa Catarina, mas ainda aguarda o calendário para tomar a segunda. Com 60 anos, ele se enquadra no grupo prioritário da saúde por ser profissional de Educação Física.

A Federação Internacional de Voleibol (FIVB, na sigla em inglês) divulgou na segunda-feira o ranking mundial atualizado e o Brasil segue no topo. A seleção masculina se manteve na liderança, com o total de 427 pontos, enquanto que a equipe feminina está em terceiro lugar, com 328 - atrás somente da China (391) e Estados Unidos (382).

Em um ano atípico, onde as seleções não tiveram competições por causa da pandemia da covid-19, o time dirigido pelo técnico Renan Dal Zotto se manteve em primeiro com a boa vantagem de 43 pontos para a segunda colocada, a Polônia, que tem 384. Em terceiro aparece a seleção dos Estados Unidos, com 365.

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"Ficamos felizes e orgulhosos em ver o nosso voleibol há tantos anos como primeiro do ranking mundial. É um motivo de orgulho, mas que não nos faz perder o foco em hipóteses alguma, nem muito menos a convicção de que precisamos continuar trabalhando duro e focados nas competições. Essa tem sido a nossa filosofia", afirmou Renan.

O comandante da seleção feminina, o tricampeão olímpico José Roberto Guimarães, também falou sobre o resultado e a expectativa para o ano de 2021, quando está marcada a edição de Tóquio dos Jogos Olímpicos.

"Esse foi um ano atípico, sem competições entre as seleções e com adiamento dos principais eventos. O mundo todo continua na luta contra o coronavírus. Fico feliz de seguirmos entre as três melhores seleções do mundo e sabendo que teremos muito trabalho pela frente até os Jogos de 2021", concluiu Zé Roberto.

A volta das academias nesse período de pandemia requer muitos cuidados. As medidas de segurança como o uso de álcool em gel, limpeza dos aparelhos, redução no número de pessoas e o uso obrigatório de mascaras, devem ter um bom funcionamento. Dois praticantes de atividade física contam se essas medidas estão sendo cumpridas e suas experiencias com a nova rotina de treino.

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Por Thalía Araújo - Bolsista do LeiaJá Pará

A Recifitness, considerada a maior feira fitness de Estado, teve a edição de 2020 cancelada devido à pandemia do coronavírus. O evento, que chegaria à 8ª edição, iria acontecer no final de novembro, em local que estava em negociação.

Em dezembro de 2019, de acordo com os organizadores, a feira movimentou R$ 3 milhões na rodada de negócios, em dois dias de evento, recebendo um público de 5 mil pessoas, 30 expositores (academias, suplementação, alimentação saudável, roupas de ginástica, equipamentos), fitness show, game batalha das academias, palestras e o 5º Campeonato de Fisiculturismo.

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“O nosso evento é qualidade de vida, bem-estar e esporte. E por conta disso informamos que devido aos impactos da pandemia Covid-19 e pelo cenário econômico atual que está marcado por incertezas e também após conversas com os expositores e reuniões com os órgãos competentes, decidimos que ainda não é o momento de realizarmos um evento que reúne milhares de pessoas”, informa Juliana Medeiros, coordenadora geral da Recifitness. A Recifitness e o Campeonato de Fisiculturismo voltarão em 2021.

Se não for feito de forma correta e com orientação profissional, a prática de exercícios físicos durante o período de confinamento pode piorar a condição emocional das pessoas, já fragilizada pelo isolamento social e pela crise sanitária da covid-19. É o que aponta pesquisa feita em parceria entre a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), a Universidade Federal do Ceará (UFCE) e a Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio).

A pesquisa investigou a relação entre as atividades físicas e o bem estar das pessoas durante o período de quarentena, imposta pela pandemia do novo coronavírus (covid-19) desde março em diversas cidades do país. O levantamento de dados ocorreu pela internet entre os dias 31 de março e 2 de abril. Responderam à pesquisa 592 pessoas, de todas as regiões do país, maiores de 18 anos e que estavam em isolamento social há pelo menos uma semana, sendo 63% mulheres e 37% homens.

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De acordo com o professor Alberto Filgueiras, coordenador do Laboratório de Neuropsicologia Cognitiva e Esportiva (LaNCE) da Uerj, o resultado foi bem diferente do esperado, pois não comprovou que a prática de exercícios melhora o bem estar, como relatado amplamente na literatura científica em condições normais.

“Foi impactante para nós, dado que a gente viu diversos relatos nas redes sociais da necessidade de fazer exercício, de manter o corpo ativo. Então a nossa hipótese era de que qualquer pessoa que estivesse com o corpo ativo estaria se sentindo melhor em comparação àquelas que mantiveram hábitos ditos como ruins, como o sedentarismo. Não foi o que a gente encontrou”, disse o professor Filgueiras.

Mudança de hábito

Segundo o professor, o exercício físico é muito importante, porém, a simples prática não garante uma melhora no bem estar no confinamento. “Existe essa ideia de que o exercício vai fazer com que você se sinta bem, vai trazer benefícios para a saúde física e mental. O que o nosso estudo mostra é que nessas condições de quarentena, especificamente, parece que aumentar muito a quantidade de exercícios vai fazer mal para a sua mente”.

O professor destaca que, em condições normais, a atividade física moderada a leve, praticada de três a cinco dias na semana, promove muita melhora sobre o bem estar e a saúde mental. “Porém, o estudo mostrou que mudanças bruscas nos hábitos durante a quarentena levaram a uma piora no bem estar emocional das pessoas.”

“A gente percebeu que essas pessoas que apresentaram mudanças muito bruscas na sua forma de se relacionar com os exercícios, desde a que fazia exercício e parou na quarentena, se tornou sedentária, até aquela pessoa que não fazia exercício nenhum e passou a fazer seis, sete dias na semana durante a quarentena. Qualquer mudança muito drástica mudou também o bem estar das pessoas, mudou para pior”, explicou.

A pesquisa mostrou, no entanto, que melhoras no bem estar foram relatadas pelas pessoas que eram sedentárias e passaram a se exercitar de três a cinco vezes por semana com intensidade leve.

Aplicativos e vídeos

A pesquisa apontou também um grande aumento no uso de aplicativos e vídeos tutoriais para a prática de exercícios. Antes da pandemia, 4% das pessoas que responderam ao questionário faziam uso desses recursos, número que passou para 60% com o isolamento. Porém, Filgueiras destaca que, se não houver uma orientação correta, o recurso tecnológico pode prejudicar a saúde física e mental.

“A gente detectou que as pessoas se sentiam mal quando faziam os exercícios que estavam sendo prescritos por essas plataformas digitais. A nossa principal hipótese, que os dados sugerem, é que provavelmente isso está associado à falta de individualização na prescrição do exercício. O exercício precisa ser prescrito considerando uma série de variáveis, considerando o peso corporal, a história de vida da pessoa, uma série de questões que não são consideradas por essas plataformas e redes sociais”.

Ele lembra que a falta de orientação profissional individual pode levar a pessoa a ter dores, lesões e até falta de ar. “Pode ter consequências muito graves. O acompanhamento de um profissional de educação física na prescrição dos exercícios e a individualização do exercício para a demanda daquela pessoa são essenciais. Além de ajudarem a pessoa na sua condição física, também vai influenciar no seu bem estar. Pessoas que seguem fórmulas prontas se sentem mais mal do que bem”.

Os dados da pesquisa apontaram também que antes da pandemia 27% das pessoas praticavam atividades ao ar livre, proporção que caiu para 3%. As atividades em grupo foram substituídas por treino de força, que passou de 5,2% para 13,9%, e treinamento funcional, que aumentou de 4,4% para 49,3%.

O mundo dos esportes e das atividades físicas é amplo e diverso. Dessa maneira, há sempre alguma modalidade sobre a qual ouvimos falar, mas que não sabemos muito bem do que se trata. Se, por acaso, você já ouviu falar em Nordic Walking, Biathlon ou Trekking Poles, mas não tem a menor ideia de que tipo de esporte são esses, não se preocupe, pois o LeiaJá vai explicar cada um deles.

Até hoje, o Brasil só teve uma atleta que se destacou no Biathlon: a mineira Jaqueline Mourão. Ela começou a praticar a modalidade em 2010 e, mesmo sem experiência, foi com dedicação e muita força de vontade aprendendo. Em 2011, ela participou do Campeonato Mundial de Biathlon, deixando uma marca na história do esporte ao se classificar para as Olimpíadas de Inverno em Sochi. Ela também participou da Copa do Mundo de 2012 da modalidade, representando o Brasil. Atualmente, ela se dedica ao ciclismo e conseguiu bons resultados no Pan-Americano de 2019, mas é sempre lembrada pela participação inédita nas Olimpíadas de Inverno.

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Entretanto, o que é o Biathlon, e qual é a diferença dele para o Trekking Poles e o Nordic Walking?

Nordic Walking, Biathlon e Trekking Poles: em que consistem essas atividades?

O Nordic Walking é um tipo de caminhada na neve que é feita com a ajuda de duas barras usadas no Ski. Essa atividade esportiva pode ser praticada não apenas por profissionais, mas também por amadores, já que traz diversos benefícios para a saúde. O esporte tem origem nos países nórdicos, com mais tradição na Finlândia. Essa forma de caminhar era, antigamente, a única maneira de se preparar para a temporada de Ski na neve. Porém, acabou se transformando em uma modalidade única, o que fez com que competições e exercícios específicos passasem a ser criados.

Já o Biathlon é um esporte diferente, apesar de também ser disputado em países com neve durante o inverno. Ele combina a modalidade de tiro com o Ski, algo que foge da realidade brasileira. Por último, temos também o termo Trekking Poles, que não se trata necessariamente de um esporte. Na verdade, esse é o nome dado às barras utilizadas para longas caminhadas na natureza e que são largamente usadas para fazer trilha. Essas barras são fundamentais para dar maior estabilidade e ritmo nas caminhadas por diferentes tipos de terreno. Entretanto, não se pode confundir as Trekking Poles com as supracitadas barras de Ski. Em entrevista concedida ao jornal O Globo, a representante do Nordic Walking no Brasil, Cida Conti, afirmou que é errado usar Trekking Poles para realizar o Nordic Walking, já que os dois possuem estruturas completamente diferentes.

Quais são as semelhanças e as diferenças entre Nordic Walking, Biathlon e Trekking Poles?

Apesar de as três atividades utilizarem barras, que é a principal semelhança entre elas, existem também diferenças consideráveis que devem ser levadas em conta. O Nordic Walking é uma caminhada que só pode acontecer em superfícies planas e com a utilização das barras corretas e específicas para isso. Já os Trekking Poles, conforme mencionado anteriormente, são ideais para uma caminhada em diferentes tipos de terreno, como os montanhosos. Isso demonstra que as finalidades de ambos são diferentes, pois o Nordic Walking tem como objetivo garantir um movimento e um trabalho muscular de igual intensidade tanto na parte inferior como na parte superior do corpo.

O Biathlon, por sua vez, foge das outras duas atividades por ser um esporte olímpico e que obviamente se utiliza das barras para Ski, já que isso faz parte da modalidade. Existem diversos torneios importantes de Biathlon, sendo um deles a Copa do Mundo. Porém, é nas Olimpíadas de Inverno que a modalidade chama mais a atenção. Atualmente, dois nomes se destacam na categoria: Martin Fourcade, que é pentacampeão olímpico, e Laura Dahlmeier, que mesmo com apenas 26 anos já conquistou duas medalhas de ouro nas Olimpíadas de Inverno.

A próxima edição das Olimpíadas de Inverno só vai acontecer em 2022. O evento será na China, que ainda luta por maior protagonismo no cenário esportivo. Apesar de serem uma potência nas Olimpíadas de Verão, os chineses não costumam se destacar em eventos como a Copa do Mundo de futebol, por exemplo. No Mundial de 2022, para se ter uma ideia, a China aparece como zebra no site da casa de aposta esportiva Betway. A equipe chinesa de futebol tinha, no dia 5 de maio, apenas 0,4% de chance de sair do Catar com o título. Por isso, o país asiático precisa de cada vez mais tradição para conseguir evoluir em diferentes modalidades.

Quem são Martin Fourcade e Laura Dahlmeier: um pouco sobre cada um desses atletas

Martin Fourcade é francês e tem no currículo sete medalhas olímpicas, sendo cinco de ouro e duas de prata. Além disso, o atleta de 31 anos já ganhou vários outros títulos dentro da modalidade, sendo um dos principais nomes da atualidade no Biathlon. Desde as Olimpíadas de 2018, quando conquistou três medalhas de ouro, Martin se tornou o francês com melhor desempenho olímpico na história. Ele já foi considerado um dos melhores atletas europeus da atualidade.

Já Laura Dahlmeier é alemã e tem sido fundamental nos bons resultados do país nas Olimpíadas de Inverno. Em 2018, por exemplo, o país terminou com 31 medalhas, sendo 14 de ouro, Com 26 anos, ela é considerada uma esportista em ascensão, tendo conquistado três medalhas olímpicas, sendo duas de ouro e uma de bronze. Laura, também se tornou a primeira mulher a ser campeã em duas categorias diferentes no Biathlon em uma mesma Olimpíada. Ou seja, tanto Laura quanto Martin são atletas que se destacam nesse esporte que mistura diversas habilidades.

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Ficou com vontade de praticar Nordic Walking ou fazer uma trilha utilizando Trekking Poles? Já conhecia algo sobre o Biathlon? Não deixe de comentar com suas respostas e continue acessando o LeiaJá para ficar por dentro de mais notícias do Brasil e do mundo.

Os idosos estão no grupo de risco do novo coronavírus e são prioridades das famílias na hora do isolamento social. Alguns moram sozinhos, outros com seus familiares e diante de tanto tempo confinado, sem aquelas caminhadas pelos parques ou praias para esticar as pernas e exercitar o corpo, esteja difícil lidar com o dia a dia. 

LeiaJá convidou a profissional em educação física, especialista em reabilitação de lesões, Izadora Costa para dar dicas de atividades que podem ser feitas com os idosos em casa. 

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Confira:

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A pandemia do novo coronavírus provocou uma série de restrições. O fechamento de academias, praças, parques e praias são algumas delas. Além disso, o apelo para que as pessoas fiquem em casa tem tomado conta dos discursos de autoridades. Mas, como manter a boa forma diante da impossibilidade, por exemplo, daquele treino bem preparado na academia? Ou, até mesmo, como começar a praticar exercícios físicos estando em casa?

O LeiaJá convidou a profissional em educação física, especialista em reabilitação de lesões, Izadora Costa para dar dicas de como não deixar de se exercitar mesmo precisando ficar em casa para conter a proliferação do novo coronavírus. 

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Veja:

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Entre as atividades cotidianas alteradas no período de isolamento social está a prática esportiva. A rotina dos adeptos do condicionamento físico foi atingida de maneira direta com a disseminação do novo coronavírus (Covid-19) pelo mundo. Além do fechamento obrigatório das academias para evitar aglomerações, os parques públicos também permanecem com os portões fechados.

Apesar da pandemia, o corpo de quem já está acostumado a se movimentar com exercícios físicos não consegue ficar parado. A saída é fazer exercícios em casa, como a gerente de contas Mariana de Paula, 36 anos. Adepta da prática nas academias há pouco mais de 12 meses, ela afirma que a adaptação ao novo ambiente de treinos foi fácil, mas teve que improvisar. "Acabo usando 'pesos', como garrafas de água cheias, a maleta de ferramentas do meu marido e até minha filha caçula no colo, para os agachamentos, mas não se compara aos pesos reais", comenta.

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A gerente Mariana de Paula improvisa equipamentos durante os treinos | Foto: Arquivo Pessoal

Segundo Mariana, as atividades são realizadas três vezes por semana e com monitoramento de um personal trainner. "Me concentro e levo a sério, meu professor brinca que não vale roubar na quantidade de repetições ou na intensidade do exercício, mas faço direitinho o que ele manda e como ele manda", ressalta. Para a gerente de contas, os treinos no lar são positivos pelo fato de não precisar se locomover até a academia. Ela ainda aponta fatores pelos quais acredita que a prática em casa possa ser absorvida por mais adeptos em um futuro próximo. "É uma saída aos que querem gastar menos, a quem tem vergonha de fazer exercícios com outras pessoas perto e aos que não têm com quem deixar os filhos para irem a academia", complementa.

Esteira x rua

O engenheiro civil Ginaldo de Vasconcelos Filho, 50 anos, teve que abandonar os treinos nas ruas e parques públicos. Entusiasta da corrida há seis anos, Filho fez um investimento para dar sequência à prática de atividades físicas. "Acabei comprando uma esteira e o treinador adaptou meus treinos para correr em casa mantendo o condicionamento físcio sem baixar a imunidade", conta. Acostumado com o esporte em espaços externos, o engenheiro não reclama do exercício em um novo local, mas sente falta do ambiente mais adequado. "Avalio que fazer corrida na esteira em casa é melhor até que fazer na academia, pois consigo me concentrar mais, porém nada se compara ao exercício ao ar livre".

Filho ainda cita um exemplo do exterior para o incentivo à atividade física. "A Alemanha é o país que está lidando melhor com o Covid-19 na Europa e lá, entre os serviços essenciais abertos, estão incluídas as bicicletarias. A recomendação é que não se use o metrô e vá de bicicleta ao trabalho", destaca. Para o engenheiro, a opção por se exercitar durante o período de isolamento social poderia melhorar a vida das pessoas. "Fazer exercício é fundamental dentro e fora de casa, mas as pessoas só irão fazer se tiver uma campanha esclarecedora na grande mídia", complementa.

O engenheiro Ginaldo de Vasconcelos e o filho Vinicius, quando podiam correr ao ar livre | Foto: Arquivo Pessoal

Para a professora de educação física Sheila Hipólito dos Santos, os efeitos da atividade atlética são benéficos para a saúde do corpo e da mente. "O exercício aumenta os níveis de endorfina, melhora o humor e pode nos ajudar a passar por esses dias de uma forma um pouco mais tranquila", considera. Ela também avalia como positiva a improvisação de equipamentos para a execução das atividades em casa. "Com um pouco de criatividade é possível sair do sedentarismo, usar objetos que já estão ao alcance da mão, como garrafas cheias de água e mochilas ou malas com roupas".

A especialista ainda dá dicas para quem não está movimentando o corpo no isolamento social. "A pessoa sedentária deve procurar uma atividade que goste, para assim trazer o benefício do exercício com algum nível de prazer e diversão", ressalta. Segundo Sheila, para que um corpo seja considerado fisicamente ativo, são recomendados ao menos 150 minutos semanais de atividade física", complementa.

A professora também observa que é preciso investigar fatores de risco, como histórico familiar de hipertensão, diabetes, problemas cardíacos ou de coluna, entre outros, antes de fazer exercícios. "A correção da execução do movimento é fundamental para reduzir o risco de possíveis lesões, então antes de começar as atividades, é preciso consultar um profissional que, antes de começar qualquer programa de treinamento, realizará uma entrevista e exames para conhecer o histórico de saúde do aluno", orienta.

Durante o período de isolamento social em que as academias estão fechadas, muitas pessoas têm buscado se exercitar em casa e a internet pipoca de “dicas de exercícios” fornecidas por pessoas leigas e influenciadores digitais de vida fitness que não têm formação em educação física ou registro no conselho da profissão. A prática, no entanto, configura crime e pode ser penalizada, além de levar riscos à sociedade. 

De acordo com o professor Lúcio Beltrão, presidente do Conselho Regional de Educação Física da 12ª Região/Pernambuco (CREF12/PE), é importante que as pessoas busquem continuar em movimento mesmo dentro de casa, até para ajudar o sistema imunológico nesse momento de pandemia. No entanto, os meios eletrônicos, segundo ele, não podem substituir o acompanhamento de um profissional de educação física.

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“Não sou contra os bons aplicativos ou treinos online, mas eles devem apenas auxiliar e não substituir o Profissional de Educação Física. Internet não é terra sem lei. Estamos monitorando e recebendo inúmeras denúncias de pessoas que dão dicas ou aulas sem ter registro no CREF. Vamos representar criminalmente contra todos. Ministério Público, Procon, Delegacia de Polícia e Poder Judiciário serão acionados para defender a sociedade”, diz o chefe do conselho. 

No Brasil, os profissionais de educação física são reconhecidos tanto como professores na área de educação quanto como profissionais de saúde. De acordo com o CREF, “as prescrições de atividades físicas e dos desportos devem obrigatoriamente ser ministradas, orientadas e ensinadas exclusivamente por Profissionais de Educação Física devidamente inscritos e regulares junto ao Sistema CONFEF/CREF’s”, por força de lei.

Como a profissão é regulamentada, somente o registro no conselho garante o seu exercício. “Médico, nutricionista, engenheiro, fisioterapeuta, estagiário, coach, blogueiro, artista, fisiculturista, estudante universitário, atleta, pedagogo, influenciador digital, advogado ou qualquer outro profissional não pode orientar, dar dicas ou prescrever exercício físico. Apenas o Profissional de Educação Física tem essa prerrogativa. Qualquer outro que faça algo dessa natureza responderá criminalmente por exercício ilegal da profissão”, alerta Lúcio Beltrão.

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 Durante o período de quarentena em combate ao novo coronavírus muitas pessoas tem optado por se exercitar em casa, já que a maioria dos locais como academias e parques estão fechados.

Com a interrupção das atividades nos polos municipais Esporte & Vida, a Prefeitura do Cabo decidiu adotar as aulas online para o público que se exercitava nesses espaços. 

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As aulas acontecem uma vez por semana, pela manhã, e são transmitidas através do Facebook e Instagram da Prefeitura. Em média cerca de 4 mil pessoas tem acompanhado as transmissões de casa, que contam também com aulas de dança. Cada semana um professor se apresenta na iniciativa, para manter a população em movimento, mesmo dentro de suas casas.

 

A nova rotina do planeta, alterada devido à pandemia de coronavírus (Covid-19), tirou os adeptos da vida fitness das academias. Boa parte dos esportistas ainda insistem nas práticas ao ar livre, mas a grande maioria tem procurado manter a forma e cumprir o isolamento social ao mesmo tempo.

Com a não permissão de abertura de clubes, companhias de dança, boxes e CrossFit, proprietários de alguns estabelecimentos mudaram a estratégia para não perderem alunos e seguirem trabalhando em prol da vida saudável. É o caso da professora de educação física e bailarina Anna Paula Martins, 44 anos. Criadora do método ballet blend, que mistura o balé clássico com a ginástica localizada coreografada, ele aposta nos exercícios em casa como uma tendência para o futuro de quem não tem tempo ou procura por uma justificativa para não praticar esportes. "As pessoas estão trabalhando muito, não têm tempo de deslocamento, viajam muito a trabalho. Então é uma maneira de praticar uma atividade física, como uma aula de dança, no espaço em que ela se encontra, desde que o profissional que a acompanha seja totalmente qualificado para dar uma aula online", ressalta.

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A bailarina Anna Paula Martins | Foto: Rafael Marques

A especialista destaca que, pela impossibilidade de realizar a correção dos movimentos pessoalmente, a experiência e a voz ativa do instrutor são fundamentais para a execução perfeita do treino. "Os profissionais precisam ter muita experiência no mercado fitness para ter uma abordagem correta na hora de explicar para o aluno como deve ser feita a atividade", explica Anna.

A bailarina Patrícia Marrese, 28 anos, faz as aulas de Anna e diz que toma algumas medidas para não perder o foco durante o treino com a ajuda do ambiente virtual. "Quando vou acompanhar alguma aula online, desligo o celular e fecho a porta para não ser interrompida", comenta. "É concentração máxima no momento presente para evitar possíveis distrações e, consequentemente, lesões", complementa.

A bailarina Patrícia Marrese | Foto: Rafael Marques

Já no campo do CrossFit, que tem como base o levantamento de peso olímpico, a ginástica artística e o atletismo para trabalhar várias capacidades físicas, alguns atletas acostumados com o treino nos chamados "boxes" estranharam a mudança. Foi o que aconteceu com o administrador de empresas Jaques Lacerda, 44 anos. "Meu rendimento caiu bastante, pois gosto das aulas presenciais e de socializar com as pessoas", declara.

Praticante da modalidade há 18 meses, Lacerda esclarece que seus técnicos têm se dedicado muito, mas a alteração no cotidiano derrubou sua concentração para o nível médio. "Estou tentando criar uma rotina, já que meu box está dando total atenção e nos incentivando bastante a continuar os treinos", conta. Apesar dos fatores negativos, o administrador aprova a flexibilização dos horários e a presença da família durante os treinos na quarentena. "Vejo como positivo o horário livre para fazer os exercícios no seu tempo e o estar perto dos filhos, que pode incentivá-los à prática esportiva no futuro", complementa.

O administrador Jaques Lacerda treina em casa | Foto: Arquivo pessoal

Uma das coaches de Lacerda no box Dobermann CrossFit é Giselle Alves, 31 anos. Treinadora da modalidade há três anos, a professora vê a sinceridade dos alunos como fator preponderante para o alcance dos resultados. "Ter uma relação de sinceridade com o aluno e passar a ele a importância desse feedback honesto faz toda a diferença no objetivo e na evolução dos treinos", avalia Gisele. Durante a execução dos movimentos a distância, a professora acredita que a responsabilidade dos profissionais aumenta. "O desempenho depende muito do ânimo do aluno, mas trazemos essa responsabilidade para nossa equipe, e estimulamos ao máximo a frequência diária de treinos online e outros transmitidos ao vivo", complementa.

Giselle Alves, no alto, durante treino de CrossFit | Foto: Arquivo pessoal

Apesar das "academias improvisadas" devido ao isolamento social, Giselle acredita que a modalidade é praticável em qualquer ambiente. "Nós trabalhamos muitos exercícios com peso corporal, o que nessas horas se torna vantajoso, já que o aluno consegue realizar a atividade em casa. Na falta de carga extra, aumentamos o volume de treinos para compensar e, se necessário, ainda adaptamos alguns aparelhos como utensílios do lar", comenta. Ainda de acordo com a professora, o astral das aulas no ambiente virtual pode ser outro diferencial para o incentivo dos alunos. Por isso, o professor precisa passar energia mesmo não estando próximo aos atletas. "O CrossFit aproxima alunos e professores, que se identificam na superação das suas dificuldades, nas conquistas diárias, e a empolgação da aula, somada a execução correta dos movimentos, faz toda diferença tanto em aulas presenciais como a distância", complementa.

 

Nem a pandemia de covid-19, nem a determinação para que os cidadãos franceses fiquem isolados em casa impediu que o um maratonista amador suspendesse os treinamentos. Por cerca de seis horas, ele fez cumpriu a “prova” na varanda do seu apartamento, localizado em Balma. O vídeo do treinamento repercutiu nas redes sociais.

Elisha Nochomovitz, de 32 anos, trabalha em um restaurante na cidade, mas sua paixão realmente é correr. "Meu único prazer é correr, não importa a hora", garantiu à CNN.

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Sem acesso aos locais ideais de treinamento, como parques ou vias públicas, recorreu a varanda de sete metros de comprimento para manter a forma. Durante 6 horas e 48 minutos, Elisha calcula que deu 3 mil voltas no cômodo e percorreu a distância de 42 quilômetros e 195 metros.

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