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A seleção brasileira feminina de vôlei derrotou a Tailândia por 3 sets a 1 (parciais de 25/18, 26/24, 23/25 e 25/23), neste sábado (2) em Sófia (Bulgária), na partida que marcou o encerramento da participação do Brasil na fase inicial da Liga das Nações.

Com isso a equipe comandada pelo técnico José Roberto Guimarães chegou ao total de dez vitórias em 12 partidas, disputadas em três países diferentes em pouco mais de um mês.

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No triunfo sobre as tailandesas, o grande destaque foi a ponteira Julia Bergmann, a maior pontuadora do Brasil com 17 pontos (15 de ataque, 1 de bloqueio e 1 de saque). “Foram quatro vitórias em quatro jogos nessa etapa, contra três times asiáticos e as donas da casa. Encaramos estilos de jogo diferentes, mas a gente conseguiu evoluir a cada jogo e a cada etapa. Agora vamos ajustar os últimos detalhes para a fase final, na Turquia”, declarou a jogadora à Confederação Brasileira de Vôlei (CBV).

Agora o Brasil aguarda o fim da fase classificatória, no próximo domingo (3), para conhecer seu adversário nas quartas de final da competição, que será disputada entre 13 e 17 de julho em Ancara (Turquia).

A seleção brasileira de vôlei feminino carimbou a vaga nas quartas de final da Liga dos Nações na tarde desta quinta-feira ao derrotar a Coreia do Sul, com extrema facilidade, por 3 sets a 0, com parciais de 25/17, 25/19 e 25/13, em Sofia, na Bulgária. Com oito vitórias na competição, o Brasil já não pode mais ser alcançado pelos rivais que estão fora da zona de classificação.

Apesar da vaga garantida, há ainda mais dois jogos na Bulgária. Nesta sexta-feira, às 14h, o desafio é contra as donas da casa. No sábado, às 10h30, a equipe brasileira encara a Tailândia, no encerramento da fase. A próxima e última fase da Liga das Nações será entre os dias 13 e 17 de julho, em Ancara, na Turquia.

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Zé Roberto aproveitou a fraqueza do adversário, que ganhou apenas um set no torneio, para fazer alguns testes na equipe. Lorrayna e Julia Kudiess ganharam mais minutos em quadra, assim como Natinha e Mayany.

Apesar do favoritismo, a seleção brasileira entrou desligada e viu a Coreia do Sul abrir vantagem no marcador. Mas o bom momento da equipe asiática não durou por muito tempo. O Brasil equilibrou o duelo e confirmou o favoritismo, fazendo 25/17 no primeiro set.

No segundo set, brilhou a estrela de Julia Kudiess. A central do Minas foi um dos destaques da partida e fez pontos importantes para o Brasil ser dominante do início ao fim. E foi no bloqueio de Mayany que a seleção de Zé Roberto fechou por 25/19.

O panorama continuou também no terceiro set. A Coreia colecionava erros, e o Brasil abriu uma vantagem de 13/3. Com isso, Zé Roberto foi rodando o elenco e concluiu o duelo sem a menor dificuldade, por 25/13.

O jogador de vôlei Douglas Souza, aposentado da seleção brasileira desde março, revelou ao programa Profissão Repórter, da TV Globo, problemas enfrentados na carreira relacionados à sua sexualidade. Douglas foi o primeiro jogador da seleção que assumiu abertamente ser homossexual.

Ao ser questionado sobre a decisão de sua aposentadoria na seleção, o atleta revelou que sua escolha foi influenciada pela forma com que era tratado dentro do grupo. "Imagina você ser ali o único, sabe? O coloridinho. Você acaba vivendo nesse meio, você recebe vários nãos: não pode fazer isso, não pode falar aquilo. Quando tive a minha primeira convocação da seleção, eu já ouvi muito isso’’, comentou Douglas.

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‘’De pessoas que andavam comigo, gostavam de mim, que falavam que eram meus amigos e falavam tipo assim: ‘tudo bem, você é gay, a gente gosta de você, mas quando você chegar lá na seleção, você não pode falar isso para ninguém, ninguém pode saber. Tem que fazer o machinho na frente do técnico.’ Tinha muito disso", revelou.

Após tanto tempo lidando com esses problemas, o jogador falou sobre a dificuldade que encontrou para conseguir mostrar ao mundo quem realmente é. "Esse Douglas que está na rede social hoje, meus amigos me conhecem assim há muitos anos. Só que as outras pessoas não. Não conheciam porque eu não permitia que as pessoas me conhecessem de verdade", disse.

O Brasil disputará duas medalhas de ouro no Mundial de Vôlei de Praia de Roma, no Foro Itálico, neste domingo. O País será representado por Duda e Ana Patrícia no feminino e por Renato e Vitor Felipe no masculino. Ainda há a possibilidade de presença no pódio com André e George, que disputarão o bronze.

Com campanha perfeita, Duda e Ana Patrícia somaram seu sétimo jogo com vitória por 2 a 0, desta vez diante das suíças Heidrich e Vergé Deprê, medalhas de bronze em Tóquio, com show no bloqueio, por 21/19 e 21/13.

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Antes de chegar à inédita decisão, a mineira e a sergipana já haviam despachado as canadenses campeãs do mundo, Sarah Pavan e Melissa Humana-Paredes, algozes de duas duplas brasileiras, nas quartas de final.

Campeãs mundiais sub-21, elas tentarão subir no topo do pódio também no principal, contra a segunda dupla do Canadá, formada por Brandie e Bukovec, às 15 horas deste domingo. As brasileiras chegam à decisão no Foro Itálico como favoritas. As rivais buscaram a vaga com triunfo sobre as alemãs Müller e Tillmann, por 2 a 1, parciais de 21/15, 15/21 e 15/12.

Logo após a classificação das meninas, foi a vez de Renato e Vitor Felipe entrarem em quadra para também buscar uma inédita final. Destaques no Circuito Mundial, os brasileiros tinham a tradição americana pela frente: Schalk e Brunner eram surpresas na semifinal após despacharam favorita dupla holandesa.

O embate por vaga na final foi totalmente dominado pelo time verde e amarelo, que não deu chances aos rivais, ficando sempre no comando do placar e ganhando por 21/17 e 21/19.

Depois de avançarem somente em terceiro na fase de grupos, o paraense Renato e o paraibano Vitor Felipe cresceram bastante no Mundial, deixando adversários favoritos pelo caminho. Eles buscarão o ouro às 16 horas deste domingo contra os noruegueses Mol e Sorum, que passaram pelos brasileiros André e George, na semifinal, com 2 a 0, parciais de 21/14 e 21/18.

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André e George até começaram bem contra a equipe da Noruega, abrindo 5 a 2. Mas os rivais cresceram no bloqueio e acabaram virando para fechar em 21/14. Na segunda parcial, o Brasil chegou igual até 17 a 17 após largar atrás no começo. Um bloqueio definiu o 21/18.

Fora da decisão, os brasileiros ainda podem subir no pódio em Roma. Eles disputarão o bronze contra os americanos Schalk e Brunner, também neste domingo.

A seleção brasileira feminina de vôlei perdeu para a Itália por 3 sets a 1, com parciais de 25/17, 25/15, 14/25 e 25/14 em jogo válido pela Liga das Nações, neste sábado, em Brasília. Foi o segundo revés do time dirigido pelo técnico José Roberto Guimarães, que na primeira fase já havia perdido para os Estados Unidos.

Mesmo com o apoio da torcida, a equipe brasileira não se encontrou na quadra. À exceção do terceiro set, quando saiu vencedor, as meninas do Brasil mostraram um jogo previsível, o que facilitou a vitória das italianas. Em sete jogos, o Brasil soma agora cinco vitórias e duas derrotas na competição.

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Com o resultado, a Itália aparece em terceiro lugar com 17 pontos enquanto o Brasil ocupa o quinto posto com 15. A seleção brasileira volta à quadra neste domingo diante da Sérvia, às 10h, em Brasília.

A Itália não sentiu o fato de ter a torcida contra e começou o primeiro set mais ligada em jogo. O Brasil conseguiu manter a disputa equilibrada até o 5 a 5 no placar, mas a falta de um saque eficiente acabou facilitando a missão das italianas que começaram a abrir vantagem muito em função do seu bloqueio.

O destaque ficou por conta de Bonifacio, que levou vantagem no duelo com as atacantes do Brasil. Sem conseguir impor o seu jogo, a seleção brasileira foi presa fácil e a Itália definiu o set inicial em 25/17.

O jogo foi reiniciado, mas o panorama não mudou. Com uma estratégia previsível de saque recepção e bloqueio, o Brasil viu a Itália deslanchar a partir do 11 a 5. Com uma boa variação na distribuição de bolas, a levantadora Malinov facilitou a missão no momento de ataque e Paola Egonu passou a fazer a diferença.

Apesar das instruções do técnico José Roberto Guimarães, a seleção brasileira seguiu pecando nos erros forçados e a Itália abriu 2 a 0 ao faturar o segundo set por 25/15.

O terceiro set começou com a Itália pedindo desafio logo no primeiro lance. O árbitro de vídeo foi acionado, mas as imagens acabaram dando ponto para o Brasil, mostrando que dessa vez a história seria diferente. As meninas abriram 3 pontos de vantagem pela primeira vez no jogo e foram dominantes o tempo inteiro.

O saque passou a entrar, a Itália teve dificuldades na recepção e o panorama mudou totalmente. Com grande atuação de Gabi, a seleção chegou a 17 a 8. A vantagem foi mantida, Carol foi soberana no bloqueio e o terceiro set acabou definido em 25/14.

A pressão imposta pelo Brasil no terceiro set parece ter sido esquecida fora de quadra no quarto set. Num ritmo avassalador, a Itália foi abrindo vantagem no placar. As italianas chegaram a ter 12 a 3. O bloqueio da seleção europeia voltou a ser soberano e o Brasil ficou disperso em quadra.

Após o tempo técnico, o Brasil entrou no jogo, voltou a pressionar no saque e contou com o apoio da torcida. A Itália porém, apostou na troca de bolas para tentar administrar a vantagem. Paola Egonu seguiu como ponto forte e manteve o poderio ofensivo.

No segundo tempo técnico, quando o jogo estava em 15 a 7 para as italianas, José Roberto Guimarães pediu mais variações, principalmente diante de bloqueios simples na rede da equipe rival. A Itália seguiu dominando a partida, fechou o jogo em 25/14 e definiu a vitória sobre as anfitriãs.

A seleção brasileira feminina de vôlei derrotou a Turquia, nesta quarta-feira (15), por 3 sets a 1 (19/25, 25/23, 25/23 e 25/23), em Brasília, no Ginásio Nilson Nelson, em duelo válido pela primeira rodada da segunda semana da Liga das Nações.

O time do técnico José Roberto Guimarães volta à quadra, nesta quinta-feira (16), para enfrentar a Holanda. No sábado, a adversária será a Itália, enquanto no domingo a rival será a Sérvia.

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O Brasil começou a partida com Ana Cristina, Macris, Carol, Diana, Gabi e Pri Daroit. Líbero: Nyem. O primeiro set foi marcado por vários erros da seleção brasileira, que deixou as turcas abrirem 5 a 1 logo no início. Aos poucos, as brasileiras foram adquirindo ritmo, mas não conseguiram evitar a derrota por 25/19.

O segundo set começou com o mesmo panorama. A diferença é que Brasil conseguiu ter melhor desempenho nos fundamentos mais cedo, equilibrou o placar em 15 pontos, depois em 20 pontos. Kisy, mais uma vez com atuação destacada, foi decisiva para o Brasil igualar o placar: 25/23.

O Brasil começou o terceiro set diferente e abriu 6 a 2. Com bom saque e recepção, a seleção brasileira conseguiu controlar a partida para fechar o segundo set a seu favor: 25/23.

O quarto set foi bastante disputado com as duas seleções se revezando na liderança do placar. Kisy foi bem no saque e bloqueio, deixando o Brasil em vantagem com 15/13 e 17/14. No final, Carol fez três pontos seguidos e garantiu importante triunfo: 25/23.

Seis meses após deixar o vôlei italiano, Douglas Souza comemorou o retorno ao esporte nacional. Ele vai defender o Farma Conde Vôlei, equipe de São José dos Campos, na próxima temporada da Superliga, principal competição da modalidade no Brasil.

"Estou muito feliz em estar de volta e representando um time brasileiro, principalmente o Farma Conde Vôlei, que eu admiro muito o trabalho! Estou ansioso para começar os treinos com o time, que sei que é bem competitivo, e contribuir com a evolução de todo o projeto", celebrou.

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Douglas havia deixado o Callipo Sport, da Itália, no início de dezembro. O Callipo chegou a criticar o atleta por que, segundo o clube, teria abandonado o time sem avisar, o que o jogador brasileiro nega. De volta ao Brasil no fim do ano, ele avisou que descansaria um pouco antes de pensar nas propostas para voltar a uma equipe nacional.

O ponteiro de 26 anos retornará à elite nacional, onde já competiu defendendo os uniformes do Pinheiros, do São Bernardo Vôlei e do SESI-SP. Douglas vai se concentrar no novo time porque já havia anunciado sua aposentadoria da seleção brasileira.

O jogador foi campeão olímpico na Olimpíada do Rio-2016 e participou também da campanha frustrada da seleção masculina em Tóquio, no ano passado, quando não subiu ao pódio. Douglas se tornou uma celebridade nacional durante os Jogos Olímpicos por conta dos seus posts bem-humorados e espontâneos nas redes sociais.

Com o sucesso, ele virou o jogador de vôlei mais seguido do mundo no Instagram, com 2,5 milhões de seguidores. Na plataforma, tem aproveitado a ampla audiência para defender causas sociais, como os direitos LGBT+. Douglas também se tornou influenciador digital e streamer.

Campeão da Superliga de Vôlei Masculino no início deste mês, o Sada Cruzeiro terá o medalhista olímpico Lucão em seu elenco para a temporada 2022/2023. O central de 2,10m foi anunciado pela equipe mineira nesta segunda-feira e deve se apresentar quando retornar da disputa da Liga das Nações, competição na qual buscará o bicampeonato junto com a seleção brasileira, a partir do dia 8 de junho.

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Aos 36 anos, Lucão chega ao Cruzeiro depois de jogar temporada a passada pelo Vôlei Renata, que foi eliminado nas quartas de final da Superliga pelo Sesi, time batido pelos cruzeirenses na semi. Hexacampeão da principal divisão do voleibol brasileiro, o gaúcho espera aumentar a lista de conquistas.

"Pra mim é um sonho que eu consegui realizar. Conheço bastante o grupo, tenho grandes amigos no time, grandes jogadores com quem já conquistei muito na seleção brasileira, e eu tenho certeza que vai ser uma adaptação tranquila, onde vou me sentir bem feliz, pra representar a camisa do Sada Cruzeiro. É o time mais vitorioso na história do voleibol brasileiro e, poder vestir essa camisa e jogar ao lado desses caras, que são fantásticos no voleibol, pra mim será uma honra", disse.

Lucão conquistou três dos seus títulos de Superliga enquanto vestia a camisa do Cimed Florianópolis. Depois ganhou mais um com o RJX e outros dois com o Funvic Taubaté. Na época em que jogou no Modena, venceu um Campeonato Italiano e uma Copa Itália. Também tem passagens por Sesi-SP, Vôlei Futuro e Ulbra.

Jogando pela seleção brasileira, o central tem um ouro olímpico, conquistado em 2016, no Rio, e uma prata na Olimpíada de Londres, em 2012. Venceu, ainda, seis edições da Liga Mundial, antes de a competição ser substituída pela Liga das Nações, também na lista de conquistas de Lucão e seus companheiros de seleção.

O campeão olímpico Douglas Souza anunciou em suas redes sociais que acertou com um novo clube, mas não divulgou o nome. No fim de março, ele revelou ter enfrentado depressão e havia anunciado sua aposentadoria da seleção brasileira para cuidar da sua saúde mental, mas despistou sobre conversas com outras equipes.

"Quando eu rescindi com o clube na Itália, em dezembro, não era o plano voltar para o Brasil para jogar já essa temporada, era para jogar na próxima mesmo, porque eu precisava realmente cuidar de mim. Eu estou negociando com os clubes em São Paulo, pois minha preferência é jogar aqui, perto dos amigos e da minha família", disse ao Estadão, em março.

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Ele chegou a conversar com equipes de São Paulo, como Campinas, São José e Guarulhos. Em outra postagem no Twitter, na quarta-feira, ele sugere que voltará a atuar no vôlei brasileiro: "E vamos de Superliga".

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A temporada no Brasil foi encerrada no início do mês. No masculino, o Sada Cruzeiro superou o Minas no terceiro e último jogo da final em uma partida emocionante e conquistou a Superliga masculina pela sétima vez. Já no feminino, o Minas levou a melhor: bateu o Praia Clube e conquistou o tricampeonato nacional.

Douglas Souza se tornou um sucesso após sua participação na Olimpíada de Tóquio, no ano passado, apesar de a seleção brasileira ter ficado fora do pódio pela primeira vez desde 2004, ao perder a disputa do terceiro lugar para a rival Argentina. Em pouco tempo, virou um queridinho das redes sociais e passou a ganhar milhões de seguidores (hoje tem 2,5 milhões no Instagram).

Ele também conta com um canal de games no YouTube e assinou contrato com a Globo neste ano para participar do quadro "Dança dos Famosos" do programa "Domingão com Huck". Em dezembro, ele deixou o Tonno Callipo Volley, da Itália, e foi acusado de abandonar o clube sem autorização ou justificativa.

A imagem do Cruzeiro resplandece. No terceiro e último jogo da final da Superliga masculina, o Sada Cruzeiro foi melhor nos momentos de definição de cada um dos sets e superou o Fiat/Gerdau Minas por 3 sets a 0, neste domingo em Uberlândia. Superior em todos os fundamentos, a equipe contou com uma grande partida dos ponteiros Rodriguinho e López para conquistar mais um título da competição nacional.

O Cruzeiro também conseguiu um feito inédito. Com a conquista da Superliga, a equipe ficou com o quinto título da temporada. Além do título nacional, o time foi campeão do Mundial, do Campeonato Mineiro, da Supercopa e do Sul-Americano.

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Após muito equilíbrio, emoção e viradas nos dois primeiros encontros da final, o Cruzeiro entrou melhor em quadra neste terceiro jogo e impôs seu domínio ao time do Minas. O Cruzeiro volta a conquistar o título após a temporada 2017/2018 e aumenta o jejum do rival no torneio.

O JOGO

Com o ginásio em Uberlândia completamente lotado, o Cruzeiro começou melhor. Com mais volume de jogo, a equipe celeste não teve dificuldade para abrir 6 a 2 em um bloqueio de López em Vissotto. Na sequência, mantendo um bom aproveitamento em todos os fundamentos do jogo, o Cruzeiro colocou a diferença em 12 a 5.

Após este momento de superioridade do adversário, o Minas chegou para o jogo. Apostando na utilização do elenco, a equipe foi cortando a diferença e deixou a desvantagem em 17 a 13. Apesar deste bom momento da equipe de Belo Horizonte, o Cruzeiro retomou a sua virada de bola e fechou em 25 a 20.

Na segunda parcial, o duelo voltou a ter equilíbrio. Com o Minas mais consistente na virada de bola, os dois times passaram a trocar bolas nos ataques. Desta forma, nenhum dos dois lados conseguiu abrir mais de dois pontos de vantagem em momento algum e o jogo parou com o Minas em vantagem, com 15 a 14.

Na reta final, o Cruzeiro cresceu. Aproveitando de alguns erros do time adversário, a equipe celeste abriu 22 a 20 em um bloqueio de Rodriguinho em Honorato e o duelo parou. No momento de definição do set, o Minas melhorou, fez o limite de 25 pontos ser ultrapassado e passou a liderar o marcador. Sem deixar o adversário fechar a parcial, o Cruzeiro voltou a liderar e a troca de pontos se manteve.

Depois de 51 minutos de parcial, Rodriguinho definiu. Com o líbero Lukinha defendendo um ataque de Leandro Vissotto, o ponteiro teve o contra-ataque, fechou em incríveis 36 a 34 e o Cruzeiro abriu 2 sets a 0.

Depois de vencer a parcial interminável, o Cruzeiro começou com tudo e abriu 4 a 1 no placar. Empurrado pela torcida presente no ginásio, a equipe celeste seguiu dominando o set. Aproveitando todos os erros do Minas, a diferença subiu para 11 a 5 e o pedido de tempo foi feito. No retorno para a quadra, a diferença seguiu grande e o foi questão de tempo para que o Cruzeiro confirmasse a vitória por 25 a 20 no set, fizesse 3 a 0 na partida e fosse campeão mais uma vez.

Pela primeira vez na história das Superligas masculina e feminina de vôlei, os dois títulos da temporada serão disputados, simultaneamente, por equipes mineiras. Nesta sexta-feira (22), às 21h (horário de Brasília), Dentil Praia Clube e Minas Tênis Clube fazem o primeiro jogo da final das mulheres no ginásio Nilson Nelson, em Brasília. O Minas também marca presença na decisão dos homens, contra o Sada Cruzeiro, que começa neste sábado (23), às 21h30, no ginásio Divino Braga, em Betim (MG).

As finais serão disputadas em melhor de três jogos. Quem vencer dois, leva a taça. A segunda partida da decisão feminina está marcada para sexta-feira (29), às 21h. Se necessário, o terceiro duelo será na terça-feira da outra semana (3), às 21h30. Todos os confrontos serão em Brasília. Entre os homens, o segundo encontro entre Minas e Cruzeiro será no domingo que vem (1) e o terceiro, se preciso, será sete dias depois, ambos às 10h, em locais a serem definidos.

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É apenas a quarta vez na história que as duas finais serão disputadas por clubes de um mesmo estado. Nas ocasiões anteriores (a última em 1997), as decisões reuniram times paulistas.

A final 100% mineira não é novidade no feminino, já que Minas (que, entre as mulheres, atua como Itambé Minas) e Praia chegam à decisão pela terceira vez consecutiva (as minastenistas levaram a melhor nas edições anteriores: 2019 e 2021). Apesar disso, o time de Uberlândia (MG) domina o confronto na temporada, conquistando os títulos dos Campeonatos Mineiro e Sul-Americano e da Supercopa em cima das rivais, e vencendo os dois jogos da primeira fase da Superliga, ambos no tie-break (quinto set).

O duelo opõe as equipes de melhor campanha na competição. Em busca do segundo título da Superliga (o primeiro foi em 2018), o Praia somou 58 pontos na primeira fase, três a mais que o Minas, que pode chegar à quinta taça nacional, igualando-se ao Osasco como o segundo maior campeão (o Rio de Janeiro, que atualmente joga como Sesc-RJ Flamengo), lidera a estatística, com 12 conquistas.

No mata-mata, a equipe do Triângulo Mineiro superou o Pinheiros nas quartas de final com duas vitórias, ambas por três sets a zero, mas sofreu para eliminar o Flamengo, perdendo a partida de ida da semifinal por três a zero e buscando a virada nos dois jogos seguintes. Já as minastenistas liquidaram os confrontos contra Fluminense (quartas) e Sesi Bauru (semifinal) de forma invicta, triunfando nos dois primeiros duelos.

“Esse ano fizemos final de todas as competições que participamos. Apesar de não termos conquistado um título, foi importante estar no topo. A rivalidade entre o Minas e o Praia já tem alguns anos. É muito legal a história que estamos construindo. Temos feito as finais dos últimos campeonatos e isso é muito bacana. Vai ser um jogo muito difícil. Os dois times chegam para a decisão em um bom momento depois de disputarem semifinais duras”, destacou a central Carol Gattaz, capitã do time minastenista, ao site da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV).

As finais da Superliga marcarão a despedida das quadras de Walewska. A central de 42 anos, campeã olímpica nos Jogos de Pequim (China), em 2008, é a capitã do Praia e quer encerrar a carreira com o terceiro título dela na competição. Além de liderar o time de Uberlândia na conquista de 2018, ela também venceu a edição de 2000, pelo Rexona, quando a equipe tinha sede em Curitiba.

“Tenho vivido um turbilhão de emoções, revivendo toda a minha história e focada para que, na Superliga, ela termine com a conquista de mais um título. Tenho consciência de que me dediquei todos os dias e de que tudo valeu a pena. Fui abençoada por ter conhecido pessoas que ficarão guardadas para sempre no meu coração”, disse Walewska, também ao site da CBV.

No masculino, a final mineira é inédita, apesar de o confronto reunir os dois maiores campeões do vôlei nacional entre os homens. O Minas, que não levanta a taça desde 2007, busca o décimo título brasileiro, sendo o quinto na Superliga, iniciada em 1994. O Cruzeiro, com seis troféus, ganhou pela última vez em 2018, quando emplacou uma sequência de cinco conquistas seguidas.

É a primeira vez, também, que a decisão masculina reúne clubes de um mesmo estado que não seja São Paulo. Em nove ocasiões, a final dos homens foi 100% paulista, sendo a última delas em 2019, quando o EMS Taubaté Funvic (que atualmente está em Natal) levou a melhor sobre o Sesi São Paulo.

Assim como no feminino, a decisão masculina envolve os dois clubes que mais pontuaram na fase inicial da competição. O Minas (que joga como Fiat Gerdau Minas entre os homens) fez 61 pontos, contra 59 do Cruzeiro. No mata-mata, ambos precisaram apenas dos dois primeiros duelos dos confrontos para se classificarem à final. Os minastenistas passaram por Funvic Natal e Guarulhos, enquanto os cruzeirenses despacharam Farma Conde São José e Sesi São Paulo.

Eliminado nas quartas de final da edição passada, o Sada Cruzeiro se reformulou para recuperar o posto de melhor time do país. Técnico celeste por 12 temporadas, o argentino Marcelo Mendez deu lugar ao recém-aposentado Filipe Ferraz. Dirigida pelo ex-ponteiro, a Raposa conquistou os títulos do Mineiro (em cima do Minas) e da Supercopa, além do tetracampeonato mundial. O Minas, por sua vez, voltou a levantar um troféu em fevereiro, após um hiato de 15 anos, ao vencer a Copa Brasil, em Blumenau (SC). Os minastenistas são os atuais vice-campeões nacionais, superados pelo Taubaté na final de 2021.

O jogador de vôlei Douglas Souza utilizou suas redes sociais na madrugada desta sexta-feira para anunciar a aposentadoria da seleção brasileira. Em um vídeo feito em casa, o atleta explicou que a decisão partiu da necessidade de cuidar de sua saúde mental e ficar mais próximo da família e amigos. "Cheguei a ter de tratar de uma depressão. Ninguém sabia disso até agora", revelou o jogador, uma dos destaques do Brasil nos Jogos Olímpicos de Tóquio, no ano passado.

Cotado para integrar o primeiro elenco do quadro Dança dos Famosos sob o comando do apresentador Luciano Huck, Souza pontuou que estava há dez anos na equipe principal - contando com a época como atleta de base em 2011. "Para mim, sempre foi uma honra, um prestígio, um orgulho muito grande estar na seleção. Eu sentia que precisava quebrar barreiras e consegui fazer isso muito bem", agradeceu.

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"Só que chegou um ponto, em 2016, em que minha mente e meu corpo começaram a dar alguns sinais de que precisava dar uma diminuída no ritmo. Para quem não sabe, quem vive a seleção, é seleção e clube. A gente não tem férias e é muito difícil a gente ter um tempo para nossa família, nossos amigos, que são coisas muito importantes para mim. Depois vi que foi piorando, até que cheguei a tratar uma depressão. Ninguém sabia disso até agora, quando estou falando com vocês", admitiu.

O atleta reforçou ainda a necessidade de cuidar da saúde mental, como fizeram Simone Biles e Naomi Osaka, atletas olímpicas da ginástica e do tênis. "É extremamente importante. Tem de tratar. E infelizmente estando na seleção era muito difícil ter esse tempo", ponderou.

Douglas contou ainda que a decisão foi tomada há mais de três anos, mas ressaltou que seguirá jogando por clubes paulistas. "Em 2018, bati o martelo com meu empresário. Falamos juntos que era ideal eu terminar o ciclo olímpico, ou seja, ia até Tóquio e depois disso ia me aposentar, porque precisava cuidar de mim. Pela minha saúde mental, decidi encerrar o meu ciclo na seleção no ano passado já para cuidar de mim, cuidar da minha saúde, ficar perto dos meus amigos, da família. Estou muito feliz com essa decisão, e vou seguir jogando no clube. Estamos negociando com os clubes de São Paulo".

Na oportunidade, o jogador desmentiu rumores de que estaria tendo dificuldades para fechar contrato com equipes locais. "Eu optei por jogar em São Paulo mesmo sabendo que os clubes de São Paulo não tinham tanto investimento, não têm tanto dinheiro para oferecer", indicou. "Estou muito feliz com a decisão, pois terei tempo de trabalhar com os meus projetos. Estou me tratando. Super bem".

Sucesso nas redes sociais após participação na Olimpíada de Tóquio - quando a seleção brasileira perder a disputa do bronze para a Argentina e ficou fora do pódio -, Douglas acumula somente no Instagram mais de 2,6 milhões de seguidores. Além disso, tem um canal de jogos ativos no YouTube. No Twitter, local em que é seguido por 251,8 mil perfis, o atleta compartilhou que assinou contrato com a Globo - reforçando os rumores da participação no quadro de dança do Domingão com Huck.

O técnico Bernardinho encerrou nesta terça-feira uma breve passagem pelo comando da seleção francesa de vôlei. O treinador brasileiro comandava o time europeu desde agosto do ano passado, mas alegou problemas pessoais para retornar ao Brasil. Ele pretende ficar mais perto da família.

"É uma das decisões mais difíceis e dolorosas de toda a minha carreira. Estou muito triste porque amo este time francês, o grupo, os jogadores, a equipe que construímos. Sou muito grato pela confiança que a federação depositou em mim ao longo do ano", disse Bernardinho, antes de agradecer o apoio da Federação Francesa de Vôlei.

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O brasileiro de 62 anos assumiu o comando da seleção no ano passado com o objetivo de buscar o bicampeonato olímpico nos Jogos de Paris-2024, na casa dos seus comandados.

"Tive uma recepção incrível de todo o vôlei francês e tenho muita dor e frustração por não chegar ao fim do projeto que começamos a colocar em prática. Mas eu tenho que fazer essa escolha, não há outras escolhas possíveis para minha família, que continua sendo uma prioridade."

O presidente da federação francesa, Eric Tanguy, lamentou a decisão. "Tivemos o melhor treinador para cumprir nossos objetivos até os Jogos de Paris-2024 e só posso lamentar essa situação. Mas obviamente compreendo as razões que levaram o Bernardinho a tomar esta difícil decisão e agradeço-lhe por se ter mantido disponível para preparar sua substituição."

Bernardinho foi contratado oficialmente em abril do ano passado, mas só assumiu a equipe depois da Olimpíada de Tóquio, na qual o time francês foi comandado por Laurent Tillie. Sua primeira missão no comando da equipe foi a disputa do Campeonato Europeu, em setembro. Mas o treinador não teve sucesso. Os franceses foram eliminados nas oitavas de final.

Fora da seleção francesa, o bicampeão olímpico e tricampeão mundial pelo Brasil vai seguir no comando do Sesc-Flamengo, que disputa os playoffs da Superliga Feminina de vôlei. O treinador também manterá seus projetos pessoais, como as palestras que costuma fazer pelo País.

A decisão da Rússia em invadir a Ucrânia vem refletindo diretamente nas competições esportivas. Nesta terça-feira, a Federação Internacional de Vôlei (FIVB) anunciou que a Rússia não sediará mais o Campeonato Mundial masculino de Vôlei, que acontecerá entre os meses de agosto e setembro. O local, agora, está indefinido.

"Depois da invasão militar da Rússia à Ucrânia, a FIVB permanece seriamente preocupada com a situação e com o povo ucraniano. O Conselho de Administração concluiu que seria impossível se preparar e organizar o Campeonato Mundial masculino na Rússia por conta da guerra. Assim decidiu retirar da Rússia a organização da competição marcada para acontecer em agosto e setembro de 2022. A Federação de Vôlei Russa e o Comitê Organizador foram informados. A FIVB vai procurar uma alternativa para receber a competição para que times, atletas, árbitros e fãs tenham segurança e orgulho de participar em paz deste festival esportivo", disse a FIVB em comunicado.

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A Federação já havia informado anteriormente que a Liga das Nações não seria disputada na Rússia, mas tinha deixado em aberto a possibilidade do país receber o Mundial. No entanto, a entidade considerou os últimos ataques para decretar sanções mais duras.

As sanções à Rússia não param por aí. A FIVB ainda excluiu seleções, árbitros, times, tudo que tenha relação com Rússia e Belarus, das competições internacionais e continentais. As modalidades de areia e de neve também foram afetadas.

Os jogadores também foram afetados mesmo que joguem em outros países. Eles não poderão entrar em quadra por decisão da FIVB, que foi acompanhada pela Confederação Europeia de Vôlei. Ou seja, não haverá atletas russos em qualquer equipe da Europa.

Outras modalidades olímpicas já haviam tomado tais decisões. A Rússia, inclusive, foi excluída das Eliminatórias da Europa para a Copa do Mundo de futebol masculino. Judô, taekwondo, esgrima e ginástica artística também foram afetados.

O presidente da Federação Francesa de Vôlei, Eric Tanguy, afirmou que o país não vai jogar o Campeonato Mundial se a competição for mantida na Rússia. A troca do país-sede ainda não foi confirmada pela Federação Internacional de Vôlei (FIVB).

O Campeonato Mundial de Vôlei está previsto para o dia 26 de agosto. A França é a atual campeã olímpica e hoje é dirigida pelo treinador brasileiro Bernardinho.

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Em nota, Tanguy disse que o conflito armado impede que a seleção participe do evento.

"A segurança de nossos caros cidadãos é nossa prioridade e faremos tudo ao nosso alcance para garanti-la durante as competições nacionais ou internacionais. No contexto e na situação atual, a França não participará do Campeonato Mundial, caso sua organização se mantenha na Rússia", apontou em nota. 

No sábado (26), a FIVB suspendeu duas rodadas da Liga das Nações na Rússia, esperadas para junho e julho. 

Outras sanções no Esporte

A invasão ao território ucraniano imposta por Vladimir Putin, também fez o país perder a etapa da Fórmula 1 em Sochi, marcada para setembro. 

A FIFA também foi retirou a Rússia da Copa do Mundo deste ano, e dificilmente, vai manter as partidas da repescagem europeia em seu território. Polônia, Suécia e República Checa se recusam a jogar no país.

Nas quartas de final do torneio de vôlei nos Jogos de Tóquio, o Brasil tinha perdido o primeiro set para o Comitê Olímpico Russo e estava atrás no placar na parcial seguinte. Foi então que o técnico José Roberto Guimarães colocou a ponteira/oposta Rosamaria Montibeller na quadra. A jogadora incendiou o jogo e liderou o time na virada espetacular sobre as eternas rivais. "Até hoje me marcam nas redes sociais quando falam desse jogo", revela a atleta ao Estadão.

Aos 27 anos, ele está atuando pelo Igor Volley Novara, da Itália, e vive uma fase distinta da que teve anos atrás, quando sofreu com depressão e pensou em largar tudo. Vice-campeã olímpica, ela é uma das "veteranas" da seleção feminina para os Jogos de Paris-2024, na França, e ajudará o treinador no processo de renovação da equipe para brigar mais uma vez pelo pódio.

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Como tem sido sua vida na Itália?

Tirando a questão da pandemia, profissionalmente estou muito feliz de estar aqui no Novara, um clube que tem grandes objetivos, embora esteja jogando menos do que gostaria. Tenho aproveitado as oportunidades e tenho crescido nos treinamentos. Gosto da estrutura do clube e a gente tem feito um bom campeonato. Sofremos com casos de covid no grupo, mas estamos indo bem.

Você tem relação próxima com a cultura italiana, por causa de Nova Trento, sua cidade no Brasil. As coisas são parecidas com o que você lembra de sua infância e de seus avós?

Eu cresci numa cultura italiana, mas é a quinta geração já misturada com brasileiros. É muito similar o jeito de as pessoas falarem, a alimentação também. Nunca me senti estrangeira de verdade, também por conseguir falar a língua. Parece que mudei de uma cidade para outra, não de país. Inclusive são as mesmas cores da minha cidade, então foi tudo fácil.

Como está sendo a adaptação ao time, ainda mais tendo um técnico que te treinou no Brasil como o Stefano Lavarini?

Isso ajuda bastante. Estamos falando de escolas de voleibol, e como o Stefano passou pelo Brasil, ele entende a minha visão de jogo e a gente consegue se comunicar bem.

Você já colocou em xeque a sua capacidade. Quando foi que isso mudou?

Todos os atletas passam por momentos difíceis, então precisa ser forte e entender que é uma fase apenas. Consegui passar quando entendi que estava fazendo o melhor com aquilo que eu tinha e se não estava vindo (resultado) era por um motivo maior. As coisas iriam acontecer porque estava traçando meu destino, me esforçando. Sempre dei 100%, mas fui tentando entender porque as coisas não aconteciam comigo. Fiz mudanças na minha vida e carreira. Comecei a acreditar mais no meu potencial quando entendi onde era o meu lugar, onde eu me sentia feliz e me encaixava.

Você teve depressão em 2017 e ficou dois anos tentando sair disso. Como foi esse processo?

Começou no fim de 2017 e passei o ano de 2018, quase inteiro, tratando e lutando contra a doença. É difícil explicar de onde vem, como vem... O ano de 2017 tinha sido maravilhoso. Mas aí o Stefano, no Minas, percebeu que algo estava errado e sentou comigo para conversar. Ele falou que poderia me ajudar. Isso tirou um peso das minhas costas. Eu também não sabia o que estava acontecendo. Fui procurar ajuda, sabia que aquele comportamento não era meu. Fui atrás e tive ajuda profissional. Foram meses de luta e graças a Deus deu tudo certo. A terapia é muito importante. Foi nesse momento que decidi fazer mudanças na minha vida.

Você sempre foi considerada uma jogadora bonita e muitas vezes seu talento ficava em segundo plano. Como você lidava com isso?

Isso nunca influenciou no meu trabalho. É engraçado isso porque muitas vezes veem isso como um problema. Nunca achei justo que as pessoas medissem meu trabalho pela beleza e não pelo que eu fazia dentro de quadra. Mas me acharem bonita, me seguirem, isso nunca incomodou. As pessoas limitam muito. Não sou só jogadora de vôlei, sou uma pessoa também. E vejo como um elogio que muita gente me ache assim.

Aí na Itália também existe isso de ficar falando da beleza das jogadoras?

São culturas diferentes. Falam sobre isso também aqui, mas acho que as pessoas confundem um pouco menos as coisas. No Brasil as pessoas ligam muito mais para o que faz fora de quadra do que aqui na Itália.

Você sempre manifestou interesse em pintura e artesanato. Você consegue ter esse hobby aí na Europa?

Tem até um quadro ali que estou fazendo, daquele cheio de números, que faço para relaxar minha cabeça. Mas tenho zero talento artístico. Na minha família, muitas tias são artistas e pintoras, então cresci nesse meio. Quando morei em Belo Horizonte, tive uma professora particular, fiz cursos, mas atualmente faço para relaxar minha cabeça no tempo livre, é muito bom.

Como é sua vida aí na Itália?

Tenho muitos amigos, é uma rede de apoio muito bacana, e sempre consigo aproveitar os momentos livres para fazer algo. Saio para jantar, encontro as pessoas para escutar música brasileira, mas ainda tem restrições na cidade por causa da covid-19. Aqui é muito simples ir de um lugar para outro e tem sido bom poder enriquecer culturalmente.

Você tem falado que 2021 foi um divisor de águas na sua carreira. Qual foi a importância da Olimpíada?

Toda atleta profissional sabe que a vida é organizada para esses ciclos, é um momento muito importante, e todo mundo quer estar na Olimpíada, pois lá estão as melhores do mundo. Eu vislumbrei isso desde o início da carreira, e quando foi chegando perto, só fui entender o que significava quando pisei na Vila Olímpica. Assim como admirava muitas atletas que estavam ali passando, eu também era admirada. Com certeza foi um divisor de águas, momento importante na carreira do atleta. Fiquei feliz com o que criamos para a medalha de prata. Me arrepio até hoje com isso.

Aquela sua atuação contra a Rússia foi emblemática, pois você entrou e mudou o jogo, ajudando o Brasil a vencer e a se classificar.

As pessoas ficam me marcando em vídeo nas redes sociais nesse jogo. Estar ali já significava muito, pois veio na minha cabeça os momentos que duvidei que poderia estar ali. A Olimpíada me fez lembrar de todos os sacrifícios.

Agora você é um dos pilares na renovação da seleção feminina para os Jogos de Paris. Quais são suas expectativas?

Não existe cadeira cativa, ninguém está garantida lá dentro, pois seleção é momento. Espero ter oportunidade de estar lá e brigar por uma vaga. Esse ano vai ser de renovação, é algo natural, então espero poder passar a experiência que tive com as grandes atletas. Sei que tenho de ralar muito para estar no meio das novinhas, pois tem uma geração forte aparecendo.

Pensa em voltar para o voleibol brasileiro?

No meu projeto não voltaria para o Brasil agora, mas depende do mercado e não sei o que vou fazer na próxima temporada. Gostaria de continuar na Europa.

A Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) confirmou na tarde desta terça-feira (4) o adiamento de mais duas partidas previstas para sexta-feira (7) pela rodada inaugural do returno da Superliga Feminina: Sesc RJ Flamengo contra Sesi Bauru, e o compromisso do Valinhos, que receberia o Minas.

As mudanças ocorrem após o registro de casos do novo coronavírus (Covid-19). Através de nota oficial, o Sesc RJ Flamengo confirmou que seis atletas (Monique, Gabiru, Milena, Milka, Valquíria e Yonkaira Peña) e quatro integrantes da comissão técnica testaram positivo para Covid-19.

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Também através de comunicado o Country Club Valinhos informou que atletas do elenco profissional também foram infectadas. O clube, porém, não revelou os nomes e a quantidade das pessoas que estão com o vírus. A CBV ainda não definiu as novas datas para a realização das partidas.

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Na última segunda-feira (3) a CBV já havia adiado o jogo entre Fluminense e Osasco.

O voleibol russo acordou de luto no primeiro dia de 2022, chorando a perda de um de seus grandes nomes da história. Lenda do país europeu e dono de três medalhas olímpicas, o levantador Vadim Khamuttskikh morreu aos 52 anos, vítima de uma parada cardíaca.

"Vadim teve uma parada cardíaca justo antes da chegada do Ano Novo. Já não está entre nós. Era uma pessoa extraordinária, de quem todos gostavam", informou Ria Nóvoski, ex-treinador do Belogorie Guennnadi Shipulin, clube no qual Vadim fez história como jogador e foi o técnico nos últimos seis anos.

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Jogador de uma grande geração russa, ao lado de Dineykin, Tetiukin, Iakovlev, Kazarov, Poltavski e Kuleshov, Vadim disputou quatro edições consecutivas dos Jogos Olímpicos, entre os anos de 1996 e 2008. Em três delas subiu ao pódio, conquistando uma medalha de prata em Sydney 2000 e duas de bronze em Atenas 2004 e Pequim 2008.

Nas últimas seis temporadas,o habilidoso levantador foi o treinador do Belogorie. O velório do jogador vai durar os próximos quatro dias na Rússia, na cidade de Belgorod, que fica 700 quilômetros ao sul de Moscou.

O levantador defendeu as cores da Rússia em 237 oportunidades, conquistando a Copa do Mundo de 1999. Ele foi sete vezes campeão na Rússia e o primeiro jogador a atuar com o apelido nas costas. Atuava com "Barba" na camisa. Já com a seleção, estampava Vadim.

A vitória sobre a dupla Carol Horta/Ana Patrícia por 2 sets a 0 (parciais de 21/16 e 21/15) garantiu o terceiro lugar do troféu realizado em Cuiabá e rendeu e também o título do Circuito Brasileiro de vôlei de praia para Bárbara Seixas/Carol Solberg na temporada.

A conquista aconteceu neste sábado. Bárbara Seixas, vice-campeã olímpica no Jogos do Rio-2016, venceu o torneio pela quarta vez enquanto a sua parceira levou o seu segundo Brasileiro.

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A dupla campeã chegou às quatro finais das quatro primeiras etapas, sendo que acumulou três vices. Em Cuiabá, mesmo sem chegar à decisão, a pontuação do bronze permitiu a conquista do título do Circuito.

Desabafo

Nas redes sociais, Carol Solberg desabafou sobre as críticas que recebeu por posicionamentos políticos e falou que as manifestações dos atletas foram censuradas, já que não houveram entrevistas no torneio.

“Muito obrigada a todo mundo que torceu, vibrou e sofreu junto com a gente ao longo dessa temporada! Obrigada a toda nossa equipe e patrocinadores. Hoje não teve entrevista. Tiraram isso da gente para evitar manifestações. Mas aqui meu microfone tá aberto. FORA BOLSONARO! O Brasil é nosso! E isso vai passar”, postou a jogadora.

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Campeões da etapa

Na final de Cuiabá, Rebecca/Talita derrotou Thamela/Elize por 2 sets a 1 (15/21, 21/11 e 15/13) e levou o segundo título das cinco etapas da competição.

Já no masculino, a dupla Evandro/Álvaro Filho conquistou o título do Circuito. A vitória de 2 sets a 0 (21/12 e 21/12) sobre Yuri/Yuri garantiu o lugar mais alto no pódio.

Da redação, com Agência Estado

A jogadora de vôlei Núbia Rebello, da equipe feminina de Cravinhos, morreu na madrugada do último domingo, em um acidente de carro quando o veículo que dirigia colidiu com um cavalo, na Rodovia Anhanguera, próximo ao Distrito Industrial de Cravinhos.

A atleta, que tinha 23 anos, chegou a ser socorrida no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, mas não resistiu aos ferimentos.

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O Cravinhos publicou em sua conta no Instagram uma mensagem em luto pela morte de Núbia. "Você lutou tanto para entender o que vôlei representa, buscou entender todos os sentidos que o esporte representa, cada regra, cada objetivo, cada sorriso. Seu amor par anos fazer feliz será para sempre guardado em nosso coração", diz.

Em nota, a Secretaria Municipal de Esportes de Cravinhos lamentou a morte da jogadora. "Ficam aqui os nossos sentimentos a todos os familiares e amigos de Núbia, bem como a todas as atletas e Comissão Técnica que conviveram com ela por todos esses anos".

Uma outra pessoa estava no veículo e foi levada ao hospital, com ferimentos mais leves.

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