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A seleção brasileira masculina de vôlei garantiu nesta segunda-feira, com antecipação de uma rodada, o título da Copa do Mundo. O troféu foi assegurado com uma vitória num complicado duelo contra o anfitrião Japão, por 3 sets a 1, com parciais de 25/17, 24/26, 25/14 e 27/25, na cidade de Hiroshima.

O terceiro título brasileiro na Copa do Mundo - os anteriores foram em 2003 e 2007 - foi conquistado nesta segunda, faltando ainda um jogo para a seleção na competição, graças à grande campanha brasileira na disputa de pontos corridos. Foram 10 vitórias em 10 jogos. A equipe nacional perdeu apenas cinco sets no torneio até agora.

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O atual campeão olímpico vai encerrar sua campanha contra a Itália, nesta terça, na tentativa de coroar a conquista com uma campanha invicta. A Copa do Mundo é considerada a terceira maior competição da modalidade, atrás apenas dos Jogos Olímpicos e do Mundial - a seleção também soma três títulos nestes dois grandes eventos.

A conquista desta segunda marca o maior título do técnico Renan Dal Zotto à frente da equipe desde que assumiu o comando, em janeiro de 2017, ao substituir o multicampeão Bernardinho. Antes, sob a orientação de Renan, o Brasil faturou o Sul-Americano e a Copa dos Campeões, ambos em 2017. E foi vice-campeão da Liga Mundial (atual Liga das Nações) no mesmo ano e do Campeonato Mundial, em 2018.

Em sua trajetória rumo ao título, a seleção obteve sua maior vitória no domingo, quando bateu a poderosa Polônia. A equipe europeia se sagrou bicampeã mundial em duas finais em que venceu o Brasil. Com o triunfo desta segunda, a seleção alcançou os 29 pontos na tabela, sem poder ser alcançado justamente pela Polônia, que tem 25 e um jogo a menos.

O JOGO - Na partida desta segunda, Renan escalou a seleção com apenas uma mudança em relação ao jogo anterior, contra a Polônia. Colocou Lucão em quadra, no lugar de Maurício Souza. O restante da equipe foi mantida, com Alan, Leal, Lucarelli, Flávio, Bruninho e o líbero Thalles. No decorrer do jogo, o treinador colocou Maurício Borges, Cachopa e Felipe Roque.

Com esta formação, o Brasil fez um bom início de jogo. Abriu 6/4 e não demorou para ampliar a vantagem para 20/15, antes de fechar a parcial com oito pontos de frente. Leal foi um dos destaques do set inicial, no ataque e também nos bloqueios, ao lado de Lucão.

O segundo set começou com o Japão na frente. O Brasil virou o marcador em 11/8, mas passou a oscilar em praticamente todos os fundamentos e viu os anfitriões crescerem em quadra. Os japoneses viraram para 12/11 e acabaram fechando a parcial, empatando a partida.

Depois do susto, a seleção passeou no terceiro set. Começou fazendo 4/0, depois 10/2. A retomada da liderança do jogo veio com vantagem de 11 pontos na parcial. Na sequência, mais tranquilo após a forte performance no terceiro set, o Brasil manteve o alto nível, mas encarou um Japão mais eficiente.

Como consequência, as duas equipes transformaram o quarto set no mais equilibrado do jogo. Sem conseguirem abrir dois pontos de vantagem, os dois times fizeram 7/7, depois 10/10. O empate persistiu até 22/22. Na sequência, o Brasil desperdiçou dois match points antes de confirmar a vitória diante da empolgada torcida japonesa.

Veja os melhores momentos:

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A vitória em um jogo nervoso colocou o Brasil muito perto de seu terceiro título da Copa do Mundo de vôlei masculino na madrugada deste domingo (13). Ao bater a Polônia por 3 sets a 2, parciais de 19/25, 25/23, 25/19, 16/25 e 15/11, de virada, o time de Renan Dal Zotto agora está a uma vitória do Japão, dono da casa, nesta segunda-feira, para garantir mais uma taça.

O confronto deste domingo em Hiroshima foi decidido por muitos erros individuais dos europeus e, por outro lado, muita força mental dos brasileiros, que saíram atrás na partida, viraram o jogo e souberam manter a calma quando os adversários reagiram novamente, fechando o embate no tie-break com uma ótima atuação do oposto Alan, maior pontuador do duelo, com 27 pontos.

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O jogo, válido pela nona e antepenúltima rodada do torneio, que marcou ainda o primeiro encontro em partidas oficiais entre os cubanos naturalizados Leal, do Brasil, e Leon, pela Polônia, começou com a seleção brasileira errando muito, especialmente na recepção e no saque.

Mas com Alan inspirado e virando quase todas as bolas, além de uma defesa aos poucos mais concentrada no jogo, a reação do Brasil não tardou e os dois sets seguintes foram resolvidos na base da tranquilidade.

Quando tudo se encaminhava para um triunfo brasileiro em Hiroshima, o oposto Muzaj e o ponteiro Kubiak voltaram a incomodar a defensiva brasileira, levando a disputa para o quinto set após uma vitória expressiva na parcial por 25 a 16.

No fim, entretanto, com os comandados de Renan Dal Zotto voltando a respirar fundo, valeu a categoria brasileira para desestabilizar as tentativas da seleção rival, especialmente com Lucarelli bem posicionado no fundo da quadra, com o tie-break definido em um 15 a 11.

Com duas rodadas de antecedência, o próximo desafio contra os japoneses pode definir a conquista para o Brasil nesta segunda-feira, a partir das 7h20 (Brasília). Uma simples vitória dá o título à seleção campeã olímpica antes do jogo contra a Itália, que será o oponente seguinte, na madrugada de terça-feira. Em caso de troféu confirmado contra os anfitriões, o desafio será apenas manter a invencibilidade ante os italianos.

O Ministério da Cidadania, em conjunto com a Prefeitura do Cabo de Santo Agostinho e a Federação Pernambucana de Vôlei, vai promover a primeira Copa Nordeste de Voleibol de clubes sub-18. O evento foi iniciado no dia 30 de setembro e vai até o dia 7 de outubro na escola Professora Cremilda Maria Santana de Oliveira, em Guarapu, e na Escola Modelo Padre Antônio Melo, na Charneca.

O torneio tem 24 equipes, sendo 12 femininas e 12 masculinas. Participam do torneio os Estados do Ceará, Bahia, Sergipe, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Maranhão e Rio Grande do Norte.

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"Estamos revivendo as competições regionais. Além de descobrir novos talentos, a ideia é trazer de volta o espírito esportivo que tínhamos tempos atrás. E nada melhor do que fazer um evento como este, voltado para os jovens e que servirá, também, de intercâmbio tanto no que se refere ao conhecimento esportivo, quanto ao conhecimento acadêmico. Porque eles também falam de estudos durante a competição. Não é só quadra, rede e bola. É estudo também”, afirmou o coordenador do evento, Ednílton Vasconcelos.

Os interessados podem acompanhar os resultados e estatísticas do torneio acessando este site.

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A seleção brasileira feminina de vôlei se despediu da Copa do Mundo na madrugada deste domingo (horário de Brasília), em Osaka, no Japão, com uma vitória por 3 sets a 1 sobre a Rússia - parciais de 28/26, 25/20, 21/25 e 25/19 - e encerrou a competição no quarto lugar.

O Brasil fechou sua participação no torneio com sete vitórias e quatro derrotas. A equipe treinada por José Roberto Guimarães terminou com 21 pontos, atrás da própria Rússia, que ficou com o bronze, os Estados Unidos, donos da prata, e a China, grande campeã.

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A China realizou uma campanha perfeita e já havia assegurado o título no sábado, com antecedência. As chinesas venceram todos os seus 11 jogos, somaram 32 pontos e perderam apenas três sets em toda a competição. As norte-americanas somaram 28 pontos (10 vitórias e um revés) e as russas ficaram com 23, fruto de oito resultados positivos e três negativos.

No jogo deste domingo, a oposta se destacou mais uma vez e foi a maior pontuadora, com 21 acertos. A ponteira Amanda também contribuiu em alto níver, ao anotar 17 pontos. As centrais Fabiana e Mara marcaram 14 pontos cada e ponteira Gabi fez 11. Pelo lado da Rússia, a oposta Goncharova virou 21 bolas.

Gabi, um dos destaques brasileiros na Copa do Mundo, fez um balanço do desempenho da equipe na competição e no último jogo e projetou a disputa dos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020, para o qual a seleção feminina já está classificada.

"Foi um ano intenso e sabíamos que essa competição seria muito difícil. Foram 11 jogos em 15 dias e terminarmos a Copa do Mundo com vitória sobre a Rússia. Elas vêm jogando muito bem tanto que ficaram com medalha de bronze. Jogamos com atitude e encerramos a competição da melhor maneira possível", analisou a ponteira.

"A competição serviu para mostrar o quanto precisamos evoluir para o ano que vem. Saímos com pontos positivos e negativos e agora é trabalhar ainda mais para os Jogos Olímpicos", completou.

O técnico Zé Roberto lamentou o fato de o rendimento de sua equipe não ter sido tão bom em alguns momentos do torneio, mas também chamou a atenção para alguns pontos positivos do Brasil.

"Tivemos altos e baixos na Copa do Mundo contra times contra os quais poderíamos ter jogado melhor. Também tiramos algumas coisas boas da nossa participação como o parâmetro dos times e como eles estão jogando. Analisamos a velocidade, a defesa, o bloqueio e todos os fundamentos. Também conseguimos vitórias contra adversários que vamos cruzar nos Jogos Olímpicos o que é positivo. Aprendemos e vamos seguir nossa preparação para Tóquio", afirmou o treinador.

A seleção brasileira feminina de vôlei foi derrotada pela Coreia do Sul por 3 sets a 1, com parciais de 25/23, 18/25, 25/20 e 25/21, na madrugada deste sábado (no horário de Brasília), em Osaka, no Japão, e deu adeus às chances de conquistar uma medalha na Copa do Mundo.

Depois de superar Camarões por 3 sets a 0 na sexta-feira, o Brasil ainda almejava alcançar um bronze na reta final da competição, na qual o time comandado pelo técnico José Roberto Guimarães vai fechar a sua campanha na madrugada deste domingo, às 2 horas (de Brasília), em jogo contra a Rússia.

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Para seguir na luta por um lugar no pódio, a equipe nacional precisava bater as sul-coreanas por 3 a 0 ou 3 a 1 e ainda superar as russas na rodada final do torneio, disputado em sistema de pontos corridos, em turno único, pelas 12 seleções participantes.

Essa foi a quarta derrota do Brasil em dez jogos realizados em sua campanha. E ao levar a melhor no duelo deste sábado, a Coreia do Sul também igualou o número de vitórias das brasileiras (seis), depois de ter contabilizado quatro derrotas ao longo de sua participação no evento, todo disputado em solo japonês.

Antes de cair diante da Coreia, a seleção brasileira fechou a antepenúltima rodada da Copa do Mundo em quarto lugar, atrás apenas de China, Estados Unidos e Rússia. E com essa derrota a equipe dirigida por Zé Roberto estacionou na quarta posição, com 18 pontos, mesma pontuação das sul-coreanas, que ficaram em quinto lugar.

A seleção brasileira começou o confronto deste sábado escalada com Bia, Mara, Amanda, Gabi, Lorenne, Macris e a líbero Léia. Depois entraram Fabiana, Sheilla, Drussyla e Roberta na equipe no decorrer do duelo.

Yeon Koung Kim, com 25 pontos, foi o grande destaque da vitória da Coreia, que também contou com Jaeyeong Lee se destacando com 20 acertos. O maior nome ofensivo do Brasil foi Lorenne, com 23 pontos, enquanto Gabi somou outros 14.

A seleção brasileira feminina de vôlei venceu mais uma no Sul-Americano, disputado no Peru, e manteve a campanha 100% na competição. Nesta sexta-feira, a vitória foi sobre a Argentina por 3 sets a 1, com parciais de 23/25, 25/19, 25/16 e 25/11, em 1h43min de jogo, na cidade de Cajamarca.

Atual campeão, o Brasil soma três triunfos na competição e garante a primeira colocação do Grupo A. Na semifinal, marcada para este sábado, a equipe nacional terá Peru ou Colômbia pela frente. A decisão será disputada no domingo. O time brasileiro busca o 21º título na história da competição.

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Nesta sexta, o maior destaque da seleção foi a central Bia, responsável por 23 pontos. A oposta Lorenne contribuiu com 17 e a central Mara, com 16. O técnico José Roberto Guimarães escalou a equipe com Roberta, Lorenne, Drussyla, Amanda, Bia, Carol e a líbero Leia. No decorrer da partida, entraram Mara, Sheilla, Macris, Gabi Cândido, Maira.

"Entramos um pouco abaixo na partida, mas nos recuperamos e conseguimos a vitória. A Argentina tem um ataque forte e fez um bom jogo. Na semifinal vamos enfrentar Peru ou Colômbia, equipes que evoluíram nos últimos anos. Estamos confiantes e temos tudo para fazer uma boa partida", comentou Bia.

Já a levantadora Roberta destacou a reação das brasileiras, que perderam o primeiro set e buscaram a virada no placar. "Fiquei feliz com a vitória. Acredito que começamos o jogo um pouco devagar, mas o importante foi o crescimento do time durante a partida e como reagimos as adversidades. Conseguimos o resultado positivo e terminamos em primeiro. Agora temos que esperar para conhecer o nosso adversário da semifinal. Gostei da forma que terminamos o jogo", analisou.

A nota preocupante do dia foi a entorse sofrida por Carol no tornozelo esquerdo ainda no primeiro set. Ela já começou o tratamento fisioterápico e será reavaliada neste sábado para saber se terá condições de entrar em quadra no sábado.

A seleção brasileira feminina de vôlei precisou de 1h04min para derrotar a Venezuela, por 3 sets a 0, com parciais de 25/10, 25/16 e 25/11, nesta quinta-feira, em Cajamarca, no Peru. Com o resultado, o time do técnico José Roberto Guimarães garantiu vaga na semifinal do Sul-Americano.

As brasileiras encerrarão a participação na primeira fase às 17h (horário de Brasília) desta sexta-feira contra a Argentina. As equipes estão invictas com duas vitórias e já classificadas para semifinal. A partida valerá o primeiro lugar no Grupo A.

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Brasil, Argentina, Venezuela e Equador estão no Grupo A. A chave B é formada por Peru, Colômbia, Uruguai e Bolívia. As equipes se enfrentam dentro dos seus respectivos grupos e as duas melhores de cada passam à semifinal da competição.

A oposta Lorenne foi a maior pontuadora do confronto, com 15 acertos. A central Bia também teve boa pontuação, com 12 pontos. A partida marcou o retorno da oposta Sheilla à seleção feminina em um jogo oficial. A atacante entrou no primeiro set e terminou o confronto com dois pontos. A bicampeã olímpica ainda fez mais um ponto de saque.

"É muito legal estar em quadra novamente defendendo o Brasil em uma competição como o Sul-Americano. Essas partidas são muito importantes para ganharmos ritmo de jogo. Estou feliz de ter terminado o confronto com um ponto de saque. Agora vamos pensar no duelo contra a Argentina que evoluiu nos últimos anos para terminarmos a primeira fase na liderança do nosso grupo", disse Sheilla, que não jogava oficialmente pelo Brasil desde a Olimpíada do Rio, em 2016.

A central Carol, que marcou quatro pontos, analisou a partida. "Esse campeonato é importante para ajustarmos a nossa equipe. Estamos buscando o título e fico feliz de ver os outros países da América do Sul se desenvolvendo no voleibol. Teremos como próximo adversário a Argentina que é uma equipe mais experiente. Vamos estudar o time delas para terminarmos bem a fase de classificação."

A seleção foi escalada nesta quinta com Macris, Lorenne, Drussyla, Amanda, Bia, Mara e Leia (líbero) foram as titulares de Zé Roberto. Ao longo do duelo entraram em quadra Sheilla, Roberta, Carol, Suelen e Maira.

Em outro duelo do desta quinta-feira, a Argentina venceu o Equador por 3 sets a 0, com parciais de 25/16, 25/15 e 25/13.

Em preparação para o Sul-Americano e a Copa do Mundo, a seleção brasileira feminina de vôlei venceu novamente a Argentina com facilidade na noite desta terça-feira. Jogando em Suzano, o time comandado pelo técnico José Roberto Guimarães levou a melhor por 3 sets a 0, com parciais de 25/12, 25/12 e 25/14, no segundo amistoso seguido contra as rivais argentinas.

No primeiro jogo, no domingo, o Brasil também vencera por 3 sets a 0. Aquela partida marcara o retorno das veteranas Camila Brait, Fabiana e Sheilla. Nesta terça, somente Fabiana não entrou em quadra porque sofreu uma lesão no fim de semana - uma inflamação no pé direito - e foi poupada nesta terça.

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"Fiquei feliz por estar de volta. Sou apaixonada por isso aqui. Voltei por vontade própria, eu quis. Sei que consigo e posso ajudar a seleção. Eu aproveitei muito pouco da minha reestreia, né? Logo na primeira puxada, eu senti o pé. Mas agora é recuperar e estar pronta para o que vier", declarou Fabiana, em entrevista ao canal Sportv.

Nesta terça, Zé Roberto escalou a seleção com a levantadora Macris, as ponteiras Amanda e Drussyla, a oposta Lorenne, as centrais Mara e Bia e líbero Lea. Sheilla, Camila Brait, Carol e Roberta entraram em quadra no decorrer do amistoso. A oposta Tandara e a líbero Suellen foram preservadas.

E, com esta formação, o time da casa praticamente não foi ameaçado ao longo das três parciais. A seleção brasileira começou abrindo vantagem nos três sets e não chegou a perder a liderança do marcador, mesmo cometendo erros inesperados em diferentes fundamentos.

O jogo desta noite foi mais um teste para o time, de olho nas próximas competições. Mesclando as veteranas com as novatas, Zé Roberto está formando a equipe que disputará também os Jogos Olímpicos de Tóquio-2020, para o qual a seleção garantiu a vaga no Pré-Olímpico, no início do mês.

Antes disso, a seleção vai disputar o Sul-Americano, entre 28 de agosto e 1º de setembro, no Peru, e a Copa do Mundo, de 14 a 29 de setembro, no Japão.

Responsável por levar as seleções brasileiras de vôlei a três títulos olímpicos, o técnico José Roberto Guimarães revelou que Tóquio-2020 será a sua última Olimpíada da carreira. Assim, ele deve deixar o comando da seleção feminina, onde atua há 16 anos, logo após a disputa do grande evento, em julho do próximo ano.

"Com certeza [será a última Olimpíada]", disse Zé Roberto ao responder pergunta do apresentador Galvão Bueno durante o programa Bem Amigos, do Sportv. "Já estou há 16 anos na seleção feminina. É hora de outro técnico tocar esse trabalho".

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O treinador concedeu a entrevista de Lima, onde foi liderar o time feminino de vôlei nesta semana, nos Jogos Pan-Americanos, no Peru. "Meu sonho de criança era vestir a camisa o meu país, representar numa competição importante. Não posso deixar de estar aqui. Meu último Pan como treinador, tenho que aproveitar os momentos que restam."

Em Lima, Zé Roberto vai contar com uma equipe mista na seleção, que estreará nesta quarta-feira contra Porto Rico. O time masculino, por outro lado, contou com uma equipe B. Nem o técnico Renan Dal Zotto comandou o time, a cargo do auxiliar Marcelo Fronchowiak.

"É um orgulho para mim [estar aqui], jamais poderia imaginar isso nos meus melhores sonhos. Não meço esforços para representar meu país. Vai ser difícil, sufoco de novo, mas vale a pena", comentou Zé Roberto.

Questionado sobre o futuro, ele disse acreditar que a seleção manterá um alto nível mesmo depois de sua saída. "Estamos investindo bem na nossa base, temos uma geração vindo aí para 2024 e 2028 muito boa, no mínimo 10 ou 12 garotas com 1,90 m ou mais. Nunca tivemos uma geração dessa estatura e com qualidade."

Zé Roberto foi responsável por três ouros do Brasil no vôlei em Olimpíadas. Em Barcelona-1992, comandou o time masculino. E, em Pequim-2008 e Londres-2012, conduziu a equipe feminina ao bicampeonato olímpico.

De olho no futuro, o treinador elegeu Paulo Coco, atual treinador do Praia Clube, como seu futuro sucessor na seleção feminina. "Gostaria que o Paulinho assumisse. Ele abe muito de voleibol, mas cabe a Confederação [Brasileira de Vôlei] definir o novo técnico."

A seleção brasileira de vôlei feminino sofreu, mas venceu a República Dominicana por 3 sets a 2, em Uberlândia (MG), e garantiu a classificação para os Jogos Olímpicos de Tóquio-2020. Com o resultado, o time verde e amarelo terminou o Pré-Olímpico com três vitórias. O jogo deste sábado (3) foi mais difícil que o esperado. Depois de abrir 2 a 0, o Brasil permitiu a reação das dominicanas e precisou do tie-break para ganhar com as parciais de 25/22, 25/19, 23/25, 18/25 e 15/10.

Após a partida, o treinador José Roberto Guimarães fez uma análise e ressaltou a importância da classificação para Tóquio. "Ainda não tínhamos conseguido jogar com Natália, Gabi e Tandara juntas. Hoje (sábado) isso foi possível", destacou.

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"Avisei a Tandara que no quinto set ela faria a inversão. Tivemos sorte que abrimos dois pontos quando estava 6/6 e a inversão funcionou com a Tandara e a Roberta. A Natália, mesmo se recuperando da lesão na panturrilha, ajudou muito. Sabíamos das dificuldade e foi duro como pensávamos", ponderou o treinador brasileiro, que destacou seu colega do banco adversário.

"O Marquinhos (Marcos Kwiek, treinador brasileiro) está fazendo um grande trabalho na República Dominicana e eles foram grandes oponentes. O importante foi termos conseguido essa classificação. Foi o campeonato mais importante do ano", completou Zé Roberto.

A oposta Lorenne teve grande atuação e foi a maior pontuadora do confronto, com 22 pontos. "Estava muito ansiosa para essa partida. Tínhamos perdido a última vez que jogamos contra a República Dominicana e enfrentei muito essas jogadoras nas categorias de base", comentou a jogadora.

"Estou muito feliz com essa vitória. É uma realização grande estar dentro de quadra ajudando esse time. Quero agradecer a confiança do grupo e principalmente da Gabi que está sempre do meu lado. Jogamos como um grupo e esse é o diferencial do Brasil. Agora é treinar para crescer cada dia mais como equipe", comemorou Lorenne.

Citadas por Zé Roberto, a ponteira Gabi e a atacante Tandara também se destacaram, com 18 e 13 pontos, respectivamente. Pelo lado da República Dominicana, a oposta Martinez foi a maior pontuadora, com 20 acertos.

A ponteira Natália, que entrou durante a partida e teve participação fundamental no quinto set, destacou a superação do grupo brasileiro. "Sofremos um pouco com lesões e ainda não tínhamos conseguido colocar em quadra eu, a Tandara e a Gabi. Hoje (domingo), numa parte do jogo, isso foi possível. Estou me recuperando da lesão e fiquei feliz de ter ajudado o grupo. Nosso time sempre foi um conjunto e nesse Pré-Olímpico as 14 jogadoras foram fundamentais. O grupo está de parabéns", disse a brasileira.

Nesta temporada, o Brasil já conquistou a medalha de prata na Liga das Nações. A fase final da competição foi disputada em Nanquim, na China. Na ocasião, três brasileiras entraram na seleção do torneio. A levantadora Macris, a ponteira Gabi e a central Bia foram eleitas as melhores das suas posições.

Em um jogo mais duro do que o previsto, o seu terceiro no Pré-Olímpico, a seleção brasileira feminina de vôlei derrotou a República Dominicana por 3 sets a 2, com parciais de 25/22, 25/19, 23/25, 18/25 e 15/10, e carimbou a passagem para os Jogos Olímpicos de Tóquio-2020.

Foi a terceira vitória em três jogos das brasileiras no Pré-Olímpico, o que fez a seleção encerrar a participação na competição como líder do Grupo D, com sete pontos. Além das dominicanas, a seleção treinada por José Roberto Guimarães também venceu Azerbaijão e Camarões. Os jogos foram realizados em Uberlândia (MG), no Ginásio Sabiazinho. A seleção caribenha ficou em segundo da chave, também com sete pontos, mas com uma vitória a menos.

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O Brasil não fica fora de uma edição das Olimpíadas desde a primeira participação em Moscou, em 1980. Em Tóquio, a seleção brasileira feminina vai em busca de seu terceiro ouro olímpico - as duas medalhas douradas foram conquistadas em Pequim (2008) e Londres (2012). No Rio-2016, as comandadas de José Roberto Guimarães pararam nas quartas de final ao caírem para a China.

Neste sábado, a exemplo do que aconteceu no duelo diante anterior, as brasileiras começaram bem a partida ao vencer as duas primeiras parciais com facilidade, mas sofreram um apagão, desta vez no terceiro e quarto sets, e quase deixaram o triunfo escapar.

No entanto, depois de perder a terceira e quarta parciais, o Brasil reagiu no momento mais importante do jogo, a disputa do tie-break, freou o ímpeto das rivais e assegurou a vitória e a vaga em Tóquio, muito celebrada pelas jogadoras ao final da partida.

Zé Roberto repetiu as últimas escalações e mando à quadra um time formado por Mara, Macris, Gabi, Tandara, Bia, Lorenne e a líbero Léia. Ao longo do duelo, entraram Roberta, Paula Borgo, Natália e Amanda.

A oposto Lorenne foi a principal pontuadora do confronto, com 22 pontos marcados. Gabi teve participação fundamental no bloqueio e no ataque e Tandara e Natália também tiveram destaque, funcionando como válvulas de escape no tie-break.

Nesta semana, a Federação Internacional de Voleibol organiza seis quadrangulares intercontinentais pelo mundo, com vagas aos seus vencedores sendo distribuídas para a Olimpíada, sendo que esses torneios são realizados em três rodadas, com as equipes se enfrentando dentro dos grupos. Das 12 vagas, duas foram preenchidas. Além do Brasil, o Japão também já está garantido por ser o país-sede do evento.

A seleção brasileira feminina de vôlei confirmou o seu favoritismo e triunfou na sua estreia em uma das chaves do Pré-Olímpico. Em Uberlândia (MG), no Ginásio Sabiazinho, a equipe não encontrou dificuldades para derrotar Camarões por 3 sets a 0, com parciais de 25/14, 25/13 e 25/16, nesta quinta-feira.

Nesta semana, a Federação Internacional de Voleibol organiza seis quadrangulares intercontinentais pelo mundo, com vagas aos seus vencedores sendo distribuídas para a Olimpíada de Tóquio, sendo que esses torneios são realizados em três rodadas, com as equipes se enfrentando dentro dos grupos.

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Em Uberlândia, após Camarões, a seleção vai enfrentar o Azerbaijão, nesta sexta-feira, às 14h15, e a República Dominicana, no sábado, a partir das 10 horas, para tentar assegurar a vaga olímpica.

No confronto desta quinta, o técnico José Roberto Guimarães escalou a seleção com Mara, Macris, Gabi, Tandara, Bia, Lorenne e a líbero Leia. Além disso, utilizou Paula Borgo, Roberta, Amanda, Suellen e Carol, que começou o último set como titular, na vaga de Macris.

Gabi foi a maior pontuadora da partida, com 14 pontos e dois a mais do que Tandara, principal novidade em relação ao time vice-campeão da Liga das Nações, pois ficou longo período afastada das quadras por causa de uma lesão no tornozelo esquerdo. E Estelle Adiana fez 12 pontos para Camarões.

"Foi uma volta feliz. Não tenho palavras para descrever o que estou sentindo. É muita gratidão pelas pessoas que estiveram ao meu lado nessa recuperação", disse Tandara em entrevista à Rede Globo.

Gabi, aliás, brilhou no primeiro set da partida, assim como o bloqueio. A equipe, porém, oscilou no começo da parcial e encontrou dificuldades para abrir larga vantagem, tanto que vencia por 8 a 6 na primeira parada técnica. Mas depois se impôs, chegando a liderar o placar por 21 a 11, fechando o set em 25 a 14 com um ataque de Tandara.

O segundo set foi fácil desde o início para a seleção brasileira, que forçou o saque, impondo muita dificuldade para a recepção de Camarões. Assim, tinha vantagem de 16 a 7 no segundo tempo técnico e venceu a parcial por 25 a 13 após um ataque de Bia.

O terceiro set foi o mais equilibrado do duelo. Camarões surpreendeu ao liderar o placar no começo, em 3 a 1. A seleção brasileira conseguiu a virada, mas as adversárias se mantiveram na cola por mais tempo, até a equipe deslanchar e fazer 16 a 12. Depois, o jogo ficou tranquilo, com um erro de saque de Adiana sacramentando o triunfo brasileiro em 25 a 16 na parcial e em 3 a 0 na sua estreia no Pré-Olímpico.

Atual tenista número 1 do Brasil, Beatriz Haddad Maia foi suspensa provisoriamente pelo Programa Antidoping da Federação Internacional de Tênis (ITF, na sigla em inglês). O afastamento temporário teve início na segunda-feira, segundo informou nesta terça a entidade que rege o tênis mundial.

De acordo com a ITF, amostras da atleta de 23 anos colhidas durante o Torneio de Bol, na Croácia, revelaram a presença de duas substâncias proibidas pela Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês): metabólitos de SARM S-22 e SARM LGD-4033. Elas estão na categoria S1 da lista de substâncias proibidas da Wada deste ano.

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As substâncias são consideradas "agentes anabólicos" pela entidade. SARM, sigla para "selective androgen receptor modulator" ou "moduladores seletivos do receptor de androgênio", é como se fosse uma versão aperfeiçoada dos esteroides anabolizantes tradicionais, que costumam ter efeitos prejudiciais a diversos órgãos do corpo.

A amostra de urina da brasileira foi colhida em 4 de junho deste ano e analisada pelo laboratório da Wada em Montreal, no Canadá. Pouco mais de um mês depois, no dia 12 de julho, Bia foi denunciada formalmente no artigo 2.1 do Programa Antidoping: "presença de substância proibida em amostra de jogador".

De acordo com a ITF, a tenista tem o direito de apelar ao Tribunal Independente da entidade para contestar a suspensão provisória. Mas ainda não fez valer este direito. A ITF não revelou quando haverá uma audiência para julgar o caso.

Em comunicado, Bia se disse surpresa com o teste positivo. "A atleta esclarece que jamais procurou obter vantagem indevida, sempre respeitou o jogo limpo e que trabalhará na sua defesa para provar sua inocência", informou a assessoria da tenista, atual 99ª do mundo.

Em ascensão desde o início do ano, Bia vive boa fase na temporada. Em seu último torneio, ela se destacou na grama de Wimbledon ao furar o qualifying e vencer a espanhola Garbiñe Muguruza, ex-número 1 do mundo e campeã em Londres, na primeira rodada. Por conta da boa campanha, figurou na 96ª posição do ranking da WTA. Há dois anos, alcançou a sua melhor colocação, com o 58º posto.

A seleção masculina de vôlei da Rússia se sagrou bicampeã da Liga das Nações neste domingo. Na decisão, a equipe assegurou o segundo título consecutivo do torneio ao derrotar os Estados Unidos por 3 sets a 1, com parciais de 25/23, 20/25, 25/21 e 25/20, em Chicago.

Enquanto o norte-americano Taylor Sander foi o maior pontuador da partida, com 20, a Rússia contou com boa atuação coletiva para faturar o título, tendo quatro jogadores com ao menos dez pontos. Foram eles: Dmitry Volkov (17), Egor Kliuka (14), Ivan Iakovlev (12) e Victor Poletaev (11).

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Rússia e Estados Unidos haviam se enfrentado na última sexta-feira, pela rodada final do Grupo A, em duelo que valia a liderança da chave - as equipes já estavam classificadas às semifinais. E os norte-americanos tinham se dado melhor, vencendo por 3 a 0. Agora, na decisão, levaram o troco.

Na campanha do título, a Rússia avançou em terceiro lugar às finais, após somar 12 vitórias e três derrotas. Em Chicago, passou pela França (3 a 0) e perdeu para os EUA, avançando às semifinais, fase em que bateu a Polônia por 3 a 1, antes de superar os norte-americanos na decisão. Já a seleção brasileira foi a quarta colocada na Liga das Nações.

O capitão Bruninho apontou a irregularidade como um dos motivos para a derrota da seleção brasileira masculina de vôlei para os Estados Unidos, por 3 sesta 2, na semifinal da Liga das Nações, sábado à noite, em Chicago.

"Perdemos um pouquinho da lucidez em alguns momentos e eles encaixaram bons saques, inclusive mudando a forma como estavam sacando, e o flutuante acabou colocando o nosso time em dificuldade. A nossa virada de bola não voltou a ter a fluidez de antes e eles começaram a crescer na partida e venceram", disse o levantador.

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Um dos líderes da seleção, o experiente jogador, de 33 anos, também comentou as falhas na recepção do saque do time nacional. "Lutamos, mas essa mudança de saque deles acabou atrapalhando nossa virada de bola. Estamos trabalhando muito em cima dessa troca de saque, que é um novo momento do voleibol mundial, e vamos seguir trabalhando para deixar o time cada vez mais ajeitado."

O atleta do Civitanova, da Itália, destacou a importância da conquista do terceiro lugar neste domingo, diante da Polônia. "Nosso time apresentou uma boa evolução, um crescimento ao longo da Liga das Nações e vamos jogar com tudo por essa medalha de bronze."As duas seleções

Em um jogo eletrizante e com intensa disputa, a seleção brasileira masculina de vôlei se classificou para a semifinal da Liga das Nações, nesta sexta-feira, em Chicago, após derrotar o Irã por 3 sets a 2, com parciais de 25/20, 25/23, 24/26, 20/25 e 15/10. A equipe do técnico Renan Dal Zotto ficou em segundo lugar no Grupo B, atrás da Polônia, e volta à quadra neste sábado, às 19 horas (de Brasília), quando vai enfrentar Estados Unidos ou Rússia, o primeiro colocado do Grupo A.

A seleção brasileira fez a melhor campanha da primeira fase de classificação da Liga das Nações, com 14 triunfos em 15 jogos. Mas estava ameaçada de eliminação nesta sexta-feira, pois em sua estreia na etapa final, pelo Grupo B, havia perdido por 3 sets a 2 para a Polônia. Agora, porém, avançou às semifinais, igualando a campanha de 2018, quando foi o quarto colocado do torneio.

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O destaque do primeiro set foi Lucarelli. O ponteiro conseguiu uma sequência de oito pontos de saque, que foi essencial na vitória brasileira. O Brasil chegou rápido a 13 a 5, mas perdeu a concentração e viu Ghafour também se apresentar de forma sensacional. O Irã chegou a encostar (20 a 19), mas a entrada de Flávio no lugar de Lucão garantiu a vantagem final que o time precisava. O central fez três pontos seguidos.

Lucarelli voltou a ter um ótimo início no segundo set e colaborou muito para o Brasil alcançar vantagem e chegar a 7 a 4. Lucão voltou à quadra e dominou a rede, mas Shefiel (no bloqueio) e Ebadipour (no ataque) fizeram o Irã a marcar 15 a 14.

O bloqueio brasileiro não existia e os iranianos chegaram a 21 a 18. Em uma defesa, o time asiático chegou a festejar o ponto antes, mas em uma recuperação incrível de Lucarelli o Brasil ganhou o ponto e o adversário perdeu a concentração, cometendo vários erros de ataque na sequência. E o set terminou com mais um ace de Lucarelli: 25 a 23.

O Irã veio para o tudo ou nada no terceiro set. Logo abriu 5 a 1, mas Wallace, Flávio e Lucarelli conseguiram diminuir para 6 a 5. Com vários bloqueios, a equipe asiática chegou a abrir 18 a 14, mas voltou a mostrar irregularidade. O Brasil aproveitou, com a ótima entrada de Bruninho. Mas após uma bola fora de Flávio, o Irã teve o set point e não desperdiçou: 26 a 24.

A quarta parcial começou com o Irã forte no ataque, mas mal nos saques. Com isso, o jogo ficou equilibrado, com empate em 4 a 4. Com sorte, a equipe brasileira conseguiu alguns pontos importantes. Bruninho fez um levantamento incrível, após falha na recepção de Tales. Ghafour cometeu dois toques e Alan foi mais um que saiu do banco e teve boa produção. Desta forma, o time de Renan Dal Zotto chegou a marcar 14 a 11.

Mas o saque de Seyed reequilibrou o jogo. Alan parou duas vezes no bloqueio e o Irã voltou a liderar: 17 a 15. Os times trocaram pontos, até Wallace parar no bloqueio: 21 a 18. A bola animou os iranianos que praticamente não erraram mais nada: 25 a 20.

O tie-break foi nervoso, tenso, disputado e muito equilibrado. Tanto nos acertos como nos erros. Um rali de 32 segundos terminou com ponto de Alan: 8 a 7 para o Irã. O jogo ficou tenso quando os iranianos reclamaram uma invasão de Cachopa. O Brasil recuperou o placar, com grande desempenho de Alan e com um saque de Lucarelli: 12 a 9. Lucão também foi perfeito no saque e Leal no bloqueio garantiu a emocionante vitória brasileira: 15 a 10.

A seleção brasileira feminina de vôlei lutou bastante neste domingo e esteve perto da inédita conquista da Liga das Nações. Mas, após abrir 2 sets a 0, acabou parando em uma forte virada dos Estados Unidos, que fecharam a final por 3 sets a 2, com parciais de 25/20, 25/22, 15/25, 21/25 e 15/13, e faturaram o bicampeonato, em Nanquim, na China.

O Brasil buscava sua primeira conquista na competição, que substituiu o Grand Prix no ano passado. As comandadas do técnico José Roberto Guimarães foram superiores na duas primeiras parciais, mas abusaram dos erros nos últimos três sets, culminando em um toque de mão na antena, que acabou definindo o ponto decisivo da partida, no tie-break.

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Para a decisão, Zé Roberto fez apenas uma mudança na equipe. Trocou Paula por Lorenne, que foi um dos destaques do time nos dois primeiros sets. A equipe começou a partida com Mara, Natália, Macris, Bia, Lorenne, Gabi e a líbero Leia. Ao longo da final, o treinador colocou em quadra Paula, Tainara, Roberta e Amanda.

Com esta formação, o Brasil começou bem a partida, mas viu as norte-americanas abrirem ligeira vantagem em 14/10 no set inicial. A virada brasileira aconteceu em 17/16. Com uma defesa sólida, a equipe nacional brilhava no bloqueio, surpreendendo as adversárias.

A mesma fórmula deu certo na segunda parcial, que contou com roteiro semelhante. Os Estados Unidos saíram na frente e chegaram a fazer 16/13. O Brasil não se abalou com a desvantagem e buscou novamente a igualdade, em 18/18. A virada veio em 22/21, em mais um bloqueio decisivo, antes do fechamento do set.

Com a boa folga conquistada no placar, a seleção brasileira perdeu ritmo no início do terceiro set e permitiu ao time americano se arrumar em quadra. Elas abriram 10/7, depois 18/13 e fecharam a parcial com a maior vantagem do jogo: 25/15. Desta vez, foram as brasileiras que pararam no bloqueio americano.

Depois do susto, o Brasil voltou a atuar com mais atenção no quarto set. Começou na frente e manteve diferença de dois pontos até 11/9. As americanas empataram em 12/12 e passaram a pressionar as jogadas com Gabi, que era a principal aposta ofensiva do Brasil. A pressão fez efeito e as brasileiras passaram a cometer erros bobos, por falta de experiência.

Por alguns minutos, o time nacional ficou perdido em quadra, enquanto as americanas abriam vantagem com certa facilidade. Somente na reta final do set o Brasil voltou a se organizar no jogo e diminuiu a vantagem da parcial, fechada pelos EUA.

O inesperado empate forçou a disputa do tie-break. Diante da nova postura dos EUA, mais atentos à estratégia brasileira, Zé Roberto colocou Tainara em quadra. O Brasil abriu dois pontos de vantagem no começo e as americanas responderam com uma virada em 5/4.

Como aconteceu na parcial anterior, o time dos EUA cresceu em confiança e passou a ditar o ritmo. Abriu 10/7 e até permitiu uma breve reação brasileira, em 10/9. Mas falhas bobas e afobações deixaram as americanas abrirem maior vantagem até o match point, definido no desafio eletrônico. No lance, o Brasil tinha a chance de empatar em 14/14. Mas um toque na antena acabou decidindo o jogo e o título.

Com uma atuação arrasadora nos dois últimos sets, a seleção brasileira feminina de vôlei venceu a Turquia por 3 sets a 0, com parciais de 25/23, 25/15 e 25/10, neste sábado, em Nanquim, na China, e se classificou para a decisão da Liga das Nações.

Com o triunfo, o time comandado pelo técnico José Roberto Guimarães se credenciou para lutar pelo título da competição neste domingo, quando terá pela frente, às 8h30 (de Brasília), as vencedoras do duelo entre Estados Unidos e China, que se enfrentam na outra semifinal do torneio em confronto a ser encerrado ainda na manhã deste sábado (final da noite no horário chinês).

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Com 11 vitórias e quatro derrotas em 15 jogos, a seleção brasileira terminou a fase de classificação da Liga das Nações em terceiro lugar, com 35 pontos, mesma pontuação de China e Estados Unidos, respectivas líder e vice-líder pelos critérios de desempate. E no estágio final do torneio acumulou um triunfo sobre a Polônia e depois foi derrotada pelas norte-americanas, que foram às semifinais como líderes desta chave.

Para superar as turcas, o Brasil contou com grandes atuações de várias jogadoras, sendo que o principal destaque foi Natália, maior pontuadora do duelo, com 15 acertos. Lorenne, por sua vez, entrou em quadra no decorrer do primeiro set e contabilizou nove pontos ao total, um a mais do que Mara, a terceira maior pontuadora da equipe nacional.

Pelo lado turco, Ebrar Karakurt foi o maior destaque ofensivo, com dez pontos, mas a sua equipe acabou sendo atropelada pelas brasileiras nos dois últimos sets do duelo, após os dois times travarem uma disputa bastante equilibrada no primeira parcial. O Brasil iniciou o jogo com Mara, Natália, Macris, Bia, Paula, Gabi e a líbero Léia, enquanto Amanda, Lorenne e Roberta entraram no decorrer da partida.

No ano passado, a seleção brasileira terminou a Liga nas Nações em quarto lugar e acabou ficando fora do pódio daquela que foi a primeira edição desta competição depois que a mesma substituiu o Grand Prix no calendário do vôlei feminino mundial. A Turquia, vice-campeã em 2018, disputará a decisão do terceiro lugar neste domingo, às 4h30 (de Brasília), contra as perdedoras do duelo entre Estados Unidos e China.

Com 12 troféus do Grand Prix, o Brasil foi disparado o maior vencedor da competição, enquanto as norte-americanas acumularam seis taças e a Rússia ganhou três. Neste domingo, na decisão da Liga das Nações, a seleção buscará o título também para ganhar ainda mais confiança neste ciclo olímpico que visa os Jogos de Tóquio-2020.

A seleção brasileira feminina de vôlei está classificada às semifinais da Liga das Nações. Nesta quinta-feira, em Nanquim, a equipe avançou de fase ao estrear no Grupo B da etapa decisiva do torneio com vitória sobre a Polônia por 3 sets a 2, com parciais de 22/25, 25/21, 22/25, 25/19 e 15/10.

Além de assegurar a passagem do Brasil às semifinais, o triunfo desta quinta-feira também classificou a seleção dos Estados Unidos. Isso foi possível porque as norte-americanas haviam derrotado, por 3 a 1, as polonesas na quarta-feira. Assim, a equipe europeia está eliminada, enquanto brasileiras e norte-americanas duelarão pela liderança do Grupo B no confronto desta sexta-feira, a partir das 4 horas (de Brasília).

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De qualquer forma, o Brasil entrará em quadra pelas semifinais da Liga das Nações no sábado. E também terá um outro compromisso no domingo, valendo o título ou o terceiro lugar do torneio para o qual a seleção avançou à etapa decisiva com 11 vitórias e 4 derrotas na fase inicial, em terceiro lugar e com 35 pontos somados.

Um desses reveses haviam sido para as polonesas, em cinco sets. Assim, a vingança veio em ótimo momento para o Brasil, pois garantiu a seleção nas semifinais da competição. Bia brilhou nesse confronto, com 22 pontos, sendo oito em bloqueios. Já Gabi fez 17.

Malwina Smarzek foi a maior pontuadora da partida com 32 acertos para a Polônia, mas as brasileiras conseguiram parar Magadalena Stysiak, que fechou a partida com apenas 12 pontos.

O técnico José Roberto Guimarães escalou Natália, Macris, Gabi, Paula Borgo, Carol, Bia e a líbero Léa como titulares. E promoveu as entradas de Amanda, Lorenne, Roberta, Mara e Tainara durante o duelo.

O Brasil teve um começo lento na partida, chegando a estar perdendo por 10/4. A equipe chegou a reagir e virou o placar para 18/17, mas as polonesas voltaram a passar à frente e fecharam o primeiro set em 25/22, lideradas pela grande atuação de Smarzek, que fez oito pontos na parcial. Além disso, o bloqueio se destacou ao parar Natália em momentos decisivos.

No segundo set, a seleção voltou a oscilar. Chegou a abrir 6/3, mas levou cinco pontos seguidos na sequência. Depois, foi ao segundo tempo técnico liderando o placar por 16/15. Nos últimos pontos, foi a vez de Natália brilhar, no ataque e parando Smarek no bloqueio. E um ataque de Gabi fechou a parcial em 25/21.

O terceiro set parecia sob controle do Brasil, que teve um início forte, fazendo 8/4. A equipe chegou a abrir 21/17, mas depois permitiu a reação das polonesas, que viraram o placar e ganharam a parcial por 25/22, voltando a ficar em vantagem na partida.

Com Amanda e Mara como titulares nas vagas de Natália e Gabi, o Brasil voltou a ter um início forte no quarto set, abrindo 6/1. Dessa vez, a equipe sustentou a vantagem até o fim, fazendo 16/11 e empatando o placar ao triunfar na parcial em 25/19.

O Brasil voltou a comandar a partida no tie-break, marcando os cinco primeiros pontos da parcial. As polonesas chegaram a esboçar uma reação, diminuindo a desvantagem para 7/5. Mas a seleção voltou a se impor e fechou a parcial em 15/10 e o jogo em 3 sets a 2 com Bia.

O Brasil manteve os 100% de aproveitamento no Mundial de Vôlei de Praia, que está sendo disputado na cidade de Hamburgo, na Alemanha. Somando homens e mulheres, já são 14 jogos e 14 vitórias. Neste domingo, três duplas femininas e outras três masculinas entraram em quadra e venceram pela segunda rodada da fase de grupos: Ágatha/Duda, Ana Patrícia/Rebecca, Carol Solberg/Maria Elisa, Alison/Álvaro, André/George e Pedro Solberg/Vitor.

Na chave feminina, os triunfos deste domingo já garantem o trio na fase eliminatória. O único time brasileiro que não atuou foi o de Fernanda Berti e Bárbara Seixas, que folgou e retorna à quadra nesta segunda-feira para disputar a segunda partida de seu grupo.

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O grande destaque do dia foi a vitória de Carol Solberg e Maria Elisa sobre as donas da casa, as alemãs Laura Ludwig, que é a atual campeã olímpica e mundial, e sua parceira Meg Kozuch, com quem se uniu em 2019. As brasileiras souberam ajustar o jogo e neutralizar a grande atuação de Ludwig para virar a partida e vencer por 2 sets a 1 (13/21, 21/13 e 15/11).

"Encaramos a Nigéria, que são meninas que não rodam o Circuito Mundial, é uma outra realidade em nível competitivo, então foi como se fosse nossa primeira partida. Sabíamos que seria um jogo com muita torcida para elas, mas nos concentramos muito para essa partida, estudamos bastante. Além disso, foi a primeira vez que jogamos na quadra central, as referenciais mudam muito. Soubemos ter calma após o primeiro set e depois as coisas foram acontecendo. Quando começamos a jogar bem elas sentiram e foi possível impor nosso ritmo", disse Maria Elisa.

Ágatha e Duda superaram as japonesas Ishii/Murakami por 2 sets a 0 (21/13 e 21/18), alcançando a segunda vitória no Grupo F. "Já havíamos vencido elas duas vezes anteriormente, mas o último jogo foi muito difícil, no tie-break, então nos preparamos para tentar conseguir uma vitória mais tranquila por 2 a 0. Elas defendem muito, são habilidosas, é um jogo de paciência. Temos que saber levar, elas não são tão altas, mas farão jogadas bonitas, sempre vão dar trabalho. Foi um triunfo importante, estou feliz com nosso rendimento e vamos já nos preparar para a última rodada", declarou Ágatha.

Ana Patrícia e Rebecca tiveram um duelo muito difícil contra as donas da casa, as alemãs Bieneck e Schneider, mas tiveram equilíbrio para virar o placar no tie-break, após estarem dois pontos atrás: 2 sets a 1 (21/14, 20/22 e 15/12). "Foi um jogo muito duro, ter um confronto assim é bom. Nunca tínhamos enfrentado essa dupla alemã, o ambiente aqui na quadra central está diferente. Tem a torcida, o vento está bem diferente. Foi com o coração acelerado, que é o que a gente gosta, deu certo. Conseguimos imprimir um bom ritmo no final para sair com a vitória", comentou Ana.

MASCULINO - Entre os homens, Alison e Álvaro Filho superaram neste domingo Tamer Abdelrasoul e Assam Mahmoud, do Catar, por 2 sets a 0 (21/16 e 21/8). "Foi um jogo bem diferente do primeiro, jogamos em uma quadra que ainda não tínhamos treinado, estávamos buscando referências. O vento estava bastante forte. Tivemos um pouco de dificuldade no primeiro set, mas no segundo conseguimos desenvolver bem, colocamos nosso ritmo e jogamos o melhor voleibol possível. É uma chave bastante difícil, cada jogo é uma final para nós", destacou o bloqueador da dupla.

André Stein e George também tiveram uma segunda rodada mais tranquila do que a estreia em Hamburgo. Assim como Alison/Álvaro, eles venceram o primeiro duelo no tie-break, mas também superaram o segundo desafio em sets diretos. Triunfo por 2 sets a 0 (21/13 e 21/11) sobre os moçambicanos Nguvo e Soares.

"É uma dupla que não roda o Circuito Mundial, não tínhamos muitas informações, analisamos o jogo de estreia deles contra os italianos para ter alguma noção tática. Conseguimos fazer nossa parte muito bem, tivemos um jogo controlado, apesar do vento, foi importante para a sequência do Campeonato Mundial", disse André, o atual campeão mundial.

Pedro Solberg e Vitor Felipe fecharam a participação masculina do Brasil com uma excelente apresentação, superando os cubanos González e Reyes por 2 sets a 0 (21/12 e 21/16). A dupla brasileira errou muito pouco, cedendo apenas seis pontos aos adversários, contra 16 dos cubanos.

"Acho que jogamos muito bem hoje (domingo), estou muito feliz com nossa performance, fizemos as coisas darem certo. É um time novo de Cuba, González mudou de parceiro e o novo jogador da saída de rede, Reyes, é muito bom, saca muito bem, sabíamos que seria difícil. Não tínhamos tantos vídeos sobre esse novo time, eles disputaram apenas a etapa da Polônia neste ano, mas soubemos impor nosso jogo. Estou empolgado com o que podemos fazer na sequência da competição", disse o medalhista de bronze do Mundial de 2015.

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