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A jogadora de vôlei Núbia Rebello, da equipe feminina de Cravinhos, morreu na madrugada do último domingo, em um acidente de carro quando o veículo que dirigia colidiu com um cavalo, na Rodovia Anhanguera, próximo ao Distrito Industrial de Cravinhos.

A atleta, que tinha 23 anos, chegou a ser socorrida no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, mas não resistiu aos ferimentos.

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O Cravinhos publicou em sua conta no Instagram uma mensagem em luto pela morte de Núbia. "Você lutou tanto para entender o que vôlei representa, buscou entender todos os sentidos que o esporte representa, cada regra, cada objetivo, cada sorriso. Seu amor par anos fazer feliz será para sempre guardado em nosso coração", diz.

Em nota, a Secretaria Municipal de Esportes de Cravinhos lamentou a morte da jogadora. "Ficam aqui os nossos sentimentos a todos os familiares e amigos de Núbia, bem como a todas as atletas e Comissão Técnica que conviveram com ela por todos esses anos".

Uma outra pessoa estava no veículo e foi levada ao hospital, com ferimentos mais leves.

A última etapa da temporada do Circuito Mundial de Vôlei de Praia, realizada em Itapema neste domingo, terminou cheio de representantes do Brasil no pódio. Na disputa feminina, Ágatha e Duda, líderes do ranking, jogaram juntas pela última vez e foram campeãs ao vencerem as compatriotas Taiana e Hege por 2 a 0. Já a final masculina foi encerrada com título de George e André, que fizeram 2 a 0 nos também brasileiros Vitor Felipe e Renato.

A medalha de Agatha e Duda encerrou uma parceria vitoriosa iniciada em 2017. O fim foi anunciado em outubro, quando Duda optou pela separação para iniciar uma nova equipe com Ana Patrícia, até então dupla de Rebecca. "Começamos com uma medalha de ouro e encerramos com uma medalha de ouro. O último torneio do nosso time. É um dia muito especial. Muito feliz", comentou Ágatha, lembrando a vitória em João Pessoa, pelo Circuito Brasileiro, no primeiro jogo que fizeram juntas, em 2017.

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Nonas colocadas da Olimpíada de Tóquio, encerrada sem medalhas para o vôlei de praia brasileiro, Ágatha e Duda somaram números expressivos. Apesar da frustração no Japão, foram campeãs do Circuito Brasileiro ainda nesta temporada, assim como do próprio Circuito Mundial, que já haviam vencido em 2018. Elas também têm duas pratas e dois ouros em edições do World Tour Finals.

Na final disputada neste domingo, a dupla usou a experiência para fechar o primeiro set com vitória por 25 a 23, após salvar um set point de Taiana e Hege. O segundo set foi menos disputado, tanto que Ágatha e Duda venceram com oito pontos de vantagem, por 21 a 13.

O pódio feminino poderia ter sido 100% brasileiro, uma vez que Tainá e Victoria, superadas por

Taiana e Hege nas semifinais, disputaram o bronze. No fim das contas, elas perderam por 2 sets a 1 para as norte-americanas Cannon e Hughes e ficaram sem a medalha.

A final masculina, que também envolveu duas duplas brasileiras, teve um primeiro set muito disputado, com vitória por 29 a 27 para André e George. No segundo, Felipe e Renato foram dominados e acabaram derrotados por 21 a 17. Essa foi a terceira vez que André conquistou um título jogando em Itapema. A medalha de bronze ficou com os austríacos Huber e Dressler.

 Na manhã deste sábado (30), um grupo de sócios do Minas Tênis Clube realizou um protesto contra a demissão do jogador Maurício Souza, demitido do time de vôlei da instituição após publicar posicionamentos homofóbicos em suas redes sociais. O ato ocorreu em frente à sede do Minas, localizada no bairro de Lourdes, em Belo Horizonte.

Carregando uma faixa com os dizeres “não à ditadura ideológica”, participantes da manifestação acusaram o clube de adotar uma postura “ditatorial” ao desligar o atleta. Dentre outras publicações consideradas desrespeitosas pela comunidade LGBTQIA+, Maurício criticou a orientação sexual do novo Super-Homem.

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Diante da repercussão do caso, patrocinadores do clube como Fiat e Gerdau pediram a demissão do atleta. O técnico Renan Dal Zotto, da Seleção Brasileira, que Maurício também defendia, se posicionou sobre o caso, declarando que “não tem espaço para profissionais homofóbicos na Seleção".

Renan Dal Zotto, técnico da seleção brasileira masculina de vôlei, avisou que no momento não existe clima para ter na equipe o central Maurício Souza, dispensado do Minas Tênis Clube por causa de comentários homofóbicos em suas redes sociais. Os dois estiveram juntos representando o País nos Jogos Olímpicos de Tóquio, neste ano.

"Eu tenho carinho muito grande pelo Maurício, pela convivência a gente acaba gostando da pessoa. Por isso estou triste e decepcionado. Não cabe uma convocação, não só dele como de qualquer outro profissional que tenha essa atitude. Não tem como incluir dentro de uma equipe que preza esse sentimento coletivo", disse.

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O treinador confessa que quase não acompanha as redes sociais e por causa da polêmica foi atrás do que aconteceu. E ele viu que envolvia também o atacante Douglas, que é homossexual. "Fiquei bastante triste, porque conheço bem os dois, tenho relação de cinco anos com eles de trabalho, então fiquei muito chateado com tudo isso", comentou.

Renan reforça que dentro da seleção nunca percebeu qualquer ato inconveniente por parte de jogadores ou membros da comissão técnica. "Não era nem para ser falado sobre isso. Quando falamos em sentimento de grupo e em seleção brasileira, precisamos pensar no todo e não cabe qualquer tipo de preconceito. Uma convocação de qualquer atleta com esse tipo de sentimento não vai ser saudável para toda a equipe", avisou.

Maurício Souza está com 33 anos e estava na seleção na campanha vitoriosa nos Jogos do Rio-2016, quando se sagrou campeão olímpico. Em Tóquio, perdeu a disputa de bronze e ficou na quarta posição. Renan não fecha totalmente as portas da seleção para o jogador, mas garante que para ter chance ele precisará mudar a postura.

"O Maurício sempre foi importante na seleção, tem uma história bonita, mas ele não pertence à seleção, assim como os outros. Eles são jogadores dos clubes e são convocados no momento de disputa da seleção. As portas não estão fechadas para ele, mas para atos como esse que teve. Hoje não teria como ser convocado, ele vai ter de olhar para dentro e repensar", explicou.

O técnico da seleção quer aproveitar a situação para fazer o jogador refletir sobre tudo que está acontecendo e prometeu ter uma conversa com o atleta nesta quinta-feira. "Eu recebi uma ligação dele, mas como estava no voo não consegui atender. E, quando conversarmos, vou orientá-lo. Longe de mim querer mudar as pessoas, mas talvez ele tenha de repensar o modo como se posiciona, pois não cabe mais esse tipo de postura."

Renan reforça que o atleta sempre teve conduta muito legal na seleção e quer tentar entender porque ele se excedeu. "Não quero entrar no mérito das convicções dele, que ele deixa claro. Mas ele não pode fazer mal a si próprio. Se eu tivesse de fazer uma convocação hoje, talvez ele não estivesse, pois seria uma pessoa dentro da equipe que teria dificuldade de relacionamento. Mas quem não erra? Ele precisa de uma conversa olho no olho", conclui.

Depois de toda repercussão negativa e de pressão por parte dos patrocinadores da equipe, o pedido de desculpas tímido feito pelo jogador Maurício Souza, que realizou comentários homofóbicos em uma postagem nas redes sociais, não surtiu efeito. O Minas Tênis Clube anunciou, nesta quarta-feira (27), que o contrato com ele foi rescindido.

Por meio do Twitter, o Minas, que já havia afastado o jogador provisoriamente, confirmou a demissão.

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Multado e obrigado a fazer um pedido de desculpas, Maurício usou uma rede social diferente da que fez a postagem polêmica e acabou pedindo desculpa na sua conta com poucos seguidores. A postagem homofóbica não foi apagada apesar do pedido de desculpas.

--> Não vai dar em nada, diz Douglas sobre punição a Mauricío

--> Jogador da seleção dos EUA critica Mauricío: "vergonha"

--> Mauricío: desculpas no twitter, homofobia no instagram

Afastado do Minas Tênis Clube em razão da pressão de patrocinadores do time provocada por uma série de declarações homofóbicas em suas redes sociais, Maurício Souza usou o Instagram, onde fizera as postagens preconceituosas, para se desculpar nesta quarta-feira. Anteriormente, ele havia apenas feito uma retratação tímida no Twitter, plataforma que pouco utiliza e na qual tinha menos de 100 seguidores no momento da publicação. Foi pressionado e gravou um vídeo de pouco mais de 3 minutos para pedir perdão e dizer que respeita todos. No entanto, o atleta novamente lamentou por, na sua visão, não poder expressar o que acredita ser a sua opinião e não mostrou estar arrependido.

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"Eu vim aqui para pedir desculpas a todos que sentiram ofendidos com a minha opinião, por eu defender aquilo que eu acredito. Não foi minha intenção. Tenho direito a defender aquilo que acredito. Respeito todos, sempre respeitei. Joguei dentro de quadra com vários homossexuais", afirmou o central do time masculino de vôlei do Minas aos seus mais de 300 mil seguidores no Instagram.

Curiosamente, ele ganhou, até o momento, mais de 70 mil fãs na rede social desde que foi confirmado o seu afastamento por tempo indeterminado do clube mineiro. A publicação de cunho homofóbico sobre o Superman bissexual que resultou em discussão com Douglas, de quem é companheiro na seleção brasileira, e provocou o afastamento do central, não foi deletada da sua conta no Instagram.

O central reclamou que "não pode mais dar a opinião" e "colocar os valores de família acima de tudo". "Senão a gente é taxado de homofóbico, preconceituoso. Eu não concordo com isso", contestou. "Estou passando por dificuldades no time, talvez eu venha a sair por conta de uma opinião", prosseguiu. No vídeo, ele não mostra estar arrependido de sua fala.

"Infelizmente chegamos a esse ponto. Os patrocinadores repudiaram. Não sei o que fiz, se foi algum crime. Se fosse algum crime a polícia já teria vindo aqui em casa me prender. Apenas defendi o que acredito e coloquei a minha opinião", ressaltou o atleta.

Boa parte do elenco masculino do Minas, incluindo o capitão William e o líbero Maique, que é gay, reprovaram a atitude de Maurício. Sheilla, Thaisa e Carol Gattaz, principais nomes do time feminino, além da ex-líbero Fabi, também foram às redes sociais para repudiar as declarações homofóbicas do jogador de 33 anos que é alinhado às ideias do presidente Jair Bolsonaro.

Mauricio Souza foi afastado temporariamente na terça pelo Minas Tênis Clube após pressão de patrocinadores por causa de comentários homofóbicos feitos em suas redes sociais. A Fiat e Gerdau divulgaram notas oficiais deixando claro que não compactuam com qualquer tipo de preconceito. O jogador também recebeu uma multa.

A equipe também disse que "não aceita e não aceitará manifestações intolerantes de qualquer forma" e prometeu intensificar "campanhas internas em prol da diversidade, respeito e união, por serem causas importantes e alinhadas com os valores institucionais".

ENTENDA O CASO - Recentemente, Maurício Souza usou de suas redes sociais para criticar uma nova versão de quadrinhos do Super-Homem, na qual o herói é bissexual. Nas redes sociais, o jogador ironizou a escolha da empresa que desenha o personagem, a DC Comics.

"Hoje em dia o certo é errado, e o errado é certo... Não se depender de mim. Se tem que escolher um lado, eu fico do lado que eu acho certo! Fico com minhas crenças, valores e ideias. 'Ah, é só um desenho, não é nada demais'. Vai nessa que vai ver onde vamos parar", escreveu.

Colega de Mauricio na seleção brasileira - incluindo a disputa nos Jogos de Tóquio -, Douglas Santos, que é homossexual, rebateu a declaração apoiando a decisão da editora e alfinetando o atleta.

"Se uma imagem como essa te preocupa, sinto muito, mas eu tenho uma novidade para sua heterossexualidade frágil. Vai ter beijo sim", escreveu. "Obrigado DC por pensar em representar todos nós e não só uma parte."

Nesta quarta-feira, o senador Flávio Bolsonaro demonstrou apoio a Mauricio através de seu perfil no Telegram e defendeu o direito à liberdade de expressão. "A opinião em questão do jogador é em defesa da família e para proteção das nossas crianças, nada tem a ver com homofobia", diz a mensagem.

Não foi a primeira vez que Mauricio se manifestou dessa maneira. Recentemente, ele gravou um vídeo explicando que é conservador, de direita e que preza a família, explicando sua visão de mundo. "Lutar pelo que se acredita é para poucos! Pelos meus valores, crenças e propósitos eu irei até o fim! Custe o que custar", disse, citando valores da Bíblia.

As declarações homofóbicas do jogador Maurício Souza seguem reverberando no mundo do vôlei. Nesta quarta-feira, o atleta americano TJ DeFalco, que representou a seleção dos Estados Unidos na Olimpíada de Tóquio-2020, se manifestou sobre o caso nas redes sociais, afirmando que as falas do central brasileiro são uma "vergonha".

"Eu pensei que nós estávamos acima disso, mas eu acho que não... que vergonha", escreveu DeFalco nos stories de sua conta no Instagram.

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Mauricio Souza foi afastado temporariamente nesta terça-feira pelo Minas Tênis Clube após pressão de patrocinadores por causa de comentários homofóbicos feitos em suas redes sociais. A Fiat e Gerdau divulgaram notas oficiais deixando claro que não compactuam com qualquer tipo de preconceito. O jogador receberá uma multa e foi obrigado a se retratar. O pedido de desculpas veio de forma acanhada, no perfil oficial do atleta no Twitter, que tem pouco mais de 500 seguidores, ao contrário do seu Instagram que tem mais de 275 mil.

"Pessoal, após conversar com meus familiares, colegas e diretoria do Clube, pensei muito sobre as últimas publicações que eu fiz no meu perfil. Estou vindo a público pedir desculpas a todos a quem desrespeitei ou ofendi, esta não foi minha intenção", disse.

De acordo com o Minas Tênis Clube, nenhum atleta se pronunciou sobre a punição ao jogador. A equipe também disse que "não aceita e não aceitará manifestações intolerantes de qualquer forma" e prometeu intensificar "campanhas internas em prol da diversidade, respeito e união, por serem causas importantes e alinhadas com os valores institucionais".

ENTENDA O CASO - Recentemente, Maurício Souza usou de suas redes sociais para criticar uma nova versão de quadrinhos do Super-Homem, na qual o herói é bissexual. Nas redes sociais, o jogador ironizou a escolha da empresa que desenha o personagem, a DC Comics.

"Hoje em dia o certo é errado, e o errado é certo... Não se depender de mim. Se tem que escolher um lado, eu fico do lado que eu acho certo! Fico com minhas crenças, valores e ideias. 'Ah, é só um desenho, não é nada demais'. Vai nessa que vai ver onde vamos parar", escreveu.

Colega de Mauricio Souza na seleção brasileira - incluindo a disputa nos Jogos de Tóquio-2020 -, Douglas Santos, que é homossexual, rebateu a declaração apoiando a decisão da editora e alfinetando o atleta. "Se uma imagem como essa te preocupa, sinto muito, mas eu tenho uma novidade para sua heterossexualidade frágil. Vai ter beijo sim", escreveu. "Obrigado DC por pensar em representar todos nós e não só uma parte".

Não foi a primeira vez que Mauricio Souza se manifestou dessa maneira. Recentemente, ele gravou um vídeo explicando que é conservador, de direita e que preza a família, explicando sua visão de mundo. "Lutar pelo que se acredita é para poucos! Pelos meus valores, crenças e propósitos eu irei até o fim! Custe o que custar", disse, citando valores da Bíblia.

Um dos principais jogadores da seleção brasileira de vôlei e homossexual assumido, o ponteiro Douglas Souza foi ao twitter para comentar a “punição” dada ao jogador Maurício de Souza, após este fazer comentários homofóbicos nas redes sociais. Para Douglas, a “retratação” do colega de profissão não é suficiente e “não vai dar em nada”.

Após viralizar os posts homofóbicos de Maurício em suas redes, a direção do Minas Tenis Clubes, pressionada pelos patrocinadores, decidiu afastar o jogador do time e exigir uma retratação.

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“O famoso não vai dar em nada né. Toda vez a mesma coisa, cansado disso de sempre ter falas criminosas e no máximo que rola é uma 'multa' e uma retratação nas redes sociais. Até quando? Feliz pelas empresas se juntando contra e triste por atletas tentar (sic) passar o pano nisso. Vergonhoso”, disparou Douglas.

Vale ressaltar que o pedido de desculpas de Maurício de Souza veio através de uma postagem no Twitter, onde ele acumula pouco mais de 500 seguidores. No Instagram, onde o jogador tem mais de 275 mil fãs, não há nada que faça referência a um possível arrependimento. Pelo contrário, as postagens de cunho homofóbico seguem por lá.

“Todos os dias, todas as horas, um dos nossos morrem. E o que temos? Uma retratação”, finalizou Douglas Souza.

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Com falas preconceituosas recentes, o central da equipe do Minas Tênis Clube e da seleção, Maurício de Souza, foi afastado do clube e precisou se retratar. O “sinto muito” veio nessa terça-feira (26), mas aparentemente não de forma sincera. A questão é que o atleta mesmo com um perfil no Instagram com cerca de 275 mil seguidores, fez sua retratação em uma conta no Twitter com pouco mais de 500 seguidores.

Assumidamente bolsonarista, Maurício nem se quer se deu ao trabalho de deletar a postagem estopim de todo alvoroço, em que reclama sobre um novo quadrinho da DC Comics, onde o filho do Superman, que está sucedendo seu pai, assume ser bissexual e beija um rapaz. “É só um desenho, não é nada demais. Vai nessa que vai ver onde vamos parar”, publicou ele, tanto no Insta como no Twitter.

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Em sua retratação aos pouco mais de 500 seguidores de sua conta no Twitter, Maurício afirma que refletiu muito e após conversa com familiares e amigos, decidiu pedir desculpas pela sua opinião.

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Mas, sem apagar as publicações em que emite sua “opinião”, não é difícil de encontrar comentários de pessoas que seguem ofendidas e sem perdoar o atleta.

“Você deveria se preocupar mais em acertar teus saques e o jogar o bom voleibol que sempre jogou, parando de se preocupar com a sexualidade alheia. Vá ser feliz, apaga isso”, escreveu uma internauta.

Quanto mais preconceito, mais seguidores

Maurício, que no início perdeu seguidores, vem aumentando seus números nas últimas horas, conquistando ao menos nas últimas 24 horas, 20 mil. No Twitter, com uma conta criada em 2013, mas pouco utilizada, há apenas 10 publicações e o número de seguidores não evoluiu.

Não foi a primeira vez que Maurício de Souza deixou claro seu posicionamento preconceituoso em suas redes sociais. Compartilhando notícia de que a Globo usaria pronomes neutros em sua novela das 19h, o central escreveu: “O céu é o limite se deixarmos. Está chegando a hora dos silenciosos gritarem”.

Poucas horas após ser afastado temporariamente pelo Minas Tênis Clube, Maurício Souza veio a público para se retratar das declarações consideradas homofóbicas que fez em suas redes sociais. O jogador de vôlei pediu desculpas em seu perfil no Twitter, no qual tinha menos de 50 seguidores no momento da publicação.

As declarações polêmicas haviam sido feitas em seu perfil no Instagram, no qual conta com 257 mil seguidores. Até o fim da noite desta terça-feira (26), o jogador ainda não havia publicado a retratação nesta rede social, em que apresenta maior popularidade e maior alcance.

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"Pessoal, após conversar com meus familiares, colegas e diretoria do Clube, pensei muito sobre as últimas publicações que eu fiz no meu perfil. Estou vindo a público pedir desculpas a todos a quem desrespeitei ou ofendi, esta não foi minha intenção", afirmou. "Tenho refletindo muito e reitero minhas desculpas pelo posicionamento", prosseguiu.

O post foi republicado pelo perfil oficial do Minas, que conta com quase 50 mil seguidores. O clube reiterou sua mensagem: "O Minas Tênis Clube reforça que não aceita e não aceitará manifestações intolerantes, racistas, preconceituosas e homofóbicas, e que intensificará campanhas internas em prol da diversidade, respeito e união, por serem causas importantes e alinhadas com os valores institucionais".

A retratação, contudo, foi criticada por Douglas, colega de Maurício na seleção brasileira. "O famoso não vai dar em nada, né. Toda vez a mesma coisa, cansado disso de sempre ter falas criminosas e no máximo que rola é uma 'multa' e uma retratação nas redes sociais. Até quando? Todos os dias, todas as horas um dos nossos morrem. E o que temos? Uma retratação", comentou o jogador, que se tornou sensação nas redes sociais durante a Olimpíada de Tóquio, onde competiu ao lado de Maurício.

A polêmica teve início na semana passada, quando Maurício criticou no Instagram notícia de que a editora DC Comics anunciava que, em uma futura história de quadrinhos, o personagem do Super-Homem vai se descobrir bissexual.

"Ah, é só um desenho, não é nada demais'. Vai nessa que vai ver onde vamos parar", escreveu Maurício Souza, em uma primeira publicação sobre o assunto. Depois, após críticas, voltou ao tema: "Hoje em dia o certo é errado, e o errado é certo... Não se depender de mim. Se tem que escolher um lado, eu fico do lado que eu acho certo! Fico com minhas crenças, valores e ideias".

Na ocasião, Douglas também criticou a postura do colega de seleção. Nesta semana, a pressão aumentou, principalmente após os principais patrocinadores do Minas - Fiat e Gerdau - se manifestarem publicamente, reprovando as opiniões do Maurício Souza. A pressão surtiu efeito e, após longa reunião com o jogador, o Minas anunciou seu afastamento temporário e multa, cujo valor não foi divulgado.

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A diretoria do Minas Tênis Clube decidiu afastar Mauricio Souza do elenco, depois dele ter feito comentários homofóbicos em uma rede social. A decisão tomada nesta terça-feira (26), se deu após a repercussão negativa e pressão dos patrocinadores. 

A informação do blog Olhar Olímpico do UOL adianta ainda que apesar da opinião pública e da pressão dos patrocinadores, os jogadores do time, incluindo o líbero Maique que é gay, devem divulgar uma carta defendendo o companheiro Maurício. Segundo a informação, os jogadores afirmam que vão deixar o time caso ele seja demitido. O afastamento é provisório.

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Mas o Minas já se posicionou publicamente e disse que não corrobora com atitudes homofóbicas, que não vai aceitar “qualquer manifestação que fira a lei” e reforçou que o posicionamento do jogador não reflete a opinião da equipe. Os patrocinadores da equipe pediram para o clube tomar medidas concretas o mais rápido possível.

O caso

O caso teve início quando Mauricio postou no seu instagram a imagem do personagem dos quadrinhos, Superman, que assumiu a homosexualidade em uma edição recente. Na foto, John Kent, filho de Clark Kent, beija outro personagem. Mauricio usou a foto e disse: “Ah é só um desenho, não é nada demais. Vai nessa que vai ver onde vamos parar”.

A partir daí ele recebeu uma enxurrada de critícas e até uma resposta indireta do colega de seleção, Douglas, que é gay e postou a mesma foto ressaltando que "não virou heterosexual vendo superheróis homem beijando mulheres". 

A seleção brasileira masculina de vôlei não vive seus melhores momentos fora das quatro linhas. Um atrito envolvendo dois jogadores tomou conta das redes sociais nesta sexta-feira. Maurício Souza e Douglas Santos trocaram farpas em suas contas. O motivo: a orientação sexual de um herói de uma revista em quadrinhos.

Maurício usou de suas redes sociais para criticar o fato de que a nova versão do super-homem é bissexual. O jogador ironizou a escolha da empresa que desenha o personagem dizendo que "vai nessa que vai ver onde vamos parar..."

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Revoltado, Douglas também usou de suas redes sociais para apoiar a decisão da editora e aproveitou para rebater o companheiro de seleção.

"Se uma imagem como essa te preocupa, sinto muito mas eu tenho uma novidade pra sua heterossexualidade frágil. Vai ter beijo sim", escreveu.

"Obrigado DC por pensar em representar todos nós e não só uma parte", escreveu, agradecendo à editora.

Maurício, por sua vez, retrucou. "Aqui é frágil igual esticador de canto de cerca!"

Os dois serviram juntos ao time de Renan Dal Zotto que disputou a Olimpíada de Tóquio. Douglas, que é homossexual, já passou por episódios homofóbicos antes, durante viagem para a Itália.

Ele e o namorado foram detidos no aeroporto de Amsterdã por 15 horas. A situação só foi resolvida quando seu empresário e o Vibo Valentia, time que defende, intervieram e conseguiram a autorização de entrada dos dois na Holanda.

Atuais campeãs do Circuito Mundial e do Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia, Ágatha e Duda não jogarão mais juntas a partir de 2022. A separação foi anunciada por meio de um comunicado oficial divulgado nesta segunda-feira nas redes sociais da dupla. De acordo com a nota, Duda vai iniciar uma nova equipe com Ana Patrícia, jogadora ao lado da qual conquistou o bicampeonato mundial sub-21 na época em que formavam parceria nas categorias de base.

Ana Patrícia vinha jogando com Rebecca, em parceria que rendeu o quinto lugar dos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020, melhor resultado do vôlei de praia brasileiro no Japão, e terminou no dia 25 de agosto, conforme anunciado por elas.

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Nonas colocadas da Olimpíada, encerrada sem medalhas para o vôlei de praia brasileiro, Ágatha e Duda somaram números expressivos durante o último ciclo olímpico. Antes da frustração no Japão, conquistaram 14 ouros em etapas do Brasileiro, conquistado por elas em 2020, e mais oito no Mundial, circuito em que foram campeãs em 2018 e 2021.

"Eu só tenho a agradecer a Ágatha e a todos do time que estiveram conosco em todo esse ciclo. Realizei muitos sonhos ao lado da Ágatha e vivi o principal deles com ela, que foi chegar em uma Olimpíada. Levarei todos esses anos com muito carinho em minha vida. E tudo isso que vivemos foi incrível e único", comentou Duda.

Medalhista de prata na Olimpíada do Rio de Janeiro, em 2016, quando formava dupla com Bárbara Seixas, Ágatha tem 38 anos, 15 a mais que Duda. Por isso, ao falar sobre a separação, ela destacou importância de ter participado do crescimento da agora ex-parceira no esporte.

"Passamos por momentos difíceis, que nos fizeram crescer e por muitos momentos maravilhosos regados a muitas vitórias. Jogar com a Duda me fez crescer muito profissionalmente, entretanto considero que minha evolução pessoal foi maior ainda. Agradeço a todos os profissionais desta equipe, que se doaram tanto e fizeram parte desta jornada. Além disso, pude fazer parte de muitas 'primeiras vezes' da Duda, e acho isso muito legal. Desejo o melhor para ela", afirmou a jogadora.

Apesar de o fim da dupla ter sido confirmado, as duas ainda têm compromissos até o fim da temporada. Após o quinto lugar no World Tour Finals, disputado na Itália durante o último final de semana, Ágatha e Duda vão jogar as etapas do Brasileiro e a última etapa do Mundial, que será disputado em Itapema (SC), em novembro.

Depois de vencer a dupla Vitória e Andressa por 2 sets a 0 e conseguir a classificação para a final da segunda etapa do Circuito Brasileiro de vôlei de praia, Carol Solberg, parceira de Bárbara Teixeira, voltou a fazer críticas à gestão do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), na tarde deste sábado.

Em entrevista após a partida, a jogadora lamentou as mais de 600 mil mortes por covid-19 no Brasil, número alcançado na sexta-feira, e criticou a decisão do presidente de vetar o projeto de lei que permitia a distribuição gratuita de absorventes para jovens de baixa renda e mulheres em situação de rua.

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"A gente completou, ontem, 600 mil mortes pelo covid. Os torneios não podem acontecer sem a gente falar sobre isso. Temos um presidente que ainda está defendendo o tratamento precoce nesta altura do campeonato. Isso é muito sério", afirmou Carol.

A atleta estendeu as críticas ao presidente Jair Bolsonaro para além da crise sanitária do coronavírus: "A gente viu, nessa semana, o presidente vetando a distribuição gratuita de absorventes para meninas em situação de vulnerabilidade. Eu tenho orgulho de tantas coisas do Brasil, mas me dói muito ver esse momento".

Não é a primeira vez, no entanto, que o presidente é alvo de críticas de Carol. Em setembro de 2020, Solberg gritou 'fora Bolsonaro!' depois de uma partida válida pela primeira etapa do Circuito Brasileiro.

Na ocasião, por conta da atitude, Solberg chegou a ser denunciada pelo subprocurador do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) do vôlei, Wagner Dantas. A atleta foi punida com uma advertência em primeira instância, mas recorreu. Assim, por 5 votos a 4, o pleno do tribunal optou por rever a decisão anterior e a absolveu.

Em março deste ano, pouco antes do Brasil atingir 300 mil mortes por covi-19, Solberg deu outra declaração alertando sobre a então situação do País: "Tem sido muito duro manter a cabeça boa. A gente vivendo uma pandemia, completando 290 mil mortes. Eu acho que a gente precisa ter consciência disso como atleta. É absurdo o que está acontecendo no Brasil, tristeza, incapacidade de governar", declarou a jogadora na época.

Neste sábado, nas areias da Urca, onde acontece a segunda etapa do Circuito Brasileiro, no Rio de Janeiro, Carol voltou a manifestar a importância de atletas, como ela se posicionarem sobre a atual situação do País: "Adoro estar aqui jogando. Mas eu entro dentro de quadra e não estou alheia a tudo o que está acontecendo. Estou aqui como cidadã, como atleta. Então, tem sido um momento muito duro". Ela finalizou a entrevista desejando solidariedade às famílias que perderam "amores e parceiros" para a covid-19.

A seleção brasileira masculina de vôlei conheceu na quinta-feira (30) os adversários que enfrentará na primeira fase do Mundial, que será realizado de 26 de agosto a 11 de setembro de 2022, na Rússia. O Brasil caiu no Grupo B ao lado de Japão, Cuba e Catar e jogará a primeira fase na cidade de Kemerovo.

O técnico Renan Dal Zotto acompanhou atentamente o sorteio e comentou sobre os primeiros adversários que a seleção brasileira enfrentará na busca pelo quarto título mundial.

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"O Japão é uma equipe que está crescendo muito nos últimos anos. Muitos jogadores estão indo jogar fora do país e têm participado de grandes ligas. Cuba é um adversário tradicional do voleibol brasileiro e tem o saque o ataque como as suas principais características. Já o Catar é uma equipe que também tem evoluído com a presença de técnicos brasileiros nas ligas locais", disse o treinador, que ainda destacou a busca por um grande resultado na Rússia.

"O Mundial é o principal objetivo no próximo ano. Vamos ter a Liga das Nações para nos prepararmos e chegarmos no nosso melhor momento na Rússia", afirmou Renan Dal Zotto.

No Grupo A estão Rússia, Sérvia, Tunísia e Porto Rico. O C conta com as seleções da Polônia, Estados Unidos, México e Bulgária. O Grupo D é formado pelas seleções da França, Eslovênia, Alemanha e Camarões. Já o Grupo E conta com Itália, Canadá, Turquia e China e o grupo F tem Argentina, Irã, Holanda e Egito.

O Brasil conquistou o primeiro título do Mundial em 2002, quando derrotou a Rússia por 3 sets a 2, na Argentina. Em 2006, a equipe nacional superou a Polônia por 3 a 0 na competição realizada no Japão. E, em 2010, na Itália, bateu a seleção de Cuba também por 3 a 0. Na última edição da competição, em 2018, o Brasil ficou com a medalha de prata.

Depois de um hiato na temporada 2020 em razão da pandemia do novo coronavírus, a cidade de Itapema, no litoral norte de Santa Catarina, receberá pela terceira vez uma etapa do Circuito Mundial de vôlei de praia. A Federação Internacional de Voleibol (FIVB, na sigla em inglês) confirmou a realização do torneio que será do tipo quatro estrelas - o segundo mais importante na classe dos eventos internacionais, que distribui US$ 300 mil (R$ 1,57 milhão na cotação atual) em premiação entre os dois naipes.

A competição será realizada entre os dias 10 e 14 de novembro e dará 800 pontos no ranking para as duplas vencedoras. Este será o oitavo torneio do tipo quatro estrelas na temporada 2021. Ele acontecerá seguindo todos os protocolos recomendados pelas autoridades sanitárias nacionais e internacionais para proteção contra a Covid-19.

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Itapema já recebeu edições do evento internacional de vôlei de praia em 2018 e 2019. Na primeira vez, o título ficou para duplas brasileiras: André Stein/Evandro e Ágatha/Duda. No ano seguinte quem subiu no lugar mais alto do pódio foram os noruegueses Anders Mol/Christian Sorum e as americanas Alix Klinemann/April Ross, dupla que nesta temporada conquistou a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020, no Japão.

Além da etapa do Circuito Mundial, Itapema terá outras duas competições de vôlei de praia em novembro. Uma delas é a segunda etapa do Circuito Brasileiro Sub-21, que acontecerá entre os dias 15 e 18. A outra é a quarta etapa Open do Circuito Brasileiro, entre os dias 3 e 7.

Um acidente entre uma caminhonete e o micro-ônibus do time de vôlei Curitibanos deixou três pessoas mortas na noite de domingo. A colisão ocorreu na BR-282, em Lages, na Serra catarinense. A equipe havia disputado um quadrangular na cidade e voltava de viagem quando a caminhonete em alta velocidade se chocou com o micro-ônibus que transportava 11 atletas. Todos passam bem.

Três ocupantes do outro veículo, no entanto, não resistiram aos ferimentos e morreram. Sem controle, ele invadiu a pista contrária e rodou antes de causar o acidente. A Polícia Rodoviária Federal (PFR) informou que as vítimas são a motorista de 31 anos, um homem de 29 e uma criança. Antes do impacto, os jogadores dos Curitibanos, de idade entre 17 e 22 anos, conversavam sobre o torneio que disputaram.

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O time saiu da cidade paranaense perto das 12h para participar das partidas em Lages. Após jantarem, pegaram o ônibus de volta, e perto das 21h, sofreram a colisão. Mateus dos Santos, de 22 anos, relatou o momento do acidente ao jornal O Globo. "Estava todo mundo meio deitado, querendo dormir, quando a moça da caminhonete perdeu o controle e invadiu a nossa pista. Nosso motorista tentou frear, segurou o máximo que pôde, mas não conseguiu evitar. A gravidade do acidente foi mais pela velocidade da caminhonete. Conseguiu jogar até o ônibus para trás", disse.

Mateus contou que quebrou um dente com o impacto da batida. Outro atleta fraturou a mandíbula, e o motorista fraturou as costelas. O restante dos passageiros teve ferimentos leves. Em choque, os atletas rapidamente deixaram o veículo por conta de um vazamento de óleo que poderia causar uma explosão. O Corpo de Bombeiros se dirigiu ao local e socorreu primeiro os ocupantes da caminhonete.

"Começou a vazar óleo do ônibus e o outro carro tinha risco de pegar fogo. Então todo mundo saiu, foi para o acostamento rápido. Mas logo vários carros se mobilizaram, e as pessoas vieram ajudar", relatou Renan Caus, de 17 anos, integrante do time de vôlei.

Após duas horas, toda equipe foi atendida e retornou a Curitibanos com outro micro-ônibus enviado pela empresa responsável. Por lá, passaram pelo hospital da cidade e foram liberados mais tarde.

A seleção brasileira feminina de vôlei viaja nesta segunda-feira para Barrancabermeja, na Colômbia, onde disputará o Sul-Americano. A equipe do treinador José Roberto Guimarães buscará o 22.º título da competição. O campeão e o vice garantirão vaga no Mundial de 2022, que será disputado na Holanda e na Polônia.

O Brasil estreará na competição às 19h30 (de Brasília) desta quarta-feira contra o Peru. Os jogos seguintes serão contra Argentina (quinta), Chile (sexta) e Colômbia (domingo).

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O time nacional participará da competição com as levantadoras Macris e Roberta; as opostas Rosamaria e Lorenne; as ponteiras Gabi, Natália, Ana Cristina e Kasiely; as centrais Carol Gattaz, Carol, Bia e Mayany; e as líberos Nyeme e Natinha.

A levantadora Roberta comentou sobre a expectativa para a competição e destacou a boa temporada do time brasileiro. "É uma competição muito importante para o nosso grupo porque vale vaga no Mundial de 2022. Estamos vindo de uma grande competição que foi os Jogos Olímpicos onde atingimos o nosso auge na temporada, mas seguimos muito concentradas. Chegaram algumas jogadoras novas e estamos animadas e mantendo a energia boa desse grupo", afirmou a jogadora, que também falou sobre o crescimento do Sul-Americano.

"Vamos enfrentar adversários que tem evoluído e o Sul-Americano tem melhorado a cada edição. Queremos fazer um bom campeonato e buscar essa vaga", disse Roberta.

José Roberto Guimarães também destacou a importância na busca pela vaga no Mundial. "O Sul-Americano é classificatório para o Mundial e vamos buscar essa vaga e o título para finalizarmos bem essa temporada. Temos que manter o nosso foco e a concentração para apresentarmos o nosso voleibol. Nossos adversários têm evoluído e sabemos da nossa responsabilidade", analisou.

Nesta temporada, a seleção feminina conquistou a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020 e na Liga das Nações. Na última edição do Sul-Americano, em 2019, o Brasil foi campeão invicto e na decisão superou a Colômbia por 3 sets a 0.

Um acidente na BR-282, em Santa Catarina, envolvendo uma caminhonete e um micro-ônibus que levava os atletas de vôlei do Curitibanos, deixou três mortos na noite desse domingo (12).

O micro-ônibus levava onze atletas da equipe de vôlei Curitibanos, onde três tiveram ferimentos leve. As vítimas fatais estavam todas na caminhonete. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, a motorista da caminhonete, um homem e uma criança, ainda não identificados, morreram no local. 

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O motorista do micro-ônibus, de 48 anos, segundo o portal G1, contou que a equipe de vôlei seguia de Lages para São José do Cerrito, quando no km 226 da BR-282, por volta das 20h40, a caminhonete rodopiou na pista e acertou o seu veículo de frente.

Douglas Souza, jogador da seleção brasileira de vôlei, deu detalhes sobre o caso de homofobia que viveu ao lado de seu namorado, Gabriel. Por meio de vídeos publicados em seu Instagram, o novo reforço do Vibo Valentia, da Itália, explicou como a viagem que deveria durar três horas durou 15.

"No controle de passaporte, perguntaram o que eu faria na Itália, eu disse que seria jogador de vôlei e o Gabriel era meu namorado. Logo, a fisionomia dele mudou na hora e o tratamento também. Ele perguntou o que ele faria lá, eu mostrei o documento de união estável, eu disse que ele iria me acompanhar e trabalhar", relatou Douglas.

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Após mais de cinco horas, o jogador foi chamado pelos agentes do aeroporto em Amsterdã para uma entrevista em uma 'salinha'. Perguntado mais uma vez sobre o que iria fazer na Itália, Douglas percebeu que seu namorado não seria liberado facilmente. "Aí bateram na tecla do Gabriel, e eu falava que era meu namorado, e eles não entendiam esse termo, insistiam no companheiro e não queriam deixar ele passar de jeito nenhum."

A situação só foi resolvida quando seu empresário e o Vibo Valentia intervieram e conseguiram a autorização de entrada dos dois na Holanda. "Aconteceu, passou, meu clube não tem nada a ver. Eles ajudaram, meu empresário, também. Eu espero que ninguém passe por isso, sei que infelizmente vai passar e a gente tem que passar por isso", lamentou. "Acabou que passei 15 horas no aeroporto, e era para ter sido umas três, no máximo. Não achei normal. Eu sei o que eu vivi. Foi muito constrangedor."

Antes de contar todo o caso, Douglas usou as redes sociais nesta terça para expressar seu descontentamento com o tratamento recebido em solo europeu. "Hoje é um dos piores da minha vida. Foi horrível. Está sendo horrível. Eu só não vou contar realmente o que aconteceu hoje porque eu tenho medo deles tirarem a minha passagem e me deportarem", disse.

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