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Uma jovem de 19 anos, de Cuiabá, Lívia Monteiro, teve que realizar uma cirurgia de lobocetomia nessa segunda-feira (14) após descobrir fungos que foram contraídos durante uso de narguilé.

Lívia passou dois dias internada na UTI após a cirurgia e agora já está se recuperando na enfermaria, mas sem previsão de alta. Em suas redes sociais, ela publicou um alerta para os amigos.

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“O pós-operatório não é fácil. É preciso ficar com um dreno o tempo inteiro durante uns cinco dias. Os fungos são silenciosos e se proliferam pelos órgãos, podendo causar morte ou até mesmo paralisação do órgão. A dor é tanta que estou à base de morfina e mesmo assim ainda sinto dor”, contou.

Em entrevista ao G1, Lívia contou que faz uso do narguilé desde os 16 anos, mas sem muita frequência. Ela veio passar mal a primeira vez em abril, sentindo falta de ar e febre.

"Fui ao hospital com falta de ar e febre achando que fosse Covid, mas fiz três testes e todos deram negativo. Depois, fiz tomografia e os médicos de plantão disseram que não era nada”, explicou.

Depois de continuidade nos sintomas, a mãe de Lívia desconfiou e levou o resultado de exames feitos a um pneumologista que diagnosticou aspergilose, uma infecção causada por fungos. Após passar por tratamento rápido ela foi encaminhada direto para a cirurgia, que demorou cerca de 6 horas.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a fumaça do narguilé inalada por 20 a 60 minutos equivale a fumar cerca de 100 cigarros. Como o produto tem sabor adocicado, os usuários costumam passar mais tempo consumindo, o que pode acarretar problemas variados de saúde.

Em meio ao aumento das curvas de casos e mortes, o Brasil registrou 2.449 novos óbitos por Covid-19 nas últimas 24 horas, segundo dados reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa nesta sexta-feira, 18. Com isso, o País já se aproxima de 500 mil perdas durante a pandemia.

Ao todo, são 498.621 mortes por coronavírus no País desde o início da crise sanitária. De acordo com o balanço, a média móvel de óbitos, que corrige distorções entre dias úteis e fim de semana, está em tendência de alta e subiu pelo oitavo dia consecutivo. Nesta sexta, o índice foi de 2.039 - ou 24%% maior comparado a 14 dias atrás. Este é o maior aumento desde o dia 4 de abril.

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Nas últimas 24 horas, o Brasil também notificou 98.135 novos casos da doença, o que eleva o total acumulado para 17.802.176. Para esse indicador, também em tendência de crescimento, a média móvel é de 71.565, o que representa um incremento de 15% em relação há duas semanas.

Segundo especialistas, o ritmo insuficiente da vacinação, aliado ao relaxamento precoce das medidas de distanciamento social, contribuem para o País ter uma nova alta de infectados. Em alguns locais, o crescimento de casos e lotação em hospitais têm feito governos decretarem medidas mais rígidas de restrição.

Os dados diários do Brasil são do consórcio de veículos de imprensa formado por Estadão, G1, O Globo, Extra, Folha e UOL em parceria com 27 secretarias estaduais de Saúde, em balanço divulgado às 20h. O levantamento é resultado da parceria entre os seis meios de comunicação que passaram a trabalhar, desde 8 de junho do ano passado, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 Estados e no Distrito Federal.

A iniciativa inédita é uma resposta à decisão do governo Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia, mas foi mantida após os registros governamentais continuarem a ser divulgados. Nesta sexta, o Ministério da Saúde informa que 16.136.968 pessoas se curaram da doença é há 1.165.995 em recuperação.

O Plenário do Conselho Nacional de Justiça decidiu punir o juiz Glicério de Angiolis Silva, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro no âmbito do procedimento disciplinar que o magistrado respondia por assédio sexual e juiz Glicério de Angiolis Silva, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiromoral contra estagiárias e servidores e servidoras das varas de Miracema, Lage de Muriaé e Piracambi.

O colegiado aplicou a Glicério a pena de disponibilidade com vencimentos proporcionais por tempo de serviço - a segunda sanção mais grave prevista na Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman). As informações foram divulgadas pelo CNJ.

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O relator do processo administrativo disciplinar contra Glicério, o conselheiro Marcos Vinícius Jardim, ressaltou que restou comprovado que o juiz gritava com profissionais das equipes, além de abordar estagiárias 'com convites intempestivos e contatos físicos inadequados no ambiente de trabalho, inclusive na presença de outras pessoas'.

As acusações contra o magistrado fluminense de falta de urbanidade e de interferência na instrução processual foram consideradas improcedentes pelo CNJ.

A pena de disponibilidade veda ao magistrado exercer outras funções, como advocacia ou cargo público, salvo um de magistério superior, além de impactar a progressão na carreira da magistratura. Após afastamento de dois anos, o juiz pode solicitar seu retorno ao trabalho, cabendo ao tribunal de origem, no caso o TJ-RJ, decidir sobre o pedido.

COM A PALAVRA, O JUIZ GLICÉRIO

Até a publicação desta matéria, a reportagem buscou contato com o juiz Glicério de Angiolis Silva, via assessoria de imprensa do TJ-RJ, mas sem sucesso. O espaço permanece aberto a manifestações.

Um cachorro de rua foi resgatado pelo Corpo de Bombeiros após cair no mar em Porto Seguro-BA na quarta-feira (16). Os bombeiros faziam um treinamento semanal quando avistaram o animal na água

"Estávamos atravessando a balsa do lado de Porto Seguro quando vimos populares e um funcionário da balsa tentando resgatar o animal", conta o soldado Bruno Gama. Segundo ele, dois bombeiros pularam na água e conseguiram retirar o cachorro, que estava muito cansado.

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O Corpo de Bombeiros recomenda que as pessoas não tentem fazer resgates na água sem o treinamento adequado. Nesses casos, a orientação é acionar o resgate especializado por meio do 193. A corporação não informou onde o cachorro foi deixado após o resgate.

O objetivo da Organização Mundial da Saúde (OMS) é vacinar 40% da população mundial contra a Covid-19 até o fim de 2021, com 10% imunizada até o fim de setembro e 70% até o meio do ano que vem, segundo afirmou nesta sexta-feira o diretor geral do órgão multilateral, Tedros Adhanom, durante entrevista coletiva.

Para isso, contudo, é necessário que mais doses sejam compartilhadas por países e fabricadas pelas farmacêuticas, alertou o diretor geral. Segundo ele, a "falha" no compartilhamento dos imunizantes tem criado uma "pandemia de duas vias", com diversas regiões com casos e mortes ainda em alta, como a América Latina e África.

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De acordo com o consultor sênior da OMS, Bruce Aylward, cerca de 30 a 40 países tiveram de pausar a distribuição da segunda dose das vacinas aos grupos prioritários por baixo suprimento. A interrupção de exportações pela Índia, após a última onda local de infecções, está entre as principais causas da falta de imunizantes, afirmou.

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A OMS vê "com muita tristeza" a situação da pandemia no Brasil, à medida que o País chega perto de atingir oficialmente 500 mil mortes por Covid-19, disse a vice-diretora geral da entidade, Mariângela Simão. A médica brasileira ressaltou que as infecções nas Américas ainda estão em patamares "muito altos", incluindo no Brasil, apesar da desaceleração recente.

A Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro já identificou casos da nova variante britânica do coronavírus, conhecida como Alpha (B.1.1.7) no estado. Um deles é morador de São Gonçalo, na região metropolitana do Rio de Janeiro. O caso foi notificado pela Secretaria Estadual de Saúde do Rio às autoridades municipais de São Gonçalo em 9 de junho.

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, o município ainda investiga se o paciente foi infectado dentro do estado ou se o caso é importado, tendo vindo de outro estado ou de outro país.

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A Secretaria de Saúde alerta que, independentemente das variantes, as medidas de prevenção, diagnóstico e tratamento da Covid-19 seguem as mesmas. Não haverá, portanto, alteração dos protocolos sanitários que já estão sendo adotados.

O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), anunciou no início da manhã desta sexta-feira (18) que a capital fluminense "irá antecipar em um mês e 21 dias" o cronograma de vacinação na cidade. Assim, todos os cariocas com mais de 18 anos serão imunizados com a primeira dose contra a Covid-19 até 31 de agosto. No mesmo anúncio, feito ao lado do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, Paes afirmou que o Rio será a primeira cidade do País a vacinar seus adolescentes.

Com a antecipação do cronograma em 51 dias, a intenção é vacinar adolescentes de 12 a 17 anos já a partir de setembro. "Essa é a rinha boa", afirmou o prefeito, fazendo referência a uma brincadeira que surgiu nas redes sociais sobre a "rinha de vacinas", em que prefeitos e governadores duelam para ver quem vacina mais rápido sua população.

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Não é a primeira vez que Lázaro Barbosa de Sousa, já conhecido como "serial killer", mantém a polícia no seu encalço por dias. O homem que hoje é procurado por agentes de segurança no interior de Goiás também escapou de cercos após ser acusado de homicídio em 2008 no povoado de Melancia, no município baiano de Barra do Mendes, a 540 km de Salvador.

Segundo o secretário da Agricultura de Barra do Mendes, Roberto Willian Alves Gabrielli, naquela época Lázaro conseguiu despistar a polícia durante 15 dias sem sair da região. E só foi preso porque se entregou - para fugir da cadeia dez dias depois. "Ele matou um morador das 5 para as 6 da manhã, depois foi atrás do outro. Bateu na porta, chamou, e quando o morador abriu, atirou nele." Gabrielli continua, lembrando que Lázaro deixou o local do crime calmamente e se embrenhou no mato. "Ficou 15 dias escondido, na copa das árvores. Ele mesmo contou que a polícia passava por baixo e não o via. Ele é mateiro, conhece a região, sabe como se camuflar no mato."

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Enquanto era procurado, ele invadiu a fazenda de um produtor rural e furtou uma espingarda, conta Gabrielli. "Quando resolveu se entregar, voltou à fazenda do 'seu' Alberique e devolveu a espingarda. Estava com o pé inchado, pediu comida, suco, café e depois pediu ao fazendeiro que o levasse até a delegacia, pois queria se entregar", disse. "Ficou preso uns dez dias, depois fugiu."

Morador de Barra do Mendes, Gabrielli conta que as mortes, lá, ocorreram após uma tentativa de estupro. "O vizinho, José Benício de Oliveira, foi ver o que acontecia e ele deu um tiro de espingarda no seu peito", lembrou. Pedro, o irmão do sitiante morto, conta que estava em uma roça quando ouviu o tiro e foi verificar, encontrando-o caído em uma poça de sangue. Em seguida, Lázaro teria recarregado a arma e ido à casa de Manoel Desidério, outro morador do bairro, que matou com um tiro de espingarda.

O povoado rural de Melancia, a 8 quilômetros da área urbana de Barra do Mendes, tem algumas dezenas de casas e os moradores estão assustados. O receio é de que o fugitivo resolva se esconder por ali. "A família dele tem algumas terras aqui e parece que ele andou falando de voltar", disse Pedro.

Na vila, os moradores não escondem o medo. Romilson "Melancia", dono de uma funilaria, disse que não é momento de falar do passado das pessoas. "Na época dos fatos, eu não estava por aqui e acho melhor não falar nada." O servente escolar Carlos Mendes pensa igual. "Ele foi embora da vila faz muito tempo e estamos em paz aqui."

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Após ser ameaçado pelo morador de um condomínio por gritar para anunciar sua sopa, o vendedor Izael Menezes foi acolhido pelos demais moradores do mesmo residencial localizado em Acupe de Brotas, em Salvador, na Bahia. No vídeo, ele recebe aplausos de pessoas nas janelas e uma fila de clientes se forma para comprar as quentinhas. 

"Eu estava vendendo minha sopa como de costume. Eu grito para que as pessoas saibam que estou ali", explicou o comerciante ao Correio24horas.

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Sem emprego e com a situação delicada da pandemia, ele começou a vender sopa para sustentar a esposa e as três filhas. Enquanto esperava os clientes, um morador se incomodou com os gritos e o respondeu com ameaças e ordens para que saísse da frente do condomínio.

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"Esse morador ficou incomodado. Ele já falava há algum tempo, eu achava que era brincadeira, mas dessa vez, ele gritou que ia descer, que ia fazer e acontecer. Eu tive medo. Nessa quarentena está ficando todo mundo doido, e a gente não tá na cabeça de ninguém, então eu peguei minha caixa e decidi ir pra casa e até parar de vender. Porque se eu não consigo vender, não consigo repor o material", contou o vendedor que, em lágrimas, recolheu o isopor com quentinhas de 500 ml e deixou o local.

A moradora Laís Brito acompanhou toda movimentação e se comoveu ao ver o trabalhador aos prantos. "A pessoa gritou de um jeito que não dava para saber de onde vinha, mas a pessoa disse que ele se tocasse, que estava incomodando, e que se ele não parasse de gritar que iria descer e pegar ele e que ele sumisse dali. E aquilo me partiu o coração. Ele pegou a caixinha dele e saiu", contou.

Ela foi ao grupo de WhatsApp dos moradores e expôs o caso com a ideia de criar um novo grupo para ajudar o comerciante. Já com o Pix de Izael, eles enviaram doações e estimularam que o vendedor continue anunciando sua sopa no local.

O Brasil registrou a aplicação de 2.220.845 doses de vacinas contra a Covid-19 nesta quinta-feira (17), segundo dados reunidos e divulgados pelo consórcio de veículos de imprensa. Essa é a maior marca diária de imunização desde o início da campanha em janeiro.

No total, 2.088.159 de pessoas receberam a primeira dose e 132.686 receberam o reforço da vacina, necessária para completar a imunização.

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Com isso, a quantidade de pessoas vacinadas com a primeira dose contra a covid-19 chegou a 60.381.020. O número representa 28,51% da população brasileira.

Já levando em consideração as pessoas que receberam as duas doses, a quantidade é de 24.085.577, ou 11,37% dos habitantes.

O Mato Grosso do Sul é o Estado onde a aplicação da primeira dose está mais avançada, em números proporcionais. Lá, 36,59% da população recebeu a vacina. Já nos dados relativos à segunda dose, a vacinação está mais avançada no Rio Grande do Sul, onde 14,45% da população recebeu a imunização completa.

O Brasil registrou 2.335 novos óbitos por covid-19 nas últimas 24 horas e, com isso, ultrapassou a marca de 495 mil perdas desde o início da pandemia, segundo dados reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa nesta quinta-feira, 17. O balanço também aponta que as médias móveis de óbitos e novos casos completaram uma semana só de aumentos.

De acordo com o levantamento, o País totaliza 496.172 mortes por coronavírus. Já a média móvel, que corrige distorções entre dias úteis e fim de semana, subiu pelo sétimo dia consecutivo e está em 2.005 - uma alta de 19%, em comparação a 14 dias atrás, a maior proporção desde o dia 7 de abril.

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Nas últimas 24 horas, o Brasil também notificou 74.327 novos casos da doença, o que eleva o total acumulado para 17.704.041. Para esse indicador, a média móvel é de 69.840, ou 9% maior do que há duas semanas.

Segundo especialistas, o ritmo insuficiente da vacinação, aliado ao relaxamento precoce das medidas de distanciamento social, contribuem para o País ter uma nova alta de infectados. O avanço da pandemia tem feito, ainda, alguns governos locais adotarem medidas mais rígidas de restrição. Araraquara, por exemplo, voltou a decretar lockdown.

Os dados diários do Brasil são do consórcio de veículos de imprensa formado por Estadão, G1, O Globo, Extra, Folha e UOL em parceria com 27 secretarias estaduais de Saúde, em balanço divulgado às 20h. O balanço é resultado da parceria entre os seis meios de comunicação que passaram a trabalhar, desde 8 de junho do ano passado, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 Estados e no Distrito Federal.

A iniciativa inédita é uma resposta à decisão do governo Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia, mas foi mantida após os registros governamentais continuarem a ser divulgados. Nesta quinta, o Ministério da Saúde informa que 17.077.483 pessoas se curaram da doença é há 1.129.143 em recuperação.

O Brasil registrou hoje 2.311 óbitos causados pela covid-19, de acordo com dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) divulgados nesta quinta-feira, 17.

Com os registros, 496.004 vidas foram perdidas para a doença. O levantamento do Conass, que compila dados de secretarias de Saúde dos 26 Estados e do Distrito Federal, apontou ainda 74.042 novos casos de covid-19 em 24 horas, com um total de 17.702.630 registros desde o início da pandemia.

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 Nesta quinta-feira (17), policiais da 14ª DP (Leblon) prenderam Igor Martins Pinheiro, de 22 anos, por suspeita de furtar uma bicicleta elétrica em frente ao no bairro do Leblon, na Zona Sul do Rio, no último sábado (12). Presentes no local do crime, Mariana Spinelli e Tomás Oliveira abordaram um rapaz negro, Matheus Nunes Ribeiro, também de 22 anos, perguntando se ele havia praticado o crime. Os dois prestaram depoimento na última quarta (16) e responderão por calúnia.

Conhecido como “lorão”, Igor Martins é morador do Botafogo, bairro nobre do Rio, e já possui 28 passagens pela polícia. Ele foi preso depois de ter sido reconhecido por um segurança do Shopping Leblon, que foi ouvido pelos policiais. O suspeito já foi preso sete vezes, inclusive por furtos de outras bicicletas, praticados em 2018.

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Depois da ampla repercussão do caso, Mariana Spinelli foi demitida do Espaço Vibre, escola de dança, localizada em Ipanema, em que trabalhava como professora. “Estamos consternados com o que tomamos conhecimento e tratando o assunto com toda gravidade que ele merece. Racismo é crime e não vamos compactuar com isso. A professora envolvida no ato foi demitida e já não faz mais parte do nosso quadro de funcionários”, diz nota da instituição.

Apesar disso, em entrevista ao portal G1, a delegada Natacha Oliveira, informou que Mariana Spinelli e Tomás Oliveira não responderão por racismo. “Em nenhum momento, tanto diante da narrativa do Matheus, como diante da narrativa dos investigados, veio aos autos qualquer menção por parte destes no sentido de terem realizado alguma ofensa expressa de caráter racial. Razão pela qual, com base também na análise dos elementos objetivos do fato, da análise do caso concreto, não houve instauração de procedimento para apurar o crime de injúria racial, e sim o crime de calúnia”, colocou.

Uma em cada quatro crianças e adolescentes ouvidos em estudo da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) apresentaram ansiedade e depressão durante a pandemia com níveis clínicos - ou seja, com necessidade de intervenção de especialistas. Os dados foram apresentados à Comissão Externa de Enfrentamento à Covid-19 da Câmara dos Deputados, nesta quinta-feira (17), pelo coordenador da pesquisa, o psiquiatra de crianças e adolescentes Guilherme Polanczyk.

A pesquisa monitorou a saúde mental de 7 mil crianças e adolescentes de todo o País desde junho do ano passado. Polanczyk salientou que a pandemia é uma situação de estresse que pode levar ao desenvolvimento ou ao agravamento de transtornos mentais em indivíduos suscetíveis. Os efeitos piores são esperados em crianças mais vulneráveis.

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O deputado Dr. Zacharias Calil (DEM-GO) pediu a realização do debate para discutir a chamada "síndrome da gaiola" – medo de ir à escola e sair de casa agravado pela pandemia -, mas no decorrer da audiência a discussão foi ampliada. O nome da síndrome é uma analogia ao comportamento de aves que crescem em cativeiro e, quando a gaiola é aberta e elas têm a oportunidade de voar, continuam lá dentro.

Suicídio entre adolescentes

Guilherme Polanczyk expôs também dados mais gerais, não relacionados especificamente com a pandemia. Segundo ele, uma em cada seis crianças e adolescentes no mundo são afetadas por algum transtorno mental. No Brasil, dos 69 milhões de pessoas com 0 a 19 anos, há registro de 10,3 milhões de casos de transtornos. Conforme o psiquiatra, a saúde mental de crianças e adolescentes é altamente negligenciada. "Os casos são silenciosos, e uma parcela ínfima dos casos estão sendo acompanhados e têm acesso a serviços'', disse.

"Em todo o mundo a depressão é uma das principais causas de incapacidade entre adolescentes", apontou. "O suicídio é em alguns países a segunda, e em outros, a terceira principal causa de morte entre adolescentes de 15 a 19 anos", completou. De acordo com o médico, o número só aumenta, adquiriu contornos dramáticos e não recebe a atenção devida.

Para lidar com o problema, o médico defende a articulação entre escola, pais e serviços de saúde. Ele disse que devem existir serviços voltados para atender indivíduos dessa faixa etária - hoje escassos - e que deve ser implementado esse tipo de programa também nas escolas.

Além disso, uma relação familiar saudável ajuda a proteger contra o desenvolvimento desses transtornos. Ele observou que, entre adultos com transtornos mentais, 48,4% deles tiveram o início do transtorno até 18 anos. "Estamos falando do futuro da nossa nação", salientou.

Síndrome da gaiola

Presidente da Associação Brasileira de Medicina Psicossomática, Wilmer Bottura afirmou que a mídia, o governo e autoridades apresentam informações de forma confusa na pandemia, gerando mais medo ainda. "Neste momento ninguém está sem medo de sair de casa, as crianças, muitas delas, também, muitas vezes pela reação dos pais", disse. "Nós precisamos tranquilizar principalmente os pais, e aumentar a quantidade de diálogo na família", completou. Segundo ele, o medo é inevitável, mas pode ser de um tamanho que não paralise.

Já a especialista em Psiquiatria Infanto-Juvenil Gabriela Judith Crenzel enfatizou que o medo de sair de casa é real e concreto. "Nós, Brasil, só vacinamos 11,4% da população com as duas doses e 27,5% com a primeira dose, então ainda estamos muito longe de pensar na irracionalidade desse medo", avaliou. "Temos que trazer as crianças e adolescentes de volta para a escola, mas temos que encarar que o principal motivo da angústia é real", frisou.

A médica considera esperado o medo de crianças de sair depois de muito tempo em casa. Para ela, muitas enfrentam sentimentos ambivalentes - ansiedade de encontrar amigos e medo de infectar parentes, por exemplo. Essa ambivalência deve ser acolhida e compreendida e contornada conjuntamente pelos profissionais da saúde, da educação e das famílias.

Escolas públicas

Gabriela ressaltou ainda que muitas escolas públicas ainda não estão recebendo crianças e adolescentes, enquanto praticamente todas as escolas particulares retornam às atividades. "Vamos ter que ter um trabalho pró-ativo de ir atrás das crianças e adolescentes para eles voltarem para a escola", frisou.

Ela acredita que ainda não é possível dimensionar o tamanho da evasão escolar. E observou que essas crianças e adolescentes que não estão na escola estão em isolamento e que, ao deixar de ir para a escola, perdem espaço de socialização, de liberdade e de garantir sua nutrição.

Para a psiquiatra, a escola deve ser cada vez mais pensada como um lugar não apenas de transmissão de conteúdo, mas como um espaço de saúde mental e de pertencimento.

"Nós não temos mais condições de manter as escolas fechadas, porque além do fator emocional, tem o fator nutricional e a saúde mental das crianças", reiterou o deputado Dr. Zacharias Calil. Para ele, é essencial que todas as escolas reabram no segundo semestre.

Papel dos professores

A psicopedagoga Angela Soares destacou que, em geral, professores têm poucos recursos e conhecimentos para ajudar os alunos. "O momento também é de pandemia histórica, social e humana", frisou. Para ela, o medo de sair de casa pode não ser só da pandemia, mas também fruto de ansiedade por questões em casa e falta de estrutura nas escolas. Ela reiterou que a crise mental das crianças e adolescentes já vem de antes da pandemia. E acrescentou que se trata de uma geração que não sabe lidar com frustações.

Presidente da Associação Brasileira de Psicopedagogia - Seção Goiás, Maria do Carmo Abreu acredita que o afeto precisa ser incluído no âmbito da educação. Além disso, a noção de saúde deve incluir a saúde mental, inclusive para pessoas de baixa renda. Conforme ela, as pessoas foram arrancadas do seu modo de viver pela pandemia, trazendo alto grau de incerteza e angústia. Como possíveis saídas "desse território movediço", citou o diálogo; a escuta de sentimentos, valorizando-os; dar tempo e ter tolerância; ter espaço para a solitude; e buscar esclarecimentos sobre os temas.

Internet, luto e vulnerabilidade

A psicopedagoga Bianca Granado chamou atenção para o acesso das crianças a todos os tipos de informação pela internet, que precisam ser assunto de diálogo em casa. Além disso, ressaltou que as escolas devem ter olhar atento para os alunos e ter parceria com as famílias, alertando os pais para as questões dos filhos e ajudando as famílias.

Secretário de Desenvolvimento Social de Goiás, Wellington Matos salientou que outras questões importantes agora são o luto das crianças das adolescentes e a vulnerabilidade financeira das famílias. Ele também acredita que os problemas têm de ser tratados de forma coletiva e também individualmente.

*Da Agência Câmara de Notícias

 

 

A Prefeitura de Betim, região metropolitana de Belo Horizonte, informou nesta quinta-feira (17) que a Justiça suspendeu a vacinação de adolescentes de 12 a 14 anos na cidade. Em nota, o município informou que recorrerá da decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).

Betim iniciaria a vacinação dos adolescentes antes de terminar a de adultos. O governo local pretendia imunizar aproximadamente 19 mil estudantes. Os alunos da rede municipal de ensino dos 7º, 8º e 9º ano do ensino fundamental seriam os primeiros a receberem a vacina.

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Ao longo da semana, deveria ser aberto o cadastro para que as instituições de ensino públicas e privadas fizessem a adesão dos alunos.

A prefeitura anunciou a vacinação dos estudantes após receber 6.047 doses da vacina Pfizer, imunizante que tem a autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para ser aplicado em pessoas a partir de 12 anos de idade.

Segundo o prefeito de Betim, Vittorio Medioli, a ideia era evitar que as crianças perdessem o ano letivo por causa da Covid-19. A vacinação dos professores já foi iniciada no município.

“O município de Betim está recorrendo da liminar expedida pela Justiça do Estado nesta madrugada, que suspende a vacinação de adolescentes entre 12 e 14 anos. A decisão da Prefeitura de Betim em imunizar esse grupo está amparada pela Nota Técnica nº 717/2021, do Ministério da Saúde (MS), que permite o início da vacinação de grupos não previstos no Programa Nacional de Imunizações (PNI) de forma concomitante com os prioritários”, diz a prefeitura.

Na última segunda-feira (14), a prefeitura fez a reconvocação das pessoas com idade entre 40 e 49 anos com comorbidade - último grupo da categoria de prioritários. Ainda na segunda-feira, foi aberta a imunização para a população geral com 59 anos e de pessoas com deficiência permanente, acima de 18 anos, que não recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

Na quarta-feira (16), foi iniciada a vacinação de motoristas do transporte coletivo (ônibus e serviço de baixa capacidade) e escolar. E, nesta quinta-feira (18), teve início a imunização de trabalhadores da limpeza urbana, dos portuários e dos caminhoneiros, informa a prefeitura.

A Suprema Corte dos Estados Unidos se recusou, nesta quinta-feira (17), a revogar a emblemática lei de saúde do ex-presidente Barack Obama, o que permitirá que milhões de americanos continuem com cobertura médica.

A decisão da mais alta corte, tomada por maioria de sete de seus nove juízes, representa uma derrota para o ex-presidente Donald Trump, que tentou por todos os meios suprimir a lei, mais conhecida como Obamacare.

A resolução, a terceira que trata dessa lei, foi baseada em um argumento jurídico, segundo o qual o Texas (sul) e os demais estados republicanos que interpuseram o recurso não tinham fundamento para fazê-lo.

O recém-eleito presidente democrata, Joe Biden, classificou como "cruel" esta última tentativa dos republicanos de derrubarem uma lei que se mostrou especialmente útil durante a pandemia de Covid-19.

Em sua forma original, o Obamacare obrigava todos os americanos, mesmo aqueles com boa saúde, a adquirirem um seguro, sob risco de sanções financeiras, e exigia que as empresas admitissem qualquer clientes em potencial, independentemente de seu estado de saúde.

Essa reforma forneceu cobertura de saúde a 31 milhões de americanos que antes não a tinham, mas os republicanos sempre consideraram o seguro obrigatório um abuso do poder do governo.

A Suprema Corte confirmou a lei em 2012, determinando que as sanções econômicas poderiam ser consideradas impostos e justificavam a intervenção governamental.

Quando chegou à Casa Branca, Trump tentou revogar a lei no Congresso, mas sofreu uma derrota amarga.

Em 2017, porém, os congressistas republicanos conseguiram modificá-la, reduzindo para zero as multas por falta de seguro.

Vários estados republicanos então apresentaram novos recursos, argumentando que a lei não era mais válida.

Em dezembro de 2018, um juiz federal no Texas concordou, argumentando que, sem essa "pedra angular", toda lei seria inconstitucional.

E foi justamente essa sentença que a Suprema Corte anulou nesta quinta-feira.

"Não decidimos a questão da validade da lei, mas o Texas e os outros demandantes não são competentes para levantá-la", escreveu o juiz progressista Stephen Breyer em nome da maioria de seus colegas.

A empresária Juliane Ferraz, de 24 anos, foi acusada de furto após levar um vestido de sua casa para uma loja da Leader. O caso foi registrado na delegacia como calúnia, mas ela diz que a ação foi motivada por racismo.

O episódio ocorreu em 10 de junho no Rio de Janeiro-RJ. Juliane estava com um vestido da enteada na bolsa e foi a uma loja da Leader, no Norte Shopping, comprar outra roupa para a menina. O vestido que levava serviria para ela comparar o tamanho correto da roupa. 

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A empresária diz que olhou alguns modelos e saiu sem comprar nada. Alguns minutos depois, ela foi abordada aos gritos pelo supervisor da Leader e um segurança do shopping. O funcionário acusou a mulher de ter levado um vestido de R$ 25 sem pagar.

Juliane pediu para ver as imagens do circuito interno. Ela aparece olhando as araras de roupas, pegando o vestido na bolsa e comparando com outra peça. Em seguida, ela devolve a peça à arara e guarda o vestido que trouxe. 

O funcionário da loja pediu desculpas pelo ocorrido. "Nesse momento, o shopping inteiro já tinha parado para olhar a situação. O shopping inteiro estava olhando para mim. Eu totalmente constrangida, sem graça. Falei que não aceitava as desculpas dele. Nunca vou esquecer a humilhação", ela disse em publicação nas redes sociais.

A Leader se manifestou por nota. A loja reforçou o pedido de desculpas e disse que o responsável foi afastado. "Apresentaremos cada detalhe aos nossos times, cada erro, e reiteraremos o respeito ao ser humano, como já explícita nosso Código de Ética", declara a empresa. A Polícia Civil informou que os envolvidos foram ouvidos e o caso, encaminhado para o Juizado Especial Criminal (Jecrim).

"A gente que é preto já está acostumado com essas desconfianças que as pessoas desenvolvem na gente", diz Juliane no vídeo. "Não existe 'mimimi', existe uma dor , existe uma perseguição, uma coisa que não acaba, não passa e machuca.”

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A Ouvidoria das Polícias colheu depoimentos dos familiares de dois jovens negros assassinados pela Polícia Militar de São Paulo, no último dia 9, em Santo Amaro, zona sul da capital paulista. Segundo os relatos e provas colhidas, uma das vítimas, Felipe Barbosa da Silva, de 23 anos, ligou para a esposa minutos antes e compartilhou a localização em tempo real, ciente de que seria alvejado pelos agentes.

“Moiô, moiô, eles vão matar a gente”, escreveu o homem. “Moiô” é uma gíria para “molhou”, que significa que a situação deu errado. As informações são de Leonardo Martins, do UOL. Ainda segundo a reportagem, Silva finalizou a chamada dizendo que amava sua filha, de apenas um ano de idade. A ligação foi feita às 19h20 do dia 9 de junho e durou 50 segundos.

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Antes de desligar, ainda pediu que ela avisasse a família de Vinícius Alves Procópio, segunda vítima, de 19 anos. Os policiais dizem que perseguiram o veículo pelas ruas do bairro após eles terem cometido um roubo e fugido. Foi dentro do carro que as mortes aconteceram. As imagens do momento do assassinato viralizaram nas redes sociais no último domingo (13). Elas mostram os dois policiais atirando ininterruptamente contra Felipe e Vinícius.

A perícia apontou que ambos os corpos tinham mais de 20 perfurações por tiros. Eles não tinham antecedentes criminais. Segundo a esposa, Felipe trabalhava como entregador de aplicativos e não possuía arma de fogo. Ela disse ainda ter sido ameaçada pelos PMs presentes para deixar o local dos tiros.

Familiares de Vinícius, que era monitor de perua escolar, falaram à Ouvidoria que, ao chegarem ao local das mortes, não viram nenhuma ambulância para socorrer os dois jovens. Havia apenas um veículo do Corpo de Bombeiros que prestava socorro a uma pessoa que estava em um carro com o qual o veículo dos dois jovens colidiu, segundo a família. Eles disseram que os corpos foram retirados dos veículos “como se nada fossem e atirados no meio-fio da via”.

Os policiais acusaram os jovens de terem participado de um assalto e tentado fugir pelas ruas do bairro, quando bateram em um carro e, em seguida, em um poste. Segundo relato dos PMs, ao serem abordados, um dos jovens teria tentado disparar uma arma de fogo contra os policiais, que afirmam ter revidado com dezenas de tiros. Segundo as investigações, já foi concluído que os homens não efetuaram disparos e está sendo avaliada a existência de fraude processual, pois as armas podem ter sido plantadas.

Os três PMs que participaram da ação - os dois que dispararam e um terceiro que dirigia o veículo policial - foram presos preventivamente pela Justiça Militar. No boletim de ocorrência, consta que foi encontrado um cartucho da munição 380 milímetros na roupa de Felipe. O registro também afirma que a perícia encontrou, no porta-luvas do carro, um título de eleitor e um cartão bancário no nome de uma mulher.

Sem conclusão da investigação, a delegada responsável pelo caso afirmou no boletim de ocorrência que “não se verifica aparente ilegalidade na conduta dos PMs”. Ela também cita, em defesa aos agentes, o “excludente de ilicitude”, dizendo que os PMs reagiram para “para salvar suas próprias vidas” e “usaram moderadamente dos meios necessários”.

O caso é investigado pelo Departamento de Homicídios da Polícia Civil e pela Corregedoria da Polícia Militar.

Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2020, mais recente levantamento feito pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, com dados do ano de 2019, 74,4% das vítimas de homicídio no Brasil eram pessoas negras. Entre as pessoas mortas por policiais, o índice de negros é ainda maior: 79,1%. Não há dados oficiais nacionais sobre homicídios ou sobre mortes provocadas por policiais.

Um paciente diagnosticado com a variante peruana da Covid-19, a C37, morreu em Porto Alegre. Jairo Dias Piazer Junior, de 23 anos, estava internado na capital gaúcha desde o dia 21 de maio. Este era o primeiro caso da variante no Estado. O caminhoneiro era natural de Itaqui, cidade da fronteira oeste, e retornava de uma viagem a São Paulo.

Já no caminho de volta para a cidade, começou a sentir os sintomas da doença, tendo seu quadro agravado no dia 21, quando foi internado no Hospital São Patrício, em Itaqui. Em 23 de maio, Jairo foi transferido de avião para o Hospital de Clínicas de Porto Alegre, onde veio a óbito na manhã desta quinta-feira, 17.

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A assessoria da Prefeitura de Itaqui informou, em nota, que todos os contatos feitos por Jairo já estão sendo investigados, bem como outras informações a respeito da variante C37. Já o Hospital de Clínicas ressaltou, também em nota, que na data de hoje o paciente já era considerado não contaminante, ou seja, já não transmitia mais o vírus.

Butantan detecta variantes

Em mapeamento inédito, o Instituto Butantan identificou 19 variantes do coronavírus no Estado de São Paulo. Segundo os dados do estudo, a cepa predominante é a Gama (P.1), identificada originalmente em Manaus. Conforme esse levantamento, a variante peruana também já foi registrada na região da Baixada Santista.

O índice de desmatamento verificado em unidades de conservação federal aumentou 312% em maio deste ano em relação ao mesmo período do ano passado. As florestas protegidas, que são fiscalizadas pelo Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio), registraram 11.296 hectares de desmatamento, número bem superior ao de maio de 2020, quando 2.741 hectares de florestas foram perdidos.

O Estadão teve acesso a informações atualizadas do Sistema de Detecção do Desmatamento na Amazônia Legal em Tempo Real (Deter), ferramenta do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) que fiscaliza ações de desmatamento. Os números se referem à devastação registrada especificamente em unidades de conservação.

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O desmatamento acumulado também aponta que o País caminha para um novo recorde. As medições oficiais são feitas de agosto de um ano até julho do ano seguinte. Entre agosto de 2020 e maio de 2021, essas unidades somaram 33.820 hectares de mata devastada. É um volume 40% superior ao período entre agosto de 2019 e maio de 2020, de 24.165 hectares.

Esses aumentos revelam o avanço dos crimes sobre as unidades de conservação, que são as áreas da floresta que ainda abrigam a maior parte das madeiras nobres. A mesma situação ocorre nas terras indígenas.

Na semana passada, o governo autorizou uma nova operação militar na Amazônia liderada pelo vice-presidente Hamilton Mourão. As ações vão se concentrar em locais com os mais altos índices de queimadas e desmatamento. Nessa lista estão 11 municípios prioritários. No Pará, ela inclui São Félix do Xingu, Altamira, Novo Progresso, Pacajá, Portel, Itaituba e Rurópolis. No Amazonas, Apuí e Lábrea. No Mato Grosso, a região de Colniza. Em Rondônia, Porto Velho.

Sem servidores

As unidades de conservação correspondem a cerca de 18% da área continental e mais de 26% da zona costeira e marinha. No Brasil, existem 334 unidades de conservação federais. O ICMBio teve seu orçamento muito reduzido pelo governo Bolsonaro. Em 2014, ele contava com 1.851 servidores efetivos. Em 2019, eram 1.589. No mesmo período, o número de prestadores de serviços, terceirizados, caiu de 2.332 para 1.659. Atualmente, há mais de 1.300 cargos vagos. A tendência é de piora, pelas aposentadorias e a não autorização de concursos públicos. Procurados, o Ministério do Meio Ambiente e o ICMBio não se manifestaram sobre os números até as 19 horas de ontem.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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