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O primeiro ano da gestão do governador João Doria (PSDB) terminou com aumento no número de pessoas mortas durante ações policiais. Foram 867 mortes cometidas por agentes, alta de 1,8% na comparação com os 851 casos do ano anterior. O número leva em consideração mortes em operações, por exemplo, mas também quando o policial de folga age para impedir um crime.

O Estado havia conseguido reduzir a letalidade policial em 2018 após um ano recorde em 2017, quando 940 pessoas foram mortas, quantidade que configurou o recorde da série histórica. A alta de 2019 ocorre em meio a um discurso fomentado pelo governador de "mandar bandido para o cemitério".

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Em setembro do ano passado, ao comentar dados de criminalidade, Doria disse que a redução da letalidade policial não era obrigatoriedade. Ontem, o coronel Camilo disse que a alta não é desejada, mas decorre da distribuição dos policiais nas manchas criminais, o que leva a uma resposta rápida contra o crime. "Normalmente, o marginal se entrega, fizemos 214 mil prisões no ano passado. Mas em 0,3% dos casos ele não se entrega e o confronto pode terminar em morte", disse.

Em abril do ano passado, uma ação das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), da Polícia Militar, terminou com 11 suspeitos mortos em Guararema, na Grande São Paulo. Em dezembro, nove jovens que participavam de um baile funk morreram em Paraisópolis, na capital, após uma operação da polícia. O dado, no entanto, não é computado como letalidade policial, pois um inquérito ainda apura a responsabilidade dos agentes no caso. 

A China elevou para 13 o número de cidades com medidas de quarentena para evitar a proliferação do surto de coronavírus. Assim, aumentou para 40 milhões a quantidade de pessoas afetadas pelo isolamento. A principal delas é Wuhan, onde os primeiros casos da doença foram reportados em dezembro.

Nessas cidades, as redes de transporte - como aviões, ônibus e trens - foram suspensas e há restrição de acesso a locais públicos - o que tem revoltado moradores. Para autoridades, o risco de contaminações nos próximos dias é maior por causa do feriado do ano-novo lunar, que começou ontem, quando milhares de chineses viajam para visitar parentes ou se divertir.

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Por medo de novas infecções, várias cidades, entre elas Pequim, cancelaram festividades e a prefeitura de Xangai disse que a Disneylândia da cidade será fechada a partir de hoje. Importantes pontos turísticos, como trechos da Grande Muralha e a Cidade Proibida, um palácio imperial, também foram fechados por tempo indeterminado.

Outra medida do governo para barrar o avanço das infecções é a construção de um hospital modelo pré-fabricado para pacientes da doença na cidade de Wuhan. Operários, além de dezenas de escavadeiras e caminhões, trabalham ininterruptamente para concluir a obra até 3 de fevereiro. Esse modelo foi criado durante o surto de síndrome respiratória aguda (Sars), entre 2002 e 2003. Em vários locais do país, moradores já se queixam da falta de equipamentos de proteção, como máscaras.

Pesquisas iniciais mostraram que cobras podem ser a origem da transmissão do vírus, mas autoridades de saúde chinesas dizem acreditar que morcegos e texugos são outras possíveis causas para explicar a disseminação da doença. 

As 2.906 pessoas assassinadas em São Paulo em 2019 representam a menor quantidade de vítimas de homicídio registrada no Estado desde 2001, quando os dados começaram ser coletados de forma uniformizada. A taxa de 6,5 vítimas por 100 mil habitantes mantém as cidades paulistas como as menos violentas do País. Os dados divulgados ontem pela Secretaria da Segurança Pública mostram também queda nos roubos e latrocínios. Destoam da redução os números de feminicídio (alta de 34%), de estupro (3,5%) e de letalidade policial (alta de 1,8%).

A queda no número de homicídios repete a tendência de redução notada no Estado desde 2001, quando foram registrados 13.133 assassinatos. De lá para cá, os registros só não caíram em dois anos (2009 e 2012), períodos marcados por confrontos com o Primeiro Comando da Capital (PCC). A redução de 2019 em relação a 2018 foi de 200 vítimas e, no ano passado, os casos continuaram concentrados na capital (23%) e em cidades da Grande São Paulo (20%), onde também há concentração de população.

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Para a secretaria, o que explica a queda consecutiva é um trabalho de inteligência associado à tecnologia. "Colocamos a polícia onde há maior probabilidade de o crime acontecer, as manchas criminais - hot spots, como são chamadas. Essa distribuição do efetivo gera pronta resposta com efeitos sobre a redução da criminalidade", diz o coronel Álvaro Camilo, secretário executivo da Polícia Militar.

A retirada de armas de fogo de circulação - foram apreendidas 12,8 mil em 2019 - e o combate ao crime organizado são fatores-chave para entender a redução, diz Camilo. O homicídio frequentemente tem relação com a disputa pelo mercado ilegal de drogas, explica o oficial.

Mulheres

Uma parte das mortes que atende a uma dinâmica distinta são os feminicídios, que de forma mais recorrente acontece dentro da casa da vítima e é cometido por pessoas do seu convívio. No Estado, foram 182 feminicídios no ano passado, alta de 34% em relação aos 136 casos registrados no ano anterior.

A classificação de homicídio ocorre quando o assassinato é cometido, por exemplo, em contexto de violência doméstica ou discriminação à condição de mulher. Essa classificação foi aplicada em 41% dos 444 casos de mortes de mulheres no ano passado.

A diretora executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Samira Bueno, pondera que, em parte, a alta nos feminicídios decorre da melhor classificação do crime por parte da polícia. Mas ela ressalta que as mortes de mulheres não têm acompanhado o ritmo de queda dos homicídios totais, o que pode indicar uma situação de agravamento da violência contra elas. Nos últimos quatro anos, conta Samira, os homicídios totais caíram 21% e os homicídios de mulheres, 6%.

A preocupação com o aumento da violência contra a mulher se dá pela observação de outros indicadores, como o estupro, que teve alta, e das agressões. "A política pública em geral e a política de segurança está falhando em preservar a vida da mulher e mantê-la em segurança. Atuar contra isso é hoje o maior desafio de São Paulo", diz Samira.

Ela diz que, para reverter o cenário, é necessária a participação de diferentes atores, como governo e prefeituras, com ação em frentes como assistência social, saúde e também na segurança. Para explicar o dado, Camilo diz que está havendo melhor classificação dos casos, mas ressalta a preocupação em relação aos dados. "Estamos melhorando o treinamento e atuando com mais delegacias especializadas."

O concurso 2.228 da Mega-Sena deverá pagar neste sábado (25) R$ 40 milhões a quem acertar os seis números. O sorteio será feito a partir das 20h, no Espaço Loterias Caixa, em São Paulo.

As apostas podem ser feitas até às 19h (horário de Brasília) de hoje em qualquer casa lotérica credenciada pela Caixa em todo o país e também pela internet. A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 4,50.

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Quanto mais números o apostador marcar, maior será o preço da aposta e maiores as chances de faturar o prêmio.

As informações são da Caixa Econômica Federal.

Um ano depois do rompimento de barragem da mineradora Vale em Brumadinho (MG), a cidade registra um aumento de 400% na demanda por atendimento em saúde mental no sistema público de saúde, segundo dados da prefeitura. A tragédia, ocorrida em 25 de janeiro de 2019, deixou 270 pessoas mortas e uma cidade inteira abalada.

Há pouco mais de quatro anos, Mariana, também em Minas Gerais, viveu outra tragédia ambiental de grandes proporções, quando a barragem da Samarco, empresa controlada pela Vale e pela BHP Billiton, se rompeu e matou 19 pessoas. A reportagem esteve em Brumadinho e em Mariana para mostrar como está a vida das pessoas afetadas pelo rompimento das barragens da mineração.

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Em Brumadinho, os bombeiros continuam as buscas pelos últimos 11 corpos ainda não encontrados. Esta é a maior operação de resgate já realizada na história do Brasil. Nos números oficiais, são 270 mortes. Mas as famílias atingidas contam também os dois bebês de duas mulheres grávidas que morreram na tragédia, e divulgam o número de 272 mortes.

Eliane Melo estava grávida de cinco meses. Ela trabalhava em uma empresa terceirizada que presta serviços para a Vale. Josiane Melo, uma das irmãs de Eliane, também é engenheira civil e funcionária da mineradora. Emocionada, ela fala da irmã: “Ela morreu trabalhando. No vídeo do rompimento, quando passa a barragem rompendo, tem um carro tentando fugir da lama, ela estava naquele carro. Então, a gente acredita que ela viu tudo. Essa imagem não sai da nossa mente.”

Natália de Oliveira também perdeu a irmã, Lecilda de Oliveira. Até hoje, vive a angústia de não encontrar o corpo da irmã e não poder encerrar um ciclo com o sepultamento. “Todas essas joias encontradas no decorrer do tempo, por um instante, eu pensei que poderia ser ela. Então, a gente vive essa expectativa no dia a dia”, diz Natália. “Joias” é como as famílias se referem aos restos mortais das pessoas que morreram naquele 25 de janeiro. Para sobreviver, Natália conta que está fazendo tratamento com psiquiatra e com psicólogo. “Agora pra dormir a gente tem que tomar remédio, pra gente acordar e pra gente viver.”

A Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz), a pedido do Ministério da Saúde, vai monitorar as alterações nas condições de saúde dessa população a curto, médio e longo prazo. “A hipótese principal é que essa população vive o que a gente chama de estresse pós-traumático”, afirma o pesquisador da Fiocruz Sérgio Viana. De acordo com ele, existe uma alteração no perfil imunológico, na qualidade de vida e na saúde mental dessas pessoas.

Em Mariana, pouco mais de quatro anos depois do rompimento da barragem da Samarco, a população continua abalada e vive em situação provisória. “A gente vive uma vida imposta. A gente não consegue planejar. Porque esse processo vai adoecendo as pessoas. Eu, depois do rompimento, fiquei diabético, tomo três comprimidos de depressão e pressão alta”, conta o lavrador Marino D’Ângelo Junior. “Já estamos há quatro anos sem saber quando a gente vai retomar nossa vida de volta.” 

A saúde mental dos atingidos pela barragem do Fundão, em Mariana, foi tema de uma pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais. Segundo a psiquiatra Mayla Castro, que coordenou a pesquisa, 30% dos entrevistados estavam com depressão, um percentual cinco vezes maior que a média no país. “Até 82% dos adolescentes apresentavam algum sintoma de estresse pós-traumático, sendo que o principal sintoma encontrado era uma revivescência do momento da tragédia, então assim, eles tinham flashbacks de memória do que tinha acontecido ainda naquele dia, isso de fato pode se tornar muito incapacitante pra qualidade de vida das pessoas”, explica a pesquisadora.

Três pessoas morreram e uma está desaparecida depois de um deslizamento de terra registrado nesta sexta-feira, 24, em Ibirité, em Minas Gerais, durante as fortes chuvas que atingem o Estado. As áreas mais castigadas são Belo Horizonte e a região metropolitana da capital, onde fica Ibirité.

Das três vítimas confirmadas, duas são crianças. Uma delas tinha seis anos. O deslizamento ocorreu no bairro Vila Ideal. Segundo a Defesa Civil, a pessoa desaparecida pode estar soterrada. Há ainda 1.940 desalojados e 403 desabrigados em 16 cidades do Estado.

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No município de Rio Piracicaba, na região central de MG, 40 detentas estão sendo retiradas do presídio por causa da elevação do rio e transferidas para Ponte Nova, na Zona da Mata.

Desde a manhã de quinta, 23, chove muito em Belo Horizonte e Grande BH. Encostas desabaram e os rios tiveram aumento de nível. A capital registrou inundações em vias que margeiam ribeirões e a no entorno da Lagoa da Pampulha. Até o momento, não há registro de vítimas na cidade.

Informes enviados à população da cidade por mensagens de SMS mostravam a possibilidade de chuvas na capital em volume entre 130 milímetros e 150 milímetros entre 8 horas desta sexta e o mesmo horário de sábado, 25. A média para o mês de janeiro é de 274 milímetros.

No Espírito Santo, chuva já provocou sete mortes

No Espírito Santo, estado castigado pelas tempestades na semana passada, a Defesa Civil contabilizou sete mortes, sendo quatro em Iconha, município de 13 mil habitantes na região sul capixaba. A cidade parou. "Está tudo destruído", diz o taxista Natanael Belmock Novatti, de 29 anos, morador da cidade.

Em Iconha, no Espírito Santo, pontes foram destruídas e o calçamento das ruas arrancado. "Comerciantes aqui estão dizendo que não vão voltar a funcionar, de tanto prejuízo", afirma o taxista. "A prefeitura está tentando arrumar, mas é muita destruição. Trafegar de carro é praticamente impossível. Corrida aqui hoje é uma na vida outra na morte", diz o motorista, que é casado e tem um filho de um ano e meio.

Além das quatro mortes em Iconha, o Espírito Santo registra outros três óbitos pelas chuvas no município de Alfredo Chaves, também no sul do Espírito Santo. Todas as mortes ocorreram na semana passada. O Estado contabiliza 3.231 desalojados, sendo o maior contingente, 1.107, em Alfredo Chaves, que tem cerca de 15 mil habitantes. A previsão é de mais chuvas neste sábado tanto para Minas Gerais quanto para o Espírito Santo.

A Advocacia-Geral da União (AGU) fechou um acordo extrajudicial com a Vale para garantir o ressarcimento de R$ 13,8 milhões aos cofres públicos. O valor é referente aos gastos que a União teve durante o rompimento de barragem em Brumadinho, em Minas Gerais, que completa um ano no sábado, 25.

A quantia envolve o total de despesas que nove órgãos (ministérios do Desenvolvimento Regional; da Justiça e Segurança Pública; da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; de Minas e Energia; da Defesa; da Saúde; da Cidadania; Comando do Exército; e Secretaria de Governo) e quatro autarquias (ICMBio, Ibama, ANA e ANM) tiveram em decorrência do desastre que matou 270 pessoas.

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De acordo com a AGU, são custos extraordinários que não teriam existido se não fosse o rompimento da barragem da mina Córrego do Feijão, administrada pela Vale. Entre elas estão despesas com combustíveis de carros e aeronaves, com materiais de resgate de pessoas e bens, com materiais para análise de metais e com diárias de servidores mobilizados para o local da tragédia.

Os R$ 13,8 milhões foram pagos integralmente na última sexta-feira, 17. O acordo evitou o desgaste e custos de uma ação judicial, mas não significa uma quitação geral. A AGU afirma que caso sejam verificado mais gastos extraordinários, fará novas cobranças. Também não estão na conta os benefícios que o INSS paga a familiares das vítimas, que serão cobrados pela AGU em uma futura ação judicial.

Um novo contingente da Força Nacional de Segurança Pública vai ser deslocado para o Ceará, para atuar por 180 dias auxiliando a Superintendência da Polícia Federal (PF) em ações de combate ao crime organizado.

O apoio de parte da tropa federativa, formada por policiais militares, civis, bombeiros e peritos cedidos pelos estados e pelo Distrito Federal, foi solicitado pela PF. Assinada pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, a Portaria nº 44, publicada no Diário Oficial da União de ontem (22), não prevê a atuação dos agentes no policiamento ostensivo, ma, sim, no auxílio às ações de polícia Judiciária na investigação de crimes.

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Por razões de segurança, a Secretaria Nacional de Segurança Pública, à qual a força está subordinada, não divulga o número de agentes mobilizados em diversas ações. O prazo de atuação do efetivo poderá ser prorrogado a pedido da PF, que deverá prestar o apoio logístico necessário à atuação dos agentes da Força Nacional.

Em janeiro de 2019, 300 agentes da Força Nacional de Segurança Pública foram deslocados para o Ceará a pedido do governo estadual. Na época, o estado enfrentava uma onda de ataques criminosos contra delegacias, agências bancárias e construções como viadutos e torres de telefonia da Grande Fortaleza e de cidades do interior.

Um plano para o monitoramento e resposta para casos suspeitos de coronavírus no Estado de São Paulo foi anunciado nesta sexta-feira, 24, pela Secretaria de Estado da Saúde. A mobilização vai englobar os principais hospitais de referência, como Instituto de Infectologia Emílio Ribas e Hospital das Clínicas, e profissionais estão sendo treinados para fazer a detecção e notificação de possíveis casos da doença, que já causou 25 mortes na China, mas ainda não teve casos registrados no Brasil.

"O Instituto Butantan foi integrado por sua expertise em inovação, pesquisa e desenvolvimento de imunizantes. Na área diagnóstica, o Instituto Adolfo Lutz dará todo suporte laboratorial para investigação de caso. O Grupo de Resgate (Grau) dará suporte no deslocamento e atendimento inicial e, além disso, o Instituto de Infectologia Emílio Ribas e o Hospital das Clínicas, unidades de alta complexidade, serão as referências na área assistencial", informa a pasta.

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O Plano de Risco e Resposta Rápida se baseia nas orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde para oferecer as informações aos profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS) no Estado.

Os profissionais estão sendo orientados a observar sintomas como febre, tosse e dificuldade para respirar associados ao histórico de viagem para áreas com circulação do vírus, como Wuhan, na China. Também devem adotar medidas como colocar máscara cirúrgica no paciente suspeito, que deve ser isolado, e fazer uso de equipamentos de proteção individual.

"Os casos suspeitos de infecção pelo coronavírus devem ser notificados pelo serviço de saúde que atender o paciente imediatamente, em até 24 horas", diz a secretaria.

Coronavírus

A maioria dos casos está na província de Hubei, onde fica a cidade de Wuhan, epicentro do surto. Os primeiros registros notificados, no final de dezembro, eram de trabalhadores e frequentadores de um mercado de peixes do município. A principal hipótese é de que a transmissão tenha começado por algum animal contaminado. Um estudo chinês sugere que a contaminação começou com cobras.

O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro João Otávio de Noronha, deferiu um pedido de tutela provisória para suspender a cobrança de uma multa de R$ 30 milhões aplicada pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) à da Petrobras por suposta operação nas plataformas de petróleo sem licença ambiental.

O ministro também determinou a retirada do nome da estatal dos registros do Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (Cadin) até que o tribunal julgue o mérito do recurso contra a multa. As informações foram divulgadas pela Assessoria de Imprensa da Corte.

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Segundo os autos do processo, a Petrobras foi multada na década de 1990 por supostamente operar plataformas de petróleo sem a devida licença ambiental. A estatal ingressou com ação anulatória, alegando que a situação foi corrigida após a edição de uma medida provisória e a assinatura de um termo de compromisso com o Ibama. A ação foi rejeitada, e o caso chegou ao STJ.

O recurso da empresa foi distribuído ao ministro Benedito Gonçalves na Primeira Turma. No último dia 14 de janeiro, após ter seu nome inscrito no Cadin pelo Ibama, a Petrobras entrou com o pedido de tutela provisória alegando que, caso não fosse deferida a medida, estaria impossibilitada de assinar novos contratos de concessão. No pedido de tutela, a estatal ofereceu um seguro-garantia no valor da multa com o acréscimo dos encargos da execução.

Após analisar o caso, Noronha concedeu a tutela provisória para "suspender a exigibilidade dos créditos discutidos no processo, até o trânsito em julgado da decisão que vier a ser proferida ou até enquanto estiver vigente a garantia ofertada". O ministrou determinou ainda que o Ibama exclua o nome da Petrobras dos registros do Cadin, no prazo de 24 horas, sob pena de multa diária de R$ 100 mil.

Ao proferir a decisão, o presidente do STJ pontuou que o risco na demora é manifesto nos autos, já que a Petrobras venceu recentemente leilões de campos de petróleo na Bacia de Campos e está prestes a assinar os respectivos contratos de concessão.

"Porém, se não tiver seu nome 'limpo' nos registros do Cadin, será obstada de fazê-lo, suportando, consequentemente, grande prejuízo, pois será privada da exploração de recursos naturais diretamente afetos a suas atividades fim", explicou o ministro.

Noronha ainda destacou "boa intenção" da estatal, que se dispôs a apresentar um seguro-garantia enquanto o mérito do recurso não é julgado pelo STJ. "A tese defendida para anular os autos de infração, embora não tenha sido acatada nas instâncias ordinárias, em princípio, é sustentável", argumentou o presidente do STJ ao justificar o deferimento da tutela provisória.

"Se dela se conhecerá ou se será acatada, obviamente, trata-se de fase distinta, afeta ao juízo do relator e da Turma julgadora, se for levada a julgamento. Por agora, considero-a suficientemente estruturada e sustentável para o deferimento da tutela provisória de urgência", concluiu Noronha.

A Polícia Federal (PF) em São Paulo desencadeou na manhã desta sexta-feira (24) a Operação Inspeção Inicial para fiscalizar instrutores de armamento e tiro credenciados pela corporação e investigar supostos desvios e fraudes na emissão de laudos usados para compra de armas.

Os instrutores são responsáveis por atestar a capacidade técnica das pessoas que solicitam registro e porte de arma para defesa pessoal junto à Polícia Federal. Os profissionais também emitem documentos para quem pretende obter o Certificado de Registro (CR) como atirador esportivo junto ao Exército.

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A ação realizada nesta manhã conta com a participação de 130 policiais federais que visitam 130 clubes de tiro em 72 cidades do Estado. Trata-se da maior fiscalização de instrutores de armamento e tiro já realizada em São Paulo, aponta a PF.

A "Inspeção Inicial" é realizada pela Delegacia de Controle de Armas e Produtos Químicos (DELEAQ) em conjunto com o Grupo de Armamento e Tiro (GAT).

De acordo com a Polícia Federal, a investigação teve início em fevereiro de 2019, após análise de dados inseridos no Sistema Nacional de Armas e de laudos apresentados nos pedidos de registro de armas.

A corporação encontrou indícios de formação de quadrilha e prática de falsidade ideológica na emissão dos documentos. Em alguns casos, os interessados em adquirir ou portar arma de fogo pagavam valores fora dos comuns no setor para obter os laudos, diz a PF.

Três meninas morreram na manhã desta sexta-feira (24) durante um incêndio em uma residência de dois andares no bairro Parque Mangueira, em Paraty, na Costa Verde do Rio de Janeiro.

Segundo comunicado da prefeitura de Paraty, a mãe das crianças, Dara Cristina de Almeida Santos, de 25 anos, não teve queimaduras, mas inalou muita fumaça e foi encaminhada para o Hospital Municipal Hugo Miranda, onde está em estado grave.

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“A prefeitura determinou que seja dado todo o suporte necessário à família e também acionou o delegado titular da 167ª Delegacia de Polícia, Marcelo Russo, para pedir a agilização da perícia médica para a liberação dos corpos. A prefeitura também vai solicitar à polícia prioridade absoluta para a apuração das causas do acidente”, diz o comunicado.

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A Estação de Tratamento de Guandu, na Baixada Fluminense, começou a ser submetida nesta quinta-feira (23) a uma etapa extra de filtragem de água, com a pulverização de carvão ativado no reservatório. O objetivo é reduzir a presença de geosmina - formada pela proliferação de algas, que deixa a água com cheiro e gosto de terra. Para Márcia Dezotti, especialista da Universidade Federal do Rio (UFRJ), o carvão deve melhorar momentaneamente a qualidade da água, mas é preciso investir em tratamento do esgoto.

Desde o início do ano, a população reclama que a água fornecida pela Companhia Estadual de Águas e Esgoto (Cedae), estatal que cuida do saneamento no Rio, está com gosto e cheiro de terra. Em alguns bairros, o produto sai turvo da torneira. Para resolver o problema, a Cedae começou essa etapa extra de filtragem. O governador Wilson Witzel (PSC) disse que em, uma semana, a diferença já deve ser sentida pelos consumidores.

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O carvão ativado já é usado regularmente em outros Estados, de forma permanente, como São Paulo. Segundo Márcia, isso já deveria ter sido adotado no Rio há mais tempo. "O carvão não faz milagre, mas melhora a qualidade da água. Momentaneamente resolve, mas vai acontecer de novo", diz Márcia. "A Baixada não trata esgoto. O esgoto é lançado diretamente nos afluentes do Rio Guandu. A qualidade da água que chega à estação é muito ruim. A estação está sobrecarregada."

A Cedae informou que investirá R$ 750 milhões até 2022 para modernizar a estação. A companhia lembrou também que a água que deixa o reservatório atende aos padrões de qualidade do Ministério da Saúde. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Três filhotes de tubarão-gato nasceram desde o último fim de semana e já viraram atração no Aquário Municipal de Santos, no litoral sul paulista. Dois dos filhotinhos precisaram de ajuda da equipe do biólogo Alex Ribeiro, coordenador do aquário, para vir ao mundo. Nos dois casos, eles tiveram de cortar o invólucro gestacional com tesoura para liberar os recém-nascidos, em uma espécie de "cesariana".

O primeiro filhote nasceu dessa forma no domingo. O outro foi alvo do procedimento na manhã desta quinta-feira (23). "Os embriões desse tubarão têm uma reserva de alimento, como se fosse gema de ovo. Quando observamos que a reserva já tinha sido consumida, cortamos a extremidade para que o filhote saísse. É um procedimento já registrado na literatura científica", disse o biólogo.

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Os pequenos tubarões estão em um berçário e são alimentados com pedacinhos de peixes e camarão, além de suplementos especiais. Ainda cabem na palma da mão - medem cerca de 10 centímetros e pesam entre 7 e 8 gramas cada. A expectativa é de que, em um mês, já possam ser vistos pelo público. Assim que ganharem autonomia para se alimentarem, os filhotes devem ser levados do tanque berçário para a companhia dos pais.

A reprodução do tubarão-gato foi documentada com vídeos que passam a fazer parte do acervo do aquário e, além de servirem à pesquisa, podem ser exibidos ao público.

"É a primeira vez que temos a oportunidade de acompanhar de perto todo o processo. O registro é importante para o trabalho de conservação da espécie, ainda pouco conhecida por aqui, em aquários e zoológicos", disse Ribeiro.

Ovos

O casal adulto chegou ao aquário em agosto e foi instalado em um tanque com 3 mil litros de água salgada. Logo surgiram os ovos, em um total de 14. Os seis ovos que continham embriões foram levados a um tanque especial, espécie de incubadora, com controle de temperatura e salinidade da água.

Os nascimentos dos filhotes ocorreram cerca de seis meses depois que os ovos foram postos. A expectativa é que os filhotes de outros embriões mais recentes também nasçam nos próximos dias. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Um ano após o rompimento da barragem de rejeito de minério de ferro da Vale, em Brumadinho (MG), o Rio Paraopeba, atingido pela onda de lama, ainda não se recuperou. Com a "morte" decretada depois de ter recebido a enxurrada de rejeitos, o rio não foi capaz de depurar os contaminantes ao longo do ano. A água continua imprópria e sem condições de uso em toda a sua extensão abaixo de Brumadinho e a expectativa é que o problema ainda leve muitos anos para se resolver.

Essas são as principais conclusões de uma análise feita por pesquisadores da Fundação SOS Mata Atlântica, que refez, entre os dias 8 e 17 deste mês, a mesma expedição que tinha sido feita no ano passado, uma semana após a tragédia.

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Na ocasião, uma parte do trabalho foi acompanhada pelo jornal O Estado de S. Paulo. A reportagem testemunhou o tempo todo uma imagem marrom-avermelhada, densa, que em nada se parecia com um rio que pudesse suportar alguma vida.

A equipe do SOS Mata Atlântica voltou a presenciar cenário muito parecido, principalmente no Baixo Paraopeba. Os pesquisadores percorreram cerca de 2 mil quilômetros por estradas, passando por 21 cidades, para analisar a qualidade em 23 pontos dos 356 quilômetros do rio. "De certa forma, a qualidade da água do rio piorou. Houve deslocamento das concentrações de metais pesados para o Baixo Paraopeba, na altura de Pompéu, Juatuba e no reservatório de Retiro Baixo. Os rejeitos estão ficando ali. Vimos uma curva inversa de comprometimento", afirma Malu Ribeiro, coordenadora do projeto.

Segundo ela, alguns pontos, que logo após a tragédia estavam ruins, este ano apareceram como péssimos. E poucos tiveram melhora. Conforme o relatório, em 11 pontos, a presença de rejeitos e contaminantes não permite a presença de vida aquática. Nos 23 analisados, nenhum apresentou qualidade da água boa ou ótima. Estão em desconformidade com a legislação para consumo.

"O ecossistema da bacia foi alterado. Aves, mergulhões, por exemplo, a gente não viu. Em alguns pontos, o oxigênio na água estava em nível adequado à vida aquática, mas a vida não voltou porque os metais pesados estão muito intensos", diz Malu.

Outro indicador medido foi o número de colônias de bactérias que têm capacidade de decompor matéria orgânica. "Elas foram encontradas em nível bem baixo. Sua presença indica a saúde do rio. O que indica que, mesmo com a volta do oxigênio, a vida não voltou", explica.

A análise detectou a presença de ferro, manganês e cobre em níveis muito acima dos limites máximos fixados na legislação. Para o cobre, a concentração foi 44 vezes superior; para o manganês, 14 vezes superior. Para o ferro, que não deveria existir num rio de classe 2, como é o Paraopeba, a concentração encontrada chegou a 15 vezes a estabelecida pela legislação.

Obras

A Vale tem feito uma série de obras em Brumadinho para tentar remediar o problema. Foi criada uma estação de tratamento no encontro do Córrego Ferro-Carvão com o Paraopeba - justamente por onde a lama atingiu o rio - e estão sendo feitas dragagens para a retirada do rejeito do leito.

Um dos pontos avaliados pela SOS foi este local. Segundo Malu, ali a turbidez diminuiu, chegando ao limite legal, mas os níveis de metais pesados, não. Houve leve melhora no indicador total, passando de péssimo, no ano passado, para ruim agora.

Por meio de nota, a Vale disse que, após o desastre, ao longo do ano, analisou 40 mil amostras e afirmou que "os resultados obtidos até o momento não apontam efeitos tóxicos nas amostras" por causa da presença de rejeito. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) vai divulgar informes sonoros nos aeroportos brasileiros para orientar os passageiros sobre o novo coronavírus. Os avisos vão pedir às pessoas que fizeram viagem à cidade de Wuhan, na China, que procurem a unidade de saúde mais próxima, se tiver febre, tosse ou dificuldade para respirar dentro de um período de até 14 dias após a viagem. Conforme a Anvisa, os informes estão sendo preparados e serão veiculados o mais rápido possível.

A agência informou que está orientando as equipes que trabalham em portos, aeroportos e fronteiras para a detecção de casos suspeitos e a utilização de equipamento de proteção individual (EPI), descrito nos protocolos da Anvisa em eventos de saúde pública. Além disso, foram intensificados os procedimentos de limpeza e desinfecção de terminais. A agência informou que acompanha as orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Até o momento, segundo a Anvisa, não há recomendação de restrições de viagem.

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Os avisos sonoros que os passageiros vão ouvir nos aeroportos são: "Se você tiver febre, tosse ou dificuldade para respirar, dentro de um período de até 14 dias, após viagem para a cidade de Wuhan, na China, você deve procurar a unidade de saúde mais próxima e informar a respeito de sua viagem. Para proteger sua saúde, siga medidas simples, que podem evitar a transmissão de doenças", diz o informe. E cita as seguintes recomendações:

Lave as mãos frequentemente com água e sabão. Se não tiver água e sabão, use álcool gel;

Cubra o nariz e a boca com lenço descartável ao tossir ou espirrar. Descarte o lenço no lixo e lave as mãos;

Evite aglomerações e ambientes fechados, procurando manter os ambientes ventilados;

Não compartilhe objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas;

Procure o serviço de saúde mais próximo.

A Comissão Nacional de Saúde da China confirmou nesta quinta-feira (23) que o número de pessoas infectadas pelo coronavírus subiu para 830 e que o total de mortes em decorrência da doença aumentou para 25.

A atualização do órgão chinês também confirmou a primeira morte fora da província de Hubei. A comissão de saúde de Hebei, uma província no norte da fronteira com Pequim, disse que um homem de 80 anos morreu, após mostrar sintomas, ao retornar de uma estadia de dois meses em Wuhan.

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Wuhan é a capital de Hubei e foi o epicentro do surto de coronavírus detectado pela primeira vez no mês passado.

Um açougueiro de 23 anos foi preso depois de matar, esquartejar e esconder as partes do corpo da ex-namorada dentro de um freezer. A vítima, de 17 anos, era natural de Paratinga, na Bahia, e morava na Cidade Ocidental, no Goiás. Acusado deve prestar depoimento ainda nesta quinta-feira (23). A jovem teria deixado o, então, namorado depois de ter sido ameaçada de morte por ele.

A separação de nada adiantou e o corpo da vítima foi encontrado nesta última segunda-feira (22), na quadra 77 do bairro Jardim Pérola da Barragem II, em Águas Lindas, Goiás. Segundo o Correio Braziliense, as partes esquartejadas da jovem estavam dentro do freezer na casa do ex-namorado. 

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As investigações apontam que o açougueiro cortou o corpo da vítima com uma faca de 30 centímetros de comprimento e, em seguida, colocou as partes no congelador. Aos agentes, testemunhas contaram que os dois haviam se conhecido pela internet e que mantinham um relacionamento há pouco mais de um mês.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu que o número de mortes ligadas a um novo tipo de coronavírus, atualmente em 18, pode aumentar nos próximos dias, já que muitas pessoas diagnosticadas com o problema ainda estão no hospital. Até o momento, mais de 600 casos foram confirmados.

Em coletiva de imprensa, representantes da entidade afirmaram que "o surto está evoluindo" e é preciso acompanhar de perto e "cuidadosamente" a situação.

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Questionados sobre a origem do coronavírus, eles afirmaram a investigação está em andamento, "mas ainda não há conclusões".

A Organização Mundial da Saúde (OMS) decidiu nesta quinta-feira, 23, não declarar os casos de coronavírus confirmados em nove países até o momento como emergência de saúde pública, alegando que ainda é cedo para classificá-los dessa forma. Representantes da entidade, contudo, fizeram a ressalva de que a decisão pode ser revisada a qualquer momento.

"Não declarar emergência não significa que a situação não é séria", afirmou um dos representantes da OMS em coletiva de imprensa. Ele acrescentou que a comunidade internacional deve ficar alerta para uma "possível epidemia" pelo problema. "O coronavírus ainda não se tornou uma emergência global, mas pode se tornar."

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Os representantes da OMS ainda destacaram que podem voltar a se reunir "a qualquer momento", podendo ser até mesmo em um dia ou em uma semana, caso seja necessário reavaliar a situação.

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