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Com a quarta onda da Covid-19 na Europa e o avanço da variante Ômicron, governos têm cancelado festas de réveillon pelo Brasil. Salvador, Fortaleza, Florianópolis, João Pessoa e Belo Horizonte são exemplos de cidades que cancelaram eventos públicos de ano-novo. A descoberta da nova cepa do vírus impulsionou os planos de evitar aglomerações, que já ocorriam ao longo do mês - mais de 70 municípios paulistas já haviam desistido do carnaval, entre elas São Luiz do Paraitinga. Guarujá entrou na lista ontem.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) enviou aos governos ontem alerta em que aponta risco global "muito alto" da Ômicron. Mas destacou haver poucas evidências concretas sobre se a nova cepa é mais transmissível ou escapa das vacinas. No Brasil, há dois casos suspeitos em investigação: um homem vindo da África do Sul, que chegou em Guarulhos, e uma mulher vinda do Congo, que buscou atendimento médico em Belo Horizonte.

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"Diante da chegada de uma nova variante do coronavírus e do aumento de casos na Europa, estou tomando a decisão de cancelar o Virada Salvador deste ano", escreveu o prefeito soteropolitano, Bruno Reis (DEM), nas redes sociais. O evento costuma reunir mais de 250 mil pessoas. Reis prevê adiar ao máximo a decisão sobre o carnaval - ele quer bater o martelo com o governador baiano, Rui Costa (PT). Pressionado por empresários do setor, Costa já sinalizou cautela. "Países estão fechando cidades quando aparecem cinco casos", disse, no dia 18.

Na sexta, o governo do Ceará informou o cancelamento da tradicional Festa da Virada, na Praia de Iracema, em Fortaleza. "Até chegamos a considerar a possibilidade de realizar nossa tradicional festa da virada, se a situação permitisse", disse o prefeito José Sarto (PDT). "O cenário internacional é preocupante."

Florianópolis vai ter queima de fogos, mas não shows musicais. Por outro lado, a capital catarinense prevê festividades natalinas, com público. O Estado suspendeu a exigência de máscaras em local aberto desde a semana passada.

João Pessoa cancelou a festa, mas o acesso às praias está liberado. Belo Horizonte disse não planejar festa pública de réveillon. Guarujá, que já havia cancelado a virada, decidiu ontem suspender o carnaval.

MAIS ESTADOS

A Prefeitura de São Paulo informou, em nota, que "o réveillon (na Avenida Paulista) já está sendo planejado e a realização do evento está condicionada ao quadro epidemiológico". Afirmou ainda que, na primeira semana de dezembro, serão apresentados dados para guiar a decisão sobre o uso de máscara ao ar livre. Na semana passada, o Estado disse prever o fim da exigência no dia 11, mas as prefeituras podem ser mais restritivas.

A decisão sobre o carnaval do paulistano também continua em aberto. Ontem, a Prefeitura informou ter aprovado 440 blocos de rua, mas a confirmação do evento só deve ocorrer no fim deste mês.

No Rio, o secretário estadual da Saúde, Alexandre Chieppe, afirmou que a nova variante "em nada altera o plano do Estado". Os planos de carnaval e réveillon, assim como o acesso de turistas, estão mantidos até que, porventura, seja identificado "algum fato novo ou informação de risco".

Paulo Ziulkoski, presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) diz que, com ou sem Ômicron, "todos que puderem suspender aglomerações" devem adotar a medida. "Não podemos baixar a guarda", defende. Levantamento da CNM, feito de 16 a 19 de novembro, aponta que, de 2.362 gestores ouvidos, 97,8% pretendiam continuar com a máscara obrigatória em locais privados e 88,6% disseram mantê-la em espaços públicos. (Colaboraram Bruno Luiz e Sofia Aguiar)

 

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O Comitê Especial de Enfrentamento à Covid-19 (CEEC) do município do Rio de Janeiro, em reunião realizada nesta segunda-feira (29), apontou que, caso o atual ritmo da pandemia tendência permaneça no mesmo patamar, “a orientação é que as celebrações de final de ano no município do Rio poderão ser mantidas, como a festa de réveillon”. A decisão é embasada na melhora do cenário epidemiológico da cidade - evidenciada pela queda sustentada de casos, óbitos e outros indicadores de Covid-19 há semanas.

O comitê recomendou que “a Secretaria Municipal de Saúde do Rio avalie a possibilidade e a viabilidade da exigência do passaporte vacinal em estabelecimentos de hospedagem e outros serviços, além de onde ele já é necessário”.

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O CEEC informou ainda que com todos os casos sendo rastreados e seus contactantes testados pela atenção primária, não há indicação de alteração nas medidas restritivas.

Ômicron

A nova variante Ômicron, originária da África do Sul, que tem colocado o mundo em alerta mais uma vez, também esteve em debate no encontro do Comitê Especial de Enfrentamento à Covid-19. Os especialistas reforçaram a importância de a SMS continuar investindo em testagem e no monitoramento de vigilância genômica.

Eles alertaram também que ainda não há dados suficientes para avaliar a transmissibilidade e virulência da Ômicron, e que a maioria dos casos reportados até então foram leves.

Cobertura vacinal

A nova cepa é motivo para ampliar a cobertura vacinal dos cariocas que, nesta segunda-feira (29), está em 76,8% da população total com as duas doses. O CEEC destacou ainda que todas as medidas para redução dos riscos contra Covid-19  foram adotadas e que a alta cobertura vacinal neste momento garante a imunidade coletiva e a atual taxa de transmissão de 0,66.

Quem for a um posto de saúde para completar o esquema vacinal contra Covid-19 também deve aproveitar e  se imunizar contra a gripe no mesmo dia.  Entre os 11 mil sintomáticos respiratórios atendidos na rede de atenção à saúde no Rio nos últimos 15 dias avaliados pelo CEEC, todos testaram negativo para Covid-19.

O Comitê Especial de Enfrentamento à Covid-19 do Município do Rio é formado por especialistas da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), de universidades, de centros de estudo e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

A Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo anunciou que vai utilizar a vacina da Pfizer para a dose de reforço de quem foi imunizado com a Janssen a partir desta terça-feira (30). A decisão foi tomada na tarde desta segunda-feira (29), após reunião dos gestores para discutir ações de prevenção contra a variante Ômicron do coronavírus. A capital paulista também vai deixar de exigir comprovante de residência para a vacinação contra a Covid-19.

A expectativa da secretaria é vacinar rapidamente mais de 300 mil pessoas que receberam a dose da Janssen. Segundo a equipe técnica, a utilização do imunizante da Pfizer caso não haja doses da Janssen está amparada em um documento técnico do governo de São Paulo.

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No dia 25, o Ministério da Saúde divulgou nota técnica que orienta que os brasileiros que foram imunizados com a vacina da Janssen tomem uma dose de reforço entre dois e seis meses após a primeira aplicação. A recomendação do ministério é que seja utilizado imunizante da mesma marca. No entanto, uma recomendação anterior, feita em agosto deste ano, já autorizava o uso da vacina Pfizer para idosos que tomaram a dose única da Janssen.

Na reunião desta segunda-feira, a secretaria também definiu que deixa de ser obrigatória a apresentação de comprovante de endereço na cidade de São Paulo para tomar qualquer uma das doses na rede municipal de saúde. Com o alto índice de imunização para primeira e segunda doses na capital e para fortalecer a vacinação nacional, qualquer pessoa pode se apresentar para receber o imunizante, independentemente do local de residência.

Também foi definido que casos da variante Ômicron terão como referência o Hospital Municipal Tide Setúbal, além do Hospital Geral Guaianazes, do governo estadual.

Variante ainda não foi detectada em São Paulo

A secretaria municipal de saúde também informou que não registrou novas variantes em circulação na capital. Na última amostra de sequenciamento genômico e monitoramento dos casos positivos, todos os casos de Covid-19 eram da variante Delta.

Segundo a pasta, serão feitos testes para detectar o coronavírus em pacientes suspeitos (sintomáticos) vindos dos países africanos informados pelo ministério e das regiões onde eles forem residir. A rede de saúde da cidade foi orientada a questionar todo paciente sintomático se esteve na África nos últimos 14 dias e, se a resposta for positiva, então a amostra coletada será encaminhada para o sequenciamento.

Todas as pessoas que chegarem da África terão os dados (nome, contato e endereço) enviados pela Anvisa aos municípios e a vigilância em saúde da cidade de São Paulo orientará que mantenham quarentena de 14 dias, além de realizar um monitoramento (via contato telefônico) do estado de saúde de cada um. Quem apresentar sintomas da doença, terá a amostra coletada e encaminhada para genotipagem.

O Brasil tem pouco mais de 133,1 milhões de pessoas totalmente imunizadas contra a Covid-19, ou 62,44% da população. É o que aponta o levantamento do consórcio de veículos de imprensa, em parceria com 27 secretarias de Saúde.

O número de pessoas parcialmente imunizadas, com ao menos uma dose da vacina, é de 158.839.084. Isso corresponde a 74,46% do total de habitantes do País.

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Houve 681,8 mil aplicações em um intervalo de 24 horas. As primeiras doses foram aplicadas em 73,4 mil pessoas, enquanto pouco mais de 400 mil receberam a 2ª aplicação da vacina.

O registro de dose única ficou em 654 aplicações. Já as doses de reforço foram administradas em 207,4 mil habitantes, com total de pouco mais de 16 milhões de doses aplicadas.

Os dados são do consórcio de veículos de imprensa, em parceria com 27 secretarias de Saúde.

Uma mulher recém-chegada do Congo testou positivo para o coronavírus no último domingo (28), após ter apresentado sintomas da doença desde o dia 22, em Belo Horizonte, quando procurou atendimento médico. O voo no qual ela estava embarcada saiu da África no dia 17, data em que a paciente alega ter apresentado um teste de resultado negativo para a Covid-19 antes de sair do país de origem. Esse é o segundo caso suspeito notificado da variante Ômicron: o primeiro é de um viajante vindo da África do Sul, que chegou em Guarulhos (SP).

Segundo a prefeitura da capital mineira, a paciente ainda não está vacinada contra o novo coronavírus e foi internada em leito de isolamento antes de ser encaminhada para o Hospital Eduardo de Menezes, no bairro de Bonsucesso, na zona oeste da cidade. Não há mais informações sobre seu estado de saúde. O voo no qual ela veio ao Brasil teria feito ainda uma conexão na Tunísia e a mulher teria desembarcado em São Paulo no último dia 20, mesma data em que chegou à capital mineira.

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"A equipe da unidade realizou o atendimento conforme os protocolos, comunicou ao Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde, solicitou teste rápido, com resultado positivo, sendo solicitada a realização de genotipagem do vírus", informa a prefeitura. Ainda não é possível afirmar se ela foi infectada pela Ômicron, identificada inicialmente na África do Sul e declarada como uma variante de preocupação pela Organização Mundial da Saúde na última sexta-feira.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o caso terá "acompanhamento permanente" da administração. Nesta segunda-feira (29), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, descartou antecipar o intervalo entre a 2ª dose e a injeção de reforço, hoje estipulado em cinco meses.

O Brasil registrou 114 mortes por covid-19 nas últimas 24 horas. No total acumulado, já são 614,4 mil óbitos notificados desde o início da pandemia, de acordo com os dados do consórcio de veículos de imprensa.

Não houve registro de óbitos pela infecção nos Estados do Acre, Amazonas, Mato Grosso do Sul, Sergipe, Ceará e de Roraima. A média móvel semanal, que elimina as distorções entre dias úteis e fim de semana, é de 227.

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No intervalo de 24 horas, os novos casos notificados da doença ficaram em 4.293. O País chegou a pouco mais de 22 milhões de casos da infecção desde março de 2020, quando começaram a ser contabilizados. A média móvel de casos nos últimos sete dias é de 9.164.

Os dados diários são reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa, que é formado por Estadão, g1, O Globo, Extra, Folha e UOL, em parceria com 27 secretarias estaduais de Saúde, em balanço divulgado às 20 horas.

O balanço de óbitos e de casos é resultado da parceria entre os seis meios de comunicação que passaram a trabalhar, desde 8 de junho do ano passado, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 Estados e no Distrito Federal. A iniciativa inédita é uma resposta à decisão do governo Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia, mas foi mantida após os registros governamentais continuarem a ser divulgados.

Um homem de 47 anos foi preso nesta segunda-feira (29), suspeito de ter abusado sexualmente das suas duas filhas gêmeas, de 14 anos. Ele também é acusado de ameaçar matar a companheira. A prisão aconteceu no bairro Barro Preto, em Belo Horizonte, Minas Gerais.

Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais, o caso chegou ao plantão da Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher (Deam), em Belo Horizonte, na noite de sexta-feira (26), após as meninas relatarem os abusos às professoras.

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A esposa contou que vivia sob ameaças do companheiro e tinha medo que ele a matasse.

 As prefeituras de Salvador, Fortaleza e Belo Horizonte, capitais, respectivamente, dos estados da Bahia, do Ceará e de Minas Gerais, anunciaram que não realizarão suas tradicionais festas de Réveillon. Apesar do avanço da vacinação, os municípios pregam cautela para conter a disseminação da Covid-19. Cidades como São Paulo e Rio de Janeiro seguem com a programação da virada mantida.

De acordo com o prefeito de Salvador, Bruno Reis, o cenário de incertezas da pandemia e os riscos sanitários para a população foram o fator determinante para a decisão. “Diante da chegada de uma nova variante do coronavírus e do aumento de casos na Europa, estou tomando a decisão de cancelar o Virada Salvador desse ano. Sei da importância do evento para economia da nossa cidade, mas seguimos colocando a vida das pessoas em primeiro lugar”, escreveu o gestor, em suas redes sociais, nesta segunda-feira (29).

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Por sua vez, o prefeito de Fortaleza, José Sarto (PDT), se manifestou no sábado (27) sobre as comemorações da virada do ano. “A prefeitura não fará o evento público neste ano. Até chegamos a considerar a possibilidade de realizar nossa tradicional festa da virada, se a situação permitisse. Mas não podemos relaxar, sob pena de colocarmos todo trabalho feito até aqui a perder. O cenário internacional é preocupante. E estamos em alerta”, declarou.

Já a prefeitura de Belo Horizonte informou que está autorizada a realização de festas em espaços licenciados ou mediante licenciamento, desde que todas as pessoas presentes respeitem as medidas sanitárias e esteja com o esquema vacinal completo. “Entretanto, a prefeitura monitora de maneira permanente o cenário da pandemia e a situação pode ser reavaliada em caso de piora dos indicadores epidemiológicos e assistenciais, assim como ocorreu em outros momentos”, comunicou por meio de nota.

A Polícia Federal realiza nesta terça-feira, 30, a partir das 10h, o 51º leilão para a venda de veículos oficiais de seu patrimônio. Trata-se do terceiro leilão a ser realizado no Estado de São Paulo, que vai oferecer 101 carros, entre eles veículos da GM, Mercedes, Ford e Fiat.

O edital é assinado pelo delegado Rodrigo Bartolamei, superintendente regional da PF em São Paulo. Em tempos de recursos escassos, a meta de Bartolamei é buscar novos investimentos para reaparelhamento da corporação com mais equipamentos e viaturas.

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A venda dos carros, que se dará por maior lance, será realizada conduzida pelo leiloeiro oficial Daniel Elias Garcia.

Todos os bens são do acervo da Polícia Federal e podem ser visitados até as 17h desta segunda-feira, 29, mediante agendamento prévio com o escritório do Leiloeiro, no depósito da Polícia Federal, no bairro da Água Branca, na capital paulista.

Salvador não terá o Festival Virada Salvador, festejo público de Réveillon promovido pela Prefeitura, neste ano de 2021. O anúncio foi realizado pelo prefeito Bruno Reis (DEM) nesta segunda-feira (29).

De acordo com o prefeito, mesmo com o avanço da vacinação, o cenário de incertezas provocado neste momento pela Covid-19 levou à conclusão de que não há como realizar o Festival da Virada este ano, um evento para mais de 250 mil pessoas/dia, com segurança sanitária aos cidadãos.

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“Sempre disse que íamos avaliar o que está acontecendo no Brasil e no mundo, como a pandemia está se comportando em lugares com índices diferentes de vacinação. No entanto, chegamos ao limite da decisão para o Réveillon e nós acreditamos que, diante de tudo o que estamos vendo, não é o momento de colocar em risco tudo o que construímos até aqui, sempre colocando a vida das pessoas em primeiro lugar”, salientou Bruno Reis.

O chefe do Executivo municipal ressaltou que Salvador apresenta hoje 91% de pessoas vacinadas acima de 12 anos com a primeira dose e 81% com a segunda dose acima de 18 anos. Neste momento, a capital baiana está imunizando, inclusive, pessoas de outras cidades, e com a 3ª dose todos acima de 18 anos.

E o Carnaval?

Sobre o Carnaval, o prefeito declarou que a decisão ainda será tomada em conjunto entre a Prefeitura e o Governo do Estado, considerando toda a segurança e cautela e será anunciada assim que possível, considerando o cenário atual da Covid-19.

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Com informações da assessoria

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) identificou um caso positivo de Covid-19 em um passageiro brasileiro com passagem pela África do Sul e que desembarcou no Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, anteontem. Não há ainda a confirmação que o caso seja da variante Ômicron, já identificada em quatro continentes (Ásia, Europa, Oceania e África) e mais de dez países, que vem assustando cientistas e autoridades. Hoje começam a valer restrições brasileiras a viajantes, enquanto brasileiros na África do Sul buscam apoio consular para tentar voltar ao País.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou neste domingo (28), que os cuidados com a Ômicron são os mesmos tomados com cepas anteriores e trata-se de "uma variante de preocupação" e não de uma "variante de desespero". O ministro assegurou que as autoridades sanitárias brasileiras têm "todas as condições para assistir a população". "A principal arma que nós temos para enfrentar essas situações é a nossa campanha de imunização", disse Queiroga, durante transmissão em suas redes sociais. "E as autoridades sanitárias dos Estados e dos municípios, com o Ministério da Saúde, estão trabalhando para que tenhamos uma segurança cada vez maior."

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Na mesma transmissão, o secretário de Atenção Especializada à Saúde, Sérgio Yoshimasa Okane, afirmou que o ministério está monitorando leitos para covid-19. Caso seja necessário, unidades que foram fechadas após a diminuição dos casos podem ser reabertas. "O ministério tem uma reserva estratégica (de medicamentos do chamado 'kit intubação'), caso haja um aumento do número de pacientes que necessitem. Nós temos recursos, insumos para um eventual aumento do número de casos", acrescentou.

Até o momento, casos da nova variante foram detectados em África do Sul, Reino Unido, Alemanha, Itália, Holanda, Dinamarca, Bélgica, Botsuana, Israel, Austrália e Hong Kong. A Áustria analisa um caso suspeito, enquanto o ministro da Saúde da França, Olivier Veran, admitiu que a cepa já deve estar em circulação no território.

VOOS

A partir de hoje, e por um prazo inicial de 14 dias, o Brasil proibirá voos internacionais que tenham origem ou passagem por África do Sul, Botsuana, Essuatíni, Lesoto, Namíbia e Zimbábue. A entrada de brasileiros, contudo, não está suspensa. Mas o viajante brasileiro procedente ou com passagem por esses países africanos nos últimos 14 dias antes do embarque, ao ingressar no território brasileiro, deverá permanecer em quarentena por 14 dias na cidade do seu destino final.

Mesmo autorizados a voltar ao País, brasileiros que estão na África do Sul não conseguem encontrar voos para o retorno. Ontem, o brasileiro Rodrigo Hauck, de 36 anos, e a mulher, Maria Carolina Papadam Hauck, de 33, buscavam voo para regressar pela aérea alemã Lufthansa, uma das poucas que ainda estavam fazendo voos procedentes do aeroporto internacional da Cidade do Cabo. Emirates, Qatar e TAAG suspenderam as conexões.

Na África do Sul desde outubro, o casal, a filha de 2 anos e os pais de Hauck retornariam ao Brasil na terça-feira passada, mas tiveram o voo cancelado. "O triste é ver como o país está sendo castigado por descobrir a nova variante."

Já a nutricionista Thayane Silveira, de 28, chegou na Cidade do Cabo na quinta, quando a variante foi divulgada. "Viemos para turismo e nosso voo de volta seria na sexta-feira, dia 3, mas a Qatar já nos notificou do cancelamento." Tayná Franco, de 28 anos, está grávida de 27 semanas. Também na Cidade do Cabo desde quarta-feira, a Qatar cancelou seu voo de volta. "Nós entramos em contato com o Consulado do Brasil, que por enquanto pediu que aguardássemos as próximas horas.

Estamos tentando montar uma rede de apoio." O grupo de WhatsApp "brasileiros na África do Sul" já conta com mais de 90 participantes.

A embaixada do Brasil em Pretória e o consulado brasileiro na Cidade do Cabo estão recolhendo os dados para tentar identificar casos urgentes.

"Simultaneamente, estamos tentando contato com as companhias para ver qual a expectativa de retomada dos voos", disse o porta-voz da embaixada.

Ontem, o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, disse que as restrições de viagens impostas aos países do sul da África são injustificadas e os países ricos deveriam ajudar é na produção de vacinas. Uma força-tarefa está trabalhando para tornar o imunizante obrigatório na África do Sul para locais de trabalho e para frequentar lugares públicos. Ramaphosa disse que, por enquanto, o que se sabe é que essa variante tem mais mutações do que qualquer outra.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O Brasil registrou 78 novas mortes pela Covid-19 neste domingo (28). A média semanal de vítimas, que elimina distorções entre dias úteis e fim de semana, ficou em 227. Os estados de Amazonas, Acre, Mato Grosso e Sergipe não registraram mortes.

O número de novas infecções notificadas neste domingo foi de 3.422. No total, o Brasil tem 614.314 mortos e 22.078.741 testes positivos da doença. Os dados diários do Brasil são do consórcio de veículos de imprensa formado por Estadão, g1, O Globo, Extra, Folha e UOL em parceria com 27 secretarias estaduais de Saúde, em balanço divulgado às 20h. Segundo os números do governo, 21.293.314 pessoas estão recuperadas.

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O balanço de óbitos e casos é resultado da parceria entre os seis meios de comunicação que passaram a trabalhar, desde 8 de junho do ano passado, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 Estados e no Distrito Federal. A iniciativa inédita é uma resposta à decisão do governo Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia, mas foi mantida após os registros governamentais continuarem a ser divulgados.

O número de pessoas vacinadas com ao menos uma dose contra a Covid-19 no Brasil chegou, neste domingo (28), a 158.765.625, o equivalente a 74,43% da população total. Nas últimas 24 horas, 53.803 pessoas receberam a primeira dose da vacina, de acordo com dados reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa junto a secretarias de 26 Estados e Distrito Federal.

Entre os mais de 158 milhões de vacinados, 202 mil receberam a segunda dose, o que representa 62,25% da população com a imunização completa contra o novo coronavírus.

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Nas últimas 24 horas, 91.073 pessoas receberam essa dose de reforço. Somando as vacinas de primeira e segunda dose aplicadas, além da terceira de reforço (91), o Brasil administrou 347.506 doses neste domingo.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou, neste domingo (28), que os cuidados com a nova variante Ômicron são os mesmos tomados com cepas anteriores do novo coronavírus. Segundo Queiroga, trata-se de "uma variante de preocupação" e não de uma "variante de desespero". O ministro assegurou que as autoridades sanitárias brasileiras têm "todas as condições para assistir a população".

"A principal arma que nós temos para enfrentar essas situações é a nossa campanha de imunização", disse Queiroga, durante transmissão em suas redes sociais. "Os nossos hospitais têm leitos disponíveis, as nossas salas de vacinação têm vacinas para vacinar todos os brasileiros que estão aptos para tomar essas vacinas e as autoridades sanitárias dos Estados e dos municípios juntos com o Ministério da Saúde estão trabalhando para que tenhamos uma segurança cada vez maior."

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Queiroga não comentou o caso suspeito de um brasileiro vindo da África do Sul que foi diagnosticado em São Paulo com Covid-19. Exames complementares ainda vão confirmar ou descartar a infecção pela nova mutação. Em todo o mundo, governos decretam novas restrições para fazer frente à nova onda da Covid-19. A ômicron já foi identificada em quatro continentes.

Na mesma transmissão, o secretário de Atenção Especializada à Saúde, Sérgio Yoshimasa Okane, afirmou que o Ministério está monitorando leitos para covid-19. Caso seja necessário, unidades que foram fechadas após a diminuição dos casos da doença podem ser reabertas.

"O Ministério tem uma reserva estratégica (de medicamentos do chamado 'kit intubação') caso haja um aumento do número de pacientes que necessitem. Nós temos recursos, insumos para um eventual aumento do número de casos", acrescentou.

O secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Correia de Medeiros, disse que é preciso manter as medidas não farmacológicas no enfrentamento à covid. "Evitarmos aglomerações fúteis, (fazer a) higienização das mãos, (usar) o álcool em gel, a etiqueta respiratória", declarou.

O sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA) informou hoje, em comunicado, que funcionários do setor aeroviário decidiram, em votação online, aceitar a proposta para renovação da Convenção Coletiva de Trabalho. Assim, a greve que começaria nesta segunda-feira (29) está cancelada.

A proposta foi elaborada em reunião nesse sábado (27) com o Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias, mediada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), e com a participação das empresas aéreas.

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A proposta do TST prevê o reajuste imediato de 75% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) dos últimos 12 meses nos salários; além de reajuste de 100% do INPC dos últimos 12 meses nas diárias de alimentação nacionais e vale alimentação. Ficou acertada ainda a renovação na íntegra das demais cláusulas sociais.

Foram registrados 53,68% de votos favoráveis à proposta e 45,56% de votos contra, além de 0,76% de abstenções. No total, 6.956 tripulantes participaram.

As ações federais de repreensão ao garimpo ilegal ao longo do Rio Madeira, no Estado do Amazonas, tiveram início na madrugada de sábado (27). Ao menos 31 balsas já foram apreendidas pela Operação Uiara, que reúne agentes da Polícia Federal, do Ibama, da Marinha e da Aeronáutica. Parte dos equipamentos está sendo queimada pelos agentes. Durante as abordagens, uma pessoa foi presa e conduzida para a superintendência do Amazonas. Ela estava com uma quantidade de ouro.

A apreensão ocorreu nas águas do Madeira que cortam o município de Nova Olinda do Norte. Aglomeradas há mais de uma semana na região de Autazes, município que fica a 230 quilômetros de barco de Manaus, em viagem pelos Rios Amazonas e Madeira, mais de 300 balsas se dispersaram ontem, após informações de que haveria, de fato, uma operação federal de grande porte. O deslocamento dessas balsas, porém, é lento.

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Na tentativa de escapar da fiscalização, é comum a situação em que o garimpeiro recolhe a balsa para uma margem, retira o maquinário que puder e abandona a balsa. Em outros casos, tenta esconder o equipamento em pequenos afluentes do rio. Relatos de garimpeiros apontavam que estava sendo extraída "1 grama de ouro por hora" no Rio Madeira, o que atraiu muitas balsas para a região. A lavra clandestina de ouro ao longo desses afluentes é um problema histórico e conhecido de todo o setor público. Essa mesma atividade criminosa se espalha há décadas por outros rios do Amazonas, como o Tapajós, na região de Itaituba. O que chamou atenção no caso atual, porém, foi a aglomeração de balsas numa mesma região, nas proximidades dos municípios de Autazes. Para retirar o ouro do fundo do rio, essas balsas utilizam longas mangueiras. Elas sugam a terra e tudo o que encontram no fundo.

A operação dos órgãos federais reúne agentes de Paraná, Brasília, Amazonas, Paraíba e Pará. A debandada dos garimpeiros pode dificultar o trabalho de capturar todas as balsas. Por outro lado, facilita o trabalho de abordagem policial. Havia grande tensão sobre a forma como os garimpeiros seriam abordados. O nome Uiara, escolhido para a operação, tem origem na língua tupi e significa "mãe da água". Não há data definida para a mobilização acabar.

MENSAGENS

Por meio de trocas de mensagens, os garimpeiros já comentavam sobre a mobilização de repreensão desde a quarta-feira. Ainda assim, permaneceram por mais três dias atracados em fileiras. Na sexta-feira, porém, desmobilizaram e se espalharam pela calha principal do Rio Madeira. Durante a semana, alguns garimpeiros chegaram a trocar mensagens sobre suposta mobilização para revidar às ações de fiscalização, mas recuaram diante da informação de que as autoridades estariam mobilizando forte aparato policial.

A repreensão policial envolve equipes que entraram pelo rio, por meio de helicópteros e pelas estradas da região. Os garimpeiros, que se deslocaram para a região de Humaitá, na divisa de Amazonas e Rondônia, têm trocado alertas sobre a mobilização. "Nova Olinda até Autazes, não tem lugar nem no chão nem na terra.

Só eles que tá dando. Estão de helicóptero e o caralho... de voadeira. Tão até pelo fundo, eu acho", afirma um garimpeiro, em mensagem obtida pela reportagem.

As autoridades federais não haviam dado detalhes sobre seus planos na região, mas o que se articulava vinha sendo chamado internamente, pelos membros do governo, de uma "operação de guerra", com bloqueio de passagens pelo Rio Madeira e por estradas que chegam à região onde estavam as embarcações. Ao Estadão, o delegado da Polícia Federal Alexandre Saraiva, que atuou por dez anos à frente da PF na região amazônica, disse que a melhor estratégia para impedir o avanço das centenas de balsas de garimpo ilegal seria o corte de suprimentos usados pelos equipamentos.

Saraiva afirmou que chegou a viver situações parecidas em apreensões de balsas e que a medida mais efetiva, nestes casos, é acabar com a logística. "Quando você acaba com o combustível, com a chegada de peças de reposição, você paralisa a atividade. Tem de deixar passar só água e alimento, para ninguém morrer de fome. Fora isso, não pode entrar nada", disse.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou, na noite desse sábado (27), uma nota técnica complementar que inclui mais quatro países africanos na lista de restrição de voos e desembarque no Brasil. São eles Angola, Malawi, Moçambique e Zâmbia.

Segundo a agência, passageiros que estiveram nesses países podem ser portadores da variante Ômicron do novo coronavírus, que já foi identificada na Europa, mas que ainda não foi amplamente estudada. Para que a restrição de voo seja colocada em prática, a Anvisa depende de portaria conjunta com a Casa Civil, Ministério da Saúde e Ministério da Justiça e Segurança Pública.

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A Anvisa já havia emitido nota técnica recomendando que visitantes da África do Sul, Botsuana, Eswatini, Lesoto, Namíbia e Zimbábue não desembarcassem no Brasil. Outros países, como Estados Unidos, Inglaterra, Holanda e França já estabeleceram medidas similares.

A variante Ômicron segue como alvo de pesquisas aceleradas em centros médicos e universidades da região sul da África, também conhecida como África Austral.

Nenhuma aposta acertou a seis dezenas do concurso 2.432 da Mega-Sena. O sorteio foi realizado na noite desse sábado (27) no Espaço Loterias Caixa, localizado no Terminal Rodoviária Tietê, na cidade de São Paulo.

Foram sorteadas as seguintes dezenas: 07 - 29 - 38 - 40 - 44 - 52.

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A quina registrou cinco apostas vencedoras; cada uma pagará a quantia de R$ 100.863,31. Já a quadra apresentou 2.572 apostas ganhadoras e cada acertador receberá um prêmio de R$ 1.176,47.

O concurso 2.433 será na próxima quarta-feira (1º). O prêmio estimado pela Caixa é R$ 12 milhões.

As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) do dia do sorteio, em qualquer casa lotérica credenciada pela Caixa, em todo o país ou pela internet.

A aposta mínima, com seis dezenas marcadas, custa R$ 4,50.

Policiais civis do Rio de Janeiro prenderam, neste sábado (27), um homem acusado de violência doméstica contra sua companheira, que estava grávida.

De acordo com os agentes, o autor é acusado de cortar o pescoço e o punho da vítima, que na época do fato, tinha 8 meses de gravidez de um filho dele.

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Contra ele havia um mandado de prisão preventiva pendente, decretado pela Vara Criminal de Queimados, na Baixada Fluminense.

O agressor foi conduzido para a 55ª DP, onde foi formalizada a prisão, e posteriormente será encaminhado ao sistema penitenciário.

Com informações da assessoria da PCRJ

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