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Na tarde desta quarta-feira (27), o mecânico Janderson Mendes Santos, 30 anos, morreu após a queda de uma plataforma improvisada onde se apoiava o carro que consertava, em Brasília, no Distrito Federal. O mecânico ficou prensado debaixo do veículo e teve o corpo retirado pelo Corpo de Bombeiros Militar (CBMDF).

Embora tenha sido atendido por duas equipes do Samu, o mecânico não resistiu, pois sofreu esmagamento do crânio e fratura no tórax. O óbito foi declarado ainda na oficina.

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O Brasil contabilizou 1.086 novas mortes causadas pela covid-19 nas últimas 24 horas, elevando o total de óbitos pela doença para 25.598, segundo o Ministério da Saúde. De ontem para hoje, houve registro de 20.599 novos casos de infecção pelo novo coronavírus e agora são 411.821 pessoas contaminadas, sendo registrados mais de 100 mil novos casos em menos de uma semana.

Do total de óbitos confirmados, somente 500 ocorreram nos últimos três dias. O restante aconteceu em período anterior, mas só teve agora a confirmação. O ministério informou que outros 4.108 óbitos estão em investigação por suspeita de covid-19.

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A pandemia do novo coronavírus se tornou a principal causa de mortes por dia no País. O maior número de infecções continua em São Paulo, com 89.483 diagnósticos e 6.712 mortes. O Rio tem 42.398 casos e 4.605 óbitos. No Ceará são 37.275 infecções e 2.671 mortes.

O Brasil segue ocupando a segunda posição entre as nações com mais casos de covid-19 no mundo, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, que acumula mais de 1,6 milhão de infectados, segundo dados compilados pela plataforma da Universidade Johns Hopkins até às 19h desta quarta-feira.

Na lista das nações com mais mortes acumuladas, o Brasil ocupa a 6ª posição. Só fica atrás de Estados Unidos (100.047), Reino Unido (37.542), Itália (33.072), França (28.599) e Espanha (27.117).

Em todo o mundo, a covid-19 já infectou 5,6 milhões de pessoas, causando a morte de 353 mil delas, também de acordo com os dados da Universidade Johns Hopkins. Depois do início do surto na China em dezembro, pico na Europa e nos Estados Unidos em março e abril, a América do Sul passou a ser considerada o novo epicentro da doença pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

O Estado do Rio de Janeiro registrou 244 mortes por covid-19 entre terça e quarta-feira, 27, e com isso chegou a 4.605 óbitos pela doença desde o início da pandemia. Outros 1.193 mortes estão sob investigação. Ao todo, 42.398 pessoas já foram diagnosticadas com a doença no estado.

Epicentro do novo coronavírus no Rio de Janeiro, a capital fluminense contabiliza 3.135 óbitos por covid-19. No Rio, 24.750 já foram infectadas.

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Prática já adotada pela população de países asiáticos para se proteger de doenças respiratórias transmitidas principalmente no inverno, o uso de máscaras se mostrou um instrumento eficaz na prevenção ao novo coronavírus. Mas dependendo da faixa etária da criança e da condição clínica, o uso deve ser evitado. Especialistas lembram que para quem tem idade inferior a 2 anos, o uso da máscara facial pode dificultar a respiração e até aumentar o risco de asfixia.

A Associação Pediátrica do Japão fez um apelo aos pais sobre esse perigo em um momento de reabertura da economia no país. O Centro para Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos e a Academia Americana de Pediatria também já emitiram notas similares. O brasileiro Paulo Henrique Martinez, de 36 anos, que mora no Japão há 30 anos, observa que menores de 2 anos não estão usando máscaras no país por causa da recomendação pediátrica. "Apenas acima dessa idade usam e obrigatoriamente em escolas e hospitais".

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Sua amiga, a japonesa Akira Suzuki, de 27 anos, é mãe da Yua, de 6. Para a filha que está na primeira série, é mais fácil explicar sobre a doença. "Com a retomada das aulas, o uso de máscara será obrigatório mesmo dentro da sala de aula. Mas com essa idade, as crianças já entendem bem e sabem usar corretamente".

No Brasil, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP) concordam com os médicos japoneses sobre a importância de orientar sobre os riscos aos menores de 2 anos e também crianças com doenças pulmonares e portadores de distúrbios neurológicos.

"O sufocamento é o principal risco. Não somente em crianças menores de 2 anos, mas crianças com doenças pulmonares, como asmáticos em crise, ou com distúrbios neurológicos não devem usar máscaras. No último caso, independentemente da idade o uso não é recomendado. A máscara deve ser evitada por aqueles que não conseguem manejar, ou seja, tirar a própria máscara do rosto", afirma o infectologista Renato Kfouri, presidente do Departamento Científico de Imunizações da SBP.

"Não temos dados de segurança sobre o uso de máscaras em crianças menores de 2 anos. Existe o risco de sufocamento, principalmente em crianças com quadro respiratório. Você colocar a máscara pode piorar o desconforto respiratório e colocá-la em risco", afirma o pediatra e infectologista Marco Aurélio Safadi, presidente do Departamento de Imunizações da Sociedade de Pediatria da SPSP.

Durante consultas online também chegam muitas dúvidas sobre o uso correto de máscaras em crianças. "Os pais de bebês ficam muito preocupados. Orientamos o uso para maiores de 2 anos de idade e a higienização correta das mãos. As crianças menores não tem autonomia com relação ao controle do uso da máscara. Além disso, como babam muito, elas podem molhar a máscara e perder a efetividade contra a doença", acrescenta Rafael Placeres, pediatra da clínica de atenção integral à saúde da Central Nacional Unimed (CNU).

O recomendado é ficar em casa, mas caso precise sair com menores de 2 anos, deve-se manter distância de um metro e meio de outras pessoas e lavar as mãos com frequência, medidas de higienização que devem ser redobradas nessas situações. "No caso de crianças menores de 2 anos, precisam ser levadas no colo. Quando retornar da rua, todas as roupas precisam ser retiradas e colocadas para lavar", orienta Placeres.

"As máscaras são necessárias a todos, mas com certeza com as crianças pequenas temos de ter mais atenção. Estamos cumprindo a quarentena em casa, mas tivemos que sair recentemente. Percebi que minha filha de 1 ano e 11 meses estava com dificuldade para respirar com a máscara de algodão", constatou o gestor de Facilities Fábio Araújo, pai da Sofia.

A partir dos 2 anos, a criança já começa a ter mais autonomia e fica mais fácil explicar a forma correta de usar a máscara. Mesmo assim, no início desse processo é preciso ter supervisão. "As crianças se adaptam bem. Vão levar a mão ao rosto. Tudo é hábito e treino. No 'novo normal' vamos conviver com uso de máscara por muito tempo até tudo ser realmente normalizado. Quanto maior a idade da criança, mais fácil a adaptação para o uso correto", orienta Kfouri.

No Japão há mais de 20 anos, a brasileira Kalisa Kinoshita, de 34, diz que as próprias escolas enviaram um passo a passo para ensinar as crianças a produzirem as próprias máscaras. Sua filha Sarah, de 10, e a enteada de seu pai Hitomi, de 11, aproveitaram uma máquina de costura que ela tinha em casa para confeccionar máscaras com tecidos de personagens infantis. "As meninas aprenderam a fazer máscaras, pois não encontrávamos mais para comprar. Elas amaram", diz Kalisa.

Com bastante cautela, a situação está sendo normalizada no Japão. Depois de três meses suspensas, as aulas de Hitomi, Sarah e do irmão, Josué, de 5, serão retomadas na próxima segunda-feira, 1º. "Já fomos avisados que o uso de máscaras na escola será obrigatório. Na rua é opcional, mas os japoneses usam porque são muito obedientes. Como no Japão já é um costume usar máscara no inverno, as crianças também não se incomodam", completou Kalisa.

No Brasil, as crianças tiveram mais dificuldade em aceitar o uso. Algumas relataram que a máscara aperta as orelhas e dificulta para respirar e enxergar, mas começaram a entender que é preciso se proteger para não ficar doente. Aos poucos, foram se adaptando. "Muitas crianças entre 3 e 5 anos nos surpreenderam e começaram a entender melhor a necessidade de usar máscaras", diz Safadi.

"A gente não tem saído muito de casa. Mas quando precisamos circular pelo prédio ou retirar comida na portaria, ela vai junto, mas não aceita muito bem. Reclama que não dá para enxergar direito. A gente procura explicar para ela o que é o coronavírus, que a máscara vai mantê-la segura. Falando desta forma, usando coisas mais lúdicas, como uma brincadeira acaba aceitando", afirma a publicitária Kátia Oliveira, mãe da Laura, de 3 anos.

Para incentivar a criança, vale a criatividade. "Máscaras com personagens têm ajudado bastante e quando elas olham outras pessoas usando, entendem que se tornou uma prática do dia a dia. Existe a dificuldade, mas estão se adaptando. É importante usar máscara que seja bem acomodada ao rosto da criança", reforça o pediatra e infectologista. As máscaras cirúrgicas feitas para adultos não devem ser usadas, o ideal é adquirir máscaras caseiras (feitas de algodão em duas camadas) que podem ser melhor acomodadas aos rostos infantis.

Desta forma, os pequenos acabam aceitando melhor. "Eu gosto de usar máscara. Tem que usar por causa do vírus", disse Gabriel Xavier, de 4 anos, que apenas sai de casa com a mãe Cristiana Helena, de 28 anos, eventualmente para ir ao supermercado ou farmácia.

Com a retomada da rotina, o ensinamento de compartilhar objetos entre crianças tão estimulado por adultos dará vez ainda a uma nova realidade. "É preciso explicar que a máscara não deve ser compartilhada entre as crianças, nem mesmo entre irmãos, para a segurança delas", aconselha o presidente do Departamento de Imunizações da Sociedade de Pediatria da SPSP.

Além de orientação com relação ao uso, a higienização precisa ser mantida. Se a criança usar a máscara por mais de quatro horas, deve ser trocada por outra limpa. Pode ser trocada antes, caso esteja suja ou molhada. Após uso, deve ser lavada com água e sabão. Alguns especialistas recomendam que a máscara de tecido seja colocada de molho em água sanitária (10 ml para meio litro de água) por meia hora antes da lavagem.

Depois de um diagnóstico de câncer no colo do útero, Daiane Stefane de Oliveira, 32 anos, estava pronta para retirar o órgão em um procedimento cirúrgico, mas acabou sendo surpreendida por uma gravidez na véspera do procedimento. 

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Em entrevista A Gazeta, a operadora de caixa contou como recebeu a inesperada notícia: "foi muito assustador. Eu não estava pensando em engravidar, mas ainda queria ter outro filho. Foi um dos piores dias da minha vida". O procedimento que tiraria o útero, trompas e ovários não permitirá que Daiane que é mãe de Ely com 8 anos, pudesse ter outro filho. 

Ao deixar a consulta na véspera da data marcada para a cirurgia, Daiane estava inquieta com atraso na menstruação, então decidiu passar na farmácia e comprar um teste de gravidez que deu positivo. Depois exames de sangue e uma ultrassonografia confirmou: "uma benção de Deus na minha vida", celebrou.

Por conta dos riscos, o médico que acompanhava Daiane chegou a sugerir uma clínica com permissão para aborto, mas a mãe conta que a ideia não passou pela cabeça dela e que a cada sessão de quimioterapia grávida, pedia: "Filho, seja forte para a mamãe ser também". E o Davi Lucas no fim do ano passado veio. Prematuro, ficou 19 dias na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal. Atualmente o filho tem seis meses e está saudável. Daiane segue realizando seu tratamento restando 28 sessões de radioterapia. 

 

Muitos setores foram afetados pela crise provocada pelo coronavírus (Covid-19), entre eles o imobiliário. O segmento tem traçado estratégias para acordos entre locatários e inquilinos e, assim, continuar mantendo os negócios.

Quando o isolamento social foi orientado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), muitos inquilinos entraram em contato com os donos dos imóveis pedindo pela redução ou suspensão dos alugueis durante o período pandemia. "Tivemos a contraproposta de pagar as taxas e metade do aluguel, que nos pareceu razoável, e fechamos assim. Isso se deu em 3 e-mails no total, ainda em março", conta o advogado Fábio Cruz, 46 anos, de Catete (RJ).

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Os sócios da SF Consultoria Imobiliária Dario Ferraço, 35 anos, e Raphael Sampa, 34 anos, de Barueri (SP), receberam aproximadamente 10% de solicitações de seus clientes para renegociações de seus contratos. No setor de locação comercial o número foi bem maior, cerca de 50% dos inquilinos entraram com solicitações, alegando o fechamento dos comércios e queda nos lucros. "Estamos analisando caso a caso, de acordo com histórico de adimplência por parte dos locadores e sempre tentando encontrar o melhor para todas as partes", diz.

Como a pandemia atingiu a todos, os contratos que foram feitos antes de 20 de março devem ser analisados de acordo com o estado de calamidade que o mundo vive. "Os locadores fazem da locação seus investimentos e devem sim ser remunerados por eles. No entanto, os locatários precisam de uma revisão contratual provisória para que o 'equilíbrio da balança' contratual possa ser restabelecido", explica a advogada Bruna Giannecchini.

Caso a única renda do dono do imóvel seja o aluguel, a advogada afirma que o valor pode ser negociado em até 50%, com direito a revisões a cada dois meses. "Cumpre alertar que, o histórico do inquilino com os pagamentos faz toda a diferença", destaca. "Forçar, notificar e ajuizar ação não vai levar à lugar nenhum e, quem sabe, em alguns meses, poderá perder um bom inquilino", complementa.

Já está sendo planejada uma lei no Congresso Nacional que proibi o despejo durante o período de pandemia, porém isso não impede os locadores de realizarem as cobranças. "O prejuízo não pode ser suportado por apenas uma das partes, e o equilíbrio contratual deve ser buscado durante esse período e ser realizada uma revisão contratual provisória", informa Giannecchini.

A advogada recomenda aos donos de imóveis facilitar os processos e acordos com seus clientes, ao mesmo tempo em que os inquilinos devem estar abertos ao diálogo e dispostos a negociar. "Para o locador, não é o momento de pensar em lucro e sim em redução de prejuízos. Por outro lado, o locatário não deve acumular uma bola de neve de dívidas", finaliza.

A Polícia Federal (PF) deflagrou hoje (27), em municípios do Rio Grande do Sul, a Operação Camilo, que apura crimes de fraude à licitação, peculato, corrupção passiva, organização criminosa, ocultação de bens, crime de responsabilidade e desobediência em recursos de saúde.

De acordo com a investigação, os valores foram repassados pela União e pelo estado a uma Organização Social (OS) terceirizada pelo Hospital Regional do Vale do Rio Pardo.

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Além da PF, a força-tarefa é formada pela Controladoria Geral da União, o Tribunal de Contas do Rio Grande do Sul, o Ministério Público Federal e o Ministério Público do Rio Grande do Sul. O prejuízo estimado até o momento é de R$ 15 milhões.

Ao todo, os policiais cumprem 61 mandados de busca e apreensão, 15 de prisão temporária, além de medidas judiciais de sequestro de bens móveis e imóveis, bloqueio de valores depositados em contas dos investigados e de empresas e afastamento cautelar de funções exercidas por cinco servidores públicos municipais.

As ordens judiciais foram expedidas pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região e pela Justiça Estadual de Rio Pardo/RS e foram cumpridas nos municípios gaúchos de Porto Alegre, Rio Pardo, Butiá, Canoas, Capela de Santana, Gravataí, Cachoeirinha, São Leopoldo, Guaíba, Portão, Cacequi e São Gabriel, nas cidades paulistas de São Paulo e São Bernardo do Campo, na cidade do Rio de Janeiro, e em Florianópolis e São José, no estado de Santa Catarina.

Denúncia

O serviço de saúde do Hospital Regional do Vale do Rio Pardo foi terceirizado para uma OS por meio de processo de chamamento público direcionado. A instituição vencedora foi escolhida em outubro de 2017, para administrar diversos subsistemas de atividades, como serviços de vigilância e portaria, alimentação e dietética, manutenção predial, lavanderia, limpeza e sanitização hospitalar, radiologia, exames de imagem e Samu.

Depois de contratada, a organização subcontratou empresas que serviram para desvio de dinheiro público, especialmente por meio de superfaturamento dos valores cobrados pelos serviços prestados e pela não execução de partes de suas obrigações contratuais.

As provas coletadas indicam a existência de esquema criminoso, que conta com a participação dos gestores da organização, de empresas privadas e de servidores públicos. No período compreendido entre novembro de 2017 e fevereiro de 2020 foram destinados ao hospital cerca de R$ 60 milhões em recursos federais e estaduais. Desse valor, R$ 30 milhões foram repassados pela Organização Social às empresas subcontratadas.

Outro fato identificado pela força-tarefa, já no período de enfrentamento à covid-19, foi o repasse de R$ 3,3 milhões à empresa ligada à Organização Social que deveriam ser destinados à construção de dez leitos de UTI no hospital de Rio Pardo. As obras estão em andamento, mas o projeto é impreciso, sem levantamentos prévios de custos, utilizado somente para recebimento da verba pública. A empresa contratada para executar a obra pertence ao mesmo grupo criminoso investigado.

O nome da operação guarda relação com o santo da Igreja Católica São Camilo de Léllis, intercessor de todos os enfermos e profissionais de saúde.

Um levantamento feito pela ONG Redes da Maré aponta indícios de subnotificação de infecções e mortes pelo novo coronavírus na comunidade da zona norte carioca, onde vivem mais de 140 mil pessoas. Segundo a organização, até 18 de maio foram registrados na região 193% mais doentes e 65% mais óbitos do que a contagem da Prefeitura. A Secretaria Municipal de Saúde afirma desconhecer a metodologia do trabalho.

Os números da Redes reforçam a suspeita de que nas áreas mais pobres do Rio a doença tem dinâmica peculiar. Impulsionada por más condições sanitárias e pela descrença da população, o vírus pode ter avançado mais do que se supõe oficialmente. "Não há testagem", disse Eliana Sousa, diretora e fundadora da ONG.

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"Pode ser que algumas pessoas estejam morrendo e o diagnóstico não seja conclusivo. Muitas mostram (o atestado de óbito e dizem): 'Olha, não está dito que foi covid, porque não houve testagem, mas está dizendo que a pessoa morreu por complicação respiratória.'"

Segundo dados oficiais, na Maré, até a segunda-feira da semana passada, havia 89 infectados e 23 mortos. A Redes contrapôs a contagem que apurou até então no bairro: 261 infectados e 38 mortos. Nos dois casos, considerou tanto confirmados por testagem como casos suspeitos. O levantamento apontou que 47% dos óbitos estavam sob investigação, e 80% dos pacientes com sintomas não foram testados. Os dados foram compilados a partir de informações passadas pelas redes sociais e checadas por equipes da ONG, que foram às casas de moradores com sintomas. "Alguns moradores que também apresentaram sintomas sequer buscaram atendimento, pois foram orientados a ficar em isolamento em caso de sintomas leves", indica boletim da Redes.

Moradora da comunidade Marcílio Dias, uma das 16 da Maré, Valdineide Bernardo foi uma das pacientes sintomáticas que buscou ajuda médica e recebeu orientação para voltar para casa. Ela contou que a filha Gabriela, grávida e com 17 anos, teve tosse por três dias. Depois, quem começou a tossir foi Valdineide, diabética. Vieram febre, dor de garganta. Ela foi ao Centro Municipal de Saúde João Cândido, onde a médica receitou um antibiótico. Não houve encaminhamento para exame. Na pequena casa, o pai de Valdineide também adoeceu.

"Aqui é um cubículo: um quarto, uma sala, um banheiro. Então, provavelmente deve ser (covid-19). E não mandaram fazer o teste", queixou-se. Ela reclamou que levou o pai, idoso e diabético, que tinha sintomas, três vezes para ser examinado. Mas disseram que ele estava bem, sem nada na garganta. "E meu pai piorando." Sem ambulância, levou-o em um carro de aplicativo ao Hospital Getúlio Vargas, onde foi internado e aguarda resultado do teste.

Eliana diz que orientações sobre a covid-19 - como ficar em casa se sintomas forem leves - foram inadequadas para moradores de comunidades. Ela também reclamou do que chamou de "sucateamento" das unidades de saúde e da falta de recursos. "Não tem oxímetro (aparelho que mede oxigenação) nas Clínicas da Família." Erros de endereço - a Maré é bairro desde 1994 - também estariam engordando números dos vizinhos Bonsucesso e Ramos.

Dados oficiais

A Secretaria Municipal de Saúde ressaltou que "os dados que divulga são de casos confirmados por exames laboratoriais". Também informou que o registro por bairros considera a notificação com o endereço informado pelo paciente. A pasta ainda negou sucateamento das unidades de atenção primária nas comunidades do Rio.

A secretaria afirmou que pacientes internados com suspeita de Síndrome Respiratória Aguda Grave "são testados logo nas primeiras 24 horas da internação ou até antes". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O papa Francisco aceitou nesta quarta-feira (27) uma renúncia e fez duas novas nomeações de bispos para o Brasil, no Rio de Janeiro e em Goiás.

Em Goiás, o Pontífice aceitou a renúncia apresentada por dom Eugène Lambert Adrian Rixen e nomeou como bispo o padre Jeová Elias Ferreira, do clero da Arquidiocese de Brasília. Ele era vigário-geral e pároco de "Nossa Senhora de Nazaré" em Planaltina, no Distrito Federal.

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Nascido em 24 de agosto de 1961 em Sobral, no Ceará, padre Jeová finalizou os seus estudos de filosofia e teologia no seminário de "Nossa Senhora de Fátima" da Arquidiocese de Brasília. Ele também obteve sua licença em teologia pastoral em Bogotá, na Colômbia.

Já no Rio de Janeiro, a Arquidiocese do estado ganhou o padre Célio da Silveira Calixto Filho como novo auxiliar. Ele era pároco da "Nossa Senhora de Fátima".

Nascido em 8 de maio de 1973, padre Célio é natural de Passos, em Minas Gerais. Ele estudou na Faculdade de Filosofia João Paulo II e no Instituto Superior de Teologia. Além disso, também participou de um curso de especialização em história da filosofia na Faculdade de São Bento e obteve sua licenciatura pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio de Janeiro.

Da Ansa

O município do Rio de Janeiro modificou a forma de calcular as mortes causadas por covid-19. Agora, em vez de registrar os casos depois do resultado dos exames, a Secretaria Municipal de Saúde usará a certidão de óbito no momento do sepultamento para confirmar a causa da morte.

Por isso, só serão registradas mortes por covid-19 caso a certidão de óbito aponte a doença como causa do óbito. A justificativa da Secretaria é fornecer dados mais fidedignos. A nova metodologia não registra, no entanto, confirmações feitas depois de sepultamentos nos casos em que as certidões de óbito não foram corrigidas para conter a nova informação.

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Com a nova metodologia, a cidade do Rio de Janeiro passou a registrar cerca de mil casos a menos. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a capital fluminense tem 1.801 óbitos por covid-19. Já de acordo com os dados de ontem da Secretaria Estadual de Saúde, o número de mortes da cidade chega a 2.978.

Policiais federais deflagraram nesta quarta-feira (27) uma operação contra fraudes na previdência social. A Operação Lazarus é resultado de uma investigação que identificou uma organização criminosa que reativava, de forma irregular, benefícios previdenciários que haviam sido suspensos por falta de “fé de vida”.

Segundo a Polícia Federal, as fraudes contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) chegaram a R$ 5,68 milhões, dos quais R$ 2,6 milhões já foram recuperados aos cofres públicos.

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Os policiais cumprem cinco mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, Belford Roxo e Mesquita, no Grande Rio. Também estão sendo cumpridas medidas de sequestro de bens dos investigados e afastamento de servidor do INSS.

De acordo com a PF, as fraudes foram detectadas pela Coordenação-Geral de Inteligência Previdenciária, do Ministério da Fazenda.

Com 1.039 novas mortes pelo coronavírus registradas nesta terça-feira (26) o Brasil se consolidou como o país com o maior número diário de óbitos do mundo, superando os Estados Unidos, que ocupavam até domingo essa posição. Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil já acumula 24.512 mortes desde o início da pandemia e chegou à marca de 391 mil infecções - 16.324 em um dia.

O Brasil já é o segundo colocado em todo o mundo em relação ao número acumulado de infecções - atrás apenas dos Estados Unidos, que vêm registrando, nos últimos dias, números inferiores na comparação com o início do mês. Até ontem, era 1,6 milhão de casos nos EUA, com 98,2 mil mortes, de acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças. Foram 592 novos óbitos nos EUA em 24 horas. Enquanto os números começam a cair por lá, por aqui a expectativa é de alta.

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O aumento em dados diários de óbitos no Brasil ocorre em um contexto no qual a América do Sul é considerada novo epicentro da pandemia. Países europeus, como Itália e França, têm tido queda nos registros. O fracasso na adoção do isolamento social, o déficit de testagem e a posição negacionista de parte dos líderes políticos são apontados por especialistas como fatores que levam ao agravamento do quadro no País.

Na opinião de Mario Scheffer, professor da Faculdade de Medicina da Universidade São Paulo (USP), o País atingiu esse patamar por causa do fracasso no distanciamento social e da falta de testes para identificar os infectados. "Não foi estruturada uma rede de testagem para detectar e isolar os sintomáticos, persistindo a infecção intra e extra domiciliar", diz. "Três meses depois de decretada a emergência nacional, ainda é improvisada e insuficiente a rede de terapia intensiva e de suporte a casos graves."

O virologista Rômulo Neris, mestre em Microbiologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), atuou na Universidade da Califórnia como pesquisador visitante até a semana passada. Mas decidiu retornar ao Brasil para trabalhar na força-tarefa contra a covid-19. O especialista afirma que os dois países mostraram trajetórias similares no início do enfrentamento à pandemia, mas depois se distanciaram.

"No início da pandemia, os dois países tinham déficit na capacidade de exames, mas os EUA conseguiram aumentá-la. Eles adquiriram respiradores e máscaras, em alguns casos de maneira até questionável. Mas se preocuparam em acumular recursos para enfrentar a pandemia. O Brasil continua com déficit na capacidade de exames a ponto de não conseguir fazer previsões sobre o surto", opina.

O epidemiologista Paulo Lotufo também vê similaridades entre EUA e Brasil nas dificuldades de enfrentamento. "Brasil, Estados Unidos e outros países que tomaram atitudes baseadas no desejo político dos governantes, minimizando os efeitos da pandemia, estão se dando mal", opina. "O negacionismo dos presidentes (Donald Trump e Jair Bolsonaro) e a demora em adotar a quarentena são algumas semelhanças entre os países. Lá pesou um sistema privado fragmentado e aqui, um SUS sucateado", analisa Scheffer.

Depois que os EUA se transformaram no epicentro mundial do vírus, Trump mudou a atitude, negociou com o Congresso um pacote financeiro para resgatar a economia e estendeu as restrições. No Brasil, Bolsonaro critica a quarentena.

A maneira como a doença se expandiu foi semelhante nos dois territórios, opina Márcio Bittencourt, mestre em Saúde Pública e médico do Hospital Universitário da USP. "No Brasil, tivemos surtos separados e independentes acontecendo paralelamente", enumera. "Nos EUA, tivemos um surto em Seattle, quase um mês antes de Nova York. Depois tivemos New Orleans e Chicago."

Isolamento

Agora o desafio brasileiro é desacelerar o avanço da doença, diz Neris. "Na falta de vacina, a maior parte das alternativas para tentar controlar a dispersão do vírus está relacionada ao isolamento. O 'lockdown' não pode ser para remediar. Tem de ser preventivo, e a ideia é que seja imediato.

A Califórnia estabeleceu "lockdown" logo no início e não confirmou a previsão de que seria um dos centros da epidemia." Lotufo também defende o "lockdown" e recomenda isolamento radical de pelo menos 15 dias em São Paulo e no Rio. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Sob novas regras, shoppings e centros comerciais do Distrito Federal (DF) reabrem as portas nesta quarta-feira (27), depois de 69 dias fechados. De acordo com o decreto do governador Ibaneis Rocha, publicado na última sexta-feira (22), esses estabelecimentos reabrirão em horário restrito, das 13h às 21h. Já as áreas de recreação e brinquedotecas dos shoppings, lojas de jogos eletrônicos, cinemas e teatros deverão permanecer fechados. As praças de alimentação e os provadores de lojas de vestuários também estão proibidos de abrir.

Segundo o presidente da Federação do Comércio (Fecomércio) do Distrito Federal, Francisco Maia, a fiscalização do governo será rígida. Além do uso de máscaras e álcool em gel, os lojistas serão submetidos a testes de Covid-19 de 15 em 15 dias. Uma parceria com o governo do DF vai oferecer esses testes, de forma gratuita. Cerca de 500 testes serão disponibilizados diariamente.

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Hoje, excepcionalmente, por causa da grande demanda registrada na terça-feira (26) e das filas que se formaram,  serão feitos 2 mil testes. O número de postos de testagem também aumentou de um para 15.

Outra medida para evitar aglomerações será a liberação de apenas 50% das vagas dos estacionamentos desses locais. Além disso, é necessário que haja medição de temperatura de todos os clientes antes de entrarem no shopping. A distância mínima de dois metros entre as pessoas também será obrigatória. O empregado, colaborador, terceirizado e prestador de serviço que apresentar sintomas do novo coronavírus deverá ser orientado a permanecer em isolamento domiciliar.

Outras atividades

Sobre as atividades que não foram reabertas até o momento, como bares, restaurantes, academias e salões de beleza, o presidente da entidade diz que dependerá de como o comércio se comportará e como as condições de saúde ficarão nas próximas semanas. A expectativa é de que o restante dos estabelecimentos retorne às atividades dez dias após os shoppings, se tudo correr bem.

“Acredito que cada comerciante terá que ter um ato de muita responsabilidade com a volta dos shoppings e do comércio de rua. A não observância das normas pode ocasionar um aumento da curva de contaminação, o que prejudicará a reabertura de outros segmentos, ou até mesmo o fechamento dos negócios que já foram reabertos”, ressaltou Maia.

Economia

Apesar da reabertura das lojas, os empresários não estão otimistas, já que o consumidor está receoso de sair às ruas. Além disso, no momento em que as atividades voltarem, o comerciante precisará pagar aluguel, água, luz e outras pendências. “Só vamos saber como será quando as lojas, de fato, reabrirem. Prevemos ainda que vai haver muita demissão e muitas lojas não vão voltar a reabrir, pois já estão falidas”, disse o empresário.

Fechados

Bares, restaurantes, quiosques, food trucks e trailers de venda de refeição ainda não têm autorização para funcionar. Ficam permitidas operações de entrega em domicílio, pronta entrega em veículos e retirada do produto no local, sem abertura do estabelecimento para atendimento ao público em suas dependências.

As feiras populares também ficam com as atividades paradas, podendo abrir apenas as permanentes e as exclusivas de produtos alimentícios. O funcionamento de salões de beleza, barbearias, esmalterias, centros estéticos e academias ainda não foi liberado. Também continuam suspensos eventos de qualquer natureza, assim como cinemas e teatros, boates e casas noturnas, além do comércio ambulante em geral.

Atividades educacionais como escolas, universidades e faculdades também não poderão abrir, assim como igrejas e centros religiosos. Segundo o decreto, os ajustes necessários para o cumprimento do calendário escolar serão estabelecidos pela Secretaria Estadual de Educação, após o retorno das aulas. Fica autorizado o funcionamento do comércio em geral, não relacionado.

Casos

Até a noite dessa terça-feira o Distrito Federal registrou 7.210 casos do novo coronavírus e 124 mortes de pacientes infectados.

O Brasil realizou até o momento 871,8 mil testes para o novo coronavírus, afirmou o Ministério da Saúde nesta terça-feira (26). Os laboratórios públicos são responsáveis por 460,1 mil testes realizados, e os cinco grande laboratórios particulares, pelos outros 411,7 mil. A taxa de testagem é de 4,2 mil a cada milhão de habitantes, quantidade que a pasta admitiu não ser suficiente.

Os testes realizados são do tipo RT-PCR, método que identifica o coronavírus em até sete dias do início dos sintomas, período em que o vírus ainda está agindo no organismo do paciente.

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"Estamos testando em uma quantidade não ideal para o tamanho, magnitude e dinâmica do Brasil, mas é melhor do que nos meses anteriores", afirmou o secretário substituto de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Eduardo Macário. Em março, no começo da pandemia no País, a média semanal de testagem era de 8,7 mil. Atualmente, é de 46,1 mil.

O número, porém, ainda é bem distante dos 46 milhões almejados pela pasta ainda para este ano. No último dia 6, o ministério lançou o Programa Diagnosticar para Cuidar, cujo intuito era ampliar a testagem até atingir 22% da população.

O governo comprou 13,9 milhões de RT-PCR, recebeu 4,7 milhões e repassou 3,1 milhões aos laboratórios públicos, ainda de acordo com informações divulgadas nesta terça-feira. Com isso, ainda há 9,1 milhões a serem entregues pelos fornecedores ao Ministério da Saúde. Sobre isso, Macário justificou que a capacidade de produção dos laboratórios não é imediata e que a maioria dos produtos é importado, neste momento em que há problema no transporte internacional. "Mas está dentro da nossa programação."

Mais de 3,7 mil óbitos estão em investigação para saber se foram por conta da covid-19 e aguardam o resultado de exames.

O Brasil registrou 1.039 novas mortes causadas pela covid-19 nas últimas 24 horas, o que aumentou o total de óbitos pela doença para 24.512 no País. De ontem para hoje, 16.324 novos casos de infecção pelo novo coronavírus foram registrados e agora já são 391.222 pessoas contaminadas. Do total de óbitos confirmados, somente 284 ocorreram nos últimos três dias. O restante aconteceu em período anterior, mas só teve agora a confirmação. O ministério informou que outros 3.882 óbitos estão em investigação por suspeita de covid-19.

Depois de descobrir que a filha, Alexandra Dougokenski, assumiu ter matado o próprio filho, Isaíldes Batista, 58 anos, revela que se realmente ficar confirmado que a sua filha, assassinou Rafael Mateus Whinques, 11 anos, será por ela considerada como um "monstro".

"Não cai a ficha pra nós. Não acreditamos em tudo que tá acontecendo. A gente quer justiça para quem fez essa maldade, e que vai pagar. Não considero mais ela (Alexandra) minha filha. A gente não aceita", comenta Isaíldes, que é avó da criança, ao site Gaúcha Zh.

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O corpo do pequeno foi encontrado nesta segunda-feira (25), depois de 10 dias desaparecido. O corpo do Rafael foi localizado por volta das 17 horas, enrolado em um lençol próximo a casa de familiares em Planalto do Rio Grande do Sul. 

A mãe chegou a contar para a polícia que o garoto havia desaparecido. Depois, de acordo com a chefe da Polícia Civil, delegada Nadine Anflor. Alexandra Dougokenki mãe da criança confessou o crime. 

 

Na noite desta terça-feira (26), o ministro da Educação do governo Bolsonaro, Abraham Weintraub, afirmou que a epidemia de Covid-19 que o Brasil atravessa está “começando a arrefecer”. A declaração foi feita durante uma conversa com o deputado Diego Garcia (Podemos-PR), transmitida ao vivo pelo Instagram. Também nesta terça, o Brasil atingiu a marca de 24.512 mortos e 391.222 casos confirmados de Covid-19, tornando-se o país líder no mundo em mortes diárias.

Durante a live, Weintraub falava sobre números registrados em hospitais universitários administrados pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), órgão que está sob responsabilidade do Ministério da Educação (MEC), apresentando números de lotação de leitos em hospitais do país, quando afirmou que a Covid-19 parece ter atingido seu pico.

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“Ainda é muito cedo pra falar, mas aparentemente a gente chegou ao pico da epidemia e começa a dar sinais em vários estados que ela tá começando a arrefecer e tá diminuindo a contaminação e o número de mortos. Não é para as pessoas deixarem de ter cuidado. Continuar lavando bem a mão, evitando aglomeração, passando álcool gel, mas a epidemia vai passar, as pessoas vão fazer Enem, a vida vai seguir, o Brasil vai voltar a levar uma vida normal. Essa é a mensagem principal”, disse o ministro.

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O Brasil registrou 1.039 novas mortes causadas pela covid-19 nas últimas 24 horas, o que aumentou o total de óbitos pela doença para 24.512 no País, segundo balanço divulgado na noite desta terça-feira, 26, pelo Ministério da Saúde. Desta segunda, 25, para hoje, 16.324 novos casos de infecção pelo novo coronavírus foram registrados e agora já são 391.222 pessoas contaminadas.

Do total de óbitos confirmados ontem, somente 284 ocorreram nos últimos três dias. O restante aconteceu em período anterior, mas só teve agora a confirmação. O ministério informou que outros 3.882 óbitos estão em investigação por suspeita de covid-19.

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O Estado de São Paulo segue liderando em número de casos (86.017) e mortes (6.423) decorrentes da doença; seguido pelo Rio de Janeiro (40.024 casos e 4.361 óbitos) e Ceará (37.021 e 2.603).

O Brasil segue ocupando a segunda posição entre as nações com mais casos de covid-19 no mundo, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, que acumula mais de 1,6 milhão de infectados, segundo dados compilados pela plataforma da Universidade Johns Hopkins até às 19h desta terça-feira. Na lista de países com mais mortes acumuladas, o Brasil ocupa a 6ª posição. Só fica atrás de Estados Unidos (98.717), Reino Unido (37.130), Itália (32.955), França (28.533) e Espanha (27.117 ).

Em todo o mundo, a covid-19 já infectou 5,5 milhões de pessoas, causando a morte de 348 mil delas, também de acordo com os dados da Universidade Johns Hopkins. Depois do início do surto na China em dezembro, pico na Europa e nos Estados Unidos em março e abril, a América do Sul passou a ser considerada o novo epicentro da doença pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Mais cedo, a projeção do avanço da covid-19 no Brasil feita pela Universidade de Washington e atualizada nesta segunda-feira, 25, prevê que o País tenha 125.833 mortes até o início de agosto. Em 12 de maio, quando o modelo estatístico passou a abarcar o Brasil, a previsão era de que o País registrasse 88 mil mortes até 4 de agosto. Em duas semanas, no entanto, a avaliação incluiu dados de mais Estados e mostra que a situação brasileira piorou.

Apesar da quarentena e do menor movimento nas ruas em função da pandemia de covid-19, 177 pessoas foram mortas pelas polícias Civil e Militar do Estado do Rio de Janeiro durante o mês de abril, segundo dados oficiais divulgados nesta terça-feira (26) pelo Instituto de Segurança Pública (ISP), órgão subordinado ao governo do Estado do Rio. Isso corresponde a quase seis pessoas mortas por dia, ou uma pessoa morta pela polícia a cada 4 horas. É o segundo maior número de mortos na série histórica iniciada em 1998. O recorde é de 195 mortes, registradas em julho de 2019, quando o movimento de pessoas pelas ruas era normal.

De janeiro a abril de 2020, as polícias Civil e Militar do Rio mataram 606 pessoas, 46 a mais do que no mesmo período de 2019, ano em que se registrou o recorde de mortes, com 1.810 ao longo dos 12 meses. Se essa tendência se mantiver, será estabelecido um novo recorde.

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A polícia matou 152 pessoas em janeiro e 164 em fevereiro deste ano. Em março, mês em que começaram as medidas de isolamento devido ao coronavírus, os policiais mataram 113 pessoas, o menor número da gestão do governador Wilson Witzel (PSC), iniciada em 2019. Witzel defende a morte de pessoas que estejam carregando fuzis - "a polícia vai mirar na cabecinha e... fogo", afirmou ao Estadão, logo após ser eleito.

Em relação a março, o número de mortos aumentou 56,6% em abril. Em relação a abril de 2019, quando foram mortas 124 pessoas, o aumento foi de 42,7%.

Consultadas pela reportagem, as polícias Civil e Militar do Estado do Rio de Janeiro não haviam se manifestado até a publicação desta reportagem.

Outros números

Os roubos de cargas, de veículos e os roubos de rua (que incluem roubo a transeunte, roubo de aparelho celular e roubo em coletivo) caíram em abril em relação ao mês anterior e ao mesmo mês de 2019, no Estado do Rio.

Segundo o ISP, foram 337 roubos de carga em abril, contra 366 em março e 667 em abril de 2019. Os roubos de veículo foram 1.847 em abril, contra 2.450 em março e 3.755 em abril de 2019. Os roubos de rua foram 4.021, contra 6.941 em março e 11.040 em abril de 2019.

O presidente da Magazine Luiza Frederico Trajano afirmou nesta terça-feira (26) em conferência com jornalistas que o Brasil é único a reabrir enquanto a curva da pandemia da covid-19 aumenta. 

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A expectativa do CEO é que dentro de dois meses comece a abrir suas lojas, mas considera precoce a abertura de alguns estabelecimentos. "O Brasil é talvez o único que está flexibilizando o isolamento numa hora em que os indicadores continuam subindo. Pelos nossos cálculos, serão mais 2 ou 3 semanas para atingir o pico. Acho que é cedo para baixar a guarda, então vamos seguir o nosso modelo de controle com 60 variáveis para decidirmos quando iremos abrir", declarou em entrevista ao Valor Econômico.

O CEO ainda mostrou que não está tão positivo em relação aos crescentes números de casos de Covid-19. Além disso, ele ainda afirmou que suas lojas poderiam permanecer fechadas por dois anos sem quebrar devido ao caixa.

 

O frade franciscano Mário Lúcio da Rocha Andrade, de 54 anos, morreu no fim da noite desta segunda-feira (25) vítima do novo coronavírus, no Hospital de Base, de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo. Ele atuava na Fraternidade São Francisco de Assis na Providência de Deus, que desenvolve projetos de assistência em saúde para populações em situação de vulnerabilidade, em Jaci, cidade da região. Trata-se do segundo religioso franciscano vítima da Covid-19 na instituição. No último dia 9, a doença causou a morte de Frei Bruno, nome religioso do frade Paulo Fernando de Campos Meneses, de 36 anos.

Conforme a coordenadoria de saúde de Jaci, o frade Mário Lúcio testou positivo para o novo coronavírus no dia 26 de abril, quando outros frades, inclusive Frei Bruno, também pegaram a doença. Diabético e cardiopata, ele passou a apresentar sintomas graves e foi internado no Hospital de Base de Rio Preto. Há 15 dias, o paciente apresentou melhora e chegou a ser retirado da entubação, mas o quadro piorou. O óbito foi registrado às 22h de Segunda-feira (25). Na manhã desta terça, 26, o corpo foi enterrado no cemitério municipal de Jaci. Devido ao protocolo de Covid-19, apenas dez frades puderam acompanhar o sepultamento.

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De acordo com a associação, frei Mário Lúcio era um postulante e ainda aguardava a ordenação sacerdotal. Ele ficou doente quando um surto de coronavírus atingiu a Casa do Cireneu, entidade que acolhe moradores de rua. No total, cerca de 20 frades e 31 assistidos testaram positivo para a doença.

Segundo a associação, os demais frades e os moradores de rua cumpriram quarentena e estão recuperados. Os dois frades faziam parte de um grupo de mais de 100 franciscanos que atuam em obras sociais da Fraternidade, espalhadas por seis Estados brasileiros, com filial em Portugal e missões no Haiti.

A diocese de São José do Rio Preto divulgou nota pedindo orações. "Rezemos pelo seu descanso eterno, pela sua família e pelos membros da Fraternidade, que perdem seu segundo membro para o coronavírus." O bispo d. Tomé Ferreira da Silva prestou homenagem ao frade. "Descanso eterno ao Mário Lúcio, postulante da Fraternidade São Francisco na Providência de Deus, vítima da Covid-19. Deus console os membros da Fraternidade e os familiares. Rezemos."

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