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Pernambuco tem mais templos religiosos do que escolas e unidades de saúde, somadas. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (2), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que apresentou dados inéditos do Censo 2022, com coordenadas geográficas de endereços em todo o país. 

No total, o Censo levantou que há 24.931 estabelecimentos religiosos no estado, enquanto 9.477 são unidades de saúde e 13.373 são escolas. Portanto, com base nesses dados, é possível afirmar que para cada 2,6 templos religiosos, existe apenas uma unidade de saúde em Pernambuco. Seguindo a mesma lógica, existe 1,8 lugares voltados às religiões para cada escola no estado.   

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Confira os dados completos de Pernambuco abaixo: 

Domicílio particular: 4092295 

Domicílio coletivo: 2884 

Estabelecimento Agropecuário: 206911 

Estabelecimento de ensino: 13373 

Estabelecimento de saúde: 9477 

Estabelecimento com outras finalidades: 577168 

Edificação em construção: 193443 

Estabelecimento Religioso: 24931 

A discrepância, no entanto, não é exclusiva de Pernambuco. Os números de templos religiosos são maiores em todos os estados do Brasil, sempre ultrapassando os números de escolas e unidades de saúde. Os resultados do censo estão disponíveis no site do IBGE e no portal do panorama do Censo 2022

 

O mapa está disponível para consulta no site do IBGE. Foto: Reprodução/IBGE 

Sobre a coleta dos dados   

O Censo 2022 coletou 111,1 milhões de coordenadas geográficas, divididas em tipos específicos, chamados de espécies. Segundo o gerente do Cadastro de Endereços do IBGE, Eduardo Baptista, os recenseadores utilizaram um dispositivo móvel de coleta (DMC) para listar todos os endereços visitados. “Essas coordenadas eram coletadas durante a confirmação ou inclusão de endereços no cadastro do IBGE. O recenseador, durante o percurso no setor censitário, encontrava o endereço em uma lista prévia que já estava carregada no DMC. Ele confirmava aqueles que já existiam e estavam na lista e incluía os que não estavam. Após a inclusão ou confirmação de um endereço, o aplicativo do DMC registrava a coordenada geográfica daquela unidade visitada”, diz o gerente.   

A apuração aconteceu até o dia 28 de maio de 2023, com um intervalo para o tratamento e validação dos dados até 01 de agosto. 

 

Em um culto religioso realizado no último domingo (28) no templo da Assembleia de Deus de Pernambuco (IEADPE), localizado na área central do Recife, o pastor Ailton Junior fez uma declaração condenando os doramas - séries populares produzidas por TVs asiáticas. O líder religioso, que vem recebendo inúmeras críticas nas redes sociais devido as suas falas, afirmou que as produções audiovisuais "defendem a androginia" e que nelas "não há definição de macho e de fêmea".

As declarações do pastor se tornaram públicas após terem sido divulgadas através do canal no YouTube da própria igreja, que transmitia o 22º Congresso de Adolescentes. No vídeo, a partir do momento 1:14:50, é possível observar diversos jovens, que assistiam o culto, surpresos com a abordagem do pastor sobre o tema discutido na pregação.

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"Não façam mais o coração de dorama nos púlpitos da igreja para tirar fotos. Vocês sabem o que é dorama? Quem aqui sabe o que é dorama? [É a] Defesa da androginia! Não há definição de macho, nem fêmea. E todo mundo fazendo o sinal de dorama porque são ignorantes", disse o líder religioso.

[@#video#@]

Ailton ainda afirmou que quando as pessoas assistem doramas e outras séries sobre "morte, vampiragem e desgraças", elas estão se "acostumando com a forma como o diabo age".

O trecho em que pastor fala dos doramas foi cortado e compartilhado por várias páginas nas redes sociais, o que culminou em inúmeras críticas, inclusive de fiéis da igreja. A maioria dos internautas reprovaram a postura do líder religioso, demonstrando que ele desconhecia os doramas, já que a maioria dessas obras possui uma visão conservadora dos relacionamentos e com valores compartilhados pelas ideologias cristãs, como amor, fidelidade nas relações amorosas e baixo conteúdo erótico.

 

 

 

Uma tecnologia voltada inicialmente à aplicação de biodefensivos para o controle biológico de pragas agrícolas poderá ser usada no ambiente urbano para ajudar a conter a proliferação de mosquitos transmissores de vírus causadores de doenças, como o Aedes aegypti.

Desenvolvida pela empresa Birdview, situada na cidade de São Manuel, no interior paulista, com apoio do Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), a solução despertou o interesse de empresas produtoras de Aedes aegypti estéreis no Brasil para ajudar na erradicação de doenças como dengue, febre amarela, chikungunya e zika, de acordo com a Agência Fapesp, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo.

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“Ao participar da última edição do Programa de Treinamento em Empreendedorismo de Alta Tecnologia [Pipe Empreendedor] identificamos algumas empresas produtoras de Aedes aegypti estéreis interessadas em firmar parceria conosco para fazer a soltura do inseto em áreas urbanas”, revela Ricardo Machado, cofundador da startup.

Drones

A tecnologia desenvolvida consiste em um sistema modular de liberação e embalagem - integrado a drones - que efetua a soltura controlada de insetos adultos em regiões demarcadas, minimizando danos e estresses induzidos.

No campo, a tecnologia permite liberar sobre as lavouras insetos para combater pragas agrícolas que são seus inimigos naturais. Já em áreas urbanas, a solução poderá ser empregada para soltar Aedes aegypti machos e estéreis para se acasalar com mosquitos fêmeas – que picam e transmitem vírus causadores de doenças e copulam uma vez na vida. Dessa forma, é possível diminuir a população do inseto, estimam especialistas.

Biodefensivos

Em oito anos de atuação, a empresa já realizou mais de 15 mil voos para a liberação de biodefensivos em mais de um milhão de hectares. Entre seus clientes estão as usinas São Martinho, São Manuel e a Suzano.

O projeto de liberação de mosquitos ainda é experimental e a empresa tenta fechar parceria com criadores de insetos estéreis, que arcariam com os custos do serviço. Os valores e o tempo necessário para a intervenção surtir efeito estão sendo avaliados.

“A solução também pode ser utilizada para lançar sementes visando a restauração de florestas”, afirma Ricardo Machado.

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) convocará 4,3 milhões de aposentados, pensionistas e beneficiários de auxílios de longa duração para fazer a prova de vida anual. Desde o início de 2023 que cabe ao instituto comprovar que o beneficiário está vivo, a partir de cruzamento de dados. No entanto, para os casos em que o rastreamento não é efetivo, o titular precisa fazer ele mesmo a prova de vida.

“Elas se enquadram nos casos em que o INSS não consegue fazer a comprovação de vida por não encontrar o beneficiário em nenhuma base de dados. Por conta disso, é enviada uma notificação via aplicativo Meu INSS, Central 135, e/ou notificação bancária informando que a prova de vida ainda não foi efetivada”, afirmou o INSS. As 4.351.557 de pessoas convocadas são nascidas nos meses de janeiro a março.

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Já foram notificadas 3.089.043 pessoas nascidas em janeiro e fevereiro. Nesta quinta-feira foi a vez de 1.262.514 que fazem aniversário em março que estão há mais de 12 meses sem realizar a prova de vida.

Os segurados que receberem a notificação devem procurar o Meu INSS ou o banco onde recebem o benefício para realizar a prova de vida.

Passados 60 dias após as notificações via aplicativo Meu INSS, Central 135, e/ou notificação bancária, não havendo a comprovação de vida, o pagamento poderá ser bloqueado.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) avançará neste ano sobre a criação de uma lista de "passageiros indisciplinados", o que na prática poderá impedir indivíduos de voar por até 12 meses. O mecanismo já existe em países como os Estados Unidos, sendo usado para, em teoria, garantir segurança ao evitar o embarque de pessoas com histórico de problemas em voos anteriores. Apesar de haver embasamento legal para a criação da lista, as definições finais são vistas como delicadas por advogados e até mesmo pela diretoria da Anac.

A discussão está prevista na agenda regulatória, pautada em razão de dispositivo da Lei 14.368, conhecida como Lei do Voo Simples, que foi sancionada em junho de 2022. Essa lei determina a criação de medidas para punir os passageiros que afrontam previsão do artigo 232 do Código Brasileiro de Aeronáutica (Lei 7565/86). O artigo em questão estabelece que "a pessoa transportada deve sujeitar-se às normas legais constantes do bilhete ou afixadas à vista dos usuários, abstendo-se de ato que cause incômodo ou prejuízo aos passageiros, danifique a aeronave, impeça ou dificulte a execução normal do serviço".

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Agora, a Anac deve regulamentar o tratamento aos passageiros que atentem contra essas regras. O órgão regulador deverá determinar, por exemplo, quais atos de indisciplina são considerados gravíssimos. Conforme a Lei 14.368, os registros desses atos servirão para todas as companhias, que poderão compartilhar histórico dos clientes indisciplinados entre elas. Para esses, as empresas poderão deixar de vender passagens por até 12 meses, resguardado passageiro em cumprimento de missão de Estado ou outras exceções a serem definidas pela Anac.

"Indisciplina pode ser aquele indivíduo que agrediu a aeromoça, um tripulante, um passageiro ou até mesmo o importuno sexual. Serve para coisas graves", explica o diretor-presidente da Anac, Tiago Sousa Pereira. O representante avalia, contudo, que a discussão sobre a lista é difícil do ponto de vista jurídico. "Temos o direito constitucional de ir e vir, por exemplo", cita sobre um dos possíveis entraves que devem pautar as discussões. A previsão do diretor é de que o tema vá para audiência pública até o fim deste semestre.

Associações apoiam

As associações do setor apoiam a adoção da lista. No último levantamento sobre o tema, a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) apontou que, apenas no primeiro trimestre de 2023, as companhias registraram 114 episódios que incluem comportamento agressivo de passageiro, envolvendo agressão física e/ou ameaças. Em 2022, foram 585 ocorrências, recorde em quatro anos. Os números dos demais meses de 2023 devem ser atualizados nos próximos dias, segundo informa a Abear.

A Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata) pediu no ano passado que os países adotem as medidas necessárias para processar os passageiros indisciplinados, em conformidade com o Protocolo de Montreal 2014 (MP14). "A tendência crescente de incidentes indisciplinados com passageiros é preocupante. Os passageiros e a tripulação têm direito a uma experiência segura e sem complicações a bordo", destacou o vice-diretor-geral da entidade, Conrad Clifford.

Controvérsias

Com base no que prevê a atualização da legislação em 2022, a avaliação dos analistas consultados é de que há base legal para a criação da lista, restando tão somente o detalhamento. A advogada Roberta Andreoli, sócia do Leal Andreoli Advogados e presidente da Comissão Especial de Direito Aeronáutico da Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo (OAB-SP), diz que antes mesmo dessas definições, é necessário observar que, quando o passageiro adquire uma passagem, é celebrado um contrato que pressupõe o cumprimento de obrigações e deveres por ambas as partes.

"No caso do passageiro se demonstrar indisciplinado, comprovadamente colocando em risco o voo, terceiros e a infraestrutura aeroportuária, a linha aérea não deve ser obrigada a celebrar outros contratos posteriores. Mesmo porque o Código Penal tipifica como crime o atentado contra a segurança do transporte aéreo", explica sobre o que deve ficar amparado de forma clara com a regulamentação a ser feita pela Anac.

Ao citar casos de assédio contra mulheres, a advogada Mariana Covre, especialista em Ambientes Regulados, diz que a criação da lista será uma importante ferramenta de proteção. "Assim como o motorista que comete infração pode ser sancionado e ter suspenso, ainda que temporariamente, sua habilitação para ir e vir dirigindo, essa medida colocaria uma limitação ao direito de ir e vir daquele cidadão que ultrapassa a linha limítrofe do seu direito violando direito de outrem", defende.

Quando os debates sobre a criação da lista forem superados, ainda restará um ambiente com complexidades, avalia o advogado Leo Rosenbaum, especializado em Direitos do Passageiro Aéreo, sócio do Rosenbaum Advogados. A partir da experiência dos EUA, Rosenbaum diz que o processo de inclusão e remoção de nomes da lista tem sido por vezes controverso. "Por lá, a lista cresceu significativamente ao longo dos anos, levantando preocupações sobre a eficácia e direitos civis", afirma.

Outra controvérsia na experiência americana é a existência de denúncias da inclusão de nomes de indivíduos por supostamente se negarem a serem informantes do FBI. "No Brasil, a legislação específica deverá considerar situações em que os passageiros podem ser barrados, assegurando que as restrições sejam justas, baseadas em critérios objetivos, e alinhadas com a Constituição Federal", destaca Rosenbaum.

Um holandês, de 58 anos, morreu no último sábado, 27, depois de sofrer um assalto em São Paulo e, durante a ocorrência, bater a cabeça. A vítima, identificada como Hessel Hoeskra, ficou 12 dias internado no Hospital 9 de Julho (centro) antes de ir a óbito na semana passada. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), o caso foi registrado como latrocínio, e nenhum suspeito foi preso até a noite desta quinta-feira, 1. Três suspeitos foram identificados.

Em nota, a SSP informou que Hessel Hoeskra e um amigo estavam fazendo "atividades turísticas" na cidade, quando foram abordados por criminosos. Um dos integrantes do grupo tentou roubar a correntinha do colega da vítima, mas o holandês reagiu e tentou impedir a ação dos assaltantes. Na confusão, Hoeskra caiu e a bateu a cabeça.

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A pasta não informou o local onde a dupla foi assaltada e nem a data da ocorrência. Mas, em nota, afirmou que "o homem chegou a ficar internado por 12 dias no Hospital 9 de Julho".

Em comunicado, o hospital diz que "lamenta a morte do paciente Hessel Hoeskra ocorrida no dia 27 de janeiro" e que "se solidariza com a família e os amigos" da vítima.

O caso foi registrado como latrocínio pelo 78.º Distrito Policial (Jardins), e é investigado por meio de inquérito policial instaurado pela 1.ª Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas (Cerco).

A SSP diz que a polícia trabalha para identificar os suspeitos que participaram do crime, e que imagens de câmeras de monitoramento estão sendo analisadas. "Demais detalhes serão preservados para garantir autonomia aos trabalhos policiais", declarou a pasta.

Nesta quinta-feira, o secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite, disse que três suspeitos foram identificados e que a prisão preventiva do trio foi solicitada. "Faltavam alguns detalhes para a autoridade policial fazer o pedido de prisão temporária e, certamente, não mediremos esforços para encontrá-los e colocá-los à disposição da Justiça", afirmou o secretário.

O final de semana será de tempo nublado na capital paulista e em boa parte do Estado de São Paulo. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a capital terá muitas nuvens e pancadas de chuva isoladas já nesta quinta-feira (1°) e o tempo seguirá assim pelo menos até domingo (4). O calor deve aumentar levemente.

Nesta quinta-feira, a temperatura deve ficar entre 20°C e 25°C, na sexta (2) ficará entre 19°C e 25°C, no sábado (3) entre 19°C e 26° e no domingo (4) entre 20°C e 27°C.

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No litoral a previsão é semelhante: tempo nublado com pancadas de chuva isoladas. Em Santos, as máximas serão de 28°C nesta quinta, 25°C na sexta-feira, 29°C no sábado e 28°C no domingo.

Em Campinas a previsão também é de chuvas isoladas. As temperaturas máximas devem ser de 30°C nesta quinta, 28°C na sexta-feira, 30°C no sábado e 29°C no domingo.

Em Ribeirão Preto fará um pouco mais calor, segundo o Inmet, mas a previsão também é de chuva. As temperaturas máximas devem ser de 30°C nesta quinta, 28°C na sexta-feira, 32°C no sábado e 31°C no domingo.

Um turista de 27 anos foi resgatado por equipes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros na manhã de terça-feira, dia 30, após passar cinco dias perdido em uma trilha no núcleo de Bertioga do Parque Estadual Serra do Mar, no litoral de São Paulo.

Conforme informações da PM, o homem teve uma torção no tornozelo, o que teria dificultado sua locomoção para fora do parque, mas conseguiu pedir resgate no fim da tarde de segunda-feira, 29, ao se aproximar de uma torre para obter sinal de celular.

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A Polícia Militar informou que o turista, que é morador de Brasília, fez contato com o Corpo de Bombeiros por volta das 18h de segunda-feira, 29, para comunicar que se perdeu enquanto realizava uma trilha em área de serra dentro do parque, nas proximidades da Rodovia Mogi-Bertioga. O turista passou as coordenadas de onde estava, e em seguida ficou incomunicável.

Com as informações em mãos, a equipe do helicóptero Águia 12 da PM fez buscas próximas aos pontos de interesse, que se tratava de área íngreme e de densa vegetação. Já o Corpo de Bombeiros realizou infiltrações com o Grupo de Busca e Salvamento, utilizando guincho elétrico.

O turista foi localizado por volta de 10h desta terça. O resgate foi realizado com infiltrações na mata pelo Grupo de Busca e Salvamento, do 17º Grupamento de Bombeiros. O homem então foi deslocado até local de apoio, onde estavam presentes o Comando de Área e demais viaturas do Corpo de Bombeiros, que realizaram o atendimento e o encaminharam para um pronto-socorro em Mogi das Cruzes.

Turista foi multado em R$ 10 mil por acesso irregular ao parque

A Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado (Semil) informou ao Estadão que, após o resgate, o homem recebeu multa de R$ 10 mil por acesso irregular e desacompanhado ao parque. A pasta disse ainda que reforça, por meio da Fundação Florestal, a importância de monitores ambientais para trilhas seguras. As atividades podem ser agendadas no site www.ingressosparquespaulistas.com.br

Segundo a prefeitura de Bertioga, a região tem testemunhado "diversos incidentes envolvendo grupos de turistas que se aventuram na densa floresta da Mata Atlântica, localizada em áreas preservadas e monitoradas". No último sábado, 27, um grupo de quatro pessoas se perdeu na mata, sendo posteriormente resgatado por equipes do Corpo de Bombeiros e da vigilância dos Parques Estaduais.

Queda de helicóptero

No último dia 12, a Polícia Militar de São Paulo localizou, também em área de mata, um helicóptero que estava desaparecido havia mais de dez dias após decolar do Aeroporto Campo de Marte, na zona norte da capital paulista, com destino a Ilhabela, no litoral norte do Estado. Os quatro tripulantes morreram com a queda do helicóptero.

A aeronave desaparecida foi localizada pelo helicóptero Águia 24 em uma área de mata na região de Paraibuna, entre São Paulo e Ilhabela. Segundo informações divulgadas na ocasião, o perímetro passou a ser alvo de buscas específicas da Polícia Militar após uma triangulação do sinal de antenas de celular feita pelo serviço de inteligência da Polícia Civil.

Nas quatro primeiras semanas de 2024, o Rio de Janeiro teve 17.437 casos prováveis de dengue. Para efeitos de comparação, no mesmo período em 2023, foram 1.441 casos. As informações foram divulgadas nesta quarta-feira (31) no boletim Panorama da Dengue, produzido pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ). Há duas mortes confirmadas até agora: a de uma mulher de 98 anos, em Itatiaia, na região serrana, e a de um homem de 33 anos, em Mangaratiba, na Costa Verde.

Dos 92 municípios do estado, 14 estão com taxa de incidência acima de 500 casos por 100 mil habitantes. A doença avança com mais velocidade em cidades menores e nas mais próximas aos estados de Minas Gerais e São Paulo. Na região serrana, o número de casos está 14 vezes acima do esperado para o período e, na região metropolitana, dez vezes maior. Na Baía de Ilha Grande e no Centro-Sul Fluminense, são nove vezes mais casos.

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Nos exames analisados pelo Laboratório Central Noel Nutels (Lacen-RJ), que pertence ao governo do estado, a taxa de positividade oscilou de 35% para 33%. Foram processados 4.464 testes para a doença na terceira semana epidemiológica do ano (14/01 a 20/01), mais do que em qualquer semana de 2023.

O boletim Panorama da Dengue é divulgado todas as semanas pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs). Pelos números divulgados, a análise é que o número real de casos pode ser bem maior.

“Os números estão altos e ainda continuam subindo rapidamente. Historicamente, os casos costumam aumentar no fim do primeiro trimestre e caem a partir de maio, junho. Mesmo que a gente esteja diante de uma antecipação dessa curva de crescimento, o que indicaria uma possibilidade de a queda também acontecer mais cedo, os dados são um sinal de alerta. As pessoas devem evitar a automedicação e procurar atendimento médico aos primeiros sintomas, principalmente se apresentarem febre”, diz a secretária de Estado de Saúde, Claudia Mello.

Medidas

O governo estadual lançou um programa na semana passada voltado especificamente para o combate à doença, chamado de Gov.RJ contra a Dengue Todo Dia!. Na ocasião, foram apresentadas medidas como a compra de equipamentos e insumos para os municípios que registram mais casos, que incluem a montagem de 80 salas de hidratação, para atender até 8 mil paciente por dia. O valor do investimento é de R$ 3,7 milhões.

A Secretaria de Saúde também anunciou o treinamento de 2 mil médicos de emergências e profissionais de saúde em todos os municípios, com o objetivo de fazer diagnóstico e tratamento mais precisos. Além disso, 160 leitos de nove hospitais de referência do estado poderão ser convertidos para tratamento da dengue, caso seja necessário.

Um menino venezuelano de 7 anos foi encontrado morto na tarde dessa quarta-feira, 31, em um campo aberto na região de Parelheiros, na zona sul de São Paulo. A criança estava desaparecida desde sábado, 27, mas a polícia só foi notificada do sumiço na segunda-feira, 29.

O caso está sendo investigado pelo Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que prendeu dois suspeitos temporariamente na quarta-feira. Os dois são da mesma região onde morava o menino, e foram detidos após apresentarem versões distintas. Os nomes deles não foram revelados, mas um deles é parente da criança. A reportagem não conseguiu localizar os responsáveis pela defesa dos suspeitos.

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A especializada também ouviu testemunhas e analisa imagens de câmeras de segurança para tentar elucidar o caso.

O corpo do menino estava em avançado estado de decomposição. Para os investigadores, a criança foi morta ainda no final de semana. O corpo foi levado para necropsia, e as causas da morte ainda estão sendo investigadas. Não havia sinais de tiro ou golpe com algum objeto contundente.

A vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan teve sua eficácia confirmada em artigo publicado nesta quarta-feira, 31, na revista científica New England Journal of Medicine (NEJM), uma das mais prestigiosas do mundo. Na publicação, os pesquisadores descrevem que o imunizante teve 79,6% de eficácia em prevenir a doença, resultado que já havia sido divulgado pelo Butantan em dezembro de 2022, mas que, agora, ganha maior relevância por ser referendado pela comunidade científica internacional.

Isso porque, para que um estudo saia numa revista científica de alto impacto, ele precisa ser revisado por outros pesquisadores para garantir que os dados são robustos e confiáveis. "Ter um artigo publicado no New England é um atestado de que o que a gente fez tem relevância e seguiu um rigor na análise dos dados. A revisão por pares é ultra rigorosa, eles perguntam os mínimos detalhes", diz o infectologista Esper Kallás, diretor do Instituto Butantan e investigador principal do estudo.

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A eficácia de 79,6% é similar à da vacina Qdenga (80,2%), que será oferecida no SUS a partir de fevereiro. O índice de proteção do imunizante brasileiro foi medido por meio do acompanhamento por dois anos de 16.235 voluntários na faixa etária dos 2 aos 59 anos. A fase 3 do estudo, que teve início em 2016, seguirá até que todos os voluntários completem cinco anos de acompanhamento, o que está previsto para acontecer em junho.

Depois disso, os pesquisadores pretendem realizar a etapa de análise de dados e elaboração do dossiê para submissão do pedido de registro do produto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o que deve acontecer ainda neste ano, segundo Kallas.

"A gente ainda tem muita tarefa dentro de casa até terminar o dossiê completo. O nosso prazo é o segundo semestre e a gente tem um alvo que é setembro, mas a gente tem que encarar isso com muita humildade porque, às vezes, precisamos repetir algumas análises, então esse alvo pode ser móvel, mas a gente está trabalhando para tentar antecipar", destacou o diretor do Butantan.

A expectativa sobre um eventual registro da vacina do instituto é grande porque o produto tem eficácia semelhante à do imunizante Qdenga, da farmacêutica japonesa Takeda, mas com algumas vantagens: é administrada em dose única e teria um custo menor por ser produzida em território nacional. A Qdenga, que acaba de ser incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS) e terá sua aplicação iniciada em fevereiro em adolescentes de 10 a 14 anos, é dada em duas doses com intervalo de três meses entre elas.

"A grande vantagem da vacina de dose única é que ela é capaz de induzir uma imunidade rápida, não sendo necessário esperar a conclusão do esquema vacinal completo para ter o nível de proteção esperado", esclarece Kallas.

A chegada de uma nova vacina ao mercado também ajudaria a enfrentar outro problema: o número limitado de doses disponíveis. Neste ano, por exemplo, o Brasil receberá somente 6 milhões de injeções da Qdenga, suficiente para imunizar apenas 3 milhões de brasileiros. Por causa dessa limitação, o Ministério da Saúde teve que restringir a vacinação para a faixa etária dos 10 aos 14 anos e somente aqueles que vivem em cidades com maior incidência de dengue.

Somente nas primeiras quatro semanas do ano, o Brasil registrou mais de 217 mil casos de dengue, quase o quíntuplo das cerca de 45 mil notificações no mesmo período do ano passado, segundo dados do Ministério da Saúde.

Questionado se os bons resultados nos estudos clínicos e o cenário epidemiológico desafiador poderiam levar a uma aceleração no processo de registro da vacina, Kallás disse que o diálogo com a Anvisa é constante, mas que ainda há etapas a cumprir. "O nosso relacionamento com a Anvisa tem sido excelente, mas a gente também entende que temos que seguir os ritos tradicionais regulatórios."

Proteção é alta em todas as faixas etárias, mostra estudo

De acordo com os dados do estudo do Butantan publicados no NEJM, a proteção contra a doença foi observada em todas as faixas etárias testadas, sendo 90% em adultos de 18 a 59 anos, 77,8% no grupo dos 7 aos 17 anos e de 80,1% entre as crianças de 2 a 6 anos.

Os resultados da pesquisa mostraram ainda que houve eficácia tanto em pessoas que já tinham tido infecção prévia pela dengue quanto nos voluntários sem exposição anterior ao vírus, mas o índice de proteção foi maior no primeiro grupo (89,2% contra 73,6%).

Os pesquisadores demonstraram ainda que a vacina é segura para ambos os grupos, ao contrário da primeira vacina contra a dengue licenciada no País, da farmacêutica Sanofi, que não é recomendada para pessoas que nunca tiveram a infecção por aumentar o risco da manifestação grave da doença.

De acordo com o Butantan, a maioria das reações adversas foi classificada como leve a moderada, sendo as principais dor e vermelhidão no local da injeção, dor de cabeça e fadiga. Eventos adversos sérios relacionados à vacina foram registrados em menos de 0,1% dos vacinados, e todos se recuperaram totalmente.

A vacina do Butantan foi desenvolvida contra os quatro sorotipos de vírus da dengue, a partir do vírus atenuado, portanto, seria capaz de proteger contra todos eles. No entanto, no período do estudo, foram registrados somente casos de dengue tipo 1 e 2, os mais prevalentes no Brasil, o que faz com que seja possível confirmar a eficácia de 89,5% para DENV-1 e 69,6% para DENV-2, mas ainda não seja possível avaliar detalhadamente a eficácia contra os dois outros sorotipos.

Histórico da vacina do Butantan

O desenvolvimento da vacina da dengue do Butantan foi possível graças ao licenciamento da tecnologia em 2009 pelos Institutos Nacionais de Saúde (NIH), dos EUA, que cedeu as patentes e os materiais biológicos referentes às quatro cepas virais que compõem o imunizante, permitindo, assim, que ele fosse produzido e distribuído no Brasil.

"Em 2018, o Butantan assinou um acordo de desenvolvimento e compartilhamento de dados com a farmacêutica multinacional MSD, que trabalha em uma vacina análoga, em uma ação conjunta para acelerar os estudos e registro do produto", detalhou o instituto, em nota.

A fase 1 do ensaio clínico foi desenvolvida nos Estados Unidos (2010-2012) pelo NIH e a fase 2 foi conduzida no Brasil (2013-2015). Os bons resultados de eficácia e segurança das duas primeiras etapas dos estudos levaram à realização da terceira fase pelo Butantan em 16 centros de pesquisa brasileiros.

A Polícia Federal vasculhou endereços em cinco Estados na manhã desta quarta-feira, 31, para investigar a venda de informações pessoais de autoridades a facções do crime organizado. Os dados confidenciais de agentes públicos teriam sido acessados por meio de invasão de bancos de dados de sistemas federais.

Segundo a PF, a quadrilha montou um painel de informações que contava com ao menos dez mil 'assinantes'. A média de consultas mensais às informações pessoais roubadas era de dez milhões. Dentre os usuários, foi possível identificar até integrantes das forças de segurança.

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Batizada 'I-Fraude', a ofensiva cumpriu mandados em São Paulo (3), Pernambuco (1), Rondônia (2), Minas (4) e Alagoas (1). A operação foi autorizada pela 12ª Vara Federal Criminal do Distrito Federal, que ainda impôs medidas cautelares alternativas à prisão aos investigados.

A investigação mira supostos crimes de invasão de dispositivo informático, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Segundo a PF, as investigações tiveram início após a identificação da invasão de banco de dados de sistemas federais, os quais continham informações pessoais de milhares de cidadãos.

A quadrilha sob suspeita vendia acesso a um painel de consulta com as informações de 'inúmeras autoridades e pessoas publicamente conhecidas'. O serviço era divulgado nas redes sociais.

Os investigadores apontam que os alvos da operação comercializavam planos de mensalidades, de acordo com o número de consultas que seriam realizadas no banco de dados.

Entre os usuários estavam integrantes de facções criminosas e membros de forças de segurança, os quais acessavam o painel gratuitamente. No entanto, em troca do acesso, o servidor precisava enviar à quadrilha uma foto de sua carteira funcional. Assim, os investigados conseguiram um cadastro com foto de milhares de servidores da segurança pública, também fornecendo esses dados na plataforma ilegal.

A PF alertou que a 'utilização e comercialização de sistemas de pesquisa ilícitos cujos insumos são dados pessoais, ilicitamente obtidos, fomenta a indústria de intrusão em bancos de dados, em especial de órgãos públicos, incentivando a ação de grupos especializados nesse tipo de crime'.

A Delegacia Estadual de Repressão a Crimes contra o Consumidor (Decon) prendeu na terça-feira, 30, em Goiânia, uma dentista que está sendo investigada por lesão corporal depois de realizar procedimentos estéticos que afetaram os rostos de pelo menos 13 pacientes. A defesa vê a prisão como "arbitrária e injusta".

Segundo a delegada que apura o caso, Debora Melo, Hellen Kacia Matias da Silva, de 45 anos, era investigada por exercício ilegal da profissão e execução de serviço de alta periculosidade desde setembro do ano passado.

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Durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão em uma clínica onde trabalha, executado em novembro de 2023, foram encontradas mensagens em um celular que apontavam para o crime de lesão corporal. Diante disso e depois de ouvir as supostas vítimas, a delegada pediu a prisão preventiva da dentista e a Justiça acatou. O processo tramita em segredo.

No aparelho celular apreendido, havia, segundo a delegada, provas da deformação dos pacientes e também de que a dentista não dava assistência àqueles que a procuravam. "As mensagens evidenciavam casos ainda mais graves", diz.

Apesar da gravidade das lesões, não havia boletim de ocorrência registrado contra a dentista. Debora Melo acredita que, por se tratar de pessoas muito simples, apesar de não ficarem satisfeitos com os resultados, esses pacientes se sentiram intimidados para procurar a polícia e pedir reparação.

Treze pacientes foram ouvidos até agora e a clínica em que Hellen atuava foi interditada pela Vigilância Sanitária, que encontrou instrumentos cirúrgicos, anestésicos e medicamentos vencidos.

A dentista também foi autuada pelo órgão por infrações administrativas, uma vez que o alvará sanitário do estabelecimento não autorizava a realização de nenhum procedimento invasivo.

De acordo com a delegada, outros pacientes e funcionários da clínica ainda serão ouvidos antes que o inquérito seja concluído. Hellen Kacia passará por audiência de custódia nesta quarta-feira.

No inquérito original, aberto em setembro do ano passado, ela e outros três dentistas são investigados por realizarem procedimentos expressamente vedados pelo Conselho Federal de Odontologia (Resolução nº 230/2020).

De acordo com a polícia, as cirurgias plásticas eram ofertadas nas redes sociais por valores abaixo do mercado. Hellen também ministrava cursos para outros profissionais da saúde.

A profissional já responde a outros processos éticos que correm em segredo de Justiça, informou a delegada, e já foi condenada pelo Tribunal de Justiça de Goiás, em abril de 2023, a indenizar uma paciente que ficou com o nariz deformado após realizar um procedimento estético com a dentista. A indenização foi de R$ 10 mil.

A defesa de Helle diz que a prisão "foi feita de forma arbitrária e injusta, já que a mesma não descumpriu determinação da Justiça, que a proibia de realizar cirurgias estético faciais após o dia 22 de novembro".

Em nota, as advogadas Caroline Arantes e Thaís Canedo afirmam que a Justiça confundiu o procedimento realizado.

"A profissional - que tem a especialidade buco maxilo facial, realizou, após o dia 22 de novembro, procedimento reparador e não estético, dentro da competência da especialidade da profissional. Ela corrigiu lesão em uma paciente como uma complicação de procedimento (ectrópio) realizado anteriormente por uma outra profissional, o que é permitido pela resolução 65, artigo 41, do Conselho Regional de Odontologia (CRO)", diz o texto.

As alegações serão apresentadas à Justiça, reforça a defesa.

O Conselho Regional de Odontologia de Goiás, também em nota, afirmou "que as medidas administrativas pertinentes estão sendo tomadas pelo CROGO, obedecido o devido sigilo aplicável ao caso" e que tomou conhecimento da prisão da dentista pelos noticiários.

O governo federal anunciou nesta quarta-feira (31) uma queda de 4,17% no número de crimes violentos letais em 2023. De acordo com as estatísticas, foram registradas 40.429 mortes desse tipo em 2023, menos do que as 42.190 mortes notificadas em 2022.

Os dados incluem os crimes de homicídio, latrocínio (roubo seguido de morte), lesão corporal seguida de morte e feminicídio. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou nesta quarta-feira de uma entrevista coletiva temática sobre segurança pública. A área foi a pior avaliada pela população durante o governo Lula, segundo pesquisa do Instituto Atlas divulgada em setembro.

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Painel construído pelo governo mostra ainda que houve uma queda de 1,88% na quantidade de feminicídios em um ano. Foram 1.438 mortes de mulheres em 2022, enquanto em 2023, o país registrou 1.411. Os dados mostram uma média de quatro feminicídios por dia no país no ano passado. No Estado de São Paulo, esse tipo de crime bateu recorde, como mostrou o Estadão.

O número de mortes violentas tem apresentado uma tendência de queda desde 2018. Nos últimos anos, no entanto, o poder de facções criminosas tem tido grande influência na oscilação dos números. Estudos publicados pelo Estadão indicam que o arrefecimento do conflito entre grandes facções do país, com o PCC e o Comando Vermelho, têm impacto direto na redução dos índices.

Historicamente, o País não possuía um dado unificado de mortes violentas elaborado pelo governo federal. O Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp) foi criado em 2012, mas seu mapeamento com dados fornecidos pelos Estados era precário, de acordo com análise de especialistas. Nos últimos anos, a atualização do Sinesp tem sido aperfeiçoada.

O presidente Lula defendeu que o combate aos pequenos crimes seja humanizado e que haja foco no combate ao crime organizado, que, segundo ele, "está na imprensa, está na política, está no futebol, está nos empresários, está em todos os lugares do planeta."

"A gente quer humanizar o combate ao pequeno crime e jogar pesado contra a indústria internacional do crime organizado. Essa tem avião, navio, iate, tem poder em muitas decisões em muitas instâncias".

Durante a apresentação, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, afirmou que a redução desses crimes mostra que a tese que defende a disseminação de armas de fogo como solução para combate à violência é falsa.

"Mostramos que menos armas e menos crimes. Essa é a síntese do panorama que apresentamos em 2023?, disse Dino.

O balanço do MJSP mostra que o índice de porte de armas para uso pessoal caiu 56%, passando de 5.675 em 2022 para 2.469 em 2023. A queda nos registros de armas de fogo foi ainda maior. De acordo com a pasta, a redução foi de 79%. Em 2022, foram registradas 135.915 armas no país. Já em 2023, foram apenas 28.344.

Câmeras corporais

O ministro Flávio Dino afirmou que deixou pronta uma portaria com um protocolo acerca do uso de câmeras corporais por policiais. Caberá ao futuro ministro da pasta, Ricardo Lewandowski, analisar a proposta e publicá-la. Lewandowski, que também participou da coletiva, tomará posse na quinta-feira, 1.

"As câmeras protegem os bons policiais, ajudam a conduzir boas provas para o julgamento dos juízes, por isso as câmeras trazem muitos casos positivos", disse Dino.

Reportagem do Estadão mostrou que o número de equipamentos adotados pelas polícias estaduais quadruplicou nos últimos dois anos, mas ainda enfrenta desafios. Em São Paulo, a tecnologia é alvo de críticas por parte do governo do Estado.

Um barbeiro de 52 anos, proprietário do Honda Civic atingido por uma caminhonete que despencou de um prédio nessa terça-feira (30), em Vila Velha, no Espírito Santo, teve o carro roubado enquanto se retirava do local do acidente. Apesar de ter sido atingido em cheio pelo veículo que caiu, o Honda ainda funcionava e foi utilizado por dois bandidos em fuga, que abordaram a vítima sob ameaça com arma branca. O caso é acompanhado pela Polícia Civil. 

Entenda o caso 

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O acidente aconteceu na Rua José Pena Medina, localizada na Praia da Costa, em Vila Velha. Um motorista tentava sair da garagem de um prédio na localidade, quando se viu em uma confusão ao tentar ligar o próprio carro, que é um veículo automático. Segundo o condutor, uma possível pane mecânica teria afetado o acelerador, então ele precisou pressionar o pedal algumas vezes. Com isso, o veículo acabou andando, atingindo a parede da garagem e caindo. 

Após a queda, o carro ficou suspenso em cabos de telefonia, com as rodas para cima. Um Honda Civic foi atingido e ficou debaixo das ferragens até que equipes do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar fizessem a retirada da caminhonete pendurada. Pouco tempo após as equipes chegarem para a retirada da caminhonete, o dono do Honda Civic, além de lidar com o prejuízo do acidente, teve uma outra surpresa desagradável: ele foi abordado por bandidos armados e teve o automóvel roubado, ainda na noite da terça-feira (30).  

No boletim de ocorrência, o barbeiro relatou que a Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e outras equipes chegaram para remover a caminhonete pendurada, e pediram para ele tirar o Civic do local. Quando foi pegar o veículo para ir embora, o barbeiro foi abordado por dois suspeitos com arma branca; os bandidos pareciam estar em fuga. Eles exigiram a chave do Civic e levaram o carro. Antes disso, já tinham tentado roubado uma outra motorista, mas não tiveram sucesso. 

 

Termina nesta quarta-feira (31) o prazo para que micro e pequenas empresas façam a opção pelo Simples Nacional, o Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e Contribuições. De acordo com a Receita Federal, este ano são esperados cerca de 1,1 milhão de novos participantes.

Para participar é necessário que o empreendimento comprove a regularidade fiscal, como recolhimento de tributos trabalhistas e previdenciárias, conforme previsto em lei. Caso haja alguma irregularidade, o próprio sistema de adesão ao regime, no Portal do Simples Nacional, aponta a pendência.

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Para isso, basta que o contribuinte escolha a opção “Acompanhamento da Formalização da Opção pelo Simples Nacional”. Nela é possível acessar o Relatório de Pendências, que reúne as observações e instruções para resolver as irregularidades, como formas de parcelamento e transações ofertadas pelas Receita Federal.

O prazo regulamentar vale para empresas que já estão em atividade e ainda não são optantes, e, após confirmação, tem efeito retroativo ao dia 1º de janeiro de 2024. Os contribuintes que já estão no Simples Nacional desde 2023 não estão sujeitos a esse prazo.

MEI

Os microempreendedores individuais (MEI) que queiram aderir ao Simples Nacional também precisam solicitar adesão ao sistema de recolhimento em valores fixos mensais, o Simei. O prazo limite também termina hoje e as obrigações legais exigidas são as mesmas.

Regime especial

Para optar pelo Simples Nacional é necessário que a micro ou pequena empresa fature o limite de R$ 4,8 milhões ao ano. Para o MEI, o limite anual de faturamento é de R$ 81 mil.

A opção pelo regime especial permite ao contribuinte recolher em uma mesma guia, por meio de alíquota única, tributos federais junto com o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), recolhido por estados e o Distrito Federal, e o Imposto Sobre Serviços (ISS), recolhido pelo município.

Uma brasileira de 37 anos foi detida pela Polícia Nacional da Colômbia, nesta segunda-feira (29), quando tentava embarcar no Aeroporto Internacional El Dorado, em Bogotá, levando 130 sapos venenosos na bagagem.

Os animais, de uma espécie ameaçada de extinção, estavam acondicionados em embalagens plásticas de filmes fotográficos. Os pequenos anfíbios estavam asfixiados e desidratados, segundo a Secretaria do Meio Ambiente de Bogotá. A brasileira foi autuada pelo delito de tráfico de fauna.

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Conforme a prefeitura da capital colombiana, os anfíbios da espécie Oophaga histrionica, conhecidos popularmente como sapo venenoso arlequim, são considerados como uns dos mais peçonhentos do mundo.

A passageira foi abordada quando se preparava para embarcar em voo com destino a São Paulo, com escala no Panamá. Durante a inspeção de bagagens, a polícia aeroportuária flagrou 130 frascos camuflados em uma mala, cada um contendo um espécime do anfíbio.

Segundo as autoridades colombianas, a espécie está em risco de extinção por ser alvo de tráfico internacional de animais.

Colecionadores internacionais de espécies silvestres chegam a pagar mil dólares por cada exemplar desses sapos, levando em conta sua beleza exótica e a procedência, já que a espécie só é encontrada nos bosques tropicais úmidos da região do Pacífico colombiano.

De acordo com nota divulgada pela prefeitura de Bogotá, os funcionários solicitaram à mulher a licença ambiental para o transporte de fauna silvestre, mas a brasileira alegou que havia recebido as rãs como presente de comunidades étnicas de Nariño, região localizada a 800 quilômetros da capital.

"Ante a quantidade de espécies transportadas e o dano considerável ao ecossistema, demos início a um processo de judicialização pelo crime de tráfico de fauna", disse o comandante operacional da Polícia Metropolitana, Juan Carlos Arévalo Rodriguez.

Com o acompanhamento da Seccional de Carabineiros e Proteção Ambiental, os animais receberam tratamento veterinário e estão em recuperação no Centro de Atenção e Valorização de Flora e Fauna Silvestre para serem devolvidos ao seu habitat.

Segundo a prefeitura de Bogotá, a brasileira foi colocada à disposição da Procuradoria-Geral da Nação. As leis colombianas punem com rigor o tráfico de animais. Além da ação penal, a multa a que a mulher está sujeita pode chegar a 58 milhões de pesos colombianos - cerca de R$ 70 mil.

A brasileira não teve o nome divulgado pelas autoridades colombianas. A reportagem pediu informações sobre o caso ao Ministério das Relações Exteriores e aguarda retorno.

A Polícia Federal (PF) indiciou o influenciador Renato Cariani por associação com o tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. De acordo com a investigação, que começou em março de 2023, ele usava sua empresa, a Anidrol Produtos para Laboratórios Ltda, para desviar insumos farmacêuticos para a produção de cocaína e crack.

Outros dois amigos de Cariani também foram indiciados, por tráfico equiparado, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Na denúncia da PF, encaminhada ao Ministério Público Federal (MPF), não há pedido de prisão preventiva do trio, que poderá aguardar o julgamento em liberdade.

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Segundo a PF, a empresa de Renato Cariani falsificava notas fiscais de venda para grandes laboratórios do setor farmacêutico, mas esses insumos iam parar nas mãos de traficantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), que usavam os produtos para a produção de cocaína e crack.

A investigação concluiu que Cariani sabia do esquema que ocorria dentro da Anidrol e participava ativamente das negociações. Interceptações telefônicas e trocas de mensagens comprovariam a acusação.

O esquema teria durado entre 2014 e 2021 e Cariani pode ter usado 60 notas fiscais para garantir a operação de desvio de insumos para a produção de drogas. Segundo a PF, em seis anos foram desviadas algo em torno de 12 toneladas de acetona, ácido clorídrico, cloridrato de lidocaína, éter etílico, fenacetina e manitol.

O Brasil de Fato não conseguiu localizar a assessoria de Renato Cariani. Em resposta à TV Globo, os advogados do influenciador informaram que “o indiciamento ocorreu de forma precipitada, há mais de 40 dias, antes mesmo de Renato ter tido a oportunidade de prestar esclarecimentos.”

Da redação do Brasil de Fato

Um suspeito de roubar um carro na noite dessa segunda (29) foi baleado por policiais militares depois de bater em um pedestre e colidir em uma viatura no bairro Parque Novo Santo Amaro, na Zona Sul de São Paulo. Outros dois suspeitos foram presos.

Três suspeitos com 20, 21 e 32 anos fugiam em um Jeep Renegade roubado e em um Fiorino quando foram autuados. Durante a perseguição, o mais velho chegou a atropelar um pedestre, de acordo com a Secretaria de Segurança Pública do estado.

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Na sequência, ele bateu em uma viatura ocupada por policiais, desceu do veículo e tentou agredir o efetivo. O suspeito acabou baleado pelos militares e socorrido ao Hospital do M'Boi Mirim.

O caso foi registrado na 47º Distrito Policial, no Capão Redondo, como roubo, apreensão de veículo e tentativa de homicídio.

Um homem e uma mulher de 50 e 40 anos, respectivamente, foram detidos por ato obsceno durante o desfile do bloco “Me esquece”, no Jardim Botânico, região central do Rio de Janeiro.

Os agentes foram acionados por uma família que se sentiu incomodada com a atitude do casal. Segundo eles, os dois chegaram a deixar as partes íntimas para fora durante as trocas de carícias, próximo a crianças que também estavam no bloco. O caso foi registrado na 15ª DP (Gávea).

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Balanço

Agentes da Secretaria de Ordem Pública e Guarda Municipal apreenderam 260 bebidas em garrafas de vidro, mais 13 facas e objetos perfurocortantes durante os desfiles dos blocos de rua deste fim de semana (27 e 28/1).

Quatro pessoas foram conduzidas para a delegacia, 56 auxílios e 12 intervenções em confusões e conflitos foram realizados. Além disso, 420 multas de trânsito foram aplicadas e 37 veículos removidos.

 

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