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| Ciência e Saúde

O secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson Kleber de Oliveira, informou que vai deixar o cargo do Ministério da Saúde. Ele foi o braço direito de Luiz Henrique Mandetta, ex-ministro da pasta, durante a pandemia do novo coronavírus, chegando a pedir demissão em abril. Na época, Mandetta pediu para que Wanderson permanecesse exercendo a sua função.

De acordo com informações do G1, a saída do secretário do governo do presidente Jair Bolsonaro teria sido acordada na última quarta-feira (20), em conversa com o ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello. Wanderson de Oliveira está previsto para sair do cargo nesta segunda-feira (25). 

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"Apesar de sair da função de Secretário de Vigilância em Saúde, continuarei ajudando ao Ministro Pazuello nas ações de resposta à pandemia. Somos da mesma instituição, Ministério da Defesa e conosco é missão dada, missão cumprida", informou Wanderson.

O medo da Covid-19 culminou na busca pela cura milagrosa e fez certos medicamentos sumirem das farmácias. Embora ainda não exista vacina ou tratamento comprovado cientificamente que seja eficaz contra a infecção, a sensação de incapacidade por parte da população intensificou a cultura da automedicação.

A docente do departamento de Ciências Farmacêuticas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Sueli Moreira, alerta sobre as consequências de tomar remédios sem prescrição ou acompanhamento. Além dos efeitos adversos, "os sintomas podem ser mascarados, levando à confusão nos diagnósticos e retardando a definição correta do tratamento", explica.

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O consumo indiscriminado também pode gerar outras doenças e agravar o quadro clínico, como a especialista exemplifica: "o uso de anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) pode levar a complicações renais [...] no caso de antibióticos temos sérios riscos como a piora da infecção, que favorece a resistência bacteriana”.

 Outra questão a ser considerada são as interações entre substâncias, ou seja, a mistura de remédios. "Alguns medicamentos podem interferir na ação de outros e implicar em alterações de exames", esclarece. O conselheiro do Conselho Federal de Farmácia e chefe do departamento de farmácia do Hospital das Clínicas do Recife, Arimatea Filho, também fez um alerta para o consumo sem acompanhamento médico.

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O próprio armazenamento inadequado pode trazer danos. Fora o risco de trocar os medicamentos e tomá-los fora da validade, crianças e idosos podem fazer uso por engano. "O medicamento pode representar um risco baixo para o adulto, mas para o idoso o mesmo medicamento pode ter relação de risco X benefício desfavorável", complementou.

Sem certeza da beneficie, hidroxicloroquina foi estocada

Incentivados pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), antes mesmo do protocolo apresentado nesta quarta-feira (20), algumas pessoas já estocavam caixas de hidroxicloroquina em casa sem saber que podem ser vítimas de uma arritmia cardíaca.

Mesmo sem a eficácia comprovada contra a Covid-19, outras duas substâncias entraram no rol das supostas curas da doença. Assim, o antibiótico azitromicina e o antiparasita ivermectina tornaram-se escassos devido ao aumento da procura. Tal cenário dificultou ainda mais a condição dos pacientes que cumpriam tratamento com as substâncias sob recomendação médica.

"Pacientes que respondem bem ao tratamento vivem com poucos sintomas e são acompanhados frequentemente por reumatologistas, que avaliam os riscos", especificou Moreira sobre a prescrição da hidroxicloroquina. O remédio é recomendado contra o Lupus Eritematoso Sistêmico e, a interrupção do tratamento pode resultar na piora renal e de sintomas como a artrite. Em um quadro mais grave, o paciente luta pela vida após ser internado na UTI, concluiu.

O remdesivir, medicamento antiviral, reduz o tempo de recuperação em pacientes com coronavírus, de acordo com os resultados de uma pesquisa publicada na sexta-feira à noite. O estudo, conduzido pelo Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos (NIAID), foi publicado pelo New England Journal of Medicine.

Em 1º de maio, os Estados Unidos autorizaram o uso do remdesivir em hospitais em caso de emergência, uma medida que o Japão também adotou e que a Europa poderia adotar. O estudo constatou que o remdesivir, injetado por via intravenosa por 10 dias, acelera a recuperação de pacientes hospitalizados por Covid-19, em comparação ao uso de placebo. Os testes clínicos foram realizados com mais de mil pacientes em dez países diferentes.

Em 29 de abril, o diretor do NIAID, Anthony Fauci, o rosto visível do governo Donald Trump na administração da pandemia, disse que evidências preliminares mostraram que o remdesivir teve um "efeito claro, significativo e positivo na redução do tempo de recuperação" dos doentes.

No entanto, os autores do estudo indicam que o medicamento não é capaz de evitar todas as mortes. "Dada a alta mortalidade, apesar do uso de remdesivir, está claro que o tratamento apenas com um medicamento antiviral provavelmente não é suficiente", apontam.

Nesta sexta-feira (22), celebra-se o Dia do Abraço. A data teria sido criada em 2004, quando o australiano Juan Mann idealizou uma ação denominada Free Hugs Campaign e saiu distribuindo abraços pelas ruas da cidade de Sydney.

Após a recomendação de isolamento social devido à pandemia, as demonstrações de carinho ficaram quase inviáveis. Como o risco de contágio pelo novo coronavírus é maior caso não haja distância entre as pessoas, a orientação é para que se evite aproximação. Contudo, entre nós brasileiros, a cultura do abraço vai além de ter ou não proximidade. A troca de afagos é quase um vício e há quem esteja sofrendo com isso. É o caso da artesã Daniela Resch, 44 anos. Para ela, os amplexos são mais que um simples contato. "Sentir o calor humano é trocar energia, sempre foi e continuará sendo fundamental para todos nós", considera.

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De acordo com Daniela, a impossibilidade de estar perto dos pais e irmãos está sendo aliviada quando revisita algumas lembranças. "A arte salva vidas. Então ouço música e vejo algumas fotos para matar um pouco da saudade", aponta a artesã. "Acho improvável que exista outra demonstração de afeto com tanta intensidade como um largo abraço", sintetiza.

Já a consultora de viagens Daniela Bigas, 38 anos, conta os dias para voltar a esbanjar carinho aos entes queridos. Para ela, a precaução deve ser maior, mas nada vai substituir o afeto do contato físico. "Teremos mais cuidados com a higiene, mas os abraços e os beijos jamais vão perder espaço", declara. Segundo Daniela, o significado dos amplexos traduz sentimentos. "A intensidade do abraço diz muito mais que palavras e que olhares", indica.

A consultora de viagens Daniela Bigas | Foto: arquivo pesssoal

A emoção de Daniela aflora quando lamenta a impossibilidade de abraçar uma figura especial da família: sua avó materna, Joana."Ela é muito beijoqueira e adora um abraço, mas tem Alzheimer e não entende o que está acontecendo", conta. A consultora de viagens ainda destaca a saudade dos amigos. "Várias vezes, em festas e encontros, a gente se olha e, sem dizer nada, rola um abraço coletivo, lágrimas, várias declarações de quão abençoados somos por nos escolhermos", recorda.

Surpreendida pela chegada da pandemia, Daniela é otimista e crê que os afagos vão ser mais enaltecidos após o período crítico. "Nem imaginávamos o que estava por vir, mas acredito que a demonstração de afeto será mais valorizada", observa.

O abraço e os sentimentos verdadeiros

Para a psicóloga Gisele Mesquita, o abraço representa a expressão dos mais verdadeiros sentimentos. "É nele que nossas memórias afetivas se fazem presentes, abraçamos para compartilhar alegrias, para acolher, consolar uma dor, no reencontro. pois o abraço é o estar ali para o outro", realça.

De acordo com Gisele, a falta dos amplexos no momento de luto e medo que vivemos deve fazer com que a importância deste contato seja mais significativa. "Hoje podemos ressignificar o conceito do abraço e manifestar, mesmo a distância, nossos sentimentos mais profundos e verdadeiros de maneira empática, além de perceber que a vida é mesmo encantadora pela possibilidade das interações humanas", aponta. Apesar das incertezas, é necessário imaginar o futuro com positividade. "Que possamos visualizar nossos reencontros cheios de abraços, a retomada das rotinas e a valorização das relações humanas de uma maneira mais doce e gentil", conclui.

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Hidratação, nutrição e sono são pilares essenciais no tratamento da covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus. Pensando nisso, a nutricionista Kelly Oliveira, do Centro de Tratamento Oncológico (CTO), de Belém, reuniu no e-book “Recomendações Nutricionais COVID-19 – Diretrizes Nacionais e Internacionais” as informações mais relevantes coletadas das principais fontes de pesquisa do Brasil e do mundo sobre as armas que a nutrição oferece no enfrentamento da enfermidade.

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A publicação traz informações sobre fortalecimento do sistema imunológico, com destaque para a importância da nutrição, da hidratação e do sono, para ajudar não apenas os pacientes com covid, mas todas as pessoas que estão em confinamento.

O objetivo do e-book é reunir importantes informações nutricionais e disponibilizar para qualquer pessoa, sem nenhum custo, por meio das redes sociais da especialista. Kelly é mestra e doutoranda em Oncologia e Ciências Médicas pela Universidade Federal do Pará (UFPA).

“Em se tratando de Covid-19, por se tratar de uma doença viral, é imprescindível que o sistema imunológico esteja funcionando adequadamente. E mesmo que isso não seja garantia de impedimento do contágio, um organismo saudável e com mecanismos de defesas eficazes receberá impactos menores da doença, se houver contaminação”, destaca Kelly Oliveira.

Durante a quarentena, a alimentação pode ter deficiência de micronutrientes, o que é comumente associado a respostas imunes prejudicadas, tornando o organismo mais suscetível a infecções virais. Diante disso, explica a nutricionista, sugere-se que a alimentação deve ser o mais natural possível, rica em frutas, legumes e verduras - uma variedade de alimentos frescos e não processados para obter as vitaminas, minerais, fibras alimentares, proteínas e antioxidantes que o corpo precisa e todos os nutrientes para as células imunológicas.

Kelly Oliveira reuniu as orientações já consolidadas nos principais centros de pesquisas sobre a covid-19 do Brasil e de outros países. “Mesmo em poucos meses, desde que o vírus foi descoberto, já é possível ter informações bem precisas sobre como a nutrição ganhou espaço nos protocolos de tratamento da doença”, destaca a nutricionista.

O e-book traz dicas sobre tipos de alimentos, nutrientes e quantidades que devem ser consumidas, de uma maneira simples e didática. “São orientações básicas, que podem ajudar, tenho certeza. Quem puder, busque orientação profissional. O Conselho Federal de Nutrição autoriza o atendimento à distância, por telemedicina.”

Da assessoria do CTO.

Um estudo realizado com mais de 96 mil pacientes internados concluiu que o uso da cloroquina ou da hidroxicloroquina em pacientes com o novo coronavírus, mesmo quando associados a outros antibióticos, aumenta o risco de morte por arritmia cardíaca em até 45% nos infectados pela covid-19. Esta é a maior pesquisa realizada até o momento sobre os efeitos que essas substâncias têm no tratamento do vírus.

"Nós fomos incapazes de confirmar qualquer benefício da cloroquina ou da hidroxicloroquina em resultados de internação pela covid-19. Ambas as drogas foram associadas à diminuição de sobrevivência dos pacientes internados e a um aumento da frequência de arritmia ventricular quando usadas no tratamento da covid-19", conclui o estudo liderado pelo professor Mandeep Mehra, da Escola de Medicina de Harvard, e publicado nesta sexta-feira, 22, na revista Lancet.

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A pesquisa foi realizada com pacientes de 671 hospitais em todo o mundo, internados entre 20 de dezembro de 2019 e 14 de abril deste ano.

Das 96 mil pessoas analisadas, cerca de 15 mil foram tratadas com alguma variação ou combinação da cloroquina.

Entre os pacientes que tomaram a hidroxicloroquina, houve aumento de 34% no risco de mortalidade e de 137% no risco de arritmias cardíacas graves. Quando combinada com antibióticos, a droga aumentou em até 45% o risco de morte nos pacientes e em 411% a chance de arritmia cardíaca grave.

Na quarta-feira, 20, o Ministério da Saúde liberou a cloroquina para todos os pacientes de covid-19. Em documento, o ministério recomendou a prescrição do medicamento desde os primeiros sinais da doença causada pelo coronavírus.

Embora não haja comprovação científica da eficácia do medicamento contra a doença, o Ministério da Saúde alegou, no documento, que o Conselho Federal de Medicina autorizou recentemente que médicos receitem a seus pacientes a cloroquina e a hidroxicloroquina, uma variação da droga.

O próprio presidente Jair Bolsonaro, que defende o uso do medicamento, disse que ele não tem comprovação científica de combate à doença, mas comparou a indicação do remédio à luta em uma guerra para justificar a defesa de liberá-lo para todos os pacientes.

"Ainda não existe comprovação científica. Mas sendo monitorada e usada no Brasil e no mundo. Contudo, estamos em Guerra: 'Pior do que ser derrotado é a vergonha de não ter lutado'.Deus abençoe o nosso Brasil!", escreveu o presidente em redes sociais ao comentar o novo protocolo, divulgado pelo Ministério da Saúde, para a prescrição do remédio.

A defesa de Bolsonaro do uso da cloroquina levou à queda dos ministros Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich.

Diversos estudos já comprovaram que não há eficácia comprovada da droga no combate ao novo coronavírus. Somente neste mês de maio, alguma das mais importantes revistas médicas do mundo - New England Journal of Medicine (NEJM), o Journal of the American Medical Association (Jama) e o British Medical Journal (BMJ) - publicaram estudos com resultados nada promissores.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) também já havia alertado para os efeitos do uso cloroquina. A entidade já afirmou que não há eficácia comprovada do medicamento e aconselhou uso apenas em estudos clínicos. A recomendação foi feita na quarta-feira.

"Uma nação soberana tem o direito de aconselhar seus cidadãos sobre qualquer medicamento. Mas gostaria de destacar que, até agora, a cloroquina e a hidroxicloroquina não foram identificadas como eficazes para tratar a covid-19. Diversas autoridades já emitiram alertas sobre efeitos colaterais. A OMS aconselha que esse medicamento seja utilizado apenas em estudos clínicos supervisionados por médicos em ambiente hospitalar, como já ocorre em diversos países", disse o diretor do programa de emergências do órgão, Michael Ryan.

Pessoas que conseguiram se recuperar do novo coronavírus poderiam perder vários anos de vida por causa do impacto negativo da doença, advertem cientistas dos EUA e Escócia.

Ancha Baranova, doutora em Ciências Biológicas e professora da Escola de Biologia da Universidade George Mason (EUA), afirmou em entrevista ao canal russo Rossiya 24 que a expectativa de vida das pessoas recuperadas da COVID-19 é reduzida "em média de nove a dez anos".

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De acordo com a professora, a redução da expectativa de vida também depende do sexo dos pacientes, pois homens, em comparação com mulheres, perdem mais anos de vida. "COVID-19 devora 10 anos da vida futura", comentou Baranova.

Especialistas usaram uma medida estatística chamada de "anos de vida perdidos" (YLL, na sigla em inglês) utilizada para determinar o número de anos perdidos devido à mortalidade prematura.

Durante a entrevista, a cientista explicou que especialistas dos EUA chegaram à conclusão de que os pacientes recuperados da COVID-19 perdiam vários anos de vida após analisar parâmetros bioquímicos destes indivíduos.

Contudo, Ancha Baranova afirmou que estes parâmetros podem ser restaurados através de uma reabilitação completa no período após a doença, relembrando ainda ser necessário descansar mais, pois o sono recupera o organismo.

Anteriormente, pesquisadores da Universidade de Glasgow, Escócia, divulgaram um estudo não revisto por outros especialistas que sugere que os homens que se recuperaram da doença perderiam aproximadamente 13 anos de vida, enquanto a média de vida das mulheres diminuía em cerca de 11 anos.

Da Sputnik Brasil

Pesquisadores chineses divulgaram resultados promissores de um teste realizado em animais de uma potencial vacina para a COVID-19.

Cientistas das universidades de Xangai, Fudan e Jiao Tong, desenvolveram uma vacina, chamada ShaCoVacc, que criou anticorpos contra a COVID-19 em camundongos.

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Em um estudo publicado pelo bioRxiv, os pesquisadores descobriram que uma única dose de ShaCoVacc resultou em uma "resposta imunológica imediata e potencial" contra o SARS-CoV-2.

"Nosso estudo forneceu uma nova plataforma de vacina que simula a proteína de superfície do coronavírus e os ácidos nucléicos internos, portanto, combinando recursos de vacinas inativadas e vacinas de mRNA [...] Estes resultados apoiam o desenvolvimento da ShaCoVacc como uma candidata à [vacina contra] COVID-19", escreveram os pesquisadores.

O estudo não causou perda de peso nos camundongos, o que significa que a vacina provavelmente não é tóxica para os animais.

Cai Yujia, um dos pesquisadores, afirmou ao South China Morning Post que, se a equipe encontrar um parceiro para a ajudar no desenvolvimento da vacina, precisará de três ou quatro meses de pesquisa pré-clínica antes de realizar testes em humanos.

"Esta é uma pesquisa acadêmica, e estamos mantendo contato com algumas empresas farmacêuticas sobre a possibilidade de desenvolver a vacina", afirmou.

Pesquisadores do mundo todo tentam desenvolver uma vacina contra a COVID-19, que matou quase 330 mil pessoas, segundo dados da Universidade Johns Hopkins.

Da Sputnik Brasil

A Universidade de Oxford, no Reino Unido, incluirá crianças e idosos nos testes em humanos de uma vacina contra o novo coronavírus desenvolvida em parceria com a empresa italiana de biotecnologia Advent-IRBM.

A primeira fase dos testes clínicos, iniciada em abril, envolveu mil adultos de até 55 anos, e agora a universidade pretende recrutar mais 10,2 mil voluntários, incluindo crianças de cinco a 12 anos e adultos com mais de 55.

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Os voluntários serão divididos em dois grupos e receberão uma ou duas doses da candidata a vacina ChAdOx1 ou de outra já autorizada, e os pesquisadores vão comparar o índice de infecção em cada um.

Essa etapa, segundo a BBC, pode durar de dois a seis meses, dependendo de quantas pessoas forem expostas ao novo coronavírus. Oxford já tem um acordo com a multinacional sueco-britânica AstraZeneca para a produção e distribuição da vacina em nível mundial - as doses de testagem foram feitas pela Advent-IRBM.

Na última quinta-feira (21), a AstraZeneca disse ter obtido um financiamento de US$ 1 bilhão do governo dos Estados Unidos para a vacina e que já tem acordos que garantem a produção de pelo menos 400 milhões de doses, com os primeiros lotes previstos para setembro, caso os testes deem resultado positivo.

A vacina se baseia em um adenovírus de chimpanzés contendo a proteína spike, usada pelo coronavírus Sars-CoV-2, causador da Covid-19, para agredir as células humanas.

Da Ansa

O novo coronavírus avança para os municípios do interior do Pará, segundo informe da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). Agora são 19.756 casos de covid-19 no Estado, com 1.853 mortes (veja boletim epidemiológico).

Apesar dos números crescentes da doença, o governador Helder Barbalho tem se reunido com representantes do setor produtivo, no Palácio dos Despachos, para discutir a suspensão do lockdown (isolamento social rígido) e a retomada das atividades econômicas.

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O secretário de Saúde do Estado, Alberto Beltrame, confirma a tendência do aumento do número de casos no interior do Estado e da necessidade de ampliação dos leitos de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) nos municípios.

“O retorno das atividades econômicas precisa ser gradual e com a convicção de que não há riscos de ocorrer uma segunda onda de contaminação nas regiões onde o pico já chegou ao platô e começou a declinar, assim como estarmos preparados para o avanço da doença no interior ”, disse Beltrame, em entrevista à Agência Pará.  

A capital registra queda de notificações da covid-19. O atendimento na Policlínica Metropolitana, até pouco tempo à beira do colapso, começou a entrar em queda. Veja discussão para a reabertura do comércio de Belém.

Em um mês, a Policlínica realizou 31.800 procedimentos, entre consultas, exames e encaminhamentos para internações de pacientes com sintomas da covid-19. A informação é da Agência Pará. 

O secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), Adler Silveira, apresentou o projeto “Retoma Pará”, que prevê a metodologia para a retomada responsável, garantida, controlada, monitorada e transparente das atividades não essenciais no Pará. A partir das diretrizes, o governo receberá, até o dia 25 deste mês, sugestões de representantes dos setores produtivo, religioso e demais entes da sociedade para a definição de orientações para reabertura gradual.

Com informações da Agência Pará.

As autoridades holandesas alertaram para um possível contágio por coronavírus de um funcionário de uma fazenda de criação de visons, no que seria o primeiro caso de transmissão de animais a humanos neste país.

No final de abril, as autoridades fecharam duas criações de visons no sul da Holanda depois que descobriram que havia animais infectados.

Os cientistas compararam o código genético do vírus encontrado nos visons com o de um paciente e criaram a "árvore genealógica" para rastrear a mutação, explicou a ministra da Agricultura holandesa, Carola Schouten, em uma carta ao Parlamento.

Os resultados levaram à conclusão de que "é possível que um dos funcionários tenha sido contaminado pelos visons", segundo Schouten.

A ministra minimizou o medo de que haja outros contágios do animal para o homem e explicou que as amostras de ar e partículas de poeira analisadas fora dos locais onde os visons são mantidos não continham traços do vírus.

O governo, no entanto, adotou novas medidas e proibiu, por exemplo, visitas a fazendas onde houve casos de contaminação e testes forçados de diagnóstico a serem realizados em todas as criações de visons do país, onde a Covid-19 matou 5.715 pessoas e contaminou pelo menos 44.249.

A criação de visons para a comercialização de peles é um tema polêmico na Holanda. Em 2016, a instância judicial mais importante do país ordenou o fechamento dessas fazendas até 2024.

Macacos vacinados ou infectados pelo novo coronavírus desenvolveram anticorpos que lhes permitem se proteger de uma nova infecção, segundo dois estudos publicados nesta quarta-feira pela revista "Science".

"Nossas descobertas aumentam o otimismo em relação à possibilidade de se desenvolver vacinas contra a Covid-19", aponta um comunicado de Dan H. Barouch, pesquisador que realizou ambos os estudos no Beth Israel Deaconess Medical Center (BIDMC) de Boston. "Serão necessárias novas pesquisas para responder a algumas perguntas importantes sobre a duração desta proteção" e as especificidades das vacinas contra o Sars-CoV-2 desenvolvidas para o homem, assinalou.

"Estes primeiros estudos a mostrar que os primatas não humanos podem desenvolver imunidade contra o Sars-CoV-2 são promissores", considerou a revista científica.

No primeiro estudo, nove macacos adultos foram infectados com o vírus. Após se recuperarem, eles foram expostos a uma segunda infecção, 35 dias depois. Todos mostraram "poucos ou nenhum sintoma."

"Estes dados indicam que a infecção pelo vírus provocou uma imunidade" em macacos, concluíram os autores, ressaltando as "diferenças importantes" envolvendo a infecção em seres humanos.

No segundo estudo, os pesquisadores aplicaram vacinas experimentais em 35 macacos adultos. Quando eles foram infectados por via nasal com o vírus, seis semanas depois, "apresentavam níveis de anticorpos no sangue suficientes para neutralizá-lo em duas semanas", aponta a revista.

Estes níveis foram similares aos detectados em seres humanos em vias de recuperação após a infecção pelo novo coronavírus, apontaram os pesquisadores.

"São estudos muito animadores", estimou o pesquisador Lawrence Young, da Universidade de Warwick, que não participou dos trabalhos. Mas as infecções pelo novo coronavírus "seriam diferentes no homem, principalmente a capacidade do vírus de infectar muitos outros tecidos e células nos seres humanos. As respostas imunológicas também seriam muito diferentes", assinalou.

Os estoques de leite humano dos bancos de leite municipais do Rio de Janeiro estão baixos devido à queda na doação causada pela pandemia de covid-19. Aproveitando o Dia Mundial de Doação de Leite Materno, comemorado ontem (19), a prefeitura iniciou uma campanha para incentivar as doadoras.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a maternidade Leila Diniz, por exemplo, que recebia de 35 a 40 litros por mês, teve uma redução de 25% em abril. A unidade recolhe a doação em casa de moradoras da Barra, Recreio e Jacarepaguá. O contato para agendamento é feito pelo telefone (21) 3111-4930.

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O leite humano é essencial para alimentar os bebês internados em unidades neonatais e que não têm força para mamar no seio materno ou quando as mães não produzem leite o suficiente. O leite doado é pasteurizado e passa por um rígido controle de qualidade. Cada pote de 300 ml de leite humano alimenta até 10 recém-nascidos por dia.

Mais informações sobre como ser doadora de leite humano no site da secretaria.

A Agência Nacional de Vigilância Santirária (Anvisa) alerta que foram identificados três casos de falsificação da vacina Fluarix Tetra, da empresa GlaxoSmithKline Brasil (GSK), utilizada para prevenir a influenza ou gripe.

De acordo com a Anvisa, em nota publicada em seu portal na internet, a vacina falsificada é vendida na apresentação frasco-ampola multidose, ou seja, um frasco que permite que várias doses sejam retiradas e aplicadas em diversas pessoas.

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Segundo a Agência, a vacina original, Fluarix Tetra da GSK, é produzida e comercializada em embalagem que contém uma seringa preenchida com dose única, agulha, estojo plástico (para acondicionamento da seringa e da agulha), bula e cartucho.

A empresa GSK também fabrica a Fluarix com dez doses, porém a embalagem contém dez seringas preenchidas.

No Diário Oficial da União, do dia 4 de maio deste ano, foi publicada a Resolução Específica (RE) 1.319/2020, que determinou a apreensão e a inutilização dos produtos falsificados, bem como a proibição da sua comercialização, da sua distribuição e do seu uso.

“Se você encontrar a vacina Fluarix Tetra da GSK em frasco-ampola multidose, esteja certo de que se trata de falsificação e, portanto, a vacina não deve ser utilizada. Nesse caso, entre em contato com a Anvisa, via Notivisa, ou com o Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) da GSK, por meio do telefone 0800 701 22 33 ou do e-mail sac.brasil@gsk.com.”

*Com informações da Anvisa

A Faculdade UNINASSAU Belém, por meio das graduações em engenharia,  confecciona máscaras face shield utilizada por profissionais de saúde. Uma equipe de professores reveza-se, no Laboratório de Engenharia Mecânica, na unidade Quintino Bocaiúva, na produção do primeiro lote com 200 unidades. A expectativa é que o equipamento de proteção individual (EPI) fique pronto até o dia 25 de maio.

A iniciativa, chamada "Projeto Atitude 3D", atende a uma demanda local pela escassez de EPIs, principalmente nas unidades básicas de saúde. A haste de encaixe do equipamento foi projetada para uma impressora 3D. Cada impressão dura 20 minutos e são produzidas, em média, 30 unidades ao dia.

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O modelo do protótipo foi adquirido na internet, gratuitamente, e readaptado pelo engenheiro e professor da UNINASSAU Rodrigo Galvão. "Nós utilizamos alguns softwares para otimizar o tempo de fabricação. O que era feito em 40 minutos, reduziu para 20 minutos. Um custo que era de R$ 36,00 ficou em R$ 3,50 a unidade. Assim, seguimos ajudando, na certeza de que embora a doença possa tirar vidas, ela não remove a nossa responsabilidade e esperança com o próximo", disse Rodrigo.

A máscara face shield é um dos itens essenciais dentres os EPIs. Ela funciona como primeiro isolamento físico nos profissionais de saúde. Os equipamentos barram qualquer possível contato com gotículas de pacientes contaminados, lançadas durante a fala ou tosse, por exemplo. Com a proteção, médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e técnicos da saúde ficam mais protegidos de contaminações, principalmente, por meio dos olhos, boca e nariz.

Em uma segunda etapa, os estudantes da UNINASSAU vão ajudar nas montagens das viseiras de acetato e nas colocações de elásticos. Segundo o coordenador das graduações em engenharia, Luis Tadaiesky, a comunidade acadêmica está engajada na atividade de responsabilidade social. "Neste momento difícil, o papel dos cursos de Engenharia é, dentro de suas competências, ajudar a população. A gente sabe que é um momento complicado e que necessita de empatia. Nós estamos, de certa forma, retribuindo a ajuda que os profissionais da saúde exercem frente à pandemia do novo coronavírus", falou o gestor.    

Por Rayanne Bulhões/Ascom UNINASSAU.

 

Com a evolução da pandemia do novo coronavírus (covid-19), autoridades de saúde chamam atenção para os sintomas da doença, especialmente os mais comuns. Mas outras manifestações também podem ser um indicativo da doença e devem ser motivo de alerta.

Em sua página especial com informações sobre o novo coronavírus, o Ministério da Saúde lista os sintomas da doença gerada pelo vírus: tosse, febre, coriza, dor de garganta e dificuldades respiratórias.

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Mas pesquisas revelaram outros sinais. Entre eles a perda de olfato e de paladar. Segundo o presidente do Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF), Farid Buitrago, essas manifestações ocorrem em entre 20% e 30% dos casos que apresentam sintomas.

“Este sintomas não são muito comuns, mas quando acontece a pessoa deve ficar atenta porque pode ser uma das manifestações do coronavírus. Associado a isso, se tiver febre, tosse e dor de garganta já fecha o diagnóstico”, alerta o médico.

Ele conta que a atenção a esses sintomas é um indicativo importante para o novo coronavírus porque são raras as condições que provocam essas alterações. “Eventualmente alguma doença pode causar isso, como tumores. Gripes comuns podem causar estes sintomas, mas é menos comum”, comenta o presidente do CRM-DF.

Caso a pessoa verifique estes sintomas, a orientação é a mesma para os demais: procurar uma unidade de saúde na atenção básica, os chamados postos de saúde. Nestes locais os profissionais encaminham a testagem e, em situações mais graves, para um atendimento em unidades de pronto atendimento ou hospitais.

Outros sintomas

O médico Farid Buitrago destaca que há outros sintomas, ainda menos comuns. Entre eles conjuntivite, náuseas e alterações gastro-intestinais, como dor de estômago e diarreia. Para conjuntivite, estudos mostraram a ocorrência em cerca de 10% dos casos.

“Tem outro que também se fala muito pouco que são alterações da pele. A Sociedade Espanhola de Dermatologia elaborou atlas para mostrar lesões na pele para pacientes de coronavírus. Desde manchas vermelhas até que parecem como queimaduras de fogo ou de gelo. Essas marcas estão presentes nos pés e mãos, em pessoas jovens”, relata o presidente do CRM-DF.

Devido a quarentena por conta do coronavírus, muitas relações se reduziram e se limitaram ao convívio familiar, o que, para a mudança na rotina de muitas pessoas, pode resultar em um leque de opções, sendo o conflito uma das mais preocupantes.

O isolamento social pode fazer com que os indivíduos tenham que conviver com algumas arestas de familiares que escapam ao longo do dia, podendo ser uma tarefa desafiadora. ‘’Estar mais próximo da família significa ter a possibilidade de enxergar cada membro mais de perto, às vezes além de nossas expectativas e projeções em relação ao outro’’, afirma a psicóloga Ana Caroline Boian, co-fundadora da Árvore da Vida Psicologia.

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Ela explica que, para o melhor convívio, é importante respeitar aspectos como a individualidade e o limite de cada um, considerando seus defeitos e qualidades, tentando separar ao máximo as projeções e expectativas que são depositadas  sobre o outro.

Adaptação, paciência e respeito parecem ser as palavras-chave. Esqueça a relação fusionada, aquela onde a família é compreendida como um único organismo e não como um conjunto de pessoas. Essa concepção arcaica pode resultar em ‘’um membro que tenta se destacar, ou realizar empreendimentos pessoais, porém reage com os movimentos dos demais em ‘puxá-lo para baixo’, impedindo seu desenvolvimento. Em tempo de quarentena esse tipo de vínculo pode se intensificar e trazer angústia e sofrimento para os membros.’’, declara a psicóloga. 

Uma equipe de docentes e alunos da Universidade UNG desenvolveu um protótipo de ventilador emergencial hospitalar. O projeto foi montado em sete dias, no complexo do laboratório das engenharias, do campus Centro. A iniciativa faz frente à demanda global pela busca por equipamentos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em meio à pandemia de coronavírus. 

O aparelho foi analisado por fisioterapeutas e profissionais de enfermagem da Universidade e será submetido a uma comissão técnica, seguido de testes. O conceito do equipamento parte de três frentes, ou seja, um conjunto eletrônico, mecânico e um conjunto médico, baseado em componentes que são utilizados regularmente na área da saúde, que é o ambu, máscara de respiração e tubos de traqueia.

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O conjunto mecânico foi pensado para que o aparelho tenha possibilidade de fazer o movimento com a frequência e pressão necessária para dar o suporte à respiração, e será concebido com peças fabricadas em impressão 3D, que utiliza um material ABS nesta concepção. O conjunto de controle passa por motor de corrente contínua, com os comandos controlados e a programação derivada de uma placa eletrônica programada.

Dependendo da marca e modelo, os ventiladores podem ser comprados por R$ 15 mil. O aparelho da UNG tem um custo unitário de R$880, dezessete vezes menor que os disponíveis no mercado.

A próxima etapa, após ensaios e registros documentais, é a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Para o coordenador dos cursos de Engenharia da UNG, Adriano José Garcia, a ideia do projeto, após uma longa conversa com profissionais da área, foi verificar os níveis de complexidade e da necessidade do tratamento, em casos de intubação. “Em alguns casos, pacientes exigem um suporte de respiração por um sistema não invasivo. Na sequência, estabelecemos quais seriam os requisitos e iniciamos a produção entendendo a complexidade de um sistema desse tipo, os controles necessários, a pressão, a frequência respiratória. Além disso, buscamos o suporte da área da saúde e estamos focados em conseguir fazer um projeto que de fato chegue ao paciente final”, explica.

Contribuição à população 

O protótipo de ventilador pulmonar é uma contribuição da UNG para o suporte à população em casos graves de Covid-19. O aparelho tem a finalidade de ajudar o corpo humano, nas trocas de oxigênio e gás carbônico, uma vez que os pacientes que têm os pulmões comprometidos não dão conta de mantê-los sozinhos. Para evitar qualquer tipo de transmissão do novo coronavírus, docentes e estudantes trabalham com  todos os equipamentos de proteção individual (EPIs), seguindo as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

 

* Da Assessoria de Imprensa

Termina nesta terça-feira (19) a primeira etapa do levantamento Evolução da Prevalência de Infecção por Covid-19 no Brasil: Estudo de Base Populacional. Até esta segunda-feira (18), 15 mil pessoas em todo o país fizeram o teste para saber se tiveram contato com o novo coronavírus. O objetivo é testar até 100 mil pessoas e saber com que velocidade a população está criando anticorpos para o vírus.

As regiões Norte e Nordeste foram as que mais aplicaram testes até o momento, somando 8.106 testes. O estudo, financiado pelo Ministério da Saúde, coordenado pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), do Rio Grande do Sul, e executado pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope), será realizado em três etapas e prevê em 133 municípios.

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O objetivo do estudo é avaliar como o novo coronavírus se propaga pelo país, por meio da testagem de anticorpos na população. A coleta de dados está sendo feita nos domicílios pelos profissionais do Ibope. Em cada casa, é escolhido um morador para participar do inquérito. Na visita, a equipe do Ibope também disponibiliza um questionário sobre doenças preexistentes e possíveis sintomas da covid-19 nos últimos 30 dias, além da aplicação do teste rápido.

A expectativa é testar cerca de 33 mil brasileiros em cada etapa, sendo 250 pessoas em cada município selecionado. As próximas etapas de coletas estão previstas para 28 e 29 de maio e 11 e 12 de junho.

Problemas

Entrevistadores do Ibope Inteligência foram impedidos de trabalhar em cerca de 40 dos municípios selecionados para fazer parte da pesquisa. Nos últimos dias, houve casos de entrevistadores detidos por guardas municipais em São José dos Campos (SP), outros foram destratados por cidadãos receosos da abordagem e equipes acabaram impedidas de trabalhar em várias localidades.

As atuais recomendações de distanciamento social, forçadas pelo surto do novo coronavírus (SARS-CoV-2), estão fazendo com que as pessoas utilizem aparelhos como computadores e smartphones durante mais tempo. De acordo com a Sociedade Brasileira de Oftalmologia (SBO), a chamada Síndrome Visual Relacionada a Computadores (SVRC) atinge 90% dos usuários que ficam expostos à luz das telas por mais de três horas.

O uso excessivo, tanto no trabalho realizado no esquema home office como em momentos de lazer, pode causar danos à visão. Segundo o médico oftalmologista Daniel Kamlot, quem fica exposto à irradiação de luz proveniente dos equipamentos eletrônico precisa redobrar os cuidados durante o período de isolamento. "A emissão da luz azul pelo aparelho eletrônico, a longo prazo, pode ser mais prejudicial para quem tem tendência de degeneração macular, o que só poderia vir a acontecer com o passar do tempo", explica.

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Ainda segundo Kamlot, crianças também correm riscos. "O problema na faixa dos sete anos seria a grande exposição ao celular, fato que pode alterar a anatomia do olho e fazer com que ele cresça um pouco mais", considera o médico, que ainda aponta a falta de exposição à luz natural como agravante em alguns casos.

"Alguns estudos mostram o aumento de miopia em crianças que ficam mais enclausuradas por muito tempo. A dopamina, oriunda da exposição ao sol, diminui a probabilidade de elas serem míopes", acrescenta.

O oftalmologista ainda esclarece que os sintomas da SVRC não são muito diferentes nas mais diversas faixas etárias. "Entre adultos e jovens a exposição pode causar dor de cabeça, cansaço e fadiga ocular", indica.

De acordo com Kamlot, uma pausa para quem usa os aparelhos eletrônicos com muita frequência pode reduzir, de maneira considerável, os riscos. "Um descanso de 15 minutos a cada uma hora é o suficiente para amenizar os problemas", destaca o especialista, que ainda orienta os pais a permitir que as crianças brinquem ao sol.

"Deixe a criança brincar na varanda, no quintal, para que exista esse estímulo da dopamina no organismo", declara. Segundo o médico, o ambiente externo permite que a visão seja exercitada, o que evita a contração da musculatura, que pode acomodar a visão e, ao longo prazo, desenvolver a miopia.

 

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