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| Ciência e Saúde

Em Pernambuco, as unidades pediátricas públicas e privadas têm lidado com uma superlotação no setor das emergências. As ocorrências são várias: viroses, infecções, resfriados leves. Com a Covid-19 ainda em alta no Estado, pais e responsáveis podem ficar confusos quanto ao diagnóstico e tratamento dessas doenças, cuja sintomatologia pode ser bem semelhante e em alguns casos, como os de infecção por coronavírus, a doença pode até mesmo ser silenciosa.

Como crianças são dependentes, é preciso que os adultos estejam alerta aos sintomas e que busquem manter o ambiente domiciliar sempre limpo, livre da poeira, do acúmulo de água parada. Higienizar as superfícies de objetos também ajudam a prevenir a proliferação do coronavírus.

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A pediatra do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira - Imip, Danielle Rodrigues, conversou com o LeiaJá a fim de esclarecer dúvidas sobre as doenças circulantes no Estado atualmente, e que são acentuadas pela presença do inverno e da intensa mudança climática. Circulam em grande abrangência os tipos enterovírus, que tem como principal meio de replicação o trato gastrointestinal, e rinovírus, associado aos resfriados comuns.

“Com a não restrição das crianças em casa, tivemos mais aglomerações em escolas e creches, e então, a disseminação de vários vírus. Nós vemos muitos quadros clínicos de resfriados e gripe. Atualmente, temos identificado alta presença de rinovírus. No Imip, estamos fazendo um painel viral. A influenza tem pouca incidência atualmente, o que pode ser justificado pela vacina da gripe. O resfriado é um quadro mais leve, com coriza, febre e estado geral não tão decaído. Enquanto a gripe é mais intensa, causa desidratação, dor no corpo, calafrios, febre alta e o estado geral fica mais decaído do que no resfriado comum”, comenta a médica ao iniciar a explicação.

Pernambuco também possui incidência alta do Vírus Sincicial Respiratório (VSR) em bebês, segundo a pediatra. O VSR preocupa pois, sem as medidas preventivas ou precoces necessárias, pode levar à internação. A doença é comum em crianças nos primeiros meses de vida. Como as vias aéreas dos bebês são finas, eles podem apresentar quadro obstrutivo com pouca secreção.

“O VSR causa um quadro característico de bronquiolite viral. O que é isso? Começa com sintomas parecidos com os de resfriado, como coriza, secreção nasal, espirros e lacrimejamento, e depois começam os sintomas mais graves, de tosse e desconforto em um quadro mais intenso. Normalmente bebês pequenos, abaixo de um mês ou em lactentes de dois até três meses, muitas vezes precisam ficar internados para fazer oxigenoterapia, lavagem nasal e medidas de suporte”, continua Danielle.

Outra síndrome em circulação é a “mão-pé-boca”, causada pelo vírus coxsackie e que dá febre, rinorréia, tosse e aftas na faringe posterior. A criança infectada enfrenta queda na imunidade e fraqueza no estado geral de saúde. Os sintomas dessas viroses podem se confundir com os da Covid-19, porque os sintomas de Covid são inespecíficos, logo, “tudo pode ser a doença”, diz a pediatra. Não é possível diferenciar os sintomas sem testagem, mas é válido prestar atenção em alguns sinais, como o cansaço ou qualquer sintomatologia diferente.

“Os cuidados para evitar transmissão continuam sendo os de higiene, evitar aglomerações, ajudar na lavagem das mãos e verificar objetos contaminados. O quadro de Covid em crianças é bastante assintomático. Mas chama atenção aquela criança com uma lesão de pele e que pode ter um quadro viral associado; uma criança que tenha sinais de asma ou cansaço, e que nunca teve antes. Essas especificidades de um quadro que não se repete é que podem chamar atenção se a criança tem Covid ou não”, elucida ainda, reafirmando que os casos de Covid-19 têm sido menores que os das demais doenças.

E completa: “Nesse período de inverno há muitas influências que pioram o quadro respiratório. Nesse momento, todas as emergências que atendem muito esse quadro têm uma superlotação nesse momento, seja no IMIP ou nas unidades municipais. Não é só o inverno, são também as aglomerações, o contato com a poeira, o contato com pessoas que trazem o resfriado da rua para casa. Mas o fator climático importa sim, essa alteração de chuva, sol, frio e calor aumentam a atividade dos brônquios e facilitam o quadro respiratório”.

Não existe tratamento específico para os vírus, mas terapias de suporte. É importante reconhecer os sinais de alerta, como sonolência e irritabilidade, causados principalmente pela desidratação. A orientação é de que os pais e responsáveis se dirijam precocemente à unidade hospitalar quando houver descontrole dos sintomas mais graves, como vômito e diarreia, para evitar um internamento. É importante hidratar a criança e evitar que ela chegue ao hospital já desidratada, prevenindo também a perda de nutrientes e eletrólitos. Na dúvida, a procura por um médico deve ser imediata.

Cuidados que devem ser tomados

- Manter o ambiente doméstico limpo e organizado, priorizando a higienização de superfícies com as quais a criança tem contato constantemente;

- Deixar fora do alcance das crianças produtos químicos e/ou que possam causar reações alérgicas;

- Eliminar focos da dengue - é preciso lembrar que além da Covid e das viroses há, simultaneamente, surtos de dengue e chikungunya no estado;

- Prestar atenção em sinalizações no corpo da criança, como manchas vermelhas, brancas, desidratação da pele e corpo, cansaço e tosse;

- Não fazer autodiagnóstico e não fazer intervenção medicamentosa por conta própria;

- Não usar medicamentos de tratamento precoce para a Covid-19 como tratamento para sintomas graves de viroses, dengue e outras doenças;

- Insistir em uma boa hidratação da criança;

- Prestar atenção na cor das fezes e secreção da criança;

- Procurar um médico imediatamente, caso os sintomas não consigam ser contornados em casa.

A Universidade Guarulhos (UNG)/Centro Universitário Univeritas, campus Itaquaquecetuba, promove um encontro voltado para a área da estética, cosméticos e também acompanhará o processo de vacinação do Covid-19. A ação ocorrerá amanhã (19),  às 9h, no campus da instituição, localizado na Av. Uberaba, 251, Vl. Virgínia, Itaquaquecetuba.

De acordo com a coordenadora do curso de enfermagem da instituição, Marli Reinado Barbosa, o encontro de estética dará dicas sobre os cuidados básicos e necessários a serem tomados com o rosto. As vagas são limitadas e todos os inscritos receberão uma limpeza de pele ou hidratação grátis. Interessados devem realizar o cadastro aqui.

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Já no encontro de nutrição, os participantes receberão um treinamento de como preparar uma água saborizada. “As pessoas participarão de todo o processo de efetivação e também poderão saborear a água após o término da orientação”, explica Marli. As inscrições para este encontro podem ser feitas aqui.

Além disso, a coordenadora reitera que a equipe acompanhará a vacinação contra a Covid-19 no município de Itaquaquecetuba, realizando testagens gratuitas, para detectar se o indivíduo contraiu ou não o coronavírus.

As reações adversas das vacinas da Covid-19 podem ser controladas com medicação. Em meio à polêmica sobre o uso do Paracetamol, parte dos vacinados apostaram na substância após sofrer por cerca de dois dias com febre, moleza e dores no corpo.

Em entrevista ao LeiaJá, o doutor em farmacologia e professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Almir Wanderley lembrou que qualquer medicamento ou vacina podem causar efeitos adversos, geralmente de baixa intensidade. “Isso não são em todas as pessoas. É em uma parcela relativamente pequena da população”, ressalta.

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Sobre o uso de substâncias para controlar os efeitos já esperados dos imunizantes, ele orienta que “não tem problema nenhum. Se o indivíduo se encontra com algum tipo de reação, ele pode tomar um analgésico, um medicamento para febre, que rapidamente isso vai desaparecer. Isso não é problema para que haja a desistência da vacina”.

Porém, Wanderley prega cautela sobre o uso do Paracetamol que, a depender da dose, pode causar intoxicação no fígado. Tal efeito não tem relação direta com as substâncias das vacinas. Ele também desaconselha o uso de remédios não periódicos antes de ir se vacinar.

“O paracetamol realmente pode promover uma intoxicação no nosso organismo e chegar até a dar uma hepatite, mas isso acontece quando ele é tomado em altíssimas doses”, esclarece. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já havia alertado para uma eventual a hepatite medicamentosa decorrente do remédio.

O farmacologista explica que tal sintomatologia ocorre porque o sistema imunológico foi estimulado e que alguns efeitos, como dor no local da aplicação, geralmente são causados pelo próprio nervosismo do paciente, que acaba tensionando a musculatura do braço.

Em todos os cenários é importante repousar e se hidratar com frequência, principalmente nos imunizados que desenvolverem diarreia, complementou.

Uma análise de cientistas da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), no Rio Grande do Sul, e da Universidade norte-americana de Havard, aponta que as vacinas contra a Covid-19 evitaram a morte de 43.082 brasileiros em 2021.

Os estudos mostram que a taxa de óbitos de idosos pelo vírus caiu cerca de 28% no primeiro mês do ano. Para a faixa com mais de 80 anos, a redução foi de 12%, enquanto nos idosos entre 70 e 79 anos, a queda foi de 16% em maio.

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"Nós estamos chegando a 480 mil mortes. Se não fosse a vacina, seriam 530 ou 540 mil", afirmou o coordenador do levantamento, o professor e epidemiologista Cesar Victora, ao G1.

O resultado reduz a polêmica em torno da resposta dos imunizantes Coronavac e AstraZeneca ao vírus, bem como à cepa brasileira Gamma. "Nenhuma vacina é 100% efetiva. O que interessa é se, em uma grande população como a brasileira, ela consegue reduzir a mortalidade. E ela conseguiu", ressalta.

Outro levantamento produzido entre fevereiro e abril apontou que 13,8 mil mortes entre maiores de 80 anos foram evitadas com os imunizantes. Victora acredita que o mesmo movimento de queda será observado em menores de 60 anos.

"Eu não tenho nenhuma dúvida de que vai acontecer. Daqui a um ou dois meses, nós vamos atualizar o estudo e vamos ver que não foram 43 mil vidas salvas, mas que foram 80 mil ou 100 mil", avaliou.

O hábito de ranger e apertar os dentes de maneira excessiva, denominado pelos dentistas como bruxismo, se potencializou  durante a pandemia do coronavírus (Covid-19). De acordo com o levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS), os casos de bruxismo afetam 40% da população.

Um estudo encomendado pelos programas de pós-graduação dos cursos de Odontologia e Psicologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), indicou que a condição de ranger os dentes durante o sono saltou de 8% para 28%. Já os casos que ocorrem enquanto a vítima está acordada foi de 6% para 12%.

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A pandemia trouxe à tona muito estresse, uma vez que as pessoas passaram a temer por suas saúdes e condições financeiras. Esse constante estado de preocupação causou impactos físicos e mentais, entre eles, o bruxismo. “Essa é uma desordem de movimento relacionada ao sistema nervoso central, com causa desconhecida. Mas sabe-se que é extremamente ligada ao estresse”, explica o cirurgião dentista especialista em odontologia estética pela Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto e diretor da Clínica Boutique em Fortaleza (CE), Anderson Marques.

De acordo com Marques, o bruxismo se divide em duas categorias: A primeira é o cêntrico, também conhecido como apertamento dental, que afeta a musculatura do rosto e causa fadiga muscular, dores de cabeça e até mesmo assimetrias faciais. O segundo é denominado como  excêntrico, caracterizado pelo ranger dos dentes. “Este pode causar desgastes dentários e até mesmo fraturas dos dentes. Consequências estas, que podem ser irreversíveis. Por isso a importância de tratar de forma precoce já nos primeiros sintomas”, alerta o dentista.

Uma das formas de manifestações do bruxismo ocorre durante o sono. “Com isso o paciente não tem controle sobre esses movimentos deletérios. Quando é diurno, o paciente pode se pegar no ato de apertar ou ranger os dentes, e quando percebe pode se policiar e tentar não fazer os movimentos”, detalha Marques.

O principal destaque que esse distúrbio pode trazer é o desgaste dentário, mas a cirurgiã dentista especialista em reabilitação oral pela USP de Bauru Ticiana Campos, também destaca que alguns pacientes reclamam de dores musculares agudas e desconfortos na região da face. “Em casos mais severos, comprometimentos articulares podem aparecer e o paciente passa a ter uma DTM, que é o Distúrbio da Articulação Temporomandibular. Ou seja, essas dores podem passar da musculatura para esta articulação e estalidos ao abrir a boca também podem surgir”, ressalta.

Embora não exista cura para o bruxismo, Ticiana explica que alguns tratamentos podem ser feitos, entre eles, a utilização de uma placa rígida em resina acrílica durante o sono, que protege os dentes do paciente um dos outros. Para dores musculares, a dentista indica a aplicação de toxina botulínica (Botox), que auxilia no relaxamento dos músculos e diminui as dores. “Quando o nível de estresse do paciente é muito alto, podemos indicar um acompanhamento com fisioterapeuta e até mesmo com um psicólogo”, orienta. 

 Para os que não sofrem do distúrbio mas procuram por maneiras de evitá-lo, principalmente por estarem inseridos em um momento estressante, Ticiana recomenda buscar por uma válvula de escape, como um hobby ou uma atividade de lazer.

Nesta quinta-feira (17), o governador Paulo Câmara (PSB) anunciou que Pernambuco zerou a fila de espera por vagas de UTI. Esse resultado foi alcançado pela primeira vez em quatro meses. O governador garante que a ocupação dos leitos de UTI ficou em 87%.

Câmara diz que isso só foi possível por conta das medidas restritivas intensificadas no Estado a partir do dia 7 de dezembro de 2020, além do avanço da vacinação e da expansão da rede de UTIs.

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Mesmo zerando a fila de espera por leitos, Paulo Câmara pede que a população continue usando máscara e evite aglomerações. Ele também fez um alerta para a necessidade da imunização. 

“É muito importante observar o calendário e tomar a segunda dose da vacina. Vamos fazer um grande esforço, em parceria com os municípios, para completar a imunização de quem só recebeu a primeira dose”, finalizou.

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-> Pernambuco ultrapassa 17 mil mortes pela Covid-19

Diz respeito a quase 200 milhões de mulheres no mundo, mas é tabu há muito tempo. A endometriose, doença crônica relacionada à menstruação, está começando a ser levada a sério pelas autoridades, graças às vozes de muitas das afetadas.

Deambulação médica, medo e desamparo. Foi o que sentiu por muito tempo Lorena García, uma espanhola de 30 anos com endometriose, doença que atinge uma em cada dez mulheres no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Tudo começou há mais de dez anos, quando, de repente, García sentiu fortes dores durante a menstruação. Aí começou a jornada que a levou a visitar uma dúzia de médicos, muitos dos quais disseram que era normal.

"Os médicos olham para você de cima, tratam você como louca e às vezes até dizem que você está histérica... Foi um inferno. Eu me senti muito sozinha", explicou à AFP.

Essa doença é causada pela migração de células do endométrio, uma mucosa que reveste o interior do útero, para o exterior da cavidade uterina. Mas, ao se mover, essas células geram lesões, ou até cistos, que podem ser muito dolorosos e causar esterilidade.

- Começar "do zero" -

Até o momento, não existe um tratamento definitivo, por falta de pesquisas científicas, dizem vários especialistas à AFP.

"Durante séculos, pensou-se que era normal que as mulheres sofressem durante a menstruação, o que explica o atraso considerável que temos nessa doença", explicou à AFP a diretora-geral da World Endometriosis Society (WES), Lone Hummelshoj.

Em 1997, essa consultora fundou a Sociedade Dinamarquesa de Endometriose, projeto que permitiu ao país nórdico adotar, cinco anos depois e de forma pioneira, medidas de combate à enfermidade.

A iniciativa teve eco em outros países. A Austrália lançou um plano nacional em 2017, e a França lançou uma estratégia dois anos depois.

No Reino Unido, os casos graves de endometriose são tratados em centros especializados desde 2013.

Esses planos nacionais são a resposta para a libertação da voz das mulheres.

Na França, a ginecologista Chrysoula Zacharopoulou lançou uma primeira campanha de conscientização em 2016.

"Foi uma tarefa difícil porque partimos do zero. Tudo tinha que ser feito", recordou Zacharopoulou, agora responsável pela estratégia nacional.

Paralelamente, várias mulheres famosas começaram a falar sobre o assunto, como a estilista e autora de "It" Alexa Chung, ou a modelo Chrissy Teigen. Em março de 2018, a atriz de "Girls" Lena Dunham revelou que fez uma ablação do útero na esperança de acabar com anos de endometriose.

- "Sem trégua" -

O que a torna difícil de detectar e tratar é que existem várias formas de endometriose, desde as assintomáticas e relativamente dolorosas, até as extremamente graves.

É o caso de Anne (cujo nome foi alterado), uma francesa de 43 anos que, após oito operações, uma delas de ablação do útero, ainda não consegue ver o fim do túnel.

Enxaqueca, cansaço, dores pélvicas... A mulher, que se apoia em uma bengala, teve de desistir da carreira acadêmica e tem uma vida pessoal "quebrada" pela doença.

"A endometriose me destruiu. Desde o início da doença, não tenho tido trégua, tem sido ininterrupta. E os médicos ainda não sabem o que é, nem como me ajudar a melhorar", lamentou.

Nos piores momentos de crise, ela tem ideias suicidas. Um caso que não é único, segundo Caroline Law, pesquisadora da Universidade de Montfort (Leicester), que junto com outros cientistas dirigiu um estudo de referência sobre o impacto da doença na saúde mental das mulheres.

"Depressão, impotência, culpa pela ideia de não poder dar à luz... A doença tem consequências dramáticas na saúde mental da mulher", garante a especialista.

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou nesta quarta-feira (16) que o Instituto Butantan abriu o pré-cadastro para voluntários da primeira fase dos testes clínicos da vacina contra a covid-19 Butanvac. Segundo o governador, 418 pessoas acima de 18 anos devem participar do estudo.

Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, voltou a afirmar que o imunizante seria "uma versão 2.0" das vacinas já em uso. Segundo ele, a produção do fármaco utiliza a mesma plataforma que os imunizantes contra a gripe. "E isso tem enormes vantagens. Primeiro, ela pode estar disponível em grande volume para o mundo e o segundo é custo", afirmou Dimas Covas.

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As próximas etapas do estudo de fase clínica devem contar com a participação de 5 mil voluntários. De acordo com o governador paulista, o Instituto Butantan já produziu e estocou cerca de 8 milhões de doses do imunizante. A expectativa é que 40 milhões de unidades da vacina estejam prontos até o final de outubro.

Nesta terça-feira (15), a Prefeitura de Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife, iniciou o agendamento para vacinar pessoas com 45 anos ou mais contra o novo coronavírus. A aplicação das doses para esse público já inicia na quarta-feira (16), nos pontos de imunização do município.

O agendamento deve ser feito pelo site ou aplicativo De Olho na Consulta. É importante que o usuário fique atento aos dados informados pelo site ou aplicativo, por onde irá receber informações sobre a data e o local em que deverá comparecer para vacinação, munido de documento oficial com foto e comprovante de residência.

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Além dessa nova faixa etária, Jaboatão continua vacinando todos os grupos prioritários listados no Plano Nacional de Operacionalização (PNO) do Ministério da Saúde.

O atendimento ao público é feito das 8h30 às 17h, nos seguintes locais: Casa da Cultura, em Jaboatão Centro; Praça Murilo Braga, em Cavaleiro; escolas municipais Iraci Rodovalho, no Curado, e Benjamin Constant, no Socorro; Centro Cultural Miguel Arraes, em Prazeres; Faculdade Metropolitana, Shopping Guararapes, Sesc e UniFG, no bairro de Piedade. 

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A análise das coletas de 96 pacientes que testaram positivo para a Covid-19 em Pernambuco reforçou que a variante gama (P.1) do novo coronavírus é a linhagem prevalente do vírus no Estado. A cepa foi relatada primeiramente no Amazonas.

Os dados, divulgados nesta terça-feira (15), foram analisados pelo Laboratório de Imunopatologia Keizo Asami (LIKA/UFPE), em pacientes residentes em municípios do Agreste e Zona da Mata de Pernambuco.

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O resultado apontou que mais da metade dos exames (56,25%) apresentaram a cepa P.1, seguido da B.1.1 (19%) e da B.1.1.406 (10%). A Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE) afirma que um novo sequenciamento genético já está programado para os próximos dias. 

Nos municípios do Agreste, do total de exames com a cepa P.1 identificada, 20% das amostras eram de pacientes residentes em Garanhuns; 15% de moradores de Caruaru; 6% do município de Cumaru; e 2% cada de pacientes residentes em Agrestina e Bom Jardim. Apenas o município de Cachoeirinha não teve a presença da P.1 detectada em suas amostras biológicas.

Já 7% dos genomas positivos para a P.1 foram de amostras biológicas de pacientes residentes no município de Paudalho, na Zona da Mata Norte de Pernambuco. A variante gama foi detectada no Estado pela primeira vez no mês de fevereiro em dois pacientes do Amazonas que vieram para Pernambuco dar continuidade no tratamento, em decorrência da crise sanitária que aquele estado vivia na época.

Já em abril, cinco amostras biológicas de pernambucanos confirmados para a Covid-19 apresentaram, em sequenciamento genético, a variante P.1 da doença. No início deste mês, o sequenciamento genético de 233 amostras, realizado pelo LIKA e pelo Instituto Aggeu Magalhães (IAM/Fiocruz PE), também detectou a presença da P.1 na maioria das coletas.

Sintomas psicológicos e neurológicos como perda de olfato, dor de cabeça, ansiedade e depressão são comuns em pacientes da Covid-19, tanto em casos graves quanto leves. A conclusão é de uma meta-análise de 215 estudos sobre a Covid-19 em 30 países, com 105.638 pessoas. As informações são da BBC.

Segundo o autor do estudo, o pesquisador Jonathan Rogers, da University College London, o resultado surpreendeu. "Esperávamos que esses sintomas aparecessem nos casos mais graves, mas não foi o que encontramos", disse. "Parece que afetar a saúde mental e o cérebro é uma regra da Covid-19, e não uma exceção."

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Os sintomas neurológicos e psiquiátricos mais recorrentes foram perda do olfato (43%), fraqueza (40%), fadiga (38%), perda do paladar (37%), dor muscular (25%), depressão (23%), dor de cabeça (21%) e ansiedade (16%).

O pesquisador acredita que sintomas como dor de cabeça sejam registrados com maior frequência em casos leves porque um paciente em estado grave está sem conseguir respirar e não deve relatar algo como dor de cabeça. Há exemplos de sintomas neurológicos e psiquiátricos que surgem primeiro ou são a única manifestação da doença.

"Pesquisas sobre delírio, principalmente com idosos, mostram que este pode ser o primeiro sintoma da Covid-19, antes mesmo do aparecimento dos sintomas respiratórios", comenta.

O estudo indica que, embora mais raras, doenças neurológicas mais graves também ocorrem em pacientes que tiveram Covid-19, como acidente vascular cerebral isquêmico (1,9%), acidente vascular cerebral hemorrágico (0,4%) e convulsões (0,06%).

Segundo Jonathan Rogers, o estudo não estava focado nas causas, mas ele acredita que uma série de fatores explicam os sintomas neurológicos e psicológicos. "Algumas das evidências mostram que eles não são produzidos porque o vírus invade as células nervosas, o que é muito raro. Mas a inflamação que a covid-19 causa na corrente sanguínea é provavelmente um fator que contribui. Certamente, contribui para o delírio e provavelmente também para a depressão e ansiedade", afirma. 

Além desse, ele cita a hipóxia cerebral, que é a redução de oxigênio para o cérebro e fatores sociais e psicológicos. Rogers argumenta que o paciente pode estar preocupado com o desenvolvimento da doença e sentir o impacto de estar isolado de sua família.

Já ouviu falar em síndrome pós-covid? Essa síndrome é caracterizada pela volta de alguns dos sintomas da doença, como falta de ar, fadiga e fraqueza muscular, mesmo após o paciente ter se recuperado da infecção pelo novo coronavírus. Tais sintomas podem se prolongar por meses e afetam a qualidade de vida do paciente.

Pesquisas apontam que a maioria das pessoas que se recuperaram da covid-19 ficaram com algum tipo de sequela. Por que isso acontece?

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Para saber a resposta, ouça o podcast sobre o tema com a fisioterapeuta Andrezza Coelho.

Por Ana Beatriz Manarte e Rebeca Costa.

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Discreto, silencioso, de difícil detecção precoce e com sintomas que podem ser confundidos com os de outras doenças. Assim é o câncer de ovário, a segunda neoplasia que mais acomete o sistema reprodutor feminino, atrás apenas do câncer de colo do útero.

O câncer, ou neoplasia, é caracterizado pelo crescimento desordenado de células que invadem tecidos ou órgãos próximos ou mesmo distantes, formando tumores. No caso do ovário, 95% dos casos têm origem nas células epiteliais, que são as que revestem o órgão. Os outros 5% podem ocorrer nas células germinativas, aquelas que formam os óvulos, ou nas células estromais, as que produzem os hormônios femininos.

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De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), a estimativa é que em 2020 foram registrados 6.650 novos casos de câncer de ovário no país, o que representa 3% das neoplasias detectadas em mulheres. Os dados de 2019 indicam 4.123 mortes decorrentes da doença naquele ano.

Os fatores de risco para o câncer de ovário incluem o avanço da idade, a infertilidade, a primeira menstruação precoce, antes dos 12 anos, e a menopausa tardia, após os 52 anos. Também devem ser considerados o histórico familiar de neoplasias de ovário, colorretal e de mama, excesso de peso corporal e os fatores genéticos de mutações em genes como BRCA1 e BRCA2.

Por outro lado, o risco de câncer de ovário é reduzido nas mulheres que tomam contraceptivos orais e nas que tiveram vários filhos. Não há prevenção para a doença, mas é recomendado às mulheres que tenham fatores de risco manter o peso corporal saudável e consultar o médico com regularidade, sendo ainda mais importante a partir dos 50 anos.

O exame preventivo ginecológico, chamado de papanicolaou, não detecta o câncer de ovário, pois ele é específico para o câncer do colo do útero. A detecção precoce do câncer de ovário é feita por meio de investigação com exames clínicos, laboratoriais ou radiológicos, que devem ser feitos nas mulheres com sinais e sintomas sugestivos ou nas que integram os grupos com maior chance de desenvolver a doença.

Geralmente não ocorre o diagnóstico precoce do câncer de ovário, já que ele não apresenta sintomas iniciais específicos. Quando o tumor cresce, ele pode causar pressão e provocar dor ou inchaço abdominal, na pelve, nas costas ou nas pernas. Nas fases mais avançadas da doença, também pode causar náusea, indigestão, perda de apetite e de peso, gases, prisão de ventre ou diarreia e cansaço constante.

O tratamento é feito com cirurgia ou quimioterapia, de acordo com o tipo histológico do tumor, ou seja, qual tipo de célula foi afetada. Também influenciam no tratamento adotado a extensão da doença, a idade e as condições clínicas da paciente, bem como se o tumor é inicial ou recorrente.

Após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ter autorizado uma primeira fase de testes clínicos em humanos com a vacina ButanVac, o Instituto Butantan pretende iniciar, ainda nesta semana, um pré-cadastro de voluntários para testar essa vacina.

Segundo Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, o governo paulista deve lançar, até o fim desta semana, um site onde os voluntários poderão preencher um pré-cadastro.

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A fase inicial de estudos em humanos busca avaliar a segurança da vacina e sua capacidade de induzir uma resposta imunológica. Para uma vacina ser aplicada na população, ela passa por uma fase de estudos em laboratório, uma fase pré-clínica de testes em animais e três etapas clínicas de testes em voluntários humanos, que avaliam a produção de anticorpos, a sua segurança e a sua eficácia. A Anvisa autorizou apenas a realização da fase A, a primeira etapa dos testes em humanos, da qual vão participar 400 voluntários.

Os testes serão realizados pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto.

Poderão participar dos testes pessoas com idades acima de 18 anos. Nesses testes poderão fazer parte, inclusive, adultos já vacinados ou que já tiveram covid-19. “São três categorias [que serão incluídas nos testes]: o grupo que não teve contato com o vírus, o grupo que já teve contato e o grupo já vacinado”, falou Covas.

“Houve autorização da Anvisa para o início do estudo clínico. Essa semana temos ainda a fase de aprovação ética: os comitês de pesquisa [dos hospitais envolvidos] tem que aprovar [o estudo] e, posteriormente a Comissão de Ética em Pesquisa. Esta semana está previsto iniciar um pré-cadastro dos voluntários. É um estudo de fase 1, nesse momento, para avaliar a segurança da vacina”, explicou Dimas Covas.

Segundo o governador de São Paulo, João Doria, as vantagens da ButanVac são o custo reduzido e a fabricação local, ou seja, não será necessário importar insumo farmacêutico ativo (IFA) de outros países para a produção da vacina.

O imunizante

A tecnologia da ButanVac utiliza o vírus da Doença de Newcastle geneticamente modificado. O vetor viral contém a proteína Spike do coronavírus de forma íntegra. O desenvolvimento complementar da vacina será todo feito com tecnologia do Butantan, incluindo a multiplicação do vírus, condições de cultivo, ingredientes, adaptação dos ovos, conservação, purificação, inativação do vírus, escalonamento de doses e outras etapas.

A Doença de Newcastle é uma infecção que afeta aves e, por isso, segundo o Butantan, o vírus se desenvolve bem em ovos embrionados, permitindo eficiência produtiva num processo similar ao utilizado na vacina de Influenza do Butantan.

O vírus da doença de Newcastle não causa sintomas em seres humanos, o que poderia, segundo o Butantan, ser uma alternativa muito segura na produção. Ele é inativado para a formulação da vacina.

Um projeto da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES), em parceria com a Universidade Brasília (UnB), vai oferecer apoio psicológico para pessoas que perderam parentes pela covid-19.

Desenvolvido no âmbito das diretorias de Serviço de Saúde Mental da SES e de Atenção à Saúde da Comunidade Universitária da UnB, o projeto vai oferecer intervenção psicossocial com atendimento online e em grupos de 15 pessoas.

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A procura foi tão grande que, menos de 24 horas após o anúncio do serviço, as 285 vagas disponibilizadas se esgotaram. Aos interessados, ainda é possível se cadastrar para uma lista de espera, para atendimento futuro.

Ao todo, está prevista a formação de 19 grupos de apoio, cada grupo com 15 pessoas, coordenados por uma dupla de psicólogos. Serão seis encontros virtuais, com duas horas de duração, a partir da segunda quinzena de junho.

Pandemia e luto

A pandemia de covid-19 trouxe uma relação inédita com a morte, já que há mais de um ano são registradas mortes diárias. Embora o número de óbitos pela doença esteja caindo gradualmente, desde o início da pandemia quase meio milhão de brasileiros e brasileiras experimentaram a dor de perder um parente ou um amigo.

A diretora de Serviços de Saúde Mental da SES, psicóloga Vanessa Soublin, explica que com o isolamento imposto pela pandemia, muitas famílias não puderam viver os rituais tradicionais do luto, como funeral e enterro - que auxiliam a processar essa perda.

“As pessoas não puderam se despedir, não puderam vivenciar os últimos momentos do ente que perderam. Isso tudo acaba agravando o luto. Então, é muito importante ter esse momento para poder refletir, para poder refazer vínculos e pra poder realmente superar esse momento”, destacou.

A brasiliense aposentada Arimá Gois de Pinho, de 60 anos, perdeu dois irmãos para a covid-19, em menos de 10 dias, em março deste ano. Ela conta que ainda não superou a dor de perder a irmã, Maria Auxiliadora de 62 anos, e o irmão José, que tinha 61 anos. “Estamos ainda aprendendo a lidar com essa dor. Somos 11 irmãs e cinco homens e nós, as mulheres, éramos muito unidas”, conta.

Como Maria Auxiliadora (apelidada na família de Neguinha) tinha comorbidades, desde o início da pandemia, Arimá e as outras irmãs já estavam mantendo uma distância maior. “Neguinha era muito alegre. Estava sempre sorrindo. Desde que começou o isolamento já estava difícil ficar longe dela. O que ninguém esperava é que no fim, essa distância, essa separação, fosse durar pra sempre”, relata emocionada.

Católica, Arimá se apegou à fé. Ela elogiou a iniciativa da SES e encaminhou as informações para as duas sobrinhas que perderam a mãe. “Minhas sobrinhas estão sofrendo demais e esse apoio do governo é fundamental e necessário. É muita gente perdendo pessoas queridas todos os dias que precisam de ajuda pra seguir adiante”.

A psicóloga Vanessa explica que, embora o luto seja um processo natural da vida, algumas pessoas têm mais dificuldade em lidar com a dor e podem desenvolver transtornos mentais agravados, como depressão: “Tem uma porcentagem das pessoas que, normalmente, já tem um luto agravado, que desencadeia um sofrimento mental, um transtorno mental, algo maior do que o que é esperado normalmente”.

Capacitação

Para proporcionar esse acolhimento, Vanessa conta que psicólogos da Secretaria de Saúde estão realizando um curso de formação específico, em parceria com a UnB. A universidade também vai auxiliar na implementação dos grupos.

“A gente procurou a Universidade de Brasília, que já vinha desenvolvendo essa ação [de assistência a enlutados] desde o começo do ano passado e eles propuseram uma capacitação [dos psicólogos da SES] para a implementação conjunta [do projeto]”.

Serviço

Interessados em participar de grupo futuramente devem enviar um e-mail para o endereço gerenciadepsicologia.ses@gmail.com, com nome completo e telefone de contato. O cadastro para a lista de espera de novos atendimentos também pode ser feito pela internet.

Todos os brasileiros com mais de 18 anos deverão estar vacinados contra a Covid-19 até o fim do ano, segundo o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. Ele participou, neste sábado (12), de evento médico sobre o Dia de Conscientização da Cardiopatia Congênita, e reforçou aos profissionais o que já havia adiantado durante sessão no Senado no último dia 8.

“Este ano, a despeito das condições ainda complexas na assistência à saúde, o Ministério da Saúde já contratou 600 milhões de doses de vacina, de tal maneira que a população acima de 18 anos será vacinada até o fim do ano. Isto eu posso assegurar. Somente em junho, nós vamos distribuir mais de 40 milhões de doses de vacina. Nós estamos antecipando doses”, disse Queiroga, que participou do evento por videoconferência.

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O ministro da Saúde lembrou também que o acordo de transferência de tecnologia da AstraZeneca para a Fiocruz já foi firmado, o que permitirá, em breve, vacinas produzidas a partir do ingrediente farmacêutico ativo (IFA) nacional.

“Nós já temos 200 milhões de doses da Pfizer contratadas e 100 milhões dessas doses estarão disponíveis até setembro. Outros 100 milhões de doses estarão disponíveis até dezembro. E avança o contrato para mais 100 milhões de doses da [vacina da empresa] Moderna. Então, isso é a certeza que nós vamos vacinar a nossa população e por fim ao caráter pandêmico dessa doença”, finalizou Queiroga.

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) deverá receber, neste sábado (12), mais um lote de ingrediente farmacêutico ativo (IFA), suficiente para a produção de cerca de seis milhões de doses da vacina contra a Covid-19. 

O insumo deverá ser desembarcado no Aeroporto Internacional Tom Jobim no fim da tarde. A informação foi divulgada pela Fiocruz.

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A aceleração da entrega dessa remessa permitirá a continuidade da produção da vacina e garantirá entregas semanais ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) até 10 de julho, segundo a Fiocruz. 

Nesta sexta-feira (11), a Fiocruz, por meio do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos), também fez a sua entrega semanal de doses da vacina, com 2,7 milhões de doses sendo disponibilizadas ao Programa Nacional de Imunizações (PNI), das quais 137 mil são para o estado do Rio de Janeiro.

Com essa remessa, a fundação atinge 53,8 milhões de doses entregues ao PNI. A pedido da Coordenação de Logística do Ministério da Saúde, as entregas semanais se manterão às sextas-feiras.

A Prefeitura Municipal de Belém vai retomar a vacinação por faixa etária, independentemente de comorbidade, na segunda-feira, 14. No calendário de vacinação divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), sete faixas etárias receberão a primeira dose da vacina contra a covid-19 nas próximas duas semanas, na capital paraense, o que corresponde a 110 mil pessoas sendo imunizadas.

Nos dias 14 e 15 de junho, serão vacinadas pessoas nascidas em 1964 e 1965. Nos dias 17 e 18, será a vez das pessoas nascidas em 1966. Nos dias 21 e 22, pessoas nascidas em 1967 receberão a primeira dose da vacina contra a covid-19.

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Dando continuidade ao calendário, nos dias 22 e 23 de junho serão vacinadas pessoas nascidas em 1968. Nos dias 23 e 24, as pessoas nascidas em 1969 receberão o imunizante e nos dias 24 e 25 de junho, pessoas nascidas em 1970 serão vacinadas.  

Para receber a vacina, este público deve apresentar: RG, CPF, cartão SUS (opcional) e comprovante de residência de Belém. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), o Pará tem 531.958 casos de covid-19, com 14.920 mortes.

A vacinação irá ocorrer de 9 às 17 horas.

Pontos de vacinação

1. Boulevard Shopping Belém - Estacionamento G6. Av. Visconde de Souza Franco, 776. Bairro Reduto; A pé;

2. Casa de Plácido – Anexo do Centro Social de Nazaré, ao lado do estacionamento da Basílica; A pé;

3. Cassazum. Avenida Duque de Caxias, nº 1375, bairro do Marco; A pé;

4. Colégio do Carmo. Travessa Dom Bosco, nº 72, bairro da Cidade Velha; A pé;

5. Escola de Enfermagem da UEPA. Avenida José Bonifácio, nº 1289, bairro do Guamá; A pé;

6. FIBRA. Avenida Gentil Bittencourt, nº 1144, bairro de Nazaré; A pé;

7. FUNBOSQUE. Avenida Nossa Senhora da Conceição, Distrito de Outeiro; A pé; 

8. Ginásio do CCBS-UEPA, esquina da Perebebuí com Almirante Barroso; A pé;

9. Ginásio Mangueirinho. Avenida Augusto Montenegro, nº 524, bairro do Mangueirão; A pé;

10. Icoaraci: Igreja do Evangelho Quadrangular. Travessa São Roque, 789, Cruzeiro; A pé;

11. Icoaraci. Paróquia de São João e Nossa Senhora das Graças. Praça Pio XII, nº 148; A pé;

12. Igreja do Evangelho Quadrangular. Barão de Igarapé Miri, esquina com 25 de junho, bairro do Guamá; A pé;

13. Mosqueiro. Hospital Municipal de Mosqueiro, rua 15 de Novembro, 545 – Vila; A pé;

14. Mosqueiro. Escola Estadual Carananduba. Rod. Eng. Augusto Meira Filho, 51; A pé;

15. Shopping Bosque Grão-Pará, entrada de carros exclusivo pelo acesso do Condomínio Cidade Cristal (acesso D) e entrada de pedestres pelo acesso da Rodovia dos Trabalhadores (acesso G); A pé;

16. UNAMA. Avenida Alcindo Cacela, nº 287; A pé;

17. UNIFAMAZ. Avenida Visconde de Souza Franco, nº 72, bairro do Reduto; A pé;

18. Universidade Federal do Pará (Mirante do Rio/UFPA-Campus Guamá). Rua Augusto Corrêa, 01, Guamá. A pé.

Por Juliana Brito, da Agência Belém.

 

O vice-presidente de produção e inovação em saúde da Fiocruz, Marco Krieger, disse nesta sexta-feira (11) que a fundação, responsável pela produção das vacinas da AstraZeneca/Oxford, tem garantido o fornecimento de imunizantes previsto até o fim de julho. No total, informou Krieger, serão entregues 18 milhões de doses em junho e outras 15 milhões no mês que vem.

Segundo Krieger, a Fiocruz tem hoje capacidade instalada superior ao volume disponível de insumos, o chamado IFA, importados da China, o que explica as ocorrências de alguns dias de interrupção na produção do imunizante. As duas linhas da Fiocruz são capazes de produzir 30 milhões de doses, o dobro do que está sendo entregue.

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Numa mensagem positiva, o responsável da fundação disse que nas últimas quatro semanas a Fiocruz conseguiu entregar 10% a mais do que o previsto, de modo que as entregas do mês que vem podem ser maiores se houver disponibilidade de insumo até 8 de julho. Em média, a Fiocruz vem há dois meses entregando 4,8 milhões de doses da vacina de Oxford por semana.

A expectativa, conforme reiterou o vice-presidente da Fiocruz, é começar a entregar a partir de outubro a "vacina totalmente brasileira", ou seja, produzida com insumos nacionais. Por isso, enfatizou Krieger, é importante ter capacidade de produção acima da ocupação atual.

"No início do último trimestre do ano vamos produzir com matéria-prima de fora e nossa. Por isso, é importante ter capacidade ampliada", afirmou o vice-presidente da Fiocruz durante participação em videoconferência sobre expectativas da vacinação transmitida pelo Bradesco BBI.

Segundo Krieger, apesar do aperto no abastecimento de IFA, a situação hoje é mais confortável do que no início do programa de imunização, já que a Fiocruz tem atualmente a segurança de suprimento de vacinas garantido para dois meses. "Temos matéria-prima até a primeira semana de julho e embarques de insumos confirmados que garantem entregas até o fim de julho", informou.

 Estudo feito por pesquisadores da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), Universidade Federal do Paraná (UFPR) e do Instituto Pesquisa Pelé Pequeno Príncipe (IPPPP) constatou que a Covid-19 pode afetar a placenta de gestantes, com reflexos nos fetos. Entre esses reflexos estão o nascimento prematuro e até mesmo a morte intrauterina do bebê.

A pesquisa foi desenvolvida no Hospital de Clínicas e no Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba, com consentimento das pacientes e aprovação do Comitê de Ética das instituições.

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A principal conclusão do estudo foi que na grande maioria das pacientes com forma assintomática ou leve da doença, que não precisaram de internação, o vírus não teve qualquer efeito para o bebê. “Não encontramos efeito nem a longo prazo e nem imediatamente com a mãe que está em casa, já no finalzinho da gestação, que está com Covid e foi para o hospital ganhar o bebê. A gente não encontrou nenhum evento adverso”, disse à Agência Brasil a professora Lucia de Noronha, da Escola de Medicina da PUCPR, uma das coordenadoras do estudo.

Praticamente todas as mães que que foram hospitalizadas com uma forma moderada ou grave de Covid-19 tiveram eventos adversos, seja um parto prematuramente induzido, porque o bem-estar fetal estava comprometido, seja a perda do bebê. “Foi o evento mais raro, mas aconteceu nas formas moderadas e graves que necessitaram de hospitalização. As formas leves não tiveram problemas, o que é uma excelente notícia, porque significa que a imensa maioria das mães vai ter seus bebês normalmente”, afirmou Lúcia.

Ela chamou a atenção para o fato de que todas as mulheres com formas moderadas e graves da doença tinham comorbidades, como obesidade, diabetes e hipertensão. “Mas os bebês não morreram por causa da comorbidade e sim por causa da Covid. As mães tiveram forma grave porque tinham comorbidades”, disse. Entre as mulheres assintomáticas ou com casos leves da Covid-19 nem todas tinham comorbidades.

Foco 

O foco do trabalho era observar o efeito sobre a placenta das mulheres grávidas. Os pesquisadores encontraram alterações na placenta, decorrentes da doença vascular da Covid-19. “A Covid é uma doença vascular e a placenta é o pulmão do bebê. É por onde o bebê respira e recebe nutrientes, por meio dos vasos da mãe. Se a Covid-19 afeta os vasos da mãe, o bebê passa a não receber nutrientes nem oxigênio. O bebê entra em hipófise fetal”, explicou a professora. Nesse momento, segundo ela, o médico tem de tirá-lo da barriga da mãe, para salvar a vida dele. É o parto prematuro induzido.

Os pesquisadores buscaram entender como a placenta, estando no meio, entre o bebê e a mãe, era afetada pela Covid-19. “É a forma grave da doença que faz essa lesão vascular importante. E essa lesão vascular é no corpo todo da mãe, incluindo a placenta, que é a comunicação da mãe com o bebê. E os vasos têm de estar saudáveis”, acrescentou Lúcia.

Nova etapa

Na etapa preliminar do trabalho, foram estudadas 40 pacientes, sendo 20 com Covid-19 e 20 sem a doença, na mesma época, com as mesmas comorbidades, para entender o que era comorbidade e o que era Covid-19. Essas mulheres já estavam grávidas quando a pandemia foi declarada no Brasil. Agora, em uma segunda fase da pesquisa, serão estudadas 60 pacientes afetadas pela doença e 60 que têm teste negativo. Diferentemente das pacientes da primeira etapa do trabalho, essas  engravidaram durante a pandemia. 

As novas pacientes serão acompanhadas pelos pesquisadores em todos os momentos da gestação e da doença. Elas incluem mulheres com e sem comorbidades. Os cientistas pretendem estudar de maneira mais profunda também as formas mais leves da doença, para ver se a conclusão de que não não há consequência nenhuma para o bebê está correta.

Lúcia de Noronha adiantou que a ideia é acompanhar ainda o desenvolvimento do bebê, no período de puericultura, para ver se vai crescer da mesma forma que outras crianças. “Ao que tudo indica, não tem problema nenhum nas formas leves. A gente quer olhar minuciosamente para tudo isso”, disse a pesquisadora.

O estudo Association between Covid-19 pregnant women symptoms severity and placental morphologic features foi publicado no periódico Frontiers in Immunology, revista científica que é referência em imunologia.

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