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O câncer na região é o mais frequente em todo o mundo, devendo acometer, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), 177 mil pessoas a cada ano do triênio 2020 – 2022, levando em consideração apenas o tipo não melanoma. Para trazer esse alerta, o Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP) lança a campanha “Cuidar da Pele é Preservar a Vida”, que pode ser conferida no site www.hcp.org.br ou nas redes sociais @sigahcp

Com o final do ano chegando, muitas famílias buscam aproveitar as praias, clubes e parques, aumentando a exposição ao principal fator de risco para o câncer de pele – o sol. A doença é mais comum em pessoas de pele clara acima dos 40 anos, com exceção daquelas já portadoras de doenças cutâneas. Porém, esse perfil de idade vem se modificando com a constante exposição dos jovens aos raios solares. “Vivemos em um país tropical, próximo ao litoral e, por isso, estamos diariamente expostos ao sol, o que requer o cuidado frequente com a pele. 

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No geral deve-se evitar a exposição prolongada ao sol, especialmente no horário das 9h às 15h. No caso da pele branca é recomendável que se utilize o protetor solar fator 30, repetindo a cada duas ou três horas. Já para peles pretas ou pardas o fator 15 é suficiente, mas também deve ser reaplicado em intervalos curtos. A utilização do boné, óculos de sol e camisa de proteção UV reforça o cuidado”, destaca a dermatologista do HCP, dra. Mecciene Mendes. 

Os principais sintomas do câncer de pele são lesões ulceradas e/ou caroços, com ou sem escamas que sangram, aparecimento de manchas escuras, com bordas irregulares ou mudança em uma mancha já existente. Ainda pode incluir sangramento e a não cicatrização da área. O câncer de pele se apresenta em dois tipos, o câncer de pele melanoma e não melanoma (carcinoma basocelular e o carcinoma epidermóide). O primeiro é o mais agressivo dos dois, devido sua alta probabilidade de provocar metástases (disseminação para outros órgãos), mas também o mais raro deles, correspondendo a 3% das neoplasias malignas da pele - são lesões elevadas ou planas, mas, em geral, novos sinais que crescem, mudam de cor ou formato e já podem apresentar sangramento. Localizam-se em pele exposta ao sol ou são sinais antigos que apresentam as mesmas alterações. Pode aparecer em qualquer parte do corpo, sendo mais frequente na região do tronco, no caso dos homens; e nas pernas, no caso das mulheres. “Esse câncer se caracteriza por surgir como uma mancha, que lembra um sinal, mas com uma aparência diferente: ele é furta-cor, com tons de marrom e vermelho, e sangra. Com o passar do tempo, ele cresce e adquire o aspecto de um tumor mesmo”, detalha a dermatologista do HCP, dra. Mecciene Mendes. 

Tumores de pele

O outro grupo de tumores de pele é formado por tipos menos agressivos: o carcinoma basocelular e o carcinoma espinocelular. “O carcinoma basocelular, é totalmente curável, mas embora não costume provocar metástases, precisa ser retirado rapidamente, porque ele pode invadir localmente e causar deformidades, como a perda do globo ocular”, reforça a especialista. 

*Da assessoria 

No início da pandemia de covid-19, descobriu-se que muitas pessoas infectadas com o vírus SARS-CoV-2 estavam perdendo o olfato — mesmo sem apresentar outros sintomas. Pessoas infectadas podem perder o paladar e a capacidade de detectar sensações desencadeadas quimicamente, como o sabor picante, o que é chamado de sinestesia. Após a recuperação, muitos pacientes não conseguem recuperar o olfato imediatamente, e alguns podem temer que a situação possa ser permanente. Não é raro encontrar casos nos quais as pessoas levam entre três e cinco meses para recuperar o potencial desses sentidos. 

Antes da pandemia, a perda ou diminuição do olfato já era sentida por até 20% da população mundial, especialmente em pessoas com sinusite ou rinite. Entretanto, com a covid-19 essa parcela aumentou significativamente. De acordo com uma pesquisa publicada em janeiro deste ano no Journal of Internal Medicine, 86% dos pacientes infectados com o novo coronavírus apresentaram alguma disfunção olfatória. 

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Para aqueles que perdem o olfato por um período prolongado, pode haver preocupações que vão além do prazer de saborear a comida. Muitas pessoas, na verdade, não percebem o quanto sentem falta do olfato até que ele desapareça. Por exemplo, não ser incapaz de cheirar algo queimando pode ser um perigo para a saúde.  

O vírus SARS-CoV-2 parece infectar e comprometer as células vizinhas àquelas que controlam o cheiro, o que pode se traduzir em perda de cheiro, explica a médica otorrinolaringologista Kátia Virgínia, do HOPE, ao LeiaJá. No mundo, quase metade dos pacientes com covid-19 perdem o olfato e cerca de 40% perdem o paladar, de acordo com uma revisão internacional de estudos publicados anteriormente. De acordo com pesquisas preliminares, até metade desses indivíduos também desenvolve o que é conhecido como parosmia, que distorce os cheiros— submergindo, digamos, o cheiro de leite estragado onde deveria haver o aroma de café. 

“O coronavírus age no epitélio olfatório destruindo as células de sustentação. Essas células são as que fazem o nervo olfatório funcionar bem, como elas ficam destruídas, consequentemente, o nervo do olfato não consegue exercer bem a sua função, e aí ocorre a perda desse sentido. No nosso paladar, a gente pensa que muita coisa é sentida pela língua, mas na verdade a língua é responsável apenas pelo doce, azedo, salgado e amargo; o restante, o sabor vem pelo sentido do olfato, por isso que há alteração também do paladar nas infecções do coronavírus”, explica Virgínia. 

Não ser capaz de cheirar pode parecer um aborrecimento menor, pelo menos em comparação com complicações fatais do coronavírus, mas ignorar a perda do olfato é ignorar a importância de compartilhar uma refeição com os amigos ou mesmo de notar situações de perigo. Um estudo da universidade californiana de Stanford menciona, inclusive, que essa incapacidade pode levar à depressão, ansiedade e isolamento social. 

“A perda do sentido do olfato traz muito impacto na qualidade de vida do paciente e na questão da segurança também. O paciente sem olfato deixa de sentir, por exemplo, o cheiro da fumaça; não reconhece se uma comida queimou ou está estragada; um vazamento de gás, um princípio de incêndio. O olfato, independente de pandemia, à medida que envelhecemos, sofremos uma perda neste sentido. O sexo masculino tem o olfato um pouco menos apurado que o feminino; geralmente as mulheres têm um olfato melhor, assim como pessoas mais jovens terão um olfato melhor que os mais velhos, que passam pela perda. Mas a perda do olfato sempre levará em conta esses dois fatores: idade e gênero”, prossegue a especialista. 

Como mencionado anteriormente, antes mesmo da pandemia, a perda de olfato já era realidade para uma porção significativa da população brasileira. A otorrinolaringologista chama atenção para outros quadros virais e não virais que podem apresentar sintomas parecidos com os da covid e afetar os sentidos do olfato e paladar. Em qualquer um dos casos, a consulta com um médico especialista e exames de rotina são essenciais à saúde. 

“Outros quadros virais podem causar também esses sintomas, o quadro clínico é semelhante. Para saber qual vírus causou, é preciso fazer um exame, no caso da Covid-19, é o RT-PCR que vai confirmar se é coronavírus ou não. Existem outras patologias que cursam com a alteração de olfato, não só os quadros virais. Quadros de rinite, sinusite, alguns tumores; toda alteração de olfato deve ser investigada. Aí, o médico otorrinolaringologista vai colher o histórico do paciente, fazer o exame físico e dependendo das suspeitas, ele vai solicitar o exame de imagem, uma nasofibroscopia, e o teste do olfato, que é o que vai confirmar se houve perda ou não, e quantificar o grau da perda: se foi leve, moderada, acentuada ou perda total”, conclui. 

A importância do olfato 

Para decodificar e interpretar mensagens químicas, proteínas específicas localizadas na membrana dos neurônios olfativos em nosso nariz verificam a identidade de cada molécula volátil que chega, e se reportam ao interior. Assim, a informação química, traduzida em sinais elétricos, viaja até o cérebro e afeta as escolhas de comportamento, bem como o humor. Muitas vezes, tudo isso é feito sem que prestemos muita atenção aos odores em nosso ambiente. 

É o olfato que orienta nossas escolhas alimentares e que molha o nosso apetite. É também o cheiro que nos torna exigentes sobre a qualidade da nossa comida, por exemplo, e que nos faz reconhecer um prato de “dar água na boca”. Sem o sentido do olfato, perderíamos muitas experiências, emoções e prazer interessantes; nossa vida careceria de toda uma dimensão. Porém, do ponto de vista fisiológico, seria uma vida perfeitamente normal.

Eles são jovens, com boa saúde e ainda assim morrem ou precisam ser hospitalizados por causa da Covid-19. São casos de predisposição genética, raros, mas que os especialistas estudam intensamente.

"Como acontece com qualquer outra doença genética, nem todo mundo é o mesmo quando confrontado com Covid", explica o imunologista francês Seiamak Bahram à AFP.

A grande maioria das pessoas que morrem de Covid são idosos. E aqueles que também são gravemente afetados e são mais jovens sofrem de outros problemas, como obesidade ou diabetes.

Mas os pesquisadores também examinam aqueles que a priori não apresentam nenhum quadro de risco.

Sob a direção do Dr. Bahram, um grupo de pesquisadores identificou uma série de genes associados ao aparecimento de formas graves do coronavírus.

São pacientes jovens sem problemas de saúde. A equipe acaba de publicar um estudo no qual eles apontam para o provável papel de um gene, ADAM9. É uma pista entre muitas outras.

“As pesquisas conseguiram reunir com uma velocidade impressionante uma mina de informações sobre o papel dos fatores genéticos no Covid-19”, destacou em outubro outro estudo que sintetiza os principais trabalhos sobre o assunto, na revista EBioMedicine.

Dois tipos de pesquisa 

As principais pesquisas são de dois tipos.

A primeira categoria compara os genomas de milhares de indivíduos, classificados em várias categorias: pessoas gravemente doentes, moderadamente doentes e saudáveis.

Um cruzamento aleatório dos dados revela elementos repetitivos entre as formas graves de Covid-19.

No final de 2020, descobriu-se, por exemplo, que havia pacientes graves com covid-19 que apresentavam um determinado pedaço de DNA, em uma região do cromossomo 3.

Esse pedaço de DNA aparece em particular em algumas populações no sul da Ásia, o que explicaria as mortes mais frequentes por Covid-19 naquela região.

Não há fórmula mágica

Mas, no momento, esses tipos de cruzamento de dados são muito vastos. Não foi possível entender por que um gene precisou atuar sobre a doença. Além disso, essas análises detectam apenas mutações genéticas muito comuns.

É aí que entra a segunda categoria de estudos. Em vez de começar aleatoriamente, esses estudos escolhem e partem de uma mutação genética específica.

Essa faixa deu um dos resultados mais importantes sobre o assunto. É o gene TLR7, cujas mutações afetam a resposta imune inicial à infecção.

"Escolhemos genes cuja mutação sabíamos que causava gripe severa ou doenças como a encefalite viral", disse à AFP o geneticista francês Laurent Abel, co-diretor do estudo publicado em agosto.

A descoberta é importante porque as mutações TLR7 aparecem com frequência em pacientes do sexo masculino que adoeceram gravemente com o coronavírus, em comparação com o resto da população.

Mas qual interesse específico tudo isso tem no combate à doença?

É impossível identificar pessoas com risco genético antes de adoecerem. “Você não pode controlar todos do ponto de vista genético”, diz Abel. "Não é possível nem razoável."

O que essas pesquisas permitem é "enfatizar os circuitos e vias da resposta imune que são realmente importantes", explicou o geneticista.

A mutação do gene TLR7 é conhecida por impedir o corpo de reagir adequadamente a certas proteínas, os interferons, que são cruciais na resposta imunológica.

Por esse motivo, o estudo sugere um tratamento anticovid à base de interferon, mesmo que os ensaios clínicos não tenham sido favoráveis até o momento.

Em qualquer caso, não deve haver ilusões sobre a existência de um único gene que predispõe ao Covid-19.

“Seria muito fácil se houvesse um mecanismo que explica tudo, que não existe na medicina”, conclui Bahram.

O Hospital Universitário de Brasília (HUB) seleciona voluntários em cinco estados e no Distrito Federal para testar um novo tratamento para câncer de pênis. Os participantes devem ter diagnóstico da doença em estágio avançado ou com metástase.

O estudo vai associar o uso de imunoterapia com a quimioterapia. O medicamento em análise já é utilizado para tratamento de outros tipos de câncer, com aplicação na veia. A proposta é melhorar os resultados, com redução do tumor e aumento da sobrevida do paciente.

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O protocolo contra o câncer de pênis que utiliza apenas a quimioterapia, de acordo com o hospital, não apresentou grandes avanços nas últimas décadas. “Por isso a urgência em buscar um tratamento mais eficaz para pacientes em estágio avançado da doença”, destacou o HUB.

Além do hospital universitário, o estudo é realizado em outros oito centros de pesquisa localizados no Rio de Janeiro, em São Paulo, em Belém, em Fortaleza, em Jaú (SP), em Curitiba e em Barretos (SP). A meta é recrutar 33 voluntários em todo o país.

Requisitos

Para ser voluntário, é preciso atender os seguintes requisitos: doença avançada ou metastática, sem exposição prévia a quimioterapia; ou progressão da doença após 12 meses do término da quimioterapia adjuvante ou neoadjuvante.

Quem cumpre esses critérios e tem interesse em participar da pesquisa deve entrar em contato por meio do e-mail pesquisaclinica.hub@ebserh.gov.br ou pelo telefone (61) 3255-8920.

Câncer de pênis

De acordo com o HUB, o câncer de pênis é considerado um tumor raro, com maior incidência em homens a partir dos 50 anos. O tumor representa 2% de todos os tipos de câncer que atingem a população masculina.

Os principais sintomas incluem alteração na pele, inchaço e nódulo na região da virilha. Cuidados com a higiene íntima, cirurgia de fimose e prevenção ao HPV podem ajudar a prevenir a doença.

“A falta de informação sobre a doença prejudica o diagnóstico precoce. Quando diagnosticada em estágio inicial, as chances de cura são elevadas, mas muitos pacientes demoram a procurar ajuda”, alerta o hospital.

A variante omicron do coronavírus, descoberta por pesquisadores sul-africanos, é rara e possui um elevado número de mutações, o que a tornaria altamente transmissível.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) falou na sexta-feira sobre uma variante "preocupante", que gerou pânico global e restrições aos voos internacionais.

Os cientistas trabalham 24 horas por dia para analisá-lo e tentar entender seu comportamento. É o que se sabe a partir dos elementos compartilhados por cientistas sul-africanos.

- Origens -

A origem desta nova cepa é atualmente desconhecida, mas os pesquisadores sul-africanos foram os primeiros a anunciar sua descoberta em 25 de novembro. Casos foram relatados naquele dia em Hong Kong e Botswana. Um dia depois, foi a vez de Israel e da Bélgica.

- Mutações -

Em 23 de novembro, os pesquisadores descobriram uma nova variante com uma "constelação muito incomum de mutações". Alguns conhecidos, muitos novos.

Tem "o maior número de mutações que vimos até agora", explica à AFP, Mosa Moshabela, professor encarregado de pesquisa e inovação da Universidade de KwaZulu-Natal (sudeste da África do Sul). "Alguns já foram vistos em delta e beta, mas outros são desconhecidos ... e não sabemos como essa combinação de mutações ficará."

Na proteína espícula, chave para a entrada do vírus no corpo, os pesquisadores observaram mais de 30 mutações, um elemento importante se comparado a outras variantes perigosas.

- Transmissão -

A velocidade com que novos casos diários de covid-19 estão aumentando na África do Sul, muitos relacionados ao omicron, sugere que isso se deve à forte capacidade de transmissão da cepa.

A taxa diária positiva para o coronavírus aumentou rapidamente nesta semana, de 3,6% na quarta-feira, para 6,5% na quinta-feira e para 9,1% na sexta-feira, de acordo com dados oficiais.

“Algumas das mutações que vimos no passado permitiram que o vírus se propagasse com mais rapidez e facilidade. Por isso, suspeitamos que essa nova variante se espalhe muito rapidamente”, explica o professor Moshabela.

- Imunidade e vacinas -

A julgar por alguns casos de reinfecções, "muito mais numerosas do que nas ondas anteriores" da pandemia, pode-se pensar que a variante prevalece sobre a imunidade, diz Moshabela com base nos primeiros dados disponíveis.

Isso poderia reduzir a eficácia das vacinas, a um grau que ainda não foi determinado.

- Gravidade da doença -

É o grande desconhecido. Passou-se menos de uma semana desde que a variante foi detectada, deixando muito pouco tempo para determinar clinicamente a gravidade dos casos.

É uma aposta de longo prazo, mas que começa a dar motivos de esperança. Vacinas terapêuticas para curar o câncer estão em pleno desenvolvimento e uma empresa francesa envolvida nesta corrida está confiante de que ela se tornará realidade.

Nos laboratórios do Transgene em Estrasburgo, os vírus não têm má impressão, muito pelo contrário. Os pesquisadores desta empresa de imunoterapia cuidam deles e os desenvolvem para atacar as células tumorais.

Sua estratégia é transformar esses vírus para produzir antígenos tumorais que permitiriam ao sistema imunológico ativar e produzir a resposta adequada em pacientes com câncer ou naqueles que correm o risco de recaída.

Os vetores virais usados pelo Transgene são de uma família de varíola bovina. É de certa forma um retorno às origens: foi com esse vírus que o médico britânico Edward Jenner fez a primeira vacina contra a varíola no final do século XVIII.

“Sabemos modificá-lo com muita facilidade e produzi-lo em grande escala”, explica Johann Foloppe, pesquisador da farmacêutica.

- Reeducar o sistema imunológico -

É um trabalho de engenharia que reflete os avanços na terapia gênica. E ainda há mais: os cientistas fornecem a esse vetor viral funções adicionais para ativar o sistema imunológico nas células cancerosas.

Em seguida, são necessárias inúmeras etapas para desenvolver esses vetores e verificar sua eficácia.

No laboratório de histologia, os cientistas observam se a imunidade é ativada ou não contra células tumorais previamente retiradas de pacientes.

Se tudo correr bem, em suas telas, essas células cancerosas, representadas em azul, são gradualmente cobertas por pontos vermelhos ou roxos que representam os linfócitos que matam o tumor.

As vacinas terapêuticas, que podem usar diferentes tecnologias, como o RNA mensageiro no qual as vacinas Pfizer / BioNTech ou Moderna covid se baseiam, são de interesse crescente para o setor de pesquisa e biotecnologia.

"Eles se baseiam no mesmo princípio: educar o sistema imunológico para procurar anormalidades nas quais ele não atue", explica o professor Christophe Le Tourneau, chefe do departamento de testes clínicos iniciais do Instituto Curie e principal pesquisador de um estudo com Transgene.

“Uma célula torna-se tumor pela modificação de seu DNA. Essas modificações deveriam ser detectadas, mas não são. Temos que fazer o sistema imunológico entender, graças à vacina, que são perigosas”, acrescenta o cientista.

É um setor competitivo em que também operam empresas como a Moderna ou a BioNTech. A sociedade americana Dendreon já começou a comercializar um tratamento para o câncer de próstata.

Transgene atua em vários projetos. Entre eles está um em testes humanos de fase 2, "TG4001", para combater o câncer causado pelo papilomavírus humano (HPV). Usando antígenos do HPV, eles educam o sistema imunológico para reconhecer e destruir células tumorais.

A empresa de biotecnologia também desenvolve "myvac", vacinas personalizadas especialmente contra o câncer de ovário que usam mutações genéticas do mesmo tumor. Para fazer isso, eles usam inteligência artificial que determina quais mutações genéticas devem ser integradas ao vetor viral.

Na segunda-feira, o Transgene publicou os primeiros resultados positivos para um ensaio clínico de fase 1, mostrando que o sistema imunológico dos primeiros pacientes havia sido ativado.

Mas "resposta imunológica não significa eficácia clínica", lembra sabiamente o professor Le Torneau que, mesmo assim, acredita que as vacinas terapêuticas podem ser uma revolução para os pacientes.

O comprimido contra a Covid-19 desenvolvido pelo laboratório MSD é eficaz no tratamento do vírus, mas não é recomendado para uso em mulheres grávidas, disse a Agência de Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) em um relatório preliminar divulgado nesta sexta-feira (26).

A publicação vem antes de uma reunião do comitê de especialistas da FDA marcada para 30 de novembro, na qual as recomendações para autorização de emergência do medicamento, chamado molnupiravir, serão revisadas.

Se aprovado, esse medicamento representaria um avanço na luta contra a pandemia, ao permitir que as formas graves da doença fossem reduzidas com bastante facilidade.

Em seu relatório, a FDA considera que o molnupiravir é eficaz em pacientes com covid-19 e em risco de hospitalização. No entanto, indicou que o comitê não recomenda a autorização do molnupiravir em mulheres grávidas, considerando que “não há cenário clínico em que os benefícios superem os riscos” nesta população.

Embora grávidas não tenham sido incluídas no ensaio clínico da MSD, a FDA baseia sua recomendação nos resultados do estudo em ratas e coelhas grávidas, alguns dos quais tiveram mais malformações do que nos grupos de controle.

Para seu pedido de autorização, a MSD confiou neste ensaio clínico que conduziu com seu parceiro Ridgeback Biotherapeutics em pessoas com casos leves a moderados de covid-19 e pelo menos um fator de risco agravante. Todos receberam o tratamento dentro de cinco dias dos primeiros sintomas.

A taxa de hospitalização ou morte em pacientes que receberam o medicamento foi de 7,3%, em comparação com 14,1% para aqueles que receberam placebo. Nenhuma morte foi observada em pessoas tratadas com molnupiravir, em comparação com 8 no segundo grupo.

Os resultados foram conclusivos o suficiente para que um comitê independente de vigilância de dados decidiu, em consulta com a FDA, abandonar o estudo prematuramente.

Os antivirais como o molnupiravir diminuem a capacidade de um vírus se replicar, desacelerando a doença.

A sua aplicação pode ter um duplo efeito: permitir que as pessoas já infectadas com coronavírus não desenvolvam sintomas graves e que as pessoas que estiveram em contato próximo com alguém infectado não desenvolvam a doença.

Um dos autores do estudo que apresenta a hipótese do surto de coceira na Região Metropolitana do Recife (RMR) estar associado ao uso indiscriminado de Ivermectina na pandemia, o professor Alfredo Dias, do Instituto de Ciências Farmacêuticas (ICF) da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), aponta que podemos estar vivendo uma epidemia de sarna.

Casos semelhantes da lesão cutânea foram registrados anteriormente no Litoral de São Paulo e um alerta epidemiológico foi emitido em Belo Horizonte, na última quarta-feira (24), para monitorar a doença de pele misteriosa.

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Em entrevista exclusiva ao LeiaJá, o pesquisador aponta que o surto já era previsto por cientistas, já que o uso excessivo de medicação antimicrobiana, como antibióticos, antifúngicos e antiparasitários, como ocorreu na pandemia, cria microorganismos mais resistentes.

“Os parasitas são tão expostos àquele antimicrobiano, que eles aprendem a sobreviver e a substância acaba perdendo efeito sobre eles”, explicou Alfredo, que defende a Ivermectina como uma medicação segura e eficaz quando ministrada de forma correta. Inclusive, lembra que há 20 anos ela "já era o tratamento para quando a sarna fosse resistente".

O professor anuncia já podemos estar vivendo uma epidemia sem saber.

“É possível sim, podemos. A gente até discutiu no grupo de pesquisa porque nós não queríamos estar certos disso”, lamentou.

Por que primeiro no Recife?

A justificativa da disparada recente de casos no Recife pode estar relacionada à aptidão histórica que a cidade tem para monitorar quadros epidemiológicos e, dessa forma, ampliar a vigilância diante das primeiras notificações.

“Recife tem uma tradição epidemiológica de vigilância, inclusive têm institutos formadores de epidemiologia há décadas. Talvez [o surto] seja pela própria busca ativa e por considerar o problema relevante já de cara”, explica Dias.

Nesse sentido, a teoria de que o surto ocorre apenas na capital e, até o momento, se expandiu por seis cidades vizinhas significaria uma comunicação alinhada entre a rede de saúde e as secretárias, que recebem as informações e já iniciam a investigação dos casos.

Diagnóstico lento

Apesar dessa capacidade, a doença segue como um mistério e não tem prazo para ser esclarecida pelas autoridades sanitárias. O cientista explica que o diagnóstico lento seria uma medida de precaução.

“Existem várias doenças que se assemelham ao que tá aparecendo. Então eles precisam, de fato, fazer biopsia com material de várias pessoas para emitir a certeza sobre a causa do surto”, ensina.

Sintomas associados

Os pacientes relataram as mesmas queixas de manchas na pele, que geralmente se tornam feridas por conta da coceira intensa, características da doença. Contudo, também há relatos de sintomas não reconhecidos no quadro da escabiose como febre, inflamação na garganta e diarreia.  

Mas isso não descarta ainda a tese de ser mesmo um surto de sarna, já que os outros sintomas podem ser resultado de doenças adquiridas devido às fissuras abertas na pele. "Podem servir de ponto de entrada para infecções oportunistas", complementa o pesquisador.

Pesquisa

O principal fator que pode explicar o surto de lesões cutâneas na pele, caso confirmada a relação com o parasita Sarcoptes scabiei, causador da sarna, foi a disparada do consumo do remédio em doses elevadas e a repetição do uso em um curto intervalo por pacientes que se automedicavam ou foram mal orientados por médicos, como publicado em agosto.

Alfredo Dias e os demais pesquisadores analisaram mais de 50 estudos sobre resistência à medicação e aumento da incidência de sarna em todo o mundo.

“(Para se criar a resistência) precisava haver consumo alto de Ivermectina e quando foi registrado, havia se consumido o dobro. A gente teve 10 vezes mais uso na medicação (no Brasil”, revela.

A disseminação também já era prevista por pesquisadores do grupo composto pela também professora do ICF, Sabrina Neves, e pelos alunos Lucas Bezerra e Natalia Alves. Na visão destes, o surto poderia ser provocado pelo confinamento e questões socioeconômicas como a pobreza e a baixa escolaridade, que garantiriam uma "tempestade perfeita" para o ácaro.

Atenta ao surto da doença de pele ainda sem diagnóstico, que contaminou cerca de 300 pessoas na Região Metropolitana do Recife (RMR), nessa quarta-feira (24), a Prefeitura de Belo Horizonte, capital de Minas Gerais, emitiu alerta epidemiológico.

No comunicado, o Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde de Belo Horizonte (CIEVSBH) pede que a rede de saúde repasse fotos e informações sobre as ocorrências em até 24h após o registro. 

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Além da forte coceira, que pode vir associada de febre, dor de garganta e diarreia, a passagem do paciente pelo Recife é outro fator de atenção. 

"Os casos iniciais ocorreram no município de Recife, e foram descritos como quadros de lesões dermatológicas geralmente acompanhadas de prurido, principalmente nos membros superiores e tronco”, descreve a nota.

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Com sintomas muito parecidos aos da sarna, o surto que se alastra na Região Metropolitana do Recife (RMR) pode ter sido motivado pelo uso indiscriminado de Ivermectina durante a pandemia. Pelo menos 264 moradores de seis cidades já apresentam lesões cutâneas, que ainda estão sendo investigadas pelas secretarias de saúde municipais.

Espalhados em Olinda, Jaboatão, São Lourenço, Camaragibe, Paulista e Recife, os pacientes se queixam de uma forte coceira que se intensifica à noite e evolui para feridas, mesmo com o uso de antialérgicos. 

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A Ivermectina, medicamento antiparasitário, foi incluso no polêmico "kit covid" defendido pelo Governo Federal, junto com outras substâncias sem nenhuma evidência científica que indicasse seu uso contra a Covid.

Alguns profissionais continuaram prescrevendo a substância, mesmo após o próprio fabricante reprovar essa indicação. Pessoas também tomaram o remédio por conta própria, confiando na suposta eficácia propagada por alguns planos de saúde e também por integrantes do "gabinete paralelo", que teria sido formado para aconselhar o presidente Jair Bolsonaro

Pesquisa alertou para possível surto em agosto

Um estudo publicado no dia 15 de agosto deste ano, por pesquisadores da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), deu sinais de que o uso indiscriminado do remédio pode ter desenvolvido a super resistência do Sarcoptes scabiei, ácaro responsável escabiose, também conhecida como sarna humana. 

Além de questões de climáticas e socioeconômicas, os fatores que podem ter contribuído para a evolução do parasita se relacionam ao aumento da dosagem e uso repetitivo da Ivermectina em um curto intervalo. Por isso, também não está descartado o aumento da resistência de outros parasitas, como piolhos.

“Fatores como evidências de resistência do Sarcoptes scabiei à ivermectina e intensificação de fatores relacionados à incidência de escabiose como pobreza, baixa escolarização, confinamento familiar e aumento de compartilhamento de artigos domésticos podem levar à manifestação de surtos de escabiose. Este aumento pode ser especialmente danoso para pacientes pediátricos de baixa renda, além dos riscos à saúde da população em geral", apontou o estudo liderado pelo professor Alfredo Dias, que já alertava sobre a possibilidade do surto antes do primeiro registro em Pernambuco.

O estudo também citou que a partir de junho de 2020, as vendas de ivermectina no Brasil aumentaram consideravelmente, passando de R$ 44 milhões em 2019 para R$ 409 milhões, uma alta de 829%. Há quem diga que foi mais.

Pode ser ainda mais grave

Comprovada ou não a relação entre o surto e o uso indiscriminado de Ivermectina, o fato é que a doença causa preocupações ainda maiores do que uma coceira ou danos à pele.

"A persistência e difusão da escabiose pode causar aumento de mortalidade em crianças devido a infecções secundárias, e prejudicar seu desenvolvimento pois leva a distúrbios do sono, reduzindo a sua capacidade de concentração e produtividade, além dos riscos à saúde da população em geral", conclui o estudo conduzido na UFAL.

Sem prazo para a confirmação

Ainda classificada como "lesão cutânea a esclarecer", outra linha de investigação aponta a possibilidade da doença ser causada por mosquitos. 

A Secretaria de Saúde do Recife, primeira a registrar o surto, acompanha os casos desde o início de outubro e emitiu alerta epidemiológico para controlar as ocorrências junto ao Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs). A pasta não deu prazo para confirmar a causa da doença.

A Secretaria Estadual de Pernambuco destacou que as secretarias municipais ficam responsáveis pelas investigações.

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A Alemanha, cujo próximo governo planeja legalizar o uso recreativo da cannabis, está se preparando para se juntar aos poucos países mais liberais nessa área.

Embora muitos países tenham descriminalizado o uso e o porte de maconha, isentando os consumidores de penas de prisão, poucos oferecem uma estrutura legal para o cultivo e consumo da erva.

Até agora, apenas Uruguai e Canadá autorizam a cannabis recreativa.

Em contraste, o uso medicinal da cannabis é autorizado em cerca de trinta países do mundo. Na União Europeia, a Holanda foi pioneira em 2003 e, desde então, a substância é licenciada em 22 dos 27 países.

- América Latina -

O Uruguai se tornou o primeiro país do mundo em dezembro de 2013 a legalizar a produção, distribuição e consumo de cannabis. É possível conseguir o produto de três maneiras: cultivar em casa para consumo pessoal, ter acesso a ele por meio de um clube de consumo ou comprá-lo em uma farmácia.

A compra é nominativa, limitada a 40 gramas por mês por usuário. O governo autorizou duas empresas privadas a produzir e distribuir maconha.

Outros países latino-americanos legalizaram o uso terapêutico da cannabis: Chile no final de 2015, Colômbia em 2016, além de Argentina, México e Peru.

- América do Norte -

- Em outubro de 2018, o Canadá se tornou o primeiro país do G7 e o segundo país do mundo a legalizar a cannabis recreativa. A mudança foi uma promessa de campanha do partido liberal do primeiro-ministro Justin Trudeau.

A legalização limita a posse pessoal a 30 gramas e quatro plantas por casa.

- Nos Estados Unidos, a lei federal proíbe o cultivo, venda ou uso de maconha. Porém, o uso recreativo foi legalizado em 16 estados e na capital, Washington D.C.

O último a legalizá-lo foi o estado de Nova York, que autorizou em março de 2021 o porte e o uso recreativo de maconha para adultos de 21 anos ou mais.

O uso terapêutico é permitido em 33 dos 50 estados.

- Europa -

- Luxemburgo anunciou em outubro de 2021 que vai autorizar o consumo de maconha na esfera privada e seu cultivo para uso pessoal, algo inédito na Europa, onde a maconha é ilegal.

De acordo com o texto, que o Parlamento examinará no início de 2022, cada família terá o direito de cultivar quatro plantas de cannabis.

- Na Holanda, a posse, o consumo e a venda de até cinco gramas de cannabis são tolerados desde 1976 nos famosos "coffee shops". O cultivo pessoal e sua venda em grande escala são ilegais.

Desde 2012, uma lei em três províncias do sul proíbe a venda para não residentes e turistas.

- Na Espanha, a produção para consumo pessoal é autorizada, mas a comercialização e o consumo público não. Essa legislação levou à criação de associações de consumidores sem personalidade jurídica que produzem cannabis para seus membros.

- Portugal descriminalizou o uso e porte de todas as drogas em 2001, embora ainda sejam proibidas. Os usuários estão sujeitos a uma multa, que pode ser evitada optando por um tratamento contra o vício.

- Outros lugares -

Em 2018, a mais alta instância jurídica sul-africana declarou "inconstitucional" uma lei que proibia o consumo e o cultivo de maconha em residências. Mas o consumo público e a comercialização da maconha ainda são proibidos.

No Marrocos, o maior produtor mundial de maconha, o governo validou em março de 2021 um projeto de lei que autoriza o uso "medicinal, cosmético e industrial" da cannabis, embora proíba seu uso recreativo.

A variante delta do coronavírus, altamente contagiosa, reduziu a eficácia das vacinas contra a transmissão da doença para 40%, disse nesta quarta-feira (24) o chefe da OMS, pedindo às pessoas que continuem usando máscaras e respeitando as medidas de distanciamento.

"As vacinas salvam vidas, mas não evitam totalmente a transmissão da covid-19", explicou Tedros Adhanom Ghebreyesus em uma coletiva de imprensa regular sobre a pandemia, que está devastando a Europa.

“Há dados que sugerem que antes da chegada da variante delta, as vacinas reduziam a transmissão em 60%, mas, com o surgimento dessa variante, caiu para 40%”, observou.

“Em muitos países e comunidades, tememos que haja um equívoco de que as vacinas acabaram com a pandemia e que as pessoas vacinadas não precisam mais tomar mais precauções”, acrescentou.

A Nasa está se preparando para lançar uma missão para colidir deliberadamente uma nave espacial contra um asteroide, um ensaio para caso a humanidade precise um dia impedir que uma rocha espacial gigante acabe com a vida na Terra.

Pode soar como ficção científica, mas o Dart (Double Asteroid Redirection Test) é um experimento real que decolará nesta terça-feira às 22h21 do horário padrão do Pacífico (quarta, 24, às 3h21 de Brasília), a bordo de um foguete SpaceX a partir da Base da Força Espacial de Vandenberg, na Califórnia, Estados Unidos.

Seu alvo é Dimorphos, uma "lua" com cerca de 160 metros de largura, que orbita um asteroide muito maior chamado Didymos, de 780 metros de diâmetro. Juntos, eles formam um sistema que orbita o sol.

O impacto deve ocorrer entre 26 de setembro e 1º de outubro de 2022, quando o par de rochas estará a 11 milhões de quilômetros da Terra, o ponto mais próximo que podem chegar.

"O que estamos tentando aprender é como desviar uma ameaça", disse o cientista-chefe da Nasa, Thomas Zuburchen, em uma coletiva de imprensa sobre o projeto de 330 milhões de dólares e o primeiro de seu tipo.

Para deixar claro: os asteroides não representam uma ameaça ao nosso planeta. Mas eles pertencem a uma classe de corpos conhecida como Objetos Próximos à Terra (NEOs, em inglês). São asteroides e cometas que se encontram a menos de 50 milhões de quilômetros do nosso planeta.

O Escritório de Coordenação de Defesa Planetária da Nasa está mais interessado em corpos maiores que 140 metros, já que eles têm o potencial de devastar cidades ou regiões inteiras com uma energia várias vezes maior do que bombas nucleares.

Há 10 mil asteroides próximos à Terra com esse tamanho conhecidos, mas nenhum tem uma chance significativa de impacto nos próximos 100 anos. No entanto, estima-se que apenas 40% desses asteroides foram encontrados até o momento.

Os cientistas podem criar impactos em miniatura em laboratórios e usar os resultados para criar modelos sofisticados de como desviar um asteroide, mas esses modelos são baseados em suposições imperfeitas, portanto, querem fazer um teste do mundo real.

A sonda Dart, que é uma caixa com o volume de um grande frigorífico e painéis solares do tamanho de limusines de cada lado, irá colidir com Dimorphos a pouco mais de 24 mil quilômetros por hora, provocando uma pequena mudança no movimento do asteroide.

Os primeiros testes de uma vacina contra a covid-19 que aposta em um tipo diferente de imunidade em relação aos imunizantes clássicos apresentaram resultados promissores, diz um estudo publicado nesta terça-feira (23) na revista científica Nature.

Os ensaios de fase 1 do projeto de vacina contra o coronavírus denominado CoVac-1, realizados na Alemanha, mostraram uma resposta imunológica relacionada com os linfócitos T, segundo a pesquisa.

Os linfócitos T são um tipo de glóbulo branco, responsáveis pela segunda etapa da resposta imunológica, a imunidade celular, que completa a ação dos anticorpos através do ataque direto às células infectadas, e não somente contra os vírus que circulam no organismo.

Para a primeira avaliação clínica desta vacina participaram 36 pessoas de 18 a 80 anos de idade, que receberam uma só dose do imunizante experimental.

A CoVac-1 tem como objetivo provocar uma imunidade duradoura contra o SARS-CoV2, produzida através dos linfócitos T, para reproduzir, na medida do possível, a imunidade adquirida através de uma infecção natural.

Esta imunidade induzida pelas células T é uma "resposta importante para o controle dos vírus e poderia ser utilizada para as pessoas com imunodeficiência", segundo o artigo da Nature.

Todos os participantes mostraram uma reação "específica" ao SARS-CoV2 através dos linfócitos T "28 dias depois da vacina, uma reação que persistiu durante ao menos três meses".

Essa resposta superou a provocada pela infecção natural de coronavírus. E não foi "alterada" por nenhuma variante atual (alfa, beta, gama e delta).

Esses resultados são, contudo, muito embrionários e somente testes mais amplos poderão confirmar a viabilidade real desta vacina para proteger contra a covid-19.

Uma vacina clássica provoca no corpo humano a criação de anticorpos após a inoculação de um vírus. Os linfócitos T permitem uma resposta potencialmente mais ampla, mas seu papel na luta contra a covid-19 ainda é pouco conhecido.

Em todo caso, eles podem ser uma ajuda decisiva para os pacientes com câncer que não conseguem desenvolver uma imunidade clássica, diz o estudo.

Além disso, as células T podem facilitar "a produção de anticorpos protetores através das células B", que são outro tipo de glóbulo branco, lembra o artigo publicado na Nature.

A vacina contra o coronavírus da Pfizer permanece "100%" eficaz em adolescentes de 12 a 15 anos de idade mais de quatro meses após a segunda dose, informou a empresa nesta segunda-feira(22).

A vacina Pfizer-BioNTech possui atualmente uma autorização de uso emergencial para adolescentes, em vigor desde maio nos Estados Unidos.

As empresas divulgaram informações atualizadas sobre seu ensaio clínico nesta segunda-feira, com base em mais de 2.200 menores de 12 a 15 anos.

Os participantes foram avaliados por pelo menos quatro meses após a segunda injeção: entre os adolescentes que receberam o placebo, houve 30 casos de covid-19 e nenhum no grupo vacinado. Ou seja, foi 100% eficaz contra os casos sintomáticos da doença.

Os dados foram coletados entre novembro de 2020 e setembro de 2021, disse a Pfizer em seu comunicado.

Além disso, "nenhuma preocupação séria de segurança foi observada entre os indivíduos com pelo menos seis meses de acompanhamento", acrescentou a gigante farmacêutica.

As vacinas de RNA mensageiro Pfizer e Moderna têm sido associadas a um risco aumentado de miocardite, uma inflamação do músculo cardíaco, principalmente em homens jovens. Mas esses casos permanecem raros e os benefícios da vacinação superam esse risco, dizem os especialistas.

"Esses dados adicionais fornecem confiança adicional na eficácia e no perfil de segurança de nossa vacina em adolescentes", disse Albert Bourla, chefe da Pfizer, citado no comunicado.

Os resultados devem servir de base para o pedido de autorização completa da vacina "nos Estados Unidos e no mundo", segundo a empresa, que não divulgou um cronograma.

A vacina da Pfizer foi totalmente autorizada nos Estados Unidos para pessoas com 16 anos ou mais em agosto.

O risco de morte fetal é quase o dobro para mulheres com Covid-19 em comparação com aquelas sem a doença, e cresceu até quadruplicar-se durante o período em que a variante delta se tornou dominante, de acordo com um vasto estudo realizado por uma instituição estatal dos Estados Unidos, divulgado nesta sexta-feira (19).

A análise, conduzida pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), se baseou em mais de 1,2 milhão de partos ocorridos entre março de 2020 e setembro de 2021 incluídos em um banco de dados de hospitais.

Em geral, os casos de natimortos foram muito pouco frequentes, somando 8.154, 0,65% do total. Porém, o risco de morte fetal foi 1,9 vezes maior em mulheres infectadas pelo coronavírus.

Especificamente, nesse período, 1,26% dos nascimentos foram de natimortos entre mulheres com covid-19, contra 0,64% para o restante.

A variante delta aumentou esse risco, descobriram os CDC, que analisaram os períodos antes e depois que essa variante se tornou dominante no país, em julho de 2021.

Em relação às não infectadas, o risco era 1,47 vezes maior entre as mães com a doença antes do aparecimento da delta e 4,04 vezes maior depois que a variante se tornou dominante.

Os autores escreveram que pesquisas anteriores haviam sugerido que uma possível causa biológica do risco aumentado poderia ser a inflamação ou a diminuição do fluxo sanguíneo para a placenta.

Entre os partos com covid-19, foram associados a taxas mais elevadas de natimortos ter mais de um bebê ou condições como hipertensão crônica, lesão cardíaca, descolamento da placenta do útero, sepse, fluxo sanguíneo insuficiente resultando em choque, lesão pulmonar com risco de vida, estar em um unidade de terapia intensiva ou sob respiração artificial.

“São necessários estudos adicionais para investigar o papel das complicações maternas da covid-19” sobre esta questão, disseram os autores. Porém, o estudo está entre os mais sólidos até agora vinculando a covid-19 e as mortes fetais, apontaram.

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA, na sigla em inglês) anunciou nesta sexta-feira (19) a aprovação na União Europeia (UE) do fármaco anticovid do laboratório Merck Sharp and Dohme (MSD), conhecido como molnupiravir, para uso emergencial, mas ainda sem a autorização completa de comercialização.

Além disso, a agência iniciou a avaliação de outro comprimido anticovid, da farmacêutica Pfizer, no contexto de uma nova onda de contágios na Europa.

Os tratamentos dos dois gigantes americanos são muito esperados, pois os estudos indicam que os mesmos reduzem as chances de hospitalização e morte em pacientes de alto risco.

A EMA assinalou que, apesar de o fármaco da MSD ainda não ter recebido a aprovação completa, "emitiu recomendações" para que os países do bloco possam decidir sobre o seu uso em caso de aumento das infecções.

Os Estados-membros poderão utilizá-lo "para tratar os adultos com covid-19 que não necessitem de oxigênio suplementar e que têm maior risco de desenvolver a forma grave" da doença, disse a EMA em comunicado.

"A EMA emitiu esta decisão para respaldar as autoridades nacionais, que poderão decidir sobre o possível uso precoce do medicamento, antes da autorização de comercialização, por exemplo em situações de emergência", disse o órgão regulador.

Contudo, o molnupiravir não deve ser utilizado por gestantes nem por mulheres que não utilizem métodos contraceptivos e podem engravidar, segundo a EMA.

Essas recomendações se devem ao fato de que altas doses da pílula do MSD "podem ter impacto no crescimento e no desenvolvimento do feto", de acordo com os estudos, informou a agência.

O órgão regulador também declarou que espera tomar uma decisão sobre a aprovação formal do molnupiravir até o final do ano, e, em paralelo, anunciou que já começou a avaliar a autorização de emergência do fármaco anticovid da Pfizer.

"A EMA está revisando os dados atualmente disponíveis sobre o uso do Paxlovid, um tratamento oral para a covid-19 desenvolvido pela Pfizer", declarou.

O Museu Nacional do Rio de Janeiro anunciou nesta quinta-feira (18) a descoberta de uma nova espécie de dinossauro "muito estranho", um terópode "sem dentes" que viveu entre 70 e 80 milhões de anos atrás no sul do Brasil.

Batizado de 'Berthasaura leopoldinae', essa espécie de dinossauro terópode (bípede), de pequeno porte com aproximadamente 1 metro de comprimento e 80 centímetros de altura, foi identificada após análise de um conjunto de fósseis encontrados no município de Cruzeiro do Oeste, no estado do Paraná, entre 2011 e 2014.

Segundo nota do Museu Nacional, administrado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), "o que torna esse dinossauro genuinamente raro, é o fato de ser um terópode desprovido de dentes, o primeiro encontrado no país".

O estudo, feito em parceria com o Centro Paleontológico da Universidade do Contestado (Cenpaleo), foi publicado nesta quinta-feira na revista científica Nature.

O diretor do Museu Nacional da UFRJ, o paleontólogo Alexander Kellner, destacou o bom nível de conservação dos fósseis encontrados.

"Temos restos do crânio e mandíbula, coluna vertebral, cinturas peitoral e pélvica e membros anteriores e posteriores, o que torna "Bertha" um dos dinos mais completos já encontrados no período Cretáceo brasileiro", explicou Kellner em entrevista coletiva.

Os paleontólogos destacaram que o fato de 'Bertha' não ter dentes foi "uma verdadeira surpresa" que levantou dúvidas sobre sua dieta.

“Esse aspecto do dente evoca o questionamento sobre o tipo de dieta do animal. Isso não quer dizer que por não ter dentes ele não pode comer carne, já que muitas aves, como o falcão e o urubu, o fazem. O mais provável é que fosse um animal onívoro, já que o ambiente era inóspito e ele precisava aproveitar o que tinha disponível”, declarou Geovane Alves Souza, aluno de doutorado da UFRJ e um dos autores do estudo.

'Berthasaura leopoldinae' foi assim batizada em homenagem a Bertha Luz, cientista brasileira intimamente ligada ao Museu Nacional, à Imperatriz Maria Leopoldina, esposa do Imperador Pedro I do Brasil, por seu papel como promotora do estudo das ciências naturais, e a escola de samba Imperatriz Leopoldinense.

Quais medidas são as mais eficazes contra a Covid-19? Após quase dois anos de pandemia, e de uma série de pesquisas e testes, é difícil comparar, segundo um vasto estudo de compilação publicado recentemente.

"Ainda faltam resultados de excelente qualidade sobre o SARS CoV-2", o vírus que causa a covid, "e sobre a eficácia das medidas de saúde pública", resume o estudo publicado na quarta-feira no British Medical Journal (BMJ), uma das revistas de referência no mundo científico.

O estudo é um dos primeiros que avalia de maneira exaustiva toda a paleta de opções contra a Covid-19.

Desde o surgimento da pandemia no início de 2020, o mundo virou um laboratório de medidas de todo tipo, de estritamente médicas a sociais e inclusive políticas: fechamento de fronteiras, confinamento em diferentes graus da população, obrigação do uso de máscara, vacinação forçada ou recomendada...

Os estudos têm sido parciais sobre cada uma das soluções. O novo relatório publicado pelo BMJ engloba todos e atribui um nível de importância com base no rigor científico.

- 70 estudos -

A partir de 70 estudos, os pesquisadores concluem que "lavar as mãos, usar máscara e aplicar o distanciamento físico" são medidas eficazes para reduzir a propagação do vírus.

Porém, o impacto não é decisivo, e quanto às demais opções os pesquisadores nem sequer chegam a ter certeza sobre como foram estudadas ou aplicadas.

"Por causa de heterogeneidade dos estudos, não foi possível elaborar uma meta-análise sobre os efeitos das quarentenas e das medidas de isolamento, os confinamentos estrictos, o fechamento de fronteiras, de escolas e locais de trabalho", admitem.

Uma meta-análise permite não apenas examinar de maneira profunda os resultados de diferentes estudos, ma também combiná-los, por exemplo para elaborar políticas públicas.

Os autores do informe reconhecem que nem mesmo conseguiram avaliar o rigor das pesquisas sobre os efeitos da ventilação de ambientes fechados. E isto apesar da medida ser amplamente recomendada e utilizada para combater um vírus que é transmitido pelo ar.

O artigo do BMJ não descarta a utilidade das medidas. Apenas afirma que em vários casos, os estudos feitos não continham dados suficientes, ou não foram realizados com a amplitude ou o tempo necessários.

Em alguns casos, o problema é o campo de estudo, ao contrário dos trabalhos realizados com as vacinas anticovid ou os tratamentos médicos.

As medidas sociais, como os confinamentos ou uso de máscaras, têm sido adotadas de forma simultânea em todos os países e, portanto, é difícil abordá-las de maneira isolada. Em alguns casos, a medida era obrigatória, em outros uma simples recomendação.

O que se deduz a partir das experiências é que algumas iniciativas, como lavar as mãos, são na realidade indícios de outras formas eficazes de agir contra o vírus.

Lavar as mãos a princípio não deveria ter um grande impacto sobre um vírus transmitido por via aérea. Mas as pessoas que lavam as mãos têm outros tipos de comportamentos protetores, como "evitar multidões, manter o distanciamento e usar máscara", consideram outros pesquisadores em um comentário publicado de forma separada na mesma revista.

Mas os cientistas não hesitam em sua tentativa de estabelecer uma pauta geral, com base em estudos separados.

"Precisamos de pesquisas mais abundantes e de melhor qualidade", explicam os cientistas "A falta de rigor é uma tragédia nesta pandemia", advertem.

Os cientistas dizem que demonstraram o que muitas pessoas que tiveram a sorte de crescer com suas avós sempre souberam: as mães de nossos pais têm fortes instintos parentais e são predispostas a se preocupar, profundamente, com seus netos.

Um novo estudo divulgado na Royal Society B na terça-feira (16) é o primeiro a fornecer uma visão neural deste precioso vínculo intergeracional.

Usando imagens de ressonância magnética funcional, os pesquisadores da Emory University, no estado americano da Geórgia, escanearam os cérebros de 50 avós expostas a imagens de seus netos, que tinham entre três e 12 anos de idade.

Como forma de controle, também viram fotos de crianças desconhecidas, de um pai adulto do mesmo sexo que seus netos e de um adulto desconhecido.

"As áreas do cérebro que estão envolvidas na empatia emocional foram capturadas, e também as áreas do cérebro que estão envolvidas na simulação e na preparação de movimentos motores", disse à AFP James Rilling, antropólogo e neurocientista que liderou o estudo.

"Quando veem as fotos dos netos, elas sentem realmente o que o neto está sentindo. Então, quando a criança está expressando alegria, elas sentem aquela alegria. Quando a criança está expressando sofrimento, elas sentem esse sofrimento", acrescentou.

As mesmas regiões motoras do cérebro também são ativadas nos cérebros das mães, e acredita-se que estejam relacionadas ao instinto de segurar, ou de se aproximar, e interagir com uma criança.

Já quando as avós viam imagens de seus filhos adultos, houve uma ativação mais forte de regiões cerebrais relacionadas à empatia cognitiva - que busca entender o que uma pessoa está pensando, ou sentindo, e por que, sem muito envolvimento emocional.

Isso, de acordo com Rilling, pode estar relacionado à aparência fofa das crianças, que os mais jovens de muitas espécies compartilham para ativar respostas de cuidado.

- Primeiro do tipo -

Ao contrário de outros primatas, os humanos são "criadores cooperativos", o que significa que as mães recebem ajuda para criar seus filhos.

Rilling, que já havia conduzido estudos semelhantes sobre pais, quis voltar sua atenção para as avós para explorar uma teoria antropológica conhecida como a "hipótese da avó".

Essa hipótese estabelece que a razão evolutiva, pela qual as mulheres humanas tendem a viver uma vida longa - muito além de seus próprios anos reprodutivos -, é para fornecer bem-estar para seus filhos e netos.

Evidências que sustentam essa hipótese foram encontradas em sociedades que incluem os Hadza, um grupo de caçadores-coletores do norte da Tanzânia. Nele, as avós alimentavam seus netos com tubérculos nutritivos.

O efeito também foi observado em outras espécies, como elefantes ou orcas, que, como os humanos - mas ao contrário da grande maioria dos mamíferos -, também passam pela menopausa.

"Esta é realmente a primeira olhada no cérebro da avó", disse Rilling, explicando que os estudos com varreduras cerebrais em pessoas mais velhas geralmente se concentram na investigação de doenças como Alzheimer.

As avós, da região de Atlanta, na Geórgia, e de origens econômicas e raciais diversas, também preencheram uma série de questionários.

E as avós que relataram maior desejo de se envolver nos cuidados tiveram maior atividade nas regiões cerebrais de interesse.

Finalmente, ao comparar este novo estudo com os resultados de seu trabalho anterior com os pais, Rilling descobriu que, em geral, as avós ativavam regiões relacionadas à empatia emocional e à motivação de forma mais intensa.

A cientista garantiu, no entanto, que essa descoberta é apenas uma média e não se aplica, necessariamente, a todos os indivíduos.

Rilling também entrevistou cada uma das participantes para ter uma ideia dos desafios e recompensas de ser avó.

"De forma consistente, o desafio que mais surgiu foi a divergência de opiniões com os pais sobre a forma de criar os netos, seus valores e a luta constante em seu manter afastada sobre essas questões", disse.

Pelo contrário, e "com isso a gente brinca, mas muitas delas falaram como se pode retribuir aos netos, porque não é um trabalho de tempo integral".

Muitas avós sentiram que podiam estar mais presentes agora que estão aliviadas da pressão, em termos de tempo e de finanças, que sentiam quando estavam criando seus próprios filhos.

"Muitas delas disseram que gostavam mais de ser avós do que de serem mães", completou.

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