Notícias

| Ciência e Saúde

Pesquisa desenvolvida através do Núcleo de Pesquisa em Doenças Negligenciadas da Universidade UNIVERITAS/UNG descobriu que o medicamento utilizado para cólicas menstruais, o ácido mefenâmico, cujo nome comercial é Ponstan, pode ser eficiente para o tratamento da esquistossomose (doença causada pela infecção por vermes parasitas de água doce de países tropicais e subtropicais). A descoberta, realizada pelos pesquisadores Eloi Marcos Lago e Josué de Moraes, estuda o reposicionamento de fármacos, ou seja, novos usos para medicamentos já existentes.  

 

##RECOMENDA##

A pesquisa mostrou que a substância reduziu em mais de 80% a carga parasitária em camundongos infectados com o verme Schistosoma mansoni. Segundo os pesquisadores da UNIVERITAS/UNG, esse percentual ultrapassa o “padrão ouro” estipulado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para novos medicamentos. Após análises em laboratório e experimentos com animais, serão necessários testes clínicos em humanos para que o anti-inflamatório possa ser receitado para combater a verminose. 

 

De acordo com Eloi Marcos Lago, pesquisador e reitor da UNIVERITAS/UNG, a esquistossomose é uma doença negligenciada, ou seja, é recorrente em locais sem saneamento básico porque é transmitida pelo contato de água com caramujos infectados pelo parasita Schistosoma Mansoni. “A doença afeta as populações mais pobres em sua maioria e o novo tratamento é uma alternativa mais barata e acessível”, explica o pesquisador. 

 

Segundo Josué Moraes, “no mundo, mais de um bilhão de pessoas são acometidas por uma verminose e, dentre essas doenças, a esquistossomose é a mais preocupante em termos de morbidade e mortalidade”. “Segundo a OMS, 240 milhões de pessoas têm a doença e anualmente essa população precisa ser tratada e nos dispomos de apenas um medicamento, que nem todas as pessoas respondem bem ao tratamento, sendo essa a única alternativa”, explica.  

 

“Para suprir essa demanda e a falta de opção, precisaríamos desenvolver uma nova droga e isso custaria em torno de seis bilhões de reais, valor superior ao orçamento anual de alguns estados brasileiros, além de demorar uma década para a conclusão. Associando apenas uma medicação para tratar milhões de pessoas e o tempo e custo elevado para desenvolver uma nova droga, optamos pelo reposicionamento de fármaco, que é pegar uma medicação que já está disponível no mercado e verificar se ela tem outra finalidade”, conclui.  

 

O estudo de reposicionamento de fármaco desenvolvido pelo Núcleo de Pesquisa em Doenças Negligenciadas da Universidade UNIVERITAS/UNG iniciou com a análise de 73 não esteroidais comercializados no Brasil e em outros países. O ácido mefenâmico foi o que apresentou resultados mais promissores como antiparasitário. A descoberta, que teve apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), foi publicada na revista EbioMedicine, do grupo Lancet.

 

* Da Assessoria de Imprensa

A partir desta quinta-feira (22), as crianças de seis meses a menores de 1 ano devem ser vacinadas contra o sarampo em todo o país. Segundo o Ministério da Saúde, a vacinação é preventiva e deve alcançar 1,4 milhão de crianças, que não receberam a dose extra, chamada de dose zero, além das previstas no Calendário Nacional de Vacinação, aos 12 e 15 meses.

“Assim, além dessa dose que está sendo aplicada agora, os pais e responsáveis devem levar os filhos para tomar a vacina tríplice viral (D1) aos 12 meses de idade (1ª dose); e aos 15 meses (2ªdose) para tomar a vacina tetra viral ou a tríplice viral mais varicela, respeitando-se o intervalo de 30 dias entre as doses”, esclarece o ministério.

##RECOMENDA##

A pasta enviará 1,6 milhão de doses a mais para os estados. O objetivo é intensificar a vacinação desse público-alvo, que é mais suscetível a casos graves e óbitos. A medida é uma resposta imediata do ministério devido ao aumento de casos da doença.

“Nós estamos preocupados com essa faixa etária porque em surtos anteriores foram as crianças menores de um ano que evoluíram para casos mais graves e óbitos. Por isso, é preciso que todas as crianças na faixa prioritária sejam imunizadas contra o vírus do sarampo, considerando a possibilidade de trânsito de pessoas doentes para regiões afetadas e não afetadas”, disse o secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson Oliveira.

De acordo com o ministério, o país registrou nos últimos 90 dias, entre 19 de maio a 10 de agosto deste ano, 1.680 casos confirmados de sarampo, em 11 estados: São Paulo (1.662), Rio de Janeiro (6), Pernambuco (4), Bahia (1), Paraná (1), Goiás (1), Maranhão (1), Rio Grande do Norte (1), Espírito Santo (1), Sergipe (1) e Piauí (1). O coeficiente de incidência da doença foi de 0,80 por 100.000 habitantes.

Além de vacinar as crianças na faixa etária prioritária, o ministério, por meio da Secretaria de Vigilância em Saúde, também orienta estados e municípios a realizarem o bloqueio vacinal. Ou seja, em situação de surto ativo do sarampo, quando identificado um caso da doença em alguma localidade, é preciso vacinar todas as pessoas que tiveram ou tem contato com aquele caso suspeito em até 72 horas.

*Com informações do site do Ministério da Saúde

Próximo sábado (24), no estacionamento dos bancos situado no Centro de Abastecimento e Logística de Pernambuco (Ceasa-PE) acontecerá um grande mutirão de serviços promovido pela Ação Cívica Maçônica (ACIMA) em parceria com o Ceasa, Assucere e Sindfrutas. 

A partir das 9h, voluntários estarão prestando uma série de serviços a todo os que estejam nas dependências do entreposto e tenham um tempinho disponível para se deslocarem até o local. Atendimentos nutricional, psicológico, oncológico, glicêmico, além de exames de mamografia e ultrassonografias serão disponibilizados até às 14h. 

##RECOMENDA##

As práticas integrativas como Reiki, Auriculoterapia e Ventosaterapia também estão presentes na ação que contou com mais de 1.500 atendimentos na última edição realizada no entreposto.

No local haverá também um estande do Lafepe onde os interessados poderão adquirir armações de óculos com preços populares. Além de atendimento jurídico. Tudo gratuitamente. Os interessados devem ter em mão o cartão do SUS e algum documento de identificação.

O Ministério da Saúde passou a recomendar a vacinação contra o sarampo em crianças com idade entre 6 meses e 11 meses e 29 dias para combater a disseminação do vírus no país. Nessa faixa etária, segundo a pasta, será ofertada uma dose complementar, chamada de dose zero, como já acontece em campanhas como a de combate à poliomielite. A orientação foi apresentada nesta terça-feira (20) em entrevista coletiva na sede do órgão, em Brasília.

Entre 19 de maio e 10 de agosto deste ano, foram confirmados 1.680 casos de sarampo no Brasil, além de 7,5 mil casos em investigação. No período, de acordo com o ministério, não houve mortes confirmadas decorrentes da enfermidade.

##RECOMENDA##

Após um surto envolvendo estados da Região Norte no início do ano, um novo surto foi registrado no estado de São Paulo, que concentra, atualmente, 1.662 casos em 74 municípios – 98,5% do total de casos. Em seguida aparecem Rio de Janeiro, com seis casos, e Pernambuco, com quatro. Com um caso estão Goiás, Paraná, Maranhão, Rio Grande do Norte, Espírito Santo, Bahia, Sergipe e Piauí.

A recomendação da vacinação adicional de crianças com idade entre 6 meses e 11 meses e 29 dias se deve ao fato deste ser o público com maior potencial de contágio. O coeficiente de incidência em bebês de até 1 ano é de 38,28 casos para cada grupo de 100 mil, enquanto a média de todas as faixas etárias ficou em 4,12. Normalmente, a imunização acontece por meio de duas doses, aos 12 meses e aos 15 meses de vida.

“Temos observado uma incidência elevada em menores de 1 ano. É fundamental estabelecermos estratégia diferenciada para essa faixa etária, olhar para as crianças menores de 1 ano com especial atenção”, declarou o secretário de vigilância em Saúde, Wanderson de Oliveira.

Jovens adultos

Além dos bebês, outro público que preocupa o ministério é o de jovens adultos. A pasta destacou a necessidade de pessoas de 20 a 29 anos regularizarem a vacinação contra o sarampo – o grupo tem coeficiente de incidência de 9 casos para cada grupo de 100 mil, mais que o dobro da média nacional. A orientação vale especialmente para São Paulo, estado com muitos casos e alta densidade populacional.

De acordo com o ministério, pela rotina de imunização estabelecida, pessoas com até 29 anos devem já ter recebido duas doses contra o sarampo. Já quem tem entre 30 e 49 anos deve ter tomado pelo menos uma dose. O secretário ponderou, contudo, que não há necessidade de corrida aos postos de saúde e que a regularização pode ser feita tranquilamente.

Difícil controle

Questionado sobre as razões da propagação do sarampo no país, Oliveira argumentou que a natureza do vírus e de sua transmissão dificultam o controle, especialmente com um surto em uma região como o estado de São Paulo.

“O sarampo é doença de transmissão respiratória. É rastilho de pólvora. Para cada caso, podemos ter 18 pessoas infectadas. É extremamente complexa a contenção da situação viral, principalmente num estado com a densidade demográfica que São Paulo tem”, disse. Entre os principais obstáculos, segundo ele, estão a falta de imunização em adultos jovens e a dificuldade de conscientização desse público.

Estoque

O secretário relatou que já foram disponibilizadas 7,5 milhões de doses da vacina para o estado de São Paulo, além do apoio a campanhas de comunicação para sensibilizar os públicos mais afetados pelo vírus. Ele acrescentou que as vacinas adicionais para bebês devem totalizar cerca de 1,6 milhões de doses e que os estados estão abastecidos, mas que o governo está buscando um estoque complementar com fornecedores externos.

O representante do ministério apontou como problema a atuação de movimentos antivacina que, segundo ele, se alimentam de desinformação e notícias falsas para recusar a imunização necessária. O ministério disponibilizou uma seção em seu site para desmentir notícias falsas e oferecer outras informações.

 

A Clínica-Escola de Odontologia da Univeritas/UNG, localizada no Centro de Guarulhos, na Grande SP, está recebendo inscrições para atendimento odontológico com preços acessíveis.

Dentre os serviços oferecidos estão tratamentos de cáries, gengiva, canal, próteses dentárias, diagnóstico de lesões da boca, extrações, pequenas cirurgias orais e atendimento de emergência. Os pacientes cadastrados são atendidos com hora marcada de segunda a sexta-feira, das 8h às 11h30 e das 19h às 22h45. Os atendimentos de emergência são realizados de terça a sexta-feira, das 14h às 16h.

##RECOMENDA##

De acordo com Eloi Lago, reitor da Univeritas/UNG, os serviços são realizados pelos estudantes e supervisionados por professores mestres e doutores. "A Universidade tem um papel importante que é atender a população do entorno, com serviço de qualidade e valor que cabe no bolso", explica.

Os interessados podem realizar as inscrições no atendimento presencial ou pelo telefone (11) 2464-1668.   

Serviço

Clínica-Escola de Odontologia

Local: Ladeira Campos Sales, S/N, Centro, Guarulhos - SP

Nessa segunda-feira (19) a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) confirmou cinco casos de sarampo em Pernambuco. No último sábado (17), a SES foi notificada sobre um possível óbito causado pela doença contagiosa. A entidade ainda fará análises para confirmar a relação da doença com a morte de um bebê de sete meses, em Taquaritinga do Norte, no Agreste de Pernambuco.

Dos cinco casos, quatro estão relacionados a uma excursão para Porto Seguro, na Bahia, entre junho e julho deste ano. A quinta vítima foi um adolescente, de 18 anos, que reside no mesmo município do bebê sob suspeita. Dos casos confirmados, dois ocorreram no Recife, dois em Caruaru e um em Taquaritinga.

##RECOMENDA##

"Nós continuamos reforçando a importância da população estar devidamente imunizada contra o sarampo. Desde a semana passada, passamos a vacinar as crianças a partir dos 6 meses em 9 municípios, para ampliar nossa rede de proteção, e continuamos com doses para atender a população de 1 ano até os 49 anos em todo o Estado", reiterou o secretário de Saúde André Longo. A vacina é gratuita e tem o intuito de prevenir um surto do vírus no Estado.

Notificações

A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) recebeu 219 notificações de casos suspeitos de sarampo, com 84 descartes, cinco confirmações e as demais em investigação. Do total de suspeitas, 146 (66%) foram notificadas nas semanas após o caso relacionado a Porto Seguro.

Histórico

No ano passado, das 213 notificações, 209 foram descartadas e quatro confirmadas, todas relacionadas a um paciente com histórico de viagem para Manaus, área com circulação do vírus na época. Em 2017 foram 45 notificações e em 2016, 39, todas descartadas.  

Com informações da assessoria

O flúor, presente na água da torneira em alguns países, pode afetar o quociente de inteligência (QI) dos bebês, segundo um estudo publicado nesta segunda-feira, cujos resultados, no entanto, foram questionados por vários especialistas.

Desde a década de 1950 se acrescenta fluoreto à água da torneira em muitos países industrializados para prevenir cáries dentárias.

Foi demonstrado que concentrações muito altas do mineral são tóxicas para o cérebro, mas as concentrações na água corrente geralmente não implicam riscos.

"Percebemos que havia muitas dúvidas sobre o perigo do fluoreto, especialmente para as mulheres grávidas e as crianças pequenas", disse à AFP Christine Till, da Universidade York do Canadá, principal autora do estudo, publicado na revista Jama Pediatrics.

Segundo os pesquisadores, a água fluoretada é distribuída para aproximadamente 66% da população dos Estados Unidos, 38% do Canadá e 3% da Europa.

O estudo foi feito em seis cidades canadenses com 512 duplas mãe-filho, 40% das quais vivem em comunidades com água municipal fluoretada.

Os pesquisadores descobriram que um aumento na concentração de fluoreto na urina da mulher grávida de 1 miligrama por litro estava associado com uma queda de 4,5 pontos do QI em meninos de 3 e 4 anos, mas não em meninas.

Ao medir a ingestão diária de flúor da mãe em vez do fluoreto em sua urina, os pesquisadores descobriram que um aumento de 1 miligrama na ingestão se associou com uma queda de 3,7 pontos do QI tanto em meninos como em meninas.

Mas muitos especialistas em áreas que vão desde a estatística até a toxicologia e a neurociência expressaram críticas ao estudo.

"Acredito que as descobertas são bastante fracas e limitadas", afirmou o psicólogo Stuart Ritchie, do King's College de Londres. "Poderiam ser interessantes como parte de um conjunto mais amplo de estudos sobre este tema, mas por si só não deveriam influenciar muito no debate sobre o perigo do flúor".

Antecipando-se à polêmica, a Jama Pediatrics publicou uma nota indicando que a decisão de publicar o artigo não havia sido "fácil".

Devido a sua contribuição para a diminuição significativa das cáries nos Estados Unidos, a fluoração da água é considerada um dos 10 grandes marcos em saúde pública do século XX, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC).

Um novo planeta gigante foi revelado ao redor da jovem estrela Beta Pictoris, que brilha a 63,4 anos-luz da Terra - relata um estudo publicado na revista "Nature Astronomy", nesta segunda-feira (19).

"Trata-se de um planeta gigante de mais ou menos 3.000 vezes a massa da Terra, 2,7 vezes mais longe de sua estrela do que a Terra (é) do Sol", explica à AFP Anne-Marie Lagrange, pesquisadora do Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS) no Instituto de Planetologia e de Astrofísica de Grenoble, principal autora do estudo.

Visível a olho nu e há tempos conhecida por sua rotação rápida, a estrela Beta Pictoris se tornou conhecida nos anos 1980, quando proporcionou aos astrônomos a primeira imagem de um disco de poeira e de gás ao redor de uma estrela. Estes elementos são o vestígio da nuvem primitiva que levou a seu nascimento.

Além disso, o sistema planetário do qual ela faz parte, com cerca de 20 milhões de anos (bem pouco, se comparado aos 4,6 bilhões de anos do Sistema Solar), pode parecer com o que deve ter sido nosso mundo logo após sua formação.

"Para entender melhor o estágio inicial de formação e evolução, este é provavelmente o melhor sistema planetário que conhecemos", explicou Lagrange, que estuda esse objeto há 35 anos.

Depois do planeta gigante Beta Pictoris B, descoberto pela equipe de Anne-Marie Lagrange em 2009, um segundo foi observado ao redor da estrela. "Este irmão caçula, quase gêmeo, tem logicamente o nome de Beta Pictoris C", afirmou.

Segundo os cientistas, os dois planetas ainda estão em formação.

O Beta Pictoris C foi detectado de maneira indireta, graças ao espectrógrafo HARPS, um caçador de planetas do Observatório Europeu do Sul (ESO), instalado no Chile.

Os pesquisadores usaram o método baseado na velocidade radial, que consiste em detectar no espectro de uma estrela as perturbações causadas pela presença de um corpo celeste em sua órbita.

Eles também determinaram que o Beta Pictoris C, situado entre sua estrela e seu irmão mais velho, orbita relativamente perto da Beta Pictoris. Sua translação dura quase 1.200 dias.

Ainda de acordo com o estudo, "mais dados são necessários para obter estimativas mais precisas".

Durante o inverno, a pele precisa de cuidados especiais, principalmente na região do rosto. Basca cair a temperatura para a tez ficar mais seca, áspera e até irritada. Mas, é só ter alguns cuidados e será possível mantê-la linda e hidratada.

No inverno, a recomendação é utilizar máscaras faciais e até hidratação injetável em consultórios dermatológicos. Por isso é importante proteger sempre a pele. "Qualquer hidratação é melhor do que nenhuma hidratação", ressalta a dermatologista Camila Moulin.

##RECOMENDA##

Segundo a especialista, pessoas que têm a pele oleosa também precisam cuidar da hidratação. O ideal, nesses casos, é optar por produtos que sejam livre de óleo em sua composição. "Você estará entregando a água que sua pele precisa no inverno, sem piorar a oleosidade ou desencadear acne", explica Camila.

Para quem pensa que maquiagem e esfoliação não ajudam na hidratação da pele do rosto está enganado. Porém, antes de maquiar a pele é importante hidratá-la. Quanto a esfoliação, ela ajuda a renovar a pele, eliminando células mortas. "No ar frio e tempo seco, as células da pele se desidratam e morrem mais rápido. Esfoliar o rosto duas vezes por semana já é o suficiente", afirma Camila.

A especialista explica que os homens também precisam ter cuidado com a pele. A dermatologista Camila orienta o uso de bálsamos. "Os homens devem usar hidratante também, mas no inverno o uso de bálsamos repara, recupera e defendem a pele, principalmente no pós-barba", conclui.

Um medicamento amplamente utilizado para cólicas menstruais, o ácido mefenâmico, cujo nome comercial é Ponstan, pode ser eficiente para o tratamento da esquistossomose. A descoberta é de pesquisadores da Universidade de Guarulhos, que estudam reposicionamento de fármacos, ou seja, novos usos para medicamentos já existentes. Após passar por testes em laboratório e experimentos com animais, faltam testes clínicos em humanos para que o anti-inflamatório possa ser receitado também para combater a verminose.

O estudo mostrou que o Ponstan reduziu em mais de 80% a carga parasitária em camundongos infectados com o verme Schistosoma mansoni. Segundo os pesquisadores, esse percentual ultrapassa o “padrão ouro” estipulado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para novos medicamentos. Atualmente, só existe um medicamento para o tratamento da esquistossomose, o praziquantel. A eficácia do ácido mefenâmico pode ser até maior do que o antiparasitário disponível, pois ele atuou também na fase larval do parasita.

##RECOMENDA##

A esquistossomose atinge mais de 240 milhões de pessoas em todo o mundo, segundo dados da OMS. O professor Josué de Moraes, da Universidade Guarulhos, destaca que esta é uma doença negligenciada e, embora afete uma parcela significativa de pessoas, carece de estudos, vacinas e tratamentos mais avançados. “Estamos falando de doenças da pobreza. A indústria farmacêutica, quando olha para esse público, não vai querer desenvolver um novo medicamento”, disse o autor do estudo.

Produção

Segundo Moraes, a produção de um novo medicamento envolve pelo menos R$ 1,5 bilhão e dez anos de pesquisa e, como a doença atinge principalmente os mais pobres, não há interesse da indústria farmacêutica. “A vantagem do reposicionamento [de fármaco] é que se trata de algo que já existe, que já foi aprovado, já está disponível nas drogarias. E se a gente consegue descobrir que esse medicamento tem uma aplicação diferente daquela que era utilizada, vou eliminar essa etapa de tempo e custo”, explicou o professor.

O estudo de reposicionamento de fármaco desenvolvido na Universidade de Guarulhos começou com a análise de 73 não esteroidais comercializados no Brasil e em outros países. O ácido mefenâmico foi o que apresentou resultados mais promissores como antiparasitário. A descoberta, que teve apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), foi publicada na revista EbioMedicine, do grupo Lancet.

A transmissão da esquistossomose está ligada a locais sem saneamento básico adequado e pelo contato de água com caramujos infectados pelos vermes causadores da doença. Os vermes Schistosoma mansoni se alojam nas veias do mesentério e no fígado do paciente. O indivíduo infectado não apresenta sintomas nas primeiras duas semanas, mas o quadro pode evoluir e causar problemas crônicos de saúde e morte.

Moraes aponta que, uma vez iniciados os testes clínicos em humanos, caso comprovada a eficácia do Ponstan para esquistossomose, em menos um ano as bulas podem ser alteradas e o tratamento recomendado. “É pegar uma região onde você tem pessoas com a doença e fazer o tratamento e monitorar o processo de cura. A única etapa que falta agora é esta. Todos os estudos que são necessários para desenvolver medicamento já foi feito”, disse.

A calamidade em que se encontra o Hospital Getúlio Vargas (HGV), localizado na Caxangá, Zona Oeste do Recife, só vem piorando a cada dia. Em visita à unidade de saúde na última quarta-feira (14), o LeiaJá sentiu de perto a situação degradante do espaço: pacientes literalmente jogados pelos corredores da unidade, praticamente amontoados um em cima do outro. Com poucos leitos disponíveis no local, devido tamanha superlotação, as ambulâncias que chegam com os pacientes tem que deixá-los “acomodados” na maca que poderia ser usada para socorrer outras pessoas.

A superlotação do HGV obriga que os pacientes, seja em estado grave ou não, tenham que ficar em cadeiras e até em pé, sem essa de prioridade, para tomar as medicações na medida do possível. Quem procura o hospital reclama da situação e diz que isso não deveria ser a realidade nem dos cachorros. “Eu estou aqui com a minha mãe que caiu e fraturou o osso do pé. Agora você vê a situação dela, uma fratura exposta, com a carne aberta capaz de pegar uma infecção por conta da realidade desse hospital - absurdo”, exclamou uma acompanhante que não quis se identificar.

##RECOMENDA##

Para além das dificuldades de leitos, macas e espaços para medicação dos pacientes, a unidade sofre de um mal cheiro muito grande, possivelmente por conta das feridas dos pacientes e a falta do ar-condicionado nos corredores que não deveriam estar tomados pelas pessoas. 

Dois vídeos mostram a realidade do HGV em 2018 e 2019, confira

[@#podcast#@]

Procurando atendimento na última quarta (14), uma idosa de 70 anos precisou ser atendida no chão, já que não conseguia se locomover e não tinha maca necessária para atender a demanda dela. Enfermeiros e médicos, diante dessa situação, também tentam se virar como podem para que, pelo menos, os atendimentos sejam garantidos em meio ao caos.

Sem querer se identificar, um profissional do Getúlio Vargas apontou que esse problema de superlotação não é exclusividade do HGV. “Se você for em outros hospitais do Recife, com toda certeza vai ver essa dificuldade dos pacientes. Não tem leito para todo mundo em lugar nenhum porque a demanda está grande. Muito disso se deve porque as pessoas não estão tendo mais condições de pagar planos de saúde e toda a demanda começa a voltar para o SUS”, relata.

A afirmação do profissional não bate com a última atualização da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). De acordo com o órgão, no mês de junho deste ano o setor de planos de saúde contabilizou em todo o país mais de 47 milhões de beneficiários. Os dados apontam crescimento em número de clientes na segmentação médica, em comparação ao mês de maio de 2019 e ao ano de 2018 - o que mantém a tendência de estabilidade. Pernambuco, por exemplo, saltou de 1.339.690 em junho de 2018 para 1.343.527 em junho de 2019. Isso representa um acréscimo de 3.837 ao plano de saúde.

A triste situação do HGV não é de pouco tempo, há pelo menos 10 anos pacientes reclamam da superlotação no local que é referência no atendimento de ortopedia em Pernambuco. O governo do Estado garante que vem fazendo o possível para amenizar a calamidade instaurada no local. No início de julho deste ano, 28 leitos foram inaugurados, com a instalação das salas vermelha e amarela para o atendimento aos pacientes mais graves na unidade de saúde. No entanto, tal “novidade” já apresenta problemas. 

Nas redes sociais, um paciente compartilhou um vídeo que mostra uma queda de água vindo de um ar-condicionado na ala vermelha, recém entregue pelo governo. Procurada, a Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco aponta que o aparelho apresentou falha no sistema de congelamento. 

[@#video#@]

Confira a nota, na íntegra, da Secretaria de Saúde de Pernambuco

A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) reconhece a grande demanda na emergência do Hospital Getúlio Vargas (HGV), mas informa que, mesmo diante da situação, a unidade vem garantindo o atendimento à população, priorizando os casos mais graves. É importante destacar, ainda, que o HGV está funcionando em sua plena capacidade e não recusa atendimento, garantindo a assistência a todos. Todos os pacientes são acompanhados diariamente e ficam em observação contínua para reavaliação de seus quadros e definição de conduta terapêutica.  

É importante explicar também que os pacientes internados na emergência da unidade são acomodados de acordo com a gravidade do quadro de saúde nas alas vermelha e amarela. Diariamente, recebem visita de equipe multidisciplinar, que avalia a necessidade de transferência para leitos internos ou de convênio de acordo com a disponibilidade de vagas, priorizando de acordo com o quadro clínico e gravidade do caso. 

Sobre o ar condicionado, a direção da unidade esclarece que o aparelho, recém-instalado, apresentou falha no sistema de congelamento, por isso precisou ser desligado para troca dos filtros e descongelamento do equipamento. A equipe de manutenção foi acionada e já realizou os reparos necessários. Vale ressaltar também que os aparelhos da unidade passam, periodicamente, por manutenção preventiva.

O Governo do Estado vem investindo fortemente no reforço das escalas na rede hospitalar. Desde 2015, foram 6,6 mil profissionais concursados convocados - o maior chamamento da história de Pernambuco. Para suprir a crescente demanda, qualificar a assistência e manter as escalas completas no Hospital Getúlio Vargas, mais de 500 profissionais, entre médicos e outras categorias de saúde, foram convocados para a unidade nos últimos anos.

Sobre a nova emergência, o Governo de Pernambuco inaugurou, no início de julho, mais 28 leitos, com a instalação das salas vermelha e amarela para o atendimento aos pacientes mais graves – sendo 14 em cada uma delas. A primeira fase da reforma foi concluída e entregue ainda no final de setembro de 2018. Foi realizada também a modernização da subestação de energia, promovendo um aumento de 50% em sua capacidade elétrica.

Será inaugurado neste sábado (17), em Belém, o barco-hospital “Papa Francisco", para atendimento médico de cerca de mil comunidades ribeirinhas na região do Baixo Amazonas. O executor do projeto, orçado em R$ 25,1 milhões, é a Fraternidade São Francisco de Assis, entidade filantrópica sem fins lucrativos, mediante destinação de verbas advindas do acordo do Ministério Público do Trabalho com as empresas Raízen Combustíveis S/A (antiga Shell Química) e Basf S/A.

“Todos os trabalhadores e familiares vítimas desse caso conhecido como Shell/Basf foram atendidos pelo SUS e pela Previdência Social. Dessa forma, houve prejuízo aos cofres públicos, portanto para todo o país. Nada mais justo que as reparações sejam promovidas de Norte a Sul do território nacional, como vem acontecendo, e se concretizem com mais esse projeto do barco-hospital, no Pará", explica o procurador do MPT em Campinas Ronaldo Lira, responsável pelas destinações.

##RECOMENDA##

No barco será feito o atendimento nas especialidades de ginecologia, pediatria, urologia, oftalmologia, cardiologia, dermatologia e também odontologia. A estrutura contará com sala de mamografia, sala de raios-x, sala de teste ergométrico, ultrassom, eletrocardiograma e laboratório de análises clínicas. Será possível realizar cirurgias de catarata e intervenções cirúrgicas de baixa complexidade, além de prevenção contra o câncer em diversas áreas (mama, próstata, pele, colo uterino e bucal).

Serão utilizadas duas “ambulanchas” para visitas domiciliares ou em centro de encontros nas comunidades, que farão o atendimento preventivo, de cuidados e tratamento.

A Região do Baixo Amazonas possui uma população total de 675.510 habitantes composta por 12 municípios: Alenquer, Almerim, Belterra, Curuá, Faro, Juruti, Monte Alegre, Óbidos, Oriximá, Prainha, Santarém e Terra Santa. Cerca de 48,37% da população da região encontra-se abaixo da linha da pobreza e não possui atendimento de saúde. A situação mais grave está no município de Prainha, com 69,33% da população abaixo da linha de pobreza.

A pesca e o extrativismo são as atividades econômicas mais comuns na região. Algumas contaminações são frequentes nas comunidades ribeirinhas, decorrentes da exposição ao mosquito vetor da malária e ao mercúrio, devido ao garimpo realizado em larga escala.

Os habitantes do Baixo Amazonas enfrentam dificuldades para receber o atendimento médico, tendo de realizar longas viagens de barco para chegar a um hospital ou unidade de saúde. O tempo necessário para o deslocamento, em média, é de 24 horas até Manaus ou 12 horas até Belém.

Programação

Com a participação do procurador-geral do Trabalho, Ronaldo Fleury, e outros procuradores do MPT entre as demais autoridades, a cerimônia de inauguração oficial terá início às 16 horas no Grand Mercure Hotel, em Belém.

Em seguida, às 19 horas, haverá a bênção do barco na Escadinha da Estação das Docas, na capital paraense. Antes, a partir das 10 horas, a embarcação estará aberta à visitação, nesse mesmo local.

Sobre o acordo

Em 2013, o TST (Tribunal Superior do Trabalho) homologou o maior acordo da história da Justiça do Trabalho, celebrado entre o MPT em Campinas e as empresas Raízen Combustíveis S/A (Shell) e Basf S/A. A conciliação encerrou a ação civil pública movida pelo MPT em Campinas no ano de 2007, depois de anos de investigações que apontaram a negligência das empresas na proteção de centenas de trabalhadores em uma fábrica de agrotóxicos no município de Paulínia (SP).

A Shell iniciou suas operações no bairro Recanto dos Pássaros na metade da década de 70. Em 2000, a fábrica foi vendida para a Basf, que a manteve ativada até o ano de 2002, quando houve interdição pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O processo, que possui centenas de páginas derivadas de documentos e laudos, prova que a exposição dos ex-empregados a contaminantes tem relação direta com doenças contraídas por eles anos após a prestação de serviços na planta. Desde o ajuizamento da ação, foram registrados mais de 60 óbitos de pessoas que trabalharam na fábrica.

Mais de mil pessoas se beneficiaram do acordo, já que ele abrange, além de ex-trabalhadores contratados diretamente pelas empresas, terceirizados e autônomos que prestaram serviços às multinacionais, e os filhos de todos eles, que nasceram durante ou após a execução do trabalho na planta.

Ficou garantido o pagamento de indenização por danos morais individuais, na porcentagem de 70% sobre o valor determinado pela sentença de primeiro grau do processo, o que totaliza R$ 83,5 milhões. O mesmo percentual de 70% foi utilizado para o cálculo do valor de indenização por dano material individual, totalizando R$ 87,3 milhões.

A indenização por danos morais coletivos no valor de R$ 200 milhões deve ser destinada para instituições indicadas pelo MPT, que atuem em áreas como pesquisa, prevenção e tratamento de pessoas vítimas de intoxicação decorrente de contaminação e/ou desastres ambientais.

O acordo também garantiu o atendimento médico vitalício a 1.058 vítimas, além de pessoas que venham a comprovar a necessidade desse atendimento no futuro, dentro de termos acordados entre as partes.

Projetos contemplados 

Pelo acordo com o MPT, na ação do caso Shell-Basf, as seguintes instituições foram beneficiadas:

* Hospital de Câncer de Barretos: a proposta, orçada em R$ 70 milhões, realiza pesquisa, prevenção, tratamento e educação em oncologia. Parte da verba foi destinada à construção do Hospital de Amor - Instituto de Prevenção de Câncer em Campinas e de mais cinco carretas adaptadas e equipadas com aparelhos para realização de exames, sendo quatro delas para diagnósticos e uma para educação. Os principais objetivos são realizar 350 mil exames de rastreamento de câncer no período de cinco anos, confirmar o diagnóstico de cerca de cinco mil indivíduos e tratá-los de acordo com o padrão, inclusive molecular, de cada tipo de tumor.

* Centro Infantil Boldrini: R$ 48,3 milhões para construção e aquisição de equipamentos do Instituto de Engenharia Molecular e Celular, primeiro centro de pesquisas sobre câncer pediátrico do País. Inaugurado em 27 de novembro de 2018, o Instituto promove a produção e disseminação de conhecimentos nas áreas de biologia molecular do câncer pediátrico, além de novas metodologias e reagentes para o diagnóstico e tratamento dos pacientes.

* Associação Ilumina de Piracicaba: o repasse de R$ 27.850.533,37 foi utilizado na construção do Hospital de Câncer de Piracicaba e na aquisição de uma unidade móvel de atendimento. A Associação replicou o modelo de Rastreamento Ativo Organizado de Câncer já praticado em seis Unidades de Prevenção do Hospital de Câncer de Barretos, parceiro já há 10 anos nas campanhas da entidade. O hospital tem aproximadamente três mil metros quadrados de área construída em terreno doado pela Prefeitura Municipal de Piracicaba, de cerca de 10 mil metros quadrados, que fica no bairro Residencial Altos do Taquaral, próximo ao Hospital Regional e à Universidade Metodista de Piracicaba. A associação prevê a realização de cerca de 20 mil mamografias anuais, 16.500 exames de Papanicolau, 10.370 consultas especializadas, 74.553 atendimentos, bem como 15 mil consultas de teledermatologia, três mil cirurgias ambulatoriais e aproximadamente 61.200 procedimentos especializados.

* Hospital Estadual de Sumaré (SP): foram doados R$ 2,5 milhões para aquisição de equipamentos do setor de Neurocirurgia. Entre eles, um microscópio cirúrgico que permite ao hospital avançar nos procedimentos mais complexos, como as cirurgias de tumores ou de aneurismas.

* Fundação de Pesquisas Médicas de Ribeirão Preto (Fupeme): O TRT-15 e o MPT oficializaram a entrega de R$ 8.922.560,00, que estão sendo aplicados na atualização tecnológica e modernização da infraestrutura dos setores de Alta Complexidade da Unidade de Queimados e da Unidade de Emergência do Hospital das Clínicas e da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HCFMRP/USP).

* Universidade Federal da Bahia e Fundacentro: as instituições apresentaram um projeto orçado em R$ 1,510 milhão que tem como objetivo mapear a exposição ocupacional ao asbesto (mineral utilizado na produção de amianto) e seus efeitos sobre a saúde no Brasil.

* Fundação Área de Saúde de Campinas (Fascamp): destinação de R$ 40.401.055,44 para a construção do Instituto de Otorrinolaringologia de Cabeça e Pescoço, na Unicamp, que prestará atendimento médico à população pelo SUS. Será o primeiro centro nacional de diagnóstico e tratamento das doenças otorrinolaringológicas relacionadas ao trabalho, como a perda auditiva e doenças relacionadas à voz.

Da assessoria do MPT em Campinas.

A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), informou que, na quinta-feira (15), a Fiocruz Rio de Janeiro liberou a confirmação laboratorial de quatro casos de sarampo em Pernambuco. Os contaminados são três viajantes que fizeram excursão para Porto Seguro-BA entre o final de junho e início de julho e um contato desse trio. Dessas confirmações, dois são de residentes do Recife e dois de Caruaru, no Agreste de Pernambuco.

O Governo de Pernambuco está atento pois o número pode aumentar. Dessa excursão a Porto Seguro, nove casos relacionados a sarampo foram notificados a partir do dia 25 de julho. Ou seja, além das quatro confirmações, cinco notificações relacionadas à viagem continuam em investigação pelo laboratório de referência nacional para a doença. Os casos investigados são de uma pessoa do Recife, uma de Olinda, outra de Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana, e duas de Bezerros, no Agreste.

##RECOMENDA##

Segundo a SES, o quadro de saúde das nove pessoas é estável. O sarampo teria sido passado por um paciente positivo de São Paulo, que foi monitor da excursão. Ao todo, 182 pernambucanos participaram da viagem. A vigilância epidemiológica dos municípios dos viajantes realizara busca ativa dessa população e dos possíveis contatos para verificar a existência de outros casos suspeitos, além de realizar bloqueio com a vacinação tríplicie viral para evitar a circulação.

Foram realizadas 24 ações de bloqueio, com mais de 1,2 mil doses da vacina aplicadas. O bloqueio deve ser feito de forma seletiva e a tríplice viral é administrada conforme a situação de cada contato, na faixa etária de 6 meses a 49 anos. Acima dessa idade, se avalia a necessidade da imunização. A SES-PE afirma que todas as ações de prevenção e controle foram realizadas a partir da notificação dos casos, independente do resultado laboratorial, e que o órgão continua vigilante para a situação.

Notificações

Desde janeiro deste ano, a Secretaria Estadual de Saúde recebeu 132 notificações de casos suspeitos de sarampo, com 74 descartes, quatro confirmações e 54 em investigação. Do total de notificações, 69 (52%) foram realizadas após o caso de Porto Seguro. Em 2018, das 213 notificações, 209 foram descartadas e quatro confirmadas, relacionadas a um paciente com histórico para Manaus, área com circulação do vírus na época. Em 2017, foram 45 notificações e em 2016, 39, todas descartadas.

Pernambuco não registra casos autóctones (transmissão sustentada por um período acima de um ano) do sarampo desde 2000 - em 1999 foram registradas as últimas 240 ocorrências. Em 2012 houve um caso importado e entre 2013 e 2014 houve um surto com 226 casos.

Suspeitas

É considerado paciente suspeito para sarampo aquele que apresentar febre e manchas avermelhadas que começam na cabeça e vão descendo para o restante do corpo, acompanhados de um ou mais dos seguintes sintomas: tosse e/ou coriza e/ou conjuntivite, independente da idade e situação vacinal; ou todo indivíduo com história de viagem para locais com circulação do vírus do sarampo nos últimos 30 dias ou de contato, no mesmo período, com alguém que viajou para local com circulação viral. No Brasil, os estados com casos são Rio de Janeiro, São Paulo, Pará, Sergipe, Minas Gerais, Santa Catarina, Amazonas e Roraima.

Mais de 16 milhões de doses da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, foram enviadas pelo Ministério da Saúde para todo o país. Desse total, 6,5 milhões foram destinadas aos municípios paulistas, pois o estado concentra quase 100% dos casos de sarampo registrados nos últimos 90 dias, segundo dados do órgão. Foram 1.220 ocorrências em São Paulo, quatro no Rio de Janeiro, uma na Bahia e uma no Paraná. O coeficiente de incidência da doença foi de 0,58 por 100 mil habitantes.

As vacinas enviadas atendem à imunização de rotina prevista no Calendário Nacional de Vacinação e às situações de surto de sarampo. Rio Janeiro, Bahia e Paraná receberam, juntos, 8,2 milhões de doses.

##RECOMENDA##

O ministério destaca que a vacina é o principal meio de prevenção de sarampo, caxumba e rubéola. O Brasil não registrava casos autóctones (adquiridos no país) de sarampo desde o ano 2000. Entre 2013 e 2015, ocorreram dois surtos da doença a partir de casos importados, nos estados do Ceará e Pernambuco, com 1.310 casos. Os surtos foram controlados com medidas de bloqueio vacinal.

Campanhas adicionais

Até o momento, considerando o atual cenário epidemiológico do sarampo, não está prevista a realização de campanhas adicionais de vacinação contra a doença. Elas estão sendo feitas nas áreas onde há circulação do vírus atualmente.

“Ressalta-se, no entanto, que mesmo em situações de surto, a vacinação de rotina está mantida na rede de serviço do SUS [Sistema Único de Saúde], conforme as indicações do Calendário Nacional de Vacinação e que os serviços de vacinação são estimulados a buscar a sua população não vacinada para a devida atualização”, informou o órgão em nota.

Atualmente, 53 cidades em quatro estados brasileiros – São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Paraná – se mantém com surto ativo. Veja abaixo a lista dos municípios.

Orientações

No dia 6 de agosto, o Ministério da Saúde divulgou um alerta para pais, mães e responsáveis que vão viajar com os filhos de seis meses a menores de um ano de idade para os municípios em situação de surto ativo do sarampo no país. A recomendação é que essas crianças sejam vacinadas com a tríplice viral pelo menos 15 dias antes da viagem. Além de proteger a criança, a medida contribui para interromper a cadeia de transmissão do vírus do sarampo no país.

Esta dose, chamada de “zero”, não substitui as etapas do calendário nacional de vacinação da criança. Além dessa dose, que não é considerada válida para fins de calendário, os pais e responsáveis devem levar os filhos para tomar a vacina tríplice viral (D1) aos 12 meses de idade (1ª dose); e aos 15 meses (2ª dose) para tomar a vacina tetra viral ou a tríplice viral + varicela.

A tríplice viral está disponível nos mais de 37 mil postos de vacinação em todo o Brasil pelo SUS.

 

A busca pela beleza está arraigada à evolução da humanidade e das relações sociais. Atrair olhares e a apreciação em virtude da aparência estimula o amor próprio e eleva a autoestima. Há cerca de três anos, um termo vem se popularizando no Brasil, muito pela aprovação de personalidades como Joelma, MC Loma, Carlinhos Maia e o DJ Alok, trata-se da harmonização facial. O LeiaJá entrevistou especialistas e pacientes para esclarecer sobre o procedimento, desde as técnicas executadas, os profissionais habilitados ao preço médio no mercado.

Civilizações antigas como a egípcia e a indiana já mantinham os cuidados com o visual, mas o conceito de beleza relacionado a simetria passou a ser analisado sobretudo pelos gregos. 'Kalón' era o termo designado para expressar tudo aquilo que era admirado, e sua compreensão alicerçou os pilares da arte clássica. Desde então, a harmonia e a sutileza traduzem os padrões, e impulsionam a demanda por procedimentos estéticos não cirúrgicos. No Brasil, o último censo realizado pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) registrou o aumento de 79,5% em tais procedimentos, entre 2014 e 2016, atingindo a marca de 1.332.203 intervenções. 

##RECOMENDA##

A harmonização facial é a expressão que engloba uma série de técnicas minimamente invasivas para equilibrar visualmente a face. A intenção é evidenciar pontos fortes e corrigir os pontos fracos do rosto através da aplicação de toxina botulínica e ácido hialurônico. Tais substâncias prometem pôr fim às linhas de expressão marcadas, rugas e assimetria. "'Estou apaixonada por mim' [...] Tem paciente que para até de tomar antidepressivos e fica irreconhecível, dizendo que tá feliz, que recuperou sentido na vida. Isso faz valer a pena.", relatou o cirurgião plástico Cláudio Cordeiro ao relembrar das mensagens que recebe das pacientes. 

[@#video#@]   

A melhor versão de mim

"Saiu [o que incomodava] mas não mudou o rosto. É uma coisinha que as pessoas notam que você tá melhor, mas não veem deformação", garantiu a funcionária pública Georgia Soares, de 49 anos. Ela conheceu a harmonização na internet e já realizou procedimentos na testa, maxilar, bigode chinês e nas olheiras, região onde mais se queixava. "A autoestima melhora muito. Eu podia passar corretivo, mas não tinha jeito. Aí você olha para o rosto e mesmo sem maquiagem, ele tá com mais viço, sem as marquinhas que lhe deixam com uma expressão triste", afirmou.

A advogada Marina Campos, de 27, constatou os ganhos com a harmonização. Através de amigas, ela descobriu o preenchimento labial e assegura que, desde então, está com a autoestima "superelevada". "Sou muito vaidosa. Tudo que for pra gente buscar a melhor versão da gente, eu tô topando. Gostei bastante, tanto que já quero de novo", revelou.

As susbtâncias que proporcionam bem-estar

[@#podcast#@]

A toxina botulínica é uma substância moduladora de tecido, ou seja, diminui a força do músculo e paralisa a região, por aproximadamente seis meses. Ela é utilizada para rugas que surgem durante a movimentação de regiões como a testa ou os indesejados pés de galinha. Já o ácido hialurônico é um gel que preenche determinada área, por cerca de um a dois anos. Ele dá volume e é indicado para sulcos aprofundados, olheiras ou para desenhar a mandíbula e outras regiões.

O investimento varia conforme o tamanho da intervenção e a quantidade de substância injetada. No Recife, conforme os profissionais, uma aplicação de toxina botulínica custa entre R$ 1000 e R$ 1300. Enquanto cada ml de ácido hialurônico sai em torno de R$ 900 a R$ 1500. Tal variação também depende da textura do ácido, ou "dureza", utilizada para trazer naturalidade às diferentes densidades musculares. Vale lembrar que apenas o preenchedor pode ser revertido antes do término do efeito. 

A harmonização facial não é permanente, visto que, cada substância tem seu prazo no organismo. Nos consultórios, as pacientes passam por avaliação para se certificar da necessidade da intervenção. Sobre isso, o cirurgião ressalta a importância das avaliações e a capacitação profissional. "Tem hora que tenho que frear muito. O contrário acontece também, as vezes o paciente chega, não precisa fazer nada e quer alguma coisa. Aí eu proíbo". 

Capacitação profissional para um resultado satisfatório

Apenas profissionais habilitados, com amplo entendimento de anatomia, podem realizar a harmonização. "O pessoal tá fazendo curso em um sábado para fazer o que a gente faz em três anos de residência. Querem fazer comércio com uma coisa que não é comércio", denuncia Cláudio. Apenas dermatologistas e cirurgiões plásticos estão aptos, excluindo a oferta de dentistas, esteticistas e fisioterapeutas.

"[O médico] se preocupa em saber se temos alergias ou algum probleminha. Além disso, foi mandado para gente recomendações do que tínhamos que fazer antes do procedimento", as recomendações variam com a localidade das aplicações, mas Georgia lembra que não pôde beber água quente ou realizar exercícios físicos. Sobre as contraindicações, a dermatologista Carolina Lins alerta para "doenças autoimunes, pacientes que tomam anticoagulantes ou antibióticos, grávidas e pessoas com doenças neurológicas".

Confira o procedimento

Mesmo simples - com recuperação média de quatro dias- e rápida, em torno de 45 minutos - dependendo do volume das aplicações - a harmonização facial traz riscos à saúde e "mesmo se a gente usar a técnica correta e o produto bom, complicações podem acontecer e é bom a gente saber reverter", destacou Carolina. Ela reforça o uso de materiais liberados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o cuidado na escolha do profissional. Caso uma das agulhas atinja um vaso sanguíneo ou um nervo, pode ocasionar uma infecção, necrosar os tecidos e até mesmo uma paralisia facial permanente.

--> Confira os famosos que fizeram harmonização facial

Na última segunda-feira (12), o ator João Carlos Barroso morreu aos 69 anos, vítima de um câncer de pâncreas. Com 58 anos de carreira, ele interpretou personagens em novelas da Globo e nos programas humorísticos "Zorra Total" e "Os Trapalhões". Seu trabalho mais recente na teledramaturgia foi em 2016, na novela "Sol Nascente".

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de pâncreas apresenta alta taxa de mortalidade por conta do diagnóstico tardio. No Brasil, é responsável por cerca de 2% de todos os tipos de câncer diagnosticados e por 4% do total de mortes causadas pela doença. "Por ser uma das doenças que têm o maior índice de mortalidade dos tumores do aparelho digestivo, o diagnóstico precoce e o tratamento rápido são essenciais", ressalta o cirurgião gastro oncológico e médico chefe de cirurgia no Hospital Sírio-Libanês, Marcos Belotto.

##RECOMENDA##

A melhor maneira de prevenir as doenças de pâncreas é assumir um estilo de vida saudável. Segundo o especialista, evitar o consumo de tabaco e controlar a obesidade, são fatores que ajudam a prevenir doenças. "As doenças que podem afetar o pâncreas são os cistos pancreáticos e o câncer de pâncreas", afirma Belotto.

Os sintomas de patologias no pâncreas são perda de peso, dores nas costas e no estômago, perda de apetite, indigestão, mudança de hábitos intestinais, cansaço e anemia. Porém, o recomendado é procurar um especialista e verificar os possíveis tratamentos. "Os cistos precisam ser avaliados, quanto tem potencial de malignidade ele é cirúrgico, quando não, pode ser expectante. Já o câncer de pâncreas pode ser feito tratamentos de quimioterapia e radioterapia e até mesmo cirurgias", explica o especialista.

Para as mamães, a amamentação é um dos momentos mais prazerosos com o bebê. Saber a maneira ideal de amamentar é importante para evitar dificuldades logo nos primeiros dias, por isso, empoderar mães e pais para que a amamentação seja exclusiva nos primeiros meses da criança é um dos objetivos da campanha "Agosto Dourado".

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o leite materno tem tudo o que uma criança precisa nos seis primeiros meses de vida, além de oferecer os anticorpos necessários para os bebês. "A campanha alerta sobre a importância da amamentação, para que as pessoas façam uma reflexão sobre esse assunto, que é uma responsabilidade de todos, não só da mãe e do pai", ressalta a enfermeira obstétrica e coordenadora do Grupo de Apoio ao Aleitamento Materno do Hospital São Luiz Itaim, Marcia Regina.

##RECOMENDA##

Além de discutir sobre a importância do aleitamento materno, a campanha também dá dicas para mães de primeira viajem que precisam de auxílio como, por exemplo, o melhor local e horário de amamentar. "Nos primeiros meses da criança, o ideal é amamentar em um ambiente o mais tranquilo possível. Depois, a mãe vai se adaptando aos locais em que precisa realizar outras tarefas. A mamãe deve se entregar à amamentação e as pessoas ao seu redor devem se certificar de que ela não seja interrompida", explica Marcia.

Segundo a especialista, todas as mulheres são capazes de produzir leite, por meio do apoio e do estimulo à amamentação. Mesmo se a mulher não conseguir amamentar, há a possibilidade de tentar tirar o leite e dar para o bebê. A orientação é sempre procurar ajuda em um serviço de apoio especializado ou em bancos de leite.

A crescente demanda por água potável, em virtude do aumento da população mundial, escassez de recursos hídricos e das mudanças climáticas, tem se intensificado em nível global. Em atividades como agricultura, o reúso da água tem sido apontado como uma forma de minimizar o problema da escassez desse recurso natural.

Chove pouco no Sertão nordestino e isso não é novidade. O índice médio fica entre 500 e 800 milímetros por ano – em comparação, uma cidade como Recife costuma ter 2400 milímetros de chuva por ano. Apesar da pouca chuva ao longo do ano, novas práticas socioambientais, econômicas, educacionais e comunicacionais frente aos efeitos e impactos da mudança do clima dentro da Caatinga ganham espaço.

##RECOMENDA##

Em Pernambuco, no Sertão do Moxotó, região do bioma Caatinga, um protótipo de um sistema de tratamento comunitário com o intuito de reaproveitar a água de esgoto e utilizá-la na irrigação do cultivo de umbu, fruta nativa da região, começou a ser implementado em 2019.

Sistema de Tratamento comunitário de água de esgoto para reúso instalado em Ibimirim. Foto: Felipe Lavorato/Insa

O local escolhido para receber o projeto foi a unidade educacional do Serviço de Tecnologia Alternativa (Serta), uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) baseada na cidade de Ibimirim, a 336 quilômetros do Recife. O município localizado no semiárido do Nordeste sofre com os gargalos hídricos e possui um dos menores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) do estado, 0.552, de acordo com dados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).

A iniciativa que pode elevar viabilidade bioeconômica do umbu com uso de água de esgoto é da Rede Nacional de Pesquisadores (Ecolume), financiada pelo CNPq e liderada pela coordenadora do Laboratório de Mudança do Clima do Instituto Agronômico de Pernambuco, Francis Lacerda. De acordo com a pesquisadora, a ideia é potencializar a criação de novas cadeias produtivas bioeconômicas através do reflorestamento de plantas nativas da região com o reaproveitamento da água.

“Queríamos trabalhar com um grupo que já estudasse a questão da produção agrícola no Sertão. Justamente porque é um desafio produzir alimento no semiárido sem irrigação dentro do ambiente natural da Caatinga. Encontramos a escola Serta que faz a formação de jovens filhos de agricultores e inicialmente vamos reaproveitar a água usada na cozinha da instituição em nosso processo de tratamento com as mudas de umbu”, explicou Francis.

O projeto visa potencializar a criação de novas cadeias produtivas bioeconômicas através do reflorestamento de plantas nativas da região com o reaproveitamento da água. Foto: Assessoria de Comunicação/Ecolume

Em maio deste ano, mais de 700 mudas de umbu, planta nativa do semiárido do Nordeste, resistente a altas temperaturas e pouca água, foram entregues aos agricultores em um evento realizado na cidade de Ibimirim. 

O Ecolume também enviou outras 700 mudas de umbu para a cidade de Afogados da Ingazeira,  no Sertão pernambucano. "Esse município também foi escolhida porque a gestão apostou em nosso projeto. O objetivo é fazer nascer uma floresta de umbu no município, na Serra do Giz, uma Área de Proteção Ambiental e de Refúgio da Vida Silvestre. E, neste local, ainda há comunidades tradicionais”, detalhou Francis. Além dessas mudas, o Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA) já semeou mais 1,8 mil para novas doações em outros cidades e já há outras 2 mil sendo semeadas.

A professora da Universidade Federal de Pernambuco Márcia Vanusa alerta que o umbu será de poder efetivamente quando a gestão estadual estimular bioeconomicamente os usos medicinais e nutricionais de sua casca, folha e seu fruto, usadas secularmente por comunidades quilombolas e indígenas na alimentação e como remédio para cura de várias doenças.

Sistema integrado de segurança hídrica, energética e alimentar adequado para ambientes semiáridos  

O Ecolume busca em três eixos as potencialidades diante dos efeitos do novo comportamento do clima sobre esta região já muito semiárida: energético, hídrico e alimentar. "O projeto é um tripé e visa garantir três pilares. Nossa solução é garantir a segurança energética limpa, a produção de alimentos orgânicos e a segurança hídrica de forma inteligente. Seria um sistema circular que dá autonomia às populações em termos de oferta de água", analisou Francis Lacerda.

O Ecolume busca quebrar o paradigma da imagem de um Sertão pobre e mostrar que o semiárido é rico em diversidade. "É uma região onde chove pouco, de fato. Mas é possível utilizar essa água de forma inteligente. E também cuidar do reflorestamento da caatinga ao olhar para o meio ambiente", complementou a coordenadora do Ecolume. 

Francis Lacerda explica que o protótipo visa reaproveitar a água usada principalmente na cozinha da instituição no processo de tratamento com as mudas de umbu. Foto: Júlio Gomes/LeiaJáImagens

O diretor do Serta e coordenador do campus Ibimirim, Sebastião Alves, destaca a importância desse primeiro protótipo em Pernambuco e aponta para os benefícios dessa tecnologia no Sertão pernambucano. “Já temos experiência na área de agroecologia e ter um projeto para reforçar a sustentabilidade ambiental foi algo muito bom. Esse reúso da água é muito significativo porque podemos utilizar duas vezes ou mais a mesma  água que consumimos e seria descartada”.

A expectativa de Tião, como é conhecido entre os alunos do Serta, é que os estudantes tenham mais contato com a técnica para replicar em outras regiões e até em suas casas. “A nossa preocupação é grande no sentido de criar condições de enfrentar esse novo desafio que a humanidade vai precisar se adaptar. É preciso fazer algo para reduzir esse aquecimento global”, comentou o professor. 

Para ele, a escolha da atenção especial ao umbu se deu porque a fruta nativa é muito rica e já não é tão fácil de ser encontrada. “Percebemos que ao longo dos anos já não temos mais umbuzeiros jovens na região toda. A planta vive em média entre 80 e 120 anos. Observamos que não há reposição natural dessas plantas. Estamos preocupados e por isso queremos utilizar essa tecnologia de reúso para poder repensar o recaatingamento do umbu”, alertou Sebastião.

[@#video#@]

Irrigar o solo com água reaproveitada aumenta a matéria orgânica, contribuindo para a recuperação de áreas degradadas destinadas ao plantio. É o que revela pesquisa realizada no Instituto Nacional do Semiárido (Insa), unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, com enfoque no semiárido brasileiro.

A instituição também integra as ações são desenvolvidas em Ibimirim. Mateus Mayer, um dos engenheiros do Insa e responsável pelo sistema hídrico de tratamento comunitário para reúso agrícola a ser instalado no Serta, antecipa que ele terá capacidade de tratar até 5 mil litros da água do esgoto da escola por dia, deixando-a qualificada para fins de irrigação nas proximidades.

 “A tecnologia usada é um sistema combinado de tanque séptico, reator UASB e de lagoas de polímeros. Com ele, preservamos os nutrientes da água para as plantas e eliminamos os patógenos e uma grande quantidade de matérias orgânicas que as prejudicariam”, detalhou o pesquisador do Insa.

A iniciativa evidencia todo o ciclo virtuoso do uso da água e a relevância de um modelo pertinente para o saneamento básico rural adaptado com as condições semiáridas. Francis menciona que essa etapa do tratamento da água é realizada pelo Insa porque eles já desenvolvem há décadas essa tecnologia. "Um reator é instalado no solo e recebe a água do esgoto. As bactérias filtram essa água e são destinadas às piscinas de polimento. Em seguida, são liberadas para as mangueiras de irrigação que levam essa água até as mudas no pomar”, narrou a estudiosa.

Francis esclarece que a qualidade das águas cinzas e negras reaproveitadas passa por monitoramento mensal. A primeira é o efluente que tem origem nas máquinas de lavar, chuveiros e pias de banheiro; já a segunda é aquela proveniente de vasos sanitários. No caso do reúso em Ibimirim ambas são utilizadas no sistema de tratamento do Ecolume.

Mudas de Umbu plantadas em Ibimirim, no Sertão de Pernambuco. Foto: Assessoria de Comunicação/Ecolume

Pesquisadores envolvidos no projeto Ecolume. Foto: Assessoria de Comunicação/Ecolume

O diretor do Insa, Salomão de Sousa Medeiros, assegura que a parceria com o Ecolume e o Serta consiste em desenvolvimento de tecnologias de tratamento objetivando o reúso agrícola. “Nós enxergamos que não adianta falar em gerenciamento de recursos hídricos e redução dessa vulnerabilidade no semiárido brasileiro sem considerar o reaproveitamento como uma ferramenta essencial para alcançar os objetivos necessários", avaliou Medeiros. 

Ele destacou ainda que dentre os principais objetivos estão dar uma opção de saneamento básico para as comunidades rurais e tornar a prática do reúso do sistema de esgoto como algo comum em Pernambuco. “Em nossa trajetória, o principal desafio é como produzir um efluente para fins agrícolas que seja seguro do ponto de vista sanitário, seja rico em nutrientes e nem obstrua os sistemas de irrigação”, descreveu Salomão. 

Cenário climático não é ideal no futuro

Em 2007, as projeções de clima divulgadas pelo Quarto Relatório do IPCC (IPCC AR4) mostraram um futuro com cenários de secas e eventos extremos de chuva em grandes áreas do planeta. De acordo com o documento, no Brasil, de clima, seria o interior de Nordeste, conhecida como semiárido. O órgão da Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou quatro capítulos que, juntos, formam um relatório completo sobre o aquecimento global.

O Nordeste brasileiro poderá assistir até 75% de suas fontes de água desaparecerem até 2050. Os manguezais também seriam afetados pela elevação do nível da água.Um outro ponto citado pelos especialistas é que o alto potencial para evaporação do Nordeste, combinado com o aumento de temperatura pode diminuir a água de lagos, açudes e reservatórios.

Francis Lacerda aponta que o semiárido nordestino pode ficar ainda mais vulnerável a chuvas concentradas em curto espaço de tempo. "Pesquisas já apontam um aumento significativo da temperatura média, o que deixaria a região ainda mais seca com maior déficit hídrico", disse. 

Salomão Medeiros aposta na solução do reúso da água para diminuir esses impactos, mas ele lamenta a prática ainda não ser uma prioridade no Brasil. "É preciso institucionalizar essa ação no país. Ainda não temos isso. Esse reaproveitamento tem que ganhar espaço numa escala mais ampla, desde a indústria, no meio urbano e rural. No semiárido, é fundamental porque além de ser uma fonte de água, podemos fazer uma agricultura agroecológica porque quando utilizamos a água do reúso na irrigação estamos fertilizando os nossos solos também", opinou. 

Francis indica que o projeto do Ecolume e das instituições parceiras busca além de capacitar a população local nas tecnologias utilizadas no projeto, estudar os impactos das mudanças climáticas globais na disponibilidade hídrica, eólica e solar futuras para o Nordeste. "Queremos a integração de conhecimentos da produção de alimentos consorciados com a vegetação nativa da Caatinga, com métodos adaptados às condições de solo e clima para preservação dos recursos hídricos e a geração de energia fotovoltaica. Vamos plantar água", garatiu. 

A Clínica-Escola de Pós-graduação em Odontologia da Univeritas/UNG está selecionando pacientes adultos (a partir dos 30 anos de idade) para o tratamento de doenças periodontais. São 100 vagas gratuitas para pacientes não-fumantes, saudáveis, obesos ou diabéticos, com ou sem a patologia. Os pacientes que se qualificarem para o estudo receberão todo tratamento periodontal, além de acompanhamento por um ano após o procedimento.

As doenças periodontais são infecções graves que podem levar a perda dos dentes. Além disso, aumentam o risco para outras doenças no organismo, como doenças cardíacas e partos prematuros que, sobretudo, estão associados a uma alta carga de bactérias agressivas, que podem entrar na corrente sanguínea e causar infecções em outras partes do organismo. As doenças periodontais são tratadas, principalmente, por métodos mecânicos de remoção dessas bactérias, incluindo raspagem das raízes dos dentes, cirurgias e uso de antimicrobianos.

##RECOMENDA##

Os estudos clínicos fazem parte das pesquisas realizadas pelo Programa de Pós-graduação (Mestrado e Doutorado) em Odontologia da Univeritas/UNG. "O grupo de pesquisa da Universidade tem contribuído, substancialmente, para o avanço do conhecimento nessa área nos últimos anos, além de oferecer à população do entorno tratamento de qualidade e totalmente gratuito", explica a coordenadora do programa, Magda Feres.

Serviço:

Clínica de Pós-graduação em Odontologia da Univeritas/UNG

Local: Prédio S do Campus Centro - Praça Tereza Cristina, 88, Centro, Guarulhos

Os interessados devem agendar a avaliação pelo telefone (11) 2464-1726 ou Whatsapp (11) 96257-5127

A prefeitura de Salvador realiza neste sábado (10) o Dia D da Vacinação contra o Sarampo. Oitenta e dois postos de saúde oferecem, até as 17h, a vacina contra a doença, transmitida por secreções como gotículas eliminadas pelo espirro, a tosse e fala.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a população com idade entre 12 meses e 49 anos que ainda não se protegeu deverá comparecer a uma dessas unidades munida do cartão de vacina e documento de identificação para atualização vacinal.

##RECOMENDA##

“É importante ressaltar que a imunização não será indiscriminada, ou seja, será avaliada a situação vacinal de cada pessoa. Quem já tomou a vacina não precisa ser revacinada porque já está protegida”, disse, em nota, a subcoordenadora de Imunização, Doiane Lemos. 

De acordo com a prefeitura, a vacina está disponível na rede básica de saúde de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. A tríplice viral imuniza contra o sarampo, a rubéola e caxumba.

A prefeitura de Salvador informa quem deve se vacinar contra o sarampo:

- de 12 meses a 4 anos: uma dose da tríplice viral e uma dose da tetra viral (com intervalo de 30 dias);

- de 5 a 29 anos: duas doses da tríplice viral (com intervalo de 30 dias);

- de 30 a 49 anos: uma dose da tríplice viral;

- Profissionais de saúde de qualquer idade, portando documento comprobatório (crachá, contracheque, carteira de trabalho): duas doses da tríplice viral, respeitando o intervalo de 30 dias após a primeira.

Páginas

Leianas redes sociaisAcompanhe-nos!

Facebook

Carregando