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| Ciência e Saúde

Neste sábado (19), será realizado em todo o país o “Dia D de Vacinação contra o Sarampo”. A data é uma mobilização para estimular pessoas a se imunizarem contra a doença, cujos casos vêm crescendo no país nos últimos meses. Postos de saúde estarão abertos para receber os interessados em se proteger contra o sarampo ou que não tenham tomado todas as doses.

O “Dia D” faz parte da Campanha Nacional de Vacinação contra o Sarampo, lançada no dia 7 de outubro pelo Ministério da Saúde, em parceria com secretarias estaduais e municipais.

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A mobilização nacional de amanhã integra a primeira fase da campanha, até 25 de outubro, voltada a crianças com idade entre seis meses e 4 anos. Os bebês de até um ano apresentam coeficiente de incidência da doença de 92,3 a cada 100 mil habitantes, 12 vezes maior do que as demais faixas.

Na segunda etapa, programada para o período entre 18 e 30 de novembro, o foco será em pessoas de 20 a 29 anos. Essa faixa inclui a maioria do número de casos confirmados da doença, com 1.694, embora com coeficiente menor (13,2 casos a cada 100 mil habitantes) devido ao número de brasileiros nessa faixa de idade.

Devem ser vacinados os bebês de seis meses a 1 ano, que tomarão a chamada “dose 0”. As crianças de 1 a 5 anos devem receber duas doses, uma aos 12 meses e outra aos 15 meses. Em caso de aplicação de apenas uma das doses, é preciso se dirigir aos postos para realizar o complemento da segunda.

O objetivo é vacinar 39 milhões de pessoas ao longo da campanha, cerca de 20% dos brasileiros. Foram disponibilizadas neste ano 60,2 milhões de doses da tríplice viral, que imuniza contra sarampo, caxumba e rubéola. Para o próximo ano, o ministério anunciou a aquisição de mais 65,2 milhões de doses. O público-alvo será ampliado, abrangendo também as faixas de 50 a 59 anos.

Casos

Segundo o último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde sobre Sarampo, de janeiro até outubro deste ano já haviam sido confirmados 6.640 casos e seis mortes. No período de 7 de julho a 29 de setembro, foram registrados 5.404 casos confirmados, enquanto 22.564 ainda estão em investigação. Outras 7.554 suspeitas foram descartadas. O período concentrou 81% dos casos confirmados neste ano.

Esses episódios ocorreram em 19 unidades da Federação, sendo a quase totalidade em São Paulo, com 5.228 casos (96,74%), em 173 cidades, principalmente na região metropolitana da capital paulista. Em seguida vêm o Paraná (39 casos, em 10 cidades), o Rio de Janeiro (28, em 9 municípios), Minas Gerais (25, em 8 localidades) e Pernambuco (24, em 8 cidades).

Como os registros estão em municípios específicos, quem quiser mais informações deve buscar a Secretaria de Saúde do estado para saber se a sua cidade está entre os locais de ocorrência da doença. Entre as mortes, cinco foram em São Paulo e uma em Pernambuco.

Sarampo

Causado por vírus, o sarampo é uma doença infecciosa grave, que pode levar à morte. A transmissão ocorre por via aérea, ou seja, quando a pessoa infectada tosse, fala ou respira próximo de outras pessoas.

Mesmo quando o paciente não morre, há possibilidade de a infecção ocasionar sequelas irreversíveis. Quando a doença ocorre na infância, o doente pode desenvolver pneumonia, encefalite aguda e otite média aguda, que pode gerar perda auditiva permanente.

Os sintomas do sarampo são febre acompanhada de tosse, irritação nos olhos, coriza (nariz escorrendo ou entupido) e mal-estar intenso. Quando o quadro completa de três a cinco dias, podem aparecer manchas vermelhas no rosto e atrás das orelhas.

A prevenção ao sarampo, feita por meio da vacinação, é fundamental, já que não há tratamento para a doença. O tipo de vacina varia conforme a idade da pessoa e a situação epidemiológica da região onde vive, ou seja, é necessário levar em conta a incidência da doença no local. Quando há um surto, por exemplo, a dose aplicada pode ser do tipo dupla viral, que protege contra sarampo e rubéola.

Existem ainda as variedades tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) e tetra viral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela, mais conhecida como catapora). As vacinas estão disponíveis em unidades públicas e privadas de vacinação. Segundo o Ministério da Saúde, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece doses gratuitamente em mais de 36 mil salas de vacinação, localizadas em postos de saúde de todo o Brasil.

O governo brasileiro recomenda que pessoas na faixa de 12 meses a 29 anos de idade recebam duas doses da vacina. Para a população com idade entre 30 a 49 anos, a indicação é de uma dose.

Recentemente, o Brasil perdeu o certificado de eliminação da doença. Na semana passada, passaram a apresentar semelhante condição quatro países da Europa: o Reino Unido, a Grécia, República Tcheca e Albânia. De acordo com o ministério, no primeiro semestre deste ano, o Cazaquistão, a Geórgia, Rússia e Ucrânia concentraram 78% dos casos registrados na Europa.

*Com informações de Letycia Bond

Mesmo apresentando uma redução nas estatísticas de mortes no trânsito durante os últimos dez anos, o Brasil segue longe da meta estipulada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2011, ano do lançamento da Década de Ação pela Segurança no Trânsito. Dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde, mostram que o número que chegou a 43.256 mortos em acidentes no fim daquele ano, caiu para 34.236 sete anos depois.

Já de acordo com um relatório divulgado em maio de 2019 pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) que considera o período entre os anos de 2009 e 2018, 60% dos envolvidos em acidentes graves tinham entre 15 e 39 anos de idade. A frase “bebida e direção não combinam” fica mais clara quando a pesquisa da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) apresenta que 6,7% da população admite dirigir depois de ter consumido bebidas alcoólicas. Para a coordenadora do curso de Enfermagem da UNG, Dra. Sarah Marília Bucchi, é preciso ter consciência de que o álcool é uma substância psicoativa, ou seja, atinge de forma direta as funções neurológicas do indivíduo. “Aquela pessoa alcoolizada dirigindo um carro está com uma arma que a qualquer momento pode atentar contra a própria vida e a vida dos outros”, afirma Sarah que também mostra preocupação com o número de jovens que começam a ingerir álcool cada vez mais cedo. “O adolescente ainda está com seu sistema neurológico imaturo e por isso as respostas ao álcool são muito mais intensas e mais agressivas”, comenta. Segundo a doutora em Ciências da Saúde, é importante estar alerta até mesmo quando o álcool estiver presente em receitas como bombons de licor e bolos molhados com bebidas como rum ou whisky. “Diferente das comidas que flambadas a bebida in natura que existe dentro dos recheios é suficiente para alterar o sistema neurológico e isso pode sim levar uma pessoa, dependendo da quantidade que ela ingerir, a embriaguez”, explica.

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Além das consequências físicas, os aspectos psicológicos são prejudiciais às vítimas e até mesmo para aos que assumem a responsabilidade de dirigir sob o efeito do álcool. Segundo o psicólogo e professor Luiz Fernando Bacchereti, coordenador do curso de Psicologia da UNG, o acompanhamento psicológico é fundamental para todos os envolvidos em um caso como o de Foz do Iguaçu. “Para o motorista, a consequência está no aspecto legal e no aspecto humano porque quando ele recobra a própria consciência percebe que o acidente pode gerar uma circunstância pós-traumática e em relação ao viúvo que perdeu sua esposa, ele vivencia um trauma muito sério, vai ter que elaborar de alguma forma esse luto e o acompanhamento vai no sentido de compreender essa situação”, destaca Bacchereti. Sobre os números que relacionam os jovens como maiores vítimas dos graves acidentes nas ruas e estradas do país, o professor avalia como essencial o controle do acesso dos jovens às bebidas alcoólicas, o que quase inexiste no Brasil. “Nós não fazemos um controle adequado e os jovens acabam se utilizando do álcool como uma forma de minimizar mecanismos de controle para fazer aquilo que desejam, mas na grande maioria das vezes os resultados são negativos não só para o jovem como para a sociedade”, conclui.

Problemas no tratamento oferecido por planos de saúde a pessoas com transtorno do espectro autista foram debatidos em uma audiência pública promovida pelo Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) e Defensoria Pública do Estado do Pará (DPE). O evento ocorreu nesta quinta-feira (17), no auditório David Muffarej, da UNAMA - Universidade da Amazônia, em Belém. Profissionais de saúde, professores e promotores discutiram providências para que as empresas garantam o atendimento das necessidades dos usuários. Clique no ícone abaixo e ouça o podcast.

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Intitulada “A responsabilidade dos planos de saúde no tratamento do autismo”, a audiência pública foi motivada por constantes demandas apresentadas ao MPPA e à DPE por consumidores que relataram recusas ou limitações impostas por planos de saúde para fornecer terapias, atendimento especializado ou reembolso em casos de tratamento particular de pacientes autistas. 

Da Redação do LeiaJáPará.

O Brasil é o habitat natural de diversas espécies de animais, insetos e plantas. Neste universo, as cobras são um dos seres mais belos e enigmaticos, porém muitas delas carregam venenos que podem ser fatais tanto para os seres humanos quanto para os animais de estimação.

Entre as cobras mais conhecidas e encontradas no Brasil estão a coral, a jararaca, a cascavel e a surucucu, e é muito difícil identificar se a espécie é ou não peçonhenta. Elas costumam ter a cabeça mais achatada, possuem fosseta loreal, olhos pequenos, com pupila em fenda vertical e atacam quando se sentem ameaçadas.

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Porém, segundo Luca Mantovanelli, professor do curso de Ciências Biológicas da UNG, algumas dessas características já não são tão importantes para identificar o tipo de cobra. "Atualmente é considerado apenas a presença da fosseta loreal como característica determinante de uma serpente peçonhenta da América do Sul", conta.

A picada das cobras peçonhentas pode ser fatal quando atacam os animais de estimação, dependendo do tipo de serpente, a quantidade de veneno injetado e o local onde o animal foi picado. "O correto é identificar a serpente que causou o acidente, em seguida conter o animal de estimação e acompanhá-lo até o Instituto Butantan ou a um veterinário", orienta Mantovanelli.

As serpentes venenosas são diferentes das peçonhentas, pois não possuem peçonhas, que são os dentes que injetam o veneno quando atacam. Sendo assim, o veneno se torna menos agressivo quando atacam outros seres vivos.

O biólogo ressalta que é normal que os animais domésticos se assustem ou queiram ir atrás das cobras quando as encontram. "Os cães, por exemplo, são curiosos e tendem a chegar bem perto de serpentes, eles não apresentam medo desses animais", afirma Mantovanelli.

As serpentes peçonhentas não atacam animais maiores do que elas, já que não se alimentam desses animais. O ataque, na maioria das vezes sinalizado por barulhos, entre as cascavéis, por exemplo, são realizados apenas para defesa.

Um exame sorológico capaz de identificar a contaminação pelo vírus Zika mesmo depois da infecção por dengue começou a ser comercializado no país. Os kits são voltados principalmente para mulheres em idade fértil e para estudos epidemiológicos que pretendam determinar pessoas que já tenham sido expostas ao vírus. Essa era uma das principais demandas após a epidemia de zika no Brasil, entre 2015 e 2016.

O teste é resultado de uma pesquisa iniciada há dois anos por um grupo de pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo. O estudo foi apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo e teve o pedido de patente licenciado pela empresa AdvaGen Biotec e recentemente aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária para uso comercial. O produto foi testado em cerca de 3,2 mil mulheres no Brasil.

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O exame detecta a presença de anticorpo específico do vírus Zika produzido pelo organismo depois de 15 a 20 dias, após o indivíduo ser infectado. Entretanto, como os vírus da zika e da dengue são muito parecidos, os testes disponíveis no mercado acabam por confundir com resultando em falso positivo ou negativo, dificultando ou impedindo o diagnóstico preciso em áreas endêmicas para a dengue. O teste tem 95% de especificidade para zika, enquanto os outros do mercado têm até 75%.

“Esse anticorpo dá proteção para o resto da vida e é muito difícil achar uma proteína que seja específica para o Zika. Mas achamos um local na proteína, que chamamos de Delta NS1, e que não dá reação cruzada com a dengue”, explicou um dos pesquisadores, o especialista em virologia Edison Luiz Durigon.

Segundo o pesquisador, o kit facilitará o acompanhamento de gestantes que farão o exame a cada três meses para prevenir a microcefalia em bebês. Caso a mulher seja infectada só no período final da gestação, o bebê corre o risco de desenvolver problemas neurológicos.

“Se a gestante tiver Zika o teste acusará. E aí muda-se a conduta médica, com a possibilidade de acompanhar essa criança para que ela seja conduzida a um padrão normal na infância e adolescência”, disse.

O exame é baseado no método Elisa e também será útil para estudar a prevalência do vírus porque a maioria das pessoas infectadas não apresentam sintomas, assim a mulher pode ter o vírus sem saber e passar para o feto. Dessa forma, algumas crianças podem nascer sem microcefalia, mas podem ter lesões invisíveis no cérebro em um primeiro momento, podendo desenvolver problemas cognitivos severos.

“O exame deve ser feito em laboratório e fica pronto em três horas e meia. É um teste que qualquer laboratório clínico está equipado para fazer. Esse foi um cuidado nosso”, ressaltou o especialista.

A partir desta terça-feira (15), o Shopping Guararapes receberá o ônibus da mamografia móvel para realizar exames gratuitos para as mulheres. A ação é uma parceria do Hospital do Câncer de Pernambuco (HCP) e a Secretaria de Saúde de Jaboatão dos Guararapes, cidade onde está localizado o mall. 

O ônibus estará no estacionamento do shopping, próximo à portaria A (entrada de acesso ao Detran), Das 8h às 16h. Oitenta fichas serão distribuídas e, para realizar o exame, é preciso apresentar identidade, cartão do Sistema Único de Saúde e ter entre 50 e 69 anos.

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Além dessas consultas gratuitas, o shopping também está servindo como um ponto de arrecadação de alimentos que servirão para o HCP prosseguir com os atendimentos. De acordo com a assessoria do Guararapes, o Hospital do Câncer de Pernambuco acolhe e cuida atualmente de cerca de 50% dos pacientes com câncer do estado, oferecendo diagnósticos e tratamento integral, além de ser a única emergência oncológica de Pernambuco.

Serviço  

Outubro Rosa do Shopping Guararapes

1 a 31 de outubro – Arrecadação de alimentos no corredor do Big Bompreço

Horário: 9h às 22h

15 de outubro – ônibus da mamografia móvel no estacionamento do mall

Horário: 8h às 16h

Um tratamento inovador contra o câncer, feito com células reprogramadas do próprio paciente, foi testado pela primeira vez na América Latina por pesquisadores do Centro de Terapia Celular (CTC) da Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto – um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) apoiado pela FAPESP.

Conhecida como terapia de células CAR-T, a técnica foi usada para tratar um caso avançado de linfoma difuso de grandes células B – o tipo mais comum de linfoma não Hodgkin, doença que afeta as células do sistema linfático. O paciente, de 63 anos, já havia sido submetido sem sucesso a várias linhas diferentes de quimioterapia desde 2017.

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“A expectativa de sobrevida desse paciente era menor que um ano. Para casos como esse, no Brasil, normalmente restam apenas os cuidados paliativos. Contudo, menos de um mês após a infusão das células CAR-T observamos melhora clínica evidente e até conseguimos eliminar os remédios para dor”, contou Renato Cunha, pesquisador associado ao CTC e coordenador do Serviço de Transplante de Medula Óssea e Terapia Celular do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HC-FMRP-USP).

A terapia de células CAR-T (acrônimo em inglês para receptor de antígeno quimérico) foi inicialmente desenvolvida nos Estados Unidos, onde é oferecida por dois laboratórios farmacêuticos a um custo de US$ 400 mil – sem considerar os gastos com internação. Já a metodologia desenvolvida no CTC tem custo aproximado de R$ 150 mil, que pode se tornar ainda mais baixo se o tratamento passar a ser oferecido em larga escala.

“Trata-se de uma tecnologia muito recente e de uma conquista que coloca o Brasil em igualdade com países desenvolvidos. É um trabalho de grande importância social e econômica para o país”, afirmou Dimas Tadeu Covas, coordenador do CTC e do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Células-Tronco e Terapia Celular, apoiado pela FAPESP e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

O primeiro paciente foi atendido pela equipe do CTC e do Hemocentro do HC-FMRP-USP na modalidade de tratamento compassivo, que permite o uso de terapias ainda não aprovadas no país em casos graves sem outra opção disponível. O grupo pretende agora iniciar um protocolo de pesquisa com um número maior de voluntários. “Já temos outros dois pacientes com linfomas de alto grau em vias de receber a infusão de células reprogramadas”, contou Cunha.

Como funciona

A partir de amostras de sangue dos pacientes a serem tratados, os pesquisadores isolam um tipo de leucócito conhecido como linfócito T, um dos principais responsáveis pela defesa do organismo graças à sua capacidade de reconhecer antígenos existentes na superfície celular de patógenos ou de tumores e desencadear a produção de anticorpos.

Com auxílio de um vetor viral (um vírus cujo material genético é alterado em laboratório), um novo gene é introduzido no núcleo do linfócito T, que então passa a expressar em sua superfície um receptor (uma proteína) capaz de reconhecer o antígeno específico do tumor a ser combatido.

“Ele é chamado de receptor quimérico porque é misto. Parte de um receptor que já existe no linfócito é conectada a um receptor novo, que é parte de um anticorpo capaz de reconhecer o antígeno CD19 [antiCD-19]. Com essa modificação, os linfócitos T são redirecionados para reconhecer e atacar as células tumorais”, explicou Cunha.

Os leucócitos reprogramados são “expandidos” em laboratório (colocados em meio de cultura para que se proliferem) e depois infundidos no paciente. Antes do tratamento, uma leve quimioterapia é administrada para preparar o organismo.

“Cerca de 24 horas após a infusão das células CAR-T tem início uma reação inflamatória, sinal de que os linfócitos modificados estão se reproduzindo e induzindo a liberação de substâncias pró-inflamatórias para eliminar o tumor. Além de febre, pode haver queda acentuada da pressão arterial [choque inflamatório] e necessidade de internação em Unidade de Terapia Intensiva [UTI]. O médico deve ter experiência com a técnica e monitorar o paciente continuamente”, disse.

O aposentado submetido ao protocolo no HC da FMRP-USP no dia 9 de setembro já superou a fase crítica do tratamento, conseguiu se livrar da morfina – antes usada em dose máxima – e não apresenta mais linfonodos aumentados no pescoço.

“Além desses sinais clínicos de melhora, conseguimos detectar as células CAR-T em seu sangue e essa é a maior prova de que a metodologia funcionou”, disse Cunha.

De acordo com o pesquisador, somente após três meses será possível avaliar com mais clareza se a resposta à terapia foi total ou parcial – algo que depende do perfil biológico do tumor. Os linfócitos reprogramados podem permanecer no organismo pelo resto da vida, mas também podem desaparecer após alguns anos.

Versão brasileira

O projeto que possibilitou a produção das células CAR-T teve início há cerca de quatro anos, quando foi renovado o apoio da FAPESP ao CTC. Nesse período, foram conduzidos estudos fundamentais sobre as construções virais mais usadas para a modificação gênica, bem como estabelecidos modelos animais para os estudos pré-clínicos. Cerca de 20 pesquisadores, incluindo médicos e biólogos celulares e moleculares, além de engenheiros especializados em cultivo celular em larga escala, participam do projeto.

Mais recentemente, Cunha se incorporou ao time com a experiência clínica e laboratorial adquirida durante estágio realizado no National Cancer Institute, centro ligado aos National Institutes of Health (NIH) dos Estados Unidos e pioneiro na técnica. Em dezembro de 2018, o pesquisador recebeu da Associação Americana de Hematologia (ASH, na sigla em inglês) o ASH Research Award e uma bolsa de US$ 150 mil para contribuir com o desenvolvimento da técnica na FMRP-USP. O projeto, no seu conjunto, teve apoio financeiro, além da FAPESP e do CNPq, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), da Financiadora de Inovação e Pesquisa (Finep), da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo e do Ministério da Saúde.

“A metodologia que desenvolvemos é específica para o tratamento de linfoma, mas a mesma lógica pode ser usada para qualquer tipo de câncer. Estamos trabalhando em protocolos para o tratamento de leucemia mieloide aguda e para mieloma múltiplo. Também estamos acertando uma parceria com uma universidade japonesa com foco em tumores sólidos, como o de pâncreas”, contou Rodrigo Calado, professor da FMRP-USP e membro do CTC.

O objetivo do grupo, segundo Calado, é desenvolver tratamentos de custo acessível a países de renda média e baixa e possíveis de serem incluídos no rol de procedimentos do Sistema Único de Saúde (SUS).

“O custo da terapia de células CAR-T é muito próximo do valor que o SUS repassa para um transplante de medula óssea – hoje em torno de R$ 110 mil. Então o tratamento pode ser considerado acessível”, disse Calado.

Covas lembrou que o CTC tem tradição em terapias pioneiras, entre elas a aplicação de células mesenquimais para tratamento de diabetes e o transplante de medula óssea em portadores de anemia falciforme.

“Só conseguimos desenvolver o protocolo CAR-T de modo relativamente rápido porque temos uma estrutura há muito tempo em construção. Esse investimento da FAPESP em ciência básica, em formação de pessoas e em infraestrutura de pesquisa agora se traduz em novos tratamentos mais eficazes contra o câncer”, disse o coordenador do CTC.

Da assessoria do Hemocentro RP

Estudo feito em conjunto pelo Instituto Locomotiva e a Semana da Acessibilidade Surda revela a existência, no Brasil, de 10,7 milhões de pessoas com deficiência auditiva. Desse total, 2,3 milhões têm deficiência severa. A surdez atinge 54% de homens e 46% de mulheres. A predominância é na faixa de 60 anos de idade ou mais (57%). Nove por cento das pessoas com deficiência auditiva nasceram com essa condição e 91% adquiriram ao longo da vida, sendo que metade foi antes dos 50 anos. Entre os que apresentam deficiência auditiva severa, 15% já nasceram surdos. Do total pesquisado, 87% não usam aparelhos auditivos.

“A deficiência auditiva é uma deficiência que se agrava com o passar dos anos. E como o Brasil está passando por um processo de envelhecimento da população, hoje já temos 59 milhões de brasileiros com mais de 50 anos e, em 2050, vamos chegar com mais de 98 milhões de brasileiros com mais de 50 anos de idade, essa é uma tendência que só vai crescer”, disse Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva. Completou que a “sociedade, claramente, não está preparada para isso”.

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Nesse cenário de envelhecimento crescente da população brasileira, Meirelles destacou que oferecer condições de inclusão para as pessoas com deficiência auditiva é cada vez mais importante, “porque o número dessas pessoas só vai crescer”.

Dificuldades

Dois em cada três brasileiros relataram enfrentar dificuldades nas atividades do cotidiano. “Com isso, eles se divertem menos, têm menos chance no mercado de trabalho, não têm as mesmas oportunidades educacionais que os ouvintes têm”. A falta de acolhimento e inclusão limitam o acesso dos surdos às oportunidades básicas, como educação (somente 7% têm ensino superior completo; 15% frequentaram até o ensino médio, 46% até o fundamental e 32% não possuem grau de instrução).

Vinte por cento das pessoas com deficiência auditiva idosos não conseguem sair sozinhas, só 37% estão no mercado de trabalho e 87% não usam aparelhos auditivos. “Porque é muito caro e inacessível para a maioria dessa população”, disse Meirelles. “E como a população surda teve menos oportunidade de estudar do que a população ouvinte, como tem mais dificuldade no mercado de trabalho do que a população ouvinte, o dinheiro para conseguir o aparelho é ainda mais difícil. Esse conjunto de preconceitos que existe na sociedade acaba criando um círculo vicioso que não possibilita que os surdos e os ouvintes tenham as mesmas oportunidades de se dar bem na vida.”

“Quando comecei no meu trabalho, as pessoas pensavam que eu não era capaz de fazer as coisas. Demorou demais para que elas acreditassem que eu tinha capacidades, mas às vezes ainda me olham com discriminação e desconfiança por eu ser quem sou”, afirmou uma mulher com deficiência auditiva de 30 anos, entrevistada em São Paulo.

Autônomos

Entre os tipos de ocupação desempenhada pelas pessoas com deficiência auditivo com 18 anos de idade ou mais destacam-se empregado no setor privado (43%) e trabalhador por conta própria (37%). Segundo Renato Meirelles, “essas pessoas desistiram de arrumar emprego e passaram a empreender para garantir o seu sustento”.

A pesquisa foi realizada entre os dias 1º e 5 de setembro passado, com 1,5 mil brasileiros surdos e ouvintes. No total, o Brasil possui 50,30 pessoas com deficiência. Nove em cada dez brasileiros afirmaram ser favoráveis aos direitos das pessoas com deficiência.

A pesquisa mostra que a maior parcela de pessoas com deficiência auditiva está na Região Sudeste (42%), seguida pelo Nordeste (26%) e Sul (19%). Já as regiões Centro-Oeste e Norte detêm os menores percentuais de surdos (6% e 7%, respectivamente). Das pessoas com deficiência auditiva, 28% declararam ter também algum tipo de deficiência visual e 2%, deficiência intelectual.

Uma parcela de 14% dos brasileiros com problemas auditivos disseram não se sentir à vontade e poder falar sobre quase tudo com a família; 40% sentem isso em relação a amigos, contra 11% e 34% da população de forma geral. A sondagem revela, ainda, que pessoas com deficiência auditiva severa têm três vezes mais chance de sofrerem discriminação em serviços de saúde do que pessoas ouvintes.

Mundo

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) existem 500 milhões de surdos no mundo e, até 2050, haverá pelo menos 1 bilhão em todo o globo.

 

São muitos os casos de pessoas beneficiadas pela doação de órgãos e que tiveram uma segunda chance de seguir com suas vidas. Mas isso só foi possível graças a atitude solidária de quem escoheu ser um doador. Embora haja campanhas e eventos em todo o país para conscientizar e mostrar como é possível salvar o maior número de vidas por meio da iniciativa da doação, muitos ainda não sabem como proceder para que sua vontade seja cumprida após a morte.

Segundo a médica Ilka Boin, responsável pelo transplante de fígado da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o ideal é que os parentes estejam cientes da vontade de doação da pessoa morta. "Quem tem a intenção de ser doador deve conversar com a família e se a pessoa quiser também pode deixar isso testamentado em cartório para não restar dúvida", explica Ilka.

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A médica que também é membro do Departamento de Transplante Hepático da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO) ressalta que, em geral, os familiares trazem a resolução aos médicos no ato do óbito. "Normalmente a família já vem com a vontade expressa e não fica aquela coisa angustiada de dúvida se a pessoa queria ou não doar seus órgãos e tecidos", declara.

Apesar de não existir um cadastro específico de doadores tampouco valerem os registros em documentos de identidade, carteiras de habilitação e carteirinhas de doador, a lei 9.434/97 regulamenta o tema. Muitas dúvidas surgem diante dos casos nos quais a doação de órgãos é feita por famílias de menores de idade ou incapazes. "No caso de menores de idade e outras pessoas civilmente incapazes, retirada de órgãos e tecidos só será realizada mediante autorização expressa de ambos os pais ou responsáveis legais", explica o advogado Douglas Madeira.

É importante ressaltar que a doação é um ato de amor ao próximo e que não haverá responsabilidade da família do doador caso o receptor não tenha seu problema de saúde sanado, como esclarece Madeira que é sócio do escritório Ávila Ribeiro e Fujii Sociedade de Advogados de Campinas-SP. "Se a solução à saúde do transplantado infelizmente não vir a se cumprir, estaríamos diante de um grande infortúnio, ao qual não caberia fundamentar responsabilidade a ninguém senão ao acaso", destaca.

Um doador pode salvar até nove vidas. Considerado uma referência mundial no assunto, o Brasil teve no primeiro trimestre de 2019 o número de 1.448 transplantes de rins, 512 transplantes de fígado, 3.400 transplantes de córneas e 742 de medula óssea, segundo dados são da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos.

Pelo menos 26 pessoas morreram nos Estados Unidos por doenças pulmonares associadas ao uso do cigarro eletrônico, informaram nesta quinta-feira (10) as autoridades da área de saúde.

Foram reportados 1.299 doentes com problemas de saúde associados ao uso desses vaporizadores em todo país, segundo dados dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), confirmando o que as autoridades classificaram como epidemia apesar das advertências sanitárias. Há uma semana, as autoridades apresentaram um relatório com 18 mortes e 1.080 pacientes.

Os primeiros casos foram registrados em março e abril deste ano, mas somente a partir de julho é que as autoridades passaram a notar a relação entre o uso dos cigarros eletrônicos com o crescimento no número de atendimentos por problemas pulmonares.

O cigarro eletrônico contém um líquido que, quando aquecido, gera vapor a ser inalado. A maior parte dos pacientes (75%) comunicou o uso dos vaporizadores com um aromatizador que contém THC, o principal composto psicoativo presente na cannabis.

Um ou mais elementos que fazem parte dos aromatizadores são suspeitos de causar as doenças, mas os testes nos laboratórios ainda não determinaram quais deles.

Várias cidades e estados do país estão considerando ou já aprovaram proibições contra cigarros eletrônicos, em alguns casos absolutos e em outros, apenas para recargas aromatizadas com fragrâncias que não sejam de tabaco (como hortelã, mentol, frutas), para desencorajar o interesse dos jovens nesse produto.

Cerca de 3,6 milhões de estudantes do ensino médio usaram esse tipo de produto nos Estados Unidos em 2018; um aumento de 1,5 milhão em relação ao ano anterior. Os executivos da indústria do tabaco estão tentando evitar a proibição absoluta deste produto que foi considerado como o futuro do setor.

Já o governo de Donald Trump quer proibir a partir de outubro todos os produtos, exceto os feitos apenas com tabaco.

O dia 11 de outubro é a data em que se celebra o Dia Mundial da Obesidade, e na campanha deste ano, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia e a Associação Brasileira para Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica trazem a mensagem sobre a importância do combate à discriminação por causa do peso e de tratar o assunto com respeito. "Obesidade Eu Trato com Respeito", é o tema da campanha.

“É fundamental aumentar a conscientização sobre prevalência, gravidade e diversidade do estigma do peso. Os retratos da obesidade na mídia frequentemente reforçam estereótipos imprecisos e negativos sobre as pessoas obesas, o que pode levar ao estigma do peso. As campanhas pedem uma movimentação para acabar com o uso de linguagem e imagens estigmatizantes e retratar a obesidade de maneira justa, precisa e informativa”, dizem as entidades.

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Além de reduzir a qualidade de vida, a obesidade é fator de risco e agravante de doenças como diabetes, doenças cardiovasculares, asma, gordura no fígado e até alguns tipos de câncer. O tratamento deve ser contínuo e acompanhado por profissionais capacitados para que o quadro não piore com o passar dos anos.

A data foi proclamada em 2015 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para apoiar soluções que ajudem as pessoas a alcançar e manter um peso saudável e estimular políticas de combate a esse problema de saúde pública. Cerca de 13% da população adulta do mundo é obesa. No Brasil, mais da metade dos brasileiros, 55,7%, estão com excesso de peso e a prevalência da obesidade é de 19,8%.

O Fundo Global de Combate à Aids, Tuberculose e Malária anunciou nesta quinta-feira (10) que foi alcançado o objetivo de arrecadar os 14 bilhões de dólares necessários para o combate a estas doenças nos próximos três anos.

Este dinheiro está destinado a salvar cerca de 16 milhões de vidas adicionais - 32 milhões já foram - e evitar 234 milhões de novas infecções até 2023.

O Fundo, criado em 2002, também registrou a chegada de novos contribuintes. Os países da África contribuíram o dobro que na ocasião anterior.

No entanto, a Rússia e a América Latina não responderam ao chamado do fundo e se destacaram por sua ausência.

Peter Sands, diretor-executivo do fundo, declarou que está "muito orgulhoso" pelo dinheiro arrecadado. "Amanhã focaremos em qual é a melhor maneira de utilizá-lo", disse.

 

Em alusão ao Outubro Rosa, que existe desde 1997, o projeto Maria Bonita, criado para atender mulheres vítimas do câncer, realizou uma ação na Villa Toscana, casa de eventos no centro de Belém. Massagens terapêuticas, terapias alternativas e apresentação teatral marcaram um dia de muito entretenimento e informações.

Houve também palestras sobre autoestima, nutrição, atividades físicas e direitos do paciente oncológico. Fabize Moinhos, idealizadora do projeto, criado em dezembro do ano passado, explicou que a iniciativa surgiu depois que ela observou os efeitos colaterais do tratamento oncológico. Segundo Fabize, ela precisava fazer alguma coisa para ajudar as mulheres que estavam na mesma condição de saúde, mas com poucos recursos para enfrentar os desafios em busca da cura. Hoje o projeto conta com a colaboração de 30 voluntários.

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São muitos os efeitos colaterais do tratamento oncológico, entre eles estão a perda total ou parcial de cabelos e pelos e as manchas na pele. “Esses sintomas têm apelo significativo para essas mulheres. Eles afetam diretamente a autoestima, despertam a curiosidade e olhares desconfortáveis, rejeição e preconceito”, disse Fabize, destacando que a baixa autoestima pode acelerar processos depressivos, que interferem negativamente no tratamento oncológico e na busca pela cura.

“Devemos pensar que a luta pela vida, a busca por qualidade de atendimento, acesso ao tratamento e serviços a paciente oncológica é de cada um de nós”, afirmou Fabize. Ela explica que atitudes preventivas e diagnóstico precoce aumentam as chances de cura.

Quem tiver interesse em conhecer mais sobre o projeto pode entrar em contato pelos números (91) 98048-1074 ou (81) 99804.4894 (whatsapp) ou pelas redes sociais Facebook/Instagram: Fabize Muinhos (Projeto Maria Bonita) @fabizemuinhos @projetomariabonitabelem.

 

No dia 11 de outubro, é comemorado o Dia Nacional de Prevenção da Obesidade. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada oito adultos no mundo, um é obeso. Os dados são alarmantes, já que, segundo a pesquisa, em 2025, aproximadamente, 2,3 milhões de pessoas estejam com sobrepeso.

 Na opinião da nutricionista da Clínica-Escola da Universidade UNG, Flavia Terciano, a obesidade é um problema de saúde pública. “Em todos os casos, o ideal é procurar um nutricionista. Dá para emagrecer sem recorrer a extremismos nutricionais”, aponta.

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 Confira as orientações da nutricionista para quem deseja perder peso:

 - Aumente o consumo de alimentos in natura: frutas, legumes, verduras. Além de darem saciedade, você terá uma alimentação muito mais rica em nutrientes;

 - Reduza o consumo de frituras e alimentos gordurosos. O excesso pode contribuir para o ganho de peso, além de ser prejudicial para o sistema cardiovascular;

 - Respeite seus sinais de fome e saciedade.  Nosso organismo emite sinais quando estamos com fome. Assim como devemos respeitar nosso sinal de satisfação e não consumir mais do que o necessário. Para isso, podemos nos alimentar devagar, mastigando bem os alimentos e saboreando nossa refeição;

 - Evite o consumo exagerado de doces. O açúcar em excesso pode contribuir para o aumento de peso e elevação da glicemia;

 - Evite líquidos durante as refeições, podem atrapalhar a digestão;

 - Realize atividades físicas, mas, lembre-se, somente com acompanhamento de um profissional habilitado em Educação Física;

 - Opte por alimentos diversificados ao montar seu prato, quanto mais colorido melhor;

 - Hidrate-se. Você deve ingerir líquidos ao longo do seu dia. De preferência à água, que pode ser saborizada;

 - Crie o hábito de realizar suas refeições em casa, elabore pratos novos e, quando se alimentar na rua, opte por locais onde há comida caseira e self-service.

 

Atendimento nutricional:

 A Universidade oferece atendimentos individuais que podem ser realizados em qualquer época do ano, de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 20h. Os interessados devem se inscrever enviando um e-mail para clinica.nutricao@ung.br, ou comparecer pessoalmente na Clínica-Escola de Nutrição, das 10h às 12h ou das 15h às 19h, portando RG e CPF, para realizar a triagem inicial e agendamento das consultas. Para outras informações, entrar em contato pelo telefone (11) 2464-1738.

 

*Da Assessoria de Imprensa

Segundo dados da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, até o final de agosto de 2019, foram registrados 1,4 milhão de casos prováveis de dengue, quase 600% a mais que o mesmo período de 2018. Destes, 1.111 casos considerados graves e 591 óbitos, sendo 90 no Estado de São Paulo. Este é um dado preocupante, pois o período de maior ocorrência é o verão, com a época de chuvas, que ainda não começou.

De acordo com Maíra Rosa Apostólico, enfermeira, doutora em ciências e docente e coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade UNIVERITAS/UNG, “na rede pública ainda não existe disponibilidade de vacina. Há uma opção na rede privada, oferecida em três doses anuais e que é recomendada apenas para pessoas que já tiveram um dos sorotipos”, explica.

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 Quais são os tipos de dengue?  O que diferencia cada tipo de dengue?

São quatro tipos de dengue (sorotipos 1, 2, 3 e 4). Todos apresentam os mesmos sintomas e uma mesma pessoa pode ter cada um dos quatro tipos uma vez. Embora a cada infecção, a pessoa se torne imune àquele sorotipo, a gravidade dos sintomas aumenta, podendo ocorrer a dengue na sua forma mais grave, com a ocorrência de hemorragias. Todos são suscetíveis a contrair a dengue, mas crianças e idosos têm maior risco de complicações. As doenças crônicas tornam o quadro mais grave e a maior letalidade da doença está entre pessoas acima de 60 anos.

 Quais são os principais sinais e sintomas da dengue?

A infecção pode ser de assintomática a grave. O diagnóstico é primeiramente clínico e pode ser complementado por exames de sangue, quando se observam a queda abrupta de plaquetas e aumento progressivo do hematócrito. A forma grave inclui: vômitos, dor abdominal intensa e sangramento de mucosas. Os principais sintomas são: febre alta (38.5ºC) de início abrupto e difícil diferenciação; dores musculares intensas; dor ao movimentar os olhos; mal-estar; falta de apetite; dor de cabeça e manchas vermelhas no corpo.

 A partir de quanto tempo, a pessoa depois de ser picada pelo mosquito, apresenta os sintomas?

Em geral, após a picada, os sintomas aparecem em 5 a 6 dias, mas pode variar de 3 a 15 dias. Importante lembrar que na primeira fase da doença que vai desde antes da febre até o 6o dia da doença, a pessoa infectada transmite o vírus para o mosquito. Depois disso, o mosquito infectado passa a transmitir a doença após 8 a 12 dias e vive cerca de 30 dias. A fêmea do mosquito coloca 40 ovos a cada 3 dias e o mosquito nasce em 7 dias.

Quais são as formas de tratamento?

O tratamento é sintomático, pois em geral, a cura é espontânea e ocorre em 10 dias. Portanto, deve-se cuidar da febre, dores no corpo e observar sinais de agravamento. É indicada a hidratação, alimentação leve, repouso. Não fazer automedicação e não deve ser usado qualquer analgésico a base de aspirina ou ácido acetilsalicílico, pelo risco hemorrágico.

 Os casos mais graves de dengue exigem tratamentos diferentes?

Sim, casos mais graves, quando existe a presença de um dos sintomas, deve-se procurar imediatamente o serviço de saúde para o suporte adequado. O tratamento também é sintomático, no sentido de manter a estabilidade do organismo e evitar as complicações fatais.

 Como prevenir?

Uso de repelentes e inseticidas recomendados e aprovados pela ANVISA;

Repelentes e inseticidas naturais (velas, incensos, limpadores) não tem eficácia comprovada e não são reconhecidos pela ANVISA;

Repelentes tópicos cosméticos tem uso seguro e podem ser usados em gestantes e crianças maiores de dois anos, ou a critério médico;

Inseticidas em spray ou aerossol e repelentes ambientais para afastar os mosquitos indicados pela ANVISA também podem ser usados;

Devem-se obedecer todas as recomendações de uso do rótulo dos produtos;

Arejar e ventilar a casa, pois o mosquito não tolera luz;

Usar calças e mangas longas em locais sabidamente infestados pelo mosquito;

Usar telas em janelas e portas.

 

* Da Assessoria de Imprensa

Para livrar o gado de picadas de moscas - que formam feridas e transmitem doenças - pesquisadores do Centro de Pesquisas Agrícolas de Aichi, no Japão, desenvolveram uma estratégia um tanto inusitada. Eles pintaram vacas e as disfarçaram de zebras. Como resultado, perceberam que o número de ataques reduziu em cerca de 50%, segundo a revista científica PLOS One.

Segundo o levantamento publicado no último dia 3, as seis vacas pintadas com listras brancas levaram 60 mordidas em 30 minutos. Enquanto os animais não maquiados sofreram 110 vezes no mesmo período.

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A pesquisa comandada por Tomoki Kojima descobriu que é difícil para as moscas pousarem em superfícies em preto e branco, pois, a polarização da luz prejudica sua percepção. Com isso, os insetos não conseguem desacelerar adequadamente na hora de pousar no gado.

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Nesse mês, o mundo inteiro se volta para o Outubro Rosa com a intenção de relembrar a população da importância dos exames que detectam o câncer de mama em estágios iniciais. Com isso, é possível aumentar as chances de cura e reduzir as mortes causadas pela doença.

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O câncer de mama é o tipo mais comum entre as mulheres, no mundo todo, depois do câncer de pele não melanoma. Representa cerca de 25% de todos os casos novos. Há registro de 1,38 milhões de novos casos e 458 mil mortes pela doença por ano, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Dados do INCA (Instituto Nacional do Câncer) mostram que, em 2019, 59.700 mulheres devem desenvolver câncer de mama no Brasil. A Região Norte deve registrar 1.730 casos novos até o final de 2019, sendo 740 novos casos no Pará e 360 em Belém.

Como em quase todo o mundo, a incidência brasileira do câncer de mama vem aumentando ano a ano a uma taxa de cerca de 2% anuais. Mulheres entre 40 e 69 anos são as principais vítimas de câncer de mama.

O câncer é uma doença que resulta da interação entre fatores ambientais e genéticos do individuo. Entretanto, uma parcela pequena dos tumores malignos são considerados hereditários (até 10%). A maioria está relacionada à exposição a fatores ambientais.

A mamografia é o exame capaz de detectar o câncer de mama quando ele ainda está na fase inicial. “O autoexame é essencial para a mulher conhecer o próprio corpo e reconhecer se há algo de errado, mas não substitui a mamografia. Um tumor só pode ser sentido quando já está maior, a pessoa só consegue palpar nódulos com cerca de um centímetro ou mais. Já a mamografia é capaz de identificar tumores a partir de 2 a 3mm”, explica o mastologista Fábio Botelho.

Quem vê a bailarina Gemille Sales nem imagina o que ela já passou. Sempre com um sorriso no rosto, Gemille é daquelas pessoas que gostam de conversar e o otimismo está em tudo o que fala. “Quero passar sempre uma expressão positiva para as pessoas”, diz. E nem um câncer de mama a fez mudar.

No ano passado, ela foi diagnosticada com a doença. Gemille lembra que fez os exames de rastreamento em junho de 2017 e não tinha nada. Em fevereiro de 2018, ela percebeu um nódulo no seio, mas só procurou médicos em março. O diagnóstco foi confirmado em abril de 2018. A operação foi em junho, seguida de quimioterapia.

“Venho de uma família de cardíacos, acreditava que ia morrer do coração um dia, mas fui surpreendida pelo câncer de mama. A notícia foi inesperada e forte. Mas sempre enfrentei sempre pensando positivo”, garante.

“O câncer me ensinou que a gente não sabe o dia de amanhã. Sempre me cobrava demais, tinha que dar conta de tudo, era ansiosa demais. Hoje, sou mais calma, não me cobro excessivamente, mas vivo intensamente o hoje e não adio mais o que eu sinto vontade de fazer, meus sonhos. Se quero viajar, não espero pelo próximo ano, já programo e vou”, ensina.

“Ter que conviver com o câncer de mama não me limitou, apenas tenho cuidados especiais. Eu procuro levar uma vida normal. Eu quero mostrar para todo mundo que minha vida não parou por causa do câncer”, afirma.

Gemille tem dois filhos: Adriel, de 17 anos e Leonardo de 5. “Eu procuro levar uma vida normal. Eu quero mostrar para todo mundo que minha vida não parou por causa do câncer”, afirma.

Desde jovem, a advogada Ludmilla Bordalo sabia que o câncer era presente na família. O pai, Carlos José Soares, de 75 anos, já teve câncer de laringe. A mãe, Elizabeth Viana Ferreira Soares, de 73 anos, teve câncer de pulmão. Além de três tias maternas e a avó paterna, que também tiveram câncer, e uma irmã que teve câncer de intestino.

Por todo esse histórico, nunca se descuidou. Mas, depois do nascimento da filha, passou um ano sem fazer os preventivos. No dia das mães de 2018, ela percebeu um nódulo na mama. Mas hoje, considera a descoberta um presente, pois pode confirmar o diagnóstico e se tratar no começo da doença. “Precisei insistir com o médico para localizar o nódulo, mostrei o local e só então, ele conseguiu identificar e confirmar o tumor”, conta.

O diagnóstico oficial com resultado da biópsia foi no dia 22 de maio de 2018, aniversário da filha Isadora. Ela fez mastectomia dupla, com reconstrução, na mesma cirurgia e no dia 18 de junho, começou o tratamento quimioterápico. Foram 16 sessões de quimioterapia. A última foi no dia 5 de novembro.

Ela só lamenta que no tratamento teve que parar de fazer o que mais gostava: praticar kitesurf. Ludmilla conta que ela e o marido perderam uma viagem que já estava programada, em que fariam a travessia dos Lençóis Maranhenses até o Ceará, de kitesurf. “Seria uma expedição de dez dias. Mas os amigos fizeram uma homenagearam durante a viagem, escreveram o meu nome com as pranchas e foi emocionante. Agora, estou pronta para recomeçar”, comemora.

Com reportagem de Dina Santos, da assessoria do Centro de Centro de Tratamento Oncológico - CTO.

Criar um cachorro pode estar associado a uma vida mais longa e melhores resultados cardiovasculares, de acordo com estudo publicado na revista Circulation: Cardiovascular Quality and Outcomes. Os resultados se mostraram expressivos em pessoas que vivem só e sofreram ataque cardíaco e derrame cerebral.

Estudos anteriores já mostraram que criar cachorro alivia isolamento social, aumenta atividade física e também baixa pressão sanguínea. Partindo disso, os pesquisadores da Uppsala University, na Suécia, tentaram descobrir se também poderia haver impacto nos resultados cardiovasculares.

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Os cientistas compararam a saúde de pessoas que tinham e não tinham cachorro após um ataque cardíaco ou um derrame. Os dados foram coletados por meio do Registro Nacional de Pacientes da Suécia. Foram examinados suecos de idade entre 40 e 85 anos que foram internados entre 2001 e 2012.

O estudo identificou que pessoas que sofreram ataque cardíaco e viviam sozinhas tinham 33% menos chance de morrer após sair do hospital se eles tinham um cachorro. Para as vítimas de derrame que criavam cachorro, o risco de morte era 27% menor.

Para os pesquisadores, o baixo risco de morte nesses grupos poderia ser explicado pelo aumento de atividade física e diminuição da depressão e solidão, questões já relacionadas com cachorros em estudos anteriores.

Os cientistas acreditam, entretanto, que mais pesquisas são necessárias antes de prescrever animais de estimação como forma de prevenção. "Além disso, do ponto de vista do bem-estar animal, os cães só devem ser adquiridos por pessoas que sentem ter a capacidade e o conhecimento para dar uma boa vida ao animal", diz Glenn Levine, um dos autores da pesquisa.

A lista com os nomes e registros de médicos intercambistas do Projeto Mais Médicos para o Brasil está publicada na edição desta terça-feira (8) do Diário Oficial da União.

De acordo com a Portaria nº 28, de 7 de outubro de 2019, da Secretaria de Atenção Primária à Saúde, fica concedido registro único para o exercício da medicina, no âmbito do Projeto Mais Médicos para o Brasil, aos médicos intercambistas.

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A portaria determina também a expedição das carteiras de identificação de todos que atenderam os requisitos legais para as atividades do projeto previstas no projeto. O documento informa ainda o local onde o médico vai trabalhar.

De acordo com o Ministério da Saúde, o projeto é parte do esforço do governo federal, com apoio de estados e municípios, para "a melhoria do atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Além de levar mais médicos para regiões onde há escassez ou ausência desses profissionais, o programa prevê, ainda, mais investimentos para construção, reforma e ampliação de Unidades Básicas de Saúde (UBS), além de novas vagas de graduação, e residência médica para qualificar a formação desses profissionais".

Segundo a pasta, o Mais Médicos para o Brasil se soma a um conjunto de ações e iniciativas do governo objetivando o fortalecimento da Atenção Básica do país.

Acesse aqui a portaria com os nomes e locais.

Os estudos no campo do Cosmos de James Peebles, por um lado, e de Michel Mayor e Didier Queloz, por outro, foram premiados nesta terça-feira (8), em Estocolmo com o do Nobel da Física. Eles dividirão o prêmio equivalente a R$ 3,72 milhões. Peebles é canadense e os outros dois cientistas nasceram na Suíça.

Phillip James Edwin Peebles é um físico de 84 anos. Nascido no Canadá, tem também nacionalidade norte-americana. Michel Mayor é um astrônomo suíço de 77 anos. Em 1995, descobriu o primeiro planeta extra-solar, o 51 Pegasi.

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Didier Queloz, que descobriu com Michel Mayor o Pegasi, tem 53 anos. Os astrônomos usaram o método de velocidade radial no Observatório de Genebra. Foi essa descoberta que deu aos três o Nobel de Física.

Nobel de Medicina sai para dois americanos e um inglês

O Prêmio Nobel de Medicina de 2019 foi concedido aos cientistas William G. Kaelin Jr., Sir Peter J. Ratcliffe e Gregg L. Semenza “pelas suas descobertas de como as células sentem e se adaptam à disponibilidade de oxigênio”. O anúncio foi feito ontem (7) em Estocolmo, na Suécia.

Na página oficial do Twitter, a organização do Nobel anuncia os três vencedores com um trabalho que “revela os mecanismos moleculares que demonstram como as células se adaptam às variações no fornecimento de oxigênio”.

Os vencedores são dois norte-americanos e um inglês. William Kaelin, nascido em 1957, em Nova Iorque, é especialista em medicina interna e oncologia. Gregg Semenza, também nascido em Nova Iorque, em 1955, é pediatra e o britânico Peter Ratcliffe, nascido em Lacashirem, em 1954, é perito em nefrologia.

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