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| Ciência e Saúde

Uma pesquisa liderada pela equipe de doutorandos de Ciências da Computação em parceria com Faculdade de Engenharia Elétrica da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) desenvolveu um software que pode acelerar os diagnósticos do câncer de pele tipo melanoma. Utilizando técnicas de inteligência artificial e de aprendizagem profunda das máquinas por meio de redes neurais artificiais, os cientistas alcançaram resultados com a precisão de 86% no reconhecimento da patologia.

Segundo os pesquisadores que atuam na análise desde o ano de 2014, além de melhorar o desempenho na precisão dos resultados, os próximos passos dos estudos vão em busca de tornar o diagnóstico acessível no dia-a-dia dos brasileiros. De acordo com a equipe da professora Sandra Avila, docente do Instituto de Computação em entrevista ao Jornal da Unicamp, o programa instalado em um celular com uma lente dermatoscópica fixada pode apresentar o resultado de forma breve em qualquer posto de saúde, mesmo que não haja um dermatologista de plantão. Com a identificação da doença em estágios iniciais, a chance de cura é de 97%.

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A análise realizada pelo software é feita por meio de um banco público de imagens nas quais se apresentam lesões de pele. Com o sistema desenvolvido pelos estudiosos, o computador identifica se essa lesão é maligna ou benigna. Hoje, os arquivos apresentam 23.906 fotografias em que se observam variados tipos de problemas no maior órgão do corpo humano. A meta dos pesquisadores é aumentar o número de fotos pois, de acordo com os estudos, a máquina aprende a fazer os diagnósticos pela quantidade de exemplos postos à prova.

Prêmios

Não serão apenas pacientes os beneficiados pelo trabalho dos pesquisadores. O estudo sobre a identificação do melanoma foi premiado pelo quarto ano consecutivo com o Google Latin America Research Awards (Lara). A honraria foi dada a 25 pesquisas realizadas na América Latina, sendo que 15 delas brasileiras. Apenas duas são oriundas de instituições particulares. As outras 13 estão ligadas a instituições públicas de ensino. Além do grupo da professora Sandra Avila, a pesquisa é realizada em conjunto com a equipe liderada pelo professor Eduardo do Valle, da Faculdade de Engenharia Elétrica da Unicamp.

Em meio ao espalhamento do novo coronavírus, epidemiologista comenta a possibilidade de haver perigo de encomendas com produtos chegadas da China.

As autoridades da China estão tomando medidas de emergência para evitar a epidemia provocada pelo novo tipo de coronavírus. O vírus já se espalhou fora dos limites da China com casos de infeção registrados na Coreia do Sul, Japão, EUA, Vietnã, Singapura, Arábia Saudita, Tailândia e Taiwan.

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Nesse âmbito, surge a pergunta se seria perigoso receber produtos da China através de lojas na Internet. O médico epidemiologista Aleksei Rtischev, em uma entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik, comentou a possível ameaça.

De acordo com ele, atualmente não há dados sobre a possibilidade do vírus ser transmitido através de objetos domésticos ou por via de contato.

"Pelo menos, isso funciona com objetos que possam conter o vírus e percorram distâncias. O vírus é transmitido por via aérea em contato bastante próximo. Os especialistas não têm motivos para alertar ou limitar o uso de objetos, produtos e bens de produção chinesa", explicou o epidemiologista.

Ao mesmo tempo, medidas da prevenção e controle do espalhamento do vírus estão sendo tomadas por toda a China. As regras mais rigorosas são aplicadas na província de Hubei, onde foi detectado o foco da infecção. Agora na província todas as maiores cidades estão fechadas à entrada e saída de transporte público.

O coronavírus 2019-nCoV se destaca por sintomas semelhantes aos da gripe, tais como febre e dificuldade em respirar. A diferença é que o novo vírus pode estar acompanhado de uma forma mortalmente perigosa de pneumonia. As radiografias de tórax dos infectados mostram lesões invasivas nos pulmões.

Da Sputnik Brasil

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Quem vê a bailarina Gemille Sales nem imagina o que ela já passou. Sempre com um sorriso no rosto, Gemille é daquelas pessoas que gostam de conversar e o otimismo está em tudo o que fala. “Quero passar sempre uma expressão positiva para as pessoas”, diz. E nem um câncer de mama a fez mudar.

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Em 2018, ela foi diagnosticada com a doença. Gemille lembra que fez os exames de rastreamento em junho de 2017 e não tinha nada. Em fevereiro de 2018, ela percebeu um nódulo no seio, mas só procurou médicos em março. O diagnóstico foi confirmado em abril. A operação foi em junho, seguida de quimioterapia. Hoje, a bailarina está curada. 

“O câncer me ensinou que a gente não sabe o dia de amanhã. Sempre me cobrava demais, tinha que dar conta de tudo, era ansiosa demais. Hoje, sou mais calma, não me cobro excessivamente, mas vivo intensamente o hoje e não adio mais o que eu sinto vontade de fazer, meus sonhos. Se quero viajar, não espero pelo próximo ano, já programo e vou”, ensina. “Eu procuro levar uma vida normal. Eu quero mostrar para todo mundo que minha vida não parou por causa do câncer”, afirma.

A rotina de Gemille inclui caminhar, ministrar aulas de dança e frequentar academia para fazer musculação. Aos sábados, ela mantém um grupo de dança do ventre, formado por mulheres em tratamento contra o câncer. 

Gemille lembra que só parou de frequentar a academia durante a quimioterapia, que era muito forte e ela ficou com resistência muito baixa. Mas manteve a prática de atividade física em casa - fazia alongamentos e enviava os vídeos para as amigas da academia.

Nesse período também começou a participar de bate-papos com grupos de mulheres, onde relatava sua experiência desde o diagnóstico, e incentivava a prática de atividades físicas.

Iniciar uma atividade física é fundamental para a melhor qualidade de vida. Recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a prática regular de exercícios traz inúmeros benefícios para o corpo e mente e contribui consideravelmente para o aumento da expectativa de vida da população.

Neste mês, a campanha Janeiro Dourado, idealizada pela Sociedade Paulista de Medicina Esportiva, incentivaa a prática de atividades físicas com acompanhamento médico. É o mês da saúde do atleta.

Para especialistas como Maxwell Maltz e Charles Duhigg, autor do livro “O Poder do Hábito”, são necessários no mínimo 21 dias para que uma velha imagem mental se dissolva e uma nova imagem ocupe o seu lugar. Já no quesito fisiologia, o corpo necessita de 8 a 12 semanas para se adaptar a essa nova rotina e aos estímulos. No entanto, cerca de 64% das pessoas abandonam a prática nos primeiros três meses, antes mesmo de obter uma resposta neuromuscular.

“Não podemos desistir, principalmente quando pensamos em uma vida com mais qualidade e longe de doenças graves, como o câncer”, destaca a oncologista Paula Sampaio, do Centro de Tratamento Oncológico (CTO).

A prática de atividade física regular é a medida mais eficiente e completa no combate ao câncer. A ciência já comprovou que os exercícios diminuem a incidência de 20 tipos diferentes de câncer.

Para a prevenção de câncer, as pessoas devem se exercitar entre 2,5 a 5 horas por semana, em atividades com intensidade moderada, ou 1,25 a 2,5 horas de atividade intensa.

“A atividade física tem papel fundamental em todos os momentos e para todas as pessoas. Para quem está em tratamento do câncer, se exercitar melhora autoestima e ajuda a tolerar melhor os efeitos colaterais do tratamento”, explica a oncologista Bianca Lastra. “Para quem já terminou o tratamento do câncer, reduz a recidiva da doença e para quem está em tratamento paliativo, melhora consideravelmente a eficácia do tratamento e qualidade de vida do paciente”, complementa a médica.

A atividade física também diminui sintomas de depressão no paciente em tratamento. Isso ocorre por vários motivos: liberação de endorfina, melhor tolerância ao tratamento, melhora da autoestima. Pacientes que adotam hábitos saudáveis e tornam-se fisicamente ativos melhoram o seu condicionamento; traçam novas metas, o que ajuda a mudar o foco e esquecer pensamentos negativos relacionados ao tratamento e a doença.

 “Como pretendemos que nossos pacientes tenham uma vida longa e principalmente com qualidade, o tratamento multidisciplinar com médicos, enfermeiros, assistentes sociais, psicólogos, nutricionistas, educadores físicos e outros profissionais se torna fundamental para que nossos pacientes possam enfrentar adequadamente este momento, retirando o máximo de benefício, sem nenhum risco a saúde, para torná-los pessoas saudáveis, com estilo de vida e pensamentos muito melhores que em outros momentos de suas vidas”, avalia Paula.

Com informações de Dina Santos, da assessoria do CTO.

 

 

Inspiradas pela alegria do carnaval, é comum que as pessoas não se alimentem da maneira adequada durante a folia de momo. Mas é preciso ter cuidado para não cair nesta \"armadilha\" e acabar perdendo a festa. Para auxiliar os foliões nessa jornada, do que deve ser consumido e o que deve ser evitado, a equipe do LeiaJá conversou com uma nutricionista para pegar dicas importantes de como manter uma boa alimentação e ter energia para brincar o período de momo. Confira os detalhes, no vídeo. 



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Conhecida como febre hemorrágica brasileira, a infecção pelo Arenavírus fez sua primeira vítima após um período de 20 anos sem registro de casos. No último dia 11, em São Paulo, um homem de 52 anos, morador da cidade de Sorocaba (97 km da capital), morreu em decorrência da doença rara transmitida por roedores silvestres. A vítima apresentou os primeiros sintomas no penúltimo dia de dezembro, enquanto estava no município de Eldorado (248 km da capital), na região do Vale do Ribeira.

O Arenavírus pode ser encontrado em roedores silvestres que têm como habitat as matas com alta densidade de vegetação. De acordo com a diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo, Helena Sato, a principal forma de prevenção da doença é evitar contato com os bichos. “É importante destacar que não há motivo para preocupação. É uma doença rara e restrita aos ambientes silvestres. A melhor forma de prevenção é evitar o contato com roedores que vivem nestes locais”, destaca. Ainda segundo a especialista, o contágio só acontece se houver inalação de partículas de urina, fezes e saliva dos animais. Já entre os humanos, a transmissão pode ocorrer se houver contato com secreções como sangue, urina, fezes, saliva, vômito ou sêmen de alguma pessoa infectada. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde há o monitoramento preventivo de todas as pessoas que tiveram contato com a vítima, inclusive os profissionais da saúde que o atenderam nas cidades de Eldorado e Pariquera-Açu (220 km da capital).

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Sintomas

Os primeiros indícios da doença podem aparecer após seis dias da exposição ao vírus. Os primeiros sintomas são febre, mal-estar, dores musculares, dores de cabeça, no estômago, ao redor dos olhos, tonturas, sensibilidade à luz. O Arenavírus provoca febre hemorrágica e pode resultar em complicações neurológicas e hepáticas. O tratamento é feito conforme o quadro clínico e condições do paciente.

Considerada uma doença rara, foram quatro os casos de febre hemorrágica brasileira registrados em humanos na década de 1990. Três deles no estado de São Paulo e adquiridos em regiões de mata. O último diagnóstico foi no ano de 1999.

A Defensoria Pública da União (DPU) no Recife conseguiu mais uma liminar perante a Justiça Federal em Pernambuco, na última terça-feira (21), para que uma mãe possa cultivar a planta e extrair o óleo da Cannabis, popularmente conhecida como maconha. O filho dela, de 9 anos, foi diagnosticado com hemimegalencefalia e apresenta um histórico de crises convulsivas graves desde os 10 meses de vida.

Após inúmeras tentativas frustradas com remédios convencionais, apenas o tratamento com óleo da Cannabis com CDB/THC resultou melhora significativa no estado de saúde da criança.

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Aos 10 meses de vida o menor J.P.S.C. começou a ter crises convulsivas contínuas de difícil controle, que acabaram causando atraso no seu desenvolvimento psicomotor. A mãe E.C.S.C. precisou parar de trabalhar para cuidar apenas do seu filho. Apesar dos cuidados com medicações e terapias, o quadro de saúde da criança não apresentou melhoras. Em 2015, a família tomou conhecimento de casos de crianças que vinham sendo tratadas com o óleo da Cannabis e passou a acompanhar esse tipo de tratamento.

Considerando o valor elevado do medicamento, a mãe entrou na Justiça para que o Estado forneça a medicação prescrita, mas o pedido de liminar foi indeferido na época e a ação continua pendente de julgamento. Ela também requereu junto à ANVISA uma autorização de importação do medicamento prescrito, mas também ainda não houve resposta. Em 2019, a família conseguiu prescrição médica para uso do medicamento, após o médico ver a melhora de saúde do menor com o óleo da Cannabis.

Considerando a primeira liminar relacionada ao tema em Pernambuco, emitida em dezembro de 2019, a Defensoria Pública da União no Recife impetrou um Habeas Corpus preventivo, no dia 16 de janeiro de 2020, para obter a concessão de salvo-conduto para E.C.S.C, assegurando que ela possa plantar a Cannabis sem que agentes policiais possam atentar contra a sua liberdade ou apreendam as sementes ou mudas de plantas utilizadas no tratamento terapêutico do filho até decisão definitiva da ação.

A liminar foi concedida nesta terça-feira (21) pela juíza federal da 36° Vara Federal de Pernambuco, Carolina Souza Malta. “Por todo o exposto, defiro a medida liminar requerida, concedendo à paciente o salvo-conduto para que as autoridades coatoras se abstenham de adotar qualquer medida voltada a cercear a sua liberdade de locomoção, na ocasião da importação de sementes ou no recebimento de sementes/mudas junto a associações com autorização regulamentar ou judicial para tal fornecimento (a exemplo da ABRACE), bem como na produção e cultivo do vegetal Cannabis sativa dentro da sua residência, adstrito o salvo-conduto à quantidade suficiente para a produção do seu próprio óleo, com fins exclusivamente medicinais. Concedo o ainda, para abranger o porte, transporte/remessa de plantas e flores para teste de quantificação e análise de canabinóides a órgãos e entidades de pesquisa, ainda que em outra unidade da Federação, para fins de parametrização laboratorial, com a verificação da quantidade dos canabinóides presentes nas plantas cultivadas, qualidade e níveis seguros de utilização dos seus extratos”, destacou a magistrada na decisão.

Segundo a defensora pública federal Tarcila Maia Lopes, que está atuando no caso em conjunto com os defensores de Direitos Humanos de Pernambuco (DRDH/PE), André Carneiro Leão e Francisco de Assis Nascimento Nóbrega, essa é a segunda liminar de três casos já ajuizados. “Fomos procuradas por cerca de 10 famílias com essa mesma necessidade. Ajuizamos três ações e duas delas já tiveram a liminar deferida. Estamos aguardando o resultado da terceira. Os demais casos estão sendo avaliados pela Defensoria”, destacou a defensora.

Da assessoria

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) apresentou, nesta quarta-feira (22), o resultado da análise das amostras de 17 macacos que foram encontrados mortos em um condomínio localizado em Aldeia, na Grande Recife. De acordo com o órgão, foram coletados materiais de 6 animais nos quais foram constatados Herpes e Zika vírus. 

A hipótese inicial de que a causa dos óbitos teria sido por febre amarela, foi descartada pela secretaria, que informou que as amostras dos materiais foram encaminhadas para o Instituto Evandro Chagas (IEC), no Pará, e pelo Laboratório Central de Saúde Pública de Pernambuco (Lacen- PE).  

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Ambos detectaram que dos 6 macacos analisados, 3 tiveram resultados positivos para Zika Vírus, 2 para Herpes e Zika Vírus e 1 apenas para Herpes. Todas as amostras foram negativas para febre amarela.

O secretário estadual de Saúde, André Longo, reforçou o afastamento das chances de febre amarela, que antes era o principal problema, e disse que a herpes, mesmo sendo letal para os macacos, ela,  assim como a zika, no entanto, não foram as responsáveis pelas mortes dos animais silvestres. 

Para André Longo, é possível que tenha havido intervenção humana que culminou no falecimento dos macacos. 

“A herpes pode ser letal, mas a gente não pode dizer que eles morreram da herpes. No caso da zika, ela causa alguns efeitos sob o comportamento do macaco, mas não descartamos que possa ter acontecido alguma outra causa, inclusive, com a interferência humana, no caso de envenenamento. Isso precisará ser investigado”, respondeu.

Ainda de acordo com o secretário, essa a primeira vez que foi identificado o vírus da zika no ciclo silvestre em Pernambuco. A SES também informou que mosquitos da região transmissores de arboviroses estão em análise. 

A secretária executiva de Vigilância e Saúde, Luciana Albuquerque, esclareceu que uma das ações para a prevenção da proliferação do zika vírus é o apoio na vacinação que foi realizada em um dos condomínios onde houve a notificação. Ao todo, 484 pessoas imunizadas. Luciana ressaltou que a importância do achado de zika nos animais alerta para o fato de que a doença ainda tem vestígios em Pernambuco. 

"O vírus zika ainda se impõe em Pernambuco. E provavelmente se circula mais do que o normal, pois até os macacos estão sendo infectados. Isso nos atenta para os cuidados que a gente precisa tomar quando falamos de arbovirose", destacou. 

Cerca de 17 macacos tiveram mortes registradas entre 26 de dezembro de 2019 e 7 de janeiro deste ano.  

O Ministério da Saúde (MS) tranquilizou a população sobre a transmissão de febre hemorrágica no país. Em entrevista à imprensa nesta terça-feira (21) para esclarecer a morte de um paciente pela doença em São Paulo, o secretário substituto da Secretaria de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde, Júlio Croda, disse que a maior preocupação tem sido com os profissionais de saúde que tiveram contato direto com a vítima, um morador de Sorocaba, no interior do estado. “Neste momento, não existe preocupação de transmissão à população geral. A gente sabe que isso é uma transmissão eventual”, disse Júlio Croda.

“O risco maior de adquirir a infecção é a pessoa entrar em contato com alguma secreção do paciente. Nosso monitoramento está sendo realizado nos profissionais de saúde e seus familiares. Por enquanto nenhum contactante apresentou sintomas”. Cerca de 100 a 150 pessoas se enquadram nesse perfil. Caso a situação não se altere, o monitoramento será encerrado dia 3 de fevereiro, 21 dias após seu início. O paciente, cuja identidade foi mantida em sigilo, faleceu 12 dias após a internação, ocorrida em 30 de dezembro.

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Funcionários de três hospitais e três laboratórios estão sendo monitorados. Existem níveis diferentes de risco, sendo considerado o mais alto aquele no qual pessoas tiveram contato com secreções do paciente sem equipamento de proteção e profissionais responsáveis pela necrópsia. Além disso, outra ação planejada é ir aos lugares onde essa vítima passou e identificar se há relatos de roedores silvestres nesses locais, transmissores do vírus.

O arenavírus, do gênero Mammarenavírus, da família Arenaviridae, só foi diagnosticado como causador da doença após a morte do paciente. Na apresentação dos primeiros sintomas, acreditou-se se tratar de febre amarela, mas, após a evolução de outros sintomas, essa possibilidade foi afastada. “Por conta de ser um caso inusitado, foi coletado material para um exame especial, que pode identificar diferentes vírus. E foi identificado o arenavírus”, detalhou Croda.

Transmissão

Originalmente, o arenavírus pode ser encontrado em roedores silvestres e sua transmissão a seres humanos se dá por contato com saliva, urina ou fezes desses animais. Mas nem entre esses roedores a presença do vírus é considerada frequente.

O arenavírus não era identificado no país havia mais de 20 anos. O primeiro caso ocorreu em 1990, também no estado de São Paulo. A vítima havia viajado ao município de Cotia, no interior do estado, antes de apresentar os sintomas e, posteriormente, falecer.

O segundo caso foi derivado do primeiro, quando um técnico de laboratório foi infectado acidentalmente enquanto manipulava uma amostra coletada da primeira vítima. Esse técnico de laboratório, no entanto, sobreviveu. Um terceiro caso identificado no Brasil ocorreu em 1999, em um morador da área rural do Espírito Santo do Pinhal, no estado de São Paulo. Após sete dias de internação, faleceu.

Sintomas

A doença inicia com febre, mal-estar, dores musculares, dor de estômago, nos olhos, dor de cabeça, tonturas, sensibilidade à luz e constipação. Com a evolução da doença, pode haver comprometimento neurológico, manifestado por sonolência, confusão mental, alteração de comportamento e convulsão.

 

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), lançou nesta terça-feira, 21, o Programa Corujão do Câncer, que prevê atendimento a pacientes com câncer de estômago, colorretal, tireoide e próstata. Atualmente, 100 mil pessoas aguardam pela realização de exames na capital.

Em entrevista, Covas (PSDB) afirma que os pacientes precisam ter acesso mais rápido ao tratamento e realização de exames oncológicos, assim como ele teve.

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"Todo mundo acompanhou a história no fim do ano passado. Em uma quarta-feira eu me internei para tratar uma erisipela. Na quinta-feira, descobri que tinha virado uma trombose. Na sexta-feira, que havia uma embolia por conta desse quatro. No sábado, descobri que havia um tumor. No domingo, eu já sabia qual era o tumor e a extensão dele. Na terça-feira, eu comecei a quimioterapia. É inaceitável que o prefeito, que tem condições de pagar plano de saúde, tenha esse tipo de agilidade, e a população, que não tem condição de pagar plano de saúde, tenha que esperar dias para ter acesso ao tratamento", disse Covas.

Na primeira fase, que começa na quinta-feira, 23, serão ofertadas 2,3 mil vagas para exames de colonoscopia voltados a pacientes com idade acima de 65 anos, para detecção de câncer do intestino. A fila de espera do exame, para esse público, chega a 5 mil pessoas. Na capital paulista, somente não há fila de espera para oncologia infantil, segundo a Prefeitura.

"Nossa meta é zerar a fila de espera em três meses. A colonoscopia será feita em cinco hospitais: Tatuapé, Ermelino Matarazzo, Campo Limpo, Jabaquara e Mooca", afirmou Edson Aparecido, secretário municipal da Saúde. "Vamos acrescentar 390 vagas às 11.040 vagas que temos anualmente para o tratamento dessas especialidades nos hospitais particulares parceiros", afirmou Aparecido. Hoje, 482 pessoas aguardam na fila de espera para a realização de novos exames para iniciar o tratamento.

A segunda fase do Programa Corujão do Câncer, que começará em março, dará prioridade para pacientes com câncer de pele, ginecológico, hematológico, neurológico, pneumológico, oftalmológico e pediátrico. Serão ofertadas 279 vagas para tratamentos nos hospitais parceiros.

Também será maior a oferta de outros exames, como ecocardiograma, densitometria óssea, ultrassonografia mamária, endoscopia e colonoscopia. Com o programa, o número de exames passará de 41.764 para 70.953. O tempo de espera é de 43 dias para a realização desses exames, que juntos tem fila de espera de 100 mil pessoas. "Em três meses, a gente zera a fila com relação a esses exames", disse o secretário.

O Hospital A.C. Camargo, Instituto de Câncer Dr. Arnaldo (CAVC), Hospital Municipal Dr. Gilson de Cássia Marques de Carvalho - Vila Santa Catarina - administrado pela Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein e o Hospital Sírio Libanês participarão do programa por um período estimado entre dois e cinco anos. O custo mensal para o Município com cada paciente é de R$ 26 mil. O investimento total do programa é de R$ 15 milhões.

Em 2019, o Município de São Paulo atendeu 10.839 pessoas com câncer.

Tratamento

O prefeito Bruno Covas será internado na noite desta terça-feira, 21, no Hospital Sírio Libanês, no centro da capital paulista, para a realização da sétima sessão de quimioterapia. Ele luta contra um câncer desde outubro de 2019 quando foi diagnosticado com a doença.

O Ministério da Saúde comunicou a detecção de um caso de febre hemorrágica brasileira em São Paulo. O paciente, morador de Sorocaba, no interior do estado, morreu 12 dias depois da internação. De acordo com a pasta, ele contraiu um novo vírus do gênero Mammarenavírus, da família Arenaviridae, de espécie ainda indefinida e semelhante à Sabiá. O arenavírus não era identificado no país há mais de 20 anos.

Segundo a assessoria da pasta, o homem não apresentava histórico de viagem internacional e a origem da contaminação ainda não foi confirmada. Ele deu entrada, no dia 30 de dezembro, em um hospital no município de Eldorado, localizado a cerca de 250 quilômetros da capital. No período, foi submetido a exames que descartaram outras doenças transmissíveis, como febre amarela, hepatites virais, leptospirose, dengue e zika.

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O paciente passou ainda por outras unidades de saúde, em Pariquera-Açu e São Paulo. O último atendimento ocorreu no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFM-USP).

O reconhecimento da doença foi feito pelo Laboratório de Técnicas Especiais, do Hospital Israelita Albert Einstein. "O que se sabe é que as pessoas contraem a doença possivelmente por meio da inalação de partículas formadas a partir da urina, fezes e saliva de roedores infectados", diz a nota do ministério, divulgada na noite desta segunda-feira (20).

Entre os pacientes com febre hemorrágica brasileira podem ocorrer os seguintes sintomas: febre, mal-estar, dores musculares, manchas vermelhas no corpo, dor de garganta, no estômago e atrás dos olhos, dor de cabeça, tonturas, sensibilidade à luz, constipação e sangramento de mucosas, como boca e nariz.

Com o agravamento do quadro de saúde, o sistema nervoso pode ser afetado. O comprometimento neurológico se manifesta por  sonolência, confusão mental, alteração de comportamento e convulsão. O período de incubação da doença é longo, tendo, em média, duração de 7 a 21 dias.

Incidência

No ano passado, a Bolívia enfrentou um surto de arenavírus, segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

Em matéria veiculada em dezembro, o assessor regional para Doenças Virais da OPAS, Jairo Méndez, menciona que, a princípio, se pensava que eram casos de dengue, mas que o Centers for Disease Control and Prevention dos Estados Unidos – CDC), que mantém parceria com a entidade, confirmou se tratar de arenavírus.

Como o arenavírus pode ser transmitido de pessoa a pessoa, as equipes dos hospitais que trataram do paciente estão sendo monitoradas, como também seus familiares, de acordo com o governo federal. A transmissão pode acontecer por meio do contato com saliva, sangue, urina, fezes, vômito, sêmen e outras secreções e excreções. Por isso, recomenda-se o uso de equipamentos de proteção.

O Ministério da Saúde informou que dará uma resposta à população, face ao incidente. Além de publicar um boletim epidemiológico com detalhes sobre o quadro notificado, a pasta promoveu uma reunião com representantes da Secretaria da Saúde de São Paulo, o HCFM-USP e o Conselho Nacional de Saúde, que devem atuar sobre o caso.

A Prefeitura do Recife realizará, nesta terça-feira (21), no Museu da Abolição, no bairro da Madalena, Zona Oeste do Recife, a 1ª Mostra de Saúde dos Terreiros: práticas de cuidado na saúde. O encontro faz referência ao Dia Nacional de Combate ao Racismo Religioso, presente no calendário brasileiro desde 2007. A data traz o marco da resistência pela liberdade de culto de religião de matriz africana no Brasil.

Das 8h30 às 12h, a mostra contará com apresentações culturais, discussões sobre as religiões de maior expressividade no culto afro-brasileiro, como Candomblé, Jurema e Umbanda, além de pensar estratégias de combate ao racismo religioso na saúde.

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O encontro é promovido pela Secretaria de Saúde (Sesau) do Recife, através da Coordenação da Política de Saúde da População Negra, e pela Secretaria de Assistência Social, Juventude, Políticas sobre Drogas e Direitos Humanos do Recife, através da Gerência de Igualdade Racial. Os principais objetivos são o reconhecimento dos terreiros como espaços de promoção à saúde e o resgate de histórias africanas e afro-brasileiras. Além disso, a Mostra de Saúde nos Terreiros busca desconstruir imagens estigmatizadas do negro e de suas manifestações culturais e religiosas.

A coordenadora da Política de Saúde da População Negra do Recife, Kéthully Silva, explica que a Organização das Nações Unidas (ONU) reconhece o preconceito com os cultos afro-brasileiros como racismo religioso, e não apenas intolerância religiosa. “A religiosidade praticada pela população negra é muitas vezes demonizada. Há muito mais violência direcionada às religiões de matriz africana e afro-brasileira do que direcionada às demais religiões que seguem um padrão eurocêntrico. E não se trata apenas de uma aversão à religiosidade em si, mas sim uma coisificação das tradições africanas e afro-brasileiras, não ferindo somente a religiosidade, mas toda população negra, sendo um resquício do racismo”.

*Da assessoria

A partir da próxima terça-feira (21), o Hospital Veterinário da Universidade Guarulhos (UNG) passa a atender em novo endereço. Os agendamentos de animais de grande e pequeno porte, inclusive de animais silvestres, serão realizados na Avenida Otávio Braga de Mesquita, 210, Vila Flórida, Guarulhos - SP.

Os atendimentos são realizados por alunos de pós-graduação e docentes da UNG, enquanto graduandos acompanham os procedimentos. A clínica faz exames laboratoriais e de imagem, como sangue, urina, fezes, e histopatológicos, que verificam a presença de doenças por meio da análise de um tecido celular. Exames de Cardiologia, ecocardiologia, eletrocardiologia, ultrassonografia e raios X também são feitos no local. O tempo de espera e de atendimento pode variar, dependendo do quadro apresentado pelo animal, dos exames que necessitam ser realizados e do fluxo das consultas.

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"O Hospital Veterinário oferece serviço de qualidade por um valor acessível, disponibilizando, também, a opção de parcelamento, o que favorece as pessoas de baixa renda", explica o coordenador do curso de Medicina Veterinária da UNG, Paulo Cesar de Carvalho Ferreira de Freitas.  

O Hospital Veterinário da UNG atende de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 20h30. As consultas podem ser agendadas por telefone ou no atendimento presencial. Outras informações podem ser obtidas no (11) 2464-1152.

 

*da Assessoria de Comunicação

A Medley, unidade de negócios de genéricos da Sanofi, anunciou, nesta segunda-feira (20), o recolhimento voluntário do medicamento Ranitidina, indicado para o tratamento de úlceras de estômago ou de duodeno. Segundo a empresa, a medida foi adotada por risco de contaminação por nitrosamina, impureza "classificada como possível causadora de câncer em humanos". Na semana passada, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou recomendações para que fabricantes adotem medidas para evitar a presença da substância em medicamentos.

Segundo a empresa, o recall é uma medida preventiva e vai atingir lotes nas dosagens de 150 mg e 300 mg. Ao todo, 50 lotes serão recolhidos.

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"O recolhimento é realizado devido à possível contaminação com uma impureza de nitrosanima chamada N-nitrosodimetilamina (NDMA). A NDMA identificada é classificada como possível substância causadora de câncer em humanos", informa o comunicado. Ainda de acordo com a farmacêutica, os pacientes não terão custos.

A Anvisa informou que "recolhimentos voluntários de medicamentos estão em curso no Brasil, além da interdição de diversos lotes de medicamentos que não apresentaram dados sobre a presença das nitrosaminas".

Outra empresa que anunciou recall do medicamento foi o Aché Laboratórios Farmacêuticos. Em nota, o laboratório informou que protocolou, preventivamente, junto à Anvisa o recolhimento voluntário dos produtos Label comprimidos, Label xarope e seus respectivos genéricos de cloridrato de ranitidina em dezembro do ano passado. Os medicamentos não são mais comercializados.

A farmacêutica informou que "segue rigorosamente todas as solicitações da Anvisa, inclusive a recomendação sobre o controle das nitrosaminas, e acompanha continuamente as discussões internacionais e nacionais sobre o tema".

Anvisa considera caso 'inaceitável'

Em nota publicada em seu site, a Anvisa classificou a presença da impureza como algo "inaceitável". "As nitrosaminas são encontradas em alguns alimentos e suprimentos de água potável, mas as que são formadas em processos de síntese de ingredientes ativos usados na fabricação de fármacos são consideradas como impurezas. Por isso, sua presença em medicamentos é considerada inaceitável." O órgão recomendou que os fabricantes realizem testes nos insumos e nos produtos.

A Anvisa informou que, desde julho de 2018, tem adotado medidas para conter a presença da impureza nos medicamentos. No mesmo ano, a substância foi encontrada em remédios para pressão arterial conhecidos como "sartanas", o que causou o recolhimento dos medicamentos em vários países.

"Diante desse novo achado e considerando a experiência adquirida com 'sartanas', pelo princípio da precaução, a Anvisa vem adotar medida proativa em relação a outras classes de medicamentos."

Em setembro do ano passado, o órgão suspendeu a importação, o uso e a comercialização do insumo farmacêutico ranitidina fabricado pela Saraca Laboratories Limited, empresa com sede na Índia, após a detecção de NDMA.

"Medidas similares foram adotadas por outras autoridades estrangeiras, como FDA (Food and Drug Administration), EMA (European Medicines Agency) e Health Canada. Após essa suspensão, outras proibições de importações e uso de cloridrato de ranitidina foram feitas pela Anvisa, totalizando seis produtores do insumo."

O que fazer

A Medley recomenda que os pacientes que têm produtos de algum dos lotes entrem em contato com o SAC da empresa pelo telefone 0800 729 8000, de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h. "Em caso de dúvidas sobre o tratamento, entre em contato com o seu médico."

"Os pacientes são aconselhados a continuar usando seus medicamentos normalmente, a menos que sua descontinuação tenha sido aconselhada por seu médico ou farmacêutico, levando em consideração as recomendações nas informações do produto", orienta a Anvisa.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou nesta sexta-feira (17) que a falta de novos antibióticos ameaça a luta contra a disseminação de bactérias resistentes a medicamentos, as quais matam dezenas de milhares de pessoas todos os anos.

A agência especializada da ONU publicou dois novos relatórios sobre a falta de novos antibióticos em desenvolvimento.

"A ameaça de resistência antimicrobiana nunca foi tão imediata, e a necessidade de soluções, mais urgente", disse o diretor da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, citado em um comunicado.

"Existem muitas iniciativas em andamento para reduzir a resistência, mas também precisamos que os países e a indústria farmacêutica se envolvam e forneçam financiamento e novos medicamentos inovadores", acrescentou.

A resistência aos antibióticos (o fato de que certas bactérias acabam se tornando resistentes aos antibióticos) é considerada uma ameaça pela OMS, que teme que o mundo esteja caminhando para uma era, na qual infecções comuns podem começar a matar novamente.

Cerca de 33.000 pessoas morrem todos os anos na Europa, devido a uma infecção resistente a antibióticos, de acordo com dados europeus. Nos Estados Unidos, estas mortes são estimadas em quase 35.000.

"Vemos que está se espalhando e que estamos ficando sem antibióticos eficazes contra essas bactérias resistentes", disse Peter Beyer, do Departamento de Medicamentos Essenciais da OMS, durante uma coletiva de imprensa em Genebra.

"É uma das maiores ameaças à saúde que identificamos", insistiu.

Descobertos na década de 1920, os antibióticos salvaram dezenas de milhões de vidas, combatendo efetivamente doenças bacteriológicas como pneumonia, tuberculose e meningite.

Ao longo das décadas, porém, as bactérias mudaram para resistir a esses medicamentos.

As bactérias podem se tornar resistentes, quando os pacientes usam antibióticos dos quais não precisam, ou não concluem o tratamento. Com isso, dão às bactérias a chance de sobreviver e desenvolver imunidade.

Para combater essa resistência, a OMS pede o desenvolvimento de novos antibióticos, mas esse processo é complicado e caro.

Segundo a organização, os 60 novos medicamentos que estão sendo desenvolvidos, incluindo 50 antibióticos, para tratar patógenos "trazem poucas vantagens em relação aos tratamentos existentes, e apenas dois têm como alvo as bactérias mais resistentes".

Outros medicamentos mais inovadores estão em fase pré-clínica. Dos últimos 252 medicamentos, os mais avançados não estarão disponíveis antes de dez anos, completou a OMS.

A saliva humana pode ter uma função importante, além das já conhecidas que incluem lubrificar e diluir o bolo alimentar para facilitar a mastigação e a deglutição, proteger contra bactérias e umedecer a boca. Pesquisadores descobriram que ela também pode ajudar a detectar precocemente riscos de desenvolvimento de doenças pelo excesso de gordura corporal.

Ao medir a concentração de ácido úrico na saliva de adolescentes, cientistas das universidades Federal de São Paulo (Unifesp) e Estadual de Campinas (Unicamp) conseguiram predizer a porcentagem de gordura corporal dos jovens. Dessa forma, identificaram adolescentes que estão com porcentual de gordura acima do ideal, mesmo antes de apresentarem sintomas de doenças crônicas relacionadas à obesidade.

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“Constatamos que o ácido úrico salivar é um bom marcador preditivo da concentração de gordura corporal mesmo em adolescentes considerados saudáveis”, disse a professora da Unifesp no campus de Diadema e coordenadora do projeto, Paula Midori Castelo.

O ácido úrico acumula-se no sangue e, em proporções muito menores, na saliva. Apesar de desempenhar função antioxidante, a concentração elevada do composto no sangue e na saliva pode predispor à hipertensão, inflamação e doenças cardiovasculares.

A fim de avaliar se o ácido úrico também poderia ser útil como biomarcador para estimar a gordura corporal, os pesquisadores mediram as concentrações deste composto e de outros, como o colesterol e a vitamina D, na saliva de 248 adolescentes.

Coleta

Os jovens que participaram da pesquisa tinham de 14 a 17 anos. Dos 248 estudantes de escolas públicas de Piracicaba, no interior paulista, 129 eram meninos e 119 meninas. Eles responderam previamente a um questionário sobre o histórico médico e foram submetidos a uma avaliação odontológica a fim de identificar e excluir os que apresentavam cárie ou doença periodontal (inflamação da gengiva).

 “Esses fatores influenciariam parâmetros da saliva, como o pH [índice de acidez] e a composição eletrolítica e bioquímica. A cárie e a doença periodontal, por exemplo, estão relacionadas com a secreção de alguns analitos e citocinas na saliva e podem alterar a composição do fluido”, explicou Paula.

Os adolescentes aptos a participar do estudo foram submetidos a uma avaliação antropométrica, que incluiu medidas de altura, peso, porcentagem de gordura corporal e massa muscular esquelética por impedância biolétrica – um aparelho que mede a gordura corporal por meio de uma corrente elétrica de baixa intensidade.

O material foi coletado por meio de um dispositivo chamado salivete, após um jejum de 12 horas. A concentração de ácido úrico e dos outros compostos nas amostras foi medida por meio de um equipamento de cromatografia líquida de alta eficiência (HPLC, na sigla em inglês). Esse método de separação de compostos químicos em solução permite identificar e quantificar cada componente em uma mistura.

Método não invasivo

As análises estatísticas dos dados indicaram que os adolescentes que apresentaram concentrações mais elevadas de ácido úrico na saliva também possuíam maior porcentagem de gordura corporal.

Por meio da aplicação de um modelo de análise de regressão linear – que avalia a relação entre variáveis –, os pesquisadores também conseguiram predizer a porcentagem de gordura corporal dos adolescentes a partir da concentração de ácido úrico na saliva.

“A concentração de ácido úrico salivar mostrou-se um bom indicador para detectar o acúmulo de gordura corporal, mesmo em adolescentes que não estavam em tratamento para doenças crônicas, e pode dar origem a um método não invasivo e preciso para monitorar e identificar precocemente alterações no estado nutricional”, afirmou Paula.

A pesquisadora completa: “O que nos chamou a atenção, é que esses adolescentes eram saudáveis e mesmo assim já tinham ácido úrico elevado, [o ácido úrico] é um marcador precoce mesmo. Então, desde cedo, já está mostrando que tem alteração”.

O objetivo dos pesquisadores é identificar na saliva biomarcadores confiáveis, que se correlacionem com os encontrados no sangue, de modo a viabilizar o desenvolvimento de testes rápidos para monitorar o estado de saúde principalmente de crianças.

 “A ideia é possibilitar a ampliação do uso da saliva como amostra biológica alternativa para análises clínicas de forma não invasiva, indolor e que pode ser coletada várias vezes, assim como a urina. É interessante para lidar com pessoas jovens, como as crianças”, comparou a pesquisadora.

Os resultados do estudo foram publicados na revista Nutrition Research. O projeto foi apoiado e financiado pela Fapesp.

O Ministério da Saúde alerta quem ainda não se vacinou contra a febre amarela a buscar a imunização contra a doença. O alerta é dirigido especialmente à população das regiões Sul e Sudeste, que estão no centro da atenção dos especialistas depois que 38 macacos contaminados morreram nos estados do Paraná, de Santa Catarina e São Paulo.

Ao todo, 1.087 notificações de mortes suspeitas de macacos foram registradas no país. Os dados são do boletim epidemiológico divulgado nesta quarta-feira (15) pelo Ministério da Saúde, que apresenta o monitoramento da doença de julho de 2019 a 8 de janeiro deste ano.

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O alerta se dá porque o Sul e o Sudeste são regiões de grande contingente populacional e baixo número de pessoas vacinadas, o que contribui diretamente para os casos da doença.

 

Já sabemos que a água traz muitos benefícios para o nosso corpo, mas você sabia que é preciso fazer a limpeza do seu purificador de água? Caso não seja feita periodicamente, a ingestão dessa água pode causar até doenças!

Para evitar consequências negativas, continue lendo para saber como limpar!

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Limpeza externa

Um purificador de água Soft Everest ou de qualquer outra marca precisa de uma limpeza tanto externa, como interna. Limpar por fora é bem mais simples, basta utilizar um pano úmido ou esponja com detergente ou sabão neutro. Não utilize outros produtos químicos, nem jatos de água.

Limpeza interna

A limpeza interna exige um pouco mais de cuidado. Depois de desligar o purificador, limpe as saídas de água com hastes flexíveis utilizando um pouquinho de água sanitária ou álcool. Após, jogue cerca de 2,5 litros de água para eliminar resíduos.

No entanto, para uma limpeza mais completa, é necessário procurar uma empresa de assistência específica do seu filtro de água. Assim, se o seu purificador for da marca Soft, procure assistência técnica purificador soft everest.

Trocar o refil do purificador

Um dos pontos mais importantes para garantir a qualidade da água, é trocar o refil do purificador. Para não ter erros, siga o manual de instrução, já que cada purificador água possui uma recomendação diferente.

Normalmente, a troca deve ser feita a cada 6 meses. Procure o refil compatível com o seu purificador, ou seja, se você possui um purificador de água soft, compre o refil de purificador soft everest.

Mas como trocar? A gente te ajuda:

Primeiro, feche o registro e abra o purificador para puxar o filtro de forma suave;

Tire os “tubinhos” que ficam na parte superior do filtro;

Limpe dentro do purificador com pano;

Pegue o novo filtro e conecte os dois “tubinhos” e verifique se ele está bem encaixado e preso;

Trocar peças

Algumas peças ficam desgastadas e muito sujas com o tempo. Se mesmo com a limpeza as peças continuarem sujas, você precisará trocar. Como já foi dito, consulte o manual de instruções do seu  filtro de água soft everest ou de qualquer outra marca, para verificar a periodicidade das trocas das peças.

Importância da limpeza de purificador

Quando a pessoa vai comprar purificador de água, muitas vezes ela nem sabe que precisa realizar a limpeza. Depois das dicas acima, você pode se perguntar: mas por que é tão importante?

A falta de limpeza pode causar problemas, como:

Excesso de metais e cloro podem causar malefícios ao longo dos anos;

Bactérias;

Doenças (como hepatite A, diarreia, cólera)

Já percebeu como a limpeza é essencial para a saúde, né? Não deixe de limpar e verificar o funcionamento das peças!

Além disso, não se atente apenas ao preço purificador água! É necessário levar em conta a qualidade do produto, por isso pesquise empresas conhecidas na região que vendem purificador de água em Salvador ou em outras localidades.

A fibrose pulmonar idiopática é uma doença crônica e rara que se caracteriza por cicatrizes no pulmão. Os sintomas dessa doença são difíceis de aparecer no ínicio, o que dificulta o tratamento para essa doença, veja como tratamento é fundamental para o retardo da progressão da doença, como por exemplo, a medicação ofev.

Por mais que ainda não haja cura para fibrose pulmonar, a realização de exames periódicos como, exames físicos e tomografia computadorizada são de extrema importância para que a doença seja identificada por um médico pneumologista e o tratamento comece imediatamente, ato que pode retardar significativamente a evolução da doença.

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Causas

Dificilmente o médico conseguirá encontrar a causa para a fibrose pulmonar, sendo assim, diagnóstica como causa idiopática, entretanto, existem fatores que são levados em consideração para o aparecimento da doença e sua evolução.

Fumaças, gases tóxicos ou poeiras inorgânicas;

Tabagismo;

Esclerodermia, artrite reumatoide, lúpus e dermatomiosite.

Pneumonia e tuberculose;

Refluxo gastroesofágico;

Defeito genético.

Sintomas

Fique atento aos sintomas da fibrose pulmonar idiopática, muitas vezes são confundidos com uma pneumonia e indicado medicação e tratamento, ação que retarda a descoberta da doença e início do tratamento. O sintomas da doença são:

Tosse seca persistente;

Falta de ar;

Fadiga;

Fraqueza;

Falta de apetite;

Perda de peso;

Desconforto no peito;

Deformação na ponta dos dedos por falta de oxigenação.

Tratamento

Por mais que nenhum tratamento promete curar o paciente que tenha fibrose pulmonar idiopática, a ação de tratar a doença melhora a qualidade de vida e a função pulmonar. Alguns remédios ajudam a controlar a evolução da doença e o incômodo causado por ela, como o ofev e o esbriet.

O esbriet é um medicamento que possui na sua composição o componente pirfenidona que age reduzindo a evolução da doença através de uma regulação negativa da produção de fatores de crescimento e pró colágenos.

O ofev é um medicamento composto por nintedanib, é indicado para atrasar a progressão da fibrose pulmonar idiopática e em alguns casos, medicamentos para tratamento de câncer de pulmão e para o aparecimento de metástase após a quimioterapia.

Para auxílio ao tratamento com a medicação, a utilização de oxigênio ajuda com a respiração durante as crises de falta de ar, e o paciente tem que ser acompanhado por um médico nutricionista por conta da perda de peso e do músculo, sintomas causados pela doença.

O médico receitou um medicamento que não vende no Brasil, precisando ser importado, e agora? Como importar medicamentos especiais? Calma, que vamos te explicar qual é o processo para a importação de baraclude, avycaz e outros tantos remédios!

O procedimento para pedir um remédio do exterior é diferente para pessoas físicas e jurídicas.

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Para pessoas físicas

Se você está realizando um tratamento de enxaqueca e o seu médico pede para você tomar o remédio aimovig, você precisará ter o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, apresentar alguns documentos e a receita médica para importar.

Com isso em mãos, entre em contato com uma farmácia conhecida que faça a importação de medicamentos. Para não ter problemas e ter o seu remédio em casa o mais rápido possível, é de grande importância pesquisar uma importadora de confiança.

Depois de fazer a compra, todo o processo de logística é de responsabilidade da farmácia. Portanto, basta esperar o seu produto chegar em casa.

Lembre também que o limite para a importação é de US$ 10 mil.

Para pessoas jurídicas

A importação solicitada por empresas, como um hospital, é diferente. A empresa precisa estar registrada na Anvisa. Além disso, precisa ter autorização de transporte, distribuição, entre outros procedimentos.

Como exemplo, vamos citar alguns dos remédios importados e a sua utilização. É importante ressaltar que você deve consultar o médico e ele irá indicar o melhor tratamento para você:

Baraclude

Baraclude é indicado para hepatite B crônica. Só pode ser usado por pessoas acima de 16 anos. De uso oral, serve para combater as alterações e anomalias de enzimas no fígado. Isso diminui a multiplicação do vírus;

Kineret

Kineret é utilizado no tratamento de artrite reumatóide e aplicada por injeção. É contra indicado para pessoas que possuem neutropenia ou que sejam alérgica a algum composto.

Ventavis

Ventavis é indicado no tratamento de hipertensão pulmonar. Com o princípio ativo iloprost, ele atua evitando a resistência indesejada ou o estreitamento dos vasos sanguíneos.

E se o remédio não tiver registro?

Em 2018, a Anvisa liberou uma regulamentação para importar remédios que não tem registro. Portanto, o medicamento pode ser importado:

Quando o medicamento não é vendido no país e não há outro que possa substituí-lo;

Emergência de saúde pública;

Vacinas

Hidratação, melhora do funcionamento do intestino, prevenção de pedra nos rins… A água parece ser um líquido simples, mas causa muitos benefícios no nosso corpo! A maioria das pessoas já sabem disso, mas com a rotina agitada, acabam esquecendo de parar no bebedouro de água. Saiba como beber mais água no dia a dia!

Sentir sede é sinal de que você já está ficando desidratado, por isso não beba água só quando sentir sede. O ideal é encher o seu copo de água no purificador de água para que você não sinta sede!

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Em casa

Para criar o hábito de beber água em casa, não consuma apenas quando você estiver perto do bebedouro de mesa! Anote as dicas:

Encha uma garrafinha e deixe no seu quarto, preferencialmente na mesa de cabeceira;

Beba água antes das refeições;

Você pode colocar rodelas de frutas na água para ficar com um leve sabor;

Consumir mais alimentos ricos em água, como melão, melancia, entre outros

Fora de casa

Antes de sair de casa, encha a sua garrafinha no purificador de água. Assim, você poderá tomar durante o caminho ou em qualquer outro lugar. No entanto, há lugares que você passa mais tempo, necessitando que você encha novamente.

Na academia, por exemplo, o consumo de água fundamental para garantir a sua hidratação. Por isso, não deixe de ir ao bebedouro academia.

O trabalho é o local onde as pessoas passam a maior parte do dia, sendo necessário a ingestão de água nesse lugar. A primeira dica é comprar uma garrafinha ou copo reutilizável para deixar na sua mesa. Encha quando chegar e reabasteça quando necessário.

Você também pode fazer pausas para levantar e ir até o bebedouro de água gelada e natural. Evite beber café, refrigerantes, já que são bebidas que favorecem a perda de líquido. Se você é o dono de uma empresa, não deixe de investir em um bebedouro para empresa! É muito importante para garantir a saúde de seus funcionários!

Mas por que é importante?

Vamos listar alguns benefícios da água para você não esquecer de encher seu copo no bebedouro de água:

Limpeza do organismo;

Regulação da temperatura corporal;

Prevenção de pedras nos rins;

Funcionamento do intestino;

Protege seu coração;

Manter pele jovem;

Previne cãibras

Esses são só alguns dos benefícios, ainda tem muito mais! Já percebeu como é importante, né?

Por isso, o consumo de água deve ser um hábito! Encha sua garrafinha de água e não esqueça de beber!

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