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Em razão da pandemia mundial causada pelo novo coronavírus (Covid19), muitos empresários, donos de pequenos negócios, tiveram que se reinventar para enfrentar a crise.

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De acordo com um levantamento feito pelo Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares do Estado do Pará (SHRBS-PA), o serviço de delivery e pronta-entrega cresceu 32% de janeiro a junho deste ano, em comparação com o primeiro semestre de 2019. O crescimento se deve principalmente aos primeiros meses da pandemia de covid-19, quando os estabelecimentos de alimentação fora do lar tiveram de fechar as portas e os empresários precisaram aderir a novas modalidades de serviços para manter os negócios e enfrentar a crise.

O empresário Plácido Ramos, 44 anos, é dono de um bar e restaurante, em Belém. Com a chegada da pandemia, teve que fechar seu estabelecimento, mas optou por não usar o serviço de delivery de comidas. Para enfrentar a crise, Plácido começou a fazer divulgação e entregas de cervejas geladas para os clientes do seu bar.

Com o crescimento do negócio, Plácido teve a oportunidade de fechar parceria com uma cervejaria, que fez um site para entregas de bebidas. Por meio de um aplicativo, o empresário passou a fazer entregas de destilados, refrigerante, água e suco, para os bairros de Belém. Começou com três entregadores, e atualmente conta com 25. Ele foi o primeiro a aderir à entrega de cervejas em Belém e hoje é o maior do Norte e Nordeste.

O empresário conta que por enquanto vai permanecer com seu restaurante fechado por causa da idade dos frequentadores, que fazem parte do grupo de risco. "Como o nosso público é um público mais velho, formador de opinião, eles não vão vir’’, disse. Plácido também afirmou que, quando reabrir o restaurante, vai continuar com a entrega de bebidas, pois foi um negócio que deu certo para ele.

O isolamento provocado pela pandemia mudou a rotina de trabalho de muita gente. O trabalho em casa foi estratégia adotada por 46% das empresas durante a pandemia, segundo a Pesquisa Gestão de Pessoas na Crise covid-19.

O estudo foi elaborado no primeiro semestre pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Entre as grandes empresas, o índice das que colocaram os funcionários em regime de home office ficou em 55% e em 31%, entre as pequenas.

Joelbson Neris, 46 anos, é contador e dono de uma empresa que oferece serviços como assessoria contábil, consultoria empresarial e coaching financeiro. Ele conta que teve que se adequar a uma nova realidade por causa da pandemia. "Nós fomos forçados a ir para o home office. Hoje, apenas eu estou no escritório. Os colaboradores todos foram para o home office, vimos a vantagem que é esse home office. Nossa produtividade não mudou. Nossas reuniões e tratamento com os clientes são online. Reduzimos muito o consumo do papel, tudo foi para o modo on-line’’, explicou. Ele teve que reduzir o tamanho do escritório, mudou de sala e teve que se adequar a trabalhar sozinho.

Segundo Joelbson, gerenciar uma equipe a distância foi o seu maior desafio. Ele teve que estudar e aprender mais como gestor para lidar com essa nova realidade. Ele conta também que a nova rotina de trabalho faz com que seus colaboradores não fiquem expostos nos pontos de ônibus, dentro dos próprios coletivos, correndo riscos de se infectar pelo coronavírus.

Por Amanda Lima. Com apoio de Gabriela Puga.

 

O presidente Jair Bolsonaro assinou o ato de nomeação de André Brandão para a presidência do Banco do Brasil (BB). Ele vai substituir Rubem Novaes, que deixou o cargo nesta terça-feira, 22. Bolsonaro, Brandão, Novaes e o ministro da Economia, Paulo Guedes, estiveram reunidos pela manhã, no Palácio do Planalto, para uma "posse simbólica" do novo presidente do BB.

A nomeação foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira, assim como a exoneração de Novaes. Com isso, Brandão tomará a posse administrativa na sede do banco, em Brasília, mas não haverá solenidade, apenas assinatura de documento.

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Brandão deixou o Planalto no início da tarde, mas não falou com a imprensa. Novaes e o ministro Paulo Guedes também não deram declarações.

Nas últimas semanas, Brandão aprofundou o processo de transição no Banco do Brasil, até então feito de forma virtual e a distância por causa de sua mudança ao Brasil após uma temporada nos Estados Unidos.

Depois de uma agenda virtual de videoconferências com os vice-presidentes do banco, Brandão começou a encontrá-los pessoalmente na semana passada.

Os incêndios que assolam o Pantanal em Mato Grosso do Sul e Mato Grosso têm deixado um rastro de destruição e prejuízo à atividade pecuária no bioma. Além da morte de animais, fazendeiros contabilizam perdas das pastagens e de infraestrutura, caso de Ricardo Arruda, pecuarista que viu mais de 80% da sua propriedade em Poconé (MT) ser destruída pelo fogo.

Aqueles que conseguiram salvar os animais também tiveram despesas extras, ao precisar deslocar os bovinos para áreas seguras, longe do fogo, como pastagens alugadas, confinamentos ou fazendas vizinhas, além de ter de alimentar os animais com grãos em vez de pasto, o que significa custo adicional.

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O prejuízo total dos pecuaristas do Pantanal ainda não pôde ser mensurado, já que os incêndios continuam, segundo a diretora executiva da Associação de Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Daniella Bueno. "Muitas propriedades não conseguiram tirar o gado. Então, além do prejuízo da destruição do pasto e da estrutura, ainda tem a perda animal. Isso não vai ser recuperado do dia para a noite."

Ela comentou, ainda, que, diferentemente de Mato Grosso do Sul, a legislação em Mato Grosso não permite investimento em pastagens diferentes das nativas no Pantanal e isso, dentre outros fatores, vem gerando um maior abandono de terras, que agora são consumidas pelo fogo. "Certamente veremos uma redução na produção de bezerros neste ciclo. Para a perda não ser maior, continuamos rezando para vir a chuva", disse.

Os incêndios já atingiram cerca de 15% de todo o Pantanal, e levaram o Estado de Mato Grosso do Sul a decretar emergência ambiental por 90 dias. Nesta segunda-feira, 21, o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (DEM), disse que estava formalizando um pedido ao Ministério da Justiça e Segurança Pública para envio da Força Nacional para atuar no combate às queimadas em várias regiões do Estado. Segundo o Estado, o governo federal já sinalizou que enviará o reforço. As chuvas, tão esperadas por moradores, vieram no fim de semana e ajudaram a reduzir os focos de incêndio.

A Embraer assinou acordo com o Sindicato dos Técnicos Industriais de Nível Médio de São Paulo (Sintec-SP) para extensão de benefícios a profissionais que tiveram os contratos rescindidos no último dia 3.

Em nota, a fabricante informa que todos os profissionais ligados a essa entidade terão garantidos o plano de saúde familiar e vale-alimentação de R$ 450 até junho de 2021. Os profissionais terão também preferência em eventuais recontratações.

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As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A indústria brasileira fechou o segundo trimestre deste ano com uma ociosidade recorde. O Produto Interno Bruto (PIB) do setor ficou 15,4% abaixo de sua capacidade produtiva, segundo estudo do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) obtido com exclusividade pelo Estadão/Broadcast. O resultado representa o pior desempenho da série histórica da pesquisa, iniciada em 1998. A última vez em que as empresas usaram toda sua capacidade produtiva foi no último trimestre de 2013.

Com a recuperação da produção desde maio, é esperada uma redução na ociosidade do setor neste terceiro trimestre, mas a previsão é ainda voltar aos níveis pré-pandemia - entre 5% e 7% abaixo do potencial produtivo, e longe de recuperar o que foi perdido na recessão anterior, que se estendeu de 2014 a 2016.

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"Com certeza, o terceiro trimestre vai trazer uma melhora, mas não vai voltar ao que era antes de 2014. Você tem uma capacidade para produzir, mas não está tendo demanda. Uma das razões para a inflação baixa é essa", diz Claudio Considera, coordenador do Monitor do PIB da FGV e um dos autores do estudo do Ibre/FGV, ao lado das pesquisadoras Elisa Andrade e Juliana Trece.

Passado o pior momento da crise provocada pela pandemia, o empresário industrial até se mostra mais confiante do que estava antes que a Covid-19 chegasse ao País. O Índice de Confiança da Indústria (ICI) apurado na prévia da sondagem de setembro teve um avanço de 7,2 pontos em relação ao resultado de agosto, para 105,9 pontos, informou ontem a FGV. Caso se confirme, o índice alcançará o maior patamar desde janeiro de 2013.

Houve melhora tanto nas avaliações sobre o presente quanto em relação às expectativas para os próximos meses. O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) da indústria indicou um aumento de 2,7 pontos porcentuais em relação ao patamar de agosto, passando de 75,3% para 78,0% em setembro.

Desemprego. Por ser mais formal que outros setores, a indústria não demitiu tantos trabalhadores quanto o restante da economia, o que em tese pode ajudar nesse processo de retomada da produção pós-pandemia. No setor privado, foram perdidos 10,7 milhões de postos de trabalho no segundo trimestre em relação ao segundo trimestre do ano passado, enquanto a indústria de transformação fechou um milhão vagas.

Ou seja, enquanto a ocupação no conjunto dos setores econômicos do setor privado caiu 13,4% entre o segundo trimestre de 2019 e o mesmo período de 2020, a indústria de transformação enxugou menos o quadro de funcionários (11,1%), mostra um levantamento do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi).

"O baque foi geral, foi ruim para todo mundo, mas a indústria amorteceu. A indústria nunca teve as portas fechadas como o comércio e alguns serviços. E o fato de a indústria ser um setor mais formalizado permite lançar mão de ferramentas como lay-off, antecipação de férias, e mesmo participação de programas de governo, como redução de jornada", disse Rafael Cagnin, economista-chefe do Iedi, que compilou no estudo microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do IBGE.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidiu nesta segunda-feira, 21, que os funcionários dos Correios devem receber um reajuste de 2,6% e retomar as atividades a partir desta terça-feira, 22 , sob pena de multa de R$ 100 mil em caso de descumprimento. A greve de trabalhadores da estatal começou em 17 de agosto e, de acordo com o entendimento do TST, o movimento não foi abusivo.

No entanto, os ministros da Seção de Dissídios Coletivos do TST - onde o caso foi deliberado - determinaram, por maioria, que sejam descontados do salário dos funcionários metade dos dias de greve, sendo que a outra metade deverá ser compensada.

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Em 2019, após uma semana de greve, o TST mediou o acordo coletivo entre os trabalhadores e os Correios previsto para durar até o fim de 2021. No mês passado, no entanto, o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou uma liminar concedida pelo ministro Dias Toffoli, numa vitória para os Correios. Na prática, estavam suspensas 70 das 79 cláusulas contidas no acordo.

Segundo os sindicatos, as cláusulas retiradas tratavam de questões como 30% do adicional de risco, vale-alimentação, licença-maternidade de 180 dias, auxílio-creche, indenização por morte e auxílio para filhos com necessidades especiais, além de pagamentos como adicional noturno e horas extras. Já a estatal informou à época que os salários seguiam resguardados, e que os trabalhadores continuam tendo acesso, por exemplo, ao benefício auxílio-creche e ao tíquete refeição e alimentação, em quantidades adequadas aos dias úteis no mês, de acordo com a jornada de cada trabalhador.

A questão então foi discutida no julgamento pelo TST nesta segunda-feira. Quanto a esse ponto, o ministro Ives Gandra Filho apresentou o voto vencedor na sessão, propondo que sejam mantidas 20 cláusulas referentes a benefícios sociais e outras nove que já foram aceitas pelos Correios.

Alvo de polêmica após a Magazine Luiza anunciar uma seleção voltada apenas para negros, a dona da rede, Luiza Trajano, se tornou a 8ª pessoa mais rica do Brasil. A informação foi publicada na revista Forbes, que estimou a fortuna da empresária em R$ 24 bilhões.

A agora mulher mais rica do Brasil, Luiza Trajano, teve 181% de aumento no seu patrimônio entre 2019 e 2020. A pandemia é um dos principais fatores para seu sucesso, visto que a empresária investiu pesado para comprar o site Netshoes e ampliar suas vendas na internet, mercado que cresceu muito nesse período de isolamento social.

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Quem lidera a lista das pessoas mais ricas do Brasil é o banqueiro Joseph Safra, dono do Banco Safra, com fortuna estimada em R$ 119 bilhões.

Veja a lista das 10 pessoas mais ricas do Brasil, segundo a Forbes:

Joseph Safra: R$ 119,08 bilhões

Jorge Paulo Lemann: R$ 91 bilhões

Eduardo Saverin: R$ 68,12 bilhões

Marcel Herrmann Telles: R$ 54,08 bilhões

Carlos Alberto Sicupira: R$ 42,64 bilhões

Alexandre Behring: R$ 34,32 bilhões

André Esteves: R$ 24,96 bilhões

Luiza Trajano: R$ 24 bilhões

Ilson Mateus: R$ 20 bilhões

Luciano Hang: R$ 18,72 bilhões

Alerta envolvendo bancos europeus e temores de uma nova onda pelo novo coronavírus no Velho Continente e ainda com aumento de casos pela doença nos Estados Unidos dão o tom negativo nos mercados externos nesta segunda-feira (21). A aversão a risco internacional contamina o Ibovespa, que perdeu os 98 mil pontos (98.289,71 pontos) do fechamento de sexta-feira, quando havia caído 1,81%.

A queda praticamente é geral na B3, especialmente no setor financeiro, um dos principais pesos na composição do índice à vista, reforçando sua dificuldade em engatar retomada. Às 10h49, apenas CSN ON (2,87%) e Unit de Sulamérica (1,10%) subiam. O Ibovespa, por sua vez, cedia 1,69%, aos 96.627,31 pontos. O investidor parece ter aprovado a notícia de que a CSN anunciou atualização de negócios de mineração e autorizou IPO da unidade.

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Ações de empresas ligadas ao segmento de commodities são outros fortes prejudicados. O petróleo cai na faixa de 3% no exterior, após a Líbia informar que poderá logo restaurar parte de sua oferta de petróleo, o que já empurra as cotações para o campo negativo. As ações da Petrobras caem em torno de 2%. Além disso, o recuo no porto chinês de Qindgao, do minério, de 4,07%, a US$ 119.82 a tonelada, afeta as ações da Vale ON (-1,88%).

Com este cenário, o Ibovespa não sustentou os 98 mil pontos, correndo o risco de acelerar a busca pelos 94 mil pontos, ou até ceder para um nível mais baixo, avalia o economista-chefe do ModalMais, Álvaro Bandeira. O motivo, cita, a "contaminação por covid-19 em algumas regiões globo e ainda a denúncia de recursos ilícitos por instituições financeiras no exterior."

Os mercados repercutem relatos de que os britânicos HSBC e Standard Chartered movimentaram amplas somas de fundos ilícitos (de mais de US$ 2 trilhões) por quase duas décadas. Alegações contra os bancos na Europa também envolveriam Deutsche Bank e bancos dos EUA. Ainda, novos casos de covid-19 na Europa e aumento nas ocorrências nos Estados Unidos reforçam dúvidas quanto ao ritmo de crescimento da economia mundial, pressionando os ativos considerados de maior risco.

Nem mesmo a suspensão da proibição dos aplicativos chineses TikTok e WeChat em lojas de aplicativos nos EUA, prevista para ontem, alivia. A disputa eleitoral norte-americana também pesa. Pesquisa realizada pelo Wall Street Journal e NBC News mostra que cerca de 51% dos eleitores registrados nos Estados Unidos votariam no ex-vice-presidente e candidato democrata à Presidência, Joe Biden, se a eleição fosse hoje, ante 43% que apoiariam o presidente Donald Trump.

"Isso gera nervosismo, preocupação. Além do mais, essa questão dos bancos é mais um incômodo num mês que já estava sendo difícil", descreve o economista-chefe da Necton, André Perfeito.

No horário citado acima, o Dow Jones caía 2,14%; Nasdaq, 1,21%; e o S&P 500, 1,78%. Na Europa, a queda máxima era do índice da Bolsa da Alemanha, de 3,25%, a mesma variação vista na de Paris.

Em tempo: além das críticas pela atuação no combate às queimadas na Amazônia, o governo federal também recebeu avaliações negativas após rápida visita do secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, a Roraima na sexta-feira (18), especialmente do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ). O presidente Jair Bolsonaro, contudo, foi a favor da visita. Isso fica no radar, à medida que sugere ruídos na relação entre Bolsonaro e Maia, podendo atrapalhar a agenda de reformas.

Os economistas do mercado financeiro alteraram suas projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2020. Conforme o Relatório de Mercado Focus, a expectativa para a economia este ano passou de retração 5,11% para queda de 5,05%. Há quatro semanas, a estimativa era de baixa de 5,46%.

Para 2021, o mercado financeiro manteve a previsão do Produto Interno Bruto, de alta de 3,50%. Quatro semanas atrás, estava no mesmo patamar.

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No Focus agora divulgado, a projeção para a produção industrial de 2020 foi de baixa de 6,90% para queda de 6,30%. Há um mês, estava em declínio de 7,68%. No caso de 2021, a estimativa de crescimento da produção industrial passou de 5,50% para 5,01%, ante 5,42% de quatro semanas antes.

A pesquisa Focus mostrou ainda que a estimativa para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2020 passou de 67,50% para 67,25%. Há um mês, estava em 67,00%. Para 2021, a expectativa foi de 69,95% para 69,90%, ante 69,65% de um mês atrás.

Déficit primário

O Relatório de Mercado Focus trouxe hoje manutenção na projeção para o resultado primário do governo em 2020. A relação entre o déficit primário e o PIB este ano seguiu em 12,00%. No caso de 2021, permaneceu em 2,80%. Há um mês, os porcentuais estavam em 11,63% e 2,67%, respectivamente.

Já a relação entre déficit nominal e PIB em 2020 seguiu em 15,30%, conforme as projeções dos economistas do mercado financeiro. Para 2021, permaneceu em 6,50%. Há quatro semanas, estas relações estavam em 15,00% e 6,20%, nesta ordem.

O resultado primário reflete o saldo entre receitas e despesas do governo, antes do pagamento dos juros da dívida pública. Já o resultado nominal reflete o saldo já após as despesas com juros.

Os avanços nas projeções nos últimos meses refletem a expectativa de que, com o aumento das despesas do governo durante a pandemia do novo coronavírus, o País terá um cenário fiscal ainda mais difícil.

Balança comercial

Os economistas do mercado financeiro alteraram a projeção para a balança comercial em 2020 na pesquisa Focus, de superávit comercial de US$ 55,15 bilhões para US$ 55,30 bilhões. Um mês atrás, a previsão era de US$ 55,00 bilhões. Para 2021, a estimativa de superávit foi de US$ 53,40 bilhões para US$ 52,75 bilhões. Há um mês, estava em US$ 53,31 bilhões.

No caso da conta corrente do balanço de pagamentos, a previsão contida no Focus para 2020 foi de déficit de US$ 7,50 bilhões para US$ 6,81 bilhões, ante US$ 6,96 bilhões de um mês antes. Para 2021, a projeção de rombo passou de US$ 15,10 bilhões para US$ 15,21 bilhões. Um mês atrás, o rombo projetado era de US$ 15,30 bilhões.

Para os analistas consultados semanalmente pelo BC, o ingresso de Investimento Direto no País (IDP) será suficiente para cobrir o resultado deficitário nestes anos. A mediana das previsões para o IDP em 2020 foi de US$ 55,00 bilhões para US$ 53,76 bilhões. Há um mês, estava em US$ 55,00 bilhões. Para 2021, a expectativa foi de US$ 66,48 bilhões para US$ 67,00 bilhões, ante US$ 65,48 bilhões de um mês antes.

Trabalhadores nascidos em dezembro recebem hoje (21) o crédito do saque emergencial do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) de até R$ 1.045. O pagamento é feito por meio da conta poupança digital da Caixa Econômica Federal. De acordo com o banco, 4,9 milhões de pessoas recebem R$ 3 bilhões na poupança social digital hoje.

Apesar de a Medida Provisória 946, que instituiu o saque emergencial, ter perdido a validade, a Caixa manteve o calendário de saques, com base no princípio da segurança jurídica. Ao todo, o governo pretende injetar R$ 37,8 bilhões na economia, beneficiando cerca de 60 milhões de pessoas.

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Anunciado como instrumento de ajuda aos trabalhadores afetados pela pandemia do novo coronavírus, o saque emergencial permite a retirada de até R$ 1.045, considerando a soma dos saldos de todas as contas no FGTS. O valor abrange tanto as contas ativas quanto as inativas.

Nesta fase, o dinheiro poderá ser movimentado apenas por meio do aplicativo Caixa Tem. A ferramenta permite o pagamento de boletos (água, luz, telefone), compras com cartão de débito virtual em sites e compras com código QR (versão avançada do código de barras) em maquininhas de cartão de lojas parceiras, com débito instantâneo do saldo da poupança digital.

Liberação para saque

O dinheiro só será liberado para saque ou transferência para outra conta bancária a partir de 14 de novembro para os trabalhadores nascidos em dezembro. O calendário de crédito na conta poupança digital e de saques foi estabelecido com base no mês de nascimento do trabalhador.

O pagamento está sendo realizado conforme calendário a seguir:

Orientações

A Caixa orienta os trabalhadores para que verifiquem o valor do saque e a data do crédito nos canais de atendimento eletrônico do banco: aplicativo FGTS, site e telefone 111 (opção 2). Caso o trabalhador tenha direito ao saque emergencial, mas não teve a conta poupança digital aberta automaticamente, deverá acessar o aplicativo FGTS para complementar os dados e receber o dinheiro.

O banco alerta que não envia mensagens com pedido de senhas, dados ou informações pessoais. Também não envia links, nem pede confirmação de dispositivo ou acesso à conta por e-mail, mensagem de texto de celular (SMS) ou WhatsApp.

Caso o crédito dos valores tenha sido feito na poupança social digital do trabalhador e essa conta não seja movimentada até 30 de novembro de 2020, os valores corrigidos serão retornados à conta do FGTS.

A pandemia da Covid-19 fez nascer uma série de produtos e serviços, criando novos nichos de mercado para empresas e startups com soluções voltadas ao combate do coronavírus. A maioria não acredita que a vacina contra a doença irá inviabilizar o negócio. Para elas, o consumidor está mais consciente da necessidade de cuidados com a saúde e vai seguir aberto a produtos que ajudem nessa defesa.

A lista de novidades que surgiram nos últimos seis meses inclui tecidos, tintas, equipamentos de raios ultravioleta, capacetes de ventilação e até sacos de lixo, todos com materiais antibacterianos e antivirais ou soluções para evitar contaminação.

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Para o presidente da Inter.B Consultoria Internacional de Negócios, Cláudio Frischtak, muitos desses produtos fazem parte de mudanças estruturais que o País terá após essa experiência sem precedentes. "Mesmo com a vacina, se os novos produtos forem competitivos, com preços iguais ou no máximo 10% superiores aos de similares, serão mantidos no mercado."

É o que Tiago Inacio Peixoto acredita. Ele é diretor da Companhia Industrial Cataguases, de Minas Gerais, que, junto com a Dalila Têxtil, de Santa Catarina, desenvolveu e está produzindo tecidos com acabamento antiviral e antibacteriano.

"É óbvio que vai ter uma curva, mas, mesmo num mundo com vacina, acredito que as pessoas vão estar mais sensíveis e mais abertas a roupas funcionais para se protegerem", diz Peixoto. "Até porque, se hoje temos a covid-19, amanhã poderemos conviver com outros tipos de coronavírus", completa André Klein, presidente da Dalila.

A venda de malhas com proteção da Dalila começou em abril e representa hoje 20% da sua produção, de 400 a 500 toneladas ao mês. Na Cataguases, a distribuição teve início em agosto e até o fim do ano deve ficar com 10% a 15% da fatia da produção mensal de 1,5 milhão de metros lineares de tecidos planos. Por enquanto, testes garantem proteção por no mínimo 50 lavagens, prazo que deve dobrar após novo teste. O produto foi testado por quatro laboratórios, entre os quais os da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e o da Unicamp.

Em lojas e no site da C&A, uma nova coleção de camisetas masculinas, femininas e infantis feitas com malhas antivirais começou a ser vendida há duas semanas. Segundo Mariana Moraes, gerente sênior de Marketing da C&A, inicialmente são 20 mil peças com preços que vão de R$ 40 a R$ 50. Ela afirma que a intenção é estender o uso do tecido para outros produtos.

No Café Journal, em Moema, São Paulo, equipamento similar a um micro-ondas foi instalado há três semanas próximo à entrada. É o BOX UV-C, caixa com luz ultravioleta em que clientes colocam celulares, chaves, bolsas e carteiras para eliminar germes, bactérias, fungos e vírus.

O gerente executivo do Café, Neuri Coletto, informa que todas as embalagens de produtos a serem entregues aos clientes por delivery também passam pela caixa de esterilização.

A caixa foi criada pela Pop Up Live, startup fundada por executivos do setor de eventos que viram os negócios caírem na pandemia. "O BOX é de fácil manuseio e elimina até 99,99% dos microrganismos", diz Ricardo Van Meenen, um dos sócios. Custa R$ 4,1 mil e, além de bares, está sendo usada por condomínios e, segundo a empresa, atende especificações da Anvisa.

Saco de lixo ganha selo da Unicamp

Sacos de lixo com material capaz de neutralizar vírus e bactérias estão à venda em vários supermercados. Desenvolvido pela Embalixo, fabricante de embalagens para lixo há 17 anos, são feitos de composição de polímeros e sua eficácia foi atestada pela Unicamp. Para se diferenciar dos demais, tem cor prata.

O diretor comercial Rafael Costa informa que a Embalixo já tinha outras soluções exclusivas, como embalagem feita de planta com tecnologia que captura a emissão de gás carbônico, com repelente, com neutralizador de odores e "o primeiro saco vegano do mundo". A empresa produz 800 toneladas ao mês de sacos plásticos e 10% são da linha antiviral, participação que nos próximos meses deve chegar a 25%, prevê Costa.

A DeVant Care, especializada em soluções automatizadas de biodesinfecção para a área hospitalar, está importando da França o Nocotec, aparelho usado em clínicas, escritórios, empresas e outros ambientes.

Ivam Cavalcante Pereira, diretor da empresa, informa que um frasco com solução de peróxido de hidrogênio com prata é acoplado ao aparelho e espalha vapor seco. A DeVant vende, aluga ou faz comodato do Nocotec, que tem registro na Anvisa.

Na linha portátil, a O2Led Illumination, de Minas Gerais, produz o SterBox, aparelho para descontaminação de ambientes pequenos, com foco em táxis e carros de aplicativos. Funciona com uma saída USB e esteriliza o ambiente inteiro, informa Roberto Cardoso, presidente da O2Led. O SterBox custa R$ 398 e pode ter uso doméstico. Tem laudos de aprovação de sua eficácia do laboratório LS Analyses.

Outra empresa de tecidos, a ChromaLíquido, fornece capas para bancos e balaústres com proteção antiviral e tem a Viação Osasco entre os clientes. Segundo Ricardo Bastos, diretor de Relações Institucionais, o grupo tem encomendas de 500 kits de empresas de transporte público.

Em outubro, iniciará oferta de capas para carros em lojas de autopeças e concessionárias. A empresa colocou capas em bancos do estádio do Corinthians e trabalha agora em uniformes para empresas. Também aguarda chamamento para oferecer a solução para vagões do metrô de São Paulo. Os tecidos usam fio criado pela Rhodia, que teve a eficácia comprovada por laboratório independente.

Capacete auxilia paciente que precisa de ventilação forçada

Na área diretamente ligada à saúde, a Roboris, empresa de São Paulo especialista em robótica, criou um capacete de ventilação que pode evitar a entubação de pacientes com dificuldades respiratórias. A ideia de criar a Bolha de Respiração Individual Controlada (Bric) surgiu logo no início da pandemia, quando o presidente da empresa, Guilherme Thiago de Souza, teve contato com um grupo de engenheiros que estudava o desenvolvimento de ventiladores mecânicos.

Inicialmente, a empresa tentou importar equipamento similar para adaptações, mas, com as dificuldades naquele momento, partiu para o desenvolvimento baseado em estudos do que já havia internacionalmente e na literatura.

"Desenvolvemos junto com fornecedores polímeros exclusivos, criamos método de fabricação próprio para não ter problema com patentes existentes, fizemos um protótipo e levamos para médicos do Hospital das Clínicas testarem e validarem", conta Souza. O capacete é uma bolha transparente, individual e descartável com conexões respiratórias e antecede a entubação, indicada em casos graves.

Além de manter a oxigenação sem precisar de uma sala de UTI, a Bric serve como proteção da equipe de saúde, por exemplo, no transporte aéreo do paciente ou mesmo na ambulância. Até a fase do protótipo funcional aprovado pela Anvisa, a Roboris investiu R$ 400 mil. Como não é da área de fabricação de equipamentos médicos e clínicos, fez parceria com outra empresa desse ramo, a Mikatos,

para a produção em série. Foram vendidas até agora 500 unidades para mais de 40 hospitais públicos e privados de vários Estados ao preço de R$ 1,2 mil (mais impostos). A empresa fez parceria com a Abelha Táxi Aéreo e Aeromédico, de Cuiabá (MT), para uso do aparelho nas UTIs de seus aviões.

Tintas

Após colocar no mercado, em agosto, tintas com compostos antivirais que atuam em superfícies, a Weg registrou crescimento de 49% nas vendas em relação às tintas poliuretanas sem a propriedade. Ela é recomendada para hospitais, móveis e equipamentos hospitalares, laboratórios, consultórios e equipamentos médicos e odontológicos, eletrodomésticos, supermercados, indústrias, metrôs, veículos etc.

Reinaldo Richter, diretor da empresa, informa que também foram lançados vernizes para pintura de fechaduras, corrimão de escadas e interiores de veículos. "Continuaremos desenvolvendo outras tintas viricidas, nas mais diversas formas de aplicação, e que serão lançadas brevemente", informa.

O executivo acredita que o produto vai se manter no mercado mesmo no pós-pandemia e passará a ser requisito em novos projetos arquitetônicos, principalmente para lugares de muita circulação. "Várias construtoras estão testando o produto e incluindo no seu vendor list (lista de fornecedores)". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Após quase uma década de concepção e disputas em Brasília, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) começou a vigorar nesta sexta-feira (18), depois de o presidente Jair Bolsonaro sancionar o projeto que permitia o início da vigência da nova lei. Inspirada na legislação europeia, a LGPD regulamenta o tratamento de dados pessoais de clientes e usuários por parte de empresas públicas e privadas.

Com isso, qualquer empresa que incluir em sua base informações de seus clientes, por mais básicas que sejam - como nome e e-mail -, deve seguir os procedimentos da nova lei. "A LGPD representa uma mudança de mentalidade tão importante quanto a entrada em vigor do Código de Defesa do Consumidor, em 1990. De lá para cá, o brasileiro entendeu que, como consumidor, ele possui direitos", diz Carlos Affonso Souza, diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade (ITS-Rio).

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Concebida durante os governos Lula e Dilma e aprovada na gestão Michel Temer, a Lei de Proteção de Dados foi parte de uma disputa legislativa nos últimos meses. Deveria ter entrado em vigor em agosto, mas as regras quase mudaram em abril, após o governo editar uma medida provisória que tentava adiar a vigência para maio de 2021 - o objetivo era atender a pedidos de pequenas e médias empresas que não teriam tempo de se adequar às regras em meio à pandemia do coronavírus.

Depois disso, a Câmara aprovou o texto com um prazo menor, com vigência para o fim de 2020, mas o Senado rejeitou o dispositivo. No fim das contas, o presidente sancionou o texto da medida provisória da forma como ele saiu do Senado, sem adiamento.

Assim, a lei de dados passou a valer, em setembro, mas de forma retroativa a agosto. "Perdemos meses com essa discussão quando podíamos estar discutindo proteção de dados em si", diz Danilo Doneda, membro do Conselho Nacional de Proteção de Dados e Privacidade.

Agora, com as novas regras já valendo, as empresas precisarão correr para se adequar a novas exigências - como enviar e corrigir informações de cadastro a pedido dos usuários. "A adaptação à LGPD é um processo constante, e as empresas terão que levar isso em conta em seus serviços e atividades", diz Doneda.

De muleta

Além da adequação pelas empresas, a novela da LGPD ainda tem outros capítulos previstos antes de acabar. Isso porque punições em caso de desrespeito à lei não estão valendo ainda e o órgão responsável por fiscalizar as regras não foi plenamente estabelecido.

Como forma de atender aos pedidos das empresas, as punições por desobediência à LGPD só serão aplicadas a partir de agosto de 2021. Até lá, espera-se que a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) já esteja estruturada - o órgão será responsável por regular a lei, elaborar instruções para o cumprimento de suas normas e fiscalizar o cumprimento.

Depois de muita expectativa, Bolsonaro editou em agosto um decreto que estabelece a estrutura e os cargos do órgão. Agora, além de indicar cinco conselheiros, que terão de ser aprovados pelo Senado, o governo precisa responder ainda a outras questões: onde a ANPD será sediada, como será seu expediente e quem serão seus servidores. Também não se sabe até o momento qual será o orçamento da ANPD - algo que deve ser definido no Orçamento Geral da União.

Diante das resistências de peritos em retornar ao trabalho presencial nas agências do INSS, o governo publicou, nessa sexta-feira (18), em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) um edital de convocação para que os servidores retomem os atendimentos de forma imediata nas unidades listadas na publicação. O edital é assinado pelo secretário especial de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco Leal, e pelo secretário de Previdência, Narlon Gutierre Nogueira.

Segundo apurou o Estadão/Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, a publicação do edital é uma estratégia para driblar a ofensiva da Associação Nacional de Médicos Peritos (ANMP), que, segundo relatos internos do governo, orientou peritos a não abrir os e-mails por onde os profissionais estavam sendo notificados a retornar a seus postos de trabalho presencial. A publicação em Diário Oficial dá caráter público à convocatória.

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Na quinta-feira (17), o diretor-presidente da ANMP, Luiz Argolo, informou que os peritos não haviam sido convidados para as inspeções nas agências para verificar as medidas de segurança contra a Covid-19. A associação discorda dos protocolos adotados pelo INSS e, por isso, é contra o retorno ao trabalho. O Estadão/Broadcast, porém, teve acesso a comunicações internas que mostram coordenadorias regionais do INSS solicitando a presença dos peritos médicos nessas inspeções. Em uma delas, um perito da Paraíba responde "ciente e já repassada a informação".

O edital vale para 150 agências já liberadas pelo governo e traz como justificativa para a convocatória "o princípio da supremacia do interesse público sobre o particular". Os órgãos haviam disparado 480 notificações chamando os peritos dessas unidades para o retorno.

O impasse em torno da abertura das agências deflagrou uma guerra entre órgãos de governo e a ANMP, em prejuízo de cerca de 1 milhão de brasileiros que aguardam perícia médica para receber seus benefício.

A crise, que vinha se traduzindo na divergência em torno dos protocolos, ganhou outro patamar depois que a então subsecretária da Perícia Médica Federal Substituta, Vanessa Justino, revogou unilateralmente um ofício que ela mesma havia assinado, em conjunto com o presidente do INSS, Leonardo Rolim, estabelecendo as orientações para as inspeções. O ato foi visto como quebra de hierarquia dentro do Ministério da Economia.

'Trabalhei numa agência segura'

Às 7h de ontem, o perito médico federal Marcelo Scarpellini ocupou um dos 13 consultórios da agência do INSS em Canoas, no Rio Grande do Sul. De avental, máscara, touca, protetor facial e munido de álcool em gel, ele voltou ao trabalho "fardado" contra a Covid-19.

"Trabalhei hoje (ontem) numa agência absolutamente segura para mim, meus colegas e a população", diz Scarpellini ao Estadão/Broadcast.

Após a publicação da entrevista pelo Estadão, uma montagem com a foto de Scarpellini passou a ser compartilhada por um grupo de peritos via aplicativo de mensagens com os dizeres "traidor da PMF (perícia médica federal)" e "pelego de gerente". A montagem depreciativa ainda traz o nome do servidor que falou à reportagem, a denominação da agência onde trabalha e a data de ontem.

O protocolo de segurança sanitária nas agências do INSS está no centro de um cabo de guerra entre o governo e a Associação Nacional dos Médicos Peritos (ANMP), que resiste à retomada dos atendimentos presenciais sob a alegação de que as condições são inadequadas. A Secretaria Especial de Previdência e Trabalho e o INSS negam. No meio do impasse, até a exigência de uma régua acrílica virou motivo de discussão sobre as medidas contra a Covid-19.

O embate já resultou na exoneração da cúpula da Subsecretaria da Perícia Médica (abrigada dentro do Ministério da Economia), cuja titular revogou unilateralmente um ofício assinado um dia antes por ela mesma em conjunto com o presidente do INSS, Leonardo Rolim. O documento tratava das normas para a inspeção e foi criticado pela ANMP.

Scarpellini afirma que há em sua região algumas agências que não foram habilitadas para o atendimento ao público, justamente por não atender aos critérios estabelecidos para o enfrentamento à Covid-19. Em sua unidade, ele conta, cinco consultórios foram interditados pela ausência de janelas, o que dificultaria a circulação de ar e facilitaria uma eventual contaminação.

O perito narrou seu "novo" ambiente de trabalho. Segundo ele, os consultórios liberados têm janelas, pias para lavar as mãos e macas com lençóis descartáveis, renovados a cada atendimento. Na escrivaninha, foi instalada uma tela de acrílico para separar o médico do paciente. Após cada perícia, dois funcionários da equipe de limpeza entram com esfregão, álcool 70° e produtos de limpeza para desinfetar o local, inclusive a cadeira em que o paciente sentou e o estetoscópio utilizado no exame.

"Posso garantir que na minha agência, não posso falar por outras, nós temos condições ideais para fazer o exame médico pericial." Ele conta que, além dele, foram trabalhar outros dois peritos. O expediente seguiu das 7h às 13h. Na segunda, a expectativa é que o grupo chegue a cinco ou seis.

A lista das maiores fortunas do Brasil, levantada pela revista Forbes, teve uma mudança na liderança este ano. O banqueiro Joseph Safra, com uma fortuna estimada em R$ 119 bilhões, tirou do primeiro lugar o empresário Jorge Paulo Lemann, sócio da ABInbev e da 3G Capital, com patrimônio de R$ 91 bilhões. O pódio dos mais ricos é completado por Eduardo Saveri, cofundador do Facebook, com fortuna estimada em R$ 68 bilhões.

A lista da Forbes Brasil deste ano traz 238 nomes, com fortunas originadas a partir de empreendimentos nos setores de bens de consumo, seguros, infraestrutura e logística, farmácias, aviação e transporte, educação e tecnologia, entre outros. São 33 nomes a mais em relação ao ranking do ano passado.

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Esse aumento no número de bilionários teve um impulso da fabricante de motores Weg. São 10 novos bilionários ligados à empresa - os estreantes na lista herdaram participações acionárias deixadas pelos fundadores da empresa Werner Ricardo Voigt, Eggon João da Silva e Geraldo Werninghaus. Também estreia na lista o investidor Alexandre Behring, apontado como o sexto mais rico do País, com fortuna de R$ 34 bilhões. Behring também é sócio da 3G Capital e presidente do conselho de administração da Kraft Heinz.

Outro que estreou diretamente no top 10 da lista é o empresário maranhense Ilson Mateus, presidente e maior acionista do Grupo Mateus, rede varejista com 137 lojas distribuídas no Nordeste. O grupo prevê abrir o capital na Bolsa em outubro, com expectativa de captação de mais de R$ 4 bilhões.

Luiza Trajano é a única mulher a figurar a lista dos 10 mais ricos. O patrimônio da empresária do Magazine Luiza cresceu 181% no último ano, segundo a Forbes. Luiza é agora a mulher mais rica do Brasil, posto que antes era ocupado por Miriam Voigt, da Weg.

Veja quem são os dez primeiros colocados nesse ranking:

1º - Joseph Safra (setor financeiro) - Patrimônio: R$ 119 bilhões

2º - Jorge Paulo Lemann (Bebidas e investimentos) - Patrimônio: R$ 91 bilhões

3º- Eduardo Saverin (Investimentos/Internet) - Patrimônio: R$ 68 bilhões

4º - Marcel Telles (Bebidas e investimentos) - Patrimônio: R$ 54 bilhões

5º - Carlos Alberto Sicupira e família (Bebidas e investimentos) - Patrimônio: R$ 42,6 bilhões

6º - Alexandre Behring (Investimentos) - Patrimônio: R$ 34,3 bilhões

7º - André Esteves (Setor financeiro) - Patrimônio: R$ 24,9 bilhões

8º - Luiza Trajano (Varejo) - Patrimônio: R$ 24 bilhões

9º - Ilson Mateus (Varejo) - Patrimônio: R$ 20 bilhões

10º - Luciano Hang (Varejo) - Patrimônio: R$ 18,7 bilhões

O índice de sentimento do consumidor nos Estados Unidos elaborado pela Universidade de Michigan subiu de 74,1 em agosto para 78,9 em setembro, segundo levantamento preliminar divulgado nesta sexta-feira (18). O resultado veio bem acima da expectativa de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam alta do indicador a 75,4.

O chamado índice de condições atuais aumentou de 82,9 em agosto para 87,5 na prévia de setembro, enquanto o índice de expectativas avançou de 68,5 para 73,3 na mesma comparação.

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A Caixa Econômica Federal informou nesta sexta-feira (18) que atingiu a marca histórica de R$ 200 bilhões em pagamentos do auxílio emergencial para 67,2 milhões de pessoas.

Nesta sexta, está sendo pago mais uma etapa do ciclo 2 com o crédito em Poupança Social Digital para 4 milhões de pessoas nascidas em julho, além do pagamento do Auxílio Emergencial Extensão para 1,6 milhão de beneficiários do Bolsa Família com NIS final 2.

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Ao todo, serão beneficiados mais de 5,6 milhões de brasileiros com o pagamento de R$ 3 bilhões. No sábado (19), o banco abrirá 770 agências para atender os beneficiários do Auxílio Emergencial e do Saque Emergencial do FGTS.

Na quinta, o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, participou de uma live nas redes sociais ao lado do presidente da República, Jair Bolsonaro, para comentar sobre os programas do banco voltados aos auxílios.

A taxa de desemprego no Brasil aumentou de 13,2% na terceira semana de agosto para 14,3% na quarta semana do mês, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Covid (Pnad Covid-19), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado foi o mais elevado desde que a pesquisa teve início, em maio deste ano. Em apenas uma semana, cresceu o número de pessoas buscando emprego, enquanto diminuiu o total de trabalhadores ocupados.

A população desempregada foi estimada em 13,7 milhões de pessoas na quarta semana de agosto, cerca de 1,1 milhão a mais que o registrado na terceira semana do mês, quando essa população totalizava 12,6 milhões.

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O total de ocupados foi de 82,2 milhões na quarta semana de agosto, cerca de 500 mil a menos que o patamar da terceira semana do mês, quando havia 82,7 milhões de pessoas ocupadas.

Cerca de 3,6 milhões de trabalhadores, o equivalente a 4,4% da população ocupada, estavam afastados do trabalho devido às medidas de isolamento social na quarta semana de agosto. O resultado representa cerca de 400 mil pessoas a menos que o patamar de uma semana antes, quando esse contingente somava 4,0 milhões ou 4,8% da população ocupada.

A população ocupada e não afastada do trabalho foi estimada em 76,1 milhões de pessoas, ante um contingente de 75,9 milhões de trabalhadores registrado na semana anterior.

Na quarta semana de agosto, 8,3 milhões de pessoas trabalhavam remotamente. Na semana anterior, também havia 8,3 milhões de pessoas em trabalho remoto.

A população fora da força de trabalho - que não estava trabalhando nem procurava por trabalho - somou 74,4 milhões na quarta semana de agosto, ante um total de 75 milhões na semana anterior. Entre os inativos, cerca de 26,7 milhões de pessoas, ou 35,8% da população fora da força de trabalho, disseram que gostariam de trabalhar. Aproximadamente 16,8 milhões de inativos que gostariam de trabalhar alegaram que não procuraram trabalho por causa da pandemia ou por não encontrarem uma ocupação na localidade em que moravam.

O nível de ocupação foi de 48,3% na quarta semana de agosto, ante um patamar de 48,6% na semana anterior, segundo o IBGE. A proxy da taxa de informalidade ficou em 34% na quarta semana de agosto, ante 33,4% na semana anterior.

Com o desaparecimento quase completo dos passageiros durante a quarentena, as companhias aéreas têm tido um certo alento nesses últimos meses com o transporte de carga. Enquanto a demanda de passageiros no mercado doméstico brasileiro recuou 89,9% entre abril e junho, a movimentação de carga por aviões teve uma queda mais branda, de 63%, de acordo com dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Apesar da redução no volume, algumas empresas conseguiram crescer na receita com carga e começam a pensar em produtos específicos para o segmento em uma tentativa de manter o ritmo de expansão no pós-crise.

O descasamento entre faturamento e volume de mercadorias transportadas ocorreu devido a uma alta dos preços por causa da falta de voos. Da carga brasileira transportada por via aérea, 85% são armazenados na barriga das aeronaves que carregam também passageiros. Com as medidas de distanciamento social e a consequente redução da demanda por viagens, as companhias estacionaram suas frotas, e o número de aviões disponíveis para transportar carga despencou.

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Maior empresa no transporte de cargas, o grupo Latam registrou queda de 15,7% no volume transportado no segundo trimestre, incluindo as unidades de negócios de outros países. Apenas no mercado doméstico brasileiro, a retração foi de 62%. Ainda assim, a receita do grupo no segmento cresceu 18,4%.

Adaptação

Para contornar a falta de jatos e poder transportar o maior volume possível, a Latam adaptou sua frota. No lugar de usar modelos A321 - que têm capacidade para 220 passageiros, mas apenas duas toneladas de carga -, passou a operar mais com Boeing 767, com capacidade para até 238 passageiros, mas que pode levar até 20 toneladas de mercadorias.

"Aumentamos em dez vezes a capacidade de carga praticamente sem aumentar a de passageiros", diz Diogo Elias, diretor da Latam Cargo Brasil. A empresa também transformou um Boeing 777, com capacidade para 379 passageiros, em um cargueiro, retirando as poltronas para poder levar mais mercadorias.

Com queda de 39% no volume de carga transportada no segundo trimestre, mas alta de 44% na receita, a Azul também alterou sua frota. De seus 40 A320 que carregavam passageiros antes da pandemia, até 12 são usados por semana agora como cargueiros - após as aeronaves terem suas configurações alteradas para transportar mercadorias. Dos 13 A330 (modelo maior da Airbus), sete também foram repassados para a unidade de negócios de carga da companhia aérea.

"Durante a pandemia, fizemos essa transformação, que hoje possibilita transportarmos até um pouco mais do que no ano passado", afirma Izabel Reis, diretora da Azul Cargo.

Desempenho

A Azul tem tido o melhor desempenho entre as companhias aéreas no segmento de carga até agora. Além de ter registrado o menor recuo no volume transportado no segundo trimestre, a empresa conseguiu movimentar, em julho, 99,2% do registrado no mesmo mês do ano passado. Com esse resultado, a companhia ultrapassou a Gol no segmento.

Com queda de 86,7% na carga do segundo trimestre, a Gol não chegou a aumentar a receita, que recuou de forma mais moderada. No período, a queda no faturamento com transporte de mercadorias foi de 35%, segundo o diretor executivo da Gollog, Julio Perotti.

Ainda assim, a empresa tem procurado oferecer novos serviços para atrair clientes, como o aluguel de caixas que transportam animais em voos ou um profissional para cuidar de um animal de estimação em uma conexão. "Apresentamos esses produtos mais cedo do que estávamos prevendo por causa da pandemia", diz Perotti.

Os novos serviços das empresas atendem a uma transformação no setor de carga das companhias aéreas, que observou um crescimento expressivo com o aumento do e-commerce durante a pandemia. Na Azul Cargo, a entrega de produtos vendidos pela internet avançou 19% neste ano. Na Latam, o segmento era responsável por 8% do volume transportado antes da pandemia. Essa parcela chegou a 20% nos primeiros meses de quarentena e, agora, com a economia sendo reaberta, está em 16%.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) apresentou nesta quinta-feira (17) uma série de medidas que considera essenciais para a retomada da economia, incluindo ações mais urgentes para um período de transição, permitindo que as empresas se mantenham funcionando até a recuperação completa. Para os industriais, mesmo com o relaxamento das medidas de distanciamento social e reabertura do comércio, o ritmo de crescimento será gradual e o governo precisará prolongar programas de financiamento e parcelamento de impostos.   

"No período de transição, dificilmente as empresas voltarão a operar em plena capacidade. O risco do contágio permanece, de modo que medidas de segurança impedem o retorno pleno ao trabalho, e parte significativa dos consumidores continuará temerosa de voltar a circular. É preciso garantir que as medidas emergenciais que buscaram evitar a falência de empresas, o aumento do desemprego e a perda significativa de renda das famílias não tenham sido em vão. É necessária a manutenção de algumas medidas por mais algum tempo, em especial os programas de financiamento e a flexibilização da legislação trabalhista", diz o documento Propostas para a Retomada do Crescimento Econômico.

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O estudo, lançado nesta quinta-feira, será entregue ao presidente Jair Bolsonaro, e aos presidentes da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).

No topo das medidas emergenciais, a CNI propõe a prorrogação dos principais programas de financiamento adotados durante a pandemia de covid-19, como o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), o Programa Emergencial de Acesso a Crédito (Peac) e o Programa Emergencial de Suporte a Empregos (Pese). "Ainda que a atividade tenha sido retomada, os impactos financeiros da pandemia sobre famílias e empresas são mais duradouros. As empresas vão continuar necessitando de capital de giro para evitar a insolvência e manter os compromissos com clientes, bem como evitar demissões, durante a transição para a retomada", afirma o documento.

Para os empresários, esses programas devem seguir valendo pelo menos até junho de 2021, incluindo aportes adicionais do Tesouro Nacional nos programas que apresentarem escassez de recursos para as operações. 

A manutenção da política de aumento da liquidez no mercado financeiro e da redução da taxa de juros, em especial do spread bancário (diferença entre taxa de captação do dinheiro pelos bancos e a cobrada dos clientes), também fazem parte do rol de medidas financeiras propostas pela CNI.

Relações de trabalho

Os empresários ligados à CNI defendem ainda medidas para flexibilizar relações trabalhistas no contexto da pandemia, incluindo simplificação nas regras para o teletrabalho, adoção de novas formas de contratação de trabalho, adaptáveis à variação das demandas e às horas, e aumento da permissão de contratação de trabalhador por prazo determinado por até 24 meses.

Parcelamento de tributos

Outra demanda da CNI para o período de transição até a retomada da economia é o parcelamento, em pelo menos 12 vezes, dos tributos que tiveram a cobrança adiada durante a pandemia. Desde abril, o Ministério da Economia adiou a cobrança de impostos como a contribuição patronal ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e dos programas de Integração Social (PIS) e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep). "Vale lembrar que o não pagamento de tributos ocorre justamente para viabilizar o cumprimento das demais obrigações financeiras que as empresas possuem. Muitas vezes, é a única opção encontrada pelas empresas para obter algum alívio de caixa e, assim, conseguir se manter em operação", destaca a confederação.

O documento ainda propõe a adoção de um programa de parcelamento de débitos das empresas com a União, que inclua amplas condições de uso de créditos tributários, próprios e de terceiros, para compensação com as dívidas tributárias; o uso de precatórios para quitação de dívidas de qualquer natureza; e a monetização do prejuízo fiscal em 2020, para que prejuízos sofridos pelas empresas este ano possam ser integralmente usados como créditos ou ressarcidos em dinheiro.

Reformas estruturais

Além das medidas emergenciais, a CNI aponta em seu documento um conjunto de 14 propostas mais amplas, que a entidade considera essenciais para a melhoria do ambiente de negócios no Brasil. A principal delas é a aprovação de uma reforma tributária, que inclua a adoção do imposto único sobre o consumo de bens e serviços, em substituição aos demais impostos, com alíquota uniforme.

A indústria também pede a aprovação do novo marco regulatório do setor de gás natural em tramitação no Congresso Nacional, que muda o regime de exploração de gasodutos no Brasil, passando de concessão para autorização. A proposta também quebra o monopólio dos estados na distribuição do combustível. 

Outra medida incluída entre as propostas da CNI é a reforma administrativa, enviada pelo governo ao Congresso Nacional há duas semanas, e que prevê o fim do regime jurídico único para servidores públicos e a adoção de novas formas de contratação de funcionários públicos, com flexibilização da estabilidade funcional para a maior parte do servidores.  

O dólar se enfraqueceu na comparação com rivais nesta quinta-feira (17) um dia após o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) sinalizar que deve manter juros em níveis perto de 0% até, pelo menos, 2023. A fraqueza da libra e o bom desempenho do iene também chamaram atenção no mercado cambial nesta data, em reação às decisões de Banco da Inglaterra (BoE) e Banco do Japão (BoJ).

Por volta das 16h50 (horário de Brasília), o dólar caía a 104,70 ienes.

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Após anúncio de manutenção da atual orientação da política monetária, o presidente do BoJ, Haruhiko Kuroda, reiterou que a instituição pretende considerar adotar novas medidas de estímulo, se julgar necessário, e irá monitorar as oscilações do câmbio de perto.

Na avaliação da Capital Economics, apesar das medidas expansionistas, as perspectivas para a divisa japonesa em médio prazo são de alta. Isso porque, para a consultoria, o BoJ não tem tanta margem de manobra quanto seus pares em economias avançadas. "Embora nossas previsões para o final de 2020 e 2021 para a taxa de câmbio iene-dólar estejam em 105, não muito longe do nível atual, acreditamos que os riscos para essa previsão são de um iene mais forte", analisa.

O índice DXY, que mede a variação do dólar ante uma cesta de seis rivais fortes, fechou em baixa de 0,26%, a 92,970 pontos. No fim da tarde, o euro avançava a US$ 1,1852 e a libra subia a US$ 1,2972. Mais cedo, contudo, a divisa britânica ficou sob forte pressão, em resposta à informação de que o BoE deixou aberta a porta para implementação de juros negativos.

Na avaliação da TD Securities, a reação do mercado foi exagerada. "Ainda acreditamos que o BoE tem mais probabilidade de aumentar o relaxamento quantitativo (QE, na sigla em inglês) novamente, já que tem muito espaço de compra restante", analisa.

Ante emergentes, o dólar se fortalecia a 75,3151 pesos argentinos. Na quarta, a Argentina anunciou uma série de medidas de controle cambial. O presidente do país, Alberto Fernández, defendeu a decisão: "é preciso comprar dólar para produzir, não para economizar", disse. No entanto, para analistas, essa estratégia pode implicar riscos.

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