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O governo da Bahia informou que recebeu da Ford nesta sexta-feira, 18, R$ 2,15 bilhões como indenização pelo fechamento, em janeiro, da sua fábrica em Camaçari, onde produzia os modelos Ka e EcoSport.

A nota explica que, em 2014, foi feito um termo aditivo a contrato firmado entre as partes em que a empresa se comprometia a realizar investimentos no complexo industrial Ford Nordeste, em contrapartida a ações de fomento e financiamento de capital de giro criadas pelo Estado.

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"Com a decisão da Ford por fechar o complexo em definitivo, estes benefícios foram o parâmetro das negociações para se chegar ao valor da indenização devida pela empresa, acrescido de correção monetária", diz nota enviada pelo governo baiano. Não há dados sobre como o dinheiro será utilizado.

Ao Estadão, a Ford afirmou apenas que "confirma que celebrou acordo com o governo da Bahia no montante de R$ 2,15 bilhões e que o pagamento foi feito integralmente na data de hoje (dia 18)". Na quarta-feira, o Estadão havia informado que o acordo seria divulgado em breve e que a indenização seria de cerca de R$ 2,5 bilhões, mas houve ajustes no valor.

A Ford anunciou o fechamento das fábricas de carros da Bahia e de motores em Taubaté (SP) em janeiro. Em 2019 o grupo já havia fechado a unidade de São Bernardo do Campo, no ABC paulista.

A planta industrial da Troller em Horizonte (CE), onde são produzidos jipes T4, vai funcionar até o fim do ano e também está à venda. Com isso, a empresa passou a ser apenas importadora de modelos da marca, mas decidiu manter seu centro de desenvolvimento em Camaçari.

Funcionários e lojistas

Quando decidiu deixar de produzir veículos no Brasil, onde por muitos anos foi a quarta maior em vendas, o grupo disse que havia reservado US$ 4,1 bilhões para indenizações de governos, trabalhadores, distribuidores e fornecedores. Fontes do mercado, contudo, afirmam que esse valor já teria sido ultrapassado.

A montadora já fechou acordos de indenização com os cerca de 5 mil trabalhadores de Camaçari e Taubaté, após várias reuniões com os sindicatos de metalúrgicos locais. Cada um deles recebeu no mínimo R$ 130 mil, além dos direitos normais de rescisão de contratos.

Não há informações de como estão as indenizações de fabricantes de autopeças. Já com os concessionários, que ameaçaram ir à Justiça, a empresa preferiu negociações individuais. A Ford informou que "continua com um excelente progresso nesta questão, mas ainda temos algumas negociações pela frente".

Venda de fábricas

A Ford disse que tem recebido vários contatos de interessados em adquirir o complexo de Camaçari, onde além da fábrica de carros da marca atuavam vários fornecedores de autopeças, mas não há nada conclusivo ainda.

O governo do Ceará acompanha negociações com dois interessados na Troller, e tenta convencer o comprador a manter a produção do jipe, que foi desenvolvido por empresários locais. A intenção é manter a marca na região, assim como os 450 empregados da fábrica.

A fábrica de Taubaté passa por processos de desligamento e desmontagem de equipamentos, com menos de 60 funcionários nessas funções. Não há informações de interessados em adquirir as instalações.

A rede de revendas da Ford tinha 283 pontos de venda, mas a marca deve ficar com apenas 120 para comercializar os modelos importados, entre os quais os utilitários-esportivos Territory, que vem da China, e o Bronco, produzido no México. As demais buscam novas bandeiras para atuar e algumas devem fechar as portas.

A Caixa inicia nesta sexta-feira (18) os pagamentos da terceira parcela do auxílio emergencial 2021. Os beneficiários nascidos em janeiro serão os primeiros a receber os recursos em suas contas digitais.

Os valores podem ser movimentados pelo aplicativo Caixa Tem para pagamento de boletos, compras na internet e pelas maquininhas de estabelecimentos comerciais.

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Os beneficiários também conseguem movimentar os recursos usando o Caixa Tem na Rede Lotérica.

A Caixa lembra que o calendário da terceira parcela foi antecipado. Marcado inicialmente para encerrar em 12 de agosto, com a possibilidade de saques para os nascidos em dezembro, o terceiro ciclo agora finaliza no dia 19 de julho.

Os beneficiários que recebem o crédito nesta sexta-feira, terão o saque liberado a partir do dia 1º de julho. Amanhã será a vez dos pagamentos para nascidos em fevereiro, com saque liberado a partir de 2 de julho.

Bolsa Família

O pagamento da terceira parcela do auxílio emergencial 2021 para beneficiários do Bolsa Família com final de NIS (Número de Identificação Social) 2.

O recebimento do auxílio emergencial é realizado da mesma forma e nas mesmas datas do benefício regular para quem recebe o Bolsa Família. Para quem recebe por meio da Poupança Social Digital, os recursos podem ser movimentados pelo aplicativo Caixa Tem e na rede lotérica de todo o Brasil, ou sacados por meio do Cartão Bolsa Família ou Cartão Cidadão.

O auxílio emergencial foi criado em abril do ano passado pelo governo federal para atender pessoas vulneráveis afetadas pela pandemia de covid-19. Ele foi pago em cinco parcelas de R$ 600 ou R$ 1,2 mil para mães chefes de família monoparental e, depois, estendido até 31 de dezembro de 2020 em até quatro parcelas de R$ 300 ou R$ 600 cada.

Neste ano, a nova rodada de pagamentos, durante quatro meses, prevê parcelas de R$ 150 a R$ 375, dependendo do perfil: as famílias, em geral, recebem R$ 250; a família monoparental, chefiada por uma mulher, recebe R$ 375; e pessoas que moram sozinhas recebem R$ 150.

A JBS informou, no fim da tarde desta quinta-feira (17) que a Pilgrim's Pride, sua controlada, assinou acordo para adquirir os negócios de alimentos do Kerry Group no Reino Unido e na Irlanda. O valor do negócio chega próximo da marca de US$ 1 bilhão.

"A operação fortalece a posição da companhia como uma das empresas líderes na indústria de alimentos na Europa", disse o grupo de alimentos, em nota. O negócio vem para reforçar a estratégia global da gigante dos alimentos brasileira, que recentemente também fez uma aquisição na área de carne suína na Austrália.

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De acordo com a JBS, o conselho de administração da Pilgrim's aprovou o negócio, avaliado em mais de US$ 950 milhões (ou cerca de R$ 4,75 bilhões). Entre as marcas comercializadas pelo Kerry Group, estão Denny, Richmond e Fridge Raiders. O presidente global da JBS, Gilberto Tomazoni, disse, em comunicado, que a aquisição reforça a plataforma da empresa na Europa e a capacidade de inovação para atender às necessidades dos clientes.

De acordo com a JBS, a aquisição inclui a Kerry Meats, líder na produção de alimentos à base de carnes e produtos prontos para o consumo no Reino Unido e na Irlanda, e a Kerry Meals, líder na produção de refeições prontas congeladas e resfriadas no Reino Unido. Combinados, os negócios registraram cerca de US$ 1 bilhão em receita durante 2020 e empregam mais de 4,5 mil funcionários.

Ainda de acordo com a JBS, a conclusão desta aquisição é esperada para o quarto trimestre de 2021 e está sujeita a aprovações regulatórias usuais nesse tipo de transação.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Daqui a oito dias, em 26 de junho, será realizado o sorteio da Quina de São João, que este ano pagará um prêmio estimado em R$ 190 milhões. As apostas para o concurso especial começaram na última terça-feira (15).

O concurso especial 5.590 não acumula e teve acréscimo no valor da premiação após o sorteio anterior não ter registrado ganhadores na faixa principal.

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Se não houver ganhadores na faixa principal, com acerto de 5 números, o prêmio será dividido entre os acertadores da 2ª faixa (4 números) e assim por diante.

O sorteio será realizado em 26 de junho, no espaço Loterias Caixa, localizado no Terminal Rodoviário do Tietê, em São Paulo, às 20h.

Para jogar, é preciso marcar de 5 a 15 números dentre os 80 disponíveis. A aposta mínima com cinco números custa R$ 2.

O apostador pode deixar para o sistema escolher os números, por meio da Surpresinha. Ganham prêmios os acertadores de 2, 3, 4 ou 5 números.

As apostas podem ser feitas nos volantes específicos ou nos de concursos regulares em qualquer lotérica do país, no aplicativo Loterias Caixa e no portal.

Segundo a Caixa, caso apenas um ganhador leve o prêmio da Quina de São João e aplique todo o valor na poupança, receberá, no primeiro mês, cerca de R$ 383 mil em rendimentos.

O presidente Jair Bolsonaro sancionou, nesta quinta-feira (17), a lei que prorroga as medidas emergenciais adotadas pelo governo para o setor de aviação civil em razão da pandemia da Covid-19. A legislação, originária da Medida Provisória 1024/2020, estende as regras de reembolso e remarcação de passagens aéreas para voos cancelados durante a pandemia. O texto original, editado pelo governo no final de 2020, prorrogava as medidas até 31 de outubro. Mas no Congresso a MP sofreu alterações e os parlamentares aumentaram o prazo até 31 de dezembro deste ano. O reembolso poderá ser feito em 12 meses a contar da data do voo cancelado, sem multa.

A medida, segundo a Secretaria Geral da Presidência da República, deu maior flexibilidade aos usuários de transporte aéreo para desistência de voo, em face das incertezas provenientes da evolução da pandemia, bem como prorroga as medidas de alívio ao fluxo de caixa das empresas aéreas que ainda estão em cenário de incerteza.

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"Diante desse cenário, entendeu-se que a prorrogação da autorização aos operadores aéreos para o reembolso em doze meses, nos casos de cancelamento de voos, seria uma medida relevante para a redução do impacto imediato no caixa das empresas e, assim, reduzir o risco de insolvências que poderiam ocasionar efeitos disruptivos na oferta de transporte aéreo no País", diz a Secretaria Geral em nota.

A lei, no entanto, foi sancionada com um veto ao artigo que permitia às concessionárias anteciparem o pagamento das contribuições fixas vincendas e que, para o cálculo, deveria ser usada a taxa vigente do fluxo de caixa marginal adotada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para processos de revisão extraordinária, acrescida de 5 pontos porcentuais para a concessionária que optasse por antecipar, no mínimo, 50% do valor total remanescente das contribuições fixas. Esse item foi incluído no texto na tramitação da matéria no Congresso.

"Apesar de meritória, a propositura contraria interesse público pois reduziria as receitas da União nos exercícios seguintes - devido à redução do valor presente líquido das outorgas - e a previsibilidade das receitas, o que impactaria não apenas a programação financeira anual, mas também o fluxo de caixa mensal e a disponibilidade de fontes para o caixa do Tesouro, tendo em vista que prejudica o alcance das metas fiscais e não atende aos requisitos previstos na Lei de Diretrizes Orçamentárias 2021, impactando o equilíbrio econômico de contratos já firmados", diz a nota da Secretaria Geral ao justificar o veto.

O Senado aprovou nesta quinta-feira, 17, por 42 votos a 37, a medida provisória que viabiliza a privatização da Eletrobras, estatal com foco em geração e transmissão de energia. Associações do setor calculam que, da forma como foi aprovado o texto, o custo total da operação para os consumidores será de R$ 84 bilhões, o que vai acabar aumentando as contas de luz de famílias e empresas. Segundo elas, os custos adicionais devem onerar os consumidores "por décadas".

Já o governo afirma que a privatização da Eletrobras pode reduzir a conta de luz em até 7,36%, sem detalhar como o cálculo foi feito. Como houve mudanças por parte dos senadores na versão aprovada pelos deputados, o texto precisará ser novamente analisado na Câmara. A votação está prevista para a próxima segunda, 21, um dia antes de a MP perder a validade.

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Hoje, a União possui cerca de 60% das ações da Eletrobras e controla a estatal. Com a capitalização, a partir da emissão de ações, deve reduzir a participação na empresa para cerca de 45% das ações.

Enviada pelo governo em 23 de fevereiro, a proposta é uma das prioridades do Executivo e aposta na área econômica para ampliar investimentos da empresa, que é a maior companhia de energia elétrica da América Latina. Anteriormente, a equipe de Bolsonaro tentou viabilizar a operação por meio de um projeto de lei, que não avançou. Também houve tentativas de privatização durante o governo Temer.

O principal destaque (que poderia modificar o teor final da proposta) era o apresentado pelo senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), para retirar a maioria dos jabutis - emendas estranhas ao texto original, mas que foi rejeitado. Mais cedo, havia uma articulação entre os senadores para votar a favor desse destaque, mas o governo passou as últimas horas orientando sua base a rejeitá-lo para o que o texto final fosse o do relator, senador Marcos Rogério (DEM-RO), que não apenas manteve os jabutis da Câmara como inclui outros.

Apesar do discurso de buscar um texto de "convergência", Marcos Rogério não conseguiu construir consenso e o governo precisou conceder benefícios para diversas bancadas para garantir apoio à proposta, que pode ser a primeira privatização aprovada pelo Congresso durante a gestão atual.

Mudanças feitas pelos senadores

Em seu relatório aprovado, Marcos Rogério aumentou a quantidade de energia de usinas térmicas a gás que a União será obrigada a contratar. O dispositivo é um dos mais criticados por contrários às propostas, já que prevê que as usinas devem estar localizadas mesmo em locais onde não há insumo ou infraestrutura. Na prática, será necessário construir gasodutos bilionários, que poderão ser pagos pelos consumidores por meio das tarifas.

A proposta aumenta de 6 mil megawatts (MW) para 8 mil MW o volume de energia que vai ser contratado de térmicas a gás. A alteração beneficia Estados do Sudeste, que não estavam contemplados com o texto da Câmara.

O texto do Senado ainda detalha a localização das térmicas. As regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste também serão atendidas. Para essas regiões, a entrega de energia deverá acontecer entre 2026 a 2028, com período de fornecimento de 15 anos.

A proposta mantém a permissão da prorrogação dos contratos das usinas contratadas no âmbito do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa). Com o vencimento dos contratos, as usinas teriam de disputar leilões de energia velha e reduzir seus custos. A MP, no entanto, vai permitir que elas tenham as outorgas estendidas a preço de energia nova -que inclui o valor da construção de empreendimentos, embora elas já estejam prontas.

O senador também manteve a regra para contratação mínima de 40% de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) nos próximos leilões mesmo depois do atingimento de 2 mil MW.

Entre as propostas do Senado, foi acatada a que prevê que os diretores do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) deverão passar por sabatina no Senado, como acontece com diretores da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Diferente dos dirigentes dos órgãos reguladores, os diretores do ONS não cumprem mandatos e podem ser demitidos a qualquer momento, exceto o diretor-geral.

Para garantir a aprovação, o governo também acatou uma emenda que atropela o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Fundação Nacional do Índio (Funai) no licenciamento para a construção da linha de transmissão de energia Manaus-Boa Vista. O linhão, leiloado em 2011, nunca saiu do papel por um impasse com a comunidade indígena Waimiri Atroari. Pela proposta, a União fica autorizada a iniciar as obras imediatamente após a conclusão do Plano Básico Ambiental- Componente Indígena, traduzido na língua originária e apresentado aos indígenas.

O texto define que R$ 35 bilhões serão destinados para atenuar as tarifas, por meio da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). Antes, o montante previsto era R$ 25 bilhões.

O senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro, citou nesta quinta, 17, um valor inferior ao que já foi falado pelo pai sobre um possível aumento no Bolsa Família no fim do ano. Segundo o parlamentar, cogita-se aumentar para R$ 270, enquanto Jair Bolsonaro já havia considerado R$ 300.

A afirmação foi feita após almoço com empresários do Rio, do qual Bolsonaro também participou.

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Representantes do Rio Produtivo, que reúne 11 entidades, pediram ao presidente a aceleração da vacinação, a manutenção do auxílio emergencial e a adesão do Rio ao novo Regime de Recuperação Fiscal.

Bolsonaro também fez um apelo para mercadistas segurarem preços de produtos da cesta básica, por meio da diminuição da margem de lucro.

Sem a possibilidade da realização do São João por mais um ano, por conta da pandemia da Covid-19, Pernambuco deixa de gerar cerca de R$ 433 milhões, considerando o total que deixará de circular em diversos setores, como comércio e serviços.

O número considera o montante arrecadado em 2019, último ano das comemorações antes da crise sanitária. Naquele ano, pequenos, médios e grandes empresários já comemoravam um aumento de 25% em relação a 2018.

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Ao todo, em 2019 Pernambuco recebeu mais de 513 mil turistas para os arraiás de diversas cidades como Caruaru, Gravatá, Arcoverde e Petrolina.  Isso sem contar nos próprios moradores de Pernambuco, que se deslocam anualmente para aproveitar a data nos municípios do estado, principalmente no interior.

De acordo com dados da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), o impedimento da realização de festas também prejudicou a geração de empregos durante o período junino em municípios pernambucanos. 

Antes da pandemia, cerca de 12 mil postos de trabalho diretos e indiretos eram criados em Caruaru, a maioria em virtude das comemorações do ‘Maior e Melhor São João do Mundo', como é chamado o evento junino na cidade.

Em junho do ano passado, vários setores industriais relacionados direta ou indiretamente à festa também tiveram queda no faturamento. Segundo o levantamento da Fiepe, enfrentaram retração segmentos como os de metalurgia básica (-15,8%), materiais elétricos (-14,9%), e de celulose e papel (-10,2%).

Em regra, quando a taxa básica de juros do País sobe, os investimentos em renda fixa ganham mais atratividade. Mas, apesar de o Banco Central (BC) ter aumentado a Selic pela terceira vez consecutiva, os analistas afirmam que o ambiente ainda não é favorável para o investidor de renda fixa, já que a inflação está acelerada. Por isso, eles dizem que os melhores investimentos continuam sendo em renda variável, como ações na Bolsa, ancorados na expectativa de um forte aquecimento da economia no segundo semestre com a aceleração da vacinação.

O Comitê de Política Monetária (Copom) elevou ontem a Selic em 0,75 ponto porcentual. Com isso, a taxa básica de juros passou a ser de 4,25% ao ano - o maior patamar desde março de 2020. Já a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), chegou a 0,83% em maio e acumula alta de 8,06% nos últimos 12 meses e de 3,22% nos cinco primeiros meses deste ano, segundo o IBGE.

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"Por mais que a gente esteja entrando num ciclo de alta de juros, é o mesmo patamar do início de 2020, ainda baixo se olharmos para nossa história. Abre-se espaço para que o investidor seja ativo em renda variável", disse o analista da Guide Investimento Henrique Esteter.

Entre as apostas dos analistas de corretoras de investimento, estão bancos e exportadoras de commodities, que vêm tendo bom desempenho desde o início de 2021 e tendem a permanecer assim até o fim do ano. Agora, os olhos também estão voltados para setores fortemente afetados pela pandemia, como turismo e varejo de vestuário, porque há espaço para forte recuperação no segundo semestre. Os setores elétrico e de construção civil estão sendo tratados com mais cautela.

"Quando os juros começam a subir, empresas ligadas ao consumo normalmente têm performance mais fraca, porque os consumidores tendem a poupar mais. Só que essas empresas ficaram com o preço em Bolsa tão defasado, por causa da pandemia, que o mercado está olhando com bons olhos no momento", disse Esteter.

Para a analista da MyCap Julia Monteiro, além dos setores de consumo e varejo, que segundo ela vão se beneficiar da extensão do auxílio emergencial e da maior mobilidade para lojas físicas, tudo o que for relacionado a viagens tem potencial positivo. Por isso, ela aposta não só em companhias aéreas como em empresas de aluguel de carro e concessionárias de rodovias.

Por mais que não haja consenso se a crise hídrica vai atingir os investidores de companhias expostas ao setor elétrico, essa pauta está no radar. Esteter recomenda ficar de olho principalmente nas companhias geradoras de energia com maior exposição ao Sudeste - região onde o nível dos reservatórios é crítica.

A renda fixa, porém, não deixa de ter sua importância para a diversificação do portfólio do investidor. Um ponto forte desse tipo de investimento é a liquidez, necessária em momentos de imprevistos, em que o investidor precisa resgatar o dinheiro.

"Não existe uma regra que diga que é sempre bom ter determinado tipo de investimento na carteira, por exemplo. A questão é que há ativos que estão bem em um determinado momento, e outros que não", disse Fábio Gallo, professor de Finanças da FGV-SP.

A recomendação de Rodrigo Beresca, analista da Ativa Investimentos, para os investidores mais conservadores é apostar nos títulos pós-fixados de longo prazo. Esses títulos são corrigidos por algum indexador, que pode ser a Selic, o CDI (Certificado de Depósito Interbancário, a taxa de juros cobrada nos empréstimos entre bancos) ou o IPCA, o índice oficial de inflação do País, que está em alta.

"Títulos pós-fixados no curto prazo ainda apanham. O mais interessante é o investidor manter por mais tempo os atrelados ao CDI ou fazer aportes em títulos que tenham correção pelo IPCA", explicou. Veja o que o analista diz sobre diferentes tipos de investimento:

Poupança

É a menos atrativa da lista de ativos disponíveis no mercado. O ponto positivo é que não há incidência de Imposto de Renda (IR) na hora do resgate. Mas, mesmo assim, ela acaba não sendo atrativa por causa da baixa rentabilidade. Não tem garantido nem a devolução do que o investidor perde com a com a inflação.

CDB

No curto prazo, o CDB (Certificado de Depósito Bancário) pós-fixado atrelado ao CDI não é uma opção interessante, mas no médio e longo prazos (acima de 18 meses), sim. Os atrelados ao IPCA também são interessantes, porque vão corrigir o retorno pela inflação e ainda dar um cupom de juros, gerando um ganho real nessa aplicação.

LCI e LCA

A vantagem desses instrumentos (Letras de Crédito Imobiliário e Letras de Crédito do Agronegócio) é a isenção do IR, portanto, há um retorno maior do que aplicando em outro ativo que não tenha essa opção, como é o caso do CDB. A lógica para as letras é a mesma: mais atrativo se for no longo prazo porque, com a previsão de novos aumentos para a Selic nos próximos meses, o investidor terá mais chance de embolsar um ganho real (acima da inflação).

Fundos DI

Têm retorno baseado no CDI, que segue a Selic. Em momentos de alta dos juros, tendem a ser uma opção interessante. Mas é cobrada uma taxa de administração, o que diminui o ganho final.

Tesouro Direto

Os títulos pós-fixados como a LFT (Tesouro Selic) ou as NTN-B (atreladas à inflação) são os mais interessantes no momento. Os prefixados não são interessantes, por ora.

Fundos imobiliários. Os juros baixos tendem a ser desfavoráveis ao mercado imobiliário e seus respectivos fundos, que podem ser medidos pelo Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários (Ifix). Mas o setor anda aquecido e pode ser uma boa alternativa.

Fundos multimercado

São considerados uma porta de entrada para investimentos de maior risco, pois misturam renda fixa com renda variável no mesmo pote e podem se beneficiar tanto de produtos pós-fixados quanto dos atrelados ao IPCA.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Os comerciantes brasileiros ficaram menos pessimistas em junho, segundo dados divulgados pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) teve um crescimento de 12,2% em relação a maio, para 98,4 pontos, o primeiro avanço do ano de 2021, após cinco meses seguidos de quedas.

Em relação a junho do ano passado, o resultado de junho deste ano foi 47,6% superior, mas a base de comparação estava depreciada pelos impactos da crise sanitária. O índice permanece abaixo da zona de satisfação, aquém dos 100 pontos.

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Segundo a CNC, houve uma percepção de melhora do empresariado sobre a atividade econômica, além de um impulso do aumento nas vendas no mês puxado pelo Dia dos Namorados e da contribuição positiva do auxílio emergencial. No entanto, a entidade pondera que a manutenção da retomada do otimismo no comércio depende ainda do avanço na imunização da população brasileira contra a covid-19.

Na passagem de maio para junho, houve melhora em todos os componentes do Icec, com exceção do item que mede a Intenção de Investimentos em estoques, que recuou 0,2%.

O destaque foi a alta de 19,3% no subíndice de condições Atuais, impulsionado por um avanço de 29,3% na avaliação sobre a situação da economia no momento presente. As avaliações sobre as condições do setor (18,2%) e da empresa (13,7%) também subiram de forma significativa.

O subíndice de expectativas cresceu 11,6% em junho ante maio, com melhores perspectivas para a economia (13,8%), o setor (11,0%) e a empresa (10,1%). Já o subíndice de intenções de investimentos teve elevação de 8,0%, puxado pelos itens contratação de funcionários (14,1%) e empresa (8,6%).

A avaliação das empresas de menor porte, com até 50 empregados, contribuiu para a melhora do Icec em junho, aponta o economista Antonio Everton, responsável pelo estudo da CNC.

"A percepção de recuperação e melhora agora tende a beneficiar também as micro e pequenas empresas, uma vez que mais pessoas estão circulando nas ruas e a vacinação segue pelo País. As grandes organizações avaliam a conjuntura sob outras perspectivas e têm, naturalmente, mais resiliência para momentos de crise", explicou Everton, em nota oficial.

A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta quinta-feira, 17, uma operação para combater fraudes aos benefícios emergenciais instituídos em razão da pandemia da Covid-19. Cerca de 140 agentes fazem buscas em oito Estados: Bahia, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, Rondônia, Roraima e São Paulo. Ao todo, são cumpridos 35 mandados de busca e apreensão, dois de prisão temporária, um de prisão preventiva e 12 de sequestro de bens. A Justiça ordenou o bloqueio de cerca de R$ 410 mil.

De acordo com a PF, trata-se da 98ª operação contra fraudes aos benefícios emergenciais. A corporação indica que foram expedidos mais de 380 mandados de busca e 50 ordens de prisão no âmbito das ofensivas.

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As investigações são conduzidas por uma força-tarefa batizada de "Estratégia Integrada de Atuação contra as Fraudes ao Auxílio Emergencial". Participam do grupo a Polícia Federal, Ministério Público Federal, Ministério da Cidadania, Caixa, Receita Federal, Controladoria-Geral da União e Tribunal de Contas da União.

Com relação à diligências cumpridas nesta quinta-feira, a Polícia Federal no Maranhão fez buscas em endereços de Imperatriz e Davinópolis, para investigar fraudes de R$ 38,6 mil e R$ 14,4 mil, respectivamente.

"No primeiro caso, foi criada uma empresa fantasma para possibilitar a subtração de valores através de transações indevidas com a utilização de máquina de cartão de crédito, tendo como vítimas 60 beneficiários do auxílio emergencial do Governo Federal e, no segundo caso, foram emitidos 24 boletos descontados indevidamente em 23 contas de vítimas distintas, fatos ocorridos nos meses de maio e junho de 2020", indicaram os investigadores.

Já os agentes da corporação em Minas cumpriram um mandado de busca e apreensão em Patos de Minas, na residência de suspeito de ter fraudado em R$ 8,4 mil em auxílios emergenciais em um único dia.

A rede de eletroeletrônicos e artigos para o lar Casa & Vídeo, tradicional no Rio, quer aproveitar o aprendizado com a pandemia para tocar seu plano de expansão, mesmo depois de adiar uma oferta de ações para levantar capital na Bolsa. A meta, neste ano, é abrir 80 lojas, 15 das quais em São Paulo, entre a capital (onde fará sua estreia) e o interior do Estado.

A estreia na capital paulista está marcada para a segunda quinzena de julho. Se não houver atraso nas obras, Cidade Dutra, na zona sul, deverá receber a primeira unidade da rede. Caso contrário, a abertura poderá ocorrer em São Miguel Paulista, Largo Treze, Cidade São Mateus ou Jardim Ângela.

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O plano de expansão da Casa & Vídeo - que conta hoje com 200 lojas e até 2025 prevê triplicar de tamanho - começou a ser testado em 2018 e 2019, foi acelerado em 2020, quando a covid-19 virou o varejo de cabeça para baixo, e pretende ser o mais novo capítulo de uma história de reestruturação.

Fundada há 33 anos, a rede ganhou as manchetes em 2008, quando os antigos donos foram alvo de uma operação da Polícia Federal (PF) contra fraudes fiscais. Hoje, é controlada pela gestora de recursos Polo Capital, que terminou a reestruturação, iniciada pelo empresário Fábio Carvalho, da Legion Holding.

Consolidada no Rio e no Espírito Santo, a rede testou o modelo de expansão abrindo lojas primeiro em Minas Gerais e no interior de São Paulo, segundo Afonso Mendes, diretor de Marketing e Planejamento Comercial da rede. No interior paulista, foram quatro unidades, sempre tentando aproveitar a proximidade do centro de distribuição da rede, que fica na Rodovia Presidente Dutra.

Em paralelo, a Casa & Vídeo começou a tirar do papel um plano de reforço dos canais digitais, com foco no comércio eletrônico, passando pela integração tecnológica dos estoques das lojas e do centro de distribuição. A pandemia de covid-19, que tomou o mundo no início de 2020, acabou acelerando esse processo. "Já tínhamos um projeto de investimento no canal digital, com logística, integração de estoques, conversão das lojas em pontos de retirada e minicentros de distribuição. Isso tudo foi acelerado", disse Mendes.

Canais digitais

A corrida para investir em canais digitais deu o tom ao varejo tradicional durante a crise da covid-19, disse Pedro Serra, gerente de pesquisa da corretora Ativa Investimentos. Quem ganhou para valer em 2020 foram as chamadas "nativas digitais" ou as que já tinham tradição no comércio eletrônico - caso de Mercado Livre, B2W (dona dos sites Submarino, Lojas Americanas e Shoptime) e Magazine Luíza, com a americana Amazon ainda correndo por fora para ganhar espaço no mercado brasileiro, segundo o analista.

"As nativas digitais estavam prontas para surfar a onda. Quem não tinha isso pronto teve de correr atrás ou acelerar."

Para achar espaço entre os grandes, a Casa & Vídeo aposta em um "tempero especial", que promete misturar serviços e produtos únicos nas lojas. Os resultados de 2020 foram bons. A receita líquida da rede foi de R$ 1,1 bilhão, 11% acima da registrada em 2019. O comércio eletrônico passou de 2% das vendas, antes da pandemia, para a expectativa de 10% neste ano.

Para Mendes, não há contradição em investir em lojas físicas em meio à pandemia, porque a Casa & Vídeo aposta no modelo multicanal. Nele, as vendas online ganham espaço, mas as lojas físicas seguem importantes, não no formato original. Além de comprar um produto, os clientes vão ao ambiente físico para experimentar e tirar dúvidas.

A empresa adiou os planos de levantar recursos com uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês). A Casa & Vídeo anunciou a operação em janeiro, mas desistiu em abril. "O momento não está muito favorável. Tem muitas empresas buscando o IPO", disse o presidente do grupo, Ivo Benderoth. "Não temos pressa e só vamos à oferta inicial no momento que entendermos que faz sentido seguir."

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Um dia após o presidente Jair Bolsonaro anunciar que o Bolsa Família pagará em média R$ 300 a partir de dezembro de 2021, técnicos do governo passaram a discutir a viabilidade de acomodar a proposta dentro do espaço fiscal existente para o ano que vem. Segundo apurou o Estadão/Broadcast, a avaliação é que, mantida a orientação do presidente, a área econômica terá de dar um jeito para encontrar a fonte de financiamento para uma ampliação dessa magnitude no valor do benefício.

Como revelou a reportagem, o anúncio pegou integrantes do governo de surpresa, uma vez que o valor médio que norteava todas as simulações até então era de R$ 250. Ainda na noite de terça-feira (15), técnicos alertaram que a elevação da média para R$ 300 não cabe no teto de gastos, a regra que limita o avanço das despesas à inflação.

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No Palácio do Planalto já há um esforço concentrado para encontrar uma solução para o impasse e garantir um benefício no valor prometido por Bolsonaro, em uma espécie de "jogo de estica e puxa". Após a fala do presidente, fontes reafirmaram nos bastidores que o benefício médio deve ficar em R$ 300.

Os candidatos a cortes, porém, estão sendo avaliados com cuidado devido ao histórico recente. O presidente já abortou o lançamento de um programa social turbinado em 2020 depois que a equipe econômica sugeriu cortes no abono salarial ou congelamento de aposentadorias para obter os recursos necessários. Na época, Bolsonaro avisou que não iria "tirar de pobres para dar a paupérrimos".

Na área econômica, uma das alternativas possíveis para compatibilizar a medida com o teto de gastos seria conceder um reajuste de R$ 300 sem reestruturar o Bolsa Família. No entanto, isso significaria que todos os auxílios extras, como bolsas de mérito escolar, esportivo ou científico, ficariam sob risco de serem sepultados. Essa via enfrenta resistências nas demais áreas do governo.

No Planalto, a mensagem é de que "vai haver" reformulação do programa.

Calibragem

Segundo apurou o Estadão/Broadcast, o novo desenho do Bolsa Família já está pronto e pode ser "calibrado" de acordo com o novo valor anunciado pelo presidente, desde que haja fonte de financiamento. Neste ano, o Bolsa Família tem R$ 34,8 bilhões reservados no Orçamento, dinheiro que será suficiente para bancar a ampliação do programa em 2021. O maior problema é 2022.

Além do valor atual, a despesa deve crescer R$ 18,7 bilhões com a reformulação, valor que considera um benefício médio de R$ 250. Com R$ 300, o gasto fica ainda maior, diante de um espaço de cerca de R$ 25 bilhões no teto de gastos.

Economistas do mercado financeiro já começaram a calcular o quão maior pode ficar o gasto com o Bolsa Família, caso o valor médio fique mesmo nos R$ 300 anunciados pelo presidente. O economista Gabriel Leal de Barros, sócio e economista-chefe da RPS Capital, estima que o incremento pode ser de R$ 22,6 bilhões, considerando 16 milhões de famílias beneficiárias, ou até R$ 29,8 bilhões, para 18 milhões de famílias.

Hoje, o Bolsa é pago a 14,7 milhões de famílias. No entanto, o governo não poderá manter o alcance atual do programa por causa de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que na prática manda o governo zerar a fila do programa, que hoje tem ao menos 1 milhão à espera do benefício. Por isso, a calibragem deve se dar mais no valor do que no número de famílias contempladas. Como mostrou o Estadão na terça-feira, o governo prevê atender 16,7 milhões de famílias com o novo desenho do programa.

Projeto de lei

Enquanto os detalhes finais do programa são ajustados, o governo prepara um projeto de lei complementar para mexer na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e na Lei Complementar 173 e destravar o lançamento do novo Bolsa Família. A necessidade desses ajustes foi antecipada pelo Estadão/Broadcast em 22 de maio. Segundo técnicos ouvidos pela reportagem, é preciso afastar pontualmente alguns dispositivos dessas leis que vedariam a ampliação de gastos obrigatórios neste ano.

O governo também deve encaminhar um projeto de lei ao Congresso Nacional (PLN) para alterar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2021 com o mesmo objetivo. Técnicos alertam que é preciso agilizar a aprovação dessas propostas no Legislativo, pois elas precisam ser sancionadas antes da edição da Medida Provisória que reformulará o Bolsa Família.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A Ford vai pagar cerca de R$ 2,5 bilhões como indenização ao governo do Estado da Bahia por fechar a fábrica de Camaçari, após ter recebido incentivos fiscais desde o início de suas operações no Estado, em 2001. O acerto deve ser anunciado nos próximos dias, segundo fontes dos setores automotivo e jurídico.

O governador Rui Costa (PT) ainda teria tentado convencer a Ford a manter a operação da fábrica, onde eram produzidos os modelos Ka e EcoSport, mas, como a decisão veio da matriz americana, não teve jeito.

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É possível, contudo, que a própria Ford, ou um de seus fornecedores, mantenha uma ala da fábrica baiana para produzir peças para o mercado de reposição, projeto a ser confirmado.

Procurado nesta quarta-feira (16), o governo da Bahia não deu retorno sobre o assunto. A Ford disse que "não vai se manifestar sobre o tema". A empresa informou ainda que tem recebido vários contatos de interessados em adquirir as instalações da fábrica, mas nada conclusivo.

A Ford anunciou o fechamento das fábricas da Bahia e de Taubaté (SP) em janeiro, alegando que operavam com prejuízo havia vários anos. Em 2019 o grupo já havia fechado a unidade de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, que produzia caminhões e o modelo Fiesta.

A planta da Troller em Horizonte (CE), onde é feito o jipe T4, vai funcionar até o fim do ano e também está à venda.

Construída por empresários brasileiros, a Troller foi adquirida em 2007 para que a fábrica da Bahia - que já tinha recebido incentivos por ter sido palco de uma guerra fiscal nos anos 2000 - pudesse desfrutar do regime especial de tributação para montadoras do Nordeste.

O governo do Ceará acompanha as negociações com dois interessados na Troller, e torce para que o eventual comprador mantenha a produção do jipe, assim como os 500 empregos.

Reservas

Após mais de 100 anos como fabricante no Brasil, a Ford agora apenas importa modelos da marca. Ainda assim, o grupo disse que vai manter seu centro de desenvolvimento de produtos em Camaçari.

Quando decidiu deixar de produzir automóveis no País, onde foi a quarta maior montadora no ranking de vendas, a Ford disse que havia reservado US$ 4,1 bilhões para pagar despesas com baixa de créditos fiscais, depreciação, rescisões e indenizações de governos, trabalhadores, fornecedores e concessionários. Fontes ouvidas pelo Estadão acreditam que o valor já foi ultrapassado.

Trabalhadores

A Ford já fechou acordos de indenização com os cerca de 5 mil trabalhadores de Camaçari e Taubaté, após entendimento os sindicatos de metalúrgicos locais. Cada um deles recebeu no mínimo R$ 130 mil, além de direitos normais de rescisão de contratos.

A fábrica de Taubaté atualmente passa por processos de desligamento e desmontagem de equipamentos, com menos de 60 funcionários. Não há informações de interessados em adquirir as instalações.

Após quase um ano de negociações lideradas pelo governador de São Paulo, João Doria, que queria outra montadora para o lugar da Ford, a fábrica do ABC foi adquirida por um grupo da área imobiliária que está transformando o local em um grande centro logístico.

Não há informações de como está o acerto de contas com os fornecedores de peças. Já com os concessionários, que ameaçaram ir à Justiça, a empresa preferiu fazer acertos individuais. A Ford informou que "continua com excelente progresso nesta questão, mas ainda tem negociações à frente".

Do total de 283 lojas, a Ford vai ficar com 120 para vender os modelos importados, entre eles os utilitários-esportivos Territory, da China, e o Bronco, do México. As demais buscam novas bandeiras para representar e algumas fecharão as portas.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A partir desta quinta-feira (17), os trabalhadores informais e inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) nascidos em  dezembro podem sacar a segunda parcela do auxílio emergencial 2021. O dinheiro estava previsto para ser depositado nas contas poupança digitais da Caixa Econômica Federal em 8 de julho.

Os recursos também poderão ser transferidos para uma conta-corrente, sem custos para o usuário. Até agora, o dinheiro apenas podia ser movimentado por meio do aplicativo Caixa Tem, que permite o pagamento de contas domésticas (água, luz, telefone e gás), de boletos, compras em lojas virtuais ou compras com o código QR (versão avançada do código de barras) em maquininhas de estabelecimentos parceiros.

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Em caso de dúvidas, a central telefônica 111 da Caixa funciona de segunda a domingo, das 7h às 22h. Além disso, o beneficiário pode consultar o site auxilio.caixa.gov.br.

Também hoje, beneficiários do Bolsa Família com o Número de Inscrição Social (NIS) de final 1 poderão sacar a terceira parcela do benefício.

Na terça-feira (15), o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, disse que o banco estuda antecipar o pagamento da quarta parcela do auxílio emergencial. O atual cronograma prevê que a Caixa comece a depositar os valores relativos à quarta parcela na conta social digital dos beneficiários nascidos em janeiro a partir de 23 de julho e que os depósitos da quarta fase se estendam até 22 de agosto, com o pagamento para os nascidos em dezembro.

O auxílio emergencial foi criado em abril do ano passado pelo governo federal para atender pessoas vulneráveis afetadas pela pandemia de covid-19. Ele foi pago em cinco parcelas de R$ 600 ou R$ 1,2 mil para mães chefes de família monoparental e, depois, estendido até 31 de dezembro de 2020 em até quatro parcelas de R$ 300 ou R$ 600 cada.

Neste ano, a nova rodada de pagamentos, durante quatro meses, prevê parcelas de R$ 150 a R$ 375, dependendo do perfil: as famílias, em geral, recebem R$ 250; a família monoparental, chefiada por uma mulher, recebe R$ 375; e pessoas que moram sozinhas recebem R$ 150.

No dia 8 de junho, o ministro da Economia, Paulo Guedes, informou que o auxílio emergencial será prorrogado por pelo menos mais dois meses. Previsto para terminar em julho, o benefício pode ser estendido até setembro, mas esse período ainda poderá ser ampliado, caso a vacinação da população adulta não esteja avançada. 

“O presidente Jair Bolsonaro é quem vai decidir o prazo. Primeiro, esses dois ou três meses, e então devemos aterrissar em um novo programa social que vai substituir o Bolsa Família”, disse. Segundo Guedes, os recursos para a prorrogação do auxílio emergencial serão viabilizados por meio de abertura de crédito extraordinário. Atualmente, o custo mensal do programa, que paga um benefício médio de R$ 250 por família, é de R$ 9 bilhões.

O dólar ficou abaixo de R$ 5 pela primeira vez desde 10 de junho do ano passado nesta quarta-feira, 16. Na mínima, o dólar à vista caiu 0,90%, para R$ 4,9976, e às 12h57 era cotado a R$ 5,0011, com queda de 0,83%.

A entrada de capital estrangeiro no mercado local e as vendas de exportadores puxam a queda. O fluxo cambial positivo para o Brasil é resultado da perspectiva de manutenção de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) nesta tarde, enquanto, por aqui, as apostas majoritárias são de que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central vai aumentar a taxa Selic em pelo menos 0,75 ponto, para 4,25% ao ano, embora parte do mercado aposte em 1 ponto.

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"O fluxo positivo coloca o dólar ante o real na contramão do fortalecimento da moeda americana durante a manhã ante peso mexicano, peso chileno e peso argentino", observa o operador Hideaki Iha, da corretora Fair.

Ele afirma, no entanto, que o ajuste de baixa do dólar frente o real é limitado pela cautela com o risco fiscal, após proposta do presidente Jair Bolsonaro de aumentar o benefício do Bolsa família a R$ 300, além da preocupação com a crise hídrica no País e percepção de aumento da reação contrária à medida provisória que abre caminho para a privatização da Eletrobras. A proposta deve ser votada nesta quarta no Senado, mas não há consenso entre líderes.

A Bolsa brasileira é marcada pela instabilidade tradicional dos dias de vencimento de opções sobre seu principal índice, o Ibovespa, que segue sem forças para retomar os 130 mil pontos da abertura e da máxima até o momento. Às 12h58, o Ibovespa caía 0,31%, chegando aos 129.687,28 pontos.

Apesar da pouca oscilação, o sinal de baixa prevalece, refletindo principalmente a queda das ações ligadas às commodities metálicas, que dão continuidade ao processo de realização de lucros e ainda reagem a novos sinais de crescimento econômico menos robusto do que o esperado da China, além de medidas adotadas pelo país para conter os preços das matérias-primas.

A desvalorização do Ibovespa também reflete a preocupação do mercado com a falta de Bolsonaro sobre o Bolsa Família e as incertezas em relação à MP da Eletrobras.

O caixa das fintechs brasileiras não para de receber dinheiro novo. Uma semana depois de o Nubank anunciar uma rodada de investimento de US$ 750 milhões, a curitibana Ebanx, que atende a gigantes como Spotify, AliExpress, Shopee e Uber, anunciou nesta terça-feira (15), que recebeu um cheque de US$ 430 milhões (R$ 2 bilhões) do fundo de private equity americano Advent, um dos mais ativos no mercado brasileiro.

O investimento será fatiado: US$ 400 milhões agora e um comprometimento de investimento de outros US$ 30 milhões no momento da oferta inicial de ações (IPO, pela sigla em inglês) da companhia, estimada para ocorrer em aproximadamente um ano.

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Segundo o presidente executivo do Ebanx, João Del Valle, os novos recursos vão apoiar a trajetória de crescimento da companhia e sua rota de expansão - entre os planos está na mira da startup atrair talentos e fazer aquisições na América Latina. Apesar de não haver até aqui uma data fechada para o IPO, que ocorrerá nos Estados Unidos, a empresa já está debruçada sobre os preparativos. "Em termos de indicadores financeiros, já preenchemos todos os requisitos", disse.

O executivo lembrou que a startup, desde sua fundação, se preocupou o em buscar os clientes antes de atrair investidores - decisão que garantiu, de largada, a lucratividade. "Somos uma empresa com saúde financeira e rentável", disse.

Segundo a Advent, esse foi o maior investimento que a gestora já realizou em uma empresa latino-americana de tecnologia. "O Ebanx é uma das empresas mais impressionantes que conheci nos últimos 20 anos", disse, em nota, Mario Malta, sócio do fundo e responsável por investimentos em serviços financeiros na América Latina.

Não foi divulgada qual a avaliação da fintech de Curitiba após o novo recurso. O Ebanx atingiu status de "unicórnio" (ou seja, foi avaliado em mais de US$ 1 bilhão) em outubro de 2019, após aporte de valor não divulgado do fundo FTV Capital. Desde então, não revelou mais o seu tamanho.

História

Fundada em 2012, o Ebanx ficou conhecido por ajudar plataformas estrangeiras a venderem no Brasil com pagamentos em moeda local. Desde 2015, investe em um projeto de internacionalização robusto, começando com México, Colômbia, Argentina, Chile, Peru, Uruguai, Bolívia e Equador. Em outubro de 2020, anunciou expansão para cinco novos mercados: Panamá, Costa Rica, República Dominicana, Guatemala e Paraguai.

Para Renan Schaefer, diretor executivo da Associação Brasileira de Fintechs (ABFintechs), o aporte é um voto de confiança na expansão internacional das startups brasileiras. "A aceleração do Ebanx só consolida a capacidade que as empresas do País têm de desenvolver soluções tecnológicas competitivas em mercados globais", afirmou.

Rumo à bolsa

A exemplo de outras companhias brasileiras do setor de pagamentos, o Ebanx planeja abrir capital nos EUA, possivelmente na bolsa de tecnologia Nasdaq - mesmo movimento feito pelas empresas PagSeguro e Stone, avaliadas em US$ 17,5 bilhões e US$ 19,8 bilhões, respectivamente.

Segundo dados da empresa de inovação Distrito, as fintechs brasileiras receberam mais de US$ 1,8 bilhão em aportes ao longo de 2020 - em 2019, o total foi de aproximadamente US$ 1 bilhão. É o setor mais forte do ecossistema de inovação brasileiro: no ano passado, as fintechs receberam mais da metade do volume total investido em startups brasileiras.

"Há muito dinheiro nesse mercado. O potencial é muito grande para as fintechs que estiverem bem posicionadas e preparadas para resolver as dores desse setor", afirmou Schaefer, da ABFintechs.

Além disso, com o fortalecimento do mercado de fintechs também se acirra a competição no setor financeiro brasileiro, disse Newton Campos, pesquisador do Centro de Estudos em Private Equity da Fundação Getúlio Vargas (FGV). "Essas startups apoiadas por fundos cada vez mais gordos tendem a comer o mercado dos grandes bancos pela beirada", disse.

Cheques gigantes

O novo aporte do Ebanx é o quinto maior já realizado em startups da América Latina, segundo a Distrito. O Nubank lidera o ranking com a rodada de US$ 1,15 bilhão, fechada na semana passada. Em seguida, vêm a startup colombiana de entregas Rappi e a brasileira Loft, que levantaram, respectivamente, US$ 1 bilhão e US$ 525 milhões. A mexicana de carros usados Kavak ocupa o quarto lugar da lista, com aporte de US$ 485 milhões. Desses, apenas o da Rappi não aconteceu em 2021.

Neste ano, além dos aportes do Nubank e da Loft, a startup de entregas Loggi levantou investimento de US$ 212 milhões em fevereiro, mirando expandir nacional. Em maio, o QuintoAndar recebeu US$ 300 milhões, de olho na disputa pelo mercado imobiliário e com o plano de entrar no México.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A partir desta quarta-feira (16), os trabalhadores informais e inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) nascidos em novembro podem sacar a segunda parcela do auxílio emergencial 2021. O dinheiro foi depositado nas contas poupança digitais da Caixa Econômica Federal em 5 de julho.

Os recursos também poderão ser transferidos para uma conta-corrente, sem custos para o usuário. Até agora, o dinheiro apenas podia ser movimentado por meio do aplicativo Caixa Tem, que permite o pagamento de contas domésticas (água, luz, telefone e gás), de boletos, compras em lojas virtuais ou compras com o código QR (versão avançada do código de barras) em maquininhas de estabelecimentos parceiros.

##RECOMENDA##

Em caso de dúvidas, a central telefônica 111 da Caixa funciona de segunda a domingo, das 7h às 22h. Além disso, o beneficiário pode consultar o site auxilio.caixa.gov.br.

A terceira parcela poderá ser sacada a partir de 27 de julho e a quarta, a partir de 27 de agosto. 

Na terça-feira (15), o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, disse que o banco estuda antecipar o pagamento da quarta parcela do auxílio emergencial. O atual cronograma prevê que a Caixa comece a depositar os valores relativos à quarta parcela na conta social digital dos beneficiários nascidos em janeiro a partir de 23 de julho e que os depósitos da quarta fase se estendam até 22 de agosto, com o pagamento para os nascidos em dezembro.

O auxílio emergencial foi criado em abril do ano passado pelo governo federal para atender pessoas vulneráveis afetadas pela pandemia de Covid-19. Ele foi pago em cinco parcelas de R$ 600 ou R$ 1,2 mil para mães chefes de família monoparental e, depois, estendido até 31 de dezembro de 2020 em até quatro parcelas de R$ 300 ou R$ 600 cada.

Neste ano, a nova rodada de pagamentos, durante quatro meses, prevê parcelas de R$ 150 a R$ 375, dependendo do perfil: as famílias, em geral, recebem R$ 250; a família monoparental, chefiada por uma mulher, recebe R$ 375; e pessoas que moram sozinhas recebem R$ 150.

No dia 8 de junho, o ministro da Economia, Paulo Guedes, informou que o auxílio emergencial será prorrogado por pelo menos mais dois meses. Previsto para terminar em julho, o benefício pode ser estendido até setembro, mas esse período ainda poderá ser ampliado, caso a vacinação da população adulta não esteja avançada. 

“O presidente Jair Bolsonaro é quem vai decidir o prazo. Primeiro, esses dois ou três meses, e então devemos aterrissar em um novo programa social que vai substituir o Bolsa Família”, disse.

Segundo Guedes, os recursos para a prorrogação do auxílio emergencial serão viabilizados por meio de abertura de crédito extraordinário. Atualmente, o custo mensal do programa, que paga um benefício médio de R$ 250 por família, é de R$ 9 bilhões.

A Mega-Sena sorteia nesta quarta-feira (16) um prêmio estimado pela Caixa Econômica Federal em R$ 3 milhões.

As seis dezenas do concurso 2.381 serão sorteadas a partir das 20h (horário de Brasília), no Espaço Loterias Caixa, localizado no Terminal Rodoviário Tietê, na cidade de São Paulo.

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As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília), nas casas lotéricas credenciadas pela Caixa, em todo o país ou pela internet.

A aposta mínima, com seis dezenas marcadas, custa R$ 4,50.

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) denunciou que a Petrobras está receitando ivermectina para tratamento da covid-19 a seus empregados, segundo receita fornecida a trabalhadores da empresa contaminados ou com suspeita de contaminação pela doença.

O remédio é condenado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no tratamento do covid-19, porque além de ser ineficaz, pode produzir efeitos colaterais.

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"A insistência neste tratamento contraria não só os protocolos dos órgãos de saúde mundial: a própria farmacêutica Merck, que fabrica o medicamento, declarou em comunicado oficial que, na análise de seus cientistas, não há eficácia no uso do medicamento para a covid", alerta a FUP em nota.

Os médicos da estatal seguem o mesmo comportamento do governo federal, que liderado pelo presidente Jair Bolsonaro, defende o tratamento precoce do covid-19 via medicamentos não aceitos pela OMS. A ivermectina, por exemplo, é utilizada no tratamento de parasitas, como piolhos e sarnas.

A federação criticou também a qualidade das máscaras que vêm sendo distribuídas pela Petrobras.

"Além de receitar remédios sem eficácia comprovada, a empresa resiste em fornecer máscaras de proteção PFF2 para todos os empregados, contrariando recomendações do Ministério Público do Trabalho e da Fiocruz", informou.

A entidade ressalta ainda que a Petrobras também tem se recusado a fazer testagem para covid-19 na metade do período do embarque nas plataformas (a testagem só é feita no início do embarque), e que não respeita o distanciamento social em suas atividades.

Segundo o 61º Boletim Covid-19 divulgado ontem, 14, pelo Ministério de Minas e Energia (MME), o número de óbitos na Petrobras por covid-19 mais que dobrou nos últimos dois meses e meio, para 45 trabalhadores, e 7.205 foram infectados pela doença, sendo que 6.949 já estão recuperados.

Outro lado

Segundo a Petrobras, "não há qualquer orientação corporativa quanto aos medicamentos a serem prescritos em caso de covid-19, ou qualquer outra doença. A prescrição de medicamentos para qualquer enfermidade é de escolha e responsabilidade do profissional médico e esta autonomia é assegurada pelo Código de Ética Médica".

Ainda de acordo com a estatal, os médicos da Petrobras têm como atribuição principal a saúde ocupacional e, durante a pandemia de covid-19, atuam na construção e acompanhamento de medidas de prevenção.

"A prescrição de medicamentos para tratamento de covid-19 é realizada apenas em situações pontuais. É sempre reforçada a recomendação de buscar o médico assistente para acompanhamento do tratamento, seja na rede pública ou particular conveniada", explicou.

Sobre o aumento das mortes e infecções pela pandemia, a empresa afirmou que os casos de contágio registrados seguem tendência semelhante às médias nacionais, sendo que o diagnóstico na Petrobras é mais preciso, pois os colaboradores são testados com maior frequência que a população em geral.

Também informou que a Petrobras fornece diferentes tipos de máscaras a depender do tipo de atividade desempenhada e natureza das atividades. "São usadas máscaras de tecido ou descartáveis com múltiplas camadas, máscaras cirúrgicas e máscaras do tipo PFF-2", disse em nota, reforçando que tem adotado todas as medidas de proteção aos trabalhadores para evitar a contaminação.

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