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A Petrobras negocia atualmente com parceiros um potencial consórcio para fazer ofertas por blocos em leilão do pré-sal, afirmou em entrevista nesta sexta-feira o executivo-chefe da companhia, Roberto Castello Branco. Ele, contudo, não quis dar mais detalhes sobre essas conversas.

Castello Branco disse que o leilão do governo do Brasil no próximo mês de blocos do pré-sal é fundamental para os planos de crescimento de sua empresa. Muitas das maiores petroleiras do mundo, entre elas ExxonMobil, Royal Dutch Shell e BP, além da própria Petrobras, estão registradas para participar da disputa, marcada para 6 de novembro.

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A petroleira brasileira tem vendido campos menos rentáveis e que não estão entre os cruciais para ela, além de outras operações, para se concentrar na produção. A companhia precisa investir em novos campos para reforçar suas reservas e elevar a produção nos próximos anos, disse Castello Branco. "Nós precisamos acrescentar reservas para crescer", comentou, acrescentando que os leilões são uma oportunidade única para comprar ativos de alta qualidade.

A experiência da Petrobras com os campos torna a companhia a "detentora natural" desses depósitos, opinou Castello Branco em seu escritório. "Nós descobrimos isso, nós desenvolvemos isso", lembrou. "Temos a tecnologia, temos engenheiros altamente competentes" e experientes para lidar com as dificuldades de se produzir na área. A produção dos campos é também mais rentável que a produção da companhia de outros depósitos e outros negócios, como o refino, portanto é melhor para a Petrobras se desfazer destes e impulsionar a produção, disse o executivo, que também enfatizou o trabalho para reduzir custos operacionais e aumentar a eficiência da companhia. Fonte: Dow Jones Newswires.

As bolsas de Nova York fecharam em território negativo, nesta sexta-feira. Sinais do exterior contribuíram para a cautela, entre eles o Produto Interno Bruto (PIB) modesto da China, e também declarações de uma dirigente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). Além disso, notícias corporativas influenciaram ações específicas.

O índice Dow Jones fechou em queda de 0,95%, em 26.770,20 pontos, o Nasdaq recuou 0,83%, a 8.089,54 pontos, e o S&P 500 teve baixa de 0,39%, a 2.986,20 pontos. Na comparação semanal, o Dow Jones caiu 0,17%, mas o Nasdaq subiu 0,63% e o S&P 500 avançou 0,54%.

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O PIB da China cresceu 6,0% no terceiro trimestre, na comparação anual, no patamar mais fraco em 27 anos. Analistas ouvidos pelo Wall Street Journal previam alta de 6,1%. Além disso, também a questão do Brexit seguia no radar, com as dificuldades do Reino Unido para chegar a um acordo em sua saída da União Europeia.

Dirigentes do Fed também foram monitorados. Presidente da distrital de Kansas, Esther George afirmou não ver fraqueza suficiente na economia americana para demandar agora uma resposta da política monetária. Para ela, a economia do país tem um bom desempenho, apesar da desaceleração vista no setor industrial e nos negócios em geral. George também disse, contudo, que há riscos "proeminentes" para o crescimento americano. Após as declarações dela, o quadro piorou nos mercados acionários americanos.

Em linha similar, o vice do Fed, Richard Clarida, afirmou que a economia dos EUA "confronta alguns riscos evidentes", citando também o enfraquecimento da indústria. Já o presidente do Fed de Dallas, Robert Kaplan, afirmou prever que a sequência de corte de juros seja "modesta, limitada e contida".

Entre as empresas em foco, a ação da Boeing fechou em baixa de 6,79%, na mínima do dia, em meio a novas preocupações sobre questões de segurança do modelo 737 MAX. Essa aeronave foi a que se envolveu em dois acidentes fatais, o que levou à paralisação dos voos com o modelo, enquanto ele é revisado para depois se buscar novamente autorização para operar. Mensagens de 2016 reveladas agora sugeriam que a companhia teria passado informações incompletas a reguladores sobre a segurança de um sistema importante para o 737 MAX.

Os setores de tecnologia e serviços de comunicação recuaram ambos quase 1%. Netflix fechou em baixa de 6,15%, após vários analistas cortarem suas projeções para o preço da ação. Facebook caiu 2,38%, Twitter cedeu 1,57% e Alphabet, 0,67%, mas Apple, na contramão da maioria, subiu 0,48%.

As petroleiras tampouco se saíram bem, com Chevron em queda de 0,53%, ExxonMobil de 0,78% e ConocoPhillips, 1,06%. As montadoras, por outro lado, não tiveram sinal único, com General Motors em baixa de 0,06%, mas Ford Motor subindo 1,98% e Fiat Chrysler em alta de 0,61%.

O dólar recuou ante rivais nesta sexta-feira com o processo do Brexit e as declarações do vice-presidente do Banco da Inglaterra (BoE, pela sigla em inglês), Dave Ramsden, dando força à libra. O euro acompanhou o movimento da moeda britânica. Com isso, o índice DXY, que mede a variação da moeda americana ante uma cesta de seis rivais, encerrou o dia no campo negativo.

Perto do horário de fechamento em Nova York, o dólar baixava a 108,44 ienes, enquanto o euro subia a US$ 1,1166 e a libra avançava a US$ 1,948. Já o índice DXY fechou em queda de 0,40%, aos 97,282 pontos.

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O impasse do Brexit segue dando o tom nos mercados internacionais. São grandes as probabilidades de que o Parlamento britânico rejeite, em sessão extraordinária neste sábado, o acordo para o impasse entre o Reino Unido e a União Europeia. Não se sabe, contudo, qual será o próximo capítulo: se o país deixará o bloco sem um entendimento aprovado pelo legislativo, em 31 de outubro, data definida em lei para o divórcio, ou se solicitará uma extensão do prazo para sair da União Europeia.

Ainda assim, o euro e a libra encontraram espaço para avançar ante o dólar. A moeda britânica ampliou os ganhos após Dave Ramsdem sinalizar que a saída do Reino Unido da União Europeia pode significar uma alta na taxa básica de juros do país.

Os ganhos foram contidos, no entanto, pela fala do presidente da França, Emmanuel Macron, de que não apoiaria uma extensão do prazo do Brexit caso o Parlamento britânico rejeite o acordo firmado com o bloco europeu.

Diante do clima de incertezas, o dólar ainda recuou ante o iene e ante o franco suíço, consideradas divisas mais seguras, procuradas em momentos de cautela entre investidores.

De acordo com analistas do Western Union, a fraqueza do dólar ante moedas mais seguras também tem relação com a falta de progressos significativos no impasse da guerra comercial entre os Estados Unidos e a China.

Após uma manhã de instabilidade, em que alternou leves altas e quedas, o Ibovespa não resistiu à piora das bolsas americanas e operou em território negativo ao longo da segunda etapa de negócios, abaixo da linha dos 105 mil pontos. Segundo operadores, em meio a incertezas externas e à falta de novos gatilhos domésticos para uma nova onda de valorização do índice, investidores preferiram adotar uma postura cautelosa.

Com máxima aos 105.464,25 pontos e mínima de 104.524,97 pontos, o principal índice da B3 encerrou a sessão desta sexta-feira (18) aos 104.728,89 pontos, em queda de 0,27%. Apesar da queda nos dois últimos dias, o Índice fechou a semana com alta de 1%. O volume negociado hoje foi de R$ 16,1 bilhões.

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Operadores lembram que o Ibovespa passou por uma recuperação expressiva nos últimos dias e era natural que, ao se aproximar do recorde histórico, houvesse um movimento de ajustes técnicos. De fato, o índice subiu em seis das últimas oito sessões. Do piso dos 99.867,59 pontos, no dia 8, até o teto de 105.422,80 pontos, no dia 16, o Ibovespa acumulou valorização de 5,56%.

A aprovação do acordo para saída do Reino Unido da União Europeia, o Brexit, e a trégua na guerra comercial sino-americana diminuíram a tensão nos mercados globais. Mas ainda há certa cautela, já que ainda há etapas pendentes para a concretização desses avanços. O acordo do Brexit ainda precisa ser aprovado pelo parlamento britânico, com votação prevista para este sábado. O entendimento entre China e Estados Unidos, além de parcial, é precário. Não se descarta a possibilidade de o presidente americano, Donald Trump, voltar a atacar os chineses durante o processo de negociação.

"A bolsa está com volume baixo e sem força para novas altas. Muita gente não quer ficar exposto durante o fim de semana, porque a incerteza lá fora ainda é grande", afirma Pedro Galdi, analista da Mirae Asset, ressaltando que o mercado está muito sensível ainda à questão da guerra comercial e pode "chacoalhar" com qualquer declaração negativa de Trump.

No ambiente doméstico, a expectativa para a próxima semana se concentra na votação da reforma da Previdência em segundo turno no Senado, prevista para terça-feira, 22. A opinião predominante entre profissionais ouvidos pelo Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, é a de que os atritos entre o presidente Jair Bolsonaro e o partido pelo qual ele se elegeu, o PSL, não ameaçam a votação da reforma.

Para Galdi, da Mirae, com a aprovação da reforma da Previdência, aliada a sinais de melhora da economia, como os números do Caged em setembro (criação de 157.213 vagas formais), o Ibovespa pode ganhar fôlego e rumar para os 110 mil pontos até o fim do ano. "Faltam dois meses do fim do ano e, se não tiver problema lá fora, o índice pode buscar novo recorde até dezembro", diz.

Entre as blue chips, as ações da Petrobras fecharam em queda, em dia de baixa do petróleo no mercado internacional. Os dados da produção da petroleira no terceiro trimestre, contudo, foram considerados fortes pelos analistas. Já as ações ON da Vale amargaram queda de 1,46%, em semana de retração do preço do minério. Dados da economia chinesa foram mistos. O PIB da China subiu 6% no terceiro trimestre (anualizado), o menor crescimento em 27 anos, mas a produção industrial e as vendas no varejo aceleraram em setembro na comparação com igual período do ano passado.

Com participação relevante no Ibovespa, as ações de bancos, à exceção do Banco do Brasil, fecharam em queda, com perdas mais acentuadas da PN do Itaú (-1,18%) e das units do Santander (-1,32%). Os papéis do BB subiram 2,56%, a terceira maior alta da carteira teórica do índice, após a oferta subsequente de ações (follow on) ser precificada em R$ 44,05, apenas 2% abaixo em relação ao preço de fechamento de quinta.

As duas maiores altas do Ibovespa foram das ações da Eletrobras - ON subiu 5,03% e PNB, 3,37%. Foram bem recebidas as declarações do ministro de Minas e Energia, Bento Ribeiro, dando conta de que o projeto de lei para capitalização da empresa será enviado ao Congresso entre o fim deste mês e o início de novembro.

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), criticou nesta sexta-feira, 18, a decisão do Tribunal de Contas do Estado (TCE) de retirar os inativos do cálculo de gasto com pessoal. Segundo Zema, a decisão - que afasta o Estado dos critérios utilizados pelo Tesouro Nacional - foi um "retrocesso", mas afirmou que não deve impactar a entrada de Minas Gerais no Regime de Recuperação Fiscal (RRF).

"O TCE já havia aderido à regra do Tesouro, que eu diria que deveria ser uma regra impositiva. Mas o TCE tem soberania. O que eu gostaria é que ele fizesse o que fosse melhor para os mineiros, não o que fosse melhor para determinados grupos", disse, após evento realizado pelo Centro de Liderança Pública (CLP).

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Um dos critérios para ingresso no RRF (regime de socorro a Estados com profundo desequilíbrio fiscal) é ter um alto grau de comprometimento das contas com gasto com pessoal. Sem os inativos na conta, o Estado pode não atingir esse patamar e ficar de fora dos critérios elegíveis.

Problema similar ocorreu com o Rio Grande do Sul, que também tinha um cálculo oficial do gasto com pessoal diferente do Tesouro. Tanto Minas Gerais, quanto Rio Grande do Sul tentam ingressar no RRF, que até hoje só tem como adepto o Rio de Janeiro.

Segundo Zema, a decisão do TCE não deve atrapalhar porque o Estado pode apresentar os dados ao Tesouro pelo critério oficial estadual e pelo critério do Tesouro. "Não chega a atrapalhar, mas não deixa de soar muito mal", disse.

Ingresso no RRF

O governador afirmou ainda que o governo espera conseguir ingressar no RRF até o fim de março de 2020. Ele explicou que o primeiro projeto necessário para cumprir com as exigências do regime já foi encaminhado para a Assembleia Legislativa. E que os demais projetos de lei - entre eles o que permite a privatização de estatais, incluindo a Cemig - devem ser encaminhados à medida em que a assembleia julgue adequado.

"É bem provável que consigamos encaminhar as próximas etapas ainda no primeiro trimestre de 2020. E gostaria muito que o Estado tivesse adesão sacramentada até o fim de março", disse Zema.

Desafio

O governador de Minas Gerais afirmou que tem o desafio de preparar o Estado para aderir ao RRF. "Na semana passada, encaminhamos à Assembleia Legislativa o primeiro projeto de lei que permite isso", disse Zema, acrescentando que a primeira empresa a ser privatizada será a Codemig e que, em um segundo momento, virão as privatizações de Cemig e Copasa.

"Não há plano B. Plano B não existe em Minas. O plano é sanear as contas", disse Zema, depois de afirmar que as empresas estatais mineiras se tornaram um "obstáculo ao desenvolvimento do Estado".

Críticas

Zema criticou a gestão da Cemig nos governos anteriores e disse que a estatal impedia "diversos investimentos" em energia fotovoltaica no Norte do Estado. "Além disso, muitos empreendimentos imobiliários que solicitavam energia elétrica tinham que se sujeitar a um prazo de espera de 1 a 3 anos. E muita gente desistia de investir".

O governador de Minas Gerais criticou, também, o que chamou de "descontrole de gastos" de governos anteriores. "A situação de Minas já era gravíssima em alguns anos e, por incrível que pareça, o governo anterior maquiou os dados para que nada fosse feito."

A Caixa Econômica Federal inicia nesta sexta-feira (18) mais uma etapa de liberação do Saque Imediato do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Esta fase é para trabalhadores que não têm conta na Caixa.

Nesta fase, a liberação ocorre conforme calendário de nascimento. Os trabalhadores nascidos em janeiro que não têm conta no banco poderão sacar até R$ 500 de cada conta ativa ou inativa do fundo, a partir de hoje. Serão cerca de 4,1 milhões de pessoas, com injeção de R$ 1,8 bilhão na economia do país.

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Segundo a Caixa, 40% dos 96 milhões de brasileiros com direito ao saque já receberam os valores referentes ao Saque Imediato. Desse total, 82% movimentaram o dinheiro pelo celular, sem precisar ir a agências. O saque começou em setembro para quem tem poupança ou conta corrente na Caixa, com crédito automático.

Em um mês, mais de R$ 15 bilhões em crédito em conta foi feito para quase 37 milhões de trabalhadores

Segundo a Caixa, no total, os saques do FGTS podem resultar em uma liberação de cerca de R$ 28 bilhões na economia. Para 2020, serão mais R$ 12 bilhões.

Atendimento

Os saques de até R$ 500 podem ser feitos nas casas lotéricas e terminais de autoatendimento para quem tem senha do cartão cidadão. Quem tem cartão cidadão e senha pode sacar nos correspondentes Caixa Aqui, apresentando documento de identificação, ou em qualquer outro canal de atendimento.

No caso dos saques de até R$ 100, a orientação da Caixa é procurar casas lotéricas, com apresentação de documento de identificação original com foto. Segundo a Caixa, mais de 20 milhões de trabalhadores podem fazer o saque só com o documento de identificação nas lotéricas.

Quem não tem senha e cartão cidadão e vai sacar mais de R$ 100, deve procurar uma agência da Caixa.

Embora não seja obrigatório, a Caixa orienta ainda, para facilitar o atendimento, que o trabalhador leve também a carteira de trabalho para fazer o saque. Segundo o banco, a Carteira de Trabalho pode ser necessária para atualizar dados.

As dúvidas sobre valores e a data do saque podem ser consultadas no aplicativo do FGTS (disponível para iOS e Android), pelo site ou pelo telefone de atendimento exclusivo 0800 724 2019, disponível 24 horas.

A data limite para saque é 31 de março de 2020. Caso o saque não seja feito até essa data, os valores retornam para a conta do FGTS do trabalhador.

Horário especial

Para facilitar o atendimento, a Caixa vai abrir 2.302 agências em horário estendido hoje, segunda-feira (21) e terça-feira (22). As agências que abrem às 8h, terão o encerramento do atendimento duas horas depois do horário normal de término.

As que abrem às 9h, terão atendimento uma hora antes e uma hora depois. Aquelas que abrem às 10h, iniciam o atendimento com duas horas de antecedência. E as que abrem às 11h, também iniciam o atendimento duas horas antes do horário normal.

A lista das agências com horário especial de atendimento pode ser consultada no site da Caixa.

Essas agências também abrirão no sábado (19), das 9h às 15h (horário local), para fazer pagamentos, tirar dúvidas, fazer ajustes de cadastro dos trabalhadores e emitir senha do Cartão Cidadão.

A Caixa destaca que o Saque Imediato não altera o direito de sacar todo o saldo da conta do FGTS, caso o trabalhador seja demitido sem justa causa ou em outras hipóteses previstas em lei.

Essa modalidade de saque não significa que houve adesão ao Saque Aniversário, que é uma nova opção oferecida ao trabalhador, em alternativa à sistemática de saque por rescisão do contrato de trabalho.

Por meio do Saque Aniversário, o trabalhador poderá retirar parte do saldo da conta do FGTS, anualmente, de acordo com o mês de aniversário.

O presidente Jair Bolsonaro sancionou nesta quinta-feira a Lei 13.885/2019, que estabelece critérios de distribuição dos recursos do megaleilão do petróleo com Estados e municípios. O projeto que resultou na nova lei foi aprovado esta semana pelo Senado, depois de já ter passado pela Câmara, e foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) nesta noite.

O leilão do excedente de petróleo da chamada cessão onerosa está marcado para 6 de novembro e tem previsão de arrecadar R$ 106,6 bilhões. A expectativa é que, com a divisão, prefeitos e governadores recebam um total de R$ 21,9 bilhões no caixa até o fim do ano.

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Sem vetos, a lei confirma o texto que saiu do Congresso e determina que, após o pagamento de R$ 33,6 bilhões à Petrobras, 15% dos recursos restantes do leilão (R$ 10,95 bilhões) serão repassados aos Estados, respeitando um cálculo misto: dois terços de acordo com os critérios do Fundo de Participação dos Estados - que beneficiam mais Norte e Nordeste - e um terço seguindo as regras do Fundo de Auxílio às Exportações e da Lei Kandir - que beneficiam Estados exportadores.

Para os municípios, a proposta destina outros 15% (R$ 10,95 bilhões), segundo os critérios do Fundo de Participação dos Municípios, privilegiando municípios mais pobres. A União ficará com R$ 49 bilhões e o Estado do Rio, com R$ 2,4 bilhões.

Pela norma, prefeitos poderão escolher onde colocar os recursos primeiro, na Previdência ou em investimentos. No caso dos governadores, a regra é mais engessada. Os governos estaduais e o Distrito Federal deverão usar os recursos prioritariamente para cobrir rombos na Previdência e, apenas se sobrar dinheiro, para investimentos - cenário improvável em Estados envidados.

A Petrobras atingiu produção de óleo e LGN de 2,264 milhões de barris por dia (bpd) no terceiro trimestre de 2019, o que representa alta de 16,9% na comparação com os 1,937 mi de bpd em igual período do ano anterior. Na comparação trimestral, a produção avançou 10,3%. Os números foram divulgados ela estatal, em relatório de produção.

A produção total (Brasil e exterior) de óleo, LGN e gás natural foi de 2,878 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed) no trimestre, aumento de 9,3% em relação ao trimestre anterior e 14,6% na comparação anual. Segundo a empresa, "o avanço refletiu sobretudo o ramp-up dos 7 novos sistemas que entraram em produção em 2018 e 2019 nos campos de Búzios (P-74, P-75, P-76 e P-77), Lula (P-67 e P-69) e Tartaruga Verde (FPSO Campos dos Goytacazes)".

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A produção de óleo do pré-sal no trimestre foi de 1,367 mi de boed, aumento de 17,0% na comparação trimestral, reflexo do ramp-up de seis plataformas. "Destaque para as unidades do campo de Búzios, que elevaram sua produção em 64% no terceiro trimestre de 2019, com a entrada de quatro poços produtores. No terceiro trimestre deste ano, a produção de óleo no pré-sal teve um aumento de 40,2%, em relação ao mesmo período do ano passado, refletindo, principalmente, a entrada de novos poços produtores nos campos de Lula e Búzios e em linha com nossa estratégia de concentrar esforços em ativos que geram maior retorno aos nossos acionistas", destacou a empresa.

Com o auxílio do ramp-up de novas plataformas, a Petrobras conseguiu bater novos recordes de produção diários, deixando para trás as dificuldades enfrentadas no trimestre anterior em algumas áreas de produção e reforçando sua perspectiva para 2019.

Segundo a estatal, em relatório divulgado nesta quinta, sua produção atingiu novo recorde mensal de 3 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed), além de um novo recorde diário de 3,1 milhões de boed alcançados no mês de agosto. "Já a produção operada atingiu o recorde mensal de 3,7 milhões de boed no mesmo mês", apontou.

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Segundo a empresa, com o resultado, ela mantém sua trajetória "para o cumprimento da meta de produção anual, em 2,7 milhões de boed, com variação de 2,5% para mais ou para menos".

A empresa destacou o desempenho de FPSOs como a de Campos dos Goytacazes em Tartaruga Verde, no pós-sal, em que conseguiram alcançar 555 mil de bpd, aumento de 48% em relação ao trimestre imediatamente anterior, com a entrada em operação de nove poços produtores. "Vale ainda destacar que as plataformas P-69 e P-76, nos campos de Lula e Búzios, atingiram a capacidade de produção de 150 Mbpd com ramp-up de 10,3 e 7,7 meses (tempo recorde no pré-sal), respectivamente", apontou a empresa.

No segundo trimestre deste ano, a estatal se viu obrigada a cortar em 3,6% suas projeções de produção para o ano, sobretudo por causa de dificuldades enfrentadas no mês de junho com a estabilização das plantas de gás dos novos sistemas de produção de Búzios, devido a sua maior complexidade, o que elevou o tempo de comissionamento das plantas de gás. As dificuldades, entretanto, foram contornadas desde então, colaborando com o avanço nos números.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que vai tentar votar a Lei de Saneamento nos próximos 15 dias e devolver para apreciação do Senado. A fala foi feita em evento organizado pelo Banco BTG Pactual, em São Paulo.

Ele disse estar bastante otimista em relação a aprovação da Lei do Saneamento e com a reforma administrativa, que trará maior eficiência para a administração pública. Segundo o deputado o difícil da reforma administrativa será cortar os privilégios. "A AGU e a Receita (Federal) já conseguiram furar o teto dos gastos", criticou.

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O dólar tentou ensaiar queda pela manhã desta quinta-feira, mas o movimento não se sustentou e o real teve novo dia de enfraquecimento, novamente com um dos piores desempenho no mercado internacional de moedas. Profissionais do mercado de câmbio ressaltam que o acordo para a saída do Reino Unido da União Europeia contribuiu para o dólar cair no exterior, mas declarações do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, em evento fechado em Washington, sobre a possibilidade de intervenção no câmbio em caso de entrada "disruptiva" da moeda americana no Brasil acabou contribuindo para a valorização da moeda, que bateu máximas em meio às falas, a R$ 4,1809. No mercado à vista, o dólar fechou em alta de 0,38%, a R$ 4,1696, a maior cotação desde 23 de setembro.

A declaração de Campos Neto ocorreu na parte de perguntas e respostas em evento fechado do JPMorgan em Washington, onde o dirigente está para participar da reunião anual do Fundo Monetário Internacional (FMI). Quase no final do evento, perguntado pela plateia sobre intervenção do BC, Campos Neto disse que poderia comprar moeda caso houvesse entrada desordenada e disruptiva de recursos no País. Além de R$ 20 bilhões em ofertas de ações que podem vir a mercado, em operações de bancos como BMG e Banco do Brasil, o leilão da cessão onerosa deve movimentar R$ 106 bilhões em 6 de novembro.

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O diretor de tesouraria de um banco destaca que a declaração de Campos Neto "foi infeliz", pois acontece em momento de escassez de dólares no mercado à vista e de fluxo forte de saída de capital externo do Brasil. Ao mesmo tempo, o executivo avalia que o mercado exagerou na pressão de compra após a fala, pois no mesmo discurso o presidente do BC também deu razões para o dólar cair. Em determinado momento, o dirigente disse que a autoridade monetária poderia vender reservas para dar liquidez ao mercado, caso seja necessário.

"O mercado estava em dinâmica ruim hoje (quinta)", disse esse diretor. Ele observa que se as declarações de Campos Neto viessem em um dia bom, com mercado disposto a vender moeda, talvez pudesse prevalecer a fala sobre o uso das reservas. Mas com a pressão maior no câmbio, que já vem desde a semana passada, por conta do diferencial de juros historicamente baixo e tendendo a cair ainda mais, o mercado acabou ficando mais estressado e comprou dólar.

Mais cedo, o dólar caiu a R$ 4,1276, na mínima do dia, acompanhando as demais moedas internacionais. O gerente de tesouraria do Travelex Bank, Felipe Pellegrini, ressalta que o acordo para o Brexit trouxe alívio ao mercado e contribui para a forte alta do euro e da libra, ajudando a enfraquecer o dólar. Mas ainda permanecem dúvidas sobre os próximos passos do acordo, sobretudo das chances de ser aprovado no parlamento britânico.

O mercado de trabalho brasileiro criou 157.213 empregos com carteira assinada em setembro de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Os dados foram antecipados pelo Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) e confirmados nesta quinta-feira, 17, pelo Ministério da Economia.

De acordo com a pasta, um problema técnico deixou parte dos dados temporariamente visível no sistema, o que levou à antecipação da divulgação para esta quinta-feira.

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O saldo de setembro decorre de 1,341 milhão de admissões e 1,184 milhão de demissões. Esse foi o melhor resultado para o mês desde 2013, quando foram criadas 211.068 vagas no nono mês do ano.

O resultado de setembro ficou um pouco acima do teto do intervalo das estimativas de analistas do mercado financeiro consultados pelo Projeções Broadcast. As projeções eram de abertura de 100.000 a 157.000, com mediana positiva de 133.628 postos de trabalho.

No acumulado de 2019, o saldo do Caged foi positivo em 761.776 vagas. Em 12 meses até setembro, houve abertura de 548.297 postos de trabalho.

Setores

O resultado do mês foi puxado pelo setor de serviços, que gerou 64.533 postos formais, seguido pela indústria da transformação, que abriu 42.179 vagas e comércio, com 26.918 postos.

Também tiveram saldo positivo no mês a construção civil (18.331 postos), a agropecuária (4.463), a extração mineral (745 postos) e a administração pública (492 postos).

Já os serviços industriais de utilidade pública fecharam 448 vagas em setembro, enquanto o comércio teve fechamento líquido de 3.007 vagas no mês.

O abono salarial dos programas de Integração Social (PIS) e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) do calendário 2019/2020 começa a ser pago nesta quinta-feira (17) para os beneficiários nascidos em outubro e servidores públicos com final de inscrição 03.

A Caixa Econômica Federal é responsável pelo pagamento do abono salarial do PIS. Os pagamentos são disponibilizados de forma escalonada conforme o mês de nascimento do trabalhador.

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Os titulares que possuem conta individual na Caixa com cadastro atualizado receberam o crédito automático antecipado ontem (15).

Os primeiros a receber o abono foram os nascidos em julho, no caso dos trabalhadores da iniciativa privada. Quanto aos servidores públicos, os que têm inscrição iniciada em zero.

Os trabalhadores que nasceram até dezembro recebem o PIS ainda este ano. Os nascidos entre janeiro e junho terão o recurso disponível para saque em 2020.

Os servidores públicos com o dígito final de inscrição do Pasep de 0 e 4 também recebem este ano. Já no caso das inscrições com o final entre 5 e 9, o pagamento será no próximo ano.

O fechamento do calendário de pagamento do exercício 2019/2020 será no dia 30 de junho de 2020.

Quem tem direito

O benefício é pago ao trabalhador inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos, que tenha trabalhado formalmente por pelo menos 30 dias ao longo de 2018 com remuneração mensal média de até dois salários mínimos.

Para ter direito ao abono também é necessário que o empregador tenha informado os dados do empregado na Relação Anual de Informações Sociais (Rais) 2018.

Para os trabalhadores que tiverem os dados declarados na Rais 2018 fora do prazo e entregues até 25 de setembro de 2019, o pagamento do abono salarial estará disponível a partir de 4 de novembro de 2019, conforme calendário aprovado. Após esse prazo, o abono será pago no calendário seguinte.

Os trabalhadores que tiverem os dados dos últimos cinco anos corrigidos e declarados pelos empregadores na Rais também terão seu abono liberado conforme o calendário regular. Se os empregadores encaminharem correções do cadastro a partir de 12 de junho de 2020, os recursos serão liberados no próximo calendário.

O teto pago é de até um salário mínimo (R$ 998), com o valor calculado na proporção de 1/12 do salário. A quantia que cada trabalhador vai receber é proporcional ao número de meses trabalhados formalmente em 2018.

Os herdeiros também têm direito ao saque. No caso de falecimento do participante, herdeiros têm que apresentar documentos que comprovem a morte e a condição de beneficiário legal.

Como sacar o PIS

Segundo a Caixa, beneficiários que não têm conta no banco e os que possuem Cartão do Cidadão com senha cadastrada podem pegar o recurso em casas lotéricas, ponto de atendimento Caixa Aqui ou terminais de autoatendimento da Caixa.

Caso não tenha o Cartão do Cidadão, o valor pode ser retirado em qualquer agência do banco. Nesse caso, é preciso apresentar um documento de identificação oficial.

O valor do benefício pode ser consultado no aplicativo Caixa Trabalhador, no site da Caixa ou pelo Atendimento Caixa ao Cidadão pelo 0800 726 0207.

De acordo com o banco, o total disponibilizado para o pagamento do PIS no atual calendário é de R$ 16,4 bilhões, beneficiando 21,6 milhões de trabalhadores.

Como receber o Pasep

No caso do Pasep, pago pelo Banco do Brasil, mais de 2,9 milhões de trabalhadores têm direito ao abono, totalizando R$ 2,6 bilhões.

Este ano, a novidade é que correntistas de outras instituições financeiras podem enviar transferência eletrônica disponível (TED) sem custos. Para os clientes Banco do Brasil, o crédito automático em conta será feito dois dias antes da liberação dos pagamentos.

Entre os servidores públicos e militares, com direito ao saque do abono no exercício 2019/2020, cerca de 1,6 milhão não têm conta no Banco do Brasil. Para facilitar o recebimento, esse público não precisará se deslocar a uma das agências do banco.

Na página da internet criada pelo BB para o pagamento do benefício, o servidor poderá solicitar a transferência bancária do valor do seu abono, de acordo com o calendário de pagamento. A transferência também pode ser feita em qualquer terminal de autoatendimento do Banco do Brasil, antes mesmo do início do atendimento físico nas agências.

Os demais beneficiários (cerca de 1,3 milhão de trabalhadores) são correntistas do banco.

Para saber se tem direito ao abono, o trabalhador pode consultar o site www.bb.com.br/pasep ou telefonar para a Central de Atendimento do Banco do Brasil, nos telefones 4004-0001 e 0800-729-0001.

Histórico

As leis complementares nº 7 e 8 de 1970, respectivamente, criaram o PIS e o Pasep. A partir de 1976, foi feita a unificação dos programas no Fundo PIS/Pasep. Até outubro de 1988 os empregadores contribuiam ao Fundo de Participação PIS/Pasep, que distribuía valores aos empregados na forma de cotas proporcionais ao salário e tempo de serviço.

Após a promulgação da Constituição de 1988, as contribuições recolhidas em nome do PIS/Pasep não acrescentam saldo às contas individuais. Os recursos passaram a compor o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), para o custeio do Programa do Seguro-Desemprego, do Abono Salarial e a financiamento de programas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O abono salarial que não for retirado dentro do calendário anual de pagamentos será devolvido ao FAT.

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (17) a Operação Pacto, para apurar a formação de um cartel envolvendo "cegonheiros", empresas de transporte rodoviário de veículos novos. Cerca de 60 policiais cumprem dez mandados de busca e apreensão em cidades de quatro Estados - Santo André e São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, Serra (ES), Betim (MG) e Simões Filho (BA).

A ação é realizada em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público de São Paulo e com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

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De acordo com a PF, a investigação identificou um "acordo anticompetitivo" que fixava artificialmente o valor do frete dos veículos zero km e dividia o mercado entre os participantes do cartel. "A estratégia adotada elimina a livre concorrência e impede a entrada de novas empresas no mercado, o que eleva substancialmente o valor do serviço", anotou a corporação.

A Polícia Federal indicou que os investigados podem responder por crimes contra a ordem econômica e de organização criminosa, cujas penas, somadas, podem chegar a 13 anos de prisão. O nome da operação faz referência ao acordo anticompetitivo entre as empresas envolvidas, indicou a PF.

O Diário Oficial da União desta quarta-feira (16) publicou a Medida Provisória 898/2019, que garante o pagamento de uma 13ª parcela do Bolsa Família, como abono natalino. A medida, assinada pelo presidente Jair Bolsonaro na terça-feira (15), vale apenas para este ano, mas o presidente pode assinar outras MPs nos próximos anos. A promessa de campanha era de que o benefício seria permanente.

Para assegurar o adicional, a MP diz que "a parcela de benefício financeiro relativa ao mês de dezembro de 2019 será paga em dobro". O texto não faz referência à manutenção da medida nos próximos anos.

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O ministro da Cidadania, Osmar Terra, disse na quarta, durante a solenidade de concessão do 13º do Bolsa Família, que a MP assinada por Bolsonaro prevê o pagamento do benefício apenas para 2019 porque os recursos não estavam previstos no Orçamento deste ano. Para os próximos anos, de acordo com o ministro, haverá previsão orçamentária para o pagamento da 13.ª parcela.

O valor previsto para o programa Bolsa Família em 2020, no entanto, é de R$ 30 bilhões, o mesmo valor que estava previsto para 2019 antes da assinatura da medida provisória (o pagamento do 13º vai custar R$ 2,9 bilhões neste ano).

O Bolsa Família atende famílias que vivem em situação de extrema pobreza, com renda per capita de até R$ 89 mensais, e de pobreza, com renda de até R$ 178. Na folha de setembro, 13,5 milhões de famílias receberam o benefício. O valor médio pago foi de R$ 189,21.

A medida era uma promessa de campanha de Bolsonaro, que diz ter sido atacado durante a disputa eleitoral de 2018 por "fake news" sobre querer terminar com o programa social.

Na quarta, o governo não se pronunciou sobre o tema, mas na terça-feira, quando assinou a medida provisória Bolsonaro voltou a atacar. "Quase todas (as fake news nas eleições de 2018) foram contra minha candidatura. Entre elas, uma tentativa desesperada, que pregou, especialmente no Nordeste, que acabaríamos com o Bolsa Família", declarou.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A Caixa Econômica Federal inicia nesta sexta-feira (18) a liberação de saques do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quem não possui conta no banco. Para atender os trabalhadores, o banco estatal informou que terá horários de atendimento especial e vai abrir parte de suas agências no sábado.

Até março do ano que vem, a instituição vai liberar o saque de até R$ 500 por conta ativas (dos contratos atuais) e inativas (de empregos anteriores). Além dessa liberação, a partir de abril de 2020, será possível retirar uma parcela do FGTS todo ano, modalidade que foi batizada de "saque aniversário".

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A Caixa informou que os trabalhadores deverão levar um documento de identidade para sacar os valores, mas recomendou que eles também estejam com sua carteira de trabalho - para agilizar o atendimento.

De acordo com o banco, saques de até R$ 100 poderão ser realizados em unidades lotéricas mediante apresentação de documento de identidade original com foto.

Os trabalhadores que não são correntistas da Caixa e terão direito aos saques somam 62,5 milhões de pessoas, que poderão sacar em torno de R$ 25 bilhões.

O atendimento estendido começará na sexta, acontecerá no sábado, 19 - de 9h as 15h -, na segunda, 21, e na terça, 22. O objetivo, além de realizar os pagamentos aos trabalhadores que têm direito ao benefício, é solucionar dúvidas, promover acertos de cadastro e emitir a senha do Cartão Cidadão.

De acordo com a Caixa, 2.302 agências da Caixa abrirão em horário estendido nesses dias de atendimento especial (sexta, sábado, segunda e terça), o que representa quase metade da rede de atendimento da instituição financeira, composta por 4.132 unidades próprias (3.374 agências e 762 postos de atendimento).

As agências que participarão do atendimento especial estão no site da liberação dos saques do FGTS.

O valor sacado será de até R$ 500 por conta vinculada de titularidade do trabalhador, limitado ao valor do saldo tanto das contas ativas (emprego atual) como inativas (empregos anteriores). Por exemplo: se ele tiver duas contas, uma com saldo de R$ 1.000 e outra com saldo de R$ 2.000, ele poderá sacar R$ 500 de cada uma delas. Se tiver R$ 70 na conta, poderá retirar o valor total.

O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, destacou que 36,9 milhões de trabalhadores com conta no banco já sacaram recursos do FGTS e disse que a instituição está preparada para iniciar os pagamentos para os não correntistas do banco nessa semana. A previsão é que essa nova etapa libere R$ 1,8 bilhão a 4,1 milhões de pessoas. "A Caixa tem uma eficiência grande em tecnologia, que permitiu que os saques fossem realizados pelos clientes do banco sem sobressaltos. Agora temos o desafio maior de garantir a operação para os trabalhadores que não têm conta na Caixa".

Correntistas

A Caixa iniciou em 9 de outubro os saques de até R$ 500 do FGTS para correntistas do banco nascidos entre setembro e dezembro. De acordo com balanço divulgado nesta quarta-feira, já foram sacados, até o momento, R$ 15 bilhões.

O dinheiro das contas ativas e inativas foi depositado automaticamente para quem tem conta poupança individual da Caixa. Para quem tem conta corrente individual, conjunta ou fácil e conta poupança conjunta, o crédito automático ocorreu apenas se esses correntistas fizeram a autorização até o dia 4 de outubro. A liberação antecipada vale somente para contas abertas na Caixa até o dia 24 de julho deste ano.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Dezenove trilhões de dólares poderão ficar impagáveis, nos próximos dois ou três anos, se a piora das condições econômicas, já em curso, pressionar grandes devedores nos oito maiores mercados, adverte o Fundo Monetário Internacional (FMI).

O risco de calote de vários grupos não financeiros é parte do cenário sombrio desenhado em três relatórios apresentados nos últimos dois dias. Dez anos depois de iniciada a recuperação da última grande crise, as vulnerabilidades financeiras se tornaram de novo ameaçadoras, segundo os economistas do Fundo.

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Políticas monetárias frouxas no mundo rico, com juros muito baixos e até negativos, atualmente, produziram efeitos com sinais opostos. Do lado positivo, ajudaram o mundo a sair da recessão e a reduzir o desemprego.

Do lado oposto, estimularam o endividamento público e privado, criaram ambiente favorável a operações arriscadas e ampliaram a vulnerabilidade a novos choques. Qualquer desastre poderá atingir todos os grupos de países, direta ou indiretamente.

A dívida total do setor corporativo saltou de US$ 34 trilhões para US$ 51 trilhões entre 2009 e 2019, nos oito principais mercados cobertos pelo estudo. O grupo inclui Estados Unidos, China, Japão e vários países da Europa. Os bancos são hoje muito mais seguros do que há alguns anos, com mais capital, maior liquidez e repetidos testes de estresse, observou o diretor do Departamento Monetário e de Mercado de Capitais do FMI, Tobias Adrian. Mas tem crescido, prosseguiu, a vulnerabilidade no setor financeiro não bancário e nas empresas não financeiras, segundo o Relatório de Estabilidade Financeira Global apresentado nesta quarta-feira, 16.

Cenário

O risco de algo mais grave, por enquanto, está num horizonte de médio prazo, algo como dois ou três anos, mas os formuladores de políticas devem agir logo, aumentando a vigilância e aperfeiçoando as normas de segurança, insistiu o diretor. Dirigentes e economistas do FMI vêm chamando a atenção, há alguns anos, para o lado negativo das políticas monetárias frouxas mantidas por muito tempo.

Com juros baixos e até negativos no mundo rico, grandes fluxos de capitais foram desviados para economias emergentes, em desenvolvimento e também para aquelas na fronteira entre esses dois grupos, No caso dos emergentes, a dívida externa mediana passou de um montante equivalente a 100% das exportações em 2008 para 160%.

Os autores do relatório foram contidos na citação de países, limitando-se, na maior parte do texto, a mencionar as economias mais avançadas e aquelas com vulnerabilidades financeiras evidentes, como a China. Se estivesse no foco, o Brasil poderia aparecer em melhor condição do que no passado recente. Sua dívida externa é pouco importante e grandes empresas muito endividadas há alguns anos estão em condições bem mais confortáveis, depois de reduzir o endividamento.

Em alguns casos, houve também renegociações bem-sucedidas com os credores.

Finanças públicas

Mas nenhum país estará livre de impactos, se o quadro global se agravar seriamente. Ao apresentar o Monitor Fiscal, outro importante relatório semestral do FMI, o chefe do Departamento de Assuntos Fiscais, Vítor Gaspar, recomendou usar as finanças públicas para reanimar as economias e evitar uma freada mais forte. Políticas de juros baixos, crédito fácil e ampla expansão monetária, lembrou, chegaram ao limite. É hora de recorrer a estímulos fiscais.

Essa bandeira já havia sido agitada pelo presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, e vem sendo agora sustentada pelas figuras principais do FMI, Mas a recomendação vale para os governos com alguma folga fiscal. Não é o caso, obviamente, do governo brasileiro. A reforma da Previdência ajudará a conter a expansão do gasto público nos próximos anos, mas a dívida bruta do governo geral só passará a diminuir como porcentagem do PIB em 2023, segundo projeção incluída no Monitor. Aperto fiscal menos severo, mas ainda longe de qualquer conforto, só será desfrutado no próximo período presidencial, se as estimativas estiverem corretas.

Além disso, qualquer efeito mais grave da desaceleração global poderá dificultar as exportações, prejudicando o nível interno de atividade e, na pior hipótese, reduzindo a segurança externa da economia brasileira.

O FMI acaba de reduzir de 3,2% para 3% sua estimativa de crescimento global neste ano. Não há espaço para erro, quando se cresce tão pouco, disse há dois dias a economista-chefe do Fundo, Gita Gopinath.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Uma única aposta, feita em Fortaleza (CE), acertou os seis números do concurso 2.198 da Mega-Sena, realizado nesta quarta-feira (16). Os números sorteados foram: 01 - 11 - 34 - 36 - 44 - 56. O prêmio é de R$ 34,61 milhões.

A quina teve 47 acertadores, cada um receberá R$ 56.334,80. A quadra teve 4.402 apostas ganhadoras com prêmio de R$ 859,26.

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O próximo concurso, com sorteio no sábado (19), tem uma expectativa de prêmio de R$ 3 milhões. As apostas podem ser feitas pela internet ou casas lotéricas até as 19h do dia do sorteio. A aposta mínima única custa R$ 3,50.

As bolsas de Nova York fecharam em baixa nesta quarta-feira à medida que, em um ambiente já de incertezas globais com idas e vindas no Brexit e nas negociações entre os Estados Unidos e a China, a queda inesperada registrada pelo indicador de vendas no varejo em território americano pesou sobre os negócios.

O índice Dow Jones caiu 0,08%, aos 27.001,98 pontos, o S&P 500 recuou 0,20%, aos 2.989,69 pontos, e o Nasdaq perdeu 0,30%, aos 8.24,18 pontos.

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Quem esperou uma resolução para o impasse do Brexit durante o pregão desta quarta-feira acabou ficando frustrado, apesar das intensas negociações entre autoridades britânicas e União Europeia (UE), que tentam chegar a um consenso antes do fim da semana - nesta quinta, começa a cúpula do Conselho Europeu, que reunirá durante dois dias os chefes de governo e Estado dos 28 Estados-membros da UE.

A falta de novidades para a guerra comercial entre Estados Unidos e China também colaborou para o clima de incertezas, com investidores ainda monitorando a fala de mais cedo do líder da Casa Branca, Donald Trump, de que um entendimento final só seria assinado depois de seu encontro com o presidente do país asiático, Xi Jinping, em novembro, no Chile, na cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec, na sigla em inglês).

Nesse clima incerto, pesou sobre as ações a queda de 0,3% das vendas no varejo dos EUA em setembro ante agosto, registrando a primeira queda desde fevereiro. Analistas consultados pelo The Wall Street Journal previam aumento de 0,2% nas vendas.

O economista sênior do Wells Fargo Tim Quinlan avalia que o recuo inesperado do indicador representa uma "desaceleração" no ritmo de consumo, mas "não um colapso".

O dólar voltou a cair, após dois dias seguidos com o real registrando o pior desempenho no mercado internacional de moedas. A queda foi reflexo de declarações de Donald Trump sobre o acordo comercial com a China e do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) sobre a votação da reforma da Previdência, prometida para o dia 22, mas o dia foi de baixo volume de negócios, com investidores aguardando os eventos dos próximos dias, que incluem os detalhes do acordo comercial entre China e Estados Unidos e as medidas para a saída do Reino Unido da União Europeia, o Brexit, prometidas para esta quarta, mas que não vieram. O dólar à vista terminou o dia em queda de 0,25%, a R$ 4,1537.

O dólar caiu no mercado internacional ante divisas fortes e a maioria dos emergentes. Aqui, o movimento foi um pouco mais tímido, com operadores relatando que o diferencial de juros menor do Brasil com o resto do mundo continua pressionando o câmbio. Nesta quarta, a Itaú Asset reduziu a projeção para a Selic em 2020 para 3,75%.

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O estrategista do banco francês Société Générale, Dev Ashish, não vê a Selic subindo no Brasil ao menos até o primeiro trimestre de 2021. O risco maior é de mais cortes na taxa ao longo de 2020, ressalta ele, em relatório. Para Ashish, o BC vai querer aproveitar ao máximo o ambiente de fraco desempenho da economia e baixo repasse da alta do dólar na inflação para seguir cortando juros.

"Hoje foi um dia sem muito fato novo, com o mercado aguardando uma série de eventos", ressalta o operador Durval Corrêa, sócio-diretor da Assessoria Via Brasil Serviços Empresariais. China, Brexit, votação da Previdência e a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre prisão em segunda instância estão entre os pontos que as mesas de câmbio estão monitorando. Ele ressalta que a aprovação da partilha da cessão onerosa na terça no Senado deve destravar a votação da Previdência em segundo turno.

Pela manhã, o dólar bateu mínimas com declarações do relator da reforma da Previdência, Tasso Jereissati ao Broadcast, reforçando a expectativa de que o Senado conclua a votação da proposta no dia 22, sem nenhuma alteração. Também contribuiu para a queda declarações de Trump de que a China já começou a comprar produtos agrícolas americanos, um dos termos do acordo anunciado na sexta-feira. Mas apesar dessa declaração os analistas do Morgan Stanley observam que "muitas incertezas" permanecem sobre este acordo.

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