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Ao contrário do informado mais cedo pela Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), as assembleias para votar a proposta de ajuste salarial e outras questões do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) da Petrobras serão estendidas até o dia 30 de agosto, e não 21 como informaram anteriormente. O prazo inicial teve que ser estendido, segundo a FNP, por conta de tabelas de turno e embarque dos trabalhadores.

Segundo a Petrobras, "após três meses de negociações, com diversas reuniões, a Petrobras apresentou em 8 de agosto sua proposta final às entidades sindicais. Os empregados estão apreciando a proposta em diversas assembleias pelo país", disse a Petrobras em nota.

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A nova proposta foi elevada de 1% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) para 70% do INPC acumulado de 1 de setembro de 2018 a 31 de agosto 2019, segundo a assessoria.

A Petrobras disse ainda que um dia depois do final das assembleias da FNP e da Federação Única dos Petroleiros (FUP), em 31 de agosto, vai terminar a validade jurídica do ACT, "havendo inclusive dispositivo legal que impede a companhia de manter as práticas atuais sem que haja um novo acordo".

A Petrobras não deu informações sobre as outras cláusulas do acordo, mas, segundo fontes, foi mantida a proposta de acabar com o adiantamento do 13º salário em fevereiro e o atual sistema de horas extras, mudanças motivadas pela atual situação econômica da estatal.

O real foi novamente a moeda com pior desempenho ante o dólar, considerando uma cesta de 34 divisas, após dois dias seguidos de queda. No mercado financeiro internacional, o dia foi marcado por novos temores de piora da economia mundial e prudência antes do discurso do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), Jerome Powell, que será feito na manhã desta sexta-feira no evento de Jackson Hole. O dólar à vista terminou o dia em alta de 1,19%, cotado em R$ 4,0780, o maior valor desde 20 de maio, quando terminou em R$ 4,10.

O dólar operou praticamente toda a quinta-feira em alta e só chegou a cair pontualmente na hora em que o Banco Central ofertou US$ 550 milhões no mercado à vista, de dinheiro das reservas internacionais em conjunto com operação de swap reverso (compra de dólar no mercado futuro). Ao contrário de quarta, quando fez o primeiro leilão desta nova estratégia, os recursos foram totalmente tomados pelo mercado. Em seguida, logo após a operação, o dólar voltou a subir acompanhando o mercado externo.

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"O Brasil tem muitas reservas e o Banco Central tem bastante munição para atuar", avalia o gerente de tesouraria do Travelex Bank, Felipe Pellegrini, ressaltando que as altas sucessivas do dólar aqui justificam essa estratégia do BC. Só este mês, a moeda americana acumula alta de quase 7%. O dólar caminha para fechar a sexta semana consecutiva de valorização no Brasil.

Nesta sexta-feira o BC fará a terceira oferta de US$ 550 milhões, mas o foco principal do mercado vai ser o discurso de Powell, a partir das 11h (de Brasília). "Todos os olhares estão voltados para o evento", observa o analista do banco espanhol BBVA, Vitor Sun Zou. Ele ressalta que a queda dos índices dos gerentes de compra (PMI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos ligou novo sinal de alerta nos investidores sobre a desaceleração da economia mundial. O PMI industrial dos EUA teve em agosto o menor nível em 119 meses.

Os estrategistas do JPMorgan esperam que Powell ressalte em seu discurso os riscos de piora da atividade econômica e sinalize que a "porta está aberta" para cortes adicionais de juros nos Estados Unidos. Eles, porém, não esperam que o dirigente forneça sinalizações "explícitas" sobre o que o Fed fará na reunião de política monetária de setembro, mesmo com o presidente Donald Trump pedindo corte maior de juros. A expectativa pelo discurso de Powell aumentou após alguns dirigentes regionais do Fed, como o da Filadélfia, Patrick Harker, afirmarem esta semana que não veem necessidade de corte de juros agora. Para operadores de câmbio, uma sinalização mais clara de corte de juros nos EUA pode levar a moeda a cair abaixo de R$ 4.

A secretária de Planejamento, Desenvolvimento e Parcerias do Ministério da Infraestrutura, Natália Marcassa de Souza, disse nesta quinta-feira, 22, em evento do Grupo Voto que o governo quer conceder toda a rede de aeroportos até 2022. A partir daí, o objetivo do Poder Executivo é "revocacionar" a Infraero, nas palavras da secretária.

Segundo ela, se isso não for possível, a empresa será liquidada. "A ideia é revocacionar a Infraero para pequenos serviços ou liquidar a empresa", disse.

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Ela destacou os diversos projetos na área de infraestrutura por parte do governo, mas ponderou que a evolução deles não é imediata. "Temos em média prazo de dois para projeto de infraestrutura ser modelado, levado para consulta pública, até ser finalizado. Não da noite para o dia", disse.

E reforçou o discurso do governo de que os investimentos em infraestrutura no país serão feitos por meio da iniciativa privada.

Meio Ambiente

Em meio ao discurso polêmico do presidente Jair Bolsonaro sobre o tema ambiental, a secretária disse ainda que "é um crime falar que o Brasil não é verde". "O Brasil é um país extremamente verde. Vamos expandir sem desmatar um hectare", disse.

Segundo ela, se o país não atacar o custo logístico, a agricultura nunca será eficiente.

Ela destacou ainda que o governo estuda como fará a concessão da Ferrogrão e destacou que uma ferrovia é, do ponto de vista ambiental, melhor do que o transporte por caminhões. "Estamos conversando com vários investidores (sobre Ferrogrão). Sempre nos perguntam sobre licença ambiental. É importante dizer que ferrovia é investimento verde", disse.

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta quinta-feira, após o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) deixar em aberto o futuro das taxas de juros americanas.

Em ata de política monetária divulgada ontem, o Fed reiterou que o corte de juros anunciado no fim de julho foi um "ajuste de meio de ciclo" e não necessariamente o início de um nova era de relaxamento. O Fed manteve o tom cauteloso, apesar de estar sofrendo forte pressão do presidente dos EUA, Donald Trump, para reduzir juros de forma mais agressiva.

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Trump também vem fazendo graves críticas ao presidente do Fed, Jerome Powell, que nesta sexta discursará em simpósio anual promovido pela instituição a partir de hoje em Jackson Hole, em Wyoming (EUA). Segundo Trump, o Fed precisa "acordar" e cortar juros para garantir forte crescimento da economia americana.

Enquanto isso, continuam as incertezas em torno das negociações comerciais entre Estados Unidos e China, que poderão ser retomadas em setembro.

O índice japonês Nikkei teve alta marginal hoje em Tóquio, de 0,05%, a 20.628,01 pontos. Na China, o Xangai Composto subiu 0,11%, a 2.883,44 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 0,40%, a 1.578,91 pontos.

Em outras partes da Ásia, o Hang Seng caiu 0,84% em Hong Kong, a 26.048,72 pontos, e o sul-coreano Kospi recuou 0,69% em Seul, a 1.951,01 pontos, interrompendo uma sequência de três pregões positivos, enquanto o Taiex ficou praticamente estável em Taiwan, com ligeiro ganho de 0,04%, a 10.529,78 pontos.

Na Oceania, a bolsa australiana ficou no azul, favorecida por ações de petrolíferas, que divulgaram balanços melhores do que o esperado, e também de grandes bancos domésticos. O S&P/ASX 200 registrou alta de 0,29% em Sydney, a 6.501,80 pontos. Com informações da Dow Jones Newswires.

Nenhum apostador acertou as seis dezenas do concurso 2.181 da Mega-Sena, realizado na noite dessa quarta-feira (21) em São Paulo. A Caixa Econômica Federal deve pagar R$ 35 milhões no próximo sorteio, que ocorre no sábado (24).

As dezenas sorteadas nesta quarta-feira foram: 01-08-19-33-36-48. No mesmo concurso, a Quina saiu para 138 apostas, que vão levar R$19,77 mil. Um total de 8.329 ganhadores acertaram a quadra e vão receber R$ 468,15.

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A Mega-Sena paga o prêmio principal para quem acertar os 6 números sorteados. Ainda é possível ganhar prêmios ao acertar 4 ou 5 números. O jogo de seis números custa R$ 3,50.

O dólar oscilou perto da estabilidade em relação a outras moedas fortes durante parte do pregão desta quarta-feira, porém ganhou força mais para o fim do dia, com investidores avaliando a ata da reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). Além disso, o peso argentino acabou por cair, mesmo em meio a leilões do Banco Central da República Argentina (BCRA) para apoiar a divisa.

No fim da tarde em Nova York, o dólar avançava a 106,61 ienes, o euro caía a US$ 1,1089 e a libra tinha baixa a US$ 1,2129. O índice DXY, que mede o dólar em relação a outras moedas principais, registrou alta de 0,11%, a 98,295 pontos.

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A ata do Fed confirmou que a maioria dos dirigentes viu o corte de juros de julho como um "ajuste de meio de ciclo", não como o início de uma sequência de reduções. Além disso, o comando do Fed avalia o mercado de trabalho como forte, com expansão econômica em ritmo "moderado". Analistas ponderaram que o documento não captura fatores recentes importantes, como a mais recente tarifa dos EUA contra produtos da China e dados globais modestos. Com isso, a maior expectativa agora é pelos pronunciamentos dos dirigentes no simpósio anual de Jackson Hole, a partir de quinta-feira. Na sexta-feira, haverá discurso do presidente do Fed, Jerome Powell.

A reação inicial à ata foi modesta no mercado de câmbio, mas o dólar acabou por ganhar força ao longo da tarde. Ainda no noticiário, recebeu destaque a declaração do presidente americano, Donald Trump, de que "provavelmente" deve haver um acordo comercial com a China.

O quadro de apetite por risco nos mercados em geral ainda pressionou o dólar ante várias divisas de países emergentes e ligados a commodities. Mas o dólar avançou a 55,0238 pesos argentinos, mesmo em meio a quatro leilões do BCRA ao longo do dia. No total, o banco central da Argentina ofertou US$ 200 milhões de reservas nos leilões, mas vendeu apenas US$ 94 milhões, ainda no quadro de estresse entre investidores com a política local. Por outro lado, a moeda americana recuava a 19,7115 pesos mexicanos, a 15,1921 rands sul-africanos e a 65,876 rublos russos, no fim da tarde.

As principais bolsas de Nova York fecharam a sessão desta quarta no positivo, com altas expressivas registradas, principalmente, no setor de consumo discricionário. O pregão operou no azul desde a abertura, à espera da ata da reunião de política monetária de julho do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), e sustentou os ganhos após a publicação do documento.

O índice Dow Jones avançou 0,93% para 26.202,73 pontos, rompendo novamente a barreira psicológica dos 26 mil pontos que havia perdido no pregão de terça. Já o S&P 500 subiu 0,82% para 2.924,43 pontos, enquanto o Nasdaq ganhou 0,90%, aos 8.020,21 pontos.

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Os onze subíndices do S&P 500 fecharam em alta, com ganhos encabeçados pelo consumo discricionário após Target (+20,43%) e Lowe's (+10,35%) surpreenderem nos balanços trimestrais. O mesmo setor registrou altas como Amazon (+1,23%), Nike (+2,74%) e Whirlpool (+2,18%).

Na tarde desta quarta, o presidente americano Donald Trump comentou brevemente que "provavelmente" fará um acordo comercial com a China, caso seja "bom para os EUA", mas não suscitou fortes reações do mercado.

A ata do Fed veio em linha com o comunicado e a coletiva de imprensa do presidente da entidade, Jerome Powell, em julho. Em geral, os dirigentes avaliaram que os riscos negativos à perspectiva econômica dos EUA diminuíram um pouco desde julho, e concordaram que o corte de 25 pontos-base no mês passado foi amplamente visto pelos integrantes como um "ajuste de meio de ciclo".

Houve, porém, fatos posteriores à reunião do Fed que podem ter alterado a avaliação, como a mais recente tarifa dos EUA contra produtos da China e alguns indicadores modestos pelo mundo. Com isso, os olhares dos investidores devem se voltar agora para o simpósio anual do Fed em Jackson Hole, onde Powell discursará na sexta-feira, em busca de sinais sobre os próximos passos do banco central.

O estrategista sênior para EUA do Rabobank, Philip Marey, avalia que a postura de "gerenciamento de risco" adotada pelo Fed amplifica os efeitos da política comercial sobre a política monetária. "Trump só precisa elevar tarifas ou adotar outra medida protecionista para forçar o Fed a cortar juros novamente", afirma.

Para Marey, a caracterização do corte mais recente dos juros como um ajuste é um "delírio" de Powell, ressaltando que houve escalada nas tensões entre EUA e China desde a reunião e que o mercado já precifica dois a três cortes adicionais ainda este ano. Além disso, "o Fed continua a minimizar as implicações da inversão da curva de juros, embora já tenhamos demonstrado que o argumento deles é falho e que os sinais de recessão devem ser levados a sério", escreve o analista.

O comércio eletrônico brasileiro faturou R$ 26,4 bilhões no primeiro semestre de 2019, indicando um crescimento de 12% em relação ao mesmo período do ano anterior, de acordo com dados do relatório Webshoppers, produzido pela Ebit/Nielsen. Em volume, o número de pedidos cresceu 20% na mesma base de comparação, para 65,2 milhões.

Entre janeiro e junho, as compras nos segmentos de Alimentos e Bebidas e Petshop aumentaram 82% e 144%, respectivamente, em relação ao mesmo período do ano anterior. Conforme o relatório, o consumidor nessas áreas compram de forma mais frequente do que a média e são chamados de heavy users. Fazem parte desse grupo, pelo critério da Ebit/Nielsen, consumidores que realizaram mais de três compras nos últimos seis meses.

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Do total de consumidores do primeiro semestre, 18,1%, ou 5,3 milhões, realizaram a sua primeira compra online. "Estamos vivendo um momento de novas experiências por estes consumidores. Alguns usando o canal pela primeira vez, numa migração do offline para o online, outros experimentando novas lojas online e mesmo desembolsando em categorias que, até então, não haviam sido exploradas", afirma Ana Szasz, líder da Ebit/Nielsen, em nota.

No relatório, a Ebit Nielsen destaca ainda o crescimento nas vendas e no faturamento do e-commerce (transações comerciais realizadas por dispositivos móveis), também impulsionados por bens de consumo imediato. O faturamento neste segmento cresceu 36%, enquanto o volume de pedidos aumentou 42% nos primeiros seis meses do ano ante igual período do ano anterior.

Para o ano de 2019, a Ebit/Nielsen estima aumento de 12% nas vendas online, para R$ 59,8 bilhões, acréscimo de 18% no número de pedidos, somando 144 milhões, e queda de 4% no tíquete médio, para R$ 415.

O ouro fechou estável nesta quarta-feira. O contrato operou em território negativo em boa parte da jornada, mas se recuperou ao longo do dia, que foi marcado também pela expectativa pela divulgação da ata da mais recente reunião do Federal Reserve (Fed, o banco central americano).

O ouro para dezembro fechou estável, em US$ 1.515,70 a onça-troy, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

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O Commerzbank afirma em relatório que riscos políticos têm apoiado a demanda recente pelo ouro. O banco alemão lembrou que a Suíça exportou 120 toneladas de ouro em julho, quase três vezes mais que no mês anterior.

Na avaliação de Nicky Shiels, do Scotiabank, o maior risco para os preços do ouro neste momento é que investidores continuem a apostar em uma trajetória contínua de alta. O metal é apoiado pela busca por segurança com tensões geopolíticas e pela expectativa de cortes de juros, mas pode haver uma correção mais adiante, em caso de alta expressiva. Shiels acredita que investidores podem ver uma queda para a faixa de US$ 1.470 a onça-troy como uma oportunidade de compra, o que voltaria a elevar o preço./ Com informações da Dow Jones Newswires

Os contratos futuros de petróleo chegaram a subir mais cedo, mas perderam fôlego após a divulgação do dado semanal de estoques de petróleo nos Estados Unidos. Depois do dado, os contratos terminaram sem sinal único, com investidores monitorando também os sinais da ata da mais recente reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) e notícias do setor.

O petróleo WTI para outubro fechou em queda de 0,80%, a US$ 55,68 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para o mesmo mês subiu 0,45%, a US$ 60,30 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE).

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No início do dia, os contratos subiram, após o American Petroleum Institute (API) ter estimado no fim do dia de ontem uma queda de 3,5 milhões de barris nos estoques de petróleo dos EUA na última semana. O dado oficial do Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês), porém, mostrou nesta quarta-feira queda menor, de 2,732 milhões de barris, com aumento nos estoques de gasolina e também de destilados.

Depois dos dados do DoE, os contratos perderam fôlego e chegaram ao fim do dia sem sinal único. Além disso, a ata do Fed esteve no radar. Os dirigentes do banco central veem a atividade econômica dos EUA se expandindo em ritmo moderado, mas também destacaram riscos à frente.

Entre as notícias do setor, o Canadá decidiu estender cortes em vigor na produção até o fim de 2020. O ING lembra em relatório que essa redução na oferta da província de Alberta estava prevista para terminar no fim de 2019.

Além disso, as tensões entre Estados Unidos e Irã seguem no radar, já que podem influenciar a oferta. Analistas da Drillinginfo afirmam que, a menos que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) reduza mais a oferta ou que ocorra algum conflito com Teerã, os preços do petróleo podem ficar sob pressão até que questões tarifárias entre os Estados Unidos e a China sejam resolvidas.

* Com informações da Dow Jones Newswires

Os mercados acionários europeus encerraram o pregão desta quarta-feira em alta, com investidores aguardando de maneira otimista a ata da mais recente reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). O clima de apetite por risco venceu as incertezas do continente, representadas pela crise política na Itália e pelas especulações no tocante à saída do Reino Unido da União Europeia. Diante disso, o índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em alta de 1,21%, aos 375,10 pontos.

A expectativa por sinalizações "dovish" na ata do Fed, que será divulgada às 15h (de Brasília), deu tom positivo para as bolsas europeias, apesar das poucas respostas para as crises pelas quais passam alguns países do continente.

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Na terça, o até então primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, apresentou sua renúncia ao presidente do país, Serio Mattarella. Nem as tensões envolvendo o poder central italiano foram capazes de pressionar os papéis da bolsa de Milão, onde o índice FTSE MIB encerrou o dia em alta de 1,77%, aos 20.847,07 pontos. A saída de Conte não causa tanta cautela na Itália porque, de acordo com o BBVA, há, agora, "esperanças por um governo mais estável".

O desempenho do FTSE MIB foi o melhor entre os principais mercados acionários europeus, sem recuos de nenhuma empresa. A Fiat ganhou 3,33%, em meio a especulação de que a companhia poderá retomar negociações sobre uma fusão com a Renault.

Com isso, os papéis da montadora francesa saltaram 3,73%, na bolsa de Paris. Por lá, o índice CAC 40 subiu 1,70%, aos 5.435,48 pontos.

Outra montadora importante, a Daimler, também registrou ganhos nesta quarta-feira, de 1,50%. A companhia é negociada na bolsa de Frankfurt, onde o índice DAX 30 fechou em alta de 1,30%, aos 11.802,85 pontos.

Apesar dos encontros previstos entre o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, e outros líderes europeus para negociar a saída do Reino Unido da União Europeia, seguem os temores envolvendo a possibilidade de um Brexit sem acordo. Contudo, pelo menos nesta quarta, eles não deixaram a bolsa de Londres no vermelho. Por lá, o índice FTSE 100 encerrou o dia em alta de 1,11%, aos 7.203,97 pontos.

O índice Ibex 35, da bolsa de Madri, subiu 0,97%, aos 8.701,50 pontos, enquanto o PSI 20, da bolsa de Lisboa, ganhou 0,67%, aos 4.853,19 pontos.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, prometeu injetar cerca de R$ 500 bilhões em Estados e municípios ao longo de 15 anos com medidas para descentralizar recursos que hoje ficam nas mãos da União. A sinalização foi feita em reunião com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e lideranças da Casa para discutir um novo pacto federativo.

Nas últimas semanas, senadores vinham cobrando apoio da equipe econômica a pautas que significam mais receitas para os governos regionais em troca da aprovação da reforma da Previdência. O pacote inclui distribuição de dinheiro relacionado à exploração de petróleo e incremento no Fundeb, que financia a educação básica.

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A descentralização de recursos para Estados e municípios vinha sendo prometida por Guedes desde a campanha eleitoral. Mas a medida preocupa uma ala da área econômica, que vê na "enxurrada" de dinheiro um incentivo para que governadores e prefeitos deixem o ajuste fiscal de lado. Até agora, eles continuam fora do alcance da reforma da Previdência, embora os gastos com aposentados e pensionistas sejam o principal problema nas contas estaduais.

O secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues Junior, disse que o governo vai estabelecer condicionalidades para evitar que os Estados usem o dinheiro novo para aumentos salariais, a exemplo do que ocorreu no passado.

"Entendemos que há maturidade na discussão do Executivo com Legislativo, Judiciário, TCU e Tribunais de Contas. Isso permite que a gente saia para um novo patamar de federalismo fiscal", disse, em entrevista convocada de última hora, após pontos do pacto serem divulgados pelos próprios senadores. O secretário afirmou ver nova oportunidade para a inclusão de Estados e municípios na reforma da Previdência.

O governo quer emplacar no mesmo pacote a proposta para desvincular recursos do Orçamento, que hoje tem 96% das despesas engessadas. Estão na mira principalmente 261 fundos do governo federal que acabam mantendo dinheiro que não pode ser utilizado em outra área, mesmo em caso de necessidade. Um exemplo são fundos da área de segurança, que têm recursos parados à espera da liberação de projetos, enquanto outras áreas agonizam.

O governo também pretende desindexar gastos corrigidos automaticamente (pela inflação, por exemplo) e promover a "desobrigação" em relação a algumas despesas. Esses pontos, porém, não foram detalhados.

As iniciativas do pacto proposto por Guedes incluem o chamado Plano de Fortalecimento Federativo (PFF), que vai repartir com os governos regionais receitas de royalties e participações de petróleo que hoje são da União. Já em 2020, 30% desses recursos (o equivalente a R$ 6 bilhões) serão repassados a Estados e municípios.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A Mega-Sena, acumulada, sorteia o prêmio de R$ 31 milhões nesta quarta-feira (21). As dezenas do concurso 2.181 serão sorteadas a partir das 20h (horário de Brasília), no Espaço Loterias Caixa, localizado no Terminal Rodoviário Tietê, em São Paulo.

De acordo com a Caixa, caso aplicado na poupança, o valor do prêmio poderia render aproximadamente R$ 115 mil por mês. Ele também é suficiente para adquirir dez apartamentos de R$ 3,1 milhões cada.

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As apostas podem ser feitas até as 19h (horário de Brasília) em qualquer casa lotérica credenciado pela Caixa em todo o país. A aposta simples, com seis dezenas, custa R$ 3,50.

O ouro encerrou o pregão desta terça-feira em alta. O clima de cautela predominou nos mercados internacionais, dada a falta de novidades na guerra comercial entre os Estados Unidos e a China, e o anúncio de que o primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, deixará o cargo. A crise argentina também seguia no radar dos investidores.

O ouro para dezembro fechou em alta de 0,27%, a US$ 1.515,70 a onça-troy, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

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A busca por segurança marcou o pregão desta terça-feira, com o mercado especulando sobre os desdobramentos do conflito entre EUA e China. Na falta de novidades, o grande destaque do dia foi a fala de Giuseppe Conte no Senado italiano, que anunciou que entregará sua renúncia ao presidente do país, Sergio Mattarella.

A crise política se estende na Itália com o rompimento entre os principais partidos que compõem o governo - o Movimento Cinco Estrelas e A Liga.

O clima de cautela ainda tem outro personagem, a Argentina, com a posse do novo primeiro-ministro da Fazenda, Hernán Lacunza. Ele assume em meio a uma crise política e econômica, acentuada após Alberto Fernández, candidato oposicionista à presidência, vencer as eleições primárias.

Tal cenário levou os investidores a buscar segurança no ouro, considerado um ativo seguro, o que fortalece suas cotações.

Além disso, relatório do ING enviado a clientes diz que bancos centrais ao redor do mundo continuaram a comprar ouro durante o mês de julho, quando os preços atingiram as cotações máximas em anos.

O consumo total de gás natural cresceu 1,77% em junho ante maio, informou nesta terça-feira, 20, a Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás). Na comparação com igual mês do ano passado, houve uma queda de 23,41%. No acumulado do primeiro semestre, o consumo caiu 5,4%, totalizando para 57,9 milhões de metros cúbicos/dia.

O consumo na indústria em junho caiu 3,22% em relação a maio e 1,43% na comparação com junho de 2018. No primeiro semestre, foi 2,5% superior a igual período do ano anterior.

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O segmento residencial registrou alta de 25,2% na comparação com maio e estabilidade ante o mesmo mês de 2018. No semestre o setor registrou retração de 2,2%, em função das temperaturas, em média, mais elevadas.

A geração termelétrica teve alta de 12,5% em junho ante maio. Na comparação com junho de 2018, houve recuo de 50,1%. No balanço do semestre, a queda foi de 19,9%.

No GNV o consumo recuou 1,6% ante o mês imediatamente anterior. Na comparação com junho de 2018, avançou 1,1%. No confronto com o primeiro semestre, a alta foi de 5,2%.

Em junho, o número de clientes que consomem gás natural chegou a 3,565 milhões de clientes - número de medidores nas indústrias, comércios e residências e outros pontos de consumo.

Em nota, o presidente executivo da Abegás, Augusto Salomon, destaca que com os sinais econômicos corretos, o consumo de gás natural pode crescer em todo o País. O executivo lembra que o Termo de Compromisso de Cessação (TCC) firmado entre o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e a Petrobras poderá reduzir a concentração de mercado existente e abrir chances para uma concorrência maior na oferta.

"Entretanto, o TCC ainda é insuficiente. É preciso que fique mais claro como será o acesso de novos agentes à infraestrutura essencial (rotas de escoamento, unidades de processamento e terminais de GNL), além de criar regras que deem segurança operacional ao mercado, garantindo o abastecimento", diz.

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta terça que os bancos terão de seguir o exemplo da Caixa Econômica Federal e reduzir os juros das suas linhas de crédito. Durante cerimônia de lançamento de linhas de crédito imobiliário com atualização pelo IPCA, no Palácio do Planalto, Bolsonaro lembrou que a Caixa reduziu, há poucas semanas, em até 40% os juros do cheque especial. "Com certeza, outros bancos vão ter de ir no mesmo caminho", disse. "Não vai ser uma imposição. Ou eles vão atrás, ou o número de clientes da Caixa vai aumentar e muito", acrescentou.

No último dia 31 de julho, a Caixa anunciou cortes nas taxas de juros de suas principais linhas de crédito, tanto para empresas como para pessoas físicas. Ainda anunciou na ocasião um novo pacote de serviços, chamado "Caixa Sim", com corte de até 40% nos juros. Com relação específica ao cheque especial, a redução para pessoas físicas na taxa cobrada pela Caixa foi de 26% e, para pessoas jurídicas, de 33%.

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Os empregados da Petrobras participam de um processo de consulta promovido pelos sindicatos para avaliar as propostas de acordo coletivo da direção da companhia. Previamente, o diretor da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), Adaedson Costa, afirma que "o acordo coletivo não atende aos anseios da categoria".

Os sindicatos têm ouvido a posição dos funcionários também sobre a possibilidade de recorrer a uma greve, como meio de demonstrar à direção da petroleira que não estão de acordo com as propostas de reajuste salarial e benefícios trabalhistas.

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Segundo os sindicatos, a empresa apresentou um porcentual de reajuste inferior ao da inflação, correspondente a 70% do INPC acumulado desde setembro do ano passado. Também quer acabar, gradualmente, com o adicional de permanência no Estado do Amazonas. E também quer aumentar a contribuição dos funcionários no plano de saúde.

O diretor executivo e de Relações com Investidores do Bradesco, Leandro Miranda, disse que o banco não teria nenhum problema de oferecer crédito imobiliário com taxas baseadas no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) como referência. O problema é se o mutuário gostaria de assumir o risco inflacionário por um período tão longo.

Nesta tarde, o presidente da Caixa Econômica Federal,Pedro Guimarães, anunciou que a Caixa vai oferecer taxas de juros atreladas ao IPCA, inflação oficial do País, para contratos de 360 meses. A Caixa e o Bradesco brigam pela liderança dos financiamentos imobiliários, segundo o executivo.

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Ele questiona se 12 anos atende o cliente, já que o valor da prestação ficaria elevada, e, no caso da oferta de 20, 30 anos, como é mais comum para o crédito imobiliário, o mutuário gostaria de se comprometer com a inflação por um período tão longo. Mesmo no prazo de 12 anos, segundo Miranda, que ainda não havia tomado conhecimento diretamente do anúncio da Caixa, haveria um risco inflacionário que o brasileiro talvez não queira tomar.

"Para nós, bancos, faríamos sem problemas, mas não sei se o cliente gostaria de 12 anos. Para nós acho viável porque tem proteções de inflação através de derivativos. Se quiser transformar a taxa em fixa você tem possibilidade de securitizar essa carteira de 12 anos junto a fundos de pensão e companhias de seguro. Mas atende o consumidor?", questiona Miranda.

"Vamos primeiro entender o regulamento (anunciado nesta terça). Nós temos capacidade de prover todo e qualquer produto bancário no Brasil, se tiver demanda a gente pode fazer a inflação por 12, 20, 30 anos", afirmou o executivo. "Não temos necessidade de limitar a 12 anos porque temos capital robusto", concluiu.

O dólar caiu frente a outras moedas principais, como o iene, nesta terça-feira, em quadro de certa cautela nos mercados internacionais. A moeda americana ainda acompanhou o movimento dos juros dos Treasuries, com expectativa de mais sinais de relaxamento monetário à frente de dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) nesta semana. Além disso, o peso argentino chegou a recuar mais cedo, mas se fortaleceu ao longo do pregão, em meio a leilões do Banco Central da República Argentina (BCRA).

No fim da tarde em Nova York, o dólar recuava a 106,24 ienes, o euro avançava a US$ 1,1104 e a libra tinha ganho a US$ 1,2174. O índice DXY, que mede o dólar ante outras moedas fortes, recuou 0,16%, a 98,190 pontos.

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O quadro de cautela nos mercados favoreceu o iene e o franco suíço em relação ao dólar. A divisa americana ficou também pressionada ante outras principais por causa da expectativa em relação ao Fed. O BC americano publica ata de sua última reunião nesta quarta-feira e ainda haverá, mais para o fim desta semana, o simpósio anual de Jackson Hole, com pronunciamentos de dirigentes da instituição, entre eles o presidente do Fed, Jerome Powell, que fala na sexta-feira.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a insistir para que o Fed corte os juros em 1 ponto porcentual num período breve. Trump comentou também que não está pronto para fazer um acordo com a China, além de dizer que não vê risco de uma recessão econômica americana, no quadro atual.

Na Europa, o euro avançou após o premiê italiano, Giuseppe Conte, entregar o cargo. Agora, o presidente Sergio Mattarella deve abrir consultas sobre a sucessão. Segundo analistas, poderia ser possível evitar uma eleição antecipada, embora isso não seja garantido.

O dólar ainda recuava a 54,7478 pesos argentinos. A divisa sul-americana recuou mais cedo, em meio à posse nesta manhã do novo ministro da Fazenda, Hernán Lacunza, que garantiu que o BCRA usará "todas as ferramentas" para manter o câmbio na faixa da semana passada. Ao longo do dia, o BCRA interveio com leilões de câmbio e também de Letras de Liquidez (Leliq), o que ajudou a apoiar o peso.

As principais bolsas de Nova York fecharam no vermelho, revertendo parcialmente as altas registradas nas duas últimas sessões. Em meio à falta de perspectiva clara para o cenário comercial, investidores operam com maior cautela enquanto aguardam pelo simpósio de Jackson Hole, que ocorre entre quinta-feira e sábado.

O índice Dow Jones registrou sua primeira queda após quatro sessões, caindo 0,66% para 25.962,44 pontos. Por sua vez, o S&P 500 recuou 0,79% para 2.900,51 pontos e o Nasdaq teve baixa de 0,68%, para 7.948,56 pontos. Dow Jones e Nasdaq voltaram a se firmar abaixo das barreiras psicológicas de 26 mil e 8 mil pontos, respectivamente, enquanto o S&P 500 opera abaixo dos 3 mil pontos desde o final de julho.

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Todos os subíndices do S&P 500 fecharam no negativo. O maior baque foi sentido pelos serviços financeiros, com baixas do Citi (-1,38%), JPMorgan (-1,27%) e Bank of America (-2,02%) em meio à queda dos rendimentos dos Treasuries. O clima de cautela também pesou sobre os bens de primeira necessidade, pressionando Walmart (-1,55%), Procter & Gamble (-1,11%) e Coca-Cola (-1,48%).

O noticiário econômico desta terça-feira não contou com grandes eventos ou indicadores econômicos. Na tarde de hoje, o presidente americano, Donald Trump, voltou a dizer que "não está pronto" para fazer um acordo com a China. A falta de sinais claros ou datas marcadas para novas negociações intensifica as incertezas globais e o clima de cautela no pregão.

"A sessão de hoje patinou enquanto os mercados parecem estar em suspenso enquanto aguardam a fala de Jerome Powell em Jackson Hole", sugerem analistas do NatWest. Powell, presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), deve discursar na sexta-feira no simpósio anual de política econômica realizado em Jackson Hole, Wyoming.

Apesar das expectativas, o economista-chefe da Nova Futura Investimentos, Pedro Paulo Silveira, acredita que Powell tem "pouco a dizer" no simpósio. Em entrevista ao Broadcast, Silveira afirmou que a fala de Powell em julho, quando chamou o corte da taxa de juros de "ajuste de meio de ciclo", já sinalizou o que era necessário aos mercados.

As atenções se voltaram também para eventos na Europa, onde a crise política na Itália ganhou outro episódio com a notícia da renúncia do primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte. O analista sênior do Eurasia Federico Santi prevê que os cenários mais prováveis são uma nova coalizão governamental ou eleições antecipadas, e argumenta que "qualquer acordo para evitar novas eleições seria positivo para o mercado no curto prazo".

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