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Os Estados Unidos e a China trocaram duros ataques nesta terça-feira, no início da Assembleia Geral da ONU, ilustrando o risco de uma nova "Guerra Fria" entre as duas grandes potências mundiais em meio à pandemia do coronavírus.

Seis semanas antes da eleição presidencial em que busca a reeleição, e atrás de seu rival democrata Joe Biden nas pesquisas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou duramente a maneira como Pequim lidou com a pandemia e se referiu ao coronavíruas como "o vírus chinês".

"Devemos responsabilizar as nações que liberaram esta praga para o mundo, a China", disse Trump em um discurso virtual pré-gravado no qual prometeu "distribuir uma vacina" e "acabar com a pandemia".

O presidente chinês, Xi Jiping, por sua vez, garantiu que seu país "não pretende entrar na Guerra Fria" e lamentou a "politização" da luta contra o covid-19, que deixou quase um milhão de mortos no mundo.

Trump, que denunciou como a China silenciou inicialmente os primeiros casos de coronavírus no final do ano passado na cidade de Wuhan, anunciou há várias semanas que retirará seu país da Organização Mundial de Saúde (OMS), que ele diz ser controlada pela Pequim.

O embaixador chinês na ONU, Zhang Jun, por sua vez, acusou Trump de espalhar "um vírus político" na organização. "Enquanto a comunidade internacional está lutando muito contra a covid-19, os Estados Unidos estão espalhando um vírus político na Assembleia Geral", disse Zhang a jornalistas.

"Se alguém deve ser responsabilizado, são os Estados Unidos, por terem perdido tantas vidas com sua atitude irresponsável”, acrescentou, referindo-se às mais de 200 mil mortes de americanos pelo vírus.

- "Grande fratura" -

Diante da pandemia do coronavírus, o mundo deve "fazer todo o possível para evitar uma nova Guerra Fria", alertou o chefe da ONU, Antonio Guterres, ao abrir a 75ª Assembleia Geral da entidade.

"Estamos caminhando em uma direção muito perigosa", alertou, denunciando a crescente rivalidade entre China e Estados Unidos no mundo.

"Nosso mundo não pode permitir um futuro em que as duas maiores economias dividam o planeta em uma grande fratura, cada uma com suas próprias regras de negócios e financeiras e recursos de Internet e inteligência artificial", alertoi.

- Brasil se diz "vítima" de campanha de desinformação -

O presidente Jair Bolsonaro usou seu discurso para denunciar que o Brasil "é vítima de uma das mais brutais campanhas de desinformação sobre a Amazônia e o Pantanal", regiões atualmente devastadas por incêndios.

"O Brasil se destaca como o maior produtor mundial de alimentos. E por isso há tanto interesse em propagar desinformações sobre nosso meio ambiente", argumentou.

O presidente afirmou que grande parte dos incêndios que assolam a floresta amazônica e o Pantanal não têm origem criminosa e os atribuiu às queimadas que segundo ele são praticadas por indígenas e pequenos agricultores.

Ambientalistas e defensores dos direitos humanos reagiram, afirmando que os indígenas são vítimas de incêndios causados por madeireiros e latifundiários que buscam utilizar essas terras para pastagem de gado e expansão de suas lavouras.

Bolsonaro "negou a gravidade da destruição ambiental, culpou 'pequenos agricultores e indígenas' e atacou o trabalho de organizações ambientais", lamentou Camila Asano, da ONG Conectas Direitos Humanos.

Entre janeiro e agosto, a área desmatada na Amazônia Legal foi de 6.086 km2, uma redução de apenas 5% em relação a 2019, um ano que já havia tido recorde em desmatamento, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Na maior floresta tropical do planeta, foram registrados 71.673 focos de incêndio, um aumento de 12% em relação a 2019.

Os focos do Pantanal, a maior área alagável do planeta, que vive a pior seca dos últimos 47 anos, chegaram a 16.119, um aumento de 185% em relação ao ano anterior.

- Irã: EUA deverá "ceder" -

A tensão entre Estados Unidos e Irã cresceu sob o governo Trump, que em 2018 abandonou o acordo nuclear negociado três anos antes por seu antecessor Barack Obama e aplicou vastas sanções unilaterais contra Teerã.

"Não somos moeda de troca nas eleições dos EUA ou em sua política interna", disse o presidente iraniano, Hassan Rohani, em seu discurso.

"Qualquer governo americano após as próximas eleições não terá escolha a não ser ceder à resiliência da nação iraniana".

Os Estados Unidos desafiaram a ONU na segunda-feira ao anunciar sanções contra o Irã e o presidente venezuelano Nicolás Maduro, argumentando que eles violam um embargo de armas da ONU.

No entanto, quase todos os outros países, incluindo aliados europeus, afirmam que os Estados Unidos não têm autoridade para aplicá-las.

A França, com seus aliados alemães e britânicos, não permitirá "a ativação de um mecanismo que os Estados Unidos" "não estão em condições de ativar" tendo se retirado do acordo, declarou o presidente francês Emmanuel Macron em seu discurso.

Em discurso durante Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o presidente da Rússia, Vladimir Putin, defendeu a importância da entidade e reforçou compromisso do país em contribuir para a resposta mundial ao coronavírus. "Está claro que vai demorar um longo tempo para restaurar a economia global", afirmou, em pronunciamento transmitido de forma virtual, por conta da pandemia.

Putin expressou apoio à Organização Mundial da Saúde (OMS) e apresentou proposta para a realização de uma conferência entre governos internacionais que queiram ampliar a cooperação no combate à covid-19. O líder russo ofereceu também vacinação gratuita para toda a equipe da ONU, com o imunizador desenvolvido pelo país.

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"Estamos prontos para compartilhar nossas experiências e continuar a interagir com todos os Estados e estruturas internacionais, incluindo fornecendo a outros países doses da vacina russa, que provou sua confiabilidade, segurança e eficácia", afirmou.

Sobre temas geopolíticos, Putin argumentou que o Conselho de Segurança da ONU deve ser "mais inclusivo" dos interesses da comunidade global, mas disse que o mecanismo exerceu papel importante para garantia da paz no período subsequente à Segunda Guerra Mundial. O presidente da Rússia exortou os integrantes do Conselho a se reunirem presencialmente assim que possível.

"É importante que todos os países mostrem disposição política, inteligência e visão. E, claro, o papel de liderança cabe aos membros permanentes, que possuem os poderes que há 75 anos têm responsabilidade especial para a paz e a segurança internacional", destacou.

Putin comentou ainda que Moscou ainda não recebeu resposta para a proposta de moratória de mísseis de médio e longo prazo na Europa. Segundo ele, o país propõe também a proibição para que potenciais espaciais instalem armas no espaço sideral.

"Gostaria de chamar a atenção para a proposta da Rússia de introduzir corredores verdes, livres de guerras comerciais e sanções, primariamente para bens essenciais, alimentos, medicamentos, e materiais de assistência médica", ressaltou.

Contato: andre.marinho@estadao.com

Um caixão orgânico foi usado pela primeira vez em um enterro, no início de setembro, na Holanda. Batizada de Living Cocoon (caixão livre, em tradução livre), a urna funerária é feita de micélio, que é a perte vegetativa da maioria das espécies de fungo e que forma uma massa ramificada de fibras finas.

Os especialistas da startup Loop, que desenvolveu a tecnologia, acreditam que o micélio é capaz de agir por meio da simbiose e estabelecer uma comunicação entre as plantas ao neutralizar substâncias tóxicas e fornecer nutrição para que a vegetação cresça ao seu redor. Assim, o caixão, que é absorvido pelo solo de 4 e 6 semanas, devolve para a terra algo que é proveniente dela.

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O desenvolvimento de caixões orgânicos é uma possibilidade que vem sendo estudada também para diminuir a contaminação do solo por materiais e substâncias nocivas.

 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a alegar que o governo americano tem feito "um trabalho incrível" na resposta à covid-19. "Queria que a China não tivesse deixado esse vírus se espalhar", criticou, em entrevista à emissora Fox 2 Detroit.

Além disso, Trump comentou sobre a perspectiva de indicar um nome para a Suprema Corte, com a morte na sexta-feira de Ruth Bader Ginsburg. Ele voltou a dizer que apontará uma mulher e mostrou otimismo sobre a perspectiva de conseguir confirmar seu nome a tempo, mesmo com a campanha eleitoral em andamento.

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"Temos apoio do Senado, acho que teremos todos os votos necessários" para confirmar o nome na Casa legislativa, apontou. Trump não quis adiantar pistas sobre a escolha, mas disse acreditar que "todos estarão muito felizes" com ela.

A reunião dos líderes da União Europeia (UE) prevista para começar na próxima quinta-feira (24) foi adiada para os dias 1 e 2 de outubro, em virtude da necessidade de isolamento do presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, informou seu porta-voz Barend Leys, pelo Twitter.

Nesta terça-feira (22) foi anunciado que um membro da segurança com quem Michel havia tido "contato próximo" na última semana foi diagnosticado com Covid-19, o que levou a uma quarentena, seguindo as regras em vigor na Bélgica. O porta-voz informou que o teste realizado no presidente do Conselho ontem deu resultado negativo.

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta terça-feira (22) que anuncia no sábado (26) a sucessora da juíza progressista Ruth Bader Ginsburg na Suprema Corte.

"Vou anunciar a nomeação para a Suprema Corte no sábado, na Casa Branca", disse Trump, que especificou que o tempo exato ainda não foi definido.

A morte de Ginsburg, na sexta-feira (18), aos 87 anos, e seu último desejo de ser substituída pelo nome indicado pelo governo que resultar das urnas em 3 de novembro agitaram a já tensa campanha eleitoral em curso nos Estados Unidos.

Liderados pelo rival eleitoral de Trump, Joe Biden, os democratas exigem que os republicanos que dominam o Senado se abstenham de ratificar a nomeação para preencher a vaga.

Trump e o líder da maioria republicana no Senado, Mitch McConnell, dizem que continuarão com o processo.

Os juízes da Suprema Corte decidem uma ampla gama de questões na vida dos cidadãos: do direito ao aborto a questões de imigração, passando pelo acesso à saúde.

A Corte é composta por nove juízes e, antes do falecimento de Ginsburg, os conservadores detinham uma maioria de 5 a 4. Em algumas votações, os juízes mais moderados acompanhavam a decisão dos mais progressistas.

Se Trump conseguir nomear um novo magistrado, o novo saldo será de 6 contra 3.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta terça-feira na Assembleia Geral da ONU que a China deve ser responsabilizada por suas ações sobre a pandemia de Covid-19.

Em uma mensagem gravada e exibida por ocasião da reunião anual da ONU, Trump acusou Pequim de permitir que o coronavírus "deixasse a China e infectasse o mundo".

"As Nações Unidas devem responsabilizar a China por suas ações", ressaltou.

Trump, que enfrenta uma difícil luta pela reeleição em 3 de novembro, culpou a China para tentar desviar das críticas dos eleitores sobre sua gestão da pandemia.

Transmitido em uma grande tela no salão da Assembleia Geral da ONU, o presidente dos Estados Unidos levou efetivamente seu discurso de campanha agressivo para o cenário global.

"Devemos responsabilizar a nação que lançou esta praga no mundo", disse.

Trump acusou a China de cuidar apenas de seus próprios interesses quando o vírus potencialmente letal apareceu pela primeira vez na cidade de Wuhan, no final do ano passado.

Ele afirmou também que "o governo chinês e a Organização Mundial da Saúde (OMS), que é virtualmente controlada pela China, declararam equivocadamente que não havia evidência de transmissão de pessoa para pessoa".

"Mais tarde, eles falaram erroneamente que as pessoas assintomáticas não espalhariam a doença", acrescentou.

Líderes mundiais estão discursando virtualmente na sessão da ONU em Nova York, devido às restrições da covid-19.

Trump, que frequentemente subestimou os riscos apresentados pelo vírus, chegou a afirmar que compareceria à sede da ONU, antes de aparentemente mudar de ideia.

Depois de conter com sucesso o primeiro surto de infecção e mortes, a Europa está agora no meio de uma segunda onda de coronavírus enquanto se aproxima do inverno - levantando questões sobre o que deu tão errado. O continente hoje registra mais casos de Covid-19 que em março e abril, nos piores momentos da pandemia.

Os números diários de casos na União Europeia e no Reino Unido nesta semana alcançaram níveis recordes de mais de 45 mil em uma taxa de notificação de 14 dias, de acordo com o Centro Europeu para Prevenção e Controle de Doenças (ECDC), e novas restrições estão sendo impostas em locais que estavam em plena reabertura.

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Em março e abril o continente viveu o descontrole total de casos e óbitos. A partir de maio, a reabertura gradual. E agora, o número de casos volta a crescer, obrigando autoridades a impor novamente medidas de distanciamento social em algumas regiões, como a capital da Espanha.

De acordo com a OMS, houve 5 milhões de casos confirmados e mais de 228 mil mortes em toda a Europa desde o início da pandemia.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Europa se vê diante de um cenário "alarmante". De leste a oeste, países endurecem suas restrições para tentar conter o vírus, buscando evitar a imposição de novas quarentenas nacionais.

A Espanha registrou, na segunda-feira (21) inéditas 11,2 mil infecções, enquanto na França, os casos diários se aproximaram de 10,6 mil. Na Inglaterra, os novos diagnósticos praticamente dobraram em uma semana. Países da Europa Central e Oriental, menos afetados na primeira onda, agora também veem um aumento das infecções.

Os motivos para a aceleração atual são diversos, mas vinculam-se à retomada das atividades após o fim dos lockdowns, entre maio e junho. Como o vírus nunca deixou de circular, bastou um relaxamento para que as taxas de infecção voltassem a crescer.

Em meio ao aumento no número de casos de Covid-19, países europeus receberam uma advertência da OMS e já começam a discutir novas quarentenas frente ao temor de uma possível segunda onda da doença.

Segundo Hans Kluge, diretor regional da OMS para a Europa, o número de novos casos dobrou em mais da metade dos Estados-membros do bloco.

Falando de Copenhague, na Dinamarca, ele disse que 300 mil novas infecções foram registradas em toda a Europa somente na semana passada e que os casos semanais excederam os relatados durante o primeiro pico em março.

Em sua visão, isso deveria servir de "alerta para todos nós". "Temos uma situação muito séria diante de nós", afirmou Kluge.

O cenário é grave, mas diferente do que ocorria há seis meses: o aumento no número diagnósticos foi possível por causa do aumento do número de testes, coisa que não ocorria no ápice da pandemia, quando faltava equipamentos e os hospitais estavam sobrecarregados.

O número de mortes e internações cresce em ritmo mais lento que no início do ano. Ao redor do mundo, cerca de 30 milhões de casos de Covid-19 foram confirmados. Mais de 965 mil pessoas morreram.

"Embora esses números reflitam testagens mais abrangentes, eles também mostram taxas alarmantes de transmissão em toda a região", disse ele a jornalistas. As admissões e mortes em hospitais ainda não tiveram um aumento semelhante, embora a Espanha e a França estejam observando uma tendência de aumento.

Embora as pessoas mais jovens - que têm menos probabilidade de serem gravemente afetadas se forem infectadas - atualmente representem a maior proporção dos casos de Covid registrados recentemente, há temores de muitos mais casos de doenças graves se o vírus se espalhar entre idosos e pessoas mais vulneráveis.

Para evitar uma nova paralisação da economia e confinamentos como os feitos no início da pandemia, que causaram a maior crise econômica no continente desde o fim da 2ª Guerra, governos recorrem a medidas locais, direcionadas, e a campanhas de conscientização sobre a necessidade de se respeitar as diretrizes sanitárias.

A Espanha, mais afetada pela ressurgência do coronavírus, adotou medidas restritivas e pediu ajuda do Exército para combater o coronavírus. Desde segunda-feira em Madri, um dos polos de transmissão, cerca de 855 mil pessoas só podem sair de casa para trabalhar ou ir à escola, e reuniões estão limitadas a grupos de seis pessoas. No início de julho, o país chegou a registra menos de 300 casos diários de Covid-19. Na última sexta, foram mais de 11 mil.

O sucesso do rastreamento e da contenção de casos, contudo, é uma das explicações pela qual a Itália está hoje em uma situação melhor que diversos de seus vizinhos.

No início do ano, o Norte do país, em especial a Lombardia e a Emília-Romanha, foi epicentro global da pandemia, mas o vírus não se espalhou com tanta força pelo resto da Península Itálica

Em território britânico, onde o número de internações dobra a cada oito dias, o governo já considera uma segunda onda inevitável. O plano do premiê Boris Johnson é testar 10 milhões de pessoas por dia até o início de 2021, mas tem dificuldades para lidar com sua carga atual, 40 vezes menor. Hoje, a saturação é tanta que amostras são enviadas para laboratórios no exterior.

A partir desta terça (22) novas restrições serão aplicadas em áreas do Centro e do Norte da Inglaterra e na Irlanda do Norte. Um lockdown nacional, segundo o ministro da Saúde, Matt Hancock, é a opção derradeira para o país, que registra mais de 41 mil mortes por Covid-19, o maior número do continente, e 388 mil casos.

Na França, apesar do aumento significativo dos diagnósticos, o número de óbitos diários está ao redor de 30 - em seu ápice, passava de mil. Ainda assim, reuniões com mais de 10 pessoas foram banidas em Nice, e o funcionamento dos bares foi restrito. (Com agências internacionais)

Toque de recolher para bares e restaurantes, ampliação da obrigatoriedade do uso de máscaras, restrições aos esportes, aumento das multas e policiais nas ruas: o primeiro-ministro Boris Johnson anunciou nesta terça-feira (22) novas medidas contra o coronavírus, após o aumento do número de casos no Reino Unido.

Muito criticado no início da pandemia pela demora na resposta, o líder conservador parece agora determinado a assumir o controle total ante a ameaça de segunda onda.

Ele sofre, porém, a pressão de círculos empresariais e, segundo a imprensa, de parte de seu governo para não impor medidas muito drásticas que voltem a paralisar uma economia já abalada.

"Quero destacar que isto não é de nenhuma maneira um retorno ao confinamento de março e não estamos dando instruções gerais para que permaneçam em casa", declarou o premiê na Câmara dos Comuns, em uma tentativa de tranquilizar o país.

À noite, discursará à nação para explicar as novas restrições, que provavelmente devem durar seis meses.

"Mas devemos tomar medidas para suprimir a doença", completou", acrescentando que escolas e empresas poderão permanecer abertas com o respeito das regras.

Portanto, depois de pressionar recentemente para que os trabalhadores voltassem aos escritórios e ressuscitassem os centros urbanos, ele pediu a todos que tiverem condições que voltem a trabalhar de casa.

Além disso, a partir de quinta-feira (24), pubs, bares e restaurantes serão limitados a servir apenas nas mesas e deverão fechar as portas às 22h.

Em um país onde o uso de máscara não está muito propagado, a obrigação incluirá, a partir de agora, funcionários dos estabelecimentos comerciais, usuários de táxis e funcionários e clientes de restaurantes, exceto para comer e beber.

O governo cancelou o retorno do público aos eventos esportivos, previsto para 1o de outubro, e todas as práticas esportivas coletivas internas para adultos serão limitadas a seis pessoas.

A infração às regras será punida com "penas mais severas", advertiu o primeiro-ministro, que prometeu uma "presença policial maior nas ruas".

As multas de até 10.000 libras (13.000 dólares) para quem não cumpre as quarentenas serão aplicadas agora a estabelecimentos comerciais, ou a empresas, que não respeitarem as restrições. E não usar a máscara, ou participar de reuniões com mais de seis pessoas, será punido com 200 libras na primeira infração.

- "Incompetência" -

As novas medidas "são necessárias agora, mas não eram inevitáveis", afirmou o líder da oposição, o trabalhista Keir Starmer, que criticou a confusão criada por um governo que "um dia estimula as pessoas a voltarem aos escritórios e, no outro, fala o contrário".

Depois de acusar Johnson e seu governo de "incompetência", ele criticou a ausência de um sistema eficaz de testes e rastreamento. E advertiu que alguns lugares do país já impõem estas restrições há muito tempo e, mesmo assim, seus índices de contágio continuam elevados.

Embora tente evitar a qualquer custo um retorno do confinamento nacional, Johnson advertiu que, se todas as medidas não conseguirem reduzir os contágios, o governo "se reserva o direito de mobilizar uma potência de fogo maior, com restrições significativamente maiores".

Os anúncios aconteceram um dia depois do aumento para 4, em uma escala até 5, do nível de alerta sobre a propagação do vírus. Deste junho, encontrava-se na faixa 3.

País mais afetado da Europa com quase 42.000 mortes confirmadas por covid-19, "o Reino Unido está vendo o número de infecções dobrar a cada sete dias", advertiu o assessor científico do governo, Patrick Vallance.

Se a pandemia seguir esta curva, "chegaremos a 50.000 casos por dia em meados de outubro" - contra 6.000 atualmente - e isto poderia provocar "200 mortes por dia, ou mais, em meados de novembro".

No ponto máximo da pandemia, o Reino Unido chegou a registrar quase 1.000 óbitos por dia.

"Se não mudarmos o rumo, o vírus vai disparar. Este é o caminho em que estamos", afirmou o principal conselheiro médico do governo, Chris Whitty, na segunda-feira (21).

A Justiça alemã abriu uma nova investigação contra o principal suspeito do desaparecimento, em 2007, em Portugal, da menina britânica Maddie McCann, a qual está relacionada com o estupro de uma jovem irlandesa em 2004 - anunciou o procurador de Brunswick nesta terça-feira (22).

"Posso confirmar que também estamos investigando a suspeita de estupro de uma jovem irlandesa em 2004, no Algarve (região onde desapareceu Madeleine McCann)", disse à AFP o procurador Hans Christian Wolters.

A vítima apresentou queixa imediatamente após os acontecimentos, há 16 anos. Ao tomar conhecimento, nos jornais, das fotos do principal suspeito, o alemão Christian B., ela disse "acreditar ter reconhecido seu agressor", acrescentou o procurador.

A investigação começou no final de junho, de acordo com Wolters. Para além do caso Maddie, Christian B. também é alvo de investigação por agressão sexual de uma menina de 10 anos, à época dos acontecimentos no Algarve, em abril de 2007, ou seja, algumas semanas antes do desaparecimento de Maddie.

"Ele é acusado por ter-se masturbado na frente da garota", enfatizou Hans Christian Wolters, especificando que a investigação foi aberta no ano passado.

O caso Maddie foi repentinamente acelerado no início de junho com a identificação de Christian B., um pedófilo de 43 anos que já havia sido condenado por estupro em Portugal. Encontra-se sob custódia em Kiel, no norte da Alemanha, por outro caso.

Ele é suspeito do assassinato de Maddie, então com três anos. A pequena estava de férias com os pais, quando desapareceu do quarto do hotel onde dormia.

Segundo o advogado de Christian B., citado pela imprensa local, seu cliente nega qualquer envolvimento no desaparecimento de Maddie.

Não é tão incomum o surgimento de histórias sobre partos que aconteceram durante viagens, seja em um voo, seja no trânsito cotidiano. Porém, a história deste bebê, nascido em território aéreo do Egito, é diferente.

Durante o voo MS777, saindo da capital egípcia, Cairo rumo a Londres, pela companhia EgyptAir, um bebê nasceu. A companhia, comemorando a vinda do mais novo “cliente” nos ares, determinou cortesia vitalícia à criança. A notícia foi divulgada no Twitter da Egyptair, que afirmou que o menino terá passagens gratuitas pela companhia, para todos os destinos, durante toda sua vida. 

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A mãe do recém-nascido se chama Hiyam Nasr Naji Daaban e é natural do Iêmen, a dois mil quilômetros do Egito. Segundo a companhia, o piloto pensou em fazer um pouso de emergência em Berlim, na Alemanha, pensando na saúde da mãe e do bebê, mas não deu tempo. Um médico no avião se dispôs a realizar o parto, e o conseguiu sem dificuldades.

Não é a primeira vez que uma companhia aérea presenteia um passageiro com o benefício. Em 2009, a AirAsia concedeu a cortesia a uma mulher de 31 anos, que entrou em trabalho de parto prematuro, enquanto viajava da ilha de Penang ao norte para Kuching, na ilha de Bornéu, ambas ilhas da Malásia.

O guru de uma seita na Sibéria, Vissarion, que há três décadas presidia os destinos de milhares de discípulos que o consideram a reencarnação de Jesus Cristo, foi detido pelas forças especiais russas nesta terça-feira (22).

Fundada em 1991 por este ex-policial, cujo nome verdadeiro é Serguei Torop, a seita se instalou em um vilarejo construído na floresta, pelos fiéis, no distrito de Kurgan, na região siberiana de Krasnoyarsk.

Vissarion e dois parentes, Vadim Redkine e Vladimir Vedernikov, foram detidos, anunciou o comitê de investigação russo, durante uma operação conjunta dos serviços especiais (FSB, ex-KGB) e do ministério do Interior.

Eles são acusados utilizar a seita para extorquir dinheiro de seus discípulos e de exercer "violência psicológica" sobre eles, provocando "graves danos à saúde".

Vissarion reuniu milhares de fiéis em uma área isolada da Sibéria para fazer uma espécie de Arca de Noé para salvar a humanidade de um cataclismo que o homem está provocando.

Sua "Igreja do Último Testamento" não vivia, no entanto, completamente isolada do mundo, recebendo com frequência a imprensa.

Os fiéis, que aspiram a autossuficiência, afirmam viver em comunhão com a natureza, rejeitando em particular a carne, o álcool e o tabaco.

O vice-presidente da Comissão Europeia para Relações Interinstitucionais, Maros Sefcovic, disse nesta terça-feira (22) que a próxima reunião do comitê conjunto da União Europeia (UE) e do Reino Unido será realizada na próxima segunda-feira (28), em Bruxelas. "Estamos dedicados à plena implementação do Acordo de Retirada", afirmou Sefcovic, referindo-se ao pacto que governa as condições para a saída do Reino Unido da UE.

O comitê conjunto é um órgão no qual Reino Unido e UE discutem como implementar o chamado Brexit, como é conhecido o processo de ruptura entre os dois lados. Recentemente, o governo do primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, propôs uma controversa legislação que se sobrepõe ao Acordo de Retirada.

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A Congregação para a Doutrina da Fé publicou nesta terça-feira (22) a carta "Samaritanus bônus", com a aprovação do papa Francisco, em que discute questões relacionadas ao fim da vida e define a eutanásia e o suicídio assistido como "crimes contra a vida".

"São gravemente injustas, portanto, as leis que legalizam a eutanásia ou aquelas que justificam o suicídio e a ajuda para isso, pelo falso direito de escolha de uma morte que se define impropriamente só porque foi escolhida. Tais leis atingem o fundamento da ordem jurídica: o direito à vida, que dá base para qualquer outro direito, incluindo o exercício da liberdade humana", ressalta o texto.

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Para o Dicastério da Santa Sé, "incurável não é jamais sinônimo de 'incuidável'" porque todas as pessoas que sofrem de uma doença terminal assim como os que nascem com uma previsão limitada de sobrevivência têm o direito de "ser acolhido, cuidado e rodeado de afeto".

Assim, a "o aborto, a eutanásia e o suicídio voluntário corrompem a civilização humana, desonram aqueles que assim procedem do que os que os padecem; e ofendem gravemente a honra devida ao Criador".

"O Magistério da Igreja lembra que, quando se aproxima o fim da existência terrena, a dignidade da pessoa humana aparece como o direito de morrer na maior serenidade possível e com a dignidade humana e cristã devida. Proteger a dignidade de morrer significa excluir seja a antecipação da morte seja o adiamento dela com a chamada 'obstinação terapêutica'. A medicina atual dispõe, de fato, de meios de retardar artificialmente a morte, sem que o paciente receba em tal caso um real benefício", ressalta a publicação.

No texto, a Congregação ressalta que há "uma obrigação moral de excluir essa 'obstinação terapêutica'" porque a "renúncia a meios extraordinários e/ou desproporcionais 'não equivale ao suicídio ou a eutanásia'; exprime apenas a aceitação da condição humana perante a morte ou a escolha moderada de colocar em prática um dispositivo médico desproporcional aos resultados que poderão ser obtidos".

"A renúncia a tais tratamentos, que dariam apenas um prolongamento precário e penoso da vida, pode também significar respeitar a vontade do moribundo, expressa em declarações antecipadas de tratamento, excluindo porém qualquer ato de eutanásia ou suicida", acrescenta.

A Igreja Católica ainda afirma que a sedação dada para os pacientes no fim da vida como forma de dar a "máxima paz e as melhores condições interiores" é justa desde que não cause a morte. "A sedação deve excluir, como seu objetivo direto, a intenção de matar, mesmo que com ele o condicionamento à morte seja de qualquer maneira inevitável", pontua.

Sobre o acompanhamento espiritual daqueles que querem fazer a eutanásia, o documento destaca que é "necessária uma proximidade que sempre convide à conversão", mas que "não é admissível qualquer gesto exterior que possa ser interpretado como uma aprovação da eutanásia, como, por exemplo, estar presente no momento de sua realização" para evitar uma "cumplicidade".

Da Ansa

Pesquisas apontam que a Itália aprovou na segunda-feira (21) por meio de um referendo, a redução do número de parlamentares, em uma reforma histórica que reduzirá em um terço as cadeiras no Congresso. De acordo com um levantamento de boca de urna feito pela emissora pública RAI, o corte nas vagas venceu a disputa que terminou ontem no início da tarde com 60% a 64% dos votos, contra 36% a 40% para a manutenção do atual tamanho.

Caso o resultado se confirme após a apuração, o número de deputados e senadores cairá de 945 para 600 na próxima legislatura - o corte inclui deputados e senadores. De acordo com os dados oficiais preliminares, cerca de 55% dos 47 milhões de italianos aptos a votar foram às urnas - a participação não era obrigatória.

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O enxugamento no número de parlamentares foi uma promessa eleitoral do Movimento 5 Estrelas (M5E), parceiro majoritário do governo de centro-esquerda presidido por Antonio Conte. "O que conseguimos hoje foi um resultado histórico. Temos novamente um Parlamento normal, com 345 cadeiras e privilégios menores", escreveu o ministro das Relações Exteriores e ex-líder do M5E, Luigi di Maio.

Com a reforma, a Câmara dos Deputados terá, a partir da próxima legislatura, 400 membros em vez dos atuais 630. Já o Senado ficará com 200 integrantes, em vez dos atuais 315. A Itália tem o segundo maior parlamento da Europa, atrás do Reino Unido, com 1.462, e à frente da França, que tem 925.

A consulta popular deveria ter sido realizada em março, mas foi adiada por causa da pandemia do novo coronavírus - por isso, não foi exigido quórum mínimo de participação.

O M5E defendeu a reforma alegando que era preciso diminuir os custos da política. A sigla estima uma economia de € 100 milhões (R$ 637 milhões) ao ano.

O Partido Democrata (PD), de centro-esquerda e principal aliado do M5E, e o pequeno partido Livres e Iguais, de esquerda, apoiavam a reforma. O outro parceiro do governo, o Itália Viva, do ex-primeiro-ministro Matteo Renzi, considerava a mudança "inútil".

Pelo espectro da direita e agora na oposição, o partido Liga, de Matteo Salvini, e o ultranacionalista Irmãos da Itália também apoiaram a reforma, e o conservador Força Itália, de Silvio Berlusconi, não orientou o voto, apesar de considerar que a lei ameaça "limitar a representatividade e reduzir a democracia".

"Esta reforma é mal feita, ela só reduz assentos de forma demagógica. Haverá partes inteiras do país que não terão representatividade", disse Antonio Tajani, ex-presidente do Parlamento Europeu e membro do Força Itália. (Com agências internacionais)

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A Argentina registrou nesta segunda-feira (22) um recorde diário de mortos pela Covid-19, 429, o que eleva para 13.482 o total de vítimas fatais da doença.

Este é o número mais elevado desde que a pandemia atingiu o país sul-americano, que mantém medidas de confinamento desde 20 de março, embora com uma flexibilização progressiva por região.

Segundo o Ministério da Saúde do país, o total de casos chegou a 640.134, com 508.563 recuperados. As províncias com maior número de casos são Buenos Aires, Santa Fé, Córdoba e Mendoza.

Na cidade de Buenos Aires, a quantidade de infectados diminuiu, situando-se hoje em 678. A capital argentina inicia esta semana uma nova etapa em seu confinamento, com a autorização de funcionamento de restaurantes com espaços externos e obras de construção em etapa final, entre outras atividades.

Segundo o relatório oficial, a ocupação das UTIs é de 60,3% em nível nacional e 65,5% na região metropolitana de Buenos Aires.

A União Europeia (UE) puniu nesta segunda-feira (21) três empresas de Turquia, Jordânia e Cazaquistão por violação do embargo de armas imposto à Líbia pela ONU, uma decisão criticada por Ancara.

Trata-se das empresas Avrasya Shipping (turca), Jordanian Med Wave Shipping e Kazakh Sigma Airlines, segundo um comunicado da UE. Dois líbios também foram punidos. De acordo com o bloco, as três empresas participaram da entrega de material de guerra a participantes do conflito na Líbia.

Em virtude das sanções, serão congelados ativos destas empresas na Europa, nenhuma empresa poderá manter relações comerciais com as companhias punidas, e elas não terão acesso aos mercados financeiros europeus.

Segundo fontes diplomáticas, as sanções foram definidas na última sexta-feira em nível de embaixadores ante a UE, e confirmadas hoje pelos chanceleres, reunidos em Bruxelas.

Esta decisão ilustra "o uso estratégico pela UE de seu regime de sanções e sua capacidade de reagir aos fatos em campo para apoiar o processo político e dissuadir os autores passados e presentes de novas violações", assinala o comunicado da UE.

O bloco lançou a operação naval Irini para fiscalizar o respeito ao embargo da ONU, o que permitiu "documentar" violações do embargo cometidas pela Turquia, destacaram fontes diplomáticas. "Estas violações minam o processo político empreendido para pôr fim ao conflito na Líbia", criticou Bruxelas. As provas das violações são enviadas à ONU, que também pode impor sanções.

"No momento em que esforços são feitos para reduzir a tensão no leste do Mediterrâneo, tomar uma decisão tão equivocada é extremamente lamentável", criticou a chancelaria turca, estimando que o que foi decidido "não tem valor algum" para Ancara.

A Líbia está mergulhada em um caos político desde que uma aliança apoiada por países europeus derrubou o governo de Muamar Khadafi, em 2011. O Governo de União Nacional é reconhecido pela ONU, mas enfrenta uma oposição armada liderada pelo marechal Haftar, que controla praticamente todo o sul e leste daquele país.

Um policial de Nova York de origem tibetana foi acusado nesta segunda-feira (21) de espionagem e responsabilizado pelas autoridades dos EUA por reunir informações sobre a comunidade do Tibete para o governo chinês.

De acordo com a acusação divulgada, o policial, que trabalhava em uma delegacia do Queens, seguia ordens de membros do consulado chinês em Nova York.

Por meio de seus contatos com a comunidade tibetana, o homem de 33 anos supostamente coletou informações entre 2018 e 2020 sobre as atividades de pessoas do Tibete em Nova York e identificou possíveis fontes de inteligência.

Segundo os autos da promotoria, o réu, que é reserva do Exército dos Estados Unidos, supostamente também permitiu que integrantes do consulado fossem convidados para eventos organizados pelo Departamento de Polícia de Nova York. As autoridades chinesas teriam pagado a ele dezenas de milhares de dólares por seus serviços.

Quatro acusações foram feitas contra o policial, incluindo alistamento no serviço de um país estrangeiro em solo americano, emissão de declarações falsas e obstrução do funcionamento de um serviço público.

Ele foi apresentado a um juiz na segunda-feira e levado sob custódia, disse à AFP um porta-voz do promotor federal do Brooklyn. Atualmente, ele está suspenso sem remuneração, segundo um porta-voz da polícia de Nova York.

Nascido na China, o homem obteve asilo político nos Estados Unidos após alegar que foi torturado pelas autoridades chinesas por causa de sua origem tibetana. No entanto, a investigação mostrou que seus pais eram membros do Partido Comunista Chinês.

"Se confirmado por um tribunal", o caso "demonstraria que o Partido Comunista Chinês está realizando operações difamatórias para conter divergências, não apenas no Tibete, (...) mas em qualquer lugar do mundo", disse a Campanha Internacional para o Tibete, uma organização que defende os direitos dos tibetanos.

O Tibete funcionou de forma autônoma entre 1912 e 1950, mas Pequim recuperou o controle do território em 1951 e o Dalai Lama, o líder espiritual dos tibetanos, vive no exílio desde 1959.

O milionário chinês Ren Zhiqiang, crítico do presidente Xi Jinping, a quem chamou de "palhaço", foi condenado nesta terça-feira a 18 anos de prisão e a pagar multa de 4,2 milhões de yuanes (620.000 dólares) por "corrupção", anunciou um tribunal de Pequim.

Ren Zhiqiang foi condenado por "corrupção, aceitação de subornos, desvio de fundos e abuso de poder", anunciou o Tribunal Popular Intermediário Nº2 de Pequim.

Zhiqiang, 69 anos, ex-diretor de um grupo imobiliário público, foi expulso do Partido Comunista da China (PCC) em julho.

Em março ele publicou na internet uma crítica à resposta das autoridades à epidemia de Covid-19, que surgiu em dezembro do ano passado na cidade de Wuhan, região central da China.

Zhiqiang chamou Xi Jinping de "palhaço" e acusou o governo de reagir com atraso. Em abril as autoridades iniciaram uma investigação por "violação da disciplina".

De acordo com o veredicto, Rem Zhiqiang, ex-presidente do grupo imobiliário Beijing Huayuan, recebeu subornos de 1,25 milhão de yuanes entre 2003 e 2017. A sentença afirma que o milionário "confessou todos os crimes e não apelará" contra a decisão.

Desde sua chegada ao poder em 2013, Xi Jinping iniciou uma grande campanha de combate à corrupção, bem recebida pela opinião pública.

Ao mesmo tempo, algumas vozes afirmam que a campanha é utilizada para eliminar potenciais rivais do presidente.

Membro do PCC de 1974 a 2020, Ren Zhiqiang tinha milhões de seguidores que apreciavam suas opiniões na rede social Weibo.

A conta foi desativada em 2016, após a publicação de uma mensagem que criticava um discurso de Xi Jinping que incentivava a imprensa oficial a servir ao Partido.

Há vários anos o governo controla e pressiona cada vez mais a sociedade civil. A censura aumentou na internet, muitos advogados foram intimidados ou detidos e os professores mencionam ataques à liberdade de ensino.

O mundo registrou quase dois milhões de casos de Covid-19 na semana passada, um recorde, enquanto o número de mortes diminuiu 10% na comparação com a semana precedente, de acordo com os dados divulgados nesta terça-feira pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Todas as regiões do mundo, com exceção da África, registraram aumento de contágios entre 14 e 20 de setembro.

"De 14 a 20 de setembro, registramos quase dois milhões de novos casos de Covid-19, o que representa um aumento de 6% na comparação com a semana precedente e o maior número de casos desde o início da epidemia. No mesmo período, o número de mortes diminuiu 10% e foram registrados 37.700 falecidos", afirmou a organização.

Mais de 30,6 milhões de casos e 950.000 mortes foram registradas desde que a Covid-19 foi detectada no fim do ano passado na China.

O número de casos positivos reflete apenas uma parte do total, devido às políticas díspares dos países no momento de diagnosticar a doença, pois alguns fazem testes apenas com pessoas que precisam de hospitalização. Além disso, em muitos países pobres a capacidade de organizar testes de diagnóstico é limitada.

Por países, Estados Unidos, o mais enlutado do planeta, e Brasil, o segundo mais afetado em número de mortes, continuam registrando os números mais elevados de vítimas fatais, com mais de 5.000 óbitos cada na semana passada.

O continente americano, que concentra metade dos casos registrados no mundo e 55% das mortes acumuladas desde dezembro, registrou, no entanto, uma queda de 22% no número de falecimentos desde a semana passada, graças a uma redução em países como Colômbia, México, Equador e Bolívia.

Por regiões, a Europa, cenário de importantes novos focos, contabilizou 4.000 novas mortes e foi o continente com o maior aumento no número de óbitos (+27% na comparação com a semana anterior).

O sudeste da Ásia, que registra 35% dos novos casos, contabilizou 9.000 mortes na semana passada e superou a marca de 100.000 vítimas fatais desde o início da pandemia.

Na África, a Covid-19 parece perder força e na semana passada o continente registrou queda de 12% no número de casos e de 16% no número de mortes.

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