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O papa Francisco fez um alerta neste sábado (23) sobre a necessidade de ir ao encontro da "vida concreta", no trabalho jornalístico, principalmente durante a pandemia do novo coronavírus Sars-CoV-2, e pediu atenção aos países mais pobres na distribuição das vacinas anti-Covid.

"Há o risco de narrar a pandemia ou qualquer outra crise só com os olhos do mundo mais rico", alertou em mensagem divulgada pelo 55º Dia Mundial das Comunicações Sociais.

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De acordo com o religioso, "numerosas realidades do planeta dirigem ao mundo da comunicação um convite a 'ir e ver'". "Por exemplo, na questão das vacinas e dos cuidados médicos em geral, pensemos no risco de exclusão que correm as pessoas mais carentes. Quem nos contará a expectativa de cura nas aldeias mais pobres da Ásia, América Latina e África?", questiona.

O Santo Padre explicou que, sem essa narrativa extensa, as diferenças sociais e econômicas vão marcar a distribuição das vacinas contra a Covid-19, "com os pobres sempre em último lugar".

"O direito à saúde para todos, afirmado em linha de princípio, acaba esvaziado da sua valência real", acrescenta ele, chamando de "drama social" os casos de pobreza provocados pela emergência sanitária.

Durante a mensagem, Francisco ainda alertou para os perigos de uma manipulação de informação nas plataformas digitais, especialmente durante a pandemia, e defendeu que os jornalistas precisam estar dispostos a "ir onde ninguém vai".

"Tornaram-se evidentes, para todos, os riscos de uma comunicação social não verificável. Há tempo que nos demos conta de como as notícias e até as imagens são facilmente manipuláveis, por infinitos motivos, às vezes por um banal narcisismo", acrescentou.

No texto, divulgado pelo Vaticano, Francisco defende uma comunicação "transparente e honesta", "tanto na redação do jornal como no mundo da web, tanto na pregação comum da Igreja como na comunicação política ou social".

O argentino destaca a importância de "maior capacidade de discernimento e de um sentido de responsabilidade mais maduro", na criação e compartilhamento de conteúdos.

"Todos somos responsáveis pela comunicação que fazemos, pelas informações que damos, pelo controle que podemos exercer juntos sobre as notícias falsas, desmascarando-as", enfatizou.

O líder da Igreja Católica admitiu que a tecnologia digital permite ter uma "informação em primeira mão e oportuna", por muitas vezes muito útil, oferecendo a possibilidade de acompanhar acontecimentos que de outra forma "seriam negligenciados pelos meios de comunicação tradicionais".

"É uma ferramenta formidável. Graças à rede temos a oportunidade de contar o que vemos, o que acontece sob os nossos olhos, para compartilhar testemunhos ", afirma.

Apesar disso, a mensagem alerta que "na comunicação, nada pode jamais substituir o ver pessoalmente", porque "algumas coisas só se aprendem vivenciando-as". "Na verdade, não se comunica só com palavras, mas com os olhos, com o tom de voz, com os gestos".

Fazendo um apelo para "vir e ver", Jorge Bergoglio questiona o que classifica como "eloquência vazia" nas várias áreas da vida pública. Ele ainda destaca que, mais do que os recursos técnicos utilizados na comunicação, é a experiência humana que faz a diferença.

"Para contar a verdade da vida que se faz história, é preciso sair da confortável presunção do 'já conhecido' e andar, ir, ver, estar com as pessoas, ouvi-las, recolher as sugestões da realidade, que vai sempre nos surpreender em alguns de seus aspectos", disse.

Ele criticou a uniformização da informação e ressaltou os riscos de "jornais fotocópia" ou noticiários "substancialmente iguais", onde as entrevistas e reportagens perdem espaço.

"A crise editorial corre o risco de levar a uma informação construída nas redações, diante do computador, nos terminais das agências, nas redes sociais, sem nunca sair à rua, sem 'gastar a sola dos sapatos', sem encontrar pessoas para procurar histórias ou verificar com os próprios olhos determinadas situações", alertou.

Por fim, o Papa agradeceu pela "coragem de muitos jornalistas", capazes "ir aonde mais ninguém vai", correndo riscos, o que já permitiu denunciar "a difícil condição das minorias perseguidas em várias partes do mundo", "muitos abusos e injustiças" e lembrar de "guerras esquecidas".

"Seria uma perda não só para a informação, mas também para toda a sociedade e para a democracia, se faltassem estas vozes: um empobrecimento para a nossa humanidade", finalizou. 

Da Ansa

A polícia russa prendeu neste sábado (23) manifestantes que exigem a libertação do principal líder da oposição russa Alexei Navalny em manifestações no leste do país. São esperados novos protestos no final do dia de hoje em Moscou e outras grandes cidades.

Navalny, que é o inimigo mais importante e duradouro do presidente Vladimir Putin, foi preso em 17 de janeiro quando voltou da Alemanha para Moscou. Ele passou cinco meses no país alemão para se recuperar de um grave envenenamento que atribuiu ao governo russo.

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As autoridades dizem que sua permanência na Alemanha violou os termos de uma pena em uma condenação criminal que Navalny diz ser ilegítima. Ele deve comparecer ao tribunal no início de fevereiro para determinar se cumprirá a pena de três anos e meio de prisão.

A organização OVD-Info que monitora as detenções políticas disse que pelo menos 48 pessoas foram detidas em cidades como Vladivostok e Khabarovsk. Os organizadores em Vladivostok disseram que cerca de 3 mil pessoas compareceram ao protesto.

É provável que haja mais pessoas para o protesto da tarde planejado em Moscou. O prefeito da cidade e outras autoridades fizeram alertas para que os cidadãos não compareçam à manifestação.

A Flórida impôs a exigência de comprovação de residência para vacinar contra a Covid-19, em um esforço para conter o chamado "turismo de vacinas".

A medida, no entanto, fará com que os imigrantes sem documentos não sejam imunizados, assim como os sem-teto e de baixa renda, denunciam os líderes comunitários.

“É muito lamentável que a consequência deste novo regulamento acabe excluindo algumas das pessoas mais vulneráveis em nossa comunidade, que são aqueles que não têm documentos”, disse à AFP nesta sexta-feira (21) Lily Ostrer, médica residente do Hospital Jackson Memorial em Miami e membro do sindicato médico CIR / SEIU.

A Flórida, um estado marcado cultural e economicamente pela imigração - um em cada cinco habitantes nasceu no exterior - limitou suas vacinas a residentes permanentes e temporários, estes últimos são chamados "pássaros da neve" (pássaros migratórios) por passarem apenas o inverno nesta região do sudeste americano.

A decisão foi tomada depois de relatos de turistas dos Estados Unidos ou do exterior que viajaram ao estado - que atualmente vacina todos os maiores de 65 anos - apenas para se imunizarem, em um novo fenômeno denominado "turismo de vacinas".

Embora a Flórida tenha administrado mais de 1,3 milhão de doses, o processo é lento e às vezes caótico. Portanto, a advertência assinada pelo chefe da Saúde da Flórida, Scott Rivkees, indica que, devido à escassez de vacinas, os candidatos devem apresentar comprovante de residência, que pode ser uma carteira de motorista, uma conta de algum serviço público ou uma carta de um banco.

Mas os imigrantes sem documentos não podem ter carteira de motorista da Flórida e, na ausência de documentação, geralmente têm serviços públicos em nome de terceiros. Além deles, cidadãos sem-teto ou extremamente pobres também podem ser excluídos da vacinação.

Thomas Kennedy, coordenador da organização de direitos dos imigrantes United We Dream, na Flórida, disse que a nova medida "cria uma barreira cruel e deliberada para muitos moradores da Flórida, incluindo imigrantes sem documentos, mas também para muitas pessoas sem acesso a uma casa".

Muitas dessas pessoas também estão em alto risco de contrair o coronavírus porque são trabalhadores essenciais ou moram com várias pessoas em pequenas casas.

Além disso, os sem documentos não têm acesso à saúde pública.

“O acesso à vacina deve estar disponível para todos, independentemente de onde vivam ou de seu status de imigração”, disse Kennedy à AFP.

Ostrer, a médica e sindicalista, reforçou que, além disso, essas pessoas são desproporcionalmente mais afetadas pela pandemia.

“Para que as vacinas sejam eficazes, precisamos vacinar o maior número possível de pessoas”, disse ela. “Qualquer política que exclua pessoas da vacinação não é uma boa política de saúde pública”.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou nesta sexta-feira (22) que é muito cedo para tirar conclusões sobre se a Covid-19 teve origem na China, país ao qual enviou uma missão de investigação.

"Todas as hipóteses estão sobre a mesa. É claramente muito cedo para se chegar a uma conclusão sobre onde esse vírus nasceu, seja na China ou fora da China", explicou Michael Ryan, diretor responsável por emergências de saúde da OMS durante coletiva de imprensa em Genebra.

"Existem diferentes observações científicas em diferentes partes do mundo", acrescentou. "É um grande quebra-cabeça e você não pode ter uma imagem ampla olhando apenas para uma das 10.000 peças de um quebra-cabeça".

Uma equipe de especialistas da OMS chegou a Wuhan em 14 de janeiro para investigar as origens do novo coronavírus, cujos primeiros casos foram detectados no final de 2019 nesta cidade da China central.

Após a chegada, os membros da missão foram transferidos para um hotel para uma quarentena de duas semanas. Desde então, trabalham remotamente e, quando a quarentena terminar, poderão ir a campo e encontrar seus contatos chineses.

A China afirmou várias vezes que o coronavírus surgiu fora de suas fronteiras.

Até agora, a Covid-19 matou mais de dois milhões de pessoas em todo o mundo, infectou dezenas de milhões e causou estragos na economia global.

"Nossa equipe está no campo, o trabalho com nossos colegas chineses está indo bem. Analisamos os dados", disse Ryan.

“É muito cedo para tirar quaisquer conclusões, mas sentimos que estamos fazendo alguns progressos e esperamos continuar assim pelo bem da saúde pública e do futuro”.

As autoridades de Pequim lançaram ontem uma campanha de testagem em massa após a detecção de novos casos de Covid-19. Os dois distritos centrais de Dongcheng e Xicheng, onde se encontram a Praça Tiananmen e vários edifícios do governo, anunciaram o plano de testar todos os moradores e trabalhadores - algo em torno de 2 milhões de pessoas - em dois dias.

A reação rápida ao detectar novos casos tem dado resultado, pelo menos segundo os dados oficiais. Na quarta-feira (20), a cidade voltou a colocar cerca de 1,7 milhão de habitantes do distrito de Daxing, ao sul da capital, em lockdown. "Os casos detectados em Daxing lançam o alerta de que a situação epidêmica é dura e complexa. Não podemos reduzir a prevenção dos casos importados e na retomada dos domésticos", disse o porta-voz da prefeitura, Xu Hejian.

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A situação é ainda mais complicada em cinco condomínios de apartamentos do distrito, onde os moradores foram impedidos de sair de casa. Os estudantes também deverão permanecer em suas casas.

Nesse residencial, conforme as autoridades, também foram detectados casos da variante britânica do vírus, considerada mais transmissível. Esse foi o motivo do isolamento extremo aplicado no local.

Também foram fechados locais públicos, incluindo prédios de escritórios, hotéis, restaurantes, fábricas e supermercados. Além de isolar o distrito, Pequim também estendeu para 28 dias o período de restrições para quem chega do exterior, sendo que 14 dias precisam ser cumpridos em isolamento nos centros do governo e 7 em isolamento domiciliar. Nos últimos sete dias, o governo pede que a pessoa não participe de qualquer tipo de reunião pública.

A tática de isolar distritos vem sendo aplicada em diversas regiões da capital e de outras cidades chinesas, como uma opção para não colocar cidades inteiras em lockdown. Recentemente, a mesma estratégia foi adotada no distrito de Shunyi, também em Pequim, e em três cidades da Província de Hebei (nordeste).

Na quinta-feira, 21, as autoridades de Xangai (sudeste) esvaziaram um bairro residencial da cidade após a confirmação de ao menos três novos casos.

As autoridades locais, que não informaram quantas pessoas da área estavam sendo transferidas, aumentaram o número de testes na área. Duas das pessoas infectadas trabalham em hospitais e são vizinhas, informaram autoridades de saúde locais em uma entrevista coletiva. O terceiro caso foi detectado em um dos seus contatos.

Uma grande preocupação das autoridades é que os chineses celebram seu ano-novo no dia 12, um feriado em que há a maior migração temporária em massa do país na semana que antecede o evento. O governo tem pedido aos cidadãos que evitem deslocamentos neste ano.

A China enfrenta uma alta de casos desde o mês passado, em níveis que lembram o início da pandemia, há um ano. Em Pequim, foram 15 novos contágios no período e no país já há mais de 1 mil casos desde o início do mês.

A mídia chinesa cobre em detalhes as dificuldades dos países ocidentais diante da pandemia, que contrasta com o retorno à normalidade na China. Eles veem nesta situação a prova inequívoca da superioridade do modelo autoritário chinês.

A China registrou 4.803 mortes e 98.786 mil casos de Covid-19, de acordo com a Universidade Johns Hopkins, dos EUA.

Renúncia

Em Wuhan, cidade onde o primeiro caso de Covid-19 foi registrado no mundo, o prefeito Zhou Xianwang renunciou ao cargo, após críticas sobre falta de transparência e lentidão na divulgação de informações da Covid-19, publicou ontem a imprensa local. A cidade hoje destoa do restante da China e do mundo e vive quase uma normalidade.

A renúncia ocorreu na véspera do primeiro aniversário do lockdown imposto aos 11 milhões de cidadãos para conter a propagação do vírus no início do surto, em 23 de janeiro de 2020. Na época, a Província de Hubei (centro), da qual Wuhan é a capital, também foi colocada em bloqueio total.

Na semana passada, um relatório provisório de um grupo independente nomeado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) criticou a resposta inicial da China ao vírus, dizendo que "as medidas de saúde pública poderiam ter sido aplicadas com mais força", embora a China tenha efetivamente controlado o vírus meses depois. (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

As máscaras de tecido continuam sendo eficazes, mesmo contra as novas variantes do coronavírus, porque a forma de transmissão é a mesma, afirmou nesta sexta-feira (22) a Organização Mundial da Saúde (OMS), que não prevê mudar suas recomendações.

"Todas as pessoas com menos de 60 anos que não tiverem problemas de saúde particulares podem usar as máscaras de tecido, não cirúrgicas", afirmou a encarregada da gestão da pandemia na OMS, Maria Van Kerkhove.

"Nas regiões onde o vírus circula, é preciso usar a máscara quando as pessoas estão aglomeradas e é impossível ficarem pelo menos a um metro de distância umas das outras, e também em quartos com pouca ou má ventilação", acrescentou em coletiva de imprensa.

Alemanha e Áustria acabam de impor o uso de máscaras médicas (cirúrgicas ou FFP2) nos comércios e nos transportes.

O governo francês pede que se deixe de usar algumas máscaras de tecido, como as fabricadas em casa porque se acredita que não filtrem o suficiente com o aparecimento de novas variantes mais contagiosas do novo coronavírus.

"Os países são livres para tomar as medidas que considerem necessárias", afirmou Maria Van Kerkhove.

Mas, mesmo com variantes que podem ser mais contagiosas, "não temos nenhum indício que sugira que a forma de transmissão tenha mudado", explicou. Por isso, "nesta fase não temos a intenção de mudar" as recomendações vigentes.

O estado de Nova York esgotará seu lote de vacinas contra a covid-19 nesta sexta-feira (21), informou o governador Andrew Cuomo, pressionando o novo governo federal a enviar novas doses.

"O estado de Nova York finalizará seu lote de vacina para a primeira dose hoje. Mas nosso novo estoque chegará durante a semana", afirmou Cuomo em sua conta no Twitter.

“Assim que chegar colocaremos a vacina em mais braços, o mais rápido possível”, acrescentou o governador, que há uma semana pediu ao governo federal que acelere a entrega das vacinas aos estados.

Desde que Nova York ampliou a vacinação primeiro para maiores de 75 anos e depois, nesta semana, para maiores de 65 anos, seguindo orientação do governo federal, muitos enfrentam dificuldades para marcar uma consulta para se vacinar nos portais online do estado ou da cidade.

Alguns centros de vacinação cancelaram milhares de consultas já marcadas e deixaram de agendar novas.

"Não marquem consultas a menos que saibam que terá uma dose", pediu Cuomo aos centros de vacinação nesta sexta-feira.

Pessoas que já receberam a primeira dose da vacina têm garantida uma segunda, garantiu.

O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, escreveu em uma carta enviada ao presidente Joe Biden na sexta-feira que mais de 500.000 pessoas - de uma população de 8,6 milhões - foram vacinadas contra o vírus na cidade.

Mas, quando os critérios de vacinação foram ampliados, "os estoques se esgotaram", lamentou o prefeito em seu pedido de ajuda.

Biden prometeu acelerar a campanha de vacinação para chegar a 100 milhões de inoculações até o 100º dia de sua presidência e assinou vários decretos na quarta-feira, assim que assumiu o cargo, para intensificar a luta contra o vírus.

A pandemia já deixou mais de 410.000 mortos nos Estados Unidos, mais do que em qualquer outro país do mundo, e Biden estimou nesta sexta-feira que o número final de mortos pode ultrapassar 600.000.

O presidente americano, Joe Biden, estimou nesta sexta-feira (22) que a pandemia de covid-19 deixará "mais de 600 mil" mortos nos Estados Unidos.

"Estamos com 400 mil mortos, espera-se que cheguemos a muito mais que 600 mil", disse o novo inquilino da Casa Branca, que nunca havia mencionado uma cifra tão alta.

"As famílias estão com fome. As pessoas correm o risco de serem despejadas. A perda de empregos está aumentando novamente", analisou Biden, antes de assinar ordens executivas para lidar com a crise alimentar que afeta milhões de americanos. “Precisamos agir”, enfatizou.

As palavras pessimistas de Biden chegam em um momento em que os Estados Unidos ultrapassavam 410 mil mortes por coronavírus, com 24,6 milhões de infecções confirmadas desde o início do surto, há pelo menos um ano.

Cuba detectou o primeiro caso da cepa sul-africana do corona vírus em um viajante que chegou à ilha,mas descartou relacionar uma eventual introdução dessa variante do vírus ao aumento de infecções por covid-19 que foram relatadas nas últimas semanas no país.

“A variante sul-africana foi detectada em um caso importado. Até agora não podemos dizer que foi comprovado, mas não podemos descartar”, disse o chefe do Centro de Pesquisa, Diagnóstico e Referência estadual do Instituto de Medicina Tropical IPK), María Guadalupe Guzmán.

O cientista sublinhou que a estirpe sul-africana, que tal como a britânica é muito mais contagiosa do que o vírus Sars-CoV-2 original, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), "foi detectada num viajante assintomático", mas não mais detalhes foram dados.

Guzmán descartou qualquer "associação" entre a cepa do coronavírus detectada e o aumento das infecções notificadas no país nas últimas semanas, que as autoridades atribuem principalmente ao aumento do fluxo de turistas e cubanos residentes no exterior, além do relaxamento das medidas de proteção.

Apesar do surto, Cuba, com 11,2 milhões de habitantes, é um dos países menos afetados na região pela pandemia, com 20.060 infecções, 188 mortes e 15.321 recuperadas.

Segundo a OMS, a variante britânica do coronavírus estava presente até a semana passada em 60 países, enquanto a sul-africana estava presente em 23.

A farmacêutica norte-americana, Eli Lilly and Company, em parceria com o Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (NIAID), divulgou um artigo nesta sexta-feira (21), em que celebra os resultados positivos da fase três do estudo, denominado BLAZE-2, sobre um medicamento, o anticorpo monoclonal bamlanivimabe, capaz de combater a Covid-19 em testes realizado em um lar de idosos. 

Apesar de ainda prematuro, os resultados dos 965 participantes do ensaio (299 residentes e 666 funcionários) foram satisfatórios. 57% dos funcionários que receberam doses do bamlanivimab, tiveram menos chances de contrair a doença em relação aos que receberam placebo. Nos residentes do lar de idosos, o número chegou a 80%. Dos residentes que receberam doses de placebo, quatro morreram. Não houve registro de morte para quem recebeu a dose do medicamento. 

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"Estamos extremamente satisfeitos com esses resultados positivos, que mostraram que o bamlanivimab foi capaz de ajudar a prevenir COVID-19, reduzindo substancialmente a doença sintomática entre os residentes de asilos, alguns dos membros mais vulneráveis ​​de nossa sociedade", disse Daniel Skovronsky, diretor científico e presidente da Lilly Research Laboratories.

Os testes aconteceram com um grupo de 965 pessoas que foram divididos em dois. Metade receberam a aplicação do remédio, feita via intravenosa, e metade receberam o placebo. 

Agora a expectativa é que o medicamento que age na criação de mais anticorpos para combater o vírus, receba uma autorização emergencial para começar a ser utilizado em maior escala. Porém, no Brasil, o site da farmacêutica contém uma listagem das medicações disponíveis e nela não consta a medicação.

A carcaça da enorme baleia encontrada no porto de Sorrento, na Itália, foi transportada para Nápoles, onde uma equipe de especialistas tentará analisar os motivos da morte do animal.

A baleia foi identificada no domingo (17) e uma complexa operação para retirar o animal e transportá-lo para Nápoles precisou ser realizada.

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De acordo com os primeiros resultados dos exames, a baleia tinha uma lesão na coluna vertebral, mas ainda é muito cedo para determinar se essa foi ou não o motivo da morte do animal.

Uma das hipóteses trabalhadas pelos especialistas é de que o mamífero, uma fêmea, pode ter morrido por conta de um vírus chamado de sarampo da baleia.

Os especialistas explicaram que o comprimento de uma baleia comum é de quase 20 metros, no entanto, o animal pode ser o maior da espécie já registrado em todo o Mediterrâneo, com cerca de 23.

Os quase 30 técnicos e pesquisadores que estão trabalhando no caso são liderados pela equipe de Sandro Mazzariol, professor da Universidade de Pádua, na Itália.

Da Ansa

As temperaturas tropicais e a situação de certas ilhas, muito distantes, dificultam o transporte de vacinas contra o coronavírus em algumas áreas da Ásia, devido às temperaturas exigidas para a conservação das doses, mas uma grande distribuidora farmacêutica está disposta a enfrentar o desafio.

Apenas alguns poucos países da região lançaram campanhas de imunização em grande escala, mas o número de vacinações deve aumentar nos próximos meses.

Na Ásia, um dos maiores atores neste setor é a Zuellig Pharma, que conta com 85 depósitos - nos quais as vacinas podem ser armazenadas a uma temperatura muito baixa - e com uma boa rede de distribuição.

O respeito pela rede de frio é essencial, desde a produção das doses até sua chegada aos hospitais, passando pelo seu transporte até os depósitos.

"Não podemos administrar vacinas que estiveram fora da rede de frio", explica à AFP Tom Vanmolkot, vice-presidente desta empresa, durante uma visita ao depósito na Singapura, um dos poucos países da Ásia que começou a vacinar.

A tarefa é especialmente difícil nas Filipinas, Indonésia e Camboja, onde as temperaturas costumam ultrapassar os 30ºC.

A vacina Pfizer/BioNTech deve ser armazenada a -70 graus e mantida entre 2 e 8 graus durante cinco dias, enquanto a da Moderna pode ser mantida a -20 graus e a da empresa chinesa Sinovac entre 2 e 8 graus.

- Preservar a rede de frio -

Zuellig Pharma, com sede regional na Singapura, desenvolveu caixas especiais para transportar as vacinas e mantê-las na temperatura correta, com um dispositivo que registra e garante que a "rede de frio" não se rompeu.

Mas a geografia de alguns países, como Indonésia e Filipinas, dificulta a distribuição de vacinas. Segundo Vanmolkot, ambas as nações contam com "milhares de ilhas" e devem garantir que "as vacinas cheguem até elas".

Ao contrário da rápida distribuição de outras vacinas, a vacinação contra o coronavírus levará meses, aponta.

Para Zuellig Pharma, outra dificuldade é a incerteza. Ninguém está em condições de dizer neste momento quando as autoridades dos diferentes países as aprovarão, nem quando chegarão e em qual quantidade.

Filipinas, que registrou meio milhão de casos de covid-19 e 10.000 mortes desde o início da epidemia, anunciou que já chegou a um acordo para comprar 25 milhões de doses da vacina CoronaVac da empresa chinesa Sinovac, embora o produto ainda não tenha recebido a aprovação das autoridades reguladoras na China.

Indonésia, onde o vírus avança rapidamente, iniciou em 13 de janeiro sua campanha de vacinação, sendo o presidente Joko Widodo o primeiro a se vacinar, seguido pelo ministro da Saúde, líderes empresariais e outros altos responsáveis políticos e religiosos.

O regulador indonésio deu sinal verde para a vacina CoronaVac, apesar de sua taxa de eficácia relativamente baixa, avaliada pelos testes indonésios em 65,3%.

No total, o país, que registra quase 25.000 mortes desde o início da epidemia, espera cerca de 330 milhões de doses de vacinas, das quais mais de 125 milhões são da Sinovac.

As outras são da AstraZeneca, Pfizer e Sinopharm. No entanto, até agora, apenas alguns poucos milhões foram entregues.

O agravamento dos índices da Covid-19 em Portugal obrigou o governo a fechar escolas e universidades mais uma vez. Um novo lockdown já havia sido decretado na quinta-feira (14), mas o recorde de mortes pela doença aumenta diariamente no país.

Além da suspensão de 15 dias na atividade das instituições de ensino, tribunais vão julgar apenas casos urgentes e templos religiosos não vão promover cultos. A crescente dos índices da pandemia em Portugal é atribuída a mutação do vírus, identificada no Reino Unido e considerada mais transmissível.

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Segundo levantamento da Universidade norte-americana Johns Hopkins, que monitora as notificações da pandemia desde os primeiros casos, 2.093.948 casos e 9.686 mortes já foram registrados no país.

Os portugueses vão às urnas no próximo domingo (24) em uma eleição presidencial marcada mais pela pandemia do que pela previsível vitória do conservador Marcelo Rebelo de Sousa, que busca um novo mandato. Diante da explosão de casos de Covid-19, que fez Portugal ocupar o primeiro lugar no mundo em novos casos no que diz respeito à população, não haverá nenhuma manifestação nesta sexta-feira (22), último dia da campanha eleitoral.

O estado de emergência sanitária instalado em novembro e o segundo confinamento geral, decretado há uma semana, não perturbaram o calendário eleitoral do país, fixado em lei e praticamente inalterável. Dada a impossibilidade de adiamento das eleições, candidatos e observadores temem uma abstenção recorde, o que pode impactar na confiabilidade das pesquisas, unânimes em dar a vitória do atual presidente no primeiro turno.

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Para estimular a participação dos cerca de 9,8 milhões de eleitores cadastrados - 1,5 milhão deles no exterior - as autoridades eleitorais organizaram, pela primeira vez uma votação antecipada. Cerca de 200 mil eleitores participaram no último domingo, 17.

Com o número de mortos de Covid-19 quebrando recordes todos os dias, o governo decidiu aumentar as restrições e ordenou o fechamento de escolas por duas semanas a partir de sexta-feira. Equipes de voluntários têm ido de porta em porta coletar as cédulas de cerca de 13 mil pessoas colocadas em quarentena ou confinadas em asilos.

Há um ano, quando as eleições foram anunciadas, pareciam ser um mar de rosas para o presidente Marcelo Rebelo de Sousa, ex-professor de direito de 72 anos que ficou conhecido como comentarista político na televisão, afirmou a cientista política Paula Espírito Santo, da Universidade de Lisboa. "Mas pode não ser tão simples".

"Basta que haja uma abstenção de 70% para um segundo turno ser quase inevitável", alertou o próprio Rebelo de Sousa esta semana, que disputará a posição com seis rivais. Os quatro presidentes que Portugal conheceu desde a chegada da democracia em 1974 foram reeleitos no primeiro turno.

O atual chefe de Estado, muito popular desde sua eleição há cinco anos, conviveu sem dificuldades com os socialistas do primeiro-ministro Antonio Costa, que para evitar uma derrota certa descartaram a candidatura.

No entanto, esse cenário tão previsível pode desmotivar os partidários do presidente para irem às urnas, ainda mais considerando que uma parte da direita o acusa de ter sido muito complacente com o primeiro-ministro, que chegou ao poder pouco antes dele graças ao apoio da esquerda radical.

Uma surpresa das eleições poderá vir do candidato da direita populista, André Ventura. Depois de ter fundado o partido antissistema Chega, o jurista de 38 anos ingressou no Parlamento nas eleições legislativas de 2019 com 1,3% dos votos.

A maioria das pesquisas lhe dá um terceiro lugar, muito parecido com a ex-deputada socialista Ana Gomes, de 66 anos. A diplomata de carreira, altamente crítica do primeiro-ministro Antonio Costa, tornou-se uma forte ativista anticorrupção antes de se lançar na corrida presidencial.

Em Portugal, o chefe de Estado não tem o poder executivo, mas desempenha o papel de árbitro em caso de crise política e pode dissolver o Parlamento para convocar eleições legislativas antecipadas.

A Alemanha ultrapassou nesta sexta-feira (22) a marca de 50 mil mortes causadas pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2), segundo dados divulgados pelo Instituto Robert Koch.

A agência informou que foram registrados 859 óbitos em 24 horas, elevando o total de mortes para 50.642 desde o início da pandemia.

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No entanto, apesar de ter superado a marca, a quantidade de mortes na Alemanha ligadas ao coronavírus Sars-CoV-2 vem caindo nos últimos dias. Há uma semana, por exemplo, o país contabilizou 1.113 óbitos.

Já em relação aos casos da doença, a Alemanha registrou em 24 horas 17.862 novas contaminações, por volta de 4,5 mil a menos do que foi registrado há exatamente uma semana. No total, o país contabiliza mais de 2,1 milhões de infectados.

Da Ansa

Milhares de habitantes de um dos bairros mais pobres e populosos de Hong Kong serão forçados a ficar em suas casas a partir da noite desta sexta-feira (22), como parte do primeiro confinamento ordenado pelas autoridades desde o início da pandemia do novo coronavírus.

Esta medida proíbe que qualquer pessoa que more em edifícios situados em área geográfica definida - em que um número crescente de casos de Covid-19 foi registrado nos últimos dias - saia de casa, a menos que apresente teste de detecção negativo, de acordo com a imprensa.

Segundo o South China Morning Post, esta quarentena, que afeta cerca de 150 edifícios e cerca de 9.000 pessoas, entrará em vigor à meia-noite desta sexta-feira, e cerca de 1.700 policiais serão enviados ao local para garantir o respeito à ordem.

A quarentena não deve ser levantada até que toda a população tenha sido testada para a covid-19.

As autoridades de saúde se recusaram a comentar esta informação em uma entrevista coletiva na sexta-feira, mas muitos meios de comunicação têm noticiado sobre isso o dia todo, citando funcionários do governo.

Hong Kong, um dos primeiros locais do planeta afetados pelo novo coronavírus desde o seu surgimento na China continental, é uma das cidades mais ricas do mundo, mas sofre de profundas desigualdades, com graves carências habitacionais e aluguéis exorbitantes.

O tamanho médio de uma casa em Hong Kong é de 46 m2. Muitos habitantes vivem em apartamentos divididos em no máximo 5 m2, às vezes até menos, e compartilham os mesmos banheiros.

Nestes tipos de edifícios deteriorados, muitas vezes sem elevador, foram registrados focos epidêmicos da covid-19.

Os DJs estão animados, a música é estrondosa e os jovens se preparam para uma noitada. Essa boate em Wuhan, cidade chinesa considerada o berço da pandemia de Covid-19, agora simboliza a liberdade recuperada enquanto o resto do mundo se fecha e se confina.

Um ano depois de ser colocada em quarentena, em 23 de janeiro de 2020, a metrópole de 11 milhões de habitantes, onde surgiram os primeiros casos de Covid-19, deixou de ser a cidade fantasma que assombrou o resto do mundo.

E enquanto grande parte do planeta impõe toques de recolher, confinamentos e distanciamento social, em Wuhan a vida noturna está no auge.

Para entrar na "Super Monkey", uma enorme boate no centro da cidade, não é necessário estar em uma lista VIP e não há exigência de vestimenta. Mas a máscara é obrigatória e os seguranças na entrada controlam a temperatura dos clientes: acima de 37,3 graus, não podem entrar.

- Meses de confinamento -

No interior, o clima é agitado, com raios laser e fumaça, enquanto os jovens - a maioria na casa dos 20 anos - liberam toda a sua energia na pista de dança.

Outros são meros espectadores, felizes por se reunir em torno de uma bebida, após a quarentena sombria de um ano atrás, quando o que era então um vírus misterioso apareceu.

"Fiquei preso em casa por dois ou três meses. O país tem enfrentado a epidemia muito bem, agora posso sair com absoluta paz de espírito", disse à AFP Xu, um cliente de 30 anos.

Nesse ambiente, que pouco tem a ver com a austeridade oficialmente defendida pelo regime comunista, Chen Qiang, um jovem de 20 anos, está satisfeito que a China tenha praticamente controlado a epidemia em seu território, e isso apesar de pequenos surtos nos últimos dias.

"O governo chinês é bom. O governo chinês faz de tudo pelo seu povo e o povo é supremo. É diferente dos países estrangeiros", afirma.

A mídia chinesa cobre em detalhes as dificuldades dos países ocidentais diante da pandemia, que contrasta com o retorno à normalidade na China. Veem nisso a prova inequívoca da superioridade do modelo autoritário chinês.

- Sem distanciamento -

A autoridade, no entanto, não é respeitada em todos os lugares.

Na Super Monkey, embora a máscara seja obrigatória, nem sempre é usada pelos clientes, que não hesitam em acender um cigarro. E nenhuma regra sobre distanciamento social foi prescrita.

Chen Qiang reconhece, porém, que a pandemia mudou as coisas. Nas boates "há menos gente do que antes", observa, e garante que, em termos gerais, as pessoas "saem menos e gastam menos".

Nem o protocolo muito rígido aplicado em alguns locais ajuda: clientela limitada, reserva obrigatória e apresentação de aplicativo com código verde, sinônimo de boa saúde... embora nem sempre seja suficiente para entrar.

Assim, vários jornalistas da AFP não puderam entrar no clube "Imhan" porque seu código de saúde indicava origem de Pequim, onde uma fonte de contágio da variante britânica da covid-19 foi descoberta na região sul da capital chinesa.

Wuhan ficou isolada do mundo por 76 dias entre janeiro e abril. Após uma campanha massiva de testes, a vida normal gradualmente recuperou seu curso.

No verão passado, as imagens de uma megafesta em um parque aquático lotado geraram surpresa e mal-entendidos entre os internautas no resto do mundo, onde o coronavírus continua causando muitas vítimas.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, enfrentará nesta sexta-feira (22) um dos efeitos mais visíveis da crise econômica provocada pela pandemia de coronavírus com a assinatura de um decreto para aumentar a ajuda alimentar a milhões de americanos.

O presidente democrata tomará essa iniciativa enquanto aguarda o Congresso votar o gigantesco plano de ajuda emergencial de US$ 1,9 trilhão para a economia apresentado na semana passada.

Serão dois decretos, o primeiro para aumentar a ajuda alimentar aos milhões de desempregados e aqueles que recorrem aos bancos alimentares, e o segundo para fortalecer os direitos sociais dos trabalhadores federais.

Dois dias após sua posse, o novo presidente dos Estados Unidos continua listando suas prioridades. Em três dias, terá assinado quase trinta decretos.

"Quase 30 milhões de americanos sofrem por não ter o suficiente para comer", disse Brian Deese, diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca, em coletiva virtual com repórteres.

"Isso inclui um em cada cinco adultos negros e latinos, de acordo com a pesquisa mais recente", acrescentou ele, observando que um total de um em sete lares tem dificuldade para comer adequadamente.

Em um país onde as escolas fornecem refeições diárias para alunos de famílias pobres, cerca de 12 milhões de crianças também não têm o suficiente para comer.

As filas nos refeitórios populares aumentaram e os bancos de alimentos estão lotados, mesmo nos bairros ricos de Washington.

Biden vai pedir ao Departamento de Agricultura para expandir e relaxar seu programa para famílias e indivíduos de baixa e sem renda, conhecido como SNAP.

Também quer aumentar em 15% a quantidade de dinheiro que o governo deposita nos cartões eletrônicos EBT (Electronic Benefit Transfer) "para refletir corretamente o custo das refeições perdidas" devido ao fechamento de escolas. Atualmente, o valor é de até US$ 5,7 por dia por criança em idade escolar.

- "Ajuda insuficiente" -

"Essas são ações concretas e vão ajudar as famílias que precisam de assistência imediata", comentou Deese.

"Mas não são suficientes para resolver a crise alimentar que enfrentamos", admitiu.

"Daí a necessidade de um plano de resgate para a economia", cujas negociações começarão em breve no Congresso, acrescentou.

O governo Biden também quer garantir que a ajuda direta já aprovada pelo Congresso chegue às famílias que mais precisam.

De acordo com o Conselho Econômico Nacional, "muitos americanos tiveram problemas para receber a primeira parcela de pagamentos diretos e até oito milhões de famílias elegíveis não receberam".

O segundo decreto visa melhorar os direitos sociais dos funcionários federais.

Biden quer emitir uma ordem executiva "dentro dos primeiros 100 dias" de seu mandato exigindo que empresas terceirizadas paguem pelo menos US$ 15 por hora e garantam a seus trabalhadores uma "licença de emergência remunerada".

"Essas medidas ajudarão a tornar o governo federal um empregador modelo e a restaurar as proteções sociais para funcionários de carreira que são tão essenciais para o país", disse o Conselho Econômico Nacional em nota.

Biden já havia assinado uma ordem executiva para estender a moratória sobre despejos de residências com aluguel não pago.

Cerca de 18 milhões de americanos vivem atualmente com seguro-desemprego. Esse subsídio foi prorrogado até o final de setembro, bem como a possibilidade de licença-saúde remunerada em caso de contágio por covid-19.

O desemprego era de 6,7% em dezembro, muito longe dos 3,5% de um ano atrás, antes do início da pandemia.

O presidente emitiu uma série de ordens executivas na quinta-feira para lidar com a pandemia.

Derrotar a covid-19 é a condição necessária para a recuperação econômica, insiste o democrata há meses.

O México registrou novas máximas diárias dos números relacionados à pandemia do coronavírus nesta quinta-feira (21). O país contabilizou 22.339 novos casos de Covid-19 e 1.803 mortes em decorrência da doença.

O recente surto de casos tem pressionado o sistema de saúde. A Cidade do México, epicentro da pandemia no país, tem 89% de ocupação nos hospitais. Em nível nacional, a taxa é de 61%.

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O México é o quarto país do mundo em número de mortes em decorrência do coronavírus, com 144.371, segundo os dados da Universidade Johns Hopkins. O país registrou 1.457.944 casos de Covid-19, de acordo com a instituição.

O líder republicano no Senado, Mitch McConnell, pediu que o início do julgamento de impeachment de Donald Trump seja adiado até o próximo mês para dar ao ex-presidente tempo para montar uma defesa. McConnell indicou em um comunicado que enviou sua proposta de plano ao líder da maioria no Senado, Chuck Schumer, e irá "discuti-lo com ele".

"O gabinete da presidência e o próprio ex-presidente Trump merecem um processo completo e justo que respeite seus direitos e as sérias questões factuais, legais e constitucionais em jogo", afirmou. "Dada a velocidade sem precedentes do processo da Câmara, nosso cronograma proposto para as fases iniciais inclui uma quantidade modesta e razoável de tempo adicional para ambos os lados reunirem seus argumentos antes que o Senado comece a ouvi-los", concluiu McConnell. No cronograma, McConnell pede que o caso comece no dia 28 de fevereiro.

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