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O primeiro-ministro israelense, Naftali Bennett, alertou nesta terça-feira (22) que o país pode enfrentar uma nova onda de coronavírus devido ao aumento do número de doentes, causado pela chegada da variante Delta.

As autoridades detectaram 125 novos casos na segunda-feira, um aumento considerável depois de semanas em que as infecções diárias se restringiam a um punhado de pessoas.

Mais da metade da população já recebeu duas doses da vacina contra o coronavírus.

“Decidimos reagir como se estivéssemos enfrentando uma nova onda” do vírus, disse Naftali Bennett, em visita ao aeroporto internacional de Tel Aviv.

“Nosso objetivo é acabar com isso, pegar um balde d'água e despejar em cima do fogo enquanto ainda é pequeno”, acrescentou.

O número de mortes por covid-19 permanece, em qualquer caso, em níveis mínimos. Apenas uma morte foi relatada nesta terça-feira.

A variante Delta, que apareceu na Índia, é mais contagiosa do que as outras, disse Bennett.

Mais de 1.000 pessoas foram forçadas a ficar em quarentena em Binyamina (ao norte de Tel Aviv) após o retorno de viajantes de Chipre, acrescentou o primeiro-ministro em uma entrevista coletiva.

Bennett pediu aos israelenses que não viajem para o exterior.

As autoridades instalarão um centro de testagem adicional no aeroporto para garantir que todos os viajantes realizem um teste de PCR na chegada.

Israel permanece fechado para estrangeiros não residentes, exceto por motivos profissionais ou familiares convincentes.

A norte-americana Julia Yonkowski foi surpreendida ao fazer uma visita de rotina até um caixa eletrônico. A intenção da idosa era sacar apenas 20 dólares, ou cerca de R$ 100, em uma das unidades do banco Chase Bank na cidade de Largo, no estado da Flórida, mas a mulher encontrou um saldo de quase 1 bilhão de dólares na conta, o que equivale a pouco mais de R$ 5 bilhões na cotação atual. 

Embora a notícia possa parecer animadora, Yonkowski contou ao noticiário News Channel que não ficou feliz com a descoberta. “Meu Deus, eu fiquei horrorizada. Sei que a maioria das pessoas pensaria que ganhou na loteria, mas fiquei horrorizada”, garantiu ela ao veículo de notícias. 

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"Quando eu solicitei os US$ 20, a máquina voltou e disse: 'nós daremos a você os US$ 20, mas isso será um saque descoberto e você será cobrado' e eu disse: 'Ah, esqueça'", recordou durante a entrevista, destacando que, inicialmente, o banco afirmou que ela queria sacar mais do que tinha de saldo. 

Após o aviso, a americana tirou o extrato bilionário da conta, incompatível com a mensagem. "Eu li histórias sobre pessoas que pegaram o dinheiro ou tiraram dinheiro, e então tiveram que reembolsar, e eu não faria isso de qualquer maneira porque não é meu dinheiro", enfatizou ela, ressaltando que desde a surpresa não movimentou mais a conta. 

Julia Yonkowski ainda afirmou que tentou entrar em contato com Chase Bank inúmeras vezes, mas o sistema automatizado da instituição não deu acesso a nenhum atendente humano para ajudar com a situação. Ela disse ainda que pretende ir até uma agência física da financeira nesta semana, e também mostrou-se preocupada com ataques virtuais. "Isso me assusta porque vocês conhecem as ameaças cibernéticas. Não sei o que pensar", finalizou a idosa.

Nesta terça-feira (22), o jornal inglês “The Sun”, revelou que Gosiame Sithoie, mulher de 37 anos que ficou famosa no início do mês de junho por ter dado à luz a 10 bebês na mesma gestação, foi detida após ser acusada de ter inventado toda a história. Ela estava na casa de familiares em Johanesburgo, capital da África do Sul, país em que tudo aconteceu, na madrugada da última quinta-feira (17), quando foi surpreendida pela abordagem policial.

De acordo com o jornal inglês, os rumores de farsa aumentaram após Tebogo Tsotetsi, pai das crianças, afirmar que “não acredita que os dez filhos existam”, relevando também não ter tido acesso aos recém nascidos. Segundo outro noticiário europeu, o “Sunday Times”, o Hospital Mediclinic Medforum, em Pretori, também na África do Sul, onde Gosiame disse ter realizado o parto, afirmou que não a atendeu.

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Refiloe Mokoena, advogado de Gosiame no caso, afirma que a mulher está detida na ala psiquiátrica de um hospital sul-africano contra sua vontade, e solicitará uma ordem judicial para garantir sua libertação.

"Deixa eu cortar seu pelo, fofinho", diz com carinho Zhi Xiang a um cão de rua de pelos longos e molhado pela chuva, que ele acaba de pegar no canil de Xangai.

Zhi Xiang (se pronuncia Djeu Siang), 51 anos, é um amante dos animais e usa o budismo a serviço do melhor amigo do homem.

Duas vezes por semana, ele vai ao canil onde a polícia amontoa os cachorros de rua. O monge leva todos eles, ou seja, cem sobreviventes de cada vez.

Ele cuida de quase 8.000 cães em seu templo e em um abrigo dos subúrbios da maior cidade da China, onde a mudança do estilo de vida trouxe consigo o abandono dos animais.

Sem a intervenção do monge, os animais do canil seriam sacrificados.

"Tenho que resgatá-los porque, se não fizer isso, tenho certeza que morrerão", explica ele. O budismo obriga os fiéis a ajudarem as criaturas que precisam.

Obedecendo à regra, Zhi Xiang pega animais de rua desde 1994.

"Não é culpa das pessoas que não gostam de cachorros, nem do Estado: é culpa dos chamados 'amigos dos animais' que não sabem cuidar deles", lamenta o monge.

Sob o olhar de Buda

As estatísticas falam por si só: a imprensa chinesa calculou, em 2019, que o país mais populoso do mundo possuía 50 milhões de animais de rua - um número que dobra a cada ano.

Com o enriquecimento da população, o mercado de animais de estimação disparou e as lojas vendem cachorros de raça pura a preços altos nas grandes cidades.

Alguns terminam na rua, onde se reproduzem muito rápido, aumentando o número de cachorros de rua em Xangai.

Em seu templo de Bao'en, Zhi Xiang cuida de centenas de cachorros, mas também de gatos, galinhas, gansos e pavões, sob os olhos dourados de budas e em meio a um cheiro de incenso que se mistura com o dos animais.

Os mais sortudos encontrarão novos donos, mas cerca de um terço de seus hóspedes morrem por doenças antes de poderem sair do abrigo.

O monge se levanta às quatro da manhã todos os dias para cuidar deles. Não cobra ajuda pública e sobrevive graças à generosidade dos fiéis, entre eles seus pais.

Para financiar a compra de 60 toneladas de ração para cachorros todo mês, ele gasta mais de 12 milhões de yuanes (260.000 euros, 310.000 dólares) por ano.

"O problema é que não posso mais pedir emprestado", admite.

Desde 2019, o monge conseguiu enviar cerca de 300 cães para abrigos em outros países, da Europa ou da América do Norte.

A Índia começou a testar entregas de pacotes por drones a dezenas de quilômetros de distância, o que abre o caminho para o envio de remédios e vacinas anticovid-19 para áreas remotas do país.

Desde maio, 20 empresas e organizações estão autorizadas a dirigir voos experimentais, além do limite de 450 metros estabelecido pelo governo indiano.

Entre as empresas, está a Throttle Aerospace Systems, que organizou na segunda-feira (21), no estado de Karnataka, voos de teste de dois drones. Um percorreu 20 km com uma carga de 1 quilo, e o outro, 15 km, com um pacote de dois quilos.

"A carga útil eram medicamentos (...) O drone percorreu 2,5 km em sete minutos, entregou os remédios no local previsto e depois voltou ao ponto de partida", disse à AFP Sebastian Anto, cofundador da Throttle.

O governo também iniciou uma licitação pública para empresas de drones, com a ideia de criar um projeto de envio de produtos médicos para reforçar a campanha de vacinação contra o coronavírus.

O diretor de epidemiologia do conselho indiano de pesquisa médica, Samiran Panda, destacou que a tecnologia pode ajudar na vacinação dos grupos prioritários em áreas de difícil acesso.

"A tecnologia dos drones terá um impacto enorme nas regiões afastadas", disse Vipul Singh, cofundador da empresa Aarav Unmanned Systems e da Drone Federation of India, em Bangalore.

Com 1,3 bilhão de habitantes em um território de 3,2 milhões de quilômetros quadrados (o sétimo maior país em superfície do mundo), a Índia enfrenta uma onda agressiva de covid-19 e acumula mais de 388.000 mortes desde o início da pandemia.

A vacina candidata Abdala, desenvolvida por Cuba para combater a Covid-19, tem eficácia de 92% com a aplicação de três doses, informou nesta segunda-feira (21) o BioCubaFarma, laboratório responsável pelo que está prestes a se tornar o primeiro imunizante criado na América Latina.

“A vacina candidata #Abdala da @CIGBCuba apresenta eficácia de 92,28% em seu esquema de 3 doses. #CubaEsCiencia (Cuba é ciência)”, afirmou o laboratório no Twitter.

O anúncio chega apenas dois dias depois de as autoridades científicas anunciarem que a Soberana 2, outra vacina candidata de Cuba, que também concluiu as três fases de testes, atingiu uma eficácia de 62% com duas das três doses previstas.

“A eficácia com três doses da Abdala será um sucesso que multiplicará o orgulho”, tuitou o presidente Miguel Díaz-Canel, pouco antes da divulgação da notícia.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) exige uma eficácia de pelo menos 50% para que uma vacina seja aceita. Autoridades cubanas anunciaram que em algumas semanas esperam pedir à autoridade reguladora permissão para o uso emergencial de suas vacinas.

O anúncio acontece no momento em que a ilha passa por um forte surto da doença. Esta segunda-feira foi um dos seus piores dias em termos de infecções detectadas, com 1.561, enquanto, desde o início da pandemia, foram registrados 169.365 casos e 1.170 mortes.

Sob embargo dos Estados Unidos desde 1962, Cuba começou a desenvolver seus próprios medicamentos na década de 1980. Das 13 vacinas em seu programa de imunização, oito são produzidas localmente.

Após comprar mudas de mangueira a um desconhecido em uma viagem de trem, um casal de agricultores ficou surpreso quando descobriu que tratava-se de um tipo raro de manga, que é vendida por cerca de R$ 1.400. Para afugentar ladrões e proteger a pequena plantação por 24h, quatro seguranças com seis cães foram contratados.

"O homem tinha dito que cuidássemos das mudas como se fossem nossos bebês", contou Sankalp Parihar ao Hindustan Times.

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O fazendeiro lembra que as mudas pareciam comuns quando foram adquiridas no caminho para Chennai, no Leste do país. Após plantar, a árvore cresceu e deu frutos com uma coloração vermelho-rubi, o que deixou o casal desconfiado.

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Para saber sobre o fruto misterioso, eles fizeram uma pesquisa e descobriram que se tratava de um tipo originário da região de Miyazaki, no sudoeste do Japão, e sequer possui registros na Índia.

Depois de sofrer um furto, o casal contratou os vigilantes com a intenção de aumentar a produção das mangas que, inclusive, foram batizadas por eles como Damini, uma homenagem à mãe do agricultor.

Especialistas da ONU expressaram "grande preocupação" com as várias acusações de abusos sexuais contra menores de idade em instituições católicas e pediram uma ação do papa Francisco.

Em uma carta enviada ao líder da Igreja Católica, os especialistas - que receberam mandato da ONU, mas não falam em nome da organização - condenaram as "medidas adotadas pela Igreja para "proteger os supostos abusadores, ocultar crimes, obstruir a prestação de contas dos supostos abusadores e evitar as indenizações correspondentes às vítimas".

De acordo com a carta, tudo isto levou à "impunidade dos crimes cometidos, à repetição dos estupros durante décadas e ao aumento do número de vítimas, assim como a falta de reparação e apoio às vítimas".

A carta, enviada em 7 de abril e divulgada nesta segunda-feira, está assinada por quatro especialistas, incluindo os relatores especiais sobre tortura e sobre venda e exploração sexual de crianças.

O texto destaca que um dos relatores enviou uma carta anterior, em 2 de abril de 2019, na qual se referia a casos de abuso e exploração sexual cometidos por clérigos na Austrália, Estados Unidos, Polônia, Irlanda e Holanda, entre outros.

"Queremos expressar nossa preocupação com a falta de resposta do Vaticano", afirmam os quatro especialistas na carta de 7 de abril.

Desta vez, a mensagem menciona casos similares na Alemanha, Bélgica, França, Chile, México, Argentina e Colômbia.

Também cita o caso de internatos religiosos para crianças nativas no Canadá.

Este caso deu uma guinada nas últimas semanas com o anúncio, no fim de maio, da descoberta dos restos mortais de 215 crianças aborígenes na área de uma destas instituições na Columbia Britânica (oeste do Canadá).

"Lobby" dos membros da Igreja

"Embora algumas investigações tenham sido iniciadas pelo Vaticano ou por dioceses locais ou nacionais, os relatórios apontam tentativas persistentes por parte da Igreja Católica de proteger os supostos abusadores da justiça laica", afirmam os especialistas.

Além disso, a carta pede ao pontífice que adote todas as medidas necessárias para acabar com as violações e "evitar a repetição".

Também expressa "preocupação com as tentativas contínuas de membros da Igreja de minar os esforços legislativos para melhorar a justiça relativa aos casos de violência sexual contra as crianças nas jurisdições nacionais" e denuncia o "lobby de membros da Igreja para preservar a prescrição destes crimes".

De modo paralelo, os especialistas afirmam que recebem com satisfação "as novas normas estabelecidas pela Santa Sé para abolir o sigilo papal nos casos de abusos sexuais", entre outros.

Mas eles lamentam, no entanto, que "o pedido de denúncia de crimes às autoridades civis ainda não seja obrigatório" e pedem ao Vaticano que o torne obrigatório "o mais rápido possível".

Estuprada desde os 12 anos pelo padrasto, que mais tarde se tornou seu marido, espancada e forçada à prostituição: uma mulher de quarenta anos, que se tornou o novo símbolo da violência doméstica na França, é julgada a partir desta segunda-feira (21) por ter matado seu suposto carrasco.

O julgamento de Valérie Bacot começou nesta segunda em um tribunal em Saône-et-Loire, no centro da França.

Cerca de 600.000 pessoas assinaram uma petição para exigir a libertação desta mulher que narrou, em um livro, o inferno que viveu por anos.

Em 13 de março de 2016, Valérie Bacot, então com 35 anos, matou Daniel Polette, de 61 anos. Com a ajuda de dois de seus filhos, ela enterrou o corpo em uma floresta, mas foi denunciada e presa em outubro de 2017. Ela confessou imediatamente o crime e justificou seu ato por 25 anos de calvário.

Aos 12 anos, ela foi estuprada por Daniel Polette, que era amante de sua mãe na época. Condenado e preso em 1995, a justiça autorizou-o, ao sair da prisão, a voltar para a casa da família.

"Tudo começou a ser como era antes", contou Bacot em seu livro publicado no mês passado.

Quando ela engravidou aos 17 anos, sua mãe a expulsou de casa e Valérie Bacot não teve escolha a não ser se estabelecer com "Dany".

Mas o homem, que era alcoólatra, foi se tornando cada vez mais violento. Num Natal, por exemplo, ele bateu nela com um martelo porque um pisca pisca que havia comprado não estava funcionando. Outro dia ele a estrangulou até ela desmaiar, apesar de estar grávida, relatou a ré.

A essa violência física cotidiana, segundo Bacot, somou-se a prostituição que seu marido lhe impôs no banco traseiro de seu carro. Ele lhe dava "instruções" por meio de um fone de ouvido para melhor satisfazer o cliente.

"Tinha medo o tempo todo. Quis fugir mil vezes", narrou a acusada. Mas ela temia não conseguir escapar de seu marido violento, que regularmente a ameaçava com uma arma.

O gatilho foi o medo de que sua filha Karline sofresse o mesmo destino quando, aos 14 anos, confessou que seu pai lhe perguntou "como ela era sexualmente".

Em 13 de março de 2016, ela pegou a arma que seu marido guardava em seu veículo e atirou em sua nuca. Não conseguiu invocar a legítima defesa porque o homem estava dirigindo e estava de costas para ela.

Mas seus advogados explicam seu ato pela "violência extrema que sofreu durante 25 anos e o medo de que isso se repetisse contra sua própria filha".

A ré deve testemunhar nesta segunda-feira. O julgamento vai até sexta-feira.

A Moderna está adicionando duas novas linhas de produção a sua fábrica de vacinas contra a Covid-19 em Norwood, nas cercanias de Boston (Massachusetts, EUA), como parte de uma estratégia para se preparar para o futuro da pandemia e ter capacidade de atender mais países. A ideia é que uma das linhas comece a funcionar até o outono dos EUA e a segunda, até o início de 2022. O projeto vai ajudar a ampliar a produção total da fábrica da Moderna em Norwood em 50%, segundo executivos da empresa.

A empresa americana de biotecnologia e parceiros também estão expandindo a capacidade de produção fora dos EUA, com o objetivo de praticamente triplicar o volume global anual de doses da vacina contra a Covid-19 para cerca de 3 bilhões em 2022. Para este ano, a meta é de 1 bilhão de doses.

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"Nosso plano e esperança é que, assim que os EUA tenham doses suficientes, possamos exportar de forma a ajudar quantos países for possível no mundo inteiro", afirmou o chefe-executivo da Moderna, Stéphane Bancel.

Fonte: Dow Jones Newswires

A única central nuclear do Irã, localizada na cidade de Bushehr (sul), foi fechada nesta segunda-feira por "alguns dias" após uma "falha técnica" de natureza não especificada, informou a Organização de Energia Atômica do Irã (OIEA).

"Após uma falha técnica na central Bushehr (...) foi paralisada temporariamente e desconectada da rede elétrica nacional", afirma a OIEA em um comunicado.

"Naturalmente, depois de corrigida a falha técnica, a central voltará a ser conectada à rede elétrica nacional", completa o texto.

Equipada com um reator de 1.000 MW, a central foi construída pela Rússia e iniciou as operações em 2013.

Bushehr é um porto no Golfo, mais próximo das capitais de várias monarquias da Península Arábica que de Teerã. A central, construída em uma área na qual os terremotos são frequentes, preocupa estes países.

Os países árabes do Golfo vizinhos do Irã já expressaram em várias oportunidades a preocupação com a confiabilidade da central e o risco de vazamentos radioativos em caso de um grande terremoto.

Em abril, a região de Bushehr foi abalada por um terremoto de 5,8 graus de magnitude, segundo o Centro Geológico dos Estados Unidos (USGS), que deixou cinco feridos, de acordo com a imprensa estatal iraniana.

"Todas as instalações, equipamentos e edifícios da central nuclear de Bushehr estão em perfeito estado e suas atividades não foram interrompidas pelo terremoto", afirmou na ocasião o departamento de Relações Públicas da central, citado pela agência oficial Irna.

- 20 centrais nucleares -

De acordo com a empresa nacional de distribuição de energia elétrica, a central de Bushehr passa por trabalhos de "reparo", de natureza não revelada e que podem prosseguir até o fim de semana (sexta-feira no Irã).

A empresa pediu aos iranianos que limitem o consumo para não saturar a rede durante o período de muito calor.

Em maio, Teerã e várias cidades iranianas sofreram apagões, que a imprensa local atribuiu à seca que afetou a geração de energia elétrica, assim como à mineração de criptomoedas, uma atividade que consome muita energia elétrica.

O então presidente Hassan Rohani anunciou em maio que a mineração de criptomoedas estava proibida até o fim do verão (hemisfério norte, inverno no Brasil).

Em 2016, empresas russas e iranianas começaram a construir outros dois reatores de 1.000 MW em Bushehr.

O país, grande produtor de petróleo e gás, deseja construir até 20 centrais nucleares para diversificar seus recursos energéticos e depender menos dos combustíveis fósseis para o consumo interno.

Após anos de tensões por seu polêmico programa nuclear, O Irã assinou um acordo em 2015 com a comunidade internacional

O pacto oferecia à República Islâmica um alívio das sanções ocidentais e da ONU em troca do compromisso de que o país não desenvolveria armas atômicas e de uma drástica redução de seu programa nuclear, sob rígido controle das Nações Unidas.

Mas o acordo foi prejudicado em 2018 pela decisão do ex-presidente americano Donald Trump de abandonar o pacto e restabelecer as sanções de Washington.

Atualmente, negociações estão em curso em Viena para tentar salvar o acordo com o retorno dos Estados Unidos.

O primeiro-ministro da Suécia, o social-democrata Stefan Löfven, perdeu nesta segunda-feira (21) a confiança do Parlamento, que votou uma moção de censura pela primeira vez na história política do país.

Com isso, Löfven tem uma semana para apresentar sua renúncia, ou convocar novas eleições.

A moção de censura, que teve origem na semana passada, quando o Partido da Esquerda decidiu retirar o apoio pontual que dava ao governo, recebeu o voto de 181 deputados de um total de 349.

Stefan Löfven ocupa o cargo de primeiro-ministro desde 3 de outubro de 2014.

Para derrubar o governo, o ex-partido comunista se alinhou com as legendas de direita, o Partido Conservador dos Moderados e os Democratas-Cristãos, assim como com os Democratas da Suécia, de extrema direita.

Após 11 moções de censura fracassadas, Stefan Löfven, que se distinguia por sua capacidade de sobreviver a crises políticas desde sua chegada ao Executivo há quase sete anos, tornou-se o primeiro chefe de governo a ser derrubado em um voto de confiança.

Devido a uma sutileza da Constituição sueca, em caso de eleições antecipadas, elas seriam acrescentadas ao pleito eleitoral previsto para setembro de 2022. Isso significaria duas disputas legislativas em pouco mais de um ano.

Se o primeiro-ministro renunciar, caberá ao presidente do Parlamento abrir negociações com um partido para encontrar um novo chefe de governo. No caso de um novo acordo político, nada impede o retorno de Stefan Löfven, afirmam analistas.

A ultradireita francesa de Marine Le Pen sofreu um revés neste domingo no primeiro turno das eleições regionais na França, em que a oposição de direita teve uma vitória cômoda, a menos de um ano das eleições presidenciais.

Em nível nacional, o partido de direita teria 29% dos votos, à frente da ultradireita (18,5%) e dos socialistas (18%), segundo várias pesquisas. O partido presidencial, A República em Marcha (LREM), sofreu uma dura derrota, e suas chances de conquistar uma região são quase nulas.

Com quatro anos de existência, o partido de Macron não conseguiu se impor em nível local, mas pode ser decisivo até o segundo turno para impedir a ascensão da ultradireita. "Claro que estamos decepcionados com esse resultado", disse o chefe do partido presidencial, Stanislas Guerini, à rádio RTL.

O LREM esperava obter 15% dos votos, mas convenceu apenas 10% dos eleitores. Ele foi eliminado do segundo turno em Occitane, Auvergne-Rhône-Alpes e, principalmente, em Hauts-de-France, onde o ministro Laurent Pietraszewski teria apenas entre 7,3% e 9,1%, apesar da presença de outros quatro membros do governo em sua lista.

Vitorioso se saiu o direitista Xavier Bertrand, que recebeu entre 39% e 46% dos votos, muito à frente da ultradireita, e cuja vitória será a plataforma de lançamento perfeita para a sua campanha à presidência.

Embora o Executivo tenha insistido em que não se submeteria aos resultados, a questão de uma reformulação ministerial volta à mesa, principalmente porque 15 ministros eram candidatos.

- Sobressalto -

Segundo estimativas, o partido de Marine Le Pen, finalista nas eleições presidenciais de 2017, obteve um resultado inferior ao previsto e ao das eleições regionais de 2015, em que venceu em seis regiões. "Faço um chamado por um sobressalto" no segundo turno, reagiu a presidente do Reagrupamento Nacional (RN), Marine Le Pen.

O RN foi para o segundo turno em um número importante de regiões, mas não parece ter condições de vencer em nenhuma no próximo domingo. O partido se vê prejudicado pelo sistema de votação, e enfrenta há décadas a hostilidade de outros partidos, que costumam criar uma frente unida contra ele sempre que há segundo turno.

Os ecologistas (EELV), que tiveram um bom desempenho nas eleições municipais de 2020, somariam apenas 12% dos votos em nível nacional, segundo diferentes pesquisas.

A votação foi marcada por uma abstenção recorde, de mais de 66%. "O nível de abstenção é particularmente preocupante", declarou o ministro do Interior, Gérald Darmanin.

“Podemos falar em um colapso da participação eleitoral”, resumiu o cientista político Bruno Cautrès, pesquisador do Cevipof, citando como motivos “um efeito Covid muito importante”, mas também a “ausência quase total de uma campanha sobre os temas de regionalização”.

"É um tapa na cara de toda a classe política", disse Philippe Moreau-Chevrolet, professor de Comunicação Política na escola Sciences Po.

Um astronauta francês e um americano iniciaram neste domingo uma caminhada espacial para concluir a instalação de novos painéis solares, que aumentararão o abastecimento de energia da Estação Espacial Internacional (ISS), anunciaram ambos no Twitter.

"Aqui vamos novamente para o episódio das novas caminhadas espaciais para a instalação de painéis solares", tuitou o francês Thomas Pesquet, da Agência Espacial Europeia. Ele e o colega americano Shane Kimbrough ativaram as baterias internas de seus trajes às 11h42. Em seguida, abriram a escotilha para sair ao espaço.

A missão dos astronautas inclui a instalação de seis painéis solares de nova geração, conhecidos como iROSA, que aportarão energia para as operações cotidianas da ISS e os projetos científicos em andamento. Os painéis têm expectativa de duração de 15 anos.

Uma primeira saída realizada por ambos na última quarta-feira teve problemas com os dados do traje de um dos astronautas. No total, já foram realizadas 240 saídas ao espaço para a ISS, cujas missões foram instalar equipamentos, realizar trabalhos de manutenção e atualizar a estação.

Os Estados Unidos preparam novas sanções contra Moscou pela prisão do opositor russo Alexei Navalny, disse neste domingo (20) o assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, Jake Sullivan.

"Estamos preparando outra série de sanções para aplicar nesta situação", disse à rede CNN, quatro dias depois da cúpula em Genebra entre o presidente americano Joe Biden e seu homólogo russo Vladimir Putin.

Alexei Navalny, líder do principal partido de oposição russo, foi transferido em coma para um hospital de Berlim em agosto de 2020 após um envenenamento na Rússia que ele atribui ao Kremlin.

Passou quase seis meses se recuperando na Alemanha e foi preso em janeiro quando voltou para a Rússia. Desde então, está preso e Washington exige sua libertação.

"Já sancionamos a Rússia pelo envenenamento de Alexei Navalny", lembrou Sullivan. "Não fizemos sozinhos, reunimos nossos aliados em um esforço coletivo para sancionar o uso de uma substância química contra um de seus cidadãos em território russo".

Em 2 de março, alguns dias depois da prisão de Navalny, Washington aplicou sanções a sete altos funcionários russos, as primeiras sanções tomadas contra a Rússia sob o mandato de Biden, que começou em 20 de janeiro.

Pouco antes da cúpula russo-americana em Genebra em 16 de junho, Biden disse que a morte de Navalny "só deterioraria as relações (de Moscou) com o resto do mundo". "E comigo", enfatizou.

Durante seu encontro, Biden e Putin mostraram vontade de aliviar as tensões, embora não tenham feito anúncios concretos.

Sobre o destino de Navalny, Putin se limitou a dizer que "este homem sabia que estava violando a lei vigente na Rússia".

O motorista de uma van atropelou várias pessoas que participavam de um desfile do orgulho LGBTQIA+ no sábado (19) no sul da Flórida, Estados Unidos, deixando um morto e um ferido, informaram as autoridades.

Embora a van parecesse participar do desfile, não ficou claro de imediato se o incidente foi um ataque deliberado ou um acidente. O policial Ali Adamson disse em coletiva de imprensa que todas as possibilidades estão sendo avaliadas.

O incidente ocorreu no começo do desfile LGBTQIA+ na cidade de Wilton Manors, perto de Ft. Lauderdale. A van branca estava alinhada com outros veículos para o desfile quando acelerou e atropelou os pedestres antes de bater em um jardim, disse a Local 10 News.

O motorista foi logo detido.

Dois homens foram levados a um centro médico e um deles morreu depois, disse Adamson. O outro permanece hospitalizado, mas deve sobreviver, acrescentou.

O motorista e as vítimas são membros do Coro de Homens Gays de Fort Lauderdale, segundo um comunicado do presidente do grupo, Justin Knight, que classificou o ocorrido como um "acidente infeliz".

"Nossos pensamentos e orações estão com os afetados pelo acidente infeliz que aconteceu quando começava o Desfile do Orgulho de Stonewall", acrescentou.

"Nossos colegas do Coro ficaram feridos e o motorista também faz parte da família do Coro. Até onde eu sei, isso não foi um ataque contra a comunidade LGBTQIA+. Antecipamos que haverá mais detalhes e pedimos o amor e o apoio da comunidade".

O prefeito de Fort Lauderdale, Dean Trantalis, que estava no desfile, disse a uma emissora local que pensava que o acidente foi "deliberado".

Depois o classificou como "um ataque terrorista contra a comunidade LGBTQIA+" e afirmou que a van mirou no carro da congressista democrata Debbie Wasserman Schultz, que estava aguardando para participar do desfile, mas não alcançou seu objetivo.

Wasserman Schultz disse no Twitter que estava "profundamente comovida e devastada pela perda de uma vida" e que tanto ela como sua equipe estavam a salvo.

Após o incidente, o ll Departamento de Policía de Wilton Manors disse no Twitter que o público não estava em perigo. Apesar de o desfile ter sido cancelado "devido a um incidente trágico", os outros eventos do festival continuarão, acrescentou.

França e Japão, entre outros países, relaxaram neste domingo (20) suas medidas contra a Covid-19 à medida que a situação sanitária melhora, uma perspectiva ainda muito distante no Brasil, que superou os 500.000 mortos no sábado (19).

No Brasil, que ontem se tornou o segundo país do mundo, depois dos Estados Unidos, a superar a marca das 500.000 mortes por Covid-19, o recente aumento dos óbitos diários confirma a chegada de uma terceira onda.

O último dado do ministério da Saúde, que segundo muitos epidemiologistas está subestimado, é de 500.800 mortos, com 2.301 registrados nas últimas 24 horas.

Nesta semana, a média semanal de mortes diárias superou as 2.000 pela primeira vez desde 10 de maio no país, que recebe a Copa América de futebol desde domingo passado.

A situação é crítica em 19 dos 27 estados brasileiros, com mais de 80% dos leitos de cuidados intensivos ocupados, e 90% em oito deles.

A campanha de vacinação no Brasil começou tarde, em meados de janeiro, e somente 29% da população recebeu pelo menos uma dose, enquanto 11,36% está totalmente vacinada.

- Um bilhão de doses -

A China, por sua vez, já administrou mais de um bilhão de doses da vacina contra o coronavírus, anunciou neste domingo o ministério da Saúde, sem especificar a porcentagem da população que já recebeu a imunização completa.

O número representa mais de um terço da quantidade de doses injetadas em todo o mundo (2,5 bilhões), segundo uma contagem da AFP na sexta-feira a partir de fontes oficiais.

Na França, três dias depois do fim da obrigação de usar máscara ao ar livre, a vida parecia quase normal. Neste domingo está previsto o fim do toque de recolher que começou há oito meses.

Um dos países europeus mais afetados pelo vírus, com mais de 110.000 mortes, a França foi um dos últimos a manter essa medida, junto com Itália e Grécia. Outros países europeus, como Alemanha e Espanha, estão avançando para um levantamento gradual da obrigação do uso de máscara.

Na China, onde o vírus está praticamente erradicado há mais de um ano graças às quarentenas obrigatórias, controles em massa e aplicativos de celulares para controlar os deslocamentos, as autoridades pedem à população para se vacinar.

O gigante de 1,4 bilhão de habitantes registrou apenas 23 novos casos de covid em 24 horas, todos eles de pessoas vindas do exterior, que foram colocadas em quarentena.

Já a capital russa registrou no sábado um novo recorde de infecções pelo segundo dia consecutivo, com 9.120 em 24 horas.

Moscou contabilizou na véspera 9.056 novos casos, contra os aproximadamente 3.000 diários de duas semanas atrás.

Este surto de covid-19 se deve, segundo as autoridades, à variante Delta, surgida na Índia e que ameaça transbordar os hospitais de Moscou.

- Restrições levantadas em Tóquio -

No Japão, a um mês dos Jogos Olímpicos (de 23 de julho a 8 de agosto), neste domingo foi levantado o estado de emergência sanitária em Tóquio e outras oito cidades, mas as restrições que podem limitar a presença local no evento esportivo foram mantidas.

A redução de restrições também permitirá realizar partidas ou shows com espectadores, mas com 50% da capacidade e um máximo de 10.000 pessoas.

No entanto, as seis áreas de torcidas previstas inicialmente para acompanhar as competições olímpicas em Tóquio em telas gigantes foram anuladas.

Os organizadores dos Jogos abriram a Vila Olímpica à imprensa neste domingo e apresentaram uma "clínica da febre" para analisar e isolar as pessoas com sintomas do coronavírus.

O papa Francisco recebeu no Vaticano o chileno Juan Carlos Cruz, vítima de abusos por parte de um padre pedófilo e recém-nomeado para uma comissão criada pelo pontífice para combater crimes sexuais contra menores.

A reunião ocorreu no último sábado (19) e foi revelada pelo próprio Cruz em seu perfil no Twitter. "Hoje [sábado] agradeci ao papa Francisco por minha nomeação e reafirmei meu compromisso em seguir ajudando sobreviventes de abuso sexual no mundo", escreveu o chileno, que também publicou fotos que o mostram abraçando e conversando com Jorge Bergoglio.

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Cruz integra desde março passado a Pontifícia Comissão para a Tutela dos Menores, comitê estabelecido por Francisco para discutir medidas de combate à pedofilia na Igreja Católica e que também tem entre seus membros o brasileiro Nelson Giovanelli, fundador da comunidade Fazenda da Esperança, de Guaratinguetá (SP).

O chileno é uma das vítimas do padre pedófilo Fernando Karadima, cujo estado clerical foi revogado em 2018. Os abusos cometidos pelo sacerdote foram acobertados durante décadas, culminando na renúncia coletiva de todo o episcopado do Chile, no mesmo ano.

Francisco já aceitou a demissão de vários prelados, incluindo o ex-bispo de Osorno Juan Barros Madrid, acusado de ocultar denúncias contra Karadima.

Cruz diz que suas acusações foram desacreditas pelo fato de ele ser homossexual. No entanto, o chileno diz ter ouvido do Papa as seguintes palavras em um encontro no Vaticano em 2018: "Juan Carlos, o fato de você ser gay não importa. Deus te fez assim".

A Santa Sé nunca confirmou nem desmentiu a declaração de Cruz.

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Da Ansa

A China já aplicou mais de um bilhão de doses de vacinas contra a Covid-19, anunciou neste domingo (20) o Ministério da Saúde, sem especificar a porcentagem da população que recebeu uma vacinação completa.

A quantidade de doses injetadas representa mais de um terço do total mundial. Na sexta-feira (18), o mundo superou a marca de 2,5 bilhões de doses, segundo uma contagem da AFP com base em fontes oficiais.

Os chineses não se apressaram em se vacinar porque o vírus está quase erradicado no país há mais de um ano, graças às quarentenas obrigatórias, aos testes em massa e aos aplicativos de celular para controlar os deslocamentos.

A falta de dados disponíveis inicialmente sobre as vacinas chinesas e os escândalos de doses adulteradas na China no passado também contribuíram para desmotivar algumas pessoas.

Diante dessa situação, o governo e as empresas pediram energicamente aos moradores e funcionários para se vacinarem. Em alguns casos, as autoridades oferecem tíquetes de compra ou ovos para estimular a vacinação.

No total, 1,10 bilhão de doses já foram injetadas, informou o Ministério da Saúde.

As autoridades de saúde informaram neste domingo 23 novos casos em 24 horas, todos do exterior e que foram colocados em isolamento.

A China espera vacinar ao menos 70% de sua população antes do fim do ano, o que representa cerca de 1 bilhão de pessoas.

Atualmente, quatro vacinas estão aprovadas no país, todas chinesas: uma do laboratório privado Sinovac, duas do gigante estatal Sinopharm e uma da empresa farmacêutica CanSino Biologics.

A vacina da empresa alemã BioNTech também poderia receber sinal verde nos próximos meses, graças em parte a um acordo com um sócio local.

Só foram registradas duas mortes por covid-19 em 13 meses na China. Os comércios, restaurantes e bares voltaram a abrir na primavera (boreal) de 2020 e a opinião pública está muito satisfeita com a gestão da crise por parte do governo.

Os negociadores que tentam salvar o acordo nuclear com o Irã se reunirão neste domingo (20), depois da vitória do ultraconservador Ebrahim Raisi nas eleições presidenciais realizadas na quinta-feira na República Islâmica.

Esta nova reunião faz parte das discussões regulares que começaram no início de abril com o objetivo de que os Estados Unidos voltem ao acordo histórico de 2015 e que o Irã cumpra novamente com os limites de seu programa nuclear em troca de um alívio das sanções.

Mikhaíl Ulyanov, o enviado russo nas negociações presididas pela União Europeia, disse que na reunião de domingo será "decidido o caminho a seguir".

"Um acordo sobre o restabelecimento do acordo nuclear está ao alcance das mãos, mas ainda não está finalizado", escreveu ele no Twitter no sábado.

As partes do acordo -- Reino Unido, China, Alemanha, França, Rússia e Irã-- se reuniram em Viena com participação indireta dos Estados Unidos em abril para salvar o acordo, que promete a Teerã um alívio das sanções em troca de reduzir seu programa nuclear.

Entretanto, em 2018 o ex-presidente americano Donald Trump se retirou do pacto e voltou a impor sanções, o que levou o Irã a intensificar suas atividades nucleares a partir de 2019.

O ultraconservador Ebrahim Raisi foi declarado vencedor das eleições presidenciais do Irã no sábado, com quase 62% dos votos.

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