Notícias

| Mundo

O número de pessoas desempregadas no mundo deve aumentar este ano para 190,5 milhões, embora o subemprego afete mais do que o dobro de pessoas, de acordo com um relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) publicado nesta segunda-feira (20).

Em seu relatório anual sobre o emprego no mundo, a OIT indica que, após permanecer "relativamente estável nos últimos nove anos", o desemprego em todo o mundo deve aumentar novamente devido à desaceleração do crescimento econômico.

O número de desempregados deve aumentar em 2,5 milhões em 2020 porque, enquanto a força de trabalho aumenta, não estão sendo criados empregos suficientes para absorver os recém-chegados ao mercado de trabalho.

A taxa de desemprego global foi de 5,4% em 2019 e deve permanecer em torno desse valor nos próximos dois anos, o que significa que seu declínio progressivo registrado entre 2009 e 2018 define o ritmo.

Ao incluir as pessoas subempregadas ou que não estão procurando mais trabalho, o número chega a 470 milhões, adicionando 165 milhões de pessoas que têm emprego, mas gostariam de trabalhar mais e 120 milhões que abandonaram a busca ativa ou não têm aceso ao mercado de trabalho.

"Para milhões de pessoas comuns, é cada vez mais difícil construir uma vida melhor graças ao trabalho", disse o diretor-geral da OIT, Guy Ryder, em entrevista coletiva.

"A persistência e a amplitude da exclusão e das desigualdades relacionadas ao trabalho impedem que eles encontrem trabalho decente e forjem um futuro melhor. Esta é uma conclusão extremamente preocupante que tem sérias e alarmantes repercussões na coesão social", afirmou.

O acesso ao emprego remunerado não garante trabalho decente. Quase 61% da força de trabalho do mundo realiza trabalhos informais e mal remunerados ou que oferecem pouco ou nenhum acesso à proteção social e aos direitos trabalhistas.

Da mesma forma, mais de 630 milhões de trabalhadores no mundo - isto é, uma em cada cinco pessoas na população ativa do mundo - vive em condições de pobreza extrema ou moderada (definida por ganhos de mais de 3,20 dólares, cerca de 13 reais, por dia em termos de paridade do poder de compra). Espera-se que esse fenômeno aumente em 2020 e 2021 nos países em desenvolvimento.

O Irã ameaçou, nesta segunda-feira, se retirar do Acordo de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP) após os europeus abrirem um mecanismo de solução de controvérsias (MRD) contra a República Islâmica.

Os três Estados europeus (França, Alemanha e Grã-Bretanha) que integram o acordo nuclear iraniano celebrado em Viena em 2015 anunciaram em 14 de janeiro que tinham ativado MRD, no qual se prevê o restabelecimento pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas das sanções levantadas no âmbito do acordo.

O chefe da diplomacia iraniana, Mohammad Javad Zarif, declarou nesta segunda que a decisão dos europeus não tinha "base legal" e afirmou que, se eles tomarem medidas adicionais, "seria considerada a retirada do Irã do TNP", segundo o site do Parlamento iraniano.

Concluído em 1968, o TNP é considerado a pedra angular da ordem nuclear mundial.

O acordo de Viena, que limita drasticamente as atividades nucleares iranianas, ameaça se desfazer desde que o presidente americano Donald Trump se retirou unilateralmente em 2018 e em seguida restabeleceu pesadas sanções econômicas contra o Irã.

Desde maio de 2019, o Irã se desvinculou dos compromissos assumidos no âmbito do texto, em resposta às sanções americanas. Berlim, Paris e Londres continuam comprometidos com o acordo, mas Teerã acusa-os de inação.

"Se os europeus voltarem aos seus compromissos, o Irã também deixará de reduzir seus compromissos, mas se continuarem na mesma via (...), temos outras opções", destacou Zarif.

Os europeus optaram pelo MRD para tentar obrigar Teerã a voltar a aplicar integralmente o acordo de Viena.

Pelo menos dez pessoas morreram, e cerca de 100 ficaram feridas nesta segunda-feira (20), na queda de uma plataforma de madeira, de onde assistiam à festa da Epifania ortodoxa na cidade de Gondar (norte) - informaram fontes médicas.

O incidente ocorreu às 8h locais (2h de Brasília) em Gondar, durante a festa etíope da Epifania, "Timkat", considerada Patrimônio Cultural imaterial da Unesco desde 2019.

Dois médicos do Hospital Universitário de Gondar disseram à AFP que o balanço chega a dez mortos, enquanto um primeiro boletim falava em três óbitos.

"Até agora temos dez mortos", disse à AFP um dos médicos, que pediu anonimato. Esse balanço foi confirmado por um segundo profissional.

Mais cedo, o responsável pela segurança de Gondar, Tesfa Mekonnen, tinha confirmado à imprensa uma contagem inicial de apenas três mortos e cerca de 100 feridos, cinco deles em estado grave.

O festival Timkat é um dos eventos mais importantes para os ortodoxos da Etiópia, que representam em torno de 40% da população do país, de cerca de 110 milhões de habitantes.

Ele é comemorado em todo país, mas as cerimônias mais famosas são as de Gondar, antiga capital do império etíope, a cerca de 700 quilômetros da atual capital, Adis Abeba.

Um misterioso vírus similar ao responsável pela SARS causou um terceiro morto desde seu aparecimento no centro da China - anunciaram as autoridades nesta segunda-feira, que informaram sobre 217 novos casos, cinco deles em Pequim.

A Coreia do Sul confirmou nesta segunda-feira o primeiro caso de paciente com este vírus em seu território, em meio a crescentes preocupações com a propagação regional da doença. Foram relatados três casos no exterior: dois na Tailândia, e um, no Japão.

A rápida propagação do vírus preocupa as autoridades chinesas, em um momento em que milhões de seus cidadãos desejam viajar para celebrar o Ano Novo Lunar.

Descoberta pela primeira vez na cidade de Wuhan (centro), a nova cepa de coronavírus causou alarde, devido à sua conexão com a Síndrome Respiratória Aguda Severa (SARS), que matou cerca de 650 pessoas na China continental e em Hong Kong no período 2002-2003.

Wuhan tem 11 milhões de habitantes e serve como um importante centro de transporte, inclusive no feriado anual do Ano Novo Lunar que começa esta semana e durante o qual centenas de milhões de chineses viajam para visitar seus familiares.

Em sua primeira reação pública sobre o assunto, o presidente chinês, Xi Jinping, disse nesta segunda-feira que o novo vírus deve ser "completamente contido".

"A segurança da vida das pessoas e sua saúde física têm que ser prioridade", afirmou à rede de televisão estatal CCTV.

Pouco depois, a mídia estatal CCTV informou que Zhong Nanshan, um dos principais especialistas em doenças infecciosas da China, confirmou a transmissão de pessoa para pessoa.

Em Wuhan, foram diagnosticados 198 casos. Hoje, pela primeira vez, soube-se de casos em outras partes da China: cinco em Pequim (norte), e 14 no Cantão (sul), em frente a Hong Kong.

Também há sete casos suspeitos em Xangai, e quatro, na província e nas regiões do leste, do sul e do sudoeste do país.

Medidas de detecção

Acredita-se que um mercado de mariscos seja o centro do surto na cidade de Wuhan, mas as autoridades de Saúde informaram que identificaram pacientes que não tinham antecedentes de contacto com esse centro comercial.

Os cientistas do Centro MRC para a Análise Global de Enfermidades Infecciosas do Imperial College de Londres advertiram, em um artigo publicado na sexta-feira, que o número de casos pode se aproximar de 1.700, muito acima do número anunciado oficialmente.

No final de semana, o vice-prefeito de Wuhan, Chen Xiexin, disse à CCTV que foram instalados termômetros infravermelhos em aeroportos, estações ferroviárias e terminais de ônibus por toda cidade.

Chen relatou a ocorrência de passageiros com febre, os quais foram levados para instituições médicas. De acordo com o mesmo canal de televisão, já foram realizados 300.000 testes de temperatura corporal.

Na Coreia do Sul, o Centro Coreano de Controle e Prevenção de Enfermidades (KCDC) informou nesta segunda-feira que uma chinesa de 35 anos, que chegou ao país em um voo proveniente de Wuhan, foi confirmada com contaminação de novo coronavírus.

De acordo com as informações, essa mulher já havia ido a um hospital em Wuhan com sintomas parecidos ao de um resfriado. Após receber medicação, ela entrou em um avião em Wuhan rumo a Seul. Após aterrissar no aeroporto de Incheon, foi posta em quarentena imediatamente.

As autoridades de Hong Kong intensificaram as medidas de detecção, incluindo os rigorosos pontos de controle de temperatura para os viajantes que chegam da China continental.

Na sexta, os Estados Unidos anunciaram que vão fiscalizar voos diretos que chegarem de Wuhan aos aeroportos de São Francisco e ao JFK de Nova York.

A Tailândia anunciou que está analisando passageiros que chegam a Bangcoc, Chiang Mai e Phuket, e que logo introduzirá controles similares no balneário de Krabi.

O surgimento de um buraco evacuou um prédio de quatro andares a apenas 300 metros do Coliseu, no centro histórico de Roma, nesta segunda-feira (20).

O incidente ocorreu na calçada em frente ao número 20 da via Marco Aurelio, onde fica um edifício com cerca de 20 apartamentos. Segundo a polícia local, 22 pessoas foram evacuadas do prédio.

##RECOMENDA##

A perícia trabalha agora para descobrir se o buraco foi causado por uma infiltração de água ou um vazamento de gás.

Da Ansa

O julgamento contra o ex-chefe da polícia catalã Josep Lluís Trapero e da cúpula da corporação por seu papel na tentativa de separar a Catalunha da Espanha em 2017 começou nesta segunda-feira (20), em um alto tribunal perto de Madri.

Trapero, o diretor e uma intendente dos Mossos d'Esquadra, assim como um responsável pelo Departamento do Interior do governo catalão estão sendo processados na Audiência Nacional, em San Fernando de Henares.

A Procuradoria, que os acusa de colaborar com os dirigentes separatistas catalães, pede 11 anos de prisão por rebelião para Trapero e os outros dois responsáveis policiais e políticos da força, Pere Soler e César Puig, além de quatro anos por sedição para a intendente Teresa Laplana.

O julgamento deve se prolongar, em sessões diárias, até 19 de março.

"Todo meu apoio a todos os processados. A justiça acabará se impondo à vingança", tuitou esta manhã o presidente regional catalão, o independentista Quim Torra.

Um pacote suspeito apareceu em frente a uma casa em Buenos Aires onde o papa Francisco viveu sua infância e juventude.

Segundo o jornal Clarín, o objeto foi detonado por um esquadrão antibombas, que encontrou apenas lixo. As autoridades haviam sido alertadas por um pedestre por volta de 19h do último domingo (19).

##RECOMENDA##

O imóvel fica no número 533 da rua Membrillar, no bairro de Flores, e foi lar de Jorge Bergoglio antes de sua entrada para o sacerdócio.

Da Ansa

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse, em entrevista ao jornal The Washington Post, que é um "sobrevivente" da luta da oposição e seus aliados em Washington para derrubá-lo, permanece confortavelmente no poder e está aberto a negociações diretas com os EUA.

Esta é a primeira entrevista de Maduro a um importante meio de comunicação americano desde fevereiro de 2019, quando expulsou todos os jornalistas da Univision da Venezuela.

##RECOMENDA##

"Se houver respeito entre os governos, não importa o tamanho dos EUA, e se houver um diálogo, uma troca de informações verdadeiras, tenha certeza de que podemos criar um novo tipo de relacionamento", declarou Maduro. O líder socialista afirmou que está pronto para negociar com Washington o fim das sanções impostas pelo presidente Donald Trump com o objetivo de sufocar a indústria petrolífera venezuelana e forçar Maduro a deixar o poder.

O presidente venezuelano disse que, caso Trump suspenda as sanções, as empresas de petróleo dos EUA poderão se beneficiar muito do petróleo da Venezuela. "Uma relação de respeito e diálogo traz uma situação em que todos ganham. Uma relação de confronto traz uma situação em que todos perdem. Essa é a fórmula."

Os EUA e mais de 50 países reconhecem o líder da oposição Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela. Guaidó, que se proclamou presidente interino há um ano, alegando que a reeleição de Maduro, em 2018, tinha sido fraudada.

A Venezuela está passando pela pior crise social e econômica de sua história recente. O FMI estima que a inflação na Venezuela chegue este ano a 500.000%.

Segundo a ONU, 4,5 milhões de venezuelanos deixaram o país desde o final de 2015. Mas, apesar da catástrofe humana e das duras sanções dos EUA, Maduro mantém o poder com o apoio dos militares, além da ajuda de Rússia, China e Cuba.

Na entrevista, o presidente venezuelano também expressou sua disposição de falar com Guaidó, mas pareceu rejeitar a principal reivindicação do opositor: sua renúncia. A Noruega intermediou conversações entre representantes de Maduro e Guaidó, mas as reuniões foram interrompidas em agosto.

No início do mês, os EUA manifestaram apoio às negociações na Venezuela e disseram que as conversas podem estabelecer um governo de transição, levar a novas eleições e acabar com a crise política que afeta o país e seus 30 milhões de habitantes. (Com agências internacionais).

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública informou que reforçou o policiamento na fronteira com o Paraguai, com o uso de helicópteros e barreiras. A medida foi tomada após a fuga de 75 prisioneiros da Penitenciária de Pedro Juan Caballero, que fica na fronteira com o país vizinho. No grupo, há 40 brasileiros e 35 paraguaios. A maioria dos fugitivos é integrante do grupo criminoso Primeiro Comando da Capital (PCC).

A pasta esclareceu que a fronteira com o Paraguai não está fechada na região de Mato Grosso do Sul e que brasileiros e paraguaios continuam podendo ir e vir.

##RECOMENDA##

O governo do Paraguai, por meio do Ministério do Interior, anunciou o alerta máximo na Polícia Nacional e o destacamento dos melhores investigadores da instituição em Pedro Juan Caballero e nos arredores.

As autoridades acreditam que os presos usaram um túnel para fugir da prisão. Um foi recapturado quando tentava escapar pelo túnel. O ministro do Interior, Euclides Acevedo, não descartou a ajuda de agentes penitenciários na fuga. “Aqui há cumplicidade com as pessoas lá dentro e esse é um fenômeno que abrange todas as penitenciárias”, afirmou.

Segundo o ministro, é possível que alguns dos presos já tenham escapado para o Brasil. De acordo com ele, a maioria dos fugitivos é altamente perigosa.

Em publicação no Twitter na tarde de hoje, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, destacou o trabalho do governo brasileiro em parceria com as força de segurança paraguaias para impedir a entrada dos criminosos no Brasil.

“Estamos trabalhando junto com as forças estaduais para impedir a reentrada no Brasil dos criminosos que fugiram de prisão do Paraguai. Se voltarem ao Brasil, ganham passagem só de ida para presídio federal”, escreveu Moro.

Em outra postagem, o ministro disse ainda que está à disposição das autoridades paraguaias para ajudar na recaptura dos presos. “Estamos à disposição também para ajudar o Paraguai na recaptura desses criminosos. O Paraguai tem sido um grande parceiro na luta contra o crime”, ressaltou.

Ao menos 27 pessoas ficaram feridas neste domingo (19) em novos protestos contra o governo em Bagdá, capital do Iraque, e também no Sul do país. As manifestações haviam perdido força em meio à escalada de tensões entre Irã e Estados Unidos nas últimas semanas, mas os manifestantes tentam trazer a atenção da opinião pública de volta ao movimento.

Com o recuo na crise regional, ativistas iraquianos deram ao governo um prazo de uma semana para agir em relação às demandas de reforma política. Se o prazo não for cumprido, os manifestantes afirmam que irão aumentar a pressão em novas demonstrações públicas.

##RECOMENDA##

Conflitos entre manifestantes e forças de segurança deixaram ao menos 27 pessoas feridas no centro de Bagdá neste domingo. As forças dispararam bombas de gás lacrimogêneo para dispersar grupos na praça Tayaran e perto da ponte Sinak, ferindo 23 pessoas, de acordo com um ativista e dois médicos. Quatro policiais ficaram feridos após alguns manifestantes jogarem pedras nas forças de segurança.

Três ativistas iraquianos afirmaram que novas manifestações estão planejadas para os próximos dias, uma vez que os manifestantes tentam trazer o foco da atenção pública de volta ao seu movimento de massas.

A onda de manifestações começou em 1º de outubro do ano passado, quando milhares de iraquianos foram às ruas para reclamar da corrupção do governo, de serviços públicos precários e da falta de empregos. Eles demandam ainda o fim do sistema político sectário do país, além de eleições antecipadas e da renúncia da elite no comando do Iraque.

Pelo menos 70 manifestantes foram feridos ontem pela polícia em Beirute durante protestos contra o governo. Um dia antes, no sábado, confrontos já haviam deixado um saldo de ao menos 400 feridos.

Para dispersar a população, a polícia usou balas de borracha e jatos d'água. Os protestos no Líbano começaram em 17 de outubro e os manifestantes acusam a classe política de incompetente e corrupta.

##RECOMENDA##

A crise econômica piora, com demissões em massa e forte desvalorização da libra libanesa. (Com agências internacionais)

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A SpaceX conseguiu simular com sucesso neste domingo (19) a expulsão de emergência de astronautas de um foguete momentos após o lançamento, segundo transmissão ao vivo do teste, o último antes do envio previsto para alguns meses de uma equipe da Nasa à Estação Espacial Internacional (ISS).

O lançamento de testes, sem tripulação, foi iniciado às 10h30 locais (12h30 de Brasília) no Centro Espacial Kennedy, na Flórida, com a decolagem de um foguete Falcon 9, no qual foi acoplado na parte superior a nova cápsula da SpaceX, Crew Dragon.

Um minuto e 24 segundos depois da decolagem, a uma altitude de aproximadamente 19 quilômetros sobre o Atlântico e enquanto o foguete viajava a 1.500 km/h, ativou-se uma sequência de abandono para simular uma anomalia. A cápsula ligou seus potentes propulsores SuperDraco para expulsar os astronautas do foguete e afastar-se dele o mais rapidamente possível.

Em uma missão tripulada, a manobra salvaria os astronautas dentro do Dragon, caso o foguete viesse a ter algum problema ou seguisse uma trajetória errada.

Pouco após o brusco desacoplamento, o foguete se desintegrou em uma bola de fogo, o que a SpaceX havia advertido que poderia acontecer.

A Crew Dragon continuou sozinha seu curso a 40 km de altitude, antes de cair naturalmente no Oceano Atlântico.

Em seguida, os quatro grandes para-quedas da cápsula se abriram para frear a queda e amerizar no Atlântico, onde equipes de resgate tinham sido previamente posicionadas. Nove minutos depois da decolagem, a Crew Dragon pousou no oceano, aparentemente sem danos.

A análise da cápsula e os dados de voo confirmarão se tudo saiu bem e se o veículo é considerado confiável para transportar astronautas.

No entanto, o diretor da SpaceX, Elon Musk, antecipou em coletiva de imprensa que os dados iniciais indicaram que o teste havia sido perfeito. Acrescentou que o próximo voo da cápsula Crew Dragon será seu primeiro com astronautas a bordo e que poderia ser realizado no segundo trimestre deste ano.

"Isto representa o retorno dos astronautas americanos ao espaço a bordo de foguetes americanos a partir do território americano", disse na mesma coletiva de imprensa o administrador da Nasa, Jim Bridenstine.

O desenvolvimento aparentemente normal deste perigoso teste é uma excelente notícia para a SpaceX e a Nasa, que precisa certificar urgentemente um veículo para levar seus astronautas à ISS este ano.

Desde 2011, os Estados Unidos se viram obrigados a enviar seus astronautas em foguetes russos Soyuz, os únicos que têm a capacidade de transportar tripulantes, desde a aposentadoria dos ônibus espaciais americanos.

O presidente americano, Donald Trump, e a ativista climática Greta Thunberg irão protagonizar a partir de terça-feira (21) o Fórum de Davos 2020, encontro anual da elite política e econômica mundial, que realizará este ano sua 50ª edição.

O Fórum Econômico Mundial (WEF) reúne desde 1971 empresários e líderes políticos na pequena estação de esqui suíça, com o objetivo de se tornar um "centro de reflexão" sobre os problemas do mundo. Mas a reunião também é um ponto de encontro das elites mundiais e reflexo das divisões econômicas e geopolíticas do momento, como mostra este ano a presença simultânea de Greta e Trump.

A ativista sueca, 17, participará de Davos pelo segundo ano consecutivo, com um discurso aguardado na terça-feira para convencer a comunidade internacional e o mundo dos negócios a agirem com urgência frente às mudanças climáticas.

Já Donald Trump, um crítico de Greta conhecido por seu ceticismo em relação às mudanças climáticas, falará no dia seguinte, quando, em Washington, os senadores colocarão em andamento seu processo de destituição.

A agenda de Trump no fórum será marcada pela tensão com o Irã, após a morte, por um drone americano, do general iraniano Qasem Soleimani, à qual se seguiram medidas de represália de Teerã, e a derrubada de um avião comercial ucraniano por um míssil do Irã. O chanceler iraniano, Mohamad Zarif, cancelou sua presença em Davos, mas estará presente o presidente do Iraque, Barham Saleh.

O fórum, que será realizado até sexta-feira, também abordará a tensão comercial entre Estados Unidos e China, que fecharam na última semana um acordo preliminar após dois anos de guerra tarifária. A delegação chinesa em Davos será liderada pelo vice-premier Han Zheng.

- 'Guerra Fria' tecnológica -

A lista de magnatas em Davos, muitos deles de grandes empresas de tecnologia, inclui Ren Zhengfei, fundador da gigante chinesa Huawei, vetado nos Estados Unidos, no que alguns classificam de nova "Guerra Fria tecnológica".

A Europa será representada pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, a chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente espanhol, Pedro Sánchez, que formou um governo de coalizão com o partido de esquerda radical Unidas Podemos.

Entre os líderes latinos, destacam-se os presidentes de Colômbia e Equador. Jair Bolsonaro cancelou sua participação e será respresentado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.

As outras duas grandes economias latinas - México e Argentina - mantêm um perfil baixo em Davos. No primeiro caso, com a presença da secretária de Economia, enquanto o governo do peronista Alberto Fernández decidiu não enviar um representante oficial.

Em relatório recente, o WEF aponta como "desafios-chave para a humanidade" o descontentamento popular causado pela instabilidade econômica, as mudanças climáticas, o desaparecimento acelerado da biodiversidade e o acesso desigual à internet e aos sistemas de saúde: "O mundo não pode esperar que desapareça a névoa de incertezas geopolíticas e geoeconômicas."

Apesar disso, não se espera que Trump modere em Davos sua posição protecionista em matéria de comércio ou sua política para as mudanças climáticas, assinala o ex-diplomata americano e atual vice-presidente da consultoria IHS Markit, Carlos Pascual. "Provavelmente, ele mandará uma mensagem para os americanos, não para a comunidade internacional", indicou. Com o foco em sua reeleição nas eleições de novembro, o objetivo de Trump será "insistir em que sua prioridade em política internacional continua sendo 'America First'".

Em 2019, os 2.153 bilionários que havia no mundo tinham mais dinheiro do que 60% da população do planeta, denuncia a ONG Oxfam em um relatório que será publicado na segunda-feira (20), e destaca a concentração da riqueza em detrimento, sobretudo das mulheres, primeiras vítimas da desigualdade.

"Este enorme abismo é consequência de um sistema econômico falido e sexista, que valoriza mais a riqueza de uma elite privilegiada, em sua maioria, homens", destaca a ONG.

O informe anual da Oxfam sobre as desigualdades mundiais é tradicionalmente publicado antes da abertura do Fórum Econômico Mundial (WEF) de Davos, na Suíça, ponto de encontro da elite política e econômica global.

O ano de 2019 também foi marcado por movimentos de protestos em todo o mundo, do Chile ao Oriente Médio, passando pela França.

"Os governos de todo o mundo devem tomar medidas urgentes para construir uma economia mais humana e feminista, que valorize o que realmente importa para a sociedade", aponta a Oxfam, que propõe entre outras medidas a implantação de "um modelo fiscal progressivo no qual também se taxe a riqueza".

Segundo cifras da ONG, com base em dados publicados pela revista Forbes e o banco Crédit Suisse — mas cuja metodologia foi criticada por alguns economistas -, 2.153 pessoas têm agora mais dinheiro do que os 4,6 bilhões de pessoas mais pobres do planeta.

Por outro lado, a fortuna do 1% mais rico do mundo corresponde a mais que o dobro da riqueza acumulada dos 6,9 bilhões de pessoas menos ricas, ou seja, 92% da população do planeta.

"As mulheres estão na primeira fila das desigualdades devido a um sistema econômico que as discrimina e as aprisiona nos ofícios mais precários e menos remunerados, a começar pelo setor de cuidados", afirmou Pauline Leclère, porta-voz da Oxfam France, citada em um comunicado.

Segundo cálculos da Oxfam, 42% das mulheres no mundo não conseguem ter um trabalho remunerado devido à carga grande demais de trabalho com cuidados nos âmbitos privado ou familiar contra apenas 6% dos homens.

Apesar de que cuidar dos demais, cozinhar ou limpar sejam tarefas essenciais, "a pesada e desigual responsabilidade do trabalho de cuidados que recai nas mulheres perpetua tanto as desigualdades econômicas quanto a desigualdade de gênero", diz a ONG.

A Oxfam estima o valor monetário do trabalho de cuidados não remunerado das mulheres com mais de 15 anos em 10,8 trilhões de dólares a cada ano.

A China reportou nesta segunda-feira (19) o terceiro caso fatal provocado or um vírus misteriose, responsável por um surto de pneumonia, e quase 140 novos casos de pessoas contaminadas, reforçando as preocupações antes das viagens de milhões de chineses por ocasião do Ano Novo Lunar.

Em Wuhan, a cidade do centro do país onde o novo coronavírus foi descoberto, foram registrados 136 novos casos no fim de semana, enquanto as autoridades anunciaram dois casos em Pequim e um na província de Cantão.

A SpaceX conseguiu simular com sucesso neste domingo (19) a expulsão de emergência de astronautas de um foguete momentos após o lançamento, segundo transmissão ao vivo do teste, o último antes do envio previsto para alguns meses de uma equipe da Nasa à Estação Espacial Internacional (ISS).

O lançamento de testes, sem tripulação, foi iniciado às 10H30 locais (12H30 de Brasília) no Centro Espacial Kennedy, na Flórida, com a decolagem de um foguete Falcon 9, no qual foi acoplado na parte superior a nova cápsula da SpaceX, Crew Dragon.

Um minuto e 24 segundos depois da decolagem, a uma altitude de aproximadamente 19 quilômetros sobre o Atlântico e enquanto o foguete viajava a 1.500 km/h, ativou-se uma sequência de abandono para simular uma anomalia. A cápsula ligou seus potentes propulsores SuperDraco para expulsar os astronautas do foguete e afastar-se dele o mais rapidamente possível.

Em uma missão tripulada, a manobra salvaria os astronautas dentro do Dragon, caso o foguete viesse a ter algum problema ou seguisse uma trajetória errada.

Pouco após o brusco desacoplamento, o foguete se desintegrou em uma bola de fogo, o que a SpaceX havia advertido que poderia acontecer.

A Crew Dragon continuou sozinha seu curso a 40 km de altitude, antes de cair naturalmente no Oceano Atlântico.

Em seguida, os quatro grandes para-quedas da cápsula se abriram para frear a queda e amerizar no Atlântico, onde equipes de resgate tinham sido previamente posicionadas. Nove minutos depois da decolagem, a Crew Dragon pousou no oceano, aparentemente sem danos.

A análise da cápsula e os dados de voo confirmarão se tudo saiu bem e se o veículo é considerado confiável para transportar astronautas.

No entanto, o diretor da SpaceX, Elon Musk, antecipou em coletiva de imprensa que os dados iniciais indicaram que o teste havia sido perfeito. Acrescentou que o próximo voo da cápsula Crew Dragon será seu primeiro com astronautas a bordo e que poderia ser realizado no segundo trimestre deste ano.

"Isto representa o retorno dos astronautas americanos ao espaço a bordo de foguetes americanos a partir do território americano", disse na mesma coletiva de imprensa o administrador da Nasa, Jim Bridenstine.

O desenvolvimento aparentemente normal deste perigoso teste é uma excelente notícia para a SpaceX e a Nasa, que precisa certificar urgentemente um veículo para levar seus astronautas à ISS este ano.

Desde 2011, os Estados Unidos se viram obrigados a enviar seus astronautas em foguetes russos Soyuz, os únicos que têm a capacidade de transportar tripulantes, desde a aposentadoria dos ônibus espaciais americanos.

Oitenta e três soldados iemenitas morreram em um ataque com míssil lançado neste sábado por rebeldes huthis contra uma mesquita na província de Marib, informaram fontes médicas e militares neste domingo (19).

O ataque acontece após meses de desescalada no conflito, em que, há mais de cinco anos, rebeldes huthis (apoiados pelo Irã) e o governo reconhecido pela comunidade internacional (apoiado por uma coalizão militar liderada pela Arábia Saudita) se enfrentam. Os huthis ocupam a capital, Sanaa, desde 2014.

O ataque ocorreu em uma mesquita localizada no campo militar de Marib, durante a oração do anoitecer, informaram fontes militares. As vítimas foram levadas para o hospital de Marib, principal cidade da província de mesmo nome, onde fontes médicas e militares anunciaram um saldo de 83 mortos e 148 feridos entre os soldados.

O ataque ocorreu após uma ofensiva das tropas pró-governo contra os rebeldes na zona de Naham, ao norte de Sanaa, que contou com o apoio militar da coalizão liderada pela Arábia Saudita.

O presidente iemenita, Abd Rabbo Mansur Hadi, acusou os huthis pelo ataque, que classificou de "covarde e terrorista", segundo a imprensa oficial: "As ações vergonhosas da milícia huthi mostram sua recusa a alcançar a paz, porque entende apenas de morte e destruição e é o instrumento iraniano barato na região."

O presidente convocou uma alteração no "grau de vigilância" das forças leais ao governo. Os rebeldes huthis não reivindicaram a autoria do ataque.

Dezenas de milhares de pessoas, a maioria civis, já morreram no conflito no Iêmen desde 2015. Apesar de seus esforços, as Nações Unidas têm dificuldade em implementar um processo de paz naquele país.

Um acordo assinado em 2018 na Suécia, mediado pela ONU, levou a uma desescalada na cidade portuária estratégica de Hodeida, mas nem todas as suas cláusulas foram respeitadas.

Ainda assim, o enviado da ONU ao Iêmen, Martin Griffiths, constatou que, até o ataque de ontem, o Iêmen viveu um período de redução das atividades militares.

Cerca de 3,3 milhões de pessoas permanecem como refugiados internos e 24,1 milhões - dois terços da população - necessitam de assistência, segundo a ONU, que classifica o conflito no Iêmen como pior crise humanitária do planeta na atualidade.

Os protestos se intensificaram no sul do Iraque e na capital do país, Bagdá, neste domingo (19), com manifestantes indignados pela lentidão das reformas bloqueando as ruas com pneus em chamas.

As manifestações para pedir a reforma do sistema no poder sacodem o Iraque desde o começo de outubro, mas, nas últimas semanas, tiveram menos destaque, devido ao recrudecimento da tensão entre os inimigos Irã e Estados Unidos, ambos padrinhos de Bagdá.

Centenas de jovens retomaram hoje o movimento com manifestações na Praça Tahrir de Bagdá e na vizinha Praça Tayaran. Outros queimaram pneus para bloquear estradas e pontes, o que provocou congestionametos em toda a cidade. "Esta é a primeira escalada", declarou um manifestante. "Queremos enviar uma mensagem ao governo: 'Deixem de vacilar'."

As forças de segurança usaram gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes, que responderam lançando pedras. Dez pessoas, entre elas policiais, ficaram feridas em confrontos, informou uma fonte médica.

Na cidade sagrada de Najaf, jovens agitando bandeiras iraquianas também queimaram pneus e iniciaram um protesto sentados na estrada principal que leva a Bagdá.

- Eleições antecipadas e reformas -

Muitos manifestantes também se concentraram hoje nas cidades de Diwaniya, Kut, Amara e Nasiriya, no sul do país, onde a maioria das repartições públicas, escolas e universidades estão fechadas há meses.

Os manifestantes pedem eleições antecipadas, conforme a reforma na lei eleitoral, um novo premier, que substitua o chefe de governo demissionário Adel Abdel Mahdi, e a prestação de contas de todos os funcionários considerados corruptos.

Mahdi renunciou há quase dois meses, mas os partidos ainda não conseguiram chegar a um acordo sobre seu sucessor. Os manifestantes rechaçam publicamente os nomes que circulam como possíveis substitutos e estão furiosos por não terem sido aplicadas outras medidas de reforma de grande envergadura.

"Começamos hoje a intensificar nosso movimento, porque o governo não atendeu às nossas demandas, em particular formando um gabinete independente, que poderia salvar o Iraque", declarou o manifestante Haydar Kadhim em Nassiriya. "Na última segunda-feira, demos a eles um prazo de sete dias."

Com quase 460 mortos e mais de 25 mil feridos desde 1º de outubro, o movimento de protesto popular, inédito por seu caráter espontâneo, é o maior e mais sangrento no Iraque em décadas.

A China relatou, neste domingo, 17 novos casos do misterioso vírus similar ao da Síndrome Respiratória Aguda Severa (SARS), o que aumenta os temores diante das férias do Ano Novo Lunar da China, quando milhões de pessoas viajam pelo país.

Esta nova cepa de coronavírus causou alarme, devido a sua semelhança com os sintomas da SARS. A síndrome matou quase 650 pessoas na China continental e em Hong Kong em 2002-2003.

Dos 17 novos casos na cidade de Wuhan - considerada epicentro do surto -, três foram registrados como "graves".

O vírus já infectou 62 pessoas em Wuhan, informaram autoridades locais. Há oito pacientes em estado grave, 19 curados que receberam alta do hospital, e o restante está sendo mantido em quarentena enquanto recebe tratamento.

Duas pessoas morreram até agora pelo vírus. A última delas foi um homem, de 69 anos, falecido na quarta-feira passada.

As autoridades disseram ter começado a fazer exames "otimizados" dos casos de pneumonia em toda cidade para identificar os infectados com o vírus e que começarão o "trabalho de detecção ... de casos suspeitos na cidade".

Hoje, o governo afirmou que alguns dos novos casos "não têm antecedentes de contato" com a feira de mariscos que, acredita-se, tenha sido o núcleo do surto.

Um forte terremoto atingiu a província de Xinjiang, no oeste da China, informou a agência de terremotos do país. Não há informações de danos ou mortes até o momento.

De acordo com a agência, o terremoto de 6,4 graus atingiu a região às 21h21, horário local, em uma profundidade de 16 quilômetros. O epicentro foi a 56 quilômetros do condado de Peyzawat e os tremores foram sentidos nas cidades de Kashgar e Artux.

##RECOMENDA##

O serviço geológico dos Estados Unidos registrou dados discrepantes dos oficiais sobre o tremor, com 5,9 graus e profundidade de 10 quilômetros.

Os terremotos na região de Xinjiang, que fica próximo da fronteira da China com os países da Ásia Central, são frequentes.

Páginas

Leianas redes sociaisAcompanhe-nos!

Facebook

Carregando