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Pelo menos 62 pessoas morreram e 33 ficaram feridas em um ataque contra uma mesquita no Afeganistão durante a oração de sexta-feira, segundo as autoridades, um dia após as Nações Unidas alertarem que a violência no país atingiu níveis "inaceitáveis".

"O saldo do ataque contra a mesquita aumentou para 62 mortos e 33 feridos", disse à AFP um porta-voz do governador da província de Nangarhar (leste), Attaullah Jogyani, que havia informado um primeiro balanço de 28 mortos.

Segundo Jogyani, o ataque foi realizado com "explosivos que foram colocados dentro da mesquita", localizada na cidade de Jaw Dara, no distrito de Haska Mina, cerca de 50 km da capital da província de Jalalabad.

Outras fontes, incluindo um combatente talibã, mencionaram a possibilidade de um ataque com morteiros.

Um porta-voz do Talibã condenou o ataque e o chamou de "crime grave", aparentemente negando toda a responsabilidade, e culpou o grupo Estado Islâmico (EI) ou as forças do governo.

No momento, nenhum grupo assumiu a autoria deste ataque. O Talibã e o EI estão presentes em Nangarhar, uma província fronteiriça com o Paquistão.

Várias testemunhas disseram que o teto da mesquita desabou após uma forte explosão.

Cerca de 350 fiéis estavam no interior da mesquita, disse à AFP Omar Ghorzang, um morador local.

"Dezenas de pessoas foram mortas e as feridas foram levadas em várias ambulâncias", afirmou à AFP Haji Amanat Khan, um vizinho de 65 anos.

- Extrema violência -

Este ataque ocorreu depois que a ONU publicou um novo relatório na quinta-feira com o número "sem precedentes" de civis mortos ou feridos no Afeganistão entre julho e setembro.

O relatório, que também observa a violência ao longo de 2019, ressalta que "os afegãos estão expostos a níveis extremos de violência há muitos anos", apesar das promessas de todas as partes de "prevenir e mitigar os danos aos civis".

A ONU lamentou o preço cada vez maior que os civis têm de pagar, dada a crença generalizada de que nenhuma das partes pode vencer a guerra no Afeganistão.

"As vítimas civis são totalmente inaceitáveis", disse o representante especial da ONU para o Afeganistão, Tadamichi Yamamoto, acrescentando que demonstram a importância das negociações que levem a um cessar-fogo e a um acordo político permanente.

A ONU atribuiu grande parte da responsabilidade a "elementos antigovernamentais", como o Talibã, que conduz uma insurgência sangrenta há mais de 18 anos no Afeganistão.

Os números, 1.174 civis mortos e 3.139 feridos de 1º de julho a 30 de setembro, representam um aumento de 42% em relação ao mesmo período de 2018.

"É o maior número de vítimas civis registrado durante um único trimestre" desde 2009, de acordo com a missão da ONU no Afeganistão (Manua), em um relatório trimestral.

Julho foi o mês mais sangrento dos últimos dez anos, com 425 mortos, segundo o Manua, que iniciou sua contagem de perdas civis em 2009.

Este ano foi marcado por uma sangrenta campanha eleitoral para as eleições de 28 de setembro, que o Talibã prometeu impedir.

Os Estados Unidos e o Talibã passaram o ano em negociações supostamente para abrir um caminho para o fim do conflito. Mas o presidente americano Donald Trum, encerrou as negociações em setembro, após um ataque sangrento.

Uma explosão em mesquita na província de Nangarhar, no leste do Afeganistão, deixou pelo menos 62 mortos e outros 36 feridos nesta sexta-feira (18), segundo informações das autoridades locais. O ataque ocorreu no distrito de Haska-Mena, em um horário que o local estava repleto de fiéis, inclusive crianças.

As autoridades do país ainda não sabem exatamente o que causou a explosão. A imprensa local diz que provavelmente o telhado da mesquita foi atingido por um morteiro. Já a agência afegã "Tolo", afirma que houveram duas explosões.

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Até o momento, nenhum grupo assumiu imediatamente a responsabilidade do ataque, mas os grupos extremistas Talibã e Estado Islâmico (EI) estão ativos no leste do Afeganistão, como em Nangarhar.

Da Ansa

A Agência Espacial Norte-Americana (Nasa) realizou nesta sexta-feira (18) a primeira caminhada espacial feita exclusivamente por astronautas mulheres.

A missão, que deve durar entre cinco e seis horas, é realizada pelas astronautas Christina Koch e Jessica Meir. A dupla deixou a Estação Espacial Internacional (ISS) para substituir no exterior da aeronave uma unidade de bateria de carga e descarga que parou de funcionar.

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Mulheres já haviam partipado de caminhadas espaciais da Nasa, mas sempre em equipes mistas. Em mais de 200 missões realizadas desde 1965, essa é a primeira 100% feminina.

A primeira caminhada espacial feita por mulheres estava prevista para acontecer inicialmente em março, mas a Nasa cancelou a manobra por falta de trajes espaciais adequados para as astrounatas.

Antes da missão, Meir publicou nas redes sociais uma selfie vestindo o traje espacial.

Da Ansa

A Turquia está violando o cessar-fogo no norte da Síria e continua tomando civis como alvo de seus bombardeios e disparos, denunciou nesta sexta-feira (18) Mustafah Ali, porta-voz militar curdo.

"Apesar do acordo de cessar-fogo, os bombardeios e os disparos continuam e tomam como alvos milicianos, a população civil e o hospital de Ras al Ain", localidade do norte da Síria que foi cenário de violentos combates nos últimos dias, afirmou Ali.

Na quinta-feira (17) à noite, a Turquia aceitou um cessar-fogo de cinco dias e os curdos se declararam disposto a respeitar a medida.

Um dia depois do primeiro-ministro britânico Boris Johnson retornar a Londres com um acordo de divórcio debaixo do braço, os governantes europeus abordam nesta sexta-feira o futuro da União Europeia (UE), em um momento de forte divisão.

Orçamento do bloco para 2021-2027, luta contra a mudança climática, prioridades da futura Comissão Europeia liderada por Ursula von der Leyen: os desafios se acumulam sobre a mesa em Bruxelas.

Mas a unidade que os 27 sócios de Reino Unido demonstraram durante a longa, intensa e extenuante negociação do Brexit se rompe quando os olhares são voltados para o futuro, como ficou evidente na quinta-feira.

Os europeus não conseguiram aprovar o início das negociações de adesão com a Macedônia do Norte e a Albânia, especialmente pela oposição da França.

"Quando pedimos aos países vizinhos que façam um esforço adicional para mudar e eles fazem isto é nosso dever igualar este esforço", alertou, em vão, o presidente da Eurocâmara, David Sassoli.

"A ampliação exige unanimidade e simplesmente não temos unanimidade", declarou o primeiro-ministro da Letônia, Krisjanis Karin.

A UE deveria ter anunciado uma decisão em junho de 2018, que primeiro foi adiada por 12 meses e depois para outubro de 2019. E, apesar da pressão da Eurocâmara e dos líderes das instituições europeias, a situação permaneceu bloqueada na quinta-feira.

A questão que provoca mais divisão no segundo dia da reunião de cúpula é o futuro Marco Financeiro Plurianual (MFP) 2021-2027.

"Ainda estamos muito longe uns dos outros, resta muito trabalho por fazer para conseguir o avanço do planejamento financeiro", admitiu a próxima presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

O próximo orçamento da UE terá de enfrentar o vácuo deixado pela saída do Reino Unido, um contribuinte líquido, que a Comissão estima calcula como uma perda de 12 bilhões euros no primeiro ano e de 84 bilhões para todo o período.

Além disso, os europeus desejam financiar novas prioridades, como o desenvolvimento militar, o setor digital ou a proteção das fronteiras, sem deixar de lado as políticas agrícolas e de coesão tradicionais entre as regiões.

O presidente americano, Donald Trump, afirmou na quinta-feira à noite que deixou que curdos e turcos se enfrentassem na Síria porque eram "como duas crianças" que precisavam "lutar um pouco".

"O que eu fiz não foi convencional. Eu disse que eles terão que lutar um pouco. Como duas crianças, você precisa deixar que lutem e depois separá-las", declarou Trump durante um comício em Dallas, Texas.

"Eles lutaram por alguns dias e foi bastante cruel", completou, antes de celebrar que "não houve uma gota de sangue americano derramado".

O governo dos Estados Unidos preparou o caminho para a ofensiva militar da Turquia contra uma milícia curda no norte da Síria ao retirar alguns dias antes suas tropas da região.

A operação militar, que durou uma semana, até o anúncio na quinta-feira à noite de um cessar-fogo provisório, deixou um balanço de mais de 500 mortos, principalmente curdos, incluindo dezenas de civis, e 300.000 deslocados, de acordo com a ONG Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

Brett McGurk, ex-enviado especial da presidência americana para a coalizão antijihadista que lutou contra o grupo Estado Islâmico, considerou as declarações "obscenas e ignorantes".

"200 mil pessoas inocentes deslocadas. Centenas de mortos. Informações confiáveis sobre crimes de guerra. Prisioneiros do EI que fogem. EUA abandonando e bombardeando suas próprias posições ou as cedendo para a Rússia. Duas crianças que brigam?", questionou na rede social Twitter.

Um homem desmaiou e acabou derrubando uma mulher nos trilhos do metrô da estação Pueyrredón, em Buenos Aires, capital argentina, na última terça-feira (15). Segundos depois uma composição se aproximou e quase passou por cima dela.

Enquanto aguardava o transporte encostado em uma parede da plataforma, o rapaz sentiu-se mal e desmaiou em cima da mulher. Ela caiu nos trilhos e, aparentemente, ficou inconsciente. Um metrô se aproximava e os passageiros ficaram em pânico na tentativa de chamar a atenção do maquinista para frear a composição. Alguns chegaram a descer para levantá-la.

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A investigação comprovou que o homem havia largado mais cedo do trabalho por estar doente. A mulher foi internada em um hospital devido à forte batida na cabeça, apontou o Sputnik.

Confira







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O presidente Donald Trump receberá a cúpula do G-7, em 2020, em um dos seus resorts de golfe, o Trump Doral, em Miami. O anúncio foi feito ontem pelo chefe de gabinete da Casa Branca, Mick Mulvaney. A ideia foi do próprio Trump e provocou críticas e questionamentos sobre conflitos de interesse.

A decisão não tem precedentes na história moderna americana: o presidente usar o cargo para fazer um contrato gigantesco com ele mesmo. A cúpula do G-7 atrai centenas de diplomatas, jornalistas e seguranças. Mulvaney disse ontem que o governo não está preocupado com o "aparente" conflito de interesse. "Doral foi de longe a melhor instalação física para essa cúpula", disse. O chefe de gabinete explicou que a Casa Branca examinou dez locais antes de escolher a propriedade de Trump, sem especificar quais hotéis foram examinados.

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A ideia de fazer a cúpula no resort, segundo Mulvaney, partiu do próprio presidente. A cúpula do G-7 se alterna entre os sete membros do grupo. A última vez em que ocorreu nos EUA, em 2012, o então presidente Barack Obama recebeu os líderes na residência oficial de Camp David.

Este ano, Trump disse várias vezes que queria premiar a si mesmo com o evento. O resort fica perto do aeroporto de Miami. O local propiciava mais lucro do que qualquer outro hotel ou clube de golfe do presidente, que fez um empréstimo de US$ 125 milhões para comprá-lo. Mas, nos últimos anos, a rentabilidade da propriedade entrou em declínio. O lucro caiu 70% desde que ele assumiu a presidência.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A marca líder de cigarros eletrônicos nos Estados Unidos, Juul, anunciou nesta quinta-feira (17) a suspensão da venda de recargas com sabores não mentolados, enquanto o governo de Donald Trump prepara uma proibição nacional.

A empresa informou que deixará de vender os sabores de manga, creme, morango e pepino até que as autoridades federais de saúde finalizem os novos regulamentos para os vaporizadores. Já as cargas com aroma de tabaco, mentol e hortelã seguem comercializadas.

Os Estados Unidos estão combatendo os cigarros eletrônicos, que foram lançados há uma década e nos últimos anos se tornaram muito populares entre os jovens, segundo várias pesquisas.

A indústria defende o papel dos dispositivos a vapor como uma alternativa mais saudável aos cigarros para ajudar as pessoas a parar de fumar. Mas os legisladores de todo o país e do exterior estão tentando ou já adotaram uma proibição total ou parcial para proteger os jovens.

O governo de Donald Trump decidiu proibir as cargas aromatizadas para os vaporizadores, uma medida que também incluiria os sabores muito populares como menta e mentol, informou em setembro a Secretaria de Saúde, embora o texto ainda não tenha sido publicado.

O presidente Donald Trump informou nesta quinta-feira que seu secretário de Energia, Rick Perry, deixará o cargo, em mais uma baixa no seu gabinete.

"Rick fez um trabalho fantástico na Energia, mas já era tempo. Três anos é muito tempo", disse Trump no Texas, acrescentando que "estamos preparados para substitui-lo".

A decisão ocorre após uma entrevista na qual Perry declarou que, sob as ordens de Trump, se comunicou com o advogado pessoal do presidente, Rudy Giuliani, para discutir sobre o suposto envolvimento do democrata Joe Biden em um caso de corrupção na Ucrânia.

Apesar das críticas de ONGs e de países latino-americanos, a Venezuela obteve, nesta quinta-feira (17), um assento no Conselho de Direitos Humanos para o período 2020-2022, em uma votação secreta organizada pela Assembleia Geral das Nações Unidas.

Caracas classificou sua eleição como uma "importante conquista". Com 105 votos, a Venezuela foi aplaudida quando o resultado foi anunciado. Era necessário reunir uma maioria de 97 votos dos 193 membros da ONU.

Duas cadeiras estavam disponíveis para a América Latina. A segunda ficou com o Brasil, que obteve 153 votos. A Costa Rica, que tentou derrotar a Venezuela, obteve apenas 96.

"Em razão das graves violações dos direitos humanos" constatadas pela ONU, "o regime da Venezuela não é um candidato adequado para o Conselho de Direitos Humanos", alegou, em 3 de outubro, o presidente da Costa Rica, Carlos Alvarado, anunciando a candidatura de seu país no último minuto.

"Seria inadmissível receber no Conselho dos Direitos Humanos os que cometem violações dos direitos humanos e crimes contra a humanidade", reforçou o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro.

Cerca de 50 países consideram ilegítima a Presidência de Nicolás Maduro e apoiam seu opositor Juan Guaidó. Ainda assim, o primeiro mantém apoios importantes, incluindo China e Rússia.

- 'Tapa na cara' -

A eleição da Venezuela é "um tapa na cara" que este país dá no mundo inteiro, reagiu Philippe Bolopion, da ONG Human Rights Watch, que fez campanha contra a candidatura de Caracas, ao lado de outras 50 organizações internacionais e venezuelanas.

"É desestimulante ver uma candidatura cínica manchar a credibilidade do Conselho de Direitos Humanos", disse à AFP.

No fim de setembro, este conselho decidiu criar um grupo de especialistas encarregados de investigar as denúncias de violação dos direitos humanos na Venezuela desde 2014, uma iniciativa considerada "hostil" por Caracas.

Com sede em Genebra, o Conselho tem a responsabilidade de reforçar a promoção e a proteção dos direitos do homem. Todos os anos, um terço de seus 47 membros é renovado. Os 14 membros eleitos nesta quinta-feira tomam posse em janeiro para um mandato de três anos.

Este órgão da ONU foi criado em 2006. Sua composição respeita o princípio de distribuição geográfica, com 13 cadeiras para a África, 13 para Ásia-Pacífico, 8 para América Latina e Caribe, 7 para Europa Ocidental e outros e 6 para o Leste Europeu.

Os outros 12 cargos foram atribuídos da seguinte forma, nesta quinta: para o grupo África, Namíbia (175 votos), Líbia (168), Mauritânia (172) e Sudão (175); para o grupo da Europa Ocidentail, Alemanha (174) e Holanda (172); para o Leste Europeu, Armênia (144) e Polônia (124); e para o grupo da Ásia e outros, Indonésia (174), Japão (165), Coreia do Sul (165) e ilhas Marshall (123).

Os membros do Conselho não podem ser reeleitos imediatamente na sequência de dois mandatos consecutivos. Seus membros podem ser suspensos, em caso de violação grave, como aconteceu com a Líbia em 2011.

A lógica dos blocos e a politização marcam os trabalhos do Conselho. Os EUA deixaram o órgão, denunciando que teria uma postura fechada contra Israel. Washington também defende que a exclusão de Estados-membros que cometerem graves violações dos direitos humanos seja votada por maioria simples, e não por dois terços, e que o processo de seleção para ingresso seja reforçado.

Uma estação de metrô de Buenos Aires vivenciou uma cena dramática. Um homem desmaiou e derrubou uma mulher nos trilhos, segundos antes do trem chegar à estação.

Na manhã do dia 15 de outubro, uma mulher caiu de maneira inusitada nos trilhos do metrô da estação Pueyrredón, de Buenos Aires, na Argentina. Imagens do desmaio e da queda da mulher foram publicadas nessa quarta (16).

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Em uma plataforma relativamente lotada, um homem estava esperando o metrô encostado na parede. De repente, ele se sentiu mal e desmaiou, empurrando uma mulher que passava casualmente para os trilhos do metrô.

Correndo risco de vida, a mulher pareceu ter ficado inconsciente após a perigosa queda.

Alguns segundos depois, o metrô se aproximou da estação, gerando pânico nos passageiros que assistiam atônitos à cena na plataforma.

Os passageiros acenaram desesperadamente para que o metrô parasse. Alguns inclusive desceram para os trilhos do metrô, tentando levantar a mulher, que permanecia inconsciente no meio dos trilhos do metrô.

O maquinista conseguiu milagrosamente diminuir a velocidade do trem e parar a tempo de salvar a mulher.

A mulher segue internada em hospital em virtude do forte impacto que sofreu na cabeça.

Apesar de a queda ter sido aparentemente acidental, muitos suspeitaram que o homem que desmaiou teria derrubado a mulher na linha do trem de propósito.O investigador da polícia portenha, Walter López, que está investigando o caso, chegou a deter o homem para averiguação. 

Durante as investigações foi provado que o homem estava doente, e havia saído mais cedo do trabalho justamente porque "não se sentia bem". Comprovado o acidente, o homem finalmente recuperou a sua liberdade.

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Da Sputnik Brasil

Após flagrar sua esposa sendo estuprada, o marido cortou o pênis do estuprador e se entregou à polícia de Shevchenkovo, na Ucrânia. As informações são do Daily Mail. Ele confessou o crime no último domingo (13).

Era aproximadamente 1h quando a mulher saiu de um restaurante e seguia a pé para casa, a cerca de 500 metros do estabelecimento. Antes de chegar ao destino, ela foi arrastada para trás de um arbusto por Dmitry Ivchenko, de 25 anos.

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O marido - que não teve a identidade revelada - saiu do restaurante cerca de dez minutos depois e ouviu os barulhos estranhos que saíam dos arbustos. Neste momento ele viu Ivchenko com as mãos na garganta da esposa enquanto a abusava sexualmente.

Como reação, desferiu um soco na cabeça do agressor e manuseou um canivete suíço para cortar seu pênis. Os gritos do criminoso e o choro da mulher acordaram moradores, que correram para o local.

Segundo o advogado, o cliente ficou em estado de choque e perdeu o controle das ações. Ele foi acusado por danos corporais graves e cumpre prisão domiciliar. Caso condenado, poderá receber a sentença de até oito anos de prisão. O estuprador passou por uma cirurgia e pode cumprir até cinco anos na cadeia.

Após uma exaustiva negociação, Reino Unido e Comissão Europeia chegaram nesta quinta-feira (17) a um novo acordo para permitir um Brexit ordenado e o menos traumático possível.

O principal entrave nas tratativas era a questão da Irlanda. A ilha é repartida entre a Irlanda do Norte, território britânico, e a República da Irlanda, Estado-membro da União Europeia, e só foi pacificada em 1998, com o Acordo da Sexta-Feira Santa.

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Um dos pilares desse tratado é a ausência de fronteira física entre as Irlandas, o que acabou virando o ponto mais delicado nas negociações do Brexit. Na gestão de Theresa May, Londres e Bruxelas chegaram a um acordo que previa um mecanismo chamado "backstop".

O sistema tinha como meta evitar o ressurgimento de barreiras físicas na ilha e mantinha a Irlanda do Norte na união aduaneira europeia caso o Reino Unido e a UE não concluíssem um acordo de livre comércio no período de transição do Brexit.

    Os críticos do backstop argumentavam que o mecanismo enfraqueceria Londres nas futuras tratativas comerciais e arriscaria criar duas regulações diferentes no mesmo país.

Em teoria, May teria os votos necessários para seu acordo ser aprovado, mas o backstop desagradou à ala eurocética do Partido Conservador, liderada pelo agora primeiro-ministro Boris Johnson, e ao Partido Unionista Democrático (DUP), legenda norte-irlandesa que dá maioria aos "tories" no Parlamento.

O que mudou? - O acordo alcançado por Johnson enterra o backstop e estabelece um novo modelo para a relação entre as Irlandas.

O novo texto mantém o Reino Unido sob regras europeias até o fim de 2020, com possibilidade de prorrogação desse prazo para eventuais ajustes. Após a transição, a ilha da Grã-Bretanha sairá da UE e da união aduaneira, mas a Irlanda do Norte terá uma espécie de status duplo.

Por um lado, Belfast permanecerá no território aduaneiro do Reino Unido e será incluída em qualquer futuro acordo comercial fechado por Londres. Por outro, será um ponto de entrada para a zona aduaneira europeia.

Ou seja, o governo do Reino Unido aplicará, em nome da UE, tarifas europeias sobre produtos estrangeiros que arrisquem entrar na República da Irlanda e, por consequência, no mercado comum do bloco.

Esse sistema valerá inclusive para bens que sejam modificados. O jornal britânico The Mirror deu um exemplo: se uma empresa da Irlanda do Norte importar açúcar de um país terceiro, colocá-lo em um refrigerante e depois exportar a bebida para a UE, a matéria-prima será taxada em Belfast de acordo com as regras de Bruxelas.

    Um comitê conjunto entre Reino Unido e União Europeia determinará quais bens correm risco de entrar no mercado único.

Não haverá aduanas na ilha, e todos os controles alfandegários serão feitos nos portos. Também haverá isenções para bens pessoais ou de consumo imediato levados por indivíduos que cruzarem a fronteira entre as Irlandas.

Além disso, a Irlanda do Norte continuará alinhada a um número limitados de regras europeias, inclusive no aspecto sanitário.

Esse sistema vigorará até 31 de dezembro de 2024, nos quatro anos após o período de transição. Ainda antes de 2025, a Assembleia da Irlanda do Norte, suspensa desde janeiro de 2017, decidirá por maioria simples se mantém ou não as regras da UE.

O órgão poderá prorrogar o sistema vigente em votações a cada quatro ou oito anos, dependendo do percentual de aprovação. Se as regras europeias forem rejeitadas, elas deixarão de valer depois de dois anos.

Reações - O primeiro-ministro da Irlanda, Leo Varadkar, disse que esse complexo mecanismo é um "bom acordo" tanto para Dublin quanto para Belfast, uma vez que desfaz a hipótese de uma fronteira física e "protege o mercado único". "Recomendarei a aprovação desse compromisso ao Conselho Europeu", acrescentou.

Por outro lado, o DUP, que é essencial para a aprovação do tratado no Parlamento britânico, afirmou que a proposta "não é aceitável", uma vez que manteria parte das mercadorias em circulação na Irlanda do Norte sob regras europeias.

Além disso, o partido afirma que a proposta de dar à Assembleia de Belfast o poder de decidir por maioria simples sobre a questão viola o Acordo da Sexta-Feira Santa, que determina que as deliberações tenham sempre apoio de unionistas e nacionalistas.

Sem os votos do DUP, é improvável que o acordo de Johnson seja aprovado no Parlamento.

Da Ansa

Ele não tem boca, estômago ou cérebro, mas se alimenta, se locomove e tem capacidade mnemônica. Trata-se do "blob", um curioso organismo unicelular que pela primeira vez será apresentado ao público no zoológico de Paris.

Os novos astros do zoológico localizado no Bosque de Vincennes, que fascinam por terem 720 aparelhos sexuais e serem quase imortais, foram instalados no "vivarium", onde o público poderá vê-los a partir de sábado.

"Nossa missão também é mostrar os mistérios da natureza", disse Bruno David, presidente do Museu Nacional de História Natural de Paris e do Parque Zoológico.

Instalado ao abrigo da luz, o "physarum polycephalum" é uma massa esponjosa, amarela e viscosa, também conhecida como "blob", em alusão ao filme de 1958 com Steve McQueen, sobre uma criatura pegajosa extraterrestre que devora tudo em seu caminho.

Não é animal, planta, nem mesmo fungo, mas um organismo primitivo, que apareceu há 500 milhões de anos, antes do reino animal.

"Não sabemos muito bem onde colocá-lo no repertório do reino de seres vivos", explicou Bruno David.

Durante um tempo foi considerado um fungo, antes de unir-se nos anos 1990 aos mixomicetos, um grupo de protistas.

Como é unicelular, ao iniciar seu ciclo é microscópico e, portanto, difícil de detectar em seu ambiente, à sombra em florestas temperadas ou em locais subterrâneos.

- Resistente ao micro-ondas -

Mas tem vários núcleos, que podem se multiplicar ou dividir à vontade.

"Blobs de todos os tamanhos podem ser criados, nenhum limite é conhecido", explicou à AFP a etóloga Audrey Dussutour, do Centro Nacional de Pesquisa Científica da França e especialista neste protista.

Esse organismo pode atingir até 10 metros em laboratório, onde pode ser subdividido por corte, uma vez que os fragmentos cicatrizam.

Nas câmaras de cultura do zoológico, os especialistas criam novos espécimes diariamente, a partir da mesma amostra, para poder apresentar o maior número possível ao público.

Marlène Itan, uma "blobicultora" recente, irriga e alimenta todos os dias os "bebês". "Sempre mudam. Você não sabe o que vai encontrar quando chegar!", assegura.

Esse organismo realmente não para de surpreender. Pode morrer de várias maneiras, mas também entrar em estado dormente, secando a si mesmo.

"Nesse estado, é quase imortal. Você pode até mesmo colocá-lo no micro-ondas por vários minutos!", de acordo com Dussutour.

Uma vez reumidificado, pode começar de novo, iniciando seu ciclo do zero, acrescenta a pesquisadora, que possui um laboratório de amostras com mais de 70 anos.

Outra curiosidade: graças à corrente que circula em sua rede venosa, o "blob" se move, entre um e quatro centímetros por hora.

Como observá-lo através de um copo não é muito espetacular, o zoológico concebeu uma museologia interativa para vê-lo em ação através de vídeos de imagens aceleradas.

- Capaz de memorizar -

Seu sistema vascular complexo apaixona também os físicos. Alguns até tentam se inspirar para aplicá-lo nas redes elétricas.

Apesar da ausência de um sistema nervoso, ele é capaz de memorizar.

O zoológico mostra uma experiência que mostra como pouco a pouco ele aprende a ignorar o sal (que a priori causa repulsa a ele) colocado no caminho em direção a sua comida.

Com seus 720 sexos diferentes, possui uma reprodução sexual semelhante à do fungo.

"Como surgiu antes, foram os fungos e os animais que se inspiraram em seus hábitos", segundo Dussutour.

O 'physarum polycephalum', no entao, é inofensivo, destacam.

O presidente regional da Catalunha, Quim Torra, sugeriu nesta quinta-feira (17) uma nova votação sobre a independência na região espanhola durante seu mandato em resposta à condenação de seus ex-líderes pela tentativa de secessão de 2017.

"Defenderei que essa legislatura (que expira no início de 2022) seja concluída com o exercício novamente do direito à autodeterminação", declarou ao Parlamento regional.

"Todos conhecemos as dificuldades impostas pela repressão e pelo medo. Mas devemos seguir em frente e não ser intimidados por ameaças e proibições", acrescentou.

Essa tentativa fracassada de secessão em outubro de 2017, promovida pelo antecessor de Torra, Carles Puigdemont, levou à condenação entre 9 e 13 anos de prisão de nove líderes separatistas, decisão tomada na segunda-feira pelo Supremo Tribunal Federal que gerou três dias de fortes protestos com muita violência nesta região do nordeste da Espanha.

Até quarta-feira à meia-noite, com vários carros queimando em Barcelona e manifestantes jogando coquetéis molotov na polícia, Torra não condenou os fatos.

Em sua participação parlamentar, pediu apenas para "isolar e separar os "provocadores e agitadores dos manifestantes separatistas, mas também que sejam investigadas as ações da polícia subordinada a seu próprio governo por supostos excessos.

Após uma nova noite de violência nas ruas de Barcelona, os defensores da independência catalã começaram nesta quinta-feira o quarto dia consecutivo de mobilização contra a condenação de seus líderes.

Barcelona mostrava as cicatrizes de uma segunda noite de tumultos, com veículos queimados e barricadas nas ruas, e as autoridades locais relataram bloqueios de estradas devido a protestos ou queima de pneus em diferentes partes da Catalunha.

Muitas vias férreas também foram ocupadas por manifestantes na região de Barcelona, o que prejudicou a circulação de trens, mas o serviço foi retomado algumas horas depois.

Na quarta-feira, 96 pessoas receberam atendimento médico em quatro cidades da região, 58 delas em Barcelona, de acordo com fontes médicas.

O ministério do Interior informou que 33 pessoas foram detidas na quarta-feira, 12 delas em Barcelona, pela violência que deixou 46 policiais (nacionais e regionais) feridos, alguns deles com gravidade.

O chefe do Governo espanhol de esquerda, Pedro Sánchez, que durante a quarta-feira se reuniu com lideranças dos principais partidos políticos, não anunciou qualquer medida extraordinária em relação aos distúrbios, como foi reivindicado pela oposição de direita, em plena campanha para as eleições legislativas de 10 de novembro.

Fontes do ministério afirmaram que reforços policiais foram enviados à essa região de 7,5 milhões de habitantes.

Entre as medidas pedidas está a aplicação da Lei de Segurança Nacional, que colocaria nas mãos do Estado as competências em matéria de segurança da Catalunha e que poderia, inclusive, abrir caminho para uma intervenção da autonomia regional, como a que ocorreu em 2017 após a tentativa de secessão.

Sánchez se reunirá nesta quinta com um comitê para coordenar a situação na Catalunha antes de viajar para Bruxelas para participar de uma cúpula sobre o Brexit, segundo fontes de seu governo.

Um guarda do campo de concentração polonês de Stutthof compareceu nesta quinta-feira no tribunal da cidade alemã de Hamburgo (norte) por cumplicidade em milhares de assassinatos, em um dos últimos julgamentos de um SS nazista.

As audiências do julgamento começaram nesta quinta e durarão pelo menos até meados de dezembro, sendo limitadas a duas por semana e no máximo a duas horas cada devido ao estado precário de saúde de Bruno Dey, de 93 anos.

"A idade não deve impedir que o julgamento seja realizado. Ele foi uma das engrenagens da maior tragédia da história", declarou um representante do Centro Simon Wiesenthal, especializado na caça de nazistas, Ephraim Zorhoff.

Dey é acusado dea cumplicidade em assassinatos quando foi guarda "entre agosto de 1944 e abril de 1945" do campo de Stutthof, no norte da Polônia, a 40 km de Gdansk. Foi o primeiro campo nazista construído fora da Alemanha.

Neste campo 65.000 pessoas morreram, em sua maioria judeus dos países bálticos e da Polônia. O campo tornou-se parte do sistema de extermínio dos judeus em junho de 1944.

Dey, que tinha 17 anos na época, foi cúmplice no assassinato de 5.230 prisioneiros (5.000 "criando e mantendo condições que colocavam vidas em risco", 200 por gás e 30 com um tiro na nuca) .

- 'Máquina de assassinatos' -

O trabalho do réu era "impedir a fuga, revolta ou libertação dos prisioneiros" judeus do campo, condenados a serem mortos por bala ou pelo gás Zyklon B, segundo a acusação.

Dey era uma "engrenagem do maquinário assassino, com conhecimento de causa", acusa a Promotoria. O objetivo do julgamento é determinar se "ele apoiou conscientemente os cruéis assassinatos de prisioneiros, e de judeus em particular".

Os sobreviventes relataram que os assassinatos neste campo eram cometidos na frente dos funcionários.

O réu reconheceu durante a investigação que estava ciente do que acontecia no campo com as câmaras de gás e cremações de cadáveres, mas disse que não poderia fugir, porque corria o risco de ser morto também.

"O que eles fizeram conosco foi desumano", disse em entrevista à Deutsche Welle, uma sobrevivente do campo, Dora Roth, cuja mãe morreu de fome em Stutthof. A mulher faz parte das 28 acusações civis no processo.

"Ele é quem sabe, ele pode falar sobre isso e deve fazê-lo" na audiência, explicou Roth. "É a única maneira de evitar outro holocausto", acrescentou.

- Severidade tardia -

Nos últimos anos, a Alemanha julgou e condenou vários ex-SS por cumplicidade em assassinatos, ilustrando a crescente, mas tardia, severidade de sua justiça.

De fato, as Promotorias e tribunais alemães estenderam aos guardas dos campos a acusação de cumplicidade em assassinatos, anteriormente reservada a pessoas que ocupavam posições importantes na hierarquia nazista ou que estavam diretamente envolvidas nos assassinatos.

Até agora, nenhum desses condenados foi preso, em razão de seus problemas de saúde.

O caso mais emblemático foi o julgamento de John Demjanjuk no tribunal regional de Munique. Este ex-guarda do campo de extermínio de Sobibor foi condenado em 2011 a uma sentença de cinco anos de prisão. Ele morreu em 2012 antes de seu julgamento em recurso.

No início de abril, o processo de outro ex-guarda do mesmo campo nazista de Stutthof foi abandonado devido à degradação do estado de saúde do réu, de 95 anos.

Outros 23 casos desse tipo estão em andamento.

Donald Trump enviou uma carta para o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, aconselhando-o a "não ser um tolo" e aceitar sua mediação de um acordo com a liderança curda na Síria, sob o risco de ver a economia da Turquia ser destruída por ele.

A oferta, e a ameaça, constam em uma carta enviada por Trump a Erdogan no dia 9, início da ofensiva militar lançada pela Turquia contra os curdos no nordeste da Síria, obtida por Trish Regan, âncora da Fox Business e divulgada nesta quarta-feira (16), por ela em sua conta no Twitter. No mesmo dia, Trump, em declarações públicas, havia classificado a ação turca como uma "má ideia".

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"A história vai vê-lo favoravelmente se fizer isso da maneira certa e humanitária. E ela o verá para sempre como o diabo se boas coisas não acontecerem. Não seja durão. Não seja um tolo!", escreveu Trump.

Na carta com papel timbrado da Casa Branca, Trump conta a Erdogan estar "trabalhando duro" para resolver os problemas do presidente turco. Segundo Trump, o general Mazloum Kobani, comandante das Forças Democráticas Sírias (FDS), coalizão liderada pelos curdos no país, estaria disposto a negociar com Erdogan e "fazer concessões que nunca teria feito no passado". "Estou confidencialmente anexando uma cópia da carta dele (Kobani) para mim, que acabei de receber", acrescentou o presidente americano. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A ONU vota nesta quinta-feira (17) a entrada de novos membros no Conselho de Direitos Humanos (CDH), com a América Latina renovando dois assentos e questionamentos à candidatura da Venezuela que levaram a Costa Rica a se propor como uma opção alternativa.

A votação para renovar cerca de um terço dos 47 membros do órgão com sede em Genebra está marcada para as 10h (11h de Brasília), na sede da ONU em Nova York.

A composição deste conselho criado em 2006 reflete critérios geográficos com 13 cadeiras para a África, 13 para a Ásia-Pacífico, oito para a América Latina e o Caribe, sete para a Europa Ocidental e seis para o Leste Europeu.

Seus membros são eleitos por maioria pela Assembleia Geral da ONU.

No Conselho, duas cadeiras que correspondem à América Latina serão renovadas: uma é atualmente ocupada pelo Brasil, que disputa a reeleição. Para a outro, inicialmente apenas a Venezuela se apresentou.

Mas em um momento em que a Venezuela atravessa uma grave crise econômica e política e o governo de Nicolás Maduro é rejeitado por mais de 50 países que reconhecem o líder do Parlamento Juan Guaidó como presidente interino, a entrada do país gera resistência.

Em julho, a Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Michelle Bachelet, denunciou que no último ano e meio a Venezuela registrou quase 7.000 execuções extrajudiciais e que a grande maioria dessas mortes era de responsabilidade das forças de segurança.

No final de setembro, o CDH decidiu - por meio de uma resolução - criar "uma missão internacional independente" encarregada de investigar as supostas violações dos direitos humanos na Venezuela, uma medida rejeitada pelas autoridades do país sul-americano.

Nesse contexto, o presidente da Costa Rica, Carlos Alvarado, anunciou no início de outubro que seu país participaria como candidato e explicou que as "graves violações" dos direitos humanos relatadas no relatório de Bachelet indicam que a Venezuela não é um "candidato adequado".

A candidatura obteve imediatamente o apoio do secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, que disse que seria "inadmissível" que a Venezuela assumisse a vaga.

Os membros do Conselho podem ser suspensos em caso de violações graves, mas apenas a Líbia recebe a sanção em 2011.

Concorrem às 14 vagas abertas 17 países: Alemanha, Armênia, Brasil, Coreia do Sul, Costa Rica, Holanda, Indonésia, Iraque, Ilhas Marshall, Japão, Líbia, Mauritânia, Moldávia, Namíbia, Polônia, Sudão e Venezuela.

O Parlamento de Hong Kong celebrou uma sessão conturbada nesta quinta-feira (17), quando, pelo segundo dia consecutivo, vários deputados pró-democracia tentaram interromper o discurso da chefe do Executivo local, Carrie Lam, alvo da ira dos manifestantes desde junho.

A retomada das atividades no Conselho Legislativo (LegCo) foi complicada na quarta-feira (16), três meses após a suspensão das sessões em consequência dos protestos dentro do prédio.

Na quarta-feira, Lam, designada por um comitê favorável a Pequim, desistiu de pronunciar seu discurso de política geral após as interrupções da oposição. O governo divulgou um vídeo pré-gravado.

Nesta quinta-feira, Carrie Lam deveria responder as perguntas dos deputados sobre seu discurso. Mas integrantes da oposição gritaram slogans dos manifestantes e a sessão parlamentar virou um caos. Vários deputados foram escoltados para fora do LegCo pelas forças de segurança.

Desde junho a ex-colônia britânica passa por sua pior crise desde a devolução à China em 1997, com manifestações e ações praticamente diárias para denunciar o retrocesso das liberdades e a crescente interferência de Pequim nos assuntos da região semiautônoma.

A mobilização surgiu como crítica a um projeto de lei que pretendia autorizar as extradições para a China.

O texto foi retirado, mas isto demorou muito, segundo os manifestantes, que ampliaram suas reivindicações, rejeitadas pelo Executivo local e por Pequim sob o argumento de que as liberdades em Hong Kong estão protegidas.

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