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A Tailândia começou a testar em macacos e espera poder comercializar uma vacina contra o coronavírus até o final de 2021, informaram nesta segunda-feira (25) os responsáveis pelo projeto.

Atualmente, mais de cem pesquisas estão em andamento em todo o mundo e oito delas já estão no nível de testes em humanos, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

"Esperamos produzir uma vacina que será comercializada a um preço mais acessível" do que na Europa ou nos Estados Unidos, afirmou à AFP Suchinda Malaivitjitnond, diretora do Centro Tailandês de Pesquisa sobre Primatas.

Após testes positivos com ratos, a diretora supervisionou no sábado as injeções em um primeiro grupo de 13 macacos.

Sua equipe trabalha em colaboração com a Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, e é baseada em uma nova tecnologia, nunca usada para fazer uma vacina: RNA mensageiro (mRNA) que transporta o código genético do DNA para as células.

Esse método visa fornecer ao corpo as informações genéticas necessárias para acionar preventivamente a proteção contra o coronavírus.

Uma das vacinas experimentais mais avançadas do mundo, a da sociedade americana de biotecnologia Moderna, à qual o governo dos Estados Unidos concedeu 500 milhões de dólares, também é desenvolvida de acordo com essa tecnologia.

Se os testes em macacos forem positivos, os testes em humanos poderão começar em outubro e estar disponíveis em "um ano e meio", segundo Kiat Ruxrungtham, da Universidade Chulalongkorn, em Bangcoc, associada ao projeto.

Seu desejo é poder oferecer a tecnologia da vacina contra o coronavírus a países pobres da região, como Camboja, Laos ou Mianmar.

O Irã reabriu, nesta segunda-feira (25), os principais santuários xiitas, fechados em março para conter a pandemia de Covid-19, que causou mais de 7.000 mortes na República Islâmica.

Em Teerã, o santuário Shah Abdol Azim recebeu os fiéis muito cedo, segundo um jornalista da AFP. Eles tiveram que passar por um túnel desinfetado e só puderam entrar com máscaras e após controle de temperatura.

O santuário do imã Rezim em Mashhad (nordeste) e o santuário de Fátima Masumeh em Qom (centro) também reabriram sob medidas sanitárias, informou a agência de notícias oficial Irna.

Os primeiros casos de coronavírus foram detectados em Qom em meados de fevereiro. A televisão oficial transmitiu pela manhã imagens de fiéis chorando e correndo para o santuário do imã Reza.

Em uma declaração em seu site, o santuário pediu aos visitantes que respeitem as medidas sanitárias, como o uso de máscaras e distanciamento social.

Reza é o oitavo dos doze santos imãs do xiismo. Ele é um dos imãs mais reverenciados do país. Esses santuários, assim como escolas, universidades e comércios não essenciais foram fechados em março.

Desde 11 de abril, Teerã autorizou uma reabertura gradual de empresas e suspendeu as restrições aos movimentos no país, apesar de um aumento recente nos casos de Covid-19. O saldo oficial da epidemia no Irã é 7.417 mortes em 135.701 casos confirmados.

A Espanha dá novos passos para sair de um dos confinamentos mais rigorosos da Europa nesta segunda-feira (25), com mais trânsito na ruas de suas duas principais cidades, a volta às aulas em algumas comunidades e o apelo do governo pelo retorno dos turistas estrangeiros, uma das principais fontes de renda do país.

O segundo país mais visitado do mundo fechou as portas e as praias em meados de março para enfrentar a pandemia de Covid-19, mas o pior já passou, e prevê revogar em questão de semanas o isolamento de 14 dias que impõe aos recém-chegado do exterior, o que coincidirá com a livre circulação dos espanhóis por todo o território assim que o estado de alarme for suspenso.

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"É coerente ir planejando as férias para vir à Espanha em julho", disse a ministra do Turismo, Reyes Maroto, em entrevista à Rádio Onda Cero, repetindo a mensagem divulgada no fim de semana pelo primeiro-ministro, Pedro Sánchez, com o objetivo de salvar a temporada de verão de um setor que normalmente atrai 80 milhões de visitantes por ano.

A vida regressa às ruas da capital Madri, muito afetada pela crise sanitária, e é possível entrar no Parque del Retiro pela primeira vez em mais de dois meses, enquanto alguns terraços de bares e restaurantes voltam a subir a persiana.

"É ótimo, já estava com vontade. E meu cachorro também", disse Anna Pardo enquanto caminhava sob o sol com seu animal de estimação pelo Retiro.

Passeando, fazendo exercícios e conversando, os madrilenhos cruzam as avenidas sombreadas do parque ou param para contemplar seu pequeno lago, no qual faltam os botes de remo de passeio habituais.

Nas ruas se vê um tráfego maior nesta segunda-feira. Embora agora os bares e restaurantes possam abrir seus espaços exteriores com metade da capacidade, poucos terraços voltaram a abrir de manhã em Madri – seus donos mediam a rentabilidade do negócio, atendendo somente alguns poucos clientes.

Embora a maioria dos alunos continue em casa estudando pela internet, alguns colégios do País Basco reabriram.

A Espanha registrou 235.772 casos e 28.752 mortes por Covid-19 até agora. A taxa de contágio parece sob controle, e o número diário de mortes estava abaixo de 100 na última semana.

Os convites de Sánchez e Maroto aos turistas nacionais e estrangeiros deram um impulso forte de 14% às ações de grupos como a Meliá, rede hoteleira, uma das ações mais afetadas pela pandemia.

A metade do país, incluindo os arquipélagos turísticos das Canárias e Baleares, já se encontra na chamada fase 2, em que as restrições de movimento e comércio são ainda mais flexibilizadas.

Os espanhóis reencontraram, nesta segunda-feira (25), suas praias, e os italianos, suas piscinas: a Europa continua seu desconfinamento após semanas de paralisia pelo coronavírus, que matou 345.000 pessoas no planeta e continua a avançar, principalmente na América Latina.

Em Madri, até então sujeita a um dos mais rígidos confinamentos do mundo diante da pandemia que apareceu na China no final de 2019, os habitantes da capital espanhola se beneficiaram de uma flexibilização, com a reabertura das áreas externas dos cafés e restaurantes, além de espaços verdes.

Ao amanhecer, centenas de moradores de Madri invadiram o Parque Retiro, cujos portões se abriram pela primeira vez em dez semanas.

"A reabertura do Retiro me traz uma certa serenidade, um certo conforto", comemora Rosa San José, de 50 anos, passeando com roupas esportivas e uma máscara branca.

Em parte da costa espanhola, as praias também voltaram a ser acessíveis. Outro país fortemente atingido pela Covid-19, a Itália deu um novo passo no levantamento de restrições, com a reabertura das academias esportivas e piscinas, uma semana após a de restaurantes.

Na Islândia, as boates já podem receber clientes, um privilégio raro na Europa. Esta manhã, os esportistas reencontraram suas academias.

"É ótimo poder retomar as atividades esportivas", comemorou Helga Bergman, de 55 anos, que não perdeu a reabertura de sua academia favorita, a World Class Laugar, em Reykjavik.

Na Alemanha, a maioria dos restaurantes conseguiu reabrir nesta segunda-feira, assim como alguns hotéis. O governo pretende estender, porém, até pelo menos 5 de julho suas regras de distanciamento social.

O Reino Unido, segundo país mais em número de vítimas fatais (quase 37.000), planeja iniciar seu desconfinamento em 1º de junho, com uma reabertura parcial das escolas.

Hoje, o primeiro-ministro Boris Johnson foi alvo de críticas, por manter seu conselheiro Dominic Cummings. Ele violou o confinamento, ao ir à casa de seus pais no final de março, a 400 quilômetros de Londres, quando apresentava sintomas da Covid-19.

Na Áustria, considerado um país modelo na gestão da crise, foi o presidente da República, Alexander Van der Bellen, que teve de se desculpar por estar em um restaurante em Viena, após o horário de fechamento.

- Voos domésticos na Índia -

Na Grécia, os terraços de tabernas e cafés reabriram nesta segunda-feira, uma semana antes do esperado, para apoiar o setor de restaurantes. Espera-se o retorno dos turistas em meados de junho.

No bairro Thissio, aos pés da Acrópole, os atenienses retomam seus hábitos, saboreando seu café "freddo" ao sol. Em Kiev, capital da Ucrânia, o metrô voltou a operar.

Distâncias de segurança e gestos de barreira estão por toda parte para evitar uma possível segunda onda pandêmica, temida pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

O Japão suspendeu nesta segunda-feira o estado de emergência que ainda estava em vigor em Tóquio, por exemplo, para permitir a retomada da atividade econômica da terceira economia mundial.

Na Índia, os voos domésticos foram retomados hoje. Entre as condições necessárias para poder embarcar estão a verificação de temperatura e ter o aplicativo de rastreamento do governo, o Aarogya Setu, instalado no celular.

Apesar dessas precauções, o nervosismo era palpável entre os funcionários do aeroporto de Nova Délhi.

"Interagir com tantas pessoas no momento é arriscado. Devo ter estado em contato com pelo menos 200 pessoas desde esta manhã", disse um funcionário à AFP.

De longe o país do Oriente Médio mais atingido pela pandemia, o Irã reabriu seus principais santuários xiitas nesta segunda, incluindo os de Machhad e Qoms.

- Multidão -

Enquanto a pandemia parece sob controle na Europa e retarda sua progressão nos Estados Unidos, ela acentua seus estragos na América Latina, seu "novo epicentro", de acordo com a OMS.

Particularmente atingido, o Brasil já registrada a morte de mais de 22.600 pessoas.

Hostil às medidas de confinamento e a gestos de barreira, o presidente Jair Bolsonaro não hesitou no domingo em passear em meio a uma multidão em Brasília, apertando as mãos de seguidores e até carregando uma criança nos ombros.

Diante da deterioração da situação no país, o presidente americano, Donald Trump, aliado de Bolsonaro, proibiu no domingo a entrada nos Estados Unidos de viajantes não americanos vindos do Brasil.

Com o número de 100.000 mortes a ser atingido esta semana nos Estados Unidos, o país mais afetado do planeta, as bandeiras foram hasteadas a meio mastro por três dias.

Ainda assim, o desconfinamento continua no território americano, com um governo ansioso para reativar a economia. Os nova-iorquinos puderam retornar à praia no domingo.

Já no México, o presidente Andrés Manuel López Obrador alertou que o país está "no momento mais doloroso da pandemia". Ele estimou que a crise causará a perda de um milhão de empregos em 2020.

No Chile, o presidente Sebastián Piñera considerou que o sistema nacional de saúde está saturado e "muito próximo de seus limites".

O Peru estendeu o confinamento até 30 de junho. Na Argentina, o isolamento social obrigatório foi estendido até 7 de junho, tendo aumentado cinco vezes o número de contaminações em Buenos Aires em duas semanas.

A princípio, o ceticismo era grande. Mas a SpaceX de Elon Musk desafiou as expectativas e, na quarta-feira (27), espera fazer história transportando dois astronautas da NASA ao espaço, no primeiro voo tripulado partindo de solo americano em nove anos.

O presidente Donald Trump estará entre os espectadores no Centro Espacial Kennedy, na Flórida, para assistir ao lançamento, que recebeu autorização apesar dos meses de confinamento devido à pandemia de coronavírus.

Em razão das restrições impostas pela pandemia de Covid-19, o público em geral foi convidado a acompanhar a transmissão ao vivo do lançamento da Crew Dragon por um foguete Falcon 9 rumo a Estação Espacial Internacional (ISS).

Destinado a desenvolver naves espaciais privadas para transportar astronautas americanos ao espaço, o programa de tripulação comercial da NASA começou sob o governo de Barack Obama.

Seu sucessor o vê como símbolo de sua estratégia para reafirmar o domínio americano do espaço, tanto militar, com a criação da Força Espacial, quanto civil.

Trump ordenou que a NASA retorne à Lua em 2024, um cronograma difícil de cumprir, mas que deu impulso à famosa agência espacial.

Nos 22 anos desde o lançamento dos primeiros componentes da ISS, apenas naves espaciais desenvolvidas pela NASA e pela agência espacial russa levaram equipes para essa estação.

A NASA utilizou o famoso programa de ônibus espaciais: naves espaciais enormes e extremamente complexas que levaram dezenas de astronautas ao espaço por três décadas.

Seu custo impressionante - US$ 200 bilhões para 135 voos - e dois acidentes fatais acabaram por encerrar o programa. O último ônibus espacial, Atlantis, viajou em 21 de julho de 2011.

Depois, os astronautas da NASA tiveram de aprender russo e viajar para a ISS no foguete russo Soyuz, que decolou do Cazaquistão, em uma parceria que sobreviveu às tensões políticas entre Washington e Moscou.

Os Estados Unidos pretendiam, no entanto, que este fosse um acordo temporário.

A NASA confiou a duas empresas privadas, a gigante da aviação Boeing e a SpaceX, a tarefa de projetar e construir cápsulas que substituiriam os ônibus espaciais.

Nove anos depois, a SpaceX, fundada por Musk, o empresário sul-africano que também criou o PayPal e a Tesla, está pronta para o lançamento.

- "Uma história de sucesso" -

Às 16h33 (17h33 de Brasília) de quarta-feira, um foguete SpaceX Falcon 9 decolará da plataforma de lançamento 39A com a cápsula Crew Dragon no topo.

A NASA concedeu à SpaceX mais de US$ 3 bilhões em contratos desde 2011 para construir a espaçonave.

A cápsula será tripulada por Robert Behnken, de 49 anos, e Douglas Hurley, de 53, ambos com uma longa história de viagens espaciais: Hurley pilotou o Atlantis em sua última viagem. Cerca de 19 horas depois, vão atracar na ISS, onde dois russos e um americano esperam por eles.

A previsão do tempo permanece desfavorável, com uma probabilidade de 60% de condições adversas, segundo os meteorologistas de Cabo Canaveral. A próxima janela de lançamento é sábado, 30 de maio.

A operação levou cinco anos a mais do que o planejado, mas, mesmo com os atrasos, a SpaceX derrotou a Boeing. O voo de teste da Boeing de seu Starliner fracassou, devido a sérios problemas de software, e terá de ser refeito.

"Tem sido uma história de sucesso", disse à AFP Scott Hubbard, ex-diretor do Centro Ames da NASA no Vale do Silício, que agora leciona em Stanford.

"Houve um grande ceticismo", lembrou Hubbard, que conheceu Musk antes da criação da SpaceX e também preside um painel consultivo de segurança da SpaceX.

"Os líderes da Lockheed, da Boeing, me disseram em uma conferência que os caras da SpaceX não sabiam o que estavam fazendo", contou à AFP.

A SpaceX finalmente chegou ao topo com seu foguete Falcon 9. Desde 2012, a empresa reabastece a ISS para a NASA, graças à versão de carga da cápsula Dragon.

A missão tripulada, chamada Demo-2, é de fundamental importância para Washington por duas razões. A primeira é quebrar a dependência da NASA em relação à Rússia. E a segunda é catalisar um mercado privado de "órbita terrestre baixa", aberta a turistas e empresas.

"Prevemos um dia, no futuro, que teremos uma dúzia de estações espaciais na órbita terrestre baixa. Todas operadas pela indústria comercial", disse o diretor da NASA, Jim Bridenstine.

Musk mira mais alto: está construindo um enorme foguete, o Starship, para circunavegar a Lua, ou até viajar para Marte e, finalmente, tornar a humanidade uma "espécie que habite vários planetas".

Triste por ver os dois gatinhos presos em casa, a professora de teoria musical da Universidade de Iowa, Anabel Maler, construiu um túnel para que os animais possam dar uma 'voltinha' na rua e pegar um sol. Ela executou a ideia junto ao marido e garantem que eles adoraram a engenhoca.

Sustentado por fita adesiva e baldes, o túnel leva a uma tenda, instalada no gramado da residência. "Nós o instalamos há cerca de um mês. Originalmente, tínhamos apenas um túnel e a tenda, e então adicionamos outro túnel", conta Anabel ao revelar que se surpreendeu com a capacidade da fita adesiva, "os gatos colocam o túnel à prova e correm vigorosamente por ele", ressaltou ao Metro.

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A professora comemora o sucesso da ideia e garante que Archie e Toonie gostaram da solução para ir à rua. "Eles adoram. Eles se perseguem dentro e fora da barraca o dia todo e ficam ali tomando banho de sol", afirmou.

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Agora, o casal já estuda a possibilidade de ampliar a invenção e oferecer mais deslocamentos aos gatos. "Também gostaria de construir um pequeno na parte de trás, mas esta é uma casa de aluguel, por isso não temos certeza se nossos proprietários concordarão com isso", avaliou.

No entanto, o projeto já começou a ser pensado e a intenção é que o túnel seja feito com materiais mais resistentes. "[...] como um prisma retangular com arame e madeira presos aos fundos da casa, para que eles pudessem entrar e sair pela janela. Basicamente, seria uma extensão da casa no quintal. Também seria legal ter um túnel da frente para a parte de trás da casa com túneis de malha ou arame", explicou.

O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, retirou hoje o estado de emergência que havia sido declarado em função da pandemia de coronavírus em Tóquio e em quatro outras áreas, pondo fim à imposição de restrições no território nacional.

Especialistas de uma equipe formada pelo governo aprovaram o fim da emergência em Tóquio e nas áreas vizinhas de Kanagawa, Chiba e Saitama, assim como em Hokkaido, ao norte. Essas regiões continuavam sob emergência, depois de os bloqueios terem sido removidos na maior parte do Japão em meados deste mês.

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Com cerca de 16,6 mil infecções por coronavírus e 850 mortes, o Japão conseguiu evitar os grandes surtos da doença que EUA e Europa têm registrado, apesar de suas restrições mais leves. Fonte: Associated Press.

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, decidiu neste domingo manter seu conselheiro mais próximo, Dominic Cummings, acusado de violar medidas de confinamento para combater a propagação do novo coronavírus.

Até agora, o governo britânico rejeitou pedidos para demitir Cummings, acusado de viajar pelo país com sua esposa, apesar do fato de ela ter sintomas da Covid-19.

Mesmo dentro do próprio partido conservador do primeiro-ministro, muitos pediram a renúncia do poderoso conselheiro. Mas o chefe do governo afirmou neste domingo que seu consultor agiu de "maneira responsável, legal e honesta".

Cummings foi visto com o filho próximo à casa de seus pais na cidade de Durham, no nordeste da Inglaterra, a cerca de 400 quilômetros de Londres em 31 de março, um dia depois que ele próprio anunciou que apresentava sintomas do novo coronavírus.

Os jornais Observer e Sunday Mirror informaram que testemunhas o viram novamente em 19 de abril no norte, cinco dias após seu retorno a Londres para retomar o trabalho após sua recuperação.

"Não perderemos tempo respondendo a uma cascata de falsas acusações sobre o Sr. Cummings de jornais militantes", disse Downing Street, sede do primeiro-ministro, na noite de sábado.

Segundo a imprensa, outra testemunha especificou que viu Cummings na cidade de Barnard Castle, a 50 quilômetros de Durham, em 12 de abril. Questionado neste domingo pela BBC, o ministro dos Transportes, Grant Shapps, afirmou que Cummings não vai deixar o cargo.

No dia anterior, Shapps assegurou que o conselheiro tinha o "apoio total" do primeiro-ministro. No Reino Unido, o segundo país mais atingido pelo coronavírus, com 36.793 mortes, esse assunto atinge primeiro-ministro, que já é alvo de críticas por sua gestão da crise.

Cummings, idealizador da campanha de 2016 para a saída do Reino Unido da União Europeia, é frequentemente visto como uma companhia prejudicial para Johnson.

A China alertou neste domingo (24) que suas relações com os Estados Unidos estão "à beira de uma nova Guerra Fria", ainda mais tensa pela pandemia da Covid-19 que levou Washington a proibir voos provenientes do Brasil.

Novas tensões entre as superpotências surgiram à medida que as restrições impostas para conter o vírus continuam afetando a todos e de várias maneiras diferentes.

A pandemia, que afetou mais de 5,4 bilhões de pessoas em todo o mundo, silenciou a celebração muçulmana do fim do Ramadã e deixou imagens de banhistas com máscaras nas praias americanas.

Em grande parte da costa atlântica dos Estados Unidos, o dia frio e com vento reduziu a frequência nas praias, um dia depois de uma grande movimentação no sábado.

"Ficamos trancados em casa por 70 dias, 10 semanas", declarou Lisa Sklar, que caminhou com o marido e a filha pela praia de Conney Island, onde não era permitido entrar no mar. "É muito bom para a nossa saúde estar aqui", acrescentou.

Enquanto isso, mais nações europeias reduziram suas medidas impostas a restaurantes, bares e hotéis que devastaram o turismo. A Europa ultrapassou dois milhões de infectados e continua sendo o continente com mais mortes, registrando 173.500 falecimentos.

Essa pandemia também corroeu as relações já duras entre a China e os Estados Unidos. O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, disse que Washington se infectou com um "vírus político" que aproveita "todas as oportunidades para atacar e difamar a China".

"Algumas forças políticas dos Estados Unidos estão tomando como reféns as relações China-EUA e levando nossos dois países à beira de uma nova Guerra Fria", declarou o ministro para a imprensa.

Wang também acusou os políticos americanos de "espalhar boatos" para "estigmatizar a China", onde o novo coronavírus surgiu no final do ano passado. No entanto, garantiu que a China está "aberta" à cooperação internacional para identificar a origem do vírus.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusa Pequim de má gestão da crise, por demorar muito para comunicar dados cruciais sobre a gravidade da doença e de não ser transparente em suas ações.

Os Estados Unidos são o país mais atingido pela Covid-19, com 1.676.364 casos e mais de 98.000 mortes.

- O epicentro latino-americano -

Enquanto isso, os países latino-americanos se tornaram "um novo epicentro" do coronavírus, segundo a OMS. Em toda a América Latina, mais de 40.000 pessoas faleceram entre cerca de 741.000 infectados, segundo a contagem da AFP nest domingo.

O Brasil, com 363.618 portadores do vírus e 22.716 óbitos, é de longe o país mais atingido da região e já superou a Rússia, tornando-se o segundo país com o maior número de infecções no mundo, atrás dos Estados Unidos.

Por conta deste cenário, Trump anunciou neste domigo a proibição da entrada no território americano de viajantes do Brasil.

A medida vale para todos os não-americanos que estiveram no Brasil no período de 14 dias antes da data para desembarque no território americano, informou a secretária de imprensa da Casa Branca, Kayleigh McEnany.

"A ação de hoje ajudará a garantir que os estrangeiros que estão no Brasil não se tornem uma fonte de infecções adicionais em nosso país", destacou McEnany no comunicado encaminhado à imprensa.

Apesar da escalada da Covid-19 no Brasil, o presidente Jair Bolsonaro, novamente desafiou as medidas de distanciamento social durante uma manifestação em Brasília.

Ele chegou usando máscara, mas depois abandonou a proteção para cumprimentar apoadores, apertar mãos e até pegar uma criança no colo.

O México, o segundo país da região com maior número de mortes, registrou até este sábado 65.856 casos confirmados e 7.179 falecimentos.

Na Argentina, a aceleração das infecções, que em Buenos Aires aumentou cinco vezes nas últimas duas semanas, levou o presidente Alberto Fernández a estender o isolamento social obrigatório até 7 de junho.

Na Bolívia, onde o departamento amazônico de Beni, na fronteira com o Brasil, foi declarado em"desastre de saúde", a justiça ordenou neste domingo a detenção preventiva de Marcelo Navajas, ex-ministro da Saúde e de outras autoridades pela compra superfarurada de respiradores para pacientes com coronavírus.

No Peru, o segundo país da região em infecções (115.754) e o terceiro em mortes (3.300), o governo estendeu o confinamento até 30 de junho, embora tenha autorizado a retomada de alguns serviços, como salões de beleza.

- Final do Ramadã -

Os muçulmanos comemoram neste domingo o fim do mês de jejum do Ramadã, marcado em muitos países por restrições.

No Paquistão, desconsiderando as medidas de distranciamento físico, os muçulmanos foram aos mercados para comprar em massa antes do Aid al Fitr, um dos festivais mais importantes do calendário muçulmano.

"Por mais de dois meses, meus filhos ficaram em casa", disse Ishrat Jahan à AFP em um mercado de Rawalpindi. "Esta festa é para as crianças e se elas não podem comemorar com roupas novas, não faz sentido trabalhar tanto o ano todo".

Vários países como Egito, Iraque, Turquia e Síria proibiram orações coletivas por medo da propagação do coronavírus. A Arábia Saudita, que possui os locais mais sagrados do Islã, impôs um toque de recolher de cinco dias desde sábado.

Já o Irã, com o maior número de mortes devido à pandemia no Oriente Médio, pediu a seus cidadãos que evitem viajar durante o Aid, que acontece nesta segunda-feira neste país predominantemente xiita.

A Itália entrou nesta segunda-feira (25) em uma nova etapa do desconfinamento iniciado há três semanas, com a abertura de piscinas e academias.

Uma semana após a reabertura de bares e restaurantes, os quase dez milhões de italianos que frequentam estes espaços dedicados à prática de esportes poderão voltar a fazê-lo, desde que por meio de reservas antecipadas.

Apenas duas regiões adiaram a reabertura: a Lombardia, para 31 de maio; e Basilicata, para 3 de junho. A máscara não será obrigatória durante os exercícios, mas muitos locais exigirão seu uso desde a entrada até o vestiário.

Nas piscinas públicas e nos parques aquáticos, deve-se manter uma distância de 7m² entre as pessoas na água e um metro e meio entre as espreguiçadeiras.

Tanto nas academias quanto nas piscinas, é possível verificar a temperatura das pessoas, embora não seja uma obrigação, e proibir a entrada a partir de 37,5°C.

Os responsáveis pelas instalações também devem manter a lista de visitantes por um período de 14 dias, o tempo de incubação do vírus, para isolar um caso positivo das pessoas com quem tenham estado em contato.

Um dos países mais afetados pela Covid-19, com mais de 32.000 mortes em três meses, a Itália acelerou a saída do confinamento na semana passada, com a reabertura de lojas, bares e restaurantes.

A partir de 3 de junho, o governo planeja suspender as restrições às viagens entre regiões e reabrir as fronteiras aos viajantes europeus para permitir a retomada do turismo. O setor é crucial para a economia italiana.

O governo dos Estados Unidos anunciou neste domingo (24) a proibição da entrada no país de pessoas que tenham passado pelo Brasil nos 14 dias anteriores à viagem.

A medida entra em vigor em 28 de maio e não vale para cidadãos americanos ou indivíduos com visto de residência nos EUA. Segundo a secretária de imprensa da Casa Branca, Kayleigh McEnany, o objetivo do presidente Donald Trump é "proteger" o país.

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O mandatário já havia proibido viajantes com passagens por União Europeia, Reino Unido e China por causa da pandemia do novo coronavírus.

Em seu perfil no Twitter, o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, disse ter conversado com representantes da Casa Branca, que prometeram uma doação de mil respiradores ao Brasil. "Parceria produtiva entre duas grandes democracias", escreveu.

Sem apoio do presidente Jair Bolsonaro - admirador de Trump - às medidas de isolamento social, o Brasil já é o segundo país no mundo em número absoluto de casos do novo coronavírus, com 347,4 mil, de acordo com o Ministério da Saúde, atrás apenas dos Estados Unidos, com 1,6 milhão.

O Brasil também é o sexto com mais mortes (22 mil), depois de EUA (97,6 mil), Reino Unido (36,9 mil), Itália (32,8 mil), Espanha (28,8 mil) e França (28,2 mil). 

Da Ansa

A Basílica do Santo Sepulcro permaneceu fechada neste domingo, apesar do anúncio de que seria reaberta após dois meses inacessíveis devido ao coronavírus.

Na manhã deste domingo, os fiéis não puderam entrar, disse um jornalista da AFP no local.

Autoridades religiosas disseram que a reabertura foi adiada, mas sem indicar uma nova data, explicando as dificuldades de limitar o número de pessoas, inicialmente 50, no templo para manter distância social.

Um responsável disse à AFP que 50 religiosos de várias igrejas vieram orar sem deixar espaço para o público.

Outra pessoa responsável explicou que, por esse motivo, era melhor esperar que as restrições fossem levantadas até que 100 pessoas pudessem entrar ao mesmo tempo.

A Igreja do Santo Sepulcro fechou em 25 de março, pouco antes do feriado da Páscoa, como parte de medidas sem precedentes para conter a epidemia de coronavírus em Israel e nos territórios palestinos.

Oficialmente, a epidemia deixou mais de 16.600 pessoas contaminadas em Israel, incluindo 279 mortos.

Na Cisjordânia ocupada, as autoridades palestinas registraram oficialmente 368 doentes e dois falecidos.

Segundo a tradição cristã, o Santo Sepulcro é o lugar onde Jesus foi crucificado e enterrado, e fica em Jerusalém Leste, na Cidade Velha, ocupada e anexada por Israel. Todo ano a igreja é visitada por milhões de pessoas.

Depois de interromper a propagação do vírus, as autoridades israelenses retiraram parte das medidas de contenção para tentar reativar a economia.

Os locais de culto foram autorizados a reabrir na última quarta-feira, mas com acesso limitado a 50 pessoas.

Os Estados Unidos atingiram 97.149 mortes em decorrência do novo coronavírus na manhã deste domingo, segundo dados da Universidade Johns Hopkins. O país soma mais de 1,6 milhão de casos da doença, em meio ao feriado prolongado de Memorial Day. As comemorações tradicionais com desfile em homenagem aos heróis de guerra foram suspensas no país em virtude das medidas de distanciamento social. Ainda neste domingo, os Estados Unidos devem anunciar restrições de voos do Brasil, informou o conselheiro Nacional de Segurança do país, Robert O'Brien.

De acordo com os dados da Universidade Johns Hopkins, mais de 5,3 milhões de pessoas foram infectadas e 342 mil morreram por covid-19 em todo o mundo. A Europa soma mais de 169 mil mortes pela doença.

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Na Itália, bares, restaurantes e praias ficaram lotados no primeiro fim de semana de fim da quarentena no país, deixando as autoridades em alerta. Hoje, no Vaticano, após meses fechados, fiéis reuniram-se na Praça de São Pedro para receber a tradicional bênção papal de domingo.

França, Bélgica e Alemanha também começaram a relaxar as medidas restritivas de circulação de pessoas e de bloqueio nas regiões fronteiriças neste fim de semana. Pelo menos 107 pessoas contraíram o coronavírus depois de participar de um ato religioso em Frankfurt, segundo autoridades alemãs. A Espanha informou que não vai permitir entrada de turistas estrangeiros até julho.

A Inglaterra conta 36.793 óbitos por covid-19, o segundo maior número de mortes confirmadas depois dos Estados Unidos. O Reino Unido também estuda medidas de afrouxamento para o isolamento social

A Índia anunciou que vai retomar um terço dos voos domésticos a partir de amanhã (25), em meio ao recorde diário de novos casos, com aumento de 6.767 casos confirmados. No total, 131.868 casos foram confirmados no país e 3.867 óbitos, segundo dados do governo indiano.

O Egito registrou o maior número de mortes em um dia, com 28 novos óbitos mortes, elevando o total para 735. O país está passando por um aumento de infecções depois que as autoridades diminuíram as restrições durante o mês do Ramadã.

Cerca de 400 migrantes desembarcaram ilegalmente neste domingo (24) em uma praia na Sicília (sul da Itália), informou a agência de notícias Ansa, citando a polícia nacional.

Os migrantes teriam sido abandonados por um barco não identificado a alguns metros da costa de uma praia na região de Agrigento, no sul da ilha, que depois partiu novamente, disse a fonte.

Um helicóptero da polícia e vários barcos da guarda costeira tentavam localizar a embarcação clandestina.

Assim que chegaram à praia, os migrantes saíram correndo em pequenos grupos, pelas estradas e campos. Alguns pediram água e carona aos motoristas, segundo o jornal local Agrigento Notizie.

Outros se estabeleceram sob as árvores para tentar se recuperar.

Fazia anos desde que um desembarque tão grande ocorrera na costa da Sicília. A chegada de grupos menores de migrantes é mais frequente nas costas do país.

Também neste domingo, 52 pessoas desembarcaram na pequena ilha de Linosa, não muito longe de Lampedusa, no sul da Sicília, segundo as autoridades italianas. Eles estavam a bordo de um barco de 10 metros.

Uma nova página se abre neste domingo (24) em Israel, com o início do julgamento de Benjamin Netanyahu, que se torna o primeiro chefe de Governo na história do país a enfrentar acusações criminais por corrupção, que ele nega, durante seu mandato.

Após 17 meses de uma crise eleitoral em que sua "sobrevivência política" esteve em jogo, Netanyahu comparece ao tribunal do distrito de Jerusalém para uma nova batalha, desta vez judicial, para evitar a prisão e limpar sua reputação.

Netanyahu está acostumado a estabelecer precedentes: primeiro chefe de Governo de Israel nascido após a criação do país, o primeiro-ministro a mais tempo no cargo, o mais feroz opositor ao Irã.

Antes dele, Ehud Olmert, também do seu partido Likud, foi acusado de corrupção, mas depois de ter renunciado como primeiro-ministro.

Olmert foi considerado culpado de aceitar subornos e passou 16 meses na prisão.

Algo que Netanyahu, de 70 anos, tenta evitar, acusado de ter recebido charutos, champanhe e joias no valor de 700.000 shekels (180.000 euros, US$ 197.000) de pessoas ricas em troca de favores financeiros ou pessoais.

- "Sem precedentes" -

Segundo os investigadores, Netanyahu também tentou obter uma cobertura favorável no jornal Yediot Aharonot.

Mas, acima de tudo, a justiça suspeita que ele concedeu favores que poderiam ter feito o chefe da empresa de telecomunicações israelense Bezeq ganhar milhões de dólares em troca de uma cobertura midiática favorável em um dos meios do grupo, o influente site Walla.

Dos três casos, o último é o mais explosivo e talvez também o mais complexo.

"Nos casos tradicionais de corrupção, tudo gira em torno do dinheiro (...) mas aqui trata-se de corrupção para obter cobertura favorável na imprensa. É sem precedentes", diz Amir Fuchs, pesquisador do Instituto Democrático de Israel, um centro de pesquisa em Jerusalém.

Como provar os favores na imprensa? "Não é apenas oferecer cobertura favorável (para Netanyahu), dizendo coisas boas sobre ele (...) mas conceder a ele controle editorial completo sobre textos e fotos específicas", detalha.

Após meses de suspense, o procurador-geral Avichai Mandelblit acusou Netanyahu em novembro de 2019, o que seus detratores consideraram uma "sentença de morte política".

Mas "Bibi", como os israelenses o chamam, conseguiu se manter à frente do partido, terminar em primeiro lugar nas últimas eleições legislativas, negociar um acordo para compartilhar o poder com o rival Benny Gantz, e assim permanecer como primeiro-ministro.

- "Conflito de interesses" -

Seu julgamento deveria começar em meados de março, mas a crise da COVID-19 adiou-o para 24 de maio.

Os advogados de Netanyahu pediram que ele não comparecesse pessoalmente na abertura, neste domingo (9H00 de Brasília), de um julgamento que pode durar meses ou até anos, em caso de recurso.

Mas o tribunal confirmou nos últimos dias que o primeiro-ministro deveria estar presente na audiência, ainda que técnica, com a leitura das acusações.

"Uma pessoa só pode ser julgada por acusações penais em sua presença", insistiram os magistrados.

Em Israel, o primeiro-ministro não tem imunidade judicial, mas, diferentemente de outros cargos públicos e políticos, não precisa renunciar ou se retirar durante o julgamento.

De acordo com Yuval Shany, professor de Direito da Universidade Hebraica de Jerusalém, Benjamin Netanyahu se encontrará em uma situação de "conflito de interesses" porque será "chefe de governo e, portanto, responsável por um número considerável de decisões que podem afetar a vida do povo, e acusado na luta contra as instituições governamentais que o processam".

Como consequência, estaria em posição de liderar um governo, mas também de enfraquecê-lo, e a população pode se perguntar se ele tomará decisões para o bem do país ou como acusado, aponta Shany.

Após o primeiro dia de julgamento, os três juízes escolhidos pela Suprema Corte para este caso inédito poderão solicitar ao primeiro-ministro que participe de várias audiências.

Netanyahu se declara inocente e denuncia um plano tramado pela justiça contra ele, mas pode, a qualquer momento antes do veredicto, "negociar uma sentença" com o promotor, conforme autorizado pela lei israelense.

A China alertou, neste domingo (24), que suas relações com os Estados Unidos estão "à beira de uma nova Guerra Fria", prejudicadas ainda mais pela pandemia de COVID-19, que avança rapidamente na América Latina.

A pandemia, que já causou mais de 342.000 mortes e mais de 5,3 milhões de infectados em todo o mundo, ofuscava neste domingo a festa do Eid al-Fitr, que marca o fim do Ramadã para centenas de milhões de muçulmanos.

A crise da saúde exacerbou as relações já tensas entre a China e os Estados Unidos, e as duas potências continuam a lançar ataques verbais.

Neste domingo, o ministro das Relações Exteriores chinês, Wang Yi, disse que Washington se infectou com um "vírus político" que aproveita "todas as oportunidades para atacar e difamar a China".

"Algumas forças políticas nos Estados Unidos estão fazendo as relações entre China e Estados Unidos como reféns e levando nossos dois países à beira de uma nova Guerra Fria", disse o chanceler a repórteres.

Wang também acusou os políticos americanos de "espalhar boatos" para "estigmatizar a China", onde o novo coronavírus surgiu no final do ano passado.

No entanto, o ministro garantiu que o sue país está "aberto" à cooperação internacional para identificar a origem do vírus mortal.

Essa cooperação deve ser "profissional, justa e construtiva" e sem "interferência política", enfatizou.

Nas últimas semanas, o presidente americano, Donald Trump, acusou repetidamente as autoridades chinesas de terem demorado para comunicar dados cruciais sobre a gravidade da doença.

Os Estados Unidos são de longe o país mais atingido pela COVID-19, com 1,6 milhão de casos e 97.048 mortes (+1.127 nas últimas 24 horas).

No entanto, o estado de Nova York, foco da epidemia, registrou 84 mortes nas últimas 24 horas, o número mais baixo desde 24 de março, anunciou o governador Andrew Cuomo.

Trump, que quer flexibilizar o confinamento e reativar a economia, fez um gesto no sábado para marcar um retorno à normalidade e foi jogar golfe em seu clube na Virgínia, perto de Washington, pela primeira vez desde 8 de março.

- Futebol e turistas na Espanha -

Na Europa, os países avançam cautelosamente no desconfinamento.

O continente, que ultrapassou dois milhões de infectados, continua sendo o mais enlutado por esta pandemia, com mais de 173.500 mortes.

O governo espanhol anunciou o retorno da Liga de Futebol em 8 de junho e, a partir de julho, turistas estrangeiros poderão viajar para o país.

Esta segunda medida é crucial para a Espanha, o segundo destino turístico do mundo, onde o setor representa 12% do PIB.

Madri e Barcelona poderão reabrir bares, museus e hotéis a partir de segunda-feira.

"A parte mais difícil já passou (...) a grande onda da pandemia foi superada", assegurou o chefe do governo espanhol, o socialista Pedro Sánchez.

Na França, outro país gravemente atingido pela COVID-19, as igrejas reabriram suas portas neste domingo, mantendo as recomendações sanitárias.

Depois da Grécia e da França, o governo italiano autorizou seus cidadãos no sábado a ir às praias, mas apenas passear ou tomar banho, sem poder tomar sol na areia.

- "O momento mais doloroso" -

Enquanto a Europa se recupera, os tremores desse terremoto sanitário continuam a abalar os países da América Latina. A região, que se tornou o "novo epicentro" da COVID-19, segundo a OMS, está no auge da pandemia.

O Brasil, com mais de 347.000 casos e 22.000 mortes, é de longe o mais punido da região e já ultrapassou a Rússia como o segundo país com o maior número de infecções, atrás apenas dos Estados Unidos.

O presidente Jair Bolsonaro protagonizou uma nova polêmica quando um vídeo de seu gabinete foi revelado e no qual a pandemia mal é mencionada.

Cheio de obscenidades, insultos, reclamações e declarações potencialmente incriminatórias, o vídeo causou indignação no gigante sul-americano, onde muitos questionam a gestão do governo da crise.

O México, o segundo país da região com maior número de mortes, registrou até este sábado 65.856 casos confirmados e 7.179 óbitos.

O país enfrenta seu "momento mais doloroso devido à pandemia", nas palavras do presidente Andrés Manuel López Obrador.

Na Argentina, a aceleração das infecções, que em Buenos Aires aumentou cinco vezes nas últimas duas semanas, levou o presidente Alberto Fernández a estender o isolamento social obrigatório até 7 de junho.

Na Bolívia, o departamento amazônico de Beni, na fronteira com o Brasil, foi declarado em "desastre de saúde" após um aumento exponencial das infecções e mortes.

No Peru, o segundo país da região em infecções (115.754) e o terceiro em mortes (3.300), o governo estendeu o confinamento obrigatório até 30 de junho, embora tenha autorizado a retomada de alguns serviços em domicílio.

No Chile, que contabiliza 65.393 casos e 673 mortos, multiplicam-se os protestos em comunidades pobres de Santiago contra a pouca ou nenhuma ajuda do governo, a falta de comida e o desemprego.

A Costa Rica, que não adotou confinamento obrigatório, luta para manter sua "frágil conquista" de poucos contágios com "disciplina", disse o presidente Carlos Alvarado à AFP.

Na América Latina, mais de 39.000 pessoas morreram e cerca de 715.500 infecções foram registradas, segundo contagem da AFP.

- Fim do Ramadã -

Os muçulmanos comemoram neste domingo o fim do mês de jejum do Ramadã, marcado em muitos países por restrições.

No Paquistão, desconsiderando as recomendações de distanciamento físico, os muçulmanos correram aos mercados para fazer compras antes do Eid al-Fitr, uma das festas mais importantes do calendário muçulmano.

"Por mais de dois meses, meus filhos ficaram confinados em casa", disse Ishrat Jahan à AFP em um mercado de Rawalpindi.

"Esta festa é para as crianças e se elas não podem comemorar com roupas novas, não faz sentido trabalhar tanto o ano todo", acrescentou.

Na Indonésia, o país com a maior população muçulmana do mundo, alguns recorrem a contrabandistas e certificados falsos para contornar a proibição de viajar para outras partes do arquipélago e se reunir com suas famílias.

Vários países como Egito, Iraque, Turquia e Síria proibiram orações coletivas por medo da propagação do coronavírus.

Lar dos locais mais sagrados do Islã, a Arábia Saudita impôs um toque de recolher de cinco dias desde sábado.

O Irã, com o maior número de mortes pela pandemia no Oriente Médio, pediu a seus cidadãos que evitem viajar durante o Eid, que deve ocorrer na segunda-feira neste país predominantemente xiita, assim como para a comunidade xiita do Iraque.

A Coreia do Norte debateu novas medidas para fortalecer a "dissuasão nuclear" durante uma reunião presidida pelo líder Kim Jong Un, anunciou neste domingo (24) a agência de notícias oficial KCNA.

Esta reunião é a primeira aparição pública de Kim mencionada pela mídia norte-coreana em quase três semanas.

Ocorre quando, segundo o Washington Post, o governo dos Estados Unidos considerou a possibilidade de realizar um teste nuclear, que seria o primeiro do país desde 1992.

Durante uma reunião da Comissão Militar Central da Coreia do Norte, presidida por Kim, "novas medidas foram apresentadas para fortalecer a dissuasão nuclear militar do país", informou a KCNA.

A agência menciona "medidas cruciais", mas não entra em detalhes sobre a dissuasão nuclear.

Também relata que as discussões se concentraram em "colocar as forças armadas estratégicas em alerta", em um contexto de "aumento e desenvolvimento das forças armadas do país".

As decisões foram tomadas para "aumentar e desenvolver consideravelmente o poder de fogo da artilharia do Exército Popular Coreano".

Os participantes da reunião também discutiram "várias falhas nas atividades militares e políticas da Coreia do Norte" e como garantir "melhorias decisivas" nessas áreas, acrescentou a KCNA.

A agência norte-coreana não diz quando a reunião foi realizada, mas outras informações indicam que Kim Jong Un deu ordens às forças armadas em 23 de maio.

De toda forma, é a primeira aparição pública de Kim transmitida pela mídia oficial em mais de 20 dias.

O líder norte-coreano reapareceu no início de maio, após uma ausência pública de três semanas que provocou uma torrente de rumores e especulações sobre sua saúde.

Os rumores começaram depois que ele não compareceu para as celebrações de 15 de abril, o dia mais importante do calendário político da Coreia do Norte, que marca o nascimento do fundador do regime, Kim Il Sung, avô do atual líder.

Kim reapareceu em público aparentemente com boa saúde, de acordo com as imagens divulgadas pela imprensa norte-coreana em 2 de maio.

Neste domingo, o jornal oficial Rodong Sinmun publicou fotos da reunião da comissão militar.

Em uma das imagens, Kim aponta para o que parece ser uma tela de televisão enquanto fala para uma sala cheia de oficiais.

- Estancamento-

O anúncio das medidas norte-coreanas ocorre quando, segundo o Washington Post, o governo do presidente Donald Trump levantou a possibilidade de realizar o primeiro teste nuclear americano desde 1992, como um aviso à Rússia e à China.

Segundo o jornal americano, que na sexta-feira citou um alto funcionário do governo e dois ex-funcionários, todos sob anonimato, o assunto foi debatido durante uma reunião em 15 de maio.

Para Daryl Kimball, diretor executivo da Arms Control Association, uma organização sediada nos EUA, essa decisão provavelmente "atrapalharia" as negociações entre Washington e Pyongyang sobre o arsenal nuclear norte-coreano.

Essas negociações estão paralisadas, apesar de três cúpulas entre Trump e Kim.

No caso de um teste nuclear nos EUA, Kim "pode não se sentir compelido a respeitar sua moratória sobre testes nucleares", enfatiza Kimball.

A Coreia do Norte realizou seis testes nucleares entre 2006 e 2017, mas não realizou nenhum desde então.

Está sujeita a uma série de sanções pelo Conselho de Segurança da ONU devido a suas atividades nucleares e programas balísticos.

A China não reportou novos casos do novo coronavírus neste sábado (23). Também não foram registradas novas mortes por conta do vírus. Os novos casos suspeitos (dois) incluem um importado e outro de transmissão local, na província de Jilin. As informações são da Comissão Nacional de Saúde da China. É a primeira vez desde janeiro que o país, primeiro epicentro da pandemia no mundo, não reporta novos casos.

Também na Ásia, a Coreia do Sul registrou 23 novos casos da covid-19. A maior parte deles ocorreu em áreas densamente habitadas da capital, Seul, onde as autoridades fecharam uma série de bares e clubes para tentar frear a transmissão da doença. O total de casos no país chega a 11.165, com 266 mortes.

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Já a Índia registrou 6.654 novos casos, elevando o total a 125.102. Foi o segundo dia seguido em que o país adicionou mais de 6 mil casos confirmados da doença aos números oficiais. O número de mortes chegou a 3.720. As taxas de infecção no país, que tem 1,3 bilhão de habitantes, subiram após o relaxamento de um lockdown que durou dois meses.

Na Europa, autoridades da Alemanha afirmam que sete pessoas podem ter sido infectadas pelo coronavírus em um restaurante no noroeste do país. Seria o primeiro caso do tipo desde que os estabelecimentos começaram a reabrir, há duas semanas, com regras mais rígidas de distanciamento social.

Em Frankfurt, membros de uma congregação batista teriam testado positivo para o vírus após uma celebração em 10 de maio, de acordo com Wladimir Pritzkau, líder religioso local. Ele não deu números, mas afirmou que ao menos seis pessoas estão internadas. De acordo com a Universidade Johns Hopkins, a Alemanha tem 179.730 casos confirmados da covid-19.

Neste sábado, as celebrações religiosas voltam a ser permitidas na França, após uma batalha legal contra as proibições impostas pelo governo. Líderes religiosos elogiaram o retorno, mas disseram que vai demorar até que as medidas necessárias sejam postas em prática. Os visitantes dos templos terão de usar máscaras, lavar as mãos ao entrar e manter distância de ao menos um metro em relação a outras pessoas.

No Vaticano, os museus irão reabrir em 1º de junho, também permitindo a entrada somente de visitantes que estiverem usando máscaras. Além disso, todos terão a temperatura medida antes da entrada. Em Jerusalém, a Igreja do Santo Sepulcro vai reabrir no domingo (24) pela primeira vez em dois meses. Apenas 50 pessoas poderão entrar por vez.

O Reino Unido, país da Europa que, de acordo com a Universidade Johns Hopkins, tem o maior número de casos confirmados da Covid-19, registrou entre ontem e hoje 2.959 novos casos da doença, elevando o total a 257.154. Foram 282 óbitos, elevando o total de mortos pela pandemia no país a 36.675. "O único ponto positivo é que podemos ver que as mortes estão começando a cair de forma contínua", disse, em coletiva de imprensa, Jenny Harries, chefe da Saúde do Reino Unido.

Na Espanha, o primeiro-ministro, Pedro Sánchez, afirmou que o Campeonato Espanhol de futebol poderá recomeçar a partir de 8 de junho. A La Liga, como o torneio é conhecido no país, já manifestou que pretende retomar os jogos em 12 de junho. Ainda não há uma confirmação das datas; os jogos foram paralisados em 12 de março por conta da pandemia da Covid-19.

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Na manhã de hoje, milhares de seguidores do partido de extrema-direita Vox fizeram uma carreata no centro de Madri e em outras cidades espanholas para protestar contra medidas de distanciamento social decretadas pelo governo. A Espanha foi um dos países que decretou lockdown na Europa, e tem reduzido a rigidez das medidas. De acordo com a Universidade Johns Hopkins, a Espanha tem até o momento mais de 234 mil casos confirmados da Covid-19, com 28,6 mil mortes. Os dados mais recentes são de ontem.

Na França, o ministro da Saúde, Olivier Véran, afirmou em sua conta oficial no Twitter que pediu à autoridade sanitária do país uma análise a respeito das regras de prescrição da hidroxicloroquina. Ele citou um estudo da revista científica The Lancet, que mostrou que a substância aumenta os riscos de morte em infectados pela Covid-19. Atualmente, a França permite o uso do medicamento em casos de pacientes internados pela doença. Ontem, 17,3 mil pessoas estavam hospitalizadas no país por conta da Covid-19.

O país, inclusive, atualizou algumas normas para a entrada de estrangeiros. Ela continua proibida para viajantes de fora da Europa, e permitida para pessoas vindas de países do continente. Neste caso, entretanto, viajantes procedentes de locais que impuseram de forma unilateral medidas de quarentena terão de cumprir um período de isolamento como medida de "reciprocidade", segundo o Ministério da Saúde do país. Isso inclui viajantes procedentes do Reino Unido, que anunciou uma medida do tipo ontem.

Também na Europa, a Rússia, que tem alternado com o Brasil o posto de segundo país com mais casos confirmados, registrou 9.434 novas confirmações neste sábado, elevando o total a 335.882. É a primeira vez em diversos dias em que o total de novas infecções vem acima de 9 mil. O número de mortes registradas nas últimas 24 horas foi de 139, ante as 150 vistas ontem. Até o momento, 3.388 pessoas morreram na Rússia em decorrência do vírus.

"Havia gritos por toda parte", conta Mohammad Zubair, um dos dois sobreviventes do acidente de um Airbus A320 na sexta-feira (22) em uma área residencial em Karachi, a grande cidade do sul do Paquistão, no qual 97 pessoas morreram.

Depois que o avião tocou o chão, "recuperei a consciência e vi fogo por toda parte. Não via ninguém", lembra o jovem de 24 anos, cujo relato de 53 segundos de seu leito no hospital se tornou viral nas redes sociais. "Havia gritos de crianças, adultos e idosos, em todos os lugares. Todos estavam tentando sobreviver".

"Soltei o cinto de segurança, vi luz e tentei ir nessa direção. Funcionou. A partir daí, pulei" para fora da aeronave, continua em voz clara, rosto visivelmente incólume após o desastre.

Segundo um funcionário do ministério da Saúde de Sindh, cuja província Karachi é a capital, Mohammad Zubair sofreu queimaduras, mas sua condição é estável.

O outro sobrevivente é o presidente do Bank of Punjab, um dos maiores bancos do país, Zafar Masud, segundo o presidente da companhia aérea Pakistan International Airlines (PIA), Arshad Malik.

O A320 da PIA proveniente de Lahore caiu numa área residencial quando se aproximava do Aeroporto de Karachi no início da tarde de sexta-feira após uma falha técnica, matando 97 das 99 a bordo, incluindo oito tripulantes, de acordo com várias fontes. Ainda não há informações de vidas em terra.

As operações de resgate terminaram no amanhecer deste sábado, disseram as autoridades. Durante toda a sexta-feira, equipes de resgate e moradores revistaram os escombros em busca de corpos.

Um jornalista da AFP viu vários corpos carbonizados sendo carregados para uma ambulância. O voo PK8303 "perdeu contato com o controle de tráfego aéreo às 14h37" (6h37 de Brasília), segundo o porta-voz da PIA, Abdullah Hafeez.

Uma gravação autenticada por um porta-voz da PIA revela um pedido de socorro do piloto à torre de controle, na qual declara: "Perdemos os motores". O CEO Arshad Malik prometeu uma investigação "transparente".

O piloto era experiente, segundo o ministro, e a aeronave, colocada em serviço em 2004, voava para a PIA desde 2014, de acordo com um comunicado de imprensa da Airbus.

- Preso na saída de emergência -

"Vi um passageiro saindo do avião. (...) ele estava vivo. Ele estava falando. Ele me pediu para salvá-lo, mas suas pernas estavam presas na saída de emergência", contou Raja Amjad, uma testemunha que pouco antes viu um corpo "cair em seu carro".

Sarfraz Ahmed, um bombeiro, disse à AFP que muitas das vítimas ainda usavam cinto de segurança. Até o momento, 21 pessoas foram identificadas, algumas das quais já foram enterradas.

Um major, que morreu com sua esposa e dois filhos, recebeu um funeral militar, seu caixão coberto com a bandeira nacional, observou a AFP. Pelo menos dois outros oficiais foram enterrados em Karachi.

Testes de DNA são realizados na Universidade de Karachi para determinar quem são as outras vítimas. Segundo o ministro das Relações Exteriores Shah Mahmood Qureshi, o avião tinha "muitas pessoas voltando para casa para o Eid" el-Fitr, a celebração do fim do Ramadã, o feriado mais importante para os muçulmanos.

O acidente ocorre poucos dias após o país autorizar a retomada dos voos comerciais domésticos, suspensos por mais de um mês para combater a propagação do novo coronavírus.

Acidentes envolvendo aeronaves e helicópteros civis e militares ocorrem com frequência no Paquistão.

O último grande acidente aéreo no país remonta a dezembro de 2016. Um avião da PIA que realizava um voo doméstico caiu no norte montanhoso, matando 47 pessoas.

A PIA era uma das principais companhias aéreas do mundo até a década de 1970. Mas anos de perdas financeiras, má administração e atrasos mancharam sua reputação.

A empresa esteve envolvida em inúmeras controvérsias. Entre março e novembro de 2007, toda a sua frota, exceto oito aeronaves, foi colocada na lista negra da União Europeia.

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