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O ex-senador Bob Dole, figura emblemática da política americana, candidato à Casa Branca e veterano da Segunda Guerra Mundial, morreu na manhã deste domingo (5) aos 98 anos, anunciou a Fundação Elizabeth Dole.

"É com pesar que anunciamos que o senador Robert Joseph Dole morreu esta manhã enquanto dormia", escreveu no Twitter a fundação, que leva o nome da esposa do ex-senador.

"Ele serviu lealmente aos Estados Unidos por 79 anos", acrescentou.

Três vezes aspirante a ser o candidato republicano à Casa Branca, Dole foi derrotado nas primárias por Ronald Reagan em 1980, depois por George Bush em 1988, antes de ganhar a nomeação do partido em 1996.

Naquele ano, Dole, aos 73 anos, foi facilmente derrotado pelo democrata Bill Clinton nas urnas.

Vinte anos antes, Gerald Ford o escolhera como seu candidato a vice-presidente, mas a chapa republicana perdeu para os democratas Jimmy Carter e Walter Mondale.

Dole voltou da Segunda Guerra Mundial condecorado, mas gravemente ferido. Ele precisou reaprender a andar e recuperar o controle de seu corpo, exceto o braço direito.

Ingressou no Congresso em 1961, primeiro como deputado, depois como senador pelo estado do Kansas, em 1968. Reeleito quatro vezes, atuou durante anos como líder da maioria e da minoria na Câmara Alta.

Dole era casado com Elizabeth, que tinha uma carreira política própria, servindo como secretária de Transporte e Trabalho, bem como senadora pela Carolina do Norte.

"A falta dele será profundamente sentida por todos nós que tivemos o privilégio de conhecê-lo", disse o ex-vice-presidente Mike Pence.

A presidente da Câmara dos Representantes, a democrata Nancy Pelosi, ordenou que as bandeiras do Capitólio voassem a meio mastro, anunciou seu chefe de gabinete.

Treze civis foram mortos no estado de Nagaland, no nordeste da Índia, pelas forças de segurança, que abriram fogo contra um caminhão e depois contra um grupo de pessoas que protestava contra este incidente, informou a polícia local neste domingo (5).

O tiroteio ocorreu no sábado (4) em Oting, no distrito de Mon, na fronteira com Mianmar.

"A situação em todo o distrito de Mon está muito tensa agora. Temos 13 mortes confirmadas", disse Sandeep M. Tamgadge, da polícia de Nagaland.

Segundo o policial, seis trabalhadores foram mortos no caminhão que estavam a caminho de casa na aldeia de Oting, em uma emboscada das forças de segurança que acreditavam que o grupo tinha ligação com insurgentes na região.

Os familiares das vítimas, que foram procurá-los, descobriram os corpos e dirigiram-se às forças de segurança para pedir esclarecimentos.

"Foi então que estourou um confronto entre os dois lados e os membros das forças de segurança abriram fogo, matando outras sete pessoas", explicou o responsável da polícia.

Em um comunicado, o exército indiano disse que a emboscada foi armada com base em "informações confiáveis" indicando a presença de um grupo armado rebelde na área.

Um membro das forças de segurança também foi morto e vários outros ficaram feridos no incidente, explicou.

"A causa desta lamentável perda de vidas humanas está sendo investigada ao mais alto nível e as medidas apropriadas serão tomadas de acordo com a lei", de acordo com um comunicado do exército.

A declaração não especifica se os autores dos disparos faziam parte do exército indiano ou de outra força polícia ou paramilitar.

O primeiro-ministro de Nagaland, Neiphiu Rio, pediu calma e também anunciou uma investigação sobre o incidente "altamente condenável".

E o ministro do Interior indiano, Amit Shah, prometeu "trazer justiça às famílias enlutadas".

Nagaland e outros estados no extremo leste da Índia, uma região ligada ao resto do país por um estreito corredor entre Bangladesh e o Nepal, foram durante décadas palco de distúrbios promovidos por várias guerrilhas separatistas e autonomistas, bem como por tribos e grupos armados.

A insurgência diminuiu nos últimos anos, pois muitos grupos selaram acordos de paz com Nova Délhi, mas uma grande guarnição indiana permanece estacionada na área.

Vagando por entre a lama e as cinzas, os habitantes das aldeias localizadas ao pé do vulcão Semeru, na Indonésia, tentavam neste domingo (5) recuperar os poucos bens que restaram após a erupção.

Pais com seus filhos traumatizados, idosos com colchões nas costas. Agricultores com suas cabras nos braços, vivas por um milagre. Depois da erupção apocalíptica de ontem, todos estão chocados e vagueiam de um lugar para outro, numa aldeia reduzida a nada.

"De repente, o céu escureceu e então veio a chuva e nuvens ardentes", conta Bunadi, um residente da vila de Kampung Renteng, no leste de Java, que diz ter ficado surpreso com a erupção de uma "lama ardente".

A poderosa erupção causou mais de uma dúzia de mortos e numerosos feridos.

As cabanas que compõem o povoado foram arrastadas por enxurradas de lama em chamas e uma chuva de cinzas e escombros, obrigando centenas de famílias a fugir da área sem poder levar nada consigo.

Muitos perderam suas casas.

Refugiadas em uma mesquita, várias mães esperam sentadas no chão, ao lado de seus filhos, dormindo. Tiveram sorte e conseguiram escapar do cataclismo que enterrou vilas inteiras sob as cinzas.

As operações de resgate continuam, mas os habitantes, desesperados, se arriscam a retornar às suas aldeias, apesar do risco que isso acarreta para a sua saúde, com a ideia de recuperar o que for possível.

Em uma casa de Lumajang, pratos, caçarolas e tigelas esperam na mesa, como se o jantar estivesse para ser servido. Mas, em vez de comida, cinzas vulcânicas.

– Arrastados pela lama –

Alguns moradores contam os parentes desaparecidos.

"A torrente de lama levou dez pessoas embora", diz Salim, outro morador de Kampung Renteng.

"Um deles poderia ter escapado. Gritamos para ele correr, mas ele respondeu: 'Não quero, quem vai alimentar minhas vacas?'", explica Salim.

Não muito longe dali, em Sumber Wuluh, os telhados das casas mal se projetam do solo, o que dá uma ideia do volume de lama que inundou a aldeia em muito pouco tempo.

Há vacas mortas no chão e, embora alguns animais tenham conseguido sobreviver, muitos estão mutilados, em carne viva, queimados pela lava.

Um sobrevivente, com um cigarro entre os lábios, foi resgatado por socorristas, cujo uniforme laranja se destaca em uma paisagem cinza-escura que quase parece o inferno.

Sentado nas cinzas, um grupo de vizinhos de Sumber Wuluh olha para a cratera do Semeru, de onde a fumaça continua a emanar.

No meio das árvores queimadas e desfolhadas e das casas e veículos enterrados pela lama, são, juntamente com os poucos animais que os rodeiam, os únicos sinais de vida num panorama de morte e desolação.

A CNN demitiu o veterano apresentador e correspondente Chris Cuomo, informou o canal de notícias neste sábado (4), como parte de uma investigação sobre seu envolvimento na defesa de seu irmão, o ex-governador de Nova York Andrew Cuomo, acusado de assédio sexual.

Chris Cuomo havia sido suspenso da CNN por este caso poucos dias antes de sua demissão.

"Contratamos um respeitado escritório de advocacia para realizar a revisão e o demitimos com efeito imediato", diz um comunicado postado na conta oficial da CNN no Twitter.

"Durante o processo desta revisão, informações adicionais vieram à tona", acrescenta.

A demissão acontece depois que documentos foram revelados mostrando que Cuomo, que apresentava o noticiário das 21h00, ofereceu conselhos a seu irmão que foram considerados inadequados por seu empregador.

"Os documentos, aos quais não tínhamos acesso antes da publicação, levantam sérias questões", disse um porta-voz da CNN na terça-feira, acrescentando que os papéis "apontam para um maior nível de envolvimento nos esforços de seu irmão do que sabíamos anteriormente."

"Ele é meu irmão. E se eu puder ajudar meu irmão, eu o farei. Se você quiser que ele ouça algo, eu o farei. Se você quiser que ele comente algo, vou tentar", disse Chris Cuomo, 51, aos investigadores que o interrogaram, em julho, pelos conselhos que ele havia oferecido.

"Ele é meu irmão e eu o amo até a morte, não importa o que aconteça."

O democrata Andrew Cuomo foi eleito governador por três mandatos antes de renunciar em agosto, depois que a procuradora-geral de Nova York informou que uma investigação descobriu que o político havia assediado sexualmente pelo menos 11 mulheres.

Em outubro, o agora ex-governador - cujo pai, Mario Cuomo, também havia sido governador de Nova York - foi acusado de crime sexual.

No início da pandemia, os irmãos Cuomo alcançaram novos patamares de popularidade: Andrew, 63, ganhou elogios por seus sinceros relatórios diários enquanto o coronavírus assolava Nova York, e suas conversas ao vivo com Chris na CNN eram salpicadas de piadas.

A investigação sobre a conduta de Chris Cuomo está em andamento, informou a CNN.

As equipes de resgate redobraram, neste domingo (5), seus esforços para encontrar sobreviventes da erupção do vulcão Semeru, na Indonésia, que causou pelo menos 13 mortos e dezenas de feridos.

O vulcão localizado no leste da ilha de Java projetou uma grande nuvem de cinzas no sábado após as 15h (3h no horário de Brasília), provocando pânico entre os residentes das aldeias vizinhas e cobrindo a região ao redor da cratera com um camada espessa de cinzas.

"O número de mortos agora é de 13. As equipes de resgate encontraram mais corpos", depois de uma primeira vítima encontrada no sábado, informou à AFP o porta-voz da agência de resgate, Abdul Muhari.

Cerca de doze pessoas que ficaram presas em uma mina por conta da erupção foram resgatadas, segundo ele.

A erupção deixou pelo menos 57 feridos, incluindo 41 queimados, informou a agência.

As projeções de cinzas do vulcão surpreenderam os habitantes da região no sábado. Vídeos que circulam na internet mostraram as pessoas fugindo da crescente nuvem cinza.

- Sinais de vida de desaparecidos -

Pelo menos 11 vilarejos no distrito de Lumajang foram cobertos por uma espessa camada de cinzas, que quase enterrou completamente algumas casas e veículos, e matou gado.

Cerca de 900 pessoas tiveram que ir para abrigos e mesquitas para pernoitar.

As operações de evacuação foram temporariamente suspensas na parte da manhã deste domingo devido a nuvens de cinzas, informou o canal Metro TV, destacando as dificuldades enfrentadas pelos socorristas.

As fortes chuvas também podem causar ondas de lama quente, carregando cinzas e detritos, alertou o vulcanologista indonésio Surono.

Pelo menos sete pessoas ainda estão desaparecidas, duas das quais podem estar vivas, segundo o porta-voz da polícia de Lumajang, Adi Hendro, à AFP.

"Há sinais de vida, como luzes, que podem estar vindo de seus telefones celulares", explicou.

"Mas não podemos chegar até elas porque o terreno ainda está muito quente. Também precisamos garantir a segurança das nossas equipes".

- Cenário de desolação -

A erupção destruiu pelo menos uma ponte em Lumajang, dificultando o trabalho das equipes de resgate.

Em um vídeo compartilhado pelo serviço de resgate, é possível ver um cenário de desolação, com telhados e palmeiras emergindo das cinzas e escombros cobrindo o solo, em uma paisagem que se tornou cinza escuro.

As autoridades pediram aos residentes que não se aproximem a menos de 5 km da cratera porque o ar saturado de poeira de cinzas na área é perigoso para pessoas vulneráveis.

Ajuda alimentar, máscaras e sacos mortuários foram encaminhados para o local pelos serviços de emergência.

O Monte Semeru, o pico mais alto de Java, chega a 3.676 metros.

Sua última grande erupção foi em dezembro de 2020. Na ocasião também causou a fuga de milhares de pessoas e cobriu aldeias inteiras. As autoridades mantiveram desde este episódio o nível de alerta do vulcão no segundo nível mais alto.

A Indonésia fica no "Círculo de Fogo" do Pacífico, onde o encontro das placas continentais causa alta atividade sísmica.

Este arquipélago do Sudeste Asiático tem quase 130 vulcões ativos em seu território.

No final de 2018, a erupção de um vulcão entre as ilhas de Java e Sumatra causou um terremoto subaquático e um tsunami, matando quase 400 pessoas.

O Chile registrou neste sábado (4) seu primeiro caso da variante Ômicron da Covid-19. Um estrangeiro que mora no país voltou da Gana em 25 de novembro e seu teste PCR no aeroporto de Santiago teve resultado positivo, afirmaram autoridades. O estrangeiro, que havia tomado duas doses da vacina da Pfizer, está em bom estado de saúde e em quarentena, enquanto outros passageiros do voo em que ele estava vinham sendo monitorados, disseram, em comunicado, oficiais de saúde em Valparaíso.

Holanda

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Na Holanda, a princesa Beatrix, de 83 anos, também foi diagnosticada com covid-19. Ela foi rainha por 33 anos até abdicar em 2013, quando seu filho mais velho, Willem-Alexander, se tornou rei. Fonte: Associated Press.

"É uma maravilha, um parque de diversões!", diz à AFP Paulo Lorenzo, um jovem turista brasileiro que chegou a Montevidéu para a ExpoCannabis 2021, feira da crescente indústria de cannabis no Uruguai, onde a legalização da planta permitiu o desenvolvimento de mais de 160 empresas.

De comida para cachorro, gim, cosméticos ou remédios a fertilizantes ou utensílios para fumar, mais de 150 estandes expõem seus produtos na oitava edição da feira de três dias que começou na sexta-feira.

A indústria da cannabis no Uruguai "cresce exponencialmente", assegura à AFP Mercedes Ponce de León, fundadora e organizadora do evento, que acrescenta que este ano "mais de 30% dos estandes são estrangeiros", com empresas do Brasil, África do Sul ou Canadá, entre outras.

Tanto as empresas quanto os turistas são atraídos pela estrutura regulatória amigável com um produto que ainda é ilegal em muitas partes do mundo.

"O respeito pela liberdade no Uruguai é maravilhoso", comenta Zvezda Lauric, representante da Juicy Fields no estande desta empresa alemã que trabalha com fazendas de cannabis medicinal.

"Espero que também possamos nos estabelecer aqui".

O mesmo vale para Joel Pavini, outro turista brasileiro que afirma ter vindo ao Uruguai "em busca da liberdade" que o país oferece. "Quero emigrar para cá para trabalhar com cannabis", diz ele na Expo.

O Uruguai se tornou em 2013 o primeiro país do mundo a legalizar a produção, distribuição e consumo de cannabis.

Desde então, o país concedeu 151 licenças de cultivo, das quais a grande maioria (mais de 80%) são para plantações de cânhamo, segundo números da agência de promoção de investimentos público-privada Uruguay XXI. O resto é para plantações de cannabis psicoativas ou medicinais.

Além disso, são 17 licenças para industrialização e sete para pesquisa, abrangendo 164 empresas dedicadas ao setor.

Quanto à maconha, você pode obtê-la de três maneiras: cultivar em casa para consumo pessoal, acessá-la em um clube ou comprá-la em uma farmácia.

Em todos os casos, é necessário um sistema de cadastro e por enquanto a compra não é permitida aos turistas, embora o governo de Luis Lacalle Pou tenha avisado que a ideia está sendo avaliada para 2023.

A venda em farmácias, habilitada desde 2017, é nominativa e limitada a 40 gramas mensais por usuário.

Existem atualmente cinco empresas autorizadas a produzir e distribuir maconha para 46.375 pessoas que estão registradas para comprar.

Existem também 12.902 produtores domésticos e 213 clubes com 6.452 associados, de acordo com os últimos dados do Instituto de Regulação e Controle da Cannabis (Ircca) atualizados para novembro.

O Uruguai realizou sua primeira exportação de cannabis em 2019 e em 2020 registrou vendas que ultrapassaram os 7,5 milhões de dólares, com cerca de 10 toneladas de flores vendidas, segundo dados do Uruguay XXI.

Embora muitos países tenham descriminalizado o uso e o porte de maconha, isentando os consumidores das sentenças de prisão, menos países oferecem uma estrutura legal para seu cultivo e consumo.

Até o momento, apenas Uruguai e Canadá têm regulamentações em nível nacional que cobrem o uso medicinal e recreativo.

Outros países latino-americanos que legalizaram o uso terapêutico da cannabis são Chile, Colômbia, Argentina, México, Peru e Equador.

Os pais do adolescente Ethan Crumbley foram presos no início do sábado, 4, horas após um promotor apresentar acusações de homicídio culposo contra eles, conforme o gabinete do xerife. O jovem é acusado de matar quatro estudantes ao promover um tiroteio em uma escola de ensino médio de Michigan, EUA.

James e Jennifer Crumbley foram capturados em Detroit, segundo o subdiretor do condado de Oakland, Michael McCabe. Um veículo ligado ao casal foi localizado por um empresário na cidade na última sexta-feira, 3. As autoridades estavam procurando o casal.

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O advogado dos Crumbley, Shannon Smith, informou que eles não estavam fugindo e haviam deixado a cidade no início da semana "para sua própria segurança". "Eles estão voltando à área para serem processados", disse Smith à Associated Press.

O ataque a tiros ocorreu em Oxford, pequeno povoado 65 km ao norte de Detroit. A polícia informou ter recebido mais de cem telefonemas ao serviço de emergência 911 pouco após o meio-dia, e que o atirador fez entre 15 e 20 disparos durante cinco minutos com uma pistola semiautomática, com mais de um carregador.

Os pais do adolescente foram acusados de facilitar que o menino tivesse fácil acesso à arma e não contribuíram posteriormente com as investigações. James comprou a pistola semiautomática usada pelo seu filho, uma Sig Sauer de nove milímetros, quatro dias antes da tragédia, no dia de Black Friday depois do feriado de Ação de Graças.

No dia do tiroteio, os Crumbleys foram chamados à escola devido a um bilhete preocupante de Ethan, em que havia o desenho de uma arma semiautomática. Os pais compareceram á escola, mas se recusaram a retirar Ethan das aulas aquele dia. A promotora destacou que os pais não olharam a mochila do menino para verificar se havia arma.

O mundo espera para saber se a variante ômicron é especialmente perigosa ou resistente às vacinas contra a covid-19. Mas isso não coloca em dúvida a importância da dose de reforço, segundo os especialistas.

- As vacinas serão tão eficazes com a variante ômicron? -

Esta é a grande questão, mas ainda é cedo para saber. Em entrevista ao Financial Times, o presidente da Moderna, Stéphane Bancel, foi bastante pessimista, estimando que poderia haver uma "redução significativa" em sua eficácia.

Segundo ele, os pesquisadores estão preocupados com o fato de 32 das 50 mutações encontradas na variante ômicron estarem na proteína spike, chave que permite que o vírus entre no corpo.

Já o fundador da BioNTech, que desenvolveu uma vacina contra covid-19 junto com a gigante americana Pfizer, destacou que a nova variante pode causar mais infecções entre as pessoas imunizadas, mas que provavelmente continuariam protegidas de formas graves da doença.

“Nossa mensagem é: não tenha medo, o plano continua o mesmo. Acelere a administração da terceira dose”, disse Ugur Sahin.

Para mais informações, será necessário aguardar o resultado dos exames laboratoriais, que sairão em duas ou três semanas.

Embora os imunizantes atuais sejam menos eficazes contra essa nova variante, eles ainda oferecerão alguma proteção.

Não será um "efeito liga / desliga", disse nesta semana Yazdan Yazdanpanah, chefe do serviço de doenças infecciosas do hospital Bichat em Paris.

- Na dúvida, deve ser tomada a dose de reforço? -

Sim, vários especialistas insistiram esta semana, em um momento em que a Europa enfrenta uma nova onda de infecções devido à variante delta.

Seria "um erro grave esperar", disse Alain Fischer, chefe da estratégia de vacinação na França, na sexta-feira.

Diante dessa onda, vários países estão acelerando suas campanhas de vacinação. O primeiro-ministro britânico Boris Johnson estabeleceu um prazo até o final de janeiro para administrar a dose de reforço a todos os adultos, reduzindo o período de seis para três meses a partir da segunda dose.

Nos Estados Unidos, a Pfizer apresentou um pedido de autorização para uma dose de reforço para adolescentes de 16 a 17 anos.

"Não devemos errar o inimigo, que agora é a variante delta", insistiu Arnaud Fontanet, membro do conselho científico francês.

No momento, nada indica que a ômicron superará a variante delta. Se isso acontecer, demorará várias semanas ou meses.

No entanto, alguns profissionais de saúde têm dúvidas se a dose de reforço é necessária para toda a população.

"A prioridade é vacinar os idosos e aqueles em risco e, em seguida, dar-lhes o reforço. Mas uma dose adicional para os jovens ... não parece uma prioridade por agora", disse Yvon Le Flohic, um clínico geral que acompanha de perto a evolução da epidemia desde o início.

- Quando chegarão as novas vacinas? -

Os laboratórios Pfizer, Johnson & Johnson (J&J) e Moderna afirmam que começaram a trabalhar em uma nova versão de sua vacina contra a covid, com foco na ômicron, caso os soros atuais não sejam eficazes o suficiente.

A Pfizer já criou duas novas versões de sua vacina contra as variantes delta e beta, que acabaram não sendo utilizadas.

“Os laboratórios se esconderam por trás do fato de que suas vacinas continuaram a proteger contra formas graves da covid, mas isso contribuiu para que o vírus circulasse”, lamentou Bruno Canard, diretor de pesquisas do CNRS, especialista em coronavírus.

Embora a Pfizer prometa um novo imunizador em menos de 100 dias, sua implementação será muito mais lenta e não ocorrerá "antes da primavera", segundo o cientista.

"Até então, as vacinas atuais devem proteger contra as formas graves da variante delta."

A Organização Mundial de Saúde (OMS) alertou nesta sexta, 3, que todos os países do mundo devem se preparar para um aumento de casos de covid causados pela variante Ômicron, detectada pela primeira vez na África do Sul. A nova cepa já foi identificada em mais de 30 países e pelo quatro deles - Espanha, EUA, Reino Unido e Austrália - já enfrentam transmissões comunitárias.

A Espanha identificou seu primeiro caso de transmissão comunitária em um paciente de 62 anos de Madri, vacinado e sem histórico de viagem recente ou contato com viajantes. Os EUA encontraram um paciente contaminado com a Ômicron em Minnesota.

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Ontem, governos de Escócia, sob jurisdição britânica, e Austrália também informaram que já há transmissão comunitária em seus territórios. "Suspeito que, nos próximos meses, a Ômicron será o novo vírus no mundo", disse Paul Kelly, consultor médico do governo australiano.

As restrições às viagens se aceleraram na quinta-feira, com Hong Kong, Holanda, Noruega e Rússia, entre outros países, anunciando novas medidas para evitar que a variante cruze suas fronteiras. Os casos de covid quase triplicaram nos últimos três dias na África do Sul, segundo dados do Ministério da Saúde local, divulgados na quinta-feira, 2, quando foram registrados 11.535 novos casos, ante 8.561, na quarta-feira, 1º, e 4.373, na terça-feira, 30.

A taxa de positividade para a doença também cresceu. Na quinta-feira, 22,4% das pessoas testadas tiveram resultado positivo. Na quarta-feira, a taxa estava em 16,5%, muito maior que o 1% registrado no início de novembro, segundo o Instituto Nacional de Doenças Transmissíveis (NICD, na sigla em inglês), da África do Sul.

Disseminação

Ainda não é possível saber se a variante Ômicron é a responsável pelo rápido aumento das infecções, pois não há dados concretos. Mas, informações do NICD mostraram que a nova variante está presente em 74% das amostras de genomas sequenciados em novembro. Até o final de outubro, a variante Delta era a dominante em todas as províncias sul-africanas.

Durante a disseminação da Delta, a África do Sul chegou a ter um pico de mais de 26 mil casos diários em julho. O temor dos cientistas é de que a Õmicron provoque uma nova onda recorde, já que os dados de internação também dão sinais de aumento nos últimos dias.

Autoridades da Província de Gauteng disseram que estão se preparando para o pior. "Não estamos entrando em pânico, mas estamos profundamente preocupados", afirmou o governador de Gauteng, David Makhura.

Baixa cobertura

A maior preocupação das autoridades é com a baixa cobertura vacinal do país, que está atualmente em 36%, de acordo com o Departamento de Saúde. O temor é de que mais variantes surjam em um cenário de baixa vacinação e alta transmissão do vírus.

A hesitação frente á vacina é a maior responsável pela baixa adesão da população. O presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, informou no começo desta semana que seu governo está discutindo a possibilidade de tornar a vacinação obrigatória.

O OMS já alertou que pode demorar semanas para que se consiga informações concretas sobre a transmissibilidade da nova cepa e se ela seria capaz de vencer a barreira da imunidade adquirida por vacinas. A grande preocupação é com o alto número de mutações da variante, muito superior ao das cepas anteriores.

Apesar de os cientistas da África do Sul terem sido os primeiros a identificar a variante Ômicron, ela pode não ter necessariamente se originado no país. Ainda assim, diversos governos, em especial da Europa, anunciaram restrições para voos e viajantes de países do sul da África, provocando críticas da OMS e protestos de governos da região. (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O governo americano está se preparando para impor sanções ou outras medidas contra a Rússia se o país decidir invadir a Ucrânia, disse nesta sexta-feira, 3, a porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, em meio à suspeita de que o Kremlin se prepara para um conflito na fronteira.

Psaki afirmou que o presidente russo, Vladimir Putin, está tomando medidas que lhe permitirão invadir o país vizinho. "É por isso que queremos estar preparados em uma área sobre a qual expressamos sérias preocupações", declarou. Segundo a porta-voz, os EUA se preparam para telefonar para Putin nos próximos dias para discutir a questão.

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O presidente americano, Joe Biden, prometeu ontem dificultar a realização de uma ação militar na Ucrânia, dizendo que seu governo está montando um conjunto abrangente de iniciativas para conter uma possível agressão russa.

"O que estou fazendo é reunir o que acredito ser o conjunto mais abrangente e significativo de iniciativas para tornar muito, muito difícil para Putin ir em frente e fazer o que as pessoas temem que ele possa fazer", disse Biden.

Tropas

Os alertas americanos vêm em meio à crescente preocupação com o aumento de tropas russas na fronteira com a Ucrânia e a retórica cada vez mais belicosa do Kremlin. Segundo uma matéria publicada ontem na CNN, com base nos depoimentos de duas fontes familiarizadas com os últimos relatórios de inteligência americanos, as forças russas já têm capacidade para uma invasão rápida e imediata.

De acordo com as fontes, a Rússia teria construído linhas de abastecimento e unidades médicas e de combustível. Os equipamentos que estão na região poderiam abastecer forças da linha de frente por sete a dez dias e outras unidades de apoio por até um mês.

À CNN, o deputado democrata Mike Quigley, de Illinois, que faz parte do Comitê de Inteligência da Câmara, disse acreditar que a Rússia está posicionada para invadir "quando quiser".

Escalada

Desde novembro, o governo ucraniano e seus aliados ocidentais alertam para um reforço das tropas russas na fronteira com a Ucrânia e a possibilidade de uma invasão durante o inverno (no Hemisfério Norte). A Rússia - que anexou a Península da Crimeia da Ucrânia em 2014 - nega que esteja preparando um ataque e culpa Washington pelo aumento das tensões na região. O Kremlin também acusa o governo de Kiev de "provocações" em seu conflito de anos com separatistas pró-Rússia em duas regiões do leste do país. (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O papa Francisco destacou, neste sábado (4), no primeiro dia de sua visita a Atenas, a responsabilidade da Europa na crise migratória e lamentou que ela seja "dilacerada por egoísmos nacionalistas".

O pontífice argentino de 84 anos, que chegou pouco depois das 11h00 (6h00 de Brasília) ao aeroporto de Atenas, criticou o fato de "a Europa persistir em procrastinar" diante da chegada de migrantes "em vez de ser um motor de solidariedade".

Ele falou diante da presidente da República Helênica, Katerina Sakellaropoulou, e do primeiro-ministro grego, Kyriakos Mitsotakis, bem como para uma audiência de personalidades católicas e civis que o aplaudiram calorosamente no Palácio Presidencial de Atenas.

Se Francisco visitou a ilha grega de Lesbos em 2016, para onde retornará no domingo, é a primeira visita de um papa a Atenas em vinte anos, desde a de João Paulo II em maio de 2001.

Antes, passou dois dias em Chipre, onde criticou "o muro do ódio" erguido contra os migrantes, dos quais cinquenta serão transferidos para Roma, incluindo 10 em situação irregular, de acordo com Nicósia.

Em Atenas, o pontífice lembrou que a Grécia "recebeu em algumas de suas ilhas um número de irmãos e irmãs migrantes superior ao dos próprios habitantes". No entanto, "a comunidade europeia, dilacerada por egoísmos nacionalistas, por vezes parece bloqueada e descoordenada, em vez de ser um motor de solidariedade", declarou às autoridades políticas.

Poucos minutos antes, a presidente Sakellaropoulou havia mencionado a "humanidade dos gregos e o fardo desproporcional que suportaram" na gestão desta crise.

"Nosso país está tentando ao máximo prevenir o tráfico ilegal de pessoas", ressaltou.

A presidente também agradeceu ao papa seu "caloroso apoio" durante a conversão da Basílica de Santa Sofia de Istambul em mesquita, a fim de "mantê-la como um símbolo universal do culto religioso e um monumento emblemático do patrimônio mundial".

Em Atenas, o papa vem "para matar a sede nas fontes da fraternidade" e para fortalecer os seus laços com os seus "irmãos de fé", os cristãos ortodoxos, separados da Igreja Católica desde o cisma de 1054 entre Roma e Constantinopla.

Francisco se encontrará hoje com o arcebispo da Igreja Ortodoxa da Grécia Hieronym II e sua comitiva.

Em um vídeo publicado pouco antes de sua partida de Roma, o papa se apresentou como um "peregrino" indo ao encontro de "todos, não apenas católicos", uma minoria de 1,2% em um país com uma grande maioria religiosa ortodoxa, não separada do Estado.

- "Fontes da humanidade" -

Esta viagem - a sua 35ª ao exterior desde a sua eleição em 2013 - também será marcada no domingo por uma nova visita a Lesbos, símbolo da crise migratória, onde disse que iria "às fontes da humanidade" para advogar pela recepção e "integração" dos refugiados.

Sexta-feira em Chipre, Francisco pediu que o mundo "abra os olhos" para a "escravidão" e "tortura" a que os migrantes são submetidos.

Quarenta ONGs de defesa de migrantes instaram o papa a intervir para pôr fim às alegadas repulsões de exilados nas fronteiras greco-turcas.

O "pai espiritual" é aguardado com ansiedade em Lesbos, onde cerca de 30 novos requerentes de asilo desembarcaram na quarta-feira.

"Estamos esperando por ele de braços abertos", declarou Berthe, um camaronês que espera que o papa "reze por nós por causa das inseguranças que vivemos".

Durante sua "breve" visita ao campo de Mavrovouni, ele encontrará duas famílias de refugiados "escolhidas ao acaso", segundo Dimitris Vafeas, vice-diretor do campo.

Cerca de 900 policiais serão destacados durante sua viagem à ilha grega e ao redor do acampamento erguido às pressas após o incêndio de setembro de 2020 que destruiu a estrutura de Moria, visitada pelo papa há cinco anos.

Drones, veículos blindados e estradas cortadas: a capital também está sob segurança máxima até a partida do soberano pontífice no final da manhã de segunda-feira, em antecipação a possíveis manifestações hostis.

Mesmo que o clima seja melhor do que em 2001, durante a primeira visita de um papa à Grécia, há, dentro do sínodo grego, "alguns fanáticos anticatólicos famosos", comentou à AFP Pierre Salembier, superior da comunidade jesuíta na Grécia.

Todas as reuniões foram proibidas no centro de Atenas, sobrevoado por um helicóptero. São esperados até 2.000 policiais em caso de protestos de fundamentalistas ortodoxos.

Há vinte anos, João Paulo II pediu "perdão" pelos pecados dos católicos contra os ortodoxos, em referência ao saque de Constantinopla em 1204.

Um esquadrão antibombas foi acionado na última quarta-feira (1º) após um homem procurar o Hospital Real de Gloucestershire, na Inglaterra, com um projétil de artilharia introduzido no reto. 

O paciente disse que estava limpando a sua coleção de itens militares e colocou o objeto, que tem 17 cm de comprimento e seis cm de largura, no chão. Ele alega que escorregou e caiu no projétil.

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Segundo o site The Sun, uma equipe do Regimento de Descarte de Artilharia Explosiva esteve no local. Especialistas constataram que se tratava de um projétil da Segunda Guerra Mundial, que geralmente era disparado por canhões antitanques. 

"Como acontece com qualquer incidente envolvendo munições, os protocolos de segurança relevantes foram seguidos para garantir que não houvesse risco para pacientes, funcionários ou visitantes", disse um porta-voz do hospital ao The Sun.

Um dos integrantes do esquadrão detalhou que era um pedaço de chumbo pontudo e grosso e que não havia risco de vida. O paciente teve recuperação rápida e teve como maior risco a possibilidade de ter o seu intestino perfurado.

No centro de vacinação de Hammersmith, no oeste da capital britânica, a nova variante ômicron do coronavírus e suas incertezas motivam os londrinos a receberem uma injeção de reforço antes do Natal.

Na fila em frente a este prédio de tijolos vermelhos, Serafina Cuomo, uma professora universitária na casa dos cinquenta anos, vai receber sua terceira dose na sexta-feira.

"É mais seguro", diz ela com sotaque italiano, expressando a esperança de que a nova variante, da qual apenas algumas dezenas de casos foram relatados no Reino Unido, não a impeça de passar as férias de Natal com sua família.

Ela diz "não estar particularmente preocupada" em ser infectada, mas sim nas consequências que a nova cepa pode ter nas "atividades normais, viagens".

Poucos metros depois, Lotfi Ladjemi, 42 anos, que trabalha com finanças, afirma ter marcado hora para se vacinar "na primeira oportunidade".

“É muito importante que todos se vacinem” e consigam o reforço “especialmente” com o aparecimento do ômicron, insiste, embora reconheça que os dados sobre esta mutação, cujas consequências ainda são pouco conhecidas, “parecem um pouco contraditórios".

“Ninguém parece entender se a vacina é eficaz contra ela ou não”, lamenta.

- Recarregar a bateria -

O vereador trabalhista Ben Coleman, do distrito londrino de Hammersmith & Fulham, que representa os locais, diz que a frequência disparou desde que a variante apareceu: "um aumento de 58% nas doses de reforço na semana passada".

Diante da nova cepa, em um país duramente atingido com mais de 145.000 mortes, o governo de Boris Johnson acelerou a campanha de vacinação e estabeleceu a meta de oferecer uma dose de reforço a todos com mais de 18 anos até o final de janeiro.

Na localidade, “nós temos as vacinas, o problema é encontrar quem dê as injeções”, explica Coleman.

Também há muito trabalho pedagógico a fazer, diz ele. “Muita gente não entende que depois de duas doses da vacina é como uma bateria, enfraquece e é preciso recarregar”, explica.

Na sala de espera, em meio às luzes de néon brancas e ao cheiro de desinfetante, todos se deslocam de uma cadeira para outra em um movimento estranho ao se aproximarem do local da vacinação.

- As "marcas" do vírus -

Depois de tomar a vacina, é preciso ter um pouco mais de paciência antes de sair do local, tempo que leva para controlar o possível aparecimento de efeitos indesejáveis.

“Temos nossa vacina de reforço, nós dois!”, comemora Tasos Tsielepis, de 76 anos, acompanhado de sua esposa, Celine, preocupada com a variante.

"É assustador, certo? Esperamos que todos recebam a terceira dose", diz ela.

Seu marido lembra: "Tive a covid" no início da pandemia e "passei uma semana no hospital". "Eu não desejaria isso a ninguém ... foi horrível", diz o idoso.

O vírus deixa “sua marca [...] A doença passa, mas deixa você cansado, você se sente diferente por muito tempo”, explica.

Em sua opinião, "ninguém está confiante agora porque ninguém sabe o que virá depois da variante ômicron", então "esperamos e rezemos para que tudo corra bem".

Ao sair do posto de vacinação, Roberto Ricci, que trabalha com informática, sai com o sentimento de dever cumprido.

“Com a variante ômicron, é fundamental proteger os outros e se manter saudável”, afirma, referindo-se a um “dever cívico”.

Embora “ainda saibamos pouco” sobre essa variante, “depois de um tempo, o efeito da vacina enfraquece, por isso depois de alguns meses é bom fazer um reforço”, acrescenta.

“Tem também a família, é importante para todos”, completa.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse nesta sexta-feira (3) que não há dúvida de que a variante Ômicron vai se propagar pelo planeta. Até o momento, conforme a OMS, ainda não houve nenhuma notificação de morte pela cepa. A entidade pediu que os governos examinem os casos detectados dentro de suas fronteiras e avaliem os riscos para tomar medidas de contenção.

"Podemos estar seguros que essa variante se expandirá. A Delta também começou em um lugar e, agora, é predominante", afirmou o porta-voz da OMS, Christian Lindmeier, em entrevista coletiva nesta sexta-feira. "Uma vez que é detectada uma variante e se começa a vigilância, ela é encontrada mais e mais. Isso funciona assim. Quando se descobre, é porque já há uma série de casos em mais algum lugar."

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A Delta foi detectada na Índia no segundo semestre do ano passado. Hoje, representa mais de 90% dos casos de covid-19 no mundo.

A OMS, porém, fez um apelo para que o mundo não entre em pânico com a nova variante. A entidade destacou que é preciso levar em conta que a Delta foi a causadora de um aumento considerável de casos e internações em vários países, particularmente na Europa, nas últimas duas semanas.

"Os confinamentos, o fechamento de certas atividades econômicas, de mercados de Natal em partes da Europa, isso aconteceu antes da Ômicron", disse Lindmeier. "A razão foi o aumento de casos da Delta. Não percamos essa perspectiva."

Sobre as restrições de viagens impostas em alguns países, o porta-voz indicou que isso só se justifica se for medida para ganhar tempo, quando o sistema de saúde está em dificuldade. "Ao invés de fechar fronteiras e impor restrições, é preferível preparar o país e o sistema sanitário para que os casos cheguem", destacou.

Lindmeier indicou que é mais sensato reforçar a testagem de viajantes nos aeroportos. A adoção de barreiras entre países é uma estratégia que não encontra endosso na liderança da OMS.

A cientista-chefe da OMS, Soumya Swaminathan, disse que a Ômicron é "muito transmissível", durante entrevista realizada em conferência, nesta sexta, 3. "Até que ponto devemos ficar preocupados?", questionou. "Precisamos estar preparados e cautelosos, não entrar em pânico, porque estamos em uma situação diferente de um ano atrás." Swaminathan, porém, afirmou que é "cedo" para tirar conclusões sobre o comportamento da cepa. "Precisamos esperar, espero que seja mais ameno", disse. Ela destacou que o mundo está "mais preparado" para a variante por conta do avanço da vacinação.

A cientista ainda afirmou que, para se tornar dominante, a Ômicron terá de ser mais transmissível do que a variante detectada na Índia. "A Delta é responsável por 99% das infecções em todo o mundo. Essa variante teria que ser mais transmissível para competir e se tornar dominante mundialmente. É possível (que isso aconteça), mas não é possível prever", declarou. (Com agências internacionais).

Um homem de 50 anos de idade foi denunciado em Biella, na Itália, por ter aparecido em um posto de vacinação com um braço de silicone para conseguir o certificado sanitário sem tomar o imunizante.

Embora o silicone fosse muito parecido com a pele real do homem, a cor e a percepção ao toque deixaram a enfermeira Filippa Bua desconfiada na hora da aplicar da vacina. Após ter sido descoberto, o homem ainda pediu para que a profissional de saúde não o denunciasse, mas não obteve êxito.

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"O caso beira ao ridículo não fosse o fato de se tratar de um caso de enorme gravidade. É inaceitável, tendo em vista todo o sacrifício que a pandemia está fazendo a população passar", disse o governador do Piemonte, Alberto Cirio.

O político parabenizou a enfermeira que não caiu na armadilha do sujeito, além de ter agradecido os serviços prestados pelos profissionais de saúde ao longo da pandemia.

"Ele era uma pessoa como tantas outras, mas estava sorrindo, o que raramente acontece nos últimos tempos. Percebi imediatamente que algo não estava certo, eu fiquei muito chocada. Somos profissionais, mas uma coisa tão fantasiosa como essa nunca aconteceu comigo antes", comentou Bua.

Apesar de não ter tido seu nome revelado, o homem seria um trabalhador da área da saúde, mas foi suspenso do serviço por não ter sido vacinado. Após a denúncia, a polícia local investigará o caso.

Da Ansa

O chefe supremo dos talibãs pediu nesta sexta-feira (3) em um decreto que o governo "tome medidas sérias para respeitar os direitos das mulheres" no Afeganistão, entre outros contra casamentos forçados, mas sem mencionar o direito de trabalhar ou estudar.

"Ninguém pode obrigar uma mulher a se casar", declarou o mulá Hibatullah Akhundzada ao ordenar aos tribunais, governadores e vários ministérios que lutem contra os casamentos forçados, muito comuns no Afeganistão.

Os talibãs tentam convencer a comunidade internacional para que restabeleça a ajuda financeira ao país, imerso em uma grave crise humanitária mais de quatro meses depois que tomaram o poder.

Sobre o direito das mulheres afegãs, especialmente o acesso à educação e ao trabalho, é uma das condições para que os doadores estrangeiros voltem a oferecer ajuda.

Até agora, os islâmicos só permitiram que algumas funcionárias voltem ao trabalho: as que trabalham em educação e saúde. Também suspenderam as aulas para as adolescentes na maioria das escolas de ensino médio do país, apesar de alegarem que é uma medida temporária.

No decreto, Akhundzada fala mais sobre os casamentos e as viúvas. Pede que não se casem novamente à força e que tenham o direito a uma parte da herança de seu marido.

Os talibãs foram acusados por seus inimigos de casarem as mulheres à força com seus combatentes, acusações que não puderam ser verificadas.

Os casamentos forçados de meninas menores de idade, em troca de dinheiro, levam meses aumentando devido à pobreza.

O mulá Akhundzada também pediu ao ministério de Assuntos Religiosos que anime os "eruditos" a pregar contra a opressão das mulheres.

Desde o retorno dos talibãs ao poder, a economia afegã, que depende em grande parte dos subsídios internacionais, se afundou.

Washington congelou os ativos do banco central afegão e tanto o Banco Mundial quanto o Fundo Monetário Internacional suspenderam as ajudas.

A ONU alertou que 23 milhões de afegãos, de uma população de quase 40 milhões, estarão à beira da fome no inverno.

A variante Ômicron do coronavírus se propaga, o que provoca medo e uma avalanche de medidas em um mundo cansado por dois anos de uma pandemia que provocou mais de 5,2 milhões de mortes, apesar de a Organização Mundial da Saúde (OMS) não ter registrado até agora nenhuma morte provocada pela nova cepa.

"Não vi nenhuma informação sobre mortes vinculadas à ômicron", disse Christian Lindmeier, porta-voz da OMS, em Genebra, antes de advertir que "com certeza teremos mais casos, mais informações, e, tomara que não, possivelmente falecidos".

A OMS considera "elevada" a probabilidade de que a ômicron se propague por todo o planeta, mas ainda há muitas dúvidas sobre muitas incógnitas sobre os riscos e o nível de transmissão.

Desde que a África do Sul revelou o surgimento da variante na semana passada, mais de 20 países dos cinco continentes detectaram casos, em sua maioria importados, mas Estados Unidos e Austrália já anunciaram infecções locais.

O governo dos Estados Unidos confirmou na quinta-feira 10 contágios por ômicron: cinco no estado de Nova York, outros na Califórnia, Minnesota e Havaí.

A pessoa infectada em Minnesota havia viajado a Nova York e o paciente do Havaí não estava vacinado, mas não viajou, o que demonstra que a variante começou a ser transmitida localmente.

A Austrália informou nesta sexta-feira que três estudantes de uma escola de Sydney foram infectados com a variante ômicron, apesar da proibição de entrada de estrangeiros em seu território e das restrições para voos procedentes do sul da África.

Em Oslo (Noruega), mais da metade das entre 100 e 120 pessoas que compareceram a uma festa testaram positivo para o coronavírus - todas estavam vacinadas -, e pelo menos 17 são suspeitas de contágio com a variante ômicron, informou a prefeitura. O número pode aumentar com novos exames de sequenciamento.

- Novas medidas -

A agência de saúde europeia advertiu que a variante, aparentemente mais contagiosa e com várias mutações, será dominante "nos próximos meses" na União Europeia, enquanto a Organização Pan-Americana da Saúde alertou que em breve estará em circulação por todas as Américas.

A Alemanha reforçou as medidas para tentar conter a onda mais grave de coronavírus. "A situação é muito, muito complicada", disse o futuro chanceler, Olaf Scholz, após uma reunião com a atual chefe de Governo, Angela Merkel, e os líderes das 16 regiões do país.

O governo decidiu impedir o acesso dos alemães não vacinados (um terço da população) a estabelecimentos comerciais não essenciais, restaurantes ou locais culturais e de lazer, enquanto examina um projeto de vacinação obrigatória, medida que será aplicada na vizinha Áustria e começa a ser debatido em outros países.

O Brasil já registrou casos da variante e a festa de Ano Novo foi cancelada em São Paulo.

Também foram adiadas as negociações previstas para janeiro em Genebra da convenção da ONU sobre a biodiversidade (COP15) devido à "incerteza" provocada pela ômicron.

Em Washington, o presidente Joe Biden anunciou uma campanha de inverno para conter a covid-19, sem medidas drásticas, com limitações às viagens e reforço da vacinação, pois menos de 60% da população dos Estados Unidos foi imunizada.

A partir do início da próxima semana, além da vacinação, os viajantes que entram no país terão que apresentar teste com resultado negativo feito um dia antes da viagem, informou a Casa Branca.

- Propagação exponencial -

A África do Sul informou uma propagação "exponencial" do vírus e a nova variante já é dominante no país. As autoridades anunciaram um pico de contágios em crianças, mas ainda não sabem se está vinculado à variante ômicron.

Um estudo de cientistas sul-africanos indica que o risco de voltar a contrair covid-19 é três vezes maior com a variante ômicron que com as variantes beta e delta.

Isto se une aos temores de maior resistência da ômicron às vacinas existentes, enquanto os laboratórios tentam desenvolver versões específicas de seus fármacos.

O surgimento da variante afeta as perspectivas de recuperação econômica. A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômicos (OCDE) pediu que as vacinas sejam produzidas e distribuídas o mais rápido possível em todo o mundo.

O FMI pediu às economias do G20 que ampliem a iniciativa de alívio da dívida, ao advertir que muitos países poderiam sofrer um "colapso econômico" e enfrentar pressões financeiras.

As doses de reforço das vacinas anticovid oferecem um nível de proteção diferente de acordo com as marcas, mas a imunidade em geral volta a melhorar, afirma um estudo publicado na revista The Lancet.

O estudo foi realizado em junho no Reino Unido com um grupo de 3.000 pessoas e comparou diversas configurações, segundo a vacina aplicada inicialmente e a escolhida como reforço.

Os pacientes haviam recebido o esquema vacinal completo, com AstraZeneca ou Pfizer/BioNtech.

No caso da Pfizer, as pessoas receberam uma dose de reforço no mínimo dois meses depois da segunda injeção. No caso da AstraZeneca receberam a terceira dose no mínimo três meses depois.

A dose poderia ser da mesma marca ou uma combinação com CureVac, Moderna, Novavax, Valneva ou Janssen.

Alguns pacientes receberam placebo.

Em praticamente todas as configurações de reforço (exceto as que continham placebo), os participantes geraram geraram novas doses de anticorpos, embora a combinação Pfizer/Valneva não tenha apresentado nenhuma mudança considerável.

"Todas as vacinas que reforçaram a imunidade apresentaram resultados com pessoas jovens e mais velhas, mas há grandes diferenças de resposta de acordo com a vacina", afirmaram os autores do estudo.

A análise também mostrou várias limitações.

A dose de reforço foi administrada com um período de tempo curto na comparação com a segunda dose. Em alguns casos, inclusive, o tempo entre a segunda e a terceira doses foi menor que o período entre a primeira e a segunda injeção.

Além disso, o estudo não mediu a eficácia real das vacinas a respeito da doença, apenas as reações do sistema imunológico.

Os autores da pesquisa pretendem seguir controlando o nível de reação das pessoas que participaram no estudo entre seis e oito meses depois de suas primeiras doses.

O estudo também examinou os efeitos colaterais, considerados "aceitáveis" em todas as configurações.

Marco legal, tendências, opinião pública: quando se trata do direito ao aborto, os Estados Unidos representam claramente uma exceção no cenário internacional.

- Com Pequim e Pyongyang -

Na falta de uma lei federal, coube à Suprema Corte dos Estados Unidos garantir, em 1973, o direito ao aborto, que, no entanto, se limita a um feto "viável", ou seja, até o momento em que tenha a capacidade de sobreviver fora do útero, entre 22 e 24 semanas de gestação.

Em uma audiência na quarta-feira, que pode marcar uma mudança histórica, a mais alta corte do país pareceu querer recuar.

O líder da Suprema Corte, o conservador John Roberts, declarou-se especialmente "inquieto" ao considerar que "os Estados Unidos compartilham com a China e a Coreia do Norte o limite da viabilidade", enquanto no resto do mundo as restrições são maiores.

Usando o mesmo argumento, o ex-vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, um cristão ultraconservador, havia pedido à Suprema Corte que removesse os Estados Unidos das ditas "margens radicais" para adaptar sua legislação a um modelo mais ocidental.

Os Estados Unidos, de fato, estão entre os países com os prazos mais longos permitidos ao aborto.

Segundo estudo do Centro de Direitos Reprodutivos, cerca de 67 países no mundo, principalmente ocidentais, autorizam a interrupção voluntária da gravidez sem justificativa.

Além disso, os Estados Unidos fazem parte de uma dezena de países com o limite mais estendido, junto com China, Reino Unido (24 semanas), Canadá (até o parto) e várias regiões da Austrália.

No entanto, esses limites são enganosos, porque em muitos países também existem exceções "econômicas, sociais ou médicas" para abortar até o momento do parto, segundo Julie Rinkelman, advogada que defende o "status quo" na Suprema Corte.

- Em outros estados -

Acima de tudo, a advogada acrescenta em sua resposta ao juiz Roberts, esses países "não têm o tipo de barreiras que temos aqui".

Os estados conservadores do centro e do sul do país efetivamente multiplicaram as leis restritivas nos últimos anos, forçando o fechamento de inúmeras clínicas de aborto, a tal ponto que apenas uma em cada seis permanece aberta.

Desde 1º de setembro, o estado do Texas proíbe o aborto a partir das seis semanas de gestação, o que ainda não gerou uma decisão da Suprema Corte. Em contrapartida, o aborto é muito acessível em estados progressistas vizinhos, como Califórnia ou Nova York.

Poucos países apresentam diferenças tão marcantes entre estados ou regiões.

"Somos uma aberração em termos da evolução dos direitos ao aborto", estima Nancy Northup, presidente do Centro para os Direitos Reprodutivos. "A tendência desde os últimos 25 anos é flexibilizar as medidas, com avanços recentes no México, Argentina e Benin".

Em comparação com outras democracias ocidentais, os Estados Unidos também se destacam por seu acirrado debate sobre o aborto. 75% dos suecos, 65% dos britânicos, 64% dos franceses, 61% dos italianos e espanhóis... acham que o aborto deve ser autorizado sempre que uma mulher quiser, enquanto apenas 42% dos americanos compartilham desta opinião, de acordo com uma pesquisa Ipsos de 2021.

E nesses países, que tiveram fortes mobilizações na época da legalização do aborto, o debate enfraqueceu posteriormente.

Nos Estados Unidos, entretanto, após a decisão de 1973, o clima piorou especialmente quando o Partido Republicano usou a luta antiaborto para mobilizar eleitores da direita mais conservadora e religiosa.

O ex-presidente Donald Trump personifica o extremo dessa estratégia: em 1999, o bilionário se declarou a favor dos direitos das mulheres de "escolher", mas sua vitória nas eleições presidenciais de 2016 se deve em parte à promessa de nomear juízes contra o aborto à Suprema Corte.

Ao longo de seu mandato, Trump conseguiu incluir três magistrados conservadores no mais alto órgão judicial do país e essa estratégia parece estar prestes a dar frutos.

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