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Foi rejeitada na Câmara dos Deputados uma emenda aglutinativa apresentada pelo PDT para alterar o pedágio em uma das regras de transição da reforma da Previdência (PEC 6/19). Foram 195 votos a favor e 296 contra. Para a aprovação, seriam necessários 308 a favor. Os deputados continuam a análise dos destaques apresentados ao texto-base aprovado em primeiro turno na quarta-feira (10).

Para quem já está trabalhando, o relator da reforma na comissão especial da Câmara, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), sugeriu pedágio de 100% do que faltar na data da promulgação da futura emenda constitucional para atingir o tempo de contribuição de 35 anos para homens e 30 anos para mulheres. A emenda do PDT pretendia reduzir esse pedágio de 100% para 50%.

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Essa regra de transição é válida para os setores público e privado e exige idade mínima de 60 anos para os homens e 57 anos para as mulheres. Para os professores do ensino básico, a idade mínima cai dois anos (58/55) e o tempo de contribuição, cinco (30/25). No caso dos servidores, é preciso ainda pelo menos 20 anos de serviço público e 5 no cargo em que se der a aposentadoria.

O benefício de aposentadoria para os servidores que ingressaram até 31 de dezembro de 2003 corresponderá ao último salário (integralidade), com reajustes iguais aos da ativa (paridade). No caso dos demais, valerá a fórmula de cálculo geral, com média de todos os salários e percentual que varia conforme o tempo de contribuição.

Neste momento o Plenário analisa destaque apresentado pelo PDT para tentar eliminar o pedágio proposto na regra de transição. O líder do partido na Câmara, André Figueiredo (CE), encaminhou voto contrário ao texto. “Os 100% são demasiados, mas algum pedágio tem de existir”, afirmou.

*Da Agência Câmara

O trabalhador precisará contribuir 40 anos para aposentar-se com 100% da média do salário de contribuição, informou nesta quarta-feira (20) o Ministério da Economia. A nova fórmula de cálculo do benefício substituirá o fator previdenciário, usado atualmente no cálculo das aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Atualmente, os benefícios do INSS são calculados da seguinte forma: sobre 80% da média do salário de contribuição para a Previdência incide o fator previdenciário, que mistura expectativa de vida e tempo de contribuição. A aplicação do fator previdenciário resulta em aposentadorias mais elevadas para quem trabalha mais tarde e em benefícios menores caso a expectativa de vida da população aumente.

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Pelas novas regras, o trabalhador com 20 anos de contribuição começará recebendo 60% da média das contribuições, com a proporção subindo dois pontos percentuais a cada ano até atingir 100% com 40 anos de contribuição. Caso o empregado trabalhe por mais de 40 anos, receberá mais de 100% do salário de benefício, algo vetado atualmente.

Durante o período de transição de 12 anos, no entanto, o limite de 100% continuará valendo, tanto para o setor público como o privado. Segundo o secretário de Previdência da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, Leonardo Rolim, o novo cálculo é mais simples que o fator previdenciário.

A proposta de reforma da Previdência está sendo detalhada no Ministério da Economia. Participam da entrevista o secretário especial adjunto de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco; o secretário de Previdência, Leonardo Rolim, e o secretário adjunto de Previdência, Narlon Gutierre. Também dão explicações o procurador-geral adjunto de Gestão da Dívida Ativa da União, Cristiano Neuenschwander, e o diretor de Programa da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, Felipe Portela.

Em um domingo (5) ensolarado, Pinheirense e Independente se enfrentaram no Mangueirão e quem se deu melhor foi o Galo Elétrico. O time de Léo Goiano venceu por 3 a 1 os comandados de Júnior Amorim e se manteve como o único time 100% no Parazão nesta terceira rodada.

Aos 35 minutos, Mocajuba recebeu na esquerda e bateu cruzado, o goleiro Paulo Wanzeler não segurou e Welligton Cabeça aproveitou a sobra para abrir o placar. Três minutos depois, ainda abalado com o gol, o Pinheirense sofreu seu segundo revés. Após escanteio cobrado pela esquerda, a bola sobrou para Moisés, ex-Paysandu, só empurrar para as redes e ampliar para o Independente.

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Na virada do segundo tempo, o General veio com outra atitude e diminuiu com Sandro, aos 9 minutos. Gabriel cruzou da esquerda e a zaga afastou, Biolay só ajeitou  para a entrada da área e o meia finalizou de primeira, fazendo um golaço e dando esperanças para o Pinheirense.

Faltando um minuto para o fim, quem marcou o gol foi o Galo Elétrico. Magno recebeu em velocidade pela direita e correu até entrar na área, gingou para cima da defesa e chutou forte, sem chances para Paulo Wanzeler. Júnior Amorim perdeu uma invencibilidade de oito jogos no comando do General.

O Independente se manteve líder e 100% no grupo A2 e agora tem quatro pontos de vantagem para o Clube do Remo, segundo lugar. O Pinheirense perdeu a liderança do grupo A1 e agora é o terceiro, com quatro pontos, podendo cair para quarto, pois o Paysandu tem um jogo a menos.

Na próxima rodada, o General enfrenta o Águia, em Marabá, no Sábado(11), ás 20h, no Estádio Zinho Oliveira. O Galo Elétrico viaja até Santarém para enfrentar o São Raimundo, no Colosso do Tapajós, no domingo (12), ás 18 horas.

Por Mathaus Pauxis.

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Expondo patente evolução entre os tempos do confronto, o Náutico venceu o América, por 1x0, nesta segunda-feira (22), na Ilha do Retiro – o mando de campo era do Mequinha, mas, devido às más condições do Estádio Ademir Cunha, o jogo ocorreu no reduto leonino. O gol da vitória alvirrubra foi marcado pelo zagueiro Ronaldo Alves. Agora, Gilmar Dal Pozzo e seus comandados estão ainda mais firmes na liderança do hexagonal do título do Campeonato Pernambucano, com 12 pontos – cinco a mais que o vice-líder Salgueiro – e 100% de aproveitamento nas quatro rodadas disputadas. 

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Afobado, o Náutico passou os primeiros 45 minutos esbarrando nas próprias precipitações e na organizada marcação do América. O time alvirrubro até que manteve a bola no campo ofensivo durante a maior parte do tempo. Entretanto, faltou, em muitos momentos, o discernimento para saber desacelerar as jogadas e buscar os espaços com mais consciência. 

Essa pressa resultou em consecutivos erros nos últimos passes visando às conclusões. Tanto que, antes do intervalo, foram apenas duas finalizações, sem perigo, e um pênalti que Daniel Morais cobrou para defesa de Delone – vale ressaltar que o cobrador oficial, desde o ano passado, era Ronaldo Alves, que vinha convertendo as penalidades.

No retorno dos vestiários, o Náutico deu sinais de que voltaria a expor uma ‘falsa criatividade’ ofensiva. Mas, logo aos três minutos do segundo tempo, o enredo do duelo começou a tomar rumo. Em jogada ensaiada, a bola sobrou para Ronaldo Alves, que estava tento e escorou para o fundo das redes do inspirado Delone. 

A partir do tento marcado pelo capitão alvirrubro, o Náutico passou a jogar solto. Nessa evolução do Timbu, cabe observar que o meia Renan Oliveira surgiu como protagonista. O articulador entrou no fim do primeiro tempo, no lugar de Rafael Ratão, que saiu de maca, e alçou o setor ofensivo da equipe com passes refinados.

Com essa ‘cara nova’, o Timbu descontou tudo que deixou de fazer no primeiro tempo. Trabalhou a bola com maior objetividade e assustou Delone em seguidas oportunidades. Foram duas bolas na trave, com Daniel Morais e Thiago Santana, além de um verdadeiro bombardeiro contra a meta do Mequinha. O resultado, no entanto, permaneceu inalterado.

FICHA DO JOGO

AMÉRICA

Delone; Ricardinho, Danilo, Yuri e Da Silva; Glauber, Danyel, Thiago Laranjeira e Alex Gaibu (Carioca); Ewerton Bala e Netto (Dentinho). Técnico: Charles Muniz.

NÁUTICO

Júlio César; Rafael Pereira, Ronaldo Alves, Fabiano Eller e Gastón Filgueira; Elicarlos, Rodrigo Souza, Esquerdinha (Thiago Santana) e Rony; Rafael Ratão (Renan Oliveira) e Daniel Morais. Técnico: Gilmar Dal Pozzo. 

Competição: Campeonato Pernambucano (hexagonal do título).

Data: 22/02/2016.

Local: Ilha do Retiro (Recife/PE).

Árbitro: Ricardo Jorge.

Assistentes: Fernanda Colombo e Charles Rosas.

Gols: Ronaldo Alves, aos três minutos do 2º tempo (Náutico).

Cartões amarelos: Ewerton Bala (2), Ricardinho e Yuri (América); Esquerdinha e Rodrigo Souza (Náutico).

Cartão vermelho: Ewerton Bala (América).

Público: 2.626.

Renda: R$ 71.920,00.

A seleção brasileira feminina de vôlei garantiu nesta quinta-feira o 100% de aproveitamento no Sul-Americano disputado em Cartagena, na Colômbia, ao vencer a grande rival Argentina em sets diretos. As comandadas do técnico José Roberto Guimarães venceram o terceiro jogo na competição pelo placar de 25/16, 25/17 e 25/14.

Com o resultado, o time nacional assegurou a primeira colocação do Grupo B do Sul-Americano. Também manteve a campanha impecável na competição até agora. Sem perder sets, venceu Uruguai, Chile e Argentina.

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Na partida desta quinta, Zé Roberto voltou a mudar o time. Começou com Dani Lins, Sheilla, Mari Paraíba, Gabi, Fabiana, Juciely e a líbero Camila Brait. E, mesmo sem as pancadas de Adenízia, o Brasil dominou com facilidade a partida e aproveitou os desfalques de peso da Argentina - Emilce Sosa, Leticia Boscacci e Paula Yamila Nizetich - para confirmar o favoritismo das brasileiras.

Por ter terminado a fase de grupos na primeira colocação, o Brasil vai cruzar com segundo colocado na outra chave, nesta sexta-feira. O adversário será definido ainda nesta quinta. Será o perdedor do confronto entre Colômbia e Peru - as duas equipes já estão garantidas nas semifinais.

Sem apito e sem prancheta. Longe de teorias e teoremas táticos. El Profesor não foi bicampeão mundial como o italiano Vittorio Pozzo. Ou disputou e venceu tantos jogos quanto o alemão Helmut Schön. Nem o mais jovem treinador, tão pouco o mais velho. O mal-acostumado uruguaio Alberto Supicci simplesmente não conheceu mais nada senão vitórias em Copa do Mundo.

Quase meio século depois da Guerra contra Oribes e Rosas e da batalha no Monte Caseros – travada, no Uruguai, entre Brasil e Argentina –, nascia Alberto Supicci. Em 1982, na pequena Colônia de Sacramento, de cara virada para Buenos Aires, mas separados pelo Rio da Prata. O garoto ainda via os traços dos confrontos e havia aprendido que os duelos são vencidos através de ataques.

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Alberto Supicci até tentou jogar futebol, era um meia-esquerda. Entretanto, a genialidade do uruguaio coloniense não estava nas pernas, como do compatriota montevideano Héctor Scarone. Supicci era melhor como líder. Não demorou para se tornar o treinador do Uruguai.Técnico Alberto Supicci, conhecido como El Profesor. Foto: El Grafico/Wikimedia Commons

Supicci tinha sob comando uma seleção de calibre. Bicampeã dos Jogos Olímpicos (1924 e 1928). Precisava apenas de poder de fogo e coragem para não deixar escapar o título da primeira Copa do Mundo, e em casa.

Na estreia do Mundial, diante do Peru, em  18 de julho de 1930, o Uruguai esbarrou no paredão chamado Pardón – nome, no mínimo, irônico. Os mandantes da Copa do Mundo entraram em campo no Estádio Centenário – com as obras ainda inacabadas – com direito a desfile de bandeiras e às presenças dos presidentes Jules Rimet (Fifa) e o uruguaio Juan Campisteguy. A Celeste sofreu, suou e demorou 60 minutos para balançar as redes. Castro marcou o único gol da vitória por 1x0.

O Uruguai precisava de mais ofensividade. No duelo seguinte, El Profesor a encontrou em Scarone, atleta mais velho do grupo e bastante criticado pela imprensa local. Atacante e técnico calaram as reclamações ainda no primeiro tempo da partida contra a Romênia, que havia vencido o Peru por 3x1. Aos 7, gol  de Dorado. Scarone ampliou aos 24. Anselmo dilatou a diferença aos  30. Cinco minutos depois, Cea fechou a goleada por 4x0. O segundo tempo foi apenas um passeio de qualidade e brincadeiras.

Não dava mais para segurar o Uruguai. Na partida seguinte, nas semifinais venceu a Iugoslávia por 6x1, com três gols de Cea. Na final, diante da eterna rival Argentina, Alberto Supicci teve o maior desafio. Superado com um 4x2 e de virada no Estádio Centenário, de Montevidéu, e aos olhos de 70 mil pessoas.

Em 1932, El Profesor abandonou o comando da seleção uruguaia – que dois anos depois rejeitou o convito para o Mundial da França como boicote, já que os europeus havia se negada a viajar à América do Sul na edição anterior. Alberto Supicci ainda viu sua pátria desdenhar o torneio em 1938. Quando voltou à disputa, em 1950, no Brasil, o Uruguai até chegou a empatar com a Espanha por 2x2, mas sobre os cuidados do técnico Juan Lopez.

El Profesor foi o único técnico que venceu todos os jogos disputados em uma Copa do Mundo. Dirão, “mas foram apenas quatro jogos”. Quatro vitórias, três elásticas! Talvez, resmungarão que a seleção era muito boa. A própria imprensa uruguaia reclamava do time. Fato é que Alberto Supicci foi o único treinador com 100% de aproveitamento. Hoje, dá nome ao tímido Estádio Profesor Alberto Suppici com capacidade para 9 mil pessoas, em Colonia de Sacramento.

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