Tópicos | abelhas

Abelhas jataí, ótimas para polinizar seu jardim, fazemos envios para todo o Brasil”. Anúncios como esse não são raros na internet e, em alguns cliques, é possível adquirir a própria colônia de abelhas sem ferrão. Esse comércio, no entanto, sem as devidas autorizações e cuidados, é ilegal e uma das principais ameaças à conservação de espécies brasileiras.

O biólogo e pesquisador do Instituto Nacional da Mata Atlântica (Inma) Antônio Carvalho desenvolveu métodos de mineração de dados na internet para analisar anúncios de vendas de abelhas sem ferrão. Ele desvendou uma rede de vendedores que opera ilegalmente o comércio em mercados de vendas online no Brasil. A pesquisa foi publicada na revista inglesa Insect Conservation and Diversity e divulgada pela Agência Bori

##RECOMENDA##

Carvalho encontrou na internet vendedores de 85 cidades brasileiras. A maioria está localizada em áreas da Mata Atlântica, que comercializam colônias de abelhas a preços que vão de R$ 70 a R$ 5 mil. Ao todo, o pesquisador mapeou 308 anúncios de vendas ilegais entre dezembro de 2019 e agosto de 2021. Juntos, esses anúncios somavam R$ 123,6 mil. As vendas são feitas em espaços de fácil acesso. A maior parte, 79,53%, por exemplo, está no Mercado Livre.

Existem, no Brasil, mais de 240 espécies de abelhas sem ferrão. Os principais grupos visados pelos vendedores nos 308 anúncios observados no estudo foram jataí (Tetragonisca angustula), diversas espécies de uruçu (Melipona spp.), mandaguari (Scaptotrigona spp.) e  abelhas-mirins (Plebeia spp.). Entre as mais cobiçadas estão a uruçu-capixaba (Melipona capixaba) e a uruçu-nordestina (Melipona scutellaris), abelhas em perigo de extinção.

“A gente já trabalha com essas espécies há muito tempo e já sabe que estão sendo inseridas a uma velocidade muito grande, principalmente nos últimos anos, por causa do tráfico e por causa da venda clandestina pela internet”, diz Carvalho. “Eu posso citar vários problemas que podem levar inclusive ao desaparecimento dessas abelhas, favorecendo a crise mundial de polinizadores que a gente vem enfrentando”, alerta.

Desequilíbio ambiental

O estudo mostra que o comércio ilegal de abelhas pode gerar sérios desequilíbrios ambientais. “As abelhas são responsáveis pela polinização de quase todas as plantas que a a gente conhece e utiliza”, diz, Carvalho. “Elas visitam uma flor e levam o pólen de outra. Por isso têm frutos e grande diversidade nas florestas. Sem pedir nada em troca, as abelhas acabam protegendo o ambiente de forma geral.  A função ecossistêmica delas é importantíssima”.

O pesquisador explica que introduzir espécies em novos ambientes sem os devidos cuidados pode causar desequilíbrios, prejudicando a reprodução das plantas e, consequentemente, a produção de alimentos no campo e nas cidades, além de ameaçar espécies locais de abelhas e outros insetos.

As abelhas podem ainda levar consigo alguns parasitas que não são comuns a esse novo ambiente, com o risco de contaminar a fauna local. Além disso, as abelhas transportadas podem não se adaptar ao clima do novo local e morrer.

O que a diz a lei

Carvalho ressalta que a criação de abelhas, mesmo em áreas urbanas, não é proibida e nem a sua comercialização, mas é necessário que os interessados tenham os devidos registros nos órgãos ambientais e que sejam tomados cuidados para evitar prejuízos à fauna e à flora local.

De acordo com a Resolução 496/2020 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), a criação de abelhas-nativas-sem-ferrão deve ser “restrita à região geográfica de ocorrência natural das espécies” e é necessária autorização ambiental para a comercialização. Para transportá-las, é necessária a emissão de Guia de Transporte Animal (GTA), documento oficial de emissão obrigatória para o trânsito intradistrital e interestadual de animais.

“Eu vi no meu trabalho que a maioria dos vendedores comercializa até três colônias por anúncio. Então, são raros os que chamo no trabalho de vendedores regulares, ou seja, os profissionalizados, aqueles que fazem e sabem que estão fazendo errado e vendem muitas colônias”, explica Carvalho.

Para ele, além de ações por parte do governo, com fiscalizações e conscientização e ação conjunta da comunidade científica e da comunidade em geral, uma forma de combater o comércio ilegal é conscientizando os próprios criadores.

“Eu trabalho com meliponicultores há muitos anos, vejo que a lei veio e eles ainda não se adaptaram. Vejo que a principal forma é a educação dos meliponicultores para o problema, para que entendam que eles são as principais vítimas, porque as próprias colônias deles podem sofrer com a inclusão de parasitas no ambiente onde estão fazendo seus negócios. Trazer os meliponicultores para o nosso lado é muito importante”, defende o pesquisador.  

Combate ao comércio ilegal

Em nota, o Mercado Livre diz que, conforme preveem os seus termos e condições de uso, é proibido o anúncio de espécies da flora e fauna em risco ou em extinção. A venda é proibida pela legislação ou pelas normas vigentes, assim como o anúncio de espécies de fauna silvestre. "Diante disso, assim que identificados, esses anúncios são excluídos e o vendedor notificado, podendo até ser banido definitivamente".

A empresa informa ainda que combate proativamente "o mau uso de sua plataforma, que conta com tecnologia e equipes dedicadas para identificação e moderação dos conteúdos. Além disso, atua rapidamente diante de denúncias que podem ser feitas pelo poder público, por qualquer usuário diretamente nos anúncios ou por empresas que integram seu programa de proteção à propriedade intelectual".

A nota acrescenta que o Mercado Livre não é responsável pelo conteúdo gerado por terceiros, conforme prevê o Marco Civil da Internet e a jurisprudência consolidada do Superior Tribunal de Justiça (STJ) para plataformas de intermediação, mas que mesmo assim, atua no combate à venda de produtos proibidos e auxilia as autoridades na investigação de irregularidades.

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) foi procurado, mas não se posicionou até o fechamento desta matéria. 

A Polícia Civil investiga a morte de uma mulher de 61 anos que foi atacada por abelhas em Jatobá, município do Sertão de Pernambuco. Ela sofreu ferroadas pelo corpo, mas não teria resistido a um ferimento na cabeça causado por uma queda ao tentar fugir do enxame. 

Segundo testemunhas, a mulher identificada como Maria do Socorro de Sá trabalhava em uma propriedade na Zona Rural do município quando foi perseguida pelas abelhas na segunda-feira (28). 

##RECOMENDA##

De acordo com a Polícia, ela chegou a dar entrada em um hospital local, onde a morte foi confirmada. As investigações já foram iniciadas para esclarecimento dos fatos.

Um homem de 30 anos foi encontrado morto dentro do lago de uma fazenda localizada em Brasilândia, no interior de Minas Gerais. Segundo o Corpo de Bombeiros, ele se jogou no local tentando fugir de um enxame de abelhas e acabou sendo atacado por piranhas.

O fato aconteceu no último sábado (30). Outros dois amigos estavam com o homem, mas conseguiram nadar e sair do local. O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas não conseguiu achar o corpo no sábado porque não tinha os equipamentos necessários para o mergulho. 

##RECOMENDA##

Os oficiais voltaram no domingo (31) e encontrou a vítima próxima da superfície da água. À Folha de S. Paulo, o bombeiro que fez o mergulho narrou que o homem possuía diversas lacerações no corpo, que parecia com mordidas de piranhas. No entanto, não está claro se ele morreu pelos ferimentos ou pelo afogamento.

Na manhã desta segunda-feira (30), um idoso e mais três pessoas foram atacadas por um enxame de abelhas em uma parada de ônibus no bairro de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. Equipes de socorro precisaram encaminhar duas vítimas para unidades de saúde.

A ocorrência na Rua Charles Darwin, próxima ao antigo Hospital Alfa, ocorreu por volta das 8h15, quando o Corpo de Bombeiros e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram chamados.

##RECOMENDA##

As quatro vítimas receberam atendimento no local e, pelo menos, duas foram levadas para unidades de saúde, informou o Samu.

Uma delas foi o idoso, de 66 anos, que foi encaminhado para uma unidade da Hapvida no bairro do Derby, área Central. A outra foi transportada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Imbiribeira, na Zona Sul.

Sem ferimentos graves, uma das vítimas assinou um termo de liberação do Samu ainda no local e não precisou de acompanhamento especializado. Já a quarta pessoa foi socorrida pela equipe do Corpo de Bombeiros, que não deu detalhes sobre os procedimentos da ocorrência. 

A partida entre Souza e São Paulo Crystal, pela semifinal do Campeonato Paraibano, que acontecia nesta terça-feira (1), no estádio Marizão, no Sertão da Paraíba, precisou ser interrompida depois de os jogadores serem atacados por um enxame de abelha.

Assim que o ataque começou, jogadores, comissão técnica e a equipe de arbitragem se jogaram no chão tentando se salvar das ferroadas dos insetos. O jogo ficou paralisado por aproximadamente 3 minutos e depois foi reiniciado pelo juiz Afro Rocha. 

##RECOMENDA##

Depois do susto, o jogo prosseguiu e definiu o primeiro finalista do Campeonato Paraibano. O Souza venceu por 1x0 e conquistou o direito de ir à final. Botafogo-PB e Campinense decidem a outra vaga em jogo que acontece nesta quarta-feira (2), no Almeidão.  

[@#video#@]

Uma espécie de abelha no Vietnã usa excrementos de animais, que grudam na entrada de suas colmeias, para dissuadir temidas vespas gigantes de se aventurarem por ali - mostra um estudo publicado na quarta-feira (9).

Como todas as abelhas, a espécie "Apis cerana" não pode competir com os ataques de vespas gigantes, como a vespa soror, ou a vespa-mandarina.

Em primeiro lugar, porque são "quatro ou cinco vezes maiores", explica à AFP Heather Mattila, professora de biologia da American University, de Wellesley.

Outro motivo é que, enquanto uma vespa comum ataca sozinha, as espécies gigantes "fazem ataques em grupo", continua a autora deste estudo publicado na Nature Communications.

Normalmente, uma vespa "exploradora" marcará quimicamente uma colmeia, esfregando sua barriga, antes de retornar com até 50 de sua espécie.

Seu objetivo é "assumir o controle da colmeia, matando todas as operárias ou afugentando-as, antes de penetrar no ninho, roubar as larvas e levá-las para casa para alimentar seus filhotes", explica Mattila.

As abelhas não têm falta de recursos para se opor a essas incursões. Elas usam, por exemplo, uma técnica de "heat-balling" ("bola de calor"), na qual cerca de 100 delas se aglutinam ao redor da vespa-gigante-asiática, formando uma bola, cujo calor a mata.

Esta é a primeira vez, no entanto, que pesquisadores observam o uso de excrementos.

- O princípio ativo, uma incógnita -

No Vietnã, alguns apicultores notaram o estranho balé de suas abelhas depositando algo depois de um ataque de vespas, mas apenas um deles sugeriu que era excremento de búfalo d'água.

"Achamos que era loucura, porque as abelhas não coletam excrementos", disse Mattila, lembrando que se trata de um inseto particularmente limpo e cuidadoso.

Mas, de fato, é o que elas fazem, aplicando uma constelação de pedaços de esterco, ou de excremento de galinha na entrada de sua colmeia após um ataque, ou quando detectam a marca de uma vespa exploradora em sua colmeia.

E, quanto mais denso esse arranjo, mais eficaz ele é, constatou a equipe de Mattila, que estudou três apiários durante dois meses de outono, uma época em que as vespas gigantes multiplicam seus ataques para atender às necessidades de seus próprios ninhos.

Em média, as vespas passavam quatro vezes menos tempo na entrada da colmeia, quando ela estava cheia de excremento.

Os cientistas têm "a prova de que os excrementos serve de repelente", afirma.

Ela também sugere que seu odor pode mascarar o da colmeia, ou a marca deixada por uma vespa exploradora.

Mattila confessa ignorar o princípio ativo. É um produto da digestão, ou "muito provavelmente, algo que se recicla na comida dos animais" (búfalos, porcos, ou frangos), como uma espécie de planta? Ou, mais prosaicamente, o próprio excremento?

A partir daí para imaginar que bastaria proteger as colmeias com excrementos é apenas um passo, mas a cientista desaconselha.

"Seria uma péssima ideia. As abelhas buscam usar algo muito particular e tem que entender o que é", sem mencionar o risco de desnaturalizar o mel que produzem, concluiu.

Um enxame de abelhas causou confusão no aeroporto de Calcutá, na Índia, após os insetos resolverem criar uma colônia na fuselagem de dois aviões, atrasando ambos os voos.

Inicialmente as abelhas apareceram em um avião da companhia aérea Vistara no domingo (29), enquanto a aeronave estava em um hangar se preparando para o próximo voo. Na manhã seguinte, o enxame reapareceu em outra aeronave no mesmo hangar.

##RECOMENDA##

Em ambas as ocasiões foram usados dos caminhões de bombeiros que removeram as abelhas com um jato de água, fazendo atrasar cada voo em cerca de uma hora.

Não se sabe exatamente a razão destas invasões de abelhas, no entanto, os enxames de abelhas geralmente se aglomeram quando seus ninhos são deslocados, avança Daily Mail.

As abelhas podem se mudar de lugar por dois motivos: quando o ninho original se torna inviável devido à doença, praga e alterações ambientais, ou quando a colônia se torna grande demais para o ninho, neste caso, a colmeia divide-se em duas, e uma metade das abelhas vai em busca de uma nova casa.

[@#video#@]

Da Sputnik Brasil

O uso de agrotóxicos agrava não apenas inúmeros problemas ambientais, mas também oferece riscos já comprovados pela ciência para a saúde humana, como problemas respiratórios e o desenvolvimento de cânceres. Com pessoas cada vez mais valorizando alimentos orgânicos, a antiga técnica de controle biológico, que utiliza flores para atrair insetos que se alimentam de pragas substituindo os pesticidas, pode ser uma alternativa sustentável ao agrotóxico.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou no final do ano passado que 99,1% das amostras monitoradas com o uso de flores no lugar de agrtóxicos eram seguras para o consumo, sem indicação de risco. Apenas 0,89% das amostras tinham risco agudo para o consumidor, significando a possibilidade de provocar algum efeito negativo ao organismo. Entre os alimentos de plantações testados estavam o abacaxi, a batata e o arroz. Os alimentos foram coletados em 77 municípios do Brasil e são uma representação estatística do consumo no país.

##RECOMENDA##

Conhecido como método biológico, a pratica ancestral é simples. Basta plantar flores silvestres ao redor da plantação, atraindo os predadores naturais das pragas para a área de cultivo. Com a ajuda de insetos, como joaninhas e vespas, as plantações podem ficar livres de pulgões e florescer normalmente.

O uso de pesticidas aumenta a contaminação e a poluição das águas, do solo e do ar, além de matar milhares de abelhas, espécie polinizadora considerada a mais importante do planeta, como afirma as Nações Unidas, podendo afetar drasticamente a produção de alimentos.

 

Vespas asiáticas gigantes foram vistas pela primeira vez nos EUA e os investigadores já estão buscando formas de erradicá-las, antes que suas populações cresçam, relata o New York Times.

Esses insetos agressivos, apelidados de "vespas assassinas", são os maiores de sua espécie no mundo, com rainhas que chegam a medir até cinco centímetros. Podem eliminar colônias de abelhas em poucas horas e têm picadas suficientemente fortes para perfurar os trajes dos apicultores.

##RECOMENDA##

As vespas foram descobertas no estado de Washington em novembro do ano passado, quando o apicultor Ted McFall encontrou muitas abelhas mortas, com a cabeça cortada.

No início, Ted disse ao jornal que não sabia o que poderia ter atingido as abelhas, mas depois descobriu que era o resultado de um ataque de vespas asiáticas.

Segundo o jornal, esses insetos usam as suas fortes mandíbulas para decapitar as abelhas operárias, usando-as para alimentar os seus filhotes, além de destruírem as colmeias em questão de horas.

Já o veneno da vespa causa dores insuportáveis nas vítimas, constituindo uma verdadeira ameaça não só para as abelhas, mas também para os apicultores.

A mídia também acrescentou que no Japão cerca de 50 pessoas morrem todos os anos devido a ataques letais de vespas.

No momento, os cientistas procuram localizar esta espécie invasora para impedir que novas colônias de abelhas sejam erradicadas, ao mesmo tempo que tentam reduzir a população das vespas assassinas para que não se propaguem.

Da Sputnik Brasil

A prefeitura de Salvador inicia nesta terça-feira (28), a distribuição de meliponários – espécie de colmeia artificial – para hortas comunitárias da cidade. As estruturas também irão acompanhadas de abelhas da espécie uruçu, nativa do Brasil, que não tem ferrão. A ideia é aumentar a população dessa espécie, favorecendo a polinização.

Dois serão entregues nesta terça nas hortas comunitárias dos condomínios Vila Anaiti e Vivendas do Imbuí. A perspectiva é de que, até o final do ano, cerca de 20 meliponários sejam entregues na capital baiana.

##RECOMENDA##

Segundo o secretário da Secis, André Fraga, os meliponários vão potencializar o cultivo das hortas comunitárias da cidade e favorecer a biodiversidade em Salvador. “Aumentar a quantidade de abelhas sem ferrão em nossa cidade é extremamente benéfico para o equilíbrio do nosso planeta. Elas são responsáveis pela polinização de plantas e, com isso, podem aumentar a produtividade em hortas e o número de árvores na cidade”, afirmou Fraga.

Com informações da assessoria

Um enxame de abelhas que se instalou em uma das bandeirinhas de escanteio da Arena Castelão atrasou em quase 20 minutos o início da partida entre Fortaleza e Internacional, que estava marcada para começar às 17 horas deste sábado, na capital cearense, e é válida pela 15ª rodada do Campeonato Brasileiro.

De acordo com informação no canal Esporte Interativo, durante transmissão do jogo pelo canal TNT, os insetos não estavam presentes na vistoria de campo feita pelo árbitro Bráulio da Silva Machado e apareceram após o protocolo inicial da partida. Os bombeiros do estádio tentaram, sem sucesso, espantar as abelhas com um extintor de incêndio.

##RECOMENDA##

Em seguida, dispararam jatos d'água com uma mangueira, ação que conseguiu dispersar alguns dos insetos, mas mesmo assim o árbitro considerou que o campo de jogo ainda não estava apto para o início da partida. A situação só foi controlada após um funcionário do estádio aplicar um produto químico em cima das abelhas.

O aumento do uso de novos tipos de agrotóxicos na agricultura e pragas naturais estão desequilibrando colmeias do inseto em todo o planeta. Levantamento feito pela Agência Pública aponta que pelo menos meio bilhão de abelhas morreram no Brasil nos três primeiros meses de 2019.

Nas redes sociais, usuários criticaram a atuação dos bombeiros ao matarem as abelhas e se perguntaram porque não foi chamado algum especialista para cuidar da inusitada circunstância.

As 200.000 abelhas das colmeias de Notre-Dame sobreviveram ao incêndio que devastou o telhado da catedral na segunda-feira.

"As abelhas estão vivas. Até esta manhã não tinha notícias", disse à AFP o apicultor Nicolas Géant que se ocupa das colmeias de Notre-Dame localizadas na sacristia, ao lado do templo.

"No começo eu pensei que as três colmeias haviam queimado, não tinha nenhuma informação. Mas então eu vi pelas imagens de satélite que elas não tinham sido atingidas e o porta-voz da catedral confirmou que as abelhas estavam entrando e saindo de suas colmeias normalmente", acrescentou.

Géant recebeu mensagens e ligações de todo o mundo de pessoas perguntando se as abelhas haviam morrido no incêndio.

"Foi inesperado. Recebi telefonemas da Europa, claro, mas também da África do Sul, Japão, Estados Unidos e América do Sul", disse ele.

Em caso de incêndio e nos primeiros sinais de fumaça, as abelhas tomam muito mel e protegem a rainha.

"Esta espécie (abelha europeia) não abandona a sua colmeia. (...) O CO2 (dióxido de carbono) as entorpece", explicou Géant, que espera voltar a ver as abelhas "na próxima semana".

Cada colmeia produz, em média, 25 quilos de mel a cada ano que são vendidos ao pessoal de Notre-Dame.

Tornou-se comum a instalação de colmeias na capital francesa em diversos e inesperados lugares, como na Ópera de Paris.

Um idoso morreu ao ser atacado por um enxame de abelhas, em um sítio na Zona Rural do município de Sapé, na Paraíba. O ataque ocorreu nessa segunda-feira (15) e, segundo a Polícia Civil, dois amigos encontraram a vítima já desacordada.

As informações apontam que Severino Anselmo, de 68 anos, pescava em um açude com os amigos. Eles relataram que o idoso saiu do local e demorou a voltar. A partir daí, decidiram procurá-lo, quando o encontraram caído.

##RECOMENDA##

Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionada e constatou que Severino estava morto. O corpo foi encaminhado para o Núcleo de Medicina e Odontologia Legal (Numol) de Jacarapé, em João Pessoa, apontou o G1.

 

Um enxame de abelhas causou alvoroço na manhã desta sexta-feira (4) em Barbacena, no interior de Minas Gerais. Um apilcutor executava um serviço de captura de abelhas, mas perdeu o controle da situação e os insetos avançaram nas pessoas que passavam pelo local. Ao menos 10 pessoas foram atacadas, sendo que um homem ficou seriamente ferido após sofrer mais de 20 picadas.

O incidente ocorreu na rua Demétrio Ribeiro que teve que ser interditada e estabelecimentos comerciais foram obrigados a fechar as portas. De acordo com o jornal Estado de Minhas, o caso mais grave foi do homem, de 37 anos, que levou mais de 20 picadas e sofreu um choque anafilático e teve que ser encaminhado a um hospital.

##RECOMENDA##

Após ser acionado o Corpo de Bombeiros conseguiu remover a colmeia de abelhas africanas.

Cientistas acreditam ter descoberto na Finlândia a primeira vacina no mundo para proteger as abelhas e evitar a redução da população destes insetos, que poderia causar uma crise alimentar mundial.

As abelhas contribuem para a polinização de 90% dos principais cultivos no mundo.

Mas nos últimos anos estes insetos foram dizimados pela misteriosa síndrome Distúrbio do Colapso das Colônias (CCD, sigla em inglês), que é atribuída aos ácaros, pesticidas, vírus e fungos, ou a uma mistura destes fatores.

Segundo a ONU, mais de 40% dos polinizadores invertebrados, em particular as abelhas e as borboletas, estão ameaçados de extinção.

Sua redução acentuada poderia, segundo os cientistas, provocar um aumento dos preços de alimentos e, consequentemente, o risco de situação de miséria.

- Avanço médico -

A vacina, fruto do trabalho de uma equipe da Universidade de Helsinki, busca nas abelhas a resistência necessária para combater doenças microbianas graves, potencialmente mortais para as comunidades de polinizadores.

"Se podemos salvar mesmo que seja uma pequena parte das abelhas com esta invenção, acredito que faríamos nossa boa ação, salvando um pouco o mundo", declarou Dalial Freitak, pesquisadora que dirige o projeto.

Antes acreditava-se que era impossível vacinar insetos, já que eles não têm anticorpos, um dos principais mecanismos utilizados pelos humanos e outros animais para combater as doenças.

Mas em 2014 Freitak, especialista em insetos e imunologia, percebeu que as borboletas alimentadas com certas bactérias transmitiam sua imunidade a sua prole.

Freitak e Heli Salmela, que trabalhava com abelhas e proteínas, criaram uma vacina contra a loque americana, a mais difundida e devastadora entre as doenças bacterianas das abelhas.

A abelha-rainha recebe o tratamento por meio de um cubo de açúcar, e depois transmite a imunidade a sua prole.

A equipe afirma que "há um grande número de obstáculos regulamentares" para que a vacina seja disponibilizada no mercado.

Esperar "quatro a cinco anos para que chegue ao mercado é uma estimativa otimista", afirma Freitak.

- Várias causas -

Os cientistas acreditam que as doenças são apenas uma das muitas causas da perda de polinizadores, como a agricultura intensiva, que reduz a diversidade da alimentação de insetos, e os pesticidas.

Mas a equipe de Freitak acredita que a proteção de populações de abelhas contra as doenças as tornará mais fortes, e portanto mais resistentes às demais ameaças.

A União Europeia e o Canadá votaram a favor da proibição dos neonicotinoides, considerados muito nocivos para a reprodução das abelhas.

Segundo um estudo da ONU publicado em 2016, o equivalente a 507 bilhões de euros em alimentos cultivados por ano dependem diretamente dos polinizadores. O volume de alimentos produzidos que dependem dos polinizadores aumentou 300% nos últimos 50 anos.

Com a diminuição de polinizadores, alguns agricultores recorreram ao aluguel de abelhas ou à polinização manual, como é o caso das árvores frutíferas em algumas regiões da China.

Em Helsinki, o projeto é apoiado por um financiamento exterior, mas a equipe tenta continuar suas pesquisas na Universidade de Graz na Áustria, a do célebre zoólogo Karl von Frisch. Suas descobertas sobre a dança das abelhas como método de comunicação e sua aplicação à linguagem humana lhe renderam o prêmio Nobel de Medicina em 1973.

Após autorizar o uso de ovelhas para cortar a grama de parques, a Prefeitura de Roma quer utilizar abelhas para preservar a qualidade do ar da cidade.

O projeto foi criado pelas Forças Armadas, em colaboração com apicultores italianos, e permite que, a partir da análise do mel, da cera e do estado de saúde do inseto, seja possível determinar a presença de poluentes no ar.

##RECOMENDA##

Segundo um comunicado dos Carabinieri, o programa prevê "desenvolver pequenas, mas numerosas criações de abelha que existem em Roma, criando uma rede de 10 postos para o centro histórico ou instalações próximas".

O apiário "Número Zero" é o da Federação de Apicultores Italianos, ativo desde 1980 e que está no Palazzo della Valle, sede da Confederação Geral da Agricultura Italiana (Confragricoltura).

Já na central das Forças Armadas, foram instaladas três colmeias para ativar o "Laboratório Número 1".

De acordo com o secretário de Ambiente de Roma, Edagr Meyer, o "'Apincittà' será útil do ponto de vista ambiental, mas também será interessante para a sensibilização e educação dos cidadãos sobre a biodiversidade urbana".

Da Ansa

Uma japonesa de 87 anos morreu depois de levar 150 picadas de abelha, indicou nesta sexta-feira um bombeiro, depois que os serviços de emergência não conseguiram ajudá-la.

Um enxame de abelhas atacou Chieko Kikuchi, que se movia em cadeira de rodas, quando volta para casa na companhia de um cuidador. Ele chamou os bombeiros, que não puderam chegar perto da idosa porque o enxame de abelhas era muito denso e não tinham equipamentos de proteção.

A mulher, que sofreu os ataques dos insetos durante cerca de 50 minutos, foi conduzida depois ao hospital onde morreu no dia seguinte, disse o bombeiro. "Era uma operação inusual para nós", admitiu essa fonte.

A morte ocorreu em meados de setembro, mas só foi divulgada nesta sexta-feira, ao virar manchete dos jornais locais. Um diretor de uma agência florestal explicou que as abelhas costumam atacar as pessoas quando suas colmeias são danificadas.

Quase 20 pessoas morrem por ano no Japão por picadas de abelha, segundo a televisão pública NHK.

Mais de um milhão de abelhas ficaram soltas no trecho da rodovia Roberto Mário Perosa, perto do trevo de Urupês (SP), cidade a quase 400 quilômetros da capital paulista, após um acidente entre um carro e um caminhão. A colisão dos veículos resultou na morte de duas pessoas, na manhã deste sábado (29), e na interdição da estrada por causa das abelhas. 

De acordo com o Corpo de Bombeiros, uma mulher morreu no local, um homem e uma criança, de 1 ano e 11 meses, foram socorridos com vida para a Santa Casa de Urupês. A criança não resistiu aos ferimentos e morreu.

##RECOMENDA##

O caminhão transportava 70 caixas com abelha-europeia, em cada compartimento havia cerca de 15 mil insetos, segundo Claudir Loveli, irmão do motorista do caminhão e apicultor.

Com a colisão no veículo, os compartimentos que mantinham os animais presos se quebraram e elas escaparam. O Corpo de Bombeiros e apicultores da região foram mobilizados para resgatar as vítimas.

Mesmo com roupas especiais, um dos bombeiros foi atacado no momento em que retirava algumas caixas da rodovia e teve de correr, porque alguns insetos entraram em sua roupa.

A família com três pessoas seguia de carro pela rodovia com sentido a São José do Rio Preto (SP), quando outro veículo cruzou a pista e o motorista do carro que se envolveu no acidente se assustou, tentou desviar e invadiu a pista contrária, batendo de frente com o caminhão carregado com abelhas, que estava sentido Novo Horizonte (SP). As três vítimas ficaram presas às ferragens.

Um morador da cidade de Nua Ngam, província de Dien Bien, no Vietnã, tem surpreendido o mundo por ser um dos únicos homens a viver com o corpo coberto por abelhas.

Bui Duy Nhat de 41 anos não usa qualquer equipamento de proteção e garante que mesmo com milhares de abelhas selvagens sobre o corpo, ele não tem nenhuma picada do inseto. A paixão de Nhat pela apicultura teve início em 1993, quando ele começou a interagir com os insetos para aprender mais sobre suas características e comportamento.

##RECOMENDA##

Para atrair as abelhas, Nhat captura primeiro a abelha rainha para depois conseguir as "abelhas operárias". O processo para cobrir o corpo leva cerca de 20 minutos e ele pode falar e agir naturalmente. 

Cerca de 30 crianças foram vítimas de um ataque de abelhas em frente à escola onde estudam, no bairro da Esplanada, zona sul de Teresina (PI). Na manhã desta segunda (15), um enxame, que veio de um terreno baldio em frente à instituição de ensino, causou pânico em quem estava no local, provocando muita correria de pais, alunos e professores.

Por sorte, há um posto de saúde em frente à escola, para onde a maioria das crianças foi encaminhada. “Nós tivemos que agir rapidamente e tirar as crianças do pátio, porque o ataque foi muito rápido", explicou Alindsay Libério, diretora da Escola Monteiro Lobato, em entrevista ao CidadeVerde.com

##RECOMENDA##

A escola atende a quase 900 alunos, entre 6 e 12 anos e no momento do ataque haviam pelo menos 500. "Quatro estudantes são alérgicos às picada dos insetos e receberam medicação para conter reações graves", completou Libério.

O Corbo de Bombeiros foi acionado e identificou os insetos como do tipo abelha italiana. Segundo o subtenente Milton do Nascimento, a área foi isolada, mas as abelhas só poderão ser removidas à noite. Para ele, o ataque foi provocado por alguma travessura das crianças. “Algum aluno jogou uma pedra no local onde elas estavam aglomeradas e a reação é imediata. Elas atacam qualquer pessoa que estiver perto. O mais indicado é evacuar o local infestado e isolar”, disse.

Páginas

Leianas redes sociaisAcompanhe-nos!

Facebook

Carregando