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Os candidatos que saíram cedo do primeiro dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2023, neste domingo (5), garantiram que a prova foi tranquila. A exigência interpretativa e os textos extensos continuaram na edição deste ano, mas as temáticas atuais teriam ajudado nas questões de Linguagens e Ciências Humanas. 

Os estudantes comemoraram a ausência do vocabulário rebuscado de anos anteriores e se depararam com abordagens contemporâneas, como as pautas de gênero e raciais. A atualidade presente nas questões foi um ponto positivo para os participantes, que deixaram os locais de aplicação às 15h30. 

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"Eu achei a prova bem tranquila, ela só tava um pouco cansativa pela quantidade de textos. Em questão de conteúdo, essa [foi] mais atualizada, puxando assuntos mais atuais e a maioria [das questões] remete àquilo que agente tá vivendo em sociedade atualmente", comentou o estudante de Engenharia Eletrônica Samuel Elias, de 23 anos, que quer migrar para o curso de Análise de Desenvolvimento.

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A prova vai até às 19h e conta com 90 questões de Ciências Humanas e Linguagens, além da redação. No próximo domingo (12), os estudantes encaram mais 90 questões de matemática e Ciências da Natureza. A prova será aplicada das 13h30 às 18h30. Confira a cobertura completa do Enem 2023 no www.vaicairnoenem.com. 

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) trabalha com assuntos que envolvem o mundo e movimentam a sociedade: as atualidades. O professor Marcelo Rocha conversou com o LeiaJá sobre a importância de estudar atualidades para a prova. 

Estes assuntos aparecem de forma interdisciplinar em conteúdos como história, geografia, linguagens, filosofia, sociologia e podem ajudar, inclusive, em redação. Os temas podem ajudar o estudante a entender o mundo ao seu redor.

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“A atualidade ajuda a gente a entender o contexto em que nós estamos, desenvolver essa habilidade crítica. E segundo, porque é repertório sócio-cultural. Para se escrever uma boa redação, você tem que estar bem antenado com o que está acontecendo no mundo”, explica o profissional.

“O Enem, no geral, é uma prova interdisciplinar, então o conhecimento de atualidade ajuda a entender um fato, uma coisa que está acontecendo de uma forma mais ampla, sem falar que atualidade não é importante só para o Enem, é importante para a vida como um todo”, finaliza.

Para ajudar os estudantes nestas perguntas, Marcelo Rocha separou uma lista com os cinco principais assuntos de atualidades que podem aparecer na prova. Confira a lista completa abaixo:

Mudanças Climáticas e Sustentabilidade

Questões sobre o meio ambiente, mudanças climáticas e iniciativas de sustentabilidade são temas recorrentes no exame, afirma o professor.

Economia Brasileira

Perguntas de desigualdade social e economia brasileira também podem aparecer, como o papel do Brasil no mercado global.

Tecnologia e sociedade

O impacto da tecnologia na sociedade, questões éticas relacionadas à inteligência artificial, privacidade online, entre outros são assuntos que podem estar presentes.

Direitos Humanos e diversidade

Questões relacionadas a direitos humanos, diversidade, inclusão social e igualdade de gênero são muito presentes e importantes especialmente na redação.

Problemas urbanos

Mobilidade urbana, favelização, violência nas grandes cidades, exclusão social, problemas ambientais urbanos, ilhas de calor e impermeabilização do solo são conteúdos que podem cair no Enem.

Buscar informações em veículos de comunicação confiáveis, fazer mapas mentais e até mesmo utilizar a inteligência artificial são formas de ajudar os candidatos que estão se preparando para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a estudar conteúdos da atualidade, como a guerra no Oriente Médio. Segundo os professores entrevistados pela Agência Brasil, os estudantes devem sempre conferir as fontes de informação, questionar e checar, sobretudo, os conteúdos acessados por meio de ferramentas de inteligência artificial.

Além dos livros didáticos, simulados e provas do Enem, buscar conteúdos atuais pode ajudar os estudantes a estarem mais preparados para o exame. Segundo a diretora da Escola de Referência em Ensino Médio Escritor Paulo Cavalcanti, em Olinda (PE), e professora de geografia da Escola Estadual São José, em Paulista (PE), Patrícia Mesquita, o Enem tem cada vez mais buscado uma interdisciplinaridade, ou seja, não há mais questões de conteúdos separados de história ou geografia, por exemplo. Esses conteúdos são trabalhados de forma conjunta. Temas atuais são muitas vezes o fio condutor dessas questões.

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“Até uns anos atrás se via que era uma questão de geografia, de história ou de filosofia. Hoje se está conseguindo juntar tudo numa única questão. Às vezes, é isso que dificulta para o estudante, porque ele, infelizmente, na educação básica ainda tem as aulas ministradas em caixinhas. Não se trabalham simultaneamente as quatro disciplinas de humanas”, diz.

De acordo com o professor de história do colégio Mopi, no Rio de Janeiro, Rafael Duarte ler notícias em veículos de comunicação confiáveis pode ser uma forma de estudar. “O ideal é que eles acessem algum veículo de comunicação importante uma vez ao dia e, se há veículos que possuem newsletters, que mandam informações ao longo do dia e vários são voltados para vestibulandos.”

Os professores explicam que assuntos que estão agora na mídia não necessariamente cairão no exame, já que as provas são elaboradas no primeiro semestre do ano. Mas questões como a guerra do Oriente Médio são antigas e aparecem com recorrência nas provas. Informar-se pode ajudar a entender melhor o contexto e a resolver questões.  Além disso, essas informações podem servir de repertório na hora de escrever a redação.

Uma dica de Mesquita é que os alunos estudem mapas e também charges, sobretudo sobre guerras e conflitos. “É importante entender que a disputa está naquele espaço, não apenas histórico, mas geográfico e econômico”, diz. Sobre as charges, acrescenta: “A charge é utilizada em todas as áreas do conhecimento, tanto na parte de humanas quanto de linguagens. A charge expressa muito daquele momento, do que está acontecendo.”  

Outra dica da professora é a elaboração de mapas mentais. De forma simples, mapas mentais são esquemas ou diagramas que ajudam a explicar conceitos de forma objetiva. O mapa parte de uma ideia principal e, a partir daí, vão sendo acrescentadas informações e conceitos relacionados.

“O ideal é, após ler questões e textos, construir o próprio mapa mental, utilizando todas as canetas coloridas possíveis”, sugere.

Mas não vale trapacear. Segundo Mesquita, é importante que o estudante faça, ele mesmo, esse exercício. “Hoje, a inteligência artificial, se eu solicito, faz um mapa mental do conflito árabe. Aparece tudo, mas eu não fiz aquilo. Fica bonito, mas não tenho aprendizagem. Eu vejo muito isso com meus estudantes. Eles me dizem 'tenho um mapa mental’, mas quando pergunto ‘essa seta está aqui por quê?’, não sabem responder. Digo: ‘Tá vendo que não foi você que construiu? Quem ficou sabida foi ela, a inteligência artificial, e você?'”, brinca.

Duarte concorda que há riscos em se usar ferramentas de inteligência artificial nos estudos, sobretudo quando se trata de temas atuais ou de conflitos. “Às vezes, [a ferramenta] vai assumir uma perspectiva ou não vai avisar que está assumindo uma perspectiva”, diz o professor, que acrescenta: “O estudante tem que tomar cuidado porque essas posições não são verdades absolutas e dependem também do caminho das perguntas que você faz.”  

Um uso dessas ferramentas que pode ser benéfico é pedir para que a inteligência artificial (IA) justifique o gabarito das provas do Enem. Assim, o estudante, tem uma explicação sobre a resolução. Todas as provas e os respectivos gabaritos estão disponíveis no site do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Essas ferramentas, no entanto, de acordo com o professor, devem ser usadas com cuidado.

“Se você coloca as questões do Enem para a IA e pede que explique gabarito, ela costuma usar um mecanismo que valida o gabarito. Mas, tem que usar com parcimônia porque, como todo tipo de tecnologia, ela tem problemas. Se vai usar para, por exemplo, se informar de atualidades, não recomendo. Para estudar conceitualmente, recomendo fazer uma checagem dupla. Pede para a IA o conceito e, depois, confere em um site confiável. Além disso, ela pode ser uma ferramenta poderosa para poupar tempo de resumo”, diz.

Desde o dia 7, noticiários de todo o mundo colocam em destaque os conflitos entre Israel e Hamas. O ponto de partida para a retomada dessa cobertura mais extensa foi o ataque do grupo islâmico Hamas contra comunidades israelenses próximas à Faixa de Gaza.

O conflito entre Israel e Hamas tem origem na disputa por territórios que já foram ocupados por diversos povos, como hebreus e filisteus, dos quais descendem israelenses e palestinos. Em diferentes momentos, guerras e ocupações, eles foram expulsos, retomaram terras, ampliaram e as perderam.

Enem 2023

O Enem 2023 será aplicado nos dias 5 e 12 de novembro. As notas das provas podem ser usadas para concorrer a vagas no ensino superior público, pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), a bolsas de estudo em instituições privadas de ensino superior pelo Programa Universidade para Todos (ProUni) e a financiamentos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). As notas também podem ser usadas para preencher vagas em instituições estrangeiras que têm convênio com o Inep. 

 

Como sabemos, para garantir bons resultados no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é necessário ir além dos estudos comuns das escolas, aumentando o repertorio com temas mais atuais, diversos e sem manter sempre atualizado em tudo que acontece no Brasil e no mundo.  

A prova conta com assuntos já carimbados e que sempre estão presentes em pelo menos uma questão, mas há também as questões relacionadas as atualidades e entender alguns desses assuntos é fundamental para alcançar um bom resultado.  

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Pensando nisso, os professores Marcelo Rocha e Benedito Serafim listaram atualidades que podem estar presentes na prova ou até mesmo na redação. Confira abaixo cinco assuntos atuais para revisar.   

1- Primavera Árabe (Guerra na Síria) 

A primavera Árabe foi uma onda de protestos e manifestações que aconteceram no Oriente Médio e no Norte da África. O objetivo era derrubar ditadores e reivindicar melhores condições de vida, além da realização das eleições.  

O grande movimento teve início em 2010, na Tunísia, após um jovem que teve sua banca de legumes e verduras ter sido confiscada pela polícia, ter ateado fogo em si mesmo em protesto as condições precárias de vida. Após esse acontecimento, milhares de pessoas passam a exigir seus direitos. 

Além da Tunísia, diversos outros países aderiam aos protestos: Líbia, Egito, Argélia, Iêmen, Marrocos, Bahrein, Síria, Jordânia e Omã. 

2- Grupos terroristas- Estado Islâmico e seus atentados 

O radicalismo do estado Islâmico é um assunto muito debatido entre as pessoas, além de estar presente em diversos filmes e séries de tv sobre o tema. Esses grupos usam a religião como uma justificativa para serem violentos e fundamentalistas, praticando sequestros, atentados e assassinatos em massa.  

Um dos grupos mais conhecidos do mundo, a Al-Qaeda, que ficou mundialmente conhecida pelo tentado as torres gêmeas do World Trade Center, em 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos, tem como objetivo principal erradicar a influência do ocidente nos países árabes.  Além da Al-Qaeda, existem diversos outros grupos como os Boko Haram, EIIS, o Talibã que vem retomando poder no território afegão nos últimos anos, entre outros grupos. 

3- Crise política e econômica na Venezuela 

A crise econômica e política na Venezuela tem sido tema em diversos debates, especialmente na internet, durante e após as eleições do Brasil. O país vem enfrentando uma grande crise desde 2013, após a morte do presidente da época o ex-militar Hugo Chávez, que chegou ao poder com um discurso populista e foi eleito de forma democrática por quatro anos, entre 1999 e 2013.  

Hugo Chávez liderou um movimento regional denominado de “O novo socialismo”, apoiado por diversos países, inclusive o Brasil, que era abertamente simpatizante por esse modelo. O movimento e o país tiveram grande crescimento com o “boom” do petróleo na Venezuela, onde foi descoberto a maior reserva de petróleo do mundo, o que resultou na entrada do país na Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP).  

Após a morte de Chavéz, iniciou uma pequena crise política, porque a oposição queria governar o país, enquanto o vice-presidente, Nicolás Maduro, queria assumir o cargo. Com o resultado das eleições, Maduro é eleito pelo povo venezuelano.  

Diferente do governo de Chavéz, que tinha apoio do congresso, o governo de Maduro não contou com esse apoio, após as eleições. 

A Venezuela investiu grande parte da sua economia no petróleo, chegando a ser 96% da renda do país. Com a queda do petróleo a economia venezuelana despescou drasticamente, gerando grandes problemas para a população, como a falta de suprimento (água potável, medicamento e comida), falta de energia, além da crise de inflação e violência.  

Para mais informações sobre o tema, acesse nossa matéria completa. 

4- Crise de Refugiados (Europa) 

A crise dos Refugiados é um tema de atualidades de grande importância para a prova do Enem. Antes de tudo é necessário entender a diferença entre migrante e refugiado, o imigrante é a pessoa que foi embora do seu país de origem por opção, porque se programou e quis aquela mudança, já o refugiado é aquele que está sendo perseguido ou vive um grande conflito em seu país, como o risco de morte.  

Durante a guerra entre a Rússia e Ucrânia, cerca de 3 milhões de pessoas foram forçadas a deixarem o território ucraniano e buscar refúgio em outros países, especialmente na Europa. Desde a Segunda Guerra Mundial, essa é a crise de refugiados que mais cresce na Europa, segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur).  

5- Revolução verde 

A chamada “Revolução Verde”, foi criada durante uma conferência em Washigton, nos Estados Unidos e refere-se a um programa de inovações e práticas agrícolas, que permitiram aumentar a produtividade por meio de modificação de sementes, fertilização do solo, utilização de agrotóxicos e mecanização no campo. 

Essa invenção teve início no século XX, entre as décadas de 1960 e 1970, nos Estados Unidos e na Europa e, nas décadas seguintes, em outros países. As suas principais características era a inclusão de altas tecnologias na criação de animais e de produção.  

Uma de suas vantagens é a eficácia na produção agrícola, que teve como consequência o alto da produtividade em lavouras, especialmente na produção de grãos, como soja e o milho. Mas a revolução também traz problemáticas, como a expulsão de pequenos proprietários e trabalhadores dos campos, devido ao aumento dos custos para a sua produção.

Entre os assuntos que sempre fazem parte da rotina de estudos para quem vai prestar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), estão as temáticas de atualidades. Estudantes devem ficar atentos a acontecimentos locais e internacionais, por meio, por exemplo, de noticiários da imprensa.

Para ficar por dentro de assuntos que podem cair no Enem 2021, o professor de geografia e atualidades Marcelo Rocha traz alguns tópicos e dicas que merecem a atenção dos estudantes. Ele ainda alerta que geralmente os assuntos mais recentes que podem cair na prova são sobre acontecimentos até do primeiro semestre do mesmo ano. Veja, a seguir, as apostas do docente:

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Palestina

“A região da Palestina está em conflito desde o processo de formação, que aconteceu depois da Segunda Guerra Mundial, entre judeus e palestinos muçulmanos árabes. No entanto, no começo de maio, Israel deu uma ordem de despejo a algumas famílias palestinas que estavam em um bairro na região de Jerusalém Oriental, e está sob domínio também de Israel. Começou ali um movimento de civis contra o Exército de Israel, que evoluiu para um conflito maior com a entrada do Hamas, que hoje é a maior organização islâmica na região da Palestina. Foi criado nos anos 80, após um evento chamado Intifada, uma espécie de revolta da Palestina", explica Rocha.

O Hamas hoje é um movimento de resistência islâmica, e no conflito já morreram mais de 100 pessoas. O destaque feito pelo professor é que, naquela semana em que houve os bombardeios, se tornou bem evidente que Israel possui um sistema anti-míssil. "Embora haja um acordo de paz, ninguém sabe os desdobramentos dessa guerra”, alerta o professor.

Guerra da Síria

“O ano de 2021 é o marco de dez anos da Guerra da Síria. O conflito começou em 2011, no contexto da Primavera Árabe, com a intenção de derrubar governos ditatoriais. No caso da Síria é o governo de Bashar al-Assad. E este ano marca também a reeleição do presidente, que foi reeleito com 95% dos votos. Então, ao mesmo tempo que há uma guerra entre vários grupos de oposição e o governo, até de certa forma um pouco ditatorial, ele é reeleito com mais de 95% dos votos. O que mostra também que ele tem o controle das eleições", conta.

"A guerra da Síria já envolveu vários atores, por exemplo, o Estado Islâmico, que estava muito forte há um tempo, foi depois desarticulado, mas ninguém sabe se ele pode voltar”, acrescenta.

O professor Marcelo ainda lembra de outro grupo que faz parte da região, os 'Curdos'. “Os Curdos vivem na fronteira entre a Síria e a Turquia, e desde a antiguidade que eles estão presentes naquela região. É hoje uma das maiores nações sem território no mundo. Eles lutam para ter o seu território reconhecido, e também estão dentro do contexto das instabilidades naquela região do Oriente Médio e da Síria”, detalha.

Crise dos refugiados

“Outro tema que é atual o ano todo, todos os anos, é a crise dos refugiados. O ano de 2021 marca o maior índice de refugiados no mundo. Segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), nunca tivemos tantos refugiados no mundo. Os números passam dos 82 milhões de pessoas refugiadas e deslocados internos. Parte deles é da Síria, mas a gente tem que destacar também os venezuelanos, os afegãos, gente do mundo todo que está fora do seu país de origem, correndo risco. Então, é um tema também bem relevante que sempre pode aparecer”, afirma o docente.

Marcelo Rocha destaca também a situação específica que acontece em Myanmar, que fica no sul da Ásia, a antiga Birmânia. “Ele ficou em evidência porque sofreu um golpe de estado. Mas aquela é uma região de crise de refugiados, de uma minoria muçulmana que vive ali. A maior parte da população não é muçulmana, tem budistas. E no estado de Rakhine, em Myanmar, vive uma minoria chamada de Rohingya. São muçulmanos que vivem naquela área, e são considerados apátridas. Ou seja, o governo de Myanmar não reconhece a existência deles. Eles não têm direito a se casar, ir embora do país, eles não têm direito a nada. Então, como Myanmar entrou em evidência no início deste ano, associando a essa crise humanitária de refugiados, poderiam falar dos Rohingya, que fogem de Myanmar, e a maioria está indo para o país vizinho, que é Bangladesh, perto da Índia”, conta o professor.

Crise ambiental

O professor ainda comenta que pode aparecer alguma questão relacionada às mudanças climáticas, e por isso ele cita os seis anos da assinatura do Acordo de Paris. “Foi assinado por 195 países, que discutiram como minimizar as consequências do aquecimento global. Ele foi adotado em 2015, na Conferência das Partes (COP21), e 2021 marca a volta dos Estados Unidos para o acordo de Paris, já que Donald Trump havia retirado o país. E com as eleições de 2020, quando Joe Biden assumiu, os Estados Unidos voltam, fortalecendo esse comprometimento mundial na redução da emissão de gases do efeito estufa”, explica o docente.

Desemprego estrutural

Envolvendo o contexto da globalização, há o chamado desemprego estrutural, que ocorre pelo processo de substituição da mão de obra pela máquina, pela tecnologia. "Isso está cada vez mais em evidência já que a tecnologia traz uma série de benefícios, mas ela também vem aumentando o desemprego estrutural no mundo. E é muito atual esse debate sobre as novas tecnologias, inclusive com uma possibilidade de aparecer na própria redação”, ressalta Marcelo Rocha.

Ele ainda evidencia a problemática que move a maioria dos países, que é o processo da inclusão digital. “No Brasil, temos grandes desafios para incluir a população menos favorecida no contexto digital. Principalmente no contexto da pandemia, as escolas com aulas remotas e a grande desigualdade brasileira são portas para essa exclusão digital”, ele afirma.

Conflito religioso na Irlanda do Norte

 “É um conflito antigo entre católicos e protestantes que já tem mais de dez anos. O conflito foi tema da música da banda U2, ‘Sunday, Bloody Sunday’, que conta sobre o domingo sangrento. E a região passou pelo Brexit. Essas tensões na Irlanda do Norte começaram a surgir, principalmente, por alguns grupos que agora querem que a Irlanda do Norte saia do Reino Unido. De repente, volte para a União Europeia. Então, o conflito dos anos 70, 80, era até considerado um movimento separatista, porque havia um exército republicano irlandês, que era o Ira, mas que voltou agora, porque essa região recentemente viveu o Brexit", explana.

Mais apostas relevantes

Rocha ainda comenta outras temáticas que podem ser cobradas na prova, mas faz ressalvas sobre a abordagem. “São sempre muito atuais temas como a crise hídrica, falando da escassez da água, o nosso bem principal. Sempre aparece alguma coisa. É importante o aluno conhecer a crise hídrica. Sobre sustentabilidade, não é simplesmente a questão de queimadas e desmatamento, porque o Enem, queira ou não queira, é uma prova do Governo, e ele não vai querer evidenciar um problema do Governo. Mas essa relação da crise hídrica, sim”, ele explica.

Por fim, ele também cita a questão da mobilidade urbana como tema que pode ser pedido na avaliação. “Nosso desafio é deslocar as pessoas dentro do espaço urbano de maneira cada vez mais eficiente”, finaliza.

Com entrevistas de Jennifer Buarque

Os alunos do 7º semestre de Jornalismo da Universidade Guarulhos (UNG), na Grande São Paulo, criaram o Comunicast, um podcast que aborda diversos temas da atualidade. Com viés jornalístico e foco nos diversos ângulos da notícia, a produção aproveita a expansão da mídia que se popularizo nos últimos anos.

Para Flavia Delgado, coordenadora do curso e orientadora do podcast, o projeto proporciona experiência única aos alunos que, em breve, estarão no mercado de trabalho. "Eles são envolvidos em todos os processos de concepção, como planejamento, pauta, produção, reportagem, roteiro, locução, edição e pós-produção. Os podcasts estão em alta no Brasil. 40% dos internautas ouvem pelo menos um formato como esse", afirma.

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Gustavi Adorni, estudante de Jornalismo da UNG, da equipe do episódio 1 | Foto: Arquivo Pessoal

 No primeiro episódio do Comunicast, "Duelo de Titãs: Streaming x TV por Assinatura"os estudantes Thaiza Mikaella, Rafael Sales, Alfredo Carvalho e Gustavo Adorni debateram o tema com o especialista em marketing Gabriel Rossi, o professor de marketing e comunicação Higor Gonçalves, o coordenador de difusão do streaming SPCine, Dilson Neto, o diretor do serviço Petra Belas Artes à La Carte, André Sturm e o radialista e doutor em comunicação pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo, Bruno Tavares.

Responsáveis pela estreia do podcast, o grupo observou a crescente que os serviços de streamings tiveram na pandemia do coronavírus (Covid-19) e como as plataformas se tornaram uma alternativa para as pessoas que estavam isoladas. "Descobrimos que existem mais de 30 serviços de streaming no Brasil, e alguns fora da lista dos mais conhecidos, como LGBTFlix, Dark Flix e o SPCine Play", destaca Adorni.

O estudante Victor Rossi, um dos produtores do 2º episódio | Foto: Arquivo Pessoal

Esta semana, o terceiro episódio do Comunicast vai a bordar o tem "Entenda a Cultura do Cancelamento". A produção é dos alunos Bianca Mendes, Jean Silas, Tais Ribeiro e Kimberly Gois. "A ascensão do ato de cancelar chamou bastante a atenção do grupo, seja pelo fato do reality 'Big Brother Brasil' [Globo] ter abordado o assunto ou por estar em evidência nas redes sociais e muitos famosos serem cancelados no mundo inteiro. Decidimos que seria um grande assunto e que não poderíamos esse timing", explica Taís.

A aluna Taís Ribeiro faz parte da equipe do episódio 3 | Foto: Arquivo Pessoal

O fim de ano é marcado pelas festas de Natal e Ano Novo, recessos e férias. Mas com a proximidade do Enem, que será realizado nos meses de janeiro e fevereiro, com os modelos tradicional e digital, o momento de descanso também pode ser de estudo. Pensando nisso, os professores Thais Almeida e Hilton Rosas, de história, e Benedito Serafim, de atualidades, montaram uma lista de filmes e séries que vão te ajudar na preparação para a prova de Ciências Humanas do Exame Nacional do Ensino Médio. Confira a lista!

História

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A professora Thais Almeida indicou três produções para compor essa seleção, sendo elas: 1917; Guerras do Brasil e Os 7 de Chicago.

1917

"1917 fala sobre a Primeira Guerra e é um filme todo baseado em relatos de um familiar do diretor, que viveu a guerra", afirma Thais.

Guerras do Brasil

Já a sua segunda sugestão é uma série da Netflix. "A série aborda várias guerras ao longo da história do Brasil e conta com comentários de especialistas", destaca a docente.

Os 7 de Chicago

"O filme retrata o julgamento de sete líderes de movimentos sociais que foram presos e acusados pelo governo americano de conspiração e incentivo à violência na década de 1960. Um dos pontos principais dos protestos era contra a guerra do Vietnã e esses protestos, na época, mobilizaram milhares de pessoas", destaca a professora Thais Almeida.

Já a lista do também professor de história Hilton Rosas é composta por Expresso do Amanhã; a trilogia do Matrix; 300 e 300 a ascensão do Império. Veja, abaixo, por que o professor fez as indicações:

O Expresso do Amanhã

"Uma boa dica para relacionar as questões de desigualdade social e sociedade de classes", diz Hilton Rosas.

Matrix

"Matrix é interessante para refletir filosoficamente sobre como hoje somos dependentes das máquinas e o quanto tal dependência nos leva à ignorância, como acreditar nas fake news", complementa.

300

"Já 300 fala das guerras entre Gregos e Persas em 480 a.C.", conclui o docente.

Atualidades

O professor de geografia e atualidades Benedito Serafim também elencou três filmes para te ajudar na hora de se preparar para o Enem. Os escolhidos do docente foram: O Dilema das Redes; Ele Está de Volta e Estou Me Guardando Para Quando o Carnaval Chegar.

Dilema das Redes

"O documentário Dilema das Redes fala sobre o alto consumo ligado às redes sociais. Ponto extremamente importante na quarta revolução industrial que estamos vivendo. Além de mostrar os problemas da geração Z", afirma Benedito.

Ele Está de Volta

“Ele Está de Volta mostra tópicos tanto da história do totalitarismo nazista, como a apatia política e não credibilidade atual na política, que é terreno fértil para a volta de ideologias totalitarias", continua o docente.

Estou Me Guardando Para Quando o Carnaval Chegar

"O filme fala do polo da indústria de Jeans da cidade de Toritama. É uma crítica a atual situação de trabalho, onde uma elite coloca na cabeça dos trabalhadores a falsa ilusão de ser seu 'próprio patrão’”, finaliza.

Quem está se preparando para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) sabe que deve ficar atento ao que está acontecendo no mundo. Isso porque o Enem é uma avaliação que cobra para além dos assuntos técnicos das disciplinas e traz, até então, uma oportunidade de construir uma visão de mundo. Nesse sentido, uma das matérias cobradas é a de atualidades. Mas, quando se fala nessa parte da prova, surge uma pergunta: como o Exame, de fato, cobra esse tipo de conteúdo?

Segundo o professor de geografia e atualidades Benedito Serafim, o contexto usado na prova é o de geopolítica, que nada mais é do que a forma como a política modifica gerações geográficas. “Como os países se relacionam, é o tabuleiro de xadrez da política mundial”, explicou o docente.

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“Um exemplo disso é como Trump perdendo as eleições modifica esse tabuleiro de xadrez. O Brasil era uma aliado dos Estados Unidos. Com a saída de Trump e a entrada de Biden, o Brasil já não é”, explica Benedito.

Apostas

Ainda segundo Serafim, um assunto que deve ser cobrado em 2020 na prova é o Brexit (saída do Reino Unido da União Europeia). “O Brexit começou  em 2016, nunca caiu no Enem, atravessou todo esse período e finalizou neste ano”, pontuou. Além disso, outro assunto que pode ganhar destaque na prova de atualidades é a guerra comercial entre Estados Unidos e China.

Nesse caso, a pontuação do também professor de geografia Matheus Felisberto é que o assunto pode ser relevante para a prova. “Essa guerra comercial tem muita influência no mundo graças à internet, ao 5G, o que influencia e pode ser relevante”, disse, ao LeiaJá.

A crise na Venezuela também deve ser tema de questão neste ano, assim como a crise no Brasil, segundo Benedito. “A crise no Brasil pode vir a cair porque é uma coisa que começou no governo Dilma, que é de oposição do governo atual. Então, deve falar de Dilma, de Lula, de corrupção. A Venezuela ainda não caiu e também é um governo totalmente de oposição”, ressalta.

Enunciado

Sobre identificar se a questão de é atualidades, o professor Matheus Felisberto explica que é relativamente fácil esse entendimento. “O Enem é muito interdisciplinar, mas quando se trata de atualidades [a questão] vem com uma pegada de notícias ou manchetes. Você percebe pela data da notícia e pela manchete”, disse.

Atual x Contemporâneo e a pandemia

Tanto para Benedito Serafim quanto para Matheus Felisberto, a pandemia do novo coronavírus não deve cair no Enem 2020. Isso porque o conceito de contemporâneo, segundo Felisberto, é o que é cobrado no Exame. O atual, segundo o docente, "é o que acontece agora”. “O contemporâneo é o que é discutido há dois, cinco, dez anos”, explica.

Ou seja, por ser um tema atual, pode cair nas próximas edições do Exame. Mas, nesta, não deve ser tema de questão. A prova do Enem 2020 já está pronta desde agosto, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Em dezembro, no dia 19, um passeio pelas ruas da cidade do Recife promete rememorar episódios históricos importantes, relacionados a temas cobrados no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A aula de campo foi idealizada pelo professor de geografia e atualidades Benedito Serafim, do preparatório ‘Os Caras de Pau do Vestibular’.

Gratuita, a programação contará, além do professor Benedito, com professores de história, a exemplo de Marlyo Alex. Durante a caminhada, docentes “encarnarão” personagens históricos para ilustrar, diante dos participantes, fatos relevantes do passado recifense. “Quem dará aula serão os personagens históricos, ou seja, nós professores vamos encarnar Duarte Coelho, Nassau, Domingos José Martins, General Abreu e Lima, Arraes e Chico Science”, explicou Serafim.

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O ponto de partida é a sede do preparatório, situada na Rua Corredor do Bispo, 90, no bairro da Boa Vista, área central do Recife. No roteiro, há vias marcantes, como a Ponte Duarte Coelho, Palácio do Campo das Princesas e a Torre Malakoff.

O evento é aberto ao público, que deve usar máscaras e álcool gel como proteção contra a Covid-19. Em breve, no Instagram da isolada 'Humanas Interno', será divulgado o horário da programação.

Biologia, atualidades, geografia e redação. Essas são as matérias abordadas no aulão do Vai Cair No Enem deste sábado (19), que traz assuntos relevantes para a prova do Exame Nacional do Ensino Médio. O aulão faz parte do projeto Enem 360, que conta com o apoio da UNINASSAU - Centro Universitário Maurício de Nassau e do Gokursos. A transmissão é do LeiaJá e a apresentação fica por conta de Thayná Aguiar e Jéssica Nascimento. Assista:

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Em biologia, quem comanda a aula são os professores André Luiz e Leandro Gomes. Já em atualidades, Benedito Serafim destaca, entre outros tópicos, a questão do sistema prisional brasileiro. Por fim, os candidatos contam com explicações gratuitas sobre redação, com o professor Diogo Xavier.

Os aulões do Vai Cair No Enem serão realizados até janeiro - mês da prova -, aos sábados, sempre a partir das 14h, por meio do YouTube do projeto. O calendário das lives são publicados semanalmente no nosso Instagram.

Para aprimorar os estudos neste período de isolamento devido à pandemia do coronavírus no Brasil, candidatos devem ficar atentos aos assuntos da atualidade que poderão cair no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2020. Além da própria doença Covid-19, outras temáticas podem aparecer na prova.

O professor de geografia e atualidades Rodrigo Morato não descarta a possibilidade do coronavírus cair na prova do Enem e fala sobre a relação da Covid-19 na visão geográfica. “Pode ser abordado o clima e sua influência na contaminação. Já existem até alguns estudos falando disso, mas vale lembrar que a situação da aglomeração urbana pode influenciar ainda mais na propagação da doença”, explica Morato.

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Já para Filipe Melo, educador de geografia e atualidades, no âmbito mundial, além do coronavírus, podem cair na prova de atualidades do Enem a crise da Venezuela e os refugiados no Brasil e no mundo. Ele ainda pontua os incêndios florestais que aconteceram na Austrália e na floresta amazônica. “Atualidade antiga é como o Enem gosta de trabalhar, pois geralmente coisas que acontecem muito próximo do exame, não caem na prova”, alerta.

O professor Filipe Melo ainda ressalta que pode cair assunto relacionado às Fake News. “Esse assunto foi o que mais chamou a atenção nas eleições estadunidenses e brasileira”, argumenta. No âmbito nacional, ele elenca os seguintes temas: “as reformas da previdência, tributária e trabalhista, o sistema prisional brasileiro superlotado, a operação Lava Jato, pois mesmo um pouco esquecida, trouxe bastantes mudanças no cenário político e econômico. Além da mobilidade urbana que ainda é um desafio para as autoridades nacionais, pois cada vez o nosso trânsito só faz piorar”, conclui.

Confira, a seguir, as dicas elencadas pelo professor Rodrigo Morato sobre possíveis temas em atualidades que podem cair no Enem além da Covid-19:

1 - Papel do Brasil no mercado internacional

“Quando falamos do papel do Brasil no mercado internacional, é muito relacionado às commodities. O país, a cada ano que passa, se torna mais especialista em commodities agrícolas, por exemplo. A nação vai ter um crescimento só em 2020 de mais de 200% na produção de soja. Por isso, pode cair qual é o papel do Brasil nesse mercado internacional voltado para as commodities.”

2 - Desastre ambiental na Amazônia

“Em relação ao desastre ambiental na Amazônia, eu aposto mais para consequência socioeconômica, uma vez que, ano passado, já caiu uma questão relacionada aos rios voadores. Podem ser abordadas a relação de produção e a relação do avanço das fronteiras agrícolas, no qual esse ganho econômico acaba interferindo diretamente na relação ambiental, e, por último, como o mundo enxergou o Brasil no combate ao incêndio, pois vimos reações contrárias como os países da Noruega, Alemanha, e, inclusive, países que ameaçavam romper relações comerciais”.

3 - Brexit

“Com relação ao Brexit, a saída do Reino Unido da União Europeia, que acabou sendo oficializada em Janeiro de 2020, pode cair justamente na compreensão das consequências econômicas e sociais dessa saída, pois o Reino Unido é uma grande economia que sai do maior bloco econômico do mundo. Dentro disso, pode ser abordado como os outros blocos mundiais, como o Mercosul, por exemplo, podem encarar essa saída, assim como pode ser questionado como ficam os blocos econômicos em relação aos países membros”.

4 - Crise econômica entre Estados Unidos e China

“Outra questão que pode cair no Exame é a relação econômica entre Estados Unidos e China, ou seja, a crise econômica que eles vivem. Essa guerra comercial entre ambos, com barreiras econômicas e práticas protecionistas, pode ser abordadoa. Dentro desse viés, podem cair na prova as consequências dessa guerra de mercado para o mundo, pois temos países emergentes como o Brasil, por exemplo, sentindo essa crise. A China está mais voltada para combater o mercado norte americano, e, como consequência disso, pode vir a deixar de ter parcerias muito importante em setores estratégicos para o Brasil; lembrando que o país asiático é o maior parceiro comercial do Brasil”.

O professor Rodrigo Morato enviou um vídeo ao projeto Vai Cair No Enem, produzido em parceria com o LeiaJá. Assista:

Um dos assuntos mais comentados atualmente é o novo coronavírus. Diante disso, muitas notícias são publicadas referentes à quantidade de casos suspeitos, confirmados e até de pessoas que não sobreviveram à doença. Para ajudar os estudantes que pretendem fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a entenderem como o assunto pode ser cobrado na prova, o Vai Cair no Enem, projeto multimídia realizado em parceria com o LeiaJá, exibe uma live sobre o assunto.

A transmissão é exibida no Instagram do @vaicairnoenem e no canal youtube.com/vaicairnoenem. O encontro tem o objetivo de esclarecer para os internautas as abordagens sobre o Covid-19 que podem ser cobradas na prova do  Enem. A live tem a participação dos professores Benedito Serafim, de atualidades, Pedro Botelho, de história, e André Luiz e Tayrine Rocha, de biologia.

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Os docentes mostram diversas abordagens sobre como o coronavírus pode ser abordado. Em atualizades, Benedito Serafim aponta como o vírus afetou a economia mundial. Já Pedro Botelho traz o contexto histórico sobre pandemias e epidemias que já caíram no Enem. Por último, os professores Tayrine e André Luiz reforçam as características e funções do Covid-19. Confira:

Os últimos fatos acerca do conflito entre os Estados Unidos e o Irã, que também envolveu o Iraque e alterou o já frágil equilíbrio de forças no Oriente Médio, têm chamado a atenção do mundo todo por sua relevância histórica e geopolítica. O Vai Cair No Enem (@vaicairnoenem) realizará uma transmissão, ao vivo, com os professores de história José Carlos Mardock e Thais Almeida comentando o conflito entre EUA e Irã nesta quarta-feira (8), a partir do meio-dia, por meio do Instagram e do Youtube.

O objetivo da transmissão é fazer com que os estudantes entendam o contexto de acontecimentos que levaram ao problema, quem são os principais atores políticos envolvidos e como o assunto pode aparecer nas provas. “Quem é quem? Quais são as peças importantes? Quais são os sucessores do poder no Estado iraniano? Esses são detalhes importantes que discutiremos para que os alunos possam saber como tudo pode ser cobrado no Enem 2020”, disse o professor Mardock.

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A morte do general iraniano Qasem Soleimani desencadeou tensão mundial. O militar foi vítima de ataque dos Estados Unidos com mísseis contra o Aeroporto de Bagdá. 

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Continuando no ritmo de lives diárias antes da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), realizadas pelo projeto multimídia Vai Cair no Enem, o LeiaJá exibe, nesta quarta-feira (30), mais uma transmissão ao vivo voltada para os estudantes que irão fazer a prova. A live será exibida a partir das 19h, no Instagram @vaicairnoenem e no canal no youtube.com/vaicairnoenem, com os conteúdos mais importantes das disciplinas de redação e geografia e atualidades

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Os nossos convidados são os professores Diogo Xavier, de redação, e Benedito Serafim, de geografia e atualidades. Xavier promete abordar as qualidades de uma texto nota 1000, além de pontuar possíveis temas da redação do Enem 2019. Já o Benedito Serafim promete trazer a Saída do Reino Unido da União Europeia, o Brexit. 

Confira os convidados das próximas transmissões:

Quinta-feira (31) – José Carlos Mardock (história), Dino Rangel (geografia) e Lourdes Ribeiro (redação e Linguagens)

Sexta-feira (1º) - Luiz Neto (história) e Josicleide Guilhermino (redação e Linguagens)

Já no próximo sábado (2), véspera das provas do Enem 2019, a live será iniciada às 17h. Em clima de descontração, teremos momentos de descontração para promover tranquilidade entre os candidatos. Na próximas semana, nossa programação de lives será voltada para as áreas de Ciências da Natureza e matemática.

As provas do Enem começam no domingo (3), com questões de Ciências Humanas, Linguagens e redação. Já no dia 10 de novembro, os candidatos enfrentarão quesitos de matemática e Ciências da Natureza.

Durante todo o ano de estudos, uma das atividades necessárias à rotina de alunos que vão fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é atenção às notícias do Brasil e do mundo.

Com a aproximação do primeiro dia de aplicação das provas do Enem, com questões das disciplinas de Ciências Humanas e Linguagens, além de uma redação, se torna ainda mais importante estar atento a questões de geopolítica. Elas são base tanto para resolver questões quanto para ter mais argumentos, informações e dados para escrever. Confira, a seguir, alguns temas de atualidades e geopolítica internacional comentados pelo professor de geografia e atualidades Benedito Serafim:

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Saída do Reino Unido da União Europeia - BREXIT

Para Benedito Serafim, o estudante precisa prestar atenção, por exemplo, às discussões sobre a saída do Reino Unido da União Europeia, o BREXIT. “Aconteceu em 2016, no governo do primeiro ministro David Cameron. O grupo conservador, principalmente os mais idosos, começaram a contestar pontos negativos de se estar na União Europeia”, explicou ele. 

Entre os pontos listados pelo professor como reivindicação dos conservadores britânicos está a questão financeira, pois para os conservadores o dinheiro investido na União Europeia foi maior do que o que o Reino Unido ganhou em retorno. A crise migratória também entra na lista de Serafim, visto que foi causada pela Primavera Árabe no auge da Guerra da Síria. A explicação vem do fato de que no Reino Unido se falava que como a União Europeia não tinha tomado uma atitude no sentido de barrar imigrantes do Oriente Médio, estariam entrando terroristas. 

Ainda de acordo com o professor Benedito Serafim, na questão da legislação, os conservadores do Reino Unido falavam que a maioria das leis que regiam o país vinham da União Europeia e não do Parlamento Britânico. O professor também explicou o contexto em que a população britânica foi consultada através de um plebiscito em 2016.

“Teve muita fake news e venceu o voto pela saída total do Reino Unido da União Europeia até outubro de 2019. Para sair, tem que fechar alguns acordos, nisso caíram dois primeiros-ministros, David Cameron e Theresa May. O atual é Boris Johnson, que é mais agressivo, mas também conservador e está tentando articular os acordos para saída da União Europeia”, disse Benedito.

Crise na Venezuela

O professor começa a dica explicando que a crise pela qual passa a Venezuela, país vizinho do Brasil, começa com a morte de Hugo Chávez, em 2013, em decorrência de um câncer após ter sido eleito, sendo substituído pelo seu vice, Nicolás Maduro. “A oposição tentou impedir a posse de Maduro. Na época, ele convocou um plebiscito, ganhou a eleição e assumiu o poder”, explicou o professor. Benedito também lembra que, ao assumir o cargo de presidente, Maduro encontrou uma Venezuela partida e politicamente polarizada. 

“Por não ter a diplomacia e popularidade que Chávez tinha, Nicolás Maduro passa a ter atitudes autoritárias como censurar a imprensa. Na eleição parlamentar, ele perde a maioria no parlamento, lembrando que na Venezuela não tem deputados e senadores, é uma única câmara. Maduro passa a não reconhecer o congresso. São atitudes ditatoriais”, disse o professor. 

Benedito Serafim explicou também que o problema se aprofunda quando a crise política chegou à economia. “Entre 2014 e 2015 os Estados Unidos e a Arábia Saudita começam uma guerra comercial por petróleo e quando a produção aumenta, o preço do barril cai e países que tinham sua economia baseada apenas no petróleo quebram. É o caso da Venezuela”, disse ele.

Diante da crise política e econômica, segundo o professor, Maduro não consegue manter o controle do país. “Ele tenta controlar a política por decretos, quando os empresários tentam aumentar o preço de alguns produtos, ele impede e faz com que alguns empresários deixem de produzir, levando a uma crise de abastecimento que gerou uma crise migratória. A maior da atualidade na América Latina ”, explicou o professor de geografia e atualidades. 

Governo Trump

No que diz respeito à política dos Estados Unidos, o professor começa a dica lembrando que Donald Trump, atual presidente do país, é formado em economia e fez sua fortuna investindo e jogando com a economia americana. “Ele tem popularidade na TV, era o apresentador do programa ‘O Aprendiz’ e dono do concurso de Miss dos Estados Unidos. Vale ressaltar que não se cogitava que ele virasse presidente apenas agora, mas desde o final dos anos 90 ele já falava que queria virar presidente”, disse o professor.

No que diz respeito à economia, o professor Benedito Serafim afirma que os alunos devem se lembrar do que há de positivo no governo americano “porque se cair na prova, vai cair os pontos positivos”. O professor explica que a política de Trump segue uma lógica de austeridade (ou seja, corte de gastos públicos), políticas protecionistas e diminuição de impostos para pessoas e empresas. 

“Nos Estados Unidos o corte de impostos gera um maior investimento das empresas. Pagando menos imposto o empresário gera, inclusive, mais emprego. Vale lembrar que no governo Trump é quando se tem o menor índice de desemprego das populações hispano e afro-americanas, claro, entre as pessoas legalizadas pois uma das bandeiras do governo é contra a imigração ilegal”, disse o professor. 

Sobre o protecionismo de Trump, o professor lembra que umas das medidas dele para gerar empregos é obrigar ou pressionar para que empresas americanas que estejam em outros países, como Japão e México, voltem para os Estados Unidos e gerem emprego lá. Então, há a contestação dos blocos econômicos Transpacífico e NAFTA, dizendo que eles faziam as empresas norte-americanas migrarem em busca de mão-de-obra mais barata. 

Outro ponto polêmico sobre o governo de Donald Trump é a questão climática, vista por ele como entrave ao crescimento dos Estados Unidos. “Trump quando diz que não acredita em aquecimento global, é para dar embasamento para reabrir as minas de carvão que Barack Obama tinha fechado”, explicou o professor. 

Estado Islâmico/ISIS

O professor Benedito Serafim explicou que o Estado Islâmico (ou ISIS na sigla em inglês) é um grupo fundamentalista, religioso e extremista do Islamismo, da parte Sunita e descendência salafita que prega a criação de um califado, regime político onde quem domina é o califa, um chefe político e religioso descendente direto de Maomé. O ideal do ISIS é estabelecer um califado nos territórios do Iraque e da Síria. 

Benedito contou que o grupo surgiu quando operações dos Estados Unidos no governo de George W. Bush, em guerra contra o terrorismo, deixaram dois grupos sem líderes, levando a uma posterior união e crescimento. “Depois do ataque ao World Trade Center, o presidente americano George W. Bush implementa a ‘Doutrina Bush’, na qual barra imigrantes, invade o Afeganistão em 2001 em busca de Osama bin Laden e o Iraque em 2003, em busca de Saddam Hussein. Quando esses dois líderes caem, suas tropas ficam sem liderança, se juntam soldados do Iraque e mercenários da Al-Qaeda, organização do Osama bin Laden, e se forma o Estado Islâmico. Era um grupo pequeno que cresce muito usando redes sociais”, disse o professor.  

O crescimento do ISIS, segundo o professor Benedito Serafim, se deu em decorrência da crise imobiliária dos Estados Unidos em 2008, criando uma crise econômica mundial que causou desemprego e xenofobia contra muçulmanos e seus descendentes, imigrantes ou não, em toda a Europa. “Esses jovens muçulmanos que sofrem xenofobia, conectados às redes sociais e vendo a ideologia do Estado Islâmico, se inscrevem. O ISIS tem membros no mundo inteiro”, disse ele.

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Um dos assuntos que nunca deixa de ser atual é o Islamismo. A religião, oriunda de países mulçumanos, vai muito além da tradição e da religiosidade. Envolve povos, culturas e também conflitos sociais. 

Inclusive, temas ligados ao Islã, bem como o Islamismo, já foram abordadas em edições passadas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). E é por esse motivo que é importante conhecer o mundo que é o Islamismo, ainda que seja tão distante da realidade brasileira.

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Atualidades compõem o caderno de Ciências Humanas e suas Tecnologias do Enem. Por isso, o professor de geografia e atualidades Benedito Serafim elencou perguntas sobre Islamismo para um quiz . Teste os seus conhecimentos:

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Neste domingo (29), é celebrado o Dia Mundial do Petróleo. Carro-chefe da economia de muitos países, o ouro negro, como também é chamado, já foi utilizado como arma política e econômica. A gasolina e o diesel que os automóveis usam como combustível, por exemplo, vêm do petróleo. A querosene de aviação (QAV) e o gás de cozinha (GLP), também são derivados desse combustível fóssil.

Atrelado ao petróleo há, além dos pontos já mencionados, assuntos ambientais, relacionadas desde a poluição gerada por seus derivados até vazamentos. Segundo o professor de química Francisco Coutinho, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) costuma abordar o petróleo em questões que envolvem hidrocarbonetos, como o propano e o butano.

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“Outro aspecto cobrado pela prova é sobre a polaridade das substâncias. O petróleo, por não ser solúvel em água, no caso de algum vazamento, a gente consegue ver as manchas chegando até as praias, por exemplo”, completou, Francisco Coutinho, a explicação. 

Para o professor de biologia Douglas Marques, o Enem, na prova de Ciências da Natureza, pode cobrar do fera tópicos como eutrofização. “Esse fenômeno acontece quando matéria orgânica com alguma toxina é liberada no meio, alterando, assim, o processo de fotossíntese no ambiente aquático. Com o processo de fotossíntese afetado, todos organismos da cadeia são prejudicados”, explicou. 

O professor Douglas também destacou a biomagnificação, que é o acúmulo de toxinas ao longo da cadeia alimentar e como os efeitos de vazamentos podem ser minimizados. “Um mecanismo utilizado para amenizar os impactos provocados por um vazamento de petróleo é a utilização de bactérias biorremediadoras que degradam o petróleo, liberando compostos menos tóxicos", disse.

A convite do LeiaJá e do Vai Cair No Enem os professores Benedito Serafim e Italo Souza, integrantes do Geografia Futebol Clube, abordaram temas políticos, históricos e geográficos, relacionados ao petróleo, que podem ser cobrados pelo Exame. Assista à aula logo abaixo.

O professor de geografia e atualidades Benedito Serafim participou do segundo aulão promovido pelo Vai Cair no Enem, no último sábado (14), em Belém, no Pará. Durante a aula, o docente explicou assuntos prováveis de cair no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano, como globalização e neoliberalismo. Perguntado sobre uma possível abordagem relacionada a Amazônia no Enem, o docente não acredita que esse assunto será pautado na prova.

A maior floresta tropical do planeta ficou em evidência no Brasil e no mundo no último mês, devido às intensas queimadas que atingiram e ainda atingem a região. Estima-se que de janeiro a setembro deste ano, 58.890 focos de queimadas afetaram o bioma Amazônia. Os dados são do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os altos números das queimadas contabilizados no governo Bolsonaro fizeram com que críticas e manifestações fossem direcionadas à presidência.

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De acordo com o professor, a Amazônia envolve um contexto político, o que pode ser delicado e não ser objeto de cobrança nas questões do Enem. Para ele, conteúdos ligados à Amazônia estão descartados. Um palpite dado pelo docente, no entanto, é o cinquentenário da chegada do homem à Lua, bem como outros acontecimentos memoráveis que estão sendo lembrados estes ano. Confira o vídeo abaixo:

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Dinâmico, o professor de geografia Benedito Serafim, levou ao aulão do Vai Cair do Enem (Enem) deste sábado (14), um tema que cai com frequência na prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem): globalização. Além deste, Serafim abordou as fases do capitalismo e neoliberalismo, que inclusive, é uma das apostas do professor para o Enem deste ano.

Sobre a globalização, o docente aprofundou o comércio global e como ele influencia as relações das sociedades. O professor utilizou de exemplos que fazem parte do dia a dia dos estudantes, como o uso da tecnologia que facilita a comunicação e o consumo da informação quebrando barreiras físicas e de tempo.

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No neoliberalismo, Serafim apontou os conceitos de Milton Friedman, um dos grandes pensadores da corrente neoliberalista e da Escola de Chicago. Meritocracia e o papel do estado na sociedade foram alguns dos tópicos trazidos pelo professor.  

O bom humor de Benedito Serafim transferiu leveza para os feras que estão se preparando para o Enem, que será realizado em menos de dois meses. A prova de geografia, inclusa na área do conhecimento de Ciências Humanas e suas Tecnologias, será aplicada no primeiro domingo do Enem, 3 de novembro.

Outra dica dada pelo professor é o estudo sobre A Guerra do Yom Kippur, ou a Crise do Petróleo, que, segundo Serafim, tem grandes chances de cair na prova. Assuntos ligados à Amazônia, no entanto, não foram palpites do docente. Benedito Serafim acredita que mesmocom a relevância do tema, questões políticas podem contribuir para a não cobrança do conteúdo na prova.

Confira abaixo a aula de geografia do aulão do Vai Cair no Enem, em Belém:

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