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A governadora Raquel Lyra se reuniu, nesta terça-feira (11), com o ministro do Tribunal de Contas da União, Augusto Nardes. O encontro, realizado no Palácio do Campo das Princesas, teve como objetivo discutir a implementação de uma Política de Governança para a administração estadual, a fim de obter uma gestão mais eficiente, eficaz e focada em entregar resultados positivos para a população. O secretário da Casa Civil, Tulio Vilaça, também esteve presente.

“Um encontro bastante proveitoso em que o ministro destacou a importância de garantir governança na nossa gestão, para que possamos atingir os resultados que nos propusemos desde o início da gestão. Ele tem trabalhado isso no Brasil inteiro e se colocou à disposição, com grupos de especialistas do próprio Tribunal de Contas, para nos ajudar na definição dos indicadores de meta, resultado, governança e transparência para permitir que a gente enfrente os desafios que Pernambuco vive, fazendo mais com menos, de maneira mais eficiente”, enfatizou Raquel Lyra.

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O ministro é escritor do livro ‘Da Governança à Esperança’, e vem liderando um movimento sobre a temática em todo o Brasil. “Eu sinto que o Estado tem toda oportunidade de implantar esse projeto que começamos em nível nacional. Acho que Pernambuco pode sair dessa situação de dificuldade com os indicadores. Por isso, trouxe os melhores conhecimentos para que a governadora possa analisar e implantar mais essa iniciativa no Governo de Pernambuco”, afirmou Augusto Nardes.

*Da assessoria 

O ministro Augusto Nardes, do Tribunal de Contas da União (TCU), protocolou, nesta segunda-feira (21), um pedido de afastamento das funções por motivos médicos. A licença temporária se dará após o vazamento de um áudio em que ele alimenta a teoria de que militares estariam preparando um golpe para impedir a posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A gravação foi publicada pela colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo.

O áudio foi enviado a representantes do setor do agronegócio. Nardes cita uma suposta conversa com o presidente Jair Bolsonaro (PL) e diz que "em questão de horas, dias, no máximo, uma semana, duas, talvez menos do que isso (haverá) um desenlace bastante forte na nação, imprevisíveis, imprevisíveis". Afirma, ainda, que tem "muitas informações" sobre um "movimento forte nas casernas".

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Depois da divulgação, o ministro publicou uma nota minimizando o fato. No texto, disse que "lamenta profundamente a interpretação que foi dada sobre um áudio despretensioso gravado apressadamente e dirigido a um grupo de amigos".

As declarações causaram mal estar internamente. Outros ministros do TCU avaliam que caberá a Augusto Nardes dar explicações ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Deputados do PT protocolaram, nesta segunda-feira (21), uma notícia-crime no STF contra Nardes.

Aliado de Jair Bolsonaro, ele era filiado ao PP quando foi indicado ao cargo de ministro do TCU, em 2005. Foi nomeado pelo então presidente Lula. Na Corte de Contas, foi o relator do processo que analisou as contas presidenciais da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e indicou as pedaladas fiscais que serviram de base para o impeachment em 2016.

O ministro do TCU foi alvo de inquérito sobre o pagamento de propina a integrantes do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), vinculado ao Ministério da Fazenda. Em 2019, esse inquérito foi arquivado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Anteriormente, o procurador-geral da República, Augusto Aras, já havia se posicionado pelo arquivamento.

O nome de Nardes também foi citado em uma delação premiada da Operação Lava Jato. Em 2018, o ex-subsecretário de Transporte do Rio Luiz Carlos Velloso afirmou que o ministro girou R$ 1,2 milhão na corretora Advalor, alvo da investigação. O irmão do ex-subsecretário, Juscelino Gil Velloso, também delator, contou que pagou 'mensalidade escolar' a Nardes e revelou entrega de dinheiro em Brasília.

A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, foi às redes sociais cobrar explicações do ministro do Tribunal de Contas da União Augusto Nardes, que em um áudio vazado nesse domingo (20), fala sobre um suposto "movimento forte nas casernas". Na postagem, Gleisi escreveu: "estamos aguardando explicações públicas de Augusto Nardes sobre o áudio do golpismo. Grave que ministro do TCU se envolva nesse tipo de coisa. Qual a intenção dessa fala?".

O deputado federal e um dos responsáveis pela estratégia de redes sociais da campanha de Lula, André Janones (Avante/MG), usou o Twitter para comunicar que vai protocolar "requerimento para que o Ministro do Tribunal de Contas da União, Senhor João Augusto Ribeiro Nardes, compareça à Câmara para prestar esclarecimentos sobre suas declarações de cunho golpista". A postagem foi feita também nesta segunda-feira (21).

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No áudio, o ministro afirma que conversou com o presidente Jair Bolsonaro (PL) e insinua que militares estariam preparando um golpe para impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O ministro afirma, na mesma gravação, que "em questão de horas, dias, no máximo, uma semana, duas, talvez menos do que isso (haverá) um desenlace bastante forte na nação, imprevisíveis, imprevisíveis". Conforme outros ministros do TCU ouvidos pelo Estadão, o áudio encaminhado por Nardes a um grupo de representantes do agronegócio é "blefe puro".

Em nota encaminhada ao jornal, a assessoria de comunicação do TCU afirma que Nardes lamenta a interpretação de áudio "despretensioso gravado apressadamente" para um grupo de amigos e que o ministro repudia "manifestações de natureza antidemocrática e golpistas".

Leia a íntegra da nota divulgada pelo TCU

"O Ministro Augusto Nardes lamenta profundamente a interpretação que foi dada sobre um áudio despretensioso gravado apressadamente e dirigido a um grupo de amigos. Para que não pairem dúvidas, esclarece que repudia peremptoriamente manifestações de natureza antidemocrática e golpistas, e reitera sua defesa da legalidade e das Instituições republicanas."

"Blefe puro". É assim que ministros do Tribunal de Contas da União (TCU) consideraram as ameaças feitas pelo ministro Augusto Nardes em mensagem de áudio enviada por WhatsApp a representantes do agronegócio, como revelou a coluna Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo.

Na Corte de Contas a avaliação entre ministros ouvidos pelo Estadão é que Nardes terá que se explicar ao ministro Alexandre de Moraes, responsável pelo inquérito das fake news e dos atos antidemocráticas no Supremo Tribunal Federal (STF), além de presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Colegas chegaram a usar palavras de baixa calão a se referir ao áudio de Nardes.

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No áudio, o ministro afirma que conversou com o presidente Jair Bolsonaro (PL) e alimenta teorias de que os militares estariam preparando um golpe para impedir a posse do petista Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O ministro alerta que "em questão de horas, dias, no máximo, uma semana, duas, talvez menos do que isso (haverá) um desenlace bastante forte na nação, imprevisíveis, imprevisíveis". Afirma, ainda, que tem "muitas informações" e cita um "movimento forte nas casernas".

Nardes é apoiador de Bolsonaro e nos quatro anos de governo teve acesso livre ao presidente. Procurado pelo Estadão, não ligou de volta.

Desde a derrota nas urnas, bolsonaristas têm compartilhado mensagens, algumas cifradas, de estímulo à que manifestantes sigam nas portas de quartéis defendendo um golpe de estado. Já se prestaram a esse papel o general Braga Neto, que foi vice na chapa de Bolsonaro, o general Augusto Heleno, ministro do GSI, e o deputado Eduardo Bolsonaro, filho do presidente. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, insinuou que algumas urnas estariam com problemas, o que justificaria um pedido de providências ao TSE.

Ao contrário do que diz o presidente do partido de Bolsonaro, o próprio TCU e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) atestaram a segurança das urnas eletrônicas e a veracidade do resultado das eleições presidenciais.

Como mostrou o Estadão, o Alto Comando do Exército acatou o resultado das urnas. O ministério da Defesa, contudo, loteado por bolsonaristas, também atua para manter a esperança dos manifestantes.

Em uma publicação no Twitter, o deputado federal Paulo Teixeira (PT) afirmou que protocolará um pedido de convocação para que o ministro Augusto Nardes explique suas declarações, que se enquadrariam em "conspiração golpista".

O procurador-geral da República, Augusto Aras, contrariou sua antecessora, Raquel Dodge, e procuradores da República do Distrito Federal, e pediu o arquivamento de inquérito sigiloso em que Augusto Nardes, ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), é investigado por corrupção ativa, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

A investigação, de 2015, apura suposto esquema montado para ajudar a empresa de telecomunicações RBS a anular uma multa tributária de R$ 582,2 milhões no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf).

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Em parecer de agosto, Raquel apontou "indícios consistentes" de que Nardes, de 2003 a 2011, "teria agido, deliberadamente", para assegurar julgamento favorável aos interesses da empresa, tendo como contrapartida o recebimento de vantagens econômicas indevidas.

Em novembro de 2018, procuradores do DF já haviam denunciado, por participação no esquema, 14 pessoas sem foro privilegiado no Supremo. Os acusados viraram réus em ação penal na 10.ª Vara da Justiça Federal do DF. Entre os alvos está um sobrinho do ministro do TCU.

Os dois eram sócios da N&P Consultoria e Assessoria S. A. Segundo a investigação, eles teriam recebido R$ 2,5 milhões por meio da empresa, sem prestar serviços de natureza jurídica. O Ministério Público registrou que não poderia denunciar Nardes porque o caso estava no Supremo. No parecer de 5 de dezembro, ao qual o Estado teve acesso, Aras afirmou que as diligências investigativas "não foram suficientes" para reunir informações contra o ministro.

Nos bastidores do TCU circulam informações de que Nardes se empenhou pela indicação de Aras para a PGR. Hoje, é o integrante da Corte mais próximo do presidente Jair Bolsonaro.

O arquivamento do inquérito depende de decisão do ministro Ricardo Lewandowski, relator do caso no STF. Nardes disse que não comentaria. A RBS também não se manifestou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Após reportagem do jornal O Estado de S. Paulo revelar a suspensão do processo em que quatro empreiteiras envolvidas na Lava Jato haviam sido impedidas de contratar com a União, o ministro Augusto Nardes, do Tribunal de Contas da União (TCU), divulgou nota afirmando que não foi responsável pela suspensão da punição. Ele disse que a punição estava suspensa por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

"(...) tal suspensão decorreu do procedimento recursal estabelecido regimentalmente no âmbito do Tribunal de Contas da União e ratificado pelo Supremo Tribunal Federal." A reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, no entanto, não afirmou que o ministro suspendeu a punição, e sim a análise dos recursos, etapa necessária para ser efetivada a sanção. A decisão do Supremo citada pelo ministro do TCU, no entanto, não impede o andamento do processo e o julgamento do recurso. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Em um procedimento inédito e sigiloso, o ministro Augusto Nardes, do Tribunal de Contas da União (TCU), suspendeu um processo em que quatro empreiteiras envolvidas na Operação Lava Jato haviam sido impedidas de firmar contratos com a União. A justificativa é discutir com as empresas algum tipo de cooperação formal, apesar de o órgão nem sequer poder fechar acordos de leniência, espécie de delação premiada feita por pessoas jurídicas.

Enquanto isso não ocorre, as empreiteiras Queiroz Galvão, UTC Engenharia, Techint Engenharia e Empresa Brasileira de Engenharia e Comércio (Ebec) continuam aptas a participar de licitações com entes públicos.

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A Queiroz Galvão, inclusive, venceu no fim de fevereiro uma licitação no valor de R$ 430 milhões para um trecho de obras no Metrô de Salvador. Se as sanções estivessem valendo, a empresa poderia ser impedida de assumir o contrato.

A punição às empreiteiras foi decidida pelo plenário do TCU em março de 2017. O processo está relacionado a fraudes em licitação na usina nuclear de Angra 3, no Rio. O caso também rendeu sanções na esfera criminal.

Ao suspender o processo - e, por consequência, manter a idoneidade das empreiteiras -, Nardes contrariou a posição de auditores do próprio TCU, que se manifestaram em junho do ano passado pela rejeição de recurso e início da punição.

Pela sanção aplicada anteriormente pelo tribunal, as empreiteiras deveriam ficar cinco anos impedidas de contratar com a administração pública.

Em vez de enviar os recursos para julgamento, Nardes consultou a procuradora-geral do Ministério Público no TCU, Cristina Machado, sobre a possibilidade de empresas cooperarem no processo. A procuradora foi favorável. A proposta foi levada pela Queiroz Galvão e pela Techint para o ministro.

Nardes, então, incumbiu Cristina Machado de analisar em que bases esse acordo com as empresas se daria no TCU, além de quais benefícios poderiam ser concedidos. Não há prazo para que a procuradora-geral se manifeste.

Nas regras do tribunal de contas, no entanto, não existe a possibilidade deste tipo de cooperação. Pela legislação, apenas a Controladoria-Geral da União (CGU) pode firmar acordos de leniência. O Ministério Público Federal, por sua vez, também negocia colaborações de empresas com aval da Justiça.

Comparação

A conduta de aguardar uma possível colaboração antes de punir as empresas já foi criticada pelo TCU. Em 2017, o tribunal determinou que a CGU retomasse processos contra empresas implicadas na Lava Jato que negociavam acordos de leniência.

Para ministros do TCU ouvidos reservadamente pelo Estado, a corte de contas acaba de repetir o que reprovou na conduta da controladoria, com o agravante de já ter punido as empresas há dois anos.

Esses ministros argumentam que a decisão não poderia ser tomada individualmente por Nardes. Também afirmam que deveria ter sido fixado prazo para a suspensão da inidoneidade.

Segundo o jornal O Estado de S. Paulo apurou, já há um parecer da área técnica do tribunal que desaconselha qualquer tipo de acordo sem a confissão prévia de irregularidades pelas empresas. Conforme o documento, a colaboração só poderia existir se contribuir para o ressarcimento dos danos.

Antes de retomar o julgamento sobre a punição às empreiteiras, o plenário do TCU terá de decidir sobre a possibilidade de cooperação, o que ainda depende do parecer da procuradora-geral do Ministério Público na corte de contas.

Alvo

Nardes é investigado na Operação Zelotes, em um inquérito no qual seu sobrinho já foi denunciado na primeira instância. Como tem foro no Supremo Tribunal Federal, cabe à Procuradoria-Geral da República decidir se arquiva ou se apresenta acusação formal.

O ministro do TCU é alvo também de delações em desdobramentos da Lava Jato fluminense, como a do ex-subsecretário de Transportes do Rio de Janeiro Luiz Carlos Velloso e a do ex-presidente da Fecomércio do Rio Orlando Diniz. Nardes nega participação em qualquer tipo de irregularidade.

Licitações

 

A Construtora Queiroz Galvão disse, por meio de sua assessoria de imprensa, que "exerce o legítimo direito de apresentar os recursos cabíveis" nos processos de inidoneidade. Em relação ao Metrô de Salvador, a companhia disse que atendeu a todos os requisitos estabelecidos no edital de licitação que venceu. Ainda de acordo com a empresa, não há conexão entre a licitação e a sanção de inidoneidade do Tribunal de Contas da União (TCU), porque o tipo de financiamento não atrai a fiscalização da Corte.

Também por meio de sua assessoria, a UTC Engenharia afirmou que "sempre colaborou, colabora e continuará a colaborar com as autoridades responsáveis pelas investigações, processos administrativos e judiciais relacionados às licitações com empresas públicas". A empresa diz ter sido a primeira empresa do Brasil a celebrar com o Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União e Advocacia-Geral da União (AGU), em meados de julho de 2017, um acordo de leniência.

As assessorias da Techint e da Empresa Brasileira de Engenharia e Comércio (Ebec) não foram localizadas para comentar.

À reportagem, a procuradora-geral do TCU Cristina Machado disse que pretende concluir o parecer nas próximas semanas. Ela justificou a análise de uma possibilidade de cooperação como forma de ressarcir todos os danos ao erário.

A reportagem também procurou o ministro Augusto Nardes, do TCU, para falar sobre sua decisão, mas a assessoria de imprensa do tribunal disse que ele não daria entrevista. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Augusto Ribeiro Nardes, relator do processo que resultou na rejeição das contas da presidente Dilma Rousseff, por causa das pedaladas fiscais, afirmou nesta sexta-feira, 15, em Teresina, que em valores atualizados os desvios de recursos públicos que provocaram a Operação Lava Jato já alcançaram a cifra de R$ 29 bilhões. Ele disse que tentou avisar "por diversas vezes" a presidente da República sobre as irregularidades que vinham ocorrendo desde 2010, "mas não lhe deram ouvidos".

O ministro destacou que no período de 2010 a 2014 pedaladas fiscais de R$ 106 bilhões foram remanejadas da Caixa Econômica e do FGTS. Já no ano de 2015 foram mais R$ 2,5 bilhões. "Foram abertos créditos suplementares sem a autorização do Congresso Nacional. Isso é ilegal", declarou Augusto Nardes, que alega ter avisado a Casa Civil e a própria presidente Dilma Rousseff sobre as infrações.

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O ministro participou de um evento organizado pelo Instituto Rui Barbosa (IRB) em parceria com o Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE-PI), em Teresina. Ele falou sobre eficiência na gestão pública. Em sua palestra discorreu sobre o Índice Geral de Governança e Federação, falando ainda sobre competitividade. Segundo o ministro, "tem que fazer o País funcionar, senão o País não cresce e as pessoas não têm emprego para defender a família".

Augusto Nardes afirmou que o Índice de Governança serve para mostrar como os recursos são aplicados no Estado. Ele falou que "precisa haver a irmandade na fiscalização para a melhor aplicação dos recursos públicos".

"Tenho convicção que vamos mudar esse País. O Congresso já está fazendo isso", afirmou.

O ministro do TCU assinalou que a ineficiência da fiscalização e a falta de governança nos órgãos públicos levaram ao desvio ou desperdício de recursos, que atualizado por técnicos da Corte de Contas chegam a R$ 29 bilhões. Ele destacou que o grande problema na governança está nos líderes que não sabem o que priorizar e na falta de sequência nos projetos. Para Augusto Nardes, quem é um bom governante pode não ser um bom gestor. E vice-versa.

O ministro informou que tinha avisado a Casa Civil e a própria presidente da República "sobre os desmandos administrativos, que poderiam resultar na reprovação das contas, desde 2013". Mas não foi ouvido.

Augusto Nardes avalia que o diálogo e um "trabalho conjunto" pode fazer o País sair da crise. "Tem que sentar todos à mesa, imbuídos de boa vontade para colocar a sociedade em primeiro lugar. Esse é um dos princípios da governança", recomenda o ministro.

Vazamentos de mais uma delação premiada devem estremecer a política nacional durante os próximos dias. Desta vez, a do ex-deputado federal Pedro Corrêa (PP) que cita, em depoimento, políticos da base do governo e da oposição, inclusive o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Augusto Nardes. 

Segundo informações da Folha de São Paulo, que teve acesso a alguns trechos da delação, um dos anexos é intitulado de "Mesada a Augusto Nardes", ex-deputado federal pelo PP. No depoimento, Corrêa diz que Nardes estava entre os que recebiam a propina arrecadada pelo deputado José Janene, falecido em 2010, junto à Petrobras. 

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Corrêa aponta que no ano em que Nardes foi nomeado ministro, um recibo de pagamento de propina foi destruído para evitar desgastes posteriores. O valor do recibo era em torno de R$ 20 mil. O ministro, no entanto, nega qualquer envolvimento com irregularidades e pontuou, em nota, que a citação do nome dele é uma “retaliação” do ex-presidente nacional do PP. 

Do PSDB ao PT

O pernambucano também listou uma série de operadores de propina, entre eles, a irmã do senador Aécio Neves (PSDB-MG), Andrea Neves. O nome dele aparece ao lado do de Marcos Valério, operador do Mensalão. Esquema pelo qual Pedro Corrêa foi condenado e cumpre pena. Em nota, Aécio pontuou que Andrea não conhece Corrêa e repudiou “as falsas acusações”. 

Outro anexo conta ainda, de acordo com o periódico, um suborno utilizado para facilitar a aprovação da emenda que estabelecia a reeleição no país, em 1997, durante o governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). "Olavo Setubal [do Banco Itaú] dava bilhetes a parlamentares que acabavam de votar, para que se encaminhassem a um doleiro em Brasília e recebessem propinas em dólares americanos", conta um dos trechos relatado pelo ex-parlamentar. Ao tomar conhecimento da citação, FHC classificou a menção como “ridícula”.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também é citado pelo ex-deputado. Segundo Corrêa, o petista teve participação na aprovação do nome de Paulo Roberto Costa para assumir uma diretoria na Petrobras. Corrêa participou da reunião em 2004 entre Lula, o então ministro da Casa Civil, José Dirceu (PT), e o presidente da Petrobras da época, José Eduardo Dutra. Ele revelou trechos de conversas entre Lula, Dirceu e Dutra. 

Apesar das revelações que trazem a delação de Pedro Corrêa, não há muitas comprovações documentais, motivo pelo qual a negociação da colaboração tenha durado oito meses. O assunto ainda está sob análise do Supremo Tribunal Federal (STF).

Diante das acusações de novas pedaladas fiscais em 2015, a presidente Dilma Rousseff (PT) questionou, neste sábado (5), a avaliação do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Augusto Nardes, sobre a gestão fiscal do governo e afirmou ver com estranheza a alegação de que neste ano a prática foi repetida. Em coletiva à imprensa, após uma reunião para o monitoramento do combate ao aedes aegypti no Recife, a petista questionou que o assunto seja a justificativa do processo de impeachment que tramita contra ela no Congresso e disse que tais práticas eram legais.

“Achamos estranhíssimo que possa ter pedaladas fiscais no ano de 2015, sendo que 2015 nem foi concluído ainda. É complexa esta questão. Discordamos das opiniões do ministro Nardes”, disse. Em passagem por Pernambuco nesta semana, o magistrado revelou que as pedaladas deste ano já somam R$ 2,5 bilhões e estão em análise no TCU após uma notificação do Ministério Público Federal. 

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“Era absolutamente legal as práticas de que me acusam no governo do Lula e no anterior ao do Lula. Não é só no meu governo que elas acontecem, mas em todos os governos”, justificou. Mostrando-se tranquila sobre o assunto, Dilma Rousseff aproveitou para questionar as funções do TCU quando ao julgamento das contas públicas. “O Tribunal de Contas da União não tem poder de julgar contas, nem as minhas nem as de ninguém. Ele é um órgão de assessoramento”, disparou.

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Diante da imprensa, a petista também reforçou que o pedido de impeachment “não tem fundamentos” e reiterou não ter cometido atos ilícitos ou guardar dinheiro em bancos do exterior. “É importante que a questão seja colocada nos seus devidos termos. Não há base neste processo. Ele tem outros fundamentos que eu lamento porque coloca em questão a maturidade da democracia”, alfinetou. 

 

Relator das contas do governo de 2014, o ministro do Tribunal de Contas, Augusto Nardes, confirmou a existência de novos decretos na gestão da presidente Dilma Rousseff (PT) deste ano. Famosos por terem recebido o nome de “pedaladas fiscais”, os itens são a principal justificativa do pedido de impeachment da petista acatado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

“Este fato de 2015 somando ao que aconteceu em 2014, que eu apontei no relatório, que são praticamente R$ 106 bilhões, deram base para a justificativa apresentada pelo presidente Eduardo Cunha. O tribunal simplesmente constatou que há esses novos decretos. O Tribunal vai avaliar ainda. Eles estão sob a análise do relator”, revelou em coletiva à imprensa, após palestrar no 28º Congresso dos Tribunais de Contas do Brasil. O ministro Raimundo Carreiro é o responsável por analisar este quesito no TCU. 

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Nardes afirmou não ter detalhes sobre os decretos, mas pontuou o valor deles. “Parece que o total é de R$ 2,5 bilhão, não tenho os detalhes porque não sou o relator da matéria”, disse. Indagado se faltou uma presença mais firme do TCU diante do Governo Federal que chegou a fazer pedaladas, o magistrado afirmou que o órgão de controle alertou a gestão petista.  

“Já tínhamos alertado em 2013 e 2014. Lá em 2012 o ministro José Jorge alertou Contabilidade Criativa, o ministro Raimundo Carreiro também alertou o cenário adverso. Os alertas foram feitos”, justificou.

Apesar de considerar o “momento importante para o controle público”, Nardes desconversou sobre como avaliava o impeachment e disse que não cabia a ele a decisão, mas ao Congresso Nacional.

Palestrando para membros dos Tribunais de Contas de todo o Brasil, que estão reunidos para um congresso nacional no Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife (RMR), o ministro do TCU, Augusto Nardes, pontuou a necessidade do país retomar a boa governança pública nas esferas federal, estadual e municipal. Para o magistrado, a crise econômica nacional é um resultado da falta de acompanhamento das atividades públicas e de um ciclo de investimento nas práticas de governabilidade. 

Sob a justificativa de que o cidadão está “descontente” com os serviços públicos, Nardes destacou que o “problema é nacional” e destrinchou a possibilidade dos órgãos de controle externo ajudarem a reverter esta situação. “Estamos vivendo uma situação de turbulência na nação porque não temos uma boa governança. Não acuso apenas o governo federal, mas o estadual e municipal também. O problema é nacional”, disse.  “Governança é você como mãe e pai cobrar o dever de casa do seu filho e monitorar. O governo federal e os estaduais e municipais muitas vezes não fazem esta avaliação”, completou. 

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Durante a palestra, o ministro fez uma projeção da situação dos estados brasileiros e cravou a possibilidade de 17 entidades federativas estarem em pré-falência. “O modelo está estruturado de forma errada no Brasil. A prova disso é o envio de um orçamento negativo para o próximo ano. Os estados terão poucas condições de sobreviver em um espaço curto de tempo. As consequências do decrescimento da economia e a perspectiva de crescermos negativamente vai ampliar a recessão econômica”, observou.

Dados apresentados pelo ministro, apontam que este ano será concluído com cerca de 9 milhões de desempregados e com o risco da previdência social ser equiparada a da Grécia.

Caso da Petrobras

Mencionando como exemplo de falta de governança a situação da Petrobras, Nardes esclareceu que o Tribunal de Contas alertou o Governo Federal sobre os superfaturamentos na estatal. “Alertamos em 2009 que havia sobrepreço. Enviamos para o Congresso Nacional uma proposta para não liberar mais recursos para algumas refinarias, mas foi liberado”, informou. “A razão da crise na Petrobras foi falta de governança. Os prejuízos foram intensos. Querer construir quatro refinarias ao mesmo tempo não era viável. Faltou a governança na Petrobras e os investimentos caíram”, acrescentou.

O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Augusto Nardes pontuou, nesta quinta-feira (3), que não defendeu o impeachment quando optou por rejeitar as contas do governo da presidente Dilma Rousseff (PT) do exercício fiscal 2014. Durante uma palestra no 28º Congresso dos Tribunais de Contas do Brasil, que acontece no Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife (RMR), o magistrado afirmou que o seu papel como integrante do órgão de fiscalização externa é “mostrar a realidade” financeira do país à nação e, por isso, tomou o posicionamento apoiado pelos outros sete ministros do TCU.

“Nunca falamos em processo de impeachment, que hoje se estabeleceu baseado no trabalho do TCU. Em nenhum momento falei de impedimento, cabe ao Congresso tomar esta decisão”, cravou. “Temos que reconhecer o papel de cada instituição neste processo”, acrescentou. A rejeição das contas aconteceu pela constatação das chamadas pedaladas fiscais, um dos critérios apontados pelos juristas Miguel Reale Júnior e Hélio Bicudo no pedido de impeachment acatado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), nessa quarta-feira (2).  

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Abordando principalmente questões de governança pública, o magistrado disse que o quesito no Brasil está desestruturado e se faz necessário retomar o caminho.  “Precisamos restabelecer a confiança  e a esperança. Estamos com a bússola quebrada, necessitamos encontrar um caminho para o país com sabedoria. Radicalizando o diálogo. O Congresso deve buscar uma saída, seja na busca do dialogo ou no que a população tem pedido [nas ruas]”, argumentou.

Observando que todo o país está necessitando restabelecer o equilíbrio financeiro e a governança pública, o ministro disse que a rejeição das contas federais foi “um processo inicial de coragem”. “Temos cargos vitalícios para mostrar a realidade da nação. Isso tem que acontecer em todo o país. Se não trabalharmos em conjunto e de forma solidária, não voltaremos a crescer”, cravou. Nardes pregou ainda que o caminho da governança deverá ser retomado “com coragem, fé, crença, humildade e pouca arrogância”. 

Tratando os brasileiros como “acionistas” do país, o ministro enfatizou ainda que os membros do controle externo devem ser “impedidores” do desgoverno e da ausência do crescimento. “Temos que mudar os paradigmas, não simplesmente aprovar as contas, mas mostrá-las para a população. O controle tem que fazer a sua parte”, disse.

Augusto Nardes palestrou por pouco mais de quarenta minutos sobre Governança Pública e Controle Externo. Assim como outros ministros do TCU, ele participa do Congresso que reúne 34 órgãos de controle de todo o país. O evento acontece na Reserva do Paiva, no Litoral Sul de Pernambuco, até esta sexta-feira (4). 

A partir desta terça-feira (1º) os membros dos Tribunais de Contas do Brasil se reúnem em Pernambuco para XXVIII Congresso Nacional dos órgãos de controle externo. O encontro, que acontece até a próxima sexta (4) no Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife (RMR), tem como tema “Governança Pública e Combate à Corrupção: o que a sociedade espera dos Tribunais de Contas?” e vai reunir especialistas em controle externo, gestão pública e dados abertos, além de autoridades dos três poderes da República e representantes da sociedade civil.

O Congresso vai debater uma série de temas como governança pública e fortalecimento dos órgãos de controle para o combate à corrupção. A palestra de abertura será feita pelo governador Paulo Câmara (PSB), às 19h, sobre os desafios da governança pública em tempos de crise.

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Também integram a lista de palestrantes o presidente do Tribunal de Contas da União, Aroldo Cedraz; os ministros Benjamin Zymler e Augusto Nardes (TCU); o procurador da República Fábio George; o tributarista pernambucano e professor da Universidade de São Paulo, Heleno Torres e o diretor de Articulação e Inovação do Instituto Ayrton Senna (e ex-reitor da UFPE), Mozart Neves.

O ministro Augusto Nardes, do Tribunal de Contas da União (TCU), afirmou nesta quarta-feira (25) que auditorias realizadas na área de segurança apontaram falhas no controle de fronteiras e na interação entre as secretarias estaduais de segurança pública. O alerta foi feito no Briefing Internacional de Segurança dos Jogos Olímpicos, que reúne autoridades estrangeiras de 78 países, e causou mal estar. A secretária Nacional de Segurança Pública, Regina Miki, reagiu às críticas. "Nosso papel é maior do que qualquer vaidade", afirmou ela, para quem a Olimpíada ocorrerá em segurança.

Segundo Nardes, o levantamento do TCU mostrou que não há comunicação ou troca de informações em 68% das secretarias e 92% delas não têm Código de Ética. Ele disse que pediu audiência ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para tratar da auditoria sobre fronteiras. "Essas auditorias não procuram ilegalidades, mas falhas, apontam gargalos para o governo sanar", afirmou.

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O ministro disse que não detalharia os pontos fracos encontrados por questões de segurança, mas que está preocupado com as fronteiras, principalmente a do Acre, por causa da "migração sem o controle adequado". A auditoria nas secretarias ocorreu em 2014. A sobre fronteiras, em setembro deste ano.

A secretária nacional lembrou que o país tem 17 mil quilômetros de fronteiras, que envolvem 11 Estados e 10 países. "Muitos duvidavam que conseguiríamos fazer uma Copa do Mundo com segurança total e esse foi o segundo item mais elogiado, perdendo apenas para a hospitalidade brasileira", afirmou.

TERRORISMO - O secretário extraordinário de Segurança para Grandes Eventos do Ministério da Justiça, Andrei Rodrigues, disse que os recentes ataques terroristas em Paris não vão alterar os planejamentos de segurança para a Olimpíada. Ele afirmou que, pela primeira vez na história dos Jogos Olímpicos, foi montada uma central exclusiva para tratar do tema, o Centro Integrado Antiterrorismo (Ciant), que será coordenado pela Polícia Federal (PF). Também será a primeira vez que a segurança das instalações olímpicas ficará a cargo de agentes públicos, não de empresas privadas. O policiamento será tarefa da Força Nacional de Segurança.

"Ninguém pode ficar indiferente a episódios bárbaros como os que aconteceram em Paris. Teremos um foro específico próprio para tratar da questão do terrorismo e estamos intensificando as trocas de informações com o adido na França, acompanhando os desdobramentos", afirmou.

Para Rodrigues, a isenção de vistos para turistas, sancionada nesta quarta pela presidente Dilma Rousseff, terá "impacto zero" na segurança dos Jogos. "Não há liberação para todo e qualquer país. O visto é uma ferramenta de controle, mas na Copa tivemos quase 100 argentinos, que não precisam de visto para entrar no Brasil, barrados nas nossas fronteiras. Também tivemos um americano, que tinha visto, que foi impedido de entrar por outras questões", afirmou. Ele lembrou que a medida ainda será regulamentada e só deverá valer para turistas dos Estados Unidos, Canadá, Austrália e Japão.

Um dia após o Tribunal de Contas da União (TCU) recomendar a rejeição das contas da presidente Dilma Rousseff (PT), relativas ao exercício fiscal de 2014, o presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE), conselheiro Valdecir Pascoal, destacou a “incansável” atuação do ministro Augusto Nardes, relator do processo no órgão. 

Para o presidente do órgão fiscalizador estadual, a recomendação amparada em “proficiente” relatório de auditoria e também em parecer do Ministério Público de Contas “ratifica e robustece a relevância institucional e social do controle externo e, por conseguinte, dos Tribunais de Contas do Brasil, para o aprimoramento da governança pública”. 

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O TCU considerou que a presidente descumpriu dispositivos da Lei de Responsabilidade Fiscal (LFR) e por isso desaprovou as suas contas. O parecer prévio será enviado ao Congresso Nacional, a quem cabe dar a palavra final.

Segundo o voto do relator, a área técnica do TCU encontrou 15 irregularidades nas contas da presidente – chamadas por ele de “desgovernança fiscal”, sendo a mais grave delas as “pedaladas fiscais” – empréstimos feitos em bancos públicos para bancar programas sociais.

Na expectativa de que o Tribunal de Contas da União (TCU) julgue as contas da Presidência da República de 2014 nesta quarta-feira (7), o líder do PT no Senado, Humberto Costa, afirmou que a Corte não pode se deixar “contaminar pelo jogo político”. Segundo o petista, o que preocupa a base de apoio à gestão da presidente Dilma Rousseff (PT) é que o ministro relator das contas Augusto Nardes não tem sido parcial na análise da defesa e já “declarou publicamente que votará pela rejeição das contas, o que é vedado pela legislação”.

“Ora, como pode um julgador, de quem se exige isenção e imparcialidade, antecipar posicionamento sobre um caso de sua competência e fazer isso antes mesmo de estar de posse de todas as peças que deveriam integrar aquele processo?”, questiona, justificando que foi por isso que o governo pediu o afastamento de Nardes do processo. O líder do PT acredita que as manifestações de Nardes “escancaram um interesse por determinado resultado, denotam uma militância política e exercem uma pressão sobre os demais ministros para que sigam essa mesma linha”. 

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“O TCU, que é órgão de auxílio do Congresso Nacional, deve ser maior do que as paixões políticas e preservar-se como instituição para garantir a própria credibilidade e o próprio respeito”, afirma. Para Humberto, a análise do TCU não deve ser encarada como “uma oportunidade de golpe em meio a uma desprezível e mesquinha batalha política movida pela oposição". 

“Desde que perdeu a eleição, a oposição neste país vem procurando, de todas as formas, impor um cerco aos órgãos julgadores, pressionando magistrados e, por vezes, ela mesma sentenciando e condenando o governo da presidenta Dilma Rousseff sem qualquer decisão exarada nesse sentido”, declarou.

Humberto Costa afirmou que o governo deve entrar com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) caso as contas sejam rejeitadas. “Seria muito ruim que, dando cobertura a um comportamento inadequado, o TCU venha a ter uma decisão sua contestada no Judiciário por ter amparado um julgamento viciado”, observou.

Ao levantar suspeitas sobre a imparcialidade do ministro Augusto Nardes, relator das contas de Dilma referentes ao ano de 2014, onde se constataram as chamadas pedaladas fiscais, um ajuste artificial e ilegal de contas, o Governo usou a estratégia do ganho do tempo. Se o relator vier a ser substituído, como deseja a presidente, o processo só irá a julgamento provavelmente no ano que vem.

O Governo se sustenta na tese de que Nardes vazou o seu voto pela rejeição, o que, em tese, fere as normas do TCU, quebrando-se o sigilo exigido por lei. Mas, tive o cuidado de pesquisar ontem na internet e não encontrei uma só aspa do ministro. Matérias sobre o assunto existem sim, mas sem uma só declaração do relator.

O jornal Estado de São Paulo, que trouxe o assunto à tona, publicou uma página inteira sobre o relatório informando que sua recomendação é de fato pela reprovação ao Congresso. Longe disso, entretanto, representar uma prova de que Nardes vazou o conteúdo, porque, como ressaltei, não existem declarações dele sobre o seu parecer nem tampouco opiniões de que o Congresso deveria rejeitar as contas de Dilma.

O que seria uma saída inteligente e estrategicamente acertada pode se transformar num tiro no pé. Ontem mesmo, Nardes recebeu a solidariedade de todas as instituições que representam sua categoria, que se insurgiram contra o Governo de forma dura, sugerindo que a suspeição representa uma ameaça à democracia, tirando a legitimidade e a independência do Tribunal de Contas.

O Governo investiu contra o ministro, seguramente, para criar um constrangimento à corte suprema de contas do País. Mais do que isso, para abrir uma janela capaz de adiar o julgamento e a rejeição das contas de Dilma, o que é dado como certo quando for dado ao Congresso o direito de se manifestar sobre a matéria.

Dilma e sua equipe agiram de má-fé e se havia uma desconfiança de que o Governo perderia a batalha das pedaladas fiscais com a investida em cima do relator ficou flagrantemente exposto, às vísceras. A sociedade espera e exige uma conduta altiva, corajosa e decente por parte do Congresso rejeitando as maracutaias fiscais do Governo, permitindo com isso a sustentação jurídica para abertura do processo de impeachment de Dilma.

BATEU, LEVOU! – Antes falando a mesma linguagem e defendendo os mesmos interesses corporativistas, Eduardo Cunha e Renan Calheiros, presidentes da Câmara e do Senado, respectivamente, viraram dois grandes bicudos. Em mais uma investida contra o desafeto, Cunha disse, ontem, que as pautas bombas do Congresso foram de responsabilidade direta do Senado, culpando Renan por ter feito manobras nesse sentido. A diferença entre Renan e Cunha, envolvidos na operação Lava Jato, é que as provas contra o presidente da Câmara são mais consistentes e avançaram mais.

Briga feia em Petrolina– As declarações do presidente do diretório municipal do PMDB de Petrolina, Miguel Coelho, sábado passado, na agenda 40, culpando aliados pela divisão do partido, foram direcionadas ao deputado Lucas Ramos, filho do conselheiro do TCE, Ranilson Ramos. Miguel e Lucas são pré-candidatos a prefeito em Petrolina e brigam pelo controle da legenda. Se não conseguir tirar do concorrente o controle do diretório, Lucas se transfere para o PSDB e sai candidato numa aliança com o prefeito Júlio Lóssio (PMDB).

Pedaladas dariam impeachment– Diante da intenção do Governo de afastar o relator das contas de Dilma Rousseff no TCU, ministro Augusto Nardes, parlamentares da oposição indicam que vão tentar o impeachment antes mesmo do julgamento do órgão. Segundo o líder do DEM, deputado Mendonça Filho, o Congresso não vai esperar o órgão para tratar da questão: “O pedido está baseado nas pedaladas que já foram rejeitadas pelo TCU, não precisa da aprovação das contas. A rejeição apenas reforçaria a tese”, afirmou.

Esperando a fumaça branca – O deputado Tony Gel (PMDB) aguarda uma sinalização do Palácio das Princesas em relação à disputa municipal em Caruaru. Ele quer ser candidato a prefeito e exige o apoio do governador Paulo Câmara, com quem tem mantido uma relação estreita e correta. Gel votou fechado no pacote fiscal do Governo, segundo ele, por fidelidade ao Governo. Sobre uma possível composição com o grupo João Lyra, insiste em dizer que nunca conversou sobre o assunto com o ex-governador João Lyra Neto.

Casamento de onça com raposa– Presidente estadual do PSD, o secretário de Cidades, André de Paula, conseguiu uma façanha em Cumaru: unir no mesmo palanque o prefeito Eduardo Tabosa e o ex-prefeito Roossevelt Gonçalves, que sequer se falavam tamanha a radicalização política. O engraçado é que ainda são parentes e pelo acordo Roossevelt vai indicar o vice na chapa do candidato a prefeito escolhido por Tabosa.

CURTAS 

PLEITOS– O deputado Marinaldo Rosendo (PSB) pediu, ontem, ao governador Paulo Câmara uma atenção especial aos prefeitos aliados Sandra Félix, de Condado, Armando Pimentel, de Camutanga, e Júnior Rodrigues, de Timbaúba, que enfrentam muitas dificuldades com a crise. Também participou do encontro, realizado no Palácio das Princesas, o presidente da Assembléia, Guilherme Uchoa (PDT).

APOSENTADORIA– O presidente da Associação Nacional dos Desembargadores, Bartolomeu Bueno, e o corregedor de Pernambuco Eduardo Paurá, foram recebidos em audiência pelo presidente do Senado, Renan Calheiros. De acordo com Bueno, o encontro rendeu bons frutos. "Na ocasião, foi encaminhado para sanção presidencial, o Projeto de Lei Complementar de nº 124/2015, que regulamenta a aposentadoria compulsória aos 75 anos de idade para o serviço público", disse.

Perguntar não ofende: O rolo compressor do Governo derruba Nardes?

O líder da oposição na Câmara dos Deputados, deputado Bruno Araújo (PSDB), encarou como “autoritarismo” e “intolerância” o pedido de afastamento do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Augusto Nardes, da relatoria das contas do governo da presidente Dilma Rousseff (PT) relativas a 2014. O tucano intitulou a ação de “bolivariana” e disse que o país vive “uma sombria agressão à democracia”.

“O governo de Dilma Rousseff mostra a pior face de seu autoritarismo e intolerância ao exigir o afastamento do ministro. (...) A ação bolivariana, ora em curso, abre um precedente grave e representa um retrocesso nas relações entre as instituições da República”, observou Araújo. 

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“Por trás dessa ação vergonhosa está apenas o temor do governo em ver as contas de Dilma ser rejeitadas devido às chamadas pedaladas fiscais”, acrescentou. Segundo ele, o que mais pesa para o governo é “o fato de as finanças públicas do país ter sido fraudadas no ano passado apenas para tentar garantir a reeleição de Dilma”.

O líder do Democratas (DEM) na Câmara Federal, deputado Mendonça Filho, avaliou a decisão do governo da presidente Dilma Rousseff (PT) de pedir o afastamento do ministro do Tribunal de Contas da União, Augusto Nardes, da relatoria das contas da gestão como uma “manobra para impedir a livre atuação” do TCU. Para ele, é obrigação do Congresso Nacional barrar “essa intimidação do governo” já que a avaliação do TCU respalda os votos dos parlamentares na análise das contas públicas. 

“O TCU não é tribunal judiciário. É um órgão auxiliar do Legislativo. Essa posição do Governo reafirma a incoerência do modo petista de ser: quando o pronunciamento é a favor do PT é legítimo. Quando é contra, é suspeito”, disse, destacando que a oposição não vai aceitar essa manobra. “O Congresso deve se pronunciar sobre essa intimidação do Governo ao ministro e ao TCU. É dever do Legislativo respaldar e garantir a liberdade de atuar do TCU. O ministro Nardes não pode ser afastado porque contraria o Governo”, acrescentou.

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Na visão de Mendonça essa interpretação da gestão petista de que o ministro pode antecipar seu voto “é questionável”. O parlamentar anunciou que vai mobilizar toda a oposição para denunciar e combater essa manobra do Governo Dilma, para se livrar da rejeição de suas contas. “A sociedade tem que saber que tudo isso não passa de mais uma tentativa de se livrar da rejeição das contas, por conta das pedaladas fiscais e ficar mais distante do impeachment”, criticou.  

O TCU avalia se atrasos nas transferências do Tesouro Nacional a bancos públicos para pagamento de programas sociais, como o Bolsa Família, feriram a Lei de Responsabilidade Fiscal. A manobra, chamada de “pedalada fiscal”, tem sido o argumento da oposição para pedir o impeachment da presidente. A apreciação das contas do TCU está marcada para a próxima quarta-feira (7). 

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