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A Universidade Federal da Paraíba (UFPB) abriu inscrições para 1 mil vagas em cursinho pré-vestibular on-line. O projeto pretende preparar estudantes para o Exame Nacional do Médio (Enem) 2020, ainda sem data definida para aplicação devido a pandemia global da Covid-19. As inscrições devem ser realizadas até 21 de junho, através do site da instituição

As oportunidades são destinadas a estudantes, professores, técnico-administrativos e colaboradores da UFPB e alunos sem vínculo com a instituição. As aulas serão ministradas no período entre 22 de junho deste ano até 30 de abril de 2021. Os encontros serão por meio das plataformas Moodle Classe, da UFPB, Google Meet, Whatsapp, Instagram e entre outros. 

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Os participantes ainda terão acesso a atividades digitalizadas complementares, conteúdos em multimídia, videoconferências, fóruns para debate do assunto semanal e retirada de dúvidas. Para mais informações, basta entrar em contato com o cursinho por meio dos telefones (83) 99132.6812, (83) 3367.5566 ou por e-mail cursinhoproenem.cchsaufpb@gmail.com.

Ainda sem previsão para retomada das atividades presenciais, a Universidade de São Paulo (USP) apresentou, nesta terça-feira (16), o plano de readequação das atividades acadêmicas para o segundo semestre deste ano. O texto foi apresentado durante a reunião de dirigentes, que contou com cerca de 130 diretores e vice-diretores da Universidade.

Segundo planejamento, realizado em grupo de trabalho coordenado pelo pelo vice-reitor da USP, Antonio Carlos Hernandes, a elaboração do documento surgiu a partir da sistematização das propostas enviadas pelas Unidades de Ensino e Pesquisa e Órgãos da Universidade. No texto, a partir do mês de agosto deverão continuar sendo aplicadas, de forma remota, tanto as aulas de graduação como as de pós-graduação - utilizando os mesmos procedimentos adotados no primeiro semestre.

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Nesse sentido, o pró-reitor de graduação, Edmund Chada Baracat, explica que o primeiro semestre letivo deverá ser encerrado no dia 18 de julho. Em sequência, os estudantes terão o período de férias e, posteriormente, o início das aulas na forma remota do segundo semestre serão em 18 de agosto. As atividades práticas deste ano serão repostas de janeiro a março de 2021, segundo cronograma apresentado.

Segundo a USP, com atividades não essenciais suspensas desde março passado, atualmente, das quase seis mil disciplinas teóricas que seriam oferecidas presencialmente no primeiro semestre, 92% foram ministradas a distância com a utilização das plataformas e-Aulas e e-Disciplinas. A Universidade segue com as restrições de acesso mantidas, assim como o fechamento de área não essenciais. 

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--> MEC irá estender prazo de aulas remotas até 31 de dezembro

O Ministério da Educação (MEC) irá prorrogar o prazo para execução de atividades remotas no ensino superior para 31 de dezembro. As Instituições de Ensino Superior (IES) ainda serão autorizadas a ofertar atividades de laboratório e estágios em formato não presencial, em decorrência da pandemia do novo coronavírus. O anúncio antecipado foi dado pelo diretor de Políticas Regulatórias da Secretaria de Supervisão da Educação Superior (Seres-MEC), Márcio Coelho, nesta terça-feira (16), durante encontro on-line promovido pela Associação Brasileira de Mantenedoras do Ensino Superior (ABMES).  

De acordo com Coelho, a oficialização será publicada no Diário Oficial da União até quinta-feira (18), com as diretrizes e a regulamentação das novas medidas para atualização dos prazos. A flexibilização das atividades de laboratório e estágios supervisionado serão realizadas à distância, desde que respeite as Diretrizes Curriculares Nacionais e o Programa Pedagógico do Curso. 

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Além do representante do MEC, Márcio Coelho, líderes da ABMES participaram do encontro on-line. O evento foi mediado pelo diretor-presidente da ABMES, Celso Niskier, e com a presença do presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE), Luiz Roberto Liza Curi, e do diretor executivo da Associação, Sólon Caldas. A conferência foi realizada através do canal do Youtube da ABMES. 

Para o presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE), Luiz Roberto Liza Curi, as mudanças representam uma seguridade aos estudantes do ensino superior com relação a manutenção do processo de formação e de aprendizagem. “Todas essas medidas são para agora, para atender a uma crise, e mitigar os seus efeitos, para que a gente consiga formar estudantes e mantê-los mobilizados no processo de aprendizagem”, declarou.

Perguntado por internautas sobre como irão funcionar as atividades práticas remotas, Márcio Coelho falou exemplos em cursos específicos para ilustrar como pode ser realizado.  “Há muito o que pode ser feito remotamente. O Judiciário tem processos digitalizados e, de casa, o aluno pode elaborar um parecer e enviar para a supervisão do professor. Hoje, muitos escritórios de engenharia dispensam a presença na elaboração de projetos e essa realidade é ainda mais comum para os alunos de TI que programam de casa”, explicou Coelho, durante a live.

Desde o início da pandemia da Covid-19, foram tomadas medidas para mitigar o contágio pelo vírus, sendo uma delas a suspensão de aulas presenciais e transição para aulas remotas. Neste sentido, a medida é permitida pelo mesmo tempo em que foi definido e aprovado pelo Congresso decreto presidencial que instituiu o estado de calamidade pública no país.

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--> MEC divulga novas datas do Prouni e Fies

Uma portaria do Ministério da Saúde, publicada no “Diário Oficial da União” do último dia 13, prorrogou até 16 de junho a autorização para as instituições de ensino substituírem disciplinas presenciais por aulas remotas.  A medida é uma tentativa de reduzir prejuízos nos calendários acadêmicos, visto que os encontros presenciais estão suspensos em virtude da pandemia da Covid-19.

Toda essa situação trouxe adaptações para a rotina de professores e estudantes, além de diversas dúvidas. De acordo com Geisa Ferreira, coordenadora do curso de Pedagogia da UNINASSAU – Centro Universitário Maurício de Nassau Maceió é importante que, falando em ensino superior, todos entendam a diferença entre Educação a Distância (EAD) e ensino remoto.

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“Ensino remoto e EAD não são a mesma coisa. Na literatura educacional não existe escritura sobre o "ensino remoto", uma vez que, diante do contexto de pandemia (Covid-19), é uma experiência extremamente nova. Para esclarecer o conceito de EAD, o artigo 80 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (9.394/96) nos diz, em seu inciso 4º, que: esta educação tem como pressuposto desenvolver-se a distância assíncrona, ou seja, que não ocorre ao mesmo tempo. Já a modalidade remota utiliza plataformas para adaptação da mediação didática e pedagógica de forma síncrona, que significa ao mesmo tempo”, esclarece Geisa.

Ainda de acordo com a coordenadora, não deve haver preocupação quanto à perda de qualidade no conteúdo preparado pelos professores. “Se o docente é empenhado e tem formação na área, não haverá prejuízos na qualidade em decorrência da modalidade, nem tampouco na mediação dos processos para o alcance da tríade ensino - desenvolvimento – aprendizagem”, afirma Geisa.

Mantendo a qualidade do aprendizado

De acordo com a pedagoga, a principal dica para manter a qualidade do aprendizado é evitar a procrastinação. “É ideal que o estudante não perca o ritmo de estudo iniciado com o ano letivo antes da pandemia. O que pode ser realizado é, por exemplo, um plano de estudos organizado, para que se preserve o desenvolvimento da aprendizagem. Planners, aplicativos de tarefas, alertas, entre outros meios, permitem que a tecnologia auxilie na mediação da vida de estudos, sem cair na dispersão”, aconselha Geisa.

Outro fator que deve ser levando em consideração, segundo a profissional, é o ambiente de estudos. O local não deve ser nem muito confortável, nem desconfortável, além de contar com uma boa luz e com adequação postural. “Tenha um material organizado antes de iniciar o tempo de estudo. Esquecer um lápis, uma caneta, um livro ou qualquer outra tecnologia, pode fazer com que o estudante perca o foco”, orienta.

Da assessoria da UNINASSAU

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