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Depois de dois tropeços seguidos, o Vasco voltou a vencer no Campeonato Brasileiro. Na tarde deste domingo, o time carioca se afastou de vez da zona de rebaixamento ao derrotar o Fortaleza por 1 a 0, em São Januário, no Rio de Janeiro, pela 25ª rodada. O gol da partida foi marcado por Yago Pikachu, em cobrança de pênalti.

Com o resultado, o Vasco deu um respiro na luta pelo rebaixamento e ao saltar para o 12º lugar, com 31 pontos, abrindo seis do CSA, primeiro time dentro da zona da degola. O Fortaleza, por outro lado, segue estacionado no 15º posto, com 28.

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O Vasco entrou com uma escalação mais ofensiva, com quatro homens de frente. A ideia foi dar liberdade para Talles Magno. Quem acabou criando a primeira chance de gol foi outro jovem: Marrony. Escalado na armação, ele apareceu de surpresa, aos nove minutos, para completar bola viva dentro da área e obrigou Marcelo Boeck a fazer grande defesa.

O Vasco teve iniciativa, se movimentou bem, mas não conseguiu mais criar. O calor e a postura do Fortaleza, de aproveitar o tempo que esteve com a bola, travaram o duelo e deixaram o jogo parelho. Com isto, o equilíbrio predominou até o final da primeira etapa. O time carioca acabou indo para o vestiário sob vaias.

Para tentar ganhar mais chegada à frente, o time carioca voltou com duas mudanças no segundo tempo. Felipe Ferreira e Fellipe Bastos entraram nas vagas de Ribamar e Andrey. Desta forma, Marrony virou centroavante e o time passou a ter um organizador de jogadas no meio. As trocas funcionaram e Rossi carimbou o travessão de Marcelo Boeck logo aos nove minutos. Não tudo deu certo, no entanto, pois o Fortaleza também acertou a trave com André Luiz em resposta.

Apesar do susto, o Vasco seguia melhor, criando oportunidades e levando perigo. Primeiro, Felipe Ferreira carimbou a trave do Fortaleza em cobrança de falta, em seguida Rossi obrigou Boeck a fazer grande defesa em finalização cruzada à queima-roupa.

De tanto insistir, o Vasco conseguiu marcar aos 22 minutos. Em meio à pressão, Castán foi para a área e acabou derrubado em disputa pelo alto: pênalti. Na cobrança, Yago Pikachu venceu Marcelo Boeck e marcou.

O jogo parecia controlado para o Vasco, que não deixou de atacar, apostando na velocidade dos homens de frente. Desta forma, Talles Magno começou a aparecer mais para o jogo e levou a melhor sobre a defesa cearense. Numa das escapadas, o jovem deu lindo drible em Gabriel Dias, que apelou para a falta. Como tinha cartão, o lateral do Fortaleza acabou expulso, deixando o time com dez jogadores.

Mesmo com o jogo teoricamente controlado, o time carioca ainda tomou um susto nos minutos finais. Em bola viva dentro da área, Paulão desviou livre, mas Fernando Miguel fez a defesa.

O Vasco volta a campo para o clássico contra o Botafogo, na próxima quarta-feira, às 21h30, novamente em São Januário, no Rio de Janeiro. Um pouco mais cedo, às 20 horas, o Fortaleza recebe o líder Flamengo, na Arena Castelão.

FICHA TÉCNICA:

VASCO 1 x 0 FORTALEZA

VASCO - Fernando Miguel; Yago Pikachu, Leandro Castan, Henríquez e Henrique; Andrey (Fellipe Bastos), Richard e Marrony (Marcos Júnior); Rossi, Talles Magno e Ribamar (Felipe Ferreira). Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

FORTALEZA - Marcelo Boeck; Gabriel Dias, Paulão, Jackson (Adalberto) e Carlinhos; Felipe, Juninho e Edinho (Matheus Alessandro); Osvaldo, André Luis (Marlon) e Wellington Paulista. Técnico: Rogério Ceni.

GOL - Yago Pikachu, aos 22 minutos do segundo tempo.

ÁRBITRO - Daniel Nobre Bins (RS).

CARTÕES AMARELOS - Fellipe Bastos e Henríquez (Vasco). Wellington Paulista, Adalberto e Osvaldo (Fortaleza).

CARTÃO VERMELHO - Gabriel Dias (Fortaleza).

RENDA - R$ 442.325,00.

PÚBLICO - 11.690 pagantes (12.285 no total).

LOCAL - Estádio de São Januário, no Rio de Janeiro (RJ).

Foi com emoção, mas o Ceará enfim conseguiu voltar a vencer após dez rodadas para respirar na luta contra o rebaixamento no Brasileirão. Jogando em casa, na Arena Castelão, o time cearense derrotou por 1 a 0 o Avaí, que segue em situação delicada na tabela. Depois do duelo ter ficado no empate sem gols durante boa parte dos 90 minutos, o único gol do jogo foi marcado por Bergson, que marcou o seu primeiro com a camisa da equipe alvinegra, aos 44 minutos do segundo tempo.

Com o resultado, o Ceará chega aos 26 pontos, sai da zona de rebaixamento para assumir a 16ª colocação na tabela. Já o Avaí segue amargando a degola. Há cinco jogos sem vencer, o time aparece na 19ª e penúltima colocação, com apenas 17 pontos. Ao todo, em 25 partidas, foram três vitórias, oito empates e 14 derrotas.

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Na Arena Castelão, a partida começou bastante movimentada, com o Ceará fazendo jus ao fator casa, tendo mais posse de bola e fazendo pressão na área adversária. Do outro lado, o Avaí apostava nos contra-ataques rápidos para responder.

Mesmo assim, a primeira chance de perigo veio mesmo pelos lados dos donos da casa. Aos oito minutos, Ricardinho cobrou escanteio na área e encontrou Tiago Alves, que testou firme, mas a bola saiu rente a trave pela linha de fundo.

Do outro lado, o Avaí não sossegou e manteve o duelo bastante equilibrado. Aos 29 minutos, em uma cobrança de falta, Lourenço soltou o pé e quase contou com o "morrinho artilheiro", mas a bola saiu a direita do gol defendido por Diogo Silva. Porém a principal chance do primeiro tempo, aconteceu nos últimos minutos.

Aos 37, Ricardinho cruzou na área e Fabinho apenas resvalou de cabeça, mas parou em uma boa defesa do goleiro Vladimir, que salvou o que seria o primeiro gol do Ceará. Até por conta disso, o primeiro tempo terminou empatado sem gols.

Na volta do intervalo, a partida seguiu movimentada com os dois times buscando espaço para chegar com perigo ao gol adversário, mas esbarrando na falta de qualidade técnica. Logo aos oito minutos, o Ceará criou mais uma boa jogada de bola parada. Ricardinho cobrou novo escanteio na área e Thiago Galhardo testou firme, mas parou em uma boa defesa do goleiro do Avaí.

Depois disso, os donos da casa seguiram em cima, abusando dos levantamentos na área e aos 44 minutos, após tanto tentar, conseguiu abrir o placar. Em cobrança de escanteio, Bergson aproveitou que o goleiro Vladimir já estava batido no lance e mandou no canto direito do gol. Nos minutos finais, o Avaí até tentou chegar ao empate, mas sem sucesso. Por isso, a partida terminou mesmo com a vitória do Ceará por 1 a 0.

Os dois times já voltam a campo na próxima quinta-feira para a disputa da 26ª rodada. Fora de casa, o Ceará visita o Santos na Vila Belmiro, às 19h15. No mesmo horário, o Avaí recebe o Internacional, no Estádio da Ressacada, em Florianópolis (SC).

FICHA TÉCNICA:

CEARÁ 1 x 0 AVAÍ

CEARÁ - Diogo Silva; Samuel Xavier, Tiago Alves (Eduardo Brock), Luiz Otávio e João Lucas; Ricardinho, Fabinho, Felipe Baxola e Thiago Galhardo; Willian Popp (Juninho Quixadá) e Mateus Gonçalves (Bergson). Técnico: Adilson Batista.

AVAÍ - Vladimir; Lourenço, Betão, Ricardo e Igor Fernandes; Wesley (João Paulo), Rihard Franco e Matheus Barbosa (Mosquera); Caio Paulista, Vinícius Araújo e Igor Goularte (Gabriel Lima). Técnico: Evandro Caminatto.

GOL - Bergson, aos 44 minutos do segundo tempo.

ÁRBITRO - Marcelo de Lima Henrique (RJ).

CARTÕES AMARELOS Fabinho (Ceará) e João Paulo e Matheus Barbosa (Avaí).

RENDA E PUBLICO - Não divulgados.

LOCAL - Arena Castelão, em Fortaleza(CE).

Em uma partida com três gols anulados, dois deles com o auxílio do árbitro de vídeo (VAR), e sem muitos lances de perigo, Internacional e Santos empataram sem gols neste domingo, no Beira-Rio, pela 25ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Com a igualdade sem gols em casa, o Inter ampliou sua série negativa e chegou à marca de cinco partidas sem vitória. O time gaúcho, que foi dirigido pelo interino Ricardo Colbachini, soma 39 pontos e segue tentando se aproximar dos primeiros colocados.

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Na quinta-feira, a diretoria demitiu o técnico Odair Hellmann. Por ora, ainda não há um nome definido para substituir o treinador mais longevo da equipe colorada desde Rubens Minelli.

O empate sem gols em Porto Alegre fez com que o Santos, agora com 48 pontos, perdesse a segunda posição para o Palmeiras, que, no sábado, derrotou o Botafogo no Pacaembu. Para piorar, a diferença para o líder Flamengo aumentou ainda mais: agora é de 10 pontos.

O JOGO - A rede foi balançada três vezes no Beira-Rio, mas em todas as oportunidades os gols foram anulados por impedimento. No primeiro minuto de jogo Tailson marcou para o Santos e o árbitro invalidou o lance sem auxílio do árbitro de vídeo.

Depois, no segundo tempo, o Inter marcou com Edenilson após falha do goleiro Everson e Guilherme Parede, em bonita conclusão. Nas duas ocasiões o juiz recorreu ao VAR e anulou os lances. Os dois impedimentos foram milimétricos.

O primeiro tempo foi mais favorável ao Santos, que não foi pressionado e conseguiu construir boas oportunidades para marcar. Além do gol anulado de Tailson, os comandados de Sampaoli também criaram chances com Jorge e Marinho. O Inter trocou passes sem objetividade e sofreu com a apatia e a falta de criatividade.

Os mandantes melhoraram nos 45 minutos finais, mas não a ponto de incomodar de empatar. Além dos gols que não valeram, chegaram a incomodar o rival paulista principalmente a partir da entrada de Neilton em campo. O atacante ex-Santos chegou perto de abrir o placar com uma linda finalização da intermediária que beliscou o travessão. Cuesta também arriscou de longe, mas parou em Everson.

Sem muitos lances criativos, a discussão ríspida entre Sampaoli e Colbachini na beira do gramado acabou roubando a cena. Os treinadores levaram amarelo pelo episódio. Vale lembrar que o técnico argentino já cumpriu suspensão duas vezes no Brasileirão.

As duas equipes voltam a campo na próxima quinta-feira, em duelos contra times que brigam na parte de baixo da tabela. O Santos recebe o Ceará na Vila Belmiro e o Inter visita o Avaí na Ressacada, em Florianópolis. Os dois jogos estão marcados para as 19h15 e são válidos pela 26ª rodada.

FICHA TÉCNICA:

INTERNACIONAL 0 x 0 SANTOS

INTERNACIONAL - Marcelo Lomba; Heitor, Roberto, Victor Cuesta e Zeca; Rodrigo Lindoso (Bruno Silva), Edenílson e Patrick (Neilton); D'Alessandro, Nico López (Wellington Silva) e Guilherme Parede. Técnico: Ricardo Colbachini (interino).

SANTOS - Everson; Victor Ferraz (Jean Mota), Lucas Veríssimo, Gustavo Henrique e Luan Peres; Diego Pituca, Evandro e Jorge; Marinho (Uribe), Eduardo Sasha e Tailson (Alison). Técnico: Jorge Sampaoli.

ÁRBITRO - Bruno Arleu de Araújo (RJ).

CARTÕES AMARELOS - Victor Cuesta, D'Alessandro e Ricardo Colbachini (Internacional); Marinho, Uribe, Jean Mota e Jorge Sampaoli (Santos).

RENDA - R$ 522.030,00.

PÚBLICO - 11.363 pagantes (13.572 no total).

LOCAL - Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre (RS).

São Paulo e Corinthians sabem que o título do Brasileirão é quase impossível e o que restou foi brigar por uma vaga direta à Copa Libertadores. Com um futebol de desanimar até os seus mais fanáticos torcedores, as equipes se enfrentam neste domingo (13), às 18h, no Morumbi, pela 25ª rodada.

Os times vêm de fracas atuações nos últimos jogos e apresentam, basicamente, os mesmos defeitos. O setor defensivo está organizado, mas o ataque pouco produz. São Paulo e Corinthians criam pouco, finalizam pouco e por isso estão entre os piores ataques da competição. A equipe tricolor tem 25 gols em 24 jogos na competição, com média de 1,04. O time do técnico Fábio Carille balançou as redes duas vezes a mais e tem média de 1,12.

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"Eu mesmo estou me criticando. Estou me cobrando, treinando e trabalhando. Acho normal. Cria-se uma expectativa de ganhar tudo e não estamos preparados para isso. Ganhamos o Paulista jogando mais. Estamos precisando jogar mais. Melhora vem com o treino. O grupo sabe que precisa melhorar", admite o técnico do Corinthians.

Fernando Diniz, o treinador do São Paulo, chegou recentemente e ainda não teve tempo para colocar seu estilo de jogo em prática. "Vamos evoluir pouco a pouco. De treinos tivemos quatro ou cinco táticos. Estamos tomando cuidado com a carga. Tivemos de treinar um pouco o time para jogar como está jogando", comenta.

Para piorar, as duas equipes terão desfalques importantes no setor ofensivo. Pedrinho e Antony estão com a seleção olímpica e Daniel Alves foi chamado para a seleção principal. O São Paulo ainda não terá Pablo, que teve confirmada uma lesão muscular e o Corinthians não contará com Junior Urso, com problema na panturrilha.

Com os desfalques e com um retrospecto ruim nos últimos jogos, Carille admite que o título está bem distante. "Muito difícil. Impossível? Não. Mas difícil pelo que estamos jogando. Já fizemos reuniões para discutir reforços. O que eu penso, a diretoria também pensa. Isso é legal para a gente caminhar para o mesmo lado. A gente sabe que precisamos de jogadores com ambição, que incomodem o adversário, que busquem o gol para jogar perto do camisa 9", lamenta o treinador.

Diniz prefere ainda não apontar culpados pelo mau desempenho. "Fisioterapeutas, setor de fisiologia são muito bons. Às vezes as lesões acontecem e a gente quer achar culpado, mas não tem culpado. Às vezes, ninguém sabe por que machuca muito ao certo. Às vezes é pelo jogador que não falou que estava sentindo", diz.

O departamento médico do São Paulo ainda conta com Everton, Toró e Rojas. A única dúvida é Juanfran, que deixou o jogo com o Bahia com dores musculares, mas passou por exames e teve detectado apenas desgaste muscular. A boa notícia é o retorno de Raniel, que deverá formar o trio ofensivo com Pato e Liziero.

No Corinthians, a tendência é que Carille forme o ataque com Vagner Love, Boselli e Clayson mais uma vez. Janderson e Gustavo seguem correndo por fora na briga por um lugar no ataque alvinegro. De última hora, o treinador precisou fazer uma mudança no meio-campo. Ralf, após se envolver num acidente de carro na noite de sexta-feira, foi liberado "para tratar de assuntos particulares". Assim, Gabriel será um dos volantes titulares.

Com a presença do presidente Jair Bolsonaro no estádio do Pacaembu, o Palmeiras derrotou o Botafogo por 1 a 0 na noite deste sábado (12), mas poderia ter deixado o local com um resultado bem melhor, diante das diversas chances de gol perdidas. Pelo menos, o time alviverde conseguiu se manter na caça ao líder Flamengo e passou provisoriamente a ocupar a vice-liderança da tabela, desbancando o Santos.

Com o resultado, o Palmeiras chegou aos 50 pontos, três a mais que o Santos e cinco a menos que o Flamengo. O Santos visitará o Internacional e o Flamengo vai enfrentar o Athletico-PR, em Curitiba, neste domingo, no complemento desta 25ª rodada. Já o Botafogo estacionou nos 30 pontos, no 12º lugar, ainda sem contar com o técnico Alberto Valentim na beira do gramado.

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Bolsonaro foi ao Pacaembu para acompanhar seus dois times de coração. Ele já disse algumas vezes que torce para o Palmeiras em São Paulo e Botafogo no Rio. Mas, antes de a bola rolar, arriscou que o time alviverde venceria por 3 a 0, deixando clara sua preferência entre os dois clubes. Não foi o resultado que ele imaginava, mas como todo palmeirense, deve ter deixado o Pacaembu satisfeito.

Já o torcedor do Botafogo teve poucos momentos de alegria ou expectativa positiva no Pacaembu. Antes da bola rolar, botafoguenses gritaram: "É Sandy e Júnior", fazendo referência ao show no Allianz Parque que fez com que a partida fosse transferida para o Pacaembu. Aos 5 minutos, Leonardo Valencia acertou um forte chute de fora da área e mandou por cima do gol de Fernando Prass. E esses foram os momentos de euforia dos visitantes. No resto do tempo, o Palmeiras foi quem ditou o ritmo de jogo e dominou a partida.

Bruno Henrique arriscou primeiro, de fora da área, e mandou por cima do gol. O Palmeiras tinha dificuldades para abrir a defesa alvinegra. O empate seria um ótimo resultado para os cariocas. Então, o jeito encontrado pelos palmeirenses foi apostar em quem menos se esperava como elemento surpresa no ataque. Aos 14, Thiago Santos tabelou com Scarpa e com categoria entrou na área, tirou de Diego Cavalieri e mandou para as redes. Um belo gol que arrancou aplausos do presidente Jair Bolsonaro. E, provavelmente, um dos mais bonitos na carreira do volante, que não é de fazer muitos gols.

O Palmeiras ainda teve mais uma chance de ampliar a vantagem no primeiro tempo, mas Deyverson não conseguiu aproveitar. Aliás, o atacante, que voltou ao time graças a lesão de Luiz Adriano, demonstrou muita vontade e claramente estava ansioso para marcar e tentar amenizar as críticas da torcida. Ele foi o único jogador que teve o nome vaiado durante o anúncio da escalação pelo sistema de som.

Na etapa final, a pressão palmeirense foi ainda maior. Parecia uma bliz alviverde e Prass praticamente assistiu ao jogo. Bruno Henrique, Dudu, Scarpa... Todo mundo tentou marcar mais um, para evitar surpresas nos minutos finais. Mano cansou de ver Deyverson correndo para lá e para cá, sem objetividade, e decidiu apostar em Henrique Dourado, que quase marcou de cabeça, mas desviou para fora.

O cenário do jogo foi o mesmo até os minutos finais: o Botafogo, sem criatividade e sem força ofensiva, e o Palmeiras, pressionando e errando no último lance. Bruno Henrique chegou a marcar um gol, mas o árbitro assinalou o correto impedimento. Aos 47, Henrique Dourado saiu cara a cara com Cavalieri e chutou rasteiro para uma grande defesa do goleiro. E lá se foi mais uma chance perdida, que, para a sorte dos palmeirenses, não custou tão caro. O time conseguiu voltar a vencer e avisou ao Flamengo e Santos que não está fora da briga pelo título do Brasileiro.

FICHA TÉCNICA:

PALMEIRAS 1 x 0 BOTAFOGO

PALMEIRAS - Fernando Prass; Marcos Rocha, Luan, Vitor Hugo e Diogo Barbosa; Thiago Santos (Matheus Fernandes), Bruno Henrique, Gustavo Scarpa e Zé Rafael (Lucas Lima); Dudu e Deyverson (Henrique Dourado). Técnico: Mano Menezes.

BOTAFOGO - Diego Cavalieri; Fernando, Joel Carli, Gabriel e Gilson (Igor Cássio); Alan Santos (Marcos Vinícius), Gustavo Bocheca e João Paulo (Yuri); Leonardo Valencia, Vinícus Tanque e Luiz Fernando. Técnico: Bruno Lazaroni (interino).

GOL - Thiago Santos, aos 14 minutos do primeiro tempo.

CARTÕES AMARELOS - Fernando, Thiago Santos, Luan e Joel Carli.

ÁRBITRO - Anderson Daronco (RS).

RENDA - R$ 578.605,00.

PÚBLICO - 19.028 pagantes.

LOCAL - Estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP).

Recuperado de uma amidalite, o atacante Raniel voltou a treinar com o elenco do São Paulo na manhã desta sexta-feira (11), no CT da Barra Funda. Ele deve ser titular da equipe no clássico contra o Corinthians, no domingo (13), às 18h, no Morumbi, já que Pablo sentiu o adutor da coxa direita e foi submetido a exames.

Além de Pablo, quem também desfalcou o treino do São Paulo nesta sexta foi o lateral-direito Juanfran. Ele sentiu um desconforto muscular e foi outro a ser examinado pelo departamento médico tricolor. A comissão técnica deve saber nesta tarde se os jogadores sofreram lesão.

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Pablo e Juanfran tiveram de ser substituídos durante o empate sem gols com o Bahia, na última quarta-feira, em Salvador. Liziero, que precisou deixar o campo por causa de cãibras, treinou normalmente nesta sexta-feira e não preocupa.

O departamento médico do São Paulo ainda conta com Everton, Toró e Rojas. Os outros desfalques certos para o clássico de domingo, válido pela 25ª rodada do Campeonato Brasileiro, são Daniel Alves, com a seleção brasileira, e Antony, com a seleção olímpica.

O treino tático desta sexta-feira foi fechado à imprensa, que só pôde acompanhar o aquecimento dos jogadores. Uma provável escalação do São Paulo tem: Tiago Volpi, Igor Vinícius (Juanfran), Bruno Alves, Arboleda, Reinaldo; Luan, Tchê Tchê, Hernanes e Liziero (Igor Gomes); Alexandre Pato e Raniel.

O São Paulo está em quinto lugar no Brasileirão, com 40 pontos, três a menos do que o Corinthians, quarto colocado, que na noite da última quinta-feira empatou por 2 a 2 com o Athletico-PR, em Itaquera, no fechamento da 24ª rodada da competição.

Líder do Campeonato Brasileiro com 55 pontos, oito a mais do que o segundo colocado, o Santos, o Flamengo sobra na competição e o técnico Jorge Jesus acredita que sua passagem pelo futebol nacional pode ficar marcada na história. Após o time derrotar o Atlético-MG por 3 a 1, quinta-feira, no Maracanã, o treinador português disse que o jeito de seu time jogar é totalmente diferente do que se vê no Brasil e que ele pode deixar um legado para o País.

"É uma equipe que em três meses parece que trabalha comigo há três anos. Isso é fácil pela qualidade dos jogadores e penso que vou deixar um legado não só no Flamengo, mas no futebol brasileiro. Nossa forma de jogar é totalmente diferente de todas as outras equipes. Não digo que é melhor ou pior, mas é minha", comentou o treinador.

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Para Jesus, os adversários olham o Flamengo de uma outra forma em razão dos bons resultados. "Não têm medo (dos adversários pelo Flamengo), mas têm respeito. O Flamengo está em primeiro e apresenta um futebol com muita qualidade", analisou.

Apesar do discurso otimista e longe de ser modesto, Jesus mostra estar ciente de que apenas bons resultados não garantem nada. É preciso títulos. "Só deixa raízes quem ganha, mas vamos deixar muitas das ideias que trouxemos. Sentimos orgulhoso do nosso trabalho e também por estarmos no Flamengo", completou.

O Flamengo volta a campo para enfrentar o Athletico-PR no domingo, na Arena da Baixada, pela 25ª rodada do Brasileirão.

O Vasco criou chance atrás de chance, mas não conseguiu colocar a bola para dentro e por isso ficou no empate sem gols com o Avaí, no estádio da Ressacada, em Florianópolis (SC), nesta quinta-feira, pela 24ª rodada do Campeonato Brasileiro.

A partida desta noite pode ter sido a última de Alberto Valentim no clube catarinense. O treinador está perto de acertar seu retorno para o Botafogo. Ele deixa o time na penúltima colocação, com 17 pontos, e sem vencer há quatro jogos, à beira da Série B.

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Na 14ª colocação, com 28 pontos, o Vasco tem cinco a mais que o Ceará, primeiro da zona de rebaixamento. Além disso, o time comandado por Vanderlei Luxemburgo perdeu a oportunidade de entrar no grupo que estaria classificado para a Copa Sul-Americana.

O jogo começou morno e truncado, mas aos poucos os times foram se soltando. O Avaí apostava nas jogadas pelo lado direito com Iury e Caio Paulista. Já o Vasco só não abriu o placar no contra-ataque porque Betão evitou que a bola chegasse em Ribamar após cruzamento rasteiro de Rossi.

Aos 27, Danilo Barcelos cruzou, a bola passou por Ribamar e Raul acabou furando na tentativa de fazer a finalização. A resposta do Avaí veio logo depois. Igor Fernandes cruzou rasteiro e Matheus Lucas bateu de primeira por cima do gol. O Vasco voltou a assustar em cabeça de Ricardo para fora.

O técnico Alberto Valentim precisou fazer duas alterações ainda no primeiro tempo por lesão: Iury e Jonathan saíram para as entradas de Léo e Matheus Lucas. Aos 43 minutos, Igor Fernandes bateu cruzado e Fernando Miguel espalmou para escanteio.

O Avaí ainda teve tempo de criar mais uma grande oportunidade. Em jogada ensaiada de escanteio, João Paulo foi até a linha de fundo e cruzou rasteiro. Richard Franco, com o gol aberto, furou.

Com duas alterações - Andrey e Felipe Ferreira nos lugares de Raul e Talles Magno -, o Vasco voltou mais ligado do intervalo e criou duas boas chances antes dos cinco minutos, mas Richard e Ribamar pararam no goleiro Vladimir.

Aos 16, Danilo Barcelos cobrou escanteio, Vladimir saiu mal e Ribamar cabeceou no travessão. Na primeira chance criada pelo Avaí, Caio Paulista cruzou e João Paulo desviou. A bola tinha endereço certo, mas Yago Pikachu salvou quase em cima da linha.

Em uma falha de Betão, que recuou fraco, Ribamar invadiu a área e bateu na saída de Vladimir. O goleiro ainda tocou na bola, que foi na rede pelo lado de fora. Aos 40, Caio Paulista recebeu dentro da área e finalizou. A bola desviou no meio do caminho antes de sair.

Os dois times voltam a campo no domingo, às 16 horas, pela 25ª rodada. O Avaí enfrenta o Ceará, na Arena Castelão, em Fortaleza (CE), enquanto o Vasco recebe o Fortaleza, no São Januário, no Rio de Janeiro (RJ).

FICHA TÉCNICA:

AVAÍ 0 x 0 VASCO

AVAÍ - Vladimir; Iury (Léo), Betão, Ricardo e Igor Fernandes; Mosquera (Igor Leandro), Richard Franco e Douglas; Caio Paulista, Jonathan (Matheus Lucas) e João Paulo. Técnico: Alberto Valentim.

VASCO - Fernando Miguel; Yago Pikachu, Oswaldo Henríquez, Ricardo e Danilo Barcelos; Richard, Raul (Andrey) e Marcos Junior; Rossi, Ribamar (Clayton) e Talles Magno (Felipe Ferreira). Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

ÁRBITRO - Paulo Roberto Alves Junior (PR).

CARTÕES AMARELOS - Mosquera (Avaí); Talles Magno (Vasco).

RENDA - R$ 246.780,00.

PÚBLICO - 7.401 pagantes.

LOCAL - Estádio da Ressacada, em Florianópolis (SC).

Em um jogo de "um tempo só", Corinthians e Athletico-PR empataram por 2 a 2 na noite desta quinta-feira, na arena em Itaquera, com os quatro gols marcados na etapa inicial. A equipe alvinegra foi a 43 pontos e permanece na quarta colocação do Campeonato Brasileiro. Já o time paranaense, garantido na Copa Libertadores por ter conquistado a Copa do Brasil, continua em nono lugar, com 35 pontos.

O Corinthians saiu no lucro no primeiro tempo. Dona da melhor defesa do Brasileirão, a equipe foi facilmente envolvida pelo Athletico-PR. Sobraram oportunidades para os paranaenses, enquanto os paulistas conseguiram os gols em bolas aéreas.

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O Athletico perdeu chance inacreditável logo aos três minutos. Cássio errou na saída com os pés, Thonny Anderson ganhou a jogada e rolou para Léo Cittadini, que furou. O meia ainda ficou com a bola e ajeitou para Marcelo Cirino, que mandou por cima.

Após a chance desperdiçada, quem abriu o placar foi o Corinthians. Clayson cobrou escanteio e Gil mandou de cabeça para marcar aos 15. Só que o Athletico-PR permaneceu melhor e empatou oito minutos depois, quando Léo Cittadini recebeu de Thonny Anderson e, desta vez, teve calma para mandar para o fundo da rede.

A virada estava na cara que iria acontecer. O Athletico-PR continuava em cima e marcou o segundo aos 31 minutos, em uma sequência da jogada que inicialmente foi marcado pênalti e revisado pelo VAR para falta na entrada da área. Depois da sobra do rebote, Wellington mandou para a área, a zaga do Corinthians falhou e Erick aproveitou.

O Corinthians poderia ter ido para o intervalo perdendo até demais, mas chegou ao empate nos acréscimos. Mais uma vez a bola parada ofensiva funcionou: Fagner cobrou falta da direita e, após confusão na área, a bola sobrou para Boselli marcar.

No segundo tempo, a postura corintiana foi muito melhor. Com mais agressividade na marcação e posse de bola, a equipe equilibrou a partida e chegou a ser até melhor em boa parte. As várias chances da etapa inicial diminuíram consideravelmente. O ritmo do jogo diminuiu.

Com exceção das oportunidades desperdiçadas por Vagner Love e Thonny Anderson, uma seguida da outra. O atacante do Corinthians recebeu na cara de Léo, mas chutou em cima do goleiro. Na sequência do lance, Thonny Anderson passou por quatro adversários, mas chutou fraco e viu Cássio defender.

 

FICHA TÉCNICA:

CORINTHIANS 2 x 2 ATHLETICO-PR

CORINTHIANS - Cássio, Fagner, Manoel, Gil e Danilo Avelar; Ralf, Ramiro (Renê Júnior) e Mateus Vital; Vagner Love, Clayson (Régis) e Boselli (Gustavo). Técnico: Fábio Carille.

ATHLETICO-PR - Léo; Madson, Thiago Heleno, Léo Pereira e Márcio Azevedo; Wellington e Erick (Lucho González); Léo Cittadini, Thonny Anderson (Braian Romero) e Rony (vitinho); Marcelo Cirino. Técnico: Tiago Nunes.

GOLS - Gil, aos 15, Léo Cittadini, aos 23, Erick, aos 31, e Boselli, aos 47 minutos do primeiro tempo.

CARTÕES AMARELOS - Danilo Avelar, Fagner; Rony.

ÁRBITRO - Andre Luiz de Freitas Castro (GO).

RENDA - R$ 910.020,10.

PÚBLICO - 22.736 pagantes.

LOCAL - Arena Corinthians, em São Paulo (SP).

Um dia depois de o Internacional ser derrotado pelo CSA por 1 a 0, em Maceió, e amargar o seu quarto tropeço consecutivo no Campeonato Brasileiro, o técnico Odair Hellmann foi demitido pelo clube gaúcho nesta quinta-feira. O treinador estava à frente do time colorado desde novembro de 2017 e acabou não resistindo ao momento ruim vivido pela equipe, que entrou em declínio após o vice-campeonato da Copa do Brasil.

Ao total, Odair dirigiu o Inter em 116 jogos, nos quais acumulou 61 vitórias, 27 empates e 28 derrotas: um aproveitamento de 60,34%. Ao longo desta trajetória, que ele iniciou como técnico interino como substituto do demitido Guto Ferreira nas três rodadas finais da Série B de 2017, o comandante não conseguiu conquistar nenhum título.

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Neste ano, além do revés diante do Athletico-PR na decisão da Copa do Brasil, Odair amargou um vice-campeonato gaúcho com o Inter ao ser derrotado pelo Grêmio na final do Estadual. No Brasileirão, a equipe está com 38 pontos na sexta posição e agora começa a ver ameaçada até a sua vaga na fase preliminar da Copa Libertadores de 2020. Com a mesma pontuação dos colorados, que hoje fecham a zona de classificação para o torneio continental, Grêmio e Bahia ocupam as respectivas sétima e oitava colocações.

A demissão do treinador começou a ficar clara que ocorreria logo após a derrota para o CSA, na capital alagoana, onde o vice-presidente colorado, Roberto Melo, confirmou que uma reunião foi marcada para esta quinta-feira para definir a situação do comandante. "Vamos chegar em Porto Alegre, sentar e conversar sobre o que é melhor para o futebol do clube", avisou.

ADEUS APÓS MARCA HISTÓRICA - E no final da tarde desta quinta-feira, o Inter oficializou a demissão do treinador. Apesar da falta de títulos, Odair completou 20 meses no comando do time em julho passado, se tornando o mais longevo técnico do clube em 40 anos. Ele repetiu um recorde de permanência que havia sido conseguido anteriormente por Rubens Minelli, que fez história com dois troféus do Brasileirão pelo time, em 1975 e 1976, após ter iniciado o seu trabalho no cargo em 1974.

Na nota oficial em que confirmou a saída do técnico, o clube exaltou esta marca de Odair e lembrou que ele também vestiu a camisa do time como jogador, tendo sido campeão gaúcho em 1997. "O Sport Club Internacional comunica que Odair Hellmann deixa o comando técnico do time. Sai também o auxiliar técnico Maurício Dulac. Ex-atleta do clube, Odair assumiu como interino em novembro de 2017 e foi efetivado como treinador após o acesso para a Série A", destacou o comunicado, que depois completou: "Foram 23 meses e 116 jogos no cargo, sendo o mais longevo desde os anos 70. O clube agradece a todos pelos serviços prestados e deseja sorte na sequência de suas carreiras".

Antes de alcançar esta marca, em 2018, ano de reconstrução do Inter após a sua volta à elite nacional, Odair liderou o time que terminou o Brasileirão em terceiro lugar e conquistou uma vaga direta na fase de grupos da Libertadores. E a campanha da equipe foi muito boa neste estágio do torneio continental em 2019, terminando com folga na ponta de uma chave que contou com a presença do River Plate, atual campeão.

Nas oitavas de final, o bom momento foi mantido com duas vitórias sobre o Nacional, do Uruguai, mas nas quartas o Inter acabou sendo eliminado pelo Flamengo. Com a desilusão na competição, o clube passou a focar a conquista do título da Copa do Brasil. A equipe atropelou o Cruzeiro nas semifinais, mas depois sofreu duas derrotas para o Athletico-PR na decisão (1 a 0, em Curitiba, e 2 a 1, em Porto Alegre), fato que elevou a cobrança interna por uma campanha expressiva na continuidade do Brasileirão.

E essa última série de quatro jogos sem vitórias foi suficiente para a diretoria colorada tomar a decisão de demiti-lo. Foi um fim de uma longa trajetória de um ano, dez meses e 15 dias no cargo. O Inter também confirmou nesta quinta que Ricardo Colbachini, técnico do time B do clube, vai comandar o treino da equipe profissional nesta sexta-feira, visando a partida contra o Santos, domingo, às 16 horas, no Beira-Rio, pelo Brasileirão. O elenco colorado não treinou nesta quinta, data do seu retorno de Maceió.

Um Grêmio cheio de desfalques vai enfrentar nesta quarta-feira o Ceará, em Caxias do Sul, às 21 horas, pela 24ª rodada do Campeonato Brasileiro, com o objetivo de se aproximar do grupo dos seis primeiros colocados da competição. A boa notícia para a torcida gremista é a volta do zagueiro Pedro Geromel, recuperado de lesão.

Se derrotar os cearenses, o time gaúcho poderá terminar a rodada na sétima colocação, com o mesmo número de pontos do Internacional, caso o seu grande rival seja derrotado pelo CSA. O duelo contra o Ceará será disputado no Estádio Centenário, em Caxias do Sul, porque a Arena do Grêmio está reservada para um show da banda Iron Maiden.

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Geromel treinou normalmente nesta terça-feira e, com isso, garantiu sua volta ao time comandado por Renato Gaúcho. O zagueiro não joga desde o dia 8 de setembro, quando sofreu uma lesão muscular na partida contra o Cruzeiro, em Belo Horizonte. Em compensação, o Grêmio não vai contar com seu melhor jogador, Everton, que está com a seleção brasileira, assim como o meia Matheus Henrique, também convocado. Kannemann, na seleção da Argentina, também não jogará no Centenário.

David Braz, que vinha substituindo Geromel, vai continuar na equipe, desta vez na vaga de Kannemann. No meio de campo, Matheus Henrique terá como substituto Michel, jogador de características mais defensivas.

Enquanto não chega o segundo jogo das semifinais da Copa Libertadores , contra o Flamengo, no dia 23, o Grêmio vai tentar acumular pontos para se garantir na próxima edição do torneio continental, de preferência na fase de grupos - para isso, precisa terminar o Brasileirão entre os quatro primeiros.

"Vamos passo a passo no Campeonato Brasileiro. Vamos primeiro chegar ao G6 e depois subir para o G4", comentou nesta terça-feira o atacante Pepê, que foi escolhido por Renato para cumprir a difícil tarefa de substituir Everton.

O Grêmio já disputou uma partida da atual edição do Brasileirão no Estádio Centenário. Por coincidência, foi exatamente contra o outro clube cearense que disputa a competição, o Fortaleza. Naquela ocasião, a equipe tricolor venceu por 1 a 0.

Santos e Palmeiras fazem o clássico que pode decidir o rumo do Campeonato Brasileiro nesta quarta-feira, às 21h30, na Vila Belmiro, pela 24ª rodada. Os times estão separados por três pontos, ocupam a terceira (44) e a segunda (47) posições da tabela, respectivamente. O empate não interessa para ninguém, pois o líder Flamengo (52) tem a possibilidade de disparar na ponta. A expectativa é de um jogo aberto, com as duas equipes indo ao ataque.

Os dois times estão bem diferentes do encontro no primeiro turno, quando o Palmeiras goleou por 4 a 0 e era até então o time a ser batido na competição. Os gols do time alviverde foram marcados por Gustavo Gómez, Hyoran, Deyverson, Raphael Veiga. Nenhum deve ser titular no duelo desta noite.

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O Palmeiras também demitiu o técnico Luiz Felipe Scolari, trouxe uma nova comissão técnica encabeçada por Mano Menezes e contratou dois reforços: o zagueiro Vitor Hugo e o atacante Luiz Adriano.

No Santos, Jorge Sampaoli ganhou os reforços de Marinho, Uribe, Evandro, Luan Peres, Pará e Lucas Venuto, mas perdeu Jean Lucas e o jovem Rodrygo. A equipe alvinegra também aproveitou o tropeço para consertar alguns erros e depois chegou a acumular uma sequência de sete vitórias e um empate.

Para a partida desta quarta, as equipes chegam desfalcadas por causa dos amistosos das seleções. O Palmeiras não terá o goleiro Weverton e o zagueiro paraguaio Gustavo Gomez. O Santos não contará com um dos seus principais jogadores, o venezuelano Soteldo, além do paraguaio Derlis González, Felipe Jonatan e Kaio Jorge. De quebra não terá Evandro, suspenso.

A boa notícia para Sampaoli é o retorno do meio-campista uruguaio Carlos Sánchez. O jogador está recuperado de lesão muscular que o deixou de fora da vitória sobre o Vasco por 1 a 0, no último sábado, fora de casa. Lucas Veríssimo também volta após cumprir suspensão. O torcedor santista vive a expectativa em relação ao jovem Tailson.

O jovem de 20 anos marcou um golaço na vitória da última rodada e agora espera seguir entre os titulares da equipe. "Jogo bom, jogo difícil. Estou à disposição do Sampaoli. Se eu for titular, será um momento incrível, com a Vila Belmiro lotada e com apoio do torcedor. Vai ser muito importante para mim", disse Tailson.

LUIZ ADRIANO VOLTA - No Palmeiras, a novidade será o retorno do atacante Luiz Adriano, preservado do empate contra o Atlético-MG por desgaste muscular. Autor de seis gols em dez jogos pelo time, o jogador participou normalmente dos treinos durante a semana.

A principal dúvida na equipe está em quem ocupará a vaga de Weverton, no gol. Fernando Prass e Jailson disputam a posição. Na última vez que o atual titular foi convocado, Jailson atuou em uma partida e Prass em outra. Foram justamente os dois primeiros jogos de Mano Menezes à frente do time.

Jailson foi titular na vitória de virada por 2 a 1 sobre o Goiás, no Serra Dourada. Na partida seguinte, Fernando Prass assumiu a posição na vitória por 3 a 0 sobre o Fluminense, no Allianz Parque. O único desfalque do Palmeiras é o atacante Deyverson, suspenso pelo terceiro amarelo.

Quem volta de suspensão é o técnico Mano Menezes. Na partida do último domingo, o auxiliar Sidney Lobo comandou a equipe no banco de reserva. Ele lamentou os pontos desperdiçados em casa, mas acredita que ainda é possível tirar a diferença de cinco pontos para o líder Flamengo. Para isso, o time não pode pensar nem em empatar na Vila Belmiro.

"Tem muito caminho ainda pela frente na competição. Vamos enfrentar um adversário direto na briga pelo título, fora de casa. Temos plenas condições de continuar vencendo os próximos jogos para lutar pelo título", comentou o auxiliar.

A missão é difícil, mas o CSA deu sinais de que tem condições de permanecer no Brasileirão para a próxima temporada. Depois da vitória por 3 a 1, domingo à noite, no duelo direto contra o Avaí, o time comandado por Argel Fucks recebe o Internacional, um dos integrantes do G6, no estádio Rei Pelé, em jogo marcado para as 19h15 desta quarta-feira (9), na abertura da 24ª rodada.

A equipe alagoana está em 17º lugar, primeira posição dentro da zona de rebaixamento, com 22 pontos. A distância para o Ceará, 16º colocado, é de apenas um ponto, portanto uma vitória sobre o Inter somada a um tropeço cearense tira o CSA da zona de rebaixamento. O adversário do Ceará será o Grêmio, em jogo que será disputado no Centenário, em Caxias do Sul, também na quarta-feira.

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"Fico feliz com a nossa melhora. Tudo isso é fruto do trabalho da comissão técnica e do comprometimento dos atletas. Todos abraçaram a ideia inserida no contexto de trabalho. Com afinco, podemos, sim, manter o CSA na elite", comentou Argel Fucks. Ele também elogiou o comportamento da torcida: "Ela tem jogado conosco. Isso é importante, porque dá confiança aos jogadores".

O treinador comandou nesta terça-feira, com os portões fechados, o último treino antes da partida contra o Inter. O certo é que ele terá três baixas. O volante João Vitor ainda se recupera de uma virose e segue de fora, assim como o meia Euller, em tratamento por conta de uma lesão na panturrilha. Outro desfalque confirmado é o zagueiro Alan Costa, que está suspenso pelo terceiro cartão amarelo e deve ser substituído por Ronaldo Alves.

Afundada na lanterna do Brasileirão, a Chapecoense enfrentou três times do G6 nos últimos quatro jogos e se complicou bastante na luta pela permanência na primeira divisão. Depois da sequência contra os primeiros colocados, o time catarinense voltará a jogar diante de uma equipe da parte inferior da tabela, em duelo contra o Fortaleza, no Castelão, a partir das 20h30 desta quarta-feira (9), pela 24ª rodada.

Nesta última série, a Chapecoense perdeu para Flamengo, Corinthians e Internacional, todos do G6, além de ter empatado com o Athletico-PR, nono colocado e campeão da Copa do Brasil. Antes disso, no entanto, já vinha de quatro jogos sem vencer, com um empate diante do Botafogo e derrotas para CSA, Vasco e Santos. As oito rodadas de jejum levaram o time ao último lugar, com 15 pontos.

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"Não temos que arrumar desculpas, temos que pontuar. Buscar vitórias fora de casa. O próximo compromisso é o Fortaleza, é da nossa competição. O mínimo de um ponto temos que trazer e os três para buscar os primeiros times fora da zona", disse o treinador Marquinhos Santos sobre a situação do time.

Além de todo o cenário negativo, Marquinhos ainda terá que lidar com alguns desfalques. Entregues ao departamento médico, o lateral-direito Eduardo, o zagueiro Gum, o volante Augusto e o atacante Renato continuam de fora, contrariando as expectativas de que pudessem retornar para encarar o Fortaleza.

O único retorno será o de Bruno Pacheco, novamente à disposição após cumprir suspensão. Resta saber se ele vai entrar na lateral esquerda, no lugar do Roberto, ou no meio de campo, substituindo Campanharo.

A Chapecoense está na lanterna, com apenas 15 pontos, contra 23 do Ceará, o primeiro fora da zona de rebaixamento.

Sem ganhar há nove jogos, o Ceará corre o risco de entrar na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro na 24ª rodada. Para evitar o pior, o time precisa vencer o Grêmio, às 21 horas, no Estádio Centenário, em Caxias do Sul (RS), nesta quarta-feira (9). A partida não será realizada na Arena do Grêmio porque o local vai receber o show da banda Iron Maiden, no mesmo dia.

A última vitória cearense aconteceu no dia 10 de agosto, quando goleou a Chapecoense por 4 a 1, no Castelão. De lá para cá, foram seis derrotas e três empates. A sequência negativa resultou na mudança da comissão técnica - Enderson Moreira saiu e Adilson Batista chegou - e fez o Ceará cair para o 16º lugar, com 23 pontos.

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Diante da situação delicada, a delegação contou com um forte esquema de segurança no embarque ao Aeroporto Pinto Martins, de Fortaleza, mas não houve qualquer protesto da torcida. O que chamou a atenção foi a ausência de alguns jogadores.

Titular na derrota para o Goiás, por 1 a 0, Leandro Carvalho sequer foi relacionado, assim como o meia Wesley. Já o atacante Lima não viajou porque não poderia atuar contra o Grêmio por questão contratual, já que pertence ao clube gaúcho.

"Contra o Goiás a gente precisava propor mais o jogo no 4-2-4, mas não fluiu. Já o Grêmio é um adversário que você pode ter um comportamento diferente, um time mais reativo. O Grêmio é um time difícil, mas vamos lá para vencê-los. Essa é minha intenção", disse em tom otimista o técnico Adilson Batista, que vai para o segundo jogo no comando do Ceará.

O Cruzeiro é um dos poucos clubes que jamais foram rebaixados para a Série B do Campeonato Brasileiro (Flamengo, Santos, São Paulo, Internacional e Chapecoense são os outros) e, de acordo com o lateral-esquerdo Egídio, essa história não vai mudar tão cedo. Apesar de a situação do time mineiro na competição ser péssima, o jogador diz ter certeza de que a equipe permanecerá na elite para a temporada de 2020.

Egídio faz parte de um grupo de jogadores que ganhou muitos títulos pelo Cruzeiro e que agora luta para tirar a equipe da zona de rebaixamento do Brasileirão. E ele está seguro de que a equipe vai começar a dar a volta por cima na partida desta quarta-feira, contra o Fluminense, às 21h30, no Mineirão.

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"De tantas glórias e conquistas que nós tivemos no Cruzeiro, nós não vamos deixar, de jeito nenhum, isso acontecer (o rebaixamento)", disse Egídio, em entrevista coletiva nesta terça-feira. "O Cruzeiro nunca caiu e não vai ser com a gente que vai cair. Tenho certeza disso", completou o atleta.

Para o jogador, a situação que o Cruzeiro vive na competição nacional (é o 18º colocado, com apenas 20 pontos em 23 jogos) obriga os jogadores a encararem o duelo contra o Fluminense como uma final de campeonato. O time carioca também faz uma campanha ruim, mas no momento está cinco pontos à frente dos mineiros na classificação.

"Será uma decisão realmente, principalmente pelo momento que nós vivemos no Campeonato Brasileiro. Já enfrentamos o Fluminense antes, mas agora é uma outra história. Temos de nos dedicar ao máximo, pois será uma decisão e o Cruzeiro é forte em decisões. Se Deus quiser vamos conquistar a vitória e encostar no Fluminense", falou o jogador.

O técnico Abel Braga, que fará nesta quarta seu terceiro jogo no comando da equipe mineira, terá três desfalques contra o Fluminense: Orejuela, que está a serviço da seleção da Colômbia, Cacá e Thiago Neves, ambos suspensos. Abel ainda não escolheu os substitutos dos três jogadores.

O treinador liberou a presença dos jornalistas apenas na parte do aquecimento do treino que o time realizou na tarde desta terça-feira e fechou o restante da atividade. Uma provável escalação da equipe para o jogo desta quarta é a seguinte: Fábio; Edilson, Dedé, Fabrício Bruno e Egídio; Henrique e Jadson; Pedro Rocha (Marquinhos Gabriel), Robinho e David; Fred.

Ao bater o Vasco por 1 a 0, no último sábado (5), no Rio, o Santos conquistou a sua segunda vitória consecutiva e renovou a sua esperança em busca do sonho de conquistar o título deste Brasileirão. Com os dois resultados - vinha antes de um triunfo por 2 a 0 sobre o CSA -, a equipe terminou a 23ª rodada da competição na terceira posição, com 44 pontos, três atrás do vice-líder Palmeiras, que tropeçou ao empatar por 1 a 1 com o Atlético-MG, no domingo, no Allianz Parque.

E o time palmeirense será o próximo rival dos santistas nesta quarta-feira (9), às 21h30, na Vila Belmiro, no clássico considerado decisivo para as pretensões dos dois clubes no torneio. Em caso de um triunfo, os comandados do técnico Jorge Sampaoli assumirão a vice-liderança, pois ultrapassarão o oponente em número de vitórias, primeiro critério de desempate em caso de igualdade na pontuação.

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Ao projetar o clássico, o zagueiro Luan Peres exibiu confiança em uma série de triunfos nesta luta para voltar a se aproximar do líder Flamengo, que está oito pontos à frente do Santos e abriu cinco de vantagem sobre o Palmeiras. E a evolução defensiva da equipe alvinegra, que não tomou gols nos dois últimos jogos, é outro fator importante que faz o time acreditar em uma arrancada rumo ao topo neste segundo turno do Brasileirão.

"Além de não tomar gols, conquistar duas vitórias é muito importante. A gente vem de resultados bons e esperamos não parar por aqui. Queremos fazer uma sequência muito boa", disse Luan Peres, em declarações reproduzidas pelo site oficial do Santos, que após encarar os palmeirenses terá pela frente o Inter, no domingo, em Porto Alegre.

E ao comentar sobre a eficiência do Santos para se defender, ele lembrou que a missão de neutralizar as jogadas ofensivas adversárias precisa começar a ser desempenhada já lá frente com os atacantes no campo dos rivais.

"O professor Sampaoli cobra muito sobre a parte defensiva, principalmente dos pontas, que vêm para ajudar e são muito importantes na hora da marcação para não sobrecarregar só a linha de quatro. A gente vem fazendo um trabalho muito bem-feito. A defesa, a linha de quatro inteira, os volantes e os pontas. Isso é superimportante. Espero que consigamos ficar assim por um bom tempo", projetou.

Já ao analisar o clássico de quarta-feira, Luan Peres destacou: "Espero um jogo difícil. O Palmeiras tem um bom time, está no segundo lugar no campeonato e todos sabem da força que eles têm. Mas sabem da nossa força também, principalmente na Vila, que é o nosso alçapão". E depois o zagueiro finalizou: "Tenho certeza de que será um grande jogo e de que podemos sair com a vitória".

O técnico Eduardo Barroca, 37 anos, não resistiu à derrota no clássico para o Fluminense por 1 a 0, nesta tarde no Engenhão, e a série de quatro tropeços seguidos pelo Botafogo no Campeonato Brasileiro. Após o novo revés, a diretoria se reuniu com o treinador e acertou o seu desligamento do comando do time.

O vice-presidente de futebol do clube, Gustavo Noronha, oficializou a demissão, em entrevista coletiva, após uma reunião que durou mais de uma hora e meia com a diretoria.

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"O Botafogo precisa de uma reação no campeonato. Nossa sequência é muito negativa no segundo turno. Ocorreu um consenso que neste momento a gente precisava de uma mudança. Vamos com calma buscar um profissional que esteja adequado com nossa forma de jogar e também respeitando nossa situação financeira", explicou o dirigente.

Auxiliar-técnico permanente, Bruno Lazaroni deve dirigir o time interinamente contra o Goiás, na quarta-feira, pelo Brasileiro, novamente no Engenhão. O adversário, ao contrário do time carioca, vem em alta com quatro vitórias seguidas.

Barroca foi contratado em abril, quando comandava a categoria Sub-20 do Corinthians, para substituir Zé Ricardo. O começo do jovem treinador na equipe foi animador. O time carioca terminou em 10.º lugar, posição acima do esperado. No segundo turno, porém, o Botafogo não somou um ponto sequer até então. Já na Copa Sul-Americana, Barroca levou o Botafogo até as oitavas de final, sendo eliminado pelo Atlético-MG.

O comandante deixa o Botafogo com dez vitórias, três empates e 14 derrotas. O time carioca não vence desde a 18.ª rodada, na qual superou o Atlético-MG por 2 a 1, no 8 de setembro, no Rio.

Depois da derrota no clássico e o péssimo momento que vive o time, os jogadores deixaram o Engenhão sem conversar com a imprensa. Por precaução, a diretoria reforçou a segurança na sede do clube, temendo represálias e protestos das torcidas organizadas. Para o atacante Rodrigo Pimpão, é preciso seguir em frente com o trabalho e acreditar em uma reação no Brasileirão.

"A gente não vai baixar a cabeça. É preciso a ajuda de todos, inclusive a torcida veio e nos apoiou. Todos precisam querer. Cada um tem um caráter e deve ter a consciência de que é preciso melhorar", disse o jogador ainda no gramado, uma vez que os jogadores não estão dando entrevistas na zona mista por causa dos atrasos de salários. No intervalo do jogo, nenhum atleta quis falar com os repórteres.

Com 27 pontos e na 12.ª posição, o Botafogo começa a se preocupar com a parte debaixo da tabela. Para piorar, terá dois desfalques importantes para o duelo de meio da semana pelo Brasileiro. O zagueiro Joel Carli e o lateral-esquerdo Gilson levaram o terceiro amarelo e não enfrentam o Goiás.

O Goiás segue em grande fase no Campeonato Brasileiro e conquistou a quarta vitória seguida. O time esmeraldino visitou o Ceará na Arena Castelão, em Fortaleza, e venceu por 1 a 0, com gol de Michael. Com a derrota, o time cearense permaneceu com 23 pontos e está na 16.ª posição, três pontos acima do Cruzeiro, que é o primeiro clube dentro da zona do rebaixamento.

A partida deste domingo marcou a estreia do técnico Adilson Batista, que assumiu o Ceará para tentar evitar a queda para a segunda divisão nacional após a saída de Enderson Moreira. O Goiás, com 33 pontos, pula para o décimo lugar e já sonha até com um lugar no G6, já que o sexto colocado, Internacional, tem cinco pontos a mais.

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O jogo começou equilibrado e com poucas chances de perigo, mas o Goiás aproveitou uma bobeada da defesa adversária para abrir o placar. Aos 26 minutos, Michael roubou a bola do zagueiro Valdo e foi travado no primeiro chute, mas a bola sobrou para ele mesmo completar para o fundo do gol.

Após o gol, o Ceará tentou pressionar, mas foi contido pelo Goiás, que manteve mais posse de bola e administrou a vantagem até o intervalo.

Mais ofensivo no segundo tempo, o Ceará teve grande chance para empatar aos 26 minutos, após pênalti de Fábio Sanches em Valdo. No entanto, o meia Thiago Galhardo desperdiçou a oportunidade e bateu no travessão.

A pressão do time da casa continuou e o empate só não saiu porque o goleiro Tadeu estava inspirado. No lance mais incrível, João Pedro cruzou para Felippe Cardoso, que bateu de primeira e o obrigou o goleiro goiano a praticar belíssima intervenção.

O Ceará seguiu pressionando até o final e teve duas boas chances com Juninho Quixadá. Na primeira, ele bateu para fora e, na segunda, parou em mais uma defesa de Tadeu. Sem mais tempo para reação, a partida terminou mesmo com vitória dos visitantes pela diferença mínima.

Os dois times voltam a campo na próxima quarta-feira, pela 24.ª rodada do Campeonato Brasileiro. O Goiás vai ao Engenhão, no Rio, enfrentar o Botafogo, enquanto o Ceará encara o Grêmio, no estádio Centenário, em Caxias do Sul, porque a Arena do Grêmio vai receber um show.

FICHA TÉCNICA

CEARÁ 0 X 1 GOIÁS

CEARÁ - Diogo Silva; Samuel Xavier, Valdo, Tiago Alves e João Lucas; Fabinho, Ricardinho, Leandro Carvalho (Felippe Cardoso), Thiago Galhardo e Lima (William Oliveira); Mateus Gonçalves (Juninho Quixadá). Técnico: Adilson Batista.

GOIÁS - Tadeu; Yago Rocha, Fábio Sanches, Rafael Vaz e Jefferson; Gilberto, Yago Felipe e Léo Sena (Breno); Leandro Barcia, Rafael Moura e Michael (Kaio). Técnico: Ney Franco.

GOL - Michael, aos 26 minutos do primeiro tempo.

ÁRBITRO - José Mendonça da Silva Junior (PR).

CARTÃO AMARELO - Willian Oliveira (Ceará).

RENDA E PÚBLICO - Não disponíveis.

LOCAL - Arena Castelão, em Fortaleza (CE).

O Palmeiras empatou com o Atlético-MG por 1 a 1, neste domingo, no Allianz Parque, pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro e permitiu que o Flamengo ampliasse para cinco pontos a vantagem na liderança da competição. Com o empate, o time alviverde chegou aos 47 pontos, na segunda colocação. O clube carioca, que venceu a Chapecoense em outro duelo do dia, subiu para 52. Em terceiro aparece o Santos, que derrotou o Vasco no último sábado e soma 44.

Nathan marcou o gol atleticano nos acréscimos do primeiro tempo. Dudu empatou na etapa final. Com o resultado, o Atlético-MG, que vencera apenas uma partida nas últimas nove rodadas, sobe para 31 pontos, na 11ª posição.

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No confronto deste domingo, o Palmeiras não pôde contar com o técnico Mano Menezes na lateral do gramado. O treinador levou o terceiro cartão amarelo e teve de cumprir suspensão automática nas tribunas do estádio.

Na 24ª rodada, o Palmeiras faz o clássico paulista contra o Santos, quarta-feira, na Vila Belmiro. Já o Atlético-MG terá pela frente o Flamengo, quinta-feira, no Maracanã.

Foi o terceiro empate do Palmeiras como mandante neste Brasileirão. Além deste com o Atlético-MG, o time ficou na igualdade com o Vasco (1 a 1) e Bahia (2 a 2). O time também acumulou o seu segundo jogo sem vitória, após uma sequência se cinco seguidas a partir da estreia de Mano Menezes.

O Atlético-MG foi superior no primeiro tempo e mereceu a vantagem parcial. Com uma proposta claramente defensiva (esquema 5-4-1), o time mineiro optou por dar a posse de bola ao Palmeiras, se defender em seu campo e sair nos contra-ataques. E fez os dois fundamentos com eficiência.

Com um sistema defensivo congestionado (três zagueiros, dois laterais e outros dois volantes), o Palmeiras não encontrou espaços na zaga do Atlético. E as melhores chances da etapa inicial foram do time mineiro.

A primeira delas aconteceu aos 9, quando Otero cobrou falta no canto esquerdo e obrigou Weverton a praticar boa defesa. Aos 15, foi a vez de Di Santo, dentro da pequena área, errar a finalização, após cruzamento de Luan. O Palmeiras chegou a balançar as redes aos 25, mas Willian estava em posição de impedimento, rapidamente confirmado pelo VAR.

Antes do intervalo, aos 45, Otero soltou a bomba de fora da área e Weverton fez ótima defesa no ângulo direito. E, nos acréscimos, o Atlético-MG chegou ao gol. Nathan recebeu na entrada da área, passou por dois marcadores e acertou um chute cruzado, rasteiro, acertando o canto direito de Weverton.

No segundo tempo a torcida do Palmeiras perdeu a paciência com o fato de o time não conseguir criar chances de gols e também com os inúmeros erros de passes. E com esses fatores somados à forte retranca atleticana, começou a vaiar o time.

Aos 25, Deyverson, que entrou na vaga do apagado Lucas Limas, chegou a balançar as redes, mas novamente o gol foi anulado em função da posição de impedimento.

E quando a partida caminhava para a vitória atleticana, Dudu empatou o confronto. Aos 37, ele tabelou com Gustavo Scarpa, entrou na área pela esquerda e chutou rasteiro no canto. Foi o décimo gol do atacante nesta temporada.

Após o gol, a torcida do Palmeiras incendiou o Allianz Parque. O time se lançou ao ataque em busca da virada e encurralou o Atlético-MG na sua área, obrigando Cleiton a fazer boas defesas nas finalizações de Bruno Henrique e Vitor Hugo.

FICHA TÉCNICA

PALMEIRAS 1 x 1 ATLÉTICO-MG

PALMEIRAS - Weverton; Marcos Rocha, Gustavo Gómez, Vitor Hugo e Diogo Barbosa; Felipe Melo (Raphael Veiga), Bruno Henrique e Lucas Lima (Deyverson); Willian, Borja (Gustavo Scarpa) e Dudu. Técnico: Sidnei Lobo (auxiliar)

ATLÉTICO-MG - Cleiton; Guga, Maidana, Leonardo Silva, Igor Rabello e Fábio Santos; Elias, Nathan (José Welison), Luan (Maincon) e Otero; Di Santo (Ricardo Oliveira).

Técnico: Rodrigo Santana.

GOLS - Nathan, aos 47 minutos do primeiro tempo; Dudu, aos 37 do segundo.

ÁRBITRO - Rafael Traci (SC).

CARTÕES AMARELOS - Gustavo Gómez, Luan, Cleiton, Dudu, Di Santo, Leonardo Silva e Deyverson.

PÚBLICO - 32.659 pagantes.

RENDA - R$ 2.052.902,35.

LOCAL - Allianz Parque, em São Paulo (SP).

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