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O técnico interino Dyego Coelho espera contar com o meia-atacante equatoriano Cazares já diante do Atlético Goianiense, nesta quarta-feira (30), na Neo Química Arena, em São Paulo, em jogo adiado da primeira rodada do Campeonato Brasileiro, e conta com ajuda de todos no clube para que a documentação esteja regularizada e o jogador em condições físicas.

Desde a confirmação do acerto com o jogador que o clube trabalha em todas as frentes para ganhar opções e acabar com o efeito gangorra no campeonato, no qual não consegue ganhar duas seguidas. A chegada de Cazares é vista como a chance de Jô ganhar um parceiro de ponta. Há a confiança, ainda, no entrosamento dele com o venezuelano Otero, o que deixaria a equipe mais forte.

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Cazares vem trabalhando forte a parte física e se esforçando para estar à disposição nesta quarta-feira. "É emocionante estar em um time desse, mas também o Fabrício (Pimenta, preparador físico) está acabando comigo, está me matando, só físico, correndo", disse à TV Corinthians. "Mas vai fazer bem na hora do jogo, vou estar forte e bem fisicamente".

Após abraçar o time e apoiar jogadores sem prestígio, Dyego Coelho agora quer apostar em atletas mais cascudos. Cazares se enquadra nesse perfil e, quanto antes tiver em campo, melhor para o treinador.

Everaldo e Luan, a quem Dyego Coelho queria resgatar no clube, parecem ter perdido de vez o respaldo. O atacante fez pênalti tolo na derrota para o Sport e o meia segue na sonolência de sempre. Otero e Cazares serão os parceiros de Jô.

Resta saber qual estrangeiro perderá espaço no clube, pois só cinco podem ser relacionados. Além dos parceiros recém contratados do Atlético-MG, o volante colombiano Cantillo é considerado vital. O uruguaio Bruno Méndez é o único reserva para a zaga. Sobraria para o meia chileno Araos ou o centroavante argentino Boselli, que não deve renovar no final do ano.

Nem Palmeiras, tampouco Flamengo. O jogo da discórdia pela 12.ª rodada do Campeonato Brasileiro que travou batalha jurídica e de palavras ao longo de toda a semana terminou em igualdade de 1 a 1, no estádio Allianz Parque, em São Paulo. Perdeu o futebol brasileiro, que mais uma vez mostrou desorganização. Apenas com poucos minutos para as 16 horas que a partida teve a sua confirmação.

Uma decisão que causou enorme irritação aos cariocas, que se sentiam prejudicados por terem 16 infectados com a covid-19. Atrasaram a entrada em campo e o início da partida, mas acataram a decisão da Justiça e até tiveram chances de triunfo. Aos paulistas, esbarrar em um time com muitos jovens significou desperdício de dois pontos na busca pelo topo da tabela de classificação.

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Foi um grande show de desinformação e desencontros. Paulistas irredutíveis na ideia de jogar e cariocas buscando a todo custo um adiamento, com apelação até ao Tribunal Regional do Trabalho, no Rio de Janeiro. O TRT-RJ autorizou a não realização da partida e tudo caminhava para o adiamento. Até 30 minutos antes do horário marcado, havia indecisão se teria a partida.

O relógio se aproximava das 16 horas quando a CBF deu a sua cartada final. A entidade queria fazer valer o regulamento assinado por todos os clubes e apelou ao Tribunal Superior do Trabalho (TST), conseguindo a liberação para a bola rolar. Mesmo com os apelos dos cariocas por causa do surto de covid-19 que infectou 20 atletas do elenco (contando com jovens da base), o jogo foi confirmado.

O despacho do TST alegou que decisão do TRT-RJ só poderia valer se o duelo fosse no Rio de Janeiro. Como estava marcado para São Paulo, garantiu que a bola rolasse. Depois de tanta polêmica, equipes em campo, hino nacional, minuto de silêncio pelas vítimas da covid-19 espalhadas pelo País e bola rolando com 22 minutos de atraso.

De um lado um Palmeiras com força máxima e do outro um Flamengo repleto de meninos das categorias de base ao lado dos mais maduros Thiago Maia, Gerson, Arrascaeta e Pedro. Com o espanhol Domenèc Torrent também infectado, o auxiliar Jordi Guerrero atuou como treinador. Por causa do risco de infecção, os reservas do time carioca não ficaram sentados no banco. Acompanharam a partida nas arquibancadas.

Mesmo com seus principais jogadores - Patrick de Paula retornou, recuperado de lesão -, o Palmeiras custou para levar a melhor sobre os animados garotos rubro-negros. Na verdade, não fosse Weverton o time poderia até ir em desvantagem ao vestiário. O goleiro fez duas grandes defesas em chute forte de Pedro e colocado do uruguaio Arrascaeta.

A polêmica do joga ou não joga parece ter mexido com os palmeirenses, que custaram a entrar no confronto. A pressão esperada sobre um remendado oponente não se fez presente na etapa inicial. Gabriel Veron recebeu de Luiz Adriano e chutou para fora. Gabriel Menino bateu fraco e Hugo encaixou. O goleiro rubro-negro ainda espalmou a bomba de Zé Rafael. Foi só na primeira etapa.

Ciente que o futebol foi aquém do esperado, o técnico Vanderlei Luxemburgo voltou com mudanças para a etapa final e, finalmente, o Palmeiras desencantou em chute de Patrick de Paula que desviou em Thiago Maia e enganou o goleiro.

A festa verde durou só um minuto. Arrascaeta cruzou e Pedro empatou. O duelo cresceu. Hugo fez milagre em cabeçada de Luiz Adriano e Weverton defendeu a batida de Lincoln. Até o minuto final as equipes se revezaram no ataque. Mas não era dia para alguém sair vencedor.

FICHA TÉCNICA

PALMEIRAS 1 x 1 FLAMENGO

PALMEIRAS - Weverton; Marcos Rocha, Felipe Melo, Gustavo Gómez e Matheus Viña; Patrick de Paula, Gabriel Menino (Raphael Veiga), Zé Rafael (Bruno Henrique) e Lucas Lima (Rony); Gabriel Veron (Willian) e Luiz Adriano. Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

FLAMENGO - Hugo Souza; João Lucas (Yuri de Oliveira), Otávio, Natan e Ramon; Thiago Maia, Gerson e Arrascaeta; Guilherme Bala (Richard Rios), Lincoln (Lázaro) e Pedro. Técnico: Jordi Guerrero (auxiliar).

GOLS - Patrick de Paula, aos 9, e Pedro, aos 10 minutos do segundo tempo.

CARTÕES AMARELOS - Gabriel Menino, Lucas Lima, Zé Rafael e Felipe Melo (Palmeiras); João Lucas e Guilherme Bala (Flamengo).

ÁRBITRO - Jean Pierre Gonçalves Lima (RS).

RENDA E PÚBLICO - Jogo com portões fechados.

LOCAL - Estádio Allianz Parque, em São Paulo (SP).

A CBF fez valer o regulamento assinado por todos os clubes e, apelando ao Tribunal Superior do Trabalho (TST), conseguiu a liberação para Palmeiras x Flamengo neste domingo, no estádio Allianz Parque, em São Paulo, pela 12.ª rodada do Campeonato Brasileiro. Mesmo com os apelos de adiamento dos cariocas por causa da pandemia de covid-19 que infectou 16 atletas do elenco e muitos dirigentes e integrantes da comissão técnica, o jogo foi confirmado.

Depois de ter seu pedido no Tribunal Regional de Trabalho (TRT) negado, a CBF apelou ao órgão superior para garantir o confronto e, ao mesmo tempo, evitar uma possível paralisação do Brasileirão.

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O despacho do TST alegou que decisão do TRT só poderia valer se o jogo fosse no Rio de Janeiro. Como estava marcado para São Paulo, garantiu a realização da partida, que começou com atraso às 16h22.

O Flamengo travou enorme batalha jurídica para não entrar em campo. Apresentou laudos médicos e apelou até ao Sindicato dos Atletas Profissionais. Peças importantes do elenco estão infectados com a covid-19, mas a doença não mexeu em outros jogos e presidentes de outros ameaçaram paralisar o campeonato e até cobraram punições caso o clube rubro-negro não cumprisse o regulamento que assinou.

"Os regulamentos são claros, com previsão de penas gravíssimas: os clubes não podem pleitear ou se beneficiar de decisões da "Justiça Comum" que digam respeito à organização das competições", postou Sérgio Sette Câmara, presidente do Atlético-MG. "O grande problema do futebol é quando um clube só pensa nele e em mais nada. Suspender um jogo é suspender o protocolo que todos toparam. Melhor paralisar o campeonato inteiro então", endossou o corintiano Andrés Sanchez.

O presidente do Goiás, Marcelo Almeida, que sofreu bastante com os casos de covid-19 nas primeiras rodadas, disse que "o Flamengo está pensando muito nele mesmo" e sugeriu uma "reviravolta" no campeonato em caso de adiamento.

Os cariocas, mesmo revoltados com a falta de bom senso, aceitaram ir para a partida. Mas com atraso após demorar para deixar a concentração. Só chegaram ao estádio às 15h30, apenas 30 minutos antes do horário marcado para o início do jogo, o que causou o atraso para que os jogadores pudessem realizar o aquecimento.

Irredutível desde o início do imbróglio, o Palmeiras cumpriu todos os protocolos e meia hora antes fez aquecimento normal no gramado.

Após ser eliminado na Copa do Brasil, o Vasco voltou a campo na manhã deste domingo (27), pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro. Recebeu o Red Bull Bragantino e empatou por 1 a 1, em bom jogo realizado em São Januário, apesar do forte calor no Rio de Janeiro.

Com o resultado, o Vasco chegou a 18 pontos e alcançou a quarta colocação, mas pode perder o posto até o fim da rodada. Como perdeu para o Coritiba, por 1 a 0, está há dois jogos sem vencer na competição. Já o Bragantino está em processo de reação. Venceu o Ceará, por 4 a 2, no último duelo e agora soma duas partidas sem perder. Com 11 pontos, está em 17º lugar, abrindo a zona de rebaixamento.

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A partida contou com a volta do técnico Ramon Menezes à beira do gramado, após cumprir isolamento social por conta da covid-19. Também marcou o reencontro de Raul, que deixou o Vasco recentemente rumo ao time paulista.

Jogando em casa e precisando de um bom resultado, o Vasco dominou os primeiros 20 minutos, com bastante cruzamentos para dentro da área. Logo aos dois minutos, Juninho acionou Cano, mas o argentino cabeceou mal e perdeu boa chance. Aos 12, Juninho deu mais um bom passe, desta vez para Talles Magno, que chutou cruzado na pequena área, mas ninguém apareceu para completar.

A equipe carioca até conseguiu balançar a rede aos 24 minutos, mas não valeu. Talles recebeu cruzamento de Vinícius, limpou bem o adversário e finalizou. Seria um belo gol se o jovem atacante não estivesse impedido.

Aos poucos, a equipe vistante passou a se soltar na partida e chegar mais ao ataque. Em uma das chances, Alerrandro brigou por uma bola praticamente perdida no lado direito. Ele cruzou para Lucas Evangelista, que cabeceou sem direção.

O principal lance do primeiro tempo aconteceu aos 35 minutos, a favor dos visitantes. Claudinho tentou cruzar, mas Bruno Gomes esticou o braço e fez pênalti. Na cobrança, Alerrandro chutou rasteiro, mas praticamente no meio do gol, e Fernando Miguel fez grande defesa e o Bragantino perdeu o terceiro pênalti no Brasileirão. O goleiro cruzmaltino já havia defendido uma cobrança na última rodada, diante do Coritiba, e também contra o São Paulo, mas nos dois casos as cobranças foram realizadas novamente pois ele havia se adiantado.

A volta para o segundo tempo foi bem animada e os dois times logo mostraram que iriam buscar abrir o placar. E aos quatro minutos quem conseguiu o objetivo foi o Vasco, com talento dos garotos oriundos das categorias de base. Talles recebeu pela esquerda e tocou para Juninho, que chegou à linha de fundo e acionou Vinícius. Este, na pequena área, só teve o trabalho de completar.

A felicidade vascaína, porém, durou muito pouco. Logo na saída do meio-campo, em jogada trabalhada pela esquerda, a bola chegou até Alerrandro, dentro da área. Ele fez excelente pivô e rolou para trás, encontrando Lucas Evangelista, que chutou rasteiro, no cantinho, para igualar o marcador.

O jogo caiu muito de produção por conta do cansaço e forte calor. Uma boa oportunidade só voltou a surgir aos 31 minutos, novamente com Alerrandro. Claudinho recuperou a bola para o RB Bragantino e tocou para Bruno Tubarão na esquerda. Ele acionou Alerrandro na meia-lua, cara a cara com Fernando Miguel. E, outra vez, o goleiro do Vasco se deu melhor e fez grande defesa.

Na reta final da partida, o Vasco até manteve a posse de bola, mas não assustou o Bragantino e a partida terminou mesmo empatada.

Na 13ª rodada, o primeiro a voltar em campo é o Red Bull Bragantino. Recebe o Corinthians, às 21h do sábado, no Estádio Nabi Abi Chedid, em Bragança Paulista (SP). No domingo, às 20h30, o Vasco visita o líder Atlético-MG, no Mineirão, em Belo Horizonte (MG).

FICHA TÉCNICA

VASCO 1 X 1 RED BULL BRAGANTINO

VASCO - Fernando Miguel, Yago Pikachu (Caio Tenório), Miranda, Leandro Castán e Henrique; Bruno Gomes, Marcos Júnior (Ribamar) e Juninho (Carlinhos); Vinícius (Ygor Catatau), Cano e Talles Magno (Guilherme Parede). Técnico: Ramon Menezes.

RED BULL BRAGANTINO - Júlio César, Raul, Léo Ortiz, Ligger e Edimar (Weverson); Uillian Correia, Lucas Evangelista e Claudinho (Luis Phelipe); Artur (Morato), Alerrandro (Hurtado) e Bruno Tubarão (Barreto). Técnico: Maurício Barbieri.

GOLS - Vinícius, aos quatro, e Lucas Evangelista, aos cinco minutos do segundo tempo.

ÁRBITRO - Rodolpho Toski Marques (PR)

CARTÕES AMARELOS - Guilherme Parede (Vasco) e Bruno Tubarão (Red Bull Bragantino)

RENDA E PÚBLICO - Jogo sem torcida

LOCAL - Estádio São Januário, no Rio de Janeiro (RJ).

O Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro (TRT-RJ) indeferiu o mandado de segurança impetrado pela CBF e manteve suspensa a partida entre Palmeiras e Flamengo, que estava marcada este domingo (27), às 16h, no Allianz Parque, válida pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro.

A CBF ainda tem mais uma instância para recorrer da decisão da Justiça: o Tribunal Superior do Trabalho (TST), em Brasília. A entidade se apressa para tentar reverter a decisão original que suspendeu o jogo, proferida pelo juiz Filipe Olmo, do Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro, que atendeu a um pedido do Sindeclubes, sindicato que representas funcionários de clubes de futebol do Estado do Rio.

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O Sindeclubes ajuizou uma ação civil pública sexta-feira (25) na Justiça do Trabalho pedindo a suspensão do duelo sob a alegação de que há "inegáveis riscos sanitários e médicos" na realização da partida porque vários funcionários do Flamengo estiveram no Equador, onde houve um surto de contaminação de Covid-19 na delegação.

Só no elenco, 16 atletas contraíram a doença. No total, considerando membros da comissão técnica e funcionários do departamento de futebol, há mais de 30 pessoas contaminadas no Flamengo.

O presidente do Sindeclubes é José Pinheiro dos Santos, funcionário da segurança do Flamengo. Segundo ele, o pedido para tentar suspender o jogo judicialmente partiu dos próprios colaboradores do clube rubro-negro.

Depois, na noite do sábado, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva, indeferiu o pedido de revisão feito pelo Flamengo por entender que há condições sanitárias para que o confronto seja realizado. No entanto, a decisão que vale é a do TRT.

O Palmeiras bate o pé e afirma que o protocolo sanitário do Brasileirão tem de ser respeitado. "Caso seja definido que o protocolo determinado para o Campeonato Brasileiro não será cumprido, é preciso paralisar a competição", opinou o presidente do Palmeiras, Maurício Galiotte, nas redes sociais do clube. Desde o primeiro pedido do Flamengo, o time alviverde se posicionou contra o adiamento da partida.

De qualquer maneira, a delegação do Flamengo, repleta de jovens oriundos das categorias de base, permanece em São Paulo, onde está desde a tarde de sábado. O clube carioca mantém a programação normal para não ser surpreendido caso a Justiça decida pela realização do jogo.

Com desfalques na defesa, o Fortaleza vai encarar o Santos na Vila Belmiro, neste domingo (27), às 20h30, pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro, na tentativa de sustentar sua reação na competição. O time comandado por Rogério Ceni está há três jogos sem perder e, na última rodada, desbancou o então líder Internacional.

O zagueiro Quintero estava vetado pelo por conta de uma lesão no músculo adutor da coxa direita. Apesar de já estar trabalhar com bola, o departamento médico do clube achou por bem segurar o jogador para evitar que a lesão se agrave.

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Assim, Rogério Ceni vai escalar Jackson como substituto para atuar ao lado de Paulão. É uma mudança natural, porque Jackson tem se revezado com os outros dois zagueiros e já atuou seis jogos. Ele está totalmente recuperado de uma lesão muscular e pronto para corresponder. "Estou inteiro e pronto para ajudar o time. Não sinto mais nada e, com certeza, tenho condições de atuar durante os 90 minutos", comentou o zagueiro.

A dúvida maior está na lateral-direita, com Tinga ainda fazendo trabalho de transição após se recuperar de lesão. Caso não tenha condições de jogo, Marlon segue na lateral. É o mais provável.

O objetivo de Rogério Ceni é manter a sequência positiva, com empate fora diante do Grêmio por 1 a 1, e vitórias por 1 a 0, na Arena Castelão, diante do Sport e na última rodada contra o líder Internacional. Com 15 pontos, o Fortaleza iniciou a rodada na parte de cima da tabela de classificação.

O Goiás embarca neste sábado para Fortaleza, onde vai enfrentar o Ceará, no domingo, às 18h15, na Arena Castelão, pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro. A principal novidade na delegação é Thiago Larghi.

O treinador testou positivo para Covid-19 no dia 18 de setembro e ficou afastado dos trabalhos presenciais desde então. Recuperado, Larghi foi liberado para viajar com a delegação esmeraldina. Por outro lado, o clube anunciou na sexta-feira (25) que dois jogadores testaram positivo para o novo coronavírus e foram colocados em isolamento. Os nomes dos contaminados não foram revelados.

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Uma mudança na lateral-esquerda será necessária em relação ao time que ganhou do Internacional, por 1 a 0, na décima rodada, porque folgou na última quando enfrentaria o Flamengo, disputando a Copa Libertadores. Expulso, Jefferson cumpre suspensão automática e dá lugar para Caju.

Thiago Larghi teria o retorno do zagueiro Rafael Vaz, que cumpriu suspensão contra o Inter, mas o jogador recebeu uma proposta do Al Khor, do Catar, e deixou o clube. Nesta sexta-feira, ele se despediu dos companheiros.

Com três jogos adiados neste Brasileirão, o Goiás ocupa a lanterna, com apenas oito pontos. Por tudo isso, a partida no Ceará é encarada como uma final pelos jogadores esmeraldinos. "A nossa vitória contra o Inter nos deu motivação, nos deu uma confiança ainda maior. A gente tem que encarar esse jogo contra o Ceará realmente como uma final, porque a importância de uma vitória é gigantesca para nós", comentou o goleiro Tadeu.

O Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro (TRT-RJ) aceitou o pedido do Sindeclubes, sindicato que representa funcionários dos clubes do Rio, e suspendeu a partida entre Palmeiras e Flamengo, inicialmente marcada para este domingo, às 16 horas, no Allianz Parque, pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro. A CBF terá que encontrar uma nova data.

O Sindeclubes havia ajuizado uma ação civil pública na sexta-feira pedindo o adiamento do confronto até que os funcionários do Flamengo que foram infectados pela covid-19 pudessem cumprir todo o período de quarentena. Há mais de 30 casos de coronavírus, entre jogadores, membros da comissão técnica e outros profissionais do departamento de futebol.

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Na ação civil pública, à qual o Estadão teve acesso, a entidade alega que 21 profissionais estão escalados pelo clube para o jogo e enxerga "inegáveis riscos sanitários e médicos" na realização da partida porque vários desses colabores estiveram no Equador, onde houve um surto de contaminação de covid-19 na delegação do Flamengo. Só no elenco, 16 atletas contraíram a doença.

No despacho, o juiz Filipe Olmo afirmou entender que o sindicato, com o pedido de liminar, queria "a manutenção da saúde e integridade física dos empregados, jogadores e do restante do elenco", contrariando, assim, a decisão do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), que havia negado o pedido de suspender o jogo.

"Em razão dos eventuais resultados falso negativos e da possibilidade de haver infectados dentro do período de incubação, não há garantia de que os empregados saudáveis não terão contato com outros empregados que possam estar infectados", diz trecho da decisão do magistrado.

"Manter a partida implicaria risco demasiado para a saúde de jogadores das duas equipes, comissão técnica e demais empregados. Além disso, há risco de contaminação dos familiares,

quando do retorno para casa", acrescenta Olmo.

Em caso de descumprimento da medida, a Justiça do Trabalho estipulou multa de R$ 2 milhões, valor que, se for pago, será revertido para instituições de saúde no combate à covid-19.

O Sindicato dos Empregados em Clubes, Federações e Confederações Esportivas e Atletas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro (Sindeclubes) tem como presidente José Pinheiro dos Santos, que trabalha no Flamengo. Ele é funcionário do departamento de segurança do clube. O pedido para que a entidade fosse à Justiça tentar adiar o jogo teria partido de empregados do rubro-negro, preocupados com a saúde.

O Bahia ainda não pontuou desde a chegada do técnico Mano Menezes, mas espera encerrar o jejum neste sábado, quando faz um confronto direto contra o Athletico-PR, às 19 horas, na Arena da Baixada, pela 12ª rodada do Brasileirão.

Sem ganhar há oito jogos, o Bahia vem de três derrotas seguidas, duas com Mano Menezes. A sequência negativa fez o time despencar na tabela de classificação, para o penúltimo lugar, com nove pontos, um a mais que o lanterna Goiás, que tem dois jogos a menos.

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Pior defesa do Brasileirão ao lado do Red Bull Bragantino, com 18 gols sofridos, o Bahia tem a volta do zagueiro Juninho, que cumpriu suspensão automática. Por outro lado, o técnico vai precisar improvisar na lateral direita.

Nino Paraíba está suspenso, João Pedro se recupera de uma cirurgia no joelho e Zeca foi liberado para resolver problemas particulares. Sendo assim, o volante Edson é quem vai atuar improvisado na lateral direita.

O volante Elias, ex-Corinthians, e o meia Eric Ramires, que estava emprestado ao Basel, da Suíça, tiveram os nomes publicados no Boletim Informativo Diário (BID) da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e estão à disposição. Pela situação do time, podem ficar no banco de reservas.

"O estádio do Athletico-PR tem uma característica própria, que é um gramado (sintético) diferente, que torna também o jogo um pouco diferente, exige uma adaptação maior. Temos que estar preparados para enfrentar essa dificuldade à parte, além do bom time que o Athletico-PR tem", disse Mano Menezes, evitando falar dos maus resultados e da crise que ronda o clube mesmo antes da saída de Roger Machado.

FICHA TÉCNICA:

BAHIA - Douglas; Edson, Juninho, Ernando e Juninho Capixaba; Gregore, Jadson, Ronaldo e Rodriguinho; Élber e Gilberto. Técnico: Mano Menezes.

Antes líder e um dos times que havia sido derrotado menos vezes no Campeonato Brasileiro, o Internacional viu seu desempenho despencar neste mês de setembro e agora tem o desafio de se reerguer na temporada para não ficar para trás. O compromisso deste sábado é contra o São Paulo, no Beira-Rio, às 19 horas, pela 12ª rodada da competição nacional.

Em má fase, potencializada pela derrota no Gre-Nal na Copa Libertadores no meio de semana, resultado que fez o Inter chegar a dez partidas sem vencer o maior rival, o time do técnico Eduardo Coudet não conseguiu manter a regularidade mostrada no começo do Brasileirão e começou a patinar.

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Em setembro, a equipe gaúcha conseguiu apenas 38% de aproveitamento em sete partidas disputadas até aqui. Foram somente duas vitórias, além de dois empates e três derrotas. Para se ter uma ideia, em agosto, o aproveitamento foi muito melhor: 75%. E no ano, o rendimento é de 62%.

O time colorado perdeu a liderança após dois reveses seguidos fora de casa por 1 a 0 para Goiás e Fortaleza. Ainda assim, em termos de classificação, a situação não é tão ruim, já que soma 20 pontos, apenas um abaixo do líder Atlético-MG, que, porém, tem um jogo a menos.

Mas, além dos resultados negativos, as atuações também preocupam. A equipe viu sua defesa, antes sólida, passar a ser vazada com mais frequência, e apresentou declínio técnico, com exibições pobres ofensivamente e muita dificuldade para criar as oportunidades de gol.

Depois da derrota por 1 a 0 no Gre-Nal 427, em casa, a diretoria se reuniu para diagnosticar os erros e tentar evitar que uma crise seja instalada. Os dirigentes bancaram a permanência de Coudet, que, mesmo com o bom trabalho, passou a ser muito cobrado por não conseguiu fazer seus comandados vencerem um clássico no ano - não houve um gol sequer marcado contra o Grêmio nesta temporada.

Até pelos últimos três resultados negativos em sequência, o treinador deve promover mudanças na escalação titular que entra em campo contra o São Paulo. Moisés e Edenílson voltam. Eles não atuaram na Libertadores porque estão suspensos. Além dos dois, o comandante argentino também tem os retornos de Victor Cuesta e Praxedes, que cumpriram suspensão ante o Fortaleza.

A dúvida é a presença de Patrick. O volante apresentou um incômodo na coxa direita e ficou no departamento médico tratando o problema nos últimos dias. Se ele não puder atuar, Praxedes deve começar a partida. Além dos retornos, é muito provável que haja alterações também por desgaste físico, já de olho no duelo contra o América de Cali, na Colômbia, pelo torneio sul-americano, na próxima terça-feira. Um dos preservados deve ser o artilheiro Thiago Galhardo.

O presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, descartou nesta sexta-feira que os jogadores do time tenham corrido risco de se contagiar com o novo coronavírus ao se reunirem dentro de um avião para tirar uma foto sem máscara. O dirigente explicou que apesar do elenco ter 16 atletas contaminados, a aglomeração não representou perigo porque as pessoas prenderam a respiração.

A imagem foi divulgada pelas redes sociais do clube pouco antes de o time pegar o voo de volta do Equador ao Brasil após jogo pela Copa Libertadores. "É óbvio que, na hora de tirar uma foto, você não fica de máscara. Eu não tiro foto com máscara. Quando vou tirar uma foto, tiro a máscara, prendo a respiração e tiro a foto. Isso acontece com todo mundo. Vamos relevar isso aí. Os jogadores jogam sem máscara, é difícil de conter", disse ao canal SporTV.

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Por causa do elevado número de atletas com novo coronavírus, o Flamengo chegou a pedir à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para adiar a partida deste domingo contra o Palmeiras, no estádio Allianz Parque, em São Paulo, pelo Campeonato Brasileiro. "Achamos absurdo. Foram muitas pessoas. Coloco em xeque o tratamento que o Flamengo tem. Foi uma coisa excepcional", disse.

Para o dirigente, o adiamento seria necessário porque mais atletas podem ter o vírus e ainda não tiveram resultado positivo detectado nos exames. "A discussão para mim não é o número de jogadores. É o período da janela de infecção. Consultamos infectologistas que nos disseram que a carga viral foi absurda dentro do grupo. Alguns podem ter contraído no último momento, no avião, e é necessário cinco dias para dar um positivo ou não. Vamos deixar um monte de gente possivelmente contaminada jogando?", questionou o presidente do clube.

O dirigente explicou que por jogar a Copa Libertadores, o Flamengo está sujeito a um protocolo médico menos rígido e que aumenta o risco de contágio. "Os protocolos do Flamengo são seguros. O risco é maior na Libertadores do que no Brasileiro", afirmou. A equipe recentemente esteve no Equador para compromissos diante do Independiente Del Valle e Barcelona de Guayaquil.

A sequência de jogos e viagens do Santos por conta dos calendários do Campeonato Brasileiro e da Copa Libertadores tem causado dores de cabeça no técnico Cuca. Após a vitória por 2 a 1 sobre o Delfín, na noite de quinta-feira (24), no Equador, que deixou o time perto da vaga nas oitavas de final da competição continental, o treinador admitiu a dificuldade em manter uma boa sequência com um plantel reduzido.

Sem poder contratar desde março passado por conta de uma punição imposta pela Fifa devido ao não pagamento de uma dívida com o Hamburgo, da Alemanha, pela contratação do zagueiro Cléber Reis, em 2017, e próximo de uma segunda pelo mesmo motivo com o Huachipato, do Chile, pela aquisição do meia venezuelano Soteldo, no ano passado, Cuca tem sido obrigado a usar garotos da base.

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"Temos nova viagem para (jogo contra) o Olímpia (no Paraguai). Depois nova viagem para o Goiás e o clássico contra o Corinthians. Difícil manter alto nível assim, com jogos domingo e quarta. Todo mundo acusa, por isso temos usado o plantel e os meninos", afirmou Cuca em entrevista coletiva virtual após a partida na cidade equatoriana de Manta.

A partir do final de outubro, o Santos terá uma terceira competição pela frente. Começará a Copa do Brasil já na fase de oitavas de final, que terá os confrontos definidos em um sorteio na sede da CBF, no Rio de Janeiro, na próxima quinta-feira.

"Perdemos o (Lucas) Veríssimo, um dos melhores da posição no Brasil. Também o Luan. E temos jogo decisivo contra o Olimpia. Vamos retornar ao Brasil depois de 15 horas para vir e não sei quantas para voltar. Trabalharemos um pouco no sábado para jogar no domingo", prosseguiu Cuca, falando do desfalque dos dois zagueiros no Paraguai, na quinta-feira que vem, e do duelo contra o Fortaleza, neste final de semana, em Santos, pelo Brasileirão.

MARINHO - Autor de um dos gols do Santos diante do Delfín, Marinho foi mais uma vez decisivo e Cuca vê o atacante no radar da seleção brasileira. "Marinho está sendo muito importante para nós e está sendo muito bem marcado. Temos variado ele de posição com a necessidade. O Tite já falou que está observando, lógico que é uma concorrência dura, mas ele está no radar. Daqui a pouco, quem sabe, ele tenha uma oportunidade", concluiu o treinador.

O Bahia anunciou nesta quinta-feira a contratação do volantes Elias, de 35 anos, que teve como último clube o Atlético-MG. O acordo é válido até o fim do Campeonato Brasileiro, em fevereiro de 2021. O jogador estava sem equipe desde o final de 2019 e nos últimos meses manteve a forma ao participar de treinamentos com o elenco do Santos. No entanto, não houve acerto porque o clube da Vila Belmiro está proibido pela Fifa de contratar jogadores.

A chegada de Elias ao clube veio por indicação do atual treinador, Mano Menezes, com quem tem uma longa relação de confiança. Os dois trabalharam juntos no Corinthians e na seleção brasileira. Agora estão mais uma vez juntos para um novo trabalho. O último jogo oficial do volante foi em novembro do ano passado, quando atuou como titular na vitória do Atlético-MG por 2 a 0 sobre o Goiás, pelo Brasileirão.

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Com passagem pelas categorias de base do Palmeiras, Elias despontou na Ponte Preta, em 2008, e logo chegou ao Corinthians, onde permaneceu por dois anos e conquistou três títulos. O mais importante deles foi a Copa do Brasil de 2009. Na sequência o atleta foi à Europa, passou por Atlético de Madrid e Sporting Lisboa para retornar ao Flamengo, em 2013, e vencer novamente a Copa do Brasil.

Elias teve ainda outra passagem pelo Corinthians entre 2014 e 2016 e mais um período no Sporting Lisboa, de Portugal. Por fim, entre 2017 e 2019, defendeu o Atlético-MG. Foram 164 jogos, um gol e um título mineiro pela equipe.

O Sindicato de Atletas Profissionais do Estado de São Paulo afirmou nesta quinta-feira que pretende acionar a Justiça caso a CBF decida não adiar o jogo entre Palmeiras e Flamengo, marcado para domingo, no Allianz Parque, pela 12ª rodada do Brasileirão. A entidade avalia que a partida trará riscos para todos os jogadores envolvidos.

"A situação do jogo Palmeiras x Flamengo, marcado para domingo (27 de setembro), tem fortes indícios de risco à vida dos atletas profissionais e demais membros dos clubes. O nosso médico, Dr. Renato Anghinah, está em contato com especialistas da área de infectologia para que tenhamos a posição técnica que comprove o risco", registrou o sindicato em nota.

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Se o risco for comprovado pelos especialistas, o Sindicato prometeu pedir o adiamento do jogo na Justiça. "Uma vez obtido o parecer, e com a CBF mantendo sua postura de irresponsabilidade, buscaremos a justiça para o adiamento da partida."

Na terça-feira, o Flamengo enviou ofício à CBF solicitando a mudança de data do jogo devido aos casos de covid-19 em seu elenco. Na mesma terça, o time carioca precisou entrar em campo sem sete titulares, todos infectados pelo novo coronavírus, para a partida contra o Barcelona de Guayaquil, no Equador - venceu por 2 a 1, pela fase de grupos da Copa Libertadores.

Os casos, contudo, só aumentaram desde então. Na noite de quarta, eram 27 casos positivos, entre jogadores, membros da comissão técnica e da diretoria. Somente entre os atletas eram 16 testes positivos.

Ainda na terça, o Palmeiras veio a público para afirmar que era contra o adiamento do jogo. No dia seguinte, o secretário-geral da CBF, Walter Feldman, afirmou que a mudança de data era improvável.

"Já fizemos quase 300 jogos com rigor absoluto na área de segurança sanitária, testes antes e depois, e não é só a Série A, a B, a D, nos mais profundos rincões do Brasil e tudo absolutamente perfeito. Com protocolo sendo atendido. E respeitando que, quando clube tem os seus infectados, ele separa e continua jogando. A não ser que não tenha plantel mínimo para poder entrar em campo e fazer a substituição. Não é o caso do Flamengo agora. O Flamengo tem 40 inscritos, por mais que tenha número elevado, ainda tem plantel bastante viável. Então deve acontecer o jogo", disse Feldman, em entrevista à rádio Bandeirantes.

Em franca evolução desde a chegada de Jair Ventura, o Sport recebe o Corinthians nesta quarta-feira (23), às 21h30, na Ilha do Retiro, na abertura da 12ª rodada do Campeonato Brasileiro, em busca de mais uma vitória para encostar no G-4. O meia Thiago Neves, ex-Grêmio, vai ficar no banco de reservas.

Jair Ventura estreou com derrota para o Coritiba, por 1 a 0, depois, ganhou de Grêmio e Goiás por 2 a 1 e Fluminense (1 a 0), empatou com o Palmeiras por 2 a 2 e perdeu para o Fortaleza por 1 a 0, ambos fora de casa. Esses resultados afastaram o Sport da zona de rebaixamento e o colocaram na décima colocação, com 14 pontos.

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A principal novidade para esse jogo vai estar no banco de reservas. Anunciado na semana passada depois de ter rescindido com o Grêmio, o meia Thiago Neves é opção para o decorrer da partida.

"Antes do jogo contra o Fluminense, ele fez treinos físicos separados dos demais companheiros e a gente entendeu que não era o momento ainda de ele estrear. Agora, tem um pouco mais de tempo, mas pouco, porque esse nosso jogo foi adiantado, mas vamos fazer uma reavaliação para ver a possibilidade de Thiago poder fazer a estreia", comentou Ventura.

A tendência é que o treinador mantenha o time que ganhou do Fluminense no último final de semana na Ilha do Retiro. Ele não abre mão dos três volantes: Marcão Silva, Betinho e Ricardinho. O lateral-esquerdo Sander fica à disposição após cumprir suspensão, mas Luciano Juba deve ser mantido entre os titulares.

Outro que cumpriu suspensão é o atacante Marquinhos, mas ele não poderá jogar porque está vinculado ao Corinthians. O lateral Raul Prata e o volante Ronaldo Henrique seguem no departamento médico.

Principal novidade para o Campeonato Brasileiro deste ano, a realização de jogos com os portões fechados por medida de segurança contra a pandemia do novo coronavírus não interferiu até agora no aproveitamento dos times. A atual competição completou no último final de semana 100 jogos disputados e em comparação aos números do ano passado a porcentagem de vitórias dos visitantes continua idêntica e houve alteração de apenas três pontos porcentuais nos empates e vitórias de mandantes. Ou seja, até agora a ausência de torcida quase nada impactou.

O Estadão analisou os dados dos jogos disputados até o último final de semana e observou também as informações das 10 últimas edições do Brasileirão, todas realizadas com a presença de torcida nos estádios. Neste ano, em 103 partidas, os mandantes venceram 45% dos encontros, os visitantes ganharam 26% e em 29% houve empate. Ao longo de 2019, os números nas 38 rodadas foram muito parecidos: quem jogou em casa levou a melhor 48% das vezes, perdeu em 26% das ocasiões e em outras 26% houve empate.

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Na comparação entre os números dos jogos disputados até agora em comparação à última década, a diferença também é pequena. De 2010 a 2019, os mandantes ganharam 49% dos jogos disputados pelo Brasileirão, foram derrotados em 24% e ficaram no empate em 27% das ocasiões. Portanto, se antes da competição havia a expectativa de que jogar com portões fechados poderia representar um ganho para quem não atuava em casa, até agora isso não se concretizou.

"O Campeonato Brasileiro está muito equilibrado. Por mais que não tenha torcida para apoiar os times, quem joga em casa continua com a vantagem de conhecer o estádio, de não ter precisado viajar e de estar na sua cidade", explicou o diretor de futebol do Sport, Chico Guerra, ao analisar os números. "Eu ainda acho que jogar sem torcida pode ter uma interferência, sim", comentou.

O técnico do Palmeiras, Vanderlei Luxemburgo, também concorda que a ausência de torcida altera bastante o ambiente e o comportamento do time em campo. Ele prevê que o impacto dos portões fechados ainda poderá ser sentido mais adiante na temporada. "Acho que a falta do torcedor de fazer o time ir para cima, de jogar com o time, faz falta para todos os times. Os resultados mostram que a vantagem de jogar em casa não tem sido tão grande e é por isso que o Campeonato Brasileiro está bem 'embolado'. É um ambiente bem diferente do que estamos acostumados", explicou.

A ausência de torcida virou uma preocupação tão grande para os clubes que vários deram um jeito de buscar compensar a falta de público com DJs e operadores de áudio. A gravação do som de torcida e a tentativa de criar uma atmosfera de público foram manteira de deixar os estádios com aspecto mais próximo ao normal e fazer os jogadores sentirem em campo o clima de um jogo oficial, e não de treino.

Um aspecto curioso é que em outros países a ausência da torcida como medida de distanciamento social teve impacto bem significativo. O Centro Internacional de Estudos Esportivos (CIES), na Suíça, fez um estudo mês passado para mensurar se houve diferença no aproveitamento dos mandantes. Os pesquisadores estudaram os resultados de 63 ligas entre janeiro de 2015 e março de 2020 e compararam os números com os resultados depois da retomada.

No Campeonato Alemão, os times da casa passaram a ganhar 14,1% menos dos jogos. Na Espanha a queda foi de 6,1%. A maior diferença foi registrada na Grécia: 15,1%. Dos 63 campeonatos pesquisados, em 41 os mandantes perderam a força quando atuaram para estádios vazios.

Por enquanto no Brasil não há uma estimativa de quando a torcida poderá comparecer novamente nos estádios. Uma das principais preocupações da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) é que justamente o retorno do público possa ser feito ao mesmo tempo em todos os Estados, justamente para se ter igualdade de condições para os 20 participantes.

Não é fácil e pouco comum estar feliz e triste ao mesmo tempo. Mas este foi o sentimento de Cuca após o empate sem gols contra o Botafogo, neste domingo (20), no estádio do Engenhão, no Rio de Janeiro, pelo Campeonato Brasileiro. O treinador era só satisfação com o desempenho do time e pura frustração pela falta da vitória após sufocar o rival em grande parte do jogo.

"A atuação foi muito boa. O resultado, muito ruim", lamentou Cuca. Com razão. O Santos criou mais de 20 chances de gol, grande parte claras, mas esbarrou no goleiro paraguaio Gatito Fernández ou na falta de capricho.

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"Jogo muito bem jogado da nossa parte, controladíssimo, com posse de bola, movimentações interessantes, bonitas, envolvendo adversário e criando muitas chances, tanto no primeiro quanto no segundo tempo. Mais de 20. Saímos tristes por deixar dois pontos aqui", avaliou.

O treinador, que não costuma citar jogadores e sempre fala no conjunto, fez questão de frisar sobre o desempenho ou a atitude de alguns atletas após o 0 a 0. "Jogamos com dois meias, tivemos mais criatividade, mais jogo pelo meio. Arthur Gomes fez uma grande partida. Faltou fazer o gol. Se faz o gol, coroa uma atuação tão bela", disse sobre o atacante, que ajudou nas armações e, ao mesmo tempo, deu calor enorme aos marcadores rivais em jogadas individuais pela esquerda.

Cuca elogiou o uruguaio Carlos Sanchez, a apresentação segura da defesa e comentou sobre a reação irritada e desolada de Marinho após o empate. "Chorou, socou o gramado, ficou desolado. E não é só ele. São todos. E o torcedor tem que valorizar esse tipo de profissional. Esses meninos, e Marinho também, com espírito jovem, passam dificuldade enorme. E ninguém reclama de atraso, ou disso e daquilo", observou.

E foi além: "Estamos construindo uma família. Quando fazemos uma partida tão bela e não ganhamos, entra o emotivo. Por essa razão imagino o motivo de ele ter ficado bravo", afirmou Cuca. "E como fazemos tudo e mais um pouco, também fico sentido. Temos que valorizar o jogo ao invés de reclamar".

O Sport manteve a sua recuperação no Campeonato Brasileiro. Neste domingo (19), pela 11.ª rodada, o time pernambucano marcou no começo e segurou uma grande pressão do Fluminense nos minutos finais para vencer por 1 a 0, no estádio da Ilha do Retiro, no Recife. O único gol da partida foi marcado pelo centroavante Hernane, cobrando pênalti.

O clube rubro-negro voltou a vencer depois de dois jogos, se livrou da parte debaixo da tabela de classificação e assumiu o 10.º lugar, com 14 pontos. O Fluminense, por sua vez, que tem só uma vitória nos últimos cinco jogos no Brasileirão, está com a mesma pontuação e uma colocação acima.

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Mesmo sem o meia Thiago Neves, inscrito mas fora por opção do técnico Jair Ventura, o Sport começou muito melhor que o Fluminense e só não abriu o placar logo aos três minutos porque o goleiro Muriel apareceu para defender finalização cara a cara de Patric.

Os donos da casa conseguiram aproveitar a pressão para abrir o placar aos 12 minutos. Após cruzamento da esquerda, Egídio se jogou em cima de Barcia e o árbitro gaúcho Leandro Pedro Vuaden marcou pênalti, convicto. Hernane foi para a bola e não deu chances para Muriel, chutando no meio do gol e no alto. Ele não marcava desde 19 de julho, ainda pelo Campeonato Pernambucano.

O Fluminense não conseguiu se encontrar, mesmo quando teve mais posse de bola. A equipe sentiu a falta de Nenê, poupado visando a Copa do Brasil no meio de semana, para segurar a bola e comandar o ataque. O Sport, por outro lado, sempre que chegava ao ataque levava perigo. Luciano Juba quase surpreendeu Muriel em cobrança de escanteio fechada. O goleiro se recuperou e quase dentro do gol afastou o perigo.

Em nova jogada de bola parada, o Sport começou assustando o Fluminense no segundo tempo. Depois de desvio no meio da área, Egídio precisou se contorcer para salvar em cima da linha. Ao contrário da primeira etapa, o time carioca teve mais objetividade para chegar ao ataque, especialmente com Wellington Silva indo para cima da marcação. Luiz Henrique e Yago Felipe apareceram bem para finalizar, mas o goleiro Luan Poli apareceu bem para fazer a defesa nas duas vezes.

O tempo foi passando e o Fluminense encurralando o Sport. Com quatro atacantes nos minutos finais de jogo, o time carioca chegou forte ao ataque. Fernando Pacheco pegou a sobra pela direita e finalizou cruzado. Dentro da pequena área, Marcos Paulo não conseguiu completar.

Logo em seguida, Calegari apareceu de surpresa na área para finalizar, mas parou em Luan Polli. A pressão continuou, com inúmeros levantamentos para área, mas o Sport se segurou e comemorou a vitória.

O Sport tem compromisso contra o Corinthians, nesta quarta-feira, às 21h30, novamente no Recife. O Fluminense joga contra o Atlético Goianiense, nesta quinta, às 20 horas, em Goiânia, pela volta da quarta fase da Copa do Brasil. Em casa venceu por 1 a 0 e agora avança às oitavas de final até com um empate. Pelo Brasileirão, o próximo jogo será no dia 28 (segunda-feira) contra o Coritiba, às 20 horas, no estádio do Maracanã.

FICHA TÉCNICA

SPORT 1 x 0 FLUMINENSE

SPORT - Luan Polli; Patric, Iago Maidana, Adryelson e Luciano Juba (Chico); Marcão Silva, Betinho (João Igor), Ricardinho e Lucas Mugni (Bruninho); Leandro Barcia (Lucas Venuto) e Hernane (Rogério). Técnico: Jair Ventura.

FLUMINENSE - Muriel; Calegari, Nino, Luccas Claro e Egídio; André (Felippe Cardoso), Hudson, Yago Felipe (Marcos Paulo) e Paulo Henrique Ganso; Luiz Henrique (Miguel) e Wellington Silva (Fernando Pacheco). Técnico: Odair Hellmann.

GOL - Hernane (pênalti), aos 12 minutos do primeiro tempo.

CARTÃO AMARELO - André (Fluminense).

ÁRBITRO - Leandro Pedro Vuaden (RS).

RENDA E PÚBLICO - jogo com portões fechados.

LOCAL - Estádio da Ilha do Retiro, no Recife (PE).

O presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, afirmou na noite desta sexta-feira que o time não entrará mais em campo no Brasileirão se a torcida for liberada somente para os jogos disputados no Rio de Janeiro. Mais cedo, o prefeito Marcelo Crivella disse que a partida entre Flamengo e Athletico-PR, no dia 4 de outubro, terá torcedores no Maracanã.

"O Corinthians só aceita a volta do público aos estádios se todos os times da Série A tiverem a mesma oportunidade, independente do estado ou cidade. Se não forem as mesmas condições pra todos não entraremos em campo", declarou Sanchez, em seu perfil no Twitter. Oficialmente, em seus canais de comunicação, o clube não se manifestou.

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No fim da tarde desta sexta, Crivella afirmou que faria um apelo à CBF para autorizar a presença de público no duelo entre Flamengo e Athletico-PR, no dia 4 de outubro, pelo Brasileirão, no Maracanã. O objetivo do prefeito seria de que o estádio recebesse 20 mil torcedores, um terço de sua capacidade atual.

"Temos duas semanas para que a federação, os administradores do estádio e a Vigilância Sanitária do Rio de Janeiro se ajustem. E pronto. Maiores de 60 anos, por favor, fiquem em casa. E menores de 12 também", disse Crivella, em coletiva nesta sexta-feira. O prefeito argumentara que a liberação de torcedores nos estádios diminuiria o número de pessoas nas praias, nos finais de semana. "Estamos falando de 20 mil pessoas no Maracanã. Seriam 20 mil pessoas a menos nas praias do Rio de Janeiro", acrescentou.

Mais cedo, a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ) havia divulgado a possibilidade de o público poder voltar ao estádio, após reunião com "todos os órgãos com competentes". Segundo a entidade, uma nova reunião será realizada na próxima semana para discutir o assunto.

A CBF vem estudando a possibilidade de retomar a presença de torcedores nos estádios desde o início do Brasileirão, no mês passado. Oficialmente, contudo, a entidade ainda não fez qualquer anúncio sobre o tema. Sabe-se apenas que a ideia é que o retorno da torcida seja feito de forma gradual e com distanciamento social nas arquibancadas.

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, fará um apelo para a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) autorizar a presença de público na partida entre Flamengo e Athletico-PR, no dia 4 de outubro, no Maracanã. A ideia é que o estádio receba 20 mil torcedores, um terço de sua capacidade atual.

"As Regras de Ouro deverão ser seguidas. Temos duas semanas para que a federação, os administradores do estádio e a Vigilância Sanitária do Rio de Janeiro se ajustem. E pronto. Maiores de 60 anos, por favor, fiquem em casa. E menores de 12 também", disse Crivella, em entrevista coletiva nesta sexta-feira.

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Mais cedo, a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ) havia divulgado a possibilidade de o público poder voltar ao estádio, após reunião com "todos os órgãos com competentes". Segundo a entidade, uma nova reunião será realizada na próxima semana para discutir o assunto.

A prefeitura do Rio de Janeiro, por nota, já anunciou o retorno das torcidas aos estádios a partir de 4 de outubro. "A primeira partida com público será no Estádio do Maracanã, com lotação limitada a um terço da capacidade. Será obrigatório o uso da máscara de proteção e aferição de temperatura na entrada dos estádios. Para evitar aglomerações, a venda dos ingressos será pela internet".

Para Marcelo Crivella, a presença de torcedores no Maracanã vai diminuir o número de pessoas nas praias do Rio de Janeiro. O prefeito espera que o jogo seja realizado às 11h. A partida é válida pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro e está marcada para as 16h na tabela da CBF.

"Faremos um apelo à CBF no sentido de que possa nos ajudar para que o Maracanã seja uma alternativa à praia, que é hoje talvez o maior problema do Rio de Janeiro, com grandes aglomerações de pessoas sem máscara. Se o jogo puder ser às 11h, vai ser ótimo para nós", disse Crivella. "Estamos falando de 20 mil pessoas no Maracanã. Seriam 20 mil pessoas a menos nas praias do Rio de Janeiro", acrescentou.

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