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O parlamento da Coreia do Sul aprovou nesta terça-feira, 9, uma legislação histórica que proíbe a indústria de carne de cachorro, que está em declínio no país, uma vez que os apelos públicos para a proibição cresceram bastante em meio a campanhas pelos direitos dos animais e preocupações com a imagem internacional do país.

Alguns criadores de cães irritados disseram que planejam entrar com uma apelação constitucional e lançar manifestações de protesto, uma sugestão de que o debate acalorado sobre a proibição continuará.

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Ativistas dos direitos dos animais seguram cartazes durante um comício acolhendo um projeto de lei que proíbe o comércio de carne de cachorro na Assembleia Nacional em Seul, em 9 de janeiro de 2024.

O consumo de carne de cachorro, uma prática secular na península coreana, não é explicitamente proibido nem legalizado na Coreia do Sul. Pesquisas recentes mostram que mais pessoas querem a proibição e a maioria dos sul-coreanos não come mais carne de cachorro. Mas as pesquisas também indicaram que um em cada três sul-coreanos ainda se opõe à proibição, mesmo não comendo carne de cachorro.

Na terça-feira, a Assembleia Nacional aprovou o projeto de lei por uma votação de 208 a 0. O governo do presidente Yoon Suk-yeol apoia a proibição, portanto as etapas subsequentes para torná-la lei são consideradas uma formalidade.

"Esta lei visa contribuir para a realização dos valores dos direitos dos animais, que buscam o respeito pela vida e uma coexistência harmoniosa entre humanos e animais", diz a legislação.

O projeto de lei tornaria o abate, a criação, o comércio e a venda de carne de cachorro para consumo humano ilegais a partir de 2027 e puniria esses atos com 2 a 3 anos de prisão. Mas não estipula penalidades para o consumo de carne de cachorro.

O projeto de lei ofereceria assistência aos fazendeiros e outras pessoas do setor para fecharem seus negócios ou mudem para alternativas. Segundo o projeto de lei, os detalhes da proibição do setor seriam elaborados entre funcionários do governo, fazendeiros, especialistas e ativistas dos direitos dos animais.

A Humane Society International chamou a aprovação da legislação de "história em construção".

"Nunca pensei que veria em minha vida uma proibição da cruel indústria de carne de cachorro na Coreia do Sul, mas essa vitória histórica para os animais é uma prova da paixão e determinação do nosso movimento de proteção animal", disse JungAh Chae, diretor-executivo do escritório da HSI na Coreia.

A legislação deixou os fazendeiros extremamente chateados e frustrados."Trata-se de uma clara violência do Estado, pois estão infligindo a liberdade de opção profissional. Não podemos ficar parados", disse Son Won Hak, agricultor e líder de uma associação de agricultores.

Son disse que os criadores de cães entrarão com uma petição no tribunal constitucional e farão passeatas em protesto. Ele disse que os agricultores se reunirão na quarta-feira, 10, para discutir outras medidas futuras.

Não há dados oficiais confiáveis sobre o tamanho exato do setor de carne de cachorro da Coreia do Sul. Ativistas e fazendeiros afirmam que centenas de milhares de cães são abatidos para consumo de carne todos os anos no país. Fonte: Associated Press.

A Argélia abriu o mercado para a carne de frango brasileiro após a revisão de certificados e auditorias e negociações promovidas pelos Ministérios da Agricultura e Pecuária (MAPA) e Relações Exteriores (MRE).

O Brasil é o maior exportador e o segundo maior produtor de carne de frango no mundo. Do total, 36% da produção nacional é vendida ao mercado externo.

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As exportações brasileiras do produto em 2023 atingiram, até agosto, US$ 6,73 bilhões, número 5,5% superior ao total alcançado no mesmo período de 2022.

No ano passado, o Brasil exportou US$ 9,52 bilhões de carne de frango, com embarque de 4,6 milhões de toneladas para 170 mercados.

Os principais mercados importadores da carne de frango brasileira são China, Japão, Emirados Árabes e Arábia Saudita.

Nove meses após uma visita técnica ao Brasil, o governo britânico retirou os controles reforçados às compras de carne brasileira. A informação foi dada nesta segunda-feira (17) pelos Ministérios das Relações Exteriores e da Agricultura. Com a medida, as autoridades sanitárias brasileiras poderão habilitar empresas autorizadas a vender carne ao Reino Unido, sistema chamado de pre-listing em inglês.

O Reino Unido também passará a tratar os casos de gripe aviária em nível estadual. Dessa forma, eventuais focos da doença no Brasil levarão apenas ao fechamento do mercado para as carnes de aves dos estados com ocorrências registradas. Até agora, o governo britânico suspendia as compras de todo o país nesses casos.

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Em nota conjunta, os dois ministérios informaram que a missão de auditoria sanitária do governo britânico constatou que o Brasil resolveu questões relacionadas à regulação sanitária e fitossanitária que haviam levado à adoção dos controles reforçados à carne brasileira.

“A decisão das autoridades britânicas confirma a excelência dos controles sanitários oficiais brasileiros, que garantem a qualidade e a inocuidade dos produtos consumidos no Brasil e em países importadores”, destacaram os dois ministérios no comunicado.

Realizada em outubro do ano passado, a visita técnica foi a primeira missão de auditoria britânica ao exterior depois do Brexit. Segundo a nota conjunta, tanto o Itamaraty como o Ministério da Agricultura e Pecuária mantiveram conversas com o governo britânico desde a efetivação da saída do Reino Unido da União Europeia. As reuniões ocorreram em Brasília e em Londres.

Segundo as duas pastas, o Reino Unido representa um dos principais mercados para as carnes brasileiras. Em 2022, o Brasil exportou US$ 282,2 milhões em carne de aves e cerca de US$ 134,5 milhões de carne bovina para o mercado britânico. Desde o Brexit, as exportações agropecuárias brasileiras para o Reino Unido aumentaram 67%, atingindo US$ 1,8 bilhão no ano passado.

Um homem de 52 anos foi preso em flagrante com 165 quilos de carne furtada. Após denuncias de pecuaristas da região de Jaguariaíva, no Paraná, a Polícia Civil encontrou as peças dentro de um frigorífico construído na casa do suspeito. 

Além do produto furtado, também foi apreendida uma arma de fogo, nesse sábado (17). Segundo a investigação, o preso cometeu o mesmo crime pelo menos oito vezes em um ano.  

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Ele costumava invadir fazendas à noite, abater os animais no local e ainda dividir os as partes do boi que tinha interesse. Em seguida, levava para casa e revendia a carne furtada.

Cientistas apresentaram, nesta terça-feira (28), em Amsterdã, uma almôndega de carne cultivada em laboratório de um mamute lanoso, uma espécie extinta, e afirmaram que esta "viagem" ao passado abre caminho para os alimentos do futuro.

A iguaria da empresa australiana de carne cultivada Vow foi exibida sob uma cúpula de vidro no museu de ciências NEMO, na capital holandesa.

Mas esta carne de paquiderme ainda não está pronta para ser consumida: a proteína com milhares de anos ainda deve passar por testes de segurança antes de poder ser consumida pelos seres humanos da atualidade.

"Escolhemos a carne de mamute lanoso porque é um símbolo de perda, extinto pelas mudanças climáticas anteriores", disse à AFP Tim Noakesmith, cofundador da Vow.

"Enfrentamos um destino similar se não fizermos as coisas de forma distinta, como mudar as práticas da agricultura em larga escala e nossa forma de comer", acrescentou.

Cultivada durante várias semanas, a almôndega foi criada por cientistas que haviam identificado anteriormente a sequência de DNA da mioglobina do mamute, a proteína que dá o sabor à carne.

Com algumas lacunas, a sequência de DNA foi completada com os genes do elefante africano, o parente vivo mais próximo desse paquiderme ancestral, e introduzida em células de cordeiro com ajuda de uma descarga elétrica.

"Não vou comê-la ainda porque não vemos esta proteína há 4.000 anos", declarou Ernst Wolvetang, do Instituto Australiano de Bioengenharia da Universidade de Queensland, que colaborou com a Vow.

"Contudo, depois dos testes de segurança, estarei realmente curioso para ver com o que ela se parece", acrescentou.

O consumo mundial de carne quase dobrou desde o início dos anos 1960, segundo números da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO, na sigla em inglês).

De acordo com essa entidade, a pecuária representa 14,5% das emissões mundiais de gases do efeito estufa causadas pelo homem.

Com a previsão de que esse consumo ainda aumente 70% até 2050, os cientistas buscam alternativas como a carne vegetal ou a cultivada em laboratório.

Com sede em Sydney, a empresa Vow não quer impedir as pessoas de comer carne, mas "oferecer algo melhor", afirmou Noakesmith, que se define como "um vegetariano frustrado".

"Escolhemos fazer uma almôndega de carne de mamute para atrair a atenção de que o futuro da alimentação pode ser melhor e mais sustentável", concluiu.

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Câmeras do sistema de monitoramento de um supermercado do Distrito Federal flagraram duas mulheres roubando peças de carne. As suspeitas e outras duas pessoas foram detidas na última sexta-feira (24).

As imagens mostram as duas mulheres escolhendo os produtos. Com os itens nas mãos, elas entram em um corredor vazio e escondem as peças de carne por baixo do vestido.

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Após os furtos, o grupo começou a ser monitorado pelo Batalhão Rodoviário da Polícia Militar. Dentro do carro onde estavam foram localizadas seis peças de picanha, duas de salmão, um salame e camarão.

As duas mulheres e os dois homens foram detidos e encaminhados para a 21ª Delegacia de Polícia Civil, em Taguatinga Sul.

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O período entre o Carnaval e a Semana Santa, denominado Quaresma, intensifica a venda de produtos pescados. No Distrito Federal, a comercialização de peixes registrou aumento de 40% nessa época do ano, com previsão de duplicar, segundo o Sindicato do Comércio Atacadista (Sindiatacadista-DF). 

A Associação Brasileira de Pescados (Abipesca) estima que o peixe – alimento que substitui a carne vermelha na Quaresma – pode ter um aumento de 12% no faturamento em relação ao mesmo período do ano passado. No ano passado, foram cultivadas mais de 860 mil toneladas de peixes, o que corresponde a 2,3% a mais em relação a 2021.

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De acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o Brasil registrou um aumento de 3,88% no acumulado nos últimos 12 meses. Com isso, gera outro ponto importante: a pesquisa de preços, que, no geral, está acima do normal. Profissionais e nutricionista recomendam o consumo da iguaria, fazer orçamentos antes da compra e reconhecer a qualidade do produto. 

O presidente da Sindiatacadista-DF, Álvaro Júnior, ressaltou em entrevista que, neste período, o peixe é mais procurado é a tilápia, pois tem um custo em média de R$45 por quilo, o que é considerado relativamente em conta, em comparação com outros pescados. Ele também avaliou que a restrição alimentar em função da Quaresma e o aumento do consumo de peixe é mais uma substituição econômica do que religiosa. 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez uma brincadeira com uma criança, nesta quinta-feira (16), durante uma cerimônia em Foz do Iguaçu. Ao ser abordado por um menino, Lula perguntou a ele se o preço da picanha já tinha baixado no Brasil. O presidente brincou com o menino sobre o valor da carne durante a posse do ex-deputado federal Enio Verri (PT-PR) como novo diretor-geral brasileiro da hidrelétrica Itaipu Binacional.

Lula discursava quando foi interrompido pelo garoto, que falou sobre carne, e o presidente aproveitou a deixa para perguntar: "Já caiu o preço da picanha?". Logo em seguida, de acordo com o g1, o petista explicou o motivo da brincadeira ao presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez.

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"Para o presidente do Paraguai entender, eu, durante a minha campanha, eu dizia que o povo brasileiro ia voltar a comer carne, que o povo brasileiro ia voltar a comer picanha. Cadê esse garoto? Pode ficar certo que, quando o pai dele comprar a primeira picanha, ele vai ter que me ligar e falar: 'Oh, Lula, estou comendo a primeira picanha'", afirmou o petista. "Porque vai baixar o preço da carne neste país. Precisa baixar. Vamos dar um tempo aí, também porque as coisas não podem acontecer do dia para a noite", completou Lula.

Nesta semana, um vídeo de pessoas comprando peças de picanha em supermercado viralizou nas redes sociais e reascendeu a discussão sobre a promessa de Lula durante a campanha. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), da última sexta-feira (10), em fevereiro foi registrada uma queda de 1,22% no preço da carne vermelha, o menor nos últimos 15 meses.

Com o quilo da picanha custando R$ 36,90 (ou até menos) em alguns supermercados depois da queda no preço da carne, que foi a maior baixa registrada desde 2021, com 1,22% de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), viralizou nas redes sociais um vídeo de pessoas saindo de mãos cheias do frigorífico de um supermercado no Nordeste com picanha e filé mignon. A picanha foi a carne que mais barateou. 

Nos comentários do vídeo que viralizou nas redes sociais, internautas brincaram: “faz o L”, em referência às críticas feitas ao presidente Lula (PT) depois de eleito; “ao contrário do governo anterior, Lula governa para todos”; “a alegria do povo é um prazer imenso para quem pensa no coletivo”. Houve também quem lembrou da promessa feita pelo presidente quando ainda estava na campanha eleitoral de que a população voltaria a fazer “o churrasquinho do final de semana com picanha, costela e uma cervejinha gelada”. 

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A queda é a mais intensa em 15 meses, ou seja, mais de um ano. De acordo com o gerente da pesquisa do IPCA, a baixa de fevereiro deste ano pode ter sido intensificada pelo impacto inicial do embargo às exportações brasileiras para a China. 

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O levantamento publicado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta sexta-feira (10), apontou que fevereiro fechou com a queda de 1,22% no preço das carnes. A picanha encabeça a lista dos cortes com maior redução. 

Essa é a maior queda da carne no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) dos últimos 15 meses. Em novembro de 2021, o valor baixou em 1,38%.

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No topo da lista, a picanha teve a queda de 2,63%, seguida pelo fígado e alcatra, com 2,50%, capa de filé, com 2,37%, e costela, com 2,28%. 

Além do arrefecimento da inflação, a queda no preço da carne pode ter sido motivada pelo embargo das exportações brasileiras à China, o que causou o aumento da oferta no mercado interno. 

As exportações foram suspensas no último dia 23, após um caso de mal da cava louca ser confirmado no Pará. O diagnóstico foi considerado um caso atípico pelo Ministério da Agricultura, sem risco aos consumidores e cadeia produtiva. 

Peças de carne ficaram espalhadas às margens da BR-277, em Cascavel, no Paraná, após um acidente envolvendo dois caminhões na madrugada desta terça-feira (31). Os dois motoristas ficaram feridos. 

Um caminhão usado para transportar porcos e um equipado com uma câmara fria bateram de frente no km 571, próximo à praça de pedágio de Cascavel. A carroceria baú carregada com os frios foi destruída pela batida e a carga ficou espalhada na pista. 

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O acidente dificultou o trânsito na rodovia e agentes do Departamento de Estradas e Rodagens (DER) atuaram no controle do tráfego. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o Corpo de Bombeiros também foram acionados. 

O motorista do caminhão usado para carga animal ficou preso na cabine e foi resgatado com uma fratura no antebraço e no tornozelo. O homem, de 23 anos, foi encaminhado a uma unidade de saúde. O outro condutor, de 57 anos, apresentou contusões e escoriações, e assinou um termo de recusa de encaminhamento pelos socorristas. 

O chef turco Nusret Gökçe, mais conhecido nas redes sociais como "Salt Bae", causou polêmica ao entrar de penetra na festa da seleção argentina no gramado do Lusail Stadium, logo após a conquista da Copa do Mundo sobre a França, no Catar. Indo na onda da polêmica, a US Open Cup, um dos principais torneios de futebol dos EUA, decidiu "banir" o cozinheiro e empresário em suas finais de campeonato.

A publicação, que não deixa claro se o tom é de brincadeira, já conta com cerca de 138 mil curtidas. O torneio se trata de uma competição mata-mata, equivalente à Copa do Brasil. Além dos clubes da Major League Soccer (MLS, sigla em inglês), participam equipes de outras divisões.

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A presença de Salt Bae gerou incômodo em quem acompanhava a festa da seleção argentina. Além de perseguir Messi para tirar uma selfie, sendo esnobado até finalmente conseguir a foto, ele abordou outros atletas e pediu para segurar a taça da Copa. Segundo a Fifa, o troféu só pode ser tocado e segurado por quem já foi campeão e por chefes de Estado.

Salt Bae é figura famosa nas redes sociais e já recebeu alguns dos principais jogadores de futebol do mundo em seu restaurante em Doha, no Catar. Recentemente ele chamou atenção por servir um bife folheado a ouro a jogadores da seleção brasileira.

A Food and Drug Administration (FDA, equivalente à Anvisa nos Estados Unidos) avaliou como seguro para alimentação humana, pela primeira vez, o consumo de carne cultivada a partir de células e sem matar animais. A análise foi sobre o produto de frango cultivado da Upside Foods, da Califórnia.

"A FDA está comprometida em apoiar a inovação no fornecimento de alimentos", aponta o comunicado do órgão norte-americano. A expectativa é de que o aval da FDA dê impulso à indústria de carne cultivada.

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Na prática, a Upside Foods ainda tem muitos obstáculos a superar, incluindo as inspeções do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, antes de poder vender seus produtos.

Para o presidente do Good Food Institute, um centro de estudos sem fins lucrativos com foco na expansão da carne cultivada e baseada em vegetais, Bruce Friedrich, a aprovação da FDA é um marco para o futuro dos alimentos.

"A carne cultivada estará disponível em breve para os consumidores nos EUA que desejam que seus alimentos favoritos sejam produzidos de modo mais sustentável, com a produção exigindo uma fração da terra e da água da carne convencional quando produzida em escala", afirmou ele.

Uma das maiores críticas à pecuária em relação ao meio ambiente é a quantidade de gás metano emitida pelo gado.

A concentração de metano, um dos responsáveis pelo efeito estufa, atingiu níveis recordes, segundo relatórios feitos pela Organização das Nações (ONU) divulgado neste mês. Estratégias para reduzir essa poluições têm sido discutidas na Cúpula do Clima (COP-27), em Sharm el-Sheik, no Egito.

Concorrente da Upside Foods, a start-up Eat Just foi a primeira a receber autorização para comercializar carne artificial em Singapura, em 2020. Em maio deste ano, ela fechou acordo com uma fabricante de equipamentos para desenvolver tanques gigantes onde pretende produzir frango e carne bovina em larga escala.

Enquanto esperam poder servir carne de laboratório para os humanos - o que ainda é muito complicado, além de caro - , outras empresas querem conquistar o mercado de alimentos para animais de estimação, a priori menos difícil de satisfazer do que a seus donos.

Em países como Holanda, Portugal e Espanha, diferentes iniciativas também tentam produzir carne cultivada em células para atender à demanda de consumidores que rejeitam a ideia de sacrificar animais para se alimentar. (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)

O frigorífico que anunciou a "picanha mito" no primeiro turno das eleições foi autuado com mais de 50 kg em produtos impróprios. No dia da promoção, uma mulher morreu em meio ao tumulto de clientes que foram vestidos com a camisa da seleção brasileira para adquirir as peças de corte bovino por R$ 22. 

A fiscalização do Procon-GO apreendeu peças de carne, temperos e suco de laranja sem informações sobre a validade. O estabelecimento tem 10 dias para prestar esclarecimentos e pode ser multado em até R$ 11 milhões. 

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No último domingo (2), o Frigorífico Goiás anunciou a promoção "picanha mito" para estimular a campanha de Jair Bolsonaro (PL). A propaganda prometia aos clientes vestidos com a camisa da seleção brasileira picanha por R$ 22, número do candidato à reeleição nas urnas. As peças são vendidas normalmente por R$ 129,90. 

A promoção causou um tumulto quando as portas foram abertas. Os clientes quebraram vidros da loja e uma mulher morreu pisoteada após ter a perna esmagada na confusão.

A promoção foi interrompida pela Justiça Eleitoral no mesmo dia e a Polícia Federal instaurou uma investigação por crime eleitoral a pedido do Ministério Público Federal. 

Na última terça-feira (10), a Prefeitura de Paraupebas, no Pará, promoveu um churrasco com 20 mil quilos de carne em 1.200 costelões. A ação fez parte da comemoração do aniversário de 34 anos do município.

"Toda a população está convidada para participar do churrascão, organizado pelo Siproduz (Sindicato dos Produtores Rurais) onde serão assados 20 mil quilos de carne em 1.200 costelões. O evento inicia a partir das 10h e segue até 16h", diz o texto publicado pelo site da prefeitura.

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O prefeito Darci Lermen (MDB) compareceu ao churrasco com trajes típicos e posou diante das fileiras de costelas ao fogo. Parauapebas é o centro da mina de Carajás, da Vale. De acordo com relatório da Agência Nacional de Mineração (ANM), a cidade recebeu R$ R$ 2.457.515.481,42 em recursos da Compensação Finaceira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM) no ano de 2021.

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Prevista na Constituição de 1988, a CFEM é repassada aos Estados, ao Distrito Federal, Municípios, e aos órgãos sob gerência da União, como contrapartida pela utilização econômica dos recursos minerais. 

Além do superchurrasco, a cidade promove, desde a última quinta-feira (5), shows com atrações como Maiara e Maraísa e Leo Magalhães. "Esse breve fio mostra o que acontece quando se junta muito, MUITO dinheiro de mineração com agronegócio, oligarquias, crimes socioambientais, corrupção, descaso, pandemia, impunidade, deboche e falta de controle social. Tudo ao som de 'Vanerão Sem Agrotóchico' de Gaúcho Pachola", criticou o jornalista e pesquisador Maurício Ângelo, em sua conta no Twitter.

Uma nova análise abrangente de estudos sobre carne e proteínas lançada na quarta (6) revela que as “proteínas alternativas,” como a carne cultivada em laboratório e os novos substitutos à base de plantas, não são tão sustentáveis como seus defensores afirmam – e arriscam fortalecer o domínio dos sistemas alimentares por grandes empresas agro-industriais, dietas padronizadas de alimentos processados e cadeias de abastecimento industrial que prejudicam as pessoas e o planeta.

Seguindo a evidência apresentada pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) sobre a necessidade de alterações fundamentais nos sistemas alimentares para o combate às mudanças climáticas, o relatório do IPES-Food (Painel Internacional de Especialistas em Sistemas Alimentares Sustentáveis) alerta para os riscos de se cair numa armadilha de soluções tecnológicas. Tecnologias como a carne cultivada em laboratório, substitutos à base de plantas e pecuária e piscicultura de precisão prometem reduzir os danos ambientais; no entanto, as evidências para estas alegações são limitadas e especulativas, diz o IPES-Food. Elas podem causar mais danos do que benefícios – resultando em alimentos ultraprocessados, dependência de energia de combustíveis fósseis e perda de meios de subsistência para pequenos agricultores no Sul Global.

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As chamadas proteínas alternativas atraíram apoiadores como Bill Gates, Sergey Brin, e Richard Branson; e o apoio dos governos dos Estados Unidos, China e Europa. Mas o mercado também viu investimentos e aquisições significativas no setor por parte das grandes empresas mundiais de processamento de carne, incluindo a JBS, Cargill e Tyson. O mercado de proteínas alternativas é agora caracterizado por grandes empresas que combinam tanto a produção industrial de carne como um número crescente de alternativas, criando monopólios proteicos.

Para Philip Howard, membro do IPES-Food e autor principal do relatório, “é fácil perceber a razão pela qual as pessoas seriam atraídas pelo marketing e pela propaganda – mas substituir a carne por proteínas ‘alternativas’ não vai salvar o planeta. Em muitos casos, a mudança para as proteínas ‘alternativas’ agravará os problemas do nosso sistema alimentar industrial, como a dependência de combustíveis fósseis, monoculturas industriais, poluição, más condições de trabalho, dietas pouco saudáveis e controle por gigantescas corporações”.

O relatório critica as alegações  que dominam e polarizam a discussão pública sobre carne e proteínas – descobrindo que existe uma “obsessão por proteínas”, um foco restrito nos gases de efeito estufa, que exclui preocupações de sustentabilidade mais amplas, e uma falha em dar conta das diferenças significativas entre os sistemas de produção de carne nas diferentes regiões do mundo. Em vez disso, o painel de especialistas exige um maior foco em sistemas alimentares como um todo e políticas alimentares abrangentes que sejam capazes de medir não apenas os gases de efeito estufa, mas também adotar amplas métricas de sustentabilidade dentro de contextos territoriais/regionais e redirecionar recursos públicos e privados de grandes “empresas de proteínas” para o bem público.

“Algumas pessoas dizem que mais proteínas são necessárias para impedir a fome, como desculpa para adotar soluções tecnológicas como as ‘proteínas alternativas’. Mas a realidade é que existe um excesso de produção de proteínas a nível global. Estas soluções tecnológicas têm pouco ou nada a oferecer às pessoas em condições de insegurança alimentar”, afirma Cecília Rocha, pesquisadora brasileira membro do IPES-Food e professora da Universidade Ryerson, no Canadá. “A propaganda simplista sobre a carne ignora completamente a vivência das pessoas do Sul Global para quem a carne e o peixe são sim fontes sustentáveis de nutrientes e meios de subsistência”, complementa.

Fonte: Agência Bori

A popularização da alimentação vegana e a variedade de sabores da sua culinária vão fazer com que a carne deixe de ser consumida no mundo em 2035, afirmou Patrick Brown, CEO de uma das maiores empresas do segmento vegano. Ele indicou que a cultura longe de proteína animal tende a crescer junto com o desenvolvimento de novos produtos.

O dono da Impossible Foods defendeu que a culinária sem sacrifício animal, além de mais nutritiva, também é mais saborosa e mais barata. “Nossa missão é substituir completamente o uso de animais como tecnologia alimentar até 2035”, definiu.

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O empresário espera que a alimentação vegana ganhe novos adeptos junto com o crescimento de empresas no mercado, inclusive suas concorrentes.

O consumidor brasileiro vai passar a comer picanha de gado canadense - ao menos, o consumidor que puder pagar por isso. O acordo comercial de carnes firmado nesta semana entre o Brasil e o Canadá vai incluir, como contrapartida, a entrada de cortes canadenses "mais gordos" em território nacional.

A carne brasileira que será exportada, majoritariamente, é a do gado zebu, uma carne mais magra e que costuma ser utilizada no mercado internacional para produção de alimentos industrializados. Do lado canadense, porém, o que predomina são raças de origem europeia, como o angus, que tem a característica de ser uma carne mais entremeada de gordura.

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A JBS Foods, que já tem unidade no Canadá, deve centralizar boa parte dessas transações, levando cortes brasileiros até os canadenses e, paralelamente, despachando picanha e demais cortes para o consumidor brasileiro a partir de sua base em Calgary.

Pelas regras atuais de comércio internacional, o Canadá administra uma cota de importação de até 76 mil toneladas de carne por ano. O Brasil vai entrar na disputa de parte dessa cota e deve disputar espaço com o Uruguai, que hoje exporta cerca de 15 mil toneladas de carne aos canadenses.

Na segunda-feira, 14, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, estava no Canadá, quando anunciou a abertura do mercado e o fato de que o Brasil ultrapassou a marca de 200 novos mercados externos para produtos agropecuários abertos desde o início de 2019.

Para a carne bovina, a exportação está liberada para todos os Estados que ainda fazem a vacinação de rebanhos contra a febre aftosa. No caso da carne suína, por enquanto a exportação só está autorizada para os frigoríficos de Santa Catarina, único Estado que já é reconhecido como livre de febre aftosa, peste suína clássica e peste suína africana. O ministério entrou com um pedido de reconhecimento do Paraná e do Rio Grande do Sul como estados livres dessas três doenças.

Hoje o maior vendedor de carne e demais alimentos para o Canadá são os Estados Unidos, país que tem relação de livre comércio com os canadenses e que, portanto, não disputa cotas de importação. O Brasil passaria a ter esse mesmo tratamento, caso o acordo Mercosul-Canadá seja consumado, o que ainda não aconteceu.

O presidente Jair Bolsonaro (PL) durante live, nessa sexta-feira (18), falou sobre o aumento no valor das carnes e comparou o preço nos governos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em tom de ironia, Bolsonaro disse que a carne na época de Lula era mais barata, mas o petista não enfrentou uma pandemia.

“Ah, no tempo do Lula você comprava carne mais barata'. Comprava sim, só que ele não enfrentou uma pandemia, não enfrentou endividamento de R$ 700 bilhões. Não enfrentou uma situação de emprego terrível no Brasil, pelo menos 40 milhões de pessoas viviam na informalidade. Não tinham carteira assinada", alfinetou.

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Com a liderança de Lula nas pesquisas para à Presidência do Brasil, Bolsonaro afirmou que espera que o “povo acorde”.  Antes dessa declaração, o presidente reafirmou que não pode ser o "melhor cara do mundo”, mas pediu que analisasse o ex-presidente.

 

O consumo de carne bovina despencou no Governo Bolsonaro e já representa o menor índice dos últimos 25 anos. O ano fecha com 26,5 quilos consumidos por habitante. Se comparado a 2006, ainda no Governo Lula, o pico de 42,8 quilos comprova a queda de 40%.

O desaparecimento dos cortes bovinos no prato dos brasileiros começou a ser percebido em 2020, com o registro do consumo de 29,3 quilos por habitante. 

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Desde então, o preço da proteína animal disparou nas prateleiras junto com o avanço da inflação e do aumento do número de desempregados.

Também em queda progressiva desde 2019, os abates caíram 10,7% no terceiro trimestre de 2021, conforme Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), destacou o Valor Econômico

O levantamento feito pelo Centro de Inteligência da Carne Bovina (CiCarne) da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Gado de Corte se baseou em dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

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