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O Brasil teve uma estreia de gala nesta sexta-feira (31) no Grand Slam de Judô de Antália (Turquia), o último antes do Mundial, principal competição da modalidade depois da Olimpíada. Número 3 do mundo, a carioca Rafaela Silva conquistou a medalha de ouro, a primeira dela nesta temporada, ao vencer a canadense Christa Deguchi (número 2), na final dos 57 quilos.

A categoria do 57 kg feminino teve dobradinha brasileira com Jéssica Lima, que levou o bronze. O terceiro pódio do país no evento foi garantido por William Lima, com outro bronze nos 66 kg. O Mundial de Judô ocorrerá de 7 a 13 de maio, em Doha (Catar).

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A delegação brasileira conta com 20 atletas – 10 homens e 10 mulheres - no Grand Slam de Antalya, etapa do circuito mundial de judô, que segue até domingo (2 de abril), com transmissão ao vivo no site do Canal Olímpico do Brasil (confira a programação ao final do texto).

Além de conquistar o ouro – e mais mil pontos no ranking mundial, determinante na corrida por vaga para Paris 2024 - Rafaela Silva também festejou seu primeiro triunfo sobre Deguchi, com direito a um wazari a três segundos do término da luta. Nas três oportunidades anteriores em que estiverem frente a frente, a canadense levou a melhor sobre a brasileira, campeã olímpica (2016) e bicampeã mundial (2013 e 2022).  

“Estou muito feliz com o resultado, vim com o objetivo de fazer uma boa competição no último Grand Slam antes do Campeonato Mundial e [ganhei] um presente para minha mãe, que fez aniversário ontem”, disse a medalhista, que começou o ano conquistando medalha de prata no Grand Prix de Portugal.

Esta quinta (31) também foi especial para Jéssica Lima que sobrou diante da alemã Seija Ballhaus na luta pelo bronze nos 57 kg. A brasileira começou desferindo um wazari sobre a adversária no primeiro minuto, mas sofreu duas punições. Mesmo assim terminou em vantagem e garantiu o terceiro lugar no pódio.

Na disputa masculina da categoria até 66 kg, William Lima superou o cazaque Gusman Kyrgyzbayev, que foi desclassificado após levar três punições (shido). Após faturar o bronze no golden score, William homenageou a gravidez da esposa, fazendo com o gesto de ninar bebês com os braços.

O judô é a modalidade que mais vezes assegurou medalhas olímpicas na história do Brasil em Olimpíadas; foram ao todo 23 pódios. O pais busca vagas em cada uma das 14 categorias individuais, além do torneio por equipes. O melhor posicionamento possível  no ranking mundial serve de referência para a distribuição de vagas para Paris 2024 pela Federação Internacional de Judô (IJF, na sigla em inglês).

O Grand Slam de Judô em Antália é uma das 18 etapas do circuito mundial de judô. Na busca por uma vaga olímpica em Paris 2024 – 186 para judocas homens e outras 186 para mulheres - são contabilizados os pontos conquistados entre julho de 2022 e junho de 2024.

Sábado (1º de abril):

Preliminares: 2h

Finais: 11h

Atletas: Ketleyn Quadros (63kg), Gabriella Mantena (63kg), Ellen Froner (70kg), Aléxia Castilhos (70kg), Eduardo Yudy (81kg)

Domingo (2):

Preliminares: 2h

Finais: 11h

Atletas: Beatriz Souza (+78kg), Rafael Macedo (90kg), Giovani Ferreira (90kg), Leonardo Gonçalves (100kg), Rafael Buzacarini (100kg), Rafael Silva (+100kg) e João Cesarino (+100kg).

A Confederação Brasileira de Judô (CBJ) definiu nesta quarta-feira a lista de judocas que vão representar o País nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Sem surpresas, a relação tem 13 convocados, sendo sete homens e seis mulheres. O Brasil só não terá atletas na categoria até 57kg no feminino.

Quem compete nesta categoria é Rafaela Silva, atual campeã olímpica, que foi suspensa por doping no ano passado. Ela chegou a apelar à Corte Arbitral do Esporte, mas não teve sucesso. Assim, não poderá defender o título conquistado nos Jogos do Rio-2016. Sem Rafaela, as principais apostas de medalha do Brasil na capital japonesa são Rafael Silva, o "Baby", Maria Suelen Altheman, os dois judocas dos pesados, e Mayra Aguiar.

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Aos 34 anos, Rafael Baby é o mais experiente da equipe. Vai disputar sua terceira Olimpíada e já tem duas medalhas de bronze no currículo. Em Londres-2012, conquistou a primeira medalha do judô brasileiro na categoria dos pesados. E repetiu a dose quatro anos mais tarde, apesar de enfrentar problemas físicos no ciclo olímpico do Rio-2016.

Dona de dois títulos mundiais, Mayra Aguiar tem 29 anos e bagagem semelhante a de Baby, com dois bronzes nas últimas Olimpíadas, ambas na categoria até 78kg. Ketleyn Quadros é mais velha que Mayra, com seus 33 anos, mas vai competir em Jogos Olímpicos pela segunda vez. Foi bronze em Pequim-2008 no peso leve (até 57kg). Agora vai entrar no tatame numa categoria acima: até 63kg.

A CBJ definiu a lista logo após a Federação Internacional de Judô divulgar o ranking olímpico, que dá vaga direta aos 18 primeiros colocados de cada categoria, com a restrição de apenas um atleta por país em cada peso. Dos 13 brasileiros classificados, apenas Eduardo Katsuhiro entrou na lista pelo critério da cota continental das Américas. Ele é o atual 34º do mundo na categoria até 73kg.

Na única dúvida na convocação, Maria Suelen Altheman (32 anos) fez valer a maior experiência para superar Beatriz Souza (23). As duas fizeram disputa equilibrada no ranking nos últimos meses. Maria Suelen é a atual número cinco do mundo e a compatriota, a número oito. Apenas 428 pontos separam as duas judocas no ranking.

O judô brasileiro chegará aos Jogos de Tóquio sem a mesma expectativa dos últimos ciclos olímpicos. No último teste antes da Olimpíada, a seleção conquistou apenas três medalhas, todas de bronze, no Mundial de Budapeste, na Hungria, na semana passada. Maria Suelen e Beatriz Souza, que não irá ao Japão, empataram no terceiro lugar na categoria mais pesada.

E o Brasil levou o bronze na disputa por equipes mistas, com a mesma Beatriz Souza, Maria Portela, David Moura e Ketelyn Nascimento. Deste quarteto, apenas Maria Portela obteve a vaga olímpica.

"Temos uma responsabilidade boa de buscarmos um bom resultado em Tóquio, porque há nove ciclos olímpicos que o Brasil sempre busca o seu lugar no pódio. Os últimos quatro anos foram intensos com foco total na realização da Olimpíada. E agora é hora de fazer cumprir toda essa expectativa", disse o presidente da CBJ, Sílvio Acácio Borges.

Após a convocação, a seleção brasileira de judô agora já pensa na viagem para o Japão. A preparação final da equipe será feita na cidade de Hamamatsu.

 

Confira abaixo a lista dos convocados:

FEMININO: Gabriela Chibana (até 48kg), Larissa Pimenta (até 52kg), Ketleyn Quadros (até 63kg), Maria Portela (até 70kg), Mayra Aguiar (até 78kg) e Maria Suelen Altheman (acima de +78kg);

MASCULINO: Eric Takabatake (até 60kg), Daniel Cargnin (até 66kg), Eduardo Katsuhiro (até 73kg), Eduardo Yudy (até 81kg), Rafael Macedo (até 90kg), Rafael Buzacarini (até 100kg) e Rafael Silva (acima de 100kg).

Pernambuco vai representar o Nordeste no Campeonato Pan-Americano de Judô Sub-18, que acontece na Colômbia dos dias 18 a 21 de julho. Rebeka Venceslau, de 14 anos, foi convocada pela Confederação Brasileira de Judô e será única representante da região.

Rebeka que é atleta do movimento Pró-criança chega com boas chances de medalha para a competição e é a única representando o Nordeste. O sensei Marcílio Felix comentou a convocação dela: “Atualmente, ela é a melhor do Brasil na categoria feminina para atletas com até 40 quilos. Segundo o ranking da Confederação Brasileira de Judô, Rebeka tem 735 pontos, quase o dobro da segunda colocada”, cravou.

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A jovem vive na comunidade Dom Helder Câmara em Jaboatão dos Guararapes com a avó, a mãe e o irmão. Em 2019 ela já conquistou medalhas fora do Brasil. Um bronze em Portugal e um ouro na Alemanha, ambas em etapas da Copa Europeia. Atualmente ela está em Budapeste da Hungria disputando o mundial escolar.

“Ela retorna dia 22 e no dia 30 já tem seletiva para o Campeonato Brasileiro, será corrido, mas vamos trabalhar pesado para prepará-la para o pan”, disse o treinador Marcílio Félix.

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Faleceu no último domingo o polêmico ex-presidente da Confederação Brasileira de Judô (CBJ) Joaquim Mamede de Carvalho e Silva, que comandou a entidade por 21 anos e estava com 86 anos. A CBJ não informou a causa da morte, apenas que o sepultamento do ex-dirigente será às 16h desta segunda-feira no cemitério da Cacuia, na Ilha do Governador, no Rio.

Joaquim deu início à conturbada dinastia Mamede à frente da CBJ, marcada por denúncias de desvio de verbas e boicotes a atletas críticos à sua gestão. Aurélio Miguel, ouro no judô nos Jogos de 1988, não foi à Olimpíada de Los Angeles, quatro anos antes, porque discutiu com Mamede.

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À época, Mamede era superintendente da CBJ, cargo que ocupou de 1979 até 1985, quando foi eleito presidente. Ficou no cargo até 1990, abrindo espaço para o filho, Joaquim Mamede de Carvalho e Silva Júnior. O pai era quem tocava a CBJ na mão de ferro, ocupando o cargo de superintendente. Era inelegível por causa de contas vetadas do TCU. À época, a filha Cristina Madeira era técnica da seleção e o genro, Marcos Madeira, tesoureiro.

A chamada 'dinastia Mamede' só chegou ao fim em 2001, quando Paulo Wanderley Teixeira, opositor ao grupo, contou com o apoio dos atletas para se eleger presidente. O dirigente, que completou 15 anos no cargo, comentou a morte do ex-desafeto.

"O Professor Mamede foi um dirigente marcante no esporte brasileiro, em especial no judô. Se autointitulava como ‘rude’, sempre em tom de brincadeira e, adepto da ‘democratura’ que, segundo suas palavras, unia a democracia - consultava seus os aliados - e ‘ditadura’ - não mudava a decisão tomada. Uma das suas marcas positivas foi a abertura do espaço para o judô difundir-se nas regiões Norte e Nordeste do Brasil e o incentivo ao judô feminino competitivo", disse Paulo Wanderley, em nota

A Confederação Brasileira de Judô (CBJ) já definiu as metas para a disputa do Mundial de Chelyabinsk, que acontecerá de 25 a 31 de agosto, na Rússia. Segundo a entidade, a expectativa é de que a seleção brasileira, composta por 18 judocas, consiga superar a campanha na edição anterior do campeonato, no ano passado, no Rio, quando somou uma medalha de ouro, três de prata e duas de bronze.

Assim como aconteceu no ano passado, a CBJ espera disputar quatro finais em Chelyabinsk. Além disso, quer repetir a performance da equipe feminina, com cinco medalhas conquistadas, e melhorar o resultado da seleção masculina, que conseguiu um único pódio no Rio. Para completar, o planejamento é para ficar entre os três melhores do Mundial por Equipes, tanto entre os homens quanto entre as mulheres.

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"Nessa reta de final de preparação estamos realizando várias ações pontuais para fazer os últimos ajustes dos atletas como a o treinamento dos pesados em Belo Horizonte, vinda da Sarah Menezes para treinamentos no Rio e a ida de uma nutricionista e uma psicóloga para São Paulo para trabalhar com os atletas convocados de lá, tudo em parceria com o COB", disse Ney Wilson, gestor técnico da CBJ.

Depois de todo esse trabalho prévio promovido pela CBJ, que incluiu competições em todo o mundo, a seleção brasileira embarca nesta quarta-feira para Paris, na França, onde fará o último período de preparação antes do Mundial - a viagem para Chelyabinsk será no dia 21 de agosto.

"Os principais atletas da categoria estão inscritos. Temos que estar preparados para fazer cinco ou seis lutas para ser campeão. Esse é o objetivo", disse Rafael Silva, único medalhista da seleção masculina no último Mundial, quando conquistou a prata - ele lidera atualmente o ranking dos pesos pesados (acima de 100kg).

Contratada pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB), como parte do planejamento da Confederação Brasileira de Judô (CBJ), a treinadora japonesa Yuko Nakano desembarca nesta quarta-feira no Brasil para integrar a comissão técnica da seleção e começar a trabalhar na preparação dos judocas brasileiros.

"Me sinto muito honrada por ter recebido este convite para treinar o Brasil. Estou muito animada para compartilhar cada segundo com os atletas e equipes, até atingirmos um grande sucesso na Olimpíada do Rio em 2016", afirmou Yuko Nakano, que, quando ainda era judoca, chegou a integrar a seleção júnior do Japão.

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Com salários pagos pelo COB, Yuko Nakano entra para o grupo de 31 treinadores estrangeiros, de 19 nacionalidades, que trabalham atualmente em 21 seleções olímpicas do Brasil. O primeiro contato do japonesa com os judocas será de 13 a 17 de maio, quando acontece um período de treinamentos da equipe no Rio.

"A vinda da Yuko visa exatamente a preparação da seleção principal de judô a médio prazo. Só tenho agradecer ao COB por ter entendido essa necessidade do judô brasileiro e ter nos apoiado nessa iniciativa", afirmou o presidente da CBJ, Paulo Wanderley Teixeira, ao exaltar a chegada da técnica japonesa.

"O COB, em conjunto com as confederações, procura trazer treinadores estrangeiros que possam contribuir para o desenvolvimento do esporte brasileiro. Geralmente referências em seus países, estes profissionais têm a missão de agregar qualidade ao esporte nacional e ainda transferir conhecimentos para seus pares nacionais", declarou Marcus Vinicius Freire, superintendente executivo do COB.

A Confederação Brasileira de Judô (CBJ) convocou nesta sexta-feira os atletas que irão participar do Mundial por Equipes, que será realizado em Salvador, entre os dias 27 e 28 de outubro. Sarah Menezes, Mayra Aguiar, Felipe Kitadai e Rafael Silva irão representar o Brasil na competição.

O Mundial marca o início do ciclo olímpico para os Jogos de 2016. “O Brasil não foi escolhido para receber este evento por acaso. Pretendemos que a competição por equipe esteja integrada ao programa Olímpico no Rio, em 2016, no mesmo formato que apresentaremos em Salvador”, explicou o presidente da Federação Internacional de Judô, Marius Vizer.

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A judoca Rafaela Silva resolveu mudar de categoria para competir no Mundial. Agora, ela vai lutar entre os meio-médios (63 kg), quando antes estava entre os leves (57 kg). A brasileira foi eliminada das Olimpíadas de Londres depois de aplicar um golpe considerado ilegal na sua adversária.

A estreia da atleta na nova categoria será neste sábado (29), em Natal, no Rio Grande do Norte, onde participa do Brasileiro Sênior.

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