Tópicos | Cigarro

A partir desta terça-feira (19), entra em vigor o novo Regulamento para a Qualidade do Ar da cidade de Milão, na Itália, que, entre outros pontos, proíbe a prática de fumar em locais onde haja a presença de pessoas a menos de 10 metros de distância.

Também está proibido fumar em pontos de ônibus, em áreas verdes, em parques voltados para as crianças, locais de práticas esportivas - como estádios e ginásios - e cemitérios. Até 1º de janeiro de 2025, porém, ainda será permitido fumar ao ar livre em locais isolados seguindo as regras atuais. Depois disso, fumar em público em qualquer situação será proibido.

##RECOMENDA##

Com isso, Milão se tornou a primeira cidade da Itália a impor regras bastante restritivas para os fumantes - e o plano para diminuir a poluição local é ainda mais amplo. Por exemplo, a partir de 2023, serão proibidos os aquecedores movidos a diesel em prédios, que deverão ser substituídos por combustíveis renováveis.

Também os distribuidores de combustíveis fósseis serão obrigados a disponibilizar pontos de recarga de energia elétrica para veículos a partir do mesmo ano. Caso haja impossibilidade técnica, a empresa deverá fazer a instalação em uma área pública.

Segundo o assessor para Mobilidade, Marco Granelli, à época da discussão da lei, a medida "tem um duplo significado porque ajuda a reduzir o PM10 [um dos tipos de índice de poluição do ar], mas faz também uma operação de prevenção da saúde".

Milão, assim como toda a região da Planície Padana, é uma das cidades com os piores índices de qualidade de ar da Itália e sofre constantemente com o problema. O tema sobre a poluição atmosférica voltou aos holofotes também durante a pandemia de Covid-19 por conta de dúvidas ligadas se esse fator influenciou na maior quantidade de casos em toda a região da Lombardia.

No entanto, a conclusão de um estudo da Fundação Internacional Menarini sobre a questão apontou que a poluição do ar é uma "aliada" do coronavírus Sars-CoV-2, mas não é um vetor capaz de difundir e transportar o vírus.

Da Ansa

Uma carga roubada de 553 maços de cigarro foi recuperada e três homens que estavam com a mercadoria foram detidos nesta segunda-feira (23), no bairro de Afogados, na Zona Oeste do Recife. O flagrante foi realizado em uma ação integrada da Polícia Rodoviária Federal (PRF) com o Batalhão de Operações Policiais Especiais da Polícia Militar (BOPE-PM).

Policiais receberam informações de que um furgão havia sido roubado e realizaram buscas até localizar o veículo estacionado na Feira Livre de Afogados. Ao chegarem ao local, foram avistados três homens descarregando a mercadoria e parte dela estava dentro de um carro.

##RECOMENDA##

Um dos homens tentou fugir do local, mas foi alcançado por policiais militares. O trio foi encaminhado ao Departamento de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Depatri), em Afogados, para a adoção dos procedimentos legais.

*Da assessoria.

Com o objetivo de proteger a saúde pública e o meio ambiente, a Câmara Municipal de Milão, na Itália, aprovou o novo "Regulamento para a Qualidade do Ar", que vai proibir a partir de janeiro o fumo ao ar livre em alguns pontos da cidade.

Em uma reunião realizada por videoconferência, as novas restrições foram aprovadas com 25 votos a favor, oito contra, quatro abstenções e dois ausentes.

##RECOMENDA##

Em nota, o Palazzo Marino, sede da prefeitura de Milão, explicou que definiu as "prioridades" e os "prazos" das ações destinadas para "melhorar a qualidade do ar" e o "meio ambiente" da cidade italiana.

Uma das mais importantes diretrizes diz respeito aos cigarros. A partir do dia 1º de janeiro de 2021, a capital da Lombardia proibirá o fumo em estruturas esportivas, cemitérios, parques, pontos de ônibus e estações de trem, inclusive ao ar livre.

Os moradores de Milão só poderão fumar em suas próprias residências ou em áreas isoladas. Entretanto, a partir de 2025, a proibição será alargada para todas as áreas públicas externas.

Desta forma, o prefeito de Milão, Giuseppe Sala, cumpre uma promessa que havia feito em janeiro deste ano, de aplicar restrições mais severas até chegar a proibição total do fumo ao ar livre até 2030.

Da Ansa

A PNS 2019, divulgada pelo IBGE nesta quarta-feira (18), estimou que 11,3% da população pernambucana, ou 800 mil pessoas, consumiam algum produto derivado do tabaco, fumado ou não fumado, de uso diário ou ocasional. O levantamento detectou também que 715 mil pernambucanos com mais de 18 anos, ou 10,1% do total, fumavam diariamente, sendo 13,2% homens e 7,5%, mulheres. A média de consumo é de 11,2 cigarros por dia. Além disso, de acordo com a pesquisa, 9,5% dos adultos pernambucanos e 12,9% dos recifenses com mais de 18 anos fumavam cigarros industrializados, o maior percentual do Norte e Nordeste em ambos os casos.

A proporção de pessoas que fumam todos os dias é ainda maior no Recife, com 11,6%, a maior proporção das capitais do Norte/Nordeste e o quinto maior montante das capitais brasileiras. A média é de 14,2 cigarros por dia, atrás apenas do Rio de Janeiro e Porto Alegre. Pernambuco tem, ainda, 23,8% de adultos ex-fumantes e 48,2% de fumantes que tentaram abandonar o cigarro nos 12 meses anteriores à pesquisa. Entre os que tentaram parar de fumar, 16,2% procuraram o aconselhamento de um profissional de saúde.

##RECOMENDA##

Nos domicílios, 10,1% dos não-fumantes pernambucanos estavam expostos à fumaça de tabaco. As mulheres não-fumantes estavam mais expostas (10,8%) do que os homens (9,1%). Já entre os não-fumantes que trabalhavam em ambientes fechados, 8,8% estavam expostos ao fumo passivo, os homens (9,9%) mais do que as mulheres (7,8%).

19,1% dos pernambucanos ingerem bebidas alcoólicas ao menos uma vez por semana

Na população pernambucana com 18 anos ou mais de idade, 22,2% costumam consumir bebida alcoólica ao menos uma vez por mês e 19,1%, no mínimo uma vez por semana, abaixo da média nacional, de 26,4%. No Recife, esses percentuais crescem para 34,2% e 28,5%, respectivamente. O consumo abusivo de álcool no mês anterior ficou em 15,5% da população, mas foi maior entre homens (24,8%) do que entre mulheres (7,9%).

A pesquisa também investigou se as pessoas com 18 anos ou mais de idade que conduziram carro ou motocicleta ingeriram bebidas alcoólicas logo antes de dirigir em ao menos uma

ocasião no período de referência. Entre os pernambucanos, 14,6% consumiram bebida alcóolica e dirigiram em seguida, o quinto menor percentual do país e o menor do Nordeste.

*Do IBGE.

Investigações da polícia de Stafford, no Reino Unido, concluíram que quatro crianças, de oito, seis, quatro e três anos, morreram em um incêndio causado pelos pais, que dormiram enquanto fumavam, em fevereiro do ano passado. O pai Christofer Moulton e a mãe Natalie Unitt chegaram a ser presos por negligência e homicídio culposo, mas foram liberados por falta de provas.

As camas de Siblings Riley Holt, de oito anos; Keegan Unitt, de seis; Tilly Rose Unitt, de quatro, e Olly Unitt, de três, pegaram fogo em contato com os cigarros acesos. O investigador Leigh Richards conta que um cinzeiro foi encontrado derretido entre as molas do colchão. Muitas bitucas e outro cinzeiro cheio estavam espalhados pela casa e ao lado da cama, complementa.

##RECOMENDA##

De acordo com o Metro, o pai das crianças disse em depoimento que uma caldeira foi responsável pelo início das chamas e que ainda tentou chegar ao local onde estavam os filhos. Assim como o Chistofer, Natalie conta que acordou com o fogo. O inquérito também destaca que o serviço social já havia orientado aos pais para não fumar dentro da residência.

Policiais rodoviários apreenderam 300 mil maços de cigarros contrabandeados, que estava sendo transportado em um caminhão baú. A ação foi realizada na Rodovia Marechal Rondon, em Sorocaba, São Paulo, nesta última terça-feira (6).

Uma equipe do 3º Batalhão  de Polícia Rodoviária (BPRv) realizava uma fiscalização quando abordou o motorista do caminhão. No compartimento de carga, os policiais localizaram os 300 mil maços de cigarros contrabandeados. 

##RECOMENDA##

Os oficiais não encontraram nenhuma documentação fiscal e o motorista do veículo informou que estaria transportando a carga do Paraná para a capital paulista. 

Além dos itens apreendidos, os policiais ainda constataram que o veículo utilizado estava com as placas de identificação alteradas, configurando dublê. A ocorrência foi encaminhada para a Delegacia da Polícia Federal de Piracicaba. 

A liga de futebol belga proibiu o fumo durante todas as partidas de futebol em todas as divisões na tentativa de conter a propagação do coronavírus. O veto entrará em vigor no dia 16 e pretende garantir que os torcedores usem máscaras na maior parte do tempo, anunciou a organização, nesta terça-feira, em um comunicado.

A entidade considerou que fumar não é um bom motivo para que as pessoas não usem máscaras e considerou que as áreas para fumantes em estádios são de alto risco de contágio de Covid-19.

##RECOMENDA##

A Bélgica permitiu o retorno dos torcedores aos estádios de futebol em meados de setembro, diante de uma pandemia que causou a morte de 10 mil pessoas no país.

Stijn Van Bever, diretor de comunicação da liga, anunciou a autorização de no máximo 9,2 mil torcedores nos maiores estádios que recebem jogos do campeonato.

A nona rodada da primeira divisão do campeonato belga será disputada a partir do dia 17, após os jogos da Liga das Nações. Com 19 pontos, o Sporting Charleroi lidera a competição, seguido por Brugge (18 pontos) e Standard Liège (17).

Durante ação realizada na noite de dessa segunda-feira (31), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o 9º Batalhão de Polícia Militar (BPM) apreenderam uma carga de 70 mil maços de cigarro paraguaio, em Garanhuns, no agreste de Pernambuco. Um homem de 46 anos transportava os produtos em uma van e foi detido na ação conjunta, apesar de ter tentado fugir em alta velocidade pela contramão.

A perseguição teve início após o motorista desobedecer a ordem de parada dos agentes do Grupo de Patrulhamento Tático da PRF, que realizavam uma fiscalização no Km 95 da BR 423. A polícia observou o veículo em alta velocidade, e após o descumprimento da ordem, acompanhou a movimentação suspeita. Um cerco foi montado com a participação da Polícia Militar.

##RECOMENDA##

O veículo finalmente foi parado já na Cohab 2, dentro da cidade. Durante abordagem, o motorista declarou que a carga havia sido comprada em Arapiraca, no interior de Alagoas, e seria comercializada em Goiana, na Zona da Mata Norte de Pernambuco. Ele foi encaminhado para a Delegacia de Polícia Federal de Caruaru, e também a mercadoria, para averiguação. 

Segundo os agentes, a carga é avaliada em cerca de R$ 350 mil. Dentro do compartimento de carga do veículo, haviam 140 caixas de cigarro.

O ponto final teve dia: 15 de maio foi quando Josélia Leite, de 51, e o filho Lucas Sousa, de 21, resolveram abandonar juntos o tormento do cigarro. Outro roteiro em comum na história desses brasilienses é que iniciaram o vício muito jovens. Ela, com 20. Ele, com 16. "Parei principalmente para que o Lucas não seguisse com esse vício. Não queria ser esse exemplo pra ele." Cada dia, desde aquela data, é uma luta para que o ponto final não se transforme em vírgula. Eles se conscientizaram porque tiveram informações que os efeitos do tabagismo, além de outros prejuízos à saúde, poderiam representar fatores de risco durante a pandemia do novo coronavírus.

Neste sábado (29), Dia Nacional de Combate ao Fumo, eles completam três meses e 14 dias de força de vontade e de certeza da decisão. "Às vezes, eu sinto muita falta. Mas me sinto bem melhor, e muito feliz porque o Lucas também parou", diz a servidora pública que chegou a fazer tratamento para parar de fumar pelo Sistema Único de Saúde, o SUS. "Ainda bem que conseguimos parar. Naquele dia, acabaram os cigarros e, no dia seguinte, não tocamos mais em uma carteira. Antes, a sensação era de fadiga constante", lembra o rapaz. A história deles, de repetição de comportamento em relação ao vício, é considerada comum entre os especialistas, cada vez mais preocupados com a fragilidade dos adolescentes diante das ofertas de cigarro tradicional, e de outros produtos como os com sabor, eletrônico e o narguilé.

##RECOMENDA##

A psicóloga Vera Borges, da Divisão de Controle do Tabagismo do Instituto Nacional do Câncer (Inca), chama a atenção para o fato de que os mais jovens acabam sendo seduzidos por propagandas frequentes e estratégias do mercado. "Os jovens ficam com ideia de que esses produtos alternativos fazem menos mal à saúde e que poderiam ajudar a parar de fumar. E isso não é verdade. Devemos ficar atentos às novas artimanhas das empresas tabagistas para conquistas de novos públicos."

A especialista reitera que a nicotina provoca dependência química que faz com que o usuário do tabaco se exponha também à covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus. "Ser fumante causa prejuízo a qualquer momento. Mas agora ainda mais. As pessoas levam a mão à boca, por exemplo. Uma vez fumante, a pessoa tem o risco aumentado de desenvolver a forma mais grave da doença pela fragilidade respiratória que o hábito de fumar provoca".

O momento da pandemia fez como que as pessoas diminuíssem o acesso aos serviços de saúde, em função do momento. "Estamos estimulando que haja mais unidades de saúde pública dispostas a fornecer serviços de apoio aos fumantes. Pelo diagnóstico que fizemos, alguns estados têm fornecido serviços virtuais, individuais e também ao ar livre. Estamos nos reinventando para atender mais". A especialista entende que o país é um dos líderes no combate à doença, mas a venda dos produtos em redes sociais, por exemplo, é um inimigo. "Conseguimos avançar bastante e o Brasil é um modelo por ter uma política de controle desde a década de 1980. Tínhamos uma taxa de prevalência (no uso do cigarro) em torno de 34%. Na última pesquisa, temos 9,8% dessa prevalência."

O pesquisador André Szklo, também do Inca, ressalta que há uma tendência de crescimento de consumo de jovens nas últimas pesquisas e que é necessário fiscalizar as ações da indústria do tabaco e da aplicação da leis de combate. Ele recorda a importância de uma resolução da Anvisa que proíbe a exposição de cigarros ao lado de doces. "É um conjunto de causas que leva os mais jovens a experimentar o produto. Uma pesquisa que realizei mostra que nove em cada 10 adolescentes que tentam comprar o produto conseguem fazer isso no mercado. É uma porta aberta para eles avançarem na dependência". No Brasil, é proibido a venda de cigarros a menores de 18 anos.

Outra observação do pesquisador é que tem crescido a compra de cigarros eletrônicos. No Brasil, é proibido, mas vendido de forma clandestina, "Faz tão mal quanto o cigarro convencional. O narguilé, que é legalizado, é muito usado entre os jovens e com capacidade alta de gerar dependência."

André Szklo entende que os pesquisadores estão atentos ainda ao histórico das relações da covid-19, com jovens e o uso do cigarro. "A situação do isolamento social, estresse e o contato com adultos fumantes expõem o jovem. Em breve, teremos dados a respeito disso no Brasil em trabalho desenvolvido pela Fiocruz". Para ele, é necessário que haja uma conscientização deste público sobre os efeitos em um grupo com menos temor, incluindo prejuízos como mau hálito, diminuição de fôlego e impactos a questões estéticas e saúde sexual. Um artigo recente publicado no Journal of Adolescent Health, neste ano, avalia que o uso do cigarro eleva a possibilidade que adolescentes desenvolvam formas graves da covid-19.

Aos 25 anos, José Ricardo Oliveira havia deixado de fumar, mas a pandemia fez com que ele retomasse o vício , mantido desde os 19. Era um habitual usuário de narguilé. "Infelizmente, não consegui manter a distância da carteira de cigarro. Acho que foi o estresse do momento."

Além do estresse, a psicóloga Juliana Gebrim entende que as pressões sociais recrutam novos fumantes com tantos apelos da indústria. "Jovens passam por fase de identificação social e sensação de pertencimento. Muitas vezes, drogas lícitas e ilícitas são oferecidas para essas pessoas que estão mais vulneráveis e precisam de aceitação maior no meio em que vivem".

Por outro lado, para Andréa Oliveira, a luta foi árdua. Três anos de terapia, apoio da família e amigos, e a "certeza do que queria" fizeram com que ela, hoje com 42 anos, deixasse o vício no cigarro definitivamente em 2018. A comerciante, por causa da pandemia, tem ficado mais tempo no apartamento em que vive, na cidade de Valparaíso de Goiás (GO). "Visitar" a janela do apartamento não a desperta para o que era um hábito adquirido desde os 17 anos, acompanhada do maço de cigarros, o isqueiro e o cinzeiro.

"A janela não é mais um problema. Mas tenho consciência de que preciso ficar vigilante. A ansiedade desses dias me deixa abalada. Acho que vou precisar procurar ajuda de novo." O período de pandemia deve gerar atenção especial tanto para quem já deixou como para quem busca abandonar o tabagismo, segundo especialistas.

A neuropsicóloga Juliana Gebrim entende que momentos como esse podem prejudicar a saúde mental. "É preciso atenção porque a pandemia pode ser, sim, um desvio no caminho de pessoas que estavam pensando em largar o cigarro. A pandemia pode exacerbar questões de transtornos de ansiedade e também o desenvolvimento de doenças como a depressão. O isolamento provoca muito a exposição de algumas emoções que são conectadas pelo uso do cigarro", explica. A especialista detecta que as situações de tristeza e de insegurança poderiam fazer com que a pessoa volte a fumar.

Mesmo dentro de casa não é possível, no entender dela, que a circunstância de isolamento desencoraje para a prática do vício, em vista de que o ato está relacionado à impulsividade ativada por "gatilhos", que são as situações ou eventos que desencadeiam a vontade de fumar. Por isso, segundo a especialista, é necessário que as pessoas trabalhem as emoções. "Somente em um processo de muita autoconsciência a respeito do prejuízo para outras pessoas faria com que o fato de estar em casa, por si só, faça com que alguém evite o cigarro".

São considerados raros os casos em que as pessoas conseguem se livrar do vício sozinhas. "Mas mesmo assim temos que ficar atentos para os episódios em que as pessoas trocam uma compulsão por outra, que também poderá acarretar diferentes prejuízos."

Os tratamentos para os vícios no cigarro podem ser lentos e requerem paciência para as pessoas e o cuidado permanente com recaídas. "A psicoterapia, a psicologia e outros campos da saúde podem ajudar muito as pessoas que têm o vício. Fazemos primeiramente terapia de redução de danos e encontramos caminhos para circundar o alvo para encontrar a cura definitiva", afirma a profissional. 

Nem todo o consumo de cigarro ocorre de forma legalizada e essa é uma preocupação dos pesquisadores no tema. Os jovens ficam também à vontade para comprar onde não há avisos de proibição. Cigarros clandestinos são vendidos principalmente em periferias brasileiras por preços ainda mais em conta. Para colaborar com políticas públicas, uma parceria entre o Instituto Nacional de Câncer e a Companhia de Limpeza Urbana do Rio de Janeiro (Comlurb) tem identificado há dois anos o uso de marcas ilícitas no Brasil por intermédio do lixo coletado. Os parâmetros usados para a classificação foram identificação de registro da marca na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e advertências sanitárias frontal, posterior e lateral na embalagem em acordo com a legislação nacional.

Ao todo, 11 profissionais da companhia de limpeza (entre garis de gravimetria e pesquisadores) atuam por parte da empresa com um centro de pesquisas aplicadas. “Com a parceria com o Inca, descobrimos que esses cigarros eram consumidos em áreas mais carentes”, diz a microbiologista Bianca Quintaes, da Comlurb.

A pesquisadora Alessandra Machado, do Inca, afirma que se trata de uma pesquisa inédita no Brasil de rastreio em prol da saúde de áreas mais necessitadas. “Estimamos agora não apenas pelo que o fumante diz, mas pelo que o lixo mostra. Nessa amostra, percebemos que mais de 90% dos produtos ilegais é de uma marca paraguaia. Não sabemos sobre o conteúdo do produto que entra ilegalmente no país. Entendemos que colaboramos para que áreas mais carentes, como a zona norte, dá pistas do que poderia ser implementado. Fatores socioeconômicos interferem no consumo e faz mais vítimas.” A iniciativa mostra que todas as pistas podem ser importantes para uma luta que faz mais do que fumaça aos mais jovens.

 

Na manhã desta terça-feira (18), uma equipe do 5º Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv) apreendeu cerca de 300 mil maços de cigarros contrabandeados, na Rodovia Castelo Branco, em Boituva, São Paulo. 

Na abordagem, o motorista apresentou notas fiscais referente a carga transportada, mas foi constatado pela polícia que se tratava de notas falsas. A BPRv encontrou os maços no compartimento de carga.

##RECOMENDA##

Questionado o suspeito confessou que havia adquirido a carga na cidade de Toledo, Paraná e a levaria até São Paulo. O homem foi encaminhado à Delegacia de Polícia Federal de Sorocaba, permanecendo à disposição da Justiça.

Doenças no pulmão, língua, garganta e esôfago. Essas são algumas das consequências do vício em cigarro. Recentemente, com a pandemia do coronavírus, os fumantes passaram a fazer parte do grupo de risco, pois eles estão sujeitos a desenvolver formas mais graves de Covid-19.

Com a saliva que se junta na boca do fumante, há também a presença de substância tóxicas do cigarro, que quando engolidas, podem promover uma mutação celular, explica o cirurgião oncológico Leonardo Sardou, da Rede Silvestre de Saúde.

##RECOMENDA##

O início do isolamento social fez com que Lucas Felipe da Silva (23), autônomo e estudante de biomedicina, repensasse seus hábitos. Colocando em prática o primeiro conselho do especialista de que a primeira atitude é parar de fumar, o estudante comemora dois meses desde que cortou o tabagismo da sua rotina.

Lucas afirma já ter percebido mudanças em seu estado de humor, principalmente no início da nova tentativa, da qual a quarentena foi aliada. ‘’Fumava muito por conta de bares e festas que frequentava, com a paralisação por conta do coronavírus, deixei de sair, ver amigos e socializar, assim fui parando’’, comentou.

O mesmo aconteceu com Guilherme Henrique Gonçalves (24), autônomo, que também largou o cigarro durante a quarentena. Ele afirma que o isolamento social o ajudou na decisão e, com a ajuda de exercícios físicos, conquistou um resultado positivo.

"Sabia que não conseguira apenas parar de fumar sem preencher esse tempo com alguma atividade, então decidi que essa era a hora de treinar em uma academia’’, conta.

Além dos exercícios físicos, o médico oncologista ainda indica gomas e adesivos para aqueles que desejam parar de fumar. "Essas substâncias agem como bloqueadoras do sistema nervoso, fazendo com que a falta da nicotina seja mais tolerável’’, explica.

Quanto a propensão e exposição ao coronavírus, Sardou alerta que o tabagismo é fator que predispõe a doença tromboembólica. Como a covid afeta principalmente os pulmões, o hábito de fumar torna as pessoas mais predispostas a desenvolver formas graves da doença. 

"O cigarro não facilita que haja contágio, mas aumenta a probabilidade de lesão mais grave para quem está com covid19 e é tabagista", afirma. 

[@#galeria#@]

Três carretas cheias de cigarros contrabandeados foram apreendidas pela 10ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM), que agiu em conjunto com a Polícia Civil, na noite dessa terça-feira (21), em Tamandaré, Litoral Sul de Pernambuco. Segundo a polícia, houve troca de tiros e um suspeito acabou sendo baleado e encaminhado para um hospital de Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife.

##RECOMENDA##

Uma pistola calibre 40, um revólver calibre 38 e uma embarcação que recebia a mercadoria em alto mar e fazia o translado para caminhões foram apreendidos. Onze pessoas foram detidas e encaminhadas para a Delegacia de Tamandaré, onde medidas cabíveis foram tomadas.

Nesta quinta-feira (4), Fátima Bernardes bateu um papo com a atriz Juliana Paes. Conversando com a apresentadora do Encontro em videochamada, por causa do novo coronavírus, Juliana revelou ao vivo que deixou de fumar durante a quarentena. Ela também disse que ficou bastante reflexiva ao tomar a decisão.

"Nunca fui uma fumante enlouquecida, porque a gente se preocupa, se cuida. Então nunca fui aquela pessoa que fuma um maço por dia, mas fumava aquele tabaco natural. Me enganando, achando que estava sendo mais saudável. A gente tinha acabado de entrar na quarentena. No dia 20 de março, me atacou uma bronquite, junto com sinusite, junto com tudo", disse.

##RECOMENDA##

Mesmo com a crise respiratória, Juliana disse que estava fumando de nariz entupido. "Pensei: 'o que estou fazendo comigo?", contou. "Eu achei que fosse ser fácil, porque estou em casa. O convívio social convida muito para os vícios. Mas como a ansiedade tomou conta da gente nessa quarentena. Apesar de estar em um lugar privilegiado, morando em uma casa grande, com espaço e natureza em volta, fui tomada de momentos de grande ansiedade", pontuou.

Os fumantes que quiserem largar o vício do cigarro já podem recorrer a um aliado digital e gratuito. O bate-papo do assistente virtual da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) está ar no site da instituição. A nova plataforma está programada para atender os dependentes da nicotina por meio do chat que deve auxiliar os usuários a deixarem o fumo ou diminuírem a quantidade diária.

Elaborado com base na inteligência artificial, o conteúdo do sistema atua como uma conversa virtual com os fumantes. No bate-papo, o dependente pode enviar dúvidas e receber ajuda para o tratamento. Por meio do programa, os interessados em deixarem o vício recebem aconselhamento e orientação de como repor a nicotina com chicletes ou adesivos. A plataforma funciona 24 horas por dia, entre segunda-feira e sábado. Além de ser acessível pelo computador, o programa está disponível para tablets e smartphones.

##RECOMENDA##

A SBC ainda ressalta que os fumantes, em sua grande maioria, têm menor capacidade no aparelho respiratório e podem integrar o grupo de risco da Covid-19. Dados da entidade apontam que mais de mil pessoas morrem em decorrência de doenças relacionadas ao cigarro.

Preocupada com o tabagismo, considerado o maior risco controlável para doenças cardiovasculares e principal causa de óbitos no Brasil, a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) lançou uma ferramenta que utiliza inteligência artificial para ajudar as pessoas que desejam se livrar do vício e parar de fumar, tendo em vista que no atual período de isolamento social, muitos indivíduos até ampliam o uso do tabaco, o que é bastante negativo para a saúde.

De acordo com o Cardiômetro da SBC, o fumo ocasiona mais de mil mortes por dia. Além disso, fumantes têm de duas a três vezes maior risco de sofrer um acidente vascular cerebral (AVC), doença isquêmica do coração e doença vascular periférica, e de 12 a 13 vezes mais risco de ter doença pulmonar obstrutiva crônica.

##RECOMENDA##

Estudo feito pelo Centro de Pesquisa e Educação para Controle do Tabaco da Universidade da Califórnia (UCLA), nos Estados Unidos, revela que tanto o tabagismo quanto o uso de cigarros eletrônicos aumentam a gravidade das infecções pulmonares e os fumantes têm 2,25 vezes mais chances de complicações graves decorrentes da covid-19 do que os não fumantes.

Assistente virtual

Para ajudar no enfrentamento da crise e transmitir à população que existem medidas que podem ser adotadas para parar de fumar ou, pelo menos, reduzir esse consumo de tabaco, a SBC disponibilizou em seu site um assistente virtual (chatbot), que simula um ser humano conversando com a pessoa interessada.

A coordenadora de ações relativas ao tabagismo da SBC, Jaqueline Scholz, explicou que já usava o programa de mensagens no tratamento do tabagismo e resolveu adaptá-lo para que a SBC consiga captar a pergunta do paciente e o que ele quer saber, direcionando-a para uma resposta mais adequada. “Como se fosse uma coisa mais interativa. Essa inteligência artificial usou o meu conhecimento adquirido ao longo de muitos anos no tratamento de fumantes, e transferiu para esse sistema. Espero que isso possa ajudar as pessoas nesse momento em que o isolamento é necessário, quanto menor a circulação melhor, mas que elas possam tomar uma providência nas suas casas ou onde estiverem”. 

A ferramenta oferece técnicas para cada estágio do fumante. “O chatbot vai respondendo e orientando o paciente nesse sentido. Ele vai tendo essa interação e a gente espera poder responder boa parte das perguntas”. Segundo Jaqueline, o trabalho já está bem desenvolvido e poderá atender as pessoas de forma satisfatória.

O Brasil conta, atualmente, com cerca de 20 milhões de fumantes.  “A gente tem que ajudar essa massa crítica, principalmente agora, com essa pandemia (do novo coronavírus), em que os fumantes agravam o fator de risco. A SBC está dando os instrumentos para as pessoas possam saír dessa condição de risco, não só pela covid, mas pela saúde como um todo. O cigarro abrevia a vida, está relacionado a inúmeras outras doenças e, com certeza, o melhor que o fumante pode fazer pela saúde dele é deixar de fumar”, disse a cardiologista.

Substâncias nocivas

Na avaliação do clínico-geral José Veríssimo Júnior, especialista em prevenção e tratamento da dependência química, além da nicotina, o tabaco tem milhares de substâncias químicas nocivas à saúde, que atingem principalmente o sistema cardiorrespiratório, gerando dificuldades respiratórias, circulatórias e de pressão arterial. “Também são responsáveis pelo câncer na garganta, pulmão e da bexiga, que é um tipo de câncer quase que exclusivo de fumantes”, observou.

O tabaco também age no metabolismo, gerando em muitos casos a perda de peso. Veríssimo destacou que o fumante tem o seu sistema imunológico afetado, permitindo assim a ação de outras doenças, como a covid-19. Segundo ele, “parar de fumar não é difícil”. “A combinação de remédios, que não alteram o sono ou o apetite, com acompanhamento psicológico, é muito eficaz”. Grupos como Tabagistas Anônimos ou instituições como o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca) têm programas que também podem ajudar aos interessados que desejam parar de fumar.

As pessoas fumantes, infectadas com o novo coronavírus (covid-19), têm 14 vezes mais chances de morrer do que as não fumantes. O alerta é da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp), que esta semana lançou em seu site uma campanha voltada à conscientização sobre os perigos de fumar.

“O fato de os fumantes estarem mais propensos às infecções virais e a probabilidade de morte 14 vezes maior quando a covid-19 infecta fumantes, de acordo com estudos realizados, faz deste um bom momento para se pensar em tratamentos antitabagismo”, ressalta o presidente da entidade, João Fernando Monteiro Ferreira.

##RECOMENDA##

Segundo a associação de cardiologistas, o tabagismo enfraquece o sistema imunológico e torna mais lenta a reação do corpo às infecções. A capacidade pulmonar reduzida, comum em fumantes, também aumenta o risco de desenvolver as formas mais graves das infecções. “Trata-se da principal causa evitável de morte e encurta a vida de homens em dez anos e de mulheres em 12 anos”, disse o presidente da entidade.

De acordo com a entidade, o Brasil ocupa o oitavo lugar no ranking mundial de tabagistas, são 7,1 milhões de mulheres e 11,1 milhões de homens fumantes. No entanto, o número de brasileiros que mantém o hábito de fumar caiu 38% nos últimos anos. Em 2019, 9,8% afirmavam ter o hábito de fumar, enquanto em 2006 o índice era de 15,6%.

 

A Polícia Militar Rodoviária de São Paulo apreendeu um carregamento de 66 mil maços de cigarros na rodovia Miguel Jubran, em Assis (SP).

Uma equipe realizava patrulhamento quando suspeitou de um carro modelo Honda Civic. Ao ser abordado pelos PMs, o condutor confessou que estava comercializando cigarros e que a carga estava armazenada em uma chácara da região.

##RECOMENDA##

Os PMs foram até o endereço e apreenderam mais dois homens e um caminhão com os maços de cigarro. A mercadoria estava sem nota fiscal e era de origem paraguaia. A carga foi apreendida junto aos veículos e os responsáveis foram levados à Delegacia da Polícia Federal de Marília, onde irão depor sobre o contrabando.

Convidado para participar de um programa no dia em que completou 47 anos, o ex-lateral esquerdo, Roberto Carlos, esqueceu as câmeras e protagonizou uma cena que rendeu muita risada durante o ao vivo. O pentacampeão não percebeu a volta do intervalo e foi flagrado fumando um cigarro.

Nascido na Sexta-feira da paixão (10), o craque da amarelinha participada de um bate papo com mais dois ex-volantes brasileiros com passagem na Europa, Zé Elias e o naturalizado espanhol Marcos Senna. Por conta das recomendações de prevenção da Covid-19, a conversa precisou ser remota, com cada integrante em casa.

##RECOMENDA##

Reprodução/ESPN

Confortável em seu lar, Roberto Carlos parece ter esquecido que participava da entrevista e decidiu acender um cigarro. Ao se ver na tela, ele arregalou os olhos e pôs a mão na boca, em sinal de espanto.

A cena fez Zé Elias cair na risada, junto com Marcos Senna. Os demais apresentadores ainda tentaram continuar com o programa, mas também foram tomados pelo riso. "Programa ao vivo dá nisso”, disse Roberto Carlos de um jeito bem humorado, tentado explicar o ocorrido.

Juliana Paes revelou, em conversa com Fábio Porchat, que conseguiu largar o vício em cigarro! A bela contou, segundo informações da revista Época, que por ser asmática e fumante, ela estava com medo de sofrer com o novo coronavírus, caso pegasse a doença:

- Eu, mesmo tendo asma, fumava. Não fumava cigarro industrializado, mas fazia meu cigarro de tabaco, achando que tinha menos componentes químicos e tal. E aí pensei: Essa quarentena tem que servir pra alguma coisa, então vou parar de fumar essa porcaria também, disse.

##RECOMENDA##

Ela ainda concluiu e foi sincera:

- Senti abstinência, sim. E olha, vou te falar, não é fácil, não.

Pelo menos, ela está conseguindo, não é mesmo? Lembrando que o hábito de fumar, por si só, já compromete os pulmões - órgãos principais que a Covid-19 ataca.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), fumar aumenta o risco de contrair infecções bacterianas e virais, entre elas a Covid-19 causada pelo coronavírus. "Toda vez que os pulmões são comprometidos, facilita a infecção e a pessoa tem mais dificuldade para se recuperar", disse Yasmin Thanaval, professora do Departamento de Imunologia do Roswell Park Comprehensive Cancer Center em Buffalo, Nova York (EUA), em entrevista ao portal Vice.

Na falta de uma vacina ou tratamento direto para o coronavírus, a prevenção é a melhor defesa, o que significa lavar as mãos e não tocar o rosto, tossir no cotovelo, entre outros passos básicos, além do isolamento. Abandornar o tabagismo também é recomendável. "É a hora perfeita para parar de fumar", como orienta Drauzio Varella em seu canal no portal UOL.

##RECOMENDA##

Ainda segundo o Inca, entre os pacientes chineses diagnosticados com pneumonia associada ao coronavírus, as chances de agravamento da doença foram 14 vezes maiores os que tinham histórico de tabagismo em comparação com as que não fumavam. Esse foi o fator de risco mais forte entre os examinados.

Em relação ao narguilé, o instituto afirma que o risco de transmissão do vírus cresce substancialmente, já que a mangueira é passada de pessoa a pessoa e todas compartilham a mesma piteira. Assim, tal prática deve ser evitada, bem como com cigarros eletrônicos.

Alguns países da região do Mediterrâneo oriental, como Irã, Kuwait, Paquistão, Catar e Arábia Saudita, proibiram o uso do narguilé em locais públicos, como cafés, bares ou restaurantes, para prevenir a transmissão do coronavírus.

Páginas

Leianas redes sociaisAcompanhe-nos!

Facebook

Carregando