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A criançada que for ao Shopping Tacaruna nessa temporada de férias vai encontrar atrações preparadas especialmente para ela até 28 de fevereiro. Como destaque na Praça de Eventos do mall, encontra-se armada o circuito Aventuras no Tacaruna, uma produção da Happy Times, que traz um cenário de floresta surpreendente, capaz de encantar crianças de todas as idades.

No circuito do Arvorismo os pequenos deverão atravessar pontes e descer nos escorregadores. Já no Eurobungy, a diversão é garantida ao subir e descer do brinquedo. Presa aos elásticos, a criança consegue dar saltos de até 6 metros de altura e fazer manobras variadas, sem qualquer risco de queda. As Aventuras no Tacaruna trazem também um lindo espaço cenográfico para os pequenos posarem para fotos sozinhos ou acompanhados dos pais ou responsáveis.

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As atrações de férias do Tacaruna são recomendadas para crianças de todas as idades. As menores de 4 anos deverão estar acompanhadas dos pais ou responsáveis. Para que a diversão seja completa, é necessário respeitar as normas de segurança para participar da atração: uso obrigatório de máscara e higienização das mãos com álcool 70%.

Cada criança deverá retirar os sapatos na área de staff e colocar num saquinho plástico que ficará com os pais. Além disso, há a marcação de 1,5 m de distância no chão, para a formação de filas. A capacidade máxima é de 30 pessoas. Para o Arvorismo, o valor do ingresso é R$ 20 (20 minutos), R$ 25 (30 minutos) e R$ 50,(ilimitado). A cada minuto excedente é cobrado R$ 1. Já o Eurobungy custa R$ 15 (3 minutos). O ingresso é individual e intransferível.

Taca Land

Os pequenos que gostam de brincar ao ar livre podem se dirigir ao piso E6 do Edifício Garagem do Shopping Tacaruna. É lá que está o Taca Land, nova área recreativa do mall. O espaço oferece um conceito diferenciado de brinquedos, inédito no Recife. Eles foram desenvolvidos pela empresa argentina Crucijuegos e têm como principal característica permitir que as crianças inventem sua forma de brincar. Os brinquedos apresentam à criança uma estrutura que permite uma brincadeira que explora bem mais os movimentos livres, facilitando o desenvolvimento motor e o desenvolvimento da criatividade.

O espaço conta com um piso emborrachado, adequado para parques infantis, que foi desenvolvido por uma empresa europeia e é muito usado nos parques da Europa. O espaço do Taca Land traz muitas cores e um painel pintado à mão com desenhos de animais de várias eras, de dinossauros até raposas e coelhos. O ingresso custa R$ 10 (preço promocional), por 30 minutos, e pode ser adquirido na bilheteria ao lado da atração.

O bilhete é válido para crianças de todas as idades, que atendam o critério de altura máxima de 1,40m. O Taca Land funciona de segunda a sábado, das 16h às 22h, e domingos, das 16h às 21h.

Outras atrações

Outra forma legal de curtir as férias das crianças no Tacaruna é levá-las para passear no mall e fazer um delicioso lanche nos quiosques e praças de alimentação. Há variadas opções de sanduíches, hamburgueres, doces e salgados, para todos os bolsos e gostos. Curtir a programação do cinema, ou até mesmo as atividades do Game Station e do Game in box.

Se aventurar na Oficina de Slime, localizado no segundo pavimento do mall, e participar da Oficina de Tie-dye, técnica de tingimento artístico em tecidos, também pode fazer parte da programação. Os kits de Tie-dye, que custam a partir de R$ 40,00, são compostos de um par de luvas, quatro ligas, uma camisa e tintas.

Há kits com duas tintas, três tintas e neon. Já o tamanho das camisas vai de 2 anos ao GG adulto. A oficina tem capacidade para até 10 pessoas por horário e duram 30 minutos.

*Da assessoria

A pandemia do novo coronavírus trouxe uma nova realidade para as pessoas mundo afora. O que era possível fazer antes da proliferação da doença, hoje, já não dá para fazer em um dia considerado comum. Assim como os adultos, as crianças tiveram que se adaptar a uma nova rotina.

Estudando em casa, através de videochamada, os pequenos passaram a viver uma realidade que nunca imaginariam ter. O confinamento com os pais mostrou que é possível fazer atividades simples e divertidas, no conforto do próprio lar. Com o avanço do vírus, os cinemas limitaram suas entradas para que as pessoas se sintam seguras.

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Como janeiro é um mês de muita alegria e diversão, aproveitar a simplicidade proporcionada no cotidiano é uma boa pedida para quem precisa movimentar ainda mais a mente. Por isso, o LeiaJá selecionou alguns filmes para a criançada assistir nas plataformas durante as férias escolares.

Soul (Disney+)

Entrou recentemente no catálogo do Disney+ o filme Soul. A animação da Pixar aborda a relação com a morte de um jeito delicado e humorado.

Matilda (Netflix)

Dona de um dom mágico, a pequena Matilda se diverte com os seus poderes dentro de casa e na escola.

Rango (Prime Video)

Vivendo uma crise de identidade, o camaleão Rango tem o sonho de se tornar um grande herói.

Os Smurfs (Globoplay)

Ameaçados pelas maldades de Gargamel, os Smurfs saem da floresta encantada e encaram altas aventuras no agito da cidade de Nova York.

A Dama e o Vagabundo (Disney+)

O live-action A Dama e o Vagabundo mostra a vida de cachorros adoráveis, que tentam encarar com emoção e sabedoria os problemas.

Acusado de estuprar as netas de 7 e 8 anos, o capitão reformado da Polícia Militar de São Paulo (PM-SP), Antônio Mariano Corrêa, de 95 anos, foi demitido da corporação no dia 30 de dezembro de 2020. Ele foi condenado em setembro de 2019 e chegou a ser preso pelos crimes cometidos em 2013.

No ano dos abusos, as meninas passaram uma semana das férias na chácara dos avós paternos, enquanto os pais estavam em viagem. Cerca de um mês depois, as crianças viram uma reportagem sobre a prisão de um estuprador e a mãe perguntou se elas já haviam passado por algum tipo de situação parecida. A mais nova olhou para a mais velha e disse: 'vamos contar para a mamãe', indica a Promotoria.

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Em uma avaliação psicossocial foram detectados comportamentos como ansiedade, insegurança e medo nas irmãs, o que representam sinais de abuso sexual. A mãe chegou a apontar outro suposto estupro do capitão, há cerca de quatro anos, contra a filha de uma secretária que trabalhava para a família e morava perto da chácara.

 A funcionária teria ameaçado prestar queixa e Corrêa teria rebatido: "conta, quem vai acreditar em você? Eu sou capitão da PM", relatou a nora, que chegou a levar a funcionária para a delegacia. No entanto, ela desistiu da denúncia e disse que daria outra chance ao homem "pois ele havia parado de beber".

A defesa de Corrêa tentou anular o processo ao alegar que não existiam provas suficientes. Em seguida, disse que as provas apresentadas eram falsas. Em juízo, disse que teria sido o 'diabo' que colocou isso na cabeça das netas e que "as crianças de hoje não admitem serem repreendidas". Como defesa, os advogados apontam que o PM é evangélico e que tem 'muito temor a Deus'.

Em setembro de 2019, o capitão ficou recluso durante dois meses no presídio militar Romão Gomes, na Zona Norte de São Paulo. Na ocasião, ele afirmou que tinha doenças como, déficit auditivo bilateral, arritmia cardíaca, pressão alta, diabetes, Alzheimer, esclerose e incontinência fecal e urinária, e uma cirurgia recente no coração, que teriam sido afetadas dentro da prisão.

Em novembro do mesmo ano, o juiz Luiz Alberto Moro Cavalcante, do Tribunal de Justiça Militar, indicou a possibilidade de Corrêa cumprir 17 anos em prisão domiciliar, sem nenhum contato com as netas, filhos e nora.

Pela patente, o capitão tinha direito de receber a aposentadoria de R$ 14.500 em rendimentos brutos, indica o portal da transparência do governo paulista. Com a perda do posto, ele receberá o valor de um funcionário público do estado, informa o portal IG.

Dois irmãos, de dez e seis anos, foram flagrados com as mãos e pés amarrados em um abrigo da Prefeitura de Ituverava-SP. A Polícia Civil investiga o caso.

Segundo o boletim de ocorrência, conselheiras tutelares foram até a Casa Abrigo Benedita de Freitas Matos na terça-feira (29) a pedido de funcionários, que alegaram que os meninos estavam brigando.

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Uma das crianças foi encontrada dentro de uma ambulância com as mãos amarradas para trás com um pano. O outro menino estava dentro do abrigo, também amarrado. 

Responsável pelo abrigo, a Prefeitura de Ituverava lamentou o fato e afirmou ter aberto sindicância para apurar a conduta dos funcionários envolvidos. Segundo a gestão, eles foram afastados.

Os dois garotos foram levados para outra instituição. Segundo o R7, a mãe perdeu a guarda dos filhos após o menino mais velho ter sofrido abuso sexual de um homem conhecido da família.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) estima que hoje (1º)  nasceram mais de 370 mil crianças em todo o planeta, metade delas em dez países, entre eles a Índia, China e Nigéria.

Segundo as previsões do Unicef, nasceram 371.504 bebês no primeiro dia de 2021, dos quais 60 mil na índia, cerca de 35.6 mil na China e mais de 21.4 mil na Nigéria.

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Além destes, 14.161 vieram ao mundo no Paquistão, 12.336 na Indonésia, 12.006 na Etiópia, 10.312 nos Estados Unidos da América, 9.455 no Egito, 9.236 em Bangladesh e 8.640 na República Democrática do Congo.

A organização prevê também que durante 2021 nascerão 140 milhões de crianças, que terão uma esperança média de vida de 84 anos.

"As crianças que nascem hoje chegam a um mundo muito diferente do que há um ano e um Ano-Novo traz novas oportunidades de ser reinventado", declarou a diretora executiva da Unicef, Henrietta Forre, que também recordou que em 2021 a organização cumprirá 75 anos de vida.

 

Miguel e Maria Eduarda foram os nomes masculino e feminino mais registrados nos cartórios do Brasil nos últimos dez anos, de acordo com levantamento divulgado nesta terça-feira (29) pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil).

Entre 2010 e 2020, foram 321.644 bebês registrados com o nome Miguel, que também foi o preferido deste ano (27.371). Nessa mesma década, Maria Eduarda foi registrado 214.250 vezes. Em 2020, esse nome feminino composto ficou em nono (9.856).

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Arthur (287.886), Davi (248.066) e Gabriel (223.899) vêm a seguir de Miguel como os nomes mais registrados da década, numa lista única de nomes masculinos e femininos. Depois vem Maria Eduarda e Alice (193.788).

As listas de nomes masculinos e femininos mais registrados na última década confirma uma preferência do brasileiro por nomes simples para seus filhos. Dos dez primeiros, há apenas dois nomes compostos: Maria Eduarda, em quinto, e Pedro Henrique, em oitavo.

Confira abaixo as listas dos nomes de bebês mais registrados no Brasil neste ano e na última década:

10 nomes mais frequentes entre 2010 e 2020

Miguel - 321.644

Arthur - 287.886

Davi - 248.066

Gabriel - 223.899

Maria Eduarda - 214.250

Alice - 193.788

Heitor - 154.237

Pedro Henrique - 154.232

Laura - 153.557

Sophia - 147.579

10 nomes masculinos mais frequentes entre 2010 e 2020

Miguel - 321.644

Arthur - 287.886

Davi - 248.066

Gabriel - 223.899

Heitor - 154.237

Pedro Henrique - 154.232

Bernardo - 143.046

Samuel - 140.695

Lucas - 140.683

Guilherme - 131.634

10 nomes femininos mais frequentes entre 2010 e 2020

Maria Eduarda - 214.250

Alice - 193.788

Laura - 153.557

Sophia - 147.579

Maria Clara - 140.043

Julia - 138.675

Helena - 132.342

Valentina - 125.813

Ana Clara - 121.920

Ana Julia - 110.123

10 nomes mais frequentes em 2020

Miguel - 27.371

Arthur - 26.459

Heitor - 23.322

Helena - 22.166

Alice - 20.118

Theo - 18.674

Davi - 18.623

Laura - 17.572

Gabriel - 17.096

Gael - 16.667

10 nomes masculinos mais frequentes em 2020

Miguel - 27.371

Arthur - 26.459

Heitor - 23.322

Theo - 18.674

Davi - 18.623

Gabriel - 17.096

Gael - 16.667

Bernardo - 16.558

Samuel - 14.069

João Miguel - 12.746

10 nomes femininos mais frequentes em 2020

Helena - 22.166

Alice - 20.118

Laura - 17.572

Valentina - 12.653

Heloisa - 12.077

Maria Clara - 10.121

Sophia - 10.044

Maria Julia - 10.023

Maria Eduarda - 9.856

Lorena - 9.414

O isolamento social – medida adotada para combater a propagação do novo coronavírus – pode trazer alguns prejuízos no desenvolvimento da fala e linguagem das crianças obrigadas a ficar em casa devido à pandemia, alertam especialistas. “Principalmente pela falta de estímulos ambientais e sociais que estavam anteriormente expostas, como por exemplo, na escola, saída com amigos e passeios em família”, explica a fonoaudióloga e especialista em linguagem Lilian Papis. 

Mesmo com a reabertura das escolas, muitos pequenos mantiveram sua rotina em casa com os pais trabalhando em home office ou sob os cuidados de outros adultos. Agora, com as férias escolares e o aumento do número de casos de covid-19, muitos pequenos voltarão a ficar exclusivamente em casa o que deve aumentar o uso de aparelhos eletrônicos como tablets, celulares ou computadores para distrair e entreter as crianças que acabam ficando privadas da comunicação verbal.

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“Pode começar a haver atrasos no desenvolvimento oral, como também gráfico, dificuldades auditivas, tanto periféricas, pelo alto volume ou uso excessivo de fones de ouvido, como também de atenção e concentração e processamento auditivo central”, aponta a fonoaudióloga.

Os meses de quarentena em casa provocaram mudanças nos hábitos até mesmo das crianças que não tinha uma rotina escolar, pois os parques, clubes, praças e áreas de lazer foram fechados para evitar aglomerações.

É o caso do filho da zootecnista Paula Amano Yoshisato, Roberto, de 2 anos e meio. Ela conta que os planos eram que Roberto começasse a frequentar a escola este ano, mas, com a pandemia, ele continuou em casa, aos cuidados da mãe, em tempo integral. “Tínhamos mais contato com outras pessoas e área externa. Agora, ele quer ficar mais tempo em eletrônicos.”

Paula conta que, com a falta de convívio com outras pessoas e crianças, o filho deixou de falar as poucas palavras que já conhecia. Segundo os médicos e fonoaudiólogos, é um processo comum a crianças nessa idade que precisam de estímulos corretos para voltar a falar.

A mãe tem se esforçado para diminuir os efeitos negativos do isolamento no garoto. “Tenho estudado mais sobre atividades, como brincar com tinta, piscina, areia, hortinha”, conta Paula.

Na avaliação da fonoaudióloga Lilian Papis, crianças que estão começando a falar, por volta de 1 ano ou que estão em pleno desenvolvimento de fala e linguagem, entre os 2 ou 3 anos, devem ser diariamente estimuladas através dos cinco sentidos, audição, visão, tato, olfato e paladar. 

“É primordial cantar músicas, brincar com miniaturas, fantoches, contar histórias, nomear figuras ou pedir para que as repita, falar frases relacionadas ao que estão comendo, apresentar diferentes sabores ao seu paladar e estimular o olfato através do cheiro da comida, frutas; imitar sons de animais, meios de transporte, objetos eletrodomésticos, brincar de fazer caretas, mandar beijos, estalar a língua também ajudam muito”, enumera Lilian.

Retrocessos

A supervisora de vendas Leandra Paula Lago diz que percebeu que o filho Raul, de 3 anos, ficou muito ansioso nos primeiros meses da pandemia. “Ele ficou irritado e com necessidade de chamar a atenção dos pais, pedindo para ficar no colo enquanto trabalhávamos, tentava desligar nossos computadores, gritava. Na fala houve alterações, pois o estímulo escolar foi interrompido, então percebi que ele ficou com várias dificuldades, até mesmo no desfralde que foi interrompido”, relata. 

“Já tinha percebido, antes mesmo da pandemia, que os colegas da escola [estavam] sempre na frente e ele com muitas dificuldades em se comunicar. Com a pandemia e encerramento das aulas, piorou muito.”

Raul começou a fazer tratamento com a fonoaudióloga em abril e a mãe logo percebeu uma evolução. “Hoje ele ainda não se comunica como uma criança da idade dele, mas já melhorou muito. Retornei o processo de desfralde com isso. Fazíamos [o tratamento com a fonoaudióloga] on-line e agora estamos presencial”, relata. 

Atualmente ela está oferecendo outros estímulos para a criança. “Estou lendo bastante com ele, brincando mais junto e evitando celular. Claro que, no horário de trabalho, fica complicado não dar o celular para ele, senão ele nos atrapalha, mas com novos brinquedos estamos conseguindo mantê-lo mais calmo”, completa Leandra.

Mesmo sem o convívio escolar, as brincadeiras em casa devem estimular a fala, recomenda a fonoaudióloga Lilian Papis. “Em casa as crianças precisam ser estimuladas todos os dias, pelo menos uma hora, com os pais ou responsáveis a brincar, cantar músicas, falar, estabelecer diálogos, conversar”, destaca a especialista.

“Para as crianças em fase de alfabetização, incentivar também brincadeiras que envolvam reconhecimento e nomeação das letras, relacionando-as com seus sons, brincar com rimas, memória auditiva, memória visual, quebra-cabeças, dama, xadrez, jogos que requeiram a atenção, como também a escrita das letras, sílabas e palavras. Para os maiores, além de tudo isso, acrescentar leitura de textos, livros, gibis, escrita de pequenos textos, jogos como forca, stop, caça-palavras, palavras cruzadas, dentre outros”, elenca Lilian.

Avanços

Já com Samuel, 4 anos, o processo de isolamento não trouxe retrocessos na fala, ao contrário, o vocabulário aumentou, surpreendendo a mãe, Danielle Pereira Mateus.

Antes mesmo da pandemia, o menino já fazia acompanhamento com fonoaudióloga e psicóloga porque, na escola, batia nos amigos. “Procuramos uma psicóloga e ela notou que ele tinha um atraso de linguagem, como não conseguia se comunicar direito, batia nos amigos, era a maneira dele se comunicar. Começamos um trabalho com a fonoaudióloga em julho do ano passado, quando a gente ainda nem pensava em pandemia! Fizemos esse trabalho até março, quando veio o isolamento e as sessões pararam”.

Danielle disse que temia o retrocesso no processo de fala do pequeno o que acabou não se confirmando. “Tinha muito medo que ele regredisse, mas não, por incrível que pareça, o vocabulário dele aumentou, como o tempo dele em tela era muito maior, ele começou a ver vários vídeos diferentes, mudou o vocabulário, eu confesso que me surpreendi, porque para mim a quarentena ia ser um caos! Hoje ele já fala tudo certo e já está em processo de alta com a fonoaudióloga. No caso dele, o que me deixou feliz foi que não houve nenhum tipo de regressão”. 

A especialista em linguagem Lilian Papis explica que a estimulação - tanto auditiva quanto visual - é benéfica para o desenvolvimento da fala e da linguagem infantil e que, nos aparelhos eletrônicos, os vídeos e desenhos são bem coloridos e estimulantes. “A criança aprende através de estímulos repetitivos e imitação, portanto em alguns casos isso pode ajudar, ou em outros prejudicar este desenvolvimento, pois existe a privação da necessidade de comunicação, de diálogo com a família, o que pode atrasar ou interferir neste processo, além de poder prejudicar o desenvolvimento da atenção e gráfico”. 

Lilian enfatiza que é importante saber dosar a quantidade de horas diárias que as crianças passam na frente das telas e estimular a brincadeira infantil, contação de histórias, rodas de conversas e jogos entre os familiares.

“Oriento ainda a estimular a criança sempre de frente para ela, na altura dos seus olhos para ter um adequado contato visual; não falar infantilizado; dar sempre um correto modelo de fala, não repetir o erro da criança, pois ela aprende a falar através da audição, repetição e imitação, mesmo que ela não consiga pronunciar a palavra corretamente, fale o certo. Ela deve ainda comer alimentos adequados para sua idade, pois a mastigação também é de extrema importância para o desenvolvimento da fala e linguagem”, acrescenta a especialista.

Mudanças de comportamento

Durante a infância, o cérebro da criança se desenvolve com muita rapidez gerando grandes aprendizados. Com a chegada da pandemia e o isolamento dos pequenos em casa, muitos estímulos necessários para a ampliação do desenvolvimento cognitivo infantil podem ter diminuído. 

Para especialistas, essa falta de contato com outras pessoas e de vivência fora de casa pode ter prejudicado não só a fala, mas trazido alterações no sono, no humor e no apetite das crianças.

“Não podemos desconsiderar os possíveis estressores ambientais que impactam nas crianças, sobre isso podemos pensar em mudança de rotina e novos papéis atribuídos aos pais, perda de familiares pela covid-19, mudanças estruturais como perda de emprego e pais com pouco manejo emocional”, destaca a psicóloga especialista em terapia cognitivo comportamental e neuropsicologia Roberta Alonso.

“As crianças têm apresentando humor mais irritado, alterações do sono e comportamentos de impaciência, assim como regressão em sua autonomia, sobrecarregando os pais”, completa a especialista.

A psicóloga sugere aos pais trabalhar as próprias emoções e expectativas. “As crianças estão em desenvolvimento e têm condições de retomar e melhorar suas habilidades quando começarmos a retomar a rotina em segurança. É importante pensar que a frustração também faz parte do desenvolvimento e esse período também está a ensinar isso”, afirma.

O Ministério da Saúde entrevistará cerca de 23 mil pais e mães para identificar e entender as principais dificuldades para o cumprimento do calendário de vacinação. Desde o início de dezembro estão sendo entrevistadas famílias selecionadas para a pesquisa que tenham crianças nascidas em 2017. 

O estudo está sendo realizado em 19 estados e no Distrito Federal até o dia 30 de dezembro.

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De acordo com a pasta, o entrevistador irá fotografar a caderneta de vacinação da criança para identificar as vacinas que as crianças já receberam ou não.

A pesquisa estimará as coberturas vacinais relativas à BCG, hepatite B, poliomielite, pentavalente, rotavirus humano, febre amarela, meningocócica C conjugada, pneumocócica 10 valente conjugada, influenza, hepatite A, tríplice viral, varicela e reforço para DPT e poliomielite.

O levantamento vai apontar interferências das condições de vida na cobertura vacinal, avaliar as diferenças entre a cobertura estimada pelos inquéritos e os dados administrativos obtidos pelo sistema de informação do Programa Nacional de Imunizações (PNI).

Outra meta é obter a estimativa da cobertura vacinal para o esquema completo e para cada vacina incluída no calendário do PNI para crianças aos 12, 18 e aos 24 meses de idade, o acesso ao serviço de vacinação e a adesão em crianças até os 24 meses de idade.

A partir dos resultados do estudo, o Ministério da Saúde poderá definir novas estratégias que possibilitem melhorar o acesso à vacinação das crianças.

Identificação

O ministério alerta que as entrevistas são realizadas por profissionais identificados com camiseta e crachá, portando um tablet para fazer a entrevista e fotografar a caderneta de vacinação. As crianças são visitadas em sua residência para a análise de sua situação vacinal, estrato social e compartilhamento das dificuldades para o cumprimento do calendário de vacinação. O tempo estimado da entrevista varia de 20 a 30 minutos. Os entrevistadores não coletam dados pessoais como número do CPF ou dados bancários.

A pesquisa está sendo realizada em Belém, Rio Branco, Macapá, Palmas, João Pessoa, São Luiz, Fortaleza, Natal, Teresina, Recife, Maceió, Aracaju, Rio de Janeiro, Vitória, Belo Horizonte, Florianópolis, Curitiba, Campo Grande, Cuiabá e Brasília.

 

Pelo menos 15 crianças morreram e outras 20 pessoas ficaram feridas nesta sexta-feira (18), em uma explosão perto do local onde participavam de uma cerimônia religiosa, na província de Ghazni (leste) - informaram fontes locais.

"Quinze crianças morreram", afirmou Waheedulah Jumazada, porta-voz do governador da província.

Mais cedo, ele havia informado que uma moto com explosivos foi detonada perto do grupo no distrito de Gilan, nesta província.

Segundo Jumazada, a área onde ocorreu a explosão está sob controle dos talibãs.

Os talibãs e o exército afegão se enfrentam com frequência na província de Ghazni. No final de novembro, ao menos 30 soldados morreram em um atentado suicida com carro-bomba contra uma de suas bases.

O Afeganistão vive uma nova onda de violência e os talibãs realizam ataques quase diariamente contra as forças do governo, principalmente nas áreas rurais, apesar das negociações de paz que estão se desenvolvendo em Doha, capital do Catar, desde setembro.

- Negociações de paz interrompidas -

As negociações foram suspensas até 5 de janeiro. Ambas as partes ainda precisam chegar a um acordo sobre a pauta das discussões.

Os Estados Unidos, em virtude de um acordo separado concluído com os talibãs em fevereiro em Doha, aceitou retirar todas as suas tropas do Afeganistão antes de maio de 2021 em troca de garantias de segurança e do compromisso dos insurgentes de iniciar negociações com o governo de Cabul.

Os ataques dirigidos a personalidades - jornalistas, políticos, religiosos ou defensores dos direitos humanos - também aumentaram nos últimos meses.

Esses ataques não costumam ser reivindicados, mas o governo afegão acusa os talibãs, que também são acusados de tentar ganhar vantagem na mesa de negociações com essa violência.

A capital afegã também foi palco recentemente de ataques sangrentos, reivindicados pelo grupo jihadista Estado Islâmico, que deixaram várias dezenas de mortos.

Entre janeiro e setembro deste ano, mais de 2.100 civis morreram e mais de 3.800 ficaram feridos no país, de acordo com a missão da ONU no Afeganistão.

O presidente afegão, Ashraf Ghani, pediu que a próxima rodada de negociações ocorra em Cabul, argumentando que era inadequado se reunir em "hotéis de luxo" em Doha.

Negociadores talibãs estavam no Paquistão nesta sexta-feira para se reunir com o primeiro-ministro, Imran Khan, que defendeu uma redução da violência e um cessar-fogo.

Em 2019, 12 crianças entre 0 e 9 anos faleceram após levarem um choque elétrico, e outras 6 tiveram como causa primária uma queda. De acordo com o Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), no ano passado, não foram registradas mortes nem por envenenamento nem por exposição à fumaça, fogo ou chamas. Esses são alguns dos agravos destacados no e-book e podcasts "Brincando sem aperreio", disponibilizado gratuitamente para que pais, responsáveis, educadores e os próprios meninos e meninas possam, de forma lúdica e simples, aprender como evitar incidentes dentro de casa.

O material, que pode ser baixado no https://cutt.ly/ugZj14f, foi produzido pelo Núcleo de Telessaúde da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) em parceria com o Programa de Residência Multiprofissional de Atenção Básica e Saúde da Família de Jaboatão dos Guararapes.

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O e-book possui cerca de 100 páginas, todas ilustradas e com textos curtos e diretos, sempre mostrando, primeiro, as medidas de prevenção para evitar os acidentes e, em seguida, o que fazer caso ocorra. Para evitar choque elétrico, por exemplo, indica-se colocar protetor nas tomadas que não estão sendo usadas e ficar atento para que as crianças não puxem os fios dos eletrodomésticos em uso. Se acontecer o choque, é importante desligar o disjuntor de energia, para interromper a corrente elétrica e ligar para o Samu (192) caso haja gravidade.

Para evitar quedas, é importante não deixar escadas, bancos ou outros objetos que possam ser escalados perto de janelas e varandas, que, se possível, devem ter telas de proteção ou serem mantidas fechadas. Não deixar a criança em áreas que estão sendo limpas - chão molhado ou encerado - e colocar tapete antiderrapante no banheiro. Em caso de queda leve, pode ser colocado gelo na área atingida. Se a criança dormir em seguida, é necessário acordá-la de hora em hora e verificar o nível de consciência, fazendo perguntas do cotidiano. Se a queda for de uma altura considerável ou diante de risco de lesão na coluna cervical, é preciso manter a criança imobilizada e chamar imediatamente o Samu.

"Basta um ‘piscar de olhos’ e podem ocorrer acidentes com crianças em casa. Mas é possível evitar com medidas simples. Em todas as casas têm riscos para acidentes, mas, muitas vezes passam despercebidos pelos cuidadores e familiares. O ‘Brincando sem aperreio’ foi elaborado para contribuir com as orientações sobre como evitá-los e o que fazer quando acontecem", destacou a coordenadora de Teleducação do Núcleo de Telessaúde da SES-PE, Talita Monteiro. Além da coordenadora, participaram da elaboração do material os profissionais residentes Maísa Estevam (Terapeuta Ocupacional), Neila Alves (Fisioterapeuta) e Wagner Sarmento (Enfermeiro).

Além do e-book, também foi produzida uma série de podcasts abordando os temas também de forma lúdica e didática. Até agora foram publicados dez episódios, com cerca de 4 minutos cada. Eles estão disponíveis no Deezer, Spotify e Soundcloud e podem ser acessados a partir do link https://cutt.ly/ugZj14f.

*Da assesoria 

 

No decorrer do primeiro semestre de 2021, o consórcio de instituições acadêmicas, liderado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), divulgará novos resultados do Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (Enani 2019), realizado sob encomenda do Ministério da Saúde. O estudo tem o objetivo de conhecer a situação de alimentação e de nutrição das crianças brasileiras até 5 anos de idade.

Serão abordadas deficiências de micronutrientes, dados antropométricos para saber como está a obesidade e nutrição nessa parcela da população, com informações detalhadas de alimentação. A partir de janeiro, será liberada uma sequência de relatórios técnicos. Os pesquisadores se encontram, no momento, em fase de análise de dados.

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Um resultado preliminar do trabalho, sobre aleitamento materno, foi conhecido em agosto passado e, nesta semana, foram divulgados resultados parciais do estudo abordando anemia e deficiência de vitamina A na primeira infância. O estudo, inédito, mostrou queda de 65,5% na prevalência de deficiência de vitamina A e de 50% na de anemia em menores de 5 anos nos últimos 13 anos. O único dado disponível no ministério até então era de 2006.

Anemia

A coordenadora adjunta do estudo, nutricionista Inês Rugani, professora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), disse à Agência Brasil que a prevalência de anemia diminuiu 52%, passando de 20,9%, em 2006, para 10%, em 2019. A queda foi observada em todas as regiões brasileiras, à exceção da Região Norte, onde a prevalência de anemia aumentou de 10,4%, em 2006, para 17%, em 2019.

A maior redução foi observada no Sudeste (14,7%) e a menor no Centro-Oeste (1,6%). O Enani revela também que a anemia é mais comum entre crianças de 6 meses a 23 meses. Nessa faixa etária, a prevalência no Brasil foi de 18,9% e alcançou 30% para na Região Norte. Entre os 2 e os 5 anos de idade, a prevalência foi de 5,6%.

Vitamina A

Inês Rugani salientou que, no caso da vitamina A, a redução foi ainda mais expressiva: 65,5%. A prevalência da deficiência de vitamina A na faixa etária analisada caiu de 17,4%, em 2006, para 6% no Brasil. “A redução foi de quase dois terços”, disse a coordenadora adjunta. As maiores prevalências foram encontradas nas regiões Centro-Oeste (9,5%), Sul (8,9%) e Norte (8,3%) e a menor na Região Sudeste (4,3%). De acordo com o estudo, não houve diferença significativa, em termos estatísticos, entre as faixas etárias de 6 a 23 meses (5,4%) e de 2 a 5 anos (5,9%).

Em relação à anemia ferropriva em crianças até 5 anos de idade, o estudo indica resultado de 3,6% no país, em 2019. A maior prevalência foi registrada na Região Norte (6,5%) e a menor no Nordeste (2,7%). Da mesma forma que ocorre com a anemia, a anemia ferropriva é mais comum entre crianças de 6 a 23 meses (8%) do que na faixa etária de 2 a 5 anos (1,3%).

Inês Rugani esclareceu que o foco nas crianças menores de 5 anos decorre do fato de se tratar de uma fase especial da vida. “A primeira infância é uma fase em que os indivíduos têm grande vulnerabilidade, porque estão crescendo e se desenvolvendo. Os dois primeiros anos são fundamentais para muitas coisas que vão acontecer depois na vida da criança. O motivo que faz a gente estudar as crianças pequenas é que são mais vulneráveis, e entendemos como uma prioridade na agenda de saúde pública. Os cuidados de saúde e a boa alimentação são prioritários para garantir que as crianças se desenvolvam bem”, acrescentou Inês.

Prevenção

Para prevenir a anemia nas crianças, Inês afirmou que, em termos individuais, a recomendação é sobre alimentos ricos em ferro, um dos nutrientes importantes na prevenção, e alimentos ricos em vitamina A, como frutas, legumes e carne. ”Que a alimentação seja a mais saudável possível, evitar os alimentos ultraprocessados, as guloseimas, os alimentos prontos que não fornecem adequadamente esses nutrientes, e priorizar os alimentos in natura ou minimamente processados”.

A professora da Uerj lembrou que há também, em termos de políticas públicas no Brasil, programas de suplementação preventiva. São suplementos com vitaminas e minerais que as crianças usam para essas doenças. Inês disse que, com esses novos dados, o Ministério da Saúde poderá dar novo direcionamento a esses programas. Um grupo de trabalho, formado por pesquisadores de todo o país, está sendo criado para pensar os aprimoramentos das políticas. Ela destacou que a prevenção não tem a ver somente com os nutrientes propriamente ditos, mas com condições gerais de vida. “Conseguir renda suficiente, ter acesso à água e esgoto melhoram as condições gerais de vida e, também, esses agravos”.

Segundo a coordenadora, o Brasil teve uma diminuição importante da desnutrição nos últimos anos, que tem a ver com políticas públicas mais estruturantes. “Tem a ver com as pessoas estudarem mais anos, com acesso à assistência à saúde, ao pré-natal. É um conjunto de medidas estruturantes que garantem que as crianças fiquem melhores, inclusive em relação à anemia e à vitamina A”.

Na avaliação do coordenador nacional do Enani 2019, o pesquisador Gilberto Kac, as principais consequências desses déficits nutricionais, além da ocorrência de anemia, são de crescimento, baixo desempenho cognitivo, comprometimento do sistema imunológico e cegueira noturna.

Enani

O Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil é a primeira pesquisa com representatividade nacional que avalia, simultaneamente, práticas de aleitamento materno, alimentação complementar e consumo alimentar individual, estado nutricional antropométrico e deficiências de micronutrientes em crianças menores de 5 anos, incluindo as deficiências de ferro e vitamina A. Entre fevereiro de 2019 e março de 2020, foram realizadas visitas domiciliares em 123 municípios brasileiros, totalizando 14.583 crianças menores de 5 anos.

Encomendada pelo Ministério da Saúde, a pesquisa foi coordenada pelo Instituto de Nutrição Josué de Castro da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com financiamento do Ministério da Saúde e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Também participam da coordenação do estudo a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e a Universidade Federal Fluminense (UFF).

 

Duas crianças brasileiras de 6 e 9 anos de idade foram vítimas da guerra pelo controle do tráfico de drogas na fronteira com o Paraguai nos dias 20 de novembro e 5 de dezembro, respectivamente. A mais velha morreu quando o carro em que estava com o pai e a mãe foi alvejado por tiros. Já a mais nova sobreviveu, mas passou por cirurgia.

O primeiro caso ocorreu em 20 de novembro, quando Brenda Micaela Arguello González, de 6 anos, brincava em frente de casa, em Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia separada de Ponta Porã, no Brasil, por uma avenida. Ela levou três tiros durante atentado contra um homem.

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O homem alvo dos tiros, Fredy Enchagüe Bordon, é paraguaio e seria foragido da Justiça, envolvido com o tráfico de drogas segundo as autoridades paraguaias. Ele morreu no local. Além de Brenda, uma mulher de 36 anos também ficou ferida durante os disparos.

Encaminhada ao Hospital Universitário de Dourados, a menina recebeu alta na semana passada e passou por cirurgia plástica para ter o nariz reconstruído. Ela foi atingida na mão, nas costas e no rosto. Um dos projéteis que a atingiu ficou alojado em seu corpo e não foi retirado.

A menina de 9 anos que morreu era filha de Michel Antunes Pinto, de 35 anos. O crime ocorreu em 5 de dezembro na cidade paraguaia de Zangá Pitã, ao lado de Pedro Juan. O carro em que estava com o pai e mãe foi alvejado por atiradores. Ele teria ligação com o PCC, segundo a polícia.

A família chegava em casa, no Paraguai, quando foram abordados por homens armados. Michel tentou fugir, mas ao ser atingido, perdeu o controle do carro. Ele e a esposa foram socorridos, mas ele morreu em direção ao hospital e a criança, no local dos tiros. A mulher sobreviveu.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O Unicef pediu nesta segunda-feira (7) 2,5 bilhões de dólares para cobrir as necessidades humanitárias de 39 milhões de crianças no Oriente Médio e norte da África, afetadas também pela pandemia de covid-19.

"Este apelo busca proporcionar ajuda humanitária vital para as crianças e reagir diante das necessidades geradas pela pandemia" de covid-19, declarou em um comunicado o diretor do escritório regional do Fundo Internacional de Emergência das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Ted Chaiban.

"Por culpa dos conflitos armados, da pobreza e da paralisação da economia, a região reúne o maior número de crianças necessitadas do mundo", explicou Chaiban, que mencionou três países específicos: Iêmen, Síria e Sudão.

Segundo o comunicado divulgado nesta segunda-feira, tanto o Iêmen, onde a guerra levou à "pior crise humanitária do mundo", quanto a Síria, destruída por uma década de guerra civil, e o Sudão, mergulhado em uma profunda crise econômica, seriam "os primeiros países a se beneficiar desta ajuda".

No Iêmen, cerca de 12 milhões de crianças precisam de ajuda humanitária após cinco anos de conflito, segundo a Unicef. A guerra civil na Síria que causou mais de 380.000 mortos, deixou também milhões de deslocados e destruiu sua economia, com 4,8 milhões de crianças em situação de necessidade.

"O mundo não pode fechar os olhos para as necessidades de crianças que vivem dois dos conflitos mais horríveis da história recente", afirmou Chaiban, falando sobre a Síria e o Iêmen.

A crise econômica, a transição política da ditadura para a democracia e inundações sem precedentes deixaram 5,3 milhões de crianças em situação de necessidade no Sudão. No Líbano, 1,9 milhão de crianças dependem atualmente das ajudas, em um país que vive há mais de um ano em uma profunda crise econômica e política.

O dinheiro pedido pela Unicef será investido principalmente em educação, saneamento de água, saúde, nutrição e ajuda em saúde mental.

Policiais civis de Alagoas prenderam no início da manhã desta quinta-feira (3) um estuprador de crianças. O acusado tem 43 anos, e foi preso por prática de estupro contra as duas filhas biológicas e a sobrinha.

“A primeira vítima, que teve coragem de denunciar foi a sobrinha, a qual ao falar para mãe, esta contou a irmã, foi quando as filhas emocionadas revelaram que eram abusadas há anos. O autor mantinha conjunção carnal com as filhas, dentre outros atos libidinosos”, revelou a delegada Adriana Gusmão, titular da Delegacia Especializada dos crimes Contra a Criança e o Adolescente (DCCCA).

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O autor do crime foi preso pela equipe da Delegacia Especializada, no bairro do Prado, em Maceió.

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A pandemia do novo coronavírus limitou o convívio físico e social. Isso causou impacto no dia a dia dos adultos e também das crianças, que passaram a desperdiçar mais tempo na internet, em redes sociais e jogos eletrônicos, o que vem comprometendo ainda mais o estado psicológico dos pequeninos, bem como sua maneira de lidar com o isolamento social.

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Segundo a psicóloga Danielle Faria, quando as crianças estão muito tempo conectadas à rede elas passam a exibir sintomas mentais como ansiedade e, em casos mais sérios, depressão. “É impossível pensar nas crianças sem o acesso à tecnologia. Mas a superexposição à multimídia pode prejudicar o desenvolvimento saudável da criança, entre elas atraso na motricidade. Com a tecnologia as crianças ficam muito tempo sentadas e ociosas. Alterações de sono também são comuns. A criança fica mais distraída e sem a interação com o mundo e quando ela deixa de socializar o desenvolvimento dela atrasa. A convivência é essencial”, afirma a psicóloga.

Jogos eletrônicos podem servir como fonte de diversão, mas se os pais não ficarem atentos às horas passadas na diversão os jogos podem ser fonte de sofrimento psicológico para a criança. “Durante o jogo há liberação de dopamina, uma substância de prazer, alegria e recompensa. Sem os jogos a criança passa a ter crises de ansiedade. A internet faz as pessoas ficarem mais ansiosas, devido ao excesso de estímulo que pode afetar a qualidade do sono, e isso é ainda maior quando nossos filhos estão vidrados nos jogos”, ressaltou a psicóloga.

Para a auxiliar de escritório Denise Santos, mãe de dois filhos, depois que a pandemia começou, o consumo de internet de seus dois filhos, Sarah e Samuel, de 12 e 8 anos, passou a ser mais intenso. As mudanças de comportamento das crianças ficaram evidentes. De dois filhos centrados e quietos ela passou a lidar com crianças inquietas e sem foco. Foi questão de tempo até as notas na escola despencarem. “Meus filhos usam muito a internet e o celular. Eles não assistem vídeo-aula pois são da área pública. Porque elas estão tanto tempo dentro de casa, o tempo dedicado ao estudo agora é dedicado a brincadeiras entre eles. A pandemia mudou a vida dos meus filhos e a maneira deles se relacionarem entre si”, finalizou a Denise.

Clique no ícone abaixo e ouça podcast sobre o assunto.

Por Lucas Valente e Suellen Cristo.

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As polícias Civil de São Paulo e Federal fazem nesta quarta-feira (25) uma operação contra suspeitos de compartilhar imagens de abuso sexual de crianças e adolescentes. A operação Black Dolphin está cumprindo 219 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, do Rio de Janeiro, de Minhas Gerais e do Rio Grande do Sul.

De acordo com a Polícia Federal (PF), o objetivo é localizar arquivos digitais desse tipo de abuso que são compartilhados na deep web, uma espécie de rede invisível para o usuário comum.

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Os alvos da operação são suspeitos de se valer do anonimato para exibir, acessar e compartilhar essas imagens.

No bairro do Cachambi, na zona norte da cidade do Rio de Janeiro, uma pessoa foi presa em flagrante, por possuir imagens de abuso sexual infantil, segundo a PF.

Até o dia 27 deste mês, pouco mais de 48 mil crianças de Pernambuco, com idade de um a menores de cincos anos, precisam tomar a dose extra da vacina contra a poliomielite. Apesar de ter tido seu último caso no Brasil em 1989, a doença ainda segue em circulação no Paquistão e no Afeganistão.

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE), até o momento, mais de 501 mil crianças foram vacinadas, correspondendo a 91,25% do total de meninos e meninas. A campanha de imunização tem como meta chegar a 95% dos pequenos.

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“A poliomielite é uma doença grave, que pode deixar sequelas irreversíveis e provocar até mesmo óbito. É por meio da vacinação que podemos proteger nossas crianças e continuar mantendo o território pernambucano livre da circulação do vírus. Por isso, lembramos aos pais e responsáveis dessa oportunidade de garantir o direito à saúde desses meninos e meninas, que ainda podem aproveitar a ida ao posto de saúde para atualizar a caderneta de vacinação com doses contra outras doenças que, porventura, estejam atrasadas”, destacou a superintendente de Imunizações da SES-PE, Ana Catarina, conforme informações da assessoria de comunicação da pasta.

Em paralelo à vacinação para combater a poliomielite, o Estado conta com uma mobilização para que crianças e jovens menores de 15 anos tenham atualização de vacinas. Todos os imunizantes podem ser encontrados, de forma gratuita, em unidades do Sistema Único de Saúde (SUS).

Os interessados nas vacinas podem procurar postos de saúde de suas respectivas cidades. No Recife, por exemplo, os endereços estão disponíveis na internet.

O Papai Noel se modernizou para não deixar de participar da campanha de Natal solidário dos Correios, iniciada nesta quarta-feira (18). Há mais de 30 anos proporcionando alegria para crianças em vulnerabilidade, neste ano, as famosas cartinhas só poderão ser enviadas e escolhidas através do site do bom velhinho

O próprio Papai Noel vai lançar a campanha às 15h, no canal do YouTube dos Correios. Em função da pandemia, toda a operação foi remanejada para o ambiente virtual.

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As cartinhas devem ser escritas à mão por crianças de até 10 anos, em situação de vulnerabilidade social, e fotografadas ou digitalizadas para ser enviadas ao Blog do Papai Noel. Atenção para a nitidez das imagens para que o doador compreenda o pedido.

Para tornar-se um 'Papai Noel', basta entrar na página e clicar no campo "Adotar Agora". Com base na localidade informada, serão disponibilizadas as cartinhas e sugestões de locais para a entrega dos presentes. Após a escolha, um e-mail de confirmação é enviado. Para visualizar as cartinhas já adotadas, basta acessar o campo "Minhas Cartas".

A mudança visa evitar aglomerações e, por isso, os presentes serão divididos em unidades dos Correios para a entrega presencial, também informados na página. A entidade ressalta que o protocolo de segurança sanitária será devidamente atendido.

Investigações da polícia de Stafford, no Reino Unido, concluíram que quatro crianças, de oito, seis, quatro e três anos, morreram em um incêndio causado pelos pais, que dormiram enquanto fumavam, em fevereiro do ano passado. O pai Christofer Moulton e a mãe Natalie Unitt chegaram a ser presos por negligência e homicídio culposo, mas foram liberados por falta de provas.

As camas de Siblings Riley Holt, de oito anos; Keegan Unitt, de seis; Tilly Rose Unitt, de quatro, e Olly Unitt, de três, pegaram fogo em contato com os cigarros acesos. O investigador Leigh Richards conta que um cinzeiro foi encontrado derretido entre as molas do colchão. Muitas bitucas e outro cinzeiro cheio estavam espalhados pela casa e ao lado da cama, complementa.

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De acordo com o Metro, o pai das crianças disse em depoimento que uma caldeira foi responsável pelo início das chamas e que ainda tentou chegar ao local onde estavam os filhos. Assim como o Chistofer, Natalie conta que acordou com o fogo. O inquérito também destaca que o serviço social já havia orientado aos pais para não fumar dentro da residência.

A Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE) informou que os pais e responsáveis por crianças de um ano e menores de cinco anos têm até esta sexta-feira (13) para ir até um posto de saúde e vacinar os pequenos com uma dose extra contra a poliomielite. Até o momento, 427.261 meninos e meninas nessa faixa etária já foram imunizados - 77,77% -, colocando Pernambuco na segunda colocação no País entre os Estados com melhor percentual de vacinação. Contudo, ainda faltam 122.108.

A meta é proteger, no mínimo, 95% do público total - 549.369 -. Para tomar a dose extra contra a poliomielite, a criança precisa ter finalizado o esquema do calendário básico, com três doses. A doença pode deixar sequelas irreversíveis, como a paralisia de membros inferiores, crescimento diferente das pernas e até mesmo paralisia dos músculos da fala e da deglutição.

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Apesar do último caso ter sido registrado no Brasil em 1989, o vírus continua em circulação em dois países (Afeganistão e Paquistão). Além da vacinação indiscriminada contra a poliomielite para o público entre um ano e menores de 5 anos, todos os menores de 15 anos devem atualizar a caderneta de vacinação com as doses em atraso. Para as crianças abaixo de sete anos de idade, as unidades de saúde estão disponibilizando os seguintes imunizantes: BCG, hepatite B, pentavalente, poliomielite, rotavírus, pneumocócica 10, meningocócica C, febre amarela, tríplice viral, varicela, hepatite A e DTP.

A partir dos sete anos até os menores de 15, podem ser feitas as doses da hepatite B, febre amarela, meningocócica ACWY e HPV. "Os pais e responsáveis precisam ficar atentos à caderneta de vacinação das crianças para que as doses sejam feitas no tempo preconizado. Também é indispensável a adesão a campanhas como essa, que busca corrigir qualquer falha vacinal que possa ocorrer. Em caso de dúvida, basta procurar um posto de saúde para que um profissional oriente e atualize o que for necessário", afirma a superintendente de Imunizações da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), Ana Catarina de Melo, segundo informações da assessoria.

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