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Uma brasileira de 37 anos foi detida pela Polícia Nacional da Colômbia, nesta segunda-feira (29), quando tentava embarcar no Aeroporto Internacional El Dorado, em Bogotá, levando 130 sapos venenosos na bagagem.

Os animais, de uma espécie ameaçada de extinção, estavam acondicionados em embalagens plásticas de filmes fotográficos. Os pequenos anfíbios estavam asfixiados e desidratados, segundo a Secretaria do Meio Ambiente de Bogotá. A brasileira foi autuada pelo delito de tráfico de fauna.

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Conforme a prefeitura da capital colombiana, os anfíbios da espécie Oophaga histrionica, conhecidos popularmente como sapo venenoso arlequim, são considerados como uns dos mais peçonhentos do mundo.

A passageira foi abordada quando se preparava para embarcar em voo com destino a São Paulo, com escala no Panamá. Durante a inspeção de bagagens, a polícia aeroportuária flagrou 130 frascos camuflados em uma mala, cada um contendo um espécime do anfíbio.

Segundo as autoridades colombianas, a espécie está em risco de extinção por ser alvo de tráfico internacional de animais.

Colecionadores internacionais de espécies silvestres chegam a pagar mil dólares por cada exemplar desses sapos, levando em conta sua beleza exótica e a procedência, já que a espécie só é encontrada nos bosques tropicais úmidos da região do Pacífico colombiano.

De acordo com nota divulgada pela prefeitura de Bogotá, os funcionários solicitaram à mulher a licença ambiental para o transporte de fauna silvestre, mas a brasileira alegou que havia recebido as rãs como presente de comunidades étnicas de Nariño, região localizada a 800 quilômetros da capital.

"Ante a quantidade de espécies transportadas e o dano considerável ao ecossistema, demos início a um processo de judicialização pelo crime de tráfico de fauna", disse o comandante operacional da Polícia Metropolitana, Juan Carlos Arévalo Rodriguez.

Com o acompanhamento da Seccional de Carabineiros e Proteção Ambiental, os animais receberam tratamento veterinário e estão em recuperação no Centro de Atenção e Valorização de Flora e Fauna Silvestre para serem devolvidos ao seu habitat.

Segundo a prefeitura de Bogotá, a brasileira foi colocada à disposição da Procuradoria-Geral da Nação. As leis colombianas punem com rigor o tráfico de animais. Além da ação penal, a multa a que a mulher está sujeita pode chegar a 58 milhões de pesos colombianos - cerca de R$ 70 mil.

A brasileira não teve o nome divulgado pelas autoridades colombianas. A reportagem pediu informações sobre o caso ao Ministério das Relações Exteriores e aguarda retorno.

Ao menos cinco pessoas foram presas pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), da Polícia Civil de São Paulo, quando roubavam lojas de tecidos no Pari, na região central da capital paulista, na sexta-feira, 26. Conforme a investigação, a quadrilha é especializada em ataques a lojistas.

"As detenções aconteceram na sexta-feira durante um roubo em andamento em um estabelecimento comercial no Pari. O gerente foi encontrado amarrado no fundo da loja", afirmou o Deic.

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Ainda de acordo com a investigação, a descoberta do roubo em andamento surgiu durante apurações de policiais da 5ª Delegacia Patrimônio (Investigações sobre Roubo a Bancos). Foram recebidas informações sobre um veículo utilizado para deslocamento dos integrantes da quadrilha.

"Os policiais conseguiram informações sobre possíveis locais alvos da quadrilha. A equipe visualizou um dos suspeitos deixando um estabelecimento comercial instalado na Rua Coronel Emídio Piedade. Um grupo acompanhou o indivíduo até abordá-lo. O detido confirmou o roubo em andamento", disse o departamento policial, por meio de comunicado.

Conforme a apuração, o outro grupo tinha ficado no local. Logo que percebeu o roubo, invadiu a loja. Flagrou quatro homens carregando um furgão com dezenas de bobinas de tecido. O veículo usava placas clonadas. Após as detenções, os policiais puderam resgatar o gerente da loja.

Os cinco presos foram autuados por roubo, associação criminosa e adulteração de sinais identificadores de veículos automotivos.

Fábio Rabin viveu momentos tensos no Catar. O humorista viajou ao país para cobrir a Copa do Mundo, mas não esperava ser detido durante sua passagem por lá. Na última segunda-feira, dia 5, o brasileiro surgiu desesperado em uma live no Instagram, relatando ter sofrido ameaças.

Segundo informações do jornal O Dia, em um primeiro momento, Rabin abriu uma live dentro de uma sala com alguns policiais. Mais tarde, quando já estava solto, ele explicou a situação:

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- Estou feliz que não estou morto. Me trancaram numa sala com esses caras, liguei uma live lá e acho que se não tivesse ligado, eu estava morto. Tem um cara que está lá e eu quase morri, porque tentei ajudar o cara também. Me liberaram e eu falei que ele estava comigo, quase perdi minha vida para tentar ajudar o cara. Desculpa o desespero.

Logo depois, Rabin foi questionado sobre o motivo da prisão e respondeu:

- Nenhum. Os caras falaram e aí, tá sóbrio?. F**a-se, a gente está aqui no meio do rolê... Me colocaram dentro de uma sala e falaram vai, sorri. Eu sou judeu, sabe? Eu fiquei sorrindo. Fiquei com muito medo de perder a vida. Se eu não tivesse ligado a live, se não fosse vocês ao vivo vendo essa transmissão.

Depois que tudo se acalmou, o humorista voltou aos Stories para comentar o assunto:

- Fala, galera. Muito obrigado pelos comentários, desculpa o susto pra qualquer um aí, o importante é que o Brasil ganhou. É o seguinte: tentei me comunicar com os locais aqui pra falar do ingresso do setor que eu estava, não deu certo. Acabei ficando preso numa salinha e me desesperei. Minha arma foi ligar uma live ali e é isso. No Brasil, a gente conversa mais.

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A Polícia Federal conduziu à Superintendência da corporação no Distrito Federal dois homens que desacataram agentes da equipe de segurança do vice presidente eleito Geraldo Alckmin na noite desta quarta-feira, 23. O crime ocorreu após um dos detidos abordar Alckmin no saguão do hotel JK, em Brasília, afirmando que o político seria uma 'vergonha'.

Depois da hostilidade ao vice presidente eleito, dois integrantes da equipe de segurança de Alckmin afastaram o homem que proferiu a ofensa, identificado como Rosemário. Ele então chamou de 'vagabundo' o líder do grupo da PF, por estar 'defendendo bandidos'.

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Em seguida, se aproximou dos policiais um outro homem, identificado como Alcides Werner, agente de Polícia Federal aposentado. Este teria passado a discutir com a equipe de segurança de Alckmin. Após ter sido informado que se tratava de uma equipe da PF, Alcides teria afirmado: "Polícia Federal é o caralho".

Nesse momento, os agentes consideraram que foi 'escalada sobremaneira os ânimos da ocorrência' até com o 'início da adesão de terceiros, o que poderia ter ocasionado situação ainda mais crítica', indica o registro de ocorrência.

Rosemário e Alcides foram então levados à Superintendência da PF no Distrito Federal. Lá o caso foi registrado pouco antes das 17h desta quinta-feira, 24. Foi lavrado termo circunstanciado de ocorrência por desacato a equipe de segurança, a dupla assinou o documento e depois foi liberada.

Um britânico acusado de integrar uma célula de sequestros e assassinatos do grupo Estado Islâmico (EI), conhecida como os "Beatles", foi indiciado por terrorismo depois de sua detenção ao retornar ao Reino Unido, informou a polícia.

"Um homem de 38 anos foi acusado de vários crimes de terrorismo após uma investigação do Comando Metropolitano Antiterrorismo", afirmou a polícia em um comunicado.

O detido foi identificado como Aine Davis, que permanece sob custódia policial.

A força de segurança informou que a detenção de Davis aconteceu no momento em que desembarcou no aeroporto de Luton em um voo procedente da Turquia, onde cumpriu uma pena de prisão por crimes de terrorismo.

Os quatro integrantes dos "Beatles", chamados desta maneira por seus sotaques britânicos, são acusados pelo sequestro de ao menos 27 jornalistas e trabalhadores humanitários dos Estados Unidos, Reino Unido, Europa, Nova Zelândia, Rússia e Japão.

Também são suspeitos de tortura e assassinato, inclusive por decapitação, dos jornalistas americanos James Foley e Steven Sotloff, assim como dos trabalhadores humanitários Peter Kassig e Kayla Mueller. Davis publicou vídeos das execuções nas redes sociais.

Dois integrantes do grupo chamado de 'Beatles', Alexanda Kotey (38 anos) e El Shafee Elsheikh (34 anos), foram detidos em janeiro 2018 por uma milícia curda na Síria e entregues às forças americanas no Iraque, antes da transferência para o Reino Unido.

Em 2020 foram extraditados para os Estados Unidos por acusações de sequestro, conspiração para matar cidadãos americanos e apoio a uma organização terrorista estrangeira.

Kotey se declarou culpado de participar nos assassinatos e foi condenado à prisão perpétua em abril, enquanto Elsheikh foi condenado em abril e receberá a sentença na próxima semana.

O quarto membro dos 'Beatles', Mohamed Emwazi, foi morto em um ataque com drone americano em 2015 na Síria.

A esposa de Aine Davis, Amal El Wahabi, foi condenado em 2014 no Reino Unido por financiamento do grupo extremista EI, depois de tentar enviar 20.000 euros (25.000 dólares na época) para o marido na Síria.

O diretor e roteirista de cinema canadense Paul Haggis, vencedor de vários Oscars, foi detido no sul da Itália por suspeita de agressão sexual qualificada, informaram agências de notícias italianas neste domingo, citando promotores locais.

O diretor e roteirista é "suspeito dos crimes de agressão sexual qualificada e lesão corporal, crimes cometidos sobre uma jovem estrangeira", segundo as agências ANSA e AGI, citando uma nota escrita pelos promotores de Brindisi.

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Haggis, de 69 anos, que escreveu e produziu o filme vencedor do Oscar "Crash", seria a atração principal do festival de cinema "Allora Fest", que começa na terça-feira na cidade de Ostuni, na província de Brindisi.

A vítima estava hospedada na casa de Haggis antes do festival, segundo os promotores.

"O suspeito supostamente forçou a jovem, que ele conhecia há algum tempo, a ter relações sexuais", escreveram.

Após um dos encontros, a mulher foi "forçada a procurar atendimento médico", escreveram.

A AFP enviou uma mensagem de voz e e-mail para um dos advogados de Haggis, mas ainda não houve resposta.

As autoridades sauditas libertaram uma princesa e sua filha, detidas sem acusações durante quase três anos na capital, informou uma organização de direitos humanos neste sábado (8).

Basmah bin Saud, uma empresária de 57 anos, foi detida em março de 2019. Em abril de 2020, implorou ao rei Salman e ao príncipe herdeiro, Mohamed bin Salman, que a libertassem por motivos de saúde.

A princesa "e sua filha Suhud [...] foram libertadas", disse a organização ALQST pelos Direitos Humanos no Twitter.

"Ela não recebeu o atendimento médico de que precisava contra condições potencialmente fatais", disse o grupo. O tipo de doença que ela sofria não foi revelado.

"Em nenhum momento durante sua detenção foram feitas acusações contra ela", acrescentou.

As autoridades sauditas não comentaram o caso.

A princesa Basmah foi detida pouco antes de uma viagem à Suíça para tratamento médico, segundo uma fonte próxima à família.

O príncipe Mohamed bin Salmán foi considerado um reformista desde que foi nomeado por seu pai, o rei Salmán, em junho de 2017.

Desde então, ordenou várias reformas, como permitir que as mulheres dirijam ou a flexibilização das regras que dão aos homens autoridade sobre as mulheres de suas famílias.

Mas as autoridades também fizeram campanha contra os críticos do poder e opositores em potencial, de religiosos à ativistas pelos direitos das mulheres, mesmo quando se trata de membros da família real.

A princesa Basmah estava detida na prisão de Al Hair, onde estão vários presos políticos.

Em depoimento escrito enviado às Nações Unidas em 2020, ao qual a AFP teve acesso, sua família afirmou que a princesa havia sido detida em grande parte por causa de suas "críticas abertas aos abusos" cometidos na Arábia Saudita.

Em março de 2020, a guarda real deteve o irmão e sobrinho do rei Salman, acusados de ter fomentado um golpe contra o príncipe herdeiro, segundo várias fontes.

Quase 150 pessoas que compraram ou venderam drogas ou armas na "dark web" foram detidas em todo mundo em uma das maiores operações já registradas contra esta "Internet obscura" - anunciou a Europol nesta terça-feira (26).

"Esta operação, denominada Dark HunTOR, foi integrada por uma série de ações isoladas, mas complementares, na Austrália, Bulgária, França, Alemanha, Itália, Holanda, Suíça, Reino Unido e Estados Unidos", detalhou a Europol, em um comunicado.

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A ação policial foi desenvolvida após o desmantelamento da plataforma "DarkMarket" em janeiro, na Alemanha. Ela era considerada pelos investigadores o maior ponto de vendas no mercado clandestino cibernético.

Apenas nos Estados Unidos, 65 pessoas foram detidas; outras 47, na Alemanha; 24, na Grã-Bretanha; e quatro, na Itália e na Holanda, entre outros países.

Alguns detidos foram considerados "alvos de grande valor" pela Europol.

Os agentes também confiscaram 26,7 milhões de euros (US$ 31 milhões) em espécie e em moedas virtuais, além de 45 armas e 234 quilos de drogas.

A polícia italiana também fechou os mercados "DeepSea" e "Berlusconi", que "juntos contabilizavam mais de 100.000 anúncios ilegais", afirmou a Europol, que coordenou a operação com a agência judicial Eurojust.

A detenção em janeiro do suposto operador do "DarkMarket", um australiano de 34 anos preso na fronteira da Alemanha com a Dinamarca, "proporcionou aos investigadores de todo mundo um tesouro de provas", segundo a Europol.

O desmantelamento da "DarkMarket" - que vendia drogas de todo tipo, além de dinheiro falso, dados de cartões de crédito roubados ou falsificados, chips anônimos e até vírus de computador - foi consequência de uma operação de setembro de 2019, também na Alemanha, contra vários serviços ilegais de "darknet", chamados "Cyberbunker", informou a Justiça na ocasião.

Este centro de dados ilegais, instalado em um antigo "bunker" da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) no sudoeste da Alemanha, estava sob suspeita de ter abrigado várias plataformas de venda de drogas, assim como servidores utilizados para o tráfico de pornografia infantil, ou ciberataques.

Desde então, o Centro Europeu de Cibercrime (EC3) da Europol compilou informações para identificar objetivos-chave, explicou a agência.

A "dark web", uma versão paralela da web que garante o anonimato dos usuários, é cada vez mais perseguida pela polícia internacional.

"O objetivo de operações como esta é advertir os criminosos que operam na 'dark web' que a comunidade policial dispõe de recursos e sócios globais para desmascará-los e responsabilizá-los por suas atividades ilegais, inclusive em áreas da 'dark web'", afirmou o subdiretor de operações da Europol, Jean-Philippe Lecouffe.

Para Rolf van Wegberg, pesquisador de crimes cibernéticos da Universidade Tecnológica de Delft, a operação estabelece uma mudança na ação da polícia contra os supostos criminosos que operam na Internet.

"No passado, este tipo de operação tinha como objetivo fechar os operadores destes mercados, mas agora vemos os departamentos de polícia atrás dos principais vendedores", disse.

Ao menos quatro manifestantes foram detidos no começo da tarde desta quinta-feira, 18. Segundo parlamentares do PT e do PCdoB, eles foram levados à sede da Superintendência da Polícia Federal em Brasília após estenderam uma faixa com os dizeres "Bolsonaro Genocida" em frente ao Palácio do Planalto, na Esplanada dos Ministérios.

A faixa mostra também uma caricatura do presidente Jair Bolsonaro com rabo e chifres, transformando uma cruz vermelha - símbolo da saúde - em uma suástica nazista.

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Alguns dos integrantes do grupo são militantes do PT. Os deputados federais petistas Natália Bonavides (RN) e Alencar Santana Braga (SP) disseram que estão a caminho do local.

Ao Estadão, Bonavides afirmou que os militantes foram enquadrados na Lei de Segurança Nacional (LSN), motivo pelo qual teriam sido levados à Polícia Federal, e não para uma delegacia da Polícia Civil do DF.

A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) também afirmou que eles foram enquadrados na mesma lei. "Quatro manifestantes foram PRESOS na Esplanada após abrir uma faixa chamando o genocida Bolsonaro de genocida!!! Enquadrados na Lei de Segurança Nacional!", postou a parlamentar.

Furar a fila da vacinação durante situação de emergência sanitária nacional em razão de pandemia pode virar crime tipificado no Código Penal. A punição para essa conduta pode ser de detenção e multa, conforme proposto por quatro projetos de lei em tramitação no Senado. As mesmas penalidades são previstas para quem facilita ou aplica a vacina em pessoa que sabidamente não atende à ordem de imunização estabelecida pelo Poder Público.

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As propostas são uma reação dos senadores às inúmeras denúncias dessa prática em diversos estados brasileiros e no Distrito Federal, logo após iniciada a vacinação contra a covid-19. Pessoas que não pertencem aos grupos prioritários (profissionais de saúde, idosos e pessoas com deficiência que vivem em instituição de longa permanência) vacinaram-se, antecipadamente, burlando a ordem de imunização estabelecida pelos planos nacional, estaduais, distrital ou municipais.

Os “fura-filas” seriam políticos, alguns empresários, funcionários públicos e familiares, entre outros; sendo que os casos já começam a ser apurados pelo Ministério Público.

“É necessário uma rápida resposta deste Parlamento para coibir tais comportamentos criminosos”, ressalta o senador Plínio Valério (PSDB-AM), que propõe pena de detenção, de três meses a um ano, e multa para quem furar a fila da vacinação durante a pandemia (PL 13/2021). 

Agente Público

A proposta de Plínio Valério deve tramitar em conjunto com o projeto PL 11/2021, apresentado pela senadora Daniella Ribeiro (PP-PB), que estabelece indenização ao erário no valor correspondente ao da vacina, acrescido de multa no valor de R$ 1.100.

Os dois projetos propõem atacar o problema também na esfera administrativa, quando o crime for cometido por agente público. A proposição de Daniella Ribeiro torna obrigatória a proibição de investidura do agente em cargo, emprego ou função pública pelo prazo de dois anos.

“São fatos extremamente graves e que merecem ser combatidos e rechaçados. O país sofre com a pandemia, famílias são devastadas e profissionais de saúde expõem suas vidas para tentar minimizar os impactos da doença. Não podemos conceber, assim, que pessoas fora dos grupos prioritários se valham de artifícios para serem beneficiadas pela imunização antes daqueles que mais necessitam”, defende a senadora.

Fraude

Já o projeto (PL 14/2021) do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) determina que fraudar a ordem de preferência na vacinação é crime sujeito à pena de detenção, de dois a seis anos, e multa. A proposta também prevê a elevação de um a dois terços da pena se a conduta for de agente público. A punição prevista deve vigorar até o dia 30 de junho de 2022 ou até o final das campanhas nacional, estadual e municipal de imunização contra o coronavírus, o que ocorrer por último.

O senador destaca que a conduta de quem frauda a fila de vacinação já é tipificada como crime, mas que não se trata de tipos penais pensados “sob o manto de uma pandemia”, em que a vacinação segundo uma ordem de preferência é imprescindível.

“As penas cominadas para o tipo penal são baixas, de modo que pode não haver o efeito negativo geral do tipo. Fala-se especificamente, nessa linha, no crime de infração de medida sanitária preventiva. Também se poderia pensar na existência de eventual concurso de crimes, a depender da situação concreta, com outros tipos penais: prevaricação, corrupção ativa, corrupção passiva, associação criminosa, condescendência criminosa, falsidade ideológica, dentre outros eventualmente apurados pelas autoridades competentes”, acrescentou Randolfe.

Saúde Pública

A pena de detenção, de três meses a um ano, e multa, prevista no projeto da senadora Eliziane Gama (Cidadania–MA), também está entre as propostas apresentadas. De acordo com o PL 15/2021, incide nas mesmas penas quem, sabendo da irregularidade, autoriza ou aplica a vacina em pessoa que não atende à ordem de imunização estabelecida.

“Esses comportamentos devem ser prontamente repreendidos, pois interferem no melhor gerenciamento dos programas de imunização. Este projeto de lei aperfeiçoará a proteção da nossa saúde pública”, afirma a senadora.

*Da Agência Senado

 

O Ministério britânico das Relações Exteriores manifestou, nesta segunda-feira (18), sua "profunda preocupação" com a detenção do opositor russo Alexei Navalny, preso no domingo (17) ao desembarcar em Moscou procedente da Alemanha.

"É assombroso que Alexei Navalny, vítima de um crime hediondo, seja detido pelas autoridades russas", tuitou o titular da pasta, Dominic Raab.

A Rússia deve investigar "o uso de uma arma química" em seu território, em vez de "perseguir Navalny", acrescentou o ministro, referindo-se ao envenenamento do opositor russo. Raab também pediu sua "libertação imediata".

Mais cedo, o ministro alemão das Relações Exteriores, Heiko Maas, já havia se pronunciado nessa mesma direção.

Navalny "tomou a decisão consciente de voltar para a Rússia, que considera sua casa pessoal e política", e o fato de que tenha sido detido pelas autoridades russas logo ao chegar "é totalmente incompreensível", afirmou Maas.

Lembrando que a Rússia está vinculada por sua própria Constituição e por suas obrigações internacionais ao Estado de direito e à proteção dos direitos civis, o ministro acrescentou: "certamente, estes princípios também devem ser aplicados" a Navalny, que "deve ser libertado imediatamente".

Depois que o opositor, um carismático ativista anticorrupção e inimigo do Kremlin, foi vítima de "um grave ataque de envenenamento" em território russo, a Alemanha pede à Rússia que "investigue a fundo este ataque e leve os autores à Justiça", insistiu Maas.

Ainda nesta segunda, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, também pediu sua "libertação imediata".

No domingo (17), o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, também reagiu à prisão de Alexei Navalny, detido ao retornar à Rússia pela primeira vez desde seu envenenamento no verão passado.

"Os Estados Unidos condenam veementemente a decisão da Rússia de prender Alexei Navalny", afirmou Pompeo em um comunicado.

"Notamos com grande preocupação que sua detenção é a última de uma série de tentativas de silenciar Navalny e outras figuras da oposição e vozes independentes que criticam as autoridades russas", completou.

Navalny foi detido no aeroporto de Sheremetyevo, em Moscou, menos de uma hora depois de chegar da Alemanha, onde estava se recuperando do envenenamento por uma substância neurotóxica que, segundo ele, foi encomendado pelo presidente Vladimir Putin.

Os EUA se uniram à União Europeia para condenar a medida, com Pompeo dizendo que "Navalny não é o problema. Exigimos sua libertação imediata e incondicional".

"Os líderes políticos confiantes não temem vozes concorrentes, nem cometem violência, nem detêm oponentes políticos injustamente", acrescentou.

- Sem acesso a advogados

De acordo com o Fundo da Luta contra a Corrupção, a organização fundada por Navalny, ele está sem acesso a seus advogados desde sua detenção "ilegal" ontem.

"Está detido ilegalmente, impedem que seus advogados o vejam", afirmou o Fundo.

Dois advogados conseguiram entrar na delegacia de Khimki, onde Navalny está, mas não puderam se reunir com ele, disse sua porta-voz Kira Yarmysh.

"Não lhes permitem ver Alexei", tuitou a porta-voz.

Em entrevista à Rádio Eco, de Moscou, uma de suas advogadas, Olga Mikhailova, afirmou que a polícia "viola a lei ao impedir a defesa" de se reunir com Navalny.

A ativista pró-democracia de Hong Kong Alexandra Wong, de 64 anos, conhecida como "avó Wong", reapareceu neste sábado (17), após 14 meses, período durante o qual ela afirma ter sido presa e mantida na China continental.

A manifestante disse que foi forçada a assinar um comunicado, no qual se comprometia a renunciar a todo e qualquer ativismo. Contou ainda foi enviada para uma "viagem patriótica" ao norte da China.

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Carinhosamente apelidada de "avó Wong" pelos manifestantes do movimento pró-democracia, a ativista comparecia nos protestos com uma enorme bandeira britânica. Esteve em quase todas as manifestações desde os primeiros dias da mobilização no território, em junho de 2019.

Wong desapareceu em agosto de 2019, mantendo apenas alguns contatos esporádicos com a mídia na ex-colônia britânica.

Em uma entrevista coletiva em Hong Kong, neste sábado, ela disse que foi presa após um protesto em seu caminho de volta para Shenzhen, a cidade da China continental onde vive há 14 anos.

Ela afirma que as autoridades de Shenzhen a colocaram em "detenção administrativa" e, depois, em "detenção criminal" por 45 dias, sem nem mesmo saber quais acusações pesavam contra ela.

"Eu estava com medo de morrer no centro de detenção", desabafou.

Quando sua detenção terminou, ela afirma que foi forçada a testemunhar, diante de uma câmera, que não havia sido torturada e a prometer que não daria entrevistas, nem voltaria às ruas para se manifestar. Também teria sido convidada a renunciar a seu compromisso político por escrito.

"A pior coisa que já fiz na minha vida foi escrever esta confissão. Mas não tinha como negociar", alega Wong.

Esta confissão não lhe trouxe liberdade imediatamente. Ela foi enviada por cinco dias, em uma "viagem patriótica", para a província de Shaanxi. Lá, foi fotografada, acenando com a bandeira chinesa nas mãos, enquanto cantava o hino nacional.

Foi, então, posta em liberdade sob fiança. Agora, ela aguarda julgamento por "incitar distúrbios públicos", uma acusação que as autoridades chinesas costumam usar contra dissidentes.

Alexandra Wong não recebeu qualquer documento por escrito, detalhando as acusações contra ela.

Por um ano, foi-lhe permitido apenas voltar para casa em Shenzhen, mas não para Hong Kong. Essas restrições foram suspensas no final de setembro.

"Não me atrevo mais a voltar a Shenzhen", disse ela à imprensa.

A China quer impor sua autoridade em Hong Kong após uma mobilização sem precedentes neste território, em 2019.

O magnata Jimmy Lai foi detido nesta segunda-feira (10) e seu grupo de imprensa em Hong Kong foi alvo de uma operação de busca e apreensão com base na polêmica lei de segurança, mais um passo na crescente influência de Pequim na ex-colônia britânica.

O homem de 71 anos foi detido em sua casa durante a manhã, informou à AFP Mark Simon, um de seus colaboradores mais próximos. Outros dois funcionários da empresa também foram detidos.

Em um comunicado, a polícia anunciou sete detenções por suspeitas de conluio com forças estrangeiras - uma das novas proibições citadas na lei de segurança nacional - e por fraude.

Dois filhos de Lai estão entre as pessoas detidas, segundo uma fonte policial.

Considerada por muitos uma resposta de Pequim aos meses de manifestações pró-democracia que sacudiram o território semiautônomo em 2019, a lei de segurança nacional concede às autoridades novos poderes para reprimir quatro tipos de delitos contra a segurança do Estado: subversão, separatismo, terrorismo e conluio com forças estrangeira.

Vários ativistas pró-democracia denunciaram que, na prática, a lei acaba com o princípio "um país, dois sistemas" que vigorava desde a retrocessão, em 1997, e que em teses garantia até 2047 uma série de liberdades para os cidadãos de Hong Kong que não existem no restante da China.

- "Inimaginável há um mês" -

Jimmy Lai é dono de duas publicações abertamente pró-democracia e críticas ao governo de Pequim, o jornal Apple Daily e a revista Next Magazine.

No fim da manhã desta segunda-feira, quase 200 policiais compareceram à sede do grupo de comunicação em uma área industrial do bairro Lohas Park.

Jornalistas do Apple Daily transmitiram ao vivo no Facebook as imagens da operação, que mostram o chefe de redação da publicação, Law Wai-kwong, solicitando aos policiais o mandato de busca.

"Diga a seus colegas que não toquem em nada antes que nossos advogados verifiquem o mandato", advertiu Law.

Os policiais ordenaram aos jornalistas que entrassem em uma fila para um controle de identidade, enquanto outros agentes percorriam a redação. Lai foi levado ao local algemado.

Chris Yeung, presidente da Associação de Jornalistas de Hong Kong, chamou a operação de "impactante e aterrorizante".

"Isto não tem precedentes e era inimaginável há um ou dois meses", disse à AFP.

Law enviou uma mensagem aos jornalistas do grupo, na qual pede aos profissionais que permaneçam em seus postos de trabalho para permitir a publicação da próxima edição do jornal, apesar da operação policial e das detenções.

Para muitos cidadãos de Hong Kong envolvidos com o movimento pró-democracia Lai é um herói, um empresário combativo e o único magnata do território semiautônomos que se atreve a criticar a Pequim.

A ação da Next Digital fechou em queda de mais de 180% na Bolsa de Hong Kong, no menor nível desde junho de 2019, enquanto os simpatizantes de Lai iniciaram uma campanha on-line de apoio à empresa.

Poucas pessoas do território provocam tanto mal-estar em Pequim quanto Lai, que é chamado de "traidor" pela imprensa estatal chinesa, que o acusa de ter instigado os protestos de 2019.

As acusações de conluio com uma potência estrangeira aumentaram no ano passado, quando Lai se reuniu com o secretário de Estado americano Mike Pompeo e com o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence.

Em meados de junho, duas semanas antes da promulgação da nova lei de segurança, Jimmy Lai declarou à AFP que esperava ser detido.

"Estou preparado para ir à prisão", disse "Se isto acontecer, terei a oportunidade de ler os livros que ainda não consegui. A única coisa que posso fazer é permanecer otimista".

Ele rebateu as acusações de conluio e afirmou que os cidadãos de Hong Kong tinham o direito de reunir-se com políticos estrangeiros.

Lai é o arquétipo do empreendedor. Ele chegou a Hong Kong de forma clandestina com sua família quando tinha 12 anos, a bordo de um navio procedente de Cantão.

Começou a trabalhar em uma fábrica têxtil e quando se aproximava dos 30 anos aprendeu a falar inglês e abriu sua própria empresa têxtil.

Mas foi a repressão dos protestos de Tiananmen (Praça da Paz Celestial) em 1989 que transformou sua visão política. Um ano depois fundou a Next Media.

Na entrevista de junho à AFP, ele afirmou que a nova lei deixara Hong Kong "de joelhos" e citou o temor de processos contra jornalistas.

As autoridades da China e de Hong Kong afirmaram que a lei não afetaria em nenhuma medida as liberdades no território semiautônomo e que teria como alvo uma minoria de pessoas.

Um grupo de cerca de 15 manifestantes foram detidos no Centro do Rio neste domingo, região onde mais tarde será realizado o ato "Vidas Negras Importam", sob alegação de estarem portando álcool gel, segundo o organizador do movimento VIdas Negras Importam, Gabriel Murga.

"O grupo não faz parte do movimento, era uma manifestação independente, mas ficamos sabendo que foram detidos por portar álcool gel e já enviamos advogados para a delegacia", disse Murga ao Broadcast.

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Segundo Murga, os detidos foram levados à delegacia de Bonsucesso, na zona norte da cidade, por volta das 10h.

Na zona sul da cidade, na praia de Copacabana, um pequeno grupo de apoio ao presidente Jair Bolsonaro também faz manifestação, tendo à frente uma faixa onde está escrito "Marcha da Família pró-Bolsonaro com Deus - Intervenção popular com o Executivo". Com cerca de 50 pessoas, o grupo protesta por atos "infligidos pelo legislativo, judiciário, governadores e prefeitos".

Segundo a faixa, participam famílias cristãs, reservistas, patriotas anti comunistas, artistas de direita, alta cultura, motociclistas, médicos entre outros.

Um pastor foi detido em São Caetano, Agreste de Pernambuco, por descumprir decreto do Governo de Pernambuco que proíbe aglomeração de pessoas para evitar a propagação da Covid-19. O caso aconteceu na quinta-feira (16).

Segundo a Polícia Militar, o pastor ministrava um culto para cerca de 25 pessoas. O religioso foi encaminhado para a delegacia de Polícia Civil para assinatura de um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO).

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A Polícia Militar (PM) deteve três pessoas por descumprirem o decreto que proíbe o acesso às praias em Pernambuco. Os casos ocorreram na segunda-feira (6) e no domingo (5) em Olinda e Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife (RMR).

O primeiro caso ocorreu no bairro de Rio Doce, em Olinda. Um homem jogava futebol com um grupo e uma mulher tomava banho de mar na Praia de Zé Pequeno. Segundo a Secretaria de Defesa Social (SDS), a PM alertou que eles deveriam deixar o local, mas as duas pessoas teriam se recusado a obedecer.

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De acordo com a SDS, a mulher, inclusive, cometeu desacato, pois questionou se os militares sabiam com quem estavam falando, pois ela seria filha de uma promotora de Justiça. Os dois foram encaminhados para a Delegacia do Varadouro, em Olinda, onde foram autuados e assinaram Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO).

Na segunda-feira (6), por volta das 9h, um homem que estava na Praia de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes, também se negou a deixar a faixa de areia. Ele foi levado para a Delegacia de Prazeres.

Não houve detenções similares no sábado (4). Na última segunda-feira, o Governo de Pernambuco anunciou que vai prorrogar o prazo de proibição do acesso a praias e parques, dessa vez incluindo também os calçadões. A medida agora vale até a próxima segunda-feira (13).

Entre 18 de março e 5 de abril, a SDS recebeu 24.006 denúncias sobre descumprimento aos decretos do Governo do Estado que visam a contenção da epidemia do novo coronavírus. Aglomeração acima do limite de dez pessoas, funcionamento irregular de comércio e de bares e restaurantes têm sido as principais queixas no 190.

Centenas de pessoas protestaram neste sábado (28), em Rabat, contra a detenção do jornalista e ativista dos direitos humanos marroquino Omar Radi, preso por criticar no Twitter uma sentença da justiça de seu país.

"Não vamos nos render", "Justiça servil", "Este Estado é corrupto", gritaram os manifestantes em frente ao Parlamento. O jornalista, de 33 anos, foi detido na quinta-feira (26), no mesmo dia da abertura de um processo contra ele.

Radi será julgado por ter postado um tuíte no qual criticou o veredicto de um magistrado, que condenou com penas de até 20 anos de prisão membros do 'Hirak', um movimento de protesto social que percorreu o norte do Marrocos em 2016 e 2017. Em sua conta do Twitter, ele qualificou o juiz de "carrasco".

Radi, que colabora com vários veículos de comunicação marroquinos e estrangeiros, é julgado pelo artigo 263 do código penal, que pune a "ofensa a magistrado" com penas de um mês a um ano de prisão.

A detenção do jornalista, considerado uma personalidade midiática do Movimento de 20 de Fevereiro, versão marroquina da Primavera Árabe, gerou indignação entre as ONGs e nas redes sociais.

A ONG Repórteres sem Fronteiras, que em seu mais recente ranking anual sobre liberdade de imprensa situou o Marrocos em 135º lugar entre 180 países, pediu sua "libertação imediata".

A Associação Marroquina de Direitos Humanos (AMDH) denunciou uma "campanha feroz do Estado contra a liberdade de opinião e expressão".

Um novo código de imprensa entrou em vigor no Marrocos em 2016 e não prevê mais penas de prisão, mas os jornalistas continuam sendo processados segundo o Código Penal, assim como usuários de redes sociais pelo que publicam.

David Schenker, o secretário de Estado assistente para o Oriente Médio, pediu ao Egito que liberte a blogueira e jornalista Esraa Abdel Fatah, classificando sua prisão de "ultrajante", informou nesta terça-feira o próprio funcionário ao Congresso americano.

Schenker disse ao Congresso que havia abordado o caso na semana passada com o embaixador do Egito em Washington. "Eu a encontrei (Abdel Fatah) várias vezes. Acho ultrajante", disse Schenker sobre a prisão da blogueira.

"Isso é muito importante para o governo. Conversamos sobre isso", disse ele a um subcomitê de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados.

Além disso, Schenker reiterou o pedido dos EUA ao Egito para que permita manifestações pacíficas, depois que as autoridades lançaram um ataque contra milhares de pessoas que haviam ignorado a proibição aos protestos, em um dos maiores desacatos contra o poder do presidente Abdel Fatah al Sissi.

Esraa Abdel Fatah, 41, ficou conhecida por criar uma página no Facebook em apoio a trabalhadores em greve, que acabaram dando impulso a um movimento político que ajudou a derrubar o longo regime autocrático de Hosni Mubarak em 2011.

A Índia anunciou a detenção de três líderes políticos na Caxemira considerados uma ameaça para a paz, depois que o governo indiano decidiu revogar a autonomia constitucional desta região de maioria muçulmana reivindicada pelo Paquistão.

Os três foram levados para uma "residência" do governo, transformada em centro de detenção, na segunda-feira (5), obedecendo uma ordem judicial.

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Também na segunda-feira, Nova Délhi anunciou a decisão de eliminar o estatuto especial que a Caxemira tem desde a independência da Índia em 1947, quando a região foi dividida entre Índia e Paquistão.

"É provável que suas atividades provoquem uma violação da manutenção da paz", afirmava a ordem que permitiu a transferência dos líderes políticos.

Dois ex-chefes do Executivo de Jammu e Caxemira, Mehbooba Mufti e Omar Abdullah, assim como o líder do partido regional Sajad Lone, foram inicialmente colocados sob prisão domiciliar no fim de semana.

A ordem judicial não apresenta acusações criminais específica.

As autoridades temem que estes líderes políticos organizem um protesto contra a revogação da autonomia constitucional de Jammu e Caxemira e sua dissolução, medidas anunciadas na segunda-feira pelo governo nacionalista hindu do primeiro-ministro Nerendra Modi.

As medidas sem precedentes, preparadas em segredo, podem provocar uma revolta violenta no vale de maioria muçulmana de Srinagar.

Muitos moradores da região himalaia são hostis à Índia e defensores da autonomia que prevalecia desde a criação da república federal indiana, há sete décadas.

A Caxemira estava isolada do mundo pelo segundo dia consecutivo, com linhas de telefone e a conexão de internet suspensas, além de milhares de soldados nas ruas para impor o toque de recolher.

Todas as formas de comunicação estão bloqueadas desde domingo à noite. Viagens e reuniões foram proibidas.

Nova Délhi organizou um grande esquema de segurança para impedir uma revolta.

Nesta terça-feira, a imprensa indiana celebra a revogação da autonomia da Caxemira, mas alguns meios de comunicação expressam preocupação pela maneira como a medida foi adotada, sem debate público ou parlamentar.

No Centro do Recife, a Casa da Cultura, um antigo espaço de detenção, respira história. Hoje um equipamento turístico, a construção foi palco do programa Vai Cair No Enem desta semana, produzido pelo LeiaJá.

O professor de história e filosofia Luiz Neto é o nosso convidado. Os candidatos do Exame Nacional do Ensino Médio também podem acompanhar dicas diárias no Instagram @vaicairnoenem. Veja, a seguir, o programa desta semana:

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