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O jornalista inglês Dom Phillips chegou a Atalaia do Norte (AM) no começo de junho de 2022, com o propósito de entrevistar lideranças indígenas e ribeirinhos para um novo livro-reportagem que planejava escrever. Colaborador do prestigiado jornal britânico The Guardian, Phillips já tinha um nome provisório para sua futura obra: Como Salvar a Amazônia.

Além de já ter estado na região algumas vezes e de falar bem o português, o inglês de 57 anos viajaria na companhia do experiente indigenista Bruno Araújo Pereira. Ex-servidor da então Fundação Nacional do Índio (Funai, que hoje se chama Fundação Nacional dos Povos Indígenas), o pernambucano de 41 anos chegou à cidade poucos dias antes de Phillips e do início daquela que seria a última viagem da dupla.

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Bruno estava licenciado da Funai desde o início de fevereiro de 2020. Servidor de carreira da fundação, ele tinha sido dispensado da Coordenação-Geral de Indígenas Isolados e de Recente Contato apenas quatro meses antes. Insatisfeito com os rumos que a equipe de governo do então presidente Jair Bolsonaro impunha à política indigenista, Pereira optou por se licenciar para “tratar de assuntos pessoais” e passou a trabalhar como consultor técnico da União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja).

“O Bruno é considerado um grande nome do indigenismo brasileiro. Sua atuação não estava calcada apenas no trabalho em si. Havia toda uma preocupação não só com os povos indígenas, mas também com as comunidades do entorno das terras indígenas”, disse à Agência Brasil o procurador jurídico da Univaja, Eliesio Marubo.

À frente de projetos que buscavam garantir às comunidades proteger seus territórios e os recursos naturais neles existentes, o indigenista seguia contrariando os interesses de grupos que ameaçam o bem-estar e a integridade de parte da população local. Em função de sua atuação, recebeu mais de uma ameaça de morte, devidamente relatadas ao Ministério Público.

Insegurança

Localizada na tríplice fronteira amazônica (Brasil, Colômbia e Peru), Atalaia do Norte tem cerca de 21 mil habitantes que, há décadas, convivem com as consequências da presença insuficiente do Poder Público e do avanço de garimpeiros, madeireiros e pescadores ilegais sobre a região. Pressão que se faz sentir principalmente sobre a Terra Indígena Vale do Javari - segunda maior área do país destinada ao usufruto exclusivo indígena e a que abriga a maior concentração de povos isolados em todo o mundo.

Em 2010, Atalaia do Norte registrou o terceiro pior resultado nacional no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Desde então, aos problemas decorrentes da cobiça despertada pelos recursos naturais somaram-se às consequências da atuação de organizações criminosas dedicadas ao tráfico internacional de drogas e da falta de alternativas econômicas para a população. Na cidade, em 2020, apenas 7% da população de 15 mil habitantes tinha uma ocupação econômica regular, segundo o IBGE.

Foi neste contexto que Bruno e Phillips deixaram Atalaia do Norte no dia 3 de junho. Segundo a Univaja, o indigenista tinha agendado reuniões e encontros com lideranças de ao menos cinco comunidades localizadas fora do território indígena e levaria o jornalista inglês com ele. Viajando em uma lancha a motor pertencente à Univaja, os dois chegaram às proximidades de uma base de vigilância da Funai, no Rio Ituí, na região conhecida como Lago Jaburu, ainda no mesmo dia 3 de junho. Esta primeira parada proporcionaria a Phillips entrevistar integrantes de uma das equipes de vigilância indígena mantidas pela Univaja.

No domingo (5), os dois deixaram o local logo cedo, com destino à comunidade São Rafael, onde Bruno se encontraria com um líder comunitário conhecido pelo apelido de Churrasco, que não encontraram em sua casa. Após conversar com a esposa da liderança, a dupla seguiu viagem. Por segurança, Bruno sempre comunicava, antecipadamente, à Univaja toda sua movimentação. Ele previa percorrer os 72 quilômetros até Atalaia do Norte em cerca de duas horas, chegando com Dom à cidade por volta das 9h daquele domingo. Porém, eles nunca chegaram ao destino.

Desaparecidos

Bruno e Dom desapareceram logo após serem vistos navegando próximo à comunidade São Gabriel, povoado vizinho a São Rafael, último lugar em que pararam. Com o avançar das horas e sem notícias da dupla, a Univaja acionou suas equipes mais próximas para que realizassem buscas. No início da tarde, uma primeira embarcação partiu de Atalaia do Norte. Poucas horas depois, um segundo grupo saiu de Tabatinga, em uma embarcação maior.

No dia seguinte (6), quando surgiram as primeiras informações de que um jornalista estrangeiro tinha desaparecido em plena Floresta Amazônica, os órgãos públicos passaram a tratar o assunto publicamente. A Marinha informou à imprensa que tinha sido notificada do desaparecimento naquela manhã e que já tinha enviado uma equipe de busca e salvamento da Capitania Fluvial de Tabatinga para o local. A PF também informou que “diligências” já estavam sendo “empreendidas” e logo seriam detalhadas. Na prática, contudo, as equipes da Univaja seguiam tocando sozinhas as buscas iniciais a Bruno e Phillips, então considerados desaparecidos.

Limitando-se a informar que estava acompanhando o caso, a diretoria da Funai se apressou a destacar que, embora Bruno continuasse pertencendo ao quadro de servidores da fundação, não tinha viajado ao Vale do Javari em missão institucional, pois estava de licença para “tratar de interesses particulares”. Quatro dias depois de Bruno e Dom desaparecerem na selva, ou seja, na quinta-feira (9), o então presidente da fundação, Marcelo Xavier, participou do programa A Voz do Brasil e disse que a dupla tinha ingressado em território indígena sem avisar ou pedir a autorização dos órgãos responsáveis.

“A Funai não emitiu nenhuma permissão para ingresso. É importante que as pessoas entendam que, quando se vai entrar numa área dessas, existe todo um procedimento”, disse Xavier antes de complementar: “É muito complicado quando duas pessoas apenas decidem entrar na terra indígena sem nenhuma comunicação aos órgãos de segurança e à Funai.”

“O Bruno e o Dom não estavam dentro da terra indígena. Mesmo que estivessem, o Bruno estava exercendo uma função própria da organização indígena, prestando auxílio a uma das equipes da Univaja, na condição de consultor técnico. E nós, indígenas, bem como nossas organizações, não precisamos de autorização da Funai para entrar em nossos próprios territórios”, rebateu, na última quinta-feira (1º), o procurador jurídico da Univaja, Eliesio Marubo, para quem a diretoria da Funai foi omissa à época.

Há duas semanas, a PF indiciou Marcelo Xavier e o ex-vice-presidente da Funai Alcir Amaral Teixeira por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Para os delegados responsáveis pelo caso, os dois principais responsáveis pelas decisões tomadas pela fundação indigenista tinham conhecimento do risco de morte a que os servidores do órgão estavam expostos no Vale do Javari e nada fizeram para protegê-los. A reportagem não conseguiu contato com Xavier e Teixeira.

Prisões

À medida que o tempo passava, o desaparecimento do correspondente do The Guardian e do indigenista ameaçado de morte em plena Floresta Amazônica ganhava destaque no noticiário internacional. Crescia, também, a sensação de que algo de muito ruim podia ter acontecido, já que Teixeira conhecia muito bem a região e dificilmente teria se perdido.

"O que me pergunto é: será que o caso teria toda esta repercussão se não houvesse um jornalista estrangeiro entre as vítimas?”, ponderou a atual presidenta da Funai, Joenia Wapichana, ao conversar com a reportagem da Agência Brasil, na última quinta-feira. "Temos vários casos envolvendo [agressões de todos os tipos contra] os povos indígenas e que, geralmente, recebem pouca divulgação”, acrescentou Joenia após elogiar o trabalho de Dom Phillips.

No dia 6 de junho de 2022, o Ministério Público Federal (MPF) instaurou um procedimento para apurar o caso e acionou forças de segurança federais e estaduais, além da Marinha, para que auxiliassem as equipes de busca da Univaja. A Polícia Civil do Amazonas também instaurou um inquérito. A partir dos depoimentos de testemunhas e de um primeiro suspeito, os investigadores chegaram a Amarildo da Costa Oliveira, o Pelado, detido no dia 7.

Inicialmente, Pelado negou envolvimento com o desaparecimento de Bruno e Dom, mas, além do testemunho de pessoas que afirmaram ter presenciado ameaças dele ao jornalista e ao indigenista, peritos da PF identificaram vestígios de sangue no barco ele usava no dia em que a dupla desapareceu. Em 12 de junho, bombeiros encontraram objetos pertencentes a Bruno e Dom, reforçando a suspeita de que, àquela altura, os dois já estavam mortos.

Diante dos indícios, Pelado acabou admitindo ter participado dos assassinatos e da ocultação dos cadáveres do indigenista e do jornalista, indicando o local onde os corpos da dupla estariam enterrados. As informações levaram às prisões do irmão de Pelado, Oseney da Costa de Oliveira, o Dos Santos, detido no dia 14 de junho, e à expedição de um mandado de prisão contra Jefferson da Silva Lima, o Pelado da Dinha, que se entregou à Polícia Civil em Atalaia do Norte quatro dias depois.

No dia 15 de junho, policiais federais localizaram “remanescentes humanos” em um ponto de difícil acesso indicado por Pelado. Apenas dois dias depois, peritos da PF confirmaram que ao menos parte dos vestígios humanos encontrados era de Bruno e Dom. No mesmo dia, a Câmara dos Deputados aprovou a criação de uma comissão parlamentar externa para acompanhar, fiscalizar e propor providências sobre o desaparecimento do indigenista e do jornalista, conforme proposta da então deputada federal e atual presidenta da Funai, Joenia Wapichana. Na ocasião, ao votar a favor da iniciativa, a deputada Fernanda Melchionna reverberou as críticas ao governo federal. “Os primeiros a começarem as buscas foram justamente os indígenas. O governo [federal] começou só três dias depois.”

Em 23 de junho, Gabriel Pereira Dantas se apresentou em uma delegacia de São Paulo afirmando ter participado dos assassinatos, mas já no dia seguinte, a PF informou não haver sinais de que o relato fosse verdadeiro, já que Gabriel teria apresentado uma “versão pouco crível e desconexa com os fatos até o momento apurados". Dantas foi libertado no dia seguinte.

Um novo suspeito foi detido em 8 de julho. Apontado como suposto mandante dos assassinatos e suspeito de envolvimento com o narcotráfico, o colombiano Ruben Dario da Silva Villar foi preso inicialmente por apresentar uma identidade falsa ao prestar depoimento sobre o caso. Vilar negou qualquer envolvimento na morte de Bruno e Dom. Mesmo assim, a PF pediu que ele permanecesse detido durante as investigações. Somente em 22 de outubro, ele foi autorizado a deixar a prisão, mediante pagamento de uma fiança de R$ 15 mil; o uso de tornozeleira eletrônica; a entrega de seus passaportes e o compromisso de não deixar Manaus. Ele voltaria a ser preso em dezembro, por descumprir as condicionantes impostas pela Justiça.

Em 23 de julho, o MPF denunciou Amarildo, Jefferson e Oseney à Justiça Federal em Tabatinga (AM), por duplo homicídio e ocultação de cadáveres. Na denúncia, os procuradores apontam que os dois primeiros confessaram ter matado e escondido os corpos de Bruno e Dom. Para os procuradores, “os elementos colhidos no curso das apurações apontam que, de fato, o homicídio de Bruno teria correlação com suas atividades em defesa da coletividade indígena. Dom, por sua vez, foi executado para garantir a ocultação e impunidade do crime cometido contra Bruno.”

Em janeiro deste ano, a PF apontou Ruben Dario da Silva Villar, o Colômbia, como mandante e mentor intelectual do crime.

“Estas mortes não podem ficar impunes. O Poder Judiciário brasileiro não pode condenar apenas três pessoas”, afirmou o procurador jurídico da Univaja, Eliesio Marubo. “Conversamos com o ministro [da Justiça e Segurança Pública] Flávio Dino e pedimos a ele uma investigação mais apurada, inclusive do grupo que dá sustentação política ao conjunto de atividades ilegais que acontecem na região. É preciso apurar os caminhos do crime na região amazônica.”

Na última sexta-feira (2), o Ministério dos Povos Indígenas anunciou a criação de um grupo de trabalho para promover a segurança e combater a criminalidade no Vale do Javari. O grupo será formado por dez ministérios, que trabalharão em parceria com a Funai e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para propor medidas concretas de combate à violência e com o objetivo de garantir a segurança territorial dos povos indígenas que vivem na área. Entidades de povos indígenas também participarão das discussões. 

Apesar da complexidade dos crimes transfronteiriços e do discurso antidrogas do presidente Jair Bolsonaro (PL), a Polícia Federal tem reduzido o efetivo em Tabatinga (AM), nos últimos anos. Na delegacia localizada na cidade que faz fronteira com Letícia, na Colômbia, trabalham menos policiais do que em 2013.

A região é um conhecido corredor do narcotráfico e onde operam cartéis e quadrilhas nacionais e internacionais. Há, atualmente, 32 policiais federais lotados em Tabatinga, sendo três delegados, três escrivães e 24 agentes. É o mesmo efetivo de 2012.

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Desde que o indigenista Bruno Pereira e o jornalista Dom Phillips foram assassinados, no Vale do Javari, na Amazônia, no início de junho, voltou à tona a gama de crimes que fazem da região uma "terra sem lei". Cabe à delegacia de Tabatinga atuar contra o crime organizado nesta região amazônica e em cidades da tríplice fronteira com a Colômbia e o Peru. A viúva de Bruno cobrou reforço na segurança.

Em 17 de junho, Bolsonaro disse que faltam recursos. "É só ela me dizer onde eu acho recurso para melhorar o trabalho de fiscalização, eu resolvo agora. Eu tenho um teto de gastos", disse ele. Apesar de alegar falta de recursos, o governo conseguiu a aprovação, em julho, da PEC Kamikaze, que possibilitará gastos, às vésperas da eleição, de R$ 41 bilhões para benefícios sociais.

CRIMES

Tráfico de drogas e armas, lavagem de dinheiro, pesca ilegal, garimpo, extração de madeira e execuções costumam ser praticados pelos mesmos grupos. Segundo investigadores, o crime organizado se beneficia da ausência do Estado e as características da atividade criminosa na região tornam o combate mais complexo.

Policiais federais ouvidos pela reportagem sob a condição de anonimato disseram que o efetivo não é suficiente para dar resposta à quantidade de crimes. Agentes consultados relataram que padecem por falta de estrutura para confirmar suspeitas de crimes e que procedimentos básicos de apuração são dificultados. A conexão de internet funciona muito mal em Tabatinga, Benjamin Constant e Atalaia do Norte, cidades fronteiriças.

O superintendente da PF no Amazonas, delegado Eduardo Fontes, disse que o efetivo é suficiente. "Lá nós temos uma delegacia física. Temos um efetivo, não vou citar números, mas é suficiente para atender às nossas demandas. Em sendo necessário, a superintendência dá todo apoio", afirmou, na primeira entrevista coletiva sobre o caso Bruno e Dom, em 15 de junho.

O homem apontado como possível mandante do assassinato de Bruno Pereira e de Dom Phillips na Amazônia foi detido na noite dessa quinta-feira (7), segundo informações da superintendência da Polícia Federal (PF) em Manaus, confirmadas também por oficial da Polícia Militar no oeste do Amazonas, onde os corpos foram encontrados. O nome dele é Rubens Villar, conhecido como "Colômbia", e seria natural do Peru. Detalhes serão divulgados em entrevista coletiva em Manaus.

Na região de fronteira entre o Brasil, Peru e Colômbia, o pescador conhecido como "Pelado", morador de uma comunidade ribeirinha, confessou ter disparado contra o indigenista brasileiro e o jornalista britânico em 5 de junho, causando a morte da dupla.

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O caso é um dos mais emblemáticos da atual disputa por terras indígenas, garimpo ilegal, pesca ilegal para exportação e outros crimes na área. A informação sobre a prisão foi divulgada pela emissora GloboNews e confirmada pelo Estadão.

Representantes de entidades indigenistas insistem na tese de que os assassinatos do ativista Bruno Araújo e do jornalista britânico Dom Phillips não foram fatos isolados e estão num contexto de criminalidade crescente na região Amazônica, em especial no Vale do Javari. A violência na Amazônia foi debatida, nesta terça-feira (22), em audiência pública da Comissão de Direitos Humanos (CDH) e da Comissão Temporária sobre a Criminalidade na Região Norte. 

A iniciativa partiu do presidente da CDH, senador Humberto Costa (PT-PE), que alegou que o desmatamento tem aumentado de forma acelerada no país. Ele também acusou o governo federal de se omitir no combate a atividades criminosas no setor e de desmontar instituições responsáveis pelo combate a crimes ambientais e pela proteção dos povos indígenas. 

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“É interesse do Senado e do Congresso Nacional e tenho convicção que tudo será feito pelo Poder Legislativo para evitar a repetição de fatos como esse”, afirmou, referindo-se às mortes que tiveram repercussão internacional.

Críticas à Funai

O presidente do Indigenistas Associados (INA), Fernando Vianna, disse que desde o início, quando soube do desaparecimento das duas vítimas, ficou muito preocupado, pois sabia que se tratava de um fato inserido num contexto mais amplo.

Segundo ele, o brasileiro e o inglês foram mortos numa região onde, em 2019, um colaborador da Funai também foi assassinado por conta de seu trabalho de fiscalização no combate a atividades ilícitas.

“Há todo um quadro de invasão de pessoas que ingressam nas terras para atividades ilegais. Junto com os crimes ambientais mais costumeiros, como pesca e caça ilícitas, há articulações com forças do crime muito mais complexas, com conexões com o narcotráfico internacional e o comércio de armas”, afirmou.

Fernando Vianna ainda fez críticas ao trabalho atual da Funai, que, segundo ele, tem uma diretoria comprometida não com direitos indígenas, mas com interesses econômicos e de setores que disputam a posse de terras e querem se apoderar de recursos naturais.

Ele ainda fez um pedido aos senadores que ajudem na articulação com o Ministério da Justiça, já que os servidores da Funai estão em estado de greve.

Diretoria marcada

Além de pedir à Polícia Federal uma investigação mais ampla sobre os assassinatos de Dom e Bruno, o representante da União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja), Eliesio Marubo, afirmou que a diretoria toda da Univaja está marcada e ameaçada de morte, que se intensificaram a partir de 2019, assim como a violência na região.

Ainda segundo ele, a atuação da instituição é toda pautada no interesse das comunidades, uma vez que o Estado é omisso na região.

“Gostaria muito de ouvir o que a Funai tem a dizer. O que o MP fez com tantas denúncias que temos feito? É importante esse acompanhamento da comissão, para darmos respostas às famílias e à sociedade. Certamente teremos mais casos na região. Vários integrantes da diretoria da Univaja estão ameaçados. Continuaremos de cara limpa brigando pelos nossos parentes e exigindo que o Estado cumpra sua obrigação”, lamentou.

A pedido do presidente da Comissão Temporária sobre a Criminalidade na Região Norte, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Eliesio Marubo também explicou aos parlamentares a situação de Bruno Araújo, que havia pedido licença da Funai, depois de alegar estar sendo perseguido pela cúpula da instituição.

“Ele nos relatava muito a perseguição sofrida pela atuação dele contra principalmente a caça e pesca ilegais. São atividades com reflexo no mundo político. Quem realiza essas condutas aparentemente simples, porém ilegais, são famílias grandes, que têm títulos de eleitor. E os políticos locais, que tem seus padrinhos, precisam demonstrar apoio”, acusou.

Irritação

O coordenador-geral substituto de Índios Isolados e Recém-Contatados da Fundação Nacional do Índio, Geovanio Oitaia Pantoja, informou que a Funai soube do desaparecimento de Bruno e Dom na segunda-feira de manhã e, no mesmo dia, entrou nas buscas, que já estavam sendo feitas desde domingo pela Univaja.

“Em todo o momento a ideia era encontrá-los vivos. A Funai esteve presente em todo o processo de busca e acompanhamento juntamente com outras instituições”, explicou.

Ainda segundo ele, a Funai tem feito ações de repressão e fiscalização dentro de territórios indígenas com apoio da Força Nacional de Segurança Pública e Polícia Militar.

Depois de ter pressionado o representante da Funai para esclarecer mais detalhes sobre a atuação da entidade na região e para saber de quantas operações de fiscalização ele havia participado, Randolfe reagiu ao constatar que Geovanio estava em Brasília, mas participando da audiência pública por meio virtual.

“Ele está aqui em Brasilia falando conosco por via remota! O senhor estar falando daqui é um desrespeito a essa comissão”, exclamou.

O servidor da Funai ainda respondeu algumas perguntas do senador Nelsinho Trad (PSD-MS), relator da comissão temporária. Mas, insatisfeito, Randolfe sugeriu que Geovanio seja convocado ou convidado futuramente para prestar mais esclarecimentos.

O comparecimento presencial de Geovanio foi requisitado também pelo vice-presidente da comissão temporária, senador Fabiano Contarato (PT-ES), para quem a situação da Funai é muito grave.

“Esse governo está armando grileiros e enfraquecendo órgãos de fiscalização em todos os cantos do país. O mesmo governo que enfraquece os órgãos fiscalizadores estimula crimes ambientais, por isso essas duas comissões precisam jogar luz nesta situação”, avaliou.

Prevaricação

No fim da reunião, o senador Humberto Costa deu a palavra a lideranças indígenas que participaram da audiência. Em comum, prestaram solidariedade às vítimas; cobraram demarcações de terra; criticaram a atuação da direção da Funai; denunciaram crimes; e pediram providências e respeito aos direitos consagrados pela Constituição.

As comissões também receberam dos ativistas um documento da Univaja contendo as denúncias feitas pela instituição a diferentes órgãos e entidades locais e federais. Os senadores informaram que vão enviar comunicado a cada uma das autoridades que em algum momento recebeu denúncias e cobrar providências sobre o que foi feito desde então.

Randolfe lembrou que entre as denuncias feitas pela Univaja está um ofício de abril, já dando noticias sobre pesca ilegal na região com a participação de um homem conhecido como Pelado, apontado como um dos assassinos de Bruno e Dom.

“Esse ofício é quase uma premonição. Dá informações sobre quem faz a atividade ilegal, onde mora, como atua e que está armado. Não demorou 60 dias, mataram Bruno e Dom [...] Deixaram ocorrer esses homicídio, no mínimo, com a prevaricação criminosa do Estado brasileiro”, disse Randolfe.

Ministro da Justiça

As comissões têm outra audiência pública marcada para a tarde desta terça-feira. Convidado, o ministro da Justiça, Anderson Torres, não confirmou presença, o que gerou questionamentos de Randofe e Humberto.

Nelsinho Trad pediu calma, disse conhecer o ministro e acreditar que ele não se recusaria a ir ao Senado apresentar informações.

Da Agência Senado

Segundo a PF, nos próximos dias, trabalho de perícia se concentrará na identificação completa dos remanescentes e compreensão da dinâmica dos eventos. (Reprodução)

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Os assassinos do Dom Phillips e do Bruno Pereira dispararam pelo menos quatro tiros contra os dois. Enquanto o jornalista foi morto com tiro no tórax, o indigenista foi atingido na cabeça. As informações sobre divulgadas pela Polícia Federal do Amazonas na manhã deste sábado (18). 

Segundo o exame médico-legal realizado pelos peritos da PF, a causa da morte de Phillips foi causada por traumatismo toracoabdominal por disparo de arma de fogo com munição típica de caça. Foram identificados “múltiplos balins” (múltiplos projéteis de arma de fogo), que provocaram lesões na região abdominal e torácica. Ele levou um tiro.

Já a morte de Bruno Pereira foi causada, segundo os peritos, por traumatismo toracoabdominal e craniano por disparos de arma de fogo com munição típica de caça, “que ocasionaram lesões no tórax/abdômen (2 tiros) e face/crânio (1 tiro).”

Segundo a PF, nos próximos dias, os trabalhos dos peritos do Instituto Nacional de Criminalística (INC) ficarão focados nos exames de genética forense, antropologia forense e métodos complementares de Medicina Legal, para identificação completa dos remanescentes e compreensão da dinâmica dos eventos. A corporação informou ainda que “não existem indicativos da presença de outros indivíduos em meio ao material que passa por exames.”

A Polícia Federal (PF) confirmou nesta sexta-feira, 17, que os restos mortais encontrados na região do Vale do Javari, no Amazonas, são do jornalista britânico Dom Phillips.

A análise feita pelo Instituto Nacional de Criminalística de Brasília confirmou a identidade do repórter. Os peritos fizeram exames na arcada dentária e usaram técnicas de antropologia forense, que analisa características físicas, como estrutura óssea.

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"Encontram-se em curso os trabalhos para completa identificação dos remanescentes, para a compreensão das causas das mortes, assim como para indicação da dinâmica do crime e ocultação dos corpos", diz um trecho do comunicado divulgado pela PF.

Os restos mortais foram localizados pela equipe na última quarta-feira, 15, a cerca de três quilômetros do rio Itaguaí. Os policiais levaram o pescador Amarildo da Costa Oliveira, conhecido como Pelado, até a região e ele apontou onde teria enterrado os corpos do jornalista e do indigenista Bruno Pereira. Os restos mortais foram então transportados para Brasília, onde estão sendo feitos os exames.

Os peritos trabalham agora na identificação de Bruno. O Estadão apurou que o trabalho deve envolver a análise de DNA.

Mandante

Mais cedo, os investigadores informaram que os assassinos agiram sozinhos e que o crime não teve um mandante. O envolvimento de facções criminosas também foi descartado.

As linhas de investigação foram consideradas inicialmente tanto por causa do trabalho desenvolvido por Bruno, que orientava moradores a denunciar irregularidades nas reservas indígenas, quanto pela presença de traficantes de drogas e armas, caçadores ilegais, madeireiros e garimpeiros na região.

Os policiais federais desconfiam, no entanto, que mais pessoas tenham participado do assassinato. Até o momento, estão presos Pelado e o irmão dele, Oseney da Costa de Oliveira, conhecido como Dos Santos. A corporação avalia novas prisões nos próximos dias.

A Univaja, entidade para a qual o indigenista Bruno Pereira prestava serviços ao ser assassinado na Amazônia, criticou que a PF tenha descartado crime de mando na investigação.

"Com esse posicionamento, a PF desconsidera as informações qualificadas, oferecidas pela Univaja em inúmeros ofícios, desde o segundo semestre de 2021", diz um trecho do comunicado divulgado pela entidade.

A manifestação diz ainda que Bruno se tornou alvo de um grupo criminoso responsável pela invasão de terras indígenas na região. Segundo a Univaja, Pelado e dos Santos fazem parte dessa quadrilha. A nota relata ainda que outros integrantes da Univaja receberam ameaças de morte.

O  avião da Polícia Federal (PF) que transportou os remanescentes humanos encontrados durante as buscas pelo indigenista Bruno Araújo Pereira e o jornalista inglês Dom Phillips pousou, por volta das 18h30, no Aeroporto de Brasília. O material está sendo levado para o Instituto Nacional de Criminalística , onde será periciado para confirmação da identidade. 

Na quarta-feira (15), a PF confirmou que foram encontrados restos mortais durante as buscas que foram realizadas com a presença do pescador Amarildo da Costa Pereira, conhecido como "Pelado”. Ele confessou a participação no desaparecimento e indicou o local onde os corpos foram enterrados. 

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 Diante da confissão, a PF foi até o local, onde foi realizada a reconstituição da cena do crime. Durante as escavações, as equipes encontraram remanescentes humanos em uma área de mata fechada.   

As investigações continuam para apuração da suposta participação de mais pessoas no desaparecimento e para encontrar o barco utilizado pelos suspeitos para executar os crime. 

 O indigenista Bruno Araújo Pereira e o jornalista inglês Dom Phillips, correspondente do jornal The Guardian no Brasil estavam desaparecidos desde 5 de junho, na região do Vale do Javari, no oeste do Amazonas.   De acordo com a coordenação da União das Organizações Indígenas do Vale do Javari (Univaja), Bruno Pereira e Dom Phillips chegaram na sexta-feira (3) no Lago do Jaburu, nas proximidades do rio Ituí, para que o jornalista visitasse o local e fizesse entrevistas com indígenas.   

Segundo a Unijava, no domingo (5), os dois deveriam retornar para a cidade de Atalaia do Norte, após parada na comunidade São Rafael, para que o indigenista fizesse uma reunião com uma pessoa da comunidade apelidado de Churrasco. No mesmo dia, uma equipe de busca da Unijava saiu de Atalaia do Norte em busca de Bruno e Dom, mas não os encontrou e eles foram dados como desaparecidos. 

Pesar 

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Luiz Fux, demonstrou pesar diante da confirmação do assassinato do indigenista e do jornalista. Fux informou que o caso será acompanhado por um grupo de trabalho do conselho.   “Em nome dos observatórios e do grupo de trabalho, o ministro Luiz Fux manifesta extrema tristeza pelos acontecimentos e afirma às famílias e aos amigos que a luta do indigenista e do jornalista para garantia dos direitos humanos e da preservação da Amazônia jamais será esquecida”, declarou. 

 Em nota, a Câmara de Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais do Ministério Público Federal (MPF) declarou que o Estado brasileiro não pode tolerar atos de violência contra defensores dos direitos humanos. 

 “Cientes da gravidade da situação, da dor e angústia de familiares e amigos do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips, expressamos nossa solidariedade ao tempo que reafirmamos o compromisso do Ministério Público Federal de continuar acompanhando e agindo em conformidade com suas atribuições, na busca da completa elucidação dos fatos e da garantia dos direitos indígenas”, declarou o órgão. 

 Ontem (15), o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, também manifestou pesar pelas vítimas. “É com enorme pesar que recebo a notícia de que foram encontrados os restos mortais do indigenista Bruno Araújo e do jornalista Dom Phillips. Em respeito às vitimas, à Amazônia e à liberdade de imprensa, espero que todos os criminosos envolvidos sejam punidos com o rigor da lei”, declarou.

As redes sociais estão de luto pelos assassinatos do indigenista Bruno Pereira, 41 anos, e do jornalista britânico Dom Phillips, 57 anos. Várias personalidades da política compartilharam mensagens de revolta pelo que aconteceu com as vítimas, culpando o governo de Jair Bolsonaro e pedindo por justiça.

A coordenadora executiva da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), Sônia Guajajara, afirmou que Bruno e Dom desempenharam um papel na Amazônia que o governo brasileiro criminalizou nos últimos anos.

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"Bruno Pereira e Dom Philips tiveram um papel na Amazônia que o Estado brasileiro não apenas omitiu, mas criminalizou nos últimos anos. Esse quadro precisa ser mudado. A justiça é necessária para Bruno e Dom. Não vamos descansar até que isso aconteça", publicou.

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O senador Randolfe Rodrigues (Rede) culpou o presidente Jair Bolsonaro (PL) pelas circunstâncias que levaram aos assassinatos. "Se confirmado, que fique claro: Dom e Bruno foram mortos por várias mãos, inclusive a de Jair Bolsonaro, que destruiu os órgãos de fiscalização e fomenta o banditismo na Amazônia. Essa é a forma que Bolsonaro quer acabar com o ativismo no país. Covarde, bandido", exclamou.

O também senador Renan Calheiros (MDB) assevera que se só o indigenista Bruno tivesse sido vítima, o crime passaria despercebido pelo governo federal. "É preciso dizer que se não houvesse um jornalista inglês para chamar atenção do mundo, o indigenista brasileiro Bruno Pereira seria só 'mais um' executado. O bolsonarismo protege criminosos e faz jornalistas e indigenistas brasileiros sentirem um alvo desenhado na própria testa".

O pré-candidato a presidente, Ciro Gomes (PDT) atesta que a omissão de quem comanda e comandou o Brasil propiciou a criação de um estado paralelo. 

"A forma brutal como os assassinos acabaram com as vidas de Bruno e Dom Phillips mostra que a omissão dos governos criou mais que um estado paralelo, fez nascer um versão cabocla do Estado Islâmico, dentro do nosso território", compartilha Ciro.

O pedetista também cobra uma posição do vice-presidente Hamilton Mourão (Republicanos), que preside o Conselho Nacional da Amazônia Legal. "Por enquanto, quero fazer apenas uma pergunta específica: e o tal general Heleno que, por uma eternidade, foi o vice rei da Amazônia, não tem nada a dizer? Ei, general, nada a dizer?", indaga.

A esposa do jornalista inglês Dom Phillips, Alessandra Sampaio, divulgou uma nota, na quinta-feira (15), em que afirma que uma "jornada em busca por justiça" começa agora, após a Polícia Federal informar a morte de seu marido e do indigenista Bruno Pereira, desaparecidos na Amazônia desde o dia 5 de maio. Segundo os investigadores, o pescador Amarildo Oliveira, conhecido como "Pelado", confessou ter envolvimento no desaparecimento da dupla.

"Espero que as investigações esgotem todas as possibilidades e tragam respostas definitivas, com todos os desdobramentos pertinentes, o mais rapidamente possível", disse ela em publicação.

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Alessandra também classificou o anúncio como um "desfecho trágico". "Embora ainda estejamos aguardando as confirmações definitivas, este desfecho trágico põe um fim à angústia de não saber o paradeiro de Dom e Bruno", disse.

Na quinta-feira, o superintendente regional da PF, Eduardo Alexandre Fontes, afirmou em coletiva de imprensa que os investigadores levaram Pelado e Oseney da Costa de Oliveira, também suspeito de envolvimento no crime, para a área de buscas no rio Itaquaí, onde foram encontrados partes de corpos, classificados pela investigação como "remanescentes humanos".

Confira na íntegra a nota de Alessandra Sampaio:

"Embora ainda estejamos aguardando as confirmações definitivas, este desfecho trágico põe um fim à angústia de não saber o paradeiro de Dom e Bruno. Agora podemos levá-los para casa e nos despedir com amor.

Hoje, se inicia também nossa jornada em busca por justiça. Espero que as investigações esgotem todas as possibilidades e tragam respostas definitivas, com todos os desdobramentos pertinentes, o mais rapidamente possível.

Agradeço o empenho de todos que se envolveram diretamente nas buscas, especialmente os indígenas e a Univaja. Agradeço também a todos aqueles que se mobilizaram mundo afora para cobrar respostas rápidas.

Só teremos paz quando as medidas necessárias forem tomadas para que tragédias como esta não se repitam jamais. Presto minha absoluta solidariedade com a Beatriz e toda a família do Bruno.

Abraços,

Alessandra Sampaio"

Perto da final e emparedado, Pedro Scooby está precisando de toda ajuda que conseguir. E, quem apareceu para salvar a pátria - e o pai - foi Dom, filho mais velho do surfista com Luana Piovani. A atriz usou seus Stories para pedir a permanência do ex-marido no BBB22 e aproveitou para deixar o garoto falar com os seus seguidores.

"Estava fazendo uma oração pra Deus ajudar meu pai pra ele não sair do Big Brother", disse Dom.

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"Ele acabou de saber que o pai está no paredão e que ele pode sair. E você quer que ele saia?", questionou Luana.

Sem pensar duas vezes, Dom pediu aos fãs de Scooby que deixassem o pai ficar no reality: "Não! Quero que meu pai fique! Gente, não votem no meu pai."

Neste sábado (26), o primogênito de Luana Piovanni e Pedro Scooby, Dom, está completando dez anos de idade e, através das redes sociais, ganhou uma homenagem super especial da sua mãe.

No feed do Instagram, a atriz postou uma foto do aniversariante e celebrou com muito amor a data. Além disso, ela lamentou a saudade que Scooby, confinado no BBB22, vai sentir hoje.

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"Hoje é um dia muito importante! Aniversario de 10 anos do menino Dom. Primogênito. O nome não poderia ser melhor, Dom, DADIVA RECEBIDA. Eu fico aqui de peito cheio e coração transbordando e penso no Pedro, que hoje vai sofrer por não estar aqui. Sofremos todos. Escolhas e renuncias", escreveu.

E, continuou: "O que importa é que esta dentro dos nossos corações, brilhando na escolha que fez e já já sai pra poder estar com essas três preciosidades que tanto lhe amam".

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No final, ela mandou um recado para algumas pessoas: "(E não me gastem com esse blablabla de foto, dei volta no monopólio a vida toda, não iria deixar meus filhos vitimas desse circo.) Que Deus abençoe a todos grandemente em amor e paz".

A Companhia Editora de Pernambuco (Cepe) está imprimindo os documentos escritos por Dom Hélder Câmara que serão enviados ao Vaticano, com o objetivo de contribuir com o processo de canonização do arcebispo emérito de Recife e Olinda, falecido em 1999. O material está sob guarda do Instituto Dom Helder Camara (IDHeC) e já foi parcialmente digitalizado, estando disponível para o público no site do Acervo Cepe.

As impressões atendem a uma solicitação da Congregação das Causas dos Santos, na cidade de Roma, na Itália, onde o material será analisado para emissão de decreto de validade jurídica. Por meio de sua assessoria de imprensa, a Cepe informa que o IDHeC selecionou e diagramou para impressão 52.800 imagens, das quais 91.627 já foram digitalizadas pela editora, segundo levantamento feito por Vanuzia Brito, bibliotecária da instituição.

Os documentos incluem cinco coleções com cartas circulares, programas de rádio, discursos, correspondências e hemeroteca. No momento, há mais 51 cadernos de meditação (9.500 páginas) e 12 livros (2.753 páginas) para serem reproduzidos. “Nós seguimos na identificação de outros documentos de interesse do Vaticano, guardados pelo IDHeC, e estamos encaminhando todos para digitalização na Cepe”, comenta Vanuzia Brito.

O Vaticano solicitou duas cópias impressas de todos os escritos do religioso, além de uma via em HD. O trabalho de impressão dos volumes está sendo realizado gratuitamente e deve ser concluído em dois meses.

Chegando o mês de junho, o Prime Vídeo divulgou seus lançamentos do mês para a plataforma de streaming. Como destaque a Amazon trás a nova série original, DOM, que promete muita ação.

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Confira as datas de lançamentos para o mês de junho:

Dia 1

The Blacklist (Temporadas 1 a 7)
Rent
S.W.A.T. (Temporadas 1 a 3)
Black Water: Abyss
Secrets and Lies (Temporadas 1 e 2)
50/50
Adaptation
Ali
Alive
An American Werewolf In London
Burn After Reading
Chicken Run
Colombiana
Courageous
Dear John
Deuce Bigalow: European Gigolo
Dodgeball: A True Underdog Story
Fight Club
I Spy
Little Man
Mo’ Money
Revolutionary Road
Seeking A Friend For The End Of The World
Seven Pounds
Signs
Spring Break
Step Brothers
Stomp The Yard
Take Shelter
Takers
Testament Of Youth
The Fisher King
The House Bunny
The Wrestler
This Means War
Tyler Perry’s Madea’s Witness Protection
We Own The Night
American Experience: Stonewall Uprising
Growing Up Trans
Hurley
Keith Haring: Street Art Boy
Man in the Orange Shirt (Temporada 1)
Queer as Folk (Temporada 1)
Rastamouse (Temporada 1)
Slavery by Another Name
The L Word: Generation Q (Temporada 1)
Work in Progress (Temporada 1)
13 Hours: The Secret Soldiers Of Benghazi
Accepted
Addicted
Adrift
The Alamo
Aliens
All The Money In The World
Annie
The Big Lebowski
Birdman
Black Swan
Burlesque
Child 44
Crimes Of Fashion (Aka: Boss Girl)
The Deep
Escape Plan
Eternal Sunshine Of The Spotless Mind
Fallen
Fan Girl
A Fantastic Woman
The Fourth Kind
Free Birds
Fried Green Tomatoes
Grandma
The Guest
Gulliver’s Travels
Hellboy Ii: The Golden Army
Hunted, The
Legend Of Kung Fu Rabbit
Lego: The Adventures Of Clutch Powers
Lost In Translation
Love & Other Drugs
Lovestruck: The Musical
Monster High: 13 Wishes
Monster High: Boo York, Boo York
Monster High: Escape From Skull Shores
Monster High: Freaky Fusion
Monster High: Friday Night Frights
Monster High: Fright On!
Monster High: Frights, Camera, Action!
Monster High: Ghouls Rule
Monster High: Great Scarrier Reef
Monster High: Haunted
Monster High: Scaris City Of Frights
Monster High: Welcome To Monster High
Monster High: Why Do Ghouls Fall In Love
My Fake Fiance
My Little Pony: The Movie
The Opposite Of Sex
Orlando
Pain & Gain
Revenge Of The Bridesmaids
Risen
Rock Dog
Saint Laurent
Saving Face
Secret Of My Success, The
Sideways
St. Vincent
Stuart Little
Stuart Little 2
Unborn, The
Water For Elephants
When In Rome
You, Me And Dupree

 

Dia 3

Green Blood

 

Dia 4

DOM – 1ª Temporada

The Family Man – 2ª Temporada

Britannia – 2ª Temporada

 

Dia 9

Billions – 4ª Temporada

 

Dia 11

Pinocchio
Flack – 2ª Temporada (Original Prime Video)

 

Dia 15

Rel – 1ª Temporada

 

Dia 16

In Bruges
Paddington

 

Dia 18

Chivas: El Rebaño Sagrado (original Prime Video)

 

Dia 25

 

Bosch – 7ª Temporada (Original Prime Video)
September Mornings – 1ª Temporada (Original Prime Video)

Na última terça (4), o arcebispo de Uberaba (MG), Dom Paulo Mendes Peixoto, divulgou um manifesto pedindo um “lockdown rigoroso” na cidade. O documento, intitulado “Manifesto em Defesa da Vida”, foi assinado por ele e por diversos padres da cidade e destaca a alta de casos de Covid-19 em Uberaba, que registrou recorde de mortes causadas pela doença no mês de abril.

O manifesto é divulgado depois que quatro padres da cidade faleceram de Covid-19. Uberaba já soma 801 mortes causadas pela doença e 24 mil casos confirmados. “Nós, Arcebispo Metropolitano e padres da cidade de Uberaba, motivados pela exigência da fé e da nossa missão evangelizadora, dirigimo-nos ao Poder Público Municipal– Executivo, Legislativo e Judiciário–, bem como aos cidadãos e cidadãs uberabenses, para manifestar nossa preocupação, indignação e propostas frente ao cenário de dor, marcado pelo agravamento da pandemia do novo coronavírus, em nossa cidade”, coloca um trecho do documento.

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Os religiosos destacam ainda a “irresponsabilidade de grande parcela população” diante da pandemia. “O elevado número de óbitos e de pessoas testadas com resultados positivos nos últimos dias, a possibilidade de colapso no sistema de saúde, a crise social e econômica… confirmam que estamos vivendo o pior momento da pandemia, em Uberaba. Diante desse cenário sem precedentes, observamos, estarrecidos, o negacionismo genocida generalizado, a irresponsabilidade de grande parcela da população em relação às orientações para impedir a circulação do vírus, a morosidade da vacinação, a omissão de lideranças em relação aos mais pobres e vulneráveis, roubados em sua dignidade”, segue o texto.

No dia em que o documento foi publicado, a prefeita de Uberaba, Elisa Araújo (Solidariedade), renovou o decreto que versa sobre o convívio com o novo coronavírus sem acrescentar restrições. No momento, a cidade permite o funcionamento de bares e restaurantes até as 20h, com liberação para música ao vivo. Araújo vem defendendo a adoção do “tratamento precoce” contra Covid-19, que não possui embasamento científico. 

 Aos 73 anos, o arcebispo de Recife e Olinda, Dom Fernando Saburido, recebeu a primeira dose da vacina contra a Covid-19, neste sábado (13), na capital pernambucana. Este é o dia em que a Prefeitura do Recife passa a vacinar idosos a partir de 70 anos, com imunizantes do tipo Coronavac, produzidos pela parceria entre o laboratório chinês Sinovac e o Instituto Butantan.

“Eu me sinto feliz pela oportunidade de receber a vacina hoje, mas claro que me lembro também de tantos que gostariam de ter essa oportunidade. Seria muito importante que todo o Brasil se empenhasse para, o quanto antes, oferecer mais oportunidades para as pessoas receberem a vacina e ficarem mais tranquilas com relação a esse vírus”, pontua o arcebispo, em depoimento compartilhado nas redes sociais da Prefeitura.

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Dom Fernando Saburido também fez um apelo para que a população siga as medidas sanitárias, com o objetivo de reduzir o número de contaminações, que cresce em todo o País. “Recomendo às pessoas todas que respeitem as normas de higienização, o uso de máscara, evitem aglomerações, porque, de fato, são as saídas que temos para evitar o maior número de contaminações. Os hospitais estão saturados, não podemos brincar com uma coisa tão séria”, frisa.

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Segundo a Prefeitura do Recife, nesta nova etapa, serão 27 mil pessoas com 70, 71 e 72 anos aptas a fazer o agendamento. Desde a semana passada, a vacinação está liberada para idosos com 73 anos e mais. O público autorizado a se vacinar deve realizar cadastro e agendamento da vacinação no portal https://minhavacina.recife.pe.gov.br/ ou no aplicativo Conecta Recife.

Idosos acamados precisam fazer menção da situação durante o cadastro e aguardar o atendimento de uma equipe volante da Secretaria de Saúde em casa. Para quem não tem acesso à internet, as Unidades de Saúde da Família (USFs) servem como pontos de apoio. O usuário deverá levar comprovante de residência e documento com foto.

Wesley Safadão, nesta sexta-feira (18), revirou o seu baú de fotos para homenagear o filho caçula, fruto do relacionamento com Thyane Dantas. Nas redes sociais, o cantor celebrou os dois anos de Dom. "Hoje é o dia do nosso caçulinha, o nosso Dom. Peço que Deus continue enchendo a vida dele de luz, que ele cresça cada dia mais saudável e feliz", escreveu ele.

E emendou: "Deus nos deu um grande presente e somos muito gratos. É tanta alegria que não cabe no peito. O papai ama muito esse vaqueirinho". Fãs do artista se derreteram com as imagens publicadas. Em aproximadamente duas horas, a postagem passou da marca de 200 mil curtidas.

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Veja:

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A cidade de Belém sediará evento dedicado a empreendedores com imersão na qualificação profissional, apreensão pessoal e familiar, além de ensinamentos que remetem ao espiritual de cada participante. O Dom 7 Day promete ajudar a revelar os vários dons de cada pessoa, por meio de palestras com psicólogas, consultora financeira, espiritual, coach e mentores em marketing.

O Dom 7 Day está em sua segunda edição. Os passos que serão seguidos pelos palestrantes visam ao equilíbrio profissional e pessoal, além de seguirem a linha crescente para o espiritual e familiar.

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A psicóloga e coach Amanda Almeida destaca a importância de o profissional da área estimular cada pessoa a se encontrar como um todo. “Meu maior propósito e foco é ajudar pessoas a buscarem sua melhor versão de si”, disse Amanda, que é uma das palestrantes.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 30% dos trabalhadores em atividade são acometidos por transtornos mentais, sendo que de 5% a 10% deles são considerados graves. É pensando nesses dados oficiais que empresas organizam cada vez mais eventos sensíveis aos temas.

“O equilíbrio profissional interfere no equilíbrio da vida. Um ritmo acelerado de trabalho pode comprometer o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional de muita gente. Estabelecer prioridades e ter ferramentas são essenciais para ter um propósito, com maior prazer e motivação”, ressaltou Amanda.

Um dos temas será o papel da mulher na família e no mercado de trabalho. Segundo a psicóloga Roberta Rios, os problemas que a mulher carrega pelo fato de sair de casa para o mercado de trabalho, produzir e também viver a maternidade interferem na saúde mental. Para a psicóloga, o equilíbrio é fundamental. Ela falará sobre o desenvolvimento da relação familiar entre os pais em seus vários ambientes.

“A sociedade moderna cobra a produção, principalmente da mulher, no mercado de trabalho, mas também dos pais como um todo. Esse tipo de cobrança pressiona essas pessoas, e o grande desafio é fazer com que elas consigam equacionar as relações pessoais e familiares com a relação ao profissional. O importante é que os pais consigam ficar bem nesses ambientes”, explicou Roberta.

O evento terá um formato didático, mas também motivacional. Também serão apresentadas ferramentas para alinhar corpo, mente e sociedade. 

Serviço

Evento: Dom 7 Day.

Dia: 7 de dezembro. Hora: a partir das 9h.

Inscrições no whatsapp: (91)98415-3439.

Local: Avenida Governador José Malcher, 153, no Elephant Coworking.

Vagas Limitadas.

Da assessoria do evento.

O cantor Wesley Safadão publicou neste sábado (5), no Instagram, um registro com o filho caçula, Dom. Com apenas três meses, o filho de Safadão com Thyane Dantas surgiu de óculos escuros na rede social e fez o pai se derreter.

"Papai, onde tem o Garota Vip que já estou pronto", legendou o artista. A imagem causou histeria entre os fãs do artista. "Ai, meu Deus. É muita lindeza em uma única foto", comentou um dos seguidores. "Não aguento tanta gostosura, Senhor", escreveu outra pessoa.

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Além de Dom, que nasceu em setembro de 2018, Wesley Safadão é pai de Ysis, também com a esposa Thyane. O primogênito Yhudy, de sete anos, é filho do primeiro casamento com a digital influencer Mileide Mihaile. 

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Wesley Safadão compartilhou um momento 'fofo' de seu filho recém nascido, Dom, nesta quinta (11), em seu Instagram. O bebê de quase um mês tomava banho de sol, apenas de fraldas, nos braços de uma das babás. Porém, um detalhe chamou a atenção dos seguidores do cantor e gerou comentários: a funcionária estava usando uma máscara enquanto segurava o neném.

Wesley caminhava pela casa fazendo um vídeo quando encontrou o filho mais novo junto com duas babás. Uma delas segurava o pequeno Dom e a outra, ao lado, dava suporte. Ambas estavam usando uniformes e máscaras descartáveis enquanto cuidavam do bebê, nascido no início do mês de setembro.  

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Os seguidores do cantor acharam a cena tão estranha que fizeram questão de comentá-la em outras publicações de seu perfil. "Não entendi nada, deve ser para não passar doença para o baby"; "Elas possuem doenças contagiosas?"; "Pra que essas babás com isso no rosto? Tô passada porque são as duas"; "Além das babás usarem o típico uniforme para que não sejam confundidas com alguém da família, elas ainda usam máscaras. Wesley Safadão pediu para ser escroto e não parou mais".

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Wesley Safadão voltou a ser assunto nas redes sociais após fazer uma homenagem a seu filho recém-nascido Dom. Isso porque o cantor batizou o novo cavalo de seu Haras com o nome do seu caçula. Mas não foi este o motivo que levou os internautas a comentarem o ato, mas sim, o valor pelo qual o cantor adquiriu o animal, mais de R$ 2 milhões. 

O forrozeiro é um apaixonado por cavalos da raça Quarto de Milha e é proprietário de um haras, o Haras WS. Na última sexta, ele comprou um animal pelo valor de R$ 2.240.000, e o batizou de Don Príncipe Bar. A nova aquisição do músico já seguiu para o seu haras onde será parte de um projeto de reprodução. 

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Porém, a compra do cantor não foi vista com bons olhos por parte do público que o questionou severamente nas redes sociais. Os comentários referiam-se ao problema relativo a pagamento de pensão para um dos filhos de Safadao, que ganhou as manchetes nos últimos meses. "Wesley Safadão acabou de comprar um cavalo de dois milhões e batizou de Dom em homenagem ao filho que nasceu. E chora quando o assunto é pensão. Ranço"; "Quer regular tanto pro filho e paga isso num cavalo, nunca vou entender"; "E ainda acham muito R$ 40 mil de pensão? É hipocrisia que fala, né?", comentaram. 

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