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 Na tarde desta sexta (19), em suas redes sociais, o ex-presidente da câmara dos deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) voltou a criticar a postura do presidente Jair Bolsonaro diante da pandemia da Covid-19. O democrata chegou a dizer que é  “hora de discutir o semipresidencialismo”.

"O presidente é pródigo em não assumir responsabilidades. Quando o país mais precisa de um pingo de responsabilidade e racionalidade, Bolsonaro dobra a aposta da irresponsabilidade e irracionalidade, jogando governadores e prefeitos na cova dos leões ao acionar o STF para acabar com as medidas de restrição, e enviando um PL ao Congresso para determinar o que é atividade essencial ou não. O presidente quer as instituições contra ele pra reforçar sua falsa narrativa de eterno perseguido”, escreveu Maia.

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O deputado também classificou o presidente como um “lobo solitário”. “O Brasil e os brasileiros são suas presas. Chegou a hora de discutir o semipresidencialismo. Nenhum país aguenta tanto tempo de tanta irresponsabilidade nas mãos de um inconsequente”, concluiu Maia, cujo partido nunca elegeu um presidente da república, embora sempre tenha sido decisivo no parlamento, compondo o bloco conhecido como “centrão”.

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STF

Em transmissão ao vivo realizada na última quinta (18), Bolsonaro disse que entrou com uma ação direta de inconstitucionalidade no STF, buscando conter as medidas restritivas impostas por governadores e prefeitos. "Buscando conter esses abusos, que, inclusive, no decreto, o cara bota ali toque de recolher. Isso é estado de defesa, estado de sítio que só uma pessoa pode decretar: eu", declarou.

De acordo com o artigo 137 da Constituição, o estado de sítio pode ser decretado em um contexto de "comoção grave de repercussão nacional ou ocorrência de fatos que comprovem a ineficácia de medida tomada durante o estado de defesa", bem como em caso de "declaração de estado de guerra ou resposta a agressão armada estrangeira". O estado de defesa, por sua vez, é um dispositivo criado para "calamidades de grandes proporções da natureza". A pandemia do novo coronavírus já matou 287.499 brasileiros, segundo a Universidade Johns Hopkins.

Em parceria com o Hospital das Clínicas e com a Fundação Oswaldo Cruz em Pernambuco (Fiocruz-PE), o Departamento de Micologia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) desenvolveu um teste rápido para covid-19, capaz de apresentar resultado em uma hora e meia. A técnica molecular RT-Lamp está sendo estudada através da pesquisa  estudada pela pesquisa “Modelo biológico in vitro aplicada no diagnóstico rápido e específico do Sars Cov-2 por RT-Lamp”, não demanda contraprova e já é utilizada em países asiáticos como a China e Japão.

RT-Lamp, que, do inglês, é um sigla para Transcrição Reversa Seguida por Amplificação Isotérmica Mediada por Loop. Através dela, é possível identificar o RNA do vírus na célula da pessoa infectada de forma mais rápida e segura quanto ao resultado. “O exame é feito pela coleta da saliva com um swab (espécie de cotonete), não requer equipamentos de última geração e tem o processo de diagnóstico quase três horas mais rápido em relação ao RT-PCR (demora cerca de quatro horas)”, comenta a coordenadora da pesquisa, professora Rejane Pereira Neves, do Departamento de Micologia da UFPE.

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No HC, a pesquisa está sendo desenvolvida pelo Serviço de Doenças Infecciosas e Parasitárias (DIP), com a infectologista Claudia Vidal à frente do projeto. “Vamos testar as pessoas com suspeita de Covid-19 coletando o material (saliva), os seus dados sociodemográficos, os fatores de risco, entre outros, e acompanhá-las. Esse diagnóstico precoce permite a adoção mais consolidada de medidas de precaução, vigilância dos contactantes e otimização do plano terapêutico para os pacientes”, coloca.

Apesar de funcionar a partir de um processo mais simplificado que o RT-PCR, o RT-Lamp elimina os falsos negativos e é capaz de identificar o novo coronavírus mesmo nos estágios iniciais da infecção. Assim, o exame ganha em precisão e rapidez de resposta. “Isso favorece a testagem ampla, segura e rápida da população. Ganhamos tempo contra a Covid-19 e isso é importante tanto para o tratamento adequado das pessoas quanto para o rastreamento do vírus”, explica Rejane Neves.

O projeto é formado por uma equipe multidisciplinar, que conta ainda com pesquisadores do Programa de Pós-Graduação em Medicina Tropical (Maria Duarte Coelho, Cicero Pinheiro Inácio e Maria da Conceição Castro); da Pós-Graduação em Biologia de Fungos (Oliane Correia Magalhães e Franz Graciano dos Santos); da Fiocruz-PE (Luiz Carlos Alves e Fábio André Brayner); e da Pós-Graduação em Ciência da Computação (Leandro Maciel Almeida). No caso deste último departamento, é estudada a ampliação do projeto com o desenvolvimento de uma abordagem por Inteligência Artificial, capaz de estabelecer comunicação e a criação de um banco de dados numa plataforma acessada por smartphones, por exemplo.

As provas de matemática e ciências da natureza do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2019 serão aplicadas no próximo domingo (10), com fechamento dos portões às 13h e início das provas às 13h30.

O Enem segue o horário oficial de Brasília, o que faz com que os horários sejam diferentes em alguns estados, devido aos fusos horários. Confira, a seguir, os fusos do Exame Nacional do Ensino Médio:   

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Acre e 13 municípios do Amazonas (Atalaia do Norte, Benjamin Constant, Boca do Acre, Eirunepé, Envira, Guajará, Ipixuna, Itamarati, Jutaí, Lábrea, Pauini, São Paulo de Olivença, Tabatinga):

Abertura dos portões – 10 horas

Fechamento dos portões – 11 horas

Início das provas – 11h30

Término das provas – 16h30

Amazonas (com exceção dos 13 municípios descritos acima), Roraima, Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul:

Abertura dos portões – 11 horas

Fechamento dos portões – 12 horas

Início das provas – 12h30

Término das provas – 17h30

Distrito de Fernando de Noronha (Pernambuco):

Abertura dos portões – 13 horas

Fechamento dos portões – 14 horas

Início das provas – 14h30

Término das provas – 19h30

Demais estados:

Abertura dos portões – 12 horas

Fechamento dos portões – 13 horas

Início das provas – 13h30

Término das provas – 18h30 horas

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Os pontos de aplicação de aplicação das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) já estão com os portões fechados. Exatamente às 13h deste domingo (3), horário de Brasília, o procedimento de fechamento foi realizado pelos colaboradores que trabalham no processo seletivo. As provas iniciam às 13h30.

Ao todo, as provas deste domingo contam com duração de cinco horas e 30 minutos. Há 90 questões de Ciências Humanas, Linguagens e redação. Os estudantes podem deixar os locais de prova a partir das 15h30, mas sem o caderno de quesitos. Para levá-los, é necessário aguardar até as 18h30. O primeiro dia do Enem só termina às 19h.

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Conforme informações do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão responsável pela aplicação do Exame, existem mais de 10 mil locais de prova distribuídos em 1.727 cidades. No total, 5.095.388 estudantes de todo o Brasil estão inscritos para o Enem 2019.

O segundo dia de prova será em 10 de novembro. Na ocasião, os candidatos responderão 90 questões de Ciências da Natureza e matemática.

O Google lançou um alerta para seus usuários nesta sexta-feira (18), relacionado ao horário de verão. A empresa afirma que, mesmo que a mudança não exista mais no Brasil, alguns telefones Android podem não ser atualizados a tempo. É possível que, nos dias 20 de outubro e 3 de novembro, os dispositivos que usam o sistema operacional da companhia adiantem seus relógios em uma hora, automaticamente. 

De acordo com a gigante da internet "Todas essas modificações impactam diretamente no Banco de Dados Global da IANA (em português, Autoridade para Atribuição de Números de Internet), que é utilizado por smartphones e dispositivos eletrônicos para garantir que você esteja sempre na hora certa, onde quer que esteja" e seria por conta disso que alguns celulares não teriam a informação necessária para evitar que seu relógio seja alterado.

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Para não correr o risco de perder compromissos, a empresa aconselha definir a hora manualmente antes da meia noite do domingo, dia 20 de outubro, data em que começaria o horário de verão. Se o aparelho não sofrer nenhuma alteração de horário nas duas datas, significa que o telefone já foi atualizado pelos fabricantes ou, então, está seguindo as regras de rede da sua operadora. As configurações manuais podem ser mantidas até 16 de fevereiro de 2020, que seria a data de fim do horário de verão.

Confira como mudar a hora manualmente (via Google):

1 - Entre no menu Configurações e procure o item chamado “Sistema”, depois, escolha “Data e Hora” ou algo similar (em alguns aparelhos talvez não seja necessário passar pelo menu “Sistema”). 

2 - Desative as opções “Data e hora automáticas” e “Fuso horário automático”.

O governo federal anunciou nesta sexta-feira (5) que neste ano não haverá o horário de verão. Além de ter impacto econômico, a medida deve ser levada em consideração pelos candidatos do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), já que nas últimas edições do processo seletivo os horários de fechamento dos portões dos locais de prova e de início da avaliação eram diferentes a depender da localidade de aplicação.

Na prática, por exemplo, enquanto em Pernambuco – o Estado não adota o horário de verão - o Enem 2018 iniciou às 12h30, em São Paulo as provas começaram às 13h30, conforme Brasília. Agora, com o anúncio do fim do horário de verão, feras de todas as regiões deverão fazer o Exame em hora padrão.

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De acordo com o edital do Enem 2019, as provas serão realizadas nos dias 3 e 10 de novembro. Os horários definidos são os seguintes:

12h – Abertura dos portões

13h – Fechamento dos portões

13h a 13h30 – Procedimentos de segurança na sala de prova

13h30 – Início das provas

19h – Término das provas no primeiro dia

18h30 – Término das provas no segundo dia

Para o professor de redação Diogo Xavier, a mudança merece a atenção dos candidatos dos Estados que adotavam o horário de verão. Segundo o professor, como eles estavam acostumados a adiantar os relógios em uma hora, alguns feras correm o risco de se confundirem.

Já o professor de biologia André Luiz acredita que a padronização do horário trará benefícios para todos os candidatos. “Vai ser mais justo, iguala tudo. Vai diminuir o problema dos atrasos”, opinou.

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) afirmou na noite desta quinta-feira (17) o horário no qual as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2018 serão divulgadas. Os alunos poderão conferir a nota da prova a partir das 10h (horário de Brasília) na página do participante.

Ao contrário dos anos anteriores, após a divulgação da nota não haverá coletiva de imprensa. A justificativa dada pelo Inep foi de que o órgão está em processo de transição. O novo presidente do instituto, Marcus Vinicius Rodrigues, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) ainda não foi empossado para o novo cargo. Ele tomará o lugar de Maria Inês Fini, que presidia o órgão desde 2016. 

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Saber administrar o tempo durante o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é crucial para o fera que deseja realizar uma boa prova. Assim como em 2017, o Enem 2018 será realizado em dois domingos seguidos: nos dias 4 e 11 de novembro. A novidade para este ano é que os alunos contarão com 30 minutos a mais para responder a prova de Ciências da Natureza e Matemática, que contará com 5 horas de duração, enquanto Ciências Humanas e Redação continuam com cinco horas e trinta minutos no total. 

Dividindo o tempo de prova pela quantidade de questões, chega-se a uma média geral de três minutos para cada quesito. Porém, nem todas respostas são obtidas tão rapidamente, alguns assuntos têm um nível de complexidade mais elevado que outros, e ao responder a prova, o vestibulando deve otimizar o seu tempo, a fim de alcançar um resultado com maior probabilidade de acertos no final.  

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A redação está no topo das provas que demandam um maior potencial de tempo. Com um grande grau de concentração do vestibulando, o horário bem administrado é de suma importância para o resultado final. Segundo o professor Luiz Fernando, uma hora e trinta minutos é o máximo que o estudante deve se ater na redação.

“A primeira prova a ser respondida pelos estudantes é a prova de redação. Como dica para otimizar o tempo total e melhorar a qualidade de seu texto, o aluno deve fazer um pré-texto, selecionando as ideias em um rascunho. Após isso, responder as provas de Linguagens e Humanas, pois a leitura dos diversos textos contidos na prova podem auxiliar o fera ampliando suas ideias e referências, expandido assim seu campo de argumentação, que pode transitar entre argumentos filosóficos, históricos, dados e estatísticas que de alguma forma, englobem a problemática proposta como tema”, frisou.

Os textos longos são uma marca do Enem. Em todas as edições, o Exame contextualiza, no enunciado de cada questão, os assuntos abordados na prova. É consenso entre os professores que os alunos devem ler os textos com o máximo de atenção, grifando as chamadas “palavras chaves”. Com isso, o vestibulando otimiza o seu tempo e aumenta as chances de acerto, pois, em muitas vezes, o enunciado traz pontos que podem levar à resposta mais rapidamente. É essencial que os alunos respondam primeiro as questões que se sentem mais seguros com as respostas.

O Enem conta com um programa complexo de calcular as notas, chamado Teoria de Resposta ao Item (TRI), em que os pesos de cada questão são atribuídos de acordo com a complexidade do assunto abordado, portanto, a nota não é calculada apenas pelos números de acertos. Como dica, o professor de matemática Fabiano Nader alerta aos estudantes que ao receberem as provas, avaliem as questões como um todo, para só depois começar a responder. 

“O aluno deve priorizar questões fácies e rápidas, ganhando tempo para responder as intermediárias e difíceis, aumentando assim, sua quantidade de acertos”, afirmou. Segundo Fabiano, o fera deve buscar aquilo que é chamado em sala de aula de “gabarito coerente”, que respeita a dificuldade das questões, priorizando as mais fáceis.

“Errar questões difíceis não atrapalha tanto, mas errar as fáceis pode complicar o resultado final. Por isso, é primordial que o aluno acerte as questões fáceis em todas as provas, dividindo o tempo de acordo com o dia. Uma boa dica é garantir nota mínima em todas as provas”, destacou.

Em Exatas, algumas respostas são obtidas por meio de cálculos complexos, e o fera deve estar concentrado para desenvolver aquilo que foi estudado durante o ano em sala de aula. Porém, o raciocínio lógico também é bastante abordado no Enem, e as questões que envolvem lógica costumam vir acompanhadas de imagem com informações que o estudante deve observar para chegar ao resultado final. Outra dica importante é utilizar a eliminação dos chamados “resultados absurdos”, em que das cinco alternativas, apenas três parecem ser coerentes com o que foi pedido. Muitas vezes a informação que o vestibulando precisa está no enunciado, podendo vir depois de uma imagem, ou fonte de uma reportagem, que irá servir de base para os cálculos ou eliminação de alternativas.

De acordo com o matemático Yago Henrique, os alunos devem obter confiança na resolução das questões mais fáceis primeiro, e assim, desenvolver um raciocínio mais complexo em assuntos que exigem mais tempo. “Focar nas questões que sabe fazer, conseguir resolver as questões mais fáceis. Assim, o aluno pode relembrar os conteúdos necessários para desenvolver as demais questões”, disse.

O deputado federal Daniel Coelho (PSDB) está otimista em relação a eleição 2018 no sentido de ter uma troca de governador em Pernambuco. Em entrevista ao LeiaJá, o tucano falou que há chances reais de vencer a máquina. “Sim, eu acho que há sim uma chance imensa. Eu acho que chegou a hora da mudança”, disse com convicção. 

“Pernambuco tem uma tradição de alternância de poder. Nenhum grupo conseguiu se estabelecer por muito tempo, então a gente sempre teve essa cultura de um período para um partido e um período para outro”, declarou. 

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O tucano pediu por precaução afirmando que tudo acontece no tempo correto. “Esse afunilamento está vindo na hora certa com naturalidade. Não está sendo forçada essa escolha de um candidato. Está ocorrendo com tranquilidade e está colocado hoje que há uma união realmente local [da oposição], que independe das questões partidárias e das questões nacionais”. 

O parlamentar também falou que foi uma “estratégia acertada” os opositores do governo Paulo Câmara decidirem lançar um candidato único no grupo denominado “Pernambuco Quer Mudar”. “Porque facilita a composição das chapas para federal e senador. A tendência é, realmente, pelo que a gente tem visto, que seja uma eleição muito dura, muito disputada. É claro que a oposição precisa acertar o seu discurso e o seu programa de governo”. 

 

O Horário de Verão começou 0h deste domingo (15), e os relógios devem ser adiantados em uma hora para se adequar à medida. A mudança vai valer até o dia 18 de fevereiro de 2018. É possível que esta seja a última vez que o Horário de Verão seja adotado no Brasil. Isso porque autoridades do setor elétrico constataram mudanças nos hábitos de consumo de energia dos brasileiros. De acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o que mais tem influenciado o horário de pico do consumo de energia não é mais a incidência de luz solar, e sim a temperatura. O ajuste dos relógios deve ser feito para a população dos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal. Pernambuco segue normalmente, sem necessidade de alteração nos ponteiros. 

A justificativa para a adoção da medida ano após ano é o aproveitamento do maior período de luz solar para economizar energia elétrica. Em 2013, o país economizou R$ 405 milhões, ou 2.565 megawatts (MW), com a adoção do Horário de Verão. No ano seguinte, essa economia baixou para R$ 278 milhões (2.035 MW) e, em 2015 caiu ainda mais, para R$ 162 milhões. Em 2016, o valor economizado com Horário de Verão baixou novamente, para R$147,5 milhões.

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Segundo o ONS, a redução na economia de energia com o Horário de Verão tem a ver com uma mudança no perfil e na composição da carga elétrica no país. Se antes o que determinava o horário de pico do consumo de energia era a incidência da luz solar, hoje é a temperatura. Com isso, o pico de consumo passou a ser entre 14h e 15h e não mais entre 17h e 20h.

Segundo o coordenador da Área de Regulação do Grupo de Estudos do Setor Elétrico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Gesel-UFRJ), Roberto Brandão, a mudança no perfil de consumo de energia também está relacionada ao uso de aparelhos de ar-condicionado, que costumam ser ligados nos horários mais quentes do dia; e, por outro lado, à substituição de lâmpadas incandescentes por modelos mais econômicos, o que reduz o gasto de energia com iluminação.

Por causa do ar-condicionado, o verão pode inclusive levar a um aumento na conta de luz dos consumidores, segundo o professor Reinaldo Castro Souza, do Departamento de Engenharia Industrial do Centro Técnico Científico da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (CTC/PUC Rio). Um aparelho de ar-condicionado de mil watts de potência, por exemplo, se for ligado oito horas por dia, resulta em cerca de R$ 160 na fatura mensal, em média. Se o uso se estender para 16 horas por dia, o valor dobra, de acordo com o especialista.

Reavaliação

Em agosto, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), o ONS e o Ministério de Minas e Energia chegaram à conclusão que, por causa dessa mudança de perfil de consumo de energia, a adoção do Horário de Verão atualmente “traz resultados próximos à neutralidade para o consumidor brasileiro de energia elétrica, tanto em relação à economia de energia, quanto para a redução da demanda máxima do sistema”. Apesar da indicação, o governo decidir manter o Horário de Verão este ano, mas para o período 2017/2018 a medida será reavaliada.

Relógio biológico

Se por um lado boa parte da população se incomoda com as alterações que o Horário de Verão causa na rotina, por outro há muita gente que prefere chegar em casa ainda com a luz do dia. Gostando ou não da mudança, uma coisa é certa: ao alterar a rotina – em especial a hora de acordar e de dormir – o Horário de Verão mexe com o ritmo fisiológico de boa parte da população.

Professor de fisiologia do exercício da Faculdade de Educação Física da Universidade de Brasília (UnB), Guilherme Molina explica que o ritmo fisiológico de todo ser vivo é regido basicamente pelas influências ambientais, em um contexto que envolve também o tempo de vigília e de não vigília (quando se está acordado ou dormindo), considerando a influência do sol no nosso organismo.

Alterações nesse sistema podem representar risco principalmente para quem precisa dirigir logo depois de acordar e para profissionais como cirurgiões ou técnicos que manipulam equipamentos que envolvem engrenagens, eletricidade ou risco de vida. “Mudar o relógio requer uma adaptação do organismo. Nesse sentido, qualquer alteração tem impacto importante na reprogramação de nossas funções biológicas, o que inclui também questões hormonais”, disse Molina à Agência Brasil.

Segundo o professor, o que nos faz acordar é o pico de produção de um hormônio chamado cortizol, que costuma atuar logo cedo, entre 6h e 8 h. Ao modificar o horário, o pico do cortizol sofre alteração. “A sensação que resulta disso é similar à do jet lag, quando uma pessoa tem de se adaptar a um novo fuso horário após fazer uma viagem de longa distância”, comparou.

“Nos primeiros dias, em geral de cinco a sete dias, as pessoas terão dificuldade de acordar plenamente. E quando acordarem ficarão mais lentas e menos atentas. Com isso pode haver lapsos de atenção e pode aumentar o risco em situações como as que ocorrem no trânsito”, explicou o especialista. “Eu mesmo já fu vítima disso. Acordei sonolento e, ao sair de carro, não olhei para o lado e acabei sendo acertado por outro veículo”.

De acordo com Molina, nem todo mundo consegue se adaptar facilmente ao Horário de Verão. “Tem pessoas que simplesmente não funcionam bem ao mudar de horário. Elas ficam irritadas, agressivas, sonolentas, letárgicas, cansadas. Há inclusive pessoas que sentem fraqueza física. Isso gera mais dificuldades, por exemplo, para quem gosta de malhar de manhã”.

Essas dificuldades, segundo o especialista, em parte se explicam pela maior dificuldade em se atingir o sono reparador – etapa do sono na qual ocorre o fenômeno chamado Rapid Eyes Moviment (REM). Para amenizar os efeitos dessa adaptação ao novo horário, Molina sugere que a pessoa adote estratégia similar à dos pilotos de Fórmula 1, de forma a facilitar a reprogramação biológica por meio de uma adaptação prévia do horário de sono.

“Os pilotos da F1 viajam o mundo inteiro para participar de corridas. Par evitar os efeitos de jet lag, eles modificam seu sono a depender do local para onde se deslocarão. Dessa forma eles chegam no local de destino, onde competirão, com seu organismo mais preparado, não sofrendo tanto com a mudança de fuso. A ideia é se adaptar à rotina de sono para a condição posterior. Quem se condiciona previamente sofre menos do que quem entra no horário de verão a toque de caixa”, acrescentou o fisiologista.

O Horário de Verão pode também, segundo Molina, proporcionar algumas mudanças de hábito positivas. “Ao possibilitar que cheguemos mais cedo em casa, o Horário de Verão permite que aproveitemos melhor o dia, inclusive para fazermos atividades físicas. Por que não aproveitar o dia para mudar de hábito e praticar alguma atividade física? Há mais tempo para irmos a parques, fazermos caminhadas”, sugeriu.

Opiniões divergentes

Profissional autônomo na área de serviços gerais, Paulo Victor Gonçalves diz que gosta do Horário de Verão porque “o dia acaba mais cedo” e, com isso, ele tem mais tempo para se dedicar à plantação de pimenta que tem em casa, para complementar a renda. “Fica mais produtivo trabalhar na pimenteira com mais tempo de luz solar.”

Outra vantagem citada por Gonçalves é o tempo a mais que tem para cuidar da filha Isadora, de 1 ano e 8 meses. “Minha esposa fica muito sobrecarregada porque nessa fase o bebê requer muita atenção. Como chego mais cedo, tenho mais tempo e condições para ficar com a bebê e dar um descanso a ela”.

Para a rotina do recepcionista de hotel Ourivaldo Maia Targino, o Horário de Verão não faz tanta diferença. Ele, no entanto, diz que ouve dos hóspedes muitas reclamações sobre a mudança. “Entro às 19h e saio às 7h do dia seguinte. Como meus filhos já são adultos, não há mais a vantagem que havia antes, no sentido de ter mais tempo para conviver com eles. Mas noto que a maioria das pessoas não gosta”, disse, citando a própria esposa como exemplo.

“Ela tem de entrar às 7h no trabalho. Não gosta da mudança porque tem de acordar às 5h30. Ainda está escuro quando ela sai.” Durante a fase de adaptação, Targino diz que é comum que ela chegue atrasada no trabalho, o que incomoda o chefe. “A impressão que dá é que as pessoas fazem muito sacrifício para pouca economia com a conta de luz”, pondera.

Funcionária de uma empresa que faz limpeza pública, Maria Lima diz que o tempo a mais de luz diurna do Horário de Verão a permite fazer, em casa, o que faz diariamente nas ruas da capital federal. “Passo o dia limpando as ruas, mas nem sempre tenho tempo para fazer a limpeza lá de casa”, diz ela, com vassoura e pá em mãos para limpar, diariamente, cerca de 4 quilômetros quadrados em uma região no centro de Brasília.

Empregado de uma empresa de construção civil, Wenderson Rosa sai de casa às 5h30 para trabalhar e diz não gostar nada do Horário de Verão. “Saio mais cedo, mas o serviço não rende tanto. Acaba que tudo fica mais corrido porque tenho de parar uma hora mais cedo.”

“Além do mais não vejo essa história de economia de energia. Muito pelo contrário. Como ainda está escuro quando saio, acabo tendo de acender as luzes lá de casa”, acrescentou.

No Diário Oficial desta segunda-feira (11), o Ministério da Educação publicou portaria que retifica o manual do participante do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade). A mudança se refere à possibilidade do universitário deixar o local de prova após uma hora do início da aplicação. Caso decida sair antes desse perído, estará impedido de assinar a lista de presença e será considerado ausente. Assim, responderá pelas mesmas consequências daquele que não compareceu e ficará em situação irregular em relação ao exame.

A edição deste ano do exame será realizada no dia 24 próximo, com a avaliação do desempenho de aproximadamente 200 mil estudantes de cursos de bacharelado em agronomia, biomedicina, educação física, enfermagem, farmácia, fisioterapia, fonoaudiologia, medicina, medicina veterinária, nutrição, odontologia, serviço social e zootecnia. O exame também avaliará os cursos de tecnólogo em agronegócio, gestão hospitalar, gestão ambiental e radiologia.

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Participarão da prova:

• Estudantes dos cursos de bacharelado que tenham expectativa de conclusão do curso até julho de 2014;

• Estudantes de bacharelado que tiverem concluído mais de 80% da carga horária mínima do currículo do curso até o fim do período de inscrição;

• Estudantes de cursos superiores de tecnologia com expectativa de conclusão até dezembro de 2013;

• Estudantes de cursos superiores de tecnologia que tiverem concluído mais de 75% da carga horária mínima do currículo até o fim do período de inscrição.

Criado em 2004, o Enade integra o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes). O objetivo do exame é aferir o rendimento dos alunos dos cursos de graduação em relação ao conteúdo programático, suas habilidades e competências.

Com informações do MEC

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