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Pela primeira vez desde o início da pandemia de coronavírus, hotéis e pousadas de diferentes regiões do Brasil tiveram alta na procura por vagas e unidades operando no limite da capacidade permitida durante o feriadão prolongado do 7 de Setembro. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH Nacional), os turistas optaram por fazer deslocamentos mais curtos e dentro da própria região - em alguns lugares, a taxa de ocupação chegou a atingir 90%.

"A procura aumentou principalmente para os destinos regionais, como Jericoacoara (CE), Porto de Galinhas (PE), Pipa (RN). Então esses destinos, em que dá para colocar a família no carro e se deslocar até 300 quilômetros, tiveram ocupação muito boa, mas o turismo de negócio, como em São Paulo, ainda ficou muito baixo, em torno de 10%", diz Manoel Linhares, presidente da ABIH Nacional.

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Para Linhares, o boom registrado no feriadão seria reflexo do longo período da pandemia no País, que já dura seis meses. "O brasileiro está cansado do isolamento, a ponto de não aguentar mais ficar dentro de casa", argumenta. Segundo afirma, os hotéis receberam orientação contra a Covid-19 e desenvolveram protocolos de segurança.

Embora variem de acordo com as normas de cada região, as regras, em geral, incluem limitar a capacidade total da unidade, fazer check-in eletrônico, ter álcool em gel disponível em todos os ambientes, usar máscara nas áreas comuns e opção de café da manhã no quarto, sem cobrança de taxa extra.

Em Santos, no litoral paulista, as hospedagem voltaram a ter boa movimentação de turistas. "Na Baixada Santista, os hotéis estão com limite de 60%, e eu ocupei 60%. Na verdade, a ocupação só não foi maior porque não pode", diz o recepcionista Edgard Laporta Neto, do Monte Serrat Hotel.

Laporta Neto relata que, por medida de prevenção, a unidade fechou o restaurante e outras áreas de lazer, como academia e sala de jogo, e serviu café da manhã diretamente no quarto do hóspede. "As pessoas podem sair de casa e manter o cuidado", afirma.

No Unique Garden, em Mairiporã, a ocupação foi de 60% durante o feriado - a máxima permitida nessa etapa de retorno gradual da atividade. "Neste momento delicado, nosso maior compromisso é oferecer um ambiente seguro e saudável, alinhando a excelência dos nossos serviços aos mais modernos protocolos sanitários para combater a disseminação da covid-19", diz mensagem destinada aos hóspedes.

No Rio, hotéis também descrevem maior procura. "Neste fim de semana o movimento foi muito maior do que nos dias anteriores", diz um funcionário do Hotel Atlântico, em Copacabana, onde as mesas do restaurante foram afastadas para cumprir o distanciamento. "A lotação ficou entre 50% e 60%."

Um dos principais destinos turísticos do Nordeste, Porto de Galinhas, em Pernambuco, teve vagas disputadas no feriadão. "Lotou na sexta, sábado e domingo. O telefone não parava de tocar. Também teve muita gente que bateu na porta, sem avisar, e precisou voltar porque não tinha mais vaga", conta a recepcionista Solange Gomes, a Sol, da Pousada Maria Bonita.

Em Porto, hotéis e pousadas precisam operar com até 50% da capacidade, de acordo com as regras locais. "Mas tinha muita gente: as piscinas naturais ficaram cheias", diz Sol.

Famoso destino no Ceará, Jericoacoara também registrou aglomerações nas praias. "A vila só abriu em agosto e, agora, a procura foi muito forte", relata Jasmin Silva, do setor de reservas da Pousada Sahara.

No local, o hóspede agendava o horário das refeições e os sete quartos ficaram ocupados durante o feriado, uma vez que não há restrição de limite de vagas. O movimento, no entanto, deve cair durante a semana. "Para os próximos dias, a gente quase não fez reserva ainda."

Presidente da ABIH Nacional, Manoel Linhas diz que, apesar do movimento do feriadão, o setor de turismo "vai ser o último a sair da crise provocada pela pandemia". "Se a gente considerar os fins de semana e feriados, são oito dias por mês com boa ocupação: a hotelaria não sobrevive", afirma. "Para o setor, com alta carga tributária, insumos caros e muitos colaboradores, o ponto de equilíbrio é em torno de 50% todos os dias."

A cerveja Corona, na tentativa de combater os efeitos da crise econômica oriunda da pandemia da Covid-19, lançou um projeto voltado à rede hoteleira. Batizada de "Redescubra O Paraíso", a iniciativa pretende gerar recursos financeiros para pousadas e hotéis, bem como traz o discurso de que almeja ajudar o público “a se planejar para, de forma segura e gradual, se reconectar com a natureza”.

Por meio de um site que entrou em funcionamento nesta quarta-feira (12), o projeto oferece aos consumidores uma curadoria com mais de 200 hotéis e pousadas localizados no Brasil, em lugares próximos da natureza, com o objetivo de fomentar compras de estadias nesses locais. “Na compra de duas ou mais diárias, a primeira é custeada pela cerveja”, garantiu a marca, enfatizando que, para ter direito, o cliente precisa passar dois dias ou mais hospedado no estabelecimento escolhido, exceto em feriados nacionais e datas comemorativas

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De acordo com a empresa, são oferecidas 5 mil diárias de cortesia, sendo uma para cada cliente que adquirir o voucher de hospedagem no site da campanha. “Unindo essas noites de hospedagem às diárias disponíveis para compra, a estimativa é de que a arrecadação seja equivalente a no mínimo 10 mil diárias - 5 mil oferecidas pela cerveja e pelo menos outras 5 mil a serem adquiridas pelo público -, com um aporte financeiro de mais de R$ 4 milhões para o setor de turismo no Brasil. Os estabelecimentos participantes, que entraram na plataforma sem nenhuma taxa de adesão, estão localizados em nove estados do Brasil: São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Bahia, Alagoas, Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte e Goiás”, detalhou a empresa.

Segundo a cerveja, as diárias são válidas até dezembro de 2021. A empresa orienta os consumidores a usarem a hospedagem no “momento mais seguro, seguindo as recomendações das organizações de saúde e autoridades locais”.

"Corona é uma marca que nasceu na praia e convida o público a aproveitar a vida ao ar livre. Neste período que tem ensinado tanto pra gente, queremos estimular uma reconexão segura das pessoas com a natureza e vimos nesse projeto a oportunidade de apoiar um setor que faz parte desse ecossistema - ou seja, você ajuda agora e viaja quando puder", comentou a diretora de marketing da empresa, Bruna Buás, segundo a assessoria de imprensa.

Iniciativa global da cerveja Corona, o ‘Redescubra o Paraíso’ estima 14 mil reservas em mais de mil hotéis pelo mundo. Atuando no Brasil, Canadá, Chile, Índia e Reino Unido, o projeto é focado em pequenos negócios de hotelaria.

Levantamento do Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil revelou que 80% dos hotéis do Brasil foram fechados temporariamente a partir de abril, em virtude da pandemia do novo coronavírus. Desses estabelecimentos, segundo a pesquisa, 40% ainda estão de portas fechadas.

"O setor do turismo tem passado por um período longo e desafiador, mas projetos como o Redescubra o Paraíso nos deixam mais confiantes de que, juntos, podemos ajudar o turismo doméstico a resistir e sair dessa ainda mais fortes!", avalia o presidente da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA), Alexandre Sampaio.

No site da ação, o público pode acompanhar os valores das estadias, os locais disponíveis, entre outras informações. Em Pernambuco, por exemplo, entre as opções estão praias da cidade de Ipojuca e o arquipélago de Fernando de Noronha.

Depois de quase quatro meses de fechamento, hotéis, pousadas, bares e até salões de beleza podem voltar a funcionar a partir da próxima quarta-feira (15), em Ilhabela, no litoral norte de São Paulo. A ilha é um dos principais destinos turísticos do verão paulista.

Desde meados de março, a cidade teve períodos de isolamento drástico, com o fechamento do acesso a turistas pelo sistema de balsas. Com isso, garantiu índices baixos de disseminação do novo coronavírus. Até esta sexta-feira (10) haviam sido registrados 231 casos e três mortes.

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De acordo com a prefeita Gracinha Ferreira (PSD), o comitê de enfrentamento da Covid-19 da cidade indicou a possibilidade de reabertura das atividades turísticas seguindo os protocolos de segurança que serão estabelecidos em decreto municipal. "O comitê é composto principalmente por profissionais de saúde, inclusive infectologistas", disse.

A gestora se reuniu também com representantes da Associação Comercial e Empresarial de Ilhabela, "que puderam esclarecer dúvidas e expor seus anseios diante da pandemia e o futuro dos seus comércios e empregados".

O plano da prefeitura de Ilhabela é reabrir também as academias e piscinas a partir da quarta-feira seguinte, dia 22 de julho. A associação que reúne os empresários informou que está orientando comerciantes e hoteleiros sobre as regras para a reabertura e fornecendo cartazes com os procedimentos.

Empresário do setor, Bruno Olavo disse que a maioria dos hotéis e pousadas de Ilhabela reduziu o quadro de funcionários em consequência da paralisação das atividades.

"Com a possibilidade da reabertura, os funcionários que estavam afastados estão sendo chamados. A expectativa é de que o decreto possibilite uma reabertura ampla, pois não adianta o hotel funcionar se não tem turista", afirmou.

Ilhabela é a última das quatro cidades do litoral norte do Estado de São Paulo a reabrir a rede hoteleira. Nesta sexta, a região foi mantida na fase 2 (laranja) do Plano São Paulo de reabertura das atividades econômicas. Os quatro municípios da região somam 1.707 casos e 67 óbitos pelo novo coronavírus.

Outras cidades

São Sebastião, vizinha a Ilhabela, liberou o funcionamento dos hotéis e pousadas, com até 50% da capacidade, no dia 1.° de junho. Os restaurantes abrem, inclusive, nos fins de semana, no período das 11 às 15 horas.

Em Ubatuba, os hotéis e pousadas já funcionam com 50% da capacidade desde meados de junho. Os restaurantes atendem com até 30% da lotação, mas apenas de segunda a sexta-feira, com abertura permitida até as 22 horas.

Na cidade, lojas e garagens náuticas também reabriram, com operação limitada a 30% da capacidade. A maioria do comércio funciona até 19 horas e fecha nos fins de semana.

De acordo com a prefeitura de Ubatuba, a frequência nas praias é limitada à prática esportiva individual, de segunda a quinta-feira, e somente para moradores. A cidade registrou 216 casos e 12 mortes em consequência da Covid-19.

Os hotéis e pousadas de Caraguatatuba estão em funcionamento desde o dia 20 de junho, com 40% da capacidade. O comércio teve a abertura liberada durante seis horas diárias - das 11 às 17 horas -, de segunda a sábado. Já os shoppings funcionam das 14 às 20 horas, exceto aos domingos.

Os quiosques de praia também voltaram a funcionar, com limite de até dez mesas para quatro pessoas na faixa de areia. Caraguatatuba é a cidade da região com mais casos de coronavírus - já são 567 casos e 41 mortes.

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, anunciou nesta terça-feira (23) a passagem da Inglaterra para uma nova fase do desconfinamento, em 4 de julho. Nesta data, serão reabertos bares, restaurantes, hotéis, salões de beleza, cinemas e museus. Casamentos também poderão voltar a ser realizados.

"Hoje podemos dizer que nossa longa hibernação nacional está chegando a seu fim", afirmou o líder conservador ao anunciar, diante da Câmara dos Comuns, que setores como turismo, restauração e cultura poderão reabrir as portas para o público.

Para que os setores de restauração e turismo possam ser reativados com a chegada do verão (inverno no Brasil), Johnson anunciou ainda que se reduzirá de dois para um metro - "quando não for possível manter mais" - a distância entre pessoas até então recomendada para evitar a propagação do novo coronavírus.

O território está há mais de três semanas suspendendo progressivamente o confinamento imposto em 23 de março.

A reabertura anunciada hoje é a maior até o momento e é considerada bem-vinda tanto pelo setor de hotelaria, quanto pelo da cultura, assim como por britânicos que pretendem, em grande número, evitar as frequentadas praias estrangeiras e veranear no país.

Johnson advertiu, porém, que "quanto mais nós abrirmos, mais vigilantes temos que ser".

"O vírus não desapareceu, e haverá novos surtos", afirmou, assegurando que, se a situação se descontrolar, poderá voltar a aplicar "restrições inclusive em nível nacional".

Os números diários de infecções e de óbitos pelo coronavírus no Reino Unido, o país mais castigado da Europa com 42.647 mortos, continuam diminuindo.

Na segunda-feira, foram registrados 15 falecimentos, um piso desde 15 de março, embora os dados no início de cada semana sejam artificialmente baixos pelos atrasos nos registros de sábado e domingo.

- Distanciamento físico -

O governo vai impor às salas de cinema, ou de exposições, que adotem medidas de distanciamento físico, como circulação em apenas um sentido, filas espaçadas, aumento da ventilação e reserva de entradas.

No caso de restaurantes e hotéis, será pedido que "coletem informação de contato dos clientes, como já se faz em outros países", para poder localizá-los no caso de detecção de um surto de COVID-19, explicou Johnson aos deputados.

Também haverá medidas de segurança sanitária nos salões de beleza, e os casamentos não poderão reunir mais de 30 pessoas, completou.

Para poder se reencontrar com familiares e amigos a partir de 4 de julho, os integrantes de duas casas diferentes estarão autorizados a se reunir ao ar livre, ou no interior. E isso não será excludente, ou seja, poderão se juntar a outros grupos, em outros dias.

O Executivo também está em contato com o setor de apresentações ao vivo para encontrar uma maneira para que possam reabrir "o quanto antes", acrescentou o premier.

Nos últimos meses, o Reino Unido aumentou muito consideravelmente sua capacidade de realizar testes de COVID-19, alcançando 200.000 diários. Agora, o governo diz estar aplicando testes, de forma regular, em todos os lares para idosos, além de ter estendido essa verificação para toda população.

Na segunda-feira, menos de mil pessoas (958) haviam dado positivo nas últimas 24 horas. De acordo com o ministro da Saúde, Matt Hancock, apenas um a cada 1.700 habitantes tem o vírus agora, contra um a cada 400 há um mês.

O balanço da pandemia é grave, porém. Segundo dados oficiais do Escritório de Estatísticas Nacionais (ONS) - órgão que, ao contrário do governo, inclui todas as mortes atribuídas à COVID-19 (mesmo que o teste não tenha sido realizado) -, o número de mortos era de quase 53.000 até 12 de junho.

As medidas de desconfinamento anunciadas por Johnson serão aplicadas apenas à Inglaterra. Os governos autônomos de Escócia, Gales e Irlanda do Norte seguem seu próprio calendário.

Dependentes de aglomerações, as atividades ligadas ao lazer são as mais afetadas pela pandemia provocada pelo novo coronavírus. A constatação é de um levantamento feito pela startup [empresa emergente] de logística Cobli, que analisou a movimentação de veículos de pequenas e de médias empresas de todo o país.

O estudo considera o total de quilômetros rodados pelas frotas das empresas entre 23 de março – quando as medidas de restrição social entraram em vigor na maior parte dos estados e no Distrito Federal – e 19 de abril. A distância percorrida somou 13,88 milhões de quilômetros, queda de 25% em relação à semana anterior.

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A comparação por setores, no entanto, mostra que alguns segmentos são bem mais afetados que outros. A área de arte, cultura, esporte e recreação teve o maior impacto, com queda de 77% na movimentação dos empregados. 

Em segundo lugar, está o segmento de alojamento e de alimentação, com recuo de 41%, reflexo da queda nas hospedagens em hotéis e do fechamento de restaurantes e bares.

O setor de atividades administrativas e de serviços complementares vem em terceiro lugar, com retração de 40%. Esse dado está relacionado ao fechamento de escritórios e a possibilidade do trabalho remoto na maioria das empresas do tipo. Em quarto lugar, com redução de 39%, está a educação.

Segundo a startup responsável pelo levantamento, a digitalização das atividades é o caminho para alguns setores, permitindo a redução de custos no longo prazo. 

No caso da arte e da cultura, o diretor-executivo da Cobli, Rodrigo Mourad, acredita que a tecnologia pode ser uma aliada para ampliar o público dos espetáculos, à medida em que eles são transmitidos para mais pessoas.

Setores essenciais

O impacto da pandemia sobre setores essenciais varia conforme a atividade. Os setores de saúde humana e serviços sociais e de água e esgoto tiveram queda de 10% na movimentação das equipes. Segundo Mourad, existe a preocupação de que a falta de manutenção em equipamentos ou instalações ligadas a essas atividades eleve os custos no médio prazo e dificultem o retorno ao equilíbrio.

Os setores menos atingidos pela pandemia foram informação e comunicação, com queda de 6% na movimentação das equipes; administração pública, defesa e seguridade social (-4%) e atividades imobiliárias (-1%). O segmento de agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura foi o único a registrar aumento, com a movimentação de veículos das empresas subindo 3%.

Subcategorias

A startup dividiu cada setor por subcategorias. A desagregação dos dados revelou que alguns segmentos de setores bastante afetados registraram quedas menores ou até aumento na atividade. Na área da saúde, a assistência a idosos e pessoas com deficiência teve aumento de 32% na atividade. Em contrapartida, o atendimento hospitalar acusou queda de 14%. Mesmo com o aumento no fluxo de pacientes com a covid-19, outros setores das unidades de atendimentos podem estar atendendo menos.

Os subsetores mais atingidos pela pandemia foram o aluguel de equipamentos recreativos e esportivos e as agências de viagens, cuja movimentação de frotas caiu 86%, e a fabricação de móveis de madeira, com retração de 70%. 

Apesar de a doença estar se alastrando, o comércio varejista de produtos farmacêuticos para uso humano e veterinário vem em terceiro lugar, com recuo de 55%. Uma explicação pode ser o estoque de medicamentos que parte da população fez antes de a pandemia agravar-se.

Em contrapartida, a demanda por alimentos apresentou leve redução. As empresas ligadas à produção de carne tiveram redução de 7%. Os supermercados, hipermercados e as demais empresas de comércio varejista de alimentos tiveram queda de 5%. Na outra ponta, serviços ligados ao entretenimento doméstico aumentaram. O comércio varejista de livros, jornais, revistas e de papelarias subiu 6%. As atividades ligadas aos correios (em todas as etapas da logística) saltaram 7%.

Regiões

Em relação aos estados, o levantamento revela que  Tocantins liderou a retração, com queda de 60% na circulação de frotas. Em segundo lugar, Mato Grosso do Sul, com redução de 54%, seguido pela Bahia (-40%) e pelo Ceará e pelo Distrito Federal, empatados com diminuição de 33%. Quatro estados, no entanto, tiveram aumento na movimentação de veículos de empresas durante a pandemia: Rondônia (+2%), Rio Grande do Norte (+5%), Piauí (+15%) e Pará (+18%).

Para o diretor-executivo da Cobli, os efeitos da crise em cada estado dependem da matriz industrial. Estados agrícolas e exportadores sentiram impacto menor que as regiões mais dependentes de serviços. No caso do Pará, a alta pode estar relacionada à indústria de base, puxada pela mineração.

O primeiro-ministro polonês anunciou nesta quarta-feira (29) a reabertura de creches, hotéis e centros comerciais na próxima semana para retomar a economia paralisada pelo coronavírus, ao mesmo tempo em que pediu aos poloneses para manter "a disciplina social".

Mateusz Morawiecki anunciou a abertura, a partir de 4 de maio, de hotéis, centros comerciais, parte das instituições culturais - incluindo alguns museus - assim como, a partir de 6 de maio, de creches e jardins de infância. As clínicas de fisioterapia também abrirão suas portas na próxima semana.

Outras medidas de segurança, como o uso de máscaras, continuam obrigatórias, destacou o primeiro-ministro. Nas lojas, que atualmente estão abertas, é permitido apenas uma pessoa por cada 15 metros quadrados.

O saldo da pandemia na Polônia aumentou na manhã desta quarta-feira para 12.415 pessoas infectadas pelo coronavírus, das quais 606 morreram.

Nas últimas 24 horas, 326 pessoas foram infectadas na Polônia, segundo os dados do ministério da Saúde, enquanto outras 370 se curaram do vírus.

O primeiro-ministro também destacou que as eleições presidenciais, em uma cédula por correspondência, devem acontecer em maio, apesar dos múltiplos protestos e incertezas legais e técnicas.

Os Estados Unidos disseram que "vários" cidadãos norte-americanos foram mortos nos ataques a bomba deste domingo de Páscoa no Sri Lanka. Em nota, o Secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, disse que a Embaixada dos EUA em Colombo, capital do Sri Lanka, está trabalhando para ajudar cidadãos norte-americanos e suas famílias. Pompeo disse ainda que "esses ataques vis são um forte lembrete de por que os Estados Unidos permanecem comprometidos em nossa luta para derrotar o terrorismo". Segundo ele, usar como alvo "pessoas inocentes se reunindo em um local de culto ou desfrutando de uma refeição de férias são afrontas aos valores universais e liberdades que valorizamos".

O Ministério das Relações Exteriores do Sri Lanka disse que os corpos de pelo menos 27 estrangeiros foram recuperados e incluem cidadãos dos EUA, do Reino Unido, da Índia, de Portugal e da Turquia.

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A polícia da cidade de Nova York implementou medidas de segurança reforçadas após os ataques no Sri Lanka. O sargento Brendan Ryan, porta-voz do Departamento de Polícia de Nova York, disse que as autoridades "farão visitas periódicas a todos os locais de culto, dando atenção especial àqueles com eventos de Páscoa".

Mais de 200 pessoas foram mortas e outras centenas ficaram feridas em oito explosões que abalaram igrejas e hotéis da capital do Sri Lanka e arredores no domingo de Páscoa, no pior episódio de violência no país desde que a sangrenta guerra civil terminou há uma década.

O ministro da Defesa, Ruwan Wijewardena, descreveu os atentados como um ataque terrorista de extremistas religiosos e disse que sete suspeitos foram presos, apesar de não haver nenhuma reivindicação imediata de responsabilidade. Ele disse que a maioria das explosões teria ocorrido em ataques suicidas. Três hotéis e uma das igrejas atingidas, a de Santo Antônio, são frequentados por turistas estrangeiros.

O primeiro-ministro do Sri Lanka, Ranil Wickremesinghe, disse que teme que o massacre possa desencadear instabilidade no país e prometeu "reunir todos os poderes necessários às forças de defesa" para agir contra os responsáveis pelos ataques. O governo impôs um toque de recolher em todo o país das 18h às 6h (horário local).

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Antonio Guterres, se disse "indignado com os ataques terroristas" no Sri Lanka, conforme porta-voz, e defendeu a "santidade de todos os lugares de culto" e que os responsáveis sejam rapidamente levados à Justiça. Fonte: Associated Press.

Pelo menos 138 pessoas morreram e outras centenas ficaram feridas em explosões simultâneas que abalaram três igrejas e três hotéis no Sri Lanka no domingo de Páscoa, disse uma autoridade de segurança do país. O Sri Lanka enfrenta a pior onda de violência desde que sua guerra civil terminou há uma década.

Duas das explosões teriam sido realizadas por homens-bomba, segundo o oficial de segurança, que falou sob condição de anonimato porque não estava autorizado a conversar com repórteres. Fiéis e hóspedes do hotel estavam entre os mortos, disse a mesma fonte.

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A magnitude do ataque relembrou a guerra civil de décadas do Sri Lanka, quando os separatistas Tigres de Libertação da Pátria Tâmil e outros grupos rebeldes atacaram o Banco Central, um shopping center, um templo budista e hotéis populares entre os turistas.

Ninguém assumiu imediatamente a responsabilidade pelas explosões de domingo.

O Sri Lanka há muito enfrenta uma divisão étnica entre a maioria cingalesa e a minoria tâmil. Os cingaleses são predominantemente budistas, enquanto os tâmeis são principalmente hindus, muçulmanos e cristãos.

O Santuário de Santo Antônio e os três hotéis onde ocorreram as explosões de domingo estão em Colombo, a capital, e são frequentados por turistas estrangeiros. O porta-voz do Hospital Nacional Dr. Samindi Samarakoon disse à Associated Press que eles receberam 47 mortos, incluindo nove estrangeiros, e estão tratando mais de 200 feridos.

A TV local mostrou danos nos hotéis Cinnamon Grand, Shangri-La e Kingsbury. Outras explosões foram reportadas na Igreja de São Sebastião, em Negombo, uma cidade majoritariamente católica ao norte de Colombo, e na Igreja de Sião, na cidade de Batticaloa, no leste do país.

Autoridades de segurança do Sri Lanka disseram estar investigando os ataques. A polícia imediatamente isolou as áreas atingidas.

O primeiro-ministro Ranil Wickremesinghe convocou as principais autoridades militares do Sri Lanka para uma reunião de emergência do Conselho de Segurança Nacional após as explosões. Wickremesinghe disse no Twitter que "o governo está tomando medidas imediatas para conter a situação". Fonte: Associated Press.

O ator americano George Clooney defendeu nesta sexta-feira (29) o boicote a nove hotéis de propriedade do Brunei, diante da iminente adoção da pena de morte por homossexualidade e adultério no sultanato.

"Cada vez que nos hospedamos, nos reunimos ou jantamos em qualquer destes hotéis estamos colocando dinheiro diretamente no bolso de homens que escolhem a morte de seus próprios cidadãos por serem homossexuais ou acusados de adultério", escreveu Clooney no site Deadline Hollywood.

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"Após anos tratando com regimes assassinos aprendi que não se constrangem, mas podemos constranger os bancos, as financeiras e as instituições que fazem negócios com eles e escolhem olhar para o lado".

Os nove hotéis estão situados nos Estados Unidos, Reino Unido, França e Itália.

Além de prever a execução de condenados por homossexualismo e adultério, o novo código penal do Brunei, que entra em vigor na próxima quarta-feira (3), adota a amputação de mão ou pé por roubo.

Estes dispositivos da lei são aplicados apenas aos cidadãos muçulmanos. Clooney, ganhador do Oscar, é conhecido por seu ativismo político.

A lei que proíbe o uso de canudos e copos de plástico em estabelecimentos comerciais em todo o Distrito Federal entrou em vigor nesta quinta-feira (7), e já foi contestada pelo Sindicato dos Hotéis, Bares e Restaurantes (Sindhobar).

A partir de agora, restaurantes e bares deverão servir bebidas aos clientes usando somente canudos e copos fabricados com substâncias biodegradáveis ou feitos de materiais como vidro ou inox, sob pena de pagar uma multa que varia entre R$ 1 mil e R$ 5 mil, conforme critérios a serem definidos em regulamentação própria. Em caso de reincidência, os estabelecimentos poderão ser punidos com o pagamento do dobro do valor da multa e a suspensão de suas atividades.

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Ouvido pela Agência Brasil, o presidente do Sindicato dos Hotéis, Bares e Restaurantes (Sindhobar), Jael Silva, disse ser favorável à iniciativas que visem à mitigação de impactos negativos ao meio ambiente, mas que o segmento não foi consultado pelos parlamentares Câmara Legislativa do Distrito Federal antes da aprovação da lei. Ele informou que pretende, como representante dos estabelecimentos, se reunir com o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, para pedir que reconsidere a decisão, e que pretende, inclusive, acionar a Justiça para tentar derrubar a nova regra, ainda esta semana.

"Somos a favor desse projeto? Somos. Nós buscamos, o tempo inteiro, o trato da sustentabilidade. Já fazemos isso [de implementar medidas sustentáveis] com alguns restaurantes. Muitos já tomaram algumas providências. Mas, se pegar o conjunto todo, somos mais de 10 mil bares e restaurantes. Tem as questões de delivery, de embalagens não biodegradáveis de grandes redes. Não pode, mais uma vez, o Estado interferir diretamente na gestão privada", disse.

Um dos pontos que o incomodou o dirigente do sindicato é o fato de a lei já passar a valer imediatamente, sem dar tempo para que os estabelecimentos se adequem e sem que se tenha especificado como o poder público irá conferir se estão cumprido com o que foi estabelecido. "Como uma lei pode entrar em vigor sem ter um regulamentação? Ela tem que ter um prazo para o empresário se adaptar e procedimentos e regras muito claras", defendeu.

Jael Silva também avalia que a nova medida trará prejuízos para os empresários, em longo prazo, porque, diante da restrição de material dos canudos e copos, terão que recorrer a determinados fornecedores de itens biodegradáveis, que, hoje, segundo ele, existem em pequeno número. "Há pouquíssimos fornecedores. E, a partir do momento em que todo mundo começa a fazer, aumenta a demanda e aumenta o preço. A regra gera insegurança jurídica para o empresário, porque multa de R$ 5 mil não é brincadeira, dependendo do tamanho do estabelecimento. Não se tem a quem recorrer e fica o prejuízo", avaliou.

A deputada distrital Júlia Lucy (Novo) manifestou opinião parecida, em reunião da Comissão de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Ciência, Tecnologia, Meio Ambiente e Turismo, realizada nesta quinta-feira (7), na Câmara Legislativa. Conforme divulgou a assessoria de imprensa da Casa, ela ponderou que a medida pode inviabilizar uma série de negócios, de restaurantes a barraquinhas de cachorro-quente.

O presidente da comissão, deputado Eduardo Pedrosa (PTC), comunicou que levará a questão ao Colégio de Líderes, o mais rápido possível, unindo-se ao grupo favorável à revogação da exigência.

Fornecimento

O gerente da padaria Pães e Vinhos, Mário Rodrigues, disse que a administração, ao procurar, hoje, fornecedores de canudos e copos fabricados conforme os novos padrões exigidos pela nova lei, não teve sucesso. "Pedi para o setor de compras verificar, e a responsável [pelo setor], de manhã, disse que não tinha achado. Ficamos sabendo [da lei] pela mídia essa semana. Para mim, só estava valendo no Rio de Janeiro e fiquei sabendo tem dois dias. A gente começou a se adaptar de ontem (6) para cá, já pedi para tirarem das mesas", disse. "Copo [de plástico], a gente já não usa. Agora, canudo, realmente usava".

Rodrigues disse que os clientes da padaria chegam a consumir cerca de 4 mil canudos por mês. Ele disse que mudanças de hábito podem contribuir para se reduzir a poluição por plásticos, mas julga que apenas abandonar canudos e copos de plástico não trará resultado. "Acho que adianta, mas tem coisas piores, que é a sacola, a garrafa pet".

Poluição por plásticos

Ao longo de 2018, a Organização das Nações Unidas (ONU) reiterou, em diversos momentos, a importância de se diminuir a produção e a utilização de objetos de plástico em todo o mundo. De acordo com a entidade, estima-se que a população mundial faça uso de 500 bilhões a 1 trilhão de sacolas plásticas a cada ano e compre 1 milhão de garrafas plásticas por minuto.

Dados da ONU mostram que metade dos plásticos consumidos é usado apenas uma única vez, sem que se cogite seu reúso, o que contribui para que 13 milhões de toneladas de plástico invadam os oceanos, anualmente. Continuando nesse ritmo, alerta a ONU, haverá, até 2050, mais plástico nos oceanos do que peixes.

Entre as recomendações relacionadas a uma rotina mais sustentável, a ONU indica a substituição de garrafas plásticas por garrafas reutilizáveis; a troca de sacolas plásticas por ecobags; o uso de canudos metálicos ou de material biodegradável; usar recipientes para embalagem de alimentos como o isopor; e trocar a escova de dentes de plástico por uma de bambu.

A proibição do uso de canudos e copos plásticos foi adotada, pela primeira vez no país, no Rio de Janeiro.

Dados da ONU mostram que metade dos plásticos consumidos é usado apenas uma única vez, sem que se cogite seu reúso, o que contribui para que 13 milhões de toneladas de plástico invadam os oceanos, anualmente. Continuando nesse ritmo, alerta a ONU, haverá, até 2050, mais plástico nos oceanos do que peixes.

A posse do presidente eleito, Jair Bolsonaro, no dia 1º de janeiro está aquecendo a rede hoteleira de Brasília nesta virada de ano. A taxa de ocupação dos hotéis da cidade teve um aumento significativo nos últimos dias e já está em 70%, podendo chegar a 90%, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH-DF). Os números são muito superiores à media para o período, que é de 20%.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, a previsão é de que a Esplanada dos Ministério receba de 250 até 500 mil pessoas para a festa da posse de Jair Bolsonaro. O evento começa às 14h45, com desfile do cortejo presidencial da Catedral Metropolitana de Brasília até o Congresso Nacional. A sessão solene da posse no Congresso está marcada para as 15 horas.

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O gerente operacional do grupo que abrange Brasília Palace Hotel, Manhattan Plaza, Kubitschek Plaza e ST Paul, Daniel Bernardes, disse que, normalmente as pessoas reservam em cima da hora, mas, com as notícias de que a posse seria concorrida, a procura por quartos aumentou mais cedo. "Na média dos quatro hotéis, a ocupação já está em 70%", disse.

Bernardes explicou que houve também muita demanda do Itamaraty para bloqueio de quartos. "Como há uma mudança mais ampla de governo, o ministério acabou pedindo mais quartos do que em posse anteriores. Alguns chefes de Estado já estão confirmando a vinda para Brasília".

"Vai ser uma boa posse. Já ficamos felizes, já ficamos preocupados, mas no final das contas vão ser dois dias interessantes para a rede", comentou Bernardes. "Normalmente já teria dado férias para a maioria da equipe, de dezembro a fevereiro. Com a posse, as férias passaram para janeiro", contou o gerente. Segundo ele, a busca é maior por quartos mais simples, dentro de categorias mais em conta. Ele disse ainda que, neste ano, há menos reservas de apartamentos de luxo, com quarto e sala.

Outros hotéis, como Cullinan, Athos Bulcão, Vision, Fusion e Saint Moritz, que falaram com a reportagem, também já estão praticamente lotados, indo de 81,47% a 94,03% dos leitos ocupados no dia 31 de dezembro e de 69,58% a 77,17% no dia seguinte.

A taxa média de ocupação hoteleira para o Réveillon atingiu 85%, superando os 51% registrados no mesmo período no ano passado. A pesquisa foi divulgada nesta terça-feira (25) pelo Sindicato dos Hotéis do Rio de Janeiro (SindHotéis Rio.

A maior demanda foi registrada no Flamengo, com 91% de ocupação, seguida por Ipanema e Leblon, com 89%, e outros bairros da zona sul da capital. Na Barra da Tijuca, zona oeste, 87% dos quartos já estão reservados.

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De acordo com o SindHotéis Rio, pela primeira vez a Barra da Tijuca tem maior procura que Copacabana, que, até o momento, está com 85% de ocupação. Na região central da cidade, as reservas alcançam 79%.

Mercado

A Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio de Janeiro (ABIH-RJ) apurou que, nos municípios do interior do estado, mais de 80% dos quartos estão reservados para o a passagem de Ano Novo. O presidente da ABIH-RJ e do SindHotéis Rio, Alfredo Lopes, considerou que a procura está bastante aquecida neste ano.

“Pelo comportamento atual do mercado, a data será prioritariamente a do mercado nacional, que costuma reservar mais em cima da hora. Ainda assim, a reserva para os bairros do centro, Flamengo e Barra da Tijuca, que praticam valores um pouco abaixo da tradicional zona sul, já está bastante aquecida”, afirmou.

Lopes acredita que, embora Copacabana não apareça na liderança da ocupação hoteleira, o réveillon terá quartos lotados.

“A orla de Copacabana sempre lota; é um dos maiores réveillons do mundo. Neste ano não será diferente”, disse Alfredo.

A ABIH-RJ promove este ano, na Barra da Tijuca, a queima de fogos em 12 pontos da orla, envolvendo hotéis e condomínios, com tempo de duração de 14 minutos.

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) instaurou nesta segunda-feira (3) inquérito civil público para apurar se há brasileiros entre os afetados no vazamento de dados de 500 milhões de clientes da rede hoteleira Starwood, uma subsidiária da multinacional Marriott International.

Conforme o inquérito, 500 milhões de hóspedes tiveram informações pessoais afetadas, tais como nome, endereços, número de passaporte e informações da conta na rede hoteleira. A empresa disse que notificará os clientes cujos registros estavam no banco de dados.

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Os hotéis da Starwood incluem as marcas W Hotels, o Sheraton, o Le Méridien e o Four Points by Sheraton. A promotoria pede explicações sobre a demora em notificar de usuários, visto que a rede de hotéis já tinha conhecimento do ataque de hacker desde setembro de 2018 e que a invasão acontece desde 2014.

Para o promotor Frederico Meinberg, o incidente é grave. "Os dados expostos, como número do passaporte e informações sobre a data de chegada e partida, permitem conhecer a movimentação de pessoas como diplomatas, adidos militares e de inteligência, negociadores, empresários, políticos, chefes de estado", afirmou.

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Um dos principais atrativos turísticos de Pernambuco, Porto de Galinhas, no município de Ipojuca, Litoral Sul do Estado, comemora números considerados positivos em 2018. Representantes da rede hoteleira do balneário e da Prefeitura local divulgaram, na noite do sábado (24), um balanço que traz detalhes da movimentação turística neste ano e que traça uma projeção para 2019. Os dados foram destacados no evento ‘Sou Porto’, realizado no hotel Village, com o objetivo de premiar empresas do setor de turismo que mais comercializaram viagens para Porto neste ano.

De acordo com o presidente da ‘Porto de Galinhas Convention & Visitors Bureau’, entidade que trabalha para elevar a qualidade dos serviços turísticos da região, Eduardo Tiburtios, 70% dos hotéis estão ocupados, apesar dos imbróglios econômicos que atingem o país. Segundo o presidente, Porto de Galinhas recebeu em 2018 mais 1,2 milhão de turistas, com destaque para os argentinos que representam cerca de 20% da ocupação dos hotéis e pousadas.

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“Essa ocupação não é só dos hotéis, nós temos muitas pousadas que são muito representativas para o turismo. Este ano, os argentinos representaram cerca de 20% da ocupação de cada hotel e pousada, o que é muito bom, já que esse percentual não passava de 10%”, destacou Tiburtios.

Presidente da Associação dos Hotéis de Porto de Galinhas (AHPG), Otaviano Maroja revelou que a expectativa dos empresários do balneário não era positiva em relação a 2018. Os números do turismo, no entanto, contrariaram a previsão inicial. “Porto de Galinhas teve um ano bom. A ocupação se manteve em 70%, o que é excelente. A nossa previsão era ser pior devido às eleições e Copa do Mundo”, comentou.

Para o diretor da Secretaria de Turismo da Ipojuca, André Reis, enquanto o Complexo de Suape, considerado um setor extremamente importante para a economia de cidades como Ipojuca e Cabo de Santo Agostinho, apresentou dificuldades diante da crise econômica, o turismo de Porto de Galinhas “seguiu crescendo”. O segmento, de acordo com Reis, é responsável por 20 mil empregos, sendo 90% ocupados por ipojucanos.

“Aqui no município sofremos bastante, principalmente com a desaceleração de Suape. Por outro lado, o turismo seguiu crescendo, enfrentou esse período de crise sem deixar de empregar. O turismo é, sem dúvidas, a principal mola propulsora de empregos de Ipojuca”, avaliou o diretor da Secretaria de Turismo.

Segundo André Reis, o turismo de Porto de Galinhas movimentou em torno de R$ 200 milhões neste ano, levando em consideração diversas atividades como os hotéis, pousadas, comércio, passeios, gastronomia, entre outras. Para o próximo ano, a previsão é que o número de visitantes chegue a 1,4 milhão de turistas.

Chilenos na mira de Porto de Galinhas

Empresários da rede hoteleira estão se articulando para atrair um novo público de estrangeiros. De acordo com eles, os chilenos têm um forte potencial para se tornarem turistas assíduos das praias pernambucanas do Litoral Sul.

Como o Governo de Pernambuco anunciou um voo direto entre Recife e Santiago, previsto para operar a partir deste fim de ano, os hoteleiros enxergaram uma boa oportunidade de receber chilenos em Porto de Galinhas. “A gente está muito otimista com esse voo do Chile. É um país que tem uma economia muito estável e que viaja bastante, mas não conseguíamos atingir por questões de conexões de voos. As escalas entre São Paulo e Rio eram largas e isso atrapalhava um pouco”, analisou Eduardo Tiburtios.

Um projeto de lei quer tornar obrigatória a disponibilização gratuita de adaptadores de tomada universal nos estabelecimentos comerciais que ofereçam serviço de hospedagem. Pelo texto, o descumprimento sujeitará os infratores às medidas previstas no Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/90). A proposta é de autoria do deputado Lincoln Portela (PR-MG).

A proposta prevê que o adaptador fornecido – no mínimo um por hóspede – deve ter certificação do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). Devem ainda ser afixadas etiquetas em português, inglês e espanhol que informem sobre a disponibilidade dos acessórios eletrônicos.

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Segundo Lincoln Portela, a adoção dos novos padrões de plugues e tomadas tem sido gradual no Brasil, de modo que o consumidor ainda vem ajustando a sua rotina para se adequar aos modelos atuais "Em hotéis, o consumidor ainda enfrenta dificuldades, e para o turista estrangeiro o contratempo é maior", disse.

A proposta tramita na Câmara dos Deputados e ainda precisa passar pelo Senado Federal e ser sancionada para virar lei. Conforme o texto, o projeto entrará em vigor 120 dias após a publicação no Diário Oficial da União (DOU).

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Milhares de turistas que reservaram estadias em hotéis recentemente foram avisados de que os detalhes do seu cartão de crédito podem ter sido roubados depois que o software usado para processar reservas online foi invadido.

Cadeias de hotéis de luxo estão notificando os hóspedes de que suas informações pessoais e financeiras podem ter sido roubadas, pois a empresa de software Fastbooking, sediada em Paris, sofreu uma violação em 14 de junho.

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A Fastbooking, que fornece o mecanismo de reservas para cadeias de hotéis populares em toda a Europa, disse que está colaborando com hospedagens de pelo menos 25 países para ajudá-las a alertar os clientes afetados.

A empresa disse que a violação de dados incluiu 120 mil informações de cartões de crédito em sites de reservas no exterior. "Todos os nossos mercados foram afetados, mas isso representa uma minoria de nossos clientes", disse uma porta-voz da Fastbooking.

A Fastbooking se recusou a informar quantos estabelecimentos foram afetados, mas operadoras de hotéis, incluindo a Hotel Monterey, a Hankyu Hanshin Hotels e a Royal Holdings, disseram que os dados dos seus clientes, incluindo nomes, endereços e nacionalidades, foram roubados.

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A Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) pode votar nesta quarta-feira (20), em reunião a partir das 9h, o Projeto de Lei do Senado (PLS 206/2012) que isenta hotéis e motéis do pagamento de direitos autorais.

A regra valeria apenas para músicas e audiovisuais executados nos quartos dos hóspedes. A autora da proposta é a senadora Ana Amélia (PP-RS). O relator, senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), é favorável ao texto, com emendas.

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Da Agência Senado

 

Após as múltiplas denúncias sexuais em Hollywood, o maior sindicato de atores da indústria do entretenimento - SAG-AFTRA - exigiu que acabem com as audições em quartos de hotel.

O sindicato publicou nesta quinta-feira (12) as primeiras diretrizes de um Código de Conduta sobre Assédio Sexual.

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"O SAG-AFTRA se opõe que audições, entrevistas e reuniões profissionais similares sejam realizadas em quartos de hotel, ou residências privadas", indicou o texto publicado em seu site.

"Exortamos que produtores e outros responsáveis na tomada de decisões, com influência e controle da carreira profissional de outros, PAREM de ter essas reuniões profissionais nesses locais de alto risco e busquem alternativas de locais mais apropriados", acrescentou.

O sindicato também estimulou igualmente os agentes que tampouco marquem esse tipo de reunião para seus clientes, e recomendou a seus membros que, caso seja inevitável mudar o local, compareçam acompanhados de uma pessoa de confiança.

O código de conduta sai meses depois do enorme escândalo sexual em Hollywood, que explodiu com as acusações contra o produtor Harvey Weinstein.

Weinstein, que foi um poderoso e influente produtor de Hollywood, é assinalado por ter assediado e abusado sexualmente de centenas de atrizes jovens, modelos e funcionárias desde os anos 1990.

E em cada história havia elementos repetidos: convidava as mulheres para seu quarto de hotel com o motivo de falar de trabalho e tirava a roupa, oferecia massagens, ou pedia que elas o vissem se masturbar, tudo com promessas de fama, ou ameaças de arruinar suas carreiras.

Mira Sorvino, Rosana Arquette, Gwyneth Paltrow, Angelina Jolie, Cara Delevingne, Léa Seydoux, estão entre os nomes que denunciaram o ex-magnata, hoje investigado pela polícia.

Essas primeiras acusações foram seguidas por uma onda de outras de abusos sexuais que envolveram pesos-pesados da indústria do entretenimento, que também agiram em quartos de hotel.

"Estamos comprometidos a enfrentar o cenário que permitiu que predadores explorassem a portas fechadas vários intérpretes sob a aparência de uma reunião profissional", declarou Gabrielle Carteris, presidente do SAG-AFTRA, que representa 160 mil atores e outros profissionais do entretenimento e da mídia.

O Diário Oficial da União desta sexta-feira, 2, publica o Decreto 9.296, assinado nesta quinta-feira, dia 1º, pelo presidente Michel Temer, que regulamenta a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência para hotéis e pousadas em todo o País.

O decreto diz que a "concepção e a implementação dos projetos arquitetônicos de hotéis, pousadas e estruturas similares deverão atender aos princípios do desenho universal e ter como referências básicas as normas técnicas de acessibilidade da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT)".

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De acordo com o texto do decreto, os estabelecimentos já existentes, construídos, ampliados, reformados ou com projeto arquitetônico protocolado nos órgãos competentes entre 30 de junho de 2004 e 2 de janeiro de 2018, deverão ter um porcentual mínimo de 10% de dormitórios acessíveis. Desses, 5% devem observar as características construtivas e os recursos de acessibilidade para pessoas com problemas físicos.

O decreto diz ainda que os dormitórios acessíveis "não poderão estar isolados dos demais e deverão estar distribuídos por todos os níveis de serviços e localizados em rota acessível".

A maior cidade da América Latina, São Paulo, ganhará entre junho e julho de 2018 o primeiro hotel da rede Four Seasons. São 28 andares na Av. das Nações Unidas, na altura da Chácara Santo Antônio, os 15 últimos pavimentos trazem 84 private residences, com metragens de 92 m² a 213 m².

Será mais uma entre as variadas opções de hotéis em São Paulo, mas desta vez com uma novidade diferente: o Four Seasons Hotel and Private Residences São Paulo at Nações Unidas terá apartamentos reservados à residentes do hotel. O foco da rede internacional para as unidades residenciais é o grupo intitulado "empty naster", ou seja, casais mais velhos ativos e com filhos já consolidados na carreira e/ou família. Além dos empresários com viagens constantes à capital paulista, que prezam pelo conforto e serviço de primeira.

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Os preços das unidades variam a partir de R$ 2 milhões para a metragem menor e a versão maior, a partir de R$ 4 milhões. Todos os apartamentos já serão decorados por um design de interiores.

Quem optar por morar no Four Seasons São Paulo contará com todos os serviços e benefícios do luxuoso hotel e terá passe livre para todas as unidades da rede, já que será tratado como um hóspede comum. Quem pensa em visitar a cidade e e pensa em se hospedar em um lugar mais econômico não fica sem opção: uma alternativa é procurar disponibilidade em algum hostel
em São Paulo
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