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Todos os dias dezenas de milhões de pessoas sofrem na Índia em rodovias engarrafadas ou em vagões de trens lotados de passageiros.

Para os moradores das megacidades hiperdensas da Índia, que em breve será o país de maior população do mundo, o aumento populacional não é motivo de alegria.

A ONU informou na segunda-feira que a Índia, que tem 1,43 bilhão de habitantes, vai superar esta semana a China como o país superará esta semana a China como o país mais populoso do planeta.

As previsões indicam que até 2040 a população urbana do gigante do sul da Ásia aumentará em quase 270 milhões de habitantes.

A superpopulação gera frustração entre os habitantes das grandes cidades.

"As estradas estão bloqueadas com os veículos, então você passa horas em engarrafamentos", declarou à AFP Satish Manchanda, proprietário de uma loja de smartphones em Nova Délhi, antes de iniciar o trajeto de volta para casa.

Satish Manchanda e milhões de indianos dedicam horas do dia para viajar de suas casas nos subúrbios da cidades até os locais de trabalho - e para retornar. Também enfrentam a escassez de água, poluição e bairros lotados.

Quase 70% dos bilhões de litros de águas residuais gerados diariamente nos centros urbanos acabam sem tratamento, de acordo com um relatório do governo de 2021.

Nova Délhi, onde moram 20 milhões de pessoas, é coberta por uma nuvem de poluição tóxica a cada inverno, um problema que provocou pelo menos 17.500 mortes prematuras em 2019, segundo um estudo publicado na revista médica The Lancet.

As cidades indianas também enfrentam grandes desafios para fornecer energia elétrica, moradia, serviços e empregos para sua crescente população.

Sonam Vardan, que trabalha no setor bancário, lamenta a "competição acirrada" em sua profissão e as lutas intermináveis que acompanham sua vida diária em Nova Délhi.

"A população está crescendo, assim como a concorrência, o que significa muita luta", disse à AFP. Ela citou algumas frentes de batalha: outros candidatos a vagas de emprego, outros pais e motoristas que disputam a mesma parte de recursos limitados.

"Também há uma luta para a matrícula das crianças nas escolas", acrescentou. "As vagas são limitadas, mas há muitas crianças."

A Índia se tornará o país mais populoso do mundo no final de abril, ultrapassando a China, de acordo com uma estimativa da Organização das Nações Unidas publicada nesta segunda-feira (24).

"A China vai ceder em breve a primeira posição que ocupou por muito tempo como o país mais populoso", informou em nota publicada em Nova York o Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais das Nações Unidas (DESA).

Até o final de abril, a Índia terá 1.425.775.850 de habitantes, "igualando e superando a população da China continental", especifica o documento.

Em 19 de abril, um relatório do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) estimou que a população indiana seria de 1,429 bilhão de habitantes no final do ano contra 1,426 bilhão da China.

"A população da China alcançou um pico de 1,426 bilhão de habitantes em 2022 e começou a diminuir. As projeções indicam que o tamanho da população chinesa poderia cair para menos de um bilhão no final do século, enquanto a população indiana continuará crescendo por várias décadas", diz o diretor do departamento, Li Junhua.

De acordo com os dados oficiais publicados no início do ano, a população da China diminuiu no ano passado pela primeira vez desde 1960-1961, ocasião em que se registrou que a fome, iniciada em 1959, causou dezenas de milhões de mortes como resultado da política econômica do "Grande Salto Adiante" decretada por Mao Tsé-Tung.

Paradoxalmente, a queda populacional na potência asiática ocorre após a flexibilização da política do filho único, estabelecida em 2021.

O custo de vida e os anos da medida de controle de nascimentos no país seriam algumas das causas da baixa natalidade, a qual se soma a educação e a inserção da mulher no mercado de trabalho, que atrasam cada vez mais a idade da maternidade.

A Índia, por sua vez, não tem dados oficiais sobre o número de habitantes desde o último censo demográfico em 2011. O novo censo, realizado a cada dez anos, deveria ter sido feito em 2021, mas foi adiado pela pandemia de covid-19.

Apesar disso, os críticos ao governo nacionalista hindu do primeiro-ministro Narendra Modi o acusam de atrasá-lo deliberadamente para não ter que divulgar dados confidenciais, como o desemprego, antes das eleições nacionais em 2024.

A economia indiana tem tido dificuldades para criar empregos para os milhões de jovens que entram no mercado de trabalho a cada ano. Metade da população do país tem menos de 30 anos.

Um pregador separatista sikh foi detido neste domingo (23) na Índia após uma fuga espetacular há mais de um mês, que originou manifestações de apoio a esta comunidade religiosa no Reino Unido, Canadá e Estados Unidos, anunciou a polícia local.

As autoridades indianas prenderam Amritpal Singh, de 30 anos, às 06h45 locais (22h15 de sábado, no horário de Brasília) numa localidade do estado de Punjab, região do noroeste da Índia, onde 58% dos seus 30 milhões de habitantes pertencem a essa religião.

"Assim que ele percebeu que não tinha escapatória e estava cercado, ele foi preso", disse Sukhchain Singh Gill, um policial sênior local, a repórteres.

Nova Délhi perseguia o líder sikh desde fevereiro, quando ele invadiu uma delegacia de polícia com seus seguidores armados com espadas, facas e revólveres.

O grupo atacou a delegacia localizada em um subúrbio de Amritsar, cidade que abriga o templo mais sagrado dos sikhs, após a prisão de um ajudante de Singh acusado de agressão e tentativa de sequestro.

A agressão, em plena luz do dia, deixou vários policiais feridos. Singh conseguiu fugir de motocicleta e, nos dias seguintes, mais de uma centena de seus apoiadores foram presos.

Singh prega um sikhismo radical, que pede a criação de um Estado sikh chamado Khalistan para obter a independência da Índia, um país de maioria hindu.

Após sua fuga, seus apoiadores organizaram manifestações de apoio em frente aos consulados indianos no Reino Unido, Canadá e Estados Unidos.

O estado de Punjab sofreu violentos movimentos separatistas na década de 1980 e no início da década de 1990, que deixaram milhares de mortos.

O desabamento do piso de um templo hindu na Índia provocou a morte de 35 pessoas, anunciou uma autoridade local nesta sexta-feira (31), enquanto prosseguem as operações de resgate.

Dezenas de fiéis celebravam na quinta-feira uma grande festa religiosa na cidade de Indore quando o chão cedeu e as vítimas caíram em um poço ladeado por uma escada usada em rituais religiosos.

"Trinta e cinco pessoas morreram. Uma pessoa ainda está desaparecida. As operações de resgate estão em curso", disse o juiz distrital da cidade, Ilayaraja T., à AFP por telefone.

O primeiro-ministro Narendra Modi afirmou na quinta-feira que lamentava "extremamente" o acidente.

"O governo lidera os trabalhos de resgate e assistência em ritmo acelerado", disse Modi, que prometeu indenizações de 200.000 rupias (2.400 dólares) aos parentes das vítimas.

O ministro do Interior do estado de Madhya Pradesh, onde fica Indore, anunciou a abertura de uma investigação.

O policial Manish Kaporiya disse à AFP que as operações de resgate continuam e que os sobreviventes estão sendo levados para o hospital.

Imagens de televisão mostraram paramédicos instalando cordas e escadas para alcançar as pessoas presas no poço.

Templos em toda a Índia estavam lotados de fiéis para o festival Ram Navami, que celebra o aniversário da divindade hindu Rama.

Clientes e comerciantes de um mercado em Jaipur, na Índia, viram um cachorro ser 'sequestrado' por um macaco. O filhote foi carregado nos braços do primata, que fugiu pelos telhados com a aproximação de curiosos. 

O caso ocorreu no sábado (18) e, de acordo com o Daily Star, ainda não há informações sobre o paradeiro do cãozinho. Jaipur fica perto de uma colônia de macacos e recebe turistas atrás de uma aproximação com os animais. A cidade também tem um templo hindu que passou a ser chamado de Templo dos Macacos pela quantidade de primatas no local. 

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Os próprios sites de viagem alertam para os roubos de carteiras, celulares e outros objetos praticados pelos macacos. Também há relatos de violência, principalmente na pandemia.

Com a escassez de alimentos e sem a presença dos visitantes, dois macacos teriam matado cerca de 250 cães para se alimentar em 2021. O temor que haja novos sequestros, o que seria um indicativo de que os cães entraram na dieta dos macacos da região. 

A polícia indiana prendeu mais de 2 mil homens em operação para reprimir casamentos infantis ilegais entre adultos e meninas com menos de 18 anos durante a semana. As prisões ocorreram durante esta semana, disseram autoridades.

Entre os presos estão pelo menos 50 sacerdotes hindus e clérigos muçulmanos de Assam, disse o chefe da polícia estadual, Gyanendra Pratap Singh. "Até agora prendemos 2.169 homens com base em 4.074 casos policiais registrados", disse Singh.

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Muitos casos de casamento infantil em Assam, Estado de 35 milhões de habitantes, não são denunciados. Apenas 155 ocorrências foram registradas em 2021, e 138 em 2020, de acordo com o Departamento Nacional de Registros Criminais do país.

Na Índia, a idade legal para casar é 21 anos para homens e 18 para mulheres. Pobreza, educação precária e normas e práticas sociais, principalmente nas áreas rurais, são consideradas razões para matrimônios infantis ilegais.

As TVs mostraram a prisão de homens enquanto mulheres jovens com bebês nos braços, choravam e protestavam contra as detenções. "Estávamos lutando e de alguma forma conseguindo sobreviver. Éramos felizes juntos. Quem vai prover nosso sustento agora que meu marido foi preso?" perguntou uma jovem.

Singh disse que os casamentos infantis são uma das razões para as altas taxas de mortalidade infantil e materna do Estado. "Pedi à polícia de Assam que agisse com um espírito de tolerância zero contra o crime imperdoável e hediondo contra as mulheres", tuitou Himanta Biswa Sarma, principal autoridade eleita do estado.

O Parlamento da Índia está considerando uma legislação para aumentar a idade para o casamento das mulheres de 18 para 21, a fim de alinhá-la com a dos homens e promover a igualdade de gênero.

O ministro da Mulher e Desenvolvimento Infantil da Índia, Smriti Irani, disse ao Parlamento na sexta-feira, 3, que a mudança permitiria que as meninas concluíssem sua educação formal e alcançassem a independência econômica, além de atingir a maturidade física e psicológica.

Uma garota indiana de oito anos renunciou a uma herança milionária e ingressou esta semana em uma estrita ordem religiosa da fé jainista.

Devanshi Sanghvi herdaria o negócio de joias Sanghvi and Sons, em Surat, conhecida localmente como a “cidade do diamante” por sua importância no comércio mundial de pedras preciosas. A empresa tem patrimônio líquido de cerca de US$ 60 milhões.

A família anunciou esta semana a vocação de Devanshi, que passou por uma cerimônia de quatro dias até que, nesta quarta-feira (18), chegou em uma carruagem puxada por um elefante ao templo onde trocou suas roupas luxuosas por vestimentas simples de algodão branco.

A criança, conhecida entre os membros da comunidade jainista por sua piedade, “nunca viu televisão, filmes ou foi a shopping centers e restaurantes”, contou uma pessoa próxima à família.

Ela está entre os mais jovens a realizarem uma cerimônia “diksha” para abandonar suas posses materiais e entrar no monacato jainista. Segundo a imprensa local, seus pais disseram que a menina tinha pressa em se converter.

O jainismo, religião da qual a família faz parte, foi fundado na Índia no século VI antes da era cristã. Defende a não violência, o ascetismo, o veganismo e o amor por todas as criaturas. Tem mais de quatro milhões de adeptos no país.

Essa religião é alvo de críticas por algumas de suas práticas rituais, como o jejum extremo.

Após quase 600 kg de maconha desaparecer na delegacia, os policiais informaram ao tribunal indiano que a droga havia sumido por conta de uma "infestação de ratos". O fato aconteceu em Uttar Pradesh, Índia. 

Segundo o jornal The Times of India, a maconha foi apreendida em dois casos distintos, com uma carga pesando 386 kg e outra 195 kg, tendo valor estimado de quase R$ 400 mil. No total, 581 kg da droga teriam sumido. 

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O promotor de polícia indiano informou ao juiz, por meio de um relatório, que "não há lugar na delegacia onde os bens armazenados possam ser salvos dos ratos". Disse ainda que, por serem pequenos, os ratos não têm medo da polícia, nem os policiais podem ser considerados especialistas na solução do problema.

O promotor assegurou ao tribunal que o restante da maconha que não foi consumida pelos roedores, tendo sido destruído por oficiais. O magistrado solicitou à polícia que "livre-se da infestação" e que forneça evidências de que os ratos haviam, de fato, consumido a meia tonelada da erva. Os oficiais devem apresentar um relatório até o dia 26 de novembro.

A Copa do Mundo só começa oficialmente no dia 20 de novembro, mas o Catar, país sede do torneio, já se encontra no clima do torneio. Isso porque um grupo de indianos torcedores da seleção brasileira viralizou ao tomar as ruas do país enquanto manifestava apoio aos brasileiros.

No vídeo, que já ultrapassou 1 milhão de visualizações, é possível ver alguns torcedores com camisas de diferentes países, como Argentina e Alemanha. O Catar possui cerca de 90% da sua população composta por estrangeiros, sendo que muitos vêm de países com pouca tradição no futebol, fazendo com que entusiastas do esporte se apaixonem por times e seleções de diferentes lugares do mundo.

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Por se tratar de uma Copa do Mundo sediada em um país localizado no continente asiático, é natural que torcedores de países situados próximos ao Catar tenham mais facilidade para acompanhar o Mundial de forma presencial.

No Grupo G, o Brasil estreia no dia 24, diante da Sérvia. Encara a Suíça quatro dias depois, e finaliza a fase de grupos enfrentando Camarões no dia 2 de dezembro.

Equipes de resgate continuam a busca por corpos após o colapso de uma ponte suspensa, que deixou 134 mortos em Morbi, para onde o primeiro-ministro indiano Narendra Modi viajou nesta terça-feira (1º).

As dúvidas se multiplicam sobre a possível causa da tragédia ocorrida no domingo em Morbi, no estado de Gujarat.

Nove pessoas foram presas por acusações de assassinato no desabamento desta estrutura de 150 anos recém-consertada.

A ponte de pedestres estava cheia de pessoas que comemoravam o último dia do festival Diwali. Entre os mortos estão 47 crianças.

Imagens terríveis das câmeras de segurança mostraram a estrutura instável afundando quando os cabos se romperam. Centenas caíram no rio, enquanto outras se agarraram desesperadamente aos restos da ponte e pediram ajuda no escuro.

"Ouvi gritos e um estrondo alto e depois silêncio. Depois, lentamente, choro e gritos", contou à AFP Madhvi Ben, uma sobrevivente de 30 anos.

Ben disse que sua perna estava emaranhada em uma "corda de metal", deixando-a quase completamente submersa e que lutou para se libertar.

"De alguma forma, tampei meu nariz, empurrei e liberei minha perna do cabo. Peguei outro cabo e escalei os restos da ponte", disse ele.

Rafiq Gaffar, empresário de Morbi que perdeu seus dois sobrinhos de 12 e 21 anos, descreveu uma cena caótica e apocalíptica.

"Havia corpos flutuando na água em todos os lugares e pessoas presas na ponte pedindo socorro freneticamente", disse ele.

O presidente chinês, Xi Jinping, juntou-se a outros líderes mundiais no envio de suas "profundas condolências" nesta terça-feira.

Enquanto Modi observava, os socorristas circulavam com botes infláveis para tentar retirar algum objeto do fundo do rio.

"Ainda não terminamos as operações de busca porque tememos que ainda existam vítimas cujo paradeiro é desconhecido por seus parentes e que ainda não nos contataram", disse Rahul Tripathi, da polícia de Morbi.

A reforma da ponte foi realizada pela empresa local Oreva, cuja experiência se limita a relógios, bicicletas elétricas e outros produtos.

A empresa não pôde ser contatada até o momento.

- "Nunca esqueceremos" -

Sandeepsinh Jhala, prefeito do município de Morbi, afirmou na segunda-feira que a ponte não recebeu o certificado de segurança.

As nove pessoas detidas na segunda-feira são dois gerentes da Oreva, dois subcontratistas, dois vendedores de ingresso de acesso à ponte acusados de terem vendido a mais, e três seguranças.

"À medida que a investigação avança, os nomes de outros associados ao grupo Oreva também serão detidos", disse Ashok Yadav, um alto funcionário da polícia, na segunda-feira.

Ilyas Khan Akbar Khan Pathan, um motorista de tuk-tuk de 33 anos, perdeu sua esposa e dois filhos de seis e três anos, assim como sua cunhada e duas sobrinhas.

"Encontramos os corpos por volta das quatro da manhã. Minha filha Mahiya teve a cabeça enterrada na lama e as pessoas a retiraram usando barcos", disse ele à AFP nesta terça-feira.

"Demorou quase duas horas para que a polícia e a administração iniciassem os resgates (...) As autoridades foram inúteis", acrescentou.

Puneet Pitroda, de 35 anos, cujo irmão e cunhada morreram, disse à AFP que as autoridades são "totalmente responsáveis pela tragédia". "Nós nunca vamos esquecer esta noite", lamentou.

Ao menos 137 pessoas morreram na Índia no domingo (30), quando uma ponte suspensa da era colonial desabou no estado de Gujarat, fazendo com que dezenas caíssem no rio.

As autoridades indicaram que cerca de 500 pessoas estavam na ponte comemorando um festival quando os cabos que sustentavam a estrutura cederam, fazendo com que ela desabasse no rio.

O comandante da polícia local P. Dekavadiya disse nesta segunda-feira à tarde que o saldo de mortos aumentou para 137, incluindo cerca de 50 crianças, a menor delas de cinco anos.

"Vi a ponte desabar diante dos meus olhos", disse uma testemunha que trabalhou durante a noite na tentativa de resgatar feridos.

"Foi traumático quando uma mulher mostrou uma foto de sua filha e perguntou se eu a havia resgatado. Não consegui informar que a filha dela estava morta", acrescentou a testemunha, que não revelou o nome.

"Os cabos arrebentaram e a ponte caiu em um segundo. As pessoas caíram umas em cima das outras e no rio", afirmou um homem que se identificou apenas como Supran.

Vídeos difundidos que ainda não tiveram a autenticidade comprovada mostravam pessoas pendurando os restos da estrutura na escuridão e tentando nadar para a margem para se salvar.

- Sem certificado de segurança -

A ponte suspensa de 233 metros, construída na era do mandato britânico, foi aberta ao público esta semana após meses de reparos.

A emissora NDTV informou que a ponte tinha sido reaberta na quarta-feira mesmo sem um certificado de segurança, e imagens de vídeo feitas no sábado mostravam a estrutura balançando.

As autoridades lançaram uma operação de resgate após o colapso com submarinos enviados para a área para encontrar os desaparecidos. Dezenas de soldados do Exército e da Marinha indiana participaram dos esforços coordenados.

O plano das autoridades é parar a água da barragem de controle próxima e usar bombas para esvaziar o rio e acelerar a operação de busca.

O primeiro-ministro Narendra Modi, que estava visitando Gujarat, anunciou uma indenização para as famílias das vítimas e dos feridos no acidente.

Modi pediu a "mobilização urgente de equipes para resgate", tuitou seu gabinete. "Ele pediu que a situação fosse monitorada de perto e continuamente e [que as autoridades] estendessem toda a ajuda possível aos afetados".

"Muito raramente senti tanta dor em toda a minha vida", disse o primeiro-ministro.

Os acidentes em infraestruturas, incluindo pontes, são comuns na Índia por serem construções antigas e pela falta de manutenção.

Ao menos 75 pessoas morreram na Índia neste domingo (30), quando uma ponte suspensa da era colonial desabou no estado de Gujarat, disse um ministro do governo regional à AFP.

As autoridades indicaram que cerca de 500 pessoas estavam na ponte comemorando um festival quando os cabos que sustentavam a estrutura cederam, fazendo com que ela desabasse no rio.

"Setenta e cinco pessoas morreram", um funcionário civil distrital disse à AFP por telefone, acrescentando que a maioria das vítimas se afogou.

"Mais de 80 foram resgatadas", disse Brijesh Merja, ministro do estado de Gujarat, onde ocorreu a tragédia.

Outras informações não confirmadas relataram 90 mortes no acidente, ocorrido em Morbi, cerca de 200 quilômetros a oeste da principal cidade de Gujarat, Ahmedabad.

"As pessoas caíram umas em cima das outras depois que a ponte desabou. O grupo tinha se reunido na ponte para os rituais e para o festival de Diwali. Havia muitas crianças e mulheres entre as vítimas", disse uma testemunha à imprensa local.

Vídeos divulgados que ainda não foram verificados mostravam pessoas penduradas no que sobrou da estrutura no escuro e tentando nadar até a costa em segurança.

A ponte suspensa de 233 metros, construída na era do mandato britânico, foi aberta ao público esta semana após meses de reparos.

A emissora NDTV informou que a ponte tinha sido reaberta na quarta-feira mesmo sem um certificado de segurança, e imagens de vídeo feitas no sábado mostravam a estrutura balançando.

As autoridades lançaram uma operação de resgate após o colapso com submarinos enviados para a área para encontrar os desaparecidos. Dezenas de soldados do Exército e da Marinha indiana participaram dos esforços coordenados.

O plano das autoridades é parar a água da barragem de controle próxima e usar bombas para esvaziar o rio e acelerar a operação de busca.

O primeiro-ministro Narendra Modi, que estava visitando Gujarat, anunciou uma indenização para as famílias das vítimas e dos feridos no acidente.

Modi pediu a "mobilização urgente de equipes para resgate", tuitou seu gabinete. "Ele pediu que a situação fosse monitorada de perto e continuamente e [que as autoridades] estendessem toda a ajuda possível aos afetados".

Em seu site oficial, o governo de Gujarat descreve a ponte como "uma maravilha da engenharia construída no início do século".

Os acidentes em infraestruturas, incluindo pontes, são comuns na Índia por serem construções antigas e pela falta de manutenção.

O presidencialismo do Brasil e Estados Unidos e o parlamentarismo-westminster da Índia empoderaram os chefes de estado para agir de forma omissa na primeira onda da pandemia de Covid-19. Com amplos poderes constitucionais, esses chefes de estado puderam atuar de maneira controversa e autoritária. A análise é de pesquisadores da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV EAESP) e das Universidades Cornell, de Illinois e de Michigan, nos Estados Unidos, em artigo publicado nesta segunda (10) na revista britânica “Journal of Social Policy”.

Os pesquisadores realizaram um estudo de caso sobre como os três países lidaram com a pandemia entre janeiro e setembro de 2020, período em que eram governados por líderes populistas de direita – os presidentes Jair Bolsonaro no Brasil e Donald Trump nos Estados Unidos e o primeiro-ministro Narendra Modi na Índia. A análise considerou as políticas de saúde pública implementadas ou não pelos governos federais, como o incentivo ao uso de máscara e ao distanciamento social, além do processo de testagem, rastreamento de casos, isolamento e atendimento à população.

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Elize Massard da Fonseca, pesquisadora da FGV EAESP e uma das autoras do artigo, explica que o trabalho dialoga com o alerta do cientista político Juan Linz sobre os riscos de concentrar a capacidade de ação política em chefes de executivo com amplos poderes, como ocorre no sistema majoritário.

“Esse líder pode escolher negar a pandemia ou agir de acordo com as orientações da Organização Mundial da Saúde”, aponta a autora.

Conforme o artigo, o executivo federal optou pela inação nos três casos. As gestões promoveram medidas como a reabertura de atividades não essenciais durante a fase crítica de transmissão e incentivaram terapias sem eficácia comprovada.

“A resposta destes países à pandemia demonstrou exatamente a falta de resiliência dos sistemas presidencialistas sobre a qual Linz nos alertou. No caso do Brasil, por exemplo, o Congresso demorou mais de um ano para agir com a CPI da Pandemia e, ainda assim, o resultado jurídico é incerto”, ilustra Fonseca.

Os governos estaduais adotaram medidas diante desse vácuo de gestão, mas suas limitações de autonomia e orçamento geraram resultados desiguais. Fonseca diz que é importante planejar respostas a emergências sensíveis à realidade política.

“Um executivo federal muito forte exige mecanismos de coordenação e governança que possam prover informação e formas de ação em períodos de crise. Isso permitirá que a política de saúde funcione mesmo na ausência de bons líderes e é uma defesa contra os controversos porque determinará quais ações esses políticos serão capazes de tomar”, diz a autora.

Outra medida importante diante da capacidade de ação dos governos federais é fortalecer o papel de especialistas autônomos, como o cientista Anthony Fauci, que foi referência ao pautar o combate à pandemia nos Estados Unidos, e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, que desempenhou função semelhante de aconselhamento aos gestores no Brasil.

“Mesmo que o chefe do executivo os ignore, compreender o que esses especialistas independentes aconselham aumenta o accountability democrático”, completa Fonseca.

Fonte: Agência Bori

Ganesh, a divindade com cabeça de elefante, retorna em grande estilo a Mumbai, que a partir de quarta-feira (31) celebra um dos grandes festivais hindus do ano na Índia.

Nos últimos dois anos, a pandemia obrigou as autoridades a restringir as dimensões do festival, começando pelas representações de Ganesh, para atrair menos pessoas.

Agora as estátuas recuperaram seu tamanho de elefantes de pelo menos dez metros de altura. São tão pesadas que é preciso ter dezenas de pessoas para levantar as figuras e movê-las de um lugar para outro.

O festival dura 11 dias e atrai dezenas de milhares de peregrinos hindus às ruas desta grande cidade costeira.

O artesão Bharat Masurkar, no ramo há quatro décadas, está satisfeito com o retorno das encomendas, sentado entre dezenas de suas criaturas esculpidas em argila e gesso e depois cobertas com cores brilhantes.

"Este ano, o barro e o gesso voltaram com total efervescência", disse à AFP em seu ateliê.

Na esquina algumas pessoas trabalham em andaimes de madeira.

"Gastamos até 15 horas por dia com essas figuras", diz um deles, Raju Patel, que veio do estado de Bihar, 2.000 quilômetros ao norte de Mumbai, como todos os anos desde 1996.

- Tradição e meio ambiente -

Os Ganesh são geralmente feitos com gesso de Paris, um material consistente e leve que permite um transporte confortável por estrada.

A maioria dos ídolos é transportada em carros puxados por homens até os bairros em que foram encomendados, para festas de rua em que milhares de fiéis dançam por horas.

Segundo os artesãos, o barro é muito pesado e quebradiço para fazer figuras grandes. Da mesma forma, as estátuas de papel machê são propensas a ficarem encharcadas nesta temporada de chuvas.

O festival termina com procissões de Ganesh em direção ao Mar Arábico, onde as divindades são submersas.

O gesso, no entanto, não se dissolve e acaba mais tarde na costa, poluindo a água e prejudicando a vida marinha, segundo ambientalistas.

O impacto ambiental das estátuas de gesso tornou-se motivo de preocupação para as autoridades, que decidiram proibi-las a partir do próximo ano.

Este ano, as estátuas de gesso são autorizadas com a condição de serem submersas em lagos artificiais. Uma reviravolta que deixa angustiados aqueles que vêm de longe para ganhar a vida fazendo figuras de gesso.

"Quem trabalha com gesso de Paris vai passar fome" com esta medida, diz Masurkar, referindo-se a todos que vêm de Bihar todos os anos para trabalhar alguns meses em Mumbai porque não têm alternativa.

Dois prédios residenciais ilegais de 100 metros de altura foram demolidos neste domingo no subúrbio de Nova Délhi, um evento exibido ao vivo por canais de televisão indianos.

A demolição das "torres gêmeas" é um exemplo incomum de rigor das autoridades contra imobiliárias e funcionários públicos envolvidos com corrupção.

A Suprema Corte decidiu no ano passado que os imóveis foram construídos de forma ilegal por imobiliárias em conluio com autoridades locais.

Os 32 andares do "Apex" e os 29 do "Ceyane", que tinham quase mil apartamentos nunca habitados após nove anos de batalha jurídica, desabaram em poucos segundos.

A implosão controlada, com 3.700 kg de explosivos, aconteceu em Noida, sudeste de Nova Dpelhi. Foi a maior demolição da história da Índia, segundo a imprensa local.

Milhares de pessoas foram obrigadas a deixar a área como forma de precaução antes da explosão.

A Índia, terceira maior economia da Ásia, com 1,4 bilhão de habitantes, registra o crescimento mais rápido do mundo e um "boom" do setor de construção nos últimos anos.

Imobiliárias sem escrúpulos, em busca de grandes lucros, reduzem os custos de construção impunemente, beneficiadas por regras insuficientes.

As empresas às vezes constroem andares ou torres adicionais, usando material de qualidade inferior, enquanto os funcionários públicos são subornados para ignorar os problemas.

No pior cenário para as empresas, as imobiliárias pagam multas ou apenas abandonam as obras não concluídas.

Nos subúrbios de Délhi, em Noida e Greater Noida, mais de 100 arranha-céus foram abandonados, o que desfigura a paisagem da região.

A Índia e o Paquistão, que se tornaram independentes em 1947 após a divisão do Raj britânico (regime colonial) no subcontinente indiano, viveram uma história marcada por conflitos e disputas territoriais pela região da Caxemira.

Aqui estão algumas das principais datas dessa história tumultuada:

- 1947: uma separação sangrenta -

O último vice-rei da Índia, Lord Louis Mountbatten, encerra dois séculos de domínio britânico.

O subcontinente é dividido em dois Estados: Índia, de maioria hindu, e Paquistão, de maioria muçulmana e formado por dois territórios geograficamente separados.

A partição, mal preparada, provoca o deslocamento de cerca de 15 milhões de pessoas e desencadeia confrontos entre as duas comunidades, com centenas de milhares de mortos.

- 1947-49: a divisão da Caxemira -

No final de 1947, eclodiu uma guerra entre a Índia e o Paquistão pelo controle do estado predominantemente muçulmano da Caxemira, no Himalaia, que estava sob a jurisdição da Índia.

Em janeiro de 1949, um cessar-fogo apoiado pela ONU estabelece uma linha de separação de 770 quilômetros que se tornará a fronteira de fato naquela região.

Sendo assim, 37% da Caxemira passa sob o controle do Paquistão e 63% permanece nas mãos da Índia, embora os dois países continuem reivindicando todo o território.

- 1965: uma nova guerra -

O Paquistão lança uma nova ofensiva na Caxemira em agosto e setembro de 1965, que terminará sete semanas depois com um cessar-fogo obtido com mediação soviética e sem definições precisas.

- 1971: terceira guerra e surgimento de Bangladesh -

Os dois países competem pelo controle do Paquistão Oriental, que se separa de Islamabad com o apoio da Índia e proclama sua independência sob o nome de Bangladesh. No breve conflito, cerca de três milhões de pessoas morreram.

- 1974: nuclearização regional -

A Índia realiza um teste nuclear em 1974, tornando-se o sexto país oficialmente dotado de armas atômicas. O Paquistão se tornará o sétimo em 1998. A nuclearização dessa região causa preocupação mundial.

- 1989-90: rebelião na Caxemira indiana -

Separatistas muçulmanos, que a Índia diz serem apoiados pelo Paquistão, lançam uma guerra de desgaste contra o exército indiano na Caxemira.

Dezenas de milhares de combatentes e civis morrem nos confrontos e inúmeras atrocidades cometidas por ambos os lados são denunciadas.

Milhares de hindus da Caxemira fogem para outras partes da Índia à medida que os ataques se intensificam em 1990.

- 1999-2003: a guerra de Cargil -

Em 1999, milicianos paquistaneses cruzam a linha de demarcação com a Índia na Caxemira e tomam postos militares nas montanhas Cargil. A Índia consegue repelir o ataque após dez semanas de combates que deixaram cerca de 1.000 mortos de cada lado.

As hostilidades cessam sob pressão dos Estados Unidos.

Novos confrontos ocorrem em 2002 e 2003, que a Índia atribui aos milicianos paquistaneses.

Em 2003 foi acordado um cessar-fogo na fronteira, mas o processo de paz lançado no ano seguinte não se concretizou.

- 2008-2016: atentados em Mumbai -

Em novembro de 2008, uma série de ataques na cidade indiana de Mumbai deixou 166 mortos. A Índia atribui os ataques a um grupo islâmico paquistanês apoiado pelos serviços de informação daquele país e interrompe as negociações de paz.

O processo recomeça em 2011, mas é prejudicado por confrontos esporádicos.

Tropas indianas realizam incursões contra posições separatistas instaladas na parte da Caxemira controlada pelo Paquistão.

Em dezembro de 2015, o primeiro-ministro indiano Narendra Modi faz uma visita surpresa ao Paquistão.

- 2019-22: repressão -

Em fevereiro de 2019, um ataque suicida reivindicado por um grupo paquistanês matou 41 soldados indianos na Caxemira.

A Índia lança ataques aéreos de retaliação, respondido com mais ataques de aeronaves paquistanesas.

No mesmo ano, a Índia revoga a autonomia limitada da Caxemira e prende milhares de opositores políticos naquela região.

As autoridades impõem um longo bloqueio às conexões de internet e enviam tropas de reforço para a região.

O site de notícias The Indian Express informou que mais de 2 mil casos de Covid-19 foram registrados na capital da Índia nos últimos três dias. O número de mortes causadas pela doença também tem aumentado.

Houve 16 mortes nos primeiros cinco dias de agosto e 2.419 casos, com uma taxa de positividade de 12,9% na sexta-feira, de acordo com o boletim diário de saúde do governo.

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Autoridades da Índia reportaram nesta segunda-feira (1º) o primeiro possível caso fatal de varíola do macaco no país, após a morte de um jovem que retornou dos Emirados Árabes Unidos (EAU).

O Ministério da Saúde do estado de Kerala indicou que os exames realizados no paciente de 22 anos que morreu em 30 de julho "comprovaram que ele tinha varíola do macaco".

Este seria o quarto caso fatal da doença fora da África, embora não tenha sido claramente estabelecido se a causa da morte foi a varíola.

"O jovem não apresentava sintomas de varíola. Ele foi internado no hospital com sintomas de encefalite e fadiga", disse Veena George, ministra da Saúde de Kerala, em declaração feita para o Indian Express no domingo (31).

Vinte pessoas consideradas de risco foram colocadas em observação, incluindo parentes, amigos e equipe médica, que poderiam ter sido infectados.

Em julho, a Organização Mundial da Saúde (OMS) acionou o nível máximo de alerta para tentar conter o surto que desde maio infectou mais de 18 mil pessoas em 78 países, 70% deles na Europa.

A Espanha anunciou, na semana passada, duas mortes de pacientes com varíola do macaco, enquanto o Brasil divulgou uma.

A Índia já registrou pelo menos quatro casos da doença.

A varíola do macaco é considerada uma doença viral rara, transmitida pelo contato próximo com uma pessoa infectada e com lesões na pele.

A doença foi identificada em humanos pela primeira vez em 1970, na República Democrática do Congo. Atualmente, ela é considerada endêmica em uma dúzia de países africanos.

O "orthopoxvirus símia" é menos perigoso e contagioso que a varíola, erradicada do mundo em 1980.

Uma mulher pertencente a uma comunidade tribal marginalizada foi eleita presidente da Índia nesta quinta-feira (21), com o apoio do partido do primeiro-ministro Narendra Modi, após uma votação no Parlamento.

Droupadi Murmu, da tribo santhal, obteve o apoio de mais da metade dos deputados, segundo os resultados parciais publicados pela Comissão Eleitoral.

Aos seus 64 anos, Murmu se torna a primeira presidente natural de uma tribo e a segunda mulher presidente da Índia.

O Parlamento da Índia começou nesta segunda-feira (18) a votar para eleger o presidente do país, com uma mulher de uma minoria marginal como a favorita.

Draupadi Murmu, da comunidade étnica Santal, é candidata pelo partido Bharatiya Janata (Partido do Povo Indiano) do primeiro-ministro Narendra Modi.

O cargo de presidente na Índia é, acima de tudo, cerimonial.

Se eleita, Draupadi Murmu se tornaria a primeira mulher de uma tribo a alcançar esse cargo e a segunda na história do país a ser chefe de Estado.

Murmu, 64 anos, começou sua carreira como professora no estado oriental de Odisha antes de entrar na política. Lá, ela ocupou vários cargos ministeriais em administrações locais e foi governadora do estado oriental de Jharkhand.

Murmu "consagrou sua vida a servir a sociedade e capacitar os pobres, os oprimidos e os marginalizados", disse Modi no Twitter depois de anunciar sua candidatura.

O presidente da Índia é eleito para um mandato de cinco anos por quase 5.000 legisladores de ambas as casas do Parlamento e assembleias legislativas regionais. Cada voto é ponderado de acordo com o tamanho do círculo eleitoral.

O resultado da eleição será anunciado durante a semana.

O primeiro-ministro tem o poder executivo, mas o presidente pode enviar alguns projetos de volta ao Parlamento para revisão.

O presidente também tem um papel no processo de formação de um governo.

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