Tópicos | Inflação

O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da zona do euro subiu 0,4% na comparação anual de abril, desacelerando em relação ao aumento de 0,7% observado em março diante dos efeitos da pandemia de coronavírus, segundo dados preliminares divulgados hoje pela agência de estatísticas da União Europeia, a Eurostat. O resultado, porém, ficou acima da expectativa de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam alta de 0,2%.

A prévia de abril afasta a inflação anual da zona do euro ainda mais da meta do Banco Central Europeu (BCE), que é de uma taxa ligeiramente inferior a 2%.

##RECOMENDA##

Apenas o núcleo do CPI do bloco, que exclui os preços de energia e de alimentos, registrou alta anual de 0,9% em abril, maior do que o acréscimo previsto de 0,6%. Fonte: Dow Jones Newswires.

A inflação para as famílias de baixa renda teve desaceleração considerável registrada em janeiro. De acordo com dados apresentados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) na última quarta-feira (5), o Índice de Preços ao Consumidor - Classe 1 (IPC-C1) variou 0,55% no primeiro mês do ano. O indicador IPC-C1 é utilizado para medir o aumento contínuo e generalizado de preços entre grupos familiares com receita mensal de até 2,5 salários mínimos (R$ 3.117,00).

De acordo com a FGV, a variação da taxa de inflação apontada em dezembro de 2019 foi de 0,93%. Ainda segundo a instituição, a queda no índice aconteceu por meio da baixa nos preços dos alimentos. Os especialistas consideram que a alimentação é o item que tem maior peso na cesta de consumo das famílias mais pobres.

##RECOMENDA##

Segundo as perspectivas dos dados apresentados pela FGV, a tendência é de que o custo dos alimentos como carne, feijão e hortaliças siga em baixa. A instituição mantém a expectativa do índice sair dos 0,55% registrados em janeiro para cerca de 0,30% nos próximos meses.

O preço dos alugueis de imóveis superou a inflação devido à alta do último mês de 2019. De acordo com o Índice FipeZap de Locação Residencial, a alta foi de 4,93% no ano passado. Desde 2013, é a primeira vez que os indicadores superam a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que fechou 2019 em 4,31%. Em contrapartida, a elevação foi menor do que os 7,30% do índice Geral de Preços de Mercado da Fundação Getúlio Vargas (IGP-M/FGV). Esse último indicador é utilizado para corrigir a maioria dos contratos de locação em vigência.

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) de 31 de dezembro desacelerou para 0,77%, ficando 0,09 ponto percentual abaixo da taxa registrada na última divulgação, que foi de 0,86%. Com este resultado, o indicador acumulou alta de 4,11% no ano. Os dados foram divulgados hoje (2) pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

Nesta apuração, quatro das oito classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo em suas taxas de variação. A maior contribuição veio do grupo habitação (-0,49% para -0,76%). Nesta classe de despesa, o destaque foi para o comportamento do item tarifa de eletricidade residencial, cuja taxa passou de -3,43% para -5,32%.

##RECOMENDA##

Em contrapartida, tiveram inflação despesas com transportes (0,96% para 1,17%), vestuário (0,12% para 0,36%), alimentação (2,52% para 2,56%) e saúde e cuidados pessoais (0,32% para 0,36%).

Mesmo com a expectativa de aceleração da atividade econômica no País, a inflação deve permanecer abaixo do centro da meta pelo quarto ano consecutivo em 2020. Economistas consultados pelo jornal O Estado de S. Paulo e pelo Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) avaliam que, apesar da força dos choques de preços observada em 2019, o nível de ociosidade da economia deve manter um cenário inflacionário comportado no ano que vem. A meta central para 2020 é de 4%, podendo oscilar entre o teto de 5,5% e o piso de 2,5%.

A surpresa com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de dezembro, que mostrou alta de 1,05% - acima da mediana das expectativas, de 0,96% -, não moveu as expectativas do mercado. A última pesquisa Focus, publicada na segunda-feira passada, mostrou que os economistas do mercado financeiro reiteraram a previsão de 3,6% para o IPCA de 2020, estável pela quinta semana consecutiva.

##RECOMENDA##

Em seu Relatório Trimestral de Inflação (RTI) de dezembro, o Banco Central (BC) também surpreendeu ao apresentar expectativa de inflação para 2020 em 3,5% no cenário básico, com taxa de juros entre 4,25% e 4,5% e dólar entre R$ 4,15 e R$ 4,10 - menor do que as projeções da Pesquisa Focus, de 3,6%. Mesmo no cenário híbrido, com câmbio mais depreciado a R$ 4,20, a projeção do BC ficou em 3,7%, abaixo do centro da meta de 4%.

"As margens estão represadas, mas é preciso ver se os consumidores vão chancelar um aumento. Os comerciantes podem conseguir elevar preços mais do que em 2019, mas não deve ser tanto mais. Apesar de a economia crescer e do câmbio estar mais desvalorizado, o espaço para repasse ainda vai ser reduzido, porque é determinado pela ociosidade e não muda da noite para o dia", afirma o economista Fabio Romão, da LCA Consultores. Ele estima 3,4% para o IPCA de 2020.

Como base de comparação, o economista diz esperar que a média dos núcleos - que tendem a apontar a tendência da inflação ao expurgar itens mais voláteis - acelere de 2,93%, em 2019, para 3,21% em 2020. Os preços de serviços devem subir de 3,4% para 3,7%, muito abaixo da média da década, de 8,40%.

Já os itens industriais, que costumam sentir os efeitos da depreciação cambial, devem ficar pelo terceiro ano com taxa de aumento inferior a 2%. As estimativas são de altas de 1,5% para 2019 e de 1,8% para 2020.

Romão ainda destaca que, até 2017, cerca de 70% do avanço dos produtos industriais do atacado chegavam ao varejo, mas desde o ano passado o repasse tem sido bem marginal. A perspectiva para 2019 na LCA é de elevação de 6,5% do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) industrial, por exemplo.

Na Necton Investimentos, a analista Sabrina Cassiano afirma que, apesar dos choques observados no mês de dezembro, o quadro inflacionário prossegue tranquilo. "O resultado em 12 meses e das medidas de núcleos reforça esse quadro benigno."

Em seu relatório, o BC reconheceu que a ociosidade da atividade ajuda a segurar a inflação, mas apresentou preocupação com os canais de transmissão da política monetária. "O atual grau de estímulo monetário, que atua com defasagens sobre a economia, em um contexto de transformações na intermediação financeira, aumenta a incerteza sobre os canais de transmissão e pode elevar a trajetória da inflação no horizonte relevante para a política monetária", diz o texto.

A autoridade monetária revisou as expectativas de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2020, de 1,80% para 2,2%, ainda levemente abaixo da mediana do mercado apurada pelo levantamento Projeções Broadcast, de 2,30%.

Acomodação

O economista-chefe do Banco ABC Brasil, Luis Otávio de Souza Leal, também argumenta que há espaço para acomodar choques, como o de carnes, e o efeito da depreciação cambial na inflação de 2020. "A economia vai crescer mais no ano que vem, mas ainda não é 4%, vai demorar mais de um ano para fechar o hiato do produto. Eu diria que o impacto da alta do dólar, por exemplo, não vai ser tão baixo quanto foi nos últimos meses, mas eu também não me preocuparia", diz ele, que estima 3,7% para o IPCA do ano que vem.

Já o economista-chefe da Garde Asset, Daniel Weeks, afirmou que o cenário de inflação no ano que vem deve continuar bastante tranquilo, conforme a sua projeção de 3,5%.

Weeks acrescenta que há até mesmo um certo viés de baixa. Além de acreditar que a maior parte do choque de carnes foi antecipado para este ano, ele afirma que há ainda chance de os preços administrados ficarem mais baixos do que sua projeção atual, de alta de 4%.

Isso porque há perspectiva de continuidade de reajustes negativos em distribuidoras de energia elétrica, se o cenário hídrico permitir, graças à quitação antecipada de um empréstimo bilionário feito no fim de 2014, no auge da crise hídrica, que levou a um acionamento de térmicas para evitar um reajuste muito elevado de tarifas naquele momento.

No RTI, o próprio Banco Central reduziu suas expectativas para a inflação dos preços administrados em 2020, de 4,5% para 3,6% no cenário de mercado, com taxa de juros e câmbio extraídos da Pesquisa Focus. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) aumentaram a estimativa de inflação para este ano, pela sétima vez seguida. Também subiu a previsão para o crescimento da economia, no terceiro ajuste consecutivo.

A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA – a inflação oficial do país), desta vez, subiu de 3,86% para 3,98%.

##RECOMENDA##

A informação consta do boletim Focus, pesquisa semanal do BC que traz as projeções de instituições para os principais indicadores econômicos.

Para 2020, a estimativa de inflação se mantém há oito semanas em 3,60%. A previsão para os anos seguintes também não teve alterações: 3,75% em 2021, e 3,50% em 2022.

As projeções para 2019 e 2020 estão abaixo do centro da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta de inflação, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é 4,25% em 2019, 4% em 2020, 3,75% em 2021 e 3,50% em 2022, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Selic

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente definida em 4,5% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

De acordo com as instituições financeiras, no fim de 2020, a expectativa é que a taxa básica também esteja em 4,5% ao ano. Para 2021, as instituições estimam que a Selic encerre o período em 6,25% ao ano. A estimativa anterior era 6,13% ao ano. Para o final de 2022, a previsão segue em 6,5% o ano.

Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, o objetivo é conter a demanda aquecida e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. A manutenção da Selic indica que o Copom considera as alterações anteriores suficientes para chegar à meta de inflação.

Atividade econômica

A projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – subiu de 1,12% para 1,16%, neste ano. A estimativa das instituições financeiras para 2020 variou de 2,25% para 2,28%, na sétima elevação consecutiva. Para os anos seguintes, não houve alteração em relação à pesquisa anterior: 2,50% em 2021 e 2022.

Dólar

A projeção para a cotação do dólar caiu de R$ 4,15 para R$ 4,10, no fim de 2019, e permanece em R$ 4,10 no encerramento de 2020.

 

O tradicional prato feito do brasileiro - arroz, feijão, bife, batata e ovo - está pesando mais no bolso do consumidor. A alta de preços de quase todos alimentos básicos acumulada nos últimos 12 meses até novembro supera a inflação geral do País, de 3,27% para o período. A inflação deve fechar este ano com folga abaixo do centro da meta de 4,25% fixada pelo governo.

"Essas pressões não comprometem a meta de inflação, mas o bolso da população", afirma André Braz, coordenador do IPC do FGV/ IBRE. Ele destaca que, pelo fato de serem alimentos básicos, a alta do preço da comida castiga mais os mais pobres, especialmente a grande massa de desempregados e subempregados. Nestes casos, a renda do trabalho encolheu ou sumiu.

##RECOMENDA##

O sinal de alerta de que se alimentar ficou mais caro soou quando o preço da carne vermelha disparou, puxada pela alta de preço do boi no campo. No final do mês passado, a cotação da arroba bateu o recorde de R$ 231, de acordo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Com isso, segundo relatos, alguns cortes da carne bovina chegaram a subir quase 50% nos açougues. Na média nacional, a carne vendida ao consumidor aumentou 14,43% nos últimos doze meses e mais da metade só em novembro, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Analistas consideram que ocorre uma tempestade perfeita no mercado de carne bovina. O aumento de 10% das exportações em volume neste ano, puxada pela China que enfrenta problemas na oferta de proteína animal, atraiu os exportadores que recebem em dólar pelo produto. Somado a isso, o consumo doméstico, que normalmente cresce nesta época do ano por causa da injeção do 13.º salário, ganhou vigor com o dinheiro extra do FGTS.

Do lado da oferta, Wander Fernandes de Sousa, analista de carnes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), lembra que hoje há escassez de bois para abate por causa da entressafra, quando os animais ficam magros. Nos últimos anos, por causa de preços defasados da arroba, houve abate de matrizes. Isso também reduz a disponibilidade de produto hoje.

Os supermercados dizem que não têm como evitar o repasse de preço ao consumidor porque os produtos são perecíveis e os estoques normalmente são enxutos. "Não temos como absorver essa alta de custos", diz Ronaldo dos Santos, presidente da Associação Paulista de Supermercados (Apas), admitindo que as negociações com os fornecedores ficaram mais tensas nas últimas semanas, especialmente num mercado com concorrência muito acirrada.

A reação imediata desse cabo de guerra entre indústria e comércio é que o consumidor colocou o pé no freio nas compras. Na carne bovina houve uma redução de 10% a 15% nos volumes vendidos, conta Santos. Já no frango e nos ovos, ele notou aumento de 10% nas vendas no período.

Nos bares e restaurantes, essa ginástica não é tão fácil. Paulo Solmucci, presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), que representa um milhão de estabelecimentos no País, diz que, na maioria das vezes a substituição de ingredientes não agrada aos clientes. "Há esforço para trocar a carne por frango ou peixe, mas isso esbarra no hábito alimentar."

A saída encontrada pelos bares e restaurantes, segundo Solmucci, tem sido aumentar em cerca de 15% o preço do prato feito ou manter a carne, mas em versões mais em conta. Há restaurantes de Belo Horizonte (MG), por exemplo, que trocaram o tradicional bife do prato feito por carne moída: "A carne moída ocupa mais espaço e é mais em conta."

Pressões a caminho

Além das pressões nos preços dos alimentos do prato feito, Braz, da FGV, lembra que a forte desvalorização cambial que houve no início de novembro, que fez o dólar passar de R$ 4,20, poderá contaminar os preços em dólar de commodities. O milho e soja, usados na ração de frango e suínos, e o trigo, boa parte importado e que entra no preparo do pão francês das massas, poderão ficar mais caros.

Consumidores tentam driblar os aumentos

Cada um do seu modo, os brasileiros estão se virando para tentar manter o prato feito na mesa. Trocar o bife caro pelo frango ou ovo, que são mais baratos, ir mais vezes ao supermercado à caça de ofertas e até mudar horário da feira são as alternativas usadas pelos consumidores para driblar a alta de preços dos alimentos básicos.

Desempregada desde que nasceu a filha, de cinco meses, Ana Daniela Andriani Oliveira, de 26 anos, conta que, antes da disparada de preço, cozinhava carne diariamente para as duas filhas pequenas e o marido. Nas últimas semanas, ela substituiu a carne pelo ovo e conseguiu reduzir parcialmente o aumento de despesa. "O preço do ovo subiu também, eles aproveitam", reclama.

Diante da forte alta de preços de alimentos básicos, o advogado Damião Márcio Pedro, de 58 anos, decidiu cozinhar mais em casa para economizar. "Antes de ir comer fora, agora penso bem", conta Pedro. No passado recente, ao menos uma vez por semana ele ia ao restaurante. "Hoje, é uma vez a cada 15 dias e olhe lá."

O advogado diz que está indo mais vezes às compras para aproveitar as promoções. E também, nos últimos tempos, está mais atento aos preços.

A aposentada Marisa Lima, de 62 anos, também acha que a inflação está controlada, mas apenas na renda. "No resto, está nada, o salário está congeladíssimo, defasado", afirma. Apesar de não comer carne, o marido e os filhos consomem o alimento. "Acho o aumento da carne um absurdo. Carne agora é de vez em quando e reforço as refeições com legumes", diz.

Feijão, no entanto, é obrigatório nas refeições da família e, na sua opinião, não tem como substituí-lo. Uma alternativa para minimizar a alta na despesa em geral com alimentação foi mudar o horário de ir à feira. Nos últimos tempos ela tem idos mais perto do fim da feira, a chamada "hora da xepa", para gastar menos.

A diretora de teatro Simone Pompeo, de 59 anos, divorciada e com dois filhos, adotou a mesma estratégia de Marisa. "Antes, ia à feira às 8h para ficar livre, agora é só às 13h, quando os preços caem", diz ela, que consegue uma economia de 50% indo mais tarde. Ela também optou por cozinhar em casa para reduzir gastos e comer melhor.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A alta de 8,09% no preço das carnes foi o item que mais influenciou a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), em novembro deste ano. Segundo dados divulgados hoje (6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA ficou em 0,51% em novembro, maior taxa para o mês desde 2015 (1,01%).

Os alimentos e bebidas tiveram uma alta de preços de 0,72%. Além das carnes, também contribuíram para a inflação os cereais, leguminosas e oleaginosas (1,65%), óleos e gorduras (1,33%), os produtos panificados (0,71%) e as carnes industrializadas (0,69%). Com isso, se alimentar em casa ficou 1,01% mais caro em novembro.

##RECOMENDA##

"A alimentação no domicilio vinha caindo há seis meses. A alta de agora foi puxada pelas carnes. Para ter uma ideia do peso do aumento das carnes, o grupo alimentação e bebidas sem as carnes teriam um resultado de deflação de 0,18%", disse o pesquisador do IBGE Pedro Kislanov.

A alimentação fora de casa teve alta de preços de 0,21% no período. Por outro lado, tiveram queda de preços alimentos como tubérculos, raízes e legumes (-12,15%), hortaliças (-2,20%) e leites e derivados (-0,93%).

Alguns itens não alimentícios também tiveram impacto importante sobre a inflação neste mês, como as loterias (24,35%), a energia elétrica (2,15%), o plano de saúde (0,59%) e o etanol (2,46%).

Grupos de despesas

Entre os grupos de despesas, os principais impactos vieram da alimentação (0,72%), despesas pessoais (1,24%) e habitação (0,71%). Também tiveram inflação os grupos transportes (0,30%), vestuário (0,35%), saúde e cuidados pessoais (0,21%) e educação (0,08%).  

Por outro lado, tiveram deflação (queda de preços) os grupos de despesas artigos de residência (-0,36%) e comunicação (-0,02%).

O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) do Reino Unido subiu 1,5% em outubro ante igual mês do ano passado, desacelerando em relação ao ganho anual de 1,7% observado em setembro e atingindo o menor nível desde novembro de 2016, segundo dados publicados hoje pelo Escritório Nacional de Estatísticas (ONS).

O resultado de outubro veio em linha com a previsão de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, mas afastou ainda mais a inflação britânica da meta do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês), que é de uma taxa de 2%.

##RECOMENDA##

Em relação a setembro, o CPI do Reino Unido caiu 0,2% no mês passado. Neste caso, a previsão de economistas era de baixa de 0,1%.

O núcleo do CPI, que exclui itens voláteis como alimentos e energia, aumentou 0,1% em outubro ante o mês anterior e registrou acréscimo anual de 1,7%.

Já o índice de preços ao produtor (PPI) "output" - que mede os preços na porta das fábricas - do Reino Unido recuou 0,1% em outubro ante setembro, mas subiu 0,8% no confronto anual. Fonte: Dow Jones Newswires.

Na manhã deste domingo (13) o presidente Jair Bolsonaro usou sua conta no Twitter para ressaltar pontos que considera positivos de seu governo na segunda semana de outubro. Dentre os temas enaltecidos por Bolsonaro estão a queda da criminalidade, recuo na taxa de inflação e retomada do mercado de trabalho.

O mandatário citou que houve redução no número de crimes no primeiro semestre deste ano na comparação com igual período de 2018, com menos 5.423 assassinatos. Além disso, escreveu que os roubos a bancos e de veículos caíram 40% e 27%, respectivamente, citando o Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp) do Ministério da Justiça. "É nosso dever ir mais longe!", disse.

##RECOMENDA##

De acordo com o presidente, a apreensão recorde este ano pela Polícia Federal já superou 60 toneladas. "Sufocamento do crime organizado, retirando o sustento dos partidos e grupos terroristas que compõem o Foro de SP."

Bolsonaro também disse que o governo espera arrecadar até R$ 100 milhões este ano por meio da Medida Provisória que facilita a venda de bens móveis e imóveis do tráfico. Conforme ele, serão leiloados e revertidos em recursos para aparelhar as polícias federal e dos Estados, além de ajudar em programas de tratamento de usuários de drogas.

Enalteceu o Programa Criança Feliz, do Ministério da Cidadania, que, conforme ele, está se avançando em todas as regiões do País. De acordo com ele, houve avanço de 57,4% nos primeiros sete meses de 2019. "Educação e saúde aos mais necessitados. Hoje, o maior programa do mundo de visitação domiciliar para atenção à infância", escreveu.

Inflação e Desemprego

Quanto ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que registrou queda de 0,04% em setembro, após alta de 0,11% em agosto, Bolsonaro comemorou: "É o menor resultado desde 1998 -0,22%".

Além da deflação registrada no mês passado, citou que de julho para agosto, a produção industrial cresceu em 11 dos 15 locais pesquisados, citando dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Ainda no campo da atividade, destacou que a maioria das capitais brasileiras vive retomada do emprego formal. "14 tiveram saldo positivo com carteira assinada nos oito primeiros meses do ano. São Paulo lidera o ranking, com 58.889 novos postos de trabalho. A herança monstruosa deixada pelo PT tem que ser revertida!", escreveu.

A taxa anual de inflação ao consumidor da Turquia desacelerou de 15,01% em agosto para 9,26% em setembro, atingindo o menor nível desde julho de 2017, segundo dados oficiais divulgados nesta quinta-feira (3). O resultado do mês passado ficou abaixo da expectativa de analistas consultados pela Foreks, que previam taxa anual de 9,6%.

Em relação ao mês anterior, o índice de preços ao consumidor do país subiu 0,99% em setembro. Em agosto, a alta mensal havia sido de 0,86%. Fonte: Dow Jones Newswires.

##RECOMENDA##

Os preços em supermercados fecharam o mês de agosto com alta de 0,32%, segundo o Índice de Preços dos Supermercados (IPS), calculado pela Associação Paulista dos Supermercados (Apas) e pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

Dentre os alimentos que apresentaram maior alta em agosto, a vagem aparece com variação de 29,71%, enquanto o preço do limão avançou 25,27%. No acumulado do ano, no entanto, o destaque fica com a cebola, cujo preço saltou 74,1% desde janeiro. Em 12 meses, a alta é de 148,5%.

##RECOMENDA##

A carne bovina aumentou 2,09% em agosto, com destaques para os cortes de alcatra (2,1%), contrafilé (3,3%) e acém (4,11%). A carne suína teve aumento de 0,8% e as aves subiram 3,5% no mesmo mês. A explicação, segundo a Apas, é a variação cambial, com o dólar alcançando valores próximos a R$ 4,15, o que faz o produto brasileiro ser muito competitivo.

"As exportações de carne nos sete primeiros meses cresceram 20%, sendo que China, Egito e Rússia contribuíram para o resultado", diz a Apas.

O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) do Reino Unido subiu 2,1% em julho ante igual mês do ano passado, ganhando força em relação ao ganho anual de 2% observado em junho, segundo dados publicados hoje pelo Escritório Nacional de Estatísticas (ONS). O resultado de julho surpreendeu analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam recuo da taxa anual a 1,9%.

Com a aceleração, o CPI britânico voltou a superar a meta de inflação de 2% do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês).

##RECOMENDA##

Em relação a junho, o CPI do Reino Unido ficou estável no mês passado. Neste caso, a previsão de economistas era de queda de 0,2%.

O núcleo do CPI, que exclui itens voláteis como alimentos e energia, avançou 0,1% em julho ante o mês anterior e registrou acréscimo anual de 1,9%.

Já o índice de preços ao produtor (PPI) "output" - que mede os preços na porta das fábricas - do Reino Unido teve aumento de 0,3% em julho ante junho e apresentou expansão anual de 1,8%. Fonte: Dow Jones Newswires.

A taxa anual de inflação ao consumidor da China ganhou força em julho e atingiu máxima em 17 meses, impulsionada pelos custos de alimentos, segundo dados oficiais.

O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) chinês subiu 2,8% no mês passado ante julho de 2018, depois de avançar 2,7% na comparação anual de junho, informou o Escritório Nacional de Estatísticas (NBS, pela sigla em inglês) do país. O resultado do CPI de julho ficou um pouco acima da previsão de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, de alta de 2,7%.

##RECOMENDA##

Em relação ao mês anterior, o CPI da China teve acréscimo de 0,4% em julho. Em junho, o índice havia recuado 0,1% ante maio. O governo chinês tem a meta de manter a inflação ao consumidor abaixo de 3% em 2019.

O NBS também divulgou números sobre a inflação ao produtor. O chamado índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) da China teve queda de 0,3% na comparação anual de julho, após se manter estável em junho. A projeção do mercado para julho era de recuo de 0,1%.

No confronto mensal, o PPI chinês diminuiu 0,2% em julho. Em junho, o PPI havia caído 0,3% ante maio. Fonte: Dow Jones Newswires.

O crescimento desacelerou no segundo trimestre na zona do euro, assim como a inflação em julho, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (31) e que confirmam os maus presságios do Banco Central Europeu (BCE) e reforçam, de acordo com analistas, sua resposta em setembro.

"Os dados econômicos publicados esta manhã reforçam o argumento para que o BCE anuncie um pacote de estímulo em sua próxima reunião em setembro", disse Jack Allen-Reynolds, economista da Capital Economics.

Embora a desaceleração fosse esperada, Allen-Reynolds apontou que "a fraqueza econômica", anteriormente focada na Alemanha e na Itália, se estendeu no segundo trimestre, com um "declínio do crescimento na França, Espanha, Áustria e Bélgica".

Na Espanha, a quarta economia do euro, em uma base ano-a-ano, a expansão foi de 2,3% no segundo trimestre, uma desaceleração em relação aos 2,4% do trimestre anterior e em linha com as previsões do governo, que espera um crescimento de 2,2% para 2019.

No início de julho, a Comissão Europe não alterou suas previsões de expansão para 2019, em 1,2%, após registrar 1,9% em 2018. Mas rebaixou em um décimo as de 2020, para 1,4 %, devido à tensão comercial global e incerteza ligada ao Brexit.

Para Jesus Castillo, da Natixis, "é muito provável que o difícil ambiente externo (guerra comercial, Brexit e tensões no Oriente Médio) tenha dificultado o crescimento", tudo em "um contexto de inflação baixa persistente" e ainda sem saber como o Reino Unido deixará a UE.

- Desemprego dos jovens, uma "prioridade" -

A inflação, por sua vez, desacelerou em julho, a 1,1%, dois décimos a menos que no mês anterior, segundo a Eurostat.

A estimativa deste órgão da Comissão Europeia coincide com a projeção dos analistas consultados pelo prestador de serviços financeiros Factset.

A zona do euro afasta-se assim do objetivo do Banco Central Europeu (BCE), que considera que a inflação abaixo mais próxima de 2% é um sinal de boa saúde econômica.

A inflação subjacente, que não leva em conta os preços voláteis de energia, alimentos, álcool e tabaco, caiu dois décimos, para 0,9%, segundo o Eurostat.

Enquanto isso, o desemprego na zona do euro em junho, a 7,5%, seu nível mais baixo desde julho de 2008, informou nesta quarta-feira o Eurostat, que situou o número de desempregados em cerca de 12,4 milhões.

A primeira estimativa para junho do escritório de estatísticas europeu, que revisou em um décimo o dado de maio para 7,6%, coincide com as projeções do provedor de serviços financeiros Factset.

A Alemanha, a primeira economia da zona do euro, registrou o menor nível dos 19 países do mundo, com 3,1%, estável em relação ao mês anterior, seguida pela Holanda (3,4%, +0,1 pontos) e Malta (3,4%, -0,1 pontos).

Os grandes países do sul da Europa continuam com números acima da média. A Grécia, que até meados de 2018 estava submetida a uma série de programas de resgate desde 2010, registra a maior taxa, 17,6%, segundo dados de abril.

Na Espanha, a porcentagem de desempregados caiu um décimo em junho, para 14%. A Itália registrou uma queda semelhante, a 9,7%, enquanto na França, segunda economia da zona do euro, aumentou um décimo, para 8,7%.

A porcentagem de desempregados atingiu 12,1% no pico da crise da dívida entre abril e junho de 2013. Desde então, a situação melhorou até voltar à média anterior à crise financeira global de 2008 (7,5 %).

O desemprego entre as pessoas com menos de 25 anos caiu dois décimos em junho, a 15,4%, com a Grécia na liderança (39,6%, de acordo com dados de março), seguida pela Espanha, onde diminuiu três décimos no sexto mês do ano para 32,4%, e Itália (28,1%).

Por sexo, a porcentagem de desempregados na zona do euro permaneceu estável em junho entre os homens, 7,2%, e entre as mulheres, 7,9%.

Em todos os 28 países da União Europeia, o desemprego permaneceu estável em 6,3%, em quase 15,7 milhões de desempregados. A porcentagem de jovens caiu dois décimos em todo o bloco, para 14,1%.

O Banco Central estuda a possibilidade de permitir que os bancos utilizem índices de inflação, como o IPCA, como referência para o reajuste das parcelas do crédito para compra da casa própria em operações do Sistema Financeiro de Habitação (SFH). O índice de inflação seria um substituto da Taxa Referencial (TR), hoje usada como indexador em todas as operações do SFH. A expectativa do setor é de que a mudança possa abrir espaço para juros menores nos novos contratos.

Atualmente, quem financia imóvel pelo SFH paga uma taxa de juros fixa, cujo limite é de 12%, mais a TR, que atualiza o saldo devedor. Como o valor da TR hoje é zero, o mutuário da casa própria paga, na prática, apenas o valor fixo. Os dados mais recentes do Banco Central mostraram que a taxa média de juros cobrada em financiamentos imobiliários fechados em maio foi de 7,7% ao ano neste caso. Quem financiou o imóvel a taxas de mercado (fora do SFH) teve acesso a um juro médio de 9,2% ao ano.

##RECOMENDA##

O SFH já possui um custo mais baixo por utilizar recursos da caderneta de poupança e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Além disso, o sistema possui limites para o juro cobrado e para o valor do imóvel a ser adquirido - hoje de até R$ 1,5 milhão.

A proposta em estudo no BC é permitir que os bancos utilizem, no lugar da TR, um índice de preços para reajustar o saldo devedor. Isso valeria para os novos contratos e poderia ser feito, por exemplo, por meio do IPCA - a referência oficial para a inflação no Brasil - ou o IGP-M, usado em contratos de aluguel.

Agenda

A possibilidade está sendo avaliada em um dos 14 grupos de trabalho criados no BC para impulsionar a agenda BC#, de modernização do sistema financeiro. Após a formulação do estudo, a questão ainda precisará ser levada para aprovação no Conselho Monetário Nacional (CMN), que conta com representantes do BC e do Ministério da Economia.

A expectativa do setor imobiliário é de que a adoção de índices de preços no SFH abra espaço para que os bancos cobrem juros menores do mutuário.

"Hoje, em um contrato com TR e juro de 8,5%, existe um componente de inflação, que está por volta de 3,5% ou 4,0%. Em um contrato indexado ao IPCA, isso deixará de existir, porque haverá o ajuste todo ano", avaliou o presidente do Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP), Basilio Jafet. "Na primeira hipótese, o custo está meio que "prefixado". Na segunda, o ajuste é feito pela inflação."

Para Jafet, é importante que haja alternativas no mercado, para que o cliente de banco possa escolher a melhor opção. "A mudança vai aumentar o volume, vai gerar mais negócios e criar um mercado maior."

O diretor executivo da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel Ribeiro de Oliveira, acredita que a adoção do IPCA levará, de fato, à redução dos juros cobrados nos novos contratos. Mas afirma, no entanto, que o uso da inflação como indexador traz um risco adicional ao mutuário. "Se tivermos uma crise interna ou externa, em que a inflação sobe muito, estes contratos terão um reajuste tão forte que poderão ficar impagáveis", alerta.

Bancos

Em julho do ano passado, uma resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) deu o primeiro passo na flexibilização das condições, ao abrir a possibilidade de os bancos indexarem os contratos imobiliários a índices de preços no caso de operações que estão fora do SFH - ou seja, aquelas voltadas para imóveis de maior valor, com juros mais elevados.

Entre os cinco maiores bancos no País (Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Bradesco e Santander), por enquanto nenhum deles oferece linhas assim.

A Caixa e Santander afirmam que o uso de indexadores ligados à inflação está em estudo. Já o Itaú Unibanco disse que, no momento, não há previsão de mudanças. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A partir de segunda-feira (1º), a tarifa de pedágio fica mais cara nas rodovias estaduais de São Paulo. Segundo a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), o valor-base do reajuste é de 4,66%, correspondente à reposição da inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) entre junho de 2018 e maio deste ano.

Esse reajuste vale para estradas das três primeiras etapas do Programa de Concessões Rodoviárias. Entre as principais vias estão a Presidente Castelo Branco, Anhanguera, Bandeirantes e o Sistema Anchieta-Imigrantes. Por causa do arredondamento da fração de centavos, algumas praças vão subir mais do que o IPCA e outras ficarão abaixo, segundo a Artesp.

##RECOMENDA##

Em valores absolutos, os maiores pedágios cobrados chegam a R$ 27,40 com o reajuste. O preço será praticado na Rodovia dos Imigrante (Piratininga) e na Anchieta (Rio Grande). Anteriormente, eram R$ 26,20.

As rodovias da última etapa do programa de concessão, assinado em 2017, terão reajustes em outros períodos. Ainda no próximo Sábado (6), vão subir as tarifas operadas pela concessionária Entrevias. Por sua vez, as da Via Paulista serão reajustadas em 23 de novembro.

Obras

A Ecopistas, concessionária do corredor Ayrton Senna-Carvalho Pinto, realizará bloqueios nas rodovias sob sua concessão para obras de melhoria e conservação, entre segunda (1) e sexta (5) da próxima semana. A Ayrton Senna terá serviços de reparo e limpeza das placas de sinalização entre o km 11,4 e o km 60 (região entre São Paulo e Guararema), em ambos os sentidos da via. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O preço do plano de saúde individual acumulou, entre 2000 e 2018, um aumento de 382%, bem acima da inflação geral de 208% medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Os dados são de um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que também questiona a regulação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

A diferença de preço é ainda maior se comparada ao IPCA Saúde, que registrou inflação de 180% no mesmo período. O aumento médio anual dos planos, de 8,71%, foi maior que o de serviços médicos e dentários (6,45%), produtos farmacêuticos e óticos (4,93%) e serviços laboratoriais e hospitalares (4,50%).

##RECOMENDA##

O teto para reajuste de planos individuais, que correspondem a 20% do total de usuários no Brasil, é definido pela ANS. Em dezembro de 2018 a agência reguladora adotou uma nova metodologia para o cálculo do reajuste.

Os pesquisadores do Ipea questionam a razão de o novo método não incluir os planos coletivos, que respondem por 80% dos usuários no país e que têm reajuste definido pela própria pessoa jurídica contratante e a operadora.

Para o instituto, é necessário avaliar a criação de outro índice de preços para todas as modalidades de planos, levando em conta a produção dos serviços médico-hospitalares e o IPCA Saúde.

O projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2020 prevê que o salário mínimo será reajustado para R$ 1.040 no próximo ano, sem ganho real (acima da inflação). O número foi divulgado nesta segunda-feira (15) pelo secretário-especial de Fazenda, Waldery Rodrigues, que apresentou os principais pontos da proposta elaborada pelo Ministério da Economia.

Em relação ao valor atual (R$ 998), o aumento nominal será de 4,2%, mesma variação prevista para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Para os dois anos seguintes, a proposta indica que os reajustes do salário mínimo apenas seguirão a variação desse indicador de inflação.

##RECOMENDA##

Expirou neste ano a política de valorização do mínimo aprovada pelo Congresso em julho de 2015. Conforme essa regra, além da inflação no ano anterior, o reajuste deveria considerar o crescimento da economia registrado dois anos antes, o que eventualmente levava a ganhos reais.

Deficit pela sétima vez

Em relação à meta fiscal, o projeto da LDO prevê para 2020 um deficit primário de R$ 124,1 bilhões para o governo central, que abrange as contas do Tesouro Nacional, da Previdência Social e do Banco Central. A meta para este ano é de um deficit de R$ 139 bilhões.

Desde 2014, as contas do governo federal estão no vermelho (ver gráfico). A proposta da LDO prevê que essa situação perdure até 2022, mas com redução na diferença entre receitas e despesas. Para 2021, o deficit estimado é de R$ 68,5 bilhões; para o ano seguinte, de R$ 31,4 bilhões.

Em relação ao desempenho da economia, a equipe econômica projeta um crescimento de 2,7% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020, acima da estimativa na avaliação dos indicadores do primeiro bimestre deste ano, de 2,2%.

Lei orientadora

A LDO é uma lei de vigência anual que orienta a elaboração da proposta orçamentária e a execução do Orçamento no exercício seguinte. Além da meta fiscal, a norma traz regras sobre as ações prioritárias do governo, sobre transferência de recursos federais para os entes federados e o setor privado e sobre a fiscalização de obras executadas com recursos da União, entre outras.

O projeto da LDO será analisado agora no Congresso Nacional. A tramitação começa na Comissão Mista de Orçamento. É nesse colegiado que as emendas são apresentadas e que é indicado um relator. Pelo critério de rodízio entre as duas Casas legislativas, neste ano a relatoria ficará com um deputado, que ainda não foi designado.

Segundo a Constituição, o Congresso não pode entrar em recesso se não aprovar o projeto da LDO até 17 de julho – o recesso parlamentar ocorre do dia 18 ao dia 31.

Da Agência Câmara

Contratos de locação de imóveis residenciais assinados recentemente têm valores acima da inflação em janeiro e fevereiro, conforme dados da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas). O indicador, que monitora os preços de aluguel e venda de imóveis no Brasil, mostra que a alta dos preços chegou 1,07% e a inflação, que é calculada pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), ficou em 0,75% nos dois primeiros meses de 2019.

Das 11 capitais envolvidas na pesquisa, Brasília teve a maior elevação nos preços dos aluguéis. O aumento na capital Federal chegou a 3,12%. No Recife, o índice foi de 1,89%, e em São Paulo de 1,73%. A capital que teve o menor porcentual de aumento foi Goiânia, com registro de 0,39%.

##RECOMENDA##

O indicador que abrange cidades de regiões metropolitanas, mostra São José, em Santa Catarina, no primeiro lugar do ranking com alta de 2,58%, e Santo André, no ABC Paulista, com aumento de 1,70%. As grandes cidades do Interior de São Paulo também foram afetadas com a aumento dos contratos de locação. São José do Rio Preto teve alta de 2,26% e São José dos Campos registrou 1,91% de elevação.

Segundo o economista Andre Malaco, a confiança no mercado elevou os preços dos aluguéis. "A alta do preços do aluguel está relacionada a melhora de confiança dos consumidores. Isso aumenta a propensão para colocar em prática planos que ficaram engavetados durante longos anos. Se há maior demanda, há reajustes de preços. Estamos iniciando um novo ciclo e os locadores estão focados em aproveitar esta oportunidade", diz.

São Paulo ainda tem, em média, o maior preço de aluguel por metro quadrado, R$ 37,40, e é seguida pela vizinha Barueri, que registra o valor médio de R$ 31,96. O metro quadrado alugado em Santos, no Litoral Paulista, custa R$ 30,44. A capital do Rio de Janeiro registra o valor de R$ 30,41.

por Alex Dinarte

Páginas

Leianas redes sociaisAcompanhe-nos!

Facebook

Carregando