Tópicos | malas de dinheiro

Fotos das malas de dinheiro que seriam entregues ao ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB), ex-assessor do presidente Michel Temer (PMDB), e ao empresário Frederico Pacheco, primo do senador Aécio Neves (PSDB), foram divulgadas nesta sexta-feira (4), pela Revista Época. De acordo com o periódico, nelas foram empacotados R$ 2,4 milhões. Algumas imagens já eram de conhecimento público.

Segundo a reportagem, foram três entregas de R$ 500 mil, que seriam destinadas a Aécio, uma de R$ 400 mil supostamente enviada para o doleiro Lúcio Funaro e outra de R$ 500 mil entregue a Rocha Loures. 

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A reportagem diz que quem tratou de todos os pagamentos foi o executivo Ricardo Saud. Em um dos repasses, Frederico Pacheco chegou a indagar Saud sobre a possibilidade do dono da empresa, Joesley Batista, firmar algum acordo de delação premiada. "Tem alguma chance de Joesley fazer delação? Se fizer, acaba o Brasil. Tem que inventar outro", disse. Saud só riu, diz a revista.

A Polícia Federal indiciou Mário Frederico de Mendonça Góes, acusado de ser um dos 11 operadores de propina na Diretoria de Serviços da estatal e carregador de malas de dinheiro para o ex-diretor Renato Duque, por corrupção ativa, evasão de divisas e lavagem de dinheiro.

Mário Góes - como é conhecido - foi um dos principais alvos da nona fase da Lava Jato (Operação My Way). Ele está preso desde o dia 8 de fevereiro na Custódia da Superintendência da PF, em Curitiba. Ele nega irregularidades.

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Nas buscas realizadas pela PF no dia 5 de fevereiro foram identificadas notas fiscais e contratos entre uma empresa criada para prestar consultoria, a Riomarine, e sete empreiteiras do cartel alvo da Lava Jato (Andrade Gutierrez, Mendes Júnior, MPE, OAS, Odebrecht, Setal e UTC).

Pelo menos R$ 39,7 milhões foram pagos para a Riomarine, entre 2008 e 2014, por supostos serviços de consultoria. "Foram apreendidos apenas, e em grande número, documentos que simplesmente atestam intenso fluxo financeiro entre os 'clientes' e a Riomarine, entre ela e seus sócios e outras pessoas jurídicas, a exemplo de cheques, notas fiscais, transferências bancárias, etc."

Sem qualquer funcionário no período em que emitiu a maior parte das notas (2009 e 2010) nem "relatórios de consultoria ou assessoria que denotassem o efetivo cumprimento" dos contratos milionários, as suspeitas dos investigadores da Lava Jato são que a Riomarine fosse uma fachada usada para "esquentar" o dinheiro da propina.

Único a ter prisão preventiva decretada na ocasião, há fortes indícios de que ele continuou atuando até novembro de 2014, mesmo após deflagrada a operação. A investigação revela que ele levava mochila com até R$ 400 mil em dinheiro vivo na Petrobras.

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