Tópicos | Manuela D'Ávila

O hacker Walter Delgatti Neto - preso pela Polícia Federal por invadir os celulares de procuradores da Lava Jato, do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, e de outras autoridades - ofereceu a ex-deputada Manuela D'Ávila (PCdoB) a liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a invalidação de processos da Lava Jato. A informação é da revista Veja. 

De acordo com a reportagem, Delgatti usou uma conta do Telegram que seria do senador Cid Gomes (PDT) para conversar com a comunista no dia 12 de maio. Segundo o apurado, Manuela recebeu uma mensagem de texto dizendo "Consegue confiar em mim?"  achando que se tratava do irmão do ex-candidato à Presidência Ciro Gomes (PDT), respondeu sem titubear: "sim 100%". Depois, ele seguiu: “Olha, eu não sou o Cid. Eu entrei no telegram dele e no seu. Mas eu tenho uma coisa que muda o Brasil hoje. E preciso contar com você”.

##RECOMENDA##

A revista aponta que autos do processo de investigação observam que Manuela ficou desconfiada até que recebeu um print de uma conversa particular que ela teve com o ex-deputado Jean Wyllys. E o hacker explicou o que queria com ela: “Eu entrei no telegram de todos membros da força tarefa da lava jato. Peguei todos os arquivos. Dá para soltar Lula hoje. Derrubar o MPF”. 

No dia 13 de maio, segundo a matéria, já se identificando como "Brazil Baronil", o hacker disse que também tinha conversas de ministro do Supremo Tribunal Federal que comprometiam a imparcialidade dos magistrados. Citou três magistrados que teriam sido alvo da interceptação e que mantinham um grupo no Telegram: Cármen Lúcia, Rosa Weber e Luís Roberto Barroso. “Eu tenho uma conversa da carmem (que era para ser imparcial, segundo o princípio do juiz natural) dizendo sobre a norte (morte) do sobrinho do Lula. Fazendo até piada”, escreveu o hacker. Seguindo: “E ainda ela disse exatamente assim: quem faz mal para outrem, um dia o mal retorna, e pode ser até no sobrinho.” 

Manuela d’Ávila recomendou que o hacker entrasse em contato com o jornalista Glenn Greenwald. Desde 9 de junho o The Intercept Brasil divulga as conversas.

A ex-deputada Manuela D’Ávila (PCdoB) sugeriu, nesta terça-feira (10), que a bancada de oposição no Congresso Nacional entre em obstrução de pauta até o presidente Jair Bolsonaro (PSL) se pronunciar sobre o argumento do filho e vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro (PSC), de que “por vias democráticas a transformação que o Brasil quer não acontecerá na velocidade que almejamos”.

Ao avaliar a declaração de Carlos, Manuela salientou que no Brasil o primeiro atingido com uma eventual intervenção autoritária é o parlamento nacional. “Oposição - toda ela, a de centro também- deveria entrar em obstrução no parlamento até o presidente da República desmentir a declaração do filho. Nada de iniciativa do governo deveria entrar em pauta ou ser votado”, disse a comunista.

##RECOMENDA##

“Conhecemos a história do Brasil. O parlamento é sempre o primeiro a ser fechado quando o golpismo se impõe. Desde 1823”, emendou a ex-candidata à vice-presidente em 2018 na chapa de Fernando Haddad (PT). 

Na ótica de Manuela, “os inimigos do que resta de Estado Democrático de Direito  tramam isso [um golpe] de dentro dos palácios, com todas as vantagens e possibilidades de quem exerce o poder”.

“Um dos filhos do presidente, que Bolsonaro já disse mais de uma vez que fala em seu nome, ameaça o país com um golpe”, disse. “A unidade dos democratas de todos os matizes é urgente. Os limites da nossa democracia e das instituições que lhe são características são reais. Mas o que esses tiranetes preparam, acreditem, é muito pior”, acrescentou.

Convidada a prestar esclarecimentos na Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados sobre sua relação com o hacker que confessou ter sido responsável pela invasão de celulares de autoridades, Manuela D’Ávila comemorou o convite recebido.

Em seu perfil no Twitter, a candidata à vice-Presidência do Brasil na chapa de Fernando Haddad (PT) fez uma brincadeira de múltipla escolha questionando seus seguidores sobre seu nível de satisfação em ir à Câmara.

##RECOMENDA##

“Vocês acham que: 1) vou amar ir na Câmara falar sobre crimes cometidos por autoridades do Estado brasileiro? 2) vou amar bastante ir na Câmara  falar sobre os crimes cometidos por autoridades do Estado brasileiro? 3) vou amar bastante mesmooooo ir na Câmara falar sobre os crimes cometidos por autoridades do Estado brasileiro? 4) todas as respostas MAIS a bancada governista não cansa de passar VERGONHA?”, escreveu D’Ávila.

A deputada federal Perpétua Almeida (PCdoB) discursou na Câmara sobre a ida de D’Ávila à Casa. “Não me passou pela minha cabeça que essa comissão gostaria de ouvir a nossa querida ex-deputada Manuela D’Ávila. Se isso me passasse pela cabeça, seria eu quem teria feito o convite. Esse é mais um requerimento modelo Glenn (Greenwald), que a gente gosta que venham. Foi muito interessante a vinda do jornalista à esta Casa”, afirmou Perpétua.

Desde junho, o site The Intercept publica reportagens sobre mensagens trocadas entre procuradores da Lava Jato e outras autoridades, entre elas o ex-juiz e ministro da Justiça, Sergio Moro. D’Ávila foi responsável pelo intermédio entre o hacker e o jornalista Glenn Greenwald.

Por unanimidade, o Plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu pela improcedência de uma ação que apontava favorecimento de um jornal estatal da Paraíba à campanha de Fernando Haddad e Manuela d’Ávila, que concorreram, respectivamente, aos cargos de presidente e vice-presidente da República em 2018. Consequentemente o caso será arquivado.

A Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) foi proposta pela coligação Brasil Acima de Tudo, Deus Acima de Todos, que teve Jair Bolsonaro como candidato eleito. Os autores pediam a inelegibilidade dos envolvidos por abuso de poder político e conduta vedada, inclusive do governador da Paraíba, por permitir o suposto uso do jornal A União – ligado à universidade do estado – em favor da campanha contrária a Bolsonaro.

##RECOMENDA##

Voto do relator - O ministro Jorge Mussi, relator do caso, ressaltou em seu voto que a caracterização do abuso de poder sempre deve levar em conta o aspecto qualitativo da conduta a evidenciar o comprometimento da legitimidade da eleição, e que as provas devem ser irrefutáveis no sentido de demonstrar a inequívoca gravidade para macular o equilíbrio das eleições.

Em seu entendimento, tais requisitos não foram atendidos na ação. Mussi avaliou todas as cinco edições do jornal publicadas em outubro de 2018 e concluiu que não há referência favorável à candidatura de Fernando Haddad, mas apenas relato de fatos e opiniões contra críticas do então candidato Bolsonaro por não ter vencido o primeiro turno naquela região.

Para o relator, não há prova de que o governador valeu-se de meio de comunicação para convocar a militância política a trabalhar pela eleição de Haddad. O que se vê, segundo ele, é a mera reprodução de manifestação de ato político convocando seus apoiadores a participar do processo eleitoral, “o que é lícito e válido”.

Por fim, o relator destacou que o conteúdo do periódico demonstra a defesa apaixonada do povo nordestino, bem como a exibição de nota da universidade em repúdio a ações violentas e em defesa da educação e dos valores democráticos, sem agressão à honra ou à imagem de candidato ou qualquer propaganda eleitoral explícita.

“O conteúdo das reportagens não revelam a nítida intenção de denegrir a imagem de Jair Bolsonaro e também não podem ser consideradas difamatórias, tampouco inverídicas, estando nos estritos limites da liberdade de imprensa”, afirmou Jorge Mussi, ao destacar também que as edições do jornal regional, de baixa tiragem e circulação restrita, não tiveram força suficiente para desequilibrar a disputa em âmbito nacional.

Da assessoria do TSE

Após a revelação, no fim de julho, de que a ex-deputada Manuela D’Ávila (RS) foi a ponte entre o hacker que violou telefones de centenas de pessoas, entre elas autoridades dos três Poderes, e o site The Intercept Brasil, a direção do PCdoB interrompeu, pelo menos temporariamente, a estratégia pensada para ela - aproveitar a grande exposição obtida pela candidatura à Vice-Presidência na eleição do ano passado para consolidá-la como um nome forte do partido para 2020. O episódio, no entanto, obrigou a ex-deputada a se recolher.

Na última semana, Manuela parou de dar entrevistas e de interagir nas redes sociais - território que dominava com desenvoltura - e se impôs uma espécie de autoexílio na Escócia, onde faz curso de inglês, ao lado do marido e da filha. Seus advogados, José Eduardo Cardozo, ex-ministro da Justiça, e Alberto Toron, também têm fugido dos microfones.

##RECOMENDA##

A ideia é evitar que a ex-deputada vire protagonista do caso conhecido como "Vaza Jato" e que seu papel fique circunscrito ao que foi divulgado até agora: o de apenas intermediária entre o hacker Walter Delgatti Neto, o Vermelho, e o jornalista Glenn Greenwald.

No entorno de Manuela a ordem é protegê-la de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, que tentam usar o episódio para transformá-la no vínculo entre o hacker e o PT de Fernando Haddad, de quem ela foi candidata a vice na eleição presidencial do ano passado.

Depois da eleição, a única missão partidária de Manuela foi se manter em evidência por meio de uma agenda que misturava feminismo, maternidade e combate às fake news - assunto que ganhou destaque na última disputa presidencial.

Prefeitura. No início do ano, o PCdoB chegou a cogitar que ela transferisse o título eleitoral para São Paulo a fim de se lançar candidata à Prefeitura da maior cidade do Brasil, onde ganharia ainda mais visibilidade e a possibilidade de marcar diferenças em relação ao PT. Mas Manuela rejeitou de pronto a ideia e se mantém como pré-candidata à prefeitura de Porto Alegre, onde lidera as pesquisas de opinião.

Manuela está sem ocupar um cargo público pela primeira vez desde 2005, quando ganhou a sua primeira eleição como vereadora de Porto Alegre. Depois disso foi deputada federal por dois mandatos e deputada estadual pelo Rio Grande do Sul na legislatura que se encerrou no fim do ano passado.

Após a derrota no segundo turno, ela anunciou que estava abrindo uma loja de camisetas com frases políticas muito difundidas durante a eleição. Manuela disse que a ideia era que a venda financiasse seu novo instituto, o "E Se Fosse Você" - criado, segundo ela, para combater fake news e "redes de ódio".

Essa foi a forma encontrada por Manuela para cumprir a tarefa partidária de se manter em evidência enquanto o PCdoB articula seu futuro político. Além da ONG, a ex-deputada também viajou pelo Brasil para lançar o seu primeiro livro, intitulado Revolução Laura, com histórias e reflexões sobre suas experiências desde a chegada da filha, hoje com 4 anos. No segundo semestre, ela planeja lançar seu segundo livro, ainda sem título, sobre feminismo.

Retorno. Segundo pessoas próximas à ex-deputada, o autoexílio tem prazo para terminar. Manuela deve voltar ao Brasil antes da reunião do comitê central do PCdoB marcada para o dia 16, que deve ser transformada em um ato de desagravo e solidariedade à ex-deputada.

Às poucas pessoas com quem teve contato, ela tem demonstrado tranquilidade e confiança de que não cometeu crime algum. Formalmente ela não é investigada. Na semana que vem seus advogados vão entregar à Polícia Federal as mensagens que ela trocou com Vermelho no dia 12 de maio, quando o hacker invadiu seu celular.

Amigos dizem que ela pensou que a abordagem era uma armadilha preparada por adversários, até que Vermelho começou a enviar conteúdos das mensagens hackeadas. Mesmo assim, afirmaram, Manuela agiu com precaução e tentou se desvencilhar, indicando um jornalista de sua confiança.

Manuela já entregou à PF comprovantes das reservas de passagens e estadia na Escócia feitas bem antes do contato com Vermelho como provas de que não está fugindo do Brasil. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O nome da ex-candidata à Presidência da República na chapa de Fernando Haddad, Manuela d’Ávila (PCdoB), segue sendo motivos de muitos comentários nos bastidores políticos neste final de semana. Neste sábado (27), a deputada federal Carla Zambelli (PSL) afirmou que, agora, ela tem motivos para voltar à Igreja.

“Hoje a Manuela D'Ávila ganhou um belo motivo para voltar a frequentar a Igreja. Vai ter que rezar muuuuuuuuuuuito!”, escreveu em seu perfil oficial no Twitter.

##RECOMENDA##

Os ataques a d’Ávila começaram nesta sexta-feira (26) após Walter Delgatti Neto, o hacker preso sob suspeita de invadir os celulares de membros do governo, ter prestado depoimento e dito que quem intermediou o seu contato com o jornalista Glenn Greenwald foi d’Ávila.

“Segundo o depoimento do ‘Vermelho’, a Manuela D'Ávila soube do crime e, em vez de informar as autoridades, preferiu ajudar o criminoso a tirar o máximo de proveito dele. Imaginem o que essa mulher estaria aprontando na vice-presidência da República..”, alfinetou Zambelli.

O petista Fernando Haddad utilizou seu perfil oficial no Twitter neste sábado (27) para expressar apoio à Manuela d’Ávila (PCdoB), que vem sido alvo de ataques nas redes sociais desde esta sexta-feira (26).

Os ataques a d’Ávila começaram após Walter Delgatti Neto, o hacker preso nesta terça-feira (23) sob suspeita de invadir os celulares de membros do governo, ter prestado depoimento e dito que quem intermediou o seu contato com o jornalista Glenn Greenwald foi d’Ávila.

##RECOMENDA##

“Manuela tem sido vítima dos golpes mais baixos desde a campanha. Não se curvou. Tenho muito orgulho de ter enfrentado as práticas eleitorais mais repugnantes lado a lado com ela. Seguiremos firmes até derrotar o fascismo”, pontuou Haddad. 

Nas eleições de 2018, Manuela d’Ávila era vice na chapa do petista. Ambos enfrentaram o atual presidente Jair Bolsonaro (PSL) no segundo turno do pleito, mas perderam com 44,87% dos votos.

Por meio de uma nota nesta sexta-feira, Manuela confessou ter repassado o contato do hacker Walter Delgatti Neto, o "Vermelho", ao jornalista Glenn Greenwald. Ela também, inclusive, ofereceu o seu aparelho celular para que a Polícia Federal faça as devidas investigações cabíveis.

Walter Delgatti Neto, o hacker preso nesta terça-feira (23) sob suspeita de invadir os celulares de membros do governo, prestou depoimento nesta sexta-feira (26) e contou à Polícia Federal como teve acesso à conta do Telegram do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro.

Além de Moro, Delgatti contou como chegou a celulares de outras autoridades. A reportagem da TV Globo teve acesso ao depoimento, onde o hacker conta como chegou aos arquivos do procurador da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol.

##RECOMENDA##

Delgatti também contou que a então deputada federal Manuela D’ávila (PCdoB) foi a intermediária entre ele e o jornalista Glenn Greenwald, do site The Intercept, responsável pelos vazamentos dos últimos dias.

O hacker também enfatizou que não recebeu dinheiro algum em troca dos diálogos que obteve e que sempre se comunicou com Greenwald de maneira virtual. De acordo com Delgatti, ele nunca revelou sua identidade para o jornalista.

A jornalista e ex-candidata à vice-presidente pela chapa do petista Fernando Haddad, Manuela D’Ávila (PCdoB), utilizou seu perfil oficial no Twitter nesta segunda-feira (10) para comentar o vazamento da troca de mensagens entre o ministro Sergio Moro e procuradores da Lava Jato.

“É urgente o afastamento de Sérgio Moro do Ministério da Justiça. Depois do que lemos sobre a instrumentalização da justiça federal para objetivos eleitorais temos noção do que ele é capaz de fazer com a polícia federal, agora sob seu comando”, disse D’ávila.

##RECOMENDA##

Em sua crítica, Manuela citou uma música de Chitãozinho e Xororó. “O chato pra quem saiu atabalhoado defendendo Moro e está adotando a tática Chitãozinho, ‘negando as aparencias e disfarçando as evidências’, é que Glenn diz soltou apenas uma amostra do que tem. Deus tá vendo e o povo printando”, brincou.

Por fim, Manuela ironizou da teoria que alguns membros da direita têm de que a terra é plana. “Estou tentando imaginar como pode a terra ser plana e dar voltas ao mesmo tempo”, disse.

A ex-deputada estadual pelo Rio Grande do Sul, Manuela D’Ávila (PCdoB), disse que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) tem um “comportamento de criança” ao atacar constantemente os partidos e parlamentares de oposição que pregam ideias comunistas, socialistas e de esquerda. Na ótica da comunista, o presidente também age como “animador de torcida” tentando “insuflar” um lado contra o outro e criando inimigos “ficcionais”.

“No ponto de vista intelectual, ele fala um conjunto de mediocridades com relação ao assunto e, do ponto de vista político, o presidente fala de forma permanente sobre nós para distrair a população sobre suas responsabilidades. Ele não é animador de torcida organizada, para ficar insuflando metade do estádio contra a outra metade. Ele é presidente do Brasil e precisa parar de tentar distrair a população com relação a fantasmas que só ele enxerga, só ele acredita, e começar a governar o Brasil”, salientou, durante entrevista a jornalistas na passagem pelo Recife na última segunda-feira (1º).

##RECOMENDA##

Para Manuela, a tática adotada por Bolsonaro é antiga e reflete algo que ele próprio vem condenando, a chamada “velha política”. Da qual, a ex-candidata a vice-presidente na chapa de Fernando Haddad já afirmou que o presidente é “a cara”.

“Como o governo dele é recheado de crises, precisa reforçar permanentemente esse discurso.  Foi isso que ele fez no carnaval, por exemplo, quando as ruas de Pernambuco foram tomadas por manifestantes que, com o bom humor carnavalesco, questionavam o presidente. Ele foi lá e tentou destruir uma das principais fontes de recursos do Brasil que são as festas populares”, observou a comunista.

“Que visão é essa de mediocridade sobre o país? Imagina se a gente vende para o mundo inteiro a ideia de que o carnaval é uma depravação. Quanto Pernambuco perde? O que ele fez? Não gostou de ser criticado, que é um comportamento normal em crianças, e reage como: ‘vamos destruir isso aqui’. E o compromisso com o Brasil e a economia?”, indagou, completando.

A vice-governadora de Pernambuco, Luciana Santos (PCdoB), iniciou um debate para o diagnóstico sobre a geração de empregos para mulheres no Estado. De acordo com ela, a intenção é de que o recorte de gênero dê subsídio ao Pacto pelo emprego, lançado pelo governador Paulo Câmara (PSB) em janeiro. Luciana reuniu mulheres empreendedoras e deputadas estaduais para destrinchar a questão da emancipação feminina e apontar caminhos para criar empregos e melhorar as condições de trabalho.

“O Pacto pelo emprego ainda é um plano em construção, por isso que estou tentando colher e beber da fonte de exemplos exitosos da cadeia feminina produtiva para a gente poder construir juntos um pacote de medidas que vão a esse ponto”, observou Luciana, sobre a reunião que aconteceu nessa segunda-feira (1º).  

##RECOMENDA##

“Queremos promover vários debates, em diversos setores da sociedade civil e do poder público, para a implantação de políticas públicas, e, certamente, como é uma construção coletiva, vamos dar as mãos e buscar mecanismos para fomentar a participação feminina no mercado de trabalho”, completou.

A ex-deputada estadual pelo Rio Grande do Sul, Manuela D’Ávila (PCdoB), que esteve em Pernambuco para lançar seu livro Revolução Laura, também participou do encontro. Na ótica dela, o maior desafio do país hoje é a geração de empregos, principalmente para mulheres e mães.

“Pernambuco, a Luciana [Santos] sempre fala, vive uma situação contraditória, tem um crescimento econômico enorme, e precisa garantir a geração de empregos para aqueles que são mais vulneráveis. As mulheres são as mais vulneráveis, sobretudo as mulheres que são mães. Depois da maternidade, metade delas não conseguem empregos no primeiro ano do filho. A tendência nacional é o agravamento disso”, salientou.  

“A responsabilidade é , sobretudo, nacional. O que o governador e a vice-governadora fazem são para tentar minimizar os impactos da ausência completa de políticas anticrise do governo federal”, acrescentou, alfinetando a gestão do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

Além delas, também participaram da reunião as deputadas estaduais Dulcicleide Amorim (PT), Alessandra Vieira (PSDB), Teresa Leitão (PT), Simone Santana (PSB) e o deputado Waldemar Borges (PSB); os secretários estaduais Bruno Schwambach (Desenvolvimento Econômico), Silvia Cordeiro (Mulher) e Alberes Lopes (Trabalho, Emprego e Qualificação), e a secretária da Mulher do Recife, Cida Pedrosa.

Dados

Durante o encontro, Luciana Santos ainda apresentou dados sobre a situação da mulher no mercado de trabalho. No Brasil, 44% das rendas das famílias vêm das mulheres. Há 11 milhões de lares (16,3%) compostos por mulheres sozinhas com filhos. Mesmo assim, mulheres com filhos recebem, em média, 35% a menos que os homens.

Quanto maior o cargo, maior a diferença de salário. Nos cargos de chefia, a discrepância entre gêneros chega a 27%. Além disso, as mulheres trabalham em média 3 horas a mais por semana, e a taxa de desemprego entre mulheres é de 15%, enquanto a dos homens é de 11,6%.

Quando decidiu aceitar concorrer à Presidência da República pelo PCdoB, ainda no fim de 2017, a ex-deputada estadual Manuela D’Ávila chamou a atenção por aparecer nas atividades de pré-campanha acompanhada da filha Laura, de pouco mais de dois anos. A novidade causou estranhamento pelo costume de uma política predominantemente masculina e, quando tem mulheres, é sem a presença de crianças. É nessa experiência que foca o livro chamado “Revolução Laura: reflexões sobre maternidade e resistência”, que será lançado pela comunista, nesta segunda-feira (1º), no Recife.

“O livro é sobre eu ser mãe e não ser responsável sozinha por ela, o que permite que eu esteja aqui; sobre maternidade e acaba sendo sobre paternidade também; e é sobre um partido que acolheu a minha decisão e bancou”, detalhou em resposta ao LeiaJá, lembrando que o PCdoB apoiou a escolha dela de concorrer ao cargo sem precisar se distanciar da filha.

##RECOMENDA##

“O que vocês veem é o lado bonito disso, mas o lado de que a Laura custava mais caro para viajar era outro, que a minha agenda não era igual a dos demais candidatos, porque ela tem que almoçar, dormir. Não é igual. O carro que eu ando tem uma cadeirinha de bebê. A vida real dessa mudança foi muito disputada e foi o PCdoB que bancou”, completou.

Durante a conversa com jornalistas na manhã desta segunda, por exemplo, Manuela se dividia em responder os questionamentos e atender Laura, que brincava ao seu lado. A menina tem acompanhado a mãe no lançamento do livro pelo país. As duas já estiveram em nove capitais brasileiras.

[@#galeria#@]

Após o Recife, que será na Universidade Católica de Pernambuco às 18h30, o livro será lançado em Belém, São Luiz, Fortaleza e Teresina. Segundo Manuela, contudo, nem todas as viagens contará com a presença de Laura. “A Laura não viaja sempre comigo, semana que vem vou estar pelo Norte e ela vai ficar com o pai dela, na creche com a vida dela, a rotina dela, mas só existe eu poder viajar pelo país se ela estiver comigo”, observou.

Como ativista política, Manuela deixou claro que a participação do pai no cuidado da filha é essencial. “A minha visão de mundo não é um país que as mulheres se tornam iguais aos homens. O feminismo para mim não é isso. É a luta pela nossa liberdade e para que os homens ocupem espaços que são restritos a nós e que nos destroem perspectivas de vida, como é a exclusividade sobre os cuidados, e esses cuidados, a parte da responsabilidade obrigatória, eu divido com o meu marido, mas se eu negligenciasse o cuidado afetivo estaria reproduzindo o que eu também questiono na paternidade”, salientou.

Já sobre como surgiu a ideia do livro, Manuela contou que foi a partir da indagação de uma amiga sobre quando o país teria outra candidata com um bebê de colo na corrida pela Presidência.

“Eu acho muito difícil essa realidade se repetir muito prontamente. Para uma mulher ser candidata a presidente ela precisa ter muitos anos de vida pública, para ter muitos anos ela tem que ter começado muito cedo. É um monte de fatores. Ou então, muitas mulheres chegam lá quando os filhos já estão grandes. Aí eu decidi escrever porque eu acredito que a mudança no mundo vai acontecer com a mulheres ocupando espaços públicos e se não incluirmos as mulheres que são mães, não estaremos incluindo as mulheres”, destacou.

Ainda segundo Manuela, isso é cada vez mais claro dentro do PCdoB que é “um partido majoritariamente de mulheres, com filhos em idades variadas e que não são mães, desde muito antes desse boom do feminismo”.

Prestes a completar os 100 primeiros dias do governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) e com o discurso dele de que a nova política predomina as suas ações para a tramitação de projetos no Congresso Nacional, a ex-deputada estadual pelo Rio Grande do Sul, Manuela D’Ávila (PCdoB), afirmou, nesta segunda-feira (1º), que o presidente é a “cara da velha política”. O período, na ótica da comunista, também provaram a “incapacidade” do político lidar com os problemas do país.

“Bolsonaro é a cara da velha política e isso é em todos os aspectos. Um deles é a  forma como trouxe o privado para dentro do público, quer dizer o Brasil assiste escandalizado a sua relação familiar com os quatro filhos, os três que estão na política mais o quarto, que namorada a filha do assassino da Marielle. Então, a vida privada do presidente invade a política e essa é a política mais velha de todas”, alfinetou a comunista, em conversa com jornalistas no Recife, antes de um encontro sobre empreendedorismo feminino, organizado pela vice-governadora de Pernambuco, Luciana Santos (PCdoB).

##RECOMENDA##

Para Manuela, “a política mais velha do Brasil é a do privado no público”. “É a que Bolsonaro representa. Para se ter uma ideia, para mim, eu faço política desde os 16 anos, e essa política de defesa da ditadura militar, da tortura, de envolver a família, a vida privada no espaço público, ir no cine às 9h da manhã quando a gente tem 15 milhões de desempregados é a política mais velha de todas. Inclusive, com o uso exagerado do marketing. O presidente fica no Twitter fazendo cizânia, governando para metade do país, enquanto o país inteiro aguarda que ele governe de verdade e saia do primário”, criticou.

Fazendo uma avaliação sobre os 90 dias completos do governo e a proximidade do marco de 100 primeiros dias, Manuela destacou que o período mostra a “absoluta incapacidade do presidente lidar com um país como o Brasil”. “É verdade que o governo completa agora 100 dias, mas é verdade que qualquer brasileiro tem a exata impressão de que ele está brincando de governar”, ponderou.

"Quais são as políticas que foram propostas para garantir a retomada do emprego no país? Os únicos momentos que a economia cresce são quando os investimentos públicos são consideráveis. Qual o sinal que é dado para os investidores com a bagunça generalizada desse governo? Para os investidores do país e de fora do país, nitidamente, o governo não tem compromisso com a democracia. Vive cotidianamente com uma bagunça depois da outra, uma equipe absolutamente incapaz. Um ministro que é considerado superministro [Paulo Guedes] se quer sabe fazer orçamento, o posto ipiranga do presidente se quer sabe como fazer orçamento", acrescentou a comunista.

Segundo Manuela, que foi candidata a vice-presidente na chapa de Fernando Haddad (PT), o Brasil tem prolongado uma crise econômica “que não é sua” e o presidente não atua para reverter o quadro.

“Todas as grandes economias do mundo buscam se posicionar diante de uma crise e o Brasil, a partir do governo Bolsonaro, toma dois rumos mais nítidos. O primeiro de um alinhamento restrito com os Estados Unidos, que traz consequências econômicas profundas para o Brasil, e não é um problema ideológico, traz consequências econômicas. Hoje metade da classe média do mundo mora nos países asiáticos, então com quem nós queremos estabelecer relações”, salientou, lembrando que o presidente fez questão de “ampliar o conflito com a Venezuela”.  

A comunista ainda disparou contra a reforma da Previdência que, segundo ela, não pensa no trabalhador brasileiro real e sim nos empresários. “É um governo de desastres. Anuncia a reforma da previdência. Quem o presidente acha que é, por exemplo, uma mulher que vende queijo coalho na praia? Como ela se aposenta? Qual o é o Brasil que ele vive? O da Avenida Paulista? Onde os empresários pegam helicópteros para trabalhar? Não é o país do trabalhador brasileiro que trabalha em condições adversas… É um governo antipopular e antinacional”, cravou.

Manuela D’Ávila, além de participar do encontro para um diagnóstico das fontes de trabalho para mulheres no Estado, veio ao Recife para lançar o livro “Revolução Laura: reflexões sobre maternidade e resistência”. A obra conta detalhes sobre como conciliar a maternidade e a atuação política.

A deputada Manuela D’Ávila (PCdoB) afirmou, nesta quinta-feira (28), que foi chamada de “vadia” por um deputado na Câmara Federal nessa quarta (27). Apesar de não denominar explicitamente o parlamentar que a teria classificado desta forma, a comunista deixou a entender que a atribuição partiu do deputado Alexandre Frota (PSL-SP), a quem decidiu citar apenas como “deputado que fazia pornô”. Frota é constantemente lembrado por ter sido ator pornô.

“Vadia. Foi de vadia que o deputado que fazia pornô me chamou ontem na Câmara dos Deputados”, contou a ex-candidata a vice-presidente da República nas eleições de 2018.

##RECOMENDA##

“Enquanto ele tentava conectar palavras, eu estava autografando os meus livros com Laura, rodeada de amor. Para cada gesto de ódio, mais amor”, acrescentou a parlamentar, referindo-se ao livro “Revolução Laura: reflexões sobre maternidade e resistência”.

[@#video#@]

A obra onde Manuela conta detalhes sobre como conciliar a maternidade e a atuação política, inclusive, será lançada no Recife na próxima segunda-feira (1º). No mesmo dia, a comunista também participa de um evento sobre empregabilidade feminina.

A vice-governadora de Pernambuco, Luciana Santos, promoverá um encontro com deputadas e mulheres empreendedoras na próxima segunda-feira (1º), às 10h, na vice-governadoria, localizada na área central do Recife.

O objetivo é discutir a questão da emancipação feminina e apontar conjuntamente caminhos para geração de empregos e melhoria das condições de trabalho para as mulheres pernambucanas.

##RECOMENDA##

"A questão do emprego é vital para a independência e autonomia das mulheres. Precisamos enfrentar com protagonismo e  políticas públicas a disparidade que existe entre homens e mulheres no mercado de trabalho e oferecer soluções também para aquelas mulheres que se encontram em situação de vulnerabilidade social", explica Luciana.

Entre as convidadas para o encontro está a ex-deputada Manuela D'Ávila, que foi candidata a vice-presidente na chapa de Fernando Haddad nas últimas eleições. Além de participar da reunião, a agenda de Manuela em Pernambuco inclui o lançamento do seu livro "Revolução Laura", com debate no auditório da Unicap, às 18h30.

Embora ocupem 44% das vagas de emprego registradas no país, o número de mulheres desempregadas é 29% maior que o de homens. Quando se fala das posições de liderança, embora a porcentagem de mulheres CEOs no Brasil tenha crescido de 5% em 2015 para 16% em 2017, elas ainda representam apenas 2,8% dos cargos mais altos. Os dados são do relatório Women in Business, da Grant Thornton, International Business Report (IBR).

Outro dado alarmante é do relatório do último Fórum Econômico Mundial, que aponta que seriam necessários cem anos, aproximadamente, para que a diferença salarial entre homens e mulheres desapareça. Atualmente, elas recebem 74,5% do salário dos homens ocupando os mesmos cargos.

Seguindo sua agenda de lançamento por cidades do Brasil, a ex-candidata à vice-Presidência da República Manuela D’Ávila (PCdoB) chegará ao Recife na próxima segunda-feira (1º).

O lançamento em questão é o do seu livro Revolução Laura: reflexões sobre maternidade e resistência. Durante o evento, líderes do PCdoB local organizam uma roda de debates sobre empregabilidade.

##RECOMENDA##

Manuela D’Ávila é considerada uma das maiores lideranças femininas no Brasil e foi vice na chapa encabeçada pelo petista Fernando Haddad. Eles ficaram em segundo lugar na disputa, perdendo no segundo turno para o presidente Jair Bolsonaro e o seu vice General Mourão.

O livro de Manuela conta sua experiência de vida enquanto mãe e mulher. Neste sentido, ela detalha como foi percorrer os quatro cantos do Brasil com sua filha, Laura, e os desafios que foram enfrentados por ela.

A saída de Cuba do programa Mais Médicos, nesta quarta-feira (14), foi criticada por políticos brasileiros. O desembarque do país, que já enviou 11 mil profissionais de saúde para o Brasil, aconteceu por causa de, segundo nota do Ministério da Saúde Pública de Cuba, "ameaçadoras e depreciativas" do presidente eleito Jair Bolsonaro.

Para o ex-candidato à Presidência e líder nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos (PSOL), quem vai pagar o preço pelas “declarações irresponsáveis” do capitão da reserva é o povo. “Após declarações irresponsáveis de Bolsonaro, Cuba anunciou hoje o retorno dos médicos que atuam no Brasil. Cada vez que abre a boca, o presidente eleito causa um incidente internacional. Desta vez quem vai pagar o preço é o povo mais pobre que se beneficiou com o Mais Médicos”, observou.

##RECOMENDA##

O pensamento foi corroborado pela deputada do Rio Grande do Sul e ex-candidata a vice-presidente, Manuela D’Ávila (PCdoB). “O fim da participação dos médicos cubanos no Mais Médicos é uma primeira tragédia da ideologização e da loucura persecutória contra a esquerda que está em curso em nosso país. Perdem as famílias mais pobres, as crianças que necessitam, a velhice desamparada. São mais de 30 milhões de Brasileiros que ficarão sem médicos”, ressaltou a comunista, que aproveitou para agradecer aos médicos cubanos pelo serviço prestado e pedir desculpas.

Já a senadora e presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann (RS), salientou que as ameças de Bolsonaro não dá segundaça a Cuba. “Os médicos cubanos não participarão mais do Mais Médicos. Fiquei triste pelo povo brasileiro que é tão bem assistido por eles. Vi esse programa nascer e ajudei a implementá-lo. Mas entendo as razões: o desrespeito, ameaças e violência com que Bolsonaro trata Cuba não lhes deixam em segurança”, disse.

No comunicado em que anuncia a convocação para que os médicos retornem para Cuba, o Ministério da  da Saúde Pública diz que “não é aceitável que se questione a dignidade, o profissionalismo e o altruísmo dos colaboradores cubanos que, com o apoio de suas famílias, presta serviços atualmente em 67 países".

"As mudanças anunciadas impõem condições inaceitáveis ​​e violam as garantias acordadas desde o início do programa, que foram ratificados em 2016 com a renegociação da cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde eo Ministério da Saúde do Brasil e de Cooperação entre a Organização Pan-Americana da Saúde e o Ministério da Saúde Pública de Cuba. Essas condições inadmissíveis impossibilitam a manutenção da presença de profissionais cubanos no Programa", informa a nota.

O ministro Sergio Banhos, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou nesta segunda-feira (15) que o Facebook retire da página pessoal de 38 usuários um vídeo que contém informações falsas sobre Manuela D'Ávila (PCdoB), candidata à Vice-Presidência na chapa do petista Fernando Haddad. Com a decisão, a empresa terá 24 horas, após ser notificada, para remover o conteúdo.

A decisão do ministro foi motivada por pedido de remoção feito pelos advogados da Coligação O Povo Feliz de Novo (PT/PCdoB/PROS), sustenta a candidatura de Haddad.

##RECOMENDA##

Segundo a defesa, uma decisão anterior determinou a retirada dos vídeos, que foram considerados ofensivos a Manuela, mas o conteúdo continuou postado na rede social.

Ao recorrer ao TSE, a coligação alegou que foram divulgadas notícias falsas (fake news) e difamatórias contra a candidata.

De acordo com os advogados, os perfis de usuários divulgaram "imagens que hipersexualizam crianças, sugerindo que a candidata incentivaria tais situações”.

Na mesma decisão, Sergio Banhos determinou que os usuários sejam identificados e incluídos no processo.

"Conforme registrei na decisão liminar anteriormente deferida, as afirmações inverídicas e injuriosas trazidas nas mídias impugnadas, pelas razões já endereçadas, autorizam a limitação à livre manifestação do pensamento, com remoção de conteúdo, uma vez que configura ofensa à honra e consubstancia agressão e ataque à candidata em sítio da internet", decidiu.

 

A nota enviada anteriormente continha incorreção no nome do candidato ao Senado por São Paulo Jilmar Tatto. Segue o texto corrigido:

O candidato à Presidência Fernando Haddad realiza nesta quarta-feira, 12, seu primeiro evento de campanha desde que foi oficializado como o substituto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na chapa do PT. O ex-prefeito e a candidata à Vice, Manuela D'Ávila (PCdoB), se reúnem com estudantes e cotistas do Programa Universidade para Todos em um teatro no centro da capital paulista.

##RECOMENDA##

No local, militantes do PT exibem e distribuem material antigo da campanha petista, com a foto e o logo de Lula e sem menção à vice do PCdoB. Além de Haddad e Manuela, também estão previstas as presenças de Eduardo Suplicy e Jilmar Tatto, candidatos ao Senado por São Paulo, e Ana Bock, candidata à vice na chapa de Luiz Marinho ao governo do Estado.

O guia eleitoral da campanha presidencial do PT, desta terça-feira (11), apresentou o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, sem a denominação de vice da chapa. A Executiva Nacional da legenda chancelou, em Curitiba, a indicação de Haddad para liderar a corrida substituindo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), obedecendo o indeferimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O anúncio oficial deve acontecer ainda na tarde de hoje, em frente à Superintendência da Polícia Federal, onde Lula está preso desde 7 de abril. Com a substituição, quem deve assumir o posto de vice é a deputada Manuela D’Ávila (PCdoB) efetuando assim o acordo já firmado com o partido comunista às vésperas do início da campanha. 

##RECOMENDA##

Na propaganda eleitoral, Haddad diz que Lula está muito indignado com a impossibilidade de disputar a eleição, além disso, também frisa: “Lula pediu: vamos continuar unidos”. No vídeo, o ex-prefeito de São Paulo não aparece identificado já como candidato à Presidência, mas com o número do partido.

Lula teve a candidatura impugnada com base na Lei da Ficha Limpa, pelo fato dele ter sido condenado pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, em segunda instância. Nessa segunda-feira (10), os advogados do líder petista tentaram reverter a decisão fazendo-se cumprir uma liminar do Comitê dos Direitos Humanos da ONU que determina a aceitação da candidatura de Lula, mas sem sucesso. O PT tem até o fim do dia de hoje para mudar a chapa.


Páginas

Leianas redes sociaisAcompanhe-nos!

Facebook

Carregando