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A primeira medicação que utiliza como matéria-prima a microbiota fecal (soma de todos os microrganismos), que pode ser administrada por via oral, foi aprovada nos Estados Unidos na última quinta-feira (27). A medicação produzida pela empresa Seres Therapeutics em parceria com a Nestlé Health Science, desde 2020, pode ser um tratamento substitutivo para o transplante de fezes.

O Vowst, medicação aprovada pela Food and Drug Administration (FDA), tem como objetivo a prevenção contra infecções recorrentes pela bactéria Clostridium difficile. Esse patógeno causa infecção intestinal que se manifesta com diarreia, e pode levar a quadros graves de desidratação, desnutrição e morte.

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De acordo com estudos, o acometimento pelo C. difficile - principal agente causador de quadros diarreicos – pode estar associado ao uso constante de antibióticos, que eliminam não apenas o patógeno, mas também causa danos externos à microbiota saudável.

O transplante fecal visa a restauração da microbiota intestinal, fortalecendo o sistema imunológico.

O tratamento, geralmente utilizado para minimizar danos, é o transplante de fezes. Nesse tipo de intervenção, fezes com microbiota saudável são transferidas para o paciente em tratamento, via colonoscopia. Já existe no mercado uma medicação com efeito similar, chamado Rebyota, no entanto, sua administração é via anal. Mas esses tratamentos podem ser substituídos, em breve, por um tratamento via oral.

A medicação utiliza bactérias vivas, manufaturadas a partir da matéria fecal de um doador saudável. Processando o material, a farmacêutica faz a coleta das bactérias benéficas e as condensa em uma cápsula.

De acordo com a empresa, a medicação deve ser ingerida por via oral e é indicada para pacientes com mais de 18 anos, que já tenham realizado intervenção com antibióticos. O tratamento dura três dias, e o paciente deve ingerir quatro cápsulas, uma vez ao dia.

Em publicação em seu site, a Seres Therapeutics demonstra o resultado positivo no tratamento com o Vowst, que mostrou eficácia contra recontaminação por C. difficile em 88% dos casos, em até oito semanas após o quadro inicial. Os dados da pesquisa também foram publicados no The New England Journal of Medicine, em 2020.

A expectativa dos pesquisadores é de que o Vowst possa substituir o transplante de fezes, e que haja como uma forma de prevenção, diminuindo os casos, facilitando o acesso e uso. De acordo com dados da FDA, entre 15 mil e 30 mil pessoas morrem nos Estados Unidos anualmente, devido à infecção pelo patógeno. A previsão é de que a medicação esteja disponível no mercado americano a partir de junho deste ano.

Selena Gomez foi bem sincera ao falar com os fãs sobre o seu ganho de peso. Em uma live realizada no Tiktok, a cantora explicou que a medicação que toma para o tratamento do lúpus afeta o seu corpo, fazendo com que acumule alguns quilos a mais.

Durante o bate-papo, a artista encorajou a todos que estejam passando por uma situação similar que mantenham a autoestima e não sintam vergonha. Ela ainda frisou que os remédios são importantes para sua saúde.

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- Tendo a manter muito peso na água, e isso acontece muito normalmente. Quando estou fora disso, tendo a perder peso. Eu só queria dizer e encorajar qualquer um que sinta algum tipo de vergonha exatamente pelo que está passando, e ninguém sabe a verdadeira história. Eu só quero que as pessoas saibam que você é linda e maravilhosa. Sim, temos dias em que talvez nos sintamos como merda, mas prefiro ser saudável e cuidar de mim. Meus medicamentos são importantes e acredito que são eles que me ajudam.

Selena finalizou o tópico rebatendo pessoas que fazem críticas estéticas:

- Não sou modelo, nunca serei. E eu acho que eles são incríveis, veja bem. Eu definitivamente não sou isso. Eu só queria dizer que amo vocês, obrigado por me apoiar e entender. E se não, vá embora, porque honestamente não acredito em envergonhar as pessoas por seus corpos ou qualquer coisa.

A Comissão Nacional de Incorporação de Novas Tecnologias em Saúde (Conitec) emitiu parecer favorável à incorporação do medicamento Zolgensma ao Sistema Único de Saúde (SUS). A informação foi confirmada neste sábado (3) pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, via redes sociais.

Segundo o ministro, a recomendação da Conitec é que o remédio seja usado para tratar crianças com até 6 meses de vida diagnosticadas com Atrofia Muscular Espinhal (AME) do tipo I e que estejam fora de ventilação evasiva acima de 16 horas por dia.

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"Com isso, o Sistema Único de Saúde do Brasil ofertará as tecnologias mais avançadas para o tratamento da AME. Isso porque o Zolgensma se une ao Nusinersena e ao Risdiplam, tratamentos já incorporados ao sistema de saúde", detalhou Queiroga.

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A doença A AME é uma doença rara, degenerativa, passada de pais para filhos e que interfere na capacidade do corpo de produzir uma proteína essencial para a sobrevivência dos neurônios motores, responsáveis pelos gestos voluntários vitais simples do corpo, como respirar, engolir e se mover.

Varia do tipo 0 (antes do nascimento) ao 4 (segunda ou terceira década de vida), dependendo do grau de comprometimento dos músculos e da idade em que surgem os primeiros sintomas.

Os principais sinais incluem perda do controle e de forças musculares; incapacidade/dificuldade de movimentos e locomoção; incapacidade/dificuldade de engolir; incapacidade/dificuldade de segurar a cabeça; e incapacidade/dificuldade de respirar.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recebeu, nesta quarta-feira (16), em Brasília, pedido da Pfizer para uso emergencial do medicamento contra Covid-19 Paxlovid (nirmatrelvir +ritonavir). Segundo a farmacêutica, os estudos demonstram que, quando administrado no início da infecção, o Paxlovid, que é do tipo antiviral e de uso oral, tem a capacidade de reduzir os casos de hospitalização e mortes. Os dados serão analisados pela Anvisa.

“O prazo de avaliação para o uso emergencial e temporário de medicamento contra a Covid-19 é de até 30 dias. A análise não considera o tempo do processo em status de exigência técnica, que é quando o laboratório precisa responder questões técnicas feitas pela agência no processo”, explicou a Anvisa, em nota à imprensa.

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As primeiras 24 horas de análise serão utilizadas para uma triagem do processo e verificar se os documentos necessários estão disponíveis. Se houver informações importantes faltando, a agência pode solicitá-las ao laboratório. No último dia 19 de janeiro, a Anvisa e o laboratório já haviam realizado reunião de pré-submissão do produto, etapa anterior ao envio formal do pedido pela empresa.

Claudia Rodrigues voltou a ser internada no Hospital Albert Einstein na manhã da última segunda-feira, dia 23. De acordo com informações enviadas por sua assessora de imprensa nesta terça-feira, dia 24, a artista foi internada para receber um medicamento.

Segundo a representante da atriz, trata-se de uma medicação importada dos Estados Unidos, que é usada para controlar os efeitos da esclerose múltipla, e que havia sido suspensa em julho de 2021. Vale lembrar que, na época, Claudia deu um susto e tanto nos seguidores ao ser internada após passar mal em sua casa e correr risco de morte devido a essa suspensão do medicamento.

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Na ocasião, a assessoria da atriz explicarou que o tratamento teve de ser interrompido para que Claudia pudesse receber a vacina contra a Covid-19.

O balconista de uma farmácia foi preso em flagrante pela Polícia Federal ao tentar vender um remédio de intubação exclusivo para hospitais. O homem, de 32 anos, negociava a medicação que compõem o 'kit intubação' por R$ 3,5 mil, em Boa Vista, capital de Roraima.

Ele foi autuado com uma caixa de besilato de atracúrio, com 25 ampolas, nessa segunda-feira (29) e disse que o alto valor é resultado da escassez do remédio na rede pública. A crise de insumos se estende por outros estados e pressiona o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que sugeriu economizar oxigênio nos hospitais.

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Sem procedência comprovada, a caixa garante dois dias de tratamento a um paciente intubado. O balconista foi autuado pela venda de medicamento com procedência ignorada e pode pegar até 15 anos de prisão.

A Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas (CMB) denuncia que as unidades filantrópicas do país estão sofrendo com escassez de sedativos e anestésicos . Os estoques das entidades estão no limite e, em muitos hospitais, há medicamentos para menos de uma semana. A CMB confirma que o uso dos anestésicos está sendo poupado para casos de urgência e/ou maior gravidade.

Diante dessa situação, os hospitais estão reduzindo os atendimentos como exames e cirurgias eletivas, outros estão fechando temporariamente centros cirúrgicos e unidades específicas, como de atendimento à pacientes com queimaduras e de procedimentos de transplantes. 

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"A questão torna-se ainda mais delicada no atual momento da pandemia, uma vez que os medicamentos para sedação são utilizados no processo de intubação em pacientes com complicações decorrentes da Covid-19", explica a assessoria da CMB.

A Confederação explica que os laboratórios responsáveis pela fabricação dos itens alegam falta de matéria-prima para a produção. Entre as razões para a dificuldade, justificadas pelas indústrias, estão a alta dos preços dos princípios ativos, geralmente importados, que subiu com a elevação do dólar e a crescente demanda mundial por esses tipos de medicamentos, em função da pandemia.

O presidente da CMB, Mirocles Véras, ressalta que a situação é de extrema preocupação e faz um apelo às autoridades. “A falta desses medicamentos é extremamente preocupante, pois está ocasionando a interrupção dos atendimentos em hospitais de todo o país. Precisamos urgentemente de uma solução e pedimos o apoio do Ministério da Saúde, Ministério Público Federal, Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Conasems (Conselho Nacional de Secretários de Saúde), deputados estaduais e federais e governadores, para que juntos possamos encontrar rapidamente uma saída e agilizar a solução da compra e distribuição dos insumos que são imprescindíveis”, salienta Véras.

*Com informações da assessoria

O medo da Covid-19 culminou na busca pela cura milagrosa e fez certos medicamentos sumirem das farmácias. Embora ainda não exista vacina ou tratamento comprovado cientificamente que seja eficaz contra a infecção, a sensação de incapacidade por parte da população intensificou a cultura da automedicação.

A docente do departamento de Ciências Farmacêuticas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Sueli Moreira, alerta sobre as consequências de tomar remédios sem prescrição ou acompanhamento. Além dos efeitos adversos, "os sintomas podem ser mascarados, levando à confusão nos diagnósticos e retardando a definição correta do tratamento", explica.

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O consumo indiscriminado também pode gerar outras doenças e agravar o quadro clínico, como a especialista exemplifica: "o uso de anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) pode levar a complicações renais [...] no caso de antibióticos temos sérios riscos como a piora da infecção, que favorece a resistência bacteriana”.

 Outra questão a ser considerada são as interações entre substâncias, ou seja, a mistura de remédios. "Alguns medicamentos podem interferir na ação de outros e implicar em alterações de exames", esclarece. O conselheiro do Conselho Federal de Farmácia e chefe do departamento de farmácia do Hospital das Clínicas do Recife, Arimatea Filho, também fez um alerta para o consumo sem acompanhamento médico.

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O próprio armazenamento inadequado pode trazer danos. Fora o risco de trocar os medicamentos e tomá-los fora da validade, crianças e idosos podem fazer uso por engano. "O medicamento pode representar um risco baixo para o adulto, mas para o idoso o mesmo medicamento pode ter relação de risco X benefício desfavorável", complementou.

Sem certeza da beneficie, hidroxicloroquina foi estocada

Incentivados pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), antes mesmo do protocolo apresentado nesta quarta-feira (20), algumas pessoas já estocavam caixas de hidroxicloroquina em casa sem saber que podem ser vítimas de uma arritmia cardíaca.

Mesmo sem a eficácia comprovada contra a Covid-19, outras duas substâncias entraram no rol das supostas curas da doença. Assim, o antibiótico azitromicina e o antiparasita ivermectina tornaram-se escassos devido ao aumento da procura. Tal cenário dificultou ainda mais a condição dos pacientes que cumpriam tratamento com as substâncias sob recomendação médica.

"Pacientes que respondem bem ao tratamento vivem com poucos sintomas e são acompanhados frequentemente por reumatologistas, que avaliam os riscos", especificou Moreira sobre a prescrição da hidroxicloroquina. O remédio é recomendado contra o Lupus Eritematoso Sistêmico e, a interrupção do tratamento pode resultar na piora renal e de sintomas como a artrite. Em um quadro mais grave, o paciente luta pela vida após ser internado na UTI, concluiu.

Um estudo realizado em hospitais de Nova York não encontrou nenhuma evidência de dano ou benefício no uso do medicamento para a malária hidroxicloroquina em pacientes com coronavírus em estado grave.

"O risco de entubação ou morte não foi significativamente maior ou menor entre os pacientes que receberam hidroxicloroquina do que entre os que não receberam", disseram os autores do estudo.

Eles afirmaram, porém, que o estudo, publicado nesta quinta-feira (7) no The New England Journal of Medicine, "não deve ser considerado para descartar benefício ou dano do tratamento com hidroxicloroquina".

"No entanto, nossas descobertas não suportam o uso de hidroxicloroquina no momento, fora de ensaios clínicos randomizados testando sua eficácia", afirmaram.

O presidente americano, Donald Trump, elogiou repetidamente o uso da hidroxicloroquina como tratamento para pacientes com coronavírus.

A hidroxicloroquina e um composto relacionado à cloroquina são utilizados há décadas para tratar a malária, assim como distúrbios autoimunes como lúpus e artrite reumatoide.

O estudo de observação foi realizado entre pacientes da emergência do Hospital Presbiteriano de Nova York e do Centro Médico Irving da Universidade de Columbia e financiado pelo National Institutes of Health.

Para o estudo, 811 pacientes receberam duas doses de 600 mg de hidroxicloroquina no primeiro dia e 400 mg por dia durante quatro dias. Outros 565 pacientes não receberam o medicamento.

Comparando os dois grupos, "não houve associação significativa entre uso de hidroxicloroquina e entubação ou morte", informou a análise.

A Health Canada, a Agência Europeia de Medicamentos e a FDA, agência que regula medicamentos e alimentos nos EUA alertaram contra o uso de hidroxicloroquina no tratamento da COVID-19 fora dos ensaios clínicos.

As reguladoras americanas autorizaram na semana passada o uso emergencial do remdesivir experimental contra a COVID-19, depois que foi demonstrado em um amplo ensaio clínico que a droga reduzia o tempo de recuperação em alguns pacientes com coronavírus.

Especialistas ouvidos em audiência pública nesta quarta-feira (22) da comissão externa da Câmara criada para acompanhar ações de combate ao coronavírus disseram que a corrida dos cientistas brasileiros é para descobrir um conjunto de tratamentos eficazes contra a Covid-19. Isso porque a vacina, conforme informou a pneumologista Margareth Dalcolmo, deve demorar pelo menos dois anos.

Os especialistas afirmaram que vários medicamentos tradicionais vêm sendo testados para diferentes fases da doença. São projetos de pesquisa nacionais e internacionais que até agora, segundo eles, não apresentaram conclusões significativas.

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Cloroquina

Estevão Nunes, da Fiocruz, explicou que a cloroquina, que vem sendo bastante discutida entre leigos, é apenas um entre vários medicamentos testados. Segundo Nunes, a cloroquina teve eficácia, por exemplo, para tratar doenças como a influenza em laboratório. Mas, quando foi testada em situações reais, praticamente não teve efeito.

O presidente do Conselho Federal de Medicina, Mauro Luiz Ribeiro, também disse que a eficácia da cloroquina contra a Covid-19 ainda não tem comprovação. Mas ele informou que em breve o conselho vai divulgar uma nota oficial sobre o assunto.

Ribeiro afirmou que a pandemia trata-se da "maior ameaça da história da nossa existência" e pediu união para tratar do problema. "Eu não sou catastrofista, quem me conhece sabe. Algumas dezenas de brasileiros vão morrer como já estão morrendo. E não temos uma droga para tratar essa doença. Neste momento, não. E temos uma situação totalmente politizada. Disputas pela paternidade da hidroxicloroquina, que é uma droga que não se sabe se tem efeito ou não; uma disputa política sobre quando sair do afastamento social. E isso está fazendo muito mal para a sociedade brasileira."

O deputado Hiran Gonçalves (PP-RR), que é médico, disse que a decisão sobre o uso da cloroquina deveria ser dos médicos de maneira individual. Ele informou conhecer médicos que usam cloroquina de maneira profilática, porque acreditam que se previnem da doença. "E eu levanto a questão: se não seria pertinente que a gente estabelecesse uma norma técnica para o uso dessas terapêuticas que protegessem o paciente e os profissionais que utilizam no sentido de salvar vidas ou de amenizar o sofrimento das pessoas. Porque eu não acho justo que nas camadas diferenciadas todo mundo usem e o povo não tenha acesso."

Secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Denizar Vianna, lembrou que o protocolo do governo para a cloroquina, por enquanto, é apenas para uso hospitalar para pacientes graves. Até porque o medicamento pode causar parada cardíaca, como aconteceu com um médico na Bahia.

A pneumologista Margareth Dalcolmo disse que a sociedade precisa dar tempo aos pesquisadores, que estão fazendo o possível. "Nós precisamos é despolitizar a Covid-19. Despolitizando, nós talvez consigamos um caminho de controlar, de mitigar um pouco essa tragédia que se abateu sobre o Brasil."

O infectologista Esper Kallas, que trabalha no Hospital das Clínicas em São Paulo, disse que a instituição tem 28 projetos em andamento. Para os tratamentos, são testados medicamentos como antivirais, medicamentos que previnem a formação de coágulos, medicamentos que estimulam a ação dos linfócitos e anti-inflamatórios. Kallas afirmou que os médicos estão testando medicamentos que são usados para outras situações como um que é usado para transplantes de medula óssea.

O Hospital das Clínicas também participa de um estudo maior com 120 pacientes que estão recebendo plasma de pessoas que já tiveram a doença. Segundo o infectologista, cada doador pode beneficiar de três a quatro pessoas e o plasma deve ser transferido em até 12 dias após o início dos sintomas.

Sobre a vacina, Kallas disse que o Brasil está tentando se associar a países que estão mais avançados na pesquisa como Estados Unidos e China.

Já o imunologista Luís Vicente Rizzo, que trabalha no Hospital Albert Einstein em São Paulo, lembrou que também é necessária uma preocupação com a saúde mental das pessoas.

"Tanto dos profissionais de saúde que estão enfrentando pela primeira vez na nossa geração uma pandemia dessa magnitude, com toda a gravidade que ela apresenta, mas também dos pacientes que forem internados com a doença, com risco razoável de morte, e que ficam isolados de seus familiares".

Manaus

O deputado Marcelo Ramos (PL-AM) disse na reunião que a situação de Manaus é trágica por falta de leitos, mas afirmou que o interior nem tem leitos. Ele fez um apelo para que as emendas de parlamentares ao Orçamento de 2020, já destinadas ao setor de saúde, sejam liberadas pelo governo.

A comissão aprovou convite ao ministro da Saúde, Nelson Teich, para que participe de reunião com o colegiado nos próximos dias.

*Da Agência Câmara de Notícias

 

A justiça americana suspendeu nesta sexta-feira (17) a venda de um suposto remédio milagroso contra o novo coronavírus, feito à base de cloro e que o grupo religioso "A Igreja do Gênese" promove há anos.

Um tribunal da Flórida emitiu uma proibição temporária para a venda do produto, vendido como uma "solução mineral milagrosa" (MMS) que, segundo o site de seus promotores, "cura 95% das doenças", como câncer, aids, cólera e agora, a COVID-19.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que entrou com a ação, revelou que a MMS é na verdade "um produto químico que, misturado com um ativador incluído, produz cloro".

A agência federal de medicamentos e alimentos dos Estados Unidos (FDA) fez há vários anos as primeiras advertências sobre o produto, que pode causar náuseas, vômitos e desidratação.

Na França, as autoridades sanitárias também haviam alertado em 2010 para o risco de intoxicação relacionada ao MMS, que foi promovido para curar o autismo.

Vários vendedores foram condenados pela Justiça, mas a "Igreja do Gênese" nunca suspendeu sua venda.

Em 8 de abril, as autoridades emitiram uma última advertência a seus promotores.

Em seu site na Internet, eles defenderam seu produto, que descrevem como "sagrado" e "santo" e se negaram a cumprir as ordens judiciais.

"Continuam colocando em risco os consumidores com o potencialmente perigoso dióxido de cloro, não vamos tolerar isso", disse Stephen Hahn, um funcionário da FDA citado em um comunicado.

Os Estados Unidos criaram unidades especializadas contra fraudes para combater delitos relacionados com a nova pandemia do coronavírus, que provocou a morte de 33.000 pessoas.

Diferentes tipos de fraudes têm sido identificados, como o roubo de máscaras cirúrgicas ou equipamentos de proteção, venda de tratamentos falsos ou ligações para fazer doações falsas.

O Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC) voltou atrás e retirou do site as orientações que informavam médicos sobre como prescrever as substâncias hidroxicloroquina e a cloroquina no combate à pandemia. A remoção ocorre três dias após serem publicadas informações sobre dosagem dos medicamentos baseados em relatos anônimos em vez de orientações revisadas por cientistas.

Segundo o Reuters, a orientação havia sido elaborada pelo CDC após o presidente norte-americano Donald Trump recomendar o uso do medicamento para combater o novo coronavírus. Pessoalmente, ele também teria pressionado autoridades reguladoras e de Saúde para ampliar a distribuição dos remédios, mesmo sem respostas conclusivas sobre a eficácia do tratamento.

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"Embora a dosagem e duração ótimas da hidroxicloroquina no tratamento para a COVID-19 sejam desconhecidas, alguns clínicos dos EUA têm reportado", dizia o informativo excluído, sobre as maneiras de prescrever as substâncias.

Especialistas criticaram a falta de embasamento cientifico e o fato das informações se basearem apenas supostos relatos. "Por que o CDC publicaria relatos?", questionou o reitor da Escola de Saúde Pública Instituto Milken da Universidade George Washington, dr. Lynn Goldman. "Isso não faz sentido. Isso é muito incomum", comentou.

A publicação foi retirada e, na ala nomeada "Informações para Clínicos sobre Opções Terapêuticas para Pacientes com a COVID-19”, uma retratação foi divulgada. "Não há medicamentos ou outros terapêuticos aprovados pela Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA) para prevenir ou tratar a COVID-19”.

O órgão acrescentou que "hidroxicloroquina e cloroquina estão sob investigação em testes clínicos" e, em nota, anunciou que teria elaborado as orientações para médicos a pedidos de uma força-tarefa, que havia exigido ação imediata.

Luciana Gimenez deixou os fãs preocupados. Quem acompanhou os seus stories do Instagram, nesta quinta-feira (31), viu que a apresentadora do Superpop acabou sendo hospitalizada. Na rede social, Luciana compartilhou vídeos recebendo medicação na veia. Com o braço imobilizado enquanto recebia os cuidados, ela não perdeu o humor ao explicar para os internautas sobre o seu estado de saúde.

"Aqui, ó, injeção de vitamina para ficar mais forte pro meu aniversário, para acabar com o inferno astral", declarou. Em seguida, Luciana Gimenez alfinetou as pessoas que tiveram condutas duvidosas do seu lado. "Avisando que estou cortando o povo chato da vida, invejosos, voodoo, mal amados, traíras, pessoas que não acrescentam e sugam. Já deu! Tô ligada. Inclusive, nem falo 'oi' mais!", disparou.

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Lembrar de tomar o remédio no horário indicado pelo médico pode ser uma tarefa difícil para muitas pessoas, especialmente para aquelas que têm a vida corrida. O que pouca gente sabe é que o horário em que o medicamento é ingerido pode influenciar na eficácia do tratamento.

De acordo com o farmacêutico Vagner Miguel, da Associação Nacional de Farmacêuticos Magistrais (Anfarmag), o risco mais comum de tomar o remédio na hora errada é o efeito positivo ser reduzido. “Dependendo do caso, pode acontecer de o organismo não absorver tão bem as substâncias presentes no medicamento que são necessárias para resolver algum problema de saúde. Embora não seja em todo tratamento que exista um horário específico para ingerir um medicamento, é importante consumi-lo nas horas indicadas pelo médico”, alerta.

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Miguel acrescenta que é importante tomar o remédio na hora adequada, pois o corpo precisa se adaptar para produzir os efeitos esperados, principalmente no caso dos antibióticos.

“No caso de não tomar o antibiótico no horário certo, o ideal é ingerir imediatamente, assim que lembrar, pois o antibiótico fica concentrado na corrente sanguínea e vai combatendo, aos poucos, as bactérias. Quanto mais se demora a tomar a próxima dose, mais baixa fica a concentração da substância no sangue, já que o fígado vai eliminando seu excesso. Com isso, corre-se o risco de a bactéria ficar mais resistente. Se a indicação for tomar antibiótico de oito em oito horas e o paciente se lembrou com atraso, deve-se fazer uso do medicamento assim que a falha for notada e contar oito horas novamente a partir desse último horário”, explica.

Para facilitar a vida de quem precisa tomar muitos remédios por dia,  como é o caso de alguns idosos e de pessoas com doenças crônicas, o farmacêutico recomenda conversar com o médico para verificar o que pode ser feito, uma vez que, além do esquecimento, há o risco de confundir a dose, o horário e o modo correto de ingestão.

“Uma opção bastante interessante é a combinação de uma ou mais substâncias em uma só fórmula, reduzindo o número de tomadas ao longo do dia. Isso pode ser feito nas farmácias de manipulação, que personalizam a medicação de cada paciente. A decisão de combinar ou não diferentes substâncias, no entanto, só pode ser tomada pelo profissional da saúde, que irá avaliar, além das condições clínicas do paciente, um conjunto de diversos fatores, como horário em que o fármaco deve ser ingerido, riscos de interação, riscos de efeitos colaterais e aspectos farmacotécnicos”, afirma.

Interações

Miguel também alerta que alguns alimentos ou outras substâncias causam conflitos com medicamentos ingeridos em horários próximos.

“Existem antibióticos que podem ter a absorção diminuída se ingeridos junto com alimentos. Já outros devem ser tomados em jejum, mas é preciso seguir essa regra quando o médico orientar. Há antibióticos que devem ser ingeridos após as refeições para evitar que causem dor de estômago como efeito colateral. Por isso, deve-se seguir à risca as horas de intervalo indicadas pelo médico”, ensina.

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Pesquisa revela que maioria dos brasileiros se automedica

A Vale alugou uma fazenda para receber os animais resgatados após o rompimento da Barragem 1 da Vale em Brumadinho e criou uma estrutura para acolher e tratar animais de pequeno e grande porte resgatados na região. O Hospital de Campanha tem baias e área para bovinos, piquetes para ovinos e suínos, gradil para cães, área para animais silvestres e uma piscina para acomodar peixes. A empresa montou uma central de alimentação e medicação, que estará disponível enquanto os animais estiveram abrigados.

“No setor de grandes animais, contamos com apoio de intensivistas e plantonistas que atendem por 24 horas. Além disso, temos um setor de lavagem para receber os animais e um estoque de ração, grãos e forragem fresca, que é oferecida diariamente”, disse a responsável pelo Hospital de Campanha, a veterinária Mirella D’Ellia. Estão abrigados no hospital, até o momento, 16 cães, quatro aves, um bovino e um gato. Os animais, que chegaram sem grandes traumas e ferimentos, recebem avaliação e cuidados da equipe.

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De acordo com o médico veterinário e voluntário Alessandro Martins, o setor de terapia intensiva conta com equipamentos para monitoramento de coração e pressão arterial, assim como da função respiratória. Dois ventiladores mecânicos foram adquiridos para atender os casos mais graves. “Caso o animal apresente sangramento por perdas ou disfunções sanguíneas, nós temos um banco de sangue para realizar intervenções.”

Cerca de 40 profissionais trabalham no resgate da fauna local nas duas margens do Rio Paraopeba. A ação é coordenada pela equipe de biólogos da Vale, em parceria com o Conselho Regional de Medicina Veterinária, e conta com a mobilização de voluntários para auxiliar no recebimento dos animais.

Caso alguém tenha informações sobre animais em situação de risco e resgatados, a Vale incentiva que a população utilize os números 0800 0310831 (Alô Brumadinho), 0800 285 7000 (Alô Ferrovias) e 0800 821 5000, ou ligue para o Corpo de Bombeiros.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou dois novos medicamentos: o Kisqali (succinato de ribociclibe), indicado para o tratamento de câncer de mama localmente avançado ou metastático em mulheres na pós-menopausa; e o Cinqair (reslizumabe), indicado como terapia adjuvante de manutenção em pacientes adultos com asma grave.

De acordo com a Anvisa, o Kisqali será comercializado na forma de comprimido revestido, com concentração de 254,4 miligramas (mg) de succinato de ribociclibe (200 mg de ribociclibe), fabricado pela empresa Novartis Singapore Pharmaceutical Manufacturing PTE. LTD, em Cingapura. A detentora do registro no Brasil é a Novartis Biociências S.A.

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Já o Cinqair (reslizumabe) está enquadrado na categoria de produto biológico novo e é indicado, por exemplo, quando o quadro clínico for inadequadamente controlado com o uso de corticosteroides inalatórios, em doses médias a alta, associado a outro medicamento para tratamento de manutenção.

“O Cinqair (reslizumabe) não deve ser utilizado para tratar os sintomas agudos da asma ou exacerbações agudas. Também não é indicado para o alívio de broncoespasmos agudos ou estado de mal asmático”, informou a agência. O produto será fabricado pela Lonza Biologicals Inc., nos Estados Unidos, e a detentora do registro no Brasil é a empresa Teva Farmacêutica Ltda.

Imagina a força de uma mãe ao saber que terá que iniciar uma longa batalha ao descobrir já tardiamente, aos quase 4 anos de idades, que a sua filha possui uma doença severa: a Atrofia Muscular Espinhal (AME), que faz com que o portador vá perdendo progressivamente os movimentos do corpo com o passar dos anos quando não tratada.

Agora, imagine a mesma mãe descobrir, 13 anos depois, a mesma doença na sua segunda gestação. Esse caso que parece difícil, no primeiro momento, para qualquer progenitora, aconteceu com Marli Gualberto, moradora de Belo horizonte, em Minas Gerais, que trava uma luta diária em prol dos dois filhos: Gabi, hoje com 17 anos, e Caio, que vai completar 4 anos no próximo mês. 

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Marli, em entrevista concedida ao LeiaJá, conta como fez a primeira descoberta. “A Gabi caía muito, foi quando comecei a perceber os atrasos aos 4 anos. Naquela época não tinha tratamento, o único que tinha era a fisioterapia respiratória”, lembra. Depois de longos 13 anos, ela decicidiu engravidar de novo, mesmo sabendo que a doença denegenerativa tinha ligação com a genética. No entanto, ao procurar um médico, fez todos os exames e o mesmo garantiu que o que houve com Gabriela foi uma mutação, ou seja, que Marli poderia engravidar tranquilamente sem a possibilidade de ocorrer novamente, mas não foi o que aconteceu. 

“Eu fui liberada para engravida, foi algo tranquilo e uma gestação planejada. Mas, quando Caio estava já para completar um ano, eu vi que ele era molinho, que não ficava em pé. Foi quando procurei o médico, que confirmou o mesmo diagnóstico da Gabi”, recordou. 

A AME possuid diversos tipos: o mais grave [tipo 1] é quando o recém-nascido geralmente já nasce e precisa ficar entubado e se alimentando por meio de sonda. O de Gabi e Caio é o tipo 2. Ela já está na cadeira de rodas desde os cinco anos, mas a família quer esperar mais para que Caio use uma. 

Força de vontade

Marli conta que a força para continuar vem dos próprios filhos, os quais afirma serem abençoados. “Eu vejo a alegria do Caio, um amor, algo fora do normal, ele contagia qualquer um e a força de vontade da Gabi, que não reclama. É uma menina diferenciada, uma pré-adolescente amada e muito positiva. A cabeça dela é muito boa mesmo diante de todas as dificuldades e agora ela sabe que com um novo tratamento que surgiu pode ter uma melhor qualidade de vida. A família também é muito importante, mas a principal força vem de Deus. Por eles, a gente acaba aguentando e correndo atrás dos desejos deles”, desabafa.

Marli também disse que deixou de pensar no que pode acontecer com os seus filhos no futuro para se dedicar ao hoje. “Eu vivo o agora desejando uma melhor qualidade de vida para eles. Lógico que penso no futuro, mas quero aproveitar o agora ao lado deles. A gente nunca pode desistir de um filho. Então, se eu não posso desistir de lutar, eu vou até o fim por eles. Desistir jamais até porque eu fui presenteada duas vezes. Não é para qualquer um. Eu fui escolhida para ser mãe de dois filhos especiais. Se eu fui escolhida duas vezes, desistir jamais. Vou fazer de tudo”, afirmou com entusiasmo. 

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Uma esperança cara

Uma medicação descoberta em dezembro de 2016, nos Estados Unidos, chamada Spinraza deu uma esperança para as famílias que passam por essa situação: conter os avanços da doença e promete voltar a recuperar a força muscular perdida. No primeiro ano, são necessários seis doses do remédio. No entanto, o valor é milionário: o tratamento completo com as seis doses custa um total de R$ 3 milhões. No caso da família de Marli, eles precisam no primeiro momento o dobro: R$ 6 milhões para que a substância possa ser aplicada nos dois. 

Marli contou que a notícia deixou toda a família muito feliz e uma motivação maior para correr atrás de todas as formas possíveis: um pedido já está na Justiça em andamento e outra forma é buscando ajuda da população para arrecadar fundos necessários. “É um remédio introduzido na Vertical e faz uma cópia perfeita do cromossomo danificado. Quanto antes eles conseguirem, melhor. A gente luta todos os dias pela qualidade de vida deles”.

Para arrecadar o valor, o percurso ainda vai ser longo. Até o momento, mesmo com a campanha #AmeGabieCaio, eles só conseguiram cerca de R$ 70 mil. “Acho que a gente não pode desistir dos nossos sonhos, muito menos dos nossos filhos. Eu acho que, nesse mundo louco, cheio de roubalheira, acho que o brasileiro ajuda e abraça a causa sim. Se todo mundo ajudar com qualquer valor que seja, eu acho que já é muito. Essa corrente do bem é o que a gente precisa”. 

Um das pessoas que está apoiando a campanha é o Padre Fábio de Melo, que já chegou a publicar no seu Instagram a história de vida e de superação da família. “Eu trabalho em uma agência de turismo onde a diretora o conhece. Ele veio até a agência e eu pedi para ele ajudar a divulgar por ser uma pessoa muito querida e com muitos seguidores e ele fez isso. É uma pessoa com o coração gigantesco. Eu não tenho palavras para expressar o carinho que senti pela sua atitude”. 

Quem quiser conhecer mais a história dos meninos acesse o Instagram  @amegabiecaio

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Um novo tratamento experimental para retardar os danos do Mal de Alzheimer se mostrou promissor em estudos iniciais em camundongos e macacos, e "merece ser investigado" em humanos, disseram cientistas americanos nesta quarta-feira.

O método consiste em injetar no líquido cefalorraquidiano um composto sintético que reduz a quantidade da proteína tau, cuja acumulação anormal no cérebro caracteriza o Mal de Alzheimer e outras doenças neurodegenerativas.

"Demonstramos que esta molécula reduz os níveis da proteína tau, prevenindo e, em alguns casos, revertendo o dano neurológico", disse o autor principal do estudo, Timothy Miller, professor de neurologia na Escola de Medicina da Universidade de Washington em St. Louis, Missouri.

A molécula, conhecida como um oligonucleotídeo anti-sentido, se dirige às instruções genéticas para a produção da tau antes que esta seja formada, segundo o estudo publicado na revista científica Science Translational Medicine. "Esta molécula é a primeira capaz de reverter os danos no cérebro que resultam da acumulação da proteína tau, e tem um potencial terapêutico em humanos", afirmou Miller.

Mais pesquisas são necessárias para determinar se o composto é seguro em humanos, e se funciona da mesma forma em pessoas e animais. "Mas tudo o que vimos até agora aponta que vale a pena investigar isso como um potencial tratamento para pessoas", disse Miller. Para este estudo, os cientistas utilizaram ratos geneticamente modificados para desenvolver uma agregação da proteína tau no cérebro similar à encontrada nos humanos.

Os ratos receberam doses do composto quando tinham seis meses de idade, e a partir dos nove meses o tratamento foi retomado durante 30 dias. Foram detectadas menos proteínas tau no cérebro dos camundongos de 12 meses tratados, em comparação com os ratos de nove meses não tratados, o que sugere que o tratamento não só deteve a acumulação desta proteína, senão que também a reverteu.

Além disso, com o tratamento com o oligonucleotídeo, a deterioração do hipocampo - a parte do cérebro determinante para a memória - e a destruição dos neurônios foram interrompidas e os ratos viveram em média 36 dias a mais que os que não receberam a molécula.

As autoridades americanas aprovaram recentemente tratamentos com moléculas de oligonucleotídeos para duas doenças neuromusculares: a distrofia muscular de Duchenne e a atrofia muscular espinhal. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, mais de 36 milhões de pessoas sofrem de demência em todo o mundo, na maioria dos casos Alzheimer.

De janeiro a agosto deste ano, o Centro de Assistência Toxicológica de Pernambuco (Ceatox-PE) registrou 588 casos de intoxicação por medicamentos. Em relação ao mesmo período do ano passado, quando 373 casos foram atendidos pela central telefônica do órgão, isso representa um aumento de 57%.

Também houve um aumento de 55% em ocorrências envolvendo exclusivamente crianças, de 0 a 9 anos, e adolescentes, de 10 a 19 anos. O número pulou de 223, em 2015, para 347, em 2016. “Os pais ou responsáveis precisam saber que deixar remédios em locais de fácil acesso, como criados-mudo ou balcão do banheiro, pode ser um sério risco para esse público, principalmente as crianças, que podem confundir com confeitos”, analisa a pediatra e coordenadora do Ceatox-PE, Lucineide Porto.

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De acordo com Lucineide, também é preciso reforçar o alerta para não se medicar sem a orientação de um médico ou com o uso de uma dosagem errada. Os medicamentos ainda devem ser armazenados em locais altos ou em recipientes traçados. Outra recomendação é que os remédios permaneçam armazenados em suas embalagens originais.

Em caso de intoxicação, a população e os profissionais de saúde podem tirar dúvidas na central telefônica do Ceatox, no 0800 722 6001, que funciona 24 horas por dia. De acordo com a coordenadora do centro, não se deve forçar o vômito ou usar fórmulas caseiras para resolver a situação. 

Com informações da assessoria

O Ministério Público Federal em (MPF) em Pernambuco determinou, em decisão judicial de caráter liminar, o fornecimento de remédio à base de canabidiol para criança com quadro de intensa epilepsia. A informação foi divulgada nesta terça-feira (9) e consta da 23ª Vara Federal do Estado. O medicamento importado Hemp Oil deve ser fornecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

De acordo com a liminar, o Estado de Pernambuco e a União têm até 30 dias para disponibilizar a medicação; caso contrário, terão multas diárias de R$ 2 mil. A família da criança de cinco anos, moradora do município de Jupi, no Agreste pernambucano, afirmou à Justiça que o paciente sofreu 134 convulsões, entre 20 de fevereiro e 6 de março deste ano. Segundo laudo médico – que orientou a ação do MPF – a criança sofre da síndrome de West, tipo raro de epilepsia, cujas medicações já tomadas não surtiram efeito satisfatório. 

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Caso haja empecilhos na importação do remédio, o Governo do Estado e a União podem depositar, em conta judicial, a quantia devida para a compra dos medicamentos correspondentes aos três primeiros meses. A cada 90 dias, o Ministério Público Federal deve apresentar novo relatório clínico para demonstrar a situação da criança. 

A mãe da criança, inclusive, já recorreu à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em março, com pedido para liberar a importação do canabidiol (autorizado em maio). Porém, o custo é alto e a família não tem condições de arcar: a importação das doses necessárias podem atingir a quantia de R$ 41 mil por ano. Derivado da Cannabis sativa (planta da maconha), o composto auxilia no tratamento de problemas clínicos como epilepsia, esclerose múltipla e até mesmo câncer. 

Este é o segundo caso público de autorização do uso do canabidiol em pacientes de Pernambuco. No final de 2014, a família de Maycon Cavalcanti Alcântara, de cinco anos, conseguiu na Justiça o direito de receber do Governo, gratuitamente, o medicamento. Na época, os familiares da criança disseram que, quando usaram o remédio, a criança só teve duas convulsões em 15 dias, mostrando a eficácia do produto.  

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