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O Papa Francisco aceitou, nesta quarta-feira (4), a renúncia do bispo Richard Malone, da diocese de Buffalo, nos Estados Unidos, envolvido em um escândalo por encobrir crimes de pedofilia em sua diocese.

A renúncia foi anunciada com uma breve nota oficial do Vaticano, na qual as razões de sua partida não são especificadas.

Malone, de 73 anos, juntamente com uma delegação de bispos americanos, se reuniu no mês passado com o papa no Vaticano.

A diocese de Buffalo, no estado de Nova York, admitiu em outubro de 2018 estar no centro de uma investigação judicial por mais de 200 denúncias de abuso sexual de menores.

Segundo fontes religiosas, Malone apresentou sua renúncia faltando dois anos para completar 75 anos, a idade obrigatória para aposentadoria, depois de ter sido informado dos resultados de uma investigação da Santa Sé sobre a diocese e sua gestão dos crimes.

Desde que foi eleito em 2013, Francisco está comprometido com a limpeza da Igreja Católica, atormentada por escândalos de pedofilia cometidos por décadas e ocultados por sua hierarquia.

O papa Francisco culpou "governos fracos" pela tensão social que atinge diversos países da América Latina. A declaração foi dada nesta terça-feira (26), durante coletiva de imprensa em seu voo de retorno do Japão, em resposta aos jornalistas sobre os conflitos em países como Bolívia, Chile, Colômbia e Nicarágua.

"Há governos fracos, muito fracos, que não conseguiram promover ordem e paz, por isso se cria essa situação", disse o Papa, sem citar casos específicos, segundo o jornal argentino Clarín.

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A América Latina vive uma onda de agitação social que também já chacoalhou Venezuela, Equador, Peru e Haiti. Sobre o caso do Chile, tido como país mais estável da região, Francisco admitiu estar "assustado".

"O país acaba de sair do problema dos abusos, que nos fez sofrer tanto, e agora tem esse problema que não entendemos. O Chile está em chamas", acrescentou. As manifestações na nação andina já contabilizam mais de 20 mortos e mais de 200 pessoas que perderam a vista total ou parcialmente em disparos de balas de borracha e esferas de chumbo por parte das forças de segurança.

Jorge Bergoglio, primeiro Papa latino-americano, também recomendou "diálogo" e "análise" para acalmar as crises na região. "É preciso relativizar as coisas e convidar ao diálogo, à paz, para que se resolva os problemas", disse.

Da Ansa

O Papa Francisco retornou nesta terça-feira (26) à Roma, após uma viagem ao Japão onde fez críticas à bomba atômica e expressou dúvidas sobre o uso civil da energia nuclear. O principal momento da viagem de quatro dias foi o emotivo encontro em Nagasaki e Hiroshima com os sobreviventes das bombas atômicas lançadas sobre estas cidades em 1945.

Francisco chamou de "crime" o uso da energia atômica para fins militares e condenou a ideia de que a bomba atômica pode dissuadir os ataques.

O pontífice cumprimentou um por um os sobreviventes dos ataques a Hiroshima e Nagasaki, conhecidos como "hibakusha".

"Aqui, de tantos homens e mulheres, dos seus sonhos e esperanças, no meio de um clarão de relâmpago e fogo, nada mais ficou além de sombra e silêncio", afirmou o papa em Hiroshima, onde em 6 de agosto de 1945 foi lançada pelos Estados Unidos uma bomba atômica pela primeira vez na história.

A denúncia do horror da guerra e das armas é um discurso recorrente dos papas.

Mas uma rejeição clara à teoria da dissuasão nuclear constitui uma ruptura com o passado. Na ONU em 1982, João Paulo II definiu esta doutrina como um mal necessário "nas condições atuais".

Francisco critica de forma geral "a corrida armamentista, que desperdiça recursos preciosos". Durante a visita, o pontífice ouviu os depoimentos de sobreviventes das bombas atômicas, que falaram sobre as terríveis sequelas físicas e psicológicas.

Na segunda-feira, o papa consolou as vítimas da catástrofe de 11 de março de 2011 no nordeste do Japão, que chamou de "desastre triplo" (terremoto, tsunami, acidente nuclear).

Na data, um terremoto submarino provocou uma onda gigante que matou mais de 18.500 pessoas e atingiu a central de Fukushima, o que gerou o pior acidente nuclear da história depois de Chernobyl (Ucrânia) em 1986.

Francisco citou a preocupação com o uso da energia atômica e pediu uma mobilização maior para ajudar as 50.000 pessoas desabrigadas pela contaminação nuclear na região.

Na segunda-feira, ele teve um encontro com jovens, celebrou uma missa para 50.000 pessoas em Tóquio e se reuniu com o novo imperador do Japão, Naruhito, assim como o primeiro-ministro japonês Shinzo Abe.

Apesar de sua oposição à pena de morte, Francisco não disse nada sobre o tema de forma pública, durante a viagem ao Japão, onde a pena capital ainda é praticada.

Na viagem pela Ásia, o líder da Igreja Católica também visitou a Tailândia, um país que, como o Japão, possui uma comunidade católica ultraminoritária (menos de 0,6% da população nas duas nações).

A viagem do papa Francisco ao Japão, país que ele sonhava visitar desde jovem, foi marcada pelas comoventes recordações dos bombardeios nucleares de 1945, mas também por momentos divertidos e algumas surpresas.

- Selfie da alma -

Diante dos jovens em Tóquio, o papa, 82 anos, que falou em espanhol, improvisou, brincou e em alguns momentos perguntou: "Estão ficando entediados com o discurso ou posso continuar?". Ele pediu às novas gerações que não olhem demais para o espelho e comentou que "já inventaram muitas coisas, mas graças a Deus as selfies da alma ainda não existem".

- Traje japonês -

Quando recebeu uma jaqueta colorida conhecida como "happi" no Japão, que costuma ser usada durante festividades públicas, com seu retrato nas costas entre flores de cerejeira e a mensagem "Te amamos" em espanhol, ele ficou tão feliz que a colocou sobre sua batina branca e levantou o polegar na direção ao público como gesto de aprovação.

- Sol e sombra -

O papa suportou todos os climas que o Japão pode oferecer. Ele foi recebido na chegada, no sábado, por um clima úmido e rajadas de vento que agitavam sua batina. Trovões e raios precederam seu discurso no domingo em Nagasaki. O pontífice foi protegido por um exército de guarda-chuvas e falou sob uma lona transparente.

Diante do monumento, Francisco rezou ao ar livre e sua cabeça inclinada, molhada pela chuva, foi uma das imagens do dia. Algumas horas mais tarde, o clima mudou por completo e a multidão que acompanhou a missa em um estádio de beisebol de Nagasaki teve de se proteger do sol.

- Emoção -

Na segunda-feira em Tóquio, um jovem de 17 anos contou a triste experiência de quando foi retirado com sua família de Fukushima e de como sofreu com o bullying de colegas adolescentes, a ponto de pensar em suicídio. Com voz forte, mas emocionado, Matsuki Kamoshita pediu aos adultos que nunca mais escondam de sua geração os horrores de uma catástrofe nuclear: "Não quero que morram sem reconhecer nada", disse. Ao final do discurso, o pontífice teve uma longa conversa com o jovem, que abraçou o papa de modo espontâneo.

- Como uma estrela de rock -

Ao entrar de papamóvel no estádio Tokio Dome, onde era esperado por 50.000 pessoas, o pontífice saudou a multidão, sorridente, e recebeu os bebês que os guarda-costas apresentavam para beijá-los na testa.

Ao descer do veículo, Francisco foi 'atacado' por fiéis que o cercaram. "Agenda pesada para o papa rock-star", escreveu em sua manchete o jornal Nikkan Sports.

O papa Francisco retornou nesta terça-feira para Roma após uma viagem ao Japão, onde fez críticas à bomba atômica e expressou dúvidas sobre o uso civil da energia nuclear.

O principal momento da viagem de quatro dias foi o emotivo encontro em Nagasaki e Hiroshima com os sobreviventes das bombas atômicas lançadas sobre estas cidades em 1945.

Francisco chamou de "crime" o uso da energia atômica para fins militares e condenou a ideia de que a bomba atômica pode dissuadir os ataques.

O pontífice cumprimentou um por um os sobreviventes dos ataques a Hiroshima e Nagasaki, conhecidos como "hibakusha".

"Aqui, de tantos homens e mulheres, dos seus sonhos e esperanças, no meio de um clarão de relâmpago e fogo, nada mais ficou além de sombra e silêncio", afirmou o papa em Hiroshima, onde em 6 de agosto de 1945 foi lançada pelos Estados Unidos uma bomba atômica pela primeira vez na história.

A denúncia do horror da guerra e das armas é um discurso recorrente dos papas.

Mas uma rejeição clara à teoria da dissuasão nuclear constitui uma ruptura com o passado. Na ONU em 1982, João Paulo II definiu esta doutrina como um mal necessário "nas condições atuais".

Francisco critica de forma geral "a corrida armamentista, que desperdiça recursos preciosos".

Durante a visita, o pontífice ouviu os depoimentos de sobreviventes das bombas atômicas, que falaram sobre as terríveis sequelas físicas e psicológicas.

Na segunda-feira, o papa consolou as vítimas da catástrofe de 11 de março de 2011 no nordeste do Japão, que chamou de "desastre triplo" (terremoto, tsunami, acidente nuclear).

Na data, um terremoto submarino provocou uma onda gigante que matou mais de 18.500 pessoas e atingiu a central de Fukushima, o que gerou o pior acidente nuclear da história depois de Chernobyl (Ucrânia) em 1986.

Francisco citou a preocupação com o uso da energia atômica e pediu uma mobilização maior para ajudar as 50.000 pessoas desabrigadas pela contaminação nuclear na região.

Na segunda-feira, ele teve um encontro com jovens, celebrou uma missa para 50.000 pessoas em Tóquio e se reuniu com o novo imperador do Japão, Naruhito, assim como o primeiro-ministro japonês Shinzo Abe.

Apesar de sua oposição à pena de morte, Francisco não disse nada sobre o tema de forma pública, durante a viagem ao Japão, onde a pena capital ainda é praticada.

Na viagem pela Ásia, o líder da Igreja Católica também visitou a Tailândia, um país que, como o Japão, possui uma comunidade católica ultraminoritária (menos de 0,6% da população nas duas nações).

O papa Francisco ressaltou nesta segunda-feira (25) que o uso da energia atômica gera "preocupação" e pediu uma mobilização maior para as vítimas do terremoto, tsunami e da catástrofe nuclear de 2011 no Japão.

No terceiro dia da viagem ao país asiático, Francisco ouviu os depoimentos das vítimas do terremoto submarino de 9,0 graus de magnitude de 11 de março de 2011 que provocou uma onda gigante no nordeste do Japão, o que matou mais de 18.500 pessoas.

A onda atingiu a central nuclear de Fukushima e provocou o pior acidente nuclear desde o de Chernobyl (Ucrânia) em 1986. O pontífice agradeceu a todas as pessoas que "se mobilizaram imediatamente depois dos desastres, para apoiar as vítimas".

"Uma ação que não pode ser perdida no tempo e desaparecer depois do choque inicial, e sim que devemos perpetuar e sustentar", declarou, ao recordar as "mais de 50.000 pessoas que foram retiradas, atualmente em casas temporárias, ainda sem condições de retornar para seus lares".

Quase 470.000 habitantes tiveram que abandonar suas casas nos primeiros dias da catástrofe, incluindo 160.000 na área das duas centrais nucleares em Fukushima. Além das vítimas do tsunami, as autoridades reconhecem mais de 3.700 mortes em consequência da deterioração das condições de vida dos afetados.

"A situação implica, com bem destacaram meus irmãos bispos no Japão, a preocupação pelo uso contínuo da energia nuclear", declarou o papa.

Os bispos japoneses "pediram a abolição das centrais nucleares", ressaltou.

Em 2016, a Conferência Episcopal do Japão fez um apelo ao mundo para o fim da produção de energia nuclear.

"O que o Japão viveu após a catástrofe de Fukushima nos mostra que devemos informar ao mundo sobre os perigos da produção de energia nuclear e pedir sua abolição", escreveram na época os bispos japoneses.

"Nossa era sente a tentação de fazer do progresso tecnológico a medida do progresso humano", disse Francisco.

"É importante, em momentos como este, fazer uma pausa e refletir sobre que somos e, talvez de maneira mais crítica, sobre quem queremos ser", completou.

O sumo pontífice também pediu a tomada de decisões corajosas sobre a exploração dos recursos naturais, sobretudo das futuras fontes de energia.

Depois do encontro com as vítimas de Fukushima, o papa se reuniu novamente com o imperador Naruhito no palácio imperial. Em seguida teve um encontro com jovens na catedral de Santa Maria de Tóquio.

Ainda nesta segunda-feira celebrará uma missa e terá uma reunião com o primeiro-ministro Shinzo Abe.

Os sobreviventes do primeiro ataque nuclear da história, em 6 de agosto de 1945, em Hiroshima, descreveram neste domingo as "cenas do inferno" que haviam testemunhado diante do papa Francisco, que veio ao Japão para pregar o desarmamento nuclear.

Yoshiko Kajimoto era um estudante de 14 anos, a 2,3 km do hipocentro (o ponto zero da explosão), trabalhando ao amanhecer em uma fábrica de motores de aeronaves, quando a bomba caiu sobre Hiroshima, às 08H15. Ele viu uma luz azul através da janela, depois a escuridão na fábrica destruída e depois desmaiou.

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Em meio a um cenário de desolação que recupera a consciência, numa noite em plena luz do dia e "um cheiro de peixe podre".

"Comecei a andar e vi pessoas andando ao meu lado como fantasmas, pessoas cujo corpo todo estava tão queimado que eu não conseguia distinguir entre homens e mulheres. Com cabelos desarrumados, rosto inchado que parecia ter o dobro do tamanho normal e lábios pendurados, levavam nas pedaços de pele queimada. Ninguém neste mundo pode imaginar uma cena tão infernal ", disse ao papa.

"Nos dias seguintes a fumaça branca reinava em todas partes. Hiroshima havia se transformado num crematório". Cerca de 140 mil pessoas morreram no ato e nos meses seguintes.

Felizmente, a adolescente encontrará seu pai que a procurou incansavelmente por três dias, mas um ano e meio depois vomita sangue e morre, uma consequência dos efeitos da radiação. Sua mãe terá que suportar a "doença da bomba atômica" por 20 anos e até sua morte prematura.

Sem a maioria de seus amigos, que morreram devido aos efeitos das armas nucleares, Yoshiko Kajimoto sofre de leucemia e câncer, que lhe custou a remoção de dois terços do estômago.

"Estou trabalhando duro para testemunhar que não devemos usar essas bombas atômicas aterrorizantes ou permitir que alguém sofra tais sofrimentos", explicou ao pontífice.

Já Koji Hosokawa, que tinha 17 anos em 1945 e estava a 1,3 km do hipocentro, não teve como comparecer à cerimônia. Em sua mensagem lida diante do Papa, ele se referia aos sofrimentos físicos de pessoas que como ele sobreviveram e também aos "preconceitos" que os isolam.

"Acho que todos deveriam estar cientes de que bombas atômicas foram lançadas não em Hiroshima e Nagasaki, mas em toda a humanidade", escreveu este sobrevivente.

No início deste domingo, Francisco viajou para Nagasaki, atingida por uma segunda bomba nuclear americana três dias após Hiroshima. Lá, ele também conheceu os "Hibakusha", os sobreviventes da esplosão, e mencionou o "horror indescritível" vivenciado pelas vítimas.

O papa Francisco chamou, neste domingo (24), de "crime" o uso da energia atômica para fins militares e denunciou a lógica da dissuasão nuclear, durante visitas a Nagasaki e Hiroshima, cidades japonesas atingidas pela bomba atômica.

"O uso da energia atômica para fins militares é hoje, mais do que nunca, um crime, não apenas contra o homem e sua dignidade, mas também contra qualquer possibilidade de futuro em nossa casa comum", declarou Francisco em uma mensagem pronunciada no Memorial da Paz de Hiroshima, não muito longe de onde a bomba americana caiu em 6 de agosto de 1945.

Mais cedo esta manhã, ele rejeitou em Nagasaki, atingida três dias depois por uma segunda bomba A, a doutrina segundo a qual possuir armas nucleares para dissuadir ataques é o caminho para garantir a paz.

Uma "falsa segurança" que envenena as relações entre os povos, lançou na cidade da ilha de Kyushu, no sudoeste do Japão, onde suas palavras foram ouvidas por sobreviventes do bombardeio em que ao menos 74.000 pessoas morreram.

"A verdadeira paz só pode ser uma paz desarmada", declarou ele mais tarde em seu discurso em Hiroshima, onde pelo menos 140.000 pessoas morreram na manhã do ataque e nos meses seguintes.

- "Viver, morrer de forma humana" -

O horror da guerra e das armas, um grito recorrente do argentino Jorge Bergoglio, é uma continuação dos papas que o precederam.

Mas uma clara rejeição à teoria da dissuasão nuclear é uma ruptura com o passado. Diante das Nações Unidas em 1982, João Paulo II definiu essa doutrina como um mal necessário "nas condições presentes".

A Santa Sé ratificou em 2017 o Tratado de Proibição de Armas Nucleares (TIAN). Dois anos atrás, em um simpósio no Vaticano, Francisco havia condenado a "posse" de armas nucleares e a "ameaça de seu uso". Porque, para ele, as relações internacionais não podem se basear em intimidações militares.

O papa também se revoltou neste domingo contra toda a cadeia de armas: "A fabricação, modernização, manutenção e venda de armas cada vez mais destrutivas são um ultraje contínuo para o céu".

Ele se encontrou com sobreviventes, chamados "hibakusha" no Japão, e prestou homenagem à "força e dignidade" daqueles que sofreram em seus corpos "os sofrimentos mais atrozes" e "em seus espíritos, os germes da morte".

"Minha mãe e minha irmã mais velha foram mortas, carbonizadas. E, mesmo que você sobrevivesse, não poderia mais viver ou morrer como ser humano (...) Esse é o horror das armas nucleares", explicou à imprensa Sakue Shimohira, de 85 anos, que entregou ao papa um buquê de flores brancas em Nagasaki, em frente ao principal monumento do "parque da paz", local central do impacto da bomba atômica.

- 440.000 católicos -

"Este país conheceu como poucos o nível de destruição que o ser humano é capaz", disse o papa em sua homilia durante uma missa ao ar livre celebrada diante de 35.000 pessoas em um estádio de beisebol em Nagasaki.

O Japão, dotado de uma Constituição pacifista ditada pelos ocupantes americanos após a Segunda Guerra Mundial, também adotou em 1967 os princípios de "não produzir, deter ou introduzir em seu território armas nucleares".

Ainda assim, o país depende do guarda-chuva nuclear dos Estados Unidos para sua segurança.

Em um segundo discurso em Nagasaki, antes da missa, Francisco prestou homenagem aos primeiros missionários japoneses e "mártires" dos séculos XVI e XVII, "uma fonte profunda de inspiração e renovação" para ele em sua juventude, e recordou a necessidade de garantir a liberdade religiosa para todos.

Apenas 440.000 japoneses são católicos, de uma população total de 126 milhões. ​Francisco também se encontrará na segunda-feira com vítimas do terremoto de magnitude 9 no nordeste do Japão e do tsunami, que matou 18.500 pessoas em 11 de março de 2011, um desastre natural seguido pelo desastre nuclear de Fukushima.

Depois de passar pela Tailândia, o Papa Francisco chegou ao Japão no sábado (23), onde planeja enviar uma forte mensagem no domingo (24) aos mártires de Nagasaki e Hiroshima em favor da eliminação de armas nucleares.

O avião papal pousou no aeroporto de Tóquio procedente de Bangkok. O pontífice argentino de 82 anos expressou repetidamente seu fascínio pelo Japão, um país onde ele queria ser como missionário quando jovem, embora uma operação no pulmão tenha feito desistir de seu sonho.

O ponto forte de sua agenda de quatro dias no país será um dia de maratona no domingo em Nagasaki (sudoeste) e Hiroshima (oeste), onde em 1945 duas bombas atômicas dos Estados Unidos deixaram 74.000 e 140.000 mortos, respectivamente.

O papa planeja lançar um apelo vigoroso a favor da eliminação total de armas químicas.

"Rezo com vocês para que o poder destrutivo das armas nucleares nunca mais seja liberado na história da humanidade. O uso de armas nucleares é imoral", disse o papa em um vídeo dirigido aos japoneses e divulgado poucas horas antes de sua viagem.

"O Japão está ciente do sofrimento causado pela guerra", disse o líder de 1,3 bilhão de católicos, que alegou a necessidade de "respeito mútuo para defender a paz".

sde-cm-ric-etb/ob/mar/bl/cn

O papa Francisco fez um apelo contra a escravidão e a manipulação cultural dos jovens, ao discursar nesta sexta-feira (22) na Tailândia. Em uma conferência religiosa em Bangcoc, o argentino Jorge Mario Bergoglio disse que existe "uma tendência crescente de desacreditar os valores e as culturas locais para a imposição de um modelo único".

"Assistimos a uma 'homogeneização' dos jovens, a uma tentativa de dissolver as próprias diferenças dos locais de origem e a transformá-los em sujeitos manipulados produzidos em série", criticou. "Assim, produz-se uma destruição cultural que é tão grave quanto a extinção das espécies animais e vegetais".

    Em outro compromisso, na Universidade de Chulalongkorn, também na capital tailandesa, o Papa focou seu discurso no combate à escravidão. "É preciso colocar fim a tantos tipos de escravidão que persistem nos dias atuais. Penso principalmente no flagelo do tráfico humano", destacou. Francisco cumpriu nesta sexta-feira (22) o seu segundo dia de agenda na Tailândia.

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O líder católico está em uma viagem oficial de uma semana pela Ásia, que será concluída no Japão. Pela manhã, ele também visitou o santuário do beato Nicholas Bunkerd Kitbamrung, considerado o primeiro mártir da Tailândia, no vilarejo católico de Wat Roman em Tha Kham. No local, Bergoglio se reuniu com sacerdotes, seminaristas e bispos, e falou sobre desigualdade econômica e social.

    "Desejo apoiar e encorajar tantos de vocês que, diariamente, gastam a própria vida servindo Jesus através dos seus irmãos, e a tantos de vocês que veem beleza onde outros veem somente desprezo, abandono e um objeto sexual para explorar", afirmou o Papa. "Vocês vivem em um continente multicultural e religioso, dotado de grande beleza e prosperidade, mas provado pela pobreza e pela exploração em vários níveis", disse Francisco.

"Os rápidos progressos tecnológicos podem abrir imensas possibilidades para facilitar a vida, mas também dão espaço para um crescente consumismo e materialismo, especialmente entre os jovens", destacou. A agenda de Francisco foi encerrada com uma missa em Bangcoc que reuniu cerca de 10 mil pessoas, de acordo com as autoridades locais.

Da Ansa

O papa Francisco lamentou nesta quinta-feira (21)os estragos da prostituição de mulheres e crianças em uma missa na Tailândia para 60.000 fiéis, após uma série de encontros com o rei e o patriarca dos budistas. O pontífice, sorridente mas visivelmente cansado, cumprimentou os católicos a bordo do papamóvel, sendo aclamado pela multidão.

A comunidade católica da Tailândia, que representa apenas 0,6% da população (menos de 400.000 pessoas), nasceu no século XVI com a chegada de missionários jesuítas. A última vez que um papa visitou o país foi em 1984, com João Paulo II.

"Penso especialmente nos meninos, meninas e mulheres, expostos à prostituição e ao tráfico, desfigurados em sua dignidade mais autêntica; naqueles jovens escravos das drogas", disse Francisco em sua homilia.

O papa, que usava um casaco dourado feito em um convento de Bangcoc, também recordou os "migrantes despojados de sua casa" e pediu que fossem tratados com misericórdia, porque "eles fazem parte de nossa família".

Na parte da manhã, ele já havia feito um apelo por proteção à dignidade das crianças, vítimas de exploração sexual em vários pontos do sudeste asiático.

"É necessário garantir a nossos filhos um futuro digno", disse o pontífice, em referência aos mais "vulneráveis, maltratados e expostos a todas as forças de exploração, escravidão, violência e abuso".

As declarações foram feitas no momento em que a assinatura da Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança e Adolescente completa 30 anos.

Três décadas depois, o sudeste asiático ainda tem muitos casos de exploração sexual dos mais jovens. Na região, quase 70% das vítimas de maus-tratos com objetivo de exploração sexual são menores de idade, afirma o relatório mais recente do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime.

Dezenas de milhares de crianças são exploradas por sistemas de câmeras de vídeo on-line, especialmente nas Filipinas, mas também na Indonésia, Camboja e Tailândia.

Diante do primeiro-ministro Prayut Chan-O-Cha, o papa elogiou os esforços da Tailândia para tentar "eliminar este flagelo".

A posse de pornografia infantil é considerada um delito desde 2015 no reino. No mesmo ano, o país criou uma unidade especial para investigar a exploração de crianças na internet.

- Ampla maioria budista -

O pontífice também abordou um de seus temas favoritos, o desafio migratório, que considera "um dos principais problemas morais que nossa geração enfrenta".

Francisco deseja ainda incluir na agenda da viagem a bandeira do diálogo inter-religioso. Ele elogiou uma "nação multicultural e diversa, que mostra respeito e estima pelas diferentes culturas e grupos religiosos".

O papa, 82 anos, fervoroso defensor do diálogo entre religiões, se reuniu com o 20º patriarca supremo, Somdej Phra Maha Muneewong, em um dos locais mais simbólicos do budismo, religião praticada por mais de 95% dos habitantes do reino.

Antes de entrar no templo histórico do patriarca de Bangcoc, Francisco tirou os sapatos.

Descalço e envolvido em um tradicional manto "jee worn", o papa ouviu atentamente as palavras do patriarca.

"Desde a chegada do cristianismo à Tailândia, há quatro séculos e meio, os católicos, mesmo sendo um grupo minoritário, desfrutam de liberdade na prática religiosa e por muitos anos vivem em harmonia com seus irmãos e irmãs budistas", disse o papa.

Depois do encontro com o primeiro-ministro Prayut Chan-O-Cha, o pontífice se reuniu com o rei da Tailândia, Maha Vajiralongkorn, que assumiu o trono após a morte de seu pai, Bhumibol Adulyadej, em 2016.

O monarca - um dos homens mais ricos do mundo e protegido por uma draconiana lei que pune severamente qualquer crítica a seu respeito - é o responsável por garantir a unidade do reino, cenário de 12 golpes de Estado desde 1932.

Durante a visita, Francisco também terá um encontro em um hospital com cinco crianças de Khlong Toei, o maior bairro pobre de Bangcoc, onde vivem 100.000 pessoas.

Ele permanecerá no país até sábado, quando viajará ao Japão, a segunda etapa da visita ao continente, com elevado peso político e simbólico, pois visitará Nagasaki e Hiroshima, onde há 74 anos as bombas atômicas americanas provocaram 74.000 e 140.000 mortes, respectivamente.

O papa Francisco fez um apelo nesta quinta-feira (21) na Tailândia por proteção à dignidade das crianças, vítimas de exploração sexual em vários pontos do sudeste asiático, antes de uma reunião com o rei do país e da celebração de uma missa para dezenas de milhares de fiéis.

"É necessário garantir a nossos filhos um futuro digno", disse o pontífice, em referência aos mais "vulneráveis, maltratados e expostos a todas as forças de exploração, escravidão, violência e abuso".

As declarações foram feitas no momento em que a assinatura da Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança e Adolescente completa 30 anos.

Três décadas depois, o sudeste asiático ainda tem muitos casos de exploração sexual dos mais jovens. Na região, quase 70% das vítimas de maus-tratos com objetivo de exploração sexual são menores de idade, afirma o relatório mais recente do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime.

Dezenas de milhares de crianças são exploradas por sistemas de câmeras de vídeo on-line, especialmente nas Filipinas, mas também na Indonésia, Camboja e Tailândia.

Diante do primeiro-ministro Prayut Chan-O-Cha, o papa elogiou os esforços da Tailândia para tentar "eliminar este flagelo".

A posse de pornografia infantil é considerada um delito desde 2015 no reino. No mesmo ano, o país criou uma unidade especial para investigar a exploração de crianças na internet.

- Ampla maioria budista -

O pontífice também abordou um de seus temas favoritos, o desafio migratório, que considera "um dos principais problemas morais que nossa geração enfrenta".

Francisco deseja ainda incluir na agenda da viagem a bandeira do diálogo inter-religioso. Ele elogiou uma "nação multicultural e diversa, que mostra respeito e estima pelas diferentes culturas e grupos religiosos".

O papa, 82 anos, fervoroso defensor do diálogo entre religiões, se reuniu com o 20º patriarca supremo, Somdej Phra Maha Muneewong, em um dos locais mais simbólicos do budismo, religião praticada por mais de 95% dos habitantes do reino.

Antes de entrar no templo histórico do patriarca de Bangcoc, Francisco tirou os sapatos.

Descalço e envolvido em um tradicional manto "jee worn", o papa ouviu atentamente as palavras do patriarca.

"Desde a chegada do cristianismo à Tailândia, há quatro séculos e meio, os católicos, mesmo sendo um grupo minoritário, desfrutam de liberdade na prática religiosa e por muitos anos vivem em harmonia com seus irmãos e irmãs budistas", disse o papa.

"Neste caminho de confiança e fraternidade mútuas, desejo reiterar meu compromisso pessoal e o de toda a Igreja pelo fortalecimento do diálogo aberto e respeitoso a serviço da paz e do bem-estar deste povo", acrescentou o Francisco, que pediu o desenvolvimento de iniciativas comuns de caridade em relação aos pobres.

A Tailândia tem quase 300.000 monges em 40.000 templos. Evangelizados por missionários jesuítas em meados do século XVI, os 400.000 católicos são minoritários.

O papa também se reuniu nesta quinta-feira com o primeiro-ministro do país. Prayut Chan-O-Cha passou cinco anos à frente de uma junta militar, mas foi nomeado chefe de Governo civil depois das polêmicas eleições parlamentares de março.

O pontífice se reunirá ainda com o rei da Tailândia, Maha Vajiralongkorn, que assumiu o trono após a morte de seu pai, Bhumibol Adulyadej, em 2016.

O monarca - um dos homens mais ricos do mundo e protegido por uma draconiana lei que pune severamente qualquer crítica a seu respeito - é o responsável por garantir a unidade do reino, cenário de 12 golpes de Estado desde 1932.

Durante a visita, Francisco também terá um encontro em um hospital com cinco crianças de Khlong Toei, o maior bairro pobre de Bangcoc, onde vivem 100.000 pessoas.

Francisco, o primeiro pontífice a visitar a Tailândia em 35 anos, presidirá uma missa em um estádio da capital para milhares de pessoas.

Ele permanecerá no país até sábado, quando viajará ao Japão, a segunda etapa da visita ao continente, com elevado peso político e simbólico, pois visitará Nagasaki e Hiroshima, onde há 74 anos as bombas atômicas americanas provocaram 74.000 e 140.000 mortes, respectivamente.

O papa Francisco chegou, nesta quarta-feira (20), à Tailândia, a primeira etapa de sua jornada asiática que também o levará ao Japão, uma viagem focada no diálogo inter-religioso e na eliminação de armas nucleares.

O avião que transportava o pontífice, o primeiro em mais de 30 anos a visitar esses dois países onde os católicos são minoria, aterrissou no final da manhã no aeroporto internacional de Don Mueang em Bangcoc, de acordo com uma jornalista da AFP a bordo.

Sorridente, Francisco foi recebido pelo vice-primeiro-ministro da Tailândia, Somkid Jatusripitak, e pelo ministro das Relações Exteriores, Don Pramudwinai.

Sua prima Ana Rosa Sivori, missionária há mais de 50 anos no reino, também estava presente.

"Ele me disse que estava feliz em me ver e por eu poder servir de intérprete", declarou Ana Rosa, que tem um bisavô em comum com o papa. "Sua visita não é uma honra para mim, mas para todos os tailandeses porque ele veio aqui para falar sobre tolerância religiosa".

Dezenas de jovens com as bandeiras da Tailândia e do Vaticano cumprimentaram Francisco, que pegou nos braços uma menina Hmong, uma das muitas minorias étnicas do país, em traje tradicional preto e rosa.

O papa então partiu para a embaixada do Vaticano, no centro da capital da Tailândia, onde "agora está descansando de sua longa jornada", segundo a irmã Ana Rosa Sivori.

Minoria católica

Tailândia e Japão foram evangelizados por missionários jesuítas em meados do século XVI, mas os católicos são ultra-minoritários.

Em uma mensagem aos tailandeses antes de sua partida, Francisco, de 82 anos, prestou homenagem a uma "nação multiétnica" que "trabalhou duro para promover a harmonia e a convivência pacífica, não apenas entre seus habitantes, mas também em toda a região do Sudeste Asiático".

Ele também disse que espera "fortalecer os laços de amizade" com os budistas. Na quinta-feira, ele se encontrará com o 20º patriarca supremo, Somdej Phra Maha Muneewong, em um local sagrado do budismo, religião praticada por 95% das pessoas no reino.

Ele também manterá conversas privadas com o primeiro-ministro, o general Prayut Chan-O-Cha, bem como com o rei da Tailândia, Maha Vajiralongkorn.

Francisco finalmente celebrará uma missa no grande estádio de Bangcoc para a comunidade católica do país, que tem cerca de 400.000 batizados.

Cerca de 50.000 fiéis - incluindo várias centenas de cristãos, membros da minoria karen vindos das províncias remotas na fronteira com Mianmar - devem estar presentes.

Armas nucleares "imorais"

Os karens que acompanho "não estão muito cientes. No momento, só estão preocupados em deixar seus arrozais no momento da colheita, mas terão orgulho de poder contar a experiência", relatou à AFP Paif, uma irmã karen, antes de embarcar na longa jornada para Bangcoc.

A sexta-feira será dedicada a reuniões com padres, religiosos e bispos do país, mas também a outra missa que ele celebrará na Catedral de Bangcoc, especialmente dedicada aos jovens.

Ele voará no dia seguinte para o Japão, um país que desejava conhecer desde a época em que era um jovem seminarista.

O ápice da visita será no domingo, dia dedicado a Nagasaki e a Hiroshima, as duas cidades atacadas há 74 anos com bombas atômicas americanas e que causaram a morte de 74.000 e 140.000 pessoas, respectivamente.

Nestas cidades, símbolos do horror da guerra, o papa argentino prestará uma comovente homenagem às vítimas dos primeiros e únicos ataques atômicos da história e suplicará ao mundo pela eliminação total das armas nucleares.

"Usar armas nucleares é imoral", clamou o papa antes de embarcar.

Esta será sua quarta viagem ao continente asiático, após ter visitado a Coreia, em 2014; Sri Lanka e Filipinas, em 2015; e Mianmar e Bangladsh, em 2017.

Com esta viagem, Francisco totaliza 51 países visitados desde o início de seu pontificado, afirmou o porta-voz do Vaticano, Matteo Bruni.

Na aeronave, o papa enviará telegramas para as autoridades dos territórios por onde sobrevoará, entre eles Hong Kong, Taiwan e China.

O Papa Francisco partiu nesta terça-feira (19) rumo à Tailândia, primeira etapa de sua 32ª viagem internacional, que inclui o Japão, e ao longo da qual defenderá o diálogo inter-religioso e o desarmamento nuclear.

O avião decolou de Roma às 19h locais (15h em Brasília) e deve aterrissar na quarta-feira, em Bangcoc, em torno do meio-dia local (2h em Brasília), após 11 horas de voo.

O primeiro papa jesuíta da história viaja para dois territórios evangelizados por missionários da Companhia de Jesus em meados do século XVI e com minorias católicas. No primeiro, a maioria é budista e, no segundo, xintoísta.

O papa percorrerá 27.200 quilômetros e pronunciará 18 discursos e homilias, todos em espanhol, informou a assessoria de imprensa da Santa Sé.

Esta será sua quarta viagem ao continente asiático, após ter visitado a Coreia, em 2014; Sri Lanka e Filipinas, em 2015; e Mianmar e Bangladsh, em 2017.

Com esta viagem, Francisco totaliza 51 países visitados desde o início de seu pontificado, afirmou o porta-voz do Vaticano, Matteo Bruni.

Na aeronave, o papa enviará telegramas para as autoridades dos territórios por onde sobrevoará, entre eles Hong Kong, Taiwan e China.

Durante sua estada na capital tailandesa, Bangcoc, o pontífice estará acompanhado de sua prima Ana Rosa Sivori, missionária na Tailândia por mais de 50 anos. Ela será sua intérprete.

Francisco, de 82 anos, chega amanhã, mas o programa de visitas começará apenas no dia seguinte, quinta-feira, para que possa repousar.

Antes de sua partida, o papa elogiou a natureza "multiétnica" da Tailândia, considerada exemplo para toda região e afirmou que pretende promover o diálogo entre as religiões, buscando "fortalecer os laços de amizade" com os budistas.

Na quinta-feira, dia 20, ele vai-se reunir com o rei da Tailândia, Maha Vajiralongkorn, e outras autoridades, assim como com importantes líderes de outras religiões, como o patriarca supremo da ordem dos monges budistas, Somdej Phra Maha Muneewong.

Como costuma fazer durante suas viagens, ele vai celebrar uma missa em um estádio para a comunidade católica, que representa 0,59% em um país de quase 66 milhões de habitantes.

No sábado, dia 23, o pontífice segue para o Japão, um país que desejava conhecer desde a época em que era um jovem seminarista.

O ápice da visita será no domingo, dia dedicado a Nagasaki e a Hiroshima, as duas cidades atacadas há 74 anos com bombas atômicas americanas e que causaram a morte de 74.000 e 140.000 pessoas, respectivamente.

Nestas cidades, símbolos do horror da guerra, o papa argentino prestará uma comovente homenagem às vítimas dos primeiros e únicos ataques atômicos da história e suplicará ao mundo pela eliminação total das armas nucleares.

"Usar armas nucleares é imoral", clamou o papa antes de embarcar.

O papa Francisco almoçou com cerca de 1.500 moradores de rua no Vaticano para celebrar o Dia Mundial dos Pobres neste domingo, 17. O pontífice celebrou uma missa na Basílica de São Pedro dedicada à conscientização sobre a pobreza no mundo.

Francisco criticou a indiferença da sociedade aos mais desfavorecidos.

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"Meus pensamentos vão para aqueles que promovem iniciativas de solidariedade para dar esperança concreta aos mais desfavorecidos", disse o papa na praça São Pedro, antes do almoço.

Francisco lamentou que "a ganância de algumas pessoas ricas esteja agravando o sofrimento dos pobres".

O Santo Padre chegou à sala Paulo VI às 12h20 (hora local) e sentou-se a mesa principal, de onde dirigiu algumas palavras aos presentes. "Minhas boas-vindas a todos. Desejo que hoje o Senhor abençoe a todos nós: que Deus nos abençoe nesta reunião de amigos, neste almoço e também bênçãos às suas famílias. Que o Senhor abençoe a todos. Obrigado e bom almoço."

O almoço foi servido por 50 voluntários e colaboradores de associações de voluntariado.

O menu oferecido era composto por: lasanha, picadinho de frango com creme de cogumelos, batata assada, sobremesa, frutas e café.

O papa Francisco entregou aos presentes e às associações mais de 1.500 bolsas contendo um quilo de massa. COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

O papa Francisco pediu para o mundo parar de "desfigurar o rosto da Amazônia", na missa deste domingo na basílica de São Pedro de conclusão do sínodo dedicado à região.

"Os erros do passado não foram suficientes para deixar de espoliar e causar feridas a nossos irmãos e nossa irmã Terra: vimos no rosto desfigurado da Amazônia", disse o papa diante de centenas de religiosos e outros convidados, entre eles indígenas provenientes da bacia amazônica.

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Em sua homilia, o papa condenou "o desprezo" pela história e pelas tradições de outros povos, "considerando-os inferiores e de pouco valor" e que "apaga sua história, ocupa seus territórios, usurpa seus bens", disse.

"Quanta suposta superioridade que hoje se converte em opressão e exploração!", lamentou.

O papa argentino criticou também a hipocrisia de tantos cristãos que "praticam a religião do eu".

"E, além de esquecer de Deus, esquece do próximo; ou pior, lhe despreza. Ou seja, para ele não tem um preço, não tem um valor. Se considera melhor que os demais, a quem chama, literalmente, de 'os demais, o resto'. São 'o resto', os descartados de quem precisa se manter à distância", condenou.

"Quantas vezes vemos acontecer esta dinâmica na vida e na história! Quantas vezes quem está à frente, como fariseu em relação ao publicano, levanta muros para aumentar as distâncias, tornando os demais descartados", acrescentou.

Com essa defesa dos "descartados", o papa concluiu com uma missa solene a primeira assembleia de bispos dedicada à defesa da Amazônia de seus habitantes.

Nenhum símbolo religioso indígena foi utilizado durante a cerimônia na basílica vaticana.

Os 184 bispos que participaram do sínodo aprovaram um documento que pede a criação do "pecado ecológico", bem como a possibilidade de ordenar padres casados e estudar a possibilidade de contar com mulheres diáconos - temas tabu para os católicos conservadores.

O papa Francisco se desculpou nesta sexta-feira pelo roubo de estátuas indígenas da Amazônia que foram lançadas ao rio Tibre, objetos considerados "pagãos" por ultraconservadores.

"Isto aconteceu em Roma e, enquanto bispo desta diocese, peço perdão a quem ficou ofendido pelo gesto", declarou o pontífice.

As estatuetas de madeira, entre elas uma que representa a Pachamama, a Mãe Terra, foram expostas em várias procissões pelos representantes de povos indígenas convidados a Roma com motivo do sínodo dedicado aos problemas da Amazônia, de 6 a 27 de outubro.

Em um vídeo transmitido nas redes sociais podem-se ver as imagens de dois homens que roubam cinco estatuetas em uma igreja perto do Vaticano onde se realizavam eventos paralelos ao sínodo da Amazônia.

Depois, um homem lança as estatuetas a partir de uma ponte no rio Tibre.

Uma das estatuetas e outros objetos simbólicos estiveram na basílica de São Pedro e foram carregadas em procissão pelos indígenas para um ato com o papa e os bispos durante o primeiro dia do sínodo.

As estatuetas em questão, "encontradas no Tibre, não foram danificadas", ressaltou o papa Francisco.

O uso desses objetos sagrados para os indígenas durante as celebrações católicas irritou os ultraconservadores, contrários a essas aberturas por parte do papa Francisco.

O papa Francisco nomeou nesta terça-feira (15) Gianluca Gauzzi Broccoletti, 45 anos, como novo diretor dos Serviços de Segurança e Proteção Civil do Estado da Cidade do Vaticano e comandante do Corpo da Gendarmaria.

Broccoletti, até então vice-diretor e vice-comandante, substitui Domenico Giani, que renunciou ao cargo após ter sido acusado de vazar um documento sigiloso para a imprensa.

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    Nascido em Gubbio, na província italiana de Perúgia, o novo comandante é formado em engenharia da segurança pela Universidade La Sapienza, em Roma, e está na Gendarmaria do Vaticano desde 1995. Com a promoção, ele passa a ser o principal responsável pela proteção do papa Francisco.

"Ao longo dos anos, [Broccoletti] instaurou uma relação de confiança com as várias secretarias particulares do Santo Padre, as autoridades do Governadorato e a Secretaria de Estado, onde se exige competência e profissionalismo para inquéritos de caráter reservado", diz uma nota do Vaticano.

Escândalo - No início do mês, a revista italiana L'Espresso divulgou um documento assinado por Giani que proíbe o acesso ao Vaticano de cinco dirigentes acusados de irregularidades financeiras.

Quatro deles - Vincenzo Mauriello, Mauro Carlino, Caterina Sansone e Fabrizio

Tirabassi - trabalham na Secretaria de Estado. Já o quinto, Tommaso Di Ruzza, é diretor da Autoridade de Informações Financeiras.

Eles são suspeitos de envolvimento em operações financeiras irregulares, incluindo milionárias transações imobiliárias no exterior e a gestão das contas do Óbolo de São Pedro, o sistema de arrecadação de donativos da Igreja Católica.

O documento vazado continha os nomes e as fotos dos funcionários investigados, e sua divulgação irritou o papa Francisco, que comparou o caso a um "pecado mortal" e determinou a abertura de um inquérito para descobrir quem passou a informação à revista.

Um SMS anônimo enviado a funcionários do Vaticano apontou Giani como responsável pelo vazamento. Apesar de negar envolvimento, o então comandante da Gendarmaria acabou renunciando ao cargo.

O caso remete ao escândalo "Vatileaks", que abalou o pontificado de Bento XVI. Na ocasião, o mordomo Paolo Gabriele, que trabalhava para Joseph Ratzinger, repassou à imprensa cartas que denunciavam casos de corrupção na Igreja.

Da Ansa

O Papa Francisco canonizou neste domingo, na Basílica de São Pedro, a Irmã Dulce, a primeira santa nascida no Brasil em 1914.

A nova santa brasileira, cujo nome verdadeiro era Maria Rita Lopes, foi proclamada santa diante de inúmerosos bispos, religiosos e missionários de seu país que atualmente participam no Sínodo para a defesa da Amazônia.

"Hoje agradecemos ao Senhor pelos novos santos, que andaram com fé e agora os evocamos como intercessores", disse o Papa Francisco ante a multidão reunida na praça.

"Três são religiosos e nos mostram que a vida consagrada é um caminho de amor nas periferias existenciais do mundo", acrescentou.

Um enorme retrato da missionária, bem como dos outros quatro santos canonizados na cerimônia deste domino, foi exposto em frente à fachada da basílica.

A Irmã Dulce devotou sua vida a servir os mais necessitados e desenvolveu um trabalho social em sua terra natal, Bahia, onde fundou vários hospitais de caridade e uma rede de apoio social que dirigiu até sua morte em 1992, aos 77 anos.

A nova santa alcança a glória dos altares graças a duas curas inexplicáveis, de acordo com o processo de beatificação iniciado em 1999.

Ao "anjo da Bahia", como era chamada pelos que a viam nas ruas de Salvador com seu hábito azul e branco, são atribuídos dois milagres: ter estancado a hemorragia de uma mulher após um parto e devolvido a visão de um homem que ficou cego durante 14 anos.

Sua canonização, 27 anos após sua morte, foi o terceiro processo mais rápido da história, atrás apenas do Papa João Paulo II (2014) e da madre Teresa de Calcutá (2016).

- Candidata ao Nobel da Paz -

A freira conheceu o papa João Paulo II, com quem teve duas reuniões em 1980 e em 1991, quando foi hospitalizada por problemas de saúde em função de uma doença pulmnar crônica.

Seu humanismo e trabalho de caridade levaram o então presidente do Brasil, José Sarney, a candidatá-la em 1988 ao Prêmio Nobel da Paz.

Foi beatificada por Bento XVI em 2011 após a verificação de um primeiro milagre, conforme estabelecido pelas normas do Vaticano.

- Novos santos -

As outras novas santas proclamadas por Francisco neste domingo são a italiana Giuseppina Vannini (Judith Adelaide Agata), fundadora das Filhas de São Camilo, que morreu em 1911; a indiana Maria Teresa Chiramel Mankidiyan, fundadora da Congregação das Irmãs da Sagrada Família, falecida em 1926, e a leiga suíça Margarita Bays, da Terceira Ordem de São Francisco de Assis, que morreu em 1879.

São figuras emblemáticas da igreja, assim como o cardeal britânico John Henry Newman, o primeiro santo inglês a não ser um mártir desde a Reforma.

Newman, nascido em Londres em 1801, foi ordenado sacerdote da igreja anglicana, da qual foi pastor em Oxford.

Por um longo tempo, ele foi um crítico da Igreja católica, que chegou a acusar de heresia.

No entanto, anos depois, em meados do século XIX, ele se converteu ao catolicismo na Inglaterra.

Para a ocasião, o príncipe Charles - que um dia deverá liderar a Igreja da Inglaterra - representou o Reino Unido.

O Papa Francisco celebrou neste domingo uma missa de abertura do Sínodo da Amazônia na Basílica de São Pedro, com atenção voltada aos incêndios na floresta. No local estavam povos indígenas e mais de 180 cardeais, bispos e padres.

O sínodo especial, que começou hoje e continua até o dia 27 de outubro, se tornou um dos mais controversos gestos do papado de Francisco. O encontro vai discutir questões ambientais, além de temas voltados à Igreja Católica em territórios amazônicos, como a presença da instituição junto a povos nativos da floresta.

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