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O 29º Grito dos Excluídos, tradicionalmente realizado no Dia da Independência do Brasil, tomou as ruas do centro do Recife nesta quinta-feira (7). Com o tema “Você tem fome e sede de quê? Vida em primeiro lugar”, a caminhada é organizada pelo Fórum Dom Helder Câmara e reúne frentes populares e representações sociais e políticas. 

A concentração aconteceu no Parque Treze de Maio, em frente à Câmara Municipal do Recife, no bairro da Boa Vista, área central da cidade. Antes da saída, os participantes se juntaram para pintar faixas e camisas.

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Segundo Marcus Silvestre, um dos organizadores do evento, o momento inicial, chamado de Mística, é para aprofundar e entender a subjetividade da manifestação. “A Mística, para nós, é muito importante porque é aquela linguagem subjetiva, aquela linguagem espiritual que todo ser humano tem. Todo ser humano tem um lado do simbólico, do sentimental, do afetivo, da ligação com o mundo”, explica Silvestre. 

Marcus Silvestre. Foto: Júlio Gomes/LeiaJá 

Nas ruas desde 1995, o Grito faz um contraponto histórico ao grito de independência dado por Dom Pedro, em 1822. Outra personagem presente na caminhada, desde 2005, é Waldir Ferreira, que é integrante da organização e vê a necessidade de olhar para os excluídos e excluídas como uma luta constante. “Ainda há muito por fazer nesse novo governo, que pegou o Brasil praticamente destruído. E o tema [do Grito dos Excluídos] desse ano é ‘você tem fome e sede de quê?’, porque a população brasileira é privada de suas necessidades básicas, como transporte, saúde, educação, moradia”, afirmou. 

Waldir Ferreira. Foto: Júlio Gomes/LeiaJá 

Mesmo sendo uma iniciativa de frentes religiosas, o Grito dos Excluídos recebe e celebra a diversidade, independente de religião. A ligação da história do movimento com o tema deste ano se dá pela conexão individual com os problemas coletivos. “A gente vive em conexão com a natureza, a gente vive em conexão com as outras pessoas, a gente precisa de uma convivência social, de uma convivência política, de uma convivência econômica, de uma convivência ambiental, e principalmente, uma convivência afetiva. Porque a gente sabe que se a pessoa não está bem afetivamente, ela não vai estar bem fisicamente, ela não vai estar bem mentalmente, ela as vezes até não consegue produzir para seu próprio sustento porque ela não está bem afetivamente”, destaca Marcus Silvestre. 

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Marco democrático 

Sendo este o primeiro ano do terceiro mandato do governo Lula (PT), um dos pontos levantados na passeata foi a situação democrática do país nos últimos anos. “É uma alegria receber as pessoas em um ambiente mais democrático, num ambiente em que a gente possa respeitar as diferenças, qualquer tipo que seja. Então, este ano, após passarmos seis anos de uma situação conflituosa com a democracia (...), graças à sabedoria do povo brasileiro, de um modo geral, nós viramos essa página”, pontua. 

Apesar de compreender as vitórias no campo democrático, Silvestre questiona a eficácia de algumas conquistas. “Nós temos uma independência formal do país, mas será que o país é realmente independente, no contexto mundial? Será que o país tem políticas públicas que façam com que o seu povo se sinta soberano, se sinta dono dessa terra?”, indaga o militante. 

“Eu até me emociono porque a gente vê a situação das pessoas que moram na rua, por exemplo. Aí nós temos problemas de saúde mental, nós temos problemas de dependência de drogas, nós temos problemas de desemprego, nós tempos problemas de moradia, problemas de educação. Então, tudo isso resulta numa grande exclusão social que nosso país, infelizmente é um país campeão, é um país que a gente tem uma quantidade muito grande de pessoas que são excluídas, mas elas não são excluídas só do mercado de trabalho, do mercado de consumo. Elas são principalmente excluídas das decisões. Então, as pessoas não têm acesso a decidir as coisas através do Estado. Então o 7 de setembro é uma escolha em torno disso, se o nosso país é realmente soberano. A gente defende a paz, a gente não defende a guerra em hipótese alguma, exceto a rebeldia que o ser humano tem que fazer diante da injustiça. A gente admite a revolta do ser humano diante da injustiça”, afirma. 

 

O Sindicato dos Policiais Civil de Pernambuco (Sinpol-PE) anunciou uma passeata no Centro do Recife, na tarde desta sexta (28). Os profissionais se concentram a partir das 15h, na sede do sindicato, no bairro de Santo Amaro, e devem seguir até o Palácio do Campo das Princesas, sede do governo estadual.

Os policiais cobram reajuste salarial e melhores condições de trabalho, com requalificação de delegacias e aumento do quadro efetivo. O Sinpol-PE já havia anunciado a passeata para o último dia 18, porém a baixa adesão adiou o protesto.

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Nesta semana, o sindicato participou de negociações com a gestão, na Secretaria de Administração, mas informou não ter recebido proposta ou data para a próxima reunião.

O Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol-PE) convocou uma passeata para esta terça (18) para cobrar pelo reajuste salarial. A concentração ocorre às 15h na sede do sindicato, no bairro de Santo Amaro, no Centro do Recife, e segue até o Palácio do Campo das Princesas. 

"Chega de desvalorização, irregularidades e descaso com nosso trabalho que é essencial para toda sociedade!", aponta o comunicado que convoca os profissionais para a mobilização. 

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O presidente do sindicato, Rafael Cavalcanti, cobra uma costura firme do governo para a conclusão das negociações da campanha salarial de 2023. N essa segunda (17), ele visitou delegacias no Recife para conversar com policiais e reforçar a importância de aderir ao ato. 

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) realiza, na próxima terça-feira (20), uma passeata em todo país pela redução das taxas de juros. A data foi escolhida por ser o início da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), órgão do Banco Central do Brasil (BCB), que define a taxa básica de juros da economia, a famosa taxa Selic

No Recife, o ato será realizado na Rua do Sol, em frente à sede dos Correios, a partir das 15h. A manifestação tem o apoio de centrais sindicais. Nesta sexta (16) foi realizado um ato virtual, chamado de “tuitaço”, em que usuários utilizaram a hashtag #JurosBaixosJa, para mobilizar e conscientizar a população. 

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Nesta quarta-feira (8), no Dia Internacional da Mulher, movimentos e coletivos se reuniram no centro do Recife, em frente à Câmara Municipal, para caminhar em defesa dos direitos das mulheres. Encabeçado pela Marcha das Margaridas, o ato do 8M reivindica direitos das mulheres em todo o país, unindo as vozes de diversos coletivos. 

Um deles é o Movimento Pão e Rosas, que levanta pautas em prol dos direitos das mulheres. Ao LeiaJá, Cristina Santos, militante do movimento, a marcha é símbolo das muitas lutas diárias vividas pelas mulheres em todo o país. "A gente vem de anos de governos onde as mulheres fizeram uma forte linha de combate”, explicou Cris. 

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A caminhada tem como objetivo levar o Manifesto Feminista 8M à governadora Raquel Lyra, reivindicando pelas vidas das mulheres em todo o estado.

Para Maria Rejane, assistente social e ativista do movimento da Marcha das Margaridas, se faz presente no ato para defender diversas pautas. “A questão da equidade de gênero, da equiparação salarial Eu acho que devem se juntar os poderes legislativo e executivo do estado, além de suas secretarias, para levantar pautas, e todos juntos buscarem soluções. Eu acho que não pode permanecer nessa dimensão que está.”, declarou Rejane.

Feminicídio em Penambuco

Em 2022, Pernambuco contabilizou 72 casos de feminicídio, quando mulheres são mortas apenas por serem mulheres. No Brasil, o número chegou a 1,4 mil mulheres mortas no ano passado. Dentro da militância, Cristina vê uma necessidade crescente de reunir forças para continuar na caminhada.

“A gente sempre parte que para enfrentar a violência contra a mulher, a gente tem que construir um forte movimento de mulheres. Aqui a gente tem números alarmantes quanto ao feminicídio, e particularmente em relação às mulheres trans. Dentro do nosso movimento, a gente acha que tem que defender programa de emergência contra o feminicídio e o transfeminicídio, e isso passa por abrigos, passa pela garantia de emprego pleno, passa pela defesa, no caso das mulheres trans, ao acesso da livre construção dos seus corpos, para não acontecer novamente o que aconteceu com Lorena Muniz.”, relembra Cris.

Lorena Muniz, mulher trans, do Recife, morreu em fevereiro de 2021 em uma clínica de estética em São Paulo. Ela estava inconsciente na mesa de cirurgia quando um incêndio tomou conta do local e ela não foi retirada pelos responsáveis.

A ex-deputada estadual Robeyoncé esteve no ato em defesa da vida das mulheres trans negras. “Estamos unindo forças. Nós, mulheres brancas, negras, trans, os diversos tipos de mulheres, porque a gente sofre o mesmo tipo de machismo, e a gente precisa que o governo do estado tome providências ao enfrentamento desse tipo de violência”, defendeu a advogada.

“A gente acha que passa por um forte movimento de mulheres na rua para enfrentar o patriarcado e o machismo, e passa por um plano de emergência para enfrentar as consequências do patriarcado e do machismo.”, finalizou Cris Santos.

Integrantes do Movimento de Trabalhadores Sem Teto (MTST) realizaram uma passeata nesta quarta-feira (8) contra o pedido de reintegração de posse recebido na última terça-feira (7) na ocupação Maria Firmino dos Reis, localizada na Rua do Hospício, no centro do Recife. O agrupamento é filiado à União Nacional por Moradia Popular.

Segundo o coordenador da ocupação, Denis Ferreira da Silva, a ocupação celebra um ano de atividade hoje. O local acolhe atualmente cerca de 250 famílias. "Estamos na rua não só pelo direito da mulher, mas também por moradia digna, e contra os despejos", declarou Denis.

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"Se o despejo vier, que venha com respeito à moradia. Temos crianças, idosos e pessoas com deficiência. [Esperamos] que a nossa governadora veja com o batalhão de choque para respeitar a cidadania que é para todos", enfatizou.

O prédio ocupado pertence à Associação dos Servidores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de Pernambuco. O órgão informa, por meio de nota, que acionou as instâncias cabíveis "a fim de resguardar seu patrimônio e aguarda os prazos e medidas estabelecidos pelo Poder Judiciário”.

A assistente social responsável pela ocupação, Viviane Maria da Silva, assume hoje o acompanhamento das famílias agrupadas no prédio. Atualmente 78 crianças vivem na ocupação, e a preocupação de Viviane é garantir a regulação da moradia de todos os assentados. “A moradia vem como pilar, mas ela vai muito além, ela vai para o saneamento básico, para a educação, para a saúde. Então a gente tem esse pensamento de colocar essas famílias, lutar com elas por esse direito, e buscar melhoria de vida para essas famílias”, contou a profissional.

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Em 26 de agosto de 1968, ocorreu a "Passeata dos Cem Mil"na cidade do Rio de Janeiro, protesto realizado contra a violência praticada pela polícia em uma manifestação poucos dias antes. Promovida por movimentos estudantis e populares, a passeata reuniu artistas, intelectuais, lideranças políticas e a população civil.

Contando com ampla adesão popular, as manifestações reivindicavam o restabelecimento das liberdades democráticas, o fim completo da censura à imprensa e também a concessão de mais verbas para a educação, que sofria duros golpes durante o período. As lideranças estudantis marcaram a manifestação para o dia 26 de agosto, em uma quarta-feira.

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O evento contou com autorização das autoridades como uma espécie de “trégua”, frente à crescente oposição pública às ações truculentas realizadas pelos militares. Já na manhã do dia 26, o centro do Rio de Janeiro foi tomado por um grupo de estudantes, artistas, intelectuais e outros setores da população civil.

A Cinelândia serviu de abrigo para um grande número de estudantes, enquanto artistas do teatro, cinema e artes plásticas se reuniram em frente à  então loja Mesbla, no Passeio Público. Pouco antes de seu início, a marcha já reunia mais de 50 mil pessoas, incluindo diversos padres e freiras que carregavam faixas com escritos como “O povo organizado derruba a ditadura” e “Abaixo o imperialismo”.

Com tintas spray, eram pichadas frases de resistência nas ruas do centro. Durante a passeata, diversos civis se juntaram à manifestação. Às 15 horas, a passeata já reunia cerca de cem mil pessoas. Foi então que o líder estudantil Vladimir Palmeira fez um discurso em frente à Igreja da Candelária. A marcha teve seu fim por volta das 17 horas em frente ao palácio Tiradentes, sede da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

No nono dia de paralisação, os policiais civis de Pernambuco foram às ruas nesta quarta-feira (23), em prol do reajuste salarial e de melhorias nas condições de trabalho. A categoria fez uma passeata organizada pelo Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol-PE), saindo da sede do sindicato, no bairro de Santo Amaro, até o Palácio do Campo das Princesas, no bairro de Santo Antônio.

Desde a deflagração da paralisação da segunda-feira, o Sinpol vem monitorando o movimento em todo o Estado, cuja adesão continua em 90% de todas as Delegacias e Institutos do Estado.  

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Os Policiais Civis de Pernambuco protestam por reajuste salarial, tendo em vista que estão sem aumento desde 2019, somando quatro anos sem aumento real. “O Estado tem oferecido um aumento de 20%, e com o pagamento só para julho. Vale lembrar que o que nos oferecem não cobre nem a inflação dos últimos três anos, o que dirá a inflação que vem agora de 2022 que já tem uma projeção de 6% a 7%? O que nós pedimos é o que seja igual ao que foi dado aos professores, 35%. Após sete meses tentando negociar, dialogar e buscar uma saída que a categoria se sinta valorizada, chegamos ao nosso limite. Quem nos empurrou para essa greve foi o Governo do Estado", ressaltou Rafael Cavalcanti, presidente do Sinpol.

Os Policiais Civis pedem melhores condições de trabalho. Eles alegam que os equipamentos públicos estão sucateados, sendo uma das piores estruturas do País, com o mesmo valor investido de 11 anos atrás, sendo o 22° estado que menos investe em Segurança Pública e a categoria de base tendo um dos piores salários do país.

“Não podemos deixar de reforçar que a taxa de homicídios em Pernambuco de 2021 ficou quase o dobro do Estado do Rio de Janeiro. Já os estados do Nordeste onde as polícias têm salário maior, reduziram mais homicídios, como Sergipe, Alagoas e Rio Grande do Norte, enquanto isso Pernambuco reduziu menos do que prevê o Pacto pela Vida, ou seja, a falta de investimentos funcionais e salariais em Segurança Pública reflete diretamente na redução da criminalidade. A nossa disposição é de dialogar e construir uma saída que seja justa, que seja honesta, e que tenha uma valorização mínima, real, para que a categoria possa produzir", finalizou Rafael Cavalcanti.

Aumento 

Ainda na tarde desta quarta-feira (23), o governador Paulo Câmara (PSB) anunciou um reajuste salarial que varia entre 16 e 20% para as policias Militar, Civil, Científica, Penal e Corpo de Bombeiros de Pernambuco

Paulo Câmara alegou que o projeto de lei enviado à Assembleia Legislativa de Pernambuco é fruto de diversos estudos com o objetivo de valorizar os trabalhadores da segurança e promover qualidade de vida dos servidores. 

Os Policiais Penais de Pernambuco prometem uma passeata nesta segunda-feira (22), com concentração marcada às 15h30 na Praça do Derby, área Central do Recife. O ato segue até o Palácio do Campo das Princesas para cobrar por aumento salarial ao Governo, que teria selado acordo mas não cumpriu.

Com saída programada às 16h30, a categoria considera a posição do Estado desrespeitosa pelas condições ruins de trabalho oferecidas aos profissionais que controlam o sistema prisional e, segundo os policiais penais, evitam rebeliões desde 2016.

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O Sindicato dos Policiais Penais de Pernambuco (Sinpolpen-PE) destaca que o salário não é reajustado há quatro anos e também pede por um maior contingente, estruturação da carreira e criação de um departamento específico.

"Com tudo isso, caso o Estado não atenda a categoria marcando uma mesa específica de negociação após a passeata dos Policiais Penais, deveremos marcar uma assembleia geral para deliberar por operação padrão, ou até paralisação dos serviços dos Policiais Penais no Sistema Penitenciário", aponta o comunicado.

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O Sindicato dos Policiais Penais do Sistema Penitenciário do Estado de Pernambuco (SINPOLPEN) visitou nesta terça-feira (9), o presídio Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata de Pernambuco, onde realizou esclarecimentos e convocou os policiais para uma passeata que será realizada no próximo dia 22 de novembro.

A manifestação deve acontecer por volta das 15h, com concentração na praça do Derby, na área central do Recife, com direção ao Palácio do Campo das Princesas, para reivindicar por reajuste salarial e enquadramentos.

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O sindicato acentua que é importante a participação dos policiais para que consigam os reajustes, com tratamento isonômico da Segurança Pública de Pernambuco.

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Manifestantes tomaram as ruas centrais de Belém, neste sábado (29), para protestar contra o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). O protesto teve início com ato público na praça da República, às 8 horas. Em seguida, uma passeata saiu em direção a São Brás, a cerca de três quilômetros do centro da capital paraense.

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Os organizadores, entre os quais estão associações de professores e o Diretório Central de Estudantes (DCE) da Universidade Federal do Pará (UFPA), além de partidos políticos de oposição ao governo, destacaram a importância da mobilização social para enfrentar os "desmandos" que marcam a crise sanitária da covid-19 no Brasil. Além do "Fora, Bolsonaro!", faixas e cartazes anunciavam o número de mortos na pandemia e exigiam vacinação para todos.

Estudantes e profissionais de educação atacaram o corte de verbas para as universidades públicas. Houve aglomeração, mas a maioria das pessoas usava máscara. A policia acompanhou a distância e não registrou incidentes.

Veja, abaixo, galeria de fotos sobre a manifestação em Belém.

 

Familiares de George Floyd e cidadãos de Minneapolis organizaram uma passeata no domingo para marcar o primeiro aniversário da morte do afro-americano por um policial branco, um fato que desencadeou protestos históricos contra a injustiça racial nos Estados Unidos.

Quase 1.500 manifestantes ouviram discursos e se uniram aos integrantes da família Floyd e de outras pessoas que morreram em ações da polícia.

Floyd, 46 anos, foi assassinado em 25 de maio 2020 pelo agente Derek Chauvin, que se ajoelhou sobre o pescoço da vítima por mais de nove minutos. O agora ex-policial, condenado por um júri por assassinato e homicídio culposo, receberá a sentença em 25 de junho.

A passeata começou com discursos nas proximidades do Hannepin County Government Center, no centro de Minneapolis, onde Chauvin foi julgado.

"Foi um longo ano, um ano doloroso. Tem sido muito frustrante para mim e para minha família", disse a irmã de George, Bridgett Floyd.

Ela disse que sua vida mudou "em um piscar de olhos" com a morte do irmão. "Permanecerei de pé e serei a voz dele", disse. "Vou permanecer firme e mudarei para ele".

A morte de Floyd provocou protestos contra a injustiça racial nos Estados Unidos e em todo o mundo.

O reverendo Al Sharpton, um veterano ativista, afirmou à multidão que o assassinato de Floyd foi "uma das maiores desgraças na história dos Estados Unidos".

"O que aconteceu a George Floyd, assim como a muitos outros, está provocando a mudança, não apenas nos Estados Unidos, e sim no mundo", afirmou.

"Eles pensaram que poderiam se safar, e vocês saíram às ruas, negros e brancos, jovens e velhos, em meio à pandemia, para exigir justiça", disse Sharpton.

A frustração aumentou em Minneapolis com a crescente violência. A revolta com o aumento da taxa de homicídios e outros atos de violência com armas de fogo (em um período recente de três semanas, três crianças foram atingidas por balas perdidas) resultaram na formação de patrulhas de cidadãos.

O prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, planeja adicionar 200 agentes às escassas unidades de polícia da cidade e pediu mais ajuda de agências de segurança externa. Frey apoia os esforços da comunidade, incluindo as patrulhas de cidadãos.

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Neste domingo, 8 de novembro, mulheres saíram às ruas de Belém pedindo justiça e aos gritos como "a culpa não era minha, nem de onde estava nem como me vestia". O protesto foi uma reação à sentença judicial no caso Mariana Ferrer, a jovem estuprada e humilhada em audiência judicial. O homem acusado do estupro foi inocentado. Ouça podcast sobre o assunto aqui.

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A manifestação se iniciou às 15 horas na Praça Santuário, em Nazaré, e seguiu até o mercado de São Brás, onde um carro-som estava à espera para que as manifestantes pudessem dar seus relatos sobre abusos e assédios. Depois, em passeata, as mulheres voltaram para a Praça Santuário.

As participantes do ato usaram preto. Segundo uma das organizadoras da manifestação, a cor seria utilizada para representar o luto. “A cor preta é de luto entre nós, mulheres, porque cada vez que uma mulher é estuprada, agredida e assediada, um pouco da gente morre junto com elas”, disse Geovanna Mandela.

A estudante Lana Cardoso, de 24 anos, foi para a carreata acompanhada do filho e do namorado. Ela ressaltou que estava lá não só por ela, mas também pelas gerações futuras. “Eu acho interessante que as crianças consigam compreender o que está acontecendo no mundo. A gente só consegue criar o mundo melhor quando a gente muda essa geração. Não adianta nada a gente pedir, pedir, pedir respeito, mas a gente tem que parar para pensar ‘Quem é que tá criando esses estupradores? Por que eles ainda acham que vão ser impunes?’, porque a gente tem que desconstruir essa sociedade patriarcal e machista e não é depois que o cara já tem 20, 30 anos... é lá na raiz. Você tem que mudar desde o começo", disse a estudante.

Um dos assuntos mais retratados durante o ato foi o chamado “estupro culposo". Quando questionadas sobre o termo, todas as mulheres confessaram ser uma “falta de respeito com todas elas". “'Estupro culposo' não tá nem na legislação. Se você for pesquisar, esse termo não existe. Então já é uma maneira de você querer disfarçar o estupro. Pela lei, o estupro é um crime hediondo, condenável. Então isso foi uma maneira de poder burlar a lei. É mais fácil você inventar um novo termo do que culpar o estuprador”, desabafou a organizadora Geovanna.

Por Rita Araújo.

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O candidato a prefeito do Recife, João Campos (PSB), fez uma caminhada, neste sábado (24), reunindo uma multidão de apoiadores. O ato por votos aconteceu em Brasília Teimosa, Pina, Zona Sul do Recife.

Apesar da quantidade de pessoas ser um indicativo da boa posição de João Campos nas pesquisas, aparecendo sempre na primeira posição, a aglomeração em atos de campanha tendem a contribuir para a propagação do novo coronavírus. João, por exemplo, abraçou quem estava com máscara e sem, beijou e posou para fotos junto com os eleitores. 

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Procuradoria Regional Eleitoral de Pernambuco definiu um parecer técnico, elaborado pela Secretaria de Saúde de Pernambuco, com regras que deveriam ser cumpridas durante as campanhas eleitorais de 2020. O distanciamento físico de 1,5m deve ser respeitado nos atos e eventos de campanha presencial.

Todo contato físico entre as pessoas, como beijos, abraços e apertos de mão, “é desaconselhado”. Mas, como o LeiaJá vem acompanhando, esse parecer técnico não está sendo seguido por boa parte dos candidatos. Neste sábado (24) foi João Campos, mas no dia 17 de outubro, o nossa equipe de reportagem, que acompanhava a caminhada de Mendonça Filho (DEM) na UR-5, também flagrou o desrespeito com os protocolos necessários para conter o vírus. O pessebista não falou com a imprensa durante a caminhada neste sábado.

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Segunda onda da Covid-19 no Nordeste

Segundo o Comitê Científico do Nordeste, a flexibilização das medidas de isolamento social e as eleições para renovação de Prefeituras e Câmaras municipais marcadas para novembro podem precipitar uma segunda onda de Covid-19 na região nos próximos meses. O fenômeno, que já preocupa países da Europa, pode ter uma influência no recrudescimento da pandemia no Nordeste em função do fluxo de turistas europeus que costumam vir para as praias nordestinas nas festas de fim de ano.

Por conta disso, o Comitê Científico publicou nesta sexta-feira (23), a recomendação de implantação de estandes sanitários em todos os aeroportos. Também está sendo recomendado equipes nesses estandes para aferir a temperatura e kits de testagem rápida de passageiros provenientes do exterior.

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Na semana passada, três escolas da cidade de Paudalho, no interior de Pernambuco, realizaram uma passeata com os alunos visando a conscientização da população sobre o coronavírus através da distribuição de panfletos. A atitude, no entanto, contraria as recomendações de isolamento social da Organização Mundial da Saúde.

A ação dos estudantes foi registrada em vídeo, que mostra vários alunos das escolas Escola de Referência em Ensino Médio Herculano Bandeira, EREM Confederação do Equador e EREM Monsenhor Landelino Barreto Lins aglomerados nas ruas da cidade. Nas redes sociais, a reação dos internautas diante das imagens foi um misto de incredulidade e indignação.

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De acordo com a Secretaria de Saúde e Esporte de Pernambuco, foi realizada uma semana de conscientização sobre a doença COVID-19 em 1060 escolas estaduais entre os dias 9 e 13 de março. Nesse período, as escolas deveriam escolher um dia para realizar projetos com os alunos e, enquanto algumas optaram pela fabricação de álcool gel ou realização de seminários, as Escolas de Referência em Ensino Médio de Paudalho decidiram fazer a passeata.

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Um ato público seguido de passeata pelas ruas centrais de Belém, na sexta-feira (14), com a participação de professores, bancários, rodoviários, estudantes e sindicalistas, teve como objetivos principais protestar contra a reforma da Previdência e os cortes nas verbas destinadas para a educação. Houve paralisações nos serviços bancários. Os rodoviários também não permitiram que os ônibus saíssem das garagens no início da manhã, apesar de uma decisão judicial ter imposto que ao menos 90% dos veículos circulassem em caso de paralisação. (Veja fotos na galeria acima).

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Apesar da paralisação, o Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros de Belém (Setransbel) informou que 50% da frota estava nas ruas. As universidades públicas do Estado suspenderam as aulas. O Instituto Federal do Pará (IFPA) também fechou os portões durante o dia de protestos. Na rede estadual de ensino, professores aderiram à greve parcialmente. Algumas escolas e universidades particulares também paralisaram as atividades.

O principal objetivo das entidades sindicais foi chamar a atenção da sociedade para as mudanças propostas pelo governo federal em várias áreas. 

Francimeire Amanayé, estudante índigena, alega que o atual governo está dificultando a vida de estudantes índigenas, quilombolas e ribeirinhos.

O bancário Mario Palheta, sindicalista, afirma que a reforma em questão é contra a classe trabalhadora e contra o povo em geral.

Já a bancária Sandra Batista atenta que é necessário fortalecer os trabalhadores na luta pelos seus direitos à aposentadoria

A concentração na praça da República teve ínicio às 10 horas. A passeata percorreu as avenidas Presidente Vargas e Nazaré com gritos contra a reforma da Previdência e contra alguns atos do presidente Jair Bolsonaro, e seguiu até o mercado de São Brás.

Por Eva Pires e Maria Rita.

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Professores e estudantes voltaram às ruas, na quinta-feira (30), em Belém, para protestar contra o corte de verbas na educação. A concentração começou às 16 horas, na praça da República, região central da cidade e local da manifestação do dia 15 de maio. O ato percorreu as avenidas Nazaré e Magalhães Barata, até a praça do Operário, em São Brás.

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O protesto é uma reação ao governo Bolsonaro e ao ministro da Educação, Abraham Weintraub, que anunciaram o bloqueio de 30,5% dos recursos da educação nas universidades e institutos federais. (Abaixo, veja galeria de fotos da manifestação).

Por Sandy Brito.

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Protesto em defesa da educação ocupa as ruas de Belém

 

 

Estudantes, professores e integrantes de organizações não governamentais que atuam em defesa da criança e do adolescente se mobilizaram na tarde desta sexta-feira (17), contra o abuso e à exploração sexual. A concentração foi no Parque 13 de maio e encerrou na Praça do Carmo, ambos no centro do Recife.

De acordo com Maria Moura, uma das organizadoras da mobilização, há um cronograma para todo o mês de maio onde as entidades alertam para essas violações. "Já são 19 anos. Anualmente a gente vem colocando essa rede na rua para mobilizar a sociedade", pontua

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Letícia Inácia da Silva, 19 anos, revela que esta já é a terceira vez que participa da passeata e acredita ser muito importante essa mobilização. "Antes eu não tinha conhecimento que as pessoas se mobilizavam para isso. Agora estamos reunidos, mostrando para a população que estamos nessa luta com as crianças e os adolescentes", exclama.

Há 19 anos que foi instituído por Lei Federal o dia 18 de maio como um dia luta contra o abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes no Brasil.

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Estudantes, professores e outros defensores da educação realizaram nesta quarta-feira (15) manifestações e greves em todo o país contra o corte de verba para a educação anunciado pelo presidente Jair Bolsonaro. Em Belém, a concentração para o ato começou às 9 horas, na praça da República, e a caminhada foi até a sede da prefeitura. De acordo com informações do Sindicato dos Trabalhadores das Instituições Federais de Ensino Superior no Estado do Pará (SINDTIFES), mais de 10 mil pessoas participaram do ato público.

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“As universidades públicas desenvolvem um trabalho sério e muito importante na pesquisa, no ensino e na extensão. Vários projetos serão seriamente prejudicados pelo corte de 30% na verba de custeio das universidades. Na Universidade Federal do Pará (UFPA), os equipamentos quebrados ou que apresentam defeitos não têm sido substituídos e isso acarreta o sucateamento da educação pública no nosso Estado. A universidade continua com todas as suas atividades em funcionamento, mas as contas no final do ano não fecharão se nós não tivermos uma reversão dessa posição do governo federal”, explicou Walkyria Magno, diretora do Instituto de Letras e Comunicação (ILC) da UFPA.

Para Lígia da Paz, estudante de Engenharia Sanitária e Ambiental da UFPA, o corte de recursos é um retrocesso total, pois afetará não só a educação, mas também o Brasil inteiro em todos os sentidos. “O que me motiva é a força de saber que a educação é a chave para mudar o futuro. É importante a gente mostrar que está presente resistindo, porque essa oposição aqui vai enfraquecer o lado de lá. Não podemos deixar que o país afunde pelo interesse de uma minoria que está no poder”, disse a universitária.

Marcos Melo, aluno de Jornalismo da UFPA, acredita que é necessário reforçar que o posicionamento político dos cidadãos não termina no voto – "ele começa no voto". O estudante afirmou que poucas pessoas possuem o privilégio de chegar na universidade. Por isso, assinalou, ele precisa lutar e garantir isso para os próximos. “Eu acredito num Brasil onde a população venha para a rua, lute e conquiste seus direitos, para o Brasil atingir a mudança política que tanto precisa”, reiterou.

Aposentada há 20 anos, Iolanda Miranda, de 70 anos, participa de manifestações e greves desde 1972, quando iniciou os estudos na UFPA. “O que o presidente está fazendo é lastimável, é uma falta de respeito com a educação e com o povo do Brasil. Ninguém vai aceitar a situação, principalmente os professores das universidades e todos aqueles que estão envolvidos com a educação e que sabem que ela é a base do desenvolvimento de qualquer nação”, declarou Iolanda.

Por Ana Luiza Imbelloni.

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Agentes da CTTU, policiais militares e viaturas do BPTran já se posicionam na praça do Derby, na área central do Recife, para acompanhar a caminhada em manifestação contra a reforma da previdência. Os participantes vão seguir em caminhada pelas ruas do centro da capital pernambucana, até chegarem na rua da Aurora.

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As centrais sindicais e os apoiadores devem começar a deixar a concentração a partir das 17h. O trânsito na avenida agamenon Magalhães, principal via do Recife, já começa a ter uma movimentação mais intensa.

A lentidão ficará maior quando os manifestantes iniciarem a caminhada. De acordo com a organização do ato, o bloqueio da agamenon só durará enquanto as pessoas estiverem em passeata no local, que deve durar cerca de vinte minutos.

A CTTU recomenda que, quem puder, evite passar pela região, já que os ativistas começarão a andar em um horário que coincide com grande fluxo natural de veículos pelos arredores.

Dois trios elétricos guiam a caminhada dos presentes, que gritam a todo momento palavras de ordem em favor de direitos, contra a reforma da previdência, a favor do ex-presidente Lula e contra o atual presidente Jair Bolsonaro.

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