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No início de abril surgiram notícias de documentos militares altamente sigilosos sobre a guerra da Ucrânia, levando o Pentágono a iniciar o controle de danos com força total, buscando apaziguar aliados e avaliar a extensão do vazamento.

As informações nos muitos slides trouxeram a público possíveis vulnerabilidades nos recursos de defesa aérea da Ucrânia e expuseram avaliações privadas de aliados sobre uma série de questões de inteligência, despertando perguntas quanto à possibilidade de que o vazamento possa minar a confiança dos aliados em compartilhar informações com os EUA, ou impactar os planos da Ucrânia para intensificar a luta contra a Rússia nesta primavera.

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De maneira geral, os documentos vazados representam um "risco muito grave para a segurança nacional", disse um importante porta-voz do Pentágono a repórteres na segunda-feira, 10.

Abaixo uma visão geral acerca dos documentos, o que se sabe sobre o vazamento, e seu potencial impacto:

O QUE SÃO?

Os documentos sigilosos - que não foram autenticados individualmente por autoridades americanas - variam de slides de instruções mapeando posições militares ucranianas a avaliações de apoio internacional à Ucrânia e outros tópicos delicados, incluindo sob quais circunstâncias o presidente russo Vladimir Putin pode usar armas nucleares.

Não há uma resposta clara sobre quantos documentos vazaram. A Associated Press analisou aproximadamente 50 documentos, mas algumas estimativas colocam o número total na casa das centenas.

DE ONDE ELES VIERAM?

Investigadores federais americanos prenderam na quinta-feira, 13, Jack Teixeira, um oficial da Guarda Nacional de Massachusetts de 21 anos, que eles acreditam estar ligado ao vazamento em massa de documentos secretos de inteligência dos EUA. O vazamento prejudicou as relações com aliados americanos e expuseram fraquezas nas forças armadas ucranianas.

O aviador Teixeira supervisionava um grupo online chamado Thug Shaker Central, no qual cerca de 20 a 30 pessoas, a maioria jovens e adolescentes, se reuniam para compartilhar o amor por armas, memes racistas online e videogames.

Na tarde da quinta-feira, cerca de meia dúzia de agentes fortemente armados do FBI entraram na casa de Teixeira. O FBI disse em um comunicado que havia feito uma prisão e continuava a conduzir "atividades policiais autorizadas" em uma residência em North Dighton.

DISCORD

O Discord é uma plataforma de mídia social popular entre as pessoas que jogam jogos online. O site Discord hospeda chats de voz, vídeo e texto em tempo real para grupos e se descreve como um lugar "onde você pode fazer parte de um clube escolar, um grupo de jogadores ou uma comunidade artística mundial".

Em um desses fóruns, originalmente criado para tratar de assuntos diversos, os membros debatiam a guerra na Ucrânia. De acordo com um dos integrantes do chat, um usuário não identificado compartilhou documentos que alegou serem sigilosos, primeiro transcrevendo-os, juntamente com opiniões do próprio usuário e, depois, alguns meses atrás, enviando imagens de papéis dobrados.

A pessoa que disse ser integrante do fórum disse à Associated Press que outra pessoa, identificada online apenas como "Lucca", compartilhou os documentos em um outro chat do Discord. A partir daí, eles parecem ter se espalhado até serem captados pela mídia.

 

O QUE FOI REVELADO

Os vazamentos revelaram o quanto os EUA monitoram de perto como seus aliados e amigos interagem com a Rússia e a China. Autoridades de diversos países negaram ou rejeitaram as alegações dos documentos vazados.

A AP noticiou que a inteligência dos EUA captou alegações de agentes russos de que eles estariam construindo um relacionamento mais próximo com os Emirados Árabes Unidos, país do Oriente Médio rico em petróleo, que abriga importantes instalações militares americanas. Os Emirados Árabes Unidos rejeitaram as alegações, chamando-as de "categoricamente falsas".

O jornal The Washington Post informou na segunda-feira que o presidente do Egito teria determinado aos subordinados que se preparassem secretamente para enviar até 40.000 foguetes para a Rússia durante a guerra contra a Ucrânia. Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Egito disse que o país mantém "o não envolvimento nesta crise e se compromete a manter distância igual de ambos os lados".

Outros vazamentos dizem respeito a alegações de que os líderes sul-coreanos estariam hesitantes em enviar projéteis de artilharia para a Ucrânia e que o serviço de espionagem Mossad de Israel se oporia à proposta de reforma do judiciário do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

Com orçamento anual de US$90 bilhões (R$445 bilhões), as agências de inteligência dos EUA têm amplos poderes para interceptar comunicações eletrônicas, espionar e monitorar por satélites. Os resultados desses poderes raramente são expostos publicamente, mesmo de forma limitada.

A RESPOSTA DOS EUA

O Pentágono iniciou uma auditoria interna para avaliar o impacto do vazamento na segurança nacional. A auditoria está sendo coordenada por Milancy D. Harris, vice-subsecretário de defesa para inteligência e segurança, segundo informou uma autoridade de defesa em comunicado à AP. Essa autoridade também afirmou que a equipe inclui representantes dos órgão de assuntos legislativos, assuntos públicos, políticas, assessoria jurídica e a equipe conjunta.

O Pentágono também está tomando medidas rapidamente para reduzir o número de pessoas que têm acesso aos briefings do governo, disse outro funcionário da defesa. Ambos os funcionários falaram sob condição de anonimato para discutir assuntos delicados. Autoridades do Pentágono também estão monitorando de perto onde os slides vazados estão "sendo publicados e amplificados", disse Chris Meagher, assistente do secretário de defesa para relações públicas.

Paralelamente, o Departamento de Justiça abriu uma investigação criminal para descobrir como os slides foram obtidos e vazados.

Na terça-feira, o diretor da CIA, William Burns, chamou o vazamento de "profundamente lamentável".

"É algo que o governo dos EUA leva muito a sério", comentou, em uma fala na Universidade Rice. "O Pentágono e o Departamento de Justiça deram início a uma investigação intensa para chegar até o fundo da questão".

QUAL O IMPACTO?

Líderes militares de alto escalão têm entrado em contato com aliados para lidar com as consequências. Isso inclui ligações "de alto nível para tranquilizá-los de nosso compromisso com a proteção da inteligência e a lealdade às nossas parcerias de segurança. Essas conversas tiveram início no fim de semana, e continuam acontecendo", disse Meagher.

É provável que as autoridades americanas enfrentem mais questionamentos quando viajarem para a Alemanha na semana que vem para a próxima reunião do grupo de aliados, onde representantes de mais de 50 países se reúnem para coordenar armas e auxílio para a Ucrânia. Contudo, não se espera que o vazamento dos documentos afete a reunião ou a disposição dos aliados em continuar a fornecer assistência militar à Ucrânia, disse um alto funcionário de defesa dos EUA à Associated Press, falando sob condição de anonimato para discutir assuntos delicados.

"Acho que muitos dos aliados provavelmente ficarão mais curiosos sobre os motivos para isso ter ocorrido", disse Chris Skaluba, diretor da iniciativa de segurança transatlântica da organização Atlantic Council. Considerando, em primeiro lugar, o alto nível de autorização de segurança necessário para acessar as informações, o vazamento enseja perguntas sobre quem "teria tanto interesse nessa divulgação" e a possibilidade de intenção em minar o apoio à Ucrânia, disse Skaluba.

Na terça-feira, Austin entrou em contato com o ministro da Defesa da Coreia do Sul, Lee Jong-sup, para discutir os documentos vazados, vários dos quais eram especialmente sensíveis para Seul porque descreviam a vigilância dos EUA sobre seu aliado e detalhavam as hesitações do país quanto ao fornecimento de munições diretamente à Ucrânia.

As duas autoridades de defesa concordaram que um "número considerável" dos documentos vazados teriam sido forjados, disse aos repórteres o vice-diretor de segurança nacional da Coreia do Sul, Kim Tae-hyo. Segundo ele, a aliança entre os dois países não será afetada pelo vazamento, e a Coreia do Sul buscará fortalecer ainda mais a cooperação com os Estados Unidos.

Tanto Austin quanto o secretário de Estado, Antony Blinken, entraram em contato com seus colegas na Ucrânia. Austin sugeriu, na terça-feira, que os vazamentos não teriam muito impacto sobre os planos da Ucrânia para uma ofensiva na primavera.

A estratégia ucraniana "não será conduzida por um plano específico. Eles têm um grande plano para começar, mas apenas o presidente Zelenskyy e sua liderança realmente conhecem todos os detalhes desse plano", disse Austin.

A respeito de outras questões delicadas destacadas nos slides vazados, como a escassez de munições de defesa aérea da Ucrânia, a escassez em si é conhecida e é uma das razões pelas quais os líderes militares dos EUA têm pressionado aliados para fornecer quaisquer sistemas que puderem, como os sistemas Iris-T prometidos pela Alemanha e os sistemas de defesa aérea Hawk fabricados nos EUA, fornecidos pela Espanha.

"A divulgação de uma aparente escassez de mísseis antiaéreos pode ser um conforto para a Rússia. Mas, se isso incentivar os parceiros da Ucrânia a acelerar a entrega de mísseis e outros recursos de defesa aérea, Kiev ficará agradecida. O maior ‘desconhecido conhecido’ é até que ponto esses vazamentos influenciam o apoio político dos EUA à Ucrânia", disse Ben Barry, pesquisador sênior de guerra terrestre no Instituto Internacional de Estudos Estratégicos, com sede em Londres.

O procurador-geral dos Estados Unidos, Merrick Garland, confirmou, nesta quinta-feira (13), informações divulgadas pela imprensa mais cedo sobre a prisão de um homem suspeito de vazar na internet dezenas de documentos de Defesa altamente sigilosos.

O suspeito Jack Teixeira "foi preso sem incidentes" e deve se apresentar em breve a um tribunal no estado de Massachusetts (nordeste), disse Garland em uma breve coletiva de imprensa.

Mais cedo, o presidente americano, Joe Biden, afirmou que a investigação sobre a divulgação de documentos confidenciais dos Estados Unidos "se aproximava" de um resultado, enquanto a imprensa americana já indicava um membro da Guarda Nacional como possível responsável pelo vazamento.

Os documentos vazados revelaram preocupação sobre a viabilidade de uma próxima contraofensiva das forças de Kiev contra as tropas russas, assim como sobre as defesas aéreas ucranianas, e deram sinais de espionagem de aliados por parte dos Estados Unidos.

"Está sendo realizada uma investigação completa, com a comunidade de inteligência e o Departamento de Justiça e estão se aproximando" de algumas conclusões, disse Biden durante visita à Irlanda.

Os comentários do presidente se seguiram a uma reportagem do jornal The Washington Post, segundo a qual um homem que trabalhava em uma base militar americana havia publicado centenas de páginas de documentos em um grupo chamado Thug Shaker Central na plataforma de redes sociais Discord.

O The New York Times, por sua vez, noticiou que havia identificado uma "pista de provas digitais" que apontava para um jovem membro da Guarda Aérea Nacional como o líder do grupo e responsável pelo vazamento, apesar de deixar claro que não havia sido identificado oficialmente como suspeito.

O jornal o identificou como Jack Teixeira, um membro de 21 anos da Inteligência da Guarda Nacional de Massachusetts.

O Wall Street Journal também apontou para um membro da Guarda Aérea Nacional e disse que poderia haver uma prisão nesta quinta-feira.

Segundo os relatórios, o suposto autor dos vazamentos, que se identificava como "OG", publicava regularmente documentos no grupo há meses.

O grupo de cerca de 24 pessoas, inclusive Rússia e Ucrânia, se uniu por sua "paixão mútua por armas, equipamento militar e Deus" e formou um "clube na Discord apenas para convidados em 2020", destacou o Post, que, assim como o Times, citou membros não identificados do Thug Shaker Central.

- "Implicações para a segurança nacional" -

OG disse aos membros do grupo que passava parte do dia "dentro de uma instalação segura que proibia os telefones celulares e outros dispositivos eletrônicos", segundo o Post.

Primeiro transcreveu o conteúdo dos documentos classificados para compartilhar com o grupo, mas logo começou a tirar fotos e pedir aos demais membros que não as compartilhassem, destacou o periódico.

OG tinha uma "visão sombria do governo" e "falava dos Estados Unidos, e particularmente das forças de ordem e do serviço de inteligência, como forças sinistras que tentavam reprimir os cidadãos e mantê-los na escuridão", acrescentou o Post, citando um dos membros do grupo.

A porta-voz da Casa Branca, Karine Jean-Pierre, disse que os Estados Unidos estão "verificando as implicações para a segurança nacional" do vazamento, que motivou uma investigação criminal por parte do Departamento de Justiça.

Devido ao vazamento, o Departamento de Defesa também tomou medidas para restringir ainda mais o acesso a este tipo de informação confidencial, disse Jean-Pierre a jornalistas da comitiva de Biden.

Washington também quer que as empresas de redes sociais "evitem facilitar" a divulgação de material deste tipo, afirmou.

"Acreditamos que as empresas de redes sociais têm a responsabilidade para com seus usuários e com o país de administrar a infraestrutura do setor privado que criaram e agora operam", disse Jean-Pierre.

Um porta-voz da Discord disse à AFP que a segurança dos usuários é uma prioridade e que conteúdos que violam suas políticas podem acarretar usuários banidos, servidores interrompidos e alertas à polícia.

"Em relação à aparente violação de material confidencial, estamos cooperando com as forças de ordem", disse o porta-voz. "Como a investigação está em andamento, não podemos fazer mais comentários neste momento".

O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Lloyd Austin, afirmou nesta quarta-feira(15) que os aviões americanos voarão "onde o direito internacional permitir" e advertiu a Rússia a agir com precaução depois que um de seus aviões supostamente derrubou um drone americano.

Austin fez a declaração pouco depois de uma conversa por telefone com seu homólogo russo, Sergei Shoigu, sobre o incidente de terça-feira sobre o Mar Negro, quando dois caças russos interceptaram um drone de vigilância americano e danificaram sua hélice.

Os Estados Unidos chamaram a atitude russa de "imprudente" e "pouco profissional", enquanto Moscou negou sua responsabilidade e acusou Washington de realizar voos "hostis" na região.

"Os Estados Unidos continuarão voando e operando onde o direito internacional permitir", disse Austin aos jornalistas depois da ligação com Shoigu. "E corresponde à Rússia operar seus aviões militares de maneira segura e profissional", acrescentou.

O chefe do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, general Mark Milley, disse que o Pentágono está analisando vídeos e dados do drone para ver exatamente o que aconteceu.

"Se foi intencional ou não? Ainda não sei", disse aos jornalistas. "Sabemos que a interceptação foi intencional. Sabemos que o comportamento agressivo foi intencional, também sabemos que foi muito pouco profissional e muito inseguro".

"Mas o contato real do caça russo (...) o contato físico, ainda não temos certeza".

Austin agradeceu seu colega russo pela conversa. Desde o início da invasão russa à Ucrânia, em 24 de fevereiro de 2022, o contato direto entre as principais autoridades de defesa de ambos os países tem sido extremamente raro.

"Levamos muito a sério qualquer potencial de escalada e por isso acreditamos que é importante manter abertas as vias de comunicação. Creio que é realmente fundamental que possamos pegar o telefone e conversar entre nós. E creio que isso ajudará a evitar erros de cálculo no futuro".

O porta-voz do Pentágono, Patrick Ryder, disse que o Departamento de Defesa dos Estados Unidos está "ciente" de relatos não confirmados de que mísseis russos atingiram a Polônia.

"Posso dizer que não temos nenhuma informação neste momento para corroborar esses relatórios e estamos investigando isso mais a fundo", afirmou a autoridade em vídeo compartilhado pela rede ABC News no Twitter.

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Segundo a Associated Press, um alto funcionário da inteligência dos EUA disse que mísseis russos atravessaram a Polônia, país membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), e provocaram a morte de duas pessoas.

O porta-voz do governo polonês Piotr Mueller não confirmou imediatamente a informação, mas disse que os principais líderes estavam em reunião de emergência devido a uma "situação de crise".

Os Estados Unidos proporcionarão sistemas de defesa aérea e mísseis terra-ar para a Ucrânia como parte de um novo pacote de assistência de segurança avaliado em 400 milhões de dólares, anunciou o Pentágono nesta quinta-feira (10).

Com "os implacáveis e brutais ataques aéreos da Rússia contra a infraestrutura crítica e civil da Ucrânia, as capacidades adicionais de defesa aérea são fundamentais", disse aos jornalistas a secretaria de imprensa adjunta do Pentágono, Sabrina Singh.

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O pacote compreende quatro sistemas de defesa aérea Avenger de curto alcance e alta mobilidade, que serão fornecidos à Ucrânia pela primeira vez, assim como mísseis Stinger.

Também inclui mísseis para os sistemas de defesa aérea HAWK que a Espanha se comprometeu a fornecer, projéteis de artilharia e morteiros, munição para os lança-foguetes de precisão Himars e mais de 20 milhões de cartuchos de munição para armas pequenas.

Os mísseis HAWK serão fornecidos com recursos da Iniciativa de Assistência de Segurança da Ucrânia, que financia a aquisição de equipamentos da indústria de defesa. Outros elementos do pacote terão como origem os inventários americanos existentes.

O pacote eleva para mais de 18,6 bilhões de dólares a assistência militar dos Estados Unidos para a Ucrânia desde o início da invasão das forças russas em fevereiro.

O anúncio acontece um dia depois que o general americano Mark Milley informou que mais de 100.000 militares russos tinham morrido ou ficado feridos na Ucrânia, e que as forças de Kiev provavelmente sofreram baixas similares.

Milley também destacou a possibilidade de conversas sobre o fim da guerra, e que a vitória militar pode não ser possível nem para a Rússia nem para a Ucrânia.

Enquanto isso, a Rússia anunciou nesta quinta-feira que suas forças começaram a se retirar da cidade de Kherson, no sul da Ucrânia, um duro golpe para a campanha militar de Moscou.

"Estamos vendo alguns indícios de que as forças russas estão se retirando da cidade de Kherson, mas é cedo demais para fazer uma avaliação completa de... o que isso significa", disse Singh.

Os Estados Unidos informaram nesta quarta-feira que testaram com sucesso um míssil balístico intercontinental (ICBM), operação que havia sido anunciada com antecedência para evitar o agravamento das tensões com a Rússia em meio ao conflito na Ucrânia.

O Minuteman III desarmado foi lançado em 7 de setembro da Base da Força Espacial Vandenberg na Califórnia às 01h13 (05h13 de Brasília) e viajou cerca de 6.760 km sobre o Oceano Pacífico antes de afundar no mar perto do atol de Kwajalein, nas Ilhas Marshall, anunciou a Força Aérea em um comunicado.

"Este lançamento de teste faz parte de atividades rotineiras e periódicas destinadas a demonstrar que a dissuasão nuclear dos Estados Unidos é segura, confiável e eficaz", disse o comunicado.

"Este teste não é o resultado de eventos mundiais atuais", acrescentou.

Os Estados Unidos não costumam anunciar seus testes de mísseis ICBM com antecedência, mas o último teste do Minuteman III, um míssil equipado com uma ogiva que em tempos de guerra pode carregar uma bomba nuclear, teve que ser adiado duas vezes por causa das tensões internacionais.

Originalmente agendado para março, foi adiado pela primeira vez por causa da invasão da Ucrânia pela Rússia em 24 de fevereiro, com Washington temendo que Moscou usasse esse teste para amplificar o conflito para outros países.

E foi adiado pela segunda vez no início de agosto após a visita da presidente da Câmara de Representantes americana, Nancy Pelosi, a Taiwan, ilha reivindicada por Pequim.

O teste foi finalmente concluído com sucesso em 16 de agosto.

Foi uma coincidência que os dois testes tenham sido realizados tão próximos, disse o porta-voz do Pentágono, o general Pat Ryder, na terça-feira, durante uma coletiva de imprensa.

O Minuteman III, em serviço há 50 anos, é atualmente o único ICBM terrestre no arsenal nuclear dos Estados Unidos.

Os mísseis estão alojados em silos em três bases militares: Wyoming, Dakota do Norte e Montana.

O arsenal dos Estados Unidos também inclui mísseis balísticos Trident lançados por submarinos e armas nucleares transportadas por aviões bombardeiros estratégicos.

O Pentágono informou, nesta segunda-feira (23), que cerca de 16.000 pessoas foram retiradas nas últimas 24 horas do Afeganistão através do aeroporto de Cabul, com a aceleração das operações de transporte aéreo internacional antes do prazo de 31 de agosto.

O general Hank Taylor disse a jornalistas que 61 voos militares, comerciais e charter, nos quais vários países participaram, saíram do aeroporto internacional Hamid Karzai nas 24 horas antes de 3h00 de segunda-feira (04h00 no horário de Brasília), transportando pessoas que fugiam do país depois que os talibãs tomaram o poder.

Do total do dia, 11.000 já foram retiradas por meio das operações de transporte aéreo do Exército dos Estados Unidos, disse Taylor.

O general acrescentou que o número de pessoas transportadas do Afeganistão desde julho em voos americanos subiu para 42.000, das quais 37.000 foram evacuadas desde que as intensas operações de transporte áereo começaram em 14 de agosto, quando os talibãs se mobilizaram para tomar Cabul.

Este número inclui "vários milhares" de cidadãos americanos e milhares de afegãos que trabalharam para as forças americanas, e que solicitaram ou receberam vistos especiais de imigrante, além dos afegãos considerados em risco de sofrer ataques talibãs pelo seu trabalho em organizações não-governamentais, meios de comunicação e outros empregos, segundo o porta-voz do Pentágono, John Kirby.

Kirby acrescentou que a atenção continua voltada para que as operações de evacuação dos EUA sejam concluídas antes de 31 de agosto, data limite estabelecida pelo presidente Joe Biden para a retirada do país.

Isso exigiria a retirada dos 5.800 soldados dos EUA que basicamente lideraram as operações no aeroporto e mantiveram a segurança desde 14 de agosto, assim como grandes quantidades de equipamentos levados para apoiar sua missão.

Funcionários alemães, britânicos e franceses afirmaram, nesta segunda-feira, que as evacuações que eles realizam poderiam continuar depois de 31 de agosto e manifestaram o desejo de que a força dos Estados Unidos permaneça no local para ajudar o transporte aéreo internacional.

Um policial foi morto nesta terça-feira (3) em um ataque a poucos metros do Pentágono, que foi brevemente colocado em alerta, segundo um senador e veículos de imprensa dos Estados Unidos.

Os funcionários foram avisados pelo alto-falante para que permanecessem dentro do edifício, por volta das 10h40 (11h40 de Brasília), depois que tiros foram ouvidos na estação de metrô localizada a alguns metros do imponente complexo militar, localizado em Arlington, nos arredores de Washington.

O estado de alerta na sede do Departamento de Defesa dos EUA foi suspenso por volta das 12h10 (13h10 de Brasília), mas as saídas mais próximas da estação do Pentágono permaneciam fechadas até novo aviso. A força de segurança do Pentágono informou que a área havia sido protegida, mas não deu detalhes do que aconteceu.

"O incidente acabou, a área está segura e, o mais importante, nossa comunidade não está mais sob ameaça", disse o chefe da força de proteção do Pentágono, Woodrow Kusse. Ele afirmou que havia vários feridos, mas se recusou a confirmar os relatos de que um de seus policiais havia morrido devido a ferimentos causados por arma branca, enquanto o agressor teria sido morto a tiros.

No entanto, o senador democrata Mark Warner, da Virgínia, ofereceu condolências aos amigos e familiares do agente. "Estou terrivelmente triste com a morte de um policial do Pentágono, que foi assassinado esta manhã em um ato de violência sem sentido próximo ao Pentágono", tuitou. Canais de TV locais mostraram dezenas de policiais reunidos em frente ao hospital de Washington para onde o policial foi transferido.

O secretário de Defesa, Lloyd Austin, "não estava no prédio no momento do incidente", disse o porta-voz John Kirby, acrescentando que o chefe do Pentágono é informado "regularmente" sobre o desenrolar da situação. Austin e o chefe do Estado-Maior Conjunto, general Mark Milley, estavam na Casa Branca para a reunião semanal com o presidente Joe Biden.

Na última sexta-feira (25) foi divulgado um relatório do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, localizado em Arlington, no estado de Virginia (EUA), que mostra mais informações sobre a aparição de OVNI’s no território norte-americano. O documento do Pentágono revela que dentr os 144 casos de objetos voadores não identificados nos últimos anos no espaço aéreo americanoi, apenas um deles tem explicação. Todos os outros não podem ser considerados objetos extraterrestres, mas também, esta não pode ser uma hipótese descartada.

Dentre as hipóteses que estão sendo cogitadas para os fenômenos que ainda não tiveram explicação, o relatório mostra que alguns destes eventos podem ter ocorrido por conta de aeronaves de outros países, como China e Rússia, ou até fenômenos atmosféricos naturais pouco investigados pela ciência, como cristais de gelo que os sistemas passaram a detectar no espaço norte-americano.

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Nos últimos anos, acontecimentos relacionados a objetos voadores não identificados passaram a ganhar mais seriedade. Entre as ocorrências listadas, 18 apresentam padrões incomuns de movimento ou característica de voo, quando relacionados às tecnologias existentes atualmente. 

Em maio de 2021, dois ex-pilotos foram ao  “60 minutes”, tradicional programa de TV do canal CBS e contaram sobre o episódio que ambos presenciaram. Um dos pilotos afirmou que era difícil identificar o que era o objeto voador, por não ter a visualização de rastro de fumaça ou sistema de propulsão aparente, além de não ser possível identificar uma superfície de controle de voo.

 

 

O Pentágono confirmou nessa terça-feira (13) que o vídeo publicado pelo documentarista Jeremy Corbell em seu Twitter, no último dia 8, é autêntico e se trata de fato de OVNIs. As imagens foram gravadas com equipamento de visão norturna e é possível ver três objetos no céu, um deles piscando.

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Na continuação da publicação, Corbell diz que o vídeo foi feito em julho de 2019. Em uma entrevista ao site “Mistery Wire”, o porta-voz do Departamento de Defesa dos EUA, Sue Gougho, disse que o vídeo foi gravado por oficiais do navio USS Russell e que os objetos eram similares a “pirâmides voadoras”.

Mesmo tendo autenticidade comprovada, não há confirmação de que os de que os objetos sejam reais, porém, estão no registro entre as pesquisas em andamento.

Segundo o portal CanalTech, a Inteligência Nacional dos EUA vem reunindo uma série de relatos de Objetos Voadores Não Identificados (OVNIs) em um relatório previsto para ser divulgado em junho deste ano. O relatório é de caráter educativo, para que outros militares e oficiais de inteligência saibam caracterizar um OVNI.

O novo chefe do Pentágono, Lloyd Austin, vai reafirmar o compromisso dos Estados Unidos com a OTAN esta semana e promete aos seus aliados que, a partir de agora, nenhuma grande decisão será tomada sem levá-los em consideração, uma forma de deixar a presidência de Donald Trump para trás.

Os ministros da Defesa da Aliança Atlântica realizarão reuniões virtuais na quarta e quinta-feira, e espera-se que Austin entregue uma "mensagem positiva sobre a relevância da OTAN", disse o porta-voz do Pentágono, John Kirby, na sexta-feira.

"Ele quer revigorar nosso compromisso com a aliança", acrescentou o porta-voz. E sua mensagem "será que somos melhores quando agimos juntos; trabalhar em equipe nos torna mais fortes, e segurança coletiva é segurança compartilhada."

A questão da retirada das tropas americanas do Afeganistão, marcada para o início de maio, estará no topo da agenda, mas nenhuma decisão é esperada sobre o assunto, alertou Kirby.

"É o comandante-chefe (presidente Joe Biden) que toma esse tipo de decisão", lembrou o porta-voz. Mas essa reunião de ministros ajudará Austin "a construir sua reflexão e o tipo de recomendações que terá de fazer" ao presidente.

"E como ele disse aos seus homólogos, particularmente aos da OTAN, nenhuma decisão será tomada sem consultas e discussões com eles", acrescentou.

Sob o acordo histórico de fevereiro de 2020 entre Washington e o Talibã, os Estados Unidos prometeram retirar todas as suas tropas do Afeganistão até maio de 2021, em troca de garantias de segurança dos insurgentes.

Washington reduziu seu contingente no país para 2.500 soldados em 15 de janeiro, o menor número desde 2001, enquanto seus aliados da OTAN mantiveram suas tropas no Afeganistão.

Mas, com um aumento nos ataques do Talibã nos últimos tempos, um grupo consultivo do Congresso dos EUA pediu o adiamento da retirada total planejada para maio.

- Mudança de tom -

Entre os outros assuntos discutidos no encontro estará a suspensão da retirada parcial das tropas americanas da Alemanha, decidida por Trump.

O ex-presidente anunciou em junho que queria reduzir de 34.500 militares, para 25.000 militares.

Essa retirada não havia começado quando Biden chegou à Casa Branca em 20 de janeiro, disse outro porta-voz do Pentágono, o tenente-coronel Thomas Campbell, à AFP. “Ainda estávamos na fase de planejamento”, explicou.

Os aliados da OTAN se comprometeram em 2014 a dedicar 2% de seu orçamento à defesa.

"Mas acredito que reconhecerá que muitos dos nossos aliados da OTAN alcançam, e até excedem, esses 2%, e que muitos não medem esforços para o conseguir", acrescentou Kirby.

Os ministros também devem falar sobre jihadistas estrangeiros que permanecem detidos em campos no nordeste da Síria comandados por forças curdas. Neste tópico, o governo Biden concorda com o de seu antecessor e pede à comunidade internacional que repatrie seus cidadãos.

Por fim, as tensões com a Turquia podem estar na agenda das reuniões após a aquisição de mísseis de defesa russos S400 por Ancara. O novo governo dos Estados Unidos apelou ao seu homólogo turco para renunciar a essas armas, seguindo o caminho traçado pelo governo Trump.

Extremistas de direita e supremacistas brancos trabalharam para atrair membros do exército dos Estados Unidos e ganharam apoio no ano passado, anunciou nesta quinta-feira (14) o Departamento da Defesa.

Uma semana após o ataque ao Capitólio por partidários do presidente Donald Trump, o Pentágono informou que iniciará uma investigação sobre a extensão do extremismo nas fileiras militares.

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Um alto funcionário da defesa, que pediu anonimato, disse à imprensa que houve um aumento das atividades de extrema direita entre os militares no ano passado, embora ele tenha observado que isso ocorre em paralelo em toda a sociedade.

“Sabemos que alguns grupos estão tentando ativamente atrair nossas equipes para suas causas, ou encorajar seus membros a se alistarem para adquirirem habilidades e experiência em nossa força”, explicou ele.

"Reconhecemos que essas habilidades são altamente valorizadas por alguns desses grupos, não apenas pela capacidade que lhes conferem, mas também porque dá uma pintura de legitimidade ao seu pensamento", acrescentou.

Os militares estão cientes do problema há muito tempo. Mas o assunto tomou novo rumo devido à participação de militares e policiais da ativa e aposentados no ataque ao Capitólio em 6 de janeiro.

Um capitão, especialista em operações psicológicas na Carolina do Norte, organizou um grupo de 100 pessoas para participar do protesto. Desde então, pediu para sair.

“No Departamento de Defesa, estamos fazendo tudo o que podemos para eliminar o extremismo”, disse Garry Reid, que supervisiona a Inteligência e a aplicação da lei no gabinete do secretário.

“A política do Departamento de Defesa proíbe expressamente os militares de defender causas supremacistas, extremistas ou ideologias de gangues criminosas”, disse Reid.

O gabinete do inspetor-geral independente do Pentágono anunciou nesta quinta-feira a abertura de uma investigação para analisar a eficácia de programas que buscam prevenir o crescimento do extremismo e o apoio a gangues em uma força militar de dois milhões de efetivos.

Mas até agora não foram divulgados números sobre a magnitude do problema.

Um total de 14 senadores pediram ao Pentágono nesta quinta-feira para examinar o assunto mais de perto.

“A questão da supremacia branca e da ideologia extremista não é nova entre nossos militares, mas o ataque ao Capitólio deixou claro que essa tendência alarmante deve ser tratada imediatamente”, disseram eles.

Eles observaram que uma pesquisa conduzida pela publicação Military Times no ano passado revelou que um terço dos militares na ativa entrevistados percebiam sinais de supremacia ou ideologia racista entre as tropas.

Lloyd Austin, que liderou as tropas americanas durante a incursão em Bagdá em 2003, foi escolhido pelo presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, para se tornar o primeiro secretário de Defesa negro, informou na segunda-feira a imprensa local.

Veterano de conflitos no Iraque e no Afeganistão, o general de reserva de 67 anos superou a até então favorita ao cargo, a ex-subsecretária de Defesa Michele Flournoy, em meio à crescente pressão sobre o próximo presidente democrata para que que nomeie mais minorias em cargos importantes de seu gabinete.

Biden poderá revelar oficialmente a escolha nesta terça-feira (8), informou o Politico, primeiro veículo a divulgar a indicação.

O jornal The New York Times e os canais CNN e ABC confirmaram a informação, citando fontes próximas à decisão. A equipe de Biden permaneceu em silêncio sobre a notícia.

Se for aprovado pelo Senado, o general da reserva se tornará o primeiro afrodescendente a comandar o maior exército do mundo, no qual a comunidade negra está fortemente representada.

Austin também atuou como ex-diretor do Comando Central do Exército (Centcom), organismo que supervisiona as ações militares no Oriente Médio.

Austin passou quatro décadas no exército, se formou na Academia Militar de West Point e seguiu uma carreira com ampla gama de atribuições, desde liderar pelotões, comandar grupos de logística e supervisionar recrutamentos até postos de alto escalão no Pentágono.

Em março de 2003 assumiu o posto de assistente do comandante de divisão da 3ª Divisão de Infantaria quando esta partiu do Kuwait para Bagdá na invasão americana do Iraque. Do fim de 2003 até 2005 permaneceu no Afeganistão e comandou a Força Tarefa Conjunta Combinada 180, principal grupo de operações para estabilizar a região.

Assumiu o comando do Centcom em 2013 e esteve à frente da luta contra o grupo Estado Islâmico (EI). Austin substituiu no posto Jim Mattis, que foi secretário de Defesa do presidente republicano Donald Trump entre 2017 e 2019.

Ele deixou as Forças Armadas em 2016 e passou a trabalhar na indústria da defesa, como muitos de seus antecessores. É membro do conselho de administração da Raytheon Technologies, o que lhe rendeu críticas de alguns setores progressistas.

Em meio à desordem causada pela reação de Donald Trump ao resultado da eleição, o Pentágono sofreu uma mudança radical de comando. Após a demissão do secretário de Defesa, Mark Esper, a cúpula do departamento pediu para sair e quatro nomes leais ao presidente assumiram cargos estratégicos. Segundo o Washington Post, militares e funcionários suspeitam que o plano seja ajudar Trump a resistir no cargo.

Os nomes leais ao presidente, segundo fontes do Departamento de Defesa ouvidas pelo Washington Post, estariam retardando a transição, acertando contas com adversários e promovendo agenda própria. À medida que altos funcionários do Pentágono perdem o emprego, todas as atenções se voltam para o futuro do chefe do Estado-Maior Conjunto, general Mark Milley, que caiu em desgraça com muitos dentro da Casa Branca e seria um dos últimos obstáculos para o controle total do Pentágono.

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Milley não pretende renunciar e Trump ainda não decidiu demiti-lo. Outros funcionários que se recusaram a renunciar, como a vice-diretora da Usaid, Bonnie Glick, foram demitidos sem explicação. O general entrou em choque com uma facção de assessores de Trump que está expurgando quem é considerado desleal ao presidente.

Em junho, Esper e Milley irritaram Trump ao discordarem do uso de tropas para reprimir protestos e da ordem de usar agentes químicos para dispersar manifestantes na Casa Branca, para que o presidente pudesse tirar uma foto com uma bíblia na mão diante de uma igreja - Milley e Esper aparecem na foto com Trump.

"Eu não deveria ter ido", disse Milley, em vídeo da National Defense University, alguns dias depois. "Minha presença naquele momento e naquele ambiente criou uma percepção de que os militares estão envolvidos em política."

Mas Milley é mais difícil de demitir do que Esper. Em 2019, ele foi confirmado pelo Senado para um mandato de quatro anos por 89 a favor e 1 contra. Substituí-lo por um nome leal seria difícil, porque o cargo deve ser preenchido por um alto comandante militar. Muitos dentro do Pentágono, porém, alertam que nada impede a Casa Branca de se livrar dele.

Enquanto isso, os aliados de Trump se aproveitam para ocupar o vácuo deixado no Pentágono. A saída repentina do subsecretário de Políticas de Defesa, John Anderson, por exemplo, deixou o cargo nas mãos de Anthony Tata, um trumpista fanático que certa vez chamou Barack Obama de "líder terrorista". Tata foi reprovado em uma sabatina, em agosto, em razão de suas declarações explosivas e da falta de qualificação.

Outro problema identificado por militares e funcionários civis, de acordo com a CNN, é a decisão do governo de retirar completamente as tropas americanas do Afeganistão - a equipe de Esper era contra, argumentando que pode ser prematuro. "É assustador", disse uma fonte do Pentágono à CNN, que não se identificou. "São movimentos de um ditador."

Os democratas se dizem preocupados. "A rotatividade de altos funcionários no Departamento de Defesa durante a transição presidencial é um risco. A renúncia do responsável pela política de defesa, no dia seguinte à demissão do secretário, marca o início de um processo de destruição do Pentágono", disse Adam Smith, presidente da Comissão de Serviços Armados da Câmara.

O momento-chave agora é saber quando a Administração de Serviços Gerais (GSA) certificará que Joe Biden ganhou a eleição - uma espécie de chancela em lei da vitória democrata. Trump pode ordenar que seus oficiais não cumpram a determinação, o que forçaria o alto escalão do Pentágono, incluindo Milley, a escolher entre seguir a lei ou permanecer leal ao presidente. Se isso ocorrer, a crise alcançaria um nível novo e perigoso. (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (9) a demissão de seu secretário de Defesa, Mark Esper, que será substituído pelo diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo, Christopher Miller.

"Chris vai fazer um ótimo trabalho! Mark Esper foi demitido. Agradeço seu serviço", tuitou o presidente sem cerimônia, dois dias depois do anúncio de sua derrota para Joe Biden na eleição presidencial.

As relações entre Trump e Esper ficaram tensas depois que o ex-secretário se opôs publicamente à mobilização do exército em junho para reprimir os protestos antirracistas no país.

A partir daquele momento, a perda de influência de Esper no governo ficou evidente. Ele desapareceu da mídia e só fez discursos previamente preparados.

Embora sua demissão fosse esperada por muitos, surpreendeu por ser anunciada uma semana após a eleição, que o democrata Joe Biden venceu, e 10 semanas antes de Trump deixar a Casa Branca.

Christopher Miller será secretário de defesa interino até 20 de janeiro, quando o novo governo toma posse.

Ainda assim, Miller é o quinto chefe do Pentágono da administração Trump, depois do ex-general da marinha Jim Mattis, do engenheiro da Boeing Patrick Shanahan e do chefe da marinha Richard Spencer, que assumiu brevemente a pasta enquanto a confirmação de Esper no Senado era esperada para julho de 2019.

Miller passou 31 anos no exército, foi destacado para o Afeganistão em 2001 e para o Iraque em 2003 como parte das forças especiais.

Após sua aposentadoria, ele se tornou um consultor em operações secretas e inteligência governamental.

Em 2018-2019, foi assessor da Casa Branca em contraterrorismo e ameaças transnacionais e, no ano passado, tornou-se subsecretário adjunto de defesa para operações especiais.

Esper foi nomeado chefe do Centro Nacional de Contraterrorismo em agosto.

O Pentágono anunciou nesta quinta-feira (30) um contrato de 342 milhões de dólares com a gigante farmacêutica britânica GlazoSmithKline para garantir a entrega de "grandes quantidades da vacina contra a COVID-19" aos soldados americanos.

O acordo de valor fixo, que teve a Glaxo como a única empresa a fazer uma oferta, consiste em "fornecer grandes quantidades de vacinas de vários provedores contra a Covid-19 em apoio a bases e pessoal militar dentro e fora dos Estados Unidos", afirma a nota diária sobre contratos emitida pela entidade.

O contrato será executado em uma instalação da GlaxoSmith Kine na Carolina do Norte e tem como data limite 28 de fevereiro de 2021. O Exército está encarregado de supervisionar a operação.

O secretário da Defesa dos Estados Unidos, Mark Esper, anunciou nesta terça-feira (21) que pensa em visitar a China este ano, depois que Washington acusou Pequim de transformar o Mar da China Meridional em seu "império marítimo".

"Antes do fim do ano, espero visitar a China pela primeira vez em meu cargo de secretário da Defesa para melhorar a cooperação em áreas onde temos interesses comuns", afirmou Esper em um seminário on-line organizado pelo Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS).

Além disso, Esper disse que espera que sua viagem sirva para "estabelecer os sistemas de comunicação de crise necessários" e reforçar as intenções dos Estados Unidos de "competir abertamente no sistema internacional", ao qual todos os países pertencem, destacou.

O anúncio foi feito poucos dias depois que o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, anunciou que Washington considera "ilegais" as tentativas de Pequim de obter recursos na disputada região do Mar da China Meridional.

Os Estados Unidos questionam as pretensões de Pequim naquele mar, também conhecido como Mar do Sul da China, alinhando-se ao Vietnã, às Filipinas e a outros parceiros de Washington na região.

"Estamos deixando claro: as reivindicações de Pequim sobre os recursos de alto-mar ao longo de boa parte do Mar da China Meridional são completamente ilegais, assim como sua campanha de intimidação para controlá-los", disse Pompeo em nota divulgada na semana passada.

A declaração de Pompeo acrescentou uma nova frente contra a China para o governo de Donald Trump. Diante das eleições em novembro, o presidente retrata, com cada vez mais insistência, a potência asiática como um inimigo de seu país.

O Pentágono afastou nesta quinta-feira (2) o capitão do USS Theodore Roosevelt, afetado pelo coronavírus, alegando que ele administrou mal a comunicação sobre como o surto atingia o navio militar.

O secretário interino da Marinha, Thomas Modly, disse que o capitão Brett Crozier errou ao distribuir para uma ampla gama de pessoas cópias de uma emotiva carta de quatro páginas, descrevendo a ameaça aos quase 5.000 marinheiros, permitindo o vazamento dessas informações para a mídia americana no início da semana, antes de uma análise das principais autoridades da Defesa.

Modly disse que 114 casos de coronavírus foram registrados na tripulação até agora, mas nenhum grave, e que Crozier exagerou quando sugeriu que os marinheiros morreriam sem uma ação rápida.

Crozier "demonstrou um péssimo julgamento no meio de uma crise" com esta carta, disse Modly.

"Ele deturpou os fatos que estavam acontecendo no navio" e criou "um pouco de pânico" desnecessário, disse ele.

"Não tenho dúvidas de que o capitão Crozier fez o que pensava ser o melhor para a segurança e o bem estar de sua tripulação", disse Modly.

"Infelizmente, fez o oposto".

Além de assustar as famílias dos marinheiros, disse ele, "levantou preocupações sobre a segurança e capacidades operacionais do navio que poderiam ter encorajado nossos adversários a tirar proveito da situação".

O Roosevelt, um dos dois navios da Marinha dos EUA no oeste do Pacífico, está agora atracado em Guam, onde a maioria da tripulação está sendo alojada em terra para descontaminar o navio.

A Marinha disse que o contra-almirante Carlos Sardiello, ex-capitão do Roosevelt, substituirá Crozier.

Ao chegar ao Roosevelt, o surto de coronavírus prejudicou uma peça-chave da prontidão militar dos EUA, embora as autoridades de defesa americanas digam que não há ameaças estratégicas imediatas e que o navio pode ser levado ao mar rapidamente, se necessário.

No início da semana, o secretário de Defesa, Mark Esper, disse que as forças armadas dos adversários também são desafiadas pela COVID-19.

A principal agência de resposta a desastres dos EUA pediu ao Departamento de Defesa 100.000 sacos para corpos, à medida que o número de mortes por coronavírus aumenta no país, informou o Pentágono na quinta-feira.

A Agência Federal de Gerenciamento de Emergências (FEMA) fez esse pedido depois que especialistas da Casa Branca disseram na terça-feira que as mortes pela doença nos Estados Unidos, atualmente com mais de 5.100, poderão oscilar entre 100.000 e 240.000, mesmo levando em consideração os atuais esforços de mitigação.

A Agência de Logística de Defesa "está atualmente respondendo aos cuidadosos esforços de planejamento da FEMA com um pedido de 100.000 sacos para solucionar fatalidades em nome das agências estaduais de saúde", disse o porta-voz do Pentágono, tenente-coronel Mike Andrews.

Com o aumento das taxas de infecção e mortes, especialmente na cidade de Nova York, o presidente Donald Trump alertou na terça-feira que o país deve se preparar para "duas semanas muito, muito dolorosas".

"Quero que todo americano esteja preparado para os dias difíceis que virão", disse.

O Irã lançou mais de uma dúzia de mísseis balísticos contra duas bases aéreas no Iraque, onde estão tropas americanas, informou o Pentágono nesta terça-feira (7).

"Está claro que esses mísseis foram lançados do Irã e tiveram como alvo pelo menos duas bases militares iraquianas que hospedam militares e coalizões dos EUA em Al Asad e Erbil", afirmou o Pentágono em comunicado. "Essas bases estavam em alerta devido a indicações de que o regime iraniano planejava atacar nossas forças e interesses na região", diz o documento.

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O ataque às bases de Erbil e Al Asad começou por volta das 19h30 (de Brasília), segundo autoridades de defesa. A porta-voz da Casa Branca, Stephanie Grisham, disse que o presidente americano, Donald Trump, foi informado sobre os ataques e está consultando autoridades do governo. Fonte: Dow Jones Newswires.

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