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A plataforma Celular Seguro, aplicativo do governo que bloqueia smartphones e aplicativos digitais, em caso de perda, roubo ou furto do aparelho, ultrapassou a marca de 500 mil cadastros de usuários, até as 15h desta sexta-feira (22), portanto, três dias após o lançamento feito pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), em parceria com a Agência Nacional de telecomunicações (Anatel) e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban)..   

O app é gratuito e pode ser acessado pelo site Celular Seguro do Ministério da Justiça e Segurança Pública ou nas lojas de aplicativos online. No Google Play Store, para celulares com sistema operacional Android, foram feitos 465.150 mil downloads. Em aparelhos iPhone (sistema iOS) foram contabilizados 194 mil downloads. Com isso, o aplicativo foi o mais baixado do país por dois dias seguidos. 

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Ao todo, a ferramenta recebeu 2.544 alertas de usuários referentes a perdas, roubos ou furto de aparelhos, segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública. O secretário-executivo da pasta, Ricardo Cappelli, declarou que esses números demonstram confiança das pessoas nas ações do Ministério diante de problemas. 

“Temos o compromisso de resolver os problemas mais graves da população. É assim em relação ao crime organizado, aos crimes violentos letais intencionais e também no combate ao roubo e furto de celulares. Realizamos ações que impactam positivamente o cotidiano da sociedade." 

Cadastro

O aplicativo foi criado para prevenir o uso indevido de celulares roubados ou furtados, por meio de notificações da situação de forma mais rápida das operadoras e instituições bancárias e de crédito. Com apenas um clique, o usuário pode preservar dados habitualmente armazenados nos celulares, como número de CPF e senhas. 

Para fazer o cadastro o Celular Seguro, antes, o usuário deve acessar a própria conta no portal Gov.br, com login do CPF e senha. Não há limite para o cadastro de números, mas eles precisam estar vinculados ao CPF para que o bloqueio seja efetivado.  A pessoa cadastrada poderá indicar outras de sua confiança, que estarão autorizadas a efetuar os bloqueios, caso o titular tenha o celular roubado, furtado ou extraviado. 

De acordo com o MJSP, até a tarde de sexta-feira, 331.470 pessoas de confiança foram incluídas.  Também é possível que a própria vítima bloqueie o aparelho acessando o site por um computador. Além disso, é possível acessar o aplicativo por meio de navegadores, como o Google Chrome e o Microsoft Edge, e registrar a ocorrência, de forma simples. 

Bloqueio

Em um processo simples, o cidadão poderá acionar os bancos e sua operadora telefônica para o bloqueio do acesso remoto às contas e o sinal do aparelho. O bloqueio não é imediato e pode variar conforme a instituição bancária, em até 24 horas após o registro do sinistro.  Após o registro de perda, roubo ou extravio do celular, os bancos que aderiram ao projeto farão o bloqueio das contas. 

De acordo com a Febraban, o bloqueio dos aparelhos celulares, por meio dos códigos dos IMEIs dos aparelhos, que funcionam como uma “impressão digital” única de cada celular. Este número de identificação, IMEI, permite que as operadoras identifiquem os aparelhos conectados à sua rede de telefonia móvel. O número IMEI pode ser acessado no menu “Configurações” do aparelho e fica disponível na aba “Sobre o telefone”. O número do IMEI aparecerá junto aos números de telefone, modelo e série do aparelho. Outra forma de encontrar o IMEI do celular é procurar na nota fiscal do aparelho ou na embalagem. 

O corte das linhas telefônicas, porém, entrará em vigor até fevereiro de 2024.  Para conhecer as empresas que já aderiram ao aplicativo, o usuário pode conferir os termos de uso da plataforma. Até o momento, já aderiram à iniciativa 12 bancos: Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Santander, Itaú, Banco Inter, Sicoob, XP Investimentos, Banco Safra, Banco Pan, BTG Pactual e Sicredi. 

Recuperação de dados

O Ministério afirma que não há a opção de bloqueio temporário. Caso o aparelho seja recuperado, o usuário terá que entrar em contato com a operadora de telefonia e com os demais parceiros do Projeto Celular Seguro, como bancos e aplicativos, para reativar seus acessos. 

Fake news

Por fim, o Ministério da Justiça e Segurança Pública alerta os donos de celulares para fake news que estão sendo espalhadas na rede sobre o funcionamento do Celular Seguro. Ele afirma que o governo federal não acessa nenhum dado que esteja no telefone do usuário. Nem envia e-mails ou links para que o usuário acesse a plataforma.

A eliminação para o Boca Juniors nos pênaltis no Allianz Parque vai doer também no bolso da diretoria do Palmeiras. Apesar de chegar à semifinal da Copa Libertadores pela quarta vez seguida, igualando o feito do Santos, de Pelé, o time de Abel Ferreira deixará de ganhar ao menos US$ 7 milhões, cerca de R$ 36 milhões na cotação atual, que é o valor pago para o vice-campeão.

O valor é somente o que o Palmeiras receberia da Conmebol se estivesse na final do dia 4 de novembro no Maracanã. O montante poderia ser ainda maior se fosse considerado os possíveis bônus contratuais dos patrocínios no caso da terceira final continental em quatro anos. A própria Crefisa, de Leila Pereira, pagaria bônus por meta - o valor não foi divulgado.

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Em caso de título, o Palmeiras receberia de premiação oficial US$ 18 milhões, cerca de R$ 93 milhões. Estes valores de prêmio pelo sucesso em grandes competições têm feito a receita do clube disparar nos últimos anos. Nesta temporada, o Palmeiras faturou apenas o Paulistão, com embolso de R$ 5 milhões.

MENOS DINHEIRO, MENOS REFORÇOS?

Apesar do sucesso nos últimos anos dentro e fora de campo, com seguidas conquistas, a perda do dinheiro com a final da Libertadores pode afetar o planejamento para a próxima temporada. Uma das marcas da temporada 2023 do Palmeiras é a constante reclamação da torcida quanto a reforços.

Neste ano, o clube trouxe para o elenco o atacante Artur e o volante Richard Ríos. Questionada inúmeras vezes durante o ano sobre a razão de não investir em reforços, a direção do clube se explicou dizendo que existia um respeito pelo limite financeiro do clube.

"O planejamento é um processo constante. O Palmeiras tem uma definição muito claro do que quer. Temos uma espinha dorsal e um trabalho de base que é exemplar e seguiremos apostando nisso. O que a gente procura manter o tempo inteiro é o equilíbrio. Temos alguns movimentos que não acontecem por respeitar o nosso limite financeiro. Mesmo assim, nas últimas temporadas, o Palmeiras é uma equipe que tem brigado pelos títulos", justificou Anderson Barros, diretor de futebol do clube.

Apesar do comentário do diretor, o técnico Abel Ferreira já vem demonstrando sua preocupação com o fato de ter de usar os jovens do elenco profissional com certa frequência nas partidas. Na coletiva após a derrota para o Red Bull Bragantino, na última partida pelo Brasileirão, o treinador valorizou as conquistas do clube, mas deixou claro sua preocupação com a situação do grupo.

"Há que valorizar o trabalho que temos feito e o que já conquistamos, além dos jogadores que jogaram hoje (quinta). Acho que qualquer dia vou ser acusado por trabalho forçado de crianças, porque eles não são maiores de idade e serei acusado por colocar moleques para trabalhar sem idade. Eu já disse isso: a equipe tem presente e futuro. O que o futebol não tem é, às vezes, paciência neste processo de formação. Às vezes ganhamos e às vezes aprendemos", comentou Abel.

Após perder o selo de verificado no Twitter na manhã deste domingo, 2, o jornal norte-americano The New York Times - um dos mais tradicionais dos Estados Unidos - anunciou que não pretende pagar a taxa mensal da plataforma para manter os status na rede social.

De acordo com um porta-voz do jornal, à Reuters, também não está nos planos do veículo reembolsar repórteres que aderirem ao serviço pago da plataforma "exceto em casos raros em que esse status seja essencial para fins de denúncia", acrescentou.

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O selo, antes dado a pessoas notáveis na música, esporte, imprensa e em outras categorias, foi alvo do novo proprietário da rede, Elon Musk, em uma tentativa de gerar novas fontes de renda para a rede que adquiriu no final do ano passado por US$ 44 bi.

Segundo a companhia, a partir de agora, só terão o selo azul as pessoas que comprarem o Twitter Blue, plano pago em que a assinatura varia de US$ 1.000 por mês para marcas obterem o verificado de ouro, enquanto os indivíduos podem obter verificados azuis por um preço inicial de US$ 7 nos Estados Unidos.

O Twitter havia anunciado que, desde o sábado, 1º, várias contas do Twitter perderiam o selo.

A Receita Federal prevê que 13,7 milhões de contribuintes pessoas físicas deixarão de pagar o Imposto de Renda com as novas regras de correção da tabela que entrarão em vigor a partir de 1º de maio, Dia do Trabalhador. Quem ganha até dois salários mínimos (R$ 2.640) ficará livre de pagar o imposto.

Esse contingente de pessoas corresponde a cerca de 40% do total de 32 milhões de declarações do Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF) recebidas no ano passado pela Receita.

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Para atender a determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de iniciar a correção da faixa de isenção, a equipe do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, desenhou um modelo que mitiga o impacto da medida nas contas públicas.

O modelo beneficia as pessoas com faixas de renda mais baixas. Ele estabelece que a faixa de isenção do IRPF será ampliada dos atuais R$ 1.903,98 para R$ 2.112, sendo permitida uma dedução simplificada mensal de R$ 528 do imposto.

A perda de arrecadação será de R$ 3,2 bilhões em 2023 (maio a dezembro) e de R$ 6 bilhões no ano que vem, de acordo com a Receita. Os números contrastam com a projeção do Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal (Sindifisco), que previu uma perda de receitas de R$ 14 bilhões em 2023.

Haddad queria que as mudanças na tabela só ocorressem em 2024 com a reforma tributária. No início do governo, o ministro chegou a declarar que não haveria correção da tabela em 2023.

Mas a pressão da ala política, diante da reação negativa dos contribuintes - desde 2015 sem correção da tabela -, acabou levando o presidente Lula a decidir começar a correção ainda neste ano. O petista tinha prometido na campanha corrigir a faixa de isenção para R$ 5 mil e vinha sendo cobrado.

Desconto simplificado vai favorecer rendas mais baixas

Segundo a Receita Federal, a dedução simplificada de R$ 528 é que garante que quem ganha até R$ 2.640 por mês- o equivalente a dois salários mínimos - ficará isento do Imposto de Renda.

"Essa operacionalização serve para que as brasileiras e os brasileiros sintam o benefício imediatamente no bolso", diz o órgão em comunicado. Não haverá qualquer retenção na fonte para essa faixa de renda. Ou seja: não terão de esperar a declaração no ano seguinte para pedir a restituição do que foi retido.

Na prática, isso significa que a pessoa que ganha até R$ 2.640 não pagará nada de Imposto de Renda - nem na fonte nem na declaração de ajuste anual - e quem ganhar acima disso pagará apenas sobre o valor excedente.

A Receita esclareceu que o desconto de R$ 528 é opcional. Quem tem direito a descontos maiores pela legislação atual (previdência, dependentes, alimentos) não será prejudicado.

O mecanismo do desconto adotado tem o mesmo efeito de um aumento da faixa de isenção para R$ 2.640, sem reduzir demasiadamente a tributação das faixas mais altas de renda.

Para quem ganha R$ 10 mil, por exemplo, não valerá a pena o desconto simplificado de R$ 528, já que suas deduções atuais são maiores.

 

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lamentou, nesta quinta-feira (2), a morte da jornalista Glória Maria. Glória faleceu da manhã de hoje, após uma dura luta contra o câncer. Em publicação no Twitter, Lula disse que a jornalista foi uma das maiores profissionais da televisão brasileira.

“Recebo com muita tristeza a notícia da morte de Glória Maria, uma das maiores jornalistas da história da nossa televisão. Glória foi repórter em momentos marcantes do Brasil e do mundo, entrevistou grandes nomes e deixou sua marca na memória de brasileiros e brasileiras”, escreveu o presidente.

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“Foi a primeira repórter a fazer uma entrada ao vivo no Jornal Nacional e se tornou eterna nos programas Fantástico e Globo Repórter. Meu abraço e solidariedade aos familiares, amigos, colegas e admiradores de sua carreira”, emendou.

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Segundo nota divulgada pela TV Globo, em 2019 Glória foi diagnosticada com um câncer de pulmão, depois ela sofreu metástase no cérebro, tratou com êxito, mas “em meados do ano passado, Glória Maria começou uma nova fase do tratamento para combater novas metástases cerebrais que, infelizmente, deixou de fazer efeito nos últimos dias”.

Veja também o que disseram outros políticos sobre Glória Maria

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Rodrigo Mussi sofreu um acidente de carro e teve que passar alguns longos dias dentro de uma UTI para se recuperar e, recentemente, o ex-BBB voltou para as redes sociais e até mesmo deu uma entrevista para o Fantástico dando mais detalhes sobre todo este assunto.

Durante o último sábado (4), o bonitão apareceu em suas redes sociais e revelou com exclusividade para os fãs que estão no Instagram que ele tem algumas sequelas do grave acidente que sofreu e que atualmente ele não tem o sentido por completo do olfato e paladar.

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"Primeira vez que, de fato, saio da rua. Meu primeiro contato com o sol. Está bastante sol hoje, está gostoso. Vou contar para vocês uma coisa que não tinha falado ainda: não estou sentindo cheiro de nada e gosto também não. Não senti mais", publicou.

Mas apesar disso, Rodrigo Mussi está levando a vida completamente normal. Atualmente, o bonitão está morando na casa de Viih Tube - quem se tornou um grande amigo após o reality show e está fazendo fisioterapia diariamente.

Uma jovem que perdeu as pernas por causa de uma mina terrestre se casou em um hospital em Lviv, na Ucrânia, onde ela aguarda uma cirurgia para colocar próteses. O vídeo do casal dançando na unidade viralizou nas redes sociais e causou muita comoção.

Na gravação, o marido de Oksana, Victor, aparece segurando a esposa nos braços e a balançando em um pequeno espaço cercado de pessoas assistindo. A ucraniana de 23 anos de idade, que é natural da província de Lugansk, não conseguiu segurar as lágrimas durante a dança.

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A vida de Oksana mudou completamente na noite do dia 27 de março. Na ocasião, a ucraniana voltava para casa por um caminho conhecido ao lado do marido, mas ela acionou uma mina terrestre que estava escondida. A explosão arrancou suas duas pernas e quatro dedos da mão esquerda. Victor, por sua vez, saiu ileso do incidente.

Oksana e Victor estão juntos há pelo menos seis anos e possuem dois filhos. Eles compraram as alianças e encontraram um vestido branco, enquanto os voluntários do hospital ficaram responsáveis pelo bolo.

O casal publicou o vídeo do casamento, que aconteceu na enfermaria onde Oksana está internada, no Telegram. 

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Da Ansa

Sem investimentos suficientes para acelerar e dar competitividade à economia, o Brasil tem ficado para trás comparado a seus pares internacionais. De 1980 a 2019, o País investiu 49 vezes o volume de 1979. No mesmo período, considerando outras nações emergentes, o multiplicador foi de 249 na Índia; 202 na Coreia do Sul; e 66 na África do Sul. Já nos EUA, esse número foi de 81.

Os resultados explicam, em parte, o fraco desempenho econômico, a baixa produtividade e a menor competitividade brasileira nos últimos anos. Pior: há pouca expectativa de que esse quadro vá mudar no curto e médio prazos.

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Levantamento da Associação Brasileira de Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib) mostra que, em 1979, o Brasil investiu, em valores atualizados, R$ 930 bilhões. Entre 1980 e 2019, o volume somou R$ 45 trilhões.

Se o País tivesse seguido o caminho da Índia, por exemplo, o investimento teria superado R$ 200 trilhões no período.

Na comparação com a Coreia do Sul, o valor chegaria a quase R$ 190 trilhões - quase 20 vezes o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2021. E, em relação à África do Sul, duas vezes o PIB nacional.

"Ficamos para trás. O Brasil deixou de investir trilhões de reais nos últimos anos, o que tem distanciado o País de outras nações", diz o diretor de Planejamento e Economia da Abdib, Roberto Guimarães. Segundo ele, se for aplicado o mesmo modelo com relação à produção industrial, o resultado será semelhante.

A produção industrial brasileira teria tido um adicional de R$ 6,5 trilhões se tivesse crescido como a Coreia do Sul, entre 2010 e 2021. Com relação ao México, R$ 5,1 trilhões, ou 2,9 vezes. Com relação à África do Sul, teríamos dobrado a produção.

"Temos batido na tecla de que tem de aumentar investimentos, mas o que temos visto é o investimento público desabar nos últimos dez anos." Um dos principais problemas, diz Guimarães, é que os governos não conseguem reduzir a despesa corrente e aí descontam nos investimentos. "O Orçamento previsto para este ano é um quarto do que foi há 15 anos."

Círculo Vicioso

Os baixos investimentos sempre foram um problema crônico desde a década de 1980. O Estado brasileiro cresceu demais, a máquina pública ficou inchada e, com a globalização, o País foi perdendo competitividade em relação aos concorrentes.

"O Brasil tem alguns problemas para resolver, como equilibrar as contas públicas e definir o que quer ser, além do agronegócio e da mineração", diz o professor do Insper Ricardo Rocha.

A dificuldade de investimento gera um circulo vicioso da economia. O PIB não cresce porque os investimentos não decolam, e as empresas não fazem novos investimentos devido à baixa expectativa de crescimento.

"Um país que cresce pouco é um país que demanda pouco, e isso determina o investimento", diz o presidente da consultoria Inter.B, Claudio Frischtak.

Segundo ele, numa economia fechada e com pouca competição, o motivador para investir é o crescimento.

Hoje, o Brasil tem uma política de ajuste fiscal e não uma política de crescimento, dizem especialistas. Boa parte do que foi prometido pela atual administração não saiu do papel, como a privatização de empresas importantes e reformas essenciais para colocar o País na rota de crescimento, diz o pesquisador associado do FGV Ibre Cláudio Considera. "Um país com desemprego alto, sem expectativa de demanda e insegurança não atrai investimentos." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Os planos dos diretores da Netflix para o primeiro trimestre de 2022 foram frustrados por uma perda massiva de assinantes, a primeira da empresa em uma década de streaming. De acordo com o The Hollywood Reporter, a plataforma previu adicionar 2,5 milhões de assinantes durante o período de janeiro a março, mas perdeu aproximadamente 200 mil. O serviço de streaming citou várias razões para a diminuição, incluindo compartilhamento de senha, serviços de streaming rivais e muito mais. 

A Netflix também suspendeu recentemente seu serviço na Rússia após a invasão da Ucrânia, onde havia aproximadamente 700 mil assinantes. As perdas devem continuar no atual trimestre da Netflix, que vai de abril a junho, já que a empresa agora prevê perder outros dois milhões de assinantes. 

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A companhia encerrou o trimestre com 221,64 milhões de assinantes pagos. No final de 2021, eram 221,84 milhões de assinantes. "Nosso crescimento de receita desacelerou consideravelmente, como mostram nossos resultados e previsões abaixo. O streaming está conquistando o linear, como prevíamos, e os títulos da Netflix são muito populares globalmente", disse a empresa em uma carta aos acionistas. 

"No entanto, nossa inserção no âmbito das contas familiares é relativamente alta – ao incluir o grande número de famílias que compartilham contas – e, combinada com a concorrência, está criando ventos contrários no crescimento da receita. O grande impulso da COVID para o streaming obscureceu a imagem até recentemente”, continuou. 

Para combater a questão do compartilhamento de senhas, a Netflix vem testando um novo recurso monetizado no Chile, Costa Rica e Peru. O recurso cobra do assinante principal uma pequena taxa ao adicionar usuários adicionais que moram fora de sua casa. 

"Os membros de nossos planos Standard e Premium poderão adicionar subcontas para até duas pessoas com quem não moram - cada uma com seu próprio perfil, recomendações personalizadas, login e senha - a um preço mais baixo: 2.380 CLP no Chile, 2,99 USD na Costa Rica e 7,9 PEN no Peru", explicou a empresa em seu site. A Netflix ainda não anunciou se há planos de distribuir o recurso globalmente. A empresa também elevou recentemente seus preços entre US$ 1 e US$ 2 nos Estados Unidos e no Canadá, dependendo do plano de assinatura dos usuários.

Anúncios na plataforma

Para oferecer uma assinatura com valor mais baixo, o Netflix cogita lançar planos que tenham anúncios durante a reprodução dos títulos. A informação foi confirmada pelo próprio CEO da empresa, Reed Hastings, em entrevista ao The Hollywood Reporter.

"Vocês sabem que eu sempre fui contra a complexidade da publicidade, e a favor da simplicidade do modelo de assinaturas. Mas, mesmo que eu tenha essa preferência, sou ainda mais a favor do poder de escolha do consumidor. Permitir que eles tenham acesso ao conteúdo que querem de forma mais barata, se não se importarem com as propagandas, faz sentido para mim", disse Hastings.

O Brasil perdeu mais de 650 mil matrículas de estudantes na educação infantil durante a pandemia. O número de matrículas em creches (0 a 3 anos) no Brasil caiu 9% no ano passado, na comparação com 2019. Na pré-escola (4 a 5 anos), a queda foi de 6%. A redução foi puxada, sobretudo, pela saída de alunos da rede particular, em meio às crises econômica e sanitária pela covid-19.

O cenário impõe a necessidade de estruturar a rede pública para absorver a demanda e fortalecer o trabalho em sala de aula, para atender crianças que não tiveram contato com a escola. Os dados são do Censo Escolar 2021, divulgados ontem pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), órgão ligado ao Ministério da Educação (MEC).

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Segundo o levantamento, as matrículas em creche caíram de 3,7 milhões em 2019 para 3,4 milhões em 2021, o que representa 338 mil crianças a menos na escola. Até 2019, havia tendência de crescimento nas matrículas nessa etapa. O recuo ocorreu principalmente na rede privada, com queda de 21,6%, de 2019 a 2021. Na rede pública, também houve redução, mas em ritmo menor. O levantamento evidencia, segundo especialistas, que a saída de crianças das escolas particulares durante a pandemia não foi absorvida completamente pela rede pública.

A educação infantil é apontada por especialistas como fundamental para o desenvolvimento das crianças. Durante a primeira infância, até os 6 anos, ocorre a maior parte das conexões cerebrais e os estímulos oferecidos em casa e pela escola têm maior potencial de retorno futuro.

Sem dinheiro para pagar escolas particulares, famílias deixaram de matricular os filhos na creche durante a pandemia, já que essa etapa não é obrigatória. O medo da contaminação pela covid também levou à redução nas matrículas.

Cecília, de 3 anos, foi uma das crianças que deixou de ir à escola. "Tive receio de retornar com ela, por segurança em relação à saúde", conta a mãe, a tradutora Zoe di Cadore, de 32 anos, de Belo Horizonte. A menina deve voltar agora, depois que a família foi vacinada.

Já a artesã Sarah Araújo, de 28 anos, até tentou, desde o início da pandemia, matricular a filha Flora, de 2, mas não conseguia vaga na rede municipal.

Ela conta que não tinha prioridade na fila de espera porque perdeu o emprego formal e não recebe auxílio do governo. "Em tudo que faço, ela está junto. Em casa, enquanto ela dormia, eu tinha de trabalhar. Fico muito cansada." A mãe, de Goiás, só conseguiu uma vaga para a filha este ano.

A pré-escola (4 a 5 anos) também apresentou tendência semelhante de recuo. No período entre 2019 e 2021, a queda foi de 6% no número de matrículas nessa etapa de ensino (redução de 315 mil matrículas). Já na rede privada, o recuo foi ainda maior, de 25,6%. "De 8 até 14 anos praticamente universalizamos o acesso (à escola). Temos desafios nos anos iniciais e sobretudo na creche, quando a frequência à escola cai no Brasil", afirmou o diretor de Estatísticas Educacionais do Inep, Carlos Eduardo Moreno Sampaio.

A redução nas matrículas coloca o País mais distante de cumprir as metas do Plano Nacional de Educação (PNE). Na faixa de 0 a 3 anos, a frequência escolar é de 35,6%, conforme os últimos dados disponíveis, de 2019 - a meta do PNE é de 50%. Isso significa necessidade de ampliar o número de matrículas de 3,4 milhões para cerca de 5 milhões. Já para a faixa etária de 5 anos os dados de atendimento escolar mais recentes também mostram queda: de 93,5%, em 2020, para 83,9% em 2021. O PNE estabelece que o atendimento deve ser universal de 4 a 5 anos.

Segundo Anna Helena Altenfelder, do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec), a redução nas matrículas em escolas particulares faz crescer a demanda na rede pública, que deve se preparar para receber mais crianças, com qualidade. "Podemos ter cenário de aumento de fila."

E, do ponto de vista pedagógico, escolas e redes de ensino terão de lidar com um contingente de alunos que não passou pela creche ou pré-escola na pandemia. "As crianças precisam ter experiências educativas em quantidade e qualidade. Sem dúvida, o afastamento da creche traz prejuízo." Segundo ela, será preciso que educadores estejam atentos a questões como socialização das crianças e desenvolvimento da linguagem.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O Brasil tinha, em julho de 2021, 246,8 milhões de acessos móveis, segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). O número é mais do que a população estimada, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que, no início de novembro, estava em 213,8 milhões de pessoas.

Embora isso não signifique a universalização do aparelho, já que há pessoas com mais de um acesso (ou chip, como é popularmente conhecido) e outras sem nenhum, o número evidencia a importância dos telefones celulares na vida dos brasileiros. Mas e quando esse desparece, seja por roubo ou por perda, o que fazer?

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A Agência Brasil dá algumas orientações e dicas nessas situações. A primeira providência é o bloqueio do equipamento, que impede o funcionamento tanto das ligações quanto do pacote de dados. Esse procedimento deve ser feito diretamente na operadora.

Para solicitar o bloqueio, é necessário fornecer o número. Caso a pessoa saiba, deve informar também um número único de identificação da máquina denominado Imei, que pode ser encontrado na nota fiscal, na bateria ou na tela ao digitar *#06#. Caso recupere o aparelho, pode fazer o desbloqueio também na operadora.

O bloqueio não consegue impedir o acesso a aplicativos e funcionalidades que podem ser feitas pela Internet por meio de outras redes, como no caso da conexão pelo wi-fi de algum local.

Assim, o acesso aos dados por terceiros (sejam eles autores do roubo ou pessoas que encontrem o aparelho) pode ocorrer caso não sejam tomadas medidas de proteção, como a definição de senhas e condições de acesso (por meio de biometria, por exemplo) tanto do aparelho quanto de apps específicos.

A advogada especialista em tecnologia e presidente do Instituto de Pesquisa em Direito e Tecnologia do Recife (IPRec), Raquel Saraiva, diz que a biometria pode ser um mecanismo importante de proteção mas, por outro lado, deve ser vista com cuidado.

“Por outro lado, há sim um risco de ceder dados sensíveis a uma empresa sem a transparência de como ela usa e armazena esses dados. Vale investigar as políticas da empresa em relação a isso, para saber como ela lida com esses dados e qual o nível de segurança em relação a eles”, sugere Raquel.

Nos programas que tiverem verificação em duas etapas, esse tipo de mecanismo é importante para dificultar o acesso por terceiros aos dados do proprietário original do smartphone.

Outra providência necessária é trocar as senhas e PINs para dificultar o acesso de terceiros. Alguns sistemas operacionais têm funcionalidades que permitem encontrar o equipamento, bloqueá-lo ou até mesmo limpá-lo. Para isso, é importante consultar o suporte da empresa responsável pelo sistema operacional para saber como proceder nesses casos.  

O analista sênior de segurança da empresa Kaspersky, Fabio Assolini, recomenda que caso a pessoa tenha condições deve separar um aparelho para transações bancárias, a fim de evitar que em caso de perda ou roubo terceiros possam fazer saques, transferências ou pagamentos com o aplicativo da instituição financeira.  

“Outra medida simples e eficaz, para evitar que tenham acesso às contas disponíveis, é não deixar senhas anotadas. O bloco de notas é o primeiro local que os cibercriminosos checam ao roubar ou furtar um aparelho. Além disso, se a pessoa conta com soluções de segurança no equipamento, ela pode excluir remotamente suas informações pessoais contidas no dispositivo furtado ou roubado, evitando que invadam suas contas bancárias”, acrescenta Assolini.

Uma recomendação de especialistas é fazer o boletim de ocorrência em uma delegacia. Há estados em que a Polícia Civil disponibiliza canais para que os boletins de ocorrência sejam feitos online, o que agiliza o processo. Onde isso não for possível, é importante o comparecimento a uma delegacia para registrar o roubo ou a perda, documento que indica a ausência do aparelho em caso de ações ilícitas realizadas com ele.

A diretora de Direitos Digitais e Compliance da firma de consultoria Russel Bedford Brasil, Amanda Fraga, lembra que em muitos locais há delegacias voltadas a crimes cibernéticos, que podem ser acionadas caso haja um acesso indevido ou outro ilícito com o aparelho e os dados da pessoa vítima de furto ou perda do equipamento.

“Se a pessoa perceber que as informações dela estão sendo utilizadas por criminosos, há possibilidade de fazer denúncias em delegacias especializadas em crime digitais, como unidades das polícias civis especializadas em crimes cibernéticos. Não são todas as cidades que contam com essas unidades, mas recomenda-se o procedimento quando for possível.

A Lei nº 12.737 de 2012, que ficou popularmente conhecida como “Lei Carolina Dieckman” (em função da divulgação de conteúdo da atriz indevidamente) disciplina os delitos informáticos e inclui no Código Penal o crime de invasão de dispositivo informático, com pena de três meses a um ano de detenção, mais multa.

Esse crime é definido como “invadir dispositivo informático alheio, conectado ou não à rede de computadores, mediante violação indevida de mecanismo de segurança e com o fim de obter, adulterar ou destruir dados ou informações sem autorização expressa ou tácita do titular do dispositivo, ou instalar vulnerabilidades para obter vantagem ilícita”.

Amanda Fraga orienta que no caso de transações bancárias ou com cartão de crédito é importante contestar a instituição financeira, observando as regras de cada operadora de cartão ou banco.

“Normalmente apresentando o boletim de ocorrência e demonstrando que teve informações furtadas, o banco faz suas próprias diligências internas e consegue identificar se foi uma compra indevida e estornar, bloquear inclusive. Mas se o banco ou bandeira não aceitarem fazer a devolução, a pessoa pode buscar a Justiça, explicando que foi uma compra indevida”, explica.

O diretor da Associação Data Privacy Brasil de Pesquisa, Rafael Zanatta, lembra que caso um terceiro utilize os dados para abrir uma conta em nome do usuário ou faça alguma ação ou transação se passando por ele, incorrerá no crime de falsa identidade, definido como “atribuir-se ou atribuir a terceiro falsa identidade para obter vantagem, em proveito próprio ou alheio, ou para causar dano a outrem”, bem como os usos de documentos de identidade.

A responsabilização, em casos do uso de dados por terceiros, vem resultando em decisões legais. Em um processo com decisão proferida neste mês, reclamantes conseguiram decisão favorável contra o Facebook para serem indenizados pela plataforma, alegando que ela não protegeu a mãe de um golpe no Whatsapp (aplicativo controlado pelo Facebook). A senhora terminou por repassar uma quantia de dinheiro, achando que se tratava do filho, mas era um farsante.  

A filiação do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ao Patriota está cada vez mais distante. O desembargador Rômulo de Araújo Mendes, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, decidiu nesta terça-feira, 3, negar o pedido de Adilson Barroso para voltar ao comando do partido. Apesar de ainda ser passível de recurso, a decisão representa mais uma derrota para a ala que defendia a entrada de Bolsonaro. O presidente negocia agora a ida para o Progressistas, sigla do novo ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira.

Afastado da presidência do Patriota, Barroso já admite não ter mais a expectativa de filiar Bolsonaro. "Desde aquele tempo que o pessoal fez aquela convenção falsa, não sentei com eles mais (Bolsonaro e aliados)", disse Barroso ao Estadão. "Enquanto não resolver o problema jurídico, não adianta conversar politicamente. Não adianta passar o carrinho na frente dos bois".

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O secretário-geral do Patriota, Jorcelino Braga, da ala que resiste à filiação de Bolsonaro, afirmou que as negociações com Bolsonaro deixaram de existir. "Desde que o Adilson foi afastado, não tivemos mais notícias", contou.

Na solicitação à Justiça, Barroso disse que seu afastamento não tem validade porque a reunião que resultou em sua punição não poderia ter sido convocada pelo vice-presidente. A justificativa foi rejeitada pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal. "Por decorrência lógica, o presidente não teria qualquer interesse em convocar uma convenção para tratar de assuntos referentes à sua própria investigação interna no partido, o que ampara a convocação da Convenção Nacional pelo vice-presidente do partido", escreveu o desembargador Araújo Mendes.

Adilson Barroso foi afastado por 90 dias do comando do Patriota, em 24 de junho. A decisão foi confirmada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em 8 de julho, e o vice-presidente do partido, Ovasco Resende, assumiu a presidência interinamente.

Barroso é a favor da entrada de Bolsonaro no partido e Resende, contra. A articulação do presidente para se filiar ao Patriota e controlar diretórios estratégicos deflagrou uma guerra interna na sigla. O senador Flávio Bolsonaro (RJ) entrou no Patriota em maio, abrindo caminho para a filiação do pai. De lá para cá, porém, a ala do partido contrária a esse movimento foi à Justiça.

O presidente afastado do Patriota já promoveu duas convenções, nas quais tentou buscar apoio para a filiação de Bolsonaro, mas uma ala do partido contestou a validade dos encontros porque delegados da Executiva Nacional foram trocados. A convenção do último dia 24, convocada por Ovasco Resende, hoje presidente interino, foi a terceira, em menos de um mês.

Resende disse ao Estadão que Bolsonaro exigiu o comando dos diretórios do Patriota em São Paulo, Rio e Minas Gerais, os três maiores colégios eleitorais do País. Desde que deixou o PSL, em novembro de 2019, o presidente procura uma sigla para abrigar sua candidatura a um novo mandato, em 2022. Tentou montar o Aliança pelo Brasil, mas a empreitada não deu certo.

A versão Snydercut de "Liga da Justiça" estreou na plataforma digital da HBO e em outros modelos de streaming em todo mundo e provocou muita euforia dos fãs. Porém, também trouxe à tona um problema com que muitas pessoas convivem, principalmente no atual período pandêmico, que é sobre como continuar a trabalhar em meio ao luto.

O diretor do filme "Liga da Justiça", Zack Snyder, em 2017, se afastou do projeto devido à perda da filha Autumn, de 20 anos, que se suicidou durante a gravação do longa. Com o afastamento de Zack, outro diretor foi contratado para assumir seu lugar e assim dar prosseguimento ao projeto.

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O professor de Psicologia Yuri Souza explica que, a princípio, o desempenho de uma pessoa deve ser considerado como um sistema, no qual as pessoas acabam se envolvendo por vários fenômenos. Entre eles, destacou, estão os laços afetivos, que principalmente são ligados aos familiares mais próximos. A morte, em geral, provoca um estado de tristeza que pode prejudicar as pessoas.

“Para o trabalho, a gente precisa que todas as nossas funções mentais estejam aptas e focadas naquilo. E frente a tantas perdas que nós temos sofrido, o desfoque das atividades, a dificuldade de concentração ou até possíveis gatilhos emocionais frente aquela situação do trabalho, que geram lembranças, podem provocar o surgimento de certo constrangimento, em relação à perda de um familiar”, afirma o psicólogo, professor da UNAMA - Universidade da Amazônia.

O operador de caixa de mercado Raphael Lopes, de 20 anos, que perdeu recentemente o pai, devido a complicações decorrentes da covid-19, conta que a perda o afetou psicologicamente e emocionalmente e dificultou o seu rendimento no trabalho durante o período do luto. “Me senti bastante desmotivado ao exercer a minha função em coisas que eram muito simples e que acabaram ficando bem complicadas, porque não conseguia me manter totalmente focado naquilo ou não me sentia bem para  lidar com aquilo naquele momento”, revelou Raphael.

Com a pandemia da covid-19, essa emoção pode ser amplificada justamente pela falta de contato entre os familiares durante os momentos finais ou até mesmo ao serem pegos de surpresa com a notícia da morte. Raphael Lopes afirma que não conseguiu ir ao enterro do pai devido.

“Querendo ou não, a dor é maior na gente, por não poder se despedir uma última vez do nosso familiar. Eu, por exemplo, não fui ao enterro do meu próprio pai, porque além dele morrer por covid, o caixão foi fechado e também nós não poderíamos estar presentes no sepultamento dele, para evitar a aglomeração no cemitério”, afirmou Raphael.

Para o professor Yuri, dentro desse cenário é importante a pessoa que está passando pelo luto conversar com sua chefia imediata para que uma solução seja rapidamente providenciada, para evitar maiores problemas para ela e a empresa.

“A gente sabe que o processo de luto, que a vivência emocional, afeta a nossa capacidade de orientação. E muitas vezes, quando a gente se vê num cenário tão desafiador assim, isso pode colocar em risco tanto o funcionário, a pessoa, quanto a própria empresa. Então, essa conversa, esse diálogo, seja com a chefia imediata, seja com os órgãos responsáveis, como o RH (Recursos humanos), até o setor de saúde do trabalhador, é sempre importante”, ressaltou Yuri Souza.

Por Erick Baia.

 

 

 

 

Neste início de ano, com as medidas restritivas para isolamento social por causa da pandemia, as pessoas também precisaram ficar em alerta para o consumo de energia. Além de fiscalizar hábitos que provocam desperdícios, também é necessário ficar atento para o fenômeno chamado fuga de energia, que tem a ver diretamente com as condições das instalações elétricas internas dos imóveis.

A fuga de energia é geralmente causada por emendas de fios desencapados, mal dimensionados e com isolação desgastada pelo tempo ou ainda por eletrodomésticos defeituosos dentro de imóveis. Esses fatores podem ser grandes vilões da conta de luz ao fim do mês. De acordo com um estudo feito pela concessionária Equatorial Pará, esse tipo de anomalia pode até dobrar o consumo de energia elétrica se não identificado a tempo.

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A fuga de energia acontece como um vazamento constante de água na tubulação. Por exemplo, um imóvel com instalação elétrica de 220 volts e com uma fuga mínima de corrente durante 24 horas por dia equivale a um aparelho elétrico ligado o dia todo, gerando desperdícios e aumento na conta em até 50%. Outro caso mais recorrente é o uso de geladeiras em mau estado de conservação, sem a devida vedação, que pode aumentar o consumo do refrigerador em até sete vezes.

O gerente de Serviços Técnicos e Comerciais da Equatorial Pará, Pabllo Barbosa, explica como identificar o problema. “É necessário chamar um eletricista para fazer os testes que podem identificar possíveis problemas, como, por exemplo, desligar todos os eletrodomésticos e verificar se o medidor continua registrando consumo. Outro ponto a ser verificado é se existem equipamentos com consumo acima do normal. Em caso positivo, após esse procedimento é necessária uma avaliação para identificar o ponto da fuga de energia ou vazamento de corrente”, diz Pabllo.

O cliente deve estar ciente de que as instalações elétricas internas do imóvel não são de responsabilidade da Equatorial. Por isso, a distribuidora orienta chamar um profissional eletricista habilitado para fazer a vistoria e revisão nas instalações elétricas a cada 10 anos, no máximo.

Desde o ano passado, com o isolamento, as pessoas tiveram a necessidade de adaptar ambientes domésticos para trabalhos remotos e aulas on-line, com a instalação de novas tomadas, fiações elétricas, extensores, dentre outros. Se essas adaptações forem feitas de maneira incorreta, poderão causar elevados prejuízos financeiros, informa a concessionária. Instalações elétricas inadequadas, excesso de equipamentos plugados em uma mesma tomada e “gambiarras” com emendas malfeitas, além de falta de manutenção de fiação antiga, podem causar o desperdício de energia elétrica.

Por Vinícius Santos.

 

 

Com o fim do mandato único como prefeito do Rio, encurtado em nove dias por sua prisão preventiva, Marcelo Crivella (Republicanos-RJ) perdeu o direito ao foro por prerrogativa de função. A implicação jurídica da derrota nas urnas é a redistribuição das investigações do 'QG da Propina' para a primeira instância.

Segundo determinação da desembargadora Rosa Helena Macedo Guita, que até aqui trabalhou como relatora do inquérito no 1º Grupo de Câmaras Criminais do Tribunal de Justiça fluminense, o caso passa a ser processado pela 1ª Vara Criminal Especializada de Combate ao Crime Organizado. Os autos serão redistribuídos na próxima quarta-feira (6), conforme o despacho. De acordo com a Corte do Rio, Crivella perde o foro porque a decisão sobre o recebimento da denúncia ainda não foi tomada.

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Crivella foi preso preventivamente em uma operação conjunta da Polícia Civil e do Ministério Público do Rio no último dia 22 sob suspeita de operar o suposto 'QG da Propina' que teria sido instalado na prefeitura do Rio. Após ser encaminhado ao Presídio de Benfica, ele foi beneficiado por uma liminar expedido pelo presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro Humberto Martins, e colocado em prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica. Na quarta-feira, 30, após receber autorização judicial, ele deixou o apartamento para comparecer ao velório e ao sepultamento da mãe no interior de Minas Gerais, mas voltou no mesmo dia ao cumprimento da medida cautelar.

A investigação envolvendo o prefeito afastado do Rio aponta que ao menos R$ 53 milhões teriam sido arrecadados pelo suposto esquema através de empresas de fachada em nome de laranjas. Embora tenha apresentado uma primeira denúncia à Justiça, o Ministério Público do Rio não encerrou as apurações do caso. A Promotoria ainda investiga se o ex-prefeito recebeu informações privilegiadas e tentou obstruir o inquérito. Nesta frente, o MP pediu a quebra de sigilo de três celulares, um tablet e um computador apreendidos no apartamento do político. Crivella nega as acusações e se diz vítima de perseguição política.

O Mais Você, programa comandado por Ana Maria Braga, teve mais uma baixa neste ano de 2020. Na última segunda (28), o cinegrafista Antonelli, mais conhecido como Tom Tom, faleceu em decorrência de um infarto fulminante. A apresentadora homenageou o colega, no programa desta terça (29), e disse que a morte dele pode ter sido uma sequela da Covid-19. 

Após gravar o programa, na última segunda (28), Tom Tom teria se queixado sobre um formigamento no braço esquerdo e disse que iria a um hospital. No caminho, ele parou para ajudar uma mulher que estava precisando trocar o pneu do carro e foi aí que o cinegrafista passou mal. “No que ele estava trocando o pneu, teve um infarto fulminante. Não voltou hoje. Acho que é importante o alerta, porque uma das consequências do coronavírus pode ser um coágulo que pode ser soltado no corpo”, disse Ana Maria no Mais Você desta terça (29).

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Tom Tom havia testado positivo para a Covid-19 anteriormente e chegou a ficar 18 dias internado no hospital. Ele precisou, inclusive, da ajuda de um respirador mas, após recuperar-se, voltou a trabalhar normalmente. Para homenageá-lo, a produção do programa colocou flores na câmera que ele operava. "Nunca vamos esquecer dele. Já que não podemos estar lá com a família, desejamos a ele uma boa passagem".

O ator John Travolta emocionou seus seguidores nas redes sociais, na noite da última quinta-feira (22), ao compartilhar uma foto antiga de seus filhos Ella e Benjamim ainda criança. 

A imagem causou comoção nos fãs pela recente perda da esposa do ator e mãe das crianças, a também atriz Kelly Prescot. Kelly faleceu a cerca de dois meses em decorrência de um câncer de mama, diagnosticado em 2018. Os dois eram casados há 19 anos. 

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Em 2009, o casal havia perdido seu filho Jett, vítima da síndrome de Kawasaki. Atualmente Ella está com 20 anos e o irmão Benjamim com 9, mas ainda são considerados "bebês" pelo pai, segundo a legenda da foto compartilhada nas redes sociais. Nos comentários, os fãs deixaram mensagens de apoio e carinho para a família.

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Os desembargadores do Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decidiram acolher uma ação civil pública do Ministério Público fluminense e decretaram a perda do cargo do procurador de Justiça de Elio Gilteman Fischberg, em razão da falsificação de documentos para promover o arquivamento de inquéritos contra Eduardo Cunha, à época em que este era presidente da Companhia de Habitação do Estado do Rio de Janeiro. Fischberg já havia sido condenado criminalmente em razão de tais fatos, sendo que a sentença transitou em julgado.

Por maioria, os magistrados acompanharam o voto do relator, desembargador Carlos Santos de Oliveira. Divergiram da decisão os desembargadores Nagib Slaibi Filho e Marcos Alcino de Azevedo Torres.

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"Em se tratando de Procurador de Justiça, o grau de censura da conduta do acusado é ímpar, consoante seu dever de zelar pela correta aplicação da lei e pela mais lídima probidade. É absolutamente reprovável que enverede, ele próprio, pelo caminho da ilicitude. (…) Ora, a manutenção do demandado no cargo, após a condenação criminal já ter transitado em julgado, geraria irreparável efeito danoso para o Ministério Público, instituição voltada para a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis, manchando sua imagem pública", ponderou Santos em seu voto.

Ao analisar o caso, o relator ainda lembrou que o Órgão Especial da corte fluminense já havia determinado a perda do cargo de Fischberg, em março, no âmbito de uma outra ação civil pública. Tal processo envolvia a a falsificação de assinaturas de colegas em inquéritos envolvendo uma empresa e policiais do Rio.

O desembargador sinalizou que tal condenação não prejudicaria a análise do caso em questão, tendo em vista que os processos tem 'causas diversas', ou seja, tratam de condutas ilícitas distintas.

O caso envolvendo Cunha por sua vez, já foi objeto de análise do TJ do Rio no âmbito criminal. Em 2012, o procurador foi sentenciado a três anos, 10 meses e 11 dias de reclusão, em regime aberto, e perda de função pública. No entanto, a pena, naquela ocasião, foi substituída por serviços comunitários e multa de R$ 300 mil ao Instituto Nacional do Câncer.

Em seu voto, Santos ressaltou que a perda de cargo não é efeito automático da condenação penal, e, considerando as condutas apuradas como 'absolutamente incompatíveis com o exercício do cargo', o magistrado entendeu que estaria autorizado o acolhimento do pedido do MP do Rio.

"O réu apresentou comportamento cuja reprovabilidade é notória, valendo-se do cargo ocupado (Subprocurador Geral de Justiça), de toda estrutura material e humana colocada à sua disposição pelo Ministério Público e do prestígio junto à comunidade jurídica para cometer os crimes acima elencados, seríssimos. O modus operandi nos aponta tal direção: o réu falsificou a assinatura de membros do Ministério Público, e utilizou-se dos expedientes institucionais à sua disposição, para promover os arquivamentos e beneficiar cliente do escritório ao qual prestava consultoria".

O relator frisou que as falsificações foram comprovadas a partir da prova oral e análise do laudo pericial grafotécnico do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE), constatando as alterações nas assinaturas do então Procurador-Geral José Muiños Piñeiro Filho, da procuradora de Justiça Elaine Costa da Silva e do promotor Humberto Dalla Bernardina de Pinho.

Ao fim de seu voto, Santos ainda destacou o que chamou de 'estratégia absolutamente protelatória e temerária' de Fischberg. Segundo o desembargador, o procurador tentou retardar tanto o trânsito em julgado do processo criminal quanto o trâmite da ação civil pública analisada.

"Mas agora, tendo a ação penal condenatória transitado em julgado, e após estar a presente demanda pronta para julgamento, busca de alguma forma desvincular o resultado dos processos e afastar a antes invocada questão prejudicial entre as esferas cível e criminal. Ora, por certo que sua atuação é incoerente, contraditória e claramente procrastinatória, o que em hipótese alguma merece chancela por esta Corte. Todos os expedientes utilizados já foram irremediavelmente rejeitados. Nenhuma outra conduta protelatória deve ser chancelada. Nada resta senão o julgamento meritório do feito.", registrou o magistrado.

COM A PALAVRA, O PROCURADOR

A reportagem busca contato com a defesa de Elio Fischberg. O espaço está aberto para manifestações.

O produtor musical Arnaldo Saccomani, conhecido por sua participação como jurado em programas de grande audiência na TV nacional, faleceu na madrugada desta quinta (27). A notícia foi dada por uma de suas filhas, Thais, através das redes sociais. Ele tinha 71 anos.

A causa da morte de Saccomani ainda não foi revelada, porém, o produtor sofria de insuficiência renal e diabetes. Em julho de 2019, ele havia começado a fazer hemodiálise. Arnaldo faleceu no sítio da família, em Indaiatuba, interior de São Paulo, e será velado no Cemitério Memorial Parque Paulista, em Embu das Artes, a partir das 10h desta quinta (27).

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Arnaldo Saccomani tinha uma carreira expressiva como produtor musical. Ele trabalhou com os melhores nomes da música brasileira, como Tim Maia, Rita Lee e Fábio Junior, entre outros. Ele também participou de vários programas televisivos como jurado, a exemplo do Programa do Ratinho e Ídolos.

Após lucro de R$ 16,283 bilhões com sua posição em swap cambial em julho, o Banco Central registrou resultado negativo de R$ 12,453 bilhões em agosto até o dia 14 com estes contratos pelo critério caixa.

Pelo conceito de competência, houve perdas de R$ 12,132 bilhões. O resultado pelo critério de competência inclui ganhos e perdas ocorridos no mês, independentemente da data de liquidação financeira. A liquidação financeira desse resultado (caixa) ocorre no dia seguinte, em D+1.

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O BC registrou ainda no período ganhos de R$ 64,749 bilhões com a rentabilidade na administração das reservas internacionais. Entram no cálculo ganhos e prejuízos com a correção cambial, a marcação a mercado e os juros.

O resultado líquido das reservas, que é a rentabilidade menos o custo de captação, ficou positivo em R$ 60,769 bilhões em agosto até o dia 14. Já o resultado das operações cambiais no período ficou no positivo em R$ 48,637 bilhões.

No acumulado de 2020 até 14 de agosto, o Banco Central registra resultado negativo de R$ 52,308 bilhões com os contratos de swap pelo critério caixa. Pelo conceito de competência, houve perdas de R$ 56,346 bilhões. O BC obteve ganhos de R$ 572,438 bilhões com a rentabilidade na administração das reservas internacionais no acumulado do ano. Já o resultado líquido das reservas ficou positivo em R$ 516,084 bilhões e o resultado das operações cambiais no período foi positivo em R$ 459,738 bilhões.

O BC sempre destaca que, tanto em relação às operações de swap cambial quanto à administração das reservas internacionais, não visa ao lucro, mas fornecer hedge ao mercado em tempos de volatilidade e manter um colchão de liquidez para momentos de crise.

Posição cambial líquida

A posição cambial líquida do Banco Central atingiu US$ 301,204 bilhões. O montante tem como referência o dia 14 de agosto. No fim de julho, essa posição estava em US$ 302,535 bilhões.

A posição cambial líquida traduz o que está disponível para que o BC faça frente a alguma necessidade de moeda estrangeira - como fornecer liquidez ao mercado em momentos de crise, por exemplo.

A posição leva em conta as reservas internacionais, o estoque de operações de linha do BC (venda de dólares com compromisso de recompra), a posição da instituição em swap cambial e os Direitos Especiais de Saque (DES) do Brasil no Fundo Monetário Internacional (FMI).

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