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Em auditoria realizada na última quarta-feira (29), o Tribunal de Contas da União detectou que o Ministério da Defesa e as Forças Armadas gastaram irregularmente recursos destinados ao enfrentamento da pandemia da Covid-19. Um total de R$ 15,6 milhões em despesas foram analisados, referentes a recursos enviados pela Saúde a título de ressarcimento logístico prestado em ações na pandemia em 2020 e 2021. 

Segundo o Tribunal, cerca de R$ 256 mil foram gastos com salgadinhos, sorvetes e refrigerantes em coquetéis para o Exército. Nesses casos, foi empenhado dinheiro aplicado como ressarcimento de ações da Covid. 

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Os auditores destacaram que, em razão de seu baixo valor nutritivo e sua finalidade habitual, os alimentos "muito provavelmente não teriam sido utilizados para o reforço alimentar da tropa empregada na Operação Covid-19". 

Além disso, houve compra de 12 mil quilos de cortes nobres de filé mignon e picanha por R$ 447 mil, feitas por apenas duas organizações militares. 

O gasto, segundo o documento, representa 22% do total despendido por todas as unidades do Exército com carne bovina em geral, que foi de R$ 2 milhões adquiridos por 45 organizações militares. 

A auditoria foi solicitada pela Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara e executada pela secretaria-geral de Controle Externo e pela estrutura que cuida de Defesa Nacional e Segurança Pública do TCU. 

Foi constatado, ainda, que cerca de 50% das despesas com gastos alimentícios do Exército beneficiaram organizações que não possuíam tropa e que, por essa condição, não são habitualmente empregadas em ações de campo. 

"Se confirmado, afastaria o argumento de maior gasto calórico por desgaste físico em operações militares para justificar as aquisições dos gêneros alimentícios questionados", diz o TCU. 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez uma brincadeira com uma criança, nesta quinta-feira (16), durante uma cerimônia em Foz do Iguaçu. Ao ser abordado por um menino, Lula perguntou a ele se o preço da picanha já tinha baixado no Brasil. O presidente brincou com o menino sobre o valor da carne durante a posse do ex-deputado federal Enio Verri (PT-PR) como novo diretor-geral brasileiro da hidrelétrica Itaipu Binacional.

Lula discursava quando foi interrompido pelo garoto, que falou sobre carne, e o presidente aproveitou a deixa para perguntar: "Já caiu o preço da picanha?". Logo em seguida, de acordo com o g1, o petista explicou o motivo da brincadeira ao presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez.

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"Para o presidente do Paraguai entender, eu, durante a minha campanha, eu dizia que o povo brasileiro ia voltar a comer carne, que o povo brasileiro ia voltar a comer picanha. Cadê esse garoto? Pode ficar certo que, quando o pai dele comprar a primeira picanha, ele vai ter que me ligar e falar: 'Oh, Lula, estou comendo a primeira picanha'", afirmou o petista. "Porque vai baixar o preço da carne neste país. Precisa baixar. Vamos dar um tempo aí, também porque as coisas não podem acontecer do dia para a noite", completou Lula.

Nesta semana, um vídeo de pessoas comprando peças de picanha em supermercado viralizou nas redes sociais e reascendeu a discussão sobre a promessa de Lula durante a campanha. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), da última sexta-feira (10), em fevereiro foi registrada uma queda de 1,22% no preço da carne vermelha, o menor nos últimos 15 meses.

Com o quilo da picanha custando R$ 36,90 (ou até menos) em alguns supermercados depois da queda no preço da carne, que foi a maior baixa registrada desde 2021, com 1,22% de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), viralizou nas redes sociais um vídeo de pessoas saindo de mãos cheias do frigorífico de um supermercado no Nordeste com picanha e filé mignon. A picanha foi a carne que mais barateou. 

Nos comentários do vídeo que viralizou nas redes sociais, internautas brincaram: “faz o L”, em referência às críticas feitas ao presidente Lula (PT) depois de eleito; “ao contrário do governo anterior, Lula governa para todos”; “a alegria do povo é um prazer imenso para quem pensa no coletivo”. Houve também quem lembrou da promessa feita pelo presidente quando ainda estava na campanha eleitoral de que a população voltaria a fazer “o churrasquinho do final de semana com picanha, costela e uma cervejinha gelada”. 

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A queda é a mais intensa em 15 meses, ou seja, mais de um ano. De acordo com o gerente da pesquisa do IPCA, a baixa de fevereiro deste ano pode ter sido intensificada pelo impacto inicial do embargo às exportações brasileiras para a China. 

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O levantamento publicado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta sexta-feira (10), apontou que fevereiro fechou com a queda de 1,22% no preço das carnes. A picanha encabeça a lista dos cortes com maior redução. 

Essa é a maior queda da carne no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) dos últimos 15 meses. Em novembro de 2021, o valor baixou em 1,38%.

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No topo da lista, a picanha teve a queda de 2,63%, seguida pelo fígado e alcatra, com 2,50%, capa de filé, com 2,37%, e costela, com 2,28%. 

Além do arrefecimento da inflação, a queda no preço da carne pode ter sido motivada pelo embargo das exportações brasileiras à China, o que causou o aumento da oferta no mercado interno. 

As exportações foram suspensas no último dia 23, após um caso de mal da cava louca ser confirmado no Pará. O diagnóstico foi considerado um caso atípico pelo Ministério da Agricultura, sem risco aos consumidores e cadeia produtiva. 

A picanha brasileira conquistou o segundo lugar em um ranking com as 100 melhores comidas tradicionais do mundo, o Tasteatlas Awards 2022. Dados do governo federal mostram que o país produz 9,7 milhões de toneladas de carne bovina e exporta 25% da produção.

Outro prato brasileiro que obteve destaque no levantamento foi a vaca atolada, comida típica caipira que ficou em 29º no ranking. O prato sul mato-grossense é composto por uma combinação de carne bovina e mandioca.

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De acordo com o Ministério do Turismo, o pescado brasileiro também se posicionou bem na premiação, com a moqueca em 49º lugar no Tasteatlas Awards 2022. O prato normalmente é feito com camarão e peixes como badejo, robalo, dourado e cação.

O último prato brasileiro a aparecer no levantamento é o feijão tropeiro, típico em São Paulo, Minas Gerais e Goiás. A comida mistura feijão, carne seca, toucinho e farinha de mandioca ou de milho.

Dados da Organização Mundial do Turismo mostram que a gastronomia é o terceiro principal motivo da realização de viagens em todo o planeta.

O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou nesta quinta-feira, 13, que os eleitores não precisam "acreditar em promessa de picanha", em referência a uma frase usada com frequência por seu adversário na disputa pelo Palácio do Planalto, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). "O preço da carne está caindo", disse o chefe do Executivo, em Recife (PE). A inflação de alimentos é uma das principais preocupações da campanha de Bolsonaro, que atribui parte da dificuldade do presidente de conquistar votos entre a população de baixa renda aos preços nos supermercados.

"De acordo com a Abras, Associação Brasileira de Supermercados, nos últimos 30 dias, o preço da cesta básica caiu, em média, 10%, num porcentual maior para laticínios. Está caindo o preço da carne também, ninguém precisa aqui acreditar numa promessa de picanha. É pensar que o povo é idiota, é tratar com maldade o povo brasileiro", declarou o presidente.

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"Temos pela frente, agora, um ponto importante, um dia de decisão, em que deve se votar não com o coração ou com a emoção, tem que votar com a razão. Ninguém está escolhendo um marido no dia 30 de outubro, ninguém está escolhendo um colega de pescaria ou um colega para comer picanha fictícia, está escolhendo alguém que você já viu o passado dessas pessoas. Compare os meus quatro anos com os de Lula", emendou o candidato à reeleição.

Em 26 de agosto, Bolsonaro rebateu uma declaração dada por Lula em entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo. "A esquerda vende a ilusão de picanha para todo mundo, e eu digo: não tem filé mignon para todo mundo", declarou o chefe do Executivo, na ocasião. "O povo tem que voltar a comer um churrasquinho, a comer uma picanha e tomar uma cervejinha", havia afirmado o petista.

Durante o discurso feito hoje a lideranças religiosas na capital pernambucana, Bolsonaro voltou a caracterizar a eleição como uma "luta do bem contra o mal", disse que Lula "saqueou o Brasil" e repetiu a máxima que tem usado com frequência para rebater críticas sobre seu comportamento: "Eu falo palavrão, mas não sou ladrão". Mais cedo, o presidente havia dito em Recife que Lula "vai voltar para a cadeia".

A primeira-dama Michelle Bolsonaro tem rodado o Brasil em busca de conquistar votos do eleitorado feminino para o presidente Jair Bolsonaro e tem a cada subido mais o tom contra o ex-presidente Lula e o PT. Nesta terça-feira e, Manaus ela citou a fala de Lula sobre o povo voltar a comer picanha. 

Acompanhada da ex-ministra e senadora eleita Damares Alves (Republicanos-DF) na empreitada intitulada "Mulheres com Bolsonaro", ela tem batido na tecla de que o PT passou 16 anos enrolando e não entregou a obra da transposição do Rio São Francisco no Nordeste. 

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 Em Manaus, durante agenda paralela da campanha do marido no segundo turno, ela carregando uma boneca vestida com uma camisa do Brasil, falou da obra. "Cristãos ainda caem no conto de que ele (Lula) voltar, ele vai dar picanha. Se ele não conseguiu entregar água, água que é um bem, que é vida, para os nossos nordestinos. Enrolou 16 anos para poder entregar a transposição do São Francisco. Você acha que o homem desse que não entregou água, que é vida, que é um bem básico para o cidadão, ele vai entregar picanha agora?", o questionamento foi recebido com aplausos pela plateia de mulheres apoiadoras do presidente. 

 O vídeo do discurso de Michelle foi publicado nas redes sociais de Damares acompanhado da legenda: "O mentiroso não voltará a governar nosso país!", em referência a Lula. 

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Um açougue goiano, Frigorífico Goiás, fez uma promoção inusitada nessas eleições: algumas carnes nobres, como picanha e cupim, foram vendidas a R$ 22 o quilo, em alusão ao número de urna do candidato Jair Bolsonaro (PL). Além do tumulto causado pelo grande número de consumidores que procurou o estabelecimento, a promoção se tornou alvo da Justiça. O desembargador do Tribunal Regional Eleitoral de Goiás, Wilton Müller Salomão, pôs fim ao desconto na tarde deste domingo, 2.

A decisão foi dada no âmbito de uma representação eleitoral ajuizada pela Federação Brasil da Esperança, composta por PT, PC do B e PV, às 23h30 do sábado (1º). Tamanha foi a repercussão do desconto, que imagens aéreas mostram consumidores em torno de todo o quarteirão onde fica a casa de carnes.

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A propaganda da Picanha Mito mostra uma foto de Bolsonaro segurando embalagens do frigorífico, um vídeo de uma tábua de carne ao lado de uma arma de fogo e uma embalagem de Cupim Mito.

A primeira dama, Michele Bolsonaro, comentou a publicação, parabenizando o estabelecimento pelo patriotismo.

Um dos argumentos da Federação autora da medida judicial é de que a continuidade da promoção causará artificialmente estados mentais a favor dos candidatos do Partido Liberal sob o n.º 22, inclusive ao candidato a Governador de Goiás.

O pedido ainda solicita que o juiz encaminhe cópias do processo para a Polícia Federal, para que se apure o crime previsto no artigo 334 do Código Eleitoral - utilizar organização comercial de vendas, distribuição de mercadorias, prêmios e sorteios para propaganda ou aliciamento de eleitores.

O relator deferiu uma liminar às 13h22 da tarde deste domingo, 2. Ele determinou que o Frigorífico Goiás encerrasse imediatamente a promoção e apagasse as publicações das suas redes sociais, sob pena de multa diária de R$ 10 mil.

Nos autos, está documentada a expedição de mandado para intimação e citação do estabelecimento, mas não há confirmação de que foi cumprido.

Até a publicação desta reportagem, o Frigorífico Goiás não havia removido as publicações. Nos seus stories, o estabelecimento apenas repostou notícias da liminar compartilhadas por seus consumidores.

COM A PALAVRA, FRIGORÍFICO GOIÁS

A reportagem entrou em contato com o Frigorífico Goiás. Contudo, até a publicação desta reportagem, não teve resposta.

O Procon de São Paulo notificou o Arcos Dourados Comércio de Alimentos – rede de fast food McDonald’s – pedindo explicações sobre a nova linha de sanduíches McPicanha. A principal causa seria o fato de os produtos não terem a carne anunciada. Os esclarecimentos deverão ser prestados até a próxima segunda-feira (2). A rede já respondeu que os hamburgueres têm apenas “aroma natural de picanha”. 

“Os lançamentos trazem a novidade do exclusivo molho sabor picanha (com aroma natural de picanha), uma nova apresentação e um hambúrguer diferente em composição e em tamanho (100% carne bovina, produzido com um blend de cortes selecionados e no maior tamanho oferecido pela rede atualmente)", disse o McDonald´s, em comunicado.

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O Procon determinou que a empresa deverá apresentar a tabela nutricional dos sanduíches, atestando a composição de cada um dos ingredientes (carne, molhos, aditivos, dentre outros) e documentos que comprovem os testes de qualidade realizados, demonstrando o processo de manipulação, acondicionamento e tempo indicado para consumo.

Também foi solicitado que o McDonald’s apresente o modelo das embalagens utilizadas para acondicionamento dos produtos nas lojas físicas e cópia dos materiais publicitários e das mídias de divulgação da linha de 2022.

O Procon-SP quer ainda que a rede envie os documentos de autorização de comercialização dos produtos junto aos órgãos oficiais competentes.

O Ministério da Defesa gastou mais de meio milhão do orçamento destinado ao enfrentamento da pandemia do novo coronavírus com itens de luxo, como caviar, picanha, filé mignon e bebidas alcoólicas. As informações foram apontadas em uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) e publicadas pela Folha de S. Paulo.

A análise sigilosa dos gastos da pasta com alimentação desde 2017 surpreendeu os técnicos quando começaram a verificar as contas das Forças Armadas em 2020. A lógica sugeria uma redução expressiva já que parte do trabalho ocorreu de forma remota. Porém, o Ministério do general Braga Netto fez o contrário e adquiriu itens supérfluos e de luxo.

Pasta que mais gastou com itens sem necessidade na pandemia

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Bacalhau, salmão e camarão também fizeram parte da lista de compras de R$ 535 mil, paga com parte dos recursos do orçamento "21C0 – Enfrentamento da Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional decorrente do Coronavírus". 

"Ressalta-se que, dos recursos destinados ao combate à pandemia Covid-19 utilizados indevidamente para aquisição de itens não essenciais (aproximadamente R$ 557 mil), 96% foram despendidos pelo Ministério da Defesa", apontou parte da apuração preliminar do TCU, que colocou a pasta como a que mais usou recursos públicos fora do avaliado como essencial.

Para o TCU, luxo é desvio de finalidade

O documento indica que não há critérios claros e justificáveis para a aquisição e faz críticas sobre o uso da verba para a pandemia. "Não parece razoável alocar os escassos recursos públicos na compra de itens não essenciais, especialmente durante a crise sanitária, econômica e social pela a qual o país está passando, decorrente da pandemia", assegurou.

A compra de comida por pelo poder público tem a finalidade de garantir alimentação saudável e adequada às necessidades nutricionais básicas de determinado público-alvo. "Além de não servir à finalidade a que se destina, a contratação desse tipo de insumo fere o princípio da moralidade", concluiu.

O relatório foi finalizado no dia 8 de outubro e seguiu para processo na Corte no último dia 12, baseado nos bancos oficiais da Administração Pública: Siasg (Sistema Integrado de Administração de Serviços Gerais), Siafi (Sistema Integrado de Administração Financeira) e o Comprasnet (Portal de Compras Governamentais).

O pedido pela apuração foi de parte da bancada do PSB na Câmara, representada pelos deputados Elias Vaz (GO), Ubirajara do Pindaré (MA), Denis Bezerra (CE) e Gervásio Maia (SP).

Ministério se defende

Em resposta ao relatório do TCU, o Ministério da Defesa afirmou em nota que o documento não é conclusivo e defende que as atividades das Forças Armadas foram mantidas na pandemia.

Cerca de 34 mil militares foram destinados para atividades como desinfecção de locais públicos, distribuição e aplicação de vacinas, campanhas de doação de sangue, entrega de kits de alimentação e de higiene, transporte de pacientes, oxigênio e de itens de saúde, explicou a pasta.

O Dia das Mães, no último domingo (9), foi comemorado com muita carne nobre em um churrasco promovido pelo presidente Jair Messias Bolsonaro, no Palácio da Alvorada, em Brasília (DF). O chefe de estado reuniu amigos e familiares na celebração e contratou um churrasqueiro para preparar para seus convidados uma picanha que custa R$ 1.799,99 o quilo.

As fotos da festa particular do presidente circularam pelas redes sociais mostrando como foi seu Dia das Mães à beira da piscina do Alvorada. Contratado para alimentar os convidados do presidente, o ‘Churrasqueiro dos Artistas’, Tchê, também postou uma foto ao lado de Bolsonaro mostrando algumas peças de carne.

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Segundo o jornal Folha de São Paulo, para o churrasco o presidente escolheu uma picanha que custa quase R$ 1.800 o quilo. Ele teria comprado duas peças do corte, ao valor de R$ 600 cada. A picanha em questão é extraída de gado da raça wagyu, de origem japonesa. A festa na residência presidencial teria contado com 10 pessoas, entre parentes e amigos da família Bolsonaro. 

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) anulou a convocação do ministro da Defesa, general Walter Braga Netto, pela Comissão de Fiscalização e Controle da Casa, que havia sido aprovada no último dia 31. O ministro teria que explicar os processos de compras realizados pelas Forças Armadas, que incluíam picanha, cerveja, bacalhau, salmão e filé mignon.

O recurso à Presidência da Câmara foi apresentado pelo líder do governo, Ricardo Barros (PP-PR). Segundo ele, o pedido de convocação dizia respeito ao ex-ministro da Defesa Fernando Azevedo e Silva, demitido pelo presidente Jair Bolsonaro dois dias antes, e não poderia ser redirecionado a Braga Netto.

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Na decisão, Lira relata que o presidente da comissão, Áureo Ribeiro (Solidariedade-RJ), "resolveu riscar do requerimento o nome da autoridade convocada", para redirecionar a convocação de Braga Netto - nomeado em 30 de março, mas com posse apenas em 1º de abril. A questão de ordem contrária à convocação foi apresentada por Aluísio Mendes (PSC-MA), mas foi negada.

Ao aceitar o recurso, Lira argumentou que o regimento da Câmara estabelece que a convocação de ministros de Estado tem "caráter pessoal, não se podendo, portanto, aprovar requerimento de convocação sem expressamente nominar a autoridade a ser convocada". Para justificar a decisão, Lira afirma que Braga Netto ainda não havia tomado posse no dia da aprovação do requerimento.

Numa convocação, o ministro é obrigado a comparecer, diferentemente de um convite, que costuma ser a medida mais usada pelos parlamentares. Ao propor a convocação, Elias Vaz (PSB-GO) disse que a vinda de Braga Netto seria uma oportunidade para que o ministro esclarecesse a crise que resultou na demissão de Azevedo e de toda a cúpula dos comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica.

O Tribunal de Contas da União (TCU) vai investigar os gastos realizados pelas Forças Armadas com alimentos e bebidas. A Corte que assessora o Congresso acatou representação feita por deputados do PSB, a partir de levantamento realizado pela própria legenda no Painel de Preços do Ministério da Economia. A pesquisa identificou uma série de compras de itens nobres, como picanha e cervejas especiais, com preços acima dos praticados pelo mercado.

"Os Comandos das Forças Armadas iniciaram e concluíram processos de compras de 80.016 unidades de cerveja e de 714.700 quilos de carne bovina do tipo picanha, itens que, associados, revelam falta de zelo e responsabilidade com o dinheiro público", diz a representação dos parlamentares.

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Reportagem publicada em fevereiro pelo Estadão mostrou que o cardápio de itens de luxo consumidos pelas Forças Armadas é mais amplo. Os dados oficiais revelam que o consumo também incluiu, no ano passado, milhares de quilos de lombo de bacalhau, garrafas de uísque 12 anos e de conhaque.

O deputado Elias Vaz de Andrade (PSB-GO), um dos autores da representação, disse que a decisão do TCU "é o reconhecimento de que há realmente irregularidades graves" nesses processos de compra.

'Diferença'

O Ministério da Defesa nega irregularidades e afirma que "existe sempre uma significativa diferença entre processos de licitação e a compra efetivamente realizada, cuja efetiva aquisição é concretizada conforme a real necessidade da administração". "É imprescindível que se faça essa segmentação adequada, quando se faz a totalização dos valores."

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Depois de ser questionado sobre a compra de cervejas e picanhas, feitas sem licitação pelo Ministério da Defesa, o Exército, mais precisamente, o Batalhão Mauá, de Araguari, Minas Gerais, encomendou mais de 730 mil reais em brindes e materiais de fotografia. A informação foi divulgada pela coluna Radar, da revista Veja.

Na lista de encomendas estão bonés, canetas e placas de vários tipos. Só com bonecos em miniaturas do ‘Rambo’, serão gastos R$ 80 mil.

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A compra está sendo feita pelo Batalhão Mauá mas devem ser distribuídos para outras unidades do exército.

Na última sexta (12), a pedido do PSB, o MPF abriu inquérito para apurar “uso de recursos com ostentação e superfaturamento” e a “falta de zelo e responsabilidade com o dinheiro público” por parte das Forças Armadas. As últimas compras podem ser adicionadas na investigação.

 

Picanha de R$ 84,14 o quilo. Cervejas especiais, de puro malte, a R$ 9,80 cada. Em tempos de extrema restrição de orçamento, as Forças Armadas brasileiras usaram dinheiro público, ao longo de 2020, para bancar a compra de mais de 700 mil quilos de picanha e 80 mil cervejas. E não se trata de itens quaisquer. Para um dos cortes de carne mais nobres do País, foram escolhidas como referência peças das mais caras. Entre as cervejas, privilegiou-se o puro malte, entre outras.

As despesas com bebidas alcoólicas e carne de churrasco foram tema de uma representação que deputados do PSB enviaram, na terça-feira (9), ao procurador-geral da República, Augusto Aras, para que investigue os gastos militares. O levantamento foi feito diretamente pela equipe dos parlamentares. A representação levada à PGR foi divulgada pelo site Congresso em Foco. Os questionamentos não se limitam ao tipo de item que foi comprado. Há fortes indícios, de acordo com os parlamentares, de superfaturamento nas aquisições.

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O levantamento utilizou informações do Painel de Preços do Ministério da Economia, a mesma ferramenta pública que revelou as compras milionárias de leite condensado. Na ocasião, o presidente Jair Bolsonaro justificou que se tratava de um item "necessário" aos militares, dado seu alto teor energético e calórico.

A reportagem questionou as Forças Armadas sobre quais seriam as justificativas e motivações para a compra dos 714.700 quilos de picanha e 80.016 garrafas e latas de cerveja em pleno ano de pandemia. Em nota, o Ministério da Defesa (MD) informou que aguarda a notificação da Procuradoria Geral da República. "O Ministério da Defesa e as Forças Armadas reiteram seu compromisso com a transparência e a seriedade com o interesse e a administração dos bens públicos. Eventuais irregularidades são apuradas com rigor", diz a pasta.

O ministério sustenta que a representação do PSB se baseia em "informações absolutamente equivocadas" e que o tema foi objeto de nota de esclarecimento, mas o órgão não explicou as razões que levaram à aquisição de cervejas e de picanha: "Ficou claro que as quantidades adquiridas e os valores efetivamente gastos com os determinados produtos eram de 10 a 20 vezes menores do que foi divulgado".

O deputado Elias Vaz de Andrade (PSB-GO), que está entre aqueles que assinam a representação, afirma que os dados são oficiais e que se trata de preços devidamente registrados e aprovados pelas Forças Armadas, para que possa solicitar os alimentos. "Estamos denunciando esses processos licitatórios. Essas empresas tiveram suas propostas aprovadas, por esses valores. Há processos de compra concluídos e, inclusive, já efetivamente pagos. Todos eles foram homologados pelas Forças Armadas", disse o deputado. "Falam que fazem uma alimentação balanceada, mas não explicam por que essa alimentação deve incluir itens como picanha e cerveja."

Marcas famosas

Na relação detalhada de compras de cervejas anexada à denúncia dos deputados estão, por exemplo, 500 garrafas da bebida, da marca Stella Artois, ao preço unitário de R$ 9,05. Há ainda a aquisição de 3 mil garrafas de Heineken, a R$ 9,80 cada.

O comando da 23ª Brigada de Infantaria de Selva preferiu 3.050 garrafas de Eisenbahn, ao custo de R$ 5,99. Já a Brigada de Infantaria Motorizada do Rio de Janeiro optou por 1.008 latas de Bohemia Puro Malte, pelo valor de R$ 4,33 cada. Em supermercados, aponta a representação, o preço médio desse item é de R$ 2,59.

A lista de cervejas inclui ainda 2 mil garrafas de 600 ML de Bohemia Puro Malte, pelo valor de R$ 7,29, quando essas garrafas são encontradas por R$ 5,79. Para comprar mais 1.600 latas de Skol Puro Malte, de 350 ML, os militares pagaram R$ 4,00 pela unidade, item que é encontrado a R$ 2,69 em redes de varejo.

"O superfaturamento é evidente. Além disso, a grande quantidade que os órgãos solicitaram via processo licitatório deveria favorecer a negociação e proporcionar preços muito menores que os oferecidos no varejo. A realidade, todavia, demonstra que os preços contratados são superiores aos praticados pelos supermercados", afirmam os deputados, na representação.

As informações revelam ainda que Marinha, Aeronáutica, Exército, Indústria de Material Bélico do Brasil (IMBEL) e a administração interna do Ministério da Defesa são grandes consumidores de picanha. Só em 2020, foram concluídos 76 processos de compra do corte, somando 714.700 quilos da carne nobre.

O Comando do Exército Brasileiro é o campeão em processos de compras do produto, tendo consumido 569.215 quilos do total.

Os dados revelam uma licitação de 13.670 quilos, na qual o valor de cada quilo pago foi de R$ 84,14. A se basear no preço que os militares estavam dispostos a pagar pela carne, até que saiu barato. O valor médio estimado pela equipe que conduziu a fase interna da licitação, de acordo com os documentos do certame, foi de R$ 118,25 o quilo.

"Sinceramente, é preciso investigar qual foi o corte de carne usado para se chegar a esse preço médio irreal", informa a representação.

"Em um ano de pandemia, com crise sanitária, econômica e social devastando nosso país, é inacreditável que os cofres públicos tenham custeado gastos com cerveja", declaram os deputados. "Enquanto nosso povo padece por falta de recursos para sobrevivência, nossos militares usaram dinheiro público para custear bebidas alcoólicas. Tal conduta fere de morte o Princípio Constitucional da Moralidade Pública."

Não se quer afirmar que os militares "não podem comer carne", argumentam os parlamentares, mas, sim, questionar "o grau de sofisticação empregado" nas compras de cortes nobres e específicos. "O episódio narrado nesse item revela que houve ostentação e os privilégios direcionados para alguns, conduta que destoa do discurso de humildade e simplicidade usado pelo Presidente Jair Bolsonaro nas redes sociais."

Diferenças

Segundo a nota do Ministério da Defesa, "existe sempre uma significativa diferença entre processos de licitação e a compra efetivamente realizada, cuja efetiva aquisição é concretizada conforme a real necessidade da administração". Assim, "é imprescindível que se faça essa segmentação adequada, quando se faz a totalização dos valores, interpretação e principalmente a divulgação pública destes dados, de modo a evitar a desinformação". De acordo com a pasta, "apresentar valores totais de processos licitatórios homologados como sendo valores efetivamente gastos constitui grave equívoco", afirma a nota, referindo-se aos dados incluídos na representação. No documento apresentado à PGR, entretanto, os deputados trazem os dados detalhados com a identificação da compra realizada e seu referido fornecedor.

O restaurante Alphaiate reformulou um dos pratos mais famosos de Pernambuco: a carne de sol. Na receita da casa o prato é feito da picanha. A grande diferença é que a carne passa por um processo de maturação, onde após o abate do animal utiliza-se uma embalagem à vácuo pra manter a carne em refrigeração, entre 0 e – 1° C, por um período de 15 dias.

Assim como a carne de sol tradicional, que é ligeiramente salgada e depois colocada para secar em local coberto e ventilado, o processo também deixa o interior da carne úmido e macio. A vantagem na maturação é uma carne muito mais macia e suculenta, com sabor e texturas diferentes. O Alphaiate é pioneiro em disponibilizar a Carne de sol de Picanha.

O prato vem acompanhado de feijão troupeiro, farofa de abóbora, macaxeira e arroz carreteiro. Outros acompanhamentos também podem ser escolhidos. A carne de sol de picanha para quatro pessoas sai por R$110, já para duas por R$69.


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No Gourmet em Casa desta terça-feira, Thamiris Barbosa recebe o chef Eduardo Melo, que prepara uma picanha ao molho de cerveja preta, feita na panela de pressão, acompanhada por um arroz ao molho de provolone. Um prato delicioso e super fácil de fazer.

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O chef, que nasceu no Pará, fez os cursos de administração e direito, mas foi em um workshop de sushi que se apaixonou pela arte gastronômica. Eduardo já trabalhou com a cozinha francesa, mas sua grande paixão é o churrasco. “Todo mundo pensa que churrasco é só pegar uma carne e jogar na churrasqueira de todo jeito,” comenta o chef que fala dos diferentes sabores dos cortes bovinos, e ainda dá dicas de como usar bem a panela de pressão.

Vamos aos ingredientes:
1 peça de picanha
1 dente de alho
1 garrafa de cerveja preta
1 tablete de caldo sabor picanha
1 porção individual de de arroz
80ml de creme de leite
20g de queijo provolone ralado
sopa de cebola

Modo de preparo:
Passe o dente de alho no fundo da panela de pressão, depois sele a carne de todos os lados. Coloque a sopa de cebola e a cerveja na panela, juntamente com o tablete de caldo. Coloque  picanha com a parte da gordura virada para cima, para evitar que ela grude na panela. Depois que a pegar a pressão, deixe por mais dez minutos e pronto. Para o arroz, basta prepará-lo normalmente e depois de cozido, acrescente o creme de leite e aos poucos o queijo. Está pronta a receita!

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