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Clóvis Basílio, mais conhecido como Kid Bengala, decidiu mais uma vez disputar as eleições. Em uma publicação no TikTok, o ator pornô lançou sua campanha eleitoral ao cargo de deputado federal por São Paulo. Na rede social, Kid fez alguns trocadilhos para falar do assunto.

"Como o Lucas, como o seu João, como o José, como o Ricardo, também como a Flávia, como a Maria, como a Joice, enfim, eu como todos os brasileiros e brasileiras estou de saco cheio de tanta sacanagem na política", disse o astro de filmes eróticos.

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Ainda no vídeo, Kid continuou: "Por isso, como você, eu resolvi inovar para meter o pau nessa bagunça. Pode apostar que eu vou entrar é com tudo". O conteúdo divulgado por Kid teve 200 mil visualizações. Ele vai concorrer ao cargo pela legenda União Brasil. Esta é a terceira vez que Kid Bengala disputa as eleições.

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Silmara Miranda, ex-dançarina do grupo É o Tchan, resolveu ingressar na política. Concursada da Polícia Rodoviária Federal (PRF), a jornalista publicou um vídeo para oficializar sua candidatura ao cargo de deputada federal. Apoiadora do presidente Jair Bolsonaro (PL), Silmara vai concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados pelo partido Republicanos-DF.

"Quero defender a segurança pública, nossas famílias e nossa liberdade. Vem comigo!", disse a policial, no Instagram. Para entrar na disputa eleitoral, Silmara Miranda registrou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um patrimônio de R$ 120 mil. O valor declarado se divide em um carro, avaliado em R$ 96,5 mil, e R$ 24,39 mil em sua conta corrente, segundo o jornal Extra.

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No início dos anos 2000, Silmara passou a ganhar notoriedade em todo o Brasil ao substituir Sheilo Mello no É o Tchan. Ela ficou grupo baiano até 2007. Após ganhar o título, Silmara Miranda estampou as páginas da revista Sexy, em dezembro de 2003.

No mundo internacional não é nada incomum ver pessoas famosas adentrando à esfera da política. Não é diferente no Brasil, onde vários nomes conhecidos já conseguiram ser eleitos em cargos políticos. A reportagem do LeiaJá separou algumas figuras do futebol que pretendem disputar as eleições deste ano.

O primeiro nome da lista é do ídolo do Grêmio, Douglas, conhecido pelo apelido de ''Maestro Pifador''. Aposentado desde 2020, O ex-jogador vai concorrer ao cargo de deputado federal, no Rio Grande do Sul, pelo Partido União Brasil (UNIÃO).

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Em atividade como treinador de futebol desde 1999 e atualmente sem clube, Gilson Kleina se lançou como candidato a deputado federal pelo Paraná, junto ao Progressistas (PP). Sua última passagem por algum time foi pela Chapecoense, ainda neste ano.

Outro personagem conhecido na esfera futebolística e que ganhou destaque nos últimos anos, Jeferson Thiago, o sósia do Gabigol, lançou-se como candidato a deputado estadual no Rio de Janeiro, pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB).

Após mais de 30 anos de carreira como treinador, Joel Santana será candidato a deputado federal pelo Rio de Janeiro. Atualmente com 73 anos, o ''Papai Joel'' se encontra no Partido Republicano da Ordem Social (PROS). Seu último clube foi o Black Gold Oil, dos Estados Unidos, em 2017.

A deputada federal Érica Malunginho, uma das poucas mulheres negras na Câmara dos Deputados. (Reprodução/Facebook)

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Às 17h desta sexta-feira (12), a faculdade Esuda, no Centro do Recife, recebe o Encontro de Mulheres Negras do Nordeste- Enegrecendo o Parlamento. O evento é uma iniciativa da Rede de Mulheres do Nordeste e da Casa da Mulher do Nordeste, por meio do projeto Mulheres Negras Rumo aos Espaços de Poder.

O Encontro contará com a participação de 36 candidaturas da região e é apoiado pela campanhau Voto em Negra, que fortalece candidaturas femininas negras desde as eleições de 2020. A entrada é gratuita e dispensa inscrição.

“Na ocasião vamos apresentar o projeto político que queremos para o futuro do país com a assinatura de uma carta compromisso! Vamos fortalecer a participação política de mulheres negras no pleito eleitoral de 2022, estratégia que entendemos como essencial para ampliar a nossa representatividade na democracia brasileira”, afirma a coordenação do evento.

Serviço:

Dia: 12 de Agosto

Hora: 17h

Local: Auditório da Faculdade de Ciências Humanas ESUDA - Rua Bispo Cardoso Ayres, s/n, Santo Amaro, Recife - PE.

 

Nesta quinta-feira (12), a partir das 14h, a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) realizará a leitura da Carta às Brasileiras e Brasileiros em Defesa do Estado Democrático de Direito, que foi elaborada Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), além da leitura do documento da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes).

O ato será realizado no Hall da reitoria, Prédio Central, no campus Recife. De acordo com Marcelo Carneiro Leão, a ação se pauta no fato de ser a democracia um dos maiores bens que a sociedade conquistou, sendo também um elemento primordial para a universidade. O reitor também reiterou a confiança no sistema eleitoral e a importância do respeito à vontade popular.

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Além do mais, a UFRPE destaca a importância das universidades na defesa da democracia, já que esta é necessária para o desenvolvimento científico, tecnológico, educação inclusiva e pluralidade cultural, que são valores intrinsecamente ligados ao estado democrático. 

A instituição assegura que o documento é apartidário e recebeu a adesão de mais de 800 mil assinaturas, tendo como inspiração a carta aos brasileiros, que foi escrita pelo professor da Universidade de São Paulo (USP), Goffredo da Silva Telles Junior e foi lida em 8 de agosto de 1977.

Na manhã deste sábado (6), o presidente Jair Bolsonaro (PL) participará de uma série de compromissos com líderes políticos e religiosos. Por volta das 11h, ele vai desembarcar na Base Aérea do Recife, no bairro do Jordão, marcando presença na motociata com apoiadores.

Após o passeio de moto, o chefe de Estado vai almoçar com alguns pastores. Em seguida, Bolsonaro vai para Boa Viagem, Zona Sul da cidade, onde irá participar da Marcha Para Jesus. O evento está previsto para começar às 14h, com concentração em frente à Padaria Boa Viagem.

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Vitor Furtado, o Bala 40, foi surpreendido pela polícia do Rio vendendo armas para bandidos. Tinha um arsenal com 26 fuzis e outras armas avaliado em R$ 1,8 milhão. Em São Paulo, no Lageado, zona leste, os policiais do Departamento de Narcóticos (Denarc) encontraram fuzil, carabina, duas pistolas e dois revólveres com Diego Izidoro, de 35 anos, acusado de participar de um esquema de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC). Em Uberlândia (MG), a Polícia Federal apreendeu na casa de um outro integrante do PCC duas carabinas, um fuzil T4, duas pistolas, uma espingarda e um revólver. Ocorridos em três Estados diferentes, eles não são casos isolados e indicam uma nova forma de agir do crime organizado.

Todas essas armas foram compradas legalmente por laranjas ou por criminosos com ficha criminal que se registraram como colecionadores, atiradores ou caçadores, os chamados CACs. Policiais e especialistas no combate ao crime organizado afirmam que isso é consequência do decretos e portarias sobre armas que o governo de Jair Bolsonaro editou em 2019 e em 2020, ampliando o acesso a armas de fogo potentes, a munições e ao porte.

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O Estadão procurou o Palácio do Planalto, o Comando do Exército e Ministério da Justiça para questionar as supostas falhas de fiscalização dos CACs e sobre o controle das armas adquiridas, mas não obteve resposta. "Infelizmente, tudo isso facilitou o acesso dos bandidos às armas e munições. O crime organizado lava o dinheiro em atividades lícitas e usa esse dinheiro para comprar legalmente armas que serão usadas nas atividades ilícitas", afirmou o ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Marcos Carneiro Lima.

Nesse processo, o Exército revogou em abril de 2020 três portarias do Comando Logístico (Colog) que tratavam do transporte, do rastreamento, da identificação e da marcação de armas, munições e produtos bélicos.

Sem isso, não seria mais possível saber onde um lote de balas usadas em um crime foi comprado e por quem. Também não seria mais possível saber se o CAC está levando a arma ao clube de tiro ou se está circulando armado, o que é proibido. Ao todo, Bolsonaro alterou, incluiu ou revogou mais de 300 dispositivos relacionados ao tema.

VALORES

A nova situação permitiu aos bandidos a opção de comprar armas a um preço até 65% menor do que eram obrigados a pagar quando tudo vinha pelo contrabando da Bolívia ou do Paraguai. É o que diz o promotor Lincoln Gakiya, um dos maiores especialistas do País no combate ao crime organizado. "É muito fácil pegar um laranja e tirar o certificado de CAC." O documento é concedido pelo Exército. Se for para ser atirador, o criminosos poderá comprar 30 armas com esse registro, sendo 15 fuzis de uso restrito e 6 mil munições por ano. Já se o bandido obtiver o registro de colecionador, ele não terá limite de compra de armas, desde que adquira apenas cinco de cada modelo, como os fuzis AR-15 e Rugger (R$ 8 mil).

"Eles (integrantes do PCC) pagavam de R$ 35 mil até R$ 59 mil num fuzil no mercado paralelo e agora pagam de R$ 12 mil a R$ 15 mil um (fuzil calibre) 556 com nota fiscal", disse o promotor. Segundo ele, foram detectadas em várias investigações do Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) ordens da facção para que membros do grupo obtivessem o registro de CAC. Gakiya não é contrário aos CACs - ele mesmo é CAC há 30 anos, desde que entrou no Ministério Público.

O esquema do crime organizado se vale de falhas na averiguação de antecedentes criminais e na ausência de investigação social sobre os pretendentes a manter um arsenal em casa. O Exército não verificaria se o endereço do futuro CAC é frio, se o documento é quente ou se ele têm ligação com criminosos.

Esse tipo de ação foi detectada pela primeira vez pela polícia paulista em 2021, em Taboão da Serra, na Grande São Paulo. Um atirador esportivo falsificou documentos e comprou 40 fuzis para revender a traficantes - dez das armas foram apreendidas.

Na semana passada, o homem preso pela PF em Minas com fuzis já tinha sido processado 16 vezes por tráfico de drogas e homicídio. Já o acusado detido em São Paulo tinha arsenal avaliado em R$ 50 mil, mas renda de R$ 2 mil. Ele era ligado a Anísio Amaral da Silva, o Biu, suspeito de participar do grupo do traficante de drogas Anselmo Santa Fausta. Fausta comprou uma empresa de ônibus em São Paulo, a UPBus, que mantinha contrato de R$ 600 milhões com a Prefeitura, para lavar dinheiro do tráfico. Acabou assassinado em 2021, na zona leste.

ECONOMIA

"Em termos de negócio, comprar dez fuzis no CAC gera uma economia significativa para eles (os bandidos)", disse Gakya. Ele contou outra vantagem obtida pela facção com as regras atuais. "Imagine o custo, o peso e o trabalho para trazer de helicóptero do Paraguai ou da Bolívia 6 mil munições de calibre 556 (usadas em fuzis), se com apenas um CAC você pode fazer isso no Brasil. Compensa e bastante."

Para se ter uma ideia do tamanho problema, basta ver os números. Segundo o Instituto Sou da Paz, o total de pessoas com licença de CAC aumentou 262% entre julho de 2019 e março de 2022. Eles passaram de 167.390 para 605.313 pessoas. Ao todo, foram 437.923 registros a mais, uma média de 449 novos CACs por dia. "Isso vai se voltar contra a sociedade, e as primeiras vítimas serão os policiais", afirmou o coronel José Vicente da Silva Filho, da PM de São Paulo.

Um membro da cúpula da Polícia Civil paulista lembrou que fuzis sempre entraram ilegalmente no País, mas os bandidos tinham dificuldade em comprar grandes quantidades de munição. Com as normas atuais, isso acabou.

O coronel José Vicente lembra que as armas longas, como os fuzis, têm uma função de defesa territorial e não pessoal. É o que ocorre nos morros e comunidades do Rio. "Com a liberação dessas armas, corre-se o risco de o modelo do crime do Rio se espalhar pelo Brasil." É com armas desse tipo que o PCC invade cidades, espalha o terror no interior do País e impõe o monopólio do tráfico.

DINHEIRO

"As pessoas esqueceram que o crime organizado tem dinheiro para comprar armas e munições", afirmou o delegado Lima. Só o PCC movimenta quase R$ 2 bilhões por ano só com o tráfico de drogas para a Europa. Para ele, faltou criar uma fiscalização rigorosa e controles rígidos das armas.

Desde setembro de 2021, o ministro Nunes Marques, do STF, mantém paralisado o julgamento sobre a legalidade dos decretos das armas de Bolsonaro, por meio de um pedido de vistas. "Estamos criando uma tragédia, uma situação dramática para o policiamento no futuro", disse o coronel José Vicente.

Manu Gavassi arrancou gritos da plateia em seu show na cidade de Natal, na última sexta (22), ao exibir na tela uma estrela branca em um fundo vermelho, em uma alusão à bandeira do PT.

A artista estava cantando a música “Deve ser horrível dormir sem mim” quando, durante um trecho da letra que diz “claro posicionamento político”, apontou para a tela vermelha que exibiu rapidamente uma estrela branca no centro. O público foi ao delírio.

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O registro foi realizado pelo Portal Popline, que fez a cobertura do evento que marcou o início da turnê “Eu só queria ser Normal”.

Gavassi ainda fará shows em Recife, Campinas , São Paulo, Rio de Janeiro , Belo Horizonte , Porto Alegre e Curitiba.

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Indígenas do Maranhão expulsaram de suas terras um coordenador da Funai nomeado para o cargo sem qualquer experiência em indigenismo. Ele substituiu uma servidora de carreira elogiada pelos indígenas da região, considerados um dos mais fragilizados do planeta.

O episódio, que não deixou feridos, foi protagonizado pelos Awá Guajá, um povo de recente contato marcado pelo histórico de genocídio na década de 60 e hoje alvo de invasões crescentes de fazendeiros.

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O coordenador em questão é Elton Henrique de Sá Magalhães, novo chefe da Frente de Proteção Etnoambiental (FPE) Awá Guajá, uma das unidades regionais da Funai responsáveis por proteger povos isolados e de recente contato. No cargo desde o dia 7 de abril, Magalhães tem graduação em Gestão Hospitalar e, até dois meses antes da nomeação, foi dono de uma empresa de consultoria de gestão em saúde, que prestava serviço para órgãos municipais e estaduais.

Expulso sob a mira de arcos e flechas

A expulsão ocorreu durante uma reunião no dia 13 de julho, convocada a pedido dos indígenas. Magalhães compareceu ao encontro nos limites da Terra Indígena (TI) Caru, no município de Alto Alegre do Pindaré (MA). Após ouvirem Magalhães, cerca de 50 indígenas cercaram e deixaram claro que não reconhecem sua atuação como coordenador.

Com arcos e flechas nas mãos, ordenaram que ele se retirasse e cortaram a interlocução com a chefia regional do órgão indigenista. Um dos participantes do encontro foi Tatuxa’a Awa Guaja, presidente da associação Arari, entidade que representa os Awá Guajá.

"Esse pessoal queria vir para entrar e passar na frente da outra coordenadora. A comunidade não vai aceitar. A comunidade não aceita. [A gente] brigou, mas não encostamos nele [Magalhães]", afirmou ao Brasil de Fato.

A liderança diz que a associação indígena não foi consultada previamente sobre a troca de comando. "O governo que está aí não gosta de indígena. Ele quer eliminar [os indígenas]", enfatizou Tatuxa’a. "Todas as comunidades não gostam [do novo coordenador] e estão perguntando: 'por que o pessoal [da Funai] não trabalha bem para nós? Será que dá para tocar por outro [coordenador]?' Vamos reclamar e vamos pedir", garantiu o Awá Guajá.

Antecessora de Magalhães prestava "excelente trabalho"

Magalhães substituiu a indigenista da Funai Daianne Veras Pereira, elogiada pelos indígenas pelo trabalho conduzido ao longo da pandemia da covid-19. A Funai já recebeu oficialmente pedidos de organizações indígenas para realocá-la na função, todos ignorados.

A servidora de carreira atuava com "responsabilidade técnica indigenista”, segundo afirmaram em nota duas organizações indígenas do estado, a Coordenação das Organizações e Articulações dos Povos Indígenas do Maranhão (Coapima) e a Articulação de Mulheres Indígenas do Maranhão (Amima).

"Destacamos que a servidora Daianne Veras Pereira tem prestado excelente trabalho no indigenismo institucional na Funai, realizando importantes ações de promoção e proteção dos direitos indígenas garantidos na Constituição Brasileira de 1988, nas áreas de proteção territorial, educação, saúde, etnodesenvolvimento", dizem as organizações indígenas.

Indígenas da região são um dos mais vulneráveis do planeta, diz servidor

As frentes de proteção de povos isolados e de recente contato, como a chefiada por Magalhães, são as que mais exigem conhecimento técnico, pois lidam com populações que pouco compreendem ou desconhecem inteiramente o modo de organização social, político e econômico da sociedade não indígena.

Nesses casos, a experiência administrativa não basta, pois o bom desempenho depende de uma compreensão aprofundada sobre os modos de vida ancestrais das populações originárias, só obtida após anos de convívio próximo com indígenas.

Um servidor da Funai que atua na região e não quis se identificar afirma que os Awá Guajá que vivem na TI Araribóia são um dos povos de recente contato mais vulneráveis do planeta.

"Eles têm uma situação muito grave de falta de recursos, tanto de alimentação como de recursos hídricos, e convivem com uma invasão garimpeira", afirmou o indigenista.

O entendimento é compartilhado pelo Observatório dos Povos Indígenas Isolados e de Recente Contato (OPI). Segundo a entidade, a TI Awá é alvo de forte pressão de pecuaristas, que vem retomando terras protegidas de onde foram expulsos em um processo de desintrusão em 2014.

"As atividades para a proteção territorial dos indígenas isolados na Terra Indígena Caru e Araribóia é praticamente inexistente por parte da Funai, sendo executada principalmente pelos Guardiões da Floresta do Povo Tenetehara", afirmou o OPI em comunicado publicado em abril.

Nomeação foi moeda de troca eleitoral, diz ONG

O OPI considera que a nomeação de Magalhães é uma concessão a políticos locais em troca de apoio à reeleição de Bolsonaro, que está em desvantagem nas pesquisas de preferência do eleitorado maranhense. No Maranhão, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desponta como favorito nas pesquisas de intenção de voto. O petista terá o provável apoio dos dois candidatos que lideram a disputa pelo governo maranhense, Wewerton Rocha (PDT) e Carlos Brandão (PSB).

"Faz parte de uma lógica de nomeações que favorecem políticos regionais que apoiam o Governo Bolsonaro. Trata-se de mais uma atitude de destruição da política pública para povos indígenas isolados e de recente contato, e soma-se às graves violações que estão sendo cometidas contra esses povos", escreveu o Opi.

Outro lado

Procurada pela reportagem, a Funai não se manifestou. Se houver resposta, o texto será atualizado.

Do Brasil de Fato. Reportagem: Murilo Pajolla Edição: Thalita Pires

O Brasil já contabilizou neste ano 26 assassinatos por motivações políticas ou pelo exercício da atividade pública. O número já é maior do que o registrado em quatro campanhas presidenciais desde a redemocratização. Monitoramento da violência política do Estadão mostra que, a partir de 2018, homicídios por divergências partidária e ideológica tornaram-se mais frequentes.

Nas eleições municipais de 2020, foram 16 assassinatos por intolerância e discussões sobre candidatos em caminhadas, panfletagens e comícios, crimes não premeditados. Nos últimos seis meses, os homicídios desse tipo ocorreram também por causa de atividade exercida no serviço público (seis), atividade comunitária ou associação de classe (quatro), denúncia de corrupção (dois) e conflito social (uma). Os demais casos se enquadram em crimes de mando, em que alguém encomendou o assassinato do agente político.

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Mais do que qualquer outro tipo de crime político, o homicídio por discussão partidária tem efeito corrosivo de inibir o debate em grupos de amigos e familiares e até em grandes comunidades. Esse tipo de crime atinge políticos de vários partidos.

Em maio, o vereador Ednaldo Isidório Neto, do PP, de Serra Talhada (PE), foi assassinado numa antiga guerra de família no município sertanejo. Ele já tinha sofrido atentado dois anos antes. O parlamentar estava em frente a sua residência quando foi executado à queima-roupa por uma dupla que passava de motocicleta, clássica ação de crime de mando.

Em janeiro, outro vereador, Carlos Gabriel Ferreira Lopes, do Solidariedade, de Mocajuba (PA), foi morto na orla da cidade por dois homens que também estavam em moto. No município catarinense de Major Vieira, o ex-secretário de Obras Sérgio Roberto Lezan, do Republicanos, sofreu um atentado fatal. Meses antes, ele tinha denunciado políticos locais por corrupção.

Professor da Fundação Getúlio Vargas, o cientista político Sérgio Praça afirmou que não se pode "subestimar" a gravidade desses casos de crimes por discussão partidária. "Isso não pode virar algo normal. Um petista é atacado, depois um bolsonarista. Logo, logo, a competição violenta torna-se comum", ressaltou.

O Estadão monitora os assassinatos na política brasileira há nove anos. É o mais antigo acompanhamento desse tipo de crime no País e o de corte mais amplo. A série histórica começa com registros de dados a partir da Lei da Anistia, em 28 de agosto de 1979, e o início da redemocratização. De lá para cá, 1.999 homicídios foram tabelados. Casos de latrocínio - roubo seguido de morte - e crimes passionais não foram incluídos. O levantamento considera para efeitos de tabelamento homicídios como a eliminação do adversário em busca de espaço de poder, por vingança política e divergências entre militantes de campos opostos. Inclui ainda assassinatos de agentes públicos no exercício do cargo.

Na última semana, o guarda municipal Marcelo Arruda, filiado ao PT, foi assassinado pelo agente penal Jorge Guaranho durante sua festa de aniversário em que o tema era o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Paraná. Segundo testemunhas, antes de cometer o crime, Guaranho foi para a porta da festa e os dois discutiram por causa das preferências políticas. "Seus filhos da p..., Lula ladrão, aqui é Bolsonaro, é mito", teria gritado o assassino. Para a polícia, o episódio de Foz do Iguaçu não se trata de crime político. O caso não foi considerado no levantamento do Estadão.

O monitoramento dos assassinatos mostra que raramente as autoridades do inquérito de um homicídio registram a motivação política, por temerem retaliações. Os dados mostram que as eleições municipais são as que registram mais assassinatos. Entretanto, as majoritárias para presidente, governador e senador e as proporcionais para deputado federal e deputado estadual já apresentaram picos de incidência de homicídios. Foi o que ocorreu em 2010 (73 casos), 2018 (71), 1998 (57) e 2002 (43).

O ano eleitoral de 2022 supera em homicídios as disputas diretas de 1989 (23), 1994 (17), 2006 (25) e 2014 (20). Ex-secretários e secretários municipais (cinco casos), servidores públicos (quatro), vereadores e líderes comunitários (três), policiais ligados a políticos (dois) e ativista (um) foram os principais alvos dos matadores.

Local em que o indigenista Bruno Pereira e o jornalista Dom Phillips foram mortos em junho deste ano, o Alto Solimões já registrou assassinato por motivos políticos. Em maio, Olímpio Guedes Olavo Júnior, vereador da vizinha Tabatinga pelo PSD, foi baleado em Manaus. Ele havia sofrido um atentado em setembro, após uma série de denúncias sobre políticos e traficantes.

Outra marca do problema da violência na política é que nenhum poder assume a responsabilidade para combatê-lo. Em 2020, o então presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, disse numa entrevista que assassinatos do tipo eram decorrência da criminalidade em geral e não era assunto do órgão.

No começo deste ano, o atual presidente do TSE, Edson Fachin, se reuniu com líderes políticos e religiosos para pedir apoio ao combate à violência política. "A Justiça Eleitoral defronta com a decorrência da crescente intolerância e do evidente processo de degradação de valores", afirmou o ministro. 

Nesta quarta-feira (13), Anitta foi ao Twitter para novamente declarar apoio a Lula. Em uma publicação, a artista compartilhou uma foto na qual aparece com a marca do Partido dos Trabalhadores (PT) no bumbum. A postagem de Anitta foi para lembrar aos fãs se eles tinha conferido no YouTube o resultado do clipe Tudo Nosso, parceria com o rapper Felipe Ret.

Depois de fazer a postagem, a cantora recebeu mensagens de diversos seguidores, inclusive de alguns políticos. O senador Humberto Costa (PT-PE) escreveu: "Já tá com o look pronto pra posse".

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Recentemente, Anitta deu o que falar por ter dito que vai votar em Lula nas eleições deste ano. A declaração da voz do hit Envolver veio logo após o assassinato do tesoureiro petista por um militante bolsonarista. Anitta chegou a criticar algumas atitudes de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL).

"Se não houvesse uma morte envolvida neste caso do apoiador de Lula que foi atacado por um bolsonarista, eu diria que a burrice dessas pessoas chega a ser engraçada. Mas não. É apavorante. Mas a postura extremamente agressiva e antidemocrática dessa gente não me deixa outra opção. É LULALÁ ... seus burros, agressores, autoritários e violentos", soltou.

Assim que soube das postagens de Anitta, Lula se manifestou. Na mesma ferramenta usada pela funkeira, no Twitter, o ex-presidente da República disparou: "Vamos juntos envolver o Brasil".

Anitta causou um rebuliço na internet ao declarar seu voto no ex-presidente Lula (PT). Ferrenha opositora de Jair Messias Bolsonaro (PL), atual chefe de estado brasileiro, a artista ainda não havia dito abertamente em quem votaria nas próximas eleições e chamou atenção quando decidiu fazê-lo. Pouco depois, ela resolveu explicar o que a levou a falar abertamente sobre o candidato que escolheu para chamar de seu neste pleito. 

A cantora voltou ao tema durante uma live que fez com o rapper Felipe Ret, na última terça (12). Ela falou abertamente sobre suas convicções políticas e disse que votaria até em sua “prima de 15 anos” para tentar tirar Bolsonaro do poder. Anitta também citou o assassinato do petista Marcelo Arruda, morto por um apoiador do atual presidente quando celebrava seu aniversário em uma festa com o tema ‘Lula’. Segundo a artista, ao saber do crime ela tomou a decisão. 

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“A partir do momento que uma pessoa mata alguém porque ele é obcecado pelo Voldemort (Bolsonaro), deixa a pessoa ser (obcecada). Isso pra mim é o início de um bagulho muito perigoso.  Eu nunca vi tanta agressividade como eu vejo hoje em dia. Acho que nosso líder não pode ser agressivo. Matou alguém por causa disso, só porque a pessoa pensa diferente de você, você não merece nem tá aqui”, explicou a cantora.

Anitta frisou que sempre foi “antipetista” e que nunca votou no PT, mas que se viu obrigada a ir por esse caminho uma vez que a situação se transformou em uma escolha entre dois polos. “Eu decidi apoiar o Lula, nessa eleição agora, não tem outra saída, eu votaria até na minha prima de 15 anos pra não ter uma pessoa no controle que estimule as pessoas a tratar os outros desse jeito, eu nunca vi tanto desrespeito”. 

A polarização política é uma realidade notória no Brasil e que tende a se intensificar às vésperas do período eleitoral. Neste momento bastante acalorado, além das manifestações nas redes sociais e nas ruas, muitas pessoas podem se sentir à vontade para expressar suas posições ideológicas e apoio a determinado candidato ou partido no ambiente de trabalho.

Contudo, por mais que a liberdade de expressão seja um direito, o ambiente profissional por ter suas próprias regras de conduta e um certa exigência de discrição pessoal, pode nem sempre ser tão aberto para manifestações como debates políticos com colegas, uso de acessórios como bonés ou roupas que indiquem uma posição política ou mesmo decorações na mesa de trabalho com itens que demonstram a adesão a um partido ou candidato.

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Em entrevista ao LeiaJá, a CEO de recrutamento e seleção da i9hunter, Ana Chauvet, sintetizou que não há uma rigidez a respeito se é permitido ou não que os funcionários se expressem politicamente no trabalho. A especialista em recursos humanos esclarece que há ambientes profissionais mais abertos a essas discussões, enquanto outros não são tão favoráveis a isso, sendo melhor evitar.

“Naturalmente, o assunto já possui opiniões diversas. Entendo que debater sobre o tema e expor a opinião pessoal é uma linha tênue e o cuidado precisa estar exatamente aí. Óbvio que a liberdade de expressão prevalece, temos esse direito e precisamos olhar para isso, porém em um grupo, seja ele qual for, é preciso entender sobre limites, sobre as regras do ambiente corporativo, pois em alguns momentos essa pluralidade de opinião pode ser extremamente rica, por outro lado, pode ser destrutiva”, explica.

De acordo com Ana, a expressão política não será responsável por prejudicar a imagem do funcionário, mas sim, seu comportamento e o caminho escolhido para manifestar sua opinião. “O que prejudica a imagem de um profissional na empresa é a forma como ele expressa e não o que ele expressa. Ter opinião, seja ela qual for, é algo que faz parte do ser humano, mas como isso é exposto que é o grande problema", salienta.

A CEO da i9hunter exemplificou algumas atitudes que podem fazer uma opinião política que poderia ser dita de forma mais respeitosa, se tornar uma inconveniência. “São vários os comportamentos inadequados em um ambiente profissional como fofoca, comunicação grosseira e mentira. Entender sobre regras, limites é fundamental para um bom clima existir. Desse jeito, o profissional saberá como fazer e quando se expor", diz.

Debates no WhatsApp

Se pessoalmente, boa parte das pessoas tendem a evitar conflitos e preferem ficar caladas enquanto suas visões ideológicas, por meio da internet parece ser bem mais fácil se expor e sair dando opiniões até mesmo quando não é o momento ou o lugar mais adequado para isso. Ana Chauvet ressalta que por meio da internet o cuidado com esses debates políticos deve ser redobrado:

“Qualquer discussão em grupos de WhatsApp, seja ela qual for, normalmente são mais difíceis do que pessoalmente. A rede social não retrata 100% do que o outro está querendo dizer, não mostra o tom de voz e muito depende de quem recebe do outro lado a informação”, esclarece.

A especialista em recursos humanos relembra que a internet é um território muito perigoso, já que permite um certo anonimato, que por vezes facilita a disseminação de comentários extremistas e até mesmo agressivos. No caso de grupos de trabalho, ela destaca a importância da delimitação de regras e limites:

“Além disso, dependendo de qual canal está sendo utilizado, a participação on-line pode ser anônima e as pessoas sentem que não irão ser punidas, por esse motivo não usam a razoabilidade nos seus discursos e, muitas vezes, se tornam até agressivas. Acredito que grupos de WhatsApp precisam ter regras e, independente do tema, essas regras precisam ser claras, assim as pessoas possuem a livre escolha de permanecer ou não”, afirma.

Líderes que impõem sua inclinação política

A transgressão do limite entre o direito à liberdade de expressão e a imposição de sua visão pessoal é um erro que também pode ser cometido por chefes, supervisores e pessoas que estão em lugar de liderança em uma empresa. De acordo com a CEO, uma companhia não pode levantar uma bandeira política e muito menos incitar a adesão dos funcionários a um candidato.

“Ainda que o líder possua sua intenção política, ele naturalmente possui uma influência sobre o todo e é preciso ter cautela em como ele irá se posicionar. O funcionário não pode se sentir coagido e nem ameaçado por pensar diferente. Todos temos o direito de pensar diferente. Nesse momento, precisamos pensar em como manter um relacionamento saudável e ponderar como será essa construção é o primeiro passo para saber se vai se posicionar, expressar ou ficar calado”, finaliza.

Nesta terça-feira (5), no Instagram, André Gonçalves informou aos seguidores que vai entrar para a política. O ator de 46 anos postou uma foto com Roberto Rocco e José Augusto Venda, membros da Executiva Nacional do Partido Verde (PV), para comunicar a decisão.

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"Hoje me torno pré-candidato para deputado estadual no Rio pelo PV", declarou o companheiro da atriz Danielle Winits. Assim que fez a postagem, André recebeu mensagens de apoio de muitos seguidores. "Muito sucesso nessa nova jornada. Estou torcendo por você!", disse um dos internautas.

No ano passado, André Gonçalves embarcou em polêmica por não pagar a pensão alimentícia da filha, Valentina, fruto do antigo relacionamento dele com a jornalista Cynthia Benini. Quando o assunto veio à tona, André passou a usar tornozeleira eletrônica logo após ter sua prisão domiciliar decretada. Sem pagar os direitos da filha desde 2017, o ator acumulou uma dívida de mais de R$ 400 mil.

De volta à cena política após a prisão, o ex-ministro Geddel Vieira Lima, cacique do MDB baiano, em evento de lançamento de pré-candidaturas do partido em Salvador, defendeu o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e disse que seus adversários vão ter de engoli-lo, lembrando frase do ex-técnico da seleção brasileira, Zagallo. Geddel também citou o "calvário" pelo qual tem passado e, de forma exaltada, disse que ninguém tem autoridade apontar o dedo e acusá-lo. O ex-ministro foi preso em 2017 após descoberta de R$ 51 milhões em espécie escondido em um apartamento na capital baiana.

Em vídeo que circula nas redes, Geddel aparece com correligionários no evento que contou com a presença do candidato ao governo Jerônimo Rodrigues, do PT, partido com o qual o MDB baiano fez aliança. O MDB e o PT já foram aliados durante o primeiro mandato do ex-governador Jaques Wagner (PT), mas o acordo foi rompido em 2010, quando Geddel decidiu sair ao governo. Também foi ministro de Lula e vice-presidente da Caixa durante o governo Dilma.

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"Resolvemos tomar uma aliança anterior pela convicção de Jerônimo e Geraldo, Geraldo e Jerônimo podem representar, junto com o ex-presidente Lula, a quem tive o privilégio, a honra de servir, como seu ministro, um novo caminho, a retomada de um caminho de esperança e de olhar para os que mais precisam, os que não conseguem mais pagar o gás, encher o tanque do carro, aqueles que não conseguem ir ao mercado comprar sua comida, aqueles que perderam a esperança de viajar de avião", disse Geddel.

Sem citar nomes, ele aproveitou, ainda, para criticar o principal adversário do PT baiano, o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (UB), e o "menino", referindo-se a Bruno Reis (UB), atual gestor da cidade.

"Ninguém, absolutamente ninguém vai me constranger, para além das limitações as quais foram impostas, de exercer minha militância e vocação. Anônimo da internet e forças ocultas eu não respondo. Agora, aos nossos adversários, que eventualmente queiram fazer esse debate à luz do dia, vamos deixar claro uma coisa. Vamos, por exemplo, falar do adversário nosso tido como o mais forte, o ex-prefeito e seu menino, o prefeito. Para ficar bastante claro, não reconheço na Bahia e não reconheço no Brasil ninguém com autoridade política ou moral para apontar o dedo para o calvário que eu tenho enfrentado".

Geddel disse, também, que ninguém cassará sua coragem e que terão de engoli-lo: "Explorem o que quiserem. Falem o que quiserem. Mas não vão cassar a minha cidadania, e não vão cassar porque não nasceu ainda nem na Bahia nem no Brasil ninguém para cassar a minha coragem. Fica aqui essa mensagem. Os que quiserem explorar, o cacete, que o façam. Eu vou lembrar do velho Zagallo: eles vão ter que me engolir".

O diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL), Carlos Alberto Litti Dahmer, avalia que o voucher que pode ser criado pelo governo federal para auxílio aos caminhoneiros é um "desaforo" à categoria.

"Essa tentativa do governo de criar um vale combustível, um abono para os combustíveis, é um desaforo para a categoria. Esses R$ 400 ao preço do diesel, que é o grande vilão dos caminhoneiros hoje, significa na média 58 litros de diesel. O que fará o caminhoneiro com 58 litros de diesel quando seu consumo mensal é muito maior?", disse Litti, em vídeo divulgado à imprensa.

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O voucher para os caminhoneiros foi cogitado nesta semana pelo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL).

A CNTTL defende, assim como outras entidades que representam a categoria, o fim da Política de Paridade de Preço Internacional (PPI) da Petrobras, que vincula o preço interno dos combustíveis ao preço internacional do barril de petróleo e ao dólar.

"O presidente (Jair Bolsonaro) precisa criar coragem para enfrentar o problema central e não vir com desabonos que são migalhas para os caminhoneiros. O problema do diesel pode ser resolvido pela sua caneta Bic (do presidente) quando terminar com o fim do preço da paridade internacional da Petrobras", argumentou Litti. "Não são R$ 400 que resolve, o problema. O problema é o presidente Bolsonaro com a sua caneta Bic assinar o fim da PPI. Essa é a solução", concluiu.

Conforme reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, depois da reação negativa recente dos caminhoneiros com a proposta do governo Jair Bolsonaro de criar um "auxílio-caminheiro" de R$ 400 por mês, até o fim deste ano, a cúpula do Palácio do Planalto articula com o Congresso a possibilidade de aumentar esse valor.

A pressão é para que o repasse seja expandido para até R$ 1 mil por mês, mas o valor não está definido até o momento.

Depois da reação negativa dos caminhoneiros com a proposta do governo Jair Bolsonaro (PL) de criar um "auxílio-caminheiro" de R$ 400 por mês, até o fim deste ano, a cúpula do Palácio do Planalto articula com o Congresso a possibilidade de aumentar esse valor. A pressão é para que o repasse seja expandido para até R$ 1 mil por mês, mas o valor não está definido até o momento.

A informação é do deputado Altineu Côrtes (RJ), líder do PL na Câmara. "Tem de ser R$ 1 mil", disse ao confirmar as negociações em torno de um novo valor. Na terça-feira (21), governo e parlamentares sinalizaram com a possibilidade de incluir a criação da bolsa-caminhoneiro e o aumento do vale-gás na Proposta de Emenda Constitucional (PEC) em tramitação no Congresso para compensar Estados pela redução do ICMS dos combustíveis. As primeiras sugestões eram de um benefício de R$ 400 para compensar a categoria pelos aumentos recentes no diesel. A referência é o valor pago no Auxílio Brasil.

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'Esmola'

A reação contrária dos caminhoneiros, porém, foi imediata. O presidente da Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, afirmou que a decisão do governo é uma afronta e que a categoria não quer receber esmola, mas sim uma solução estrutural.

"Isso é uma grande piada. O caminhoneiro não precisa de esmola, precisa de dignidade para poder trabalhar. O governo tem de parar de dar chilique e tomar atitude de verdade", afirmou Landim ao Estadão.

Não está claro ainda de onde sairia o dinheiro, mas o fato é que, com a PEC, o governo poderia utilizar o atalho de decretar um "estado de calamidade" no País e, dessa forma, driblar os limites impostos pelo teto de gastos, trava que limita aquilo que o governo pode gastar.

Técnicos fazem as contas agora para estimar o impacto da medida. Além da criação do auxílio, a equipe econômica sugeriu um reajuste sobre o vale-gás para a população de baixa renda. O valor para os gastos estaria limitado e definido na PEC.

O custo das medidas em estudo, considerando o valor inicial de R$ 400 por mês, era de R$ 6 bilhões (R$ 2 bilhões para o vale-gás e R$ 4 bilhões para o bolsa-caminhoneiro). As medidas valeriam até 31 de dezembro e foram pensadas como uma forma de atenuar o impacto da inflação que ameaça a reeleição de Bolsonaro.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira, 8, que, se o presidente Jair Bolsonaro (PL) tivesse "coragem", deveria usar a "mesma caneta" que implementou a política de Preço de Paridade de Importação (PPI) da Petrobras para reverter a medida, em uma crítica à alta dos combustíveis no País. A formulação de preços foi implementada no governo Michel Temer (MDB), após a petrolífera amargar prejuízos e perdas de valor na Bolsa em razão de intervenções no governo Dilma Rousseff (PT) e dos escândalos de corrupção revelados pela Operação Lava Jato.

"O aumento da gasolina (alinhado) ao preço internacional não foi feito com uma votação no Congresso. Foi uma canetada do (ex-presidente da Petrobras) Pedro Parente. Portanto, se para aumentar o preço do combustível e transformar em preço internacional foi numa canetada, para você tirar também pode ser numa canetada. O presidente, se tivesse coragem, se não fosse um fanfarrão, um embusteiro, já teria feito isso", disse Lula, em entrevista à Rádio Itatiaia, de Minas Gerais.

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A inflação, sob forte impacto da alta dos preços dos combustíveis, é uma das principais preocupações do eleitor neste ano. Pré-candidatos ao Planalto, tanto Bolsonaro quanto Lula têm adotado um discurso crítico contra a política de preços da Petrobras. Na segunda-feira, 6, Bolsonaro anunciou uma proposta que prevê, em linhas gerais, zerar o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre o diesel e o gás de cozinha; reduzir o ICMS e zerar os impostos federais sobre gasolina e o etanol; e compensar os Estados e o Distrito Federal.

Na avaliação de Lula, ao propor essas medidas, Bolsonaro busca culpar os governadores pela alta nos preços dos combustíveis, além de prejudicar o orçamento dos municípios e os investimentos em saúde e educação. "Toda essa briga em torno do ICMS não vai resultar na bomba nem no botijão de gás", disse o petista.

O petista defendeu ainda a construção de refinarias para tornar o País autossuficiente em combustíveis. "O Brasil hoje está refinando apenas 80% do combustível que nós precisamos. É preciso que a gente faça mais refinarias para que o Brasil seja efetivamente autossuficiente, para que a gente não precise pagar gasolina a preço internacional", afirmou.

A fala de Lula vai na linha do que foi defendido nesta terça-feira, 7, por Bolsonaro. Em entrevista ao SBT, o presidente declarou que o governo federal pretende começar a construir refinarias no Brasil. "Não precisaríamos importar de ninguém e nem estaríamos preocupados se lá fora ia faltar ou não, porque nós temos petróleo aqui em abundância", disse.

'Autorreflexão'

À Radio Itatiaia, o ex-presidente disse, ainda, que o PT precisa de uma "autorreflexão". A resposta foi dada após os entrevistadores questionarem o petista a respeito da perda de espaço da sigla na política mineira. Lula afirmou que o PT "era um partido muito forte", e que os seus integrantes precisam entender o porquê de a sigla ter deixado de ser competitiva.

O petista afirmou que "não foi o povo que ficou ruim, que deixou de gostar do PT", mas que provavelmente a sigla gerou expectativas que não conseguiu cumprir. O pré-candidato ainda falou em pedido de desculpas: "Se algum prefeito cometeu erros na sua relação com o povo, nós temos de pedir desculpas ao povo por ter errado, e temos de tentar corrigir aquilo que não fizemos de correto", disse. "Precisamos ter capacidade de fazer uma autorreflexão e corrigir nossos erros."

O ex-presidente acrescentou ainda que o PT "não pode ficar colocando a culpa nos outros" e que é necessário sentar com prefeitos, ex-prefeitos, dirigentes e avaliar os motivos que levaram à perda de confiança do eleitorado. "O defeito deve ser nosso, não deve ser do povo. Então, se a gente tiver a humildade de fazer uma reflexão, e saber por que nos perdemos", disse.

Com a finalidade de capacitar mulheres negras para as disputas políticas e ampliar o acesso aos poderes Legislativo e Executivo no Nordeste do Brasil, a Rede de Mulheres Negras de Pernambuco, em parceria com a Casa da Mulher do Nordeste e o apoio da Open Society, irá realizar, entre os dias 9 e 12 de junho, um treinamento de Media Training com especialistas em disputa eleitoral para mulheres negras pré-candidatas do Nordeste em 2022.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apenas 2% do Congresso Nacional é composto por mulheres negras, enquanto na Câmara dos Deputados elas compõem apenas 1% das cadeiras. Para reverter esse quadro, a iniciativa já formou a primeira turma, que conta com 25 mulheres dos estados de Pernambuco, Paraíba, Ceará, Bahia, Rio Grande do Norte e Alagoas. No momento, elas já participam do curso de Mídia Advocacy, que aborda conteúdos a respeito da democracia representativa no Brasil e as funções atribuídas a cada cargo eletivo.

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A programação do treinamento em Media Training será aberta na quinta-feira (9), com discussões a respeito de direito eleitoral, propaganda eleitoral, violência política de gênero e fake news, no Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco. Durante a tarde, as pré-candidatas irão participar de um sessão de fotos com o fotógrafo Rennan Peixe para compor seus materiais de campanha.

Na sexta-feira (10), o curso será voltado para debates sobre o exercício da fala pública para mulheres negras, que será apresentado pelas jornalistas Ana Veloso e Nataly Queiroz. No sábado (11) e domingo (12), serão realizados exercícios práticos de entrevista para TV, rádio e veículos impressos, além da abertura de uma discussão a respeito dos elementos de planejamento de comunicação para as campanhas e redes sociais.

Após o encerramento das atividades com este grupo, será aberta uma nova turma no final de junho com a participação de mais 25 pré-candidatas às eleições. Para Piedade Marques, integrante da Rede de Mulheres Negras de Pernambuco, a participação política em cargos eletivos no Brasil ainda é uma disputa desigual, sendo um desafio que afeta principalmente mulheres negras, população LBTQIA+, jovens, pobres, pessoas pertences a religião de matriz africana e residentes em periferias.

Serviço

Curso de Media Training para pré-candidatas negras do Nordeste 

Data: 9 a 12 de junho

Local: 09/06 (9h às 12h), na Sala de sessões do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco. Av. Agamenon Magalhães, 1160, Graças. 

09/06 (14h às 18h) a 12/06 (9h às 18h), no Cecosne, Rua José Osório, 124 - Madalena, Recife.

Estamos em mais um ano de eleições e, como é praxe, vemos vários movimentos dos atores políticos, seja para se manterem em seus postos, seja para conquistar uma posição na máquina pública. A polarização, mais uma vez, dá o tom da disputa eleitoral, que deve ganhar ares mais “violentos” neste ano. Continua sendo difícil de compreender e aceitar a política brasileira, pautada sempre muito mais por interesses de poucos do que pelo bem-estar geral. Para onde vamos?

A cada dois anos, o mesmo cenário se repete: promessas, acusações, bate-bocas, rios de dinheiro gastos em propaganda. Quando a disputa é nacional – como agora, para o cargo de presidente –, tudo ganha ainda mais força. E, desta vez, o pleito promete ser acirradíssimo, contrapondo as duas principais forças políticas dos últimos tempos no Brasil. Antes mesmo do prazo legal estabelecido, os candidatos já se empenham em atos de campanha e lançam mão dos mais diversos artifícios. Por enquanto, o que se vê são apenas trocas de xingamentos. Algo desnecessário e, mais que isso, que não levará a disputa a um resultado produtivo. Afinal, estamos falando do futuro da nação. Em paralelo, uma “terceira via” realmente forte ainda não se apresentou para trazer alternativas.

A impressão – ou quase certeza – que temos é de que política no Brasil é uma atividade que visa a privilégios próprios e obtenção de vantagens individuais. Tome-se como exemplo o fundo eleitoral: enquanto o país ainda se recupera de uma grave crise, parlamentares aprovam um orçamento escabroso de R$ 4,9 bilhões para financiar campanhas. Um total contrassenso. Difícil encontrar um cidadão que se orgulhe dos “representantes do povo”, embora, claro, ainda haja muitos bons exemplos espalhados pelo país, pessoas comprometidas com o país e que buscam, de fato, trabalhar para a sociedade. Pena que esses não têm o devido reconhecimento e muitas vezes acabam corrompidos pelo tal “sistema”.

O Brasil amarga bons anos de dificuldades, que vão além da gestão atual. Os próximos mandatários (nas esferas federal e estadual) terão a grande responsabilidade de reconstruir o que foi perdido e ir além, pavimentando o caminho de volta ao desenvolvimento. Precisamos de propostas e compromissos sérios para a economia, a saúde, infraestrutura, desenvolvimento de negócios e, principalmente, para o empreendedorismo e a educação. Esta é a principal arma que garante liberdade a qualquer cidadão. Enquanto governantes não atentarem que apenas fortes investimentos em educação permitirão que o Brasil cresça com pujança, continuaremos a nos arrastar lentamente, ou mesmo andaremos para trás.

Política e eleição sempre foram campos complicados no Brasil. Interesses pessoais ou de grupos dominantes costumam se sobressair acima do que é melhor para a nação como um todo. Precisamos caminhar em outra direção, e esta é a do desenvolvimento, que não admite corrupção. Mais do que nunca, fazer boas escolhas significa definir o rumo do país.

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