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Dados do levantamentos do Ibope, divulgados neste sábado (17), mostram que o presidente Jair Bolsonaro tem o maior índice de reprovação do seu governo na região Nordeste. Em Salvador, os soteropolitanos entrevistados que consideram o governo “ruim ou péssimo” chegam a 62%. Já a aprovação do presidente na capital baiana é de 18%. Na região, apenas Maceió, Natal e João Pessoa se mostram exceções à resposta total, mas ainda com resultados de aprovação e reprovação bem próximos.

Já nas regiões Norte e Centro-Oeste, Bolsonaro apresenta melhores níveis de aprovação. Na capital de Roraima, Boa Vista, a aprovação chegou a 66%, e a reprovação, a 15%. Salvador e Boa Vista representam os dois extremos do gráfico, com a maior reprovação e a maior aprovação, respectivamente. As duas cidades destoam das demais, com resultados distantes da média.

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Na região Sul do país, onde Bolsonaro já alcançou grande aprovação, os índices de rejeição também surpreendem. Em Porto Alegre, a reprovação chega a 50%, e a 47% em Florianópolis.

Na média geral, considerando as aprovações em todas as regiões, o governo Bolsonaro é aprovado por 38,36% dos brasileiros residentes nas capitais. O percentual se aproxima dos 40% divulgados pelo Ibope em 25 de setembro.

Os resultados por região:

NORTE

Belém (PA): Ótimo/Bom 29%, Ruim/Péssimo 43%, Regular 28%.

Boa Vista (RR): Ótimo/Bom 66%, Ruim/Péssimo 15%, Regular 18%.

Macapá (AP): Ótimo/Bom 42%, Ruim/Péssimo 33%, Regular 24%.

Manaus (AM): Ótimo/Bom 54%, Ruim/Péssimo 26%, Regular 19%.

Porto Velho (RO) Ótimo/Bom 50%, Ruim/Péssimo 29%, Regular 21%.

Rio Branco (AC): Ótimo/Bom 48%, Ruim/Péssimo 27%, Regular 23%.

Palmas (TO): Ótimo/Bom 44%, Ruim/Péssimo 28%, Regular 27%.

 

NORDESTE

Fortaleza (CE): Ótimo/Bom 26%, Ruim/Péssimo 48%, Regular 25%.

João Pessoa (PB): Ótimo/Bom 43%, Ruim/Péssimo 33%, Regular 21%.

Maceió (AL): Ótimo/Bom 42%, Ruim/Péssimo 36%, Regular 21%.

Natal (RN): Ótimo/Bom 39%, Ruim/Péssimo 37%, Regular, 23%.

Recife (PE): Ótimo/Bom 29%, Ruim/Péssimo 43%, Regular 28%.

Salvador (BA): Ótimo/Bom 18%, Ruim/Péssimo 62%, Regular 17%.

São Luís (MA): Não entrou para o levantamento

Aracaju (SE): Ótimo/Bom 34%, Ruim/Péssimo 44%, Regular 19%.

Teresina (PI): Ótimo/Bom 26%, Ruim/Péssimo 42%, Regular 31%.

 

CENTRO-OESTE

Campo Grande (MS): Ótimo/Bom 45%, Ruim/Péssimo 34%, Regular 20%.

Cuiabá (MT): Ótimo/Bom 49%, Ruim/Péssimo 28%, Regular 23%.

Goiânia (GO): Ótimo/Bom 44%, Ruim/Péssimo 33%, Regular 22%.

 

SUL

Curitiba (PR): Ótimo/Bom 40%, Ruim/Péssimo 34%, Regular 24%.

Florianópolis (SC): Ótimo/Bom 33%, Ruim/Péssimo 47%, Regular 18%.

Porto Alegre (RS): Ótimo/Bom 26%, Ruim/Péssimo 50%, Regular 23%.

 

SUDESTE

Belo Horizonte (MG): Ótimo/Bom 39%, Ruim/Péssimo 41%, Regular 19%

Rio de Janeiro (RJ): Ótimo/Bom 34%, Ruim/Péssimo 38%, Regular 28%

São Paulo (SP): Ótimo/Bom 27%, Ruim/Péssimo 48%, Regular 24%

Vitória (ES): Ótimo/Bom 32%, Ruim/Péssimo 44%, Regular 22%

O cantor e empresário Jonathan Couto não vai mais disputar as eleições do Rio de Janeiro. De acordo com informações do jornal Extra, ele desistiu da candidatura a vereador. A ideia de não ingressar na política foi confirmada nesta terça-feira (13). Ele disse que o a decisão foi pessoal.

Casado com a influenciadora Sarah Pôncio, Jonathas estava usando o sobrenome da família da esposa durante os momentos iniciais da campanha. Na última semana, ele virou piada na internet. O genro do pastor Márcio Pôncio lançou sua candidatura com um erro de português no slogan, ao se intitular "o verador da família".

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O banner contendo a palavra "vereador" escrita errada viralizou rapidamente nas redes sociais. Internautas não perdoaram o rapaz e ironizaram a palavra destacada na frase. "Se tá ruim pra mim imagina pra quem fez a arte da campanha eleitoral do Jonathan Couto escrito 'verador'", comentou uma pessoa no Twitter. Jonathan Couto estava com sua candidatura registrada pelo MDB.

Clóvis Basílio, mais conhecido por atuar em filmes eróticos através do nome artístico Kid Bengala, se candidatou a vereador de São Paulo. Lembrado também por ter um órgão sexual de 27 cm, sendo que a parte comercial é de 33 cm, Kid disputa uma vaga na Câmara de Vereadores da capital paulista através do PTB (Partido Trabalhista Brasileiro).

O astro de produções pornográficas tem 65 anos e diz ser nessa campanha eleitoral "pau pra toda obra". Essa não é a primeira vez que ele se aventura no universo da política. Em 2008, o ator chegou também a se candidatar vereador, mas só teve pouco mais de 900 votos, obtendo cerca de 0,02% dos votos válidos. O partido no qual Kid está filiado é coordenado pelo ex-deputado federal Roberto Jefferson, delator do Mensalão.

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Em 2019, Kid Bengala virou um dos assuntos mais comentados da internet. Ele concedeu uma entrevista para Geisy Arruda, fazendo questão de mostrar rapidamente para a influenciadora digital o seu pênis. No bate-papo, o ator pornô foi questionado por Geisy sobre qual o tipo de mulher ideal. Sem titubear, ele disse: "Você seria minha mulher ideal. Eu não tenho a mulher certa pra mim. É aquela que eu olho e que me chama atenção".

O empresário Jonathan Couto vai sair candidato a vereador nas eleições deste ano no Rio de Janeiro. Casado com Sarah Pôncio, o rapaz arrancou gargalhadas dos internautas ao divulgar o seu slogan. Na foto publicada pelo sogro, o pastor Márcio Pôncio, a palavra vereador, que se destaca na frase "O 'verador' da família", aparece com a escrita errada.

Assim que o banner da campanha eleitoral viralizou, e depois de ser deletado por Márcio, diversas pessoas tiraram sarro de Jonathan. "'O vereador da família', da família de quem? O cara traiu a esposa com a namorada do cunhado, briga pra pagar o mínimo possível de pensão pra filha e ainda usa a família pra se promover. Seria cômico se não fosse trágico", disparou um dos usuários no Twitter.

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Veja:

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Para as Eleições 2020, os candidatos devem buscar formas criativas e socialmente responsáveis de projetar as suas campanhas, em uma corrida eleitoral tão cheia de restrições ocasionadas pelo novo coronavírus. Seguindo esse protocolo, a candidata a vereadora da cidade de Paulista, na Região Metropolitana do Recife (RMR), Aline de Souza (PSB-PE), decidiu utilizar o aplicativo de relacionamentos Tinder para despertar o interesse do eleitorado. “Dê Match Por Uma Paulista Melhor” é o mote da estratégia, que ocorre quando há uma combinação mútua entre perfis usuários da rede social.

Segundo a própria candidata, esta forma de conectar-se ao público eleitoral é mais barata, e assim, Aline pode conversar com o cidadão de Paulista sobre as suas propostas para o município. A conta da postulante já apresenta várias combinações, ou seja, “matchs” no Tinder, mas ela deixa claro que as conexões não têm cunho amoroso; são todas para conversar sobre soluções.

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“Essa é a primeira vez que baixo um aplicativo de paquera e tenho conversas de verdade, muita gente fica apreensiva quando eu falo de política, mas no final acabam entendendo que as propostas devem chegar por todos os lados”, explica a candidata.

André Frutuoso, advogado e membro do grupo Pró-Santa – de oposição à atual administração do Santa Cruz – conseguiu, na justiça, reverter a prorrogação do mandato de Constantino Júnior à frente do clube, sob pena de multa. A eleição deverá ser realizada na data marcada anteriormente ou o clube pagará R$ 20 mil por dia, com valor máximo estimado em R$ 1 milhão de reais. Para o juiz do caso, o adiamento da eleição seria uma ameaça à democracia, “a qual deve existir inclusive no ambiente futebolístico”.

Em post no twitter, o advogado comemorou a vitória na 2ª Vara Cível da Capital. “Comunico a toda torcida Coral que a ilegal prorrogação dos mandatos do presidente do Santa Cruz foi revogada judicialmente! Avisem lá que haverá eleições! Viva à democracia! Chega de tirania!”, postou.

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Na decisão, o juiz Julio Cezar Santos da Silva disse que o Santa Cruz deveria ter programado as eleições já em janeiro de 2020, antes da pandemia, o que não teria ocorrido. O magistrado afirmou que a direção do clube “usou a pandemia” para prorrogar os mandatos e que era “inconstitucional e uma ameaça à democracia, a qual deve existir inclusive no ambiente futebolístico - uma paixão nacional”.

O julgador comparou a situação à uma ditadura. “Entender pela prorrogação do mandato da atual gestão sem o direito do voto implica em real exercício ditatorial, não cabível em nosso ordenamento jurídico”, disse o magistrado em sua decisão.

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Discordância dentro da atual direção - No último domingo (4), o presidente Constantino Júnior enviou uma carta ao Conselho Deliberativo do clube defendendo a realização das próximas eleições corais dez dias após a final do Campeonato Brasileiro da Série C, em janeiro de 2021. Integrantes do Conselho Deliberativo defendem que a eleição seja realizada apenas na metade de 2021. O novo gestor assumirá o triênio 2021-2023.

Foi impugnada nesse domingo (4), a candidatura de Charbel Maroun (Novo) ao cargo de prefeito do Recife. Segundo o juiz Auziênio Cavalcanti, o candidato não se afastou do cargo de procurador municipal em tempo hábil para concorrer ao pleito. Para o partido, houve equívoco do magistrado, já que “não houve espaço para o contraditório”.

“O mesmo exerce a função de procurador judicial da Prefeitura da Cidade do Recife. Tal cargo não se enquadra na classe de funcionários públicos comuns, não podendo se abrigar no prazo geral de desincompatibilização, que é de 03 meses”, disse o juiz em sua decisão.

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Em nota, o partido Novo disse que “o juiz considerou de forma errônea que o candidato atua na área tributária, o que não é o caso”, adiantando que entrará com recurso nesta terça (6) e que a campanha irá continuar.

Confira a decisão do juiz e a nota do partido:

"De acordo com o Diretório Municipal do Partido Novo de Recife, houve um equívoco por parte do juiz que analisou o pedido de registro de candidatura de Charbel e André Teixeira, ambos do partido Novo, para os cargos de prefeito e vice-prefeito, respectivamente. Não houve sequer espaço ao contraditório antes de a decisão ser proferida. Inclusive, não foi apresentada qualquer impugnação pelo Ministério Público ou outros candidatos/partidos. O juiz considerou de forma errônea que o candidato atua na área tributária, o que não é o caso. Se o candidato tivesse sido ouvido antes da decisão, conforme estabelece a legislação processual, este equívoco não teria acontecido.

Na Procuradoria da Prefeitura, Charbel não atua na área de tributos desde março de 2020, logo, a sua desincompatibilização enquadra-se na regra geral de servidores, que é de três meses.

Em 2018, ao se candidatar a deputado federal, Charbel realizou sua desincompatibilização com três meses de antecedência e o Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) deferiu a candidatura sem oferecer ressalvas.

Os candidatos Charbel e André irão entrar com um recurso junto ao TRE-PE até esta terça-feira (6). Ambos estão tranquilos que o tribunal reverterá a decisão de primeira instância.

Conforme a legislação estabelece, Charbel continua como candidato, realizando todos os seus atos de campanha, como caminhadas, entrevistas e debates. Sabemos da nossa responsabilidade com o povo de Recife que anseia por liberdade e continuaremos firmes nesta jornada."

 

Na manhã deste sábado (3), João Campos (PSB) cumpriu agenda política no bairro do Ipsep, Zona Sul do Recife. Debatendo suas propostas com moradores da localidade, o candidado à Prefeitura do Recife afirmou, em entrevista ao LeiaJá, que não pretende ficar comentando números das pesquisas. Segundo o Ibope, ele tem 23% das intenções de voto na disputa eleitoral.

"Temos o compromisso de estar trabalhando, de ouvir as pessoas, seguindo a nossa caminhada. A gente da Frente Popular tem a tradição de não comentar pesquisa. Eu acredito muito na força do trabalho e na capacidade de conversar com as pessoas. Elas precisam ser escutadas. Estou andando a cidade, ouvindo nos quatro cantos quais são as demandas, sonhos, desejos e os desafios", explicou.

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Sobre o desafio de concorrer ao cargo de prefeito do Recife, João disparou: "É uma expectativa boa, de uma eleição que tem um caráter de ineditismo, porque a pandemia é um fato novo na vida de todo mundo. A vida de muita gente está mais difícil. Muitas pessoas têm perguntas que faltam respostas. Essa eleição implica uma atividade ainda maior, mas o recifense sempre teve a criatividade e resiliência como marca própria".

Liderando a corrida pela disputa à prefeitura, João Campos chega a empatar tecnicamente com Mendonça Filho no quesito rejeição. O filho do ex-governador Eduardo Campos e o candidato do DEM aparecem com 36% de desaprovação para as eleições deste ano.

Na sequência, Marília Arraes (PT) surge com 20% de reprovação. Contratada pela TV Globo e pelo Jornal do Commercio, a pesquisa Ibope entrevistou 805 pessoas, entre os dias 30 de setembro e 2 de outubro.

No último dia 24 de setembro, a Justiça Federal do Paraná concluiu que as 23 palestras, ministradas pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para empreiteiras investigadas pela Lava Jato, foram legais e oriundas de interesse legítimo. A relação entre Lula e as contratações por parte de empresas eram investigadas há cinco anos. A juíza federal Gabriela Hardt conduziu a conclusão do processo.

“Não houve comprovação de que os valores bloqueados possuem origem ilícita. Deve-se presumir sua licitude”, ela explica. Hardt disse ainda que a conclusão tira o sentido do bloqueio geral de bens feito sob a suspeita de pagamento de propina. 

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“A justificativa para manter-se o bloqueio da integralidade dos ativos financeiros de Luiz Inácio Lula da Silva baseava-se na suspeita da prática de crimes envolvendo as palestras ministradas pelo ex- presidente. Todavia, a autoridade policial concluiu não haver indícios nesse sentido, com o que concordou o MPF. Por tais motivos, o bloqueio integral de tais valores não mais se sustenta”, completou.

A Lava Jato também admitiu não ter provas suficientes de crime no recebimento dos valores pelo ex-presidente. Lula teve quase 5 milhões de reais bloqueados em sua conta, mas a magistrada autorizou a retirada de metade do valor, agora com as recentes considerações. A decisão foi dada no processo que analisa o espólio da ex-primeira-dama Marisa Letícia.  

No ano passado, Marcelo Odebrecht, delator e ex-presidente da companhia que leva seu sobrenome, já havia prestado mais um depoimento à 10º Vara Federal de Brasília. A contratação de Lula por parte da empreiteira também era investigada. Segundo Marcelo, a contratação fez parte do interesse "legítimo" da empresa em sua estratégia de relações públicas e também da intenção de "ajudar" na consolidação do Instituto Lula.

Em Pernambuco, três municípios do interior têm apenas um candidato a prefeito nas Eleições 2020. Marcos Patriota (DEM), Uilas Leal (PSB) e Matheus Martins (PSB), disputam as prefeituras de Jupi, Alagoinha e Terezinha, respectivamente. O prazo para homologação das candidaturas encerrou-se no último sábado (26), e agora os três candidatos tentam, sozinhos, a reeleição para o quadriênio 2021/2024. 

Não é a primeira vez que isso acontece em uma dessas cidades. Em 2004, Ezaú Gomes (DEM, à época PFL), se elegeu pela chapa ‘Vamos Continuar Crescendo’, em uma disputa solo à Prefeitura de Terezinha. 

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Apesar da ausência de oposição, concorrer sozinho não significa que a eleição está garantida. De acordo com a legislação eleitoral, mesmo que haja somente um postulante, ainda é necessária a realização de votação, e que se nenhum voto é computado, mesmo com a vantagem “óbvia”, uma nova votação precisará ser organizada. 

O diretor-geral do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), Orson Lemos, diz que a possibilidade de uma eleição nessas condições ser impedida, porém, é baixa. “Os únicos fatores que podem impedir são se a chapa tiver problema ao não preencher os requisitos de legitimidade, ou se ninguém votar neles, o que é quase impossível”, explicou.

Em 2016, enquanto mais de 16 mil candidatos se empenharam em campanhas acirradas para um cargo de prefeito no Brasil, postulantes em 97 cidades de 13 estados concorreram sozinhos ao posto, o que mostra uma incidência consistente do quadro.

Para a cientista política Priscila Lapa, essa configuração é um “sintoma” sistêmico, que mostra ineficiência e desestímulo à viabilização de candidaturas. A fragilidade econômica local, principalmente em cidades pequenas e dependentes de repasses de verba para funcionar minimamente, é uma outra grande catapulta para a centralização.

“As três cidades mencionadas são inviáveis do ponto de vista econômico-financeiro. Há uma dependência muito grande de repasse de recursos, e uma dinâmica econômica baixíssima. Nos últimos anos, (as cidades) viram ainda os seus recursos reduzidos. Como é que vai se estimular as pessoas a renovar o quadro político-partidário, num ambiente econômico tão dificultoso? Há um desestímulo, uma falta de credibilidade, um sentimento muito negativo em relação à política difundida”, diz a especialista.

Priscila explica ainda que a falta de diversidade no pleito pode ser prejudicial à saúde democrática, e que ela representa um “empobrecimento das propostas e alternativas”.

“Penso que a democracia ainda se faz por pluralidade e por debate de ideias. Se em algumas cidades temos um cenário muito favorável à eleição ou reeleição de um só governante, se gera um certo desestímulo para que outras candidaturas queiram participar. Então se tem nesse cenário um empobrecimento de visões diferentes, gerando até o empobrecimento da própria democracia. Dá a entender que a política tem dono, que está na mão de algumas pessoas e que não há chance para outras forças políticas”, continuou.

A cientista pede que a população esteja atenta às fake news e também às regras, sabendo o que vale e o que não vale do ponto de vista da legislação eleitoral. Sobre impedimentos práticos às candidaturas de políticos sem oposição, ela ressalta que as regras são mantidas, e que eles devem elaborar as suas campanhas como se estivessem disputando com alguém. Abuso do poder econômico, compra e venda de votos seguem sendo alguns dos exemplos que não perdem a validade independente da disputa.

Legislação não prevê impedimento às candidaturas únicas

Não há no dispositivo legislativo eleitoral, qualquer indicação de que uma candidatura única seja inválida ou que fira a legitimidade de um pleito. A legislação também não menciona percentual mínimo de votos para essa situação, apesar de deixar claro que a votação ainda é necessária, e que não votar pode arriscar a eleição de um candidato.

“Embora o voto seja obrigatório para os maiores de 18 anos e facultativo para os analfabetos, ela (a legislação) tão-somente estabelece sanção aos eleitores obrigados a votar que não comparecem nem justificam a ausência. É certo que, na hipótese das ausências suplantarem os comparecimentos, a questão da representatividade dos eleitos pode vir à discussão, mas essa situação não invalida a eleição”, explica Hardy Waldschmidt, secretário do TRE-MS e professor universitário, em artigo submetido ao TRE.

A Procuradoria Regional Eleitoral de Pernambuco divulgou, nesta segunda-feira (28), um parecer técnico com as regras sanitárias que devem ser cumpridas durante as campanhas eleitorais de 2020. O documento foi elaborado pela Secretaria de Saúde do Estado e entregue na última sexta (25), em resposta ao ofício enviado pelo procurador regional eleitoral em Pernambuco, Wellington Cabral Saraiva, e pelo procurador-geral de Justiça, Francisco Dirceu Barros, ao secretário estadual de Saúde, André Longo, solicitando a definição de regras sanitárias para o pleito deste ano. 

O distanciamento físico de 1,5m é a primeira definição básica estabelecida pelo parecer, que traz muitas das medidas já conhecidas pela população, devido à pandemia do novo coronavírus, grande mote para a atualização das definições sanitárias este ano. O distanciamento deve ser respeitado em atos e eventos da campanha eleitoral presencial, todos devem usar máscaras de proteção facial e manter as mãos higienizadas, para reduzir o risco de disseminação do novo coronavírus.

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Todo contato físico entre as pessoas, como beijos, abraços e apertos de mão, “é desaconselhado”. Comitês e reuniões de campanha devem utilizar, preferencialmente, espaço aberto ou semiaberto dando prioridade à ventilação natural no local.

Para os comícios, as regras são as mesmas. Eles também podem ser realizados em formato drive-in, com o público dentro de seus carros, para evitar aglomerações. Em reuniões presenciais, caso necessário, a disposição de cadeiras deve ser feita respeitando o distanciamento de 1,5m. O documento também trata como obrigatória a disposição de pias com água, sabão, papel toalha e lixeira com tampa acionada por pedal. Também deve ser disponibilizado, em pontos estratégicos, álcool em gel a 70% para higienização das mãos.

Segundo a PRE-PE, todos os diretórios estaduais dos partidos receberão uma cópia do protocolo, que terá as medidas fiscalizadas pelas promotorias responsáveis.

No caso de descumprimento das normas sanitárias, os candidatos, partidos e órgãos partidários poderão ser processados pelo Ministério Público, tanto em ação civil pública – para pagamento de indenização por criação de risco à saúde pública –, como em ação eleitoral – para impedir atos de campanha que ponham em risco a saúde pública – e ainda em ação penal, por ofensa ao art. 268 do Código Penal.

Veja o documento na íntegra:

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O ex-presidente do Uruguai José "Pepe" Mujica (2010-2015) anunciou sua retirada definitiva da política do país por conta de uma doença imunológica crônica, informou aos jornalistas nesta segunda-feira (28). O político, que atualmente é senador, vai cumprir o mandato até outubro e se aposentar.

"Eu amo a política e não queria ir, mas amo ainda mais a vida. Preciso administrar bem os minutos que me restam", disse Mujica ao deixar o seu local de votação das eleições regionais uruguaias.

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"É claro que a política obriga a ter relações sociais e tenho que me cuidar, não posso ir de um lado para outro por causa da pandemia e isso seria algo ruim para um senador", acrescentou. O ex-presidente revelou que, por conta da doença imunológica, não poderá tomar uma vacina contra o novo coronavírus (Sars-CoV-2) quando esta for disponibilizada.

Mujica, que tem 85 anos, tem uma longa carreira política e militante, sendo que durante a sua juventude, ele fez parte da guerrilha dos Tupamaros que lutava contra a ditadura militar no país - o que lhe rendeu 13 anos de prisão, sendo libertado apenas após o fim do regime.

No poder, acabou ficando conhecido mundialmente por sua postura e vida simples - até hoje, ele se locomove com um velho fusca azul - e por ter um governo mais progressista, com a descriminalização do aborto e com a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Além disso, doou grande parte de seu salário na Presidência por considerar que no Uruguai "vivem muitas pessoas pobres". 

Da Ansa

A Polícia Federal, em conjunto com o Ministério Público do Estado de Rondônia pela Procuradoria-Geral de Justiça, deflagrou a Operação Reciclagem, na manhã desta sexta-feira (25), para apurar crimes contra a Administração Pública. Foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva em desfavor de prefeitos e um ex-deputado estadual.

A investigação, que durou pouco mais de dez meses, teve início em dezembro de 2019 e contou a colaboração de empresário que, recebendo exigência para recebimento de dívidas pela prestação de serviços ao poder público, resolveu contatar as autoridades para denunciar os ilícitos.

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Durante o período das investigações provas foram angariadas e filmagens de recebimentos por parte de prefeitos e deputado foram registrados, com centenas de milhares de reais sendo distribuídos em dinheiro vivo.

Foi determinado o afastamento das funções públicas dos envolvidos e o bloqueio de ativos que ultrapassam R$ 1,5 milhões, valor conectado ao que, em tese, teriam recebido de forma ilícita.

Também foram cumpridos 12 de mandados de busca e apreensão, com 22 equipes e envolvimento de mais de 70 policiais federais em Ji-Paraná/RO, Cacoal/RO, Rolim de Moura/RO e São Francisco do Guaporé/RO.

O nome da operação, “RECICLAGEM”, remete ao ramo de atividades da empresa envolvida no caso e origem dos recursos ilícitos, sendo decretado sigilo nas investigações pelo Tribunal de Justiça que cuida do caso.

Com informações da Comunicação Social da Policia Federal/RO

A jogadora de vôlei de Praia Carol Solberg usou sua conta no Instagram para comentar o episódio em que gritou "Fora, Bolsonaro" em entrevista ao SporTV após partida. A manifestação da atleta gerou uma nota de repúdio da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV).

No seu texto, Solberg elenca uma série de motivos para o seu grito contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), entre eles, a situação do pantanal e da Amazônia, a política contra os povos indígenas e por acreditar que muitas mortes poderiam ter sido evitadas durante a pandemia se não houve descaso das autoridades e falta de respeito à ciência. Ela também critica o presidente por já ter dito que racismo "é algo raro no Brasil".

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"São muitos absurdos e mentiras que nos acostumamos a ouvir, dia após dia. Não posso entrar em quadra como se isso tudo me fosse alheio", disse Solberg. "Vivemos em uma democracia e temos o direito de nos manifestar e de gritar nossa indignação com esse governo", acrescentou.

Na nota de repúdio, a CBV afirmou que "tomará todas as medidas cabíveis para que fatos como esses, que denigrem a imagem do esporte, não voltem a ser praticados". A confederação também disse que a etapa do CBVP Open 2020/2021 foi manchada por um ato totalmente impensado.

Após a repercussão, Solberg destacou que a postura da CBV no seu caso foi diferente do episódio com o atleta Wallace. Em 2018, ele e Maurício Souza fizeram com os dedos o número 17, do então candidato Jair Bolsonaro, em uma foto durante disputa do Campeonato Mundial de vôlei de quadra. A foto foi publicada na conta oficial da CBV. Posteriormente, a organização removeu a imagem e escreveu uma nota afirmando que não compactuava com manifestação política, mas acreditava na liberdade de expressão.

Na segunda-feira (21), a Comissão Nacional de Atletas de Vôlei de Praia também fez uma nota de repúdio contra a jogadora. A mensagem assinada pelo ex-atleta Emanuel Rego ressalta que a comissão "lutará ao máximo para que esse tipo de situação não aconteça novamente".

Um levantamento do Instituto Paraná Pesquisas, divulgado nesta sexta-feira (18), aponta que 70% dos brasileiros não querem que  ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) volte às urnas nas eleições presidenciais de 2022. Além disso, 65% dos entrevistados sequer acreditam que ele será o principal rival de Bolsonaro, caso venha a disputar a presidência. As informações foram divulgadas pela revista Veja.

O público petista, que apoia uma nova candidatura, é representado por 26%. Já os que acham que, sim, Lula pode representar uma ameaça à reeleição bolsonarista, somam 30%.

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Quanto ao posicionamento da Justiça, no caso, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre o passe de Lula às próximas eleições, 64% dos ouvidos pelo instituto quer que o STF proíba a candidatura do petista, que chegou a ser preso e condenado por corrupção, após investigações na Lava Jato. Já 31% dizem que a Justiça não deveria interferir no registro de candidatura, deixando o ex-presidente concorrer.

Entre os dias 10 e 12 de setembro, o Paraná Pesquisas ouviu 2.008 brasileiros em todas as unidades da federação. A confiabilidade da pesquisa é de 95,0%, para uma margem estimada de erro de aproximadamente 2,2% para os resultados gerais.

No passado, o Náutico participou de um processo de exclusão de negros do futebol. E evidentemente, o clube não se orgulha disso. Não há pedido de desculpas que apague. O que o Náutico vai fazer, portanto, é contribuir efetivamente no discurso e na prática das ações contra o racismo.

A camisa número 1 de goleiro "Vidas Negras Importam" é um marco na história do clube. Pela primeira, o escudo não terá o vermelho, mas sim o preto, para simbolizar o compromisso do clube em levantar esta bandeira.

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"O Náutico tem uma das mais belas histórias do futebol brasileiro. É claro que existem erros e, como não se muda o passado, quem faz o presente pode reconhecê-los. Porque a história continua sendo escrita. Reparar não é possível? Podemos corrigir. O Náutico é alvirrubro, mas também de todas as cores, raças, gêneros e crenças. Que o futebol nos ajude a lutar por um mundo melhor", enfatizou o presidente Edno Melo.

Além da ação da camisa "Vidas Negras Importam" e toda a conscientização que existirá em torno dela, o Náutico também disponibilizará outras formas de combate ao racismo.

"Essa camisa representa o reconhecimento do clube de um passado racista e o entendimento que a tolerância é zero em relação a isso. O Náutico tem um canal direito com torcedor, através do site e aplicativo oficial, para denúncias de racismo e todos os casos vão ser apurados e em se confirmado, sendo sócio, será excluído do quadro, e caso não seja, vai ser encaminhado para as autoridades competentes", explicou o Vice-Presidente de Marketing, Luiz Filipe Figueirêdo.

A campanha tem como símbolo o ex-goleiro alvirrubro, Nilson, que, quando atuava pelo Santa Cruz, sofreu insultos racistas vindos da torcida do Náutico. Posteriormente, Nilson virou ídolo no Timbu, conquistando o Campeonato Pernambucano de 2004.

"A camisa achei lindíssima, maravilhosa, espetacular em todos os sentidos. Mas o mais importante de tudo isso, é a ação que o Náutico montou. É ver o Náutico abandonando o passado que ele não se orgulha, que é do racismo. Saber que o clube está levantando essa bandeira e dizendo 'não' ao racismo me faz ficar muito orgulhoso. Me sinto honrado em ter participado dessa ação. Espero que essa mensagem chegue à nação alvirrubra e a todos em Pernambuco, Brasil e mundo afora. Nós precisamos combater o racismo, pois o racismo mata", disse o ídolo alvirrubro.

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MANIFESTO ANTIRRACISTA

A gente tem orgulho da nossa história. A tradição, os títulos, os craques, o estádio dos Aflitos e A Mais Fiel do Nordeste são parte fundamental do que é ser Clube Náutico Capibaribe.

Mas nem tudo do passado nos orgulha. Ser o último clube do Recife a ter aceito negros vestindo a nossa camisa nos envergonha. Sem esconder ou deixar de falar do assunto, sabemos o quanto esta atitude colaborou com o preconceito e a discriminação.

Não podemos apagar o racismo do nosso passado, e só um pedido de desculpas não é suficiente. O que a gente pode e vai fazer é contribuir cada vez mais no combate ao racismo estrutural, à desigualdade social e à violência contra negros.

Pela primeira vez na história, o vermelho e o branco são deixados de lado, por uma causa bem maior: avisar para todo mundo que o Náutico também é preto!

Da assessoria do CNC

O candidato à Prefeitura do Recife, Marco Aurélio (PRTB), foi o entrevistado, nesta quinta-feira (17), do LeiaJá, através de live no YouTube. Na conversa, que durou pouco mais de uma hora, o prefeiturável, assumidamente de direita, teceu comentários acerca de problemas da cidade e respondeu perguntas sobre o seu plano de governo. A entrevista foi conduzida pela subeditora de política do LeiaJá, Giselly Santos.

Dentre as propostas comentadas pelo conservador, que pertencem a diferentes áreas da gestão como educação, mobilidade urbana, saúde e segurança pública, algumas chamaram mais atenção, como é o caso do que ele chamou de “voucher educação”. “O que é isso? No local onde não tiver escola apropriada, digna do recifense, nós vamos criar o “voucher educacional”. Um aluno do Recife hoje custa para a cidade R$ 2 mil. Nós vamos ter um voucher, pois se ele custa essa quantia lá (para o município), ele custará em qualquer lugar. Vamos dar o voucher para que as famílias matriculem os seus filhos, para que eles tenham educação de qualidade. Enquanto isso, nós vamos construir a escola, paralelamente (para atender à área em carência da instituição)”, explicou.

Marco Aurélio tmbém disse que pretende armar a guarda municipal e, caso ele seja eleito, esta será a força de segurança pública escolhida para a sua proteção. “Primeiro, eu quero dizer que eu já pensei como fazer, eu vou armar a guarda municipal. Ela vai ser armada, vai ser treinada e terá capacitações a cada seis meses. Com uma corregedoria forte, dura, para aquele guarda municipal que, de repente, vier a sair da linha, imediatamente ir à corregedoria, podendo até mesmo perder o emprego. Eu serei duro com a guarda, mas ao mesmo tempo, irei privilegiá-la”, comentou. Ele ainda disse que a sua intenção é de que cidadão e guarda se enxerguem como “amigos”.

Outros temas presentes na entrevista foram a reforma administrativa, a qual o direitista também se mostrou a favor, e a mobilidade urbana na cidade do Recife, que classificou como “péssima”.

“(O transporte público no Recife) é muito ruim. Ônibus lotado, etc, um cidadão passa duas horas esperando um ônibus. Esse nosso sistema está falido, acho que não funcionou o sistema de integração dos ônibus. A ideia é boa, mas na prática, não funcionou. Eu não sou contra os empresários, mas eles devem ganhar dinheiro e prestar também um bom serviço”, disse. Além disso, chamou de “absurda” a atitude de limitar o poder de decisão do prefeito da cidade nas discussões sobre mobilidade urbana. Sobre a sua ideia de intervenção, propôs novos modelos de diálogos com empresas, conciliando as decisões acerca do assunto, e cogitou ainda a contratação de mais empresas, com delegação por região, para findar a discrepância nos serviços das linhas municipais. O candidato falou também sobre encerrar o sistema de integrações, pois “não acredita nela”.

Marco Aurélio disse ainda que o assunto mobilidade urbana seria discutido hoje (17), com o vice-presidente Hamilton Mourão, a quem visitará pela tarde.

Sobre a gestão municipal atual, chefiada pelo prefeito Geraldo Júlio (PSB), disse que ela “deixa a desejar”. Defendeu a sucessão e descentralização do poder, criticando à lógica de gestão do PSB. “Promessas não foram cumpridas. O prefeito perdeu o controle. Nós não conseguimos enxergar na cidade um avanço”, completou. Falou ainda sobre as denúncias de corrupção dentro do governo Geraldo Júlio, sobre o impacto negativo da Covid-19 nas ações públicas e disse que o recifense “não está feliz com a cidade do Recife”.

Aurélio é apoiado pelo vice-presidente da República Hamilton Mourão e, apesar da sua afinidade com o governo Bolsonaro, ele explicou que ainda não é o candidato de escolha do presidente, mas que a discussão ainda pode ser levada adiante porque ele votou no presidente.

Assista a entrevista na íntegra:

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Nesta quinta-feira (10), o partido Progressistas anunciou apoio ao deputado federal João Campos (PSB) na pré-candidatura a prefeito do Recife. Durante reunião, Eduardo da Fonte garantiu que o parlamentar tem capacidade para assumir os compromissos no comando da capital pernambucana.

Em seu discurso, João Campos enfatizou a importância da assistência do partido em meio à campanha eleitoral de 2020. "Tenho certeza de que os Progressistas e suas lideranças, a exemplo dos amigos Eduardo da Fonte e Eriberto Medeiros, darão uma contribuição muito importante nesse processo", declarou.

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Segundo o deputado federal Eduardo da Fonte, a escolha dos Progressistas para dar suporte a João Campos ocasionou um acentuado processo de consulta interna com os quadros da legenda, observando assim uma potencialidade no político em querer governar a cidade em um momento definido como desafiador.

Popular dentro do governo Bolsonaro, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, rejeitou a ideia de alçar voos mais altos na política, como a disputa por algum governo estadual ou a própria cadeira de presidente da República.

"Não, de jeito nenhum. Quem eu era antes do presidente Bolsonaro? Ninguém. Ele apostou em mim, me deu condição de trabalhar, me proporcionou um time técnico", disse em entrevista concedida a Rádio Jovem Pan.

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Segundo Freitas, concorrer por um cargo público não está nos planos, nem no "futuro".

"Eu gosto é de trabalhar com técnicos, a gente está completamente focado nos nossos projetos", afirmou o ministro.

O ex-ministro e pré-candidato a prefeito do Recife Mendonça Filho (Democratas) publicou, na última sexta-feira (4), um vídeo que chamou de “protesto” à decisão do governo Paulo Câmara (PSB) de permitir a realização de eventos corporativos para mais de 100 pessoas em Pernambuco. Para ele, é inevitável pensar que o PSB não agiu por conveniência, já que a medida foi tomada às pressas, diante da convenção para a candidatura do deputado federal João Campos, pré-candidato pela Frente Popular à Prefeitura do Recife e também oposição de Mendonça Filho.

Em contraste à nova decisão, os setores de eventos e entretenimento aguardam posicionamento definitivo do estado, que segue avaliando as possibilidades de reabertura para esses trabalhadores.

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Utilizando o atraso no retorno como argumento, Mendonça comentou no Instagram que o “desrespeito do PSB com quem trabalha no Recife e em Pernambuco a cada dia se supera”, e que é típico de “governos socialistas” agir para benefício próprio.

Na legenda do vídeo, escreveu: “Depois de massacrar os profissionais de eventos com falta de diálogo e sem um protocolo de abertura das atividades, o Governo Paulo Câmara anunciou às pressas a liberação de eventos corporativos para mais de 100 pessoas com um único objetivo: permitir que a convenção de seu candidato João Campos tenha aglomeração. Os eventos sociais e culturais continuam proibidos”, ao lado das hashtags #faltagestao, #recife, #mudarecife, #covid_19 e #vamosvencer.

No vídeo, disse ainda que atitudes como essa já formam tradição no PSB e que o partido beneficia “os de casa”, “enquanto os produtores culturais e quem vive de eventos em Recife e Pernambuco, continuam no sofrimento e no esquecimento”.

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