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Em entrevista coletiva na manhã desta terça-feira (26), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Roberto Barroso, falou pela primeira vez à imprensa após assumir o cargo de presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O ministro tomou posse nesta segunda (25), em cerimônia virtual, e cumprirá mandato até fevereiro de 2022.

Apesar da animosidade do governo em relação ao Supremo Tribunal Federal, escancarada após a divulgação do vídeo na reunião ministerial de 22 de abril, o ministro disse não acreditar que estejamos diante de um momento de instabilidade institucional.

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Barroso, no entanto, defendeu atenção em relação às manifestações anti-democráticas em escalada no país e lembrou o ato contra o Congresso e o STF em frente ao Quartel General do Exército, em Brasília, no dia 19 de abril. Para o ministro, a manifestação, que contou com presença do presidente Jair Bolsonaro, acendeu 'sinal de alerta'.

"Evitar a contaminação das Forças Armadas no varejo da política é uma missão de todos os democratas. O fato de haver militares no governo não faz do governo um governo das Forças Armadas, porque as Forças Amadas não pertencem a governo. E quem quer que seja das Forças Armadas e esteja no governo desempenha uma função civil", disse o ministro em recado à parcela de apoiadores bolsonaristas que defende a volta do AI-5, medida do governo militar durante a ditadura responsável pelo fechamento do Congresso e por limitações aos direitos individuais.

Os ataques ao Supremo partiram também da cúpula governista. Na reunião ministerial de 22 de abril, cuja gravação foi tornada pública no âmbito do inquérito que corre no Supremo para apurar se houve tentativa de interferência política de Bolsonaro na Polícia Federal, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, chama os integrantes da Corte de 'vagabundos' e pede sua prisão.

Na segunda, 23, o ministro Celso de Mello, encaminhou para os colegas da Corte a cópia do inquérito e deixou a cargo dos ministros as medidas que 'que julgarem pertinentes' em relação à declaração. O decano do STF já havia apontado 'aparente prática criminosa' na conduta de Weintraub durante a reunião. O ex-advogado geral da União, André Mendonça, busca uma interlocução com os ministros do Supremo para evitar uma judicialização das declarações do ministro.

"Do ponto de vista institucional, eu considero mais grave que o ataque ao Supremo, o país que não tem projeto para a educação", disparou o ministro em retribuição aos ataques do ministro Abraham Weintraub.

Perguntado sobre ações que pedem a cassação dos mandatos do presidente Jair Bolsonaro e do vice, Hamilton Mourão, Barroso afirmou que deve pautar os pedidos nas próximas semanas. "Hoje terei uma reunião com os ministros, uma reunião preparatória, mas a regra geral é seguirmos a ordem cronológica dos pedidos de liberação pelos relatores. Uma que já teve início, por um pedido de vista do ministro Luiz Edson Fachin, provavelmente nas próximas semanas, uma, duas, três, essa ação deve estar voltando", informou.

Apresentadas por Marina Silva (Rede) e Guilherme Boulos (PSOL) após o episódio de invasão de um grupo de mulheres no Facebook que eram contrárias à candidatura bolsonarista ao Planalto, as ações pedem a cassação dos registros de candidatura, dos diplomas ou dos mandatos da chapa vitoriosa nas eleições de 2018, além da declaração de inelegibilidade.

Eleições 2020

Barroso voltou a defender, como no discurso de posse, o mínimo adiamento das eleições diante da epidemia de Covi-19 no país. "Eu acho que o limite será as autoridades sanitárias relevantes, nos dizerem, ao TSE e ao Congresso, que há um risco grave à saúde da população. Se for inevitável a prorrogação, que ela se dê também pelo prazo mínimo".

Para o ministro, prorrogar os mandatos vigentes esbarra em um impasse constitucional e democrático. "O mandato desses vereadores e prefeitos é um mandato de quatro anos. Não há como, legitimamente, você prorrogar eleições sem um motivo de força maior. A periodicidade das eleições e a possibilidade de alternância do poder são fundamentais para a democracia", declarou.

A posição de Barroso endossa o projeto estudado no Congresso Nacional, que prevê adiar o primeiro turno deste ano para 15 de novembro ou 6 de dezembro, de modo a permitir que o pleito ocorra com segurança, sem riscos relacionados à pandemia, mas evitar que os atuais mandatos de prefeitos e vereadores sejam prorrogados.

O ministro também afirmou que não cabe ao TSE o protagonismo no combate à disseminação de notícias falsas nas eleições. "O protagonista do combate às fake news precisará ser as plataformas tecnológicas, com participação da imprensa, das empresas de checagem de fatos, e da própria população. O papel do TSE é meramente subsidiário", disse.

Ele admitiu, no entanto, que o Tribunal Superior Eleitoral poderá solicitar o compartilhamento de informações do chamado 'inquérito das fake news', que corre em sigilo no STF para apurar ofensas, ameaças e notícias falsas contra os ministros da Corte e seus familiares.

Barroso também adiantou que sua gestão à frente do Tribunal Superior Eleitoral, em sucessão à ministra Rosa Weber, buscará aprimorar o sistema de prestação de contas eleitorais. O ministro afirmou que a equipe já está discutindo propostas para levar ao Congresso. Entre elas, um modelo semelhante ao imposto de renda, cuja avaliação das contas é feita por programas de inteligência artificial. Independente do mecanismo escolhido, a mudança abrangerá a prestação de contas de partidos, candidatos e dos fundos partidário e eleitoral, segundo o ministro.

Há muitos anos o Partidos dos Trabalhadores (PT) reclama de que as investigações da Força Tarefa da Lava Jato eram seletivas. O que o partido não esperava era ganhar uma aliada entres seus “inimigos” para reforçar essa tese. Foi o que fez a deputada Carla Zambelli (PSL) em entrevista à Rádio Gaúcha nesta segunda (25). Segundo ela, colegas da Polícia Federal reclamavam que o juiz Sérgio Moro – seu padrinho de casamento – tinha predileção por condenar o PT.

“A única pessoa que o então juiz Sérgio Moro condenou fora do PT foi o deputado Eduardo Cunha. Não teve prisões do mensalão tucano. Sérgio Moro protegia o PSDB”, afirmou Zambelli.

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Apesar de afirmar que todas as condenações contra o PT foram legítimas e lamentar a soltura de Lula e José Dirceu, Zambelli deu a entende que havia uma proteção aos políticos do PSDB, inclusive de Aécio Neves, e que isso incomodava integrantes da Polícia Federal.

“Na Lava Jato, alguns colegas da PF falavam de como o Valeixo atuava. Os colegas da PF falavam sobre o fato que a Lava Jato era muito em cima do PT. Havia uma percepção interna de falta de suporte operacional para que a operação corresse mais solta (que englobasse todos os partidos). Moro tinha uma investigação seletiva”, disse.

Corrupção na pandemia – Carla Zambelli também defendeu o presidente Jair Bolsonaro, acusado pelo seu ex-ministro Sérgio Moro de não priorizar o combate à corrupção, e disse que a saída do ex-juiz do cargo provocou a retomada de operações.

“Foi só ele sair que já tiveram operações que estavam na agulha e não saíam. Com governadores sendo investigados (por superfaturamento em itens comprados para o combate à pandemia). Não sei como vamos chamar esse (escândalo). Covidão talvez”, falou.

Desde que Regina Duarte assumiu a Secretaria Especial de Cultura, em março, Gabriela Duarte foi duramente criticada nas redes sociais por não se posicionar sobre a mãe. Após o presidente Jair Bolsonaro tirar Regina da pasta e deslocá-la para a Cinemateca, Gabriela resolveu quebrar o silêncio e fez um desabafo sobre política. "Escolhas. Um artista pode se posicionar politicamente se quiser", iniciou ela no Instagram.

"Existem os que fazem isso e tem suas razões. Essa, porém, nunca foi uma escolha minha. A profissão que escolhi ja é bastante política em vários aspectos. Isso, no entanto, não faz com que eu deixe de me posicionar, mas o faço como uma cidadã normal. Voto e exerço meu direito de escolher pessoas que acho mais adequadas a me representar, mas não trago isso pra minha vida pública", completa.

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Na publicação, Gabriela enfatizou que não se sente na obrigação de influenciar outras pessoas politicamente. Para a filha de Regina Duarte, as escolhas são individuais. "Somos o que escolhemos ser e batalhamos por isso. Quando crianças, seguimos o exemplo daqueles que estão muito próximos a nós: os pais, os avós, irmãos, professores da escola… Aos poucos esse universo se amplia e nossas referências também", disse.

"Meus filhos têm sido criados tambem dessa forma. Para que sejam livres e possam formar seus próprios pensamentos.O fato de serem meus filhos não os obriga a serem como eu. Quero que eles sejam melhores! Escolhas são individuais, que fique claro. Cada adulto que cuide de seu RG e CPF", finalizou. As atrizes Deborah Secco e Alessandra Negrini parabenizaram a postura de Gabriela no texto divulgado.

Confira:

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Na noite da última segunda-feira (18), a equipe do cantor Zeca Pagodinho utilizou seu perfil no Twitter para pedir que um jovem, apoiador do presidente Jair Bolsonaro, apagasse uma foto sua divulgada pelo rapaz. Na imagem, o artista aparece tomando chopp na rua, com a legenda “Vamos para cima #PatriotasComBolsonaro”.

O cantor foi alertado por fãs que o acompanham na rede social e enviou uma mensagem para o perfil do jovem pedindo que ele apagasse a imagem. “Pedimos por gentileza que apague essa mensagem utilizando a foto do artista, Obrigado, equipe ZP”.

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Apesar do pedido, o rapaz não apagou a imagem e apenas adicionou um emoji ao rosto do cantor. Por não ter acatado o pedido feito amigavelmente, a empresária de Zeca acionou a equipe jurídica para notificar extrajudicialmente o rapaz, para que a publicação fosse apagada. 

Através de uma mensagem direta ao usuário que fez a postagem, o advogado do cantor, Caio Mariano escreveu: "A associação entre o Notificante com o atual governo é desprovida de qualquer fundamento e [necessita] de autorização prévia, vez que o Notificante é avesso a manifestações políticas e associação ao atual governo".

O advogado, também informou que caso o pedido não fosse acatado, a equipe jurídica entraria com uma ação na Justiça, para que as medidas cabíveis fossem aplicadas sob a pena da Lei. Após isso, a publicação foi apagada pelo rapaz.

Em nota a assessoria do artista chegou a informar que Zeca não autoriza que sua imagem seja veiculada a questões políticas, assim como também não se pronuncia publicamente acerca do assunto. “O cenário polarizado que se instalou no país o fez vítima, assim como a diversos outros artistas, de ataques a sua honra através da internet, bem como o uso não autorizado de sua imagem ligada a partidos políticos da direita e do governo atual".

Uma das apresentadoras mais admiradas do Brasil, Glória Maria deu uma entrevista na madrugada desta terça (19) para o programa ‘Conversa com Bial’ e falou sobre diversos assuntos. Foi a primeira vez que ela falou na TV após sua cirurgia para retirada de um tumor no cérebro.

Foram sete meses de luta contra o câncer e ainda a perda da sua mãe, que faleceu em fevereiro, por insuficiência respiratória. "Eu não conseguia chorar, não conseguia derramar uma lágrima. Quando a gente tem uma dor desesperadora, não dá para a lágrima cair. Minha mãe não sabia o que eu estava passando”, contou Glória.

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A ex-apresentadora do Fantástico também dividiu com Bial como se sentiu quando passou por situações de racismo em sua vida e foi questionada sobre a época em que namorava José Roberto Marinho, um dos herdeiros do grupo Globo, que detalhou em sua biografia um dos momentos em que vivenciou o racismo com a apresentadora, ao levá-la em um Country Club onde era sócio.

“Uma coisa que eu nunca falei, levei um susto quando vi isso no livro. Não sei como foi com o menino, mas com nós foi horrível: o clube inteiro olhando para aquela mesa, eu não sabia o que fazer, e não entendi direito ainda aquela maluquice que era o camping, eu não entendia direito. E eu: ‘José, vamos embora, todo mundo olhando pra gente’. E eu não sabia se era só porque eu era negra ou se era também porque ele era o filho do Roberto Marinho, mas foi um dos momentos assim mais ruins, mais desagradáveis da minha vida, aquela sensação, eu me sentia como um macaco no zoológico, todo mundo ali, esperando a hora de dar uma banana.” contou a apresentadora ao descrever o momento vivido.

Política 

Quando a entrevista chegou à esfera política, Glória fez questão de deixar claras as suas opiniões e se mostrou indignada com o tratamento do governo Bolsonaro aos jornalistas. “Cala a boca? As coisas que eu ouço agora para mim são impensáveis, Pedro. Dizer que o brasileiro está protegido porque ele se lava no esgoto. Para mim, é além de qualquer imaginação. Tem coisas que acho que eu não estou vivendo para ver e ouvir isso. Política eu sempre aprendi que é um nível tão alto e o que estou vendo agora é de uma tristeza. Graças a Deus que eu não cubro política mais, porque eu acho que eu já teria apanhado ou já teria batido”, disse ela.

E ainda lembrou do racismo que sofreu do ditador João Figueiredo. "Quem não gosta de preto, não gosta de preto… acha que porque é negro tem que ser discriminado, tem gente que é racista porque tem prazer de ser racista", finalizou Glória.

Em live transmitida na última sexta-feira (15), a cantora Ana Carolina fez uma versão da música “Disritmia”, do sambista Martinho da Vila, cuja letra ela elaborou com o compositor Edu Krieger, chamou de “Pandemia”. Além de lembrar medidas de proteção à saúde, a letra da paródia também faz críticas ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido). 

Ainda nos primeiros versos, “Pandemia” já defende o isolamento social e relembra medidas de higienização das mãos. “Prometo também me empenhar pra não dar abraço, só o cotovelo. lavar as mão a todo instante, com muito sabão, por vinte segundos”, cantou Ana Carolina. 

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Mais adiante na letra, a artista assume um tom mais crítico e político ao afirmar “eu quero que o chefe de estado tenha consciência e não seja omisso, que bom se fosse um resfriado ou uma gripezinha, mas não é só isso (...) Me deixe te pedir cuidado pra acabar de vez com essa pandemia, vai logo pro confinamento, troca o corre corre pela calmaria”. 

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Parece que a paz foi definitivamente selada entre Anitta e Pabllo Vittar. Na estreia do seu novo programa “Anitta Dentro da Casinha”, no Multishow, a funkeira convidou a agora amiga para ser sua Ministra da Cultura.

A brincadeira surgiu após espalharem a notícia de que Anitta queria ser presidente da república. “Pabllo, você está ao vivo aqui no Multishow e eu quero te perguntar se você aceitaria ser minha Ministra da Cultura. Nesse momento é a Regina Duarte, mas se eu fosse presidente seria você. Você toparia?”, perguntou ela.

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De forma bem humorada, Pabllo respondeu. “Eu toparia, com toda certeza. Abriria novas políticas públicas para os nossos artistas independentes, traria mais arte para as escolas, aulas de cultura. Vamos mudar esse país”.

No início do mês, a cantora iniciou lives semanais com a advogada e comentarista da CNN Brasil, Gabriela Priolli, e tem sido cada vez mais frequentes as publicações em seu perfil falando sobre política. No entanto, a cantora já havia esclarecido em sua conta do Instagram que não tem pretensão de entrar para o meio político.

O dólar opera em alta conduzida pela piora externa com o embate entre EUA e China no radar e cautela sobre o cenário político e fiscal interno. O investidor monitora o IBC-BR em meio à perspectiva de que os números de abril devem ser piores, reforçando as previsões de corte adicional da taxa Selic.

O IBC-BR caiu 5,90% em março ante fevereiro, com ajuste, ficando perto da mediana de -6% das projeções (-8,63% a -3,6%) O IBC-BR interanual de 1,52% também foi menos negativo que a mediana de -2,1% das projeções (-5,1% a -0,7%).

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Os investidores repercutem ainda a intenção do presidente Jair Bolsonaro de discutir com governadores e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), um compromisso no tocante a possível veto ou não de artigos do projeto que prevê congelamento de salários de servidores até o fim de 2021. Bolsonaro encontrou-se com Maia na quinta-feira, coroando a sua reaproximação com o Centrão.

Nesta sexta-feira, 15, o ministro Celso de Mello, do STF, pode anunciar ainda sua decisão sobre o levantamento do sigilo e a exibição do conteúdo, integral ou parcial, do vídeo da reunião ministerial de 22 de abril. Ontem à noite, a Advocacia-Geral da União (AGU) encaminhou manifestação ao STF em que informa que o presidente Jair Bolsonaro mencionou as palavras "família" e "PF" na reunião ocorrida no mês passado no Palácio do Planalto, que durou mais de duas horas. Bolsonaro havia afirmado à imprensa que não tinha feito menção à família nem à Polícia Federal no encontro.

Mais cedo, os índices de confiança de consumidores e de empresários mostraram acomodação em maio. O Índice de Confiança Empresarial (ICE) subiu 7,7 pontos na prévia de maio ante o resultado fechado do mês de abril, para 63,5 pontos. Já o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) aumentou 6,5 pontos, para 64,7 pontos.

Às 9h22 desta sexta, o dólar à vista subia 0,57%, a R$ 5,8522. O dólar futuro de junho avançava 0,54%, a R$ 5,8560.

O público de Anitta parece não saber o que quer. A cantora já foi muito criticada e cobrada por não se posicionar em relação a assuntos mais sérios como política, mas agora que a cantora parece ter tomado gosto pela prática, os fãs estão é reclamando. Ela usou seus stories para explicar aos seguidores os motivos por estar falando tanto sobre esses temas e tranquilizou-os garantindo que, apesar da nova postura, vai continuar rebolando muito. 

Anitta tem surpreendido ao dedicar seu tempo e seus stories para abordar temas e causas relevantes. Ela já entrevistou um deputado federal, Felipe Carreras; promoveu aulas de política com Gabriela Prioli; e também falou contra a Medida Provisória 910, conhecida como ‘MP da grilagem’ que pode afetar o meio ambiente e terras indígenas caso seja aprovado. 

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A postura da cantora, no entanto, tem recebido algumas reclamações por parte do público. Saudosos de seu conteúdo mais descontraído, eles estão enviando mensagens cobrando a artista. Ela explicou seus motivos para  o novo tom de seus stories e garantiu que a mudança não foi total, o rebolado vai continuar. “Os fãs estão falando que estão de saco cheio que estou falando muito de política, que eles me seguem pra ver coisa legal. Amanhã, eu tô aí malhando de biquíni, bunda pro alto, eu rebolo, danço um funk para vocês, rebolo de biquíni. Mas, gente, é muito importante. A gente não pode fechar os olhos para as coisas que acontecem no nosso país. A gente tem esse poder de mudar e se eu consigo falar com tanta gente, acho que nada mais prudente do que usar essa visibilidade para uma parada importante”. 

Nesta segunda-feira (11), o cientista político Adriano Oliveira fala em seu podcast sobre a polêmica aliança que Jair Bolsonaro (sem partido) está costurando com o "Centrão". Oliveira aponta que há uma "parlamentarização" do Governo Federal, a medida em que as ações e aprovações dos projetos para o país tem ficado na conta do Congresso Nacional, na figura do seu presidente, Rodrigo Maia (Democratas). Sem conseguir criar um diálogo com as bases e as lideranças dentro da Câmara e do Senado Federal, Bolsonaro começou então a acenar para hábitos e movimentos sempre chamados por todos, e até criticados por ele próprio, como a "velha política". Adriano comenta que uma parcela da população que votou no atual presidente, o apoiando no seu discurso sobre não se dobrar perante "às formas antigas de governar a nação", está vendo com temor essa aproximação súbita e direta do mandatário brasileiro com os partidos de Centro.    

Oliveira detalha ponto-a-ponto os passos dados por Jair Bolsonaro, rumo a essa mudança que começou a ocorrer agora em 2020. O cientista político, explica detalhadamente o que é o famoso "Centrão", e defende a tese de que esse estigma que ele carrega não é passível de condenação prévia. Adriano apresenta seu ponto de vista, onde mostra que a política brasileira tem mais a ganhar com essa dinâmica de negociação, por conta da grande quantidades de partidos envolvidos. Segundo o analista, no momento em que os partidos passam a receber cargos e a participar do governo, eles se tornam obrigados a criar uma estabilidade e a ajudar o sistema presidencialista a seguir funcionando, o que seria positivo para o Brasil neste momento tão complicado que atravessa. 

Adriano Oliveira chama atenção para o fato de que Bolsonaro só se preocupou em fazer essa movimentação recentemente, após se sentir ameaçado com um impeachment, por ter cometido alguns crimes de responsabilidade. O cientista político enumera ainda, os fatores que fizeram o presidente do Brasil esquecer seus antigos princípios defendidos durante toda a campanha eleitoral e partir para o corpo-a-corpo com o "Centrão". Oliveira acredita que essa nova movimentação poderá ser benéfica, a medida que Bolsonaro terá condições, com as novas negociações, de aprovar as reformas que o país precisa. O analista conclui apresentando duas ressalvas para que as coisas não andem nos trilhos após esta aliança: a primeira é que o governo de Bolsonaro não é confiável, e pode a qualquer momento romper com os acordos selados. O outro ponto é de que políticos nomeados do "Centrão" para o governo, possam atrapalhar o andamento da máquina governamental à medida em que as investigações de corrupção avancem sobre os nomes destacados para as pastas e cargos.       

O podcast de Adriano Oliveira tem duas edições, nas segundas e nas sextas-feiras. Além disso, também é apresentado em formato de vídeo, toda terça-feira, a partir das 15h, na fanpage do LeiaJá.

Confira esta análise a seguir:
 

A cantora Anitta anunciou que irá realizar uma live na próxima sexta (8) com a advogada e comentarista da CNN Gabriela Prioli, para conversar com os seguidores sobre política. Elas são amigas e se propuseram explicar para os seguidores como funciona o sistema político do país.

O assunto surgiu após a cantora cobrar um posicionamento do deputado Felipe Carreras (PSB-PE) sobre uma ementa ligada a direitos autorais apresentada por ele. Anitta fez um comentário no perfil do Instagram do deputado, que foi apagado logo em seguida, e ela resolveu postar em seus stories na tentativa de obter uma resposta.

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“Já que estou no assunto política, vocês sabem que sou amiga da Gabriela Prioli e a gente estava conversando outro dia sobre a situação política do país. Eu falei pra vocês que ela é a pessoa que sempre me informa e eu conversei com ela como é difícil entender a política, ter acesso a uma educação sobre política. Por isso eu vou fazer uma live com ela", prometeu Anitta.

A cantora também disse que pretende manter a live uma vez por semana e fazer perguntas a comentarista e quem acompanhar a transmissão também poderá esclarecer suas dúvidas.

"Não é nenhuma vergonha não entender sobre política. Eu mesmo por culpa da minha origem tenho dificuldades. A gente nasceu num país que deixa todo mundo sem conhecimento de política para que a gente não comande o país da maneira correta. Vai ser simples, sem palavras difíceis", disse a cantora.

Após a declaração polêmica sobre a opinião de Raí, o comentarista Caio Ribeiro discutiu com Walter Casagrande ao vivo durante o programa 'Bem, Amigos!', da SporTv, nessa segunda-feira (4). Casagrande acusou o colega de programa de ter dado uma declaração antidemocrática. "Nenhuma pessoa tem o direito de censurar o que a outra está falando", disse.

 Na semana passada, Caio Ribeiro havia criticado a fala de Raí contra o governo. "Eu não gostei do discurso do Raí. Ele falou muito pouco de esporte e muito sobre política", disse na ocasião. A fala do comentarista repercutiu mal e ele ganhou um direito de resposta no programa da SporTV.

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 "O que me incomodou é que minha opinião não teve nenhum viés político. Eu não estou analisando se o Raí é de direita ou de esquerda, se é a favor ou contra o governo, nada disso. Ele tem todo o direito de emitir a opinião dele", se defendeu Caio. "O que me incomodou foi que me colocaram no meio de uma guerra política como se estivesse defendendo o governo, e em nenhum momento eu emiti opinião política", finalizou.

 Caio também voltou a destacar que Raí deveria tomar mais cuidado com o que diz por ser uma figura importante no São Paulo. "O Raí pode falar o que quiser. Mas acho que ele tem que tomar cuidado porque as opiniões podem respingar na instituição. Quem me conhece, sabe que eu tenho convicções, meu lado da história, mas eu não trago para a frente das câmeras para não provocar esse tipo de ira", disse.

 Casagrande, entretanto, disse que faltou clareza no discurso do colega e destacou discordar de sua opinião. "Eu discordo quando você fala que o Raí só tem que falar de futebol, que não pode falar de política. Isso é antidemocrático. Ninguém pode censurar o que o outro está falando. Foge da democracia", opinou.

 O ex-atacante do Corinthians afirmou que não era a primeira vez que Caio ia ao 'Bem, Amigos!' para explicar alguma declaração que fez. "Eu acho que tenho clareza, coerência. Quem me conhece, sabe que eu sou transparente. Extremamente transparente. Tudo que falo reflete meu comportamento", declarou Caio. O debate continuou, também com intervenções de Galvão Bueno e Cléber Machado.

 "Só queria terminar dizendo o seguinte: a minha fala, para mim, é clara e coerente com o que eu penso e vocês têm o direito de discordar. Eu só queria reiterar de que não tem viés político, de que não tenho problema com o Raí. Mas eu continuo pensando dessa maneira: quando você é representa um time, você tem que tomar mais cuidado", finalizou Caio.

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O ex-candidato à presidência da República e vice-presidente do Partido Democrático Trabalhista, Ciro Gomes, acredita que o Brasil tem os meios para combater a pandemia, mas para isso precisa que Bolsonaro renuncie à chefia do Executivo.

"O Brasil tem capital econômico e humano suficiente para sair desta crise minimizando seus impactos [...] sem a necessidade de um calote", afirmou Ciro Gomes à Sputnik.

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No entanto, o governo federal não estaria mobilizando os instrumentos necessários para que o Brasil supere a COVID-19. "Infelizmente, o presidente Bolsonaro é irresponsável, age propagando fake news e atenta contra a saúde pública brasileira. Sua atitude é genocida e vamos lutar para que ele seja responsabilizado e condenado por seus atos criminosos", assegurou.

O vice-presidente do PDT acredita que Bolsonaro pode ser alvo de impeachment, dados os crimes de responsabilidade que teria cometido durante seu mandato. "Bolsonaro já cometeu crimes de responsabilidade que justificam seu afastamento, como atentar contra a saúde pública, contra a democracia e contra a federação e autonomia dos estados."

No entanto, dado o desgaste que processos de impeachment geram na sociedade, Gomes defende que o presidente da República renuncie ao cargo. "A melhor saída para esta crise seria, sem dúvida, a renúncia, uma vez que o processo de impeachment é demorado e muito desgastante para o conjunto da sociedade", ponderou.

Gomes acredita que o inquérito aberto para investigar as acusações do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, contra Bolsonaro pode provar crimes cometidos tanto pelo presidente, quanto pelo ex-juiz Moro.

O inquérito irá "apurar se Bolsonaro cometeu os crimes de falsidade ideológica, coação no curso do processo, obstrução de justiça, corrupção passiva privilegiada, entre outros".

No entanto, é "importante ressaltar que Moro também poderá ser investigado e responder por crimes como prevaricação", uma vez que "já tinha conhecimento de crimes que alega que Bolsonaro cometeu e não tomou providências imediatas", lembrou.

Crise econômica

Para o ex-candidato à presidência da República, "já está claro que o Brasil está vivendo uma das maiores crises econômicas de sua história".

Para que o país consiga financiar os pacotes de apoio social e ajuda econômica às empresas, Ciro Gomes defende a realização de reforma tributária, que priorize impostos progressivos.

"Uma reforma tributária progressiva é fundamental. Hoje, o Brasil é um dos raríssimos países que não cobram impostos sobre lucros e dividendos das empresas, cobra somente cerca de 4% de imposto sobre grandes heranças, e conta com um sistema ineficiente [...] onerando o consumo e não a renda", explicou.

"Se o Brasil passar a cobrar mais dos mais ricos, o país teria a capacidade de reencontrar o equilíbrio das contas públicas", garantiu Ciro Gomes.

Na sexta-feira (24), o então ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, renunciou ao cargo, acusando o presidente da República de agir para interferir politicamente na Polícia Federal.

Na segunda-feira (26), o ministro do Supremo Tribunal Federal (SFT) autorizou a abertura de inquérito para apurar as acusações do ex-ministro Moro.

O Brasil registra 71.886 casos de COVID-19 e 5.017 vítimas fatais, o 9º maior número de óbitos no mundo, superior ao da China, primeiro epicentro do novo coronavírus.

Da Sputnik Brasil

"Municípios pobres do interior de Pernambuco não vão receber nada", disse Coelho. (Luis Macedo/Câmara dos Deputados)

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Em entrevista ao LeiaJá, o deputado federal Daniel Coelho (Cidadania) esclareceu seu posicionamento contrário à PLP 149/2019, que visa assegurar ajuda do governo federal aos estados e municípios com base em suas arrecadações médias até outubro, aprovada por 431 a 50 votos pelo congresso, no dia 13 de abril. Coelho, único pernambucano contrário ao projeto, disse que o debate “alimenta briga política entre Dória e Bolsonaro”, além de preterir a região Nordeste, que possui menor arrecadação do que o eixo Sul e Sudeste do país.

“O projeto foi feito num acordo político para ajudar o governador Dória, de São Paulo. Não tenho nada contra o estado de São Paulo, agora sou representante de Pernambuco, eu não posso aceitar um projeto que pega todo o recurso de ICMS [Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços] do Brasil e envia para São Paulo e Rio de Janeiro. O Nordeste tem 33% da população do Brasil, estão sendo repassados somente 17% dos recursos para a região”, defende Coelho, pontuando ainda que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM) é fluminense.

Coelho acredita que a PLP 149/2019 erra ao não garantir que os recursos serão destinados às demandas de saúde pública de estados e municípios. “Além disso, por essa regra que foi colocada, os municípios pobres do interior de Pernambuco não vão receber nada, as regiões mais pobres vão ficar totalmente desassistidas. Espero que o senado não aprove a matéria, até porque começa a ter repercussão negativa dentro do Nordeste. Você não pode, só para fazer oposição ao presidente, massacrar sua região”, conclui.

Câmara aprovou matéria por 431 a 50 votos. (Maryanna Oliveira/Câmara dos Deputados)

Para o professor de Ciências Políticas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Adriano Oliveira, o Congresso acerta ao aprovar a PLP. “É um projeto que tem méritos, tem qualidades em virtude da crise do coronavírus, pois estados e municípios precisam de recursos e são eles que estão na ponta para ofertar a saúde pública eficiente. Um projeto de suma importância”, pontua. 

Apoio dos governadores

Questionado pela reportagem, o deputado Silvio Costa Filho (Republicanos) frisou que a matéria teve apoio de quase todos os governadores das unidades federativas do país, da Confederação Nacional de Municípios (CNM) e todos os secretários da Fazenda do Brasil. “Ou seja, ele foi fruto de um diálogo, independente da coloração partidária”, colocou. Costa Filho afirmou ainda que a matéria se apoia em dois pilares básicos. “A compensação pelo período de seis meses do valor nominal da arrecadação ocorrida em 2019 frente a que está sendo arrecadada em 2020, para fins de recomposição, dos dois tributos que representam as maiores fontes de receitas de estados e municípios (ICMS e ISS), superior ao proposto pelo Governo Federal que é de apenas três meses”, explica.

O parlamentar mencionou ainda a suspensão do pagamento de dívidas dos entes junto aos bancos nacionais, havendo ainda possibilidade de refinanciamento e alongamento do prazo da dívida. Assim, a recomposição seria importante para que, na prática, estados e municípios não “quebrem” durante a pandemia, podendo inclusive quitar os pagamentos da folha de servidores, garantindo investimentos em saúde, educação e segurança. “Todos sabemos que o ICMS é a principal fonte de receita de Pernambuco. Por exemplo, em relação a arrecadação do mês de abril, o Estado receberá R$ 500 milhões. Já no mês de maio, o valor será de R$ 600 milhões.  Ou seja, quem é contra a proposta, quer que o Estado perca o valor da recomposição, que poderia ser utilizado para reforçar a saúde durante 6 meses, e aperte ainda mais a corda ao redor das cidades. Além de ser contra a autorização a flexibilização da Lei de Responsabilidade Fiscal para que municípios executem de forma mais célere os investimentos”, comentou Costa Filho.

Ele destacou ainda que o projeto “dialoga com o PL 1161, que aprovamos recentemente, que prevê a recomposição do FPM e FPE relativos a 2019” e que o valor que os estados vão deixar de pagar em dívidas aos bancos públicos, no período da pandemia do coronavírus, também será muito importante. “O Estado de Pernambuco, por exemplo, vai deixar de pagar R$ 482 milhões, recursos que poderão ser utilizados no combate ao coronavírus. Por isso, reforço que o momento exige unidade. É hora de ajudarmos Pernambuco e o Brasil”, completa o parlamentar.

"O Estado de Pernambuco, por exemplo, vai deixar de pagar R$ 482 milhões", afirmou Silvio Costa Filho (LeiaJá Imagens/Arquivo)

O deputado Tadeu Alencar (PSB), que também votou a favor da PLP 149/2019, colocou a matéria como “incontroversa”. “É muito importante e significativo para o Estado de Pernambuco, bem como para os seus municípios, já beneficiados com a recomposição do FPE/FPM, já aprovado pela Câmara e que leva em conta, este sim, critérios como a população e a renda per capita, que favorece o Nordeste. Claro que a queda de receita nos Estados ricos, dada a robustez  das suas economias, é mais significativa, mas todos receberiam rigorosamente o que perderam e o projeto, tal como aprovado, de recomposição nominal, foi critério de melhor absorção, facilitando a sua aprovação”, comenta. 

Alencar admite, contudo, que estão contidas no projeto “injustiças federativas indesejáveis”. “Se quiséssemos resolvê-las nesse projeto, o risco de divergências insuperáveis poderia sacrificar a sua aprovação. Ainda mais com o governo e o Ministério da Economia trabalhando contra. O meu voto, como da grande maioria da Câmara dos Deputados, foi pragmático, de assegurar o auxílio, para o nosso Estado e seus municípios. Prevaleceu o velho ditado: ‘é melhor um pássaro na mão do que dois sobrevoando’”, acrescenta.

O deputado disse que a demora na aprovação da matéria poderia tê-la feito “desandar” e que a crise causada pela pandemia impunha celeridade ao processo. “Havia várias outras questões importantes, além dessa, como a inclusão das dívidas com a União e com os organismos multilaterais, que poderiam ser incluídas na suspensão e não o foram, bem como um novo espaço fiscal para contratação de novas operações de crédito, que também foi deixado de lado. A política é a arte do diálogo e do possível. E o possível no momento foi isso. Andou bem na Câmara. Paisagem bonita é a que os olhos vêem, não a que está atrás dos montes”, considera.

O Projeto

O texto apresentado pelo relator do PLP 149/19, deputado Pedro Paulo (DEM-RJ), visa socorrer estados e municípios durante a pandemia da Covid-19, a partir de medidas de curto prazo, como a suspensão do pagamento de dívidas dos estados com a União; um auxílio emergencial para compensar a queda na arrecadação em decorrência da pandemia de Covid-19; e novos limites de endividamento. A matéria substitui o chamado Plano Mansueto, que previa ajustes com efeitos de médio e longo prazo. O projeto sugere a recomposição das perdas de arrecadação de ICMS e Imposto Sobre Serviços (ISS) deste ano em relação a 2019.

A União, considerando os ganhos obtidos nos meses de abril a setembro de 2019, repassaria os recursos entre maio e outubro deste ano. A matéria está sendo analisada pelo senado, mas ainda não tem data para votação.

Após pedido da China a respeito de explicações sobre a fala do ministro da Educação, Abraham Weintraub, nesta segunda-feira (6), apoiadores do governo Bolsonaro - em protesto - subiram a tag Bloqueio Comercial Chinês Já. A frase, que pede o fim do bom relacionamento com o maior parceiro econômico do Brasil, chegou ao primeiro lugar dos termos mais comentados do Twitter.

Porém, apesar de parecer uma provocação ao governo chinês, a maioria dos comentários que assinala a hashtag é contrário ao rompimento do governo federal com a potência oriental. Desde que começou a pandemia do novo coronavírus a relação entre a China e o Brasil sofreu alguns abalos, principalmente, por conta de declarações de membros do Governo. 

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O último comentário que abalou as relações do país com o Brasil, vindo de Weintraub dizia “Quem são os aliados no BLasil do plano infalível do Cebolinha paLa dominaL o mundo?”, escrito com as letras “r” e “l”, trocadas em uma imitação do sotaque dos chineses. A Embaixada da China no Brasil considerou as declarações do ministro “absurdas e desprezíveis”, além de ter “cunho fortemente racista”. Gerente da pasta negou que tivesse sido racista e impôs condições para pedir desculpas.

Confira a reação dos usuários:

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Se não é possível prever quando nem como terminará a situação antes impensável que o mundo vive hoje, em função do impacto da covid-19, pelo menos algumas diretrizes podem ser listadas para projetar um cenário pós-coronavírus e amenizar as consequências dessa paralisação social, econômica e, em alguns casos, política.

A completa imprevisibilidade das ações do Palácio do Planalto, ora favorável ao isolamento ora explicitamente contrário, somada ao avanço do número de vítimas fatais e à incerteza de um futuro pela falta de renda ou mesmo pelo risco de morrer, resulta em debates que envolvem desde um eventual afastamento do presidente Jair Bolsonaro até o fortalecimento do Estado, passando por um pacto de conciliação e de uma cada vez mais necessária união das forças democráticas.

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O jornal O Estado de S. Paulo reuniu 14 nomes da ciência política, da sociedade civil e da área jurídica para apontar esses caminhos. Todos são unânimes em afirmar que é preciso uma mudança de postura da classe política.

Ayres Britto, jurista, professor e ex-ministro do Supremo Tribunal Federal

'É preciso proteger saúde e economia'

"O impacto só pode ser o da conciliação das coisas: proteção da saúde da população e da ordem econômico-financeira do Brasil, mais o direito das pessoas economicamente débeis à assistência social. Sabido que, primeiramente, saúde é direito fundamental de todos, afunilando para um Sistema Único de Saúde (SUS), que se põe como dever e competência material de todas as pessoas federadas. A que se agrega o direito igualmente fundamental de ser assistido tão social quanto gratuitamente, no pressuposto da concreta necessidade ou carência dos bens materiais. E quanto à ordem econômico-financeira, de se lembrar que a primeira delas 'tem por fim assegurar a todos existência digna, conforme os ditames da justiça social'. Daí que entre os seus 'princípios' figurem a 'soberania nacional', a 'redução das desigualdades regionais e sociais', a 'busca do pleno emprego', o 'tratamento favorecido para as empresas de pequeno porte'."

Jorge Abrahão, Coordenador do Instituto Cidades Sustentáveis

'Quem tem mais que pague mais'

"Nas graves crises, os políticos ganham ou perdem credibilidade em função de sua sensibilidade e tomadas de decisão. Há países que estão numa aposta arriscada, mais preocupados com a economia do que com a vida. EUA, Inglaterra e Brasil se alinham neste grupo. Em todos eles, a crise impactará fortemente a política. Líderes que desdenharam da crise serão responsabilizados pelas mortes que, inevitavelmente, ocorrerão. O apoio à sobrevivência, especialmente dos mais vulneráveis, será outro fator-chave. Resta ainda a decisão sobre de onde virão os recursos para financiar a saúde, e é chegado o momento de fazer com que quem tem mais pague mais, princípio de justiça. As relações entre instituições e sociedade dependerão de como responderão às necessidades do momento. Oxalá o interesse público prevaleça em relação às disputas de poder. A população fortalecerá ou não a democracia em função de sua capacidade de responder à crise."

José Álvaro Moisés, professor de Ciência Política da USP

'Isolamento social e do Presidente'

"A crise do coronavírus jogou a humanidade diante de um desafio extremo: assegurar a sobrevivência humana em meio a um cenário desconhecido, assustador e mutante. No Brasil, o menosprezo de Jair Bolsonaro pela previsão de mortes criou confusão, desorientou as pessoas e dividiu o País. O presidente abdicou da missão de liderar a Nação para enfrentar a crise. Mas a crise não é apenas de ausência de uma liderança capaz de unir o País para enfrentar a pandemia. Se o isolamento social for quebrado, o número de mortes será exponencial, o isolamento do presidente se agravará e o governo será responsabilizado. A sobrevivência da democracia dependerá da sociedade civil, do Congresso e do STF. Essas instituições sinalizaram a sua posição em defesa da manutenção do isolamento social; quanto à sociedade civil, a sucessão de panelaços apontou o caminho que parte considerável da sociedade começa a trilhar. Isso poderá dar vida nova à oposição."

Eros Grau, jurista e ex-ministro do Supremo

Tribunal Federal

'Nesta crise, nada pode ser feito por nós'

"A pandemia impacta sobre o todo do qual somos meras partículas. Política é a atuação dos que se ocupam dos assuntos públicos, no quadro na qual estão inseridas relações institucionais e sociais. A suposição de que se possa instalar acirramento entre essas relações é expressiva de ignorância ou de más intenções. Atuação que, na primeira hipótese, conduz a conflitos entre instituições políticas e o todo social. Conflitos que nos levam àquelas palavras de Jesus: 'Pai, perdoai-os, eles não sabem o que fazem'. Na segunda hipótese, expressiva de más intenções. Os graves momentos trazem de volta um poema de Álvaro Moreyra, no qual ele afirma que palavras não dizem nada, melhor é mesmo calar. Nada mesmo a dizer a respeito da atuação de quem se dispõe a agredir o todo a fim de obter vantagens pessoais. Nada pode ser feito por nós, em relação à crise do novo coronavírus, senão rogarmos que Ele nos salve mais uma vez."

Fernando Gabeira, jornalista e ex-deputado federal

'Caso da Itália acabou com mea-culpa'

"A divisão hoje no Brasil é entre os que querem manter o isolamento social para evitar mortes em massa e os que acham necessário voltar logo à atividade econômica. Não tenho condições ainda de avaliar que tipo de consequência - cada uma dessas posições terá sobre seus defensores. De um lado, o presidente, de outro, governadores e a imprensa. O exemplo da Itália terminou com mea-culpa dos defensores da ideia de que não se pode parar para achatar a curva de crescimento do vírus. O prefeito de Milão confessou seu equívoco em combater o isolamento. No princípio do século, o Brasil viveu a Revolta da Vacina, rebelião popular contra a vacinação obrigatória antivariólica. Era uma reação também às mudanças urbanísticas destinadas a melhorar as condições sanitárias de um Rio imundo e empesteado. As forças em jogo são diferentes e só com um estudo mais rigoroso será possível estabelecer ou descartar o paralelo."

Marco Aurélio Nogueira, professor Titular de

Ciência Política da Unesp

'Um estímulo para forças democráticas'

"No Brasil o impacto já está em plena manifestação. Sua principal expressão é o isolamento político-institucional de Bolsonaro, que terá como opção tão somente a porta da mobilização social. Poderá ter algum sucesso nisso, mediante o uso das redes sociais, a exploração do desespero popular e a manipulação do irracionalismo de parte de seus eleitores. Mas esse eventual sucesso só será consistente ou se conseguir fixar um vetor no sistema institucional ou se partir para uma aventura autoritária. Um segundo impacto será sobre o movimento democrático. Antes de tudo, porque reforçará o protagonismo do Congresso, das lideranças e dos partidos mais equilibrados. Depois porque estimulará as forças democráticas (liberais, social-democráticas, esquerda moderada) a encontrarem em um eixo programático de articulação. Essa possibilidade de articulação será o principal antídoto contra o acirramento das relações institucionais e sociais."

Priscila Cruz, presidente executiva do Todos pela Educação

'Trabalho é não perder ano na Educação'

"O Brasil, os brasileiros e as lideranças públicas e privadas estão sendo colocados à prova no combate à covid-19. Na Educação, as próximas semanas, e até meses, devem ser direcionados para a mitigação dos prejuízos e planejamento para recuperar o andamento das políticas direcionadas à melhoria dos resultados de aprendizagem dos alunos brasileiros. Agora, quase todos os alunos estão em casa. Na medida do possível, os efeitos da suspensão das aulas presenciais podem ser minorados (com atividades em casa, como aulas à distância, plataformas de ensino gratuitas, filmes etc.), mas em condições muito desiguais nos lares brasileiros. Fundamental é a preparação de cada rede de ensino para a volta às aulas, com respostas às novas e excepcionais demandas. Governadores, prefeitos e seus secretários têm muito trabalho a ser feito para não perdermos o ano na educação. Mas não contem com o MEC, nenhuma ajuda virá de lá."

Eduardo Mufarej, fundador do movimento RenovaBR

'Não existe espaço para polarização'

"O maior impacto é que não existe espaço para perda de tempo com polarização e politicagem. A hora é da política séria, objetiva, com letra maiúscula. Estamos diante da maior crise humanitária de nossa geração. A sociedade precisa cobrar que as lideranças do País deixem as disputas por espaço de lado e se concentrem em construir soluções em conjunto. Diante de um vírus, todas as divisões humanas perdem o sentido. Vírus não respeita fronteiras, não distingue raças, não se importa com ideologias. Para um vírus, somos parte de uma só comunidade. E só assim, unidos, sairemos dessa."

Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente da República

'Decisão sobre quarentena é de técnicos'

"Os principais líderes políticos, à frente o presidente da República, devem insistir em que o momento é grave, mas sairemos dele. Realismo com esperança. Devem se abster de 'tirar proveito' político-eleitoral da situação. Isso sem abdicar de suas posições e valores. O governo deve agir coordenando. Nada de oposições inconsistentes entre uma política 'horizontal' e outra 'vertical'. Quem decide sobre quarentena e temas correlatos são os técnicos, não os políticos. E, sobretudo, explicar o porquê ao povo. Pedir ajuda e caminhar junto. (foi o que tentei fazer em crise menos grave, a do 'apagão')."

Leandro Karnal, historiador e escritor

'O coronavírus desnudou mais a desigualdade'

"A pandemia está em curso e as conclusões podem mudar. Um aumento no número de mortes dará maior lastro político às autoridades que defendiam medidas mais radicais e desgastará o campo contrário. A tradicional polarização esquerda/direita foi matizada pela emersão de um ressentimento social mais nítido. Classes médias e altas discutem o tédio durante a quarentena e as classes baixas se angustiam com a sobrevivência. O vírus desnudou mais a desigualdade no Brasil. Escassez de comida e de empregos somados ao risco de vida e colapso da saúde pública são dinamite social poderosa."

Miro Teixeira, jornalista, advogado e constituinte de 1988

'A paz triunfou sobre a raiva. Por enquanto'

"Diante de um vírus, nossas radicalizações tornaram-se ridículas e de repente parece que renasceu o sentimento de fraternidade. O 'Amai-vos uns aos outros' fez mais sentido e a agressividade que nos corroía arrefeceu. Autocrítica pelos erros cometidos ou medo? Pouco importa. Sairemos melhores, menos agressivos, mais conscientes da fragilidade de nossas vidas. O super-homem não existe. Somos frágeis. Devemos pedir que compreendam nossas fragilidades e devemos compreender as alheias. A paz triunfou sobre a raiva, entre as pessoas de boa vontade. Pelo menos por enquanto."

Luiz Felipe D'Avila, fundador do Centro de Liderança Pública (CLP)

'Criou-se um enorme vácuo de liderança'

"Na crise, o País busca no presidente direção, grandeza e esperança. A primeira tarefa de um líder é ser hábil comunicador e gestor. É preciso tranquilizar as pessoas e garantir a proteção das coisas que lhes são caras, como saúde, emprego, renda e volta da atividade econômica. É preciso grandeza para se colocar acima das disputas partidárias, conclamando lideranças políticas, empresariais e cívicas a unir esforços. Bolsonaro não demonstrou nenhum desses atributos. Criou-se um vácuo de liderança que será preenchido por novos líderes da política, do setor privado e da sociedade civil."

José Murilo de Carvalho, cientista político e historiador, membro da ABL

'Caminho pode ser a ruptura política'

"Desde 2015, com anúncio em 2013, já me parecia que o País tinha entrado em uma crise econômica e social que apontava para sua inviabilização como nação capaz de prover vida decente para toda a população. A sensação de fracasso acentua-se hoje com mais duas calamidades, a da eleição de 2018 e a pandemia do coronavírus. Grandes crises exigem liderança nacional sensata, competente, confiável e patriótica. Não é o que temos visto. A se manter o cenário atual, não vejo como se possa evitar um desastre econômico, social e humanitário. É um caminho que pode levar à ruptura política."

Marco Antonio Teixeira, professor da FGV-SP

'Covid-19 expôs papel crucial do SUS'

"A pandemia chegou feito um tsunami na política brasileira em várias frentes. Uma delas tem a ver com o papel do Estado. Se recuarmos às eleições presidenciais de 2014 e 2018, um dos grandes debates era sobre a qualidade das políticas públicas. Cresceu uma visão minimalista sobre o papel dos governos e acerca da baixa produtividade dos servidores. A covid-19 explicitou a importância do SUS e o papel crucial do Estado na garantia de um mínimo de dignidade para a população carente e desempregados. O pós-coronavírus fixará novas bases do sentido do que é público e do papel do Estado."

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que apoia manifesto de lideranças políticas pedindo a renúncia de Jair Bolsonaro, que segundo ele é um "perigo" para o "Brasil" e para o "mundo".

Em entrevista para a coluna de Ricardo Kotscho, do UOL, Lula criticou o gerenciamento da crise causada pelo novo coronavírus, e afirmou que o atual presidente não "respeita a ciência". 

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"Esse homem não respeita a ciência, os pesquisadores, não respeita nada. Para ele, a orientação científica para combater a epidemia vale muito pouco. O maior problema da crise é a falta de gerenciamento, tem que ter um comando centralizado. Ele tinha que conversar com os governadores e prefeitos, os partidos no Congresso, o movimento social, mas Bolsonaro não ouve ninguém, só os filhos e aquele guru dele lá da Virgínia [Olavo de Carvalho]", disse. 

Lula elogiou a iniciativa de algumas lideranças políticas de publicar manifesto pedindo a renúncia de Bolsonaro.

"A oposição vai ter que encontrar um caminho para ver o que fazer com o Bolsonaro porque ele hoje é um perigo, não só para o Brasil, mas para o mundo", afirmou o ex-presidente. 

'Passo importante da oposição'

Divulgado na segunda-feira (30) e assinado por nomes como os ex-candidatos à Presidência Ciro Gomes (PDT), Fernando Haddad (PT) e Gulherme Boulos (Psol), o documento acusa o chefe de Estado de agravar a emergência representada pela pandemia do coronavírus no Brasil.

"Gostei da iniciativa do manifesto, acho que ficou muito bom. Foi dado um passo importante pelos partidos de oposição porque, além da pandemia, temos um problema grave no Brasil hoje, que é o comportamento do Bolsonaro. Ele é o epicentro da crise que vivemos", disse Lula. 

O petista se encontra no momento em isolamento em São Bernardo do Campo, em São Paulo. Com 74 anos, ele faz parte do grupo de risco para a COVID-19, doença provocada pelo vírus. 

'Bem melhor do que a cela em Curitiba'

"Não posso reclamar de nada. Aqui tem quintal, tem espaço para andar, bem melhor do que a cela em Curitiba, de 15 metros quadrados, onde passei 580 dias", comentou. 

Segundo o último boletim do Ministério da Saúde, divulgado na segunda-feira (30), o Brasil totaliza 159 mortes e 4.579 casos confirmados da COVID-19, doença causada pelo novo coronavírus.

Da Sputnik Brasil

Nesta segunda-feira (23), o governador de Pernambuco, Paulo Câmara, fez um pronunciamento na TV. No vídeo, ele voltou a reforçar dos cuidados que a população deve ter para evitar o avanço do novo coronavírus em todo o Estado. Para Câmara, ficar em isolamento é a melhor maneira de combater o Covid-19.

"A ordem é ficar em casa, conter a propagação do novo coronavírus e garantir cuidados a quem precisa. Qualquer ação só terá resultado de fecharmos as portas para a doença. Você pode ser um agente de proteção ou de transmissão", declarou o governador.

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E completou: Ficar em casa significa salvar vidas. É impossível colocar um fiscal em cada rua, mas não hesitaremos em fazer cumprir a lei. O momento exige consciência e responsabilidade. Nossas equipes de saúde e outros serviços essenciais estão dedicadas ao funcionamento do que não pode parar. [...] Escolha a vida. Fique em casa. Vamos juntos vencer esse desafio".

Confira o vídeo:

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Formado por governadores de nove estados nordestinos, o Consórcio do Nordeste solicitou, através de um ofício, a colaboração da embaixada da China no combate à propagação do coronavírus. O documento, assinado pelo governador da Bahia, Rui Costa (PT-BA), que também é presidente do Consórcio, pede ajuda ao Embaixador Chinês Yang Wanming destinada aos 57 milhões de habitantes da Região.

Nas redes sociais, Rui Costa declarou: "Eles passaram por um momento semelhante ao que estamos vivendo agora e conseguiram enfrentar com sucesso a #COVID19. Sempre respeitamos o povo chinês e passamos a admirá-los ainda mais após ver como eles enfrentaram esse momento difícil".

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"Estamos à disposição para estreitar os laços entre nossos povos. O cuidado com nossa população é a prioridade. Todos juntos contra o coronavírus. Vamos vencer!", finalizou. Entre os tópicos do documento estão envio de materiais médicos, de insumos e de equipamentos que possam combater a pandemia do coronavírus no país.

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