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A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) divulgou, nesta quinta-feira (16), os projetos selecionados no Programa Capes Entre Mares, que vai pagar bolsas de estudo para pesquisas sobre o combate ao derramamento de óleo nas praias brasileiras. Foram selecionadas 12 propostas das 278 submetidas. 

Serão destinados R$ 1,3 milhão para projetos de sete áreas temáticas: avaliação dos impactos ambientais e socioeconômicos, biorremediadores, dispersão do óleo, processamento de resíduos, tecnologia aplicada à contenção do óleo e saúde coletiva. Cada uma delas receberá até R$ 100 mil, juntamente com uma bolsa de mestrado, a ser implementada até junho de 2020. Os pesquisadores não selecionados podem recorrer da decisão em até três dias úteis. O resultado final será publicado depois da análise dos eventuais recursos.

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Conforme a coordenação, a iniciativa foi desenvolvida para atender a pedido feito pelo Grupo de Acompanhamento e Avaliação, formado pela Marinha do Brasil, Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais e Renováveis (Ibama), criado no âmbito do Plano Nacional de Contingência para responder rapidamente às necessidades de limpeza das praias e contenção da mancha de óleo em águas brasileiras.

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Dois porta-aviões e uma fragata da Marinha partiram do Rio de Janeiro nesta segunda-feira (4) para atuar em ações humanitárias relacionadas ao meio ambiente, na recuperação de áreas atingidas pelo óleo e no monitoramento das praias da região.

Com previsão de chegada no próximo domingo (10), os porta-aviões Atlântico e Bahia e a fragata Liberal levam mais de 2 mil militares, entre os quais 725 fuzileiros navais. Também estão sendo transportados oito helicópteros, que atuarão em conjunto com a Força Aérea Brasileira (FAB).

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Até agora, mais de 3.370 militares da Marinha, com apoio de 23 navios da esquadra, além de mais quatro da Petrobras, estão trabalhando para reverter a situação no litoral do Nordeste, atingido há mais de dois meses por resíduos de óleo cru. As ações contam também com o apoio de 5 mil militares do Exército, que dispõem de 140 viaturas e equipamentos. Também auxiliam os trabalhos 15 aeronaves da Marinha, da Força Aérea Brasileira (FAB), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e da Petrobras.

O Grupo de Acompanhamento e Avaliação do governo informou hoje que as praias dos estados do Ceará, do Rio Grande do Norte, da Paraíba e de Pernambuco não apresentam, no momento, resíduos de óleo.

Em Alagoas, as praias de Maragogi, Japaratinga, Barra de São Miguel e Coruripe estão com vestígios de óleo. Em Sergipe, as praias atingidas são: Artistas, Aruana, Mosqueiro e Náufragos. Na Bahia, as Forças Armadas e equipes de voluntários trabalham na limpeza das praias em Jacuípe, Itacimirim, Flamengo, Barra Grande e Cairu.

De acordo com levantamento feito pelo Ibama, até o dia de hoje foram contabilizadas cerca de 4.200 toneladas de resíduos de óleo retirados das praias nordestinas. O descarte do material é feito pelas secretarias de Meio Ambiente dos estados.

A Marinha e o Ibama trabalham em conjunto com o Laboratório de Biologia Pesqueira da Universidade Estadual de Feira de Santana e o Laboratório de Gestão Territorial e Educação Popular da Universidade Federal da Bahia, além de pescadores e gestores de áreas de proteção ambiental do Estado, com a finalidade de elaborar procedimentos para a prevenção da contaminação dos estuários e costa.

O Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) disponibilizou à Marinha diversas redes de pesca apreendidas em operações que foram distribuídas às colônias de pescadores de Caravelas, Alcobaça, Prado, Nova Viçosa e Mucuripe, na Bahia, com objetivo de serem empregadas para a contenção de resíduos oleosos.

Desde o início do aparecimento de manchas de óleo nas praias nordestinas, mais de 4 mil toneladas de resíduos já foram retirados desses locais, informou neste sábado (2) o Grupo de Acompanhamento e Avaliação (GAA), formado pela Marinha do Brasil (MB), Agência Nacional de Petróleo (ANP) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O descarte desse material é feito pelas secretarias de Meio Ambiente dos estados. 

Em nota, o GAA informou também que "foram detectados e removidos pequenos fragmentos de óleo em Ponta da Baleia, em Caravelas e na Ilha de Santa Bárbara, em Abrolhos-BA, por equipes e navios da Marinha, juntamente com o ICMBio [Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade]".

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De acordo com o grupo, de maneira a incrementar a prevenção da chegada do óleo a Abrolhos, os seguintes navios da Marinha permanecem atuando e monitorando a região: fragatas Independência e Constituição, Navio de Desembarque de Carros de Combate Almirante Saboia, Navio Varredor Atalaia, Navio Oceanográfico Antares, Navio-Tanque Almirante Gastão Motta, Corveta Caboclo e Navios OSRV Viking Surf e Mar Limpo IV da Petrobras.

No dia 31 de outubro, de acordo com a nota, o GAA solicitou à Petrobras a transferência da área monitorada pelo satélite CosmoSkymed, da Bacia de Campos (Rio de Janeiro) para a região de Abrolhos, com objetivo de incrementar o monitoramento.

A notícia positiva, de acordo com o GAA, é que estão limpas as praias do Ceará, do Rio Grande do Norte, da Paraíba e de Pernambuco. As localidades que ainda permanecem com vestígios de óleo e com ações de limpeza em andamento são as seguintes: Maragogi, Japaratinga, Barra de São Miguel, Coruripe, Feliz Deserto e Piaçabuçu, em Alagoas; Artista, em Sergipe; Arembepe, Berlinque, Barra Grande, Cueira, Pratigi, Alcobaça, Mar Moreno e Piracanga, na Bahia.

Neste sábado, de acordo com a nota, foram empregados nos trabalhos de limpeza das praias e observação marítima 15 navios, quatro aeronaves, três drones e mais de 2.350 militares e 85 servidores do Ibama e ICMBio. 

A nota faz um levantamento dos equipamentos e de pessoas até o momento empregados na prevenção e limpeza do óleo que chega às praias nordestinas: mais de 3.370 militares da Marinha, 26 navios, sendo 22 da Marinha e quatro da Petrobras, 14 aeronaves, sendo três da Marinha, seis da Força Aérea Brasileira (FAB), três do Ibama e dois da Petrobras. Também foram mobilizados 5 mil militares e 140 viaturas do Exército Brasileiro, 140 servidores do Ibama, 40 do ICMBio e 440 funcionários da Petrobras. 

De acordo com a nota, a Operação Amazônia Azul – Mar Limpo é Vida, em fase final de planejamento, terá início a partir da próxima semana. A Marinha realizará, em conjunto com o Exército e a FAB, ações humanitárias relacionadas ao meio ambiente, cooperação na recuperação de áreas marítimas atingidas e monitoramento das águas jurisdicionais brasileiras.

A nota afirma, por último, que a "gravidade, a extensão e o ineditismo desse crime ambiental exigem constante avaliação da estrutura e dos recursos materiais e humanos empregados, no tempo e na quantitade que for necessária".

A empresa gestora Delta Tankers Ltd, do petroleiro grego Bouboulina, "principal suspeito", segundo autoridades brasileiras, pelo vazamento de petróleo no litoral nordeste do país, negou neste sábado estar envolvida na poluição.

O navio, que fazia o trajeto da Venezuela à Malásia, "chegou a seu destino sem problemas e descarregou toda a carga sem perdas", afirma um comunicado da empresa.

"Não há evidências de que o navio parou, realizou qualquer tipo de operação STS (de navio para navio), sofreu algum vazamento, ou desviou-se de sua rota, em seu caminho da Venezuela para Melaka, na Malásia", afirma a empresa.

A companhia de navegação, com sede em Atenas, disse ter realizado "uma investigação completa do material das câmeras e sensores que todos os nossos navios carregam como parte de nossa política de segurança e respeito ao meio ambiente".

A Delta Tankers explicou que o "Bouboulina" saiu da Venezuela em 19 de julho e "foi diretamente, sem parar em nenhum outro lugar, para Melaka, na Malásia, onde descarregou sua carga total sem perdas".

Antes, autoridades gregas afirmaram, neste sábado, que, no total, cinco navios, incluindo um grego, eram suspeitos da mancha de óleo que polui mais de 2.000 km de litoral no Nordeste do Brasil.

"Investigações realizadas no Brasil mostraram que cinco navios de diferentes países são suspeitos, incluindo um grego", disse à AFP um chefe da assessoria de imprensa da polícia portuária grega, subordinada ao Ministério da Marinha Mercante.

A fonte, que solicitou anonimato, não divulgou os nomes dos navios ou a quais empresas pertencem, apenas enfatizou que "as autoridades gregas realizarão verificações escrupulosas se esses navios atracarem em um porto do país", sem fornecer mais informações sobre o assunto.

Nesta sexta-feira, autoridades brasileiras anunciaram que o "Bouboulina", um navio-tanque de bandeira grega, era o "principal suspeito" da mancha negra.

A primeira mancha foi identificada em 29 de julho, a cerca de 700 km do litoral da Paraíba, enquanto os primeiros rastros de petróleo chegaram em terra no dia 30 de agosto. Desde então, sua origem é um mistério.

O Ministério da Defesa, a Marinha e a Polícia Federal brasileiros explicaram ontem, em declaração conjunta, que identificaram graças a dados de satélite o navio de bandeira grega que estava transportando petróleo bruto de um terminal de petróleo na Venezuela e se dirigia para a África do Sul.

Autoridades brasileiras ainda tentam determinar se o derramamento foi "acidental ou intencional", e pediram "a cooperação internacional através da Interpol", segundo a Polícia Federal.

O site G1 acompanhou a jornada do navio grego "Bouboulina", atualmente na África do Sul: depois de permanecer nos Estados Unidos por quatro dias devido a problemas técnicos, ele reabasteceu na Venezuela, antes de continuar para a Malásia e, depois, para a África do Sul.

Por seu lado, a polícia portuária grega indicou que os cinco navios suspeitos "deixaram o Brasil", mas não especificaram seu destino.

O Paço do Frevo entrou na 'campanha' em prol do litoral pernambucano. O equipamento cultural, localizado no Bairro do Recife, pintou sua fachada na cor preta para chamar a atenção do público para o desastre ambiental que acometeu a costa nordestina nos últimos dias. 

Em uma verdadeira tragédia sem precedentes, um vazamento de óleo no Oceano Atlântico atingiu mais de 150 praias na região Nordeste do país. Desde o início de setembro, o óleo se expande pelo litoral manchando verdadeiros cartões postais brasileiros. 

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Como uma forma de se solidarizar e protestar contra o fato, o Paço do Frevo, em uma iniciativa promovida pelo Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG), organização gestora do museu, pintou sua fachada de preto para sensibilizar os visitantes e transeuntes do Bairro do Recife. Em nota oficial, o instituto explicou sua atitude.

Confira na íntegra: 

Nossa casa está manchada

Ante aos drásticos acontecimentos do acidente ambiental sem precedentes do vazamento de óleo que atinge as praias do Nordeste, é nossa obrigação, como espaço de cultura e cidadania, expressarmos nossas severas preocupações com a urgente necessidade de medidas de enfrentamento e redução dos danos. Cabem às instituições governamentais federais zelar pelo bem estar não apenas de todas as populações brasileiras mas também prover um ecossistema sustentável para as gerações futuras.

A inoperância de soluções a contento e em tempo hábil coloca em questão a vida de toda uma região. Somos um centro de referência de um patrimônio da humanidade, o Frevo, e falamos todos os dias sobre a preservação de bens de incomensurável valor, nos posicionando sempre pelas garantias dos direitos humanos e por ações que transformadoras para um mundo mais justo, seguro e acolhedor. Somos também um espaço para debater o meio ambiente e sustentabilidade, recebendo no próximo mês atividades da Conferência Brasileira de Mudança do Clima, encontro anual de organizações não governamentais, movimentos sociais, governos, comunidade científica e o setor privado e público brasileiro. O meio ambiente é assunto de todos nós.

Dessa forma, estamos solidários a todas as populações litorâneas atingidas diretamente pela tragédia, a todos os voluntários que, mesmo em condições impróprias, arriscam-se a dirimir o impacto do petróleo na vida marinha e a todas entidades ambientais que estão envolvidas para que as medidas necessárias não sejam mais ignoradas. Não há patrimônio sem salvaguarda e o meio ambiente é o patrimônio vital da nossa existência.

A ex-candidata à presidência da República, Marina Silva (Rede Sustentabilidade) voltou a comentar na tarde desta segunda-feira (28) sobre as manchas de óleo que têm tomado as praias do litoral nordestino desde o mês de agosto.

Em sua conta no Twitter, Marina evidenciou o trabalho voluntário que vem sendo feito para retirar o óleo das praias. “Parafraseando Gilberto Gil, ao dizer que o povo sabe o que quer, mas também quer o que não sabe: o povo faz o que tem força pra fazer e faz até o que está muito além de sua força”, escreveu.

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Ao tuite, ela acrescentou um vídeo que mostra as pessoas limpando as praias afetadas pelo óleo.

Confira o vídeo:

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Artistas de diversos segmentos estão atentos ao desastre ambiental que acometeu algumas praias do litoral nordestino. Além de muitas manifestações nas redes sociais, fora delas também está havendo mobilizações. A exemplo do rapper, beatmaker e produtor T-Bat, que lançou uma campanha para estimular a doação de garrafas pet para fazer a barreira de contenção do óleo nas praias. Ele vai trocar as garrafas por beats para MCs. 

Através de seu Instagram, T-Bat tem compartilhado a iniciativa. Ele  está oferecendo beats - a parte instrumental que dá melodia a uma música - para voluntários que doarem 10 ou mais garrafas pets nos pontos de arrecadação. "Você, MC que está precisando daquela força de um beat autoral, vai ganhar um", diz o texto da campanha.

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Em entrevista ao LeiaJá, T-Bat explicou como vai funcionar. O voluntário precisa comprovar a doação do material para ganhar um beat produzido por ele. "Eu tenho um arsenal de beats guardados. Qualquer pessoa que me provar que vai entregar as 10 garrafas pra ajudar nessa questão, eu vou ajudar também no beat". A ideia é estimular mais voluntários a ajudarem na limpeza das praias e movimentar o mundo da música em Pernambuco.  

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O prefeito do Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife (RMR), Lula Cabral (PSB) vem acompanhando os trabalhos de monitoramento e limpeza das praias afetadas pelas manchas de óleo na cidade. Até sábado (26), o município recolheu mais de mil toneladas de resíduos.

“Os trabalhos não vão parar até limparmos todas as praias”, declarou o pessebista, que voltou ao comando do município no último dia 15, poucos dias antes do petróleo atingir o litoral da cidade.

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A prefeitura do Cabo afirmou que mantém 400 funcionários por dia nas operações, entre técnicos e equipes de saúde, limpeza pública, defesa civil, entre outros. Três bases de apoio, segundo a gestão, estão em funcionamento desde o dia 20 em Suape, Itapuama e Paiva. Neste domingo (27), outro ponto de apoio foi instalado na praia de Enseada dos Corais.

Ainda de acordo com a prefeitura, cerca de 70% do efetivo da limpeza pública tem trabalhando no recolhimento de resíduos e a coordenação municipal de defesa civil criou um plano de atuação para facilitar os trabalhos e a participação dos voluntários. Nas proximidades das pedras de Itapuama tendas da Defesa Civil estão responsáveis pelo distribuição de equipamentos de proteção individual (EPIs).

Funcionários da prefeitura estão realizando o cadastro dos voluntários e o movimento Salve Maracaípe colabora com o recrutamento de pessoal, arrecadação de doações e distribuição de alimentos e EPIs. Na tenda principal foi instalada a unidade de atendimento da Secretaria de Saúde Municipal. Além disso, uma área de descontaminação foi criada para a limpeza de materiais e dos voluntários.

“Estamos a cada dia buscando aprimorar os trabalhos nas praias e, principalmente, manter os cuidados necessários com a saúde de quem participa da limpeza”, destacou Lula Cabral.

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*Com informações da assessoria de imprensa

A edição de outubro da Cabine Fashion que inicia nesta sexta-feira (25) e vai até o domingo (27), na Villa Ponte D'Uchôa, no bairro das Graças, será ponto de arrecadação de equipamentos de proteção individual (EPI) para a limpeza do óleo nas praias pernambucanas. Os itens serão recebidos durante todo o evento, que tem início das 11h às 20h. Podem ser doados no local: luvas de borracha, camisas UV, protetor solar e botas.

Para quem deseja participar do evento a programação conta com espaço kids, food park, workshops, oficinas criativas e shows. A entrada custa R$ 5 e crianças até 12 anos não pagam.

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Confira a programação:

Sexta-feira (25)

11h Abertura Espaço Kids Loktoy Carina Pinturinha e Camarim Cabine Slime Oficinas Criativas Espaço Sensorial - Bolinha de Gude

16h Workshop Make up com Cuca Amorim

17h Patrulha Canina - Marionetes do Recife

18h Sininho, Peter Pan e Capitão Gancho - Pallis e sua turma

19h A Liga da Justiça - Heróis PE

20h Encerramento

Sábado (26)

11h Abertura Espaço Kids Loktoy Carina Pinturinha e Camarim Cabine Slime Oficinas Criativas Espaço Sensorial - Bolinha de Gude

15h A Fazendinha - Marionetes do Recife

16h Banda Geraçao Kids

17h Pocket Show Palloma Gueiros

17h30 Desfile da marca Oca Kids

18h Princesas Branca de Neve, Jasmine e Aurora - Pallis e sua turma

19h Super Heróis - Heróis PE

20h Encerramento

Domingo (27)

11h Abertura Espaço Kids Loktoy Carina Pinturinha e Camarim Cabine Slime Oficinas Criativas Espaço Sensorial - Bolinha de Gude

15h Teatrinho + surpresa - Marionetes do Recife

16h Aula Show do Cake Design Vinicios Laranjeiras com produtos Vovó Deli

17h Show do Ponttinho

18h Princesas Ana, Elsa e Moana - Pallis e sua turma

19h Os Vingadores - Heróis PE

20h Encerramento

Serviço

Cabine Fashion

25, 26 e 27 de outubro | 11h às 20h

Villa Ponte D’Uchôa (Av. Rui Barbosa, 1345, Graças)

R$ 5 

Manobrista gratuito

Com o recente desastre ambiental registrado nas praias do Nordeste do Brasil, o petróleo volta à cena dos noticiários e dos debates nas redes sociais. Como as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) já foram impressas e estão a caminho dos locais de aplicação, não há expectativa para que derramamento seja abordado nesta edição. No entanto, tópicos relacionados ao combustível fóssil, como ecologia, biologia, química e atualidades, podem cair nas questões do processo seletivo.

Com a ajuda dos professores de geografia Benedito Serafim e Italo Souza, e do professor de biologia Douglas Marques, o Vai Cair No Enem preparou um quiz com tópicos e perguntas que podem ser tratados pelas provas do Exame. O LeiaJá publicou, no dia mundial do petróleo, em setembro, uma aula com os educadores, que pode ajudar o fera a responder o quiz a seguir

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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM), vai em comitiva nesta quinta-feira (24) à região Nordeste para averiguar a situação das praias atingidas pelo vazamento de petróleo, já considerado um dos maiores desastres ambientais da história do país.

No exercício da Presidência da República, ele embarca nesta quinta para visitar Barra de São Miguel, em Alagoas, e Aruana, em Aracaju. Além de Davi Alcolumbre, a comitiva terá o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e autoridades estaduais e municipais. Senadores da bancada do Nordeste também vão acompanhar a agenda.

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"Embarco para acompanhar a situação das praias atingidas pelo vazamento de petróleo, que já atingiu mais 200 localidades. É considerado um dos maiores desastres ambientais da história do país", disse o presidente, via Twitter.

O senador Rodrigo Cunha (PSDB-AL) cobrou do governo ações urgentes para minimizar a catástrofe. Ele destacou o fato de a população nordestina se mobilizar para recolher o óleo no litoral, agindo para diminuir o impacto ambiental, social e econômico do vazamento de óleo. Mas o senador cobrou respostas rápidas do governo e apoio aos municípios com praias atingidas. Cunha também sugeriu que os turistas não cancelem as visitas já marcadas, mas acompanhem a situação das praias.

"Estamos com grande esperança de que o governo federal se envolva e venha a fazer aquilo que a sociedade espera", declarou o senador.

Para o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), a visita da comitiva de Davi ao Nordeste demonstra respeito com a região. Alessandro Vieira disse que, durante a visita, serão anunciadas medidas concretas em favor das populações atingidas com o desastre ambiental. Também integrante da comitiva, ele ainda lamentou a demora do governo federal para agir e disse que percebeu uma falta de coordenação no enfrentamento do problema.

" Finalmente temos agora a coordenação da Marinha. Tenho certeza de que agora teremos uma resposta mais rápida e mais pronta para as demandas, que são muito urgentes para o nordeste brasileiro", afirmou o senador.

Terras no Amapá

Na sexta-feira (25), como presidente da República em exercício, Davi assinará um decreto para regulamentar a transferência de terras da União para o estado do Amapá, determinada pela Medida Provisória (MP) 901/2019. O ato será na Fortaleza de São José, em Macapá. O senador Lucas Barreto (PSD-AP) comemorou a assinatura do decreto, que “solidifica a transferência de terras” e também permite que os agricultores “trabalhem em paz e segurança”. Lucas Barreto destacou o fato de Davi estar ocupando a Presidência da República. Para o senador, é um privilégio ter um legítimo filho de Amapá no mais alto cargo do país.

" É um fato que fica na história. Com certeza, Deus havia escrito isso", disse Lucas Barreto.

*Da Agência Senado

A Marinha informou que, até a terça-feira (22), foram recolhidas mais de 1 mil toneladas de resíduos recolhidos das praias do Nordeste. De acordo com a instituição, desse número quase a metade teve a destinação final realizada. Esse trabalho tem sido feito por meio de uma interlocução direta com os estados afetados, articulações com o Sindicato Nacional das Indústrias de Cimento (SNIC) e com a Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP). 

No encontro, foram identificados possíveis recebedores para esses resíduos coletados, para realizar a destinação final ambientalmente adequada. O objetivo é absorver grande parte do material recolhido para ser reaproveitado em coprocessamento.

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Origem do despejo

Pesquisadores do Laboratório de Métodos Computacionais em Engenharia (Lamce) da Coppe/UFRJ acreditam que o ponto de origem do despejo de óleo que polui a costa do Nordeste esteja em uma área entre 600 km e 700 km da costa brasileira, numa faixa de latitude com centro na fronteira entre Sergipe e Alagoas. O trabalho foi realizado por meio de imagem de satélite, computação de alto desempenho e modelo matemático.  

A investigação foi feita pelos professores da Coppe, Luiz Landau, coordenador do laboratório, e o professor colaborador Luiz Assad, a pedido da Marinha. A área apontada fica em águas internacionais. Segundo o professor Landau, essa parte da análise já foi entregue às Forças Armadas. Na próxima semana, os pesquisadores da Coppe começam a trabalhar para antecipar a maneira como ocorrerá a dispersão de óleo de agora em diante.

“Há muita incerteza com relação à trajetória de óleo, porque ele correu abaixo da superfície. Não sabemos quanto tempo esse óleo demorou para intemperizar, ou seja, sofrer processos de mudanças das características físico-químicas para entrar abaixo na coluna d’água”, disse o professor Luiz Assad.

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O vazamento de óleo nas praias do litoral nordestino tem sido motivo de preocupação e mobilização de voluntários em prol do meio ambiente. De acordo com a Marinha, até última segunda-feira (21), foram recolhidas 900 toneladas de resíduos de óleo cru nas praias.

De acordo com o professor de geografia Carlos Lima, o impacto ambiental causado pelo desastre é um problema a ser resolvido de médio a longo prazo e a grande preocupação é de que chegue a uma região de água doce. “Como a água salgada é muito densa, o óleo boia no mar e é possível a sua retirada. Já quando chega a região de água doce o óleo afunda e vai para o assoalho marinho e não sabemos o que pode acontecer”, explica o professor.

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Já para o professor de biologia André Luiz Vitorino, o óleo já vem matando os grupos que abrem a cadeia alimentar oceânica. Com a ajuda dos dois professores, o LeiaJá preparou uma lista com quatro desastres ambientais que ocorreram no Brasil e no mundo:

Vazamento de óleo na Baía de Guanabara

No dia 18 de janeiro de 2000 um navio petroleiro teve um vazamento de mais de um milhão de litros de óleo na Baía de Guanabara, localizada no Rio Janeiro. O acontecimento afetou milhares de famílias que viviam da pesca e de atividades ligadas ao pescado.  “ O vazamento chegou a praias da região e matou grande parte da fauna local, além de poluir o solo”, afirma o professor Carlos Lima.

Na época, a Petrobrás, responsável pelo navio, pagou uma multa de R$ 35 milhões ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e destinou outros R$ 15 milhões para a revitalização da baía.

Césio 137

Em 13 de setembro 1987 ocorreu um acidente radioativo na cidade de Goiânia, em Goiás. O desastre ocorreu quando um catador de ferro velho teve acesso a um aparelho antigo de radioterapia que possuía uma cápsula com césio 137. “Sem saber do que se tratava, o catador distribuiu o produto radioativo e em torno de 120 pessoas foram contaminadas. Até hoje a cidade é monitorada.”, declara Lima.

Acidente Nuclear de Chernobyl

O acidente nucelar de Chernobyl aconteceu no dia 26 de abril de 1986, na Usina V. I. Lenin localizada a 20 km da cidade de Chernobyl, na extinta União Soviética e é o maior da história. O desastre, resultado de uma falha humana, ocorreu dentro de um teste de segurança que resultou na explosão do reator 4.

“A radiação emitida neste acidente foi cem vezes maior do que as bombas de Hiroshima e Nagasaki juntas. A região até hoje sofre o efeito disso, já que atualmente é isolada e tem um raio de aproximadamente 20km, no qual ninguém pode encostar”, explica Lima.

Rompimento das barragens de Mariana e Brumadinho

No dia 5 de novembro de 2015 a cidade de Mariana, localizada em Minas Gerais, foi atingida por 55 milhões de metros cúbicos lama devido ao rompimento da Barragem do Fundão. 

Os rejeitos chegaram  à pequena localidade de Bento Rodrigues, situada a 8 km da barragem, com uma população de 620 habitantes, que desapareceu soterrada pela lama e na qual atualmente restam apenas escombros daquilo que eram casas.

Também Minas Gerais, no dia 25 de janeiro de 2019, outra barragem rompeu: a de Brumadinho. Como já havia acontecido antes em Mariana, a lama também destruiu uma comunidade próxima à barragem e causou prejuízos financeiros, além de mortes. “O rompimento das barragens alteram cursos de rios , destroem estuários e causam mortes de plantas e animais nativos”, diz Vitorino.

A UNINASSAU - Centro Universitário Maurício de Nassau instalou três pontos de coleta de doação de materiais destinados à limpeza do óleo que atinge as praias dos Estados do Nordeste do Brasil e, recentemente, voltou a aparecer no litoral pernambucano. Quem quiser ajudar pode doar luvas, pás, peneiras grandes, ciscadores, galochas, sacos de lixo 100L, carrinhos de mão e óleo de cozinha. 

O material está sendo recolhido em três locais espalhados pelo Recife, nos bairros de Boa Viagem (Igreja Mosaico - Rua José Moreira Leal, n° 214), Santana (Colégio Cognitivo - Rua Santana, n° 213) e no Recife Antigo (Igreja A Ponte - Rua Cais do Apolo, n° 594). 

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O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, cumpriu uma rápida agenda em Pernambuco nesta terça-feira (22). Ele sobrevoou o litoral sul atingido pelo óleo, andou pela praia de Itapuama, no Cabo de Santo Agostinho, por cerca de dez minutos e participou de uma reunião que durou ainda menos tempo na Capitania dos Portos de Pernambuco, na presença do secretário de Meio Ambiente do estado.

"Esse não é o momento de polemizar ou politizar. É o momento de unir esforços e resolver o problema", disse o ministro. Na segunda-feira (21), o governador de Pernambuco, Paulo Câmara, disse que o problema do óleo era tratado de forma improvisada pelo governo federal. O secretário de Meio Ambiente, José Bertotti, também já alegou que a União foi absolutamente lenta.

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O ministro voltou a afirmar que o Governo Federal tem atuado desde o início de setembro. "O Governo Federal não deixou de adotar nenhuma medida, muito pelo contrário."

"Nós não estamos perdendo tempo com discussões que não são efetivamente para concluir o problema, para resolver, recolher, destinar e continuar monitorando as causas do incidente", acrescentou.

Venezuela

O ministro também destacou que o óleo é de origem venezuelana, segundo laudos da Petrobras e de outros laboratórios. "Inclusive de dois ou três poços que são as potenciais origens desse óleo. Isso não significa que o óleo veio vazando da Venezuela", disse. A forma como o resíduo chegou ao litoral brasileiro ainda é desconhecido. 

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A Marinha informou que, até esta segunda-feira (21), foram recolhidas 900 toneladas de resíduos de óleo cru nas praias do Nordeste. O óleo começou a apareceu primeiro no litoral da Paraíba e se espalhou para Pernambuco, Alagoas, Ceará, Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe e, mais recentemente, na Bahia. Segundo o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), 72 municípios de nove estados tiveram suas praias afetadas pelo material.

A Marinha informou ontem (20), que o Grupo de Acompanhamento e Avaliação (GAA) avistou e o Navio Patrulha Guaíba recolheu manchas no mar, ao norte do Porto de Suape, em Pernambuco. O navio Aggressor e o navio CBO Niterói, especializados em óleo no mar, da Petrobras, assim como as embarcações da Marinha estão na região para apoiar a identificação e realizar a limpeza da área. Além disso, uma aeronave do Ibama foi deslocada para o estado com a intenção de permanecer monitorando o local.

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Equipes da Marinha também estão fazendo o monitoramento da Ilha de Itaparica (BA), no interior da Baía de Todos os Santos, e do litoral norte de Salvador, das praias do Rio Vermelho até as proximidades de Jauá. Ao todo, 20 militares estão realizando a limpeza de vestígios de óleo na praia de Amaralina, também em Salvador. 

A Petrobras também tem cooperado na limpeza das manchas. A estatal mobilizou 120 pessoas para atuarem na limpeza das praias em Sergipe. Em Pernambuco, nas últimas 24 horas, foram limpas as praias de Suape, Muro Alto, Cupe, Porto de Galinhas, Pontal do Maracaípe; Praia do Guaiamum, a localidade de Ave-o-mar, em Sirinhaém, Foz do Rio Una, Mamucambinhas e Foz do Rio Formoso. As praias do Paiva, em Pernambuco, e do Atalaia, em Sergipe, permanecem com a limpeza em andamento, feita por militares da Marinha do Brasil.

Medidas adotadas pela União

A Advocacia-Geral da União (AGU) demonstrou na Justiça Federal de Sergipe que a União adotou as providências cabíveis para enfrentar o vazamento de óleo nas praias do Nordeste. A decisão da Justiça reconheceu que a União havia acionado e colocado em andamento o Plano Nacional de Contingência para Incidentes de Poluição por Óleo em Águas, conforme é necessário neste tipo de acidente ecológico.

A atuação ocorreu no âmbito de uma ação movida pelo Ministério Público Federal (MPF) de Sergipe para questionar as medidas adotadas pelo governo federal para enfrentar o vazamento. Nela, o MPF pedia que a União implementasse o plano em 24 horas.

No entanto, a AGU demonstrou que o Plano Nacional de Contingência já está em andamento e que mesmo antes do acionamento do plano, durante os primeiros sinais do acidente ambiental, os órgãos e entidades públicas federais estavam adotando uma série de providências. Entre elas, o monitoramento diário das manchas de óleo, a coordenação dos trabalhos de limpeza, o recolhimento de amostras de óleo e resíduos das praias atingidas, análise do óleo e análises do tráfego marítimo.

A Justiça intimou o MPF a especificar, no prazo de 15 dias, quais outras medidas poderiam ser tomadas para enfrentamento do vazamento de óleo, além das que já foram especificadas e implementadas pela União.

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Questionado em entrevista coletiva realizada na manhã desta quarta-feira (21), no munício do Paulista, sobre quando o governo federal pretende mandar membros do Exército e Força Aérea para ajudar a conter o avanço das manchas de óleo nas praias do Nordeste, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, declarou, em poucas palavras, que o governo tem feito sua parte e recolhido quantidades expressivas de toneladas do produto.

Já sobre a investigação do que pode ter ocorrido para haver o vazamento, Moro continuou sucinto. “É uma investigação complexa que está em curso e conta com o apoio do Ibama e das Forças Armadas. Assim que houver um diagnóstico preciso do que aconteceu e da origem, certamente será divulgado”, contou.

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Sobre a crise enfrentada atualmente pelo seu partido, PSL, e sobre as candidaturas-laranja, Moro se negou a responder e apenas acrescentou “a Polícia Federal tem feito seu trabalho com autonomia", disse.

O Dia do Comerciário, comemorado nesta segunda-feira (21), é esperado com muita expectativa pelos comerciantes do litoral pernambucano. No Cabo de Santo Agostinho, no Litoral Sul, o óleo que atinge as praias frustrou os vendedores.

Em uma data como esta, Janaína Monteiro estaria atendendo de dez a 15 clientes em sua barraca na Praia de Itapuama por volta das 11h. Hoje, atendeu apenas um. "A gente se organiza para essa data e se depara com essa situação", lamenta.

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Ela destaca, entretanto, que o prejuízo financeiro vem em segundo plano. "O que mais dói é o desastre ambiental, o mar desse jeito, o impacto na natureza", diz.

Tiago Alves tem uma barraca na Praia de Itapuama há nove anos e nunca havia enfrentado situação mais crítica no local. "Isso pode manchar a imagem da praia. Ela nunca foi imprópria para banho, nunca teve ataque de tubarão, é limpa. É muito procurada. E agora pode ser considerada imprópria por causa disso", opina Alves.

Ele também havia feito reposição de material e não esperava a chegada do óleo.  "Como já havia passado aqui antes e seguido, a gente não achava que fosse voltar. Fomos pegos de surpresa."

A Secretaria de Meio Ambiente em Pernambuco confirmou cinco praias atingidas nesta segunda-feira: Paiva, Pedra do Xaréu, Gaibu, Itapuama, no Cabo, e Praia de Sirinhaém, em Sirinhaém. Não foram visualizadas novas manchas nos estuários dos rios.

Estão sendo monitorados pelo governo os rios Persinunga, Una, Formoso, Masangana, Maracaípe, Sirinhaém e Jaboatão. Houve a implantação de barreiras nos estuários dos rios Persinunga, Una, Mumucabas e Maracaípe. 

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Everton, de 13 anos, e Caio, 11, não se conheciam até a manhã desta segunda-feira (21). Hoje, eles se ajudam mesmo sem saber o nome um do outro. Com os braços finos mas ligeiros, carregam sacos e mais sacos do óleo que atingiu a praia de Itapuama, no Cabo de Santo Agostinho, Litoral Sul de Pernambuco. 

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As mães dos garotos trabalham em bares próximos da praia. Comumente, os meninos acompanham elas até a hora da escola. 

Desde a noite do domingo (20), Everton está coletando o óleo.  Ontem ele iniciou os trabalhos na praia de Pedra do Xaréu, ao lado de Itapuama. 

O garoto conta que a mãe pediu para ele não ir. "Eu que escolhi. Minha mãe não queria para eu não sujar a roupa", diz Everton enquanto exibe as roupas sujas. Ele pretende ficar na praia até à noite.

Caio se dizia preocupado com a situação que via. "O óleo está poluindo o mar, mas pelo menos está todo mundo aqui ajudando a despoluir."

Everton e Caio não eram as únicas crianças voluntárias em Itapuama, uma das praias mais atingidas nesta segunda-feira. No ponto de apoio montado na orla, outras tantas crianças sujas de óleo pediam mais máscaras e luvas para poder voltar à areia.

Jedinei Emiliano, de 11 anos, diz que vai faltar a escola para continuar a limpeza. "Eu quero ajudar a manter a praia limpa", conta Jedinei. Ele mora perto do local e costuma surfar. Sara Vitória, de oito anos, também estava com as luvas sujas da coleta. "O povo que fez foi mal.  O mar está sofrendo e os peixes estão morrendo", lamenta.

Além da Praia de Itapuama, foram atingidas por óleo nesta segunda a Praia de Pedra do Xaréu, do Paiva e Enseada dos Corais. Servidores da prefeitura, da Reserva do Paiva, integrantes da Marinha, grupo de voluntários e moradores locais fazem a retirada da substância. 

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Desde sábado (19), as manchas de óleo cru retornaram às praias da Região Metropolitana do Recife (RMR) e aumentam a possibilidade de atingir a capital pernambucana. Na manhã desta segunda-feira (21), um helicóptero acionado pela Prefeitura do Recife sobrevoa a costa na tentativa de antever de onde o resíduo tóxico pode vir.

"Eu estou com muita fé que venha um vento bom e não mande esse óleo para aqui", relata o secretário de Meio Ambiente do Recife José Neves Filho. Ele acredita que o material não chegue ao município, mas garante que a gestão está preparada.

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O secretário também informou que possui cerca de 130 kits de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) - luva, bota e máscara - para suprir a necessidade de possíveis voluntários. Neves Filho ainda revelou que já solicitou mais 500 kits ao Governo do Estado e espera recebê-los ainda nesta manhã.

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