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No Dia Mundial da Limpeza, neste sábado (16), a Escola de Aprendizes-Marinheiros de Pernambuco, em parceria com a Companhia Pernambucana de Poluição Ambiental e de Administração de Recursos Hídricos (CPRH) e a Secretaria de Meio Ambiente de Olinda, promove uma ação de limpeza e retirada de resíduos sólidos na Praia de Del Chifre, em Olinda. O Capitão de Fragata Daniel de Andrade coordena a atividade que acontecerá de 9h às 12h e contará com cerca de 100 pessoas

"Além dos Servidores da CPRH, da Secretaria de Meio Ambiente de Olinda, estamos mobilizando cerca de 100 pessoas para esta atividade ambiental, na Praia de Del Chifre. O material recolhido será encaminhado a uma instituição de reciclagem de resíduos sólidos de Olinda, para gerar renda às famílias assistidas. Esta é mais uma ação de integração e serviços prestados à sociedade pernambucana, entre muitas que pretendemos desenvolver através de nossa Escola", assegurou Comandante Andrade.

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Neste Dia Mundial da Limpeza, milhões de voluntários, governos e organizações, em 197 países, se unem para enfrentar a crise climática global causada pelo descarte inadequado de resíduos poluentes na natureza.

Munícipes de pelo menos 763 cidades brasileiras fizeram uso de água de torneira imprópria para consumo, entre 2018 e 2020, segundo apontam dados inéditos de uma pesquisa feita pela iniciativa Mapa da Água. As informações foram divulgadas nesta segunda-feira (7) pela Repórter Brasil e revelam que substâncias químicas e radioativas foram encontradas acima do limite em um de cada quatro municípios que fizeram os testes.

Entre eles estão São Paulo (13 testes acima do limite), Florianópolis (26) e Guarulhos (11). A análise menciona, ainda, que os dados são omitidos pelas companhias de abastecimento.

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As informações podem ser consultadas por cidade no Mapa da Água. Os dados são resultados de testes feitos por empresas ou órgãos de abastecimento e enviados ao Sistema de Informação de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (Sisagua), do Ministério da Saúde. Os testes são feitos após o tratamento e a maioria dessas substâncias não pode ser removida por filtros ou fervendo a água.

“Se há substância acima do valor máximo permitido, podemos dizer que a água está contaminada”, afirma Fábio Kummrow, professor de toxicologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). “Uma outra forma de dizer é que essa água não está própria para consumo, como quando um alimento passa da data de validade”. Contaminada ou imprópria, Kummrow confirma que existe risco para quem bebe a água, e ele varia de acordo com a substância e com o número de vezes que ela foi consumida ao longo do tempo.

O risco é maior para quem bebeu diversas vezes ao longo de anos. É o caso de quem mora em São Paulo, Florianópolis, Guarulhos e outras 79 cidades onde a mesma substância foi encontrada acima do limite nos três anos analisados (2018, 2019 e 2020).

O Mapa destaca o risco para a saúde e as atividades econômicas em que cada substância é utilizada. O nitrato, por exemplo, terceira que mais vezes excedeu o limite, é usado na fabricação de fertilizantes, conservantes de alimentos, explosivos e medicamentos. Ele é classificado como “provavelmente cancerígeno” pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Mapa da água aponta níveis de toxicidade. Foto: Reprodução

Dados são omitidos

De acordo com o Mapa da Água, as companhias de abastecimento não costumam informar a população sempre que uma substância aparece acima do limite, como determina a portaria (PORTARIA GM/MS Nº 888, de 4 de maio de 2021) sobre a potabilidade da água.

A Sabesp, responsável pela distribuição de água em mais de 370 municípios paulistas, incluindo a capital, divulga apenas o que chama de “parâmetros básicos”, como cor, turbidez e coliformes fecais. Nem mesmo pesquisando no site é possível acessar as substâncias químicas acima do limite.

O mesmo problema foi encontrado com Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan) e Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece).

No próximo sábado (5) é comemorado o Dia Mundial do Meio Ambiente, data instituída pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que visa conscientizar a população sobre a importância de preservar os recursos da natureza. Diante desta comemoração, muitos especialistas discutem sobre os impactos da pandemia do novo coronavírus (Covid-19) no meio ambiente.

Por um lado, o isolamento social colaborou com a diminuição de poluentes e reduziu o impacto da humanidade na natureza mas, de acordo com bióloga, doutora em biociências, coordenadora e professora do curso de Ciências Biológicas da UNG Letícia Ruiz Sueiro, a pandemia trouxe um aumento significativo de produtos descartáveis, como alimentos no formato de deliveries, ou máscaras, que são constituídos de plástico ou elementos que não possuem muitas saídas para a reciclagem e isso se torna um fator negativo para o meio ambiente.

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O descarte irregular de embalagens de delivery, álcool em gel e das máscaras de proteção potencializaram um comportamento que já ocorria antes da pandemia. “Ao serem descartados de maneira incorreta, esses materiais vão parar em aterros sanitários não legalizados, em córregos e oceanos”, aponta Letícia.

A bióloga lembra que os plásticos se dividem em micropartículas, que se espalham pelas fontes de alimentos de vários animais e causam impactos na cadeia alimentar. “Isso também gera problemas de contaminação do solo, que os deixam inférteis. Com isso, geram-se também impactos econômicos, afinal, problemas ambientais geram obrigatoriamente consequências econômicas”, destaca Letícia.

Para contribuir com a saúde do meio ambiente, a doutora em biociências recomenda refletir se o consumo de determinados produtos pode ser evitado e se suas cadeias de produção são responsáveis com o meio ambiente. “Nós somos os consumidores e nós temos esse poder de decisão”, afirma. 

Uma vez que seja necessário adquirir esses materiais, Letícia explica que é necessário alguns cuidados na hora de realizar o descarte, entre eles, identificar se o produto é reciclável ou não. Segundo a bióloga, no caso das máscaras, é preciso realizar o processo de incineração, uma vez que são consideradas resíduos hospitalares e com alta chance de estarem contaminadas.   

que está previsto na lei para crimes ambientais

Segundo a advogada, mestre e doutora em direito ambiental, Francine Delfino, o artigo 255 da Constituição Federal garante proteção ao Meio Ambiente. Além disso, a Lei 9.605/98 realiza as seguintes divisões: (i) crimes contra a Fauna; (ii) crimes contra a flora; (iii) poluição e outros crimes ambientais; (iv) crimes contra o ordenamento urbano e o patrimônio cultural; (v) crimes contra a administração ambiental; e (vi) infrações administrativas. “As punições podem ser desde multas administrativas até penas privativas de liberdade. Sendo este um importante passo para a efetivação da proteção do meio ambiente, prevista amplamente no cenário internacional”, detalha. 

Em casos de descartes irregulares, como os vistos durante a pandemia, a advogada destaca que a gestão dos resíduos é uma obrigatoriedade das empresas a partir de diversos regramentos ambientais, o que inclui Política Nacional do Meio Ambiente (Lei 6.938/81) e a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/2010). De acordo com Francine, o gerenciamento incorreto desses materiais poderá gerar multas ou limitar o exercício das atividades. 

A Política Nacional de Resíduos Sólidos prevê o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos, que determina que todas as empresas que gerarem resíduos precisarão planejar a melhor maneira de realizar o descarte, o que se aplica aos materiais contaminantes e seus níveis de contágios. “Isso inclui serviço de coleta, armazenamento, transporte, tratamento e destinação final, não isentando, ainda, a responsabilidade por danos que vierem a ser provocados pela gestão inadequada. No caso das empresas que operam com resíduos perigosos, será exigido também o Cadastro Nacional de Operadores de Resíduos Perigosos (CNORP)”, explica a Francine.

De acordo com a advogada, a lei também prevê que os resíduos não poderão ser descartados em aterros, lixões, lotes vazios, rios e mares antes de um devido tratamento. Além disso, não pode haver queima a céu aberto. Francine lembra que o transporte desses materiais também é regulamentado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) 5232/16. “Destaque-se que a política nacional de resíduos sólidos prevê a extinção dos aterros sanitários, mas esse prazo já sofreu algumas alterações, tendo em vista a falta de preparo dos municípios para efetivar o descarte correto dos resíduos, os quais poderão causar danos ambientais irreversíveis”, recorda. 

De maneira geral, Francine afirma que o caminho para o descarte correto, tanto para empresas como para cidadãos, é a obediência aos regramentos legais. “Assim como a separação do lixo reciclável e os objetos que poderão ser reutilizados, para minimizar os danos e tornar mais barato o processo de descarte dos demais resíduos”, recomenda.

Por conta do isolamento orientado em decorrência do coronavírus (Covid-19), questiona-se se o fato de as pessoas estarem em casa nos últimos meses contribuiu de forma positiva com o meio ambiente e se os hábitos sustentáveis foram mantidos.

Nesse período de restrições, houve uma redução do dióxido de carbono (CO2) na atmosfera, já que a maior parte da produção industrial foi paralisada e os veículos se locomovem menos. "Contudo, as pessoas não deixaram de consumir e gerar resíduos em suas atividades. Para atender esse consumo houve a necessidade de uso de certos produtos, materiais de baixa recuperação e aproveitamento no ciclo produtivo", explica o consultor ambiental Aguinaldo Leite.

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Por conta do aumento no consumo de produtos com embalagens plásticas, papel e EPS (isopor), vários desses materiais estão sendo enviados aos aterros sanitários sem nenhum tratamento. Isso acontece porque os profissionais responsáveis estão parados ou tem receio de se contaminar com a doença. "O plástico, que tem alto poder de reciclagem, está sendo descartado de forma 'segura' do ponto de vista da saúde, porém, muito mal para a sustentabilidade", alerta Leite.

Para diminuir os riscos de contaminação da Covid-19, as pessoas estão adotando hábitos que impactam de forma negativa no meio ambiente, entre eles o excesso no uso de embalagens nos serviços delivery e o consumo de enlatados. "Por medo de contaminação, os profissionais não se arriscam a separar e selecionar os materiais, que acabam parando nos lixões e aterros sanitários, que, além do impacto nos custos públicos, no custo ambiental é brutal", afirma o ambientalista.

A maneira como as pessoas estão vivendo na pandemia contribuiu com o meio ambiente em alguns aspectos, mas prejudicou outros. "Para uma balança ambiental podemos dizer que esse fenômeno mudou de maneira positiva, mas é temporário e não creio que será suficiente para alterar nossos hábitos", finaliza.

Balanço da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) contabilizou 762 toneladas de resíduos recolhidos no réveillon no Rio de Janeiro, sendo 351 toneladas  apenas em Copacabana. Às 10h desta quarta-feira (1º), as pistas da Avenida Atlântica já estavam lavadas com água de reúso e abertas ao tráfego de veículos. A operação limpeza em Copacabana mobilizou 1,2 mil garis.

Na Barra da Tijuca, foram 142 toneladas de lixo recolhidas, em Ipanema e Leblon, 90 toneladas, no Recreio, 63 toneladas, no Piscinão de Ramos, 17 toneladas, e na Ilha do Governador, 32,5 toneladas, entre outros pontos.

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Em Copacabana, o número foi menor do que no ano passado, quando foram recolhidas 385 toneladas de resíduos. No ano passado, na capital, foram contabilizadas 757 toneladas de lixo.

Segundo a Comlurb, a pré-limpeza de Copacabana foi feita das 20h de ontem (31) às 5h de hoje, com o recolhimento de 46 toneladas de resíduos,  sendo cerca de 4,5 toneladas  de materiais potencialmente recicláveis.

De acordo com a companhia. 3.420 funcionários foram distribuídos nos diversos pontos de festejo, com apoio de 177 veículos, entre eles caminhões basculantes, compactadores, do tipo gaiola e pipas, e mais 35 equipamentos, como pás mecânicas, mini pás  e tratores de praia. Foram instalados 1.315 contêineres e 140 caixas metálicas de grande capacidade.

Praia de Copacabana

A Praia de Copacabana amanheceu lotada. O personal trainer Luiz Gabriel de Oliveira é um dos que estavam desde cedo na orla. Ele veio de Rio Claro, em São Paulo, com dois amigos, para curtir a virada do ano. Ele contou que é a primeira vez que vem ao Rio e aproveitou para conhecer pontos turísticos como o Cristo Redentor e a roda-gigante Rio Star na Praça Mauá, na região central. “Vim ver os fogos. Me surpreendi e gostei muito”.

Para ele, a operação limpeza foi eficiente ao recolher resíduos na orla desde cedo. “É importante, porque o Rio é uma cidade turística”. O turista paulista disse ter presenciado alguns furtos na festa da virada, apesar do forte policiamento. “Tinha muitos policiais rondando. Mesmo com segurança, não tem como, é muita gente e, então, acabam aproveitando a oportunidade para fazer os furtos”.

Moradora da Pavuna, na zorte norte do Rio, Fernanda Jesus chegou à praia de Copacabana às 12h de ontem acompanhada do filho de 2 anos e de amigos. “Estou cansada, mas firme e forte, aproveitando esse calor maravilhoso”. Ela aproveitou para recolher material reciclável para vender e conseguir uma renda extra neste início de ano.

*Colaborou Raquel Júnia, repórter da Rádio Nacional

As imagens de toneladas e toneladas de óleo retiradas das praias do Nordeste têm levantado uma questão: e depois, o que fazer com tudo isso? A resposta em Pernambuco foi levar o material à Central de Tratamento de Resíduos, a Ecoparque, empresa contratada em regime de urgência, cujo aterro é sediado em Igarassu. Para lá, foram destinadas mais de 1,3 mil toneladas de óleo e itens contaminados pela substância, como baldes, luvas e máscaras.

O material passa por uma triagem para reduzir a presença de areia e, em seguida, é triturado com tecidos, borrachas e outros itens que tiveram contato com produtos industriais. O resultado são pilhas de fragmentos diversos, em que o óleo se destaca pelo brilho.

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Forma-se, então, o que se chama de blend energético, que é vendido para ao menos três empresas de produção de cimento, sendo utilizado como combustível de fornos junto com o coque - um subproduto destilado do petróleo. "O petróleo sólido é muito caro e exige grande logística, porque vem de navio. Assim como o coque, esse blend tem o poder calorífico alto", explica Romero Dominoni, diretor geral da Ecoparque.

Na Bahia, os resíduos encontrados nas praias têm se transformado em carvão, com a ajuda de cientistas. Dentro de uma betoneira, são usados bioaceleradores desenvolvidos por um grupo de pesquisadores do Instituto de Química da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Esses componentes ajudam na degradação do óleo e o transformam em carvão. "Esses bioaceleradores, dois sólidos e três líquidos, não agridem o solo nem os vegetais", disse a professora da UFBA Zenis Novais.

Segundo Zenis, o produto é bem menos agressivo do que o petróleo cru. O procedimento pode complementar ou substituir o que se pretende fazer com o petróleo: incinerar. "O processo de incineração produz enxofre, nitrogênio e libera gases que afetam o meio ambiente", diz Zenis.

A aplicação do carvão, no entanto, demanda mais estudos. Segundo a professora, a depender da composição, o carvão pode ser misturado com terra e colocado nas plantas, como uma espécie de adubo. Outra opção é usá-lo como combustível na produção do cimento, como vem sendo feito em Pernambuco. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Pesquisadores da Universidade Federal da Bahia (UFBA) estão tentando minimizar os efeitos negativos do óleo recolhido nas praias do litoral do Nordeste.

Eles criaram uma técnica que transforma o óleo em um tipo de carvão granulado, que pode ser usado como mistura para asfalto e blocos de construção, como explica a professora Zenis Novais.

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Segundo a professora, o projeto de compostagem adiciona álcool, etanol e acetona no óleo achado nas praias e que, para fazer a mistura, é usada uma betoneira.

O governador da Bahia, Rui Costa, informou que todo o material que for recolhido nas praias do estado será processado e reciclado por uma empresa especializada.

Origem desconhecida

Já foram recolhidas mais de 900 toneladas de petróleo cru em todo o litoral nordestino. Mais de 2 mil quilômetros de costa foram poluídos com o material, que também atingiu mangues e corais.

Os primeiros registros de manchas de óleo nas praias da Região Nordeste são do dia 30 de agosto deste ano. Ainda não há certeza sobre a origem do vazamento.

Atualmente, mais de 200 localidades litorâneas registram presença de óleo cru. De acordo com o governo da Bahia, novas manchas apareceram nesta terça-feira (22) no litoral sul do estado.

*Com colaboração da TVE Bahia e da Rádio Nacional de Brasília

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Mais de 525 toneladas de resíduos foram retiradas das praias do litoral dos estados da Região Nordeste atingidas por manchas de óleo, desde o início dos trabalhos de limpeza, afirmou hoje (20) a Marinha por meio de nota. Voluntários, funcionários de governos estaduais, municipais, de órgãos como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e militares trabalham na remoção desse óleo que começou a aparecer no litoral nordestino no final de agosto.

“O esforço coordenado desses órgãos, a despeito das dificuldades, e a ação de voluntários já recuperaram a maioria das praias, coletando mais 525 toneladas de resíduos, os quais precisarão ser adequadamente destinados, conforme a orientação técnica da Autoridade Ambiental”, diz a nota.

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No sábado (19) uma ação conjunta conseguiu retirar mais de 30 toneladas de óleo de sete praias de Pernambuco. Na tarde deste domingo, durante entrevista coletiva, o almirante Leonardo Puntel, comandante de Operações Navais e que coordena as operações relacionadas ao desastre ambiental, disse que as manchas estão restritas agora ao litoral de Pernambuco, na região de Cabo de Santo Agostinho.

“Pelo desconhecimento da origem do incidente, não se pode determinar por quanto tempo ainda persistirão as ocorrências de manchas no litoral do Nordeste, apesar de todo o esforço desenvolvido nesse sentido. Por isso, é fundamental que as equipes mobilizadas permaneçam alertas, para a pronta atuação”, disse a Marinha.

O comandante voltou a reiterar que o óleo encontrado nas praias não é de origem brasileira e que as investigações para apurar as responsabilidades pelo desastre ambiental, que atingiu cerca de 2.250 km de extensão do litoral, seguem.

“O óleo cru, que sabemos não ser produzido ou processado no Brasil, causa grande impacto em nossa biodiversidade e traz prejuízos socioeconômicos às localidades atingidas”, disse a Marinha.

O último balanço, divulgado nesse sábado pelo Ibama, diz que o óleo já atingiu 201 localidades de 74 municípios no litoral do Nordeste. Até o momento, 35 animais foram conhecidamente afetados: 17 tartarugas marinhas morreram, 11 vivas; duas aves com óbito e duas vivas; e um peixe morto.

Mais uma baleia é encontrada morta com quilos de lixo plástico no estômago. Dessa vez, o jovem mamífero da espécie cachalote, de aproximadamente seis anos, foi localizado na praia de Cealu, na Sicília, região italiana.

O Greenpeace Itália foi acionado, na última sexta-feira (17), para auxiliar na limpeza e investigar a morte do animal. Em comunicado, uma das integrantes do grupo Giorgia Monti, declarou: "Como você pode ver pelas imagens que estamos compartilhando, muito plástico foi encontrado em seu estômago", e continuou, "uma sonda da morte da baleia já começou e ainda não sabemos se o animal morreu por causa disso, mas certamente não podemos fingir que nada está acontecendo”. Nas redes sociais, internautas lamentaram o ocorrido.

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Com seis quilos de resíduos plásticos no estômago, uma baleia foi encontrada morta e apodrecendo encalhada no Parque Nacional da Indonésia. A condição do animal era tão ruim que parte do seu corpo tinha sido levado pelo mar, o que impediu a realização da necropsia para descobrir a causa da morte.

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Dentre as coisas encontradas na barriga da baleia estavam copos, garrafas, sacos e até chinelos, tudo que havia sido descartado no oceano. A situação foi compartilhada pela organização de proteção animal WWF Indonésia. No Facebook, centenas de pessoas comentaram chocadas com a situação do animal marinho.

A quantidade de resíduos enviadas para lixões teve um aumento pelo segundo ano consecutivo. Segundo o levantamento divulgado hoje (14) pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), em 2017 foram enviados para depósitos de lixo, sem nenhum preparo, 12,9 milhões de toneladas de resíduos urbanos, um aumento de 4,2% em relação ao volume verificado em 2016.

A quantidade representa que 18% de todos os resíduos produzidos no país e estão sendo depositados sem nenhum tipo de cuidado. Cresceu também, ligeiramente, o número de municípios que encaminham o lixo para esses locais. Eram 1.559 em 2016 e em 2017 passaram para 1.610.

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Para o presidente da Abrelpe, Carlos Silva Filho, o fenômeno é preocupante. Ele lembrou que esse tipo de destinação do lixo é proibida desde 1981 e foi transformada em crime ambiental em 1998. “A pior forma de destinação ainda sobrevive e recebe mais lixo de um ano para o outro”, alertou.

Em junho, o prefeito de Murutinga do Sul, no interior paulista, Gilson Pimentel, chegou a ser preso por utilizar uma área interditada pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) como depósito de resíduos da cidade. Após o episódio, o prefeito decretou emergência sanitária no município por falta de local para depositar o lixo.

Falta de dinheiro

De acordo com Silva Filho, o levantamento analisou as razões dos municípios para recorrerem aos lixões. “Falta de dinheiro no cofre municipal. A hora que o município deixou de ter esse recurso, para não cortar outros serviços que supostamente são mais perceptíveis para a população, cortou o custo com a destinação final”, explicou.

Proporcionalmente, os depósitos de lixo existem em maior quantidade nas regiões Norte, onde representa 56% dos locais de destinação, presente em 252 municípios, e Nordeste, onde 48% das cidades, um total de 861 enviam os resíduos para lixões. No Norte, 35,6% do volume de resíduos, 4,5 mil toneladas por dia vão para lixões. No Nordeste, o percentual é de 31,9%, que representa 14 mil toneladas por dia.

A destinação correta do lixo, segundo a legislação vigente, só atinge 59,1% dos resíduos urbanos no Brasil. Os aterros controlados, que apesar de terem algum cuidado na disposição, ainda são irregulares, recebem 22,9% dos resíduos.

Mais lixo

O estudo também constatou um aumento na quantidade de lixo produzida. Em 2017, foram geradas 214,8 mil toneladas de resíduos urbanos por dia, um crescimento de 1% sobre 2016 e um aumento de 0,48% no volume de lixo per capita.

Sobre a coleta seletiva, o levantamento indicou que cerca de um terço dos municípios brasileiros, 1,6 mil cidades, ainda não tem nenhum tipo de inciativa para separar os resíduos de forma a permitir o reaproveitamento.

A Prefeitura de Guarulhos divulgou, por meio do Departamento de Limpeza Urbana da Secretaria de Serviços Públicos (SSP), que de janeiro a junho deste ano aplicou R$ 1.232.045,23  em multas relacionadas ao transporte sem licença de resíduos e flagrante de descarte irregular de materiais. O valor é 202% a mais do que o total das multas aplicadas em todo ano de 2017, que foi de R$ 406.684,89.

Ações de fiscalização da Secretaria de Segurança Pública, apoiadas pela Guarda Civil Municipal Ambiental, apreenderam diversos veículos e equipamentos. Os números sobre as apreensões não foram divulgados.

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“É muito triste verificar tamanho descaso com a cidade. Algumas pessoas simplesmente jogam entulho e todo tipo de resíduos no meio da rua. Ficarei feliz o dia em que este tipo de coisa não acontecer mais e que não haja mais necessidade de aplicarmos multas”, declarou o secretário de Serviços Públicos, Edmilson Americano.

Os valores arrecadados com o pagamento das multas é destinado ao Fundo Municipal de Resíduos Sólidos, de acordo com a lei municipal 7.489/16.

A Prefeitura de Guarulhos disponibiliza 19 Pontos de Entrega Voluntária (PEVs), onde a população pode deixar colchões velhos, móveis em madeira desmontados, sofás e podas de árvores.

Caso o volume diário de materiais seja superior a 1m³, é necessário a contratação de um transportador cadastrado que deverá possuir o Controle de Transporte de Resíduos (CTR).

Os PEVs funcionam de segunda a sexta-feira, Das 8h15 às 16h, e aos sábados, das 8h15 às 15h30. Os endereços estão disponíveis no portal da Prefeitura de Guarulhos.

Denúncias

Denúncias de descarte irregular de materiais podem ser realizadas pelo número 0800 772 2006. Não é necessário se identificar.

 

A Prefeitura de Guarulhos retirou 988 caminhões de resíduos descartados irregularmente em bocas de lobos, travessias e córregos da cidade. O número foi divulgado no balanço trimestral de 2018 apresentado pelas administrações regionais da Secretaria de Serviços Públicos.

De acordo com o relatório, no mesmo período mais de 35 quilômetros de margens de rios e córregos, vias urbanas e áreas públicas receberam 181 caminhões para a retirada de capim, encaminhado à Serraria Ecológica da Secretaria do Meio Ambiente para transformação em adubo.

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Segundo a prefeitura, também foram realizadas pintura de guias, construção de calçadas e conservação de mais de 79 mil metros quadrados de vias e estradas de terras, além de manutenção de 182 bocas de lobo.

Um grupo de cientistas desenvolveu uma pequena sonda manual capaz de detectar em dez segundos células cancerosas em tecidos, o que permitirá a cirurgiões saber na hora se eliminaram um tumor totalmente.

Os resíduos de tecido canceroso que permanecem depois de uma intervenção cirúrgica representam um risco de recaída para o doente.

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Atualmente, a maioria dos laboratórios necessita vários dias para determinar se as células cancerosas persistem em amostras tomadas durante uma operação, explicaram os cientistas que inventaram esta nova sonda, batizada de "MasSpec Pen", apresentada nesta quarta-feira em um estudo na revista americana Science Translational Medicine.

O instrumento permite extrair suavemente as moléculas de água contidas nos tecidos, bombeando um volume ínfimo de 10 microlitros, um quinto de uma gota.

Estas moléculas são transportadas através de um tubo flexível a um espectrômetro que calcula as diferentes massas moleculares na amostra e determina a presença de células cancerosas, indicam estes pesquisadores e engenheiros da Universidade do Texas em Austin.

Depois de analisarem 253 amostras de tecido humano, tanto cancerosos como saudáveis, de pulmão, ovário, tireoides e mama, os cientistas puderam estabelecer "um perfil molecular" que permite identificar a presença de câncer com um índice de exatidão de mais de 96%.

Em testes com ratos vivos esta sonda foi capaz de detectar sem erros a presença de células cancerosas, sem danificar os tecidos de onde tiram a amostra, detalharam.

Segundo os pesquisadores, este instrumento poderia ser ainda mais preciso se analisasse um grande número de amostras, e também poderia servir para diagnosticar eventualmente uma gama mais ampla de tumores em diferentes tipos de tecidos.

A técnica atual de análises para determinar se o tecido está saudável ou se é canceroso é lenta e muitas vezes inexata, explicaram os cientistas.

Em geral um patologista precisa de 30 minutos ou mais para preparar uma amostra e determinar se esta é cancerosa ou não, o que aumenta o risco de infecção e de efeitos prejudiciais da anestesia no paciente.

Além disso, para alguns tipos de câncer, a interpretação das amostras de tecido pode ser difícil, e apresenta um índice de erro de entre 10% e 20%.

Esta nova tecnologia "nos permite ser muito mais precisos para saber que tecido tirar e qual deixar", considerou James Suliburk, chefe de cirurgia endócrina da Faculdade de Medicina Baylor no Texas Medical Center de Houston, que colaborou com o projeto.

Embora maximizar a extirpação do tumor canceroso seja essencial para melhorar as possibilidades de sobrevivência do paciente, eliminar tecido saudável demais poderia ter efeitos nefastos generalizados, explicou.

Os pesquisadores estimam que começarão a testar esta sonda em 2018 em intervenções cirúrgicas para retirar tumores, e fizeram uma solicitação para obter a patente desta tecnologia e sua aplicação nos Estados Unidos.

Nesta terça-feira (7), o Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) divulgou um balanço sobre a destinação do lixo nos municípios do estado. Constatou-se que 128 cidades (68,5%) ainda utilizam lixões a céu aberto para despejar seus resíduos sólidos.

Em apenas 17,9% há aterros sanitários para o descarte de lixo e 13,6% encontram-se no que o Tribunal chama de "situação intermediária", ou seja, jogam lixo em aterros cujas exigências ambientais não são completamente atendidas.  

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Realizado pelo Núcleo de Engenharia do TCE, a pesquisa foi feita entre janeiro e dezembro do ano passado. “A situação salta aos olhos quando se conclui que mais de 4 mil toneladas de dejetos ainda são lançadas em lixões a céu aberto todos os dias em Pernambuco", disse o auditor responsável pelo estudo, Pedro Teixeira. 

O quadro não apresenta evolução significativa se comparado aos resultados de 2014 e 2015. Há dois anos, 129 municípios (70,1%) despejavam os resíduos em lixões, praticamente o mesmo percentual registrado em 2016. 

Lei jogada no lixo

Em vigor há mais de seis anos, a Lei 12.305/2010, sobre a Política Nacional de Resíduos Sólidos, determina a extinção de todos os lixões existentes no país. Pernambuco dispõe de dez aterros sanitários licenciados, um número bem abaixo do considerado ideal pelo Plano Estadual de Resíduos Sólidos (que seria de 54 aterros). 

As informações contidas no levantamento feito pelo Tribunal de Contas serão disponibilizadas na sua página (clique para acessar) e enviados ao Ministério Público de Pernambuco para auxiliar no monitoramento da regularização da destinação do lixo.

Com informações da assessoria

 

Para tratar de maneira correta os materiais orgânicos e recicláveis, o arquipélago de Fernando de Noronha ganhará uma nova Unidade de Conservação de Resíduos Sólidos. O objetivo é que cerca de 10 toneladas de resíduos produzidos diariamente na ilha sejam destinados de forma adequada para reduzir os impactos no meio ambiente. O equipamento será entregue no arquipélago nesta sexta-feira (15).

A Unidade de Conservação que já funcionava na ilha, recebeu quatro novos galpões de separação, além de refeitório e alojamento para os trabalhadores. A reforma vai reduzir também os impactos negativos ao meio ambiente, uma vez que antes as atividades da unidade eram realizadas a céu aberto.

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O equipamento contará com galpões de triagem, compostagem, estocagem de recipientes tipo big-bags e reciclagem, totalizando uma área de 800 m². Na nova unidade os resíduos orgânicos serão aproveitados e utilizados como adubo, e os recicláveis serão transferidos para o continente devidamente triturados ou prensados.

De acordo com a Secretaria de Turismo de Pernambuco, o Parque Nacional Marinho Fernando de Noronha recolhe cerca de 300 toneladas de lixo todos os meses, uma média de 10 toneladas por dia. Boa parte do material é proveniente de resíduos sólidos gerados pelos habitantes e turistas. 

A obra custou R$ 2.473.002,13, e teve recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Até o fim de julho de 2016 será licitada uma segunda parte da obra, que inclui a requalificação do acesso à unidade. As ruas do entorno serão pavimentadas para facilitar o trabalho de entrada e saída dos caminhões de coleta. 

Resíduos de cerâmica encontrados em um sítio arqueológico revelaram as evidências mais antigas de fabricação de cerveja na China, há cerca de 5.000 anos - aponta a pesquisa publicada nesta segunda-feira (23) no periódico americano Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS). A bebida era sofisticada e elaborada à base de várias plantas, entre elas a cevada.

A identificação dos restos de cevada no sítio de Mijiaya, no nordeste da China, "representa a presença mais antiga na China desse cereal proveniente da Europa, o que supõe que seu cultivo no país data de mil anos antes" do que se pensava, afirma o estudo.

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"Isso sugere que a cevada foi usada durante muito tempo para fazer cerveja antes de se converter em um cultivo agrícola", acrescentam os pesquisadores. Fogões encontrados em buracos no sítio arqueológico serviam, provavelmente, para esquentar e triturar os grãos.

Já os resíduos amarelados nas bordas das vasilhas, funis e ânforas sugerem que esses recipientes eram usados para fermentar a cerveja, filtrá-la e conservá-la.

Análises do amido, dos grãos e dos fitólitos - resíduo mineral da decomposição das plantas - encontrados nesses recipientes revelam que se tratava de milhete (ou milho-miúdo), de cevada, de um grão mastigável conhecido como lágrimas de Job e de tubérculos.

Alguns grãos de amido tinham marcas que indicavam o processo de maltar a cevada, essencial para a fabricação de cerveja, segundo os pesquisadores.

"Todos os indícios arqueológicos revelam que os povos da cultura de Yangshao fabricavam uma cerveja à base de misturas, com ferramentas sofisticadas e domínio do controle da temperatura", conclui o estudo.

"Meu palpite é que a cerveja tinha um gosto um pouco azedo e um pouco doce", disse à AFP o principal autor do estudo, Jiajing Wang, da Universidade de Stanford, na Califórnia.

No entanto, é impossível saber exatamente qual era o sabor da cerveja, esclarecem os pesquisadores, já que eles não sabem qual era a proporção dos ingredientes utilizados.

- A cervejaria mais antiga da China -

Para Patrick McGovern, professor da Universidade da Pensilvânia e especialista em história da cerveja e do vinho, esses trabalhos "demonstram que se trata da cervejaria mais antiga encontrada até hoje na China".

"Combinando dados arqueológicos, químicos e botânicos (...) encontraram novas e importantes informações sobre a introdução da cevada na China para produzir uma bebida fermentada", explicou à AFP o cientista, que não participou da pesquisa.

Já foram encontradas evidências de fabricação de cerveja no Irã e no Egito, nesse mesmo período, segundo especialistas.

Essa descoberta preenche uma lacuna entre os indícios das bebidas fermentadas mais antigas de que se tem registro na China, de 9.000 anos atrás, e as mais sofisticadas, que surgiram há 3.600 anos durante a dinastia Shang.

Segundo McGovern, para se ter uma ideia do gosto da bebida de Mijiaya, seria possível analisar várias cervejas da Dogfish Head, em Rehoboth Beach, Delaware, cervejaria que reproduziu, com a ajuda do pesquisador, várias das receitas mais antigas do mundo.

Resíduos de chá de 2.100 anos foram encontrados na China, o que permite retroceder em centenas de anos as primeiras provas físicas da infusão mais consumida do mundo, segundo um estudo publicado na Scientific Reports, revista do grupo Nature.

Os resíduos foram descobertos perto do mausoléu Yangling, o túmulo do quarto imperador dos Han, que viveu entre 188 e 141 a.C.

De 1998 a 2005, pesquisadores do Instituto de Arqueologia da província de Shaanxi escavaram 86 túmulos localizados ao redor do mausoléu, onde encontraram as plantas.

Os autores do estudo, liderado por Houyuan Lu, da Academia de Ciências de Pequim, anunciaram que identificaram "traços de chá e comida".

Esta é uma descoberta extraordinária, porque as folhas de chá se conservam mal através dos séculos e é difícil identificá-las em meio a resíduos putrefatos.

A mais antiga referência escrita sobre o chá está em um texto do ano 59 a.C, mas até agora não havia nenhuma evidência física antes da dinastia Song do norte, que governou a China entre 960 e 1279 da nossa era.

O estudo também refere-se a outros traços de chá que remontam a 200 anos d.C, descobertos no cemitério Gurgyam em Ngari, no Tibet Ocidental.

Após uma manhã inteira de trabalhos, a Companhia Municipal de Limpeza Urbana ( após o réveillon no Rio de Janeiro. Apenas na orla de Copacabana, na zona sul, onde cerca de dois milhões de pessoas celebraram a principal festa da cidade, foram removidas 363,5 toneladas.

Desde as 6 horas desta sexta-feira (1º), 3.358 garis (1.165 deles só em Copacabana) e 344 profissionais de limpeza trabalhavam na limpeza da cidade. Apesar dos 1.455 contêineres instalados, houve muito trabalho para o recolhimento de garrafas, embalagens e outros itens. Para o apoio, foram disponibilizados ainda 247 veículos e equipamentos como caminhões, pás mecânicas, caminhões-pipa, varredeiras, sopradores, entre outros.

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Em Copacabana, dos resíduos recolhidos, 315,2 toneladas eram de lixo e outras 48,3 toneladas eram de itens potencialmente recicláveis. Nas praias da Barra da Tijuca e do Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste, foram removidas 115,8 toneladas ao todo.

Já no Parque Madureira, na zona norte, onde cerca de 60 mil pessoas comemoraram o novo ano, foram removidas 7,8 toneladas. A operação ainda percorreu o Piscinão de Ramos (15,9 toneladas), a Penha (três toneladas), a Praia do Flamengo (25 toneladas) e a Ilha do Governador (20,4 toneladas).

O número geral de lixo recolhido este ano foi um pouco maior do que no réveillon 2015, quando a Comlurb recolheu 680 toneladas de lixo em todos os eventos, sendo 370 toneladas só na praia de Copacabana.

Os cinco dias de desfiles das escolas de samba no Sambódromo do Rio de Janeiro produziram mais de 250 toneladas de lixo. Desde a última quinta-feira (12), quando foi feita a pré-limpeza da Marquês de Sapucaí até a manhã desta quarta-feira (18), a Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) recolheu 250,07 toneladas de resíduos. Somente na terça-feira (17), quando ocorreu o desfile das 16 escolas mirins, encerrando as apresentações no Sambódromo, o volume de lixo removido alcançou  26, 930 toneladas.

De acordo com a Comlurb, os resíduos são levados para a Estação de Transferência do Caju, na zona portuária da cidade, onde catadores da cooperativa que atuam nessa unidade vão separar parte do material para reciclagem. O restante será levado para a Central de Tratamento de Resíduos (CTR Rio), em Seropédica, região metropolitana do Rio.

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Para a limpeza do Sambódromo, os garis contaram com o suporte de 67 máquinas e equipamentos, como sopradores, caminhões basculantes e compactadores, pipas d'água com utilização de água de reúso, pás carregadeiras e varredeiras. O esquema se repetirá para o desfile das campeãs, no próximo sábado (21)A  Comlurb informou ainda que o lixo recolhido das ruas da cidade após a passagem dos blocos totalizaram  94,023 toneladas, incluindo o dia de ontem (17) e a parcial desta quarta-feira. Segundo a companhia, somente o Cordão da Bola Preta, que desfilou no primeiro dia de carnaval, no sábado (14), gerou 28,6 toneladas de resíduos.

De acordo com a empresa, não há possibilidade de se fazer uma comparação com o material coletado no mesmo período do ano passado porque  grande parte do lixo produzido nos blocos de carnaval foi misturada ao lixo de coleta domiciliar e de lixo público, devido à greve de parte dos garis, registrada em 2014.

O Programa Lixo Zero, que atua com 235 equipes em toda a cidade nos acessos aos blocos, nas áreas de concentração e dispersão, aplicou 216 multas nessa terça-feira de carnaval, sendo 138 por urina em espaço público. De acordo com a Lei de Limpeza Pública, os infratores são passíveis de multa no valor de R$ 170.  Os bairros onde ocorreram a maior parte das infrações foram da Glória, do Flamengo e de Ipanema.

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