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Ensaios repletos de festa e alegria. A escola de samba Vila Isabel e a Grande Rio, agremiações integrantes do Grupo Especial do Rio de Janeiro, desfilaram na noite de ontem num ensaio para o Carnaval deste ano. A preparação foi realizada na Marquês de Sapucaí, e faz parte dos ensaios técnicos. Um bom número de pessoas esteve presente para acompanhar as escolas e vibrar ao som de muito samba.

Cantando o samba enredo que fala sobre Angola, a Vila Isabel deu início às atividades. Neste Carnaval, a escola pretende homenagear os laços culturais que envolvem o Brasil e o país africano. No contexto do enredo, foram feitas algumas coreografias que representam danças e ritmos afros.

A Grande Rio também abrilhantou o ensaio. E com o enredo “Eu acredito em você! E você?”, que condiz com a própria experiência da escola, que no ano passado teve seus barracões destruídos por um incêndio, o que prejudicou demais o seu desfile, a agremiação se preparou e vai falar justamente sobre superação.

Mais ensaios
Outras escolas de samba também ensaiarão no sambódromo da Marquês da Sapucaí. Neste sábado, a estreante do Grupo Especial, a Renascer do Jacarepaguá, bem como, a São Clemente e a Porto da Pedra entrarão no palco carnavalesco para ensaiar. Amanhã, quem se prepara é a Acadêmicos do Cubango, que é do Grupo de Acesso A, a Unidos da Tijuca e a Mangueira. 

As famílias de desaparecidos no desmoronamento de três prédios no centro do Rio entram amanhã no quinto dia de vigília sem saber o que esperar da conclusão da operação de resgate. Hoje, o comandante dos bombeiros, coronel Sérgio Simões, admitiu, pela primeira vez, a possibilidade de que algumas vítimas da tragédia jamais sejam encontradas.

O número oficial de mortos até a noite de hoje era de 17 pessoas, quatro delas sem identificação. Foram encontrados também, misturados ao entulho retirado do local, restos humanos. Os exames de DNA para identificação de vítimas começam amanhã. "Existe a possibilidade de (corpos) terem sido carbonizados. Nesse caso, não estamos mais procurando corpos, mas ossos, dentes", lamentou Simões.

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Amanhã, a rotina nos arredores da Avenida Treze de Maio começa a voltar ao normal. Já entre as famílias que seguem sem notícias dos parentes, a sensação é de que o tempo parou.

Embora as autoridades descartem a possibilidade, algumas pessoas ainda parecem esperar rever os parentes com vida. A maioria não gosta de dar entrevistas. Não quer que seus parentes sejam dados como mortos, ver suas fotos nos jornais. "Não recebemos ainda qualquer informação", contou César Sabará, irmão de Eliete Machado, cujo marido, Franklin, não havia sido encontrado até o fim da tarde de hoje. "Minha irmã fica naquela expectativa. É difícil ele ter sobrevivido, mas ela quer ver, quer enterrar".

"Toda hora que o telefone toca, a gente acha que pode ser uma boa notícia. Mas não há perspectiva", disse um primo de Priscila Montezano, de 23 anos, também desaparecida. A Defesa Civil trabalha com um número oficial de nove desaparecidos, por ser este o número de famílias reclamando parentes. Mas, como há quatro corpos sem identificação, os bombeiros procuram por mais cinco corpos.

Os quatro corpos sem identificação permanecem no IML, além de seis fragmentos localizados nos escombros que foram levados para o depósito de Duque de Caxias. O secretário municipal de Assistência Social, Rodrigo Bethlem, que mantém equipes na Câmara e no IML, informou que o acompanhamento deverá ser feito em casa. "Imagino que ficar na Câmara não será mais necessário, mas estamos à disposição. É muito sofrimento, são nove famílias e quatro corpos. A Polícia Civil vai agilizar os exames de DNA."

A intenção dos parentes era ficar o mais perto possível dos prédios, não só para ter notícias, mas também por uma questão emocional, como se o afastamento físico da Cinelândia fosse sinônimo de desistência.

Indenização

As famílias que perderam parentes no desabamento dos três prédios no centro do Rio poderão receber, cada uma, cerca de R$ 200 mil de indenização por danos morais, segundo cálculo do procurador-geral da Ordem dos Advogados do Brasil do Rio (OAB-RJ), Ronaldo Cramer. Ações desse tipo levam em média cinco anos para serem concluídas, afirmou o advogado.

Se forem confirmadas 22 mortes, seriam cerca de R$ 4,4 milhões, sem contar ressarcimentos por danos materiais, que acontecem no caso de a vítima ser a responsável pelo sustento da família. Para chegar ao valor da indenização individual, Cramer baseou-se em processos semelhantes de danos morais que já tiveram decisão final da Justiça.

Para darem início às ações, no entanto, os parentes precisam que a polícia aponte um ou mais responsáveis pela tragédia, de quem serão cobradas as indenizações. "Se não se sabe qual é a causa, não se sabe quem é o responsável. As famílias têm que entrar com a ação apontando quem são os réus", diz Cramer.

Câmeras

A Prefeitura instalou câmeras de segurança no depósito da Comlurb na Rodovia Washington Luís, em Caxias, para onde foram levados os entulhos dos três prédios e onde os bombeiros ainda procuram por corpos de vítimas. As câmeras monitoram os trabalhos para evitar desvio de bens. Nos primeiros dias, houve denúncias de que parte do material estaria sendo recolhido irregularmente.

O subcomandante do Corpo de Bombeiros, coronel Ronaldo Brito Alcântara disse que até o final da noite, as buscas serão encerradas nos escombros dos três prédios que desabaram na Avenida 13 de Maio, na quarta-feira passada (25), área central da cidade. No local, permanecerá uma estrutura reduzida do Grupamento de Buscas e Salvamento dando suporte às equipes que trabalham na retirada dos escombros.

O coronel Alcântara disse que os trabalhos de remoção estão concentrados neste momento na área do prisma de ventilação interna do anexo do Theatro Municipal, que tem passagem pela Avenida Almirante Barroso. Um técnico da companhia de limpeza do município com auxílio de uma pequena pá mecânica está retirando o entulho dos fundos do prédio e colocando na calçada.

O oficial superior dos bombeiros disse que nada foi encontrado nos dutos de ventilação do Edifício Capital, que tinha entulhos até o 3º andar do prédio. Os bombeiros trabalhavam com a expectativa de que algum corpo pudesse ser encontrado naquela área.

A Avenida 13 de Maio será liberada nesta segunda-feira (30) para a passagem de pedestres no trecho entre a Avenida Almirante Barroso e a Rua Evaristo da Veiga, com a rotina da cidade voltando ao normal. Os prédios do lado oposto ao desabamento da Avenida 13 de Maio também voltam a abrir para atendimento ao público e os bares, lanchonetes e restaurantes também voltam a atender os consumidores.

A Avenida Almirante Barroso será totalmente liberada ao tráfego de veículos, a partir das 6h desta segunda-feira, no trecho interditado entre a Avenida Rio Branco e a Senador Dantas, que voltará a mão de direção normal,do Passeio em direção à Avenida Chile.

O Edifício Capital, de 20 andares, no número 6 da Avenida 13 de Maio, permanecerá fechado, a exemplo do anexo do Theatro Municipal, com entrada pela mesma avenida.

Operários continuam cercando a pista lateral da Avenida 13 de Maio, local onde as equipes continuarão o trabalho de retirada de entulhos e procura de desaparecidos.

Quarenta operários da Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos trabalham desde cedo na recomposição da calçada, limpeza do sistema de drenagem, recolocação de grelhas dos bueiros e removendo uma pequena quantidade de entulho. A companhia de limpeza urbana está usando caminhões-pipa para fazer a limpeza da Avenida 13 de Maio, devido a poeira acumulada, com o desabamento dos três prédios.

As equipes de resgate do Corpo de Bombeiros trabalham na procura de desaparecidos, depois de mais de 90 horas do desabamento de três prédios na noite da última quarta-feira (25), na Avenida 13 de Maio, área central da cidade.

Os bombeiros estão concentrando o trabalho num duto de ventilação que passa atrás do Edifício Capital, na esquina da Avenida 13 de Maio com Almirante Barroso. Numa vistoria feita ontem (28) pela Defesa Civil municipal ficou constatado que os dutos de ventilação estão até o terceiro andar com grande quantidade de entulhos do prédio Liberdade, o mais alto, que foi o primeiro a desabar.

Na vistoria mais detalhada e minuciosa, constatou-se que as escadas do 6º, 7º e 8º andares necessitam serem escoradas. Uma firma especializada fará o escoramento, usando estruturas de aço. O prédio, no entanto, não sofreu nenhum abalo estrutural.

Os bombeiros trabalham com a expectativa de encontrar outros corpos no duto de ventilação. Durante a madrugada de hoje (29) parte de corpos, como um couro cabeludo, e algumas ossadas, foram encontradas no terreno usado pela prefeitura do Rio como depósito, na rodovia Rio-Petrópolis. As partes humanas foram enviadas para exame no Instituto Médico Legal (IML).

Até agora, foram resgatados 17 corpos de vítimas do desabamento, sendo que 7 estão desaparecidos, segundo levantamento da prefeitura do Rio, e 13 foram identificados oficialmente pelas famílias.

Na tarde desta sexta-feira (27) chegou a 11 o número de vítima fatais do desabamento dos três prédios, no centro do Rio de Janeiro, ocorrido na noite da última quarta-feira (25). A expectativa das equipes de buscas é encontrar os escombros do andar em que um grupo tinha aula no prédio de 20 andares. O secretário estadual de Defesa Civil, coronel Sérgio Simões, informou que as buscas vão continuar por mais 48 horas na área.

Durante o primeiro dia de buscas, os agentes do Corpo de Bombeiros localizaram cinco corpos. Na madrugada desta sexta-feira, um corpo foi encontrado e, ao longo da manhã, outros três corpos foram resgatados. Agora à tarde os agentes do Corpo de Bombeiros resgataram mais dois corpos.

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De acordo com informações da Polícia Civil, quatro vítimas foram identificadas nesta manhã. Na relação de mortos, consta os nomes de: Celso Renato Braga Cabral, Cornélio Ribeiro Lopes, Margarida Vieira de Carvalho e Nilson de Assunção Ferreira. Outra vítima fatal, mas que não teve o nome confirmado pela Polícia, é o catador Moiséis Moraes da Silva, que teve o corpo encontrado por familiares.

Já o número de feridos no desastre chegou a seis. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, o estado de saúde mais grave é o da mulher que teve uma lesão no couro cabeludo. Ela foi submetida a uma cirurgia nesta quinta-feira e foi transferida para um hospital particular.

Um inquério foi aberto pela Polícia Civil para apurar as responsabilidades pelo desabamento. Sete testemunhas e dois policiais que prestaram depoimentos foram ouvidos pelo titular da 5ª DP (Mem de Sá), delegado Alcides Alves Pereira, nesta quinta-feira (26).

Luto oficial – Em memória aos mortos da tragédia, o governador do Rio, Sérgio Cabral, decretou luto oficial de três dias no Estado. O decreto será publicado no Diário Oficial nesta sexta-feira. A Prefeitura do Rio também informou que tomará a mesma medida.

Os três prédios, localizados no centro do Rio de Janeiro, próximo ao Teatro Municipal, desabaram por volta das 21h no horário de Brasília (20h no Recife), nesta quarta-feira (25). Um dos edifícios tinha 20 andares e ficava situado na Avenida Treze de Maio; outro tinha 10 andares e ficava na Rua Manuel de Carvalho; e o terceiro, também na Manuel de Carvalho, era uma construção anexa ao Teatro Municipal.

Mais um corpo foi encontrado há pouco pelos bombeiros nos escombros dos três prédios que desabaram na última quarta-feira (25) no centro da capital fluminense. Agora são nove mortos, mas ainda há pelo menos 14 desaparecidos. O corpo estava em um local onde seria uma das saídas do Edifício Liberdade, de 20 andares, o primeiro que desabou, e segundo os bombeiros é de uma mulher.

Os bombeiros acreditam que no local podem ser achados outros corpos de pessoas que tentavam sair do prédio antes do desabamento, por isso o trabalho das esquipes está concentrado na área, inclusive com cães farejadores.

O volume de fumaça, de poeira e um forte cheiro de queimado ainda são grandes no local dos desabamentos, apesar da chuva fina que cai no centro do Rio. Bombeiros usam máscaras para aliviar o cheiro.

Segundo o subcomandante do Corpo de Bombeiros, coronel Ronaldo Alcântara, os objetos pessoais e documentos que estão sendo encontrados entre os escombros são entregues à Polícia Militar. Ele disse que também já foram recolhidos quatro cofres que pertenceriam a empresas de contabilidade e que tiveram que ser tirados com guinchos, além de sete caixas eletrônicos da agência bancária do Itaú que funcionava no térreo de um dos prédios que caíram.

“Todos os objetos encontrados estão sendo entregues à Polícia Militar e os entulhos estão sendo levados para canteiros de obras da prefeitura na zona portuária”.

Por questões de segurança, a Defesa Social do Rio de Janeiro iniciou a evacuação de mais um prédio localizado no centro da cidade, por volta das 10h no horário de Brasília (9h no Recife). O edifício está localizado no número 118 da rua Senador Dantas. A intervenção é feita porque há risco de desabamento.

Até o momento foram encontrados três corpos embaixo dos escombros, na manhã desta quinta-feira (26), além das cinco vítimas que foram resgatadas com ferimentos e levadas para o Hospital Souza Aguiar, na noite desta quarta-feira (25). A equipe do Corpo de Bombeiros, formada por 80 homens, está desde o início desta manhã tentando localizar 19 pessoas.

Os três prédios, localizados no centro do Rio de Janeiro, próximo ao Teatro Municipal, desabaram por volta das 20h30 no horário de Brasília (21h30 no Recife), desta quarta-feira (25). Um dos edifícios tinha 20 andares e ficava situado na avenida Treze de Maio; outro tinha 10 andares e ficava na rua Manuel de Carvalho; e o terceiro, também na Manuel de Carvalho, era uma construção anexa ao Theatro Municipal.

Foram encontrados, até as 10h horário de Brasília (9h no Recife) três corpos dos escombros do desabamento de três edifícios no centro do Rio. As informações dão conta que os corpos encontrados são de um homem e uma mulher. Ainda não há detalhes sobre o terceiro cadáver.

Ao todo o Corpo de Bombeiros procurada por 19 pessoas, que ainda estavam nos prédios no momento do desabamento, na noite de quarta-feira (25).

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Foi encontrado o corpo de um homem, de identidade ainda não informada, embaixo dos escombros do desabamento dos três prédios na área central do Rio de Janeiro. A retirada aconteceu por volta das 9h pela equipe do Corpo de Bombeiros. Os agentes estão em busca de 20 desaparecidos desde a madrugada. A poeira causada pelos destroços atrapalha a atuação do Corpo de Bombeiros.

Segundo declarações do prefeito Eduardo Paes afirmou, esta manhã, estão descartadas as chances do desabamento ter sido provocado por explosão de gás. De acorcom com o prefeito, a hipótese mais provável é de um colapso da estrutura do edifício maior, de 20 andares.

Trabalho de buscas por vítimas do desabamento de três prédios, localizados na avenida Treze de Maio, no centro do Rio de Janeiro nesta quarta-feira (25) é intensificado nesta quinta-feira (26).  Uma equipe de 80 homens do Corpo de Bombeiros, com o apoio da Polícia Militar e da Defesa Civil, estão atuando na área. Pelo menos cinco pessoas que ficaram feridas no desastre foram levadas ao Hospital Souza Aguiar, também no Centro da cidade.

De acordo com informações da Secretaria municipal de Saúde, quatro vítimas ainda continuam internadas, sendo que o quadro mais grave é o de uma mulher, que teve lesão no couro cabeludo e passou por uma cirurgia. Uma das vítimas foi atendida no hospital, mas já foi liberada. As informações dão conta que 20 pessoas estão desaparecidas.

O trabalho de busca também conta com cães farejadores, que já identificaram dois focos onde, provavelmente, há pessoas soterradas. Por medida de segurança, a área está interditada desde a madrugada.

Funcionários da Defesa Civil e da prefeitura estão instalados em dois núcleos de atendimento montados para atender as famílias – um na Câmara Municipal do Rio e outro em uma agência da Caixa Econômica Federal (CEF). Os pontos estão localizados perto dos prédios que desabaram.

Gilson de Oliveira Galante, de 26 anos, conhecido como Baixinho, foi preso hoje por policiais militares da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Turano. O criminoso foi preso durante um patrulhamento de rotina por policiais da UPP, na Rua Joaquim Pizarro, no Morro do Turano. Gilson possui um mandado de prisão por tráfico de drogas e estava foragido da Justiça. O caso está sendo registrado na 6ª DP (Cidade Nova).

Policiais da UPP Turano prenderam na noite do último dia 9, Thiago Teixeira de Lima, de 23 anos, acusado de roubar e matar o oficial da Marinha Mercante Luis Pinto Neto, em março de 2011. Durante o patrulhamento, um bando fugiu ao ver os policiais da UPP.

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Na fuga os policiais capturaram, além de Thiago, Antonio Maicon da Silva Pinto, vulgo Fão, que possui dois mandados de prisão em seu nome. A Central Disque-Denúncia oferecia uma recompensa de R$ 1 mil por informações que levassem a prisão de Tiago.

A Empresa de Turismo do Município do Rio de Janeiro (Riotur) divulgou nesta quart-feira (11) a lista dos blocos autorizados a desfilar no carnaval de rua deste ano. Dos 476 blocos inscritos na cidade, 425 receberam autorização para desfilar. De acordo com a Riotur, a região que mais recebeu solicitações foi a zona sul, com um total de 162. Os pedidos foram avaliados levando em conta o número estimado de componentes e capacidade de cada bairro.

De acordo com o secretário Especial de Turismo e presidente da Riotur, Antônio Pedro Figueira de Mello, o bairro que mais teve redução no número de blocos foi o Leblon, zona sul do Rio, que de 20 desfiles autorizados em 2011, passa a ter somente 13 este ano. Segundo ele, a diminuição do número de desfiles obedece ao critério de antiguidade, percurso escolhido e logística, além da própria adequação ao transporte nos bairros.

"Os próprios blocos entenderam que não poderiam ter três ou quatro desfiles no mesmo bairro, a não ser no caso de blocos ou bandas com muitos anos de tradição, como é o caso da Banda de Ipanema e do Simpatia é Quase Amor, que historicamente desfilam três e duas vezes respectivamente".

Segundo Antônio Pedro, a prefeitura do Rio vai colocar em operação durante o carnaval 15 mil banheiros, 80 unidades de Terapia Intensiva (UTIs) móveis, 1 mil orientadores de trânsito, além de distribuir 500 mil panfletos informativos. Ele informou ainda que será feita uma operação, coordenada pelo Centro de Operações da Prefeitura, com a participação de todos os órgãos envolvidos no planejamento do carnaval.

As informações com o dia e horário de cada bloco serão divulgadas no site Guia do Rio.

Rio de Janeiro – Um ano após as enchentes que provocaram a morte de mais de 900 pessoas na região serrana fluminense, apenas oito obras para sanar o problema das mais de 170 áreas identificadas como de alto risco de deslizamento de encostas tiveram início. Nenhuma foi concluída até o momento, informa o 3º Relatório de Inspeção à Região Serrana, divulgado hoje (11) pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (Crea-RJ).

De acordo com o relatório, as ações das autoridades nos últimos 12 meses limitaram-se ao atendimento às famílias afetadas pelas enchentes, e muito pouco foi feito para recuperar as áreas atingidas pelo temporal. O assessor de Meio Ambiente do Crea, Adacto Ottoni, afirmou que basta que metade da chuva do ano passado caia em 2012 para que haja uma nova tragédia.

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“Os pontos críticos que sofreram as feridas continuam totalmente fragilizados e estão gerando grande aporte de sedimentos para a drenagem e para os rios, o que pode agravar mais as inundações e o transbordamento”, explicou Adacto, que apontou a burocracia e a morosidade Poder Público como principais fatores para o atraso do início das obras – menos de 10% do que estava previsto para o ano passado foi iniciado.

“Tivemos seis meses de estiagem para atacar essas feridas e quase nada foi feito. Por isso, propomos que sejam feitas as intervenções e um projeto agora e, assim, começar as construções na estiagem deste ano para que, no verão do ano que vem, a bacia esteja preparada, pois hoje ela está fragilizada e a área pode voltar a ter nova tragédia”, disse Adacto.

O presidente do Crea-RJ, Agostinho Guerreiro, lembrou que, em agosto passado, quando foi concluído o segundo relatório, o panorama era praticamento o mesmo encontrado na última visita, na semana passada. Ele criticou a falta de respeito ao planejamento por parte dos governos brasileiros e citou o exemplo do Japão, que, em seis meses, conseguiu restaurar a maior parte das regiões afetadas pelo tsunami em março passado.

“O Japão não tem engenharia melhor do que a nossa. Então, por que fizeram tanto em menos de seis meses e nós não fizemos nada ainda? Porque lá fora, normalmente, o pessoal gasta mais tempo no planejamento, mas, na hora de executar o cronograma, o prazo é bem menor do que o nosso e as obras terminam no prazo, sem novos ajustes financeiros, e o nível de qualidade da obra é muito grande, diferente daqui, onde o desrespeito ao planejamento é imenso”, afirmou.

Guerreiro ressaltou o amadorismo dos abrigos criados no Brasil para desalojados e desabrigados, que não garantem o nível necessário de dignidade. “Em lugares como a Austrália e o Japão, os abrigos têm endereço, CEP [Código de Endereçamento Postal], telefone, mantimentos. Não há improvisação e sim um grande respeito pela vida humana.”

Na visita aos locais afetados pelas chuvas do ano passado, os técnicos do Crea-RJ constataram que persiste o processo de ocupação desordenada do solo, sobretudo para atividades agrícolas, desmatamento de áreas de preservação permanente, além da reocupação das áreas de risco, com a construção de casas nestes locais.  

Dentre as orientações imediatas, o relatório propõe a criação e a implementação de um planejamento para remoção da população ao longo do tempo com prioridade para as áreas de risco, implantar pequenas e médias barragens de cheias, intervenções nas encostas, realizar saneamento efetivo de esgotos e lixo na bacia drenante, entre outras recomendações.

Champanhe Veuve Clicquot, servido por garçons saídos de agências de modelos, trufas em bandejas de prata, maquiagem francesa de brinde e uma vista incomparável da praia de Ipanema. A temporada de moda carioca, que vai até sábado, com o Fashion Rio, foi aberta hoje pelo Senac Rio Fashion Business - salão de negócios que atrai 20 mil lojistas ao Rio -, com toques luxuosos dados pela grife Patricia Viera, querida das quarentonas chiques da zona sul da cidade.

Cheio de brilhos, aplicações de pedrarias e tons metalizados, o desfile teve como cenário a sala de piso de mármore da cobertura tríplex, de 1.800 metros quadrados, da milionária Vera Andrade, ex-mulher do empreiteiro Sergio Andrade, da Andrade Gutierrez, e amiga da estilista. Foi uma despedida: o imóvel, que teve como primeiro morador o presidente Juscelino Kubitschek, teria sido vendido no mesmo dia para o ditador da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang Nguema, por cerca de R$ 80 milhões (Vera não quis comentar a cifra, a mais alta já fechada no Rio).

Para socialites, jornalistas e artistas, como Regina Casé, Larissa Maciel e Angela Vieira, a apresentação não teve o corre-corre (atrasou 1h30) tampouco o desconforto característicos das semanas de moda (no lugar de bancos sem encosto, cadeiras de acrílico que formavam uma única e longa fila A). Uma escultura pedida ao artista plástico José Resende se destacava entre as modelos.

Inspirada no "way of life (estilo de vida) da badalada e exagerada Los Angeles", com seu "luxo, poder e riqueza", como dizia seu texto de apresentação, Patricia, famosa por seu couro super trabalhado, criou vestidos com franjas, "escamas", penas, tachas e brocados - figurinos para noites nada comuns.

"Esse tipo de formato vem surgindo com mais força. É mais informal e seleto, tem a ver com o público da marca", elogiou o empresário André Ramos, frequentador das colunas sociais e das temporadas de moda. Na tarde de hoje, Alexandre Herchcovitch deu a partida ao Fashion Rio num clima bem diferente: a inspiração foi a atmosfera "jovem e fresh" da vanguarda artística do Soho dos anos 1980. Modelos com look 100% jeans, com saia ou com calça, alguns camuflados e blusões respingados de tinta saíram das portas de sua garagem novaiorquina. Aviamentos metalizados e botões dourados quebraram a monotonia das peças escuras, preto, azul marinho e cinza.

Em seguida desfilou a alta-costura proposta por Esther Bauman, da Acquastudio. Fazendo releituras dos anos 1940 e 1950, ela mostrou vestidos e saias de cinturas ajustadas, com muitos bordados. As aplicações florais e os brilhos flertam com o kitsch. Já as meias de lantejoulas, usadas sob botinhas de salto fino, dão uma bossa interessante ao inverno da grife. A noite ainda teria Patachou, Alessa e Cantão.

O Aeroporto Santos Dumont, no centro do Rio de Janeiro, ficou fechado para pousos entre 19h e 20h30 (horário do Rio) desta sexta-feira, 6, em razão da chuva. Voos chegaram a ser transferidos para o Aeroporto Tom Jobim, na Ilha do Governador, que opera com o auxílio de instrumentos.

Estágio de atenção - A cidade do Rio de Janeiro está em estágio de atenção desde às 15h15 por causa da previsão de pancadas de chuva de moderada a forte, no período da noite e na madrugada do próximo sábado (7).

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A Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS) realizou hoje mais uma operação para retirada da população em situação de rua e de combate ao crack, no centro do Rio de Janeiro. Ao todo, foram 55 acolhimentos: 43 adultos e 12 crianças e adolescentes.

A ação contou com o apoio de agentes do 5º BPM e da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA). O trabalho de acolhimento foi realizado por 18 funcionários da SMAS, entre psicólogos, educadores e assistentes sociais.

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As equipes percorreram o entorno da Rodoviária Novo Rio, Central do Brasil, Terminal Rodoviário Américo Fontenele, além das avenidas Presidentes Vargas e Rodrigues Alves. Durante a ação foram encontrados cachimbos de crack usados pelos usuários.

Os acolhidos serão encaminhados para as unidades de abrigo da Rede de Proteção Especial do município. Os adultos irão para o abrigo de Paciência e as crianças e os adolescentes para a Central de Recepção Carioca, também no centro.

A menos de dois meses do carnaval, a Riotur, empresa de turismo da prefeitura do Rio, promove de hoje (5) até sábado (7), a segunda edição do Viradão do Momo. Durante esses três dias, as quadras das 13 escolas de samba do Grupo Especial vão abrir as portas para uma série de atividades, como feijoadas, eventos esportivos, atividades infantis, oficinas de dança e arte e serviços para a comunidade, todas com muito samba no pé.

A programação do Viradão do Momo, que faz parte do calendário oficial de eventos da cidade do Rio de Janeiro, é gratuita e atrai cariocas e turistas. Entre outras atividades, eles podem ter aulas de samba e participar de oficinas culturais, além de conhecer mais sobre a história do carnaval carioca.

De acordo com o secretário de Turismo e presidente da Riotur, Antonio Pedro Figueira de Mello, “o desfile das escolas de samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro é o maior espetáculo da Terra, e o Viradão é a grande chance que os cariocas e turistas têm de acompanhar mais de perto a preparação desse espetáculo e conhecer quem está por trás dele”.

Toda a programação do Viradão do Momo pode ser acessada no site www.rioguiaoficial.com.br .

Três bueiros da concessionária de energia elétrica Light explodiram na tarde de ontem (5) na Avenida Erasmo Braga, em frente ao Tribunal de Justiça, no Castelo. De acordo com os bombeiros do Quartel Central, uma mulher foi atingida levemente nos braços, devido ao calor liberado com a explosão, mas não chegou a procurar socorro médico. A explosão de um dos bueiros danificou um carro estacionado no local.

A prefeitura do Rio vem fazendo desde agosto do ano passado vistoria nos bueiros da cidade, com a finalidade de acabar ou reduzir ao máximo as ocorrências de explosões de bueiros que assustaram a população em 2011. Até agora, já foram realizadas 33.111 vistorias e encontrados 272 bueiros com alto risco de explosão.

A Companhia Estadual de Gás (CEG) informou, por meio de nota, que fez testes nos bueiros com técnicos da Agência Reguladora de Energia Elétrica e Saneamento Básico do Estado do Rio de Janeiro (Agenersa) e não ficou constatada a presença de gás metano, um dos componentes do gás natural, nas três caixas de energia elétrica onde ocorreram as explosões de hoje. A Light também acionou a Polícia Técnica para fazer uma perícia no local.

O protocolo de emergência foi acionado, com a comunicação imediata ao Centro de Operações Rio e as concessionárias Light e GEG. Os bueiros foram isolados e sinalizados para reparo imediato. Na inspeção desta madrugada foram identificados quatro bueiros com alto risco de explosão, sendo três na Rua Conde de Bonfim, na Tijuca, zona norte; e um na Avenida Presidente Vargas, no centro.

A conjugação de uma boa gestão pública e do apoio da população pode promover a inclusão social e o enriquecimento cultural das pessoas, de forma lúdica e gratuita. Esse é o resultado do projeto Estação Pensamento e Arte, implantado pela prefeitura do Rio de Janeiro, em agosto, na Biblioteca Popular de Botafogo.

A proposta foi transformar a biblioteca em um centro cultural onde são oferecidos ao público diversos eventos, incluindo ciclos de palestras, seminários, concertos, exposições, cineclubes e cursos, entre outros, sempre gratuitamente. Somente no segundo semestre de 2011, foram oferecidos oito cursos com a participação de 387 pessoas.

“Esse é o diferencial entre a biblioteca de Botafogo e outras instituições”, acredita a curadora do projeto, Suzana Vargas. “Você tem, aqui, uma programação de qualidade e gratuita. Eu não vejo isso ocorrer em outras bibliotecas, com a diversidade de temas e ações, porque nós trabalhamos com um espectro muito amplo. Temos música, artes. Não é só o livro e a leitura. A Biblioteca de Botafogo está com uma programação diferenciada em relação a outras bibliotecas.”

A ideia, enfatizou a curadora, é transformar a biblioteca em um espaço “além do estudo e pesquisa, mas também de diversão, de lazer e aprendizagens diversificados”. Muitos cursos têm o caráter profissionalizante. Suzana Vargas avaliou que essa é uma maneira de disseminar a cultura entre a população. “É um processo de iniciação das pessoas na apreciação das artes em geral.”

Tiveram lotação esgotada, por exemplo, o workshop sobre leitura, coordenado pela escritora Marina Colasanti, e a apresentação do violoncelista Ricardo Santoro. O projeto levou ao público encontros com o jornalista e crítico musical João Máximo, os escritores Milton Hatoum e Frei Betto, o ilustrador Cisko Diz, o crítico de cinema Rodrigo Fonseca e o professor e pesquisador musical Ricardo Soneto.

O convênio com a prefeitura do Rio, que permite a realização do projeto Estação Pensamento e Arte na Biblioteca Popular de Botafogo, foi renovado e permitirá a continuidade das atividades a partir de março de 2012.

O processo de recuperação da Lapa, tradicional bairro boêmio da capital fluminense, foi iniciado em julho do ano passado pelo Grupamento de Revitalização do Centro Histórico do Rio de Janeiro e continua a pleno vapor. A restauração de vias, monumentos históricos, e a modernização da iluminação estimam investimentos em torno de R$ 12 milhões.

No espaço alvo do programa de revitalização da Lapa, que inclui as avenidas Mem de Sá e República do Líbano, além das ruas do Lavradio, Gomes Freire, República do Paraguai, Senador Dantas, Visconde do Rio Branco e Joaquim Silva, os empreendimentos imobiliários crescem a cada dia, atraindo empresas de todos os portes para a região, de grande potencial comercial e turístico.

Ali já estão, por exemplo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Petrobras, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Oi, Tribunal Regional do Trabalho, além da Fundição Progresso, centro de cultura, meio ambiente e educação que começou a surgir em 1987 no local onde funcionou uma antiga fundição de fogões e cofres.

Outra estatal que promete mudar para o bairro da Lapa é a Eletrobras. A empresa anunciou que começará a construir um novo prédio-sede em 2012, no bairro, que irá abrigar os 3,5 mil funcionários da holding do setor elétrico, da Eletronuclear e da Eletropar, até 2015.

Segundo revelou o diretor de Gestão Corporativa da estatal, Miguel Colasuonno, a iniciativa contribuirá com a prefeitura carioca para a revitalização da área, preservando, porém, as características históricas do bairro e contribuindo para o desenvolvimento econômico e social da cidade. O edifício será construído ao lado da Fundição Progresso. Serão investidos na construção R$ 400 milhões, oriundos do fundo imobiliário da Caixa Econômica Federal, informou Colasuonno.

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