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Alunos do Centro de Informática (CIn) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), vão ministrar uma série de encontros gratuitos para quem quiser saber mais sobre robótica. Chamado de Academia RobôCIn, o evento trará um mês de meetups dividido em quatro encontros com diferentes temas que tratam das competências e potencialidades da robótica para a sociedade.

O primeiro dia contará com a professora e orientadora do RobôCIn, Edna Barros e com o aluno Lucas Cavalcanti (gerente da equipe), para falar sobre o trabalho que levou a equipe de robótica à maior competição de robôs autônomos do mundo, a RoboCup. O mundial que ocorreu na Austrália, em julho de 2019, deu ao time o título de melhor equipe brasileira na categoria 2D Simulation e a segunda melhor equipe nacional na série B da categoria Small Size League.

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Outro título conquistado pelos jovens foi o Most Improved Award, honraria dada aos times que se destacam por seu desempenho na competição e superam as expectativas. Essa foi a primeira participação do RobôCIn no mundial, mas o grupo já acumula conquistas na LARC, competição de robótica da América Latina, e na IronCup, competição nacional.

O primeiro encontro está marcado para o dia 20 de agosto, às 16h, no Anfiteatro do CIn-UFPE. Os demais encontros da Academia RobôCIn, acontecem nas semanas seguintes e trarão um panorama de iniciação à robótica autônoma, incluindo detalhes sobre as categorias competitivas 2D Simulation e Very Small Size League (VSS). 

Todos os meetups são gratuitos e serão realizados no Anfiteatro das 12h às 13h, com exceção da abertura que ocorrerá às 16h. Confira a programação completa:

20/08 - Abertura da Academia RobôCIn: Conhecendo o RobôCIn

27/08 - Introdução a Robótica e Robótica Autônoma + Entendendo o Seguidor de Linha

03/09 - Entendendo Simulation 2D + Entendendo a VSS

17/09 - Entendendo a SSL: o robô e a inteligência artificial (IA) 

Em maio, alunos do Centro de Informática (CIn), da Universidade Federal de Pernambuco, estavam tentando conseguir recursos para viajar à Austrália e participar da RoboCup 2019 - competição de robótica internacional. Com um grupo chamado RobôCIn, a única equipe do Nordeste a participar da competição cruzou águas internacionais para conquistar, na última semana, o terceiro e o quarto lugar de duas das categorias que concorria. 

Os jovens, que fazem parte de um grupo de estudos e desenvolvimento em robótica do CIn da UFPE, ocuparam o terceiro e quarto lugar da RoboCup 2019. Eles competiram na série B da Small Size League, empatando com o time ULtron, do Canadá. Já na categoria Simulation 2D, o RobôCIn se estabeleceu como a melhor equipe nacional, ocupando o nono lugar do mundial de robótica.

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O evento aconteceu em Sydney, entre os dias 2 e 8 de julho. A competição reúne robôs autônomos de todo o mundo e há mais de 20 anos tem como objetivo desenvolver, até a metade do século XXI, uma equipe de robôs humanóides autônomos capazes de ganhar uma partida de futebol contra a última equipe humana ganhadora da Copa do Mundo da FIFA.  

Dezesseis mil quilômetros. Essa é a distância aproximada que separa 12 jovens, alunos do Centro de Informática (CIn) da UFPE, de realizar o sonho de serem campeões na maior competição de robôs autônomos do mundo, a RoboCup. Composta por estudantes de diversas áreas de engenharia, a equipe faz parte do projeto RobôCIn e precisa de doações para representar o Brasil do outro lado do globo, na Austrália.

Apesar de serem a única equipe do Nordeste classificada para participar da competição, os jovens ainda correm risco de não conseguirem participar por causa dos custos da viagem. Passagens aéreas, hospedagem, alimentação, estão entre as maiores despesas que precisam ser arcadas, durante oito dias, pelos alunos. Para tentar transpor este obstáculo os estudantes criaram uma vaquinha virtual e correm contra o relógio para angariar cerca de R$ 60 mil reais e entrar na disputa pelo primeiro lugar do torneio.

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Futebol: paixão também na robótica

Os robôs que vão à disputa não são exatamente os do imaginário criado pelo cinema. Nada de formas humanóides, com braços e corpos parecidos com os nossos. Eles são cilindros com rodas, que podem se mover em todas as direções e devem ser previamente programados para jogar, com códigos complexos e movimentos captados por câmeras. Lembra um xadrez diferente, onde o pequeno objeto é a Rainha, pronta para dar um xeque-mate no adversário.

Mas, longe do tabuleiro e com uma complexidade diferente do xadrez, as máquinas vão a campo competir de uma forma até bem brasileira: jogando futebol. Os times são formados por seis robôs, mais dois reservas, cada um representando uma função típica dos grupos de futebol tradicionais. Zagueiros, atacantes e meios de campo correm sobre rodas atrás de uma pequena bola, que deve ser capaz de entrar na barra dos adversários.

"A gente está fazendo um trabalho muito bom e temos uma expectativa de ficar entre as melhores (equipes) da série B. Esperamos ficar no pódio", afirma o estudante Lucas Cavalcanti, um dos participantes do projeto RoboCin. “Começamos em categorias simples, para ganhar experiência. Mas o foco sempre foi ir para as maiores competições, chegar a um (torneio) internacional", afirma.

Corrida contra o relógio

O tique-taque do relógio é um aviso quase cruel de que o sonho dos jovens pode não ser concretizado. Em um cenário em que verbas para o ensino superior estão cada vez menores os alunos da Universidade Federal de Pernambuco conseguiram pouco mais de 24% do valor, insuficiente para levar os 12 estudantes.

O prazo para conseguir o valor total do projeto encerra dia 31 de maio, depois disso, eles esperam estar com as passagens em mãos para o torneio. "O sonho da gente sempre foi trabalhar com robótica. Não adianta de nada a gente ter trabalhado desde 2015 na equipe e quando chegamos no objetivo, não conseguirmos representar o nosso país na competição", lamenta o estudante. Quem tiver interesse em apoiar o projeto devem acessar http://bit.ly/robocin e realizar uma doação de, no mínimo, R$ 25.

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