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Mirtes Renata Santana de Souza, 33 anos, mãe de Miguel Otávio de Santana, morto após cair do nono andar do Edifício Píer Maurício de Nassau, no centro do Recife, protocolou na segunda-feira (03), um pedido de anulação da audição de uma testemunha do caso, ouvida sem a presença de seus advogados.

A defesa aponta que eles não foram informados sobre a data do depoimento e os únicos advogados presentes no ato foram os de Sari Corte Real, ex-patroa de Mirtes, que responde ao processo de abandono de incapaz com resultado em morte. Um representante do Ministério Público também estava na oitiva. 

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Os advogados de Mirtes reforçam que esse fato invalida a audição, uma vez que é direito da própria mãe de Miguel, representada por meio de seus advogados, realizar perguntas às testemunhas do caso. 

A morte de Miguel irá completar um ano no dia dois de junho deste ano, sem que a fase inicial do processo tenha sido encerrada pela Justiça.

A família de Miguel Otávio pede que Sarí Corte Real responda ao processo atrás das grades. A primeira-dama de Tamandaré foi acusada de abandono de incapaz com resultado em morte e passa por audiência de instrução e julgamento nesta quinta-feira (3), no Centro Integrado da Criança e do Adolescente (Cica), bairro da Boa Vista, área Central do Recife.

De acordo com a denúncia do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), Sarí negligenciou os cuidados ao filho da doméstica Mirtes Souza. Em junho, ele caiu de uma altura de cerca de 40 metros, de um edifício de luxo, no Centro do Recife. "Só quero Justiça pela morte de Miguel", clamou o pai da vítima, Paulo Inocêncio.

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A ex-patroa e Mirtes serão postas frente a frente no rito comandado pelo juiz José Renato Bizerra. Outras testemunhas serão ouvidas, dentre elas a avó do menino, Marta Santana. Familiares uniram-se a organizações não governamentais e realizam um ato por Justiça, na entrada do Cica.

"A gente crê em Deus que ela vai responder presa e pague pelo que ela fez. Que o juiz julgue como o filho dele, o parente dele', reivindica a tia-avó da criança, Sandra Maria.

Relembre o caso

No dia 2 de junho deste ano, Miguel morreu após cair do nono andar do condomínio de luxo, Pier Maurício da Nassau, localizado no Centro da capital pernambucana. Ele era filho da doméstica Mirtes de Souza, que passeava com o cão da patroa e havia deixado o garoto sob os cuidados da Sarí.

Ela fazia as unhas e permitiu que Miguel pegasse o elevador do edifício sozinho até o andar de onde caiu. Sua morte resultou na lei municipal 17.020/20, que proíbe o uso do elevador por menores de idade desacompanhados no Recife.

Na ocasião, Sarí chegou a ser presa em flagrante por homicídio culposo, quando não há intenção de matar, contudo foi liberada após fiança de R$ 20 mil. A patroa é primeira-dama do município de Tamandaré, no Litoral Sul de Pernambuco.

Após a repercussão do homicídio, um esquema de contratação de funcionários fantasmas foi descoberto na gestão do prefeito Sérgio Hacker, que incluiu as ex-funcionárias na lista de servidores do município.

 O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) ampliou o prazo para que seja apresentada a defesa da primeira-dama de Tamandaré, Sarí Côrte Real, para mais dez dias corridos, contados a partir da última terça (1). Sarí responde pelo abandono de incapaz que resultou na morte do garoto Miguel Otávio Santana, de cinco anos, que caiu do nono andar do edifício Píer Maurício de Nassau, no Centro do Recife. Ela era empregadora da mãe da criança, Mirtes Renata Santana.

O primeiro prazo acabou no dia 27 de agosto, mas o juiz responsável pelo caso aceitou o pedido de prorrogação da defesa. Sarí aguarda o julgamento em liberdade.

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Além do processo penal, a família do garoto Miguel pediu uma indenização no valor de R$ 987 mil por danos morais e materiais. Também corre um processo trabalhista em desfavor do marido de Sarí, Sérgio Hacker, pois foi observado que a doméstica Mirtes Santana e sua mãe foram indevidamente registradas como funcionárias da prefeitura de Tamandaré.

Os pais de Miguel Otávio Santana da Silva, que morreu em junho ao cair do 9º andar de um edifício de luxo do Recife, pedem a indenização de R$ 987 mil à primeira-dama de Tamandaré, Sarí Corte Real. A criança de cinco anos era filho da doméstica e estava sob os cuidados da patroa no momento da queda.

Na ação judicial, a mãe do menino, Mirtes Renata Santana de Souza, destaca que Sarí teria agido de outra forma caso fosse uma amiguinha da sua filha ao invés de Miguel, "jamais ela viraria a costas e voltaria para a manicure". Por isso, sugere que "houve preconceito social" na ação movida em conjunto com o pai da criança, Paulo Inocêncio da Silva, e a avó, Marta Maria Santana Alves.

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Os familiares indicam que a morte foi decorrência da "impaciência, da superficialidade e da futilidade". O documento ressalta que para a primeira-dama, "sobra paciência para gastar horas modelando unhas, porém falta paciência e tato para lidar com a birra de uma criança por apenas 10 minutos".

Sarí também foi denunciada pelo Ministério Público (MP) por abandono de incapaz. Caso condenada, ela pode pegar até 12 anos de prisão. Sem apresentar defesa aos processos, a acusada relatou ao Fantástico que fez tudo o que podia. "Se eu soubesse que tudo isso ia acontecer, eu voltava e tentava fazer mais do que eu fiz naquela hora", lamentou.

Após 30 dias de uma processo de investigação com 452 fases e 21 pessoas ouvidas, foi concluído o inquérito de investigação do caso do garoto Miguel Otávio, de cinco anos, morto após cair do nono andar do edifício Píer Maurício de Nassau, no centro do Recife, e ser deixado sozinho no elevador por Sari Côrte Real, patroa de sua mãe, a doméstica Mirtes Renata Santana de Souza, que passeava com o cachorro da empregadora. O delegado Ramon Teixeira, que acompanha o caso, anunciou que Sari será indiciada por abandono de incapaz.

“Entendemos, de forma fundamentada nos autos, ser perfeitamente capaz o cometimento de um crime de abandono por uma conduta omissiva. O fechamento da porta do elevador [Sari retira braço e permite que o equipamento se feche] foi acachapante para a produção do resultado”, explica Teixeira. O delegado também frisou a previsibilidade do resultado morte. “60% das unidades condensadoras apresentavam tela de proteção, outras 40% não. Uma pequena maioria dos moradores enxergou os riscos da área. Não é difícil prever que, dentre incontáveis áreas sem redes, com escadarias, lajes técnicas desprotegidas, piscina, diversas seriam as formas de se alcançar o resultado morte indesejado, mas previsível”, completa.

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Através de uma animação, a perícia explica o caminho feito por Miguel. O garoto desce do elevador no nono andar, abre a porta corta-fogo, caminha pelo corredor, até encontrar uma janela à sua esquerda, que pula. Com isso, se vê em uma pequena área destrita de condensadores de ar diante de um gradil com função estética, no qual sobe e pula. “Dois funcionários confirmaram que ouviram por duas vezes gritos de criança pela mãe, de chamamento. Difícil estabelecer com precisão o que aconteceu, mas é perfeitamente possível que a criança tivesse visto a mãe com o cachorro da moradora na pista do edifício e inferir que o motivo pelo qual a criança chamou a mãe é diretamente decorrente do fato de ter sido abandonada”, coloca o delegado.

Embora a porta corta-fogo estivesse com as trancas quebradas e não houvesse tela de proteção no recinto adentrado por Miguel, o edifício e sua administração não serão responsabilizados. “Teriam levado ao mesmo resultado. O laudo deixou claro que não havia sido o sistema de travamento que teria impedido a criança de escalar [o gradil] e isso também reforça a previsibilidade”, completa Teixeira.

Segundo o perito do Instituto de Criminalística André Amaral, a morte de Miguel tratou-se de um evento de natureza acidental. “Era inviável a presença de outra pessoa no local. Houve desequilíbrio e precipitação da criança”, comentou.

O crime de abandono de incapaz está previsto no artigo 133 do código penal, “abandonar pessoa que está sob seu cuidado, guarda, vigilância ou autoridade, e, por qualquer motivo, incapaz de defender-se dos riscos resultantes do abandono”. Caso a conduta resulte em morte, a pena é de detenção, entre quatro e 12 anos.

A primeira-dama de Tamandaré, Sarí Côrte Real, acusada de homicídio culposo pela morte do garoto Miguel Otávio, de cinco anos- que caiu do nono andar do edifício Píer Maurício de Nassau, popularmente conhecido como parte das “Torres Gêmeas”, no Centro do Recife-, disse à polícia, em depoimento prestado na última segunda (29), que “simulou” ter apertado botões para andares superiores no elevador de serviço onde deixou o garoto, sozinho. De acordo com o que disse Pedro Avelino, advogado de Sarí, em entrevista à TV Globo, sua cliente teria tomado essa atitude com a intenção de enganar o menino, para dissuadi-lo a deixar o equipamento.

Durante a ouvida, o delegado Ramon Teixeira também ouviu a acusada dizer que não tinha culpa pela morte de Miguel. Patroa da mãe do garoto, Mirtes Souza, Sarí disse ainda que tentou ligar para a funcionária, que passeava com seu cachorro, três vezes, sem que ela atendesse. Na segunda, Avelino pediu ao delegado Ramon Teixeira que abrisse a delegacia duas horas mais cedo, para que Sarí não fosse assediada por curiosos e manifestantes. A atitude foi reprovada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que está oficialmente habilitada para acompanhar o caso. “Ele se colocou numa atitude muito ruim, porque só fez levantar a suspeita de que pode haver algum tipo de proteção ou favorecimento da pessoa investigada”, enfatizou o presidente da Comissão de Direitos Humanos, Cláudio Ferreira.

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Por meio de nota, a Polícia Civil se defendeu afirmando que a antecipação da abertura da delegacia não prejudicou o processo investigativo e foi realizada com o intuito de evitar “risco de agressão à depoente por parte dos populares”. Na saída da delegacia da Boa Vista, no bairro de Santo Amaro, Sarí também recebeu escolta de viaturas de polícia. 

A primeira dama de Tamandaré, Sarí Côrte Real, deixou a delegacia da Boa Vista, no bairro de Santo Amaro, área central do Recife, entre gritos de "assassina" e "justiça". Moradores do entorno formaram uma multidão, em frente ao prédio, para aguardar a saída da empresária, investigada pela morte do menino Miguel Otávio, de cinco anos, que caiu do prédio de luxo onde Sarí mora e a mãe do garoto trabalhava como empregada doméstica.

Policias precisaram passar um cordão de isolamento para conter a população. Apenas oficiais e jornalistas foram permitidos no local. Confira:

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Mais cedo, Mirtes Regina, a mãe da criança também apareceu e chegou a conversa com a ex-patroa que, segundo ela, não pediu desculpas ou apresentou remorso pela perda do menino. Sarí Côrte Real compareceu à delegacia para prestar o último depoimento do caso, na manhã desta segunda-feira (29).

O menino morreu no início deste mês, após cair do nono andar do condomínio popularmente conhecido como Torres Gêmeas, na área Central do Recife. A investigada e primeira-dama do município de Tamandaré, no Litoral Sul, estava responsável por Miguel no momento da queda.

A Polícia Civil informou que o horário para o depoimento de Sarí Côrte Real foi antecipado a pedido da defesa da investigada. Na manhã desta segunda-feira (29), a primeira-dama de Tamandaré foi à Delegacia de Santo Amaro, no Centro do Recife, para dar sua versão sobre a morte de Miguel Otávio, de cinco anos, no início do mês.

Os advogados pediram para a delegacia abrir duas horas mais cedo para evitar aglomeração e proteger Sarí de possíveis agressões por parte de populares, informa a polícia. O delegado responsável aceitou o requerimento ao entender que o regime especial não traz prejuízos para a investigação.

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Na manhã desta segunda-feira (8), peritos do Instituto de Criminalística foram ao Píer Maurício de Nassau, no bairro de São José, área Central do Recife, para vistoriar as instalações do edifício e refazer os últimos passos do pequeno Miguel Otávio Santana. O menino, de apenas cinco anos, foi deixado sozinho no elevador e morreu ao cair do 9º andar.

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A investigação pretende elucidar a morte do garoto e o envolvimento de Sarí Côrte Real, primeira-dama do município de Tamandaré, no Litoral Sul de Pernambuco, e patroa da mãe de Miguel, a doméstica Mirtes Renata. Ela estava responsável pelo menino, enquanto a funcionária passeava com sua cadela.

Câmeras de monitoramento do elevador registraram o momento em que Sarí deixa Miguel só e aperta um dos botões do equipamento. Na procura pela mãe, o pequeno acessou a área onde ficam aparelhos de ar-condicionado e caiu do 9º andar, de uma altura de aproximadamente 35 metros. 

Sarí foi autuada em flagrante por homicídio culposo, quando não há intenção de matar, mas foi posta em liberdade após pagar a fiança de R$ 20 mil. O caso ganhou repercussão nacional e gerou revolta nas redes sociais.

Na última sexta-feira (5), um protesto em frente ao condomínio de luxo uniu uma multidão, que pediu Justiça pela morte do menino.

Tarde desta sexta (5), foi marcada por protestos no edifício de onde Miguel caiu. (Júlio Gomes/LeiaJá Imagens)

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O prefeito e a primeira-dama de Tamandaré, no litoral sul de Pernambuco, respectivamente, Sérgio Kacker e Sarí Côrte Real, foram impedidos de acessar o velório do garoto Miguel Otávio Santana da Silva, de cinco anos, que faleceu após cair do nono andar do edifício Píer Maurício de Nassau, que integra o conjunto residencial popularmente conhecido como “Duas Torres”, no Centro do Recife. Sarí responderá por homicídio culposo pela morte, por ter deixado Miguel sozinho no elevador e apertado nos botões de comando para andares superiores. O funeral foi realizado na última quinta (5), no Cemitério de Bonança, no município de Moreno, na Zona da Mata pernambucana.

A visita dos Côrte Real revoltou a família de Miguel. “Se alguém olha pro nosso filho atravessado, a gente já vira uma leoa e a mulher ainda ter capacidade de ir pro velório? A gente já não estava suportando mais quando meu esposo pediu para eles saírem, indignado, e eu a amaldiçoei, porque tenho esse direito. Expulsei ela de lá porque ela foi cínica”, conta Erilurdes de Souza, tia do garoto.

Enquanto Miguel era deixado sozinho no elevador, sua mãe, que era empregada doméstica dos Côrte Real, passeava com o cachorro de Sarí. “A vida dele foi trocada, porque preferiram que um  ser humano cuidasse de um animal do que do próprio filho. Simples, era só ela [Sarí] ligar e pedir para a mãe voltar para cuidar da criança. Quando ela chegou no velório, todo mundo se afastou. Ela queria entrar para esconder a face, mas não vai esconder”, completa Erilurdes.

A doméstica Mirtes Renata Santana de Souza, mãe de Miguel Otávio Santana da Silva, morto ao cair do 9º andar de uma das Torres Gêmeas, edifícios de luxo da área Central do Recife, consta como servidora da Prefeitura de Tamandaré. No entanto, ela trabalhava na residência do prefeito do município do Litoral Sul, Sérgio Hacker (PSB), e da esposa Sarí Corte Real. Câmeras do elevador mostram que a primeira-dama acionou um botão para um andar superior e deixou o menino sozinho.

De acordo com o Portal da Transparência de Tamandaré, Mirtes foi admitida em fevereiro de 2017 e exerce o cargo comissionado de Gerente de Divisão, com lotação em Manutenção das Atividades de Administração. A folha de pagamento aponta que ela recebia o salário líquido de R$ 1.015,24 e não informa sobre a data de desligamento.

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Um protesto foi convocado pela família do garoto para a tarde desta sexta-feira (5), em frente ao condomínio de luxo onde ocorreu a queda. O ato pede a prisão de Sarí Corte Real, que cuidava de Miguel, enquanto a mãe passeava com sua cadela. A primeira-dama foi autuada em flagrante por homicídio culposo, mas pagou a fiança de R$ 20 mil e responderá pelo crime em liberdade

Uma petição online também foi iniciada o pedido de Justiça se reverbere. Até o momento da publicação, o abaixo-assinado já a superou 1.317.000 assinaturas.

O Vaticano criticou a decisão da Congregação das Missionárias da Caridade de registrar o sári da Madre Teresa de Calcutá, a ponto de o Papa Francisco poder se pronunciar a respeito.

"Santa Madre Teresa de Calcutá é um símbolo universal, amada pelos fiéis, os não crentes, os que acreditam de forma distinta", declarou o cardeal José Saraiva Martins, de 85 anos, ex-prefeito da Congregação das Causas para os Santos, depois de ficar sabendo dos planos as Missionárias da Caridade.

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As autoridades indianas deram permissão para que as Missionárias registrem os direitos de imagem do sári da religiosa, uma medida inédita que fará com que qualquer pessoa que use o sári, no formato que for (fotos, filmes, livros, etc) da religiosa, terá de pagar pelos direitos.

"É um absurdo que se tenha de pagar pelo uso da imagem de seu sári branco com barras azuis", protestou Martins.

Vários outros religiosos expressaram a mesma revolta no Vaticano.

Convertido no "uniforme" das Missionárias da Caridade em todo o mundo, o sári de Madre Teresa é branco (símbolo da pureza) com três barras azuis que representam a pobreza, a castidade e a obediência.

O estilista indiano Sabyasachi Mukherjee levou para as passarelas um tradicional traje feminino do país: o sari. A peça, que se dependesse das mais jovens poderia estar fadada a ficar no fundo do armário, voltou a ser moda. 

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