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Na última quinta-feira (12), o WhatsApp anunciou a chegada de um novo recurso, via sua conta no Twitter. A partir de agora, será possível enviar pelo mensageiro arquivos de até 100 MB. Porém, o que era para ser uma notícia boa para quem precisa enviar documentos mais pesados em anexo - que não iriam via e-mail, por exemplo - virou uma verdadeira zoeira nos comentários.

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Isso porque, ao ser marcada por um usuário na publicação, a conta oficial do Telegram - serviço de mensagens rival da rede de Mark Zuckerberg - foi lá alfinetar o concorrente. "Precisa enviar uma mensagem, mas o arquivo é muito grande para outros mensageiros? Tente usar o Telegram, onde você consegue enviar arquivos de até 1.5 GB", escreveu a conta. 

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Após a mensagens outro usuário do Twitter respondeu à publicação dizendo que o WhatsApp precisava melhorar seu jogo. "O Telegram está 50 anos à frente com seus recursos. Há possibilidade de criar seu próprio tema, excluir mensagens sem contar para todo mundo, emojis e stickers ao vivo, armazenamento em nuvem, etc. Em comparação ao Telegram, o WhatsApp ainda está em 2006. Andem logo", escreveu

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A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Fake News aprovou nessa terça-feira (10) a convocação de representantes no Brasil das empresas WhatsApp, Google, Twitter, Youtube, Instagram, Facebook, The Intercept Brasil e Telegram para prestar depoimento, além da professora feminista Dolores Aronovich (Lola) que sofreu cyberbullying recebendo até ameaças de morte em seu blog. Os requerimentos foram iniciativa da deputada Luizianne Lins (PT-CE).

O objetivo é ouvir os representantes dessas empresas para que eles possam se manifestar sobre o problema das fake news nas redes sociais, visto que é principalmente nestes sites que elas se proliferam.

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"Existe hoje um processo de fake news em todas as redes sociais. É impossível a gente começar a investigar qualquer coisa se a gente não ouvir as próprias empresas que hoje são responsáveis pela constituição desses compartilhamento, digamos assim, do ponto de vista do que a sociologia chama de fala pública", explicou Luizianne.

A deputada Lídice da Mata (PSB-BA), relatora da comissão, apresentou o plano de trabalho do colegiado que, no entanto, não foi votado. Ela propõe a realização de quatro audiências públicas, sendo a primeira focada em conceituar as fake news com a presença de acadêmicos e especialistas no tema.

Já a segunda e a terceira audiências seriam realizadas com a presença dos representantes das empresas de redes sociais, incorporando os requerimentos da deputada Luizianne Lins. A quarta audiência seria focada nas leis de proteção de dados.

"A nossa proposta é também que a gente possa estabelecer pelo menos mais duas sub-relatorias sobre o crime envolvendo crianças e adolescentes, sobre cyberbullying e sobre a privacidade de dados. Nós poderíamos ter essas três sub-relatorias trazendo a esta comissão geral duas ou três audiências públicas sobre esses temas específicos, para que depois pudéssemos incorporar todos ao nosso relatório geral",  acrescentou a relatora.

Presidida pelo senador Ângelo Coronel (PSD-BA), a CPI mista tem 180 dias para investigar a criação de perfis falsos e ataques cibernéticos nas diversas redes sociais, com possível influência no processo eleitoral e debate público. A prática de cyberbullying contra autoridades e cidadãos vulneráveis também será investigada pelo colegiado, assim como o aliciamento de crianças para o cometimento de crimes de ódio e suicídio.

Debate entre os parlamentares

Alguns parlamentares do Partido Social Liberal (PSL) questionaram os motivos para se ouvir representantes das redes sociais. Também pediram para que a votação dos requerimentos fosse nominal e, por fim, que fosse adiada. Para o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), a oitiva dos representantes das redes sociais poderia ser uma tática para se questionar as eleições de 2018.

"Não existe um fato determinado. Está claramente visto por qualquer um, que vão trazer aqueles que instrumentalizam as redes sociais para começar a buscar um fato determinado que não está configurado aqui. Não existe razão específica para essa convocação. Temos de tomar muito cuidado com os procedimentos desta comissão para que não estejamos perdendo nosso tempo e que não esteja havendo um direcionamento muito claro nos embates aqui, com alvos predeterminados", alertou.

O deputado Rui Falcão (PT-SP) explicou que a ideia de convocar as plataformas é justamente não ter nenhum preconceito.

"Nós queremos conceituar o que são fake news e como que essas plataformas funcionam. Nós não estamos preocupados com o processo eleitoral de 2018, que é um dos pontos, há muitas outras coisas", explicou o deputado.

A votação do requerimento que pedia o adiantamento, no entanto, foi encerrada devido à ausência do autor.

*Da Agência Senado

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Fake News se reúne nesta terça-feira (10), às 14h30, para votar seus primeiros requerimentos. Entre eles estão a convocação dos representantes legais no Brasil do Whatsapp, Google, Instagram, Youtube, Twitter e Telegram — empresas responsáveis por redes sociais, meios de distribuição de notícias entre a população —, além dos responsáveis pelo site noticioso The Intercept Brasil.

“Em busca de informações que elucidem fatos sobre o objeto determinado pela CPMI, é imprescindível contar com aquelas advindas de pessoas que ocupam funções importantes nas empresas que, por sua posição dentro do fluxo comunicacional, podem conter elementos que colaborem com as investigações”, explicou a deputada Luiziane Lins (PT-CE), autora dos requerimentos na comissão mista.

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Também há pedido para que seja ouvida a professora universitária e blogueira feminista Lola Aronovich, alvo de uma campanha cibernética difamatória e perseguição física no Ceará.

A CPI das Fake News vai investigar a criação de perfis falsos e ataques cibernéticos nas diversas redes sociais, com possível influência no processo eleitoral e debate público. A prática de cyberbullying contra autoridades e cidadãos vulneráveis também será investigada pelo colegiado, assim como o aliciamento de crianças para o cometimento de crimes de ódio e suicídio.

A comissão parlamentar de inquérito é presidida pelo senador Ângelo Coronel (PSD-BA) e tem como relatora a deputada Lídice da Mata (PSB-BA).

A reunião está marcada para o Plenário 19 da Ala Alexandre Costa.

*Da Agência Senado

 

O Google Assistente vai passar a ler suas mensagens de WhatsApp e Telegram. Porém, dessa vez, não estamos falando sobre quebra de segurança ou privacidade, mas sim de uma atualização que a ferramenta do Google receberá, em breve. Atualmente, já é possível pedir ao assistente para fazer a ação com mensagens SMS, via comando de voz. 

Além dos principais aplicativos de mensagens usados no Brasil, o assistente poderá acessar também apps como Discord, GroupMe, Slack e muitos outros, basta o usuário permitir o acesso. Para que o Assistente leia em voz alta suas mensagens é preciso fazer o passo a passo “ok, Google”, “leia minhas mensagens", em seguida a ferramenta vai exibir um cartão com a última mensagem recebida e começará a lê-la em voz alta.

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Essa leitura será feita em aplicativos de mensagens compatíveis, por isso o recurso exige que o assistente tenha acesso às suas notificações. Após o assistente terminar a tarefa será colocada uma opção para o usuário ditar uma resposta e a mensagem será marcada como lida. Apesar do acesso o recurso ainda não suporta a reprodução de mensagens que contenham áudio ou vídeos anexados. Ele avisa que há o formato, mas não o reproduz. 

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A Polícia Federal (PF) informou nesta quarta-feira (24), em coletiva de imprensa, que mil números telefônicos diferentes podem ter sido alvo da quadrilha suspeita de hackear o aplicativo de mensagens Telegram do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, e de outras autoridades. O ministro da Economia, Paulo Guedes, também pode estar entre as vítimas.

"Aparentemente, mil números telefônicos diferentes foram alvo desse mesmo modus operandi dessa quadrilha. Há possibilidade, ainda não temos uma identificação e nem começamos a fazer isso, mas há possibilidade de um número muito grande de possíveis vítimas desse mesmo tipo ataque que está sendo investigado agora", disse o coordenador geral de Inteligência da PF, João Vianey Xavier Filho. 

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A PF investiga se o ministro da Economia foi vítima do mesmo grupo. "No momento da busca e apreensão, no celular de um dos indivíduos estava uma conta no aplicativo de mensagens vinculada com o nome Paulo Guedes. A gente tem que confirmar isso de forma pericial, mas é forte indicativo de que a conta seja realmente a do ministro", explicou o diretor do Instituto Nacional de Criminalística, Luiz Spricigo Júnior.

De acordo com Filho, os números telefônicos supostamente atacados serão identificados para que se possa aferir a extensão exata dos ataques. A PF vai encaminhar ainda nesta quarta-feira um ofício para o presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) solicitando uma reunião para buscar formas de sanar as fragilidades encontradas na investigação.

Atuação

De acordo com a PF, a investigação é conduzida desde pelo menos abril, quando procuradores da Força Tarefa da Lava Jato passaram a relatar algumas ligações recebidas em seus aparelhos originadas do próprio número. Em junho, Moro e outras autoridades informaram ocorrência semelhante. 

A polícia conseguiu então chegar aos números de IP, que são relacionados à conexão à internet, dos dispositivos que supostamente executaram os ataques. Também foi identificado o tipo de equipamento que os indivíduos usavam. "Um dos equipamentos era um celular exatamente da marca e modelo que foi identificado na posse dos indivíduos", diz Júnior.

De acordo com Filho, na residência de um dos alvos, foi localizado pela PF um computador contendo "atalhos de conexão a várias contas de aplicativo de mensagem". Segundo ele, tudo indica que havia captura sistemática de contas desses aplicativos. "Não há como confirmar, o levantamento é preliminar, mas tudo indica, e aparentemente isso vai ser melhor esclarecido mais adiante, que o conteúdo das mensagens dessas contas capturadas era baixado nos dispositivos, nos computadores dos investigados", diz Filho.

A PF deverá detalhar as formas de atuação dos investigados em laudo pericial, a ser encaminhado ainda esta semana.

Fraudes bancárias

De acordo com a PF, o grupo era especializado em fraudes bancárias por meio da internet. "O perfil dessas pessoas é de estelionato bancário eletrônico. Eles estão, em vários graus diferentes de envolvimento, de alguma forma ou de outra, vinculados a fraudes bancárias eletrônicas, praticadas mediante internet banking, mediante engenharia social com contato de possíveis vítimas e fraudes em cartões de crédito e débito", diz Filho. Segundo ele, foi localizada na casa de um dos alvos quase R$ 100 mil em espécie.

 

O celular do ministro da Economia Paulo Guedes, um dos nomes mais fortes do governo de Jair Bolsonaro, foi alvo de um ataque de hackers. De acordo com a assessoria do ministro, o celular de Guedes acessou por volta das 22h30 de segunda-feira (22) o aplicativo de mensagens Telegram. 

A movimentação, porém, não foi feita por Guedes, mas sim, por um suposto hacker. A assessoria pediu que as mensagens enviadas do aparelho de Guedes sejam desconsideradas.

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Em dois dias, esse é o segundo caso de celulares invadidos de membros do governo. No domingo (21), a líder no Congresso, a deputada federal Joice Hasselmann (PSL), informou que seu aparelho tinha sido hackeado.

Em junho, foi a vez do ministro da Justiça, Sergio Moro, ter o celular invadido.

Da Ansa

Em sua participação em audiência na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados nesta terça-feira (2), o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, foi bombardeado por questionamentos por parlamentares da Oposição.

Atrelado a isto, deputados da Situação também fizeram questão de exaltar e mostrar confiança no ministro. Sergio Moro aproveitou para lembrar do trabalho desempenhado pela Lava Jato. “A operação Lava Jato foi a maior investigação de lavagem de dinheiro no país. Foi um trabalho institucional”, pontuou.

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Em uma audiência com nervos à flor da pele por parte dos presentes, por vezes as falas do ministro e dos parlamentares foram interrompidas por desavenças nas opiniões. O presidente da Câmara, Davi Alcolumbre (DEM), fez ameaças de acabar com o encontro caso a ordem não fosse restabelecida.

“Eu saí do Telegram em 2017 e não tenho mais esse material. Não tenho como saber a autenticidade dessas mensagens. Aqueles que têm as supostas mensagens, que apresentem a autoridades independentes. Aí tudo vai poder ser examinado e verificado a autoridade”, disse Moro

O ministro ainda ressaltou que o material divulgado não mostram nada além do rotineiro. “Mesmo considerando esse material que foi veiculado, o que se sabe é que não tem nada demais naquela conversa. Não tem nenhum diálogo que houvesse combinação entre procurador e juiz”, afirmou.

Você já ouviu a palavra do Telegram, hoje? Nos últimos dias, o país inteiro descobriu que um dos usuários mais assíduos do aplicativo de mensagens azulzinho era Ministro da Justiça, Sergio Moro. Após as conversas particulares do ex-juiz terem sido vazadas para a imprensa, a ferramenta voltou aos holofotes e atraiu a curiosidade de milhares de pessoas sobre seu funcionamento e - principalmente - sobre a sua segurança.

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Os usuários do Telegram (e ele próprio) defendem aos cinco ventos da internet que não há serviço melhor para trocar mensagens. Porém, se você ainda tem dúvidas, ou só começou a ouvir falar na ferramenta há pouco tempo, confira 10 motivos que vão te mostrar que o Telegram é, na verdade, um dos melhores mensageiros para usar atualmente.

Ocupa menos espaço

Um dos benefícios de instalar o Telegram em smartphones Android ou iOS é o tamanho. Por ser uma ferramenta baseada em nuvem o aplicativo ocupa um espaço pouco significativo no aparelho. Não é preciso baixar fotos ou vídeos para visualizá-los e todas as conversas podem ser acessadas em diversas plataformas compatíveis com o app.

Acelerador de áudios

Sabe aquele amigo que manda áudios imensos, com mais de três minutos? Ele não vai ser mais um problema. Se você não gosta de passar muito tempo escutando esse tipo de mensagem o Telegram tem uma função de ouvir o áudio no “rapidinho”. É possível acelerar sem precisar pular partes da faixa tentando achar a parte que realmente você vai ter que responder.

Privacidade é importante

Se você procura por privacidade o aplicativo oferece uma série de medidas para garantir que seus segredos estejam seguros. É possível chamar colegas para “Chats Secretos”, específicos por dispositivo, com mensagens, fotos e vídeos que se autodestroem, bloquear seu aplicativo com uma senha e colocar uma verificação em duas etapas, para proteger ainda mais suas conversas.

Uma vez que você tenha habilitado a verificação em duas etapas, para acessar o app será preciso o código SMS e sua senha para entrar. Também é possível definir um e-mail para recuperação, que ajudará caso você esqueça sua senha.

Não tem grupo da família, mas se quiser pode

Uma das partes mais complicadas de viver no WhatsApp é participar dos grupos de família. É provável que a maioria dos seus parentes ainda não tenha migrado para o Telegram e, por isso, se você estiver enjoado das correntes, piadas e gifs de bom dia de seus tios e primos, o aplicativo ainda é um lugar seguro.

Porém, se você quiser levar todo mundo para o Telegram é importante saber que os grupos da ferramenta suportam até 200 mil pessoas. Nele é possível editar e apagar mensagens, fixar tópicos importantes, silenciar o grupo, torná-lo público, customizar bots e até mesmo impedir que os membros publiquem tipos específicos de conteúdo.

É sempre pioneiro

Apesar de muitas dessas funcionalidades já serem vistas em aplicativos de mensagens, geralmente é no telegram que elas chegam primeiro. Por possuir código aberto, muitos desenvolvedores sugerem melhorias para o app, que testa e repassa para os usuários. Um exemplo disso é que, muito antes do WhatsApp os stickers, gifs e a tela de vídeo em miniatura do YouTube já eram utilizados por lá.

Visto por último só para quem você quiser

Exatamente! Não existe "ou tudo ou nada" no Visto por Último" do Telegram. Você pode escolher exatamente quem pode ver você online. As pessoas só podem ver seu status online se você estiver compartilhando seu Visto por Último com elas. Você verá, no entanto, um Visto por Último aproximado que varia entre Visto recentemente - abrange qualquer período entre 1 segundo e 2 ou 3 dias; Visto na última semana - entre 2, 3 e sete dias; Visto no último mês - entre 6, 7 dias e um mês; Visto há muito tempo - mais de um mês (isso também é sempre exibido para usuários bloqueados).

Atalhos de emojis e vídeos

Quer procurar um gif ou vídeo e não sabe como? Digite o @gif ou @vid + do que você gostaria de encontrar e na sua própria janela o app vai lhe dar opções de conteúdo. Esses atalhos são boots.  Os bots são feitos por desenvolvedores terceiros usando a API e plataforma de Bots do Telegram. Você pode encontrar como usar alguns deles na internet.

Código aberto

O Telegram é aberto por questões ideológicas de seus desenvolvedores Pavel e Nikolai Durov. Qualquer um pode verificar seu código-fonte, protocolo e a API. Inclusive, a plataforma encoraja especialistas em segurança a auditar seu sistema e gerar feedbacks. O objetivo de seus criadores não é gerar lucro, mas criar um app que misture segurança, confiabilidade e velocidade em qualquer rede.

Não precisa adicionar para falar

Se você quiser falar com alguém pelo Telegram o contato não precisa estar salvo no seu telefone. Basta digitar o nome de usuário delas no campo de busca. Elas também poderão encontrar você da mesma forma (mas antes é preciso criar o nome de usuário). Mas não se preocupe, se alguém lhe adicionar e mandar mensagens indesejadas é possível denunciar o perfil. As contas denunciadas só podem enviar mensagens para pessoas que têm o número delas salvo como um contato.

Eles têm um prêmio para quem conseguir hackear o app

E por fim e não menos importante, o Telegram acredita tanto no seu esquema de segurança anti-hackers que há um prêmio para quem conseguir invadir o aplicativo. Qualquer um que afirme que as mensagens do Telegram podem ser decifradas pode enviar um relatório detalhado de como conseguiu - para provar sua afirmação - e a plataforma irá premiar o hacker com US$ 300 mil. Eles também oferecem recompensas para vulnerabilidades identificadas com sucesso em nossos aplicativos e protocolo.

 

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, será ouvido nesta quarta-feira (19) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. A expectativa é que esclareça troca de mensagens, por meio do aplicativo Telegram, entre ele e o procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato, sobre procedimentos e decisões em processos, incluindo os que levaram à condenação do ex-presidente Lula.

As mensagens, segundo o site The Intercept Brasil, foram trocadas entre 2015 e 2018 e obtidas a partir da invasão de aparelhos dos procuradores por hackers ainda não identificados.

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Após os vazamentos das conversas, será a primeira vez que Sergio Moro irá ao Congresso Nacional para falar sobre o assunto. Na semana passada, o ministro participou, no Senado, de um almoço com parlamentares no Bloco Parlamentar Vanguarda – DEM, PSC e PL - mas não falou com os jornalistas.

Regras

Segundo a presidente da CCJ, senadora Simone Tebet (MDB-MS), a reunião deverá contar com reforço na segurança. 

Moro terá 30 minutos para fazer sua exposição inicial. Em seguida, os senadores inscritos, intercalados por ordem de partido, terão cinco minutos para réplica.

O ministro terá o mesmo tempo para resposta e, depois, os parlamentares terão prazo máximo de dois minutos para réplica e tréplica. 

Simone disse que as regras de condução foram definidas seguindo as normas regimentais e que a lista de inscrição dos senadores será aberta às 9h, mesmo horário em que a reunião foi convocada.

Estratégia

Ao ser alertado de que no Senado, logo depois do vazamento das conversas, estavam sendo preparados requerimentos com pedidos para que ele se explicasse na CCJ e até de uma CPI pelo senador Ângelo Coronel (PSD-BA), o próprio Moro se adiantou e se colocou à disposição da Casa.

A intenção do ministro foi comunicada pelo senador Fernando Bezerra Coelho(MDB-PE), líder do governo no Senado. Em ofício enviado ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), o líder destacou o desejo do ministro de esclarecer os fatos.

“Manifestamos nossa confiança no ministro Sergio Moro, certos de que esta será uma oportunidade para que ele demonstre a sua lisura e correção como juiz federal, refutando as críticas e ilações a respeito de sua conduta à frente da Operação Lava Jato”, ressaltou Bezerra no oficio.

A disposição do ministro surtiu efeito e a mobilização do senador Ângelo Coronel para reunir assinaturas para propor uma CPI parou ou, pelo menos, foi suspensa. Na avaliação de parlamentares governistas as explicações dadas por Moro serão suficientes para convencer a maioria e esvaziar uma tentativa de CPI.

Câmara

Uma semana depois ir ao Senado, no dia 26, será a vez de Moro dar explicações sobre o mesmo assunto aos deputados.

O presidentes das comissões de Direitos Humanos e Minorias; Trabalho, Administração e Serviços Públicos; Fiscalização Financeira e Controle e Constituição e Justiça da Câmara fecharam um acordo para aglutinar em um só os diversos requerimentos que convocavam o ministro da Justiça.

Na noite dessa quarta (12), o editor executivo do The Intercept, Leandro Demori, deu entrevista ao jornalista Reinaldo Azevedo e revelou uma nova informação sobre as conversas vazadas entre o atual ministro da justiça Sérgio Moro e o procurador da Lava Jato, Deltan Dallagnol. Em trecho de conversa entre os dois, o ministro Luiz Fux, do STF, foi citado como homem de confiança da Lava Jato.

Em uma das mensagens ao grupo de procuradores da Lava Jato, Dallagnol teria escrito: “Caros, conversei com Fux mais uma vez hoje. Reservado, claro. Ele disse que Teori (Zavascki) fez queda de braço com Moro e se queimou. Fux disse para contarmos com ele para o que precisarmos mais uma vez. Só faltou, como bom carioca, me chamar para ir à casa dele”.

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Dallagnol copiou a mensagem e encaminhou para o então juiz Sérgio Moro, que teria respondido: “Excelente, in Fux we trust” (No Fux nós confiamos).

Luiz Fux, ministro do STF desde 2011, foi o responsável pela liminar que impediu o ex-presidente Lula de dar entrevistas antes do segundo turno das eleições. Fux também negou um habeas corpus ao petista quando a defesa recorreu ao Supremo.

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As polêmicas envolvendo o vazamento de mensagens do ministro Sérgio Moro não param de acontecer. Nesta terça-feira (11), o ex-magistrado usou sua conta no Twitter para afirmar que seu aplicativo de mensagem, Telegram, havia sido hackeado - dando a entender que as conversas conseguidas pelo The Intercept Brasil teriam sido obtidas de forma ilegal. Porém, o que ele não esperava é que o próprio aplicativo fosse negar o ocorrido.

Ao responder um usuário no Twitter, que mencionava o ataque hacker, a conta oficial do mensageiro negou que qualquer atividade criminosa que tenha conseguido quebrar a criptografia utilizada para proteger as mensagens de seus usuários.

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O aplicativo criptografa suas mensagens usando o protocolo MTProto e, entre 2014 e 2015, chegou a oferecer uma recompensa para quem conseguisse quebrar a criptografia da plataforma. O valor que seria dado ao vencedor era de US$ 300 mil, porém, ninguém conseguiu cumprir o desafio.

O órgão das telecomunicações russo Roskomnadzor informou nesta segunda-feira (28) que pediu à Apple que bloqueie o popular aplicativo de mensagens Telegram da App Store. Caso o pedido não seja atendido, a loja virtual do iPhone poderá será suspensa do país.

O aplicativo Telegram está suspenso em todo o território da Rússia desde abril. A proibição foi imposta como resultado da recusa do Telegram de fornecer às autoridades russas as chaves de criptografia para decifrar mensagens trocadas por seus usuários, conforme exigido pelas leis locais.

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Em comunicado, o Roskomnadzor informou à Apple que bloqueie as notificações de push para os usuários do Telegram na Rússia, o que significaria que eles não poderiam receber alertas para novas mensagens. A agência pede ainda que o aplicativo também não seja mais disponibilizado para download.

Alguns russos, porém, ainda podem acessar o Telegram por meio de redes virtuais privadas. Segundo informações do site Wired, serviços semelhantes como o ICQ e TamTam viram sua popularidade aumentar com o bloqueio do Telegram. A Apple é conhecida por atender aos pedidos de censura, desde que eles sigam as leis de um país.

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Os russos estão lançando aviõezinhos de papel nos céus de Moscou, nesta segunda-feira (30), em protesto contra a recente repressão das autoridades do país contra o aplicativo de mensagens Telegram. Jovens ativistas realizaram uma manifestação em solidariedade a empresa, depois que o governo local proibiu o uso do serviço no início deste mês.

O órgão regulador das comunicações russo acredita que o serviço está violando as leis nacionais ao não fornecer as chaves de criptografia para que as autoridades acessem as mensagens enviadas por usuários da plataforma. Milhares de IPs foram bloqueados nos últimos dias com o objetivo de impedir o funcionamento do Telegram.

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Ao realizar o processo, o órgão regulador russo prejudicou não só o Telegram, como também milhões de usuários de outros serviços por bloquear IPs que afetam empresas como Google e Apple. A ferramenta de buscas, assim como o Gmail, está entre os produtos afetados.

"Estamos cientes de relatos de que alguns usuários na Rússia não conseguem acessar alguns produtos do Google e estamos investigando esses relatórios", disse um porta-voz do Google, em uma resposta por e-mail enviada ao site TechCrunch.

O Telegram afirma que mais de 18 milhões de IPs já foram bloqueados. "Por 7 dias a Rússia vem tentando banir o Telegram em seu território - sem sorte até o momento. Estou entusiasmado por termos conseguido sobreviver à tentativa mais agressiva de censura na internet na história da Rússia, com quase 18 milhões de endereços IP bloqueados", informou o criador do aplicativo, Pavel Durov, no último dia 22.

Com o Telegram oficialmente bloqueado na Rússia, o mensageiro do ICQ (popular na década de 1990) ressurgiu das cinzas e está sendo usado pelos funcionários de Moscou para se comunicarem entre si. As informações são do jornal russo Komsomolskaya Pravda.

A mídia russa havia informado anteriormente que o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, havia instalado o ICQ e estava testando o serviço. O movimento surge depois que o órgão regulador das comunicações do país foi autorizado por um tribunal distrital de Moscou a bloquear o Telegram em todo o território da Rússia em 13 de abril.

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A proibição, que entrou em vigor nesta segunda-feira (16), foi imposta como resultado da recusa do Telegram de fornecer às autoridades russas as chaves de criptografia para decifrar mensagens trocadas por seus usuários, conforme exigido pelas leis locais.

A equipe do Telegram explicou que simplesmente não poderia fornecer as chaves para descriptografar as mensagens, porque elas são armazenadas nos dispositivos dos usuários, e não em seus servidores. O fundador do Telegram, Pavel Durov, anunciou que planeja implementar contramedidas à proibição na Rússia.

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Os provedores de acesso à internet russos começaram a bloquear nesta segunda-feira o aplicativo de mensagens Telegram após decisão da agência reguladora de telecomunicações Roskomnadzor.

"Roskomnadzor recebeu a decisão do tribunal de Taganski [em Moscou] de bloquear os serviços do Telegram em território russo, e esta informação foi enviada às operadoras na segunda-feira, 16 de abril", indicou Roskomnadzor em um comunicado.

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Na sexta-feira, um tribunal de Moscou ordenou o bloqueio do Telegram na Rússia por se recusar a fornecer aos serviços especiais russos (FSB) as chaves de criptografia para acessar as mensagens de seus usuários.

"É revelador que governos autoritários, como da Rússia, estão tentando bloquear o Telegram pela questão da criptografia, mas estão mais relaxados quando se trata de outros aplicativos de mensagens criptografadas", escreveu o fundador dp Telegram, Pavel Durov, no Twitter.

A administração presidencial russa, que até agora usava o Telegram, anunciou aos jornalistas Que a partir de agora usaria outro sistema chamado ICQ.

O Telegram, um aplicativo com 200 milhões de usuários em todo o mundo, é conhecido por seu alto nível de confidencialidade e entrou em conflito com as autoridades russas, que aumentaram o controle sobre a internet.

A empresa foi fundada em 2013 pelos irmãos Pavel e Nikolai Durov, que também criaram a rede social VKontakte.

Na denúncia aberta contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSC), nesta sexta-feira, 13, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, detalha a acusação da jornalista Patrícia de Oliveira Souza Lélis de que ele disse, através do aplicativo Telegram que iria acabar com a vida dela e que ela iria se arrepender de ter nascido.

Vários prints das conversas foram anexados, em que é possível acompanhar a evolução das ameaças, feitas após Bolsonaro postar no Facebook que estaria namorando Patrícia Lélis e ela ter negado.

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BOLSONARO: "Sua otária! Quem você pensa que é? Tá se achando demais. Se você falar mais alguma coisa eu acabo com sua vida"

PATRICIA: "Isso é uma ameaça???"

BOLSONARO: "Entenda como quiser. Depois reclama que apanhou. Você merece mesmo. Abusada. Tinha que ter apanhado mais pra aprender a ficar calada. Mais uma palavra e eu acabo com você. Acabo mais ainda com a sua vida"

PATRICIA: "Eu estou gravando"

BOLSONARO: "Foda-se. Ninguém vai acreditar em você. Nunca acreditaram. Somos fortes"

PATRICIA: "Me aguarde pois vou falar"

BOLSONARO: "Vai para o inferno. Puta. Você vai se arrepender de ter nascido. O aviso está dado. Mais uma palavra e eu vou pessoalmente atrás de você. Não pode me envergonhar.

PATRICIA: "Tchau"

BOLSONARO: "Vagabunda"

PATRICIA: "Resolvemos na justiça. É a melhor forma"

BOLSONARO: "Enfia a justiça no cú"

A operadora do telefone registrado nas conversas confirmou que ele está vinculado a Bolsonaro desde 12/12/2013. Raquel Dodge considerou ser 'clara a intenção do acusado de impedir a livre manifestação da vítima, valendo-se de ameaça para tanto'.

"Relevante destacar que o denunciado teve a preocupação em não deixar rastro das ameaças dirigidas à vítima alterando a configuração padrão do aplicativo Telegram para que as mensagens fossem automaticamente destruídas após 5 (cinco) segundos depois de enviadas. Não fossem os prints extraídos pela vítima, não haveria rastros da materialidade do crime de ameaça por ele praticado. A conduta ainda é especialmente valorada em razão de o acusado atribuir ofensas pessoais à vítima no intuito de desmoralizá-la, desqualificá-la e intimidá-la", escreveu.

A pena mínima estabelecida a Eduardo é de um ano de detenção, ele pode ser beneficiado pela Lei de Transação Penal, desde que não tenha condenações anteriores, nem processos criminais em andamento. Se cumprir as exigências legais, a proposta de transação penal é para que Eduardo Bolsonaro indenize a vítima, pague 25% do subsídio parlamentar mensal à uma instituição de atendimento a famílias e autores de violência doméstica por um ano, além de prestação de 120 horas de serviço à comunidade. O relator do caso no STF é o ministro Roberto Barroso.

O Estado procurou o deputado Eduardo Bolsonaro por meio de seu celular e de seu gabinete, mas não obteve resposta nesta sexta-feira, 13.

Um tribunal de Moscou ordenou nesta sexta-feira (13) o bloqueio do aplicativo de mensagens Telegram na Rússia, depois que a empresa se recusou a fornecer ao Serviço Federal de Segurança (FSB) acesso a conversas privadas.

O aplicativo denunciou uma "guerra contra o progresso e a liberdade".

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O Telegram, que tem 200 milhões de usuários no mundo todo e cujos fundadores são de origem russa, é conhecido por oferecer um alto nível de confidencialidade e mantém uma disputa há vários meses com as autoridades russas, que exercem uma crescente pressão sobre a Internet.

No tribunal de Moscou, a juíza Yulia Smolina ordenou o bloqueio do aplicativo em seu território até que o mesmo cumpra "a obrigação de fornecer aos Serviços de Segurança a informação necessária para descodificar mensagens eletrônicas escritas, transmitidas e recebidas" por seus usuários.

A agência de regulamentação Roskomnadzor, que iniciou o processo, solicitou a implementação imediata do bloqueio após o anúncio do veredicto.

A audiência foi realizada sem os representantes do Telegram, que disseram não querer participar de uma "farsa".

O bloqueio do Telegram "não era o objetivo em si", afirmou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov. "Existem disposições legislativas que exigem fornecer uma série de dados (...) e, infelizmente, não se chegou a um acordo".

O advogado do aplicativo, Pavel Chikov, criticou uma decisão que "demonstra mais uma vez que a Justiça serve fielmente aos interesses do poder, sem a preocupação de manter as aparências".

Este julgamento "aproxima a Rússia dos países onde se impõe o ódio, onde cortam cabeças e se luta contra o progresso e a liberdade", acrescentou em sua conta do Telegram.

Em 20 de março, a Roskomnadzor deu o prazo de 15 dias ao Telegram para entregar os códigos de criptografia.

"As ameaças de bloquear o Telegram se não fornecerem os dados pessoais de seus usuários não terão resultado. O Telegram defenderá a liberdade e a confidencialidade", tuitou Pavel Durov, cofundador do Telegram.

A Anistia Internacional já havia denunciado desde quinta-feira "o último ataque então do governo contra a liberdade de expressão na Internet".

- 'Terroristas e extremistas' -

Fundado em 2013 por Pavel Durov, o criador da rede social mais popular da Rússia, VKontakte, e por seu irmão Nikolai, o Telegram se beneficiou dos debates nos últimos anos sobre a proteção da privacidade ao usar novas tecnologias graças à segurança que oferece a seus usuários.

Seus "canais", que permitem um usuário divulgar mensagens para um grande número de seguidores, são empregados pela mídia, mas também pelas administrações russas para sua comunicação, incluindo o Kremlin.

O aplicativo recebe críticas continuamente em vários países por sua utilização com fins políticos, principalmente no Irã, mas também pelos extremistas do grupo Estado Islâmico para preparar atentados.

"As informações difundidas pelo Telegram podem conter dados utilizados por organizações terroristas e extremistas", afirmou na audiência um representante da Roskomnadzor, antes de destacar que isto constitui "uma ameaça para a Federação Russa".

O aplicativo explicou anteriormente que os pedidos das autoridades eram "inaplicáveis" do ponto de vista técnico, precisamente pelo sistema tão complexo de criptografia, segundo o qual o próprio aplicativo não tem a acesso a algumas conversas.

Desde a volta de Vladimir Putin ao Kremlin, foram aprovadas várias leis para controlar a Internet em nome da luta contra o extremismo e o terrorismo.

Mas as organizações de defesa dos direitos humanos denunciaram uma utilização com fins políticos para silenciar as críticas ao poder, sobretudo porque a oposição, ignorada nas emissoras federais, se mostra muito ativa nas redes sociais.

Pavel Durov, que deixou a Rússia em 2014 por tensões com as autoridades, denunciou uma violação, em seu ponto de vista, da Constituição russa, que protege o direito à privacidade da correspondência.

O opositor russo Alexei Navalny denunciou a "estupidez" das autoridades, e disse que estas deveriam se sentir "orgulhosas" do sucesso de um empresário russo ao invés de "considerá-lo um inimigo".

Um tribunal russo determinou nesta sexta-feira (13) que o Telegram deve ser bloqueado no país. A decisão é fruto de uma batalha entre o aplicativo e o órgão regulador das telecomunicações do país. As autoridades querem acessar os dados de usuários do Telegram através do compartilhamento de chaves de criptografia, mas a empresa se recusou a obedecer a ordem mesmo após uma decisão judicial.

A agência de notícias russa Tass relatou que a ordem pede o bloqueio imediato do aplicativo, e que a proibição estará em vigor até que a empresa forneça as chaves de decodificação para as autoridades do país. O jornal Financial Times informa que a suspensão provavelmente ocorrerá assim que o Telegram esgotar o processo de apelação no próximo mês.

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A Rússia implementou leis rigorosas contra o terrorismo em 2016, que exigem que os serviços de mensagens forneçam às autoridades a capacidade de descriptografar mensagens. O fundador e CEO do Telegram, Pavel Durov, se posicionou sobre o caso dizendo que não cederá à pressão.

"No Telegram, temos o luxo de não nos importar com fluxos de receita ou vendas de anúncios. A privacidade não está à venda, e os direitos humanos não devem ser comprometidos por medo ou ganância", ressaltou.

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O órgão regulador russo das telecomunicações recorreu à Justiça nesta sexta-feira (6) para pedir o bloqueio do Telegram, depois que o aplicativo de troca de mensagens se recusou a entregar aos serviços russos de Segurança (FSB) suas chaves de encriptação. São esses códigos que permitem ler as mensagens dos usuários.

Em um comunicado, a agência de regulação Roskomnadzor disse ter aberto um procedimento em um tribunal de Moscou para pedir que se "limite o acesso" ao Telegram, aplicativo fundada pelo russo Pavel Durov e conhecida por oferecer um alto nível de confidencialidade.

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Em 20 de março, o órgão deu ao Telegram um prazo de 15 dias para entregar suas chaves de encriptação. "As ameaças de bloquear o Telegram, caso não entregue os dados pessoais de seus usuários, não terão resultado. O Telegram defenderá a liberdade e a confidencialidade", tuitou Durov à época.

Em sua conta no Telegram, o advogado da empresa, Pavel Chikov, explicou que as exigências das autoridades eram "inaplicáveis" do ponto de vista técnico, devido ao bastante complexo sistema de encriptação. Por esse motivo, mesmo o aplicativo não teria acesso a algumas comunicações - alegou Chikov.

Em meados de outubro, a Justiça russa condenou o Telegram a pagar uma multa de 800.000 rublos (18.000 euros) por se negar a cooperar com o FSB. Durov, que deixou a Rússia em 2014 alegando tensões com as autoridades, denunciou o que classificou de violação da Constituição russa, que protege o direito ao sigilo nas comunicações.

O app já teria escapado de um bloqueio em junho, após aceitar fornecer ao regulador russo certas informações que antes se negava a entregar.

O principal tribunal da Rússia decidiu que o aplicativo Telegram, que oferece um serviço similar ao WhatsApp, pode ser forçado a fornecer dados de usuários às autoridades. O aplicativo protestava contra as demandas da agência de inteligência do Serviço Federal de Segurança (FSB) para que ele entregasse chaves de criptografia e histórico de conversas ao governo.

O Telegram argumentou que o FSB violou os direitos do consumidor exigindo chaves de criptografia e históricos de bate-papo dos usuários. O aplicativo recebeu 15 dias para cumprir as demandas do regulador de comunicações russo ou corre o risco de ser bloqueado no país.

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Com versões para Android e iPhones, o aplicativo permite que os usuários conversem com pessoas ou em grupos e oferece a tecnologia da criptografia de ponta-a-ponta, a mesma usada no WhatsApp. Com o recurso, ninguém além do remetente e do destinatário pode ver o conteúdo de uma mensagem.

Ele também oferece um recurso de mensagens que se autodestroem, o que significa que as conversas podem ser configuradas para desaparecer após algum tempo. Fundado pelo empresário russo Pavel Durov em 2013, o Telegram teria sido usado por simpatizantes do Estado Islâmico (EI) para se comunicar, organizar e espalhar propaganda extremista.

A empresa disse que bloqueou 78 canais relacionados ao EI em novembro de 2015, depois que surgiram notícias de que o grupo usava o Telegram para planejar e reivindicar a responsabilidade por ataques terroristas.

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