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Dados epidemiológicos de vários países apontam que os testes em massa são fundamentais no combate à Covid-19. Eles identificam pessoas positivas, sintomáticas ou não, que devem ficar em isolamento, e os contatos que tiveram nos últimos dias para também isolá-los, caso estejam infectados. É uma prática que se soma às ações de prevenção, como isolamento social, higienização das mãos e o uso de máscaras. Nesse contexto, o Centro de Pesquisas do Genoma Humano e Células-Tronco do Instituto de Biociências da USP está pesquisando um teste de coronavírus por meio da saliva que pode ser uma alternativa ao RT-PCR, referência mundial para detectar casos ativos de covid.

Chamado de RT-Lamp, o teste tem métodos mais simples que o PCR (sigla em inglês de reação em cadeia de polimerase). A primeira diferença é o processo por autocoleta. De forma indolor e não invasiva, o próprio paciente pode recolher sua saliva em um tubo de ensaio. Isso também significa menor risco de infecção, pois não há necessidade da retirada das amostras de nasofaringe por um profissional. O teste é mais rápido, pois fornece o resultado entre 30 a 40 minutos. Já o RT-PCR precisa de, no mínimo, duas horas. A precisão dos dois tipos de teste é semelhante.

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A pesquisa, que está em fase final de desenvolvimento e conta com apoios importantes da Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo (Fapesp) e da empresa brasileira JBS, atua agora em duas frentes.

A primeira é padronizar o teste, ou seja, criar soluções químicas que mantenham o coronavírus estável, sem sofrer a ação das inúmeras enzimas presentes na saliva. Apesar de usar um processo de análise molecular parecido com o PCR, o teste por saliva não requer a extração do ácido nucleico (RNA, composto "primo" do DNA) das amostras.

Reagentes

A outra tarefa é a produção de reagentes químicos no próprio laboratório - hoje são utilizadas enzimas comerciais (importadas), o que também encarece a pesquisa. A falta de reagentes e de swabs (espécie de cotonete de haste longa para coletar o material) também representa um entrave para a testagem.

Neste desafio, os cientistas do Centro do Genoma Humano contam com a colaboração do Instituto de Química da USP.

Maria Rita Passos-Bueno, pesquisadora do Centro de Estudos do Genoma Humano, explica que os métodos mais simples contribuem com a redução de custos finais do teste. Segundo ela, o teste da saliva pode custar ¼ do valor do RT-PCR, que gira em torno de R$ 350 a R$ 400.

"Ainda é cedo para definir o preço final para o consumidor. Estamos trabalhando. Um ponto já definido é que queremos oferecer o teste em locais com pouca infraestrutura de laboratórios no País", explica.

A testagem em massa representa um dos grandes desafios do País no combate ao coronavírus. Hoje, o Brasil está bem distante dos outros países na identificação de positivos. Enquanto Reino Unido, Espanha, Bélgica, Estados Unidos e Rússia testaram mais de 10% da população e Peru, Chile e China investigaram 6%, o Brasil testou apenas 1,5% das pessoas.

Diante deste cenário, Maria Rita defende a ampliação e a descentralização dos pontos de testagem, com a inclusão dos laboratórios de referência das universidades. "No caso das universidades, um dos caminhos é o oferecimento da tecnologia para os laboratórios. Mas elas poderiam oferecer o teste que criaram. Esses centros possuem infraestrutura adequada e profissionais capacitados", observa, citando o exemplo da Universidade de Oxford como um dos centros que ofertaram os testes na Inglaterra.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O fato de o jogo entre Goiás e São Paulo ter sido suspenso minutos antes de a bola rolar, no último domingo, ligou um sinal de alerta na CBF. A entidade que administra o futebol brasileiro deverá fazer mudanças nos protocolos de saúde e no controle dos exames para detectar contaminados pelo novo coronavírus no futebol. A principal mudança é a possibilidade de os clubes fazerem exames fora do Hospital Albert Einstein.

O hospital é parceiro da CBF. A ideia da entidade era que todos os clubes fizessem os testes no mesmo lugar, com a coleta sendo realizada por hospitais locais. Mas a demora na obtenção dos resultados dos exames foi alvo de muitas críticas e motivo para jogo de domingo ser adiado.

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A CBF garante que a parceria com o Einstein continua, mas não irá impedir os clubes de irem atrás de outros locais para fazerem os exames. O Corinthians, por exemplo, já anunciou que não utilizará o hospital para fazer exames em seus jogadores, alegando que há falhas e inconsistências nos exames no Einstein. Os laboratórios escolhidos pelas equipes terão de ser aprovados pela Comissão Médica da CBF.

O Estadão entrou em contato com o hospital e com a CBF, mas ambos ainda não se pronunciaram. Mas no domingo, depois do adiamento do jogo, a entidade divulgando nota deixando clara sua insatisfação.

"A contraprova confirmou a contaminação dos atletas que havia sido detectada no exame realizado pelo Hospital Albert Einstein, contratado pela CBF, cujo resultado chegou ao conhecimento do clube e da entidade somente neste domingo pela manhã, em função de um problema de logística do operador dos exames", disse a CBF.

No domingo, o São Paulo chegou a entrar em campo para a partida, enquanto o Goiás tentava adiar a partida, já que tinha nove contaminados, sendo oito titulares. Segundo o clube goiano, os atletas passaram por testes na sexta-feira e o resultado só foi divulgado na manhã de domingo. Com poucas opções para jogar e compor o banco, o clube precisou chamar atletas da base que nem chegaram a ser testados contra a covid-19.

A situação irritou os jogadores. O meia Daniel Alves, do São Paulo, criticou a situação. Em seguida, o atacante Rafael Moura, do Goiás, também se manifestou e revelou ter sido um dos atletas contaminados.

Das 14 amostras enviadas para a testagem da Covid-19, 11 foram descartadas e três tiveram resultado inconclusivo, informa a administração de Fernando de Noronha. Os casos com resultado indefinido serão retestados junto com mais nove amostras, que devem ser enviadas ao Recife neste sábado (8).

Ao todo, a ilha possui sete pacientes em isolamento domiciliar, 12 em investigação e segue sem registro de óbitos em razão da infecção. Desde o início da pandemia, já foram notificados 91 casos e 84 recuperações no arquipélago.

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A vacina contra o coronavírus desenvolvida pelo Centro Nacional de Pesquisa de Epidemiologia e Microbiologia Gamalei, da Rússia, será dada primeiramente a funcionários da saúde e idosos residentes no país, indicou Oleg Gridnev, vice-ministro da Saúde.

"A vacina desenvolvida no Centro Gamalei será registrada em 12 de agosto [quarta-feira]. Neste momento, está sendo realizada a terceira e última etapa, cujos testes são altamente importantes. Devemos entender que a vacina deve ser segura. Os primeiros a serem vacinados serão os funcionários da saúde e os idosos", afirmou Gridnev aos repórteres em Ufa, cidade nas encostas ocidentais dos montes Urais, na abertura de um centro de oncologia.

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Segundo observou, será possível avaliar a eficácia da vacina quando a população obtiver imunidade.

Os testes clínicos da vacina, desenvolvidos pelo Centro Nacional de Pesquisa de Epidemiologia e Microbiologia Gamalei, começaram na Universidade Sechenov, de Moscou, em 18 de junho.

O estudo, do qual participaram 38 voluntários, confirmou a segurança da vacina. Foi observado que todos os que testaram a vacina desenvolveram imunidade à infecção. O primeiro grupo de voluntários foi dispensado em 15 de julho, e o segundo em 20 de julho.

Da Sputnik Brasil

A Universidade de Brasília (UnB) começou nesta quarta-feira, 5, testes sobre a eficácia de vacina contra a covid-19, chamada CoronaVac. No primeiro dia, participaram do estudo cinco profissionais de saúde que atuam na linha de frente do combate à doença.

Desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac Biotech, a vacina é aplicada em duas doses, com intervalo de 14 dias entre elas. O estudo clínico no Brasil é coordenado pelo Instituto Butantã.

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Na capital federal, os testes são feitos em ambulatório do Hospital Universitário de Brasília, que é um dos 12 centros no Brasil que participam da fase 3 do ensaio clínico.

A médica Larissa Bragança, 33, atua na UTI para covid-19 do hospital da UnB e foi uma das voluntárias que recebeu a dose no primeiro dia de testes na capital federal.

"Na linha de frente vejo como a doença é difícil de lidar. Me surpreendeu a gravidade", disse ela. "É muito urgente conseguir essa vacina. O nosso País não está cumprindo isolamento como deveria. A situação pode sair ainda mais do controle com retomada do comércio e das aulas."

Nesta etapa de estudos, é verificada a segurança e eficácia da droga. Os resultados apresentados na fase 2 de desenvolvimento foram considerados promissores pelos pesquisadores, que apontam a produção de anticorpos neutralizantes em 90% dos participantes que receberam a imunização.

Em Brasília, a ideia é incluir no protocolo de pesquisa 850 voluntários. Parte do grupo não recebe um placebo, para comparar efeitos com quem é imunizado. No processo para receber a imunização, o voluntário passa por uma triagem, avaliação de sinais vitais, consulta médica, teste rápido (que encontra anticorpos para a doença), coleta de amostra para exame RT-PCR (que busca o RNA do vírus). Após a aplicação, há um tempo de observação, que leva cerca de 1 hora.

"O estudo vai mostrar para muita gente de que a pesquisa precisa é de financiamento e apoio. Os profissionais de saúde estão cansados, adoecendo. O mínimo que a gente precisa é de apoio do governo e da sociedade", disse Bragança, voluntária nos testes.

O grupo responsável pela pesquisa abrirá um canal para cadastro de voluntários que desejam receber a vacina. Os candidatos devem trabalhar em serviço de saúde atendendo pessoas com covid-19 e não ter contraído a doença, mesmo assintomática.

Cerca de nove mil voluntários, somente profissionais de saúde, vão receber as doses em 12 centros de pesquisa. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), há 164 vacinas em desenvolvimento, entre elas a Coronavac: 25 estão em fase clínica e 139 em pré-clínica.

Bragança conta que a UTI para covid-19 na UnB tem taxa de mortalidade de 40%. "Marca perceber que os últimos dias de muitos pacientes vão ser com profissionais de saúde. Por não poder deixar a família entrar", afirma. Para a médica, a vacina ajudará o País a "virar a página". "Estou muito confiante."

Pernambuco confirmou, nesta quarta-feira (5), 1.488 novos casos da Covid-19, sendo 94,4% de casos leves, que não demandaram internamento hospitalar. Também foram confirmados 41 óbitos, ocorridos entre o dia 21 de maio e a última terça (4). Agora, o Estado já contabiliza 100.321 casos e 6.758 mortes pelo novo coronavírus.

Segundo a Secretaria de Saúde, o aumento no número de casos é motivado pelo atraso, e consequente acúmulo de notificações, pelos municípios. Entre os confirmados nesta quarta (5), 84 (5,6%) são casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e 1.404 leves.

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Do total de mortes do novo boletim, 11 (26,8%) ocorreram nos últimos três dias, sendo 5 mortes registradas na terça (4), 3 mortes na segunda (3) e 3 no domingo (2). Os outros 30 óbitos (73,2%) ocorreram entre os dias 21/05 e 1º/08.

O conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Carlos Porto, encaminhou um Alerta de Responsabilização ao Secretário de Saúde do Estado, André Longo, sobre possíveis irregularidades em um contrato para aquisição de 30 mil testes em (PCR-Tempo Real) de Covid-19 em Pernambuco. Carlos Porto é o relator das contas da Secretaria Estadual de Saúde em 2020.

A contratação, que possui valor global de R$ 5,7 milhões, surgiu a partir da Dispensa Emergencial LACEN nº 13/2020, cuja empresa vencedora foi a Genomika Diagnósticos S/A.

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A compra feita pelo Laboratório Central de Saúde Pública (LACEN), vinculado à SES, foi analisada pela equipe técnica da Gerência de Auditorias da Educação do TCE. O aviso de chamamento público da dispensa foi publicado no Diário Oficial do dia 28 de março deste ano, estabelecendo um valor unitário de R$ 190,00 para cada teste.

A auditoria verificou que até a data do fechamento do relatório preliminar, em 10 de julho, a Secretaria tinha repassado à empresa R$ 1.424.050,00 (quase 25% dos R$ 5.700.000,00 contratados). Entretanto, até 6 de julho, o LACEN não havia registrado qualquer informação sobre a despesa no Sistema de Informações LICON do TCE.

Um levantamento efetuado pela equipe técnica em sites governamentais, levando em conta consultas a bases de sistemas de compras, concluiu que o preço contratado (R$ 190,00) estava acima da média de mercado praticada no país, e era 45% superior ao valor máximo encontrado (R$ 131,00).

Notificada a prestar esclarecimentos, a administração do LACEN informou que não foi realizada pesquisa de preços, dada a urgência da situação, e que não havia outro laboratório em Recife que dispusesse do teste para detecção da Covid-19 naquela ocasião, mas que a empresa contratada havia apresentado notas fiscais dos valores praticados junto a outros compradores.

De acordo com o relatório técnico, os argumentos não justificam a ausência de cotação de preços, que poderia ter sido realizada junto a fornecedores em outras unidades da federação, ainda que o objetivo fosse o de comparar os valores envolvidos. Com a irregularidade, o sobrepreço potencial identificado seria de R$ 1.800.00,00, considerando as quantidades contratadas, o que equivale a 45% do somatório do valor de mercado dos produtos a serem adquiridos, caso a compra seja completamente executada.

A análise do TCE observou também que, na hipótese de o saldo de R$ 4.275.950,00 vir a ser pago - o que pode acontecer a qualquer momento, segundo o auditor - o superfaturamento poderia chegar a R$ 3.150.700,00.

ALERTA - Considerando os fatos apontados pela auditoria, o relator recomendou que o secretário André Longo deixasse de comprar insumos sem a realização de uma ampla pesquisa de preços e que revisse o contrato com a empresa Genomika Diagnósticos S/A, de modo a adequar o preço contratado à realidade de mercado. A Secretaria de Saúde teria cinco dias, a partir da notificação, para informar o cumprimento da decisão, mas o titular da Pasta pediu prorrogação do prazo para enviar a resposta ao TCE, o que foi acatado pelo conselheiro Carlos Porto.

*Do site do TCE

Quase seis meses após decretar o estado emergência pela covid-19 no País, o Ministério da Saúde ainda guarda em seus estoques 9,85 milhões de testes, segundo documentos internos da pasta aos quais o Estadão teve acesso. O número é quase o dobro dos cerca de 5 milhões de unidades entregues até agora pelo governo federal aos Estados e municípios. O exame encalhado é do tipo PT-PCR, considerado "padrão-ouro" para diagnóstico da doença.

O principal motivo para os testes ficarem parados nas prateleiras do ministério é a falta de insumos usados em laboratório para processar amostras de pacientes. Isso porque, segundo informam secretários de saúde, não adianta só enviar o exame, também é preciso distribuir reagentes específicos.

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O governo federal comprou os lotes de exames sem ter a garantia de que disporia de todos esses insumos, indispensáveis para usar os testes. Estes produtos não são entregues "com regularidade" pela pasta, afirma o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass).

Questionado, o Ministério da Saúde disse que enfrentou dificuldades para encontrar todos os insumos no mercado internacional, mas que está estabilizando a distribuição conforme recebe importações de fornecedores. A pasta não explicou se recebeu algum alerta dos técnicos, durante o planejamento, sobre o risco de os testes ficarem parados pela falta de insumos. Também não informou quantos reagentes utilizados na etapa de extração das amostras foram entregues.

A escassez provoca uma espécie de efeito cascata nos Estados, que ficam com seus locais de armazenamento lotados com os testes recebidos, e à espera dos demais produtos. "No primeiro momento não tínhamos testes porque estavam escassos. A Fiocruz começou a produzir, além de laboratórios privados. Aí começou a faltar tubo, material de extração, depois de magnificação", afirma o professor da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), Gonzalo Vecina. "Agora está faltando só competência. Falta só disposição do Estado para distribuir, coletar e processar", acrescenta Vecina, ex-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e colunista do Estadão.

Dados apresentados na sexta-feira pelo ministério mostram que o Brasil fez 2,3 milhões de testes do tipo RT-PCR para a covid-19, sendo 1,4 milhão na rede pública e 943 mil, na rede privada. No mesmo período, o País fez outros 2,9 milhões de testes rápidos, que localizam anticorpos para a doença, mas não são indicados para diagnóstico.

Como o Estadão revelou no dia 13, a entrega incompleta do kit faz o Brasil se distanciar da meta de exames para covid-19. Além da falta dos reagentes, o ministério entregou poucos equipamentos para coletar e armazenar amostras de pacientes. Dados da pasta mostram que só 1,6 milhão de cotonetes (swab) e 873,56 mil tubos de laboratórios foram enviados até a semana passada - número bem abaixo dos 5 milhões de testes.

Secretário executivo do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde, Mauro Junqueira reforça que os testes ficaram estocados no País pela falta de todo o equipamento para a análise. "Não tinha o material de extração. Chegou incompleto. Foi feito um acordo e (a compra) está sendo centralizada. (A situação) já melhorou muito nas últimas semanas", disse.

Técnicos do ministério chegaram a projetar que o País realizaria 110,5 mil testes por dia, mostra ata do Centro de Operações de Emergência (COE) da pasta, de 4 de junho. A média diária em julho, porém, foi de 15,5 mil exames, segundo último boletim epidemiológico da Saúde.

Em ata do COE, de 4 de junho, técnicos da pasta colocaram como "pontos críticos" a falta de insumos para coleta e processamento das amostras.

Apesar do atraso nos diagnósticos, o ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, já minimizou a falta de testes. "Criaram a ideia de que tem de testar para dizer que é coronavírus. Não tem de testar, tem de ter diagnóstico médico para dizer que é coronavírus. E, se o médico atestar, deve-se iniciar imediatamente o tratamento", afirmou em entrevista à revista Veja no último dia 17.

A falta de testagem se reflete no alto número de casos sem diagnóstico adequado. Até 18 de julho, o Brasil registrou 441.194 internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), sendo 213.280 para covid-19. Há ainda mais de 80 mil internações em investigação e 141,6 mil classificadas como síndrome "não especificada".

Na opinião da presidente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva, Gulnar Azevedo, os exames encalhados no ministério evidenciam a falta de integração entre governo federal, Estados e municípios.

Entrega e armazenamento

De acordo com dados do ministério, obtidos pelo Estadão, a União já fechou contratos para receber 23,54 milhões de testes RT-PCR, por R$ 1,58 bilhão. A pasta ainda espera a entrega de 8,65 milhões de unidades para depois repassar a Estados e municípios. Sobre o estoque de kits parados, o Ministério da Saúde disse que os Estados "não possuem capacidade para armazenar uma grande quantidade de insumos de uma só vez". E portanto, "os testes em estoque são distribuídos à medida que os Estados demandam". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O Estado de Pernambuco deseja, nas próximas semanas, realizar testes de covid-19 em todas pessoas com sintomas da doença, conforme explicou na coletiva desta terça-feira (28) o secretário André Longo. Os sintomáticos devem marcar a testagem usando a plataforma do Atende em Casa

André Longo ainda pediu um reforço em relação a essa informação para que ela chegue ao maior número de pessoas. A SES-PE tem realizado a testagem em todos sintomáticos desde o dia 15 de julho. Cerca de 2 mil pessoas já foram testadas após o agendamento. 

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"Reforçamos que todos que apresentarem sintomas de gripes, ou sintomas suspeito da covid-19, mesmo aqueles que não se enquadrem na síndrome respiratória aguda grave devem procurar o exame", ressalta o secretário.

As maiores operadoras do país de telefonia celular iniciaram neste mês de julho o funcionamento, em caráter experimental, da tecnologia de quinta geração (5G) para os aparelhos móveis. Neste primeiro momento, o 5G compartilhará as faixas de transmissão já existentes do 3G e do 4G, com o uso da tecnologia chamada DSS (compartilhamento dinâmico de espectro, na sigla em inglês). 

Isso ocorre porque o leilão do espaço do espectro, destinado exclusivamente ao 5G (a faixa de 3,5GHz), só deverá ocorrer no início de 2021. Com a tecnologia DSS é possível compartilhar, com o 5G, a faixa do 3G e 4G não utilizada. No entanto, como esse espectro não possui uma banda contínua e dedicada, a experiência do 5G ainda não poderá ser utilizada em sua totalidade.

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O 5G, em sua máxima potência, deverá oferecer altíssimas velocidades de internet, maior confiabilidade e disponibilidade, além da capacidade para conectar massivamente um número significativo de aparelhos ao mesmo tempo. 

Para poder utilizar o serviço, porém, o usuário terá de ter em mãos um aparelho celular que seja compatível com a tecnologia 5G. Hoje, no mercado brasileiro, há apenas um modelo disponível com a tecnologia, o Motorola Edge, com valor acima de R$ 4,9 mil na loja oficial da fabricante.

Locais com cobertura 5G

A operadora Vivo está ativando, no mês de julho, o funcionamento do 5G DSS em oito cidades brasileiras: São Paulo (regiões da Avenida Paulista, Vila Olímpia e Berrini), Brasília (regiões do Eixo Monumental, Esplanada dos Ministérios e shoppings), Belo Horizonte (regiões da Savassi e Afonso Pena), Salvador (regiões da Pituba e Itaigara), Rio de Janeiro (Copacabana, Ipanema e Leblon), Goiânia (região central da cidade), Curitiba (regiões do Centro Cívico/Alto da Glória e Batel/Água Verde), Porto Alegre (regiões do Moinhos de Vento, Avenida Carlos Gomes e Shopping Iguatemi).

Já a o 5G DSS da operadora Claro está disponível inicialmente em São Paulo, desde a última semana, na região da Avenida Paulista e Jardins. Em seguida, vai gradativamente estender-se pelos bairros Campo Belo, Vila Madalena, Pinheiros, Itaim, Moema, Brooklin, Vila Olímpia, Cerqueira César, Paraíso, Ibirapuera, além da região da Avenida Berrini e também de Santo Amaro. 

O serviço será instalado também na Central Única das Favelas (CUFA) e no Instituto Pró-Saber SP, ambos na comunidade de Paraisópolis, onde a operadora desenvolve trabalhos sociais. 

No Rio de Janeiro, os primeiros pontos de cobertura estarão em Ipanema, Leblon e na Lagoa. Devem se expandir por toda a orla, do Leme até a Barra da Tijuca, passando pelo Jardim Oceânico, Joá, São Conrado e Copacabana.

A cobertura do 5G DSS da operadora TIM terá início em setembro, em três cidades: Bento Gonçalves (RS), Itajubá (MG), e Três Lagoas (MS). Já a Oi informou que está avaliando iniciar a operação comercial da tecnologia 5G no país antes da realização do leilão de frequências. A operadora disse que já instalou experimentalmente a tecnologia 5G no país, de forma pontual, no ano passado, no município de Búzios (RJ) e em grandes eventos, como na Conferência Rio2C, GameXP, Rock in Rio e Comic Con Experience (CCXP). 

O prefeito de Petrolina, no Sertão de Pernambuco, Miguel Coelho (DEM) afirmou, nesta segunda-feira (20), que está em isolamento social após apresentar sintomas gripais. Em publicação nas redes sociais, Miguel informou que já fez o teste para detectar se ele foi infectado ou não pelo novo coronavírus.

"Apresentei sintomas gripais nos últimos dias, estou à espera do resultado e em total isolamento com minha família. Agradeço as orações e os tranquilizo dizendo que estou bem. Continuemos vigilantes, orando a Deus para que todos tenhamos saúde, e façamos nossa parte", disse.

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Miguel detalhou ter sentido os primeiros sintomas na quinta-feira (16) e vai esperar o resultado dos exames para ver se é Covid-19 ou alguma outra síndrome gripal. A cidade de Petrolina, segundo o boletim divulgado nesta segunda, já registrou 1.945 casos confirmados do coronavírus, 43 mortes e 719 pacientes recuperados.

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a elogiar as medidas adotadas pelo seu governo no combate do novo coronavírus. Em entrevista exclusiva ao programa Fox News Sunday, transmitida na manhã deste domingo (19), Trump disse que o número de infectados pela Covid-19 nos EUA reflete a alta testagem realizada no país. "É porque temos ótimos testes, porque temos os melhores testes do mundo. Se testássemos a metade, esses números seriam baixos", disse Trump, ao ser questionado sobre os números de casos e mortes do país.

Em mais de um momento na entrevista, Trump subestimou os números oficiais sobre o avanço do novo coronavírus no país na comparação com outros países e disse que considera que os números são um aumento na aplicação de testes e não um aumento real na gravidade da pandemia. "Nenhum país jamais fez o que fizemos em termos de teste. Nós somos a inveja do mundo", disse ele.

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Sobre a taxa de mortalidade do coronavírus nos EUA, que já soma mais de 142 mil óbitos, Trump afirmou que a taxa de mortalidade do país é uma das menores do mundo e que forneceu ajuda a todos os Estados do país. "Alguns governadores se saíram bem, outros se saíram mal. Eles deveriam ter suprimentos que não tinham. Eu forneci (material) a todo mundo. Agora, temos um certo aumento em certas áreas. E em outras áreas, estamos indo muito bem. Mas você não vê pessoas reclamando de respiradores. Temos todos os respiradores que podemos usar. Estamos fornecendo-os para outros países", comentou. Ele também disse que as estatísticas recentes sobre casos e mortes de covid-19 são enganosas, usando como base dados utilizados da Casa Branca.

Trump também afirmou que o diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas, Anthony Fauci, é um pouco "alarmista", que ele já cometeu erros na avaliação da pandemia e que eles mantêm um ótimo relacionamento. O presidente norte-americano também disse que não sabe se o outono e inverno do país serão os momentos mais difíceis da saúde pública. "Acho que seremos muito bons (no combate) ao coronavírus. Eu acho que em algum momento isso simplesmente desaparecerá. Eu espero. Isso vai desaparecer e eu vou estar certo", destacou.

A França vai organizar sistematicamente testes virológicos para detectar a Covid-19 em seus aeroportos nos passageiros procedentes de países de risco, anunciou neste domingo o porta-voz do governo, Gabriel Attal. "Vamos testar no aeroporto os viajantes que vêm dos países denominados 'vermelhos', ou seja, dos países com mais circulação do coronavírus", declarou o porta-voz ao canal BFMTV.

Ele citou a possibilidade de realizar até 2.000 testes diários. "Os que fizeram um teste em seu país de origem não terão que voltar a fazê-lo quando chegam a Paris, à França. Mas terão que apresentar a prova de que fizeram o exame", completou.

O ministro da Saúde, Olivier Véran, afirmou na sexta-feira que estava trabalhando para organizar nos aeroportos testes de saliva para os passageiros procedentes de um país de risco. Os exames serão "propostos", já que "ninguém pode ser forçado a se submeter a um teste", explicou.

Os testes rápidos de diagnóstico de infecção estão sendo validados pelas autoridades de saúde. Sobre a máscara, que não tem uso obrigatório na França, 14 médicos renomados pediram no sábado a aprovação da obrigatoriedade de uso do produto em locais públicos fechados para evitar novos focos de COVID-19, que provocou mais de 30.000 mortes no país.

Foi sancionada pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, a lei que prevê prioridade para fazer testes de diagnóstico da Covid-19 aos profissionais considerados essenciais ao controle da doença e à manutenção da ordem pública, como médicos, enfermeiros, policiais e agentes funerários (Lei 14.023/20).

O texto (PL 1409/20) foi aprovado pelo Congresso Nacional dia 9 de junho. De autoria do deputado Dr. Zacharias Calil (DEM-GO) e assinado por outros cinco deputados – Alexandre Padilha (PT-SP), Adriana Ventura (Novo-SP), Mariana Carvalho (PSDB-RO), Jorge Solla (PT-BA) e Dra. Soraya Manato (PSL-ES) -, o projeto foi alterado pelo Senado Federal.

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De acordo com a nova lei, os profissionais considerados essenciais, além de terem prioridade nos testes, serão “tempestivamente tratados” e orientados sobre sua condição de saúde e sobre sua aptidão para retornar ao trabalho.

Além disso, deverão receber gratuitamente - do poder público ou dos empregadores, conforme o caso - equipamentos de proteção individual (EPIs), como máscaras.

Quem tem prioridade



Confira a lista completa de profissionais considerados essenciais pela nova lei:


- médicos;

- enfermeiros;

- fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos e profissionais envolvidos nos processos de habilitação e reabilitação;

- psicólogos;

- assistentes sociais;

- policiais federais, civis, militares, penais, rodoviários e ferroviários e membros das Forças Armadas;

- agentes socioeducativos, agentes de segurança de trânsito e agentes de segurança privada;

- brigadistas e bombeiros civis e militares;

- vigilantes que trabalham em unidades públicas e privadas de saúde;

- assistentes administrativos que atuam no cadastro de pacientes em unidades de saúde;

- agentes de fiscalização;

- agentes comunitários de saúde;

- agentes de combate às endemias;

- técnicos e auxiliares de enfermagem;

- técnicos, tecnólogos e auxiliares em radiologia e operadores de aparelhos de tomografia computadorizada e de ressonância nuclear magnética;

- maqueiros, maqueiros de ambulância e padioleiros;

- cuidadores e atendentes de pessoas com deficiência, de pessoas idosas ou de pessoas com doenças raras;

- biólogos, biomédicos e técnicos em análises clínicas;

- médicos-veterinários;

- coveiros, atendentes funerários, motoristas funerários, auxiliares funerários e demais trabalhadores de serviços funerários e de autópsias;

- profissionais de limpeza;

- profissionais que trabalham na cadeia de produção de alimentos e bebidas, incluídos os insumos;

- farmacêuticos, bioquímicos e técnicos em farmácia;

- cirurgiões-dentistas, técnicos em saúde bucal e auxiliares em saúde bucal;

- aeronautas, aeroviários e controladores de voo;

- motoristas de ambulância;

- guardas municipais;

- profissionais dos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) e dos Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas);

- servidores públicos que trabalham na área da saúde, inclusive em funções administrativas;

- outros profissionais que trabalhem, ou sejam convocados a trabalhar, nas unidades de saúde durante o período de isolamento social ou que tenham contato com pessoas ou com materiais que ofereçam risco de contaminação pelo novo coronavírus.

*Da Agência Câmara de Notícias

A companhia de biotecnologia americana Regeneron anunciou em comunicado nesta segunda-feira, 6, o início de ensaios clínicos de fase 3 do REGN-COV2, um coquetel antiviral que eventualmente poderá ser usado para o tratamento e a prevenção da covid-19. Em comunicado, a empresa diz que essa etapa avaliará a capacidade dos medicamentos de evitar infecções entre pessoas sem a doença que tiveram exposição próxima a um paciente confirmado e é conduzida em conjunto com o Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos EUA (NIAID, na sigla em inglês).

Além disso, esse coquetel é testado para tratar pessoas hospitalizadas e não hospitalizadas com a doença, diz a empresa.

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O comunicado informa que o "progresso clínico" nos testes se segue a uma "revisão positiva" do Comitê de Monitoramento Independente dos Dados dos resultados de segurança da fase 1 do coquetel.

O ensaio clínico de fase 3 de prevenção é realizado em aproximadamente 100 lugares e deve envolver 2 mil pacientes nos EUA.

Os ensaios relativos a pacientes hospitalizados e não hospitalizados ocorrerão nos EUA, no Brasil, no México e no Chile, diz a empresa, com resultados preliminares esperados ainda para este verão no Hemisfério Norte.

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), informou que os testes da vacina contra o novo coronavírus, a Coronavac - em desenvolvimento pelo Instituto Butantan em parceria com a chinesa Sinovac -, têm início a partir do dia 20 de julho. Na última sexta-feira (3), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a fase de testes clínicos.

Segundo o governador, na próxima segunda-feira, 13, estarão abertas as inscrições para selecionar os 9 mil profissionais voluntários da Saúde que participarão dos testes a serem realizados em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Paraná e Rio Grande do Sul.

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De acordo com o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, até o fim do ano, a fábrica da Sinovac terá capacidade de produzir entre 300 e 500 milhões de doses.

"No mundo, são 136 vacinas em desenvolvimento, 12 em estudos clínicos e apenas três estão na terceira fase (de testes clínicos), incluindo a do Butantan Sinovac", afirmou Covas.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou nesta sexta-feira, 3, a realização de testes da vacina contra o novo coronavírus desenvolvida pela empresa chinesa Sinovac. O pedido de liberação, feito pelo Instituto Butantan, foi anunciado pelo governador de São Paulo, João Doria, no dia 11 de junho. Em nota, a Anvisa diz que os testes devem ser desenvolvidos em diferentes locais do Brasil.

A vacina CoronaVac, produzida a partir de cepas inativadas do novo coronavírus, está na terceira fase de testes, quando a vacina já pode ser administrada a um número maior de pessoas. O estudo clínico envolverá 9 mil voluntários distribuídos nos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Paraná, além do Distrito Federal. Parte delas receberá a vacina e outro grupo deve receber um placebo, sem efeito. O objetivo é verificar se há o estímulo à produção de anticorpos para proteção contra o vírus.

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A Anvisa afirma que os estudos da primeira e segunda fases, realizados em humanos saudáveis e em animais, mostraram segurança e capacidade de provocar resposta imune "favoráveis".

Na segunda-feira, 29, o Instituto Butantan disse que, após o aval da Anvisa, o programa de testagem ainda terá de passar por um conselho ético que vai validar a metodologia da testagem em humanos. Segundo a assessoria do instituto, a validação poderá ser feita pelo Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep), ligada ao Ministério da Saúde, ou pela Comissão de Ética para Análise de Projetos de Pesquisa (CAPPesq), que é vinculada à Secretaria Estadual da Saúde.

O custo da testagem é estimado em R$ 85 milhões e prevê a transferência de tecnologia para que a vacina chinesa possa ser produzida no Brasil. Esta é a segunda vacina a receber autorização para testes no País. Em junho, a Anvisa liberou a realização de ensaios clínicos de uma vacina produzida na Universidade de Oxford, na Inglaterra.

O Ministério Público do Distrito Federal e a Polícia Civil deflagraram, na manhã desta quinta-feira (2), a Operação Falso Negativo, para apurar irregularidades na compra de testes para a Covid-19 pelo governo do DF.

Segundo os investigadores há fortes indícios de superfaturamento na aquisição dos insumos e ainda evidência de que as marcas compradas "seriam imprestáveis para a detecção eficiente do novo coronavírus ou de baixa qualidade na detecção" do novo coronavírus. A investigação mira em contratos que somados ultrapassam R$ 73 milhões e foram fechados por meio de dispensa de licitação, diz o MP-DFT.

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Segundo a Promotoria do DF, são cumpridos 74 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e em mais sete Estados: Bahia, Espírito Santo, Goiás, Paraná, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo. As ordens foram expedidas pela Justiça Estadual.

O governo do DF se manifestou por meio de nota. "Todos os testes comprados, recebidos através de doações ou enviados pelo Ministério da Saúde tem o certificado da Anvisa e portanto foram testados e aprovados pelo órgão Federal. Quanto aos preços, representam os valores praticados no mercado e as compras foram efetuadas avaliando as marcas apresentadas, os certificados de qualidade e os menores preços apresentados pelas empresas nas propostas."

O Sport realizou a segunda rodada de testagem contra a Covid-19 nesta segunda-feira (29). Atletas, integrantes da comissão e funcionários com acesso aos treinos e ao CT foram testados. Ao todo, foram 71 testes realizados. Os resultados devem sair no meio de semana. 

De acordo com diretor médico do clube Stemberg Vasconcelos, o procedimento será capaz de identificar se existe vírus ativo ou se a pessoa já foi infectada. O clube espera realizar o procedimento de 15 em 15 dias.

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O atacante Marquinhos falou sobre a importância do protocolo. “Sempre importante estar testando para saber como que está a saúde de cada atleta, pra gente continuar nessa pegada, para voltar o mais rápido possível a nossa forma física”, afirmou.

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Um estudo liderado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) identificou que medicamentos atualmente usados no tratamento da hepatite C inibem a replicação do novo coronavírus (Sars-CoV-2) em experimentos realizados com células.

Os experimentos identificaram especialmente o potencial do antiviral daclastavir, que atuou contra o vírus em três diferentes linhagens celulares investigadas, além de reduzir a produção de substâncias inflamatórias associadas aos casos graves de Covid-19. Considerando a relevância do compartilhamento rápido de evidências científicas no contexto da pandemia, os achados foram publicados no site de pré-print bioRxiv.

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O trabalho foi liderado pelo Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS/Fiocruz) em parceria com o Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), com participação dos Laboratórios de Imunofarmacologia e de Pesquisa sobre o Timo do IOC. Também colaboraram Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), Universidade Iguaçu (Unig), Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (Idor), Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Inovação de Doenças de Populações Negligenciadas (INCT-IDPN) e Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Neuroimunomodulação (INCT-NIM) .

O pesquisador do CDTS e líder do estudo, Thiago Moreno, ressalta a importância de identificar compostos com ação sobre o novo coronavírus entre fármacos clinicamente aprovados para outras doenças.

“O reposicionamento de medicamentos é reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como a maneira mais rápida de identificar candidatos ao tratamento da Covid-19. Considerando que os antivirais de ação direta contra o vírus da hepatite C estão entre os mais seguros, nossos resultados indicam que estes fármacos, em especial o daclastavir, são candidatos para a terapia, com potencial para ser imediatamente incorporados em ensaios clínicos”, afirma Thiago.

“Enquanto as medidas de quarentena e distanciamento físico buscam reduzir a transmissão da doença, é esperado que a administração precoce de antivirais melhore o quadro clínico dos pacientes infectados, reduzindo a ocorrência de casos graves da Covid-19. Para isso, é fundamental encontrar compostos efetivos e seguros que possam ser avaliados em testes clínicos”, reforça a chefe do Laboratório de Imunofarmacologia do IOC/Fiocruz e autora do artigo, Patrícia Bozza. Recentemente, os cientistas apontaram também o potencial de ação do atazanavir, remédio usado na terapia do HIV, contra o novo coronavírus.

Os autores alertam ainda para os riscos da automedicação, destacando que os testes em pacientes são fundamentais para avaliar a eficácia de terapias e todas as pessoas com casos suspeitos ou confirmados de Covid-19 devem procurar atendimento médico para orientação da terapia adequada.

Resultados dos testes

A pesquisa avaliou os antivirais daclastavir e sofosbuvir. Ambos atuam por diferentes mecanismos para inibir a replicação do vírus da hepatite C. Nos testes com o novo coronavírus, o daclastavir impediu a produção de partículas virais infectivas em três linhagens celulares estudadas, incluindo células pulmonares humanas. As análises apontaram que o fármaco interrompeu a síntese do material genético viral, o que levou ao bloqueio da replicação do vírus. Em células de defesa infectadas, o fármaco também reduziu a produção de substâncias inflamatórias, que estão associadas a quadros de hiperinflamação observados em casos graves de Covid-19.

A ação do daclastavir sobre o novo coronavírus foi mais potente que a do sofosbuvir. Este último inibiu a replicação viral em linhagens de células humanas pulmonares e hepáticas, porém não apresentou efeito durante a infecção em células Vero, derivadas de rim de macaco e largamente utilizadas em estudos de virologia. Os ensaios também compararam a ação com os efeitos de outros medicamentos. O daclastavir foi de 1,1 a 4 vezes mais eficiente do que a cloroquina e a combinação de lopinavir e ritonavir – fármacos que são alvo de ensaios clínicos para tratamento da Covid-19 – assim como a ribavirina, antiviral de amplo espectro usado em casos de hepatite. O medicamento superou ainda o atazanavir, que foi testado anteriormente pelos cientistas.

Os autores do trabalho apontam ainda que os parâmetros farmacológicos do daclastavir contra o novo coronavírus mostraram-se compatíveis com a farmacocinética do medicamento em pacientes, o que reforça seu potencial para ensaios clínicos. “Esses resultados sugerem fortemente que o daclastavir, devido a seus efeitos anti-Sars-CoV-2 e anti-inflamatórios, pode trazer benefícios para pacientes com Covid-19”, pontua Thiago.

Da assessoria da Fiocruz

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