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A Internet "não funciona para as mulheres" e está alimentando uma nova era de abusos generalizados contra elas - alertou nesta quinta-feira (12) o criador da World Wide Web, Tim Berners-Lee.

Em uma avaliação negativa publicada pela World Wide Web Foundation, criada por Berners-Lee para defender uma rede livre e aberta para todos, também garantiu que existe uma "tendência perigosa" de abuso on-line que ameaça o progresso em direção à igualdade de gênero.

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"A web não funciona para as mulheres e as meninas", escreveu.

"O mundo fez um progresso significativo na igualdade de gênero, graças ao impulso incansável de pessoas comprometidas", afirmou.

"Mas estou seriamente preocupado com o fato de que ataques on-line enfrentados por mulheres e meninas, especialmente as de cor, provenientes de comunidades LGBT e de outros grupos marginalizados, ameacem esse progresso", advertiu.

Em uma pesquisa da Associação Mundial de Escoteiras, "mais da metade das jovens entrevistadas disse ter sofrido violência on-line", afirmou Berners-Lee.

O famoso especialista em informática também destacou que a discriminação é alimentada pelo fato de muitas mulheres não terem acesso à Internet.

Assim, de acordo com um estudo de sua fundação, os homens têm 21% mais chances de usar a rede, um percentual que sobe para 52% em países menos desenvolvidos.

Berners-Lee disse que essas desigualdades ameaçam o "Contrato da Web", um plano de ação global lançado por ele há um ano para evitar que a Internet se torne uma "distopia digital".

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