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Quem precisou usar o WhatsApp, no final da tarde desta terça-feira (14), teve que enfrentar uma instabilidade do aplicativo. A plataforma ficou fora do ar por quase uma hora, deixando diversos usuários impossibilitados de enviar qualquer tipo de mensagem.

Internautas usaram as redes sociais para repercutir a falha do WhatsApp. "O WhatsApp caiu e eu que nem um retardado reiniciando o roteador", comentou uma pessoa no Twitter. Os atores Bruno Gagliasso e Fernanda Paes Leme também repercutiram o assunto.

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Confira algumas reações dos internautas:

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A Microsoft anunciou, nesta terça-feira (14), que irá trabalhar junto com a Citrix Systems, em um novo modelo de desktop em nuvem. De acordo com a gigante da internet, o projeto foi pensado a partir da mudança nas rotinas de trabalho, com o crescimento do home office, por conta da pandemia da Covid-19. "Mais organizações tornarão o trabalho remoto uma parte permanente de suas estratégias de gerenciamento de custos e força de trabalho", diz anúncio da Microsoft.

A intenção das organizações é acelerar a migração dos clientes para a nuvem e acelerar a adoção de áreas de trabalho digitais e desktops virtuais.  Nessa troca a Microsoft usará o portal Citrix Workspace e a Citrix, o Microsoft Azure como sua plataforma de nuvem. Serão oferecidas ferramentas e serviços conjuntos para simplificar e acelerar a transição dos clientes locais da Citrix para o Microsoft Azure, além da criação de um roteiro conectado para permitir uma experiência de trabalho flexível consistente.

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“A pandemia da Covid-19 forçou as empresas ao redor do mundo a mudarem a maneira como os funcionários trabalham, enquanto ainda atendem aos requisitos de velocidade e segurança exigidos pelo atual ambiente de negócios incerto. No futuro, os modelos de trabalho híbridos se tornarão o padrão para muitos clientes, exigindo uma infraestrutura flexível para dar suporte, proteger e capacitar suas equipes ”, afirma David Henshall, Presidente e CEO da Citrix, em comunicado.

Como parte do novo contrato, a Citrix e a Microsoft desenvolveram um roteiro conectado com intenção de simplificar e acelerar a transição das cargas de trabalho de aplicativos para o Azure, além de aprimorar o desempenho dos Desktops Virtuais do Windows. A Citrix também investirá na construção de um Citrix Workspace centrado na Microsoft, para integrar os micro aplicativos do Windows Virtual Desktop e Microsoft 365, incluindo o Teams.

Disponibilidade

O Citrix Workspace está disponível para entrega no Azure a partir desta terça. Clique aqui para saber mais sobre como sua organização pode fazer a transição e sobre os benefícios que isso pode proporcionar. Os pacotes já podem ser encontrados no site da empresa.

O Porto Digital anunciou nesta terça-feira (14), uma parceria com empresas de telecomunicações e tecnologia para manter uma rede fibra óptica na Comunidade do Pilar, no bairro do Recife. A intenção da ação, batizada de Pilar Conectado, é ajudar crianças e jovens a continuarem seus estudos de forma remota, prática que vem se tornando necessária em tempos de distanciamento social,necessário desde a chegada do novo coronavírus. Além disso, proeto quer melhorar a qualidade de vida dos demais moradores da região.

A rede, que já está em fase de testes, conta com 13 pontos de Wi-Fi espalhados pelo Pilar. Eles podem ser expandidos para 17, dependendo da demanda popular e oferecem velocidade de download e upload de até 150 MB, divididos entre os usuários. "São todos pontos de acesso. Eles têm como função principal pegar o sinal físico do cabo e replicar para os equipamentos. Como um roteador em casa, mas sendo um equipamento de maior porte", explica Júlio Gil Filho, da Elcoma Vagalume - uma das parceiras do projeto.

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Foram investidos cerca de R$ 130 mil para a implementação da ação, entre equipamentos e manutenção da rede, em um primeiro momento. "Esses equipamentos conseguem dar conta de até 300 ou 400 pessoas, mas na prática atende 100 pessoas com conforto. Mapeamos que podem existir algumas regiões de sombra e podemos expandir em mais quatro pontos, totalizando 17, sem nenhum custo extra. Estamos monitorando, acompanhado para se houver necessidade fazermos essa escalada", afirma Gil filho.

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De acordo com o parque tecnológico, ao todo são 600 celulares e 100 laptops utilizados por 300 famílias da comunidade. A previsão é que a rede atenda cerca de 875 pessoas na área, que engloba quatro prédios do conjunto habitacional, além de barracos ao redor da Igreja do Pilar, Rua de São Jorge e Rua do Ocidente. Segundo dados do Porto Digital, durante os testes, já foram contabilizadas cerca de 100 pessoas usando a rede simultaneamente, por dia, sem atingir 50% capacidade de navegação.

Além do Porto Digital, outras empresas como Elcoma Vagalume, Avantia, UmTelecom e Lemos Telecom, com apoio do Softex Recife, CESAR e Instituto Qualidade no Ensino, apoiam o projeto. A iniciativa ainda prevê ações educativas sobre prevenção e cuidados durante a pandemia.

Pressionado pelos Estados Unidos, o governo do Reino Unido proibiu a gigante chinesa de telecomunicações Huawei de fornecer equipamentos e tecnologia para a futura rede 5G no país a partir de 31 de dezembro, A decisão foi formalizada nesta terça-feira (14) pelo Conselho de Segurança Nacional, presidido pelo primeiro-ministro Boris Johnson, e reverte a autorização concedida pelo próprio governo em janeiro passado, quando permitira que a empresa tivesse um papel "limitado" na montagem da rede 5G.

O novo posicionamento do Reino Unido é uma vitória para o presidente dos EUA, Donald Trump, em sua guerra comercial com a China, que, por sua vez, já havia prometido retaliações caso os britânicos excluíssem a Huawei, o que pode agravar uma tensão já elevada pela crise em Hong Kong.

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Por outro lado, o governo Trump havia dito a Londres que a decisão de janeiro de permitir a participação da companhia chinesa poderia impedir o compartilhamento de informações de inteligência e até levar à realocação de caças americanos estacionados na Inglaterra.

"A partir do fim deste ano, provedores de telecomunicações não poderão comprar qualquer equipamento 5G da Huawei", disse o secretário do governo encarregado de serviços digitais, Oliver Dowden, em discurso no Parlamento.

Além disso, os equipamentos da empresa chinesa já em operação devem ser substituídos até o fim de 2026. Os Estados Unidos alegam que uma rede 5G desenvolvida pela Huawei poderia se tornar um veículo de espionagem da China, acusação negada pela companhia.

Da Ansa

O criador do sistema operacional de código aberto Linux, Linus Torvalds, aprovou a substituição de termos como "blacklist", "master" e "slave" (lista negra, mestre e escravo, em inglês), de seu código-fonte e da documentação do kernel . A iniciativa faz parte de um movimento para coibir termos de codificação que façam referências a escravidão ou tenham conotações racistas.

A intenção de Torvald é tentar tornar a comunidade que responde pelo desenvolvimento do Linux mais inclusiva. Apesar de não haver uma lista definitiva de palavras substitutas, o criador do Linux deu algumas sugestões para as substituições:

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Para Master (mestre) e slave (escravo), por exemplo, podem ser usadas:

Primary/secondary (primário/secundário) 

Main/replica or subordinate (principal/réplica ou subordinado)

 Initiator/target (iniciador/alvo) 

Requester/responder (solicitante/respondedor) 

Controller/device (controlador/dispositivo)

Host/worker or proxy (anfitrião/trabalhador ou representante) 

Leader/follower (líder/seguidor) 

Director/performer (diretor/artista)

Já as alternativas para "blacklist/whitelist" foram: 

denylist/allowlist (lista de negação/lista de permissão) 

blocklist/passlist (lista de bloqueio/lista de passagem)

Os novos termos devem ser usados para novos códigos-fonte escritos para o núcleo Linux e sua documentação e os termos considerados inapropriados poderão ser preservados apenas para a manutenção de código-fonte antigo ou de documentação, de resto, não deverão ser utilizados.

A liderança da chinesa Huawei na tecnologia 5G pôs o presidente Jair Bolsonaro em uma saia justa política. Pressionados pelos Estados Unidos, que acusam a companhia de atuar como um instrumento de espionagem do governo chinês, vários países do mundo decidiram proibi-la de fornecer equipamentos para as futuras linhas da telefonia de quinta geração.

Entre os governos que tomaram a medida estão Canadá, Austrália, Nova Zelândia, Índia e Japão. O Reino Unido havia imposto um teto de até 35% na participação da Huawei em suas redes, mas há expectativa de que as restrições evoluam para banimento. Alemanha, França e Espanha, por sua vez, optaram por não restringir a atuação da companhia até agora.

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No Brasil, essa decisão será de Bolsonaro, a quem caberá a edição de um decreto sobre o tema. Como toda política pública, cabe aos ministérios envolvidos opinar sobre o assunto, pois a decisão, qualquer que seja, terá que ter respaldo técnico, legal e jurídico. Pasta mais diretamente relacionada ao assunto, o recém-criado Ministério das Comunicações tem um posicionamento lacônico.

"A eventual imposição de limitações a um fornecedor de equipamentos de telecomunicações perpassa diversos órgãos de governo para além do Ministério das Comunicações, como o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), o Ministério da Economia e o Ministério das Relações Exteriores, cabendo a decisão final ao presidente", informou a pasta.

O Estadão/Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, procurou sete ministérios na última semana para perguntar a opinião deles sobre o tema. O GSI e os ministérios da Economia, da Agricultura e de Ciência, Tecnologia e Inovações preferiram não comentar, assim como a Casa Civil, a quem cabe reunir a posição dos diferentes ministérios. O Ministério de Relações Exteriores não respondeu.

Guerra de bastidores

Se publicamente os ministérios não se pronunciam sobre o tema, nos bastidores há uma guerra sobre o tema. O ministro de Relações Exteriores, Ernesto Araújo, ligado à ala ideológica, tem deixado clara sua posição a favor de um alinhamento aos Estados Unidos e contrário à China em suas redes sociais. Sobre a pandemia do novo coronavírus, chamado por ele de "comunavírus", ele considera haver um plano para implantar o comunismo em organismos internacionais.

Já o vice-presidente Hamilton Mourão, por exemplo, já deixou claro ser contra qualquer restrição à Huawei. No ano passado, ele viajou à China, onde se encontrou com o vice-presidente da companhia e reiterou haver um clima de confiança com o país asiático. O tema também preocupa a ministra da Agricultura, Teresa Cristina, já que a China é o principal destino das exportações de soja. Qualquer barreira à Huawei pode ter consequências diretas sobre o agronegócio brasileiro.

Liberal, o ministro da Economia, Paulo Guedes, tem dito que quer as três fornecedoras - além da chinesa Huawei, a sueca Nokia e a finlandesa Ericsson - competindo para oferecer o melhor serviço ao País.

Nórdicas

Curiosamente, os EUA não têm mais um grande fabricante e contam principalmente com os serviços das duas empresas nórdicas. A Lucent foi comprada pela francesa Alcatel e, depois, pela Nokia; a Motorola saiu do mercado de equipamentos centrais; e a Standard Electric, que inclusive tinha fábrica e escritório no Rio, descontinuou o negócio de telecomunicações. As americanas Cisco e a Qualcomm permanecem no setor, mas não fazem equipamentos centrais.

Sobre a acusação de espionagem, Juarez Quadros, ex-presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e ex-ministro das Comunicações, tem uma visão realista. "Todos poderiam espionar. A verdade é que temos de proteger as redes de telecomunicações a evitar situações de conflito. Então teríamos que impor salvaguardas que protejam o Brasil desse risco", afirmou.

Quadros avalia que o ideal seria o governo elaborar uma política pública que estabeleça protocolos de segurança de modo a evitar conflitos geopolíticos. "Se é para restringir, que se façam os atos necessários, porque estão ausentes leis, decretos e portarias nesse sentido. E é preciso ter embasamento legal e jurídico para uma decisão como essa."

O presidente da consultoria Teleco, Eduardo Tude, afirma que a pressão norte-americana vai contra a cadeia de suprimento global do setor e, se for bem-sucedida, certamente levará a aumento de preços. Ele destaca que a americana Apple, por exemplo, produz o iPhone na China. "Voltar a uma fase pré-globalização, em que cada país produz seu equipamento, reduz os ganhos de escala. Isso vai se refletir em preços mais altos. Será pior para todos", diz o analista.

Na avaliação dele, o Brasil tem muito a perder caso se curve à pressão dos Estados Unidos. "Não vejo por que não devamos resistir. A política externa brasileira deve buscar uma posição de neutralidade. Numa briga de gigantes, não devemos nos posicionar de um lado ou de outro", afirma.

Regra de segurança do Brasil não reprime nem privilegia empresas

Mesmo com a pressão norte-americana e a liderança chinesa no 5G, até agora o governo não editou nenhuma norma que restrinja a atuação da Huawei no Brasil. Em março, o GSI editou uma Instrução Normativa (IN) sobre segurança cibernética, com requisitos mínimos para o 5G. Entre as diretrizes está a garantia da integridade, confidencialidade e privacidade.

A norma do GSI também orienta as operadoras a contratar, dentro de uma mesma área geográfica, equipamentos de, no mínimo, dois fornecedores distintos. A prática, no entanto, já é adotada pelas principais teles brasileiras para 2G, 3G e 4G, por estratégia comercial. Essa Instrução Normativa está em análise na Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

Também está na Anatel a análise do edital do leilão do 5G, pelo direito de explorar frequências para transmitir o sinal. A disputa é restrita às teles - como Claro, Vivo, TIM, Oi e Algar, além de prestadores de pequeno porte - e não diz respeito a equipamentos usados.

Apesar das promessas de que a disputa ficaria para 2020, internamente, a agência sempre trabalhou com o prazo de 2021, corroborado pelo ministro das Comunicações, Fábio Faria.

Nos bastidores, as teles são contra a restrição de atuação da Huawei no Brasil, onde a empresa chinesa já está há 20 anos. A estimativa é que a chinesa esteja presente em algo entre 40% e 50% das redes do País. Além disso, boa parte da estrutura atual pode ser reaproveitada no 5G.

Câmara teme retaliação ao agronegócio

A Câmara dos Deputados deve entrar no debate sobre a Huawei e a segurança das redes 5G. Presidente da Comissão de Agricultura e das Frentes Parlamentares Brasil-China e dos Brics, o deputado Fausto Pinato (PP-SP) afirma que essa decisão deve ser tomada em conjunto entre Executivo e Legislativo. "Vou sugerir ao presidente Rodrigo Maia (DEM-RJ) que crie uma comissão para darmos transparência total a esse processo de 5G no nosso país. Temos que visar o que realmente seja o melhor pro Brasil", disse.

Pinato afirma que o Brasil deve tomar a melhor decisão em termos econômicos e tecnológicos no que diz respeito ao 5G, "independente de ideologias". "Se não há consenso sobre o que fazer, vamos fazer um debate franco", afirmou. Para Pinato, a ala ideológica está levando o governo "para o buraco". "O vice-presidente e a ministra Teresa Cristina não vão aceitar isso", acrescentou.

O deputado defende um debate técnico e transparente sobre o tema e afirma que o Brasil não deve ceder a pressões ou paixões. "A China não é nenhuma santa, mas os EUA têm interesse nessa causa. Não podemos fazer algo só porque o Trump (presidente dos EUA, Donald Trump) disse. O mesmo Trump que briga com a China comprou respiradores de lá e depois faltou pra todo mundo. Não é briga nossa", afirmou. "Vamos entrar nessa briga para não ganhar nada e ainda por cima prejudicar o agro?", questionou.

Estados Unidos apertam teles contra Huawei

Os Estados Unidos têm intensificado movimentos contrários à chinesa Huawei e pressionado operadoras em todo o mundo. Declarações públicas do secretário de Estado norte-americano, Michael R. Pompeo, foram distribuídas pela Embaixada dos EUA no Brasil com esse teor. A Huawei se defende das acusações e afirma nunca ter tido incidentes relacionados à segurança em 30 anos de operação em mais de 170 países.

Em nota oficial, Pompeo defende a adoção de "fornecedores confiáveis" para o 5G. "A maré está se voltando contra a Huawei à medida que cidadãos de todo o mundo estão acordando para o perigo do estado de vigilância do Partido Comunista Chinês", afirma.

O secretário cita medidas anunciadas pela República Checa, Polônia, Suécia, Estônia, Romênia, Dinamarca, Letônia e Grécia. Ele menciona ainda iniciativas adotadas por teles na França, Índia, Austrália, Coreia do Sul, Japão, Reino Unido e Canadá. A nota destaca ainda que a Telefônica, dona da Vivo, também teria se comprometido a não usar equipamentos de fornecedores "não-confiáveis".

A Huawei afirma ser uma empresa privada, com muitos empregados como investidores, além de investidores privados. Por ter capital fechado, ela não tem, porém, o mesmo grau de transparência das nórdicas Ericsson e Nokia, listadas em bolsa e com balanço auditado por empresas independentes.

A empresa atua há 22 anos no País. "A segurança cibernética e privacidade do usuário são o principal foco de atenção da Huawei", reitera. A companhia fornece equipamentos para mais de 500 operadoras em todo o mundo e afirma ter 91 contratos confirmados no 5G até o primeiro trimestre deste ano.

Pesa contra a Huawei a Lei de Inteligência Nacional, de 2017, segundo a qual toda organização deve apoiar e cooperar com a inteligência do Estado. Para os críticos, essa legislação obrigaria as empresas que atuam no país a repassar informações ao comando do Partido Comunista, dentro e fora da China.

Sobre a suspeita, a Huawei afirma que suas soluções "estão de acordo com as leis de cada país em que atua" e que não trabalha "com qualquer governo ou instituição no sentido de criar 'backdoor' para produtos ou serviços". A Huawei informa que tem trabalhado para achar formas de "gerenciar" as restrições propostas pelos EUA.

A artista perfomática Romagaga publicou um vídeo com um desabafo em seu Twitter na madrugada deste domingo (12), relatando ter dificuldades para manter um perfil no Tinder por ser trans e usando a hashtag #TinderTransfobico.

"Está lá o Tinder usando a bandeira LGBT, usando a causa, se promovendo, sendo que nós trans não temos o direito de estar no aplicativo. Eu faço uma conta lá e em um minuto eu sou banida. Qualquer outra trans que faz é banida. Isso não é justo. Isso é crime", diz Romagaga.

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"Não é só um aplicativo não, eu estou cansada de hipocrisia, das pessoas estarem usando a bandeira LGBT e nós não termos direito nenhum. Essas empresas que estão usando a bandeira aí, quantas trans vocês estão vendo trabalhar?", continua a artista.

A partir desta iniciativa mais usuários passaram a acusar de transfobia a plataforma de encontros e o assunto foi parar nos trending topics Brasil.

Após contato da reportagem, o Tinder divulgou um comunicado sobre a acusação. "Estamos dedicados a tornar o Tinder o melhor aplicativo para todes conhecerem novas pessoas. O Tinder não bane usuários por conta da sua identidade de gênero. [...] No entanto, sabemos que nosso trabalho não está concluído", informa a nota.

"Reconhecemos que a comunidade trans enfrenta desafios no Tinder, incluindo ser injustamente denunciado [sic] por matches potenciais. Esta é uma questão complexa e multifacetada e estamos trabalhando em estreita colaboração com organizações ao redor do mundo para melhorar constantemente nossas práticas", afirma o comunicado.

Em junho, o aplicativo de namoro lançou uma atualização que permite o usuário optar por mais opções de identificação - além de homem e mulher.

A Amazon explicou nesta sexta-feira (10) que enviou por engano a seus funcionários um e-mail solicitando a remoção do aplicativo TikTok de seus telefones devido a questões de segurança.

A mensagem interna comunicava aos funcionários que eles ainda poderiam acessar a popular plataforma de compartilhamento de videos usando navegadores de laptops, mas perderiam o acesso ao e-mail da empresa em smartphones com o TikTok.

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"O e-mail desta manhã para alguns de nossos funcionários foi enviado por engano", disse um porta-voz da Amazon em resposta à AFP. "No momento, não há alterações em nossas políticas em relação ao TikTok", acrescentou.

"A segurança do usuário é de extrema importância para o TikTok: estamos totalmente comprometidos em respeitar a privacidade dos nossos usuários", disse um porta-voz da rede social à AFP. O TikTok está disposto a dialogar com a Amazon "para resolver quaisquer problemas que possam ter".

O Comitê Nacional Democrata aconselhou os militantes que participam da campanha eleitoral a evitarem o uso do TikTok em dispositivos pessoais e que, se o fizerem, devem executá-lo a partir de um dispositivo diferente daquele usado no trabalho, de acordo com um membro desse organismo.

O TikTok saiu de Hong Kong nesta semana, uma medida vista como um esforço para se livrar do "rótulo de que é uma empresa controlada pela China e compartilha dados com o governo chinês", disse à AFP Zhu Zhiqun, professor de ciência política na Universidade de Bucknell, Estados Unidos.

O TikTok, aplicativo aclamado pelos jovens por seus vídeos curtos de humor, dança e música, pertence ao grupo chinês ByteDance e soma quase 1 bilhão de usuários no mundo. No entanto, sua crescente popularidade nos Estados Unidos levou o governo Donald Trump a sujeitá-lo a uma investigação crescente.

O presidente americano disse nesta semana que avalia a possibilidade de proibir o aplicativo, como forma de punir a China pela pandemia de coronavírus, enquanto os principais legisladores dos Estados Unidos manifestaram preocupação com o potencial da plataforma de vazar dados dos usuários para o governo chinês.

A Índia, onde o TikTok também é muito popular, bloqueou recentemente a plataforma por razões de segurança nacional, após um confronto na fronteira entre seus soldados e forças chinesas.

O TikTok sempre negou que compartilhe dados com as autoridades chinesas e sustenta que não tem a intenção de aceitar solicitações deste tipo. "Nunca fornecemos dados dos usuários ao governo chinês, nem forneceríamos se nos pedisse", afirmou um porta-voz da empresa nesta quarta-feira.

A TIM Brasil negou que já tenha definido os fornecedores de equipamentos para o sistema 5G, em resposta a uma reportagem da Reuters que diz que a Telecom Italia, dona da empresa, excluiu a chinesa Huawei da disputa para participar dos núcleos de suas redes de quinta geração.

"A TIM Brasil informa que, ao contrário do que foi divulgado recentemente, ainda não tem definidos os fornecedores de equipamentos para o sistema 5G. A empresa fará seu processo de compras, sempre norteado por critérios de alta qualidade e preços competitivos, seguindo as regras definidas pelas instituições brasileiras", afirma a operadora em uma nota.

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A Huawei participou do lançamento do primeiro projeto-piloto de 5G da TIM Brasil em uma rede ativa no país, em Florianópolis (SC), em junho de 2019.

Segundo a Reuters, a Telecom Italia teria convidado apenas Cisco, Ericsson, Nokia, Mavenir e Affirmed Networks para participar da disputa referente aos núcleos de suas futuras redes 5G na própria Itália e no Brasil.

Da Ansa

Usuários de iPhone acordaram na manhã desta sexta-feira (10) com uma série de problemas para acessar seus aplicativos favoritos. Nubank, Spotify, Pinterest, Waze e até o game Free Fire, apresentam um bug que não permite que sejam acessados nos dispositivos da Apple. O erro acontece apenas em aparelhos que rodam iOS.

No Twitter, várias pessoas relatam que tentaram instalar e desinstalar seus aplicativos, mas mesmo assim não conseguem acessá-los. No site DownDetector, que monitora o funcionamento dos principais aplicativos no mundo, os cinco apps aparecem como as principais ferramentas apresentando instabilidade no momento. 

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O motivo

As falhas começaram a ser relatadas por volta das seis da manhã e - na maioria dos aplicativos - foram ocasionadas por conta de uma falha do Facebook, que já começou a investigar o erro. O bug levou o Spotify e o Nubank aos assuntos mais comentados do Twitter, mas as empresas também não se pronunciaram sobre a falha. 

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A retirada da plataforma de vídeo viral TikTok de Hong Kong é uma iniciativa comercial que lhe permite se defender das acusações de conluio com a China, mas falha em dissipar completamente as dúvidas, estimam analistas.

A plataforma, de propriedade do grupo chinês Bytedance, anunciou na terça-feira (7) a suspensão do aplicativo na ex-colônia britânica, dias depois de Pequim promulgar uma nova lei de segurança nacional que dá mais poderes à polícia, especialmente em termos de vigilância.

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Algumas horas antes, Facebook, Google e Twitter anunciaram que não responderiam mais aos pedidos de informações sobre seus usuários enviados pelo governo e pelas autoridades de Hong Kong.

A decisão de se retirar de Hong Kong deve ajudar o TikTok a se livrar "do rótulo de uma empresa controlada pela China e que compartilha dados com o governo chinês", diz Zhu Zhiqun, professor de Ciências Políticas da Universidade Bucknell, nos Estados Unidos.

Permite melhorar sua reputação, sem perder muitos usuários, já que tem "relativamente poucos em Hong Kong", segundo Severine Arsene, da Universidade Chinesa de Hong Kong.

Também permitirá manter o foco no mercado americano, que lhe traz cada vez mais renda. "(O TikTok está) preocupado principalmente com a sobrevivência nos Estados Unidos", explica o especialista Elliott Zaagman, que colabora com o think tank Lowy Institute, na Austrália.

O aplicativo Douyin, também desenvolvido pela Bytedance e presente principalmente na China continental, deve recuperar, segundo acredita, uma parte dos usuários do TikTok.

Douyin - que compartilha dados do usuário com o governo chinês - não está oficialmente disponível em Hong Kong, mas a Bytedance apoia seu uso nesta cidade de sete milhões de habitantes.

"A empresa não pretende disponibilizar o Douyin na App Store de Hong Kong, mas Douyin tem usuários locais de Hong Kong que o baixaram na China continental", declarou à AFP um porta-voz da ByteDance.

O TikTok e o Douyin estão entre os aplicativos mais populares do mundo, com mais de 2,2 bilhões de downloads, de acordo com a agência de pesquisa americana SensorTower.

Oferecem grande quantidade de vídeos de 15 a 60 segundos, geralmente divertidos e bem-humorados, além de tutoriais de maquiagem e coreografia.

- Alvo dos Estados Unidos -

O governo americano monitora de perto o TikTok devido à sua crescente popularidade no país.

Em um contexto de grande tensão com a China pela maneira como o gigante asiático lidou com a pandemia de Covid-19, o presidente Donald Trump declarou esta semana que planeja proibi-lo.

O secretário de Estado Mike Pompeo também disse que Washington está considerando proibir vários aplicativos chineses, incluindo o TikTok, em meio a suspeitas de espionagem.

A Índia - onde o TikTok é muito popular - bloqueou recentemente a plataforma por motivos de segurança nacional após um conflito na fronteira entre seus soldados e militares chineses.

O TikTok nega categoricamente as acusações de espionagem. "Nunca fornecemos dados sobre nossos usuários ao governo chinês, e não forneceríamos se isso nos pedisse", disse um porta-voz na quarta-feira.

O TikTok também é suspeito de ter banido algumas imagens dos protestos em Hong Kong, na tentativa de apaziguar o governo chinês.

Pesquisas nesta semana no TikTok com as hashtags #democracy e #independence em Hong Kong não conectavam a nenhum vídeo, segundo a AFP. Outras, como #nationalsecuritylaw e #HongKongindependence, renderam resultados.

Um porta-voz do Tiktok negou a censura. "Não aplicamos nenhuma restrição ao conteúdo político, a menos que violem as normas da comunidade, como o discurso de ódio", disse ele à AFP.

Nesta quinta-feira (9), usuários do TikTok repercutiram em diversas redes sociais problemas ocasionados pelo aplicativo. Internautas relataram que a plataforma apresentou instabilidade. Para acalmá-los, a empresa se pronunciou no Twitter, dizendo que estava reparando os erros e que nada passou de um bug: "Logo mais o app volta ao normal!".

O TikTok Brasil informou aos seguidores que a correção está em andamento. "Vocês já podem ver o app voltando aos poucos, mas aqui do nosso lado continuamos tentando resolver e melhorar as coisas. Mais atualizações por vir", diz a mensagem. A preocupação dos usuários foi parar nos trending topics do Twitter.

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"É difícil carregar o mundo nas costas, a gente entende", brincou uma pessoa no microblog. "Certeza que foi o Instagram com inveja querendo te silenciar", ironizou outra, através da hashtag #savetiktok.

Posicionamento (atualização)

Nesta sexta-feira (10), a empresa enviou um comunicado à imprensa informando que "Ontem à tarde, alguns de nossos usuários tiveram problemas com o aplicativo em relação a notificações, exibição de curtidas e contagem de visualizações e problemas ao carregar vídeos em algumas páginas do aplicativo. Os problemas parecem ter sido causados por um tráfego mais alto do que o normal em nossos servidores na Virgínia [EUA], causando interrupções temporárias no serviço. Resolvemos o problema e estamos investigando a causa e compartilharemos as atualizações assim que estiverem disponíveis", disse o TikTok.

Confira algumas reações dos internautas:

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Um grupo de pesquisadores da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (FFCLRP) da Universidade de São Paulo (USP) e do Supera Parque de Inovação e Tecnologia de Ribeirão Preto criou um aplicativo capaz de diagnosticar a Covid-19, através de uma radiografia de pulmão. Chamado de Marie, em homenagem à pioneira dos estudos sobre raios-x Marie Curie (a primeira mulher a ganhar um Nobel e única pessoa até hoje a ganhá-lo duas vezes, um de Física e outro de Química), o app pode ser utilizado para fazer triagem de pacientes com suspeita da doença, uma vez que permite a análise de mais de uma imagem ao mesmo tempo.

De acordo com uma publicação feita no site da USP, os pesquisadores analisaram 3.500 imagens, sendo duas mil de pacientes com a Covid-19, 500 de pacientes com tuberculose e 1000 de pessoas sem nenhuma doença. Elas foram obtidas de repositórios de Brasil, China, Estados Unidos e Itália e ajudaram a criar um padrão para o diagnóstico. 

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De acordo com uma das pesquisadoras à frente da ferramenta, Paula Cristina dos Santos, já na primeira etapa de projeto, após o agrupamentos das imagens, foi possível detectar as diferenças entre as imagens de pulmões afetados pela Covid-19 e as imagens daqueles afetados pela tuberculose. Com a identificação dessas características os pesquisadores afirmam que o aplicativo apresenta uma assertividade de 93% a 98% no diagnóstico de pacientes com o novo coronavírus.

A aguardada tecnologia de internet móvel de quinta geração (5G) já tem data e local para estrear no Brasil. Ela será ativada na próxima terça-feira (14) em São Paulo e no Rio de Janeiro, com a cobertura restrita a alguns bairros. Esta será a primeira rede 5G da América Latina.

Por enquanto, a novidade será uma exclusividade da Claro. A operadora decidiu tomar um "atalho" para ofertar a nova geração de internet antes das suas concorrentes. A operadora vai empregar uma tecnologia desenvolvida pela Ericsson que permitirá à tele ligar o 5G nas frequências (espécies de "rodovias" por onde trafegam os sinais) já usadas para 4G, 3G e 2G. A mesma estratégia foi adotada recentemente por operadoras que quiseram antecipar a cobertura em países como EUA, Alemanha e Suíça, por exemplo.

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A rede, no entanto, não vai desfrutar de outras vantagens do 5G, como a baixa latência (espécie de tempo de reação entre um pacote de dados ser enviado para a rede e retornar ao dispositivo). É um dos fatores mais importantes para a tecnologia, que pode garantir, por exemplo, a segurança de carros sem motorista nas ruas.

Leilão

A expansão do 5G em larga escala e pleno potencial no Brasil ainda depende do leilão das faixas de frequências que será promovido pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). O certame estava previsto para 2020, mas ficou para 2021, ainda sem data definida. Ali serão leiloadas as faixas específicas por onde o sinal do 5G vai alcançar todo o País, sendo que a principal delas será a de 3.500 Mhz. O leilão está atrasado porque a Anatel ainda estuda como evitar que o 5G "trombe" com o sinal de parabólicas, que também usam a mesma frequência.

"Algumas coisas ainda dificultam a expansão do 5G no Brasil. Daí a importância de evoluir a partir das redes já disponíveis", explica Paulo César Teixeira, presidente da unidade de consumo e empresas da Claro. Nessa operação, a Claro vai usar, inclusive, frequências que pertenciam à Nextel, operadora que foi adquirida no início deste ano. Segundo Teixeira, isso não significa que a empresa não vai participar do leilão.

Bairros

No Rio de Janeiro, a cobertura do 5G começará por Ipanema. Até o fim de setembro, chegará também a Leblon e Lagoa, se expandindo por toda a orla, do Leme até a Barra da Tijuca. Em São Paulo, a cobertura parte da região da Avenida Paulista e Jardins.

A Claro promete que o 5G terá conexões 12 vezes mais velozes que o 4G convencional. Segundo Teixeira, nos testes já foram registrados picos de até 400 megabytes por segundo, valor bem maior que a velocidade média da banda larga no País, na casa dos 50 megabytes por segundo.

Na estreia do 5G, os brasileiros ainda terão que lidar com a pequena disponibilidade de dispositivos compatíveis. Para contornar o problema, a Claro fechou parceria com a Motorola, que lançou na semana passada o Motorola Edge, compatível com a rede. Ele tem tecnologia da Qualcomm e é vendido por aqui a R$ 5,5 mil.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

A Gol Linhas Aéreas começou a oferecer aos seus clientes a opção de fazer o check-in por WhatsApp. Com essa medida, a companhia pretende diminuir as aglomerações nos aeroportos para proteger seus clientes e funcionários do Covid-19.

No aplicativo os clientes recebem auxílio da assistente virtual Gal, que os ajuda a confirmar os seus voos e os assentos. A ferramenta ainda está em fase de testes e encontra-se disponível apenas para clientes de viagens próximas.

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A empresa já havia tomado outras medidas em relação à pandemia, como orientar seus passageiros sobre o uso de máscaras e sobre as regras de distanciamento. Os clientes que precisarem de atendimento físico ainda poderão fazê-lo até três horas antes do embarque ou uma hora antes da decolagem.

O primeiro-ministro Boris Johnson deve anunciar este mês sua decisão de retirar progressivamente os equipamentos do fabricante chinês Huawei da rede 5G britânica - informa o jornal "Financial Times" nesta segunda-feira (6), citando fontes do governo.

Já o ministro Oliver Dowden, responsável pelo setor Digital, Cultura, Mídia e Esportes, reafirmou hoje, em entrevista à Sky News, que o Executivo busca "diversificar seus equipamentos para reduzir a participação de fornecedores de alto risco, dos quais a Huawei é o principal".

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Segundo o FT, Johnson tem a intenção de excluir a Huawei, principalmente, porque as sanções americanas anunciadas em maio colocariam - conforme um relatório britânico de Segurança Nacional - dúvidas "muito, muito graves" sobre a capacidade de a Huawei continuar fornecendo material para a rede britânica 5G.

Dowden confirmou ter recebido um informe do Centro Nacional de Cibersegurança sobre o impacto das sanções dos Estados Unidos na Huawei e afirmou que podem impor "obstáculos".

Estas sanções estão desenhadas, entre outros pontos, para impedir o acesso da Huawei aos semicondutores feitos com componentes americanos.

Nesse contexto, o governo britânico se preocupa com que os chineses recorram a equipamentos de substituição que possam oferecer novos riscos de segurança, completa o jornal.

O governo de Donald Trump acusa a Huawei de espionar para Pequim e está pressionando, no mundo todo, para que seja excluído das redes de Internet móvel de última geração.

A Huawei sempre negou as acusações de espionagem e diz que se trata, na verdade, de uma guerra comercial.

Em janeiro passado, Londres havia dado sinal verde para a participação da Huawei em infraestruturas não estratégicas de sua rede 5G, limitando sua participação a 35%.

Em maio, porém, a imprensa britânica informou que Johnson estava reexaminando os vínculos do governo chinês com a Huawei e considerava a possibilidade de excluir o grupo de seu 5G até 2023.

Desativar as contas, migrar para outras redes "seguras", ou limpar o histórico de navegação. A lei de segurança imposta por Pequim provocou uma onda de pânico entre os internautas de Hong Kong, convencidos da importância vital de apagar dos computadores os vestígios de seu compromisso pró-democracia.

Na tarde de terça-feira (30), o regime chinês impôs à ex-colônia britânica um texto polêmico que, segundo alguns países estrangeiros, viola o princípio "um país, dois sistemas", garantidor das liberdades de Hong Kong desconhecidas em outras regiões da China.

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Até o último minuto, Pequim manteve em segredo o conteúdo dessa lei que busca suprimir a subversão, a secessão, o terrorismo e o conluio com forças estrangeiras, e que é uma resposta ao movimento de protesto que surgiu há um ano, sem precedentes desde 1997.

Muitos juristas alertaram sobre a redação vaga de um texto que, à luz de qualquer interpretação, leva à autocensura.

Pequim garante que as liberdades políticas de Hong Kong não estão ameaçadas. Muitos lembram, porém, que o Partido Comunista costumava usar essas leis para reprimir a dissidência na China.

- "Cuidado!" -

"Alterei o nome do meu perfil e adotei uma conta privada para que minha empresa não possa ver minhas publicações que poderiam ser consideradas antichinesas, ou uma violação da lei de segurança nacional", diz este funcionário de uma grande empresa, cuja diretoria é, segundo ele, "pró-Pequim".

Ele acrescenta, sob anonimato, que será "muito cauteloso" em suas próximas publicações, por medo de que seus colegas, ou mesmo amigos, possam denunciá-lo.

Depois que a lei foi aprovada, muitas pessoas de Hong Kong anunciaram que estavam excluindo suas contas no Twitter, no Telegram, ou no Signal, enquanto outras compartilharam conselhos sobre as melhores maneiras de reduzir os rastros deixados na Internet.

"Para sua segurança, estamos excluindo todas as mensagens", anunciou o administrador de um grupo no Telegram, muito seguido pelos grupos pró-democracia.

"Por favor, tenham cuidado com o que dizem", orientaram os administradores desse grupo.

Um advogado simpatizante do movimento pró-democracia enviou uma mensagem para um jornalista da AFP, pedindo-lhe que apagasse completamente sua conversa no WhatsApp. Outros relataram que migraram para o Signal, uma rede social considerada mais segura.

Os críticos da nova legislação denunciam, em particular, o fato de que a China terá jurisdição sobre alguns casos constitutivos de delito, minando a soberania judicial de Hong Kong, e que os policiais chineses poderão operar em Hong Kong, algo inédito até então.

Outras preocupações incluem os poderes ampliados de vigilância concedidos à polícia, especialmente na área de escutas e acesso a comunicações na Internet, sem supervisão judicial.

- "Questão de sobrevivência" -

Os provedores de redes virtuais privadas (VPN) constataram um aumento das vendas desde o anúncio da lei.

Billie, assistente de 24 anos de um vereador, diz que começou a usar uma VPN em maio, quando a China anunciou seu projeto.

Livrou-se de alguns seguidores em suas contas nas redes sociais e apagou postagens "sensíveis", mesmo que, em tese, a nova lei não seja retroativa.

"Sinto vergonha e me sinto desconfortável. Nunca quis fazer isso, mas me sinto obrigado. É uma questão de sobrevivência", diz ele à AFP, pedindo que sua identidade não seja revelada.

"Foi uma parte de mim que desapareceu", desabafa.

Essa limpeza não é apenas virtual.

Vários restaurantes "pró-democracia" também decidiram tirar a colorida propaganda que decorava seus salões, sinais de apoio à rejeição ao regime chinês.

Gordon Lam, um ativista pró-democracia, contou à AFP que pelo menos um restaurante lhe pediu conselhos após uma visita da polícia, que disse que os folhetos e cartazes nas paredes "poderiam estar violando a lei de segurança nacional".

"Parece que o governo está usando essa lei para pressionar as empresas amarelas", comentou ele, referindo-se à cor atribuída ao movimento pró-democracia, em oposição ao azul, que designa empresas favoráveis ao poder.

As primeiras prisões sob a nova lei ocorreram na quarta-feira (1o). Neste dia, milhares de pessoas protestaram contra a proibição de manifestação pelo 23º aniversário da devolução deste território semiautônomo à China em 1997. A maioria foi detida por exibir bandeiras, ou folhetos, a favor da independência.

Com o distanciamento social orientado para conter o avanço da pandemia, as redes sociais se tornaram o meio de comunicação e entretenimento mais viável. Entre WhatsApp, Facebook, Instagram e Twitter, usuários criativos começaram a criar e compartilhar correntes e desafios. Confira algumas dessas brincadeiras que tem dividido a opinião na internet:

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Como você me descreveria?

Essa corrente tomou conta das redes sociais nas últimas semanas. Entre stories no Instagram e publicações no Facebook, a brincadeira consiste em descrever a pessoa que fez a publicação, caso outra pergunte quem ela é. "Minhas redes foram dominadas por isso. No início até participei de algumas, mas cansei", comenta o estudante de Ciências Sociais Leonardo Silva, 23 anos.

Cite uma lembrança...

Nessa corrente, a memória do usuário é instigada a recordar de algo referente ao dono da publicação ou de sua infância, como uma lembrança de escola, por exemplo. As correntes que tem como base essa brincadeira também dominaram as redes sociais.

Solta o pontinho e digo algo de você

 Para interagir, o usuário adepto dessa brincadeira costuma dar sua opinião sobre aquele que se dispõe, por meio do 'pontinho' a sabê-la. Acontece que a brincadeira pode trazer elogios ou não. "Adoro essas correntes de dizer algo sobre uma pessoa, pode ser qualquer coisa", comenta o estudante de Direito Carlos Pais, 22 anos.

  

Desafios e GIFs

Matemática, lógica, gramática e "ache o objeto" são alguns dos desafios que tomaram conta das redes sociais na quarentea. O viral da vez consiste em adivinhar quantas pessoa há em um quarto. "Este, ainda não achei a resposta", brinca Pais. Já os GIFs, que fazem fama na internet, passaram a trazer animações em formato de jogo, onde é preciso paralizar a imagem exatamente no momento de encaixe proposto.

 

O Spotify disponibilizou um recurso que permite aos usuários acompanhar as letras das músicas que estão ouvindo em tempo real. A atualização é uma parceria com a Musixmatch e foi disponibilizada para 26 países, incluindo o Brasil. 

As letras das músicas serão exibidas no idioma original da canção e o recurso já passou pelo período de testes. Os países que recebem a atualização são: Argentina, Brasil, Colômbia, Chile, México, Peru, Bolívia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, Guatemala, Honduras, Índia, Nicarágua, Panamá, Paraguai, El Salvador, Uruguai, Vietnã, Filipinas, Indonésia, Malásia, Tailândia, Taiwan, Singapura e Hong Kong. 

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De acordo com o Spotify, o resultado da parceria com a Musixmatch é o acesso ao maior catálogo de letras e traduções do mundo. O recurso foi disponibilizado aos usuários da plataforma no início desta semana.

Milhões de indianos estão buscando alternativas locais esta semana, depois que o governo bloqueou 59 aplicativos chineses, em meio à escalada de tensão entre Nova Délhi e Pequim.

A Índia está vivendo uma onda anti-China, após um enfrentamento incomum entre os Exércitos desses dois gigantes asiáticos sobre disputas fronteiriças no Himalaia, em meados de junho.

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O confronto custou a vida de 20 soldados do lado indiano e causou um número desconhecido de baixas nas fileiras chinesas.

Nesse contexto, o governo do primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, anunciou na segunda-feira a proibição de 59 aplicativos chineses (entre eles o Tiktok, Weibo, Wechat e Camscanner), em nome da segurança nacional.

Como resultado dessa decisão, algumas plataformas digitais da Índia aumentaram rapidamente seu número de usuários, em busca de aplicativos locais para substituir os que foram proibidos.

O Sharechat recebeu 15 milhões de downloads nas 48 horas que se seguiram à ordem de bloqueio. Agora, conta com cerca de 150 milhões de usuários registrados, anunciou a rede social indiana em um comunicado.

O aplicativo de vídeo Roposo ganhou 10 milhões de novos usuários nos últimos dias, elevando sua base para 75 milhões, disse à AFP Naveen Tewari, presidente da empresa matriz Inmobi.

Com uma população de 1,3 bilhão de pessoas e uma penetração de Internet impulsionada pelos preços baixos dos dados móveis, a Índia é um mercado-chave para empresas digitais.

Muitos gigantes internacionais do setor, como o Facebook, veem-no como um motor de crescimento muito promissor.

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